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Jornal de Fato

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STYLE

Uern avança em pesquisa e impulsiona segmento

Moda & Resistência

O avanço da pós-graduação na Uern tem impulsionado o campo de pesquisas acadêmicas no Rio Grande do Norte. Saiba como era e como está o cenário universitário em cursos de mestrado. Mossoró 3

A coluna Style de hoje traz editorial mostrando o poder da resistência. Confira. Sua Vida 4

18 anos

@defato_rn /jornaldefatorn @jornaldefato

MOSSORÓ (RN), DOMINGO, 9 DE DEZEMBRO DE 2018 | EDIÇÃO 5.339 – ANO XIX | R$ 2,50

José Cruz/ABr

Governadores esperam verba para fechar a conta de 2018

RN tem 66 mil pessoas vivendo em extrema pobreza >>Segundo o IBGE, existem 66 mil pessoas vivendo em extrema pobreza no RN. Houve aumento dessa realidade em 1,8% entre 2016 e 2017. Também cresceu o número de pessoas que estão abaixo da linha de pobreza. ESTADO 1 Marcos Garcia

Cidade iluminada

Governadores esperam R$ 1,95 bilhão para encerrar o exercício administrativo em dia. principal 3

Projeto de iluminação garante 43.900 pontos de lâmpadas espalhados em locais estratégicos de Mossoró. MOSSORÓ 3

Marcos Garcia

Projeto do Judiciário é exemplo O projeto "Devolver para Reparar", do Judiciário, tem causado boa repercussão no Rio Grande do Norte. Mossoró 5

MP quer saber sobre paralisação de obra

Aprenda a cuidar da pele e evitar danos diários Você sabe o que é peeling natural? O caderno Sua Vida Mulher mostra o passo a passo de uma receita poderosa. Sua Vida 1

O MP quer saber motivo da paralisação das obras no Hospital Regional Tarcísio Maia. principal 5 NESTA EDIÇÃO [32 páginas]

DOMINGO mostra o mundo das confraternizações

Saiba quais os desafios do técnico do Potiguar

Matéria especial da revista Domingo enfoca o mundo das confraternizações corporativistas. Veja dicas de especialistas sobre como se portar.

Benjamim Machado está no quinto mandato à frente do Potiguar e tem um desafio a cumprir: manter o time regular do começo ao fim.

CIANO MAGENTA AMARELO PRETO

DOMINGO 7

Mossoró 7

OPINIÃO...............................................p2 POLÍTICA............................................p3 CÉSAR SANTOS...............................p5 gerais/opinião.............................p6 braSIL/MUNDO...............................p8 CADERNOS MOSSORÓ..............................p1 a 8 ESTADO ........................................ p1 a 4 DOMINGO ...................................... p1 a 12


2 OPINIÃO

DOMINGO, 9 de dezembro de 2018

ESPAÇO JORNALISTA MARTINS DE VASCONCELOS

Organização: clauder arcanjo

BERNARDO ÉLIS E O ESTAMPIDO DA BALA Ilustrativa

Edmílson Caminha

Escritor, membro da Academia de Letras do Brasil edmilson.caminha@gmail.com

Espantou-me, em O causo eu conto, a naturalidade com que Bernardo Élis cogitou do suicídio, como o brasileiro Pedro Nava e o filósofo romeno Emil Cioran, que escreveu: “Só vivo porque posso morrer quando quiser. Sem a ideia do suicídio, já me teria matado há muito tempo”. Diferentemente do nosso memorialista (que se suicidou aos 81 anos), Élis não consumou o ato, mas poderia tê-lo feito, como admitiu a um entrevistador: “Finalmente alcancei meu ingresso na Academia, o que desencadeava outras iras e outras responsabilidades, tão agudas e tão agudamente repercutidas no seio da família que me senti desnorteado, enxergando como única saída a porta que sempre estava aberta para mim, a porta do suicídio”. No discurso com que o sucedeu na Casa de Machado de Assis, em 1998, o jurista Evandro Lins e Silva lembra a tristeza e a angústia que afligiam Bernardo Élis, pouco antes de morrer:

“Formidável aquele conto ‘Ontem como hoje como amanhã como depois’. Ninguém, em país nenhum, nenhum tempo, parte alguma, escreveu coisa melhor.” O elogio, de ninguém menos do que Guimarães Rosa, levaria qualquer grande escritor às nuvens, aonde foi parar, com certeza, o autor da história, Bernardo Élis, não obstante a simplicidade e a timidez com que reagia à fama. Em 1991, recém-chegado a Brasília, fui a Goiânia exclusivamente para entrevistá-lo ‒ ele, que pouco recebia a imprensa. Quando lhe perguntei sobre o que Rosa dissera, admitiu: ― É verdade, o elogio é enorme... Eu fiquei abalado com a afirmação, porque Guimarães Rosa era digno de toda a consideração, e sabemos que ele não era de muita gratuidade nos elogios... Então alguma coisa no conto deve tê-lo impressionado. Aquela afirmativa me deixou deslumbrado ‒ traumatizado, seria o termo. Assim como me haviam traumatizado, antes, as palavras de Monteiro Lobato. Em ambos os casos, temos de reconhecer o exagero dos amigos, a generosidade deles era muito grande, mas, de qualquer maneira, foi um estímulo.

Leio, agora, de Jaime Sautchuk, O causo eu conto: sobre Bernardo Élis e o Brasil Central (São Paulo : Geração Editorial, 2018). Sou franco: surpreendime com a nenhuma referência à longa e boa entrevista que me deu o ficcionista goiano, publicada no jornal Diário do Nordeste, de Fortaleza, e, depois, no meu Palavra de escritor (Brasília : Thesaurus, 1995). Não pela vaidade da citação (o livrinho chegou longe, à Biblioteca do Congresso, em Washington), mas pelo que podia acrescer ao substancioso traba-

Globo, por intermédio de pessoas da minha amizade, como o Otto Lara Resende, mas não consegui. E mesmo a confissão de que teria havido censura nunca foi feita. Foi o pessoal do Jornal do Brasil que me alertou para o problema, mas a Globo negou e continua negando até hoje. Há poucos dias um representante da emissora disse, numa entrevista, que o programa não foi levado ao ar porque não ficou com o “padrão Globo de qualidade”. Mas isso não é verdade: tenho uma carta de uma pessoa que participou da comissão de censura, segundo a qual “A enxada” foi realmente proibida.

lho de Sautchuk. Quanto, por exemplo, às adaptações de contos de Élis para o cinema e a tevê. O elogiado por Rosa chegou às telas, em 1981, como Índia, a filha do sol, dirigido por Fábio Barreto, que o escritor comenta com elegância: ― É, o filme é muito bom, a fotografia excelente, as paisagens muito bonitas. A Glória Pires naquele tempo estava em plena juventude, uma beleza. O Nuno Leal Maia também se sai muito bem, no papel do soldado. O filme é bom, mas eu acho que o final não está muito de acordo com o espírito do conto. A história é sobretudo uma denúncia de como o soldado, naquela ocasião ‒ sobretudo o soldado da polícia de Goiás ‒, era quase que um jagunço, era mais um celerado. Aquele soldado, então,

é um tarado verdadeiro, no entanto recebe armas poderosas que lhe permitem fazer verdadeiras diabruras com a índia. O filme, naturalmente, dadas as condições do próprio cinema, não pôde ser tão contundente, tão violento quanto o texto, e teve de apresentar uma saída diferente. Eu não tenho nada com isso, até nem critico.

“A enxada”, de forte conteúdo social, fora adaptado por Wilson Aguiar Filho, em 1978, para um “Caso Especial” da Rede Globo, dirigido por Gonzaga Blota, que nunca foi ao ar, por haver sido censurado. Pergunto-lhe se chegou a assistir ao programa: ― Não, nunca tive acesso a essa cópia. Até procurei, assim que houve a censura. Tentei entrar em contato com o Boni, da direção da

di­re­ção ge­ral: Cé­sar San­tos diretor de redação: Edilson Damasceno Ge­ren­te AD­MI­NIS­TRA­TI­VA: Ân­ge­la Ka­ri­na

Agora, no fim da vida, aceitou o convite do governador do estado para presidir a Fundação Cultural Pedro Ludovico, e sofreu uma terrível pressão dos artistas e dos escritores para deixar o cargo. Assim, compelido e atacado, pediu demissão. Sofreu muito com isso, e disse a Gabriel Nascente pouco antes de morrer: “Já não sinto mais nada pela vida. E tudo, em mim, tem gosto de sabão da terra”. Tudo indica que estava sob crise depressiva. Andava às voltas com ideias de suicídio, e chegou a dizer confidencialmente: “Só não me mato com revólver porque tenho medo do estampido da bala”. Bernardo Élis morreu aos 82 anos, em 1997, sem que tenha puxado o gatilho a mão que tantas e tão admiráveis histórias escreveu.

Um produto da Santos Editora de Jornais Ltda. Fun­d a­d o em 28 de agos­to de 2000, por Cé­s ar San­tos

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AS CO­LU­NAS E MA­TÉ­RIAS AS­SI­NA­DAS SÃO DE RES­PON­SA­BI­LI­DA­DE DE SEUS AU­TO­RES

FI­LIA­DO À


política 3

domingo, 9 de dezembro de 2018

BASTIDORES

Lei Kandir

DE FATO Pela aprovação

Internet

GovernadoresesperamR$1,95 bi para fechar contas de 2018 >> Projeto que libera repasse, pela União, para os Estados e Municípios está na pauta de terça-feira, 11, do Senado Federal José Cruz/ABr

césar santos

Da Redação

G

O

Ministério Público Estadual (MPERN), que havia recomendado a reprovação das contas de campanha da deputada federal eleita Natália Bonavides (PT), mudou de opinião e agora passa a ser favorável. Bonavides, através de advogados, apresentou defesa sobre o defunto que havia “doado” para a sua campanha. A Procuradoria Regional Eleitoral aceitou as explicações e mudou a opinião. Dessa forma, a petista, que foi eleita com 112.998 votos, deve ter as contas aprovadas pelo Tribunal Regional Eleitoral do RN.

Explicação do “defunto” A Procuradoria Regional Eleitoral justificou o novo parecer, agora pela aprovação das contas de Natália Bonavides: “Acompanhou a defesa declaração subscrita por Marcelino Lima De Lira, através da qual, afirma que é o proprietário de fato do veículo doado à campanha de Natália Bastos Bonavides, tendo-o adquirido no ano de 2015, sem ter providenciado a respectiva transferência

no órgão de trânsito competente. Disse ainda o declarante que “preencheu o termo de cessão de forma equivocada, acreditando que se tratava da forma correta” (ID 369621). Cumpre, desta forma, analisar aqui se erros e ilicitudes praticadas por doadores, sem o conhecimento ou participação do candidato, podem ser a ele atribuídos, com a consequente desaprovação das contas”.

Vai passar O projeto que recria a “verba de gabinete” na Câmara Municipal de Mossoró tem apoio de 12 vereadores e deve ser aprovada na sessão desta terça-feira, 11. A presidente Izabel Montenegro (MDB) ameaça não respeitar a decisão da maioria. Ela disse que a verba só volta com autorização do Tribunal de Contas do Estado (TCE-RN). A nova verba, se aprovada, prevê repasse de R$ 3,5 mil para cada vereador até maio, e a partir daí, o valor de R$ 4,5 mil.

Dinheiro em caixa Os vereadores favoráveis à verba de gabinete afirmam que o gasto de R$ 95 mil/mês já está previsto no orçamento da Câmara Municipal. Sem a verba, o dinheiro fica concentrado nas mãos da presidente Izabel Montenegro. Eles, inclusive, ameaçam questionar o que está sendo feito com esses recursos que, somando os 12 meses, ultrapassam a casa de R$ 1 milhão.

Escola sem Partido A comissão especial que analisa a proposta conhecida como Escola sem Partido (PL 7180/14 e outros) vai reunir nesta terça-feira, 11, às 9h, para tentar votar o relatório do deputado Flavinho (PSCSP). Os contrários à proposta devem tentar obstruir a votação mais uma vez. O presidente da comissão, deputado Marcos Rogério (DEM-RO), afir-

mou que vai continuar pautando a votação da proposta, mesmo com a obstrução dos deputados contrários ao projeto. "Há um processo de obstrução sistemático, faz parte do processo legislativo. Mas é papel do presidente da comissão conduzir os trabalhos com vista ao encerramento, com aprovação do texto ou rejeição deste", declarou.

overnadores iniciam a semana de olho em Brasília (DF). É que o projeto que libera o repasse, pela União, de mais de R$ 1,95 bilhão para os Estados, Distrito Federal e Municípios referentes às compensações previstas na Lei Kandir está na pauta da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado Federal desta terça-feira, 11. Se receber decisão final na comissão, seguirá direto para a Câmara sem passar pelo plenário. O relator na CAE, senador Dário Berger, do MDB de Santa Catarina, recomendou a aprovação do projeto. A lei Kandir entrou em vigor há 22 anos com o objetivo de desonerar do ICMS os produtos (primários e industrializados semielaborados) e serviços exportados, com intuito de fomentar exportação. Os estados federados tiveram grandes perdas e até hoje buscam compensação do Governo Federal, sem a plena cobertura do buraco bilionário. Há apenas um remendo, que não resolve o problema. O dinheiro costuma ser repassado todos os anos pela União por meio do Fundo de Auxílio Financeiro para Fomento das Exportações (FEX), mas, como observa a senadora Kátia Abreu (PDT-

Senadora Kátia Abreu adverte a necessidade de Estados e Municípios TO), autora do projeto (PLS 424/ 2018), até agora o Governo não sinalizou com o envio da proposta de compensação de que os Estados e Municípios têm direito. Como a aprovação desse auxílio tornou-se uma tradição anual, as Secretarias de Fazenda Estaduais e Municipais já contam com os recursos para equilibrar as contas do ano de 2018. “Como a prestação desse auxílio financeiro é compensada anualmente devido à perda que os estados exportadores sofrem com a renúncia fiscal causada pela lei Kandir, a grande maioria dos Estados e Municípios já o utiliza no planejamento do fechamento de suas contas anuais com este recurso”, observa Kátia

Abreu. “O não recebimento provocará um tremendo prejuízo financeiro à maioria dos entes federativos, levandoos a uma situação de caos financeiro, com gravíssimas consequências sociais, não sendo, portanto, admissível, principalmente neste momento de grave crise fiscal, que a União não venha a prestar o referido auxílio”, adverte. DISTRIBUIÇÃO A distribuição será realizada proporcionalmente a coeficientes individuais de participação de cada unidade federada definidos pelo Conselho Nacional de Política Fazendária (CONFAZ). Entre os Estados que mais

Robinson pede “socorro” ao presidente Temer para liberar R$ 194,6 milhões Com a “corda no pescoço”, sem dinheiro em caixa para honrar o simples compromisso salarial dos servidores públicos, o governador Robinson Faria (PSD) recorreu ao presidente Michel Temer (MDB) com pedido de liberação de recursos a título de ressarcimento pelas perdas ocasionadas pela lei Kandir. O ofício encaminhado no dia 22 de novembro com pedido de “socorro”, ainda não respondido pelo Planalto, solicita o desbloqueio de R$ 194,6 milhões. Justifica que há 12 meses pediu uma ajuda emergencial ao Governo Federal [sem sucesso] e que a situação das finanças públicas do Estado do Rio

Grande do Norte “é calamitosa”. O governador se exime de culpa ao ressaltar, no documento, que a crise fiscal e financeira “não é consequência de atos praticados pela atual gestão governamental”, mas pelo “desequilíbrio atuarial do regime próprio da previdência dos servidores estaduais”. Os recursos, se liberados, apenas amenizam a situação, uma vez que o ‘rombo” nas contas públicas pode ultrapassar a casa dos R$ 2 bilhões. Segundo levantamento feito pelo Fórum dos Servidores Estaduais, o Governo precisa de pelo menos R$ 1,3 bilhão para honrar todos os compromissos com

receberão recursos por meio do projeto estão Mato Grosso (26%), Minas Gerais (13,3%) e Rio Grande do Sul (9,69%). Já Amapá, Distrito Federal e São Paulo não receberão cotas nesse rateio. Do valor total a que terá direito cada Estado, a União repassará 75% diretamente aos Governos Estaduais e os outros 25% aos seus Municípios. Ainda, de acordo com a redação da lei, a verba será entregue em parcela única, transferida neste mês. Como já ocorreu em anos anteriores, desde 2004, o dinheiro será usado para compensar parcelas de dívidas de Estados e Municípios com a União já vencidas ou, por acordo, daquelas a vencer.

Marcos Garcia/Arquivo

Governador Robinson Faria encaminhou pedido ao Planalto o funcionalismo público até o dia 31 de dezembro. Robinson Faria ainda luta para destravar na Justiça a autorização de antecipação de receita de royalties de petróleo e gás, aprovada pela Assembleia Legislativa. Se conseguir, o que é pouco provável, o Governo anteciparia uma receita de R$ 162 mi-

lhões. Esse valor serviria para concluir o pagamento do 13° salário de 2017. O Governo já disse que não conseguirá pagar a folha de dezembro e o 13° salário de 2018 e adiantou que está trabalhando para concluir a folha de novembro e, se possível, pagar o restante do 13° do ano passado.


4 gerais

DOMINGO, 9 de dezembro de 2018

AGORA É LEI

Consumoevendade bebidaalcoólica são proibidos no Parque Municipal >> A pessoa que portar, carregar ou transportar bebida alcoólica, estará sujeito à multa no valor de R$ 100,00, aplicando-se a penalidade em dobro, no caso de reincidência Assecom/PMM

Maricelio Almeida

Da redação

E

stá proibido o consumo e venda de bebida alcoólica no Parque Municipal Maurício de Oliveira. É o que dispõe a lei 3.679/2018, sancionada pela prefeita Rosalba Ciarlini e publicada no Jornal Oficial de Mossoró (JOM) da última sexta-feira, 7. Conforme a lei, a Prefeitura deverá afixar no Parque Municipal e nas áreas de preservação, em locais visíveis ao público, avisos informando sobre a proibição do consumo de bebida alcoólica. A pessoa que portar, carregar ou transportar bebida alcoólica de forma ostensiva, mesmo que não a comercialize ou consuma, está sujeito à multa no valor de R$ 100,00, aplicando-se a penalidade em dobro, no caso de reincidência. Sem prejuízo da

Parque Municipal de Mossoró recebe uma média de três mil pessoas por mês multa, será aplicado ao infrator a imediata apreensão das mercadorias.

A lei 3679/2018 foi sancionada com veto parcial. O Poder Executivo decidiu

vetar o artigo 4° do projeto, que determinava a realização de busca pessoal quan-

do houvesse “fundada suspeita de que alguém oculte consigo bebida alcoólica ou

!

O Parque Municipal de Mossoró possui uma grande área verde de 78 mil metros quadrados, no Centro da cidade objetos proibidos no Parque Municipal”. Segundo a Consultoria Geral do Município, disciplinar sobre busca pessoal extrapola o limite da competência municipal, “adentrando na competência da União para legislar sobre direito penal e direito processual penal (CF, artigo 22, I) – cabendo ser vetado por vício material e formal de inconstitucionalidade”. O projeto que deu origem à lei é de autoria do vereador João Gentil. O Parque Municipal de Mossoró possui uma grande área verde de 78 mil metros quadrados, localizada no Centro da cidade, às margens do rio Mossoró. É um espaço propício para a prática de corrida e esportes diversos. No local, também é possível realizar trilhas ambientais e exercitarse em academias da primeira e terceira idade.


opinião 5

DOMINGO, 9 de dezembro de 2018

césar santos cesar@defato.com

70 ANOS DE DIREITOS HUMANOS

E

m 10 de dezembro de 1948, a Organização das Nações Unidas (ONU) promulgava a Declaração Universal dos Direitos Humanos (DUDH). Era uma resposta imediata às atrocidades cometidas nas duas guerras mundiais, mas não só isso. Era o estabelecimento de um ideário arduamente construído durante pelo menos 2.500 anos visando a garantir para qualquer ser humano, em qualquer país e sob quaisquer circunstâncias, condições mínimas de sobrevivência e crescimento em ambiente de respeito e paz, igualdade e liberdade. O caráter universal constituiuse numa das principais novidades do documento, além da abrangência de sua temática, uma vez que países individualmente já ti-

''

nham emitido peças de princípios ou textos legais firmando direitos fundamentais inerentes à condição humana. O caso mais célebre é o da Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão, firmada em outubro de 1789 pela França revolucionária. Com um preâmbulo e 30 artigos que tratam de questões como a liberdade, a igualdade, a dignidade, a alimentação, a moradia, o ensino, a DUDH é hoje o documento mais traduzido no mundo – já alcança 500 idiomas e dialetos. Tanto inspirou outros documentos internacionais e sistemas com o mesmo fim quanto penetrou nas constituições de novos e velhos países por meio do instituto dos princípios e direitos fundamentais. Na Constituição brasileira de 1946, os direitos fundamentais já eram consignados, mas é na Carta de 1988 que se assinala a “prevalência dos direitos humanos”. Adotada numa perspectiva internacionalista, multilateral, a DUDH, conforme vários observadores, celebra sete décadas sob a turbulência do ressurgimento de tendências políticas e culturais

Lamento que o mundo não tenha dado passos importantes durante 70 anos."

que renegam os direitos humanos em várias partes do globo. Por ocasião do Dia Mundial da Paz, em 21 de setembro, a diretora-geral da Unesco, Audrey Azoulay, alertou para “a proliferação do populismo e do extremismo, que constituem um obstáculo aos ideais de paz e direitos universais”. “A paz será imperfeita e frágil, a menos que todos se beneficiem dela. Os direitos humanos são universais ou não são”, enfatizou a chefe da Unesco. Ecoou o pressuposto estabelecido por aquele que é considerado o artífice da universalidade da carta, o representante francês na comissão que redigiu a declaração, Renê Cassin: a paz internacional só seria possível se os direitos humanos fossem igualmente respeitados em toda parte. O clamor por esses direitos, portanto, não cessa. E cada vez mais se articula em ações de governos, de organismos como a Anistia Internacional, de organizações não governamentais e da sociedade civil. Contudo, o questionamento aos ditames desse estatuto, que antes poucos ousa-

É NOTÍCIA

e tem dinheiro?

investigação

O governador Robinson Faria (PSD) corre contra o tempo para cumprir o teto constitucional de 12% do orçamento na saúde pública. Ele abriu crédito suplementar de R$ 15,9 milhões para a construção e reforma de unidades, aquisição de material hospitalar e distribuição de medicamentos. O Governo precisa gastar R$ 243 milhões até o dia 31 deste mês para cumprir o teto.

O Ministério Público (MPRN) que saber por que o Governo paralisou as obras da Faculdade de Ciências Naturas (FANAT), no campus central da Uern, e no Hospital Regional Tarcísio Maia. Por meio da 19ª Promotoria de Justiça da comarca de Mossoró, converteu procedimento preparatório em inquérito civil. O Governo tem 10 dias para prestar os devidos esclarecimentos.

As lojas do centro comercial de Mossoró abrem neste domingo, 9, dentro da programação especial do ciclo natalino. As lojas receberão os consumidores das 9h às 14h.

2

Sancionada a lei que proíbe a venda e consumo de bebida alcoólica no Parque Municipal e áreas de preservação de Mossoró. Em caso de descumprimento, o infrator pagará multa de R$ 100,00. O Poder Público terá a responsabilidade de fiscalizar.

3

Hoje, tem a Missa do Vaqueiro na capela de São Teodoro no Planalto 13 de Maio, às 6h30. Em seguida, sairá a 12ª Cavalgada da Luz, dentro da programação da festa de Santa Luzia.

Da redação

O

Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN), por meio da 19ª Promotoria de Justiça da comarca de Mossoró, converteu procedimento preparatório em in-

quérito civil para investigar a paralisação de obras na Universidade do Estado do RN (UERN) e no Hospital Regional Tarcísio Maia (HRTM). Conforme a portaria 0029/2018, assinada pela promotora Patrícia Antunes Martins e publicada na edição deste sábado, 8,

O presidente Temer determinou intervenção em Roraima por problemas semelhantes aos do Rio Grande do Norte, com um agravante: por estas bandas de Poti, o governo Robinson Faria já avisou que não pagará o salário de dezembro e o 13° de 2018, além de dever o restante do 13° de 2017.

facas e garfos A Câmara Municipal de Mossoró se aproxima dos festejos do fim de ano sem as condições de juntar seus inquilinos para a ceia de Natal, dada ao clima de arenga que vive a Casa. Seria temerário juntar três ou quatro vereadores com facas e garfos em cima da mesa.

A ex-procuradora da Assembleia Legislativa Rita das Mercês será ouvida pela Justiça nesta segunda-feira, 10, no processo da "Dama de Espadas". Deve repetir tudo o que disse em delação premiada à Procuradoria da República, quando apontou a turma do colarinho.

mesada

4

O JORNAL DE FATO circulará nesta terça-feira, 11, com a revista especial de Santa Luzia. A publicação trará depoimentos emocionantes de fieis que alcançaram graças da santa dos olhos.

5

Os 64 anos de vida sacerdotal do padre educador Sátiro Cavalcanti Dantas foram festejados neste sábado, 8, pela Diocese de Mossoró. Um nome a ser reverenciado, sempre.

MPinvestiga paralisação de obras no Hospital Tarcísio Maia e na Uern Maricelio Almeida

intervenção

dama de espadas

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REGINA SOUZA

Senadora e presidente da Comissão de Direitos Humanos, sobre os setenta anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos.

vam contestar, cria uma atmosfera de incerteza e, por vezes, de pessimismo. Esse sentimento não é meramente uma manifestação de subjetividade: informe da ONU Brasil dá conta de que 87 mil mulheres no mundo foram vítimas de homicídio em 2017. Desse grupo, aproximadamente 50 mil – ou 58% – foram mortas por parceiros íntimos ou parentes. O Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC) vê estagnação de progressos para proteger as mulheres no ambiente doméstico. “Embora a vasta maioria das vítimas de homicídio seja de homens, as mulheres continuam a pagar o preço mais alto como resultado da desigualdade e discriminação de gênero e estereótipos negativos”, declarou o chefe do organismo internacional, Yury Fedotov. O conteúdo da Agência Senado marcando os 70 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos evidencia que, infelizmente, o mundo não deu passos importantes durante sete décadas. O povo continua escravizado no mundo e no Brasil.

do Diário Oficial do Estado (DOE), o Ministério Público quer saber por que estão paradas as obras de reforma e ampliação do HRTM; a edificação de um prédio destinado ao funcionamento da Faculdade de Ciências Naturas (FANAT), no campus central da Uern, e a

"Ritinha", como é conhecida a "Dama de Espadas", revelou que o governador Robinson Faria (PSD) recebeu mesada de R$ 100 mil/mês do esquema dos "fantasmas", quando presidiu a ALRN entre os anos 2006 e 2010.

Ednei Melo/O Dia

construção do Núcleo Tecnológico de Engenharia de Softwares (NTES), também no campus central da Uern. Entre as medidas adotadas pelo parquet para dar sequência à investigação, estão a requisição de informações junto à Fundação de Apoio à Pesquisa do Rio Grande do Norte (FAPERN), para que ela informe, em um prazo de 10 dias úteis, a previsão de emissão da nota de empenho do saldo remanescente para finalização das obras de construção do Núcleo Tecnológico de Engenharia de Softwares da Uern.

Ministério Público quer saber por que as obras de reforma e ampliação do HRTM estão paradas


6 OPINIÃO/GERAIS

DOMINGO, 9 de dezembro de 2018

CEARÁ

PROSA

Perícia identifica oito dos 14 & VERSO mortos na tragédia em Milagres Escândalo dos Bolsonaro crispinianoneto@gmail.com

>> Das 14 vítimas do tiroteio, seis eram reféns e outras oito são suspeitos de participação na quadrilha que tentou roubar as agências

A

Edson Freitas

Secretaria da Segurança Pública do Ceará confirmou no final da manhã deste sábado (8) a identificação de 8 das 14 pessoas mortas após um tiroteio entre policiais e criminosos durante uma tentativa de assalto a dois bancos na cidade de Milagres (CE). Das 14 vítimas do tiroteio, seis eram reféns e outras oito são suspeitas de participar da quadrilha que tentou roubar as agências. Três criminosos foram presos. A tentativa de roubo aconteceu na madrugada da sexta-feira (7), no Centro de Milagres. De acordo com a Secretaria de Segurança, durante a tentativa de furto cinco criminosos foram baleados nas proximidades das agências e morreram. Outros dois homens foram atingidos por disparos de arma de fogo e foram encaminhados a unidades de saúde da região, mas não resistiram aos ferimentos e morreram no hospital. Um oitavo suspeito foi localizado no município de Barro (CE), onde entrou em confronto com policiais militares, e também morreu. A quadrilha levou seis pessoas como reféns, de duas famílias, até o centro de Milagres, onde ficam as agências do Banco do Brasil e Bradesco. Durante o confronto policial, os seis reféns foram baleados e morreram. Destas seis, cinco são os membros de uma família de Serra Talhada (PE) e um de uma família natural de Brejo Santo. Os corpos das cinco pessoas foram sepultados em Serra Talhada. A polícia vai ouvir o depoimento dos detidos para tentar identificar o restante

!

A quadrilha levou seis pessoas como reféns, de duas famílias, até o centro de Milagres, onde ficam as agências do Banco do Brasil e Bradesco

Vítimas de tiroteio foram levadas para Perícia Forense em Milagres (CE) da quadrilha, de acordo com a Polícia Militar de Milagres. Os policiais investigavam o bando e foram alertados de que eles pretendiam atacar as agências

bancárias de Milagres. Conforme a polícia local, um bando iria atacar as agências do Bradesco e Banco do Brasil, que ficam vizinhas, no Centro de Milagres. Os criminosos inter-

ditaram um trecho da BR116 que dá acesso à cidade e fizeram duas famílias reféns. Oito pessoas foram levadas como escudo humano até os bancos, onde houve a troca de tiros.

desmascara Sérgio Moro

A

Folha de S.Paulo, agredida e ameaçada por Jair Bolsonaro, aquele que pensa que é Deus, resolveu suspender a trégua que concedeu ao capitão para derrotar o PT e mandou o primeiro torpedo contra a frágil família empoderada. Bolsonaro é um santo de pés de barros. Não vai aguentar o bombardeio, nem estando rodeado de generais de ombros estrelados e Sérgio Moro, que agora é ex e não mais juiz empoderado nas trincheiras do Judiciário para fazer política. Diz a Folha de S.Paulo: Chega a ser inacreditável que o ex-juiz Sergio Moro ainda não tenha vindo a público se pronunciar sobre o “Laranjão”, escândalo envolvendo movimentação suspeitíssima e milionária na conta de ex-motorista, segurança e assessor, tudo junto e misturado, do filho de Bolsonaro. Cadê o moralismo fajuto desse sujeito? Cadê a indignação dele com a corrupção. Caiu a máscara. O primeiro grande escândalo do governo Bolsonaro começa antes mesmo da posse do presidente eleito. E já tem potencial para desmascarar meio mundo, a começar pelo juiz Sergio Moro, desde já o futuro homem-forte do novo governo. Mas, antes de falar de Moro, há que lembrar a cena patética do enroladíssimo ministro-chefe da Casa Civil de Bolsonaro, Onyx Lorenzoni: em vez de responder a uma simples pergunta sobre a origem de R$ 1,2 milhão que transitaram pela conta do motorista de Flávio Bolsonaro, Lorenzoni xingou os repórteres, acusou o PT e deixou a entrevista no meio. Questionado sobre a origem do dinheiro, Lorenzoni se enfureceu. “Eu lá sou investigador? Qual é a origem do dinheiro? Quando o senhor [repórter que havia feito a pergunta] recebeu neste mês? Não tem cabimento essa sua pergunta”, esbravejou o ministro, antes de abandonar a entrevista. “Um milhão eu não recebi”, respondeu o repórter. Mas ninguém pode se surpreender com esse sujeito. Afinal, ele é criminoso confesso. No primeiro semestre, admitiu ter recebido dinheiro sujo da JBS. Em resumo: a blindagem de Jair Bolsonaro está no fim. E o governo, no começo do fim...

Samba do Coxinha doido Magno Malta, “um pote até de mágoa”, é só ressentimentos. Além de não se conformar por ter sido preterido na composição do ministério, digase de passagem, uma das raríssimas atitudes dig-

nas de elogios de Bolsonaro, agora está dizendo que não indicou a pastora Damares para ser ministra. O imbróglio não tem fim na costura desse saco de gatos que chamam de governo...

Empréstimo Jair Bolsonaro, capitão do Exército e presidente eleito do Brasil, sob a alcunha de “mito”, começou a triste fase de ter que viver dando respostas a acusações. Com Lula, isso começou depois de dois governos concluídos; com Dilma, depois do primeiro governo concluso. Nada mais fantasioso e ridículo que forjar um empréstimo de R$ 24 mil que nunca houve e que não consta de nenhum registro. Nem na declaração do Imposto de Renda. E vale lembrar que foi por essa via que pegaram Al Capone. Bolsonaro lembra a música Veja Margarida, de Vital Farias: “É o começo do fim ou é o fim”.

Rimando Sérgio Moro, na ganância de uma superministério para dirigir, absorverá o Coaf. Resta saber se isso servirá para o esclareci-

iMAGEM

QUE MARCA Até o fechamento desta coluna na noite de sexta-feira (7), trabalhava-se com a possibilidade de a governadora eleita Fátima Bezerra visitar Pau dos Ferros durante o dia e à noite se encontrar em Mossoró para assistir ao Oratório de Santa Luzia.

mento da bandalheira das grandes movimentações financeiras ou se fará valer a rima de Coaf com “abafe”...


gerais 7

DOMINGO, 9 de dezembro de 2018

Judiciário

Ministro atende público no Tribunal de Justiça amanhã

>> Corregedoria Nacional de Justiça realiza inspeção para verificação do funcionamento dos setores administrativos e judiciais da 2ª instância da Justiça potiguar

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partir desta segundafeira (10) até a sexta (14), a Corregedoria Nacional de Justiça realiza inspeção para verificação do funcionamento dos setores administrativos e judiciais da 2ª instância da Justiça potiguar e das serventias extrajudiciais do Rio Grande do Norte. A abertura será feita pelo corregedor nacional de Justiça, ministro Humberto Martins, às 8h, na Presidência do TJRN. Na segunda-feira, das 16h às 18h, o ministro e corregedor nacional de Justiça, Humberto Martins, estará disponível para atendimento ao público, em sala do andar térreo da sede do Tribunal de Justiça RN, na Cidade Alta. Segundo a determinação do órgão do CNJ, a inspeção será realizada das 8h às 19h. Os trabalhos forenses e/ou prazos processuais não serão suspensos durante o tra-

Assessoria

Tribunal de Justiça do RN recebe o ministro Humberto Martins balho da Corregedoria. Servidores da Corregedoria Nacional de Justiça foram designados para prestar assessoramento aos magistrados durante os trabalhos de inspeção. Nos trabalhos de inspeção, o corregedor terá o

apoio de uma equipe composta pela conselheira do Conselho Nacional de Justiça e desembargadora federal, Daldice Santana, e pelos juízes Márcio Luiz Coelho de Freitas, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF 1);

Kelly Cristina Oliveira Costa, do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF 2); Jorsenildo Dourado do Nascimento, do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM) e seis servidores. A verificação de serviços

de rotina, como cumprimento de prazos processuais, atendimento prestado aos cidadãos e produtividade de magistrados, faz parte do proto-

colo de inspeções, mas a visita da Corregedoria não busca apenas identificar irregularidades. De acordo com o ministro corregedor, esse contato com os tribunais também permite o intercâmbio de experiências, a identificação de potencialidades e o compartilhamento de boas práticas. O Rio Grande do Norte é o quinto e último estado a receber a visita da Corregedoria em 2018, sob o comando de Humberto de Martins. Sergipe, Piauí, Amapá e Distrito Federal foram os primeiros estados do calendário de inspeções do atual corregedor.


8 GERAIS

DOMINGO, 9 de dezembro de 2018

Cedida

Participação

Vice-prefeito de Messias Targino participou de plenária da Fetraf/RN >> Encontro com a governadora eleita, Fátima Bezerra contou com representantes de mais de 50 municípios

O

vice-prefeito e presidente do Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras na Agricultura Familiar (SINTRAF) de Messias Targino, Pôla Pinto, participou na última sexta-feira (7), em Natal, da Plenária Estadual da Fetraf/RN com a governadora eleita Fátima Bezerra, que aconteceu no auditório do Cooperativa Central de Comercialização da Agricultura Familiar de Economia Solidária (CECAFES). Pôla Pinto fez a abertura do evento, destacando a eleição Fátima Bezerra por ser a única mulher eleita governadora nas últimas eleições e por ser a representante de esquerda. Ele também destacou a importância decisiva que teve o interior do Rio Grande do Norte para a vitória de Fátima Bezerra. “A mesma disposição que nós do movimento sindical fretafiano tivemos nas eleições em cada município, onde atuamos, temos para contribuir com o novo governo”, disse ele. O vice-prefeito, que também preside o Sintraf, disse que a agricultura familiar é um dos caminhos para que o governo possa estar chegando em cada município do interior, com um grande diferencial. “A atuação da Fetraf/ RN, em mais de 50 municípios, além das reconhecidas experiências em habitação, produção, comercialização e em diversas políticas públicas, poderá con-

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Pôla Pinto fez a abertura do evento, destacando a eleição da governadora eleita Fátima Bezerra por ser a única mulher eleita governadora nas últimas eleições e por ser a representante de esquerda CIANO MAGNTA AMARELO PRETO

tribuir na construção desse novo momento que o nosso estado começará a viver com o governo de Fátima Bezerra”, enfatizou Pôla Pinto. “O nosso coordenador da Fetraf/RN, João Cabral, é o elo de diálogo com o seu governo”, completou. A coordenadora do grupo Sertão Alegre de Messias Targino, Jocielma Sil-

va, que faz parte do Sintraf, também participou do encontro que reuniu representantes de mais de 50 municípios do RN. “Foi muito proveitoso esse encontro, no qual tivemos a oportunidade de ouvirmos a reafirmação da nossa governadora eleita Fátima Bezerra com a agricultura familiar do estado”, avaliou Jocielma.

Encontro estadual da Fetraf/RN contou com a presença da governadora eleita Fàtima Bezerra e o vice-prefeito de Messias Targino Pola Pinto


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Mossoró (RN), domingo, 9 de dezembro de 2018

Ufersa

Professor e aluno de Medicina durante atendimento em libras a paciente surda

Projeto realiza atendimento em libras para pacientes surdas

>> Iniciativa do curso de Medicina tem capacitado estudantes e profissionais para o atendimento ginecológico e de obstetrícia a mulheres com deficiência auditiva

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É como ser estrangeiro no seu próprio país”, ilustrou Tiago Santiago de Sousa Lopes, médico e professor do curso de Medicina da Universidade Federal Rural do Semiárido (UFERSA), ao descrever a sensação de atender a sua primeira paciente surda pelo projeto de Extensão Práticas Ambulatoriais em Libras, que tem capacitado estudantes e profissionais para o atendimento ginecológico e de obstetrícia a mulheres com deficiência auditiva de Mossoró e região Oeste. A iniciativa do projeto partiu do farmacêutico Francisco Alexandre de Araújo Almeida, técnico de laboratório no Centro de Ciências Biológicas e da Saúde (CCBS) e estudante do curso de Medicina, ao participar de uma formação de línguas brasileira de sinais – libras. “Depois da formação, eu fiquei imaginando a dificuldade que essas pessoas devem encontrar quando precisam de um atendimento de saúde”, justifica

CIANO MAGNTA AMARELO PRETO

ele. O passo seguinte foi um contato mais próximo com a Associação de Surdos de Mossoró (ASMO), de onde veio a confirmação desses obstáculos. A dificuldade de comunicação e a quebra da privacidade no atendimento são os dois pontos que distanciam a comunidade surda dos serviços médicos. Esses fatores se acentuam devido à falta de habilidades dos profissionais com a Língua de Si-

nais e porque, quase sempre, os (as) pacientes vão acompanhados (as) de parentes e amigos para intermediar a comunicação. “A indicação de sintomas e hábitos de vida comunicados pelo paciente ao profissional de saúde é essencial para a construção do diagnóstico, tratamento e prevenção de doenças”. Esses fatores foram vividos de perto pela dona de casa Maria de Fátima da Silva, 41, que pro-

curou a associação para intermediar o atendimento assim que soube do projeto. Ela foi recepcionada pela enfermeira Graciella Jales, responsável pela triagem inicial dos dados antropométricos, como peso e altura, e em seguida encaminhada para o atendimento realizado pelo estudante Arthur Assis, do sexto período, acompanhado do médico Tiago Santiago. “É uma grande

oportunidade porque a gente fica mais à vontade e o acompanhamento é muito cuidadoso”, disse, contente, Fátima, após a consulta. Adriana Angélica da Silva, presidente da Asmo, destaca a importância do projeto para as pessoas envolvidas na associação. “Foi uma grande novidade. Há uma timidez e resistência da comunidade surda. Agora, eles passaram a procurar mais questões

Números

150

29

3

pessoas surdas estão envolvidas na Associação de Surdos de Mossoró.

estudantes do curso de Medicina da Ufersa participam do projeto.

mulheres surdas já receberam atendimento na fase inicial do projeto.

da saúde, passaram a se conhecer mais. Alguns já estavam cansados de não conseguir a consulta porque sempre dependiam de alguém”, relata. O projeto já conta 29 estudantes cadastrados de todos os semestres do curso, que juntamente com os servidores participam da capacitação presencial às terças-feiras para se comunicar em libras e, em seguida, os conhecimentos adquiridos são estabelecidos na prática ambulatorial. Nessa fase inicial, os atendimentos são, prioritariamente, voltados às mulheres no ambulatório de ginecologia e obstetrícia, que têm à frente os professores Tiago Santiago e Osvani da Silva Goes Mendes. “O serviço é gratuito e contribui tanto para o atendimento à comunidade quanto para a formação dos nossos estudantes, que abraçaram a causa e estão muito envolvidos”, diz a professora Osvani. Dois estudantes do curso atuam como bolsista e Adriana Angélica contribui também na condição de prestadora de serviço como instrutora. A iniciativa foi selecionada em edital de projetos 2018 da Pró-Reitoria de Extensão e Cultura (PROEC) da Ufersa e, além dos atendimentos e dos encontros de formação, a equipe também ministra palestras informativas, oficinas e cursos voltados à comunidade surda.


2 MOSSORÓ

DOMINGO, 9 DE dezembro de 2018

cont. da pág. 1

RN tem 192 mil surdos e deficientes auditivos >> 4.800 não conseguem ouvir de modo algum, 36.900 apresentam grandes dificuldades e 150 mil apontam ter alguma dificuldade

D

e acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2010, a deficiência auditiva já respondia por pouco mais de 21% das pessoas que apresentam algum tipo de deficiência. No Rio Grande do Norte, estima-se uma população de 192 mil surdos e deficientes auditivos, sendo que, desse total, 4.800 não conseguem ouvir de modo algum, 36.900 apresentam grandes dificuldades e 150 mil apontam ter alguma dificuldade. O acesso aos serviços de saúde é um direito de todos, sem distinção. A lei 10.436, de 2002, que dispõe sobre a língua brasi-

Ascom/Ufersa

Equipe do projeto de extensão Práticas Ambulatoriais em Libras

outras palavras José Nicodemos

aristida603@hotmail.com

PASSEIOS ANTIGOS

N

ão tem graça nenhuma passear à tarde por essas ruas de prédios de apartamentos, se é que alguém ainda cultiva esse costume antigo. De noite, então, tenho a sensação de deparar, numa esquina qualquer, um vampiro de conto inglês. É um passeio, assim, sem emoções. Estou dizendo assim, mas a verdade é que nunca tive tal experiência. Apenas imagino. Em compensação, esses prédios altos têm a sensacional vantagem de oferecer, pelas horas da tarde e do silêncio da noite, como que uma visão emocional da cidade lá embaixo, com seus encantos e desencantos. Luxos e mazelas. Agora falo de experiência própria, realizada do décimo andar do apartamento de um amigo, pois que moro ao rés do chão. E o que é melhor: entre doses do melhor uísque escocês, viu aí? Gente fina é outra coisa. Mas, mesmo assim, não tive coragem de pôr-me debruçado na varanda, a contemplar, lá embaixo, a cidade à noite. Tenho um santo horror a altura: fico tonto e um frio de morte me percorre a coluna vertebral, a ponto de desmaiar. Assim, sempre guardo uma certa, e prudente, distância da varanda sobre a cidade, e não tem euforia alcoólica que me anime a uma aproximação maior, quanto

mais debruçar-me. Também nunca tentei tal coisa. Dessa maneira, perco boa parte, talvez a melhor da vista panorâmica da cidade. À noite, como desenhada pelo esplendor das luzes da rua. E se a noite vai alta, e é noite de lua cheia, deixo de ser testemunha vampiros porventura escondidos nas esquinas sombrias, como nas esquinas de Londres fechadas pela neve. Desculpem se me estiro muito para chegar ao ponto que aqui interessa, talvez nada a ver uma coisa com a outra, e que é o gosto antigo de passear, de tarde ou à noite, pela cidade edificada rente ao chão. As casas, janelas abertas deixando ver, nos interiores, como digo, o bom gosto dos seus habitantes: o piano, a estante de livros... O cumprimento cordial, mulheres à janela, o perfume de rosas nos beirais, tudo despertava grandes emoções, e a alma como que se lavava das impurezas do labor diário. Experimentando, mais do que uma renovação interior, uma agradável sensação da poesia do interior de cada coisa. No silêncio das coisas simples. Mas os prédios de apartamentos. Como se desdenhassem da cidade lá embaixo, acabaram com o romantismo dos passeios pelas horas do espírito, e estas são as horas das tardes amenas e ventiladas, de quando as cidades nasciam e cresciam, despretensiosas, ao nível do chão.

APOIO POPULAR

DONOS DO MUNDO

GRANDE GOVERNO

É preciso que o povo potiguar empreste total apoio à governadora Fátima Bezerra, no propósito do seu governo de verificar a legitimidade no repasse do duodécimo à Justiça e ao Legislativo.

Todo mundo sabe que o Judiciário e o Legislativo entram com força no dinheiro público, através de altos salários e mordomias, tudo de acordo com sua vontade. São os donos do mundo.

Como dito na coluna de ontem, a governadora Fátima Bezerra terá realizado um bom governo se tiver acabado com essa festança com o dinheiro dos nossos impostos. Que humilha a sociedade.

linguagem PENDURADO AO GALHO ou NO GALHO? Aqui está a dúvida do leitor Mário Alcides, que diz ser de opinião que a primeira regência (com a preposição em) é que está correta. Em verdade, ambas o são, meu caro Mário. Sendo que os clássicos preferem a regência com a preposição a. No caso, o melhor é seguir a orientação do mestre Antenor Nascentes. Ensina ele que, na hora de escrever, cada um escolhe a preposição que lhe pareça mais adequada. Não quer isso significar o achincalhe da língua, mas a liberdade em escolher a preposição de forma inteligente. O que não vale é o absurdo, porque não se explica.

leira de sinais – libras –, já estabelece em seu artigo 3° que as “instituições públicas e empresas concessionárias de serviços públicos de assistência à saúde devem garantir atendimento e tratamento adequado aos portadores de deficiência auditiva”. O projeto de extensão Práticas Ambulatoriais em Libras da Ufersa cumpre importante papel na medida em que as atividades realizadas unindo profissionais e a comunidade surda externa fortalece a permanência e a participação dos surdos no âmbito socioeducacional, além de garantir o sigilo nas consultas e a inclusão da comunidade surda no meio social. “O principal objetivo do projeto é viabilizar o acesso à saúde pela comunidade surda. Muitos são carentes e não podem pagar por uma consulta, a Ufersa abriu as portas. Esperamos que, logo em breve, a gente consiga também estender os atendimentos a outros públicos”, diz Alexandre Araújo, coordenador do projeto.


MOSSORÓ 3

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CIDADE ILUMINADA

Projeto traz o brilho do período natalino que remete à padroeira >> Estrutura conta 42.900 pontos de lâmpadas e microlâmpadas na cidade. Serão 7.600 reutilizadas, além da aquisição de 35.300 com cortinas e mangueiras de LED

U

ma proposta de decoração diferente, que trouxesse à cidade o brilho da época do Natal, ligando o período à luz que remete à Santa Luzia, padroeira de Mossoró. Essa foi a ideia do projeto Mossoró Terra de Luz, criado pela Secretaria Municipal de Cultura no ano passado e que ilumina os principais pontos turísticos da cidade no último mês do ano. Nesta época do ano, além de deixar a cidade mais bonita, a iluminação especial instalada pela Prefeitura de Mossoró tem o objetivo de fortalecer as festividades de Santa Luzia, que acontecem de 3 a 13 deste mês, fomentar o comércio local para as festas de fim de ano e, principalmente, levar às pessoas o espírito natalino. A iluminação do projeto Mossoró Terra de Luz começou a ser instalada na cidade neste ano ainda no início do mês de novembro,

Pacífico Medeiros

!

Praça Cícero Dias foi um dos primeiros ponto da cidade a receber iluminação especial este ano

e deve seguir iluminando até os primeiros dias de janeiro de 2019, contando

42.900 pontos de lâmpadas e microlâmpadas instaladas na cidade. Serão 7.600

Iluminação especial segue o roteiro da procissão da padroeira Santa Luzia A novidade para este ano é que a iluminação natalina estará presente em todo o percurso da procissão de Santa Luzia, que sairá da Paróquia de São Paulo, no bairro Nova Betânia, na próxima quintafeira, 13. A tradicional procissão da padroeira de Mossoró costuma trazer romeiros de várias partes do Rio Grande do Norte, do Nordeste e até do país para a cidade. “Mossoró surgiu do sítio de

ruas do Centro, com destaque para o Corredor Cultural, que neste período passa a ser Corredor de Luz, o entorno da Catedral de Santa Luzia, onde a prefeita Rosalba Ciarlini fez pessoalmente a ligação das lâmpadas no último dia 3, além da Praça Rodolfo Fernandes, pontes que ligam o Centro à Ilha de Santa Luzia, Praça Duque de Caxias, Avenida João da Escóssia e Praça do Rotary. O secretário municipal de Cultura, Eduardo Falcão, idealizador do projeto, informou que também fazem parte do Mossoró Terra de Luz o centro comercial da cidade, corredor cultural e alguns prédios públicos, incluindo a Estação das Artes Eliseu Ventania, Memorial da Resistência, Teatro Municipal Dix-huit Rosado, Praça da Convivência e Secretaria da Fazenda.

Santa Luzia. Então, nada mais justo do que em um projeto grandioso, como este, homenagear a nossa padroeira. A iluminação é instalada neste período pela tradição católica e a festa de Santa Luzia tem tudo a ver com essa iluminação”, continuou o secretário de Cultura. Da paróquia de São Paulo, a procissão segue pela Rua Antônio Vieira de Sá, esquerda com Rua Felipe Camarão, esquerda

com Avenida Rio Branco, direita com Avenida Augusto Severo e esquerda com Idalino de Oliveira, até chegar à catedral. “Nesses 13 pontos, teremos apresentação de corais das escolas públicas municipais, da Banda de Música Arthur Paraguai, entre outras atrações”, disse o secretário de Cultura, Eduardo Falcão. O Mossoró Terra de Luz neste ano também foi instalado na torre da catedral de Santa Luzia. “É um local

reutilizadas do ano anterior, além da aquisição de 35.300 com cortinas e man-

alto, onde as pessoas avistam, abrilhantando mais a cidade e a festa”, comentou Eduardo Falcão. O secretário de Cultura explicou que a iluminação especial estará presente em três diferentes momentos da procissão. “O primeiro momento neste ano será na instalação da torre da igreja. “O segundo ato será na procissão, quando faremos algumas intervenções, com algumas apresentações artísticas durante o percurso. O terceiro momento é o que chamamos de corredor de luz, que será no Corredor Cultural, onde vai ter a presença de Papai Noel na Praça Cícero Dias, com vários equipamentos e apresentações”, frisou.

gueiras de LED. As lâmpadas estão sendo instaladas nas principais

Projeto Mossoró Terra de Luz, criado pela SMC no ano passado ilumina os principais pontos turísticos da cidade no último mês do ano

Polo Papai Noel é mais uma atração do Mossoró Terra de Luz Além de iluminação especial, o projeto Mossoró Terra de Luz também vai contar com a presença do Papai Noel. O bom velhinho vai receber as crianças de 14 a 22 de dezembro, das 17h30 às 19h30, na Praça Cícero Dias, a “Praça do Teatro”. A Secretaria Municipal de Cultura iniciou nesta quarta-feira, 5, a montagem da estrutura do Corredor de Luz, uma programação especial do Corredor Cultural da Avenida Rio Branco, dentro dos festejos do Mossoró Terra de Luz. A estrutura está sendo preparada para a chegada de Papai Noel no próximo dia 14, na

Praça Cícero Dias. De acordo com o secretário de Cultura, Eduardo Falcão, a programação do Corredor de Luz contará com música, dança, teatro, coral da rede municipal de ensino, feira de artesanato, espaço para maquiagem infantil, sorteio de brindes para as crianças e praça de alimentação. “Teremos uma performance da Companhia Gesto de Dança na chegada de Papai Noel, com uma apresentação lúdica de personagens do contexto natalino”, destacou. O Corredor Cultural também já está recebendo uma iluminação especial de final de ano.


4 MOSSORÓ

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Crescimento

Avanço na pós-graduação transforma perfil da Uern e impulsiona pesquisa no Estado

>> Instituição saltou de três cursos de mestrado em 2007, para 21 cursos de mestrado e quatro de doutorado neste ano

N

a última década, a Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN) vivenciou expressivo avanço no que se refere à pesquisa e pós-graduação. A universidade saltou de três programas de pósgraduação, com três cursos de mestrado (Física, Ciência da Computação e Letras) em 2007, para 19 programas, sendo 21 cursos de mestrado e quatro de doutorado. “A evolução na pósgraduação nessa curta trajetória, de dez anos, é uma prova categórica que a universidade vem empreendendo esforços para o cumprimento do seu papel, que é gerar oportunidades de altíssima qualidade”, diz o pró-reitor de Pesquisa e Pós-Graduação, Rodolfo Lopes Cavalcanti. Somente neste ano, foram 156 alunos de mestrado e um doutor titulado. Atualmente, a universidade conta 812 alunos matriculados em cursos de mestrado e 85 em doutorado, dos quais, 101 pós-graduandos têm bolsas Capes/ Fapern. Além disso, a Uern conta nove bolsas do Programa Nacional de PósDoutorado (PNPD) da Ca-

Wilson Moreno

Mestrado em Ciência da Computação é uma das primeiras pós-graduações na Uern

pes. As bolsas de pós-graduação totalizam mais de R$ 1,53 milhão. Para Rodolfo Cavalcanti, o crescimento na pósgraduação é reflexo de uma política institucional que a universidade vem adotando nos últimos anos,

seja na capacitação do corpo docente, seja no sentido de absorver docentes já capacitados por meio dos últimos concursos públicos. “Recentemente, tivemos um concurso e a maior parcela dos profissionais

incorporada ao quadro da universidade já vem com o título de doutor”, ilustra o pró-reitor. Paralelo a isso, desde os últimos anos a universidade vem empreendendo esforço na política de capacitação. “A gente tem conseguido capacitar

nossos professores em larga escala, de modo que quase 95% do nosso corpo docente são formados por mestres e doutores, e hoje o número de doutores ultrapassou o de mestre. Temos um corpo docente altamente qualificado e que

se reflete nas pesquisas e no aumento das ofertas de pós-graduação”, frisa. O pró-reitor enfatiza que o aumento na oferta de programas de pós-graduação reflete diretamente na produção científica dentro da universidade, tanto de forma quantitativa quanto qualitativa. “A pesquisa de pós-graduação é de maior robustez e isso significa dizer que é uma pesquisa com maior complexidade, maior aprofundamento e isso requer muitas vezes a construção de uma rede colaborativa, que envolve outros professores desta ou de outras instituições, alunos de pós-graduação e os alunos da graduação”, afirma. Ele destaca que nos últimos anos houve um aumento importantíssimo no número de pesquisas. “Temos pesquisa de qualidade, com publicações envolvendo uma grande parcela de pesquisadores”. Somente no ano passado, foram 626 artigos em periódicos e 459 livros e capítulos de livros publicados por docentes e discentes dos programas de pós-graduação. “À medida que a gente incorpora um programa de pós-graduação no âmbito de uma universidade significa dizer que a gente vai começar a trabalhar essa formação com uma maior excelência. Essa pós-graduação reflete em benefícios para a graduação já existente porque é um espaço de laboratório para o aprimoramento de práticas, então, a gente tem um benefício interno, institucional, mas à medida que temos pós-graduação e pesquisas mais robustas ganha também a sociedade porque todas essas pesquisas, direta ou indiretamente, se revertem em benefícios para a comunidade”, finaliza o pró-reitor.

Wilson Moreno

SAIBA MAIS A Uern está com processo de seleção aberto para diferentes cursos de mestrado. Os editais dos processos seletivos estão disponíveis no site www.uern.br. Confira as ofertas e prazos:

dezembro através de preenchimento de formulário on-line, disponível no site da UERN Data da Prova: 6 de fevereiro de 2019 Resultado: 28 de fevereiro de 2019

Programa de Pós-Graduação em Ciências Naturais (PPGCN)

Mestrado e Doutorado do Programa de Pós-Graduação em Física da UERN (PPGF)

Vagas: 26 - Prazo de inscrição: Até 21 de dezembro, na Secretaria do PPGCN, no Campus Central, de segunda a sexta-feira, no horário das 8h às 11h e das 13h às 16h. Data da Prova: 6 de fevereiro de 2019 Resultado: 7 de março de 2019 Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais e Humanas (PPGCISH)

Vagas: 21 - Linhas de Pesquisa: “Linguagens, Memória e Produção de Saberes” e “Cotidiano, Identidades e Subjetividades”. Prazo de Inscrição: Até dia 20 de dezembro, de segunda a sexta-feira, das 9h às 11h e das 13h às 16h, na Secretaria do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais e Humanas/Faculdade de Filosofia e Ciências Sociais (FAFIC) Data da Prova: 4 de fevereiro de 2019 Resultado: 22 de fevereiro de 2019 Programa de Pós-Graduação em Ciências da Linguagem (PPCL)

Pró-reitor Rodolfo Cavalcanti destaca que a Uern oferece oportunidades de altíssima qualidade

Vagas: 22 - Linhas de Pesquisa: “Estrutura e funcionamento da linguagem” e “Linguagens e práticas sociais”. Prazo de Inscrição: até 23h59 do dia 28 de

Vagas: 12 mestrado e 12 doutorado Prazo de Inscrição: até 5 de fevereiro de 2019, de segunda a sexta-feira, no horário das 7h às 11h e das 13h às 17h. Data da Prova: 11 de fevereiro de 2019 Resultado: 27 de fevereiro de 2019 Programa de Pós-Graduação em Ensino (PPGE)

Vagas: 29 - Linhas de Pesquisa: “Ensino de Ciências Exatas e Ambientais”, “Ensino de Ciências Humanas e Sociais” e “Ensino de Línguas” Prazo de Inscrição: Até 21 de dezembro Data da Prova: 13 de fevereiro de 2019 Resultado: 29 de março de 2019 Programa de Pós-Graduação em Geografia (PPGEO)

Vagas: 23 - Linhas de Pesquisa: Paisagens Naturais e Meio Ambiente Prazo de Inscrição: até o dia 1º de fevereiro de 2019 Data da Prova: 11 de fevereiro de 2019 Resultado: A partir de 1° de março de 2019


segurança 5

DOMINGO, 9 de dezembro de 2018

Marcos Garcia

Serviços essenciais são contemplados por projeto do Judiciário >> O projeto “Devolver para Reparar” é uma iniciativa do Judiciário do RN, que tem a finalidade de usar os recursos das penas pecuniárias para realizar investimentos em serviços essenciais do estado. São R$ 500 mil destinados a instituições

C

onforme determinações da Justiça brasileira, qualquer pessoa que cometa crimes ou delitos está sujeita ao cumprimento ou pagamento de penas. A Constituição Federal prevê cinco tipos de penas para quem comete infrações. São elas: a privação ou restrição da liberdade; a perda de bens; a multa; a prestação social alternativa; e a suspensão ou interdição de direitos. Já o Código Penal classifica as penas em privativas de liberdade, restritivas de direitos e multas. Entre as penas restritivas está a pena pecuniária, que remete à perda de direitos de quem cometeu o delito. Esta pena consiste no pagamento em dinheiro de valores determinados pela Justiça para delitos de menor potencial ofensivo. São considerados de menor potencial ofensivo os crimes cometidos sem violência ou grave ameaça, sem previsão de regime fechado. O valor adquirido com as penas pecuniárias é de responsabilidade do Judiciário, que determina o

ACESSE

destino dos recursos. No Rio Grande do Norte, o Tribunal de Justiça desenvolveu um projeto que destina o valor arrecadado com o pagamento dessas penas para projetos que dão retorno à sociedade. Em 2014, foi criado o projeto “Devolver para Reparar”, tem o objetivo de usar esse recurso na manutenção de vários serviços públicos. A intenção é fazer que o dinheiro volte para a sociedade. O projeto é executado em várias

cidades do estado, e em Mossoró é desenvolvido pelos Juizados Especiais da comarca. Em cinco edições realizadas pela comarca de Mossoró, houve um investimento de R$ 500 mil para entidades dos segmentos da segurança, educação e saúde. Entre as ações, estão a reforma de uma quadra de esportes, aquisição de equipamentos de segurança predial, compra de cadeiras de rodas e colchões hospitalares, recuperação de uma

delegacia que sofre com infiltrações, rachaduras e panes elétricas. “O Devolver para Reparar é uma função extrajudicial, quando o Judiciário vai além da sua função de julgar, pois estamos aqui nesse momento devolvendo à sociedade esse dinheiro que foi arrecadado em razão do cometimento de crimes”, afirma o juiz Paulo Maia, criador do projeto e titular do 4° Juizado Especial de Mossoró, de onde saíram os recursos

Valor arrecadado com penas deve ser usado em entidades A resolução 154/2012 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) determina que os recursos oriundos das penas pecuniárias devem ser depositados em conta bancária vinculada às Varas de Execução Penal (VEPs) ou Varas de Penas e Medidas Alternativas (VEPMAs). Esses valores ficam em contas judiciais e

são destinadas pelo Judiciário a entidades que apresentem projetos técnicos, conforme os editais publicados pela Justiça. Ainda conforme a resolução, apenas as entidades, sejam elas públicas ou privadas, com finalidade social e conveniadas à segurança pública, educação e saúde, podem receber essa

verba. Entre elas, estão as que promovam ressocialização de detentos e egressos do sistema carcerário, prevenção da criminalidade e suporte às vítimas dos crimes. Os juízes titulares das varas podem, também, repassar os valores recebidos como pena pecuniária às vítimas ou dependentes dos crimes relacionados à

distribuídos nessa edição. O diretor do foro da comarca de Mossoró, juiz Breno Valério Fausto de Medeiros, afirmou que o projeto é uma prestação de contas à sociedade. “É um devolver para a nossa sociedade, através dos valores para emprego nos projetos sociais, que traz uma legitimidade para toda a nossa atuação, notadamente porque demonstra trabalho, efetividade e devolução para a nossa so-

ciedade do que lhe foi tirado por meio das práticas delitivas.” Ele comemorou a representatividade dada na distribuição dos recursos. “Fico feliz ao ver que toda a nossa sociedade, distribuída em seus mais diversos segmentos, está hoje aqui sendo contemplada com essas prestações pecuniárias. Nosso Judiciário é forte, é prestativo, é efetivo e trabalha com o cidadão”, afirmou o diretor do foro.

decisão. O artigo 2° da resolução prevê que os valores depositados, devido à aplicação de pena pecuniária, “serão, preferencialmente, destinados à entidade pública ou privada com finalidade social, previamente conveniada, ou para atividades de caráter essencial à segurança pública, educação e saúde, desde que estas atendam às áreas vitais de relevante cunho social, a critério da unidade gesto-

ra”. O valor das penas pecuniárias não pode ser usado para o custeio do Poder Judiciário, para a promoção pessoal de magistrados ou integrantes das entidades beneficiadas e, no caso destas, para pagamento de quaisquer espécies de remuneração aos seus membros, para fins político-partidários e para entidades que não estejam regularmente constituídas.


6 segurança

DOMINGO, 9 de dezembro de 2018

Melhorias

Projeto priorizou incentivos na área da segurança >> Investimentos feitos em áreas públicas do RN beneficiaram a população. Foram reformadas delegacias e entregues recursos para entidades de estudo e pesquisa

O

s investimentos do projeto “Devolver para Reparar” que foram destinados para as entidades de segurança, saúde e educação trouxeram muitas melhorias para o município. O juiz Paulo Maia, criador do projeto e titular do 4° Juizado Especial de Mossoró, informou que a prioridade foi dada à área da segurança, já que muitas delegacias precisavam passar por reforma. Esses investimentos na área da segurança deram mais qualidade aos serviços prestados em Mossoró. “Nós tivemos uma melhoria importantíssima em todas as Delegacias de Polícia de Mossoró, que estavam precisando demais desses recursos, inclusive na própria parte de segurança das unidades, bem como nos batalhões da Polícia Militar e até mesmo na Cadeia Pública, nós intervimos com essa

Marcos Garcia

Além de delegacias, Instituto Amantino Câmara foi um dos beneficiados

ajuda, por meio de projetos, elaborados de forma técnica pelos responsáveis por essas unidades”, disse Paulo Maia. O Ciosp e a Polícia Ro-

doviária Federal também já foram beneficiados pelo projeto. Responsável pela Delegacia de Defraudações de Mossoró, o delegado José Vieira de Castro confir-

mou a importância que o projeto Devolver para Reparar teve para dar melhores condições de funcionamento à unidade e de atendimento à população.

“Nós praticamente mudamos toda a estrutura e a visão sobre as delegacias em Mossoró. A população se sente mais acolhida e mais satisfeita com a quali-

dade do serviço prestado, o servidor público produz mais. Esses alvarás revitalizaram o funcionamento das nossas delegacias. Agradecemos bastante ao Poder Judiciário por essa iniciativa que alavancou a nossa estrutura.” Após a prioridade dada à segurança, o atual edital contemplou, em sua maioria, entidades beneficentes como a Liga Mossoroense de Estudos e Combate ao Câncer, o Instituto Amantino Câmara, o Grupo de Apoio à Criança com Câncer, as Aldeias Infantis SOS Brasil e a Associação dos Pais e Amigos dos Autistas. Prestes a completar 117 anos de atuação, o Instituto Histórico e Geográfico do RN também foi um dos contemplados. Seu diretor, Ormuz Barbalho Simonetti, ressaltou que o alvará vai possibilitar dotar o órgão de melhores condições de segurança para a preservação de ser acervo. “Nós tomamos conta de toda a memória do Estado do Rio Grande do Norte. Somos responsáveis pela guarda de documentos, livros e peças de mais de 400 anos de história. Nosso acervo histórico é muito grande e nós não temos a segurança que deveríamos ter. Esse alvará vai nos dar essa condição”, disse Ormuz.


esporte 7

DOMINGO, 9 de dezembro de 2018

RETROSPECTO

Entenda o projeto que pode 'terceirizar' o Botafogo

da gestão de Benjamim no Potiguar

No último mês de outubro, o vice-presidente de finanças do Botafogo Luiz Felipe Novis, revelou ao LANCE! que uma "solução definitiva" estava sendo desenhada para os graves problemas financeiros do clube. Posteriormente, e mais intensamente nesta semana, o Uol e outros veículos mencionaram a intenção dos Irmãos Moreira Salles de contribuírem para a diminuição do rombo no cofre do clube. Os torcedores alvinegros também se empolgaram com a possibilidade de intervenção no departamento de futebol alvinegro. Mas é preciso ter calma. Muita calma. Há, concretamente, um estudo da empresa Ernst & Young em curso sobre o real e detalhado estado do clube. A partir de então, o resultado será apresentado e o melhor modelo de trabalho será proposto. Possivelmente, mais de um modelo de gestão será apresentado. Os Irmãos Moreira Salles já haviam sido decisivos para a compra do Espaço Lonier, que vai abrigar o centro de treinamentos do time profissional e de parte das categorias de base alvinegras. E existe por parte dos Irmãos a concreta intenção de, resumidamente, comprar parte da volumosa dívida do clube em troca de, em termos ainda a serem consolidados, se responsabilizarem por eventuais resultados financeiros positivos do departamento de futebol. Em oposição às baixas receitas anuais, as dívidas do Glorioso somam R$700 milhões, aproximadamente. Deste montante, ao menos metade é de transferência viável, pelo entendimento do clube. Débitos já equacionados têm condições mais delicadas para serem mexidos. O que se vislumbra como uma espécie de "terceirização" ou "profissionalização" do futebol botafoguense, talvez separando-se das demais áreas do clube, soa como música para ouvidos da torcida. Pelo tamanho da parceria e por se tratar de um projeto que pretende mudar o patamar de investimento do Botafogo, o negócio vai precisar ser discutido pelo Conselho Deliberativo do clube. A ideia e a maior preocupação tanto do lado do clube quanto dos Irmãos Moreira Salles é que se promova uma solução.

Ter bom começo é desafio >> Benjamim está no 5º mandato no clube e somente no quarto, ele conseguiu formar um time regular do começo ao fim das disputas

A

o longo do tempo, a gestão Benjamim Machado à frente no Potiguar tem encontrado dificuldades quando o assunto é montagem do elenco para o Campeonato Estadual. Neste sentido, tem sido desafiado iniciar a competição com uma equipe consistente. Benjamim está em seu quinto mandato no clube e, somente no quarto, ele conseguiu formar um time regular do começo ao fim das disputas, embora não tivesse vencido o Estadual. Isso aconteceu em 2016, com a equipe então comandada pelo mineiro Bira Lopes, terminando na 3ª colocação. Nos outros anos da administração de Benjamim, o Potiguar sempre se deu mal no começo – o que compromete geralmente o resultado final –, precisando trocar de treinador e de jogadores com a bola rolando na tentativa de melhorar o rendimento nos jogos. Tal reformulação gerou desgaste e, sobretudo, levantamento financeiro. Nos primeiro e segundo mandatos(2005e2010/2011 respectivamente), o alvirrubro teve participação modesta no campeonato, sem ameaçar à concorrência na parte de cima da tabela. Em 2005, o clube terminou na 7ª colocação, em 2010 na 5ª e em 2011 em sexto lugar. No entanto, vale destacar ainda em 2005, com a

Marcelo Diaz

e não conseguir viabilizar para ter um investimento melhor no time na pré-temporada, como vem acontecendo ao longo do tempo? Para a crítica, a falta de planejamento no âmbito administrativo e também técnico é o grande pecado da gestão de Benjamim no Potiguar ao longo do tempo. Para 2019, restará saber se o passado serviu de lição ou se seguirá batendo na mesma tecla.

SENTIMENTO AO CLUBE Mesmo alvo de críticas, Benjamim vem demonstrando ser um soldado a serviço do clube. São cinco mandatos cumpridos à risca, sem abandonar o barco, à exceção de 2016, quando ele precisou se afastar para se candidatar a vereador. A experiência e disponibilidade de tempo também justificam sua longevidade como dirigente ativo em prol do Potiguar.

Neste ano, a luta do Potiguar foi mais contra o rebaixamento do que por classificação

Copa RN disputada em paralelo ao Estadual, o alvirrubro acabou em 2° lugar, perdendo a final para o ABC. Lembrando que em 2010, além do Estadual, o Potiguar disputou a Série D do Campeonato Brasileiro, perdendo todos seis jogos da 1ª fase, ou seja, o clube seria rebaixado de divisão

se tivesse uma Série E. No Estadual de 2011, o sexto lugar veio à duras penas. A equipe chegou à última rodada precisando vencer o Assu para escapar do rebaixamento. Os dias que antecederam esse jogo foram tenso devido ameaça dos atletas de não entrar em campo por conta dos salários atrasados.

Ano e colocação do Potiguar em estaduais na gestão de Benjamim Machado: 1º mandato – 2005 (7º lugar) 2º mandato – 2010 (5º lugar) a 2011 (6º lugar) 3º mandato – 2012 (8º lugar) a 2013 (campeão) 4º mandato – 2016 (3º lugar) 5º mandato – 2018 (6º lugar) e 2019 ( ? )

Explicação gera controvérsia A falta de recursos, advinda da crise econômica e também da “debandada” de abnegados tradicionais, para formar um time forte já na pré-temporada, tem servido de alegação sempre nas entrevistas concedidas por Benjamim Machado e seus aliados nos últimos tempos. Sem dinheiro, contrata-

O Potiguar goleou o Assu por 5x2, exorcizando o fantasma do rebaixamento. Naquela partida, o “Camaleão do Vale”, que não tinha mais chance de cair e nem de se classificar, entrou com time reserva. O jogo marcou a despedida do ídolo da torcida, Canindezinho, que marcou um gol de pênalti. Em 2012, ano em que Benjamim renovou o mandato (o seu terceiro), a equipe brigou nas últimas rodadas contra o rebaixamento, terminando em 8° lugar num campeonato com 10 participantes – naquele ano o Caicó foi rebaixado. Em 2013, no segundo ano do seu 3° mandato, veio à redenção. Com Benjamim

segurando o bastão, o Potiguar se sagrou campeão, ganhando o 2° titulo Estadual na sua história – o primeiro foi em 2004 com Manoel Barreto (in memoriam) sendo o presidente. Mesmo tendo erguido a taça nesse ano, o alvirrubro encontrou serias dificuldades devido ao “tradicional” início, precisando trocar vários atletas e treinadores, conseguindo engrenar para valer somente na reta final. Só entre técnicos foram quatro – Gilberto Gaúcho, Edinho Cardoso (interino), Samuel Cândido e Celso Teixeira – sendo esse ultimo o campeão. Considerando a reformulação, um título que custou caro para os padrões do clube, graças ao robusto apoio financeiros dos parceiros e abnegados. No atual mandato de Benjamim, o Potiguar sofreu no Estadual deste ano. O time começou a competição sendo goleado em casa para o Assu (1x4) e passou rodadas sem vencer um jogo. Na mudança de técnico (saiu Dario Lourenço, chegou Emanoel Sacramento) e também de atletas, a equipe reagiu, passando a vencer as partidas, mas a luta foi mais contra o rebaixamento do que por classificação ao topo da tabela. A equipe terminou em 6° lugar a frente apenas de Força e Luz e Baraúnas – o rival tricolor acabou rebaixado.

se dentro das possibilidades, observando o “bom e barato”, para ao final poder honrar os compromissos. Mas se fizer uma análise entre contratações de tal gênero considerando os últimos anos, são mais erros do que acertos, e no final das contas o barato sai caro. Ou seja, o barato necessa-

riamente não significa ter um bom produto; depende do olhar clínico – conhecimento técnico – de quem o contrata. E a justificativa da falta de recursos gera controvérsia. Como é possível levantar dinheiro para demitir vários atletas e trazer outros tantos com o campeonato em curso


8 OPINIÃO/esporte

DOMINGO, 9 de dezembro de 2018

fábio oliveira fabiowillard@hotmail.com

fabio willard de oliveira

Presidente pede licença do cargo

O

empresário João Dehon pediu na semana que passou afastamento temporário da presidência da Liga Desportiva Mossoroense (LDM). Pretende dedicar-se a assuntos familiares por um período estimado de seis meses, devendo retornar ao posto logo em seguida. Até lá, Marcos Antônio, presidente do filiado Ferroviário e atual vice-presidente da Liga, é quem responde pelo posto, tendo o diretor Lenilton Silva e o administrador do No-

gueirão, Rocelito Miranda, auxiliando nessa administração temporária. A ausência de Dehon no cargo de presidente neste período não implica, porém, distanciamento total, devendo prestar auxílio aos seus pares dentro de suas condições, respeitando os motivos pelos quais pediu afastamento. A rotina e projetos da LDM com suas competições para o ano que vem seguem normalmente, inclusive com novas disputas implantadas.

iMAGEM QUE MARCA

Cedida

''

É muito bom ser campeão chegando em primeiro lugar!” Massal, massagista do Potiguar, comemorando a conquista de 2013. Sem palavras...

SEM ALTERAÇÃO O torcedor do Mossoró Esporte Clube deve se perguntar se o afastamento de Dehon da presidência da LDM compromete os destinos do clube em 2019. Acredito que não.

SEM ALTERAÇÃO II

Dehon tem assessores que seguem tocando os projetos do clube, dando e recebendo todo suporte. Seu retorno deve acontecer no meio do ano, quando começa o planejamento para a disputa da segunda divisão.

BEACH SOCCER

Segue aberta a inscrição à I Copa de Beach Soccer em Tibau, categorias Aberto e Máster. Nesta semana, acontece o congresso técnico para divulgação da tabela. Informações pelos fones (84) 98611-7144 e 987711041. A competição terá cobertura da TCM, 95 FM e Portal F9.

FUTSAL FEMININO

Acontece às 9 horas deste domingo (9), na quadra da Escola Manoel Assis, no bairro Boa Vista, o 1° Torneio Oxente de Futsal Feminino. A entrada custa 1 kg de alimento não perecível.

Time do Humaitá em 1973: Rogério, Laerte, Quincas, Tiziu, Tião, Xexéu e Couto; Bola 7, Evaristo, Aldemir, Lino, Gil e Rocha.

A semana na história Na próxima terça-feira (11), Júnior de Maria de Nêgo, nome dos tempos de criança, ou simplesmente Alcindo Júnior, comemora 59 anos de idade. Excelente comentarista esportivo e ex-vice-presidente do Potiguar, Alcindo é gente do bem e hoje curte merecidamente sua aposentadoria. Parabéns, amigo!

NOGUEIRÃO SENDO PREPARADO A LDM realiza recuperação do gramado e pequenos reparos no Nogueirão, visando à temporada de 2019. Antes do início do estadual, a entidade já deverá ter em mãos os laudos técnicos renovados. A exceção é o laudo dos Bombeiros, cuja validade vai até o meio do ano que vem.

Torcedor Futebol Clube Kleginaldo Santos

CORRIDA DA VIRADA

Já está aberta a inscrição à Corrida da Virada, que acontece no dia 29 de dezembro, às 15 horas, no Corredor Cultural, no centro de Mossoró. Serão 5 km e seis categorias. Informações pelos fones 99701-3136 e 996406008.

SÓ LEMBRANÇAS

A 16ª edição terminou já há algumas semanas. Outra já está em preparação, mas a organização, que pagou premiação integral, ainda aguarda pagamento da inscrição por parte das seleções de Paraú e Angicos.

PRESTANDO CONTAS

A administração provisória do Baraúnas divulgou o balanço da Domingueira na Toca do Leão, realizada há uma semana, visando levantar fundos para quitação de dívida do clube com a Cosern.

PRESTANDO CONTAS II

Bairro Belo Horizonte

Pelos números apresentados, o evento deixou um saldo positivo de R$ 10.900,00. Ainda é distante do valor devido à Cosern, que ultrapassa os R$ 60 mil, mas já mostra a seriedade do trabalho da diretoria e engajamento dos torcedores. Os números detalhados, o leitor encontra no Portal F9 (www.f9.net.br).

Torcedor do São Paulo

DAS 11 ÀS 13H

Domingueira CLAUDER ARCANJO

na toca do leão

Escritor e editor da Sarau das Letras

música ao vivo feijoada torneio sorteio de uma tv 32' philco Contatos: 9 8813-1014 9 9471-7010 9 8864-7902


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@defato_rn

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Mossoró (RN), DOMINGO, 9 de dezembro de 2018

Rendimentos

RN tem cerca de 66 mil pessoas em extrema pobreza FABINO SOUZA

Da Redação fabianosouz@hotmail.com

A

população do Rio Grande do Norte empobreceu quase 2% nos últimos 12 meses, segundo informações do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que divulgou na última quarta-feira (5) a Síntese de Indicadores Sociais (SIS), relatório sobre o quadro social do Brasil. O levantamento mostra que em apenas um ano, o número de potiguares vivendo em situação de extrema pobreza aumentou 1,8%. Ou seja, o percentual de habitantes do estado nesta condição subiu de 9,9%, em 2016, para 11,7%, em 2017. Diante disso, pode-se afirmar que aproximadamente 66 mil pessoas no RN estão abaixo da linha da extrema. De acordo com as definições do Banco Mundial, as pessoas nessa situação são aquelas com rendimento inferior a US$ 1,90 por dia ou R$ 140,00 mensais. Além de potiguares na extrema pobreza, também houve aumento da proporção daqueles que vivem abaixo da linha de pobreza, índice que mapeia aqueles que vivem com US$ 5,5 por dia ou R$ 406,00 por mês. Se em 2016, 36,9% da população estava nessa situação, em 2017 o percentual subiu para 39%, o que indica que pouco mais de 1,3 milhão sobrevivem com

>> Estudo do IBGE mostra que em apenas um ano, o número de moradores do RN vivendo em situação de pobreza aumentou 1,8%. Ou seja, subiu de 9,9%, em 2016, para 11,7%, em 2017 pouco mais de R$ 400,00 mensais. O SIS aponta que o aumento de pessoas com rendimentos abaixo do ideal em Natal é ainda maior do que no restante do estado. A proporção de habitantes na faixa de extrema pobreza na capital potiguar subiu de

4,2% em 2016 para 9,1% ano passado. Dessa forma, o IBGE indica que 80,4 mil natalenses vivem com até R$ 140,00 por mês. Já uma população de 259,8 mil pessoas vive com até R$ 406,00 mensais. O resultado dessa queda na qualidade de vida da po-

2017, as quatro atividades que perderam trabalhadores foram Agropecuária (-15,9%), Administração pública (-12,14%), Indústria (-7,9%) e Construção (-6,4%). Já os Serviços domésticos (0,7%) percorreram uma trajetória inversa: redução de 2,9% até 2014 e elevação de

Agência Brasil

Situação de pobreza em que se encontra a população potiguar é reflexo do desemprego que atinge o país

O Brasil tem um contingente de 54,8 milhões de pessoas na linha de pobreza A Síntese de Indicadores Sociais (SIS) analisou o tema pobreza utilizando diferentes medidas que mostram o aumento da pobreza entre 2016 e 2017. Segundo a linha de pobreza proposta pelo Banco Mundial (rendimento de até US$ 5,5 por dia, ou R$ 406,00 por mês), a proporção de pessoas pobres no Brasil era de 25,7% da população em 2016 e

pulação potiguar é vista como consequência do aumento do desemprego que assola, além do Rio Grande do Norte, todo o Brasil. Entre 2012 e 2014, o número de trabalhadores no país aumentou 3,1%, para depois recuar 1,1% nos três anos seguintes. De 2012 a

3,7% de 2014 a 2017. De 2012 e a 2017, o rendimento médio habitual mensal da população ocupada cresceu 2,4%, em termos reais, passando de R$ 1.992,00 para R$ 2.039,00. Administração pública (14,6%), Agropecuária (11,9%) e Serviços domésticos (9,7%) foram as atividades que apresentaram maiores crescimentos. Por outro lado, Construção (-0,7%), Comércio e reparação (-7,1%) e Demais serviços (-3,8%) registraram quedas no rendimento médio. Segundo a posição na ocupação, os Empregadores possuíam o rendimento médio mensal mais elevado (R$ 5.211,00) e o mais baixo, os Empregados sem carteira de trabalho assinada (R$ 1.158,00), que recebiam o equivalente a 56,8% do rendimento do Empregado com carteira (R$ 2.038,00).

subiu para 26,5%, em 2017. Em números absolutos, esse contingente variou de 52,8 milhões para 54,8 milhões de pessoas, no período. Nessa mesma análise, a proporção de crianças e adolescentes de 0 a 14 anos que viviam rendimentos de até US$ 5,5 por dia passou de 42,9% para 43,4%, no mesmo período. Já o contingente de pes-

soas com renda inferior a US$ 1,90 por dia (R$ 140,00 por mês), que estariam na extrema pobreza de acordo com a linha proposta pelo Banco Mundial, representava 6,6% da população do país em 2016, contra 7,4% em 2017. Em números absolutos, esse contingente aumentou de 13,5 milhões em 2016 para 15,2 milhões de pessoas em 2017.

Em 2017, o rendimento médio mensal domiciliar per capita no país foi de R$ 1.511. As menores médias foram no Nordeste (R$ 984,00) e Norte (R$ 1.011,00), regiões onde quase metade da população (respectivamente, 49,9% e 48,1%) tinha rendimento médio mensal domiciliar per capita de até meio salário mínimo. Estas são algumas informações da Síntese de Indicadores Sociais 2018, que analisou o mercado de trabalho, aspectos educacionais e a distribuição de renda da população brasileira, a partir dos dados da PNAD con-

tínua do IBGE e de outras fontes. Na análise do mercado de trabalho, a SIS 2018 mostrou que a taxa de desocupação era de 6,9% em 2014 e subiu para 12,5% em 2017. Isso equivale a 6,2 milhões de pessoas desocupadas a mais entre 2014 e 2017. Nesse período, a desocupação cresceu em todas as regiões e em todos os grupos etários. Em 2017, o trabalho informal alcançou 37,3 milhões de pessoas, o que representava 40,8% da população ocupada, ou dois em cada cinco trabalhadores do país. Esse contingen-

te aumentou em 1,2 milhão desde 2014, quando representava 39,1% da população ocupada. Em 2017, os trabalhadores brancos (R$ 2.615,00) ganhavam, em média, 72,5% mais que os pretos ou pardos (R$ 1.516,00) e os homens (R$ 2.261,00) recebiam 29,7% a mais que as mulheres (R$ 1.743,00). O rendimento-hora dos brancos superava o dos pretos ou pardos em todos os níveis de escolaridade, e a maior diferença estava no nível superior: R$ 31,90 por hora para os brancos contra R$ 22,30 por hora para pretos ou pardos.


2 ESTADO

DOMINGO, 9 de dezembro de 2018

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Proporção de pessoas na pobreza sobe de 25,7% para 26,5% >> O percentual de pessoas em extrema pobreza no país representava 6,6% da população em 2016, aumentando para 7,4% em 2017

N

a ausência de uma linha oficial de pobreza no país, a Síntese de Indicadores Sociais analisou esse tema utilizando diferentes medidas que, em sua maioria, mostram o crescimento da pobreza, entre 2016 e 2017. Considerando-se a linha de pobreza proposta pelo Banco Mundial (rendimentos de até US$ 5,5 por dia, ou R$ 406,00 por mês), a proporção de pessoas pobres no Brasil subiu de 25,6% da população, em 2016, para 26,5%, em 2017. Em números absolutos, esse contingente era de 52,8 milhões, em 2016, e subiu para 54,8 milhões de pessoas, em 2017. No Nordeste, 44,8% da população estava em situação de pobreza, o equivalente a 25,5 milhões de pessoas. Por ou-

Hellena Tellmann

Extrema pobreza avança de 6,6% para 7,4% em apenas um ano

Cresce a proporção de crianças e adolescentes abaixo da linha de pobreza A proporção de crianças e adolescentes de 0 a 14 anos que viviam em domicílios com renda de até US$ 5,5 por dia (R$ 406,00 por mês) passou de 42,9% para 43,4%. A Síntese de Indicadores Sociais do IBGE também analisa a prevalência de pobreza considerando as características das pessoas de referência dos domicílios. Do total de moradores em domicílios em que a pessoa de referência era uma mulher sem cônjuge e com filhos de até 14 anos, 56,9% estavam abaixo dessa linha. Se a responsável pelo domicílio era uma mulher preta ou parda (igualmente sem cônjuge e com filhos no mesmo grupo etário), essa incidência subia para 64,4%. O hiato da pobreza é um cálculo aproximado do montante necessário para erradicar a pobreza. Em 2017, foi estimado em R$ 10,2 bilhões mensais, perfeitamente alocados, para que as pessoas com rendimentos inferiores a US$ 5,5 por dia atingis-

tro lado, a Região Sul possuía cerca de 3,8 milhões de pessoas em situação de pobreza, o equivalente a 12,8% dos quase 30 milhões de habitantes. No Sudeste, o percentual de pessoas abaixo dessa linha subiu para 17,4% da população, abarcando 15,2 milhões de pessoas. Porto Velho (RO) e Cuiabá (MT) também se destacam, pois foram as duas únicas capitais onde a proporção de pessoas abaixo da linha dos US$ 5,5 por dia superava a dos respectivos estados: em Porto Velho era 27,0%, contra 26,1% em Rondônia; em Cuiabá, 19,2%, contra 17,1% em Mato Grosso. O contingente de pessoas com renda inferior a US$ 1,90 por dia (R$ 140,00 por mês), que estariam na extrema pobreza de acordo com a linha estabelecida pelo Banco Mundial, representava 6,6% da população do país, em 2016, participação que aumentou para 7,4% em 2017. A proporção de pessoas abaixo dessa linha aumentou em todas as regiões, com exceção do Norte, que ficou estável. Em números absolutos, esse contingente aumentou de 13,5 milhões em 2016 para 15,2 milhões de pessoas, em 2017.

Metade da população do Norte e Nordeste vive com até meio salário mínimo Antonio Cruz

Em 2017, o rendimento médio mensal per capita domiciliar no país foi de R$ 1.511,00. As menores médias foram no Nordeste (R$ 984,00) e Norte (R$ 1.011,00), regiões onde quase metade da população (respectivamente, 49,9% e 48,1%) tinha rendimento médio de até meio salário mínimo. Ainda nessas regiões, apenas 7,8% e 7,7% das pessoas possuíam rendimento mensal (de

todas as fontes) superior a dois salários. Em 2017, os 10% das pessoas com os maiores rendimentos (de todas as fontes) do país acumulavam 43,1% da massa total desses rendimentos, enquanto os 40% com os menores rendimentos detinham apenas 12,3%. Esse estrato do topo concentrava 3,51 vezes mais rendimentos do que a base, razão conhecida como o

Índice de Palma. Nessa mesma comparação, o Distrito Federal foi a unidade da federação mais desigual, onde os 40% das pessoas com os menores rendimentos acumularam 8,4% da massa e os 10% das pessoas com os maiores rendimentos detinham 46,5%. Em 2017, a razão entre esses dois valores chegou a 5,57 no DF, e superou as outras 26 unidades da federação. Iryá Rodrigres/G1

Tem sido cada vez maior o número de crianças e adolescentes abaixo da linha de pobreza

sem essa linha. A distância média do rendimento dos pobres em relação à linha aumentou, entre 2016 e 2017, de R$ 183,00 para R$ 187,00. O hiato da pobreza também pode ser calculado para outras linhas. Para a linha de extrema pobreza (R$ 140,00 por mês ou

US$ 1,90 por dia), o montante necessário para que todos alcancem essa linha era de R$ 1,2 bilhão por mês. Dado que a pobreza é um fenômeno dinâmico, o hiato apenas traz um elemento de estimação do valor de sua erradicação no ano em que foi calculado.

Quase 50% da população do Norte e Nordeste vive com meio salário mínimo


ESTADO 3

DOMINGO, 9 de dezembro de 2018

Diagnóstico

Pesquisa no ICe-UFRN antecipa diagnóstico de esquizofrenia

A psiquiatra Natalia Mota recebe reconhecimento nacional por sua pesquisa ICe-UFRN

nosticados com patologia crônica. Os sintomas cognitivos negativos e a grande dificuldade de socialização demonstraram nesses pacientes grafos mais fragmentados. Com os avanços do estudo, os pesquisadores foram observando se essas características poderiam prever o diagnóstico em idades mais precoces e no início da doença, o que permitiria uma intervenção médica de melhor qualidade. Para isso, foram coletados dados com pacientes já no primeiro episódio, considerando crianças e adolescentes que experimentavam os sintomas pela primeira vez. A partir daí, foi possível constatar que as medidas de conectividade prediziam, já no primeiro contato, o diagnóstico que os pacientes iriam receber em no mínimo seis meses de acompanhamento médico. “Isso oferece ao psiquiatra não só uma solidez maior para fazer a predição do diagnóstico, como também ao paciente que tem mais certeza dele”, alerta Natalia Mota.

mento muito importante para o seu grupo, mas também para todos que fazem o esforço de trabalhar em ciência aplicada para transmitir conhecimentos para o dia a dia da população. No momento da premiação, a pesquisadora agradeceu a seus orientadores e parceiros no estudo, Sidarta Ribeiro e Mauro Copelli, bem como a todo o esforço do time interdisciplinar envolvido, de colegas das neurociências, da física e todos os colaboradores internacionais que a ajudaram a medir com acu-

tempo, é muito importante para o paciente e também para o profissional da saúde”, destacou Natalia Mota. O Prêmio Abril & Dasa de Inovação Médica é uma iniciativa dos grupos Abril e Dasa, com a curadoria da Revista Saúde, que visa reconhecer projetos e profissionais médicos que fazem a diferença nas áreas científica, clínica e assistencial. A proposta visa descobrir ideias e realizações com potencial inovador capazes de mudar a vida e a saúde das pessoas.

>> O projeto demonstra em diversas publicações que é possível realizar e prever o diagnóstico da doença de maneira objetiva, sem qualquer interpretação subjetiva

P

elo segundo ano consecutivo, a psiquiatra Natalia Mota recebe reconhecimento nacional por seu trabalho desenvolvido no Instituto do Cérebro da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (ICe-UFRN), sob orientação do neurocientista Sidarta Ribeiro (ICe-UFRN) e do físico Mauro Copelli (UFPE). O “exame que dá voz às psicoses” levou o prêmio Abril & Dasa de Inovação Médica, na categoria inovação em medicina diagnóstica, na noite desta quarta-feira, 5, durante evento em São Paulo. O projeto demonstra em diversas publicações que é possível realizar e prever o diagnóstico de

esquizofrenia de maneira objetiva, sem qualquer interpretação subjetiva, possibilitando prevenção de crises severas e danos cognitivos futuros ao paciente. “Em psiquiatria, área que carece de exames complementares, esse é um avanço que traz esperança a tantas pessoas com eternas dúvidas diagnósticas”, disse Natália. Baseada em um conjunto de sintomas denominados “desordem da forma do pensamento”, a pesquisa representa a fala do paciente, por onde o psiquiatra percebe o sintoma, como uma estrutura de trajetória de palavras transformada grafo matemático.

Através dessa representação, é possível medir a conectividade entre as palavras, o que mostra como é organizado este relato. Segundo Natalia, sujeitos que sofrem de esquizofrenia tendem a falar de uma maneira desorganizada, ou seja, sua trajetória de palavras assume um formato aberrante comparado a de outras pessoas. “Eles falam de maneira fragmentada, descarrilada, e todos esses sintomas têm essa noção de que a trajetória do pensamento, da fala, está modificada”, explicou. O trabalho que vem sendo desenvolvido há dez anos, começou observando pacientes já diag-

Sistema oferece acesso gratuito aos diagnósticos Além de o estudo ter sido realizado no ambiente do SUS, o Speech Graphs, sistema utilizado pelos pesquisadores para o diagnóstico rápido de esquizofrenia, está disponível gratuitamente para os profissionais que desejem utilizá-lo. No site do ICe-UFRN é possível baixar para vários sistemas operacionais, bem

como acessar um tutorial que traz um passo a passo. No próximo ano, Natalia Mota vai realizar um curso sobre a pesquisa e o sistema para um público interessado. As aulas serão gravadas e disponibilizadas gratuitamente para a comunidade em geral. A pesquisa de Natalia

Mota recebeu, em 2017, o Prêmio de Incentivo em Ciência, Tecnologia e Inovação do SUS, na categoria trabalho científico publicado, por ter sido desenvolvido em dispositivos do Sistema Único de Saúde de Natal. Para Natalia, o prêmio Abril & Dasa de Inovação Médica é um reconheci-

Cedida

rácia e traduzir a sintomatologia percebida na clínica em construtos matemáticos. “A demora no diagnóstico de qualquer paciente representa meses de perda de qualidade de vida, medo e angústia, pensando no futuro, em como as coisas vão evoluir. Saber de uma maneira mais acurada do diagnóstico, evitar um estigma desnecessário não tem preço para o paciente e para a família. Do mesmo jeito, saber e poder evitar um mal maior, um déficit cognitivo com tratamento a

Codern inicia temporada de cruzeiros internacionais em Natal Praia, sol, mar, boa gastronomia e hospitalidade do potiguar são atrativos e potencialidades para o turismo. Na última sexta-feira (7), teve início a nova temporada de cruzeiros internacionais no Porto de Natal. O Hamburg, com aproximadamente 300 passageiros, veio do Caribe, passou por Belém (PA) e Natal, segue para Recife (PE), Salvador (BA) e vai até o Rio de Janeiro (RJ), de onde os passageiros pegarão o voo de volta para a Alemanha. O diretor-presidente da Companhia Docas do Rio Grande do Norte (CODERN), Fernando Dinoá, recepcionou os turistas e

deu boas-vindas à tripulação do cruzeiro, sendo recebido juntamente com assessores pelo subcomandante Max Dolgov. “É uma satisfação recebê-los. Serão sempre bem-vindos e que voltem outras vezes para visitar a nossa Cidade do Sol”, disse Dinoá. Dolgov, um ucraniano, comentou que já teve em outras duas oportunidades em Natal, cidade que ele considera a mais bonita do Brasil, juntamente com o Rio de Janeiro. “O melhor daqui é o calor humano do natalense”, disse, destacando que consome o melão, manga e melancia, frutas tropicais do Brasil,

quando foi informando pelo dirigente da Codern que são exportadas para a Europa pelo porto de Natal. “Agora vou sair dizendo que conheço a origem dessas frutas”, brincou o subcomandante. O Hamburg tem 144 m e capacidade para 420 passageiros. É da companhia Plantours & Partners, que até 2012 era chamado de Columbus C e pertencia a Hapag-Lloyd. Foi reformado em Gêneva, após sua venda para a Plantours & Partners. É dotado de um restaurante, piscina, teatro que também funciona como espaço para shows e apresentação de peças cul-

Moraes Neto

Diretor-presidente da Codern, Fernando Dinoá, recepcionou os turistas e deu boas-vindas à tripulação do cruzeiro

turais, além de cafeteria, SPA, lojas e um funcionário à disposição de cada dois

passageiros. Um pequeno mas excelente navio destinado à classe média-alta

alemã, acostumada a uma atmosfera de conforto, sobriedade e luxo.


4 ESTADO

DOMINGO, 9 de dezembro de 2018

Educação à distância

digitais em um cenário de constante transição. As vagas são limitadas e a inscrição é gratuita e aberta a docentes, discentes e comunidade externa interessada na temática, sendo realizada de 16 de outubro a 13 de dezembro (ou até o limite de vagas) através de formulário disponível no site do núcleo (www.nead.ufersa.edu.br).

Ufersa promove I Encontro das Licenciaturas EaD N

o dia 14 e 15 deste mês, será realizado o I Encontro das Licenciaturas EaD da Universidade Federal Rural do Semiárido (UFERSA), com o tema “Educação e tecnologia: Ensinar e aprender nos diferentes contextos”. O evento acontecerá no campus central da Ufersa, no Auditório Amâncio Ramalho e Central de Aulas 03, e configura uma ação do Núcleo de Educação a Distância (NEaD) como forma de integrar professores, tutores, os futuros docentes dos cursos de licenciatura em Física, Computação, Matemática e Química ofertados pela Ufersa à distância, e comunidade interessada em temáticas atuais e relevantes sobre a educação, de modo geral, com enfoque na educação à distância, suas metodologias e perspectivas. Além disso, o evento é uma oportunidade para os estudantes de todos os polos de apoio presencial se conhecer e discutir suas experiências, apresentar seus projetos e aprofundar os

>> O evento era realizado entre os dias 14 e 15 no campus central, no Auditório Amâncio Ramalho e Central de Aulas 03

Eduardo Mendonça

PROGRAMAÇÃO Sexta - 14 de dezembro 18h – Credenciamento 19h – Apresentação cultural NUEM 19h30 – Abertura e pronunciamentos oficiais

Ufersa promoverá encontro para integrar professores, tutores, os futuros docentes dos cursos de licenciatura

conhecimentos adquiridos ao longo dos semestres letivos. O I Encontro das Licenciaturas EaD da Ufersa con-

tará com minicursos, publicação de resumos, apresentação de trabalhos e palestras em volta da temática central. A programação foi

pensada como forma de propor discussões e caminhos entre os atores envolvidos no processo de ensinoaprendizagem, assim como

Estilista e artesãos lançam coleção com referências na 2ª Guerra Com referências na 2ª Guerra Mundial, a estilista caicoense Geórgia Dantas lançou no último dia 30 de novembro, no Salão Nobre da Antiga Prefeitura de Caicó, a coleção “No Sertão não temos Guerra; nós temos Moda”. O projeto foi aprovado no Edital de Economia Criativa do Sebrae-RN, único na categoria artesanato, e conta com apoio da Coase e do Comitê Regional das Associações e Cooperativas de Artesãos do Seridó (CRACAS). “Ao som de muitos aviões, apresentaremos o nosso exército da Moda e da Paz. Ele foi bombardeado intensamente, dias e noites, por trabalhos manuais e muito talento: bordados, fuxicos, patchwork, crochês, palhas, pontos, agulhas e amor”, destaca a estilista Geórgia, que também é diretora criativa da marca Geórgia. Além do desfile e da apresentação dos prota-

CONFERÊNCIA DE ABERTURA No dia 14 de dezembro acontece, às 19h, no Auditório Amâncio Ramalho, a conferência de abertura com o tema “Educação e tecnologias: ensinar e aprender nos diferentes contextos”, com o convidado confirmado o professor dr. Degmar Francisco dos Anjos.

gonistas da coleção, com o bate-papo “Esse Sertão é terra de artista, de artesão”, teve uma programação que contou com mesaredonda com alunos do curso de Design de Moda do IFRN em Caicó e com mais dois desfiles: Sophie Marrye (moda autoral infantil, Natal) e DePedro (moda autoral agênero, Caicó). “A proposta foi agregar tudo e transformar em um evento de moda - Fashion Day”, enfatizou Geórgia. O Edital de Economia Criativa aprovou 23 projetos, dos quais, 13 foram elaborados tendo como base a temática da 2ª Guerra Mundial no Rio Grande do Norte, que está sendo trabalhada e desenvolvida pelo Sebrae-RN através do Projeto Destinos Turísticos Inteligentes. Foram 111 projetos inscritos nesta edição, nas diversas áreas, como dança, música, artes cênicas, editoração, entre outras.

Na categoria Artesanato, apenas o projeto de Geór-

gia foi contemplado no edital.

estimular os discentes a se engajar na sua profissão, a partir da compreensão dos desafios que a educação vivencia frente às tecnologias

“O envolvimento da arte local com nossa história faz acontecer negócios sustentáveis e fortalecer cada vez mais a economia regional. E o edital de Economia Criativa socializa essa oportunidade do profissional da cultura mostrar e colocar em prática seus projetos”, reforça Pedro Medeiros, gerente do escritório regional do Sebrae em Caicó. Cedida

Talento de artesãos e estilista resulta em coleção de moda em Caicó

20h – Conferência de abertura com o tema Educação e tecnologias: ensinar e aprender nos diferentes contextos 21h – Coquetel cultural 22h – Encerramento

Pau dos Ferros realiza dia de partilha de troca de saberes O Núcleo do Seapac em Pau dos Ferros, região Oeste do Rio Grande do Norte, realizou mais um dia de partilha de experiência e troca de saberes. Foi na Unidade Produtiva Familiar (UPF) de Francisco e Kênia, sítio São Gonçalo, município de São Miguel, no Alto Oeste do Rio Grande do Norte. Os momentos, ricos em troca de experiências, contou com a presença do agrônomo Damião Santos, Diana Mariz e Augusto César, integrantes do Núcleo do Seapac no Seridó. O dia de partilha teve um sabor especial para os participantes e, especialmente, para as famílias acompanhadas pelo Núcleo do Seapac na região Oeste. Foi a conquista da Declaração de Produtor Orgânico. Na região, todas as famílias acompanhadas pelo Núcleo do Seapac estão no processo de transição agroecológica. A declaração é uma prova de que essas famílias não usam venenos na produção de alimentos. São, portanto, produtores agroecológicos.


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mulher Peeling natural: para uma pele linda e radiante >> Aprenda como cuidar da pele

em casa e evitar os danos sofridos pelas agressões diárias

A

pele do corpo e do rosto sofre diversas agressões durante o dia. Sol, vento, poluição, cremes, ar condicionado e maquiagem, são apenas alguns dos exemplos que contribuem com o processo de envelhecimento. Além disso, existe um acúmulo natural de oleosidade e células mortas, favorecendo o aparecimento das temidas espinhas e também, manchas. Por isso, realizar a limpeza diária para remover as impurezas, auxilia a evitar a perda do brilho, maciez e o surgi-

mento de rugas. Com alguns ingredientes naturais que temos em casa, é possível fazer um peeling rápido, eficiente e baratinho. Deixando a sua pele digna de capa de revista sem agressões químicas. Vamos lá? Para começar, lave bem o rosto com sabonete neutro ou espuma de limpeza, e seque bem com uma toalha felpuda macia. Para facilitar a aplicação do esfoliante, use um pouco de creme hidratante ou óleo de coco.

Opções para peeling natural 1 – Aveia A aveia é um dos melhores esfoliantes naturais que podemos encontrar. Use os flocos inteiros para todo o corpo, dando uma atenção especial para os cotovelos e joelhos, ou ainda, na versão moída para o rosto, promovendo uma limpeza suave e precisa.

3 – Café Outro ingrediente facilmente encontrado em casa é o café torrado e moído. Os grãos finos são perfeitos para realizar a esfoliação facial, e também funciona muito bem no resto do corpo, ajudando inclusive, a promover melhorias na circulação sanguínea. Se não tiver nenhum desses itens em casa, você também pode utilizar o sal, ou amêndoas trituradas em pó fino. 2 – Açúcar Nas versões refinado ou mascavo, o açúcar é o esfoliante natural mais popular entre todos e funciona perfeitamente para o rosto e para o corpo. Os movimentos circulares com o ingrediente, limpam os poros e proporcionam uma maciez incrível!

Para testar: Com formulação 100% natural, o Luminus Skin age de dentro para fora através da ação do composto de Oli-Ola, com efeito antioxidante, que retarda o envelhecimento precoce e o escurecimento da pele do rosto. Realize o ritual do peeling logo ao acordar, ou, durante o banho, para economizar tempo e deixar o dia a dia mais prático, já que os poros estarão abertos. Não se esqueça de executar a limpeza com movimentos suaves, sem fazer muita força para não machucar a pele! E o mais importante: sempre consulte um dermatologista em caso de dúvidas. CIANO MAGNTA AMARELO PRETO

4 – Cápsulas Alguns nutricosméticos auxiliam na renovação celular da pele de forma natural, sem a necessidade de realizar procedimentos invasivos. Eles promovem a redução de manchas, além de proporcionar hidratação e brilho através de ingredientes naturais, sem vermelhidões ou irritações após a ingestão.


2 OPINIÃO

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contexto www.sergiochaves.com | sergiodefato@gmail.com

FESTA DE SANTA LUZIA 2018

“O próximo grande salto evolutivo da humanidade será a descoberta de que cooperar é melhor que competir.”

Sérgio Chaves

(A. D. PIETRO UBALDI)

O ANIVERSÁRIO DE NÁVILA VASCONCELOS

Festa

Návila Vasconcelos, esposa do oftalmo Tiano Vasconcelos, recebeu lulus na terça (4) na big house do Quintas do Lago para comemorar idade nova. Noite com a boa música de Alan Jones e a banda Radiola Clube e delícias assinadas por Socorro Paiva e sua equipe do Requinte Buffet. As fotos são de Célio Duarte.

Hoje é dia de festejar o empresário Jair Urbano de Queiroz, o jornalista DE FATO Edilson Damasceno, os irmãos Henrique Eduardo e Ana Catarina Alves, Camilo de Paula Barros, Elano Cantídio de Medeiros Segundo, Germana Medeiros Mendes e o advogado Sérgio Oliveira. Amanhã (10), é dia de vivas para a sra. Vera Lúcia Mendonça, Arivaldo Fernandes de Melo, a querida Armanda Franco da Silveira Martins Souza, Socorro Ferreira de Souza, o amigo João Goulart, Raimundo Bessa, o jornalista Bruno Barreto, a professora Maria Elisa de Albuquerque Maia e o dr. Fausto Guilherme Xavier Carlos. Para vocês: paz, saúde, amor e alegrias. Parabéns!

GEORGIANO E KADIDJA Gosto dos dois! Georgiano Azevedo e Kadidja Luciane receberam nota máxima na defesa de seus TCCs no curso de Designer de Moda da UnP/campus Mossoró. Foi na quinta (6). Georgiano apresentou uma coleção com inspiração no tema: “Resistência”. Tudo perfeito. Parabéns, meus queridos. Mais sucesso na vida de vocês.

Santa Luzia, padroeira de Mossoró!

Últimos dias da Festa de Santa Luzia 2018 e a coluna grifa os principais eventos que acontecem até o dia 13. Anote!

Návila recebendo Socorro Estrela e Adna Canário.

A aniversariante com Zélia Macedo Heronildes e Tânia Bezerra.

09.12 (hoje) – 6h30, Missa do Vaqueiro na Capela de São Pedro no Planalto 13 de Maio, logo após tem início a 12ª Cavalgada da Luz com destino à Catedral de Santa Luzia. Às 16h, acontece a largada da 11ª Corrida da Luz com saída e chegada na catedral.

Por proposição da deputada Larissa Rosado, a Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte realizou sessão solene alusiva aos 4 anos de fundação da Academia de Ciências Jurídicas e Sociais (ACJUS). O evento aconteceu no último dia 29 e homenageou vários acadêmicos.

12.12 – 19h, 10ª Motorromaria da Luz com concentração na Moto Oeste Honda na Presidente Dutra. 0h, abertura do Dia de Santa Luzia com a Procissão da Luz com destino à Igreja de São Paulo no Nova Betânia. 13.12 – 10h, Missa solene na catedral presidida pelo bispo diocesano dom Mariano Manzana. 17h, Procissão de Santa Luzia saindo da Capela de São Paulo no Nova Betânia para a catedral. 19h Encerramento da festa com show da dupla Ítalo e Reno. Todas as noites acontecem as novenas e logo após a apresentação do Oratório de Santa Luzia, além de shows com artistas na Praça de Convivência Fraterna.

ACJUS RECEBE HOMENAGEM NA AL

Návila com Tatiana Cantídio, a prefeita Rosalba, Emília Vale e Zoraide Azevedo.

A arquiteta Lia Carolina e a sócia Ana Rachel estão à frente da Comodoro Store. Estiveram recentemente na maior Feira de Móveis da América Latina, a Abimad, na feira Femope em Gravatá, além da Casa Cor SP e CE, trazendo news em móveis e décor.

A presidente da CMM, vereadora Izabel Montenegro, com o casal Gomes Sobrinho/Rosa. Eles, homenageados na sessão solene que comemorou os 45 anos de atuação da CEF em Mossoró. Parabéns!

R. Antônio Vieira de Sá, 440 Tel.: 3317-4545 / 3316.0409

A prefeita Rosalba Ciarlini com a amiga Íris Menezes.

A deputada Larissa Rosado entregando comenda à acadêmica Auxiliadora Azevedo.

ZÉ NETO & CRISTIANO E MARÍLIA MENDONÇA A Gondim & Garcia já está com tudo pronto para a tradicional festa do feriado de 12 de dezembro, próxima quarta, com início às 22h, na Arena do Partage Shopping Mossoró. No palco, shows com a dupla Zé Neto & Cristiano e Marília Mendonça, além de Raniery Gomes e Cavaleiros do Forró. Os acessos estão à venda na DLT do Partage Shopping (3318-1080). Vai faltar chão!

Zé Neto & Cristiano, atração confirmada na tradicional Festa de 12 de Dezembro.

Casal querido Lucineide/Jair Queiroz. Ele amanhece em idade nova neste domingo (9) e a coluna festeja. Parabéns!

Simone Menezes, Iara Chaves e Ione Brasil em vivas para Luzia Leite, aniversariante festejada da quinta (13). Felicidades!

Maria José Vilaça de Figueiredo e Marilene Paiva festejam o amigo/ irmão Lisboa Batista, colunista DE FATO em Pau dos ferros, folhinha da quinta (13). Tim-tim!

Marise faz festa para comemorar a idade nova da querida Fátima Pinto, folhinha do sábado (15). Vivas!


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opiniĂŁo 3


4 MULHER / moda

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STYLE Georgiano Azevedo

Fotos: Fotos: Pedro Sobrinho – Edição: Daniel Luiz – Styling e Direção de Moda: Georgiano Azevedo Assistentes: Ana Paula Moreira e Pedro Júnior – Beleza: Abília Yasmim (Salão Luxus) Modelos: Mirian Benjamim, Letícia Marques e Hanna Vieira (Tráfego Models) Tecidos: Mossoró Malhas – Brincos: Hemera Semijóias – Sandálias: Arezzo Locação: Palácio da Resistência de Mossoró – Agradecimentos: TV Cabo Mossoró - TCM e Sérgio Chaves.

georgianoazevedo@gmail.com

Top com camada de babados + saia longa com peblun em estampa chefe da coleção criada pelo artista plástico e arquiteto Carlos Careca.

O Palácio da Resistência, prédio construído na década de 20, casa do Sr.Rodolfo Fernandes, prefeito de Mossoró na época, quando houve o ataque do Bando de Lampião, é a inspiração para nossa coleção “Resistência”, onde seu belo projeto arquitetônico ganha formas em peças retas e com recortes mostrando o lado sensual da mulher empoderada. Os tecidos vão do crepe alfaiataria ao gurgurão de seda, passando pelo lamê. Os tons clarinhos, como, azul, amarelo e off-White são pontos de saídas para esta edição.

Made in Mossoró A coluna STYLE de hoje mostra o trabalho desenvolvido por este colunista, como, aluno do curso Design de Moda da UnP Mossoró, que apresentou TCC na última quinta-feira, 06, na própria instituição. É a coleção Resistência por Georgiano Azevedo. Que emoção!!!

Top em alfaiataria descontruída + saia em camadas, remetendo as escadarias do Palácio da Resistência. 3

CIANO MAGNTA AMARELO PRETO

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Micro vestido com recorte no seio e dobraduras na parte de baixo, traduzindo traços arquitetônicos do Palácio da Resistência.

Coleção Resistência por Georgiano Azevedo, trabalho desenvolvido para o TCC do curso Design da Moda da UnP Mossoró.


18 anos de

compromisso com o jornalismo de verdade @defato_rn

CMYK

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@jornaldefato

domingo

Mossoró (RN), domingo, 9 de dezembro de 2018

TAG Jurídica Advogadas lançam empresa de comunicação voltada para a área jurídica, que integra portal de notícias e serviços de marketing em diferentes plataformas digitais, com a proposta de ser um elo entre o profissional e a população.


editorial [ índice

adoro comer

TAG Jurídica

M

ossoró agora conta com uma empresa voltada para o segmento de marketing jurídico virtual. Tendo como ponto central o portal de notícias, a TAG Jurídica atua em diversas plataformas com a proposta de ser um elo entre os profissionais e a população. Idealizado pelas advogadas Mariana Bezerra e Brena Santos, o portal conta com notícias, artigos, matérias especiais, vídeos e outros recursos, sempre relacionados ao meio jurídico. De acordo com a advogada Brena Santos, a empresa visa realizar marketing jurídico virtual junto a advogados(as), escritórios e instituições ligadas ao Direito, como a OAB, universidades e associações. A TAG Jurídica nasceu da ideia das advogadas de unir duas de suas paixões, a de Mariana pela advocacia e a de Brena pela escrita. “Promovemos o advogado(a) em nossas páginas e levamos seu conteúdo para cidadãos que talvez precisem do serviço e que, talvez, nem saibam que precisam, mas ao acessar o conteúdo, percebem que precisam da assistência jurídica. Foi assim que surgiu a TAG”, enfatizam as idealizadoras. Boa leitura, Nara Andrade.

Pastel de carne de sol com banana

TAG Jurídica Advogadas lançam empresa de comunicação voltada para a área jurídica, que integra portal de notícias e serviços de marketing em diferentes plataformas digitais. Página 4

Ingredientes

Confraternizações corporativas de Natal Especialista dá dicas de como se portar nesse tipo de evento que requer uma imagem profissional. Página 7

Massa 2 xícaras (chá) de Farinha de Trigo Finna Tipo I (sem fermento) 2 colheres (sopa) de óleo 1⁄2 xícara (chá) de água morna 1 colher (chá) de sal 1 colher (sopa) de vinagre Creme de Mandioca 2 colheres (sopa) de Margarina Puro Sabor 1 kg de mandioca descascada e picada 1 copo de requeijão 1 cebola ralada 200 ml de leite de coco 1⁄2 caixinha de creme de leite Recheio 3 colheres (sopa) de Margarina Puro Sabor 750 g de carne de sol dessalgada e cortada em tiras 1 cebola picada 1 pimenta-de-cheiro picada 1 cebola cortada em fatias finas Cheiro-verde picado

Coluna José de Paiva Rebouças Manoel Cavalcante tem uma longa missão para o futuro e um grande passado pela frente. Página 12

Montagem 3 bananas da terra cortadas em rodelas e fritas na Margarina Puro Sabor 3 claras 400 g de queijo muçarela ralado 100 g de azeitona verde picada

Modo de preparo Massa Misture Farinha de Trigo Finna com o sal em uma tigela. Adicione vinagre, óleo e água morna. Misture até bem até formar uma massa homogênea. Envolva a massa com plástico, leve para a geladeira e deixe descansar por 6 horas. Creme de mandioca Em uma panela de pressão no fogo médio, coloque a mandioca, o leite de coco, cubra com água, adicione o sal, tampe a panela e após pegar pressão conte 20 minutos. Retire do fogo, abra a panela e escorra a mandioca. Reserve o caldo. Com auxílio de um espremedor, amasse a mandioca e volte a mandioca para a panela. Adicione o caldo reservado, MargarinaPuroSaboreacebolaralada.Leveaofogomédioatéengrossar. Retire do fogo, o creme de leite, o requeijão, misture e deixe esfriar. Recheio Coloque 2 colheres de Margarina Puro Sabor, pimenta de cheiro, cebola picada e a carne de sol em uma panela de pressão, cubra com água e deixe em fogo médio. Após pegar pressão conte 15 minutos. Retire do fogo, abra a panela, escorra a carne, transfira para uma frigideira e doure bem. Transfira para um processador e desfie. Coloque na panela 1 colher (sopa) de Margarina Puro Sabor e refogue a cebola cortada em fatias finas. Adicione a carne de sol desfiada e refogue bem. Desligue o fogo, junte cheiro verde picadinho e misture. Reserve. Montagem Passe a massa por um cortador em formato de círculo. Em cada pedaço de massa, pincele clara, espalhe uma camada de creme de mandioca, as rodelas de banana frita, uma porção de carne de sol refogada, queijo muçarela ralado, azeitona verde picada e dobre a massa apertando bem com um garfo. Em seguida, frite os pastéis em óleo quente até dourar. Retire e escorra em papel absorvente.

Colunas

José Nicodemos

Página 3

• Edição – C&S Assessoria de Comunicação • Editor-geral – Edilson Damasceno • Editora – Nara Andrade • Dia­gra­ma­ção – Rick Waekmann • Projeto gráfico – Augusto Paiva • Im­pres­são – Grá­fi­ca De Fa­to • Re­vi­são – Gilcileno Amorim • Foto – Marcos Garcia Re­da­ção, pu­bli­ci­da­de e cor­res­pon­dên­cia Av. Rio Bran­co, 2203 – Mos­so­ró (RN) Fo­nes: (0xx84) 3323-8900/8909 Si­te: www.de­fa­to.com/do­min­go E-mail: re­da­cao@de­fa­to.com Do­min­go é uma pu­bli­ca­ção se­ma­nal do Jor­nal de Fa­to. Não po­de ser ven­di­da se­pa­ra­da­men­te.

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OPINIÃO [ CRÔNICA

Balada do Impostor (biografismo) isso tudo, transforma em verso e me dá fôlego. – Você se considera um escritor infantil ou é o cordel, sua cadência e sua rima que levam a isso? – Olha, como diria Salizete Freire, nós escrevemos para gente. Eu escrevo poesia. Tendo o cordel como uma de minhas estilísticas predominantes, mas sou, por exemplo, trovador e membro da Academia de Trovas do RN. No entanto, a poesia popular é muito lúdica, cantante, brincante e uma de suas aplicações é na nossa infância, na nossa formação, por isso agora tenho utilizado o cordel voltado para esse público, talvez mais pelo “papel de presente” do que por qualquer outra coisa. Eu tinha um folheto da casa de minha avó, mas um livro, ilustrado, com lápis de cera, é diferente. Ultimamente temos publicado trabalhos ilustrados, com uma edição, um embrulho voltado para as crianças. – Antônio Francisco, Bráulio Bessa e você são novas referências deste gênero que existe no Brasil desde os tempos de colônia, basicamente com a mesma toada. Chegando a Globo, às escolas e formando novos ídolos, o cordel se reposiciona ou ele apenas se reapresenta? – Na verdade há um vazio conceitual muito grande com respeito ao cordel. Hoje acredito que ele se reposicione, esteja ganhando conceito e força sobre alguns patamares. Devemos nos aprofundar mais sobre, conhecer um pouco mais para divulgarmos nossas impressões sobre o assunto. Creio que o cordel tenha crescido bastante nos últimos anos, talvez por ser a única forma de poesia brasileira, genuinamente nordestina, o cordel imprime a cara e a alma de nosso povo. – Contar história é uma coisa, interpretá-la é outra completamente diferente. Todo cordelista deveria ser um bom declamador para dar voz à sua arte ou este é apenas um detalhe artístico particular? – Essa é uma ótima pergunta. A

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arte de declamar é uma arte distinta da arte de escrever cordel. Muitos cordelistas não declamam, muitos declamadores não escrevem. Eu considero declamar, algo de fundamental importância na obra de um cordelista. Dar voz a um verso é muito diferente de dar apenas letras, algarismos arábicos, eu gostaria que todos os cordéis fossem declamados. Conheço pesquisador e gente do meio que defende que o cordel não seja declamado e sim lido, somente lido. Defendo que ele pode ser lido, cantado, declamado, encenado, gritado e o que precisarem fazer com ele. – Bráulio Tavares é um cordelista estudioso do cordel. Ele também tem deixado contribuições importantes. O quanto você se interessa pela teoria deste gênero? – Bráulio Tavares é uma de nossas referências. Considero ele, Aderaldo Luciano e Marco Haurélio, as nossas maiores referências teóricas. Li livros teóricos dos três, ministro palestra, aula-espetáculo, oficina e variadas atividades referentes ao cordel e à literatura popular. Acho que posso dizer que sou um embrião de um estudioso da área. Gosto muito de estudar o cordel e muito me interesso por obras sobre essa área. Assim como me sinto muito à vontade para ministrar atividades sobre. – Leandro Gomes de Barros, a maior referência do cordel, recontava, a partir de seus versos, grandes histórias que dizem ser de domínio público, algumas até referenciadas nos contos das mil e uma noites. São odisseias encantadas que nos abriu portas e janelas para o mundo literário. Você tem proposta de escrever uma história nestes moldes do antigo cordel? – O pai do cordel brasileiro, que apresentou, com mais robustez, o cordel ao mundo. Olhe que eu não gosto de personificar nem elevar ninguém, mas é simplesmente um fato. Eu já até escrevi história semelhante a odisseias e verdadeiras epopeias em cordel. O livro "Pau dos Ferros à

sombra da oiticica" é uma obra com quase 150 páginas, mas é um texto único, em literatura de cordel, que conta uma narrativa, sem parar para tomar o goto, dos anos de 1717 a 2012, todo um panorama sobre a história de minha terra natal. Tenho também um cordel chamado "José, um pastor de sonhos" que também segue essa risca do cordel antigo, é uma história bíblica em cordel, aquela mesma que foi encenada em novela já. A história de José do Egito. Eu já a escrevi em cordel. – Você é ainda muito jovem. Que medo você tem diante desta atenção toda que se criou em seu entorno? – Assim, eu acho muito importante que eu seja jovem. Isso encoraja, motiva outras pessoas, outros jovens, crianças, a caminharem pelos caminhos da arte, do cordel, da leitura, da literatura. Quebra mitos, paradigmas. Mas eu não estou só nessa... Temos outros valores no cordel potiguar como Jadson Lima, Robson Renato, Edcarlos Medeiros, Rariosvaldo Oliveira e até poetisas e poetas mirins, que são muitos também... Temos plantado sementes e temos visto alguns frutos já, isso é muito gratificante. Queríamos muito mais atenção do que temos para espalhar nossa arte e nossa literatura por aí... muito mais... Eu tenho medo de não ter atenção em torno do cordel, da literatura popular, é muito bombardeio tecnológico, é muita concorrência desleal, o cordel merece mais atenção. Com esta resposta, me dei conta de que a humildade é também um fator preponderante para a construção de um artista autônomo. Repartir o pão foi uma lição que aprendemos há mais de dois mil anos. Ninguém caminha sozinho no mundo e toda vez que um artista leva consigo a esperança de sua arte e planta sementes dela, ele torna o mundo maior e mais suportável. Manoel Cavalcante é também um menino que anda com uma enxada no ombro e um saco de sementes nas mãos.

a esperança de um milagre josé nicodemos aristida603@hotmail.com

J

á fazia duas semanas que d. Marta velava à cabeceira do filho só esperando a hora do desenlace, desenganado pela medicina. Depois de dois meses de internação hospitalar, o médico o mandou para morrer em casa. Chamava-se Alcindo, ou por outro nome Cidinho. De noite, a vizinhança se revezava fazendo quarto a Cidinho, olhos sempre fechados, a boca vagamente aberta, imóvel. Tudo começou por ocasião da festinha dos seus vinte anos, e ele teve de ser hospitalizado, às pressas. Era um belo rapaz, cheio de planos, e não precisa dizer que amava

a vida intensamente, como todo jovem dessa idade. E, agora, ali acamado, entre a vida e a morte. Sem possibilidade, segundo o seu médico, de encontrar a cura na medicina. A mãe, no entanto, aparentemente conformada, esperava um milagre. Mulher de grande fé e grandes orações. Devota de Nossa Senhora, d. Marta fazia a novena do Rosário, e a força da fé, lá do mais dentro do seu coração, lhe dizia que o filho seria curado, e ela se alimentava nessa esperança: quem reza o Rosário, tudo alcança da Mãe de Deus – dizia, convicta. E era o consolo que lhe dava, ele próprio rezando a novena do Rosário, o padre Lucena, vigário da paróquia. “Nossa Senhora não falta a seus filhos que rezam o Rosário” – consolava-a, a d. Marta. Também ele, o

padre Lucena, tinha a mesma esperança: dizia, inclusive, ter certeza. Na última visita que fez ao moribundo, como médico assistente, o Dr. Alípio chamou a um canto d. Marta e, confortando-a, disse-lhe que o fim seria uma questão de horas. Eram sete da noite. Não mais. Mesmo assim, d. Marta não perdeu a esperança de um milagre. Ajoelhou-se diante do seu oratório e, em lágrimas, rogou esse milagre a Nossa Senhora, sob a proteção do seu filho, Jesus Cristo. A fé ardia-lhe dentro do peito. Uma hora e meia da saída do médico, ou seja, às oito e meia, Cidinho dá o último suspiro, feito um passarinho. Já era cadáver. E d. Marta nunca mais rezou o Rosário da sua devoção: perdeu a fé, depois de refletir sobre as coisas acima da dor e da paz no mundo.

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Destaque

TAG Jurídica

>> Advogadas lançam empresa de comunicação voltada para a área jurídica, que integra portal de notícias e serviços de marketing em diferentes plataformas digitais, com a proposta de ser um elo entre o profissional e a população.

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Balada adorodo comer Impostor (biografismo) atitudes que o carregam pela vida. Está também na cara de moleque ruim que tem sempre uma tirada inteligente. Alguma coisa de João Grilo, tirando a parte ruim desse personagem importante para o cordel. A capacidade poética, o carisma e a inteligência de Manoel são, com certeza, suas marcas mais visíveis. Filho do mototaxista e agricultor Edmilson Alves de Souza e da normalista e professora primária Maria Estelita de Souza Castro, tem duas irmãs, o que explica muito. Sendo o único rapazinho da casa, teve muita gente para lhe dar colo e confiança. Estudou na Escola Estadual Teófilo Rêgo, no Instituto Educacional O mundo do saber e no Educandário Imaculada Conceição. Com muita energia, se tornou atleta de futsal e o esporte pagou o resto de seus estudos até o fim do ensino médio, realizados em escolas privadas com bolsa integral. Cursou Odontologia na UFRN e hoje ganha a vida cuidando do sorriso alheio, quando não no consultório, em suas apresentações sempre disputadas. É que ele tem jeito para a coisa e conquista dos mais atentos aos mais desavisados. Nasceu para isso, como diz o pesquisador Kydelmir Dantas, cuja bênção significa muito. Solteiro, leva uma vida de sertanejo da cidade. Incorporou os personagens míticos do Nordeste e não dispensa uma sandália de arreata. Faz o tipo matuto sabido e é neste contexto que expõe seu charme de poeta moço. Em 2007, publicou o primeiro livro: “Um Caçuá de cultura” (Produção independente). Mas percebeu a existência do mundo da poesia através de sua irmã, de quem se apropriou daquele que chama de “seu primeiro poema”. – Eu fazia a 2ª série, quando a professora pediu para fazermos um poema sobre a Copa do Mundo de 2008. Levei um que minha irmã tinha feito na escola dela, mas demonstrei

muita desenvoltura para declamá-lo, daí tomei gosto pela coisa. O pontapé inicial para a publicação foi em 2007, quando eu fazia o 3° ano do ensino médio. O professor Zildembergue Sena (de história) fez uma força tarefa e mobilizou a escola para que eu lançasse meu livro de poesias para apresentar nas feiras de ciência, nos arraiás e nos eventos da escola. Contém dez poemas em versos populares, não tem ISBN, não tem editora, mas foi, talvez, o mais importante dos meus livros. O povo caiu na besteira de gostar e eu percebi que dava para continuar escrevendo a partir dali. Seis anos depois, nasceu seu primeiro trabalho de visibilidade: “Pau dos ferros à sombra da oiticica” (Offset - 2013) que lhe rendeu muita atenção, mas também as primeiras decepções no meio. Em 2016, entrou na editora Comunique com “Dorinha, a pequena gigante”, e estourou no ano seguinte com “A casa de minha avó” (Comunique - 2017). No mesmo ano publicou “Tão perto, tão longe” (3M - 2017) e neste ano “O Circo” (3M - 2018) e “Se fala assim no sertão” (3M - 2018). Sua poesia entra em seus poemas através da nostalgia, geralmente com lembranças próprias, mas de

cunho universal. O peso de suas metáforas resgata memórias e reminiscências em seu público, o que torna comum ver crianças e adultos chorando após uma de suas declamações. A beleza do conjunto poético que compõe o menino de sobrancelhas largas e sandálias matutas e sua capacidade de sintetizar a vida elevam Manoel Cavalcante à categoria de grande escritor e enorme promessa literária. Desenvolvi com Manoel uma afinidade de admirador, pois, apesar do contato, não somos amigos ainda. Meu primeiro encontro pessoal com ele foi em outubro deste ano, durante a 14ª Feira do Livro de Mossoró. Discutimos alguns de seus poemas e de sua reação surgiu a minha simpatia por ele, o que nos levou a outra conversa: – Seus textos falam sobre você, alguns sobre dores, ressentimentos e a maioria de lembranças vividas ou inventadas. Escrever é também um momento de libertação? – A poesia me salva. Não é fácil viver nesse mundo doido, cheio de ódio, de polarizações, de conflitos, de insegurança, de desonestidade. A poesia me proporciona a fuga, a liberdade, a salvação. Ela suspende DOMINGO, 9 de dezembro de 2018

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Balada do Impostor (biografismo)

Balada do Impostor

(biografismo)

Destaque

José de Paiva Rebouças Jornalista e escritor @paiva_reboucas

Poeta em expansão

>> Manoel Cavalcante trouxe do sertão a força de que precisava para manter firme a cultura e ajudar no reposicionamento da literatura de cordel no Brasil

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anoel Cavalcante tem uma longa missão para o futuro e um grande passado pela frente. Da nova geração dos cordelistas-declamadores do Brasil, o jovem pau-ferrense, de 28 anos, já é ídolo de muita gente e um espelho para o espaço reconstruído para este gênero por Antônio Francisco, maior

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poeta popular do Brasil na atualidade. Carregado pelo importante trabalho das editoras Comunique e 3M, que têm à frente o mobilizador cultural Rílder Medeiros, Manoel conquistou o Oeste potiguar e desponta em várias partes do Brasil. Ter uma boa editora é fundamental no proces-

so de expansão da arte de qualquer escritor, mas quando este é também um show-man, as portas se abrem muito mais facilmente. Serelepe, Cavalcante é um provocador. Baixinho e franzino, carrega na cara um jeito de menino adulado. Sua personalidade não está apenas nas sobrancelhas cheias, mas nas

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ossoró agora conta com uma empresa voltada para o segmento de marketing jurídico virtual. Tendo como ponto central o portal de notícias, a TAG Jurídica atua em diversas plataformas com a proposta de ser um elo entre os profissionais e a população. Idealizado pelas advogadas Mariana Bezerra e Brena Santos, o portal conta com notícias, artigos, matérias especiais, vídeos e outros recursos sempre relacionados ao meio jurídico. De acordo com a advogada Brena Santos, a empresa visa realizar marketing jurídico virtual junto a advogados(as), escritórios e instituições ligadas ao Direito, como a OAB, universidades e associações. A TAG Jurídica nasceu da ideia das advogadas de unir duas de suas paixões, a de Mariana pela advocacia, e a de Brena pela escrita. “O(a) advogado(a) iniciante tem uma grande dificuldade de inserção no mercado de trabalho, independentemente de sua capacidade profissional, o mercado é extremamente competitivo, o Brasil já ultrapassou a marca de um milhão de advogados(as). Então, tem muita gente boa no mercado, isso faz que seja ainda mais difícil se destacar. Percebemos essa dificuldade e fizemos alguns estudos para saber de que forma poderíamos agir”, explica Brena. A advogada afirma que, em um primeiro momento, elas queriam obter resultados positivos para as suas atuações profissional e acabaram notando que poderiam tornar a ideia algo profissional. “Decidimos unir nossas paixões e abrir a TAG. Ela agrega a escrita com a advocacia, propondo-se ser um elo entre o profissional e a população. Promovemos o(a) advogado(a) em nossas páginas e levamos seu conteúdo para cidadãos que talvez precisem do serviço e que, talvez, nem saibam que precisam, mas ao acessar o conteúdo percebeu que precisa da assistência jurídica. Foi assim que surgiu a TAG”, enfatiza.

Advogadas Mariana Bezerra e Brena Santos, idealizadoras da TAG Jurídica

QUAL O DIFERENCIAL? Antes de abrir a empresa, elas fizeram estudos e pesquisas, ouvindo a população e os profissionais da área jurídica, para saber se essa era uma necessidade geral e o que mais atraía o público em portais jurídicos. “Observamos todos os questionamentos e buscamos corrigi-los no nosso portal. Por exemplo, a maior reclamação era o tamanho dos textos e a linguagem utilizada. Então, quem acessa nosso portal, terá acesso a informação de maneira simplificada e curta, geralmente, trabalhamos com a média de dois parágrafos. Se por acaso o(a) leitor(a) quiser se aprofundar, colocamos lá um “saiba mais”, é só clicar e acessar o conteúdo mais extenso. Porém, apenas com os dois parágrafos, nosso público já terá a informação base para compreender a notícia”, ressalta.

Brena Santos faz questão de frisar que o trabalho é feito com base em algumas diretrizes, entre elas, transparência na informação, independência de opinião e respeito. “Não possuímos vínculos com gestões e defendemos a prática democrática tanto da escrita quanto da advocacia. Não abrimos qualquer espaço para posicionamento partidário, religioso, discriminatório, machista, misógino, racista, homofóbico, discurso de ódio, separatista, antidemocrático, bem como que afronte a condição humana de alguma forma”, afirma. E a empresa tem como objetivo promover o fortalecimento do(a) advogado(a), escritórios e instituições, utilizando-se para tanto o meio digital, fazendo que isso reflita na vida real, concreta, e principalmente sem ferir o Código de Ética e Disciplina da OAB. “Como resultado, proDOMINGO, 9 de dezembro de 2018

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Destaque moveremos a consolidação profissional, competitividade no mercado de trabalho, melhoria na imagem e no relacionamento com o(a) cliente”, comenta. Segundo as advogadas, através da TAG Jurídica, elas buscam trabalhar com pautas que acreditam, como a orientação da população para questões emblemáticas da sociedade, como desmitificar que os direitos humanos defendem bandido, encabeçar a luta em questões de gênero, LGBTQ+, negros e negras, deficientes, indígenas e toda população em condição de vulnerabilidade. “Jamais nos calaremos diante disso, faz parte de nós e da TAG, acreditamos que as empresas deveriam trabalhar com responsabilidade social. Agindo assim, podemos deixar nossa contribuição para uma sociedade mais consciente, combativa e mais empática com a dor do outro.” O ponto central da TAG é o portal de notícias, que está conectado com o Instagram, Facebook, Twitter, WhatsApp e YouTube. Diariamente, são trabalhadas notícias ligadas ao meio jurídico (Poderes Executivo, Judiciário e Legislativo). E, numa visão geral, o portal conta com espaço para artigos e teses, com a possibilidade de publicação para estudantes e profissionais que possuam o interesse de colaborar com a TAG. Além disso, o portal tem também as abas “Especiais” e a “TAG TV” com atualizações mensais, em conjunto, com um tema específico. “Estreamos com a TAG ‘Igualdade’, produzindo uma matéria com dois convidados especiais e um para o vídeo, e já estamos produzindo a do mês de dezembro.” MARKETING JURÍDICO Do ponto de vista de marketing, o portal dispõe dos seguintes serviços: publicidade do cartão de visita do escritório no espaço lateral do portal ou da universidade/instituição no espaço central, todos eles conectados diretamente com o perfil profissional

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DOMINGO, 9 de dezembro de 2018

Pesquisa

O Natal é a data mais importante para os setores de comércio e serviços

Portal conta com notícias, artigos, matérias especiais, vídeos e outros recursos, sempre relacionados ao meio jurídico

de quem divulga para facilitar o acesso do(a) leitor(a) aos profissionais e empresas. Há também o espaço para divulgação de artigos produzidos pelo(a) profissional. Gravação de vídeos curtos com tema específico relacionado à área de atuação do(a) cliente. Cobertura de eventos e, inclusive, apesar de ter apenas um mês de existência, o portal já realizou a cobertura do “Jornadas Brasileiras de Relações do Trabalho”, uma realização do Ibec e da Câmara dos Deputados. E, em breve, também abrirá espaço para assessoria de marketing nas redes sociais dos profissionais. As idealizadoras explicam que a diferença desse serviço que oferecem, em relação aos demais sites do segmento, é, antes de tudo, estar consolidando um portal que se comunica não apenas com pessoas do Direito, mas, especialmente, com a sociedade. “Quem consumirá o produto publicitário serão essas pessoas; e também trabalhamos com um sistema de impulsionamento direcionado. Então, o material nunca ficará parado na nossa página, levaremos o conteúdo para um perfil de pessoas que possam consumir o que estamos oferecendo. Por exemplo, eu sou advogada trabalhista nas cidades de Mossoró e Apodi, então, a TAG produzirá

comigo meu conteúdo voltado para a área trabalhista e por meio de impulsionamento nas redes sociais fará que esse conteúdo chegue para moradores de Mossoró e Apodi que possuem interesses relacionados com o meu trabalho”, explica. Em menos de um mês, desde que foi lançado, o feedback do público em geral tem sido positivo, segundo as advogadas. “Era o que esperávamos, a construção de um espaço interativo, a participação das pessoas nas notícias, comentários, repost etc.. A TAG tem tudo para dar certo, estamos confiantes. A gente gostaria de convidar as pessoas para conhecer o nosso portal (www.tagjuridica.com) e nossas páginas nas redes sociais (@tagjuridica). Próxima semana, estamos lançando a matéria especial e TAG TV de dezembro, que terá como tema “Famílias Afetivas”. O material está bem interessante e vale a leitura. E em breve, em nossas redes, vamos lançar o nosso primeiro grande evento, um Congresso Multidisciplinar, que trará questões atuais e emblemáticas, como a atuação do Ministério Público diante dos recentes casos de corrupção, ativismo judicial, violência doméstica, marketing jurídico, reforma da Previdência e diversos outros assuntos de relevância social”, conclui.

aumento significativo na demanda (45%). Além disso, 21% alegam falta de dinheiro e 9% estão desanimados com o resultado das vendas neste ano. Estima-se que 35,1 mil vagas temporárias serão criadas no varejo para o fim do ano; 36% pretendem efetivar pelo menos um temporário Além de sondar as percepções do setor sobre as expectativas de vendas para o fim de ano, a pesquisa também investigou a intenção de contratar mão de obra para as festas de Natal e Ano Novo. O levantamento mostra que a expectativa de reação da economia ainda não reflete na criação de novos postos de trabalho no curto prazo. Apenas 20% dos comerciantes já contrataram ou irão contratar mão de obra extra para reforçar o quadro de trabalhadores nesse período – sejam eles temporários, informais, efetivos ou terceirizados. Em números absolutos, a previ-

são é de que aproximadamente 35,1 mil vagas sejam criadas no período. Para 83% desses comerciantes que contrataram ou pretendem contratar, o principal motivo é suprir a demanda aquecida no período do fim de ano. Os que não pretendem reforçar as equipes com novos profissionais somam 70% da amostra, dos quais 47% justificam não perceber um aumento expressivo no movimento que justifique contratar mais. Para aqueles que vão reforçar o quadro de pessoal, a média de contratações nesse período deve ficar entre um e dois funcionários por empresa. Considerando apenas os que contratarão temporários para o período, praticamente quatro em cada dez (37%) não pretendem efetivar nenhum, enquanto 25% vão efetivar um profissional após as festas de fim de ano. Em relação ao ano passado, 36% garantem que o volume de colaboradores contratados

para dar suporte no período será maior, independente da modalidade de contratação. Outros 36% afirmam que permanecerá igual e 15% consideram que será menor. A pesquisa revela ainda que ter experiência na área e ensino médio concluído costumam ser requisitos necessários. Metade (50%) dos comerciantes que planejam contratar procuram profissionais com bagagem anterior e apenas 8% exigem que o candidato tenha feito algum curso profissionalizante. Para 55% dos empresários, os candidatos devem possuir ensino médio, embora 28% não levem em consideração a escolaridade na hora de contratar. “Nessa época do ano, os varejistas costumam ter pouco tempo para treinar os novos contratados. Desta forma, muitas vezes optam por profissionais que já tenham um pouco de experiência”, explica o presidente do SPC Brasil, Roque Pellizzaro Júnior. DOMINGO, 9 de dezembro de 2018

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Consultoria comportamental

Pesquisa

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pesar da lenta recuperação da economia ao longo de 2018, há uma percepção mais otimista sobre os resultados do varejo para este fim de ano. Uma pesquisa feita com empresários do setor em todas as capitais pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) mostra que, para quatro em cada dez (43%) comerciantes, as vendas no período devem ser melhores na comparação com 2017. Além desses, 32% dos empresários acreditam que as vendas se manterão no mesmo patamar e apenas 9% esperam um desempenho pior — uma queda de 12 pontos percentuais em relação a 2017. O número dos que não souberam responder cresceu 15%. Na avaliação do presidente da CNDL, José César da Costa, há sinais claros de retomada na confiança do empresariado brasileiro, que já enxerga um fim de ano bastante promissor. “Tradicionalmente, o varejo registra um crescimento nas vendas neste período. Embora o cenário econômico ainda esteja pouco aquecido, o Natal é a data mais importante para os setores de comércio e serviços, por essa razão, os empresários seguem animados”, analisa. A pesquisa mostra ainda que pouco menos da metade (46%) dos entrevistados se prepararam ou pretendem preparar a empresa para o Natal — um aumento de 10 pontos percentuais em relação a 2017. Por outro lado, 44% afirmam não ter um plano especial para o seu comércio no fim de ano. Dentre os que se planejaram para o Natal e Ano Novo, as principais estratégias mencionadas são ampliação do estoque (50%), diversificação de produtos e serviços (34%) e investimento na infraestrutura da empresa (20%). Em contrapartida, os empresários que não pretendem fazer alguma ação específica no período justificam que não enxergam necessidade de investir, sobretudo por não ver

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Confraternizações natalinas corporativas >> Especialista dá dicas de como se portar nesse tipo de evento que requer uma imagem profissional. Por isso, primor não só no visual como no comportamento é fundamental

Previsão é de que aproximadamente 35,1 mil vagas de trabalho sejam criadas no período

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Consultoria comportamental

Pesquisa

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final de ano chegou e, com ele, as comemorações corporativas. Mas, afinal de contas, você sabe o que pode e o que não pode nessas ocasiões? Pensando nisso, Maria Inês Borges da Silveira, consultora de comportamento profissional, etiqueta social e internacional, preparou algumas dicas. Segundo ela, a primeira coisa que deve ser lembrada é que esse tipo de ambiente requer uma imagem profissional, por isso, primor não só no visual como no comportamento é fundamental. “Nas empresas, é muito comum reunir colaboradores e funcionários para festejar ou comemorar conquistas e datas especiais. Por conta disso, é importante que o comportamento seja adequado para não comprometer a sua imagem”, explica. Participe, compartilhe e celebre esse momento sem excessos. Lembre-se que a primeira impressão é a que fica. Mulheres devem se vestir de forma discreta, evitando, por exemplo, grandes decotes, saias muito curtas ou justas. Já os homens têm menos complicações, mas é bom evitar bermudas, chinelos, roupas justas demais e camisetas. É importante, também, observar o estilo da festa para escolher o visual mais adequado. Ainda segundo a especialista, é bom respeitar os horários de início e

Participe, compartilhe e celebre esse momento sem excessos

termino da festa, não ser o último a sair. Outro evento que acontece nesta época do ano é o famoso “amigo secreto”. Nesse caso, o importante é seguir as normas estabelecidas de valor e evitar presentes que deem

motivos para gozação ou brincadeiras. Na hora da festa, aproveite para compartilhar momentos leves, evite falar de trabalho. “É um momento de confraternização entre colegas. Aproveite para se divertir, mas sem extrapolar”, finaliza.

Se houver o famoso “amigo secreto”, siga as normas de valor e evite presentes que deem motivos para gozação ou brincadeiras

8 DOMINGO, 9 de dezembro de 2018

Varejistas esperam crescimento das vendas neste fim de ano >> 46% dos empresários do comércio vêm se preparando para o Natal; principais estratégias adotadas são ampliação de estoque, diversificação de produtos e investimento na estrutura da empresa DOMINGO, 9 de dezembro de 2018

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Consultoria comportamental

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final de ano chegou e, com ele, as comemorações corporativas. Mas, afinal de contas, você sabe o que pode e o que não pode nessas ocasiões? Pensando nisso, Maria Inês Borges da Silveira, consultora de comportamento profissional, etiqueta social e internacional, preparou algumas dicas. Segundo ela, a primeira coisa que deve ser lembrada é que esse tipo de ambiente requer uma imagem profissional, por isso, primor não só no visual como no comportamento é fundamental. “Nas empresas, é muito comum reunir colaboradores e funcionários para festejar ou comemorar conquistas e datas especiais. Por conta disso, é importante que o comportamento seja adequado para não comprometer a sua imagem”, explica. Participe, compartilhe e celebre esse momento sem excessos. Lembre-se que a primeira impressão é a que fica. Mulheres devem se vestir de forma discreta, evitando, por exemplo, grandes decotes, saias muito curtas ou justas. Já os homens têm menos complicações, mas é bom evitar bermudas, chinelos, roupas justas demais e camisetas. É importante, também, observar o estilo da festa para escolher o visual mais adequado. Ainda segundo a especialista, é bom respeitar os horários de início e

Participe, compartilhe e celebre esse momento sem excessos

termino da festa, não ser o último a sair. Outro evento que acontece nesta época do ano é o famoso “amigo secreto”. Nesse caso, o importante é seguir as normas estabelecidas de valor e evitar presentes que deem

motivos para gozação ou brincadeiras. Na hora da festa, aproveite para compartilhar momentos leves, evite falar de trabalho. “É um momento de confraternização entre colegas. Aproveite para se divertir, mas sem extrapolar”, finaliza.

Se houver o famoso “amigo secreto”, siga as normas de valor e evite presentes que deem motivos para gozação ou brincadeiras

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Varejistas esperam crescimento das vendas neste fim de ano >> 46% dos empresários do comércio vêm se preparando para o Natal; principais estratégias adotadas são ampliação de estoque, diversificação de produtos e investimento na estrutura da empresa DOMINGO, 9 de dezembro de 2018

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pesar da lenta recuperação da economia ao longo de 2018, há uma percepção mais otimista sobre os resultados do varejo para este fim de ano. Uma pesquisa feita com empresários do setor em todas as capitais pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) mostra que, para quatro em cada dez (43%) comerciantes, as vendas no período devem ser melhores na comparação com 2017. Além desses, 32% dos empresários acreditam que as vendas se manterão no mesmo patamar e apenas 9% esperam um desempenho pior — uma queda de 12 pontos percentuais em relação a 2017. O número dos que não souberam responder cresceu 15%. Na avaliação do presidente da CNDL, José César da Costa, há sinais claros de retomada na confiança do empresariado brasileiro, que já enxerga um fim de ano bastante promissor. “Tradicionalmente, o varejo registra um crescimento nas vendas neste período. Embora o cenário econômico ainda esteja pouco aquecido, o Natal é a data mais importante para os setores de comércio e serviços, por essa razão, os empresários seguem animados”, analisa. A pesquisa mostra ainda que pouco menos da metade (46%) dos entrevistados se prepararam ou pretendem preparar a empresa para o Natal — um aumento de 10 pontos percentuais em relação a 2017. Por outro lado, 44% afirmam não ter um plano especial para o seu comércio no fim de ano. Dentre os que se planejaram para o Natal e Ano Novo, as principais estratégias mencionadas são ampliação do estoque (50%), diversificação de produtos e serviços (34%) e investimento na infraestrutura da empresa (20%). Em contrapartida, os empresários que não pretendem fazer alguma ação específica no período justificam que não enxergam necessidade de investir, sobretudo por não ver

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Confraternizações natalinas corporativas >> Especialista dá dicas de como se portar nesse tipo de evento que requer uma imagem profissional. Por isso, primor não só no visual como no comportamento é fundamental

Previsão é de que aproximadamente 35,1 mil vagas de trabalho sejam criadas no período

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Destaque moveremos a consolidação profissional, competitividade no mercado de trabalho, melhoria na imagem e no relacionamento com o(a) cliente”, comenta. Segundo as advogadas, através da TAG Jurídica, elas buscam trabalhar com pautas que acreditam, como a orientação da população para questões emblemáticas da sociedade, como desmitificar que os direitos humanos defendem bandido, encabeçar a luta em questões de gênero, LGBTQ+, negros e negras, deficientes, indígenas e toda população em condição de vulnerabilidade. “Jamais nos calaremos diante disso, faz parte de nós e da TAG, acreditamos que as empresas deveriam trabalhar com responsabilidade social. Agindo assim, podemos deixar nossa contribuição para uma sociedade mais consciente, combativa e mais empática com a dor do outro.” O ponto central da TAG é o portal de notícias, que está conectado com o Instagram, Facebook, Twitter, WhatsApp e YouTube. Diariamente, são trabalhadas notícias ligadas ao meio jurídico (Poderes Executivo, Judiciário e Legislativo). E, numa visão geral, o portal conta com espaço para artigos e teses, com a possibilidade de publicação para estudantes e profissionais que possuam o interesse de colaborar com a TAG. Além disso, o portal tem também as abas “Especiais” e a “TAG TV” com atualizações mensais, em conjunto, com um tema específico. “Estreamos com a TAG ‘Igualdade’, produzindo uma matéria com dois convidados especiais e um para o vídeo, e já estamos produzindo a do mês de dezembro.” MARKETING JURÍDICO Do ponto de vista de marketing, o portal dispõe dos seguintes serviços: publicidade do cartão de visita do escritório no espaço lateral do portal ou da universidade/instituição no espaço central, todos eles conectados diretamente com o perfil profissional

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O Natal é a data mais importante para os setores de comércio e serviços

Portal conta com notícias, artigos, matérias especiais, vídeos e outros recursos, sempre relacionados ao meio jurídico

de quem divulga para facilitar o acesso do(a) leitor(a) aos profissionais e empresas. Há também o espaço para divulgação de artigos produzidos pelo(a) profissional. Gravação de vídeos curtos com tema específico relacionado à área de atuação do(a) cliente. Cobertura de eventos e, inclusive, apesar de ter apenas um mês de existência, o portal já realizou a cobertura do “Jornadas Brasileiras de Relações do Trabalho”, uma realização do Ibec e da Câmara dos Deputados. E, em breve, também abrirá espaço para assessoria de marketing nas redes sociais dos profissionais. As idealizadoras explicam que a diferença desse serviço que oferecem, em relação aos demais sites do segmento, é, antes de tudo, estar consolidando um portal que se comunica não apenas com pessoas do Direito, mas, especialmente, com a sociedade. “Quem consumirá o produto publicitário serão essas pessoas; e também trabalhamos com um sistema de impulsionamento direcionado. Então, o material nunca ficará parado na nossa página, levaremos o conteúdo para um perfil de pessoas que possam consumir o que estamos oferecendo. Por exemplo, eu sou advogada trabalhista nas cidades de Mossoró e Apodi, então, a TAG produzirá

comigo meu conteúdo voltado para a área trabalhista e por meio de impulsionamento nas redes sociais fará que esse conteúdo chegue para moradores de Mossoró e Apodi que possuem interesses relacionados com o meu trabalho”, explica. Em menos de um mês, desde que foi lançado, o feedback do público em geral tem sido positivo, segundo as advogadas. “Era o que esperávamos, a construção de um espaço interativo, a participação das pessoas nas notícias, comentários, repost etc.. A TAG tem tudo para dar certo, estamos confiantes. A gente gostaria de convidar as pessoas para conhecer o nosso portal (www.tagjuridica.com) e nossas páginas nas redes sociais (@tagjuridica). Próxima semana, estamos lançando a matéria especial e TAG TV de dezembro, que terá como tema “Famílias Afetivas”. O material está bem interessante e vale a leitura. E em breve, em nossas redes, vamos lançar o nosso primeiro grande evento, um Congresso Multidisciplinar, que trará questões atuais e emblemáticas, como a atuação do Ministério Público diante dos recentes casos de corrupção, ativismo judicial, violência doméstica, marketing jurídico, reforma da Previdência e diversos outros assuntos de relevância social”, conclui.

aumento significativo na demanda (45%). Além disso, 21% alegam falta de dinheiro e 9% estão desanimados com o resultado das vendas neste ano. Estima-se que 35,1 mil vagas temporárias serão criadas no varejo para o fim do ano; 36% pretendem efetivar pelo menos um temporário Além de sondar as percepções do setor sobre as expectativas de vendas para o fim de ano, a pesquisa também investigou a intenção de contratar mão de obra para as festas de Natal e Ano Novo. O levantamento mostra que a expectativa de reação da economia ainda não reflete na criação de novos postos de trabalho no curto prazo. Apenas 20% dos comerciantes já contrataram ou irão contratar mão de obra extra para reforçar o quadro de trabalhadores nesse período – sejam eles temporários, informais, efetivos ou terceirizados. Em números absolutos, a previ-

são é de que aproximadamente 35,1 mil vagas sejam criadas no período. Para 83% desses comerciantes que contrataram ou pretendem contratar, o principal motivo é suprir a demanda aquecida no período do fim de ano. Os que não pretendem reforçar as equipes com novos profissionais somam 70% da amostra, dos quais 47% justificam não perceber um aumento expressivo no movimento que justifique contratar mais. Para aqueles que vão reforçar o quadro de pessoal, a média de contratações nesse período deve ficar entre um e dois funcionários por empresa. Considerando apenas os que contratarão temporários para o período, praticamente quatro em cada dez (37%) não pretendem efetivar nenhum, enquanto 25% vão efetivar um profissional após as festas de fim de ano. Em relação ao ano passado, 36% garantem que o volume de colaboradores contratados

para dar suporte no período será maior, independente da modalidade de contratação. Outros 36% afirmam que permanecerá igual e 15% consideram que será menor. A pesquisa revela ainda que ter experiência na área e ensino médio concluído costumam ser requisitos necessários. Metade (50%) dos comerciantes que planejam contratar procuram profissionais com bagagem anterior e apenas 8% exigem que o candidato tenha feito algum curso profissionalizante. Para 55% dos empresários, os candidatos devem possuir ensino médio, embora 28% não levem em consideração a escolaridade na hora de contratar. “Nessa época do ano, os varejistas costumam ter pouco tempo para treinar os novos contratados. Desta forma, muitas vezes optam por profissionais que já tenham um pouco de experiência”, explica o presidente do SPC Brasil, Roque Pellizzaro Júnior. DOMINGO, 9 de dezembro de 2018

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Balada do Impostor (biografismo)

Balada do Impostor

(biografismo)

Destaque

José de Paiva Rebouças Jornalista e escritor @paiva_reboucas

Poeta em expansão

>> Manoel Cavalcante trouxe do sertão a força de que precisava para manter firme a cultura e ajudar no reposicionamento da literatura de cordel no Brasil

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anoel Cavalcante tem uma longa missão para o futuro e um grande passado pela frente. Da nova geração dos cordelistas-declamadores do Brasil, o jovem pau-ferrense, de 28 anos, já é ídolo de muita gente e um espelho para o espaço reconstruído para este gênero por Antônio Francisco, maior

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poeta popular do Brasil na atualidade. Carregado pelo importante trabalho das editoras Comunique e 3M, que têm à frente o mobilizador cultural Rílder Medeiros, Manoel conquistou o Oeste potiguar e desponta em várias partes do Brasil. Ter uma boa editora é fundamental no proces-

so de expansão da arte de qualquer escritor, mas quando este é também um show-man, as portas se abrem muito mais facilmente. Serelepe, Cavalcante é um provocador. Baixinho e franzino, carrega na cara um jeito de menino adulado. Sua personalidade não está apenas nas sobrancelhas cheias, mas nas

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ossoró agora conta com uma empresa voltada para o segmento de marketing jurídico virtual. Tendo como ponto central o portal de notícias, a TAG Jurídica atua em diversas plataformas com a proposta de ser um elo entre os profissionais e a população. Idealizado pelas advogadas Mariana Bezerra e Brena Santos, o portal conta com notícias, artigos, matérias especiais, vídeos e outros recursos sempre relacionados ao meio jurídico. De acordo com a advogada Brena Santos, a empresa visa realizar marketing jurídico virtual junto a advogados(as), escritórios e instituições ligadas ao Direito, como a OAB, universidades e associações. A TAG Jurídica nasceu da ideia das advogadas de unir duas de suas paixões, a de Mariana pela advocacia, e a de Brena pela escrita. “O(a) advogado(a) iniciante tem uma grande dificuldade de inserção no mercado de trabalho, independentemente de sua capacidade profissional, o mercado é extremamente competitivo, o Brasil já ultrapassou a marca de um milhão de advogados(as). Então, tem muita gente boa no mercado, isso faz que seja ainda mais difícil se destacar. Percebemos essa dificuldade e fizemos alguns estudos para saber de que forma poderíamos agir”, explica Brena. A advogada afirma que, em um primeiro momento, elas queriam obter resultados positivos para as suas atuações profissional e acabaram notando que poderiam tornar a ideia algo profissional. “Decidimos unir nossas paixões e abrir a TAG. Ela agrega a escrita com a advocacia, propondo-se ser um elo entre o profissional e a população. Promovemos o(a) advogado(a) em nossas páginas e levamos seu conteúdo para cidadãos que talvez precisem do serviço e que, talvez, nem saibam que precisam, mas ao acessar o conteúdo percebeu que precisa da assistência jurídica. Foi assim que surgiu a TAG”, enfatiza.

Advogadas Mariana Bezerra e Brena Santos, idealizadoras da TAG Jurídica

QUAL O DIFERENCIAL? Antes de abrir a empresa, elas fizeram estudos e pesquisas, ouvindo a população e os profissionais da área jurídica, para saber se essa era uma necessidade geral e o que mais atraía o público em portais jurídicos. “Observamos todos os questionamentos e buscamos corrigi-los no nosso portal. Por exemplo, a maior reclamação era o tamanho dos textos e a linguagem utilizada. Então, quem acessa nosso portal, terá acesso a informação de maneira simplificada e curta, geralmente, trabalhamos com a média de dois parágrafos. Se por acaso o(a) leitor(a) quiser se aprofundar, colocamos lá um “saiba mais”, é só clicar e acessar o conteúdo mais extenso. Porém, apenas com os dois parágrafos, nosso público já terá a informação base para compreender a notícia”, ressalta.

Brena Santos faz questão de frisar que o trabalho é feito com base em algumas diretrizes, entre elas, transparência na informação, independência de opinião e respeito. “Não possuímos vínculos com gestões e defendemos a prática democrática tanto da escrita quanto da advocacia. Não abrimos qualquer espaço para posicionamento partidário, religioso, discriminatório, machista, misógino, racista, homofóbico, discurso de ódio, separatista, antidemocrático, bem como que afronte a condição humana de alguma forma”, afirma. E a empresa tem como objetivo promover o fortalecimento do(a) advogado(a), escritórios e instituições, utilizando-se para tanto o meio digital, fazendo que isso reflita na vida real, concreta, e principalmente sem ferir o Código de Ética e Disciplina da OAB. “Como resultado, proDOMINGO, 9 de dezembro de 2018

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Destaque

TAG Jurídica

>> Advogadas lançam empresa de comunicação voltada para a área jurídica, que integra portal de notícias e serviços de marketing em diferentes plataformas digitais, com a proposta de ser um elo entre o profissional e a população.

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Balada adorodo comer Impostor (biografismo) atitudes que o carregam pela vida. Está também na cara de moleque ruim que tem sempre uma tirada inteligente. Alguma coisa de João Grilo, tirando a parte ruim desse personagem importante para o cordel. A capacidade poética, o carisma e a inteligência de Manoel são, com certeza, suas marcas mais visíveis. Filho do mototaxista e agricultor Edmilson Alves de Souza e da normalista e professora primária Maria Estelita de Souza Castro, tem duas irmãs, o que explica muito. Sendo o único rapazinho da casa, teve muita gente para lhe dar colo e confiança. Estudou na Escola Estadual Teófilo Rêgo, no Instituto Educacional O mundo do saber e no Educandário Imaculada Conceição. Com muita energia, se tornou atleta de futsal e o esporte pagou o resto de seus estudos até o fim do ensino médio, realizados em escolas privadas com bolsa integral. Cursou Odontologia na UFRN e hoje ganha a vida cuidando do sorriso alheio, quando não no consultório, em suas apresentações sempre disputadas. É que ele tem jeito para a coisa e conquista dos mais atentos aos mais desavisados. Nasceu para isso, como diz o pesquisador Kydelmir Dantas, cuja bênção significa muito. Solteiro, leva uma vida de sertanejo da cidade. Incorporou os personagens míticos do Nordeste e não dispensa uma sandália de arreata. Faz o tipo matuto sabido e é neste contexto que expõe seu charme de poeta moço. Em 2007, publicou o primeiro livro: “Um Caçuá de cultura” (Produção independente). Mas percebeu a existência do mundo da poesia através de sua irmã, de quem se apropriou daquele que chama de “seu primeiro poema”. – Eu fazia a 2ª série, quando a professora pediu para fazermos um poema sobre a Copa do Mundo de 2008. Levei um que minha irmã tinha feito na escola dela, mas demonstrei

muita desenvoltura para declamá-lo, daí tomei gosto pela coisa. O pontapé inicial para a publicação foi em 2007, quando eu fazia o 3° ano do ensino médio. O professor Zildembergue Sena (de história) fez uma força tarefa e mobilizou a escola para que eu lançasse meu livro de poesias para apresentar nas feiras de ciência, nos arraiás e nos eventos da escola. Contém dez poemas em versos populares, não tem ISBN, não tem editora, mas foi, talvez, o mais importante dos meus livros. O povo caiu na besteira de gostar e eu percebi que dava para continuar escrevendo a partir dali. Seis anos depois, nasceu seu primeiro trabalho de visibilidade: “Pau dos ferros à sombra da oiticica” (Offset - 2013) que lhe rendeu muita atenção, mas também as primeiras decepções no meio. Em 2016, entrou na editora Comunique com “Dorinha, a pequena gigante”, e estourou no ano seguinte com “A casa de minha avó” (Comunique - 2017). No mesmo ano publicou “Tão perto, tão longe” (3M - 2017) e neste ano “O Circo” (3M - 2018) e “Se fala assim no sertão” (3M - 2018). Sua poesia entra em seus poemas através da nostalgia, geralmente com lembranças próprias, mas de

cunho universal. O peso de suas metáforas resgata memórias e reminiscências em seu público, o que torna comum ver crianças e adultos chorando após uma de suas declamações. A beleza do conjunto poético que compõe o menino de sobrancelhas largas e sandálias matutas e sua capacidade de sintetizar a vida elevam Manoel Cavalcante à categoria de grande escritor e enorme promessa literária. Desenvolvi com Manoel uma afinidade de admirador, pois, apesar do contato, não somos amigos ainda. Meu primeiro encontro pessoal com ele foi em outubro deste ano, durante a 14ª Feira do Livro de Mossoró. Discutimos alguns de seus poemas e de sua reação surgiu a minha simpatia por ele, o que nos levou a outra conversa: – Seus textos falam sobre você, alguns sobre dores, ressentimentos e a maioria de lembranças vividas ou inventadas. Escrever é também um momento de libertação? – A poesia me salva. Não é fácil viver nesse mundo doido, cheio de ódio, de polarizações, de conflitos, de insegurança, de desonestidade. A poesia me proporciona a fuga, a liberdade, a salvação. Ela suspende DOMINGO, 9 de dezembro de 2018

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OPINIÃO [ CRÔNICA

Balada do Impostor (biografismo) isso tudo, transforma em verso e me dá fôlego. – Você se considera um escritor infantil ou é o cordel, sua cadência e sua rima que levam a isso? – Olha, como diria Salizete Freire, nós escrevemos para gente. Eu escrevo poesia. Tendo o cordel como uma de minhas estilísticas predominantes, mas sou, por exemplo, trovador e membro da Academia de Trovas do RN. No entanto, a poesia popular é muito lúdica, cantante, brincante e uma de suas aplicações é na nossa infância, na nossa formação, por isso agora tenho utilizado o cordel voltado para esse público, talvez mais pelo “papel de presente” do que por qualquer outra coisa. Eu tinha um folheto da casa de minha avó, mas um livro, ilustrado, com lápis de cera, é diferente. Ultimamente temos publicado trabalhos ilustrados, com uma edição, um embrulho voltado para as crianças. – Antônio Francisco, Bráulio Bessa e você são novas referências deste gênero que existe no Brasil desde os tempos de colônia, basicamente com a mesma toada. Chegando a Globo, às escolas e formando novos ídolos, o cordel se reposiciona ou ele apenas se reapresenta? – Na verdade há um vazio conceitual muito grande com respeito ao cordel. Hoje acredito que ele se reposicione, esteja ganhando conceito e força sobre alguns patamares. Devemos nos aprofundar mais sobre, conhecer um pouco mais para divulgarmos nossas impressões sobre o assunto. Creio que o cordel tenha crescido bastante nos últimos anos, talvez por ser a única forma de poesia brasileira, genuinamente nordestina, o cordel imprime a cara e a alma de nosso povo. – Contar história é uma coisa, interpretá-la é outra completamente diferente. Todo cordelista deveria ser um bom declamador para dar voz à sua arte ou este é apenas um detalhe artístico particular? – Essa é uma ótima pergunta. A

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arte de declamar é uma arte distinta da arte de escrever cordel. Muitos cordelistas não declamam, muitos declamadores não escrevem. Eu considero declamar, algo de fundamental importância na obra de um cordelista. Dar voz a um verso é muito diferente de dar apenas letras, algarismos arábicos, eu gostaria que todos os cordéis fossem declamados. Conheço pesquisador e gente do meio que defende que o cordel não seja declamado e sim lido, somente lido. Defendo que ele pode ser lido, cantado, declamado, encenado, gritado e o que precisarem fazer com ele. – Bráulio Tavares é um cordelista estudioso do cordel. Ele também tem deixado contribuições importantes. O quanto você se interessa pela teoria deste gênero? – Bráulio Tavares é uma de nossas referências. Considero ele, Aderaldo Luciano e Marco Haurélio, as nossas maiores referências teóricas. Li livros teóricos dos três, ministro palestra, aula-espetáculo, oficina e variadas atividades referentes ao cordel e à literatura popular. Acho que posso dizer que sou um embrião de um estudioso da área. Gosto muito de estudar o cordel e muito me interesso por obras sobre essa área. Assim como me sinto muito à vontade para ministrar atividades sobre. – Leandro Gomes de Barros, a maior referência do cordel, recontava, a partir de seus versos, grandes histórias que dizem ser de domínio público, algumas até referenciadas nos contos das mil e uma noites. São odisseias encantadas que nos abriu portas e janelas para o mundo literário. Você tem proposta de escrever uma história nestes moldes do antigo cordel? – O pai do cordel brasileiro, que apresentou, com mais robustez, o cordel ao mundo. Olhe que eu não gosto de personificar nem elevar ninguém, mas é simplesmente um fato. Eu já até escrevi história semelhante a odisseias e verdadeiras epopeias em cordel. O livro "Pau dos Ferros à

sombra da oiticica" é uma obra com quase 150 páginas, mas é um texto único, em literatura de cordel, que conta uma narrativa, sem parar para tomar o goto, dos anos de 1717 a 2012, todo um panorama sobre a história de minha terra natal. Tenho também um cordel chamado "José, um pastor de sonhos" que também segue essa risca do cordel antigo, é uma história bíblica em cordel, aquela mesma que foi encenada em novela já. A história de José do Egito. Eu já a escrevi em cordel. – Você é ainda muito jovem. Que medo você tem diante desta atenção toda que se criou em seu entorno? – Assim, eu acho muito importante que eu seja jovem. Isso encoraja, motiva outras pessoas, outros jovens, crianças, a caminharem pelos caminhos da arte, do cordel, da leitura, da literatura. Quebra mitos, paradigmas. Mas eu não estou só nessa... Temos outros valores no cordel potiguar como Jadson Lima, Robson Renato, Edcarlos Medeiros, Rariosvaldo Oliveira e até poetisas e poetas mirins, que são muitos também... Temos plantado sementes e temos visto alguns frutos já, isso é muito gratificante. Queríamos muito mais atenção do que temos para espalhar nossa arte e nossa literatura por aí... muito mais... Eu tenho medo de não ter atenção em torno do cordel, da literatura popular, é muito bombardeio tecnológico, é muita concorrência desleal, o cordel merece mais atenção. Com esta resposta, me dei conta de que a humildade é também um fator preponderante para a construção de um artista autônomo. Repartir o pão foi uma lição que aprendemos há mais de dois mil anos. Ninguém caminha sozinho no mundo e toda vez que um artista leva consigo a esperança de sua arte e planta sementes dela, ele torna o mundo maior e mais suportável. Manoel Cavalcante é também um menino que anda com uma enxada no ombro e um saco de sementes nas mãos.

a esperança de um milagre josé nicodemos aristida603@hotmail.com

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á fazia duas semanas que d. Marta velava à cabeceira do filho só esperando a hora do desenlace, desenganado pela medicina. Depois de dois meses de internação hospitalar, o médico o mandou para morrer em casa. Chamava-se Alcindo, ou por outro nome Cidinho. De noite, a vizinhança se revezava fazendo quarto a Cidinho, olhos sempre fechados, a boca vagamente aberta, imóvel. Tudo começou por ocasião da festinha dos seus vinte anos, e ele teve de ser hospitalizado, às pressas. Era um belo rapaz, cheio de planos, e não precisa dizer que amava

a vida intensamente, como todo jovem dessa idade. E, agora, ali acamado, entre a vida e a morte. Sem possibilidade, segundo o seu médico, de encontrar a cura na medicina. A mãe, no entanto, aparentemente conformada, esperava um milagre. Mulher de grande fé e grandes orações. Devota de Nossa Senhora, d. Marta fazia a novena do Rosário, e a força da fé, lá do mais dentro do seu coração, lhe dizia que o filho seria curado, e ela se alimentava nessa esperança: quem reza o Rosário, tudo alcança da Mãe de Deus – dizia, convicta. E era o consolo que lhe dava, ele próprio rezando a novena do Rosário, o padre Lucena, vigário da paróquia. “Nossa Senhora não falta a seus filhos que rezam o Rosário” – consolava-a, a d. Marta. Também ele, o

padre Lucena, tinha a mesma esperança: dizia, inclusive, ter certeza. Na última visita que fez ao moribundo, como médico assistente, o Dr. Alípio chamou a um canto d. Marta e, confortando-a, disse-lhe que o fim seria uma questão de horas. Eram sete da noite. Não mais. Mesmo assim, d. Marta não perdeu a esperança de um milagre. Ajoelhou-se diante do seu oratório e, em lágrimas, rogou esse milagre a Nossa Senhora, sob a proteção do seu filho, Jesus Cristo. A fé ardia-lhe dentro do peito. Uma hora e meia da saída do médico, ou seja, às oito e meia, Cidinho dá o último suspiro, feito um passarinho. Já era cadáver. E d. Marta nunca mais rezou o Rosário da sua devoção: perdeu a fé, depois de refletir sobre as coisas acima da dor e da paz no mundo.

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editorial [ índice

adoro comer

TAG Jurídica

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ossoró agora conta com uma empresa voltada para o segmento de marketing jurídico virtual. Tendo como ponto central o portal de notícias, a TAG Jurídica atua em diversas plataformas com a proposta de ser um elo entre os profissionais e a população. Idealizado pelas advogadas Mariana Bezerra e Brena Santos, o portal conta com notícias, artigos, matérias especiais, vídeos e outros recursos, sempre relacionados ao meio jurídico. De acordo com a advogada Brena Santos, a empresa visa realizar marketing jurídico virtual junto a advogados(as), escritórios e instituições ligadas ao Direito, como a OAB, universidades e associações. A TAG Jurídica nasceu da ideia das advogadas de unir duas de suas paixões, a de Mariana pela advocacia e a de Brena pela escrita. “Promovemos o advogado(a) em nossas páginas e levamos seu conteúdo para cidadãos que talvez precisem do serviço e que, talvez, nem saibam que precisam, mas ao acessar o conteúdo, percebem que precisam da assistência jurídica. Foi assim que surgiu a TAG”, enfatizam as idealizadoras. Boa leitura, Nara Andrade.

Pastel de carne de sol com banana

TAG Jurídica Advogadas lançam empresa de comunicação voltada para a área jurídica, que integra portal de notícias e serviços de marketing em diferentes plataformas digitais. Página 4

Ingredientes

Confraternizações corporativas de Natal Especialista dá dicas de como se portar nesse tipo de evento que requer uma imagem profissional. Página 7

Massa 2 xícaras (chá) de Farinha de Trigo Finna Tipo I (sem fermento) 2 colheres (sopa) de óleo 1⁄2 xícara (chá) de água morna 1 colher (chá) de sal 1 colher (sopa) de vinagre Creme de Mandioca 2 colheres (sopa) de Margarina Puro Sabor 1 kg de mandioca descascada e picada 1 copo de requeijão 1 cebola ralada 200 ml de leite de coco 1⁄2 caixinha de creme de leite Recheio 3 colheres (sopa) de Margarina Puro Sabor 750 g de carne de sol dessalgada e cortada em tiras 1 cebola picada 1 pimenta-de-cheiro picada 1 cebola cortada em fatias finas Cheiro-verde picado

Coluna José de Paiva Rebouças Manoel Cavalcante tem uma longa missão para o futuro e um grande passado pela frente. Página 12

Montagem 3 bananas da terra cortadas em rodelas e fritas na Margarina Puro Sabor 3 claras 400 g de queijo muçarela ralado 100 g de azeitona verde picada

Modo de preparo Massa Misture Farinha de Trigo Finna com o sal em uma tigela. Adicione vinagre, óleo e água morna. Misture até bem até formar uma massa homogênea. Envolva a massa com plástico, leve para a geladeira e deixe descansar por 6 horas. Creme de mandioca Em uma panela de pressão no fogo médio, coloque a mandioca, o leite de coco, cubra com água, adicione o sal, tampe a panela e após pegar pressão conte 20 minutos. Retire do fogo, abra a panela e escorra a mandioca. Reserve o caldo. Com auxílio de um espremedor, amasse a mandioca e volte a mandioca para a panela. Adicione o caldo reservado, MargarinaPuroSaboreacebolaralada.Leveaofogomédioatéengrossar. Retire do fogo, o creme de leite, o requeijão, misture e deixe esfriar. Recheio Coloque 2 colheres de Margarina Puro Sabor, pimenta de cheiro, cebola picada e a carne de sol em uma panela de pressão, cubra com água e deixe em fogo médio. Após pegar pressão conte 15 minutos. Retire do fogo, abra a panela, escorra a carne, transfira para uma frigideira e doure bem. Transfira para um processador e desfie. Coloque na panela 1 colher (sopa) de Margarina Puro Sabor e refogue a cebola cortada em fatias finas. Adicione a carne de sol desfiada e refogue bem. Desligue o fogo, junte cheiro verde picadinho e misture. Reserve. Montagem Passe a massa por um cortador em formato de círculo. Em cada pedaço de massa, pincele clara, espalhe uma camada de creme de mandioca, as rodelas de banana frita, uma porção de carne de sol refogada, queijo muçarela ralado, azeitona verde picada e dobre a massa apertando bem com um garfo. Em seguida, frite os pastéis em óleo quente até dourar. Retire e escorra em papel absorvente.

Colunas

José Nicodemos

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• Edição – C&S Assessoria de Comunicação • Editor-geral – Edilson Damasceno • Editora – Nara Andrade • Dia­gra­ma­ção – Rick Waekmann • Projeto gráfico – Augusto Paiva • Im­pres­são – Grá­fi­ca De Fa­to • Re­vi­são – Gilcileno Amorim • Foto – Marcos Garcia Re­da­ção, pu­bli­ci­da­de e cor­res­pon­dên­cia Av. Rio Bran­co, 2203 – Mos­so­ró (RN) Fo­nes: (0xx84) 3323-8900/8909 Si­te: www.de­fa­to.com/do­min­go E-mail: re­da­cao@de­fa­to.com Do­min­go é uma pu­bli­ca­ção se­ma­nal do Jor­nal de Fa­to. Não po­de ser ven­di­da se­pa­ra­da­men­te.

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18 anos de

compromisso com o jornalismo de verdade @defato_rn

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TAG Jurídica Advogadas lançam empresa de comunicação voltada para a área jurídica, que integra portal de notícias e serviços de marketing em diferentes plataformas digitais, com a proposta de ser um elo entre o profissional e a população.


tv

>> bastidores

Adaptação moderna do clássico “Dom Casmurro”, “Capitu” completa uma década de exibição

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>> inside

Intérprete de Glória de “Assédio”, Mariana Lima exalta importância histórica e feminista da série

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defato com

>> principal

Em “O Sétimo Guardião”, Lília Cabral reforça posto de vilã página 3

No espírito da

maldade


2 televisão

Seriais

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>> por Geraldo Bessa

Destaques das séries e conteúdo “on demand”

Aprender a viver Colégio é assim: entra ano, sai ano, as turmas se renovam. A sala de aula mais animada do Brasil não foge à regra. A nova temporada da “Escolinha do Professor Raimundo”, cujo os primeiros episódios já estão disponíveis na Globoplay, vem aí e tem alunos novos chegando para completar a lista de chamada. À frente de todos, um mestre que apesar da frustração com o salário, segue obstinado pela arte de lecionar. Em 2018, a nova versão do humorístico, uma parceria entre a Globo e o VIVA, chega a quarta temporada trazendo novas situações vividas pelos personagens Aldemar Vigário (Lúcio Mauro Filho), Armando Volta (Evandro Mesquita), Baltazar da Rocha (Otávio Müller), Batista (Rodrigo Sant’Anna), Cacilda (Fabiana Karla), Cândida (Maria Clara Gueiros), Capitu (Ellen Roche), Caitfunda (Dani Calabresa), Dona Bela (Betty Gofman), Joselino Barbacena (Ângelo Antônio), Marina da Glória (Fernanda de Freitas), Pedro Pedreira (Marco Ricca), Ptolomeu (Otaviano Costa), Rolando Lero (Marcelo Adnet), Seu Boneco (Marcius Melhem), Seu Peru (Marcos Caruso) e Zé Bonitinho (Mateus Solano). A classe do professor Raimundo Nonato (Bruno Mazzeo, em homenagem ao pai do ator, Chico Anysio) abre espaço para a chegada de novos rostos que prometem agitar ainda mais o novo ano letivo, a começar pelo inesquecível Seu Eustáquio.

Requinte íntimo

(TNT Go, seg, dia 10) Destaque na programação da TNT no mês de dezembro, o “Victoria’s Secret Fashion Show” será exibido nesta segunda, dia 10, às 22h30. O canal vai transmitir com exclusividade na tevê brasileira e em sua plataforma streaming TNT Go, o tradicional evento que reúne grandes modelos internacionais e atrações musicais de peso na mesma passarela. Será a oportunidade de conferir na tela todos os detalhes de um dos mais prestigiados desfiles do mundo. Durante transmissão, os telespectadores vão conferir o “Dream Angels Fantasy Bra”, desfilado pela Angel sueca Elsa Hosk. Produzido exclusivamente para o evento, a peça contém 71 quilates de diamantes do Atelier Swarovski e bojo de prata de lei, e é avaliada em cerca de 1 milhão de dólares. Foram necessárias mais de 930 horas de trabalho para concluí-la. Aos fãs da passarela mais prestigiada do mundo, a TNT vem dedicando espaço aos desfiles da famosa marca ao longo dos últimos anos.

Atitudes do bem

(GloboNews Play, ter, dia 11) Dezembro é um mês de balanço do ano que está acabando, de fazer planos para os próximos 365 dias e, entre festejos e reflexões, deixar aflorar a solidariedade. Como inspiração para uma época tão especial, a série “Sou do Bem” estreia no “Via Brasil”, disponível na GloboNews Play. O especial apresenta brasileiros que escolheram ajudar o próximo. Pessoas que, apesar dos afazeres de suas profissões, doam parte do tempo a quem precisa. O primeiro episódio conta histórias como a do grafiteiro Tomaz Vianna, conhecido como Toz, que criou um projeto para ensinar jiu-jitsu a crianças de baixa renda. Além disso, a série também acompanha dois amigos que

decidiram viajar pelo país para retratar a cultura brasileira. Tudo com pouco dinheiro no bolso, mas com muita vontade e disposição. Já em João Pessoa, o artista plástico e ceramista Chico Ferreira mostra como os elementos do sertão influenciam a criação das peças. Uma história de mais de trinta anos dedicados à arte.

Vida pessoal

(Netflix, sex, dia 14) O longa “Roma” narra um ano turbulento na vida de uma família de classe média na Cidade do México dos anos 1970. Inspirado nas mulheres de sua infância, o diretor Alfonso Cuarón faz uma engenhosa homenagem ao matriarcado que moldou o seu mundo. Retrato expressivo dos conflitos domésticos e da hierarquia social em meio à instabilidade política, o filme conta a história de uma jovem empregada doméstica Cleo (Yalitza Aparicio), com ascendência indígena mixteca, e sua colega Adela (Nancy García García), também mixteca, que trabalham para a mesma família. Mãe de quatro filhos, Sofia (Marina de Tavira) tem de lidar com as ausências prolongadas do marido. Cleo recebe uma notícia devastadora, que ameaça tirar a sua atenção do cuidado com os filhos de sua patroa, a quem ela ama como se fossem seus. Enquanto buscam um novo sentido para o amor e a solidariedade em um contexto social em que classe e raça se misturam de uma forma perversa, Cleo e Sofia encaram as mudanças por que passa a família em um país que enfrenta confrontos entre milícias apoiadas pelo governo e manifestantes estudantis.

Muitos mistérios

(Netflix, sex, dia 14) Nesta sexta, assinantes Netflix poderão conferir o mundo sobrenatural e excitante de “Tidelands”, a primeira série original australiana do serviço de “streaming”. Com oito episódios, a realização é da Hoodlum, produtora vencedora do Emmy e BAFTA. A série conta a história de Cal McTeer, interpretada por Charlotte Best, uma jovem que volta para casa, na pequena vila de pescadores Orphelin Bay, após dez anos em centros de detenção juvenil e na cadeia. Mas Orphelin Bay está rodeada de mistérios.


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No espírito da maldade >> principal

P – Aguinaldo Silva costuma usar bordões em seus personagens, mas, por enquanto, Valentina não apresentou nenhum. Qual é sua opinião sobre esse recurso? R – Eu não gosto de bordão e o Aguinaldo não me deu bordão nenhum. A Valentina fala algumas coisas divertidas, até pode repeti-las, mas não que sejam bordões. Desde que interpretei a Amorzinho, em “Tieta”, em que eu falava “Cinira”, me irritei com bordões.

Em “O Sétimo Guardião”, Lília Cabral reforça posto de vilã

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postura altiva e a voz firme de Lília Cabral indicam a personalidade forte da atriz. Mas também são características fundamentais de uma boa vilã, perfil de personagem que ela se acostumou a interpretar ao longo de sua trajetória. Apesar de ter um vasto leque de papéis dos mais variados em seu currículo, Lília é capaz de roubar a cena e “entortar” a novela para o seu lado quando dá vida a uma mulher perversa. Foi o que aconteceu quando encarnou a Sheila de “História de Amor”, a Marta de “Páginas da Vida” e a Maria Marta de “Império”. Há quase um mês no ar como a ardilosa Valetina Marsalla de “O Sétimo Guardião”, a atriz já mostrou que deve repetir o feito na novela de Aguinaldo Silva. “Como minha personagem enriqueceu, se acha no direito de usar essa construção de vida como um respaldo para poder ser aquilo que é e dizer o que pensa, manda até matar se for preciso. Ela não é uma pessoa do bem e acho que tem muita gente assim, dissimulada”, pontua. Foi em tramas do Aguinaldo Silva, aliás, que Lília mais teve a oportunidade de apresentar seu trabalho e sua capacidade de se reinventar a cada papel. Depois de 30 anos de carreira na televisão, ela ganhou sua primeira protagonista de novela em uma obra do autor, “Fina Estampa”, em que viveu Griselda. Por isso, sempre que Aguinaldo aparece com alguma nova

proposta, Lília aceita sem nem pestanejar. “Estar ao lado de uma pessoa que olha para você assim é incrível. As minhas conquistas foram porque ele olhou para mim como atriz. De fato, o que ele me mandar fazer, eu faço”, afirma. P – O que chamou sua atenção em relação à Valentina quando recebeu a sinopse? R – Valentina é uma mulher amargurada. Nasceu má, mas só percebeu isso depois. Quando foi abandonada no altar, ela descobriu que podia ser má e, com isso, aproveita para fazer da vida o que ela escolheu, tomar atitudes que bem quiser. Já que ficou empoderada e enriqueceu, dentro dessas atitudes, ela não tem folga para bondade. P – Na hora de fazer a sua composição de papel, o fato de Valentina ter sido abandonada no altar importa para a personalidade má dela? R – Não. Quantas são abandonas ou quanta tragédia pode acontecer com uma menina nova? Nem por isso a pessoa se transforma em alguém intragá-

vel. Eu não acredito que minha personagem tenha se transformado, acredito que sempre foi má. Se eu ficar pensando que ela se transformou, fica parecendo que tinha uma vida antes e uma vida depois. P – Você não enxerga nenhum “respiro” de afeto em sua personagem, nem mesmo pelo filho, Gabriel, interpretado por Bruno Gagliasso? R – Não. Ela não tem nenhum lado de afeto. Minha personagem, inclusive, não gosta desse filho e as pessoas vão descobrir isso mais adiante. P – Mas, apesar de ser má, Valetina destila um “quê” de humor, característica presente em muitas vilãs de Aguinaldo Silva. Como você trabalha isso? R – Aos poucos, o humor vai aparecendo. No começo, é como se ainda estivéssemos implantando essa personagem. Eu gosto de fazer esse lado dissimulado da Valentina. Na verdade, amo fazer! Amo fazer as pessoas chorarem comigo e, em cinco minutos, verem que não é nada daquilo.

P – Volta e meia, alguma novela da qual você integrou o elenco é reprisada no Viva. Você gosta de rever trabalhos antigos? R – Sim, gosto de me ver. Já me perguntaram se eu não fico saudosa, mas não fico. Se a vida da gente tivesse ido para trás, eu não gostaria de me ver, mas a vida da gente mudou tanto. Imagina, quando eu comecei não tinha filha, marido, minha casa. Olho agora para o crescimento, com todas as dificuldades que a gente passa – porque a gente passa mesmo –, mas não fico saudosista. P – O que você leva em consideração na hora de aceitar um papel? R – Eu aceito porque geralmente são muito bons. Quando me convidaram para fazer a Silvana, em “A Força do Querer”, eu disse “sim”, jamais iria negar. Quando fui convidada para fazer “Liberdade, Liberdade”, eu acreditei naquela personagem. Aceito quando vejo que tem muita coisa boa naquele trabalho, seja pelo autor ou pelo diretor que eu gosto. Agora estou louca para trabalhar com novos autores para conhecer outros caminhos também e por aí vai. Posso dizer que tenho sorte.


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Carga intensa >> close No elenco de “Jesus”, Vanessa Gerbelli retorna ao universo bíblico da Record

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o longo da carreira, Vanessa Gerbelli ficou conhecida pelas personagens de personalidade forte e intensa, como a Fernanda de “Mulheres Apaixonadas”, da Globo, e a Elza de “Prova de Amor”, da Record. Atualmente no ar em “Jesus” como a maquiavélica Herodíade, a atriz assume que se sente bastante à vontade na pele de tipos tresloucados e que abrem espaço para ousar em cena. “Gosto muito de ser lembrada por esses papéis fortes. Não sei se as pessoas se identificam pela forma que eu me entrego aos projetos. A Herodíade é uma vilã muito clássica e que se acha acima do bem e do mal. É uma personagem que permite esquecer qualquer critério de moral ou ética”, valoriza. O trabalho em “Jesus” marca o retorno de Vanessa a Record, onde ficou por sete anos. Entre 2014 e 2017, a atriz voltou a trabalhar na Globo e integrou o elenco de produções, como “Em Família”, “Malhação” e “Novo Mundo”. Na tevê desde 2000, quando estreou em “O Cravo e a Rosa”, Vanessa acredita que o mercado está se reconfigurando e mostrando outras formas de vínculo de trabalho. “Tudo está tão variado. Temos de ir aonde os trabalhos nos instigam. ‘Jesus’ era um projeto muito interessante e que iria me dar

um prazer enorme de pesquisar e construir. Além disso, tenho a chance de trabalhar

com uma equipe e um elenco incríveis”, explica ela, que foi convidada para o folhetim. “O

convite partiu da própria emissora. Não dava para perder essa oportunidade”, completa. Na história escrita por Paula Richard, Herodíade é uma mulher ambiciosa e manipuladora. Casou-se com seu tio Filipe, a quem abandonou para viver em adultério com outro tio, Antipas, papel de Marcos Winter. Odeia João Batista, de Iano Salomão, que não cansa de apontar seus pecados para todos ouvirem. Ardilosa, ela manipula a filha Salomé, de Valentina Bulc, fazendo com que a jovem seja a responsável pela execução de João Bastista. “A Herodíade tem uma vida envolta em tragédias. Sua família é morta por Herodes e só sobra ela. Então, ela tem um passado muito duro e negro, ficando endurecida e ressentida. Acho que nunca fiz alguém tão ruim. A Elza de ‘Prova de Amor’ era doente. A Herodíade é má por vontade própria mesmo”, afirma. Para construir o papel, Vanessa contou com o auxílio da psicanalista Kátia Achcar. Antes das gravações, as duas começaram a traçar um perfil psicológico para a personagem e moldar sua voz e postura em cena. “É uma preparadora especial. Funciona como um direcionamento de perfil e acho que todo ator deveria ter um olhar de fora para auxiliar. É uma forma de compor um papel e não se contradizer mais à frente. Começamos o trabalho com um pilar forte e que dá para levar a novela inteira”, ressalta. Além disso, a atriz também buscou referências nas grandes rainhas da história. “Li muito sobre o momento histórico. Acho que essa família era muito desequilibrada, tinha uma agressividade e um destempero muito latente. As pessoas realmente achavam que a Herodíade era maluca”, aponta.


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>> ponto de vista

Bom elenco e direção disfarçam os velhos clichês e o humor morno de “Pais de Primeira”

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Globo sabe do poder de sua teledramaturgia. É o setor da emissora que mais se expandiu ao longo dos últimos anos. Antes mais focada nas tradicionais novelas, seriados e minisséries especiais, agora a emissora vem “abraçando” ideias diversificadas de séries e buscando espaços em sua grade para poder exibi-las. Para evitar o “buraco negro” em termos de visibilidade da faixa após o “Fantástico”, - “Sai de Baixo” é uma das poucas exceções que conseguiram êxito -, recentemente, as produções invadiram as tardes de domingo. Pensando no momento de descanso pós-almoço do telespectador, a Globo encomendou para o horário títulos que pudessem entreter um público heterogêneo. Por conta disso, produções no melhor estilo “família” - até no nome -, caso de “A Cara do Pai” e “Pais

Riso da

depressão

de Primeira” cabem perfeitamente nessa proposta. “Novata” no rodízio de competições musicais, programas de auditório e “sitcoms” fofinhas da faixa, a aposta em “Pais de Primeira” diz muito sobre o atual momento do Brasil a partir da ótica da emissora. Depois do “barulho” provocado pelo aumento do consumo e da qualidade, a partir da segunda metade dos anos 2000, ou o tão alardeado aumento da “Classe C”, a Globo tratou de se “vestir” de acordo com a festa, lançando novelas como “Avenida Brasil”, “Cheias de Charme”, seriados como “Tapas & Beijos”, e apostando na mistura democrática do “Esquenta!” para as tardes de domingo. Passado o entusiasmo social e em tempos de crise, a emissora se voltou para o esquema mais tradicional em quase toda sua grade. Perdendo audiência dos públicos C, D e E para o assis-

tencialismo popularesco do SBT e Record, a emissora resolveu acalentar um público mais conservador e classe média. O lançamento de produções de emoção morna e óbvia como “Pais de Primeira”, uma forma da emissora se mostrar cômica sem se comprometer. Idealizada por Antonio Prata e dirigida pelo sempre eficiente Luiz Henrique Rios, a série tem humor esperto e jovial que o horário exige, mas escorrega nos velhos clichês de romantização do casamento e do primeiro filho. Se o telespectador já sabe o que esperar da história, o “timing” cômico de um elenco talentoso acaba por valorizar as situações. A escolha de Renata Gaspar como protagonista é um grande acerto. Dinâmica e em sintonia com o texto, a atriz já tinha se destacado ao longo das ótimas temporadas do “Tá no

Ar: A TV na TV” e agora exibe o equilíbrio exato entre o amor maternal e o desespero da administradora Tati. Ator que sempre se utiliza das mesmas “caras e bocas”, George Sauma segue por um caminho mais fácil na pele do músico Pedro, mas sem comprometer o jogo de cena da dupla. Para sustentar as duas apostas como atores principais, Luiz Henrique Rios convocou um elenco secundário de primeira, formado por nomes como Marisa Orth, Daniel Dantas, Heloísa Périssé e Nelson Dantas. Por fim, o humor de todos os personagens nasce não de situações, mas das crises econômicas, existenciais ou famílias de cada um. Em sintonia com o atual momento do País, “Pais de Primeira” é uma comédia que parte da desesperança e se desenvolve no poder de superação de seus personagens.


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Terça (11/12) - Júnior deixa a ONG sem ser visto. Jade anuncia que decidiu fazer cirurgia plástica. Marli e Paulo apreciam o ensaio de Mel e Getúlio. Começa o show de talentos do Sapiência. Vagner e Flora conversam e a menina apoia as novas escolhas do rapaz. Júnior ameaça Soninha. Fabiana se apresenta e fica surpresa com o incentivo de Dandara. Soninha revela a Vagner que Júnior descobriu sobre o relacionamento dos dois.

Quarta (12/12) – Soninha e Vagner explica sua situação para Leandro e Bárbara. Todos f zem sucesso no show de talentos. Flora e Ma Alice percebem o encantamento de Jade com apresentação de capoeira de Érico. Mel dá um ideia para Getúlio aumentar sua renda. Júni ameaça Vagner, que finge aceitar trabalhar pa José. Jade demonstra interesse em saber ma sobre a cultura negra.

>>Espelho da Vida Globo – 18h15

Segunda (10/12) – Cris sonha com Danilo e Hildegard. Felipe influencia Priscila a atrapalhar o namoro de Alain e Isabel. Jorge conta sobre o beijo e Cris se preocupa. Solange esconde as roupas de Emiliano no carro de Tavares. Emiliano percebe que suas roupas sumiram. Cris se preocupa com a demora de Alain e Isabel. Marcelo entra na gruta.

Terça (11/12) – Marcelo é hostil com Isabel e Alain. Cris afirma a Edméia/Grace que não tem ciúmes de Alain com Isabel. Tavares encontra as roupas de Emiliano. Isabel termina seu romance com Marcelo. Alain é rude com Cris. Priscila conta para Edméia/Grace que Felipe apareceu para ela na gruta. Marina e Gerson recebem as réplicas dos quadros de Hildegard. Margot se surpreende ao ver pintura no quadro entre as obras que vieram do antiquário.

Quarta (12/12) – Flávio alerta Padre Léo sob Américo. Marcelo marca um encontro com M riane. Sheila se insinua para Bola. Alain não go ta quando Daniela lembra que Cris fez o desen de Danilo. Cris ouve Mariane falando dela pa Josi e a confronta. Emiliano manda flores pa Zezé e Abigail, e Lenita reclama com o homem frente de Solange. Priscila conta para Flor sob a visita que recebeu de Felipe. Alain beija Isab

>>O Tempo Não Para Globo – 19h15

Segunda (10/12) – Agnese diz a Marocas que não tem nada contra ela, mas se recusa a contar quem está por trás do atentado contra sua vida. Lúcio diz a Livaldo que o documento que furtou da casa de Carmen atesta que a SamVita só existe graças a ele. Livaldo conta a Mariacarla que Carmen o impediu de voltar. O investigador descobre que alguém deu sinal para Agnese fugir. Elmo contrata Menelau para trabalhar na padaria. Natália flagra Bento beijando Vera Lúcia.

Terça (11/12) – Samuca deduz que Agnese possa ter se envenenado. Marino aceita a proposta de Dom Sabino no projeto de despoluição do Rio Tietê. Betina pede a Mariacarla que a mantenha informada sobre os passos de Livaldo. Lúcio visita Agnese no hospital e a ameaça. Betina deduz que Agnese se envenenou para escapar da cadeia. Betina afirma a Igor que eles devem mandar Agnese para fora do Brasil com documentos falsos.

Quarta (12/12) – Marocas fica encantada co o apartamento. O detetive diz a Lúcio que as i vestigações apontam que a família Sabino pl nejou a morte de Emílio. Samuca convence Do Sabino a aceitar o investimento de Lúcio no pr jeto do Tietê, para a alegria do banqueiro. Do Sabino e Samuca apartam uma briga entre Agu tina e Carmen. Betina surpreende Samuca dizer que quer ser madrinha de seu casamen com Marocas.

>>O Sétimo Guardião Globo.–21h

Egídio. Valentina observa a passagem que leva até a fonte. Diana revela a Nicolau que faz caratê. Tobias e Clotilde não contam a Firmina o motivo do jantar que encomendaram. Geandro e Júnior estranham o comportamento de Marilda. Ondina e Mirtes se enfrentam na praça. Machado desconfia da acusação de Valentina. Guilherme reclama de João Inácio para Aranha. Milu e Feliciano notam o desinteresse de Eurico pelos assuntos da fonte.

Terça (11/12) – Gabriel enfrenta Valentina. Clotilde decide falar com Valentina sobre a prisão de Luz. Lourdes Maria procura por Olavo. Gabriel ameaça Valentina. Machado mostra a Rita de Cássia a calcinha que roubou. Júnior vê o homem misterioso que o atacou na delegacia. Fabim observa Marilda. Gabriel visita Luz. Júnior propõe uma trégua a Gabriel. Machado manda Leonardo comparecer à delegacia. Mirtes ofende Stella. Marilda chega à casa de Valentina.

Quarta (12/12) – Gabriel consegue chega Greenville. Nicolau se anima com a decisão Diana, e Afrodite se incomoda. Stella consp com João Inácio contra Mirtes. Olavo tenta in midar Valentina. Milu se preocupa com Afrodi Diana chora ao lembrar da conversa com a mã Machado liberta Luz. Gabriel é levado para o ho pital. Todos na praça festejam a liberdade de Lu Lourdes Maria beija Olavo. Rita de Cássia aler Machado sobre Valentina.

Segunda (10/12) – Cláudia e Durval encerram o jantar em clima apaixonado. Yasmin resolve confrontar Filipa sobre ser acusada do roubo da mala. Afonso diz que está apaixonado por Luísa. Yasmin liga para Filipa e pergunta por que foi acusada de ter roubado a mala dos pais de Poliana. Luísa, Antônio e Poliana cozinham panquecas juntos e se divertem. Débora diz que tomará conta de Poliana e de João em sua casa enquanto eles ensaiam para o concurso da escola. Nadine e Joana discutem durante uma reunião com Sérgio.

Terça (11/12) – Mirela fica chateada por Luca Tuber convidar Gabriela para o concurso. Poliana convida Sr. Pendleton para assistir sua apresentação na escola. Vinícius percebe algo errado e tenta convencer Jeferson a se abrir com ele. Jeferson dá uma pulseira roubada de presente para Brenda. Glória tenta convencer Marcelo a não dar um passo maior na relação com Débora. Poliana e João ensaiam na casa de Marcelo e Débora. Raquel tenta convencer Mirela a dar uma chance para Vinícius. Durval se alegra com a presença de Luísa na padaria.

Quarta (12/12) – Marcelo encontra Luísa padaria e Afonso flagra os dois. Sophie arma um confusão para prejudicar o grupo Desencalhad do Altar. Nanci encontra Poliana e Luísa na rua Poliana revela que sente muito sua falta. Claud pede mais calma a Durval para o relacionamen dos dois. João conta para Marcelo que está mu animado para a apresentação. Gleyce e Ciro co frontam Jeferson sobre ele estar ausente em c sa e faltando muito na escola. Poliana tenta co vencer Luísa a recontratar Nanci. Waldisn procura Nanci e Branca o expulsa de casa.

Globo – 17h35

>>malhação

Segunda (10/12) - Pérola vê os bandidos com Alex e Kavaco e avisa a polícia. Os bandidos são presos. Leandro sugere que Vagner participe do show de talentos do Sapiência. Paulo decide retomar os ensaios com Flora. Úrsula anuncia que é finalista em dois prêmios de poesia em Portugal. Rosália aprova o trabalho de Vagner. Amanda passa mal e Vagner a ajuda. Júnior flagra o beijo entre Vagner e Soninha.

>>As Aventuras de Poliana SBT - 21h

Resumo das novelas

ACESSE


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am faaria ma ma ior ara ais

Quinta (13/12) – Júnior impede que Soninha e Vagner deixem a comunidade. Gabriela, Mel e Alex se emocionam com a apresentação de Paulo e Flora. Soninha e Vagner se protegem durante o tiroteio na comunidade. Marcelo e Rafael surpreendem no show de talentos. Bárbara tem uma ideia para manter a apresentação de Soninha e Vagner, mesmo à distância. Pérola e Márcio se animam com o sucesso das vendas do doce do rapaz.

Sexta (14/12) – Leandro liga para uma ambulância. Rafael vai ao encontro de Soninha e Vagner na comunidade. Úrsula fica decepcionada com o resultado de um dos concursos de que participa. Gabriela estimula Alex a compreender seus talentos. Leonor, Marcelo e Gabriela promovem palestras sobre a situação dos jovens nas comunidades. Rafael chega com notícias sobre Vagner.

bre Maosnho ara ara na bre bel.

Quinta (13/12) – Valdete e Gentil veem Alain e Isabel se beijando. Flávio ironiza quando Ana diz que Julia Castelo é a vida passada de Cris. Mauro César se irrita com o encontro de Mariane e Marcelo. Alain e Isabel se amam. No passado, Eugênio não gosta dos comentários de Padre Luiz durante o jantar. Cris/Julia se encontra com Danilo. Alain descobre que Cris estava à procura de uma cabana em ruínas. Alain encontra seu anel na gruta.

Sexta (14/12) – No passado, Cris/Julia e Danilo se amam. Isabel tem um pesadelo com Felipe e Priscila. Embriagado, Mauro César interrompe o encontro de Mariane e Marcelo e implora para ter uma conversa com a atriz. Danilo garante a Cris/Julia que os dois se encontrarão em todas as suas vidas. Marcelo beija Mariane. Mauro César sofre de amor por Mariane. Josi contrata Sheila. Cris pede a Margot para procurar seu filho, na esperança de que ele seja como Danilo.

Sábado (15/12) – Cris afirma que está envolvida com outro homem. Isabel flagra Alain e Cris juntos. Mariane e Josi conversam sobre Marcelo e Mauro César. Isabel se irrita com o desprezo de Alain e insinua que Cris e Jorge estão juntos. Gentil aconselha Lenita a se afastar de Emiliano. Zezé e Abigail buscam informações sobre Cara de Bode. Isabel provoca Cris e inventa que reatou com Alain. Lenita e Emiliano decidem viajar juntos.

om inlaom room usao nto

Quinta (13/12) – Betina se assusta ao se deparar com Agnese no sofá de sua casa, cobrando fundos para fugir do Brasil. Elas brigam, Agnese sofre um acidente e acaba não resistindo. Miss Celine fica surpresa com a reação de Elmo de querer seguir os costumes do século XIX para noivar com ela. Lúcio reclama com Betina que ela só o procura por interesse. Kiki e Nico acabam com a desavença entre Carmen e Agustina, que entram em um acordo para participação no casamento dos filhos.

Sexta (14/12) – Lúcio pede que Betina evite falar com Herberto. Eliseu conta a Paulina que Barão responderá ao processo em liberdade, graças a Belém. Barão se emociona quando Paulina decide lhe dar uma segunda chance. Herberto pede dinheiro a Betina para fugir do país. Lúcio tenta convencer Herberto a entregar Betina à polícia, em troca de ter Mariacarla como advogada de defesa. Marocas desconfia do desaparecimento de Agnese.

Sábado (15/12) – Agustina diz a padre Luís que fingirá uma gravidez para recuperar seu casamento. Samuca e Marocas concordam em ter Lúcio e Betina como padrinhos de casamento. Mariacarla leva Herberto para um passeio de barco e o empurra no mar. Agustina finge tontura perto de Dom Sabino. Livaldo pede a Carmen uma chance para reparar seus erros. Marocas desce as escadas da mansão vestida de noiva, sob o olhar encantado da família.

ra de pira ntiite. ãe. osuz. rta

Quinta (13/12) – Aranha conta o que descobriu para Eurico, que convoca uma reunião com os guardiães. Stella procura Stefânia no bordel. Mirtes pede que Padre Ramiro feche a casa de Ondina. Guilherme discute com João Inácio. Aranha encontra Stella no bordel com Stefânia. Os guardiães se reúnem no cabaré. Stella se embriaga. Luz e Gabriel se amam. Robério pega a chave do porão da casa de Egídio. Os guardiães discutem se devem contar sobre a irmandade para Gabriel.

Sexta (14/12) – Valentina negocia com Robério. Mirtes finge passar mal, e Maltoni chama Aranha. Luz, Gabriel e Sóstenes chegam à casa de Clotilde. Louise entrega a Gabriel um presente de Valentina para Luz. Júnior afirma a Geandro que descobrirá quem é o homem encapuzado. Marilda pede que Eurico faça o que Valentina pediu. Machado usa uma das calcinhas que ganhou de Valentina. Aranha deixa a casa de Mirtes com Stellla. Robério aborda Sampaio.

Sábado (15/12) – Marilda não deixa que Fabim a beije. Laura se declara para Gabriel. Olavo fica extasiado com a possibilidade de ganhar dinheiro com a fonte. Judith ouve vozes no porão e se preocupa. Gabriel e Sampaio se enfrentam. Luz se aconselha com Clotilde. Judith conta a Feliciano sobre as vozes que ouviu na fonte. Milu questiona Eurico sobre suas conversas com Valentina. Robério tenta intimidar Judith. Marilda pensa em seu encontro com Fabim.

na ma dos ae dia nto uito oncaonney

Quinta (13/12) – Kessya e Éric se apresentam juntos e são um sucesso. Roger recebe uma ligação de Filipa e não aceita lhe ajudar buscando outro vestido. Luigi fica chateado ao descobrir que Kessya e Éric planejaram se apresentar um com o outro. Filipa grita com Letícia e a culpa de ter rasgado o vestido. João vai até a Casa de Máquinas para buscar algumas fitas e acaba ficando preso. Hugo mostra para Éric que acorrentou as portas da escola para João não entrar. Afonso resgata Luísa e Durval com seu carro. João faz o possível para conseguir chegar a tempo na apresentação.

Sexta (14/12) – Roger concorda com as reclamações de Nadine. Luca Tuber se apresenta com Gabriela e Mirela tem uma crise de ciúme. Luísa, Afonso e Durval elogiam Poliana e João pela apresentação. Mirela se apresenta com uma roupa super-chamativa criada por Salvador e todos riem dela. Raquel convence Mirela a continuar seu número. Filipa discute com Verônica e diz que sua apresentação foi horrível. Vinícius elogia Mirela pela apresentação e ela o abraça. Um "pianista misterioso" se apresenta e todos ficam curiosos para saber quem é ele.

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perguntas Há duas temporadas no “Amor & Sexo”, Eduardo Sterblitch se vê diante de um novo público

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Com outros olhos nico”. Não me sinto empoderado o suficiente para falar sobre os caminhos do programa. Eu não criei. Não concordo com questões políticas de muita gente, mas concordo com outros. No grupo, tem de comunista ao coxinha. Sou amigo de todos. Sai do “Pânico” para renovar meu público.

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“zona de conforto” é um lugar temido para boa parte dos profissionais. Porém, nem sempre é fácil tomar a decisão de se arriscar em algo novo e desconhecido. No ar na atual temporada de “Amor & Sexo”, Eduardo Sterblitch vive um momento de redescobertas e estreias em sua carreira. Após sete anos integrando a trupe do “Pânico”, o humorista foi em busca de uma nova vertente para o seu humor. “Não fico calculado se melhorei ou não desde a minha saída do ‘Pânico’. Eu queria simplesmente agregar público. Antes, eu fazia um trabalho para molecada jovem e muito homem. Agora, agrego mais mulher. Muitas mulheres estão sabendo meu nome e gostando de mim agora (risos)”, afirma. Natural do Rio de Janeiro, Eduardo estreou na tevê no “Pânico”, quando o programa ainda era exibido pela RedeTV!. Ficou na produção até 2015, período em que o humorístico já ia ao ar pela Band. Em 2017, entrou para o elenco do “Amor & Sexo”. Sendo um programa por temporadas, Eduardo ainda conseguiu conciliar a produção apresentada por Fernanda Lima com uma temporada do “Tá no Ar: A TV na TV” e com o “reality show” “Popstar”. “Eu sempre dei muita sorte com grupo. Sempre dizem que é difícil trabalhar em grupo, mas comigo foi sempre muito tranquilo. No Tablado ou em cursos de teatro sempre me dei bem com todos. No ‘Pânico’, encontrei a minha turma do fundão”, valoriza.

P – Este é seu segundo ano integrando a bancada do “Amor & Sexo”. Como você avalia sua participação no programa? R – Acho que sou um cidadão muito melhor, mais responsável com a vida. Me tornei uma pessoa melhor. Fiz 31 anos agora. Tem só um ano que me tornei adulto de verdade (risos). Desde o programa, tenho tentado ser mais responsável, me reaproximando da minha família. A sociedade está repensando um monte de coisa, concordando ou não. Mudei para ter mais empatia e responsabilidade pelos outros. Não que eu não pense em mim, mas tenho pensando mais no outro também. O programa aborda assuntos que são tabus e que, às vezes, são bem óbvios. É um programa que abre espaço para todo mundo falar. P – O que foi mais marcante para você ao longo dessas últimas duas temporadas? R – Aprender a lidar com a

minha nudez. Eu já tinha ficado nu no “Pânico”, mas era diferente. Nunca tinha ficado nu sem “blur” (efeito desfocado). A nudez no “Pânico” era diferente porque era um programa voltado para homens e de noite. Acho que ninguém nunca ficou tão pelado na Globo como eu (risos). Sempre tive problemas com nudez e, no “Amor & Sexo”, tinha muitas câmaras e plateia. Foi libertador. A gente erotiza demais a nudez. Isso vem muito da nossa mente pornográfica. Nosso corpo é uma coisa natural. P – Qual o balanço que você faz do período em que esteve no “Pânico”? R – Não cuspo no prato que comi porque meu nome está sujo. Quem participou do “Pânico” tem nome sujo (riso). A gente sangrava muito a piada. Não sou “Pânico”, eu participei do programa. A produção já existia e era um sucesso quando eu entrei. Fiz parte do “Pâ-

P – Como assim? R – Era mais confortável ficar no “Pânico” e, inclusive, me ofereceram mais dinheiro para ficar. Mas, na verdade, eu saí para ficar desempregado. Saí porque estava fazendo mais do mesmo, queria me provocar em outros lugares. As pessoas acharam que eu vim para a Globo para ganhar mais dinheiro. Eu sempre quis fazer sentindo antes de fazer sucesso. Quando eu entrei no “Pânico”, eu fiz sucesso e entendi o que era. Saí para fazer algo que eu gostasse. No “Amor & Sexo”, encontrei uma turma muito aberta. Eles me ensinam muito. Tenho muitas piadas escatológicas e pesadas na minha cabeça. Saio sempre perguntando para a equipe se a piada é racista ou machista, por exemplo. O “Amor & Sexo” é um campo minado para piada. O programa trata de muitos assuntos sérios e importantes. P – Você segue no elenco da próxima temporada do “Tá no Ar: A TV na TV”? R – Não. Tive de sair porque vou fazer uma série nova com a Tatá Werneck. Se chama “Shippados”, da Fernanda Young e do Alexandre Machado. É uma história sobre vários casais, todos casais de amigos. Diferentemente do que saiu na imprensa, não é um “remake” de “Os Normais”. Mas não posso dar mais “spoiler” do que isso.


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Domingo, 9 de dezembro de 2018

>> raio x Em “Espelho da Vida”, Rosana Dias volta às origens mineiras em novela de Elizabeth Jhin

Volta para casa

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vertente artística sempre foi algo latente em Rosana Dias. Tanto é que, além do trabalho como atriz, a mineira de 39 anos também atua como maquiadora, figurinista, professora, autora, diretora e produtora teatral. Com licenciatura em Teatro e conhecida por sua verve cômica, Rosana acumula mais de 40 espetáculos no currículo. Porém, quando começou a desbravar a tevê, seu foco profissional se manteve apenas nos programas humorísticos. Em 2010, no entanto, ao participar de “Escrito Nas Estrelas”, de Elizabeth Jhin, sua trajetória ganhou novos rumos. “Essa novela foi um divisor de águas, pois, até então, eu não tinha interesse em atuar em novelas. Meu interesse sempre foi trabalhar em humor, no programa ‘Zorra Total’. Mas foi a porta que se abriu e desde então não parei mais”, lembra ela, que vive a antenada Valdete de “Espelho da Vida”, obra também assinada por Jhin. “Como sempre mantive contato com os produtores de elenco da casa, em uma conversa soube que estava escalada. Fiquei muito ansiosa, até que tive uma reunião com o Pedro Vasconcelos (diretor) e oficializou o convite. Foi uma alegria imensa. Em 2011, a Beth Jhin disse que gostaria de trabalhar comigo novamente”, completa. Na história, Valdete integra o núcleo cômico do folhetim. A personagem é o braço-direito de Gentil, interpretada por Ana Lúcia Torre. Funcionária da pensão da irmã de Margot, pa-

pel de Irene Ravache, Valdete está sempre atenta aos acontecimentos do local. “Percebe tudo à sua volta, se sente na obrigação de proteger Pat, neta da sua patroa, que se deslumbra com os artistas. Valdete se desdobra para agradar e ajudar a todos. Mesmo, às vezes, falando o que não deve, com as pessoas erradas. Fiquei muito feliz de contracenar com a Ana Lucia Torre. Sempre admirei o trabalho dela e tenho um carinho imenso”, elogia. Natural de Belo Horizonte, Rosana tem voltado ao estado de Minas para as gravações da novela. Sem

cidade cenográfica, a equipe de Vasconcelos viaja periodicamente para o interior do estado. “Gravar em Minas é uma delícia, com certeza influencia no resultado final. O clima da cidade e a recepção dos mineiros cria um ambiente agradável. A gente se sente tão em casa que as cenas ficam muito reais e a fotografia, linda”, valoriza. Nome: Rosana Aparecida Martins Dias. Nascimento: Em 20 de junho de 1979, em Belo Horizonte. O primeiro trabalho na tevê: “Luz do Sol”, de 2007, da Record.

Atuação inesquecível: “A primeira peça da minha vida: ‘A Menina e o Vento’, de Maria Clara Machado”. Um momento marcante na carreira: “Quando participei do quadro ‘Se Vira nos 30’, do “Domingão do Faustão”. Ganhei e fui semifinalista dos melhores do ano, no mesmo quadro”. O que falta na televisão: “Mais programas de humor”. O que sobra na televisão: “Infelizmente, ego”. Com quem gostaria de contracenar: Laura Cardoso. Se não fosse atriz, o que seria: “Design de interiores”. Ator: Fábio Assunção. Atriz: Heloísa Périssé. Novela preferida: “O Cravo e a Rosa”, de 2000, da Globo. Vilão marcante: Nazaré, interpretada por Renata Sorrah em “Senhora do Destino”, de 2004, da Globo. Personagem mais difícil de compor: “A Diaba”, monólogo de Afra Gomes e Leandro Goulart. Que novela gostaria que fosse reprisada: “Escrito nas Estrelas”, de 2010, da Globo. Que papel gostaria de representar: “Uma vilã”. Filme: “A Proposta”, de Anne Fletcher. Autor: Afra Gomes e Leandro Goulart. Diretor: Pedro Vasconcelos. Vexame: “Vomitei em cena, fui ao banheiro e lavei a boca e continuei (risos)”. Uma mania: “Fazer lista e planilhas”. Um medo: “De perder meus pais”. Projeto: “Meu maior projeto é ajudar a minha família com a minha arte”.


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Domingo, 9 de dezembro de 2018

>> BASTIDORES Adaptação moderna do clássico “Dom Casmurro”, “Capitu” completa uma década de exibição

Feminino com arte

A

Globo sempre valorizou o diálogo entre suas produções e os clássicos da literatura brasileira. Na segunda metade dos anos 2000, esse “namoro” foi oficializado a partir do projeto Quadrante, que investia em adaptações de obras que refletissem a cultura nacional. Sob a supervisão do diretor Luiz Fernando Carvalho, a primeira “cria” da iniciativa foi a conceitual “A Pedra do Reino”, baseada na obra de Ariano Suassuna e exibida em 2007. O “segundo ato” do projeto começou a ser pensado por Carvalho no início de 2008. De olho no centenário da morte de Machado de Assis, o diretor se uniu ao autor Euclydes Marinho para revisitar uma das obras mais incensadas do dramaturgo: “Dom Casmurro”. Publicado originalmente em 1889, o clássico ganhou uma versão operística e poética em “Capitu”, minissérie de cinco episódios que completa uma década de exibição. “A obrigatoriedade de ler Machado de Assis nas escolas acabou fazendo com que seu texto fosse visto de forma muito séria e protocolar. A nossa ideia foi mostrar o lado moderno, denso e vigoroso dessa história que resiste ao tempo e aos modismos”, conta Carvalho. Fiel ao original até na linguagem mais rebuscada, a trama da minissérie se desenvolve em duas fases e tem início na promessa feita pela religiosa e possessiva Glória, de Eliane Giardini. Após perder um

filho, ela jura fazer do próximo herdeiro um padre. No entanto, Bentinho, papel dividido por Pedro Cardadeiro e Michel Melamed, nasce sem vocação nenhuma para servir a Deus. Desde pequeno, nutre uma paixão avassaladora por sua vizinha e melhor amiga Capitu, protagonista da então estreante Letícia Persiles e de Maria Fernanda Cândido. O menino bem que tenta fugir das pressões da mãe, mas acaba tendo de ir para o seminário. É nesta época que ele conhece Escobar, de Pierre Baitelli, que viria a ser seu melhor amigo. Mais adultos, ambos fogem da batina. Bentinho investe na carreira de advogado e casa-se com Capitu. Já Escobar torna-se um comerciante renomado e se apaixona por Sancha, de Bellatrix Serra, uma das melhores amigas da protagonista. “Existe muita amizade entre esses dois casais. Aos poucos, a mente ciumenta do Bentinho acaba por abalar algumas estruturas. É um personagem de muitas camadas e chegou de forma avassaladora até mim. Foi um projeto apaixonante e que amadureceu minha atuação”, conta Melamed. O nascimento do pequeno Ezequiel, filho de Bentinho e Capitu, acaba por azedar ainda mais a relação entre o quarteto. Em jantar na casa de Escobar, os quatro amigos planejam uma

viagem para a Europa. Na manhã seguinte, entretanto, Escobar morre afogado misteriosamente. O falecimento vira uma fixação para Bentinho, que vê muitas semelhanças entre o amigo e seu filho, que ele acredita ser fruto de uma traição de Capitu. “A minissérie mostrou o livro de um jeito muito intenso e sofisticado. A traição não era o essencial da história, mas o retrato de uma época. Os livros do Machado de Assis trazem esse ar de crônica do cotidiano. A crítica à aristocracia e à igreja, por exemplo, percorrem todo o roteiro”, analisa Maria Fernanda, que acabou tornando-se uma das atrizesassinatura de Carvalho, com quem trabalhou em “Esperança”, “Afinal, O Que Querem As Mulheres?” e “Dois Irmãos”. A ideia inicial da direção era gravar “ Capitu” em locações da região central do Rio de Janeiro que ainda pudessem retratar a cidade em pleno Século XIX. A logística e a “maquiagem” que teria de ser feita nos cenários acabou fazendo com que Carvalho abandonasse o realismo e optasse por outra estética. Uma das locações préselecionadas acabou concentrando todas as cenas da minissérie. Com intervenções do cenógrafo e produtor de arte Raimundo Rodriguez, o Automóvel Clube do Rio, construção

de estilo neoclássico do final do Século XVIII, tornou-se o cenário perfeito para a história que ganhou ares dramáticos. “O prédio estava em ruínas. Com paredes descascadas e infiltrações. Utilizamos muito material reciclado e foi muito rico chegar ao clima moderno e satírico que a adaptação exigia”, conta Raimundo. A atmosfera “rock” era intensificada pela trilha sonora - a série teve como música de abertura a pungente “Elephant Gun”, do grupo de rock alternativo Beirut - e nos figurinos exagerados e densos de Beth Filipecki, que mudavam drasticamente de uma fase para outra. “A ideia era mostrar a luz e as trevas da vida dos personagens. Todos eram engolidos pela escuridão de Bentinho”, conceitua Beth. Com nomes como Rita Elmôr, Sandro Christopher, Antônio Karnewale e Izabella Bicalho, entre outros, nos papéis secundários, “Capitu” impressionou pela beleza, mas o estilo “cabeça” da produção acabou afugentando o grande público. A minissérie fechou com média geral de 15 pontos no Ibope, abaixo dos 25 esperados pela Globo. “Nunca fiz minisséries de olho em números. Se fosse assim, não tinha feito metade das coisas que fiz na Globo. O que fica é o legado artístico dessas produções”, defende Carvalho.


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Intérprete da sofrida Glória de “Assédio”, Mariana Lima exalta importância histórica e feminista da série

Domingo, 9 de dezembro de 2018

Amores que matam

O

denso currículo teatral de Mariana Lima acabou por encaminhá-la para tipos mais dramáticos na televisão. Entre tantas dores e dilemas, a atriz é categórica ao afirmar que nunca experimentou um papel tão pesado quanto a Glória de “Assédio”, minissérie já disponível na Globoplay e com previsão de estreia na tevê aberta para 2019. “É uma mulher que morre por conta do amor doentio que sentia por um psicopata. Ela vai definhando ao longo do enredo”, explica. Livremente inspirada no livro “A Clínica: A Farsa e os Crimes de Roger Abdelmassih”, de Vicente Vilardaga, a produção conta a trajetória do famoso e requisitado médico especializado em reprodução humana que abusava sexualmente de suas pacientes enquanto elas estavam sedadas. Na trama adaptada por Maria Camargo, Mariana vive Glória, a primeira mulher de Roger Sadalla - o sobrenome foi alterado por questões artísticas -, de Antonio Calloni. Ciumenta e controladora, Glória sabe das várias traições de Roger, mas não tem coragem de se separar. “No início, ela achava que Roger era seduzido por suas pacientes e funcionárias. Até descobrir que estava casada com um monstro que estuprava mulheres dopadas. É uma obra forte e necessária. Sem dúvida o papel mais difícil que já fiz na tevê”, afirma. O texto em si já era um “soco no estômago” de Mariana. A forma como os abusos eram

realizados, a descrença de muitos com as histórias das vítimas e o final que todo mundo já sabe: o médico paga sua pena de 181 anos em prisão domiciliar. Para completar, Glória sofre calada com um câncer. “A vida dela é um sofrimento só. É um casamento de aparências e recheado de hipocrisia. Ela foi aguentando essa relação, as traições, as mentiras. Era uma dependente emocional do marido”, conta. Além das leituras e ensaios, Glória exigiu dedicação física de Mariana, que teve de emagrecer drasticamente para o papel e ainda usou uma cadeira de rodas para se locomover ao longo dos cinco meses de gravações da produção, ambientada na cidade de São Paulo. “Terminei de gravar totalmente esgotada. Mas muito satisfeita em fazer parte de uma obra que muda a

perspectiva da tevê, com um elenco repleto de talentos femininos e, dirigida e escrita por mulheres”, analisa. Para quem por muitos anos se sentiu uma “estranha” na tevê, Mariana agora consegue falar com desenvoltura e prazer sobre o veículo. Além da importância histórica e feminista, “Assédio” também marca mais um encontro da atriz com a direção de Amora Mautner, que conheceu nos bastidores de “Desejos de Mulher”, de 2002. “Terminar essa novela foi quase uma libertação. A personagem não funcionou e me sentia triste trabalhando. Porém, tive a oportunidade de fazer grandes amigos. A Amora me deu muita força”, confessa. Nos anos seguintes, Mariana fez pequenas participações no vídeo, mas corria de compromissos maiores. Até

que, em 2011, Amora a convenceu a dar uma “segunda chance” para os estúdios em “Cordel Encantado”. Intérprete da Rainha Helena, Mariana enfim começou a sentir que era possível juntar anseios artísticos com o esquema mais industrial e comercial da tevê. “Foi uma redescoberta. Estava mais madura e à vontade para este tipo de comprometimento. Outros ótimos convites foram surgindo também”, empolga-se. Disputada por produções da tevê aberta e de canais pagos, a atriz esperava pela hora em que pudesse voltar a ser dirigida pela amiga. “É bacana trabalhar com quem a gente confia”, ressalta. Natural de São Paulo, Mariana dançou balé por anos e já estava decidida a ser historiadora quando largou tudo para viver da atuação. Com passagens pelas alternativas companhias Centro de Pesquisa Teatral, de Antunes Filho, e pelo Teatro de Vertigem, Mariana tinha 24 quando foi “descoberta” pelo diretor Luiz Fernando Carvalho, que a escalou para viver a passional Liliana, mocinha chorosa de “O Rei do Gado”. “Não estava preparada para a tevê e lidar com a exposição que uma novela no horário nobre acarreta. Fui uma péssima funcionária”, relembra. Nos últimos anos, a atriz conseguiu se redimir. Com novos convites ao final de cada trabalho, ela teve personagens de destaque em produções como “O Rebu”, “Sete Vidas” e “Os Dias Eram Assim”. “A tevê atualmente trata melhor os intérpretes. Ninguém chega e já vai direto para o estúdio. Há um período de pesquisa e aprendizagem que torna o processo mais prazeroso. Além disso, sei bem que estamos falando de entretenimento, mas algumas obras conseguem ultrapassar isso e fazer arte”, filosofia.


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Domingo, 9 de dezembro de 2018

Zapping

>> por Caroline Borges

12121212 Quando soube que iria interpretar Judas Iscariores em “Jesus”, Guilherme Winter sabia como queria vivenciar o papel na trama escrita por Paula Richard. Para o ator, a ideia era humanizar a história do apóstolo que entregou Jesus, de Dudu Azevedo, aos seus captores por trinta moedas de prata. “É um equilíbrio de luz e sombra. Judas era um cara extremamente apaixonado e devoto. Ele acreditava que Jesus era o Messias. O que acontece mais à frente é algo muito maior”, defende Guilherme, que não se baseou em nenhum filme ou série sobre a história de Jesus. “Quis muito ir pelo texto da Paula. Não adianta se inspirar em algo e, na hora de gravar, o texto ser algo diferente”, completa. De folga das novelas desde o fim de “Os Dez Mandamentos”, o ator quis tirar um tempo para desacelera da rotina intensa da tevê. “Eu estava exaurido. Foi um longo tempo dedicado ao Moisés. Quis fazer outras coisas antes de voltar aos folhetins”, afirma.

Papel nos cinemas

No ar em “Jesus”, Mayana Moura, que interpreta Satanás na trama bíblica, entrou na disputa para viver a roqueira Rita Lee nos cinemas. A atriz fez teste para o papel em setembro e está sendo sondada entre nomes como Leticia Colin, Luísa Arraes, Nathalia Dill, Caroline Abras e Mariana Ximenes. Mayana já tem uma relação com a música. Ela é cantora e liderou uma banda de rock como vocalista da Glass and Glue, banda que deixou de lado para se dedicar à carreira de atriz.

Plantão médico

Walther Breda estará na terceira temporada de “Sob Pressão”. A série está em processo de gravação. O último trabalho do ator foi em “Deus Salve o Rei”. O projeto protagonizado por Julio Andrade e Marjorie Estiano tem estreia prevista para o ano que vem.

Conhecido antigo

Angélica já planeja seu retorno ao vídeo. A apresentadora está cotada para assumir uma produção na Globo no ano que vem. Boninho ficará responsável pela direção do projeto. Angélica está fora do ar desde abril, quando finalizou a última temporada do “Estrelas”.

Bola rolando

A Fox Sports seguirá exibindo a Copa Libertadores até 2022.

O canal renovou os direitos de transmissão pelas próximas quatro temporadas. O tornei é disputado entre os principais clubes de futebol da América do Sul.

Mudança de área

O “Bem Estar” deixou o núcleo de Jornalismo da Globo. O matinal passará a integrar a área do Entretenimento da emissora. A produção é apresentada por Mariana Ferrão e Fernando Rocha.

Menina fútil

Após participar de “Orgulho & Paixão”, Anaju Dorigon já tem novo projeto na Globo. A atriz está escalada para “Órfãos da Terra”, próxima novela das seis, escrita por Thelma Guedes e Duca Rachid. Na história, ela viverá uma jovem mimada. O folhetim tem estreia prevista para o ano que vem.

Aprendizado do dia

Lucy Ramos conhece novos universos a cada trabalho que integra. No elenco de “O Tempo Não Para”, a atriz teve a chance de mergulhar no mundo da advocacia para viver a dura Vanda. Por isso, durante a pré-produção do folhetim, ela buscou auxílio com profissionais da área do direito. “Fui em busca de uma referência na vida real. Encontrei a Analu Nogueira, uma advogada negra, diretora jurídica de uma empresa, e estou me espelhando em muitos pontos da vida dela para compor a minha personagem”, afirma ela, que busca analisa seu trabalho em cena. “Sou muito autocrítica, muito exigente com o meu trabalho, essa é uma semelhança com a Vanda Lorde minha personagem (risos).


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