Skip to main content

Jornal de Fato

Page 1

Cedida

18 anos

@defato_rn /jornaldefatorn @jornaldefato

MOSSORÓ (RN), DOMINGO, 16 DE JUNHO DE 2019 | EDIÇÃO 5.493 – ANO XIX | R$ 2,50

Polícia Militar STYLE paralisa atividade apartir de amanhã Quem disse que jeans não combina com plus size?

>> Se acordo com Governo do Estado, policiais militares e bombeiros decidiram pelo aquartalemento. Os militares pedem atualização de salários e outras demandas reprimidas. A paralisação agrava a insegurança. mossoró 6 Cedida

Viva com saúde

O editorial da coluna Style de hoje focaliza que o jeans é peça obrigatória e combina com pluz size. Sua Vida 4

Estudo mostra que alimentação é destaque O brasileiro gasta mais da metade da renda com alimentação. Foi o que afirmou recente estudo, tomando como base a particularidade que envolve a sociedade atual. DOMINGO 7

Mossoró não tem mais radar para multar alta velocidade Os motoristas devem ficar atentos para evitar acidentes em razão da não existência de radares. Prefeitura fará licitação para contratar nova empresa para o serviço. Mossoró 1

Cada vez mais as pessoas estão se preocupando com a saúde, e manter boa forma tem sido o caminho ideal para quem quer ter mais qualidade de vida. Saiba como e o que deve ser feito. DOMINGO 4

Briga entre os Alves ameaça MDB no RN A provável saída do deputado Hermano Morais é consequência da briga entre Walter e Henrique Alves. CESAR SANTOS 5

Gladstone: ‘justiça é do trabalho’ Candidato à lista sêxtupla ao TRT da 21ª Região, Gladstone Heronildes fala sobre a Justiça do Trabalho. Política 3 e 4

CIANO MAGENTA AMARELO PRETO

Marcos Garcia

NESTA EDIÇÃO [32 páginas] OPINIÃO...............................................p2 POLÍTICA............................................p3 CÉSAR SANTOS...............................p5 gerais/opinião.............................p6 braSIL/MUNDO...............................p8 CADERNOS MOSSORÓ..............................p1 a 8 ESTADO ........................................ p1 a 4 DOMINGO ...................................... p1 a 12


2 OPINIÃO

DOMINGO, 16 de MAIO de 2019

ESPAÇO JORNALISTA MARTINS DE VASCONCELOS

Organização: clauder arcanjo

LUIS FERNANDO, SUPERLATIVAMENTE VERISSIMO Edmílson Caminha

Escritor, membro da Academia de Letras do Brasil edmilson.caminha@gmail.com

São muitos os escritores para quem o sobrenome constitui peso a carregar, referência a padecer, desafio a encarar. Que o digam Maria Julieta Drummond de Andrade, filha do poeta Carlos; Elisa Lispector, irmã de Clarice; Ricardo Ramos, filho de Graciliano; James Amado, irmão de Jorge, e Luis Fernando Verissimo, filho de Erico. Que importância têm esses parentes ilustres, qual a influência que exercem? ‒ são perguntas a que respondem no correr de toda a vida. Alguns não se deixam vencer pela glória que lhes é tão familiar, e protagonizam, também, uma bela carreira literária. Para Luis Fernando, certamente não foi fácil ter como pai o romancista que já publicara Clarissa, Olhai os lírios do campo, O continente e O retrato, quando a família se transfere, em 1953, para Washington, nos Estados Unidos, onde o escritor assumirá a direção do Departamento de Assuntos Culturais da OEA. Aos 17 anos, com um Verissimo já famoso na literatura, resolve aprender a tocar trompete. “Só temos vaga para sax”, dizem-lhe na escola de música, da qual saiu tão bom quanto os profissionais do instrumento. De volta ao Brasil, só em 1966 – já com 30 anos, mas sem emprego para sustentar-se – começa a trabalhar como copydesk no jornal Zero Hora, de Porto Alegre, em que assinaria, depois de algum tempo, a coluna que fora de Sérgio Jockymann. Ao primeiro livro, O popular, que lançou em 1973, seguiram-se campeões de vendas como Ed Mort e outras histórias (1979), O analista de Bagé (1981) e A velhinha de Taubaté

(1983), que lhe permitem, a exemplo do pai, viver do que ganha como autor, na Porto Alegre de que nunca saiu. Embora festejado como cronista, Luis Fernando sempre teve um pé no conto, pelo gosto de render-se à imaginação, de inventar personagens: o detetive carioca que empenha o revólver para pagar o aluguel da sala, o psicanalista machão que propõe ao cliente “cortar o mal pela mandioca”, a velha senhora do interior de São Paulo, que ainda acredita na honestidade do governo e na compostura dos políticos... O próprio escritor reconhece a tendência para a ficção, ao definir os textos de O popular como “crônicas, ou coisa parecida”. Tornou-se, com o tempo, um mestre da história curta: “A mancha” é verdadeira obra-prima do conto brasileiro, sobre a tortura a que sobreviveu uma personagem vítima da ditadura de 1964. Está na coleção Vozes do golpe (com outras boas histórias de Carlos Heitor Cony, Moacyr Scliar e Zuenir Ventura), lançada pela Companhia das Letras em 2004, e depois republicado em mais uma coletânea de Verissimo, Os últimos quartetos de Beethoven e outros contos, pela Editora Objetiva, em 2013. Filho de peixe, não resistiria à tentação do romance. Escreveu O jardim do diabo (L&PM, 1987) e mais três, sob encomenda (“minha musa é o prazo”, gosta de dizer): Borges e os orangotangos eternos (Companhia das Letras, 2000), da coleção “Literatura ou morte”, em que os protagonistas são escritores célebres; O Clube dos Anjos (Objetiva, 1998), sobre a gula, da coleção “Plenos pecados”; e O opositor (Objetiva, 2004), da coleção “Cinco dedos de prosa”, em que lhe coube o polegar. Todos muito bons, certamente pela tranquilidade absoluta com que sempre administrou a fama paterna: jamais se sentiu na obrigação de criar outro O tempo e o vento. Um da família já o fizera, o que não é pouco... Somem-se, a tão extensa e importante obra, as crônicas de viagem com a parceria do ilustrador Joaquim da Fonseca, reunidas nos seis volumes da série Traçando: New York (1991), Paris (1992), Porto Alegre (1993), Roma (1993), Japão (1995) e Madrid (1997). Diretor do Departamento de

Cedida/Ilustrativa

Jornalismo da TV Educativa do Estado do Piauí, em 1987 fui, pela primeira vez, a Porto Alegre, quando conheci três das minhas admirações literárias: Mario Quintana, Moacyr Scliar e Luis Fernando Verissimo, que me recebeu na casa da Rua Felipe de Oliveira, 1415, bairro de Petrópolis, por muitos anos o endereço de Erico. Levou-me ao escritório do pai, mantido como ele o deixara: os livros, a poltrona para leitura, a escrivaninha com a máquina de escrever elétrica, os documentos do futuro “Acervo Literário de Erico Verissimo”, que então se organizava sob a coordenação da professora Maria da Glória Bordini, da Universidade Federal e da PUC do Rio Grande do Sul. Indaguei-lhe se havia algo do humor de Woody Allen no que escrevia: – Não, acho que não... Talvez uma certa coincidência das nossas visões de mundo, pelo fato de ele ser americano e eu ter convivido com o american way of life, quando morei por lá. Penso, hoje, que a pergunta se faria melhor ao diretor de cinema. No filme Café society, pareceu familiar a Luis Fernando ouvir que o ideal é viver cada dia como se fosse o último, um dia você acerta... “Eu disse ou escrevi essa fra-

di­re­ção ge­ral: Cé­sar San­tos diretor de redação: Edilson Damasceno Ge­ren­te AD­MI­NIS­TRA­TI­VA: Ân­ge­la Ka­ri­na

se faz algum tempo. Quem diria, Woody Allen me plagiando!” Conversamos, por mais de três horas, sobre literatura, cartuns, música em geral e jazz em particular, uma de suas paixões, mas não o que se faz hoje: “só confio em músico que já morreu ou tenha mais de 50 anos”. Participava, à época, da Muda Brasil Tancredo Jazz Band, com os humoristas Paulo e Chico Caruso e Reinaldo Figueiredo, do Casseta & Planeta. O grupo estreou em 1985, no Salão de Humor de Piracicaba, e faria, no ano seguinte, apenas dois dos três shows programados para o Teatro Nacional de Brasília: – Na última noite, combinamos entrar no palco totalmente às escuras; quando os refletores se acendessem, começaríamos a tocar. Acontece que me desorientei, caí dos proscênio e quebrei o fêmur. Recebi os primeiros socorros de um médico que se encontrava na plateia e fui para o hospital. Ainda tenho de usar esta muleta, mas estou ficando bom. Sobre a banda Jazz 6, em que se apresenta com o seu sax alto, diz no encarte do CD Agora é a hora, de 1998: “Tenho um truque para ouvir alguns dos melhores músicos de Porto Alegre, sempre de um lugar privilegiado e sem precisar pagar nada. Toco junto.”

Um produto da Santos Editora de Jornais Ltda. Fun­d a­d o em 28 de agos­to de 2000, por Cé­s ar San­tos

www.de­fa­to.com E-mail:re­da­cao@de­fa­to.com TWITTER: @jornaldefato_rn | REDAÇÃO E OFICINAS: SEDE: Avenida Rio Branco, 2203, Centro, Mossoró-RN – CEP: 59.063-160 TELEFONES: (84) 3323-8900 (Mossoró) | COMERCIAL/ASSINATURAS: (84) 3323-8913 / 3323-8918

AS CO­LU­NAS E MA­TÉ­RIAS AS­SI­NA­DAS SÃO DE RES­PON­SA­BI­LI­DA­DE DE SEUS AU­TO­RES

Refere-se a Adão Pinheiro (piano), Geraldo Schuler (sax tenor e flauta), Luiz Fernando Rocha (trompete), Jorge Gerhardt (baixo) e Gilberto Lima (bateria). Os solos de Verissimo em “Elis”, de Sadao Watanabe, e “Night in Tunisia”, de Dizzy Gillespie, vão muito além das limitações de um amador. No quarto disco do conjunto, Four (2007), já não se ouve o sax-tenorista, o que leva Luis Fernando a comentar: “Depois do último CD o grupo ficou menor, mas o nome continuou o mesmo, o que nos garante o ineditismo: somos o único sexteto com cinco figurantes do mundo.” Não bastasse a obra em que já se contam mais de 60 títulos, o escritor ainda acha quem lhe atribua, indevidamente, vários textos que passam de mão em mão pela internet, garimpados por Cora Rónai em Caiu na rede (Rio de Janeiro : Agir, 2006). Sobre um dos poucos que não se jogam no lixo da má literatura, confessou: “Eu gostaria de encontrar o verdadeiro autor do ‘Quase’ para agradecer a glória emprestada e para lhe dar um recado. No Salão do Livro de Paris, na semana passada, ganhei da autora um volume de textos e versos brasileiros muito bem traduzidos para o francês, com uma surpresa: eu estava entre Clarice Lispector, Carlos Drummond de Andrade, Manuel Bandeira e outros escolhidos, adivinha com que texto? Em francês ficou ‘Presque’”. Felipe Leinhart, repórter do Diário Catarinense, esclareceu o mistério: a crônica fora escrita pela jovem Sarah Westphal Batista da Silva, quando aluna de um curso prévestibular em Florianópolis. Verissimo aproveitou a descoberta para fazer graça: “A Sarah está no quarto semestre da Medicina mas sonha em largar a faculdade e começar a escrever. Olha aí, editores. Ela nem começou e já foi traduzida na França.” Cronista, contista, romancista, cartunista, músico, todos esses talentos se somam em Luis Fernando Verissimo, quando ser bom em uma arte, uma só, já é razão para fazer feliz quem a exerce. Donde se conclui que, nesse caso, Verissimo transcende o sobrenome que veio do pai: é um exemplo, perfeito, de superlativo absoluto.

FI­LIA­DO À


entrevista 3

DOMINGO, 16 de junho de 2019

CAFEZINHO COM CÉSAR SANTOS

cesar@defato.com

Gladstone Heronildes da Silva

“Nosso propósito é corresponder às expectativas da classe” Sequenciando a série de entrevistas com os candidatos à lista sêxtupla que será entregue ao Tribunal Regional do Trabalho da 21ª Região (TRT 21), etapa inicial da escolha, por meio do Quinto Constitucional, do desembargador que ocupará a vaga de José Rêgo Júnior, falecido no início deste ano, o JORNAL DE FATO publica a seguir

entrevista com o advogado mossoroense Gladstone Heronildes da Silva. E POR QUE migrou Na conversa, o advogado aborda temas como a reforma trapara o Direito? balhista, as críticas sofridas pela Justiça do Trabalho, defende as DEVIDO às dificuldaprerrogativas da classe e anuncia que, caso seja o escolhido pa- des que o país enfrentou ra compor o TRT 21, orgulhará Mossoró. Acompanhe. naquela época, com a eco-

nomia estagnada, e Mossoró passava por momentos difíceis, não deu mais para eu permanecer naquela atividade empresarial e preferi deixar o ramo e me dedicar a minha profissão decorrente da graduação. Eu me graduei em Direito na Uern e fiz pós-graduação na Escola Superior da Magistratura, num curso preparatório para ser juiz. Temos escritório aqui em Mossoró e em Natal e estamos advogando durante todo esse lapso de tempo, atuando no direito civil para empresariado, no âmbito da competência de execução, cobrança, dissolução de sociedade, sucessões, divórcio, e na área trabalhista atuo eminentemente para o empregado. Eu convivo, permanentemente, desde os 12 anos de idade, nessa relação do universo do empregador e empregado, o que me dá uma bagagem de vida, uma visão ampla daquilo que se presta a própria Justiça do Trabalho, que é atenuar, mitigar e resolver problemas que envolvam o mundo empresarial e o mundo do trabalhador.

POR: César Santos e Maricelio Almeida - FOTOS: Marcos Garcia

DE FATO – Qual o seu maior desafio caso seja escolhido desembargador no Quinto Constitucional, diante de um novo cenário que se formou com a reforma trabalhista? GLADSTONE HERONILDES – Eu tenho dois desafios: um em relação à questão da aplicabilidade da reforma trabalhista, e o outro em relação ao exercício da profissão que eu ainda faço parte, a classe dos advogados. Em relação à reforma, é uma legislação que já está em vigor, que não compete ao magistrado alterar lei. A reforma é decorrente da lei 13.467/2017, que veio para aprimorar a própria lei que já existia, para que diante da nova sistemática de relacionamento entre empregados e empregadores, nós tivéssemos um aprimoramento dessas relações, porque é consabido que a tecnologia chegou, as relações sociais se aperfeiçoaram ao longo do tempo, e a realidade de 1943 é bem diferente da de hoje, mas há o entendimento de que houve uma supressão de alguns direitos e houve, por outro lado, alguns pontos que são positivos. QUAIS, na visão do senhor, os pontos positivos e os pontos negativos da reforma? EU ENTENDO que a possibilidade de o empregado gozar de suas férias em tempos distintos, não apenas em um período único, é algo positivo. O empregado que não tem o registro de sua carteira feito no lapso temporal previsto na CLT, impõe contra o empregador uma multa maior agora; antes era de um salário mínimo, agora é de R$ 3 mil. Um outro ponto positivo é que o empregado não tem mais a obrigação compulsória de contribuição sindical. Dentre os pontos negativos, está a ques-

biente de trabalho, porque era filho do proprietário. Eu exerci, ao mesmo tempo, a condição de empregado e de empregador. Posteriormente, passei a ensinar inglês, fui tradutor na Maisa, no setor de exposições, aos 18 anos, e depois resolvi instalar meu próprio negócio. Durante esse lapso de tempo, adquiri uma bagagem muito grande nessa relação capital e trabalho. Na medida em que você exercita a atividade empresarial, você convive diretamente com essa relação capital e trabalho.

tão da sucumbência, o empregado que ingressa com uma ação hoje tem receio de vir a ser condenado, em caso de perder a demanda, a pagar 5% a 15% de honorários de sucumbência, é um ponto até duplamente inconstitucional, porque coíbe o acesso à Justiça, por parte do hipossuficiente, o empregado, e estipula honorários distintos daqueles que são previstos no Código de Processo Civil (CPC), que estipula honorários de 10% a 20% em casos de sucumbência, e, de maneira, excrescente, a CLT traz uma novidade, que trata o advogado trabalhista como digno de um rendimento inferior ao advogado tributarista, civilista. Isso atenta contra o princípio da isonomia. HÁ OUTROS pontos que o senhor considera positivos e negativos? REGULAMENTAÇÃO do trabalho intermitente é também um ponto positivo, porque antes, por exemplo, nós tínhamos aqui os cabecesso prescreve, então é ceiros, pessoas que não tipreciso que o advogado do nham a regulamentação, e reclamante esteja atento trabalhavam com assiduidurante o curso do procesdade, habitualidade e suso, porque se ele ficar parabordinação, mas não havia do sem o cumprimento de um regramento que alcandeterminado ato processuçasse esse modelo de presal durante dois anos, o ditação de serviço. Se há hareito material é atingido. bitualidade, a nova CLT São matérias que precisam traz previsões normativas ter uma melhor apreciação que alcançam os direitos do Poder Judiciário na hodesse modelo de trabalhara de sua aplicação. dor. Quanto aos pontos negativos, eu sou contrário, A REFORMA mexeu por exemplo, à questão de com mais de 100 pontos a gestante e lactante trabada CLT, e o seu relator, o lhar em ambiente insaluex-deputado Rogério bre. É algo que deve ser Marinho, hoje secretário extirpado da nova CLT e ser especial da Previdência considerado, de fato, ine Trabalho, disse que era constitucional, porque uma necessidade urgenatenta contra a vida do naste modernizar as relacituro, seja a insalubridade ções entre capital e tramédia ou baixa. Outra coisa balho. Essas mudanças, prejudicial é a prescrição realmente, já podem ser intercorrente, que é o quê: sentidas? o empregado, se ele não SINCERAMENTE, eu praticar nenhum ato duranpenso que houve uma dite dois anos na fase de exeminuição nos conflitos, cução, o direito desse pro-

porque há possibilidade hoje em dia de resolução de conflitos no âmbito do chão da fábrica, ali com os acordos coletivos de trabalho, e também os sindicatos se tornaram, de certa forma, mais fortalecidos, aqueles que já trabalhavam se tornam efetivamente mais preocupados em se dedicar aos interesses da categoria, sob pena de não ter a contribuição do empregado. Agora, o Brasil ainda está numa fase de colapso econômico. Nós passamos por um período de dificuldade gritante no âmbito da economia nacional, e ainda não houve uma recuperação ao ponto de mitigar esse alto grau de desempregabilidade que está ainda remanescendo, e que em 2016 chegava ao patamar de 15 milhões de desempregados e hoje houve uma atenuação para 13 milhões. Nós temos que

olhar a situação do empreendedor, do empresário, como ela se encontra no momento? Com dificuldades de empregar, ainda. FALE-NOS um pouco sobre a trajetória do senhor no Direito. Há quanto tempo o senhor advoga? QUERO fazer até uma remissão a fatos anteriores à advocacia. Sou advogado trabalhista há quase 20 anos, mas antes eu fui empregador, empreendedor, tive empresa no ramo de ensino de idiomas e antes trabalhei na empresa do meu pai, no ramo da construção civil. Comecei a trabalhar aos 12 anos e meu pai não me poupava do trabalho, igualmente aos demais funcionários da empresa. Carregava mosaico, tijolo, mas ao mesmo tempo eu tinha poder diretivo sobre os colegas do am-

POR isso, então, a busca pela vaga no TRT? TAMBÉM. Na verdade, são os próprios advogados que me conhecem, tanto de Mossoró quanto de Natal, que ao conhecerem esse perfil que eu carrego, acreditam que alguém como eu possa representar fidedignamente a classe, enquanto representante do Quinto Constitucional no Tribunal, e acima de tudo, em virtude dessa bagagem é que eles reconhecem isso. Nosso propósito é, de fato, corresponder a essas expectativas da classe. Para ser postulante ao cargo de desembargador, cinco requisitos são muito importantes e precisam ser atendidos: qualificação técnica; perfil de acessibilidade; maturidade; coragem e serviços prestados.

CONTINUA NA PÁGINA 4


4 entrevista

DOMINGO, 16 DE junho de 2019

Gladstone Heronildes da Silva

“A Justiça é do trabalho, não do trabalhador” MUITO se fala no respeito às prerrogativas dos advogados. Por que essas prerrogativas devem ser respeitadas, em favor do jurisdicionado? DE FATO, existe uma permanente relação de conflito nesses elementos indispensáveis à administração da Justiça. Nós temos os promotores, os juízes e advogados. A Constituição diz que não há hierarquia entre esses três elementos, entretanto como o advogado está cada dia mais tendo dificuldade de exercer a sua profissão, pelas mais variadas razões, a competitividade tem sido um problema, a cada dia se vê uma avalanche de novos profissionais ingressando no mercado de trabalho, enquanto que o país não se desenvolve economicamente ao ponto de conseguir absorver essa mão de obra, e isso gera uma competitividade predatória, a advocacia se precariza, prestando serviço de má qualidade, e a custos muito baixos, desproporcionais ao que prevê o próprio CPC e a CLT. Isso leva a um exercício de um mister profissional que é de grande relevância e necessidade para a sociedade, o exercício da advocacia com vistas à proteção do patrimônio e da vida das pessoas, sendo precarizado, e muitos profissionais infelizmente chegam nas audiências despreparados, porque não tiveram uma graduação satisfatória e porque não têm muitas vezes também um preparo posterior à graduação para exercer a profissão. Muitos pensam que, só pelo fato de terminar uma faculdade de Direito, já estão prontos para ser advogado; isso não é verdade. As prerrogativas são a nossa bússola de exercício profissional, sem elas nós não conseguiríamos proteger o cidadão em relação aos direitos que lhe são garantidos nos diplomas legais. Quando o advogado não exerce ampla e irrestritamente o seu mister profissional e funcional, quem acaba sendo atingido é o cidadão comum. DE QUE forma essas prerrogativas estão sendo desrespeitadas? MUITAS vezes, magistrados e promotores de justiça atentam contra essas prerrogativas, que são imprescindíveis para esse exercício amplo e irrestrito. Eu, inclusive, quando fui conselheiro da OAB, fui proponente de um requerimento para que fosse sancionada uma lei pelo Governo do Estado que garantisse à OAB a colocação de placas com os incisos do artigo 7° da lei 8.906/1994, que é o nosso estatuto. Lá estão esculpidas as nossas prerro-

gativas profissionais. As placas servem para que juízes, delegados, agentes de polícia, servidores públicos, possam todos os dias, quando chegarem para trabalhar, se defrontar com essas placas, para que eles contemplem e memorizem as prerrogativas dos advogados. Isso foi um benefício que Gladstone Heronildes, enquanto conselheiro, conseguiu, é algo que beneficia a advocacia para a posteridade. As placas já estão prontas na OAB. Na Justiça do Trabalho, infelizmente alguns magistrados recorrentemente insistem em atentar contra essas prerrogativas, e isso afeta o empresário, que não tem muitas vezes a oitiva das testemunhas que gostaria que fossem

exaurientemente ouvidas numa audiência. Isso é algo que precisa ser trabalhado no âmbito do Tribunal e só Quinto Constitucional, que escolhe um juiz que não é de carreira, mas sim que saiu da advocacia, vestiu uma beca durante muitos anos, e que tem esse compromisso de lá chegando não ter mais as causas de seus clientes, mas a causa da advocacia como um todo, e dentre elas estão essas questões que ele precisa ecoar a voz dessa classe, no sentido de que isso seja mitigado, alterado, transformado ao longo de um certo lapso de tempo, porque não dá mais para suportar. COMO o senhor pretende levar para o TRT essa defesa

dessas prerrogativas de forma efetiva? EU SEMPRE tenho dito que meus queridos colegas concorrentes, com todo respeito a todos eles, alguns gravam vídeos e dizem que vão defender as prerrogativas, mas infelizmente nem todos se dispuseram, ao longo dos seus 10, 20, 30 anos de advocacia, a deixar um pouquinho de lado os seus interesses econômicos, financeiros, dos seus clientes, da sua família, dos seus negócios, de seu escritório, para se dedicar aos interesses da classe, seja ocupando um cargo numa comissão da OAB, seja numa associação de advogados trabalhistas, criminais, como conselheiro, ouvidor. Eu já fiz, no âmbito da OAB, e posso fazer no âmbito da Justiça do Trabalho. Por exemplo, a questão das placas que já mencionei, eu vou fazer todo o esforço, para que haja nas salas de audiências essas placas também, que haja reuniões trimestrais ou quadrimestrais da Corregedoria do Tribunal, junto com a Comissão de Prerrogativas da OAB, para apurar essas distorções de condutas do juiz em relação a nós advogados. Outra coisa importante é a gravação das audiências. Nós gravarmos as audiências, e eu pretendo, chegando lá, instituir isso, como são gravadas as audiências na Justiça Federal, para que o juiz togado tenha inibição de praticar determinados atitudes de desrespeito aos colegas advogados, porque vão ficar gravadas, e a possibilidade de apreciação do CNJ ou da própria Corregedoria do Tribunal, em apurando a conduta, e entendendo que ela é abusiva, buscar a correção imediata. São medidas como

essa que podem cooperar, sem fazer cavalo de batalha, sem fazer de nossas postulações algo que venha a agredir a judicatura também. Precisamos respeitar o juiz, a magistratura, mas nós precisamos respeitar acima de tudo a Loman. A Lei Orgânica da Magistratura, dentre as obrigações previstas na lei, impõe-se ao juiz respeitar todas as leis federais do país, e dentre elas está a lei 8.906/1994, o estatuto da advocacia, e lá estão as nossas prerrogativas. Vou defender a causa da advocacia com coragem e, acima de tudo, com equilíbrio. POR QUE há discriminação com a Justiça do Trabalho e o que fazer para mudar essa imagem? EU ATRIBUO a um certo ressentimento do empresariado como um todo, que não entende alguns princípios que regem o processo trabalhista, dentre eles está o princípio da hipossuficiência, que é tratar desigualmente os desiguais. Nós não podemos entender que um empregador como Flávio Rocha, ou qualquer outro do seu patamar econômico, pode ser tratado num pé de igualdade com Francisco, pedreiro, ou uma profissional que trabalha nas facções fazendo o vestuário. Muitas vezes, isso provoca ressentimento na classe empresarial como se a Justiça do Trabalho fosse protecionista do empregado. Isso não é verdade. A Justiça é do trabalho, não do trabalhador, ela está lá para dar direito a quem tem direito. Agora, a formação do magistrado precisa ser mais completa, a gente às vezes ouve o advogado rotulando determinados magistrados como

sendo pró-empregador e outro pró-empregado. A Justiça do Trabalho existe em vários outros países do mundo, mas não existe em outros tantos. Só que em um país como o nosso, de desigualdade social extrema, não podemos colocar a matéria de Direito do Trabalho sob a competência da Justiça Federal, como é a previdenciária, por exemplo, porque isso levará a um retardamento da conclusão dos feitos que poderá prejudicar o cidadão pai de família, trabalhador, que muitas vezes recorre à Justiça do Trabalho para garantir as verbas que já estão garantidas na Constituição Federal. Infelizmente, o empregador brasileiro, muitos por dificuldades econômicas e outros de má fé mesmo, porque abusam da necessidade de emprego do trabalhador, descumprem a legislação prevista na nossa Carta Magna. E POR QUE descumprem? PORQUE compensa. Na visão do empresário, vale a pena você ter 100 funcionários e descumprir, porque dos 100, 10, 20 vão reclamar na Justiça. Então ele (empresário) ganhou mais dinheiro descumprindo a norma, desobedecendo a lei, porque ele não acredita que seja uma lei que mereça o respeito e pratica esse tipo de desrespeito sempre a pretexto da ganância, enriquecimento, às custas da escravidão alheia, da exploração do ser humano, e a Justiça do Trabalho existe e precisa ser especializada exatamente porque ela dá uma atenção especial para essa relação que é decorrente, muitos desses direitos são decorrentes de conquistas ao longo de anos.


defatocom

DOMINGO, 16 de junho de 2019

opinião 5

césar santos cesar@defato.com

ALVES VERSUS ALVES

O

deputado estadual Hermano Morais confirmou que vai mesmo deixar o MDB. Sente-se incomodado na sigla, que vive crise de comando e de identidade no RN. Em entrevista a uma emissora de rádio de Natal, o parlamentar afirmou a vontade - e decisão - de buscar um novo rumo partidário. Disse que está solicitando ao partido a sua liberação, para que assim possa fazer a nova escolha. Hermano Morais sabe que o ciclo chegou ao fim no MDB, no qual está filiado há 14 anos. O outro deputado emedebista, Nélter Queiroz, também pavimenta a sua saída do MDB. Ele tem feito críticas ao comando do partido e não esconde o desejo de busca novo endereço partidário.

''

A crise do MDB realmente é profunda e ficou exposta no confronto – de público – entre o deputado federal Walter Alves e o ex-deputado Henrique Alves. O primeiro escreveu, em suas redes sociais, que ele e o seu pai, exsenador Garibaldi Filho, deixariam o partido se a direção nacional entregasse a Henrique a presidência estadual. Garibaldi, que sempre defendeu Henrique, dessa vez ficou do lado do filho, reforçando a ameaça de abandonar a sigla se Henrique voltasse ao comando. Para amenizar a crise, Henrique anunciou que estaria deixando a política, que não pretendia mais ter uma atividade partidária e que iria se concentrar, exclusivamente, em sua defesa nos tribunais de Justiça, nos quais tramitam vários processos contra ele no âmbito da operação Lava Jato. Walter Alves e Henrique nunca se bicaram. Os dois sempre bateram de frente. Garibaldi, como pacificador, vinha conseguindo manter a unidade política da família. Mas, dois episódios deixaram o próprio Garibaldi decepcionado com Henrique:

A Caixa vai investir 30 milhões de reais em Mossoró no semestre."

MARCHA À RÉ Depois de ter oficializado um calote de R$ 2,4 bilhões com fornecedores e prestadores de serviço, o governo Fátima Bezerra (PT) decidiu criar o "fórum de negociação". Repete o movimento de recuar a decisão de fechar o Hospital Ruy Pereira. Se for para o bem, melhor assim.

1 – Na disputa pela presidência da Femurn, Walter Alves anunciou que o prefeito de Patu, Rivelino Câmara, era o candidato do MDB; Henrique, nos bastidores, trabalhou para fortalecer a candidatura do ex-prefeito de Lajes Benes Leocádio e acabou levando e elegendo Leocádio, inclusive, com votos de emedebistas históricos. 2 – Nas eleições de 2018, a candidatura à reeleição de Walter foi esvaziada dentro do MDB, com ele perdendo bases importantes. Henrique foi apontado

como responsável pelo processo de enfraquecimento de Walter, pois teria levado bases importantes para a candidatura vitoriosa de Benes Leocádio, campeão de votos à Câmara. Walter renovou o mandato, mas com uma votação decepcionante: menos de 80 mil votos. Depois daí, todas as pontes foram destruídas e a separação dos primos tornou-se um caminho sem volta. Garibaldi e Walter vão ter que reinventar o MDB, sem as cores do aluizismo.

JULIERME TORRES

Gerente geral da Caixa em Mossoró, sobre investimentos do Minha Casa, Minha Vida.

novo conjunto

novo conjunto II

O gerente geral da Caixa Econômica, Julierme Torres, anuncia que o complexo residencial Mossoró I, II e III será entregue no segundo semestre deste ano. Esse conjunto foi iniciado há quase uma década e enfrentou problemas para ser concluído. São 900 unidades construídas com recursos do "Minha Casa, Minha Vida". O conjunto fica localizado na zona oeste da cidade.

Julierme Torres também confirma a construção da primeira etapa do conjunto João Newton da Escóssia, que será edificado ao lado do residencial Odete Rosado (zona leste de Mossoró). Serão construídas 250 unidades com investimento da ordem de R$ 25 milhões, recursos do "Minha Casa, Minha Vida". A segunda etapa, com outras 250 casas, será construída em 2020.

2

3 4 5

Os policiais militares suspenderão as atividades de rua a partir desta segundafeira, 17, depois de fracassada a tentativa de diálogo com o Governo do Estado. A categoria protesta salários atrasados, falta de um calendário de pagamento e outras demandas reprimidas.

...puder

É NOTÍCIA 1

salve-se quem...

Já está "guardado" no presídio de federal de Mossoró o bandido Ulysses Silva Martins, conhecido como "Colt" ou "Projota". Ele é acusado de mandar matar rivais em presídio do Mato Grosso. Quatro agências ganharam a conta publicitária da Assembleia Legislativa do RN. Vão dividir o bolo de R$ 4,9 milhões a ArtC, Base Propaganda, Executiva e Faz Propaganda. A vigência do contrato vai até 31 de maio de 2020. Estamos todos de luto pela morte do jornalista Darlan Darlyson, ocorrida neste sábado, 15, em Natal. Ele perdeu a luta contra um câncer aos 30 anos de idade. Que descanse em paz. Sérgio Moro sugeriu a procuradores da Lava Jato publicação de nota rebatendo as "mentiras" da defesa de Lula. É o novo "crime" de Moro que o Intercept acaba de divulgar. O governador do Rio, Wilson Witzel, assustou todo mundo ao falar em mandar um míssel para explodir traficantes na Cidade de Deus. "Na vida não tem atalhos", justificou. Deus nos livre.

No último aquartelamento de policiais e bombeiros, o RN viveu o inferno, principalmente Natal e Mossoró, em dezembro de 2017. Foram registradas mais de 800 ações criminosas, como arrastões, arrombamentos, assaltos, explosão de agências bancárias e cerca de 80 assassinatos. É assustador.

nos tribunais O governo Fátima Bezerra vai judicializar o protesto dos policiais militares. Pedirá na Justiça a ilegalidade do aquartelamento. Repete o ex-governador Robinson Faria (PSD), que recorreu à Justiça para acabar com a "greve" dos PMs em 2017.

Morre em Natal o jornalista Allan Darlyson de câncer

M

orreu na madrugada de sábado, 15 de junho de 2019 em Natal, o jornalista Allan Darlyson, que tinha 30 anos, e, há um ano, lutava contra o câncer. Em Natal, o velório de Allan Darlyson, foi realizado no Centro de Velório da Rua São José na tarde de ontem. Logo em seguida, o corpo foi levado para o município de São João do Sabugi, onde ele nasceu e

queria ser sepultado. Allan Darlyson, um dos principais repórteres da história do jornalismo potiguar da nova geração. Desde que iniciou sua carreira no extinto Correio da Tarde, ele se dedicava à cobertura política do Rio Grande do Norte e do País. O jornalista também passou pelas redações do Diário de Natal e da TV Ponta Negra, Portal NoAr, assessoria do senador Styven-

son, deputado federal Beto Rosado, deputado Ubaldo Fernandes, vereadora Nina Souza, ex-deputado Gustavo Fernandes. Em assessoria de imprensa e marketing político, ele trabalhou em campanhas eleitorais e nos gabinetes de parlamentares da Câmara Municipal de Natal, da Assembleia Legislativa do RN e da Câmara Federal, despontando como uma promessa, que

Tribuna do Norte

Jornalista Allan Darlyson, que tinha 30 anos faleceu na madrugada de sábado (15)

teve a vida interrompida precocemente. A redação do Jornal DE-

FATO se solidariza com familiares e amigos de Allan, lamentando sua par-

tida e homenageando a memória deste grande profissional do Jornalismo.


6 OPINIÃO/GERAIS

DOMINGO, 16 de junho DE 2019

Parceira

PROSA

Programa de Estágios do & VERSO Governo do RN contribui para Dallagnol não entrega seu celular à PF a formação de estudantes crispinianoneto@gmail.com

Por intermédio do programa a Secretaria firma convênios com instituições públicas e privadas de ensino superior e médio profissionalizante e recruta estudantes de vários cursos

C

om o objetivo de contribuir para formar e qualificar estudantes de diversas áreas do conhecimento do Rio Grande do Norte, o Governo do Estado do Rio Grande do Norte, por meio da Secretaria de Estado da Administração (SEAD), criou o Programa de Estágios. Por intermédio do programa a Secretaria firma convênios com instituições públicas e privadas de ensino superior e médio profissionalizante e recruta estudantes de vários cursos das conveniadas para atuarem na Sead e em outros órgãos do Executivo Estadual.

O acordo estabelece cooperação mútua entre a Secretaria e as conveniadas, viabilizando - para alunos regularmente matriculados e com efetiva frequência - a realização de estágio curricular não obrigatório. A vigência do convênio é de cinco anos, contados a partir da sua assinatura. A Escola de Governo do RN, por meio da Diretoria de Recrutamento e Seleção (DERES), faz a gestão do Programa de Estágios, conforme determina a Lei nº 11.788, de 25.09.2008, regulamentada pela Portaria No. 032-SEARH, de 03.06.2009.

Atualmente, a SEAD/ Escola de Governo mantém convênio com 20 instituições de ensino: ANEC/ IREP; CIESP; Faculdade Católica Santa Terezinha; Faculdade Natalense de Ensino e Cultura; FACEP; FAMEC; FATERN/ FACITEN; IFRN; Instituto de Educação Superior Presidente Kennedy; ISEC/ FASP; INAES/FACEN; Sociedade de Ensino Superior Lechner; UERN; UFRN; UNIFACEX; UNI-RN; UNP; UNOPAR e UNIP. O estudante interessado em participar do programa deve ficar atento às publicações de editais de convocação de estagiários

e manter cadastro atualizado no site da Escola de Governo. Para fazer o cadastro, o estudante deve seguir as seguintes instruções: entrar no site da Escola de Governo www.escoladegoverno.rn.gov.br, acessar o menu “Estágio” e clicar no submenu “Cadastrese”; em seguida em “Inscrição para alunos do Nível Superior e Nível Médio Profissionalizante”; escolher a opção PG – Programa Geral e preencher o formulário de cadastro. Terminado o preenchimento, clicar em “Gravar”. Pronto! O currículo está cadastrado.

O

site 247 informa que um dos principais alvos dos supostos ataques feitos por hackers, o procurador da República Deltan Dallagnol, chefe da força-tarefa da Operação Lava Jato em Curitiba, ainda não entregou seu celular para perícia da Polícia Federal. "O ministro da Justiça, Sérgio Moro, e a juíza federal Gabriela Hardt, que sucedeu a Moro na 13.ª Vara da Justiça Federal de Curitiba, já enviaram seus aparelhos. Os inquéritos para apurar os ataques aos dois foram abertos na semana passada. As apurações ainda são iniciais, mas até agora os peritos acreditam que as mensagens que vieram a público foram retiradas do celular de Dallagnol. A verificação feita até o momento no aparelho de Moro não indicou extração de informações", segundo aponta reportagem do jornal Estado de S.Paulo. O site Intercept Brasil publicou no domingo (9) reportagens que mostram suposta troca de mensagens entre Moro e Dallagnol. Com base no que diz serem arquivos recebidos de uma fonte anônima, o site mostra alegadas conversas entre Moro e Dallagnol sobre decisões, andamento das investigações e sugestões de testemunhas. Moro e os procuradores da Lava Jato negam irregularidades, mas estão claramente acuados. A tática do Intercept Brasil de soltar, a contagotas, as informações de que dispõe está levando os dois e todos os asseclas que os rodeiam ao desespero. Quanto mais desculpa Moro, seus sócios de organização criminosa e o governo Bolsonaro – maior beneficiário das suas estripulias jurídicas – dão, mais claro vai ficando que tudo não passa de uma farsa a jato que poluiu e continua poluindo os céus do Brasil.

Imagem meramente ilustrativa

HERÓI BANDIDO O tuiteiro Florisvaldo Raimundo lembra que a Globo trata Moro e Dallagnol como vítimas, mas que, em verdade, em verdade, os dois são bandidos que conspiraram contra Dilma, Lula, PT e o povo brasileiro. Afinal, o povo brasileiro está pagando a conta dessa conspiração com desemprego, fome, violência, sucateamento dos serviços básicos e falta de perspectiva.

Bom lembrar Uma das dez medidas contra corrupção de Dallagnol era que provas obtidas de maneira ilegal seriam válidas. Bom lembrar a Dallagnol...

Lapidar Estudantes são encaminhados para vagas de estagio através de parceria

Marco Aurélio Melo, lapidar: “Não tenho medo de hacker, pois não mantenho conversas fora dos autos.”

iMAGEM QUE MARCA O deputado federal Ivan Valente (PSOL) diz que essa de que os mais pobres pagarão menos é uma das maiores mentiras dessa reforma. Lembra que a nova proposta reduz de 8% para 7,5% a alíquota de quem ganha até 2 salários mínimos, mas aumenta por 20 anos o tempo mínimo de contribuição e 40 anos para receber 100%. Ou seja, pagarão por mais tempo. Ao final, pagarão muito mais. Vejamos a projeção para quem ganha 1 salário mínimo: 8% de R$ 998,00 dá R$ 79,84, chegando a R$ 958,08 em um ano, que dá R$ 33.532,8035 em anos. Já 7,5% de R$ 998,00 dá R$ 74,85, redundando em R$ 898,20 em um ano. Mas, quando multiplicado por 40 anos, chegamos a R$ 35.928,00. Ou seja, cerca de R$ 2.400,00 a mais. Precisando contabilizar, também, o que esse cidadão ou cidadã vai perder com cinco anos de aposentadoria a menos em sua vida. A preço de hoje, RS 59.880,00. E os canalhas malignos ainda querem nos convencer de que o pobre vai sair ganhando nesse assalto em longo prazo.


gerais 7

DOMINGO, 16 de junho DE 2019

Acusação

Moro orientou Deltan a "ficar com 30%" de delação >> Juristas ouvidos pela reportagem consideram o fato grave e defendem investigação das mensagens

E

m conversas divulgadas pelo site "The Intercept Brasil", o ex-juiz e ministro da Justiça, Sergio Moro, orientou o coordenador da Lava Jato Deltan Dallagnol a "ficar com 30%" da delação da empreiteira Odebrecht. Juristas ouvidos pelo UOL consideram o fato grave e defendem investigação das mensagens. Num diálogo de 15 de dezembro de 2016, quando faltava um dia para serem concluídos os depoimentos de executivos da empreiteira, Deltan Dallagnol, procurador do MP (Ministério Público), listou o cargo de 372 políticos brasileiros na delação. Ele informou para o então juiz Moro que cerca de 30% dos

casos eram de crimes de corrupção, 30% de cai.. dois e 40%, de uma "zona cinzenta" a ser apurada. Em resposta, o então magistrado afirmou ser "melhor ficar com os 30 por cento iniciais". E justificou: "Muitos inimigos e que transcendem a capacidade institucional do MP e Judiciário". A assessoria do ministro Sergio Moro disse ao UOL que "os acordos com os executivos da Odebrecht foram homologados pelo Supremo Tribunal Federal e a 13ª Vara Federal de Curitiba só recebeu depois do desmembramento dos termos promovido pelo STF.". E acrescentou que "o ministro não reconhece a autenticidade de supostas men-

Agên­cia Se­na­do

Sérgio Moro orientou o coordenador da Lava Jato Deltan Dallagnol

OAB recomenda afastamento imediato de Sergio Moro Tem que investigar 100%, diz criminalista O presidente regional da Anacrim (Associação Nacional de Advocacia Criminal), Bruno Espiñera, disse que, mesmo para o Ministério Público, a lei não permite selecionar o que investigar e o que não investigar. Com relação ao Ministério Público, se há 100 envolvidos nos fatos, ele tem que investigar os 100. Não pode dizer que 70% tem político ou tem gente com poder grande e não deveria ter investigação. Bruno Espiñera, presidente regional da Anacrim Como se trata de um magistrado, que não é investiga-

dor, considera que a situação é "surreal". "É inominável em qualquer democracia. É assustador." O criminalista Marcelo Leal disse que "é preciso aprofundar a investigação para saber se houve seleção". "Se houve, é muito grave", disse. Além disso, "é a revelação de um juiz tratando com o Ministério Público sobre a estratégia de acusação". Para Leal, o então juiz "violou o princípio da indisponibilidade da ação penal, escolhendo quem denunciar e quem perdoar, numa atuação pessoal incompatível com o distanciamento que o cargo impõe". Leal é professor convi-

dado da Universidade de Lima e doutor Honoris Causa pela Universidade Privada de San Pedro, no Peru. O criminalista e doutor em Direito Nélio Machado também reprova os diálogos. "Selecionar réu é desatender o princípio da obrigatoriedade da ação penal", disse ele. "É uma prática que pode ser contestada pelos meios judiciais. Ministério Público não pode escolher, delação não pode agir de forma seletiva. Isso vai descortinar uma investigação mais profunda e muitos dos que foram beatificados e canonizados vão ser colocados em sua perspectiva humana."

A assessoria do ministro Sergio Moro disse que "os acordos com os executivos da Odebrecht foram homologados pelo STF sagens obtidas criminosamente por hackers, que podem ter sido manipuladas, sendo necessário que o site divulgador apresente o material original para análise de sua integralidade". A reportagem perguntou se o ministro negava especificamente o diálogo abaixo, mas foi informada de que Moro não tem cópia das mensagens e não se recordava, pois as conversas teriam acontecido há mais de dois anos.

Rodrigo Janot tem dito não ter relação com mensagens A preocupação com a repercussão das investigações da Odebrecht havia sido mencionada em conversa de 21 de junho de 2016. O então juiz Sergio Moro diz a Deltan que acredita que "a revelação dos fatos e abertura dos processos deveria ser paulatina para evitar um abrupto pereat mundus [deixe-se a Justiça ser feita, mas acabe-se o mundo]". Durante três dias, o UOL pediu uma entrevista com o coordenador da força-tarefa da Lava Jato no Ministério Público Federal do Paraná, Deltan Dallagnol. A assessoria de impren-

sa disse que ele não comentaria as conversas sobre a delação da Odebrecht e nem enviaria esclarecimentos por escrito. O procurador-geral da República da época, Rodrigo Janot, foi quem fechou o acordo com a Odebrecht e conseguiu homologá-lo no Supremo Tribunal Federal. Ele não quis conceder entrevista à reportagem. Hoje, ele está aposentado e alega que seu telefone foi hackeado em 24 abril, dois dias depois de deixar o serviço público. O UOL apurou que Janot tem dito a interlocutores que não tem relação com os diálogos entre Moro e Deltan.

O diálogo entre o ex-juiz e o coordenador da forçatarefa sobre os 30% ocorreu na quinta-feira 15 de dezembro de 2016. No final do dia seguinte, todos os mais de 900 depoimentos dos 77 executivos haviam sido concluídos, de acordo com uma fonte do caso consultada pelo UOL. Como era juiz, e não investigador, não era função de Moro definir o eventual tamanho do resultado da colaboração da Odebrecht ou os crimes que seriam investigados. Além disso, o caso corria no STF, com o ministro Teori Zavascki, não na 13ª Vara Federal de Curitiba.

OFERTA DE EMPREGO "Empresa que atua no ramo de Exploração de Petróleo e Gás Natural no Rio Grande do Norte está selecionando candidatos para o preenchimento de vaga na função de Técnico de Operação de Petróleo e Gás. Os candidatos precisam ter concluído o ensino médio (Antigo 2º. Grau), possuírem experiência comprovada na indústria de petróleo e qualificações em Eletrotécnica e/ou Eletromecânica (curso técnico já concluído). Os interessados deverão enviar o currículo para o endereço eletrônico curriculo.abmossoro@gmail.com até o dia 23/06/2019."


8 GERAIS

DOMINGO, 16 de junho DE 2019

Movimento

Baía Formosa recebe etapa do Tropical Burn >> O evento que será realizado no período de 20 a 24 de junho, em Baía Formosa, e reunirá pessoas de várias faixas etárias, de diversas partes do Brasil e até de outros países Divulgação

P

raias, coqueiros, areia branquinha e um céu azul compõem o maravilhoso cenário escolhido para a realização do Tropical Burn, evento que será realizado no período de 20 a 24 de junho, em Baía Formosa, e reunirá pessoas de várias faixas etárias, de diversas partes do Brasil e até de outros países. Situado na divisa com a Paraíba, a 95 km de Natal, o município abrigará uma pequena cidade temporária criada de maneira colaborativa para que seus moradores – ou seja, o público – vivenciem uma experiência social totalmente diferente. O Tropical Burn é um recorte do Burning Man, realizado anualmente desde 1986 em Black Rock Desert, no estado americano de Nevada. Pela primeira vez no Brasil, a edição tropical deste que se propõe a ser mais do que um

Alunos participam de oficina Eco Ações Unidas

Tropical Burn será realizado em Baía Formosa

festival de arte e cultura, e sim um experimento social, está sendo produzido e or-

ganizado por um grupo de amigos que se apaixonaram pelo projeto e criaram

Governo paga 79,5% do funcionalismo nesta segunda-feira (17)

O Tropical Burn se propõe a integrar a comunidade de várias maneiras, desde a O Governo do Estado além do pagamento intedivulgação do comércio local, inicia o pagamento de ju- gral à categoria da Segupara que os participantes comprem suas provisões na nho com o depósito de pou- rança Pública. No próximo 28 de junho cidade (pois não é permitido co mais de R$ 217 milhões nenhum tipo de comércio na na conta de 79,54% do fun- recebem o salário integral cidade temporária), até ativi- cionalismo estadual nesta os servidores das pastas dades integrativas com estu- segunda-feira (17). Os ou- com recursos próprios e da dantes locais. Nos 15, 16 e 17, tros 20,46% também rece- Educação, além dos 70% estão sendo realizadas ofici- berão dentro do mês traba- restantes de quem ganha nas “Eco Ações Unidas, um lhado, no próximo dia 28 acima de R$ 4 mil, concluindo a folha de R$ 438 minovo olhar sobre a sustenta- de junho. Os R$ 217 milhões in- lhões do mês de junho. bilidade”, sob a coordenação Também nesta data será jetados na economia potido artista mineiro Leo Piló. pago a segunda parcela do guar nesta segunda corresNo sábado dia 15, foi redécimo terceiro de 2017 pondem ao salário de alizada coleta de lixo com aos 15% ou 1.257 inativos quem recebe até R$ 4 mil alunos do 6º ao 9º ano da E. e pensionistas restantes (valor bruto) e 30% do saE. Águida Sucupira, e neste que ganham acima de R$ lário dos servidores que domingo, dia 16 e na segunda-feira, dia 17, os alunos do ganham acima desse valor, 12 mil (valor líquido). ensino Médios da E. E. PauImagem meramente ilustrativa lo Freire criarão uma obra de arte a partir do material coletado. Com toda a sua prática na criação de adereços do cotidiano, Leo Piló apresenta trabalhos inusitados, feitos de materiais não convencionais, treinando os novos olhares para novas possibilidades diferenciadas de construção a serem aplicadas na revisão de atitudes e método dos 5 erres: Dinheiro dos servidores começa a ser pago na segunda (17) Reduzir, Repensar, Reaproveitar, Reciclar e Recusar. CIANO MAGNTA AMARELO PRETO

a entidade sem fins lucrativos Associação Tropical Burn. Para realizar a versão

tupiniquim, está em campo a equipe composta por André Ribeiro, Karine Porto,

João Batista Rossi e Daniel Strickland, que colaboram voluntariamente para produzir o evento. A cidade temporária está sendo montada em uma área da Fazenda Estrela, cuja entrada é localizada na rodovia RN 062, que liga a BR 101 a Baía Formosa. O lugar foi cedido pelo grupo de empresários poloneses responsáveis pelo empreendimento Eco Estrela, que visitou o acampamento brasileiro nos Estados Unidos e, ao saber do interesse dos jovens em trazer o evento para o Brasil, ofereceu a terra. “O Burning Man é feito de maneira participativa, as pessoas doam alguma coisa e todos os participantes são co-criadores”, explicou Karine. A primeira edição brasileira deste projeto tem o tema “Mãe Divina”. No Tropical Burn, a cidade temporária está sendo co-criada pelos participantes do projeto, desde infraestrutura a instalações e apresentações artísticas. Durante os cinco dias desse experimento social, os participantes vivem nessa comunidade respeitando dez princípios: auto expressão radical, autossuficiência, desmonetização, não deixar rastros na natureza, participação na comunidade, inclusão radical de todos, imediatismo, presentear uns aos outros, responsabilidade cívica e esforço comum.


mossoró /jornaldefatorn

@defato_rn

/photos/jornaldefatorn

Mossoró (RN), domingo, 16 de junho de 2019

Trânsito

Mossoró está temporariamente sem radares de velocidade >> Os únicos radares em funcionamento são os que se encontram nas rodovias federais. Retirada dos radares ocorreu devido não renovação de contrato com empresa responsável Cedida

André Bisneto

Da Redação

O

s condutores de veículos de Mossoró precisam redobrar os cuidados na via, evitando atitudes imprudentes, uma vez que os radares de velocidade da cidade foram retirados, após o vencimento do contrato com a empresa responsável. Com isso, apenas os radares que são de responsabilidade do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), que ficam instalados nas rodovias federais, estão em pleno funcionamento. De acordo com a Secretaria Municipal de Segurança Pública, Defesa Civil, Mobilidade Urbana e Trânsito serão instalados novos radares, mas não foi divulgado um prazo para que isso ocorra, uma vez que ainda está sendo produzido um termo de referência para finalizar o processo licitatório para a aquisição de novos radares e foto sensores. Enquanto esse processo não ocorre, os semáforos que antes eram monitorados por radares seguem sem monitoramento. A retirada dos equipamentos de verificação de velocidade começou a ser feita em agosto do ano passado, diante da não renovação do contrato com a empresa que atuava na manutenção dos equipamentos desde o ano de 2010. Com a nova licitação em andamento, a Prefeitura pretende continuar com o processo de modernização do trânsito em Mossoró. Prova disso foi a instalação das câmeras de videomonitoramento e os semáforos sonoros que também foram instalados nos últimos meses na cidade. De acordo com a Prefeitura, enquanto a substituição não é feita, as câmeras de videomonitoramento garantirão a fiscalização do trânsito. CIANO MAGNTA AMARELO PRETO

Radares começaram a ser retirados na semana passada

“Qualquer condutor que possa causar transtorno ao trânsito ou que possa com e t e r um cr ime d e trânsito será identificado, e a tecnologia do videomonitoramento identifica todo e qualquer registro de veículo”, alerta o secretário.

A falta de radares na cidade pode aumentar o número de acidentes de trânsito, diante da imprudência de muitos motoristas que atravessam o sinal vermelho. Os motoristas aproveitam a falta de fiscalização para burlar a lei e colocam em risco muitas

famílias que podem estar passando naquele momento da imprudência. Com o processo para a reinstalação dos radares em andamento, a Secretaria aproveita para informar que, diferente do que ocorre nos equipamentos que estão instalados nas rodo-

vias que cortam a cidade, não vai ter desligamento de radar que vai ser instalado pela Prefeitura. A Secretaria explica que não existe legislação que sobreponha à lei nacional de trânsito, que não estabelece esse desligamento. Existe uma lei munici-

pal aprovada em 2014 que determina a flexibilização de multas para aqueles que atravessam os radares nos horários entre 22h e 5h. A lei 3.152 de 15 de maio de 2014, que limita o uso de radares eletrônicos no trânsito da cidade, carece de regulamentação para entrar em vigor. De autoria do ex-vereador Lairinho Rosado, a lei trata sobre a proibição de utilização de sistemas eletrônicos de aferição de velocidade (radares) ou qualquer outro meio tecnológico para comprovação de infração em semáforos ou em vias de competência do Município no período que compreende o horários das 22h às 5h. Para que a lei fosse aprovada, foi utilizado o argumento de que os delitos que ocorrem na cidade podem se agravar quando um condutor fica parado no sinal, devido à existência de um radar. “É do conhecimento de todos que a insegurança está presente no dia a dia da população mossoroense. Nesse leque de delitos cometidos por uma parcela significativa de criminosos destacam-se também os assaltos e roubos de veículos motorizados, sejam motos ou carros. Grande parte desses são efetuados em lugares que oferecem riscos, quais sejam: ruas escuras e com pouco movimento, zonas periféricas e em semáforos”, destacou trecho da justificativa do então projeto que foi promulgado diante do fato do Poder Executivo de Mossoró. Na visão da servidora pública Cristina Marques, seria interessante flexibilizar as multas em semáforos que terão os radares. Ela comenta que não é necessário desligar, mas que, caso o condutor passe o sinal dentro da velocidade estipulada, respeitando o limite da via, poderia ser eximida da multa. “Eu acho que não precisa nem desligar os radares, mas não devia ser aplicada multa em pessoas que, durante a madrugada, passam o sinal vermelho dentro da velocidade da via. Isso demonstra que o condutor está ciente do que está fazendo, passando devagar. As multas deveriam ser aplicadas apenas para aqueles que, além de cortar o sinal, ainda passam com a velocidade alta”, disse a servidora.


2 mossoró

DOMINGO, 16 DE junho de 2019

Rodovias

Governo Federal não pretende ampliar número de radares >> Decisão do Governo Federal é de não renovar contrato com empresas que administram radares de rodovias federais

U

ma das medidas do atual Governo Federal é suspender a fiscalização feita por meio de radares em rodovias federais, principalmente em relação aos radares móveis. O presidente Jair Bolsonaro afirmou que considera o modelo de fiscalização “uma armadilha para pegar motoristas”. Bolsonaro contou que está discutindo o assunto com o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, responsável pela Polícia Rodoviária Federal (PRF). De acordo com informações do jornal O Globo, o presidente disse que acertou com o ministro que qualquer radar ou “pardal” não será revali-

PRF

Os radares móveis são considerados pelo presidente como armadilhas no trânsito

outras palavras José Nicodemos

18 anos

aristida603@hotmail.com

TIVE PENA DA MOÇA

N

ão sou de ouvir conversa alheia, ainda mais se é entre mulheres. Indelicadeza. Mas, se é audível, o jeito é escutar, ainda mais se o assunto tem algum interesse. Aí ninguém pode acusar a ninguém de costume feio, ou indelicado, não acha? Pois foi o que se deu comigo outro dia. Como as pernas velhas pedindo para descansar de vez em quando, indo eu para casa, dei um tempo numa parada de ônibus. Era ali pela volta das seis da tarde, um calor atordoante. Muitos passageiros, naquela inquietação pela demora do ônibus da linha, alguns, inclusive, soltando palavrões. Não era para menos. Um tanto afastadas dos outros passageiros, duas moças, aparência de menos de vinte anos, trocavam ideias em relação à vida que levavam: empregada doméstica. Falavam baixinho, quase ao pé da orelha, mas dava para ouvir. A loura (a outra era morena) usava um short curto e apertado, blusa que marrava na cintura. Sem carteira assinada, ganhavam metade do salário mínimo: de quebra, e só para variar, humilhações da patroa. Sem levar em conta as cantadas (grosseiras) do patrão. Sim, eram desses que se diz não ser de jogar fora

– bonitinhas de rosto, corpo bem proporcionado, dentes brancos e saudáveis. Charmosas, mesmo. Pelo que ouvi, eram ainda virgens, e a loura, deixando ver no short curto e colado às coxas o desenho da genitália (via-se sem querer), contava à outra uma oferta que vira na internet. Foi que uma moça, dezoito anos, propunha a virgindade por setecentos mil reais, com a franquia de seu corpo ser desfrutado por uma semana. E foi logo confessando à outra que ficara pensando nessa ideia: não era menos dotada fisicamente que aquela moça da internet, até se achava mais sedutora. Que estava disposta em abrir da mão os seus princípios morais, “honra não enche barriga de ninguém”, só não ia dar a qualquer um sem futuro da vida. Nem pensar. O que valia na vida, disse, era mesmo viver bem. Com o que a outra não concordou: repugnava-lhe vender as próprias carnes. Era filha de pais evangélicos, e a prostituição, coisa era que ofendia a Deus. Um grande pecado. Preferia ser agradável aos olhos de Deus, mesmo em meio às grandes dificuldades da vida. E foi por aí. E a loura, existencialista – “Pois, mulher, esperança depois da morte não bate comigo, não”. E foi logo justificando-se, e de tal maneira, que lhe achei toda razão. A meu ver, argumentos incontestáveis. Mas, bem, tive pena dela – proposta à venda para ter uma vida melhor.

PAZ SOCIAL

LEI

É manifesto que, sem uma política salarial justa, o que vale isenta de privilégios de classes e categorias, fica muito difícil, se não impossível, manter a paz social. E haja greves, de todo jeito.

Estabelecida uma política salarial, com ampla justiça, o governo pode dizer quem é que manda, isto é, se sobrepõe aos interesses das corporações de prestígio, em nome do que estipula a lei.

dado ao término do prazo de validade dos contratos. Ele também citou a redução de acidentes em rodovias no feriado da Semana Santa — de 11% em relação ao mesmo período do ano passado — para argumentar contra os radares. O presidente reiterou que deve se encontrar com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, para acertar mudanças no Código de Trânsito, entre elas o aumento do número de pontos necessários para perder carteira e validade da carteira de habilitação. A ideia, segundo ele, é passar de 20 para 40, mas “o ideal” seria 60. Ele admitiu, contudo, que enfrentaria dificuldades nessa hipótese. “Tomei a decisão, entrei em contato com o ministro Tarcísio (Freitas), que é da Infraestrutura. Quando conversei com ele, por coincidência, tinha oito mil e poucos novos pedidos de radar em rodovias federais do Brasil todo. Nós engavetamos aquilo lá”, informou Bolsonaro, ao afirmar que não renovaria o contrato com as empresas de radares.

de compromisso com o jornalismo de verdade @defato_rn

/jornaldefatorn

@jornaldefato

Gaste Os desafios de bem o seu lidar com diabetes décimo na infância

Mais de 200 bilhões vão oxigenar a MANDOeconomia no fim de De outro modo, há como a paz ano. não Saiba social, arrastada pelos caprichos MOSSORÓ 3 gastar certo. irresponsáveis da elite dominante. De novo, o governo precisa mostrar quem é que manda, o que @defato_rn não quer dizer – pelo arbítrio.

A dona de casa Suzy Kelly deixou de trabalhar para cuidar, integralmente, do filho César de seis anos. Ela fala sobre medicamentos, alimentos e da descoberta da doença. MOSSORÓ 1 /photos/jornaldefatorn

/jornaldefatorn

linguagem “Salários regiamente pagos.” Li isso não me lembro onde, provavelmente numa revista qualquer do salão onde costumo cortar o cabelo. Era um artigo sobre a remuneração do trabalho, se não me engano no tribunal de contas da União. Realmente, salários de dar inveja a deputado, como diria o Stanislaw Ponte Preta, personagem, sabe-se, de Sérgio Porto. Mas vamos ao deslize o autor do artigo. O salário pode ser régio, o pagamento é que não. Na melhor das hipóteses, é feito em dia. Sem dúvida, erros de lógica, tanto quanto os gramaticais, comprometem a reputação de escritores e jornalistas, que têm a obrigação de escrever em linguagem correta.

17os an

MOSSORÓ �RN�, DOMINGO, 19 DE NOVEMBRO DE 2017 | EDIÇÃO 5.020 � ANO


Mossoró 3

DOMINGO, 16 de junho de 2019

Energia limpa

Ufersa ganha nova usina e placas de energia solar >> Primeira entre as universidades federais em geração de energia solar, a Ufersa conta com o total de 1.062 placas de energia solar

N

ovas usinas solares são inauguradas no campus da Universidade Federal Rural do Semiárido em Mossoró (UFERSA). Apenas em Mossoró, a universidade conta 1.062 placas de energias renováveis. Quatro campi da Ufersa ganharão novas usinas solares fotovoltaicas, entre eles, o campus sede da universidade em Mossoró. As novas 420 placas serão capazes de gerar 147 quilowatts de potência, o suficiente para abastecer os quatro pavimentos de salas e laboratórios do prédio das engenharias. As usinas instaladas na universidade tiveram um investimento de R$ 1,2 milhão, destinados por meio de emenda de bancada. Com o funcionamento das usinas inauguradas pelo reitor da instituição, José de Arimatea de Matos, a Ufersa permanece como a universidade federal brasileira que mais gera energia solar.

Assessoria/Ufersa

A usina será capaz de abastecer todo o prédio das engenharias

A inauguração das placas solares e da usina acontece em meio a “contingenciamentos” imposto pelo

Ministério da Educação (MEC) às universidades federais. Com o bloqueio orçamentário anunciado pelo

Crianças atendidas pelo CAPSI participam de arraiá em Mossoró Crianças atendidas pelo Centro de Atenção Psicossocial Infantil (CAPSI) em Mossoró participam de “terapia junina” com participação da banda Forró dos 3. Ao todo, são 210 crianças e jovens atendidos pelo Capsi em Mossoró. Na última quinta-feira, 13, crianças e jovens de 2 a 17 anos atendidos pelo Capsi em Mossoró participaram

de uma terapia diferente. Em alusão ao período junino, os atendidos pelo equipamento da Secretaria Municipal de Saúde foram animados pela participação da banda Forró dos 3 no “Arraiá do Capsi”. Para Ana Leine, diretora da unidade de atendimento às crianças, a realização do arraiá com os atendidos melhora a “socialização” e aumenta a autonomia das crian-

ças e jovens. “É importante porque a gente vai trabalhar a socialização e a autonomia. Essas atividades coletivas vêm justamente para isso: garantir um momento em conjunto com o outro”, argumentou a diretora. A prefeita Rosalba Ciarlini também participou da festividade e reafirmou a importância do acompanhamento realizado pelo Centro de

ministério no final de maio, a Ufersa deixou de ter acesso a R$ 15,8 milhões no seu orçamento para o segundo

Atenção Psicossocial. “Faça chuva ou faça sol, o trabalho de vocês acontece. E a gente quer é fazer acontecer mesmo. Espero que todos aqui continuem com esse trabalho com muito amor”, declarou a representante do Executivo. Com profissionais da psicologia, assistência social, fonoaudiologia, psicopedagogos, médicos, educadores físicos, entre outros profissionais, o Capsi realiza atendimentos gratuitos acompanhando o desenvolvimento das crianças e jovens.

semestre de 2019. Além da economia energética prevista em meio à redução de recursos, a usi-

As usinas instaladas na universidade tiveram um investimento de R$ 1,2 milhão na deverá possibilitar a instituição a alcançar o desenvolvimento sustentável. “Essas novas usinas também ajudarão a Ufersa a alcançar os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS). Inclusive, fomos até premiados com essa iniciativa. Em Mossoró, colocamos no teto do prédio das engenharias porque já temos outra grande usina instalada no solo do nosso campus sede”, argumentou o reitor da Ufersa. Além do campus mossoroense, os campi da Ufersa de Pau dos Ferros, Angicos e Caraúbas também receberão novas usinas para a geração de energia solar. Em Mossoró, além das placas solares, a instituição finaliza a instalação de uma usina de compostagem, que deverá aproveitar resíduos orgânicos do restaurante universitário e transformar em adubos para as plantações da universidade a partir de agosto, data prevista para a conclusão da usina.

Cedida

Arraiá contou com a banda Forró dos 3


4 mossoró

DOMINGO, 16 de junho de 2019

Iniciativa

Uern cria Programa de Auxílio Fotocópia para estudantes C

omo forma de ampliar as ações da política de assistência estudantil, a Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN) criou mais um benefício para estudantes em condições de vulnerabilidade social: o Auxílio Fotocópia. A criação do programa foi aprovada no último dia 6, por unanimidade, pelo Conselho Diretor da Fundação Uern (CD/FUERN). A previsão é que o Programa Auxílio Fotocópia comece a vigorar a partir do semestre letivo 2019.9, segundo informa o próreitor de Assuntos Estudantis, Erison Natécio da Costa Torres. Todas as normas do processo para seleção dos alunos beneficiados serão discutidas divulgadas em edital específico, cuja data será definida em reunião posterior. Conforme o pró-reitor, a ideia é que através do programa cada aluno beneficiado tenha direito a até 300 cópias por mês. “O número exato será decidido por edital”, informa Erison Natécio, complementando que o auxílio pretende contemplar inicialmente 100 alunos do campus central e dos campi avançados. “O foco programa são os alunos cotistas, de baixa renda. A distribuição

será proporcional por campi, de modo a contemplar os alunos com auxílio fotocópia para a impressão de artigos, trabalhos ou textos, respeitando a legislação vigente”, declara Erison Natécio. Vale ressaltar que o

auxílio fotocópia não fere a legislação de direitos autorais. Em seu parecer, o relator do processo, o conselheiro Bruno Ernesto Clemente, chama a atenção para a legalidade do auxílio, citando o artigo 46 da lei

9.610/98, que dispõe em seu inciso II que a reprodução, em um só exemplar de pequenos trechos, para uso privado do copista, desde que feita por este, sem intuito de lucro, é permitida. “Neste contexto, tanto

a Fundação Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (FUERN) como a Universidade do Estado do Rio Grande do Norte são entidades públicas sem fins lucrativos, sendo a constituição de Programa de Auxílio Fotocópia

Wilson Moreno

Projeto foi aprovado no último dia 6 pelo Consuni

Auxílio fortalece a política de assistência estudantil O programa é o primeiro auxílio aprovado pela instituição após a criação da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (PRAE). “O auxílio fotocópia é a prova da consolidação da assis-

>> Benefício é destinado para os discentes em condições de vulnerabilidade social

incentivo ao desenvolvimento acadêmico/intelectual, especialmente pelo fato de que o elevado percentual do corpo discente da referida instituição é constituída por estudantes de baixa renda, o que impossibilita, em sua grande maioria, a aquisição da obra original”, afirma o relator, em seu parecer. Considerando o perfil do corpo discente da Uern, em que 89% são alunos oriundos de escola pública, o auxílio fotocópia visa beneficiar a categoria, facilitando a permanência dos estudantes na universidade, sobretudo aqueles alunos em situação de maior vulnerabilidade social.

tência estudantil, que vem sendo ampliada pela universidade desde os últimos anos”, diz Erison Natécio, destacando que a própria PRAE surgiu como um órgão para gerar e for-

talecer essa política. O pró-reitor comemorou a aprovação do auxílio e argumentou que esta é uma reivindicação do movimento estudantil, e está previsto no Plano de De-

senvolvimento Institucional da Uern (PDI). Segundo ele, o auxílio vai permitir a reprodução de material acadêmico para estudo, impressão de trabalhos, entre outros benefícios. Para o pró-reitor, a criação de mais um auxílio representa mais um passos nos avanços da política de assistência estudan-

til. “Para se ter uma ideia dos avanços no setor, em 2013 a Uern não tinha um Programa de Assistência Estudantil, em 2019 são 250 bolsas oferecidas. A Residência Universitária, em 2013, eram quatro unidades em Mossoró, hoje temos 12 residências localizadas em Mossoró, Assú, Caicó, Natal e Patu. O que queremos dizer é

que a Uern vem ampliando significativamente a assistência estudantil, e hoje temos mais um programa que beneficia o estudante. Com as cotas, a Uern trabalhou a democratização do acesso ao ensino superior e desde então, vem ampliando e consolidando a política para garantir a permanência”, finaliza o pró-reitor.


SEGURANÇA 5

DOMINGO, 16 DE JUNHO DE 2019

Imagem meramente ilustrativa

SEGURANÇA EM COLAPSO >> Criminalidade no Rio Grande do Norte pode ser intensificada nos próximos dias com paralisação anunciada por militares para amanhã

A

segurança pública no Rio Grande do Norte vive momentos de tensão. O setor continua em um quadro considerado preocupante, e a situação pode piorar nos próximos dias, caso realmente seja deflagrada a partir desta segundafeira (17) a paralisação anun-

ciada pelos policiais e bombeiros militares estaduais. A interrupção das atividades a partir de amanhã por parte dessa área da segurança pública potiguar foi confirmada nesta semana. Na última terça-feira (11), a Associação dos Subtenentes e Sargentos Policiais Militares

e Bombeiros Militares do RN (ASSPMBMRN) reafirmou que a suspensão dos serviços estava mantida. A entidade informou, na ocasião, que a categoria tinha decidido manter a mobilização, após uma reunião com representantes do Governo do Estado. Segundo a Asso-

Militares estaduais falam em déficit salarial de mais de 60% Responsáveis pelo policiamento ostensivo, com patrulhamento de rua e atendimento de ocorrências, os policiais e bombeiros militares do Rio Grande do Norte enfrentam um déficit salarial de mais de 60%. A informação é da Associação dos Subtenentes e Sargentos Policiais Militares e Bombeiros Militares do RN (ASSPMBMRN). Segundo o presidente da entidade, o subtenente Eliabe Marques, o déficit salarial dos militares atualmente chega a 60,49%. Ele informou nesta semana que a categoria não recebe ao menos a reposição inflacionária há cinco anos. A ASSPMBMRN afirma que os militares do RN possuem o pior salário inicial da Federação na carreira policial e uma diferença extrema

entre as demais forças de segurança. A entidade defende que a tão aclamada redução na violência estadual é resultado do trabalho policial. “Os índices de violência têm diminuído em todo o RN, vemos isso sendo noticiado pelos institutos de pesquisa, jornais e até mesmo pelo próprio Governo. Esse resultado se dá graças ao sacrifício e abnegação dos militares estaduais, que merecem uma contrapartida do Governo pelo seu bom trabalho”, ressaltou o presidente da Associação dos Subtenentes e Sargentos Policiais Militares e Bombeiros Militares do RN. Representantes da categoria voltaram a se reunir com o Governo do Estado nesta sexta-feira (14). Mas, até o fechamento desta matéria, não havia informação

sobre qualquer suspensão da parada anunciada no decorrer desta semana. Confira na página seguinte matéria completa sobre essa reunião.

Entidades representativas de forças de segurança estaduais cobram atualização salarial e reforço no efetivo

ciação, o encontro ocorrido no início desta semana não teve avanço na negociação das demandas reivindicadas, principalmente no tocante à atualização salarial. A ASSPMBMRN disse que, diante da falta de acordo, a categoria realizou uma assembleia que deliberou por

unanimidade pela interrupção das atividades a partir deste dia 17. Nas últimas semanas, a categoria realizou uma série de assembleias por todo o estado que caminhavam para a paralisação. Ainda de acordo com a Associação dos Subtenentes e Sargentos Policiais Milita-

res e Bombeiros Militares do RN, a principal reivindicação da categoria é a atualização salarial e o pagamento das folhas salariais em atraso, além de pagamento das promoções já efetivadas, efetivação das promoções e atualização dos níveis remuneratórios.

Polícia Civil sofre com déficit de efetivo de mais de 70% Enquanto os policiais e bombeiros militares do Rio Grande do Norte já anunciaram a deflagração de uma paralisação a partir de amanhã, a Polícia Civil do Estado não fala em interromper as atividades, pelo menos, por enquanto. No entanto, a categoria vem reclamando firmemente de um déficit de efetivo na corporação. Nesta semana, a Associação dos Delegados da Polícia Civil do Rio Grande do Norte (ADEPOL) divulgou que o Estado conta, atualmente, apenas 1.045 agentes e que o ideal seria pelo menos 4 mil, resultando em um déficit de mais de 73%. A entidade informou também que, quanto aos escrivães, o déficit é de mais de 76%, com a presença de 187 profissionais, ao invés dos

800, que seria o número ideal. Ainda segundo a Adepol, no caso de delegados, deveriam ser 350, ao invés dos atuais 160. “O último concurso público realizado para reposição de cargos no âmbito da Polícia Civil ocorreu há mais de dez anos, em 2009, mas o processo tramita desde maio de 2015, sem solução”, criticou o presidente interino da Adepol, delegado Cláudio Henrique. Diante desse cenário, a entidade disse que nesta semana enviou novo ofício ao Governo do Estado, sendo o quarto documento sobre o assunto encaminhado neste ano, cobrando a necessidade de dar celeridade no andamento do concurso público para a corporação. A cobrança pelo concurso também é uma reivindica-

ção do Sindicato dos Policiais Civis e Servidores da Segurança (SINPOL). Na semana passada, a entidade divulgou um material chamando atenção para um alegado baixo efetivo na corporação que, segundo o Sinpol, contribui para menos investigação, impunidade e aumento da criminalidade. O sindicato marcou uma assembleia para esta terçafeira (18), com o fim de tratar de assuntos como atrasos salariais e mobilizações da categoria, como o Dia Nacional de Protestos nos estados e o Ato Nacional em Brasília. Nesta sexta, a categoria aderiu ao movimento nacional contra a reforma da Previdência e suspendeu atividades que resultaram em delegacias fechadas em todo o estado.


6 segurança

DOMINGO, 16 de junho de 2019

Cont. pág. 5

Governo do RN trabalha para evitar parada e promete reestruturar carreira na PM >> Representantes do Estado voltaram a se reunir nesta sexta-feira (14) com entidades representativas de militares

E

m meio ao risco de paralisação de policiais e bombeiros militares do Rio Grande do Norte, com previsão para iniciar amanhã, o Governo do Estado se reuniu nesta sexta-feira (14) com representantes de entidades da categoria. Na ocasião, o Estado prometeu reestruturação de carreira e disse que tem priorizado pagamento de salários de profissionais da área. Na reunião ocorrida nesta sexta, o Governo do Estado apresentou a proposta de criação de um grupo de trabalho para reestruturação de carreiras da Polícia Militar visando, em um processo gradual, corrigir distorções com relação a outras carreiras da área da Segurança Pública. A exposição sobre a proposta foi feita pelo secre-

tário de Estado do Planejamento e das Finanças, Aldemir Freire, e pela secretária de Estado da Administração, Virgínia Ferreira. Segundo o Estado, atualmente já existe equiparação de carreira entre policiais e bombeiros militares, mas há diferenças e distorções com relação à Polícia Civil que precisam ser eliminadas. O titular da Secretaria de Estado do Planejamento e das Finanças (SEPLAN) pontuou que o Governo do Estado, mesmo em estado de calamidade financeira, prioriza o pagamento da Polícia Militar e de todos os agentes de segurança pública, quitando os salários integrais dentro do mês trabalhado e sempre na primeira data marcada pela equipe econômica.

Assecom/Governdo do RN

Estado garante que reforçará efetivo com policiais aprovados em recente concurso

“Estamos pagando a todos da segurança públi-

ca, ativos e inativos, em meados do mês. É um es-

forço grande para honrar o acordo, assim como para

Governo diz que tem priorizado pagamento de servidores da Segurança e promoções de carreira manter a Polícia na rua com o pagamento das diárias operacionais. São R$ 3 milhões por mês somente com diárias”, detalhou Ademir, chamando atenção para o compromisso do Governo com a contratação de mil policiais militares, recentemente aprovados em concurso, e a montagem de um calendário para promoções de carreira. “O impacto dessa contratação será de R$ 40 milhões por ano. O Governo está priorizando áreas vitais e sabemos que é necessário também trabalhar com a recomposição salarial, dentro daquilo que temos condição e capacidade de fazer, e montar um calendário que encaminhe as promoções dos policiais e bombeiros”, completou o secretário.


esporte 7

DOMINGO, 16 de JUNHO de 2019

Copa América

Tite vê evolução e,

sem Neymar, procura

valorizar grupo

A

Seleção Brasileira não encantou em sua estreia pela Copa América, mas fez o suficiente para vencer a Bolívia por 3 a 0 na noite de sextafeira, no Morumbi. Com seu time ainda em evolução, o técnico Tite procurou valorizar o grupo, desfalcado do cortado Neymar. Na etapa inicial, a Seleção dominou as ações e frequentou o campo de ataque o tempo todo, mas não conseguiu abrir o placar e acabou vaiada. Na metade final, o Brasil enfim saiu na frente com gols de Philippe Coutinho e fechou o marcador por meio de Everton. “Todo o processo é de evolução, de crescimento e consolidação de equipe”, disse Tite quando questionado se ficou preocupado com a exibição de seu time. “Esse é o processo de evolução, das partes boas e ruins que aconteceram”, repetiu o técnico, sem se alongar. A Seleção Brasileira disputa a Copa América desfalcada de Neymar, cortado

pela lesão sofrida no amistoso contra o Catar. Na visão de Tite, que chamou Willian para substituir o camisa 10, o time não necessariamente precisa contar com um protagonista para ter sucesso. “Por maior que seja a individualidade, ela não carrega o grupo, mas o grupo carrega ou dá condição para a individualidade aparecer. O esporte tem me mostrado ao longo do tempo que é assim. É claro que, em algum momento, um vai aparecer mais do que o outro, mas o conjunto tem que ser forte”, afirmou. Com o triunfo sobre a frágil Bolívia, o Brasil marcou os seus primeiros três pontos no Grupo A da Copa América. Pela segunda rodada do torneio, a equipe voltará a campo na próxima terça-feira, 18, para enfrentar a Venezuela às 21h30, no Estádio da Fonte Nova. TITE ENTENDE AS VAIAS O primeiro tempo foi aquém do esperado, provo-

cando vaias dos cerca de 47 mil torcedores que foram ao Morumbi. Na etapa final, porém, o Brasil evoluiu e chegou ao placar vitorioso - com gols de Everton e Philippe Coutinho (dois). O técnico Tite, em entrevista coletiva após a partida, ressaltou que a melhora foi com base na conversa no intervalo. “A gente veio com a liberdade de Daniel Alves na criação, bastante grande, e Richarlison encostado no Firmino. Era deixar o atacante pelo lado esquerdo, o David Neres, depois bem aberto para uma jogada de inversão e infiltração. Baixou a marcação da Bolívia, o lado esquerdo acompanhava o Dani até o fim e ficávamos com um jogador sem utilidade. No intervalo, a mexida foi de posicionamento, trouxemos mais um jogador avançado na criação. Aí a equipe começou a criar”, afirmou, completando: “Quando não está produzindo, não espere que o torcedor tenha compreen-

>> Treinador ressalta força coletiva após vitória na estreia sobre a Bolívia Lucas Figueiredo

Tite festeja com Everton a vitória do Brasil sobre a Bolívia por 3x0

são maior. Ele vai vaiar. Todos clubes grandes têm isso. A gente fica trocando bola atrás, roda de lateral para zagueiro, goleiro, a primeira coisa que o cara vai fazer é "BUUUU". Nós temos que compreender que

por vezes a construção passa por troca de passes e chegue na frente. Se chegar lá, fazer drible, construir, ele vai aplaudir. Nós temos que construir. No intervalo eu coloquei, nível de concentração tem que estar alto”.

Tibau e Apodi tentam reabilitação na Copa Oeste As seleções de Tibau e Apodi voltam a campo neste domingo, 16, em busca da reabilitação na Copa Oeste. As equipes precisam vencer para voltar à briga por classificação. Na estreia, Tibau perdeu para a Serra do Mel por 4x0 e, agora jogando em casa, o time tenta a recuperação diante da seleção de Grossos. No campo municipal, o jogo começa às 16h. Também em casa, Apodi enfrenta a seleção de Caraúbas. Na estreia, a seleção apodiense perdeu para UFC de Upanema por 3x1. O duelo começa às 15h30, no campo Antonio Lopes Filho, em Apodi. A rodada deste domingo da Copa Oeste, fase de grupos, apresenta mais duas partidas: Governador DixSept Rosado recebe Audax Mossoró e a seleção de Upanema enfrenta Triunfo Potiguar. Os jogos começam às 15h30. Nessa fase, as 12 equipes estão divididas em quatro chaves com três times, jogando entre si no sistema de ida e volta, classificando-se os dois primeiro. A partir daí, a disputa ocorrerá no sistema eliminatório até conhecer o campeão.

JOGOS 1 RODADA

Série D: primeiro embate entres ‘Américas” será na terça-feira A Confederação Brasileira de Futebol emitiu comunicado e confirmou a mudança do adversário do América-RN na segunda fase da Série D do Campeonato Brasileiro. Sai o Bahia de Feira, punido pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva com a perda de três pontos, e entra o América-PE. A entidade também agendou os dois jogos pelo mata-mata. O primeiro jogo entre América-PE e América-RN está marcado para a próxima terça-feira, 18, às 19h15,

no Estádio dos Aflitos (foto), em Recife. A partida de volta será no dia 23, domingo, às 17h, na Arena das Dunas, em Natal. O América-RN tem a vantagem de decidir em casa por ter melhor campanha. Passa para a terceira fase a equipe que somar maior número de pontos nos dois jogos. Em caso de empate no número de pontos, o saldo de gols pode determinar o classificado. Se a igualdade persistir, a vaga será decidida nos pênaltis.

No STJD O Bahia de Feira foi punido pelo STJD pela escalação irregular do volante Edimar e está fora da Série D do Campeonato Brasileiro. Em julgamento realizado na manhã desta sextafeira, a Quinta Comissão Disciplinar acatou denúncia da Procuradoria e puniu o clube baiano com a perda de três pontos. Com isso, o América-PE herdou a vaga na segunda fase da competição para enfrentar o América-RN. O Bahia de Feira vai recorrer da decisão. A Procuradoria denunciou o Bahia de Feira por infração ao artigo 214 do CBJD por "Incluir na equipe, ou fazer constar da súmula ou documento equivalente, atleta em situação irregular para participar de partida, prova ou equivalente".

Bahia chega ao recesso como o melhor ataque do Brasil Se tem uma equipe que chega a paralisação visando a Copa América feliz com o seu desempenho quando o assunto é o aproveitamento de gols, certamente esse time é o Bahia. Isso porque, até então, a equipe dirigida por Roger Machado sustenta a liderança dentre as equipes da elite no quesito de ter o ataque mais positivo do Brasil. Somando todas as competições que o Tricolor da Boa Terra já disputou em 2019 (Baianão, Copa do Nordeste, Copa

Sul-Americana, Copa do Brasil e o Brasileirão), o time acumulou a ótima marca de 64 gols feitos em 40 compromissos, algo que pode ser enumerado em uma média de 1,6 gol por jogo. E, quando se fala em colocar a bola no barbante, a temporada iluminada no comando de ataque fica por conta do centroavante Gilberto. O camisa 9 é o artilheiro isolado da equipe no ano com 16 gols, seis à frente do segundo colocado no quesito, Fernandão.

Governador 1x1 Mossoró EC Sel. de Upanema 5x1 Campo Grande Grossos 3x2 Serra do Mel Caraúbas 1x0 UFC Upanema

2 RODADA Serra do Mel 4x0 Tibau UFC Upanema 3x1 Apodi Audax 1x0 Mossoró EC Campo Grande 0x1 Triunfo Potiguar

3 RODADA – 16/06 Governador x Audax Mossoró Tibau x Grossos Apodi x Caraúbas Sel. de Upanema x Triunfo Potiguar


8 OPINIÃO/ESPORTE

DOMINGO, 16 DE JUNHO DE 2019

FÁBIO OLIVEIRA fabiowillard@hotmail.com

fabio willard de oliveira

CT e Segunda Divisão, o dilema do MEC

N

a semana que passou, em entrevista a TCM, o técnico Edinho Cardoso foi indagado sobre a participação do Mossoró na Segunda Divisão. O profissional, que mantém uma relação estreita com o presidente do clube, João Dehon, não deixou claro a inclusão do MEC na competição. Reafirmou o que comentamos com frequência, de que neste momento o foco do dirigente é a materialização do sonho de construção do CT do Carcará, processo cujos primeiros passos já foram dados. A pretensão é que o time treine em seu espaço já em 2020. O planejamento inclui, a médio e longo prazo, dotar o local de estru-

tura para receber jogos. Isso ocorrendo, o Mossoró, em pouco tempo, terá o que a dupla Potiba não conseguiu em décadas. Mas voltando à segunda divisão, embora Dehon não deseje ver o time distanciar-se dos gramados, neste momento dar um tempo parece ser a tendência, pois os recursos consumidos em dois projetos simultâneos (CT e Segunda Divisão), não se apresentam como viáveis, devido a escassez de recursos. Mas nada está decidido. Investimentos mais modestos no time, ou até mesmo uma parceria pode ser costurada para que o MEC não sofra interrupção em nenhum de seus projetos.

IMAGEM QUE MARCA

Cedida

''

Por uso irregular de um jogador, o Bahia de Feira foi condenado com votação unânime, por maioria dos votos”

AGNALDO FIDÉLIS, apresentador da TV Cidade Oeste.

VIDA QUE SEGUE Não deu para o atacante Adalgiso Pitbull, em mais uma passagem pelo futebol paraibano. Na semana que passou, o atleta foi dispensado pelo Botafogo, após 24 jogos e nenhum gol, entre Paraibano, Copa do Brasil e Copa do Nordeste, algo inédito em sua carreira. CONHECE Quando ganhou o Campeonato Potiguar, o América não tinha necessariamente o melhor elenco, mas tinha o melhor técnico. Sem se acovardar, buscou o título e agora busca ascensão na Série D, algo entalado na garganta do torcedor americano tanto quanto o jejum de conquistas no estadual. Eis seu maior desafio. CONHECE II E por falar em técnico, Emanoel Sacramento, eleito o melhor do estadual, em votação da FNF, ainda não emplacou um novo time, desde que encerrou sua jornada no Potiguar. O mercado precisa ficar de olho.

Com 100% de aproveitamento na primeira fase, o Mossoró Futsal se classificou em primeiro do Grupo A da Taça Mossoró Master Mais de Futsal, para as semifinais da competição. A disputa é sucesso absoluto e tem jogos sempre às segundas-feiras no Ginásio do Sesi-Mossoró.

A SEMANA NA HISTÓRIA Hoje, o volante Lima, exPotiguar e Baraúnas, completa 36 anos de idade. Parabéns ao atleta, campeão potiguar de 2013.

POTIGUAR SUB-19 A FNF convocou os clubes para o Conselho Técnico do Campeonato Potiguar Sub-19, na próxima quarta-feira (19). Ano passado, Mossoró e Potiguar representaram a cidade na competição. Este ano, apenas o MEC já se movimenta nesse sentido. A disputa dá vaga na Copa São Paulo de Juniores.

TORCEDOR FUTEBOL CLUBE Everson Bairro Santa Delmira

VACILO Depois do Potiguar, agora foi o Bahia de Feira de Santana a perder pontos por uso irregular de um jogador. Para o Potiguar, no estadual, o deslize no caso Sávio custou ao menos R$ 500 mil da Copa do Brasil, enquanto ao time baiano, a chance de continuar sonhando com ascensão na Série D. FUTSAL A 1ª Taça Mossoró Master Mais de Futsal vai se afunilando. Nesta segunda-feira (17), tem a última rodada do Grupo B, de onde sairão os últimos semifinalistas. No Grupo A, Mossoró e Os Trezentos, já se garantiram. FUTSAL II A rodada, que começa às 19h30, tem Sementes x JEC e Barcelona x Galera do Horti. Todos chegam em condições de classificação. É promessa de muitas emoções. É no SESI e a entrada custa R$ 3,00. A cobertura é da TCM, 95 FM e Portal F9. COPA OESTE A competição realiza neste domingo (16), sua terceira rodada: Governador x Audax, Tibau x Grossos, Apodi x Caraúbas e Seleção de Upanema x Triunfo Potiguar.

Torcedores do Corinthians

CLAUDER ARCANJO

Escritor e editor da Sarau das Letras

DAS 11 ÀS 13H


estado /jornaldefatorn

@defato_rn

/photos/jornaldefatorn

Mossoró (RN), DOMINGO, 16 de junho de 2019

Abandonados

Rio Grande do Norte tem 33 mil crianças e adolescentes em situação de risco

>> O número alarmante envolve pessoas entre 5 e 17 anos, incluindo os que trabalham para o autoconsumo ou de seus familiares

M

esmo prestes a completar 29 anos de criação do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), através da lei 8.069 de 13 de julho de 1990, o que se vê no Brasil são crianças e adolescentes sendo exploradas e violentadas de todas as formas. Tomando como exemplo o Rio Grande do Norte, pode-se ver o tamanho da batalha que tem de enfrentar as barbáries que se comete contra esse grupo de pessoas. Somente no RN, existem atualmente 33 mil crianças e adolescentes com idade entre 5 e 17 anos trabalhando, incluindo nesse número aqueles que trabalham para o autoconsumo, ou seja, para a própria sobrevivência ou para auxiliar no sustento da família. A informação foi divulgada pelo Ministério P ú b l i c o d o Tr a b a l h o (MPT), com base nos dados da última Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), que apurou dados sobre o trabalho infantil no país. Pesquisas realizadas por outras instituições mostram ainda que nos últimos 10 anos, mais de 7 mil jovens foram assassinados em território potiguar. Além disso, o RN acu-

Ucamprominas

Exploração do trabalho infantil no RN atinge milhares de crianças e adolescentes, mesmo 29 anos depois do ECA

mula 1.994 denúncias de violência sexual contra crianças e adolescentes, segundo levantamento do Disque 100. O abandono das crianças e adolescentes se evidencia ainda mais quando

se constata que o estado não atingiu a meta em seis das oito principais vacinas para crianças de até um ano em 2018. Para evitar que o número de narrativas de violação de direitos avance

Estado tem 91 procedimentos contra exploração do trabalho infantil O MPT/RN, no período de 2016 a 2019, instaurou

91 procedimentos para apurar denúncias relacio-

nadas à exploração do trabalho ilícito de crian-

ainda mais nos próximos 10 anos, foi lançada na última quarta-feira (12), na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte, a campanha RN Criança+10: avançar sim, retroceder jamais!

A erradicação do trabalho infantil, pelo Ministério Público do Trabalho no Rio Grande do Norte (MPT-RN), faz parte da campanha Criança não deve trabalhar; infância é para sonhar.

A iniciativa do Fórum Nacional de Prevenção e Erradicação do Trabalho Infantil faz parte da mobilização anual de várias entidades em torno do 12 de junho, Dia Combate ao Trabalho Infantil

ças e adolescentes. A campanha pretende também reforçar a importância do papel de todos em informar, pelo Disque 100, os casos de trabalho infantil, que também podem ser denunciados pelo aplicativo Proteja Brasil. No Brasil, são cerca de 3 milhões, o que represen-

ta 6% da população nesta faixa etária. O trabalho infantil ocorre tanto no meio urbano, com 1,4 milhão de crianças e adolescentes com idade variando dos 5 aos 17 anos, correspondendo a 59,2% do total, como na área rural, com cerca de 976 mil, atingindo o percentual de

40,8%. Esse número é mais expressivo entre as crianças de 5 a 13 anos de idade: 308 mil no meio rural (68,2%) e 143 mil nas cidades (31,8%). A região Nordeste registra a segunda maior taxa de ocupação, com 28,8% da população na faixa entre 5 e 17 anos trabalhando.


2 estado

DOMINGO, 16 de junho de 2019

Continuação pág. anterior

Aniversário do ECA é comemorado no dia 13 de julho

Trabalho infantil deixa várias sequelas e danos >> A exposição de crianças e adolescentes ao trabalho causa problemas físicos, psíquicos, educacionais e sociais, na maioria das vezes irreversíveis

E

studos revelam que o trabalho infantil deixa graves sequelas e danos, físicos, psíquicos, educacionais e sociais, na maioria das vezes irreversíveis. São exemplos dos impactos negativos do trabalho infantil, no aspecto físico: fadiga excessiva, problemas respiratórios, lesões e deformidades na coluna, alergias, intoxicações, distúrbios do sono, irritabilidade. Segundo o Ministério da Saúde, crianças e adolescentes se acidentam seis vezes mais do que adultos em atividades laborais, porque têm menor percepção dos perigos. Fraturas, amputações, ferimentos causados por objetos cortantes, queimaduras, picadas de animais peçonhentos e morte são exemplos de acidentes de trabalho. Psicologicamente, os impactos negativos variam de acordo com o contexto social do trabalho infantil. Por exemplo, abusos físicos, sexuais e emocionais são os principais fatores de adoecimento das crianças e adolescentes trabalhadores. Outros problemas são: fobia social, isolamento, perda de

Reprodução Internet

A exploração de crianças e adolescentes ocorre das mais diversas formas

afetividade, baixa autoestima e depressão.

Em termos educacionais, observa-se baixo ren-

dimento escolar, distorção idade-série, abandono da

escola e não conclusão da educação básica. Quanto

Instituições têm papel relevante no cumprimento do ECA A articuladora da campanha e presidente do Instituto Brasileiro de Estudos, Pesquisa e Inovação Social (IBEPIS), Dilma Felizardo, reforça o papel central que as instituições da sociedade civil organizada têm na defesa de direitos básicos para crianças e jovens e sinaliza os caminhos para que os próximos 10 anos sejam de conquistas para as futuras gerações. "No Rio Grande do Norte, com apenas uma Delega-

cia Especializada, foram registrados nos últimos 10 anos, mais de 5 mil denúncias de violação de direitos. Isso, sem contar os registros via Disque 100, Conselhos Tutelares ou mesmo Ministério Público. É preciso fortalecer as redes de proteção, mas também criar uma cultura real de proteção a crianças e jovens, ou seja, garantir o futuro para eles, é garantir um futuro digno para nossa sociedade", afirmou Dilma Felizardo.

Além de integrantes do Instituto Brasileiro de Estudos, Pesquisa e Inovação Social (IBEPIS), Frente Parlamentar Estadual, Fórum de Erradicação do Trabalho Infantil (FOCA), estarão presentes representantes da Arquidiocese de Natal, do Estado, Municípios, Câmara Municipal, Ministério Público, organizações não governamentais e outras diversas instituições ligadas à de proteção e garantia de direitos no estado.

Daqui a pouco mais de um mês, a lei 8.069, conhecida como Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), criada em 13 de julho de 1990, completará 29 anos. A norma que dispõe sobre a proteção integral à criança e ao adolescente é uma das mais conhecidas no mundo inteiro pela amplitude de seus preceitos e pela forma como protege nossas crianças. Dentre os vários textos importantes presentes na lei, é destaque o artigo 4° do Estatuto que designa como "dever da família, da comunidade, da sociedade em geral e do poder público assegurar, com absoluta prioridade, a efetivação dos direitos referentes à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao esporte, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária."

mais cedo o indivíduo começa a trabalhar, menor é seu salário na fase adulta. Isso ocorre, em grande parte, devido ao baixo rendimento escolar e ao comprometimento no processo de aprendizagem. É um ciclo cruel e vicioso que limita as oportunidades de emprego aos postos que exigem baixa qualificação e com baixa remuneração, perpetuando a pobreza e a exclusão social.

Cedida

Dilma Felizardo reforça o papel central das instituições


ESTADO 3

DOMINGO, 16 de junho de 2019

Projeto de lei

Governo terá de comprar 30% de produtos da agricultura familiar >> O Governo do Estado compra, em média, R$ 10 milhões por mês em gêneros alimentícios para programas de segurança alimentar e alimentação de apenados

F

oi aprovado por unanimidade na Assembleia Legislativa na última terça-feira (11) o projeto de lei que cria o Programa de Compras Governamentais para aquisição de Produtos Oriundos da Agricultura Familiar (PECAFES). O projeto exige que pelo menos 30% dos gêneros alimentícios adquiridos pelo Governo do Estado sejam produzidos por agricultores familiares. A lei é de autoria da deputada estadual Isolda Dantas (PT), que fez uma ampla defesa da aprovação da matéria durante a sessão plenária. Os deputados Kelps Lima (Solidariedade) e Francisco do PT contribuíram com o projeto encartando emendas, também aprovadas em plenário. A parlamentar destacou que 191 mil mulheres e homens potiguares são agricultores familiares, o que, segundo ela, atesta a dimensão do alcance da proposta. As mulheres, inclusive, terão preferência, bem como a produção agrossustentável. Ainda

reprodução internet

Produção da agricultura familiar vai atender 30% das compras realizadas pelo Governo do Estado

de acordo com a deputada, o Governo do Estado compra, em média, R$ 10 milhões por mês em gêneros alimentícios, para progra-

mas de segurança alimentar e alimentação de apenados. Com a lei, serão pelo menos R$ 3 milhões mensais para a aquisição

RN possui quase 200 mil atuando na produção da agricultura familiar Dados da Sedraf mostram que em mais de 75% dos estabelecimentos rurais há agricultores familiares. Atualmente, existem cerca de 35 cooperativas de agri-

cultores no Rio Grande do Norte tem quase 200 mil pessoas ocupadas no campo que são oriundas da agricultura familiar. Segundo Isolda Dantas, não é possível pen-

sar em qualquer política pública para o desenvolvimento do RN sem incluir esse grupo: “Agora eles terão mercado para esses produtos. Ten-

Ufersa inaugura mais 4 usinas solares fotovoltaicas A Universidade Federal Rural do Semiárido (UFERSA) deu um salto na sua produção de energia limpa. É que foram inauguradas as novas usinas solares fotovoltaicas instaladas nos 4 campi da universidade. As entregas começaram pelo campus sede, em Mossoró, com o funcionamento da nova usina instalada na cobertura do prédio das engenharias. Ao todo, foram montadas 420 placas que juntas chegam a

fornecer até 147 Kwp (quilowatts de potência), uma energia suficiente para abastecer, por exemplo, o próprio prédio das engenharias que tem 4 pavimentos de salas e laboratórios. Essa é a quarta usina instalada só no campus sede. As outras estão em funcionamento na área do Cited, no telhado do Laboratório de Engenharias I e na área do Lado Leste antes do Prédio do Patrimônio. Só em Mossoró, atualmente, são

1.062 placas solares gerando energia limpa. Além disso, a Ufersa também fez a entrega oficial das usinas fotovoltaicas de Angicos, Caraúbas e Pau dos Ferros. Cada campi recebeu uma estação com 190 módulos e 3 aparelhos inversores que geram uma potência de pico total de 62,7 Kwp. Para se ter uma ideia da eficiência das novas usinas, só em Pau dos Ferros (que recebe uma alta insolação), a produção

cerca de R$ 5 milhões desse mercado. Para 2019, a partir da sanção de Fátima Bezerra, a expectativa é de que esse valor chegue em R$ 20 milhões. “Esse projeto de Isolda é revolucionário, ele vai colocar agricultura familiar do estado em outro patamar. Já está mais do que comprovado que as políticas de compra governamentais organizam e muito o processo produtivo, porque o grande gargalo da agricultura é onde vender, e você tendo o Estado como grande comprador, você tem uma garantia que ao produzir vai ter um mercado em potência”, explica. Segundo Alexandre, a criação de oportunidade para as famílias rurais permite que esses trabalhadores tenham acesso ao crédito, melhorem sua estrutura produtiva e qualidade de vida. De acordo com o secretário da pasta, a proposta também cria uma modalidade inédita no Brasil, quando institui a compra indireta. “Toda empresa que fornecer alimentação preparada terá que comprovar que 30% do que ela usou para comprar o cardápio vem da agricultura familiar. Esse projeto avança no que já foi feito até hoje no país em termos de aquisição de alimentos. É uma nova modalidade de compra governamental que está sendo proposta por ela (Isolda) e que o Governo abraçará porque é uma política pública fundamental e que está no plano de governo de Fátima”, garantiu.

de produtos oriundos da agricultura familiar. De acordo com o titular da Secretaria de Desenvolvimento Rural e Agricultu-

ra Familiar (SEDRAF), Alexandre Lima, o Estado é hoje o maior comprador dos alimentos do campo e movimentou, só em 2018,

do mercado, vai fomentar a economia rural, produzir mais e fixar as famílias no campo. Além de criar a perspectiva de sobreviver e de melhorar a qualidade de vida no campo. Fora que todos os produtos de qualidade, da agroecologia, para fortalecer a soberania alimentar, que tem sido cada vez mais difícil.” Segundo a deputada, o projeto prevê a constituição de um comitê gestor que vai

acompanhar toda execução do programa. Já os alimentos que forem comprados pelo governo do RN devem abastecer as secretarias do Estado e contemplar a alimentação de presídios, restaurantes populares e a área da saúde, conforme explicou o representante da Sedraf. Moradora no assentamento Nova Esperança, em Mossoró, Francisca de Melo, de 62 anos, é agricultora e também viajou mais de 280

km na última terça-feira para ver o projeto ser aprovado. Ela conta que diminuiu a frequência do plantio e sobrevive com a renda vinda do bolsa família, recebido pela filha. Agora, com o incentivo estatal, pretende retomar de forma intensa com os trabalhos da agricultura. “Espero que esse projeto ajude a gente”, resumiu.

de energia durante o mês de maio foi suficiente para abastecer até 53 residências com um consumo médio de 150 quilowatts, o que gera uma economia de pouco mais de R$ 6 mil. As novas usinas solares da Ufersa são frutos de emendas de bancada num investimento de cerca de R$ 1,2 milhão. O reitor, o professor José de Arimatea de Matos, participou de todas as inaugurações e agradeceu o apoio e o compromisso de sempre dos parlamentares com as ações das universidades públicas do estado, em especial, com a Ufersa. Ainda segundo o reitor, as

novas usinas solares foram instaladas para gerar energia limpa, ajudar com os custos de luz da instituição e também para servir de laboratório de ensino e pesquisa para os alunos de todos os campi. “Essas novas usinas também ajudarão a Ufersa a alcançar os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS). Inclusive, fomos até premiados com essas iniciativas. E elas também foram pensadas para atender os nossos alunos, por isso que elas foram instaladas no solo em Angicos, Caraúbas e Pau dos Ferros. Em Mossoró, colocamos no teto do pré-

dio das engenharias porque já temos uma outra grande usina instalada no solo no nosso campus sede”, comentou o reitor. Com as novas usinas em funcionamento, a Ufersa mantém a liderança na geração de energia solar entre as universidades federais. Segundo os professores do Programa Ufersa Ambiental, a Federal do Semiárido consegue gerar 504,3 Kw só com as suas placas solares. Depois da Ufersa, aparecem as Federais de Sergipe (com 206,2 Kw), de Santa Catarina, de Santa Maria (RS) e de Goiás, cada uma com produção de 100 Kw.

Com informações da Agência Saibamais.jor.br


4 ESTADO

DOMINGO, 16 de junho de 2019

Atuação

ABCC continua mobilização em defesa da sanidade do camarão brasileiro

ce ter irritado ainda mais os produtores, o juiz removeu a necessidade de comunicar à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) sobre uma eventual importação. Em audiência na semana passada com a ministra da Agricultura, Tereza Cristina, o presidente da ABCC, Cristiano Maia, voltou a alertar para a necessidade da ARI e o grave risco que a biodiversidade aquática do Brasil corre neste momento com a entrada de produtos originários de pa-

íses, segundo ele, “conhecidamente infectados com doenças não presentes no Brasil”. No final do encontro, a ministra determinou a contratação de um epidemiologista e criou um grupo de trabalho para dar subsídios científicos às referidas análises de risco. Maia lembrou que a ABCC não é contra as importações e sim contra a entrada de novas doenças que podem acarretar em prejuízos aos produtores, principalmente do Nordeste.

Arte e cultura tomam conta deste domingo do Parque das Dunas, em Natal, com as atrações dos tradicionais projetos Bosque Encena e Som da Mata. Durante a manhã, o anfiteatro Pau-brasil recebe o espetáculo Reciclores, do grupo Teart de Teatro, a partir das 10h. A trupe leva ao parque uma peça interativa onde as personagens brincam com a plateia utilizando teatro de bonecos e jogo cênico, introduzindo informações sobre os conflitos pertinentes ao meio ambiente e estimulando o respeito à Natureza. Os personagens carregam as características dos 4 grupos de material reciclável e, durante a aventura, falam sobre sua matéria prima, como é seu processo de reciclagem e qual a cor da sua lixeira. O objetivo do espetáculo é despertar a consciência ambiental e estimular a coleta seletiva do lixo, que gera renda para milhões de pessoas e economia para as empresas, além de diminuir a poluição dos solos e rios, de extrema importância para o desenvolvimento sustentável do planeta. Já às 16h30, o Som da Mata promove um encontro inédito na música instrumental potiguar, ao trazer para o mesmo palco dois instrumentistas veteranos no cenário musical do nosso estado: Eduardo Taufic e Jubileu Filho. O piano de Taufic unese à guitarra de Jubileu para celebrar uma amizade de mais de 25 anos, executando músicas que marcaram suas trajetórias artísticas.

tão projetadas, criando um grande cinturão de águas e estruturando as cidades para que elas passem pelos períodos de seca sem grandes transtornos. Para Rômulo Macedo, engenheiro civil e consultor do Governo do Rio Grande do Norte, a interligação de adutoras garante água, mesmo em períodos de estiagem. “Esse projeto, uma vez implantando, vai disponibilizar água para a população até o ano de 2070 para todas as cida-

des. Serão feitos vários sistemas adutores com captação na barragem Armando Ribeiro Gonçalves, na barragem de Oiticica e em outras barragens do Seridó. Além disso, teremos a integração do Projeto do São Francisco. Portanto, teremos uma redenção hídrica para essa região”, explicou o engenheiro. De acordo com o presidente do CBH-PPA, Paulo Varela, o projeto nasceu do anseio e da necessidade

popular em parceria com o comitê. “O Comitê vem lutando por essa obra desde o Plano de Recursos Hídricos da bacia. É preciso que a gente tenha em mente que, além da água, precisamos fazer a sua distribuição, ou seja, fazer chegar até a casa da população. Por isso, temos o Projeto Seridó, que cumpre esse papel social. É levar água, ter disponibilidade e acessibilidade para as pessoas”, disse o presidente do comitê.

Reprodução Internet

Importação de camarão preocupa produtores com a possibilidade de entrada de doenças

>> É uma resposta à decisão de um juiz federal substituto que, no fim do mês passado, deu parecer favorável à entrada do crustáceo no mercado nacional

C

ontinua a campanha da Associação Brasileira de Criadores de Camarão (ABCC) de mobilizar os produtores, especialmente no Nordeste, onde a carcinicultura emprega por volta de 100 mil pessoas, numa agenda a favor da defesa sanitária do camarão brasileiro. A mobilização da ABCC é uma resposta à decisão do juiz federal substituto da 8ª Vara/DF, Márcio de França Moreira, na última semana de maio, deu parecer favorável à entrada

do crustáceo no mercado nacional, suspensa por força de uma briga judicial que se arrasta há anos. Em 2013, a ABCC ingressou com uma ação civil pública para anular a autorização de importação da espécie que havia sido liberada em 2012, após a Análise de Risco de Importação (ARI) feita pelo antigo Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), atual Secretaria de Aquicultura e Pesca (SAP). A ABCC justificava que o crustáceo argentino tra-

zia consigo risco de introdução de doenças virais na carcinicultura brasileira (como o vírus da mancha branca). Mas o juiz federal avaliou não haver comprovação científica suficiente na fundamentação da ABCC, apesar de inúmeros artigos científicos apresentados, de que exista, nesse caso, risco à saúde humana, aos crustáceos nacionais e ao meio ambiente pelas doenças virais alegadas na espécie. Além disso, o que pare-

Projeto assegura água para famílias do Seridó por 50 anos A Diretoria Colegiada do Comitê da Bacia Hidrográfica do Piancó-PiranhasAçu participou de audiência pública na última segunda-feira, 10, na qual apresentou o Projeto Seridó. O projeto faz parte do Plano de Recursos Hídricos da bacia e integra o Plano Na-

cional de Segurança Hídrica com o objetivo de garantir Segurança Hídrica para a região do Seridó. O CBH PPA esteve representado pelo presidente, Paulo Varela, e pelo 2° secretário José Procópio de Lucena, ambos membros da Diretoria Colegiada.

O projeto vai assegurar a oferta hídrica pelos próximos 50 anos através do uso das águas do Projeto de Integração do Rio São Francisco com Bacias Hidrográficas do Nordeste Setentrional (PISF). A ideia é interligar as adutoras já existentes com as que es-

Programação do Parque das Dunas neste domingo tem atrações diversas


/jornaldefatorn

@defato_rn

/photos/jornaldefatorn

DOMINGO, 16 DE junho de 2019

mulher

Economia

>> Confira dicas de como economizar com produtos de beleza. Estabelecer orçamento mensal ajuda a controlar gastos

M

ulheres convivem diariamente com a pressão em relação à aparência. A indústria da beleza se aproveita disso, desenvolvendo mais e mais produtos, muitas vezes desnecessários, para gerar o desejo de compra. Porém, produtos e serviços de beleza podem causar um grande prejuízo no orçamento. Mesmo que o gasto não seja descontrolado, uma pessoa que se propõe a ir mensalmente à manicure, depiladora e cabeleireira pode ter um custo alto. Veja algumas dicas apresentadas pelo Simplic para economizar nesse setor.

1 - Estabeleça um orçamento mensal Faça uma lista de todos os seus gastos com beleza por mês - maquiagens, salão de beleza e até retoques de cabelo feitos a cada três meses. Assim, ficará fácil comparar se os gastos condizem com seus ganhos e não estão ultrapassando seu limite mensal; caso a conta não feche, é hora de rever suas compras.

2 - Tenha um kit básico Os itens de maquiagem usados no dia a dia, como cremes hidratantes, protetores solares, formam um kit básico, devem ser delimitados por você. Esses itens podem entrar em seu orçamento mensal, já maquiagens de festa, novos lançamentos e produtos específicos, menos cotidianos, são supérfluos e devem ser comprados apenas quando o orçamento estiver sobrando em alguma outra categoria. CIANO MAGNTA AMARELO PRETO

3 - Aproveite até o fim Depois de comprar um produto, é preciso aproveitar ao máximo. Muitas vezes, quando o conteúdo está no final, não conseguimos mais extraí-lo da embalagem. Uma dica é, com uma tesoura, abrir a embalagem, horizontalmente, de forma que possa acessar o conteúdo - que não acabou!

4 - Saiba quando vale pagar mais Nem sempre é uma boa ideia economizar em maquiagem, uma vez que a qualidade pode interferir na saúde da sua pele. Itens como lápis de olho não tem grande diferença e podem ser encontrados em marcas mais econômicas. Já a base, que fica em contato direto com a pele de todo o rosto, pode ter tecnologias específicas que justificam a diferença de preço e valem gastar mais.

5 - Faça você mesma Quando o orçamento aperta, pintar as unhas, fazer depilação e hidratação nos cabelos são possíveis de fazer em casa, de forma muito mais econômica. Deixar para um profissional apenas coisas que você não domina – como cortar o cabelo – pode aliviar o orçamento. Deixar idas ao salão intercaladas com as vezes que faz o serviço em casa também é uma opção para quem não abre mão do serviço.


2 opinião

DOMINGO, 16 DE junho de 2019

contexto www.sergiochaves.com | sergiodefato@gmail.com

“Existem duas coisas importantes na nossa vida: o motivo e o momento. Teremos várias vezes o mesmo motivo. Mas nunca teremos o mesmo momento.”

Sérgio Chaves

A.D.

Festa

O Sucesso do Pingo da Mei Dia O Pingo da Mei Dia é um grande sucesso! E a cada ano que passa, mais e mais pessoas de todos os cantos chegam a Mossoró com a disposição de continuar mantendo a tradição de fazer o maior bloco junino do Brasil. Nesse ano não foi diferente. O sábado (08), levou uma multidão calculada em cerca de 120 mil pessoas ao Corredor Cultural. Que venha 2020!

Hoje é dia de vivas para a colunista Tica Soares, o dr. Ricardo Augusto da Escóssia, Wescley Rodrigues, a sra. Fátima Holanda e Heloísa Mota. Amanhã (17), é dia de festejar a querida Maísa Almeida Costa, o professor/escritor David de Medeiros Leite, a empresária Edsoneide Melo, o jornalista Paulo Sérgio Freire, a gente fina Micheline Fontes, o jornalista José de Paiva e Stella Sâmia Dantas. Para vocês paz, saúde, amor e alegrias. Parabéns!

A Entrega da Praça da Criança A prefeita Rosalba Ciarlini com o casal Ticiana/Júlio César Soares.

A presidente da CMM, vereadora Izabel Montenegro, recebendo o casal vereador Alex Moacir/Andréa Rosado.

A ex-deputada Larissa Rosado, vereadora Sandra Rosado e o secretário Lahyre Neto.

Nelson Filho com o casal Samara/ Marcelo Marinho.

Glenda e a vice-prefeita Nayara Gadelha.

O secretário de Cultura Eduardo Falcão com a Chefe de Gabinete Fernanda Gadelha.

Liane Dantas e a prefeita Rosalba Ciarlini.

MCJ 2019 E o Mossoró Cidade Junina continua. Hoje temos mais uma apresentação do Chuva de Bala no País de Mossoró, às 21h. Antes, no Anima Chuva a apresentação da Banda de Música Arthur Paraguay. Na Cidadedela shows com Juninho Vox e banda e Marcelo Alexandre (Palco 1) e André da Mata, Samba Nobre e Dimas Araújo (Palco 2). Nesta semana as atrações são Israel Novaes e Forró dos 3 (21), Fagner e Giannini Alencar (22) e Alceu Valença e Sirano e Sirino (23), na Estação). Temos ainda o Polo de Cultura Popular no Memorial, que vale uma visita. Vamos!

A prefeita Rosalba Ciarlini entregou na terça (11), a reforma da Praça da Criança, no Corredor Cultural. Na oportunidade foi assinado a concessão do espaço para a Master Produções e Eventos, empresa vencedora do processo licitatório e que passa a administrar o Parque. Tarde das mais festivas. As fotos são de Célio Duarte

Afrânio festeja a amada Cláudia Leite, folhinha da quarta(19). Parabéns!

Isoares e Micheline Fontes. Ela com idade nova na segunda(17). Tim tim!

Wandilson Ramalho faz festa em Caraúbas em torno da nova idade da amada Tica Soares, aniversariante desse domingo (16). Vivas!

O casal Master Liane/Eronildo Pereira com a presedente da CMM e a secretária Kátia Pinto.

A vereadora Sandra Rosado com os secretários Pedro Almeida e Lorena Ciarlini. Emery Costa em vivas para a esposa Maísa, com aniversário na segunda(17). Felicidades!

Karenine Fernandes e Suely França em coro de parabéns para a amiga Gislayne Vale, com aniversário na terça(18)!

Enlace Os pais José Nicodemus Holanda Montenegro/Maria Izabel Araújo Montenegro e Antônio da Mota Neto/Glenda Elizabeth de Negreiros Mota assinam elegante convite convidando para o casamento de seus filhos, Carmem Júlia e Bruno. Primeiro a cerimônia na Capela de São Vicente, às 20h15 do dia 20 de julho. Depois a recepção nos salões do Requinte Buffet. Agradecemos a gentileza do convite e antecipamos a nossa confirmação de presença!

R. Antônio Vieira de Sá, 440 Tel.: 3317-4545 / 3316.0409

Roberta Rosado com a filha Gigi.


opinião 3

DOMINGO, 16 DE junho de 2019

conexão saúde conexaosaude.defato@outlook.com

Ney Robson Vieira Alencar

A importância da atividade física na terceira idade Praticar atividades físicas faz bem para a saúde em qualquer idade, mas para quem tem mais de 60 anos essa prática torna-se essencial. A atividade física na terceira idade tem ainda mais benefícios. Isso porque, a medida em que as pessoas vão envelhecendo, tem-se uma perda significativa de suas capacidades motoras, além da perda de massa muscular e a frequente fraqueza dos ossos. Nos últimos tempos, a busca pela saúde tem feito cada vez mais idosos e idosas buscarem a atividade física. Ela é uma alternativa para amenizar os problemas naturais da idade, ajudando também na melhora da disposição, saúde e bem-estar.

Mudanças de comportamento Diante desse cenário, os médicos também precisaram se adaptar. Se antes era aconselhável que os idosos não saíssem da tradicional caminhada, hoje eles já estão também na musculação. Novos exercícios são criados a cada dia e novas formas de praticálos também. Além disso, a expectativa de vida aumentou e as

orientações médicas estão mais modernas. Isso graças a capacidade física do idoso, que está cada vez mais ativo O maior problema do idoso hoje é a perda da autonomia, da capacidade de se gerir. Isso é causado pela perda da musculatura e fraqueza e, por isso, a musculação para o idoso é tão importante.

Os principais benefícios da atividade física na terceira idade A prática regular de atividades físicas é interessante não só para evitar perda de massa muscular, mas também para gerar uma melhora da circulação, evitar doenças cardiovasculares e diabetes. Existem muitos casos em que as pessoas começam a fazer algum esporte depois que descobrem um problema de saúde. Porém, também acontece o inverso. Existem pessoas que nunca

tiveram nenhuma complicação justamente por fazerem exercícios com frequência, desde muito cedo. E o ideal é esse mesmo: não esperar o problema aparecer, mas trabalhar também com a prevenção. Além do mais, quem pensa que esportes e práticas regulares de exercícios fazem bem só para a saúde está enganado: o quesito da sociabilidade não pode ser deixado de lado.

Benefícios físicos e mentais É muito comum as pessoas mais velhas enfrentarem os problemas mentais, como a depressão e a ansiedade. A oportunidade de exercitar o corpo e a mente permite também uma reestruturação psicológica, pois o idoso percebe que tem um objetivo para viver, que ele não pode nunca parar. Sendo assim, é essencial planejar alguma atividade e não se acomodar com a aposentadoria.

Os principais cuidados Se feita de forma incorreta e sem orientação, a prática de atividade física na terceira idade pode trazer prejuízos à saúde. Em qualquer idade é perigoso, mas para o idoso é pior. Ele está mais propenso a ter problemas de coluna, luxação, queda e até mesmo uma pequena fratura. Além do acompanhamento durante os treinos, é também indispensável que ele consulte um médico antes de dar início à nova rotina, como aconselha o cardiologista Túlio Sperb. É muito importante fazer um rastreio antes de liberar o idoso para a atividade física. Algumas doenças cardiovasculares podem causar até mesmo morte súbita durante um exercício e isso precisa ser identificado previamente. O ideal é sempre ter todos os profissionais por perto. O cardiologista tentando controlar o risco cardiovascular, o educador físico incentivando e acompanhando o exercício e o fisioterapeuta e ortopedista guiando qual o melhor para aquela pessoa.

neY robSon VIeIrA AlencAr é graduado em Odontologia pela UFPB, Pós-graduado em Prótese Dental pela USP e Especialista em Implantodontia


4 MULHER / moda

DOMINGO, 16 DE junho de 2019

STYLE

Fotos: Pedro Sobrinho Produção: Equipe Tráfego Models Beleza: Salão Romário Morais e Pâmela Morais Modelo: Vitória Tarquinio Convidada especial: Lilian Martins Looks: Destack PlusSize Botas e Óculos: Santa Lolla Agradecimento: Hotel Conterrâneo

Georgiano Azevedo

georgianoazevedo@gmail.com

Jardineira em duas versões: Saia e Calça. Ambas, usadas com camisa de botão. Um charme!

Calça destroyed, super-skinny, pode ser usada com sobreposição de vestido ou jaqueta. As botas Santa Lolla dão o tom.

WE

LOVE JEANS! O jeans é uma peça obrigatória no guarda-roupa, seja no dia a dia ou até mesmo para uma badalação noturna. É só saber montar seu look e sair por aí moderninha e fashion, sem erro. E neste período junino, então... Pode usar e abusar da criatividade. A Destack PlusSize tem ótimas opções para tamanhos grandes. Sem complicação. Alavantú!

3

CIANO MAGNTA AMARELO PRETO

3

Minivestido jeans com sobreposição é a pedida de Lilian Martins. Já Vitória vai de calça jeans com coletinho.

Vitória arrasa na sobreposição; Lilian vai de saia jeans + camisa. Que tal? Superestilosas usando botas e óculos Santa Lolla.

O jeans levinho com decote ombro a ombro é um charme. Pode optar pelo macaquinho ou vestido usado com amarração. Fica a dica!


18 anos de

compromisso com o jornalismo de verdade @defato_rn

/jornaldefatorn

domingo

Mossoró (RN), domingo, 16 de junho de 2019

@jornaldefato

Viva Mais Saúde Programa de emagrecimento com atuação de equipe multidisciplinar tem como foco proporcionar reeducação comportamental através do equilíbrio nutricional, físico, espiritual e emocional. Nutricionista clínica funcional Jessyca Larissa explica que programa conta com atuação de endocrinologista, mastologista, psicólogo, psiquiatra, nutricionista, educador físico, instrutor de ioga, nutricionista com oficinas de comida funcional, médico acupunturista e outros. CMYK


editorial [ índice

Viva Mais

Saúde

C

om a correria do dia a dia, está cada vez mais difícil alcançar qualidade de vida. Nutricionista afirma que equipe multidisciplinar é importante para processos de emagrecimento. Apoio de vários especialistas auxilia no equilíbrio nutricional, físico, espiritual e emocional. Para a nutricionista clínica funcional Jessyca Larissa, o alimento não tem apenas a função de nutrir o corpo; ele tem função emocional. “O alimento está presente em datas comemorativas e culturais. Não tem como as pessoas viverem em uma dieta restritiva. O ideal é saber controlar, planejar a sua rotina alimentar”, ressalta. Por isso, é importante o acompanhamento multidisciplinar para o paciente aumentar o seu conhecimento sobre os problemas que estão causando esses transtornos alimentares e ganho de peso e ajudam a motivar o indivíduo para agir contra os fatores que estão atrapalhando sua rotina. Programa de emagrecimento com atuação de equipe multidisciplinar tem como foco proporcionar reeducação comportamental através do equilíbrio nutricional, físico, espiritual e emocional. Jessyca Larissa explica que programa conta com atuação de endocrinologista, mastologista, psicólogo, psiquiatra, nutricionista, educador físico, instrutor de ioga, nutricionista com oficinas de comida funcional, médico acupunturista e outros. Boa leitura, Nara Andrade.

adoro comer

Viva Mais Saúde Programa de emagrecimento com atuação de equipe multidisciplinar tem como foco proporcionar reeducação comportamental através do equilíbrio nutricional, físico, espiritual e emocional. Página 4

Brasileiro gasta mais da metade da renda com alimentação Estudo mostra quanto o brasileiro gasta mensalmente com supermercado. Alimentação é o principal gasto dos brasileiros. Página 7

Mousse de Rosquinhas de Chocolate Ingredientes 1 pacote de Rosquinha de Chocolate Fortaleza 1 lata de leite condensado 2 latas de creme de leite 1 envelope de gelatina em pó sem sabor

Modo de preparo – Pique as rosquinhas de chocolate, reservando algumas para a decoração. – Bata o creme de leite até ficar bem firme e reserve. – Amoleça a gelatina em água fria e derreta no leite condensado em banho-maria. Junte a mistura ao creme de leite. Junte as rosquinhas trituradas e envolva tudo muito bem. – Coloque em tacinhas individuais ou em um refratário, leve ao freezer. Depois sirva.

Coluna José de Paiva Rebouças Na coluna de hoje, o jornalista José de Paiva Rebouças apresenta mais uma biografia da cultura potiguar. Página 11

Colunas

José Nicodemos

Página 3

• Edição – C&S Assessoria de Comunicação • Editor-geral – Edilson Damasceno • Editora – Nara Andrade • Dia­gra­ma­ção – Rick Waekmann • Projeto gráfico – Augusto Paiva • Im­pres­são – Grá­fi­ca De Fa­to • Re­vi­são – Gilcileno Amorim • Foto – Marcos Garcia Re­da­ção, pu­bli­ci­da­de e cor­res­pon­dên­cia Av. Rio Bran­co, 2203 – Mos­so­ró (RN) Fo­nes: (0xx84) 3323-8900/8909 Si­te: www.de­fa­to.com/do­min­go E-mail: re­da­cao@de­fa­to.com

Do­min­go é uma pu­bli­ca­ção se­ma­nal do Jor­nal de Fa­to. Não po­de ser ven­di­da se­pa­ra­da­men­te.

2

DOMINGO, 16 de junho de 2019

DOMINGO, 16 de junho de 2019

15


OPINIÃO [ CRÔNICA

Balada do Impostor (biografismo) rompendo um círculo que é fundamental. E, além disso, a gente tem nas universidades a pesquisa. Uma grande porcentagem da pesquisa de ponta brasileira é feita nas universidades. Se você tira pesquisa de ponta em seu país, terá de comprar pesquisa de outros lugares. Então, assim, é uma escolha: você quer comprar pesquisa cara feita pelos outros lá fora ou você quer desenvolver a pesquisa aqui? Um exemplo que gosto dar é o da dengue. Você acha que a Alemanha vai pesquisar dengue sem ter dengue? Não! Vai desenvolver vacina e remédio para dengue? Não! Então, se a gente não cuidar da dengue aqui, vamos continuar morrendo de dengue. [...] A gente não tem de cortar dinheiro da Educação, a gente tem de pôr mais dinheiro na Educação. – Então isso tem impacto direto também na economia? – Certamente. A tecnologia que a gente não desenvolve aqui vai ter de trazer de fora. E traz a preços muito altos. Por exemplo, a gente pega o minério aqui, manda ele bruto para algum lugar e compra o produto daquele minério beneficiado. Então, a gente paga pelo nosso produto. Ao invés de a gente desenvolver o nosso minério aqui, a gente compra depois caríssimo. A gente vende barato porque é material bruto e compra caríssimo porque é material manufaturado. – O Brasil também não está bem posicionado no Programa Internacional de Avaliação de Alunos (PISA) em relação à leitura, que é sua área. Como se resolve esse problema? – Olha, eu participei desde o primeiro PISA. A gente mede, mede, mede, mas as ações para resolver não acontecem. A gente sabe que os brasileiros têm dificuldade de ler tabelas, de ler gráficos, infográficos, que são materiais que estão aí nas revistas, nos jornais, na internet, mas a gente não faz nada para resolver isso. Por quê? Porque a gente fica tentando uma educação... eu vou falar assim: careta. A gente quer que

14

DOMINGO, 16 de junho de 2019

o menino saiba análise sintática, que o menino decore verbo, tabuada... não que não tenha de decorar tabuada; tem, mas ele tem de entender que matemática é essa, que língua é essa. Não adianta você ficar oito anos ensinando análise sintática sem ensinar leitura e produção de texto. Esse é um grande erro da educação brasileira e eu acho que a gente tem de soltar um pouco as amarras do que é ensinar português, matemática, procurar um ensino mais pautado na vida das pessoas, um ensino mais reflexivo que é exatamente o que o governo não quer fazer hoje. – Hoje, voltamos a debates que já se imaginava superados: voltar a uma educação mais tradicional ou estabelecer formas educacionais mais inovadoras. Como devemos olhar para essa discussão e o que podemos pensar sobre o futuro da educação? – Olha, tudo que eu já li, já estudei, tem umas coisas que precisam ser vistas. Por exemplo: a Finlândia; o que a Finlândia fez? A Finlândia é o top de linha no PISA, né? O que ela fez? Liberou a internet! Todas as escolas têm internet, tudo tem internet pros meninos. Os meninos trabalham com projetos, trabalham com equipes para solucionar problemas. E quando você tem um problema para resolver você vai ler, vai pesquisar, vai pensar! Então, assim, isso é muito diferente de colocar o menino para fazer análise sintática. Pegar um texto e falar: cadê o sujeito? Cadê o predicado? Precisamos pensar uma educação mais interessante. – A discussão é muito mais curricular, então? – E social. Não é só o método que importa - fônico ou global, apesar de eu ter preferência pelo método global. Mas a escola tem de ser o todo. Que comunidade é essa? Quais são as demandas dessa comunidade? O que está acontecendo com essas pessoas que vêm para cá? Tá bom, tem muita droga ali... Como que eu vou lidar com esse ambiente de droga dentro da escola? De repente, o pai

do menino é um traficante, o que é que eu vou falar? Que todo traficante é marginal e blá-blá-blá? Então, você olha esses casos que precisam ser pensados e o professor precisa desse suporte. O suporte de um aluno que tem problema mental, o suporte de um aluno que é surdo. Porque, de repente, junta todo mundo em uma sala de aula e diz que é inclusão. É lindo, mas o professor precisa desse suporte. Como saber lidar com o aluno que é bipolar, que é surdo, é cego, né? A escola precisa ter gente lá para ajudar. – A escola poderia salvar mais pessoas? – Eu acho que ela salva. O governo de Minas, recentemente, fez um grande erro que foi acabar com a escola em tempo integral. Esses meninos, que muitas vezes vivem em lugares de risco, ao invés de permanecerem na escola, vão voltar para a rua. Ou seja, os meninos viram trombadinha, vão para as drogas, para a prostituição. Não digo que a escola salva todo mundo, mas que ela ajuda e tira muito menino em situação de risco, isso tira.

E O INGLÊS SE DESCOBRIU ESCRITOR josé nicodemos aristida603@hotmail.com

A

vida ali no vilarejo corria como simples coisa em si. Da mão para a boca. Não havia, porém, como na cidade grande, aquele nervosismo, aquela angústia da solidão interior. Seus moradores, alheios ao mundo rico e variado às suas costas, viviam felizes no seu isolamento da civilização. E nem sequer suspeitavam do consumismo lá fora. Daí, não sentiam essa perturbadora necessidade. Naturalmente, o convívio era como

se fosse em família: todos se conheciam e se ajudavam, fosse qual fosse a circunstância. O que vale, a solidariedade no seu estado mais puro. Desse modo, era o vilarejo um mundinho à parte, sem as psicoses do mundo grande lá fora. Vivia-se sem outro cuidado que não fosse a saciedade do estômago e o pano para cobrir o corpo. Vida natural. Em meio à natureza, de que, digamos, copiava-se a vida. Conta-se que, um dia, cansado da civilização, com suas inquietações e suas angústias, apareceu ali um cidadão inglês, que desde logo se deixou seduzir pela vidinha do lugar. Leitor constante, encontrara na-

quele vilarejo o ambiente ideal para ouvir as vozes do mundo, na lição de vida dos seus autores preferidos. A literatura (dizia ele, e é isso mesmo) ensina a ver e sentir o mundo. E ali decidiu que viveria o resto da sua vida, longe do mundo civilizado. Interiormente pacificado das neuroses do mundo civilizado. A paz que lhe fazia falta. E de logo adaptou-se aos usos e costumes do lugar, tão diferentes e distantes dos de sua Londres, saturada de civilização. Vez em que se descobriu escritor, descobrindo o lado universal daquela humanidade quase em estado primitivo. De vida natural.

– Qual é o seu lugar de luta nessa luta? – Minha luta diária é por uma sala de aula legal. Sabe aquela sala de aula que o menino entra e fala assim: Pô, aqui é um lugar bom, é aqui que eu quero estar, aqui é legal, aqui eu me divirto, aqui eu aprendo, aqui – a palavra da moda – eu me empodero; aqui eu sinto que sou valorizado, aqui eu tenho amigos, tenho professores que me olham com carinho, sabe, que quer que eu seja uma pessoa bacana, que quer que eu me dê bem e está me ajudando a melhorar. Que consiga perceber que a comunidade dele tem mil coisas legais, mil coisas interessantes. Então eu acho que é isso. Todo dia eu falo com meus alunos, porque eu formo professores, então eu falo: gente a sala de aula tem de ser um lugar legal, divertido, a gente precisa rir aqui dentro, a gente não tem de ser carrancudo. É isso. DOMINGO, 16 de junho de 2019

3


Qualidade de vida

Viva Mais Saúde >> Com a correria do dia a dia, está cada vez mais difícil alcançar qualidade de vida. Nutricionista afirma que equipe multidisciplinar é importante para processos de emagrecimento. Apoio de vários especialistas auxilia no equilíbrio nutricional, físico, espiritual e emocional

4

DOMINGO, 16 de junho de 2019

Balada adorodo comer Impostor (biografismo) lo Programa de Pós-Graduação em Estudos Linguísticos da UFMG. Neste período, começou a trabalhar no Centro Universitário de Belo Horizonte (UNIBH). Em 1995, ingressou no doutorado do mesmo programa e, no ano seguinte, passou no concurso para o corpo docente da UFMG, onde hoje é professora titular. Depois disso, fez dois pós-doutorados: em Ciências Cognitivas, pela University of California San Diego (EUA), concluído em 2005, e em Educação pela University of Rhode Island (EUA), concluído em 2014. Em 23 anos de trabalho na federal mineira, Carla construiu uma carreira ambiciosa e significativa para a educação nacional. Ela trabalha tentando entender como as pessoas leem, como aprendem a ler e como entendem o que entendem. "Inferência" é um marcador importante em sua pesquisa, pois esclarece o grau de conhecimento percebido pelo leitor paciente. Desde o mestrado vem observando como esta ação se consolida nos leitores a partir de leituras tradicionais, mas nos últimos vinte anos se destacou ao ser uma das primeiras no país a pesquisar como as pessoas leem no computador. São dezenas de capítulos de livros publicados de suas pesquisas e orientações ao longo deste tempo. Entre os mais conhecidos estão “Letramento Digital”, em parceria com Ana Elisa Ribeiro, e o mais recente “Tecnologias para Aprender”. Seu trabalho impresso mais conhecido, no entanto é o famoso “Livro de receitas do professor de português”, que escreveu sozinha. As universidades de nossa região estão cheias de colaboradores de seus trabalhos, entre eles destacamse Júlio Araújo, Messias Dieb, Vicente Lima Neto, Elaine Fortes, Eduardo Junqueira, Áurea Zavan, entre outros. Colaboradores e amigos, já que a coisa que mais gosta de fazer, segundo ela própria, é amigos. Carla luta também por mudanças na Educação. Para ela, as escolas do Brasil precisam transformar-se em ambientes agradáveis, e os currícu-

los, mudar a possibilidade do ensino rígido e tradicional para algo que interesse ao aluno. Sua crítica vai ao encontro de mudanças significativas que têm sido feitas na Europa e que oferecem resultados extraordinários. Esse debate, mais a questão política envolvendo a educação brasileira, vitimada por discursos extremistas, foi base para nossa entrevista, oportunidade para conhecer um pouco mais de seu pensamento e ideias em favor de uma educação progressista e qualificada para alunos e professores. – Como você vê essas novas discussões sobre as humanas?

– Isso me dá um medo terrível, porque eu acho que as humanas são o fundamento de tudo. É na filosofia, na sociologia que a gente entende o ser humano. Se a gente não pensa sobre o ser humano o resto todo se destrói. Eu não tenho a menor dúvida. Você não consegue ser engenheiro, não consegue ser médico se você não tiver uma base humana em sua formação. – E essa coisa de cortar recursos do ensino superior para investir no ensino básico? – O ensino superior forma o profissional que vai para o ensino básico. Se você corta ali, está “dando um tiro no pé”, no popular. Você está DOMINGO, 16 de junho de 2019

13


Balada do Impostor (biografismo) tência dela foi durante o lançamento da plataforma Celina, em março deste ano, pelo jornal O Globo. O espaço traz reportagem sobre a personalidade e entrevistas com duas de suas negas, Carla e Gina, que são irmãs. Em maio deste ano, em visita a Belo Horizonte, lhe visitei no charmoso bairro Bandeirantes, na Pampulha. Cheguei à sua casa por volta das 16h, acompanhado de Regiane. Fomos recebidos por ela, Fábio Passos, seu namorado, sua mãe, Neide, e três simpáticos cães. Mais tarde conhecemos mais pessoas. A primeira surpresa foi a gentileza de Carla. Com aspecto de bomhumor orgânico, nos recebeu como conterrâneos apenas pela relação familiar dela com Mossoró. Alguns amigos em comuns nossos a aproximaram imediatamente de Regiane que também é pesquisadora das Letras. Chamou atenção nas primeiras conversas o desconhecimento da dimensão do nome de Celina para Mossoró. Considerada como uma espécie de heroína local, ela é, com exceção da história já conhecida e das grandes reportagens e referências, apenas “dona Celina”, como citou uma tia de Carla que chegou mais tarde à sua casa. Até questionei se eles tinham esta dimensão e, sendo muito sinceros, disseram que não. Sequer sabiam que existe uma escultura dela no centro de Mossoró. Alguns nem sabiam das encenações do Auto da Liberdade e Chuva de Bala no País de Mossoró que trazem Celina Guimarães como personagem importante. Apesar de tudo isso, não fui ali em busca da neta de nossa eleitora primeira, apesar de ser impossível desviar esta referência. Queria conhecer um pouco mais sobre a pesquisadora Carla Coscarelli, tão citada e respeitada no mundo acadêmico. Em seu escritório cheio de informações, livros e lembranças, me deparei com o famoso álbum de Celina Guimarães e Elyzeu Viana. Fo-

12 DOMINGO, 16 de junho de 2019

lheei página a página com enorme cuidado devido à fragilidade do objeto. Ali encontrei o casal elegante que redefiniu a história do Rio Grande do Norte tanto na resistência em relação aos padrões sociais rígidos de sua época, quanto na preocupação em desenvolver a educação deste estado. Entre as fotografias observadas, a mais importante delas: o registro do voto. Em excelente qualidade, dá para ver Celina depositando aquele que, historicamente é considerado o primeiro voto feminino no Brasil devido às circunstâncias de registro e publicidade. Como se sabe, o sufrágio de 1928 não foi contabilizado, pois a mulher só pôde votar mesmo em 1932. Mas isso não mudou as circunstâncias daquele acontecimento, hoje estabelecidas pela luta em favor dos direitos femininos. Uma das últimas fotos pouco conhecidas de Celina não está no álbum. De corpo inteiro, ela aparece ao lado de uma loirinha simpática. É Carla, ali por volta dos sete anos de idade, período que guardou as poucas lembranças da avó. “Lembro-me dela jogando paciência. Tinha um baralho de gatos. Lembro-me dela no quarto, sentada jogando sozinha. Lembro também dela com uma vizinha conversando numa mesa redonda na sala.” Dona Neide diz que Celina tinha fama de tomar decisões em casa e que Elyzeu Viana costumava atender suas orientações. Esse perfil põe por terra qualquer suposição de que o direito ao voto tenha sido motivada pelo marido e se o foi, certamente, teve origem no comportamento dela, sempre à frente do seu tempo. Carla não conheceu o avô, falecido quatro anos antes de ela ter nascido, mas dele guarda impressões afetivas muito fortes. A postura nas fotografias, a informação de que gostava de literatura, coisa que passou para o filho, Pedro Viana, lhe remete a possibilidade de ter sido “um cara bacana”. Pedro Viana é o único filho do casal Celina e Elyzeu. Foi adotado em Teófilo Otoni, onde Elyzeu trabalhou como promotor

Qualidade de vida depois de deixar o RN na década de 1930. Essa relação com o avô se dá pelo gosto de Carla pelas Letras, obviamente. Mas, possivelmente seja o magistério que mais une essa família. Desde criança, Carla tem a sala de aula como perspectiva e isso se estabeleceu em sua vida de maneira tão natural que parece coisa arrumada pelo universo. E ela tinha outras opções. Carla Viana nasceu no dia 8 de outubro de 1964, em Belo Horizonte, lugar de onde nunca saiu. Filha da professora Neide Lapertosa Viana, hoje com 78 anos, e do médico anestesiologista Pedro Wilson Viana, 88, é a terceira a nascer de uma família de quatro filhos: Gina (professora), Júlio (professor) e Sandra (designer de interiores). Apesar da boa condição da família deixada pelos avós e conquistada pelo pai, médico, todos estudaram em escola pública, com exceção apenas do ginásio. A primeira escola de Carla foi a estadual Pandiá Calógeras. De lá, saiu para a Escola Municipal Marconi e só então para o Colégio Pio XII, de freiras, onde fez o magistério. Em 1984, aos 20 anos, entrou no curso de Letras na UFMG. Durante muito tempo, estudou inglês no Modern American Institute (MAI) e lá mesmo conquistou o primeiro emprego como professora. O interesse pela pesquisa começou na graduação, na iniciação científica. Desde então, não largou mais as investigações e a contribuição para a ciência. Casou-se com o administrador Leonardo Andrade Coscarelli em 1989, com quem tem uma filha: Bárbara Viana Coscarelli, hoje com 21 anos. Bárbara estuda Artes Plásticas na Escola Guignard, da UEMG. Carla e Leonardo se conheceram em um curso de vocal, pois a música é sua segunda paixão dela que estudou violão erudito. Os dois viveram juntos por 14 anos e hoje são bons amigos. Há sete anos, Carla namora o empresário Fábio Passos Fenatti. Em 1991, entrou no mestrado pe-

A

correria do dia a dia é um fator externo que atualmente interfere diretamente na saúde das pessoas. Alcançar qualidade de vida tornou-se uma dificuldade para pessoas de diferentes idades e que possuem o mesmo perfil: delegar muitas atribuições no cotidiano e deixar a sua saúde em segundo plano. E cada vez mais, nutricionistas percebem em seus consultórios pacientes se queixando de que emagrecer com saúde tem sido cada vez mais difícil e consequentemente gera uma desmotivação. Com isso, surge a importância de o paciente entender que ter o apoio de vários especialistas é um grande aliado para auxiliar nesse processo, que não é tão simples quanto parece. Para a nutricionista clínica funcional Jessyca Larissa, o alimento não tem apenas a função de nutrir o corpo; ele tem função emocional. “O alimento está presente em datas comemorativas e culturais. Não tem como as pessoas viverem em uma dieta restritiva. O ideal é saber controlar, planejar a sua rotina alimentar”, ressalta. Por isso, é importante o acompanhamento multidisciplinar para o paciente aumentar o seu conhecimento sobre os problemas que estão causando esses transtornos alimentares e ganho de peso, e ajudam a motivar o indivíduo para agir contra os fatores que estão atrapalhando sua rotina. Atualmente, em Mossoró, já existe um programa de emagrecimento que envolve a participação de uma equipe multidisciplinar. Esse é um método focado não apenas no incentivo à perda de peso, mas principalmente em como proporcionar reeducação comportamental através do equilíbrio nutricional, físico, espiritual e emocional. Jessyca Larissa é uma das profissionais pioneiras nesse assunto. Há um ano idealizou o projeto Viva Mais Saúde, que ajuda pessoas a

Nutricionista clínica funcional Jessyca Larissa DOMINGO, 16 de junho de 2019

5


Qualidade de vida mudar seus estilos de vida. “São trinta dias dedicados a um programa de emagrecimento que reúne os pacientes em atividades educativas em saúde integrativa, com uma equipe trabalhando em conjunto: endocrinologista, mastologista, psicólogo, psiquiatra, nutricionista, educador físico, instrutor de ioga, nutricionista com oficinas de comida funcional, médico acupunturista e outros, auxiliando a superar as fases mais difíceis”, conta a nutricionista. Na segunda edição do Viva Mais Saúde, que começa no dia 7 de julho, o compartilhamento de experiências é mais uma atividade que será desempenhada. “Na prática clínica, reconheço a procrastinação das pessoas, que adiam quando iniciarão novos hábitos saudáveis; além da frustração, por acontecer imprevistos no seu dia a dia, problemas e alterações de humor, mas os pacientes precisam manter a constância e persistir. E procurar ajuda de uma equipe multiprofissional é fundamental para aprender mais e começar uma nova jornada”, finaliza Jessyca Larissa.

Balada do Impostor (biografismo)

Balada do Impostor

(biografismo)

José de Paiva Rebouças Jornalista e escritor @paiva_reboucas

Primeira edição do Viva Mais Saúde

Educação e resistência Neta da professora Celina Guimarães Viana, primeira mulher a votar na América Latina, Carla Coscarelli é, principalmente, uma das linguísticas mais importantes do Brasil. Referência em leitura digital, ela conta um pouco das lembranças da avó e bastante sobre suas ideias para melhorar a educação no Brasil.

É

provável que o nome Carla Coscarelli seja desconhecido de grande parte da população mossoroense e potiguar. Se decidir usar o outro sobrenome dela, Viana, é possível que algumas pessoas façam alguma relação familiar, mas

6

DOMINGO, 16 de junho de 2019

uma grande maioria terá mais clareza quando eu disser que se trata de uma neta de Celina Guimarães Viana, a primeira eleitora da América Latina. A mesma confusão aconteceria ao contrário se este texto estivesse

direcionado para pesquisadores da área de Letras, pois Carla é uma referência nacional no letramento digital e, apesar de nunca ter vindo a Mossoró, é bem conhecida por estudiosos dessa região. A primeira vez que soube da exisDOMINGO, 16 de junho de 2019

11


Orçamento

Alerta

A

anemia ferropriva é causada pela deficiência de ferro e é a mais comum de todas as anemias. No Brasil, estima-se que entre 20% e 50% das crianças com até 5 anos sofram da doença. Segundo o médico nutrólogo Alexander Gomes, os sintomas mais comuns nos adultos são palidez, cansaço, falta de ar, sonolência, tontura, falta de memória, taquicardia e palpitações. Já em crianças, o mal pode atrapalhar o raciocínio e trazer dificuldade na aprendizagem. Além disso, afeta o desenvolvimento e deixa o sistema imunológico debilitado, aumentado a predisposição a infecções. Para combater a doença, deve-se consumir alimentos ricos em proteína, ferro, ácido fólico e vitaminas do complexo B, como carnes, ovos, peixes, vísceras, fígado e espinafre. “Esses nutrientes estimulam a produção de glóbulos vermelhas no sangue, que normalmente estão baixos quando se tem anemia”, pontua o especialista, que ainda indica como aumentar a absorção do ferro após as principais refeições: “Consumir alimentos ricos em vitamina C após o almoço e o jantar, como

Deve-se consumir alimentos ricos em vitamina C após o almoço e o jantar, como laranja ou abacaxi, pois essa vitamina aumenta a absorção de ferro no intestino

laranja ou abacaxi, pois essa vitamina aumenta a absorção de ferro no intestino, ajudando a combater a doença”. Além de uma boa alimentação, muitas vezes é preciso suplementar. O Ministério da Saúde recomenda a medida para toda criança entre seis

meses e 2 anos de idade. No capítulo do livro que escreveu em seu pós-doutorado, Alexander Gomes diz que os melhores suplementos são aqueles com ferro nanoencapsulado associado a outros minerais e vitaminas.

Brasileiro gasta mais da metade da renda com alimentação Estima-se que entre 20% e 50% das crianças com até 5 anos sofram da doença

10 DOMINGO, 16 de junho de 2019

>> Estudo mostra quanto o brasileiro gasta mensalmente com supermercado. Alimentação é o principal gasto dos brasileiros DOMINGO, 16 de junho de 2019

7


Orçamento

Alerta

F

azer a compra do mês está ficando cada vez mais caro para as famílias brasileiras. O Cuponation, plataforma de descontos online e integrante da alemã Global Savings Group, realizou uma pesquisa para saber a média de gastos de uma residência brasileira e qual o impacto dessa compra para quem recebe um salário mínimo ou um valor considerado médio. De acordo com um estudo comparativo da Multibenefícios (unidade de negócios da GPA) feito entre os primeiros semestres de 2017 e 2018, a alimentação é o principal gasto dos brasileiros, com até 80% dos trabalhadores investindo seu dinheiro apenas em comida. Na prática, o site Finanças Real apontou que se um indivíduo ganha R$ 1.000,00, o custo com alimentação deveria ser de R$ 375,00. Se um indivíduo ganhar R$ 2.000,00, esse gasto deve ser de no máximo R$ 500,00. No entanto, uma pesquisa de 2016 da Geofision revelou as vinte regiões em que as famílias mais gastam com refeição, dentro e fora de casa. Dentre essas regiões, o estado de São Paulo aparece quatorze vezes, Rio de Janeiro aparece cinco e o Distrito Federal apenas uma vez. O estudo ainda aponta que as cinco primeiras regiões do ranking chegam a gastar mais de R$ 1.000,00 por mês em comida e bebida. Morada dos Pássaros (SP) e Lagoa (RJ) ocupam a primeira e segunda

!

Essa condição pode se dar pela inflação acelerada no custo de cada alimento

8 DOMINGO, 16 de junho de 2019

Anemia por deficiência de ferro em crianças pode ser prevenida

Até 80% dos trabalhadores investem seu dinheiro apenas em comida

posição do ranking, gastando cerca de R$ 1.153,21 e R$ 1.089,70, respectivamente. A última posição da lista, Campo Belo (SP), gasta aproximadamente R$ 787,73 com as compras em supermercado. O Cuponation constatou que as famílias estão gastando até R$ 653,21 a mais que o valor indicado. Ou seja, até 130,63% do que deveriam de fato gastar. Ao calcular a renda mensal de um salário mínimo de R$ 998,00 de uma família brasileira e levando em conta a estimativa da Finanças Real, o cus-

to com o supermercado deveria ser de até 37,58% da renda recebida. Caso esse mesmo cálculo seja feito com a comparação entre o salário médio de R$ 2.500,00 (IBGE), o gasto dedicado deveria ser de 20% a 25% da renda. Outro ponto importante seria ressaltar que até a região que ocupa a última posição da lista gasta mais do que deveria com alimentação. Essa condição pode se dar pela inflação acelerada no custo de cada alimento, que cresceu (de 2,95% para 375%) entre 2017 e 2018.

>> Médico nutrólogo explica que, além de uma boa alimentação, muitas vezes é necessário suplementar; medida é também recomendada pelo Ministério da Saúde DOMINGO, 16 de junho de 2019

9


Orçamento

Alerta

F

azer a compra do mês está ficando cada vez mais caro para as famílias brasileiras. O Cuponation, plataforma de descontos online e integrante da alemã Global Savings Group, realizou uma pesquisa para saber a média de gastos de uma residência brasileira e qual o impacto dessa compra para quem recebe um salário mínimo ou um valor considerado médio. De acordo com um estudo comparativo da Multibenefícios (unidade de negócios da GPA) feito entre os primeiros semestres de 2017 e 2018, a alimentação é o principal gasto dos brasileiros, com até 80% dos trabalhadores investindo seu dinheiro apenas em comida. Na prática, o site Finanças Real apontou que se um indivíduo ganha R$ 1.000,00, o custo com alimentação deveria ser de R$ 375,00. Se um indivíduo ganhar R$ 2.000,00, esse gasto deve ser de no máximo R$ 500,00. No entanto, uma pesquisa de 2016 da Geofision revelou as vinte regiões em que as famílias mais gastam com refeição, dentro e fora de casa. Dentre essas regiões, o estado de São Paulo aparece quatorze vezes, Rio de Janeiro aparece cinco e o Distrito Federal apenas uma vez. O estudo ainda aponta que as cinco primeiras regiões do ranking chegam a gastar mais de R$ 1.000,00 por mês em comida e bebida. Morada dos Pássaros (SP) e Lagoa (RJ) ocupam a primeira e segunda

!

Essa condição pode se dar pela inflação acelerada no custo de cada alimento

8 DOMINGO, 16 de junho de 2019

Anemia por deficiência de ferro em crianças pode ser prevenida

Até 80% dos trabalhadores investem seu dinheiro apenas em comida

posição do ranking, gastando cerca de R$ 1.153,21 e R$ 1.089,70, respectivamente. A última posição da lista, Campo Belo (SP), gasta aproximadamente R$ 787,73 com as compras em supermercado. O Cuponation constatou que as famílias estão gastando até R$ 653,21 a mais que o valor indicado. Ou seja, até 130,63% do que deveriam de fato gastar. Ao calcular a renda mensal de um salário mínimo de R$ 998,00 de uma família brasileira e levando em conta a estimativa da Finanças Real, o cus-

to com o supermercado deveria ser de até 37,58% da renda recebida. Caso esse mesmo cálculo seja feito com a comparação entre o salário médio de R$ 2.500,00 (IBGE), o gasto dedicado deveria ser de 20% a 25% da renda. Outro ponto importante seria ressaltar que até a região que ocupa a última posição da lista gasta mais do que deveria com alimentação. Essa condição pode se dar pela inflação acelerada no custo de cada alimento, que cresceu (de 2,95% para 375%) entre 2017 e 2018.

>> Médico nutrólogo explica que, além de uma boa alimentação, muitas vezes é necessário suplementar; medida é também recomendada pelo Ministério da Saúde DOMINGO, 16 de junho de 2019

9


Orçamento

Alerta

A

anemia ferropriva é causada pela deficiência de ferro e é a mais comum de todas as anemias. No Brasil, estima-se que entre 20% e 50% das crianças com até 5 anos sofram da doença. Segundo o médico nutrólogo Alexander Gomes, os sintomas mais comuns nos adultos são palidez, cansaço, falta de ar, sonolência, tontura, falta de memória, taquicardia e palpitações. Já em crianças, o mal pode atrapalhar o raciocínio e trazer dificuldade na aprendizagem. Além disso, afeta o desenvolvimento e deixa o sistema imunológico debilitado, aumentado a predisposição a infecções. Para combater a doença, deve-se consumir alimentos ricos em proteína, ferro, ácido fólico e vitaminas do complexo B, como carnes, ovos, peixes, vísceras, fígado e espinafre. “Esses nutrientes estimulam a produção de glóbulos vermelhas no sangue, que normalmente estão baixos quando se tem anemia”, pontua o especialista, que ainda indica como aumentar a absorção do ferro após as principais refeições: “Consumir alimentos ricos em vitamina C após o almoço e o jantar, como

Deve-se consumir alimentos ricos em vitamina C após o almoço e o jantar, como laranja ou abacaxi, pois essa vitamina aumenta a absorção de ferro no intestino

laranja ou abacaxi, pois essa vitamina aumenta a absorção de ferro no intestino, ajudando a combater a doença”. Além de uma boa alimentação, muitas vezes é preciso suplementar. O Ministério da Saúde recomenda a medida para toda criança entre seis

meses e 2 anos de idade. No capítulo do livro que escreveu em seu pós-doutorado, Alexander Gomes diz que os melhores suplementos são aqueles com ferro nanoencapsulado associado a outros minerais e vitaminas.

Brasileiro gasta mais da metade da renda com alimentação Estima-se que entre 20% e 50% das crianças com até 5 anos sofram da doença

10 DOMINGO, 16 de junho de 2019

>> Estudo mostra quanto o brasileiro gasta mensalmente com supermercado. Alimentação é o principal gasto dos brasileiros DOMINGO, 16 de junho de 2019

7


Qualidade de vida mudar seus estilos de vida. “São trinta dias dedicados a um programa de emagrecimento que reúne os pacientes em atividades educativas em saúde integrativa, com uma equipe trabalhando em conjunto: endocrinologista, mastologista, psicólogo, psiquiatra, nutricionista, educador físico, instrutor de ioga, nutricionista com oficinas de comida funcional, médico acupunturista e outros, auxiliando a superar as fases mais difíceis”, conta a nutricionista. Na segunda edição do Viva Mais Saúde, que começa no dia 7 de julho, o compartilhamento de experiências é mais uma atividade que será desempenhada. “Na prática clínica, reconheço a procrastinação das pessoas, que adiam quando iniciarão novos hábitos saudáveis; além da frustração, por acontecer imprevistos no seu dia a dia, problemas e alterações de humor, mas os pacientes precisam manter a constância e persistir. E procurar ajuda de uma equipe multiprofissional é fundamental para aprender mais e começar uma nova jornada”, finaliza Jessyca Larissa.

Balada do Impostor (biografismo)

Balada do Impostor

(biografismo)

José de Paiva Rebouças Jornalista e escritor @paiva_reboucas

Primeira edição do Viva Mais Saúde

Educação e resistência Neta da professora Celina Guimarães Viana, primeira mulher a votar na América Latina, Carla Coscarelli é, principalmente, uma das linguísticas mais importantes do Brasil. Referência em leitura digital, ela conta um pouco das lembranças da avó e bastante sobre suas ideias para melhorar a educação no Brasil.

É

provável que o nome Carla Coscarelli seja desconhecido de grande parte da população mossoroense e potiguar. Se decidir usar o outro sobrenome dela, Viana, é possível que algumas pessoas façam alguma relação familiar, mas

6

DOMINGO, 16 de junho de 2019

uma grande maioria terá mais clareza quando eu disser que se trata de uma neta de Celina Guimarães Viana, a primeira eleitora da América Latina. A mesma confusão aconteceria ao contrário se este texto estivesse

direcionado para pesquisadores da área de Letras, pois Carla é uma referência nacional no letramento digital e, apesar de nunca ter vindo a Mossoró, é bem conhecida por estudiosos dessa região. A primeira vez que soube da exisDOMINGO, 16 de junho de 2019

11


Balada do Impostor (biografismo) tência dela foi durante o lançamento da plataforma Celina, em março deste ano, pelo jornal O Globo. O espaço traz reportagem sobre a personalidade e entrevistas com duas de suas negas, Carla e Gina, que são irmãs. Em maio deste ano, em visita a Belo Horizonte, lhe visitei no charmoso bairro Bandeirantes, na Pampulha. Cheguei à sua casa por volta das 16h, acompanhado de Regiane. Fomos recebidos por ela, Fábio Passos, seu namorado, sua mãe, Neide, e três simpáticos cães. Mais tarde conhecemos mais pessoas. A primeira surpresa foi a gentileza de Carla. Com aspecto de bomhumor orgânico, nos recebeu como conterrâneos apenas pela relação familiar dela com Mossoró. Alguns amigos em comuns nossos a aproximaram imediatamente de Regiane que também é pesquisadora das Letras. Chamou atenção nas primeiras conversas o desconhecimento da dimensão do nome de Celina para Mossoró. Considerada como uma espécie de heroína local, ela é, com exceção da história já conhecida e das grandes reportagens e referências, apenas “dona Celina”, como citou uma tia de Carla que chegou mais tarde à sua casa. Até questionei se eles tinham esta dimensão e, sendo muito sinceros, disseram que não. Sequer sabiam que existe uma escultura dela no centro de Mossoró. Alguns nem sabiam das encenações do Auto da Liberdade e Chuva de Bala no País de Mossoró que trazem Celina Guimarães como personagem importante. Apesar de tudo isso, não fui ali em busca da neta de nossa eleitora primeira, apesar de ser impossível desviar esta referência. Queria conhecer um pouco mais sobre a pesquisadora Carla Coscarelli, tão citada e respeitada no mundo acadêmico. Em seu escritório cheio de informações, livros e lembranças, me deparei com o famoso álbum de Celina Guimarães e Elyzeu Viana. Fo-

12 DOMINGO, 16 de junho de 2019

lheei página a página com enorme cuidado devido à fragilidade do objeto. Ali encontrei o casal elegante que redefiniu a história do Rio Grande do Norte tanto na resistência em relação aos padrões sociais rígidos de sua época, quanto na preocupação em desenvolver a educação deste estado. Entre as fotografias observadas, a mais importante delas: o registro do voto. Em excelente qualidade, dá para ver Celina depositando aquele que, historicamente é considerado o primeiro voto feminino no Brasil devido às circunstâncias de registro e publicidade. Como se sabe, o sufrágio de 1928 não foi contabilizado, pois a mulher só pôde votar mesmo em 1932. Mas isso não mudou as circunstâncias daquele acontecimento, hoje estabelecidas pela luta em favor dos direitos femininos. Uma das últimas fotos pouco conhecidas de Celina não está no álbum. De corpo inteiro, ela aparece ao lado de uma loirinha simpática. É Carla, ali por volta dos sete anos de idade, período que guardou as poucas lembranças da avó. “Lembro-me dela jogando paciência. Tinha um baralho de gatos. Lembro-me dela no quarto, sentada jogando sozinha. Lembro também dela com uma vizinha conversando numa mesa redonda na sala.” Dona Neide diz que Celina tinha fama de tomar decisões em casa e que Elyzeu Viana costumava atender suas orientações. Esse perfil põe por terra qualquer suposição de que o direito ao voto tenha sido motivada pelo marido e se o foi, certamente, teve origem no comportamento dela, sempre à frente do seu tempo. Carla não conheceu o avô, falecido quatro anos antes de ela ter nascido, mas dele guarda impressões afetivas muito fortes. A postura nas fotografias, a informação de que gostava de literatura, coisa que passou para o filho, Pedro Viana, lhe remete a possibilidade de ter sido “um cara bacana”. Pedro Viana é o único filho do casal Celina e Elyzeu. Foi adotado em Teófilo Otoni, onde Elyzeu trabalhou como promotor

Qualidade de vida depois de deixar o RN na década de 1930. Essa relação com o avô se dá pelo gosto de Carla pelas Letras, obviamente. Mas, possivelmente seja o magistério que mais une essa família. Desde criança, Carla tem a sala de aula como perspectiva e isso se estabeleceu em sua vida de maneira tão natural que parece coisa arrumada pelo universo. E ela tinha outras opções. Carla Viana nasceu no dia 8 de outubro de 1964, em Belo Horizonte, lugar de onde nunca saiu. Filha da professora Neide Lapertosa Viana, hoje com 78 anos, e do médico anestesiologista Pedro Wilson Viana, 88, é a terceira a nascer de uma família de quatro filhos: Gina (professora), Júlio (professor) e Sandra (designer de interiores). Apesar da boa condição da família deixada pelos avós e conquistada pelo pai, médico, todos estudaram em escola pública, com exceção apenas do ginásio. A primeira escola de Carla foi a estadual Pandiá Calógeras. De lá, saiu para a Escola Municipal Marconi e só então para o Colégio Pio XII, de freiras, onde fez o magistério. Em 1984, aos 20 anos, entrou no curso de Letras na UFMG. Durante muito tempo, estudou inglês no Modern American Institute (MAI) e lá mesmo conquistou o primeiro emprego como professora. O interesse pela pesquisa começou na graduação, na iniciação científica. Desde então, não largou mais as investigações e a contribuição para a ciência. Casou-se com o administrador Leonardo Andrade Coscarelli em 1989, com quem tem uma filha: Bárbara Viana Coscarelli, hoje com 21 anos. Bárbara estuda Artes Plásticas na Escola Guignard, da UEMG. Carla e Leonardo se conheceram em um curso de vocal, pois a música é sua segunda paixão dela que estudou violão erudito. Os dois viveram juntos por 14 anos e hoje são bons amigos. Há sete anos, Carla namora o empresário Fábio Passos Fenatti. Em 1991, entrou no mestrado pe-

A

correria do dia a dia é um fator externo que atualmente interfere diretamente na saúde das pessoas. Alcançar qualidade de vida tornou-se uma dificuldade para pessoas de diferentes idades e que possuem o mesmo perfil: delegar muitas atribuições no cotidiano e deixar a sua saúde em segundo plano. E cada vez mais, nutricionistas percebem em seus consultórios pacientes se queixando de que emagrecer com saúde tem sido cada vez mais difícil e consequentemente gera uma desmotivação. Com isso, surge a importância de o paciente entender que ter o apoio de vários especialistas é um grande aliado para auxiliar nesse processo, que não é tão simples quanto parece. Para a nutricionista clínica funcional Jessyca Larissa, o alimento não tem apenas a função de nutrir o corpo; ele tem função emocional. “O alimento está presente em datas comemorativas e culturais. Não tem como as pessoas viverem em uma dieta restritiva. O ideal é saber controlar, planejar a sua rotina alimentar”, ressalta. Por isso, é importante o acompanhamento multidisciplinar para o paciente aumentar o seu conhecimento sobre os problemas que estão causando esses transtornos alimentares e ganho de peso, e ajudam a motivar o indivíduo para agir contra os fatores que estão atrapalhando sua rotina. Atualmente, em Mossoró, já existe um programa de emagrecimento que envolve a participação de uma equipe multidisciplinar. Esse é um método focado não apenas no incentivo à perda de peso, mas principalmente em como proporcionar reeducação comportamental através do equilíbrio nutricional, físico, espiritual e emocional. Jessyca Larissa é uma das profissionais pioneiras nesse assunto. Há um ano idealizou o projeto Viva Mais Saúde, que ajuda pessoas a

Nutricionista clínica funcional Jessyca Larissa DOMINGO, 16 de junho de 2019

5


Qualidade de vida

Viva Mais Saúde >> Com a correria do dia a dia, está cada vez mais difícil alcançar qualidade de vida. Nutricionista afirma que equipe multidisciplinar é importante para processos de emagrecimento. Apoio de vários especialistas auxilia no equilíbrio nutricional, físico, espiritual e emocional

4

DOMINGO, 16 de junho de 2019

Balada adorodo comer Impostor (biografismo) lo Programa de Pós-Graduação em Estudos Linguísticos da UFMG. Neste período, começou a trabalhar no Centro Universitário de Belo Horizonte (UNIBH). Em 1995, ingressou no doutorado do mesmo programa e, no ano seguinte, passou no concurso para o corpo docente da UFMG, onde hoje é professora titular. Depois disso, fez dois pós-doutorados: em Ciências Cognitivas, pela University of California San Diego (EUA), concluído em 2005, e em Educação pela University of Rhode Island (EUA), concluído em 2014. Em 23 anos de trabalho na federal mineira, Carla construiu uma carreira ambiciosa e significativa para a educação nacional. Ela trabalha tentando entender como as pessoas leem, como aprendem a ler e como entendem o que entendem. "Inferência" é um marcador importante em sua pesquisa, pois esclarece o grau de conhecimento percebido pelo leitor paciente. Desde o mestrado vem observando como esta ação se consolida nos leitores a partir de leituras tradicionais, mas nos últimos vinte anos se destacou ao ser uma das primeiras no país a pesquisar como as pessoas leem no computador. São dezenas de capítulos de livros publicados de suas pesquisas e orientações ao longo deste tempo. Entre os mais conhecidos estão “Letramento Digital”, em parceria com Ana Elisa Ribeiro, e o mais recente “Tecnologias para Aprender”. Seu trabalho impresso mais conhecido, no entanto é o famoso “Livro de receitas do professor de português”, que escreveu sozinha. As universidades de nossa região estão cheias de colaboradores de seus trabalhos, entre eles destacamse Júlio Araújo, Messias Dieb, Vicente Lima Neto, Elaine Fortes, Eduardo Junqueira, Áurea Zavan, entre outros. Colaboradores e amigos, já que a coisa que mais gosta de fazer, segundo ela própria, é amigos. Carla luta também por mudanças na Educação. Para ela, as escolas do Brasil precisam transformar-se em ambientes agradáveis, e os currícu-

los, mudar a possibilidade do ensino rígido e tradicional para algo que interesse ao aluno. Sua crítica vai ao encontro de mudanças significativas que têm sido feitas na Europa e que oferecem resultados extraordinários. Esse debate, mais a questão política envolvendo a educação brasileira, vitimada por discursos extremistas, foi base para nossa entrevista, oportunidade para conhecer um pouco mais de seu pensamento e ideias em favor de uma educação progressista e qualificada para alunos e professores. – Como você vê essas novas discussões sobre as humanas?

– Isso me dá um medo terrível, porque eu acho que as humanas são o fundamento de tudo. É na filosofia, na sociologia que a gente entende o ser humano. Se a gente não pensa sobre o ser humano o resto todo se destrói. Eu não tenho a menor dúvida. Você não consegue ser engenheiro, não consegue ser médico se você não tiver uma base humana em sua formação. – E essa coisa de cortar recursos do ensino superior para investir no ensino básico? – O ensino superior forma o profissional que vai para o ensino básico. Se você corta ali, está “dando um tiro no pé”, no popular. Você está DOMINGO, 16 de junho de 2019

13


OPINIÃO [ CRÔNICA

Balada do Impostor (biografismo) rompendo um círculo que é fundamental. E, além disso, a gente tem nas universidades a pesquisa. Uma grande porcentagem da pesquisa de ponta brasileira é feita nas universidades. Se você tira pesquisa de ponta em seu país, terá de comprar pesquisa de outros lugares. Então, assim, é uma escolha: você quer comprar pesquisa cara feita pelos outros lá fora ou você quer desenvolver a pesquisa aqui? Um exemplo que gosto dar é o da dengue. Você acha que a Alemanha vai pesquisar dengue sem ter dengue? Não! Vai desenvolver vacina e remédio para dengue? Não! Então, se a gente não cuidar da dengue aqui, vamos continuar morrendo de dengue. [...] A gente não tem de cortar dinheiro da Educação, a gente tem de pôr mais dinheiro na Educação. – Então isso tem impacto direto também na economia? – Certamente. A tecnologia que a gente não desenvolve aqui vai ter de trazer de fora. E traz a preços muito altos. Por exemplo, a gente pega o minério aqui, manda ele bruto para algum lugar e compra o produto daquele minério beneficiado. Então, a gente paga pelo nosso produto. Ao invés de a gente desenvolver o nosso minério aqui, a gente compra depois caríssimo. A gente vende barato porque é material bruto e compra caríssimo porque é material manufaturado. – O Brasil também não está bem posicionado no Programa Internacional de Avaliação de Alunos (PISA) em relação à leitura, que é sua área. Como se resolve esse problema? – Olha, eu participei desde o primeiro PISA. A gente mede, mede, mede, mas as ações para resolver não acontecem. A gente sabe que os brasileiros têm dificuldade de ler tabelas, de ler gráficos, infográficos, que são materiais que estão aí nas revistas, nos jornais, na internet, mas a gente não faz nada para resolver isso. Por quê? Porque a gente fica tentando uma educação... eu vou falar assim: careta. A gente quer que

14

DOMINGO, 16 de junho de 2019

o menino saiba análise sintática, que o menino decore verbo, tabuada... não que não tenha de decorar tabuada; tem, mas ele tem de entender que matemática é essa, que língua é essa. Não adianta você ficar oito anos ensinando análise sintática sem ensinar leitura e produção de texto. Esse é um grande erro da educação brasileira e eu acho que a gente tem de soltar um pouco as amarras do que é ensinar português, matemática, procurar um ensino mais pautado na vida das pessoas, um ensino mais reflexivo que é exatamente o que o governo não quer fazer hoje. – Hoje, voltamos a debates que já se imaginava superados: voltar a uma educação mais tradicional ou estabelecer formas educacionais mais inovadoras. Como devemos olhar para essa discussão e o que podemos pensar sobre o futuro da educação? – Olha, tudo que eu já li, já estudei, tem umas coisas que precisam ser vistas. Por exemplo: a Finlândia; o que a Finlândia fez? A Finlândia é o top de linha no PISA, né? O que ela fez? Liberou a internet! Todas as escolas têm internet, tudo tem internet pros meninos. Os meninos trabalham com projetos, trabalham com equipes para solucionar problemas. E quando você tem um problema para resolver você vai ler, vai pesquisar, vai pensar! Então, assim, isso é muito diferente de colocar o menino para fazer análise sintática. Pegar um texto e falar: cadê o sujeito? Cadê o predicado? Precisamos pensar uma educação mais interessante. – A discussão é muito mais curricular, então? – E social. Não é só o método que importa - fônico ou global, apesar de eu ter preferência pelo método global. Mas a escola tem de ser o todo. Que comunidade é essa? Quais são as demandas dessa comunidade? O que está acontecendo com essas pessoas que vêm para cá? Tá bom, tem muita droga ali... Como que eu vou lidar com esse ambiente de droga dentro da escola? De repente, o pai

do menino é um traficante, o que é que eu vou falar? Que todo traficante é marginal e blá-blá-blá? Então, você olha esses casos que precisam ser pensados e o professor precisa desse suporte. O suporte de um aluno que tem problema mental, o suporte de um aluno que é surdo. Porque, de repente, junta todo mundo em uma sala de aula e diz que é inclusão. É lindo, mas o professor precisa desse suporte. Como saber lidar com o aluno que é bipolar, que é surdo, é cego, né? A escola precisa ter gente lá para ajudar. – A escola poderia salvar mais pessoas? – Eu acho que ela salva. O governo de Minas, recentemente, fez um grande erro que foi acabar com a escola em tempo integral. Esses meninos, que muitas vezes vivem em lugares de risco, ao invés de permanecerem na escola, vão voltar para a rua. Ou seja, os meninos viram trombadinha, vão para as drogas, para a prostituição. Não digo que a escola salva todo mundo, mas que ela ajuda e tira muito menino em situação de risco, isso tira.

E O INGLÊS SE DESCOBRIU ESCRITOR josé nicodemos aristida603@hotmail.com

A

vida ali no vilarejo corria como simples coisa em si. Da mão para a boca. Não havia, porém, como na cidade grande, aquele nervosismo, aquela angústia da solidão interior. Seus moradores, alheios ao mundo rico e variado às suas costas, viviam felizes no seu isolamento da civilização. E nem sequer suspeitavam do consumismo lá fora. Daí, não sentiam essa perturbadora necessidade. Naturalmente, o convívio era como

se fosse em família: todos se conheciam e se ajudavam, fosse qual fosse a circunstância. O que vale, a solidariedade no seu estado mais puro. Desse modo, era o vilarejo um mundinho à parte, sem as psicoses do mundo grande lá fora. Vivia-se sem outro cuidado que não fosse a saciedade do estômago e o pano para cobrir o corpo. Vida natural. Em meio à natureza, de que, digamos, copiava-se a vida. Conta-se que, um dia, cansado da civilização, com suas inquietações e suas angústias, apareceu ali um cidadão inglês, que desde logo se deixou seduzir pela vidinha do lugar. Leitor constante, encontrara na-

quele vilarejo o ambiente ideal para ouvir as vozes do mundo, na lição de vida dos seus autores preferidos. A literatura (dizia ele, e é isso mesmo) ensina a ver e sentir o mundo. E ali decidiu que viveria o resto da sua vida, longe do mundo civilizado. Interiormente pacificado das neuroses do mundo civilizado. A paz que lhe fazia falta. E de logo adaptou-se aos usos e costumes do lugar, tão diferentes e distantes dos de sua Londres, saturada de civilização. Vez em que se descobriu escritor, descobrindo o lado universal daquela humanidade quase em estado primitivo. De vida natural.

– Qual é o seu lugar de luta nessa luta? – Minha luta diária é por uma sala de aula legal. Sabe aquela sala de aula que o menino entra e fala assim: Pô, aqui é um lugar bom, é aqui que eu quero estar, aqui é legal, aqui eu me divirto, aqui eu aprendo, aqui – a palavra da moda – eu me empodero; aqui eu sinto que sou valorizado, aqui eu tenho amigos, tenho professores que me olham com carinho, sabe, que quer que eu seja uma pessoa bacana, que quer que eu me dê bem e está me ajudando a melhorar. Que consiga perceber que a comunidade dele tem mil coisas legais, mil coisas interessantes. Então eu acho que é isso. Todo dia eu falo com meus alunos, porque eu formo professores, então eu falo: gente a sala de aula tem de ser um lugar legal, divertido, a gente precisa rir aqui dentro, a gente não tem de ser carrancudo. É isso. DOMINGO, 16 de junho de 2019

3


editorial [ índice

Viva Mais

Saúde

C

om a correria do dia a dia, está cada vez mais difícil alcançar qualidade de vida. Nutricionista afirma que equipe multidisciplinar é importante para processos de emagrecimento. Apoio de vários especialistas auxilia no equilíbrio nutricional, físico, espiritual e emocional. Para a nutricionista clínica funcional Jessyca Larissa, o alimento não tem apenas a função de nutrir o corpo; ele tem função emocional. “O alimento está presente em datas comemorativas e culturais. Não tem como as pessoas viverem em uma dieta restritiva. O ideal é saber controlar, planejar a sua rotina alimentar”, ressalta. Por isso, é importante o acompanhamento multidisciplinar para o paciente aumentar o seu conhecimento sobre os problemas que estão causando esses transtornos alimentares e ganho de peso e ajudam a motivar o indivíduo para agir contra os fatores que estão atrapalhando sua rotina. Programa de emagrecimento com atuação de equipe multidisciplinar tem como foco proporcionar reeducação comportamental através do equilíbrio nutricional, físico, espiritual e emocional. Jessyca Larissa explica que programa conta com atuação de endocrinologista, mastologista, psicólogo, psiquiatra, nutricionista, educador físico, instrutor de ioga, nutricionista com oficinas de comida funcional, médico acupunturista e outros. Boa leitura, Nara Andrade.

adoro comer

Viva Mais Saúde Programa de emagrecimento com atuação de equipe multidisciplinar tem como foco proporcionar reeducação comportamental através do equilíbrio nutricional, físico, espiritual e emocional. Página 4

Brasileiro gasta mais da metade da renda com alimentação Estudo mostra quanto o brasileiro gasta mensalmente com supermercado. Alimentação é o principal gasto dos brasileiros. Página 7

Mousse de Rosquinhas de Chocolate Ingredientes 1 pacote de Rosquinha de Chocolate Fortaleza 1 lata de leite condensado 2 latas de creme de leite 1 envelope de gelatina em pó sem sabor

Modo de preparo – Pique as rosquinhas de chocolate, reservando algumas para a decoração. – Bata o creme de leite até ficar bem firme e reserve. – Amoleça a gelatina em água fria e derreta no leite condensado em banho-maria. Junte a mistura ao creme de leite. Junte as rosquinhas trituradas e envolva tudo muito bem. – Coloque em tacinhas individuais ou em um refratário, leve ao freezer. Depois sirva.

Coluna José de Paiva Rebouças Na coluna de hoje, o jornalista José de Paiva Rebouças apresenta mais uma biografia da cultura potiguar. Página 11

Colunas

José Nicodemos

Página 3

• Edição – C&S Assessoria de Comunicação • Editor-geral – Edilson Damasceno • Editora – Nara Andrade • Dia­gra­ma­ção – Rick Waekmann • Projeto gráfico – Augusto Paiva • Im­pres­são – Grá­fi­ca De Fa­to • Re­vi­são – Gilcileno Amorim • Foto – Marcos Garcia Re­da­ção, pu­bli­ci­da­de e cor­res­pon­dên­cia Av. Rio Bran­co, 2203 – Mos­so­ró (RN) Fo­nes: (0xx84) 3323-8900/8909 Si­te: www.de­fa­to.com/do­min­go E-mail: re­da­cao@de­fa­to.com

Do­min­go é uma pu­bli­ca­ção se­ma­nal do Jor­nal de Fa­to. Não po­de ser ven­di­da se­pa­ra­da­men­te.

2

DOMINGO, 16 de junho de 2019

DOMINGO, 16 de junho de 2019

15


18 anos de

compromisso com o jornalismo de verdade @defato_rn

/jornaldefatorn

domingo

Mossoró (RN), domingo, 16 de junho de 2019

@jornaldefato

Viva Mais Saúde Programa de emagrecimento com atuação de equipe multidisciplinar tem como foco proporcionar reeducação comportamental através do equilíbrio nutricional, físico, espiritual e emocional. Nutricionista clínica funcional Jessyca Larissa explica que programa conta com atuação de endocrinologista, mastologista, psicólogo, psiquiatra, nutricionista, educador físico, instrutor de ioga, nutricionista com oficinas de comida funcional, médico acupunturista e outros. CMYK


tv defato com

>> bastidores

Elenco e equipe técnica falam das dores e delícias das gravações de “Jezabel” no Marrocos

/jornaldefatorn

@defato_rn

>> inside

Em “Aruanas”, Gustavo Vaz vive um antropólogo defensor da causa indígena

/photos/jornaldefatorn

Mossoró (RN), domingo, 16 de junho de 2019

>> principal

Eliane Giardini exalta mensagem de acolhimento de “Órfãos da Terra” página 3

branca Bandeira


2 televisão

Seriais

Domingo, 16 de junho de 2019

>> por Geraldo Bessa

Destaques das séries e conteúdo “on demand”

Rastros rasos "Picnic at Hanging Rock" é uma misteriosa minissérie australiana que acaba de chegar ao catálogo da Globoplay. Os seis episódios são uma nova adaptação do livro homônimo lançado por Joan Lindsay nos anos 1970. O grande sucesso literário já teve uma famosa (e cultuada) adaptação, em 1975, dirigida por Peter Weir. Na trama, três jovens e sua professora de Geografia decidem dar um passeio durante um piquenique em Hanging Rock, lugar famoso na região. De forma aparentemente inexplicável, as quatro desaparecem. As meninas são alunas de um colégio interno afastado e que recebe moças ricas cujas famílias desejam que adquiram uma boa educação. O lugar é regido pela viúva Hester Appleyard, figura de preto que assombra as internas com sua postura cruel, impondo-as castigos físicos sempre que pode. Após o desaparecimento, os segredos das meninas e da diretora são vasculhados e explorados pelas outras personagens, ao mesmo tempo em que o ocorrido é o ponto inicial para o declínio do instituição escolar. No elenco, Natalie Dormer, Lily Sullivan, Lola Bessis, Harrison Gilbertson, Samara Weaving, Madeleine Madden e Inez Curro.

Tudo igual

(Comedy Central Play, seg, dia 17) Baseada em filmes de comédia como "Querem Acabar Comigo" e "Uma Casa de Pernas para o Ar", a série "Já Chegamos" centra-se na família Kingston, que enfrenta os desafios da vida cotidiana e os acordos de parentes tentando se ajustar um com outro. Nick Persons (Terry Crews) e Suzanne Kingston (Essence Atkins) foram noivos por seis meses, e sua família já está começando a mostrar as dores do crescimento. Nick, um ex-atleta, trocou seu emprego em uma loja de artigos esportivos de colecionador e está tentando descobrir seu papel neste clã. Enquanto isso, Suzanne, que tem dois filhos Lindsey de 14 anos e Kevin de 10 - de um relacionamento anterior, também mantém uma agenda muito agitada como planejadora de partido político. Para completar, a mãe de Nick, Marilyn (Telma Hopkins), não está nada feliz com o casamento mais recente de seu filho ou seu novo papel de avó, e ainda vive tendo discussões com nora.. A série tira seu humor das situações rotineiras da família. e as três temporadas já estão disponíveis no Comedy Central Play.

Nas águas do Araguaia

(Discovery Go, ter, dia 18) "Largados e Pelados" retorna ao Discovery Go com a quinta temporada da série que ousa a sugerir um desafio de sobrevivência diferente: confrontando os participantes com as próprias vantagens e vulnerabilidades de nossa espécie, enquanto eles são deixados nus em plena natureza selvagem. Sem roupas ou equipamentos sofisticados, um homem e uma mulher formam uma dupla e precisam dominar os medos e usar toda a capacidade criativa para conseguir abrigo, comida, água e repouso em meio a localidades inóspitas, colaborando entre si para sobreviver a longos 21 dias. Em cada episódio, uma localidade: de selvas tropicais a paisagens áridas e geladas. O Brasil é o destino na estreia da nova safra.

Planos políticos

(Netflix, qua, dia 19) Esperado documentário da Netflix, "Democracia em Vertigem" é uma narrativa cautelosa em tempos de crise da democracia - o estopim pessoal e político para explorar um dos mais dramáticos períodos da história do Brasil. Combinando acesso exclusivo a líderes do passado e do presente (incluindo os ex-presidentes Dilma Rousseff e Luiz Inácio Lula da Silva) a relatos da biografia complexa de sua própria família, a diretora Petra Costa testemunha a ascensão e a queda de políticos e o que restou do país, tragicamente polarizado. Filmado ao longo de três anos, "Democracia em Vertigem" concorreu na categoria documentário internacional e terá seis exibições no Festival de Cinema de Sundance. O longa tem produção de Joanna Natasegara, Shane Boris e Tiago Pavan.

Relação retomada

(HBO Go, sex, dia 21) Os primeiros episódios da segunda temporada de "O Jardim de Bronze", produção original da HBO Latin America filmada na Argentina em parceria com a Pol-Ka já estão disponíveis na HBO GO. Criada por Gustavo Malajovich, autor do best-seller "El Jardín de Bronce", que inspirou a primeira temporada, junto com Marcos Osorio Vidal, a nova fase trará novamente o ator Joaquín Furriel no papel de Fabián Danubio, que agora investiga um caso que o detetive César Doberti (Luis Luque) deixou em aberto. Além disso, Fabián tem que voltar a construir uma relação de confiança com sua filha, que agora é uma adolescente. Dessa forma, o personagem e a estrutura da série deixam para trás seus problemas pessoais e o foco passa a ser uma relação paternal e suas implicações. Ao longo da temporada, a série vai entregando ao telespectador as explicações sobre o que exatamente aconteceu com a menina durante os anos em que esteve desaparecida. No elenco, Julieta Zylberberg, Gerardo Romano, Romina Paula e Claudio Da Passano.


Domingo, 16 de junho de 2019

Bandeira branca

>> principal

Em tempos conflituosos, Eliane Giardini exalta mensagem de acolhimento de “Órfãos da Terra”

A

ssim que leu as primeiras páginas do roteiro de “Órfãos da Terra”, Eliane Giardini sentiu que estava diante de uma produção diferente. Um dos nomes mais disputados da Globo e sempre envolvida com alguma produção, a atriz sabe que novela é entretenimento. Porém, acredita que a mensagem de algumas obras pode ir além da pura diversão. No ar como a decidida Rania, ela exalta a importância de se abordar a causa dos refugiados em um momento de tanto ódio e discriminação no mundo. “É importante promover essa abertura de consciência. Espero que a trama ajude na diminuição do preconceito com a população de refugiados. O desconhecido não deve ser encarado como inimigo”, destaca. Natural de Sorocaba, interior de São Paulo, Eliane passou os primeiros anos de sua carreira dedicada ao teatro. No início da década de 1980, já premiada nos palcos e envolvida com cinema, resolveu dar uma chance às novelas, onde estreou em “Ninho da Serpente”, trama produzida pela Band em 1982. No início dos anos 1990, se transferiu para a Globo e, a partir de trabalhos como “Desejo”, “Felicidade” e, sobretudo, “Renascer”, onde acabou conquistando sucesso popular. “Estreei tarde, mas tive uma sorte muito grande. Minha

carreira tem personagens fortes e destemidas, acho que minha personalidade acabou me levando por esse caminho”, destaca. Aos 66 anos, a atriz exibe vigor de iniciante e celebra a diversidade de convites de trabalho que recebe. “Tenho vontade de ficar um ano longe da tevê. Mas sempre chega um convite tentador e me faz voltar aos estúdios. Não sou de desperdiçar boas oportunidades”, valoriza. P - Rania é sua quarta personagem de origem árabe. O que acha que a aproxima desses papéis? R - Eu já perguntei para alguns produtores de elenco e ainda não tive uma resposta satisfatória (risos). Não sou descendente de povos orientais. Mas, de alguma forma, minhas feições acabam me levando para esses projetos. Eu adoro. E cada papel tem um desenho bem específico. Com a Glória (Perez), fiz tipos mais exagerados, já na minissérie “Dois Irmãos” o tom era mais poético.

P - E o que a Rania tem de diferente? R - Ela é a mais realista de todas. É uma mulher possível, que chegou ao Brasil muito nova e que se manteve alinhada às suas origens. Embora também tenha amadurecido e se adaptado muito bem ao Brasil. Existem muitas “Ranias” por aí. Mulheres que encontraram em nosso país um novo lar. Confesso que durante a preparação eu meio que me reconciliei com o Brasil. P - Em que sentido? R - Temos uma realidade muito difícil, um país polarizado, onda conservadora, agenda política que pode causar muitos problemas ao nosso povo, economia em crise, violência crescente nas ruas. Porém, o que os povos do Oriente Médio e da África vivem é muito pior. Ser forçado a deixar sua casa e ter sua terra destruída por conflitos de guerra é algo desesperador. P - Você chegou a conversar com muitos refugiados?

televisão 3 R - O “workshop” promovido para essa novela foi incrível. Geralmente, temos mais uma noção por alto sobre os temas que serão retratados. Mas a produção levou o elenco a um mergulho pelo tema. A participação dos refugiados foi muito emocionante e a base da inspiração dos atores. Duas coisas me encantaram profundamente: a paixão pela terra de origem e a força para recomeçar do zero. Me impressionei muito também com o grau de instrução deles. P - Como assim? R - Não são pessoas despreparadas. A maioria é de classe média, com profissão. Porém, chegam aqui e enfrentam a barreira da língua e do preconceito. Conversei muito tempo com um engenheiro que só conseguiu emprego como mecânico. Ele falava com sentimento de gratidão, um brilho nos olhos sobre essa chance que está tendo no Brasil. Vi que a gente reclama muito de boca cheia. P - O que você reaproveitou de seus outros mergulhos na cultura árabe para construir a Rania? R - A parte de gestual, os olhares, algumas palavras que pudessem situar e reconhecer essa personagem. Mas desde a primeira leitura, senti que não deveria usar sotaque. P - Por quê? R - Acho que não iria combinar tanto. Ela já está no Brasil há muito tempo. Até mesmo os personagens que chegaram agora ao país estão usando um sotaque muito delicado. Novela é um trabalho longo. Então, a prosódia pode ser uma coisa que ou dá muito certo ou muito errado. Algumas pessoas de outros núcleos estão fazendo, mas no caso dos árabes é mesmo só uma palavra ou outra.


4 televisão

Domingo, 16 de junho de 2019

De cabo a rabo >> close Suzana Alves encara seu primeiro papel do início ao fim em uma novela em “Topíssima”, da Record

A

televisão e Suzana Alves possuem uma relação longínqua. Há mais de 20 anos, ela surgiu para o grande público na pele da personagem sensual Tiazinha, do programa “H”, comandado por Luciano Huck na Band. De lá para cá, a atriz também colecionou passagens pela dramaturgia e participou de novelas, séries e minisséries, como “Mandrake”, da HBO, “Cidadão Brasileiro” e “Lia”, da Record. No entanto, só agora, Suzana integra o elenco de um folhetim do começo ao fim. Após participar da segunda temporada de “Dancing Brasil”, a atriz foi convidada para viver a ciumenta Inês de “Topíssima”. “A novela é um projeto incrível. A versatilidade da personagem e a trama, leve e divertida, me atraíram muito. Estou totalmente adaptada ao ritmo das gravações e à estética. Até porque, ‘Topissima’ tem linguagem e ritmo pop”, explica. Na história de Cristianne Fridman, Inês é arrumadeira do hotel luxuoso onde Sophia, papel de Camila Rodrigues, mora. Fofoqueira e ciumenta, a personagem é casada com Edevaldo, interpretado por Eri Johnson. No entanto, Inês não desconfia que o marido ainda é policial e que o trabalho com Sophia é um disfarce. “A Inês é uma mulher ciumenta e que

inferniza o marido e vive atrás de descobrir o que não existe (risos). Através de muitas situações cotidianas da vida do casal, o público poderá se identificar e quem sabe até rever sua própria história”, torce Suzana, que pesquisou histórias semelhantes sobre sua personagem. “Me baseei em pesquisas, entrevistas com pessoas com histórias parecidas e mergulho da própria dramaturgia e pesquisa do texto”, completa. Em “Topissima”, Suzana se reencontra com a comédia. A

atriz já havia trabalhado com humor em outros projetos fora da televisão. “Tenho uma relação profunda com o gênero comédia. Encenei grandes textos, com autores excelentes da comédia brasileira e tive oportunidade de trabalhar com especialistas do ‘clown’ e do humor de São Paulo”, explica. Aos 40 anos e natural de São Paulo, Suzana lida bem com a passagem do tempo. Apesar de ter surgido para o grande público interpretando uma personagem sensual, a atriz garante que

sempre teve uma preocupação em fortalecer muito mais seu interior. “Minha preocupação sempre foi trabalhar o interior, mais do que a forma! A Tiazinha foi um dos personagens que interpretei, que virou um ícone, mas a minha busca tem sido pela expansão por viver o aqui e agora”, aponta. Ainda assim, Suzana busca manter uma rotina de exercícios em seu dia a dia. “Faço corrida, ioga e musculação no momento. Minha alimentação saudável é um estilo de vida”, ressalta.


televisão 5

Domingo, 16 de junho de 2019

>> ponto de vista Trama jovem e atual, “Shippados” renova repertório de Fernanda Young e Alexandre Machado

Frustrações C

asados na vida e no trabalho, os roteiristas Fernanda Young e Alexandre Machado poderiam passar o resto da vida conhecidos apenas pela criação de “Os Normais”. Com três temporadas, a série apresentou o estilo da dupla e, ainda hoje, cerca de 16 anos depois do fim, continua sendo uma referência na carreira de todos os envolvidos no projeto. Nos anos que se seguiram, a dupla não parou, acertou ao apostar em projetos mais autorais como “Os Aspones” e “Separação?!”, mas errou feio em séries rasas e sem razão de ser como “O Dentista Mascarado” e “Vade Retro”. A sensação deixada pelas produções mais recentes era de que o casal havia perdido o que o fez famoso: a sagacidade de perceber a ironia e graça nas pequenas frustrações e alegrias cotidianas. Por

cotidianas sorte, é essa má impressão que se dissipa logo nos primeiros episódios de “Shippados”, produção exclusiva da Globoplay e que já conta com todos os seus episódios disponíveis na plataforma. Protagonizada por Tatá Werneck e Eduardo Sterblitch, a série não apenas mostra todo o poder de fogo dos roteiristas como evidencia o tom jovem e atual de suas abordagens. Na trama, Rita e Enzo têm uma longa lista de encontros amorosos fracassados e se conhecem, por acaso, depois de mais um “date” marcado por aplicativo que terminou de forma estranha. De “cara”, os dois percebem que ao menos uma coisa eles têm em comum: uma longa coleção de frustrações. Ela é uma atendente de supermercado que sonha em ganhar a vida como “youtuber”, mas ainda vive com a mãe, Dolores,

papel de Yara de Novaes. Ele é um nerd com mania de limpeza que não consegue se livrar do casal naturista com quem divide apartamento, os passionais Valdir e Brita, casal vivido pelos ótimos Luis Lobianco e Clarice Falcão. A escolha de Tatá e Sterblitch como protagonistas é arriscada. São dois ótimos comediantes que têm sérias limitações quando o assunto é atuação. Facilmente poderiam colocar os personagens em suas embocaduras e fazer da série um especial de “stand-up”. No entanto, a direção segura de Patricia Pedrosa, nome em ascensão na Globo, conseguiu realmente tirar a dupla do lugar-comum. O frescor do texto combina muito bem com as opções estéticas da diretora. Essencialmente noturna, a série passeia por um Rio de Janeiro que não

está nos cartões postais mais óbvios, com belas externas pelo Centro da cidade e bairros menos famosos adjacentes. Outro ponto forte que valoriza as cenas é a trilha sonora em sintonia com os jovens que acabam por ser o público alvo da produção. Com canções de bandas “indies” nacionais, como O Terno e Vanguart, adornando as idas e vindas amorosas e os momentos de ansiedade e vazio de Rita e Enzo, a série adota ares alternativos que combina muito bem com outras produções do tipo produzidas por gigantes do “streaming” como Netflix e HBO, casos de “Love”, “Special” e “Please Like Me”. Mesmo que ocorra alguns exageros propositais em cenários e figurinos, nada tira o momento de renovação que “Shippados” representa na carreira de Young e Machado.


6 televisão

Domingo, 16 de junho de 2019

Terça (18/06) – Lara não deixa Rita falar com Filipe. Anjinha convence Marco a aceitar jantar com Cléber. Lígia teme que Filipe ainda esteja envolvido com Rita. Carla culpa Tadeu pelo resultado da audiência. Anjinha acerta os detalhes do jantar com Marco. Rita e Tadeu se preocupam com o sumiço de Isaura. Filipe pensa em Rita. Martinha não gosta quando Meg insinua que Filipe pode estar interessado em Rita.

Quarta (19/06) – Rita repreende Tadeu. Ap recida conta para Lígia que Rita estava obse vando Nina. Madureira ouve Marco chaman Carla para o jantar com Cléber. Cléber afirma q não irá mais namorar Anjinha escondido. Ca tenta se entender com Madureira. Lígia e Jo quim pensam em pedir uma ordem judicial p ra manter Rita afastada de Nina. Carla sai pa jantar com Neide. Max destrata Regina.

>>Órfãos da Terra Globo – 18h15

Segunda (17/06) – Helena acusa Elias em seu depoimento a Almeidinha. Paul rompe o noivado com Camila. Elias pede para reatar o casamento com Missade. Almeidinha verifica as imagens de uma câmera de segurança para atestar a inocência de Elias. Fauze vê Santinha com Jamil e a segue até a casa de Rania. Camila volta para a casa da família. Valéria reclama do estado de Norberto. Bruno pensa em Marie. Dalila/ Basma manda Paul se desfazer de seu carro.

Terça (18/06) – Paul ameaça Camila. Almeidinha revela por que Helena quis denunciar Elias. Helena expulsa Dalila/Basma de seu quarto. Davi se declara para Cibele. Paul incentiva Fauze a ficar com Santinha. Paul convida Miguel para ir ao cassino. Cibele e Benjamin explicam para Bruno por que desconfiam de Dalila/Basma. Rania questiona Missade sobre Elias. Bruno e Marie se beijam. Dalila/Basma beija Jamil. Miguel perde muito dinheiro no cassino.

Quarta (19/06) – Miguel aceita a oferta Robson. Jamil repreende Dalila/Basma pelo be jo roubado. Missade decide morar no Institu e Elias fica arrasado. Sara e Ali estranham o com portamento de seus avôs. Robson vê Dalil Basma chegar ao cassino e falar com Paul. Da e Cibele passam a noite juntos. Abner e Latifa beijam. Miguel assina um contrato com Robs e volta a jogar. Passa-se um mês. Miguel n consegue recuperar o dinheiro do empréstim

Globo – 19h15

>>Verão 90

Segunda (17/06) – Jerônimo se preocupa quando Magaiver ameaça contar a verdade para João. Diante da falta de coragem de Quinzão de terminar com Mercedes, Lidiane rompe com o empresário. A coleção nova da Top Wave começa a gerar interesse, depois que La Donna aparece vestida com uma calça manchada igual à da grife. Jerônimo convence Murilo a pedir para Mercedes o dinheiro que Magaiver está exigindo.

Terça (18/06) – João garante a Magaiver que falará com Giovanna para acompanhá-lo na delegacia. Mercedes avisa a Murilo que Figueirinha falhou. Jerônimo perde na mesa de jogo. Manu e João constatam que Morvan não fez um bom serviço. João convence Manu a deixar que Morvan faça a reparação. Murilo conta a Jerônimo que Mercedes tentou eliminar Magaiver. Jerônimo persegue Magaiver. Tânia devolve a Gisela o dinheiro que Mercedes lhe deu.

Quarta (19/06) – João cogita a possibilida de Jerônimo ter provocado a morte de Magaiv Vanessa disfarça para Quinzinho sua preocup ção com Jerônimo. Diego avisa a João que pedido de reabertura do processo foi negad Raimundo propõe sociedade a Janaína. Gise dá o dinheiro que Tânia lhe devolveu para o pr jeto de Larissa. Álamo procura Jerônimo e insi te para que ele conheça a suposta vidente Ad laide/Galdino.

Segunda (17/06) – Maria da Paz fica confusa com o beijo de Régis. Fabiana se insinua para Agno. Cosme volta para a casa de Otávio e tenta conter sua revolta. Agno repara na mudança de comportamento de Lyris. Vivi tira satisfações com Otávio sobre o ocorrido com Edilene. Linda sugere que Cosme seja demitido. Cosme fotografa Vivi, Jô e Kim juntas. Márcio reclama de Kim. Maria da Paz tenta se reconciliar com a família de Eusébio.

Terça (18/06) – Cosme acerta os detalhes com Chiclete. Fabiana incentiva Vivi a usar roupas ousadas. Amadeu cuida de Gilda. Márcio tenta se reconciliar com Silvia. Maria da Paz pergunta por Amadeu para Márcio. Ademir sente uma forte dor no peito. Evelina decide ir para São Paulo com Chiclete. Camilo e Vivi descobrem que Fabiana tentou colocar um contra o outro. Jô pede para Régis consolar Maria da Paz. Fabiana se aconselha com Rock.

Quarta (19/06) – Vivi se anima com a desc berta de que Fabiana é sua irmã e a jovem fin surpresa. Jô gosta de ver o entrosamento ent Régis e Maria da Paz. Abel leva Britney para ja tar. Agno vê Lyris e Tonho na cozinha. Britn sofre preconceito no restaurante. Jô não gos de saber que Evelina irá morar em sua casa. Ma lene convence Rock a se entender com Maria Paz. Jô se preocupa quando Régis diz que est va realmente penalizado com Maria da Paz.

Até o fechamento da edição, a emissora não divulgou o resumo do capítulo.

Até o fechamento da edição, a emissora não divulgou o resumo do capítulo.

Até o fechamento da edição, a emissora n divulgou o resumo do capítulo.

>>As Aventuras de Poliana SBT - 21h

Globo – 17h35

>>malhação

Segunda (17/06) – Lara desqualifica o depoimento de Tadeu. Marco tem uma conversa séria com Cléber. Guga sugere que Beto se declare para Meg. Rita e o defensor público se preocupam com o depoimento de Hamilton e Nádia. Carla discute com Lara. Guga repreende Regina. César leva Milena para ver Jaqueline. Cléber se aconselha com Madureira. Rita se preocupa com o que Hamilton diz sobre ela.

>>A Dona do Pedaço Globo.–21h

Resumo das novelas

ACESSE


televisão 7

Domingo, 16 de junho de 2019

paerndo que rla oapaara

Quinta (20/06) – Filipe tenta fazer um acordo com Rita. Karina não aceita que Milena conviva com Jaqueline. Marco explica as regras para o namoro de Cléber e Anjinha. Rita avisa que vai falar com o defensor público antes de aceitar o acordo com Filipe. Regina se entristece com o comportamento de Max. Cléber decide vender sua moto. Guga tem uma conversa com Regina. Meg discute com Beto.

Sexta (21/06) – Joaquim repreende Filipe e Rita. Vânia acaba com a discussão entre César e Jaqueline. Madureira questiona Camelo sobre as más companhias de Graveto. Graveto devolve a moto de Cléber. Filipe tenta se explicar para Joaquim. Camelo e Nanda procuram Mari. Meg briga com Beto. Tadeu descobre uma pista de Isaura. Marco confirma que a placa anotada por Peixoto é da moto de Cléber.

de eiuto, mla/ avi a se son não mo.

Quinta (20/06) – Laila sente ciúmes de Dalila/Basma com Jamil. Sara tenta convencer Bóris a aceitar seu casamento. Santinha encontra Miguel, que mente para Rania sobre o que lhe aconteceu. Bóris entrega a falsa carta de Sara para Ali. Miguel afirma a Camila que não fez dívidas de jogo. Valéria se decepciona com a falta de convidados em seu casamento. Helena, Faruq e Letícia concluem que Dalila/Basma pode ter sido a denunciante. Sara foge da casa de Abner.

Sexta (21/06) – Laila discute com Jamil. Sara e Ali se casam. Paul sente ciúmes de Dalila/Basma. Raduan pede para ficar com Missade e Elias. Davi pensa em abandonar sua carreira militar. Miguel implora que Paul o deixe jogar no cassino, e se esconde de Camila com a ajuda do falso empresário. Faruq e Letícia descobrem o nome do denunciante. Camila decide seguir o pai. Miguel retira uma alta quantia do banco, e Jamil se preocupa.

Sábado (22/06) – Letícia descobre que a pessoa que denunciou Faruq não esteve no hospital. Arthurzinho mente para a assistente social. Ester exige que Abner volte a trabalhar. Davi convence Eva a aceitar Abner na floricultura. Zuleika começa a trabalhar na clínica de Letícia como fisioterapeuta. Camila flagra Miguel e Robson juntos. Miguel pede para Caetano vender seu carro. Miguel avisa a Jamil que conseguiu o dinheiro para pagar os fornecedores.

ade ver. paeo do. ela roisde-

Quinta (20/06) – Jerônimo avisa a Galdino que Madame Adelaide precisa desaparecer. Mercedes se surpreende quando Quinzão defende Lidiane. Larissa conta a Diego que iniciará as aulas do seu projeto com o dinheiro doado por Gisela. Mercedes se sente devastada quando Quinzão pede o divórcio. Galdino/Adelaide se despede de Álamo, que pede uma fotografia com a guru. Gisela apoia a decisão de Quinzão de se divorciar de Mercedes.

Sexta (21/06) – Jerônimo explica a Galdino que o transformará em um símbolo de sucesso. Vanessa promete a Quinzinho fazê-lo feliz. Filipa questiona Larissa sobre a galinha de barro que havia no apartamento dos filhos. Quinzão garante a Lidiane que os dois ficarão juntos. Jerônimo treina Galdino para ser convincente como investidor. Madá tem a visão de um homem louro entrando na loja de Álamo, e alerta Floriano. Mercedes presenteia Vanessa com uma joia de família.

Sábado (22/06) – João exige que Morvan acabe a obra do apartamento no dia seguinte. Jerônimo percebe que Vanessa está disposta a se tornar uma Ferreira Lima. Filipa fica agoniada ao saber que Janice deu a galinha de barro para Catraca. Janice comenta com Otoniel que não confia em Filipa. Álamo pendura a foto dele com Galdino/Adelaide na loja. Jerônimo decide que Mercedes será a primeira vítima do falso investidor Andreas Moratti.

conge tre anney sta arda ta-

Quinta (20/06) – Agno explica seu plano para Fabiana e Sávio ouve a conversa dos dois. Nilda exige que Rael cumpra sua promessa. Rock e Maria da Paz reatam a amizade. Antero conversa com Camilo sobre o suposto pai de Eusébio. Cosme volta para a casa de Beatriz. Otávio conhece Sabrina. Fabiana e Vivi fazem o teste de DNA. Fabiana pede para Rock lhe ajudar a investigar Agno. Maria da Paz pensa em contratar Antero para encontrar suas sobrinhas.

Sexta (21/06) – Maria da Paz discute com Amadeu. Todos prestam seus depoimentos. Amadeu confronta Rael e exige que ele acabe com sua vingança. Evelina estranha a proximidade de Jô e Régis. Jô inventa uma mentira sobre Amadeu para Maria da Paz. Rock e Fabiana seguem Agno. Régis volta a jogar. Márcio mostra a Silvia a confissão de Kim e os dois reatam. Agno compra uma câmera de segurança. Jô instrui Régis a manipular Maria da Paz.

Sábado (22/06) – Maria da Paz e Amadeu brigam. Vivi fica lisonjeada com os elogios que recebe de Chiclete e ele conhece Kim. Camilo estranha o comportamento de Vivi. Chiclete fala sobre Vivi para Adão. Jô incentiva Maria da Paz a esquecer Amadeu. Amadeu conta para Gilda sobre sua discussão com Maria da Paz. Régis ganha no jogo novamente. Tonho e Lyris não percebem que estão sendo filmados. Rock e Fabiana seguem Agno novamente.

não

Até o fechamento da edição, a emissora não divulgou o resumo do capítulo.

Até o fechamento da edição, a emissora não divulgou o resumo do capítulo.

ACESSE


8 televisão

>> CINCO

PERGUNTAS: Em “Topíssima”, da Record, Emílio Orciollo Netto conta que adora interpretar vilões”

Domingo, 16 de junho de 2019

Cara de mau

A

o longo de 23 anos de carreira na televisão, Emílio Orciollo Netto conseguiu subverter a lógica de ficar marcado por determinado perfil de personagem. Entre vilões e mocinhos, passando por tipos cômicos, o ator se mostra confortável em qualquer gênero. Mas não escondo o carinho especial que nutre pelos vilões. Depois de estrear na segunda temporada de “O Mecanismo”, da Netflix, como o detestável Ricardo Bretch, Orciollo volta à tevê aberta na pele de Taylor, antagonista de “Topíssima”, da Record. “Meu personagem é um químico que fabrica droga sintética. É um cara muito inteligente e que acaba utilizando essa sabedoria para o mal, infelizmente”, conta. Emílio trabalha como ator desde os 15 anos. Começou com teatro e conquistou espaço na tevê e no cinema. A experiência acumulada o possibilita transitar entre os diversos meios e diferentes perfis de personagens. Mas também o ajuda a compreender o momento em que precisa deixar o trabalho de lado para cuidar de si mesmo e de sua família. Por isso, o ator nunca “leva o personagem para cama”. “Senão minha mulher briga comigo”, brinca. Outro motivo é o filho, que ainda não completou 2 anos. Apesar de pequeno, o menino já reconhece o pai na televisão. “Sempre que me vê, ele fala 'papai, ali, ali'“, conta, orgulhoso. P – Você precisou adotar cabelos ruivos por causa de seu

personagem em “Topíssima”. Como você tem se sentido com esse novo visual? R – É diferente. As pessoas mão me reconhecem de primeira, só depois de um tempo. Mas, como ator, eu acho ótimo porque a gente precisa mudar para os personagens e eu gosto disso. P – Você interpreta o vilão da novela. Para o trabalho de ator, é a melhor função para se ocupar? R – Eu gosto. Acabei de fazer o Ricardo Bretch, em “O Mecanismo”, que também é um grande vilão, e agora o Taylor. É bom porque traz possibilidades novas e mais complexas. Taylor é um químico que faz drogas sintéticas, é um traficante, na verdade. Então, é um personagem difícil e que causa muita confusão na trama.

P – O que chamou sua atenção em relação a essa novela? R – Acho que a novela tem tudo para dar certo, está sendo muito bem realizada e estou feliz de estar fazendo. Trata-se de uma novela contemporânea ocupando um novo horário na Record. É mais trabalho para todo mundo e isso é muito importante, principalmente nesse momento. P – A trama de Taylor é parecida com a do protagonista de “Breaking Bad”, que gira em torno de um professor de Química que tenta resolver seus problemas financeiros produzindo metanfetamina para vender. A série americana foi uma inspiração para você? R – Claro que foi uma referência. Eu já assisti e sou fã da série, mas não me inspirei nela

para criar o meu personagem e nem em uma pessoa especial. Busquei elementos por aí. Como ator, o meu trabalho é de observação do comportamento humano, acima de tudo. Então, pesco um pouco de cada lugar e coloco no personagem. P – Você tem um filho de menos de 2 anos de idade. O que mudou na sua vida com a paternidade? R – Mudou tudo na minha vida. Acho que só quem é pai ou mãe, quem vive essa experiência, sabe realmente o que é, como é o dia a dia, ter de acordar toda hora, trocar fralda, ver o filho crescendo, evoluindo, as dificuldades, as responsabilidades... E você acaba sendo exemplo. O maior aprendizado da minha vida é ser pai e é também o maior amor da minha vida.


televisão 9

Domingo, 16 de junho de 2019

>> raio x No ar em “Verão 90”, Marília Martins se divide entre os estúdios e a sala de aula

Aprendizado diário

E

star nos palcos ou diante das câmeras não era o bastante para Marília Martins. A atriz, que vive a divertida Dirce de “Verão 90”, queria ter um contato diferente com a carreira artística. Para isso, ela optou por dividir seu conhecimento. Logo após se formar como atriz, em 1991, Marília começou a dar aulas de atuação. “Me realizo muito como artista na sala de aula, pois a troca com os alunos é intensa. Podemos experimentar, enfrentar dificuldades, levantar sempre novas questões sobre o fazer artístico. O contato com meus alunos é sempre enriquecedor”, explica a atriz, que atualmente é professora substituta da graduação em Direção Teatral, na Universidade Federal do Rio de Janeiro. “Me dedico muito à pesquisa acadêmica e às minhas atividades práticas na tevê e no teatro. Faço tudo sempre pensando em meus alunos e em nossas investigações. Amo e me realizo sendo professora de Artes Cênicas”, completa. Além da sala de aula, Marília também tem frequentado os estúdios da atual novela das sete. Na história escrita por Izabel de Oliveira e Paula Amaral, Dirce é o braço-direito de Madá, papel de Fabiana Karla. Primeiramente, ela atuou como secretária particular da vidente. “Depois, ela ajudou a Madá na loja de produtos esotéricos. A Dirce gosta e admira muito a Madá. Protege a amiga, cuida dela e, de vez em quando, con-

segue dar um conselho ou outro. É amiga de verdade. É uma pessoa muito boa, fã das mulheres trabalhadoras e sempre pronta para ajudar e levantar o astral dos amigos”, defende. Antes de integrar o elenco de “Verão 90”, Marília já havia participado de outras produções de Izabel de Oliveira. A atriz também esteve em “Cheias de Charme” e “Geração Brasil”. “A Bel é uma escritora muito inventiva. Concebe novelas corajosas, que juntam crítica social,

humor, afeto e humanidade imensa das personagens que constrói. A admiro profundamente como pessoa e como escritora. Bel vem do teatro e do jornalismo. Tem formação sólida. Fez Mestrado na UFRJ. Ela é muito parceira e amiga. E, antes de tudo, é artista”, elogia. Nome: Marília Guimarães Martins. Nascimento: Em 15 de janeiro de 1969, no Rio de Janeiro.

Atuação inesquecível: “A personagem Ruísis, no espetáculo Fluxo, com texto de Hilda Hilst e direção de Ana Kfouri”. Interpretação memorável: Fernanda Montenegro, no filme “Central do Brasil”, de Walter Salles. Um momento marcante na carreira: “Quando fiz, durante um ano e meio, o monólogo ‘Meu nome é M’”. O que falta na televisão: “Filmes de teatro”. O que sobra na televisão: “Debates jornalísticos sem diversidade de pontos-de-vista”. Com quem gostaria de contracenar: Marco Nanini. “Um ator extraordinário”. Se não fosse atriz, o que seria: Antropóloga. Ator: Marco Nanini. Atriz: Fernanda Montenegro. Novela preferida: “Cheias de Charme”, de 2012, da Globo. Vilão marcante: Iago, da peça “Otelo”, de Shakespeare. Que novela que gostaria que fosse reprisada: “A Sucessora”, de 1978, da Globo. Que papel gostaria de representar: “Qualquer um dos Irmãos Coen ou do Woody Allen”. Filme: “Cría Cuervos”, de Carlos Saura. Autor predileto: Anton Tchekhov. Diretor favorito: “Marcelo Zambelli, na tevê, e Ana Kfouri, no teatro”. Vexame: “Ser péssima para nomes”. Uma mania: “Olhar o roteiro das gravações da semana 1001 vezes”. Um medo: “De altura”. Projeto: “Continuar dando aulas e atuar na tevê, no cinema e no teatro”.


10 televisão

Domingo, 16 de junho de 2019

Para além da ficção >> inside Em “Aruanas”, Gustavo Vaz vive um antropólogo defensor da causa indígena

O

comprometimento de Gustavo Vaz com o trabalho é visceral. Desde que começou a se envolver com as complexidades de Gregory, papel que interpreta em “Aruanas”, série que estreia na Globoplay em julho, o ator se viu completamente tomado pelas questões indígenas. Principalmente diante de um contexto político que se volta contra os direitos dos índios, ele percebe a importância ainda maior em falar do assunto justamente agora. “Meu personagem é um defensor da vida, sob todos os aspectos, e um homem ponderado. Gregory é um contraponto importante em relação ao pensamento vigente no Brasil que parece querer ratificar a guerra como a única saída para os embates e diferenças que se apresentam”, pontua. Na história, Gregory é um antropólogo ligado à causa indígena e ativista de uma ONG internacional. Durante sua luta contra uma mineradora ilegal na Amazônia, ele se une às personagens de Leandra Leal, Taís Araújo e Débora Falabella. “Durante alguns conflitos, ele se mostra um negociador, um homem do diálogo, que acredita na diplomacia e não na violência para resolver divergências”, antecipa ele, que praticamente não teve tempo de preparação. Gustavo recebeu a notícia de que faria a série em um sábado, quando ainda terminava de gravar “Coisa Mais

Linda”, da Netflix. Na segunda, já estava embarcando para Manaus, onde aconteceram as gravações, e protagonizou sua primeira cena na terça. Apesar da correria, o ator conseguiu acumular algumas referências. “Vi alguns documentários do Vincent Carelli, li um livro chamado 'Memórias Sertanistas' e fui com outros membros do elenco visitar a sede do Greenpeace em Manaus”, conta. Atualmente, Gustavo também pode ser visto em “Os Homens São de Marte”, do GNT. Na série, ele faz par romântico com Fernanda, protagonista de Mônica Martelli. Com o trabalho no

canal a cabo, o ator tem sido reconhecido nas ruas frequentemente e costuma receber muitos comentários nas redes sociais. Mas se por um lado Léo, seu papel em “Os Homens São de Marte”, é um homem romântico e parceiro, por outro, Augusto, seu personagem em “Coisa Mais Linda” é o extremo oposto desse perfil. Por isso, as abordagens podem se contradizer. “Ao mesmo tempo em que recebo recados raivosos em relação ao Augusto de ‘Coisa Mais Linda’, às vezes, na mesma mensagem, chegam também palavras profundamente carinhosas para o Léo. Essa parte da profissão é

muito divertida e gratificante”, comemora. A paixão pela profissão é tão grande que Gustavo mal consegue dissociar trabalho de lazer. Isso porque, sempre que pode, ele lê livros, assiste a filmes ou vai ao teatro, atividades que acabam enriquecendo sua atuação. “Além de serem alimentos fundamentais para a alma, são também formas de expandir minhas percepções como artista”, explica. Mas uma pausa de vez em quando cai bem. “Como qualquer um, gosto também do ócio, de encontrar os amigos e de viajar, sempre que posso”, pondera.


televisão 11

Domingo, 16 de junho de 2019

>> BASTIDORES Elenco e equipe técnica falam das dores e delícias das gravações de “Jezabel” no Marrocos

Choque cultural

D

esde que passou a investir pesado no gênero épico, a Record vem caprichando cada vez mais na ambientação de suas produções. Ao abordar histórias bíblicas famosas, é necessário recorrer a paisagens e construções que, além de tornarem as cenas críveis, possam valorizar os enredos religiosos. Depois de viajar por regiões desérticas do Chile e de Angola, a emissora agora tem no Marrocos um novo porto seguro de sua teledramaturgia. Além da diversidade arquitetônica e clima favorável, o surgimento de parcerias com produtoras locais facilita a produção e o bemestar das equipes. Por conta do bom resultado das gravações de “Jesus”, a Record repetiu a dose e voltou ao país para as gravações de “Jezabel”, sua atual novela das 20h30. Minucioso quando o assunto é locação externa, o diretor Alexandre Avancini viajou até lá, em setembro do ano passado, disposto a encontrar cenários diferentes dos utilizados na produção passada e escolheu a pequena cidade de Ouarzazate como ponto de partida do atual trabalho. “Assisti aos primeiros capítulos de 'Jesus' para me certificar de fazer tudo diferente. O Marrocos é um país acolhedor e de paisagens únicas. As equipes de tevê locais sabem explorar esse potencial e trabalhar a região como um polo audiovisual”, elogia Avancini. Primeira parceria entre a Record e a produtora Formata, “Jezabel” conta a história da

ambiciosa princesa fenícia que se transforma em rainha de Israel. Na trama assinada por Cristianne Fridman, após um acordo entre dois reinos, a dissimulada Jezabel se casa com o Príncipe Acabe, personagens de Lidi Lisboa e André Bankoff, e se torna um perigo para seu próprio povo. Aproveitando-se do perfil fraco e submisso do marido, a moça passa a comandar com violência o reino e manipula todos ao seu redor. Por fim, se autointitula uma grande sacerdotisa e recorre à violência e sacrifícios públicos para mostrar seu poder. Em sua primeira protagonista, Lidi nunca tinha ido tão longe a trabalho e, mesmo com o ritmo puxado, se encantou o esquema de gravações das produções bíblicas. “Viajar a trabalho é sempre muito inspirador. Estava todo mundo extremamente concentrado e disposto a fazer tudo dar certo. As cenas não eram nada simples, envolviam muitas pessoas e detalhes. Tudo é grande neste tipo de projeto. É um exercício de disciplina”, explica Lidi. Entre equipe técnica e elenco, 100 pessoas embarcaram para o continente africano no

final de janeiro. A primeira viagem durou 40 dias e juntou os principais atores de “Jezabel”. Nomes como Adriana Birolli, Mônica Carvalho, Juliana Knust, Sthefany Brito, Guilherme Dellorto, Juan Alba, Alexandre Slaviero, Bernardo Velasco e Leonardo Miggiorin, entre outros. Para o elenco feminino, o choque cultural foi um pouco mais forte. A grande maioria pisava pela primeira vez em um país árabe onde, tradicionalmente, mulheres não podem andar nas ruas desacompanhadas e vivem uma rotina de opressão. “Recebi muitas instruções antes de viajar, mas não levei tão a sério. Quando cheguei e vi que quando uma mulher anda na rua ela é realmente execrada e corre sérios riscos, fiquei muito chocada. Para comprar um remédio, a gente tinha de pedir a companhia de algum homem da equipe. Para uma feminista como eu, a viagem foi bem complicada”, conta Sthefany Brito, intérprete da doce Raquel. Em compensação, o clima entre o elenco era o melhor possível. Por conta dos horários de gravações, boa parte dos atores só saía mesmo do

luxuoso Hotel Karam Palace para gravar. “A direção queria aproveitar a luz natural. Então, era todo mundo de pé muito cedo e saíamos em comboios em direção ao deserto”, conta André Bankoff. A segunda viagem ao Marrocos ocorreu entre os meses de abril e maio. Depois de passar por cerca de 30 pontos do deserto marroquino e lugarejos como Arfoud, Oasis de Fint e Ait Ben Haddou, a equipe retornou ao país para gravar a parte final da produção. O destaque ficou por conta das cenas captadas no Atlas Estúdio, onde foram feitas diversas sequências da cultuada série americana “Game of Thrones”, da HBO. “Nenhuma outra produção bíblica da emissora teve tantas cenas captadas em locações externas. Gravamos cerca de 90% de todo o material no Marrocos. Isso só foi possível por conta de muita organização, pesquisa e logística. Fizemos cenas grandiosas, batalhas e perseguições com cerca de 3 mil figurantes. Foi exaustivo para todos, mas valeu cada segundo”, valoriza o diretor Alexandre Avancini.


12 televisão

Zapping

Domingo, 16 de junho de 2019

>> por Caroline Borges

Amizade de longa data O diretor Halder Gomes tem uma relação bastante pessoal com a história de Francisgleydisson, protagonista de “Cine Holliúdy”, interpretado por Edmilson Filho. Responsável pelo roteiro e direção do longa homônimo em que a série é baseada, Halder se inspirou em um momento de sua vida para criar o personagem. “O Francisgleydisson tem muito do Halder. Quando estava escrevendo, estava em um momento delicado de minha vida. Queria mudar de profissão, queria largar a academia, sair desse cenário e focar só em cinema. Vou ser cinemista! E o curioso é que meu pai era o prefeito da cidade no interior onde a gente morava, na época, e a primeira televisão em praça pública quem colocou foi ele”, afirma. Edmilson e Halder, inclusive, se conheceram na academia do diretor. O ator treinava tae-kwon-do no local. “A gente está junto nessa vida toda há mais de 20 anos. Entre tae-kwon-do, cinema e tudo”, valoriza.

Novos projetos

Sergio Aguiar é o novo contratado da Record. O jornalista irá comandar novos projetos na emissora. Sergio ficou 22 anos na GloboNews. Recentemente, ele estava à frente do “Em Pauta”. “A chegada do Sergio reforça ainda mais a credibilidade do jornalismo verdade da Record TV. A maneira leve de informar e comentar o noticiário, tão característica dele, permitirá um contato ainda mais direto com nosso telespectador”, valoriza Antonio Guerreiro, vice-presidente de jornalismo da emissora.

Pelo mundo

Surfe de asfalto

O Canal OFF irá celebrar o Dia Mundial do Skate. Na próxima sexta, dia 21, o canal exibe uma programação especial. A programação conta com documentários internacionais e conteúdos nacionais como “Vida do Bob”, “4xSk8”, “Pela Rua”, “Leticia Let’s Go”, “Os Yuppies”, entre outros.

Passo da dança

De folga da tevê desde “Belaventura”, Thierry Figueira voltará ao ar na quinta temporada de “Dancing Brasil”. O “reality show” estreia dia 3 de julho. Xuxa Meneghel comandará a competição ao lado de Junno Andrade, que ficará responsável por interagir com os participantes antes e depois das apresentações no palco. O trio de jurados continua o mesmo das edições anteriores: Fernanda Chamma, Jaime Arôxa e Paulo Goulart Filho.

A série “Aruanas”, produzida para a plataforma Globoplay, também será lançada em 150 países. A produção contará com legendas em 11 idiomas. A série ficará disponível através de um site específico. No Brasil, a trama estará disponível na plataforma de “streaming” da Globo a partir de 2 de julho. O “thriller” ambiental conta com Leandra Leal, Debora Falabella, Taís Araújo e Thainá Duarte no elenco.

De volta

Leonardo Brício voltará à Globo. O ator está escalado para “O Renegado”, série polícia, que tem estreia prevista para o ano que vem. A produção conta com direção de Heitor Dhalia e Andre Godoi. Recentemente, Leonardo participou de “O Mecanismo”, da Netflix.

Exemplo dentro de casa

Em “Órfãos da Terra”, Julia Dalavia, que interpreta a intensa Laila, vive uma mulher jovem, porém com um histórico de vida intenso. Para representar os dramas de uma refugiada, a atriz buscou inspirações dentro de casa. Julia tem como principal referência a mãe. “Ela é uma mulher de muita força, passou por muita coisa na vida. Mas criou dois filhos com muita dignidade, com muito amor. Mas tem essa força sub-humana que muitas mulheres têm, que tirou não sei de onde porque passou por momentos muito tristes na vida. Mas ela está aí hoje em dia maravilhosa e feliz, se descobrindo feminista”, explica.


Turn static files into dynamic content formats.

Create a flipbook