ECA chega aos 29 anos sem efetividade plena
Projeto prevê revitalização da Aceu
O Estatuto da Criança e do Adolescente completa 29 anos sem efetividade plena.
A Aceu deverá ser revitalizada com investimento de R$ 1,2 milhão pela Uern. MOSSORÓ 3
MOSSORÓ 4
18 anos
@defato_rn /jornaldefatorn @jornaldefato
MOSSORÓ (RN), DOMINGO, 14 DE JULHO DE 2019 | EDIÇÃO 5.516 – ANO XIX | R$ 2,50 Marcoa Garcia
SETOR SALINEIRO SOFRE NOVO GOLPE >>O setor salineiro do RN sofreu novo golpe do Governo Federal, que instituiu medida que barateia o sal chileno. ESTADO 1
Nayara Gadelha não pensa na Câmara
Cedida
A vice-prefeita Nayara Gadelha afirmou que, em caso de não sair candidata a vice em 2020, não pensa na Câmara. POLÍTICA 3
Você já sabe como funciona e para que serve a biodança? O funcionamento do corpo depende de como você o usa. De modo que é preciso entendê-lo, para saber usar. Já ouviu falar sobre biodança? DOMINGO 4 NESTA EDIÇÃO [24 PÁGINAS] OPINIÃO...............................................P2 POLÍTICA............................................P3 CÉSAR SANTOS...............................P5 GERAIS/OPINIÃO.............................P6 BRASIL/MUNDO...............................P8 CADERNOS MOSSORÓ..............................P1 A 8 ESTADO ........................................ P1 A 4 MULHER ........................................ P1 A 4 CLASSIFICADOS........................P1 A 4
Sal produzido no Rio Grande do Norte enfrenta adversidades do Governo
Lume da Fogueira faz campanha para festival
Cedida
Para onde foi Avanildo, o morador de rua?
A quadrilha Lume da Fogueira está fazendo campanha para arrecadar dinheiro e participar de festival nacional.
Avanildo, morador de rua que vivia sob viaduto, desapareceu na quinta-feira. Ninguém sabe e ninguém viu.
MOSSORÓ 3
MOSSORÓ 1
CIANO MAGENTA AMARELO PRETO
Cedida
2 OPINIÃO
DOMINGO, 14 de julho de 2019
ESPAÇO JORNALISTA MARTINS DE VASCONCELOS
Organização: clauder arcanjo
MEMÓRIA DOS LIVROS Edmílson Caminha
Escritor, membro da Academia de Letras do Brasil edmilson.caminha@gmail.com
Se em todo bom autor existe um grande leitor, os que escrevem deveriam, por obrigação, contar a história das suas leituras. Não apenas dos livros que leram, mas quando, por quê e, talvez, como os leram. Com os depoimentos, poderíamos rastrear a formação literária desses escritores, o patrimônio cultural de uma geração inteira. Porque somos, entre outras coisas, aquilo que lemos, e muitas vezes nos tornamos outros depois do que lemos, tamanha a força com que determinadas obras nos impressionam. Estes, os grandes livros – os textos que nos fazem sentir que nos transformamos, que já não somos os mesmos de antes, que valeu a pena viver só para encontrá-los: Os sertões, Dom Casmurro, São Bernardo, A rosa do povo, Libertinagem, Casa-grande & senzala, Grande sertão: veredas, A Pedra do Reino... A mais remota lembrança que me ficou da literatura – teria cinco, seis anos – são as conversas dos meus pais sobre enredos e personagens. Dona Mosinha e Seu Edmílson não tinham a obsessão da leitura, mas liam sempre – romances de Jorge Amado e de José Lins do Rego, na maioria das vezes. Gostavam de partilhar o volume, que passava de um para o outro no correr de semanas, até que ao mais veloz se revelasse o desfecho da história. Como a narrativa não era propriamente edificante, com palavrões e cenas de sexo pra ninguém botar defeito, o diálogo dos dois se fazia de indiretas, de meias palavras, de referências tortuosas aos capítulos mais pesados. Lembro-me de uma edição da José Olympio em que dois romances do paraibano se reuniam no mesmo volume – O moleque Ricardo e Usina. Tantos eram os comentários a respeito que os ouvia cheio de interesse e de curiosidade: quer dizer que todos aqueles acontecimentos estavam ali, à minha espera?! Dei-me conta, então, de que a literatura é um reino de alegrias e de emoções, de surpresas e de mistérios, de encantos e de descobertas. Mundo que, entre as capas
de um livro, dorme silencioso e sereno, até que mãos sequiosas o descubram para que nele possa o homem descobrir-se a si próprio. Dos primeiros livros que me deram, guardo ainda hoje Marcelino Pão e Vinho, que ganhei aos oito anos da minha avó Nenen. Na dedicatória bem desenhada, os diminutivos carregados de afeto: “Netinho Edmilsinho, tenhas em teu poder esta lembrancinha, como recordação dos dias que passei em Parnamirim.” Li-o muitas vezes, seduzido pela simplicidade da história, pela ternura da mensagem e pela beleza das ilustrações em cores. Manuel, o amigo invisível de Marcelino, não me fazia inveja, pois que há tempos eu criara não apenas um, mas dois desses companheiros imaginários, Sivinte e Belibapo – nomes que hoje me parecem daqueles diabinhos que infernizavam a vida dos santos. Passava horas entretido com a dupla, maquinando sabe-se lá que travessuras... Nesse mesmo ano de 1960, recebi de meus pais a História do mundo para as crianças, de Monteiro Lobato, e Alice no país do espelho, de Lewis Carroll. Se o primeiro me agradou, o segundo nem tanto, com os duendes, gnomos e criaturas monstruosas dando-me a impressão de que mergulhara em um pesadelo. Gostoso era ouvir Dona Benta contando para Pedrinho, Narizinho e Emília a caminhada do homem sobre a Terra, da descoberta do fogo à explosão da bomba atômica. Vejo, agora, que Lobato apenas repetiu o que já se escrevera: como ele próprio faz constar na introdução, o seu livro é o correspondente brasileiro da Child’s history of the world, de V. M. Hillyer, diretor da Calvert School, de Baltimore. O que de maneira nenhuma o desmerece, como texto bem escrito que espana o mofo da história para transformá-la em verdadeiro romance, cheio de ação e de aventura, feito sob medida para os pequenos leitores. Depois veio a bibliografia escolar: Cazuza, de Viriato Corrêa, foi o que lemos na quinta série do Ginásio 7 de Setembro, quando nos preparávamos para o “exame de admissão”. Da escolinha do povoado para a da vila, e, depois, para o colégio da cidade, a experiência de Cazuza lembra a do Sérgio de O Ateneu, mas sem a profundidade e a grandeza do primor de Raul Pompeia. A leitura nos dava, ao mesmo tempo, prazer e apreensão, pois que daquelas páginas saíam os textos dos “concursos de ditado” com que o nosso diretor, Edílson Brasil Soárez, punha à prova o saber ortográfico de cada um. Espalhados pelo auditório, papel almaço sobre a carteira, aguardávamos ansiosos que abrisse o Cazuza e desse início à maratona. Critério de correção: um ponto a menos por erro cometido. Dois dias depois voltávamos ao
Cedida/Ilustrativa
auditório para receber as notas, anunciadas publicamente a partir das piores: — Fulano de Tal: oito zeros! No terceiro ditado, o professor Edílson proclamava satisfeito: — Parabéns, Fulano, está melhorando: cinco zeros! Assim, de menos zero em zero, o coitado chegava aos pontos positivos... e acabava aprendendo português. Hoje, a “escola moderna” condena o ditado como recurso obsoleto, e o que forma são alunos que, fosse pouco não saber escrever, também não sabem ouvir, desatentos que são à pronúncia correta das palavras. O primeiro ano do ginásio nos trouxe o bom Português, de José Cretella Júnior. As lições de gramática e os exercícios propostos tinham como base textos excelentes de José de Alencar, Machado de Assis, Humberto de Campos, Alphonsus de Guimaraens, Padre Antônio Tomás e Augusto dos Anjos, entre muitos outros. Releio, com a mesma admiração daquele tempo, a passagem de Os sertões em que Euclides da Cunha descreve com maestria o abandono do soldado insepulto: “Descansava... havia três meses. Morrera no assalto de 18 de julho. A coronha da mannlicher estrondada, o cinturão e o boné jogados a uma banda, e a farda em tiras, diziam que sucumbira em luta corpo a corpo com adversário possante. Caíra, certo, derreando-se à violenta pancada que lhe sulcara a fronte, manchada de uma escara preta.” Não tivesse memória tão fraca, poderia dizer de cor trechos que me impressionaram pela força e pela beleza, como costumam fazer tantos que leram “A última corrida de touros em Salvaterra”, de Rebelo da Silva, na Antologia cívica de Radagásio Taborda: “Os ilhais da fera arfam de fadiga, a espuma franja-lhe a boca, as pernas vergam e resvalam, e os olhos amortecem de cansaço. O ancião zomba da sua fúria. Calculando as distâncias, frustra-lhe todos os golpes sem recuar um passo.” Assim criei o gosto de ler, hábito
direção geral: César Santos diretor de redação: Edilson Damasceno Gerente ADMINISTRATIVA: Ângela Karina
que logo chegou ao ponto ideal: o do vício extremo, da dependência absoluta, da escravidão completa. O verdadeiro leitor é aquele que, numa solitária em que não houvesse livros, atravessaria o inferno da síndrome da abstinência – angústia, agitação, alucinação, desespero e agressividade. Prisioneiro da leitura, simplesmente não pode viver sem ela, não concilia o sono sem antes ler alguma coisa, por menos proveitosa que seja. Em 1980, comecei a anotar o título dos volumes que leio. Ainda hoje o faço, de modo que disponho, 39 anos depois, de uma estatística não muito corriqueira no gênero. Sei, por exemplo, que, de 1980 a 2018, li exatos 2035 livros – em média 53,5 por ano, 4,6 por mês, mais de um por semana. O ano de 1997 foi o mais enriquecedor, com 83 registros, e o de 1988 o pior, quando não fui além dos 34. Pouca literatura estrangeira passou por minhas mãos, o bastante, porém, paramedaraconheceralgumasobrasprimas: A Divina Comédia, de Dante; Dom Quixote, de Cervantes; O Idiota, de Dostoiévski; Em busca do tempo perdido, de Proust; Ulisses, de Joyce; os contos de Poe; Bartleby, o escrivão, de Melville; A morte de Ivan Ilitch, de Tolstói; A metamorfose, de Kafka; 1984, de Orwell; O velho e o mar, de Hemingway; Cem anos de solidão, de Gabriel García Márquez; as histórias de Isaac Bashevis Singer... Às muitas razões que nos levam a ler um livro correspondem outras tantas que não nos deixam fazê-lo, por mais que tentemos. Se não for chegada a hora, se não sentirmos a misteriosa compulsão de pegar aquele volume há anos esquecido na prateleira, se não nos acharmos predispostos emocional e até biologicamente para a leitura, perderemos o ânimo em meio à empreitada. Só na quarta tentativa consegui ler Fogo morto, de José Lins do Rego, simplesmente porque não estava preparado para recebê-lo. Já o Grande sertão, de Guimarães Rosa, devorei em poucos dias, perfeitamente sintonizado com um mundo que a tantos leitores parece impenetrável e artificioso – e de lá
Um produto da Santos Editora de Jornais Ltda. Fund ad o em 28 de agosto de 2000, por Cés ar Santos
www.defato.com E-mail:redacao@defato.com TWITTER: @jornaldefato_rn | REDAÇÃO E OFICINAS: SEDE: Avenida Rio Branco, 2203, Centro, Mossoró-RN – CEP: 59.063-160 TELEFONES: (84) 3323-8900 (Mossoró) | COMERCIAL/ASSINATURAS: (84) 3323-8913 / 3323-8918
AS COLUNAS E MATÉRIAS ASSINADAS SÃO DE RESPONSABILIDADE DE SEUS AUTORES
para cá já o li três vezes. Por isso não me forço a ler tudo que tenho: no degredo das estantes, os livros esperam a sua vez, sabedores de que um dia se abrirão para comungar da vida. Fosse pouco o bem que nos fazem, aos amigos devo alguns desses encontros. Li Toia, o surpreendente romance de Vianna Moog, por recomendação do professor Olavo Colares; Lygia Marina, quando mulher de Fernando Sabino, indicou-me A festa, o Brasil dos anos 70 visto pelo caleidoscópio de Ivan Ângelo; e foi João Carlos Teixeira Gomes quem me apresentou aos Loucos egrégios, em que Juan Antonio Vallejo-Nágera estuda a vida e a obra de criadores como Aretino, Caravaggio, Mozart, Van Gogh e Nijinsky para mostrar que a fronteira entre a genialidade e a loucura é mais nebulosa do que se pensa. Outra boa fonte de leituras são as circunstâncias e os acontecimentos que nos dizem respeito: quando fui morar em Teresina, mergulhei nos bons romances da Tetralogia piauiense de Assis Brasil; preparando-me para conhecer os Estados Unidos, li as memórias americanas de Erico Verissimo, Gato preto em campo de neve e A volta do gato preto; antes de conhecer a Amazônia, naveguei de novo em O encontro das águas, de Fernando Sabino; e cheguei a Montevidéu revivendo a Anatomia de uma derrota, o testemunho de Paulo Perdigão sobre o jogo em que perdemos para o Uruguai a Copa do Mundo de 1950... Trocando experiências com os amigos ou antecipando o prazer de viajar, o certo é que ficamos maiores e melhores a cada livro que lemos. Fossem pessoas, morreriam à primeira leitura, pois que lhes roubamos a alma quando os possuímos. Mas são livros: como verdadeiro milagre, ressuscitam nas prateleiras, recompõem a essência que os torna imortais. Até que se desmanchem velhos para se fazer eternos, intactos na memória de quem com eles aprendeu a viver e a sonhar.
FILIADO À
entrevista 3
DOMINGO, 14 de julho de 2019
CAFEZINHO COM CÉSAR SANTOS
cesar@defato.com
Nayara Gadelha
‘Estamos conseguindo alcançar o que foi proposto’ Desconhecida por grande parte dos mossoroenses no pleito de 2016, a odontóloga Nayara Gadelha tem deixado a sua marca ao conduzir a Vice-Prefeitura do segundo maior município do Rio Grande do Norte. Engajada em projetos voltados para os jovens da cidade, como o Estação Juventude 2.0, Nayara tem conseguido imprimir um ritmo de trabalho que a diferencia em meio a tantas figuras consideradas “decorativas” no mesmo cargo que ocupa.
A vice-prefeita é a entrevistada da semana do quadro “Cafezinho com César Santos”. Na conversa a seguir, ela destaca o sucesso do projeto Estação Juventude 2.0, que, ao seu final, pretende contemplar 800 jovens em cursos de capacitação oferecidos em parceria com o Governo Federal, aborda também outras ações do Executivo em benefício dessa parcela da população e comenta o cenário político para 2020. NÃO resta dúvida que a senhora é uma vice atuAcompanhe.
ante, mas sem criar dificuldade para a prefeita Rosalba Ciarlini. Essa atuação é natural ou é uma atuação dentro de um projeto político? TOTALMENTE natural. Na campanha, fui de casa em casa, dei minha cara a tapa, como se diz, defendendo o trabalho em defesa dos jovens. Então, ao final desses quatro anos, dessa missão, quero sair com a sensação de dever cumprido. Desde o começo, foi essa a minha intenção, a prefeita Rosalba realmente me deu liberdade, me colocou alguns desafios, de eu ir a Brasília, buscar projetos, fomos ao Governo Federal. Então, há uma sintonia com a prefeita, que não é fachada, temos uma relação muito tranquila, graças a Deus.
POR: César Santos e Maricelio Almeida - FOTOS: Marcos Garcia
DE FATO – Em novembro de 2018, foi lançado em Mossoró o projeto Estação Juventude 2.0, em parceria com a Secretaria Nacional da Juventude do Governo Federal. A base do projeto é atender jovens de 15 a 29 anos para inserilos no cenário social. Aqueles objetivos que a senhora apresentou no lançamento estão sendo cumpridos? NAYARA GADELHA – Sim. Para conseguirmos o programa, precisamos estudar como estava a juventude aqui em Mossoró, a vulnerabilidade juvenil desse público de 15 a 29 anos. Foram mais de 500 propostas de adesão em todo o Brasil e apenas 26 foram contempladas, sendo que no Rio Grande do Norte, apenas Mossoró e Lagoa Nova. Em Lagoa Nova, o projeto ainda não começou. Eles até querem nos visitar para ver o que está dando certo aqui, já que nós estamos com seis meses de execução do Estação Juventude 2.0. Estamos conseguindo alcançar o que foi proposto, que é dar essa primeira oportunidade, dar um encaminhamento para o jovem. O Estação Juventude vai além dos quatro cursos (Fotografia, Doceria, Web Design e Condutor de Turismo), mas se esses jovens aqui de Mossoró não quiserem participar de nenhum desses cursos, há profissionais à disposição todos os dias, manhã e tarde, para conversar, saber o que esses jovens estão querendo, tentar inseri-los na sociedade. A PARTIR do projeto, é possível inserir os jovens no mercado de trabalho? A GENTE nunca afirma isso. Sabemos das dificuldades. Oportunizamos o primeiro passo. Alguns dos jovens já trabalham informalmente. Com a capacitação, eles ficam mais seguros, o ensino é valorizado. Alguns jovens já nos dão retorno que fizeram parceria entre eles, abriram o próprio negócio, mas não podemos garantir que todos serão inseridos no
mercado de trabalho. Nem mesmo as faculdades afirmam conseguir isso.
A SENHORA se empenhou pessoalmente em trazer o projeto para Mossoró, não é isso? NA CAMPANHA, já anunciávamos a nossa intenção de trabalhar pela juventude. Então, assim que assumimos em 2017, tivemos as primeiras viagens a Brasília (DF), fomos à Secretaria Nacional da Juventude e, na época, ficamos sabendo que seria aberto o projeto. Corremos atrás, levantamos os dados da violência juvenil local e fomos montando o projeto, submetemos a proposta, fizemos alguns ajustes e conseguimos. Em cada um dos quatro cursos, serão 10 turmas no total. Estamos nas terceiras turmas. A cada ciclo, são 80 jovens contemplados. Já tivemos 160 jovens beneficiados, e, ao final, queremos ter atingido 800 jovens. OUTRO projeto executado pela Vice-Prefeitura é o Inova Jovem. Ele tem uma linha próxima do Estação Juventude? SIM. É bem alinhado. É voltado para empreendedor. Foram 10 dias de curso, veio um professor de fora, a turma tinha cerca de 30 jovens, com aulas manhã e tarde. No final, os jovens saíam com a logomarca e um plano de meta para colocar o seu empreendimento para funcionar. Há também o ID Jovem, que é a porta de entrada para o Estação Juventude. O ID Jovem é um programa nacional. Os jovens de 15 a 29 anos de baixa renda e que possuam o NIS baixam o aplicativo, inserem o NIS e aí gera-se o ID Jovem, que apresenta várias vantagens. A principal que eu acho são as passagens interestaduais gratuitas. Esses jovens de baixa renda têm direito a duas passagens gratuitas e mais duas com desconto de 50%. Então, o jovem que quer viajar para prestar um concurso, viajar a turismo, que não conseguia por não ter condições, o ID Jovem permite isso e faz valer o Estatuto da Juventude.
distante. Eu já assumi a Prefeitura oito vezes, mas estou sempre ao lado da prefeita. Eu fiz de tudo para desmitificar isso, para mostrar que vice não é só um bibelô, como já usaram esse termo. Independente de a prefeita precisar ou não, eu gosto de estar com ela, acompanhando, de ser escutada, dar a minha opinião, e assim tem sido. Acho que chamou atenção o fato de uma vice tão jovem, então muita gente ficou observando, prestando atenção se eu ia dar conta do recado, fazer valer o voto.
É uma orientação que fazemos na Vice-Prefeitura, o cadastro no ID Jovem, se o jovem não tiver, fazemos com ele. O ID também permite desconto de 50% em entrada de cinema, teatro.
TODAS as pesquisas apontam para um alto índicedehomicídiosentreos jovens, tanto vítimas quanto executores, e as drogas são o principal fator para esseíndice elevado. Como a senhora analisa esse cenário e qual seria a saída para esse grave desequilíbrio social? COM certeza, não vamos encontrar uma única resposta. É algo multifatorial. A saída passa pela base familiar, uma família bem estruturada, um ensino infantil de qualidade, depois a oportunidade de ingressar na faculdade. O contexto é complexo, mas que hoje, pontualmente, a possibilidade de o jovem ingressar no mercado de trabalho é uma dessas alternativas, mas é uma cadeia que deve ser construída desde muito cedo. Quais as políticas públicas do Município para inserir esses jovens dentro desse contexto? A SECRETARIA do Desenvolvimento Social e Ju-
ventude tem vários projetos. Temos os CRASs, para acolhimento desses jovens. A Vice-Prefeitura tem servido também como porta de entrada para esses jovens. Temos, também, a comunicação com outras áreas da sociedade, parcerias com Senac, Sesi, outras teias para que possamos estar juntos dos jovens.
CHAMOU atenção uma declaração do presidente Jair Bolsonaro que disse que o trabalho dignifica o homem, independente da idade. Nas entrelinhas, sugeriu uma defesa do trabalho infantil. Como a senhora observa esse tipo de declaração, mediante um cenário preocupante da exploração da mão de obra infantojuvenil? É EXAGERO dizer que ele (o presidente) é a favor do trabalho infantil. Na época do meu pai, por exemplo, ele sempre dizia que esteve ao lado do pai dele em uma bodega, isso nunca deixou de ser mérito para o crescimento da pessoa. O jovem pode ser, sim, responsável por muita coisa, pode estar ao lado do adulto em vários momentos, para isso somar ao histórico dele como pessoa, mas, com certeza, não sou a favor
do trabalho em si, mas da responsabilidade começando desde a infância, e aí o jovem ser melhor aproveitado na sociedade e ser menos frustrado.
VAMOS falar um pouco de política. Estamos em um ano pré-eleitoral. Evidentemente que as conversas vão avançar a partir de agora. Qual o projeto que a senhora tem para 2020? NÃO pensei ainda em projeto pessoal, de verdade. Tudo foi muito natural na minha vida, nunca fui atrás da política; ela aconteceu. Se vier a acontecer novamente, de uma forma natural, se for interessante para o grupo, para a cidade, meu nome está à disposição. Se não acontecer, sou dentista, continuo no meu consultório, e vai ser também muito tranquilo para mim. COMO a senhora avalia as críticas que a figura do vice, de maneira geral, recebe? De que é um cargo figurativo... ESCUTEI muito isso na campanha, e hoje, no decorrer do trabalho, escuto que sou das vices que mais acompanhou, mais apareceu, independente de a prefeita estar
LEVANTA-SE a possibilidade de, não sendo mantida a chapa Rosalba/Nayara em 2020, a senhora ser candidata a uma vaga na Câmara Municipal? Há esse desejo? NÃO tenho esse desejo. Não tenho essa pretensão. Nunca me passou pela cabeça ser vereadora. PARA finalizar, qual a avaliação que a senhora faz, não da administração em si, mas do cenário de como era Mossoró em janeiro de 2017 e como a cidade se encontra hoje? QUEM acompanha a política, sabe que a situação era caótica, muitos serviços básicos estavam parados, hoje a gente consegue dar um bom retorno à população, a VicePrefeitura mesmo é um desses locais onde as pessoas vão e a gente consegue dar um atendimento rápido e encaminhar para os serviços que hoje, de fato, existem. Claro que não existe vara de condão, hoje também entendo isso. Muitas coisas que pareciam fáceis, hoje vejo que não são, a parte burocrática, dos trâmites. Então, apesar das dificuldades, de bloqueios que acontecem repetidamente, o trabalho tem sido feito com muito cuidado na cidade de Mossoró, e quem chegar à Prefeitura nas eleições do próximo ano, vai encontrar um cenário bem mais organizado e conseguindo responder melhor à população.
4 gerais
DOMINGO, 14 de julho DE 2019
Lentidão
235.241 presos sequer foram julgados, aponta levantamento >> Banco de dados ligado ao Departamento Penitenciário Nacional, a Infopen divulgou relatório sobre a quantidade e situação das pessoas privadas de liberdade no país
D
ados do Levantamento Nacional de Informações Penitenciárias (INFOPEN) revelam que 32,4% das pessoas encarceradas ainda aguardam julgamentos. Os dados são referentes ao mês de junho de 2017, levantamento mais atual da Infopen. Contendo dados de todas as unidades prisionais brasileiras, o banco de dados ligado ao Departamento Penitenciário Nacional, a Infopen divulgou relatório sobre a quantidade e situação das pessoas privadas de liberdade. Os dados são referentes ao período de 31 de dezembro de 2016 a 30 de junho de 2017. O relatório aponta que, nas prisões brasileiras, 43,6% dos encarcerados estão em regime fechado; 16,7% cumprem penas em regime semiaberto e 6% no regime aberto. O relatório
Divulgação
43,6% dos encarcerados cumprem pena em regime fechado
ainda revela que apenas 0,3% dos presos cumprem medidas de segurança de
internação e 0,06% estão em tratamento ambulatorial.
Ainda segundo o relatório da Infopen, a população carcerária cresceu 7,1% ao
ano, saindo de 232 mil presos em 2000 para 726 mil encarcerados em 2017. Os
O relatório aponta que, nas prisões brasileiras, 43,6% dos encarcerados estão em regime fechado; 16,7% cumprem penas em regime semiaberto e 6% no regime aberto números crescentes garantem ao Brasil o 3° lugar entre as maiores populações carcerárias do mundo, ficando atrás apenas dos Estados Unidos e China, primeiro e segundo lugar respectivamente. Com o crescimento acelerado, o déficit de vaga chega a 303.112 vagas necessárias para atender a demanda dos presos atuais. A maior quantidade 114 mil vagas, seriam necessária apenas para atender os presos do regime fechado, seguido de 95 mil vagas para aportar presos em regime provisório.
defatocom
DOMINGO, 14 de julho de 2019
opinião 5
césar santos cesar@defato.com
POLÍCIA SÓ EM 2021
A
reforma da Previdência está pronta para ser votada em segundo turno na Câmara dos Deputados. Poderia entrar na pauta nesta semana, antes do recesso parlamentar de julho (18 a 31), mas os parlamentares decidiram “enforcar” três dias de trabalho e anteciparam o início das férias. O presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ), anunciou que a proposta será votada no pós-recesso, quem sabe, no dia 6 de agosto. Beleza. Duas semanas a mais ou a menos são suportáveis, embora injustificável a leveza dos parlamentares por férias, a ponto de deixar em segundo plano a responsabilidade de votar a nova Previdência. Todos sabem, inclusive os deputados, que a reforma
''
era para ontem, de tão necessária. Vale lembrar que, depois de aprovada na Câmara, a PEC 6/2019 será encaminhada para apreciação e votação no Senado, e só depois, se aprovada, vai à sanção presidencial. A Câmara fez as mudanças que julgou necessárias e, de fato, eram. Retirou pontos que castigavam os velhinhos do BPC e da aposentadoria rural, além de ter modificado pontos a favor de mulheres e de professores. Com as mudanças, a previsão de economia é R$ 900 bilhões, frente o desejo do governo de economia de R$ 1,25 trilhão em dez anos, conforme prevista a proposta original encaminhada ao Congresso pelo Planalto. É provável que os senadores vão modificar ainda mais o texto que sairá da Câmara. Uma das alterações dadas como certa é a reinclusão de Estados e Municípios. Há um sentimento convergente nesse sentido na maioria dos 81 senadores. Porém, há uma preocupação dos governistas de que a alteração postergará a nova Previdência, uma vez que a proposta teria de voltar à
Não é possível existirem regras para servidores federais diferentes para os estaduais."
Câmara para nova apreciação e votação. Há uma alternativa, mais viável, sem alterar o texto aprovado na Câmara. Uma “PEC paralela” incluiria Estados e Municípios. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM), já chancelou o plano, inclusive, um entendimento será construído junto a Rodrigo Maia para que a proposta seja aceita pelos deputados federais. O que chama a atenção é que o PT, através do seu líder no Senado, Humberto Costa, está na linha de frente da articulação para incluir Estados e Municípios na nova Previdência. “Não é possível existirem regras para os servidores públicos federais que sejam diferentes das regras para servidores públicos estaduais e municipais”, justifica. Ok. Agora, não custa perguntar: o PT não é contra a reforma, vota contra a reforma, e diz que o governo Bolsonaro quer castigar os velhinhos com a nova Previdência? Bom. O fato é que, de forma indireta, os opositores à reforma, por uma questão meramente político-partidária, estão admi-
tindo que a nova Previdência é necessária. O palanque contra a reforma não se sustenta mais, e o próprio PT, com os seus governadores do Nordeste com a corda no pescoço devido ao “rombo” nas previdências estaduais, pede, pelo amor de Deus, para que Estados e Municípios sejam inseridos na reforma do governo do presidente Jair Bolsonaro. Melhor assim.
É NOTÍCIA 1
HUMBERTO COSTA
Líder do PT do Senado, articulando para inclusão dos servidores estaduais e municipais na nova Previdência.
superlotação
superlotação II
Um, a cada três presos no Brasil, aguarda julgamento, revela o Levantamento Nacional de Informações Penitenciárias do Ministério da Justiça e Segurança Pública. Existem 235.241 presos sem condenação, que representam 32,4% das pessoas privadas de liberdade. O número de presos saltou de 232 mil em 2000 para 726 mil em 2017. O número de vagas não acompanhou.
O sistema prisional do Rio Grande do Norte acompanha o cenário nacional. O Estado tem 2.922 presos sem condenação, que representam 31,58% da população carcerária potiguar. No total, o RN conta 9.252 pessoas privadas de liberdade, bem acima do número de vagas: 6.873. O déficit de vagas chega a 2.379. Os números ajudam a explicar o caos no sistema carcerário do Estado.
2
3 4 5
Há 59 anos, o Brasil conhecia a figura de "Tião Medonho", o assaltante que liderou o bando que roubou Cr$ 27 milhões do trem pagador. De tão famoso, o assalto virou filme. Há 20 anos, em sua segunda administração, a prefeita Rosalba Ciarlini lançava o projeto de urbanização das margens do rio Mossoró. O plano previa a recuperação da vegetação, plantação de mudas e construção de calçadão. Depois daí, nada mais foi feito. Nesta data, em 2006, a prefeita Fafá Rosado inaugurava a nova sede da Biblioteca Ney Pontes Duarte e a estátua do jornalista Dorian Jorge Freire, criada pelo artista plástico Mário Nogueira. Eduardo Bolsonaro, o zero três do presidente, quer ser embaixador em Washington, e mostra suas credenciais para o cargo: "Fritei hambúrguer lá nos Estados Unidos." Ria não, gente; é sério. A corrida ao Quinto Constitucional do TRT-21 também serviu para estabelecer novo cenário de forças dentro da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) no RN. É o que se extraiu das urnas.
Morre mãe de Dilma Rousseff, aos 95 anos A mãe da ex-presidente Dilma Rousseff morreu na manhã deste sábado, 13, aos 95 anos de idade. Dilma Jane, que enfrentava uma embolia pulmonar, morreu em casa em Belo Horizonte (MG). A ex-presidente, que estava em viagem em Londres, retornou ao Brasil para acompanhar o velório e sepultamento da mãe. Carioca, Dilma Jane Coimbra Silva nasceu em Nova Friburgo (RJ), em 1924. Após casar com o imigrante búlgaro
Peter Russev, mudou-se para a capital mineira, onde teve seus três filhos: Igor, Dilma Vana e Zana Lúcia. Durante o mandato da filha, Dilma Jane mudou-se para Brasília. Contudo, após o processo de impeachment, mãe e filha voltaram a morar em Belo Horizonte. Até o fechamento desta edição, o motivo da morte, o local e o horário do velório e sepultamento de Dilma Jane não foram confirmados.
pisadas O Gaeco do Distrito Federal está no rastro do deputado distrital Agaciel Maia. Uma operação do Ministério Público, que tinha outro alvo, achou as digitais de Maia em contracheques que somam R$ 300 mil, além de um contrato de compra e venda de uma casa avaliada em R$ 500 mil no litoral do RN.
pisadas ii Agaciel Maia, que já esteve enrolado em outros escândalos, é irmão do deputado federal João Maia (PR) e da senadora Zenaide Maia (Pros). João, para refrescar a memória, responde a processo na operação Via Ápia, por desvio de recursos federais de obras na rodovia BR101, através do Dnit-RN.
pisadas IIi O Ministério Público aponta que Maia teria recebido mais de R$ 1 milhão em propina. Os recursos serviriam para bancar projetos eleitorais. Em 2014, época do escândalo, João Maia elegeu a irmã Zenaide à Câmara dos Deputados e tentou, sem sucesso, eleger-se vice-governador do RN na chapa de Henrique Alves.
pisadas iv João Maia sempre negou as acusações feitas pelo Ministério Público. Jura que é inocente. Em 2018, ele conquistou – no voto – o direito de retornar à Câmara.
Reprodução
Dilma Jane morreu em casa, em Belo Horizonte (MG)
6 OPINIÃO/GERAIS
DOMINGO, 14 de julHO DE 2019
Garantia à educação de crianças e adolescentes ainda não é integral
Justiça
CSN tem R$ 3 milhões bloqueados por insegurança em barragem >> O TJMG concedeu uma liminar diante da falta de segurança constatada na barragem Casa de Pedra
O
Assessoria
Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) bloqueou R$ 3 milhões da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) para que a Companhia adote medidas que garanta a segurança na barragem Casa de Pedra, no município de Congonhas (MG). Na última sexta-feira, 12, o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) divulgou que o TJMG concedeu uma liminar favorável bloqueando R$ 3 milhões da mineradora nacional diante da falta de segurança constatada na barragem Casa de Pedra. Contudo, o
!
O valor de R$ 20 milhões solicitado para que o TJMG bloqueasse era necessário ao considerar o histórico de descumprimento de medidas judiciais da CSN
Apesar do bloqueio, MPMG pleiteava R$ 20 milhões
MPMG pleiteava o bloqueio de R$ 20 milhões. Para o Ministério Público de Minas Gerais, o valor de R$ 20 milhões solicitado para que o TJMG bloqueasse era necessário ao considerar o histórico de descumprimento de medidas judiciais da CSN, que em maio deste ano foi ordenada a alugar um imóvel para a reabertura de uma creche que foi fechada em fevereiro por estar muito próximo a mineradora. “A última pendência que faltava era que a Pre-
feitura indicasse um prédio em condições de receber a creche. A Prefeitura repassou essas informações à Justiça no dia 27 de junho. No entanto, no nosso sentir, a CSN está procrastinando em atender à determinação judicial”, argumentou o MPMG em nota pública. Maior indústria siderúrgica da América Latina, a Companhia Siderúrgica Nacional também comentou por meio de nota que a “CSN Mineração entende que não há necessidade de
alteração de endereço do local [da creche]”. Ainda segundo a mineradora, a “Companhia possui laudos que atestam a segurança de suas estruturas. [...] Somente neste ano, foram feitas seis fiscalizações de órgãos como a Agência Nacional de Mineração (ANM). Em todas, foi atestado que a empresa está seguindo os procedimentos necessários para que suas barragens continuem estáveis e nenhuma anormalidade foi encontrada”, argumenta a CSN.
Promulgado há 29 anos, o Estatuto da Criança e do Adolescente traz no Artigo 53 a garantia ao acesso à educação com objetivo de garantir o pleno desenvolvimento da pessoa e o preparo para o exercício da cidadania e da qualificação para o trabalho. De acordo com o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), investir em educação é uma estratégia eficaz para a proteção da vida e para a prevenção da violência. A assistente social Ana Lucia Antunes concorda com o posicionamento do Unicef. Há nove anos, ela trabalha no Lar de São José, entidade do Distrito Federal que recebe crianças e adolescentes sob medida protetiva. Ela afirma que a baixa escolaridade predomina tanto entre acolhidos quanto entre as suas famílias. O que identifica é que a vulnerabilidade social se manifesta, geralmente, em relação a um conjunto de fatores, que inclui, frequentemente, desemprego dos pais ou responsáveis e a percepção que têm quanto a seus próprios direitos e deveres. "Quando vêm para cá, é porque, com certeza, algo de muito grave aconteceu", comenta. Segundo ela, a negligência familiar está entre os principais motivos que fazem com que a Vara da Infância e da Juventude do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios determine o encaminhamento ao serviço de atendimento. "A negligência é algo muito complicado de se definir, porque, para algumas pessoas, significa só bater na criança, e há tantas outras formas [que configuram esse tipo de crime]. Então, é preciso ter um olhar mais aprofundado sobre a negligência e, em contrapartida, também se entender que o que acontece é devido, em parte, à falta do Estado." O acesso à educação é desafio ainda presente no Brasil. Apesar de avanços, a meta de universalização proposta pelo Plano Nacional de Educação ainda não foi alcançada. É o que mostra um relatório divulgado, recentemente, pela Campanha Nacional de Direito à Educação. O plano prevê o cumprimento de várias metas até 2024. Um dos objetivos não alcançados trata da educação infantil. O PNE estabeleceu que a universalização deveria ser alcançada até 2016 para crianças
de 4 e 5 anos. Segundo os autores do estudo, desde 2014, a taxa de escolarização de crianças de 4 e 5 anos cresceu apenas 4 pontos percentuais, dos 11 pontos necessários. O papel da denúncia O Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos divulgou um balanço que mostra queda de 10% no número de denúncias de violações de direitos de crianças e adolescentes recebidas pela pasta entre 2017 e 2018.Por meio do Disque 100, o ministério diz que no ano passado foram registradas 76,2 mil ocorrências, das quais 17 mil se caracterizaram como violência sexual. Mais de 70% dos casos de abuso e exploração sexual de crianças e adolescentes são perpetrados por pais, mães, padrastos ou outros parentes das vítimas. Em mais de 70% dos registros, a violência foi cometida na casa do abusador ou da vítima. A secretária nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente, Petrúcia de Melo Andrade afirma que toda a sociedade e os governantes devem se mobilizar para a proteção às crianças e adolescentes com foco na prevenção à violência. Ela diz que é nesse sentido que o governo federal tem se orientado. Para a secretária, o ECA é "um instrumento importantíssimo" e que o dispositivo chega ao seu aniversário de 29 anos tendo como marca "muita luta". Em conversa com a Agência Brasil, a secretária citou o caso do menino Rhuan Maycon da Silva, de 9 anos, assassinado pela própria mãe e sua companheira, no final de maio, para destacar que a proteção a crianças e adolescentes somente é possível ser feita em rede. Combate ao trabalho infantil A secretária Petrúcia de Melo Andrade falou também sobre a importância do combate ao trabalho infantil. Para a secretária, a sociedade tem um papel importante nesse trabalho e não deve compactuar com essas práticas. Para Petrúcia Andrade, é necessário inclusive mudar hábitos e evitar comprar produtos vendidos por menores de idade em semáforos e outros pontos de comércio informal.
gerais 7
DOMINGO, 14 de julHo DE 2019
Mais de 200 casas religiosas sofrem ameaças no Rio de Janeiro
Desafios
ECA completa 29 anos sem afetividade plena >> Com quase 3 décadas de existência, o Estatuto da Criança e do Adolescente enfrenta desafios, como a aplicação de políticas públicas efetivas Assessoria
O ECA deveria garantir direitos de crianças e adolescentes em todo o país
C
riado em 1990, o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) está com quase três décadas de existência sem conseguir efetivar plenamente suas práticas. Em entrevista à Agência Brasil, o jurista Eduardo Gouvêa argumenta sobre a importância de se ampliar o cumprimento do que estabelece o estatuto. Em seus 29 anos de existência, o ECA tem por objetivo garantir o desenvolvimento físico, mental, espiritual, moral e social de crianças e adolescente em todo o país. Contudo, a lei ainda enfrenta desconhecimentos e desafios para seu
cumprimento efetivo. “O Estado, basicamente os Poderes Executivos e Legislativos, se empenham, mas não com eficácia. Alguns membros do Executivo relutam em aplicar na íntegra o que o ECA prevê. Aí o Ministério Público, as defensorias e advocacias entram com ações para obrigar Estados e Municípios a cumpri-lo”, explica Gouvêa, que chefia a Coordenadoria da Infância e Juventude do Tribunal de Justiça de São Paulo. O desembargador ainda argumenta que, quando o Estatuto deixa de ser aplicado como deveria, na aplicação de políticas públicas
que garanta o desenvolvimento dos jovens, aumenta a necessidade de atuar em casos de crianças e adolescentes em conflito com a lei, o que pode aumentar a sensação que o ECA funciona apenas para proteger os jovens nesses casos. “Se o ECA fosse implementado com satisfação plena na primeira parte, nas políticas públicas para crianças, tanto as ordem geral como as específicas, teríamos menos aplicação da segunda parte, que é de controle de atos praticados por adolescentes que acabam praticando desvios de comportamento”, argumenta Gouvêa.
Uma das principais bandeiras do Governo Federal para a Segurança Pública, o Executivo tenta reduzir a maioridade penal alterando o Estatuto que rege sobre a maioridade a partir dos 18 anos. Para a Associação Nacional das Defensoras e Defensores Públicos (ANADEP), a medida é uma “recompensa” para a não efetividade do ECA. “Reduzir a idade penal para punir adolescentes significa premiar os gestores que não cumprem o previsto no estatuto e, ao mesmo tempo, virar as costas para a nossa juventude”, conjectura a associação.
Espaço religioso é depredado na cidade do Rio de Janeiro. Para o líder religioso Ivanir dos Santos, no estado carioca há mais de 200 espaços sendo ameaçados de destruição. Na última quinta-feira, 11, um terreiro de Candomblé, religião de matriz africana, foi depredado em Duque de Caxias na Baixada Fluminense. Segundo o babalaô Ivanir dos Santos, que denunciou o caso nas redes sociais, dentro de 6 meses, o espaço sofreu mais de 15 ameaças. “Aquela região já estava sendo ameaçada. Diziam quem não podiam tocar. Não podiam tocar isso ou aquilo. E agora chegaram e quebraram tudo”, relatou. Interlocutor da Comissão de Combate à Intolerância Religiosa (CCRI) no estado do Rio de Janeiro, Santos se queixa da negligência do poder público em coibir e investigar os ataques sofridos pelas religi-
ões de matrizes africanas. “Eu tive um encontro com o governador [Wilson Witzel] e pedi a ele uma plenária aberta com todas as religiões para tratar disso e com a área de segurança dele. Até hoje não houve essa plenária. Eu não tenho dúvida de que se fosse uma sinagoga ou uma igreja cristã atingida, a atitude do governo seria outra: [o ato] seria enquadrado como crime de terrorismo”, argumenta Ivanir Santos. No último mês de maio, o Ministério Público Federal (MPF) cobrou ao Governo do Rio de Janeiro ações para solucionar os ataques aos espaços e aos praticantes de religiões de matriz africana. Na sexta-feira, 12, o MPF se reuniu com Ivanir dos Santos e representantes de igrejas evangélicas para debaterem o tema. Durante a reunião, os pastores se comprometeram em mobilizar suas igrejas para atuar no combate ao racismo.
8 GERAIS
DOMINGO, 14 de julHo DE 2019
por abusos
Advogados pedem indenização de R$ 11,3 milhões à Igreja Católica >> Seis ex-coroinhas acusam o padre Pedro Leandro Ricardo de praticar assédio e abuso sexual na cidade de Limeira (SP). O MP instaurou 3 inquéritos para apurar as acusações
A
dvogados de jovens que teriam sido abusados por padre em cidade no interior de São Paulo pedem indenização de R$ 11,3 milhões à Igreja Católica. O pedido vai de encontro a decreto assinado pelo papa Francisco que prevê reparações às vítimas. Seis ex-coroinhas acusam o padre Pedro Leandro Ricardo de praticar assédio e abuso sexual na cidade de Limeira (SP). Em janeiro, o Ministério Público de São Paulo instaurou três inquéritos para apurar as acusações contra o padre. Uma investigação também foi iniciada pela própria Igreja Católica, afastando o padre Ricardo e o bispo dom Vilson das suas atividades. Os valores da indenização pedidos pelos advoga-
Divulgação
Igreja Católica realiza investigação própria para apurar denúncias
dos baseiam-se em indenizações pagas nos Estados Unidos em casos de pedo-
filia envolvendo padres. De acordo com um dos advogados que representa o gru-
po de coroinhas, Roberto Tardelli, as conversas com a Diocese de Limeira estão
COBRANÇA DE PAGAMENTO Os anestesiologistas que prestam COMPROVADAMENTE um serviço de excelência, diuturnamente na C S D Rosado ou APAMIM ou Almeida Castro, estão sendo penalizados, uma vez mais, pela PREFEITURA MUNICIPAL DE MOSSORÓ, com o brutal atraso de pagamentos dos salários (manutenção da família) de mais de quatro meses. Existe inadimplência também dos plantões de janeiro e fevereiro do ano de 2017. Não existe nenhuma previsão ou cronograma de pagamento. Pasmem! Vocês acreditam? Qual categoria profissional suporta essa proposital, cruel, revoltante e inaceitável situação sem uma reação enérgica? Não há nenhuma segurança jurídica neste trabalho. Nenhuma voz fala ao nosso favor! Com precisão, afirmamos que foram realizadas mais de 1.600 cesarianas. Anestesias que salvaram duas vidas (mãe e feto) em momentos críticos. A Saúde Pública tornou-se precária, caótica em toda região. Todavia, vivemos aqui e pagamos nossos impostos aqui. Lamentavelmente, a Saúde Pública nunca foi e nem será prioridade na Terra de Santa Luzia. A P M Mossoró, com cegueira administrativa, não percebe a importância e a necessidade desse serviço “às vezes essencial“, prestado com zelo, extrema competência técnica e muita responsabilidade, seriedade e compromisso com as usuárias do SUS. Sistema perfeito na teoria e necessitando de correção urgente, na prática. Jamais uma única gestante de Mossoró ou de outros municípios deixou de ter assistência anestésica competente durante estes longos, e sem justificativas, períodos de ausência de pagamento. Nenhum critério de razoabilidade. Salários justos e possíveis. Apropriação Indébita – 168 CPB? CIANO MAGNTA AMARELO PRETO
Essa triste situação é uma verdadeira agressão aos anestesiologistas e uma violação de direitos fundamentais. Provavelmente, idêntica situação não acontece com outras especialidades. Silêncio sepulcral. Os anestesiologistas que pagam uma tributação inútil e injusta antecipadamente, porque são obrigados a emitir notas fiscais, na vã tentativa de receber honorários, estão financiando a Saúde Pública, ofertando uma assistência anestésica de excelente qualidade à população feminina de Mossoró e região. Essa é uma manifestação pública dos profissionais anestesiologistas em defesa dessa categoria de trabalhador médico e das gestantes. Em épocas de Constituição Cidadã, “Quem não luta por seus direitos, não é digno deles”. MOSSORÓ, 12 DE JULHO DE 2019
Ronaldo Fixina Barreto Conselheiro do CRM-RN Delegado Sindical Diretor Técnico da Clínica de Anestesiologia de Mossoró (Em nome de todos os anestesiologistas plantonistas da CSDR)
em andamento. “Pedimos o que o papa determinou. Não é para que
O pedido vai de encontro a decreto assinado pelo papa Francisco que prevê reparações às vítimas ninguém fique rico. Estamos falando de pessoas que foram abusadas desde a adolescência,” argumenta Tardelli, referindo-se ao decreto assinado pelo papa Francisco em maio deste ano que prevê que vítimas de abusos devem ser reparadas. No final de 2015, a delegacia da cidade de Americana (SP) arquivou outras duas denúncias de abusos que teriam sido praticadas pelo padre Ricardo contra outros dois coroinhas. Mesmo afastado pelo Vaticano, o padre continua a receber o salário de cinco salários mínimos pagos pela Igreja Católica.
mossoró /jornaldefatorn
@defato_rn
/photos/jornaldefatorn
Mossoró (RN), domingo, 14 de julho de 2019
Procura-se
Aparecida em busca de Avanildo:
o atendimento as pessoas em situação de rua >> Coordenadora do programa Consultório na Rua tenta encontrar o morador em situação de rua que vivia sob o viaduto da João da Escóssia Cedida
André Bisneto
Da Redação
A
parecida, você sabe o que aconteceu com Avanildo? São 5h30 da última quinta-feira (11), quando Aparecida Sousa recebe a ligação de um colega de trabalho alertando que alguma coisa havia acontecido com Avanildo Roberto da Silva, 48, que “morava” sob o viaduto da Avenida João da Escóssia, em Mossoró. “Não. Eu não sei. O que houve com ele?”, questionou Sousa, que é coordenadora do “Consultório na Rua”, programa ligado à Secretaria de Saúde mossoroense, que realiza atendimentos a pessoas em situação de rua. “Olha, aqui está tudo quebrado. Tudo revirado. É como se alguém tivesse agredido ele”, contou a voz do outro lado do telefone.
CIANO MAGNTA AMARELO PRETO
O programa municipal possui 164 pessoas cadastradas Em seguida, o telefone de Sousa notificou o recebimento de mensagens no WhatsApp. O colega da coordenadora enviou cerca de 10 fotografias em que era possível ver roupas, plantas, uma sandália
havaiana branca e gasta espalhadas pelo local que costumava abrigar o rapaz de tez escura e sorriso franco. A coordenadora e Avanildo se conheceram em meados de junho deste ano. Vi-
vendo em situação de rua desde 2012, quando se desentendeu com a família, o iatiense chegou a Mossoró após passar por diversas cidades brasileiras. Sob o viaduto de uma das principais
avenidas mossoroenses, Avanildo estendeu um papelão que lhe serviria de cama. Foi ali que ambos se viram pela primeira vez. “Nós soubemos que Avanildo estava debaixo do viaduto através do nosso motorista [do programa Consultório na Rua] que mora próximo de lá. Ele viu Avanildo dormindo em cima de um papelão e nos informou”, lembra Sousa. Com a informação, a coordenadora incluiu o rapaz na ronda de visita que o consultório realizaria. Funcionando apenas em dias úteis, de segunda a sexta, das 17h até as 21h, o programa Consultório na Rua atende homens, mulheres e crianças com auxílios médico, psicológico, elaboração do cartão do Sistema Único de Saúde (SUS), entre outros serviços. “No primeiro momento, fomos muito bem recebidos.
Ele estava recém-chegado em Mossoró. Nossa psicóloga e assistente social conversou bastante com ele, que esboçou o desejo de voltar para a sua cidade – Iati (PE)”, conta Souza. “Então, fizemos o cadastro dele. Pegamos todos os dados e fizemos o cartão dele e comunicamos ao CREAS [Centro de Referência Especializado de Assistência Social] que existia aquele morador com o desejo de voltar para a sua cidade”, relembra. Contudo, o desejo não permaneceria por muito tempo. Já no dia seguinte, Aparecida Sousa ficou sabendo que, ao ser visitado pela equipe do CREAS, Avanildo abandonara a ideia de deixar Mossoró. E ali, tendo o viaduto como teto, sua situação ganhou as redes sociais. “Quando publiquei suas imagens e história na minha página pessoal do Instagram, muitas pessoas vieram falar comigo, perguntando como poderiam ajudá-lo. Existem muitas pessoas em Mossoró que desconhecem a existência de pessoas em situação de rua como Avanildo. Na verdade, existem muitos Avanildos pela cidade”, contou o estudante de Jornalismo Leonardo Matoso, um dos primeiros a divulgar a situação do iatiense.
2 mossoró
DOMINGO, 14 DE julho de 2019
cont. da capa
“Quando eu cheguei ao local, a limpeza já estava agindo”, conta a coordenadora >> Avanildo recebia doações que incluíam água mineral, refrigerantes, e até mesmo plantas para comercializar
T
rês dias após a primeira conversa, Sousa voltou ao viaduto para rever o morador em situação de rua. “Quando voltamos lá, ele demonstrou o interesse de ficar. Ele disse que Mossoró era muito acolhedora, e que queria ficar no local. Então, oferecemos a Casa de Passagem, para ele ficar na casa de acolhimento, para ele pode ter um canto para ficar seguro, e que nós ofereceríamos assistência a ele. Mas ele disse que não; que no decorrer do tempo ele teria uma decisão para gente”, conta. Avanildo recebia doações que incluíam água
mineral, refrigerantes e até mesmo plantas para comercializar. No final de junho, ele contou que tudo começou com uma doação e que, com as postagens que faziam dele, mais pessoas vieram ajudá-lo. “Esse isopor menor aí foi doação de um empresário. Ele fez esse cartaz também e me deu os refrigerantes e as águas para vender. Ele meio que começou essa nova carreira para mim”, contou, enquanto buscava um pedaço de papel de caderno do bolso da bermuda para bolar um cigarro de fumo preto. Quando a coordenadora do Consultório da Rua che-
gou até o viaduto na manhã da última quinta-feira, 11, Avanildo não estava mais lá; apenas seus pertences e doações espalhadas. Enquanto conversava com algumas pessoas no local, procurou marcas de sangue que confirmassem a hipótese de agressão. “Quando eu cheguei ao local, a limpeza já estava agindo. O secretário Cid me informou que iria levar as coisas dele, as roupas, as águas minerais, as plantinhas dele, para a Secretaria de Serviços Públicos e que, se precisasse, as coisas dele estariam guardadas lá; que ele guardaria por um determinado tempo”, explica Sousa.
Cedida
3 dia após a primeira conversa, Sousa voltou ao viaduto para rever o morador em situação de rua
Apesar do que ouviu no local, a assessoria de comunicação da Prefeitura de Mossoró informou que o Executivo “apenas retirou os materiais porque foi registrado um aglomerado de
outras palavras José Nicodemos
S
18 anos
aristida603@hotmail.com
PESSIMISMO À COLA e as palavras valem pela importância de quem as profere (e é verdade), as minhas não valem nada. Eu sei disso. Mas nem por isso entendo que devo silenciar diante das injustiças que assolam o nosso país. Sei que estou gritando para ninguém, as grito. Tenho direito. Não é que me mova a pretensão de que minhas vãs palavras, de uma forma ou de outra, venham a fazer eco aos ouvidos de uma ínfima minoria que seja. E já seria muito. Mas grito o meu grito de revolta contra as estruturas do país, pelo simples fato de não saber calar em face de injustiças. Uma questão muito pessoal. Assim é que tenho de vomitar o bocado indigesto. É só isso. De resto, serve-me de psicoterapia. Daqui vem que não me importa minhas palavras tenham o destino do vácuo, até mesmo da gozação, ou coisa semelhante. Não estou nem aí. Tudo o que me importa consiste, e apenas, em desabafar, e é meu direito. Já na sobrevida, pois octogenário, não almejo um país justo e decente, em causa própria. Creiam-me. Senão que proporcione às gerações, presentes e vindouras, melhores condições de vida. Em verdade, penso nos que ficam e nos que virão. Não queria morrer antes de ver o meu país em-
balado no rumo certo. Pra valer. Começo, porém, a desvanecer-me, por força das aparências. É verdade, abri generoso crédito de confiança ao presidente Bolsonaro; mas, devo confessar, a coisa já me parece feia. Ainda é cedo? Admito, mas já é tempo de sobra para se ver, a menos, projetos em andamento, ou então, sendo formulados. E nada disso. Donde se segue – e é o que parece – que o presidente Bolsonaro já não sabe o que fazer do governo. De todo perdido em meio à bagunça geral em que se tornou o país, como nunca visto. À deriva de uma elite que não abre da mão sua mística de conforto, à base ampla de todos os privilégios, possíveis e impossíveis. É para fechar a boca, e os olhos, e os ouvidos, diante de semelhante situação? Ninguém é de ferro, nem eu. Assim, grito o meu grito indignado. É o jeito. Não me dá que não seja escutado, mesmo porque não agasalho tal pretensão. Não sou imbecil. Enfim, é bem melhor do que engolir o cururu, e a seco. Faz bem á saúde. E o pior de tudo isso: olha-se para um lado, olha-se para outro, e não se avista, mesmo de forma nebulosa, a salvação da lavoura. Desculpem se tenho minhas recaídas na desesperança de um Brasil melhor. O pessimismo à cola. Mas não há motivos de esperança.
BUROCRACIA
CIVILIZAÇÃO
O excesso de burocracia no serviço público dificulta a vida do cidadão comum. E junte-se a isso o jeito desrespeitoso no trato do funcionário público. Isso, em todas as repartições oficiais.
Alguém, que não me ocorre, disse que se mede o grau de civilização de um povo pela civilidade no serviço público, associada às facilidades, o que vale, rapidez no atendimento.
pessoas lá, e por orientação da Polícia Rodoviária Federal, a Prefeitura, porque os carros estavam parando e estavam atrapalhando o tráfego na rodovia”. A assessoria ainda explicou que
nenhum pertence foi guardado, e que o material recolhido que poderia ser reaproveitado foi doado para instituições de caridade. Nas redes sociais, os comentários são de que Avanildo teria sofrido um surto psicótico, relatos semelhantes ouvidos por Sousa na manhã de quinta. Não é certo. A certeza é que ele não está mais onde costumava ficar, e que parte das doações que recebeu foi saqueada. Mais: que a coordenadora do Consultório na Rua continua buscando o iatiense. “Na quinta, eu saí em ronda com o pessoal do consultório. Eu fui àquela BR que dá acesso a Apodi, a Fortaleza, a Natal, ao Centro; rodei em várias BRs com a equipe. Poderia ser que ele tivesse se acalmado e deitado em algum local. Fizemos várias perguntas a pessoas, mas ninguém soube informar se tinha visto ou se tinha notícia dele”, contou Sousa. O Consultório na Rua atende 164 pessoas em situação de rua. A equipe multiprofissional é composta por sete profissionais de diferentes áreas. Em média, cerca de 40 pessoas em situação de rua são atendidas pelos profissionais coordenados por Aparecida Sousa.
de compromisso com o jornalismo de verdade @defato_rn
/jornaldefatorn
@jornaldefato
Gaste Os desafios de bem o seu lidar com diabetes décimo na infância
Mais de 200 bilhões vão oxigenar a SACANAGEM economia no fim de Mas isso é mesmo um país saano. Saiba como cana (não peço desculpa do termo), MOSSORÓ gastar certo. de sorte que o serviço público não3 pode ser menos do que sacanagem. Entra governo, sai governo, e a sacanagem continua. @defato_rn
A dona de casa Suzy Kelly deixou de trabalhar para cuidar, integralmente, do filho César de seis anos. Ela fala sobre medicamentos, alimentos e da descoberta da doença. MOSSORÓ 1 /photos/jornaldefatorn
/jornaldefatorn
linguagem Falei, colunas atrás, da autoria do clássico “A arte de furtar” atribuída a Vieira, padre Manuel da Costa, d. Francisco Manuel de Melo, Antônio de Sousa Macedo, especialmente a Vieira. Volto ao assunto, para dizer que a razão estará com mestre João Ribeiro, que, depois de longo e profundo estudo a respeito, verificou ser mais provável ser o autor dessa perfeita sátira dos costumes da sociedade portuguesa, o erudito jurisconsulto Thomé Pinheiro da Veiga. Não se pode duvidar de moeda cunhada pelo criterioso filólogo brasileiro. Sem embargo, esse monumento clássico ainda traz Vieira como seu autor, apesar de não revelar o estilo do grande jesuíta.
17os an
MOSSORÓ �RN�, DOMINGO, 19 DE NOVEMBRO DE 2017 | EDIÇÃO 5.020 � ANO XVIII |
Mossoró 3
DOMINGO, 14 de julho de 2019
Cultura
Melhor do Nordeste, Lume faz campanha para festival nacional >> A Lume da Fogueira é a melhor quadrilha junina do Nordeste e está tendo a oportunidade de se apresentar no Festival Nacional de Quadrilhas, que ocorre em Brasília Foto Blog do F. Silva
Amina Costa
Da Redação aminadabecosta@gmail.com
A
As quadrilhas juninas são tradicionais no período do sãojoão e são elas as responsáveis por abrilhantar ainda mais esta época do ano, com suas belas apresentações que atraem milhares de pessoas para prestigiá-las. Por esse motivo, Mossoró precisa se orgulhar por ter uma representante local que se mantém entre as melhores de todo o Rio Grande do Norte e do Nordeste. Há 21 anos, a Associação Cultural Lume da Fogueira mostra para os mossoroenses e para os potiguares que é possível fazer um são-joão de qualidade, mesmo com todos os desafios que são enfrentados a cada ano. Prova disso é que a Lume da Fogueira conseguiu se destacar não apenas no cenário estadual, mas também em todo o Nordeste, sendo eleita a melhor quadrilha junina da região, de acordo com a União Nordestina de Quadrilhas Juninas (UNERJ). O grupo genuinamente mossoroense foi destaque em festivais de quadrilhas no Rio Grande do Norte e no Nordeste, e agora tem a oportunidade de se apresentar no Festival Nacional de Quadrilhas Juninas, que ocorre nos dias 27 e 28 de julho, em Brasília (DF). Essa é mais uma oportunidade de o grupo mostrar a força de Mossoró e do Rio Grande do Norte em um evento que vai reunir grupos juninos de vários estados do país. Para estar presente no
A Lume da Fogueira mostrou que Mossoró sabe fazer são-joão, uma vez que venceu praticamente todos os festivais dos quais participou
Lume da Fogueira volta de forma triunfal, após parada nas apresentações no ano passado
festival, os integrantes da Lume da Fogueira estão realizando uma campanha para arrecadar recursos, a
fim de custear a viagem para a capital do país. “A campanha está sendo feita no intuito de arrecadarmos di-
nheiro para custear as dispensas do nosso grupo para o Nacional de Quadrilhas. Brasília é muito longe, so-
Lume da Fogueira conquistou primeiro lugar em oito festivais A história da quadrilha junina da Lume da Fogueira é de superação e de garra dos componentes, que mantêm a determinação para participar de eventos, mesmo com os grandes desafios que surgem a cada ano. No são-joão deste ano, a quadrilha junina de Mossoró participou de 10 festivais, dos quais obteve a primeira colocação em oito, entre eles o Nordestão e o Festival da Intertv Cabugi. O coreógrafo da quadrilha junina falou para a reportagem do JORNAL DE FATO sobre o sentimento do grupo em ter conquistado tantos títulos e informou ainda sobre o futuro do grupo. Abraão Morais disse ainda que a parada que o grupo deu no ano passado serviu para amadurecer ideias e fazer refletir bastante sobre o são-joão. Questionado sobre a sensação de ser o melhor grupo junino do Nordeste,
Abraão comenta que isso é fruto de um trabalho árduo e muito gratificante. “É uma emoção inexplicável, nunca imaginávamos chegar tão longe. Por termos iniciado numa escola, a ideia era apenas brincar o são-joão mesmo”, comentou. A gratidão do coreógrafo é ainda maior, porque a sua história se mistura com a história da Lume e do sãojoão. “Estou na Lume desde 2003, na Lume eu pude me realizar profissionalmente, e quero ir mais longe ainda junto dela. Quem conhece minha história de vida, sabe o quanto ralei para chegar aonde cheguei. A Lume foi e é a minha vitrine de vida. As vitórias, na verdade, são méritos dos nossos componentes. Eles é que fazem acontecer tudo e dedico cada vitória a eles”, relata Abraão Morais. Em relação ao futuro do grupo junino, o coreógrafo afirma que ele ainda não está
definido, devido aos problemas financeiros, mas a vontade do grupo é que a Lume continue sua trajetória de sucesso, levando o nome de Mossoró para todo o país. “O ano de 2020 ainda não foi definido, mas tudo se caminha para a continuidade. Como falei anteriormente, a nossa parada se deu 95% por conta do financeiro. Para se ter noção, por diversas vezes não tivemos ensaios por falta de espaço”, disse. A Lume da Fogueira foi criada na Escola Municipal Professor Manoel Assis, pelas professoras Liana Duarte e Joseneide Oliveira. O grupo foi feito apenas para divertimento dos alunos, que, sem pretensão nenhuma, tornou-se uma potência no são-joão do RN. Nos 21 anos de existência, a Lume da Fogueira parou as atividades por duas vezes, mas, devido à paixão pelo são-joão, retomou as atividades.
mos 150 pessoas e não é nada barato fazer são-joão, mas estamos na batalha. Nas nossas redes sociais há
informações sobre como as pessoas podem ajudar. Inclusive, fica o apelo aqui para os grandes empresários e admiradores do nosso trabalho, nos ajudem a chegar lá, o incentivo deles faz toda a diferença”, comentou o coreógrafo Abraão Morais, da Lume da Fogueira. Abraão Morais comenta ainda que os principais desafios enfrentados pelos grupos juninos estão relacionados à falta de incentivo e à parte financeira, principalmente com a qualidade que o grupo precisa ter para se apresentar nos festivais. “Fazer são-joão hoje em dia é caro. Se não tivermos incentivos, fica difícil continuar com essa cultura. Por isso, imploramos para que os empresários da nossa terra ajudem aos grupos a manter essa tradição viva”, disse o coreógrafo. No são-joão deste ano, a Lume da Fogueira mostrou que Mossoró sabe fazer são-joão, uma vez que venceu praticamente todos os festivais dos quais participou. O coreógrafo do grupo exaltou a importância das quadrilhas juninas, bem como de todo o esforço que os componentes fazem para manter a cultura viva. “Hoje, a Lume chegou aonde chegou por garra e coragem de todos os envolvidos. Mas, se não houver essa contrapartida, a Lume e todas as outras vão acabar não existindo mais daqui um tempo. As pessoas precisam entender que o Mossoró Cidade Junina existe e foi criado por conta das quadrilhas”, comenta.
Reprodução
Festivais dos quais a Lume da Fogueira participou em 2019
4 mossoró
DOMINGO, 14 de julho de 2019
Iniciativa
Projeto prevê revitalização da Associação Cultural e Esportiva Universitária
>> A restauração do prédio da Aceu deve preservar sua estrutura arquitetônica, renovando o compromisso de manter o patrimônio histórico
C
onhecida como um dos grandes centros de cultura de Mossoró do século passado, a Associação Cultural e Esportiva Universitária (ACEU) preserva a memória do município. No intuito de revitalizar o espaço, que foi palco de grandes eventos culturais e tem imensurável valor histórico, a Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN) prevê desenvolver ações de restauração e reforma do espaço. A proposta de revitalização da Aceu está incluída nos projetos que serão executados a partir dos recursos da emenda impositiva destinada à Uern pela bancada federal em 2018. O projeto prevê 1.080 m² de área de intervenção e está orçadoemR$1.121.213,06. “Trata-se de uma proposta de recuperação estrutural e revitalização, mantendo as características originais
Wilson Moreno
Projeto de reforma está orçado em R$ 1,12 milhão
do prédio”, explica a assessora de Infraestrutura, Bruna Medeiros. A restauração do prédio da Aceu deve preservar sua
Prédio preserva história de Mossoró A Associação Cultural e Esportiva Universitária teve sua construção inicial pela Prefeitura Municipal de Mossoró (PMM) na década de 1920, com o objetivo de funcionar a sua sede, mas devido à dificuldade financeira pela qual passava o Município e a seca que assolava o Nordeste naquela época, a Prefeitura não apresentou condições financeiras para concluir a obra; paralisando os serviços na fase que compreendia o arcabouço do imóvel. Em 1940, o prefeito da época sem recursos financeiros para concluir a obra, e para não ver o esforço do município desperdiçado, resolveu atender solicitação de um clube de futebol da época denominado “Clube Ipiranga”, para que naquele prédio fosse construída a sua sede social. O “Clube Ipiranga” realizou uma campanha fi-
nanceira na cidade e concluiu a obra. O espaço foi palco de diversas manifestações artísticas, culturais e esportivas da sociedade mossoroense. Os mais diversos eventos, desfiles, shows, colações de grau, bailes, competições esportivas, lançamento de livros, saraus, bailes de carnaval, entre tantos outros eventos ocorreram neste espaço. Após a decadência do “Clube Ipiranga”, o prédio ficou abandonado e, consequentemente, pela depreciação o clube fechou, e assim, o imóvel foi interditado. Em abril de 1948, o então prefeito Jerônimo Dixsept Rosado Maia assinava o decreto-lei 04/58, criando para o povo mossoroense a Biblioteca Municipal. A ideia veio do historiador e professor Jerônimo Vingt-un Rosado Maia, onde seu funcionamento se deu em prin-
estrutura arquitetônica, renovando o compromisso de manter o patrimônio histórico de Mossoró. De acordo com o projeto de refor-
ma, a Aceu terá espaços eficientes para comportar a Diretoria de Educação, Cultura e Artes da Pró-Reitoria de Extensão (PRO-
cípio na parte térrea do Clube Ipiranga. Com o crescimento e expansão da então Fundação Universidade Regional do Rio Grande do Norte (FURRN), a instituição foi ocupando o imóvel, nomeando o espaço, como Associação Cultural e Esportiva Universitária, composta por setores administrativos e entidades de classes desta Fundação. Diante desse fato, no ano de 1976, por meio do
então presidente da Furrn, professor Canindé Queiroz, com anuência por escrito do último presidente do Clube Ipiranga, a universidade obteve oficialmente a posse do referido imóvel. Nesse período, era comum a ocupação do espaço por alunos universitários, com shows de voz e violão e com uma programação cultural diversificada. O espaço era frequentado pelos intelectuais da
Em 1997, apesar de não estar com sua estrutura totalmente comprometida, o reitor da época, Walter Fonseca, resolveu interditar o clube. Foram feitas várias inspeções por técnicos da própria Uern e da Secretaria de Infraestrutura do Governo do Estado.
EX), a pinacoteca, salas para diversas linguagens artísticas, potencializando uma política de extensão universitária no âmbito da
época, que de certa forma protestavam contra a ditadura implantada no Brasil. Naquele período, houve também shows de música popular brasileira de artistas como Sandra de Sá, Gilberto Gil, entre outros. Em 1983, o imóvel foi tombado pela lei 148/83, conhecida como “Lei do Corredor Cultural”. No dia 14 de outubro de 1986, o prefeito Dix-huit Rosado modificou o decreto-lei 7 de 8 de julho de 1940, com a Furrn passando a ser donatária do prédio e o terreno ocupado pelo campo de esporte e quadra poliesportiva do Clube Ipiranga. Em 1997, apesar de não estar com sua estrutura totalmente comprometida, o reitor da época, Walter Fonseca, resolveu interditar o clube. Foram feitas várias inspeções por técnicos da própria Uern e da Secretaria de Infraestrutura do Governo do Estado. Os dois laudos não condenaram o imóvel na época. Todavia, naquela época já alertava para a
cultura. O projeto prevê ainda a disponibilização de uma ala multiúso para pequenos espetáculos, performances, exibições, palestras, oficinas, cursos, workshops, projeções audiovisuais, lançamentos de produções literárias, demais atividades artísticas afins e reuniões; uma sala para biblioteca temática; banheiros com acessibilidade; laboratório de artes cênicas, um salão de eventos; e sala de artes visuais; Além disso, a Aceu deverá ter um espaço coletivo de lazer cultural para a comunidade frequentadora e visitante, bem como para comercialização de lanches e lembranças/souvenir. Conforme Bruna Medeiros, a intenção é que a Aceu volte a atender as demandas culturais que caracterizaram sua história, contando com espaços como sala de dança, sala de artes cênicas, sala de exposição, salão de eventos, sala de artes plásticas, café e ambientes administrativos. Toda a reforma contempla as orientações da norma de acessibilidade. O projeto de reestruturação física da Aceu visa a preservação do patrimônio histórico e a revitalização do espaço para a realização de ações sociais que contribuam para os grandes eventos culturais de Mossoró, bem como no apoio às mais diversas expressões culturais do Estado.
necessidade de uma recuperação. Feitas as vistorias, o Governo do Estado liberou recursos para restauração que respeitou a arquitetura original. Com a recuperação do Clube Aceu, foi realizado após a reforma o “Baile Azul e Branco”, em comemoração aos 32 anos da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN). O espaço abrigava também grupos culturais institucionalizados, por exemplo: Grupo de Teatro Universitário Mossoroense (GRUTUM) e Grupo de Dança Universitário Mossoroense (GRUDUM). Outros grupos de teatro, dança e música da cidade, em parceria com a universidade, ensaiavam os seus espetáculos no prédio, em especial para preparação dos grandes espetáculos da cidade como: Chuva de Bala no País de Mossoró, Oratório de Santa Luzia, que utilizavam o local para seus ensaios, ateliê, carpintaria e produção.
segurança 5
domingo, 14 de julho de 2019
Segurança conjunta
>> MPRN apura ausência em Mossoró do Sistema Único de Segurança Pública e do Plano de Segurança Pública e Defesa Social
A
ausência do Sistema Único de Segurança Pública (SUSP) e do Plano de Segurança Pública e Defesa Social (PMSP) em Mossoró é alvo de uma investigação do Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN). O órgão instaurou um procedimento administrativo para apurar a situação. A Secretaria Municipal de Segurança diz que cumpre a legislação e integra as forças de segurança. Segundo a portaria, publicada em recente edição do Diário Oficial do Estado (DOE), o procedimento administrativo foi instaurado pela 4ª Promotoria de Justiça da comarca de Mossoró levando em consideração pontos como o fato de não haver, até então, notícia de que o Município tenha criado e/ou implantado o Sistema Único de Segurança Pública e o Plano de Segurança Pública e Defesa Social. Ainda de acordo com a portaria, a atuação do MPRN no caso visa promover diligências investigatórias, propor solução extraprocessual ou ajuizar a ação judicial adequada, com o fim de acompanhar e fiscalizar a criação da Política Municipal de Segurança Pública e Defesa Social (PMSPDS), a implementação do SUSP e a instituição do PMSP. As medidas estabelecem normas, estruturas e procedimentos para a execução da Política Nacional de Segurança Pública e Defesa Social. A portaria do órgão ministerial também estabelece que no prazo de 15 dias, a Câmara Municipal de Mossoró forneça informações sobre a existência de projetos de lei em tramitação e/ou leis em vigor que tratem do tema, bem como informar sobre a formação de eventual comissão parlamentar responsável pela matéria de “Segurança Pública”. O procedimento do MPRN define ainda que a Prefeitura repasse informações sobre a existência de comissão técnica responsável por discutir e/ou elaborar, no âmbito municipal, minuta de projeto de lei versando sobre a criação da Política Municipal de Segurança Pública e Defesa Social, a implementação do Sistema Único de Segurança Pública e, ainda, a instituição do Plano Municipal de Segurança Pública e Defesa Social.
Ilustrativa
Audiência extrajudicial deve discutir atuação do Município na segurança A portaria do MPRN determina também que seja realizada uma audiência extrajudicial para tratar do assunto com a presença de integrantes da Câmara Municipal, da Prefeitura de Mossoró, do secretário municipal de Segurança Pública e Defesa Civil, Mobilidade Urbana e Trânsito Social, do comandante do 2° Subgrupamento do Corpo de Bombeiros, dos comandantes dos Batalhões da Polícia Militar, do delegado regional da Polícia Civil de Mossoró, da direção da unidade local do Instituto Técnico-científico de Polícia (ITEP) e do comando da Guarda Civil Municipal. O órgão ministerial acrescentou na portaria que foi levado em consideração ainda o fato de a segurança pública ser dever do Estado, e direito e responsabilidade da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios. A medida chama atenção para a atuação integrada entre os entes em programas, ações e projetos de segurança pública. O documento ressalta ainda que o Plano Nacional de Segurança Pública e Defesa Social entrou em vigor ano passado e tem validade até 2028 e lembra que, nos termos do artigo 22, § 5° da lei 13.675/2018, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios deverão elaborar e implantar seus planos correspondentes em até dois anos,
“sob pena de não poderem receber recursos da União para a execução de programas ou ações de segurança pública e defesa social”. A portaria diz ter considerado também o fato de que, “desde a redemocratização do país, os indicadores de violência e criminalidade cresceram expressivamente, o que colocou desafios adicionais às polícias estaduais e motivou cada vez mais questionamentos sobre a adequação ou suficiência da forma como o sistema de segurança pública e justiça criminal está organizado no país, chamando à responsabilidade para o tema também a União e os Municípios”. SEGURANÇA MUNICIPAL Em resposta a questionamento feito pela reportagem sobre o assunto, a Secretaria Municipal de Segurança Pública informou que tem adotado medidas para cumprir o que determina a legislação. “Sobre a integração das forças de segurança, as ações estão sendo realizadas, a exemplo do trabalho que ocorre no Mossoró Cidade Junina, com a junção das esferas municipal, estadual e federal. Com relação aos dados municipais, eles são encaminhados periodicamente por meio do Sistema Nacional de Informações da Segurança Pública”, afirmou através da assessoria.
6 segurança
DOMINGO, 14 de julho de 2019
Cont. pág. 5
Especialista diz que Mossoró possui ‘dinâmica criminal cheia de particularidades’
Hermes avalia que Mossoró pode ter vantagem na redução da criminalidade, se passar a atender critérios do recebimento de verbas federais
>> Estudioso em segurança pública, Ivênio Hermes defende a integração das forças policiais no enfrentamento à criminalidade e à violência
A
integração das forças policiais em todas as instâncias e esferas é, sem dúvida, um dos caminhos com mais probabilidade de êxito no enfrentamento à criminalidade e à violência.” A afirmação inicial é do especialista em segurança pública Ivênio Hermes, ao analisar – a pedido da reportagem – qual a importância de um município como Mossoró implantar o Sistema Único de Segurança Pública (SUSP) e criar o Plano de Segurança Pública e Defesa Social (PMSP). Para Hermes, Mossoró é um município com grande concentração urbana que possui uma dinâmica criminal cheia de particularidades que precisam ser consideradas, como a grande área rural e parcamente mapeada ao redor do perímetro urbano; a proximidade com ou-
Cedida
Ivênio cita a necessidade de construção de Plano Municipal de Segurança Pública alinhado ao Plano Estadual que está em desenvolvimento
tros estados; a grande concentração de estudantes universitários; as festividades típicas; dentre outras.
Ele avalia que a cidade só tem a ganhar com a adesão aos projetos federais. “Com uma Guarda Munici-
pal bem estruturada, Mossoró pode ter sensível vantagem na obtenção de resultados positivos na redu-
ção dos números da criminalidade e da violência se passar a se integrar, o mais rápido possível, ao SUSP,
pois até verbas do Senasp estão previstas para os municípios participantes.” Ivênio Hermes chama atenção também para a necessidade de construção de um Plano Municipal de Segurança Pública alinhado ao Plano Estadual, que está em pleno desenvolvimento e de acordo com as diretrizes nacionais. Ele cita que a medida dará as atividades desenvolvidas pela Guarda Municipal para irem além do habitual, “compondo um planejamento integrado que somente trará benefícios para a sociedade mossoroense”. O estudioso avalia ainda que “em plena era da velocidade da comunicação, atuar isoladamente ou sem planejamento baseado em diretrizes includentes e integradoras é desperdiçar o capital humano disponível nas forças de segurança pública”.
esporte 7
DOMINGO, 14 de JUlHO de 2019
Retorno
Flamengo x Goiás
>> O Campeonato Brasileiro retorna após a parada para a Copa América. Maracanã deve ter mais de 55 mil pessoas
F
lamengo e Goiás dão a sequência à 10ª rodada da Série A do Campeonato Brasileiro. A partida será realizada no estádio do Maracanã, às 11 horas. Até este sábado, 13, mais de 55 mil ingressos haviam sido vendidos antecipadamente para o duelo que marca a estreia de Jorge Jesus no estádio. Para este confronto, o técnico português não deve contar com Diego. O meia, mesmo após ter jogado alguns minutos na partida da última quarta-feira contra o Athletico Paranaense pelas quartas de final da Copa do Brasil, ainda não está 100% fisicamente e pode não entrar em campo neste domingo, visando o duelo da volta com o Furacão na próxima quarta-feira. Quem deve estrear com a camisa rubro-negra é Rafinha. O jogador pode entrar no lugar de Rodinei. Rafinha ficou como opção e não entrou. Existe a expectativa de que possa fazer sua estreia. Se Jesus optar por colocar Diego e Everton Ribeiro, Arão e Vitinho devem perder a vaga na equipe titular. A provável escalação tem: Diego Alves, Rafinha, Léo Duarte, Rodrigo Caio e Renê; Cuéllar, Diego (Arão), Ever-
Alexandre Vidal
O lateral-direito Rafinha deve fazer sua estreia no domingo
ton Ribeiro (Vitinho) e Arrascaeta; Bruno Henrique e Gabigol. O Flamengo está em terceiro lugar no Brasileiro, com 17 pontos em nove jogos. A equipe está a três pontos do Santos e a oito do líder Palmeiras.
Cruzeiro enfrenta o Botafogo neste domingo Cruzeiro e Botafogo jogam na tarde deste domingo, 14, pela 10ª rodada da Série A do Campeonato Brasileiro. A partida ocorre no estádio Mineirão, às 16 horas. As equipes voltam ao campo em momentos distintos na tabela. De um lado, o time de BH quer iniciar uma arrancada para deixar a zona de rebaixamento. Hoje, a equipe ocupa o 18° lugar, com oito pontos. Com sete pontos a mais, o Fogão iniciou a rodada no sétimo lugar. A Raposa vem animada para este confronto após a boa vitória diante do Atlético Mineiro na última quartafeira, 10, pelo confronto de
ida das quartas de final da Copa do Brasil. O time mineiro terá dois desfalques para o jogo. Lucas Romero e Robinho estão suspensos. Com isso, o treinador cruzeirense começou a pensar em quem vai substituir os dois titulares. O principal problema é na lateral direita. Sem Romero, Mano terá de buscar uma segunda improvisação para o setor. Os volantes Jadson e Henrique aparecem como as principais opções, enquanto o jovem Weverton, do Sub20, corre por fora. Para a vaga de Robinho, no meio, Mano pode manter Marqui-
Já os goianos chegam ao Rio de Janeiro com a equipe definida para a partida diante dos flamenguistas. Recuperado de lesão muscular, mas ainda sem o ritmo de jogo ideal, o meia Léo Sena ficará no banco de reservas e deverá ser aproveitado no
segundo tempo da partida. Com isso, Yago Felipe segue entre os titulares. A provável formação esmeraldina tem Tadeu; Daniel Guedes, Yago, Rafael Vaz e Jefferson; Geovane, Yago Felipe e Giovanni Augusto; Michael, Kayke e
nhos Gabriel e Pedro Rocha atuando juntos, um em cada lado, com Thiago Neves mais centralizado e a volta de Fred como centroavante, já que o jogador ficou no banco no clássico. O provável time para enfrentar o Botafogo é: Fábio; Jadson, Dedé, Léo e Egídio; Henrique e Ariel Cabral; Marquinhos Gabriel, Thiago Neves e Pedro Rocha; Fred. O Cruzeiro está na zona do rebaixamento do Brasileiro. A equipe tem oito pontos, na 18ª colocação, e não vence há seis partidas pela competição. Após praticamente um mês inteiro de treinamentos, a primeira escalação do Botafogo depois da Copa América terá a volta de Marcinho, que ganhou a vaga de Fer-
nando na linha defensiva do alvinegro e será o lateraldireito titular. Ele volta a ser titular após longo período. Não iniciava um jogo desde a vitória por 3 a 2 sobre o Bahia, em duelo válido pela segunda rodada do Brasileiro, no Nilton Santos. Desta forma, a escalação do Botafogo diante do Cruzeiro será formada por Gatito Fernández; Marcinho, Joel Carli, Gabriel e Gilson; Bochecha, João Paulo e Alex Santana; Erik, Diego Souza e Luiz Fernando. Após nove rodadas disputadas, o Botafogo ocupa a sétima posição do Campeonato Brasileiro, com 15 pontos conquistados. O Alvinegro está a um ponto atrás do Internacional, quarto colocado na classificação.
Leandro Barcia. Ocupando a sexta posição do Brasileirão, com 15 pontos, a equipe soma cinco vitórias e três derrotas e tem uma partida a menos que os concorrentes – o duelo da sétima rodada contra o Corinthians foi adiado.
Corinthians pega o CSA e terá estreia do zagueiro Gil O Corinthians vai enfrentar o CSA neste domingo, 14, no retorno do Campeonato Brasileiro após parada para a Copa América. A partida está marcada para a Arena em Itaquera, às 16 horas. A principal novidade do Timão vai ser a estreia do zagueiro Gil, contratado recentemente. Ele vai ficar com a vaga de Henrique. Em tese Carille tem força máxima para a abertura do segundo semestre da temporada. Os desfalques são Michel Macedo, Ramiro, Everaldo e Gustavo, quarteto que dificilmente estaria entre os titulares mesmo se estivesse à disposição. O provável time titular tem: Cássio; Fagner, Manoel, Gil e Danilo Avelar; Ralf e Júnior Urso; Pedrinho, Sornoza e Clayson; Vagner Love. No último treino antes da viagem para São Paulo, o técnico Argel Fucks testou algumas peças e fez observações no CSA. O volante Jean Cléber, regularizado nesta quinta-feira, estava entre os titulares no lugar de Naldo, que sentiu dores no joelho e foi poupado. O CSA deve ir a campo com: Jordi; Celsinho, Allan Costa, Luciano Castán e Rafinha; Nilton, Naldo (Jean Cléber), Jonatan Gomez e Apodi; Ricardo Bueno e Alecsandro.
Rodada do Brasileirão tem mais duas partidas A rodada do Campeonato Brasileiro ainda agenda para este domingo mais duas partidas. Na Arena da Baixada, em Curitiba, jogam Athletico Paranaense e Internacional. O confronto está marcado para as 16 horas. Um pouco mais tarde, às 19h, se enfrentam Chapecoense e Atlético/MG. A tendência no Colorado é que apenas o goleiro Marcelo Lomba atue desde o início. A utilização de reservas se dá pela proximidade do jogo com o Palmeiras na próxima quarta-feira, pela partida de volta das quartas de final contra o Palmeiras. No primeiro, o time paulista venceu por 1 a 0.
O Furacão deve ter pelo menos duas mudanças na equipe titular. Lucho e Pedro Henrique devem ser titulares. Argentino deve ficar com a vaga de Wellington, suspenso, e Pedro Henrique pode entrar no lugar de Lucas Halter, com dores na coxa. Com novidades, o técnico Ney Franco encaminhou a escalação da Chape contra o Galo. Alan Ruschel e Campanharo devem ganhar vaga no time titular. O time mineiro retoma o Brasileirão com time todo alternativo em Chapecó. O foco do time é a decisão da vagana Copa do Brasil, na quarta-feira, contra o Cruzeiro.
8 OPINIÃO/ESPORTE
DOMINGO, 14 DE JULHO DE 2019
FÁBIO OLIVEIRA fabiowillard@hotmail.com
fabio willard de oliveira
O gato comeu: Baraúnas movimentou mais de R$ 600 mil em pouco mais de um ano
P
rimeiro como interventores, depois como administradores. Desde o começo, os que hoje conduzem o Baraúnas se deparam, a cada dia, com débitos que só demonstram o quanto o clube foi negligenciado durante anos. A mais nova “surpresinha” rebaixa os inventores do Kinder Ovo ao status de amadores. Na semana que passou, o clube recebeu mandado de citação da Fazenda Pública indicando uma dívida tributária na ordem de R$ 37.610,95. Isso mesmo. Em um passado não tão distante, o Baraúnas teve sua finalidade desviada, a ponto de gerar Imposto Sobre Serviços (ISS). O pior é que o auto de infração ocorreu à revelia (que novidade), sendo executada a dívida em nome da Associação Cultural Esporte Clube Baraúnas. Quem e por que fez essa
conta em nome do clube? No total, são 19 notas fiscais que o Baraúnas tirou em pouco mais de um ano (14 de fevereiro de 2014 a 15 de abril de 2015). O valor mais baixo foi uma nota de R$ 5 mil. As outras são quatro notas de R$ 25 mil e 14 notas de R$ 40 mil, cada, totalizando valores originais de R$ 665 mil. Em números atualizados, utilizando a base de cálculo do ISS para se chegar ao que está sendo cobrado, o montante é de R$ 752.219,00. Afinal, que tipo de serviço o Baraúnas prestou em um ano, além do futebol? Para onde foi o montante arrecadado que gerou essa dívida? São perguntas básicas que precisam de respostas concretas. E ainda há quem defenda que foi a intervenção que acabou com o Baraúnas. Sério? É o poste mijando no cachorro.
IMAGEM QUE MARCA
Cedida
Time sub-20 do Potiguar no final da década de 1980: Damião Corina (in memoriam), Novo, Fábio, Gérson, Roosevelt, Pedrinho, Valdenor Júnior (in memoriam), Paulão; Jair, Marcos, Cenir, Tutula, Mafaldo, Marquinhos, Toinho Bacurau, Luciano e Meu Preta (in memoriam).
A SEMANA NA HISTÓRIA Quarta-feira (17), o ex-goleiro do Mossoró, Potiguar e Baraúnas Yuri Ferreira completará 23 anos de idade. Após a perda do pai no ano passado, o jovem e bom goleiro paraibano deu um tempo no futebol. Figura do bem e profissional promissor, desejamos tudo de bom!
TORCEDOR FUTEBOL CLUBE
''
Se você tem 16 anos, traga seus documentos para a gente lhe ‘aposentar’!” RONALDO MARINHO, diretor do Potiguar, falando com o lateral Samuel. Na verdade, a intenção era profissionalizar.
COPA OESTE Hoje (14), tem prosseguimento a primeira rodada das quartas-de-final da Copa Oeste 2019. Seleção de Upanema x Caraúbas, às 16 horas, e UFC x Triunfo Potiguar, às 18 horas, jogam no estádio Freirão, em Upanema. Em Grossos, às 16 horas, tem Tibau x Audax. Ontem (13), Mossoró x Serra do Mel se enfrentaram no Nogueirão. CARAÚBAS Comandada pelo técnico Edinho, Caraúbas não tem medido esforços para qualificar ainda mais a sua equipe. Na sexta-feira (12), anunciou a contratação do meia George e do atacante Romário, ex-Baraúnas e Mossoró. UPANEMA Já a Seleção de Upanema, comandada pelo ex-jogador Vivi, confirmou a chegada do bom volante Marielson, ex-Potiguar e Baraúnas. Todos os contratados das duas equipes devem estar em campo logo mais. SÁVIO O atacante Sávio, revelado no Potiguar, e que estava defendendo Caraúbas na Copa Oeste, tem novo clube. O jogador viajou a Rios Claros (SP), onde defenderá o Velo Clube na disputa da Copa Paulista. GRANDE FINAL NO FUTSAL Acontece nesta segunda-feira (15), às 20 horas, no ginásio do Sesi em Mossoró, a final da 1ª Taça Mossoró Máster Mais de Futsal, entre Mossoró e Os Trezentos. A entrada custa R$ 3,00 mais 1 kg de alimento não perecível em prol da Cruz Vermelha, ou R$ 5,00. Os assinantes da TCM poderão ver a final em casa, se assim preferirem. A transmissão acontece de forma exclusiva no Canal 1 (canal do assinante) e Facebook da TCM Telecom.
Francisco Airton Alto da Conceição Torcedor do Botafogo
CLAUDER ARCANJO
Escritor e editor da Sarau das Letras
DAS 11 ÀS 13H
estado /jornaldefatorn
@defato_rn
/photos/jornaldefatorn
Mossoró (RN), DOMINGO, 14 de julho de 2019
Arquivo
Preço do sal produzido no RN não tem como competir com o preço do sal chileno
Lesados
Setor salineiro do RN sofre novo golpe do Governo Federal >> Secretaria de Comércio Exterior prorrogou a suspensão de medida antidumping no preço de compra do sal chileno FABIANO SOUZA
Da Redação fabianosouz@hotmail.com
O
governo do presidente Jair Bolsonaro aplicou um golpe de mestre na classe política do Rio Grande do Norte. Pouco mais de um mês depois de publicado o decreto assinado pelo próprio Bolsonaro, reconhecendo o sal marinho produzido
no Rio Grande do Norte como um bem de interesse social, outra medida editada na sexta-feira (12) acaba por neutralizar o decreto anterior, afetando um dos principais setores da economia potiguar. O novo impacto negativo no setor para a produção salineira do RN afeta o estado, disputando com o sal originário do Chile. A Secretaria Espe-
Governo diz que sal chileno oferece maior competitividade que o do RN Na avaliação do Governo Federal, o sal chileno apresenta maior competitividade que o sal brasileiro, o que poderia se traduzir em menores custos para a cadeia industrial do país, caso o acesso ao mercado doméstico não fosse dificultado pela aplicação de medida de defesa comercial. O Governo Federal também faz crítica ao poder de mercado criado pelas empresas brasileiras produtoras de sal, o que está dificultando, na análise feita, o livre mercado e a concorrência. “Dificultando inclusive a contestação de mercado e propiciando um campo fértil para a continuação dos indícios de prática de cartel, já detectada e condenada pela superintendência-geral do Cade, bem como pela Procuradoria
Federal especializada junto ao cade”, reforça a Secretaria de Comércio Exterior. Além disso, comparando-se o período de agosto de 2018 até maio deste ano com o mesmo período do ano anterior (agosto de 2017 até maio de 2018), houve um aumento de 74,1% do volume importado do Chile pelo porto de Santos (sal químico), acompanhado de redução de 17,1% nos preços do produto. As restrições à importação do sal estrangeiro foram iniciadas em 2011. Antes disso, em 2009, a empresa potiguar Salinor protocolou petição de abertura de investigação de dumping nas exportações para o Brasil de sal grosso originário do Chile e de dano à indústria doméstica decorrente de tal prática.
cial de Comércio Exterior e Assuntos Internacionais do Ministério da Economia determinou na última sexta-feira, 12, a prorrogação da suspensão de medida antidumping no preço de compra do produto chileno. A ação antidumping proibia a importação de sal oriundo do Chile com valores mais baratos que a produção nacional. Inicia-
da em 2011, a medida beneficiava, com maior intensidade, a produção das salinas localizadas no Rio Grande do Norte, considerado o maior produtor do mineral em todo o Brasil. Segundo a Secretaria Especial de Comércio Exterior, a suspensão será válida por até um ano. A portaria anterior foi firmada, também por um ano, no dia 12 de julho de 2018.
A reportagem do JORNAL DE FATO procurou contactar o diretor-presidente do Sindicato da Indústria da Extração do Sal no Estado do Rio Grande do Norte (SIESAL), Airton Torres, mas ele não atendeu nem retornou as ligações para se pronunciar sobre o assunto. Produtores de sal de Mossoró e região se mostravam indignados com a
medida, mas não se pronunciaram porque existe um acordo para que apenas a direção do Siesal fale sobre o assunto. De acordo com a medida, o governo suspendeu o efeito antidumping para a importação de sal grosso utilizado na fabricação de cloro líquido, ácido clorídrico, hipoclorito de sódio, dicloroetano, soda cáustica, clorato de sódio ou carbonato de sódio. A barreira na importação não tem efeito na compra do produto para o consumo animal ou humano. A justificativa da Secretaria Especial de Comércio Exterior é que a prorrogação da medida se justifica em razão de a barreira ter efeito negativo para a indústria brasileira. “A ação antidumping afeta negativamente os consumidores de cloro, de soda e seus derivados”, aponta o Governo Federal.
2 estado
DOMINGO, 14 de julho de 2019
Continuação pág. anterior
Vereador já havia alertado competição desleal com sal chileno
>> Francisco Carlos publicou artigo sobre o risco que o setor salineiro enfrentava com a revogação da suspensão do antidumping para as importações
P
ara se ter uma ideia do impacto que a suspensão do efeito antidumping para as importações de sal grosso do Chile causará ao produtor do RN, basta saber que a produção anual brasileira é de aproximadamente 7,5 milhões de toneladas, correspondente a 6 milhões de toneladas de sal marinho e 1,5 milhão de sal-gema – sendo o sal-gema utilizado integralmente de forma cativa, como insumo em determinadas indústrias químicas detentoras de sua exploração. Logo, o sal marinho potiguar representa a quase totalidade do sal brasileiro que é negociado para os diferentes segmentos de mercado, seja no Brasil ou no exterior. Em recente entrevista ao JORNAL DE FATO, o vereador Francisco Carlos (PP) já havia alertado a classe política do RN sobre os prejuízos que poderiam aumentar ainda mais para a indústria salineira do RN, que está perdendo a disputa comercial com o sal importado do Chile. Na época, ele disse que seria necessário maior em-
Arquivo
Vereador Francisco Carlos defendeu maior empenho da classe política para defender o setor salineiro
Decreto que reconhece o sal marinho do Rio Grande do Norte foi assinado em junho Foi publicado na edição do dia 5 de junho do Diário Oficial da União o decreto assinado pelo presidente Jair Bolsonaro que reconhece o sal marinho produzido no Rio Grande do Norte como um bem de interesse social. O pleito era reivindicação antiga da indústria salineira potiguar, responsável por 95% de todo o sal marinho produzido no país. Segundo o decreto, a declaração de interesse social não vincula a tomada de decisão dos órgãos e das entidades ambientais competentes quanto à aprovação do empreendimento para fins de licenciamento e de autorização ambientais. Por ser de interesse social, a produção salineira pode, por exemplo, acontecer em áreas de preservação permanente (APPs). De acordo com o Código Florestal Brasileiro, "a intervenção ou a supressão de vegetação nativa em área de
preservação permanente somente ocorrerá nas hipóteses de utilidade pública, de interesse social ou de baixo impacto ambiental". Áreas de preservação permanente, segundo o Código Florestal, são "áreas protegidas, cobertas ou não por vegetação nativa, com a função ambiental de preservar os recursos hídricos, a paisagem, a estabilidade geológica e a biodiversidade, facilitar o fluxo gênico de fauna e flora, proteger o solo e assegurar o bem-estar das populações humanas". Ainda de acordo com o decreto presidencial, fica instituída de interesse social a atividade em salina, destinada à produção e ao beneficiamento de sal marinho, cujas ocupação e implantação tenham ocorrido até 22 de julho de 2008 em áreas localizadas nos municípios de Mossoró, Macau, Areia Branca, Galinhos, Grossos, Porto do Mangue, Pendências e Guamaré.
Setor salineiro movimenta R$ 1 bilhão por ano Reprodução Codern
Exportação do sal poderia ser a saída, mas portos apresentam problemas
O consultor da indústria salineira Renato Fernandes disse no início do ano que existe falta de vontade política para melhorar as condições do setor. Segundo ele, o setor salineiro movimenta R$ 1 bilhão por ano e R$
150 milhões de tributos pagos. Além disso, o setor oferece 15 mil empregos diretos e 65 mil indiretos. “Mesmo diante de toda essa importância, o que temos recebido são essas intempéries. “Temos um excesso de pro-
dução. O nosso consumo interno fica em torno de quatro milhões de toneladas, e para que o preço não fique alto, a saída é exportar. Mesmo assim, existem os constantes problemas apresentados no Porto Ilha que dificul-
penho para que não ocorresse uma nova prorrogação da suspensão do efeito antidumping para a importação de sal grosso do Chile. Segundo ele, fortes setores econômicos ligados à indústria nacional do cloro e da soda cáustica localizada no Sudeste brasileiro, em nome dos seus interesses econômicos, trabalham para destruir a indústria salineira potiguar. “Isso acontece devido à concorrência desleal do sal chileno, que representa a verdadeira e mais grave fonte dos problemas da indústria local”, disse. Ele acrescentou ainda que a defesa da indústria salineira local não poderia ser reduzida à simples “defesa de empresários”. “Muito mais do que isso, trata-se de defender a economia local, em detrimento da economia chilena e do setor cloro-químico brasileiro. A indústria local gera impostos e empregos em nossa região. Temos o direito e a obrigação de defendê-la, quando ela é confrontada com setores econômicos externos à nossa região, prejudicando-nos fortemente”, destacou.
tam as exportações”, destacou na época. Ele fez questão de enfatizar que o Governo Federal vem causando esses prejuízos, tendo em vista que nos últimos quatro anos não tem investido praticamente nada. “No segundo semestre de 2014, apenas R$ 5 mil. Vou repetir: R$ 5 mil. Em 2015, R$ 95 mil, ou seja, investimentos mais de R$ 8 bilhões e não estamos vendo nada. O RN produz entre 92% e 98% do sal marinho brasileiro. Então, considero isso um prejuízo monstruoso para um setor consolidado. Nosso teor de pureza é 98,82%. O atual presidente, Fernando Dinoá, tem nosso apoio, mas o que queremos não é mais paliativo. Tudo bem. Queremos o desembargo para voltar a trabalhar, mas queremos uma reforma que garanta a readequação da estrutura e renovação dos equipamentos. Porque do contrário, vamos continuar com essa incerteza, embarga, desembarga, e isso não queremos mais”, finalizou.
ESTADO 3
DOMINGO, 14 de julho de 2019
BrasilCord
no Hospital Infantil Varela Santiago, atuando de for-
ma voluntária nas coletas do BrasilCord.
O sangue do cordão umbilical é coletado imediatamente após o nascimento do bebê, de onde são obtidas as células-tronco. De acordo com Gustavo Oliveira, após o parto, seja natural ou cesárea, o material é colhido e levado ao laboratório de hematologia do Hemonorte, onde é feita a estabilização dessas células, sendo posteriormente enviado ao Hemoce para a guarda em criopreservação, processo que congela o material a -196 graus. “Os pacientes que me procuram para o serviço de isolamento das células tronco são encaminhados pela equipe de onco-hematologia pediátrica do Hospital Varela Santiago ou da Liga. Geralmente, são crianças portadoras de leucemia cujas mães engravidaram; então se colhe o sangue do cordão para transplante do irmão doente”, explica o especialista. “Esse é o único uso desse material atualmente, e a MEJC é fundamental nesse processo, pois aqui temos toda ambiência necessária para realizar o procedimento de forma estéril”, completa Gustavo Oliveira. O transplante é indicado para pacientes com leucemias, linfomas, anemias graves, anemias congênitas, hemoglobinopatias, imunodeficiências congênitas, mieloma múltiplo, além de outras doenças do sistema sanguíneo e imune.
matológicas (anemias hereditárias, por exemplo). A Rede BrasilCord conta 13 bancos públicos de sangue de cordão,tem o objetivo, diversificar o material genético disponível para transplantes de medula óssea (células troncohematopoiéticas), além de facilitar a localização de doadores compatíveis em todo o território nacional.
É uma rede do Ministério da Saúde, coordenada pelo Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (INCA), para reunir os bancos públicos de sangue de cordão umbilical e placentário. O objetivo é armazenar amostras de sangue de cordão umbilical para aumentar as chances dos pacientes que não possuem um doador
aparentado. Atualmente, a rede conta dois bancos em São Paulo, um em Campinas (SP), um em Ribeirão Preto (SP), um no Rio de Janeiro (RJ) -no Inca -, um em Brasília (DF), um em Florianópolis (SC), um em Porto Alegre (RS), um em Fortaleza (CE), um em Belém (PA), um no Recife (PE), um em Curitiba (PR) e um em Lagoa Santa (MG).
Maternidade faz isolamento de células-tronco Por João Pedrosa UFRN
A
Maternidade Escola Januário Cicco (MEJC), da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), abriu as portas no início da semana para realizar um procedimento de isolamento de células-tronco do cordão umbilical, no momento do nascimento do bebê. O serviço é ofertado pelo Sistema Único de Saúde (SUS), por meio do Brasilcord e em parceria com a MEJC, que acolhe as mães gestantes e o Hemocentro do Ceará (HEMOCE), responsável pelo armazenamento do material no Nordeste e integrante da rede de bancos públicos de cordão. Na MEJC, o procedimento é realizado pelo professor Gustavo Oliveira, do Laboratório de Hematologia do Hemonorte. Farmacêutico e bioquímico com mestrado e doutorado nas áreas de genética e biotecnologia, o especialista vem realizando, há dois anos, esse procedi-
>> O procedimento é realizado através do cordão umbilical no momento do nascimento do bebê Anastácia Vaz
Maternidade Januário Cicco acolhe mães gestantes e está realizando novo procedimento
mento para tratamento de crianças com doenças do
sangue, em atendimento na Liga Contra o Câncer e
Procedimento facilita identificação de doadores de medula compatíveis Para ser doadora, a gestante precisa atender a critérios específicos. Entre eles, deve ter de 18 a 36
anos, ter feito no mínimo duas consultas de pré-natal documentadas, estar com idade gestacional acima de
35 semanas no momento da coleta e não possuir, no histórico médico, doenças neoplásicas (câncer) e ou he-
Pesquisa mostra que doença de chagas atinge 40% dos cães no interior do RN Uma pesquisa encontrou o agente causador da doença de chagas em 40% dos cães que tiveram amostras de sangue analisadas no Rio Grande do Norte entre os anos de 2013 e 2016. Os dados colhidos em três cidades do interior do estado foram divulgados em um artigo publicado na revista internacional Acta Tropica – que recebe estudos sobre a saúde humana e animal nos trópicos e subtrópicos. O principal autor do artigo é Vicente Toscano de Araújo Neto, que é médico
veterinário, conselheiro do Conselho Regional de Medicina Veterinária do Estado do Rio Grande do Norte (CRMV-RN) e presidente da Comissão Regional de Agronegócio. As amostras foram colhidas de animais domésticos em áreas rurais dos municípios de Acari, Caraúbas e Marcelino Vieira. De acordo com os pesquisadores, 40% dos cães foram soropositivos para o protozoário Trypanosoma cruzi – que é o agente etiológico da doença de chagas. “Em conjunto, nossos
resultados confirmam que os cães são reservatórios domésticos de T. cruzi no Nordeste do Brasil e T. brasiliensis é a principal espécie de triatomíneos correlacionada com a transmissão do parasito em ambientes domiciliares. Existe uma necessidade contínua de controlar populações peridomiciliares de triatomíneos e de implementar estratégias de vigilância para reservatórios com a ajuda da comunidade”, aponta. A pesquisa “Trypanosoma cruzi circulating among dogs and triatomines in the
Reprodução Jornal Grande Bahia
Barbeiro, causador da doença de chagas, está presente em cães de 40% dos municípios potiguares
endemic countryside of the State of Rio Grande do Norte, Brazil” foi desenvolvida por pesquisadores da UFRN. Além de Vicente Tosca-
no, participaram como coautores: Nathan Ravi Medeiros Honorato, Raniery de Oliveira Santana, Andressa Noronha Barbosa
Silva, Paulo Marcos da Matta Guedes, Egler Chiari, Lúcia Maria da Cunha Galvão e Antônia Cláudia Jácome da Câmara.
4 ESTADO
DOMINGO, 14 de julho de 2019
Ação
Entidade lança Projeto de Convivência do Semiárido para 91 famílias do RN >> Ao todo, a iniciativa impactará 140 grupos das regiões do Alto Oeste, Trairi e Seridó do estado pelos próximos três anos reprodução blog emanuellagalvao
As ações do projeto contam com recursos de igreja da Alemanha As atividades do projeto trienal contam com recursos da organização Misereor, da Igreja da Alemanha. Na exposição que fez sobre o projeto, o agrônomo Fabrício Jales detalhou as atividades das linhas 1 e 3. Na linha 1, ele apresentou as ações “Acompanhamento Técnico às Unidades Produtivas Familiares” (UPFs); “Acompanhamento às Organizações de Base e Fóruns”; “Sistema de Reúso de Águas Cinzas”, “Implantação de 4 Feiras Agroecológicas”, sendo 3 em Lajes Pintadas e uma Encanto; Certificação da Produção Familiar”; e “Implementação de Tecnologias Sociais (P1MC e P1+2)”. Fabrício também falou sobre agroecologia, que se classifica como um movimento que gera a produção de produtos pen-
sando e respeitando quem vai consumir os alimentos. Nesse movimento, entra a prática de guardar e preservar as sementes nativas, uso dos defensivos naturais e utilização dos quintais produtivos no entorno da casa, envolvendo a família, o plantio de diversidade de alimentos, valorização e envolvimento das mulheres. Na Linha 3, haverá a implementação de redes de organizações de base e da familiar e reúso de água na produção de alimentos e forragens. Após a exposição de Fabrício Jales, o Seapac conduziu todos os participantes a uma visita ao Santuário de Santa Rita de Cássia dos Impossíveis, ponto de peregrinação religiosa e atração turística, por causa da presença da gigantesca imagem da padroeira da cidade sobre o Monte Pascoal. Cedida
Projeto prevê ações para convivência com a seca no Semiárido potiguar
E
Um grupo de 21 famílias da região do Alto Oeste e outro de 70 famílias da região do Trairi, ambos do Rio Grande do Norte, participaram da primeira etapa de implementação do projeto trienal “A Arte de Conviver com o Semiárido Potiguar”, do Seapac. O lançamento ocorreu na última segunda-feira (8), no auditório central do IFRN, campus de Santa Cruz. A primeira etapa é exatamente a apresenta-
ção do projeto às famílias beneficiárias. As 91 famílias das duas regiões formam os dois grupos de Unidades Produtivas Familiares (UPFs) que serão tecnicamente acompanhadas pelo Seapac nesse projeto trienal. O projeto, ao todo, impactará 140 grupos, incluindo essas famílias, associações, fóruns e outras famílias também da região do Seridó potiguar. As atividades começaram com o acolhimento das
famílias, incluindo café da manhã e exposição de amostras de produtos de UPFs de São Miguel, Encanto e Lajes Pintadas. A última tarefa da manhã foi a apresentação do Seapac, seus propósitos e objetivos, feita pelo coordenador estadual da organização, Francisco das Chagas Teixeira de Araújo. Houve intervalo para o almoço, no local do evento, para todas as famílias. A tarde foi dedicada à apresentação do projeto
Emparn amplia processos de fertilização in vitro Na última semana de junho, na Estação Experimental Felipe Camarão, localizada na fazenda Rockfeller em São Gonçalo do Amarante, foram implantados 20 embriões da raça Guzerá, de aptidão leiteira, em 20 vacas receptoras. O objetivo da ação é multiplicar o rebanho bovino da Emparn, e, para isso foi utilizado o processo de fertilização in vitro integrante do Projeto “Leite e Genética do RN”, desen-
volvido pelo Sebrae/RN em parceria com o Instituto BioSistêmico (IBS). “Iniciamos no começo de junho o protocolo de sincronização de 20 receptoras bovinas (mães de aluguel) na nossa estação em São Gonçalo do Amarante. No último dia 20, foram aspiradas oito matrizes da raça Guzerá selecionadas da melhor família do rebanho, os ócitos coletados foram fecundados no Laboratório
da IBS com sêmen sexado de reprodutores selecionados entre os melhores do país com aptidão leiteira e esses embriões gerados foram implantados nas mencionadas receptoras”, explicou o pesquisador Guilherme Ferreira da Costa Lima, da Embrapa/Emparn. A disponibilização de material genético de alto valor - que envolve alta produtividade e adaptação ao semiárido potiguar - é uma
trienal “A Arte de Conviver com o Semiárido Potiguar”, feita pelo agrônomo Fabrício Edino, do Núcleo do Seapac em Pau dos Ferros, responsável pelo acompanhamento das 21 UPFs do Alto Oeste. Foram apresentados os objetivos e trabalhos que serão realizados em três linhas de ação: Mudanças Climáticas e Agroecologia; Cidadania e Defesa de Direitos; e Incidência Política do Seapac na Sociedade e no Estado do RN.
das missões da empresa, que tem o reconhecimento nacional dos seus rebanhos bovinos, pelo seu valor genético, em função de quase 30 anos de seleção. “Por meio dos leilões que realizamos nas exposições agropecuárias disponibilizamos para os produtores de todo o RN a oportunidade de começar ou ampliar o seu rebanho com um animal com alto valor genético o que lhe proporciona uma maior produtividade pela sua qualidade genética e sua adaptação a nossa região”, destacou o diretor-presidente da Emparn, Rodrigo Maranhão.
Agrônomo Fabrício Jales explica o projeto
Emparn já realizou três leilões de animais melhorados geneticamente Somente neste ano de 2019, a Emparn já conseguiu realizar três leilões de animais bovinos melhorados geneticamente, nas cidades de Caicó e outro em Currais Novos, onde foram comercializados 21 animais, gerando uma receita de mais de R$ 125 mil. Até novembro, ocorrerão mais três leilões – em Mossoró, Parnamirim e São Gonçalo –, conforme calendário do Circuito Es-
tadual de Exposições Agropecuárias do Governo do RN, por intermédio da Secretaria Estadual de Agricultura e Pesca do RN com recursos do projeto Governo Cidadão. “A venda desses animais, matrizes e tourinhos do nosso plantel, é feita de forma parcelada o que facilita a aquisição desses animais por pequenos e médios produtores”, explicou Rodrigo Maranhão.
/jornaldefatorn
@defato_rn
/photos/jornaldefatorn
DOMINGO, 14 DE julho de 2019
mulher
Após a maternidade >> A necessidade motiva mulheres a empreender
CIANO MAGNTA AMARELO PRETO
E
mpreendedorismo feminino é um assunto que ganha cada vez mais atenção, graças ao seu potencial de promover transformações na sociedade e na economia de um país. Segundo a ONU Mulheres Brasil, desde os últimos dois anos, as mulheres vêm consolidando um papel de protagonistas no universo do empreendedorismo brasileiro. O assunto chama a atenção para a liderança feminina e amplia o espaço e visibilidade das mulheres, contribuindo para o rompimento de várias barreiras sociais. Um estudo conduzido pelo Sebrae em 2018 constatou ainda que as representantes do sexo feminino empreendem movidas principalmente pela necessidade de ter outra fonte de renda ou para adquirir a independência financeira. E
procuram mais qualidade de vida e tempo com os filhos Foram esses motivos que levaram Carolina Diniz, de 33 anos, a empreender logo após o nascimento de seu primeiro filho. Movida por sua paixão por dar aulas de Inglês, Carolina Diniz decidiu começar seu próprio negócio mesmo tendo pouquíssimo dinheiro para investir. Carolina conta que começou com apenas R$ 600,00 e hoje, apenas 4 anos depois, suas empresas faturam mais de R$ 1.000.000,00 com escolas físicas e produtos digitais. Um dos maiores desafios que as mulheres que decidem empreender enfrentam é se dividir entre a carreira e vida de mãe e esposa.
“Muitas vezes cheguei em casa e meus filhos já estavam dormindo e eu tinha de driblar a cara feia do meu marido que não entendia a situação, mas eu tinha a certeza de que estava no caminho certo seguindo a minha missão de levar o Inglês para o maior número de pessoas no mundo”, relata a empresária. Propósito e paixão são duas palavras extremamente importantes para mulheres que decidem criar negócios próprios. A maioria quer sentir que sua iniciativa faz a diferença e tem um impacto positivo no mundo. Mulheres têm iniciativa de empreender por necessidade e acabam desenvolvendo empresas solidárias e que cooperam para o desenvolvimento não só dela, mas de outras pessoas.
2 opinião
DOMINGO, 14 DE julho de 2019
contexto www.sergiochaves.com | sergiodefato@gmail.com
CIRCULANDO @Mossoró tem sofrido perdas gigantescas na sua geografia humana. Estamos ficando mais pobres de gente, no melhor sentido da palavra. Na quinta04), partiu d. Ana Araújo, mãe entre outros do amigo Sílvio Araújo. Na sexta(05), faleceu o comerciante José Moraes de Lima, marido de d. Cosmilda e pai de Moraes Neto, Ivana e Ívina. E na segunda(08), nos deixou o amigo George Wagner, radialista dos bons. Às famílias, o nosso abraço solidário e a nossa certeza de que, em Deus, encontramos alento e conforto. @O “Luau Nando Reis”, que acontece no dia 30 de agosto, promete lotar a Arena Partage, e terá ainda participação especial de Robinz Band e banda Rádio Moscou. Os acessos estão à venda na Cardigan, DLT e na Mister Capas. @Martins ferveu esse final de semana com mais uma edição do Festival Gastronômico e Cultural, tudo muito bem organizado pela prefeita Olga Fernandes e sua equipe. O casal Eider Medeiros/Luana, abriu sua bela casa da serra para receber os casais ex-deputado Carlos Augusto Rosado/prefeita Rosalba Ciarlini, Ronaldo Medeiros/Naide Bessa e Eduardo Medeiros/Ruth, além da querida Ezilda Barreto. @Joana D’Arc Davi de Carvalho Rodrigues tomou posse ontem(13), na presidência do Rotary Club de Mossoró, em solenidade concorrida no Requinte Buffet. É a primeira vez que uma mulher irá presidir o Rotary. Trarei fotos na próxima edição. @Próxima quinta(18), no auditório da OAB/Mossoró, estaremos falando sobre “Organização e Condução do Cerimonial Público”, em um bate papo voltado para as presidências das várias comissões da entidade. Às 17h30. Depois, será a vez da jornalista Izaíra Thalita falar sobre “A Importância da Comunicação Institucional na OAB Mossoró”. Entrada gratuita. Aberto para todos os segmentos. @Sorriso Maroto, Forró dos 3 e kacau Monteiro fazem a festa no dia 17 de agosto no Espaço Villa do Hotel Villa Oeste. Acessos na Polo Club, Mister Capas e Bilheteria Digital. Volto. @Marilene Paiva e Rafaella Costa finalizam os preparativos para o lançamento do livro “Talvez eu Seja a Solução”. Será no dia 15 de agosto, dia do aniversário de Mari, nos salões do Requinte Buffet, com produção Master. O livro reúne a história de 50 homens de nossa cidade e região. Trarei detalhes. @A Expoeste em sua terceira edição, movimentou a cidade de Caraúbas esse final de semana. O evento começou na quinta e chega ao seu final hoje. Parabéns ao prefeito Juninho Alves e sua equipe que tão bem organizam o evento. @Zilene Medeiros tomou posse na sexta(12), na cadeira 04 da ACJUS, que teve como primeiro titular o dr. Milton Marques de Medeiros, em solenidade que aconteceu no Pátio das Antenas da TCM TELECOM. Noite concorrida com tributo à memória de dr. Milton e o lançamento do livro “Casa de Saúde São Camilo de Léllis, Pioneirismo e Resistência da Saúde Mental”, de autoria de Zilene. Próxima semana traremos a cobertura do evento, com fotos.
R. Antônio Vieira de Sá, 440 Tel.: 3317-4545 / 3316.0409
“A realização humana contempla o sucesso financeiro, mas não se limita a ele. É preciso muita honestidade nas escolhas que fazemos. Há pessoas que trocaram o “ganhar muito” pelo “viver melhor”. Não é inteligente esperar a velhice chegar para descobrir o quanto é luxuoso “ter tempo”. Nada nos empobrece mais do que ganhar dinheiro, estando infelizes.”
Sérgio Chaves
Isabel Allende
A Posse de Desdedite Brito no Lions Mossoró Centro O Lions Club Mossoró Centro reuniu associados e convidados na sexta(05), no Requite Buffet para a posse do seu novo presidente para o Ano Leonístico 2019/2020. Desdedite Xavier de Brito foi empossado no cargo, em evento concorrido que contou com a presença da prefeita Rosalba Ciarlini. As fotos são de Célio Duarte.
A prefeita Rosalba Ciarlini com Wellington Barreto (ACJUS), Wellington Fernandes (CDL) e João Jacinto.
A presidente Cláudia Leite com Afrânio, entregou o bastão ao novo presidente Deusdedite Brito, com Edileuza.
Os queridos Élder Heronildes e Zélia Macedo.
Irlanda/Morais Noronha, Edvaldo Santos/Glória e Vanda/José jacinto.
A prefeita Rosalba Ciarlini com Igor Államo, presidente do Rotary, e o escritor Geraldo Maia, no lançamento do livro que conta a história do Rotary Club de Mossoró.
Zilene Medeiros foi empossada na Cadeira 04 da ACJUS, na sexta(13), em solenidade concorrida no Pátio das Antenas da TCM.
Edileusa Gomes e Rosário França festejam a querida Edna Paiva, folhinha da quinta(18). Parabéns!
Thayná Rosado festeja a avó, a elegante Elizenir Jales Rosado, aniversariante festejada desse domingo(140. Tim tim!
Fernando Rosado Júnior faz festa para comemorar a nova idade da esposa Ludmila Amorim Rosado, folhinha da terça(16). Parabéns!
Luis Gustavo e Saudade Azevedo em vivas para os pais Valney Moreira e Vânia, aniversariantes da quinta(18).
Amiga querida, Dilma Duarte comemora a vida na sexta(19). Felicidades!
Otávio Domingos brindando a vida da amada Águyda Yanne, que amanhece em idade nova nesse domingo(14)
O amigo Aluísio Barros com idade nova na segunda(15). Vivas!
Bruno e Carmem Júlia: casantes do sábado(20). Felicidades!
O Casamento de Carmem Júlia & Bruno *Os pais José Nicodemos Holanda Montenegro/Maria Izabel Araújo Montenegro e Antônio da Mota Neto/Glenda Elizabeth Fernandes de Negreiros Mota, assinam o elegante convite grifado por Denise Lins para o casamento de seus filhos Carmem Júlia e Bruno, que acontece no sábado(20), às 20h15, na Capela de São Vicente, em cerimônia celebrada pelos Pes. Flávio Augusto Forte de Melo e Charles Lamartine. Após, os noivos recebem convidados nos salões do Requinte Buffet. *Tive a oportunidade de ver o projeto de decoração e ambientação da festa de Carmem Júlia e Bruno, assinado pela arquiteta Lavínia Negreiros, e posso assegurar que o Requinte estará majestoso para essa noite, com execução e coordenação da Master Eventos do casal Eronildo Pereira/Liane Dantas. *Carmem Júlia vestirá modelo exclusivo com a grife Valéria Gurgel, hair & make-up por Marinaldo Rocha e bouquet da Criss-Anne Flores. Bruno usará terno Brooksfield, com cerimonial de Walterlin Lopes. *Socorro Paiva e sua equipe do Requinte Buffet assinam o menu, serviço, doces, chocolates e bem casados. Já a expert Tereza Cristina Fernandes Teixeira promete mais uma obra de arte em forma de bolo. *Os toaletes terão a etiqueta Sonhart, enquanto que os padrinhos recebem lembranças com caixas Sonhart. Para as mulheres, Clutc Aloha Bag. Para os homens porta cartões Vivara. *As fotos são de Habner Weiner e filmagem de Fagner Carlos. Luz e sonoplastia da Master Eventos. *Radiola Club canta na Igreja e abre o dancing no Requinte, que ainda terá shows de Renata Falcão e Paulinho Pauleira. *Apadrinham o jovem casal os pares: Bernardo Antônio/Lara Elizabeth, Paulo Negreiros/Lúcia, Armando Aurélio/Kátia Maria, Rafael Bruno Filho/Maria Cynthia, Fernando Negreiros/Mildred, Romildson Uchôa/Maria Fernanda, Marcelo Negreiros/Luiza Catarina,Antônio José Júnior/Carla, Rafael Bruno Neto/ Adalgisa Paula, João Elídio/Bruna Elizabeth, José Wellington Jr./Valéria e Augusto Maia/Mainara(dele). Paulo Henrique Montenegro/Thereza Raquel, Domingos Barreto Filho/ Noêmia, Antônio Silveira Bastos/ Lourdes Maria, Rafael Siqueira/Marina, Bruno Teixeira/Dianne Graci, José Tovénis Júnior/Dynara Mabel, Romano Vasconcelos/Daniela, Emanoel Júnior/Lyssa Loraine, Paulo André Rêgo/ Lourrany Murielle, Luís Henrique Gomes/Marcela, Ricardo Pinto/Clarissa, José Alfredo Pinheiro/Ivana Priscilla(dela). *Ao jovem casal o nosso desejo de felicidades nessa nova etapa que se inicia.
opinião 3
DOMINGO, 14 DE julho de 2019
conexão saúde Ney Robson Vieira Alencar
conexaosaude.defato@outlook.com
Seis inovações tecnológicas que estão transformando a área da saúde De impressão 3D a aplicativos que permitem mais autonomia aos portadores de deficiência, as novas criações estão revolucionando o setor A tecnologia está cada vez mais presente no dia a dia da sociedade moderna. A expectativa de vida, por exemplo, aumentou em mais de 30 anos, desde 1940, segundo dados do IBGE, devido aos avanços da medicina e tratamentos que surgiram graças às novas ferramentas
e soluções digitais. As invenções estão mudando o panorama de saúde no Brasil e no mundo, com aplicações que podem ser usadas tanto por instituições do setor, quanto por pessoas comuns que buscam maior conveniência e agilidade para cuidar de sua saúde.
Conheça seis delas: Impressão 3D
Essa tecnologia viabiliza a confecção de objetos como próteses, complexos órgãos humanos e até mesmo a impressão de células de forma muito mais rápida e com um nível de detalhe e personalização sem precedentes. A Stratasys, no mercado de impressões 3D há mais 25 anos, aposta nessa ferramenta para trazer inovação no setor de saúde, com atuação nas áreas aeroespacial, automotiva e de educação.
Uber de consultas
Para agilizar o agendamento de consultas e exames, plataformas online conectam profissionais de diversas especialidades, laboratórios e consultórios a pacientes, a partir de sua localidade. A startup Doutor123 atua como um marketplace de serviços de saúde e permite que o indivíduo escolha o dia e horário para realizar a consulta ou um exame de acordo com sua preferência, com pagamento e atendimento completamente remotos.
Inteligência Artificial
No Brasil, pesquisadores da Faculdade de Saúde Pública Universidade de São Paulo (FSP-USP) usam a inteligência artificial para realizar importantes previsões para a saúde pública, no Laboratório de Big Data e Análise Preditiva em Saúde (Labdaps). Com análise de diagnósticos e sintomas de pacientes salvos em uma base de dados, é possível identificar padrões e prever com maior precisão doenças como dengue, zika e chikungunya.
Exame de vista direto do smartphone
Segundo a Organização Mundial da Saúde, 80% dos casos de problema de visão poderiam ser evitados. No entanto, o uso de equipamentos adequado para realizar os exames é limitado, devido à localização ou situação econômica. Para contornar esse cenário, o aplicativo Peek, permite diagnosticar cataratas, glaucoma e detectar outras doenças como diabetes e hipertensão em pacientes, a partir de uma varredura feita com a câmera do smartphone.
Robôs-cirurgiões
Imagine um cirurgião que, além de ser totalmente livre de tremores, também não hesita e realiza cortes com precisão milimétrica. Estes são os robôs-cirurgiões, usados em todo o mundo, inclusive no Brasil, em procedimentos minimamente invasivos. Tecnologias desse tipo, como o STAR (sigla em inglês para "Robô Autônomo Inteligente para Tecidos") funcionam como um braço mecânico e são de grande ajuda para médicos e profissionais que precisam de um desempenho excelente nas cirurgias.
Aplicativos para acessibilidade
Já existem inúmeros gadgets para que pessoas com deficiência tenham maior independência. O Voice Over, por exemplo, é uma ferramenta do Sistema iOS que funciona como um leitor de tela para pessoas que não enxergam. Por meio dele, é possível acessar aplicativos, redes sociais e ganhar autonomia na rotina de trabalho, estudos e comunicação digital. Já o Handtalk, é aplicativo que ajuda a comunicação de pessoas de deficiência auditiva, por meio de tradução para a Linguagem Brasileira de Sinais (Libras).
neY robSon VIeIrA AlencAr é graduado em Odontologia pela UFPB, Pós-graduado em Prótese Dental pela USP e Especialista em Implantodontia
4 MULHER / moda
DOMINGO, 14 DE julho de 2019
STYLE Georgiano Azevedo
georgianoazevedo@gmail.com
Pavilhão
Fashion
Week
A marca Le Ran mostrou uma moda minimalista de luxo.
A moda infantil. Cheia de charme e alegria.
3
CIANO MAGNTA AMARELO PRETO
O animal print apareceu na coleção Nagila Vieira.
A Prime Wear se destacou com peças poderosas, como, esse macacão.
A PH Store exibiu uma coleção de Body, de arrepiar!!!
3
Considerado um dos eventos mais badalados do Distrito Federal, o Pavilhão Fashion Week realizou sua terceira edição nos dias 08 e 09 deste mês com uma grande programação que envolveu desfiles, workshops e palestras totalmente aberto ao público. Foram 32 desfiles com a moda do Pavilhão do Atacado, produzida em Goiânia/GO, onde todas as peças desfiladas estavam à venda nos estandes. “A intenção do projeto é glamorizar as marcas que estão centro de compras por meio de desfiles com participação de famosos e digitais influencers. Estilo não custa caro e a moda é democrática", diz Tiago Ribeiro, diretor do evento.
Presença VIP de Dayvid Brazil e Carla Perez. Segura o Tchan!!!
O espaço de moda do Pavilhão do Atacado engloba microempresas e fabricantes familiares de confecção própria, que seguem os ideais da moda sustentável e querem trazer para todos as últimas tendências do universo fashion com a mais alta qualidade e os preços mais acessíveis do Distrito Federal. A grande novidade é shopping online que agora permite que qualquer lojista do Brasil possa fazer suas encomendas facilmente. Já no ar: https://www.pavilhaodoatacado. com.br/. Além de um cast com modelos com perfil tradicional, o PAFW encaixou um cast dedicado à inclusão com modelos plus size, transexuais e pessoas com necessidades especiais.
O modelo Matheus Moreira roubando a cena com a moda Sakai.
A moda praia da Cor e Tom.
18 anos de
compromisso com o jornalismo de verdade @defato_rn
CMYK
/jornaldefatorn
@jornaldefato
domingo
Mossoró (RN), domingo, 14 de julho de 2019
Biodança Criada em 1965, pelo psicólogo chileno Rolando Toro (1924-2010), técnica une a música, o canto, aos movimentos com o corpo, para trabalhar demandas afetivas. Em Mossoró, a biodança é disseminada através do trabalho desenvolvido pela psicóloga Maria Tereza Holanda, que a define como um grande encontro humano que fortalece vínculos afetivos, por ser esse movimento pleno de sentido humano que toca a alma.
editorial [ índice
Biodança
G
eralmente, quando alguém fala em autocuidado, o que passa na mente é que o autocuidado com o corpo são os exercícios físicos e se alimentar bem. Correto. Mas, ignora-se que o corpo é também o lugar das emoções e que isso também precisa de cuidados, especialmente em meio ao mundo acelerado, competitivo e violento com o qual convivemos. Através da percepção sobre a importância e necessidade de se trabalhar demandas afetivas, o psicólogo chileno Rolando Toro (1924-2010) criou em 1965 uma técnica que une a música, o canto, aos movimentos com o corpo, que ele denominou de biodança, que etimologicamente significa “a dança da vida”. Em Mossoró, a biodança é disseminada através do trabalho desenvolvido pela psicóloga Maria Tereza Holanda. A facilitadora da biodança em Mossoró diz que “a grande sacada que Rolando Toro teve ao criar a biodança foi justamente a de perceber essa necessidade que o homem tem de agregar-se afetivamente, potencializando o amor, a ternura, o cuidado, o acolhimento, e vivenciar a biodança é ampliar para a vida essa condição de vinculação saudável, em que a gente se nutre e nutre os outros também”. Boa leitura, Nara Andrade.
Biodança Criada pelo psicólogo chileno Rolando Toro, prática integrativa da biodança busca o equilíbrio do estado emocional dos praticantes. Página 4
Colônia de férias Programação especial realizada durante o mês de julho estimula socialização e criatividade entre crianças. Página 8
Coluna José de Paiva Rebouças Na coluna de hoje, o jornalista José de Paiva Rebouças apresenta mais uma biografia da cultura potiguar. Página 11
Colunas
José Nicodemos • Edição – C&S Assessoria de Comunicação • Editor-geral – Edilson Damasceno • Editora – Nara Andrade • Diagramação – Rick Waekmann • Projeto gráfico – Augusto Paiva • Impressão – Gráfica De Fato • Revisão – Gilcileno Amorim • Foto – Marcos Garcia Redação, publicidade e correspondência Av. Rio Branco, 2203 – Mossoró (RN) Fones: (0xx84) 3323-8900/8909 Site: www.defato.com/domingo E-mail: redacao@defato.com
Domingo é uma publicação semanal do Jornal de Fato. Não pode ser vendida separadamente.
2
DOMINGO, 14 de julho de 2019
Página 3
OPINIÃO [ CRÔNICA
A CARTA josé nicodemos aristida603@hotmail.com
E
ntreolharam-se, namorados. Tinham sido colegas de classe, durante todo o curso secundário. Pedro e Lúcia. Foi isso na festa dos quinze anos de amiga comum. O namoro. Pedro, médico. Lúcia, dona de poderosa loja de perfumes e cosméticos. Não prosseguira nos estudos, terminado o curso colegial. Não almejava a formação acadêmica. Inclinava-se para o comércio. Profissão do pai. Tanto que, menina, gostava de brincar de loja.
Meses, ficaram noivos. Casamento com data marcada. Era só no que se falava na cidade. “Um belo casal” – diziam. A cada dia, os dos mais apaixonados. Via-se-lhes nos olhos. Nos mais insignificantes gestos cotidianos. Era o tempo em que os noivos ofertavam flores, e Pedro, como não poderia deixar de ser, encomendava buquês diversos. As cores mais sugestivas, como seja, combinando com o romantismo do noivado. Ele, de natureza, um romântico. Um poeta sem versos. Sucedia, porém, que Pedro deixara, na capital onde se formara, Recife, uma namorada, com quem ainda se correspondia. E uma semana antes do casa-
mento, escreveu-lhe uma carta acabando o namoro, mas que jamais esqueceria os momentos de felicidade que viveram juntos. Ficara de levar a Lúcia um retrato dos dois, ela e ele, numa festinha do colégio, e, distraído, colocou-a dentro do envelope da carta, ao passo que esquecera de ir ao correio. Dia de muitas preocupações, os pais (dele) em via de separação, que lhe parecia irreversível. De noite, em casa de Lúcia, depois do ritual da oferenda do buquê, desacautelou-se, e... entregou-lhe a carta. O resto, fica por conta da imaginação do leitor.
DOMINGO, 14 de julho de 2019
3
Autocuidado Zenóbio Oliveira
Biodança: movimento pleno de sentido da alma >> A prática integrativa da biodança busca o equilíbrio do estado emocional dos praticantes Izaíra Thalita Lima Especial para a revista DOMINGO
J
á parou para pensar nesse corpo em que você habita, desde que você rompeu o conforto do ventre materno e veio parar neste mundo? Esse corpo de carne, osso, pele, órgãos, sangue, veias é capaz de aco-
4
DOMINGO, 14 de julho de 2019
modar não apenas as funções vitais, mas é único e sua única morada insubstituível? Já pensou que o seu corpo é também marcado pelas experiências ao longo dos anos, inclusive pelas emoções vividas ou reprimidas? Geralmente, quando alguém fala em autocuidado, o que passa na mente é que o autocuidado com o corpo
são os exercícios físicos e se alimentar bem. Correto. Mas, ignora-se que o corpo é também o lugar das emoções e que isso também precisa de cuidados, especialmente em meio ao mundo acelerado, competitivo e violento com o qual convivemos. Todo mundo tem ao menos uma recordação de quando se é criança. O corpo é instrumento de conhecimento.
Autocuidado
Quando criança, os limites do corpo são testados. É através dele por onde se começa a relação com este mundo. É preciso engatinhar, cair muitas vezes e levantar para poder se caminhar firme. Com o corpo, a criança pode “bolar” no chão para sentir aquele frio na barriga de prazer e, também, experimentar depois diferentes maneiras em que se sente dor. Mas, com o tempo, o corpo passa a ser o que nos leva de casa para o trabalho, e vice-versa, o que nos acorda e desperta para uma rotina, aquele que emagrece, engorda, adoece, envelhece. A rotina faz que os movimentos do corpo sejam pensados, programados para agir dentro das regras sociais. As demandas do que o corpo precisa sempre vêm de fora, ou seja, é o mundo que diz o que é bom ou não é bom se fazer com o corpo que é seu. E, com isso, todos se esquecem das demandas que vêm de dentro e que precisam também do corpo para serem ressignificadas. Afinal, já não podemos expressar os sentimentos, pois “para vencer na vida, é preciso ser forte”. E o ser forte leva aos sentimentos contidos que, mais adiante,
“
Um corpo, graças a sua simples força e por seu ato, é poderoso o bastante para alterar mais profundamente a natureza das coisas do que jamais conseguiu o espírito em suas especulações e sonhos.”
PAUL VALÉRY
Rolando Toro: biodança criada por ele ganhou o mundo
tornam-se uma bomba-relógio prestes a explodir. Ao menor desafio, a casca desmorona. E o corpo vai enrijecendo primeiro por dentro (faz-se de um tudo para não sentir qualquer emoção) e depois o corpo enrijece por fora. Em 1965, o psicólogo chileno Rolando Toro (1924-2010) criou um sistema de autorregulação que percebeu a importância e a necessidade de o corpo se movimentar de outra forma. Em um contexto social e político devastador, Rolando percebeu que as pessoas precisavam trabalhar demandas afetivas, unindo a música, o canto, aos movimentos com o corpo, o que ele denominou de biodança, que etimologicamente significa “a dança da vida”. “A biodança tem como objetivo a promoção dos potenciais saudáveis, a partir de uma metodologia que consiste em induzir vivências integradoras por meio da música, do canto, do movimento e de situações de encontro em grupo”, escreve Rolando Toro em seu livro “Biodanza” (2002, edi-
tora Olavobrás). Ao longo dos anos, sua ideia expandiu-se e tornou-se uma prática difundida e transformadora do bem-estar provocado pelas vivências experienciadas em grupos, motivo que fez profissionais de diversas áreas de atuação produzir livros e trabalhos acadêmicos sobre o assunto, defendendo a sua importância. Hoje, a biodança é difundida em diversos países da América, Europa, África e Ásia e impacta na vida de muitas pessoas que encontram nessa prática uma ferramenta poderosa de autoconhecimento e autocuidado. Para Rolando Toro, a biodança tem um sentido “evolucionário e revolucionário”. Evolucionário, porque diz respeito à evolução individual para um ser mais humano e mais conectado com a vida como centro (que é fundamental para a biodança); o segundo, revolucionário, pois ao se fortalecer a identidade pessoal, é possível fortalecer a comunidade e ampliar a consciência política e presença para o mundo. No Brasil, muitos grupos atuam, e DOMINGO, 14 de julho de 2019
5
Autocuidado em 2017 o Ministério da Saúde incluiu a biodança entre as 14 novas terapias alternativas disponibilizadas pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para auxiliar no tratamento de estresse, ansiedade e outras doenças. UM TOQUE NA ALMA Quem vai a uma sessão de biodança pela primeira vez, sente um misto de timidez e um impacto que no começo não é fácil identificar. É que as pessoas olham verdadeiramente dentro dos olhos umas das outras. E quem é que vai parar pra fazer isso hoje em dia? Chega a causar rubor na face, os olhos escorregam para as paredes, para o teto, até que se perceba que os olhares são tão acolhedores que podem, inclusive, te levar às lágrimas. O olhar é, certamente, o mais forte dos contatos e a primeira percepção de quem entra nessa roda de dança. Ao final da sessão ou das sessões, as pessoas se permitem olhar mais nos olhos e isso, por si, já é um grande diferencial cotidiano. Uma percepção humana tão simples, mas tão negligenciada. A psicóloga e facilitadora da biodança em Mossoró, Maria Tereza Holanda, diz que o trabalho que tem feito e insistido em disseminar na cidade encontra resistência pelo fato de fazer que as pessoas se permitam o toque das mãos, o olhar atencioso para o outro e, principalmente, o maior de todos os medos: o contato com as próprias emoções. “A biodança é esse grande encontro humano, em que a gente vai fortalecer vínculos afetivos, por ser esse movimento pleno de sentido humano que toca a alma. Não é terapia, mas tem efeito terapêutico ao trabalhar com o toque, a carícia, e essa condição do toque traz essa possibilidade de transformação em nível neuronal dos nossos neurotransmissores, pois estimula a dopamina, a serotonina, que são hoje carências que percebemos e que levam ao adoecimento. A grande sacada que Rolando Toro teve ao criar a biodança foi justamente a de
6
DOMINGO, 14 de julho de 2019
Maria Tereza Holanda, psicóloga e facilitadora da biodança
perceber essa necessidade que o homem tem de agregar-se afetivamente, potencializando o amor, a ternura, o cuidado, o acolhimento, e vivenciar a biodança é ampliar para a vida essa condição de vinculação saudável, em que a gente se nutre e nutre os outros também”, ressalta Maria Tereza. Há dois anos, a psicóloga Pammella Carvalho pratica a biodança e diz que tem sido uma experiência transformadora. “Eu me percebo uma pessoa mais afetiva e cuidadosa e com o outro. A biodança tem trabalhado questões muito pessoais no que diz respeito aos diversos vínculos – familiares, profissionais, relacionamentos –, e a gente trabalha essas questões de uma maneira leve e muito amorosa. Tenho certeza que cada pessoa que vive esse método é transformada e modificada para melhor”, ressalta Pammella. A professora universitária Hellen Lima adotou a biodança há mais tem-
po, e hoje é uma estudiosa do assunto. “A biodança chegou há uns anos na minha vida. Foi muito importante no contato com as minhas emoções, me ajudou a me conectar, reconhecer, identificar e vivenciar as minhas emoções, como a tristeza, a alegria, inclusive a raiva”, ressalta ela, que hoje também se prepara para ser facilitadora em um futuro breve. A RODA DA VIDA Uma sessão de biodança envolve um planejamento minucioso para que a escolha das músicas esteja em perfeita harmonia com os movimentos sugeridos. Para se trabalhar a vitalidade, músicas mais cadenciadas, de ritmos tamboreadores, permitem que se caminhe sozinho(a) ou em grupo, saltitante, de pés no chão. Em momentos mais calmos, os movimentos de cabeça e pescoço, braços, mãos podem ser condicionados por uma música lenta, calma, cujos
Autocuidado olhos se fecham para que venham as lembranças que o próprio corpo externa. Nenhuma sessão é igual e nem se repete, já que o contato interior com os sentimentos é sempre diferente. “Na biodança, considera-se que cada ser é único. Portanto, a expressão de cada um é também singular. Assim, não existem passos de dança a serem reproduzidos pelos sujeitos, formas às quais o corpo deva modelar-se, ditadas por um coreógrafo ou pela tradição de um estilo específico de dança, como o balé clássico, por exemplo. São formas criadas na própria dança e vivenciadas pelos sujei-
tos enquanto modos de ser, como nos mostraram as metamorfoses do corpo que vislumbramos a partir do relato das entrevistadas: as metamorfoses em pássaro, em música, em flor etc.”, afirma a psicóloga e pesquisadora Alice Casanova dos Reis, em sua pesquisa sobre os benefícios da biodança no trabalho intitulado “Subjetividades e experiência do corpo na Biodança, (2013)”. Um corpo que, apesar de ter vontade de pular, não pula, ou ainda, que apesar da vontade de se render a outras expressões, e que não se expressa como gostaria, ganha na biodança um espaço onde é permitido
dar um tempo próprio para acolher, cuidar e amar o seu corpo, a sua casa – o lugar onde se é. No final, todos os corpos dançam na mesma roda, ao mesmo ritmo, mas cada um do seu jeito e de maneira lúdica, simples e artística. Cada pessoa que integra a roda entende que assim é a vida: há momentos de se estar só, outros de estar acompanhado de pessoas, mas o grande segredo do sucesso não é apenas o de ser forte externamente, mas o de saber dançar junto com os outros, dar as mãos, ter consciência de que a força impulsionadora é muito maior quando somada. Zenóbio Oliveira
Benefícios da biodança A biodança não é reconhecida cientificamente como terapia, porém é vista como uma prática do bem-estar. A dança traz vários benefícios associados, mas o principal está rela-
cionado com o tratamento do estresse, buscando o equilíbrio do estado emocional dos praticantes. Veja seus principais benefícios abaixo:
• Aumenta a vitalidade;
• Estimula a criatividade;
• Melhora a saúde psíquica;
• Renova as energias;
• Aumenta o prazer de viver;
• Promove autoconhecimento;
• Melhora a autoestima;
• Ajuda no controle da ansiedade;
• Diminui a timidez.
Fonte: REIS, Alice Casanova dos. Subjetividade e experiência do corpo na Biodança. Estud. pesqui. psicol., Rio de Janeiro, v. 13, n. 3, p. 1103-1123, dez. 2013.
DOMINGO, 14 de julho de 2019
7
Atividades recreativas
Colônia de férias >> Programação especial realizada durante o recesso escolar estimula socialização e criatividade entre crianças
J
ulho chegou e, com ele, o período de férias da criançada, momento para aproximar ainda mais pais e filhos. Mas, nem sempre a família consegue estar completamente reunida nesta época do ano. Isso acontece, por exemplo, quando as férias dos pais não coincidem com o recesso escolar do meio do ano. Surge, então, o dilema: o que fazer? É nesse contexto que muitas escolas promovem as colônias de férias, permitindo que os alunos permaneçam no ambiente escolar ao longo de todo o mês de julho, participando de uma série de atividades diferentes da ro-
8 DOMINGO, 14 de julho de 2019
tina a que estão habituadas na unidade de ensino. A professora Joelma Andrade, coordenadora da colônia de férias do Instituto Educacional DóRéMí (IED), explica que atividades são essas. “Ao longo da programação, são desenvolvidas atividades lúdicas, recreativas, em que trabalhamos aspectos como a socialização da criança com os colegas, a concentração, coordenação motora, entre outros. Tudo cuidadosamente planejado para que a criança sinta-se ainda mais acolhida e à vontade no ambiente escolar”, destaca. Joelma Andrade reforça que é im-
portante perceber a disposição da criança para participar das atividades e respeitar suas necessidades. “Os alunos continuam na escola, mas de uma forma diferente, com atividades que fogem um pouco da rotina da sala de aula. Eles vão brincar, divertirse e também aprender. A cada semana ao longo do mês da colônia, oferecemos uma programação que contempla diferentes abordagens, como a socialização, o estimulo à criatividade, desenvolvimento da coordenação motora, sempre acompanhando com atenção a disponibilidade de cada criança em participar das ativida-
Atividades recreativas des”, reforça a professora. A programação inclui também ações teatrais. “É a parte mais lúdica, em que trabalhamos a imaginação e a construção do conhecimento através dos contos infantis. É sempre gratificante poder constatar a felicidade das crianças em atividades como essa. Elas interagem, se interessam pelas histórias, querem fazer parte do processo construtivo. Sem dúvida, é um dos destaques da colônia”, pontua Joelma Andrade. A parte direcionada ao desenvolvimento da coordenação motora dos alunos também se destaca na programação de férias na escola. “Esse aspecto é trabalhado a partir das brincadeiras, com movimentos amplos de correr, baixar, levantar, e ainda pinturas, desenho livre, confecção de objetos, exploração das cores, combinação, texturas e movimento das massas de modelar, enfim, são muitas as possibilidades de se estimular a coordenação motora das crianças dentro da programação da colônia de férias”, acrescenta a professora. Joelma Andrade comenta ainda que a colônia é uma opção de tornar as férias das crianças menos dependentes das novas tecnologias. “Muitas vezes, em casa, a criança acaba buscando com mais frequência se distrair em smartphones, tablets, computadores. Aqui na colônia pro-
!
Colônia de férias traz atividades diferentes das realizadas habitualmente na unidade de ensino
porcionamos diversão, alegria e conhecimento aos alunos a partir de um trabalho minuciosamente planejado, sem falar no quesito segurança, na
tranquilidade dos pais em deixar os seus filhos em um ambiente que eles já conhecem, já são familiarizados”, conclui.
Professora reforça que é importante perceber a disposição da criança para participar das atividades e respeitar suas necessidades
Programação inclui também ações teatrais, uma parte mais lúdica que trabalha a imaginação e a construção do conhecimento DOMINGO, 14 de julho de 2019
9
Alerta
Viagem de férias: cuidado na postura ao dirigir >> Posição incorreta do condutor, aliada à vibração do veículo, pode provocar fadiga muscular intensa e até lesões vertebrais graves
N
este período de férias escolares, muitas famílias viajam de carro para destinos mais próximos para aproveitar o período de férias. No entanto, é importante tomar alguns cuidados antes de pegar a estrada, para que o passeio seja totalmente seguro e sem imprevistos. Além da manutenção regular do automóvel, é fundamental que o motorista observe a posição do seu corpo ao dirigir. A Associação Brasileira de Medicina de Tráfego (ABRAMET) alerta que a posição incorreta do condutor, aliada à vibração do veículo, provoca uma fadiga muscular intensa, e pode ocasionar lesões vertebrais graves. “O ajuste correto dos componentes do carro nos livra do risco de acidentes ortopédicos e proporciona benefícios, como mais prazer ao dirigir e em sentir o desempenho do veículo durante a viagem”, informa o professor João Luiz Pandolphi, de Fisioterapia da Estácio Ponta Negra. “Sentar no banco de forma errada e com o posicionamento dos controles do veículo inadequados pode levar a dores nas costas, nos braços e pernas ou até evoluir para doenças crônicas. Por isso, os motoristas sempre devem prestar atenção à postura ao dirigir”, alerta João Pandolphi. Segundo o profissional, que é especialista em ergonomia, é preciso ficar alerta às posições e movimentos executados – seja motorista ou até passageiro.
10 DOMINGO, 14 de julho de 2019
É importante tomar alguns cuidados antes de pegar a estrada, para que o passeio seja totalmente seguro e sem imprevistos
ATENÇÃO AO DIRIGIR - As pernas do motorista devem estar semiflexionadas. Regule o banco de maneira que consiga alcançar os pedais sem necessitar se esticar ou tocá-los apenas com as pontas dos pés; - As costas devem estar totalmente apoiadas no encosto do banco, com os pulsos posicionados na parte superior do aro do volante, mantendo o braço levemente dobrado; - A inclinação do volante deve ficar
de uma forma que seja possível enxergar o painel de instrumentos, sem precisar levantar ou abaixar a cabeça. A direção não deve tocar nas coxas – a distância ideal é de cerca de um punho. - Lembre-se de posicionar o cinto de segurança sobre os ombros e a cintura, para que forme uma diagonal; - Os retrovisores devem ficar na altura dos olhos, evitando sobrecarga na coluna cervical (pescoço) e nos ombros.
Balada do Impostor (biografismo)
DOMINGO, 14 de julho de 2019
11
Balada do Impostor (biografismo)
12 DOMINGO, 14 de julho de 2019
Balada adorodo comer Impostor (biografismo)
DOMINGO, 14 de julho de 2019
13
Balada do Impostor (biografismo)
14
DOMINGO, 14 de julho de 2019
adoRo comER
Pão de pizza IngREDIEnTEs PÃo 15 g de fermento biológico seco 100 g de Margarina Puro Sabor 50 g de açúcar 120 ml de leite morno 660 g de Farinha de Trigo Finna tipo I (sem fermento) 1 ovo e 2 gemas 1 colher de chá de sal REchEIo 2 tomates maduros em cubos pequenos 200 g de queijo muçarela ralado grosso 2 colheres de sopa de orégano desidratado 2 colheres de sopa de margarina derretida (para pincelar) 1 ovo batido (para pincelar)
moDo DE PREPARo - Derreta a margarina no micro-ondas e misture-a com o leite morno, adicione 15 g de açúcar e o fermento biológico; muito cuidado, pois se estiver quente, poderá matar o fermento: precisa estar morno. Descanse por 10 minutos. - Em uma bancada limpa, coloque a farinha de trigo, o açúcar que sobrou e o sal. Faça um buraco no meio e adicione o ovo, as gemas e a mistura com o fermento e misture até incorporar. Se achar necessário, adicione um pouco de água para dar a liga. - Sove essa massa até que se transforme em uma massa lisa e elástica, em torno de 10 minutos. - Coloque-a em um bowl, cubra-a com um filme plástico e leve-a ao forno desligado, até dobrar de tamanho, por volta de 1h30. - Retire a massa e coloque-a na bancada polvilhada com farinha. Amasse-a e abra-a com a ajuda de um rolo, em formato retangular. - Passe a margarina derretida na super-
fície, deixando uma das laterais sem, aproximadamente uns três dedos. - Na parte com a margarina, coloque os ingredientes do recheio até preencher. - Pincele uma parte do ovo batido na lateral que ficou sem recheio e margarina; então, enrole a massa nesse sentido, formando um rocambole; enquanto enrola, pressione um pouco, para ficar certinho na hora de assar. - Depois de enrolado, prenda bem a parte na qual passou o ovo batido, para não soltar. Corte em fatias no tamanho de dois dedos aproximadamente. - Em uma forma de 30 cm de fundo falso, unte com a margarina o fundo e as laterais. Acomode as fatias uma ao lado do outra e leve-o novamente ao forno para crescer por aproximadamente 1h30. - Retire-o e aqueça o forno a 1.800° C, pincele o restante do ovo batido por toda a superfície, polvilhe um pouco de orégano e asse por aproximadamente 30 minutos.
DOMINGO, 14 de julho de 2019
15
18 anos de
compromisso com o jornalismo de verdade @defato_rn
CMYK
/jornaldefatorn
@jornaldefato
domingo
Mossoró (RN), domingo, 14 de julho de 2019
Biodança Criada em 1965, pelo psicólogo chileno Rolando Toro (1924-2010), técnica une a música, o canto, aos movimentos com o corpo, para trabalhar demandas afetivas. Em Mossoró, a biodança é disseminada através do trabalho desenvolvido pela psicóloga Maria Tereza Holanda, que a define como um grande encontro humano que fortalece vínculos afetivos, por ser esse movimento pleno de sentido humano que toca a alma.
tv
>> bastidores
Equilíbrio entre ação e emoção marcam as gravações da terceira temporada de “Sob Pressão”
/jornaldefatorn
@defato_rn
defato com
>> inside
Prestes a estrear em papel de destaque em “Bom Sucesso”, David Júnior fala sobre familiaridade com personagem
/photos/jornaldefatorn
Mossoró (RN), domingo, 14 de julho de 2019
>> principal
Na reta final de “Verão 90”, Alexandre Borges destaca importância de trama leve para o público página 3
Leveza
funcional
2 televisão
Seriais
Domingo, 14 de julho de 2019
>> por Geraldo Bessa
Destaques das séries e conteúdo “on demand”
Retorno em grupo Baseada na obra de Sara Shepard, "The Perfectionists" é uma série "spin-off" de "Pretty Little Liars" protagonizada por Sasha Pieterse, que volta a interpretar Alison DiLaurentis, e traz outros grandes nomes no elenco, como Janel Parrish, Sydney Park, Sofia Carson e Eli Brown. A série gira em torno de uma misteriosa morte que altera a rotina da cidade Beacon Heights e, ao longo dos episódios, explica o que ocorreu com os personagens da produção que a derivou. Os primeiros episódios mostram como Alison e Mona foram parar na cidade, o que aconteceu com Emily (Shay Mitchell), ex-parceira de Alison, e como Mary (Troian Bellisario) e Alex (Andrea Parker) conseguiram escapar de Mona. Lançada este ano nos Estados Unidos, a produção é exclusiva para assinantes do Globoplay no Brasil.
Morro dos ricos
(MTV Play, seg, dia 15) Em parceria com a Evolution Media, a MTV promove retorno da icônica série "The Hills" em "The Hills: Novo Começo". Baseado nos documentários que mudaram a história da tevê, a produção reúne membros do elenco original, ao lado dos respectivos filhos e amigos, alguns rostos novos e exibe as vidas pessoais e profissionais dessas pessoas na agitada cidade de Los Angeles. O astro dessa edição é o ator e modelo Brandon Thomas Lee, que recentemente atuou em "Sierra Burgess is a Loser", da Netflix, e também estampou a última campanha da Dolce & Gabbana. Nascido e criado na Califórnia, Brandon é filho da atriz Pamela Anderson e do músico Tommy Lee. Brandon é gerenciado pela Framework Entertainment e agenciado pela ICM. Ele juntará à Mischa Barton, além de outros nomes originais como Audrina Patridge, Brody Jenner, Frankie Delgado, Heidi Pratt, Jason Wahler, Justin "Bobby" Brescia, Spencer Pratt, Stephanie Pratt e Whitney Port. Kaitlynn Carter, Jennifer Delgado e Ashley Wahler também farão participações especiais na série.
Ambiente virtual
(Discovery Go, qua, dia 17) Muitos fatores transformaram o ambiente digital em local propício para golpes, fraudes e crimes. A velocidade com a qual a internet tornou-se parte da rotina nos grandes centros, o crescimento exponencial das comunicações e dos dados armazenados via "web", bem como do número compras e movimentações financeiras online. O Discovery revela parte desse submundo do crime cibernético na perspectiva daqueles que o conhecem por dentro, com a estreia da produção local "Crimes.com", assinada pela Fremantle e Arapy Produções. A série que desvenda os bastidores dos cibercrimes e alerta para hábitos de risco que aumentam a vulnerabilidade das possíveis vítimas. O fio condutor são depoimentos exclusivos das vítimas, de delegados, investigadores ou advogados envolvidos em crimes digitais. Dramatizações reconstituem os casos – desde os primeiros sinais de que um crime cibernético está em curso, às investigações e seus desfechos.
Mundo religioso
(Paramount +, qui, dia 18) Baseada no romance best-selling de Margaret Atwood, "The Handmaid's Tale – O Conto da Aia" é a história do lugar fictício Gilead, uma sociedade totalitária governada por um regime fundamentalista, que antes fora território dos Estados Unidos. Em um momento de baixa taxa de natalidade mundial por conta de altos níveis de poluição e de doenças sexualmente transmissíveis, Offred (Elisabeth Moss) – uma das poucas mulheres férteis remanescentes – é forçada a servir como aia (ou escrava sexual) neste regime fanático que vê nesta condição a última tentativa desesperada de repovoar o mundo. A terceira temporada, que acaba de estrear no serviço Paramount + é motivada pela resistência ao regime distópico de Gilead e a luta para revidar contra adversidades esmagadoras. Em 13 episódios, encontros surpreendentes, traições e uma jornada ao aterrorizante coração de Gilead obrigam todos os personagens a se posicionarem.
Na mesma casa
(TLC Go, sex, dia 19) Snowden, Winders, Alldredge e McGee são quatro famílias que vivem o "casamento plural" e convidam as câmeras do TLC a acompanharem as rotinas em seus lares poligâmicos na segunda temporada de "Poliamor: A Próxima Esposa". Em cada um dos novos episódios da safra inédita, disponibilizados semanalmente no TLC Go, a série desvenda dinâmicas peculiares desses relacionamentos que podem ser definidos pela existência das chamadas "sister wives" (esposas-irmãs, em tradução livre): o termo em inglês designa as várias esposas de um mesmo homem. As quatro famílias que participam da nova temporada estão todas em busca de uma nova "sister wife". Marido e esposas conduzem juntos complexos processos seletivos na procura por mulheres que sejam aceitas por todos da casa, adultos e crianças, e que também estejam abertas a viver um relacionamento poligâmico.
Domingo, 14 de julho de 2019
Leveza funcional
>> principal
Na reta final de “Verão 90”, Alexandre Borges destaca importância de trama leve para o público
I
ntegrar o elenco de “Verão 90” faz Alexandre Borges voltar no tempo. Foi na década que ambienta a novela escrita por Izabel de Oliveira e Paula Amaral que o ator viveu uma das melhores fases de sua vida. Depois de ter a experiência de morar por um tempo em Portugal, voltou para o Brasil e viu sua carreira deslanchar. Começou a fazer cinema, teatro e televisão e não parou mais. “Tenho saudade dos anos 90. Vivi coisas maravilhosas”, lembra. Por isso, tem um gosto especial interpretar o Quinzão na trama das sete, que chega em sua reta final. Diante do atual contexto político e econômico de instabilidade no Brasil, Alexandre é categórico e lamenta a difícil situação enfrentada por boa parte da população. “A gente fica muito triste com a quantidade de desempregados no Brasil, com a quantidade de crimes”, enumera. Mas, por isso mesmo, o ator acredita no papel de entreter que uma novela leve como “Verão 90” pode ter. E mais do que isso: resgatar sentimentos que ficaram para trás diante de tantos avanços tecnológicos. “Esse trabalho traz um respiro e estabelece uma conexão com o passado. Hoje em dia, a gente tem a necessidade de sempre saber de tudo e isso gera uma ansiedade”, compara.
P – Ao longo dos meses de “Verão 90”, quais foram os comentários que você mais escutou? R – O que eu mais escuto na rua é que a novela é leve, divertida, com atores diferentes, personagens que misturam drama e comédia. Eu sinto que é uma novela que a família vê, que a criança assiste com a mãe e com o pai. Eu vi muito que crianças dançam quando a abertura da novela toca. São essas coisas que alegram a gente e sentir que o público está se divertindo. P – De umas semanas para cá, Quinzão engatou um romance com Lidiane, de Claudia Raia. Em sua opinião, o que aproximou os dois personagens na trama? R – Eu acho que foi esse poder feminino do encantamento. A Lidiane usa isso de uma forma livre e empoderada. Ela é dona de si, mas sem perder o lado da sensualidade. E é isso que deixa o homem perdido.
P – Aliás, tipos sedutores permeiam a sua trajetória na tevê com frequência. A que você credita isso? R – Às vezes, dizem que faço personagens conquistadores, mas eu não acho. Acho que, às vezes, faço personagens como o Quinzão, que se perdem na frente de uma mulher e essa coisa da sexualidade e sensualidade vem porque não tem controle. P – Você ainda é bastante rotulado como galã. Como lida com isso? R – Com certeza, o ator lida com a imagem. E imagem hoje, como em qualquer profissão, é muito valorizada. Isso para o bem e para o mal. Mas é um movimento interior meu, de ainda, com 53 anos, cuidar de mim, ter uma alimentação saudável, mexer o corpo, ir para a academia, caminhar e isso ajuda muito. P – O que fez você aceitar participar de “Verão 90”? R – Eu entrei nessa novela em um convite muito feliz do Jorge Fernando. Ele é o diretor
televisão 3 com quem eu fiz a minha primeira novela na Globo, há 25 anos. Trabalhamos em “Ti-TiTi”, “As Filhas da Mãe” e tenho um carinho muito grande por ele. Fiquei muito feliz com a sua recuperação. A gente torceu muito e a novela fez esse grande sucesso. P – Jorge Fernando construiu boa parte de sua trajetória a partir de trabalhos em comédia. Como a experiência dele no gênero ajuda você a interpretar um personagem engraçado com Quinzão? R – A gente tem essa oportunidade como ator, de tentar reproduzir essa criatividade do Jorge. Em alguns momentos, a gente consegue, em outros, não. Mas comédia é isso, é um salto sem rede. É uma entrega que você não tem de ter medo, você tem de fazer se apoiando no texto e na direção. Eu saio da novela melhor do que eu entrei como ator. P – Esta é a primeira vez que você contracena com Totia Meirelles, que vive Mercedes, exmulher do seu personagem. Como foi essa parceria? R – Maravilhosa! Eu nunca tinha trabalhado com a Totia, mas éramos colegas e eu admirava o trabalho dela. Então, teve muito frescor porque, como a gente nunca tinha trabalhado junto, teve essa coisa de ir conhecendo a pessoa com o personagem. A convivência do elenco em uma novela ajuda muito na trama porque você vai criando uma intimidade. P – E o reencontro com Claudia Raia também tem rendido ótimas cenas em “Verão 90” ... R – Cláudia é um furacão. É uma mulher com muita garra, muito profissionalismo e louca como eu também em cena. A gente tem isso um pouco. E eu tento acompanhar as palhaçadas, no bom sentido, que ela faz em cena. Porque comédia é isso, tem o improviso.
4 televisão
Domingo, 14 de julho de 2019
Um mar de novidades >> close Caroline Dallarosa encara mudança para o Rio de Janeiro e seu primeiro papel em novelas
C
aroline Dallarosa, que vive a dura Anjinha de “Malhação”, soube ainda criança que queria seguir a carreira artística. Natural de Campo Largo, no interior do Paraná, a atriz de 21 anos teve como primeira e principal referência profissional um dos maiores nomes do pop mundial: o cantor americano Michael Jackson, que faleceu há 10 anos. “Eu quis virar atriz por causa do Michael Jackson (risos). Eu era muito fã e queria fazer um clipe com ele. Então, comecei a fazer a teatro”, lembra. Em seu primeiro papel na televisão, Caroline mergulhou em um universo totalmente inédito. No ar desde abril, a atriz passou a encarar uma rotina exaustiva de gravações. “Passamos, às vezes, 12 horas por dia gravando milhares de cenas. É um ritmo muito cansativo, mas compensa quando a gente vê o trabalho no ar. É preciso estar muito bem psicologicamente”, explica. Na história de Emanuel Jacobina, Anjinha é filha do viúvo Marco Rodrigo, interpretado por Julio Machado. Jogadora de futebol e lutadora de muay thai, ela tem conflitos com o seu jeito de ser. Apaixonada por Cléber, papel de Gabriel Santana, a jovem precisa lidar com os ciúmes e a superproteção do pai para curtir seu relacionamento com tranquilidade. “A trama é de uma com-
plexidade muito boa, cada assunto abordado é feito com muita delicadeza, tudo é pensado e feito com muito cuidado. A Anjinha representa, a meu ver, a fragilidade e utiliza alguns escudos para lidar com isso. Ela é explosiva, sem filtro, debochada, raivosa e original”, defende Caroline, que encarou seu primeiro teste para televisão durante a seleção para a novela adolescente. “Sempre tive vontade de participar de ‘Malhação’, mas era um sonho distante, até que me convidaram para fazer um teste. Sempre gostei muito de novelas, séries e filmes adolescentes. Está sendo um sonho”, completa. Ao longo do enredo, Anjinha dá sinais de insegurança quanto a sua aparência, autoestima e a relação com os garotos. Porém, dife-
rentementedapersonagem,Caroline é mais vaidosa em seu dia a dia. “Sou, na medida do possível. Tenho muita vaidade em relação a me cuidar esteticamente. Com roupa, sou um pouco despojada, não me arrumo demais, não. Busquei construir a Anjinha a partir de pessoas reais. Nunca quis estereotipar a Anjinha, então busquei ir a jogos de futebol, que é uma paixãodela,parasabermecomportar no campo, fui entendendo várias coisas para moldá-la”, ressalta. Namorando o administrador Solano Rodrigo, Caroline está aprendendo a lidar com a repercussão intensa de uma novela. O casal Anjinha e Cléber é um dos principais destaques do enredo adolescente. Não à toa, os dois contam com uma torcida forte nas redes sociais para engrena-
rem um romance na vida real. “Acho engraçado, porque somos muito amigos. Então, tudo é levado muito na esportiva. Gosto de ver que a gente está passando uma química boa na tevê, que a galera acha que tem de ir para realidade”, ressalta. Por conta das gravações de “Malhação”, Caroline precisou se mudar para o Rio de Janeiro. Na nova cidade, a atriz tem encarado novas experiências. Pela primeira vez, ela mora sozinha e está aprendendo a se virar como pode sem o auxílio da família por perto. “Tudo é novo. Lavo roupa ao chegar em casa, tenho de cozinhar, arrumar a casa, coisas simples, mas confesso que, na casa da minha mãe, tinha uma mordomia a mais (risos)”, compara.
televisão 5
Domingo, 14 de julho de 2019
>> ponto de vista Terceira temporada de “Stranger Things” acerta ao desenvolver seus personagens sem esquecer do suspense
Achados e
perdidos
C
rescer é inevitável. Que o diga o elenco de “Stranger Things”, uma das séries de maior sucesso da breve história da Netflix. Criada pelos irmãos Duffer, a produção chegou sorrateiramente ao serviço de “streaming” em julho de 2016 e foi a grande sensação da temporada, com direito a indicações e vitórias em premiações importantes como o Emmy e o Globo de Ouro. Durante as gravações dos primeiros episódios, a média de idade de seu elenco infantil era de nove anos. Agora, com todos já chegando aos 15, a série teve um grande dilema para resolver: realizar um “reboot” e ressurgir com novos atores ou seguir o fluxo do tempo e utilizar a maturidade de seu elenco para valorizar a história. Com uma segunda temporada utilizada como rito de passagem, é nos novos episódios que a trama se preocupa em discutir os encontros e desencontros da adolescência, com todas as mo-
dificações hormonais e comportamentais do período. Por sorte, “Stranger Things” se sai muito bem ao retratar a juventude dos anos 1980 com os olhos críticos de agora, o que deixa a série muito mais inteligente e instigante. Na terceira temporada, a produção avança em plena “década perdida” para mostrar que alguns inimigos em comum ainda teimam em aterrorizar a pequena cidade americana de Hawkins, no estado de Indiana. Em 1983, até a cidade se desenvolveu e, nesse contexto, o surgimento de um shopping center em meio aos fenômenos sobrenaturais, faz com que a cultura do consumo seja um importante personagem da temporada. As aventuras dos amigos Mike, Dustin, Will, Lucas, Sadie e Eleven, personagens de Finn Wolfhard, Gaten Matarazzo, Noah Schnapp, Caleb McLaughlin, Sadie Sink e Millie Bobby Brown, respectivamente, saem da floresta e dos piqueniques e
ganham a luminosidade dos letreiros de lojas e a companhia dos lanches em plena praça de alimentação. Recuando do contexto romântico que acabou por definir o final do segundo ano da série, “Stranger Things” reapresenta e desenvolve seus protagonistas sob o ponto de vista da individualidade. É sob essa perspectiva de descobertas e da necessidade de uma identidade que Millie Bobby e sua Eleven se destacam ao longo dos episódios. Com uma atuação precisa, mas que também se confunde com o próprio momento da atriz, os olhos e poderes da personagem funcionam como o guia principal dos mistérios da nova temporada. O suspense, aliás, continua em alta. A trilha sonora recheada de sintetizadores e as inúmeras referências a obras de Steven Spielberg, John Carpenter e Stephen King continuam exercendo grande influência na estética e no enredo de “Stranger Things”, mas a série vai
além das inspirações ao se aprofundar em seu próprio terror. Sem recorrer a sustos sem sentido, a história reforçar seu talento para a maratona ao envolver o público a partir de ganchos certeiros e que confundem e entregam o grande segredo da temporada de forma equilibrada. Por fim, a produção é mais uma oportunidade de conferir o talento de Winona Ryder, protagonista adulta da produção que faz uma bela parceria com David Harbour. Uma das atrizes mais promissoras de sua época, Winona foi a queridinha de diretores como Martin Scorcese, Francis Ford Coppola e Tim Burton, mas por questões pessoais, de planejamento de carreira e até policiais, chegou ao final dos anos 1990 esquecida e irrelevante. Sem desperdiçar cenas, a presença de Winona reforça o tom oitentista que a série tanto busca e ao mesmo tempo vai além do puro saudosismo. No fim, todo mundo ganha.
6 televisão
Domingo, 14 de julho de 2019
Terça (16/07) – Rita e Lígia se enfrentam, e a jovem deixa o hospital. Lígia confessa a Joaquim que sentiu que Rita realmente se preocupa com Nina. Carla questiona Rita sobre o pai de sua filha. Marco e Cléber discutem por causa de Góis. Beto e Meg confessam um ao outro que estão com raiva de Martinha. Filipe diz a Guga que deseja ficar em paz com Rita. Bill revela a Raíssa e Anjinha que deu o endereço de Góis para
Quarta (17/07) – Rita expulsa Filipe da lo Lígia avisa Rita sobre o estado de saúde de Nin Jaqueline e Vânia têm uma conversa séria. R íssa se constrange com a aproximação de C melo. César pede que Milena não procure Jaqu line. Jaqueline recebe ligações com ameaç anônimas, e Vânia pede que a filha acione Ma co Rodrigo. Anjinha se incomoda com a form como Jaqueline trata Marco.
>>Órfãos da Terra Globo – 18h15
Segunda (15/07) – Jamil tenta explicar para Laila as ameaças de Dalila. Camila decide procurar Lurdes. Zuleika ouve Almeidinha marcando um encontro às escondidas. Lurdes mente para Camila sobre Robson. Rogério convida Helena para sair. Jamil promete procurar provas contra Dalila. Robson ameaça Paul. Ali e Sara descobrem o segredo de Omar e Latifa. Latifa diz a Abner que está esperando um filho dele. Bóris não deixa Omar se aproximar de Eva.
Terça (16/07) – Zuleika conversa com Cibele sobre Almeidinha. Fauze liga para Dalila, que se desespera e procura Paul. Laila revela à família que Jamil terá que se casar com Dalila. Jamil se diverte com Raduan. Dalila descobre o envolvimento de Paul e Fauze. Robson vai ao encontro de Paul, e Lurdes se preocupa. Laila recebe a documentação para o seu divórcio. Zuleika fica inconformada com a indiferença de Almeidinha.
Quarta (17/07) – Almeidinha interroga Dali que envolve Gabriel em seu falso depoimen Padre Zoran e Helena tentam ajudar Salma. L tifa desconfia da gentileza de Ester. Omar co vence Eva a aceitar que ele trabalhe e durma n fundos da floricultura. Dalila acusa Fauze pe assassinato de Paul. Elias tenta falar com Salm Dalila afirma a Gabriel que não tirou a vida Paul. Omar se faz de vítima para Eva. Ester n deixa Abner e Latifa dormirem juntos.
Globo – 19h15
>>Verão 90
Segunda (15/07) – João conta a Vanessa sobre o exame de DNA. Jerônimo avisa a Galdino que ele precisa fugir. João pede a Vanessa para confessar que ela mentiu no julgamento a pedido de Jerônimo. Álamo manda Mercedes arrombar a porta do quarto do hotel de Andreas/Galdino. Álamo diz a Madá que terá que demitir os funcionários da Top Wave. Jerônimo orienta Galdino a se esconder até que ele consiga planejar sua fuga do Brasil.
Terça (16/07) – Mercedes manda Marta chamar a polícia para prender Andreas, mas ele consegue escapar. Janaína pede Raimundo em casamento. Ticiano adora a pintura que Gisela faz em seu corpo. Patrick não nota o clima entre Gisela e Ticiano. Álamo avisa aos funcionários que terá que fechar a Top Wave. João recebe a orientação da emissora para entrevistar Manu no Onda Cavada. Álamo revela na entrevista para Moana que descobriu que o nome verdadeiro de Andreas é Galdino.
Quarta (17/07) – João e Janaína denuncia Jerônimo para a polícia. Jerônimo é convoca para depor. Ticiano pensa em usar a pintura co poral feita por Gisela como sua marca registrad Larissa aconselha Dandara a contar a verda para Quinzinho sobre a paternidade de seu filh Ticiano pergunta a Gisela se ela gostaria de s sua maquiadora pessoal. Gertrudes procura Jo e se apresenta como irmã de Galdino. Jerônim flagra Vanessa se preparando para fugir.
>>A Dona do Pedaço Globo.–21h
Segunda (15/07) – Antero incentiva Maria da Paz a ter atenção com o interesse de Régis na compra de uma nova casa. Rock inventa uma desculpa para justificar a aproximação de Téo. Régis sugere que Maria da Paz compre a mansão no nome de Josiane. Dorotéia sofre com o comportamento de Eusébio. Rock confidencia a Zé Hélio que investigará Josiane. Fabiana aceita o negócio com Agno. Vivi estranha o comportamento de Camilo.
Terça (16/07) – Camilo acusa Vivi de traição. Vivi deixa a igreja com Chiclete. Rock desconfia de que Sabrina está envolvida com um homem rico. Josiane fala sobre a relação de Vivi e Chiclete para Maria da Paz. Josiane e Régis sentem ciúme um do outro. Fabiana procura Camilo e o beija. Camilo humilha Fabiana, que jura se vingar do rapaz. Silvia flagra Márcio e Kim juntos. Eusébio conta para Gina que herdou uma fortuna. Chiclete e Vivi decidem ficar juntos.
Quarta (17/07) – Márcio se desculpa com S via e pede Kim em namoro. Otávio cede à cha tagem de Agno e aceita a nova sociedade. E sébio insiste em se divorciar de Dorotéia e reje ta a companhia de Chico. Chiclete chega à ca de Vivi e reconhece o local da foto de Cosm Chiclete conhece a família de Vivi e questiona namorada sobre Kim. Márcio diz a Maria da P que não pode comprar a mansão. Rock fala co Agno sobre Josiane.
Segunda (15/07) – Furiosa com Luca, Mirela exige que ele retire o vídeo que fez dela dormindo. Após o expediente, Jeff e Vini vão até a casa de Poliana atrás da estatueta, mas a menina não a encontra. Marcelo briga com Luisa após descobrir que ela foi até a casa de Pendleton, e pede explicações. João diz para Luigi dar uma chance de se aproximar de Filipa. Ruth presenteia Bento com um tablet, mas impõe condições para o menino usá-lo. Gleyce e Kessya descobrem que o fotógrafo golpista foi preso. Glória diz a Verônica que não irá desistir do processo contra o CLP.
Terça (16/07) – Marcelo vai até a casa de Pendleton, e logo na entrada, percebe que há algo estranho acontecendo. Sergio descobre que existem outros HQs de Vetherna com a continuação da história. Sem luz, Luigi, Filipa, João e Yasmin brincam de verdade e desafio. Nadine conta que ela e Sergio trabalham na O11O e os dois são expulsos do Clube Geek. Claudia e Fernanda descobrem a armação de Mario e o Clubinho. Marcelo conta o que viu na casa de Pendleton para Luisa. Nadine encontra Mário no Clube Geek, e pede um táxi para leva-lo para casa.
Quarta (17/07) – Gabi arma um plano contra grêmio. Eric e Hugo descobrem que Bento te medo do escuro e planejam assusta-lo. Rato o dena que os trombadinhas do Bem-Te-Vi n mexam mais com a família de Nancy. Na esco todos descobrem que Filipa não será a garo propaganda do Vetherna. Sem saber da armaçã Bento recebe um bilhete anônimo pedindo q ele vá a rádio, e ao entrar no local, Eric e Hu trancam o menino lá dentro. Marcelo questio Sophie sobre seu encontro com Pendleton no d anterior, e Iure escuta.
Globo – 17h35
>>malhação
Segunda (15/07) – Jaqueline diz a Karina que não impedirá Milena de visitá-la. Marco e Madureira discutem, e Carla se irrita. Filipe despista Lara, para que a tia não veja Rita. Cléber se surpreende com o futebol de Anjinha. Rita vela Nina, e Filipe avisa que Lígia e Joaquim estão a caminho do hospital. Regina se incomoda com comentários preconceituosos de Max. Jaqueline alerta a turma sobre Cabo Góis.
>>As Aventuras de Poliana SBT - 21h
Resumo das novelas
ACESSE
televisão 7
Domingo, 14 de julho de 2019
oja. na. RaCaueças arma
Quinta (18/07) – Marquinhos e Rafael se revoltam contra o vídeo de Jaqueline. Lígia diz a Joaquim que Nina receberá alta do hospital. Karina pensa em declarar Milena como incapaz, na intenção de proteger a filha. Um carro segue Jaqueline. Filipe afirma que não desistirá de Rita e a beija. Anjinha comenta com Cléber sua preocupação com as consequências das atitudes de Jaqueline.
Sexta (19/07) – Beto aconselha Filipe a esquecer Rita. Max humilha Regina. Anjinha não gosta quando Cléber defende Jaqueline. Carla sente ciúmes de Neide com Marco. Jaqueline entrega a Marco o abaixo-assinado. Beto faz uma proposta a Meg. Filipe diz a Rita que contará a Lígia sobre a amizade dos dois. Marco e Vânia se preocupam com as ameaças de Góis. Milena pede que Karina e César deixem Jaqueline visi-
tá-la.
ila, nto. Laonnos elo ma. de não
Quinta (18/07) – Fauze revela a Dalila que a viu na cena do crime. Laila e Camila levam Lurdes até a Polícia. Zuleika sofre ao ver a dedicatória que Péricles escreveu no verso da foto dada para Almeidinha. Elias pede que Missade tente falar com Salma. Dalila manipula Fauze. Omar beija Eva. Ester e Latifa fingem passar mal para que Abner faça os serviços domésticos. Missade vai ao Instituto com Raduan, Artur e Aline, e consegue se comunicar com Salma.
Sexta (19/07) – Dalila muda seu depoimento e deixa Almeidinha desconfiado. Elias pensa em Helena. Rogério tenta beijar Helena, que se afasta. Elias questiona Helena sobre seu relacionamento com Rogério. Almeidinha faz uma acareação entre Fauze, Robson, Gabriel e Dalila. Elias e Helena se beijam. Camila sofre com a perda de Paul. Laila pensa em Jamil. Almeidinha sugere que Jamil e Laila denunciem Dalila. Dalila manda Fauze seguir Jamil.
Sábado (20/07) – Fauze segue Jamil e Laila até um hotel. Jamil decide desistir do casamento com Dalila. Elias pede a Caetano para dormir na oficina. Helena se aconselha com Letícia. Fauze conta a Dalila sobre Jamil e Laila. Jamil marca um encontro com Dalila. Omar garante que ficará com todos os bens de Eva. Zuleika se surpreende quando Almeidinha diz que não quer mais ter um filho. Missade afirma a Rania que saberá lidar com a sua separação.
am ado orda. ade ho. ser oão mo
Quinta (18/07) – Jerônimo conta a Vanessa que deu dinheiro para dona Odélia desaparecer. Vanessa explica a Jerônimo que a sentença de João foi anulada. João mostra para Janaína a foto de Jerônimo com Galdino como prova de que os dois se conheciam. Jerônimo e Vanessa se abrigam no esconderijo de Galdino. Lidiane prepara um vídeo-surpresa em homenagem a Manu e João. Lidiane tenta aproximar Jofre e Mercedes. Giovana comunica a João que ele foi inocentado.
Sexta (19/07) – Madá tem uma visão de João perseguindo Jerônimo. Moana constrange Manu, chamando atenção para sua gravidez. João e Manu se beijam. Ticiano e Gisela comemoram o gol do Brasil na Copa de 94 e acabam se beijando. Janaína e Raimundo comemoram seu casamento e a liberdade de João. Sabrina sente ciúmes de Candé com Katiely. Ticiano e Gisela se sentem culpados por terem se beijado. Janaína aceita ajudar Lidiane na reaproximação de Manu e João.
Sábado (20/07) – Quinzinho acompanha Dandara ao médico e se emociona ao escutar o coração do bebê. Kika fica tensa ao saber que uma suposta Cantora Mascarada está invadindo camarins de artistas. Celestine informa a Janaína que foi Jerônimo quem roubou seu dinheiro e joias. Jerônimo avisa a Vanessa que ela terá que ir à TeleVendão pegar o dinheiro do cofre. Moana revela a João que existe a possibilidade de o bebê não ser dele.
SilanEueiasa me. aa Paz om
Quinta (18/07) – Maria da Paz afirma a Márcio que comprará a mansão para a filha. Chiclete conta a Evelina que deixará de ser matador de aluguel após tirar a vida de Kim. Agno apresenta a nova sócia da construtora e Otávio se irrita ao ver Fabiana. Agno convence Otávio sobre a suposta herança de Fabiana. Maria da Paz se nega a comprar a casa escolhida por Josiane. Agno anuncia que quer se separar de Lyris e pede que Cássia decida com qual dos dois quer morar.
Sexta (19/07) – Régis e Josiane despistam Maria da Paz. Cássia decide ficar com a mãe. Gladys alerta Lyris sobre o provável divórcio. Fabiana deixa a casa de Vivi e afirma que as duas são inimigas. Zé Hélio flerta com Beatriz. Fabiana se instala na construtora e Otávio alerta Agno sobre a ambição da moça. Lyris contrata Amadeu para cuidar de seu processo de divórcio. Vivi pede Chiclete em casamento. Agno mostra a Amadeu as imagens de Lyris com Tonho.
Sábado (20/07) – Lyris contrata um investigador para descobrir se Agno tem outra mulher. Vivi anuncia que se casará com Chiclete e Otávio pensa em montar um negócio para os dois. Chiclete aguarda na portaria de Kim, mas se atrapalha quando a moça chega com Márcio. Régis e Josiane tentam convencer Maria da Paz a comprar a mansão mostrada por Gilda. Abel tenta beijar Britney. Eusébio convida Gina para morar em sua casa. Amadeu liga para Maria da Paz.
ao em ornão ola, ota ão, que ugo ona dia
Quinta (18/07) – Devido à brincadeira que fizeram com Bento, Eric e Hugo são convidados a se retirar da escola. Desconfiados de que Sophie seja uma Androidiana, as crianças do Clubinho começam a investigar a professora. Ruth reconsidera a expulsão dos meninos, porém o pai de Eric está decidido a retira-lo da escola. Poliana descobre que Eric irá sair da escola, e com a ajuda de seus amigos, decide fazer algo para impedir. Roger propõe a OTTO, que o deixe ficar a frente da organização do Campo de Férias. Verônica pede a Roger que o apoio da O11O nos projetos do CLP.
Sexta (19/07) – Durante o show, Luca dança com Mirela e Vini fica incomodado. Marcelo diz a Luisa que está com ciúmes de Pendleton. Ao tirar a mão do microfone, algo estranho acontece com o braço de Sophie, deixando Benício intrigado. Guilherme e Raquel conversam para fazer as pazes, mas são interrompidos por Durval. Benício compartilha o que viu com seus parceiros do Clubinho, e está cada vez mais certo de que Sophie é uma Android, mas não é levado a sério. Jeff encontra o rapaz que fez a reforma na casa de Arlete, e vai atrás dele em busca de informações.
ACESSE
8 televisão
>> CINCO
PERGUNTAS: À frente do “Dancing Brasil”, Xuxa se mostra ainda mais solta e sincera
Domingo, 14 de julho de 2019
Dona do jogo
X
uxa nunca esteve tão à vontade. Aos 56 anos, ela sabe exatamente o que quer e não tem o menor receio em expor suas opiniões. Nas redes sociais, volta e meia divulga fotos suas sem maquiagem ou escreve comentários para lá de sinceros nas publicações das amigas - o mais recente foi quando disse para Andréa Sorvetão que o resultado da harmonização facial que a expaquita fez não ficou bom. À frente do “Dancing Brasil”, na Record, a eterna Rainha dos Baixinhos exibe a mesma espontaneidade. E ainda tem a chance de viver experiências não só inéditas como inimagináveis até então. Uma delas foi andar de metrô para gravar a abertura da produção. “Andei bem pouquinho, mas andei. No exterior, eu andei uma vez com a Sasha, mas é diferente daqui. Foi minha primeira vez aqui e adorei!”, conta. Na quinta temporada do “Dancing Brasil”, Xuxa percebe que a equipe está ainda mais afinada. Dessa vez, o programa teve um intervalo de seis meses até voltar ao ar - nas outras vezes, o hiato foi bem mais curto. Em relação às temporadas anteriores, a principal diferença está na participação do público. “Em cada apresentação, eu já abro para quem está em casa poder dar suas notas, o que não acontecia. No fim, o público também decide quem fica e quem sai”, explica. Além disso, Xuxa já não se esbalda tanto na dança como nas levas anteriores de episódio. Diante de tantos profissionais, ela prefere ser mais discreta nesse quesito.
“Todo mundo sabe que eu estou beirando os meus 60 anos, tenho as minhas limitações para fazer algumas coisas. Não adiantar eu tentar fazer uma coreografia se não é a minha praia, se não é o que eu posso oferecer de melhor”, pondera. P – Você tem o hábito de opinar sobre a escolha dos participantes? R – Eles mandam para mim uma lista de pessoas que estão pensando para ver se eu tenho alguma coisa contra. Nessas cinco temporadas, só teve uma temporada que eu falei que não aprovava. Eu falei que não achava uma pessoa melhor por alguma situação que tinha acontecido comigo. Mas, normalmente, eu não digo para tirar ou botar uma pessoa. Pelo contrário, eu quero saber a história de cada um para poder me envolver. Isso faz com que a gente sinta muita dor na hora de dizer adeus porque essa é a “vibe” do programa: a gente se despedir a cada semana de uma estrela. Então, ao contrário do
que as pessoas pensam, eu não me meto nisso. Mas me meto em muitas outras coisas mais, sou bastante metida nisso aí. P – Seu cabelo sempre chama atenção a cada temporada do “Dancing Brasil”. Planeja alguma mudança no visual ao longo dos episódios? R – Eu quis fazer diferente do “The Four” e deixar meu cabelo um pouquinho maior. Eu já pintei ele de preto uma vez na minha vida. Agora, pintei bem de branco porque queria ter a possibilidade de, de repente, mudar de cor mesmo em algum momento. Eu queria ver se ele realmente aguentava, se eu não ia ficar careca se eu fizesse isso. E já vi que ele aguenta uma tinta, então pode ser que eu venha a mudar de cor no decorrer do programa, sim. P – Você e Junno trabalham juntos no programa. Essa convivência profissional agregou ao relacionamento amoroso de vocês? R – Eu acho que a gente traz muito carinho, respeito e ajuda.
O que um casal faz diariamente, que é um torcer pelo outro. O que é normal em um casamento e em uma união também trazemos para cá. Às vezes, eu brigo quando alguma coisa acontece e tiramos sarro. Eu tenho certeza de que, diferentemente de qualquer outra pessoa, o que ele quer é sempre me ver brilhando, e eu a mesma coisa. P – Vocês já tiveram alguma discussão depois de um dia de gravação? R – Já, quando ele começou a me chamar de Xuxa. Foi um pedido da Record para ele começar a me chamar de Xuxa. E é muito difícil porque eu chamava o Sérgio de Serginho e o Leandro de Lelê. Chamar o Ju de Junno é esquisito, assim como ele me chamar de Xuxa. Aí eu falei: “se me chamar de Xuxa, vai ver só”. Aí ele mandou um dia um “Xuxa” e eu respondi: “fala, Junno Andrade”. Comecei a ficar meio chateada com esse negócio. Eu acho que, obviamente, não temos de mostrar muita intimidade, mas não tem como. Se moramos juntos, chamar pelo nome e sobrenome é meio esquisito. Não gostei da ideia. P – Como tem sido sua relação com a Sasha desde que ela se mudou para Nova Iorque? R – Já tem três anos que ela está lá, está indo para o quarto e último ano. Ela está viajando porque está de férias, as aulas começam em agosto. Daqui a pouco, ela volta para o Brasil para ficar um pouco comigo e passar o aniversário de 21 anos dela, que é em 28 de julho. A sorte é que temos telefones que podemos matar a saudade toda hora e se ver. Senão a coisa ia ficar bem difícil, apertada. Nem sempre posso ir e nem sempre ela pode vir por causa da agenda escolar. Quando eu estou lá, é tão bom fazer comidinha, brincar de casinha e cuidar dela.
televisão 9
Domingo, 14 de julho de 2019
>> raio x Em “A Dona do Pedaço”, Rosane Gofman celebra sequência intensa de trabalhos na tevê e no teatro
Trabalho vivo
O
trabalho é a fonte de energia de Rosane Gofman. Aos 61 anos, a atriz, que integra o elenco de “A Dona do Pedaço”, se sente viva em um palco ou em um estúdio de tevê. Por isso mesmo, ela está sempre em busca de emplacar uma sequência de projetos profissionais. Atualmente vivendo a espirituosa Ellen na trama das nove, Rosane também integrou o elenco de recentes produções, como “Êta Mundo Bom!” e “Orgulho & Paixão”. “Estar com 61anos e me manter trabalhando, sendo convidada, é me sentir viva. Inclusive, estou ensaiando uma peça para estrear em julho. Sou atriz e sem trabalhar e criar meus personagens a vida perderia a graça. E a minha profissão é meu sustento”, explica. Com mais de 30 anos de carreira, Rosane coleciona inúmeras experiências no mercado artístico. Não à toa, ela sempre soube que nunca foi fácil viver de arte no Brasil. Porém, nos últimos anos, está cada vez mais complexo captar recursos para novas produções. “Sempre foi difícil, mas agora está pior. Principalmente porque, para conseguir patrocínio, você às vezes não pode falar sobre o que considera importante. Falo porque senão minha arte não serviria para o que eu acho que deva servir. Torço para que as coisas se acertem e melhorem para todos”, ressalta. Na história escrita por Walcyr Carrasco, Ellen trabalha como governanta de Maria da Paz, papel de Juliana Paes. Amiga e braço-direito da pa-
troa, ela é uma das primeiras a notar o desvio de caráter de Josiane, interpretada por Agatha Moreira. “Ellen é a fiel escudeira de Maria e vem acompanhando a patroa no que diz respeito a estar elegante. Só que ela é meio mãe da Maria e dá umas broncas nela. Elas são amigas há muitos anos e Ellen é sua confidente e a pessoa com quem Maria desabafa durante a história”, afirma. Rosane é presença constante nas tramas escritas por Carrasco. A atriz esteve no elenco de “Êta Mundo
Bom” e “Chocolate com Pimenta”, que será reprisava pelo Canal Viva a partir de outubro. “Walcyr é meu amigo desde que produzi, junto com Rosina Lobosco, a peça ‘Êxtase’ de autoria dele, que na ocasião rendeu o Prêmio Shell de melhor autor. Por mais que seja o mesmo estilo de escrita por ser o mesmo autor, não torna o trabalho mais fácil. As histórias são outras, às vezes, até de épocas diferentes e com linguagens diferentes. E cá entre nós, é sempre uma surpresa”, aponta.
Nome: Rosane Gofman. Nascimento: Em 18 de outubro de 1957, no Rio de Janeiro. Atuação inesquecível: Cinira, de “Tieta”, da Globo, de 1989. Interpretação memorável: “Nos últimos tempos, Glenn Close no filme ‘A Esposa’”. Um momento marcante na carreira: “Quando ganhei o Prêmio Mambembe de melhor atriz de teatro infantil, na peça ‘Parabéns para você’, quando Cazuza fazia meu filho e eu estava grávida do Yuri, meu filho mais velho”. O que falta na televisão: “Que alguns atores jovens estudem mais”. O que sobra na televisão: “Talentos”. Se não fosse atriz, o que seria: Advogada. Ator preferido: Júlio Andrade. Atriz preferida: “São muitas”. Novela preferida: “Tieta”. Vilão marcante: Perpétua, interpretada por Joana Fomm em “Tieta”. Personagem mais difícil de compor: “Todos”. Que novela gostaria que fosse reprisada: “O Beijo do Vampiro”, da Globo, de 2002. Que papel gostaria de representar: “O próximo”. Filme: “Blade Runner”, de Ridley Scott, e “As Horas”, de Stephen Daldry. Autor: “Muitos”. Diretor: “Muitos”. Uma mania: “Roer unhas. Por isso, uso as de acrigel”. Um medo: “De perder as pessoas que amo”. Projeto: “Estou ensaiando a peça ‘Eu sempre soube’, do Marcio Azevedo, que estreia em julho e fala sobre as relações de amor entre as mães e seus filhos LGBTS”.
10 televisão
>> inside Prestes a estrear em papel de destaque em “Bom Sucesso”, David Júnior fala sobre familiaridade com personagem
Domingo, 14 de julho de 2019
Foco e concentração
D
avid Júnior é um homem de poucas palavras. Porém, dentro de seu discurso sucinto e direto, é possível notar uma grande empolgação com o que está por vir. É que ele está prestes a estrear em um papel de destaque em “Bom Sucesso”, próxima novela das 19 horas. Na trama escrita por Paulo Halm e Rosane Svartman, o ator viverá Ramon, ex-marido de Paloma, protagonista de Grazi Massafera. Mas o que mais o instigou no papel é o fato de ser um perfil próximo de sua realidade. “Ramon é contemporâneo, vem da periferia e joga basquete. E eu sou de Nova Iguaçu, Baixada Fluminense, e jogava basquete na época da escola. Fazer um personagem que representa a periferia é tudo o que eu sempre quis”, anima-se ele, que já atuou em “Sessão de Terapia”, do GNT, e em “O Tempo Não Para”, “Pega Pega”, “Geração Brasil” e “Cordel Encantado”, da Globo. Na história, Ramon prefere seguir o sonho de se tornar jogador de basquete e se mudar para os Estados Unidos a criar a filha que tem com Paloma. Apesar da escolha equivocada que seu personagem fez em não acompanhar boa parte do crescimento da garota, David não o enquadra na categoria de vilão. “De maneira nenhuma. O ser humano é dotado de qualidades e defeitos, não gosto de estereotipar ninguém”, afirma. Depois de 16 anos fora, Ramon volta decidido a reconquistar o
amor de Paloma e de sua filha. “Ramon fez uma escolha: optou por investir na carreira em prol da família, mas com isso, passou 16 anos longe. Para muitos, isso é intolerável. Já para Ramon, foi o tempo necessário para aprender que tudo o que se precisa é estar ao lado de quem se ama”, salienta. Foram três testes até David receber a confirmação de que estaria no elenco de “Bom Sucesso”. O processo, no entanto, não provocou muita ansiedade. Afinal, o ator já havia trabalhado com parte da equi-
pe em “Pega-Pega”. “Fiquei feliz de ser considerado para um novo personagem pelo mesmo pessoal. Todos me acolheram e me tranquilizaram para este grande desafio”, conta. Desde então, David está envolvido com as preparações de seu papel. O estudo, ele acredita, irá perdurar até o fim do trabalho. “Temos uma equipe que funciona como uma releitura do que o diretor e os autores querem. Eles nos auxiliam na construção e condução de nossos personagens”, destaca.
Foi como modelo que David iniciou sua carreira. Acabou se apaixonando pela interpretação no meio do caminho, quando foi convidado para fazer uma peça. De lá para cá, não parou mais. Agora, enquanto aguarda a estreia de “Bom Sucesso”, pensa nos próximos planos. “Quero produzir algo sobre o que eu vejo do mundo e como podemos evoluir enquanto seres humanos. Acredito que, através da arte, podemos transformar vidas e quero me sentir útil dentro deste poder” filosofa.
televisão 11
Domingo, 14 de julho de 2019
>> BASTIDORES Equilíbrio entre ação e emoção marcam as gravações da terceira temporada de “Sob Pressão”
Visão de realidade
C
ada episódio de “Sob Pressão” é pensado pela direção como a realização de um longa-metragem. Em alguns, a trama gira em torno de questões mais humanas, enquanto outros é a ação e as sequências grandiloquentes que tomam conta da cena. É por isso que a série, cuja a terceira temporada vem sendo exibida às quintas pela Globo, exige um nível altíssimo de pré-produção e ensaios. Por uma questão de logística, as gravações da atual temporada começaram em junho do ano passado, logo após o final dos trabalhos do segundo ano da série. “A equipe estava muito integrada. Com os roteiros prontos, deu vontade de gravar logo tudo e aproveitar o embalo de uma rotina de trabalho que, embora cansativa, é muito proveitosa e especial”, valoriza o cineasta Andrucha Waddington. Produção derivada do longa lançado pelo próprio Waddington, em 2016, e igualmente baseada no livro homônimo do médico Marcio Maranhão e da escritora Karla Monteiro, a série exibe fôlego de sobra em sua atual temporada, onde apresenta modificações significativa em relação ao projeto original “Temos um ótimo público. A série poderia seguir um formato delimitado e continuar fazendo sucesso. Porém, escolhemos por driblar a estagnação e manter a história pulsante”, conta o roteirista Lucas Paraizo. Além de reforçar o elenco fixo com a escalação de nomes como Drica Moraes e Joana Fomm, “Sob Pressão” ganhou
um novo espaço para desenvolver suas histórias. Depois de passar alguns anos utilizando a parte desativada de um hospital público da Zona Norte do Rio de Janeiro, a série passou a ser gravada a partir de um casarão antigo localizado no Flamengo, Zona Sul carioca. A locação teve de passar por algumas adaptações para soar como o fictício hospital São Tomé Apóstolo. “Tudo foi pensando de acordo com a facilidade de gravação. A gente precisava de um local que atendesse a uma grande movimentação cênica e com recuo para posicionamento de produção e instalação de equipamentos de filmagem”, conta o cenógrafo e produtor de arte Rafael Targat. Com aproximadamente 4 mil m² à disposição, a primeira medida da equipe foi selecionar os cômodos que abrigariam as salas de cirurgia, pequenos procedimentos, assepsia e material do centro cirúrgico, entre outros espaços específicos dos grandes hospitais. Na reforma, que demorou dois meses para ser concluída e contou com cerca de 30 profissionais, foram usadas estruturas de alumínio, vidro e madeira para criação dos ambientes. Para finalizar, as paredes
foram pintadas com uma cor semelhante à do antigo cenário. “Achamos importante que os dois hospitais tivessem algum diálogo artístico”, reforça Rafael. Tendo a violência urbana como mote dos novos episódios e um cronograma de trabalho recheado de cenas densas, os bastidores de “Sob Pressão” impressionam pela alegria e entrosamento de toda a equipe comandada por Waddington. Foi a partir dessa boa convivência que Julio Andrade, intérprete do protagonista Evandro, acabou enveredando pela direção de dois dos novos episódios. Durante as gravações da temporada passada, Julio chegou ao “set” e ficou sabendo que todas as suas cenas para aquele dia tinham sido canceladas. Em vez de ir para casa, o ator ficou acompanhando a realização das sequências envolvendo o resto do elenco. “Sempre fui muito curioso com todos os setores do cinema. Então, falei com a equipe de fotografia da série e perguntei se não teria um equipamento para eu brincar um pouco. Eles não só me deram uma câmera, como um foquista e toda a parafernália necessária”, conta Ju-
lio. Após essa decisiva participação nos bastidores, o ator acabou sendo convidado por Waddington para integrar a equipe de direção para a temporada que estava por vir. “O Julio deu ideias muito boas. Ele é um cara de cinema, sabe muito sobre o esquema de filmagens. Achei que seria bacana ter uma visão de ator na direção. Fiz o convite, ele topou e tivemos muita sintonia trabalhando juntos”, elogia Waddington, que também divide a direção da série com Mini Kert, sua parceira profissional de longa data, e com o filho, Pedro Waddington. As gravações de “Sob Pressão” duraram mais que o esperado e só terminaram no final de dezembro do ano passado. Entre as cenas mais trabalhosas da temporada está o acidente de um paraquedista profissional que leva a irmã para sua primeira experiência no ar. Para a captação das imagens, ao todo, foram realizados seis voos de helicóptero e quatro saltos, todos praticados por profissionais. Em outro episódio, um deslizamento de terra lota os corredores do São Tomé e mobiliza toda a equipe médica para o atendimento aos feridos.
12 televisão
Zapping
Domingo, 14 de julho de 2019
>> por Caroline Borges
Realidade na tevê A ficção e a realidade se misturam na trama de Giovanna Coimbra em “Bom Sucesso”, próxima novela das sete. Na trama, a atriz interpreta a decidida Gabriela, uma jovem que sonha em fazer carreira como jogadora de basquete. Assim como a personagem, Giovanna é apaixonada por basquete e pratica o esporte desde os 10 anos de idade. “Comecei jogando num time que só tinha meninos e bem mais velhos do que eu. Depois fui chamada para jogar federada em um clube, onde fiquei por mais ou menos uns cinco anos. Para minha felicidade, logo que entrei na faculdade descobri que existia um time de basquete dos universitários. Ou seja, desde sempre vivo um ‘relacionamento sério’ com o esporte e não me imagino parando de jogar. Agora consegui unir duas paixões antigas: a atuação e o basquetebol”, vibra.
Dupla dinâmica
Maria Flor irá integrar o elenco de “Ausentes”, nova série da Turner. A produção acompanha a trajetória de uma jornalista e um detetive que buscam desaparecidos. O projeto ainda não tem data de estreia definida. A direção será de Carol Fioratti e Raoni Rodrigues.
Repensando a decisão
A atual temporada de “Sob Pressão” chamou a atenção dos diretores da Globo. Por conta da boa repercussão e críticas, a emissora já estuda uma nova leva de episódios da série da médica. Oficialmente, a Globo encara a terceira como a última temporada.
Ouvidos atentos
Kelzy Ecard, que esteve no elenco de “Segundo Sol”, participará de “Éramos Seis”, próxima novela das seis da Globo. Na história, ela viverá a fofoqueira Genu. A atriz assinou contrato com a Globo por dois anos. O folhetim estreia no segundo semestre.
Clássico na tela
O Canal Viva irá reprisar “Selva de Pedra” a partir de 22 de agosto. O folhetim irá substituir “Terra Nostra”. Com autoria de Regina Braga e Eloy Araújo, a novela contou com Tony Ramos, Christiane Torloni, Fernanda Torres e Miguel Falabella no elenco. A trama sobre amor, vingança e ambição é um “remake” da obra de Janete Clair, exibida em 1972.
Na fila
João Emanuel Carneiro voltará ao ar na Globo. O autor foi escalado para retornar ao horário das nove no final de 2020. O último trabalho de João Emanuel foi “Segundo Sol”.
Sucessora
Patrícia Abravanel ganhará mais espaço no SBT. A apresentadora estreia, no próximo dia 3 de agosto, o programa “Topa ou Não Topa”. Dirigido por Michael Ukstin, ela fará a versão brasileira do formato original da Endemol Shine Group, “Deal or No Deal”. O formato já foi produzido para 82 territórios em todo o mundo, com 324 temporadas já realizadas internacionalmente. No programa, 26 maletas escondem prêmios que vão de 50 centavos a R$ 500 mil em barras de ouro. No decorrer do jogo, o participante escolhe as maletas que julga estar o prêmio máximo.
Reta final
A equipe e o elenco de “Topíssima” entraram na reta final das gravações. Os trabalhos estão previstos para serem encerrados no final do mês. A novela é protagonizada por Camila Rodrigues e Felipe Cunha.
Trabalho em grupo
Henri Castelli é contagiado pelo meio que trabalha. No ar em “Malhação”, o ator de 41 anos celebra a oportunidade de estar rodeado por atores novatos. “Estou tendo a chance de trabalhar com uma galera integrada, jovem, com todo o gás e uma vontade enorme de aprender. É uma outra motivação isso. É um grande barato”, valoriza. Em “Malhação”, Henri interpreta o lutador Madureira. Criador do projeto Boa Luta, ele dá assistência a jovens de baixa renda através da prática do muay thai. De comunidade carente, Madureira vivia pelas ruas quando criança, mas foi resgatado por um treinador tailandês.