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Jornal de Fato

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MOSSORÓ (RN), DOMINGO, 27 DE março DE 2022 | EDIÇÃO 6.324 | ANO XXII | R$ 2,50

terra A força da

Globo reproduz saga de “Pantanal” no horário nobre

domingo

mulher

Longe de Casa Curta documental retrata realidade de refugiados venezuelanos

Men Moment

Hidrofobia capilar

As coleções de outono-inverno deixam qualquer homem elegante

saiba o que é e como tratá-la

Jornal de Fato

PL endurece pena para crimes contra criança e adolescente

Estrada da morte

Mossoró 5

Rodovia registra 137 óbitos nos últimos cinco anos

Dólar cai e atinge menor valor desde o início da pandemia Principal 6

Governadores vão gastar mais de R$ 30 bilhões após reajuste

Antenor diz que Ezequiel integra Governo, apesar da divisão

covid-19 Boletim dA Covid-19 no rN - nº 652

principal 3 e4

Última atualização - 25 de março de 2022 - 18h30

Contribuintes mossoroenses podem fazer doação ao FIA

495.182

CONFIRMADOS

779

SUSPEITOS ÓBITOS

MONITORAMENTO DE VACINAÇÃO

2.935.169

Pessoas vacinadas (uma dose)

2.596.314

Totalmente vacinadas

6.948.683 Doses aplicadas

Clássico ‘Vovô’ decisivo no RJ; Assu pode ser rebaixado no RN Fluminense e Botafogo lutam por vaga na decisão. Se perder, Assu será rebaixado hoje. mossoró 7

Principal 7

8.117

Instagram do Assu

Dados da Polícia Rodoviária Federal (PRF) revelaram 514 acidentes entre 2017 e o início de 2022. Entre janeiro e março deste ano, foram 18 acidentes e seis mortes. césar santos 5

Chuva forte e intensa causa transtornos em Mossoró Diferentes pontos de alagamentos foram registrados após chuva de sexta-feira. principal 6

Reprodução das redes sociais

O Fundo para a Infância e Adolescência é uma das instituições aptas a receber a doação. mossoró 1 e 2 NESTA EDIÇÃO [40 páginas] OPINIÃO...............................................p2 POLÍTICA............................................p3 CÉSAR SANTOS...............................p5 gerais/opinião.............................p6 braSIL/MUNDO...............................p8 CADERNOS MOSSORÓ..............................p1 a 8 MULHER ........................................ p1 a 4 domingo........................p1 a 16 televisão.................................p1 a 12


2 OPINIÃO

domingo, 27 DE março de 2022

ESPAÇO JORNALISTA MARTINS DE VASCONCELOS

Organização: clauder arcanjo

DOIS ROMANCES DE ERIKA MATTOS DA VEIGA Edmílson Caminha

Escritor, membro da Academia de Letras do Brasil edmilson.caminha@gmail.com

São poucos, na literatura brasileira, os romancistas que, pela qualidade da obra de estreia, já nascem prontos. É o caso de Frederico Lucena de Menezes, com História de uma espera (Brasília : LGE, 2005), e Erika Mattos da Veiga, com Ressaibo (Rio de Janeiro : 7 Letras, 2007). Claro que, antes de procurar editora, a maioria escreveu alguma ficção destinada às gavetas, até julgar-se pronta para enfrentar o público. Mesmo assim: em geral, o primeiro livro peca pela insegurança e pelo “saber de inexperiência feito”, no gênero em que escritores brincam de ser deuses, ao criar mundos e pessoas que neles se encontram para viver uma história. Surpreendente pela concepção do entrecho e pela força narrativa, o romance da jovem autora acerta já a partir do título, polissêmico e, a princípio, um tanto obscuro: “ressaibo” quer dizer ranço, mau sabor, mas também sentimento de decepção, de desagrado, ressentimento. Esse meio-termo entre o incômodo físico e o desconforto emocional, psicológico, resume toda a dimensão humana dos poucos, mas vigorosos, personagens: a mulher madura, o marido mais novo, a secretária hóspede do casal e a empregada negra. Personagens anônimos (à exceção da empregada, cujo nome caricato se revela só no fim), que vão, por isso, além da mera representação figurativa para se tornar simbólicos, paradigmáticos. Se os constrói com rara competência para uma iniciante, a escritora se perde na relação entre a secretária e o homem – que a atrai pelo físico ao mesmo tempo que a repugna, pelos dentes mal cuidados e pela expressão tosca. De re-

pente vê-se ela, no capítulo nove, apaixonada pelo tipo, como se, a par de bem caracterizados física e psicologicamente, não carecessem os personagens, também, de uma certa coerência na ação, para a naturalidade e a verossimilhança que os fortalecem como criações literárias. Note-se, no Ressaibo, o talento da romancista ao lidar com o apelo erótico, pondo-o mais nos objetos, na fisiologia e na linguagem do que propriamente na realização sexual: Erguendo a barra da saia, encaminhou-se até o sanitário. Atirou a toalha sobre os ladrilhos do chão, puxou a calcinha que lhe apertava a cava das coxas. (...) Urinou tranquilamente enquanto ambos os pés brincavam com a superfície felpuda da toalha, bocejou. Procurou com a mão o rolo de papel higiênico que ia pela metade, enxugou-se do mijo, descartou na lixeira o punhado de papel.

Admirável, também, a maestria com que trabalha o escatológico, no que tem o corpo humano de mais sujo e de mais feio. A cena da velha no capítulo 8, mergulhada em fezes que boiam na água da banheira, é das mais fortes e mais impressionantes da literatura brasileira, nos últimos tempos. De maneira engenhosa, os quinze capítulos do romance apresentam-se como segmentos fracionários – um quinze avos, dois quinze avos, três quinze avos... –, de sorte que se chega à unidade, um inteiro, na conclusão da história, quando a secretária afunda no abismo do desespero e do sofrimento para voltar à tona despedaçada, um espectro que caminha em direção ao mar onde, talvez, mergulhe para sempre. Porque há mulheres e homens, parece dizer a narradora, que só se completam na desintegração, só atingem a unidade humana no dilaceramento do corpo e da alma. Por tudo isso, Ressaibo surpreende como romance de estreia que se filia a uma das mais nobres linhagens da ficção brasileira, a que pertencem obras que vão de Os ratos, de Dyonélio Machado, a Angústia, de Graciliano Ramos; de A casa da paixão, de Nélida Piñon, a Um copo de cólera, de Raduan Nassar. Para finalizar, a Erika Mattos da Veiga, autora de Ressaibo, o inteligente conselho de Mário de Andrade a um jovem que publicara o pri-

meiro livro com a longa assinatura de Fernando Tavares Sabino: “Encurte-a para Fernando Sabino”. Que a nova escritora se chame, literariamente, Erika Veiga, nome com o qual, sem dúvida, brilhará no romance brasileiro. ••• O primeiro período do romance Nona (Rio de Janeiro : 7 Letras, 2010), de Erika Mattos da Veiga, tem, exatamente, 115 linhas. Donde se pode concluir que, na obra, a linguagem e o estilo interessam mais do que a ação e a história, ou, por outra, o que contar importa menos do que como fazê-lo. Até porque não há muito o que contar: ao longo das 168 páginas, os personagens são poucos – a menina (depois mulher), de quem nunca se saberá o “nome italiano”; a boneca Berenice; a negra Dindinha; a mãe reclusa em um quarto; o pai distante; o ilhéu motorista de táxi e dois empregados de um hotel. Nas profundezas do abismo interior em que luta e sofre a menina-mulher, empreende a autora um belo e impressionante mergulho raramente vivido na literatura brasileira, o que promove Nona à linhagem consagradora em que se inscrevem, por exemplo, A menina morta, de Cornélio Penna; Crônica da casa assassinada, de Lúcio Cardoso; A paixão segundo G. H., de Clarice Lispector, e A casa da paixão, de Nélida Piñon. O que, convenhamos, não é pouco, para uma escritora que chega apenas ao segundo romance, depois do já excelente Ressaibo, saído em 2007. Diferentemente dos ficcionistas que buscam o grandioso, o monumental, Erika concentra-se na minúcia, no detalhe, na descrição minimalista de seres e objetos, formas e cores. Lembra o cineasta vietnamita Tran Anh Hung, diretor da obra-prima O cheiro da papaia verde, ou os montanhistas praticantes do bouldering, que não escalam os 8.844 metros do Everest, mas blocos de pedra (boulders, em inglês) com a altura de dois andares, praticamente lisos, em que não há mais do que fendas rasas e protuberâncias mínimas. Aproximando-se o mais possível do espelho pregado à parede, removeu, com o auxílio de pequenos chumaços de algodão, os excessos da maquiagem fugindo aos limites dos olhos, reforçou, em preto, o contorno dese-

di­re­ção ge­ral: Cé­sar San­tos diretor de redação: César Santos Ge­ren­te AD­MI­NIS­TRA­TI­VA: Ân­ge­la Ka­ri­na DEP. DE ASSINATURAS: Alvanir Carlos

nhado pelo lápis castanho, desabrochou, em rímel, os cílios recolhidos por força das horas de sono induzido, reavivou, por fim, o discreto tom acobreado da sombra sobre a superfície retrátil das pálpebras. Dessa maneira, compõe Erika, com paciência e vagar, uma criatura que vive dramaticamente a condição humana, do sofrimento de menina ao desespero de mulher, do sobrado que a sufoca à ilha onde se fala castelhano, em que acabarão por encontrá-la como sobrevivente de si mesma. Chave do romance, a parte 9 – que assim não se nomeia, como as outras, mas é, significativamente, a “nona” –, faz a negra, personagem-título, chocar a menina ao revelar-lhe a existência de um outro mundo além dos domínios do sobrado, pela simples constatação de que havia flamboyants diferentes: “Por isso, naquela manhã, quando Dindinha lhe estendeu a mão carregada de pétalas amarelas, idênticas às cor de laranja que conhecia, algo nela se partiu.” Três capítulos à frente, as páginas com o pesadelo de quem se afoga estão, sem dúvida, entre os melhores momentos do romance brasileiro contemporâneo, pela força humana, pela com-

petência narrativa e pela grandeza literária. Por fim, Erika Mattos da Veiga prova saber trabalhar o tempo, essa traiçoeira armadilha em que tantos ficcionistas se deixam apanhar. Maneja-o com segurança e maestria, como no momento em que um motorista conduz a mulher pela ilha a que acabou de chegar: Via-se mais uma vez refletida no quadrilátero do espelho na caixinha de guardar o batom, quando encontrou, sem explicação, os olhos verdes da menina indo-e-vindo no balanço que era o táxi. Assustada, baixou bruscamente a tampa, esboçou com o rosto um trejeito, tornou mais duro o semblante, mas, ainda que se esforçasse, era ela a menina do balanço, indo-e-vindo parada no espelho trancado no escuro da pequena caixa. Do táxi ao sobrado em poucas linhas, do presente ao passado em questão de segundos. E a menina presa para sempre no segredo da caixinha, nas silenciosas trevas do espelho, a Nona a empurrar o balanço em que o tempo vai e volta, vai e volta, vai e volta, para além da vida e da morte...

Um produto da Santos Editora de Jornais Ltda.. Fundado em 28 de agosto de 2000, por César Santos e Carlos Santos.

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AS CO­LU­NAS E MA­TÉ­RIAS AS­SI­NA­DAS SÃO DE RES­PON­SA­BI­LI­DA­DE DE SEUS AU­TO­RES

FI­LIA­DO À


entrevista 3

domingo, 20 de março de 2022

CAFEZINHO COM CÉSAR SANTOS Antenor Roberto

‘O PSDB está dividido, mas Ezequiel integra o nosso governo’ Por César Santos - Da Redação - FOTOS: Wangle Alves

O vice-governador Antenor Roberto (PCdoB) considera possível desmobilizar a oposição para fortalecer o projeto de reeleição da governadora Fátima Bezerra (PT), mesmo depois de PSDB e MDB anunciarem aliança com possibilidade clara de unir a oposição em torno de uma chapa majoritária. A desmobilização, defendida por Antenor, passa pelo diálogo com o MDB, que ele ainda acredita ser possível. “A governadora continua dialogando com o MDB”, afirmou nesta conversa no “Cafezinho com César O governo, hoje, considera o presidente da Assembleia Legislativa, Ezequiel Ferreira de Souza, um companheiro ou um adversário de oposição? A governadora Fátima assumiu, como não poderia deixar de ser, a sua própria sucessão. Então, o que a gente tem que colocar é o seguinte: a reeleição da governadora não é uma reeleição do vice-governador, não é reeleição de senador. A partida é a reeleição da governadora e, com isso, ela procura para além da aliança que nós temos constituído desde 2018, buscando forças que podem agregar para o segundo mandato. Fomos buscar no campo da oposição a pretensa candidatura que eles tinham e que poderiam unir o exprefeito de Natal Carlos Eduardo (PDT) e o atual prefeito Álvaro Dias (PSDB) e fomos bem-sucedidos nessa missão. Carlos Eduardo vem para o nosso projeto. Então você deixa de ter a possibilidade concreta do atual prefeito da capital, por exemplo, se tornar o candidato que juntaria a oposição. A oposição continuou com solidão de só ter candidato ao senado. Mas, sobre Ezequiel, insisto, ele continua um companheiro do governo ou um provável adversário? É fato que surgiu agora essa possibilidade de o presidente da Assembleia Legislativa ser candidato a governador. O que sei é que a governadora está se esforçando para o MDB compor a chapa. Ou seja, se o

'' A força que a governadora precisaria trazer para uma coalização à sucessão estadual é o MDB.

Santos”. E também ressaltou que Ezequiel Ferreira, líder do PSDB e visto como provável candidato a governador, continua dentro da administração estadual. Vale ressaltar que a entrevista com Antenor Roberto foi feita na quintafeira, 24, e como os acontecimentos políticos-eleitorais estão ocorrendo em alta velocidade, é possível que alguns pontos colocados pelo vice-governador já estejam superados quando esta edição chegar ao leitor. Ou não. Confira a entrevista.

MDB ficar com o nosso projeto, o PSDB não terá candidatura ao governo, uma vez que eles se apresentaram locados, MDB com PSDB, com propósito de construção de uma superchapa proporcional (para deputado estadual) que, inclusive, está em curso com filiações ao PSDB. As definições ainda não aconteceram e o que sei é que o diálogo continua. O PSDB está dividido, a gente sabe disso, mas Ezequiel integra o nosso governo desde o primeiro momento e até hoje participa da administração. O senhor fala muito em

desmobilizar a oposição para fragilizar o adversário. Essa desmobilização passa pela estratégia de inviabilizar uma eventual candidatura de Ezequiel Ferreira ao governo? A força que a governadora Fátima precisaria trazer para uma coalização à sucessão estadual é o MDB. Inclusive, isso foi conversado desde a visita de Lula ao Rio Grande do Norte, quando teve aquela reunião que toda a imprensa noticiou. Foi formulado o convite junto a Garibaldi Filho (exsenador e vice-presidente do MDB do RN), no sentido de ele trazer o partido para essa nova coalização da

sucessão da professora Fátima Bezerra. A desmobilização da oposição, da qual nós falamos, passa por essa arrumação natural. O senhor acredita em uma coalização com o MDB? Sim. A governadora insiste nesse movimento, inclusive apresentando alternativas de filiações de deputados ao MDB. Isso foi conversado, a própria imprensa veiculou a notícia. Esses movimentos aconteceram. Então, as possibilidades existem e a governadora está dialogando. O senhor foi um dos in-

centivadores da aliança da governadora Fátima com o ex-prefeito Carlos Eduardo. Até onde vai a importância da presença de Carlos Eduardo na chapa como candidato a senador? Carlos Eduardo, tirando aquele fora da curva de 2018 (o pedetista foi candidato a governador contra Fátima), sempre somou no campo progressista, inclusive quando deputado (estadual) ele já era um parceiro do nosso PCdoB, onde a gente sempre buscava nele plataformas progressistas. Participamos das administrações municipais dele em Natal, inclusive foi nosso candidato a governador (nas eleições de 2010), então, nós temos toda uma relação que permitiu abrir esse diálogo e que foi importante para trazê-lo para o nosso projeto. Carlos Eduardo tem uma visão desse destroço que o Brasil está mergulhado... Mas, em 2018, ele defendeu a candidatura do presidente Jair Bolsonaro... Aquilo foi o fora da curva, como disse antes. Lula fez um pronunciamento muito importante. Ele disse que nós temos várias missões pela frente, mas a reconstrução do Brasil só acontece se a gente resolver a questão nuclear, que é o reencontro da democracia. Eu gostei quando Lula disse que só vai anunciar a candidatura a presidente junto com o arco de aliança e as condições em que será candidato. E uma das condições que ele colocou é que essa frente se constitua não olhando para trás. Quem, por exemplo, não apoiou Haddad (Fernando Haddad, candidato a presidente em 2018 derrotado por Bolsonaro), mas hoje se dispõe a apoiar esse novo projeto será muito importante. Veja o aceno de Geraldo Alckmin (ex-PSDB que se filiou ao PSB para ser o vice de Lula), que se dispôs a reconstruir o estado democrático de direito que foi vilipendiado na gestão do presidente Bolsonaro. Então, quando você reconstitui isso, aí significa diálogo entre as instituições. Como é que você vai sair de uma crise dessas sem dialogar com o poder judiciário, sem dialogar com o Congresso Nacional, com o Ministério Público e com as organizações sociais?

CONTINUA NA PÁG. 4


4 entrevista

domingo, 27 de março de 2022

cont. da pág. 3

‘Temos que ver qual espaço o PCdoB vai ocupar na chapa majoritária’ Esse entendimento passa pelo diálogo que antes era visto como impossível, como é caso de Alckmin, e de políticos que bancaram o impeachment da ex-presidente Dilma? Lula tem a capacidade de dialogar com a segmentação, com a diversidade da sociedade brasileira. Ele defende isso, porque entende que o reencontro da democracia só acontece com a construção de uma frente que não olhe pra trás. Por isso que nós fomos buscar o PDT de Carlos Eduardo. Hoje ele fala com muita tranquilidade que, dada a dificuldade da candidatura de Ciro Gomes (presidenciável do PDT), não cabe a ele fazer a defesa dessa candidatura. Carlos defende que a saída para o Brasil é o ex-presidente Lula. O discurso de Lula bate de frente com setores mais radicais do PT, que continuam contrários à aliança com partidos que votaram pelo impeachment de Dilma. Parece difícil superar essa questão interna, o senhor não acha? Quando Lula se reuniu com Garibaldi e Walter Alves, foi produzida uma versão que ali ele estava dizendo que o MDB teria vaga na chapa da governadora. Lula, com sua experiência, não cometeria uma grosseria assim, porque do jeito que ele coordena a eleição dele, Fátima Bezerra coordena a dela. Mas, Lula, exatamente por ser candidato a presidente da República, fez um convite muito sagaz, chamando Garibaldi para vir disputar o Senado. Naquele momento, não havia ainda as tratativas com Carlos Eduardo. Veja que Lula está fazendo esses arranjos em todo o Brasil. Ele procura exatamente entrar no cerne da associação dos Estados, olhando muito o problema da nova composição do Congresso Nacional, porque ele como presidente viveu a experiência e sabe o que o Congresso representa para dificultar um governo. Lula está tendo muita articulação envolvendo a questão da federação, que é uma proposta do PCdoB.

unidade com relação ao nome do senado (Carlos Eduardo). Vamos agora encaminhar essa solução do vice. Agora, o PCdoB claro que vai reivindicar a vaga de vice, por isso, o diálogo da governadora será com o partido. A direção nacional do PCdoB já conversou com a governadora, trocou essas informações. Essa semana, Fátima recebeu o presidente estadual do nosso partido (Divanilton Pereira), eles estavam conversando sobre a questão do vice. Então, eu vou esperar o desfecho dessa acomodação da chapa para a governadora dizer onde eu posso contribuir. Tem possibilidade de o senhor ser candidato na disputa proporcional, ser candidato a deputado federal, por exemplo? Candidato na lista eu não serei. Desde o início eu disse que não tem sentido eu como vice-governador anunciar candidatura a deputado federal ou estadual. A chapa proporcional vai a cargo do PCdoB, que está discutindo como vai ser a federação com outros partidos, de que forma as vagas serão distribuídas e se vai levar em conta o tamanho de cada partido.

'' Se você fechar os olhos em 2018, imaginar como estava o RN, se convence que o nosso governo deve continuar.

O que a eventual federação representa? O que é a federação? Trata-se de um núcleo parlamentar que substitua, digamos, o protagonismo que sempre começa pelo chamado Centrão. Defendemos um bloco parlamentar mais definido dentro do projeto que Lula defende para o Brasil, sem prejuízo, claro, de dialogar com todos os outros. O que acontece hoje é que o Congresso assim que termina a eleição, ele primeiro começa a dar o tom com o chamado grupo do Centrão, seja no governo Lula como foi, seja no de Dilma, Temer, até hoje. Então, Lula aprendeu com essa experiência que é preciso blocar também uma grande frente, uma frente ampla, mas que precisa ter um bloco com mais identi-

dade. Lula está buscando no Nordeste com o Renan Calheiros (senador) e com várias outras personalidades do MDB para fortalecer esse movimento, exatamente por saber que dificilmente, do ponto de vista nacional, o partido possa chegar a sua unidade. E aqui, no nosso estado, ele foi explorar essa possibilidade de o MDB estar no palanque dele e da governadora Fátima. O senhor será candidato nas eleições desse ano? A minha situação eu deleguei ao meu partido. Quando a governadora discutiu comigo sobre a possibilidade de o MDB ocupar a vaga de vice, eu disse que a reeleição era dela e ela que tinha que organizar. Já temos a organização, uma

Se a governadora precisar da vaga de vice para acomodar um novo parceiro da aliança majoritária, o senhor fará alguma objeção? Temos que ver qual o espaço político o PCdoB vai ocupar na chapa majoritária. Eu estando no governo como vice, represento um espaço do PCdoB e isso precisa ser considerado. Haverá uma grande frustração do PCdoB, do nosso campo mais à esquerda, se o espaço não for preservado. Mas, entendemos que é preciso construir uma chapa com as melhores condições e não só para o governo. A governadora Fátima também está vendo a possibilidade de eleger uma bancada de deputados. Em 2018, ela só conseguiu eleger dois deputados estaduais. Então é preciso, com essa federação que se formará, ampliar o arco de alianças para facilitar o resultado majoritário e ela ter fôlego também para escalar as eleições proporcionais. Por que o eleitor do RN deve reconduzir, nas urnas, o governo Fátima Bezerra/Antenor Roberto? Se você fechar os olhos em 2018, imaginar como

estava o Rio Grande do Norte, se convence que o nosso governo deve continuar. Imagine, por exemplo, como estava a área de segurança pública. Era um caos. A polícia ostensiva, mas também as outras polícias estavam paralisadas porque os salários estavam atrasados. Os serviços públicos estavam paralisados como um todo. Os servidores, num nível de endividamento nunca visto. Isso é uma coisa que as pessoas não podem esquecer. O atraso de salários destruiu patrimônio de muitos servidores, porque eles foram se endividando de uma forma que precisaram se desfazer de imóveis, de bem móveis. Foi uma tragédia. Assumimos no primeiro dia de 2019, nunca atrasamos o salário do servidor e ainda pagamos o que o governo passado deixou atrasado. E como é que a gente conseguiu um bilhão de reais de economia para pagar quatro folhas atrasadas? Nós reorganizamos financeiramente o estado. A gente tem que pensar que esse um bilhão de reais, que colocamos em caixa para pagar os salários deixados pelo governo passado, poderia ter feito estrada, comprar equipamentos dos hospitais, melhorar o custeio dos nossos hospitais, investir em mais benefícios para a população. O governo não pôde fazer isso porque teve que fazer escolha, a escolha de colocar os salários em dia. A governadora fez a escolha acertada. Fizemos muitos mais nesses três anos e três meses. Os equipamentos de cultura estavam destruídos, fechados, e nós reconstruímos e devolvemos esses equipamentos à população. Reabrimos o Teatro Alberto Maranhão, a Pinacoteca, biblioteca. Tem o Hospital da Mulher de Mossoró que pegamos parado e que ia virar um grande elefante branco. E graças a nossa competência, nós resolvemos os problemas no projeto técnico, conseguimos assegurar os recursos do Banco Mundial, que financia a obra, e o governo vai entregar a maior obra na área da saúde pública em Mossoró. Então, para cada área que você olhar, você pergunta, como é que o governo encontrou o estado do Rio Grande do Norte falido e hoje se encontra numa situação bem melhor? Não foi milagre, foi muito trabalho e capacidade de governar.


opinião 5

DOMINGO, 27 DE março DE 2022

césar santos cesar@defato.com

VIDAS QUE FICAM NA ESTRADA DA MORTE

R

eportagem do jornalista Sérgio Henrique Santos, da Inter TV Cabugi, repercutida pelo portal de notícias G1/RN, revela em números como a BR-304, entre Mossoró e Natal, se transformou na “Estrada da Morte”. A segunda maior rodovia federal no estado registrou 137 mortes em acidentes nos últimos cinco anos. Com dados da Polícia Rodoviária Federal (PRF), o jornalista revelou que 514 acidentes foram notificados entre janeiro de 2017 e o início de 2022. Só este ano, entre janeiro e março, foram 18 acidentes e seis mortes. “O caso mais recente com morte ocorreu na quarta-feira, 23. Houve uma colisão frontal entre dois veículos no Km 64, em Mossoró, com um morto e três feridos. Um carro modelo Gol bateu

''

em um Jeep Compass, que saiu da pista e desceu a ribanceira. O motorista do Gol morreu na hora, preso às ferragens. Três advogados que estavam no Jeep Compass tiveram ferimentos e foram socorridos em Mossoró”, narra a reportagem. “A BR-304 tem 267 quilômetros de extensão e liga Natal a Mossoró, as duas maiores cidades do estado. O trecho entre o Km 281 e o Km 308, conhecido como Reta Tabajara, em Macaíba, é considerado um ponto crítico, pois recebe um volume diário superior a 50 mil veículos.” A reportagem mostra a lentidão da obra da Reta Tabajara, que devia estar pronta há anos. “Em 2015, a obra de duplicação deste trecho foi licitada e iniciada em janeiro de 2016. Entre 2017 e 2019, passou dois anos paralisada a pedido do Tribunal de Contas da União. O valor total do investimento do governo federal é de R$ 420 milhões, e, segundo o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), está com 51,34% de execução concluída.” Segundo a matéria, a expectativa é que, em 2022, haja a entrega de 4 qui-

A governadora está se esforçando para o MDB compor a chapa”

1

TÚNEL DO TEMPO

TÚNEL DO TEMPO II

Nesta data, em 2010, a então governadora Wilma de Faria realizava a sua última agenda administrativa em Mossoró. Ela inaugurou unidade do Restaurante Popular Barriga Cheia e visitou as novas instalações da fábrica de sucos Frisco, do grupo Santa Clara. Poucos dias depois, Wilma renunciou ao mandato para ser candidata ao Senado da República. A ex-governadora faleceu em 2017.

O Serviço de Atendimento Médico de Urgência (SAMU 192) completa hoje 17 anos de atividade em Mossoró. O serviço foi implantado e inaugurado no primeiro ano de gestão da prefeita Fafá Rosado. Também foi nesta data, só que em 2012, já na sua segunda gestão, que Fafá inaugurou a Escola de Artes de Mossoró, instalada no antigo prédio do Ginásio Joaquim da Silveira Borges.

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Arena Partage está de volta com o "Role do Aviões", no dia 2 de abril. O palco principal terá Xand Avião, Zé Vaqueiro e Avine Vinny. O primeiro lote já está à venda em vendas on-line. Nesta segunda-feira, 28, completa 17 anos que o supermercadista Jair Queiroz inaugurava o primeiro hipermercado de Mossoró, o Hiper Queiroz, localizado na Avenida Dix-neuft Rosado (LesteOste). Empreendimento consolidado. O reajuste de 33,24% dos professores será votado no plenário da Assembleia Legislativa nesta terça-feira, 29. Se aprovado, e deve ser, o governo estadual começa a pagar esse direito aos profissionais do Magistério a partir da folha de março. O morador de rua que andou se enrabichando por mulher casada viralizou nas redes sociais machistas, ganhou fama e agora foi convidado para ser candidato a deputado pelo Distrito Federal. Um Alexandre Frota das ruas. As cantoras Tetê Pessoa (Circuito Musical), Walkyria Santos (exMagníficos) e Renata Falcão vão subir ao mesmo palco no show Elas por Elas. Dia 16 de abril, na Álibi, em Tibau.

Presidente anuncia pacote de projetos de lei para segurança pública

O

confrontos. "Devemos trabalhar e buscar o entendimento entre os poderes para que no futuro, espero que não demore muito, [para que] o policial, ao cumprir sua missão, vá para a casa repousar, reencontrar-se com a sua família; e no dia seguinte receber uma medalha, não a visita de um ofi-

cial de Justiça", disse o presidente na solenidade da entrega da medalha da Ordem do Mérito do Ministério da Justiça. Segundo o Ministério da Justiça, a medida é a ampliação da possibilidade de legítima defesa para profissionais de segurança pública. “O objetivo é aperfeiçoar a legislação penal

para conceder maior amparo jurídico aos integrantes dos órgãos de segurança pública”. Uma outra proposta altera a Lei de Organizações Criminosas para punir com mais rigor crimes praticados por quadrilhas que cercam cidades para promover ações do “Novo Cangaço”. O projeto determina pena com reclusão de 6 a 20 anos. Em outra medida é proposta a modificação na Lei Antiterrorismo para incluir “o emprego premeditado, de ações violentas que geram risco à população, com

NO AR A jornalista Micarla de Souza volta a ancorar o Jornal do Dia na TV Ponta Negra, afiliada do SBT no RN. Primeira mulher a ancorar um telejornal no Brasil, Micarla, filha do saudoso senador Carlos Alberto de Souza, passou 14 anos fora das telas, tempo que ela foi deputada e prefeita de Natal.

SEMANA INTENSA

A semana que se inicia será de intensa movimentação e decisiva para políticos e partidos que ainda não encontraram o melhor rumo eleitoral, principalmente aqueles que disputarão as eleições proporcionais. A "janela partidária" se fechará daqui a seis dias, tempo curto para os retardatários resolverem suas vidas.

SEMANA INTENSA II

É NOTÍCIA

ANTENOR ROBERTO Vice-governador do RN em entrevista ao Cafezinho com César Santos. Confira nas páginas 3 e 4

presidente Jair Bolsonaro anunciou nesta sextafeira, 25, o envio ao Congresso de uma série de projetos de lei na área de segurança pública. Entre as propostas está o chamado excludente de ilicitude, que abranda pena a agentes de segurança pública que cometem excessos em

lômetros de pista duplicada até o mês de abril e mais 10 km até o final do ano. Outro trecho conhecido como Travessia de Macaíba, com cerca de 2,6 quilômetros, e a implantação das marginais ficarão para o ano de 2023. A duplicação dos demais lotes da BR-304, entre o Rio Grande do Norte e o estado do Ceará, não tem previsão. Pois bem. A duplicação da BR-304 é uma necessidade antiga e urgente. É por esta rodovia federal que passa parte da produção regional, além do intenso fluxo de veículos que leva mossoroenses e oestanos para resolver compromissos na capital do estado. Há uma luta da sociedade por esta obra, que reaquece sempre que há acidente com vítima fatal. A classe política reage, renova as promessas, mas, de concreto, pouco ou nada faz. E assim continua, acumulando veículos destroçados ao longo de sua extensão e abreviando vidas de forma violenta. A rodovia que seria do desenvolvimento, infelizmente, assumiu o selo de “Estrada da Morte”. Até quando?

A ex-prefeita Rosalba Ciarlini se posicionará nesta semana sobre o seu rumo políticoeleitoral em 2022. A saída do Progressistas para outro partido, se ocorrer, encaminhará uma possível candidatura a deputada estadual nas eleições de outubro.

GREVE

O prefeito Allyson Bezerra (Solidariedade) deve apresentar uma proposta de reajuste salarial dos servidores públicos nesta segunda-feira, 28. Se não o fizer, as categorias aprovarão início de greve na terça-feira, 29. Os servidores pedem reajuste salarial de 35%.

fins ideológicos e políticos, que atentem contra o patrimônio público ou privado”, como ato de terrorismo. Estão excluídas condutas individuais ou coletivas, de caráter pacífico, de pessoas em manifestações políticas, movimentos sociais, religiosos, entre outros. Também foi proposta mudança na Lei de Execução Penal para aumentar o percentual de pena que deve ser cumprido antes de um criminoso poder ter direito à progressão de regime. Além disso, há um projeto que altera o Código Penal em relação à reinci-

dência, que passaria de 5 para 7 anos. O pacote de projetos legislativos inclui ainda um dispositivo para garantir o pagamento de indenização às vítimas que sofreram atos criminosos e de tornar obrigatório o ressarcimento ao Sistema Único de Saúde (SUS). Para efeito dessa proposta, salários e valores aplicados poderiam ser penhorados, além do uso de 30% do saldo da conta do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) do condenado para pagamento de indenização da vítima.


6 GERAIS/OPINIÃO

DOMINGO, 27 de março de 2022

Cidade

PROSA

Chuva intensa provoca & VERSO transtornos em Mossoró Diferentes pontos de alagamentos foram V registrados após a forte chuva desta sexta-feira A crispinianoneto@gmail.com

Receita para demolir um país

s fortes chuvas que caíram no final da tarde desta sextafeira, 25, e na madrugada de sábado, 26, causaram transtornos em Mossoró. As avenidas João da Escóssia e Felipe Camarão sofreram com alagamentos. Na Felipe Camarão, num trecho próximo aos Correios, um carro chegou a ter a água quase o cobrindo por completo. “Em chuvas torrenciais como a que aconteceu nesta sexta, nós percebemos que alguns motoristas, tentaram enfrentar áreas de acúmulo de água nas ruas. Então, a Defesa Civil orienta que o motorista procure vias alternativas. Em caso de ruas alagadas, não estacione em baixo de árvores, porque chuvas com ventos podem ocasionar queda de galhos ou mesmo de árvores”, alertou o coordenador da Defesa Civil de Mossoró, Alcivan Gama. Os bairros mais afetados foram o Centro, Santo Antônio, Aeroporto, Belo Horizonte e Dom Jaime Câmara. Na rua José Damião, no Santo Antonio, em postagem nas redes sociais, populares tiraram carros do alagamento, evitando um dano maior. A chuva atingiu a cidade com muita intensidade em menos de uma hora. Em contato com a reportagem da Intertv Cabugi, o professor do departamento de meteorologia e climatologia da Universidade Fe-

Reprodução das redes sociais

Na rua José Damião, no Santo Antonio, populares tiraram carros do alagamento, evitando um dano maior

deral Rural do Seridó (Ufersa), José Espínola, comentou a situação. “O grande problema da chuva em Mossoró foi à intensidade. Nós tivemos no bairro Aeroporto, no Centro, e no bairro Belo Horizonte praticamente 60 milímetros em 50 minutos”, disse ele “A chuva foi concentrada num pequeno espaço de tempo e não dá tempo a superfície do asfalto,

a pavimentação da cidade, dar escoamento a todo esse volume de água”, completou. ACUMULADO DE CHUVAS De acordo com o setor de meteorologia da Empresa de Pesquisa Agropecuária (Emparn), 84 pontos de coleta registraram chuva entre sexta e o início da manhã deste sábado, 26, no Rio Grande do Norte.

Dólar cai para R$ 4,74 e atinge menor valor desde o início da pandemia A migração de capitais externos para a América Latina e os juros altos fizeram o dólar cair pela oitava vez seguida e atingir o menor valor desde o início da pandemia de covid-19. A bolsa de valores alternou altas e baixas ao longo do dia, mas fechou com leves ganhos, próxima da estabilidade. O dólar comercial encerrou esta sexta-feira, 25, vendido a R$ 4,747, com recuo de R$ 0,085 (-1,47%). A cotação operou em queda durante to-

da a sessão e fechou próxima da mínima do dia. A moeda norte-americana está no menor valor desde 11 de março de 2020, quando tinha fechado a R$ 4,72. Naquele dia, a Organização Mundial da Saúde (OMS) tinha decretado a pandemia global de covid-19. Apenas nesta semana, o dólar caiu 5,35%. A divisa acumula queda de 7,92% em março e de 14,86% em 2022. No mercado de ações, o dia foi mais tenso. O índice

Ibovespa, da B3, fechou aos 119.081 pontos, com leve alta de 0,02%. O indicador iniciou o dia em alta, chegando a subir 0,56% nos primeiros minutos de negociação, mas perdeu força e alternou altas e quedas com o recuo de ações de empresas exportadoras de commodities (bens primários com cotação internacional). O Ibovespa continua no maior nível desde 1º de setembro do ano passado. Dois fatores têm contribuído para a entrada de

As cidades, por região, que mais choveram até às 7h15 deste sábado, foram: AGRESTE Ielmo Marinho OESTE Jucurutu -

69mm

57.2mm

LESTE Goianinha -

33.2mm

CENTRAL Caicó -

24.7mm

capitais no Brasil e na América Latina. O primeiro é a guerra entre Rússia e Ucrânia, que provocou o deslocamento de capitais do leste europeu para países latino-americanos. A alta das commodities provocada pelo conflito estimula a entrada de divisas em países exportadores de matériasprimas, como o Brasil. A cotação do barril de petróleo do tipo Brent, usado nas negociações internacionais, subiu para US$ 120,65, com alta de 1,4%. O segundo é a alta de juros no continente. No Brasil, a taxa Selic (juros básicos da economia) está em 11,75% ao ano, no maior nível desde abril de 2017. Juros mais altos tornam países emergentes mais atraentes para investidores estrangeiros.

ejamos o excelente artigo de Pedro Augusto Pinho, administrador aposentado: O Brasil, como várias colônias do império estadunidense, passou, na última década do século XX, para colônia de um sistema, não mais de um país. É o sistema financeiro internacional que assumiu o poder, comprando, corrompendo e amestrando políticos, lideranças empresariais, trabalhistas e militares. No tempo da colonização de países, a administração local das colônias era mantida pelas elites nacionais aliadas. Havia diversas vantagens, além da redução de custo de manutenção da repressão interna, como o voto garantido em organizações internacionais e a propagação da pedagogia colonial. O sistema financeiro quer o mundo globalmente homogeneizado, sem quaisquer fronteiras que impeçam o capital de circular livremente, sem encargos nem custos nacionais, locais. Três ingredientes compõem a receita para extinguir um país. Primeiro crie e divulgue a mentira que impeça de o país crescer e, até mesmo, de atender as demandas mais corriqueiras de seus habitantes, tais como emprego, saúde e educação. Diga que o mais importante para a administração do país é o equilíbrio fiscal, mas deixe o sistema financeiro emitindo títulos de dívida que recolham, em juros, metade dos orçamentos federal, estaduais e dos maiores municípios. Se tiver muita falta de vergonha pode colocar na constituição um teto para os gastos públicos, evitando com isso conceder aumentos de salários, fazer manutenção de bens públicos, principalmente hospitais, e melhorar o transporte urbano. Segundo ingrediente. Avaliar depreciativamente tudo que constituiu conquista do povo, ou decisão de governantes desenvolvimentistas e trabalhistas que trouxe benefício para o país. Como exemplo tem-se a energia nuclear, a EMBRAPA e a Central de Medicamentos (CEME), obras da “ditadura militar”, a legislação trabalhista e o imposto sindical, da “ditadura Vargas”, ou a construção de Brasília, que não ouviu o povo e hipotecou a Nação. Por fim, terceiro ingrediente, importe tudo, de igrejas e pastores a soluções de problemas e ideologias, em especial as inaplicáveis no país pelas características culturais e econômicas. Por exemplo, se você produz petróleo e derivados, nada de colocá-los à venda pelo preço de produção nas refinarias. Estabeleça um preço paritário ao de países ricos, paridade internacional (!), cujo salário mínimo seja de até dez vezes o nacional. Com este PPI você estará impedindo a família de usar gás de cozinha, o motorista de táxi poder viver de seu trabalho, e todos os produtos ficarão caríssimos pelo diesel usado nos caminhões transportadores. Dificilmente um país conseguirá resistir a tal ataque sem naufragar. Assim se está destruído o País.

Diesel X Gasolina

Perguntazinha sem resposta: O preço do Diesel está quase o mesmo preço da gasolina e eu nem escuto o grito dos caminhoneiros. Alguém sabe que fenômeno é esse?

Lá a guerra não aumenta o petróleo

E a tuiteira Letícia Simioni manda dizer: “Eu estou na Irlanda desde que a guerra começou. Por aqui o combustível diminuiu de valor... É mole ou quer mais?

E o Etanol?

Bem, amigos da Rede Globo. O dólar está em queda, mas ainda que estivesse em alta, nada teria a ver com o Etanol que é produto brasileiro que não precisa mandar refinar fora do País. Vocês sabem explicar porque o Etanol está aumentando de preço. Ou vocês acham mesmo que a culpa é de Lula que já não governa este País há doze anos. Ou de Dilma que está fora do poder há seis aninhos?


GERAIS 7

DOMINGO, 27 de março de 2022

Ano eleitoral

Governadores vão gastar mais de R$ 30 bilhões com reajuste de servidores Todos já aumentaram os salários dos funcionários públicos ou apresentaram às assembleias projetos de reajuste Bianca Lima e Luiz Guilherme Gerbelli

GloboNews e g1

E

m 2022, os governadores terão um gasto adicional de R$ 32,7 bilhões com os projetos de reajustes salariais para servidores. Esse montante foi apurado por meio de um levantamento do g1 e da GloboNews com os 26 estados e o Distrito Federal. Todos já aumentaram os salários dos funcionários públicos ou apresentaram às assembleias projetos que contemplam recomposições. Nessa lista, também entra o reajuste do magistério, que foi sancionado pelo presidente Jair Bolsonaro em fevereiro e começou a ser adotado por parte dos entes da federação. Esse custo bilionário – que equivale ao triplo do orçamento do ministério da Ciência e Tecnologia – pode ficar ainda maior. Isso porque o Congresso discute a criação de um piso nacional para a enfermagem, com impacto de até R$ 12,1 bilhões aos cofres estaduais, segundo os secretários de saúde. O projeto pode ter um requerimento de urgência votado ainda nesta terçafeira. O encarecimento da folha de pessoal nos Estados acontece em meio a um forte aumento de arrecadação, puxado principalmente pela inflação, e às vésperas das eleições. O movimento também se dá na esteira do fim dos efeitos de uma lei federal que proibia reajustes salariais no setor público até dezembro de 2021. O congelamento foi uma contrapartida ao empréstimo bilionário concedido pela União a governadores e prefeitos em meio à pandemia do novo coronavírus. Impacto nas contas As políticas de reajuste e recomposição de salários variam entre os estados. Há governadores que propuseram aumentos para todo o funcionalismo, enquanto outros concederam benefícios apenas a categorias específicas – Rio Grande

Cinco razões que explicam a melhora do caixa: 1 - Inflação. Em 2021, a alta dos preços foi bem maior do que o previsto

pelas analistas. E a tendência continua nos primeiros meses de 2022. O aumento de preços dos produtos faz com que o setor público arrecade mais, já que os impostos são proporcionais ao preço dos produtos e serviços.

2 - Preços das commodities. A retomada da economia global e a guerra entre Rússia e Ucrânia deixaram as commodities mais caras em todo o mundo, o que melhorou, por exemplo, a arrecadação de royalties e participação especial do petróleo de diversos estados e também da União. 3 - Retomada da economia. Depois do tombo de 3,9% em 2020, a

atividade econômica se recuperou em 2021 e cresceu 4,6%, em meio ao avanço da vacinação e à reabertura do comércio e dos serviços. Neste ano, no entanto, as previsões para o PIB são de alta de apenas 0,50%. Ou seja, a recuperação vai perder força, o que deve impactar a arrecadação.

4 - Salários congelados. O caixa dos estados também foi reforçado pelo fato de o salário dos servidores ter ficado congelado até o fim de 2021, como contrapartida ao socorro da União para mitigar os estragos econômicos provocados pela pandemia de coronavírus. 5 - Dívida com a União suspensa. Por causa da crise sanitária, os estados ainda tiveram a dívida suspensa com o governo federal.

do Sul, por exemplo, só se adequou ao novo piso do magistério. São Paulo, o estado mais populoso do país, aparece no topo do ranking de impactos fiscais. O governador João Doria, pré-candidato à Presidência da República pelo PSDB, propôs reajuste de 20% para funcionários das áreas de saúde e segurança e de 10% para os demais servidores, além de um novo plano de carreira para os professores. O impacto orçamentário, em 2022, é estimado em R$ 9,4 bilhões. O governo tucano afirma que tomou medidas “determinantes” para que os reajustes fossem possíveis, como a reforma estadual da Previdência, o fechamento de estatais e a implementação de um ajuste fiscal. Em Minas Gerais, o governador Romeu Zema (Novo), pré-candidato a um novo mandato, anunciou um reajuste de 10,06% nos salários de todos os servidores do estado. O impacto na conta do estado é estimado em R$ 4,5 bilhões. O anúncio do reajuste salarial ocorre em meio a um embate com os policiais, que reivindicam um aumento de 24%. “O governo de Minas Gerais reitera que a recomposição de 10,06% para todos os servidores é o limite máximo permitido pela Lei de Responsabilidade Fiscal”, disse o estado em nota. Rio de Janeiro, que está há seis anos em regime de recuperação fiscal e negocia um novo plano de socorro com a União, aparece em terceiro lugar. O Estado comandado por Cláudio Castro (PL), que também deve disputar a reeleição em outubro, anunciou uma recomposição salarial orçada em R$ 3,1 bilhões. O aumento será de 13% para todos os servidores. A Secretaria de Fazenda do Rio de Janeiro diz que a “recomposição tem previsão no Orçamento do Estado para 2022 e está dentro do teto de gastos estadual.”

Caixa cheio às vésperas das eleições Os aumentos salariais concedidos pelos governadores se dão num cenário de forte alta da arrecadação. No ano passado, a receita com tributos estaduais foi de R$ 851,7 bilhões, um crescimento de 14,2% na comparação com 2020, de acordo com dados compilados pela Instituição Fiscal Independente (IFI). O que os analistas afirmam é que a situação financeira dos Estados brasileiros é heterogênea, mas que muitos governadores podem estar contratando uma nova crise das contas públicas. Isso porque a melhora da arrecadação pode ser apenas pontual, já que vem sendo puxada pela disparada da inflação, enquanto que os aumentos salariais são despesas permanentes, que vão se perpetuar ao longo dos anos. E a preocupação faz sentido. Nos estados, o gasto com pessoal representa a principal despesa. Além dis-

so, o histórico das finanças estaduais é bastante delicado. Há pouco tempo, governadores atrasavam salários e paralisavam obras por falta de dinheiro. A situação fiscal dos estados importa para o cidadão porque os governadores são responsáveis por várias políticas públicas, como educação, saúde, transporte público e segurança. “Nesse quadro de caixa cheio e ambiente pré-eleitoral, há uma tendência dos governadores a conceder reajustes, porque isso ajuda na reeleição”, afirma Marcos Mendes, professor do Insper. “Naqueles estados mais endividados, esses aumentos podem representar uma dificuldade de gestão nos próximos quatro anos, porque a receita vai cair e a despesa obrigatória vai permanecer. Nós já vimos esses filmes várias vezes”, acrescenta.


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domingo, 27 DE março DE 2022

Prefeitura de Grossos

Homem do campo recebe suporte na gestão municipal

Desde que assumiu a prefeitura, a prefeita Cinthia Sonale voltou as atenções e os esforços para valorizar e dar oportunidade para o desenvolvimento da agricultura, que já colhe bons frutos.

O

homem do campo a cidade de Grossos há tempos esquecido, foi colocado literalmente na agenda e no orçamento do munícipio de Grossos. Desde que assumiu a prefeitura, a prefeita Cinthia Sonale voltou as atenções e os esforços para valorizar e dar oportunidade para o desenvolvimento da agricultura, que já colhe bons frutos. Um deles é a Feira Recriar de Agricultura Familiar e Artesanato de Grossos, organizado pela Secretaria de Agricultura e Pesca e Secretaria de Turismo e Eventos, em parceria com Governo do Estado, Rede Xique Xique e Sedraf. O evento que já ocorreu em duas edições, tem como objetivo oportunizar ao agricultor expor seus produtos oriundos da agricultura familiar além de fomentar o comércio local com a venda dos produtos expostos na feira, como castanha de caju, óleo de coco, mudas de plantas, queijos, mel de abelha, legumes, verduras, frutas e entre outros. A Prefeita Cinthia Sonale espera que a feira impulsione a geração de renda dos agricultores, oportunizando assim, que o trabalho destes sejam conhecidos e valorizado. “Estamos dando visibilidade ao talento e trabalho dos nossos artistas e pequenos agricultores. Esperamos que a Feira Recriar seja um espaço de geração de renda e incentive tanto os produtores, quanto a própria população a valorizar o que temos de melhor, nossa ideia é que a Feira se torne diária e mais um ponto de atração turística de Grossos”, afirma a gestora. Mesmo durante a pandemia, os trabalhos desenvolvidos pela gestão Cinthia Sonale não pararam. Prova disso é a distribuição de sementes. A Prefeitura de Grossos realizou em janeiro a entrega de 140 kg sementes crioulas de feijão e mais de 2000 kg de sementes convencionais para agricultores do município. A iniciativa contou com apoio da

CMAP

Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural – RN (EMATER). De acordo com a prefeita Cinthia Sonale, a ação tem como objetivo incentivar a agricultura familiar e contribuir para a diminuição dos custos da produção destes trabalhadores neste momento de pandemia. “Ao todo estregamos mais de 3 mil kg de sementes distribuídos para os trabalhadores que tiram seu sustento da agricultura familiar. Essa ação vai beneficiar 26 agricultores familiares de Areias Alvas, Valença, Boi Morto e Assentamentos. Queremos incluir

o homem do campo em todas as ações e programas para contribuir com a melhoria na qualidade de vida de todas as famílias”, declarou a prefeita. As sementes já foram direcionadas para os bancos de distribuição das comunidades, e já foram plantadas pelos agricultores que também foram beneficiados com o corte de terra. Este ano a prefeitura conta com todo maquinário e implementos necessários para garantir aragem e preparação do solo para os pequenos produtores rurais do município. Todas as comunidades rurais e assen-

tamentos já receberam o corte de terra e o município fez a distribuição de dois mil litros de combustível viabilizando assim a plantação. “Para fazer o corte de terra deste ano, nós contamos com um trator e uma grade nova que será inaugurada durante esse serviço, além de outros implementos que a prefeitura já possui e que serão utilizados para que os agricultores possam ser plenamente atendidos”, ressalta Cinthia. Além da distribuição das sementes crioulas, o município deu início ao programa estadual do Algodão

Agroecológico Potiguar, com a entrega dos cadernos e 155 kg de algodão aos produtores para dar início as atividades do projeto, juntamente com o corte de terra dos agricultores cadastrados. As sementes do algodão também já foram plantadas e os agricultores já assinaram o contrato de veda com a empresa parceira do projeto que irá comprar toda produção local. Grossos é um dos três únicos municípios da região oeste beneficiado com o projeto do algodão. “Iniciamos também as atividades do projeto algodão agroecológico, com a

distribuição dos cadernos e já cortando a terra e entregando as sementes daqueles agricultores que se inscreveram para participar do projeto. Grossos está entre as únicas três cidades da região comtempladas com esse programa do algodão, fruto do esforço da nossa gestão e da parceria com a Emater. Nós conseguimos incluir o município que já teve em anos passados, a produção de algodão, e agora, nós conseguimos inserir os agricultores no projeto e eles vão ter a produção garantida sem custos, com a venda direta do produto, porque o governo do estado já tem a empresa para fazer a compra o produto do agricultor. Então é um projeto muito importante para o município que a prefeitura está dando todo apoio”, destaca Cinthia. Em Grossos, o projeto Algodão Agroecológico irá beneficiar 8 agricultores dos Assentamentos e a comunidade do Boi Morto. As parcerias para a realização de cursos profissionalizantes também acontecem de forma permanente em Grossos como por exemplo os cursos de piscicultura e carcinicultura que já formaram os futuros criadores de peixes e camarões. O incentivo aos apicultores para a produção de mel através da Meliponicultura, também tem despontado no município com o apoio da prefeita Cinthia Sonale. Grossos é uma cidade rica e forte também no que tange a produção rural, e por meio da gestão da prefeita Cinthia Sonale recebe agora o apoio e o suporte necessário para produzir mais e melhor. “Nosso objetivo é ver nossa cidade produzir cada vez mais, e ajudar e incentivar o produtor rural faz parte desse processo. Estamos trabalhando para que todos sejam atendidos com os programas e parcerias que garantam que o homem do campo tenha sua renda garantida através da agricultura”, destaca.


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Mossoró (RN), domingo, 27 de março de 2022

Imposto

das do conselho, ficou mais complicado realizar qualquer tipo de mobilização. “Infelizmente, com as demandas das atividades do conselho e de seus conselheiros, especialmente no pós-pandemia com a retomada de várias atividades, o processo de divulgação e de captação de doadores ficou comprometido”, informou. Ela explica que, neste ano, o Comdica Mossoró conseguiu formar uma comissão de divulgação do FIA, justamente para que sejam repassadas para a so-

ciedade as formas como as doações podem ser feitas. “Essa comissão se divide para visitar empresas, instituições, entidades de classe e também a imprensa. A ausência dessa atuação enfraqueceu o processo e estamos nos articulando para corrigir essa falha”, alega. Joana Amélia Alves informou que o Comdica é responsável por deliberar, de acordo com a política de atendimento, a destinação do dinheiro arrecadado. “Assim, cabe ao Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente, da forma mais transparente e participativa possível, esboçar, discutir e aprovar, a cada exercício, um ‘Plano de Aplicação’ dos recursos captados pelo Fundo Especial para a Infância e Adolescência, que deve estar intimamente relacionado a seu ‘Plano de Ação’, quanto às políticas, programas e ações a serem implementadas no município”, explica. Questionada sobre as ações que são desenvolvidas, atualmente, com os recursos do FIA, Joana Amélia Alves informa que, no ano de 2019, o Comdica lançou um edital para alcançar organizações sociais civis que atuam na proteção e promoção do direito da criança e adolescente no município de Mossoró. Com a pandemia, o edital foi suspenso considerando a conjuntura e a impossibilidade de implementação. “Atualmente temos o projeto História das Histórias que desenvolve um trabalho com adolescentes que cumprem medidas socioeducativas e desenvolvido com recursos do FIA. Em 2021, enviamos para que fosse incluído no orçamento do município várias ações com os recursos provenientes do Fia, inclusive com a previsão de um novo edital para as organizações da sociedade civil”, finaliza a presidente do Comdica Mossoró.

essa doação, um imposto que já será pago você consegue ajudar o outro”, informou. Kennedy Paiva informa também que a doação pode ser feita por qualquer contribuinte que tenha imposto a pagar. Em relação às instituições que podem receber o benefício, ele informa que o valor só pode ser doado àquelas que estão na listagem da doação. “Na hora do envio, o contribuinte tem que informar e vê se a instituição de interesse está na lista cadastrada na hora do aplica-

tivo”, explica. O professor informa que o valor doado é calculado com base no valor devido pelo contribuinte. “Quanto mais tiver a pagar, maior será o valor doado. Como contador e falando da importância de utilizar um valor que será pago de qualquer forma, apenas mudando o destino de parte desse valor, essa é uma boa opção para o contribuinte. Já é um valor que o contribuinte irá pagar, ele apenas direciona a instituição de forma oficial”, conclui Kennedy Paiva.

Contribuintes mossoroenses podem fazer doação ao FIA >> O Fundo para a Infância e Adolescência é uma das instituições aptas a receber a doação do imposto devido pelos contribuintes Ilustrativa

Amina Costa

Da Redação

O

s contribuintes que declaram o Imposto de Renda têm a possibilidade de doar parte do imposto devido a entidades, organizações e instituições sem fins lucrativos, sem que sejam gerados custos adicionais. Em Mossoró, essa doação pode ser feita para algumas instituições, entre elas, o Fundo para a Infância e Adolescência (FIA). O FIA é um fundo especial, criado para captar e aplicar recursos financeiros destinados, especialmente, para a área da infância e adolescência, vinculado e gerido pelo Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (Comdica). A reportagem do JORNAL DE FATO conversou com Joana Amélia Alves, presidente do Comdica Mossoró, para saber quais os benefícios que essa doação pode proporcionar ao Fundo. Ela informa que, como o FIA está apto para receber as doações, os contribuintes mossoroenses, podem doar parte do imposto devido, promovendo uma maior propagação das ações realizadas em prol das crianças e dos adolescentes da cidade. “Com as destinações para o fundo da infância é possível financiar projetos e ações para beneficiar crianças e adolescentes e minimizar os impactos decorrentes dos mais diversos tipos de viola-

O FIA capta e gerencia recursos financeiros destinados para a área da infância e adolescência ções de direitos, enfrentadas pelas crianças e adolescentes”, explica Joana Amélia Alves. A presidente do Comdica Mossoró informa ainda que, atualmente, os recursos do FIA são provenientes das multas aplicadas pela Vara da Infância e Juventude, dos repasses feitos pela Prefeitura de Mossoró e pela captação por meio de doadores da iniciativa privada. “Essa captação é feita por meio da habilitação de editais de empresas, e justamente, das doações de pessoas físicas e

Professor explica como deve ser feita a doação à ONGs e Fundos A possibilidade de doar o imposto de renda devido às instituições sempre existiu, embora nem todas as pessoas tenham conhecimento deste benefício. Kennedy Paiva, contador e coordenador dos cursos da área de Gestão e Negócios, informou à reportagem do JORNAL DE FATO que o contri-

buinte deve sempre informar ao contador o desejo de doação do imposto devido. O professor informou ainda que, durante o processo de envio da declaração, o declarante pode escolher a instituição para doar parte do imposto devido. “Sendo assim, é importante a gente ter a consciência de fazer

jurídicas do valor devido ao imposto de renda”, explica. Apesar desta possibilidade de doação, essa não tem sido uma prática comum dos contribuintes da cidade que, por falta de divulgação, acabam não tendo o conhecimento sobre esse benefício para as instituições e para si próprios. A 12ª Promotoria da Justiça da Comarca de Mossoró explica, por meio de sua assessoria ministerial, que a doação não aumenta o valor devido do imposto. “O contribuinte não pa-

ga nada a mais para fazer a doação. O que acontece é que parte daquele dinheiro que seria pago ao Governo é revertido para as instituições que estão com o cadastro apto junto ao Governo Federal. E o FIA é uma dessas opções de fundos que podem ser aplicados esse tipo de recurso”, aponta o órgão ministerial. Joana Amélia Alves informou que reconhece a falha na divulgação desse benefício para o trabalho que é gerido pelo Comdica. Ela informa que, com as demanCedida

Kennedy Paiva fala sobre a doação do imposto devido


2 mossoró

DOMINGO, 27 de março de 2022

>> O NAF funcionará de segunda a quarta-feira, das 16h às 19h, de forma presencial e remota, fazendo Declarações de IRPF e esclarecendo dúvidas da população

Consumidor

Núcleo de Apoio Contábil inicia atendimentos de contribuintes em Mossoró

J

á está em vigor o período para a entrega da declaração do Imposto de Renda Pessoa Física 2022. É importante ficar atento, já que o prazo está mais curto em relação ao ano anterior, e os contribuintes têm apenas até o dia 29 de abril para fazerem suas declarações. São obrigados a declarar, aquelas pessoas que receberam um total de rendimentos tributáveis (salário, bônus na empresa etc.) igual ou maior que R$ 28.559,70 em 2021, entre outros contribuintes. Para evitar transtornos o ideal é não deixar para realizar o processo de última hora. Os contribuintes que tiverem dúvidas e precisa-

Cedida

Os atendimentos aos contribuintes terão início a partir da segunda-feira, 28 rem de ajuda para a realização de suas declarações poderão procurar o Núcleo de Apoio Contábil e Fiscal

(NAF) da Universidade Potiguar (UnP), Campus Mossoró. Os atendimentos aos contribuintes de Mossoró e

Região terão início a partir da segunda-feira, 28. De segunda a quarta-feira, das 16h às 19h, estudantes do Curso

outras palavras José Nicodemos

E

aristida603@hotmail.com

SAFADEZA, EIS O NOME

videncia-se pelo altíssimo custo do parlamento brasileiro que o país tem condição de pagar o menor salário num valor condizente com o minimamente necessário ao custo da vida. Valhanos isto; se o nosso país pode ostentar um dos mais caros parlamentos do mundo, se não o mais, pode igualmente dar dignidade à remuneração do trabalho. É o que se põe de manifesto. Se pelo menos essa coisa repugnante a que se empresta o nome nobilitante de parlamento cumprisse verdadeiramente o seu papel da representação da sociedade, ainda bem. Não é, porém, o que se dá, vê logo o leitor. Nada mais, nem menos, que uma agremiação de gozadores. Irresponsáveis. Tripudiam da cara do povo, e de maneira a mais descarada, também é o que pode verificar o leitor, sem precisar de vidro de aumento. Tudo se oferece à vista, com presteza. A grande maioria da população brasileira sem o direito à justa remuneração do seu trabalho, dito melhor, sem o direito de existir como gente, é a prova disso. O fato é que a desumana realidade deste país está a nos entrar pelos olhos do todo dia, e a toda hora. Está na verdade, pois, quem disser somos um país sem governo, sem representação popular, com o acréscimo de ser um país sem justiça. O governo sendo ditado pelas corporações do maior prestígio – econômico, social e político.

As quais, está visto, se apropriam da fortuna pública, à base ampla de toda sorte de privilégio, naturalmente com o detrimento das categorias baixas da sociedade, quer dizer, as maiorias. Estas, quero repetir, sem outro direito que não seja o de não ter direito, e isto, como se sabe, não é aceito pela civilização. Repugna à consciência humana. Mas ia dizendo que o nosso país, a concluir dos excessos com o dinheiro dos nossos impostos, em favor das categorias do prestígio, tem recurso para estabelecer uma política salarial razoável. Sem as injustiças da hora. Se é que todos os brasileiros somos realmente iguais perante a lei, conforme é a regra da Constituição do país. Civilizada mentira. Bastará ver que mais da metade da população nacional morre aos poucos, e lentamente, de fome crônica, não falando na fome do estômago, talvez a principal causa da mortalidade infantil. Vergonha nacional. Não pode haver maior degradação de uma sociedade, mas é, infelizmente, a trágica realidade brasileira. Afinal, é bom não confundir pobreza com safadeza, apesar da rima. Quero dizer que o nosso país não é tão pobre que não possa dar dignidade à vida dos brasileiros, mediante o salário justo. Ora, possuímos o parlamento mais luxuoso e obviamente mais caro do mundo. Onde, pois, a pobreza do país? Eis aqui o nome certo – Safadeza.

SUS

SERVIÇO

ACINTE

Multiplicam-se os reclamos populares contra a enorme deficiência, ou antes irresponsabilidade, do serviço de assistência médica do governo, o SUS. As mais vezes, morre-se por conta dos absurdos prazos de atendimento.

Que fazem os nossos deputados e senadores que nada fazem, nada, nada, no sentido de apertar o governo para humanizar (esse é o termo) o SUS? Prestariam um grande serviço aos brasileiros que não podem pagar medicina.

Acintosamente, deputados e senadores se gozam do melhor plano de saúde, vitalício e extensivo à família, pago com o dinheiro dos nossos impostos. Falto de visão política, o nosso povo brasileiro não quer saber disso.

linguagem Ando relendo a polêmica do erudito Carlos de Laet com o gramático João Ribeiro, com o mesmo espanto da troca de desaforos entre esses grandes expoentes da mentalidade e da cultura nacional. Deselegâncias inconcebíveis em homens de grande erudição, como Carlos de Laet e João Ribeiro. Observa-se, a propósito da linguagem, como único elemento de valor cultural, a elegância da frase, de torneio clássico. Relativamente ao conteúdo da polêmica, elevação de ideias nenhuma, enfim, nada que edifique o espírito, e isto é de deplorar, repito, em homens da estatura intelectual de um Carlos de Laet e de um João Ribeiro. A bem dizer, a baixaria revestida pelo fino lavor da frase clássica, talvez a maior preocupação de ambos esses metres da cultura brasileira, assim ontem como hoje. Só esta última parte é o que salva, se salva, a contenda referida. Bela troca de desaforos.

de Ciências Contábeis prestarão serviços gratuitos a pessoas físicas e pessoas jurídicas, auxiliando no processo de Declaração do Imposto de Renda. Os atendimentos serão realizados de forma remota e presencial. O coordenador dos cursos da área de Gestão e Negócios, professor Kennedy Paiva, explica que o NAF é um projeto da Receita Federal, conveniado a várias instituições de Ensino no Brasil, em que alunos de graduação em Ciências Contábeis oferecem suporte para as pessoas físicas de baixa renda, micro e pequenas empresas e ao público interno da Universidade. “A atuação no NAF permite aos nossos estudantes vivenciarem os processos do dia a dia Contábil, colocando em prática os conhecimentos adquiridos ao longo do curso. Essa é uma rica experiência para sua qualificação enquanto profissional”, reforça. Poderão ser atendidos pelo NAF aqueles contri-

buintes que tem apenas um rendimento, recebeu até R$ 40 mil em 2021, tem até seis bens, não paga pensão alimentícia, não possui ganhos de capital e não tem investimentos em ações. No momento do atendimento, os contribuintes devem portar os seguintes documentos: declaração do ano anterior (se houver); documentos pessoas do contribuinte e dependentes (RG, CPF e comprovante de residência); informe de rendimento do ano 2021 da sua fonte pagadora; Documentos que comprovem a posse de um bem (informe de rendimento de conta bancária, documento de veículo etc.). Entre os serviços realizados estão desde auxílio para abertura de e-mail, orientação financeira e contábil, além de mais uma vez fazer a declaração de IRPF para grupos específicos, como pessoas que na maioria dos anos são isentas, mas, esporadicamente, precisam fazer a declaração.


Mossoró 3

DOMINGO, 27 de março de 2022

Dia Mundial de Prevenção

Número de exames diagnósticos do câncer de colo de útero reduz >> Dados do SISCAN mostram que no RN se observou uma queda de 16% na realização dos exames no comparativo dos números de 2019 a 2021

O

ntem (26), foi lembrado o Dia Mundial da Prevenção do Câncer de Colo do Útero. O câncer do colo do útero é responsável pela morte de mais de 6 mil mulheres por ano no Brasil e mais de 331 mil mulheres por ano, em todo o mundo. Dados do Sistema de Informação do Câncer (SISCAN) mostram que no Rio Grande do Norte se observou uma queda de 16% na realização dos exames no comparativo dos números de 2019 a 2021. Contudo, se compararmos dados de 2020 e 2021, notamos um crescimento na procura por exames de cerca de 60%. É imprescindível que essas mulheres retomem os preventivos para diminuir a prevalência de morte, que atualmente é de aproximadamente 39,5% dos casos. A pandemia da Covid19 influenciou na baixa no número de diagnósticos, visto que muitas consultas precisaram ser canceladas ou reagendadas. Além disso, o presidente da Febrasgo, o Dr. Agnaldo Lopes, acrescenta que aspectos sociais, como a baixa escolaridade e marcadores de raça-etnia se tornam indicadores que revelavam as diferenças no acesso a medidas preventivas e ao diagnóstico precoce. “O SUS atende mais de 75% dos pacientes com câncer no país. Para além do diagnóstico, temos o desafio do início do tratamento. Antes da pandemia, o período entre o diagnóstico e o primeiro tratamento durava mais de 60 dias, em 58% dos casos. Hoje esse tempo de espera pode ser bem maior. Devido a fatores como esses, quase nove em cada dez óbitos por câncer do colo do útero, por exemplo, ocorrem em regiões menos desenvolvidas”, diz Lopes. A dificuldade de acesso ou a falta de hábito de se consultar regularmente com profissionais de ginecologia é outro entrave à prevenção, identificação e, consequente, tratamento do câncer de colo do útero. Pesquisa da Febrasgo, realizada em 2018, revelou que 13% das mulheres, com mais de 16

Cedida

cer de útero. Mas a cobertura vacinal para o HPV no país ainda fica aquém do desejado. “A Febrasgo tem defendido que para uma ação efetiva, a cobertura vacinal seja de 90%. Hoje é de 46%”, explica Walquíria Quida Salles Pereira Primo, presidente da Comissão Nacional Especializada em Ginecologia Oncológica da Febrasgo. A vacinação contra o HPV está disponível no Sistema Único de Saúde (SUS) para meninas de 9 a 14 anos e meninos de 11 a 14 anos. São indicadas duas doses, com intervalo de seis meses entre elas. Pessoas imunossuprimidas também devem ser vacinadas. É importante deixar claro que a vacinação para os garotos é essencial não só para que eles não transmi-

tam o HPV para as meninas, mas, também, para protegêlos de doenças relacionadas ao vírus HPV, como câncer de pênis, câncer anal e de orofaringe (parte da garganta localizada atrás da boca). A especialista complementa que a vacina contra HPV deve, em um cenário ideal, ser ministrada em três doses para completa ação protetiva, porém duas doses têm se mostrado suficientes. Segundo ela, seria importante que todas elas fossem aplicadas nas escolas. “Hoje, para tomar a última dose da vacina, é necessário procurar uma unidade de saúde. Mas é importante irmos até os jovens para garantir essa prevenção. E as escolas poderiam ser esse local”, sugere Pereira Primo. Mulheres de nove a 45 anos podem se vacinar contra o HPV. Para os homens, indica-se que a prevenção ocorra até os 26 anos. Quanto mais precocemente ocorrer, maior o potencial de a proteção ocorrer antes que a pessoa tenha contato com o vírus. Para Pereira Primo, uma forma de incentivar a procura por acompanhamento médico preventivo seria atrelá-lo a programas sociais do governo: “A maioria das mulheres não realiza o exame de prevenção do câncer de colo de útero, o Papanicolau. Ao colocá-lo como uma das contrapartidas de acesso a esses programas, poderemos ter mais condições de promover um rastreamento da doença, além de orientar e ajudar a prevenir outras patologias”.

A infecção genital por este vírus é muito frequente e não causa doença na maioria das vezes. Entretanto, em alguns casos, podem ocorrer alterações celulares que poderão evoluir para o câncer. Estas alterações das células são descobertas facilmente no exame preventivo (conhecido também como

Papanicolaou), e são curáveis na quase totalidade dos casos. Por isso é importante a realização periódica deste exame. Neste período, Mossoró registrou 250 casos de câncer do colo do útero, distribuídos da seguinte forma: 38 em 2016; 37 em 2017; 63 em 2018; 75 em 2019 e 37 em 2020.

A pandemia da Covid-19 influenciou na baixa no número de diagnósticos

anos, nunca foram ou não costumam ir ao ginecologista. Outro dado que incide negativamente no combate à doença aponta que 60% da população feminina chega, pela primeira vez, ao consultório do ginecologista com cerca de 20 anos de idade em decorrência de algum problema instalado, por suspeita de gravidez ou por já estar grávida. O Câncer do Colo do Útero se trata de um tumor que se desenvolve a partir de alterações no colo do útero, que se localiza no fundo da vagina. Inicialmente, podem não haver sintomas, mas conforme a doença avança, podem aparecer sangramento vaginal, corrimento e dor (não necessariamente nessa ordem). O câncer de colo de útero pode ser evitado por meio do exa-

me de Papanicolau e por uma vacina contra o vírus HPV, causador da doença. Dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA) informam que esse tipo de tumor é o terceiro mais incidente entre mulheres no Brasil, atrás apenas do câncer de pele não melanoma e do câncer de mama. Apesar de altamente prevenível, o enfrentamento da doença tem desafios, como a baixa taxa de vacinação contra o HPV (Vírus do Papiloma Humano), seu agente causador, e a queda nos diagnósticos devido à pandemia da Covid-19, e tem preocupado especialistas quanto ao aumento nos óbitos. O INCA estima que, anualmente, sejam diagnosticados 16.710 novos casos de câncer de colo do útero, com uma prevalência de morte

em aproximadamente 39,5% dos casos, segundo dados mais atuais, de 2019. Com isso, a doença é a segunda causa de morte por tumores na população feminina, havendo mais óbitos somente entre diagnosticadas com câncer de mama. De 2008 a 2018, a taxa de mortalidade saltou 33%, resultando em uma vítima a cada 90 minutos, segundo dados do Ministério da Saúde. PREVENÇÃO A forma mais eficaz de prevenção do câncer de colo de útero se dá por meio da vacinação contra o HPV. A vacina distribuída gratuitamente pelo SUS, de acordo com a especialista, protege contra quatro tipos do vírus: 6, 11, 16 e 18 -- sendo os dois últimos relacionados a 70% dos casos de cân-

Mossoró registrou 95 óbitos por colo de útero entre 2016 e 2020 Números da Liga Mossoroense de Estudos e Combate ao Câncer (LMECC) mostram que Mossoró registrou 95 óbitos em decorrência do câncer colo do útero entre os anos de 2016 e 2020. Também

chamado de cervical, é causado pela infecção persistente por alguns tipos (chamados oncogênicos) do Papilomavírus Humano – HPV. Deste total, 23 deles foram registrados em 2020, 24

em 2019, 18 em 2018, 14 em 2017 e 16 em 2016. Ele é o terceiro tumor mais frequente na população feminina, atrás do câncer de mama e do colorretal, e a quarta causa de morte de mulheres por câncer no Brasil.

A pandemia da Covid-19 influenciou na baixa no número de diagnósticos, visto que muitas consultas precisaram ser canceladas ou reagendadas


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DOMINGO, 27 de março de 2022

apoio

Uern disponibiliza espaços de combate à pobreza menstrual

SIB realiza campanha arrecadar de itens de higiene pessoal

>> Instituição oferece absorventes e itens de higiene pessoal em banheiros no Campus Central

Para estimular o abastecimento dos itens do espaço La Belle, o Sistema Integrado de Biblioteca (SIB) da Uern promoverá uma campanha para arrecadação de absorvente e itens de higiene pessoal. A campanha seguirá até o mês de junho. No intuito de estimular as doações, os usuários da biblioteca que tiverem o cadastro suspenso terão a opção de regularizar sua situação através da doação de itens. Adriano Carlos ressalta que qualquer pessoa da comunidade acadêmica ou da comunidade externa pode realizar as doações, a qualquer tempo, diretamente na Biblioteca. “É só procurar o atendimento da Biblioteca que os funcionários estarão aptos a receber o material”, declara.

A

pobreza menstrual é caracterizada pela falta de acesso a recursos, infraestrutura e até conhecimento por parte de pessoas que menstruam em relação aos cuidados envolvendo a própria menstruação. O problema não se restringe à esfera individual, uma vez que a falta de acesso a itens básicos de higiene impacta a vida e a saúde de pessoas que menstruam. Para se ter uma ideia, um estudo encomendando por uma empresa de absorvente revelou que 28% das pessoas que menstruam já faltaram à escola por não terem dinheiro para comprar absorventes. Tendo em vista a importância de debater o assunto e desenvolver ações de combate à pobreza menstrual, a Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN) tem estruturado espaços que disponibilizam absorventes e demais itens de higiene pessoal. Um exemplo destas ações é o espaço La Belle, organizado pelo Sistema Integrado de Bibliotecas da Uern (SIB) no banheiro da unidade do Campus Central. Os itens já estão

Assessoria Uern

Itens são abastecidos com doações dos próprios usuários

disponíveis para qualquer estudante que utilize o espaço e serão reabastecidos através de doações dos próprios usuários da biblioteca e da comunidade acadêmica em geral. Conforme o coordena-

@defato_rn

dor do Atendimento ao Usuário e da Biblioteca Virtual do SIB, Adriano Carlos, o espaço tem o intuito de desenvolver ações de combate à pobreza menstrual e incentivar o debate sobre o tema, bem

como ampliar as ações da Universidade relacionadas ao corpo discente da Instituição. “O tema da pobreza menstrual ficou bastante em evidência recentemente e nós (a equipe do SIB)

/jornaldefatorn

resolvemos criar esse espaço em que qualquer estudante que esteja precisando em algum momento de um absorvente ou outro artigo de higiene pessoal tenha naquele lugar, sem constrangimentos”, expli-

ca o coordenador. O La Belle teve início neste momento na Biblioteca do Campus Central, mas o projeto prevê a expansão do espaço para os demais campi da Universidade.

@jornaldefato


segurança 5

DOMINGO, 27 de março de 2022

Infância Violada

>> Diante de recorrentes crimes contra crianças e adolescentes, tramita no Congresso Nacional projeto de lei que endurece as penalidades nesses casos Fábio Vale

Da Redação

N

Cedida

Advogada defende que é preciso leis mais rígidas na proteção e defesa de crianças e adolescentes “É preciso assegurar às crianças e adolescentes leis mais rígidas e encarar essa questão da violência com mais seriedade para evitar que mais vidas sejam perdidas e mais direitos sejam violados”. A afirmação é da advogada e presidente da Comissão de Assistência à Criança, ao Adolescente e ao Idoso da OAB/Mossoró, Ariane Lira do Carmo Leite. Ela lembra que as estatísticas mostram que a situação é assustadora. “Durante o ano de 2021, mais de 120 mil denúncias de violências contra crianças e adolescentes foram feitas em todo o Brasil. É um número bem expressivo. Inclusive, a maioria é de violações ocorridas dentro de casa”, destacou Ariane Lira. Para ela, o projeto de lei que está em andamento no Congresso Nacional que endurece as penalidades para autores de crimes contra crianças e adolescentes, é de extrema importância, ao criar mecanismos para prevenção e o enfrentamento dessa violência contra

essa parcela da sociedade. Além de medidas como essa, a advogada e presidente da Comissão de Assistência à Criança da OAB/Mossoró destaca também que mais ações devem ser adotadas para coibir essa problemática. “Todos nós – familiares, sociedade e o Estado – devemos assegurar às nossas crianças e adolescentes o direito à vida, à saúde, à alimentação, e à educação, dentre outros previstos na nossa Constituição”, ressalta Ariane Lira, chamando a atenção para a necessidade de políticas públicas de inclusão das crianças nas escolas, de programas de assistência e de orientações sobre como agir em situações de violências física, psicológica e sexual. Sobre o caso ocorrido nesta semana em Mossoró de suposta violação de direitos de um adolescente, encontrado em um local com dezenas de cachorros e entulhos, a advogada diz que a OAB/Mossoró está acompanhando a situação.

Ariane Lira também é presidente da Comissão de Assistência à Criança da OAB/Mossoró

esta semana, na segunda maior cidade do Rio Grande do Norte, um garoto de 14 anos de idade foi resgatado, praticamente, de uma situação de abandono. Após denúncia, o adolescente foi encontrado por autoridades competentes em um imóvel com cerca de 20 cachorros e o interior do local completo de entulhos. O caso reflete uma problemática que vem sendo recorrente em todo o país: registros de negligência, delitos considerados de menor potencial ofensivo e até crimes de maior gravidade, que tem como vítimas crianças e adolescentes. Diante desse cenário preocupante, tramita no Congresso Nacional um projeto de lei que endurece as penas para crimes contra crianças e adolescentes. A proposta, aprovada pelo Senado Federal nesta semana, agrava a punição para homicídio contra menor de 14 anos; muda a forma de prescrição de crimes contra a dignidade sexual infantil; e altera a penalidade envolvendo lesão corporal contra crianças e adolescentes; além de criar mecanismos de enfrentamento à violência doméstica contra menores e instituir o Dia Nacional de Combate à Violência Doméstica e Familiar contra a Criança e o Adolescente. Em meio a essas medidas que visam coibir crimes diversos contra menores como homicídios, delitos de caráter sexual, lesão corporal e demais formas de violação da dignidade infantojuvenil, a reportagem do Jornal DE FATO conversou com profissionais com atuação em Mossoró ligados à proteção e à defesa de direitos da Infância e Juventude. Eles avaliaram o atual cenário de violência contra essa parcela da sociedade e apontaram que mais ações podem ser adotadas para coibir essa problemática. Caso em Mossoró O caso do garoto e dos cachorros em suposta situação de abandono registrado em Mossoró nesta semana e citado no começo desta reportagem teve repercussões. Após denúncia e intervenção das autoridades competentes, o menino e os animais foram resgatados do local. Os cachorros foram levados para cuidados em entidades locais de proteção animal e o adolescente foi atendido pelo Conselho Tutelar e encaminhado para responsáveis. A mãe do jovem foi detida e depois liberada. O vereador de Mossoró, Paulo Igo, se pronunciou após a divulgação do ocorrido e se identificou como pai do menino. Ele disse que buscava na Justiça há quase um ano a guarda compartilhada do garoto e que no mesmo dia do ocorrido esteve com o filho, e que o mesmo estava agora “sendo muito bem assistido na casa da avó”, já “de novo, matriculado na escola”, e que, agora “o mais importante, a prioridade absoluta, é garantir a integridade psicológica e o bem-estar do menino”.


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Cont. da página 5

Conselheiro avalia com preocupação crimes contra crianças e adolescentes >> João Pedro, da 33ª Zona, afirma que leis que coíbem violações contra menores precisam ser realmente efetivadas para garantir proteção e defesa

“

Avalio com muita seriedade e preocupação, e deixo o alerta para que poder público possa encarar também dessa forma. Esse é um problema grave que necessita estar sempre sendo discutido”. A avaliação sobre o atual cenário de crimes contra crianças e adolescentes é do conselheiro tutelar em Mossoró e militante dos direitos da Infância e Juventude, João Pedro do Nascimento. Para ele, que também é graduado em Gestão Pública, é muito fácil falar que a infância e juventude é prioridade nas gestões. “Ouvimos muitas frases bonitas sobre a importância dessa parcela da população, que são sujeitos de direitos, mas, na prática, a coisa muda”, observa, pontuando que a prioridade absoluta que a Lei traz no artigo 227

da Constituição Federal e no artigo 4 do Estatuto da Criança e do Adolescente, não é cumprida. “E, se os nossos representantes, os parlamentares que criam as leis, os gestores públicos que executam, têm o conhecimento de que o atual cenário é preocupante e não se preocupam em buscar soluções, isso torna a minha avaliação bastante preocupante. As Leis são importantes, mas de quê adianta suas criações se não dão as condições de cumpri-las? Porque é isso que acontece no dia a dia. Se cria a lei, mas não cumprem com o princípio da prioridade absoluta, principalmente, no que se refere à destinação privilegiada dos recursos públicos nas áreas relacionadas com a proteção à infância e à juventude; e ficam as políticas públicas e os

Cedida

João Pedro é conselheiro tutelar em Mossoró e militante dos direitos da Infância e Juventude

serviços, sem condições de serem ofertados de forma regular, como mandam os dispositivos constitucionais e legais”, analisa João Pedro.

Profissional aponta aumento de casos de violações e reforça importância da denúncia O conselheiro tutelar em Mossoró e militante dos direitos da Infância e Juventude, João Pedro, aproveitou para lembrar de um caso ocorrido nesta semana em Mossoró de suposta violação de direitos de um adolescente. Ele conta que em uma situação como essa a primeira coisa que o Conselho Tutelar deve observar é a necessidade da criança, do adolescente, naquele momento, aplicando medidas que venham a fortalecer os seus vínculos familiares e respeitar a sua privacidade. “O Conselho Tutelar de Mossoró atuou muito bem, dentro da legalidade. O adolescente se encontra sob os cuidados da família e terá todo o acompanhamento necessário. Quanto a quem for culpado ou não, se caracterizou abandono ou não, não cabe ao Conselho Tutelar investigar, a nós, nos cabe encaminhar a notícia de fato ao Ministério Público, para que o

MP encaminhe à delegacia, e assim seja aberto o inquérito policial para fins de investigação”, explicou, mencionando que o Conselho Tutelar do município tem registrado aumento de violações de direitos contra menores. “De um relatório trimestral para outro, a gente nota um aumento em alguns casos, mesmo sabendo que os números que divulgamos a cada três meses, ainda não refletem o real cenário de violações, pois o número de subnotificações é muito grande. A população precisa denunciar toda forma de suspeita ou confirmação de maus-tratos contra os direitos das crianças e dos adolescentes”, ressalta o conselheiro tutelar, chamando a atenção para que mais medidas deveriam ser adotadas tanto pelo poder público quanto pela sociedade civil como forma de coibir crimes con-

tra menores. “A sociedade precisa denunciar mais, perder esse medo do ato da denúncia, entender que aquela ação pode salvar vidas, como estamos acompanhando nos últimos dias. O poder público cumprir a lei, destinar mais recursos para as áreas relacionadas à proteção à infância e à juventude; precisa entender o Sistema de Garantia dos Direitos de Crianças e Adolescentes, como ele funciona em seus três eixos, garantir a todos os profissionais desse Sistema formação continuada, para que além das violações causadas pela família ou pela sociedade, não ocorram casos de violência institucional, que é quando os próprios agentes públicos que trabalham nessa política de atendimento não sabem como agir diante de um caso de criança ou adolescente com seus direitos violados”, propõe João Pedro.

Mesmo com essas problemáticas, ele diz que considera com muito entusiasmo um projeto de lei que está em andamento no Congresso Nacional que endu-

rece as penalidades para autores de crimes contra crianças e adolescentes. “Como militante dessa área, analiso como um passo importante que foi dado. Não

podemos mais permitir que os índices de violações contra os direitos de crianças e adolescentes permaneçam em níveis elevados. É preciso que o poder público tome atitudes para inibir tudo isso, e essa lei vem como esse passo importante na busca de uma proteção maior desse público”, asseverou, acrescentando que espera que o efetivo cumprimento dessa proposta contribua para resgatar a confiança da população no sistema de proteção e defesa dos menores. O conselheiro tutelar também destacou a importância de uma das mudanças no então projeto de lei que é de que os Conselhos Tutelares fiquem aptos, por exemplo, a solicitar medidas protetivas de urgência para criança ou adolescente e a encaminhar denúncias de prática de violência. “A importância se consiste na capacidade de, através de nossa atuação, enquanto Conselho Tutelar, ter a oportunidade, de requerer uma medida, uma ação, que venha a dar uma maior sensação de segurança à criança e ao adolescente que chega até o órgão com os seus direitos violados, me referindo neste momento aos casos que envolvem práticas de violência doméstica. Entrando a Lei em vigor e sendo ela de fato cumprida, eu não tenho dúvidas que vamos conseguir diminuir esses níveis”, ressaltou.

Professor e sociólogo avalia que jovens brasileiros se encontram em condições de vulnerabilidade O professor doutor de Ciências Sociais da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN), Francisco Vanderlei de Lima, avalia que os jovens brasileiros se encontram em condições de vulnerabilidade. Ele lembra que o Brasil é um país que desenvolveu uma legislação protetora das crianças e adolescentes, mas que carrega tristes marcas nas estatísticas. O docente explica que há vários tipos de violência às quais estão sujeitas as crianças e adolescentes. “A começar pelos abusos domésticos e pelo trabalho infantil”, pontua, mencionando que a vulnerabilidade leva essa parcela da sociedade a se tornar até mesmo alvo fácil de organizações criminosas para serem aliciadas para crimes como o tráfico de drogas. “O resultado é que passam a viver num ambiente violento e têm suas vidas ceifadas muito precoce-

mente, seja por meio de acerto de contas por meio da própria organização, seja também pela polícia”, analisa o professor universitário, chamando a atenção também para a ausência de políticas públicas, como na área da educação. Para ele, o projeto de lei que está em andamento no Congresso Nacional que endurece as penalidades para autores de crimes contra crianças e adolescentes é uma iniciativa importante, mas que é preciso mais ações efetivas. “Diria que, de um modo geral, esforços para redução da desigualdade social é fundamental para redução da violência contra nossas crianças e adolescentes. O problema da desigualdade social, contudo, é complexo e sistêmico, o que sugere que precisamos desenvolver políticas públicas específicas para redução da vulnerabilidade das nossas crianças e adolescentes”, observa.

“A primeira esfera é a família e um programa de assistência social precisa considerar o ambiente familiar como base de bem ou mal-estar das crianças ou dos adolescentes. Segunda esfera, a escola. A escola não pode ser entendida meramente como um espaço de um aprendizado técnico, mas também um complemento da vida familiar, de algum modo. Neste sentido, é preciso desenvolver programas de inclusão nestas duas esferas básicas de constituição da personalidade das crianças. Outras políticas mais pontuais podem ser desenvolvidas, mas se conseguirmos reunir assistência social (pais e filhos), educação (professores, pais e filhos), avançaremos de maneira substantiva na redução da vulnerabilidade das crianças e dos adolescentes e, por conseguinte, o problema da violência que os atinge”, finaliza o doutor em Ciências Sociais da UERN.


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DOMINGO, 27 de março DE 2022

Futebol carioca

Reprodução

Fluminense e Botafogo se enfrentam por vaga na final do Carioca >> Tricolor tem boa vantagem, pois se classifica mesmo com derrota por um gol de diferença

R

io – O Campeonato Carioca está na reta final, e o Fluminense a um passo de conquistar uma vaga na decisão. O time enfrenta o Botafogo neste domingo, 27, a partir das 16h, no Maracanã, pela partida de volta da semifinal do estadual. Após a vitória por 1 a 0 no jogo de ida, na segunda-feira, 21, o Fluminense – que foi campeão da Taça Guanabara – pode perder por até um ponto de diferença e ainda avançar à final. A vitória na segundafeira, porém, fez uma discussão que rondou o clube tricolor esse início de temporada ganhar força novamente: o esquema tático. Após testes, o técnico Abel Braga indica avaliar o equilíbrio entre uma formação mais segura e outra que pro-

põe mais o jogo. Diante do elenco alvinegro, o Fluminense entrou em campo no 3-4-3, formação que vinha sendo utilizada no time titular, que atuou preferencialmente na Copa Libertadores. Mas com Felipe fora, recuperando-se de uma pancada que sofreu contra o Olimpia, em Assunção (Paraguai), Abel optou por Manoel fechando a linha defensiva como jogador mais centralizado. Após um primeiro tempo abaixo do esperado, e com poucas oportunidades, o treinador fez mudanças e a equipe passou a atuar no 4-3-3, não precisando de muita tempo para começar a assustar e conseguir abrir o placar, em gol de Arias que teve participação de Yago Felipe, um dos que havia entrado.

“Nós tínhamos uma equipe considerada titular, a que mais jogou, mas, em todas as oportunidades, os jogadores que entraram fizeram a diferença. E hoje não foi diferente (...). Estou muito contente porque, quem entrou, resolveu mais uma vez”, disse o comandante. “O meu time que não é considerado titular propõe muito mais o jogo que o considerado titular, mas o time titular é muito mais seguro. É assim. Então, tem jogos que vai jogar um grupo diferente de jogadores, e outros não”, completou, em outro momento. De fato, o assunto não chega a ser novo. As boas atuações da considerada “Equipe B” vinha gerando repercussão, até mesmo com pedidos de torcedores por

Guerra na Ucrânia acaba com eldorado para jogadores brasileiros Um dos primeiros conselhos que Marlos recebeu ao desembarcar na Ucrânia em 2012 foi-lhe muito útil. Serviu pelo menos até que estivesse adaptado ao país. Cada vez que se sentisse triste e solitário, deveria olhar seu saldo bancário. A melancolia iria embora. O meia ficou entre 2021 e 2021 no futebol local. Atuou primeiro no Metalist Járkov (até 2014) e depois no Shakhtar Donetsk. A invasão russa e a guerra na Ucrânia acabaram, talvez por muito tempo, com o mercado que era um eldorado. “Eles gostam realmente de jogadores brasileiros e, uma vez que você se adapta ao país, faz amigos e conhece o povo, tudo fica mais fácil. Os clubes pagam bem e em dia”, afirma o meiaatacante Telles, que estava no Rukv Lviv. Mesmo clubes de menor expressão e que lutam contra o rebaixamento poderiam oferecer salários de 40 mil euros por mês. Valor que

se torna mais relevante ainda com o cenário de desvalorização atual do real. São cerca de R$ 225 mil. “O futebol ucraniano sempre adorou jogadores brasileiros e há uma admiração enorme por eles. Especialmente no Shakhtar Donetsk. O crescimento do futebol no país tem muito a ver com a influência do Brasil”, declara o técnico romeno Mircea Lucescu, que comandou a equipe de Donetsk e levou vários atletas sul-americanos para o leste europeu. Ao ser entrevistado, Lucescu pede para conversar em português “para praticar”. Ele ainda mantém contato com atletas brasileiros que comandou, como o meia Jadson, por exemplo. “No lado financeiro, não tem o que falar. É maravilhoso. Paga muito bem e o jogador tem tudo. Mas é preciso muita força para superar as dificuldades de adaptação, especialmente no inverno. Sou muito grato a tudo o que o Shakhtar Do-

netsk me deu, mas chegou um momento em que eu queria sair. Infelizmente, esta porta se fechou porque era uma alternativa muito boa para os brasileiros”, declara Elano, hoje técnico da Ferroviária. Ele atuou pelo Shakhtar Donetsk entre 2005 e 2007. Quando estourou a guerra, este o time com o maior número de nomes do país (13). Na primeira divisão ucraniana, eram 30 no total. Elano fez uso de outro aspecto positivo do futebol ucraniano, aproveitado não apenas por ele. Usá-lo como porta de entrada para ligas mais importantes do continente. Ao sair do Shakhtar, o meia se transferiu para o Manchester City. Fernandinho faria o mesmo depois. Bernard foi para o Everton. Fred está no Manchester United. “Eu cheguei em 2019 e não achava que a guerra seria problema. Já se falava em invasão naquela época. A gente começou a ficar preocupado, mas não acreditava

mudanças no time titular. Abel até as realizou, com as entradas de Martinelli e Arias, mas sem alterar o formato inicial do time. E como salientado pelo treinador, um dos fatores para isso era justamente o sistema defensivo. Até a derrota para o Olimpia por 2 a 0, o Fluinense ainda não havia sofrido dois gols em uma só partida em 2022, e tinha sido vazado quatro vezes em 14 partidas. Por outro lado, assim como aconteceu contra o Botafogo, alguns dos triunfos em meio à boa sequência que o Fluminense encarava, aconteceram após substituições que mudaram o escopo do time, como no caso dos clássicos com o Flamengo e Botafogo. Nos triunfos contra Nova Iguaçu, Volta Redonda, Vas-

que chegaria a esse ponto. A Ucrânia é um país muito importante na minha carreira e é o mesmo para muitos brasileiros. É um mercado muito bom”, disse o atacante Renan Oliveira, que atuava pelo Kolos Kovalivka. Houve até quem se naturalizasse pela chance de, quem sabe, disputar uma Copa do Mundo. Foi o caso de Junior Moraes, anunciado nesta semana como reforço do Corinthians. A seleção está na repescagem da Uefa e ainda pode se classificar para o Qatar. Enfrenta a Escócia, fora de casa. Se passar, decide a vaga com Áustria ou País de Gales. Algumas histórias são lendárias entre os brasileiros que passaram pela Ucrânia. Como as luvas pagas em malas de dinheiro, por exemplo. Um deles, que passou pelo Shakhtar Donetsk, voltou para o seu quarto com duas valises recheadas de dólar. O empresário lhe perguntou: “Você já jogou dinheiro para o alto?” A resposta foi negativa. Os dois abriram as malas e atiraram os dólares para o ar no momento em que um funcionário do hotel batia na porta. Eles tiveram de correr para recolher todo o dinheiro que ficou espalhado pelo quarto.

Botafogo precisa vencer e bem para avançar à ultima fase do campeonato

co e Resende, o Tricolor foi a campo com a formação inicial com dois zagueiros, seja 4-3-3 ou 4-4-2. Vale salientar que, a partir do meio do ano, Abel Braga não contará mais com Luiz Henrique, atacante que vem sendo um dos destaques do time neste início de temporada. O jogador tem acordo assinado com o Betis, da Espanha, e o adeus vai obrigar a comissão técnica a pensar em soluções para o setor. Aliado à venda dos direi-

tos econômicos do jovem jogador – os valores envolvidos não agradaram a torcida –, a eliminação na Libertadores fez a pressão aumentar no clube tricolor, e causou questionamentos ao trabalho. Agora, quase que em tom de recomeço, Abel Braga e elenco buscam retomar a boa sequência que vinham apresentando e afastar de vez a crise, focando ainda nas disputas da Sul-Americana, Copa do Brasil e Campeonato Brasileiro.

Assu joga para evitar o rebaixamento Vivendo momentos distintos na tabela, Assu e Globo FC se enfrentam neste domingo, 27, às 16h, no Estádio Edgar Montenegro, em Assu, em jogo atrasado pela 6ª rodada do segundo turno do Campeonato Potiguar. Se perder, o “Camaleão do Vale” estará rebaixado à segunda divisa, o que seria pela segunda vez na sua historia – a primeira foi em 2014. Já o Globo entra em campo, observando a parte de cima da tabela. O time de Ceará-Mirim quer os três pontos para se garantir logo na fase semifinal do returno. Se não for hoje, a equipe terá outra chance de carimbar a vaga na quarta-feira, 30, no duelo com o Potyguar de Currais Novos, em casa.

Além de mal posicionado na tabela de classificação, Assu vive um momento conturbado. A equipe voltou aos treinos na semana que antecede essa partida, após 10 dias de greve devido aos salários atrasados. Os problemas financeiros resultaram na saída de vários jogadores, entre eles o meia e capitão do time, Marielson. Nesta sexta-feira, 25, o grupo gestor pagou parte dos atrasados para garantir a equipe em campo hoje, pois havia a possibilidade de o time perder por Wx0 caso não saísse pagamento. O grupo gestor, formado em sua maioria por torcedores, foi criado após a saída do presidente Pedro Cavalcante. Instagran do assu

Assu entra em campo para impedir o que seria o segundo rebaixamento de sua historia


8 esporte

DOMINGO, 27 DE março DE 2022

fábio oliveira fabiowillard@hotmail.com

fabio willard de oliveira

Um Mossoró para Mossoró se orgulhar

P

ouco tempo de história, é verdade, mas de forma intensa o meia Márcio Mossoró vai marcando sua passagem pelo Potiguar. Além do acréscimo na qualidade técnica que oferece ao time, algo claro e inconteste, Márcio vai se colocando como um desportista acima das cores, vez que todos sabem de sua preferência pelo tricolor. Mas sua postura tornou este fato insignificante e indiferente aos olhos do alvirrubros que hoje o enxergam como um candidato a ídolo. Além da dedicação dentro de campo, se mostrou parceiro fora ao reverter todo seu salário, hoje simbólico em relação ao seu verdadeiro

valor de mercado, em cestas básicas para atender projeto social de dois amigos. Também emprestou dinheiro ao clube para quitar dívidas com salários dos atletas. Por último, subsidiou parte dos custos de 500 ingressos para levar o máximo de torcedores possível ao jogo decisivo, contra o América, na quarta-feira que vem. É um desportista por excelência e um amante do esporte e da terra que o conceberam. Não é Márcio quem presta conta a sua cidade, mas sua cidade que lhe deve reverências pelo amor e humildade de carregar seu nome para o mundo todo conhecer, o que tem feito com dignidade.

iMAGEM QUE MARCA Arquivo

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O problema da internet é o rastreador”

Santos, goleiro do Potiguar em 2013, despejando seus conhecimentos de informática para o grupo na casa do atleta. Se colocaram um rastreador no lugar do roteador, esse é o problema.

Lá ou cá

Márcio Mossoró não é único exemplo local que apesar de ter algum tipo de identificação com um clube, acabou conquistando a outra torcida. Cícero Ramalho, criado no Potiguar, conseguiu ser ídolo no Baráunas.

Diferença

Uma diferença entre a história de Márcio e Cícero é que o primeiro nunca jogou no Baraúnas, por isso não chega a ser na prática uma troca de camisa.

Sonho distante

Nesse momento, o torcedor do Baraúnas fica com o dissabor maior porque, pela idade e diferença de ideias com parte do grupo gestor do clube, talvez nunca veja Márcio Mossoró materializar esse sonho.

Decisão

Mais uma vez, Potiguar e América se enfrentam em clima de decisão. Já classificado, o Potiguar joga contra o time natalense, na quarta-feira, em Mossoró, sua sorte para definir se faz a semifinal em casa e pelo empate.

Time do Palmeiras, do Abolição IV, em jogo no Nogueirão, pela Taça Cidade de Mossoró de 1993: Chicão (treinador), Ribamar, Rivelino, Onesimar, Ozias, Icinho e Berg; Zé Galinha (massagista), Júnior, Clodoaldo, Dalmário, Totonho e Cipriano.

A semana na história Reprodução

Na sexta-feira que passou (25), o ex-goleiro Miranda completou 57 anos de idade. Excelente profissional, fez história em Baraúnas e Potiguar. Recebe nossos parabéns!

Torcedor

Futebol Clube

Lindomar Nascimento Bairro Barrocas Torcedor do Potiguar

Torcida dupla

A torcida pelo Assu contra o Globo neste domingo acontece por dois motivos. Primeiro porque vencendo, o Assu dá um passo para se manter na elite, o que é bom para a região. Segundo que impede a progressão do rival que também luta com o Potiguar por vaga na série D.

Desespero

Uma derrota para o Globo, hoje, rebaixa o Assu. Com cinco pontos, o Camaleão só poderia chegar a oito, mesma pontuação do Santa Cruz, só que no confronto direto, o Assu perde para o time natalense.

Erros condenam

Coincidentemente, são exatamente Assu e Santa Cruz que perderam pontos (3 e 6, respectivamente) por uso irregular de atletas. O erro administrativo pode sair caro ao final.


/jornaldefatorn

@defato_rn

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Hidrofobia capilar

saiba o que é e como tratá-la Especialista explica causas e soluções para alterações na estrutura dos cabelos

O

cuidado com os cabelos é fundamental, desde o processo de lavagem à manutenção dos fios, seja protegendo da exposição ao calor ou evitando a tração a partir do ato de prendê-lo com elásticos ou presilhas. Dentre os mais variados tipos de problemas relacionados aos cabelos está a hidrofobia capilar. A tricologista e membro-docente da Academia Brasileira de Tricologia, Viviane Coutinho, explica como funciona o processo. “Trata-se de uma alteração que pode atingir todos os tipos de cabelos e texturas. Quando ocorre, o fio não consegue absorver água, devido ao excesso de produtos usados na finalização ou na revitalização do fio, feita no ‘day after’”. Ela conta que o uso de produtos derivados de petróleo, silicone e outros que são insolúveis em água ocasionam esse problema, que é notado quando o cabelo fica com o aspecto encharcado, sem a possibilidade de absorção dos cremes. “Para evitar a hidrofobia capilar, é extremamente importante a higienização dos fios com frequência e buscar a ajuda imediata de um especialista para realizar de forma efetiva uma limpeza profissional do couro cabeludo. A terapia capilar é a mais indicada para esse tratamento”, afirma. Outra sugestão, segundo a especialista, é optar por produtos naturais. “Cremes com ativos indicados para a necessidade do fio são ótimos, assim como a limpeza com argila ou shampoos detox, que realizam uma higienização profunda. A esfoliação também elimina todas as impurezas acumuladas, que impedem o cabelo de absorver os nutrientes necessários para se manter saudável. Porém, caso haja algum outro problema, como a alta porosidade dos fios, a terapia capilar deve ser estendida por mais alguns meses”, finaliza.

CIANO MAGNTA AMARELO PRETO

Domingo, 27 de março de 2022

mulher


2 opinião

domingo, 27 DE março de 2022

contexto www.sergiochaves.com | sergiodefato@gmail.com

Para conhecermos verdadeiramente os amigos é necessário passar pelo sucesso e pela desgraça. No sucesso, verificamos a quantidade e, na desgraça, a qualidade.”

Sérgio Chaves

Confúcio

Semana de Arte

Feedback estreia em abril

As feras

O Centenário da Semana de Arte Moderna, que aconteceu em São Paulo nos dias 13 a 17 de fevereiro de 1922 vai ser celebrado pela Faculdade de Letras e Artes da UERN. Sob a coordenação da professora Leila Tabosa, uma vasta programação foi elaborada e que consta de oficinas, simpósios temáticos, minicursos, mesas-redondas, exposições de artes plásticas e apresentações teatrais. De forma híbrida, tudo vai acontecer de 1º a 8 de abril. Nomes locais e nacionais foram convidados. Mais informações no site: https://semarte2022.wixsite.com/evento/sobre.

Sob a batuta do amigo Carlos Augusto Araújo estreia no próximo sábado (2), às 11h, o Podcast “Feedback”. Podemos dizer que o principal objetivo do “Feedback” será compartilhar conteúdo, com simplicidade e autenticidade. “Na prática, escolheremos temas oportunos e atuais, criando um programa leve, com participação de convidados que irão compartilhar suas opiniões sobre determinados assuntos, sem papas na língua!”, diz Carlos. O Feedback entra na grade da 105 FM e nós já estamos na torcida. Sucesso, Carlos!

E no programa As Feras desse domingo (27), eu e Saudade Azevedo (Nelsinho continua de licença médica), vamos bater um papo com a atriz Tony Silva e saber um pouco sobre sua carreira, projetos e lutas. O historiador Geraldo Maia conversa conosco sobre a Emancipação Política do município, comemorado em 15 de março, e sobre as mulheres que fizeram história em Mossoró. Tem ainda o Sacolão das Feras, sorteio de brindes e aquela seleção musical que já caiu no gosto de todos. Esperamos por vocês a partir das 19h na 93 FM/NossaTV. Até lá!

CIRC U L ANDO @De hoje até o dia 31, muita coisa vai acontecer na esfera política, todos buscando acomodação, possível por causa da “janela partidária”, visando as eleições de outubro. Quando encerramos a coluna, na quinta, ainda era uma incógnita a posição do deputado Ezequiel Ferreira, presidente da AL. Até o final do mês saberemos se Ezequiel segue para a reeleição ou se será candidato ao Governo do Estado, batendo de frente com, a sua até aqui aliada, a governadora Fátima Bezerra. Fortes emoções estão por vir. Aguardemos...

crise social e econômica que impactou o País nos últimos anos. Entre os venezuelanos, os povos indígenas Warao sentem ainda mais forte as dificuldades de estar longe de sua pátria, expostos ao julgamento e olhares preconceituosos das ruas brasileiras.

@A Temperatto Cozinha Delivery dos Chefs Teclivan Fernandes e Júlio César Aquino é a pedida para o seu almoço especial desse domingo. Eles atendem para o jantar de quarta a sábado e para o almoço aos domingos e feriados. Informe-se no @temp e ra t t o _ o f i c i a l o u p e l o 84/99606-9003.

@Para ouvir as histórias dos refugiados Warao que vivem em Mossoró, os jornalistas Esdras Marchezan e Izaíra Thalita produziram o documentário “Longe de Casa”, um curta-metragem que será lançado no próximo dia 29 de março, às 19h, no Teatro Lauro Monte Filho, em Mossoró. A entrada é gratuita, mas os organizadores pedem que os participantes possam levar 1 quilo de alimento não perecível, para doação às famílias Warao. Vale a pena ver esse curta e entender um pouco da história desses refugiados que encontramos diariamente nos sinais de Mossoró. Parabéns, amigos!

@E já entramos em contagem regressiva para a edição 2022 do Samba na Praia, evento que acontece no sábado de aleluia, dia 16, na Casa do Samba no Tibau. No palco shows com Dr. Ever, André da Mata, DJ Cris Pantoja, Xande de Pilares e a “Marrom” Alcione. Os acessos estão à venda em A Graciosa (Partage Shopping) e no OutGo. Vamos?!

@Nilson Eloy é o diretor do longa “Dionísia – Poema além da Floresta”, filme que conta a história da potiguar Nísia Floresta, uma das figuras femininas mais destacadas desse RN. No elenco, Titina Medeiros, Isadora Gondim, Maria Di Lia, Rogério Ferraz e o mano Marcelo Chaves, que faz participação especial como pai do noivo de Nísia. O filme tem estreia nacional em maio.

@Terminando o Samba na Praia, outra boa opção no Tibau é a festa “Elas por Elas”, que acontece a partir das 23h, no Álibi. No palco, show com Tetê Pessoa & Circuito Musical, Walkyria Santos e Renata Falcão. Vendas na MMorena Beach Wear (Oásis Center), Litoral Net (Tibau) e no OutGo.

@Os croissants da Tudo di Bão são o carro-chefe da casa comandada pelo casal Ubiraci Tavares/Claudinha, bem localizado no CCNB na Avenida Diocesana. Além deles, outros sem fim de delícias estão disponíveis. Vale, com certeza, a visita!

@O querido Will Vicente, jornalista dos bons, passa 15 dias em Sampa, curtindo merecidas férias. Esse fim de semana o bacana já estava no Lollapalooza Festival, curtindo todas com grupo dos melhores. Aproveite! @Mais de 260 mil refugiados venezuelanos vivem hoje no Brasil, muitos deles fugindo da

Carlos Augusto Araújo comanda podcast na 105 FM, com estreia em abril!

@A “tia” Marlene Maia Fernandes tomou posse na sexta (25), em solenidade na Biblioteca Ney Pontes Duarte, na Cadeira 10 da AFLAM. É a sua segunda ocupante e tem como patrona, Maria Montessori. Por estar em Natal esse fim de semana, levei falta, mas na próxima semana traremos a cobertura do evento. Parabéns!

R. Antônio Vieira de Sá, 440 Tel.: 3317-4545 / 3316.0409

Togo e Tâmisa festejam a querida Fátima Vieira, folhinha da segunda (28). Parabéns!

Minha mãe Maria Denise, meu maior exemplo, a aniversariante festejada da segunda (28). Saúde e paz, meu amor!

Gislayne e D. Giselda em coro de vivas para o empresário Amadeu Vale, com aniversário na quinta (31)!

Andréa Rosado festeja o amigo José Ricardo Menezes, com idade nova na segunda (28). Felicidades!

Naide Bessa comemora a vida na quinta(31), e a coluna antecipa a festa. Vivas!

Festa Hoje é dia de festa para o bioquímico Getúlio Vale, Iana Freitas, a arquiteta Lavínia Negreiros, o Dr. Aécio Fernandes Dias, Marcília Gomes Costa Mendes, Kaio Marques, a Chef Angelina Tavares, Gledson Alves e Sarah Barreto. Amanhã (28), é dia de vivas para o engenheiro Nilton Rêgo, Marcelo Diógenes Rosado, Glênio Diniz Soares Segundo, o amigo José Ricardo Menezes, Fátima Vieira Costa, Kennedy Serafim, Maria Zélia Fernandes, Franklin Soares, Graça Paiva, Érika Lopes, Socorro Carlos, Luís Adolfo Queiroz Fernandes e para a minha mãe, Maria Denise dos Santos Chaves. Para vocês paz, saúde, amor e alegrias. Parabéns!

Cursos Lenilton Moreira Júnior comemora a vida da amada Milene e do filho Lucas, aniversariantes da sexta (1º). Tim tim!

Giullio e Érica Anzilotti. Ela festejando a vida na segunda (28)!

Denilson Santana e Lucinha Belchior com Maria Zélia Fernandes, outra querida aniversariante da segunda (28)!

Meus queridos e competentes Drs. Angélica Neves e Walter Júnior. Ele folhinha da terça (29)!

Ângela faz festa para comemorar o amado Paulo Gastão Júnior, na sexta (1º). Saúde e paz!

O Dr. Alexandre Janeu, Biomédico Esteto, anuncia sua agenda de cursos. Dia 8 tem o Workshop de Microagulhamento Capilar. Nos dias 29 e 30 Curso de Mesoterapia, com ênfase em tratamento corporal, técnica facial e lipo da papada capilar. E de 4 a 6 de maio, encerrando, Curso de Terapia Capilar. Todos acontecem em Mossoró e são indicados para profissionais e estudantes da área. Informações e inscrições pelo 84/999216139 ou pelo e-mail: alexandre.biomedico@yahoo.com. br. Vagas limitadas!


saúde 3

DOMINGO, 27 de março de 2022

conexão saúde conexaosaude.defato@outlook.com conexaosaude.defato@outlook.com

neY robSon VIeIrA AlencAr

Vacinas são um sucesso, mas vírus ainda desafia A nossa imunidade

A imunidade conferida pelas células de defesa de quem se vacinou ajuda evitar doença grave na maioria, mas a mortalidade por covid ainda é alta – e novas variantes podem criar mais problemas. Quais serão nossas estratégias? s vacinas que tomamos ativaram nossa imunidade celular e continuam protegendo a maioria de doença grave, ainda que a proteção contra infecção tenha caído. Com a explosão de casos de covid pela variante Ômicron, temos ouvido isso repetido quase como um mantra. Sem minimizar as mortes que ainda ocorrem, os números confirmam que os especialistas a recitá-los estão corretos. Mas o que isso quer dizer exatamente? Que imunidade é essa que deixa o vírus entrar, mas sem nos afetar como antes? O que a terceira dose tem a ver com tudo isso – e até quando podemos contar com ela? Se as perguntas são mui-

O problema é que o vírus da covid mudou e esta memória pode não ser ativada com a mesma eficiência em todos os aspectos. Quem mais perdeu poder nessa história de mutações foram os anticorpos neutralizantes. “Anticorpos neutralizantes são proteínas solúveis produzidas por células chamadas linfócitos B diante de uma ameaça. São específicos para aquela ameaça e ficam circulando na nossa corrente sanguínea por um período que pode variar”, explica o professor da Unesp Hélio José Montassier (foto – arquivo pessoal). Se o mesmo agente tentar entrar no baile da célula e nos infectar enquanto temos uma alta taxa de anticorpos neutralizantes contra ele, será contido por esses leões-dechácara antes mesmo de chegar à porta da balada. Acontece que os níveis de anticorpos caem naturalmente com o tempo – e no fundo é bom que seja assim. “Pense como seria se, para cada vírus ou bactéria que já encontramos na vida, desenvolvêssemos um bilhão de anticorpos, que são

proteínas, e eles se mantivessem para sempre no nosso sangue?”, questiona o doutor em imunologia pela USP Rafael Larocca. Eu imagino um grande purê vermelho tentando em vão correr em nossas veias e artérias. Ok, então sabemos que os anticorpos caem com o tempo. Mas não é só esse o problema. Eles também perderam um pouco a afinidade para as partes dos vírus com as quais deveriam se ligar, e que foram modificadas na Ômicron. Muitos daqueles leões-de-chácara não vão conseguir agarrar o vírus e impedi-lo de entrar nas células. É por estes dois motivos – queda da quantidade de anticorpos com o tempo e perda de afinidade deles com versões modificadas do vírus – que a terceira dose se tornou necessária. Independente das mutações do vírus, a terceira dose já seria importantíssima porque faz o nível de anticorpos subir novamente. Mas nem é questão só de quantidade. Tomar outra dose da vacina após alguns meses aprimora a qualidade da nossa imunidade. “A maturação da resposta imune será melhor, as melhores células vão ser aprimoradas e produzir anticorpos com ainda mais afinidade ao antígeno [mais eficientes em reconhecer o vírus]. Lá na frente, teremos células e anticorpos muito superiores aos que tínhamos após 15 dias da primeira dose, por exemplo”, explica Larocca, atualmente cientista sênior em uma empresa de biotecnologia nos EUA.

Uma pergunta que se impõe neste momento é se alguma variante poderia driblar até mesmo a resposta celular. Gustavo Cabral (foto ao lado – arquivo pessoal), pesquisador do Instituto de Ciências Biomédicas (ICB) da USP, acredita que isso é pouco provável, embora não impossível. “Se houver uma mudança muito drástica na proteína spike, ela pode também perder, além dos pontos que são reconhecidos pelos anticorpos neutralizantes, aqueles identificados pelas células T”, diz. “O vírus teria que sofrer uma mudança radical na superfície dessa proteína, que é a que ele usa para adentrar a célula”, concorda Rafael Larocca. “O quanto isso seria benéfico para o vírus eu não sei. Escapar totalmente do sistema imunológico poderia levar a um custo sério para ele, que poderia perder a capacidade de entrar nas células hospedeiras. Ele pode mudar, mas pode perder muito com isso.” Podemos imaginar, no melhor dos casos, que uma variante assim sequer iria para frente. Quarta dose ou vacina nova? Perguntar não ofende. Se a

tas, é porque o assunto imunidade é mesmo um pouco confuso. Mas o conhecimento de que a ciência dispõe já é capaz de respondê-las – algumas com mais certeza e detalhes, outras com menos. Reunimos nesta reportagem um time de imunologistas para entender o que já temos como trunfos na disputa com o vírus, e em que precisamos avançar quando o assunto são vacinas. Linhas de defesa Nossas linhas de defesa são complexas. Primeiro, temos o sistema imune inato, aquele que ataca qualquer coisa que considere uma ameaça. Mas é uma ofensiva meio padrão. O lado bom é que não faz diferença se ele

tendência é que a imunidade celular continue protegendo a grande maioria de doença grave, e não é muito provável surgir uma variante que escape dela, qual a necessidade de atualizar as vacinas? Não poderíamos ficar fazendo reforços periódicos com estas que já estão aí? Para Gustavo Cabral, a resposta é um redondo não – e já passou da hora das farmacêuticas investirem mais nessas novas versões das vacinas, afinal o vírus continua mudando. Além disso, por mais que a variante atual escape apenas parcialmente dos anticorpos neutralizantes, um escape pequeno pode ter potencial para desmontar toda a estratégia, explica Cabral. E exemplifica: “Se antes precisávamos de duas doses para imunização completa, agora são três. Se não fosse isso, poderíamos até ter a terceira dose, mas mais tarde, e só como um reforço para manter a imunidade, que tende a cair com o tempo. Mas agora estamos aplicando a terceira dose para combater o vírus mesmo”. Dá para imaginar que, se houver ainda mais perda de neutralização de anticorpos nas próximas versões do vírus, o cenário pode complicar bastante. O pesquisador da USP explica ainda que não é preciso fazer uma vacina com todas as mutações da Ômicron. “O objetivo é fazer uma atualização que inclua todas as mutações relacionadas aos anticorpos neutralizantes de todas as variantes possíveis. As mutações que não influenciam em nada nos anticorpos neutralizantes não precisam ser incluídas.”

encontrou um vírus ou uma variante deste vírus, o ataque é mantido. Em compensação, ser generalista pode não ser tão eficiente. Se entrar uma barata, ela vai levar uma chinelada. Mas se entrar um dragão, também. Além do sistema inato, temos uma maravilha conferida pela evolução aos animais vertebrados chamada sistema imune adaptativo. Que é maravilhoso por um motivo simples: tem memória. É utilizando esta característica que conseguimos fazer as vacinas que já salvaram a vida de milhões (bilhões?) desde sua invenção. Como diz aquele ditado meio batido, mas sempre válido, o maior efeito colateral das vacinas é gerar adultos.

O futuro parece então apontar para as vacinas intranasais. A professora Letícia Sarturi (foto – arquivo pessoal), mestre em imunologia pela USP e doutora pela Universidade Estadual de Maringá (UEM), lista algumas pesquisas em andamento a respeito. “Um estudo recente, ainda em versão preprint, utilizou a vacina intranasal de subunidade proteica como dose de reforço em camundongos que receberam duas doses de vacina intramuscular de mRNA, mostrando que houve indução de imunidade na mucosa nasal e pulmonar com a produção de anticorpos e ativação de células T e B”, relata. Já em um estudo publicado esta semana na revista Cell os pesquisadores aplicaram uma dose de vacina de vetores adenovirais (como na vacina de Oxford e na Sputinik) na mucosa respiratória de camundongos, e obtiveram resposta imune superior à via intramuscular. “Foi observada a presença de anticorpos sistêmicos e locais, células T de memória residentes na mucosa pulmonar e macrófagos alveolares treinados. Essa imunidade foi avaliada como sendo protetora contra a cepa original do sars-cov-2 e contra as variantes alfa e beta.”

neY robSon VIeIrA AlencAr – é graduado em Odontologia pela UFPB, Pós-graduado em Prótese Dental pela USP e Especialista em Implantodontia


4 MULHER / moda

domingo, 27 de março de 2022

Georgiano Azevedo georgianoazevedo@gmail.com

Men Moment

A

s coleções de outono-inverno deixam qualquer homem elegante, desde os fashionistas aos mais clássicos. Aqui, destacamos o jogo de sobreposição usando trench coats e jaquetas com t-shirts e gola polo, gola rolê e transparência, em tons terrosos e verde em harmonia com o preto. A bota não pode faltar. Pura perfeição!!!

T-shirt Osklen blusa gola rolê Animale e calça Ellus para Prisma. Jaqueta, acervo de produção.

Trench Coat Rabbitohs, tricô acervo de produção, calça Ellus para Prisma e bota Sergio’s.

Trench Coat Rabbitohs, blusa em tela acervo de produção, calça Prisma, bota Sergio’s e óculos Infinit SunGlasses.

Camisa polo Foxton e calça Ellus para Prisma, casaco Rabbitohs e bota Sergio’s. Camisa polo Foxton e bermuda Ellus para Prisma. Jaqueta, acervo de produção.

CIANO MAGNTA AMARELO PRETO

Camisa polo Osklen e bermuda Foxton para Prisma, trench coat Rabbitohs e óculos Infinit SunGlasses.

FICHA – TÉCNICA Direção de Moda/Styling: Georgiano Azevedo – Assistente: Marcílio Targino – Fotos: Pedro Sobrinho – Beleza: Marcílio Targino – Modelo: Michael Paiva (Tráfego Models Mossoró) – Looks: Prisma e Rabbitohs – Calçados: Sergio’s – Óculos: Ótica Infinit SunGlasses – Locação: Lajedo do Tota, Martins/RN. – Agradecimento: Mirante da Carranca, Martins/RN.


editorial [ índice

Longe de Casa

N

a tentativa de escapar da grave crise social e econômica vivenciada no seu país de origem, milhares de venezuelanos, se refugiaram no Brasil. Informações dão conta de que atualmente mais 260 mil pessoas vindas do país vizinho estejam espalhadas em diversas cidades brasileiras, inclusive Mossoró. A realidade, aqui encontrada, é marcada pela insegurança, fome e falta de todo tipo de assistência, além do grande preconceito enfrentado diariamente. Para contar um pouco sobre a história da comunidade de venezuelanos da etnia Warao, mais de 60 famílias em Mossoró, os jornalistas Esdras Marchezan e Izaíra Thalita elaboraram um projeto de curta documental, contemplado com recursos da Lei Aldir Blanc, por meio de edital da Prefeitura de Mossoró via Secretaria Municipal de Cultura. O documentário “Longe de Casa” foi produzido pela Íntegra Comunicação em parceria com o Laboratório de Narrativa Hipermídia (HiperLAB/UERN). DOMINGO preparou uma matéria especial sobre o trabalho, que terá resultado final apresentado no próximo dia 29, em evento de lançamento oficial realizado no Teatro Lauro Monte Filho. Os produtores falam sobre todo o processo de produção, que durou um ano, e da expectativa de lançar uma exposição com imagens captadas pelo fotógrafo Renato Gomes, durante esse período. Boa leitura, Nara Andrade.

Longe de Casa Curta documental, produzido por jornalistas mossoroenses, retrata a vida de refugiados venezuelanos da etnia Warao em Mossoró. Página 4

TDAH: participação das famílias no processo terapêutico Psicopedagoga destaca como familiares podem contribuir para que pessoas com o transtorno alcancem avanços no tratamento e tenham mais qualidade de vida. Página 8

Colunas

José Nicodemos A Balada do Impostor

Página 14 • Edição – C&S Assessoria de Comunicação • Editora – Nara Andrade • Dia­gra­ma­ção – Rick Waekmann • Projeto gráfico – Augusto Paiva • Im­pres­são – Grá­fi­ca De Fa­to • Re­vi­são – Gilcileno Amorim • Foto – Marcos Garcia Re­da­ção, pu­bli­ci­da­de e cor­res­pon­dên­cia Av. Rio Bran­co, 2203 – Mos­so­ró (RN) Fo­nes: (0xx84) 3323-8900/8909 Si­te: www.de­fa­to.com/do­min­go E-mail: re­da­cao@de­fa­to.com

Do­min­go é uma pu­bli­ca­ção se­ma­nal do Jor­nal de Fa­to. Não po­de ser ven­di­da se­pa­ra­da­men­te.

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DOMINGO, 27 de março de 2022

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OPINIÃO [ CRÔNICA

TRAIÇÃO DO DESTINO josé nicodemos aristida603@hotmail.com

M

orrera-lhe a noiva a uma semana do casamento, acidente de carro, quando voltava do trabalho, pelas seis da tarde. Tinha vinte e oito anos, dois de formada, e já era advogada bem sucedida, vasta clientela. Janete, o nome dela. Explica-se. Além de estudiosa do Direito, o pai, doutor Mattoso, era advogado do mais alto conceito nas lides forenses da cidade e redondezas. Mais. Fisicamente Janete possuía todos os predicados que toda mulher, por assim dizer, deve invejar. Não carece dizer mais nada. O noivo, Iranildo, médico, igualmente bem sucedido na profissão, afundou num preocupante estado de depressão: abandonou a clínica, fechou-se no seu apartamento, não

recebia a ninguém. Nem sequer os pais. Em conversa, no ambiente de trabalho, como em qualquer outro onde se encontrasse, no laser, não se cansava de revelar aos amigos seu grande amor por Janete, começado nos tempos de Universidade. Não poderia viver sem ela, dizia, e todo dia contava os dias para o casamento, ansioso além da conta, a ponto de quase se perceber, ou mesmo ouvir, por baixo da camisa, o palpitar do seu coração de noivo plenamente feliz. Depois de uma semana de confinamento, mais ou menos, talvez mais, a família sem ter o que fazer a propósito do estado mental e psicológico do doutor Iranildo, ele, visivelmente arrasado, por fora e por dentro, decidiu-se a sair do apartamento, uma volta de carro, sem destino. E foi o que fez. Era noite velha, e caía sobre a cidade, quase vazia, uma chuva fina, mas incessante. Tragica-

mente fria. Dolorosamente cúmplice da angústia que lhe aniquilava o espírito e o coração. No bolso da camisa, o último retrato de Janete, tirado no jardim de casa, recostada ao tronco de uma amendoeira coberta de flores e borboletas, tipo de estampa antiga, manhã de sol morno, assim, quase luar cego, pose imitando modelo fotográfico. Tomou o rumo da avenida em que Janete morrera, centro da cidade. Aqui e ali, um bar aberto. Ao avistar o poste da iluminação pública em que ela batera com o seu carro, naquela tarde trágica talhada pelo destino, doutor Iranildo, ao que parece ter sido, foi acometido de súbita demência: atirou seu carro, fortemente acelerado, contra o poste. Quis morrer da mesma morte: não saberia viver sem Janete. Sua única razão de viver, dizia, do mais fundo do seu coração sentimental.

DOMINGO, 27 de março de 2022

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Audiovisual

>> Curta mostra histórias de refugiados Warao que vivem em Mossoró. Documentário será lançado na próxima terça-feira, às 19h, no Teatro Lauro Monte Filho.

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Audiovisual

Q

uem circula pelas ruas de Mossoró certamente já se deparou com famílias de venezuelanos com cartazes pedindo ajuda para o sustento dos filhos. Essa não é apenas uma realidade local, já que mais de 260 mil refugiados venezuelanos vivem hoje no Brasil, muitos deles fugindo da crise social e econômica que impactou o País nos últimos anos. Espalhados por diversos municípios brasileiros, eles tentam refazer a vida e construir um futuro melhor para suas famílias. Entre os venezuelanos, os povos indígenas Warao sentem ainda mais forte as dificuldades de estar longe de sua pátria, expostos ao julgamento e olhares preconceituosos das ruas brasileiras. Em uma conversa no final de 2020, os jornalistas Esdras Marchezan e Izaíra Thalita tiveram a ideia de produzir um documentário para contar as histórias dos refugiados Warao que vivem em Mossoró. Izaíra afirma que na ocasião, haviam sido liberados os editais do Estado e do Município para projetos da Lei Aldir Blanc. “Eu sou produtora cadastrada na cultura. Conversamos e montamos dois projetos para inscrever ambos ligados a populações indígenas, a gente queria fazer um documentário maior de 30 minutos para falar da influência indígena no Estado e outra foi a ideia contemplada no município, de registrar o cotidiano dos Warao, essa ideia foi de Esdras. A gente já vinha percebendo um crescimento das famílias na cidade, nas ruas fazendo a coleta e sabíamos da vulnerabilidade deles, das dificuldades e riscos dessa comunidade durante a Pandemia”, comenta. E foi com os recursos da Lei Aldir Blanc, por meio de edital da Prefeitura de Mossoró via Secretaria Municipal de Cultura, que o curta documental “Longe de Casa” foi produzido pela Íntegra Comunica-

Documentário “Longe de Casa” foi produzido pelos jornalistas Esdras Marchezan e Izaíra Thalita.

ção em parceria com o Laboratório de Narrativa Hipermídia (HiperLAB/UERN). O resultado do trabalho poderá ser conferido durante evento de lançamento realizado na próxima terça-feira (29), às 19h, no Teatro Lauro Monte Filho, em Mossoró. A exibição será aberta ao público, com entrada gratuita, mas os organizadores pedem que os participantes possam levar 1 quilo de alimento não perecível, para doação às famílias Warao. “Pensamos em produzir esse filme para ouvir o que eles têm a dizer, a reivindicar, e também na tentativa de sensibilizar a sociedade e os poderes públicos a entenderem a necessidade de garantir os direitos constitucionais que estas famílias têm, na condição de refugiados. Eles precisam de aten-

ção e de respeito”, comenta o jornalista e professor da Uern, Esdras Marchezan, um dos diretores e roteirista do filme. “Ao fazer o documentário nos deparamos com várias situações de degradação da condição humana, que atingem os refugiados, especialmente as dificuldades à moradia, alimentação, além do grande preconceito. Com esse trabalho esperamos sensibilizar a sociedade para que possam ter um olhar diferente para essas famílias”, ressalta a jornalista Izaíra Thalita Lima que assina a produção e também a direção do curta. Izaíra diz ainda que na última quarta-feira (23), a comunidade venezuelana em Mossoró pôde assistir, em primeira mão, a produção audiovisual que foi exibida na casa abrigo onde residem. “Foi bem inDOMINGO, 27 de março de 2022

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Audiovisual teressante eles se vendo na tela. Eles riram, se emocionaram com o resultado. Então, para a gente foi muito importante esse momento primeiro com eles, e poder receber esse retorno. Primeiro, porque era um compromisso nosso de entregar esse trabalho primeiro pra eles, dizer do nosso apoio, que todo esse esforço teve o objetivo de ajudar essas famílias. E segundo porque eles aprovaram! Eles gostaram, aplaudiram”, destaca Izaíra. A diretora também fez questão de enfatizar que os personagens ouvidos na gravação do curta falaram na língua nativa e que houve o cuidado da produção de legendar todas as falas em português, permitindo com que eles se expressassem de forma genuína. A equipe de produção já anuncia que uma exposição fotográfica será realizada, com imagens captadas durante a produção do documentário pelo fotógrafo Renato Gomes. LONGE DE CASA A direção, produção e roteiro são dos jornalistas Esdras Marchezan e Izaíra Thalita. Fotografia, imagens e edição de Lu Nascimento, estudante do curso de jornalismo da UERN. Finalização: Elli Cafrê. Fotografia. Sound Design: Gilboy. Still: Renato Gomes. Direção de arte: Antônio Laurindo, estudante do curso de Publicidade e Propaganda da UERN. Para produção do filme, os realizadores contaram com apoio da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN) - por meio da UERN TV e do Grupo de Estudos Culturais (GRUESC). O teaser com uma prévia do documentário pode ser acessado no canal do Hiperlab no Youtube, através do link: https://www.youtube. com/watch?v=rj0CilNwfcg&t=1s A equipe de produção vem trabalhando desde o início, em fevereiro de 2021, com a realização de

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DOMINGO, 27 de março de 2022

Mais de 260 mil refugiados venezuelanos vivem hoje no Brasil.


Audiovisual

visitas e a parte de pesquisas. Izaíra lembra que devido à pandemia da Covid-19, o processo ficou mais demorado, porque foi preciso voltar ao isolamento várias vezes e pelo fato de ainda não haver vacinação para a população em geral. Assim o processo todo desde o início, captação de imagens, seleção e montagem do curta levou um ano até a conclusão. Em relação aos primeiros contatos e à receptividade dos Warao os produtores afirmam que no começo houve um estranhamento deles para com a equipe. “Precisamos ir muitas vezes acompanhados de pessoas da confiança deles para sermos recebidos e ganhar a confiança. Ouvir bastante cada um. Cada visita a gente procurava anotar e conversar para depois levar os equipamentos e deixar que eles falassem para gente”, relata. A equipe reforça que o processo contou com o fundamental apoio da professora antropóloga Eliane Anselmo, da UERN, que já vinha em contato com eles e os ajudando a obter reuniões com as instituições municipal e estadual para conseguir melhorias para os Warao. As gravações foram feitas na casa onde as famílias estão abrigadas e em pontos do centro da cidade onde eles fazem a coleta, especialmente no setor da Cobal. Na época do documentário havia 60 famílias de refugiados da etnia residindo em Mossoró, mas eles acreditam que agora haja mais pessoas na cidade. Izaíra comenta que no início da produção do documentário a necessidade de comida e de todo tipo de assistência era muito evidente. Mas, com o passar do tempo, o Estado passou a auxiliar de forma mais efetiva por meio do programa de refugiados, e algumas organizações que trabalham com a questão indígena. No entanto, eles continuam desemprega-

Curta foi idealizado para contar histórias dos refugiados Warao que vivem em Mossoró.

dos, expostos aos riscos de viver nas ruas. Eles ainda têm enfrentado algumas dificuldades em re-

lação ao acesso a serviços básicos como educação, saúde e programas de distribuição de renda. DOMINGO, 27 de março de 2022

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Distúrbio neurológico

TDAH: Participação das famílias no processo terapêutico >> Psicopedagoga destaca como familiares podem contribuir para que pessoas com o transtorno alcancem avanços no tratamento e tenham mais qualidade de vida.

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participação ativa da família é fundamental ao longo das terapias e tratamentos de crianças diagnosticadas com distúrbios neurológicos, pois é no contexto familiar que as essas crianças passam a maior parte do seu tempo. Com crianças com Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) não é diferente. Sobre esse assunto, DOMINGO conversou com a psicopedagoga clínica, Maeli Rayanne Araújo, que destacou como a família pode contribuir para que a pessoa com TDAH alcance avanços no tratamento e tenha mais qualidade de vida. Maeli Araújo também é pedagoga, especialista em Transtorno do Espectro Autista e em Psicomotricidade e Transtornos Globais do Desenvolvimento. Ela explica que a família exerce um papel fundamental no tratamento de pessoas com TDAH, e para ajudar no trabalho é preciso buscar conhecimento sobre o transtorno, para assim saber lidar com os filhos ou familiares com TDAH, como também para escolher os melhores profissionais e as “Sei que o trabalho da família não é fácil, mas é preciso ter paciência e persistência. É importante que a família busque sempre reforçar as habilidades e potencialidades das crianças, em vez de enfatizar suas dificuldades ou debilidades”, enfatiza. A psicopedagoga, que atende na Clínica Instituto da Mente, afirma que o TDAH é um transtorno do neurodesenvolvimento, que se manifesta durante a infância e que dura por toda vida. Geralmente, as pessoas diagnosticadas com esse transtorno apresentam algumas características em comum, como: desatenção, hiperatividade, impulsividade, inquietação, desorganização, dentre outros. “No geral se manifesta entre 3 a 4 anos de DOMINGO, 27 de março de 2022

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Distúrbio neurológico

idade. Vale destacar que o diagnóstico é clínico, e feito através da observação de sinais e sintomas”, reforça. Então, a especialista alerta que caso seu filho ou alguma criança do seu convívio apresente sinais de falta de atenção e concentração, agitação, ou fala demais, perde as coisas com facilidade, aparenta não ouvir o que as pessoas falam com ela, dificuldade de permanecer numa tarefa ou de concluí-la, é importante ficar atento e procurar ajuda profissional para investigar a ocorrência de algum transtorno, já que estes são sinais bastante característicos do TDAH. “O tratamento é feito por uma equipe multidisciplinar, mas vale ressaltar que o diagnóstico só pode ser dado pelo médico neurologista, neuropediatra ou psiquiatra, os outros profissionais como psicopedagogo, psicólogo, terapeuta ocupacional, auxiliam na construção desse diagnóstico”, lembra. Para os pais que receberam o diagnóstico de que seu filho tem o TDAH, Maeli Araújo orienta criar uma rotina para criança, incentivar a prática esportiva e procurar ajuda de uma equipe multidisciplinar. Segundo a profissional, os tratamentos indicados para pessoas diagnosticadas com o transtorno consistem no uso de medicação, terapias comportamentais ou no uso combinado dos dois. “O TDAH não tem cura, no entanto, as terapias e medicações ajudam a amenizar os sintomas e permitem que as pessoas diagnosticadas criem estratégias para lidar com o transtorno”, frisa. Maeli Araújo cita que pesquisas estimam que 70% das crianças com TDAH apresentam outra comorbidade e pelo menos 10% apresentam três ou mais comorbidades. “As principais comorbidades são o Transtorno do Espectro Autismo (TEA), Transtorno Opo-

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Psicopedagoga, Maeli Araújo.

É importante que a família busque sempre reforçar as habilidades e potencialidades das crianças, em vez de enfatizar suas dificuldades ou debilidades”, Maeli Araújo. sitivo Desafiador (TOD), ansiedade e depressão, fobias, compulsão alimentar, elas precisam também ser tratadas, pois comprometem bastante a vida de pessoas com TDAH”. A especialista explica que o acompanhamento psicopedagógico para os pacientes de TDAH é importante

porque eles podem apresentar dificuldades de aprendizagem, por exemplo, por serem desatentas, não conseguirem se concentrar ou manterem o foco em atividades que exigem um maior esforço, assim o psicopedagogo traça estratégias para minimizar o transtorno e potencializar a aprendizagem.


Saúde mental

Síndrome de Burnout

>> Termo proveniente do inglês que quer dizer “esgotamento” representa um transtorno classificado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) como uma doença decorrente do trabalho. DOMINGO, 27 de março de 2022

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Saúde mental

S

e para algumas pessoas o trabalho é sinônimo de realização pessoal, para outras a realidade é bem diferente. De acordo com uma pesquisa realizada pela Universidade de São Paulo (USP), hoje, 1 em cada 5 brasileiros sofre de Síndrome de Burnout ou Síndrome do Esgotamento Profissional. A psicóloga Clínica Vanessa Furtado explica que esta é uma doença classificada pela Organização Mundial de Saúde (OMS) como doença decorrente do trabalho, um estresse crônico de trabalho que não foi administrado com sucesso. A especialista afirma que a Síndrome de Burnout foi oficializada a partir de 1º de janeiro de 2022 como uma síndrome crônica. “A Síndrome de Burnout é um distúrbio psíquico caracterizado pelo estado de tensão emocional e estresse crônico provocado por condições de trabalho físicas, emocionais e psicológicas desgastantes. O transtorno está registrado no Grupo V da CID-10 (Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados à Saúde)”, ressalta. Vanessa Furtado ressalta que o trabalho também pode provocar desilusão e grande exaustão, justamente esse estado resultante dos mais diversos fatores estressores que ca-

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Algumas profissões estão entre as que mais afetam profissional com a Síndrome de Burnout, como é o caso dos bombeiros, policiais, professores, bancários, médicos e enfermeiros.

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racteriza a Síndrome de Burnout. “O fato de chegar ao limite não representa fraqueza. Na verdade, é a manifestação do indivíduo na tentativa de adaptar-se ao estresse vivido. Contudo, as consequências afetam todas as esferas envolvidas, como o desenvolver laboral, as pessoas do convívio diário e, obviamente, o próprio trabalhador”, destaca. A profissional também comenta que o diagnóstico da Síndrome de Burnout é essencialmente clínico, assim como ocorre com a maioria dos transtornos mentais. Portanto, os sintomas apresentados têm grande valor para caracterizar a condição e confirmar o quadro. Ela cita que, em resumo, existe a associação de 3 principais características: exaustão emocional, distanciamento afetivo; baixa realização profissional. Segundo Vanessa Furtado, os principais sintomas da síndrome de esgotamento profissional são: negatividade constante, cansaço físico e mental em excesso, dificuldade para concentrar-se em tarefas diárias, insatisfação sobre aquilo que faz, alterações de humor e memória, falta de energia para manter hábitos saudáveis, exaustão, dores de cabeça fre-

quentes, alterações no apetite, dificuldade para dormir, sentimento de fracasso, incompetência, entre outros. Sobre a possibilidade de prevenção, a psicóloga é enfática ao afirmar que antes de qualquer coisa, é preciso abandonar o lema “meu nome é trabalho”. E, sempre que surgir os primeiros sinais de esgotamento profissional, é importante focar em estratégias que ajudem a reduzir o estresse. “Traçar pequenos objetivos na vida pessoal e profissional; Realizar atividades que fujam da rotina diária, como um passeio no parque, ir ao cinema ou comer em um restaurante; Não se esquecer de atividades de lazer com amigos e familiares; Evitar contato com pessoas que estejam constantemente reclamando de tudo e de todos; Fazer pelo menos 30 minutos por dia de alguma atividade física, como caminhada, andar de bicicleta ou ir à academia; Conversar com alguém de confiança sobre o que está sentindo e buscar ajuda profissional”, orienta. Causas e riscos As principais causas da Síndrome de Burnout são o estresse crônico e


Saúde mental a tensão emocional gerados no ambiente de trabalho por condições físicas, psicológicas e emocionais desgastantes. “Essa doença mental está ligada ao trabalho e é derivada exclusivamente das situações que ocorrem no âmbito profissional”, reforça Vanessa Furtado. A especialista destaca ainda quais as diferenças da Síndrome de Burnout em relação a outros problemas emocionais como estresse, ansiedade e até depressão. “Explico de maneira resumida que Burnout é uma síndrome resultante de um estresse crônico e necessariamente tem origem no ambiente de trabalho. Já a Depressão é uma doença psiquiátrica crônica, que afeta pessoas de todas as idades. O Estresse trata-se de uma reação fisiológica automática do corpo a circunstâncias que exigem ajustes comportamentais, ou seja, é uma resposta a um fator causador (estressor) existente. E a ansiedade é a experiência contínua de estresse, que é desproporcional ao estressor ou que continua depois que o estressor desaparece”. Os pacientes que sofrem com o problema são expostos a certos riscos. A psicóloga Clínica diz que aqueles que têm essa síndrome podem ainda desenvolver problemas de saúde como pressão alta, doenças cardíacas, enfraquecimento do sistema imunológico, dores musculares, distúrbios gastrointestinais, depressão, ansiedade e abuso de álcool e drogas. Para tratar a Burnout é preciso acompanhamento com psiquiatra e psicólogo. Segundo o Ministério da Saúde, “o diagnóstico é feito por psiquiatras e psicólogos após análise clínica do paciente e são eles os profissionais de saúde indicados para orientar a melhor forma de tratamento, conforme o caso”. Vanessa fala que a psicoterapia de fato é o tratamento mais comum, mas para a obtenção de um diagnóstico se faz necessário o encaminhamento ao médico psiquiatra que pode dependendo da sua avaliação clínica prescrever medicamentos como antidepressivos e ansiolíticos ou não. “Parte do tratamento consiste em

Em algumas pesquisas sobre a Síndrome de Burnout, a idade que foi mais acometida encontrou-se entre 30 e 58 anos, havendo a predominância da faixa etária inferior a 35 anos.

mudar as condições do trabalho que levaram a pessoa à exaustão profunda. Também costuma-se recomendar atividade física regular, atividades de lazer, passar mais tempo com familiares e amigos, e exercícios para aliviar a tensão, por exemplo. As possibilidades de tratamento variam de acordo com o estágio da doença, pois em alguns casos o problema pode ser resolvido com auxílio de um psicólogo e em outros é preciso tratar com medicamentos”. Para diminuir os riscos, o fundamental é trabalhar em um local que proporcione satisfação. Sendo recomendado também, segundo a terapeuta, que a pessoa apenas tire umas férias, realize atividades relaxantes e evite o excesso de trabalho, reorganizando os objetivos mais exigentes e urgentes no seu planejamento diário. Vanessa explica que a intensidade da doença varia de acordo com a carga que cada pessoa se impõe e nas suas cobranças internas. Em algumas pesquisas sobre a Síndrome de Burnout, a idade que foi mais acometida encontrou-se entre 30 e 58 anos, havendo a predominância da faixa etária inferior a 35 anos. “Algumas pro-

fissões, como é o caso dos bombeiros, policiais, professores, bancários, médicos e enfermeiros, exigem mais dos trabalhadores e estão entre as que mais afetam profissional com a síndrome de Burnout”, revela. Para concluir, a psicóloga clínica frisa que é importante que não julguemos uns aos outros no ambiente de trabalho, bem como devemos desmistificar a busca ao tratamento psicológico e ou psiquiátrico. O preconceito com relação ao tratamento psicológico é prejudicial a toda a sociedade, pois a saúde mental é um assunto importantíssimo. “O grande problema do Burnout é entregarmos a vida para o ambiente externo e deixar de ser protagonista da nossa própria vida. A maioria dos trabalhadores pensa que é normal trabalhar longas horas para enriquecer sem olhar para si mesmo. Perceba o seu corpo como uma grande ferramenta de teste, esteja atento às suas emoções, use suas crenças como mola propulsora e se coloque sempre no estado de aprendizagem”. Pergunte-se: tenho olhado para mim? Tenho respeitado os meus limites? Tenho vida social? Vamos refletir sobre”, propõe Vanessa Furtado. DOMINGO, 27 de março de 2022

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A Balada do Impostor

O fim da escuridão

JOSÉ DE PAIVA REBOUÇAS josedepaivareboucas@gmail.com

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uando eu saí do sítio de meus avós para estudar na cidade, eu não tinha a menor fé de que um dia a eletricidade chegasse por lá. Acostumamo-nos à vida antiga sem esta tecnologia. Guiados pela pilha e pela lamparina, vivemos assim a vida toda. Essa convivência com o mundo natural, a escuridão e a vida selvagem dos bichos, répteis, insetos e aracnídeos, desenvolveu na gente sensos típicos de super herói: super audição, visão periférica e noturna e rapidez nos movimentos de reação. Sem isso não dá para identificar quando entra uma cobra, um escorpião ou outro indivíduo que, para se defender, acaba lhe atacando. Não muito distante dos parentes indígenas e caboclos, aprendemos a viver de pé no chão, literalmente. Sandália, bota e sapato eram luxos que nos cabiam. Meu avô, com seus dedos do pé tortos, passava semanas limpando de enxada com uma sandália de arreata. Vi muitos dos meus primos trabalhando descalços. A sola do pé criava uma resistência extraordi-

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nária, uma cobertura natural que não permitia que os espinhos chegassem à carne. Eu, criança, me especializei em tirar espinhos dos pés de meu povo usando gilete e espinhos de cardeiro. Rotina para quem vive dessa maneira. Emplastos, leite de peão, emulsão de Quebra-pedra, Malvaísco, folha de Samba-coité, cascas de Angico ou Marmeleiro eram nossas formas de curar quase tudo que sentíamos, porque se não tínhamos eletricidade, não tínhamos também transporte. De onde vivíamos, no coração da Chapada do Apodi, até o cidade do Apodi dava para mais de 14 quilômetros tirados à pé, de bicicleta ou pagando - e a gente não tinha como pagar - os carros que passavam na estrada uma vez a cada sábado. Não era uma vida fácil, realmente, porque faltava luz, água, proteína e muitos direitos, mas sobrava dignidade e experiência com a natureza. Somos parte dela, mas na cidade ou onde a tecnologia chegou faz tempo, isso é negado. Naquelas condições, não éramos diferentes de qualquer outro bicho doméstico. Tínhamos o teto da casa velha de barro, os cães e gatos também tinham, o gado tinha

o curral, as ovelhas o aprisco. Todos comiam o tanto que tínhamos ou podíamos comer numa dieta baseada em grãos. Quando a luz chegou naqueles recônditos eu não estava mais por lá e meus avós já tinham feito suas passagens finais. Não mudou tanto aquele lugar em si, a não ser o fato de agora ter uma geladeira num canto e lâmpadas em todos os pouquíssimos cômodos. Ainda assim é diferente, porque a luz artificial impede a visão do céu e reduz a extensão da Via-Láctea; interfere na percepção das coisas, deixa o cérebro preguiçoso para sensações especiais, muda os hábitos noturnos e a extensão do dia. Não que eu queira, aqui, fazer uma oposição ao progresso, à luz elétrica, muito pelo contrário. Foi a maior revolução que aconteceu na vida de milhões de pessoas que eram apagadas com o pôr do sol. Só estou dizendo que, infelizmente, esse benefício traz prejuízos importantes para o ser humano que, apesar de ter recursos e se tornar mais poderoso, em sua estrutura individual e biológica tornase mais frágil e menos preparado para conviver com sua casa primária: a natureza.


adoro comer

Muffin de Banana Ingredientes Massa: 3 xícaras de Farinha de Trigo Finna tipo I (sem fermento) 2 xícaras de açúcar demerara ¾ de xícara de óleo 3 bananas grandes amassadas 3 ovos 1 colher de chá de bicarbonato 1 colher de chá de essência de baunilha 2 colheres de sopa de canela em pó 1 colher de sopa de fermento Pitada de sal ½ xícara de leite

Modo de preparo Massa: - Em um recipiente, misture o açúcar demerara, o óleo, os ovos, a banana amassada, a essência de baunilha, a canela em pó, o leite e o sal. - Misture com a Farinha de Trigo Finna sem fermento e o fermento em pó. - Coloque em forminhas de papel. - Leve para o forno preaquecido a 180 graus por 20 minutos (ou até assar). Opcional: - Decorar com rodelinhas de banana, flocos de aveia e mel.

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tv

>> Bastidores

Com elenco renovado, nova temporada do “Saia Justa” marca os 20 anos de exibição do programa

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@defato_rn

>> inside

Escalado para “Todas as garotas em mim”, Hall mendes retoma contato com o público adolescente

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>> principal

Com ares de superprodução, globo reproduz saga de “Pantanal” no horário nobre pÁGina 3

terra A força da


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Seriais

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>> por Geraldo Bessa

Destaques das séries e conteúdo “on demand”

Tudo é permitido

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m resort de luxo, onde qualquer fantasia solicitada pelo hóspede é cumprida, embora raramente saia como esperado. É esse o enredo que movimenta a série "A Ilha da Fantasia", que estreia com exclusividade no Globoplay. No "remake" do clássico dos anos 1970, Elena Roarke (Roselyn Sanchez), a descendente do icônico Sr. Roarke (Ricardo Montalbán), anfitrião e administrador do misterioso arquipélago na versão original, é quem agora assume o comando da misteriosa ilha. Logo no início da série, Elena recebe a visita de Christine Collins (Bellamy Young), âncora do programa "Good Morning Phoenix", que se hospeda no local após um colapso público na televisão. Muitas outras histórias se desenrolam no caminhar na série, como a de Ruby Akuda (Kiara Barnes) e seu marido, outros hóspedes do resort que passam por problemas de saúde e enfrentam desafios ao longo da estadia.

Talento total (HBO Max, seg, dia 28)

Produção nacional Max Original apresentada por Pabllo Vittar e Luísa Sonza, "Queen Stars Brasil" já está disponível na HBO Max. A dupla comandará uma competição afiada onde 20 drag queens soltam a voz em busca do pódio. Com oito episódios, o programa promove desafios entre as competidoras para testar suas habilidades em dança, canto e performance. Três jurados e quatro mentores participam do processo. Os jurados são Vanessa da Mata, Diego Timbó e Tiago Abravanel, já os mentores são Bruno Barbosa (dança), Blacy Gulfier (voz), Michelly X (visagismo) e Flávio Verne (diretor artístico). Ao longo dos episódios temáticos, as participantes que menos se destacarem são eliminadas - virando purpurina - após apresentações coletivas e individuais. Na grande final, três participantes serão coroadas como as rainhas do pop.

Momento de reflexão (Star+, ter, dia 29)

Uma nova comédia está disponível no Star+: "Life & Beth" estreia com exclusividade no serviço de streaming. A produção acompanha Beth (Amy Schumer) uma mulher cuja vida pode parecer ideal: ganha a vida como distribuidora de vinho, tem um relacionamento estável e duradouro, e vive em Manhattan, algo impressionante para todos os que cresceram com ela. Quando um incidente repentino a obriga a confrontar o seu passado, a sua vida muda para sempre. Através de flashbacks de sua adolescência, Beth começa a perceber como se tornou a pessoa que é, e a refletir em quem quer se tornar. Na sua viagem rumo à construção de uma vida mais plena, mais ousada e autêntica, Beth aprende a se expressar e a viver intencionalmente. Escrita, dirigida, produzida e estrelada por Amy Schumer, "Life & Beth" traz no elenco nomes como Jonathan Groff, Michael Cera, Susannah Flood, Violet Young, Kevin Kane, Yamaneika Saunders, Laura Benanti, Larry Owens, Michael Rapaport, Rosebud Walker e LaVar Walker.

Estrada da inspiração (Disney+, qua, dia 30)

Cantora e compositora, Olivia Rodrigo,"SOUR: o filme", produção exclusiva do Disney+. Pela primeira vez, Olivia leva o público em uma viagem familiar de Salt Lake City até Los Angeles, onde começou a compor seu álbum de estreia "Sour", lançado pela Geffen Records e que tem certificação de platina triplo. Ao longo do caminho, a artista narra as lembranças de escrever e criar seu primeiro álbum, que quebrou recordes, e compartilha seus sentimentos como uma jovem mulher navegando por um momento muito específico de sua vida. Através de novos arranjos ao vivo de suas canções, entrevistas íntimas e filmagens da criação do álbum nunca antes vistas, o público a acompanhará em uma jornada cinematográfica explorando a história de de sua arte.

Poder da canção (HBO Max, qui, dia 31)

Já está disponível, exclusivamente na HBO Max, a produção Max Original "2022", que marca o reencontro de grandes nomes da música brasileira. Com criação de Monique Gardenberg, o especial apresentará 22 canções, divididas em dois atos. A produção nacional original também traz um terceiro registro dos bastidores, com entrevistas e cenas inéditas da produção, complementando o projeto. Em alusão ao centenário da Semana de Arte Moderna, "2022" celebra a modernidade através da potência e inventividade da música brasileira, em seus mais diversos gêneros. O roteiro oferece uma reflexão sobre o Brasil e confirma a cultura como força independente e indestrutível de uma nação. A produção conta com a participação de mais de 50 artistas, incluindo Caetano Veloso, Carlinhos Brown, Chico Buarque, Elza Soares, Gal Costa, João Bosco, Ludmila, Racionais e Martinho da Vila, entre muitos outros. "2022" é uma produção WarnerMedia produzida pela Dueto, para a HBO Max. Monique divide a curadoria com Hermano Vianna e Lourenço Rebetez, a direção com Felipe Hirsch. Daniela Thomas assina a direção de arte e Fernando Young a direção de fotografia.


Domingo, 27 de março de 2022

A força da terra >> principal Com ares de superprodução, Globo reproduz saga de “Pantanal” no horário nobre

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ouquíssimas obras têm o poder de se perpetuarem através do tempo, mexendo com o imaginário popular e a nostalgia dos telespectadores. Originalmente exibida em 1990 pela extinta Manchete, a trama de “Pantanal” marcou a história da teledramaturgia, lançou inúmeros talentos na tevê e cristalizou na memória do público todo um universo criado por Benedito Ruy Barbosa. Agora, mais de 30 anos depois, a Globo convocou Bruno Luperi, neto do veterano autor, recontar a história e mostra que superou o trauma da novela original, que afundou sua linha de show em um verdadeiro pântano ao abocanhar cerca de 40% de participação na audiência. A trama se passa no lendário bioma brasileiro e é contada através de personagens clássicos como Juma Marruá e José Leôncio. À frente do texto do “remake” da obra de Benedito, que estreia na próxima segunda, dia 28, o jovem roteirista assumiu a missão de recriar a obra do avô dentro do contexto contemporâneo. “O tempo é um agente fundamental na adaptação de ‘Pantanal’. Há 30 anos, a grande inovação tecnológica era o rádio e a luz chegava por gerador. A internet chegou, as fronteiras diminuíram. Aquela dramaturgia proposta há 30 anos acontece hoje à luz do nosso tempo, nos dias de hoje, nos dilemas de hoje. Vai ser a mesma história, mas com

os dilemas de hoje. Alguns assuntos que dataram serão reorganizados, comportamentos mudaram... A dramaturgia, porém, é a mesma. Tem de respeitar esse clássico da teledramaturgia”, explica Luperi. A história central começa a se desenrolar a partir de Joventino, interpretado por Irandhir Santos, e seu filho, José Leôncio, papel que é dividido entre Renato Góes e Marcos Palmeira. O Velho Joventino ficou afamado por encantar com feitiço bois selvagens, os ditos marruás. Um tempo depois, porém, Joventino desaparece sem deixar rastros, deixando o filho, José Leôncio, sozinho à espera de seu pai. “O José Leôncio tem um senso de justiça dentro das coisas que ele acredita. É um homem real, com falhas, mas ele tem uma honestidade e retidão que é muito admirável. Você tem outras coisas da fantasia, da fábula, do herói, mas o que mais me atrai no Zé Leôncio são os defeitos dele, de não fugir deles, de encará-los”, defende Renato. Cin-

co anos depois, em uma viagem ao Rio de Janeiro, José Leôncio se apaixona e casa com Madeleine, vivida primeiro por Bruna Linzmeyer e depois por Karine Teles. Os dois se mudam para o Pantanal, onde nasce Jove, de Jesuíta Barbosa. A jovem menina da cidade, porém, não se adapta àquela sina de solidão que é ser mulher de peão. Por isso, foge do Pantanal levando Jove, ainda bebê, de volta para a mansão da família no Rio. O menino cresce longe das vistas do pai, que se viu incapaz de brigar pela guarda do filho. “Acho a Madeleine muito real. São mulheres que não viveram a vida delas, não viveram seus desejos, não conseguiram nem entender o que elas queriam, que orbitaram em torno do casamento, da maternidade, sem conseguir construir uma vida individual, para além desses dois pilares”, ressalta Bruna. Duas décadas se passam, marcando a mudança de fase na novela. Jove descobre que seu

televisão 3 pai está vivo e vai à sua procura. Embora desejem profundamente viver a relação entre pai e filho, os dois são confrontados por um abismo de diferenças comportamentais e culturais. Além disso, o rapaz ainda precisa lidar com o ciúme de Tadeu, papel de José Loreto, que carrega no peito o vazio de não se sentir filho legítimo de José Leôncio. “A relação do Jove com o pai é complicada. Mas esse ‘remake’ faz uma nova tradução desse conflito. Não é só aquela coisa impositiva do pai que quer que o filho seja peão, seja macho. Há outras discussões dessa nova geração, como sexualidade e empoderamento, por exemplo”, explica Jesuíta. Para além da relação conturbada com o pai, o Pantanal reserva outras surpresas para o filho de José Leôncio. Em sua passagem pela região, ele se apaixona por Juma Marruá, vivida por Alanis Guillen. Filha de Maria Marruá e Gil, interpretados por Juliana Paes e Enrique Diaz, a jovem não abre a guarda para ninguém. Apesar da pouca idade, Juma é uma mulher forte, que aprendeu com a mãe a se defender do “bicho homem”, a espécie mais perigosa que pode vir a rondar a tapera onde mora. “Acho que os dois têm muito o amor genuíno. Eles vão se descobrindo um no outro ao longo da novela”, adianta Alanis. O autor Bruno Luperi, o diretor artístico Rogério Gomes, o cenógrafo Alexandre Gomes de Souza e a gerente de produção Luciana Monteiro foram os primeiros a pousarem no Pantanal ainda em 2020. Eles foram em busca das primeiras locações para as gravações. O local escolhido fica a cerca de quatro horas da cidade mais próxima, Aquidauana. Entre funcionários das fazendas, transporte, equipe e elenco, cerca de 150 pessoas estiveram envolvidas diretamente com as gravações no Pantanal no segundo semestre de 2021.


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>> close Em “Poliana moça”, Sophia Valverde se depara com dilemas da adolescência

Domingo, 27 de março de 2022

Realidade e ficção

S

ophia Valverde chega ao enredo de “Poliana Moça” com uma vivência completamente nova. A sequência da trama infantojuvenil “As Aventuras de Poliana”, assinado por Iris Abravanel, era para ter ido ao ar, originalmente, em 2020. Porém, a chegada da pandemia de Covid-19 atrasou a estreia do projeto em quase dois anos. A atriz de 16 anos, no entanto, reverteu o período complicado de distanciamento social, utilizando essa época como uma parte fundamental de seu trabalho diante das câmeras. “Quando a gente começou a idealizar a nova temporada, eu estava entrando na adolescência, ainda não tinha vivido os dilemas da Poliana. Antes, a gente ia atuar, né? Mas agora isso não será necessário. Vivi boa parte da minha adolescência durante a pandemia. Vou poder levar essa experiência para o trabalho. Foi, inclusive, um pedido da produção. Vou usar muita coisa da Sophia na Poliana”, explica. Em março de 2020, os trabalhos em estúdio de “Poliana Moça” foram paralisados após o anúncio das primeiras medidas de isolamento social. As gravações foram retomadas apenas no segundo semestre do ano passado, com o êxito da campanha de vacinação. Longe dos estúdios por quase dois anos, Sophia viu outras áreas da sua vida serem afetadas pela pan-

demia também, como a rotina escolar, por exemplo. “Foi muito difícil ficar sem ir à escola, sem trabalhar, sem ver os amigos. São as coisas que mais amo. Machucou bastante. A gente só conseguia fazer coisas virtuais. Era muito diferente. Fiquei emocionada ao voltar para o SBT. Senti muita falta”, relembra Sophia, que gravou dois filmes durante o período de paralisação da novela infantojuvenil: “A Garota Invisível” e “Hora de Brilhar”. “Vão estrear ainda esse ano. Como eu já estava adaptada aos protocolos de segurança por conta dos longas, foi muito tranquilo retomar as gravações de ‘Poliana Moça’”, completa. A sequência da história se passa três anos depois de “As Aventuras de Poliana” e agora retrata a protagonista enfrentando questões da adolescên-

cia, como conflitos de amizade, emoções à flor da pele e o primeiro amor. O enredo recomeça pouco antes do aniversário de 15 anos de Poliana. A jovem vivencia um triângulo amoroso com seu melhor amigo e o menino popular da escola. “Vem aí uma Poliana mais amadurecida, que continua amando muito a vida, a família e os amigos. E que vai viver os dilemas que a adolescência traz, como o primeiro amor e suas dúvidas. Tenho certeza de que o público vai se apaixonar por toda essa produção. Todos crescemos e estamos melhorando cada vez mais”, torce. Natural de Curitiba, no Paraná, Sophia está no SBT desde 2013, quando estreou no “remake” de “Chiquititas”. Logo depois, ela participou da novela “Cúmplices de Um Resgate”. Em 2017, ela con-

quistou sua maior oportunidade dentro da emissora de Silvio Santos. A atriz foi escalada para protagonizar a trama de “As Aventuras de Poliana”, que ficou no ar até 2020. “Sempre fico muito surpresa e muito agradecida pelo sucesso de ‘As Aventuras de Poliana’. Às vezes, eu não acredito que já estou na minha quarta novela aqui no SBT”, vibra. Em seu décimo ano no vídeo, Sophia, que acumula mais de 14 milhões de seguidores no Instagram, garante que está habituada ao retorno imediato e massivo da televisão. “Lido com muita alegria e respeito pelo amor dos fãs. Já estou no meio artístico desde 2013. Fico emocionada demais quando algum fã chega chorando perto de mim. A gente vê o verdadeiro amor deles. É lindo demais”, valoriza.


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Reinado em

crise

>> ponto de vista Tratada como série e também como novela pela Record, “Reis” decepciona com estreia morna

A

estreia de “Reis”, na Record, foi um tanto atípica. A começar pela própria divulgação da emissora, que deixou a desejar. Se com “Gênesis” gerou-se grande expectativa pelo primeiro capítulo, desta vez a exibição não chegou a mobilizar o público. Prova disso foi a própria audiência da última terça-feira, dia 22, com média de apenas 9 pontos. Para se ter uma ideia, trata-se do registro mais baixo das estreias de novelas bíblicas do canal. A título de comparação, “Gênesis”, em sua primeira noite, conquistou 16 pontos de média, ou seja, quase 80% a mais que “Reis”. Algo que causa surpresa é a suposta crise de identidade com a qual o novo folhetim é apresentado já na abertura. Afi-

nal, nos créditos, aparece “Série de Raphaela Castro” e, depois, “Novela escrita com Marcos Ferraz, Meuri Luiza e Rodrigo Ribeiro”. Mas, assistindo à trama, dá até para entender essa suposta dúvida. Sim, porque a história é dividida em temporadas – três estão previstas, mas esse número pode mudar – e a fotografia se assemelha bastante ao que normalmente se vê em séries. Porém, mesmo nessa fase inicial, a agilidade não parece estar entre as prioridades da equipe. Há várias cenas longas demais e outras até dispensáveis. Em materiais da Record, “Reis” chega a ser chamada de superprodução. Bom, essa foi uma estratégia adotada na época do lançamento de “Gênesis” e que, verdade seja dita, condizia com o projeto. Foram cen-

tenas de atores escalados, sete fases gravadas e muitos efeitos especiais utilizados. Já em “Reis”, pelo menos por enquanto, não cabem superlativos. A própria direção de arte parece mais simples que nas obras bíblicas anteriores, assim como os figurinos. E alguns detalhes decepcionam, como a maquiagem e o cabelo de algumas atrizes. Thais Pacholek, por exemplo, que interpreta a saidinha Marilis, em sua segunda cena na série, apareceu com o cabelo esticado, um aspecto de quem havia acabado de fazer uma chapinha – um penteado pouco convincente para a época em que a história se passa. Quanto ao elenco, nesta primeira fase, não há tantos nomes de peso. Mas pode-se dizer que a maioria das atuações conven-

ce. O texto não é primoroso, mas também não passa vergonha. E, pelo que se viu até agora, dá para imaginar que o trio Elcana, Ana e Penina, papéis de Fernando Pavão, Branca Messina e Julia Guerra, tem muito a render na trama. Assim como Caetano O’Maihlan, que dá vida ao irônico Príncipe de Asdode Quedés. Julia, aliás, é uma excelente surpresa, até mesmo por ser um rosto ainda pouco conhecido na televisão. Ela já esteve em novelas como “Deus Salve o Rei”, na Globo, em “Gênesis”, na Record, e também foi finalista do reality “Futuro ExPorta”, do “Porta dos Fundos”, disponível no YouTube. Agora, porém, as cenas de Penina têm quase nada de humor, mas uma boa carga de vilania nos embates com Ana.


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>>MalHaÇão

Até o fechamento da edição, a emissora não divulgou o resumo do capítulo.

Até o fechamento da edição, a emissora n divulgou o resumo do capítulo.

>>alÉM da ilUsão globo–18h15

Segunda – Davi convida Augusta para dançar e isadora fica decepcionada. onofre critica olívia por dançar com Tenório. Joaquim e Úrsula reclamam do testamento de Eugênio. inácio ouve mariana denunciar Julinha à polícia e avisa a Arminda. Violeta e Heloísa reparam o incômodo de isadora ao falar de Rafael e olívia. Arminda se enfurece quando inácio se recusa a lhe dar um beijo. onofre difama olívia para todos na vila. isadora vê olívia beijar Rafael.

Terça – Davi estranha a hostilidade de isadora. onofre afirma que se vingará de olívia. isadora chora por causa de Rafael e decide sair com Joaquim. mariana expulsa Julinha da LBA. Davi altera os convites para o baile de Joaquim e isadora. Violeta lamenta o estado de matias para Eugênio. Lyra presenteia isadora e Rafael com um patuá. Úrsula se irrita ao ver Violeta chegar com Eugênio para jantar. Augusta conta para Davi por que isadora está com raiva dele.

Quarta – olívia explica a Rafael por que o ped em namoro. Arminda ajuda isadora e Joaquim entrar no clube. inácio leva Clarinha embora p causa de matias e Heloísa se desespera. Augus incentiva Davi a aceitar o pedido de olívia. maria obriga inácio a ir com ela ao Sorvete Dançante Arminda fica furiosa. Julinha contrata geraldo c mo copeiro. Arminda trama contra mariana. Da pega a chave do carro de Joaquim e quase prov ca um acidente com o carro de Salvador.

>>QUanto Mais vida,MelHor! 19h15

Segunda – neném/Paula é derrubado pelo zagueiro adversário e fica furioso. Flávia/guilherme tenta convencer Tucão a confessar seus crimes. neném/Paula se desespera ao saber que terá que bater um pênalti. Daniel desconfia da doença de Celina. Flávia/guilherme consegue uma confissão de Tucão. nedda faz uma promessa para que neném ganhe o jogo. Teca se insinua para Juca. Tucão encontra a escuta em Flávia/ guilherme, e a polícia invade a Pulp Fiction.

Terça – neném/Paula bate o pênalti e termina o jogo. guilherme/Flávia salva Flávia/guilherme e Tucão é preso. Flávia/guilherme confidencia a Deusa que está apaixonada por guilherme/Flávia. guilherme/Flávia encontra a aliança de casamento do médico e fica enfurecido. Rose pensa em neném. Daniel flagra Valdirene sozinha na cozinha e fica desconfiado. Paula/neném obriga neném/Paula a falar com Rose. Flávia/guilherme se declara para guilherme/Flávia.

Quarta – Flávia/guilherme não consegue im pedir guilherme/Flávia de sair de casa. neném Paula reclama da alegria de Paula/neném depo do telefonema de Rose. guilherme/Flávia se e contra com neném/Paula. Flávia/guilherm procura por guilherme/Flávia na casa de Juc Valdirene ameaça Celina. gabriel avisa Carme das mudanças que fará em seu bar. Celina e Tigr não aceitam a decisão de guilherme/Flávia sair de casa.

Segunda – Joventino leva sua comitiva e ensina seu filho José Leôncio, ainda criança, a ser um peão. Pequena passagem de tempo. José Leôncio chega ao Pantanal com sua comitiva e Joventino decide ficar e comprar suas terras. Chico incentiva os sitiantes a lutarem por suas terras. Joventino e José Leôncio caçam marruás para a fazenda. Um touro bravo derruba o peão Anacleto e foge. Joventino sai para pegar o marruá fugido e José Leôncio vai atrás do pai.

Terça – gil e Chico não aceitam a proposta que o suposto dono das terras faz e avisam Padre Antônio. José Leôncio sai em comitiva e Joventino decide ficar na fazenda. Chico e gil saem para ajudar o vizinho Raimundo, que acaba morto com o filho de maria e gil. Joventino se despede de José Leôncio, que sai em comitiva. gil mata o suposto dono de suas terras e sua esposa jura vingança. Joventino decide caçar marruás sozinho. José Leôncio se envolve com Filó.

Quarta – maria pede que gil ouça José Leô cio e é gentil com ele. Tião desconfia que Tade filho de Filó, seja filho de José Leôncio. maria recusa a dormir com gil, que fica furioso. Filó insinua para José Leôncio, que não dá atençã madeleine se diverte na boate e gustavo não co segue levá-la para casa. Antero perde seu car no jogo. mariana discute com madeleine. Jo Leôncio vai ao Rio de Janeiro pegar o pagamen de uma boiada.

Segunda – João e Poliana cantam juntos para os convidados da festa. Kessya faz uma coreografia para homenagear a aniversariante e todos se envolvem. Poliana fica com receio de Éric se declarar para ela e desvia toda vez que nota ele chegando. Tânia e marcelo ficam com ciúmes de Luísa e otto juntos com Poliana na festa. Após sequestrarem a robô Sara, Waldisney e Violeta invadem a mansão de otto. A valsa começa. João e Éric encaram Poliana. Ela surpreende na escolha do par. otto recebe uma notificação no celular de que a casa foi invadida.

Terça – A festa de Poliana acaba e só fica a debutante e João no evento. Eles dançam coladinhos. otto conserta Sara e ela mostra a imagem de câmera de segurança. Cansada do desaforo de Roger, glória fala para o filho procurar um emprego. Luigi pede conselhos amorosos para Kessya. Claudia, Joana e Eugênia marcam um encontro delas e das crianças na casa de Luísa. Poliana apresenta a casa da tia para Helena, conta sua história de vida e ensina o Jogo do Contente para a colega. Luísa fica angustiada por ser a única que não tem filhos na confraternização.

Quarta – Davi pergunta para Helena sobre encontro com os primos. Renato conhece o am biente de trabalho e os professores, mas foge Ruth. Poliana desconfia que Éric tenha apronta alguma coisa. Poliana e Helena se aproximam escola. Tânia fica chateada com a desconfian de otto. João cobra Éric para contar o que fez co Poliana. marcelo repara que Renato está se e condendo de Ruth. Éric conversa com Poliana inverte toda a história. Roger aparece no proce so seletivo da 0110 (onze). Bento revela a verd de para Poliana sobre a confusão de Éric e Joã

SBT – 20H30

>>poliana MoÇa

globo. – 21h

globo – 17h35

Até o fechamento da edição, a emissora não divulgou o resumo do capítulo.

>>pantanal

reSumo daS novelaS

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não

Até o fechamento da edição, a emissora não divulgou o resumo do capítulo.

Até o fechamento da edição, a emissora não divulgou o resumo do capítulo.

diu ma por sta ana ee coavi vo-

Quinta – Joaquim e onofre não acreditam no namoro de Rafael e olívia. Todos na vila recriminam onofre pelo que fez com olívia. Joaquim afirma que provará a mentira de Rafael. Violeta confirma a falsidade do namoro de Rafael. Joaquim manda onofre vigiar olívia. inácio ajuda Arminda. Davi e olívia armam contra Joaquim e onofre. isadora não consegue disfarçar sua tristeza na frente de Joaquim ao ver olívia e Rafael juntos. Bento e Lorenzo escrevem cartas para casa.

Sexta – Davi não se intimida com as ameaças de Joaquim. matias tem um novo surto. onofre se alia a Joaquim. matias salva Clarinha. Davi convida Violeta para a feijoada. onofre se anima para ir à festa de olívia. Violeta obriga isadora a ir com ela para a feijoada. Constantino descobre que contratou um crupiê gago. Davi vê onofre invadir a casa grande para avisar a Joaquim da presença de isadora na festa. olívia revela para isadora que seu namoro com Rafael é uma farsa.

Sábado – isadora se anima com a revelação de olívia. Joaquim decide ir para a festa. Davi impede onofre de deixar a casa de Violeta. matias tem mais um surto. Davi pede que iara o ajude a vigiar Joaquim e onofre na tecelagem. Joaquim flagra Rafael e isadora conversando e tem uma crise de ciúmes. Leônidas explica por que matias teve o novo surto e Violeta se preocupa. Violeta arma para que Rafael e isadora trabalhem juntos num evento da tecelagem e Joaquim fica furioso.

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Quinta – Roni se recusa a almoçar na casa de nedda. Flávia/guilherme convence Celina a aceitar sua presença na mansão. Paula/neném conta para neném/Paula que Roni é o pai de Tina. Tigrão discute com guilherme/Flávia. Daniel mostra a Flávia/guilherme seu barco e ela tem uma ideia. neném/Paula e Paula/neném tentam assistir a fita de Celso. Rose fala animada de neném para Joana. gabriel convida murilo, ingrid e Vanda para tocarem em seu bar.

Sexta – neném/Paula e Paula/neném se divertem com que ouvem na fita de Celso. Carmem descobre que a fita de Celso sumiu e se desespera. Roni avisa a nedda que vai com Edson ao almoço e ela fica preocupada. Flávia/guilherme pede a ajuda de murilo. guilherme/Flávia pede para Rose conversar com Tigrão. neném/Paula perde a fita de Celso. guilherme/Flávia decide viajar. gabriel chama Cabeça para grafitar em seu bar.

Sábado – Jandira implora para nedda não contar sobre Tina para Roni. neném/Paula proíbe Paula/neném de participar do almoço na casa de nedda. osvaldo ameaça Edson. Flávia/guilherme convence odaílson a impedir que guilherme/ Flávia viaje. Paula/neném obriga neném/Paula a marcar um encontro com Rose. Flávia/guilherme implora para guilherme/Flávia ficar com ela. Roni, Cora e Edson chegam para o almoço na casa de nedda.

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Quinta – maria ouve a onça se aproximar e se desespera quando gil decide ir ao encontro do bicho. Tião e Quim implicam com Filó, insinuando o interesse pelo patrão. mariana avisa a irma que Antero está acabando com o patrimônio da família. José Leôncio chega ao Rio de Janeiro e contrata um taxista de índole duvidosa. o taxista pensa em roubar o dinheiro de José Leôncio. madeleine vê o fazendeiro, fica deslumbrada, e pensa em se divertir com ele.

Sexta – madeleine dispensa gustavo. José Leôncio e madeleine se beijam. mariana e Antero se preocupam com a filha, que demora a chegar em casa. madeleine e José Leôncio fazem amor, e Filó tem um mau pressentimento. Antero tenta encontrar a filha. mariana repreende martinha e Teresa por terem deixado a filha com um estranho. José Leôncio intimida o taxista. gil pensa em abandonar maria. José Leôncio chega à casa de madeleine, e mariana o destrata.

Sábado – madeleine aceita o pedido e mariana se enfurece. Tião e Quim tentam convencer Filó a participar da roda de viola no galpão da fazenda. José Leôncio conta a história de seu pai para a família de madeleine. maria promete a gil tirar a própria vida se engravidar novamente. madeleine conta para irma como foi sua noite com José Leôncio. mariana questiona madeleine sobre seus sentimentos pelo noivo. maria deixa gil se aproximar dela.

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Quinta – Poliana tira satisfação com Éric. Roger percebe que está sendo perseguido por Sara. Renato falta ao trabalho. marcelo pede uma atividade com intuito de produzir um conteúdo de audiovisual. Éric e Bento fazem com Poliana; Kessya e Song Park, com Luigi; e Helena com João. Waldisney e Violeta realizam o primeiro teste com o Pinóquio. Helô procura Renato. André fala para Antônio e Dona Branca para aproveitarem mais a vida.

Sexta – Durval desabafa com Raquel e decide se ela vai ou não à festa universitária. o grupo de Luigi apresenta o projeto para todos. João troca a sinopse do trabalho e provoca Poliana na frente de todos. marcelo repreende a atitude de João. Renato falta ao serviço novamente e Helô notifica Ruth. Policiais entregam uma intimação a gleyce. Violeta e Waldisney avançam na tentativa de ligar Pinóquio. Durval admite que foi controlador com Raquel. magabelo dá susto em Pedro e Chloe.

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>> CINCO

PERGUNTAS: Suely Franco exalta o humor e romantismo da Mimosa de “O Cravo e a Rosa”, um dos papéis mais populares de sua carreira

Domingo, 27 de março de 2022

Público presente to as secundárias. Walcyr teve essa sensibilidade de criar grandes cenas para todos do elenco. P - Teve alguma sequência que ficou mais marcada na sua memória? R - As cenas em que a Mimosa desmaiava. Essa ideia do Walcyr de fazer a personagem desmaiar quando estava com o Calixto foi maravilhosa, nunca tinha visto isso numa personagem. Acabou que não apenas o público se divertia com esses encontros, nos bastidores era sempre um acontecimento. São ideias que vão surgindo ao longo das gravações e que dão muito certo. Fora do ar, lembro muito de um tombo que levei em cena, caí no meio da lama e virou um “falha nossa” do extinto “Vídeo Show” (risos).

N

a tevê desde 1958, Suely Franco tem propriedade para falar sobre as mudanças negativas e positivas que a evolução tecnológica provocou nos bastidores da teledramaturgia. Para a atriz de 82 anos, a única coisa que permanece intacta é a emoção de contar uma boa história. “Nada mais genuíno do que ter um bom texto em mãos. Os estúdios hoje são de última geração, mas se personagens e atores não estiverem em sintonia com a trama, certamente vai haver rejeição do público”, avalia. É exatamente essa sinergia que Suely sentiu durante as gravações de “O Cravo e a Rosa”, novela exibida em 2000 e que vem sendo novamente reprisada nas tardes da Globo. “Tudo neste trabalho deu muito certo. Tanto que ele ainda repercute muito bem mais de duas décadas depois”, vibra. Natural do Rio de Janeiro, Suely começou a carreira como garota propaganda da extinta TV Tupi, no final dos anos 1950. Com passagens por diferentes emissoras como Record, Band e Manchete, foi na Globo que Suely acabou tendo seus papéis de maior destaque, como a Cordélia de “O Espigão” e a recente Marlene de “A Dona do Pedaço”. Atualmente, a atriz pode ser vista na nova temporada da série infantil “Detetives do Prédio Azul”, do Gloob, e também aguarda o início das gravações de “Família Paraí-

so”, nova produção de humor do Multishow. “Que bom que as coisas estão voltando ao normal. O período mais intenso da pandemia foi muito difícil para quem trabalha no meio audiovisual”, ressalta. P - Como você encara rever “O Cravo e a Rosa” mais de duas décadas depois da exibição original? R - Estou amando! Mimosa é uma das personagens mais populares da minha carreira. Toda vez que essa novela volta ao ar eu acabo ganhando espaço na mídia e novas oportuni-

dades de trabalho. Isso acontece com todos os envolvidos na trama, inclusive. P - O que você acha que gera essa comoção em torno de “O Cravo e a Rosa”? R - Primeiro, o texto do Walcyr Carrasco. Ele é um danado, fico pensando como um autor que escreve “O Cravo e a Rosa” também faz “Verdades Secretas”, um trabalho completamente diferente. Além disso, o elenco todo se dava muito bem, e isso passa muito para o público, né? O público abraçou tanto a história principal quan-

P - O Walcyr acabou se tornando um autor recorrente em sua trajetória mais recente. Você se sente mais segura quando é escalada para uma obra assinada por ele? R - Eu trabalho com quem me chamar. Mas tenho um carinho especial pelo Walcyr pelo fato de ele tratar os idosos com muita dignidade em suas tramas. As personagens mais velhas não são apenas apoio para os protagonistas jovens. P - Como assim? R - Em “A Dona do Pedaço” (2019), por exemplo, minha personagem, Marlene, abordou a questão da solidão e sexo na terceira idade e também teve uma linda história de amor com o Antero, papel do meu amigo Ary Fontoura. Acho muito importante jogar luz nesse tema e valorizar as senhoras e senhores que tanta audiência dão à televisão.


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Domingo, 27 de março de 2022

>> raio x Locutor e ator, Caio Pozes será a voz de um concurso de rádio de “Além da Ilusão”, na Globo

Arte imita a vida

H

á atores que têm a chance de interpretar personagens com características que fazem parte deles fora da ficção. Para Caio Pozes, é exatamente isso que acontece em “Além da Ilusão”. Na trama, ele entra em cena como o locutor de uma rádio de Campos, onde se passa a novela da faixa das 18h da Globo. O que deve ter facilitado sua escalação para o papel. “Além de atuar, eu também trabalho como apresentador e locutor há cerca de seis anos. Então, acho que lembraram de mim por conta disso”, supõe. Comediante, imitador e professor de improviso, Caio é formado em Direito, mas começou a estudar Teatro aos 15 anos de idade. Depois, fez curso de palhaçaria, dublagem e de interpretação para a tevê. “Quando eu era pequeno, diziam que eu era muito desenvolto e que eu deveria trabalhar com isso. Apenas ouvi as pessoas e me joguei”, lembra ele, que tem 33 anos e nasceu no Rio de Janeiro. Esta não é a primeira vez que Caio faz participações na televisão. Ele já apareceu em “A Dona do Pedaço”, na Globo, e em “Belaventura” e “Amor Sem Igual”, na Record. Além disso, atuou nos programas humorísticos “Os Suburbanos” e “Tô de Graça” e ficou em segundo lugar em um concurso de imitação do programa “Tudo pela Audiência”, todos no Multishow. Suas principais experiências, no entanto, são no teatro, especialmente em apresentações de

stand-up em diversas cidades do Brasil. “A chance de atuar em ‘Além da Ilusão’ foi muito importante para mim. Fiquei muito tempo sem trabalhar. A última novela que eu fiz foi ‘Amor sem Igual’, da Record, em 2020. Nesses dois anos, estava um pouco ansioso para o que estava por vir”, conta ele, que também fez parte do time de apresentadores da transmissão do Rock In Rio 2019 pelo Multishow e trabalha como DJ e apresentador de eventos. Nome completo: Caio Pozes Lessa de Vasconcellos. Nascimento: 27 de dezembro de 1988, no Rio de Janeiro. Atuação inesquecível: “A de agora, em ‘Além da Ilusão’. Fiz um laboratório em casa, estudando os locutores da década de 1940 e pesquisando como era o timbre de voz usado, a forma de falar e o sotaque”.

Interpretação memorável: Joaquin Phoenix em “Coringa”, filme de suspense psicológico estadunidense de 2019, dirigido por Todd Phillips. Momento marcante na carreira: “Quando fiz uma publicidade, um comercial de cerveja, que fez as pessoas me reconhecerem na rua. Era engraçado”. O que falta na televisão: “Um reality de humor e mais exibições de filmes e séries nacionais”. O que sobra na televisão: “Muito entretenimento e jornalismo”. Com quem gostaria de contracenar: Fernanda Montenegro. Se não fosse ator, seria: “Tudo que já sou: apresentador, locutor, comediante, DJ… mas de todas essas coisas, sem dúvida a que mais amo e a mais

desafiante é atuar. Não me imagino fazendo outra coisa. Me formei em Direito, mas fugi da advocacia”. Ator: Jim Carrey. Atriz: Úrsula Corberó. Novela: “Atualmente, é ‘Além da Ilusão’ mesmo”. Vilão marcante: Carminha, personagem de Adriana Esteves em “Avenida Brasil”, novela exibida originalmente pela Globo em 2012. Personagem mais difícil de compor: “Fiz três personagens em uma mesma peça de teatro, a montagem do filme ‘Relatos Selvagens’. Nela, eu vivia um político, um cozinheiro e um caseiro. As trocas eram rápidas, eu precisava de alguns minutos na coxia para esvaziar o que estava fazendo e conseguir mergulhar no universo do próximo papel. Foi bem difícil e tivemos poucos ensaios. Mas tudo saiu bem”. Que novela gostaria que fosse reprisada: “A Dona do Pedaço”, exibida originalmente pela Globo em 2019. Que papel gostaria de representar: “São muitos. Ao mesmo tempo em que gostaria de fazer um personagem cômico, tenho vontade de interpretar um vilão”. Filme: “Crash – No Limite”, drama estadunidense e alemão de 2004, dirigido por Paul Haggis. Autor: Walcyr Carrasco. Diretor: Alejandro González Iñárritu. Vexame: “Quando era adolescente, queria virar dançarino de hip hop. Então, fui a uma matinê e entrei em uma roda de ‘break dance’. Tentei dar um mortal para trás e, obviamente, me estabaquei. Muita gente riu, mas ainda teve gente aplaudindo, pela coragem”.


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>> inside Escalado para “Todas as Garotas em Mim”, Hall Mendes retoma contato com o público adolescente

Domingo, 27 de março de 2022

Clima jovial

O

poder de observação de Hall Mendes fica em alerta assim que se depara com um novo trabalho. Em busca de referências para seus personagens, tudo vira motivo para inspiração e composição. Escalado para a série “Todas as Garotas em Mim”, da Record, ele busca prestar atenção em tudo que está ao seu redor, como músicas, personagem que já existem, atores, arte e até mesmo pessoas de seu ciclo de convivência. Para viver o debochado Arthur, até o falecido cantor Cazuza, ícone da música brasileira na década de 1980, virou referência. O projeto tem estreia prevista para maio. “Todos viram estudo para mim. Eu diria que as maiores qualidades do Arthur vêm um pouco do Cazuza, acho que eles têm uma energia parecida. Esse lance de impulsividade e loucura. Podemos dizer que é um Cazuza de Chernobyl (risos)”, explica. Escrita por Stephanie Ribeiro e com direção geral de Rudi Lagemann, a série da Record irá mesclar passagens bíblicas com uma história atual. Na produção, Hall fará sua estreia como vilão. Na pele de Arthur, ele vive um rapaz zombador e que perde o amigo, mas não perde a piada. Sempre metido nas mais diversas encrencas, Arthur também tem um lado bastante conquistador e está sempre de olho nas garotas. “É aquele típico cara rico que vive na bolha e

só se mete em confusão. O Arthur é um cara impulsivo e inconsequente. Eu não diria que ele é exatamente um vilão. Acho que ele está mais para sem noção e muito debochado. Ele faz algumas maldades, sim, mas é um personagem carismático. Depois de tantos mocinhos, está sendo muito bom viver o Arthur”, defende. A trama de “Todas as Garotas em Mim” marcará o reencontro de Hall com público jovem. Em 2018, ele integrou o elenco de “Malhação – Viva a Diferença”, em que viveu o nerd Jota. O ator estava em busca de retomar o contato com esse público jovem. “Meu

último trabalho juvenil foi em ‘Malhação’. Estava com saudade de falar com esse público ‘teen’. Além disso, a série tem muitas camadas, se passa em diferentes épocas, diferentes personagens, isso me instigou muito”, aponta Hall, que ainda mantém contato com o elenco da novela infantojuvenil. “Me abriu as portas dentro da tevê. Aprendi muito ao longo desse trabalho. Tudo se encaixou de uma forma muito linda. Até hoje temos um grupo no WhatsApp”, completa. Em 2020, Hall viu seu trabalho em “Malhação” retornar ao vídeo. Por conta das paralisações das gravações nos Es-

túdios Globo, no Rio de Janeiro, em virtude da pandemia de Covid-19, a novela adolescente foi reprisada na grade da emissora. Quase cinco anos após o projeto ir ao ar, o ator confessa que faria algumas mudanças em seu trabalho diante das câmeras. “Existe ator satisfeito? Acho que não, hein (risos)?! Eu fico me julgando muito, ‘Malhação’ foi o meu primeiro trabalho grande, eu estava ali aprendendo todo dia. Hoje, eu faria tudo diferente, mas acho que isso é o mais lindo da profissão: você amadurece e acompanha esse amadurecimento de perto”, ressalta.


Domingo, 27 de março de 2022

>> BASTIDORES Com elenco renovado, nova temporada do “Saia Justa” marca os 20 anos de exibição do programa

Mente aberta

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A

o longo das últimas duas décadas, as transformações sociais, históricas e urbanas têm caminhado a passos largos. Sem perder o “timing” das mudanças contemporâneas, o GNT mirou e apostou no longevo “Saia Justa”, que estreia sua nova temporada na próxima quarta, dia 30. A leva inédita de programas retorna à grade em busca de novas experiências, vivências e histórias. A produção comandada por Astrid Fontenelle faz mais uma revolução em seu elenco com a chegada da apresentadora e empresária paulistana Sabrina Sato, a cantora, atriz e apresentadora baiana Larissa Luz e a também atriz e apresentadora carioca Luana Xavier, que substituem Gaby Amarantos, Pitty e Mônica Martelli. “O GNT, ao se propor a abrir conversas, avança na diversidade e reafirma sua brasilidade. Sabrina, Luana e Larissa demonstram a pluralidade da mulher brasileira. Com histórias tão diferentes, temos certeza de que ao revelarem suas opiniões e personalidades, estarão acrescentando outros pontos de vista ainda não vistos pela audiência ao longo desses anos. E garantimos leveza e bom humor, característica da liderança da Astrid”, valoriza Daniela Mignani, diretora do canal a cabo. Há 20 anos no ar, o “Saia Justa” busca provocar discussões sobre tabus e temáticas femininas contemporâneas. Para Astrid, a chegada do novo elenco reafirma o papel do programa em debater as transformações

do universo feminino, ser espelho da sociedade e das mudanças que ela vivencia. O quarteto se reuniu recentemente para a gravação do episódio piloto. “São três novas integrantes que não se conheciam intimamente. E sabem o que aconteceu no piloto? Total sintonia. Já viramos melhores amigas de infância. Vai ser muito bom atravessar esse ano de comemorações do programa com Sabrina, Luana e Larissa”, vibra Astrid, que está no elenco da produção desde 2013. A cada novo programa, a equipe da produção faz uma ampla pesquisa nas notícias da semana e nas seções de comportamentos de revistas e portais nacionais e internacionais. Além disso, há diversos anos, as redes sociais tornaram-se um fator fundamental para as pautas e

discussões do programa. “A gente busca tendências de dinâmicas, memes da semana e brincadeiras que possam ser adaptadas e suscitar debates para as apresentadoras. Também pesquisamos datas oficiais, como o Dia da Mulher ou Outubro Rosa, e mais divertidas, como Dia do Beijo ou do Orgasmo”, explica Maria Joana, que está à frente da direção do programa. “Nos últimos 10 anos, sobretudo, testemunhamos – e participamos – da ascensão de muitas pautas relacionadas ao dito ‘universo feminino’, mas que são de interesse geral da sociedade brasileira, e que, consequentemente, foram impactantes nos noticiários e na construção da identidade contemporânea”, completa. Além do elenco repaginado, o “Saia Justa” também celebra-

rá o aniversário de duas décadas do programa. Ao longo de todo o ano de 2022, a produção vai contar com quadros comemorativos, revistar seu acervo com momentos memoráveis, conversar e atualizar conceitos. “Vamos relembrar essas duas décadas de história na vida das mulheres brasileiras, contadas a partir do ‘Saia Justa’. Em todos esses anos, o ‘Saia’, como carinhosamente ficou conhecido, acompanhou a evolução de temas importantes da nossa sociedade, dando protagonismo para as mulheres através de seu elenco e ‘convidades’. Um carrossel de assuntos e experiências que embalam as noites de quarta, a noite do ‘Saia’, com diversão e informação”, adianta Patricia Koslinski, Gerente de Conteúdo do GNT.


12 televisão

Domingo, 27 de março de 2022

Zapping

>> por Caroline Borges

Noite de cinema Nome conhecido das transmissões do Miss Universo e do Emmy, Ikaro Kadoshi também estará à frente do “Esquenta TNT”, que vai ao ar neste domingo, dia 27. O “pré-show” apresenta todas as novidades e expectativas para a grande noite do Oscar 2022. Ao lado de Murilo Rosa, ele levará toda sua expertise no mundo da moda para comentar o tapete vermelho e os looks mais icônicos da noite. “Os filmes sempre foram meus companheiros, minha esperança e meus amores, principalmente sendo uma criança LGBTQIA+ nos anos 80. Desde aquela época, ver filmes era um afago na minha alma e, com o passar do tempo, acabou virando um vício. E é incrível que agora realizo um sonho de criança, que é participar da transmissão do Oscar na TNT. Isso mostra que sonhos são reais e o filme, agora, é o da minha vida”, vibra ele, que está animado para participar da cobertura. “É a primeira cerimônia presencial após a pandemia, então é ainda mais especial. Vai ser inesquecível”, completa.

Sem rodeio

O Globoplay irá disponibilizar a trama de “América”. A novela de Gloria Perez estreia no próximo dia 25 na plataforma de “streaming”. Exibida originalmente em 2005, a produção foi estrelada por Deborah Secco e Murilo Benício.

Mundo infantojuvenil

Atualmente no ar em “Além da Ilusão”, Débora Ozório está no elenco do filme “Detetives do Prédio Azul 3 - Uma Aventura no Fim do Mundo”. Na produção infantojuvenil, a atriz vive a personagem Cadete Sofia. A obra é baseada na série infantil do Gloob.

Produção nacional

A série “A Sogra Que Te Pariu”, original Netflix, tem estreia marcada para o dia 13 de abril. Estrelada por Rodrigo Sant’Anna, a primeira temporada contará com 10 episódios. Rafael Zulu, Lidi Lisboa e Daniela Fontan integram o elenco da produção nacional.

Só sucesso

A Globo exibe, no próximo dia 2 de abril, um especial com os melhores momentos de todo o festival “Lollapalooza Brasil”. A produção musical irá ao ar logo após o “Supercine”.

Sabor especial

Bate-papo

Mônica Iozzi será uma das convidadas da segunda temporada de “Bem Juntinhos”, do GNT. A produção está em fase de gravações. O programa, que é apresentado por Fernanda Lima e Rodrigo Hilbert, tem estreia prevista para o dia 13 de abril.

Pelo Brasil

Paulo Vieira começou a gravar o programa “Avisa Lá Que Eu Vou”, do GNT. Na produção, o humorista sai em uma viagem divertida pelo interior do Brasil em busca do que o país tem de melhor: brasileiros e suas histórias. O programa estreia em abril no canal a cabo.

Mão na massa

Jonathan Azevedo deu início aos trabalhos de preparação da série “O Jogo que Mudou a História”, do Globoplay. O projeto tem autoria de José Junior.

Após participar de “Amor de Mãe”, Jéssica Ellen fará sua estreia no universo da apresentação. A partir do dia 31, ela comanda o “reality” “Cook Island - Ilha do Sabor”, do GNT. “Foi um grande prazer estrear como apresentadora, foi um desafio gostoso, sair da zona de conforto. Brincar de ser apresentadora. Ainda mais em um programa de culinária, que é algo que eu consumo muito, como o ‘Que Seja Doce’, Rita Lobo, ‘Perto do Fogo’”, valoriza a atriz, que dividirá a apresentação com Joaquim Lopes. Na produção inédita, 12 “chefs” serão confinados em uma praia paradisíaca. Eles serão colocados à prova em desafios sob muita pressão e encarando as dificuldades da convivência diária.


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