Coluna mostra resultado de curso
O deputado federal Beto Rosado disse ser contra as regras da reforma da Previdência. Entrevistado pelo De Fato, ele também falou sobre a retomada de produção de petróleo em poços maduros. Política 3 e 4
Coluna Style deste domingo mostra o resultado do primeiro curso de designe de moda. Sua Vida 4
STYLE
Beto diz ser contra regras da reforma da Previdência
18 anos
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MOSSORÓ (RN), DOMINGO, 12 DE MAIO DE 2019 | EDIÇÃO 5.463 – ANO XIX | R$ 2,50
Cem anos da capela de São Vicente Marcos Garcia
RN tem 92 cidades em rodízio de água >>Apesar das boas chuvas, a situação ainda é preocupante no Rio Grande do Norte: 92 municípios continuam sendo abastecidos em sistema de rodízio, além de três que estão em colapso. Estado 1 e 2
A capela de São Vicente, que foi construída em 1919 e serviu de palco para a histórica batalha entre os resistentes de Mossoró e o bando de Lampião, completa 100 anos. Saiba um pouco sobre um dos principais pontos históricos da cidade. Mossoró 1 e 2 CIANO MAGENTA AMARELO PRETO
Times do RN entram em campo pela Série D
Prazo para inscrição ao Enem termina no dia 17
A Série D do Campeonato Brasileiro, pela terceira rodada, segue movimentada neste domingo, com quatro times em campo: ABC, Globo e Santa Cruz. Mossoró 7
Os interessados em fazer inscrição ao Exame Nacional do Ensino Médio devem ficar atentos ao prazo, que termina no dia 17. Três milhões já se inscreveram. Principal 6
Vinte pessoas mortas no estado por latrocínio
NESTA EDIÇÃO [32 páginas]
Em 128 dias deste ano, 20 pessoas foram mortas por latrocínio, que é assalto seguido de morte. Mossoró 5
OPINIÃO...............................................p2 POLÍTICA............................................p3 CÉSAR SANTOS...............................p5 gerais/opinião.............................p6 braSIL/MUNDO...............................p8 CADERNOS MOSSORÓ..............................p1 a 8 ESTADO ........................................ p1 a 4 SUA VIDA MULHER..................... p1 a 4 REVISTA DOMINGO .................. p1 a 12
2 OPINIÃO
DOMINGO, 12 de MAIO de 2019
ESPAÇO JORNALISTA MARTINS DE VASCONCELOS
Organização: clauder arcanjo
O GÊNIO COMO ELE ERA Cedida/Ilustrativa
Edmílson Caminha
Escritor, membro da Academia de Letras do Brasil edmilson.caminha@gmail.com
Embora redescoberto faz algum tempo, Nelson Rodrigues não recebeu ainda a importância e o aplauso a que tem direito como um dos melhores valores da nossa literatura. Jornalista, cronista, contista, teatrólogo, romancista, Nelson foi excepcional em tudo que fez – um gênio, qualificação a que recorro com muita parcimônia, ao contrário da maioria dos brasileiros. Lendo os textos que publicou na imprensa, resgatados e selecionados por Ruy Castro para publicação em livro pela Companhia das Letras, impressiona o teor literário que revelam – mais ainda quando se pensa que aprontava quatro por dia, em meio à bagunça que era uma redação de jornal. Nos mais simples comentários, a respeito das pessoas mais comuns, Nelson escrevia com muita graça e a mais surpreendente originalidade – como sobre a criação de um animador da tevê: “Só a Capitu de Machado de Assis é páreo para a Teresinha de Chacrinha. Ela é uma dessas figuras femininas que não passam. Um dia Chacrinha a criou e não faz outra coisa senão recriá-la. A Teresinha é tão viva como a Bovary ou a Karenina. O que ela fez e o que fará? Ela mora em Cordovil. Já se matou quinze vezes na Praia de Ramos e foi mordida por caranguejos em São João do Meriti. Já ateou fogo às vestes e cortou os pulsos com gilete. Imaginem a Teresinha espantando as moscas de seu próprio velório. Ela é namorada, esposa e viúva. Na ficção nacional não existem outras Teresinhas.” Sábato Magaldi classificou o teatro de Nelson Rodrigues em três segmentos – peças míticas, peças psicológicas e tragédias cariocas. No terceiro é que o sinto consumado e completo, maior e mais vigoroso na condição de nosso grande trágico, o Shakespeare da dramaturgia brasileira. O sofrimento e a dor que engrandecem a sua arte ele os conhecia por experiência própria: aos 22 anos, passa 14 meses em Campos do Jordão para vencer a tuberculose que lhe roubava as forças; aos 27, encontra-se na Crítica,
jornal pertencente ao pai, Mário Rodrigues, quando o irmão Roberto é mortalmente baleado por uma grã-fina que fora à redação à procura do dono (o velho morreria dois meses depois, culpando-se da desgraça do filho); com a segunda mulher, Lúcia, torna-se pai, aos 51 anos, da menina Daniela, que para o seu desespero nasce cega, surda, muda e paraplégica; quatro anos depois, o irmão Paulo morre tragicamente na companhia de dois filhos, da sogra e de uma cunhada quando o prédio em que reside vem ao chão durante um temporal, no Rio de Janeiro; aos 60 anos, a certeza de que Nelson Rodrigues Filho é torturado nos porões da ditadura militar choca-o profundamente, amargurando-o até a morte, que o faz descansar oito anos depois. Parece trama de “A vida como ela é...”, não fosse o autor protagonista da história. Um dos trechos mais pungentes de O anjo pornográfico, a primorosa biografia que Ruy Castro lhe dedicou, revela o despojamento e a pobreza com que Nelson Rodrigues festejou a primeira apresentação de Vestido de noiva: sob os aplausos vibrantes da plateia, o dramaturgo deixou quase anonimamente o camarote e foi, com a mulher, uma cunhada e a sogra para o pequeno restaurante de que era freguês, onde todos optaram por bife, batata frita e dois ovos – que não havia dinheiro para mais. Comemoração assim tão modesta só encontrei nas Memórias de Humberto de Campos. Adolescente, trabalhava o futuro escritor no comércio de secos e molhados em que, a exemplo do dono, ia até altas horas a contar mantas de bacalhau e garrafas de vinho. Certa ocasião, no alto da escada que lhe permitia a conferência do estoque de azeite, gritava o número para o velho português quando começou a ouvir a explosão de foguetes, o apitar de sirenas e o toque de buzinas com que, à meia-noite do dia 31 de dezembro de 1900, o povo do Rio de Janeiro saudava nas ruas a chegada do século XX... * * *
Se é grande pela beleza do estilo, Nelson vale, também, pela argúcia com que apreende a natureza humana, pela precisão com que descobre a intimidade das pessoas. Ao saber que o marido se fora, uma viúva rodriguiana cai em desespero, agarra-se ao caixão, diz que vai atirar-se na cova. Ante o copo d’água que alguém lhe oferece, engole o choro e pergunta: “É filtrada?” Aí está a verdade mais profunda dessa mulher, a mais autêntica expressão do seu desejo, que Nelson magistralmente punha em uma fala. Nesse aspecto, era mais repórter do que ficcionista, mais observador do que criador: afinal, quem nunca soube de um marmanjo com interesse na cunhada, de um genro que não pensaria duas vezes em ir pra cama com a sogra? Se há pecadores entre os homens, Nelson não terá sido o primeiro – nem o único... A essa agudeza de percepção deve juntar-se, também, o encanto do estilo, o primor do texto que sobravam em Nelson Rodrigues. E ele tinha absoluta consciência desses privilégios, tanto que se repetia à exaustão, no fundo como na forma. Dom Hélder Câmara, Salim Simão, Alceu Amoroso Lima, Cláudio Mello e Sousa, Sobral Pinto, o Marinheiro Sueco, Oduvaldo Viana Filho, Hélio Pellegrino e, sobretudo, Otto Lara Resende são nomes que povoam centenas de crônicas, sempre de maneira espirituosa e divertida. Cansado das pessoas, Nelson escolhia lugares como tema da sua obsessão: certa vez foi o Piauí, sobre que publicou meia dúzia de crônicas engraçadíssimas que deixaram furiosos os piauienses – para um jornal de Teresina, o escritor não era mais do que “um cabra velho muito ordinário, talvez do bairro do Alagado, das bandas do Recife, que acode pelo nome de Nelson Rodrigues”. E as expressões e personagens que transformou em marcas registradas? Ratazana prenha, lagartixa profissional, calor de rachar catedrais, mau tempo de quinto ato do Rigoletto, arrancos triunfais de cachorro atropelado, cascata artificial com filhotes de jacaré, o primeiro espartilho de Sarah Bernhardt,
direção geral: César Santos diretor de redação: Edilson Damasceno Gerente ADMINISTRATIVA: Ângela Karina
príncipe etíope de rancho, a estagiária de calcanhar sujo, a grã-fina com narinas de cadáver, o padre de passeata, a freira de minissaia, os idiotas da objetividade... e o óbvio ululante, a mais conhecida, que se incorporou ao repertório popular. No fundo falso da timidez, a voz arrastada e preguiçosa de Nelson escondia o bom humor com que se deixava gozar pelos amigos, quando, verdadeiramente, o gozador era ele. Na redação de O Jornal, durante a pausa para o cafezinho, os colegas corriam à máquina e acrescentavam duas ou três linhas a “Meu destino é pecar”, que escrevia sob o pseudônimo de Suzana Flag. O cronista voltava, sentava-se e fingia que não dera pela brincadeira – bem feita, certamente, pois os leitores nunca reclamaram. Em O Globo e na Última Hora, socorria-se dos companheiros sempre que lhe faltava inspiração: — Galba, me dá um nome pra corno... — Gusmão. — Certo, Gusmão é ótimo! E seguia escrevendo: “Quando viu, pela porta entreaberta do banheiro, a mulher nos braços de Adamastor, Gusmão teve a certeza profunda de que a amaria eternamente.”
Em 1963, lança-se na tevê com A morta sem espelho, e quase leva à loucura Sérgio Britto e Fernando Torres, responsáveis pela direção da novela: enquanto os autores mantêm a redação dos capítulos muito à frente das gravações, o teatrólogo apronta-os um por um, à medida que vão ao ar. Certa feita, Nelson já não lembra em que pé está o enredo e pergunta a Sérgio Britto: — Até onde foi o capítulo de ontem? — Terminou com a personagem da Maria Esmeralda dizendo “não!” — E o que é que ela quis dizer com isso? — Pelo amor de Deus! Se você que é o autor não sabe, imagine eu, que só faço dirigir! Nelson vai à máquina e batuca: “Já disse que não! Quer que eu repita?!” Pouco tempo depois, bate o ponto final em mais um capítulo de A morta sem espelho... Em Engraçadinha, seus amores, seus pecados, o Dr. Odorico Quintela resolve conquistar a protagonista dedicando-lhe versos que apresente como seus. Liga para Wilson Figueiredo, no Jornal do Brasil, e pergunta se não lhe consta algum poema de que possa lançar mão. O jornalista sugere um soneto de Otto Lara Resende (sempre o Otto!), que tem por chave de ouro um irretocável decassílabo heroico: “E entrego o corpo lasso à fria cama”. O problema é que não há mais do que esse verso, pois Otto começara a compor o soneto de trás para frente (só a Nélson Rodrigues poderia ocorrer semelhante ideia...). Sapateiro que não vai além do sapato, propus ao poeta Fernando Dídimo a criação dos treze versos que inteirassem os quartetos e tercetos, tarefa de que se desincumbiu competentemente pouco antes de morrer. Ficam, aqui, em memória dele e de Nelson Rodrigues, que não foi poeta porque lhe bastava a poesia de que também se fazem as pequenas tragédias do dia a dia:
VIAGEM INTERIOR Como um barco que singra o mar a esmo, Sem porto à vista, em rota tão incerta, Despojado de sonho, alma deserta, Vaguei entre os destroços de mim mesmo. Velas rotas, na noite erma e sombria, Arrastado no apelo dos teus braços, Perdi-me no calor dos teus mormaços, Tu que és tormenta, és porto, és calmaria. Assim eu chego ao fim do itinerário, No deleite lustral desses martírios, Como quem chega ao topo do Calvário, Co’a alma embotada, a carne ardendo em chama... E em meus sonhos de lúbricos delírios, Entrego o corpo lasso à fria cama.
Um produto da Santos Editora de Jornais Ltda. Fund ad o em 28 de agosto de 2000, por Cés ar Santos
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FILIADO À
entrevista 3
DOMINGO, 12 de maio de 2019
CAFEZINHO COM CÉSAR SANTOS
cesar@defato.com
Beto Rosado
‘Podemos, sim, sonhar com uma produção de 100 mil barris de petróleo por dia’ O deputado federal Beto Rosado (PP) é um dos mais entusiastas defensores da exploração de poços maduros da Petrobras pela iniciativa privada. O parlamentar enxerga nessa alternativa uma possível redenção para o cenário assombroso deixado pela estatal após os investimentos da empresa terem sido direcionados para o pré-sal, deixando a produção onshore praticamente abandonada. Na entrevista a seguir, Beto fala sobre a compra de 34 campos maduros no polo Riacho da Forquilha e destaca que ainda há muito petróleo a ser explorado na região. O parlamentar também explica o voto favorável à constitucionalidade da proposta de reforça da Previdência, reforçando que, em plenário, votará contra o projeto, caso ele seja mantido como está. Beto revela também que o decreto de utilidade social do sal deve ser assinado pelo presidente Jair Bolsonaro nos próximos dias e, por fim, destaca a natural candidatura à reeleição da prefeita Rosalba Ciarlini. Acompanhe. POR: Maricelio Almeida - FOTOS: MARCOS GARCIA DE FATO – Deputado, como o senhor avalia o anúncio da compra de poços maduros da Petrobras na região de Mossoró e a importância da instalação da empresa Petróleo E&P, braço da Petrorecôncavo, aqui na cidade? BETO ROSADO – Faço uma avaliação muito positiva. Essa é uma luta muito antiga nossa, para que essa exploração pudesse ser retomada no nosso Rio Grande do Norte e no Brasil, através de projeto de lei que nós apresentamos em Brasília já procurando a regulamentação dessa atividade. A Petrobras abriu os olhos para a importância desse assunto e agora começou efetivamente a vender esses campos, que ela perdeu o interesse, que estão com a produção em declínio, para que a iniciativa privada pudesse explorar, gerando emprego e renda. Eu gosto de dividir a construção desse projeto em três etapas. A primeira foi exatamente a partir do declínio da produção de petróleo desses campos, quando a Petrobras começou a entender que a viabilidade econômica estava comprometida, pelo fato de a Petrobras ser uma empresa estatal, ter um quadro enorme de funcionários, o que aumenta o custo operacional. Ela, então, entendendo que essa operação estava muito onerosa, começou a perder o interesse de produzir, então aí teve início a perda de empregos, de arrecadação de royalties, de impostos. Essa foi a primeira etapa. E A segunda? COMEÇAMOS uma discussão para buscar uma solução para esse problema, e essa solução estava na iniciativa privada, com empresas de menor porte, com um cus-
to operacional menor, com a produção mais enxuta, isso possibilitou a viabilidade econômica da exploração desses poços maduros. Percebemos que existiam alguns pequenos casos de sucesso que começavam a aparecer, e esse é um modelo de sucesso em outros países, a exemplo dos Estados Unidos, e foi isso que nós buscamos para o Rio Grande do Norte. Apresentamos o projeto de lei que busca a regulamentação da atividade, envolvendo questões socioeconômicas e ambientais e que já foi aprovado em algumas comissões temáticas. A comissão mais difícil foi a de Meio Ambiente, porque existia muita restrição do governo de esquerda, que achava que a Petrobras não poderia liberar os campos para a iniciativa privada, usando como pano de fundo que a Petrobras investe em projetos sociais, que a Petrobras é nossa, mas o entendimento é que o capital disso são os empregos, os impostos que serão gerados e revertidos em benefícios sociais à população, saúde, educação, segurança. O projeto irá, possivelmente, a plenário. É importante que haja uma regulamentação para que a atividade seja organizada, e o único projeto de lei que está tramitando na Câmara sobre o assunto é o meu, que apresentei em 2016. O EX-DEPUTADO Betinho Rosado também teve um papel importante nesse processo, não é isso? ESSE debate teve início há 15 anos, quando Betinho começou a alertar para a necessidade de a Petrobras observar esse amadurecimento dos campos e um modelo de parceria que poderia ser fei-
to. Quando assumi o mandato de deputado federal, apresentei o projeto de lei que ampliou essa discussão. O SENHOR também foi o propositor da Frente Parlamentar de Petróleo e Gás... ISSO. Em 2015, instalei a Frente, e sou o presidente. Organizei um conjunto de parlamentares e senadores para tratar desse assunto. Essa discussão foi acontecendo, foi ganhando força, eu fui para alguns polos de produção no Rio de Janeiro, em outros estados, e isso terminou na terceira etapa desse processo, que é o entendimento da Petrobras pela venda e a efetiva venda, que aconteceu em um momento em que a Petrobras estava necessitando investir no pré-sal, e aí demanda muito estudo, um investimento muito alto, e a empresa começou a vender ativos que não estavam tendo um retorno econômico satisfatório para ela. Vários ativos estão sendo vendidos, e entre eles estão os campos maduros do polo Riacho da Forquilha, que, se Deus quiser, isso vai trazer um novo momento
para a indústria do petróleo e gás no Rio Grande do Norte. Com o dinheiro arrecadado na venda de ativos, a Petrobras vai investir no pré-sal e, por outro lado, haverá a reativação dos campos maduros. Esses campos de Riacho da Forquilha estão com uma produção de apenas 6 mil barris/dia. O Rio Grande do Norte já produziu, nos tempos áureos, mais de 100 mil barris/dia. Hoje, nossa produção está em torno de 42 mil barris/dia. A PETRORECÔNCAVO anunciou que pretende dobrar a produção aqui... EXATAMENTE. A empresa Petrorecôncavo, a partir de análises da perspectiva de exploração, quer dobrar a produção na região de Mossoró em três anos, isso significa muito mais ICMS arrecadado, ISS, muito mais royalties, que tanto beneficia a União, o Estado, o Município e o produtor da terra. Se Deus quiser, quando a produção aumentar, Mossoró receberá mais royalties e investirá onde o município tem as maiores carências. Precisamos
torcer, todos juntos, para que essa exploração seja um sucesso e a Petrobras venda os outros campos que ela não tem interesse e a gente possa, de novo, sonhar com uma produção grande de petróleo, em torno de 100 mil barris/ dia na nossa região. É POSSÍVEL retomar a produção nesse nível, deputado? É POSSÍVEL. Quando a Petrobras explorou as nossas reservas, ela só explorou em média 30% do que estava no nosso subsolo. Em outros países onde o petróleo em terra é explorado, essa média chega a 70%, isso demanda, obviamente, tecnologia, e eu tenho certeza que as empresas aqui do Brasil vão implantar novas técnicas de exploração. Como a Petrobras só explorou 30%, teremos aí mais 40%. De tudo que retiramos, ainda há a mesma quantidade ou mais para explorarmos. Nós temos óleo, temos um horizonte de mais 40, 50 anos de exploração, é um tempo para nos prepararmos para novas fontes alternativas de energia, como a eólica, solar. O RN já é o maior
estado produtor de energia eólica do país, e esse investimento será muito maior. Para que a gente continue no passo do desenvolvimento, precisamos da exploração do óleo hoje, para que no futuro a gente vá sonhar com as fontes alternativas. E QUAL análise o senhor faz do fato de agentes políticos que antes criticavam esse modelo de exploração dos campos maduros e hoje abraçam a causa e assumem a “paternidade” dos resultados desse trabalho? EU AVALIO que é muito positiva a união da classe política em torno desse tema. Eu sei que foi passível de muitas críticas no passado, mas isso ficou para trás. O que a gente precisa é olhar para frente, e que esse mercado, que tem grande potencial, seja efetivamente explorado e que a gente faça bom uso disso, e que as pessoas, até as que eram contrárias no passado, possam ajudar a desenvolver esse processo. Precisamos também aqui no RN criar uma lei estadual, como existe na Bahia. A empresa Petrorecôncavo tem tido sucesso na exploração no estado da Bahia porque lá foi criada uma legislação própria de incentivos para pequenas empresas se fixar na atividade, e isso é importante trazer para o Rio Grande do Norte e a Assembleia Legislativa debater, assim como levei o debate para Brasília. Nisso eu tenho certeza que a classe política do nosso estado hoje está coesa, entendendo a importância, a necessidade dessa discussão. MUDANDO um pouco de assunto, o Congresso está discutindo a proposta de reforma da Previdência, e o senhor foi bastante criticado pelo voto dado, na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara, a favor da constitucionalidade do projeto. Como o senhor recebeu essas críticas? COMO Comissão de Constituição e Justiça, o que nós analisamos é a respeito das regras constitucionais que estão implícitas no projeto, se o projeto fere ou não a nossa Constituição. Isso foi amplamente discutido. Eu discuti com muitos juristas, inclusive do RN, e houve o entendimento de que a matéria não estava ferindo a Constituição. Obviamente que o mérito da questão, o que está se discutindo de mudança de idade, de alíquotas, de regras de aposentadoria rural, BPC, isso é outra questão, não diz respeito à constitucionalidade, que foi o que nós votamos. Então, eu não quis dar um voto de protesto.
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4 entrevista
DOMINGO, 12 DE MAIO de 2019
continuação da pág. 4
‘Não estou de acordo com as egras colocadas na reforma proposta’
M
AS o senhor é favorável ao projeto em si? EU NÃO estou de acordo com as regras que foram colocadas nessa reforma proposta pelo Governo. Se o projeto que for para o plenário for este, eu voto contra, isso já é pacífico, mas nem por isso eu iria dar um voto contrário na CCJ, porque lá estávamos analisando outra coisa. A reforma agora vai para uma comissão especial, temática, que analisa profundamente as mudanças que o projeto acarretará na população, e vai fazer as ponderações necessárias dos impactos para a sociedade, do que é benefício, o que não é, depois seguirá para o plenário, no qual vamos votar e, possivelmente, fazer alguma mudança que o conjunto da Casa tenha interesse. Eu tenho restrições a diversos temas que estão sendo abordados, principalmente aposentadoria rural. Nós que somos do Nordeste, do semiárido, vivemos sete anos consecutivos de seca, o nosso agricultor precisa de um olhar diferencia-
do, e aí eu já entro em outra seara, que é a seguridade social. Nós precisamos estar focados não só na Previdência, mas nas necessidades do nosso povo, que precisa de proteção. Algumas regras que vão atingir em cheio essa proteção, que é importante, nós temos que ponderar. ALÉM da aposentadoria rural, em que outros pontos o senhor defende mudanças? SOU contra mexer no Benefício de Prestação Continuada (BPC), contra mexer
na questão da desconstitucionalização, que é permitir que um quórum menor de parlamentares possa modificar a Previdência no futuro. Outros pontos também não estão bem apresentados. Precisamos discutir a Previdência, é fato, mas o Governo tem que apresentar melhor qual é o plano que ele tem para o país, do ponto de vista econômico. O cidadão brasileiro não pode ser sacrificado para que o Governo possa fazer as mudanças; existem muitas possibilidades econômicas para se discutir um
plano para o Brasil. DEPUTADO, em relação ao “Caso Kerinho”, o TSE deve julgar em breve recurso apresentado pelo ex-deputado estadual Fernando Mineiro. Qual a expectativa do senhor em relação a essa nova etapa do processo? O senhor está tranquilo? ESTOU muito tranquilo, porque já houve um entendimento do relator do processo no TSE, de que a documentação que acusaram falta foi encontrada, foi uma falha no
sistema, um caso raro no país, mas quando o ministro relator deu o entendimento de que os documentos estão lá no Tribunal e mandou que o TRE fizesse o recálculo do quociente eleitoral do nosso partido, computasse os votos de Kerinho, isso já foi um sinal muito positivo que o Tribunal entendeu que o erro estava sendo corrigido. E agora, o que cabe é as partes que se sentem prejudicadas questionar, e é isso que estão fazendo, mas a Justiça já entendeu que a falha foi do Tribunal e foi corrigida. Confio na Justiça e acho que ela vai manter esse entendimento. DEPUTADO, quanto ao decreto de utilidade social do sal, esse processo está avançando em Brasília? O DECRETO já tramitou no Ministério do Meio Ambiente, saiu uma resposta positiva de lá, tramitou no Ministério da Agricultura e no da Economia. Então, os órgãos que o Governo Federal consultou para dar um parecer, as respostas foram positivas. Esse decreto está agora na Casa Civil, e poderemos nos próximos dias receber uma notícia positiva, que é o último estágio, que é a assinatura do presidente da República. Quando o presidente assinar o decreto atestando que o sal é um bem de interesse social, a indústria salineira do RN terá a proteção jurídica necessária e importante para não desempregar milhares de trabalhadores
que estão nessa atividade. Essa é uma cadeia produtiva muito grande, uma atividade centenária, a nossa principal riqueza, e precisamos lutar por esse setor dentro do que é legítimo. PARA finalizar, como o PP já tem se articulado em relação às eleições de 2020 em nível municipal, já que o senhor é presidente da sigla aqui em Mossoró e vice-presidente nacional da agremiação? A PREFEITA Rosalba tem o direito à reeleição. Obviamente que o futuro a Deus pertence, mas o partido vai trabalhar para que tenhamos candidato próprio, e a candidata natural, provavelmente, será a nossa maior representante e líder, Rosalba Ciarlini. A gente tem uma expectativa de que a sua administração seja mais uma vez referendada pelos mossoroenses e que ela continue sua história de luta em Mossoró, no Rio Grande do Norte. Mas, nenhuma possibilidade está descartada. O cenário político muda muito rápido, mas obviamente temos que escutar as pessoas nas ruas, sempre trabalhar no melhor caminho para a nossa cidade e região. O PP em nível de estado pretende colocar muitas candidaturas no próximo pleito, a prefeitos, vereadores, e ampliar a nossa representatividade. Hoje, já somos o terceiro maior partido na Câmara, com 38 parlamentares.
defatocom
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opinião 5
césar santos cesar@defato.com
CADA UM FAZ A SUA PARTE
O
governo do presidente Jair Bolsonaro (PSL) anuncia que nesta semana que está começando encaminhará ao Congresso Nacional o plano de recuperação fiscal dos Estados. Antes, apresentará o texto aos secretários de Fazenda das unidades federativas. Alguns governadores já tiveram acesso ao conteúdo, que foi elaborado pelo secretário do Tesouro Nacional, Mansueto Almeida. Há uma pressa dos governadores, diante do caos financeiro que castiga quase todos os Estados, sobremaneira aqueles que estão literalmente quebrados, como é o caso do Rio Grande do Norte. Sem a ajuda da União, esses Estados não têm solução. Por isso, a necessidade
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urgente urgentíssima. Agora, para que os Estados tenham acesso ao “Plano Mansueto”, referência ao secretário do Tesouro Nacional, é preciso que os governadores façam a sua parte. Ou seja, que adotem medidas e mostrem um plano capaz de ajustar as contas públicas. Essas medidas, conforme cartilha enviada aos governadores pelo Tesouro Nacional, consistem no corte de despesas, na venda de ativos, privatização de estatais e até demissão de servidores públicos. Essas medidas, se adotadas, ajudarão os Estados a recuperar nota de rating e, por consequência, ter direito de pegar empréstimos com garantias da União. Por exemplo: Estados com nota A e B já podem realizar operações financeiras. Já os Estados que têm nota D, como Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Minas Gerais, podem utilizar um regime melhor de recuperação fiscal, com o benefício de deixar de pagar dívidas. Dessa forma, o Plano Mansueto tem uma importância para os Estados com nota C, onde se encontra o Rio Grande do Norte. O plano poderá garantir um
Para acessar o programa, o governador terá de mostrar que conseguirá recuperar nota de crédito."
novo residencial
alívio aos Estados de até R$ 40 bilhões em quatro anos. Ele permite, por exemplo, que os Governos Estaduais tenham mais crédito para pagar funcionários e fornecedores. O RN se encaixa aí. Agora, o socorro financeiro não cairá do céu. Os governadores terão de fazer o dever de casa. Segundo Mansueto Almeida, “para acessar o programa, o governador terá de mostrar que conseguirá recuperar a nota de crédito do Estado junto ao Tesouro nos quatro anos de seus mandato”. Outro ponto primordial é a aprovação da reforma da Previdência. Para isso, os governado-
É NOTÍCIA 1
MANSUETO ALMEIDA
Secretário do Tesouro Nacional, sobre o programa de recuperação dos Estados.
2 herbert motta
deve e não paga
A OAB-RN registrou 24 candidatos ao Quinto Constitucional para o Tribunal Regional do Trabalho (TRT-21ª Região). A vaga ficou aberta com a morte do desembargador Júnior Rêgo, em janeiro. Com os números já definidos, os candidatos poderão começar a maratona pelo voto. O advogado Herbert Motta é o representante de Mossoró na disputa pela vaga de desembargador.
Dos R$ 16 milhões que o Estado deve à saúde de Mossoró, o Governo repassou apenas R$ 900 mil em fevereiro. A promessa feita pela governadora Fátima Bezerra (PT) de fazer outros repasses para diminuir a dívida não foi cumprida até aqui. São repasses obrigatórios para serviços como Samu e Farmácia Básica. A dívida desequilibra as finanças e compromete a assistência.
res terão de apoiar a proposta que tramita no Congresso Nacional. “O que vai salvar os Estados é a reforma da Previdência”, crava o secretário do Tesouro. Outro ponto importante para os Estados é a fatia dos Estados na cessão onerosa do pré-sal. O Governo ainda não definiu o percentual do bônus de assinatura do leilão do excedente de petróleo nessa área. Certamente, será definido na mesa em que estará em negociação o apoio dos governadores à reforma da Previdência. Daí, a importância do cidadão potiguar acompanhar, de perto, a postura da governadora Fátima Bezerra (PT).
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O antigo casarão que pertenceu à ex-prefeita Fafá Rosado/ex-deputado Leonardo Nogueira, ao lado do Colégio Mater Christi, dará lugar a um novo residencial. O anúncio foi feito pelo construtor Jorge do Rosário, da Repav, que adquiriu o imóvel há quatro anos. A construção deverá ser iniciada no segundo semestre deste ano.
vai parar A semana começa com duas paralisações em nível nacional em protesto à reforma da Previdência e aos cortes de recursos da Educação. Nesta segunda (13), os policiais civis cruzam os braços, inclusive no RN; e na quartafeira (15), será a vez do pessoal da educação.
prefeitáveis
Hoje, completa nove anos da morte do ex-reitor da Uern (de 1983 a 1985) Paulo Laplace Rosado Coelho. Deixou viúva dona Joana D'arc, com quem teve os filhos Sérgio, Gustavo e Cláudio. A Paróquia de Nossa Senhora de Fátima, no Abolição II, está completando oito anos nesta segunda, 13. Foi implantada pelo bispo diocesano dom Mariano Manzana, desligando-se da Paróquia de São José, no bairro Paredões (zona norte de Mossoró). A Faculdade Católica do Rio Grande do Norte receberá o acervo da biblioteca particular do ex-governador e ex-senador Garibaldi Filho (MDB). Um gesto que merece o aplauso de todos. A estrutura do Mossoró Cidade Junina começa a ser montada nesta semana, a quase um mês do início da festa. Com o tempo a favor, é possível evitar problemas de última hora. Perguntaram para a madre Teresa de Calcutá como poderíamos promover a paz mundial. Ela disse: "Vá para casa e ame a sua família." Tenha um bom e feliz domingo das Mães.
Mossoró tem três précandidatos a prefeito em plena campanha: deputados Alyson Bezerra (SDD) e Isolda Dantas (PT) e o Dr. Daniel Sampaio (PPSL). Todos de oposição. E nenhum abre mão do projeto pré-definido por seus partidos.
reeleição Já a prefeita Rosalba Ciarlini (PP) imprime ritmo forte em agenda externa. Quase todos os dias, ela visita bairros onde tem obras em andamento. Luta para melhorar os índices de aprovação para chegar à sucessão em condições de renovar o mandato.
Damares diz que continuará trabalhando com índios Marcelo Brandão
Repórter da Agência Brasil
E
A ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Damares Alves, não demonstrou preocupação com a decisão do Congresso de tirar a Fundação Nacional do Índio (Funai) da estrutura do seu ministério. Damares disse que conversará com o ministro da Justiça,
Sergio Moro, sobre a Funai e que seu ministério continuará tratando das questões indígenas. “Esse governo traz uma diferença. Ele trabalha com a transversalidade dos temas. Mesmo a Funai indo para a Justiça, esse ministério vai trabalhar com a política indigenista do mesmo jeito”, disse a ministra após evento de lançamento da versão atualizada do Estatu-
to da Criança e do Adolescente (ECA). A ministra diz que está tranquila, mesmo que a Funai vá para o Ministério da Justiça, porque seu ministério continuará cuidando de indígenas crianças, idosos e com deficiência. A comissão especial mista que analisa a Medida Provisória da Reforma Administrativa decidiu devolver a Funai para o Ministério da Justiça e Segurança Pública
(MJ). Além disso, parlamentares decidiram que a demarcação de terras indígenas deverá voltar a ser atribuição da fundação. Desde o início do governo Bolsonaro que a responsabilidade pela demarcação de terras indígenas está com o Ministério da Agricultura. Essa e outras alterações, porém, ainda deverão ser confirmadas por deputados e senadores em plenário.
Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
A ministra Damares Alves
6 OPINIÃO/GERAIS
DOMINGO, 12 de maio DE 2019
Educação
FNDE lança programa de fiscalização de irregularidades
Prazo para o Enem encerra dia 17 e já há mais de 3 milhões de inscritos Ilustrativa
A taxa de inscrição de R$ 85,00 precisa ser paga até o dia 23 de maio
>> O Ministério da Educação divulgou o balanço dos inscritos ao Exame Nacional do Ensino Médio que dá acesso às universidades públicas através do Sisu
E
ncerra-se na próxima quinta-feira, 17, o prazo para a inscrição ao Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM), utilizado para acesso às universidades públicas, federais e estaduais no Brasil. Iniciada no dia 6 de maio, o Ministério da Educação (MEC) já contabilizou 3 milhões de inscritos. No balanço divulgado pelo MEC, dos 3 milhões de inscritos até o momento para
o exame desse ano, 63% conseguiram isenção da taxa de 85 reais, que precisa ser pago até o dia 23 de maio. Até o último dia de inscrição, os estudantes inscritos poderão alterar os municípios onde desejam realizar as provas, a necessidade e o tipo de atendimento especializado, opção de língua estrangeira, entre outros. O exame, que foi criado em 1998 para avaliar o desempenho dos alunos do
ensino médio, possibilita ao estudante concluinte o acesso a programas de acesso a universidades através de programas como o Sistema de Seleção Unificada (SISU) e o Programa Universidade para Todos (PROUNI), ou ainda em programas de financiamento estudantil. Desde 2017, as provas do Enem são realizadas em dois finais de semanas. Esse ano, as provas acontecerão nos dias 3 e 10 de novembro. E
apesar da gráfica RR Donnelley, empresa responsável pela impressão das provas desde 2009, ter declarado falência, o Ministério da Educação garantiu a aplicação da prova dentro prazo. Contudo, com os bloqueios orçamentários as universidades públicas pelo MEC, ainda no segundo semestre deste ano as instituições de ensino terão dificuldades ou terão os serviços inviabilizados.
O Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) lançou seu plano de integridade. A iniciativa reúne um conjunto de medidas para monitorar as atividades do órgão com o objetivo de prevenir e combater irregularidades, bem como práticas de corrupção. Uma das frentes de atuação será a capacitação e conscientização de servidores. Outro esforço será o de estabelecer uma política de gestão de riscos e controles internos. Em evento realizado na sede do órgão discutiu a iniciativa, o ministro da Controladoria-Geral da União (CGU), Wagner Rosário, destacou a necessidade das equipes adotarem o plano na prática e aplicarem as medidas previstas como forma mais eficaz de fiscalizar as atividades e os repasses financeiros do fundo para combater irregularidades. “Ninguém, nem o servidor da CGU, vai conhecer mais os riscos do que vocês mesmos. A gente pode funcionar como um orientador do modelo, como um a pessoa que vai ditar como o sistema funciona, mas não vamos ter o nível de conhecimento que vocês têm da área de vocês”, disse Rosário. O ministro da Educação, Abraham Weintraub, enfatizou a importância da busca pela integridade em ministérios. “O combate à corrupção e a busca por eficiência, uma coisa alimenta a outra.
Quanto mais controle, mais transparência, mais institucionalidade, melhor a gestão e a eficiência. Temos que ter instituições fortes”, defendeu. Executivo Federal A adoção do plano de integridade pelo FNDE faz parte do programa geral do Executivo Federal. A iniciativa previa que todos os órgãos da administração pública implementassem planos e medidas até março deste ano. Entre essas estão sistemas de ouvidorias, fluxos para o recebimento e encaminhamento de denúncias, adoção de mecanismos para fiscalizar irregularidades, como nepotismo. Conforme Wagner Rosário, na Esplanada falta um ministério a cumprir a meta estabelecida. Do total de órgãos públicos federais (187), 52% criaram seus planos. Além dos planos pelos órgãos, o ministro informou que a CGU vem fiscalizando licitações por meio de sistemas de inteligência artificial. Estados e municípios O titular da CGU destacou que além do governo federal, outro desafio é implementar medidas deste tipo em estados e municípios. Uma medida da CGU foi disponibilizar um sistema de ouvidoria a esses órgãos, o que foi feito em mais de 800 instituições públicas nessas esferas da federação. Agência Brasil - EBC
O ministro da Controladoria-Geral da União (CGU), Wagner Rosário
gerais 7
DOMINGO, 12 de maio DE 2019
Mobilizações
Ufersa paralisa atividades nesta quarta em greve pela educação >> Em assembleia geral, servidores da Ufersa aderem à Greve Nacional da Educação e paralisam atividades na quarta-feira (15) contra bloqueio de recursos pelo MEC Assessoria
U
niversidades e institutos federais se mobilizam para realizar uma parada nacional em favor da educação após contingenciamento do orçamento pelo Ministério da Educação (MEC). Marcada para a próxima quarta-feira (15), a Greve Nacional da Educação terá adesão das universidades em Mossoró. Em assembleia geral, os servidores técnico-administrativos da Universidade Federal Rural do Semiárido (UFERSA) aderiram à paralisação do próximo dia 15. Com o bloqueio do MEC, a universidade deixou de ter acesso a mais de R$ 15 milhões de seu orçamento para ano de 2019. Em reunião do Fórum de Reitores das Instituições Públicas de Ensino Superior com o coordenador da bancada de deputados federais do Rio Grande do Norte, o reitor da universidade, Arimatea Matos, demonstrou preocupação com a conti-
Universidades e institutos federais tentam reverter bloqueio do MEC nuidade dos serviços da instituição no segundo semestre deste ano. Para o reitor, a redução de 36,5% nos recursos da universidade dificultará a continuidade de contratos com os servido-
res terceirizados, que representa 70% dos técnicos administrativos da instituição. Para o Sindicato Estadual dos Trabalhadores em Educação do Ensino Superior do Rio Grande do Norte
(SINTEST-RN), o objetivo da paralisação é denunciar os “retrocessos” na educação. Além do bloqueio, o sindicato tenta chamar atenção para a “privatização e precarização da educação com o aprofundamento das políticas de
mercantilização”. Em reunião realizada com estudantes e sindicalistas, ficou decidido o início do protesto para as 8h em frente à universidade, que ainda definirão a logística do ato.
Policiais civis, federais e rodoviários do RN aderem à paralisação nacional Policiais civis do Rio Grande do Norte paralisarão suas atividades nesta segunda-feira, 13. Em assembleia, a categoria aderiu ao movimento de paralisação nacional contra a reforma da Previdência proposta pelo Governo Federal. Na assembleia realizada nesta sexta-feira, 10, policiais civis, federais e rodoviários decidiram paralisar as atividades para realizar ações em defesa da Previdência Social. Serão realizados atos de rua e um seminário sobre a reforma da Previdência com Nireu Linhares, presidente do Instituto Previdenciário dos Servidores do Rio Grande do Norte (IPERN). Os policiais se reunirão no Sindicato dos Policiais Civis do Rio Grande do Norte (SINPOL-RN) a partir das 8h para a mobilização. O movimento possui caráter nacional é organizado pela União dos Policias do Brasil (UPB) em diversas cidades do país. Para o presidente do Sinpol-RN, Nilton Arruda, a reforma da Previdência traz “prejuízos para os policiais”. “Há várias semanas estamos fazendo um trabalho de corpo a corpo junto aos parlamentares do Rio Grande do Norte, inclusive estivemos em Brasília durante uma semana, para ressaltar a necessidade da peculiaridade da atividade policial ser levada em conta”, argumentou Arruda.
8 GERAIS
DOMINGO, 12 de maio DE 2019
Justiça
Procuradoria de Justiça Militar denuncia 12 por assassinato >> Doze militares do Exército brasileiro são denunciados por duplo homicídio qualificado, tentativa de homicídio e omissão de socorro em ação que matou músico no Rio de Janeiro Cedida
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oze militares do Exército Brasileiro são denunciados por assassinar duas pessoas e ferir uma terceira no Rio de Janeiro. A denúncia da 1o Procuradoria de Justiça Militar argumentou que os militares praticaram duplo homicídio qualificado, tentativa de homicídio e omissão de socorro. O caso, ocorrido no bairro de Guadalupe na capital fluminense, aconteceu em 7 de abril deste ano. Na ação, o carro do músico Evandro Rosa dos Santos, que estava com sua família, teria sido supostamente confundido com um carro de um grupo que estava praticando assalto na região.
CIANO MAGNTA AMARELO PRETO
Os militares dispararam 257 tiros de fuzil e pistola
Os militares, um segundo-tenente, um terceirosargento, dois cabos e oito soldados, dispararam 257 tiros de fuzil e pistola contra o carro da família do músico, que acabou morrendo na hora. Além do músico, o catador Luciano Macedo foi baleado ao tentar ajudar a resgatar o filho da família, e acabou morrendo dias depois no hospital. De acordo com a Procuradoria Militar, o levantamento realizado pela Polícia Judiciária Militar no dia do crime argumenta que, após “o reconhecimento do local” e “constatado os feridos” os militares não prestaram socorro aos feridos na ação. Em 2017, o ex-presidente da República Michel Temer transferiu a apuração e julgamento de crimes praticado por militares contra civis para seus pares na Justiça Militar. E na última quarta-feira, 8, o vice-procurador-geral do Ministério Público Militar (PMP) defendeu a soltura dos acusados argumentando que a “Justiça Militar não pode ceder à opinião pública”.
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Mossoró (RN), domingo, 12 de maio de 2019
Centenário
Cem anos: parte da história mossoroense nas paredes da capela de São Vicente
>> Inaugurada em junho de 1919, a capela de São Vicente completa 100 anos em 2019 e preserva seu caráter histórico como trincheira dos resistentes ao ataque do grupo cangaceiro de Lampião
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á cem anos era inaugurada a capela de São Vicente em Mossoró. Pensada desde o ano de 1915, a sua obra apenas fora concluída quatro anos depois, e isso porque, além de não ser uma construção simples, na metade daquela década o Nordeste brasileiro sofria com um período de seca e pouca produção. Contudo, após o início de sua construção em outubro daquele ano de 1915, a obra serviu como fonte de trabalho para retirantes que sofriam com a falta de emprego, possibilitando alguma renda. Apesar da importância desse alívio econômico, é certo que o marco decisivo na história da capela aconteceria oito anos depois de sua inauguração em julho de 1919. Episódio relembrado até os dias de hoje nas festividades da cidade e na estrutura física do município (como, por exemplo, o Memorial da Resistência), em junho de 1927 o grupo cangaceiro de Virgulino Ferreira da Silva, “Lampião”, planejava saquear Mossoró. Contudo, houve resistência na cidade que,
CIANO MAGNTA AMARELO PRETO
Assessoria
A capela de São Vicente deverá ter celebrações em seu centenário
inesperadamente, conseguiu ser superior à ofensiva dos cangaceiros. A resistência da cidade ao grupo de Lampião é ainda motivo de rememoração e orgulho para os mossoroenses e parte dessa história é vivenciada da capela de São Vicente, que serviu como local de en-
trincheiramento para os combatentes de Mossoró. Localizada na Avenida Alberto Maranhão, uma das principais ruas da cidade, a capela preserva até hoje marcas do conflito de 1927. Vizinha ao Palácio da Resistência, atual sede da Prefeitura Municipal de
Mossoró (PMM), a capela de São Vicente é, talvez, um dos prédios históricos em melhor estado de conservação no município. Sua última reforma foi finalizada no início do ano de 2017, contudo manteve sua estrutura original, incluindo a preservação dos furos das balas dos canga-
ceiros na torre da capela. Para o historiador Geraldo Maia, embora haja muita lenda a respeito da resistência dos mossoroenses ao grupo cangaceiro de Lampião em 1927, é certo que a capela de São Vicente foi local estratégico no combate. Do alto da torre da capela seria pos-
sível avistar com certa facilidade a aproximação do grupo e oferecer alguma dificuldade a ele. Com a fuga do grupo sem ter conseguido levar nada, a vitória sobre os cangaceiros passa não apenas a ser celebrada na cidade, mas também torna-se atração turística. Mais: a derrota imposta pelos mossoroenses resistentes ganha caráter enobrecedor na identidade das gerações seguintes à batalha. Trincheira estratégica na batalha e resistência aos cangaceiros, a capela de São Vicente permanece como local estratégico na preservação dessa memória. Para além da sua importância religiosa, a capela possui também caráter turístico. Durante o Mossoró Cidade Junina (MCJ), um dos maiores eventos culturais do Rio Grande do Norte, é no seu adro que acontece a encenação do “Chuva de Bala no País de Mossoró”. O espetáculo ao ar livre reconta o combate e a resistência à tentativa de saque dos cangaceiros a Mossoró. Tradicionalmente, a estreia das apresentações acontece no dia 13 de junho, data do combate e vitória dos mossoroenses há 92 anos. Centenária, a capela preserva em suas paredes parte da história da cidade de Mossoró. Embora sua inauguração tenha acontecido em 20 de junho de 1919, o aniversário da capela é celebrado em 13 de junho, reforçando a importância do episódio contra os cangaceiros na história da capela. E em seu aniversário de um século, a capela de São Vicente deverá ganhar um peso maior durante o Mossoró Cidade Junina, com homenagens durante o Chuva de Bala.
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DOMINGO, 12 DE maio de 2019
Memória
“Chuva de Bala” chega ao 18° ano no centenário da capela de São Vicente >> Em sua 18° edição, o Chuva de Bala no País de Mossoró mantém viva a memória da resistência mossoroense ao ataque dos cangaceiros celebrando a cultura popular de Mossoró
E
pisódio emblemático na história de Mossoró, a resistência ao grupo de cangaceiros liderados por Virgulino Ferreira da Silva (Lampião) completa 92 anos em 2019. Embora existam muitas lendas a respeito de como ocorreu a vitória sobre o grupo de cangaceiros, é certo que o episódio é importante até hoje na história da cidade. É possível perceber a importância da batalha em espaços como o Memorial da Resistência, no Corredor Cultural, e em eventos como o “Chuva de Bala no País de Mossoró”, espetáculo teatral que relembra a resistência ao grupo de Lampião. Encenado no adro da capela de São Vicente, o espetáculo completa 18 anos no centenário da igreja que serviu de trincheira para os resistentes.
Tradicionalmente, o espetáculo tem suas estréias marcadas para o dia 13 de junho, data do ataque dos cangaceiros à cidade. E para a edição deste ano, a data agregará mais um significado: a celebração do Dia do Poeta Antônio Francisco. Parte do calendário municipal, o poeta terá seus 70 anos homenageado na edição deste ano do Chuva de bala. Símbolo da cultura mossoroense, Antônio Francisco foi homenageado numerosas vezes, incluindo a Comenda de Incentivo à Cultura Luís Câmara Cascudo do Senado Federal. O poeta também foi um dos poucos mossoroenses a carregar a tocha olímpica em 2016 quando ela passou pelo estado do Rio Grande do Norte. Embora seja homenageado no Chuva de Bala deste
Divulgação
Chuva de Bala homenageará os 70 anos de Antônio Francisco ano, Antônio Francisco não deverá participar do espetáculo. O reconhecimento prestado ao cordelista acontecerá através de citação a sua obra e pessoa. E apesar da celebração na edição de 2019, no último ano, a obra de Antônio Francisco já havia sido reco-
nhecida durante o Chuva de Bala no Pais de Mossoró, um dos principais eventos do Mossoró Cidade Junina. Em 2018, o poeta, cordelista, xilogravurista e historiador, se mostrou emocionado com o reconhecimento de seu trabalho em sua cidade natal.
“Quando eu vi ‘Os Animais têm razão’ ali naquele estante, para mim foi uma homenagem perfeita, principalmente porque estou na minha cidade. E ainda no Chuva de Bala que é um dos eventos que eu mais admiro”, argumentou Antônio.
Em 18 anos de espetáculo, o Chuva de Bala no País de Mossoró se reinventou muitas vezes, rendendo homenagem a figura ilustríssimas da cidade. Apesar das muitas fases do espetáculo, a adaptação do texto de Tarcísio Gurgel permanece orientando as edições do Chuva de Bala. Para 2019, o diretor Marcos Leonardo vem prometendo dar continuidade a surpresas como a do último ano, quando músicos se apresentaram durante o espetáculo. “Uma das novidades para este ano é que o narrador vai citar trechos de cordéis conhecidos de Antônio Francisco”, antecipou o diretor. E completou: “teremos surpresas e uma edição que promete emocionar mais uma vez”. É certo que, o Mossoró Cidade Junina de 2019 está repleto de datas comemorativas, desde o centenário da capela de São Vicente aos 18 anos do espetáculo Chuva de Bala no País de Mossoró. Com início no dia 8 de junho, o São João em Mossoró apostará na cultura popular com decoração ao longo do Corredor Cultural, maior destaque aos pólos de cultura popular, e homenagem uma de suas figuras mais importante: Antônio Francisco.
outras palavras José Nicodemos
aristida603@hotmail.com
UMA DÍVIDA ESPIRITUAL
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esses dias parados, muito me agrada o encontrar-me com velhos amigos conterrâneos. Digo parados, sem novidades. Até nisso os dias de agora andam ruins. De maneira que ando nas ruas sempre relanceando as vistas pelos passantes, a ver se avisto um desses amigos. Aqui e ali dá-se o caso. E, como dos costume, a conversa é sempre sobre tempos atrás. Quer dizer, se se trata de amigo do meu tempo, é claro. Há, aí, reciprocidade de sentimentos, que nesta parte velhos se parecem. O mesmo gosto de cavar defunto, que é como ainda se diz. E o papo se alonga pelos caminhos do antigamente. Agorinha foi isso assim. De repente, esbarro na rua com o professor Wilson Dantas, já aposentado, que por sinal foi meu aluno de português. Sessenta e seis anos, se lhe ouvi bem. Conversa pouco demorada: ele tinha consulta médica marcada. Como sempre, muito agradável. E sempre na base de recordações. O suficiente, porém, para darmos revista a tantas coisas boas que o tempo levou. Entre estas, o gosto dos jovens pela leitura em livros impressos. O melhor da literatura nacional, principalmente. Agora se lê pela internet, a meu ver, qualquer coisa assim como um prato sem sabor. Nisso, combinamos, de. pleno.
Ainda deu tempo de perguntar-lhe pelos velhos amigos comuns. Anda em mais de dois anos que não vou a Areia Branca. Mas tenho saudade. Quase não saem mais de casa. Este ou aquele motivo. De maneira que a fisionomia humana da cidade é hoje outra do que era. Rostos novos. Poucos lembram parentesco. Se isso é assim, desanima-me ir dar um passeio por lá. Fico feito pateta, na cidade aparentemente estranha. Em maioria, moços que eram pequenos quando me mudei de lá para cá, outros que ainda não tinham nascido. Raros identifico nos traços de família. E raros são os que me conhecem. Ou reconhecem. E passamos um pelo outro, indiferentes. Digo, o mais das vezes. De modo que, nessa situação constrangedora, de estrangeiro na minha própria terra, o jeito é fazer desde logo o caminho de volta. Não sem antes levar minha visita a meus mortos, no cemitério de São Sebastião. Sim, um passeio sentimental à beira do velho cais. Mas prometi ao professor Wilson que, a qualquer dia destes, darei uma voltinha por lá. E estou mesmo precisando, e muito, desse refrigério espiritual. Tanto tempo de ausência, de certo modo consentida. De perto, é bem mais fácil os olhos refazerem caminhos apagados.
ÁGUA
SERVIÇOS
Há mais de uma semana falta água no bairro Paredões, ou parte da cidade. Aí está um serviço público, dos essenciais, que não pode faltar por longo espaço de tempo. Além do tolerável.
Está no velho Corção (Gustavo Corção) que se mede o grau de civilização de um povo pela eficiência com que funcionam os serviços públicos. Ainda estamos muito longe disso.
Gaste Os desafios de bem o seu lidar com diabetes 18 anos décimo na infância de compromisso
Mais de 200 bilhões vão oxigenar a economia no fim de DESCASO ano.asSaiba como E o pior é que esperanças MOSSORÓ gastar certo. vão ficando atrás, como no soneto3 famoso. Não entram tais serviços nos cuidados dos governantes, e @defato_rn isso não é de agora. As necessidades coletivas contam menos.
o jornalismo A dona com de casa Suzy Kelly deixou de trabalhar para cuidar, integralmente, de verdade do filho César de seis anos. Ela fala sobre medicamentos, alimentos e da descoberta da doença. MOSSORÓ 1
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/jornaldefatorn
linguagem Informa a lingüista Madre Olívia, de reconhecida competência e moral didática, que, na Europa e nos Estados Unidos, a escola, nas aulas do idioma pátrio, dá prioridade aos estudos semânticos. Fica, pois, em segundo plano, a análise gramatical, considerada apenas como elemento auxiliar. Acima de tudo, portanto, a semântica, sem esquecer a pragmática, que, como se sabe, consiste na relação dos signos com seus intérpretes. Nos usos que o falante faz da linguagem. Por onde se pode dizer que a eficiência da comunicação reside, em primeiro lugar, na semântica e na pragmática, em cujos conteúdos a linguagem se realiza.
17os an
@defato_rn
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@jornaldefato
MOSSORÓ �RN�, DOMINGO, 19 DE NOVEMBRO DE 2017 | EDIÇÃO 5.020 � ANO
Mossoró 3
DOMINGO, 12 de maio de 2019
Comportamento
Mulheres foram mais exigentes com presentes do Dia das Mães >> As preferências em relação aos presentes mudaram nos últimos anos. A independência financeira foi marco para essa dissociação da imagem da mulher com a casa Marcos Garcia
Amina Costa
Da Redação aminadabecosta@gmail.com
N
este domingo, 12, comemora-se o Dia das Mães, importante data para as famílias que aproveitam a celebração para estar com as mães em um dia que já se tornou um símbolo de amor, consideração e carinho pelas genitoras. Essa data, que é cheia de simbolismo, é ainda uma das mais esperadas pelos comerciantes, já que existe o hábito de dar presentes. O Dia das Mães é a segunda data do ano que mais movimenta o comércio do país, ficando atrás apenas do Natal. O hábito de presentear as mães faz que os comerciantes se preparem para esse período e busquem atrair o gosto das mulheres, que estão cada dia mais exigentes quanto aos presentes que recebem de maridos, filhos, netos, entre outros. Nos últimos anos, a preferência das mulheres pelos presentes que recebem dos filhos e maridos mudou significativamente. Antes, os principais itens que eram dados em comemoração do Dia das Mães estavam associados a utensílios domésticos, como geladeira, cômoda, microondas, entre outros. Agora, a principal exigência das mães é que o presente esteja associado à
Marcos Garcia
A preferência é por presentes que elas possam usar, como bolsas, sapatos e perfumes
beleza e a produtos que elas possam usar para o seu bem-estar. De acordo com uma pesquisa realizada pelo Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento do Comércio (IPDC) da Fecomércio RN, os mossoroenses estavam dispostos a desembolsar uma média de R$ 113,70 com o presente para o Dia das Mães. Em relação ao tipo de presente, a preferência dos mossoroenses foi o setor de vestuário, bolsas,
calçados e perfumes. Esses dados da pesquisa demonstram essa mudança no comportamento da mulher em relação às preferências na hora de escolher um presente de Dia das Mães. Produtos domésticos também apareceram na pesquisa feita com os consumidores mossoroenses, mas com pouca representatividade. Na visão da cabeleireira Laura Rodrigues, essa mudança no tipo de presente para as mães está direta-
Setor da beleza se preparou para o Dia das Mães Com a mudança no comportamento das mulheres e com as atuais exigências em relação aos presentes de Dia das Mães, comerciantes de setores da beleza começaram a ver nessa data uma possibilidade de melhorar as vendas. Salões de beleza, lojas de vestuário, calçados e maquiagem começaram a atrair um público cada vez maior nos últimos anos, principalmente nessa data. Na visão de Jaqueline Marcolino, proprietária de uma loja de produtos de cosméticos e maquiagens, a procura por esses produtos nos últimos dias foi bastante alta e isso demonstra que as
nanceira que têm hoje. Por isso, quando era o Dia das Mães, o presente era algo que representasse essa visão de mãe do lar, não uma roupa ou algo que ela pudesse usar na particularidade dela. Hoje em dia, devido a mulher estar mais independente, ter seu dinheiro, a imagem dela perante as pessoas do seu convívio mudou bastante, e eles passam a entender as necessidades das mães como mulheres mesmo”, comentou a cabeleireira. Laura Rodrigues disse ainda que percebeu, com a vivência em seu espaço de beleza, que muitas mulheres mais maduras estão cuidando mais da beleza. “As mulheres estão se saindo mais da situação de cozinha, estão mais vaidosas, cuidando do cabelo, da pele, do corpo. São pessoas que não tinham esse hábito de se cuidar como têm hoje. Por isso, as pessoas que estão próximas a elas percebem essa mudança no comportamento e passam a observar os gostos daquela mãe, para presenteá-la de uma forma que ela se sinta mais feliz”, disse a cabeleireira.
preferências de presentes mudaram. “O foco mudou. As mães de hoje estão mais vaidosas, não aceitam mais presentes para casa, elas desejam presentes na área da beleza, como ganhar um dia de princesa em salões de beleza, como também acessórios de beleza que as façam se sentir mais jovens. Sendo assim, lojas de maquiagem e acessórios têm ganhado uma grande fama nesta época do ano”, disse a pequena empresária. Jaqueline Marcolino lembrou ainda que a procura por esses produtos não se limita apenas por mulheres mais jovens, mas também por mulheres mais
maduras. “O público de mulheres mais maduras também cresceu, principalmente porque elas estão cada dia mais jovens de espírito”, disse a empresária. Essa realidade fez que a empresária se preparasse e tivesse estoque suficiente, que agrade variados tipos de mulheres, principalmente aquelas que gostam de se autopresentear. “Sendo assim, a grande procura por produtos de beleza fez que eu me preparasse. Pensando assim, fiz pedidos com bastante antecedência para termos um estoque que suportasse as vendas do Dia das Mães”, finalizou Jaqueline Marcolino.
mente associada à independência financeira que as mulheres foram adquirindo com o passar dos anos. Essa independência fez que a imagem da mulher fosse, aos poucos, desassociada à casa e aos produtos domésticos e passasse a ser ligada ao cuidado dela como mulher em si. “Antigamente, quando se lembrava da mãe, associava a imagem dela ao lar, à casa, à cozinha. Elas não tinham a dependência fi-
Setor do vestuário foi apontado em pesquisa como o principal tipo de presente que seria dado neste Dia das Mães
Marcos Garcia
Comerciantes se prepararam para agradar as mulheres, que estão cada dia mais existentes
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DOMINGO, 12 de maio de 2019
Mente, corpo e espírito
Projeto desperta um novo olhar sobre o atendimento da saúde
>> Núcleo de Práticas Integrativas e Complementares em Saúde oferece sessões gratuitas em seu ambulatório e amplia atendimento com Pronto-Socorro Energético no Hospital Tarcísio Maia
A
rotina estressante no ambiente de trabalho, agravada por problemas pessoais ou financeiros, vai aos poucos adoecendo as pessoas. Quando se vê é preciso tomar um remédio para dormir e outro para manter-se de pé. Na TV e na Internet, as notícias não são animadoras – violência, corrupção e conflitos. A insegurança entra em nossas casas, nas escolas e no trabalho. Tudo isso, ocasiona essa epidemia de ansiedade e depressão que afeta as pessoas. Mas, qual o remédio para as dores da alma? Para a professora e terapeuta doutora Isabel Amaral, a cura pode estar no próprio ser. “Promover saúde é melhor do que tratar. Saúde não é doença. Saúde é promoção, é bem-estar. É tirar um tempo para você, não se conectar com coisas ruins, fazer seu ouvido seletivo, pois as palavras podem derrubar uma pessoa”, afirma Isabel Amaral, complementando que é necessário ter um novo olhar para a formação. Isabel é professora da Faculdade de Enfermagem da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (FAEN-UERN), coordenadora do Núcleo de Práticas Integrativas e Complementares em Saúde (NUPICS). O Nupics oferece atendimento gratuito em seu Ambulatório Integrativo, com sessões de auriculoterapia,
Cedida
Oficina de Mandala no Espaço Meditativo realizado na Faculdade de Enfermagem da Uern
cromoterapia, reiki, acupuntura, arteterapia, ioga, aromaterapia, ventosas, meditação e tai chi chuan, dentre outras. Ao todo são 29 práticas, todas inseridas como políticas públicas pelo Ministério da Saúde. No semestre passado foram realizados 700 atendimentos. Há 14 anos, uma enxaqueca crônica afetava a qualidade de vida de Isabel, que tomava cerca de 4 comprimidos ao dia para suportar as intensas dores. Foi essa enxaqueca que aproximou a professora das técnicas integrativas e da auriculoterapia – sistema de acupuntura na região auricular. “Fiz um curso e comecei o tratamento, em quatro semanas já não sentia as dores. A partir da
minha experiência, passei a estudar e me aperfeiçoar”, relembra Isabel, que tem vários cursos e uma tese de doutorado voltada para as práticas integrativas. A cada 15 dias, o Nupics promove o Espaço Meditativo no auditório da Faculdade de Enfermagem. O último encontro, realizado no dia 8 de maio, promoveu a Oficina Mandala Olho de Deus. Organizados num círculo, os participantes confeccionaram suas mandalas e deram depoimentos sobre a experiência da meditação ativa e a conexão interior. O estudante Wilder do Nascimento Araújo, aluno do 4° período de Enfermagem, foi um dos participantes. “Esse traba-
Cedida
Isabel Amaral é coordenadora do NUPICS: “A gente se conecta com o outro para trazer uma energia boa”
Cedida
Projeto implanta Pronto-Socorro Energético no Hospital Tarcísio Maia
Wilder do Nascimento: “A gente chega procurando alívio para uma certa ansiedade. Após uma sessão, você se sente renovado”
lho é muito importante. O processo formativo em si já é muito estressante. Quando não atingimos uma meta ou expectativa, surge o sentimento de frustração e a crise de ansiedade... O Nupics, por meio dessas práticas, consegue amenizar de forma surreal essa situação, desopila muito a carga emocional dos alunos, profissionais e a comunidade”, comenta o estudante. Conforme Wilder, as práticas integrativas possibilitam o processo de autoconhecimento e autoconstrução. “Você vai percebendo os feed-backs. Não é algo momentâneo, há todo um processo de entendimento, você percebe que precisava passar por aquilo... A gente chega procurando alívio para uma certa ansiedade, após uma sessão de qualquer terapia, você se sente renovado, como se tivesse tirado um peso das costas”, testemunha Wilder do Nascimento. Para Antônia Maria, 56 anos, participar das atividades do Nupics traz mais leveza para seu dia a dia. Ela também participou da oficina de Mandala. “Frequento desde o início do ano, junto com minha filha. Eu me sinto muito bem. Às vezes chego muito nervosa devido à luta diária, mas quando a gente chega aqui e começa a praticar tudo passa, saio bem leve”, afirmou Antônia. Isabel lembra que o mês de maio é dedicado às Práticas Integrativas, por isso, o Núcleo tem agenda cheia durante todo o mês. Um dos eventos que contará com a presença dos profissionais ocorrerá nesta semana, nos dias 18 e 19 de maio, no Partage Shopping Mossoró, com o “Dia Zen”. Os interessados poderão participar mediante a troca de uma lata de leite.
Além do Ambulatório Integrativo, o Núcleo tem o projeto do Pronto-Socorro Energético – o primeiro do Brasil, instalado no Hospital Regional Tarcísio Maia. A unidade hospitalar conta com espaço físico dentro do pronto-socorro para atender aos servidores. “Esse projeto partiu de um momento que fizemos um levantamento no hospital e vimos o grande número de afastamento dos servidores. São profissionais que estão no limite. Há muitos casos de depressão e ansiedade. Eles contam com esse oásis dentro do hospital, passam um tempinho no atendimento com massagem, reiki, cromoterapia.... A gente sabe que se tratar o servidor, isso vai refletir
no paciente”, explica Isabel Amaral. No dia 22 de maio, nos turnos matutino e vespertino, será realizado um Workshop de Práticas Integrativas dentro do Hospital Regional Tarcísio Maia para divulgação interna. O QUE É O NUPICS? O Núcleo se configura em um espaço de olhar múltiplo, de partilhas de experiências e desenvolvimento humanescente do vínculo terapêutico, por meio das práticas integrativas. Proporciona a integração do ser humano com o meio ambiente, valorizando e articulando saberes populares, cultura e ciência, estabelecendo a conexão da visão ampliada do processo saúde–
doença, em que o cuidado é centrado no ser. Criado em 2018 como Núcleo de Extensão, o Nupics conta mais de 20 terapeutas envolvidos – enfermeiros, médicos, fisioterapeutas, nutricionista e psicólogos. Os atendimentos são realizados em vários horários, inclusive à noite, para atender a demanda do público que trabalha durante o dia. Muitos integrantes da equipe da Residência Médica atuam como voluntários. Também é realizado o projeto itinerante PICS no campus, em parceria com a Faculdade de Filosofia e Ciências Sociais (FAFIC). Isabel conta que a criação de um laboratório de pesquisa já foi autorizado pelo Comitê de Ética da UERN. Em breve, a nutricionista vai começar uma pesquisa com acompanhamento de um grupo de pessoas obesas. Nesse grupo
será trabalhada a parte nutricional potencializada com auriculoterapia para aumentar o metabolismo e diminuir a ansiedade. Outra pesquisa será iniciada em junho para trabalhar a craniopuntura, com o objetivo de diminuir os tremores de quem tem Parkinson. No dia 30 de maio, será realizado o primeiro Fórum Municipal de Práticas Integrativas, no Hotel Thermas. O evento realizado pelo Nupics e Prefeitura de Mossoró tem com intenção constituir a Política Municipal de Práticas Integrativas. Na abertura do evento, será realizado o lançamento do livro do Nupics, com artigos dos terapeutas, sobre as várias práticas e suas funcionalidades. Os agendamentos podem ser feitos pelo WhatsApp, por meio do número 99638-9133.
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Foto meramente ilustrativa
RN registra 408 latrocínios de 2011 para 2018, com aumento de 2.300% em 7 anos
Assaltos
que matam >> Roubos seguidos de mortes já vitimaram quase 20
pessoas no Rio Grande do Norte nestes 128 dias do ano Fábio vale
Da redação
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Mãos ao alto!” A expressão faz referência a uma frase comumente utilizada por criminosos durante a prática de assaltos. Um tipo de crime frequentemente registrado em todo o país. No Rio Grande
do Norte, diariamente a população também é alvo de ladrões. Mas, além dos assaltos corriqueiros que resultam em danos materiais, os potiguares ainda vivem sob o risco de perderem a vida como vítimas de roubos. Somente nestes pouco mais de quatro meses de 2019, quase 20 pessoas já foram vítimas no estado de rou-
bos seguidos de mortes. A violência letal envolvendo assaltos é retratada em um recente levantamento do Observatório da Violência (OBVIO) repassado nesta semana à reportagem do DE FATO. As estatísticas do Obvio mostram que entre 1° de janeiro e 9 de maio deste ano, 18 pessoas foram assassinadas no estado em cri-
mes caracterizados como latrocínios. Os números da entidade apontam também que no mesmo período do ano passado a situação estava mais preocupante, quando foram registrados 36 roubos seguidos de morte no território potiguar. O comparativo mostra uma redução de 50% na quantidade de ocorrências.
O Rio Grande do Norte registrou um aumento de 2.300% na quantidade de latrocínios, dentro de um período de sete anos. O dado é do coordenador do Observatório da Violência (OBVIO), Thadeu Brandão. Segundo Brandão, o estado potiguar foi alvo, entre 2011 e 2018, de 408 roubos seguidos de
morte. Ele detalha que no primeiro ano citado foram apenas três casos, enquanto que no último ano foram 72 crimes. Brandão chama a atenção para um crescimento de 2.300%. No entanto, ele frisa que casos de latrocínio representam apenas 3% do total de 13.789 mortes violentas ocorridas neste período de sete anos.
Idoso é morto em assalto em Mossoró Já no início desta semana, o estado registrou mais um latrocínio. O crime aconteceu na Rua Vicente Leite, no bairro Planalto 13 de Maio (zona leste de Mossoró). A informação é de que bandidos armados assaltaram uma residência e entraram na casa da vítima identificada como Francisco das Chagas Lima, de 67 anos de idade. O relato é de que eles teriam tomado um aparelho
celular de uma jovem e, quando o idoso percebeu a ação dos bandidos, teria se assustado e sido baleado pelos criminosos. Os bandidos fugiram com destino ignorado e a vítima ainda foi conduzida para o hospital, mas não resistiu e morreu. O caso fez aumentar o número de latrocínios no estado neste ano, em meio aos 527 assassinatos registrados, sendo 62 somente em Mossoró.
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DOMINGO, 12 de maio de 2019
diz sociólogo:
“Latrocínios são a quarta maior macrocausa de CVLIs no RN” >> Thadeu Brandão afirma que aumento desse tipo de crime está ligado a fatores, como maior acesso a armas de fogo e a reação inesperada das vítimas
“
Os latrocínios são a quarta maior macrocausa de conduta violenta letal intencional (CVLI) no Rio Grande do Norte’. É o que aponta o sociólogo, mestre e doutor em Ciências Sociais Thadeu de Souza Brandão. O professor da Universidade Federal Rural do Semiárido (UFERSA) e estudioso da violência avalia também que o aumento desse tipo de crime está ligado a fatores, como maior acesso a armas de fogo e a reação inesperada das vítimas. “Embora a mídia faça extremo alarde acerca dos latrocínios, eles são a quarta maior macrocausa de CVLIs no Rio Grande do Norte (ganhando apenas dos feminicídios)”, afirma Brandão. O especialista detalha que entre 2011 e 2018 foram 408 latrocínios (de um total de 13.789 mortes violentas), perfazendo 3% do total. “Mesmo assim, nesse período, pulou-se de
Cedida
Brandão diz que latrocínios são a quarta maior macrocausa de CVLIs no RN, ganhando apenas dos feminicídios
3 latrocínios em 2011 para 72 em 2018 (2.300% de aumento)”, destaca. Para o sociólogo, o aumento significativo dos latrocínios está ligado a dois fatores básicos, mas não únicos. Ele cita o aumento do acesso a armas de fogo e sua capacidade de letalidade e também, em alguns
casos, a tentativa de reação por parte de vítimas que possuíam armas de fogo no momento da vitimização; e, ao mesmo tempo, pela tentativa desesperada da vítima (mesmo sem arma de fogo, de reagir ao assalto. “Tendo em vista que a capacidade de reação, uma vez com arma apontada
sobre si e engatilhada (mesmo quando não), teria de ser de menos de um segundo, qualquer reação é um erro grave. Isso, obviamente e estatisticamente, ocorre na maioria dos casos analisados e computados nas variáveis do Metadados do Obvio”, observa, ressaltando que a literatura
e os dados policiais no mundo inteiro corroboram a constatação de que reagir é, em 99% dos casos, um erro. “O que se disputa são bens materiais e não a vida. Mesmo assim, quando ocorrem reações, na maioria das vezes, o latrocínio se consome. Porém, não
obstante, há casos em que a morte da vítima ocorre por pura vontade de matar do assaltante. Sendo esse tipo de caso extremamente alardeado, perde-se o leitmotiv principal: assaltos em sua absoluta maioria não terminam em morte a não ser quando há reação”, avalia. CVLIs Thadeu Brandão, que também é coordenador do Obvio, explica que as condutas violentas letais intencionais (CVLIs) são um conceito e metodologia de produção de dados estatísticos para os crimes e condutas análogas, intencionais, com resultado de morte. Ele esclarece que, para fins de contagem e consolidação da natureza violenta da ação, o Obvio utiliza a terminologia CVLI, que é entendida como sendo toda ação, reação e omissão humana que visa a atingir fisicamente a outro, produzindo morte como resultado final imediato ou posterior em decorrência da natureza do ferimento causado. Brandão detalha que incluem-se homicídio doloso, lesão corporal dolosa seguida de morte, roubo seguido de morte, feminicídios e ação típica de Estado (letalidade policial), dentre outros.
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BRASILEIRÃO
Flamengo mantém cobrança em alta diante da Chape D e uma quarta-feira a outra, o Flamengo vai de decisão na Libertadores às oitavas da Copa do Brasil. No meio disso, receber a Chapecoense às 11h deste domingo, 12, pela quarta rodada do Brasileiro, poderia até parecer um compromisso despretensioso, mas o estado é de alerta. Ao empatar sem gols com Peñarol na última quarta (8), no Uruguai, e cravar ida às oitavas do torneio continental, o time rubro-negro também estancou uma crise, com o técnico Abel Braga na berlinda. Agora tenta evitar dar brecha ao caos às vésperas de visitar o Corinthians, na próxima quarta (15), pelo mata-mata nacional. "Em outros momentos, nós perdemos um pouco a concentração no que estava por vir, e isso é muito perigoso. Esse jogo é mais um que precisamos vencer. Não adianta, depois de um objetivo alcançado, a gente achar que pode ser dar ao luxo de perder pontos, ainda mais dentro de casa", avaliou Diego. Reserva em Montevidéu, o meia flamenguista voltará agora a figurar entre os titu-
Com time misto, Diego volta à titularidade do Flamengo contra Chapecoense lares. Tal como no recente empate por 1 a 1 com o São Paulo, fora de casa, o Flamengo deverá ter em campo um time alternativo. Nas arquibancadas do Maracanã, contudo, a força será máxima, com mais de 50 mil ingressos já vendidos. A Chape, por sua vez, vai
escalar o que tem de melhor à disposição. As únicas baixas são Eduardo e Gustavo Campanharo, lesionados. Assim como o adversário carioca, o time alviverde já soma quatro pontos - também com uma vitória (contra o Inter), uma derrota (Corinthians) e um empate (Athletico-PR).
Séries C e D têm potiguares em ação neste domingo Três clubes potiguares estarão em ação neste domingo, 12, pelo Campeonato Brasileiro. Na Série C pela 3ª rodada, o ABC visita o Confiança/SE e o Globo enfrenta o Sampaio Corrêa/ MA, em casa. E na Série D, o Santa Cruz de Natal desafia o Bragantino/PA, fora de casa, pela segunda rodada. O ABC, que tem uma vitória e um empate, busca a segunda vitória, no entanto,
pegará um adversário “mordido” por conta das duas derrotas sofridas até aqui. O zagueiro Joécio, contratado pelo ABC, poderá fazer sua estreia. O jogo começa às 16h, no estádio Batistão, em Aracaju (SE). O Globo, que tem uma derrota e uma vitória, está animado por conta da vitória sobre o Confiança na ultima rodada. O meia Radames e o atacante Gedson, recuperando-se de lesão, continu-
am de fora. O duelo está previsto para as 15h, no estádio Barretão, em CearáMirim. E o Santa Cruz, que empatou na estreia com o Floresta/CE, mede forças contra o Bragantino em duelo marcado para às 15h, no estádio Diogão, em Bragança do Pará. O zagueiro Renan Barreto, o meia Doda e o atacante Cleiton foram regularizados e podem fazer sua estreia no tricolor de Natal.
>> Rubronegro deverá ter em campo um time alternativo neste domingo Alexandre Vidal/Flamengo
FICHA TÉCNICA FLAMENGO
CHAPECOENSE
César; Rodinei, Thuler, Matheus Dantas e Trauco; Hugo Moura, Piris da Motta, Ronaldo e Diego; Berrío (Vitinho) e Lincoln. Técnico: Abel Braga
Tiepo; Bryan, Gum, Douglas e Bruno Pacheco; Márcio Araújo, Augusto e Alan Ruschel; Renato, Régis e Everaldo. Técnico: Ney Franco
Local - Maracanã, no Rio - Horário - 11h - Juiz - Jean Pierre Gonçalves Lima (RS)
Diego Simonetti
Doda poderá estrear com a camisa do Santa Cruz/RN
Inter busca recuperação diante do embalado Cruzeiro Internacional e Cruzeiro se enfrentam neste domingo, 12, às 16h, em situações bem distintas no Campeonato Brasileiro. Enquanto o time colorado busca recuperação no jogo marcado para o estádio Beira-Rio, os mineiros chegam embalados para o duelo. Com três pontos em três rodadas, o Inter vem de uma derrota para o Palmeiras. Porém, tem a seu lado a força de seu torcedor. A equipe de Odair Hellmann venceu a única partida disputada em seu estádio, mas ainda não pontuou como visitante. Já o Cruzeiro tropeçou na estreia diante do Flamengo, no Maracanã. Na sequência, esteve longe de ser brilhante, mas obteve 100% de aproveitamento em duas partidas no Mineirão, contra Ceará e Goiás. O único desfalque do Inter para essa partida é o meio-campista Patrick, com uma lesão muscular. Ele será substituído por Nonato. Rodrigo Dourado perdeu treinos durante a semana, mas o capitão colorado deve ir a campo. O Inter não tem problema em relação ao desgaste de seus jogadores. A equipe atuou no meio de semana, contra o River Plate, na Argentina, mas, após o duelo contra o Cruzeiro, terá uma semana de folga até a próxima rodada do Brasileiro. O mesmo não se pode dizer do Cruzeiro. Após enfrentar o Inter, o time de Mano Menezes estreará na Copa do Brasil, na quarta-feira (15), contra o Fluminense, no Maracanã. Mesmo assim, o Cruzeiro terá quase força máxima para encarar os gaúchos. O treinador não costuma repetir equipe e pode dar descanso a alguns atletas. Rodriguinho e Pedro Rocha, dois titulares absolutos, não estão confirmados.
8 OPINIÃO/esporte
DOMINGO, 12 de maio de 2019
fábio oliveira fabiowillard@hotmail.com
fabio willard de oliveira
Nosso time está desfalcado novamente. Perdemos Hermano Silva
N
o fechamento da semana, o destaque foi o falecimento prematuro na sexta-feira (10) do ex-jogador Hermano Silva, 42 anos apenas, vitimado por um infarto. Hermano foi um meia revelado pelo Potiguar e que ostentava um feito que dividia apenas com o gaúcho Chiquinho, outro habilidoso meia. Eles foram os únicos a participar das conquistas estaduais de Potiguar e Baraúnas, em 2004 e 2006, respectivamente. Isso é história que se eterniza. Figura simpática, não me lembro de ter visto Hermano de cara amarrada. Mesmo nas dificuldades que a profissão impunha, sobretudo aos atletas pratas da casa, dificilmente reclamava. E quando o fazia, era de forma sutil, como se minimizasse as injustiças e sempre acreditasse que o amanhã seria diferente. Compenetrado em sua meta de vencer no futebol,
extraía o possível do conhecimento dos treinadores, entre eles Miluir, um professor na essência da palavra, que o dirigiu na conquista do Potiguar. Era do tipo que se gostava fácil. Parceiro é uma palavra que todos que lamentam sua morte falam à exaustão nas redes sociais desde a notícia do seu falecimento, revelando quão bom era tê-lo por perto, sentimento do qual deve pautar a saudade, inclusive de sua família. Junta-se na eternidade a Paulo Júnior, uma outra figura não menos querida, cuja partida ainda nos dói. Deus é o treinador, cujas decisões não cabem discussões, embora nos custe a aceitar alguns de seus desígnios e nos reconfortemos com o fato de que Ele nos dá o fardo que podemos carregar. Enquanto isso, vai formando um time de primeira que vai nos fazendo falta por aqui.
iMAGEM QUE MARCA
Cedida
Ano de 2009. Amistoso entre as equipes másters de Baraúnas e Flamengo-RJ, vencido pelos cariocas por 3x1. Na imagem, um abraço das feras Júnior Xavier e Cláudio Adão. Intimidade com o gol era o que mais tinham.
A semana na história Parabéns ao amigo, figura humana e grande profissional Edinho Cardoso, técnico de futebol e educador. Hoje, Edinho completa 57 anos de idade. Vida longa, amigo, com paz, saúde e sucesso.
Antigos e ausentes Na eleição do Baraúnas, senti falta de vários tricolores tradicionais que conduziram o clube durante anos, mas que, com a intervenção da Justiça, se distanciaram. Poderiam estar participando da reconstrução do clube, inclusive participando do processo democrático, votando e sendo votados.
Torcedor Futebol Clube Mailson Rodrigues
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Tomamos um gol aos 47 do segundo tempo. É uma falta de ‘displicência’!” HELINHO, atacante do América, ao final do jogo em que o time levou 4x0 do Potiguar, na final do Estadual de 2004.
Artilheiro Depois de sua passagem meteórica pelo Fortaleza, o atacante Jefinho, artilheiro do Campeonato Potiguar deste ano pelo Potiguar, com 13 gols, se apresenta hoje ao ABC para a Série C.
Jogo fechado Consultei o executivo do Fortaleza, Sérgio Papelin, sobre a saída prematura do atleta do tricolor do Pici. Ele evitou detalhes e respondeu: “Procure o empresário dele, que ele explica o que aconteceu.”
Rumo certo? Ainda penso que o Fortaleza seria o melhor lugar para Jefinho. Às vezes, é preciso perder aqui para ganhar ali, se é que colocar no currículo uma Série A é perder, o que não creio. Que tenha tomado a decisão correta.
Estava escrito Como já havia antecipado, o interventor Damásio Medeiros segue no comando do Baraúnas, agora como presidente eleito para mandato tampão até 14 de janeiro de 2020. Sua eleição ocorreu ontem, na Toca do Leão.
Fortalecido Como reflexo do trabalho ao lado de seus pares na organização e recuperação financeira do clube, Damásio teve o apoio irrestrito dos sócios. De um quadro de 42 sócios, 21 se fizeram presentes e votaram nele de forma unânime.
Joga? Em sua fala pós-eleição, Damásio não descartou colocar o time para disputar a segunda divisão deste ano, mas condicionou isso ao resultado da reunião que pretende ter com a prefeita Rosalba Ciarlini. Precisará de recursos extras para não comprometer o pagamento das dívidas antigas.
São Manoel Torcedor do São Paulo
CLAUDER ARCANJO
Escritor e editor da Sarau das Letras
DAS 11 ÀS 13H
estado /jornaldefatorn
@defato_rn
/photos/jornaldefatorn
Mossoró (RN), DOMINGO, 12 de maio de 2019
Irregularidade
Mais de 90% dos municípios do RN são abastecidos em sistema de rodízio
>> De acordo com a Caern, mesmo com as chuvas, o estado ainda tem 92 cidades que enfrentam racionamento e quatro em colapso Coelhense.com.br
FABIANO SOUZA
144
Da Redação fabianosouz@hotmail.com
em situação de emergência pela seca.
A
pesar do otimismo e da euforia causada com as boas chuvas registradas na quadra chuvosa neste ano, a situação do abastecimento de água para a população do Rio Grande do Norte está longe do ideal. Com 92 municípios em situação de rodízio, três em situação de colapso e 144 em situação de emergência, ocasionada pela seca, para a população de 92% do território potiguar, o abastecimento de água continuará sendo um problema ao longo do segundo semestre de 2019. O levantamento apresentado pela Companhia de Águas e Esgotos do Rio Grande do Norte (CAERN) mostra que houve uma melhora significativa em relação à situação do abastecimento das cidades se comparado ao mesmo período de 2018. De acordo com a Caern, no ano passado, o RN se encontrava com 12 cidades em situação de colapso no abastecimento; hoje são apenas quatro cidades (Pilões, São Miguel, João Dias e Paraná), todas na região do Alto Oeste, que sempre tem sido uma das mais castigadas pela seca. Para minimizar a situação dos municípios em colapso, a Defesa Civil Estadual aguarda a liberação de R$ 13 milhões do Governo Federal, para retomar as ações da “Operação Pipa”, suspensa em 31 de dezembro do ano passado. O coordenador da Defesa Civil estadual, tenente-coronel Marcos Carvalho, acredita que os recursos serão suficientes para atender a população das áreas rurais e urbanas desses municípios em colapso. Ainda de acordo com o coordenador, a Defesa Civil já está realizando o cadastramento das famílias e a situação dos reservatórios, como cisternas,
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cidades em rodízio de abastecimento.
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em situação de colapso.
Água nas torneiras chega à população de 92 cidades de forma alternada
para que, após a liberação dos recursos, as famílias possam ser assistidas. Enquanto os recursos não chegam, a população desses municípios vem
recebendo água através de um sistema de rodízio promovido pela Caern. “A Caern está atendendo a população dessas cidades através de um sistema de
rodízio e a Operação Pipa vai complementar esse abastecimento”, disse Marcos Carvalho. A expectativa é que, com a aprovação do de-
creto de emergência, os recursos sejam liberados o mais rápido possível. O decreto foi aprovado no final do mês de abril. A Operação Pipa é re-
alizada pela Defesa Civil, sendo que a Defesa Civil atende a população das áreas urbanas, e o Exército, a população das áreas rurais.
Veja a lista dos 92 municípios do RN em situação de rodízio no abastecimento de água, atualizada no ultimo dia 8: 1. Acari 2. Afonso Bezerra; 3. Água Nova; 4. Almino Afonso 5. Alto Do Rodrigues; 6. Angicos; 7. Antônio Martins; 8. Assú; 9. Barcelona; 10. Bento Fernandes; 11. Bodó; 12. Caiçara De Rio Do Vento; 13. Caicó; 14. Campo Grande; 15. Carnaúba Dos Dantas; 16. Carnaubais; 17. Cerro-Corá; 18. Coronel João Pessoa; 19. Currais Novos
20. Dr. Severiano; 21. Encanto; 22. Equador; 23. Fernando Pedrosa; 24. Florânia; 25. Francisco Dantas; 26. Frutuoso Gomes; 27. Guamaré; 28. Ielmo Marinho; 29. Ipanguaçu; 30. Ipueira; 31. Itaú; 32. Janduís; 33. Jardim De Angicos; 34. Jardim De Piranhas; 35. Jardim Do Seridó; 36. João Câmara; 37. José Da Penha; 38. Jucurutu;
39. Lagoa De Velhos; 40. Lagoa Nova; 41. Lajes; 42. Lucrécia; 43. Luís Gomes 44. Macau; 45. Marcelino Vieira 46. Martins; 47. Messias Targino; 48. Olho D’Água Do Borges; 49. Ouro Branco; 50. Paraú; 51. Parelhas; 52. Passagem; 53. Patu; 54. Pau Dos Ferros; 55. Pedra Preta; 56. Pedro Avelino; 57. Pendências;
58. Poço Branco; 59. Portalegre; 60. Pureza; 61. Rafael Fernandes; 62. Rafael Godeiro; 63. Riacho Da Cruz; 64. Riacho De Santana; 65. Riachuelo; 66. Rodolfo Fernandes; 67. Ruy Barbosa; 68. Santa Maria; 69. Santana Do Matos; 70. Santana Do Seridó; 71. Santo Antônio 72. São Fernando; 73. São Francisco Do Oeste; 74. São João Do Sabugi; 75. São José Do Seridó; 76. São Paulo Do Potengi;
77. São Pedro; 78. São Rafael; 79. São Tomé; 80. São Vicente; 81. Serrinha Dos Pintos 82. Severiano Melo; 83. Taboleiro Grande; 84. Taipu; 85. Tenente Ananias; 86. Tenente Laurentino; 87. Timbaúba Dos Batistas; 88. Triunfo Potiguar; 89. Umarizal; 90. Várzea; 91. Venha Ver; 92. Viçosa.
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RN tem oito reservatórios em volume morto e quatro secos >> A irregularidade das chuvas em determinadas regiões acaba provocando o desabastecimento de água de várias cidades
O
último relatório divulgado no dia 8 pelo Instituto de Gestão das Águas do Rio Grande do Norte (IGARN), que monitora 47 reservatórios com capacidade superior a cinco milhões de metros cúbicos de água, revela que em números gerais, oito ainda estão em volume morto, o que corresponde a 17,02% dos reservatórios. Já os secos são quatro, que correspondem a 8,51% das barragens potiguares. No mesmo período de 2018, os açudes em volume morto eram sete, o correspondente a 14,89% dos mananciais, já os completamente secos eram dois, percentualmente, 4,25%. Os reservatórios que estão em volume morto são: Itans, em Caicó; Pau dos Ferros; Zangalheiras, em Jardim do Seridó; Esguicho, em Ouro Branco; Santa Cruz do Trairi, em Santa Cruz; Bonito II, em São Miguel; Pilões, em Pilões e Marechal Dutra (Gargalheiras), em Acari. Já os secos são: Santana, em Rafael Fernandes; Inharé, em Santa Cruz; Trairi, em Tangará e Japi II, São José do Campestre.
Isso mostra a irregularidade das chuvas, o que acaba comprometendo o abastecimento de algumas cidades. Entre os reservatórios
monitorados, apenas cinco já atingiram 100% das suas capacidades, ou seja, “sangraram”. São eles: Beldroega, em Paraú; Mendubim, em Assú; Pa-
taxó, em Ipanguaçu; Encanto, localizado em Encanto; Riacho da Cruz II, em Riacho da Cruz. Outros mananciais já estão com volumes acima dos 70% de
Blog do João Moacir
Barragem de Pau dos Ferros está entre os reservatórios com volume morto
Adutora de engate está sendo recuperada para abastecer Pau dos Ferros Mesmo que desde o início do ano as chuvas em Pau dos Ferros tenham sido mais frequentes, ainda não foram suficientes para aumentar o volume hídrico do reservatório da cidade Dr. Pedro Diógenes (Barragem de Pau dos Ferros). Dessa forma, criou-se um clima de instabilidade hídrica que levaria Pau dos Ferros a ter o seu abastecimento de água suspenso a partir do mês de junho se dependesse unicamente do reservatório local. Até o início do mês de junho, a adutora de engate rápido de Pau dos Ferros estará sendo reativada em fase de testes, segundo informações da assessoria de comunicação da Companhia de Águas e Esgotos do Rio Grande do Norte (CAERN).
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suas capacidades, casos de: Marcelino Vieira, com 91,43%; Rodeador, em Umarizal, com 82,12%; Apanha Peixe, em Caraúbas, com 76,67% e Santo
Antônio de Caraúbas, em Caraúbas, com 75,64%. A melhoria das reservas hídricas potiguares se deve à boa quantidade de águas que tem chegado à barragem Armando Ribeiro Gonçalves vem recebendo, visto que ela é o maior manancial potiguar, respondendo por quase metade das reservas hídricas estaduais. O período de quadra chuvosa para o interior do Rio Grande do Norte ainda se estende até o final do mês de maio, o que gera a expectativa de que alguns reservatórios ainda aumentem de volume, no caso dos mais próximos dos 100% de seus volumes, que possam encher.
A Caern informou que estão sendo substituídos cerca de 3 quilômetros de trechos danificados da adutora de engate rápido Apodi–Pau dos Ferros, que será reativada porque a captação pela barragem da cidade será desativada, isso porque o manancial não recebeu água até o momento. Em alguns locais do trecho da adutora, a Caern está fazendo escavação e deixando parte da tubulação enterrada. A adutora de engate rápido inicia na altura da cidade de Itaú em uma extensão de quarenta quilômetros até Pau dos Ferros. Ela aproveita parte da tubulação da adutora do Alto Oeste, da barragem de Santa Cruz até a altura da cidade de Itaú.
Asscom Caern
Tubulação da adutora de engate rápido está sendo substituída em diversos trechos
Açude Dourado voltará a abastecer Currais Novos Se em Pau dos Ferros a situação do abastecimento continua crítica mesmo com as chuvas, em Currais Novos, na região do Seridó, o clima é de alívio para a população. Seco desde 2017, o Açude Dourado, em Currais Novos, está com volume d’água de dois metros acima das comportas. Isso foi possível graças às fortes chuvas registradas na região de Currais Novos no mês de abril. Diante disso, a Caern está preparando a retomada do abastecimento da cidade, através do Açude Dourado. “Recebemos essa notícia com muita alegria. O açude estava seco a mais de um ano e meio e, agora, tivemos uma recarga favorável que vai fazer que possamos abastecer a cidade com a água des-
se reservatório pelo sistema da Caern, que vai oferecer um serviço de boa qualidade. Então, estamos felizes, uma vez que a dificuldade era enorme e vamos ter um alívio para os moradores”, destacou Rosy Gurgel, gerente regional da Caern. A companhia segue em trabalho para que o abastecimento aconteça o mais rápido possível. “O açude está com 30% da capacidade total e vamos abastecer em sistema de rodízio. Vamos ter cuidado para que possamos prorrogar essa água pelo maior tempo possível para que seja distribuído. Pelo menos até o final deste ano, os consumidores de Currais Novos terão água do açude para ser distribuída”, disse.
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Turismo
Novo portal reúne os encantos turísticos do Rio Grande do Norte >> O site Encantos do RN reúne toda a beleza e atrativos dos roteiros potiguares com atualização, podendo ser visualizado em dispositivos móveis
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s visitantes que buscam desbravar as belezas e atrativos turísticos do Rio Grande do Norte podem encontrar informações, fotos e vídeos dos principais roteiros e destinos no portal Encantos do RN (www.encantosdorn.com.br). O site foi desenvolvido pelo Sebrae no Rio Grande do Norte reúne as atrações e monumentos turísticos dos municípios do estado e agora esses roteiros podem ser acessados e vistos na tela dos dispositivos móveis, como celulares e tablets. O site passou por uma atualização e agora aderiu ao formato responsivo, apresentando no novo layout um tour pelo que há de melhor em diversas regiões. O portal Encantos do RN é um projeto desenvolvido pelo Sebrae e pretende fortalecer o turismo potiguar e as pequenas empresas do setor. A proposta que inicialmente era apresentar informações sobre
José Bezerra Segundo
O site apresenta as paisagens e encantos do estado, como o conjunto de serras na região de Martins
Utilização de novas tecnologias melhora acesso ao site Segundo Yves Guerra, todo o conteúdo e a reestruturação foram viabilizados pelo projeto Destinos Turísticos Inteligentes desenvolvido pelo Sebrae, que preconiza a utilização de tecnologias para melhorar e facilitar as experiências dos visitantes. “A ideia é justamente fomentar o turismo nesses destinos e favorecer os pequenos negócios que fazem parte da cadeia produtiva do setor dessas regiões potencializando sua presença digital e promovendo os seus produtos e serviços”, comenta o gestor, referindo-se à contribuição da nova atualização do portal. A principal motivação da vinda ao RN é o turismo de lazer. Pesquisa constata que neste ano de 2019, 86,1% dos entrevistados vieram ao estado com esse propósito (FIERN/2019). Por isso, o Sebrae desenvolveu o roteiro Natal Encantos Criativos, que oferece uma opção de turismo de experiência e vivência com a cultura local. Roteiro mostra as manifestações culturais, gastronômicas e todo o patrimônio imaterial dos
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Agência Sebrae
O portal Encantos do RN passou por uma reestruturação e é responsivo
bairros de Ponta Negra e Rocas. Um dos destaques do Roteiro Seridó é a proposta do Geoparque. Além dos sítios arqueológicos e outras formações geológicas presentes na região, umas das principais atrações é o Parque Temático Mina Brejuí que foi cenário para produção de documentários, reportagens especiais e
gravações de novelas como Flor do Caribe, exibida pela Rede Globo de televisão. Os visitantes podem conhecer o Túnel de Mineração, o Museu Mineral Mário Moacyr Porto, o Memorial Tomaz Salustiano e as Dunas de Rejeito Mineral que tornam esse cenário imperdível e sublime por suas belezas cênicas. Fonte: ASN
os principais atrativos das cidades do interior, expandiu a abordagem por todo o RN. Estão disponíveis no portal roteiros, como Seridó, Do Sertão para o Mar, Caminhos de Pium, Rota da Fé, Paraísos do Agreste, Vale do Açu e os mais recentes: Rota das Falésias, e Natal Encantos Criativos. A previsão é que também sejam inseridos o conteúdo do Bordado de Caicó e o da Rota “Natal & Parnamirim Field na Segunda Guerra” que estão em desenvolvimento. Além de mostrar as belezas, os encantos das paisagens, gastronomia, cultura e empreendimentos turísticos, o projeto procura contribuir para inclusão digital dos pequenos negócios envolvidos. Pesquisas mostram que 86% dos turistas usam algum meio eletrônico, entre e-mails, sites e aplicativos para efetuar as reservas em hotéis. “Proporcionar maior interação com as redes sociais desses estabelecimentos, diminuir a distância entre o consumidor e os roteiros turísticos, aumentar a mobilidade de acesso a esses destinos e divulgação do que cada um tem a oferecer é o passo que estamos dando para alavancar o turismo do Rio Grande do Norte”, diz o gestor do Projeto Setorial de Turismo no Sebrae-RN, Yves Guerra.
Zoneamento da bacia do Piranhas-Açu é tema de debate Moradores de Macau, Assú, Caicó, Parelhas, Lagoa Nova e Currais Novos vão debater o uso sustentável das águas da bacia do rio PiranhasAçu, em oficinas locais agendadas para o período de 11 de maio a 18 de junho deste ano. Os encontros terão a participação de representantes dos órgãos públicos e instituições da sociedade civil envolvidos no Macrozoneamento Ecológico-Econômico da Bacia Hidrográfica do Piranhas-Açu. “Esse trabalho integrado resulta da orientação da governadora Fátima Bezerra em fazer com que as secretarias e órgãos que tenham objetivos em comum conversem, evitando atrasos nas execuções”, afirmou o secretário de Gestão de Projetos, Fernando Mineiro, na reunião realizada na última quarta-feira (8), na sede da secretaria. Os participantes discutiram com o presidente e o segundo secretário do CBH-PPA, Paulo Varella e José Procópio de Luce-
Asscom ANA
Uso sustentável da bacia do Piranhas-Açu aparece como tema principal de debates
na, cada uma das ações previstas no contrato entre o Governo do Estado e a Companhia Brasileira de Projetos e Empreendimentos (COBRAPE), responsável pelo projeto do zoneamento. O objetivo é assegurar o uso sustentável dos recursos naturais integrado com as potencialidades econômicas identificadas em cada setor da Bacia do Piranhas-Açu. O valor do contrato é de cerca de R$ 3 milhões. O encontro contou com representantes do Instituto
de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente do RN (IDEMA); da Secretaria do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos (SEMARH); do Comitê da Bacia Hidrográfica do PiancóPiranhas-Açu (CBH-PPA; e do Núcleo Ambiental do Projeto Governo Cidadão, realizado pelo Governo do RN com o empréstimo do Banco Mundial. O secretário disponibilizou os articuladores do Governo Cidadão para cooperarem com o plano de ação e a mobilização nos municípios.
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DOMINGO, 12 de maio de 2019
Legado inspirador para o futuro da imprensa em Currais Novos
Cont. edição anterior
Ulysses realiza seu sonho e funda “A Voz Potyguar” >> O jornal foi lançado em 1º de janeiro de 1905, dirigido por Ulysses, com corpo redacional composto por Vivaldo Pereira e Abílio Chacon Eliabe Alves
Especial para o DE FATO
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pós Ulysses tomar gosto pela imprensa, publicar constantemente seus textos em outros jornais e almanaques norte-rio-grandenses e até em outros estados brasileiros, surgiu em seu coração de homem de letras e visão empreendedora o desejo de juntar amigos para iniciar a imprensa pioneira de sua terra natal, à época utilizando a técnica artesanal de rodar jornais, com composição manual de tipos móveis, letra por letra, paginação e impressão em tipografia própria, instalada em um sótão dos chamados “quartos do meio”, próximo a sua residência, onde hoje está afixada a Praça Cristo Rei. “A Voz Potyguar”, este é nome escolhido, para veículo de imprensa sonhado, torna realidade em 1° de janeiro de 1905, dirigido por Ulysses, com corpo redacional composto por Vivaldo Pereira e Abílio Chacon. Conforme o desembargador Luís Fernandes historiou em seu livro “A Imprensa Periódica no Rio Grande do Norte”, por meio de pesquisa que apresenta um recorde de tempo entre (1832-1908), ainda em 1900, quando Ulysses estava com apenas 18 anos de idade, auxiliado por Abílio Chacon, lança o jornalzinho manuscrito Echo do Norte. Segundo também narra o desembargador, na primeira edição do órgão no-
ticioso “A Voz Potyguar”, o redator-chefe já declarava sua profissão de fé, com epígrafe no artigo-programa: O nosso lema, a nossa bandeira de combate será hoje e sempre o amor da pátria e o engrandecimento deste município, no editorial de número zero, e nas palavras “pátria” e “família”, está expressa a natureza positivista e civilismo no ideário do novo jornal. Ainda de acordo com o desembargador, tendo feito aquisição de um novo prelo no Rio de Janeiro, “A Voz Potiguar” melhorou de formato e, melhorada consideralmente a impressão, no dia 1° de julho de 1906 começou a ser publicado apresentando outro layout. Em contraposição, a turma liderada por Ulysses, o pesquisador Willian Pinheiro menciona o surgimento de outro pequeno grupo de jornalistas na cidade, capitaneado por Manoel Tomaz de Araújo, fundador em 10 de maio de 1906, da tipografia e jornal “O Pregresso”. “A grande importância de Manoel Tomaz, está na questão de ter trazido a oposição para a imprensa local, imprimindo o jornal junto com os Salustinos, enquanto que Ulysses também com tipografia própria, publicava “A Voz Potyguar”, junto com Vivaldo Pereira”, pontua. Manoel Rodrigues de Melo, no “Dicionário da Imprensa do Rio Grande do Norte”, destaca o tabloide de Ulysses Telêmaco, que no início, circulava com ti-
Moraes Neto
Periódico semanário A Voz Potyguar lançado no início do século XX
ragens semanais, apresentando quatro páginas, depois passou a sair quinzenalmente, com doze pági-
Diversas obras retratam importância de Ulysses Telêmaco Na obra “Totoró, Berço de Currais Novos’, publicada em 2008, Joabel Rodrigues cita com base em texto publicado por Pedro Pereira, em periódico literário rodado em Currais Novos, nos anos 20, mencionando alguns títulos da autoria de Ulysses: Notícias do território do Brasil, Guerra do Rio da Prata contra o Paraguai, Revolução de 15 de novembro, Elevação de Napoleão Bonapar-
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te, Apogeu e queda de Napoleão, Negócio dos Estados Unidos depois da Revolução e outros. Ulysses imprimiu nas folhas de “O Voz Potyguar” seu aguçado talento em charadismo, memorialismo, crônica, poesia simbolista, em 1908, após ter colaborado com a evolução cultural currais-novense e, consequentemente, de ter consolidado as ideias do Partido Republicano, encerra suas
publicações, que já contava com duração de 3 anos e 163 números rodados. Valendo-se da habilidade jornalística, de sua pena também saíram brilhantes artigos combatendo o fumo, álcool, jogo e analfabetismo. “Ulysses foi, em sua época, o mais destacado homem de letras de Currais Novos, jornalista talentoso, fundou jornais e revistas”, ressaltou o escritor Celestino Alves, em 1985, no li-
nas apresentando editorial, charadas, artigos e poemas com temáticas que despertavam o interesse munici-
pal, mesmo quando abordava os assuntos jornalísticos nacionais ou internacionais.
vro “Retoques da História de Currais Novos”. Conforme o pesquisador e desembargador Luís Fernandes, na edição de 13 de janeiro de 1905, o jornal “A Republica”, principal jornal do estado, faz saudação ao “A Voz Potyguar”, periódico currais-novense, destacando sua aparição como a representação de "uma grande força de vontade naquela terra sertaneja". O idealizador da mídia impressa currais-novense Ulysses Telêmaco de Araújo Galvão, que também foi tabelião público e presidente da Irmandade do Coração de Jesus, faleceu precocemente no dia 21 de novembro de 1907, aos 35 anos, depois de ter lutado incan-
savelmente contra a tuberculose, deixando diversos escritos inéditos, muitos dos quais foram violados, extraviados ou perdidos no tempo. Era casado com Guilhermina Leonísia Araújo, com quem formou família composta pelos filhos: Suzel, Uriel, Francisco Mentor e Ausônio Araújo. Mesmo depois do desaparecimento de Ulysses, fundador e redator principal do “A Voz Potyguar”, a chama da imprensa acesa continuou na através de Vivaldo Pereira e Abílio Chacon, que deram continuidade ao jornal. O entusiasmo e as realizações do pioneiro inspiraram os novos veículos de comunicações em chão currais-novense.
Em meados da segunda década do século passado, na revista literária “Ninho das Letras”, publicação onde o profícuo jornalista Vivaldo Pereira, antigo companheiro de Ulysses, estava instalado, a biografia e imagem do pioneiro voltam a ser revisitada. Logo na primeira edição, lançada em novembro de 1925, Pedro Pereira publicou artigo em louvor ao saudoso falecido, com foto na página seguinte, com a “Homenagem do Ninho das Letras a época, Ulysses Telêmaco de Araújo Galvão, de saudosa memória”. No texto da época, o autor denunciou o ostracismo, no qual estava mergulhada a memória ulyssiana: “Foi um grande intelectual, todavia tem sido pouco lembrado nesses últimos tempos, porquanto nem um beco recebeu o seu nome. Quanta ingratidão”, frisou. Para sensibilizar os leitores de então, no sentido de aderir à campanha pela elevação do busto de Ulysses, Pedro Pereira traz à tona, de forma enfática, a sua influência na juventude: “Ele inventou, iniciou uma nova ordem de coisas. Criou uma escola em nossa terra que durou longos anos, tendo iniciado na carreira intelectual a mocidade de seu tempo, fundando o jornal epigrafado A Voz Potyguar”. CAMPANHA VITORIOSA Nesse periódico, que tinha entre os integrantes de redação padre Pedro Paulino, drs. Tristão Barros, Tomaz Salustino e Mariano Coelho, professor Gilberto Pinheiro, Baldômero Chacon, Pedro Pereira de Araújo e professora Olívia Melo, foi realizada uma campanha vitoriosa pela elevação de monumento, que imortalizaria Ulysses, ao lado na igreja matriz, local onde havia a residência do jornalista. Em breve relato, na revista também descreve o acolhimento da campanha: “Folgamos em registrar o grande acolhimento que vem merecendo de nosso povo, a subscrição aberta de nossa campanha, para aquisição de um busto que perpetue a memória, digna, por todos os títulos de nossa admiração, do querido e saudoso filho desta terra (...). Essa homenagem, que é uma das mais justas que se há projetado entre nós”. Um obelisco, e não o busto, foi erigido em homenagem ao pai da imprensa de Currais Novos, foi inaugurado em 21 de dezembro de 1928, com as contribuições financeiras de 44 doadores, que aglutinou somatória final de 5.005.$00 réis.
10/05/2019 18:10:16
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mulher
Dia das mães: a fertilidade em cada etapa da vida >> Especialistas apontam as faixas etárias com mais chances de gravidez e quais são os riscos de complicações em cada uma delas
A
maioria das pessoas esquece que para ter uma gravidez tranquila e saudável é preciso tomar alguns cuidados, principalmente em relação à fertilidade. As escolas que oferecem aulas de educação sexual não abordam o aspecto da fertilidade. Com isso, as jovens chegam à idade adulta com poucas informações sobre o assunto e muitas não sabem sequer o que acontece com o próprio corpo. Mas a capacidade reprodutiva tem a sua própria dinâmica e os níveis de fertilidade e chances de gravidez variam de acordo com cada faixa etária. “É recomendado que todas as mulhe-
CIANO MAGNTA AMARELO PRETO
res jovens façam uma avaliação de sua reserva ovariana. Esse rastreio pode significar a diferença entre conseguir engravidar futuramente com óvulos próprios e não doados”, explica o médico Roberto de Azevedo Antunes, da clínica Fertipraxis de Reprodução Humana. “Para saber se um embrião gerado por uma mulher com mais de 40 anos tem qualidade, existe o diagnóstico genético préimplantacional para identificar se ele é cromossomicamente saudável. Se for, as chances de gravidez são quase as mesmas em relação a uma mulher mais nova”, afirma Roberto Antunes. Tanto mulheres quanto homens são impactados pelo envelhecimento no que se refere à fertilidade, embora o sexo feminino seja mais afetado. “Muito estresse em relação à qualidade dos óvulos poderia ser evitado caso as mulheres se precavessem e congelassem seus óvulos antes dos 35 anos, sem contar a prática de hábitos e alimentação saudáveis que favorecem o sucesso da fertilização posteriormente”, explica o médico Marcelo Marinho de Souza, também espe-
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cialista em reprodução humana. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), as principais causas da infertilidade feminina são a endometriose, as aderências pélvicas e os distúrbios ovulatórios, entre outras. Falando especificamente, distúrbios ovulatórios são problemas que podem ocorrer pela baixa frequência de ovulações, conduzindo a quadros desde aumento do intervalo até a ausência completa de menstruação. A ginecologista Maria do Carmo Borges de Souza, especialista em reprodução humana da clínica Fertipraxis, responde a seguir algumas dúvidas comuns dos pacientes sobre questões relacionadas à fertilidade feminina: QUAIS são os sintomas que indicam os distúrbios ovulatórios? GERALMENTE existe uma secreção clara e que forma como um fio na época da ovulação (o muco cervical), o intervalo das menstruações pode mudar, os ciclos ficam mais curtos ou mais alongados, e o fluxo menstrual muda em quantidade e sintomas. É importante também ressaltar que estes distúrbios são comuns nos 2 primeiros anos após a primeira menstruação de uma menina, fazendo parte natural do amadurecimento hormonal de seu organismo, e vão novamente ser frequentes nos anos próximos à última menstruação, que é a menopausa. Claro que a conduta médica difere na abordagem de uma adolescente jovem e da mulher que deseja gestar. O QUE é a reserva ovariana e porque ela é importante para a fertilidade feminina? A RESERVA ovariana é a quantidade de óvulos que uma mulher tem em um dado momento da vida. Diferente do homem, que renova a sua espermatogênese a cada 90 dias, a mulher tem em torno de 1 a 2 milhões de óvulos no nascimento e que vão diminuindo ao longo da vida. Na época da puberdade, os óvulos já reduziram para em torno de 300 a 400 mil e destes, em torno de 300 chegam espontaneamente à ovulação ao longo dos anos reprodutivos. A partir de 35 anos a aceleração das
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perdas se acentua a cada mês. É avaliação da reserva ovariana que vai ajudar o médico a definir as estratégias de um tratamento para engravidar e evitar que se perca a oportunidade do melhor tempo biológico para uma gravidez. Quanto maior a idade da mulher, maior a chance dos óvulos (que tem a sua idade), contribuírem para alterações da formação dos embriões, que podem diminuir a chance de levar adiante uma gravidez ou de ter um bebê saudável. A INDUÇÃO da ovulação é uma opção para os casais? A Indução se faz necessária quando a ovulação não ocorre. Assim, ao mesmo tempo que se marca a ovulação, se programa com o casal os melhores momentos para a relação. É a chamada “relação programada” ou “relação em casa”. A indução da ovulação pode também definir o melhor momento para uma inseminação intrauterina e faz parte de todos os preparos para a fertilização in vitro. Neste último caso, a estratégia é obter vários folículos dominantes, para se ter vários óvulos maduros pré-ovulação. A partir da aspiração dos óvulos se vai buscar a formação de embriões para serem colocados posteriormente de volta no organismo, ou seja, no útero da mulher.
CHANCES DE GRAVIDEZ E RISCOS NA GESTAÇÃO POR IDADE * 20 anos acima
A partir dos 20 e poucos anos, a qualidade dos óvulos já começa a ser decrescente.
* 25 aos 29 anos
Nessa fase da vida da mulher, as chances são grandes dela ter uma gestação com baixos riscos de complicações na gravidez e no pós-parto.
* 29 aos 35 anos
Nessa faixa de idade, a qualidade dos óvulos ainda é considerada boa e as chances de gravidez ainda são consistentes.
* 35 anos acima
A partir dessa idade, as dificuldades de engravidar ficam maiores a cada ano e engravidar após os 40 aumenta e muito o risco de complicações. Nessa idade, dificilmente a mulher consegue engravidar sem o auxílio médico, seja por medicamento, seja por meio da fertilização in vitro, por exemplo.
* 48-49 anos
Mulheres nessa faixa que ainda menstruam, de forma irregular, acreditam que podem engravidar sem grandes problemas, o que não é verdade, pois já estão na pré-menopausa. Mas a menstruação normal não significa que a ovulação esteja dentro dos padrões desejáveis.
2 opinião
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contexto www.sergiochaves.com | sergiodefato@gmail.com
Sérgio Chaves
A palavra mãe não é um substantivo; é um verbo. Mãe é cuidar, brigar, chorar, brincar, sorrir, ajudar, mudar, se preocupar, se irritar... Mãe é saber amar. Um domingo das mães especial para todas as mamães que tanto se entregam e se doam para os seus filhos. Feliz Dia das Mães!
Festa
A FESTA DOS EX-ALUNOS DO CDSL A tradicional Festa dos ex-alunos do Colégio Diocesano Santa Luzia aconteceu no último sábado (4), em estilo sunset, com shows de Renata Falcão, Aline & Dayvid, Eliane, Banda Nanaê e DJs. Tarde/noite das melhores com a presença de muita gente querida! As fotos são de Célio Duarte.
O padre Charles Lamartine recebendo o reitor Pedro Fernandes/Yáscara e Rose Cantídio.
Noguchi Filho e Ediane.
Mara Maia, Ivana Linhares, Tereza Cristina, Wanderleia e Wanderlânia Lima, Ricardo e Íris Menezes.
Vera Escóssia, Nelson Filho e Conceição Souza.
Hoje é dia de festejar Geovana Azevedo Batista, o dr. José Hélio Cabral Freire, Leopoldo Rosado Cascudo Rodrigues, Patrícia Gurgel de Camargo, o publicitário Públio José, a jornalista Ana Cadengue e Gyulliana Perdigão. Amanhã (13), é dia de vivas para o empresário Sebastião Felipe de Mendonça, Cláudio Melo, Francisco Fausto de Medeiros, Sérgio Otávio Pereira Lima, o professor Wilson Bezerra de Moura, Jean Custo, Pedro Neto e Yogo Martins de Paula. Para vocês: paz, saúde, amor e alegrias. Parabéns!
A INAUGURAÇÃO DA ANDA
DIA DAS MÃES
Lorena Ciarlini Rosado inaugurou no sábado (4), no Agatti Mall na Duodécimo Rosado, a Anda, loja transada especializada em calçados e acessórios femininos com grandes marcas, delícias e borbulhas. Confira as fotos.
Como sempre fazemos, hoje, Dia das Mães, a coluna grifa algumas opções para tornar o dia da nossa rainha mais completo e feliz. Eis as dicas: * VillaOeste – O Hotel VillaOeste oferece o já tradicional Brunch das Mães, que funciona das 7h às 11h, com uma variedade imensa de delícias, música ao vivo, espaço kids e brindes. R$ 25,90 por pessoa. Informações pelo 99990-9005.
Lorena recebendo o fotógrafo Paulo Edu e a prefeita Rosalba Ciarlini.
Lorena com a vereadora Sandra Rosado e Karenine Fernandes.
Karen Praxedes, Adna Canário e Lorena Ciarlini.
* Cândidus – O Cândidus Restaurante oferece um almoço mais que especial neste domingo com cardápio diferenciado no espaço climatizado, com água/sucos/refrigerantes inclusos e música ao vivo. Informações pelo 99410-2001.
O BAILE DE GASTRONOMIA DA UNP Os concluintes do curso de Gastronomia da Universidade Potiguar (UNP), campus de Mossoró, realizaram no sábado (4), nos salões do Requinte Buffet, com produção da Máster Eventos, o seu Baile de Formatura. Noite ótima com buffet e serviço assinado por Socorro Paiva e sua equipe 10 do Requinte, cerimonial de Fausto Maia e shows com Renata Falcão e Forró dos 3 e o DJ Balinha!
* Requinte – Socorro Paiva promete um almoço mais que especial no seu Requinte Buffet, com uma variedade de pratos, guarnições e sobremesas para atender a todos os gostos. Buffet livre com água/refrigerantes/suco incluso, música ao vivo, espaço kids e o serviço impecável do Requinte. Informações pelo 98885-0300.
Júlio César Aquino no abraço a Teclivan Fernandes.
Alexandre Duarte recebendo Tallyane Carlos e Diana Hellen.
Rútilo Coelho, Marcelo Queiroz, deputado Eliézer Girão e Litz Madruga, conferindo a reforma que o Fecomércio fez no Hotel Escola Barreira Roxa em Natal.
As irmãs queridas Joelma e Juliana Fernandes.
Whertz Medeiros e Berguinho Rocha.
DESTAQUES
CHURRASCADA
Lisboa Batista, amigo dos bons e colunista DE FATO em Pau dos Ferros, já está com tudo pronto para mais uma edição da Festa dos Destaques, evento maior da região, que acontece no dia 1° de junho, a partir das 22h, na AABB. Thásya Araújo e Skema Sertanejo animam a noite. Retorno.
A 4ª Churrascada da Loja Maçônica Liberdade 33 acontece no próximo sábado (18), a partir do meiodia, no parque aquático do Thermas Hotel & Resort, com open food, acesso livre ao parque aquático e shows com Frequência 2 e André Luvi. Os acessos estão à venda na Casa do Pizzaiolo. Vamos, sim!
R. Antônio Vieira de Sá, 440 Tel.: 3317-4545 / 3316.0409
Ruth Ciarlini festeja a sogra, a querida Ezilda Barreto, aniversariante da terça (14). Felicidades!
Vera faz festa para comemorar a vida do maridão, o empresário Sebastião Felipe de Mendonça, folhinha da segunda (13). Vivas!
A dra. Lena Rocha comemora idade nova na quarta (15) e a coluna antecipa a festa. Parabéns!
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conexão saúde conexaosaude.defato@outlook.com
Ney Robson Vieira Alencar
O novo retrato do autismo O Transtorno do Espectro do Autismo (TEA) é um transtorno do neurodesenvolvimento, caracterizado por padrões de comportamentos repetitivos e dificuldade na interação social, que afeta o desenvolvimento da pessoa com TEA. A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que há 70 milhões de pessoas com autismo em todo o mundo, sendo 2 milhões somente no Brasil. Estima-se que uma em cada 56 crianças apresenta traços de autismo, com prevalência cinco vezes maior em meninos. A condição chamada de transtorno do espectro autista geralmente tem início na infância e persiste durante a adolescência e vida adulta. A agência da ONU diz que várias pesquisas científicas sugerem a existência de muitos fatores que podem deixar a criança mais propensa ao autismo, incluindo questões ambientais e genéticas : “é uma Síndrome definida por alterações presentes desde idades muito precoces, tipicamente antes dos três anos de idade, e que se caracteriza sempre por desvios qualitativos na comunicação, na interação social e no uso da imaginação”, conforme definição do livro “Autismo Guia Prático”, de autoria de Ana Maria S. Ros de Mello. O transtorno também é caracterizado por um padrão de comportamento restritivo, repetitivo e estereotipado. Contudo, os níveis de severidade são distintos e há um universo de possibilidades sintomatológicas, com particularidades que merecem cuidados e intervenções individualizadas. O Autismo foi descrito, pela primeira vez, em 1943, pelo médico austríaco, Leo Kanner “Tem havido um aumento na prevalência de Autismo. Alguns motivos associados a esse aumento seriam critérios diagnósticos mais abrangentes, profissionais mais capacitados e mais investimentos em centros de pesquisas para TEA, além de famílias mais informadas e buscando ajuda. Desde 2013, quando foi lançado o último Manual Diagnóstico e Estatístico de Distúrbios Mentais da Associação Americana de Psiquiatria, o DSM-5, a classificação do autismo mudou. Antes ele era dividido em cinco categorias, como síndrome de Asperger e outras de nome cabeludo. Hoje, é uma coisa só, com diferentes graus de funcionalidade. “O espectro agrupa desde um quadro mais leve, ou alta funcionalidade, com inteligên-
cia acima da média, a casos em que há retardo mental, a baixa funcionalidade”, afirma a Marisa Furia Silva, presidente da Associação Brasileira de Autismo (ABRA). Os critérios de diagnóstico também mudaram. A dificuldade de domínio da linguagem saiu de cena e, atualmente, os traços de distinção incluem inabilidade para interagir socialmente e comportamento restritivo e repetitivo. As alterações propostas pela DSM-5, con-
tudo, não agradam Temple. Segundo ela, os parâmetros atuais são “vagos” e “confusos”. “Em uma ponta temos autistas gravemente incapacitados, que não conseguem nem falar. Na outra, um Albert Einstein ou um Steve Jobs. Já imaginou colocar todos na mesma sala de aula?”, provoca. No Brasil, a situação dessas pessoas pode ser considerada alarmante, segundo o psiquiatra Estevão Vadasz, coordenador do Projeto Autismo do
Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas de São Paulo. “Há cerca de 2 milhões de autistas no país. Desses, 95% estão completamente desassistidos, nem diagnóstico têm”, acusa. Para piorar, a lei que garante a eles os mesmos direitos de outros indivíduos com alguma deficiência ainda não saiu do papel. Tem mais: nem todo profissional está apto a diagnosticar o transtorno, tampouco lidar com ele.
Como um manual médico divide o autismo O critério atual se baseia na funcionalidade — a capacidade de realizar atividades simples e desenvolver o intelecto • Baixa funcionalidade: mal interagem. Em geral, vivem repetindo movimentos e apresentam retardo mental, o que exige tratamento pela vida toda.
E como uma autista divide os autistas
• Média funcionalidade: são os autistas clássicos. Têm dificuldade de se comunicar, não olham nos olhos dos outros e repetem comportamentos.
• O primeiro grupo pensa por imagens e curte atividades manuais. Eles têm habilidade para desenhar, pintar, cozinhar, costurar… E podem seguir carreiras como ilustrador, fotógrafo, designer.
• Alta funcionalidade: também chamados de aspies, têm os mesmos prejuízos, mas em grau leve. Conseguem estudar, trabalhar, formar família.
• O segundo grupo de autistas pensa por palavras e fatos. Essa turma decora trechos de livros e diálogos de filmes com muita facilidade. E pode se dar bem fazendo curso de letras, história, jornalismo…
• Síndrome de savant: cerca de 10% pertencem a essa categoria, marcada por déficits psicológicos, só que detentores de uma memória extraordinária.
• Um terceiro tipo de autista é o que pensa por padrões e se dá bem em música ou matemática. Na infância, adora brincar com peças de Lego. No futuro, rende um bom engenheiro, físico, programador de computador, músico…
A americana Temple Grandin prefere defini-los por afinidades e padrões de pensamento. São três tipos:
neY robSon VIeIrA AlencAr é graduado em Odontologia pela UFPB, Pós-graduado em Prótese Dental pela USP e Especialista em Implantodontia
4 MULHER / moda
DOMINGO, 12 DE MAIO de 2019
STYLE Georgiano Azevedo
georgianoazevedo@gmail.com
Coleção “Beach Color” por Anna Jéssica.
Coleção “Caminho das Dunas” por Angélica Chalmers.
Coleção “Ubutun: De Todas As Cores” por Amanda Morais.
Coleção “Romance” por Camila Ribeiro.
Coleção “Resistência” por Georgiano Azevedo.
Moda
Por
Amor
Coleção “Essência” por Kadidja Nascimento.
Coleção “Of My Self” por Gutianna Michelle.
Coleção “Alice no País das Maravilhas” por Márcia Silva.
Coleção “Era uma vez...” por Marília Cordeiro.
Fotos: Eduardo Kennedy – Beleza: Salão Romário Morais, Inoov Sallon, Abília Yasmim e Salão Fernando Fernandes. – Cast Adulto: Letícia Marques, Eduarda Olegário, Clara Silva, Hanna Ribeiro, Nayara Fernandes e Giordana Lopes. – Cast Infantil: Ana Paula e Ícaro Daniel.
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CIANO MAGNTA AMARELO PRETO
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...A primeira turma do curso Design de Moda da UnP Mossoró apresentou a coleção criada para o TCC durante Oh Baile!, o Baile de Gala realizado no dia 03 de maio nos salões do Requinte Buffet, com super estrutura assinada pela equipe Master Produções & Eventos. ...Na passarela, nove Designer de Moda encantaram os convidados com suas criações, cada uma com seu estilo e seu público alvo. Teve moda para crianças e adultos, moda praia, chic e casual. De emocionar!!!
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editorial [ índice
Cordelista homenageado
O
cordelista Antônio Francisco, um dos nomes mais respeitados da cultura não apenas em Mossoró, mas com seu trabalho reconhecido também em nível nacional, celebra 70 anos de vida em 2019. O aniversário é apenas em outubro, no dia 21, porém as celebrações e homenagens já começaram. Em junho, trechos de cordéis escritos por Antônio Francisco vão compor as apresentações do Chuva de Bala no País de Mossoró, espetáculo que integra a programação do Mossoró Cidade Junina. Além da homenagem no Chuva de Bala, Antônio Francisco será lembrado durante sarau literário promovido pelo Instituto Educacional DóRéMí (IED), no Teatro Dix-huit Rosado. De acordo com a pedagoga Renata Wele, diretora da escola, a escolha pelo nome do cordelista para um dos eventos mais importantes do calendário de atividades da instituição se deu pela importância histórica e cultural de Antônio Francisco para Mossoró. Boa leitura, Nara Andrade.
Homenagens Poeta Antônio Francisco celebra 70 anos com homenagem no Chuva de Bala e em sarau literário. Página 4
Cuidados com a visão Oftalmologista aproveita Dia das Mães para lembrar da importância de cuidados com a saúde dos olhos em diferentes fases da maternidade. Página 7
Coluna José de Paiva Rebouças Na coluna de hoje, o jornalista José de Paiva Rebouças apresenta mais uma biografia da cultura potiguar. Página 11
Colunas
José Nicodemos
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• Edição – C&S Assessoria de Comunicação • Editor-geral – Edilson Damasceno • Editora – Nara Andrade • Diagramação – Rick Waekmann • Projeto gráfico – Augusto Paiva • Impressão – Gráfica De Fato • Revisão – Gilcileno Amorim • Foto – Marcos Garcia Redação, publicidade e correspondência Av. Rio Branco, 2203 – Mossoró (RN) Fones: (0xx84) 3323-8900/8909 Site: www.defato.com/domingo E-mail: redacao@defato.com Domingo é uma publicação semanal do Jornal de Fato. Não pode ser vendida separadamente.
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adoro comer
Torta de mousse de maracujá Ingredientes 350 g de Rosquinha Fortaleza de chocolate 1 xícara de Margarina Puro Sabor 1 e 1/2 xícara de suco concentrado de maracujá 2 latas de leite condensado 1 caixinha de creme de leite 2 colheres de sopa de gelatina em pó sem sabor hidratada com 10 colheres de água 2 maracujás 1 xícara de açúcar
Modo de preparo - Triturar as rosquinhas de chocolate Fortaleza no liquidificador, até que se forme uma farofinha fininha. - Misturar a farofinha de rosquinha Fortaleza com a margarina, formando uma massa úmida. - Forrar a forma de fundo móvel de 22 cm com a massa. - Levar ao forno preaquecido a 180° C por 10 minutos. - Retirar e deixar esfriar. - Bater no liquidificador o suco concentrado, o leite condensado, o creme de leite e a gelatina hidratada, bastante, até atingir um creme homogêneo. - Colocar o creme de maracujá sobre a massa e levá-lo para gelar por 1 hora. - Em uma panela, misturar o maracujá com o açúcar, mexendo sempre, em fogo baixo, até ficar com a textura de geleia.
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Balada do Impostor (biografismo) cordel. O que tivemos, em meados do século passado, ficando muito mais forte a partir do início dos anos 1980, foi uma depreciação do cordel como sendo algo pobre, de sítio, escrita menor e hoje é um gênero literário importante, reconhecido e estudado nas academias e sendo utilizado em sala de aula. Eu acho, pessoalmente, que nada escapa ao cordel. Não está faltando nada. Para qualquer lado que você for, o cordel tem dito algo, desde a educação até assuntos mais gerais. – Por que as pessoas não estão mais escrevendo “romances”, que são aqueles cordéis maiores que contam histórias e aventuras de amor? – Pois é. É uma coisa que teve seu ápice, os grandes clássicos eram, inclusive, publicados em formatos maiores, naquele formado da editora Luzeiro, e hoje a editora Cordel, de José Augusto, de Mossoró. Era mesmo muito comum. Eram cordéis que tinham de 24 estrofes em diante. Hoje, praticamente não existem trabalhos romanceados. Isso era fruto de uma época, quando não tínhamos a televisão e as novelas eram ouvidas no rádio. Então, algumas novelas foram transformadas em cordéis, como “O Direito de Nascer”, por exemplo. Com o advento da televisão e das redes sociais, o romance perdeu seu encanto. – Essas mídias tendem a suprimir e fazer desaparecer o cordel? – Dos anos 80 até o início do século, o cordel deu uma caída grande, mas houve um boom a partir do início dos anos 2000 de tal forma que nem a televisão atrapalha e as redes sociais ajudam. A prova maior é que está aí essa aparição, principalmente no Rio Grande do Norte, desses poetas mirins, influenciados pela obra de um grande poeta que é Antônio Francisco Teixeira de Melo, de Mossoró. Então, quando Antônio Francisco desponta para o cordel, isso no início do século, pois o primeiro cordel publicado por Antônio é de 2000, ele tem sido recepcionado como um novo gênio do cordel brasileiro, prin-
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cipalmente depois que Gustavo Luz, da editora Queima Bucha, reuniu seus cordéis e publicou o livro “Dez cordéis num cordel só”. O que aconteceu, por exemplo, com o cordel “Os animais têm razão”, que é seu grande clássico, que já saiu em cordel folheto pequeno, cordel folheto romance, cordel ilustrado, em história em quadrinhos, já foi peça de teatro em inúmeras escolas é um exemplo desse novo momento. Ou seja, “Os animais têm razão” influenciou uma geração nova de meninos entre seis e 13 anos de idade que começaram a ler cordel a partir dessa obra. Depois, aprenderam a declamar para mostrar ao autor que sabiam ao menos uma estrofe do trabalho dele. – Agora falando sobre você, como você se vê no mundo? – Eu sou um cidadão que procuro fazer a diferença, sem falsa modéstia. Como professor, sempre digo que não é só profissão, mas também uma missão. Hoje, principalmente depois que me aposentei e fiquei mais livre, mais à vontade, para pesquisar, para divulgar, palestrar, dar aulas, a minha missão é essa. Quanto mais eu conseguir disseminar o que aprendi durante a minha vida, o que eu consegui captar junto a meus mestres, meus professores, à minha mãe, meu pai, o que eu puder divulgar disseminar é uma missão. Isso eu faço com maior orgulho e satisfação, sabendo que um dia alguém se lembrará de mim de alguma forma, nem que seja para dizer que leu um livro porque eu indiquei. – O que você viu da vida? – Muita coisa boa e muita coisa ruim. Mas, aos 60 anos, procurei filtrar as coisas ruins e deixar no esquecimento e hoje olhar as coisas de modo positivo. Por exemplo, se uma coisa não deu certo hoje, vai dar certo amanhã. Quando vejo alguém dizendo que não pode fazer isso, não pode, passou. Então, vamos fazer o seguinte: vamos poder fazer, tentar fazer. O que passou, passou. Vamos pensar positivo. Hoje tenho a facilidade, que meus pais não tiveram, de estar ali em Nova Floresta e vir almo-
çar com meus filhos em Natal. Entrar no meu carro e vir aqui a Natal. Há 30 anos eu não tinha condições de fazer isso. Eu trabalhava em Mossoró e vinha em casa uma vez por mês. Agora, o que aconteceu nesses 30 anos? Ganhei uma nova casa, porque eu digo que Nova Floresta é meu berço de origem e Mossoró minha segunda casa. Ganhei uma nova casa, novos amigos, me envolvi com a parte cultural da cidade e fiquei conhecido no resto do país. Quando assumi a responsabilidade, por duas gestões, de ser presidente da Sociedade Brasileira de Estudos do Cangaço, eu passei a ser visto pelos pesquisadores do tema. – Se você pudesse deixar um conselho, considerando a situação atual, o que você diria se pudesse falar para um público nacional? – Olha, estamos passando por um período complicado, mas já passamos por períodos complicados antes também. Muito jovem, eu vivenciei isso. Quando estudante, principalmente na faculdade, ainda estávamos sob uma ditadura. Havia repressão, agentes infiltrados para saber quem era de esquerda, de direita. Mesmo depois da ditadura, também tivemos perseguições políticas, por exemplo, se você fosse ligado a sindicato era malvisto. Porém, superamos isso. Acredito que temos de ter confiança que vamos superar. Fico preocupado quando vejo muita gente valente nas redes sociais. Sou do tempo que a gente ia para as ruas. As redes sociais fizeram que nossos guerreiros se escondessem atrás de um computador. – E para os jovens, o que você diria para eles? – Leiam, estudem. Porque sem conhecimento não existe esperança. Você tem de ter conhecimento, tem de ler, não é só pegar telefone e mandar mensagens bonitinhas não. Você tem de ler para conhecer, ler bons livros. Tem de estudar para ser alguém, não para fazer prova. Estudar para ter conhecimento, para, no futuro, saber pelo menos o que você sabe. Então, é ler, é estudar.
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OPINIÃO [ CRÔNICA
O CORRUPIÃO josé nicodemos aristida603@hotmail.com
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campainha tocou. Aurélio foi atender de imediato. Era um vendedor de passarinhos. Ofereceulhe um corrupião novo, lustroso e, segundo ele, muito cantador. Numa caprichada gaiola de arame, pintada de azul. A princípio, Aurélio relutou. Era contra o aprisionar passarinho. Malvadeza. Sempre se manifestara contra essa maldade dos homens, a seu juízo, uma espécie de covardia, os passarinhos são seres indefesos. Naquela insistência o vendedor: o bichinho era cantador, gaiola de primeira, bom preço. Não se arrependeria. Aurélio de olho pregado no corrupião, o mais bonito que já tinha visto. Como se fosse um agradecimento pelos elogios, logo começou ele a cantar... o seu melhor canto! Vivia só naquele casarão, depois de separado da mulher, e bem que o cor-
rupião lhe seria um belo entretenimento. A comida, a água, o banho, a limpeza da gaiola. Além do principal: o canto quase sem descontinuar. Ligeiros intervalos. Está certo que passarinho foi feito para a música das matas e alegria do céu... Mas esse bichinho bem que me servirá de boa companhia – e companhia musical – nesta solidão silenciosa. De qualquer forma, uma justificativa à contrariedade dos meus princípios, nesta parte. Acabou cedendo: comprou-o. Deulhe a janela do seu quarto, que abria para um pequeno jardim de lado, a gaio-
la dependurada da parte superior do vão, largo e batente um tanto baixo. As manhãs de Aurélio passaram a ser mais agradáveis. A melodia amarela do corrupião em contraponto com o ouro novo do sol. Um como sopro de vida lhe animava a alma, e já nem sentia tanto os sombrios da solidão. Uma sensação de vida nova, num mundo novo. Era agora, a casa, como se as paredes, em cada canto, transpirassem melodias. A pacificação da angústia numa coisa tão simples. Pensava. E a gente ainda complica situações...
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Homenagens
Antônio Francisco celebra 70 anos com homenagem no Chuva de Bala e em Sarau Literário
>> Diretor do espetáculo diz que narrador vai citar trechos de cordéis conhecidos de Antônio Francisco, como “Os Animais têm Razão”, “O Ataque de Mossoró ao Bando de Lampião”, entre outros
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Balada adorodo comer Impostor (biografismo) pre foi um estudante interessado. Começou os estudos no Grupo Escolar Deputado José Pereira, em Nova Floresta. De lá, fez o exame de admissão para o Ginásio Agrícola de Currais Novos, onde concluiu o primário. O ginásio ele fez na atual Escola Agrícola de Jundiaí, da UFRN, em Macaíba, concluindo o curso de técnico agrícola em agropecuária em 1977. Entre 1979 e 1984, cursou Agronomia na Universidade Federal da Paraíba (UFPB), no campus de Areia. Seu primeiro emprego, após terminar o curso superior, foi no sítio da família, na colheita da castanha de caju. Meses depois, conseguiu uma posição na Secretaria Estadual de Agricultura da Paraíba. Assim que tomou posse para o cargo em comissão, foi solicitado pelo amigo e colega da faculdade, Oséas de Almeida Neto, então diretor do Colégio Agrícola Vidal de Negreiros, em Bananeiras (PB), para atuar como professor. Ficou lá até 1987, quando passou no concurso da Petrobras, mudandose para Mossoró, onde permaneceu até 2017. Na estatal, começou a trabalhar na Gerência de Liberação de Terras, depois foi transferido para a Gerência de Meio Ambiente e para a Gerência de Serviços Gerais, onde chegou ao posto de prefeito da Base 34. Perto de se aposentar, pediu para voltar à primeira gerência “para fechar o círculo”. As lembranças dessa época são interessantes. Assim que chegou a Mossoró, hospedou-se no Hotel Sol, onde hoje funciona a Câmara Municipal. A cidade era tão provinciana que a praça em frente ao Mercado Central era uma feira livre, onde dormiam os feirantes, fazendo aquela região parecer uma enorme favela Um ano depois de chegar à Petrobras, casou-se com a dentista Régia, de Recife, PE, com quem namorava há dois anos. Desta união nasceram Joaquim, 1989, e João Daniel, 1993. Os dois moram hoje em Natal e são professores universitários. Joaquim doutor em Ciências da Linguagem e Daniel em Filosofia. O nascimento desses meninos
representa a maior realização de Kydelmir, mas também marcam um dos momentos mais difíceis de sua vida. Depois de 12 anos, Régia e ele decidiram se separar. Joaquim tinha 10 anos, Daniel 7. Para não traumatizar as crianças, ainda ficou na casa da ex-mulher por oito meses até que as coisas acalmaram e ele pode, com a ajuda dos meninos, escolher um apartamento para a mudança. “Só superei isso pensando no melhor para os meus filhos. Eu só pensava neles e, por isso, só me sentava alegre, demonstrando tranquilidade.” O interesse de Kydelmir por história coube em Mossoró como uma luva. Na cidade descobriu um filão. Encontrou o tema da resistência ao bando de Lampião, o museu Lauro da Escóssia aberto para pesquisar e o pesquisador Raimundo Soares de Brito, “Raibrito”, disposto a guiá-lo neste caminho. “Ele foi meu pai cultural nesta parte de pesquisa histórica. Ele quem me incentivou a pesquisar, a ir atrás dos dados, a escutar mais de uma vez e a escutar mais de uma testemunha dos fatos para não tomar uma posição definitiva.” Desde menino ele já escrevia e até se aventurava em poesia, mas é em Mossoró que se desgarra para escrever coisas relevantes, possíveis de publicação. Em 1995, a banda de música de Nova Floresta completaria 30 anos de fundação e de atuação ininterrupta, então decidiu publicar a sua história com o título de “Filarmônica José Batista Dantas, 30 anos de glória”. O livro foi lançado na festa de 30 anos da instituição com a presença do editor, Vingt-un Rosado, e sua esposa, América Rosado. O detalhe é que era um 30 de dezembro. Vingt-un e América dormiram na casa de Seu Né e no dia seguinte voltaram para Mossoró para passar o Réveillon ao lado da família. Vingt-un costumava comprava o livro de seus editados, mesmo depois de todo o incentivo que dava. Mas o cheque que usou para pagar a Kydelmir nunca foi descontado. Virou artigo de recordação e ainda hoje está colado em um dos livros.
Neste mesmo período, a Fundação José Augusto lançou a coleção “Chico Traíra” e, por este caminho, ele lançou seu primeiro cordel: “O cangacêro atrapaiado”. Dali em diante não parou mais de escrever, tendo dezenas de artigos e cordéis publicados. É de sua autoria também os livros: Mossoró e o Cangaço (1997); Severino Ferreira, o assum-preto da viola (1997); Os três pilares da música popular nordestina (1998); Retalhos e Remendos (2001), em parceria com Wanderlei Azevedo; Luiz Gonzaga e o Rio Grande do Norte (2012); Filarmônica José Batista Dantas, 50 anos (2015); Trio Mossoró, uma antologia (2017) e Galos de Campina (2018), em parceria com Bráulio Tavares e Jessier Quirino. Para 2019, está no prelo, Jackson do Pandeiro na literatura de cordel. Em 2017, resolveu se aposentar. Ainda ficou por Mossoró um tempo, mas o desejo de voltar às origens e de colaborar com sua cidade natal o carreou de volta para Nova Floresta. Isso e os olhos da professora Nerizângela Silva, com quem compartilha hoje sua vida e planos. Como avisei no começo, esta seria uma conversa adocicada devido minha proximidade com o biografado, mas isso não tornou o personagem menos interessante. Nesta segunda parte do texto, quando exploro o gênero entrevista, mostro isso de forma ainda mais clara, pois a opinião de Kydelmir sobre a cultura e a vida nos serve de guia para compreendermos coisas importantes, mas também simples da vivência humana: – Existe alguma coisa que não foi vista na pesquisa em literatura de cordel? – Olha, o cordel tem enveredado por muitos caminhos. Como sempre fez, pois, desde a época de Leandro (Gomes de Barros) era o jornal do interior. Os fatos, ocorrências, personalidades, biografias, tudo saia em cordel e era vendido nas feiras. (Câmara) Cascudo diz muito bem que o ciclo do gado foi muito utilizado no cordel. Hoje, em pleno século 21, o que a gente vê muito é política no DOMINGO, 12 de maio de 2019
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Balada do Impostor (biografismo) tendo participado de grandes momentos deste órgão importante para a cultura nordestina e brasileira. Como consultor do Chuva de Balas no País de Mossoró durante anos, Kydel ajudou a deixar a história mais crível, ao mesmo tempo que ganhou o respeito e carinho das dezenas de atores e atrizes que fazem deste um dos mais importantes espetáculos ao ar livre do Nordeste. Sua presença em Mossoró é folclórica e fundamental. Desde que chegou por aqui há mais de três décadas, tem se dedicado a estudar, compartilhar informações e aproximar pessoas. Foi assim que conheceu e desenvolveu amizade com algumas das principais personalidades culturais da cidade, como Raimundo Soares de Brito, Dorian Jorge Freire, Vingt-un Rosado e muitos outros intelectuais que seguem entre nós. Geraldo Maia, principal pesquisador histórico da cidade, disse que começou a publicar seus textos graças à intervenção de Kydelmir junto aos jornais locais. Todo mundo conhece um pouco do velho Kydelmir, grafia de seu nome que ele detesta, mas, na possibilidade de nem todos saberem sobre sua trajetória, fui conversar com ele e colher alguns detalhes não revelados, até agora. Nós nos encontramos por acaso em Natal, em um shopping. Eu tinha acabado de sair do cinema e ele esperava seus filhos para jantar. Jantamos juntos e deixamos a conversa nos conduzir. Voltei para casa à meia noite, vindo já do apartamento de Joaquim, na Avenida Maria Lacerda, deixando pendurado um monte de assuntos pendentes. Foi lá, sentado no sofá da sala que passei a entrevistá-lo para este perfil, prometendo ser dos mais leves que já escrevi. No apartamento, chamava atenção as referências cults, nerds, geeks e grunges dos filhos roqueiros, as garrafas vazias de bourbons e o poodle velhinho, de uns 12 anos, protegendo seus brinquedos de pelúcia. Nenhuma daquelas imagens tinha relação com meu entrevistado que usava uma camisa com o brasão da
família Dantas e uma sandália de rabicho. A fala de bode rouco, como costumamos aperreá-lo, carregada de um sotaque poti-paraibano e sua fixação pela tradição dos símbolos e cultura nordestina, mostrava outro polo. Mas as tatuagens de Joaquim e a cabeleira de Daniel não representam uma atitude de rebeldia, muito pelo contrário, é uma mostra da autonomia conquistada a partir da criação dada pelo pai. Antônio Kydelmir Dantas de Oliveira nasceu em Nova Floresta (PB), no dia 6 de setembro de 1958. Filho mais velho do agricultor Manoel Batista de Oliveira, ou Seu Né de Joca, natural da cidade potiguar de Jaçanã, e da professora Angelita Dantas de Oliveira (falecida aos 77 anos), natural de Frei Martinho (PB), costuma dizer que nasceu entre esses dois estados. Este nome peculiar foi dado por seu Né, um sujeito baixinho e gentil, copiado de um médico carioca. Dessa alcunha, dona Angelita derivou o nome dos outros filhos: Kidelci (mulher), Kidelmar e Kidelman (homens), Kênia e Kilma (mulheres). Ela pode ter exagerado nas denominações, mas a forma que os criou e a gentileza que eles adquiriram os tornam únicos no mundo. Também pudera, ela, com seu jeitinho professoral era, sem exagero, de uma delicadeza realmente angelical. Regiane e eu tivemos a chance de conhecê-la antes que partisse para seu reino eterno. As principais lembranças de infância de Kydel estão em Nova Floresta, mais precisamente no sítio Chã da Bolandeira, do pai, no município de Jaçanã. Apesar das dificuldades de comunicação da época, foi por ali que teve os primeiros acessos à cultura e a literatura. Filho de professora, tinha acesso a livros. O pai, apesar de só ter o terceiro ano primário, era assinante da revista O Cruzeiro. Tinham um rádio AM e à noite, o menino Kydelmir, sempre mirrado e para frente, escutava as rádios Sociedade da Bahia, Nacional e Globo do Rio de Janeiro e ali conhecia os principais assuntos e músicas nacionais.
Tinha ainda um tio que sempre gostou de cantoria e que o levava para ver os cantadores. Eram novidade também os espetáculos mambembes que passavam pela região. O próprio Bastos Mamulengueiro, sujeito conhecido por lá, fazia apresentações na garagem e até dormia na casa de seu Né. “O cordel veio de madrinha Minu, que era minha avó por ser madrasta de meu pai. Ela me pedia para ler folhetos ou romances para ela. Já o tema cangaço, comecei a me interessar por causa de meu pai que era filho de um coronel, participante da guerra de 1914, em Juazeiro, defendendo as hóstias de Padre Cícero.” O avô que Kydel se refere era seu João Batista de Oliveira, “Joca Sapateiro”. Ele combateu na chamada Sedição de Juazeiro, uma revolta de caráter popular liderada pelo padre Cícero Romão Batista e pelo médico e político Floro Bartolomeu da Costa, contra o governo do presidente Hermes da Fonseca. Interessante nesta história é a ligação importante desses personagens com os interesses que Kydelmir adquiriria no futuro. Em 1925, Floro Bartolomeu, então deputado, foi encarregado pelo presidente Arthur Bernardes de combater a Coluna Prestes e, para isso, criou o que chamou de “Batalhão patriótico” que incluía militares, agricultores comuns e cangaceiros. Há quem diga que este movimento renovou o poderio bélico do cangaço, mas não só isso. A patente de capitão de Virgolino Ferreira da Silva, o Lampião, teria sido prometida por Floro que nunca chegou a entregá-lo. O título foi dado ao cangaceiro por Padre Cícero, mas era um papel sem valor, feito apenas para evitar que o facínora se rebelasse. Segundo conta o próprio Kydelmir, para assinar a suposta patente, foi chamado o único funcionário federal da região que nada tinha a ver com as forças armadas. O menino de Nova Floresta ouviu muitas histórias sobre o cangaço, tanto que acabou se tornando um pesquisador do tema. Mas ele sem-
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Homenagens
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cordelista Antônio Francisco, um dos nomes mais respeitados da cultura não apenas em Mossoró mas com seu trabalho reconhecido também em nível nacional, celebra 70 anos de vida em 2019. O aniversário é apenas em outubro, no dia 21, mas as celebrações e homenagens já começaram. Em junho, trechos de cordéis escritos por Antônio Francisco vão compor as apresentações do Chuva de Bala no País de Mossoró, espetáculo que integra a programação do Mossoró Cidade Junina. “Uma das novidades para este ano é que o narrador vai citar trechos de cordéis conhecidos de Antônio Francisco, além de outras referências que serão incluídas, mas que ainda não podemos revelar. Teremos surpresas e uma edição que promete emocionar mais uma vez”, explica o diretor do espetáculo, Marcos Leonardo. Em 2018, o Chuva de Bala homenageou Valdemar dos Pássaros. A homenagem ia desde elementos cênicos até o estilo do narrador que conduzia a história. Neste ano, a referência será direta a Antônio Francisco, homenageando muitos dos seus poemas e recitando alguns dos que já são alvos de estudo de vários compositores pelo país, a exemplo de “Os Animais têm Razão”, “O Ataque de Mossoró ao Bando de Lampião”, entre outros. Além da homenagem no Chuva de Bala, Antônio Francisco será lembrado na próxima quarta-feira, 15,
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Em 2018, o Chuva de Bala homenageou Valdemar dos Pássaros
Além da homenagem no Chuva de Bala, Antônio Francisco será lembrado durante Sarau Literário promovido pelo Instituto Educacional DóRéMí (IED)
durante sarau literário promovido pelo Instituto Educacional DóRéMí (IED), no Teatro Dix-huit Rosado, a partir das 18h. De acordo com a pedagoga Renata Wele, diretora da escola, a escolha pelo nome do cordelista para um dos eventos mais importantes do calendário de atividades da instituição se deu pela importância histórica e cultural de Antônio Fran-
cisco para Mossoró. “Iniciamos os trabalhos de pesquisa ainda no início do ano e, em março, lançamos o projeto junto aos alunos e professores. Agora, teremos a culminância com o Sarau, que contará com a presença do nosso grande homenageado. Antônio Francisco é história, é cultura, um orgulho para Mossoró, então nada mais justo do DOMINGO, 12 de maio de 2019
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Homenagens que a escolha pelo seu nome para o III Sarau Literário do nosso instituto”, destaca Renata. Ainda segundo a pedagoga, ao longo dos últimos meses, uma série de atividades envolvendo a vida e a obra de Antônio Francisco foi realizada na escola, envolvendo toda a comunidade escolar. “Os alunos estão encantados com a obra de Antônio Francisco. Inclusive, tivemos a honra de recebê-lo na escola recentemente, oportunidade para as crianças conhecer ainda melhor o cordelista. Foi um momento incrível”, acrescenta Wele. INCENTIVO À LEITURA O Sarau Literário em homenagem a Antônio Francisco é também uma ferramenta de estímulo à leitura. É o que afirma a pedagoga Carla Liliane, que possui formação pela Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN) e há quase 10 anos atua na educação infantil. “A leitura deve ser apresentada à criança como algo prazeroso, como um universo que ela pode explorar, conhecer vários lugares e situações sem sair do lugar. Não pode ser imposta. É nesse contexto que surgem ferramentas como o Sarau”, explica. E para que esse processo não se torne cansativo para a criança, algumas técnicas são indispensáveis. Carla Liliane destaca que atrair a atenção da criança é um dos principais desafios. “No caso do Sarau, trabalhamos, ao longo de dois ou três meses, um autor em específico, não apenas com a leitura tradicional e habitual, mas de forma lúdica e criativa, a partir da musicalização, por exemplo. Em 2018, no Instituto DóRéMí, optamos por apresentar aos alunos a obra de Cecília Meireles, e agora o nosso homenageado será Antônio Francisco”, enfatiza a especialista. A apresentação agendada para a próxima quarta-feira trará elementos da musicalização, como pontua Renata Wele. “Os cordéis estarão pre-
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sentes, a música estará presente. Temos certeza que a encenação emocionará os pais e ficará marcada na memória das crianças. Valorizar a cultura local é papel da escola, é assim que pensamos, é assim que trabalhamos”, conclui a pedagoga. SOBRE ANTÔNIO FRANCISCO Cordelista norte-rio-grandense, nascido aos 21 de outubro de 1949, Antônio Francisco Teixeira de Melo é filho de Francisco Petronilo de Melo e Pêdra Teixeira de Melo. Graduado em História pela Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN), é poeta, xilógrafo, composi-
tor e ainda confecciona placas. Começou sua carreira literária aos 46 anos, muito tardiamente, com o poema intitulado “Meu Sonho”, composto de 37 estrofes de 6 versos, utilizando a redondilha maior (heptassílabo) e rimas alternadas (Wikipédia, 2014). Em 2006, Antônio Francisco tomou posse na Academia Brasileira de Literatura de Cordel na cadeira 15, cujo patrono é o poeta cearense Antônio Gonçalves da Silva, “Patativa do Assaré”. Suas obras mais conhecidas estão reunidas em duas antologias: “Dez Cordéis num Cordel Só” e “Por Motivos de Versos”.
Poemas de Antônio Francisco editados em forma de folhetos de cordel ou reunidos em livros. Reunidos recentemente no livro Dez Cordéis num Cordel Só, da Editora Queima Bucha, de Mossoró: Meu Sonho Aquela dose de amor O Guarda- Chuva de Prata As seis moedas de ouro Do outro lado do véu A oitava maravilha ou A lenda de Cafuné Os sete constituintes ou Os animais têm razão O feiticeiro do sal A cidade dos cegos ou História de pescador A Arca de Noé Confusão no cemitério O ataque de Mossoró ao bando de Lampião A lenda da Ilha Amarela Um conto bem contado A casa que a fome mora Um bairro chamado Lagoa do Mato O duelo de bengala Uma carrada de gente No topo da vaidade Uma carta para a alma de Pero Vaz de Caminha Uma esmola de sombra O rio de Mossoró e as lágrimas que derramei O lado bom da preguiça A resposta De calça curta e chinela
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José de Paiva Rebouças Jornalista e escritor @paiva_reboucas
Matuto intelectual Interessado pela agricultura, Kydelmir Dantas passou a vida estudando o tema, mas sua paixão pelo Nordeste o levou muito mais longe, tornando-o um pesquisador importante de alguns temas da região e um personagem imprescindível para a história recente de Mossoró
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onde Antôi Dedé chega, é uma festa. O pai de Joaca e Dandan é um tipo disputável de amigo, daqueles que a gente faz duas garrafas de café e um cuscuz inteiro para ele ficar mais tempo. Lá em casa mesmo, suas passagens duram um dia todo de muita conversa, porque assunto é outra coisa que ele tem de sobra no bisaco. Calma, Antôi Dedé, escrito assim mesmo, com esta grafia, é um personagem criado pelo agrônomo e pesquisador Kydelmir Dantas, o cangaceiro de Mossoró. Cangaceiro porque costuma vestir indumentárias que lembram os trajes dos velhos bandidos e, também, óbvio, porque pesquisa sobre o tema há pelo menos 30 anos. Kydelmir é sócio fundador da Sociedade Brasileira de Estudos do Cangaço (SBEC), instituição que presidiu por dois mandatos, e também um dos colaboradores para a criação do Cariri Cangaço, o mais importan-
te evento sobre o tema do país. Escrever sobre esse sujeito é quebrar muitas regras do jornalismo e da literatura. Meus textos neste espaço têm sido muito mais elogiosos do que analíticos, reconheço, de modo que acabo fazendo homenagens ao invés de puro perfil jornalístico. Mas, em tempos de tanta desesperança, quem disse que jornalismo seco salva alguma coisa? Aí, neste caso, falar de Kydel, outro de seus apelidos, é como falar de alguém da família e, atenção ao spoiler, é possível que eu dê umas bajuladas ainda maiores. Nós nos conhecemos há muito
tempo. Depois de nossa amizade muito forte, fiquei amigo de Joaquim, seu filho mais velho, e sujeito igualmente interessante. A diferença é que, enquanto o Velho é todo matuto e cabrão do mato, Joaca é roqueiro e cheio de tatuagens. O bicho tem um estilo moderno demais, além disso é fera, para não dizer um palavrão, nas letras, alcançando o título de doutor antes dos 30 anos. Tive a honra de ser indicado por Kydelmir para o Instituto Cultural do Oeste Potiguar (ICOP), hoje presidido por Cláuder Arcanjo e Ângela Gurgel. Ele mesmo está sócio desde 2000, DOMINGO, 12 de maio de 2019
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Dicas
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ndar por aí com pneus desgastados é um grande risco de acidentes. Não é à toa que andar com o pneu careca ou em mau estado gera multa grave na CNH, não é mesmo? Mas você sabe identificar o momento ideal para trocar os pneus? Se não sabe, estamos aqui para ajudá-lo. Confira a seguir 5 sinais de que é hora de trocar os pneus do seu carro. 1) Fique de olho no marcador TWI para saber a hora de trocar os pneus – Você sabe o que é o marcador TWI? Ele é um indicador de desgaste que está presente em todos os pneus. Em alguns casos, ele é apresentado pelas letras TWI (Tread Wear Indicator ou Indicador de Desgaste do Pneu em tradução livre). Já em outros casos, ele é representado por um triângulo desenhado nos sulcos do pneu. O indicador tem uma função simples: no momento em que o desgaste do pneu chegar até a marca, é hora de trocá-lo. Por isso, fique de olho nos pneus para verificar se eles já che-
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O indicado é que, depois de cinco anos de uso, o motorista leve o carro para uma inspeção regular a fim de checar todos os elementos do pneu e garantir que ele ainda esteja em boas condições de uso ou se chegou o momento de trocá-lo
garam ao indicador TWI ou não. 2) Inspecione o pneu para saber se a vida útil dele já acabou – É muito difícil saber quando a vida útil de um pneu já terminou. Uma das maneiras de fazer essa verificação é com o indicador TWI, como já vimos. Mas ele mede apenas o desgaste, e existem outros elementos em jogo. Dependendo do uso, das condições das estradas, da maneira como se dirige e do balanceamento do carro, um pneu pode ter uma maior ou menor durabilidade. O indicado é que, depois de cinco anos de uso, o motorista leve o carro para uma inspeção regular a fim de checar todos os elementos do pneu e garantir que ele ainda esteja em boas condições de uso ou se chegou o momento de trocá-lo. 3) Verifique se os pneus estão carecas para saber quando trocálos – Este sinal provavelmente você já conhece, mas não custa recordar: se o pneu está careca, está na hora de trocá-lo. Rodar com um pneu careca é muito perigoso. Neste estado, o pneu compromete a aderência do carro ao solo e, consequentemente, o sistema de frenagem do veículo fica comprometido (o que é um risco enorme), bem como a estabilidade do automóvel. Assim sendo, andar com os pneus carecas é considerada infração grave no Código de Trânsito Brasileiro. E o pior: a infração é cometida por cada pneu que estiver neste estado, ou seja: se você estiver com o jogo inteiro comprometido levará 4 multas, 4 vezes o número de pontos e demais sanções previstas na lei. 4) Procure por marcas de deformação ou fragilidade nos pneus – Lembra que nós dissemos que o pneu pode ser afetado de muitas maneiras, dependendo de como o motorista dirige, se o carro está bem alinhado e até mesmo das estradas por onde ele passa? Pois
bem, todas essas questões podem criar deformações específicas nos pneus, aumentando sua fragilidade em certos lugares. Imagine, por exemplo, que o pneu não foi bem calibrado e está com pouca pressão. Por causa disso, as partes laterais da roda acabam cedendo e a parte central perde contato com o solo. Na prática, isso significa que o desgaste fica desproporcional: nas laterais, o pneu está muito desgastado; no centro, pouco desgastado. Este é um exemplo de deformidade que indica que chegou o momento de trocar os pneus. Outro caso muito comum é quando o veículo fica estacionado ao ar livre por horas, já que a luz solar bate mais em um ou dois pneus do que nos outros. Em virtude disso, um pneu pode ficar deformado pelo calor, enquanto os outros não. 5) Verifique se o pneu está com bolhas ou inchaços – Por fim, fique de olho no pneu do seu veículo para detectar algumas deformações muito específicas, como bolhas ou inchaços. Essa situação acontece quando o quadro interno da peça racha por algum motivo, seja um buraco na estrada ou mau uso por parte do motorista. Por causa disso, a pressão escapa do quadro interno e vai para a camada externa do pneu, que é mais flexível, causando uma bolha ou um inchaço de tamanho variável no pneu. Rodar com a peça nessas condições é muito perigoso. Além de diminuir a precisão do motorista e prejudicar a qualidade da condução, um pneu neste estado pode até mesmo explodir e fazer com que o carro venha a capotar. Como pudemos observar, existem muitos sinais de que é hora de trocar os pneus do carro. Basta ficar de olho nos sinais para saber o momento da troca e assim poder conduzir seu veículo, sempre com o máximo de segurança possível.
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Cuidados
Oftalmologista revela cinco dicas para quem vai ser mãe e para quem já tem filhos grandes >> Dias das Mães é mais uma oportunidade de aproximar a família. Mas, para o médico oftalmologista Renato Neves, é uma data importante para chamar atenção para os cuidados femininos com a visão DOMINGO, 12 de maio de 2019
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ias das Mães é mais uma oportunidade de aproximar a família. Mas, para o médico oftalmologista Renato Neves, diretorpresidente do Eye Care Hospital de Olhos, é uma data importante para chamar atenção para os cuidados femininos com a visão. “É muito comum, desde que a mulher engravida até seus filhos alcançar certa idade, que a mãe se preocupe com todos e deixe para se preocupar com ela mesma por último. Sendo assim, cabe aos filhos – pelo menos aqueles que já entendem – verificar se sua mãe e suas avós estão cuidando dos olhos como deveriam. Vale dizer que a visão é um sentido precioso que se deteriora ao longo dos anos. Ou seja, quanto mais cedo a mãe se cuidar, por mais tempo ela poderá enxergar todas as conquistas de seus filhos”.
Neves dá cinco dicas para várias fases da maternidade: 1. Evite ressecamento dos olhos. “Olhos vermelhos, irritados ou ainda que lacrimejam sem parar podem estar sofrendo ressecamento. A síndrome do olho seco tem aumentado bastante, não só porque mais mulheres trabalham por longas horas diante do computador, mas porque muitas usam o celular e as redes sociais praticamente o dia inteiro. Sendo assim, é sempre bom ter um frasco de ‘lágrimas artificiais’ para lubrificar os olhos ao longo do dia. Vale lembrar, inclusive, que as mães que usam lentes de contato jamais devem dormir com elas, já que durante o sono a produção de lágrimas cai a 30%. E se forem gestantes, então, talvez sintamse melhor substituindo as lentes por óculos de grau – pelo menos até passar o aleitamento”. 2. Reduza inchaços. “Mães que sofrem com retenção de líquido geralmente acordam com olhos inchados. Além do aspecto estético, que às vezes incomoda, pode haver uma diminuição da visão periférica e cer-
Uso excessivo do computador e smartphones tem aumentado casos de síndrome do olho seco entre mulheres. Especialista orienta uso de colírios lubrificantes
to desconforto visual. Sempre que isso acontecer, procure aplicar compressas frias ou ainda usar máscaras de gel (sempre armazenadas na geladeira). Já para a retenção de líquido, é importante aumentar a ingestão de água e reduzir o consumo de sódio e cafeína – pelo menos, temporariamente”. 3. Diabéticas devem ter cuidado em dobro. “A gestação pode agravar a retinopatia diabética, doença que danifica pequenos vasos sanguíneos que alimentam a retina. Sendo assim, a visão poderá apresentar problemas relacionados à nitidez e foco, daí a importância de contar com um acompanhamento médico especializado não só durante a gestação, mas durante a vida toda, já que o diabetes é uma doença crônica. Além de manter os níveis de açúcar dentro dos parâmetros desejados, o exame de fundo de olho é fundamental para detectar pontos e vasos sanguíneos propensos a romper e desencadear hemorragia. Vale dizer que, embora seja difícil recuperar a visão perdida, injeções intravítreas impedem a progressão da doença, evitando que a pessoa deixe de enxergar”. 4. Glaucoma exige ajuste de medicamento. “A gravidez pode afetar a pressão intraocular. Às vezes, pode
até ser necessário reduzir a dosagem de medicamento para glaucoma durante esse período – tanto melhor para o bebê. Mas quem tem glaucoma – doença que provoca lesões no nervo óptico, comprometendo a visão – nunca deve se descuidar dos exames periódicos com o oftalmologista que acompanha o caso e, sempre que necessário, fazer ajustes na medicação para preservar a visão existente. Hoje em dia, há colírios bastante eficientes, bem como cirurgia para frear o avanço da doença”. 5. Não saia de casa sem óculos de sol. “Não interessa se o dia está nublado. Usar óculos escuros – de preferência com lentes que vão do castanho ao fumê – é fundamental para preservar a visão dos problemas causados pela radiação ultravioleta (UVA e UVB). Vale ressaltar que os danos causados pela luz solar são cumulativos. Sendo assim, as mães devem ensinar seus filhos desde pequenos a cuidar dos olhos também – e elas mesmas, nunca se descuidar. O sol é responsável por quase uma dezena de doenças oculares. Portanto, mais vale investir em bons óculos de sol, com proteção total, do que se expor à toa à perda da visão”. Fonte: Renato Augusto Neves, cirurgiãooftalmologista e diretor-presidente do Eye Care Hospital de Olhos (SP) – www.eyecare.com.br.
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Dicas
Sinais que é hora de trocar os pneus: veja tudo que precisa saber >> Você sabe dizer quando é a hora de trocar os pneus do seu carro? Talvez ainda não seja necessário comprar um novo jogo, mas pode ser que suas rodas já estejam no fim da vida útil
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Zapping
>> por Caroline Borges
Grupo unido Alexandre Borges privilegia o contato em cena. No ar em “Verão 90” como o “playboy” Quinzão, o ator valoriza o trabalho em grupo durante uma novela. Voltando a trabalhar com o diretor Jorge Fernando, Alexandre vibra com a chance de contracenar com Claudia Raia, Totia Meirelles, Caio Paduan e Débora Nascimento. “O Jorginho me dirigiu na minha primeira novela. Nunca tinha trabalhado com a Totia e está sendo ótimo. O Caio é um ator novo e traz ideais muito elaboradas para o ‘set’. É um privilégio estar nesse projeto”, vibra o ator, que, aos 53 anos, busca cuidar da boa forma. “Faço caminhadas, algumas abdominais e flexões. Cortei o doce e o refrigerante. A gente vai se adaptando com a idade”, completa.
Data marcada
Após encerrar a temporada do “The Voice Kids”, a Globo volta suas atenções para a edição adulta do “reality show”. O programa comandado por Tiago Leifert tem estreia prevista para 30 de julho. Atualmente, o apresentador se dedica a atual temporada do “Zero 1”.
De volta
Stepan Nercessian estará no elenco de “Éramos Seis”, nova novela das seis da Globo. A produção tem estreia prevista para o segundo semestre. O “remake” será escrito por Ângela Chaves e terá a direção de Carlos Araújo.
Catálogo afiado
O Globoplay irá disponibilizar as sete temporadas de “The Good Wife” para os assinantes da plataforma de “streaming”. A produção conta a história de Alicia, uma mulher que sacrifica sua carreira como advogada pela trajetória política de seu marido. Porém, quando ele se envolve em um escândalo sexual e vai preso, ela deve voltar à ativa para sustentar seus filhos. A série ainda não tem data de estreia definida.
Sem grandes custos
A Band e a BandSports irão transmitir o torneio de Roland Garros diretamente dos estúdios de São Paulo. Considerado uma das competições mais importantes do mundo, o torneio de tênis acontece em Paris. Roland Garros acontece entre os dias 26 de maio e 9 de junho.
No DNA
Em alerta
Apesar de seus personagens terem sido assassinados pelo misterioso “serial killer”, Milhem Cortaz, Leopoldo Pacheco e Zezé Polessa não foram dispensados das gravações de “O Sétimo Guardião”. Os atores serão convocados para cenas de “flashback”.
Dúvida no ar
Marco Ricca não é certeza no elenco da nova temporada de “A Escolinha do Professor Raimundo”. O ator está envolvido com as gravações de “Órfãos da Terra”. No humorístico, ele revive o personagem Pedro Pedreira. A produção vai ao ar no Viva e na Globo.
Trabalho pela frente
O elenco de “As Aventuras de Poliana” seguirá gravando a novela infantil até o fim do ano. A partir do ano que vem, o folhetim será substituído pela de “Patinho Feio”.
Luísa Perissé, filha mais velha de Heloisa Perissé, está seguindo os passos da mãe. A atriz é a nova integrante da quinta temporada do “Zorra”. Aos 19 anos, a jovem acumula experiências no teatro e no cinema. Para Luísa, o humorístico será uma grande oportunidade para observar e aprender com colegas veteranos. “Tem sido uma experiência incrível! Adoro me caracterizar e fazer vários personagens. Fora o elenco: sou muito fã de todo mundo ali! Vai ser uma grande escola”, vibra. Além de Luísa, o “Zorra” conta com Dani Calabresa, Maria Clara Gueiros, Rodrigo Sant’anna, Welder Rodrigues, Otávio Muller, Fernando Caruso, George Sauma e Flavia Reis no elenco.
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Mel Fronckowiak se aventura ao imitar artistas no “Show dos Famosos”, do “Domingão do Faustão” página 4
>> bastidores
Sucesso de audiência, trama leve e divertida de “Caras & Bocas” completa uma década de exibição
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>> inside
No elenco de “Topíssima”, Ivan Rios conquista seu primeiro papel fixo na televisão
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Mossoró (RN), domingo, 21 de abril de 2019
Mil e
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Seriais
Domingo, 21 de abril de 2019
>> por Geraldo Bessa
Destaques das séries e conteúdo “on demand”
Diva nacional Primeira série brasileira de humor da Netflix, “Samantha!” acaba de ter sua segunda temporada disponibilizada pelo serviço de vídeo. A trama retrata as aventuras de Samantha (Emanuelle Araújo), que foi uma grande estrela do entretenimento na infância e hoje tenta sair de vez do ostracismo. A primeira temporada, lançada no ano passado. Focou na retomada da carreira artística da protagonista e seu conturbado relacionamento com Dodói (Douglas Silva), seu ex-marido que acabou de sair da prisão e tenta voltar aos campos de futebol. Na nova leva de episódios, Samantha faz de tudo para não ter a imagem manchada novamente. Por isso, não mede esforços para cancelar a produção de um filme sobre sua vida. Especialmente, porque o longa é baseado na biografia não autorizada “Samonstra”, que foi feita a partir de depoimentos de seus ex-companheiro da Turminha do Plimplom. Parceria da Netflix com a produtora Los Bragas, “Samantha!” é dirigida por Luis Pinheiros e Julia Jordão, e tem roteiro assinado por Roberto Vitorino, Patricia Corso, Rafael Lessa e Filipe Valerim.
Além da “web”
(Multishow Play, seg, dia 22) Após ganharem o público nas plataformas digitais, os fenômenos da internet Whindersson Nunes, Carlinhos Maia e Tirullipa estrelam a série inédita de humor do Multishow “Os Roni”. Ao longo de dez episódios, eles formam uma divertida família nordestina que se envolve em diversas confusões e promete render muitas gargalhadas. GKay, Falcão, Ilva Niño, Karla Karenina, Oscar Magrini e Titina Medeiros também integram o elenco da série, cuja temporada completa já está disponível no Multishow Play. “Os Roni” acompanha as aventuras dos irmãos Roniclayson (Whindersson), Ronivaldo (Tirullipa) e Roniwelinton (Carlinhos), que saem do Nordeste para tentar a vida na capital paulista. Lá, o trio se abriga na casa do cunhado (Oscar Magrini) e vai contar com a ajuda da avó (Ilva Niño) para se virar na cidade grande. Na trama, Clayson vive flertando com Jennyfer, personagem de Gkay, mas não consegue conquistar o coração da vendedora, porque Braguinha, interpretado por Falcão, sempre aparece para atrapalhar.
Amigas para sempre
(Comedy Central Play, ter, dia 23) Criada, escrita, produzida e estrelada por Ilana Glazer e Abbi Jacobson, “Broad City – A Cidade das Minas” conta a história de duas melhores amigas tentando a sorte em caminhos inesperados e extravagantes, enquanto navegam em Nova Iorque, capturando suas conexões, relacionamentos, empregos ruins e novas amizades. A produção foi desenvolvida a partir de uma websérie homônima, que foi produzida de forma independente entre 2009 e 2011. A criação da série online começou quando Glazer recebeu comentários negativos sobre um projeto que ela e um sócio havia trabalhado. Após expressar sua frustração para Jacobson, ambas decidiram trabalhar juntas em uma proposta que acabou virando “Broad City – A Cidade das Minas”. Na quinta e última temporada, as amigas continuam suas desventuras pela cidade grande tentando superar suas frustrações enquanto amadurecem e se redescobrem como pessoas e profissionais.
Latinidade latente
(Comedy Central Play, qua, dia 24) Conhecido pela experiência em múltiplas vertentes – jornalista, escritor e tradutor –, Eric Nepomuceno retorna à tela do Canal Brasil Play para comandar diálogos profundos com personalidades fundamentais da cultura latino-americana, na nova temporada de “Sangue Latino”. Em seu oitavo ano, a série foca sua atenção em artistas brasileiros e argentinos, entre cineastas, atores e escritores das mais diversas influências e estilos. A direção fica a cargo de Felipe Nepomuceno, filho do anfitrião, que mantém a estética tradicional do programa, com contrastadas imagens em preto e branco e belos planos de natureza poética. Arnaldo Antunes é o convidado do primeiro episódio e discute seus medos, sonhos recorrentes e o valor do silêncio no seu trabalho. Nos episódios que seguem, a imortal da Academia Brasileira de Letras, Nélida Piñon, debate a distância entre a realidade e a ficção, sua descrença no destino e sua visão do Brasil.
Dilemas de hospital
(Fox Play, qui, dia 25) Inspirada no livro “Doze Pacientes: Vida e Morte no Hospital Bellevue”, a série médica do momento “New Amsterdam” chega ao Brasil no FOX Life e no Fox App. A obra literária narra as memórias do Dr. Eric Manheimer e seus quinze anos como médico e diretor no hospital público Bellevue, que é a mais antiga instituição médica pública nos Estados Unidos. E, assim como o livro, a série também se passa em um hospital público nos Estados Unidos, o New Amsterdam. Com produção executiva de David Schulner, Peter Horton e Kate Dennis, os 22 episódios de uma hora da primeira temporada acompanham o dia a dia do brilhante e charmoso Dr. Max Goodwin (Ryan Eggold), novo diretor médico do local.
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Pintura eficiente
>> BASTIDORES Sucesso de audiência, trama leve e divertida de “Caras & Bocas” completa uma década de exibição
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riativo e “workaholic”, Walcyr Carrasco entrou na Globo com a missão de tirar as novelas das seis da profunda crise de audiência que acometia a faixa na virada dos anos 1990 para os 2000. Em um curto período de tempo, escreveu grandes sucessos como “O Cravo e a Rosa”, “Chocolate com Pimenta” e, especialmente, “Alma Gêmea”, maior audiência da faixa nos últimos 20 anos. Por conta dos bons serviços prestados, a Globo encomendou a Walcyr outro projeto de “salvação”, focado no complexo e heterogêneo público das sete. Com elenco estelar e clima mais contemporâneo, o autor conseguiu elevar a audiência das 19h com “Sete Pecados”, de 2007. Entretanto, o folhetim teve problemas de bastidores e muitas críticas por conta de sua falta de coerência e ritmo. Disposto a apagar a má impressão, o autor se inspirou no rico e sofisticado universo das artes plásticas para conceber “Caras & Bocas”, sua segunda e bem-sucedida incursão pelo horário das sete, que completa uma década de exibição este mês. “Minha trama anterior tinha um pano de fundo muito denso. Ao pensar em um novo trabalho, escolhi seguir por um caminho mais leve e bem-humorado, mas sem perder a crítica. Sou um colecionador de arte e comecei a pensar nos temas que
poderia tocar a partir desse universo. Deu muito certo. É uma novela que me enche de orgulho”, valoriza o autor. Ambientada em São Paulo, a trama é protagonizada pela moderna e elegante Dafne e pelo metódico e conservador Gabriel, personagens de Flávia Alessandra e Malvino Salvador. Mesmo muito diferentes, o amor pela arte os une. No entanto, a origem humilde de Gabriel acaba fazendo com que o tio da mocinha, o milionário Jacques, de Ary Fontoura, arme um plano para afastá-los de vez. Para o êxito da ação, ele conta com a ajuda de sua esposa, Léa, e de sua ambiciosa enteada Judith, de Maria Zilda Bethlem e Deborah Evelyn. Por fim, Dafne passa 15 anos acreditando que foi abandonada pelo amado. Enquanto Gabriel tem certeza que Dafne desistiu da relação por ele ser de família pobre. A suposta morte de Jacques e a curiosidade de Bianca, de Isabelle Drummond, filha de Dafne e Gabriel que cresceu sem saber a verdadeira identidade do pai, acaba por mudar o jogo. No testamento de Jacques, está bem claro
que Dafne só pode colocar as mãos na herança depois de casar. Com isso, Bianca aproveita o ensejo para juntar de novos seus pais. “Dafne não quer saber de amor. Ela precisa casar para continuar a ter uma vida boa. Esse pragmatismo da protagonista me conquistou de imediato. É claro que depois ela volta a se apaixonar, mas é uma mulher que não quer ninguém se interferindo em suas escolhas e muito menos precisa de um homem para viver”, defende Flávia. Em outro ponto da trama está Denis, de Marcos Pasquim. Pintor de belas e cafonas paisagens, ele vende seus quadros em praças públicas por qualquer valor. Tudo muda quando ele conhece o chimpanzé Xico, que apareceu em sua casa depois de fugir de um circo, onde sofria maus tratos. O animal foi abrigado por seu filho, Espeto, de David Lucas, sem o conhecimento do pai. No dia em que a galerista Simone, de Ingrid Guimarães, finalmente visita o atelier de Denis, Chico acaba fazendo intervenções nas bucólicas paisagens dos quadros do pintor. Desesperado com os rabis-
cos feitos por Chico, Denis se surpreende ao ser celebrado por Simone como o mais novo nome da arte abstrata e contemporânea. Sem dinheiro e sentido o gostinho sucesso, ele resolve assumir as obras do macaco como se fossem suas. “Denis está desesperado e aceita essa situação. Mas, aos poucos, essa mentira vai acabando com ele. Achei muito interessante a abordagem do Walcyr sobre o valor da arte e quem diz que tal coisa é boa ou não. Foi uma discussão muito válida”, analisa Pasquim. Em tempos de muita ostentação, as gravações de “Caras & Bocas” foram iniciadas na África do Sul, onde um grupo de cerca de 50 pessoas captou as primeiras cenas em um safári. Nos Estúdios Globo, a equipe de cenografia recriou ruas e pontos importantes de bairros paulistanos como os Jardins e a Lapa. “Fizemos basicamente duas ruas grandes que pudessem retratar todo o ar cosmopolita e cheio de contrastes de São Paulo. Foram quatro meses de trabalho árduo até estar tudo pronto”, conta a cenógrafa May Martins.
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No elenco de “Topíssima”, Ivan Rios conquista seu primeiro papel fixo na televisão
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van Rios acha que tudo acontece no tempo certo. De trabalho em trabalho, o ator busca conquistar um espaço na televisão. Após uma pequena participação na novela “Apocalipse”, ele viu sua presença na tevê ganhar mais consistência. Depois da trama de Vívian de Oliveira, Ivan estreia em seu primeiro papel fixo em “Topíssima”, nova novela da Record, que tem estreia prevista para 21 de maio. “Em ‘Apocalipse’, tive a oportunidade de mostrar meu trabalho na emissora. Passados alguns meses, fui chamado pela produção de elenco para fazer testes para macrossérie ‘Jezabel’ e, duas semanas depois, para ‘Topíssima’, em que fui chamado para viver o Caio”, explica. A história de “Topíssima” é protagonizada por Sophia e Antônio, interpretados por Camila Rodrigues e Felipe Cunha. Para assumir a presidência de uma rede de escolas e universidades privadas que administra, a mocinha precisa cumprir uma exigência imposta pela mãe, Lara, papel de Cristiana Oliveira: casar-se no prazo de um ano. O eleito surge de um encontro casual no trânsito do Rio de Janeiro. Sophia se apaixona por Antônio, um rapaz de origem humilde, sempre de bem com a vida, mesmo enfrentando dificuldades financeiras. Ainda em fase de pré-produção, Ivan tenta
despistar maiores detalhes sobre o enredo de seu personagem. “É muito bom fazer parte desse projeto e ter a chance de mostrar meu trabalho de outra maneira, dando vida a um per-
sonagem por mais tempo e ao lado de um elenco que já está há mais tempo no mercado. Ainda não temos autorização para falar sobre os personagens, mas acho que o Caio tem
alguma semelhança comigo em alguns pontos, seu caráter, seus medos. Mais para frente terei mais detalhes”, desconversa. Aos 29 anos, Ivan é natural de Vitória, no Espírito Santo. Desde criança, ele sabia que seguiria carreira artística, porém demorou até tomar uma decisão concreta para seguir seus passos profissionais. Aos 17 anos, ingressou na FAFI Escola Técnica Municipal de Teatro e, aos 22 anos, se mudou para o Rio de Janeiro. “Demorei a ter coragem para abandonar o conforto da casa da minha mãe. Eu sabia que precisaria trabalhar o dobro para me manter no Rio de Janeiro do que trabalhava no Espírito Santo”, lembra. Na capital carioca, Ivan investiu bastante nos palcos. No teatro, participou de montagens como “Show Bar” e “Toda Mulher tem um Q de Monalisa”. “No ano passado, comecei a focar em tevê. Me sentia mais maduro como ator e mais preparado para trabalhar em produções maiores. Foi então que comecei a me preparar para tevê e cinema, que é bem diferente dos palcos”, ressalta. Tendo seu corpo como principal instrumento de trabalho, Ivan busca um estilo de vida saudável físico e mental. Apesar de manter uma rotina de malhação, o ator não quer ter uma forma sarada ou repleta de músculos. “Quero estar saudável e com a cabeça boa. Malho não para ter corpão, mas acho que é uma questão mais de saúde, de bem-estar. Acho que temos de nos aceitar, se somos felizes com nosso corpo, e estamos com a saúde em dia. Não me privo de comer nada, mas confesso que minha alimentação sempre foi balanceada, como muita fruta, legumes, salada e, no final do ano passado, resolvi abandonar o álcool também, e senti uma diferença enorme”, aponta.
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Dom de questionar
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e não ter a chance de diversificar mais a carreira? R - Acho que não. Estou com 21 anos e tenho muito o que trabalhar e aprender. Tinha 16 anos quando fiz minha primeira novela e pensei que, por conta da minha cara de mais nova, faria garotas indefesas por muito tempo. Por sorte, consegui fazer essa transição para personagens mais adultas de forma muito tranquila. É claro que vou adorar fazer comédia, mas o que importa mesmo é a qualidade do papel e não o gênero.
Julia Dalavia exalta a influência do feminismo nas mocinhas contemporâneas
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ulia Dalavia sempre leva em conta o potencial social de suas personagens. Ao ler os primeiros capítulos de “Órfãos da Terra”, a atriz logo viu que a doce e corajosa Laila poderia ser muito mais que apenas um papel étnico. Refugiada e defensora de ideias feministas em uma cultura onde as mulheres não têm voz, Laila representa para Julia um olhar contemporâneo sobre as mulheres do Oriente Médio. “É uma personagem que questiona. Ela não aceita o casamento forçado, a subjugação e a falta de opinião. Mesmo no Brasil, ela terá de lutar muito para se firmar. Vejo a Laila como uma grande heroína. Em um momento onde o feminismo é tão falado e necessário, ela chega com um propósito e não vive apenas em função do amor e do casamento”, defende a atriz, empolgada com sua primeira protagonista. Natural da cidade do Rio de Janeiro, Julia passou boa parte de sua infância e pré-adolescência fazendo testes para a tevê. Diante de inúmeras respostas negativas, ela já estava pensando em abandonar os planos de atuar quando conseguiu o papel de Helena na primeira fase de “Em Família”, de 2014. Em seguida, viveu a jovem Alê de “Boogie Oogie” e foi chamada novamente para a primeira fase de uma trama das nove, no caso, a poética “Velho Chico”, de 2016. Em uma atu-
ação elogiada na pele da jovem Maria Teresa, Julia acabou sendo escalada para viver uma prostituta na série “Justiça”. O trabalho carregado de cenas de alto teor erótico e dramas familiares catapultou Julia para a supersérie “Os Dias Eram Assim”, onde teve de emagrecer oito quilos para viver uma jovem que acaba se contaminando no princípio da epidemia de HIV. Ao analisar a carreira, a atriz de 21 anos acredita que todos os papéis foram uma espécie de ensaio para os dilemas e nuances da mocinha da atual novela das seis. “Tenho feito personagens muito densas. A Laila também tem uma história pesada, mas a mensagem dela é de esperança. O trabalho é enorme, mas sinto que fui me preparando para todas as complexidades da novela ao longo dos últimos anos”, ressalta. P - Em cinco anos de carreira na tevê você já conta com seis novelas e uma série no currículo. De onde vem essa urgência?
R - Não sei. Acho que as coisas foram acontecendo sem eu me dar muita conta (risos). A tevê funciona de forma muito sequenciada. A partir de um bom desempenho, outros trabalhos vão surgindo. Sou nova, preciso ganhar repertório, então fui aproveitando essas oportunidades. Não apenas contracenei com muita gente da qual sou fã como também tive personagens interessantes e que me exigiram muito. P - Em que sentido? R - Fisicamente mesmo. Em “Os Dias Eram Assim” interpretei uma jovem com HIV em plenos anos 1980. Na sequência, vivi uma órfã que descobre um câncer em “O Outro Lado do Paraíso”. Agora, Laila é uma refugiada de guerra. De alguma forma, me descobriram para tipos bem dramáticos e acho que sou uma sortuda por ter a chance de desenvolver mulheres tão diferentes e complexas. P - Você tem o receio de ficar marcada por tipos mais densos
P - Laila é sua primeira mocinha. Como é estar em um posto tão cobiçado? R - Colocam uma pressão enorme nesse tipo de personagem. Quando surgiu o convite, realmente questionei se estava segura para a função. Por fim, me preparei de forma muito semelhante para minhas outras personagens. Na real, muda mesmo é o volume de texto para decorar e as longas horas de gravação. O que mais gosto na Laila não é o fato de ela ser protagonista, mas de ser uma mocinha que está em sintonia com a mulher de hoje. P - Como assim? R - Ela é a base familiar, dona de seus atos e lutou muito para não ter de ceder a uma vida de opressão. Mesmo sem muita voz, os direitos femininos avançam no universo árabe porque existe luta e questionamento. A base do texto da Laila vem desse desejo por mais autonomia e opinião. As autoras da novela poderiam focar totalmente no contexto romântico, mas foram além. Todos os núcleos discutem o machismo enraizado na sociedade, tanto no Oriente Médio quanto no Brasil.
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>> close Mel Fronckowiak se aventura ao imitar artistas no “Show dos Famosos”, do “Domingão do Faustão”
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Mil e uma
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el Fronckowiak já se acostumou a dividirse entre o trabalho e os afazeres de mãe. Mas, desde que aceitou participar do quadro “Show dos Famosos”, do “Domingão do Faustão”, ela confessa que sua rotina ganhou novos contornos. Agora, por onde passa, Mel se pega cantando ou fazendo exercícios de voz. Tudo para, nos dias de apresentações, se sentir o mais segura possível e garantir um bom resultado. “Eu não sou cantora e faz um tempo que não trabalho cantando, então eu tenho enlouquecido as pessoas à minha volta com os exercícios de voz para fortalecer a musculatura. Espero que valha a pena”, torce. Logo na estreia do quadro, Mel homenageou Celly Campello e surpreendeu os jurados com a afinação. Além disso, ela fez todo um trabalho corporal para se aproximar do gestual da cantora, que ficou conhecida pelos sucessos “Banho de Lua” e “Estúpido Cupido”. Um dos motivos que a levaram a optar por homenagear Celly foi a memória afetiva. Quando criança, Mel costumava ouvir as músicas da cantora no rádio ao lado de sua mãe. E foi nesse mesmo critério que ela apostou para eleger os artistas de suas apresentações. “Eu acabei fazendo uma salada de frutas e escolhi algumas músicas que marcaram momentos da minha vida, que me trazem boas lembranças. Fiz escolhas muito afetivas”, avalia.
Acostumada com a exposição inerente à carreira, Mel encara com tranquilidade o fato de ser julgada ao longo das apresentações do “Show dos Famosos”. “A gente é julgada o tempo inteiro, só que eventualmente a gente não sabe as notas que as pessoas dão para nós. O julgamento faz parte de existir, as pessoas vão olhar para você, vão achar alguma coisa e vão julgar”, simplifica. Mas, na verdade, o que mais a instiga é a oportunidade de prestar uma homenagem a algum artista.
Além disso, Mel pensa apenas em se divertir quando está no palco. “A competição é só um detalhe”, reforça. Foi em “Rebelde”, exibida pela Record entre 2011 e 2012, que Mel se tornou conhecida do grande público. Mas, depois da novela “teen”, ela preferiu seguir pela carreira de apresentadora. Hoje, comanda o “Destino Certo”, no canal +Globosat, e o “Troca de Estilos”, no Discovery Home & Health. “Estou bem focada na carreira de apresentadora”, enfatiza. Quando está
longe dos holofotes, Mel dedica seu tempo a cuidar de sua filha com Rodrigo Santoro, com quem mantém um relacionamento desde 2012. Nina nasceu em maio de 2017 e já aprende desde pequena que a rotina atribulada faz parte da vida dos pais, que se dividem entre Rio de Janeiro e Estados Unidos ao longo do ano. “E a gente vai fazendo esse malabarismo, a nossa vida tem essa dinâmica de muitas viagens. Mas, quando a gente faz as coisas com amor, elas não parecem tão difíceis”, ameniza.
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Batalha necessária
>> raio x
Em “As Aventuras de Poliana”, Maria Gal defende maior representatividade de negros e mulheres na televisão
M
aria Gal foi além da interpretação dentro da carreira artística. Desde 2017, a intérprete da forte Gleyce de “As Aventuras de Poliana” também está à frente da Maria Produtora, empresa voltada para a produção de conteúdo audiovisual. A chance de ocupar uma área executiva dentro do mercado dramatúrgico agregou maior conhecimento para a atriz. “Ganhei um entendimento mais aprofundado do todo de uma produção tão complexa que é o audiovisual. Como atriz, venho agregando em mim um conhecimento técnico maior no que se refere ao roteiro até a distribuição. Passei por um processo de estudo de roteiro e produção para ter mais embasamento a respeito”, explica. A produtora busca gerar mais espaço para artistas e projetos que valorizem o negro e o feminino no Brasil. Maria, inclusive, decidiu abrir sua própria empresa ao ser rejeitada para um trabalho por conta da sua cor. “O diretor achou que o tom da minha pele não seria tão comercial. Abrir uma produtora de audiovisual no Brasil é uma tarefa bastante desafiadora. Como uma típica capricorniana, amo desafios”, afirma. Na trama infantojuvenil do SBT, Gleyce é uma mulher batalhadora, chefe da família e
mãe de dois filhos adolescentes. Moradora de uma comunidade, ela luta para crescer na vida e dar um bom futuro para seus filhos. Para a atriz, sua personagem representa uma grande parcela da população brasileira. “Vivemos em um país em que mais de 54% da população, segundo IBGE, se autodeclara negra ou parda. Ao mesmo tempo, temos poucos negros em cargos de poder das grandes empresas e com visi-
bilidade na mídia. Interpretar personagens que têm coerência com a diversidade do nosso país é sempre uma grande missão”, valoriza Maria, que se espelhou bastante em sua própria mãe para compor a personagem. “Ela é super protetora, uma leoa e me criou por um período de tempo sozinha. Então, as preocupações e esse lado leoa da Gleyce, com certeza, vêm da minha mãe”, completa.
televisão 9 Nome: Maria das Graças Quaresma dos Santos. Nascimento: Em 10 de janeiro de 1986, em Salvador. O primeiro trabalho na tevê: “Carandiru, Outras Histórias”, da Globo, de 2005. Sua atuação inesquecível: “Interpretar Carolina Maria de Jesus no teatro”. Interpretação memorável: Viola Davis na série americana “How to Get Away With Murder”. Um momento marcante na carreira: “Quando recebi prêmio de melhor atriz no Festival de Cinema de Madrid pelo curta ‘A Carga’”. O que falta na televisão: “Falta espelhar a realidade brasileira no que se refere a questões de gênero e raça (apresentadores, atores, diretores, roteiristas negros) e programas em tevê aberta que de fato sejam inteligentes e façam as pessoas pensarem”. O que sobra na televisão: “Violência, sangue e tragédia”. Com quem gostaria de contracenar: Viola Davis. Se não fosse atriz, o que seria: Publicitária. Ator: Will Smith. Atriz: Viola Davis. Novela preferida: “Roque Santeiro”, da Globo, de 1985. Vilão marcante: Nazaré Tedesco, interpretada por Renata Sorrah em “Senhora do Destino”, da Globo, de 2004. Que novela gostaria que fosse reprisada: “Joia Rara”, da Globo, de 2013. Que papel gostaria de representar: “Uma mulher extremamente bem-sucedida financeiramente”. Filme: “Corra!”, de Jordan Peele. Autor predileto: Djamila Ribeiro, autora de “Quem tem medo do feminismo negro?” Diretor favorito: A diretora afro-americana Ava DuVernay. Um medo: “De violência psicológica ou física”. Projeto: A série “Os Souza”, que tem estreia prevista para este ano ainda.
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>> CINCO
PERGUNTAS: Em “Se Eu Fechar Os Olhos Agora”, Antonio Fagundes exalta parceria com jovens atores em cena
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Fôlego de garoto existir por muito tempo, com muita força. Mas é bom que a Globo esteja se abrindo para os novos veículos, eles estão aí mesmo, não só o “streaming”, mas as pessoas estão vendo pelo celular agora. P – E você gosta desses formatos mais curtos, como séries e minisséries? R – É mais curto para vocês, para nós é a mesma coisa. A gente trabalha meses para fazer. Para “Se Eu Fechar Os Olhos Agora”, levamos quatro ou cinco meses gravando, então é quase a duração de uma novela. Às vezes, até pelo fato de ser mais curto, a gente acaba tendo mais locações, lugares mais distantes, então acaba demorando mais.
A
trajetória de Antonio Fagundes se confunde com boa parte da história da televisão. Afinal, já são mais de 50 anos de carreira e, ao longo desse tempo, o ator se tornou um dos medalhões da Globo. Além disso, é uma espécie de referência para muitos jovens atores, que enxergam nele tudo aquilo que desejam ser na profissão algum dia. E é justamente a possibilidade de conviver de perto com novos nomes da teledramaturgia o que mais instigou Fagundes durante os trabalhos de “Se Eu Fechar Os Olhos Agora”. Nas gravações da minissérie, o ator dividiu boa parte de suas cenas com João Gabriel D'Aleluia e Xande Valois, que interpretam os garotos Paulo e Eduardo. “É muito bom, porque você vê aquele brilho no olho. Tem aquela coisa da descoberta e poder participar da descoberta deles. Vai ser muito gostoso daqui a uns 20 anos eles falarem que começaram com o Fagundes”, orgulha-se. Na história, o ator dá vida a Ubiratan, um personagem cheio de mistérios que ajuda as duas crianças na investigação do crime que dá início à trama. Disfarçado como morador de um asilo, ele acaba se unindo aos garotos que encontram o corpo de uma jovem. “São três detetives improváveis tentando descobrir um assassinato”, explica. Apesar da amizade que Ubiratan desenvolve com os meninos, o
personagem é um velho amargo, que guarda um passado trágico. “Mas, em contato com essas crianças, parece que revive e começa a renascer. É uma relação positiva para Ubiratan”, aponta. P – “Se Eu Fechar Os Olhos” é uma minissérie escrita por Ricardo Linhares, mas baseada no livro homônimo de Edney Silvestre. Você já tinha lido o livro antes de saber que estaria no elenco da produção? R – Eu não só li o livro, como eu fiz o áudio book. Por uma coincidência! Quando me chamaram eu falei: “Meu Deus, que bom!”. Então, eu já tinha uma certa intimidade com o livro e, quando me convidaram para a minissérie, eu adorei. Um bruxinho velho sempre dá para fazer.
P – Esse universo de mistério que cerca a trama agrada a você? R – Muito! E é muito difícil porque o Ricardo Linhares fez uma adaptação maravilhosa, respeitando o livro, e ainda conseguiu criar em cima. É muito interessante a adaptação dele, muito forte e eu adoro policial, então fazer parte de um foi um prazer redobrado. P – Cada vez mais, a Globo investe no “streaming”. Como você enxerga essa nova realidade? R – Acho que a tevê aberta ainda tem uma vida longa, particularmente aqui no Brasil. Por mais que reclamem que tevê aberta está caindo, em lugar nenhum no mundo uma tevê aberta tem a audiência que a Globo tem. Acho que a tevê aberta ainda vai
P – Independentemente de seu trabalho na televisão, você se mantém ativo nos palcos. Atualmente, como está sua rotina no teatro? R – Eu sempre brinquei que a coisa que eu mais invejava dos meus colegas era quando falavam: “Fulano de tal volta aos palcos”. Eu nunca voltei porque eu nunca saí. A gente está com uma peça em cartaz em São Paulo, que é “Baixa Terapia”, completamos 300 apresentações no dia 12 de abril. Fizemos Estados Unidos e ficamos três meses em Portugal, tivemos 60 mil espectadores lá e foi uma maravilha. Agora, voltamos para finalizar a nossa temporada aqui no Brasil em São Paulo, mas eu acho que não vai acabar não, porque continua lotando. Para o Rio de Janeiro, a gente está tentando ir há anos, mas é complicado. Como diz o Crivella: “Uma esculhambação”. Não sei por que, um prefeito tão bom...
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Noites cariocas
>> ponto de vista
Com narrativa folhetinesca, “Coisa Mais Linda” mira o mercado internacional ao se apropriar livremente dos anos de Bossa Nova
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ncontro requintado do samba com jazz, a Bossa Nova é até hoje uma referência de brasilidade. O “boom” do ritmo, capitaneado por nomes como Tom Jobim e João Gilberto, acabou criando uma aura de respeitabilidade ao abordar o movimento, nascido nos apartamentos do famoso bairro de Ipanema, Zona Sul do Rio de Janeiro. Sendo assim, grande parte das produções audiovisuais que se aventuraram no tema, soaram extremamente protocolares ou revisionistas demais ao retratar a agitada vida noturna dos anos 1950 e 1960. Sabendo do apelo popular dessa grife rítmica ao redor do mundo, principalmente no Japão e Estados Unidos, é natural que a Netflix dê aval para uma série como “Coisa Mais Linda”. Depois do futurismo de “3%”, da política “O Mecanismo” e do humor rápido de “Samantha!”, a quarta produção brasileira do principal ser-
viço de “streaming” do mundo foca no que o país faz de melhor: os folhetins. Parecer uma novela não é nenhum demérito para “Coisa Mais Linda”. Com bela direção de arte, fotografia inspirada, reconstituição de época irretocável e trilha em sintonia com a importância da Bossa Nova, é visível que muito além de boas ideias, a série teve grande investimento na realização de seus sete episódios da primeira temporada. Criada por Giuliano Cedroni e Heather Roth, a trama apresenta muito bem seus personagens e logo centra a história na figura de quatro mulheres de diferentes personalidades e igualmente fortes: Malu, Adélia Araújo, Lígia, Thereza, personagens de Maria Casadevall, Pathy Dejesus, Fernanda Vasconcellos e Mel Lisboa. A partir desse mosaico, a série vai tocando em temas-tabu da época, como direitos femininos, aborto, desquite, dife-
rença de classes e violência doméstica, entre outros. Porém, em vez de soar anacrônico, o roteiro, também assinado por Léo Moreira, Luna Grimberg e Patricia Corso, traça um fino paralelo entre passado e presente, mostrando que ainda há muito o que lutar por uma sociedade menos machista. Salvo alguns momentos onde a finalização dos dramas soa simplista demais, os roteiristas conseguem desenvolver as personagens de forma rica, evidenciando suas pluralidades e guardando possíveis surpresas para uma segunda temporada. Em uma história onde os homens são meros figurantes, é normal que os principais desempenhos de “Coisa Mais Linda” estejam nas mãos de suas protagonistas. Casadevall surge iluminada na pele da sonhadora Malu. DJ e ex-repórter do finado “Vídeo Show”, Pathy Dejesus se mostra segura em cenas mais densas, enquanto
Fernanda Vasconcellos prova que é muito mais que as inúmeras mocinhas que interpretou na Globo. O destaque da série, entretanto, é Mel Lisboa. Marcada pela protagonista de “Presença de Anita”, de 2001, a atriz amargou anos fazendo papéis aquém de suas possibilidades na Record e acabou se distanciando da tevê. Agora, na pele de Thereza, a bissexual feminista que atropela suas causas ao se mostrar aficionada pela maternidade, Mel se coloca a serviço de um tipo complexo e na medida para seu talento. Apesar dos inúmeros pontos positivos, a série peca ao “fazer a cama” para uma possível continuação. Com a história entregue e as personagens cheias de caminhos possíveis, o derradeiro episódio da primeira temporada acaba sendo um balde d’água fria no espectador. Agora é a aguardar a continuação e ver como o roteiro resolverá a bagunça.
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Terça (23/04) – Anjinha arma para se encontrar novamente com Cléber. Raíssa se surpreende ao ver a mensagem sobre José Carlos e mostra para Thiago e Rita. Daniel conta para Jaqueline por que saiu da casa dos pais. Anjinha descobre que um rapaz foi encontrado morto. Serginho troca mensagens com Guga. Lígia reclama de ter que voltar a trabalhar e pede a ajuda de Joaquim.
Quarta (24/04) – Guga comenta com os am gos que eles podem estar correndo perigo. Cl ber conta para Carla que seu amigo morre Raíssa e Thiago contam para Carla o que aco teceu. Rita recebe a notícia de que o juiz aprov a realização do exame de DNA. Carla vai co Rita e os filhos para a delegacia e conhece Gug Jaqueline e Anjinha chegam com seus respo sáveis.
>>Órfãos da Terra Globo – 18h15
Segunda (22/04) - Jamil implora a Youssef pela vida de Laila. Hussein explica a Samira que está sendo procurado por Aziz. Padre Zoran revela a Youssef que Laila está grávida. Zuleika avisa a Elias e Missade sobre a ligação recebida por Jamil, e Bruno os convence de procurar a polícia. Benjamin confessa a Caetano sua paixão por Laila. Na delegacia, Zuleika defende Jamil para Almeidinha. Abner segue Sara até o local de seu encontro com Ali.
Terça (23/04) – Laila desconfia de Jamil. Hussein confessa a Samira seu amor por Soraia. Aziz revela a Dalila que casará a filha com Youssef, e a jovem se desespera. Laila foge de Jamil. Abner ameaça acabar com a farsa de Sara. Samira incentiva Hussein a lutar por Soraia. Youssef atira Padre Zoran na estrada, e Almeidinha e Tomás o socorrem. Elias e Missade se desesperam com a falta de notícias de Laila. Laila foge de Youssef. Sara conta para Eva sobre Abner.
Quarta (24/04) – Bruno insiste em insinu para Almeidinha que Jamil pode ser cúmpli do sequestro de Laila. Jamil conta sua histór de vida para Laila. Padre Zoran revela que o ce tro para refugiados está com dívidas. Cibele Rania ajudam Zuleika a criar um perfil em u aplicativo de encontros. Zuleika e Almeidin conversam pelo aplicativo, sem saber suas ve dadeiras identidades. Ahmed alerta Hussein p ra a presença de Aziz. Valéria procura Bruno.
Globo – 19h15
>>Verão 90
Segunda (22/04) – Vanessa tenta afastar Larissa de Diego. Diego é preso ao brigar com Quinzinho. Quinzinho confessa ao pai que ama outra mulher. Ticiano pede a Dandara para pensar na possibilidade de os dois ficarem juntos. Otoniel busca Diego na delegacia, e Janice ampara o filho. Larissa percebe que foi manipulada por Vanessa. Quinzão manda Horácio comprar uma joia para enviar a Lidiane. Larissa diz a Quinzinho que ama outra pessoa.
Terça (23/04) – A chegada de Dandara na igreja causa um burburinho. Mercedes tenta interromper o casamento. Quinzinho mostra a Mercedes a certidão de casamento do civil, como prova de que Dandara já é sua esposa e Quinzão apoia o filho. Álamo sente ciúmes de Madá com Raimundo. Mercedes percebe a pulseira no braço de Lidiane e deduz que foi presente de Quinzão.Lidiane é impedida de se aproximar de Mohamed.
Quarta (24/04) – Manu fica abalada ao s evitada por João, e Kika nota. Ticiano avisa Dandara que rescindirá seu contrato com a P TV. Manu demonstra insegurança e acaba prej dicando a entrevista durante a gravação. Danda sente que Vanessa a trata com falsidade. Sem ap recer, João tenta ajudar Manu. Raimundo e Ma desconfiam de que só ficaram juntos por causa doce de leite que comeram. Mercedes avisa a Qui zão que afastará Dandara de sua casa.
>>O Sétimo Guardião Globo.–21h
Segunda (22/04) – Ondina pede que Murilo lhe dê informações concretas sobre sua filha. Gabriel manda Judith aumentar a segurança do casarão. Murilo questiona Sóstenes sobre a noite em que ele encontrou Luz. Luz conta o que sabe sobre a Irmandade para Júnior. Afrodite tenta explicar o comportamento de Nicolau para Bebeto. Ondina expulsa Mirtes do cabaré e da pousada. Gabriel pede que Judith marque uma reunião com os guardiães.
Terça (23/04) – Padre Ramiro conta para Aranha onde Mirtes passou a noite. Gabriel nomeia novos guardiães. Valentina reclama de não estar presente na reunião dos guardiães. Júnior conta a Geandro que terminou com Luz. Luz segue Sóstenes até a pousada. Olavo dá dinheiro e uma passagem para São Paulo para Lourdes Maria. Eurico avisa a Olavo que a água já pode voltar para a cidade. Judith se surpreende ao ver uma marca nas costas de Feijão.
Quarta (24/04) – Maltoni fica penalizado co o estado de Mirtes. Luz tenta convencer Sóst nes a contar sobre sua conversa com Ondin Valentina se irrita por não ter sido escolhi guardiã. Sóstenes espera Luz dormir para ir encontro de Ondina. Gabriel explica sobre a mandade para Feijão. Luz tem pesadelos com dia em que Sóstenes a encontrou. Ondina rev la a Sóstenes como perdeu sua filha.
Segunda (22/04) – Gui diz a Roger que vai voltar para casa. Kessya sente dores nos pés, por estar com muitas bolhas por conta das aulas de balé. Luísa vai à escola e diz que aceitará o emprego. Débora vê o clubinho MaGaBeLo conversando sobre Pendleton e se interessa pelo papo. As apresentações de cenas de gêneros variados de filmes da aula de Marcelo começam. Sophie pede para que os alunos formem casais na aula de canto. Mirela se apresenta com Luca. Fernanda começa a dar palpite na padaria de Durval e ele fica incomodado.
Terça (23/04) – Marcelo chama Luísa para conversar. Fernanda conta para Lorena que está procurando um apartamento de três quartos para ficar e Durval fica furioso, dizendo que as meninas nunca irão morar com ela. Na escola, Débora faz várias provocações à Luísa. Raquel, Guilherme, Roger, Verônica e Filipa almoçam juntos, e Roger diz que quer selar um recomeço para a família. Salvador vê Luísa na sala de artes e a acusa de querer roubar o lugar dele. Ruth desconfia cada vez mais de que Bento seja seu sobrinho e desabafa com Helô.
Quarta (24/04) – Iuri desabafa com Marc lo sobre Sophie estar estranha com ele. Luí conta a Poliana sobre o novo emprego. Claud e Durval saem para jantar (na casa de Joana Sérgio) e deixam todas as crianças com Fe nanda, que fica furiosa. Jeff e Vini se anima com o samba na padaria e a possibilidade fazerem Lindomar superar o trauma e volta cantar. Filipa confessa para Gui o real moti pelo qual Roger está o tratando bem. Cláud esquece o celular e volta para casa. As crianç fazem a maior bagunça e Fernanda se irrita.
Globo – 17h35
>>malhação
Segunda (22/04) – Joaquim e Filipe se espantam com a habilidade de Lígia com Nina. Jaqueline e Rita tentam convencer Thiago, Raíssa, Anjinha e Guga a irem até a delegacia. Vânia revela a Jaqueline que não queria que ela conhecesse o pai. Meg obriga Guga a levar sua suposta namorada para se encontrar com ela. Rita conta sua história para o defensor público, mas se recusa a falar sobre o pai da menina.
>>As Aventuras de Poliana SBT - 21h
Resumo das novelas
ACESSE
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miléeu. onvou om ga. on-
Quinta (25/04) – Joaquim pede orientação para Lara. Marco Rodrigo se irrita com comentários de Carla. Rita e Jaqueline fazem um retrato falado dos bandidos que levaram José Carlos. Martinha reclama com Meg do desinteresse de Filipe. Camelo questiona Raíssa sobre seus sentimentos por ele. Regina se preocupa com as novas amizades de Guga. Lígia chega ao laboratório e Rita tenta ver a filha.
Sexta (26/04) – Lígia protege Nina. Madureira repreende Daniel e Jaqueline, e proíbe os dois de namorar na academia. Rita e Nina fazem o exame de DNA. Carla aconselha Rita a não tentar nada contra a família adotiva de Nina. Filipe comenta com Beto que não sabe como terminar o namoro com Martinha. Guga mente para Regina sobre a pessoa que foi encontrar. Madureira não gosta de ver Jaqueline e Daniel
saindo juntos.
uar ice ria enee um nha erpa-
Quinta (25/04) – Bruno confessa a Valéria que não a ama mais. Aziz se descontrola e jura que trará Laila de volta. Áida registra quando Fairouz avisa a Soraia sobre um bilhete de Hussein. Jamil pede Laila em casamento. Rania repreende Camila e afirma a Miguel que dará uma lição na menina. Almeidinha e Tomás detêm Jamil, para desespero de Laila. Norberto se insinua para Valéria. Padre Zoran se recupera. Bruno descobre que Laila voltou para casa.
Sexta (26/04) – Elias e Missade concedem que Jamil se case com Laila. Zuleika implica com Almeidinha. Eva exige que Abner pare de chantagear Sara, e insinua que os dois estão apaixonados um pelo outro. Aziz deduz que Soraia fugiu com Hussein, e Dalila questiona Áida e Fairouz. Bruno decide esquecer Laila, e liga para Valéria. Fairouz e Dalila tentam proteger Soraia. Fairouz castiga Áida por denunciar Soraia.
Sábado (27/04) – Dalila impede que Aziz atire contra Soraia e Hussein, que conseguem fugir. Valéria finge para Bruno que aceita se afastar de Norberto. Teresa desconfia quando Norberto fala de Valéria. Aziz atira em Hussein e Soraia. Almeidinha tem uma crise alérgica e Zuleika o socorre. Rania tem um pesadelo com a filha que foi tirada de seus braços na Síria. Dalila acusa Aziz pela morte da mãe na frente de todos. Padre Zoran recebe alta do hospital.
ser aa Pop juara paadá do in-
Quinta (25/04) – Manu conta a Kika sobre sua emoção com o fax de Manuel e avisa que deseja conhecer o diretor. Janaína conta a Janice e Otoniel que decidiu morar junto com Herculano. Quinzinho parabeniza Herculano pelo programa com Manu. Jerônimo pede sociedade na Pop TV. Herculano avisa a João que se sentiu pressionado por Manu e acabou inventando que Manuel virá ao Brasil. Vanessa sabota a fita do programa de Manu.
Sexta (26/04) – Escondido, João registra que Jerônimo copiou o clipe inédito de La Donna, e finaliza a edição do programa de Manu. João se apavora ao ver Manu entrando no estúdio e consegue escapar. João pede desculpas a Manu por tê-la destratado. Janice conta a Diego que Janaína foi a São Paulo participar de um evento gastronômico. Murilo surpreende ao exibir o clipe inédito de La Donna em seu programa. Dandara e Ticiano brigam durante apresentação ao vivo.
Sábado (27/04) – João comemora a conquista de Moana, que consegue uma oportunidade de emprego no exterior. Manu comenta com Jofre sobre as cartas que Manuel lhe enviou. Jofre incentiva João a revelar a Manu que ele é Manuel. Quinzinho é convencido por Jerônimo e decide transferir o PopTV na Praia para a cidade de Corujinha. Vanessa sente ciúmes da fama de Manu. Lidiane sofre ao constatar que não pode mais interferir na vida artística de Manu.
om tena. ida ao Irmo ve-
Quinta (25/04) – Ondina descobre a identidade de sua filha. Lourdes Maria se despede de Geandro. Eurico é surpreendido pelos filhos ao sair de casa durante a madrugada. Mirtes caminha até a cabana onde Milu foi encontrada. Valentina comenta com Gabriel sobre as atitudes de Olavo para se apossar do aquífero. Diana não aceita a imposição de Nicolau para sua viagem e desiste de lutar caratê. Bebeto resolve ter uma conversa séria com Nicolau.
Sexta (26/04) – Ondina avisa a Adamastor que fez um testamento. Mirtes faz uma psicografia de uma declaração de Milu. Eurico chega em casa e se surpreende ao não encontrar Marilda. Maltoni e Elisa encontram Mirtes vestida como Milu. Stella e Aranha vão ao hospital de Greenville. Olavo avisa a Erico que eles irão invadir o casarão. Júnior tenta convencer Geandro a impedir a partida de Lourdes Maria. Ondina revela a Luz que é sua mãe.
Sábado (27/04) – Ondina conta a Luz tudo sobre seu passado. Stella avisa a Adamastor que realizou o processo de inseminação. Patrício confirma que a declaração que Mirtes tem de Milu é verdadeira. Jurandir volta para Serro Azul. Lourdes Maria vai embora, e Socorro convence Geandro a ir atrás da jovem. Luz e Ondina se abraçam. Mirtes vê o rosto de Ondina na bola de cristal. Eurico estranha o comportamento de Marilda.
ceísa dia ae eram de ar a ivo dia ças .
Quinta (25/04) – Todos dançam no samba, que é cantado por Ciro. Verônica chama a atenção e Waldisney a convida para dançar. Fernanda e Raquel vão ao Samba e a menina coloca a mãe para cantar junto com o grupo. Afonso se interessa por Fernanda. Sérgio, Joana, Claudia, Marcelo, Luísa de Durval conversam sobre Pendleton e alguns segredos são revelados. Vini e Arlete tentam consolar Lindomar. Lorena, brava, acusa Durval de invadir deu clubinho. Enquanto isso, Mário também repreende Sérgio e Joana.
Sexta (26/04) – Kessya pergunta à Yasmin se ela realmente gosta de Luigi e a menina se enrola na resposta. Débora e Salvador provocam Luísa descaradamente na escola. Marcelo chega e a defende. Gleyce conta à Ruth sobre a assistente social e a situação de Bento. Roger pergunta à Claudia sobre as crianças investigarem a vida de Pendleton e arma um plano com ela para saber mais informações. A secretária reluta em participar. O projeto A Escola dos Sonhos começa a funcionar e o grêmio se anima.
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