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Jornal de Fato

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MOSSORÓ (RN), DOMINGO, 7 DE MARÇO DE 2021 | EDIÇÃO 6.008 – ANO XXI | R$ 2,50

Vereadora Larissa Rosado confirma projeto no Cafezinho com César Santos. principal 3 e 4

Projeto vai estudar utilização do sal marinho

Apenas 21 vereadoras em 168 anos >> A Câmara de Mossoró avançou muito pouco em relação à presença da mulher. Desde a sua instalação, em 1853, apenas duas mulheres presidiram a Casa. césar santos 5

Deputado Beto firma parceria com Uern, Ufersa e IFRN para pesquisa da utilização do sal. principal 6

Pessoas com deficiências na Uern e suas vitórias Instituição tem avançado na efetivação dos direitos e políticas inclusivas em Mossoró e no RN mossoró 4

Campeão da Copa do Brasil será conhecido neste domingo Palmeiras, que venceu o Grêmio no jogo de ida, precisa apenas de um simples empate na decisão de hoje. esportes 7 e 8

Reprodução

é o tal!!

lugar de mulher é onde

tv

ela

quiser A frase é clichê, mas, diariamente, grande parte das mulheres precisa provar que tem competência para estar em qualquer lugar.

Regina Casé retorna para a fase final de “Amor de Mãe”

total

revista domingo

covid-19 Boletim dA Covid-19 no rio grande do norte - nº 309 Última atualização: 6 de março de 2021 - às 13h30

CADERNOS MOSSORÓ..............................p1 a 8 MULHER ........................................ p1 a 4 domingo........................p1 a 16 televisão.................................p1 a 12

campanha promove debate e reação

Esse terninho

NESTA EDIÇÃO [40 páginas] OPINIÃO...............................................p2 POLÍTICA............................................p3 CÉSAR SANTOS...............................p5 gerais/opinião.............................p6 braSIL/MUNDO...............................p8

mulher

STYLE

“Certamente serei candidata à deputada estadual”

172.178 3.718 95.300 371.098 127.103 CONFIRMADOS

CIANO MAGENTA AMARELO PRETO

ÓBITOS

SUSPEITOS

DESCARTADOS

curados

Fotógrafas em

autorretratos


2 OPINIÃO

domingo, 7 DE MARÇO de 2021

ESPAÇO JORNALISTA MARTINS DE VASCONCELOS

Organização: clauder arcanjo

MAURICIO DE SOUSA,

O HOMEM DE UM BILHÃO DE GIBIS Edmílson Caminha

Escritor, membro da Academia de Letras do Brasil edmilson.caminha@gmail.com

“Esse gosto por ler diários, biografias, memórias é a sua porção comadre, Caminha: você adora saber da vida alheia! Como aquelas velhinhas do interior, que não saem de casa mas escarafuncham a vida de todo mundo...” Estava certo, meu querido e saudoso amigo Fernando Dídimo, colega na Consultoria Legislativa da Câmara dos Deputados. Não propriamente quanto à bisbilhotice que matreiramente insinuava, mas pela certeza que tenho de que todas as vidas devem ser contadas (e ouvidas, lidas), pelo que nelas há de interessante, de pitoresco, de curioso. Não importa se do porteiro do prédio ou do milionário dono da cobertura: há sempre o que descobrir, aprender, ganhar, desde que se revelem os protagonistas bons contadores de histórias. É o caso de Mauricio: a história que não está no gibi (Rio de Janeiro : Primeira Pessoa, 2017), depoimento do pai da Turma da Mônica ao jornalista e escritor Luís Colombini. A epígrafe merece atenção: “Tudo que está na minha biografia é verdade, aconteceu mesmo, ou eu acho que aconteceu.” Talvez apenas para fazer graça, o desenhista questiona, proustianamente, o processo de elaboração das lembranças, à luz do que observou Murilo Mendes, ao dizer que “a memória é uma construção do futuro, mais que do passado”. À primeira vista sem grande valor, o tema do livro é da maior importância: as histórias em quadrinhos, as revistas infantis, os “gibis”, palavra cuja etimologia busquei por muitos anos, até encontrá-la em texto do cronista Sérgio Augusto: tratase de regionalismo gaúcho para “moleque”, “negrinho”, sem a conotação do politicamente incorreto que a reprova hoje. Era a figura do menino preto, de calção azul com suspensórios, que se via na capa da revista Gibi Mensal, lançada pelo jornalista Roberto Marinho em 1941.

Com o tempo, passou o título a designar, metonimicamente, todas as congêneres, que marcaram a infância de sucessivas gerações (e continuam a fazê-lo ainda hoje, mesmo com a concorrência dos games e dos desenhos animados na televisão e no cinema). Revistas que sobreviveram à resistência de pais e professores (iniciada, segundo o desenhista, por padres na Itália), certos de que as histórias com figurinhas prejudicavam a formação e a aprendizagem das crianças. Publicações encantadoras o suficiente para, mais do que povoar de sonhos a meninice, dar rumo a certas vidas, como a do pequeno Mauricio, na cidade de São Paulo da década de 1940. Com cinco anos, no percurso de 500 metros até a escola, encontrou, na lixeira do posto de gasolina do Seu Topázio, um exemplar de O Guri: Nunca tinha visto aquilo. Os olhos brilharam. Seu Topázio percebeu e perguntou se eu queria. Disse que sim. Meio sem jeito, ele tirou a maçaroca do lixo e me deu. (...) Não tinha capa, estava amassado pelo manuseio e as páginas se abriam como sapato velho, mas para mim foi como receber um tesouro. (...) Fiquei maravilhado. Aquilo juntava tudo de que eu gostava – era ao mesmo tempo desenho, história e cineminha.

Foi a época em que o jornal carioca A Nação chegava a vender 360 mil exemplares (mais do que a população do Recife), graças às três edições semanais do seu Suplemento Juvenil, verdadeira mina de ouro cujas pepitas, garimpadas por diversos órgãos da imprensa, chegavam a Mogi das Cruzes, para onde se mudara o leitor Mauricio: Quanto mais as editoras acirravam a concorrência, mais eu e a meninada nos divertíamos. Perdi as contas de quantas horas passei esperando o trem chegar à estação de Mogi com novas levas de revistinhas. Depois seguia os pacotes até a banca de jornal, esperava o dono cortar o barbante grosso e, com um sorriso enorme de satisfação, recebia os primeiros exemplares de todos os gibis recémlançados que meu dinheirinho podia comprar.

Pronto: estava definido o futuro do jovem que desistira da carreira de cantor, com uma bela voz que acabara por impedir-lhe disputar prêmios em programas de rádio, pois ganhava todos. Vocações para a arte que o fizeram abandonar os estudos no ensino fundamental, o que não lhe impediria empossar-se, em 2011, na Academia Paulista de Letras. Com os primeiros desenhos debaixo do braço, foi à redação da Folha da Manhã,

de Abaetetuba, município do Pará, para um festival de quadrinhos, o desenhista foi representado por Sidney Gusman, que lá se encontrou com profissionais como o brasileiro Joe Bennett. Depois de 40 minutos de barco, chegam a uma escola para as crianças das comunidades ribeirinhas. Nas paredes, além da Turma da Mônica, as personagens Luca, o cadeirante, e Tati, que tem síndrome de Down: Quando viu aquilo, Sidney ficou paralisado, fazendo força para conter a emoção. Homenzarrão com mais de 1,90 metro de altura, Joe Bennett não conseguiu. Com os olhos marejados, repetia: “Olha isso, Mauricio de Sousa no meio do nada, longe de tudo, sem computador, sinal de celular, a quilômetros de uma banca de jornal”. Quando Sidney me contou isso, deu vontade de pegar um avião e ir beijar um por um daqueles alunos, além da professora. Aos olhos do mundo, são desenhos como tantos outros numa parede de escola do Pará. Para mim, é a consagração.

para ouvir do diretor de arte: “Desista, menino. Desenho não dá dinheiro nem futuro pra ninguém. Vá fazer outra coisa na vida”. Páreo duro para aquele vidente da piada, ao tranquilizar o ditador nicaraguense Anastacio Somoza: “Não se preocupe, excelência. A probabilidade de o senhor morrer em um atentado é tão pequena quanto a do cardeal polonês Karol Wojtyla ser eleito papa”. Se tomara como alento o desestímulo do primeiro “não”, o desenhista sempre se dispôs a ousar, como reação a desafios que lhe poderiam custar a carreira e o patrimônio duramente conquistado. Ante ideias arriscadas, suas ou de membros da equipe, costuma dizer “por que não?”, e vai em frente, com o que as revistas pioneiras se transformaram em livros, filmes, peças de teatro, jogos, bonecos, lojas, parques de diversão e temas de milhares de produtos, que vão de relógios a toalhas de banho. No início da carreira, autor de tirinhas para a Folha de S. Paulo, Mauricio de Sousa abriu mão do aluguel de estúdio em prédio que o jornal queria comprar. A retribuição do diretor, Octávio Frias de Oliveira, foi plena de grandeza humana e de generosidade espiritual: por 23 anos, o desenhista ocupou quatro salas sem pagamento de aluguel, condomínio, luz e telefone. Sem contrato algum, na base da confiança, do empenho da palavra. Naquelas pranchetas ganharam vida para correr o mundo as personagens Mônica, Cebolinha, Magali, Cascão, Chico Bento, Franjinha, Bidu, Jotalhão e outras mais que parecem de carne e osso, tamanha a naturalidade com que se apresentam

di­re­ção ge­ral: Cé­sar San­tos diretor de redação: César Santos Ge­ren­te AD­MI­NIS­TRA­TI­VA: Ân­ge­la Ka­ri­na

(não fossem algumas inspiradas em figuras verdadeiras, como as filhas do criador). Em 1971, durante o Festival Internacional de Quadrinhos de Luca, na Itália, Mauricio recebeu o prêmio “Yellow Kid”, o Oscar das histórias em quadrinhos. Em 1995, a Universidade La Roche, na cidade americana de Pittsburgh, concedeu-lhe o título de Doutor Honoris Causa. Em 2007, Mônica foi nomeada embaixadora do Unicef, o Fundo das Nações Unidas para a Infância, primeira vez que uma personagem da ficção mereceu a honraria. No ano seguinte, em Tóquio, encontram-se, Mauricio e a mulher (de ascendência nipônica), com o chefe de estado japonês:

Sem falsa modéstia, orgulha-se o artista do que colheu em uma vida de trabalho, confiança e obstinação: mais de 300 personagens, em revistas que somam o impressionante número de um bilhão de exemplares vendidos, no Brasil e no exterior; participação em listas dos dez escritores brasileiros mais admirados; o terceiro maior vendedor de livros em 2015; 3,6 milhões de visualizações diárias do canal da Turma da Mônica, no YouTube, e licenciamento de imagens para três mil produtos fabricados por mais de 150 empresas. E lembra o começo difícil, para chegar à conclusão: Se pensar bem, eu não tinha chance. Pai barbeiro, mãe dona de casa. Menino tímido do interior que não se formou no ensino fundamental. Que sonhava em ser desenhista de quadrinhos na época em que ateavam fogo em gibis em praça pública. Quando tentei a sorte na capital, só encontrei emprego mal pago e a anosluz de meus gostos, talento e interesses. (...) Em última instância, sou um sobrevivente, um homem que começou do nada, realizou seu sonho e não quer desistir dele de jeito nenhum.

(...) Então, de repente, a pou-

cos metros de mim, lá estava

Akihito. (...) Não tremi, mas bambeei. Como Alice tinha me ensinado, falei em japonês, enquanto fazia uma tradicional reverência: — Muito prazer. Eu sou um desenhista de histórias em quadrinhos. Para minha surpresa, ele sorriu e estendeu a mão, algo muito incomum em se tratando de imperadores. Sorri de volta e apertamos as mãos. Ele falou algo, que foi logo traduzido por um intérprete. Respondi e, quando dei por mim, estávamos tendo uma pequena conversa, muito humana e nada imperial. Não gaguejei, mas também não dá para dizer que fiquei à vontade. Em 2015, convidado pelo prefeito

E dizer que tudo começou com uma velha revista encontrada no lixo... Semente de uma quase impossibilidade, a de vir a ser um dos maiores desenhistas do mundo. Glória inalcançável para a maioria das pessoas, não para Mauricio de Sousa, certamente porque fez a pergunta com que, até hoje, responde aos desafios: “Por que não?”

Um produto da Santos Editora de Jornais Ltda.. Fundado em 28 de agosto de 2000, por César Santos e Carlos Santos.

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AS CO­LU­NAS E MA­TÉ­RIAS AS­SI­NA­DAS SÃO DE RES­PON­SA­BI­LI­DA­DE DE SEUS AU­TO­RES

FI­LIA­DO À


entrevista 3

DOMINGO, 7 de março de 2021

CAFEZINHO COM CÉSAR SANTOS

cesar@defato.com

Larissa Rosado

“Certamente serei candidata à deputada estadual” Por: CÉSAR SANTOS - FOTOS: Blog do César Santos

Larissa Daniela da Escóssia Rosado, 46, foi eleita em 2020 para cumprir o seu primeiro mandato na Câmara Municipal de Mossoró. Chega ao Palácio Rodolfo Fernandes, sede do legislativo mossoroense, com a experiência de quatro mandatos de deputada estadual (entre 2003 e 2019), de ter sido secretária de Agricultura do Rio Grande do Norte e ter cumpriVamos aproveitar que estamos na véspera do Dia Internacional da Mulher e debater um pouco sobre esse tema. As câmaras municipais do RN possuem a maior participação de mulheres em todo o Brasil. De 1.607 cadeiras, 350 são ocupadas por mulheres, isso dá um percentual de 21,28%. Mesmo assim, nas eleições de 2020 houve uma queda em relação à legislatura de 2017/2020. Esses números, eles são pra comemorar ou ainda continuam muito tímidos em relação à presença da mulher na política? Se a gente considerar a participação da mulher na política do Rio Grande do Norte, eu acho que nós temos que melhorar muito. Fazendo uma pesquisa essa semana na Câmara Municipal observei que, na história do Legislativo mossoroense, só duas mulheres foram presidentes da Casa, Maria Lúcia e a ex-vereadora Izabel Montenegro. Se não me engano, ao todo, são 24 vereadoras na história toda da Câmara, se a gente considerar desde a Heloísa Leão (primeira mulher a se eleger vereadora em Mossoró). Agora temos apenas três com Larissa, Carmem Júlia (MDB) e Marleide Cunha (PT). Eu entendo que embora o nosso estado esteja em destaque no ranking, nós temos 17 cidades que não têm uma só mulher nas Câmaras Municipais. Isso é muito pouco. Instrumentos, como a cota de gênero e campanha da Justiça Eleitoral para incentivar mais mulheres na política falharam? A cota partidária, ela, por si só, não estimula a participação da mulher na política. No meu entendimento, a cota é um limite que o partido tem que cumprir, mas para o partido ter a participação de mulheres na política, além de ter obrigatoriedade da cota, além de

do missões importantes na política local e estadual. Essa experiência a coloca como um dos principais quadros da Câmara Municipal, inclusive, sendo a líder da bancada de oposição. No entanto, Larissa Rosado (PSDB) poderá não demorar muito como vereadora, uma vez que deseja voltar à Assembleia Legislativa. “Eu serei candidata nas eleições do próximo

ano”, sentencia em longa conversa no “Cafezinho com César Santos”, gravada na sexta-feira, 5, na sede do JORNAL DE FATO. Se tudo caminhar bem, Larissa voltará a fazer dobradinha com a ex-vereadora e ex-deputada Sandra Rosado (PSDB), sua mãe, que poderá ser candidata à Câmara dos Deputados, onde atuou por três mandatos.

termos o financiamento de campanha, ele precisa estimular concursos, com qualificação, com sensibilização. Não é fácil para mulher, além de trabalhar na política, existe a exposição da vida dela, existe o cuidado com a casa, e mesmo que você tenha um companheiro feminista, que ajude no dia a dia, você vai ter ali um percentual de tarefas domésticas e, portanto, uma jornada tripla. Eu considero que a gente precisa ainda avançar nessa questão. Inclusive na Assembleia Legislativa, nós já tivemos mais deputadas do que temos hoje. Em 2016, Mossoró elegeu a prefeita, viceprefeita e cinco vereadoras. Em 2020 caiu para três vereadoras e no Executivo zerou. Nós tivemos também, na formação do primeiro escalão do município de Mossoró, uma diminuição de quase 80% da presença da mulher em cargos de destaque. Aqui a fato a senhora credita esse recuo? Quando a gente fala da gestão municipal, eu acho que é uma falta de sensibilidade do prefeito para a igualdade de gêneros, eu tenho certeza que as mulheres têm a mesma capacidade dos homens, de trabalhar e de gerenciar. Nós temos prefeitos como o de Recife, uma capital de estado, que o prefeito garantiu lá no secretariado 50% de homens e 50% de mulheres. Quando eu fui formar o meu gabinete na Câmara Municipal, escolhi 50% homens e 50% mulheres, então, é interessante que os homens também tenham essa sensibilidade de dar o espaço e o respeito que a mulher merece. No nosso estado, César, apenas 37 cidades são administradas por mulheres, de 167 municípios. A gente tem dois fatos aqui colocados, do eleitor, que eu acredito que se nós tivermos mais mulheres também se candidatando e se colo-

cando, nós vamos poder ampliar essa presença, e da escolha do chefe do Executivo. De que forma o PSDB Mulher, que é presidido pela senhora do Rio Grande do Norte, tem trabalhado para mudar essa realidade? Trabalhamos fazendo cursos, mantendo o contato direto com as mulheres que fazem parte do partido. No ano passado, César, o PSDB criou uma plataforma do partido, chegou a pandemia e a gente não podia mais se encontrar, não podia promover o curso presencial. O PSDB disponibilizou, de

forma concreta, qualificação e oportunidade de cursos para as mulheres. Assim, a gente se sente mais segura para fazer um discurso, para tratar de um tema, para defender determinadas bandeiras. Então, o PSDB trabalha dessa maneira, a gente vem fazendo curso presencial e teve que mudar. O PSDB Mulher, agora, teve o seu mandato prorrogado, aliás, o PSDB de todo o país, desde presidente nacional até o presidente estadual, passando também, pelo ITV e PSDB Mulher, e nós já devemos começar os encontros virtuais agora a partir de abril.

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A cota partidária, ela, por si só, não estimula a participação da mulher na política

O PSDB disponibilizou, de forma concreta, qualificação e oportunidade de cursos para as mulheres.

Nós tivemos recentemente a primeira mulher nomeada e empossada reitora da Universidade Federal Rural do SemiÁrido (UFERSA), a professora doutora Ludimilla Oliveira. Desde então, ela passou a sofrer todo tipo de enfrentamento. Não houve uma defesa firme dos ditos movimentos organizados. Nós podemos dizer que temos aí um caso clássico da política partidária se sobrepondo ao processo de ocupação da mulher em cargos de destaque? César, a gente pode analisar por dois aspectos. Por esse aspecto e pelo fato de que o processo em que a reitora foi empossada, ele é legal, porque está registrado lá na lista tríplice, mas muitas pessoas quiseram dizer que não era legítimo, porque ela não foi a primeira colocada na votação. Eu acredito que a gente pode ter um pouco aí de política, né? E a gente pode ter aí um pouco de discriminação. Inclusive, eu defendo que essa questão do trabalho da mulher, da defesa do trabalho da mulher, não é só feito por mulheres de ideologia A ou de ideologia B, acredito que enquanto mulher que represente e que reconhece o seu

papel na sociedade, todas nós estamos aptas a fazer a defesa das bandeiras, assim como os homens também. A senhora foi eleita agora presidente da União dos Vereadores do Rio Grande do Norte. Foi uma eleição consensual, no entanto, o desafio, penso eu, não foi tanto para se eleger, mas para reorganizar essa entidade. Qual vai ser a grande luta da sua gestão à frente da UVERN? César, a Uvern é uma entidade muito voltada para os vereadores do estado do Rio Grande do Norte, e eu recebi uma convocação de um grupo de vereadores e ex-vereadores que já fazem parte da entidade para que eu trabalhasse essa condução desse processo de fortalecimento da entidade, e construímos a chapa consensual. O grande desafio agora realmente é ampliar o número de filiados da entidade, tanto individualmente, porque existem dois tipos de interligação, pode ser a Câmara, pode ser o próprio vereador, mas o desafio é dar assistência a esses vereadores. Nós temos realidades totalmente diferentes de vereadores que trabalham em Mossoró, Parnamirim, Natal, Macaíba, Guamaré. Essas câmaras que eu citei são câmaras em que os vereadores têm assessores, que a gente consegue se movimentar da maneira mais forte. Já os vereadores das menores cidades, eles muitas vezes não têm gabinete, não têm assessores. Então, a Uvern ela pode chegar junto com assessoria contábil, com a assessoria jurídica, cursos de qualificação, por exemplo, na área do Legislativo, já que eles não têm assessores e eles têm que se virar em todos os aspectos do mandato. O intuito é exatamente fortalecer o mandato dos vereadores e o Legislativo no estado do Rio Grande do Norte. Então, a Uvern vai chegar aonde a Fecam não chega? Na verdade, nós temos duas entidades: a Federação das Câmaras ela é mais voltada para os presidentes de câmaras, isso sem dúvida. E eu acho que hoje, não sei se a Fecam consegue chegar em assistência a todos os presidentes, acredito que sim, mas a Uvern ela tem o foco mais no Vereador. Agora, nós precisamos ampliar também a nossa atuação para chegarmos a todas as cidades. Inclusive, temos dentro do projeto da Uvern, coordenações regionais, para que a gente possa chegar mais longe. Nós vamos começar em março, com cursos virtuais, nós tínhamos uma programação onde realizaríamos um grande encontro em Guamaré, já não vamos fazer por conta da pandemia. CONTINUA NA PÁG. 4


4 entrevista/opinião

DOMINGO, 7 de março de 2021

continuação da pág. 3

PROSA

& VERSO

“Eu não consigo enxergar que o prefeito fez um planejamento para chegar ao poder” A senhora foi deputada estadual por quatro mandatos. Depois de concluir esse processo, esse tempo, 16 anos na Assembleia Legislativa, a senhora nunca negou o desejo de voltar para a Casa. Em 2020, a senhora se elegeu vereadora pela primeira vez e logo se observou que seria o trampolim para o retorno à Assembleia Legislativa. Resumindo, a senhora pretende disputar as eleições de 2022, como candidata à deputada estadual? Certamente serei candidata à deputada estadual, é uma coisa que a gente vem discutindo no nosso grupo político, também aí com a possibilidade da ex-deputada Sandra Rosada voltar à cena como candidata, já que ela abriu mão nesse momento. Nunca escondi esse desejo, mas eu tenho uma compreensão da responsabilidade que eu tenho que ter nesse momento do desempenho do mandato como vereadora da cidade de Mossoró. Não posso perder o foco da minha terra, desse mandato que foi a mim confiado, e defender as questões que estão na pauta do dia, como a agilização da vacinação, a transparência dessa vacinação, a questão do emprego e da renda na nossa cidade. Muita coisa precisa ser discutida de Mossoró. Então, acredito que essa discussão política está colocado o desejo, mas ela acontecerá um pouco mais à frente. Mas pode-se esperar uma dobradinha Larissa estadual e Sandra Rosado federal? Sim, pode-se esperar essa dobradinha Larissa e Sandra, assim como, César, eu tenho colocado que a gente pode conversar com outros grupos políticos. Existe também aí um diálogo que será aberto, porque nós vamos ter candidaturas para o Senado, Governo do Estado, que a gente, hoje, ainda não sabe quais candidaturas estão colocadas de fato. Nas eleições de 2018, a senhora foi candidata à reeleição a deputada estadual e foi bem votada. No entanto, a coligação da qual a senhora participou foi muito concorrida. A senhora hoje está filiada ao PSDB, partido que tem cinco deputados estaduais. Isso supõe uma concorrência muito grande. Diante disso, existe a possibilidade da senhora buscar outro partido que possa encaminhar melhor esse processo de eleição? Não existe na pauta essa mudança de partido. Eu

crispinianoneto@gmail.com

Ministério da Saúde prevê até 3 mil mortes diárias por covid-19 em março

C

compreendo que realmente eu fiquei de fora, mesmo tendo sido a mais votada da cidade, tendo tido mais votos do que cinco deputados estaduais que estão na Assembleia Legislativa, por causa da legenda partidária. Nós vivemos um momento diferente agora na eleição de 2020, quando acabaram as coligações e houve a necessidade do fortalecimento dos partidos em si. Os partidos vão ter que olhar pra dentro, mais uma vez, e se fortalecerem, então, a gente tem que ver como vai ficar essa nominata do PSDB. Eu tenho um diálogo muito aberto, muito franco com o presidente do partido, Ezequiel Ferreira, e nós vamos conversar sobre essa questão da nominata. Não existe nenhum desejo de fazer essa mudança partidária hoje. Trazendo a discussão aqui para Mossoró, a senhora assumiu a liderança da bancada de oposição, uma bancada de apenas três vereadores: a senhora, Francisco Carlos e Marleide Cunha. Do outro lado, há uma bancada com 18 vereadores, uma maioria esmagadora, que é a bancada governista. Como é liderar uma bancada de oposição com esse desafio tamanho? O desafio é muito grande, César, mas nós temos feito uma oposição muito propositiva também, fazendo críticas, mas mostrando ao prefeito que existem caminhos a serem seguidos. A vereadora Marleide e o vereador Francisco Carlos são vereadores muito preparados ideologicamente, são pessoas de luta e quando diz assim: ‘Larissa é a líder da oposição’, eu acho que a questão de ser líder da oposição é muito pra conciliar as posições que nós vamos externar, mas todos nós vamos fazer a nossa atuação nessa linha e também de maneira independente. Nós temos, realmente, uma bancada de situação muito grande, mas vamos fazer o trabalho com respeito aos colegas, mas sem arredar o pé da firmeza e dos propósitos de fiscalizar o Executivo e de acompanhar as suas ações. Na Câmara Municipal tem um projeto que democratiza a gestão da escola pública Municipal de Mossoró. A Legislatura passada, devido a esse projeto ter chegado já em novembro ou dezembro, não teve o tempo hábil para discutir e para levar à votação. Essa será uma bandeira de luta da oposição, já que há um sentimento, parece que muito claro que a situação ou o

Governo não pretende levar adiante? César, como deputada estadual eu tive a oportunidade votar um projeto semelhante colocado pela governadora Vilma de Faria, e nós votamos de forma favorável a esse projeto, por entender que a democratização das escolas fortalece os vínculos da família e da escola, dos servidores, dos trabalhadores da educação e do seu diretor. A partir do momento que o diretor é escolhido pela comunidade, a partir do momento que esse diretor é escolhido pelos seus colegas de trabalho, a coisa muda com relação à responsabilidade, como ele se sente perante a comunidade. Eu defendo a democratização das escolas, não é uma coisa de agora, tanto que já dei esse voto na Assembleia Legislativa e vamos pedir, sim, que esse projeto seja pautado o mais rápido possível. Temos aí a nova gestão municipal, entrando no terceiro mês, e é impossível fazer uma avaliação de uma gestão com 70 dias, impossível. No entanto, é possível enxergar se a gestão tem um projeto para a cidade. A senhora consegue enxergar um projeto da gestão Allyson Bezerra para Mossoró? Eu não consigo enxergar que o prefeito fez um planejamento para chegar ao poder, convencionou-se que essas análises de como está a gestão, elas sejam feitas a partir dos 100 dias de administração e a administração ainda realmente não tem esses 100 dias, mas a gente já percebe uma quebra de ritmo da gestão passada para a gestão atual. A gente acompanhou o final da gestão Rosalba com muitas obras na cidade, de asfaltamento, foi muito divulgado também

pela prefeita a quantidade de recursos que estava deixando através do Finisa e de emendas do deputado Beto para que obras fossem feitas. Se você anda em Mossoró, hoje, você percebe que parou, que tem um vácuo aí entre um e outro. Embora as licitações tenham ficado feitas, o prefeito optou por cancelar muitas delas ao invés de dar seguimento. Nós temos aí o trabalho de enfrentamento à pandemia, que é uma grande preocupação. O prefeito demorou praticamente dois meses para nomear o seu comitê de enfrentamento à Covid. Um tempo considerável... No meu entendimento, ele deveria ter feito o comitê a partir do momento que nomeou os secretários, e aí já destinar secretários para cada lugar nesse comitê, garantindo aí que o enfrentamento não pararia. Depois, o prefeito vem e deixa inativa uma unidade de campanha de Mossoró, quando a gente vê, declarado mesmo pelos próprios cargos comissionados e servidores da prefeitura, que houve um aumento muito grande na procura pela testagem rápida. Então, a gente sente que ele não fez o planejamento para enfrentar um problema que já existia, que não era novidade, ele pode até dizer de alguma coisa da gestão: ‘ah, eu não sabia que estava assim’, mas o enfrentamento à pandemia já era uma coisa colocada, e agora com essa crise, eu acho que o prefeito precisa urgentemente dar respostas à sociedade sobre compra de vacinas, agilização dessas vacinas, sobre os boletins também nas redes sociais da Prefeitura e nos meios de comunicação de como está a covid em Mossoró.

eleste Silveira, com informações da revista Valor Econômico,diz que a cúpula do Ministério da Saúde vê uma “tempestade perfeita”, com novas variantes, colapso hospitalar e falta de vacinas. A cúpula do Ministério da Saúde espera que o Brasil atravesse nas próximas duas semanas o pior momento da pandemia. O Valor apurou que, no entorno do ministro Eduardo Pazuello, a expectativa é que haja uma explosão de casos e mortes no período, com os óbitos ultrapassando a barreira dos 3.000 por dia. O diagnóstico decorre de uma tempestade perfeita: 1. O alastramento do vírus em todo o país, impulsionado pelas aglomerações no fim do ano e no Carnaval; a dificuldade da população de manter-se em isolamento social; a circulação no país de novas variantes mais contagiosas e com grande carga viral; 2. A iminência de um colapso do sistema hospitalar em diversos Estados ao mesmo tempo; 3. E a falta de vacinas disponíveis para imunizar os brasileiros. As atenções da pasta estão voltadas sobretudo para a região Sul. No Rio Grande do Sul, por exemplo, a ocupação de leitos de UTI tem estado próximo ou acima de 100% durante toda a semana. Na região Norte, embora o número de casos seja menor, há preocupações quanto à pouca disponibilidade de leitos. Os alertas também já dispararam quanto à situação de Estados como Goiás, Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo. Na visão da equipe de Pazuello, São Paulo tem conseguido até o momento evitar o pior por possuir a maior rede hospitalar do Brasil. Principal porta de entrada do país, o Estado mais populoso da federação registrou 60 mil das cerca de 260 mil mortes pelo coronavírus em solo brasileiro. Para a equipe de Pazuello, se um colapso hospitalar ocorrer ali, os números dessa “tragédia anunciada” podem subir exponencialmente. A cúpula da Saúde entende que não há muito no momento o que fazer, a não ser estimular a reabertura de hospitais de campanha nos Estados. O governo federal também cogita novas instalações desse tipo já nos próximos dias. As ações de fechamento e restrições à circulação de pessoas estão nas mãos dos Estados. O governo federal não vai decretar lockdown nacional, escorado em decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) e também por acreditar que as decisões devem ser tomadas levando em conta critérios regionais. Para o médio prazo, as projeções da equipe de Pazuello são mais otimistas. A estimativa é que a vacinação começará a se acelerar a partir deste mês, com a maior produção do Butantan e da Fiocruz. Em abril, ambos já deverão estar produzindo 1,4 milhão de doses diárias. Com as diversas vacinas importadas começando a chegar, a expectativa de Pazuello é vacinar 70 milhões de pessoas até o fim de junho. Fazem parte desse grupo prioritário idosos com mais de 60 anos, pessoas com comorbidades e médicos, professores, policiais, indígenas, entre outros. Na quarta-feira, o Ministério da Saúde anunciou a intenção de comprar 100 milhões de doses da vacina da Pfizer e outras 38 milhões de doses da vacina da Janssen, braço farmacêutico da Johnson & Johnson.

Contradição

Contradição é o que não falta nestes tempos bolsoNAZISTAS. Enquanto os seus quadrúpedes seguidores pedem armas para se protegerem de inimigos visíveis, dizem que não precisam de máscaras para se protegerem de um inimigo invisível.

Spray Enquanto Malafaia ganhava dinheiro vendendo Spray Espanta Capeta, Ernesto Araújo vai para Israel em busca do spray Mata Coronavírus. Vamos esperar a volta do doido...

iMAGEM QUE MARCA O jornal Valor Econômico é, como diz o próprio nome, um veículo voltado para a questão da economia, mas traz como destaque a triste perspectiva de 3 mil mortes por dia. O ministro Paulo Guedes disse na quinta-feira, pela segunda vez, que sem vacina não tem recuperação econômica. Só dois gestores estúpidos, o capitão Cloroquina e o ministro Pesadelo acham que não... O povo que elegeu esse genocida e não vai para as ruas derrubá-lo, paga o pato!


opinião 5

DOMINGO, 7 DE março DE 2021

césar santos cesar@defato.com

TÍTULO DE ELEITOR MACHISTA

O

feito histórico da professora Celina Guimarães de ser a primeira mulher brasileira e da América a Latina a conquistar o direito de voto, em novembro de 1927, não se traduziu de imediato em presença da mulher em cargos eletivos em Mossoró. Houve um longo hiato para outra professora, Heloísa Helena, desafiar o tempo e a política machista e se eleger à Câmara Municipal, primeira mulher vereadora de Mossoró. Isso ocorreu em 1962. Nem assim, embora Heloísa Helena tenha travado uma luta importante em favor da presença da mulher na política, houve avanço nos anos seguintes. E, até hoje, ainda é muito pequena a participação da mulher mossoroense na política e em cargos públicos de destaque. Veja que em 170 anos de história da Câmara Municipal de Mossoró, apenas 21 mulheres conquistaram mandato de vereadora, sendo que só duas chegaram à presidência

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da Casa: Maria Lúcia, na década de 90, e Izabel Montenegro, que encerrou o seu mandato em 31 de dezembro de 2020. Os avanços foram e ainda são tímidos. Por isso, não há muito o que comemorar o estudo “Estatísticas de Gênero: indicadores sociais sobre as mulheres no Brasil”, estudo divulgado pelo IBGE, que coloca as câmaras municipais do Rio Grande do Norte no primeiro lugar do ranking de participação de mulheres de todo o Brasil. Segundo o estudo, das 1.607 vagas definidas nas eleições 2020, 350 são ocupadas por mulheres. O número corresponde a apenas 21,8% dos assentos de todos os parlamentos municipais do estado. Mesmo mantendo o primeiro lugar do ranking nacional, houve uma diminuição de mulheres potiguares eleitas em 2020 em relação ao pleito de 2016. A Câmara de Mossoró, por exemplo, caiu de cinco para três vereadoras entre uma eleição e outra. Hoje, tem apenas Larissa Rosado (PSDB), Marleide Cunha (PT) e Carmem Júlia (MDB). Não foi só isso. O Executivo era comandado por duas mulheres, Rosalba Ciarlini e Nayara Gadelha. Elas foram substituídas pelo eleitor por dois homens. O secretariado municipal que tinha 11 mulheres em sua forma (mais de 70% da equipe), sofreu redução na atual gestão municipal para apenas três.

Certamente serei candidata à deputada estadual”

LARISSA ROSADO - Vereadora confirmando que vai disputar as eleições 2022

11 DIAS

SÓ DEPOIS...

As novas medidas de isolamento social, anunciadas pela governadora Fátima Bezerra, terão validades até o dia 17 de março. São 11 dias a contar deste sábado, 6, quando o decreto entrou em vigor. O prazo, porém, pode ser ampliado caso as taxas de transmissibilidade e de ocupação de leitos de UTI não tenham caído até lá. Hoje, é o primeiro domingo com toque de recolher integral no RN.

O prefeito Allyson Bezerra (SDD) fez o pedido de adesão ao consórcio público de vacina depois de a imprensa noticiar que ele não havia se interessado na compra de imunizantes. Com a repercussão negativa, ele correu atrás. Inclusive, a Federação Nacional dos Prefeitos, que organiza o consórcio, ainda não havia inserido Mossoró na lista final de adesão, até as 13h deste sábado, 6.

É NOTÍCIA Nesta data, em 1977, estreava na TV brasileira o "Sítio do Pica-PauAmarelo". Este jovem repórter, com 13 anos de idade, estava grudado na telinha e na literatura fantástica de Monteiro Lobato.

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Nesta segunda-feira, completa 164 anos que a greve das tecelãs da Cotton, em Nova York, por jornada de trabalho de 10h, terminava com 129 mulheres mortas em incêndio provocado pelo patrão. Daí, a origem do Dia da Mulher, celebrado em 8 de março.

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Os supermercados estavam lotados neste sábado, 6, devido à dúvida sobre o novo decreto de isolamento social. Não precisa de correria. Os supermercados abrem hoje das 6h às 20h.

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A Globo procurou Antônio Fagundes para fazer a nova versão de Pantanal. O ator preferido de Benedito Ruy Barbosa, autor da novela, disse não. Optou pelo teatro. Recentemente, Fagundes perdeu o contrato de exclusividade com a Vênus Platinada.

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E

valor do benefício. De acordo com o substitutivo do deputado Capitão Alberto Neto (RepublicanosAM), o prazo limite para as novas contratações, que tinha acabado em 31 de dezembro de 2020, passará a ser 31 de dezembro de 2022. O relator também estende o limite de 40% para o crédito consignado tomado por servidores públicos federais e pelos trabalhadores com carteira assinada (CLT). A medida provisória per-

A Caern reduziu o abastecimento de águas nos bairros Costa e Silva, Ulrick Graff, Walfredo Gurgel, Inocoop, Alto de São Manoel, Pintos, Alto das Brisas e Parque Universitário, em Mossoró. Para conserto do P-26. Garante que retoma à normalidade amanhã.

de a vigência na quinta-feira (11), e ainda não havia acordo entre os partidos sobre o texto a ser votado. PEC Emergencial Aprovada na última quinta-feira (4) pelo Senado, a PEC Emergencial pode começar a ser discutida em Plenário pelos deputados. Ela permite ao governo federal pagar um auxílio emergencial em 2021 com R$ 44 bilhões por fora do teto de gastos e impõe mais rigidez

MOSSORÓ Nas eleições de 2018, Mossoró teve 13 candidatos a deputado estadual. Elegeu dois: Isolda Dantas (PT) e Allyson Bezerra (SDD), hoje prefeito. A lista não deve ser menor em 2022. O segundo maior colégio eleitoral do RN, com mais de 175 mil eleitores, é um ambiente bem atrativo. E oxigenado.

MOSSORÓ II A cidade já tem cinco candidaturas dadas como certas: Isolda à reeleição; vereadora Larissa Rosado (PSDB) disse que quer voltar para Assembleia; a ex-vereadora Aline Couto (PSDB), que já está na caminhada, além de Lawrence Amorim (SDD), presidente da Câmara Municipal, e do secretário Brenno Queiroga (SDD).

MOSSORÓ III

1

Câmara pode votar MP do consignado nesta segunda m sessão marcada para as 18 horas de segunda-feira (8), a Câmara dos Deputados pode concluir a votação da medida provisória sobre crédito consignado e começar a discutir a PEC Emergencial (Proposta de Emenda à Constituição 186/19). A MP 1006/20 amplia a margem de empréstimo consignado para aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) de 35% para 40% do

Os poucos mandatos ocupados por mulheres se repetem na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte. Atualmente, apenas três deputadas estão presentes no plenário de 24 cadeiras do Palácio José Augusto: Isolda Dantas (PT), Cristiane Dantas (Avante) e Eudiane Macêdo (PL). Esses números precisam ser refletidos e discutidos à exaustão, uma vez que não é sequer razoável aceitar imenso desequilíbrio da presença da mulher frente ao homem. Um ponto que parece inquestionável é que o título de eleitor continua machista. Generalizado. Veja que temos mais eleitoras do que eleitores, mesmo assim, a supremacia do voto continua sendo para o representante de gravata. Desperta a curiosidade o fato de leis recentes sugerirem maior presença da eleição feminina e composição de bancadas nos legislativos. A cota de gênero é um instrumento importante. As campanhas educativas, desenvolvida pela Justiça Eleitoral, também. Todavia, os resultados até aqui têm sido decepcionantes. A cultura machista extraída das urnas continua bem viva. E exige que o tema esteja permanente na mesa de debate, pois, só assim, será possível - no futuro - equilibrar a ocupação de cadeiras em cargos eletivos e públicos do País.

O rosalbismo, grupo liderado pela ex-prefeita Rosalba Ciarlini (Progressistas), também terá candidato à Assembleia Legislativa. Inclusive, podendo ser mais de um, caso Rosalba decida ir para a Assembleia do RN.

MOSSORÓ IV Mossoró sempre teve boa representação na Assembleia Legislativa, hoje reduzida apenas ao mandato de Isolda Dantas. Em algum momento, a cidade elegeu quatro deputados estaduais, como em 1974: Manoel Mário, Assis Amorim, Luís Sobrinho e Edilson Moura.

Agência Câmara

para a aplicação de medidas de contenção fiscal, controle de despesas com pessoal e redução de incentivos tributários. A duração do novo auxílio, sua abrangência e o valor individual ainda serão definidos pelo Poder Executivo. Já as medidas de contenção de despesas para a União serão acionadas quando for atingido um gatilho relacionado às despesas obrigatórias. No caso de estados, Distrito Federal e municípios, por causa da autonomia federativa, as medidas serão facultativas. Fonte: Agência Câmara de Notícias

Plenário da Câmara dos Deputados


6 GERAIS

DOMINGO, 7 de março de 2021

Sal Marinho

Assessoria Parlamentar

Reitora da Ufersa, Ludimilla Oliveira, com o deputado Beto Rosado

Assessoria Parlamentar

Deputado Beto também se reuniu com Fátima Raquel, reitora em exercício da Uern

Projeto do deputado Beto vai beneficiar o setor salineiro Deputado firma parceria com instituições de ensino de Mossoró para pesquisar a utilização do sal marinho

O

deputado federal Beto Rosado (Progressistas/RN) se reuniu com a reitora daUni-

versidade Estadual do Rio Grande do Norte (UERN), Fátima Raquel, e a reitora da Universidade Federal Rural

do Semi-Árido (UFERSA), Ludimilla Oliveira. Na oportunidade, o parlamentar apresentou um projeto em

benefício sal marinho potiguar, para ser executado em conjunto com as duas instituições de ensino superior e

outras palavras José Nicodemos

S

aristida603@hotmail.com

DE VENTO À POPA

ei lá eu! Mas tudo me leva a crer que, até o fim do prazo desse governo, a situação do país será pior do que até hoje. Não vou dar aqui explicações, entre outros motivos, porque as evidências se põem manifestas. Tenho que não será muito pensar assim, e até creio eu será essa a opinião dos brasileiros, em grande número. A razão é que tudo, a esta hora da agonia do país, e tal agonia que não enseja motivos de esperança, não se tem, da parte do poder público, informação nenhuma de que alguma coisa está sendo feita, a sério, no sentido de resolver a situação. Nada além da conversa fiada de sempre, como parte de constantes administrativas. Bom, não estou afirmando coisíssima nenhuma, mas me participam os frequentadores das redes sociais da existência que, por trás de tudo isso, existe uma trama, de poderosos, com o fim de derrubar o presidente, como foi o caso da presidente Dilma Rousseff. Isto ou não, aí não sei eu, não será novidade nenhuma. O que sei, à vista dos fatos, é que, sendo o caso, não haverá aí a intenção de organização do país, em moldes civilizados, quero dizer, o propósito de fazer-se um país com um mínimo de injustiças. É porque, a chamada elite brasileira, de vontade própria, não será capaz de sacrificar suas comodidades ao bem do povo geral.

Analisando bem a coisa, se é que isso tem fundamento, a evidência é a de que, por trás disso, há muito dedo sujo e más intenções, ou dizendo melhor, outro objetivo não haverá não que seja o poder pelo poder. Tanto que, em nada melhorou a vida do país com a derrubada, justa ou não, da presidente Dilma Rousseff. A gandaia continuou, e continua, sabe-se lá até quando, com as mesmas feições. Em todo caso, quem sabe se como estava teria sido melhor? Mas, vem ao caso o ditado velho, de trocar seis por meia dúzia. Confirmouse a constante na vida administrativa do país: trair as expectativas das grandes massas do povo. Descaradamente. Diante disso, e por tudo isso, a cada dia mais me convenço de que Brasil só será mesmo um país, no sentido nobre da palavra, quando o povo tiver adquirido plena consciência dos seus direitos, e com o propósito, inarredável, de lutar por estes. Até o limite do possível, de forma pacífica. Fora daí, não devo crer. Pois, então, é isso mesmo, e que me desculpem pela maneira franca de encarar as coisas: se a coisa está feia a estas horas, as evidências indicam que, até o fim do prazo deste governo, vai ficar pior. Quero muito estar completamente enganado, mas é que não posso ver e sentir de outro jeito. Os fatos não ajudam.

VACINA

AREIA BRANCA

MUTIRÃO

Se faltam recursos, da parte do governo, para a compra da vacina contra o covid-19, é porque o governo não se planejou, e a não contribuição material dos seus poderes imediatos está perfeitamente no caso.

Ainda é bastante alto o número de contaminados pelo covid-19 em Areia Branca, cerca de 150 pessoas, a considerar o número populacional. O hospital da cidade está lotado, e registram-se casos de morte pela doença.

A esta hora, as grandes empresas nacionais, estatais e particulares, poderiam fazer um mutirão para a compra da vacina, ao lado do governo. É possível que a situação seja mais grave do que oficialmente se anuncia.

linguagem A quem que ainda não leu a crítica literária de Machado de Assis, no livro desse nome, e que se interesse por esse lado da literatura, recomendaria que o fizesse, desde logo. Muito interessante, nesse livro, a crítica do “Primo Basílio” de Eça de Queiroz relativa às doutrinas do grande mestre do romance português, ou seja, o seu realismo cuja severidade está muito fora dos hábitos da terra, conforme observa o velho Machado. Afinal, aprende-se muito com o dito Bruxo do Cosme Velho, em matéria de análise literária, muito rigoroso na análise de doutrinas. Mas isso não quer dizer que Machado de Assis não fosse grande admirador da literatura de Eça de Queiroz, notadamente em relação ao estilo, segundo ele mesmo o confessa. Crítico literário, Machado de Assis também se revela mestre, de modo que vale a pena conhecê-lo sob esse aspecto de sua arte.

o Instituto Técnico Federal (IFRN - Campus Mossoró). Também deverão participar do estudo o Sindicato das Indústrias de Extração de Sal do RN (SIERSAL) e Sindicato da Indústria de Moagem e Refino do Sal do RN (SIMORSAL), a fim de pesquisar a utilização do sal e seus subprodutos para além dos milhares de produtos que o sal participa da composição. Segundo o deputado, a ideia basilar do projeto é pesquisar sobre os aspectos físicos e químicos da produção do sal marinho. Entre esses aspectos, os estudos vão verificar a viabilidade do sal como um produto indutor da saúde, associado, por exemplo, ao ferro para o combate à anemia. Outra possibilidade de pesquisa é a utilização das águas-mães, resultante da evaporação das águas nas salinas, como adubo para agricultura, ou ainda, realizar pesquisas com algas para serem utilizadas nos processos produtivos. Também será pesquisado a utilização do sal obtido além dos 30° graus Baumé na alimentação humana e de animais. O projeto será liderado por um Comitê formado por dois membros de cada instituição de ensino: UFERSA, UERN, IFRN (Campus Mossoró) e um indicado de cada um dos sindicatos patronais, como observadores. A UFERSA receberá os recursos e indicará a coordenação e a subcoordenação, dentre

os participantes do grupo gestor. O investimento para o projeto será de R$ 300 mil através de um destaque ao OGU (Orçamento Geral da União) feito pelo deputado federal Beto Rosado. Para a reitora da Ufersa, Ludimilla Oliveira, a iniciativa do deputado é de grande importância para a sociedade, além de valorizar a ciência. “Uma pesquisa com aplicabilidade direta, integrando o setor produtivo da cadeia do sal com a Universidade”, considerou. A reitora elogiou também a preocupação do parlamentar mossoroense com a pesquisa científica. “A Ufersa agradece a oportunidade de estar a frente desse trabalho”, completou Ludimilla. O deputado Beto Rosado reforça que o Rio Grande do Norte é o maior produtor de sal do Brasil, responsável por 95% dessa produção e afirma que apesar dessa grande produção, poucas pesquisas têm sido realizadas a respeito do sal, exatamente no que tange aos aspectos físicos e químicos da sua produção. “Esse projeto, em parceria com as instituições de ensino, vai ser essencial para incrementar a indústria salineira com novas frentes de produção, contribuindo assim, com a geração de emprego e renda para o povo potiguar.” Afirmou ainda, “as instituições que ainda não foram contactadas, serão no início desta semana”, finalizou o deputado.


esporte 7

DOMINGO, 7 de fevereiro de 2021

Antes da estreia na Copa BR, América tem compromisso pelo Estadual, hoje

em porto alegre

Palmeiras e Grêmio buscam título e prêmio de R$ 54 mi >> Após vencer o primeiro jogo, Verdão joga por empate neste domingo

S

ão Paulo – O Palmeiras está a um empate de comemorar o seu quarto título da Copa do Brasil. O time paulista enfrenta o Grêmio neste domingo, 7, às 18h, em São Paulo, na segunda partida da decisão do campeonato. O tricolor gaúcho precisa vencer por um gol de diferença para levar a disputa para os pênaltis. Vitória por dois ou mais gols garante o título direto para a equipe de Porto Alegre. O campeão vai faturar um prêmio de R$ 54 milhões. Campeão em 1998, 2012 e 2015, o Palmeiras abriu vantagem após vencer a primeira partida na Arena do Grêmio por 1 a 0. Após testes da Covid-19, todo o elenco alviverde teve resultado negativo e com isso o técnico Abel Ferreira tem força quase que total para o confronto que fecha a temporada 2020 do Palmeiras. O volante Patrick de Paula também está libera-

do. Infectado com o novo coronavírus, o jogador cumpriu os 10 dias de isolamento e voltou a treinar com os demais atletas do elenco. O volante, no entanto, deve ficar no banco de reservas. O meio-campo será formado por Felipe Melo, Zé Rafael e Raphael Veiga. A única ausência do time é do zagueiro Luan, expulso em Porto Alegre. Ele será substituído por Alan Empereur. No mais, a escalação será a mesma da primeira partida. O Palmeiras pode fechar

a temporada com chave de ouro, após conquistar o Campeonato Paulista, título que não vinha desde 2008, e a Libertadores da América, algo que o clube havia conseguido apenas uma vez, em 1999. O Grêmio é o segundo maior vencedor da Copa do Brasil, com cinco títulos 1989, 1994, 1997, 2001 e 2016. Só fica atrás do Cruzeiro, que já conquistou a competição seis vezes. Além da chance de igualar o rival em número de conquistas, o título garante o Tricolor na

FICHA TÉCNICA palmeiras Weverton; Marcos Rocha, Gustavo Gómez, Alan Empereur e Matías Viña; Felipe Melo, Zé Rafael e Raphael Veiga; Wesley, Rony e Luiz Adriano. Téc. Abel Ferreira

grêmio Paulo Victor; Victor Ferraz (Vanderson), Paulo Miranda, Kannemann e Diogo Barbosa; Matheus Henrique, Maicon, Alisson (Ferreira), Jean Pyerre e Pepê; Diego Souza. Téc. Renato Portaluppi

Local - Allianz Parque Hora – 18h Juiz – Bruno Arleu de Araújo (Fifa-RJ)

fase de grupo da Libertadores da América 2021. Como foi o sexto colocado no Brasileiro, o Grêmio tem vaga na competição sul-americana, mas na fase preliminar, o que aperta ainda mais o calendário. Como é o atual campeão da Libertadores, o Palmeiras já está na fase de grupos e se vencer também a Copa do Brasil, abre a vaga para o Fluminense, quinto colocado no Brasileiro. Com contrato renovado até o fim de 2021, o técnico Renato Portaluppi deve fazer alterações na equipe titular. Precisando ganhar o jogo, o treinador pode optar pela entrada de Ferreira no ataque. O jogador entrou bem na primeira partida e tornou o time mais ofensivo e perigoso. Outra mudança do treinador pode ser na lateraldireita. Victor Ferraz deve perder a posição para o jovem Vanderson. Machucado, o zagueiro Pedro Geromel segue de fora. Divulgação

Na ida a Porto Alegre, Palmeiras venceu pela contagem mínima

No Carioca, Fluminense tenta 1ª vitória diante da Lusa Rio – O Fluminense enfrenta a Portuguesa-RJ neste domingo, 7, às 16h, pela segunda rodada do Campeonato Carioca. O time tricolor tenta a recuperação depois de ter perdido na estreia para o Resende. E enquanto o time principal desfruta de um período de folga desde o fim do Campeonato Brasileiro, o Fluminense levará a campo

mais uma vez uma formação recheada de atletas oriundos de Xerém, o local do centro de treinamento de suas categorias de base. Alguns deles, porém, já chegaram a atuar no time principal. São os casos de Miguel, Samuel, André e Frazan. O nome mais promissor, contudo, é o do atacante John Kennedy. Ao

mesmo tempo em que privilegia sua base, o Fluminense se prepara para a chegada de reforços. O clube já anunciou três contratações para a temporada 2021: O lateral-direito Samuel Xavier, o zagueiro Rafael Ribeiro e o volante Wellington. Samuel e Wellington chegam em definitivo, com vínculo de dois anos. O volante terá

um primeiro ano com produtividade e metas. Já Rafael vem por empréstimo junto ao Náutico, até o fim de 2021. A Portuguesa-RJ, por sua vez, tenta surpreender mais um “grande” no começo do Estadual. Na estreia, a equipe lusa derrotou o Vasco por 1 a 0 em São Januário. O Campeonato Carioca está sendo disputado em turno único por 12 equipes. Apenas as quatro primeiras avançam à semifinal, e os dois vencedores disputam o título.

Natal – Líder da Copa Cidade do Natal, equivalente ao primeiro turno do Campeonato Potiguar, o América depois de uma semana inteira de trabalho volta a campo neste domingo, 7, quando enfrentará o ASSU, às 16h, na Arena das Dunas. A missão da equipe é conquistar mais três pontos para segurar a primeira colocação e ir tranquilo para o confronto decisivo pela Copa do Brasil, na próxima quinta-feira, contra o Real Brasília, na Cidade de Luziânia, em Goiás. Antes de voltar o seu foco para competição nacional, o treinador Evaristo Piza já disse que pretende ver uma melhora sensível no alvirrubro, que nas duas primeiras partidas oficiais da temporada iniciou as partidas de forma desatenta, sofreu o gol, e depois teve de correr muito para correr atrás do prejuízo. Hoje ele vai cobrar um time atento durante os noventa minutos. Para que a situação não

volte a se repetir, Piza admite realizar até duas alterações na equipe que vinha atuando como titular. “Sabemos que temos de melhorar o nosso início de jogo. Precisamos demonstrar consistência e equilíbrio nos dois tempos da partida. Isso vem sendo conversado. Abrimos a semana com algumas dúvidas e existe sim a possibilidade de ocorrer uma ou duas trocas na equipe que vinha iniciando como titular. Isso para que a gente modifique a estratégia, apresentando uma característica diferente, com um pouco mais de velocidade. Então, as alterações não serão por deficiência técnica de ninguém”, salientou. As modificações podem ser bem mais amplas que apenas as alterações de peças. Como também foca no jogo decisivo pela Copa do Brasil, a partida contra o Camaleão do Vale pode servir de laboratório, inclusive, para uma mudança na estrutura tática americana.

RB Bragantino visita Guarani e quer embalo São Paulo – O RB Bragantino enfrenta o Guarani neste domingo (7), às 15h, no estádio Brinco de Ouro, em Campinas (SP), pela terceira rodada do Campeonato Paulista. Começando a rodada na vice-liderança do Grupo C, o time dirigido por Maurício Barbieri busca a segunda vitória consecutiva no torneio. No jogo passado, o Bragantino venceu o São Caetano por 2 a 0, depois de ter empatado sem gols na estreia. O Guarani também está em busca do segundo triunfo consecutivo para se manter bem colocado no Grupo D. Após decepcionar na estreia ao levar 3 a

0 do Ituano em casa, o Bugre se recuperou fora de casa ao vencer o BotafogoSP por 1 a 0. Em outra partida deste domingo, o Ituano, único time com 100% de aproveitamento, enfrenta o Mirassol em casa. A equipe rubronegra venceu Guarani e São Bento em seus dois compromissos até agora e lidera o Grupo C. Do outro lado, o Mirassol também vive bom momento, iniciando a rodada na liderança do Grupo D, com quatro pontos. Depois de bater o São Bento na estreia, ficou no empate com o Novorizontino em casa por 1 a 1.


8 esporte

domingo, 7 de março de 2021

fábio oliveira fabiowillard@hotmail.com

fabio willard de oliveira

A saída de Benjamim surpreende, mas nem tanto

A

notícia da semana foi a renúncia de Benjamim Machado, da presidência do Potiguar. A pressão era grande, sobretudo da torcida que não aguentava mais ver rasgarem a história do clube com postura e resultados pífios, alguns humilhantes, que suscitaram a dúvida da lisura a ponto de sugerir manipulação. E isso já se arrastava desde 2019, quando o time, até então favorito ao título de um turno do estadual, perdeu para o América no Nogueirão. Não foi a perda pela perda, mas pela forma muito estranha como se portou. De lá pra cá, ser estranho foi comum até virar normal. A fama se es-

palhou e o clube perdeu o rumo e o respeito. Por último, com o arremedo de time que jogando o estadual deste ano, o rebaixamento era uma tendência. Benjamim foi centralizador, gostava de escalar time e não era afeito à prestação de contas. E por só aceitar elogios, mesmo que baratos e falsos como sua eleição para dirigente do ano pela FNF, rompeu com a imprensa local, que dedicava ao clube e seus parceiros espaços generosos e espontâneos. Bem, agora vida que segue para ambos, Benjamim é passado e o Potiguar tem um presente a cuidar, se quiser ter futuro.

iMAGEM QUE MARCA Allan Phablo

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Perdemos dois pontos e uma grande chance de continuarmos na frente do líder” Atacante Duduzinho, do Potiguar, após empate contra o América de Natal, no Estadual de 2016.

Todos pelo Potiguar O momento do Potiguar é de união e ação. Quem ficou, deve arregaçar as mangas. Quem estava fora, é hora de chegar. O clube seguia uma caminhada que precisava ser interrompida, sob pena de cair, como o rival Baraúnas. A jornada será árdua, mas perfeitamente possível. Alerta Tudo que o Potiguar passou nos últimos anos, resultando no momento desastroso, é um alerta para quem ficou no barco. O clube representa uma imensa torcida e não um latifúndio de quem quer que seja. Quase pronto O Nogueirão já tem os quatro laudos técnicos da Polícia Militar, Corpo de Bombeiros, CREA e Vigilância Sanitária renovados. Alguns deles estão com restrições, é verdade, mas sem maiores problemas. Quase pronto II Essa semana deve acontecer a liberação total, vez que a Prefeitura está finalizando entendimentos com o Ministério Público, a respeito da desinterdição do estádio. O Município já entregou plano de ação para resolver as pendências que culminaram na interdição. Expectativa A dúvida é se haverá tempo hábil para que o jogo do Potiguar contra o Globo, marcado para quarta-feira (10), será em Mossoró ou não. Por enquanto, segue marcado pela FNF para o Edgarzão, em Assú.

Segue a contagem regressiva para a reabertura.

Torcedor

A semana na história Terça-feira (9), o radialista Ênio Ticiano, comemora aniversário. Privilegiado, passou de meio século faz tempo. O Tampinha ou Mito, como é conhecido, é um dos mais competentes técnicos e sonoplastas das transmissões esportivas do Nordeste. Parabéns!

Cedida

Fabio Queiroz Nova Betânia Torcedora do São Paulo

Futebol Clube

Segue o jogo O novo decreto estadual, com medidas restritivas de enfrentamento à pandemia, não atinge neste momento o futebol profissional. Sem público e com protocolos sanitários bem definidos, não há motivo para suspensão. Segue o jogo II Do contrário, outras atividades profissionais que não passam por quase nenhum controle sanitário (e são quase todas), a não ser máscara e álcool, estariam interrompidas. O bom senso deve prevalecer em tudo.


mossoró /jornaldefatorn

@defato_rn

/photos/jornaldefatorn

Mossoró (RN), domingo, 7 de março de 2021

Dia Internacional da Mulher

Pandemia reduz procura por serviços no Centro de Referência da Mulher

>> Neste período, houve queda na procura pela assistência psicológica e social das mulheres no Centro de Referência da Mulher de Mossoró (CRM Mossoró) Walmir Alves

Edinaldo Moreno

Da Redação

A

pandemia do novo coronavírus, que neste mês de março completa um ano, reduziu a procura pela assistência psicológica e social das mulheres no Centro de Referência da Mulher de Mossoró (CRM Mossoró), informou a assistente social Priscilia Dantas. O período de isolamento social deixou as mulheres mais reclusas. Priscilia Dantas entende que esse processo tenha dificultado a oficialização da denúncia da violência doméstica sofrida pelas mulheres e a procura pelos serviços do órgão municipal. “Durante a pandemia, com o isolamento social, a gente percebe que as mulheres ficaram mais reclusas em casa e também começou a sofrer pressão por parte de seus próprios parceiros e supostos agressores, o que dificulta a mulher oficializar a denúncia e buscar atendimento. Nós temos visto uma diminuição da procura das mulheres por essa assistência psicológica e social”. Um dos problemas que pode estar ocorrendo durante todo esse período de pandemia diz respeito à mulher estar sendo obrigada a conviver com o agressor 24 horas por dia, 07 dias na semana, o que pode ocasionar que a casa seja o local mais perigoso para ela. Desta maneira, intuitivamente, já se esperava aumento de casos de violência doméstica porque o isolamento leva ao aumento do tempo de exposição da mulher com seu agressor. O agressor pode ser qualquer pessoa com quem a mulher tenha uma relação íntima de afeto. “O número de flagrantes aumentou significativamente durante a pandemia e também aumento de medidas protetivas, mas a

assistência social de todo esse atendimento para que ela consiga superar essa violência”, ressaltou.

VIOLÊNCIA DOMÉSTICA A violência doméstica é um fenômeno que não distingue classe social, raça, etnia, religião, orientação sexual, idade e grau de escolaridade. Quem é vítima de violência doméstica passa muito tempo tentando evitá-la para assegurar sua própria proteção e a de seus filhos. As mulheres ficam ao lado dos agressores por medo, vergonha ou falta de recursos financeiros, sempre esperando que a violência acabe, e nunca para manter a violência.

2021 O DE FATO também obteve os dados registrados nos dois primeiros meses de 2021. O levantamento refere-se a janeiro e fevereiro. O número de ameaças contra a mulher registradas na Delegacia da Mulher em Mossoró foi o mesmo nos dois primeiros meses. Janeiro e fevereiro tiveram, cada, 16 notificações. Não houve nenhuma tentativa de homicídio nos dois meses citados. A DEAM registrou 11 lesões em janeiro e 10 em fevereiro. Houve a notificação de 02 estu-

pros no primeiro mês de 2021 e 01 no segundo mês do corrente ano. Houve o registro de cinco estupros de vulnerável, sendo três deles em janeiro e dois em fevereiro. Houve a confecção de 33 boletins de ocorrência em janeiro e de 23 no mês seguinte. Foram seis TCOs em janeiro e nenhum em fevereiro. Foram abertos ainda 31 inquéritos policiais para apurar a violência contra a mulher em janeiro e 37 em fevereiro e ainda 18 medidas protetivas foram concedidas em janeiro e 19 no mês seguinte.

Priscilia Dantas esclarece que o principal órgão de denúncia é a Delegacia da Mulher

gente tem tido uma dificuldade de dar continuidade na assistência a essas mulheres porque não é só ofi-

cializar a denúncia e receber a medida protetiva, mas muitas mulheres quando saem de uma rela-

ção e de um ciclo de violência ela sai dependendo e necessitando de serviços de saúde, de educação, de

DEAM registra redução de ameaças, inquéritos policiais e medidas protetivas em 2020 Estatísticas da Delegacia Especializada no Atendimento a Mulher (DEAM) obtidas pelo JORNAL DE FATO junto ao Centro de Referência da Mulher de Mossoró (CRM/Mossoró) apontam redução no registro de ameaças, inquéritos policiais e medidas protetivas no ano passado. De acordo com o balanço, em 2020 foram notificadas 123 ameaças contra mulheres, 387 inquéritos abertos e 278 medidas protetivas. Já nos dozes meses de 2019 houve 264 regis-

tros de ameaça, 491 inquéritos policiais abertos e 400 medidas protetivas. Ainda de acordo com a especializada, em 2019 notificou-se três tentativas de homicídio contra mulheres na Capital do Oeste. Já no ano seguinte o número mais que dobrou e chegou a sete registros. O número de lesões ficou praticamente estável de um ano para o outro. Em 2019 foram registradas 166 e no ano passado 167. A ocorrência de estupro também cresceu. Em 2019,

a DEAM registrou 04 casos. No ano seguinte, foram sete estupros registrados na delegacia. Já o estupro de vulnerável teve redução de um ano para o outro. No ano retrasado foram 25 contra 19 do ano passado. Em 2019, houve a confecção de 499 boletins de ocorrência ante 419 no ano seguinte. Os Termos Circunstanciados de Ocorrência (TCOs) reduziram de 94 em 2019 para 84 em 2020. Por fim, a ocorrência de danos em 2019 foi de 06 contra 07 no ano passado.

A assistente social esclarece que o principal órgão de denúncia é a Delegacia da Mulher. A vítima também pode entrar em contato com o 180, que é o canal de denúncia nacional, além de procurar Juizado da Violência Doméstica, Ministério Público, Centro de Referência da Mulher. O Centro de Referência da Mulher é um equipamento público municipal que é tipificado nacionalmente e presta assistência psicológica, assistência para as mulheres em situação de violência, orientações e encaminhamento jurídico. Ele compõe a rede de proteção do município de Mossoró em defesa das mulheres. O CRM funciona de segunda a sexta-feira. O horário de funcionamento é das 07h às 11h e das 13h às 17h. O órgão está localizado na Rua Raimundo Firmino de Oliveira, no bairro Teimosos. O número de telefone do CRM é 3321-7521. O Instagram é o @crmmossoro e o email crmmossoro@gmail.com.


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>> Mesmo com avanços, problemática ainda persiste e para se ter uma ideia da dimensão, reportagem traça, à véspera do Dia Internacional da Mulher, o cenário presente no RN

Violência contra a

Mulher

Fábio Vale

Da Redação

M

aria, Antônia, Joelma, Francisca, Gabriela, Paula. Sabe o que essas mulheres - com nomes fictícios – e milhares de outras pelo país têm em comum? Todas foram vítimas de violência doméstica e familiar. Para se ter uma ideia da proporção dessa problemática, que ainda persiste mesmo com determinados avanços, somente no primeiro semestre de 2020, o Rio Grande do Norte registrou 1.850 violações contra

a mulher, além de 339 denúncias relacionadas a esse tipo de violência. Os dados são do Dique 100, serviço do Governo Federal, e que foram disponibilizados recentemente. Segundo o mesmo mapeamento, já casos caracterizados como violência doméstica e familiar contra a mulher, o estado notificou nos seis primeiros meses do ano passado, 5.096 violações e 694 denúncias.No geral, o levantamento mostra que a grande maioria das ocorrências no RN foi registrada na casa onde reside a vítima e/ou o suspeito.

RN registra dez mulheres assassinadas nos dois primeiros meses de 2021 A violência contra a mulher muitas vezes resulta em morte. No Rio Grande do Norte, apenas nestes dois primeiros meses de 2021, pelo menos dez mulheres já foram assassinadas em todo o estado. Os dados são do Observatório da Violência (OBVIO). Segundo o Obvio, dos dez homicídios de mulheres (femicídio) registrados já neste ano no RN, dois foram caracterizados como feminicídio, que é o assassinato de vítima do sexo feminino motivado pelo gênero. No mesmo período do ano passado, a entidade contabilizou 21 homicídio de mulheres e seis feminicídios. As estatísticas do Obvio detalham que nos dois primeiros meses, entre 2015 e 2019, a média de homicídios de mulheres no território

potiguar ficou entre 14 e 20 casos; e entre três e sete feminicídios. Ainda de acordo com a entidade, entre 2015 e 2017, os assassinatos no geral vitimaram 233 mulheres no estado; e entre 2019 e 2021, foram 197. Outros dados que nos dão uma dimensão dessa violência contra a mulher no RN são do Atlas da Violência 2020, mais recente publicação do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) sobre o assunto. O estudo, produzido junto com o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), mostra que quase mil mulheres foram assassinadas no estado entre 2008 e 2018. O levantamento nacional aponta que no primeiro ano pesquisado foram registrados 59 homicídios de mulhe-

Os números do Disque 100 revelam também que no território potiguar, dentro da tendência nacional, violências psicológica, como ameaça e assédio; e física, como agressão, maus tratos e vias de fato, predominaram dentre os tipos de violações contra vítimas do sexo feminino, entre janeiro e junho de 2020. E que a figura do cônjuge ou convivente lidera as violações, que incluem sofrimento físico, sexual, moral, psicológico, social, político e/ou econômico. O problema é tão persistente e recorrente que nesta semana, a Justiça Estadual

negou o pedido de liberdade para um acusado pela prática dos crimes de feminicídio, homicídio, na modalidade tentada, incêndio e furto. O homem responde por ter invadido a residência da excompanheira, praticado os atos de violência, proferido ameaças e, ainda, ateado fogo em um colchão, ficando no local até a proliferação das chamas para todo imóvel da vítima, como forma, segundo a decisão judicial, de assegurar a morte dos quatros integrantes da residência. O Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte (TJRN)

res no território potiguar e outros 57 no ano seguinte. Em 2010, esse número passou para 71, e 76 em 2011.Já em 2012, houve uma redução para 64 casos, contra 89 em 2013. O mapeamento dá conta ainda de 102 mulheres assassinadas no estado no ano de 2014; 92 em 2015; 100 em 2016; 148 em 2017; e 102 em 2018, totalizando 960. O comparativo aponta um aumento de praticamente 73% no número de homicídios de mulheres no RN de 2008 para 2018, onde o RN figura com a sexta maior variação do país. A publicação revela também que a a violência letal contra vítimas do sexo feminino tem cor. De 2008 para 2018, das quase mil mulheres mortas, 729 eram negras. O quantitativo passou de 48 vítimas dessa etnia no primeiro ano mapeado para o pico de 129 em 2017. Com isso, a quantidade de mulheres negras mortas no RN cresceu 77% neste período de dez anos.

RN registra aumento de lesão corporal, ameaças, e estupros contra mulheres Os números da violência contra a mulher durante os três primeiros meses do período de pandemia da covid-19 no Rio Grande do Norte não são nada animadores. Muito pelo contrário. Os dados das três publicações Violência Doméstica Durante a Pandemia, do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) mostram um cenário preocupante. Segundo o estudo em série, levantado de março a maio de 2020, foram 584 registros de lesão corporal dolosa contra mulheres no RN, contra 635 no mesmo período do ano passado. A pesquisa dá conta também de 686 ameaças, contra 619 em 2019; além de 90 estupros neste ano, contra 50 no ano de 2018. O mapeamento também trouxe estatísticas de crimes letais, dando con-

informou que, além de todos esses agravantes, a solicitação de soltura do acusado foi negada ainda pelo fato dele também ter descumprido medidas protetivas que estavam vigentes em favor da ex-companheira. Justiça em Casa O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) confirmou que está mantida para os dias 8 a 12 de março deste ano a realização da 17ª Semana Justiça pela Paz em Casa. No período, magistrados e magistradas deverão priorizar o andamento dos processos judiciais de violência domés-

ta de 19 homicídios de mulheres em geral em 2020, contra 16 em 2019; e cinco feminicídios, contra mesmo número no ano de 2019. A publicação Violência Doméstica Durante a Pandemia, datada de abril de 2020, mostra que no Rio Grande do Norte os feminicídios, que são assassinatosdemulheresporviolência domésticae/oudegênero,cresceram 300% no começo do surto da covid-19. O número passou de um caso em março de 2019 para quatro no mesmo período de 2020. O estudo apontou que embora o isolamento social seja a principal medidacontraatransmissãodo novo coronavírus, esse distanciamentotrouxeconsequências também para as mulheres no queserefereàviolênciadoméstica, pois as vítimas são levadas a manter ainda mais contato

tica, como foco na garantia do acesso à justiça e a proteção e segurança da mulher. O CNJ diz que a inciativa foi mantida também pelo fato do aumento dos episódios de violência doméstica durante a pandemia da covid19. O programa Justiça pela Paz em Casa foi iniciado em março de 2015, com o objetivo de ampliar a efetividade e celeridade jurisdicional, concentrando esforços três vezes ao ano – em março, agosto e novembro – para agilizar o andamento de processos relacionados à violência doméstica e familiar contra as mulheres.

com o possível agressor. O levantamento aponta que o RN registrou assassinatos de mulheres tanto por motivações diversas quanto pela violência doméstica e/ ou de gênero em si, além de demais ocorrências de violência de gênero. “Em março de 2020, o aumento foi de 34% em relação ao mesmo mês de 2019 e de 72% em relação a 2018, mas é importante destacar que o decreto que impôs a quarentena no Estado é de 1 de abril”, frisou trecho do estudo. A publicação registra que o RN apresentou neste período aumento de todos os tipos de violência contra a mulher. Lesão corporal dolosa cresceu 34%, passando de 287 casos em março de 2019 para 385 no mesmo mês de 2020. Ocorrências envolvendo ameaça aumentou 54% no estado, passando de 221 casos para 341. Crimes de estupro cresceram 100%, saltando de 20 registros em março de 2019 para 40 em março de 2020.


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tural e estruturante, sendo muito difícil identificar seu epicentro. “No entanto, é possível dizer que seu enraizamento é responsabilidade nossa, da sociedade como um todo, de nossas práticas, de nossos costumes e valores que convertem diferenças em ilegítimas desigualdades”. Chamando a atenção para o fato de que a violência é um fenômeno social que está em toda parte e acontece a todo o momento, ela diz que precisamos de um abrir de olhos e de consciências para a vitimização de mulheCedida res e meninas. A advogada e professora aponta também medidas que devem ser adotadas tanto pelas vítimas como pelo poder público e sociedade civil no combate à violência contra a mulher. “Concretamente, pôr em prática as políticas públicas de combate às violências que as leis nacionais e documentos internacionais já prescrevem.”, destaca ela, ressaltando que o maior problema é tirar as normas que protegem as mulheres, principalmente a Lei Maria da Penha, do papel. “Mulheres vulnerabilizadas por condições precárias de vida, socialmente invisibilizadas, laboralmente exploradas e economicamente miserabilizadas, com vidas subdimensionadas em termos de dignidade humana, pouco têm de resistência a Fernanda avalia que o maior problema é tirar as normas que protegem as mulheres, principalmente a Lei Maria da Penha, do papel oferecer a um sistema violento estrutural e institucioque contribuem para enrai- nômicos, culturais. “Mas, inferiores aos homens e, que impedem e/ou prejudi- nalmente. Assim, o principal conzamento dessa prática de especialmente, somos edu- porque assim enxergamos, cam seu pleno desenvolvijunto de deveres é Estatal. violência contra a mulher cados para enxergar as mu- continuamos expondo mu- mento”, assevera. Para Fernanda Abreu, Temos ainda muito a fazer são os mais variados e têm lheres como seres social, lheres e meninas a condivieses sociais, políticos, eco- política e economicamente ções e estereótipos sociais esse é um problema estru- quanto a isto”, conclui.

Professora e advogada analisa atual cenário da violência contra a mulher >> Docente de Direito, Fernanda Abreu pontua fatores que contribuem para o enraizamento dessa problemática

“A

violência doméstica e familiar, principal, mas, não único tipo de violência contra as mulheres, é um fenômeno mundial, nacional, regional e local. Acontece em toda parte, mas, não por isto deve ser naturalizado e aceito. Pelo contrário, devemos resistir e combater estereótipos sociais que têm as mais variadas formas de violências contra as mulheres como um dado histórico-social não erradicável.”. A declaração é da advogada e professora de Direito, e presidente da Comissão da Mulher Advogada da OAB Subseccional Mossoró, Fernanda Abreu de Oliveira. Em entrevista concedida à reportagem, através de e-mail, a docente, que leciona na Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN), analisou o atual cenário de violência doméstica e/ou familiar contra a mulher no país, principalmente, no estado do Rio Grande do Norte, e mais, particularmente, em Mossoró. “No RN e em Mossoró o cenário da violência contra as mulheres continua tão severo e letal quanto a Pandemia que o agrava e coloca suas matrizes sob lentes de aumento”. Fernanda Abreu pontua que como essas violências são construídas socialmente, a partir da perspectiva dos papéis e dos valores sociais atribuídos às pessoas, elas também podem ser desconstruídas. “Podemos ensinar a não violência e educar para ela, embora este não seja um trabalho fácil”, avalia, acrescentando que as mulheres estão em um cenário de isolamento, com serviços públicos reduzidos e com redes de solidariedade limitadas pelas restrições da pandemia da covid-19. “O cenário é crítico para todos, mas, é pior para elas, que são ainda mais vulnerabilizadas a depender dos fatores interseccionais que podem se somar às suas condições, tais quais classe, raça, orientação sexual, idade, deficiências, estado gravídico ou puerperal e outras”, pondera a professora universitária e advogada. Ela afirma ainda que os fatores

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INCLUSÃO

Pessoas com deficiência e suas vitórias com a educação >> Através da Dain com sua equipe multiprofissional, a Instituição tem avançado na efetivação dos direitos e políticas inclusivas

N

adjaneyre, Camila e João Paulo são acostumados a enfrentar desafios desde sempre. Com diferentes tipos de deficiência física, os três jamais desistiram de buscar a transformação das suas vidas através da educação. A Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN), referência em inclusão, fez parte da realização desses sonhos. Formada há quase um ano em Medicina, Nadjaneyre Linhares Casimiro reitera que o curso não é fácil para ninguém e para uma pessoa com deficiência o desafio se torna ainda maior. “Tem algumas peculiaridades que precisam ser trabalhadas. De certa forma, algumas adequações, adaptações, mas que isso sempre foi um sonho meu. Então, eu sempre busquei concluir, fazer o melhor que eu pude”, lembra a ex-aluna que atua no programa Mais Médicos em sua cidade natal, Sousa (PB). Além de trabalhar no setor privado, a médica pretende continuar dando sua contribuição ao Sistema Único de Saúde (SUS) como uma forma de retorno à sociedade que, direta ou indiretamente, financiou sua formação na Faculdade de Ciências da Saúde (FACS) da Uern. A qualidade do ensino e o desempenho pessoal resultam nas conquistas dos egressos da Universidade. Recentemente, Nadjaneyre foi aprovada na concorrida seleção de residência médica em Radiologia da Fundação Pio XII – Hospital de Amor de Barretos, em São Paulo. Graduada em Serviço Social e concluindo o Mestrado em Educação, Camila Morais sente-se orgulhosa em afirmar em todos os lugares que a educação a formou não somente profissionalmente, mas como uma cidadã convicta dos seus direitos. “Numa instituição que me mudou tanto, não somente a minha vida, mas a de tantas pessoas, me faz totalmente realizada. Eu sei que tenho uma responsabilidade social, em especial com as pessoas com deficiência. Quero que muitas possam experimentar essas conquistas como o ensino superior e a pós-gradua-

ção”, destaca. A discente também cursa a Especialização em Educação Inclusiva e começou um trabalho nas redes sociais com o intuito de levar informações às pessoas com deficiência. “Sei o quanto necessitamos de informações para proporcionar cada vez mais a inclusão em todos os espaços”, acrescentou Camila. O cearense João Paulo Barbosa, de Aracati, concluiu Direito em 2019 e logo ingressou no curso de Especialização em Direito do Trabalho e Previdenciário. Com cegueira de nascença, o bacharel com inscrição na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) planeja mais conquistas em breve. “A gente sai da universidade, mas a universidade não sai da gente. Dado o momento, a gente tem que retardar os projetos, mas o desejo de evoluir no ensino, no aprendizado, ele não se interrompeu. Tenho o desejo de partir para o mestrado e também me preparar para um concurso público, sempre estudando e atento às oportunidades”, projeta. Ao longo da jornada acadêmica na Uern, os três profissionais tiveram apoio irrestrito da Diretoria de Políticas e Ações Inclusivas (DAIN), criada em 2008, tendo como objetivo atender, acompanhar e apoiar os discentes com deficiência, docentes e técnicos administrativos, com base na Política Nacional de Educação Especial, na Perspectiva da Educação Inclusiva, bem como na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional com vistas à garantia dos direitos do espaço de ensino, pesquisa e extensão que consolidem ações e práticas voltadas às diferenças, à inclusão educacional, social e inserção no mercado de trabalho. Camila Morais avalia a política de inclusão da Uern como uma das mais eficientes e pioneiras. “Não é somente a minha opinião, mas a inclusão da Uern é referenciada internacionalmente. A Dain pode proporcionar um suporte que eu nunca tive em qualquer outra instituição. Os suportes que precisei ao longo de minha graduação foram totalmente satisfatórios”, disse. A médica Nadjaneyre acrescenta que o contínuo processo de inclusão permi-

Assessoria da UERN

Camila Morais avalia a política de inclusão da Uern como uma das mais eficientes Assessoria da UERN

Nadjaneyre Linhares acompanhada pela equipe da Dain na prova do Enade te que as pessoas com deficiência possam fazer o que querem e o que sonham. “A Dain dá um suporte pra essas pessoas terem mais oportunidades de se adequar ao trabalho que elas querem fazer, claro que com adaptações, mas com todas as ferramentas que a gente precisa”, avaliou. João Paulo tem a mesma opinião, principalmente quando compara com a atenção ou falta dela nas escolas públicas por onde passou antes de ser universitário. “Posso dizer que com a minha experiência, que vai desde o primeiro até o último dia, cinco anos, toda avaliação que eu faço, e é diária essa avaliação, que a pessoa com deficiência faz desse processo de inclusão, eu posso dizer que é muito satisfatório. Na Uern, a gen-

Arquivo pessoal

VITÓRIAS E INCENTIVO Além do exemplo como forma de inspiração, Nadjaneyre deixa uma mensagem para as pessoas que têm algum tipo de deficiência. “Não desista dos seus sonhos só porque alguém acha que não é possível. Se você tem certeza daquilo que você quer fazer e é isso que eu acho mais importante, é a sua dedicação, a sua vontade de realizar seu sonho, é você correr atrás e não desistir no primeiro não”, incentivou. Nesse mesmo sentido, Camila inspira os demais a vencer através da educação. “Estude, estude e estude. Quando não ver mais saída, estude mais. A educação me transformou e me libertou. Queria que todos pudessem ter essa oportunidade de provar o quanto a educação é libertadora, é transformadora”, enfatizou. É com alegria que a Dain acompanha, conforme a professora Ana Lúcia, cada êxito dos estudantes com deficiência, por entender que ações realizadas pela Dain repercutem diretamente na formação acadêmica desde o ingresso até a conclusão do curso. “Reiteramos que a Dain/Uern realiza trabalho planejado, zeloso e contínuo com a perspectiva da efetivação do direito das pessoas com deficiência na Uern. Sabemos que a formação acadêmica tem reflexos na vida profissional e a Uern possibilita aos estudantes com deficiência o ensino com qualidade e as adequações necessárias, de acordo com as especificidades de cada deficiência. Nesse contexto, é notório o desempenho e o sucesso dos profissionais com deficiência egressos da Uern no mercado de trabalho no contexto local, regional, nacional e internacional”, contextualizou.

DISCENTES CADASTRADOS NA DAIN

João Paulo Barbosa elogia o apoio que teve enquanto aluno universitário te pode dizer que viveu essa experiência da inclusão”, ressalta. Através da Dain com sua equipe multiprofissional, a Universidade tem avançado no tocante à efetivação dos direitos das pessoas com deficiência, considerando os esforços dentro de suas competências que promovem políticas inclusivas a

partir do que prescreve a legislação brasileira em vigor voltada para as pessoas com deficiência. “Mesmo com limitações de competências financeiras, a Uern vem realizando de forma notável as ações direcionadas à inclusão das pessoas com deficiência”, registrou a diretora da Dain, Ana Lúcia Oliveira Aguiar.

184 TIPOS DE DEFICIÊNCIA: Física, auditiva, visual, mental e múltipla


total Cultura, diversão e arte

Mossoró (RN), domingo, 7 de março de 2021

Fotógrafas em

autorretratos >> Trabalho mostra as várias facetas e investiga o que é ser mulher na nossa sociedade Paula Brandão

P+G Comunicação Integrada

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omo forma de mostrar as várias facetas e investigar o que é ser mulher na nossa

sociedade, as fotógrafas do coletivo I Hate Flash realizaram um ensaio de autorretratos. Marca o Dia Internacional da Mulher, que transcorre neste 8 de março. Elas saíram detrás das câmeras e foram para frente para revelar como se sen-

tem diante das pressões diárias, em meio a uma pandemia, e colocaram em imagens sentimentos que muitas vezes ficam trancados. O resultado foram imagens cheias de significado e força.

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L

aís Aranha - Artista, fotógrafa, operadora de câmera e diretora de fotografia há onze anos. Começou na aventura de criar imagens como forma de navegar no mundo e conhecer pessoas, lugares, ouvir e contar histórias. Autorretrato - “O exercício do autorretrato é uma oportunidade de me vincular comigo, pensar no dilema da autoimagem, de como quero ser vista, como pensamos que nos veem e como queremos que nos vejam. Gosto de trabalhar isso para me colocar no lugar daqueles que fotografo e é doido perceber quanta vulnerabilidade existe do outro lado da câmera. É importante saber como a imagem bate em cheio em cada um. Para essa foto, deixei uma lente analógica antiga na frente da minha câmera digital, ajustei o foco e me coloquei ali na frente das duas lentes, em uma noite de estudos durante a pandemia”.

ulia Assis - Carioca, fotógrafa, carnavalesca, body positive. Apaixonada por lentes fixas, sombras, janelas e banheiros fotogênicos. Usa o ensaio fotográfico como ferramenta para ajudar as pessoas a verem com novos olhos, a se permitirem e se aceitarem mais. Autorretrato - “Gosto de trabalhar, principalmente, com aceitação do corpo; então, o nu e o autorretrato sempre foi parte do meu processo artístico. Tento usá-lo como para sair da minha zona de conforto. Esse foi especialmente difícil porque, apesar da pandemia já estar fazendo aniversário, nas últimas semanas testei positivo para a Covid, mas sem sintomas. Foi a primeira vez que fiquei totalmente confinada no quarto, em poder sair nem para o essencial. O autorretrato veio como uma maneira de sair um pouco e testar um processo de edição novo, com dupla exposição”.


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Cultura, diversão e arte

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Anette Alencar - Pernambucana que mora no Rio de Janeiro há dez anos. Trabalha com fotojornalismo, registro de performances artísticas, fotografia de eventos e pré-estreias audiovisuais. Autorretrato -“Esse autorretrato, que chamo de ‘Onde enterrar palavras que morrem na ponta da língua’ é um processo de investigação e costura sobre a minha história e da minha mãe, que morreu no dia que nasci. Ao entrar na banheira fiz um paralelo com a relação de enterrar algo, mas na água, que traz fluidez para tudo”.

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elena Yoshioka - Fotógrafa e artista, pesquisa diferentes formatos de mídia, seus limites e potencialidades. Faz parte de projetos que abrangem temas como identidade, ancestralidade, feminismo e política

T

Autorretrato - “Esse autorretrato surgiu durante um movimento de aceitação de memórias e lembranças antigas, em que entrei em um movimento obsessivo em relação ao passado na esperança de recuperar os fragmentos e histórias que tinham me passado despercebidos”.

ainá Félix - Produtora cultural e do setor audiovisual. Realiza cursos de cinema e é fotógrafa, trabalho em que usa câmeras para expressar seus sentimentos e visão do mundo.

Autorretrato - “A inspiração desse autorretrato foi o fim da minha menstruação. Uma vez por mês tem lua cheia no céu e lua cheia aqui dentro. Uma vez por mês o útero descama e o corpo sente fora. Durante essa fase lunar muita coisa acontece. Os seios doem, o humor muda e o choro vem. Processo que se repete, mas nunca é o mesmo. O meu corpo fala, estou aprendendo a ouvir.”.

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nne Karr - Diretora de fotografia, criativa de conceito e desenvolvimento de imagem. Autorretrato -“Não sou muito adepta dos autorretratos porque é difícil abrir a escuta para nós mesmas, como mulheres. Se colocar na frente da câmera é mesmo se enxergar e criar algo imagético que passe a grandeza e diversidade que habitam em nós. O papel alumínio que tem dois lados, o fosco e brilhante, muito utilizado na cozinha, local muito significativo onde por muito tempo a sociedade machista designou ser o lugar de uma mulher, na minha foto entra como objeto de quase coisificação, tampando minha boca, minha fala, me fazendo quase que uma só com a parede da minha casa, porém, vale aqui ressaltar, os olhos continuam fixos e atentos, quase desafiadores. Esse autorretrato também foi feito no contexto da quarentena, mas é incrível a experiência que oferece. É como se fosse quase impossível esconder qualquer inconsciente quando a lente te desnuda. As mensagens que existem dentro de nós cabem muitas óticas. Temos muito o que contar”.

C

larissa Ribeiro - Diretora, montadora e artista visual. Atua desde 2017 no I Hate Flash como diretora, editora e produtora de conteúdo e trabalhou com marcas como Nike, Adidas, Coca Cola e Stella Artois. Autorretrato - “Autorretrato que é selfie que é retrato. Minha intenção nesse experimento foi tensionar os limites entre realidade e virtualidade, alargar o que sou eu, o que é minha autoimagem e o que eu quero que as pessoas acessem de mim. A iluminação magenta vem para trazer uma certa aura de misticismo e magia, para lembrar-nos sempre de prestar atenção no nosso lado espiritual e não sucumbir às perversidades dos padrões de beleza hegemônicos que o capitalismo impõe sobre nossos corpos e desejos”.


Cultura, diversão e arte

COMIDA

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DIVERSÃO E ARTE

7ª Mostra de Cinema de Gostoso será realizada entre os dias 10 e 14 de março em formato on-line, sob as condições excepcionais em razão da pandemia da Covid-19. Trata-se de uma das salas de cinema mais especiais do calendário de festivais brasileiros. Se por um lado nesta edição não será possível contar com a experiência única das exibições ao ar livre, a versão on-line e gratuita apresentará uma vasta programação em homenagem ao cinema brasileiro. Serão exibidos 34 filmes, a serem acessados através do site www.mostradecinemadegostoso.com.br e também hospedados na plataforma de streaming Innsaei.TV (https:// innsaei.tv/). Toda a programação ficará disponível durante os cinco dias da Mostra.

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domingo, 7 de março de 2021

Relembrando Mossoró

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Lindomarcos Faustino

Escritor e pesquisador

Vuco-vuco visto sob o olhar cultural da cidade

Cedida

Longas e curtas

A programação está dividida em: Mostra Nacional; Mostra Acervo; Sessões Especiais, compostas por dois programas - Sessão Xanadu e Sessão Boi de Prata; Sessão Cine Limite; Mostra Coletivo Nós do Audiovisual. Nessas sessões, longas e curtas-metragens como Açucena, 4 Bilhões de Infinitos, De Vez em Quando eu Ardo, Vidas Secas, Copacabana Mon Amour, Bicho de Sete Cabeças, Cinemateca Brasileira, As Libertinas, Audácia, e muito mais. Confira programação completa no site da Mostra.

Sessão Especial

O filme Boi de Prata, com direção de Carlos Augusto da Costa Ribeira Júnior, 1981, é um dos primeiros longas-metragens produzidos no Rio Grande do Norte, ambientado na zona rural de Caicó. A narrativa de Eloy Dantas, filho de família latifundiária da cidade, ao retornar de uma temporada de estudos na Europa, quer implantar uma empresa de mineração. O filme foi exibido no início da década de 80, mas nunca teve uma temporada comercial, como previsto.

Anjos

Escrito e dirigido por Oscar Calixto, originalmente em 2009,o espetáculo virtual ‘Anjos’, ganhou uma releitura adaptada para o período pandêmico. A peça teve sua estreia em 18 de fevereiro e faz temporada até 18 de abril, sendo encenada todas às quintas às 20h através da plataforma Zoom."Anjos" propõe uma experimentação de linguagem que mescla teatro com audiovisual, na busca por uma proximidade maior com o espectador através do espetáculo que é transmitido via web.

Agora CNN

A CNN Brasil está com tudo e vem alcançando considerável parcela da audiência do jornalismo da TV fechada. Nesta segunda-feira, 8, por exemplo, estreia o telejornal “Agora CNN”, com apresentação da jornalista Muriel Porfiro. No ar de segunda a sexta-feira, ao vivo, das 23h30 à 1h30, a atração irá reforçar a programação hard news no fim da noite da CNN com os principais assuntos do noticiário do Brasil e do mundo.

Quem vai socorrer?

Os proprietários de bares e restaurantes estão no prejuízo e não sabem como vão sair da cilada pandêmica. Fechar as portas no período de recrudescimento da Covid-19 é necessário, claro, mas muito dificilmente conseguirão reabrir as portas quando a tempestade passar. E aí, pergunta-se: quem vai socorrer essas pais de família?

Só em 2022

O Mossoró Cidade Junina não acontecerá em 2021. O cenário grave da pandemia da Covid-19 não permitirá aglomerações, muito menos investimento público em festa quando a população precisa cada vez de vacinas. Seria o caso, então, de o prefeito Allyson Bezerra usar o dinheiro que seria gasto no MCJ para socorrer os artistas da cidade, que são os mais atingidos no isolamento social. É o mínimo que a prefeitura pode fazer por cantores, cantoras, músicos, artistas em gerais.

Mercado do Vuco-vuco construído na gestão do prefeito Dix-huit Rosado

O Mercado do Vuco-vuco de Mossoró “Lindon Johnson Vieira” não é apenas um ambiente de venda e de negócios econômicos, mas também se reflete como um dos símbolos culturais de Mossoró. Diversas classes sociais passam por lá, o que sugere um espaço onde as mais diversas expressões se encontram e se revelam. O Vucovuco, inclusive, já foi até tema de reportagem nacional e está incluso dentro do Corredor Cultural Professor Antônio Gonzaga Chimbinho. Lindon Johson Vieira, o patrono, faleceu no dia 20 de setembro de 2011, no Hospital

Re g i on a l Tarc í si o Mai a (HRTM), vítima de um infarto do miocárdio. O seu corpo foi velado em sua residência, na Rua Neves da Fontoura, conjunto Abolição IV, depois foi sepultado no Cemitério Novo Tempo, acompanhado por parentes e amigos, num grande cortejo. Ele nasceu na cidade de Governador Dix-Sept RosadoRN, no dia 2 de julho de 1968; filho do ex-vereador Itiel Vieira e Maria Ivonete de Oliveira. A partir da sua mais tenra idade veio morar na cidade de Mossoró, permanecendo até o seu falecimento. Neste município exerceu seu direito de cida-

Mercado do Vuco-vuco Lindon Johnson Vieira - Este mercado teve início em janeiro de 1960, conhecido como Buraco do Tatu, que era de propriedade do senhor Antônio Mota da Silva. - Mais tarde, a então feira passou para a Praça Ulrick Graff, ao lado da Estação das Artes Eliseu Ventania. - Em 1994, a então feira passou para seu novo local, na Avenida Rio Branco, onde se encontra atualmente, no Largo do Chaveiro, na gestão do então Prefeito Jerônimo Dixhuit Rosado Maia, que construiu naquele largo o novo espaço para abrigar a feira. - No dia 12 de junho de 2016, o então prefeito Francisco José da Silveira Júnior assinava a ordem de serviço para o início da reforma e ampliação da cobertura deste mercado. A solenidade aconteceu nas dependências do mercado. E as novas obras foram entregues no dia 19 de dezembro de 2016. - A Lei Nº 3.437 de 17 de agosto de 2016 denominou de “Mercado do Vuco-vuco Lindon Johnson Vieira”, o espaço onde funciona aquele mercado, localizado à Avenida Rio Branco, bairro Bom Jardim, uma proposta do vereador Genilson Alves.

dania, constituiu família casando-se com Maria Vilanir Faustino Vieira – uma mossoroense nascida no dia 27 de dezembro de 1969 – desde 21 de fevereiro de 1987, e concebeu uma prole de três filhos: Lindomarcos Faustino Vieira (1987), Michelly Magda Faustino Vieira (1990) e Lindon Johnson Vieira Júnior (1995). Ele trabalhou por muito tempo no Depósito São Luís, no conjunto Abolição II; logo após, na Madeireira Lopes, no Abolição III. Ele era um homem benquisto, que agradava a todos que o procuravam e uma de suas maiores paixões era o time Ba-

raúnas, o Leão do Oeste, e sempre frequentava o Estádio Professor Manoel Leonardo Nogueira para assistir os jogos do seu time preferido, conduzindo sempre seu rádio à pilha. Sua outra paixão era o Mercado do Vuco-Vuco, onde toda semana estava por lá vendendo, trocando e comprando. Também em sua homenagem, a Câmara Municipal de Mossoró denominou uma Rua com seu nome, situada no loteamento Califórnia, conjunto Santa Júlia, pela Lei N° 3.032 de 29/05/2013, proposta do vereador Flávio Tácito da Silva Vieira. CEP: 59640-572

GABINETE DO PREFEITO LEI ORDINÁRIA Nº 3.437, DE 17 DE AGOSTO DE 2016. Denomina de “Mercado do Vuco-vuco Lindon Johnson Vieira” o espaço onde funciona o Mercado do Vuco-vuco e dá outras providências. O PREFEITO MUNICIPAL DE MOSSORÓ, FAÇO SABER que a Câmara Municipal de Mossoró aprovou e eu sanciono a seguinte Lei: Art. 1º - Fica denominado de “Mercado do Vuco-vuco Lindon Johnson Vieira” o espaço onde funciona o Mercado do Vuco-vuco, localizado à Avenida Rio Branco, nesta Cidade. Art. 2º -Esta lei entra em vigor na data de sua publicação, revogadas as disposições em contrário. PALÁCIO DA RESISTÊNCIA, em Mossoró-RN, 17 de agosto de 2016. FRANCISCO JOSÉ LIMA SILVEIRA JÚNIOR Prefeito


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domingo, 7 de março de 2021

Folheando

Cultura, diversão e arte

David de Medeiros Leite Professor, escritor e membro da Academia Mossoroense de Letras (AMOL)

Alexandre Alves

Edilson Segundo, David Leite e Olivá Leite

Nos dias que correm, qualquer discussão, sobre esse ou aquele assunto, desagua numa “pesquisa” pelo Google, Wikipedia ou outro instrumento de busca virtual. Quase sempre aparece uma resposta convincente no sentido de dirimir a suscitada. Porém, se o intuito for o maior aprofundamento no tema, faz-se necessário recorrermos aos velhos hábitos acadêmicos de uma chamada revisão bibliográfica. Tudo disso para dizer que quando me deparei com o livro do professor Alexandre Alves, intitulado: Poesia Marginal – Da Esquina Atlântica (Sol Negro, 2019), constatei, por uma assertiva do autor, Doutor em Estudos da Linguagem, que merece reflexão: “... Poesia à margem da margem: eis a posição da Poesia Marginal norte-riograndense, também chamada pelo inexato termo de ‘Geração Alternativa’, que, na verdade, é quase o mesmo para a Geração Mimeógrafo em escala nacional, mas com algumas artimanhas a mais ou a menos. Este breve livro procura contar um pouco sobre a poesia jovem escondida nesta esquina atlântica nos anos de 1970 e 1980.”. Alexandre Alves é pesquisador sério e de fôlego, após esse Poesia Marginal, ele publicou um livro de poemas: Ossos da Urbe (Sol Negro, 2019), que ganhou a segunda colocação no Prêmio Othoniel Menezes de 2019/2020.

A iniciativa que resultou na publicação do livro História da Liga Operária de Mossoró (Coleção Mossoroense, 2018) foi de Gilberto Diógenes e Caio César Muniz. Fomos procurados por eles, a nos perguntarem se toparíamos a empreitada. Aceitamos. Olivá Leite (em parceria com Tony Magno) já havia pesquisado sobre a Liga Operária, como tema da monografia de conclusão da graduação em História, porém com um “recorte” temporal específico. Portanto, partimos dessa base. Por outro lado, Edilson Segundo é, sem sombra de dúvida, um cuidadoso Pesquisador (e o “P” maiúsculo é de propósito); devotado, especialmente, a tudo que diz respeito a Mossoró. Então, formamos um “triunvirato”, na melhor acepção da palavra. Desde logo, éramos cientes de que, na medida que aprofundássemos a pesquisa, iríamos nos deparar com o surgimento de uma vastidão de temáticas correspondentes para abordar, considerando que, durante décadas, a atuação dessa Liga Operária exerceu significativa importância na vida mossoroense. A Liga Operária nasceu em 1921 e, quando de sua aparição, havia uma estreita imbricação com o incipiente movimento de esquerda; ou seja, os fundadores da Liga Operária foram, praticamente, os fundadores do Partido Comunista em Mossoró. Movimentação protagonizada por um pequeno grupo, no qual se destacaram os irmãos Reginaldo. Nos anos seguintes à sua fundação, tal viés esquerdista desapareceu, ou, dito de outra forma, a linha hegemônica dirigente da Liga Operária passou a ter outra concepção política. Ganhou corpo um direcionamento no sentido educacional e na área da assistência social.

Kalliane Amorim Peregrina é título do mais recente livro de Kalliane. Belíssimo trabalho. Sou tentado a transcrever dois excertos extraídos do prefácio e das “orelhas”, assinados, respectivamente, pelo Pe. Manoel Guimarães Neto e pela escritora Lilia Souza. Às folhas tantas, Guimarães diz: “É de praxe o prefaciador escolher alguns versos e comentá-los. Bem que eu tentei. Mas desisti. Impossível. Todos são ótimos! Claro que alguns me chamaram mais a atenção, outros provocaram em mim aquela deliciosa inveja por não os ter escrito antes”. Já do texto de Lilia,

vale destacar: “Peregrina, de Kalliane Amorim, é uma declaração de amor a Deus, um canto de graças e de louvor, de fé e de esperança. O livro nos chega recheado de citações retiradas da Bíblia Sagrada – como Eclesiastes, Deuteronômio, Salmos –, coletânea de orações escritas em forma poética, como hinos de louvor, de ação de graças e outro – Cântico dos cânticos – canções de amor, o amor humano purificado, pois que tem como modelo o amor divino.”. Esses comentários são ou não são convites à leitura da nova obra de Kalliane?

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Cultura, diversão e arte

EXPEDIENTE

Anchella Monte O poeta Theo G. Alves diz no prefácio do livro Haicais Imperfeitos (Sarau das Letras, 2020): “Anchella cuida de seus haicais com a mesma precisão que um bonsaísta cuida de suas pequenas árvores cuja potência de beleza repete a imensidão do que a natureza dispõe. A contenção da palavra em seus poemas é algo a ser visto com o mesmo cuidado e apuramento de quem contempla os padrões de seus galhos, do crescimento medido e da beleza tão bem guardada”. A própria Anchella, numa Apresentação, didaticamente, explica interessantes aspectos do seu livro: “Neste meu Haicais Imperfeitos procurei retratar

CIANO MAGENTA AMARELO PRETO

alguns elementos da natureza que estão muito próximos do meu cotidiano: desenhos de crianças, passarinhos, corujas, chuva, jardim, dunas, guinés e outros. Não me preocupei com o rigor métrico do haicai tradicional, um terceto caracterizado por 17 sílabas poéticas, sendo o primeiro e o terceiro versos com 5 (redondilha menor) e o verso do meio com 7 sílabas, redondilha maior. Alguns poetas nossos, como Guilherme de Almeida, tiveram esse cuidado.”. Vejam um dos haicais (pag. 64): Meu coração extravasa triste Ou feliz, nem eu sei: chuva e Sol se alternam todo este mês.

Edição: De Fato Comunicação Editor: César Santos Textos: César Santos, David de Medeiros Leite, Geraldo Maia Revisão: Ângela Karina Diagramação: Ramon Ribeiro Redação e correspondência: Av. Rio Branco, 2203 – Mossoró (RN) Fone: (84) 99836-5320 E-mail: redacao@defato.com Site: defato.com


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domingo, 7 DE março de 2021

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mulher

Centros comerciais, como o Natal Shopping, ganharam cartazes interativos demonstrando os tipos de violência que mulheres sofrem diariamente ao longo da vida

Dia Internacional

da Mulher

>> A campanha “Nós não vamos nos calar” nasce para promover incômodo, debate e reação social no mês da mulher

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ia 8 de março é a data que se celebra o Dia Internacional da Mulher. Esta comemoração já é realizada há mais de 100 anos e surgiu da necessidade de jogar luz ao tratamento e esquema de carga de trabalho que as mulheres tinham na época de 1910. Com o passar do tempo e a confirmação da data no calendário mundial, outros motivos foram se somando aos originais da causa feminina. Em 2021, após um ano do início da pandemia da Covid-19 - que fez com que todos parassem para observar o entorno -, o aumento significativo dos casos de violência doméstica contra a mulher fez com que essa data se firmasse ainda mais necessária. Os números apresentados são alarmantes. Segundo publicação da Gênero e Número, as mulheres representam 67% das vítimas de violência física, somente no Distrito Federal esse número chegou a 75%. Em 2020, o feminicídio cresceu 22% e a violência doméstica chegou a impactar 82 mil mulheres somente no estado de Minas Gerais. De acordo com a Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos, a Central de Atendimento à Mulher, 180, chegou a ter um crescimento de 74,6% nos 12 meses passados. Com todas essas informações surgindo, a necessidade de criar medidas que coloquem um fim nessa dor social se torna ainda mais essencial.

CIANO MAGNTA AMARELO PRETO

Os empreendimentos da Ancar Ivanhoe, entre eles o Natal Shopping, se propõem a levantar um debate importante para a data em 2021. Neste dia, flores, batons e chocolates serão deixados de lado. Uma campanha de apoio às mulheres foi criada para que toda a sociedade entenda o papel fundamental que tem em não se calar. Os empreendimentos da rede se uniram para dar voz às mulheres e defender os direitos femininos. Todos os shoppings da rede ganharam cartazes interativos como uma maneira de demonstrar os tipos de violência que mulheres sofrem diariamente ao longo de toda a vida. “A mulher é a principal frequentadora dos nossos empreendimentos. Para nós, é fundamental que ela entenda que aqui ela pode se sentir segura e acolhida. Nosso objetivo com essa campanha é mostrar que a sociedade deve sim intervir em qualquer manifestação de violência, que só dessa maneira será possível combater esse mal crescente que vivemos”, comenta Diego Marcondes, head de Marketing da Ancar Ivanhoe. A campanha “Nós Não Vamos Nos Calar” já está nos corredores do Natal Shopping e surgiu em parceria com a Binder e a ONG Themis, referência nacional no apoio judicial às mulheres. A ação tem o objetivo de distribuir informação e auxílio para todas as mulheres nos quatro cantos do Brasil.


2 opinião

domingo, 7 DE março de 2021

contexto www.sergiochaves.com | sergiodefato@gmail.com

Nosso coração é diariamente lido pelos outros: na palavra que emitimos, na frase que escrevemos, no compromisso que assumimos ou nos gestos que praticamos.”

Sérgio Chaves

Chico Xavier

CIRC U L AN D O

Mulher, Mulher...

@Nosso abraço solidário ao jornalista Saulo Vale e a Joãozinho e Aníbal Marques. Em nome deles, abraço toda a família do sr. Fernando Bezerra, que partiu essa semana. Força e fé.

E nessa segunda, 08 de março, comemoramos o Dia Internacional da Mulher. A coluna, fã de carteirinha de muitas, homenageia a todas, sem esquecer d. Denise Chaves, a mais importante delas em minha vida. Mulheres mães, empresárias, políticas, filantropas, mulheres... Feliz Dia Internacional da Mulher!

@Fábia Soares e a sobrinha Tereza estão com quase tudo pronto para a expo de Páscoa, que esse ano acontece no Oitava Rosado Mall. Delícias com a grife de Fábia são sempre uma excelente opção para qualquer ocasião. De 19 de março a 04 de abril. Retorno. @Ora, estamos vivendo uma pandemia e passamos por seu pior momento. Fato. Nada explica o descaso com que a atual administração municipal vem tratando a questão. As vacinas chegam e se espera ainda de três a cinco dias para começar a serem aplicadas. Que é isso, gente! Estamos falando de vidas. De salvação. Por tudo isso o vereador Francisco Carlos solicitou à PMM, através da Secretaria Municipal da Saúde que as vacinas sejam aplicadas o mais rapidamente possível, inclusive no final de semana. Certíssimo!

A ex-prefeita Rosalba Ciarlini e Zélia Macedo Heronildes.

Gorete Tito e Elizenir Jales Rosado.

A atriz Tony Silva.

Carla e Anita Portela.

Sandra e Larissa Rosado.

Maria da Saudade Azevedo Moreira Machado.

@Na verdade o que vemos em quase todos os setores da administração municipal atualmente é uma total confusão de informações e de ações. Percebe-se claramente a falta de norte da maioria das secretarias e, por que não dizer, do próprio gabinete. De lascar. @Sem contar as séries de situações que vem ocorrendo com assinatura de contratos de alto valor sem licitação, se aproveitando do tal decreto de Calamidade Financeira assinado pelo prefeito no início do seu governo. Decreto esse, inclusive, em investigação pelo Tribunal de Contas e MP.

Zilene Freire de Medeiros.

festa

@A pandemia causada pelo novo coronavírus chega, aqui no país, ao seu momento mais crítico. Na quinta (04), quando encerramos a coluna, 1.786 brasileiros tinham perdido a vida para o vírus. Os estudiosos dizem que o país se aproxima para o colapso do Sistema de Saúde. Em alguns Estados esse colapso já é uma realidade. Na Bahia, pessoas morrem em filas à espera por um leito de UTI. @Aqui no RN, a situação assusta. A rede pública e privada já está no seu limite. Na sexta (05), a Governadora Fátima Bezerra divulgou novas restrições à população, além do Toque de Recolher, que segue até o dia 14. Muitos dizem que o lockdown não está descartado.

Selma Carneiro Azevedo.

O colunista De Fato Georgiano Azevedo é o aniversariante festejado desse domingo (07). Parabéns, GG, saúde e paz sempre!

José Morais prepara mimos e festa em torno da idade nova da amada, Irlanda Carlos, na quinta (11). Tim tim!

Lizana Lima festeja a mammy, a querida Vânzia Lima, com aniversário na segunda (08). Parabéns!

Hoje é dia de vivas para o colunista De Fato Georgiano Azevedo, dr. Éder Andrade de Medeiros, Sandra Maria pinto Russo, Marília Paiva e o hoteleiro João Sabino de Moura. Amanhã (08), é dia de festejar a querida Zuíla Borges, Késia Batista Rosado Costa, o advogado Barreto Júnior, a sra. Vânzia Lima, Rosângela Barreto, o engenheiro José Antero dos Santos, Patrícia Rochelle, o advogado Júlio César Soares e Ítalo José Rebouças Oliveira. Para vocês paz, saúde, amor e alegrias. Parabéns!

@Na verdade, precisamos que nossa população tenha a real consciência da situação e que comece a atender aos apelos do Governo e não se descuidar. O distanciamento social é essencial, como também o uso de máscaras, a higienização das mãos e o uso de álcool em gel ou a 70%. @A Temperatto, cozinha delivery dos Chefs Júlio César Aquino e Teclivan Fernandes, que já funciona para jantar à la carte de quarta a sábado e almoço aos domingos, desde a última segunda (1º), funcionando de segunda a sexta para almoço, com cardápio saboroso e preços bem especiais. Informe-se pelo 99606-9003!

R. Antônio Vieira de Sá, 440 Tel.: 3317-4545 / 3316.0409

Mary Esther e a dra. Welma Menezes festejam o advogado Paulo Fernandes, folhinha da quarta (10)!

Vivas para a querida Sônia Araújo, comemorando a vida no sábado (13)!

Ticiane Rolim faz festa na segunda (08), para comemorar a vida do marido, o advogado Júlio César Soares. Felicidades!


saúde 3

DOMINGO, 7 de março de 2021

conexão saúde conexaosaude.defato@outlook.com conexaosaude.defato@outlook.com

neY robSon VIeIrA AlencAr

Você tem Hipertensão?

Pressão alta não tem sintomas e ameaça coração, cérebro e rins Controlar a pressão arterial é importante para evitar problemas cardiovasculares. A pressão alta é um dos fatores de risco de doenças como infarto e AVC. Um em cada quatro brasileiros sofre de hipertensão, ou pressão alta, sendo que após os 60 anos essa proporção ultrapassa os 50% da população. Essa doença de caráter crônico está por trás de nada menos que 80% dos casos de acidente vascular cerebral (AVC) e 40% dos infartos – um dado assustador num país em que esses eventos cardiovasculares são as principais causas de morte. Além disso, a condição é responsável por 25% dos

casos de insuficiência renal terminal – hipertensão e diabetes são as doenças que mais levam pacientes a precisar de hemodiálise ou perder um rim. O cardiologista Fernando Costa, diretor de promoção da saúde cardiovascular da Sociedade Brasileira de Cardiologia, traz outro número que dá uma ideia de quanto o controle da pressão arterial pode evitar tragédias: “Se pegarmos todas as pessoas que morreram por doença cardiovascular no último ano, descobriremos que 65% delas tinham hipertensão”. Imagine quantas mortes poderiam ser evitadas se a condição fosse tratada adequadamente.

Que pressão é essa? O coração é a bomba que faz o sangue rico em oxigênio e nutrientes chegar a todos os órgãos e tecidos por meio das artérias e suas ramificações. O trajeto de volta se dá nas veias. Quando o músculo cardíaco se contrai (movimento chamado de sístole), ele ejeta sangue com força para os vasos, exercendo pressão contra suas paredes. Em seguida, ele relaxa e se enche de sangue (diástole). É por isso que a aferição da pressão arterial envolve sempre duas medidas: a máxima (sistólica), exercida durante a batida do coração, e a mínima (diastólica), presente entre as batidas. A unidade de medida utilizada é mmHg (milímetros de mercúrio). Por uma série de razões, as paredes das artérias podem

Variações normais O tamanho do “terreno” pode interferir na pressão arterial. É por isso que crianças têm a pressão naturalmente mais baixa, assim como pessoas muito magras ou baixas. Como as artérias se enrijecem de maneira gradual com a idade, e muita gente tende a acumular mais placas de ateroma com o passar dos anos, é comum que a pressão seja mais elevada entre os idosos. A pressão arterial se modifica ao longo do dia, dependendo de fatores como estar deitado ou de pé, relaxado ou em atividade, nervoso ou tranquilo. Quando você corre, por exemplo, é natural que suas pressões sistólica e diastólica aumentem, e isso não é um problema. Na verdade, quem pratica atividade física regularmente tende a ter a pressão mais controlada e um coração que não precisa fazer tanto esforço para bombear o sangue.

perder elasticidade, e o diâmetro dos vasos pode se estreitar por causa do acúmulo de placas de gordura e outros componentes (ateroma). Nessas condições, a pressão arterial aumenta. Para entender o processo, imagine uma torneira ligada a uma mangueira para irrigar um terreno extenso de terra. Se você apertar um trecho da mangueira com a mão, a passagem de água fica comprometida e você vai ter que abrir mais a torneira para aumentar a pressão. Só que, com o passar do tempo, a força exercida contra a parte mais apertada pode danificar a mangueira e comprometer a irrigação de parte do terreno. É mais ou menos isso que acontece com os vasos em casos de infartos e derrames.

Diagnóstico

Em indivíduos com 18 anos ou mais, os valores considerados ótimos são aqueles iguais ou menores que 120/80 mmHg (pressão coloquialmente chamada de “12 por 8”). Valores de pressão sistólica em 130-139 e diastólica em 85-89 são considerados “normais limítrofes”. Quando as pressões máxima e mínima, em repouso, são iguais ou ultrapassam os 140/90 mmHg admite-se que a pessoa tem hipertensão. Mas muitos idosos têm a chamada “hipertensão sistólica isolada”, quando apenas a pressão máxima eleva-se para 140 ou mais e a diastólica mantém-se normal. Sempre que uma pessoa está nervosa, e o organismo libera adrenalina, a pressão tende a aumentar transitoriamente. Alguns pacientes podem apresentar valores altos apenas quando estão no médico ou no hospital - o fenômeno é chamado “hipertensão

do jaleco branco”. É por isso que o diagnóstico, em geral, envolve aferições em três diferentes ocasiões. A monitorização ambulatorial de pressão arterial (Mapa) e a monitorização residencial de pressão arterial (MRPA) também podem ser solicitadas pelo médico para confirmar o diagnóstico ou identificar uma “hipertensão mascarada”, que não aparece nas consultas médicas. Nem sempre há sintomas O grande problema é que, quase sempre, não dá para perceber que a pressão está elevada. Por isso, o diagnóstico geralmente demora, ou o paciente tratado acha que está bem e se descuida no controle. Em ambos os casos, as artérias podem sofrer danos irreversíveis. Embora raros, os sintomas podem incluir: - Dor de cabeça - Tontura - Zumbido no ouvido - Fraqueza - Visão embaçada - Sangramento nasal Pessoas sem hipertensão também podem apresentar todos esses sintomas, por isso o diagnóstico só pode ser feito com exames de rotina. “Na maioria das vezes, a pessoa não sente absolutamente nada. Aqueles que sentem é porque estão com comprometimento elevado”, diz Fernando Costa.

Complicações

Como sugere o exemplo da

mangueira, quem é hipertenso corre maior risco de sofrer infartos, AVC, angina (dor no peito) e insuficiência cardíaca (aumento do coração). Além disso, a doença ameaça o funcionamento dos rins. É que os pequenos vasos desse órgão, que tem como principal função a filtragem do sangue, podem ser danificados quando a pressão aumenta. Para piorar as coisas, os rins contam com um mecanismo automático que ajuda a regular a pressão arterial, o “sistema renina-angiotensina-aldosterona”. Assim, se o órgão estiver com função comprometida, o controle da pressão vai ficar ainda mais difícil.

Causas e fatores de risco

Cerca de 90% dos pacientes diagnosticados têm a chamada hipertensão primária ou essencial, quando não há uma doença ou condição que a justifique. Os fatores de risco são: - Hereditariedade: a pessoa tem uma predisposição herdada do pai ou da mãe - Idade: a pressão alta é mais comum em indivíduos com 65 anos ou mais - Etnia: negros têm propensão maior à doença, segundo estudos - Obesidade: quanto maior o peso, maior o risco - Sedentarismo: a prática de

neY robSon VIeIrA AlencAr – é graduado em Odontologia pela UFPB, Pós-graduado em Prótese Dental pela USP e Especialista em Implantodontia

exercícios regulares tem papel protetor - Má alimentação: baixo consumo de frutas, verduras e legumes e excesso de comida industrializada podem comprometer a saúde das artérias - Excesso de sal: o sódio, presente no sal de cozinha, embutidos, enlatados e congelados, pode facilitar ou agravar a hipertensão. Os brasileiros ingerem 12 gramas de sal por dia, o dobro do recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Eliminar completamente o sódio da dieta é impossível e tampouco seria saudável, já que esse mineral é importante para o funcionamento do organismo. O caminho é a moderação no consumo de sal para todos, principalmente para os hipertensos. - Álcool: o consumo excessivo de bebidas alcoólicas interfere na pressão arterial - Tabagismo: fumar é um veneno para as artérias e colabora para a hipertensão - Estresse: embora não cause hipertensão de forma isolada, passar nervoso leva o corpo a liberar adrenalina, o que faz a pressão subir como uma reação de luta ou fuga A hipertensão secundária, que representa cerca de 10% dos casos, é consequência de outras condições, como distúrbios renais, hormonais, aterosclerose ou uso de determinados medicamentos.


4 MULHER / moda

domingo, 7 de março de 2021

Georgiano Azevedo georgianoazevedo@gmail.com

Esse terninho

é o tal!!

Originário do guarda-roupa masculino, o terninho é um look que há tempos vem agradando a mulherada!!! E em cada temporada, se modernizando cada vez mais. Aqui, abolimos a calça e apostamos no terno composto por blazer e bermuda pedal, a famosa bermuda ciclista. Podemos afirmar que é um look totalmente versátil, que pode usar em diferentes ambientes, inclusive, as peças podem ser usadas separadas. Sendo assim, surgem looks incríveis. Inspire-se!!!

Look formal e clássico. O terninho EMI com camisa branca. Atemporal total!!!

O terninho composto por blazer e bermuda pedal é da loja EMI. Look versátil e atemporal. A partir dele, podemos criar infinitos looks!!! A sandália é Arezzo.

O blazer é usado de maneira “radical” com body e calça jeans destroyed. Look EMI. O Tênis é Arezzo.

FICHA-TÉCNICA Direção de Moda/Styling: Georgiano Azevedo Fotos: Pedro Sobrinho Modelo: Ketly Oliveira (Tráfego DigiModel) – Beleza: João Paulo Oliveira (Salão Vintage Hair) Looks: EMI – Acessórios: EMI – Sandália e tênis: Arezzo

CIANO MAGNTA AMARELO PRETO

A camisa branca é um clássico. Essa, com ombro estruturado, super chic!!! A bag bordada e os acessórios dão o tom!!! Dicas da loja EMI.

O lenço se transforma em top frente única usado com corrente no pescoço. Look moderninho com a bermuda pedal. Tudo EMI. A sandália é Arezzo. Despojado, sim. Que tal??? Camisa jeans usada de maneira descontruída com a bermuda pedal e bag bordada. Todas as peças são da EMI.


editorial [ índice

‘Lugar de mulher é onde ela quiser’

A

mbientes de trabalho predominantemente masculinos, necessidade de se esforçar mais que os colegas de turma e de profissão para mostrar sua capacidade e competência, dificuldade para se comunicar com os colaboradores são alguns dos desafios enfrentados por mulheres que, como Larissa Fernandes Queiroz, escolheram profissões ainda vistas culturalmente como masculinas, como é o caso de algumas funções nas áreas das Engenharias. Formada desde 2014, a engenheira lembra que logo no início do curso teve a oportunidade de estagiar em obras verticais (edifícios), e apesar da equipe com a qual trabalhou ter lhe acolhido bem, ela precisou aprender como abordar os colaboradores, para poder ser ouvida. A profissional afirma que as dificuldades ainda existem nos dias de hoje, mas para ela a forma de se apresentar, nas diferentes ocasiões do dia a dia, acabam derrubando qualquer barreira imposta, seja ela pelo ambiente que por muito tempo foi completamente masculino ou pela sociedade de há muito tempo já vinha limitando a mulher a determinadas profissões, e que não aceitamos mais essa divisão. “Já tive situações desagradáveis por duvidarem do meu conhecimento em consultorias e projetos, mas são situações que aprendemos a conduzir com o passar do tempo. Às vezes, mostrar a nossa capacidade ao negociar é necessário”, destaca. Boa leitura, Nara Andrade.

‘Lugar de mulher é onde ela quiser’ Diariamente, grande parte das mulheres precisa provar que tem competência para estar em qualquer lugar. A engenheira civil, Larissa Queiroz, conta sua experiência ao ingressar na profissão. Página 4

Festival Piscadela acontece de forma virtual Protagonizado pelas mulheres atuantes no cenário da cultura HIP-HOP do Rio Grande do Norte, evento é realizado com recursos da Lei Aldir Blanc estadual. Página 8

Colunas

José Nicodemos A Balada do Impostor

Página 14 • Edição – C&S Assessoria de Comunicação • Editora – Nara Andrade • Dia­gra­ma­ção – Rick Waekmann • Projeto gráfico – Augusto Paiva • Im­pres­são – Grá­fi­ca De Fa­to • Re­vi­são – Gilcileno Amorim • Foto – Marcos Garcia Re­da­ção, pu­bli­ci­da­de e cor­res­pon­dên­cia Av. Rio Bran­co, 2203 – Mos­so­ró (RN) Fo­nes: (0xx84) 3323-8900/8909 Si­te: www.de­fa­to.com/do­min­go E-mail: re­da­cao@de­fa­to.com

Do­min­go é uma pu­bli­ca­ção se­ma­nal do Jor­nal de Fa­to. Não po­de ser ven­di­da se­pa­ra­da­men­te.

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DOMINGO, 7 de março de 2021

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OPINIÃO [ CRÔNICA

A VIDA ENSINA A VIDA josé nicodemos aristida603@hotmail.com

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oite fria lá fora, uma chuva fina retalhada de relâmpagos, clarões de artilharia. Sozinha em casa, o casal de filhos saíra para a faculdade, Doralina foi sentar-se no sofá da sala da frente. Medo dos relâmpagos, fechou as cortinas das janelas da rua, com caixilhos de vidro. Sentia-se abatida por uma tristeza não sabia de quê. Os pensamentos, desencontrados. De repente, um trovão enorme, do tamanho do mundo, quase a fez saltar do sofá, apavorada.

Passado o susto, fixou os olhos no retrato do falecido marido, que a olhava, imóvel no seu silêncio de papelão, do quadro de madrepérola dependurado da parede de frente para o sofá. Esqueceu a tristeza que lhe oprimia o peito, quase a sufocando. E lhe foram chegando, com perfume de jardins, e como suaves ondulações de um lago azul em manhã de sol, lembranças e recordações dos primeiros flertes com aquele que lhe seria o marido. Nas festas em honra do padroeiro da cidade. Antigas quermesses. Levantou-se, foi ao quarto, abriu o guarda-roupa, afagou o vestido de noiva, ainda conservando, apesar do

tempo, o mesmo perfume. Ou era a impressão dos seus sentimentos, sempre que o mirava ali no canto mais especial do guarda-roupa. De qualquer forma, o mesmo perfume. De volta ao sofá, uma sensação de quase transcendência mística, entrou num diálogo imaginário com o falecido marido no retrato, que agora lhe parecia sorrir, alteando os bigodes que lhe realçavam o porte elegante de militar. Era oficial do exército. E quando Doralina tornou a si, sentiu-se tomada por uma lição, que gostava de comentar: A vida ensina a vida, isto é, que ela sempre pertence ao passado.

DOMINGO, 7 de março de 2021

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Mês da Mulher

‘Lugar de mulher é onde ela quiser’

>> A frase é clichê, mas, diariamente, grande parte das mulheres precisa provar que tem competência para estar em qualquer lugar. É o que diz a engenheira civil, Larissa Queiroz, que fala dos principais desafios enfrentados por mulheres que assim como ela escolheram uma profissão predominantemente masculina.

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Mês da Mulher

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mbientes de trabalho predominantemente masculinos, necessidade de se esforçar mais que os colegas de turma e de profissão para mostrar sua capacidade e competência, dificuldade para se comunicar com os colaboradores são alguns dos desafios enfrentados por mulheres que, como Larissa Fernandes Queiroz, escolheram profissões ainda vistas culturalmente como masculinas, como é o caso de algumas funções nas áreas das Engenharias. Formada em Engenharia Civil e Engenharia de Segurança do Trabalho, com MBA em Projeto, Execução e Controle de Estruturas e Fundação, Larissa Fernandes hoje atua como docente do Curso de Engenharia Civil na Universidade Potiguar (UNP), além de trabalhar prestando

Consultorias, na Elaboração de projetos complementares, e ser Perita Autônoma do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte (TJRN) e do Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN). Larissa Queiroz conta que a Engenharia entrou em sua vida de forma muito natural, fazendo com que ela se encantasse com a profissão logo no início do curso. No entanto, mesmo sabendo que era aquilo que ela queria, precisou ultrapassar alguns obstáculos para conquistar seu espaço no mercado. “Acredito que tive sorte. Mas, toda escolha tem seu lado positivo e negativo. Até no início do curso, a quantidade de homens era muito maior que de mulheres, e com o passar do tempo fui percebendo a necessidade de dar sempre meu me-

lhor e ter que me esforçar mais, e esse meio me levou a entender que todas as situações precisavam de posturas mais sérias. Claro que tiveram momentos difíceis, mas nada que tenha me feito desistir. Muitas vezes, uma postura ou algumas atitudes ajudam a entender que temos competência para estar em qualquer lugar”. Formada desde 2014, a engenheira lembra que logo no início do curso teve a oportunidade de estagiar em obras verticais (edifícios), e apesar da equipe com a qual trabalhou ter lhe acolhido bem, ela precisou aprender como abordar os colaboradores, para poder ser ouvida. “Não tive grandes dificuldades, ou talvez não tenha dado tanta importância, pois sabia muito bem o que queria, e era estar ali”.

Por muito tempo a sociedade limitou a mulher a atuar apenas em determinadas profissões.

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Mês da Mulher A profissional afirma que as dificuldades ainda existem nos dias de hoje, mas para ela a forma de se apresentar, nas diferentes ocasiões do dia a dia, acaba derrubando qualquer barreira imposta, seja ela pelo ambiente que por muito tempo foi completamente masculino ou pela sociedade de há muito tempo já vinha limitando a mulher a determinadas profissões, e que não aceitamos mais essa divisão. Para Larissa Fernandes, o momento mais difícil é no início da profissão, quando está se inserindo no mercado, tentando mostrar sua forma de trabalhar e que tem sim competência, capacidade de ocupar qualquer cargo. “A realidade é que o desafio sempre dependerá do local e das pessoas inseridas nele, muitos já entenderam que o que define a qualidade de trabalho é a competência e esforço, não se é homem ou mulher. Já tivemos mulheres fortes mostrando do que somos capazes, e todos os dias nós também temos que ser essa mulher forte, e mostrar que nosso lugar é onde quisermos”, frisa. Entre as dificuldades enfrentadas em sua profissão por ser mulher, Larissa Fernandes comenta que sentiu dificuldade para entender a melhor forma de se comunicar, de falar e ser ouvida. “Já tive situações desagradáveis por duvidarem do meu conhecimento em consultorias e projetos, mas são situações que aprendemos a conduzir com o passar do tempo. Às vezes, mostrar a nossa capacidade ao negociar é necessário”, destaca. Como conselho para jovens mulheres que pretendem ingressar em um segmento profissional ainda considerado masculino, a engenheira orienta escolher como profissão o que as fazem felizes, lembrando sempre que o pensamento e opinião dos outros não as definem. “Fazer o que se ama, viver apaixonada por seu trabalho não tem preço. Lugar da mulher é onde ela quiser”, enfatiza.

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Segmento da Engenharia Civil é considerado tradicionalmente masculino, com ambientes de trabalho com a presença predominante de homens.


Mês da Mulher

Programação alusiva ao Dia da Mulher E a conquista de espaço por mulheres no mercado de trabalho, inclusive nas carreiras tradicionalmente masculinas, como as Engenharias, vem sendo discutida há 5 anos durante a Semana da Mulher na Engenharia, realizado pela Escola de Ciências Exatas e Tecnologia, da Universidade Potiguar (UNP). O evento, que discute a importância e atuação da mulher nessa área profissional, mostrando que todos têm o mesmo espaço, acontecerá na segunda-feira (8), data em que se comemora o Dia Internacional da Mulher. Na ocasião, o Centro de Excelência em Pesquisa Aplicada da UNP (e-Labora) realiza uma mesa-redonda, com o tema “Caminhos e Conquistas: Percursos Formativos da Mulher nas Ciências Exatas”. A mediação

e debate fica por conta de docentes de Instituições de Ensino Superior da rede Laureate. As inscrições para a V Semana da Mulher já estão abertas em www.unp.br/eventos. O evento é gratuito, e todos os participantes receberão um certificado de 5h de participação. Serão dois momentos de conversa: pela manhã, das 9h às 11h, e à noite, das 19h às 21h, por meio da plataforma Collaborate Ultra, que os alunos já conhecem devido às aulas online. As mediadoras serão as professoras da UnP, Luciana Xavier e Huedly Chaves, do curso de Engenharia Civil. Entre as convidadas, estarão as professoras Fernanda Fragoso (UniFG), Marília Cavalcante (UNIFACS), Luciana Lugli (FMU), Paula Salum (Uni

Ritter), Samara Teixeira (FPB) e Kátia Lopes (UnP). Segundo o Coordenador do eLabora, Prof. Éder Miranda da Silva, o evento pretende destacar o espaço que as mulheres vêm ganhando em suas profissões em meio a tantas superações, desafios e preconceitos. “Na própria Universidade Potiguar, temos muitos exemplos de mulheres em posição de destaque, que se tornam referências para os futuros profissionais que estão em formação”, disse. Ele lembra nomes de liderança feminina na UnP como a presidente, Sâmela Gomes, as Gerentes de Escola, Profª Camila Nóbrega (Ciências Exatas) e Profª Melyssa Medeiros (Saúde), e a Coordenadora de Stricto Sensu, Profª Amália Rego.

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Cultura

Festival Piscadela acontece de forma virtual

>> Protagonizado pelas mulheres atuantes no cenário da cultura HIP-HOP do Rio Grande do Norte, evento é realizado com recursos da Lei Aldir Blanc estadual.

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Segundo idealizadora, B. Girl Dallianny, Festival Piscadela é o primeiro evento potiguar voltado às práticas femininas da cultura Hip-Hop.

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arcado por intervenções urbanas, bate-papos, oficinas, tudo protagonizado pelas mulheres atuantes no cenário da cultura HIP-HOP do Rio Grande do Norte, o Festival Piscadela será encerra-

do neste domingo (7). A programação teve início no último dia 5. Idealizado pela B. Girl Dallianny, com produção de René Loui e Arthur Moura (Coletivo CIDA), o Festival Piscadela nasceu em 2017 como o

primeiro encontro da cultura HIPHOP no Rio Grande do Norte voltado para as práticas femininas. A segunda edição do Festival está sendo realizada por meio da plataforma Instagram, de forma virtual, gratuita e acessível. Os trabalhos selecionados contaram com tradução para LIBRAS - Língua Brasileira de Sinais. “Apesar de ser virtual, conseguimos manter a programação de origem. Com oficinas de diversas modalidades, bate-papo, intervenções de grafite, rap e mostra cultural onde as mulheres apresentam seus trabalhos de dança. O festival piscadela, é o primeiro evento voltado às práticas femininas da cultura Hip-Hop do Rio Grande do Norte, é o evento mais esperado do ano, principalmente para as mulheres e esse ano continua cheio de forças e representatividade em sua programação”, declara a idealizadora B. Girl Dallianny. Cada uma das artistas selecionadas receberá o cachê de R$ 600 (seiscentos reais) para exibir seu trabalho e participar de um bate-papo após a exibição. O Festival Piscadela está sendo realizado com recursos da Lei Aldir Blanc - Rio Grande do Norte, por meio da Fundação José Augusto, Governo do Estado do Rio Grande do Norte, Secretaria Especial da Cultura, Ministério do Turismo e Governo Federal do Brasil. DOMINGO, 7 de março de 2021

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Cultura

Trabalhos selecionados #SEFECHABRANQUITUDE: Produção independente, preta e potyguar, #SeFechaBranquitude é o primeiro single de Iyalê em parceria com Pretta Soul, com produção musical de Ijí Beat (Kleber Moreira), a música questiona o racismo e as várias formas de opressão que a população negra sofre em seu cotidiano, o termo "branquitude" chama a atenção para a racialização do sujeito branco, criticando o pacto narcisista de "se acharem" sujeitos universais, essa invenção criada e cultivada historicamente pela raça branca foi uma das grandes geradoras e mantenedoras da patologia social chamada racismo. O vídeo contou com a edição de Edu Bandeira, artista audiovisual da cidade de Mossoró-RN. ROTINA QUE LIBERTA: Neste trabalho de B. Girl Breezy, ela mostra que embora às vezes a rotina seja cansativa, quando dança se sente liberta como um pássaro livre. E cada um de nós temos ou fazemos algo que nos liberta. BE WOMAN: A obra da Cia. New Beat apresenta ao público em três produções audiovisuais, três formas do ''ser feminino'', mostrando que a mulher pode demonstrar o seu poder e sua feminilidade de diversas formas e não necessariamente seguir o padrão que a sociedade define, na obra será visto o feminino no underground e no comercial, na roupa justa e folgada, do branco ao preto, do verde ao rosa.

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Cultura

A INFLUÊNCIA DO BREAKING: Nessa obra de Super Nova Crew podemos ver como o breaking mudou a vida de algumas jovens da comunidade da África e vem transformando até hoje. Além disso, aponta as dificuldades e importância de se ter uma representatividade feminina. ENCONTRO ART BGIRLING: O trabalho da Extreme Art B. Girls se resume na representação da coletividade feminina, demonstrando o acontecimento de um encontro entre as B. Girls, numa Cypher/Roda que aconteceu na cidade de Natal-RN e representa o início oficial da nossa história enquanto coletivo. MÃE EM MOVIMENTO: O trabalho coreográfico de B. Girl Kaline surgiu a partir de uma inquietação surgida durante a pandemia, aqui ela usa os questionamentos sobre ansiedade, depressão, es-

tresse, mudanças do corpo, restrições e cuidados com a família como fonte de inspiração, força e reno-

vação. O mundo está mudando, e juntos conectados, podemos valorizar e igualar nossa cultura.

CONFIRA A PROGRAMAÇÃO DESTE DOMINGO: Dia 07/03 10h - WORKSHOP DE DANÇAS URBANAS com SWELLEN LOPES 15h - PALESTRA - O PROTAGONISMO FEMININO NAS ARTES CÊNICAS com ROZEANE OLIVEIRA APRESENTAÇÃO ARTÍSTICA - PRETTA SOUL 19h - SOLO NIMBA – KABUKI SOLO ROZEANE – VERMELHO FENDADO SOLO DALLIANNY SANTOS – DON(N)A – VERSÃO VIRTUAL VÍDEO DE ENCERRAMENTO

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Alerta

Campanha do Março Vermelho

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>> Descubra a função do rim e os cuidados para evitar doenças renais, como o câncer renal que atinge cerca de 6 mil pessoas todos os anos.


Alerta

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campanha do Março Vermelho tem como objetivo conscientizar a população dos riscos do câncer renal. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca), cerca de seis mil novos casos da doença são registrados todos os anos. Os rins são dois órgãos localizados em ambos os lados da coluna vertebral, atrás das últimas costelas, e medem aproximadamente 12 centímetros. Pesam cerca de 150 gramas, cada. Suas principais funções são eliminar as toxinas ou dejetos resultantes do metabolismo corporal: uréia, creatinina, ácido úrico, etc.; manter um constante equilíbrio hídrico do organismo, eliminando o excesso de água, sais e eletrólitos, evitando, assim, o aparecimento de edemas (inchaços) e aumento da pressão arterial; atuar como órgãos produtores de hormônios: eritropoietina, que participa na formação de glóbulos vermelhos; a vitamina D, que ajuda a absorver o cálcio para fortalecer os ossos; e a renina, que intervém na regulação de pressão arterial. O nefrologista do Hapvida, Maurício Galvão alerta para os cuidados com o órgão. “Diminua o consumo de sal nos alimentos. O máximo per-

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O diagnóstico definitivo da doença é feito por meio de exames de imagem como ultrassonografia ou tomografia computadorizada.

A campanha do Março Vermelho tem como objetivo conscientizar a população dos riscos do câncer renal.

mitido é de cinco a seis gramas por dia. Beba bastante água, mantenha uma alimentação saudável e pratique exercícios físicos com regularidade. Não fume e mantenha um peso adequado. Meça a sua pressão arterial”. Outro cuidado importante é evitar a automedicação, remédios só com a indicação do médico. O diagnóstico definitivo da doença é feito por meio da ultrassonografia e da tomografia computadorizada do abdômen. A tomografia, além de fazer o diagnóstico da doença, é bastante útil no seu estadiamento (verificação

da extensão para outros órgãos) e no planejamento da terapêutica mais adequada. A radiografia de tórax serve para avaliar o acometimento dos pulmões, sendo que em alguns casos ela pode ser utilizada para uma avaliação mais minuciosa. A ressonância nuclear magnética é raramente utilizada na avaliação destes tumores, e só é realizada em situações muito específicas. A biópsia renal pré-operatória normalmente não é realizada, e só é necessária em situações excepcionais, a fim de se diferenciar lesões malignas de benignas, as quais não necessitam de tratamento. DOMINGO, 7 de março de 2021

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A Balada do Impostor

Seu Zé JOSÉ DE PAIVA REBOUÇAS josedepaivareboucas@gmail.com

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om um sol sobre a cabeça, meu pai completou 72 invernos. Neste ano, prepara um campo para plantar milho e feijão, sementes que depois de colhidas serão guardadas em tonéis para serem consumidas ao longo do ano pelas pessoas e animais. Um trabalho braçal de seleção, cultivo e colheita. Ninguém diz que este homem magrinho, de barba e cabelos brancos tenha tanta disposição para tarefa tão dura, mas ele tem e faz tudo sozinho. Quando meu pai nasceu, o Brasil só tinha 3.8 milhões de eleitores. Mas, como nasceu no meio do mato, sem atendimento médico ou coisa parecida, muito provavelmente seus pais, lutadores como ele é hoje, talvez sequer tenham votado. O único transporte possível eram lombos de animais e as distâncias, que hoje percorremos em minutos em nossos carros, pareciam muito maiores do que realmente são. Naquela época, 65,3% dos brasileiros eram analfabetos, mas na década seguinte meu pai ainda estudou até o terceiro ano. Aprendeu a escrever seu nome, a escrever as letras das músicas que gostava e cartas para minha mãe, com quem é casado há quase 50 anos. Encontramos seu nome em muitos cadernos: José Mendes Rebouças. Herdou o sobrenome de algum filho de Mendo, seu antepassado ibérico, e outro toponímico, indicando sua ancestralidade na luta do campo, já que Rebouças vem da palavra asturiana “boza” que significa área que pode ser queimada para possibilitar espaço para o cultivo. Boza originou a palavra “bouça”, comumente usada pelo galaico-português da região de Trás-os-Montes, em Portugal, de onde vem a origem

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histórica do meu pai. Como a maioria de nós, ele certamente é da linhagem dos judeus sefarditas expulsos da península ibérica em 1497 pelos cristãos. Há traços do médio oriente, o que o coloca numa posição muito mais globalizado, em termos de genética, do que ele pode imaginar. No sítio onde nasceu, na divisa do Rio Grande do Norte com o Ceará, o tempo é a terra que se toca e as plantas que se cultiva, mas seu espírito aventureiro o moveu no mundo. Caminhoneiro, balançou pelas estradas rasgando esse país inteiro. Como desbravador, adentrou as matas e viveu os perigos das selvas, dos grandes pássaros, serpentes e onças. De lá, nos trouxe de presente a cultura do Brasil central, a música caipira, as frutas do norte, a visão de que o mundo é maior do que onde estávamos. Viramos também meio goianos,

tocantinenses, meio universais. No tempo de meu pai não era comum a afetividade. O país estava afundado em ditaduras consecutivas, hiperinflação, transição do rural para o urbano, favelização. Ainda assim, sua presença sempre transpareceu paz e sossego. Suas reclamações são algo restrito a seu próprio espaço, uma coisa que ele se entende com mamãe sem mexer com a gente. Nós, seus seis filhos e agora seus netos e bisnetos. Sempre fomos muitos, mas somos muito mais agora. Seu espírito resistente nos deu terra e nos deu casa. Seu silêncio, a oportunidade de ouvirmos além das palavras. Uns dizem que 72 anos é muita coisa, mas para ele é só outra idade em que pode ir juntando ideias, construindo coisas e se movimentando, como um bom caminhão que pode ficar mais lento, mas nunca perde a capacidade de carregar o mundo.


adoro comer

Espaguete ao Molho de Camarão com Leite de Coco Ingredientes 1 pacote de Fortaleza Espaguete 400 g de camarões limpos e sem casca 2 colheres de sopa de azeite-doce 1 cebola picada 2 dentes de alho picados 1 lata de molho de tomate 200 ml de leite de coco 2 colheres de sopa de salsa picada 50 g de queijo parmesão ralado Sal e pimenta-do-reino a gosto Pimenta dedo-de-moça picada (opcional)

Modo de Preparo 1. Faça o espaguete seguindo as instruções da embalagem. 2. Em uma frigideira funda, refogue a cebola e o alho em uma colher de sopa de azeite-doce. 3. Adicione o camarão e espere ele ficar rosado. 4. Coloque o molho de tomate e deixe todo o conteúdo da panela cozinhar por 5 minutos. 5. Acrescente ao molho o leite de coco e acerte o sal e a pimenta. 6. Em uma travessa, coloque o espaguete e o molho por cima. 7. Finalize com o azeite, a salsa e o queijo. Tempo de Preparo: 30 minutos Rendimento: 6 porções

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CMYK


tv

>> Bastidores

Segunda versão da romântica e progressista “Sinhá moça” completa 15 anos de exibição

/jornaldefatorn

@defato_rn

>> inside

no dia internacional da mulher, especial “Falas Femininas” viaja pelo Brasil para mostrar diferentes realidades

/photos/jornaldefatorn

moSSoRÓ (Rn), Domingo, 7 de março de 2021

defato com

>> principal

Após quase um ano fora do ar, Regina Casé retorna ao vídeo para a fase final de “Amor de mãe” pÁGina 3

Tempo de

delicadeza


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Seriais

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>> por Geraldo Bessa

Destaques das séries e conteúdo “on demand”

Ser de luz

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documentário "Bertha Lutz - A Mulher na Carta da ONU" já está disponível na HBO Go como parte das comemorações do Dia Internacional da Mulher. Realizado em coprodução com Producing Partners, o documentário revela o surpreendente papel da brasileira Bertha Lutz em assegurar que questões de gênero fossem contempladas no estabelecimento das bases da Organização das Nações Unidas (ONU), em um dos maiores marcos da luta pela igualdade feminina no mundo. Em clima investigativo, a produção segue a pesquisa atual da argelina Fatima Sator e da norueguesa Elise Luhr Dietrichson, que estudavam na Universidade de Londres quando tiveram contato com uma série de cartas originais escritas por Bertha Lutz. Ela foi a representante brasileira na Conferência que estabeleceu as bases para a formação da ONU, em 1945. Os documentos descobertos revelam que Bertha foi a responsável por um feito histórico do movimento feminista, vencendo uma dura batalha contra representantes de outros países para incluir importantes preceitos na "constituição" da ONU.

No tatame (Netflix, seg, dia 8)

A trilogia original de "Karatê Kid" já está disponível na plataforma de streaming da Netflix. Iniciada em 1984, a franquia acompanha a história de Daniel LaRusso, um jovem desajustado que se vê forçado a enfrentar um grupo de bullies, à medida em que tenta se adaptar a uma nova realidade em uma cidade distinta, ao lado de sua mãe. Com o apoio de um mentor, Mr. Miyagi, ele encontrará no karatê o equilíbrio necessário para não apenas lidar com os valentões da escola, mas também para enfrentar as adversidades que aparecerão ao longo da sua vida. O sucesso atemporal da franquia lhe rendeu uma série sequência, intitulada "Cobra Kai". Inicialmente produzida pelo serviço de streaming do YouTube, a produção acabou sendo adquirida pela Netflix, em virtude do encerramento das atividades da plataforma do Google.

Ação cômica (GNT Play, ter, dia 9)

Com muito humor e irreverência, Dani Calabresa comanda, ao lado de Pedroca Monteiro, seu parceiro em cena, o inédito "Dani-se", no GNT. O programa é um convite para se libertar das pressões e chatices do dia a dia, jogar tudo para o alto, rir de si mesmo e se divertir. Tudo isso através de um bate papo leve e despretensioso, esquetes e quadros cheios de improviso. A cada dia, os apresentadores recebem uma dupla de convidados para entrar na brincadeira. Participam nomes como Fábio Porchat, Lucio Mauro Filho, Flávia Reis, Luis Lobianco, Ingrid Guimarães, Marcos Veras, Thati Lopes, Nicole Bahls, Eduardo Sterblitch, Debora Lamm e George Sauma. Com direção artística de Lilian Amarante, "Dani-se" conta com um cenário alegre, lúdico e aconchegante, e traz quatro ambientes versáteis que se comunicam entre si. O ponto de partida de cada episódio é uma apresentação no Palco Stand Up, onde Dani e Pedroca apresentam a reflexão do dia sobre alguma inquietação contemporânea.

Pés de ouro (Globoplay, qua, dia 10)

O jogador Gabigol é a estrela de "Predestinado", original Globoplay já disponível na plataforma. Artilheiro que acaba de se tornar bicampeão pelo Flamengo é tema de documentário de quatro episódios que traz depoimentos de familiares, colegas de elenco e ex-treinadores. A produção conta a trajetória de Gabigol, o centroavante que precisou de apenas duas temporadas para entrar na galeria dos maiores ídolos da história do Flamengo. O título brasileiro conquistado na última quinta-feira foi o sétimo desde que chegou ao clube, em janeiro de 2019. E honrando a tradição, passou diretamente pelos pés dele, que fez o gol da vitória no confronto diante do Internacional, na penúltima rodada, que colocou o Flamengo na liderança. "Predestinado" tem a direção de Gustavo Gomes e Marcelo Pizzi. Um material feito durante 11 meses, que repassa toda a trajetória do jogador que desembarcou na Baixada Santista após ter encantado Zito, bicampeão mundial com a seleção brasileira nas Copas de 1958 e 1962. Foi ele quem convenceu a família a deixar tudo para trás e ir para o Santos.

Arte total (HBO Go, qui, dia 11)

Para unir a música latina, "Tu Casa Es Mi Casa" é uma série documental feita pelo cantor e compositor brasileiro Paulinho Moska para a HBO GO. Em cada um dos 12 episódios, Moska percorre um país latino-americano e entrevista personalidades da arte e da ciência, a partir das quais compõe canções que celebram a ancestralidade. A América Latina é muito mais do que suas tradições locais. No continente todo, há numerosos artistas, compositores, pensadores e cientistas que exploram ideias novas e ousadas. Paulinho Moska é um compositor brasileiro popular e carismático que recruta esses talentos para compor canções novas e emocionantes que celebram o potencial dos nossos países. No programa, personalidades populares em cada país se unem a Moska na busca de razões para prever um grande futuro para o nosso continente.


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>> principal Após quase um ano fora do ar, Regina Casé retorna ao vídeo para a fase final de “Amor de Mãe”

Tempo de delicadeza nhamos uma produtora sempre atenta para guardar nossas máscaras, higienizar nossas mãos. A gente não podia pegar em algo que ela rapidamente vinha higienizar. Virou um personagem importantíssimo dentro da família da Lurdes. Eu tive medo, claro, mas deu tudo certo.

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uando “Amor de Mãe” estreou, Regina Casé estava há quase 20 anos longe das novelas. O aguardado retorno, no entanto, não durou muito tempo. Após quase quatro meses no ar, os trabalhos foram paralisados em virtude da pandemia de Covid-19. A pausa nas gravações apresentou uma nova dimensão e rotina de trabalho para intérprete de Lurdes. Após cerca de seis meses longe dos estúdios, a atriz de 67 anos precisou aprender como lidar com uma realidade tão imediata e urgente diante e por trás das câmeras. “Foi um grande acontecimento. Claro, era muito melhor que não tivesse acontecido. Tivemos de levar toda essa realidade para a ficção. Foi uma oportunidade única e rara. Fizemos algo demasiadamente humano. Não foi como inserir uma música ou uma piada da moda. Era algo mais delicado”, afirma Regina, que está feliz de retornar aos folhetins. “A novela é um gênero lindo brasileiro. Acho que nossas novelas não têm nada a ver com as novelas mexicanas ou turcas”, completa. Na história assinada por Manuela Dias, Lurdes é natural de Malaquitas, cidade fictícia no Rio Grande do Norte. Há 26 anos, enquanto a personagem estava na maternidade em trabalho de parto, seu marido e pai das crianças, vendeu Domênico aos dois anos para uma traficante de crianças do Rio de Janeiro. Ao descobrir o que aconteceu, ela briga com o ma-

rido, que morre no embate, e parte em busca do filho no capital carioca. “Durante a pandemia, as pessoas me questionavam como a Lurdes iria procurar pelo filho em isolamento. Eu estava muito feliz com esse papel. Recebia um afeto enorme nas ruas, mas a pandemia me roubou esse carinho presencial. Poderia ter passado um ano ganhando beijos e abraços. Me mandavam mensagens falando para colocar a máscara para procurar o Domênico (risos)”, aponta. P – O retorno das gravações só foi permitido quando a emissora conseguiu estabelecer um protocolo de segurança no combate à Covid-19. Como foi gravar dentro desse novo universo? R – Me senti segura o tempo todo e muito bem cuidada. Por ser a mais velha do núcleo, via uma preocupação de todos

muito grande comigo. Mas acho que eu era a que mais me jogava, mas sem imprudência. A Lurdes é uma personagem muito arrebatadora, eu estava com aquilo tudo guardado e não conseguia puxar o freio de mão. O início da pandemia foi bem confuso, mas conseguimos retornar com toda segurança. P – De que forma? R – A Globo foi a primeira empresa a parar. Eu estava falando com alguns colegas e perguntando como seria esse movimento todo. No domingo, recebi um telefonema do Schroeder (Carlos Henrique) avisando que iríamos parar na segunda. A volta foi cercada de cuidados, como isolamento em hotel, testagem, máscara e tudo sendo constantemente higienizado. Uma figura foi fundamental durante as gravações. Tí-

P – Como foi retomar o trabalho de “Amor de Mãe” após quase seis meses de paralisação? R – Então, durante esse período de isolamento mais rígido, eu não havia saído nunca do meu sítio no Rio de Janeiro. A primeira vez que saí foi para ir gravar. Pensei: “Não vou mais saber fazer a Lurdes. Vou chegar com um sotaque gaúcho em cena (risos)”. Porém, foi só ajeitar os óculos, colocar a bolsinha e a toalhinha que a Lurdes veio em um instante. Acho que essa caracterização é mágica. Coloquei e tudo veio. E pensar que eu tive medo de criar composição para a Lurdes. P – Por quê? R – Quando começamos a novela, eu fiquei com vergonha de colocar sotaque na Lurdes. Tinha muita vergonha de composição. Perguntei a opinião da Manu (Manuela Dias) e do Silvio (de Abreu). Eu já havia feito tantas nordestinas e viria de novo com esse sotaque? Fiquei na maior dúvida. Mas, quando comecei a ler o texto, não teve jeito. O sotaque vinha naturalmente. Onde estava escrito “você”, eu colocava “tu”. Agora, três meses depois de finalizarmos as gravações, a equipe veio aqui em casa para gravar alguns “offs” das narrações do compacto da primeira fase. Veio tudo de novo. Conseguia ler o texto de primeira. Eu mudava o texto todo de “você” para “tu”.


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>> close Erika Januza encara dramas reais e intensos na pele da destemida Sarah, de “Arcanjo Renegado”

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Realidade nua e crua

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“set” de “Arcanjo Renegado”foi um espaço de aprendizado para Erika Januza. Na produção, que é original Globoplay e vai ao ar atualmente na Globo, a atriz de 35 anos, pela primeira vez, teve a experiência de lidar com atores veteranos, mas também com profissionais sem qualquer experiência prévia com atuação. Para lidar com esses novos profissionais que chegaram aos estúdios, Erika, que vive a forte Sarah, contou com o auxílio intenso do diretor Heitor Dhalia e de José Júnior, que assina a obra policial. “Quando eu terminei as gravações, saí muito agradecida. Aprendi muito com o Heitor (Dhalia). A presença do José Junior no set, trabalhando junto com a equipe e o elenco, foi incrível. Além de autor, foi um co-diretor que nos auxiliou muito. A trama da Sarah representa o drama de muitas mulheres que perdem os maridos em combate. O diferencial da série está na verdade em retratar essa realidade”, explica. Na história, Sarah é irmã do protagonista Mikhael, papel de Marcello Melo Jr. Ela, que dedica total atenção ao filho pequeno, apoia-se no amor à família para seguir em frente. Desde que ficaram órfãos, Sarah e o irmão mantêm uma forte ligação. Inclusive, ele é o padrinho do pequeno Lucas, que sofre de uma doença congênita. Ao longo do enredo, Sarah é impactada por uma nova tragédia na família.

Casada com um integrante do Bope, ela perde o marido em combate. “A Sarah é um personagem muito especial. É

uma mulher que perde seu marido em combate, fica viúva e com um filho pequeno que tem problema de saúde. Ela fica

sem chão ao se ver sozinha e precisa achar meios para criar o filho. E quem vai decidir se é certo ou errado o rumo da personagem será o espectador. Acho legal quando um trabalho gera essa reflexão”, defende Erika, que reproduziu uma realidade extremamente distante de seu dia a dia. “No meu caso, não sou mãe e não tenho marido policial. O ator tem essa oportunidade de criar inspirações através das pesquisas. Ouvi alguns depoimentos de mulheres que viveram uma dor semelhante à da personagem”, completa. Os trabalhos de “Arcanjo Renegado” foram finalizados há mais de um ano. Porém, Erika ainda tem fortes lembranças das gravações. A cena em que Sarah recebe a notícia da morte do marido está entre uma das mais marcante. A atriz precisou de um tempo para se recuperar das sequências. “Também fiquei emotiva com a cena do velório. Eu tenho um problema sério com velórios. É bem difícil para mim. Depois que eu gravei a cena, cheguei em casa e apaguei. Era como se eu tivesse com um peso nos ombros. É ficção, mas eu sou de verdade (risos)”, explica. Enquanto acompanha a exibição da série nas noites de quinta, após o “Big Brother Brasil”, Erika já se prepara para a segunda temporada da produção. Sem entrar em detalhes, a atriz promete que a trajetória de Sarah passará por uma intensa transformação. “As gravações começam em breve. Sarah terá uma grande virada na vida e será policial. São muitas cenas de ação e eu voltei a treinar na academia com todos os cuidados. Tenho de estar com muito fôlego na hora de gravar”, adianta.


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Domingo, 7 de março de 2021

Queixa

coletiva

>> ponto de vista Série documental “Em nome de Deus” mostra que vítimas precisam de voz para que a justiça prevaleça

E

ra uma sexta-feira comum de dezembro de 2018. Sem grande alarde, o “Conversa com Bial”, então já consolidado como um dos principais “talk-shows” do país, deu uma pausa no esquema de papo e música que lhe era peculiar para uma noite de denúncia. Três meses antes, a produção do programa estava negociando uma entrevista exclusiva com o famoso médium João de Deus. Durante as primeiras pesquisas, entretanto, as histórias de abuso sexual e de poder já mostravam que algo de muito errado acontecia em Abadiânia, cidade localizada no interior de Goiás e que vivia por conta dos milagres promovidos pelo líder espiritual. Em uma edição histórica, quatro mulheres falaram sobre suas experiências traumáticas com João de Deus. Após a exibição do programa, centenas de outras denúncias contra o curandeiro foram re-

gistradas, ao mesmo tempo em que crescia a repercussão e a perplexidade em torno do caso. Em questão de dias, João de Deus foi indiciado e, posteriormente, condenado. Sob a marca Globoplay, a investigação que começou no programa virou a série documental de seis episódios “Em Nome de Deus”. Agora, a história chega de forma condensada à tevê aberta em três episódios especiais. Nessa nova edição, a história ganha em agilidade sem deixar que detalhes importantes fiquem pelo caminho. O documentário trata de revelar a vida paralela do ex-líder espiritual, a sua ampla rede de proteção local e a denúncia de crimes graves, envolvendo lavagem de dinheiro e homicídio, desde as primeiras apurações de Camila Appel para o “Conversa com Bial” até a prisão domiciliar de João de Deus, em março do ano passado. Sem

poupar conteúdo ou recursos, a série acompanha ainda o passo a passo investigativo da equipe no Brasil e no exterior, em viagens para Holanda e Estados Unidos, revelando supostos crimes cometidos bem distantes de Abadiânia. O documentário também analisa a popularidade dos curandeiros espirituais no Brasil e revela a decepção de celebridades e de pessoas próximas a João de Deus, com depoimentos contundentes, como o da apresentadora Xuxa e do ator Marcos Frota, dois dos pouco famosos que toparam falar das atrocidades de forma corajosa e pessoal que faziam parte do séquito de fãs de João de Deus e. Além da história, outro ponto importante da produção foi a roda de conversa entre as vítimas promovida dentro do estúdio. É nessa parte que o programa se aprofunda nos valores e polêmicas familiares do

criminoso, retirando qualquer armadura de João de Deus e levando o telespectador a reais surpresas que deixam as situações ainda mais sujas e surreais. As vítimas são uma advogada, uma atriz, uma fisioterapeuta, uma professora, a filha de João de Deus, uma costureira e a coreógrafa holandesa Zahira Mousa. Mulheres que nunca haviam se encontrado, mas aceitaram se reunir em uma roda para um momento de escuta solidária, conduzida pela jornalista Camila Appel. São os trechos mostrados desta conversa entre as vítimas, os seus relatos e os aspectos similares de suas histórias que conduzem o telespectador por uma rede de intrigas de alto nível, formada pela a crença comum na busca por um milagre do médium, o padrão nos abusos, a vulnerabilidade e o sentimento de indignação, medo e vergonha.


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Domingo, 7 de março de 2021

globo – 17h35

>>MalHaÇão

Terça – Pedro e Tomtom elogiam a beleza de Karina. mari passa mal novamente, e Jeff se preocupa. Lobão conta para Cobra sua versão sobre o que aconteceu com Ana. gael autoriza Bianca a promover a festa, mas avisa que estará presente. marcão leva um fora de Karina, e Zé o ironiza. Jade fica curiosa para saber a história de Ana. Delma fala para marcelo que Roberta e nando estão namorando.

Quarta – João não se interessa pela histór de Ana. Jade reclama dos elogios de Lucréc para Bianca. Lincoln vê mari e Jeff juntos e orgulha do filho. Jade pega o vestido de Lucréc para ir à festa. marcelo e Delma vão ao teatr Lírio aposta com Jade que conseguirá ficar co Karina. Pedro, Tomtom e João chegam à fes Wallace e Jeff esperam por Sol. Karina perce a tentativa de Lírio e se afasta do rapaz.

>>a vida da Gente globo–18h15

Segunda – Eva mostra para Ana a certidão de nascimento de Júlia. Vitória fecha uma campanha publicitária para Ana. manuela tenta acalmar iná depois dela ter um pesadelo. Ana pensa em Rodrigo. Cris pensa em engravidar de Jonas. Ana, Júlia e Eva voltam para o Brasil. manuela se revolta com Eva por ter registrado Júlia como sua filha. Alice fica admirada ao saber que Ana decidiu ficar com a filha. manuela avisa a Rodrigo que a irmã voltou para o Brasil.

Terça – Ana fala para Rodrigo que Júlia é sua irmã e vai embora abalada. Rodrigo conta para nanda que Eva teve uma filha enquanto esteve na Patagônia. Cris conhece Vivi mourão no salão de beleza. Ana e Eva chegam com Júlia ao clube e todos comentam a semelhança da menina com a tenista. Vitória exige que Ana não deixe que Júlia atrapalhe seu treinamento. Jonas fica revoltado ao saber que Eva teve um filho. Cris fica inconsolável ao descobrir que o marido fez vasectomia.

Quarta – Eva e iná discutem. Ana vai com m nuela à faculdade encontrar Alice. Rodrigo tro olhares com nina durante a aula. Laudelino co sola iná. Vivi fala para Cris que existem casos vasectomia que podem ser revertidos. Ana fi abalada ao ver Rodrigo e nina juntos na faculdad Eva comenta com Ana que ela precisa se dedic à carreira para sustentar Júlia. Vitória humilha A depois do treino. Dora convence Sofia a faze aula de natação.

Segunda – Apolo decide continuar o namoro com Tamara. Dulce avisa a Tancinha que lutará para ficar com a guarda de Bia. giovanni não consegue se entender com guido. Bruna finge ter uma crise para que Enéas continue acreditando nela. giovanni se desculpa com Aparício. Bruna pensa em um plano para ficar com giovanni. Rebeca volta para casa e comenta com Penélope que tem uma ideia para ficar com Aparício. Epaminondas exige que Teodora se divorcie de Aparício.

Terça – Carmela tenta se afastar de Shirlei. Vitória se preocupa com a possibilidade de ser descoberta. Epaminondas decide viajar com Safira. Carmela se descontrola e revela por que sente raiva de Shirlei. Penélope não consegue fazer Rebeca desistir de seu plano para ficar com Aparício. Francesca conta para os filhos tudo sobre o trauma de Carmela. Beto brinca com Tamara. Apolo comunica a nair que não irá ao casamento de Tancinha com Beto.

Quarta – Apolo encurrala Flávia e a obriga a co tar tudo que aconteceu para Tancinha. Beto não aguenta de culpa e procura Tancinha para cont tudo o que fez, mas Francesca o impede de ve noiva antes do casório. Apolo aparece com Fláv no altar. Henrique convida Penélope para conhec sua mãe. Rebeca pede que Teodora a ajude a d uma lição em Aparício. Teodora e Safira disputa Tarzan. Felipe e Rodrigo sugerem a Francesca Shirlei que façam um casamento conjunto.

Segunda – Bibi pede roupas a Heleninha para seu brechó e se assusta com as contas para pagar. Rubinho avisa a Carine que vai sair durante um indulto e afirma que dará o barraco de Bibi para ela. mira é presa. o agiota ameaça Silvana. Bibi é absolvida do processo de associação ao tráfico. Bibi encontra Rubinho no morro e o manda sair de seu caminho.

Terça – Sabiá oferece outro morro para Bibi gerenciar, mas ela não aceita. Zeca descobre que é pai de Ruyzinho. ivan vê Claudio na praia e fica nervoso, mas não é visto. A família de Ruy fica atônita com a notícia de que Ruy não é pai de Ruyzinho.

Quarta – Bibi descobre que Caio foi quem d a casa para ela. Eurico reconhece nonato trave tido durante um show. Bibi confessa a Dantas q foi ela quem pôs fogo em seu restaurante. Cari assume lugar de Bibi.

Segunda – Kissare se entende com a sobrinha nadi. morabi se confessa para Abisali. Amat questiona Terá sobre o relacionamento dele com Deus. nadi tenta colocar Danina contra Amat. ibbi-Sim pede uma investigação sobre a morte da serva Lilit. morabi vê nidana com o anel do príncipe e a acusa de ladra. Diante da negação de Terá, Sharur exige que ele case com sua filha. o rei ibbi-Sim questiona a rainha Enlila sobre sua possível traição. ibbi-Sim faz uma grave acusação contra Enlila. Diante de todos, Kissare desmascara morabi.

Terça – Danina fica insatisfeita com a chegada do filho. o rei chama oguedi para depor no julgamento da rainha. Durante a batalha, Ekur salva a vida de gurik. Enlila solicita o testemunho de nadi. Danina sofre com as dores. Enlila questiona nadi sobre o casamento sagrado. o parto de Danina não ocorre como o esperado. Lamassi e Sharur lamentam. Lamassi chama Terá, mas nadi não gosta. Enkiru é nomeado sumo-sacerdote. Sharur culpa Terá pelo destino da filha. Com a negação de nadi, Terá recorre a Lamassi e iafa.

Quarta – no topo da montanha e mais velh Abrão questiona o irmão sobre o pacto feito infância. Harã idolatra outros deuses e preten se casar pela segunda vez. mais velhos, Lama si e iafa tomam café da manhã com Sarai, Adá e Simei. nadi disfarça o incômodo ao ver Te saindo do quarto com sua outra esposa, Ja Abrão se arruma para uma reunião no palác Amat sente o desprezo de Harã. Harã fala de s intenção em tomar Sarai como segunda espos Dnin-Sim chega bêbado e sujo para falar com rei. Terá se irrita com seu primogênito.

RECoRD – 21H

>>GÊnesis

>>a ForÇa do QUerer globo.–21h

Segunda – Lobão provoca René, e Bianca vê. René garante a Bianca que não teve um caso com Ana. João pede para conversar com Bianca depois da aula, mas ela não dá atenção. gael exige que René não se aproxime de sua família. Bianca insiste em conseguir um namorado para Karina. Dalva sugere que Sol venda bolos para arrecadar mais dinheiro. Pedro pensa uma forma de juntar dinheiro para sua banda.

>> HaJa coraÇão 19h15

reSumo daS NoVelaS

ACESSE


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Domingo, 7 de março de 2021

ria cia se cia ro. om sta. ebe

Quinta – Jade fica furiosa com Bianca e deixa a festa. Cobra encontra Jade na praça e pede para levá-la em casa. Karina flagra Bianca e Duca juntos no quarto. Pedro e guta se beijam. Zé e marcão veem Cobra com Jade e desconfiam que o rapaz está agredindo a menina. Sol dispensa Wallace, mas sente ciúmes ao vê-lo dançar com Bárbara. Pedro gosta do cartaz que vê no quarto de Karina. Wallace e Bárbara se beijam.

Sexta – Lucrécia humilha Jade. mari se recupera, e Jeff decide levá-la para casa. Sol tenta acabar com o encontro entre Wallace e Bárbara. mari confessa para Jeff que pode estar grávida. gael acaba com a festa. Karina discute com Bianca. Wallace faz uma declaração para Sol. Sol comenta com Wallace que acha que mari está grávida. Pedro diz a marcelo que precisa conseguir dinheiro para gravar o CD demo da banda.

maoca onde ica de. car Ana er a

Quinta – Ana acusa Vitória de querer que ela abandone sua filha como ela fez com Alice. manuela vê Rodrigo e nina se beijando. Vitória procura a ficha de sua filha na secretaria do curso de tênis. Ana combina com manuela de ir à faculdade para falar com Alice. Vitória não dá importância à preocupação de marcos para contar que o hamster de Sofia morreu. Ana vê Rodrigo e nina de mãos dadas. Rodrigo comenta que ficou mexido ao ver Ana na faculdade.

Sexta – Vitória é simpática com Alice e a convida para almoçar. Cris reclama de ter que sair com Jonas. marcos discute mais uma vez com a esposa em casa. Ana se esforça no treino de tênis, mas não consegue satisfazer sua treinadora. Laudelino comenta com iná que colocou Wilson para tomar conta de sua oficina. Felipe convida manuela para ver seu show. Laudelino não gosta de Wilson ter mexido em suas ferramentas. Vitória e Alice se encontram para almoçar.

Sábado – Ana procura Rodrigo e fica abalada quando nina chega. Alice é grosseira ao falar com manuela sobre seu almoço com Vitória. iná avisa a moema que conseguiu uma enfermeira para cuidar de seu marido para que ela possa ir ao baile. Rodrigo fala com Lourenço que vai terminar seu namoro com nina. marcos pede para Vitória ler uma história para Sofia, mas a menina não aceita. Alice retira todos os brinquedos que estavam em seu quarto.

ono se tar er a via cer dar am ae

Quinta – Apolo leva Flávia para falar com Tancinha. Beto tenta se confessar com o padre. Bia se apavora ao ver Dulce na igreja, e isabel tenta acalmá-la. Alexsander flerta com nair. Felipe e Shirlei pensam em seu casamento. Teodora flagra Epaminondas com Safira. Lucrécia leva Fedora ao clube das mulheres. Safira ameaça contar o segredo de Teodora se ela não deixar Tarzan. Camila se desculpa com Enéas por todas as humilhações. Apolo leva Flávia até a igreja.

Sexta – Tancinha revela a Apolo que Beto armou contra os dois. Beto diz a Apolo que ele deveria se casar com Tancinha. Angelina provoca Penélope. Tancinha decide se casar com Beto por causa de Bia. Agilson e Leozinho reconhecem Lucrécia e Fedora. nair avisa a Apolo que ele precisa manter distância de Tancinha. Tancinha e Beto se casam. Bruna engana giovanni e o sequestra. Agilson e Leozinho sentem falta de Lucrécia e Fedora.

Sábado – giovanni fica inconformado com a armação de Bruna. Tancinha afirma a Beto que só ficará com ele por três meses. Apolo diz a nair que não quer se afastar de Tamara. Lucrécia e Fedora vão à feira livre ver Agilson e Leozinho. Bruna ameaça giovanni. Em casa, Tancinha não fala com Beto. Dulce visita Bia, que fica amedrontada. Henrique consola Beto. Rodrigo oferece um jantar para guido. Safira dispensa Ariovaldo e coloca Teodora em seu lugar.

deu esque ine

Quinta – A emissora não divulgará o resumo do penúltimo capítulo.

Sexta – A emissora não divulgará o resumo do último capítulo.

ho, na nde asália erá adi. cio. sua sa. mo

Quinta – Sarai e Abrão pedem uma explicação à nadi. gurik é derrotado pelos inimigos. Terá fica indignado com a atitude de naor. Sarai questiona iafa e Lamassi sobre as palavras de nadi. ibbi-Sim se revolta ao saber sobre o ataque. os Elamitas festejam a vitória. morabi se revela do lado dos inimigos. Abrão e Dnin-Sim se desentendem com naor. ibbi-Sim decide tomar uma atitude e se irrita com a esposa, Kiria. morabi, com os inimigos, arma plano contra Ur.

Sexta – Sarai se mostra determinada a saber a verdade sobre ela mesma. Terá se irrita ao saber o que nadi disse à Sarai. Ele discute com nadi. Harã tenta seduzir Sarai. Sarai exige uma explicação de nadi. morabi chega à Ur. naor é punido. Sharur revela a verdade para Sarai sobre seu verdadeiro pai. Dnin-Sim escuta a conversa.

ACESSE

Sábado – Reprise do último capítulo.


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Domingo, 7 de março de 2021

Razão e sensibilidade >> CINCO

muito importante ter noção de que iríamos voltar com “Amor de Mãe” e não com uma novela que tinha um protocolo para ser filmado. Então, as pessoas se abraçam na novela.

PERGUNTAS: Estreante no horário nobre, Manuela Dias finaliza o desfecho de “Amor de Mãe”, apesar de inúmeros percalços

O

horário das nove é extremamente visado por autores novatos ou veteranos. Após mais de duas décadas na Globo, Manuela Dias finalmente conquistou a chance de estrear nas novelas como autora titular no concorrido espaço nobre. À frente do texto de “Amor de Mãe”, a autora sabia que iria encarar um momento de forte pressão e trabalho. Ainda assim, nenhuma preparação ou conselho seria capaz de prever as consequências da fatídica pandemia do novo coronavírus, que chegou ao Brasil em março do ano passado. Com mais da metade da novela do ar, a autora viu seu folhetim ser bruscamente interrompido, reestreando quase um ano depois. “Foi uma surpresa para todos nós. Enfrentamos uma experiência intensa e muito longa. Mas tevê é assim, não é? Não importa o que aconteça. Você liga a tevê e a produção está no ar. Estamos sempre superando adversidades. Vi que teria de encarar esse tsunami e remar com força. Somos movidos por essa vontade de contar histórias. Então, é uma função que vai além do meu emprego”, valoriza Manuela, que também teve sua vida pessoal atropelada pela pandemia. “Minha casa entrou em obra poucos dias antes das medidas de isolamento. Não tinha onde morar, minha filha sem aula, eu

preocupada com a minha mãe. Depois de arrumar tudo, voltei a escrever quatro dias depois”, completa. Aos 43 anos, Manuela é uma das autoras da nova geração em ascensão na emissora. Ela chamou a atenção do público e da crítica ao assinar as séries “Ligações Perigosas” e “Justiça”. O convite para assumir o horário nobre veio de Silvio de Abreu, que, na época, ocupava o cargo de Diretor de Dramaturgia da Globo. P – Como a notícia da suspensão dos trabalhos da novela impactou no seu planejamento? R – Quando a novela foi interrompida, fiquei preocupada com o mundo, com tudo que estava acontecendo com a humanidade. A preocupação com a novela veio depois. No início, pensei em não colocar a Covid na trama, mas logo ficou claro que a experiência ia ser muito mais intensa com ela. A gente achava que iria parar por 15 dias, mas vejo só. Vai fazer um ano e estamos relançando a novela através de encontros no Zoom (aplicativo de chamada de vídeo em grupo). P – De que forma a pandemia de Covid-19 estará inserida no enredo?

R – A novela é extremamente realista e naturalista. Se eu não colocasse a pandemia, a novela ia ser uma distopia. Então, fiz uma passagem de tempo de seis meses do momento em que a história parou até o momento que estamos retomando. Eu quis pular essa parte de “vamos entender o que é a covid”. Mas, ao mesmo tempo, eu precisava datar a novela. Afinal, a ficção não poderia atropelar a realidade. A novela, por exemplo, não poderia resolver a questão da Covid antes da realidade. A gente começa a narrativa com 9 mil mortos. Então, a Covid entra na história como entrou nas nossas vidas. Pega todo tipo de gente, não respeita nenhuma espécie de barreira social, é a gente lidando com o desconhecido e respeitando o perigo. P – Como assim? R – A história é sobre uma mãe que procura por um filho. Quem consegue procurar alguém dentro de casa? Já na espinha da novela tínhamos um problema. A Lurdes é uma personagem muito afetiva e a Regina só potencializou isso. Mesmo com todo protocolo rígido da emissora, eu me sentia muito responsável por todas essas pessoas no “set”. Precisei isolar os personagens em núcleos. Foi

P – A trama de “Amor de Mãe” marcou sua estreia nas novelas como autora titular, sendo também seu “debut” no horário nobre. Apesar de todo o turbilhão do último ano, você já consegue fazer uma análise desse seu momento profissional? R – Honestamente? Ainda não. Acho que ainda não tenho distanciamento necessário para fazer essa avaliação. É uma experiência ainda muito viva. Escrever uma novela era um sonho. Estou na Globo há mais de 20 anos e, desde o meu primeiro dia, eu queria fazer uma novela. Tive muitos guias importantes nesse processo, mas, de repente, todos nós fomos jogados nessa experiência inédita. Tenho 43 anos e percebi que o processo foi tão ou mais importante do que o produto. Fomos interrompidos em um momento que a audiência estava ótima, dentro do esperado. Tivemos uma estreia duríssima, ainda pegamos janeiro com as pessoas fora de casa. P – A pandemia acabou alterando, de alguma forma, os rumos da trama original. Com menos capítulos, você sentiu que a novela perdeu muito do que você havia planejamento inicialmente? R – A gente está sempre adaptando o roteiro de uma novela. Faz parte do trabalho. Às vezes, a gente planeja um casal que não deu certo, alguém fica doente, chove... A realidade sempre vai se infiltrando, mas a pandemia, claro, foi um fator master. Ainda assim, não me senti atropelada pela realidade.


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>> raio x Priscila Ubba estava morando na Europa quando foi chamada para integrar o elenco de “Gênesis”, na Record

Mudança de ares

F

azer novela não era algo que estivesse nos planos de Priscila Ubba quando ela foi chamada para interpretar a dedicada Guemecha de “Gênesis”, novela bíblica da Record. Na época, a atriz estava fora do país e, em uma visita ao Brasil por motivos profissionais, ligados ao cinema, acabou decidindo ficar por aqui quando descobriu que a emissora tinha planos para ela. “Eu estava morando na Europa e tinha finalizado dois filmes europeus que foram selecionados em festivais brasileiros. Vim representá-los e surgiu o convite”, lembra. Na história, Guemecha é a serva e a confidente da sacerdotisa Nadi, papel de Camila Rodrigues na trama. Mas as duas são bem diferentes. “Nadi é determinada, sedutora e explosiva. Já Guemecha aprende a lidar com essas situações e a admirá-la. É uma relação construída por instantes”, explica Priscila, que gosta de trabalhar sua composição nas pequenas nuances. “Digo que Guemecha vive no silêncio, nas entrelinhas, principalmente por sua relação com Nadi”, conta. De cara, o que mais a atraiu na oportunidade de integrar o elenco de “Gênesis” foi mesmo o ar de superprodução que o folhetim bíblico carrega. “São várias novelas em uma só”, enaltece. Para construir a personagem, Priscila recorreu a livros sobre o tema, filmes, séries e imagens que pudes-

sem ajudá-la a construir uma espécie de linha do tempo de Guemecha na trama. O fato de ser uma história de época, assume, também a encantou. “Gosto muito. Na realidade, é uma grande paixão, porque sempre me enriquece como artista e como pessoa. Sem contar que é um desafio gigantesco. A indumentária, os gestos e costumes são primorosos. São vivências que desfruto como um presente”, valoriza.

Nome: Priscila Ferreira Uba de Faria. Nascimento: 22 de janeiro de 1990, em Cruzília, Minas Gerais. Atuação inesquecível: Tirda, em “A Terra Prometida”, novela exibida pela Record entre 2016 e 2017. “Esse trabalho tem, até hoje, um reflexo gigantesco, nacional e internacional, na minha vida e carreira”. Interpretação memorável: Ingrid Bergman como

Charlotte Andergast em “Sonata de Outono”, filme de 1978 escrito e dirigido por Ingmar Bergman. Momento marcante na carreira: “Meu primeiro prêmio como atriz revelação”. O que falta na televisão: “Produtos mais viscerais, orgânicos, que retratem a vida com mais verdade. E identificação com o público”. O que sobra na televisão: “A repetição das histórias. O público se atrai por novidades”. Com quem gostaria de contracenar: Fernanda Montenegro. Se não fosse atriz, seria: Artista plástica. “Arte é um propósito em minha vida”. Ator: Marlon Brando. Atriz: Ingrid Bergman. Novela: “Saramandaia”, exibida pela Globo em 2013 na faixa das 23h. Vilão marcante: Marlon Brando, como Don Vito Corleone, no filme “O Poderoso Chefão”, dirigido por Francis Ford Coppola e lançado em 1972. Personagem mais difícil de compor: Silvia, do filme “Godiva”, que está sendo produzido em 2021. “Uma personagem com distúrbio dissociativo de identidade. São muitas identidades em uma, é um trabalho delicado de pesquisa e aprofundamento intenso”. Novela gostaria que fosse reprisada: “Saramandaia”. Papel gostaria de representar: Vários. “A Eva, de ‘Sonata de Outono’, é uma delas”. Filme: Todos do Ingmar Bergman. “É minha grande referência artística”. Autor: Ingmar Bergman. Diretor: Ingmar Bergman. Vexame: Nenhum.


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>> inside No dia internacional da mulher, especial “Falas Femininas” viaja pelo Brasil para mostrar diferentes realidades

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Força motriz

C

om bandeiras como inclusão, respeito e diversidade na ordem do dia, a Globo, desde o ano passado, vem se apropriando de importantes datas do calendário para colocar em prática o Projeto Identidade. A iniciativa cria projetos especiais com o objetivo de valorizar temáticas sociais específicas, como foi o “Falas Negras”, exibido no dia da Consciência Negra, em novembro do ano passado. O segundo fruto da iniciativa chama-se “Falas Femininas” e chega ao ar no próximo dia 8 de março, Dia Internacional da Mulher. Com uma equipe majoritariamente feminina, liderada pelas diretoras Antônia Prado e Patrícia Carvalho, o especial destaca trajetórias inspiradoras, ressalta a potência da mulher brasileira e provoca uma conversa franca sobre alguns dos dilemas femininos da atualidade. Em formato documental, a equipe acompanhou, em um primeiro momento, o dia a dia de cinco mulheres, que representam o país em sua diversidade cultural, social, racial e religiosa. “Mergulhamos na rotina de cinco mulheres que representam a brasileira real: batalhadoras que trazem dinheiro para dentro de casa, cuidam dos filhos, da limpeza, da comida. Apesar de serem as mais numerosas proporcionalmente na nossa população, são as menos vistas, as menos ouvidas, as menos representadas.

O programa quer ampliar essas vozes, ao mesmo tempo em que serve como um espelho, para que elas enxerguem e reconheçam seu próprio valor”, acredita a diretora Patrícia Carvalho A busca por essas personagens começou em novembro do ano passado. Com tudo definido, no último mês de janeiro, as equipes se dividiram para iniciar as gravações nas cidades de origem das protagonistas escolhidas. Do Rio de Janeiro vem a rapper e estudante universitária Carol DallFarra, de 26 anos. Nascida em Bonsucesso, Zona Norte da capital, mas criada em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, trabalhou para pagar o

próprio cursinho pré-vestibular e hoje está concluindo a faculdade de Geografia na prestigiada Universidade Federal do Rio de Janeiro. Sua trajetória estimulou a própria mãe, Eliane, a voltar para a escola. De São Paulo chegam a auxiliar de enfermagem Cristiane Sueli de Oliveira e a diarista Tina. Separada há dois anos, Cristiane mora com os quatro filhos e se divide entre a rotina no hospital e o cuidado com eles. Já Tina é natural da Bahia, onde desde cedo começou a trabalhar em casa de família como empregada. Quando um dos irmãos se mudou para São Paulo, pegou o mesmo rumo. Na capital paulista, faz faxina em residências,

empresas, cozinha para eventos. “A gente se divide em muitas para dar conta de viver. A mulher é forte mais do que o gato, que tem sete vidas. A mulher é ilimitada”, defende Tina, com o bom humor que lhe é peculiar. Completam o time, a ambulante Gleice Araújo Silva, mais conhecida como Ruana, e a agricultora Maria Sebastiana. Aos 29 anos, Ruana mora em Salvador com o marido e as três filhas e tem uma barraca de drinks na praia. Fora da alta temporada, complementa sua renda cozinhando em eventos ou por encomenda. Na longínqua e pequena São Raimundo Nonato, no Piauí, a equipe do “Falas Femininas” encontrou Maria Sebastiana e se emocionou. Ao longo de seus 59 anos, não frequentou a escola porque tinha que trabalhar na roça, mas aprendeu a tocar sozinha uma sanfona que encontrou abandonada. Foi conciliando o trabalho na lavoura com apresentações em festas que ela conseguiu dinheiro para sustentar a família. Em 2019, entrou em uma escola para alfabetização de adultos, onde aprendeu a escrever seu nome. “A escolha das personagens partiu do desejo de mostrar histórias ainda desconhecidas, mas fortes e extremamente representativas da população brasileira. No especial, vamos conhecer melhor as pessoas por trás dos postos de trabalho ou status social e mergulhar fundo nas suas vidas. Todas essas mulheres carregam marcas e cicatrizes de uma história dura e muito batalhada. Entretanto, isso não impede que tenham alegria, espontaneidade e leveza para superar os problemas e enxergar a vida com esperança”, pontua a diretora Antônia Prado.


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Em nome da liberdade >> BASTIDORES Segunda versão da romântica e progressista “Sinhá Moça” completa 15 anos de exibição

A

o longo dos anos 2000, os “remakes” das obras de Benedito Ruy Barbosa se mostraram um porto-seguro do horário das seis da Globo. Sempre que a emissora precisava de um sucesso, recorria a um dos diversos títulos feitos pelo autor no passado para chamar a audiência. Depois do êxito ao revisitar “Cabocla”, de 2004, a Globo reuniu novamente o diretor Ricardo Waddington e as filhas de Benedito, Edmara e Edilene, para mais uma empreitada indigesta: substituir a arrasa-quarteirão “Alma Gêmea” na faixa. Sendo assim, munidas de elenco e história com todos os apelos populares possíveis, há exatos 15 anos foi ao ar a romântica e contundente “Sinhá Moça”. “A primeira versão da novela estava completando 20 de exibição e achamos que era uma homenagem bem justa. Mexer em um sucesso é sempre um pouco mais complicado, pois o público cobra mais. Retiramos o que a gente achava que não fazia mais sentido. E, mesmo sendo uma novela de época, nosso olhar foi a partir das lutas contemporâneas”, ressalta Edmara. Na trama, monarquistas e republicanos travam uma grande disputa política em Araruna, pequena cidade fictícia do interior de São Paulo. Em fatídico dia de 1886, a pequena Sinhá Moça tem dez anos de idade e está junto de Rafael, um escravo mestiço de olhos verdes e seu grande amigo de infância. Eles

testemunham a morte de um escravo idoso, chamado Pai José, participação especial de Milton Gonçalves, onde ele é chicoteado no tronco a mando do Barão de Araruna, pai da mocinha, papel de Osmar Prado. Mesmo muito jovem, Sinhá Moça já enfrenta os desmandos paternos e, com a ajuda do amigo, desamarra o escravo, que morre nos braços das duas crianças. “A situação acaba por marcar profundamente a vida da Sinhá Moça. Dá a ela a dimensão de que aquela realidade tão diferente entre brancos e negros, ricos e pobres precisa de agentes de mudança. Além disso, a coloca em ponto de confronto com o próprio pai. É um texto lindo e que me deu muita segurança, chorei de verdade em muitas cenas”, analisa Débora Falabella que, depois de uma série de personagens de destaque, chegava ao posto de protagonista. Na segunda parte da trama, a história avança quase uma década e Sinhá Moça é agora uma bela e culta donzela, que conseguiu se formar Professora com muito custo. O pai gostaria que ela já estivesse casada e com filhos. Mas a mãe, a bondosa e

justa Cândida, de Patrícia Pillar, sabe da importância da educação na vida de uma mulher e fez questão que a filha pudesse ter essa experiência. Após muitos anos na cidade, a mocinha está no trem de volta a Araruana quando conhece Rodolfo, de Danton Mello. Ao se ver diante da filha do Barão, o rapaz tenta disfarçar que também tem ideias progressistas. Apesar da mentira, ambos são tomados por um grande interesse mútuo que, aos poucos, reverberam em uma grande e proibida paixão. “Eles vão se conhecendo e vendo que quase se perderam por uma bobagem. Além do amor romântico, é um casal que tem um propósito em comum, são amigos. Acho que isso deixou tudo diferente e mais realista”, analisa o ator. O problema da dupla é que Rodolfo foi prometido, ainda na infância, para a misteriosa Ana do Véu, papel que deu o pontapé na carreira de Ísis Valverde. “Eles nem se conheciam, mas para a Ana ou era casar com o Rodolfo ou virar freira. Passei quase a novela toda escondendo o rosto para surpreender o público. Foi um trabalho muito bonito e divertido”, relembra a atriz. Com gravações iniciadas no

final de 2005, em diversas fazendas do eixo Rio-São Paulo, “Sinhá Moça” ganhou uma bela e imensa cidade cenográfica nos Estúdios Globo. Em uma área de quase 10 mil m², construções coloniais e neoclássicas, dois estilos da época, foram iluminadas por lamparinas e castiçais. O cuidado com a fotografia acabou criando um sistema especial de tochas a gás, que era montado no estúdio e recriava o ambiente sem luz elétrica. “A gente queria criar os contrastes necessários para contar a história não só nos personagens, mas na imagem também”, conta Waddington. A suntuosidade e o charme de uma novela de época ficaram ainda mais evidentes com os apoios tecnológicos importados pela direção, como o “base light”, que dava uma cara ainda mais viva e de cinema às imagens captadas em câmeras de alta definição. Com elenco formado por nomes queridos por Benedito Ruy Barbosa, como Eriberto Leão, Vanessa Giácomo e Osmar Prado, “Sinha Moça” teve média geral de 33 pontos. Não superou “Alma Gêmea”, mas mostrou que o poder de encantamento do texto de Benedito continuava intacto.


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Domingo, 7 de março de 2021

Zapping

>> por Caroline Borges

Marcas no pescoço Claudia Ohana sabe que a personagem Natasha, de “Vamp”, foi um marco em sua carreira. Além de popularizar a atriz no vídeo, a novela também exigiu múltiplos talentos de Claudia. “Natasha nunca saiu da minha vida. Eu tive muitos desafios: cantar, dançar... Era um personagem ímpar”, explica. A novela acaba retornar no Globoplay. O folhetim está disponível para os assinantes da plataforma de “streaming”. “Tinha um texto e uma direção que encaixaram muito bem e foi um sucesso estrondoso. Era uma novela divertida. A gente tinha ataques de riso no set. Minha expectativa agora é ter uma nova geração assistindo. Vampiros e rock são imortais”, torce.

Câmera na mão

Silvio Guindane estará à frente da direção do “sitcom” “Central de Bicos”, do Multishow. A produção tem estreia prevista para o segundo semestre. O elenco conta com Marisa Orth e Babu Santana.

Projeto duplo

O cantor Falcão estará no elenco do filme “Cabras da Peste”, da Netflix. A produção tem estreia prevista para o próximo dia 18. Falcão também participará da segunda temporada de “Cine Holliúdy”, da Globo. As gravações já estão em andamento nos Estúdios Globo, no Rio de Janeiro.

Tempo bíblico

Após participar de “Amor Sem Igual”, Michelle Batista estará em “Gênesis”. A atriz participará da fase “Jacó”, em que viverá a personagem Lia. A produção ainda não tem data para ir ao ar.

Força feminina

O Multishow celebra o Dia da Mulher com um “TVZ Especial” dedicado ao tema. A partir de 18h30, no dia 08, Dedé Teicher conversa virtualmente com artistas que trazem o “girl power” em forma de música e humor. Estão confirmadas Simaria, Preta Gil, Isabelle Marques, Cacau Protásio e Titi Muller.

Clássico da literatura

A partir do próximo dia 15, o Globoplay disponibiliza a minissérie “Os Maias”. A produção é baseada no romance de Eça de Queiroz. Com direção de Luiz Fernando Carvalho, a obra conta com Leonardo Vieira, Walmor Chagas e Simone Spoladore no elenco.

Fogo alto

O GNT estreia, no próximo dia 16, a nova temporada de “Perto do Fogo”, que abordará o clássico churrasco. A cada episódio, o “chef” Felipe Bronze mostra também como preparar os acompanhamentos e ainda conta com um convidado especial que ensina um drink para combinar com os pratos do dia.

Fim dos inéditos

No próximo dia 28, a HBO exibe o último episódio da série “Hard”. A produção é protagonizada por Natália Lage. Ela vive Sofia, uma recatada dona de casa que vê sua vida desmoronar quando o marido morre e ela herda uma produtora de filmes pornográficos.

Sucesso atemporal

O sucesso de “O Clone” sempre chamou a atenção de Dalton Vigh. Após ser reprisada no Viva, a novela, que completa 20 anos da primeira exibição, passou a ser disponibilizada no Globoplay. Para o ator, o folhetim de Glória Perez reúne elementos que chamam a atenção do público. “A história de um amor impossível, o choque de culturas, a discussão ética sobre criar um ser humano em laboratório, tudo o que o texto da Glória Perez abordava alinhado à direção sensível do Jayme (Monjardim) e à entrega do elenco formulou uma receita que cativou o público”, defende. Na produção, ele viveu o intenso Said, que era apaixonado pela protagonista Jade, papel de Giovanna Antonelli.


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