Body multiúso é peça obrigatória
Com o título "Bixa Presa", documentário feito por jornalista enfatiza a situação da população LGBT no sistema prisional do Rio Grande do Norte. Mossoró 4 e 5
O ensaio dominical da coluna Style enfatiza que o body se tornou peça obrigatória no guarda-roupa. Sua Vida 4
@defato_rn /jornaldefatorn
STYLE
Documentário traz vivência LGBTs nos presídios
18 anos
@jornaldefato
MOSSORÓ (RN), DOMINGO, 19 DE MAIO DE 2019 | EDIÇÃO 5.469 – ANO XIX | R$ 2,50
'Pequenos' sofrerão impactos com reforma >>A reforma da Previdência, segundo especialistas em Direito Previdenciário, trará impactos para os pequenos empresários, trabalhadores rurais e mulheres. Estado 1 e 2
Semana da Adoção
Secretário destaca incentivos ao contribuinte
Blogdoserido.com.br
Cedida
O secretário Carlos Eduardo Xavier, da Tributação Estadual, enfatiza benefícios para os contribuintes do RN. Política 3
Caicó recebe venezuelanos e abraça ideia da solidariedade
Marcos Garcia
Venezuelanos chegam a Caicó e já estão adaptados à nova rotina. Ação é graças à Ong Aldeias Infantis SOS. Estado 3
Uern terá cursinho para alunos que tentam Enem A Uern realizará cursinho para alunos inscritos ao Enem. Aulas serão ministradas por estudantes de cursos de graduação. Mossoró 4
NESTA EDIÇÃO [32 páginas] OPINIÃO...............................................p2 POLÍTICA............................................p3 CÉSAR SANTOS...............................p5 gerais/opinião.............................p6 braSIL/MUNDO...............................p8 CADERNOS
Na Semana da Adoção, a revista Domingo traz material que focaliza história de famílias que se abriram para receber novos integrantes. DOmingo 4
MOSSORÓ..............................p1 a 8 ESTADO ........................................ p1 a 4 SUA VIDA MULHER..................... p1 a 4 REVISTA DOMINGO .................. p1 a 12
CIANO MAGENTA AMARELO PRETO
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2 OPINIÃO
DOMINGO, 19 de MAIO de 2019
ESPAÇO JORNALISTA MARTINS DE VASCONCELOS
Organização: clauder arcanjo
AS AVENTURAS DO MONSENHOR QUIXOTE Vera Lúcia de Oliveira
Escritora, membro da Academia de Letras do Brasil - (Brasília-DF) veraluciaoliveira@hotmail.com
Viajar para desasnar, diz o ditado. Parece que não há nada melhor que viajar na companhia de um amigo querido e partilhar experiências, emoções e conhecimentos. Mas, pelo visto há outra viagem melhor ainda: quando o “inimigo” preferido é quem nos acompanha – como vemos no romance Monsenhor Quixote, do campeão de popularidade e ícone da literatura inglesa e universal do século XX Graham Greene, livro cuja graça, inteligência e sabedoria colocam-no no topo da lista dos livros que gostaríamos de escrever. O ingênuo padre Quixote, por uma trapaça da sorte, viu-se promovido a Monsenhor, o que lhe causou grande espanto e lhe traria mais aborrecimentos que alegria. É, portanto, na condição de autoridade eclesiástica, devidamente paramentado com meias roxas e “pecherra”, que ele sai em viagem pela Espanha na companhia de Sancho, ex-prefeito de El Toboso, ateu e comunista, no carro/asno de trinta anos que só anda a trinta quilômetros por hora, chamado muito adequadamente de Rocinante pelo padre/monsenhor. Tudo nessa viagem encanta e diverte o leitor: desde a inusitada amizade dos dois, opostos diametralmente em tudo, quer dizer, quase tudo, porque partilham do gosto pelo bom vinho manchego que levam
Cedida/Ilustrativa
em grande quantidade e rega as discussões sem fim sobre materialismo e religião, marcadas pela cultura, respeito e humor ácido de ambos. Dizem tudo o que pensam. In vino veritas. Discutem, viajam, param, bebem, comem os bons queijos e salames e dormem na relva, à beira das estradas, como convém a descendentes de tão famosos aventureiros. E o abusado Sancho iniciou o Padre Quixote na leitura materialista: “– Então comece com o Manifesto Comunista de Marx. O Manifesto é pequeno e Marx é um escritor muito superior a Lênin.” Padre Quixote observa ao amigo que a vantagem de crer tão fervorosamente no profeta Marx é que ele “não precisa mais pensar por si mesmo.” Mas a paz não dura muito, pois a dupla começa a se meter involuntariamente em complicações que só aumentam. Tornam-se fugitivos, foragidos da lei. O humor fino do livro é sua marca registrada. Humor à maneira dos grandes moralistas que transformam a anedota em motivo de reflexão. Cada nova embrulhada é também um novo aprendizado para a dupla, sobre si mes-
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Se perguntássemos a Dostoiévski que livros ele mais amou, a resposta seria certamente a seguinte: “A Bíblia, no céu; Dom Quixote, na terra.” E nada mais precisa ser dito
mos e sobre a natureza humana. Enfrentaram os moinhos de vento com galhardia e se descobriram um no outro. Descobriram também o valor da amizade na diferença e demoliram certezas e convicções, que nada mais são do que pensamento engessado. Como os seus “ancestrais”, saíram da zona do conhecido e viveram todas as aventuras na pátria espanhola, recém-
direção geral: César Santos diretor de redação: Edilson Damasceno Gerente ADMINISTRATIVA: Ângela Karina
saída do franquismo e ainda com os resquícios do autoritarismo. Como ser comunista num país tão católico? Como ser católico num país marcado pela Guerra Civil e pela força das ideias revolucionárias anticlericais? Que personagens são essas, descendentes de personagens fictícias? Ler um livro culto assim, com história tão engenhosa
Um produto da Santos Editora de Jornais Ltda. Fund ad o em 28 de agosto de 2000, por Cés ar Santos
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e rica, que homenageia, e encantaria, o “ancestral” do Monsenhor, o verdadeiro (?) Dom Quixote, pai do romance ocidental moderno, é uma experiência verdadeiramente literária. Se perguntássemos a Dostoiévski que livros ele mais amou, a resposta seria certamente a seguinte: “A Bíblia, no céu; Dom Quixote, na terra.” E nada mais precisa ser dito.
FILIADO À
entrevista 3
DOMINGO, 19 de maio de 2019
CAFEZINHO COM CÉSAR SANTOS
cesar@defato.com
Carlos Eduardo Xavier
Nota Potiguar vai sortear R$ 150 mil por mês para contribuintes do RN Auditor fiscal do Rio Grande do Norte há 15 anos, Carlos Eduardo Xavier assumiu, em 1° de janeiro deste ano, a titularidade da Secretaria da Tributação, com o desafio de ampliar a arrecadação do Estado. Em passagem por Mossoró na última semana, o secretário afirmou que a meta é ampliar em até R$ 400 milhões o volume de recursos arrecadados em 2019 somente com ICMS. Na entrevista a seguir, Carlos Eduardo fala ainda sobre
o programa Nota Potiguar, uma das apostas do Governo para incrementar a arrecadação, e que também oferecerá atrativos ao contribuinte, sorteando mensalmente, a partir de julho, R$ 150 mil. O secretário comenta também, entre outros assuntos, o perdão de aproximadamente R$ 29 milhões em dívidas de IPVA e Taxas de Licenciamento, remissão prevista em lei sancionada recentemente pela governadora Fátima Bezerra. Acompanhe.
POR: Maricelio Almeida - FOTOS: MARCOS GARCIA DE FATO – Secretário, em que situação o senhor encontrou a Secretaria de Tributação quando assumiu a pasta, em janeiro deste ano? CARLOS EDUARDO – A Secretaria de Tributação, a gente tem que ser realista, é uma das poucas estruturadas no Estado. A gente tem uma Secretaria formada por um corpo eminentemente técnico, em termos de pessoal nós encontramos um cenário muito positivo. Em termos de infraestrutura, a gente pode dizer que precisamos reestruturar a Secretaria, tanto do ponto de vista do parque tecnológico como também da retomada de ações que foram abandonadas ao longo dos anos. Estamos retomando a fiscalização de fronteiras, para isso precisamos reabrir pelo menos dois postos fiscais. Do ponto de vista de infraestrutura, temos que fazer investimentos para chegarmos ao resultado esperado de incremento da arrecadação. UM DESSES postos fiscais que serão reabertos fica em Mossoró? SIM. Estamos decidindo se vamos compartilhar o posto com o Ceará, temos uma tratativa bastante adiantada com o Governo do Ceará, ou se vamos reativar o antigo posto fiscal aqui de Mossoró. Estamos fazendo uma análise do custo-benefício, e o que for melhor para o Estado e para a população, nós iremos fazer. COMO funciona essa fiscalização nas divisas do estado? O RIO Grande do Norte, infelizmente, é um estado ainda eminentemente consumidor, a gente produz muito pouco, então, por essa característica, a gente entende que precisa controlar melhor a entrada de mercadorias aqui no estado. Essas mercadorias, grande parte delas, vêm
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Artificial, para fazermos um tratamento dos dados que temos hoje, que são, em sua grande parte, de documentos eletrônicos, para possibilitar que a gente chegue ao resultado esperado. SECRETÁRIO, e como estão as transferências constitucionais obrigatórias? A GENTE vem num período crescente. Estamos acompanhando as transferências, do FPE (Fundo de Participação dos Estados) principalmente, ele vem em recuperação, desde o ano passado, e é isso que está viabilizando, junto com o trabalho do controle dos gastos, o nosso Governo conseguir honrar com as obrigações de 2019 dentro do mês, é um compromisso da governadora Fátima Bezerra pagar os servidores dentro do mês trabalhado, a gente vem fazendo isso, e assim vamos continuar até o final do ano, e para isso a gente precisa desse crescimento da arrecadação. E OS royalties? PARA a região de Mossoró, temos a novidade que recebemos a notícia da venda de alguns campos maduros da Petrobras para a empresa Petrorecôncavo, e imaginamos que, com o investimento dessa empresa, os valores dos royalties vão crescer ainda mais, ajudando o Estado a sair dessa situação.
por via terrestre, e o controle feito por via terrestre acontece na fiscalização de divisas, seja por postos fixos ou por postos móveis, estruturas que a gente pode locomover de um ponto para outro, causando sempre o efeito surpresa no contribuinte. E HÁ equipe disponível para reabertura desses postos? ESSE é um grande desafio. Temos um quadro enxuto, mas dentro da política de tratar os recursos, tanto humanos quanto financeiros do Estado de forma otimizada, vamos fazer essa reabertura inicialmente com os recursos humanos que possuímos hoje. QUANTO à arrecadação, qual a situação encontrada pela nova equipe gestora da Secretaria de Tributação? ATÉ pelo caráter eminentemente técnico da Tributação, a arrecadação do ICMS vem sendo a tábua de salvação desse período crítico que
nós passamos nos últimos anos aqui no estado, mas a gente entende que ainda há espaço (para ampliar), que é o GEP de sonegação que a gente ainda tem, em torno de 10% dessa arrecadação que a gente pretende atuar nesse GEP de sonegação. Mesmo com o crescimento histórico nessa arrecadação, a gente entende que pode fazer a arrecadação crescer mais, isso sem propor à sociedade o aumento de impostos, e sim aumentando a essência arrecadatória do Estado. MESMO com um recorde de arrecadação mês a mês, o Estado continua em crise, e as pessoas perguntam muito o porquê. Por que, secretário? A GENTE, dentro da equipe econômica do Governo, tem uma diretriz básica. Entendemos que a arrecadação precisa, sim, crescer, mas precisamos controlar o crescimento dos gastos. É como na nossa casa: se você consegue aumentar a receita através de outras fontes de renda, e se
você não contiver o crescimento das despesas, vai estar sempre gastando mais do que ganha. O grande desafio do Estado hoje é fazer que as receitas ultrapassem as despesas, e para isso não adiantar somente crescer as receitas, precisamos fazer o controle do crescimento das despesas do Estado. SECRETÁRIO, o senhor citou a questão dos sonegadores. Como o Estado tem trabalhado para combater essa prática e cobrar também a dívida existente atualmente? DENTRO da Secretaria de Tributação, trabalhamos com a cobrança administrativa, que são aqueles débitos que ainda não foram para a Dívida Ativa. Temos atuado de diversas formas, a primeira delas criando uma equipe permanente de cobrança, fazendo a cobrança administrativa, fortalecendo também o Cejusc (Centros Judiciários de Solução de Conflitos e Cidadania), que é uma estrutura que foi criada em conjunto
com o TJ para fazer conciliações. Nós temos auditores treinados nessa área, e isso tem dado um alto índice de sucesso nessas negociações, e já do início do ano para cá a gente tem recuperado valores interessantes através do Cejusc e da cobrança fiscal, administrativa. O GOVERNO trabalha com a previsão de aumentar em cerca de 8% neste ano a arrecadação com ICMS, não é isso? ISSO. Trabalhamos com essa meta. É uma meta minha, que estamos levando para a equipe da Tributação. Nós entendemos que podemos recuperar neste ano algo em torno de R$ 400 milhões a mais do que no ano passado, isso através do trabalho que estou falando, como incremento da fiscalização das mercadorias em trânsito, incremento da cobrança administrativa, de monitores fiscais, temos um projeto de modernizar, de passar a Secretaria de Tributação para a era Inteligência
SECRETÁRIO, no último dia 11 (sábado), foi publicada a lei que concede remissão para dívidas de IPVA e taxas de licenciamento de motos de até 150 cilindradas. Essa lei não pode abrir precedente, não pode criar uma cultura de as pessoas deixarem de pagar suas dívidas junto ao Estado com a expectativa de futuramente serem contempladas com esse perdão? NÃO. Historicamente, houve aqui no estado vários Refis (programas de refinanciamento de dívidas) para empresas, isso era rotineiro aqui. Eu estou na Tributação há 15 anos, e devo ter presenciado nesse período uns cinco ou seis Refis. Nesse sentido, é uma política que sou radicalmente contra. Esse das motos, a gente tem que contextualizar em que cenário vem essa medida. As nossas forças de segurança intensificaram a fiscalização das motos em todo o estado, principalmente nas cidades menores, no interior, e ao realizar esse tipo de fiscalização, verificou-se que havia muitas motos que tinham débitos de IPVA e de taxas do Detran com multas tão grandes que chegavam a ser superiores ao valor da moto. CONTINUA NA PÁGINA 4
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4 entrevista
DOMINGO, 19 DE MAIO de 2019
Carlos Eduardo Xavier
‘Nós não estamos inventando ou reinventado a roda’ E POR que se chegou a essa situação? PORQUE, do ponto de vista estatal, houve uma omissão ao longo dos anos, não houve a fiscalização da polícia nessas cidades, então os contribuintes, os cidadãos avolumaram débitos e agora não têm condições de honrar com esse passivo. Essa realidade chegou à Tributação e nós propusemos ao Governo um programa de regularização. Veja que são valores que não seriam pagos seguindo a sequência, pois se o cidadão não pagou 2016, 2017, 2018, fatalmente ele não iria pagar 2019, porque se ele pagasse só 2019, ele não teria a moto regularizada, não tiraria o documento dele. Propomos à sociedade esse programa de regularização, com o pagamento de 2019. Com todas as motos que têm débito em aberto hoje, a gente teria uma arrecadação de R$ 14 milhões, e faríamos a remissão de R$ 29 milhões de débitos em aberto, que, na nossa concepção, estavam quase que perdidos. Grande parte desses
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débitos está na Dívida Ativa. Então, essa lei casa duas políticas: uma de regularização e uma arrecadatória. IMPORTANTE reforçar, secretário, que, quan-
to ao Seguro DPVAT, o condutor, para ter a situação regularizada, precisa efetuar o pagamento dos débitos de 2019 e 2018... EXATAMENTE. São dé-
bitos da União. Lembrar também que a lei não anistia multas; o cidadão precisa regularizar essa situação, até porque há multas federais e municipais que não são da nossa competência também.
A lei também tem um prazo para entrar em vigor, que é 10 de junho, e uma regulamentação a ser feita. MUDANDO um pouco de assunto, vamos falar sobre a Nota Potiguar. Como esse programa funciona? Que atrativos essa iniciativa proporciona ao contribuinte? NÓS não estamos inventando ou reinventando a roda. É um programa que existe em vários estados do país, onde o contribuinte, ao fazer uma aquisição no comércio, pede o documento fiscal e pede para incluir o CPF. Ao pedir o documento fiscal e incluir o CPF, aquele cidadão que fizer o download do aplicativo Nota Potiguar, ele vai começar a acumular pontos e vai poder fazer a troca desses pontos por desconto no IPVA, sendo 10% em 2020, vai poder participar de sorteios com prêmios pecuniários. EFETUAR também a troca por ingressos de partida de futebol... A PRIMEIRA parceria que nós fizemos foi trocar por ingressos de futebol. Infelizmente, as equipes de Mossoró não estão participando das competições nacionais e não estão contempladas nesse primeiro momento, mas em 2020, na disputa do Campeonato Estadual, com certeza elas farão parte do projeto também.
Esse programa tem três grandes objetivos: o primeiro, dentro desse contexto de calamidade financeira que estamos inseridos, ele tem o viés arrecadatório; o segundo grande objetivo é promover a consciência da cidadania fiscal, o cidadão saber da importância que um tributo tem para a sociedade, que é através do recolhimento do tributo que ele vai ter acesso a uma saúde de melhor qualidade, a uma educação de melhor qualidade e a uma segurança maior para a sociedade; e o terceiro objetivo é fazer chegar recursos para as entidades filantrópicas, que também vão participar do projeto. HÁ ESTADOS que chegam a sortear R$ 1 milhão por mês em programas semelhantes... ISSO. Nós vamos iniciar com R$ 150 mil por mês. O cidadão deve pedir a nota fiscal e a inclusão do CPF em todos os estabelecimentos comerciais que sejam contribuintes do ICMS. Ao informar o CPF no aplicativo, ele já carrega as informações, não precisa fazer mais nada, os pontos já começam a ser acumulados, a partir de 1° de junho. O aplicativo Nota Potiguar já está disponível no Google Play e na Apple Storie, e funciona também como um gerenciador financeiro, é uma prestação de serviço interessante que estamos entregando para a sociedade.
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opinião 5
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césar santos cesar@defato.com
SISTEMA BINÁRIO E PREVIDÊNCIA
A
Previdência Social brasileira adota para o cálculo de aposentadorias o sistema binário, isto é, trata de forma diferenciada homens e mulheres. E, mesmo com o advento de uma possível reforma, o sistema permanecerá com distinções de tempo de serviço e idade para requerer o direito. Diante disso, como se aposenta uma pessoa transexual, cuja identidade de gênero não corresponde ao sexo biológico? E mais, diante da sujeição à marginalização imposta pela cultura preconceituosa atualmente instalada, a sistemática atual de contribuição obedece ao princípio da equidade? No que se refere ao primeiro questionamento, o que temos hoje de mais concreto é a decisão do Supremo Tribunal Federal, de fe-
''
vereiro de 2018, que acabou com a necessidade de cirurgia de redesignação de sexo e autorização judicial para a retificação do registro civil. Desse modo, já tendo atingido a maior idade, a mudança de sexo e nome pode ser realizada em cartório. Não sendo maior de idade, a solicitação deve ser realizada via judicial, com acompanhamento do Ministério Público. Realizada as devidas retificações, e havendo tempo de contribuição, a aposentadoria é um direito. Diante do modelo binário, a divergência é de como será realizado o cálculo, se a aposentadoria será sob as normas exclusivas referentes ao homem, à mulher ou um critério misto, por meio de um cálculo proporcional, do período em que o sujeito é considerado juridicamente homem e mulher. Atualmente, não existe norma alguma que pacifique o tema; apenas estudos doutrinários e a defesa de diversas correntes, inclusive, aquelas eivadas de preconceito. O que se pode afirmar é que a aposentadoria é um direito do cidadão, independentemente do seu sexo, contudo, o seu cálculo é
Não tem nenhuma chance de esse programa ser interrompido."
canastra real
de essencial importância, especialmente por se tratar de sujeitos violentados pela sociedade, desde as manifestações físicas até a concepção de uma vida plena em direitos, como é o caso da oportunidade de trabalho e da convivência familiar. Nesse sentido, podemos citar o caso de João Nery, o primeiro homem trans a se submeter a cirurgias de redesignação de sexo no Brasil, que, diante de todas as tentativas frustradas de uma vida plena, teve de recorrer à clandestinidade para ser reconhecido como homem. Com o tempo, perdeu a carrei-
ra de professor, e precisou fazer bicos para sobreviver, morreu em outubro de 2018, sem aposentadoria, sobrevivendo com a venda do seu livro “Viagem Solitária”. O caso de João Nery é reflexo de uma realidade enclausuradora, os avanços atuais são ínfimos diante da negligência estatal e de uma sociedade transfóbica, que além de violentar, matar, também priva sujeitos de uma vida com direitos mínimos: família, amor, saúde, trabalho e felicidade. BRENA SANTOS – Advogada e sócia do escritório de advocacia Bezerra & Santos.
PEDRO GUIMARÃES
Acontece hoje o II Passeio Ciclístico da Paz, dentro da campanha Maio Amarelo, que alerta a população para um trânsito seguro. O passeio sairá do conjunto Santa Delmira, às 8h.
Presidente da Caixa, garantindo o Minha Casa, Minha Vida.
2 criminalidade
ufa!
Um jovem foi encontrado morto e amarrado na "Estrada da Raiz" (zona norte de Mossoró). Foi o 67° assassinato do ano e o 20° no mês de maio. A cidade continua violenta e sem segurança, contrariando os índices que apontam para a redução de crimes no país e no estado. O sistema de segurança continua falho e inoperante em Mossoró, tirando a tranquilidade do cidadão de bem.
Uma notícia boa em meio ao turbilhão de coisas ruins divulgadas na semana que terminou: "Não há chance de o Minha Casa, Minha Vida parar", afirmou o presidente da Caixa Econômica Federal, Pedro Guimarães. A notícia é um sopro de esperança da retomada de crescimento da construção civil de Mossoró. Vários projetos estão aprovados e esperando liberação de recursos.
3 4 5
segue A operação Canastra Real alcançou a antessala do presidente da Assembleia Legislativa, Ezequiel Ferreira de Souza (PSDB), ao prender Ana Augusta Simas, que era chefe de gabinete da presidência. O esquema desviou, pelo menos, R$ 2,4 milhões dos cofres públicos, através de "servidores fantasmas".
acordou
É NOTÍCIA 1
O Tribunal de Justiça julga na terça-feira, 21, o pedido de prisão de um dos envolvidos na operação Canastra Real. A decisão está na caneta do desembargador Saraiva Sobrinho, da Câmara Criminal. A Canastra desmantelou esquema de fantasmas na Assembleia Legislativa.
O servidor público Francisco Canindé da Silva colocou em livro situações que viveu, como superação, preconceito, adversidades e conquistas. Ele, que é deficiente físico, lança o livro "Antes que a memória delete" na sexta-feira, 25, na Escola das Artes. José Dirceu voltou para a cadeia, para cumprir pena da segunda condenação na Lava Jato. Ele também tem condenação do mensalão. O petista, para não perder a mania, diz que é inocente. Morreu Edinor Targino de Macedo, "Galego do Mulunguzinho". Era cunhado do radialista Agenor Melo, da RPC. Foi sepultado neste sábado, 18, em Mossoró. Partidos e políticos "independentes" querem criar um "governo paralelo", que ficaria sob o comando do presidente da Câmara Rodrigo Maia (DEM-RJ), para fazer frente ao governo oficial.
Os estudantes preparam nova manifestação contra o governo Bolsonaro, marcada para o dia 30 deste mês. Vão para o asfalto gritar "Fora Bolsonaro" e "Lula Livre". O movimento estudantil está voltando com tudo, depois de 13 anos adormecido.
salários A governadora Fátima Bezerra (PT) espera o sinal verde de sua equipe econômica para anunciar o calendário completo de pagamento dos salários de 2019. Ela acredita que nos próximos dias terá condições para cumprir o prometido. Quanto aos salários atrasados, não há previsão.
Cedida
Acessibilidade em ônibus é um dos destaques na Frente da Mobilidade Urbana
A
s discussões em torno da mobilidade urbana de Mossoró avançam em debates da Frente Parlamentar de Trânsito e Mobilidade Urbana. Em reunião nesta sexta-feira, 17, na Câmara Municipal, que abordou o tema “Educação, Acessibilidade e Desenho Universal”, dados apresentados pela concessionária do
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transporte coletivo, Cidade do Sol, apontam que, no âmbito do serviço, Mossoró se destaca por contar com frota 100% acessível. A adaptação de todos os ônibus, com elevadores e outras ferramentas, que permitem o acesso de cadeirantes, pessoas com deficiências ou mobilidade reduzida nos veículos vai além, inclusive, do previsto
em lei municipal, que exige um total de 5% da frota acessível. “Entendemos que oferecer ônibus com acessibilidade vai além de garantir o direito de ir e vir. Significa, também, respeito ao usuário do transporte coletivo e contribuição para uma cidade mais digna e que valoriza a mobilidade urbana”, destacou Waldemar
Reunião discute acessibilidade em Mossoró
Araújo, diretor da Cidade do Sol, que participou da reunião da Frente Parlamentar. Além da acessibilidade no transporte coletivo, a
reunião desta sexta-feira destacou ainda a necessidade de conscientizar a população da importância da educação e inclusão no trânsito. No próximo encon-
tro dos membros da Frente Parlamentar de Trânsito e Mobilidade Urbana, em junho, em data a ser definida, será debatido o tema Transporte Coletivo.
18/05/2019 14:14:00
6 OPINIÃO/GERAIS
DOMINGO, 19 de maio DE 2019
Queda
PROSA
Nível de água em hidrelétricas & VERSO Um governo em que fica abaixo da média só a derrota interessa crispinianoneto@gmail.com
>> Pelo 5° ano consecutivo, o nível de água dos reservatórios do Sudeste e Centro-Oeste fica inferior ao ideal
O
volume de água que chega aos reservatórios das hidrelétricas instaladas nas regiões Sudeste e CentroOeste ficou abaixo da média histórica nos últimos cinco anos, apontam dados do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS). Isso é relevante porque as duas regiões são responsáveis por cerca de 70% de toda a energia produzida no país. De acordo com o ONS e com especialista ouvido pelo G1, ainda não há risco de falta de energia, mas a situação vem deixando as contas de luz mais caras. Esse período de cinco anos com volume de água abaixo da média é o mais longo, para as hidrelétricas do Sudeste e Centro-Oeste, desde a década de 1950, e o segundo mais longo de toda a série histórica do ONS, que começa em 1932. A redução no volume de água começou em 2014 e é
Divulgação Furnas AC Junior
Reservatório da hidrelétrica de Serra da Mesa, em Goiás reflexo direto das chuvas abaixo do normal nas duas regiões. Naquele ano, os reservatórios receberam água equivalente a 67% da média histórica e chegaram a ficar com nível de armazenamento mais baixo que em 2001, quando o país passou por um racionamento de energia. O racionamento só não ocorreu em 2014 porque o
Situação 'incomoda', diz Operador Nacional do Sistema Elétrico O diretor geral do ONS, Luiz Eduardo Barata, disse que os cinco anos de água abaixo da média histórica nas usinas do Sudeste e Centro-Oeste não geram risco de falta de energia neste momento. Mas, segundo ele, a situação "incomoda" porque reflete no bolso dos con-
sumidores. "Não passa por risco de desabastecimento, mas sim por risco de se ter energia mais cara", disse Barata. "Estamos gerando [energia nas hidrelétrica] bem abaixo da capacidade", declarou. De acordo com o diretor do ONS, a energia gerada na
Brasil contava então com um número maior de termelétricas (usinas geradoras de energia a partir da queima de combustível, como óleo e gás natural), que substituíram parte da geração hidrelétrica. Nos anos seguintes, o volume de água que chegou aos reservatórios aumentou um pouco, mas se manteve, até 2018, abaixo
da média histórica. Os dados do ONS apontam para o risco de que o problema volte a se repetir em 2019: os reservatórios do Sudeste e Centro-Oeste receberam água abaixo da média entre janeiro e abril, período de chuva mais abundante nas duas regiões – o período seco vai de maio a outubro.
região Norte do país, pelas usinas de Santo Antônio e Jirau, em Rondônia, e Belo Monte, no Pará, tem ajudado a atender a uma parte da demanda do Sudeste, principal mercado consumidor. Além disso, afirmou, o país tem ampliado a geração por fontes alternativas, como eólica e solar. Isso, entretanto, não vem sendo suficiente para impedir que as termelétricas, que geram energia mais cara, sejam acionadas com mais frequên-
cia. O uso das térmicas faz as contas de luz subirem. Apesar de os reservatórios de Sudeste e CentroOeste continuarem a registrar chegada de água abaixo da média em 2019, o diretor geral do ONS afirmou que não há preocupação com problemas de abastecimento neste ano. "Para 2019, as avaliações nos deixam com conforto. Nossa expectativa é chegar ao final do ano sem grandes problemas", afirmou.
O
texto que aí está é – pasme – um editorial do Jornal O Globo. Ou seja, é a opinião da família Marinho que, sendo dona de um império midiático, há décadas tem exercido o poder de não passar um dia sem que a corte de Jair Bolsonaro cometa um atentado contra seu próprio patrimônio. A ação deletéria do círculo mais próximo do presidente é cruel, e em alguns casos, ridícula. Já foram escritas milhares e milhares de páginas gloriosas relatando graves e disruptivos equívocos históricos que ao longo dos tempos destruíram reis, imperadores, ditadores, presidentes. Uma nova página está sendo escrita nestes dias no Brasil. Esta, porém, não tem uma gota sequer de glória. Ela é composta apenas por erros pernósticos e grosseiros. Um elenco de erros que ultrapassa o limite do bom senso. O pacote de bobagens começou a ser oferecido já na posse, quando o filho mais mimado do presidente abancou-se no Rolls-Royce presidencial. Parecia uma coisa juvenil, sem maior importância. Não era, como verificou-se em seguida, quando o menino demitiu o primeiro ministro do pai. A partir daí o país acompanhou atônito uma sequência de episódios capazes de arrasar qualquer reputação. Aos poucos, a República do Tiro no Pé foi se consolidando no entorno do presidente e hoje está instalada de maneira inequívoca e soberana no Palácio do Planalto. Dos eventos que tornam difícil o trabalho dos bombeiros de Brasília, o mais impressionante é o tratamento que o governo dá à educação. Primeiro, nomeou um maluco desprovido de bom senso que iniciou sua breve jornada na Esplanada dizendo que brasileiro é um ladrão canibal quando viaja ao exterior. Depois, indicou um sucessor mão de tesoura que anunciou um corte bilionário no orçamento das universidades em nome de um revanchismo cego e tolo. Nem o mais leal bolsonarista consegue entender uma medida como esta, a menos que imagine estar assim nivelando o Brasil ao seu próprio patamar. E ache isso bom. Na política externa, o governo tomou todos os atalhos que o manual do bom diplomata condena. Na área ambiental, nadou e segue nadando contra a maré global. Nem a China, país mais poluidor do mundo, foi tão longe no descaso com o meio ambiente. Não vale a pena falar da senhora que viu Jesus numa goiabeira nem do cavalheiro que comprou um laranjal em Minas, ambos ministros do governo Bolsonaro. Melhor se concentrar na política. Em menos de cinco meses, Bolsonaro teve tantas indisposições nesse campo que já está tomando café frio. Não ganhou um embate importante no Congresso. Depois de ver estraçalhada sua proposta de reforma administrativa na comissão criada para analisá-la, o governo experimentou uma derrota fragorosa ao tentar impedir que o ministro mão de tesoura fosse convocado para se explicar na Câmara. Enquanto ele dava vexame no plenário, escolas ao redor do país pararam e foram às ruas em protesto contra o governo. Nem Temer no pior de seus dias foi tão mal. Continuemos nas Notas Curtas
Questões graves e patéticas Ao lado das questões graves, há outras patéticas. Imagine dois líderes de partidos aliados recusando chamamento do presidente da República para irem ao Palácio conversar. Os “famosos” Elmar Nascimento (DEM) e Arthur Lira (PP) agradeceram convite feito pelo líder deputado major Vitor Hugo (PSL) e não foram ouvir Bolsonaro. Caso raríssimo na história da política nacional, o Centrão disse não ao governo. Logo o Centrão, que faz das tripas coração para estar sempre ao lado de quem dá as cartas e solta as verbas.
Azucrinando
Além disso, os três filhos continuam azucrinando. O mais velho, o 01, teve seu sigilo bancário e fiscal quebrados e antes do fim do ano estará experimentando o calor abrasador do inferno, e incendiando o governo. O mimado, o 02, agora está torpedeando os ministros Onyx, Moro e Guedes, porque não suporta nenhuma sombra maior que a sua ao lado do papai. E, finalmente, o 03, que disse que o Brasil deveria ter sua bomba atômica para ser levado mais a sério. Quem não pode ser levado a sério é o 03.
E ainda tem o Olavo
E, claro, o presidente pode sempre contar com a inestimável colaboração de Olavo de Carvalho, a cereja no topo do bolo. Se os filhos afastam do pai os ministros políticos e técnicos, Olavo afugenta os militares. O perigo do isolamento de Jair Bolsonaro é real. Para quem faz tudo para parecer que somente a derrota interessa, o caminho para o fracasso não poderia estar mais aberto e desimpedido.
Investimentos
Nada mais cretino que Cristovam Buarque, ex-ministro de Educação de Lula e que sempre exige mais investimentos em Educação, dizendo agora que o PT investiu em Educação com fins eleitoreiros. Outro Bolsonaro disse que de 2003 a 2013 o Brasil investiu demais em Educação, saindo de R$ 30 bilhões por ano para R$ 130 bilhões. Finalmente, os idiotas resolverem fazer propaganda do PT, mostrando que foi o partido que, quando esteve na Presidência da República, mais investiu na Educação.
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DOMINGO, 19 de maio DE 2019
Mobilização
Campanha Maio Amarelo realiza hoje II Passeio Ciclístico da Paz >> A saída está prevista para as 8 horas da Avenida Integração, no Santa Delmira, e os interessados devem levar um quilo de alimento Asscom PMM
E
m mais uma ação da campanha Maio Amarelo, que alerta a população sobre a importância de um trânsito seguro, será realizado neste domingo (19) o II Passeio Ciclístico da Paz pelas ruas de Mossoró. A saída está prevista para as 8 horas, da Avenida Integração, no Santa Delmira. Os interessados em participar devem comparecer com sua bicicleta, vestir uma camisa amarela e levar 1 kg de alimento que será doado para instituições de caridade. Com cerca de 150 jovens inscritos, a ação é realizada pelo grupo Escoteiro do Ar Monxorós
II Passeio Ciclístico da Paz pelas ruas de Mossoró a partir das 8h
Segunda parcela do FPM chega com 4,9% de aumento CNM
em parceria com a Prefeitura Municipal de Mossoró e faz parte de um calendário de atividades que estão sendo realizadas durante todo o mês de maio em alusão à campanha Maio Amarelo. “Acreditamos que principalmente nossos jovens devem aprender e entender desde cedo os cuidados que devemos ter no trânsito e essa parceria com a Prefeitura de Mossoró nos possibilita unir forças para atingir o maior número de pessoas da sociedade”, comenta Isabel Fernandes, chefe de seção e diretora de comunicação do grupo escoteiro. Também neste domingo, a Secretaria Municipal de Trânsito realiza ação educativa na Viva a Rio Branco, a partir das 17 horas. Até o dia 31 de maio, serão realizadas palestras, mesas-redondas, blitz de orientação e ação itinerante nos coletivos da cidade. “A proposta da campanha é alertar que no trânsito o sentido é a vida e, com isso, contribuir para que Mossoró tenha um trânsito cada vez mais seguro”, alerta a gerente da unidade de educação para o trânsito, Maribel Oliveira.
Beneficiários de Brumadinho deixam de receber o Bolsa Família Os beneficiários do Programa Bolsa Família (PBF), do Governo Federal, atingidos pela tragédia da Vale em Brumadinho podem ficar sem receber o auxílio nos próximos meses. A informação foi repassada pelo Ministério da Cidadania, responsável pelo programa, por meio de ofício enviado à Prefeitura da cidade. De acordo com o documento, o argumento do Governo é que com o
recebimento do pagamento emergencial temporário da Vale, as famílias podem sair da faixa de renda que é contemplada com o Bolsa Família. Os auxílios da Vale variam entre R$ 250,00 e R$ 1.000,00. “Se a nova renda familiar per capita, após a renda do auxílio emergencial da Vale ser contabilizada, ultrapassar meio salário mínimo mensal, a família deve
solicitar o desligamento voluntário do Bolsa Família, previsto na portaria MDS 555/2005, artigo 8°, inciso I. O desligamento voluntário permite à família, caso volte a se enquadrar às regras de elegibilidade do PBF após o término do auxílio emergencial da Vale, retornar automaticamente ao Bolsa Família”, diz o item 7 do documento. Fonte: Portal G1. Mauro Pimentel AFP
Dinheiro do FPM chega às prefeituras com aumento
Pouco mais de R$ 620 milhões será o montante referente ao 2° decêndio do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) a ser dividido pelos 5.568 Entes locais. O crédito será realizado nesta segunda-feira, 20, e já é levado em consideração o desconto de 20% do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (FUNDEB). Em valores brutos, sem o desconto do Fundeb, o montante chegará a R$ 775 milhões.
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A área de Estudos Técnicos da Confederação Nacional de Municípios (CNM) alerta que no 2° decêndio, a base de cálculo é dos dias 1° a 10 do mês corrente. Esse decêndio geralmente é o menor do mês e representa em torno de 20% do valor esperado para o mês inteiro. De acordo com os dados da Secretaria do Tesouro Nacional (STN), esse 2° decêndio, comparado com mesmo decêndio do ano anterior, apresentou crescimento de 4,90% em termos nominais - valores
sem considerar os efeitos da inflação. O acumulado do mês, em relação ao mesmo período do ano anterior, teve crescimento de 7,91%. Quando o valor do repasse é deflacionado, levando-se em conta a inflação do período, comparado ao mesmo período do ano anterior, o crescimento é de 0,36%. A soma dos 1° e 2° decêndios mostra que o fundo está em crescimento de 3,24% dentro do mês, se comparado ao mesmo período de 2018, levando-se em conta a inflação.
Por causa do pagamento emergencial da Vale, atingidos em Brumadinho podem ter o Bolsa Família cortado
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8 GERAIS
CIANO MAGNTA AMARELO PRETO
DOMINGO, 19 de maio DE 2019
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Mossoró (RN), domingo, 19 de maio de 2019
Preparativos
Comerciantes se preparam para o período junino >> Os proprietários de barracas de fogos de artifício já estão instalados no Corredor Cultural. Expectativa é aumentar as vendas com a proximidade do Pingo da Mei Dia Marcoa Garcia
Amina Costa
Da Redação aminadabecosta@gmail.com
A
proximidade do período junino está fazendo que muitos comerciantes da cidade comecem a se preparar para as vendas do São-João. No Corredor Cultural, já estão sendo montadas algumas barracas de venda de fogos de artifício e de roupas tradicionais desta época do ano, atraindo o público que se mostra fiel a essa tradição junina. As barracas de venda de fogos de artifício são tão tradicionais que se tornaram negócio de família, onde todos os anos, os mesmos comerciantes se prontificam a montar os espaços. Esse é o caso do comerciante Marcius Antônio Nogueira, que tem uma barraca de fogos de artifício há 20 anos no espaço que fica ao lado da Arena Deodete Dias. Marcius Antônio informou que, todos os anos, abre a barraca de fogos no período que compreende o início do mês de maio até o final de junho. “A gente começa a montar no início de maio e fica até o dia 30 de
Marcius Antônio Nogueira tem uma barraca de fogos de artifício há quase 20 anos
junho. É um negócio de família, que temos orgulho de ter”, comentou o comerciante, explicando que os custos para funcionamento do comércio são todos dos proprietários. “Nós arcamos com todos os custos para funcionamento do espaço. Solici-
tamos a vistoria do Corpo de Bombeiros, pagamos a taxa de vistoria, pagamos a taxa de permanência no espaço à Prefeitura, solicitamos a ligação de energia para a Cosern. É um gasto até alto, mas é compensatório porque já é um negócio de família e temos pra-
zer de estar aqui”, disse o comerciante. Entre os produtos que são vendidos nas barracas instaladas no Corredor Cultural estão bombas, fogos de artifício, roupas típicas do período junino, como camisas, vestidos, saias, bem como adereços, como
chapéus, enfeites e adereços. Marcius Antônio informou que o preço de suas mercadorias varia bastante e depende da qualidade, principalmente em relação às roupas. O preço das bombas e dos fogos de artifício varia de R$ 0,50 até R$ 20,00. Em
relação às roupas, o preço varia de R$ 15,00 até R$ 60,00, dependendo do tecido usado na confecção das roupas. No que diz respeito à confecção, o comerciante explica que a maioria das roupas é comprada em Fortaleza e vendida em Mossoró. “Aqui tem algumas pessoas que fazem, mas apenas as saias. A maioria das roupas eu trago de Fortaleza”, relatou Marcius Antônio. O comerciante disse ainda que, até o momento, as vendas estão baseadas, principalmente, nas bombas e nos fogos de artifício, já que a venda de roupas e adereços se torna mais forte com a proximidade do Pingo da Mei Dia. Ele disse ainda que a expectativa de vendas neste ano é muito boa, dentro do que vem ocorrendo desde anos anteriores. “Esse é o período que vende mais bombas pequenas, o estalinho, o traque e a cobrinha, e tem os adereços que são as roupas (camisa, vestido, chapéu). Por enquanto, a venda maior é das bombas, porque ainda não começamos a vender as roupas. Mas, quando tiver perto do Pingo da Mei Dia, as roupas têm muita saída”, disse Marcius Antônio. A localização da barraca é de suma importância para a garantia do movimento e das vendas neste período junino. Por estar próxima a arena de quadrilhas, a expectativa é de que os quadrilheiros sejam importantes fregueses dos comerciantes do local. “O pessoal que dança nas quadrilhas e as pessoas que vêm assistir sempre compram muito os nossos produtos”, complementou.
Marcoa Garcia
Barracas só funcionam após liberação do Corpo de Bombeiros A instalação de barracas de fogos de artifício só é permitida mediante a autorização do Corpo de Bombeiros. A solicitação de vistoria é feita pelo proprietário da barraca e uma equipe vai até o local para averiguar se foram seguidas todas as regras estipuladas pela corporação. A liberação para o funcionamento das barracas que ficam próximas à Arena Deodete Dias ocorreu nesta sexta-feira, 17, de acordo com o comerciante Marcius Antônio Nogueira. Uma das exigências é a distância mínima de seis metros entre as barracas CIANO MAGNTA AMARELO PRETO
Ele informou que uma das exigências feitas pelo Corpo de Bombeiros é a distância mínima de seis metros entre as barracas. “Eles sempre pediram essa distância mínima de seis metros, mas neste ano, eles estão mais exigentes com os critérios. Além dessa distância, eles pedem para ter dois extintores de incêndio, um com pó, para os fogos de artifício, e outro com água, para as roupas que vendemos”, explicou o comerciante.
Marcius Antônio informou ainda que os principais produtos vendidos na sua barraca são sempre os fogos de artifício, principalmente os utilizados por crianças, conhecidos como chumbinho. Ele alertou que a venda dos produtos é feita apenas para adultos. As crianças que vão até o local são orientadas a voltar com a presença de adultos. “Para crianças de até 10 anos, nós vendemos só os chumbinhos, que não precisa de fogo para acender”, explica o comerciante.
2 MOSSORÓ
DOMINGO, 19 DE MAIO DE 2019
EXPECTATIVA
Comerciantes estão esperançosos com vendas durante MCJ >> Estudo que analisa os impactos econômicos do MCJ aponta que comerciantes estão tendo boas expectativas de vendas neste período junino
U
m estudo feito pelas Secretarias de Planejamento e Tributação do Município e por estudantes dos cursos de Administração e Ciências Contábeis da Universidade Potiguar (UNP) comprova o aumento da expectativa de vendas por parte dos ambulantes durante o Mossoró Cidade Junina (MCJ). O estudo ainda está em fase inicial, mas já dá para perceber o quanto o evento fomenta a economia mossoroense. Nesta semana, os secretários das pastas estiveram reunidos com estudantes e com o professor responsável pelo estudo para discutir sobre o retorno econômico que a realização do MCJ traz para o Município. No total, são 30 alunos que estão fazendo parte do es-
Marcos Garcia
Comerciantes vendem produtos em barracas instadas no Corredor Cultural
tudo. A perspectiva é que, assim que termine o Mossoró Cidade Junina, o resul-
tado do estudo seja apresentado. “Esse encontro de hoje
faz parte do nosso organograma de trabalho. Os alunos com o professor foram
coletar dados e pegar informações mais específicas. Essa troca de ideias vai ge-
rar no estudo alternativas para que a gente possa ir aperfeiçoando ainda mais essa relação. Em todas as nossas reuniões, fica claro que o MCJ já é uma alternativa de empregabilidade”, frisou o secretário de Planejamento, Aldo Fernandes. O estudo consiste no acompanhamento dos ambulantes que vão trabalhar durante o MCJ, onde foram questionadas as expectativas deles em relação às vendas. “Acompanhamos os ambulantes na Estação das Artes e entrevistamos quase 200 comerciantes. Estipulamos, por exemplo, um número X de vendas sobre o ano passado, e na entrevista percebemos que o retorno é quatro vezes maior do que imaginávamos no estudo. A expectativa para este ano é melhor ainda”, destacou o professor Josivan Alves. A estudante de Administração Rafaela Alves falou de como está sendo desenvolvida a pesquisa até aqui. “Nesse primeiro momento, a gente abordou os comerciantes e fizemos um questionário. Está sendo feita toda uma pesquisa para termos o resultado do estudo”, declarou.
OUTRAS PALAVRAS JOSÉ NICODEMOS
aristida603@hotmail.com
DE GRAMÁTICAS
N
um dia destes, um rapaz, que, por sinal, me honra com sua leitura, me perguntou se as gramáticas antigas são melhores do que as modernas. Fiquei meio sem jeito para dar-lhe a resposta imediata. Queria ele a indicação de uma boa gramática: gostava de escrever. Para começo de conversa, enquanto dava tempo à resposta, contei-lhe que estudara português pela Gramática Expositiva, de Eduardo Carlos Pereira, juntamente com sua Gramática Histórica, depois pela Metódica de Napoleão Mendes de Almeida, muito prestigiada no tempo. Indicação do professor Albertino Maciel. A certa altura do papo, adivinhei-lhe no olhar fixo nos meus olhos, e um tanto impaciente, a ansiedade pela resposta, e vi logo que já era tempo. E fui direto. Do ponto de vista didático, sou de opinião que as gramáticas modernas são melhores que as antigas, pela abordagem diacrônica dos fatos da língua. Não estão no caso as gramáticas clássicas, sempre apegadas ao latim, de maneira que só os velhos clássicos lhes serviam de fundamento normativo. Assim, o que não vinha destes (concordâncias, regências e colocação de pronomes) era definido como erro. O suficiente para in-
validar um (bom) texto literário. Quer dizer, uma visão sincrônica, recheada de etimologias, o que vale, o português monitorado pelo latim (pretensamente) clássico. Devo lembrar – foi o linguista suíço Ferdinand de Saussure quem separou, nos estudos científicos da linguagem, a diacronia da sincronia, em verdade, dois campos de estudo bem delimitados. Estou dizendo que a gramática moderna, desafogada do arremesso à gramática latina, acabou por arejar perfeitamente o ensino do idioma pátrio. Naturalmente, com a grande vantagem de conferir valor normativo aos escritores modernos. Afinal, trata-se da língua em movimento, ao ritmo das mudanças sociais. De resto, falamos português, e não latim. Ou teríamos de incorporar à sintaxe portuguesa o processo das declinações. Aqui, não é preciso dizer tanto no português quanto no latim são muito diferentes os processos sintáticos. Verdade que, do latim, ficaram alguns traços em nossa língua; mas sujeitos à identidade do português. Nada, porém, que justifique o servilismo linguístico. Ah, sim, ia esquecendo a segunda parte da pergunta – uma excelente gramática é, pode-se dizer, a de Celso Cunha e Lindley Cintra. Perfeita orientação científica. Além de muito clara na exposição dos fatos mais complexos.
INSATISFAÇÃO
REPRESENTAÇÃO
CONGRESSO
Tenho ouvido insatisfação com o atual governo, e com razão, mas o fato é que não se dá o mesmo em relação a essa coisa sem futuro a que chamamos de parlamento. Nenhuma palavra.
Quando, sabe-se, as grandes decisões nacionais passam pela instituição legislativa. Quero dizer que não temos um parlamento integrado ao papel de representação da sociedade.
Se assim não fosse, o governo se obrigaria a deslanchar, neste sentido de promover melhorias relativas ao bem-estar social. A grande verdade é que o Congresso é pior, a todos os respeitos.
18 ANOS
DE COMPROMISSO COM O JORNALISMO DE VERDADE
LINGUAGEM Um grande erro da escola brasileira tem sido, no trabalho com a análise sintática, resumir-se a ensinar o aluno a desmontar orações e períodos, sem depois praticar exercícios de construção de texto, de modo a levá-lo ao domínio da textualidade. Naturalmente, chamando-lhe a atenção para os valores semânticos dos operadores lógicos e discursivos. São estes, segundo Ingedore, que dão ossatura ao texto. É de ver que o fim da análise sintática não é desconjuntar orações e períodos, senão ensinar a boa formulação dos elementos lingüísticos. Aí se põe nos seus devidos termos a crítica do filólogo Silva Ramos, até hoje bandeira de muitos.
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Mossoró 3
DOMINGO, 19 de maio de 2019
Ensino
A pedagoga e o desafio do Conselho Municipal de Educação >> Reeleita para a presidência do Conselho Municipal de Educação, a pedagoga Rilzonete Batista tem o desafio de lidar com professores insatisfeitos com o PME
A
nova gestão do Conselho Municipal de Educação tomou posse no último dia 29 de abril na sede da Secretaria Municipal de Educação, no Centro Administrativo da Cidadania Prefeito Alcides Belo. Órgão deliberativo, o conselho atua na garantia e promoção de políticas públicas educacionais em Mossoró. Com 28 membros, sendo 14 titulares e a outra metade formada por suplentes, o conselho é constituída de representantes de diversas instituições da cidade, entre grupos da sociedade civil, da Câmara Municipal de Vereadores, da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN), dos professores que atuam em Mossoró, entre outros. Durante os próximos dois anos, a presidência do conselho estará a cargo da pedagoga Antônia Rilzonete de Castro Batista, que já esteve à frente do conselho entre 2017 e 2018. Contudo, no pleito de eleição e reeleição, a candidatura de Batista foi a única para presidir o conselho municipal.
Assessoria
Estudantes terão aula até janeiro de 2020
No currículo, além da formação em pedagogia, Batista possui pós-graduação em Psicopedagogia pela Universidade do Vale do Jaguaribe e cursa o Mestrado em Educação na Uern desde 2018. Membro da comissão de
monitoramento e avaliação do Plano Municipal de Educação (PME) até o ano de 2025, Batista precisou lidar com uma recente greve dos professores municipais de Mossoró que, entre outros pontos, queixavam-se do descumprimento do PME
pelo Executivo Municipal. Em seu site oficial, o Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Mossoró (SINDISERPUM), que representa os professores municipais, argumenta que, desde o ano de 2016, o Executivo estaria descumprin-
do a meta 19 do plano de educação, que prevê a eleição direta para os diretores de escola. Durante a greve, que durou 40 dias, o sindicato também se queixou da ausência de reuniões do conselho municipal para mediar o
entrave que suspendeu as atividades de parte dos docentes da cidade. Contudo, o movimento paredista chegou ao fim após audiência de conciliação entre Prefeitura e os professores grevistas. Com o fim da greve coincidindo com a posse da nova gestão da presidência, uma das primeiras pautas do Conselho Municipal de Educação em 2019 foi o calendário de reposição de aulas dos estudantes atingidos com a paralisação dos professores. Elaborado pela Secretaria Municipal de Educação e pelo Sindiserpum, o calendário de reposição prevê a aplicação de aulas até janeiro de 2020, cumprindo os 200 dias letivos de aulas. Em publicação acadêmica no V Congresso Nacional de Educação, Rilzonete Batista argumenta sobre a importância do conselho escolar para gestão democrática das instituições de ensino. “Existe uma busca para que a democracia aconteça nas escolas e UEIs [Unidades de Ensino Infantil], quando os diretores compreendem a necessidade de conduzir suas ações com os sujeitos escolas, desmitificando aquele diretor que se apresenta como profissional unicamente administrativo e burocrático”, argumenta no artigo em que escreveu em parceria com Maria Almeida e Arilene Medeiros. Na presidência do conselho até 2020, Rilzonete Batista tem o desafio de equacionar a insatisfação de parte dos professores com a aplicação de pontos do PME e o caráter deliberativo do conselho.
4 mossoró
DOMINGO, 19 de maio de 2019
Oportunidade Cedida
O curso já é ministrado em Natal, para cerca de 300 estudantes
Uern e Rede Emancipa iniciam seleção de voluntários de cursinho preparatório para o Enem >> As aulas serão oferecidas aos sábados para estudantes oriundos da rede pública
M
ais do que uma simples transmissão de conhecimento, o ato de ensinar possibilita tanto a alunos quanto a professores um aprendizado que vai muito além do conteúdo abordado nos livros. Quando essa ação está diretamente ligada a uma postura de solidariedade e de responsabilidade social, os ganhos se multiplicam. Nesta segunda-feira (20), a Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN) e a Rede Emancipa, que oferece cursinhos populares pré-universitários para jovens de escolas públicas, abrem inscrição para interessados em se tornar facilitadores voluntários de um cursinho preparatório para o Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM). As aulas, que são gratuitas, terão início no dia 24 de junho, no Campus Central da Uern, e serão destinadas a alunos oriundos da rede pública ou que estudaram em escola privada com bolsa de estudo parcial ou total. Conforme explica o professor Jefferson Garrido, do Departamento de Comunicação Social da Uern (DECOM), o cursinho consiste em um projeto de extensão da universidade desenvol-
Cedida
As aulas em Mossoró acontecerão no Departamento de Comunicação Social da Uern (DECOM)
vido pelo Decom, que tem entre os objetivos possibilitar a alunos, técnicos e professores a oportunidade de participar de uma ação extensionista na área da educação popular. “Mas, o maior foco do projeto é no seu público principal: os alunos da rede pública que se submeterão ao exame do Enem neste ano. A Uern parte então na frente ao se preocupar com os futuros universitários. Além de possibilitar uma ação social de inserção dos alunos da rede pública no acesso às aulas preparatórias para o Enem, a Uern mantém o compromisso so-
cial com o ensino público gratuito e de qualidade”, frisa o professor, que é também coordenador do projeto de extensão em Mossoró. Em 2018, a universidade atuou como parceira da Rede Emancipa no campus de Natal, através do cursinho Marielle Franco, oferecendo aulas gratuitas para cerca de 300 alunos da rede pública. Segundo Garrido, a expectativa é que o curso em Mossoró tenha quantidade semelhante de alunos. Em Natal, acrescenta, o cursinho também realiza uma edição neste ano, cujas aulas tiveram início em março último. Até 2020, comple-
menta, o projeto deverá ser expandido para outras cidades que possuem campus da Uern. Os principais facilitadores do projeto serão alunos de graduação da Universidade, sobretudo dos cursos cujas disciplinas são contempladas no Enem: História, Geografia, Filosofia, Sociologia, Química, Física, Biologia, Língua Portuguesa, Literatura, Língua Estrangeira, Artes, Educação Física e Matemática. Contudo, ressalta Garrido, qualquer profissional qualificado pode se inscrever como voluntário, incluindo profissionais da
Cedida
Coordenador do projeto em Mossoró, o professor Jefferson Garrido destaca a importância da participação dos facilitadores
educação, alunos de cursos de graduação de outras universidades e professores de outras instituições de ensino de nível médio ou superior. O voluntário pode atuar como professor ou como membro da equipe pedagógica do projeto. “Além de participar da preparação e da realização das aulas e de interagir com os alunos nos momentos de lazer, entretenimento e convivência, os participantes receberão, ao final da atividade, certificados que comprovarão a quantidade de horas dedicadas ao projeto e quais as atividades extensionistas desenvolvidas no período”, salienta o coordenador. COMO PARTICIPAR A inscrição para voluntários do projeto deve ser feita até o dia 31 de maio, através do e-mail emancipamossoro@gmail.com. O interessado deve enviar currículo resumido indicando em qual área/disciplina deseja atuar ou em qual outra atividade que envolve o projeto deseja participar. Os selecionados serão comunicados por e-mail e convidados a participar de uma formação específica, em data a ser definida no mês de junho. As atividades do cursinho acontecerão exclusivamente aos sábados, das 9h às 16h30, no setor de aula do Decom. A inscrição para os alunos interessados será iniciada no dia 1° de junho. Já para os alunos da rede pública de Natal é possível inscrever-se no próprio local onde as aulas estão sendo realizadas, aos sábados, no campus da Uern. Mais informações podem ser obtidas através do e-mail emancipamossoro@ gmail.com ou no site https:// redeemancipa.org.br.
SEGURANÇA 5
DOMINGO, 19 DE MAIO DE 2019
“BIXA PRESA”
Divulgação
‘Nosso objetivo é dar voz à população LGBT encarcerada’, afirma documentarista “O nosso objetivo é dar voz para esses sujeitos e sujeitas, para que possam falar da realidade de dupla vulnerabilidade, por serem apenados e também por serem gays, bissexuais, travestis e transexuais nesse ambiente tão hostil”. A declaração é do documentarista Felipe Cafrê, ao ser questionado sobre o porquê de o assunto população LGBT encarcerada ter atraído a atenção dele. “Nossos corpos já são ‘coisificados’ diariamente, e assim, sendo vistos como coisas e menos humanos pela sociedade, é muito mais fácil violar nossas vidas sem que se crie nenhuma comoção ou impacto na sociedade. São poucos os que se importam com as vidas que estão sofrendo violências com requintes de crueldade diariamente nas esquinas do nosso país”, afirma Felipe. “E assim nos surgiu o questionamento, ‘como seria a vivência dessas pessoas que já sofrem na nossa sociedade dentro de uma unidade prisional?’, onde a violência se faz muito mais presente e muitos dos preconceitos da nossa sociedade são intensificados”, assevera ele, contando que o nome do documentário remete à música “Bixa Preta”, da MC Linn da Quebrada, que integra a trilha sonora do documentário. “É importante para nós que produzimos o documentário, que além de contarmos com uma equipe 100% LGBTQ+, que a
>> Documentário produzido por jornalista formado na Uern traz histórias e vivências da população LGBT no sistema prisional FÁBIO VALE
Da redação
A
vida por detrás das grades não é nada fácil. A afirmativa é uma unanimidade presente nos relatos dos(as) internos(as) do sistema prisional brasileiro, marcado por diversas deficiências. No caso da população LGBT encarcerada, a problemática é ainda maior. A punição acaba por ser dupla, em que a violência e o descaso se somam à penalidade imposta pelo delito cometido. É o que constata um documentário produzido por um jornalista de 24 anos de idade formado na Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN). O audiovisual traz histórias e vivências de detentos(as) gays, bissexuais, travestis e transexuais que sofrem com a violência e o descaso atrás das grades, e mostra que o processo de ressocialização dificilmente está presente dentro desse cenário. Idealizador do projeto, Felipe Cafrê contou como surgiu a ideia do documentário “Bixa Presa”. “Tratar de assuntos sobre gênero e sexualidade em produções audiovisuais sempre foi algo que me instigou a produzir, tanto que o meu primeiro documentário, ‘TRANSformar, Existindo na Educação’, retrata as conquistas e dificuldades que sujeitos e sujeitas trans enfrentam para entrar e permanecer na educação”, disse ele. “Tendo essa motivação dentro de mim, depois de ler e assistir alguns materiais sobre pessoas encarceradas, me veio a vontade de desenvolver uma produção ligada a esse tema. Sentei com meu amigo Pedro Levi, aluno de Direito da Uern que já possui alguma experiência
com públicos encarcerados, juntamos nossos conhecimentos e começamos a idealizar uma produção que pudesse abordar a dupla vulnerabilidade da população LGBTQ+ encarcerada. Mas, nada muito concreto, já que não possuíamos recursos para tirar essa proposta do papel”, continuou Felipe. “Alguns meses depois desse nosso papo inicial, saiu um edital do Canal Futura, o ‘Doc Curta Duração’, com a proposta de financiar 20 produções documentais de até 14 minutos voltadas para o tema de Direitos Humanos. Então, submetemos nossa proposta que concorreu com outras 871 inscrições de todo o Brasil e ficamos entre os 20 selecionados para o financiamento do Canal Futura”, relatou. Felipe contou também que sua ligação com a população LGBT se dá pelo fato de ele se reconhecer como uma pessoa trans não binária. Ele explica que “é alguém que não se encaixa em nenhuma das ‘caixas’ ou ‘expectativas’ que são postas sobre os nossos corpos após o nosso nascimento (masculino ou feminino)”. E destaca também o fato de “fazer parte de um grupo privilegiado que não integra os 92% de pessoas trans que estão na prostituição” e ter conseguido concluir o ensino superior e ter uma família minimamente estruturada. “Penso que além do meu papel como jornalista de usar a comunicação como instrumento social, tenho que ajudar a dar voz ao meus companheiros e companheiras que seguem diariamente na resistência, que é ser um sujeito ou sujeita trans no país que mais mata transexuais no mundo. Assim, além de uma ligação profissional, sou intimamente ligado com a temática”, revela.
Documentário mostra que população LGBT encarcerada sofre com estupros, agressões e xingamentos As histórias contadas no documentário “Bixa Presa” se passam na Unidade Prisional Irmã Imelda Lima Pontes, localizada no município de Aquiraz (CE), na região metropolitana de Fortaleza (CE), e em funcionamento desde 2016 , sendo destinada para gays, travestis, bissexuais, idosos, cadeirantes e aqueles que respondem à Lei Maria da Penha. O jornalista Felipe Cafrê diz que a escolha pelo estabelecimento prisional se deu por ser uma unidade que dá uma maior atenção para públicos vulneráveis, incluindo, dentro deles, gays, bissexuais, travestis e transexuais. “Assim, poderíamos encontrar uma maior concentração de personagens em um único local com histórias
das suas passagens por outras unidades prisionais. Houve certa resistência da unidade prisional para que tivéssemos acesso a alguns espaços da unidade e de algumas personagens que não quiseram falar. Tentamos dialogar com algumas delas, mas, no fim sempre respeitamos as decisões das apenadas”, contou ele. Felipe disse que o documentário levou seis meses para ser concluído, desde a concepção do roteiro até o envio do corte final para o “Canal Futura”, que acompanhou a produção do material. “Felizmente, nosso trabalho não precisou passar por nenhuma alteração no processo de construção. Posso te falar que as duas etapas mais cansativas foram as fil-
magens e a edição. O clima dentro do presídio é pesado, o tempo passa de forma diferente”, revelou. “Sobre a edição, é muito delicado editar algo assim tão delicado. De forma alguma, queríamos olhar para essas pessoas como seres inferiores ou objetificar as suas vivências. Pedro e eu buscamos na montagem desse projeto criar um produto sensível e com um olhar humano, algo que não é comumente visto em outras produções, já que, como disse anteriormente, nossos corpos são coisificados por tudo e por todos”, relatou. Felipe diz que se machuca em saber que dificilmente a sociedade vai lhes olhar para a população LGBT encarcerada com “bons olhos”, pela condição de apenado e por serem LGBTQ+. “Eu tenho um olhar de carinho sobre elas e eles. Não estou querendo negar que essas pessoas cometeram crimes
trilha escolhida fosse de alguém que também pertence ao movimento, e Linn, que além se ser travesti, desenvolve um trabalho que sempre busca dar visibilidade para o público trans e foi a escolha perfeita para o nosso trabalho”, detalha Felipe. “O nome tenta passar a forma que essas pessoas são vistas dentro do presídio. Se aqui fora já somos chamados dos mais diversos nomes que você possa imaginar, não pense que lá dentro existem muitas pessoas que se importam se a forma que vão tratar o apenado é pejorativa ou não. Eu pessoalmente olho para o termo “Bixa” como uma palavra que temos que nos apropriar. Somos Bixas, sim! E quem disse que temos que nos envergonhar disso? Vergonha tem que ter quem alimenta esses preconceitos dentro de si”, analisa. Divulgação
Felipe Cafrê explicou como se deu a escolha do nome do documentário
e que estão pagando por eles, mas sentar com essas pessoas, ficar diante dos seus sonhos e saber que elas em muitos momentos das suas vidas não foram oportunizadas pela família, na escola e no mercado de trabalho”, afirma. “Um dos objetivos desse documentário é desnudar essa realidade. O cárcere de LGBTQs no Brasil ainda não é tão estudado e debatido, e nos nossos estudos acabamos por perceber que, na maioria das vezes, as pessoas LGBTQs que vão cumprir pena ficam nas ‘solitárias’, no ‘isolamento’ sem qualquer contato exterior, se não, são colocadas entre alas comuns. Nesse último caso, as narrativas são carregadas de violências, estupros, agressões, xingamentos fazem, infelizmente, parte da rotina”, relata o documentarista, avaliando que o sistema ainda não pensa em ser inclusivo.
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Personagens lutam por respeito e dignidade atrás das grades >> Personagens-chave e internas da unidade cearense, Paulinha e Nathália organizaram movimento contra violência à população LGBT encarcerada
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aulinha e Nathália. Essas são as duas personagens-chave do documentário “Bixa Presa”. Internas da unidade prisional cearense cenário da produção audiovisual, as duas se destacaram à frente de um movimento que luta por respeito e dignidade atrás das grades. “Paulinha e Nathália são sujeitas muito importantes. Elas e outras apenadas organizaram um movimento no sistema prisional cearense, onde exigiram que fossem tratadas com respeito e dignidade. Exigiam um espaço onde pudessem ficar longe das violências, que, não diferentemente da sociedade civil, acontece também dentro das prisões. As duas são personagens-chave que nos fazem acreditar o quanto a organização frente a essas violências é importante”, contou o produtor do documentário Felipe Cafrê.
Ele detalha que Nathália é uma mulher trans e, como cabeleireira profissional, passa o tempo na prisão arrumando o cabelo das colegas de cela, e que Paulinha se coloca como uma das “fundadoras” da unidade prisional. Felipe frisa que, além de ajudar a captar as imagens e fazer as entrevistas, também ajudou a montar o conteúdo, a editar e a finalizar a produção, participando ativamente de todo o processo de produção. “Eu assisti, reassisti esse documentário das mais diversas formas que ele assumiu até o último corte, e posso te falar que foi como o parto de um filho, doloroso e cansativo, mas muito gratificante”, lembra, revelando que ficou emocionado com o resultado final e sem descartar a possibilidade de dar continuidade ao trabalho. “Vamos aguardar o lançamento do documentário
Cedida
Nathália é uma das personagens-chave do documentário “Bixa Presa”
e observar a repercussão. Nosso sonho seria conseguir fechar outras parcerias, inclusive com o Canal Futura, para que seja viável levar essa temática para frente, desenvolver uma
série, quem sabe? Já temos em mente outras unidades prisionais que queremos visitar e algumas ideias para possíveis produções, mas, como produzir audiovisual é muito caro, só o
futuro nos dirá se nossos sonhos poderão ser atendidos”, disse. Ele explicou que o documentário foi desenvolvido através de um edital em parceria com o Canal
Futura, o que coloca algumas limitações sobre o trabalho e o uso do nome “Bixa Presa” para dar seguimento à produção. O audiovisual é o trabalho de conclusão de curso de Jornalismo de Felipe. Ele destaca que a experiência com a produção audiovisual começou a se intensificar após ter participado do programa “Geração Futura” do Canal Futura. Recentemente, Felipe foi selecionado para participar do projeto “Globo Lab Profissão Repórter 2019” e passar cinco dias na redação do programa. LANÇAMENTO O documentário será lançado nesta terça-feira (22), às 19 horas, no Teatro Lauro Monte Filho, em Mossoró. A exibição do audiovisual contará com a presença de integrantes da equipe de produção do material, como o próprio Felipe (direção, roteiro, imagens, edição, finalização e direção de arte) e Pedro Levi (roteiro e produção). Eles vão explanar sobre o processo de produção. O evento deverá ter ainda uma mesa de debate sobre o trabalho, com a presença da diretora da Unidade Prisional Irmã Imelda, Lígia Canuto. o documentário contou ainda com imagens e som direto de Fernando Nicolas.
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Brasileirão
Botafogo busca primeira vitória fora do Rio >> Alvinegro visita o Goiás neste domingo podendo terminar rodada dentro do G4 Divulgação - Ideallize
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mbalado pelos últimos resultados positivos, o Botafogo enfrenta, a partir das 16h deste domingo, 19, o Goiás, no Serra Dourada, pela quinta rodada do Campeonato Brasileiro. Após a sequência de três vitórias pelo Nacional, o clube alvinegro busca o primeiro triunfo fora do Rio de Janeiro o único resultado positivo conquistado fora de casa foi no Maracanã, contra o Fluminense, no último sábado, 11. Para tentar garantir o feito já em Goiânia, o técnico Eduardo Barroca disse que optará por uma formação sem o atacante Rodrigo Pimpão. "O Pimpão é um jogador muito importante para a gente, que vem de uma sequência de jogos, mas vou começar com João Paulo, Alex Santana, Cícero e Gustavo", afirmou. Ao final da rodada anterior, o time alvinegro ocupava a quinta colocação, com nove pontos. Assim, tem a chance de chegar ao G-4. "A gente tem a possibilidade de brigar pelo topo já nessa rodada, e vamos trabalhar em cima disso", afirmou Barroca. Já o Goiás, após derrotar o Ceará na última rodada, busca emendar uma sequência de vitórias. Para isso, conta com o retorno do meia Giovanni Augusto, que vol-
FICHA TÉCNICA GOIÁS Tadeu, Daniel Guedes, David Duarte, Yago e Jefferson; Geovane, Léo Senna e Giovanni Augusto; Michael, Júnior Brandão e Leandro Barcia; técnico Claudinei Oliveira.
BOTAFOGO Gatito, Fernando, Carli, Gabriel e Jonathan; Bochecha, Alex Santana, Cícero, João Paulo e Erik; Diego Souza; técnico Eduardo Barroca. Local - Serra Dourada, em Goiânia Horário - 16h Juiz - Rodolpho Toski Marques (PR)
Eduardo Barroca mudou uma peça entre os titulares para jogo no Serra Dourada
ta de suspensão após ter sido expulso por reclamação no banco de reservas. Ele disse ter conversado com o técnico Claudinei Oliveira após o episódio e que a expulsão servirá de aprendizado. "Assumo que acabei prejudicando a equipe no momento", afirmou. "Jogador que tem a minha experiência não pode cometer esse tipo de situação". O time terá ainda uma novidade no ataque. Isto porque Claudinei Oliveira decidiu escalar Júnior Bran-
Chape e Fortaleza tentam recuperação após derrotas Chapecoense e Fortaleza jogam por recuperação no Campeonato Brasileiro neste domingo, 19, às 16h, na Arena Condá. Na parte de baixo da tabela com quatro e três pontos, respectivamente, as duas equipes vêm de derrota na competição. Pela quarta rodada, a Chape perdeu para o Flamengo, por 2 a 1, no Maracanã, enquanto o Fortaleza,
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apesar do bom volume de jogo, acabou derrotado pelo São Paulo, por 1 a 0, num Castelão montado para homenagear Rogério Ceni em seu reencontro com o exclube. Ceni falou sobre recuperar os pontos perdidos, agora contra um adversário que avalia estar no mesmo patamar de sua equipe. "É um concorrente direto
nosso, então precisamos ir lá e trazer pontos de Chapecó", disse o treinador, que se mantém preocupado com a sequência de jogos da equipe. Ele vai promover ao menos sete mudanças em relação ao time que empatou sem gols com o AthleticoPR na quinta (16), pela Copa do Brasil. Osvaldo, ainda dúvida por dores na
dão no lugar de Kayke, que foi titular em todas as partidas do Brasileiro. Com seis
pontos, o Goiás ocupava a décima colocação até o início desta quinta rodada.
AGENDA JOGOS SÉRIE A Domingo (19)
16h – Goiás x Botafogo
11h – São Paulo x Bahia
16h – Internacional x CSA
16h – Athlético/PR x Corinthians
19h – Ceará x grêmio
16h – Chape x Fortaleza
19h – Vasco x Avaí
panturrilha, pode ser a oitava alteração, no lugar de Marcinho. A Chape também vai mudar. O técnico Ney Franco sinalizou o atacante Rildo e o volante Elicarlos nas
vagas de Renato e Alan Ruschel, respectivamente. Sem contar com o lateraldireto Eduardo, o treinador ainda terá de optar entre Bryan e o recém-contratado Caíque Sá.
FICHA TÉCNICA CHAPECOENSE Tiepo, Caíque Sá (Bryan), Gum, Douglas e Bruno Pacheco; Elicarlos, Márcio Araújo e Augusto; Régis, Everaldo e Rildo; técnico Ney Franco.
FORTALEZA Felipe Alves; Tinga, Roger Carvalho, Juan Quintero, Carlinhos; Felipe, Juninho; Edinho, Osvaldo (Marcinho), Wellington Paulista e Kieza; técnico Rogério Ceni.
Local - Arena Condá - Horário - 16h deste domingo Juiz - Thiago Duarte Peixoto (SP)
Grêmio visita Ceará com vários desfalques Em busca da primeira vitória no Campeonato Brasileiro, o Grêmio enfrenta o Ceará neste domingo, 19, às 19h, no Castelão. O técnico Renato Gaúcho não terá a sua disposição Maicon e Luan, que, embora não estejam suspensos nem lesionados, não viajaram com a delegação para Fortaleza. O Grêmio tem outros desfalques confirmados. Além do zagueiro Kannemann, que está suspenso após tomar o terceiro cartão amarelo, Bruno Cortez, Jean Pyerre, Diego Tardelli e Paulo Miranda ainda se recuperam de lesões. O atacante Everton, que foi convocado nesta sexta para disputar a Copa América pela seleção brasileira, deve jogar neste domingo. Ele deve desfalcar o Grêmio em três jogos do Brasileiro: contra o Bahia, o Fortaleza e Botafogo. Com apenas dois pontos conquistados, o tricolor gaúcho ocupava a 18ª colocação até o início desta quinta rodada. Já o Ceará, que estreou no Brasileiro com uma goleada de 4 a 0 sobre o CSA, amarga uma sequência de três derrotas. O técnico Enderson Moreira, que ficou um período afastado devido a uma dengue, diz se sentir culpado pelo mau desempenho do clube nas últimas rodadas. "Tive um problema de saúde quando estava chegando ao clube, quando ia me adaptar ao clube e aos atletas. Por mais que a gente tenha um grupo de auxiliares, que são de extrema confiança, esse momento é rico para a gente conhecer o atleta, ver o comportamento do atleta em situações mais complicadas. Eu perdi quase dez dias nesse convívio direto", disse. Sem grandes desfalques, o clube espera contar com a ajuda da torcida para vencer e se manter fora da zona de rebaixamento -com três pontos, o clube ocupava a 14ª colocação até o início da rodada.
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8 OPINIÃO/esporte
DOMINGO, 19 de maio de 2019
fábio oliveira fabiowillard@hotmail.com
fabio willard de oliveira
Taça Mossoró Máster Mais de Futsal
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ontagem regressiva para a volta do campeonato mossoroense de futsal. No próximo dia 27 (segunda-feira), tem início na quadra do Serviço Social da Indústria (SESI) a 1ª Taça Mossoró Máster Mais de Futsal, competição com participação exclusiva de equipes e atletas mossoroenses (de qualquer idade), valorizando e fomentando a prata da casa. É a investida dos desportistas para fortalecer o futsal local, preenchendo o calendário, abrindo espaços para praticantes e investidores. A competição se junta a outras disputas, como a Copa Santa Luzia, Copa Futsal Mossoró
e Campeonato Cristão. É o recomeço para um esporte com muito potencial e que já teve muito brilho no município. O palco para a competição, o ginásio do Sesi, que recentemente passou por reforma, tem uma localização estratégica. Entre o bairro Doze Anos e o Centro da cidade, possibilita a torcedores da maioria dos bairros a frequência com fácil deslocamento em dia de jogos, para testemunhar grandes disputas. As rodadas acontecem às segundas e sextas-feiras, a partir das 19h15, com duas partidas por noite. A competição terá cobertura da TCM, 95 FM e Portal F9.
iMAGEM QUE MARCA
Cedida
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Esperamos sair desse amistoso com os três pontos!” DEIVID, atacante na época do Flamengo, antes de jogo contra o Londrina. Quanta disposição para um amistoso. Imagine se fosse valendo.
Expectativa O Baraúnas solicitou audiência com a prefeita Rosalba Ciarlini em busca de apoio aos projetos do clube, como escolinhas e o retorno do time principal aos gramados, com pretensão de participar da segunda divisão.
Expectativa II Embora a diretoria seja cobrada por alguns torcedores em disputar a segunda divisão deste ano, neste momento o retorno do Baraúnas depende de um patrocínio mais robusto. A Prefeitura seria esse parceiro.
Expectativa III Mas, essa possibilidade vai se fragilizando na medida em que os dias vão passando e o prazo para confirmar participação não demora a terminar. Ocorre que o pedido de audiência foi protocolado no dia 23 de abril e, até agora, nenhuma resposta. Friburguense, campeão Taça Cidade de Mossoró na década de 1990: Almeida, Detinho, Toinho Malária, Ivanilson, Zé Maria, Jocelito, Diassis, Civan e Wilisvan; Facó, Esquerdinha, Roosevelt, Gutinho, Tutula, Sanderson e Toinho Bacurau.
A semana na história Hoje, o ex-jogador Sanderson completa 54 anos de idade. Amanhã é dia de Rivaldo fazer 56 anos, enquanto na terça, Zácone bate 54 anos. Um meio-de-campo mossoroense de primeira, com história em Baraúnas e Potiguar. Muito pagode e toda a cerveja do mundo para essa galera comemorar.
Os melhores em ação Oito equipes participarão da Taça Mossoró Máster Mais de Futsal: Mossoró Futsal, Os Trezentos, Vingt Rosado, Barcelona, Israel, Galera do Horti, JEC e Boa Vista. É a nata do futsal local em busca do troféu de campeão em sua primeira edição.
Torcedor Futebol Clube Jorge
Expectativa IV O Potiguar também aguarda desembolso da Prefeitura, com promessas para depois do Cidade Junina, planejando quitar dívidas remanescentes do estadual. A público-dependência parece um mal sem fim.
Ciclismo No próximo domingo (26), às 8h da manhã, acontece a 3ª etapa do Campeonato Mossoroense de Ciclismo, no Circuito Memorial da Resistência, no centro da cidade. Mais informações com Ednardo (998650948).
Mudança Em Alagoas, polêmica com a volta de um projeto reeditado sobre a mudança do nome do estádio Rei Pelé para Rainha Marta. Já tentaram uma vez e não passou. O estádio alagoano é o único do Brasil batizado com o nome do maior jogador de todos os tempos.
Bairro Doze Anos Torcedor do Flamengo
CLAUDER ARCANJO
Escritor e editor da Sarau das Letras
DAS 11 ÀS 13H
Mossoró 8_COL FÁBIO OLIV-ESPORTE.indd 1
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Mossoró (RN), DOMINGO, 19 de maio de 2019
Cedida
O advogado Morôni Linhares...
Cedida
...o servidor do INSS Cleilson Carlos e...
Cedida
...o sindicalista Pôla Pinto falam sobre o impacto da reforma da Previdência
Efeitos
O impacto da Reforma da Previdência para os “pequenos’ >> Especialistas apontam aspectos negativos da reforma que comprometem a vida dos trabalhadores e a economia de municípios de pequeno porte FABIANO SOUZA
Da Redação fabianosouz@hotmail.com
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ando sequência à reportagem que trata do impacto da Reforma da Previdência iniciada na edição do último dia 15 de maio, a equipe do JORNAL DE FATO conversou com especialistas e um representante de entidade sindical sobre o assunto. Eles falam sobre o impacto na reforma da Previ-
dência diretamente sobre a classe trabalhadora de baixa renda que atinge diretamente a agricultura familiar e beneficia empresários de grandes empresas nacionais e multinacionais Para Morôni Linhares Matoso, advogado especialista em Direito Constitucional e Tributário, a reforma da Previdência terá um pacto negativo maior para as mulheres e pequenos produtores rurais. “Hoje, para obter aposentadoria, quem trabalha no campo tem que ter idade de 60 pa-
ra homens e 55 para mulheres e comprovação de que trabalhou 15 anos no meio rural. Com a proposta, haverá uma alteração drástica, passando a valer idade mínima de 60 anos para homem e para mulher e 20 anos de comprovação de atividade rural mediante comprovação pelo Cadastro Nacional de Formação Social do INSS. Esse cadastro deverá ser alimentado por documentação que o próprio agricultor terá de conseguir”, acrescenta. Essa documentação po-
Mulheres são as mais atingidas com a reforma O vice-prefeito e presidente do Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras na Agricultura Familiar de Messias Targino (SINTRAF), Genésio Pinto Neto, “Pôla Pinto”,
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disse que a reforma vai atingir todos os regimes previdenciários, vai atingir mais gente e com mudanças mais fortes, incluindo o aumento nas alíquotas de contribuição.
“Com a disposição do Governo em se propor a fazer mudanças de forma muito rápida, os prazos de transição são bastante curtos”, apontou ele. O sindicalista frisou
de ser uma autodeclaração ou contribuição familiar de pelo menos R$ 600,00 por ano. “Essa mudança vai dificultar ainda mais a comprovação de que os agricultores atuaram pelo tempo exigido, sem contar que a declaração sindical não terá mais validade”, disse. Com isso, as entidades sindicais perdem autonomia nos encaminhamentos de pedidos de aposentadorias. “Isso não quer dizer que os sindicatos não possam continuar auxiliando os seus associados. O sin-
dicato continuará emitindo as declarações, que não terão validade de comprovação a menos que os associados assinem uma autodeclaração comprovando isso. Mesmo assim, o que se observa é que a proposta do atual governo é enfraquecer os movimentos sindicais, impedindo que as entidades possam encaminhar a documentação utilizando a declaração que comprova a atividade dos associados. Trata-se de uma inversão de valores”, afirma.
ainda que a lei 8.213 de 24 de julho de 1991, que foi uma grande conquista dos agricultores e suas entidades do campo, está sendo desmontada. A fixação da idade para os especiais e assalariados rurais de 60 anos para ambos os sexos (homens e mulheres) foi bastante criticada. “As mulheres são as mais atingidas, com o aumento de 5
anos”, disse. Ele ressaltou ainda que a Reforma da Previdência e a MP 871, além de impactar negativamente na vida das pessoas, vão prejudicar a economia dos pequenos municípios, como Messias Targino, onde a receita previdenciária é fundamental para garantir a movimentação econômica e a geração de renda.
Reforma trará dificuldades para o campo Para o servidor publico do INSS Francisco Cleilson Carlos, as mudanças propostas com a reforma da Previdência vão trazer sérios problemas para os trabalhadores rurais e para a vida no campo. “Além da dificuldade de conseguir obter o beneficio para os trabalhadores rurais, com os entraves burocráticos, a reforma da Previdência vai gerar um sério problema econômico para os municípios de pequeno porte, em que a grande maioria tem sua economia fundamentada na receita oriunda da Previdência Social. Cidades como Martins, Almino Afonso e Umarizal, onde a receita proveniente de recursos da Previdência é quase três vezes maior que a do Fundo de Participação dos Municípios (FPM). Um verdadeiro absurdo”, disse o servidor. Outro fator importante ressaltado por Cleilson é a questão do Regime de capitalização, com base na criação do artigo 201 A, que autoriza a criação do novo regime. Isso desobriga os empresários a repassar o mínimo de 20% da folha de pagamento para o INSS. Ou seja, o próprio trabalhador é que terá de financiar sua aposentadoria. “Vejamos como exemplo: se uma empresa tem uma folha de R$ 5 milhões, ela tem de repassar para o INSS R$ 1 milhão, fora o desconto do que é descontado do empregado, que varia entre 8% e 11%. Com a mudança, as empresas ficam isentas dos 20% e a cobrança será feita só ao trabalhador”, esclarece.
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Aposentadorias movem economias municipais >> Em Pau dos Ferros com uma população de 30.452 pessoas, nada menos que 11.997 recebem benefícios rurais, ou seja, 39,40% da população
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iversos estudos realizados nos últimos anos mostram que os projetos apresentados para a Reforma da Previdência, ao contrário do que pregam seus autores, trazem sérios prejuízos à classe trabalhadora e beneficiam os empresários. A equipe do JORNAL DE FATO teve acesso a alguns desses estudos que comprovam o impacto da reforma da Previdência na economia do Rio Grande do Norte. Um estudo feito pela Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal (ANFIP) apresentado no livro “A Previdência Social e a Economia dos Municípios” (2018) mostra o impacto da reforma na maioria dos municípios brasileiros. De acordo com essa pesquisa, em 4.101 muni-
sinafro2018
Estudo da ANFIP mostra que Pau dos Ferros se destaca em benefícios rurais no país
Motoristas de aplicativos terão de contribuir com a Previdência
Previdência responde por 32% da renda per capita dos domicílios rurais Ainda de acordo com o estudo, a “Previdência rural constitui, hoje, a principal fonte de rendimento das famílias rurais, tendo ultrapassado, na última década, os rendimentos advindos do trabalho na agricultura familiar. Hoje, a Previdência responde por 32% da renda per capita do universo dos domicílios rurais. Isso significa que quase 1/3 da capacidade de consumo de toda população rural vem da Previdência”. Dados do Tesouro Nacional, do Sistema de Informações Contábeis e Fiscais do Setor Público Brasileiro e do INSS, os benefícios da Previdência rural são maiores do que a soma de ISS e IPTU em 88% dos municípios do país, equivalem a 129% do FPM e a cerca de 100% da soma do ISS com o IPTU. Também são maiores do que o FPM em 49% dos municípios do país. No Maranhão, Ceará e Piauí a Previdência rural chega a representar mais de 200% dos valores transferidos pelo FPM. Nos mu-
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aabr.com.br
Pequenos produtores rurais têm na Previdência rendimentos maiores que os gerados pela agricultura familiar
nicípios de Alagoas, Maranhão, Ceará, Paraíba, Piauí e Rondônia a Previdência rural supera 400% da soma do IPTU e o ISS. O estudo ainda destaca que os benefícios pagos
cípios brasileiros, o valor dos benefícios emitidos pela Previdência Social supera o montante arrecadado por essas cidades com o Fundo de Participação dos Municípios (FPM). O percentual é de 73.6%. Com isso, fica claro que as aposentadorias são o motor da economia em municípios interioranos. As mudanças na Previdência também impactarão de forma substancial a economia potiguar. O estudo da ANFIP mostra ainda que em 53,9%, ou 90 das 167 das cidades potiguares, o montante em circulação com pagamentos dos benefícios da Previdência é maior que a arrecadação do FPM. Um exemplo citado é o da cidade de Pau dos Ferros, no Alto Oeste Potiguar, em que o dinheiro advindo na Previdência Social é bem superior ao repassado pelo FPM. O município é o terceiro do país em que percentualmente os benefícios previdenciários rurais se destacam em relação ao total da população. De uma população de 30.452 pessoas, nada menos que 11.997 recebem benefícios rurais, ou seja, 39.40% dos habitantes têm benefícios previdenciários como fonte de renda. A cidade fica atrás apenas de Paulistana (51.78%) e Valença do Piauí (44,72%), ambas do Piauí.
pelo INSS aos trabalhadores urbanos e rurais e também os assistenciais, como auxílio-doença, são maiores do que a soma do IPTU, ISS e FPM em 74% dos municípios.
A partir de agora, os motoristas de transporte remunerado privado individual de passageiros, como Uber, 99 Pop e Cabify, terão de contribuir como individuais com o Regime Geral de Previdência Social (RPPS). Sancionado na última quarta-feira, 15, o decreto 9.792/2019 regulamenta a nova exigência e o inciso III do parágrafo único do artigo 11-A da lei 12.587/2012, que institui as diretrizes da Política Nacional de Mobilidade Urbana. https:// bit.ly/2Jl6loT O decreto afirma a competência exclusiva dos Municípios e do Distrito Federal de regulamentar e fiscalizar este tipo de serviço, além das exigências previstas na lei e a inscrição do motorista como contribuinte individual do RPPS. Segundo o texto legal, a inscrição como segurado contribuinte individual será feita diretamente pelo motorista, preferencialmente pelos canais
Kyb.com.br
Motoristas de aplicativos serão obrigados a pagar à Previdência Social
eletrônicos de atendimento do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) - site www.inss.gov.br ou pela central 135. O motorista poderá optar pela inscrição como microempreendedor individual, desde que atenda aos requisitos da lei complementar 123/2006, e ele mesmo recolherá sua contribuição. A lei que regulamenta o Microempreendedor Individual
(MEI) abrange os profissionais com faturamento anual de até R$ 81 mil. O motorista também será responsável por comprovar inscrição perante as empresas responsáveis por aplicativos, e ao INSS caberá fornecer os respectivos comprovantes, preferencialmente por meio de seus canais eletrônicos de atendimento. Da Agência CNM de Notícias.
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Solidariedade
Caicó mostra importância da integração com venezuelanos >> CNM lança campanha Interiorização + Humana, destacando apoio dos caicoenses sobre a importância do acolhimento Sneri.blog.br
Por: Amanda Maia
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om um total de 763 venezuelanos acolhidos em oito municípios do país, a organização não governamental (ONG) Aldeias Infantis SOS teve experiências diversas, que podem servir de lição para gestores e outras instituições que estão participando ou pretendem participar do processo de acolhimento do Governo Federal. Há uma semana, a Confederação Nacional de Municípios (CNM) lançou a campanha Interiorização + Humana, com o objetivo de sensibilizar a população e orientar os gestores a aderir à causa. Por meio da Operação Acolhida, até abril deste ano, 5.872 migrantes foram levados de Roraima para outras cidades do país. Processo que apenas começou, já que diariamente novas famílias cruzam a fronteira em busca de segurança e condições mais dignas de vida e trabalho. Segundo o gerente de Comunicação da Aldeias Infantis, Rodrigo Zavala, eles atuam, primeiro, com a articulação junto a prefeituras e secretarias. “Em especial, educação, saúde e assistência social, pois essa cooperação é fundamental
Famílias venezuelanas recebem apoio de diversos setores em Caicó
CNM está atuando com apoio de entidades religiosas e terceiro setor Para evitar esse tipo de situação negativa sobre os venezuelanos, a CNM orienta que seja realizado mapeamento, em apoio com as organizações religiosas e do terceiro setor, da formação técnica dos migrantes para conciliar
com as demandas de trabalho locais. O investimento em cursos profissionalizantes também é uma alternativa e pode ser realizado, a exemplo do Município potiguar, em parceria com as organizações do Sistema S (Senai,
Senac e Sebrae). A ONG Aldeias Infantis SOS realiza um trabalho de cuidado infantil, por meio do acolhimento, e do fortalecimento familiar, para prevenção ao abandono e à separação das crianças. Como a área técnica da Assistência Social da CNM alerta, os grupos vulneráveis merecem atenção especial da gestão municipal no processo de interiorização, para evitar agrava-
mento da situação. “É necessário promover a inclusão no Cadastro Único para programas federais e garantir o acesso aos serviços socioassistenciais, programas, projetos e benefícios no âmbito do Sistema Único de Assistência Social (SUAS)”, lista a consultora Rosângela Ribeiro. Na área de educação o tratamento também deve ser igualitário. Do total de 763 vene-
para a qualidade de nossos projetos. Entre eles, o de apoio à emergência, como é o caso da interiorização de venezuelanos”, cita. Segundo o prefeito Robson de Araújo, de Caicó (RN), mais importante que a integração do Município com o GOVERNO FEDERAL para a Operação Acolhida, é a abordagem multissetorial e inserção social dos migrantes. “É interessante acolhê-los e dar funcionalidade, abrir espaço para encontrar os meios e possibilitar que eles mudem de vida de fato. É um processo lento e envolve mudança de cultura. Brasil é país continental e aqui no Nordeste, por exemplo, a realidade é diferente do Sul e Sudeste”, ressalvou. Segundo o gestor, a adaptação está sendo até rápida e alguns venezuelanos já conseguiram emprego. Situação para a qual alerta o prefeito de Goioerê, no Paraná, Pedro Coelho. “Alguns que vieram têm até curso superior, mas nem todos se adaptaram ao nosso mercado de trabalho. Como tiveram uns que começaram a trabalhar, mas abandonaram a função, acabou gerando imagem negativa nos comércios e nas cooperativas”, lamenta.
zuelanos acompanhados pela entidade, 339 são crianças e adolescentes, ou seja, têm até 18 anos. Desde ano passado, as cidades que receberam as famílias foram: Igaraçu (PE), com 135 migrantes; Rio de Janeiro (RJ), com 101; Brasília (DF), com 116; João Pessoa (PB), com 118; Goioerê (PR), com 96; Porto Alegre (RS), com 87; São Paulo (SP), com 37; e Caicó (RN), com 73.
Seapac realiza Dia de Partilha de Saberes em Encanto O agrônomo Fabrício Edino Jales, do Núcleo do Seapac de Pau dos Ferros, região do Alto Oeste do Rio Grande do Norte, realizou interessante dia de partilha de saberes, na semana passada, na Unidade Produtiva Familiar (UPF) de dona Ezilda Maria e seu Antônio Lisboa, na comunidade Conceição, município de Encanto. O objetivo foi partilhar os saberes do casal sobre a produção de corantes, a partir do Urucum, e de mudas de plantas, com um grupo de 9 mulheres e alguns homens. “O casal tem apenas dois pés de urucum, mas produz cerca de 10 quilos de colorau por ano e fornece para duas irmãs de dona Ezilda e para outras vizi-
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nhas”, comenta Fabrício. A partilha de saberes sobre como produzir o corante a partir da semente do urucum foi todo conduzido por dona Ezilda Maria. “Ela utilizou 500 gramas de sementes de urucum e duas cabeças de alho, farinha branca e óleo, ao mesmo tempo em que explicava às mulheres o passo a passo do processo”, explicou o agrônomo do Seapac. Além de explicar o processo, dona Ezilda também tirou dúvidas de algumas das participantes, que já tinham conhecimento de familiares que falavam sobre a produção do colorau. No final, o produto foi acondicionado em pacotes de 100 gramas e entregue a cada uma das
participantes. Segundo Fabrício, essas mulheres não levaram apenas essas 100 gramas de colorau. “Elas levaram, também, a oportunidade e a importância de produzir o seu próprio urucum, porque dona Ezilda também entregou a cada uma delas uma muda da planta. Isso é um valor simbólico, porém muito importante, porque sabem que colocam nos alimentos um tempero que elas mesmas produziram, com a certeza de que não contém agrotóxico”, comentou Fabrício. A filha de uma das participantes também distribuiu mudas de maracujá, que já produz no quintal de casa. No final, Fabrício mostrou todo o processo de
Cedida
Momento final do dia de partilha de saberes na cidade de Encanto
produção de mudas, como o abacaxi e o chuchu, e também distribuiu com as participantes alguma mudas de ameixa peruana. “Um dos objetivos desses dias de partilha de saberes é fazer com que as famílias tornem suas UPFs cada vez
mais produtivas e produzir alimentos cada vez mais saudáveis, livres dos agrotóxicos”, explicou o agrônomo. Ele também classifica esse trabalho como muito interessante, porque está envolvendo cada vez mais um maior número de
mulheres e de forma muito intensa. “Isso tem um significado enorme, porque contém um saber que é compartilhado e passa para outras famílias. É uma verdadeira troca de saberes e experiências”, finaliza Fabrício.
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DOMINGO, 19 de maio de 2019
Setor de comércio deve usar sempre o CNPJ no cadastro de maquinetas
Orientação
MEI deve separar despesas pessoais do fluxo do negócio >> Ter controle sobre o fluxo de caixa da empresa é o primeiro passo para sucesso nos negócios
A
gestão financeira é uma das fragilidades mais comuns entre aqueles que estão entrando no mundo empresarial e um dos erros frequentes é misturar finanças pessoais com o faturamento do negócio, o que ocorre com muitos Microempreendedores Individuais (MEI). Especialistas do Sebrae no Rio Grande do Norte dão dicas sobre os cuidados a serem tomados nessa área para não inviabilizar a atividade por falta de controle financeiro e nem enfrentar problemas com órgãos fiscalizadores, que podem chegar a aplicar multas ou até mesmo cancelar o CNPJ da empresa. Ter controle sobre o fluxo de caixa da empresa é o primeiro passo na avaliação da analista do Sebrae-RN e coordenadora do MEI, Ruth Suzana Maia. Quando o empreendedor confunde faturamento do negócio com pró-labore, chega uma hora em que não consegue mais avaliar se o negócio e as finanças pessoais estão indo bem ou não. Para manter o controle financeiro em ordem, o empreendedor deve ter um valor de pagamento definido, que é chamado de pró-labore. “Só se tem lucro da empresa após a retirada do pró-labore, que é uma espécie de salário do empreendedor. E esse lucro é do
ASN
Maquinetas de cartão precisam estar vinculadas ao CNPJ da empresa
negócio, não do proprietário, é importante tê-lo para reinvestir na empresa”, explica Ruth Maia. Outro passo importante é abrir uma conta bancária vinculada ao CNPJ
da empresa, e não da pessoa física. Além de permitir um maior controle sobre as entradas e as saídas de recursos, a conta pessoa jurídica facilita a obtenção de crédito devi-
do ao relacionamento com a instituição financeira e a conseguir financiamento com taxa de juros mais baixa, já que empresas têm taxas mais competitivas em compa-
ração com pessoa física. Os bancos têm produtos para contas de empresas que não são acessíveis às contas comuns, como linhas de crédito e serviços de cobrança.
Domingo no Parque das Dunas com muita diversão Como uma das melhores opções de lazer para toda a família, o Parque das Dunas oferece uma programação aos domingos que atende ao público infantil e adulto. Logo pela manhã deste domingo (19), às 10h, a Palhaça Maçaneta estará no palco do projeto Bosque Encena. A personagem foi criada pela paulistana Wladia Beatriz, psicóloga e psicoterapeuta, que há anos integra o movimento de palhaças do Brasil. Depois de percorrer o país passando por cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Bahia e
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muitas outras regiões, agora chegou a vez do Rio Grande do Norte! Para o Bosque Encena ela preparou dois números: /La Encantadora de Serpentes/ e /Is Niki/, quando realiza seu surpreendente e espetacular show revelando habilidades linguísticas e de dança, onde a invisibilidade se faz presente e mundos imaginários passeiam entre danças, canções e emoções. No período da tarde, às 16h30, no projeto Som da Mata, o pianista e compositor potiguar Frank Lemos vai
fazer a apresentação de seu disco Tarairiú, fruto de suas pesquisas sobre a cultura afro-indígenas brasileira e potiguar. No palco, além de Frank, estarão Ricardo Baya (guitarra) e Sílvio Franco (bateria), além das participações especiais de JP (clarinete) e Kleber Moreira (percussão). Convide seus amigos para o domingo no Parque das Dunas! Os projetos acontecem graças à renúncia fiscal da Prefeitura do Natal através da Lei Djalma Maranhão. Os eventos são gratuitos e a entrada no Parque custa apenas 1 real.
Ruth Maia faz outra recomendação, principalmente para aqueles que atuam no setor de comércio, que reúne mais de 45,5 mil MEIS no Rio Grande do Norte, é usar sempre o CNPJ para cadastrar as maquinetas de pagamentos com cartão, nunca o CPF do proprietário. Por questões legais e tributárias, esses equipamentos precisam estar associados à conta do negócio. Quem faz o contrário está sujeito a penalidades, isso porque desde o início do ano a Secretaria Estadual de Tributação (SET-RN) vem realizando operações de fiscalização de itinerância, que são as visitas em que os auditores fiscais verificam as inconformidades in loco nos estabelecimentos. De acordo com informações do Fisco Estadual, já foram realizadas 2,2 mil visitas e vistorias e 465 empresas notificadas por irregularidades. Os auditores apreenderam somente este ano 62 maquinetas de cartão que estavam operando irregularmente. “O MEI precisa ficar muito atento a isso. Ele não é obrigado a emitir nota fiscal, mas a maquineta precisa estar no nome da pessoa jurídica. As consequências de usar a máquina de cartão com a conta pessoal são multas e notificações”, alerta Ruth Maia. Para quem se encontra nessa situação, a analisa recomenda procurar a operadora e fazer a adequação o quanto antes.
Asscom RN
Domingo no parque com muita alegria e palhaçada
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@defato_rn
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DOMINGO, 19 DE maio de 2019
mulher
Dor mamária >> Problema atinge cerca de 70% das mulheres e pode estar associado ao câncer de mama
CIANO MAGNTA AMARELO PRETO
M
astalgia é o nome dado às dores mamárias que são comuns entre as mulheres, mas muitas desconhecem as suas causas. A mastalgia atinge cerca de 70% das mulheres, sem restrição de idade e, na maioria dos casos, as dores não representam nada grave. No entanto é preciso atenção, já que em alguns casos pode ser um sintoma de câncer de mama. "Para muitas mulheres as dores são confundidas com câncer de mama. Então, é preciso procurar um mastologista para evitar qualquer tipo de dúvida. Na própria consulta, quando é esclarecida a dor, a paciente já fica mais tranquila. Porém, em alguns casos, é necessário exame de mamografia e ultrassonografia para verificar o que causa as dores, já que mesmo raro, pode ser um sintoma de câncer de mama", destacou a mastologista Layza Belo. A mastalgia pode ser definida como cíclica, em que acontece no período menstrual, acíclica, quando é cons-
tante (comum na menopausa), ou extramamária, quando a dor não tem origem na mama, mas é referida como se fosse. Apesar de na maioria das vezes não representar nada grave, a recomendação é de buscar uma consulta com o mastologista. As principais causas de dor na mama são: início da puberdade, TPM ou menstruação, gravidez, dor na mama no período da amamentação, cistos nas mamas e uso de remédios. "Em qualquer caso de dúvida, é recomendável procurar um mastologista, evitando a automedicação. Se estiver com sintomas como, por exemplo, secreção com sangue ou clara no mamilo, vermelhidão ou pus na mama, febre, e surgimento de caroço no seio, é necessário buscar com urgência ajuda com um especialista", disse Layza Belo. É de extrema importância que as pacientes fiquem atentas aos sintomas mamários e busquem um médico, o quanto antes, para avaliação adequada.
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DOMINGO, 18 DE maio de 2019
contexto www.sergiochaves.com | sergiodefato@gmail.com
“Acredito que todos nós podemos começar a mudar nossa vida hoje mesmo. Se é muito difícil dar grandes passos internamente, resolver todas as angústias que nos afligem, que comecemos pelas pequenas coisas, por aquilo que nos rodeia. Que possamos, em pequenos atos, nos inspirar na vida. Essa é a força que nos dá movimento.”
Sérgio Chaves
O ANIVERSÁRIO DE MÁRCIO CUSTÓDIO Márcio Custódio, como faz anualmente, reuniu lulus na quarta (8) nos salões do Requinte Buffet para comemorar antecipadamente o seu aniversário. Noite excelente com delícias de Socorro Paiva e sua equipe nota 10 do Requinte, bolo de Georgiana Dantas, música de qualidade e a presença de muita gente querida. As fotos são de Cláudio Roberto.
A.D.
Festa Hoje é dia de festejar o executivo Thiago de Saboya Coelho, a sra. Ivone Germano, Enéas Melo Mendes, a prima Joana Chaves, o cantor André Luvi e a governadora Fátima Bezerra. Amanhã (20), é dia de vivas para Jackson Alves, Andréia Paula Freire Sinclair, Ricardo César Fernandes de Melo, Joana Gomes Neta Figueiredo e a colunista/blogger Soraya Vieira. Para vocês: paz, saúde, amor e alegrias. Parabéns!
ÁLVARO SIVIERO
Márcio Custódio recebendo a prefeita Rosalba Ciarlini.
Francisquinha Furtado e Mary Simone Barrocas Rosado.
Sandra Nobre, Fafá Rosado e Joseane Lopes.
Socorro Estrela e Maria José Mendes.
Karina Ferreira de Souza Vasconcelos e Luana Rodrigues Medeiros.
Aninha Borges Soares, Rose Cantídio, Ivanilma Amorim e Luciana Borges.
CIDADE JUNINA 2019 A estrutura da edição do Mossoró Cidade Junina de 2019 começou a ser montada nesta semana em todos os polos. A prefeita Rosalba Ciarlini e o secretário Eduardo Falcão garantem um evento estruturado e com novidades. No Pingo da Mei Dia, que
O dr. Raphael Machado, que atende no IOT, participou de 9 a 11 passado do XXV Congresso Brasileiro de Trauma Ortopédico, que aconteceu em Curitiba (PR).
Laíre em vivas para a esposa, vereadora Sandra Rosado, com idade nova nesta quinta (23). Felicidades!
acontece no sábado (8), Solteirões do Forró e Reno se apresentam nos trios com vários artistas locais. Na abertura dos shows da Estação das Artes na quinta (13), Wesley Safadão faz o show principal. Teremos, ainda, Fagner, Alceu Valença, Dorgival Dantas,
Waldonys, Júnior Viana, Israel Novaes e Gabriel Diniz como alguns dos shows confirmados. Dia 29, no Boca da Noite, Elba Ramalho, Municipal Santos e Tuca Fernandes prometem sacudir o Corredor Cultural. Vá se preparando que junho promete!
No domingo (26), às 18h, o Teatro Municipal Dix-huit Rosado viverá um momento único. É o dia do concerto da Orquestra Filarmônica da UFRN e Álvaro Siviero, pianista dos mais badalados do país, com regência do maestro André Muniz. Os acessos estão à venda no Plasma Diagnósticos, La Goccia Blu, Casa do Pizzaiolo e na bilheteria do teatro. Imperdível!
CIRCULANDO @ Na segunda (13), dia de Nossa Senhora de Fátima, a triste notícia do falecimento de Perilo Cavalcante pegou muitos de surpresa. Internado havia cerca de um mês em Fortaleza (CE), Perilo não resistiu ao agravamento do seu quadro e nos deixou. Funcionário público aposentado, tendo atuado por 30 anos no Palácio da Resistência, Perilo deixou saudosa uma legião de amigos. Aos familiares, o nosso abraço solidário. Que Perilo seja luz. @ Na terça (14), foi dia de se despedir de Euzim Alves dos Santos, que travava uma luta contra um câncer já havia algum tempo. Pessoa do bem, empresário bem-sucedido, Euzim deixa um vazio imenso na geografia humana da nossa cidade. Para Olímpia, filhos e demais familiares, o nosso abraço e nossa oração. @ A missa de 7° dia de Perilo Cavalcante Júnior será amanhã (20), às 17h, na Catedral de Santa Luzia. @ A Máster Eventos, do casal Eronildo Pereira/Liane Dantas, venceu a licitação e foi homologada como a empresa responsável por gerir o novo Parque da Criança no Corredor Cultural, que será entregue em breve pela prefeita Rosalba Ciarlini. Show! @ E por falar na Máster, a empresa será a responsável por um grande encontro dos ex-alunos do Abel Coelho da década de 80, que acontecerá em julho, com um dia inteiro de programação, culminando com uma grande festa no Requinte Buffet.
Herbert Vieira e Gorete. Ela, com idade nova no sábado (25), recebe os parabéns da coluna!
Clístenes Carlos e José Vieira fazem coro de vivas para a colunista Soraya Vieira, aniversariante desta segunda (20). Tim-tim!
R. Antônio Vieira de Sá, 440 Tel.: 3317-4545 / 3316.0409
Roberto festeja a mammy Ivone Germano, folhinha deste domingo (19). Parabéns!
D. Ivone em vivas para o filho Walterlin Lopes, com aniversário no sábado (25). Vivas!
@ O Abel Coelho foi inaugurado em 1980, com uma proposta educacional inovadora, tendo sido uma escola modelo durante muito tempo. A proposta chamou a atenção de muitos e reuniu em seus bancos algumas das melhores cabeças daquela época em Mossoró, tendo sido uma escola inovadora em muitos quesitos. @ Fui aluno do Abel Coelho entre junho de 1982 e dezembro de 1983, quando aqui morei pela primeira vez, e digo sem medo de errar: muito do Sérgio Chaves de hoje foi formado naquela casa. No início da década de 80, o país passava por uma grande transformação. Para nós, ávidos por liberdade, o Abel Coelho foi uma escola de vida, de formação, de descobertas. Talvez, por isso, aqueles anos iniciais
da década de 80 tenham sido os mais marcantes da nossa vida, pois foi o período de maior destaque da escola. Tenho certeza que será um grande momento. @ O Hiper Queiroz do Nova Betânia realiza, no período de 23 a 25 próximos, o 3° Festival Gastronômico com estandes com receitas incríveis, workshops temáticos e um concurso de receitas aberto ao público, cuja inscrição acontece até amanhã na recepção da loja do Nova Betânia, sempre das 17h às 21h. @ A prefeita de Martins, Olga Fernandes, chega nesta semana a Mossoró, quando vai se reunir com a imprensa em um brunch no Meu Quintal Bistrô, para apresentar a edição deste ano do Festival Gastronômico de Martins. Vamos, sim! @ O artista plástico Ney Morais pilotou o vernissage da sua expo “Miscigenação” na quinta (16), na Sala Joseph Boulier do Memorial da Resistência de Mossoró. Ney é daqueles artistas que dá gosto apreciar. A exposição fica em cartaz até o próximo dia 31. @ Anotamos na agenda a data 20 de julho. Recebemos nesta semana o savethe date do casamento dos jovens Carmem Júlia e Bruno. Ela, filha do casal Nicodemos Montenegro/Izabel. Agradecemos a gentileza. @ Aline & David, Gabriel Diniz, Marília Mendonça, Felipe Grilo, Dilsinho, Circuito Musical, Brenda Cibelly, Márcia Fellipe e Henry Freitas são as atrações da Finecap 2019, que acontece entre os dias 5 e 7 de setembro, em Pau dos Ferros. Retorno. @ E já que o assunto é Pau dos Ferros, dia 1° de junho todos os caminhos nos levam à AABB daquela cidade, onde o colunista DE FATO Lisboa Batista realiza mais uma edição da sua Festa dos Destaques, o evento mais esperado da região. Nesta semana, Lisboa divulgou a relação dos homenageados escolhidos pelo voto popular. Será sucesso! @ O nosso Dia das Mães foi no almoço em família na residência do casal Laíre/vereadora Sandra rosado, na companhia dos filhos Cid Augusto, Larissa e Lahyre Neto, nora, genro e netos, além da presença da matriarca Lourdes Rosado e da querida Escossilda Escóssia. Conosco, a querida Elis Regina Morais. Momentos ótimos!
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DOMINGO, 19 DE maio de 2019
conexão saúde conexaosaude.defato@outlook.com
Ney Robson Vieira Alencar
ATENDIMENTO ODONTOLÓGICO A BEIRA LEITO POR GLÓRIA PIMENTA O atendimento domiciliar ou hospitalar, também conhecido como "Home Care" ou atendimento odontológico a beira leito, tem tido cada vez mais notoriedade com os avanços da tecnologia. Além disso a necessidade da praticidade e conforto para pacientes com necessidades especiais, incluindo os pacientes idosos e acamados, faz do atendimento a beira leito uma alternativa essencial para a manutenção da saúde bucal. O cirurgião-dentista surgiu antes do consultório odontológico e independente deste, quando a humanidade se estabeleceu em grupos e passou a cuidar dos indivíduos que a formavam. O indivíduo mais habilidoso, ou talvez mais sensível, passou a interessar-se pela dor do outro e buscar o atendimento/cuidado. O “cuidar a beira leito” (domiciliar ou hospitalar) não é uma novidade; tampouco deve ser tratado como um modismo, mas sim como uma modalidade mais contemporânea de cuidar. A atividade odontológica voltada ao atendimento domiciliar ou hospitalar cuida de indivíduos que não poderiam, de outra forma, receber tratamentos adequados em Odontologia; e compreende principalmente os idosos e aqueles indivíduos considerados “pacientes com necessidades especiais. O atendimento ou domicílio ou em âmbito hospitalar, propõe que a estrutura convencional seja oferecida com segurança e comodidade e desta modalidade de atendimento surgem particularidades que a diferenciam de qualquer outro tipo de atendimento, como o hospitalar ou ambulatorial. Locais não tradicionais para o atendimento dentário (domicílios particulares, casas de longa permanência e leitos de hospitais) podem ser ambientes utilizados pelo cirurgião dentista e sua equipe. Esses assuntos representam desafios especiais para a prática profissional da Odontologia e, consequentemente, para a educação do dentista. É comum familiares ou responsáveis procurarem atendimento odontológico para o paciente idoso ou com necessidades especiais somente em situações emergenciais, principalmente diante dos quadros de dor, e isto pode ocorrer porque existe uma carência na oferta de atendimento odontológico à população que apresenta alguma deficiência, seja física, intelectual, comportamental ou alguma alteração sistêmica, e o servi-
ço de Home Care odontológico vem preencher essa lacuna, principalmente para o atendimento da pessoa idosa que necessita manter uma condição bucal satisfatória para manutenção da saúde sistêmica e melhora na sua qualidade de vida. Os conhecimentos e habilidades específicos de diversos profissionais em saúde, compondo uma equipe multidisciplinar, parece ser a melhor alternativa para a estruturação da atenção à saúde de pacientes com necessidades especiais, já que este paciente apresenta uma multiplicidade de sinais e sintomas que geralmente correspondem a uma multiplicidade de doenças. Deste modo, essa visão multidisciplinar e atenção integral ao paciente no seu leito, permite a execução de um tratamento confortável, de qualidade e com segurança, com equipamentos e profissionais qualificados que realizam o acompanhamento odontológico à pacientes em regime de internação domiciliar ou em hospitais, trabalhando em conjunto com a equipe de saúde, tratando efetivamente e atuando preventivamente junto aos profissionais de enfermagem, orientando-os na higienização e manutenção da saúde bucal para ga-
rantir uma maior qualidade de vida e uma condição bucal satisfatória, que muitas vezes poderá ser determinante para o bom estado de saúde geral. Das várias indicações para o atendimento odontológico a beira leito, podemos destacar os pacientes com nos leitos de hospital, tanto nos apartamentos/enfermarias, quanto nas unidades de terapia intensiva (UTI), pacientes em tratamento oncológico, pacientes com depressão ou fobias, que muitas, vezes deixam de ir ao dentista devido aos traumas sofridos ou por falta de auto estima, que pode interferir no autocuidado e resultar na higiene bucal precária, na deficiência nutricional e na fragilidade física, levando o paciente a um maior acúmulo de biofilme dentário/ bucal e maior predisposição ao aparecimento de lesões de cárie e doença periodontal, consequentemente, uma maior pré-disposição de processos inflamatórios e infecciosos Outro grupo de pacientes que necessitam de atendimento odontológico em domicilio são os idosos, principalmente os acamados ou com dificuldade de locomoção que preferem ser atendidos em sua casa devido à praticidade do atendimento e pela dificul-
dade de mobilidade. Isto também ajuda muito a família que vê nessa alternativa uma forma mais efetiva da higienização bucal e controle das doenças bucais como a doença periodontal e a cárie dental. Pacientes idosos normalmente têm diminuição da qualidade e quantidade de saliva que têm a função de proteger a mucosa e os dentes, podendo também acontecer pelo uso de medicamentos como hipertensivos, anti-depressivos, corticóides, entre outros. Desta forma, ficam vulneráveis às diversas lesões que possam acontecer na boca e precisam de acompanhamento periódico para compensar essas alterações. - Pacientes com necessidades especiais como pessoas impossibilitadas de serem deslocadas por enfermidade como obesidade ou lesões, pacientes em tratamento oncológico, pacientes idosos com Parkinson e/ou Alzheimer, deficientes físicos e/ou intelectuais, ou seja recomenda-se optar por um serviço dessa forma somente em casos de real necessidade, pois, ainda que a estrutura seja funcional, ela não substitui a estrutura que uma clínica pode oferecer. Preze pela saúde bucal!
neY robSon VIeIrA AlencAr é graduado em Odontologia pela UFPB, Pós-graduado em Prótese Dental pela USP e Especialista em Implantodontia
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STYLE Georgiano Azevedo
georgianoazevedo@gmail.com
A calça pantacourt MMorena Beachwear é usado com body multiuso MMorena Beachwear, mule Carmen Steffens e brincos Cláudia Reges.
Multiuso O body MMorena Beachwear virou um clássico usado com saia midi de linho, MMorena Beachwear, scarpin Carmen Steffens e acessórios Cláudia Reges.
Body + pantalona em linho MMorena Beachwear, usado com maxi blazer acervo de produção e scarpin Carmen Steffens.
Body + Short em linho usado com lenço franjado. Tudo MMorena Beachwear.
O body multiuso usado de forma ombro só com pantalona em linho listrada. Tudo MMorena Beachwear. A bolsa, cinto e mule são Carmen Steffens. Luxo total!!!
O body virou frente única. Super lindo com short clochard. Dica MMorena Beachwear com bag e mule Carmen Steffens.
Fotos: Pedro Sobrinho Produção e Styling: Georgiano Azevedo Beleza: Camarim Hair Modelo: Nayara Fernandes (Tráfego Models Mossoró). Looks: MMorena Beachwear Bolsa, sapatos e cinto: Carmen Steffens Acessórios: Cláudia Reges
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CIANO MAGNTA AMARELO PRETO
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O body multiuso virou uma peça obrigatória no guarda-roupa da mulher versátil. Uma única peça pode dar vida à vários looks, é só usar a criatividade e arrasar!!! A nossa dica é apostar no tom bege, considerado um clássico da moda, e misturar peças em linho cru, criando looks clássicos e modernos.
18 anos de
compromisso com o jornalismo de verdade @defato_rn
/jornaldefatorn
domingo
Mossoró (RN), domingo, 19 de maio de 2019
@jornaldefato
Dom de amar Na Semana Nacional da Adoção, DOMINGO conta histórias de famílias que abriram seu lar e seus corações para receber filhos adotivos e transformar sua vida. Mães por adoção falam da experiência marcada por doação, entrega, aprendizado e pela construção do amor. CMYK revista de domingo_capa.indd 1
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editorial [ índice
Dom de amar
A
adoção de crianças não é uma novidade e, vez por outra, o assunto ganha repercussão quando personalidades decidem aumentar a família por meio de filhos adotivos. Como é o caso das estrelas internacionais do cinema Angelina Jolie e Brad Pitt, que possuem seis filhos, entre os quais, três são adotivos de diferentes nacionalidades (Camboja, Vietnã e Etiópia), ou dos atores brasileiros Giovanna Ewbank e Bruno Gagliasso, que adotaram uma menina do Malawi, na África. Mesmo sendo um assunto bastante comentado, muitas pessoas têm dúvidas e desconhecem todo o processo por trás do ato de adotar, que vai desde a burocracia enfrentada, o tempo de espera, à fase de adaptação e até mesmo como amar uma pessoa que não tem laços sanguíneos. DOMINGO conversou com duas mães mossoroenses que vivenciaram o processo de adoção de crianças e contam um pouco dessa experiência marcada por doação, entrega, aprendizado e pela construção do amor. Boa leitura, Nara Andrade.
Dom de amar Mães por adoção falam da experiência marcada por doação, entrega, aprendizado e pela construção do amor. Página 4
Maio Amarelo Movimento tem como objetivo dar visibilidade à violência no trânsito, promovendo ações para incentivar as boas condutas no trânsito visando à segurança viária. Página 9
Coluna José de Paiva Rebouças Na coluna de hoje, o jornalista José de Paiva Rebouças apresenta mais uma biografia da cultura potiguar. Página 11
Colunas
José Nicodemos
Página 3
• Edição – C&S Assessoria de Comunicação • Editor-geral – Edilson Damasceno • Editora – Nara Andrade • Diagramação – Rick Waekmann • Projeto gráfico – Augusto Paiva • Impressão – Gráfica De Fato • Revisão – Gilcileno Amorim • Foto – Marcos Garcia Redação, publicidade e correspondência Av. Rio Branco, 2203 – Mossoró (RN) Fones: (0xx84) 3323-8900/8909 Site: www.defato.com/domingo E-mail: redacao@defato.com Domingo é uma publicação semanal do Jornal de Fato. Não pode ser vendida separadamente.
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OPINIÃO [ CRÔNICA
QUATRO BÊBADOS E UM CAIXÃO josé nicodemos aristida603@hotmail.com
O
cadáver, mais para esqueleto, sobre uma esteira suja de palha de carnaúba estirada no chão de barro batido. Sem velas. Apenas, num canto de parede, varas da taipa à mostra, a lamparina miserável sobre um tamborete de pernas bambas. À cabeceira do morto, ajoelhado, um bêbado rezando um pai-nosso estropiado. Risos. O bêbado nem se importava. Dentro dele. Lá fora, rua sem iluminação elétri-
ca, uma chuvinha fina e fria, em sinal de grande tristeza. Silêncio total, se não fosse por um cachorro uivando de frio, lá longe. Era o cadáver do dono da casa, morto por tuberculose. Sem tratamento médico nenhum, que fosse, e sem alimentação adequada. Muito mal a má alimentação. Ao redor, a viúva e oito filhos ainda pequenos. Famintos. Fome braba, não tinham força sequer para chorar. Fraqueza geral. Mais um pouco, chega a velhinha devota da ruazinha de casebres, rezar o rosário por alma do morto. Devota de Nossa Senhora. O morto já estava no céu. Na bem-aventurança. Consolava o luto da família.
Os miseráveis ainda acreditam nessas coisas, essencialmente ingênuos. Não sabem pensar o mundo. De certo modo, isso é bom: a desgraça se lhes torna menos desgraçada. Esperançosa. O dia amanheceu ainda com a chuva da noite, uma tristeza enorme sufocando a ruazinha de casebres miseráveis, fedendo a rabugem de cachorro sarnento. Mais tarde, cessou a chuva, e um sol mofino rompeu o nevoeiro, espantado. E lá se foi o caixão, dito da caridade, carregado por quatro bêbados que sobraram da noite. Aos tombos sobre as pernas bambas.
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Doação
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Doação
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adoção de crianças não é uma novidade e, vez por outra, o assunto ganha repercussão quando personalidades decidem aumentar a família por meio de filhos adotivos. Como é o caso das estrelas internacionais do cinema Angelina Jolie e Brad Pitt, que possuem seis filhos, entre os quais, três são adotivos, de diferentes nacionalidades (Camboja, Vietnã e Etiópia), ou dos atores brasileiros Giovanna Ewbank e Bruno Gagliasso, que adotaram uma menina do Malawi, na África. Mesmo sendo um assunto bastante comentado, muitas pessoas têm dúvidas e desconhecem todo o processo por trás do ato de adotar, que vai desde a burocracia enfrentada, o tempo de espera, à fase de adaptação e até mesmo como amar uma pessoa que não tem laços sanguíneos. DOMINGO conversou com duas mães mossoroenses que vivenciaram o processo de adoção de crianças e contam um pouco dessa experiência marcada por doação, entrega, aprendizado e pela construção do amor. A família da administradora Kaliana Barreto, 43, e sua companheira Janicleide agora está completa. Ela conta que sempre teve o desejo de se tornar mãe, fez inclusive fertilização in vitro, mas foi através da adoção que o desejo se concretizou, e em dose tripla. Elas adotaram três irmãos: uma menina de 7 anos, Maria Eduarda, e dois meninos, Isaque, com 5 anos, e Gustavo, com 3. Até a conclusão do processo, ela esperou nove anos. Ao se cadastrar como pretendente, Kaliana Barreto não determinou a cor da pele e olhos da criança para adoção; uma das exigências era que fosse uma menina com até três anos de idade, por achar que seria mais difícil a adaptação com uma criança maior. Com o tempo, ela explica que, após amadurecer, decidiu aumentar a idade até cinco anos e que não exigiria mais que fosse apenas criança do se-
Administradora Kaline Barreto, com sua companheira Janicleide e seus três filhos adotivos, Maria Eduarda, Isaque e Gustavo
xo feminino. Segundo Kaliana, a maior dificuldade que ela acreditava que teria ao longo do processo seria por serem um casal homoafetivo. E eles tiraram de letra a fase de adaptação, segundo a mãe adotiva do trio, foi um momento bastante tranquilo, mas que foram apenas estabelecidas algumas regras para ajudar na nova rotina em família. Para Kaliana Barreto, o fato de serem três crianças com idade e personalidades diferentes foi o que lhe causou maior medo, mas por que não adotar os três, se ao fazer a fertilização in vitro, ela poderia ter tido uma
gravidez múltipla? Sobre o amor que Kaliana Barreto sente pelos filhos, ela explica que o amor é construído. “Tenho uma sobrinha que só não nasceu de mim, mas acompanhei e criei até um ano. A gente ama como se amasse alguém assim. No início é uma coisa de querer, mas vai crescendo e se torna um grande amor”, ressalta. A professora Joana D’arc de Morais também vivenciou a experiência da adoção, que ela descreve como mágica. “A minha experiência com a adoção é maravilhosa, eu tenho três filhos agora. Tenho João Paulo, com DOMINGO, 19 de maio de 2019
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Doação 32 anos, que já é pai de João Gabriel; tenho Paulo Vitor, com 29 anos, que já é pai de Murilo; e tenho a minha Maria, com 11 anos.” Joana conta que tinha muita vontade de ter uma filha. O seu primeiro filho foi homem e, na segunda gravidez, ela desejou que fosse sua menina e veio outro homem. Então, ela decidiu fazer a laqueadura, mesmo sendo muito nova. Até que um dia, Joana voltou a ter vontade de ter sua filha mulher, mas não teve coragem de reverter o procedimento para tentar uma nova gestação; então, junto com o esposo, decidiram adotar. “A gente começou a amadurecer a ideia de ter mais um filho pela via da adoção. Os meninos acharam, meio que absurdo, que era invenção minha e do pai, mas a gente começou a sonhar e ela chegou do jeito que a gente sonhou. Linda, uma menina linda. E aí, de lá para cá, se você olhar para ela, ela já parece com todo mundo. Minha filha, como os seus irmãos, um amor lindo, uma coisa que não sei diferenciar, só lembro quando alguém fala, já que eu achei por bem contá-la. É um direito que ela tem, ela chegou muito nova na nossa vida, é
a história dela. É um mundo lindo, é mágico”, enfatiza. Uma dúvida comum diz respeito ao momento da adoção, como saber qual a criança certa. Mas, para isso, Joana D’arc tem a seguinte resposta: “Eu não sei se existe a criança certa. De repente, ela chega. Quando você resolve adotar, ela vai chegar. De uma forma ou de outra, ela vai chegar. Vocês se encontram, é um encontro desse filho que procura uma família e dessa família que procura esse filho. E acontece. As coisas de Deus, ninguém explica.” Para a mãe de Maria, a maior dificuldade no processo é a espera. A
ansiedade gera muita expectativa. O segredo para tornar o processo mais leve é deixar a coisa fluir. “Você se envolver, participar dos encontros, ler, assistir vídeos, filmes, vai lhe dando uma visão bem tranquila, amadurecida de como você vai lidar quando ele chegar, você ter grupos de apoio a adoção, e de pós-adoção também, é muito importante.” Sobre a fase de adaptação, o mais interessante para Joana D’arc foi o fato de antes de Maria chegar em sua vida, ela havia criado dois filhos homens, então era tudo muito novo, um universo todo novo. “Tem a mistura de sentimentos, medo, alegria, feli-
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Eu não sei se existe a criança certa. De repente, ela chega. Vocês se encontram, é um encontro desse filho que procura uma família e dessa família que procura esse filho. E acontece. São coisas de Deus”, Joana D’arc, mãe por adoção
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Professora Joana D’arc, presidente do Grupo Afeto, e sua filha por adoção Maria
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Doação
cidade, expectativa, o desejo que seja uma criança saudável, que todo mundo respeite, todo mundo aceite, é lindo, é muito gostoso. E o amor surge de repente, vem de Deus.” GRUPO AFETO Fundado em Mossoró no ano de 2017, o Grupo Afeto vem desenvolvendo um importante trabalho junto aos pretendentes à adoção, assim como na divulgação do tema para toda a cidade e acompanhamento das crianças encaminhadas para adoção nos acolhimentos. A professora Joana D’arc de Morais, mãe adotiva de Maria, é presidente do Grupo Afeto desde sua fundação e explica que o trabalho é todo desenvolvido por equipes de voluntários. “Essas comissões vão até as unidades de acolhimento com reforço escolar, que é a comissão de educação, atendimentos psicológicos tanto para as crianças que foram adotadas como também para as famílias que adotaram”, lembra. A presidente afirma que esse acompanhamento é de suma importância, já que a Vara não consegue atender a todos porque existe uma escassez muito grande de funcionários na área. O Grupo Afeto é responsável pela realização dos cursos de formação que os pretendentes à adoção precisam participar, como uma das exigências da Vara da Infância como parte do processo. “Nós acompanhamos esses cadastros, além de divulgar o tema adoção em todos os espaços, escolas, igrejas. As pessoas acham que adoção é um processo muito burocrático, muito difícil, só para quem tem condições, e a gente traz essa discussão para que as pessoas percebam que não é assim. Claro, as dificuldades existem, mas não por ser uma coisa impossível ou por ter um perfil de condição financeira, o processo de adoção necessita de avaliação sobre como é a família que vai receber a DOMINGO, 19 de maio de 2019
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Doação criança, na questão social, psicológica, idoneidade, tudo isso é preciso ser avaliado com bastante cuidado, avaliar os pretendentes para que a criança chegue numa família com segurança”, explica. Sobre a demora para a conclusão do processo de adoção, Joana D’arc enfatiza que a partir do momento que os pretendentes dão entrada na documentação, acontece uma avaliação que conclui se estão aptos ou não para receberem uma criança. Esse processo, segundo a presidente do Afeto, não leva mais de três meses, no entanto o que determina o tempo de espera é o perfil de criança determinado no cadastro. “Por exemplo, se os pretendentes determinar que só querem adotar uma criança branca, com olhos azuis, de 0 até 3 anos, fica difícil. Certos perfis são mais difíceis, porque a maioria das crianças de 0 a 3 anos não são entregues à Vara da Infância para adoção. Nós temos crianças de idade maior, com 7, com 8, 9 anos, e assim até 18 anos. São geralmente crianças que são destituídas do poder familiar e vão para o acolhimento, para serem cadastradas para adoção. E a maioria também são grupos de irmãos, o que dificulta um pouco a adoção”, conclui. SEMANA NACIONAL DA ADOÇÃO Com o intuito de desmitificar, conscientizar e divulgar o tema, o Grupo Afeto dá início neste domingo a uma vasta programação em alusão à Semana Nacional da Adoção. A programação tem início com um ato público de conscientização e mobilização do Grupo Afeto para a sociedade na Avenida Rio Branco, às 16h deste domingo. Até o dia 25 de maio, durante toda a semana, serão realizados atos públicos, debates, palestras, mobilizações, audiências públicas e atividades recreativas, dentro da programação promovida pelo grupo Afeto. (Consulte a programação)
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Campanha
>> Movimento tem como objetivo dar visibilidade à violência no trânsito, promovendo ações para incentivar as boas condutas no trânsito visando à segurança viária
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Campanha
O
trânsito é a principal causa de morte por acidente de crianças e adolescentes de zero a 14 anos no Brasil, segundo o Ministério da Saúde. A segurança no trânsito é marcada pela campanha do Maio Amarelo. Promovido desde 2013 pelo Observatório Nacional de Segurança Viária no Brasil, a campanha tem como objetivo dar visibilidade à violência no trânsito, promovendo ações em várias partes do mundo para incentivar as boas condutas no trânsito visando à segurança viária, informa Vininha F. Carvalho, editora da Revista Ecotour News (www.revistaecotour.news). A Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS) estabeleceu seis principais fatores de risco para acidentes de trânsito, expostos em sua publicação Salvar Vidas, destaca: alta velocidade; não usar sistema de retenção para crianças; distrações; não usar capacete; dirigir sob efeito do álcool; e não usar cinto de segurança. Segundo a Organização Mundial da Saúde, os acidentes de trânsito tiram a vida de mais de 1,3 milhão de pessoas todos os anos. Além disso, os traumas causados em acidentes são a principal causa de morte de pessoas entre cinco e 29 anos.
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Até os sete anos e meio, crianças precisam usar um dispositivo de retenção veicular (bebê-conforto, cadeirinha e assento de elevação)
Não usar cinto de segurança está entre os seis principais fatores de risco para acidentes de trânsito
Os números de crianças e adolescentes internados por acidente de trânsito é bastante expressivo. Só em 2018, o Brasil registrou 11.037 internações, de acordo com o Datasus. Dessas, 3.596 representam meninas e meninos que se encontravam em condição de pedestre, 2.634 representam acidentes em que a criança ou o adolescente em motocicleta e 2.483 crianças em bicicletas, salienta Vininha F. Carvalho. A legislação brasileira recomenda que, até os 10 anos de idade, as crianças sejam transportadas no banco traseiro do veículo automotivo, usando cinto de segurança. E, até os sete anos e meio elas precisam usar um dispositivo de retenção veicular (bebê-conforto, cadeirinha e assento de elevação). Quando usados e instalados corretamente, esses dispositivos reduzem em até 71% a chance de morte de uma criança em caso de acidente de trânsito. Os acidentes têm consequências mais sérias com crianças e adolescentes porque seus corpos são mais frágeis que um corpo adulto. Isso acontece porque eles ainda estão se desenvolvendo. Muitas campanhas são criadas campanhas visando estimular uma série de atitudes simples podem ser
tomadas para mudar essa estatística com foco em educação, conscientização e medidas mais seguras para o trânsito. O transporte adequado de animais, cada vez mais presentes nas atividades diárias das famílias, também precisa ser ressaltado. Existem muitas opções de acessórios para o transporte seguro de pets: – caixas de transporte, cinto de segurança e cadeirinha para pet, para cães de pequeno e médio porte (até 15 kg), indica Vininha F. Carvalho. Segundo informações da Sleepypod, se um veículo sofrer uma colisão a uma velocidade de apenas 48 km/h, por exemplo, um cão de 35 kg projeta mais de uma tonelada de força durante o impacto. De acordo com o Código de Trânsito Brasileiro (CTB) não é permitido conduzir animais nas partes externas do veículo (exceto em casos devidamente autorizados) ou com a cabeça para fora do veículo, o que caracteriza uma infração grave (multa e cinco pontos na carteira). Dirigir com animais no colo, no meio das pernas ou do lado esquerdo do motorista é considerado infração média (multa e quatro pontos na carteira). E, por fim, animais soltos dentro do carro, multa e três pontos na carteira do motorista.
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Balada do Impostor (biografismo)
Balada do Impostor
(biografismo)
José de Paiva Rebouças Jornalista e escritor @paiva_reboucas
Refém de um crime Em 1988, Raí Lopes foi uma das vítimas do primeiro assalto a mão armada em um banco no Rio Grande do Norte. As imagens dessa ação que durou oito horas nunca tinham saído de sua cabeça até agora, quando ele resolveu pôr tudo no papel e lançar seu mais novo livro: “Um dia de cão”, que conta tudo o que aconteceu.
T
udo parecia normal naquela segunda-feira 2 de maio de 1988. Mossoró, pacata ao extremo, em uma época em que o rádio era o grande veículo de comunicação, jamais suspeitaria do que estava para acontecer. Raí Lopes, menos ainda. De ressaca depois de um final de semana de bebedeira com amigos, chegou à agência do Banorte, na qual trabalhava havia quatro anos, às 7h45, com a impressão de que as horas seguintes seriam de perrengue. “Hoje vai ser um dia de cão!”, sussurrou. Interessante é que a mesma frase foi também pronunciada pelo colega Barbosinha, católico praticante que gostava de se benzer e pedir proteção antes de começar o expediente. Talvez tenha se esquecido da prece
neste dia, porque o que presenciaria horas depois marcou profundamente a sua vida. Por volta das 12h45, um sujeito identificado apenas como “Falconi”, portando um revólver de brinquedo, enrolado em uma sacola plástica, e uma seringa que dizia estar infectada com o vírus HIV rendeu o gerente da agência, Amilton Dantas, e anunciou um assalto. Preocupado em proteger a vida, Amilton ordenou ao vigilante que entregasse a arma ao bandido que, finalmente municiado, passou a comandar o primeiro assalto com reféns da história do Rio Grande do Norte e o terceiro do Brasil. Raí, que não tinha almoçado ainda, sentiu a ressaca virar um pesadelo. Ele era o primeiro caixa a ser
visto na entrada da agência e, por isso, foi um dos mais usados pelo assaltante. O funcionário foi obrigado a improvisar máscaras com sacolas plásticas e a recolher dinheiro dos caixas. Coube a ele também amparar uma colega que desmaiou após o bandido disparar a arma contra a porta do Banco para causar pânico. A ação de Falconi foi bem pensada, pelo menos na abordagem inicial. O que ele não planejou foi a saída, por isso, o assalto durou pelo menos oito horas, encerrando apenas às 20h35. Toda a ação foi transmitida, ao vivo, pelas emissoras de rádio da cidade. Seu desfecho pode ser lido no livro “Um dia de cão”, novo trabalho de Raí Lopes que guardou essas lembranças por mais de 30 anos. DOMINGO, 19 de maio de 2019
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Com mais de 500 páginas, o livro reconta esse episódio a partir da visão do próprio Raí, mas também de várias outras testemunhas. A proposta, além de deixar registrado o acontecimento, desmitifica algumas informações divulgadas à época e corrige a maioria dos relatos sobre o referido episódio. Prevista para ser lançado no próximo dia 24, trinta e um anos após o acontecimento, a narrativa rápida e detalhada transporta o leitor para o momento do assalto. Personagens, cenários e lembranças desaparecidas pela passagem do tempo são retomados, o que torna este um trabalho importante também para a remontagem de muitas transformações ocorridas na região e no Brasil. Raí Lopes é detalhista, atencioso aos fatos e acontecimentos e, apesar de ter sido um refém importante para a mira de “Falconi”, não viveu sua vida ao redor desse fato. Muito pelo contrário, usou esse acontecimento para se fortalecer enquanto pessoa e crescer como observador da vida cotidiana, tanto que não deixou o tempo sequer envelhecê-lo. Parece ter 20 anos menos que a idade. Dono de um currículo extenso, Raimundo Antonio de Souza Lopes nasceu no sítio Acauã, em Itajá, por coincidência, numa segunda-feira, ao meio-dia, laçado pelo pescoço pelo cordão umbilical. Era 22 de
abril de 1957 e este acontecimento quase mata a ele e a sua mãe, Alice Cândida Lopes, com quem viveu apenas dois anos. Adotado pelo tio Aniceto Lopes (falecido) e pela esposa Raimunda Neri de Sousa Lopes, 86, logo os aceitou como pais e inverteu o parentesco, passando a chamar a mãe legítima de tia. Os pais adotivos lhe deram um irmão, Francisco, também adotado. A mãe biológica teve outros 11 filhos: Wollas, Francisco, Diassis, Canindé, João Batista, Magda, Conceição, Antônia, Maria das Dores, Maria José e Maria Cândida, não necessariamente nesta ordem. A mais velha de todos é Magda e a mais nova é Cândida. Raí é o segundo dos meninos. “Interessante que eu só vim conhecer e saber quem eram meus irmãos legítimos quando eu tinha 11 anos de idade.” A infância foi em Mossoró, nas Ruas Princesa Izabel e Antônio Costa Filho, no bairro Doze Anos. Da segunda metade da década de 1960 até a primeira metade da década de 70, estudou na Escola Princesa Izabel, Diocesano, Ginásio Municipal (atual Escola de Artes), União Caixeiral e Colégio Estadual. Aproveitou bem a meninice brincando e fazendo traquinagem atravessando a linha de ferro entre o Doze Anos e o Alto da Conceição. Colher fruta nos quintais alheios fazia parte da rotina, o que perturbava funcionários do aeroporto, o padre Sátiro Cavalcante e o ex-senador Duarte Filho. Tomar banho no rio Mossoró era também uma diversão disputada àquela época. “Éramos crianças felizes. Estudávamos, brincávamos e nos divertíamos. Por exemplo: se queríamos chupar cajarana, íamos pelo “Rabo da Gata” até onde hoje é o Nogueirão e lá colhíamos a quantidade que queríamos. Na verdade, dali do Colégio Estadual em direção ao Nogueirão tudo era mato. Ali onde funciona a Casa do Estudante era uma casinha de alpendre e tinha, na sua frente, uma cancela. Nós a abríamos e enveredávamos por uma trilha até che-
garmos aos pés de cajarana.” Sua adolescência foi marcada pelos bailes no Clube Ipiranga (atual Aceu), na tertúlia de Pajeú e no Bar de Elpídio, no bairro Boa Vista. Outros divertimentos eram os vesperais e matinês nos cinemas Ferroviários, Rivoli, Pax e Cine Cid. Os banhos de rio foram substituídos pela piscina da ACDP, que era bastante procurada. Aos 18, alistou-se no Exército, servindo em Natal no 17° Batalhão de Artilharia. Fez curso para cabo e, quando pediu baixa, saiu como 3° sargento. Deixou o serviço militar porque seu perfil não servia para o regime de exceção por qual passava o Brasil. Do Exército foi dirigir caminhão e correr o país, até que em 1977, mudou-se para São Paulo, onde ficou até 1982. Lá, trabalhou no Esporte Clube Sírio e conviveu com Oscar “Mão Santa”, Dodi e Saiani, que integravam o time de basquete. Foi ali também onde Raí deu os passos iniciais na escrita, primeiro com poemas, depois com artigos para a revista do próprio Clube. Ao retornar para Mossoró, resolveu fazer o ensino médio profissionalizante em Contabilidade no Eliseu Viana, mesmo já tendo o Científico. Pouco tempo depois da chegada, casou-se com a educadora Maria Auxiliadora Alves de Queiroz Lopes, com quem convive há 37 anos. Dessa união nasceram Poliana Souza de Queiroz Lopes (jornalista) e Pedro Hugo de Queiroz Lopes (missionário). Seu primeiro emprego neste recomeço foi na construtora Fimac, mas, dois anos depois, em 1984, devido à sua formação técnica, surgiu uma oportunidade que mudaria a sua vida. Ao conseguir uma vaga de caixa na agência 106 do Banorte, pôde seguir novos planos devido à estabilidade promovida pelo bom salário oferecido. Motivado, nesse mesmo ano foi aprovado no vestibular para Matemática na Fundação Universidade Regional do Rio Grande do Norte (FURRN), atual Uern, mas passar o dia no banco e continuar estudando cálculos à noite foi demais para a sua cabeça. Trancou o curso, prestou ou-
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Balada adorodo comer Impostor (biografismo) tro vestibular, dessa vez para História, concluindo em 1988. O resultado desse esforço chegou em 1990, ao ter sido aprovado em concurso público para o Estado, função que exerceu até 2016, quando assinou sua aposentadoria. Aproveitou ao máximo a oportunidade que teve no banco, ficando na função por 11 anos, largando apenas em 1995, sete anos após o assalto. Entre uma coisa e outra, Raí ainda cursou Comunicação Social, com habilitação em Jornalismo, na Uern, entre 2005 e 2008. No ano em que entrou no curso, passou a colaborar para o caderno Expressão do jornal Gazeta do Oeste, escrevendo crônicas semanais até o fechamento do periódico em 2015. Atualmente, colabora quinzenalmente com a coluna José Martins de Vasconcelos no JORNAL DE FATO. O gosto pela leitura começou cedo, ainda na juventude através do avô materno, Manoel Pedro de Oliveira, que gostava de filosofia e possuía uma coleção de clássicos. Mesmo sem entender muito o que lia, Raí não largava os livros. Leu também muito gibi e apaixonou-se por ficção científica, leitura que preserva até hoje. Nesse tempo, também mergulhou na literatura proibida de Adelaide Carraro e Cassandra Rios e, por incrível que pareça, seus estilos de escritas influenciaram bastante a percepção da produção literária do jovem Raimundo. Atualmente, dedica atenção especial a autores como Rubens Alves e Rubem Braga, o que amplia a possibilidade de construção de personagens, ação que começou ainda no tempo de menino, sem saber. É que quando ia visitar a “tia” Alice em Itajá, gostava de ouvir as conversas dos mais velhos sobre temas diversos de suas vidas, sobretudo as aventuras duvidosas de terem acontecido. Não há espaço nesta folha para descrever a produção do escritor que se tornou Raimundo Antonio de Souza Lopes. Desde 2008, participou de 14 antologias, além de participação em revistas e produção de produtos científicos. Organizou 17 obras de crônicas,
contos, artigos e poesias e escreveu 11 livros: Um Olhar Sobre o Cotidiano (2009); A Flor e o Botão: som, ruído e brisa (2010); Diálogos em Retalhos de Cetim (2014); Expedito Mariano de Azevedo: a saga de um bolão (2015); Retratos de Cotidianos (2015); João Sabino de Moura: um homem de sonhos, esperança e realizações (2016); Antonio Ysmael de Araújo: em busca do sim (2016); O legado de Joaquim Francelino e Albaniza Vale: exemplo de força, fé e esperança (2017); Um poema pousou no céu da minha fantasia (2017); Ary e Clotilde. E assim se fez uma família (2018) e Aproniano Martins de Oliveira: do sertão paraibano ao litoral potiguar (2018). Desses, pelo menos seis são biografias, principal gênero adotado por ele. A carreira como escritor lhe rendeu cinco prêmios literários: 1° concurso de Contos de Caminhoneiros, promovido pela Mercedes Benz do Brasil (2008), dois concursos João Batista Cascudo Rodrigues (211 e 2013) e dois Rota Batida de Literatura (2008 e 2014). Desde que entrou no curso de
Jornalismo, em 2005, surgiu a vontade de reescrever sobre a experiência vivida no Banorte em 1988. As discussões sobre livros reportagens lhe acenderam o interesse pelo gênero, fazendo-o iniciar, mesmo que inconscientemente, a pesquisa sobre o ocorrido. Alguns colegas se interessaram pelo acontecimento e resolveram produzir um documentário, convidando-o para dar um depoimento. No momento de sua fala, Raí percebeu que lembrava mais do que imaginava sobre aquele momento. Ainda assim, deixou a ideia guardada até que, tempos depois, meio que sem querer, começou a pesquisar novamente sobre. Ficou surpreso ao achar muitas informações desencontradas e falsas sobre o fatídico dia. Alguns inscritos erravam até a data e o ano do assalto. Isso foi a chama que faltava, segundo ele, porque, como jornalista e historiador, tinha o dever de contar a história com o máximo de fidelidade possível. Porém, suas pesquisas revelaram algo ainda mais surpreendente. É possível que muitas das informações desencontradas tenham sido repassadas por alguns dos reféns, não por má querência, mas pelo bloqueio causado, provavelmente, pelo trauma vivenciado. “Me chamaram atenção nos depoimentos dos colegas que ficaram como reféns os bloqueios de memórias em determinados momentos. Fica claro que em relação às cenas impactantes e que causam traumas, alguns conseguiram bloqueá-las de uma maneira tal que é como se não tivessem acontecido.” Assim mesmo, Raí Lopes conseguiu extrair, em mais de 20 entrevistas realizadas, as informações primordiais para tornar o seu 12° livro, “Um dia de cão”, muito fiel aos acontecimentos. O momento foi tão decisivo na história da economia local, que forçou os bancos a adotar medidas protetivas mais rígidas e os comerciantes a tratar seus pertences e dinheiro com mais profissionalismo. “Em 1988, era costume os caixas e tesoureiros de agências bancárias DOMINGO, 19 de maio de 2019
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Balada do Impostor (biografismo) de Mossoró saírem de suas agências e irem retirar vultosas quantias de dinheiro – para pagamento a seus clientes – na agência do Banco do Brasil, somente acompanhados por um vigilante e, muitas vezes, pasmem, por um colega de trabalho. Às vezes, até mesmo sozinhos. Além disso, a própria agência do Banorte disponibilizava um carro com um funcionário (caixa), um vigilante e uma máquina autenticadora no banco traseiro de um veículo para que estes saíssem arrecadando depósitos de seus maiores clientes. Dessa forma, era normal a população ter ciência de que aquele carro, daquela agência, transportava altos valores em dinheiro e cheques. Apesar de passar três dias consultando Raí para a construção deste texto, nossa conversa foi insuficiente para compreender o mínimo desta história. Ele e eu somos colegas do Instituto Cultural do Oeste Potiguar (ICOP) e escrevemos no mesmo espaço quinzenal. Somos também frequentadores do Café e Poesia, mas a existência desse livro cria um novo vínculo entre nós dois. Essa nova reaproximação foi o que direcionou a pequena entrevista sobre a obra e sua vida que segue a partir de agora: – O que “Um dia de cão” revela sobre a nossa sociedade? – Revela uma mudança profunda no comportamento do cidadão mossoroense que passa a ter consciência de que a cidade está inserida no circuito da violência e que se faz necessário adotar medidas para combater justamente essa nova prática de subtrair os recursos de quem milita na indústria, comércio e estabelecimentos bancários. – Esse fato, que foi considerado inusitado à época, hoje não representa nada no mundo de tamanha violência. O que poderíamos ter aprendido com ele? – Hoje, a prática do assalto a banco com reféns não representa mais uma ameaça à sociedade. Às medidas de segurança adotadas pelas instituições coibiu esse tipo de vio-
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lência, porém foi por muito tempo, e a partir do assalto ao Banorte Mossoró, uma prática que deixava as cidades em constante alerta. O aprendizado se deu de forma traumática para muitos. E, para outros, com medidas preventivas e onerosas. – Tem um quê de espetacularização também, quer dizer, as pessoas gostam e ampliam a violência, de certa maneira? – Com certeza. Aquilo que choca, que aumenta a adrenalina e que pode motivar algo extraordinário, fora do comum – especialmente quando há perigo na cena, é sempre mais atrativo. O assalto proporcionou histórias espetaculares e elencou passagens muito curiosas. – Diante de tudo que você escreve, de suas pesquisas e relatos, é possível traçar um paralelo das mudanças sociais observadas? – A mudança social foi clara. O povo passou a ter mais cuidado, a se preocupar mais com a sua individualidade, a realizar suas ações de forma mais segura e a prestar mais atenção, especialmente em atos que envolvam a parte financeira. Embora a principal mudança tenha sido a não confiar mais no próximo. – O que você aprendeu contando essas histórias? – Como passei a ser biógrafo, e já contei várias histórias de personagens reais, o que aprendi com o assalto ao Banorte foi justamente ter esse olhar de como saber contá-las, sem esquecer as minudências. Ou seja, observar os detalhes para não perder o fio da meada e narrar de uma forma que o leitor se veja inserido no contexto. – Como a tarefa de ser professor contribuiu para a sua forma de olhar o mundo? – Olha, realizei-me na sala de aula. Deixei tudo na minha vida para ser professor. Na sala de aula, eu pude conviver com a heterogeneidade e aprender com o diferente do meu pensar. Nada se compara ao convívio de
uma sociedade chamada sala de aula. Só quem participou dela sabe do que estou falando. E a maior lição da sala de aula não é o outro que tem que adentrar ao meu universo medíocre de saber, mas eu que tenho o dever de me inserir no universo do outro e ajudá-lo a realizar seus projetos de vida. – Você acha que vive bem a sua vida ou falta fazer muito ainda? – Particularmente, sou uma pessoa bastante caseira, que não se preocupa muito com o supérfluo, que não precisa de muito para viver. Na verdade, não sou curioso, mas sou, sim, observador. Se eu quero ir a Paris, eu entro na internet e leio sobre a França e, consequentemente, sobre a cidade luz. O dinheiro não me cega. Convivo muito bem com o que ganho de aposentadoria. Mas tenho uma vontade enorme de escrever alguma coisa que ultrapasse gerações. Ah, isso eu tenho sim. E isso me motiva a seguir. – O que você mais se lembra nesta caminhada que pode servir de orientação para os mais jovens? – Quando eu estava em sala de aula, no primeiro dia de cada ano letivo, a primeira coisa que fazia com minhas turmas era a de levá-las ao lugar mais sagrado da escola: a biblioteca. Lá eu dizia sempre assim: “nós que não nascemos em berço de ouro só temos uma maneira de mudarmos a nossa realidade social e de nossos descendentes: estudando e, através do estudo, adquirindo conhecimento. Não há outra maneira, nem mesmo se tirarmos na loteria, pois sem o conhecimento estamos fadados a perdemos o que ganhamos”. – Viver é melhor que sonhar? – Acho que é preciso viver a realidade para poder ter o direito a sonhar. Nem sempre sonhar é sinônimo de coisa boa e nem sempre a realidade pode ser encarada como uma coisa ruim. O poeta é um fingidor, já dizia Fernando Pessoa. Portanto, eu diria que o escritor sonha em realizar seus projetos literários e, aí sim, quando os realiza, fantasia o seu mundo ideal, igual ao poeta.
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adoro comer
Torta de chocolate Ingredientes 10 colheres (sopa) de Margarina Puro Sabor 400 gramas de biscoito de coco 8 colheres (sopa) de chocolate em pó 2 tabletes de chocolate meio amargo picados 1 caixa de creme de leite 1 vidro de leite de coco 1 lata de leite condensado cozido na pressão
Modo de preparo Massa - Triture o biscoito no liquidificador. Em seguida misture os biscoitos com margarina e chocolate em pó. Mexa até formar uma pasta. Forre uma forma com fundo removível. Asse por 15 minutos no forno médio, a 180° C, preaquecido. Deixe esfriar. Recheio - Leve ao micro-ondas por 2 minutos o chocolate picado, o leite de coco e o creme de leite. Misture o creme e,
se for preciso, mantenha por mais 1 minuto no micro-ondas ou até ficar homogêneo. Reserve. Montagem - Coloque metade do recheio sobre a massa e leve a geladeira por 2 horas. Acrescente o doce de leite e o restante da massa de chocolate por cima. Leve a geladeira por mais 4 horas antes de servir. Rendimento: 10 porções Tempo de preparo: 30 minutos.
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18 anos de
compromisso com o jornalismo de verdade @defato_rn
/jornaldefatorn
domingo
Mossoró (RN), domingo, 19 de maio de 2019
@jornaldefato
Dom de amar Na Semana Nacional da Adoção, DOMINGO conta histórias de famílias que abriram seu lar e seus corações para receber filhos adotivos e transformar sua vida. Mães por adoção falam da experiência marcada por doação, entrega, aprendizado e pela construção do amor. CMYK revista de domingo_capa.indd 1
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tv
>> bastidores
Após sequência de histórias bíblicas, Record estreia “Topíssima” e investe em dilemas da mulher moderna
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“Bom Sucesso”, próxima novela das sete, irá abordar a arte de viver Mossoró (RN), domingo, 19 de maio de 2019
>> raio x
Para viver congolesa em “Órfãos da Terra”, Eli Ferreira se empenha na prosódia página 9
Som da
personagem
2 televisão
Seriais
Domingo, 19 de maio de 2019
>> por Geraldo Bessa
Destaques das séries e conteúdo “on demand”
Pequeno polegar Novidade no catálogo do Playplus, serviço de streaming da Record TV. Nesta semana, os assinantes do app podem conferir a estreia do documentário "10 Chances. O Homem que Desafiou a Morte", produção original que conta a trajetória do músico Rafael Ilha. Com direção de Rafael Gomide, Ilha revisita a fama precoce, seu estrelato como integrante do Polegar - grupo musical de grande sucesso nos anos 1980 -, os problemas com as drogas, as prisões, e, a vitória na última edição do reality show "A Fazenda", que pela preferência do público, o tornou milionário. No primeiro episódio, Rafael lembra da fase em que era garoto propaganda de comerciais que marcaram época e algumas passagens como a entrevista que fez com o ex-presidente Jânio Quadros, que o cobrou notas no boletim escolar. A cantora Simony e os apresentadores Rodrigo Faro e Gugu Liberato também participam do episódio.
Produção própria
(Globoplay, seg, dia 20) A poesia regional é destaque na Globoplay com a estreia da série "Cine Holliúdy". Inspirada no longa-metragem homônimo de Halder Gomes, a trama de dez episódios traz de volta à tevê o humor tipicamente nordestino por meio da história de Francisgleydisson (Edmilson Filho), um cabra sonhador, apaixonado por cinema, e que luta para manter viva a sétima arte no interior do Ceará. Com uma história inédita e independente do filme assinada por Cláudio Paiva e Mauro Wilson, a série possui novos personagens e uma nova dramaturgia. Na adaptação, o cinema entra forte na "briga" com a televisão. Francis é dono da única atração cultural da cidade fictícia de Pitombas: o "Cine Holliúdy". O lugar é capaz de aglomerar o povo local em filas para assistir aos seus filmes de beijo ou de briga. Ao lado de seu parceiro de trabalho e fiel escudeiro Munízio (Haroldo Guimarães), um verdadeiro “Sancho Pança” do sertão, o cinemista vê seu faturamento cair na bilheteria depois que o prefeito Olegário (Matheus Nachtergaele), atendendo às vontades da primeira-dama, Maria do Socorro (Heloísa Perissé), e de sua enteada Marilyn (Letícia Colin), coloca um aparelho de tevê em plena praça pública.
Outra identidade
(Amazon Prime Video, ter, dia 21) Sucesso na tevê mundial e agora disponível na Amazon Prime Video, "Sneaky Pete" gira em torno de um vigarista chamado Marius Josipovic que assume a identidade de seu antigo colega de cela, Pete, e usa a alienada família do amigo para tentar fugir de seu passado. Quem é Marius Josipovic? Nem ele mesmo sabe. Ele está se sentindo próximo da família Bernhardt, mas ele não é parte dela. Ele é um charlatão, uma fraude. Além disso, Marius está em conflito consigo mesmo. Ele é um habilidoso vigarista, mas está se sentindo atraído pela possibilidade de uma vida normal, o que o apavora. Nesta terceira temporada, todos os membros da família Sneaky Pete exploram suas identidades, propósitos, onde pertencem, para onde vão. Uma jornada perigosa, em que eles podem se perder, ou pior, perder as próprias vidas.
Formato revisitado
(Cultura Digital, qui, dia 23) A fim de proporcionar um novo e diferente mergulho em algo já conhecido, a TV Cultura disponibiliza no aplicativo Cultura Digital os primeiros episódios de "#Provocações". Em uma reformulação, Marcelo Tas revisita o formato de entrevistas que estreou em 2000 e se consagrou nas mãos do saudoso Antônio Abujamra, firmando um compromisso com a dúvida e, é claro, com a provocação. Agora com os pés no mundo atual e vestido com toda a tecnologia e interatividade inerente a ele, o programa conta com quadros inéditos e com forte participação do público por meio das redes sociais. Firmado em três pilares básicos: entrevistas, filosofia e interação, o "#Provocações" tem como principal objetivo desafiar os convidados a responderem perguntas que não são feitas por outros veículos de mídia. O programa promete romper o véu entre a alta cultura e a cultura pop – levando em conta, para a construção sua narrativa, nomes diversos e inusitados.
Guia de turismo
(Multishow, sex, dia 24) Um dos mais antigos programas de viagem do Multishow, o "Vai Pra Onde?" mostra diferentes destinos turísticos, dando dicas de hospedagem, alimentação e programas noturnos para turistas jovens que querem gastar o mínimo possível. Sob o comando de Bruno de Luca, diversas cenas são gravadas por câmeras empunhadas pelo próprio apresentador. Depois de desbravar locais como Egito, Cuba, África do Sul, Índia, Espanha, Holanda, Bélgica, Dinamarca, entre outros. A nova temporada do "Vai Pra Onde?" será um intenso mergulho pela tecnologia e costumes do Japão.
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Memória literária
>> principal
Em “A Dona do Pedaço”, Walcyr Carrasco moderniza o clássico da literatura “Romeu e Julieta”
A
literatura clássica é fonte inesgotável de inspiração para as mais diversas novelas. Walcyr Carrasco que o diga. Escritor e amante literatura, o autor, ao longo de seus diversos folhetins, passeou por importantes obras consagradas mundialmente, como “A Megera Domada”, de William Shakespeare, e “O Conde de Monte Cristo”, de Alexandre Dumas. Em “A Dona do Pedaço”, próxima trama das nove, que estreia segunda, dia 20, Carrasco revisita o dramaturgo inglês. Os protagonistas Maria da Paz e Amadeu, interpretados por Juliana Paes e Marco Palmeira, vivem um grande amor, mas precisam lidar com a rivalidade histórica de suas famílias. Assim como ocorreu com os jovens Romeu e Julieta. “‘A Dona do Pedaço’ é uma novela que fala de coragem e esperança. Acredito que as pessoas possam subir na vida utilizando aquilo que já sabem, um dom, e a vontade de lutar e trabalhar. A novela fala da certeza de que todos podem encontrar seu lugar no mundo”, defende Carrasco, que, em 2017, levou o Prêmio Jabuti pela tradução e adaptação de “Romeu e Julieta”. Dividida em um prólogo e duas fases, a novela conta a história de Maria da Paz. Mulher simples, ela nasceu e cresceu na cidade fictícia de Rio Vermelho, no interior do Espí-
rito Santo. Jovem humilde, a personagem vem de uma família de justiceiros profissionais, os Ramirez, e se apaixona por Amadeu, advogado formado em Vitória e membro da principal família rival nos negócios, os Matheus. Uma tragédia no dia do casamento os afasta e os faz acreditar que o outro está morto. “A Maria da Paz quer viver esse amor e propõem um pacto de paz entre as famílias. Mas esse pacto não se concretiza. A partir daí, ela passa por poucas e boas. Tem de fugir para São Paulo porque está jurada de morte”, explica Juliana. Com passagem de tempo de cerca de duas décadas, a trama se desenvolve, em dias atuais, em São Paulo, onde Maria da Paz construiu fortuna com os bolos que aprendeu a fazer ainda criança, tornando-se uma bem-sucedida empresária no
ramo da confeitaria. “A única coisa que ela sabia fazer era bolo, que aprendeu com a avó. Começa vendendo bolo na rua em uma carrocinha, depois em uma portinha de garagem e, então, a coisa começa a dar certo. Ela tem esse jeito doce, generoso e amoroso com as pessoas e coloca tudo isso nos bolos. Existe um pouco de lúdico nessa história”, aponta. Depois de levar um tiro misterioso durante seu casamento com Maria da Paz, Amadeu deixa Rio Vermelho entre a vida e a morte. Levado às pressas para um hospital em Vitória, ele chega a ser internado na UTI. A recuperação improvável acontece, mas ele é informado de que pode não voltar a andar e, ao receber alta, passa a depender de uma cadeira de rodas. Em uma tentativa de garantir a plena recuperação do
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filho, Nilda, papel de Jussara Freire, monta um quarto com toda a estrutura hospitalar na casa de campo da família. Ela também contrata a fisioterapeuta Gilda, vivida por Heloísa Jorge, para acompanhar o tratamento dele. Ao longo do processo de recuperação, Gilda e Amadeu acabam se aproximando e o advogado decide refazer a vida ao lado da profissional. “Quando fui agradecer ao Walcyr Carrasco por ter me dado esse mocinho, ele disse ‘calma, tudo pode acontecer’. E acho que isso é o mais bacana nessa novela: saber que tudo pode acontecer”, vibra. As gravações da novela começaram em locações no Rio Grande do Sul, mais exatamente nas cidades de Jaguarão, Nova Esperança do Sul e São Gabriel, onde a equipe e o elenco passaram cerca de 30 dias. Lá foram gravadas as principais cenas dos sítios dos Ramirez e dos Matheus, alguns conflitos entre as famílias, os primeiros encontros de Maria da Paz e Amadeu e parte do casamento, onde acontece a tragédia. “Locação é fundamental para tudo porque contextualiza de uma maneira muito orgânica o que está acontecendo. Não só do ponto de vista do que representa em imagem, mas também da atuação dos atores que estão respirando e sentindo aquela outra atmosfera. Vemos os hábitos reais, a parede real, ela tem vida, textura, chão. Escolhemos o Sul também porque essa região tem um céu muito baixo, sem nada obstruindo. Queria ter isso para poder fazer uns landscapes (paisagens) épicos e trabalhar o matte painting (pintura fosca), uma técnica de computação na qual a gente usa colagens de imagens reais”, explica a diretora Amora Mautner.
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>> close Heloísa Perissé se diverte com humor regional de “Cine Holliúdy”
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Riso com sotaque
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carreira de Heloísa Perissé costuma percorrer caminhos mais autorais. Sempre pensando em algum projeto teatral, sobra pouco tempo para a atriz, humorista, diretora e roteirista investir na televisão, onde funciona mais por convites. De vez em quando, entretanto, aparece algum chamado irresistível do vídeo que faz Perissé renovar sua paixão pela tevê. É este o caso de “Cine Holliúdy”, série de 10 episódios baseada no filme homônimo, idealizado por Edmilson Filho e lançado em 2012, que resgata um tipo de humor mais regional. Depois de ler o roteiro e conferir o elenco envolvido - formado por nomes como Letícia Colin, Gustavo Falcão e Matheus Nachtergaele, entre outros -, a atriz não teve dúvidas de que iria se envolver no desdobramento da aventura. Na trama que mistura o sotaque nordestino e a história do cinema, a atriz vive Socorro, primeira dama da fictícia cidade cearense de Pitombas. “Me diverti muito vendo o filme e achei muito curiosa a abordagem da série. É um tipo de humor mais pueril e irônico que me encanta muito. Aí foi fácil me empolgar e desenvolveraSocorro,umaperuadaquelas bem mimadas”, ressalta. Afetada e sensível, Socorro morava em São Paulo antes de se mudar para o interior do Ceará. O casamento com o prefeito Olegário, personagem de Nachtergaele, é encarado como uma estratégia para a sobrevivência dela e da filha, a moderninha Marilyn, papel de Colin. Ambas chegam a Pitombas cheias de preconceito, mas logo vão se adaptando ao clima e cos-
tumes locais. “Ela tem o marido nas mãos. Aí consegue tudo o que quer sem se importar se é dinheiro público ou não. A Socorro chega toda se sentindo e cheia de pose. Mas, aos poucos, vai se modificando e começar a gostar de verdade do Olegário”, adianta. Peruas que chegam ao Nordeste cheias de si são tipos que Perissé conhece de perto. Na juventude, morou em Salvador e acabou conhecendo algumas pessoas que se achavam superiores só por serem oriundas do Sudeste. “Lembrei muito dessa fase da minha vida. São pessoas tristes e limitadas. Ninguém é melhor do que ninguém. O destino de todos é igual”, filosofa.
Gravada na pequena cidade paulista de Areias entre novembro de 2017 e janeiro de 2018, “Cine Holliúdy” exigiu da atriz um alto grau de entrega. Casada com o diretor da Globo Mauro Farias e mãe das jovens Luisa e Antônia, Perissé há tempos não ficava tão longe de casa por um período tão grande. Os meses distante, entretanto, acabaram sendo artisticamente frutíferos. “É muito chato ficar longe da família e fora de casa. Mas valeu cada instante. Além de a gente formar uma família, tivemos a oportunidade de estar naquele 'set' de forma integral e viver intensamente os personagens”, avalia. Mesmo curiosa com o re-
sultado do trabalho, a atriz garante que não sofreu por conta da longa espera para ver a exibição da série na Globo. Mais de um ano após o fim das gravações, ela acredita que a produção chega aos olhos do público no momento certo. “Hoje em dia, além de ser cristã, estudo física quântica e eu vejo que nada demora, está tudo bem e no tempo certo. Fiquei felicíssima com o resultado e valeu a espera”, garante. Natural do Rio de Janeiro, Heloísa começou sua história com a Globo a partir de uma oficina de novos autores de humor. Logo, passou a colaborar com o texto de programas como “Escolinha do Professor Raimundo”, onde conheceu um dos grandes mentores de sua verve cômica: Chico Anysio. “Aprendi muito com ele. Principalmente, a querer sempre seguir por um caminho diverso e criativo”, rememora. Com o passar dos anos, integrou as equipes de roteiro e, eventualmente, atuou em produções como “O Belo e As Feras”, “Zorra Total” e vários quadros para o dominical “Fantástico”. Até que, ao lado de Ingrid Guimarães, amiga e parceira no êxito teatral “Cócegas”, teve a oportunidade de ganhar uma série exclusivamente para a dupla em “Sob Nova Direção”. “A série é bastante reprisada pelo canal Viva. Os amigos vivem mandando mensagem e dizendo o quanto ainda se divertem com as histórias da Piti e da Belinha”, valoriza. Com folhetins como “Avenida Brasil” e “A Lei do Amor” no currículo, a atriz tem privilegiado trabalhos mais curtos na tevê. “Gosto de fazer novela, mas é algo que toma muito tempo. Então, a personagem precisa ser realmente interessante. Me divirto fazendo séries e ainda sobra tempo para 'tocar' meus outros projetos”, assume.
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>> ponto de vista
Cancelada precocemente pela Globo, "Sob Pressão" deixa a impressão de que ainda tem muito a dizer
T
oda série tem seu ciclo. Geralmente, as temporadas iniciais ganham prêmios, elogios da crítica e aclamação popular. Anos depois, quando já está estabelecida na grade, com audiência oscilante e tendo de recorrer a histórias sem qualquer coerência com o projeto inicial, é sinal de que o desgaste chegou e é hora de se despedir. A Globo sabe muito bem disso e, recentemente, despediu-se de produções de sucesso como "A Grande Família" e "Tapas & Beijos". Ambas tiveram tempo de se desenvolver a ponto de o público sentir a tristeza pelo fim, mas na certeza de que era o momento certo para fechar a história. É essa trajetória de glória e adeus que a Globo se nega a dar a "Sob Pressão". Derivada do filme homônimo de Andrucha Waddington lançado em 2016, a série já rendeu duas temporadas com ótima audiência, elenco e roteiro premiados e uma
Antes do fim
visão realista pouco vista na teledramaturgia brasileira. Pouco antes de estrear a novíssima terceira temporada da produção, entretanto, a emissora revelou que seria a última e usou uma justifica, no mínimo, simplória: "a exemplo do que ocorre com diversos outros produtos, os ciclos se encerram e novos projetos surgem nessa nossa grade dinâmica e diversa”. "Crise" é uma palavra que inexistente nos bastidores de "Sob Pressão". Coprodutora da emissora no projeto, a Conspiração Filmes é uma das maiores entusiastas de possíveis novas temporadas, o roteirista Lucas Paraizo garante que ainda há muitas ideias a serem desenvolvidas na trama. Por fim, a dupla que vive os protagonistas Evandro e Carolina, Julio Andrade e Marjorie Estiano, são tão apaixonados pela proposta da série que preferem não acreditar em um fim tão precoce. Com o encerramento acontecendo ou
não, a única certeza é que a atual temporada faz questão de exibir não apenas que a história tem fôlego, mas o quão é importante um produto como "Sob Pressão" na grade da maior emissora do país. Se na temporada passada a grande vilã do enredo foi a corrupção estruturada que aflige o sistema de saúde, o roteiro agora entrelaça o caos na segurança pública com as emergências médicas. Nessa perspectiva, entram em cena as zonas comandadas por milícias, coincidentemente, em um momento onde a guerra entre traficantes e milicianos e suas conexões com o poder público protagoniza grande parte do noticiário. Por isso, embora tenha sido gravada ao longo do segundo semestre de 2018, a terceira leva de episódios soa muito atual e coesa. Se o reforço da temporada passada foi a presença de Fernanda Torres e Humberto Carrão, agora o telespectador é
agraciado pela presença firme de Drica Moraes na pele da pragmática Vera. Contraponto ao estilo mais sonhador e idealista do casal protagonista, as cenas de Vera são carregadas do pessimismo que paira no cotidiano nacional, o que aproxima de imediato a personagem do telespectador. No pano de fundo, a série ainda bisa o ótimo desempenho de seu elenco secundário, formado por nomes como Pablo Sanábio, Bruno Garcia, Josie Antello, Heloísa Jorge e Julia Shimura. Por conta do novo cenário principal, o Hospital São Tomé Apóstolo, a série ainda ganha a presença luxuosa de Joana Fomm. Aos 79 anos, a atriz mostra toda sua sensibilidade na pele da Irmã Graça, a madre que revitaliza o centro médico. Saindo de cena em seu momento de auge, o cancelamento de "Sob Pressão" não deixa apenas saudade, mas a impressão de que muito ainda poderia ser feito.
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Terça (21/05) – Carla e Marco são trancados no banheiro durante o assalto. Guga não deixa que Rita conte a verdade sobre a filha para seus pais. Filipe discute com Lara. Jaqueline chega ao Baixadas e acaba presa com Thiago. Thiago tenta se declarar para Jaqueline, mas é surpreendido por Marco. Guga e Rita se preocupam sobre como contar a verdade para Regina e Max. Daniel vê quando Carla é ameaçada pelos bandidos.
Quarta (22/05) – Filipe sugere que Rita de xe Nina ser criada por seus pais. Guga deci contar a verdade sobre a filha de Rita a Regin Peixoto conta para Marco sobre Cléber e Anjinh e o major se enfurece. Filipe revela a Joaqu que está interessado em Rita. Lígia encontra u antigo amigo no congresso e fala sobre Nin Rita confidencia a Serginho que pode estar go tando de Filipe.
>>Órfãos da Terra Globo – 18h15
Segunda (20/05) - Camila pede que Miguel compareça à inauguração da casa de jogos. Dalila afirma a Paul que Miguel cairá em sua armadilha. Padre Zoran fala sobre a empresária síria que pretende ajudar o centro de refugiados. Jean conta para Teresa que terminou seu relacionamento com Marie. Elias garante a Laila que se afastará de Helena. Missade comenta com Laila e Jamil que pretende montar uma barraca para vender comida árabe.
Terça (21/05) – Dalila encontra Paul e comemora a evolução de seu plano. Rania estranha o comportamento de Miguel. Marie se preocupa ao deixar Martin sair com Cibele. Almeidinha lamenta sua discussão com Zuleika. Camila vê Dalila deixando o quarto de Paul e a segue pelo hotel. Ester se preocupa com Abner e pede a ajuda de Bruno. Eva repreende Sara pela forma como tratou Abner. Cibele sugere que Martin converse com Helena.
Quarta (22/05) – Laila desconfia da form como Jamil olha para Dalila/Basma. Helena af ma a Letícia que lutará para ficar com Elias. S ra pede que Abner não deixe de ser seu amig Mamede decide ajudar Latifa a conquistar A Dalila/Basma se oferece para ser voluntária centro de refugiados. Jamil divide com Laila s desconfiança com a empresária síria. Teresa decepciona com Norberto. Bruno se impressi na com as fotos de Martin.
Globo – 19h15
>>Verão 90
Segunda (20/05) – Janice repreende Janaína por desconfiar de Herculano. O plano de Lidiane para se reaproximar de Mercedes fracassa. Gisela sente ciúmes da forma carinhosa como Patrick trata Tânia. Janaína descobre que uma receita similar a sua foi comprada por uma empresa de doces. Murilo divulga as agressões de Candé em seu programa. Floriano estranha as atitudes supersticiosas de Álamo. Candé confronta Quinzinho.
Terça (21/05) – Herculano se revolta com a desconfiança de Janaína e suspeita de que Jerônimo está envolvido no roubo da receita. Herculano decide terminar o relacionamento com Janaína. Lidiane tenta convencer Jofre a prejudicar Figueirinha. Floriano tenta acalmar Álamo, que está convencido de que a Top Wave irá acabar. Jerônimo comemora com Vanessa o término do namoro de Herculano com Janaína. Diego e Candé se entendem.
Quarta (22/05) – Jofre conta a João que M nu está na casa de Jerônimo à procura de prova Vanessa flagra Manu na casa de Jerônimo. Di go avisa a Larissa que não será fácil libertar Ca dé da prisão. Herculano descobre que foi eng nado sobre o patrocínio do seu filme. Merced comemora o clima ruim entre Quinzinho e Da dara. Diana sugere que Herculano faça um consulta com Madá. Herculano promete se vi gar de Jerônimo.
>>A Dona do Pedaço Globo.–21h
Segunda (20/05) – Maria da Paz ainda criança aprende a fazer bolos com a avó Dulce. Adão e Ademir recebem um pagamento por um serviço. Passagem de tempo. Maria faz um bolo de aniversário para as sobrinhas Virgínia e Fabiana. Dulce presenteia suas duas bisnetas com um amuleto. Maria conhece Amadeu. Maria e Amadeu descobrem que suas famílias são rivais. Maria conta sobre Amadeu para a família e é proibida de voltar a vê-lo.
Terça (21/05) – Amadeu vai para o hospital. Maria é levada para casa e se revolta contra a família. Ticiana ameaça a vida de Maria. Evelina sugere que a filha fuja para se salvar. Maria questiona quem atirou em Amadeu e Ticiana ouve. Miroel e Nilda se preocupam com o estado de Amadeu. Ticiana conta quem atirou no irmão e todos decidem se vingar. Rael, filho de Ticiana, alerta a família sobre a fuga de Maria. Miroel, Ticiana e Vicente procuram Maria pela igreja.
Quarta (22/05) – Vicente decide deixar F biana em um convento. Eusébio finge ser o líd da ocupação de um grupo de moradores de r para dar entrevista. Dorotéia se preocupa co os filhos e exige uma atitude do marido. Euséb encontra uma casa abandonada e leva a famí para o local. Maria chega à casa de Marlene e São Paulo. No mesmo momento, uma casa lado é invadida por uma família, e Maria não de xa Marlene denunciar Eusébio e os parentes.
Segunda (20/05) – Yasmin inventa ao clubinho MaGaBe que Filipa é uma android. Hugo e Éric armam um plano para causar no concurso de beleza. Brenda e Gabi culpam Mirela sobre a proibição do uso dos celulares. Gleyce procura Arlete e Vini e oferece para que eles passem um tempo em sua casa - que está cheia de entulho. Jeff vê Kessya chorando na escola e tenta consolá-la. Na sala de dança, Poliana se esforça para acertar os passos de balé e Luísa chega, aconselhando a menina de acordo com suas experiências no passado.
Terça (21/05) – Brenda aconselha Kessya a voltar a dançar para se sentir melhor. A família de Lindomar não sabe como contar a ele sobre a morte de Ciro. Jeff observa Brenda ajudando sua irmã e se emociona. Filipa se revolta por ter perdido o concurso e por ter novas visitas em casa. Luísa vai à padaria para levar Lorena e encontra Marcelo e Nadine na mesma mesa, junto com João. Afonso tenta usar um aplicativo de relacionamentos para encontrar um novo amor. Disposto a ajudar Sérgio, Pendleton entrega o tabuleiro de Vetherna a ele.
Quarta (22/05) – Filipa reclama por Déb ra estar ocupando seu quarto. Arlete come a reclamar da casa de Gleyce. Poliana e Jo desconfiam dos encontros escondidos de L ísa e Marcelo (João acha que ele está sain com Nadine). Gleyce pede para Jeff esquec aquilo que Ciro lhe disse antes de morrer. R quel se anima por Fernanda conseguir u apartamento e ela ter um quarto só para e Ruth e Bento jogam xadrez juntos. A pulsei de Sophie continua não funcionando e s braço a incomoda.
Globo – 17h35
>>malhação
Segunda (20/05) – Rita se tranquiliza quando Lígia deixa a pracinha, mas Filipe afirma que não mentirá para a família. Camelo e seus amigos fazem uma roda de rap na porta da escola. Peixoto descobre que Anjinha e Cléber estão namorando. Neide e a diretora do colégio resolvem fazem uma assembleia no colégio. Cléber inventa uma desculpa para não entregar um lanche na casa de Anjinha, e Thiago se irrita.
>>As Aventuras de Poliana SBT - 21h
Resumo das novelas
ACESSE
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eiide na. ha, im um na. os-
Quinta (23/05) – Raíssa tenta convencer Rita a entrar em um acordo com a família de Filipe. Marco exige que Anjinha o apresente a Cléber. Filipe sonha com Rita. Marco surpreende Anjinha e Cléber. Filipe aparece na loja onde Rita trabalha. Anjinha discute com Marco. Carla se preocupa com o medo excessivo de Thiago após o assalto. Jaqueline sonda Raíssa sobre o que aconteceu entre ela e Thiago.
Sexta (24/05) – Rita se afasta de Filipe. Carla discute com Thiago. Camelo chega com sua turma à ONG, e Daniel não gosta. Jaqueline tenta convencer Cléber a reatar com Anjinha. Rita chega à casa de Guga e causa um constrangimento na família do rapaz. Aparecida conta para Lara que Filipe deixou Rita brincar com Nina. Lara fala com Joaquim sobre a aproximação de Filipe e Rita.
ma firSago. Ali. no sua se io-
Quinta (23/05) – Jamil se explica para Dalila/ Basma. Elias esconde sua tristeza ao chegar em casa. Rania proíbe as filhas de falarem com Miguel sobre suas desconfianças. Miguel pede para ir ao cassino, e Camila teme que Rania descubra. Dalila/Basma chora ao ouvir Jamil falar de Aziz. Zuleika não atende o telefonema de Almeidinha e explica para a família o motivo de sua irritação. Abner combina de continuar fingindo para Ali que namora Sara.
Sexta (24/05) – Cibele conhece Dalila/Basma e desconfia de seu comportamento. Missade convida a empresária síria para almoçar em sua casa e pede ajuda a Rania. Sara acorda do trauma e não reconhece Ali. Dalila instrui Paul para os próximos passos de seu plano. Rania lembra de Soraia ao ver Dalila/Basma e se emociona. Zuleika explica para Marie por que não quer ter um filho com Almeidinha. Ali sofre com o desprezo de Sara. Dalila/Basma conhece Raduan.
Sábado (25/05) – Dalila afirma que irá separar Laila de Jamil. Miguel avisa a Rania que Almeidinha prendeu Zuleika, e os dois invadem o apartamento do casal. Rania ouve Miguel ao telefone com Camila e desconfia. Bruno hesita em beijar Marie. Jean confidencia a Padre Zoran seu interesse por Teresa. Mamede e Muna se preocupam com a ameaça de Latifa. Ester aconselha Abner a se casar com Sara enquanto a moça está desmemoriada.
Maas. ieangades anma in-
Quinta (23/05) – Dandara desconfia quando Quinzinho afirma que não sabe o que aconteceu na noite da morte de Nicole. Jofre, disfarçado de assaltante, escapa de ser pego pelo assalto forjado por Lidiane para conquistar Mercedes. Floriano demonstra desânimo com o comportamento de Álamo. Herculano conta a João que pensa em viajar para os Estados Unidos para trabalhar no roteiro de um filme. João descobre o motivo da briga de Herculano com Janaína.
Sexta (24/05) – Janaína fica surpresa ao ver Vanessa na casa de Jerônimo, e se decepciona com o filho. Mercedes ameaça prejudicar o noivo da babá Tânia, caso a funcionária não ajude a separar Gisela de Patrick. Lidiane pede a Figueirinha para seguir Manu e Jofre. Catraca confessa a Diego que contou a Jerônimo sobre o interesse da Doré na receita de Janaína. Mercedes descobre que Dandara teve acesso à fita com a gravação de Nicole.
Sábado (25/05) – Janaína acusa Jerônimo de ter aproveitado do seu amor de mãe para lhe aplicar um golpe. Tânia faz Gisela acreditar que tem um caso com Patrick. Jofre revela a Lidiane que João é o Manoel de Trás dos Montes, e pede segredo. Janaína procura Herculano e vê Gisela na casa do cineasta. Dandara pergunta a Patrick se ele não desconfia que Mercedes armou para ele e Gisela se desentenderem. Lidiane conta a Mercedes que João é o responsável pelo programa de Manu.
Fader rua om bio ília em ao ei.
Quinta (23/05) – Beatriz e Otávio resgatam Virgínia e a levam para o hotel onde estão hospedados. Marlene acerta com Linda a indicação de Maria para um trabalho. Dorotéia pede para usar a cozinha de Marlene. Linda leva Maria para trabalhar na casa de Agno. Gladys e Lyris conhecem Maria, que começa a trabalhar de imediato. Otávio e Beatriz decidem voltar para São Paulo levando Virgínia. Evelina descobre que Zenaide e Virgínia não chegaram a São Paulo e procura os Matheus.
Sexta (24/05) – Gladys e Lyris demitem Maria e Régis a leva para casa. Marlene avisa ao Padre da gravidez de Maria, que pede notícias de Amadeu. O advogado de Otávio e Beatriz explica o que eles precisam fazer para adotar Virgínia. A Madre superiora do convento manda continuar as buscas pela família de Fabiana. Dorotéia e a família entram na casa de Marlene atraídos pelo bolo de Maria. Eusébio sugere que Maria venda seus bolos.
Sábado (25/05) – Marlene aconselha Maria a continuar em São Paulo. Chico e Eusébio fazem uma ligação clandestina de água na casa de Dorotéia. Eusébio ajuda Marlene a vender seus bolos. Nilda conta para Amadeu sobre o resultado do confronto entre as famílias. Ademir vai à Polícia para saber de Zenaide. Beatriz e Otávio levam Virgínia à casa de Agno. Chico arruma uma solução para Maria continuar vendendo seus bolos na rua.
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Quinta (23/05) – Nanci recebe sua primeira encomenda para vender seus doces e fica radiante. Mirela grava um vídeo para ajudar a família de Vini. Gabi procura Mirela e diz que não vai deixá-la roubar o Vinícius dela, assim como fez com o grêmio. Pendleton conta a Poliana que não tem tempo para relacionamentos. Débora continua provocando Luísa e faz revelações do passado na frente de todos. Mirela e Gabi discutem feio. Luísa, brava, questiona Marcelo sobre o porquê Nadine estava na casa dele, já que ela postou umas fotos nas redes sociais.
Sexta (24/05) – Na casa de Gleyce, a família de Jefferson e Bento se organizam para dormir. Poliana questiona à Luísa por que ela anda apaixonada. Mirela conta à Nanci que Luca mexe com ela, e a prima a aconselha a investir nele, já que Vini é comprometido. Gleyce conta à Kessya que ligou para a produtora da Fios Maravilha. Claudia começa o dia muito mau humorada e Gael e Benício não entendem nada. Durval também acorda revoltado e discutindo em casa. Roger fica exausto na pedalada com Guilherme. Poliana aconselha Kessya a jogar o Jogo do Contente.
ACESSE
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>> CINCO
PERGUNTAS: Wellington Muniz desenvolve suas outras habilidades artísticas no “Show dos Famosos”
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Jeito diferente
humor lá em Fortaleza e uma equipe do “Domingão do Faustão” foi fazer uma matéria com a galera que estava fazendo humor no Nordeste em pleno início dos anos 1990. Fizeram um “link” direto no bar onde a gente se apresentava e essa foi a primeira vez que apareci na tevê para todo o Brasil. Estar no “Dança dos Famosos”, além de um enorme aprendizado, é também uma forma de comemorar meus 30 anos de carreira.
O
humor sempre norteou a carreira de Wellington Muniz. Porém, um convite inusitado do “Domingão do Faustão” fez o comediante, mais conhecido pelo apelido de Ceará, expandir seus horizontes artísticos. Desde abril, ele integra o time de celebridades que compete no quadro “Show dos Famosos”, versão nacional do “reality” da Endemol “Your Face Sounds Familiar”, onde os competidores se transformam para homenagear grandes nomes do universo musical. “Estar nesse quadro é uma forma de me desenvolver como artista e pessoa. Me sinto em um centro de treinamento e, a cada homenagem que faço, me sinto renovado”, exalta Ceará, que nas últimas semanas já apareceu como o roqueiro Mick Jagger e o ídolo brega Sidney Magal. Natural de Fortaleza, capital do estado que lhe rendeu o apelido profissional, o lado cômico de Ceará “aconteceu” primeiramente no rádio. Nos anos 2000 passou a integrar a equipe do programa “Pânico”, que logo depois foi adaptado para a televisão. Na produção, fez muito sucesso ao imitar Silvio Santos e formar uma dupla com o repórter Vesgo, de Rodrigo Scarpa. Depois de passar pela RedeTV! e Band ao longo de 11 anos de exibição, o programa chegou ao fim em 2014. Nos últimos tempos, comandou o “Ceará Fora da Casinha”, no canal pago Multishow, onde também participou de produções como “Vai Que Cola” e “Treme Treme”.
“Esse ano completo 30 anos como humorista. A responsabilidade em continuar fazendo um trabalho legal é enorme. Ainda tenho muito o que fazer e aprender”, ressalta. P - Seu talento como imitador é evidente. Isso ajuda ou atrapalha no “Show dos Famosos”? R - É irônico, mas tento evitar utilizar essa minha faceta no quadro. O formato já está muito bem sedimentado e não se trata de imitar famosos, mas homenageá-los. Então, não posso exagerar na dose e obter um resultado caricatural. Quando imito alguém nos meus shows, não tenho tanta produção, figurinos, efeitos. Então, preciso intensificar trejeitos e entonação de voz. Agora, preciso ser mais
suave e me colocar à disposição dos tributos. P - Você levou em consideração toda essa complexidade quando aceitou o convite? R - (risos) Não. Até porque, foi um convite tão legal e inusitado que eu seria louco se recusasse. Era final de 2018, estava pensando no que o próximo ano me reservaria quando a produção do “Domingão do Faustão” procurou a minha equipe. Confesso que fiquei muito lisonjeado. Além de ser um quadro do qual eu sou muito fã, participar do programa é como uma volta às origens. P - Em que sentido? R - Muito antes de investir na televisão e de ser integrante do “Pânico”, eu já trabalhava com
P - Como é seu processo de seleção de homenageado e a rotina de ensaios para as performances? R - Não faço nada sozinho. Mas a última palavra sobre qual celebridade vou levar para o palco é minha. É preciso ser estrategista e pensar em algo que seja ousado e relevante, mas que também tenha a ver comigo. Fiquei muito impressionado com o investimento da Globo nesse quadro. São apresentações realmente muito bem pensadas e realizadas. Temos preparador vocal, corporal, caracterizador, maquiagem, figurinos de primeira linha. P - Recentemente, seu nome foi mencionado como possível substituto de Fábio Porchat na faixa de “talk show” noturno da Record. Seria uma chance de voltar a ter um programa só seu? R - Aprendi a viver uma coisa de cada vez. Agora estou inteiramente dedicado à competição. Não sei o que vai acontecer depois, mas é claro que sonho em ter um programa com a minha cara e meus personagens. Em toda essa minha caminhada televisiva, o que chegou mais próximo foi o “Ceará Fora da Casinha”, que fiz no Multishow. Meu objetivo é desenvolver algo na tevê aberta, que eu acho que é mais a minha praia.
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Som da personagem
>> raio x
Para viver congolesa em “Órfãos da Terra”, Eli Ferreira se empenha na prosódia
E
li Ferreira nunca foi muito boa para imitar sotaques regionais. Mas ela precisou quebrar essa barreira a partir do momento em que soube que daria vida a uma refugiada do Congo, em “Órfãos da Terra”. Para interpretar Marie, a atriz estudou bastante a prosódia local com a fonoaudióloga Adriana Micarelli, com quem pratica até hoje. Além disso, o contato com Mireille, uma congolesa refugiada no Brasil há quatro anos, tem sido fundamental ao longo de todo o processo. “Me joguei, mas não foi fácil, confesso. Hoje faço o sotaque sem sofrer, mas ainda tenho acompanhamento”, conta. Completamente envolvida com a trama de sua personagem na novela das 18 horas, quando tem algum tempo livre, Eli se dedica a atividades circenses. “Acabei de voltar para o tecido. Também gosto de ir em reuniões na casa dos meus amigos e sair para dançar às vezes”, conta. Estudiosa, a atriz também explora a internet para buscar referências para seu trabalho. Como a maioria das pessoas, ela usa as redes sociais para interagir com os amigos e com o público. Mas, sempre que pode, aproveita para estudar francês. “Comecei as aulas há pouco tempo”, revela.
Nome: Elidiane Ferreira. Nascimento: Em 23 de abril de 1991, em Nova Iguaçu, Rio de Janeiro. Ao que não assiste na tevê: “Atualmente, não assisto a programas de humor”. O que falta na televisão: “Programas que falem a fundo da cultura brasileira, desde a antiguidade até a contemporaneidade. Como fo-
ram e são os reflexos disso, entre os grupos enraizados nessa cultura. Acho também que faltam programas infantis na tevê aberta”. O que sobra na televisão: “O excesso do mesmo”. Livro: “Quem Tem Medo do Feminismo Negro”, de Djamila Ribeiro. Ator: Lázaro Ramos. Atriz: Viola Davis.
Mania: “De bater lençol na cama antes de dormir e morder os lábios”. O primeiro trabalho na tevê: “Uma participação como a Princesa Aqualtune, na série ‘Sexo e As Negas’”. Sua atuação inesquecível: “A personagem Ela, no espetáculo ‘Agreste’”. Um momento marcante na carreira: “O momento atual”. Com quem gostaria de contracenar: Viola Davis. Se não fosse atriz, o que seria: “Acho que advogada criminal”. Novela preferida: “Xica Da Silva” e “O Cravo e A Rosa”. Vilão marcante: Carminha, de Adriana Esteves em “Avenida Brasil”. Personagem mais difícil de compor: “Marie, pelo sotaque”. Papel que mais teve retorno do público: “Marie tem me dado um retorno bem positivo”. Que novela gostaria que fosse reprisada: “Já foi, mas assistiria de novo: ‘O Cravo e a Rosa’”. Que papel gostaria de representar: “Uma vilã”. Par romântico inesquecível: Catarina e Petrúquio, de Adriana Esteves e Eduardo Moscovis em “O Cravo e A Rosa”. Autor predileto: Maria Carolina de Jesus. Diretor favorito: Marcos Henrique Rego. Vexame: “Ter participado de tantos concursos de beleza”. Um medo: “Que esse plano de ‘desgoverno’ dê certo”. Projeto: “Uma casa de cultura para crianças e jovens da Baixada Fluminense”.
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>> inside Com mensagem de esperança e felicidade, “Bom Sucesso”, próxima novela das sete, irá abordar a arte de viver
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Vida plena
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morte é um assunto pouco palatável. Porém, Rosane Svartman e Paulo Halm pretendem destrinchar a temática de forma positiva e longe da morbidez ao longo da trama de “Bom Sucesso”, próxima novela das sete da Globo. Com estreia prevista para 29 de julho, o folhetim abordará como cada um de nós precisa aproveitar a vida intensamente, uma vez que a gente só se dá conta disso quando se depara com a morte e decide correr atrás do tempo perdido. “É uma história sobre a vida, a busca para se viver melhor e ser feliz. É importante pensar sobre a vida e o sentido. É uma comédia dramática no horário das 19 horas. É um assunto tratado com muita leveza e boa fé. A novela não é sobre morte. É sobre viver bem e buscar um bom caminho. Felicidade é um estado”, defende o diretor Luiz Henrique Rios. A novela é encabeçada por Paloma, papel de Grazi Massafera. Mulher determinada e sonhadora, ela é costureira e cria sozinha seus três filhos. Ela mora no bairro de Bonsucesso, no subúrbio do Rio de Janeiro, e ama frequentar a quadra da escola de samba da região, a Unidos de Bom Sucesso. Apesar da dura rotina, Paloma consegue manter uma grande paixão: a leitura. No entanto, ela vê sua vida dá uma virada ao receber o resultado de um exame e descobrir que tem apenas seis meses de vida. Em conta-
gem regressiva, a mocinha começa a realizar as maiores “loucuras” de sua vida, como se despedir do seu grande amor da juventude, Ramon, papel de David Júnior, brigar com uma cliente, destruir a vitrine da loja onde trabalha, se embriagar e literalmente dar um show no trem da Central do Brasil e, finalmente, ter uma noite de amor com um homem desconhecido. “A Paloma é uma mu-
lher multitarefa e que tem uma rotina dura. Quando ela recebe o exame falando que teria apenas seis meses de vida, começa a agir de forma que nunca agiu antes. A Paloma passa a viver intensamente. No entanto, as coisas que ela viveu naqueles poucos dias vão influenciar na vida dela para sempre”, explica Rosane. Com a descoberta de que o exame foi trocado, a trajetória
de Paloma se cruza com a de Alberto, interpretado por Antonio Fagundes. Ela decide ir atrás da pessoa que tem a doença terminal e acaba conhecendo o empresário. Paloma faz Alberto redescobrir o prazer da vida no tempo que lhe resta. Já Alberto apresenta à Paloma seu mundo, repleto de histórias e novas experiências. “O encontro do Alberto e da Paloma é um encontro de almas. Os dois estão em busca de novos sentidos para a vida. Eles se complementam”, afirma Paulo. A vida de Paloma volta a agir de forma inesperada quando a jovem conhece Marcos, vivido por Romulo Estrela, filho de Alberto. O rapaz foi o homem misterioso que Paloma teve uma noite de amor quando pensava que iria morrer. Ao mesmo tempo, seu amor da juventude, Ramon, volta ao Brasil achando que Paloma estava com uma doença terminal. “Surge um triângulo amoroso. Ou até mesmo um quarteto porque também há o Alberto. No entanto, a relação da Paloma e do Alberto é de amizade e paternal”, ressalta o autor. Ambientada em Bonsucesso, bairro da Zona Norte do Rio de Janeiro, a novela deu início às gravações há poucas semanas. No entanto, durante o Carnaval, a equipe aproveitou a estrutura das escolas de samba para realizar algumas sequências com Grazi Massafera, Ingrid Guimarães, Antonio Fagundes e Rafael Infante no Sambódromo do Rio. “A novela acontece entre julho e janeiro. Nesse período não há Carnaval. Como temos uma escola de samba na trama, íamos precisar de sequências no desfile. É muito complexo reproduzir uma estrutura do Carnaval. Por isso, aproveitamos o desfile desse ano. As cenas vão ao ar mais à frente e são descoladas das que estamos realizando agora”, afirma o diretor.
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Respiro contemporâneo >> BASTIDORES Após sequência de histórias bíblicas, Record estreia “Topíssima” e investe em dilemas da mulher moderna
A
temática bíblica se tornou a marca registrada das novelas da Record. Com um público específico e fiel, a emissora investe no “filão” épico há quase uma década. No entanto, por conta da estética repetitiva, o canal busca de tempos em tempos renovar sua grade com obras contemporâneas ou até mesmo históricas, como foi o caso de “Belaventura” e “Escrava Mãe”. Em “Topíssima”, que estreia no próximo dia 21, a Record aposta em debates atuais, como o empoderamento feminino e o feminismo. Inicialmente prevista para ir ao ar no ano passado, a produção, que é assinada por Cristianne Fridman, foi engavetada pela emissora, tendo suas atividades reativadas em janeiro de 2019. “Escrever a novela antes de ser gravada foi complexo. Senti falta do diálogo que se estabelece com elenco e direção quando vamos escrevendo e vendo no ar. Acho que foi este o maior desafio. Talvez por hábito...”, explica Cristianne, que também é responsável pelo texto de “Jezabel”, atual macrossérie bíblica da emissora. O enredo de “Topíssima” é encabeçado por Sophia, papel de Camila Rodrigues. Mulher rica, linda, solteira e empresária de sucesso, a protagonista é pressionada por sua mãe, Lara, interpretada por Cristiana Oliveira, a assinar um documento
impondo a condição de Sophia se casar no prazo de um ano, caso contrário perderá o recémconquistado cargo de presidente do Grupo Alencar, uma ampla rede de universidades herdada por Lara. Sophia reage furiosamente, mas acaba cedendo. “A história traz uma faceta do empoderamento feminino. Sophia é uma mulher vítima do empoderamento porque ela pensa que, para ser respeitada, ouvida, ter sua independência e liberdade, necessita estar no controle absoluto, estar acima de todos. É um empoderamento resultado de uma atitude defensiva. Não é fácil para uma mulher exercer cargos de comando e ser respeitada pelo seu trabalho. O cuidado é não cair nesta armadilha de ter de se isolar e agir como se o outro fosse um inimigo a se derrubar”, explica Cristianne. Ao conhecer o simples Antonio, de Felipe Cunha, Sophia acaba se apaixonando pelo rapaz. Os dois vivem uma relação conturbada, marcada por con-
fusões e confrontos entre duas realidades completamente diferentes, tanto sociais quanto morais. Sophia se ofende com o cavalheirismo de Antonio e ele com a “independência” dela. Se Antonio abre a porta do carro para Sophia, ela abre outra porta e entra no carro. Se dá prioridade a ela para entrar no elevador, Sophia não entra. “A Sophia é a expressão mais sincera do que estava querendo falar neste momento. Mulher livre, independente, forte, engraçada, decidida e, às vezes, confusa também. Me identifico e amo essa complexidade”, explica Camila, que estava de folga das novelas desde o fim de “Belaventura”. “Estou muito feliz com esse trabalho. Com as possibilidades que ele me traz enquanto artista. Desde que recebi a notícia de que faria a Sophia, não descansei um minuto, e a alegria foi imensa”, completa. Primeira novela contemporânea em tom realista em cinco anos, desde “Vitória”, “Topíssi-
ma” é ambientada no Rio de Janeiro e tem quatro pilares principais em sua trama: romance, investigação policial, drama e humor. Longe dos textos bíblicos rebuscados, o diretor Rudi Lagemann foi em busca de uma linguagem dinâmica e moderna. “Ao ler o roteiro vibrante, bemhumorado e emocionante da Cristianne Fridman, constatei que tinha de buscar uma linguagem dinâmica e moderna para contar a história. É uma novela que mistura o sofisticado e o popular, tem ação, humor, romance e emoção. Então, fui buscar referências estéticas e artísticas no universo pop”, ressalta. Além de trabalhar ao lado do diretor Rogério Passos, Lagemann também buscou nomes em outras áreas da televisão. “Procurei dois diretores vindos da publicidade e do mercado de seriados, o Guga Sander e o Hudson Vianna. Com este time, estou buscando dar frescor, dinâmica e solidez à narrativa dramatúrgica da novela”, aponta.
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Zapping
>> por Caroline Borges
Amigas para sempre Ao longo dos capítulos de “Verão 90”, Manu, papel de Isabelle Drummond, já teve inúmeras idas e vindas com João, de Rafael Vitti, e também ensaiou um romance com Jerônimo, vivido por Jesuíta Barbosa. No entanto, é a jovem Kika, interpretada por Jeniffer Nascimento, a relação mais estável e duradoura da protagonista. A assistente de direção é a principal conselheira da protagonista. “A Kika sempre está tentando ajudar todo mundo. Ela tenta solucionar problemas. É uma personagem super do bem. Estou adorando”, valoriza Jeniffer, que, na vida real, também cultiva suas amizades duradouras. “Eu sou uma superamiga. Se é para contar comigo, pode contar comigo”, completa.
Trabalho em dupla
Mauro Naves e Bárbara Coelho irão se alternar nos flashes ao vivo durante a programação da Globo ao longo da cobertura da Copa América. O torneio de futebol acontece entre os dias 14 de junho e 7 de julho. Pela primeira vez, a emissora também irá transmitir a Copa do Mundo de Futebol Feminino, realizada na França entre 7 de junho e 7 de julho.
Fim de uma época
O Warner Channel exibe, no próximo dia 2 de junho, o último episódio da série “The Big Bang Theory” no Brasil. O canal levará ao ar um especial duplo, com uma hora de duração. O “season finale” será precedido por uma maratona com toda a 12ª temporada.
Nova viagem
Parte do elenco de “Jezabel”, macrossérie da Record, retornou ao Marrocos. A equipe está gravando sequências finais da história de Cristianne Fridman. Diferentemente da primeira viagem, o diretor Alexandre Avancini não está acompanhando os trabalhos fora do Brasil.
Nome reservado
Bianca Bin foi escalada para “Salve-se Quem Puder”, próxima novela de Daniel Ortiz. A trama do horário das sete tem estreia prevista para 2020. A atriz já havia trabalhado com Ortiz em “Guerra dos Sexos”, a produção também contou com a assinatura de Silvio de Abreu. Bianca chegou a ser cotada para “A Dona do Pedaço”, mas a escalação não se confirmou.
Novas confusões
Trabalhos acertados
Grace Gianoukas é outro nome reservado para “Salve-se Quem Puder”. Antes de participar do folhetim, a atriz também gravará a próxima temporada de “Vai Que Cola”, do Multishow. O “sitcom” estreia no segundo semestre.
Lado do mal
No elenco da série “Segunda Chamada”, da Globo, Felipe Simas viverá um motoboy que entra para o mundo do tráfico. A produção já está com as gravações em andamento. A estreia está prevista para o segundo semestre deste ano.
De fora
Taís Araújo não integrará o elenco da segunda temporada de “Aruanas”, série da Globo para o Globoplay. A atriz foi escalada para viver um dos papéis principais de “Amor de Mãe”, novela das nove, escrita por Manuela Dias.
O improviso marca o trabalho de Rodrigo Sant’Anna na nova temporada de “Os Suburbanos”, do Multishow. O ator, que vive Jefinho, comanda agora um programa de auditório. Na produção, ele apresenta quadros, como “Sabonete Ménage”, “Patolando brigadeiro”, “Embromoquê”, “Piscinão 1000 litrão” e “Crossfit suburbano”. “Eu particularmente acho essa temporada muito divertida, porque ficamos muito livres para o improviso. O Jefinho já tinha ficado rico, pobre e hoje em dia ele está mais liberto, muito por causa dessa vida artística dele. Ele é um personagem louco, que evoluiu junto comigo”, ressalta. Idealizada por Rodrigo Sant’Anna e Denise Crispum, em parceria do Multishow com a Globo, a produção também recebe convidados especiais a cada episódio.