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Jornal de Fato

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MENINOOU MENINA

Bernardo Rosado fala sobre convite político Convidado para ser o segundo suplente do senador Garibaldi Filho, Bernardo Rosado surpreendeu a todos com o "sim". POLÍTICA 3

@defato_rn

/photos/jornaldefatorn

Será que o dia da fecundação determina o sexo do bebê? Saiba a resposta. SUA VIDA MULHER 1

/jornaldefatorn

17os an MOSSORÓ (RN), DOMINGO, 5 DE AGOSTO DE 2018 | EDIÇÃO 5.234 – ANO XVIII | R$ 2,50

Nova BNCC é a saída à educação? >>Será que a nova Base Nacional Comum Curricular ao Ensino Médio será a saída para a educação? Saiba o que pensam o Sinte, coordenação e direção de escolas privadas de Mossoró. MOSSORÓ 3

IMÓVEIS SEM USO PASSAM SENSAÇÃO DE INSEGURANÇA

São Paulo segue na caça ao líder O São Paulo persegue o Fla na briga pelo título e hoje enfrenta o Vasco pelo Brasileirão. MOSSORÓ 7

Acusado de matar chargista Bob Melo é preso

Imóveis fechados passam à população a sensação de insegurança

Comércio tem incremento em datas comemorativas As datas comemorativas servem para aquecer o comércio do RN e empresários buscam incrementos. ESTADO CAPA

CIANO MAGENTA AMARELO PRETO

Cedida

Barroco e neobarroco são objetos de estudo A Faculdade de Letras e Artes da Uern promove simpósio para discutir e estudar o barroco e o neobarroco. MOSSORÓ 4

Francimar Moura Leal, acusado de ter matado em 2004 o chargista Bob Melo, do jornal Gazeta do Oeste, foi preso. PRINCIPAL 7

MOSSORÓ 5

Wilson Moreno

NESTA EDIÇÃO [20 PÁGINAS] OPINIÃO...............................................P2 POLÍTICA............................................P3 CÉSAR SANTOS...............................P5 GERAIS/OPINIÃO.............................P6 BRASIL/MUNDO...............................P8 CADERNOS MOSSORÓ..............................P1 A 8 ESTADO ........................................ P1 A 4 MULHER ........................................ P1 A 4


2 OPINIÃO

DOMINGO, 5 de agosto de 2018

ESPAÇO JORNALISTA MARTINS DE VASCONCELOS

Organização: clauder arcanjo

MULHERES FANTÁSTICAS (XI) A MULHER PAPEL

Divulgação

Clauder Arcanjo

Editor e escritor, autor das obras Cambono e Separação clauderarcanjo@gmail.com

— Sim, mas ela lhe deixou alguma coisa escrita?! Depois de lhe relatar todo o seu infortúnio com Florípedes, o padre Araquento, que o ouvira com tamanha parcimônia, interrompera-o com aquela indagação. — Por que, seu padre? — Filho de Cristo!... Respondame: ela lhe deixou algo por escrito? Uma carta, um bilhete, algo assim? — Bom... — Não se trata de bom, nem de tão bom. Repito: deixou ou não deixou? — E que importância isto tem para o meu caso, senhor vigário? — Se você não encontrou, ou nem procurou, seu Gaudêncio, o caso é de voltar lá e revirar tudo. Como se procura agulha no palheiro. Me ouviu, bem? E o foi benzendo, sem esperar por mais nenhum pecado seu. — Pode chamar o próximo, sacristão! Era uma tarde quente, e o confessionário estava com uma fila enorme lá fora. Seu Gaudêncio deixou a igreja Matriz, e meteu-se pelas ruas de Licânia. A cabeça, que procurava um consolo nas palavras do representante de Deus aqui na Terra, saíra mais perdida, como se um novelo de indagações evitasse que ele recuperasse o rumo. — Por escrito. Ora, só me faltava essa! No entanto, criado e educado sobre os mandamentos de Deus, ou por nada mais ter que fazer, Gaudêncio resolveu acatar o conselho do velho pároco, seguindo para casa. *** — Saiu? Você viu ela sair, comadre Sílvia? Gaudêncio voltara do trabalho e encontrara a casa vazia. Com

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A cintura fina e seu jeitinho travesso cativaram o quarentão Gaudêncio. Foi amor ligeiro e arrochado. Menos de mês, eles estavam juntos.

pouco, batia às portas da vizinhança, a fim de saber notícia de sua Florípedes. — Gonçala!? Ô, dona Gonçala, você viu ela saindo? Quanto mais perguntava, Gaudêncio só colhia silêncio e inquietação. Tudo aquilo se dera há exatas duas semanas. Conhecera Florípedes numa quermesse e logo gostara daqueles olhos agateados. A cintura fina e seu jeitinho travesso cativaram o quarentão Gaudêncio. Foi amor ligeiro e arrochado. Menos de mês, eles estavam juntos. De casa montada, no Alto da Liberdade. Construção nova, de dois quartos, alpendrada, de frente para o nascente. Gaudêncio, apaixonado, fizera todos os gostos da companheira: móveis, artigos de mesa, cama e cozinha, sem mencionar a decoração. E agora, ele não podia entender, aquele sumiço. Na madrugada anterior, amaram-se com vigor e paixão. “Minha gatinha!”; “Meu gatão!” *** Gaudêncio, de volta. As vizinhas a lhe observarem pelos postigos das janelas. Curiosas com o desenrolar daquele drama. Gaudêncio entrou e revirou tudo. Sala, varanda, quartos, cozinha, até embaixo dos jarros e das pe-

di­re­ção ge­ral: Cé­sar San­tos diretor de redação: Edilson Damasceno Ge­ren­te AD­MI­NIS­TRA­TI­VA: Ân­ge­la Ka­ri­na

dras decorativas do quintal. Nada. Nenhum escrito de Florípedes. Resolveu descansar, deitandose na rede de varanda, armada no terraço junto ao quintal. A lembrança do colo e dos beijos de Florípedes banhou-lhe a face com lágrimas. Saudade e dor. — Ô minha Florípedes! Cadê você? Não sabe como, cochilou. No sonho, a voz forte do padre Araquento: “Responda-me: ela lhe deixou algo por escrito? Uma carta, um bilhete, algo assim?” Altas horas, ele acordou, mas a casa dormia. Melhor, a cidade dormia. Gaudêncio levantou-se e caminhou, no escuro, em direção ao quarto de casal. Lá, deitou-se, levando a mão esquerda para o lado da companheira. Com pouco, ao abraçar-se com o travesseiro dela, Gaudêncio sentiu algo por entre a fronha. Tateou e sentiu um papel preso na parte interna da fronha. Sem abrir os olhos, dobrou-o, guardando-o, em seguida, no fundo do bolso da calça. Dali em diante, a voz do velho pároco: “... ela lhe deixou algo por escrito? Uma carta, um bilhete, algo assim?” Manhã cedo, com a cara preocupada e mal dormida, Gaudêncio seguiu para a casa paroquial. Entrou, sem bater. Padre Araquento tomava seu café. Gaudêncio em pé, parado; com a mão no

Um produto da Santos Editora de Jornais Ltda. Fun­d a­d o em 28 de agos­to de 2000, por Cé­s ar San­tos

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AS CO­LU­NAS E MA­TÉ­RIAS AS­SI­NA­DAS SÃO DE RES­PON­SA­BI­LI­DA­DE DE SEUS AU­TO­RES

bolso da calça, trêmulo. — Alguma coisa escrita? — Sim. Não tive coragem de ler, seu padre! — Dê-me cá, filho de Deus. Sente-se aqui. Tenha calma, Deus é grande, e maiores ainda são os Seus mistérios. Gaudêncio retirou o papel dobrado do fundo do bolso, com a mão nervosa, como se indecisa, insegura. Num esforço sobre-humano. O reverendo apanhou aquele pequeno papel; abrindo-o lentamente, enquanto ajustava os óculos. Padre Araquento leu o escrito, em profundo silêncio. Pelo canto dos olhos, observava o sofrimento na face de Gaudêncio. À mente do clérigo de Licânia, acorreram, numa velocidade descomunal, as visitas ao seu confessionário dos últimos amantes de Florípedes. “Florípedes, a mulher papel”. Com vagar, dobrou o bilhete e levantou-se, dando as costas para aquele filho de Deus. Hauriu, então, o ar fresco da manhã. — Bom?... — Não se trata de bom, nem de tão bom, meu filho. Só os desígnios de Cristo é que estavam escritos. E, voltando-se, Padre Araquento abraçou-o: — Gaudêncio!... Em verdade, em verdade, a vida vale mais do que uma carta, um bilhete, ou algo assim.

FI­LIA­DO À


entrevista 3

DOMINGO, 5 de agosto de 2018

cafezinho com césar santos

cesar@defato.com

Bernardo Rosado

“Posso oferecer colaboração concreta para a saúde pública do nosso Estado” >> O médico cardiologista Bernardo Rosado aceitou o convite para compor chapa ao Senado da República. Na convenção do Partido Progressista (PP) na sexta-feira (3), seu nome foi oficializado para a segunda suplência do senador e candidato à reeleição Garibaldi Alves Filho (MDB). A decisão de Bernardo surpreendeu. Apesar de pertencer a uma tradicional família política, ele nunca se sentiu motivado para a atividade. Cuidar da saúde das pessoas sempre foi o seu ideal, consolidado pelo Hospital Wilson Rosado, que ele fundounoiníciodadécadade2000, sustentado pelo diploma

da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Filho de Isaura Sexta Rosado Maia/Wilson Rosado, neto do velho Jerônimo, o patriarca, e sobrinho do governador Dix-sept Rosado, Bernardo se encorajou para aceitar o convite feito pelo senador Garibaldi, após ter sido indicado pelo grupo da prefeita Rosalba Ciarlini. “Acho que é um momento delicado na política, mas é uma oportunidade para que eu possa colocar a saúde pública no debate eleitoral”, afirma o cardiologista, nesta entrevista ao “Cafezinho com César Santos”.

POR: César santos - FOTO: marcos garcia

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O SENHOR aceitou o convite para ser suplente do senador e candidato à reeleição Garibaldi Filho. Por consequência, entra para a política de forma efetiva, no momento em que os políticos sofrem enorme desgaste popular. E o seu nome surgiu até de forma surpreendente. O que motivou essa decisão? REALMENTE, foi surpreende para todos e para mim também. Não estava nos meus planos de vida entrar para a política. Confesso que relutei até o último momento. Não foi uma decisão fácil, no entanto recebi como uma convocação para ajudar de alguma forma ao nosso Rio Grande do Norte. Quiçá, de alguma forma, quem sabe não posso ajudar a minha cidade de Mossoró com essa minha decisão. Acho que um objetivo foi criado. O FATO de o senhor ser de uma família tradicional da política de Mossoró e do Rio Grande do Norte, que teve o governador Dix-sept Rosado, o deputado federal Vingt Rosado e prefeito Dix-huit Rosado, seus tios, influenciou a sua decisão de entrar para a política agora? NÃO no meu caso. Nunca me senti influenciado a entrar para a política. Eu confesso que nunca tive essa vontade. Talvez, há quase 40 anos, eu pensasse nisso, mas hoje não. Digo que os meus objetivos de vida eu já atingi e me sinto realizado com o trabalho que realizamos na saúde. Eu aceitei o convite porque acho que posso ser útil, posso levar a bandeira da saúde para o debate eleitoral, posso colaborar com um futuro melhor para a saúde

Eu não gosto de criticar nem de elogiar político “A” ou “B”, mas é fato que a nossa classe política está numa situação de muito descrédito” ca, mas outras instituições públicas que não têm dado as respostas que o cidadão espera. O Executivo e o Judiciário, por exemplo, estão muito questionados hoje. Penso que o Brasil tem que passar uma borracha para começar do zero, porque está tudo errado.

pública; e também a minha resposta positiva foi uma atitude de honestidade pela deferência que o grupo teve comigo na hora da indicação. Agradeço a prefeita Rosalba, Carlos Augusto e Betinho Rosado pela escolha do meu nome e espero contribuir para a eleição do deputado Beto Rosado, do senador Garibaldi e do candidato a governador Carlos Eduardo.

O SENHOR sempre concentrou a sua atuação na saúde, como médico cardiologista, administrador do maior hospital privado do interior do estado. A ideia de entrar para a política, além de surpreendente, não provoca certo receio no seu ambiente profissional? O MOMENTO da política brasileira é muito delicado, por tudo que está acon-

tecendo e que o cidadão acompanha atentamente, mas também vejo que esse é o momento de acertar. Esse pode ser o meu objetivo: oferecer a minha colaboração para melhorar no que for possível. Eu não gosto de criticar nem de elogiar político “A” ou “B”, mas é fato que a nossa classe política está numa situação de muito descrédito, e acho que não é só a classe políti-

A POSSIBILIDADE de mudança, a partir de nova mentalidade, de novo comportamento, de uma forma diferente de tratar a coisa pública, pode ser a motivação que o senhor encontrou para aceitar o convite do senador Garibaldi Filho? NÃO sou um salvador nem um messias para resolver os problemas. Não é isso. A motivação é a possibilidade, concreta, de oferecer a minha colaboração. Acho que posso ajudar, com ideias, com trabalho, com sugestões, para que algo bom possa acontecer. A área de saúde, que é uma bandeira nossa, terá prioridade na minha ação na política. DE QUE forma o senhor vai participar da campanha eleitoral? ANTES de aceitar o convite feito pelo senador Garibaldi Filho, com indicação do grupo da prefeita Rosal-

ba Ciarlini, eu perguntei como seria a minha participação nessa campanha e só após eu ouvir isso foi que eu me posicionei. Eu vou participar mais em Mossoró e na região Oeste, área onde nós conhecemos bem. Isso também possibilitará que eu continue cuidando do Hospital Wilson Rosado, que é um zelo que nós temos. É através do Wilson Rosado que eu ajudo as pessoas, principalmente aqueles carentes que enfrentam dificuldades de acesso à assistência à saúde. Temos ajudado a muita gente. É POSSÍVEL afirmar, então, que a saúde será a sua bandeira na campanha eleitoral? NÃO tenha dúvida que a saúde será a nossa prioridade. Entendemos que é preciso melhorar a saúde pública do Rio Grande do Norte, a partir de um olhar comprometido com a assistência à população, sobremaneira às camadas mais carentes. Acredito que serei ouvido, que darei a minha opinião, que a minha experiência na área da saúde será levada em consideração. Pretendo oferecer essa colaboração ao nosso candidato a governador (exprefeito de Natal Carlos Eduardo), para que a ele possa, caso eleito, colocar em prática. Também estaremos debatendo outros temas importantes, sugerindo melhorias em áreas vitais, porque entendemos que o Estado precisa de uma gestão competente, ampla e inovadora, para solucionar problemas graves que afetam as pessoas. COMO a saúde pode ser priorizada dentro do debate da campanha eleitoral? EU ACHO que a saúde deve ser colocada de forma prioritária. Nós temos um problema muito sério na saúde que precisa ser resolvido, que é a falta de recursos. Entendemos que isso passa pela gestão ou melhora da gestão. Precisamos de pessoas competentes, de bons profissionais, sem interferência política, para conduzir a saúde pública. É preciso que os dados técnicos se sobreponham aos dados da política, e não o contrário, como acontece hoje. A política é quem manda e isso é muito ruim. Penso que temos que repensar a gestão da saúde, para que os recursos possam ser aplicados de forma correta, competente, no sentido de atender a quem necessita do serviço público. Então, defendo mudanças na forma como a saúde pública é administrada, e isso eu vou colocar em meu ponto de vista dentro do debate durante as eleições. CONTINUA NA PÁG. 4


4 ENTREVISTA

DOMINGO, 5 DE AGOSTO DE 2018

CONTINUAÇÃO DA PÁGINA 3

“A gestão passada de Silveira foi um desastre para o sistema de saúde de Mossoró” O SEU grupo político já tinha posição firmada em chapa majoritária, com a candidatura de Kadu Ciarlini a vice-governador. Agora, o senhor vai para a chapa como suplente de senador. Isso reflete a força e a importância de Mossoró no cenário estadual? PENSO que isso gera uma forma positiva não apenas em Mossoró, mas em toda a região Oeste, que tem um poder de influência muito grande. É claro que a segunda maior cidade do estado é muito importante em todos os aspectos e não apenas políticos. Temos uma força econômica impressionante, uma cidade universitária e uma região bastante rica, embora não receba a devida importância. É claro que é importante a cidade ter representantes no Governo do Estado, na Assembleia Legislativa, na Câmara dos Deputados. Vejo que essa é a importância maior

Marcos Garcia

da presença de Mossoró nas disputas majoritária e proporcional. A GESTÃO passada, do ex-prefeito Silveira Júnior, foi muito ruim

para a saúde pública. Os índices de assistência caíram assustadoramente, além de desconfianças sobre o uso da verba carimbada da saúde. O sistema ainda

sofre as consequências. Como essa estrutura pode ser recuperada? A ERA Silveira destruiu a saúde pública de Mossoró. É fato. O cidadão sabe disso, tanto que ele sequer

teve as condições para pedir um novo mandado aos mossoroenses. O sofrimento foi e ainda é muito grande. Na gestão dele, praticamente todos os serviços foram desativados,

com a exceção de uma UPA do Belo Horizonte (zona sul), que foi ativada muito mais por uma bandeira política, quando ele ainda era prefeito interino. Veja que, mais uma vez, estou falando que a parte política se sobrepõe à técnica. O governo de Silveira foi desastre não apenas na saúde, mas em todas as áreas do município. O mais grave é que essa ação devastadora sobrecarregou a atual administração municipal, principalmente com dívidas enormes, não honradas na gestão passada. PODE citar fato concreto? SIM. O Hospital Wilson Rosado, por exemplo, passou quatro meses aguardando os recursos do Sistema Único de Saúde (SUS), que são transferidos pelo Ministério da Saúde, e ele não fez o devido repasse. Esses recursos são carimbados, não podem ser usados em outras despesas que não sejam da saúde. Silveira não fez o repasse e esse dinheiro desapareceu, até hoje ninguém sabe onde foi parar. Essa é uma situação criminosa, que as instituições responsáveis pela fiscalização dos recursos públicos devem investigar. Esse caso retrata, com fidelidade, como o exprefeito cuidou do dinheiro da saúde e de como ele destruiu toda a estrutura de assistência pública.


defatocom

DOMINGO, 5 de agosto de 2018

opinião 5

césar santos cesar@defato.com

O ABORTO E A DEFESA DO CIDADÃO

N

a última sexta-feira (3), o Supremo Tribunal Federal (STF) promoveu uma audiência pública, transmitida pela TV Justiça, com o objetivo de debater sobre a descriminalização do aborto até a décima segunda semana de gestação. O debate sobre a matéria foi incitado pela ADPF 442, apresentada pelo PSOL (Partido Socialismo e Liberdade) e pelo Anis – Instituto de Bioética. Antes de adentrar nos fundamentos levantados na audiência, cumpre esclarecer que o debate não gira em torno de favoritismo, não se objetiva defender ou não a prática do aborto, diante de concepções de puro senso comum. Na verdade, buscam-se formas de evitar o aborto, agindo de manei-

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ra prudente, com políticas públicas. Desse modo, tirando a mulher do patamar de criminosa, e passando a ser um sujeito que busca o amparo e a assistência do Estado. Diante disso, tivemos acesso a diversos posicionamentos que foram contra e a favor da descriminalização, desse modo, confrontando os artigos 124 e 126 do Código Penal, que criminaliza a prática. Os discursos do grupo por eles denominado de “pró-vida” fundamentaram seu posicionamento contra a descriminalização com base em alguns pontos. Os principais foram: consequente sucateamento da saúde pública caso o aborto seja permitido, uma vez que os procedimentos são caros; a defesa da vida do feto que, de acordo com tais sujeitos, já possui avançada formação de órgãos antes mesmo da 12.ª semana de gestação; apontam também que os dados acerca dos números de abortos ilegais realizados são questionáveis, tendenciosos e fraudulentos, não podendo ser utilizados como argumentos.

É preciso tirar o RN do descalabro, e Robinson tem que cair fora."

Em contrapartida, os grupos que engajaram a defesa da descriminalização discorreram sobre diversos pontos, mostrando dados, posicionamentos jurídicos, biológicos e sociais. A Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia, por exemplo, demonstra que a criminalização não é solução, uma vez que, independentemente de ser crime, as mulheres que não desejam continuar com a gravidez procuram outros meios para interromper o processo de gestação, sendo necessária a regulamentação da prática, com o escopo de reduzir as taxas de abortamento e mortalidade das mulheres, com um trabalho contínuo junto a esses sujeitos, sobretudo mulheres negras e pobres de periferia. A descriminalização do aborto não pode, nem de longe, ser uma questão de senso comum, sustentada por preceitos seculares e que não mais representa a realidade atual. Agindo assim, apenas estigmatiza a prática por meio de padrões de adequação moral, que marginaliza sujeitos, tornando-os abjetos. Em conse-

quência, deixando de exercer o papel social que o poder público deve: o de defesa dos cidadãos e cidadãs que estão sob a tutela do Estado. Aborto é crime. Mas, não precisa ser. (BRENA SANTOS – ADVOGADA)

vai começar O primeiro debate entre os candidatos a governador será pela Band Natal, no dia 16 de agosto. Os sete candidatos já confirmaram presença. A InterTV Cabugi fará o seu debate na reta final da campanha, em setembro.

protesto

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A Campanha Nacional contra a Poliomielite e Sarampo tem início nesta segunda-feira (6) em todo o país. O RN tem a meta de vacinar 188 mil crianças. Mossoró deve imunizar 15.801 crianças.

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O IFRN lançou o processo seletivo para 2019. O exame dará acesso a 3.148 vagas para 82 cursos técnicos integrados ao ensino médio, distribuídos em 20 campi do RN. A inscrição será aberta no próximo dia 10, no portal do candidato. Acesse.

Deputado estadual do PSDB, partido que apoia o governador Robinson Faria.

templo da cultura

décimo terceiro

O Teatro Municipal Dix-huit Rosado completa hoje 14 anos. Obra construída e inaugurada na terceira gestão da prefeita Rosalba Ciarlini, dentro do projeto de consolidação do Corredor Cultural de Mossoró (Avenida Rio Branco), que já contava com a Estação das Artes Elizeu Ventania, também inaugurada por Rosalba. O teatro é visto como o templo da cultura mossoroense.

A lei do 13° salário completa hoje 56 anos de sancionada pelo presidente João Goulart. A lei foi assinada em ato inédito de um presidente, uma vez que Jango tomou a decisão depois de negociar com grevistas, em 7 de julho de 1962. O aniversário de criação do 13° salário não deve ser comemorado pelos servidores públicos do RN, que ainda não receberam o benefício de 2017.

3 4 5

Sete chapas disputarão o Governo do RN nas eleições de 7 de outubro: Robinson Faria (PSD)/Benes Leocádio (PTC); Carlos Eduardo (PDT)/Kadu(PP); Fátima Bezerra (PT)/Antenor Roberto (PC do B); Freitas Jú-

nior/Flávio Rebouças (REDE); Dário Barbosa/ Socorro Ribeiro (PSTU); e Carlos Alberto/Aparecida Dantas (PSOL).

É NOTÍCIA

RAIMUNDO FERNANDES

chapas

A Ricardo Eletro está prestes a fechar recuperação extrajudicial, com negociação da dívida de R$ 2,5 bilhões. A varejista receberá um aporte de R$ 500 milhões do fundo americano Apollo. A editora Sarau das Letras convida para o lançamento do livro "Função Social da Propriedade Pública", do advogado Francisco Canindé Maia. Quinta-feira (9), na sede da OAB/Mossoró, às 19h. A prefeita Rosalba Ciarlini (PP) sancionou lei que institui o Projeto Cultural Terça Nossa, destinado a garantir a democratização do Teatro Municipal Dix-huit Rosado, em Mossoró.

Os professores da Uern vão fazer barulho na calçada do hotel onde será realizada a convenção do PSD, do governador Robinson Faria, neste domingo (5). A categoria realizará protesto contra atraso de salário e cobrará o décimo terceiro de 2017.

além de queda... Servidores estaduais estão sendo negativados no SPC/Serasa pelo não pagamento de empréstimos consignados. O Governo desconta nos contracheques e não repassa ao banco credor. Isso é apropriação indébita.

Prefeita sanciona lei que institui Projeto Cultural Terça Nossa no Dix-huit Rosado

A

prefeita de Mossoró, Rosalba Ciarlini, sancionou a lei que institui o Projeto Cultural Terça Nossa, destinado a garantir a democratização do Teatro Municipal Dixhuit Rosado. A sanção foi publicada no Jornal Oficial de Mossoró (JOM) desta sexta-feira (3). De acordo com o texto, todas as terças-feiras grupos de artistas locais poderão ensaiar e apresentar espetáculos sem a necessi-

dade de pagar qualquer valor à administração do teatro. A lei estabelece que só poderão participar grupos e/ou artistas do Município de Mossoró com no mínimo um ano de atividades comprovadas através de currículos. Ainda segundo a medida, as apresentações dos grupos beneficiados pelo Projeto Terça Nossa acontecerão às terçasfeiras, podendo ser gratuitas, ou ainda realizar

a cobrança de ingressos a preços populares, respeitando a meia entrada para estudantes e para idosos. Em havendo cobrança de ingresso, os grupos e/ou artistas receberão 95% dos recursos arrecadados da bilheteria do espetáculo, em caso de venda de ingressos, devendo ser pago imediatamente, após a conclusão do espetáculo. Os 5% restantes serão destinados ao pagamento do Im-

posto Sobre Serviços de Qualquer Natureza. Os grupos e/ou artistas que agendar a apresentação de espetáculos deverão cumprir com os horário e dia marcados e será “de responsabilidade da diretoria do Teatro Dix-huit Rosado oferecer as condições técnicas de luz e som para as apresentações”, ficando “o grupo e/ou artista responsável de contratar técnicos para operação de som e luz do espetáculo e/ou show”.

Assessoria

Teatro Dix-huit Rosado terá pauta de apresentações democratizada


6 OPINIÃO/GERAIS

DOMINGO, 5 de agostO de 2018

educação

PROSA

MEC garante que pagamento de & VERSO bolsas do Capes não será suspenso A maldição do impeachment crispinianoneto@gmail.com

>> Na sexta-feira (3), a SBPC e mais de 30 entidades representativas publicaram carta aberta ao presidente Michel Temer Assessoria

O

Ministério da Educação (MEC) informou, por meio de nota, que o pagamento das bolsas da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) não será suspenso. A nota divulgada na noite desta sextafeira (3) diz ainda que “a valorização da educação é uma das prioridades do Governo Federal que, em dois anos, adotou medidas importantes para o setor, como a Lei do Novo Ensino Médio e a homologação da Base Nacional Comum Curricular da educação infantil e do ensino fundamental”. O MEC também informa que “os ministros da Educação, Rossieli Soares, e do Planejamento, Esteves Colnago, discutiram medidas estruturantes para a área da educação em seus diferentes níveis, bem como o orçamento para o próximo ano” e que “as equipes dos dois ministérios têm realizado frequentes reuniões para tratar do tema”. Ontem, os dois ministérios anunciaram que vão apresentar ao presidente Michel Temer, na próxima semana, estudo sobre recursos para Capes. A mobilização ocorre após o presidente do Conselho Superior da Capes, Abílio Baeta Neves, ter enviado carta ao ministro da Educação afirmando que “foi repassado à Capes um teto limitando seu orçamento para 2019 que representa um corte significativo em relação ao próprio orçamento de 2018, fixando um patamar muito inferior ao estabelecido pela Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO). Caso seja mantido esse teto, os impactos serão graves para os Programas de Fomento da Agência”. Entre as consequências, apontada na carta da Capes

!

Entre as consequências apontadas na carta da Capes está a suspensão de bolsas de 93 mil pesquisadores e de alunos de pósgraduação a partir de agosto de 2019

Presidente do Conselho Superior da Capes, Abílio Baeta Neves, enviou carta ao Ministério da Educação alertando para a possibilidade de suspensão de bolsas está a suspensão de bolsas de 93 mil pesquisadores e de alunos de pós-graduação (mestrado, doutorado e pósdoutorado) a partir de agosto de 2019. O Conselho da Capes também previu o corte dos pagamentos de outros

105 mil bolsistas que trabalham e pesquisam com educação básica. A carta circulou nas redes sociais e serviços de mensagens instantâneas e provocou mobilização nas comunidades científica, tecnológica e acadêmica.

Nesta sexta-feira, a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) e mais de 30 entidades representativas publicaram carta aberta ao presidente Michel Temer para expressar apoio à manifestação do Capes.

continua cortando cabeças golpistas

J

á conversamos neste espaço sobre a maldição do impeachment de Fernando Collor, que se deu numa sequência de eventos macabros, destruindo que todo o seu entorno político e familiar. Já se cunhou também a expressão “Maldição do Impeachment” para o evento político que em 2016 apeou Dilma Rousseff do Palácio do Planalto. Aécio Neves, o derrotado que resolveu baldear a água por não saber reconhecer a derrota, hoje está cheio de processos, os mais diversos, só se mantendo no Senado graças às graciosidades do STF e da PGR, mas está tão queimado que não consegue ser candidato à reeleição indo para uma disputa menor, de deputado federal, para não cair no ostracismo total. Tão queimado está que sequer compareceu à convenção que escolheu seu amigo Antonio Anastasia para governador de Minas. Aqui no nosso estado, José Agripino, outro golpista da pior cepa, também está cheio de processos da cabeça aos pés e caiu da candidatura à reeleição ao Senado para tentar escapar na Câmara Federal, tomando o lugar do filho Felipe Maia, que sai da política sem nunca ter entrado. Henrique Eduardo Alves está em prisão domiciliar e não tem mais o direito de ser candidato a nada. Dizem ser esse o acordo para poder ficar em casa. Eduardo Cunha, líder do processo golpista na Câmara, está na cadeia. Geddel Vieira Lima também está preso na Papuda, em Brasília, tendo tido até momentos de solitária. Michel Temer, mesmo no poder, não conseguiu o sonho da popularidade e de uma candidatura à reeleição, deixando a postulação do MDB para Henrique Meirelles, candidato podre de rico, mas que não passa de 1%. Rodrigo Maia, mesmo presidente da Câmara, também não conseguiu emplacar a candidatura presidencial. A deputada Raquel Muniz, aquela do “sim, sim, sim”, está cheia de processos, quase perdendo o cargo e com o marido preso. Roberto Jefferson teve a filha barrada para o Ministério do Trabalho. Flávio Rocha não conseguiu ser candidato a governador do RN, muito menos a presidente da República, como queria. Marcelo Crivela tem uma CPI investigando suas falcatruas. Fora da política partidária, o grupo Abril, da Veja, está sob regime pré-falimentar. Alexandre Frota, mergulhado em processos. O MBL sem espaço no Facebook. O bandido “de Deus” Silas Malafaia na mira da Justiça. Neymar, o sonegador, “em queda”. Até a camisa da Seleção Brasileira, usada como símbolo da luta pelo impeachment, foi rejeitada durante a Copa. Datena quis ser candidato a senador, mas, a exemplo de Luciano Huck, viu que seu gogó não era plataforma política e saiu, porque mal anunciou a candidatura, já estava em queda livre. Agora, antes mesmo de começarem as campanhas, Marta Suplicy, que estava bem posicionada nas pesquisas ao Senado em São Paulo, desistiu, rejeitou a candidatura de vice de Meirelles e se despediu da política, desfiliando-se do MDB. E, por fim, José Medeiros, petulante policial rodoviário federal de Caicó, que virou senador no Mato Grosso e nos microfones era um paladino da honradez, da ética e da moral. Paladino que se revelou ladino. Foi cassado e desmoralizado porque, de chegar ao Senado sem voto, foi conduzido por uma fraude na atada convenção do seu partido que o fez primeiro-suplente de Pedro Taques, hoje governador, quando, na verdade, ele era o segundo-suplente. Mais um danadinho querendo ser herói, um moralista sem moral, golpista que tomba envenenado com a sua própria estricnina.

EM QUEDA COMO NEYMAR Já vinha se revelando estranho que Bolsonaro não crescesse mais nem um milímetro além dos 17% em intenções de votos, mas agora, depois dos seus relinchos no programa Roda Viva, segundo o site DCM (Diário do Centro do Mundo), ele vem apresentando tendência de queda, com forte aumento da rejeição. O eleitor está cansado de bravateiros.

iMAGEM

QUE MARCA O cenário está mais ou menos delineado, restando saber se o capitão Stevenson será mesmo candidato ao Senado. Também falta ainda fechar a chapa de Robinson Faria. Mas, já se sabe de seis candidatos ao Governo do Estado: Fátima Bezerra, Carlos Eduardo e Robinson Faria, os três melhores posicionados nas pesquisas de intenção de votos, tendo Fátima mais que o dobro do segundo colocado (Carlos Eduardo) e o triplo do terceiro (Robinson Faria). Ainda têm Breno Queiroga, Professor Carlos Alberto e Professor Dario Barbosa. Está longe de se ter clareza total das potencialidades. A campanha vai começar e muitas mudanças poderão existir no tabuleiro da disputa. Mas, é fato que, depois de mais de seis de meses de pesquisas, com Fátima na dianteira folgada, há uma cristalização de tendência. Precisa ela errar muito, para perder. E ela não vem errando. Um fato novo pode acontecer a qualquer momento, mas parece que a grande disputa é pelo segundo lugar, entre Robinson e Carlos Eduardo, com o governador “botando sangue pela boca” para tomar o lugar do ex-prefeito, no sonho de ter segundo turno e ele chegar lá para disputar com Fátima. A sorte está lançada. Vamos ver para que lado os ventos sopram.


gerais /opinião 7

DOMINGO, 5 de agosto de 2018

Acusado de matar chargista é preso no Santa Helena

eleições

PSDB oficializa candidatura de Alckmin à Presidência >> Tucano terá o apoio dos partidos que compõem o chamado Centrão, formado por DEM, PP, PRB, PR e Solidariedade Assessoria

O

PSDB oficializou neste sábado (4), em convenção nacional em Brasília (DF), a candidatura do presidente da legenda e ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin à Presidência da República. A senadora Ana Amélia (PP-RS) será a vicepresidente na chapa. A convenção reuniu as principais lideranças do PSDB, além de representantes dos partidos aliados que vão compor a coligação nacional. Alckmin terá o apoio dos partidos que compõem o chamado Centrão, formado por DEM, PP, PRB, PR e Solidariedade. Atualmente, a bancada do PSDB no Congresso Nacional é composta por 49 deputados federais e 12 senadores. No pleito de 2014, o partido elegeu quatro governadores, 803 prefeitos, 96 deputados estaduais e 5.346 vereadores. A legenda tem 1,4 milhão de eleitores filiados, de acordo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). PERFIL Quatro vezes governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, de 65 anos, é médico e um dos fundadores do PSDB. O tucano iniciou sua trajetória política em 1972, em Pindamonhangaba, no Vale do Paraíba, onde foi eleito vereador, pre-

Alckmin e sua vice Ana Amélia durante convenção do PSDB sidente da Câmara dos Vereadores e prefeito da cidade. Foi também deputado estadual e federal. Chegou ao Governo de São Paulo em 2001, como vice do governador Mário Covas. Com a morte de Covas, Alckmin assumiu definitivamente o cargo de governador, para o qual foi eleito em 2002 e que voltou a ocupar por mais dois mandatos, após vitória nas eleições de 2010 e 2014. Em 2006, o tucano con-

correu à Presidência da República, mas foi derrotado no segundo turno pelo expresidente Luiz Inácio Lula da Silva, que foi reeleito. Alckmin assumiu a presidência nacional do PSDB em dezembro do ano passado. VICE Sob ótica de Alckmin, a senadora Ana Amélia (PPRS) é a “vice dos sonhos” de qualquer candidato. Jornalista, a gaúcha de 73 anos está no seu primeiro man-

dato. Foi eleita em 2010 compondo a chapa da tucana Yeda Crusius ao governo do Rio Grande do Sul. Nascida em Clemente Argolo, interior de Lagoa Vermelha (RS), em 23 de março de 1945, Ana Amélia de Lemos vem de origem humilde e rural. Filha do marceneiro João Laureano de Lemos e da dona de casa Cilene Daros de Lemos, ambos já falecidos, Ana Amélia é a mais velha dos nove filhos.

Agentes da Polícia Civil prenderam nesta sexta-feira (3) Francimar Moura Leal, "Sassá", de 32 anos. Ele foi detido por volta das 20h30 em sua casa, na Rua José Melo de Sousa, no loteamento Santa Helena. Segundo o delegado Dênys Carvalho, Francimar é acusado de ter matado o chargista do jornal Gazeta do Oeste Antônio Meneses de Melo, “Bob Melo”. O crime ocorreu em 2004. Ainda de acordo com o delegado que comandou a operação, Sassá também é acusado de um duplo homicídio na cidade de Alagoinha

(PE). Contra ele, existe mandado de prisão, por sentença condenatória de 18 anos e 9 meses, expedido pelo Tribunal de Justiça do Estado de Pernambuco, 1ª Vara Única da Comarca de Alagoinha. O foragido da justiça foi conduzido à Delegacia de Plantão. Após os procedimentos, Sassá foi encaminhado para a Cadeia Pública Manoel Onofre de Souza, na qual ficará custodiado. Ele deverá ser transferido na próxima semana para um presídio no estado de Pernambuco, onde cumprirá pena de 18 anos e 9 meses, imposta pela Justiça daquele estado.


8 GERAIS

DOMINGO, 5 de agosto de 2018

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economia

Juros do cartão de crédito rotativo estão mais altos >> As concessões do rotativo do cartão de crédito representaram cerca de 10% dos empréstimos liberados pelas instituições financeiras em junho Gildo Bento/Arquivo

Kelly Oliveira

Repórter da Agência Brasil

A

s concessões do rotativo do cartão de crédito representaram cerca de 10% dos empréstimos liberados pelas instituições financeiras, em junho. Clientes devem ficar atentos à taxa de juros desse tipo de crédito, que subiu, em junho para quem que paga em dia pelo menos o mínimo da fatura, após entrar em vigor a regra que proíbe cobrar juros diferentes para adimplentes e inadimplentes. Se for considerada outra modalidade com taxa de juros alta, o cheque especial, sobe para 30,5% o percentual das concessões dos bancos, para pessoas físicas no crédito rotativo (cartão de crédito e cheque especial), em junho. “É um volume muito grande em linhas tão caras”, disse o diretor de Economia da Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (ANEFAC), Miguel de Oliveira.

Entre os cinco maiores bancos do país (Banco do Brasil, Caixa, Itaú-Unibanco, Bradesco e Santander), a taxa vai de 168,8% a 297,46% ao ano neste período Para Oliveira, o uso dessas modalidades de crédito indica que o endividamento das famílias ainda está alto. “São linhas mais fáceis, pré-

aprovadas. Os consumidores continuam usando mal o cartão e os bancos cobram taxas muito altas. Muita gente não olha a taxa de juros e isso

Juros subiram, mesmo a Selic baixa Ao ter divulgado o relatório sobre crédito de junho, no final do mês passado, o chefe do Departamento de Estatísticas do BC, Fernando Rocha, informou, sem citar os nomes, que duas instituições financeiras elevaram os juros do rotativo regular, o que aumentou a taxa média de todos os bancos pesquisados pelo BC. Os juros subiram mesmo com taxa básica de juros, a Selic, no menor nível histórico (6,5% ao ano) e inadimplência em queda. Rocha afirmou que o mercado é livre para definir os juros. “Estamos tratando aqui do mercado de crédito de taxas livres. É um mercado competitivo em que as taxas são fixadas pelas próprias instituições”, disse Rocha.

Em junho, o total de concessões de crédito livre (empréstimos em que os bancos têm autonomia para aplicar dinheiro captado no mercado e definir as taxas de juros) para pessoas físicas chegou a R$ 150,8 bilhões. Desse total, R$ 15,260 bilhões foram do rotativo do cartão de crédito. A maior parte das concessões do rotativo é do crédito não regular: R$ 8,833 bilhões. No caso do cheque especial, as concessões chegaram a R$ 30,721 bilhões. A taxa do cheque especial chegou a 304,9% ao ano, em junho. O rotativo do cartão é o crédito tomado pelo consumidor quando paga menos que o valor integral da fatura do cartão. O crédito rota-

tivo dura 30 dias. Desde junho, clientes inadimplentes no rotativo do cartão de crédito passaram a pagar a mesma taxa de juros dos consumidores regulares. Até a nova regra entrar em vigor, quem não pagava pelo menos o valor mínimo da fatura em dia caía na modalidade de rotativo não regular, com taxa de juros mais cara que a cobrada dos clientes adimplentes (regulares). Pela nova regra, a taxa de juros do rotativo passa a ser única, tanto para inadimplentes quanto para adimplentes. Mas as instituições podem cobrar multa e juros de mora, por atraso, como ocorre em qualquer outra operação de crédito, no caso de inadimplência. Imagem meramente ilustrativa

Custo médio do rotativo do cartão de crédito variou de 45,97% a 791,16% ao ano CIANO MAGNTA AMARELO PRETO

custa muito caro”, destacou. A atenção tem que ser redobrada no caso do rotativo oferecido por financeiras ou por lojas, que costu-

mam cobrar juros mais altos no rotativo. De acordo com ranking do Banco Central (BC), o custo médio do rotativo para consumidores

Já a taxa cobrada dos consumidores que não pagaram ou atrasaram o pagamento mínimo da fatura (rotativo não regular) caiu 32,8% adimplentes variou de 45,97% a 791,16% ao ano, entre as instituições financeiras, no período de cinco dias úteis encerrados em 18 de julho. Entre os cinco maiores bancos do país (Banco do Brasil, Caixa, Itaú-Unibanco, Bradesco e Santander), a taxa vai de 168,8% a 297,46% ao ano, nesse período. Segundo o BC, as taxas de juros diferem entre clientes de uma mesma instituição financeira e variam de acordo com fatores de risco envolvidos nas operações, como o valor, o histórico e a situação cadastral de cada cliente e o prazo da operação. Em junho, o consumidor adimplente (regular) pagou taxa média de 261,1% ao ano, com aumento de 18,1 pontos percentuais em relação a maio. Já a taxa cobrada dos consumidores que não pagaram ou atrasaram o pagamento mínimo da fatura (rotativo não regular) caiu 32,8 pontos percentuais, chegando a 313,3% ao ano.


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Mossoró (RN), domingo, 5 de agosto de 2018

Abandono

Teatro Kiko Santos está inutilizado há quase 10 anos >> Espaço comporta cerca de 200 pessoas e poderia beneficiar, principalmente, a comunidade escolar, revelando talentos adormecidos Marcos Garcia

Maricelio Almeida

Da Redação contato@maricelioalmeida.com

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A sensação que temos é que passou um ‘tsunami’ por aqui.” Com essa frase, o diretor da Escola Estadual Jerônimo Rosado, Marcondes Benevides, abriu a porta do Teatro Kiko Santos, localizado dentro da unidade de ensino, para a reportagem do JORNAL DE FATO. Dali em diante, o que se viu foi um espaço em estado de abandono, com poltronas danificadas, paredes com infiltrações, cupins e lâmpadas penduradas. O equipamento que leva o nome de um dos fundadores do Teatro Escola Amadores de Mossoró (TEAM), grupo responsável por consolidar, entre os anos de 1950 e 1965, a arte teatral na cidade, está fechado há quase 10 anos. O espaço que hoje está inutilizado comporta cerca de 200 pessoas e poderia beneficiar, principalmente, a comunidade escolar, revelando talentos adormecidos. “É uma situação triste. Com esse espaço funcionando, ficaríamos mais entusiasmados para nos apresentarmos. O teatro serviria não somente para a nossa escola, mas também para outras”, comenta o estudante Jonatan Eduardo, do 2° ano do ensino médio. O Teatro Kiko Santos, que também recebe o nome de Auditório Escola, funcionou até o ano 2009, quando o colégio Jerônimo Rosado, inaugurado em março de 1959, comemorou o seu jubileu de ouro. Em seguida, uma grande reforma foi iniciada na escola, com serviços concluídos em 2012. No entanto, o equipamento cultural não foi contemplado, em sua totalidade, com o serviço. Desde então, a estrutura está fechada. “A reforma, na verdade, nunca foi concluída. Em tudo ficou faltando alguma coisa. No auditório foi feito um reboco, que caiu antes

CIANO MAGNTA AMARELO PRETO

Teatro Kiko Santos: "sensação que ‘tsunami’ passou pelo local" de o espaço ser reaberto. A parte de eletricidade também ficou pendente. Era excelente para a escola quando o equipamento funcionava. Havia apresentações de mostras culturais, reunião de pais, era mais um ponto de cultura na cidade”, destacou a professora Francione Ferreira, que estudou no Jerônimo Rosado e há mais de 30 anos integra a equipe de docentes. Segundo o diretor da escola, Marcondes Benevides, já foram enviados ofícios à Secretaria de Educação cobrando a reforma do teatro, mas não houve uma resposta positiva por parte do Governo do Estado. “Nós cobramos, mas acredito que falte vontade política. Para o Estado, isso aqui não é muita coisa não, no sentido de recurso para a reforma. Inclusive, houve um período em que a Fundação José Augusto (FJA) estava querendo ficar responsável pelo equipamento, mas também não prosperou”, pontuou. O período ao qual o diretor se refere é 2016. Na-

“A vida dele foi o teatro”, afirma viúva de Kiko Santos A professora universitária aposentada Maria José Frota, viúva de Kiko Santos, conversou com a reportagem

do JORNAL DE FATO sobre a trajetória do artista. “Ele foi um dos principais nomes dentro do rol de atores daMarcos Garcia

Maria José e Kiko Santos: mais de 30 anos juntos

quela época. A vida dele foi o teatro e as festas em Mossoró, nos clubes ACDP, Ipiranga. Ele atuava e também dava trabalho (risos)”, sintetizou, com brilho nos olhos e sorriso no rosto. Francisco das Chagas dos Santos, ou simplesmente Kiko Santos (apelido dado pela mãe), nasceu em 1940, no município de Areia Branca, vindo para Mossoró ainda nos primeiros anos de vida. Ao lado de nomes como Ivonete de Paula, Maria Lúcia Escóssia, Iremar Leite e Crispiniano Neto, formou o Teatro Escola Amadores de Mossoró (TEAM), grupo que chegou a se apresentar e ser premiado no Rio Grande do Sul, no início da década de 1960. “Kiko gostava de ambientes alegres, cores vibrantes. Tinha um coração acolhedor, gostava de ajudar, adorava crianças. Era uma pessoa extraordinária e muito irreverente. Faleceu aos 57 anos, por causa da boemia, fumava muito, e acabou tendo enfisema pulmonar”, contou Ma-

quele ano, a Fundação José Augusto, sob a gestão do mossoroense Crispiniano Neto, chegou a anunciar interesse em incluir o Teatro Kiko Santos no programa de reformas dos teatros estaduais. Questionada pela reportagem do JORNAL DE FATO sobre o assunto, a assessoria de imprensa da FJA afirmou apenas que a responsabilidade pela gestão e manutenção do equipamento é da Secretaria de Educação e Cultura. Já a Secretaria de Educação, também por meio de sua assessoria, afirmou que entrará em contato com a comunidade escolar do Jerônimo Rosado para discutir a atual situação da obra na escola. “Após esse diálogo, será analisado pela Secretaria o atendimento da demanda no menor tempo possível”, respondeu. Para a produtora cultural Katharina Gurgel, sobrinha-neta de Kiko Santos, a situação de abandono do teatro localizado na Escola Jerônimo Rosado é lamentável. “Como cultura já é um setor que sempre fica aquém do que é dito fundamental, o que a gente vê é um descaso com a memória dessas pessoas importantes. Kiko foi um dos precursores do teatro mossoroense, ele levou o nome do teatro de Mossoró para fora. A história vai ficando de lado”, comentou.

ria José Frota, que teve três filhos com Kiko: Ákio, Michele e Carol Frota. Questionada sobre o Teatro Kiko Santos, a professora conta que o marido sempre dizia que, se um dia fosse receber homenagens, que elas acontecessem quando ele ainda estivesse vivo. “Até mesmo para o homenageado ter conhecimento que valeu a pena. Mas foi uma homenagem coerente, proposta pela então deputada Sandra Rosado, até porque ele foi aluno do Colégio Estadual, ‘pintou o sete’ por lá. Foi um aluno bem trabalhoso”, relembrou. Além do Teatro Kiko Santos, o ator também é homenageado na Escola de Teatro da Escola de Artes de Mossoró, no Prêmio Fomento de Incentivo à Cultura e no empreendimento que a família administra no bairro Nova Betânia, o Kiko’s Mall. Antes, seu nome estava estampado no buffet Kiko’s Festas e Eventos, também de sua família.


2 MOSSORÓ

DOMINGO, 5 DE agosto de 2018

Cultura

Mossoró tem apenas o Dix-huit Rosado em funcionamento >> Estruturas como o Teatro Lauro Monte Filho e Teatro Padre Alfredo Simonetti estão fechadas para espetáculos

A

tualmente, das grandes estruturas que possui para apresentações culturais, Mossoró só conta com o Teatro Dix-huit Rosado em pleno funcionamento. O Teatro Lauro Monte Filho, localizado no Centro da cidade, e o Teatro Padre Alfredo Simonetti, instalado ao lado da Escola Estadual Padre Dehon, no Alto de São Manoel (zona leste), estão fechados, sendo que o primeiro passa por um processo de reforma iniciado em 2012 e até hoje não concluído. “As pessoas sentem falta de espaços de teatro, de um incentivo maior, e eu vejo essas pessoas mais indignadas, os artistas se movimentando mais. Sem espaços, a produção cultural é empobrecida. Temos um teatro muito bom, que é o Dix-huit Rosado, com uma pauta de

apresentações, mas ele acaba sobrecarregado, sem condições de fazer tudo. Nos dá uma dó no coração a situação desses outros equipamentos; existiria demanda para eles”, destacou a produtora cultural Katharina Gurgel. O JORNAL DE FATO questionou a Fundação José Augusto (FJA) sobre a situação em que se encontram os teatros Lauro Monte Filho e Padre Alfredo Simonetti. Sobre o Lauro Monte, a FJA informou que aproximadamente 25% dos serviços já foram executados e que a conclusão da restauração e reforma deve acontecer até o final de outubro. O valor da obra é R$ 5.039.921,65. Já em relação ao Alfredo Simonetti, a Fundação explicou que, apesar de ter sido construído com recursos do

Marcos Garcia

Teatros mossoroenses: apenas o Dix-huit segue funcionando Governo do Estado, o teatro pertence à Paróquia de São Manoel. “No acordo firmado na época, o Estado bancou a construção desse equipamento de cultura em um terreno da Diocese de Mos-

soró”, acrescentou. A reportagem tentou, então, contato com o pároco da Igreja Matriz de São Manoel, padre José Janedson, mas os telefonemas da equipe não foram atendidos.

outras palavras José Nicodemos

aristida603@hotmail.com

ELA ME DEIXOU SAUDADE

N

unca mais vi ali na esquina do Bradesco com Santos Dumont aquela mulher, já bem idosa, que pedia sem palavras, apenas estendendo a mão com um sorriso maternal. Bem arrumadinha e limpa, tinha nos olhos risonhos uma expressão cristã de resignação com sua circunstância. Esse “nunca mais” coisa aí de dois meses, não mais. Sempre vestida de preto, parecia ser viúva, a não ser questão de gosto, ou outra coisa. Tinha ela um ar de mulher sofrida e honesta que perdera o marido, por morte, ainda moça. Não passava uma criança sem que ela a olhasse, pondo no olhar toda a doçura dum coração de avó. E sempre que eu passava por ali, ela me parava, com voz tímida e quase inaudível, para me falar de suas lembranças da cidade antiga, como se fosse ontem. Mais, em relação aos prédios ali da rua do referido banco – aquele era a loja de fulano, aquele outro era a residência de sicrano, e ia indo por aí. Com ar saudoso. Outra vezes, e não raro, me falava de como era a praça da catedral nos seus tempos de moça, com a banda de música municipal, sob a regência de Artur Paraguai, nas tardes de domingo. Braço dado, as moças a rodear a praça,

com seus vestidos de tafetá, e ela era uma delas. E contava, contendo uma risada, o seu maior prazer... E que foi quando o pai, simples carroceiro, lhe pôde dar um vestido de tafetá e um sapato da moda, salto alto. Sentira-se uma princesa ao estrear, num domingo de festa de Santa Luzia, ali na praça, o seu tafetá e salto alto do gosto do tempo. Tudo lhe sorria, e o sentimento era o de que acabara de nascer para a vida. Lembrava ela, em tom honesto, os seus muitos namoros ali na praça, com o desfecho em casamentos, e aqui citando nomes, mas nunca me falou no seu caso pessoal. Isto é, se fora também o seu caso, e eu também nunca lhe perguntei nada a respeito. E notem que ela me falava com certa intimidade, até fazendo-me confidências. Coisa assim como se me conhecesse dos velhos tempos. Eu gostava de ouvi-la sobre como era a vida antigamente nos bairros populares: Bom Jardim, Baixinha, Barrocas. Com seus usos e costumes. o namoro ao pé das janelas, as moças ainda com cheiro de banho, mas em trajes caseiros. Uma flor no cabelo ainda úmido. Pois nunca mais dei com os olhos, ali na esquina, naquela mulher idosa, sempre risonha, como se a vida lhe sorrisse também, e que sempre me parava a falar de suas saudades, tudo como se fosse ontem. Onde andará, ela? Só sei que me deixou essa amável saudade. Cheia de ternura.

GESTÃO

PROBLEMA

EXEMPLO

Muito já se disse que o problema do Brasil está na má gestão do dinheiro do contribuinte. Nada mais verdadeiro. Tem sido usado pela via de interesses nada a ver com o bem-estar coletivo.

Resolvido esse problema, e o país teria menos dificuldade em solucionar os demais problemas relativos à administração pública, por exemplo, os serviços coletivos. O mal está é no desperdício.

Para dar um só exemplo, deputados e senadores é que dizem quanto querem ganhar, sem falar nas mordomias como não existem em país nenhum do mundo. Pura molecagem.

linguagem É de ver que a dificuldade que se encontra no ato de escrever consubstancia-se na formação do período composto, e isso deriva do desconhecimento dos operadores sintáticos ou, para ser mais completo, pelo fato de não se ter presente o exame da estrutura da língua. A análise da oração e a do período, como duas pautas sobre as quais se desenvolve o raciocínio lógico, nas palavras de Mattoso Câmara. Donde se conclui que, sem esse aprendizado, que também pode ser intuitivo, é remar contra a correnteza o querer escrever melhor. Toda língua possui uma estrutura lógica, que deve ser conhecida.


MOSSORÓ 3

DOMINGO, 5 de agosto de 2018

Educação

Será que a nova BNCC vai ser boa para o ensino médio? >> Professores e sindicalistas comentam mudança e se percebe que existem duas linhas: a da defesa e a do ataque Ilustrativa

Amina Costa

Da Redação

S

erá que a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) para o ensino médio que está em análise se preocupa em preparar o aluno ao Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM)? Se for depender da projeção que se faz pelo Governo Federal, que quer instituir como disciplinas obrigatórias apenas Português e Matemática, a resposta para a pergunta é bem simples: os estudantes não terão como se dar bem nas provas do Enem, que cobra conteúdos de outras áreas do conhecimento e, certamente, serão inseridos no que se chama de “banco de mão-de-obra barata” a ficar à disposição do mercado. Isso para os estudantes do ensino público. Mas o mesmo se volta para o público de escolas privadas, caso estas sigam as diretrizes que estão em análise. O Ministério da Educação abriu, no dia 2 que passou, espaço para que

Nova base nacional, se aprovada, vai colocar escolha sobre o que estudar para o aluno

professores, diretores e coordenadores de escolas participem da análise da proposta. Mas a participação é totalmente on-line, o que abre dúvidas sobre a seriedade do trabalho que está sendo feito. Por conta

Coordenadora afirma que mudança é inadmissível A posição da coordenação estadual do Sinte não é diferente da de professores, diretores e coordenadores que atuam em escolas privadas de Mossoró. A professora Vilani Alves, que é coordenadora do ensino médio de um colégio privado

da cidade, foi categórica quando perguntada sobre as mudanças propostas pela Base Nacional Comum Curricular, defendida pelo Ministério da Educação. “Isso é absolutamente inadmissível.” A coordenadora afirma Arquivo

Vilani Alves, que é coordenadora de ensino médio

disso, a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), à qual o Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Rio Grande do Norte (SINTE-RN) é filiado, orienta os professores a

que Português e Matemática são indispensáveis aos alunos, mas diz que não é o bastante e afirma que o conhecimento é amplo. “Não basta termos acesso apenas as informações, as quais, hoje, com a evolução tecnológica, tornaram-se mais acessíveis”, diz. Ela deixa claro que é fundamental ao aluno saber transformar a informação em conhecimento. “As disciplinas apontadas não vão suprir as necessidades como um todo. Como um aluno chegará a ser um biólogo, um médico, um astrofísico, um advogado, entre outros tantos profissionais, sem conhecimentos específicos de que a área necessita?”, questiona Vilani Alves, acrescentando: “Acredito que estamos regredindo na educação se essas medidas forem, de fato, aprovadas.” Para ela, não há como se cobrar assuntos dos alunos se não forem trabalhados e discutidos em sala de aula. Com isso, analisa a coordenadora, o Enem ou deixará de existir ou o Governo criará outro tipo de seleção para ingresso na universidade.

não preencher nenhum formulário ou ata relativos à BNCC. “Temos posição frontalmente contra”, disse Rômulo Arnaud, da coordenação estadual e regional do sindicato. Para ele, a proposta

aprovada no Conselho Nacional de Educação e que está sendo implantada, a depender apenas das consultas on-line, está equivocada. Desde a concepção à forma como está sendo implantada. “Um assunto tão

sério precisaria de amplo debate na sociedade, congressos, audiências. A nosso ver, vai destruir a educação pública universal, cidadã, que prepara o ser humano como todo”, disse. Tudo porque o Governo praticamente tira a obrigação de professores de disciplinas que são cobradas no Enem, como Filosofia, Sociologia, História e Geografia. Todas das áreas de Ciências Humanas, deixando clara a intenção de desfavorecer, principalmente, os estudantes da rede pública de ensino. Na nova BNCC, na teoria, a estrutura funcional do projeto político-pedagógico das escolas deve apresentar e contemplar as competências e habilidades das disciplinas da área de Ciências Humanas. Mas, como é que elas serão ministradas se não haverá espaço para professores de tais áreas? Essa é a pergunta que permeia a discussão que deveria envolver, ao ver da CNTE, Governo, professores, pais, diretores, coordenadores e sociedade de maneira geral. Se for feito diferente, a educação perderá o seu caráter, o seu objetivo inicial e fica clara a intenção de transformar o estudante do ensino médio de escola pública em mão-de-obra barata, já que as chances de ingressar no ensino superior ficam menos possíveis e cada vez mais distantes.

Diretor vê que mudança deixará ensino médio menos conteudista Por outro lado, é preciso analisar que a nova BNCC que se discute apresentará aos alunos do ensino médio a possibilidade de decisão, da parte deles, sobre o que eles devem estudar. Desse modo, metade do ensino médio será contemplada com todas as disciplinas e a outra metade, com foco prioritário em Português e Matemática. E será menos conteudista. Esse é o pensamento de Ciro Azevedo, diretor de colégio privado de Mossoró. Antes de conversar com o repórter, ele analisou com a equipe pedagógica os prós e os contras e chegou à conclusão de que a reforma tem mais pontos positivos que negativos. “A reforma torna-se por demais importante, haja vista que esse movimento já foi feito em outros países. Nesse sentido, os alunos não serão sobrecarregados com uma quantidade de conteúdos e poderão se concentrar na qualidade das disciplinas ofertadas. O que temos no

modelo da educação de hoje é um ensino médio cheio de conteúdos que são estudados apenas para cumprir uma necessidade de aplicação de provas, mas que não podem ser aprofundados”, disse. E Ciro acrescenta: “Um outro ponto favorável a essa mudança é que boa parte do que se propôs na reforma e na BNCC já havia sido proposta há 20 anos pelos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs), mas não foram posta em prática. Assim, os jovens de hoje vivem realidade diferente de há 20 anos, com um mercado de trabalho profissional muito mais competitivo e que exige muito mais qualidade na formação.” Com essa análise, o diretor deixa claro que o aluno não vai estudar apenas Português e Matemática. E mais: a mudança, segundo ele, mostrará que o aluno optará em qual área ele quer se aprofundar para complementar a carga horária e nessa área de maior

Cedida

Ciro Azevedo, que é diretor de escola afinidade ter acesso ao conjunto de disciplinas em que poderá aprofundar os seus conhecimentos para a área desejada. “Com isso, acreditamos que o ensino médio aproximará ainda mais a escola da realidade dos estudantes à luz das novas demandas profissionais. O ensino também passa a ser mais contextualizado para que o aluno compreenda o seu dia a dia, bem como as implicações práticas de suas ações. E, sobretudo, permitirá que cada um siga o caminho de suas vocações e sonhos, seja para seguir os estudos no nível superior, seja para entrar no mundo profissional”, diz.


4 MOSSORÓ

DOMINGO, 5 de agosto de 2018

arte

Fala promove III Simpósio de Estudos Barrocos e Neobarrocos

>> Com o tema “Arte & Ciência”, o simpósio terá a presença do professor italiano Yuri Brunello

E

ntre os dias 29 e 31 de agosto, a Faculdade de Letras e Artes, da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (FALA/UERN), promoverá o III Simpósio de Estudos Barrocos e Neobarrocos. A programação será realizada na sede do Serviço Social do Comércio (SESC), de Mossoró, e no auditório da Faculdade de Filosofia e Ciências Sociais (FAFIC), no campus central da Uern. Com o tema “Arte & Ciência”, o simpósio terá a presença do professor italiano Yuri Brunello. A conferência de abertura será sobre “Barroco, Arte & Ciência”, com o referido docente ao lado dos professores e pesquisadores Armando Sérgio dos Prazeres e José Ronaldo Silva. Além de conferências e palestras, a terceira edição do Simpósio também reunirá a exposição de pintura do estudante da Fala Isaías Medeiros e uma apresentação cultural promovida pelo grupo “Fala, Barroco”. A programação terá ainda o lançamento de livros, GTS, minicursos, mesas temáticas com con-

Wilson Moreno

Evento sobre estudos da arte barroca e neobarroca será realizado de 29 a 31 de agosto

ferencistas de sete instituições brasileiras e conferência de encerramento proferida pelo poeta, pesquisador e professor Raimundo Leontino Leite Gondim. “O barroco coexiste com mudanças no cenário científico do Século de Ouro e segue animando de forma criativo-elíptica a contemporaneidade - em dobras e redobras sob o vocábulo de Neobarrocopor meio de práticas artísticas, por isso esse evento se propõe a discutir a estreita relação entre Barroco, Arte & Ciência”, afirma a coordenadora do evento profª. dra. Leila Tabosa, do Departamento de Letras Vernáculas. Ela destaca que o Simpósio tem como objetivo discutir o conceito estético de Barroco e de Neobarroco como “formas de diálogo aberto à universalidade artística em seu esplendor e em seu exagero estético, que ambiciona desde o Século de Ouro, a parceria e a atração entre arte e ciência presentes no Barroco”. “Além disso, nos propomos a reunir conceitos de áreas aparentemente opostas às artes Barrocas e Neobarrocas em várias das suas manifestações: literatura, escultura, pintura e música”, acrescenta a professora. A segunda chamada estendida para a submissão de trabalhos segue até o dia 20 de agosto. A inscrição para ouvintes deve ser feita até o dia 26 de agosto, no site do evento, no endereço eletrônico iiisimposiobarroco.wixsite.com.

Confira a programação do simpósio 1° dia - 29 de agosto Manhã 7h - Credenciamento 8h- Abertura do evento 8h15 – Mesa 1: Barroco, Arte & Ciência (I) Conferências de abertura Conferência: “Novos mapas, novos mundos. O barroco transibérico de Manuel Botelho de Oliveira” - prof. dr. Yuri Brunello (UFC) Conferência: “A Ciência das Galáxias de Haroldo de Campos”- prof. dr. Armando Sérgio dos Prazeres (UFRN) Conferência: “As Galáxias, os Fractais e Outras Artes” - prof. dr. José Ronaldo Silva (Uern) Coordenação: profª. dra. Hubeônia Morais Alencar (Uern) 10h15 – Mesa 2: Barroco, Arte & Ciência (II) Monografias Barrocas e Neobarrocas da Uern Monografia (2015): “Dobras do inconsciente na universalidade da ‘Fênix do México’”: a primeira e a Décima Musa do barroco, por Jackeline Tôrres Maia Monografia (2016): “Sor Juana Inés de la Cruz e El Divino Narciso: Barroco, Bíblia e Mitologia”, por Ana Kécia Lima Monografia (2017): “A Relação entre Frida Kahlo e as Formas Barrocas e Neobarrocas de Expressão Visual Pictórica”, Isaías Medeiros Coordenação: profª. dra. Verônica Aragão Local: Auditório da Fafic (Uern)

Tarde 14h- GTs

Noite

20h - Midissage da exposição “Tropicália

Neobarroca ou Tropifagia dos Sentidos” Artista plástico: Isaías Medeiros. Curadoria: Leila Tabosa Atividade de extensão com o grupo “Fala, Barroco”: o “Recital dos Sentidos Gozosos”. Produção: Meire Araújo (Uern) Coordenação do projeto: profª. dra. Leila Tabosa (Uern) Local: Sesc – Mossoró

2° dia - 30 de agosto Manhã 8h - Mesa 3: Barroco, Arte & Ciência (III) “Metamorfoses Modernas: do Maneirismo até hoje” Tema 1 - “Ressonâncias do estilo Maneirista: as Metamorfoses do Colorido (Ornatus) na Gerusalemme Liberata de Torquato Tasso” Erimar Wanderson da Cunha Cruz (IFPI) Tema 2 - “Metamorfoses e Subversões: problemáticas de Linguagem e de Gênero” Emília Rafaelly Soares Silva (IFPI) Tema 3 - “Manoel Botelho de Oliveira: uma poesia em transformação” – José Juliano Moreira dos Santos (Pibic/UFC) Coordenação: prof. dr. Yuri Brunello (UFC) 10h - Mesa 4: Barroco, Arte & Ciência (IV) “Dualidades Ficcionais na Literatura Brasileira” Tema 1 - “Engenhosas dualidades no conto de João Guimarães Rosa” – profª. pós-dra. Antonia Marly Moura da Silva (Uern) Tema 2 - “Ambivalência e estranheza na ficção de Caio Fernando Abreu” – prof. me. Francisco Aedson Oliveira (IFRN) Tema 3 - “Bentinho e a construção da memória como palimpsesto” – prof. dr. Marcos

Vinícius Medeiros da Silva (Uern) Coordenação: prof. me. Aluísio Barros (Uern) Local: Auditório da Fafic

Tarde 14h – Minicursos

Noite 19h – Salão dos Autores - Lançamento de livros Coordenação: profª. ma. Ana Maria Remígio Osterne (Uern) Local: Sesc - Mossoró 20h - “Notas e versos para um Concerto Barroco e Neobarroco” Roteiro: Leila Tabosa Direção musical: Isac Rufino Direção artística: Leila Tabosa, Meire Araújo e Daniel Mariano Elenco: grupo artístico “Fala, Barroco” Músicos: estudantes/docentes da Escola de Música da Fala Local: Sesc - Mossoró Ingressos à venda com a comissão organizadora a partir de 1° de julho de 2018. Valor: R$ 10,00 (inteira) / R$ 5,00 (estudante).

3° dia - 31 de agosto Manhã 8h - Mesa 5: Barroco, Arte & Ciência (V) Conferência: “José de Anchieta e uma antecipação da filosofia existencialista” - prof. dr. Ivanaldo Santos (Uern) Conferência: “Gregório de Matos, cientista da palavra” – prof. dr. Samuel Anderson de Oliveira Lima (UFRN)

Conferência: “A imagem barroca de Carmen Miranda no cenário da modernidade” – prof. dr. Israel de Carvalho” (UFRN) Coordenação: profª. dra. Lucimar Bezerra Dantas Local: Auditório da Fafic (Uern) 10h - Conferência de encerramento: “Glauber Rocha: Sete véus em volta da cabeça, poesia e delírio” – prof. dr. Raimundo Leontino Leite Gondim (Uern) Local: Auditório da Fafic (Uern)


SEGURANÇA 5

DOMINGO, 5 DE AGOSTO DE 2018

>> Existência de imóveis fechados ou em situação de abandono contribui para aumentar a sensação de insegurança ao se tornarem locais para uso de drogas e outros delitos

CELEIROS DO

CRIME FÁBIO VALE

Da redação

E

m todo o país, a existência de imóveis fechados ou em situação de abandono contribui para aumentar a sensação de insegurança ao se tornarem locais para uso de drogas e potencializadores de outros delitos. No interior do Rio Grande do Norte, o quadro não é diferente. Na segunda maior cidade do estado, esse cenário também é comum.

Assim como em outros municípios brasileiros de maior porte, em Mossoró também não é difícil encontrar até equipamentos públicos envoltos por matagal e má iluminação que potencializam a prática de ações criminosas, como assaltos. São praças e prédios que passam a ser invadidos para comércio e uso de entorpecentes e até utilizados como espécie de esconderijos. A situação é denunciada por moradores que residem próximos desses locais. É o

Segurança de Mossoró diz que prioridade são equipamentos públicos A reportagem do DE FATO manteve contato com a Secretaria de Segurança Pública de Mossoró para obter um posicionamento do Município sobre o fato de imóveis fechados ou em situação de abandono contribuírem para aumentar a sensação de insegurança, ao se tornarem locais para uso de drogas e outros delitos. Para o coronel Sócrates Vieira, titular da pasta, não só a cidade, mas todo o país vive uma situação delicada quando o assunto é criminalidade. “Temos problemas, mas o grave momento de violência não é só municipal; é em todo o país”, avalia ele, lembrando que a competência na área da segurança

pública envolve Estado, União e Município. Sócrates Vieira diz que uma das formas de a Prefeitura fazer sua parte é no que envolve o emprego da Guarda Civil. Questionado sobre o direcionamento desse efetivo para prédios públicos fechados ou em situação de abandono, ele chama a atenção para alegadas limitações do poder público municipal. “Não temos condições de manter vigilância permanente nesses locais. O efetivo da Guarda Civil é de 310 integrantes. Mas, dispomos de 50 por dia no serviço ordinário”, diz o secretário, explicando que lei que rege a categoria estabelece um dia de

caso do prédio que abriga a antiga Base Integrada Cidadão (BIC) na área da Estrada da Raiz, no bairro Santo Antônio. Atualmente, o local se encontra fechado e envolto por matagal. Moradores que residem na região reclamam da situação. “Não sabemos mais o que fazer. Toda hora aí tem movimento de pessoas usando droga e até fazendo sexo”, relata uma dona de casa que é moradora da área e pediu para ter a identidade preservada.

trabalho e cinco de folga. “O efetivo é direcionado para equipamentos públicos municiais em funcionamento. A demanda é grande. São mais de 100 escolas, mais de 50 unidades de saúde, praças e outros espaços”, detalha, destacando que o Município buscará outras alternativas para cuidar da questão de prédios públicos fechados ou em situação de abandono. “Podemos fechar a área, isolar de alguma forma”, cita, frisando que o Município tem investido na Guarda Civil com ações como a compra de fardamento, equipamentos de trabalho e investimentos em tecnologia. Questionado sobre a adoção de arma de fogo para a categoria, Sócrates Vieira disse que está trabalhando para viabilizar, o que, segundo ele, não deve acontecer tão rápido como o próximo mês.

Um aposentado que também reside nas proximidades do prédio também denuncia o problema. “À noite é que a situação fica mais complicada com a escuridão. Acho até que tem gente errada que se esconde aí depois que rouba alguém”, conta ele, demonstrando preocupação com a ocorrência de assaltos na área. “O bom era que fizessem uma limpeza aí e fechassem tudo e a polícia passasse por aqui”, sugere. Outros bairros da cidade também enfrentam situa-

ções parecidas. Em diferentes localidades do município, não é difícil encontrar também imóveis particulares fechados ou em situação de abandono, que contribuem para aumentar a sensação de insegurança. “Eu temo pela segurança da vizinhança. Mesmo com a barreira que construíram na porta da frente dessa casa abandonada, a porta dos fundos está aberta, e eu já vi gente desconhecida entrando. Eu fico assustado porque a violência está grande na nossa região”, relatou

Especialista em segurança critica fechamento das BICs Para o especialista em segurança pública Ivênio Hermes, com atuação no estado, o sistema de unidades de segurança pública não é uma ideia inovadora e se mostra muito eficaz ainda nos dias de hoje. Contudo, para ele, a implantação, implementação e manutenção esbarram em dois problemas. Ivênio Hermes cita que, para que o trabalho seja bem desenvolvido, é necessário o emprego de um efetivo da Polícia Militar do qual a maioria dos Estados brasileiros não dispõem. O estudioso, que inte-

gra o Observatório da Violência (OBVIO), destaca que o Rio Grande do Norte, com um déficit de efetivo estimado em 40%, não dispõe de material humano suficiente para empregar nessa modalidade de policiamento. "Infelizmente, essa modalidade, que seria uma das mais eficazes, pois põe em prática a modalidade de policiamento de proximidade ou polícia cidadã, padece e mitiga diante do pequeno efetivo para a realização do trabalho”, avalia ele, acrescentando que, em segundo lugar, justamente pela necessidade de emprego em

Assim como em outras cidades brasileiras de maior porte, em Mossoró também não é difícil encontrar até prédios públicos envoltos por matagal e má iluminação que potencializam o crime um universitário que mora na Rua General Péricles, no bairro Alto de São Manoel (zona leste).

horas e atividades especiais, esse policiamento demanda recursos financeiros que somente são possíveis se houver uma integração entre Estado e Município, "pois juntos, os entes podem reunir o investimento devido à implantação desse serviço". Para o pesquisador, a desativação dessas unidades é um desserviço à população e ainda facilita o retorno de práticas criminosas que são naturalmente inibidas com a presença da polícia. "As bases integradas de segurança são exemplos de boas práticas de policiamento e que, mais uma vez, se perdem pela falta de estratégia de ação do Governo do Rio Grande do Norte", conclui Ivênio Hermes.


6 segurança

DOMINGO, 5 de agosto de 2018

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Município diz que prédios das BICs eram de responsabilidade do Estado >> Secretaria de Segurança Pública de Mossoró alega que imóveis disponibilizados para projeto de segurança foram cedidos ao Estado

S

obre a situação de abandono de imóveis que antes abrigavam as Bases Integradas Cidadãs (BICs), como a da Estrada da Raiz, no bairro Santo Antônio (zona norte), que atualmente se encontra tomada por mato, a Secretaria de Segurança Pública de Mossoró disse que os prédios estavam sob a responsabilidade do Governo do Estado. Em contato com a reportagem por telefone nesta semana, o coronel Sócrates Vieira, titular da Segurança Municipal, disse que, até então, não tinha conhecimento da situação de abandono das BICs. Ele lembrou que o projeto foi implantado na gestão municipal anterior.

Titular da pasta afirma que Estado abandonou os imóveis sem comunicar nada

Marcos Garcia

Projeto das BICs foi implantado no governo municipal anterior e descontinuado na atual gestão

Segundo ele, a atual gestão descontinuou a iniciativa por motivos de dispêndio de recursos. Sócrates Vieira afirmou ainda que os prédios para abrigar as BICs foram cedidos ao Estado, que, segundo o secretário, abandonou os imóveis sem comunicar nada. A reportagem entrou em contato por e-mail com a Secretaria Estadual de Segurança Pública (SESED), que informou apenas que as “BICs são de responsabilidade da Prefeitura”. Ainda segundo o Município, o projeto foi interrompido por recomendação do Ministério Público Estadual “por falta de amparo legal”.


ESPORTE 7

DOMINGO, 5 DE AGOSTO DE 2018

BRASILEIRÃO

FICHA TÉCNICA

SÃO PAULO SEGUE NA

CAÇA AO LÍDER

SÃO PAULO Sidão; Éder Militão, Bruno Alves, Arboleda e Reinaldo; Hudson, Liziero (Jucilei) e Nenê; Rojas, Everton e Diego Souza; técnico Diego Aguirre.

VASCO

>> Tricolor recebe a visita do Vasco e tenta se recuperar da derrota pela Sul-Americana no meio de semana AE

Martín Silva, Luiz Gustavo, Henríquez, Ricardo e Ramon; Andrey, Desábato, Pikachu, Giovanni Augusto e Thiago Galhardo; Andrés Rios; técnico Jorginho. Local – Morumbi Horário – 16h Árbitro – Braulio da Silva Machado/SC

No Brasileiro, o tricolor vive bom momento e entra como favorito diante dos cariocas

O

São Paulo continua a perseguição ao Flamengo a partir das 16h deste domingo (5) contra o Vasco, no Morumbi, pela 17ª rodada do Brasileirão. O tricolor não foi bem no meio de semana, perdendo para

FICHA TÉCNICA FLUMINENSE Júlio César; Léo, Gum, Digão, Ayrton Lucas; Richard, Jadson, Sornoza; Marcos Júnior, Pedro, Júnior Dutra; técnico Marcelo Oliveira.

BAHIA Anderson; Bruno, Tiago, Lucas Fonseca, Mena; Gregore, Elton, Zé Rafael, Vinicius; Edigar Júnio, Gilberto; técnico Enderson Moreira. Local – Maracanã Horário – 19h Juiz – Luiz Flavio de Oliveira (SP)

o Colón em casa pela SulAmericana, mas na competição nacional o tricolor tem apresentado um futebol consistente. Com 32 pontos, o time comandado por Diego Aguirre começou a rodada a dois de distância do Fla-

mengo, que jogou ontem contra o Grêmio. A ordem é seguir pontuando para seguir brigando pelo topo, ainda mais porque o jogo será diante da torcida. Para essa partida, o técnico uruguaio poderá ter o retorno de Jucilei. O volante

foi liberado pelo departamento médico do clube depois de se recuperar de uma lesão na coxa esquerda sofrida na vitória por 1 a 0 sobre o Flamengo. O que é garantido é o retorno do goleiro Sidão, que será o titular da equipe – no jogo contra o

Agenda de jogos

EMBALADO, FLUMINENSE RECEBE O BAHIA O Fluminense enfrenta o Bahia neste domingo, às 19h, no Maracanã, pelo Campeonato Brasileiro. O time carioca vem de uma derrota para o lanterna Ceará, mas, mesmo assim, vive um bom momento na temporada. Desde a retomada do Campeonato Brasileiro após a pausa para a Copa do Mundo, o Fluminense subiu na tabela de classificação. Foram duas vitórias, um empate e uma derrota. Na Copa Sul-Americana, sofreu, mas ganhou do Defensor (URU) na partida de ida, na última quinta-feira. No Brasileiro, o Fluminense começou a 17ª rodada

com 21 pontos, ocupando a nona colocação. Do outro lado, o grande feito do Bahia até o momento foi sair da zona de rebaixamento. A equipe nordestina tem 17 pontos, iniciando a rodada em 15º. Para encarar o Fluminense, o Bahia terá o retorno do meio-campista Zé Rafael e do zagueiro Lucas Fonseca. Eles cumpriram suspensão automática no empate por 2 a 2 diante do AtléticoMG, segunda-feira passada, em Salvador. Pelo Fluminense, o problema está na lateral direita, com a suspensão de Gilber-

Colón, o uruguaio utilizou o reserva Jean “para ganhar ritmo de jogo” na posição. O único desfalque será o zagueiro Anderson Martins, suspenso. O retrospecto recente é amplamente favorável aos paulistas, que venceram seis dos últimos nove jogos – empataram três. A última vez que o Vasco bateu o São Paulo em uma partida oficial foi pela 10ª rodada do Brasileirão de 2012, há mais 2 mil e 200 dias – 1 a 0 com gol de Fágner, que hoje está no Corinthians. O time carioca começou a rodada na 12ª posição. O técnico Jorginho ainda não poderá contar com o atacante Maxi López, que deve estrear na quinta-feira, pela Copa Sul-Americana, contra a LDU. O zagueiro Breno, suspenso, estará de fora do jogo.

SÉRIE A Domingo (5) 16h – América/MG x Palmeiras

o Fluminense começou a 17ª rodada com 21 pontos, ocupando a nona colocação to. No meio-campo, Richard retorna na vaga de Airton. O técnico Marcelo Oliveira pode escalar o time com três atacantes, com Júnior Dutra atuando pelo lado esquerdo.

16h – Paraná x Ceará 16h – São Paulo x Vasco 16h – Vitória x Cruzeiro 19h – Fluminense x Bahia 19h – Sport x Chape

Segunda (6) 20h – Internacional x Atlético/MG

SPORT E CHAP JOGAM CONTRA JEJUM DE VITÓRIAS PÓS-COPA Sport e Chapecoense se enfrentam neste domingo (5), às 19h, no Recife (PE), para tentar quebrar um jejum de vitórias que ambos carregam desde antes da pausa para a Copa do Mundo. A última vitória do rubro-negro pernambucano foi no dia 6 de junho, sobre o Atlético-PR. Desde então o time está zerado: foram um empate -ainda antes da pausa- e quatro derrotas. É a pior campanha da Série A no pós-Copa. O time catarinense não triunfa desde 9 de junho, na derradeira rodada antes da Copa, quando bateu o Cruzeiro. De lá para cá foram sete jogos sem vitória: quatro empates e uma derrota no Brasileiro, e duas derrotas na quarta passada – uma do elenco principal para o Corinthians, pela Copa do Brasil, e outra do time reserva para o Torino, em amistoso na Itália que contou com a presença dos sobreviventes da queda do avião da equipe, em 2016. O técnico do Sport, Claudinei Oliveira, deve promover duas mudanças no time titular, já que os zagueiros Ernando e Durval, além do lateral-direito Cláudio Winck, estão recuperados de lesão. Winck deve assumir o lugar de Raul Prata. Na zaga, treinador deu a entender que promoverá mudanças, com Ernando entre os titulares na vaga de Léo Ortiz. “Durval voltou a treinar com bola, e Ernando também. Se os dois estiverem na mesma condição, a gente vai optar por Ernando, já que ele vinha tendo uma sequência e entrosamento com Ronaldo Alves. Tivemos muitas mudanças no sistema defensivo e acho que isso prejudicou”, afirmou. A Chapecoense permaneceu em São Paulo após o jogo em Itaquera, onde realizou treinamentos no CT do Palmeiras, e viaja neste sábado para o Recife. Para o técnico Gilson Kleina, o time precisa melhorar a eficiência do passe, sobretudo no início da criação da jogada, o que, na visão dele, foi o principal problema contra o Corinthians.


8 OPINIÃO/ESPORTE

DOMINGO, 5 DE AGOSTO DE 2018

FÁBIO OLIVEIRA fabiowillard@hotmail.com

fabio willard de oliveira

Potiguar é multado por atraso em jogo do sub-19

C

hegou a conta para o Potiguar pelo atraso no início do jogo contra o Assu, no Nogueirão, pelo Campeonato Estadual Sub-19 em 24 de junho passado. A partida, vencida pelos assuenses por 3x1, sofreu atraso de 1 hora e 33 minutos, devido, inicialmente, à falta de marcação do gramado e, em seguida, por falta de ambulância e equipe médica. A pena imposta pelo TJD foi de R$ 100,00 por cada minuto de atraso, conforme o artigo 206 do CBJD, somando R$ 9.300,00. Ao final, beneficiado por outro artigo do mesmo código, o 182,

foi reduzida pela metade, terminando em R$ 4.650,00. O Potiguar tem até pouco antes do início do estadual de profissionais do próximo ano para pagar a multa, vez que o clube só é considerado apto a disputar a competição principal quando zera suas dívidas com o Tribunal. Só lembrando que, de acordo com o artigo 15 da competição, a marcação do gramado, bem como todas as outras providências que garantam a realização das partidas das competições promovidas pela Federação, são de inteira responsabilidade do clube mandante.

IMAGEM QUE MARCA

Divulgação/LMV

''

Estou com uma distensão no músculo da canela!”

NILSINHO Ex-mordomo do Potiguar. A anatomia humana é fantástica e a imaginação humana surpreendente.

COPA OESTE Depois de oito anos, a Copa Oeste está de volta. A competição, que começa no próximo dia 11, terá,

pelo menos, 16 participantes e cobertura da TCM e da 95 FM, parceiras oficiais do evento.

COPA OESTE II Nesse retorno da competição, apenas dois clubes representarão Mossoró na Copa Oeste. No caso, o Mossoró Esporte Clube, que será comandado por Dalcivan, e o Audax, por Maikel Rani.

NOVO PROJETO O Audax é um clube amador criado em 2016, mas tem se notabilizado pelo nível de organização. O clube tem evoluído em seus projetos gradativamente. A Copa Oeste será mais um passo e teste desse projeto.

MANTIDO A diretoria do Potiguar se comprometeu em dar as condições necessárias de trabalho, e o técnico Maikel Rani comandará a equipe sub-17 no estadual da categoria. Também será auxiliar técnico do profissional em 2019.

DAS 11 ÀS 13H

ACERTADO Time do Mossoró Vôlei, campeão do 6° Campeonato Mossoroense de Vôlei, realizado pela LMV. A competição foi disputada na semana passada, no Colégio Jerônimo Rosado.

A SEMANA NA HISTÓRIA Nesta segunda (6), o ex-presidente do Baraúnas Jean Charles de Queiroz completa 57 anos de idade. Gente do bem, merece o registro, com votos de saúde, paz e muitas vitórias.

Em tempo, o Potiguar já tem acerto com Emanoel Sacramento para comandar o time no próximo ano. É um

profissional sério e de conhecimento técnico, inclusive para formar bons times. Basta lhe dar condições.

LAUDOS

PAPO 10 Logo mais às 15 horas, na TCM Canal 10, tem reprise do Papo 10, onde Júnior Xavier entrevista o radialista e historiador do esporte Olismar Lima. Na sexta-feira (10), às 19h30, será a vez de Francisco Hervécio, ex-presidente do Potiguar, um apaixonado pelo alvirrubro que marcou época em nosso futebol. Imperdível.

Vencido desde o dia 11 de julho passado, o laudo do Corpo de Bombeiros do Nogueirão tem prazo de carência para renovação a expirar no próximo sábado (11), coincidentemente, data de início da Copa Oeste. A LDM aguarda vistoria para esta semana. Os demais laudos só vencem em janeiro.

SUB-17 Terça-feira (7), acontecerá na FNF reunião do Conselho Técnico do Estadual Sub-17. O Israel, que fe-

TORCEDOR

FUTEBOL CLUBE

DIEGO GUERRA

chou parceria com o Mossoró, jogará a competição ao lado do Potiguar, como representantes locais.

CARCARÁ O Mossoró Esporte Clube marcou para o próximo dia 13 a apresentação do elenco que disputará a segunda divisão. Nesta segunda (6), a diretoria começa a fechar a lista de contratações preparada por Edinho Cardoso.

Bairro Boa Vista Torcedor do Barcelona

CLAUDER ARCANJO

Escritor e editor da Sarau das Letras

O Esporte éa nossa paixão NOTÍCIAS GOLS E COMENTÁRIOS www.f9.net.br


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Mossoró (RN), DOMINGO, 5 de agosto de 2018

Aumento de vendas

Datas comemorativas movimentam o comércio no RN C

omo tem se evidenciado nos últimos anos, a retração de vendas no comércio varejista e as datas comemorativas acabam surgindo como oportunidades de aumentar as vendas. A proximidade de datas comemorativas, como é o caso do Dia dos Pais, que acontece no segundo domingo deste mês de agosto, gera oportunidades para os empresários em todo o Rio Grande do Norte. Ao vislumbrar a melhoria do faturamento, os empresários e, principalmente, o microempreendedor individual (MEI) buscam alternativas e técnicas para estimular o consumo de produtos relacionados com o perfil do consumidor. Exemplo disso são as lojas de moda masculina, calçados, artigos esportivos, perfumaria, bebidas finas e cervejas artesanais, entre outras, que estão com suas atenções voltadas para filhos e netos que pretendem homenagear e presentear os pais. As datas comemorativas potencializam o aumento de vendas e, consequentemente, de lucros para o comércio varejista, seja no âmbito off (loja física) ou on-line (Internet). Entretanto, é preciso estar preparado para atender a demanda que esses períodos provocam no mercado. Aumentar o estoque, fazer promoções e organizar a logística de vendas e entrega são apenas algumas das ações a serem planejadas pelos lojistas. Planejamento é uma das características mais importantes de um negócio, e se organizar para as datas comemora-

Empresários buscam alternativas e técnicas para estimular o consumo de produtos relacionados ao perfil do consumidor tivas ao longo do ano é uma estratégia necessária para alavancar vendas, tornando-se mais competitivo. De acordo com o segmento do comércio, os clientes muitas vezes esperam as datas comemo-

rativas para realizar suas compras. Baseado nesse comportamento do consumidor, o lojista precisa realizar o planejamento para equilibrar o fluxo de vendas e controlar estoques no decorrer do ano, tendo em vista a diminui-

maior aumento da procura dos clientes por determinados produtos e serviços. Com o objetivo de presentear os homenageados das respectivas datas comemorativas, como Dia das Mães, dos Pais, das Crianças e até dos Na-

Sincovat

Empresários preparam estoques de acordo com as datas comemorativas para melhorar as vendas

Os preparativos para as vendas sazonais devem ser planejados Os empresários se preparam a cada período, planejando e organizando a logística para determinado público na época mais adequada. O planejamento geralmente é feito em cima de promoção

ção das vendas em determinados períodos. Segundo o consultor credenciado do SebraeRN João Carlos Nagy, o varejo é feito em cima das datas comemorativas, pois é nesses períodos específicos que se tem um

morados, toda a família se envolve na escolha e na procura pelo presente ideal, aumentando o consumo dos estoques de produtos de ocasião. Especialista em vendas e marketing, João Carlos Nagy explica que a busca de um produto pelos clientes deve ser estudada de maneira prévia, entendendo e avaliando aquele público alvo e suas necessidades e desejos. “Quanto mais se entende o cliente, melhor será o atendimento das suas necessidades e, consequentemente, maior será a possibilidade de ampliar as vendas. Trabalhar a fidelização do consumidor é um fator primordial para uma maior e melhor promoção de vendas”, ensina Nagy.

de vendas, o que leva o empresário a botar em prática os seus conhecimentos e técnicas. No caso do Dia dos Pais, roupas e artigos masculinos deverão ser trabalhados com criatividade, a partir de

uma ação pensada no macro, desde os modelos dos produtos personalizados para pais e filhos até a organização dos mesmos nas vitrinas e expositores das lojas, visando garantir um ambiente mais atrati-

vo para seus clientes. João Carlos Nagy adverte que promoção de vendas não é o ato de reduzir o preço do produto e sim promover a venda, ação que pode ser viabilizada e executada de várias formas. A diminuição do preço é uma das formas de promoção, mas que não agrega valor e nem sempre traz resultados satisfatórios. A promoção “leve 4 e pague 3” é um dos tipos de estratégia promocional

que provoca a sensação de ganho ao cliente, na medida em que se sente mais estimulado a comprar mais de uma peça. A inovação é essencial para executar as técnicas de vendas, tendo em vista alguns aspectos importantes como a marca, a ambientação da loja, a vitrine e a exposição dos produtos. O consultor especializado em vendas e marketing João Carlos Nagy garante que a vitrina é res-

ponsável por 70% das vendas de uma loja e o conforto do ambiente leva a uma maior permanência do cliente naquele espaço. Tudo isso potencializa as vendas e resulta no aumento do faturamento, sobretudo em períodos de grande fluxo de consumidores em busca de variedade, qualidade e preços compatíveis com o produto a ser adquirido para presentear ou mesmo para consumo próprio.


2 ESTADO

DOMINGO, 5 de agosto de 2018

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Negócios de impacto social fortalecem economia no RN

>> Em execução há quatro meses, o l Impacta RN proporciona melhorias na gestão empresarial, através de orientações para que os negócios possam avançar

O

s negócios de impacto social, que já se tornaram uma nova realidade em diversos estados brasileiros, começam a despertar o interesse, mudando a face da economia de empresas que adotam iniciativas capazes de transformar a realidade das populações menos favorecidas, ao mesmo tempo em que contribuem para o desenvolvimento econômico no Rio Grande do Norte. Para atender a esse segmento, o Sebrae/RN lançou no início deste ano o edital Impacta RN. Destinado aos empreendedores que desenvolvem negócios de impacto social ou ambiental em operação no Rio Grande do Norte, o edital contempla 60 empresas de diferentes segmentos, como de reciclagem, clínicas populares, produção orgânica e consumo sustentável, entre outros. Em execução há quatro meses, o programa visa proporcionar melhorias na gestão empresarial, através de orientações para que os negócios possam avançar uma nova etapa de desenvolvimento. A execução ocorre em cinco etapas, contemplando acompanhamento e mentoria para o empreendimento. No decorrer de sete meses, o empreendedor contará com o apoio continuado de uma equipe multidisciplinar de especialistas composta por mentores, consultores e analistas em empreendedorismo. Durante as ofici-

nas com os empreendedores são abordadas questões sobre canais de venda, gestão comercial e recorrência

de vendas, controles, padronizações de processos, tese de impacto social, modelo de governança e liderança.

Segundo a gestora do Projeto Desenvolvimento de Negócios de Impacto do Sebrae, Mona Nóbrega, o

edital do Programa Impacta RN é uma oportunidade de desenvolvimento e aperfeiçoamento para os em-

preendedores, que pode resultar no aumento da lucratividade e do impacto social e ambiental da empresa na sociedade. “Existem empresas que não possuem o conhecimento de que podem ser consideradas empresas de impacto social. Dessa forma, o desenvolvimento desse impacto atrelado aos lucros dessa empresa não será executado na sua plenitude. Daí, a importância das capacitações, consultorias e todo o apoio que disponibilizamos através dos nossos projetos”, explica Mona. Divulgação

Empresas que trabalham com reciclagem promovem avanço econômico e impacto socioambiental

Empresas participam da quarta fase do programa no RN Na semana passada, as empresas contempladas pelo edital participaram da Oficina Tese de Impacto e Modelo de Negócio na sede do Sebrae em Natal. O evento faz parte da quarta fase do Programa Impacta RN e teve como objetivo o apoio na construção do modelo C que alia tese de

impacto ao modelo de negócio. A oficina foi construída tendo como diretriz a Teoria C “que permite aos negócios de impacto enxergar e comunicar a indissociabilidade das duas dimensões – impacto e retorno”, ressalta a consultora Veruska Nóbrega. A Teoria C une a abordagem de mo-

delagem de negócios (Canvas) com a de narrativa de impacto (Teoria da Mudança). Ao mesmo tempo em que a aplicação da Teoria C pode estimular que os negócios de impacto incorporem aspectos ambientais em sua narrativa de impacto, a ferramenta também provocará reflexão nos líderes das iniciativas ambientais desenvolvidas pelo Terceiro Setor, incentivando-os a incorporar um mo-

delo de receita, que é a lógica de negócio. O modelo C é de autoria do Sense-Lab, ICE e Move, instituições de referência em impacto social no Brasil. Na fase atual do programa, estão sendo realizadas consultorias e mentorias que possibilitam a aceleração de cada negócio, de acordo com a sua necessidade individual. A gestora do projeto explica que o papel do mentor é acompa-

nhar a trajetória do negócio, além de pactuar ações e propor caminhos para alcance dos resultados e impactos positivos. “Já o consultor atuará no atendimento às demandas relacionadas à gestão dos negócios”, acrescenta Mona Nóbrega, lembrando que os negócios de impacto social são iniciativas financeiramente sustentáveis, com o intuito de solucionar problemas sociais e ambientais.

Mais de 40% dos empresários do varejo e de serviços estão otimistas Os empresários dos ramos do varejo e de serviços estão otimistas com o segundo semestre, embora os primeiros seis meses do ano tenham sido difíceis para os setores. Um estudo realizado em todas as capitais pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) revela que 44% apostam em um cenário econômico melhor do país no segundo semestre em relação ao primeiro — número que cai para 27%

na região Centro-Oeste. Enquanto 38% acreditam que será igual e apenas 14% estimam um quadro pior. Os empresários também têm uma expectativa favorável quanto ao desempenho do próprio negócio, que corresponde a 55% dos entrevistados. Já um terço (33%) estima que a segunda metade do ano se manterá no mesmo patamar do primeiro semestre. “Esse clima de confiança é bastante positivo, principalmente se olharmos a

situação crítica enfrentada por muitas empresas nos seis primeiros meses do ano”, destaca o presidente da CNDL, José César da Costa. O estudo mostra, por exemplo, que 49% tiveram de fazer cortes no orçamento, como a demissão de funcionários (36%). Além disso, 28% tiveram que reduzir o mix de produtos ou serviços. Por outro lado, o levantamento aponta que metade dos entrevistados (50%) não acredita em um crescimento da economia nos

Fecomercio RN

Comércio varejista vive perspectiva otimista neste segundo semestre

próximos meses — um aumento significativo na comparação com o ano passado (39%). Em outra frente, 40% avaliam que a economia poderá avançar. “Ape-

sar de boa parte dos empresários não estar confiante de que a economia possa voltar a crescer este ano, em razão das incertezas com as eleições, a boa no-

tícia é que muitos estão esperançosos que o próprio negócio deve ganhar fôlego no segundo semestre”, avalia o presidente do SPC Brasil, Roque Pellizzaro.


ESTADO 3

DOMINGO, 5 de agosto de 2018

Estatística

RN tem melhor ocupação hoteleira dos últimos anos em julho >> O índice de ocupação hoteleira no mês de julho foi de 67,33%, uma alta de 9% com relação aos 58,3% em julho de 2017

O

mês de julho foi o melhor dos últimos anos para a rede hoteleira do Rio Grande do Norte. Além do trabalho de divulgação e promoção continuado dos destinos no âmbito nacional e internacional, outro fator apontado para a alta foi o início da operacionalização do aeroporto de Mossoró, inclusive com aumento recente na frequência de voos para atender à demanda. Segundo estatísticas fornecidas pela Associação Brasileira da Indústria de Hotéis (ABIH-RN), o índice de ocupação hoteleira no mês de julho foi de 67,33%, uma alta de 9% com relação aos 58,3% em julho de 2017 e também mais alta do que os 56,5% de 2016 e 51% de 2015. O índice representa um total de R$ 248 milhões deixados pelo setor do turismo, ou acréscimo aproximado de R$ 34 milhões a mais na economia potiguar se comparado julho de 2018 e julho de 2017. “Sem dúvida, o voo da Azul, que interliga Recife e Mossoró, contribuiu para esses números. Foi uma luta de anos para liberar o aeroporto e que já tem gerado resultado imediato, como prevíamos”, analisou o ex-secretário de Turismo e hoteleiro Ruy Gaspar. O empresário concorda que o trabalho de divulgação corroborou, já que os índices de Natal e Pipa também cresceram. A ocupação hoteleira em Natal foi de 76,2% em julho, 7,2% a mais do que os 69% de julho de 2017. Em Pipa, a média de ocupação foi de 62,8% ou

Portal N10

Hotéis do RN registram recuperação na ocupação no mês de julho

3,2% superior aos 59,6% do ano passado. A maior alta foi mesmo registrada

em Mossoró: 63% neste ano contra 46,6% em 2017 – alta de 16,4%. “A ten-

dência é aumentar mais. Tivemos aumento de frequência de voos agora e,

quem sabe, atraia novos voos em breve”, projetou Ruy Gaspar.

TRT arrecadou quase R$ 3,8 mi com leilão para quitação de dívidas trabalhistas Vinte e quatro dos 34 lotes de bens penhorados pelas Varas do Trabalho de Natal e do interior, que foram leiloados pelo Tribunal Regional do Trabalho da 21ª Região (TRT-RN) nesta quinta-feira (2), foram arrematados, resultando numa arrecadação de R$ 3.782.201,00, que agora será aplicada na quitação de dívidas trabalhistas. Os imóveis foram os

bens mais procurados. Um deles foi um apartamento localizado no condomínio Bairro Latino, na zona sul de Natal, avaliado em R$ 200 mil que foi arrematado por R$ 140 mil. O terreno do Alecrim Futebol Clube, em Macaíba, voltou ao pregão depois de ser excluído após um primeiro leilão realizado pelo TRT-RN neste ano. O terreno teve lance inicial de

R$ 2 milhões e acabou sendo arrematado por R$ 1.750.000,00. Num dos lotes mais curiosos, 25 revólveres foram arrematados por uma empresa de segurança privada e vigilância por R$ 22 mil. A transferência desse lote, entretanto, ficou condicionada à autorização da Polícia Federal. Seis lotes foram retirados do leilão antes do início

UFRN realiza “Trilhas Potiguares na Comunidade” em Currais Novos Um dos programas de extensão de maior êxito e interação efetiva com a comunidade norte-rio-grandense, o “Trilhas Potiguares na Comunidade” realizado pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) está em Currais Novos desde o último dia 29 de julho, onde desenvolve diversos projetos na localidade Tororó e adjacências com a participação de alunos da instituição e comunidade. O prefeito Odon Jr. visitou na tarde da última terça-feira (31) os alunos e a equipe de coordenação, como os professores Marcos Adller, Márcio Vieira e Itamar Nobre e o turismólogo Endel Raul, e agradeceu o empenho de todos na realização do programa. “Agradeço à UFRN por incluírem Currais Novos nesse projeto tão importante de intercâmbio e troca de informações com nossas comunidades rurais”, disse. Foi concluído neste sábado, 4, e alunos de diversos cursos da UFRN estiveram desenvolvendo atividades nas áreas da saúde, educação, artes e cultura, comunicação, gestão ambiental e gestão e desenvolvimento regional. Com a parceria importante da Prefeitura de Currais Novos, o programa tem como objetivos executar projetos que contribuam para o desenvolvimento sustentável das comunidades, contribuir para o processo de qualificação social, além de identificar lideranças locais e capacitá-las para serem multiplicadores das ações.

TRT RN

TRT-RN realizou leilão na última quinta-feira (2)

do pregão, entre eles a garagem da Viação Nordeste, em Natal e um terreno em

Mossoró, um prédio no conjunto Ponta Negra e um apartamento no Porto Bra-

sil, em Pirangi. Outros quatro lotes não receberam lances.


4 ESTADO

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Novo cemitério

Famílias de Barra de Santana discutem modelo de gestão >> O objetivo é tomar conhecimento do modelo de gestão e funcionamento do novo cemitério, que será apresentado pela Prefeitura de Jucurutu

O

movimento dos atingidos pela construção do Complexo Barragem de Oiticica reunirá a população da Barra de Santana nesta segunda-feira, 6, às 10 horas, na igreja da localidade. O objetivo é tomar conhecimento do modelo de gestão e funcionamento do novo cemitério, que será apresentado por representantes da Prefeitura de Jucurutu. Na mesma ocasião, a empresa Solo Moveterras também prestará as informações sobre a conclusão do novo cemitério da comunidade e a remoção dos restos mortais do atual cemitério para o ossário do novo cemitério. Além da população de Barra de Santana, também participarão da reunião o prefeito de Jucurutu e toda a equipe técnica, empresa Moveterras, Seapac, sindicatos, igrejas e os integrantes do Movimento das Famílias. O antigo cemitério está

blogdaniloevaristo

Novo cemitério de Barra de Santana no complexo da barragem de Oiticica

localizado em uma área total de 6 mil hectares, onde estão localizadas propriedades rurais, a sede de Barra de Santana e o cemitério do distrito, que será inundada em razão das obras da barragem de Oiticica. Para garantir a devida remoção dos corpos do cemitério, que já havia sido interditado em 2013 através do decreto municipal 1.084, será necessário que os familiares compareçam ao encontro para discutir a situação do gerenciamento do novo cemitério. A Secretaria Estadual do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos (SEMARH) já finalizou o projeto do novo cemitério que atenderá a população local. No entanto, para a remoção do antigo cemitério é necessária a conclusão do cadastro e a liberação do alvará judicial da comarca de Jucurutu. Na nova Barra de Santana, além das moradias e do cemitério, também constam projetos complementares de cunho social, como escola, creche, posto de saúde, sede da Associação dos Moradores, réplica do templo da Igreja Católica, centro de comércio e praças. A nova área vai abrigar 87% dos moradores da antiga. Eles receberão os novos imóveis em acordo de permuta. Outras 186 casas serão construídas através de convênio federal. Os imóveis variam de 50 a 140 m² de área.

Dunas continuam causando Vacinação contra sarampo e dificuldades nesta época no ano poliomielite começa segunda Como sempre vem ocorrendo nesta época do ano com os ventos fortes do litoral da Costa Branca do Rio Grande do Norte, um fenômeno se repete todos os anos. O aumento da velocidade dos ventos durante os meses de julho, agosto e setembro requer atenção redobrada para os motoristas e condutores de veículos que trafegam pela RN-404 que liga os municípios de Porto do Mangue e a praia da Ponta do Mel, no município de Areia Branca. As dunas começam a se deslocar com maior intensidade e a areia cobre grande parte da rodovia e pode provocar sérios acidentes, como já ocorreram em outras ocasiões. Já se tornou comum a invasão da areia na pista e o trabalho de remoção dessa areia. Para reduzir o impacto da areia na rodovia estadual, a gestão municipal de Porto do Mangue vem anualmente, com recursos próprios, arcando com as despesas da manutenção da denominada Rota da Costa Branca, deslocando máquinas e profis-

Gumaré News

Dunas continuam invadindo a RN-404

sionais com o objetivo de retirar a areia quase que diariamente dos trechos mais complicados, para evitar acidentes no percurso da rodovia. Os motoristas que trafegam pelo trecho da RN 404 que liga a cidade de Porto do Mangue e a praia da Ponta do Mel, no município de Areia Branca, alegam que a rodovia foi mal planejada, tendo em vista que a situa-

ção de invasão das dunas vem ocorrendo em proporções cada vez maiores. “O Governo do Estado vai ter que construir um novo trecho ligando a localidade do Rosado a Porto do Mangue ou apresentar uma alternativa que possa garantir pelo menos que o tráfego possa ser mais tranquilo para quem precisar usar a rodovia”, disse o motorista Josenildo Morais.

A nova campanha nacional de vacinação contra a poliomielite e sarampo começa nesta segunda-feira, 6, e vai até o dia 31 de agosto. No Rio Grande do Norte, o público-alvo da campanha é de aproximadamente 188,8 mil pessoas. O dia D de mobilização nacional será no sábado dia 18 de agosto, quando os mais de 36 mil postos de vacinação no país estarão abertos ofertando as vacinas. A meta é vacinar, pelo menos, 95% das crianças para diminuir a possibilidade de retorno da pólio e reemergência do sarampo, doenças já eliminadas no país. A madrinha da campanha deste ano é Xuxa, eterna rainha dos baixinhos. Em todo o país, 11,2 milhões de crianças devem ser vacinadas. Todas as crianças de 1 até 5 anos de idade do país devem se vacinar contra a pólio e sarampo, independente da situação vacinal. A prioridade da campanha são as crianças de um até menores de cinco

UOL Notícias

Vacinação visa imunizar aproximadamente 188,8 mil pessoas

anos, público mais suscetíveis às doenças e suas complicações. Para atender a esse público, foram adquiridas 28,3 milhões doses das vacinas, um total de R$ 160,7 milhões. Todos os estados do país já estão abastecidos com 871,3 mil doses da vacina inativada

poliomielite (VIP), 14 milhões da vacina oral poliomielite (VOP) e 13,4 milhões da tríplice viral, que protege contra sarampo, rubéola e caxumba. Para o estado do Rio Grande do Norte, foram distribuídas 476,8 mil doses das três vacinas.


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mulher

Menino ou menina?

>> O dia da fecundação

contribui para definir o sexo do bebê; há no mercado testes que ajudam a mulher a saber quando está ovulando

S

erá que é mesmo possível escolher o sexo do seu filho? A bioquímica Carolina Ynterian explica como isso já é possível. Após alguns anos de estudo, descobriu-se que o que determina o sexo do bebê é o espermatozoide; os homens produzem espermatozoides masculinos e femininos (Y e X), respectivamente. A combinação XX determina que o bebê será uma menina e a combinação XY determina que o bebê será um menino. Segundo Carolina, o espermatozoide masculino tende a andar mais depressa conseguindo alcançar o óvulo mais rapidamente. Portanto, se a mulher quiser engravidar de um menino, o correto é ter relações sexuais no dia em que está ovulando. O espermatozoide masculino, apesar

CIANO MAGNTA AMARELO PRETO

de mais rápido, tem uma vida mais curta, portanto para chegar até o óvulo é necessário que este esteja o mais perto possível. Já para engravidar de uma menina, o correto é ter relações sexuais algum tempo antes da ovulação para que o espermatozoide feminino, que é mais lento, sobreviva e chegue até o óvulo, diferente do que acontecerá com o espermatozoide masculino, que morrerá antes de chegar ao óvulo. Uma dificuldade para as mulheres modernas é saber exatamente o dia da ovulação, com tantas atividades a serem administradas, a mulher fica sem tempo para essa tarefa. Para facilitar a vida dessas mulheres, há no mercado testes que ajudam a mulher, a saber, quando está ovulando. Eles detectam na urina o aumento do hor-

mônio LH (luteinizante), sinalizando o período de ovulação feminino, com 99% de precisão sobre o período fértil. Mulheres de todas as idades podem recorrer ao teste. O método é semelhante ao teste de gravidez. Uma tira deve ser colocada verticalmente dentro do recipiente que foi coletada a urina, durante pelo menos cinco segundos. Feito isso, a tira deverá ser colocada em uma superfície limpa, seca e não absorvente e o resultado surgirá em cinco minutos. Os testes detectam a ovulação com antecedência de 24 a 48 horas, identificando o dia fértil da mulher. Eles são oferecidos em embalagens com 5 unidades, indicado para 1 ciclo menstrual, e com 10 unidades, indicado para 2 ciclos menstruais.


2 OPINIÃO

DOMINGO, 5 DE agosto de 2018

contexto www.sergiochaves.com | sergiodefato@gmail.com

FESTA Hoje (5), é dia de enviar os parabéns para a professora Maria das Neves Gurgel de Oliveira Castro, Espedito Medeiros Paiva Júnior, Vanessa Couto, a dra. Olívia Paula, Almir Ângelo e o gente boa Jackson Tavernard. Amanhã (6), é dia de vivas para Ana Carolina de Medeiros Luz, a dra. Geórgia Cibelle Silva, o fotógrafo Cláudio Roberto, Semírames Rodrigues Marques, Francisco de Assis Neto, o prefeito de Pau dos Ferros Leonardo Rego, Ubiratan Saldanha e para o bacana Gomes Sobrinho. Para vocês: paz, saúde, amor e alegrias. Parabéns!

CIRCULANDO @ Período de férias, alta estação e o paraíso Canoa Quebrada, aqui bem pertinho da gente, celebrando o período graças à quantidade de turistas que desembarcaram por lá. Foram dias de intensa movimentação e alegria, muito festejados, principalmente por aqueles que vivem do turismo. @ Falando em Canoa Quebrada, os acessos para a “Prainha da Claudinha”, que acontece no próximo dia 7 de setembro na Chega Mais Beach, espaço descolado do gente boa Luís Nogueira, na praia de Canoa Quebrada, estão vendendo muito bem obrigado. A baiana Cláudia Leite tem muitos fãs por estas bandas, o que garante o sucesso antecipado do evento. Giannini Alencar tem participação especial. Em Mossoró, os acessos estão à venda no Cândidus Restaurante. Vamos? @ O empresário Rawlinson Freitas, franqueado Nemo Sushi em Mossoró e no Shopping Cidade Jardim, em Natal, embarca para Brasília (DF) dia 13 de agosto, onde participará do Congresso Nacional da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (ABRASEL). Rawlinson é o presidente da regional Oeste Potiguar da Abrasel, com sede em Mossoró. @ A querida Rafaella Costa defende sua dissertação de mestrado no próximo dia 27. O trabalho, que tem como título “A construção social do humano a partir da fala de LGBTs”, é fruto de pesquisa orientada pelo professor-doutor Joaquim Gonçalves Barbosa, do Programa de Pós-Graduação em Educação (POSEDUC) da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN). Tenho certeza do sucesso. @ Giullio e Érika Lopes marcaram para o dia 20 de agosto a inauguração do Il’ Giardino de La Pizza, novo espaço que entregam a Mossoró, bem localizado no Corredor Cultural da Avenida Rio Branco. Retorno.

@ Os senadores Garibaldi Filho, José Agripino e Fátima Bezerra participaram da apresentação do curso de Direito da Faculdade Diocesana, bem como o presidente do TJ/RN, o desembargador Expedito Ferreira de Souza, a deputada Larissa Rosado, a prefeita Rosalba Ciarlini e a vice-prefeita Nayara Gadelha. Também, a presidente da CMM, vereadora Izabel Montenegro, com boa representatividade de vereadores. Socorro Paiva e sua equipe nota dez do Requinte assinaram as delícias. Noite concorrida! @ Na quarta (1°), Élder Heronildes e Zélia Macedo, elegantes e gentis, reuniram alguns amigos no reservado do La GocciaBlu para momentos descontraídos, brindes e delícias. Anualmente, o casal tem esse gesto. Dividiram mesa com Élder e Zélia, Will Vicente, Rafaella Costa com Nilda, Marilene Paiva, Karenine Fernandes com Rodrigo Sérgio Moura, Nilo Amâncio, Eronildo Pereira/Liane Dantas e Walterlin Lopes. Tudo perfeito! Compromissos profissionais me impediram de comparecer. @ Daqui, segue o nosso pensamento positivo, a nossa oração e o nosso desejo de pronta recuperação para os amigos Valney Moreira e Fernando Rayovak, que se encontram internados no Wilson Rosado. Força e fé! @ Zé Lezin vem aí com um novo show comemorando 30 anos de humor. Será na sexta (10), às 21h, no Thermas Hotel & Resort. Os acessos estão disponíveis na recepção do hotel, na Mister Capas e na Ótica Diniz, ambas no Centro. Volto. @ Os alunos e professores do Colégio Mater Christi se preparam para a XXIV Semana de Conhecimentos Científicos e Salão de Tecnologia e Inovação (SECOCI), que acontece nos dias 24 e 25 de agosto. O evento envolve todo o corpo discente que participa com atividades práticas e projetos que mostram a importância da ciência. Retorno.

R. Antônio Vieira de Sá, 440 Tel.: 3317-4545 / 3316.0409

“Culpas, desculpas e culpados são pesos desnecessários que travam os passos, corroem os laços e impedem o caminhar. Assuma a responsabilidade que lhe cabe, repare o que for possível e avance sem olhar para trás.”

Sérgio Chaves

(A.D.)

ROBERTA SÁ É PRESENÇA CONFIRMADA NO FEST BOSSA & JAZZ A Juçara Figueiredo Produções anunciou nesta semana a realização da edição 2018 do Fest Bossa & Jazz em Mossoró, que acontece de 13 a 15 de setembro, na Estação das Artes. No dia 13, acontecem os workshops e oficinas, e nos dias 14 e 15, os shows na Estação. Mais atrações serão confirmadas nos próximos dias.

FACULDADE DIOCESANA APRESENTA CURSO DE DIREITO A Faculdade Diocesana fez festa na terça (31) para apresentar o novo curso de Direito, que foi aprovado com conceito 4 pelo Ministério da Educação. Noite com a presença de políticos, exalunos, autoridades e expressivos nomes de nossa sociedade. A viceprefeita Nayara Gadelha e a prefeita Rosalba Ciarlini com o padre Sátiro Cavalcanti Dantas.

Roberta Sá é presença confirmada no Fest Bossa & Jazz!

A POSSE DE CLÁUDIA LEITE NO LIONS CLUB MOSSORÓ CENTRO A querida Cláudia Pedrosa Pinto Leite tomou posse para mais um ano à frente do Lions Club Mossoró Centro, em noite concorrida nos salões do Vitória Palace Hotel na sexta (27). Noite ótima, com a presença de muita gente querida. As fotos são de Célio Duarte.

Cláudia e Afrânio Leite recebendo o casal Reno Vasconcelos/Karina Ferreira. Ela, procuradora do Município, representou a prefeita Rosalba Ciarlini!

Élder Heronildes entregando comenda ao casal Lucineide/Itamar Nogueira.

Edmar Henrique e Detinha Reis.

Irlanda Carlos e Morais Noronha.

VIRADA CULTURAL

Georgiano Azevedo, Márcia Cristina e Marília Cordeiro na ferveção da inauguração da loja MMorena no Partage Shopping!

Casal Edith/Francisco Ferreira Souto Filho. Ele, com idade nova na terça (7), recebe os parabéns da coluna!

Keoma e Rosa Cavalcante festejam o querido Gomes Sobrinho, folhinha da segunda (6). Felicidades!

Sânzia Fernandes recebendo Liliane Oliveira e Inessa Linhares de Vasconcelos no lançamento da nova coleção CS.

Élder Heronildes e Zélia Macedo recebendo o apresentador Will Vicente.

Geílma em vivas para o amado o vereador Francisco Carlos, com idade nova no sábado (10). Tim-tim!

Próximo final de semana, nos dias 11 e 12, acontece a Jornada Cultural, evento que comemora os 14 anos do Teatro Municipal Dixhuit Rosado, numa promoção da Prefeitura de Mossoró, através da Secretaria de Cultura. Shows, exposições, artesanato, dança, artes plásticas, moda, brechó solidário e praça de alimentação tomarão de conta do teatro e entorno, celebrando o nosso templo maior da cultura. Vamos presti-


opinião 3

DOMINGO, 5 DE agosto de 2018

conexão saúde conexaosaude.defato@outlook.com

Ney Robson Vieira Alencar

Chikungunya. Ela voltou!

N

eJá é muito comum nos depararmos com pessoas em ambientes com grandes públicos relatando que estão com sintomas ou conhecem alguém que está acometida com esta arbovirose, também causada pelo Aedes aegypti, que tem como principal complicação a persistência da dor e do inchaço nas articulações . Nas clínicas e unidades de

saúde de várias cidades do Rio Grande do Norte a começar por Mossoró, as recepções estão lotadas de pacientes que apresentam quadro clínico sugestivo de ser a Chikungunya. Estas complicações clínicas na maioria das pessoas podem perdurar por 3 meses. No entanto, existem relatos de que estes sintomas podem permanecer por 3 a 6 anos, havendo também tendinite e alteração da sensibilidade nas mãos.

Principais sintomas Os sintomas típicos da febre Chikungunya são: • Febre alta, superior a 39º C que surge de forma repentina, sendo este o primeiro sintoma e dura 2 ou 3 dias; • Intensa dor e inchaço nas articulações que pode afetar os tendões e ligamentos, que afeta mais de 90% dos casos; • Pequenas manchinhas vermelhas na pele que surgem no tronco e por todo o corpo incluindo a palma das mãos e plantas dos pés que surgem entre 2 a 5 dias após o início da febre; • Dor nas costas e também nos músculos; • Coceira por todo o corpo ou somente nas palmas das mãos e plantas dos pés, neste caso também pode haver descamação da pele nestas partes do corpo; • Cansaço excessivo; • Hipersensibilidade à luz; • Dor de cabeça constante; • Vômito, diarreia, dor abdominal, que são mais comuns nas crianças; • Calafrios; • Vermelhidão nos olhos; • Dor atrás dos olhos. Nas mulheres surgem especialmente os seguintes sintomas: manchas vermelhas no corpo, vômito, sangramentos e feridas na boca. Enquanto que nos homens e nas pessoas com mais idade é mais comum surgirem: dor e inchaço nas articulações e a febre pode se prolongar por mais tempo.

Como confirmar o diagnóstico O diagnóstico pode ser feito por um clínico geral através do exame de sangue que ajuda a orientar o tratamento da doença. Até 30% das pessoas infectadas não apresentam qualquer sintoma e a doença é descoberta num exame de sangue, que pode ser solicitado por outros motivos.

Febre Chikungunya pode levar à morte Apesar de raramente levar à morte a febre Chikungunya pode ser grave em pessoas que possuem doenças como diabetes descontrolada ou outras doenças,crônicas, afetando especialmente os idosos com idade avançada. Outras doenças que podem

causar complicações em caso de Chikungunya são asma, insuficiência cardíaca, anemia falciforme, talassemia, hipertensão e doenças reumatológicas. O uso de medicamentos que podem causar complicações são aspirina, anti-inflamatórios e paracetamol quando utilizados em grandes doses para alívio dos sintomas e por isso pode ser útil adotar estratégias caseiras para alívio dos sintomas.

Transmissão da Chikungunya A principal forma de transmissão da febre chikungunya é através da picada do mosquito Aedes Aegypti, que é o mesmo que transmite a dengue. No entanto, quando a gestante está em trabalho de parto e é picada

pelo mosquito, o bebê pode ser contaminado através da placenta. Esta doença, semelhante a dengue, Zika e Mayaro não passam de uma pessoa para outra. Como tratar a febre Chikungunya O tratamento dura de 15 dias a 1 mês e é feito com o uso de remédios para a febre, como Paracetamol ou Dipirona, que é suficiente para controlar a febre, o cansaço, a dor de cabeça e as manchinhas na pele. Nos casos de dor extrema o médico pode indicar o uso de tramadol, codeína ou prednisona. A duração do tratamento depende da idade do indivíduo infectado, sendo que jovens demoram, em média, 7 dias a curar, enquanto os idosos podem até 3 meses porque tem maior risco de desenvolver artrite. Veja alguns remédios caseiros que podem ajudar no tratamento para febre

de chikungunya. Colocar compressas geladas nas articulações e descansar é importante para diminuir o risco de que a doença se torne crônica e permaneça por anos. As compressas podem ser colocadas de 4 em 4 horas com duração de 20 minutos.

Mais de mil cidades podem ter surto de dengue, zika e chikungunya

ações de combate ao Aedes aegypti, mesmo durante o outono e inverno, em todo o país O resultado do levantamento indica que é necessário dar mais atenção nas ações de combate ao mosquito. A prevenção não pode ser interrompida, As ações de prevenção e combate ao mosquito Aedes aegypti tem que acontecerem de forma permanentes, o que infelizmente não acontece na grande maioria dos municípios.

Segundo o Ministério da Saúde, o último Levantamento Rápido de Índices de Infestação pelo Aedes aegypti (LIRAa) indica que 1.153 municípios brasileiros (22%) apresentaram um alto índice de infestação, com risco de surto para dengue, zika e chikungunya. O Ministério da Saúde alerta a necessidade de intensificar as

neY robSon VIeIrA AlencAr é graduado em Odontologia pela UFPB, Pós-graduado em Prótese Dental pela USP e Especialista em Implantodontia


4 MULHER / moda

CIANO MAGNTA AMARELO PRETO

DOMINGO, 5 DE agosto de 2018


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descoberta da doença. MOSSORÓ 1 /photos/jornaldefatorn

O milagre da folhadomingo da moringa

/jornaldefatorn

Marcos Garcia

o. MOSSORÓ 3

Agrônomo revela os poderes milagrosos da "árvore da vida", a moringa oleífera, que ele cultiva. ESTADO 1

7s o

MOSSORÓ �RN�, DOMINGO, 19 DE NOVEMBRO DE 2017 | EDIÇÃO 5.020 � ANO XVIII | R$ 2,50

O TORTO ossoró ANDAR DO OUTRO ve ter 17os Jornalismo n de Verdade pelade staque não importa m 2018 a plataforma

Mossoró (RN), Cedida domingo, 5 de agosto de 2018

do maior colégio eleitoral dade deve assumir posição ues com nomes à disputa a do próximo ano. PRINCIPAL 3 @defato_rn

CMYK

o de s para o CMYK

Governo vai suspender novos cursos

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/jornaldefatorn

Caatinga Pesquisadores da Ufersa estudam as cores e formas de utilização das madeiras da caatinga na fabricação de produtos nobres.


editorial [ índice

Valorização das madeiras da Caatinga

adoro comer

Como fazer hot dog de forno

Entrevista A cantoria não está nos grandes festivais e vem sendo excluída de grandes eventos nordestinos. Tem público seleto, mas a ação de alguns assegura que essa ação cultural nunca vai acabar. Um deles é o bombeiro militar Moésio Marinho, 39, natural de Mossoró, mas filho social do Apodi. Página 4

U

ma pesquisa realizada na Ufersa pode acabar com o que podemos chamar de subutilização das madeiras da Caatinga. Os pesquisadores estudam as cores e as formas de preservação das madeiras da Caatinga, bem como a sua utilização nas mais variadas finalidades, inclusive para a fabricação de móveis, haja vista que, atualmente, elas são usadas basicamente na produção de lenha e carvão. Ainda no campo do desenvolvimento, DOMINGO conta com matéria hoje sobre um projeto apresentado pelo professor aposentado Luiz Soares da Silva, da Ufersa, sobre a criação do polo Mossoró e da Área de Livre Comércio do Semiárido Oriental Brasileiro. A nossa entrevista de hoje é sobre cantoria popular nordestina. Conversamos com Moésio Marinho, fundador do “Grupo de promoventes do Alto Oeste e sertão da Paraíba”. Domingo é dia de uma receita especial e hoje você aprende a fazer hot dog de forno. Tem, ainda, a coluna semanal do jornalista Jotta Paiva Rebouças e ainda um artigo do engenheiro agrônomo e mestre em manejo de solo e água Francisco Gonçalo Filho sobre os recursos hídricos e a disponibilidade de água no Alto Oeste. Boa leitura, Magnos Alves

Ingredientes MASSA 2 xícaras (chá) de Farinha Finna com fermento 2 xícaras (chá) de leite 2 ovos 100 g de queijo parmesão ralado RECHEIO 8 salsichas cozidas e picadas 1 cebola picada 1 tomate picado sem sementes 1 pimentão picado 1 lata de milho 1 lata de ervilha azeitonas a gosto ½ lata de molho de tomate

Modo de preparo MASSA - Bata no liquidificador a farinha Finna com fermento, os ovos, o leite e metade do queijo ralado. RECHEIO - Em uma panela, leve todos os ingredientes ao fogo médio e deixe cozinhar por alguns minutos. - Unte uma forma e polvilhe com farinha de trigo. - Despeje a metade da massa, o recheio e cubra com o restante da massa. Polvilhe com o resto do queijo. - Leve ao forno médio (180° C), preaquecido, por aproximadamente 30 minutos. Tempo de preparo: 1 h 30 min.

Valorização da Caatinga Pesquisadores da Ufersa estudam as cores e as formas de preservação das madeiras da Caatinga. Página 6

Colunas

José Nicodemos

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José de Paiva Rebouças Página 14

• Edição – C&S Assessoria de Comunicação • Editor-geral – Edilson Damasceno • Editor Interino– Magnos Alves • Dia­gra­ma­ção – Rick Waekmann • Projeto gráfico – Augusto Paiva • Im­pres­são – Grá­fi­ca De Fa­to • Re­vi­são – Gilcileno Amorim • Foto – Marcos Garcia Re­da­ção, pu­bli­ci­da­de e cor­res­pon­dên­cia Av. Rio Bran­co, 2203 – Mos­so­ró (RN) Fo­nes: (0xx84) 3323-8900/8909 Si­te: www.de­fa­to.com/do­min­go E-mail: re­da­cao@de­fa­to.com Do­min­go é uma pu­bli­ca­ção se­ma­nal do Jor­nal de Fa­to. Não po­de ser ven­di­da se­pa­ra­da­men­te.

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OPINIÃO [ ARTIGO

OPINIÃO [ CRÔNICA

Aspirinas e urubu José de Paiva Rebouças josedepaivareboucas@gmail.com

Cinco e meia da manhã e ela não me deixa dormir. Mexe-se inteira, me remexe na cama, ocupa os espaços que sempre foram meus, para meus pensamentos, minha meditação. Pelo celular, percorro sites que me indicam o que pode ocasionar dores de cabeça constantes e o que as fazem companhias rotineiras dos melancólicos. Pergunto na pesquisa se não seria a cefaleia a causa da indisposição para o humor. Rio com certo alívio ao ler que sim, é uma causa provável. Todas as indicações de leituras me levam para o meu frasco de aspirinas, Bayer, da velha indústria alemã. Frasco de vidro transparente porque não confio em outras embalagens. Suponho que as que vêm nesses envelopes foram ideias de norte-americanos que amam o plástico e as coisas efêmeras. O vidro é produto durador e são esses produtos duradoures que tornaram a vida mais real, com tempo distinto deste de redes sociais, de urgências fugazes e violadoras. Existe uma nova indústria do tempo escondida nos smartphones de curta durabilidade, nos telejornais e no crédito fácil que nos tornam acumuladores de bens denecessários, inclusive de palavras sem função concreta, sem ação objetiva. É esse tempo que fragiliza as pessoas a ponto de não saberem mais amar porque não conseguem ser sinceras; dizer a verdade que lhes invade a boca. Precisamos de pessoas civilizadas que justifiquem com argumentos e frases filosóficas – não filosóficas de rede social, filosófica mesmo, de Kant, Foucault, Gramsci – sua decisão de término das relações amorosas, de maneira a nos por a pensar, a refletir sobre suas razões. As frases adequadas nos convencem que o final de certos amores é necessário pelo bem

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de ambos os envolvidos, o resumo possível de uma humanidade em estado de convivência plena. Tento amar o mundo e as coisas de maneira urbanizada, talvez por isso sinta um prazer pré-constituído ao abrir a tampinha do frasco de vidro de aspirinas. Certeza clara de que o contato com ácido acetilsalicílico vai me curar quase que instantaneamente dessa dor de cabeça insistente. Três vezes por dia, quatro nos finais de semana. Nada faço para merecer isso. Passo quase todas as horas preso neste apartamento minúsculo. Quarto, sala, esse corredorzinho sem saída que chamam de cozinha e um banheiro tão pequeno que a porta se choca com a cancela do box. Mas é como se eu fosse a cefaleia desse cubículo. Penso nisso. Eu sou o elemento estranho dentro dessas paredes e todas as vezes que piso com força, que derrubo algo no chão, que aumento o som da tevê, não são os vizinhos que reclamam nos andares de baixo ou de cima. É o dono do corpo que tem como cabeça esse apartamento. Isso é uma cabeça e eu um verme que provoca agonia em seu interior. Esqueci-me da varanda. Tem uma varanda. Assim dizia o anúncio quando o aluguei. Isso, para mim é embuste. Veja só: um passo, um passo apenas e acabou a varanda. Ponha uma rede, me dizem. Como vou colocar uma rede num lugar em que sequer posso esticar as canelas? Além disso, tem o intruso que me aceira. Pensa que estou morrendo. Basta que eu ponha a cabeça fora para que ronde meu espaço aéreo. Já o vi me seguindo até o trabalho como uma sombra no céu. Dia desses, pousou aqui no guarda-corpo. Quando a dor de cabeça me acordou numa dessas tardes, ele estava me encarando fixo na única vez que armei uma rede na varanda. Se não acordo, certamente teria arrancado meus olhos achando que eu jazia no inferno.

Coragyps atratus, um bicho tão feio com nome tão bonito. A máscara da morte, um presságio ruim. Nos Andes, seria eu vigiado por um condor, na Europa por um abutre, na América do Norte por um corvo. Aqui, o que me segue é um urubu. Animal sem história, covarde. Sendo eu um bicho com tamanha facilidade para o voo, nunca ficaria secando um moribundo triste como eu. Estaria, certamente, viajando pelo mundo. Se a minha comida estivesse jogada nos acostamentos das estradas, jamais perderia a vida preso em um apartamento insignificante com alguém que me odeia. Os urubus sempre pousam em minha sorte e é por isso que ela foi embora e me deixou com esse frasco de aspirinas. Única companhia que vale a pena. Até conversamos e se você nunca conversou com um frasco de aspirinas, não sabe o que está perdendo. Às vezes, elas não respondem, mas o fato de saber que curam minha dor de cabeça, que me proporcionam algumas horas de alívio ao refinar meu sangue e permitir que ele corra com mais fluidez por meus canais venosos, já é suficientemente uma resposta: “fale, amor, que logo lhe curo dessa angústia”. Quando ela estava aqui, eu até gostava dessa varanda. Chamava este cubículo de casa. Não tinha dor de cabeça. Os médicos dizem que é ansiedade, estomacal, que não está na cabeça. Como não? Tudo está na minha cabeça: ela, a dor, as aspirinas me lembrando de que só elas podem curar a minha aflição. Como, de fato, curam. Quando ela vivia comigo eu era curado. Em sua ausência, a composição química a substitui. Só esse urubu maldito me rodeando é o ponto fora da curva. Maldito, faz lembrarme de mim mesmo: um condenado de cara feia, reclamando do mundo e vivendo das sobras dos amores impossíveis; se envenenando de lembranças e se curando com aspirinas.

Luto no Bolero de Ravel josé nicodemos aristida603@hotmail.com

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pracinha anoitecia tranquila, como a imitar o sono de um passarinho. Ficava olhando as ruas a ela convergentes, como se recordasse o tempo perdido. Aos poucos, dos lados do mar, iam-lhe chegando as brisas noturnas. O poeta da cidade, velho e solitário, era o primeiro a povoar-lhe o silêncio ventilado. Sentava-se no mesmo banco, fronteiro ao prédio da prefeitura, relanceava os olhos lacrimosos pelas coisas a seu redor, acendia o seu cigarro, trançava as pernas, ficava-se a contemplar um ponto qualquer no foco do sonho. Como todo poeta, era ele um viajante assíduo das paragens do sonho, e além delas. Um colecionador de ilusões. Mais tarde, ali pelas sete, a vida começava a movimentar a pracinha, quebrando-lhe o silêncio, e este era como se fosse o descanso das horas cansadas de sol e de gente. Cúmplice, a amplificadora municipal, na voz sempre inaugural do locutor, como que iluminava as sombras da noite, tocando o Bolero de Ravel. E o silêncio da pracinha, tonto de luz, uma luz azul, demandava a languidez sonora das alturas, como tecida pelas cintilações estelares. A impressão era que o poeta, o olhar docemente perdido, se transformava na rapsódia de um pastor antigo, ouvindo a sinfonia clássica. Parecia transfigurado, à visão plena do seu mundo de sonhos, além da luz mais pura das alturas. Era como se fosse um ser angelicamente diáfano. Um dia o poeta morreu, e a pracinha nunca mais se abriu à sentimentalidade da essência das coisas, que vinha dele, o poeta. E, o que é mais, o banco como privativo do velho poeta, triste e solitário, nunca mais se encantou com o Bolero de Ravel – agora uma tristeza angustiada de eterno luto. DOMINGO, 5 de agosto de 2018

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ENTREVISTA

MOÉSIO MARINHO

Cantoria de viola, uma arte viva e pulsante Por José de Paiva Rebouças/Jornalista

Você pode não gostar, não acompanhar, mas certamente já viu ou ouviu falar da cantoria de viola, do repente, desafio, improviso. Trata-se de um gênero musical com raízes na região de Teixeira (PB) do século 19, resultado da herança dos cancioneiros ibéricos trazidos pelos europeus colonizadores da América do Sul. Entre os anos 1960 e 1980, essa cultura invadiu o Sul e ganhou nova repercussão nacional a partir de músicos como Teixeirinha. A cantoria não está nos grandes festivais e vem sendo excluída de grandes eventos nordestinos. Tem público seleto, mas a ação de alguns assegura que essa ação cultural nunca vai acabar. Um deles é o bombeiro militar Moésio Marinho, 39, natural de Mossoró, mas filho social do Apodi. Esse jovem começou a gostar da poesia popular nordestina ouvindo o programa Violas e Violeiros, com os cantadores Moacir Laurentino e Antônio Nunes de França, na Rádio Vale do Jaguaribe, de Limoeiro do Norte (CE). Hoje, é um dos apologistas e, desde 2016, vem agenciando eventos nesse sentido. Ao lado de amigos, ajudou a criar o “Grupo de promoventes do Alto Oeste e sertão da Paraíba”, do qual é presidente, cuja função é realizar cantorias e manter vivo esse gênero tão importante para o Brasil. É com ele que conversamos hoje.

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Artigo/ adoroFrancisco comer Gonçalo Filho

Os recursos hídricos e a disponibilidade de água no Alto Oeste

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au dos Ferros e todo o Alto Oeste passam neste momento por um rigoroso racionamento de água, o que limita o uso de um bem imprescindível para a nossa sobrevivência, assim como para o desenvolvimento, pois a água sempre foi e será um bem indispensável a esse fim em qualquer região. Isso nos remete a uma reflexão: o que fazer para que uma das regiões mais populosas do estado, e especialmente Pau dos Ferros, não lhe sejam limitadas as possibilidades de desenvolvimento, já que na atual situação, está claro tal limitação. Ao nosso ver, só existe uma saída, que será a ampliação da barragem de Pau dos Ferros, que atualmente possui uma capacidade de apenas 54 milhões de metros cúbicos e sempre foi insuficiente para a perenização do rio ao longo dos municípios, a jusante do reservatório (parte de Pau dos Ferros, São Francisco do Oeste, Tabuleiro Grande e parte de Itaú, o que daria um impulso na economia desses municípios, em especial de Pau dos Ferros, que é o polo comercial da região), além de ser insuficiente para a irrigação (vale salientar que o perímetro, mesmo sem funcionar em sua totalidade da área, sempre paralisa o seu funcionamento, por falta de água) e sendo insuficiente também para o abastecimento humano. Uma ilustração simples e explicativa sobre um dos motivos que leva a não termos água suficiente na barragem de Pau dos Ferros é apresentada na figura 1. Veja que entre a cota máxima e a cota mínima, são apenas 10 metros, ou seja, volume útil muito bai-

xo, para uma região que tem alta isolação. Só para termos uma ideia, se não tirássemos uma gota de água durante uma longa estiagem que durasse três anos, praticamente essa lâmina seria evaporada, já que a evaporação da região chega em dias de pico a 7 mm (0,7 cm). Mas, tudo tem solução, pois a bacia hidrográfica de 2.050 Km2 sendo maior que a bacia hidrográfica da barragem de Umari no município de Upanema, que é de 1.533 Km2, tem uma capacidade de quase 300 milhões de metros cúbicos; além de considerar a necessidade por passarmos sempre por períodos de seca e por períodos de enchentes, a exemplo de 2004, em que após a barragem de Pau dos Ferros atingir o volume máximo (figura 2), foi responsável em grande parte pelo transbordamento da barragem de Santa Cruz do Apodi, que possui capacidade para armazenar 600 milhões de metros cúbicos, e no início da estação chuvosa armazenava apenas 17% de sua capacidade, chegando em poucos dias a seu limite máximo pela primeira vez e quebrando todas as previsões trabalhadas, além de ter alagado todo o vale do rio ApodiMossoró até a sua foz em Areia Branca no mesmo ano e em anos seguintes; sendo essa água, em grande parte, oriunda da bacia hidrográfica da barragem de Pau dos Ferros, pois esta é em torno da metade da bacia hidrográfica da barragem de Santa Cruz, além de ter origem no Alto Oeste, que possui solos rasos e índice pluviométrico superior ao registrado no médio curso do rio. Outro ponto a ser considerado é

que toda essa água acumulada em Apodi não nos serve do ponto de vista econômico, pois para trazê-la de volta para Pau dos Ferros, teríamos um gasto enorme de energia, o que inviabiliza muitas atividades, além de ser um erro deixar a água passar e depois transportá-la a custos altíssimos, mesmos custos que inviabilizam o uso das águas da transposição do São Francisco para algumas atividades, além do que, o grande benefício da transposição é a liberação do uso da água dos reservatórios para os múltiplos fins, já que em caso de falta para o consumo humano, o socorro virá do rio São Francisco. O Dnocs já fez ampliações em outros lugares a exemplo do açude do Trussu, em Iguatu (CE), que foi inaugurado em 1967, na época com 55 milhões de metros cúbicos, e foi ampliado para 301 milhões em 1996. Para a ampliação da barragem de Pau dos Ferros a volumes superiores a 300 milhões de metros cúbicos, será necessária a construção de um dique protegendo a cidade de Rafael Fernandes, elevação da ponte da BR 405 sobre o rio que corta a cidade, além da necessidade de realocação das áreas de lazer para áreas mais amplas e com capacidade para atender um público muito maior de turistas e visitantes. A ampliação da barragem de Pau dos Ferros, além de nos trazer segurança hídrica, reduziria o risco de alagamento em todo o vale do rio ApodiMossoró. (*) Francisco Gonçalo Filho é engenheiro agrônomo e mestre em manejo de solo e água/Ufersa.

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desenvolvimento

ENTREVISTA

Projetos estruturantes Luiz Soares defende investimentos em projetos estruturantes de ocupação e geração de renda que incluem a Central de Abastecimento (CONAB), Mercado Central, exposições e exploração de roteiros turísticos regionais. Para o engenheiro, a atual Central de Abastecimento de Mossoró não atende às necessidades de uma cidade que quer ser polo. “É eminente a necessidade de se projetar uma nova unidade nos moldes de uma Ceasa, capaz de evoluir e se transformar num grande entreposto, de modo a poder atender ao fluxo do abastecimento interno e a outros mercados regionais e, até, nacionais”, analisa. Na visão do professor aposentado, a antiga Cobal poderia ser utilizada para comportar os comerciantes que atualmente ocupam espaços irregulares no Centro de Mossoró. O projeto também alcança o Mercado Público Central. Ele seria transformado num Centro de Cultura Nordestina com apresentações culturais de repentistas, intérpretes de literatura de cordel, mamulengo, entre outras vertentes. O projeto posterior aos investimentos no polo Mossoró seria a criação da Área de Livre Comércio do Semiárido Oriental Brasileiro (ALCOB) que incluiria municípios dos estados do Rio Grande do Norte e Ceará. “Essa área de livre comércio se espelha em tantas outras já existentes, como o Mercosul e a União

Fruticultura irrigada seria explorada em roteiro turístico com a carcinicultura

Furna Feia comporia com o Parque de Soledade o Roteiro das Cavernas e Furnas

Europeia, que se juntaram por diversos fatores, por exemplo. No nosso caso, o fator aglutinador está fundamentado no elemento hídrico”, argumenta. Essa área seria composta pelos municípios de Mossoró, Macau, Pendências, Alto do Rodrigues, Carnaubais, Ipanguaçu, Itajá, São Rafael, Jucurutu, Campo Grande, Janduís, Messias Targino, Patu, Almino Afonso, Frutuoso Gomes, Martins, Serrinha dos Pintos e Pau dos Ferros, pelo lado potiguar; além de Aracati, Canoa Quebrada, Palhano, Russas, Limoeiro do Norte, São João do

Jaguaribe, Alto Santos, Jaguaribana, Jaguaribe, Pereiro e Ererê, pelo lado cearense. “Todos os indicadores socioeconômicos da região enfocada estão colocados entre os piores do planeta. De certa forma, uma contradição gritante, se considerar que a área em questão tem e pode reverter tais anomalias. O espaço geográfico considerado até de certa forma é tímido, diante dos recursos naturais verificados em todos os ramos da atividade empresarial”, justifica Luiz.

Proposta de criação de roteiros turísticos Roteiro do sal Mossoró, Tibau, Grossos e Areia Branca

carcinicultura Mossoró, Serra do Mel, Vale do Açu, Baraúna e Aracati

Roteiro das cavernas e furnas Parque de Soledade em Apodi Furna Feia em Mossoró

Roteiro Porto Ilha Mossoró, Areia Branca

Roteiro da fruticultura irrigada e

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Roteiro Circuito de Vaquejada Mossoró, Baraúna, Governador Dix-

sept Rosado, Upanema e Assú Roteiro Festival das Serras Mossoró, Serra de São João do Vale, Martins e Portalegre Roteiro de Águas Termais Mossoró e Caraúbas.

DOMINGO – Quem não conhece essa atividade, conceitua que a cantoria é coisa de gente velha, o que não é o seu caso. Qual é o público da cantoria hoje em dia? MOÉSIO MARINHO – Existe um público remanescente das décadas de 60, 70 e 80. Contudo, temos percebido que há um interesse em uma parte significativa da juventude pela cantoria. A prova disso é a presença de um bom número de jovens em nossas promoções. OUVIMOS com certa frequência sobre a morte ou aposentadoria de grandes nomes desse gênero musical. Faz parte de um grupo que se fortaleceu nos últimos 50 anos e manteve viva essa cultura. Existe renovação nos nomes e formação de novos ídolos na cantoria? SEM dúvida, a geração de Geraldo Amâncio, Ivanildo Vila Nova, Sebastião da Silva, Louro Branco, Zé Cardoso, Valdir Teles, dentre outros, é uma geração fantástica de grandes poetas. Mas, na atualidade, há uma boa safra de novos e talentosos poetas. QUEM são os ídolos atuais desse gênero? JONAS Bezerra, Hipólito Moura, Zé Viola, Raulino Silva, Felipe Pereira, Valdir Teles, Acrísio de França, Edmilson Ferreira, Irmãos Silva, Os Nonatos e Raimundo Caetano são nomes que vieram após a geração citada na pergunta anterior ou surgidos nos últimos dez, quinze anos. São novas e importantes referências. A CANTORIA é uma herança ibérica dos velhos cancioneiros modificada pela miscigenação e atravessamento de culturas aqui no Brasil. No entanto, é antiga a forma como os cantadores se apresentam. Os Nonatos são uma dupla que levou esse gênero para outro patamar, recebendo, inclusive, muitas críticas. Existe algum estilo novo na cantoria ou algo que a aproxime de públicos mais jovens, como aconteceu com o sertanejo e o forró, por exemplo? NÃO. Acho que nesse ponto reside um grande problema, exatamente o cuidado que se deve ter com a manutenção da sua essência enquanto arte magistral, com uma estratégia de buscar atrair os mais novos. Uma saída

seria levar até à juventude a história da cantoria, para fazer saber a todos suas raízes e importância no aspecto cultural da nossa região, consequentemente, sua manutenção. Fora isso, não percebo nada muito determinado nesse sentido. FAZER cultura custa caro no Brasil, sobretudo quando se tenta manter uma arte tão tradicional como a cantoria. Por que tanta gente ainda insiste na promoção desses eventos e qual o resultado financeiro disso? FALANDO pela minha pouca experiência, posso garantir que o resultado financeiro é zero. As promoções do nosso grupo só são possíveis graças ao apoio de alguns amigos e comerciantes. Por vezes, alguns políticos também, de forma isolada, nos ajudam. O que nos motiva é a admiração pela arte do improviso, a genialidade dos cantadores e o encontro mensal daqueles que têm esse gosto em comum. É algo muito bom essa convivência. É uma maravilha. TORNAR-SE um apologista é um tipo de compensação para os que realizam ou frequentam esse tipo de ação cultural? DE CERTA forma, porque a cantoria nos permite dividir alegrias, trocar experiências, sem falar que muitos apologistas são poetas. Atualmente, com as redes sociais, fazemos encontros on-line, compartilhando versos ditos por poetas Brasil afora. É um verdadeiro encontro poético via internet. GERALMENTE, cantorias eram realizadas nas calçadas de algum lugar e a contribuição deixada numa bandeja localizada em um banco na frente dos cantadores – geralmente uma dupla desafiante. Mudou esse formato? MUDOU bastante. Hoje, quase todas as cantorias são contratadas com valor certo. Isso não quer dizer que não possa ter a bandeja; porém, apenas como forma de auxiliar no levantamento dos recursos para os gastos do evento. COMO surgiu a criação do Grupo de promoventes do Alto Oeste e sertão da Paraíba e como esse grupo funciona? SURGIU nas cantorias. Cada um de

nós já realizava seus eventos de forma individual, mas como realizador costuma ir à maioria das cantorias, acabamos amadurecendo essa ideia nesses momentos. Ainda estamos nesse processo. O grupo é formado por 14 pessoas de várias cidades que têm em comum o amor pela cantoria. Cada um realiza seu evento e o grupo apoia. QUANTAS cantorias vocês já realizaram desde a criação e quais cantadores são mais frequentes? ESTE ano, de fato, foi o primeiro que nos organizamos com o compromisso de ajudar quem está realizando em cada mês o seu evento, além do comparecimento em cada cantoria. Desde janeiro, realizamos oito cantorias nos municípios de Antônio Martins, Mossoró, Umarizal, Encanto, Portalegre, Alexandria e Apodi, no RN, e outra em Cachoeira dos Índios, na Paraíba. Para esses encontros citados, levamos os cantadores Jonas Bezerra, Esmael Pereira, Valdir Teles, Zé Cardoso, Rogério Menezes, Raulino Silva, Bio Dionísio, Hipólito Moura e Zé Viola. Ainda vamos realizar outros seis encontros: dia 31 de agosto, em Apodi, com Jonas Bezerra e Valdir Teles; 14 de setembro, no sítio Taboleiro do Padre, em Riacho de Santana, com Severino Feitosa e Hipólito Moura; em Pau dos Ferros no mês de setembro, com dia e dupla a serem confirmados; 19 de outubro em Rodolfo Fernandes, com Jonas Bezerra e Zé Viola; 1° de dezembro no sítio Ribeiro, em Serrinha dos Pintos, com Zé Viola e Bio Dionísio; e 15 de dezembro em José da Penha, com a dupla Edmilson Ferreira e Raimundo Caetano. Os cantadores mais requisitados neste ano em nosso grupo são Jonas Bezerra, Esmael Pereira, Valdir Teles e Zé Viola, como você pode ver na programação. SUAS cantorias são fechadas ao grupo ou alguém de fora pode entrar em contato para solicitar apoio em projetos desse tipo? O GRUPO é fechado, porém participamos de outros eventos sem nenhuma restrição. Para fazer parte do nosso calendário, é necessário passar por votação em assembleia, que realizamos quatro vezes por ano. Nesse caso específico de entrada de novo membro, somente na reunião de fim de ano, para confecção do calendário do ano seguinte. DOMINGO, 5 de agosto de 2018

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Valorização da Caatinga

ensar Mossoró como polo no século XXI é o objetivo de um projeto de desenvolvimento apresentado pelo engenheiro agrônomo Luiz Soares da Silva. Professor aposentado e ex-próreitor de Extensão e Cultura da Universidade Federal Rural do Semiárido (UFERSA), Luiz defende investimentos em estradas, ferrovias, aeroportos e nos setores portuários e alfandegários do Rio Grande do Norte para colocar Mossoró como um polo econômico do semiárido brasileiro. No projeto, ele também aponta investimentos a serem feitos para alavancar setores comerciais e culturais e defende a estruturação de roteiros turísticos. No tocante a estradas, o engenheiro agrônomo defende investimento em estradas estaduais no sentido de escoamento da produção para Russas (CE) e Limoeiro (CE), “como forma de integração com o Baixo Jaguaribe”, destaca. Luiz observa que as estradas vicinais sempre foram um empecilho para o escoamento da produção em todos os sentidos do Rio Grande do Norte. “Em linhas gerais, é preciso haver fontes de financiamento para que haja uma permanente manutenção, especialmente após cada período invernoso”, analisa. No mais, a duplicação da BR-304

>> Pesquisadores da Ufersa estudam as cores e as formas de preservação das madeiras da Caatinga

Luiz Soares da Silva defende implantação de projetos para fortalecer desenvolvimento de Mossoró e região

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Mercado Público Central seria transformado no Centro de Cultura Nordestina

nos sentidos Natal e Fortaleza seria primordial para o desenvolvimento de Mossoró, considerando a importância do transporte terrestre no processo de integração proposto no projeto. Embora pareça algo distante, assim como a duplicação da BR-304, investimento na integração da malha ferroviária estadual para facilitar o acesso aos Portos do Pecém, no Ceará, e de Natal, partindo de Mossoró, além de outro trecho para se integrar à ferrovia Petrolina/Recife (PE), seria fundamental para dar suporte ao escoamento da produção de sal, ferro, cimento, calcário e granito. O engenheiro também destaca os investimentos que devem ser executados em aeroportos, setor portuário e alfandegário do estado. “É preciso imaginar uma forma de desenvolvimento integrado, com o aeroporto de São Gonçalo do Amarante mantendo conexão permanente com o de Fortaleza (CE), tendo os aeroportos de Mossoró e Aracati (CE) como intermediários. Uma integração importante para a movimentação de cargas e também para o turismo, podendo ser considerada uma porta de entrada para turistas da Europa e Estados Unidos”, ressalta no projeto.

Festa do Bode seria incluída em Circuito de Exposições Agropecuárias

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desenvolvimento

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Um projeto de desenvolvimento para Mossoró

s paisagens da Caatinga cantadas por Luiz Gonzaga, pintadas por Cândido Portinari e descritas nas obras de Guimarães Rosa, Graciliano Ramos, Euclides da Cunha e João Cabral de Melo Neto mostram as belezas naturais características desse bioma exclusivamente brasileiro. Entre elas, estão as árvores angico, cajueiro, jurema de embira, pereiro e sabiá, que viraram objeto de estudo de pesquisadores da Universidade Federal Rural do Semiárido (UFERSA). É no Laboratório de Tecnologia da Madeira, do curso de Engenharia Florestal do Centro de Ciência Agrárias, que a paisagem que serviu de inspiração para tantos artistas se transforma em pesquisa científica. Sob a orientação do professor Vinicius Gomes de Castro, a aluna Juliana Holanda desenvolveu em sua monografia de conclusão de curso um estudo para caracterizar e correlacionar a cor e as propriedades químicas dessas cinco espécies de madeiras da Caatinga. “Por meio Felipe Cafrê

Pesquisa apontou a aplicabilidade do verniz nas madeiras da Caatinga

Pesquisadores da Ufersa estudam as cores e as formas de preservação das madeiras da Caatinga

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Felipe Cafrê

do estudo da colorimetria da madeira, que é a ciência que estuda a cor natural em diversas áreas, podemos usar essas informações e trabalhar em interdisciplinaridade com arquitetos, engenheiros civis, designers, entre outros profissionais. Caso um arquiteto necessite utilizar uma madeira amarela, por exemplo, por meio do nosso estudo podemos indicar a madeira da árvore pereiro”, explica Juliana. A pesquisa é a primeira realizada sobre a colorimetria dessas espécies de árvores da Caatinga e faz parte de um projeto mais amplo, coordenado pelos professores Vinicius Castro e Rafael Rodolfo de Melo, que visa à caracterização das madeiras da Caatinga. “Buscamos entender a madeira da Caatinga para depois indicar o melhor uso, o melhor potencial da madeira”, explica o docente. Atualmente, grande parte das ma-

deiras da Caatinga é usada, principalmente, para fins energéticos, sendo destinadas para a produção de lenha e carvão. No entanto, elas possuem outras possibilidades comerciais, como destaca Vinicius Castro. “As madeiras da Caatinga são tão bonitas e possuem potencial para variadas finalidades, inclusive para a fabricação de móveis”, diz o professor. O docente explica que, por essas árvores tenderem a ter uma baixa estatura, muitos pensam que suas madeiras não servem para a fabricação de móveis grandes, como uma mesa, por exemplo. “A tecnologia da madeira já evoluiu muito e agora temos muitas técnicas pelas quais podemos colar as madeiras. Então, você não precisa mais ter uma madeira grande para fazer um objeto grande. A possibilidade de colar a madeira nos permite trabalhar com madeiras menores”, analisa Vinicius Castro.

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pesquisas

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Primeiro passo Dentro dessa nova perspectiva de uso da madeira da Caatinga, a pesquisa é o primeiro passo para que os engenheiros florestais possam entregar um produto nobre com um alto valor agregado que possa ser usado por designers, arquitetos, decoradores e engenheiros. O aproveitamento dessas madeiras, para além do uso voltado para a produção energética, também pode beneficiar o rendimento de famílias de zona rural que cultivam essas árvores. Além do levantamento estético das cores das madeiras, os pesquisadores também avaliaram o efeito do uso dos produtos de acabamento verniz, polistain e selador na preservação da cor de cada espécie. De acordo com as análises realizadas no laboratório, o verniz cria uma película, uma camada na madeira, preenchendo as suas depressões, enquanto que o polistain gruda e reage com a madeira, moldando-se às depressões encontradas e criando uma pequena película na madeira. Já o selante seca a madeira, combatendo a umidade, que é um dos principais motivos de deterioração da madeira. O polistain apresentou uma maior aderência para todas as espécies estudadas. Mas, quando se deseja manter a cor da madeira, foi indicado o verniz para angico e sabiá, verniz e selador para madeira de pereiro e o polistain para cajueiro. Os resultados também mostraram que esses três produtos tendem a ser mais duradouros do que os óleos naturais, como o de linhaça. À revista DOMINGO, Juliana diz que escolheu trabalhar com as madeiras da caatinga, primeiramente, pelo fato de ser a floresta da região e, depois, para estudar a possibilidade de destinar essas madeiras para usos nobres, como fabricação de móveis e produtos de decoração. “As madeiras da caatinga são utilizadas basicamente para fazer lenha

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Edislan Diógenes

Próximas pesquisas Com a finalização da graduação, Juliana deseja continuar na carreira acadêmica e aguarda a aprovação da proposta do curso de Mestrado em Ciências Florestais da Ufersa que foi enviada neste ano para o MEC. “Quero continuar desenvolvendo estudos principalmente voltados para a Caatinga, porque nós estamos no Semiárido e, muitas vezes, ele não recebe o devido valor e vamos buscar

outras coisas mais distantes.” Presentemente, o Laboratório de Tecnologia da Madeira está realizando pesquisas voltadas para análise da deterioração da madeira com o ataque de fungos, o envelhecimento da madeira com o sol e a diferença da madeira de acordo com a altura da árvore. O professor Vinicius Castro ressalta que todos os experimentos do laboratório são realizados em

áreas manejadas, aquelas que possuem uma permissão de corte e nas quais o uso dos recursos é controlado. “Nós queremos que a geração atual ganhe dinheiro com madeira, mas que a geração futura continue ganhando dinheiro com madeira, e para isso acontecer, tem que ser sempre bem pensado, bem manejado e dentro da legalidade”, pontua o docente.

ENTREVISTA - Professor Vinicius Gomes de Castro Eduardo Mendonça

DOMINGO – Qual a utilidade prática da pesquisa? VINICIUS CASTRO – A pesquisa é sobre caracterização das madeiras da Caatinga. O trabalho de Juliana foi a parte de cor e o efeito dos produtos de acabamento na estética e preservação da cor. Na prática, é um primeiro passo para se criar um catálogo das espécies da Caatinga para indicar possíveis usos. Esse catálogo vai ajudar a produzir produtos de maior valor agregado, possibilitando um aumento na margem de lucro de produtores que hoje exploram suas áreas apenas para produção de lenha para energia. COMO se dá a utilização desse tipo de madeira atualmente? HOJE, a maior parte da madeira da Caatinga é voltada para a geração de energia, seja como lenha ou carvão. Estudante Juliana Holanda apresenta produtos derivados de madeiras da Caatinga

e carvão. Através do estudo da cor dessas madeiras, é possível transformálas em produtos de maior valor agregado”, reforça. A estudante reconhece que os fins energéticos dados a essas madeiras também são importantes, mas ela quer despertar o interesse para algo maior. “Esse estudo é uma oportunidade para

que as pessoas conheçam a Engenharia Florestal e se interessem pelas madeiras da caatinga, destinando-as para outros fins. Pensando no lado social, contribui também para que pequenos produtores possam usar o que tem nas suas terras para trazer uma maior renda para sua família”, complementa Juliana.

O SENHOR analisa, então, que esse tipo de madeira é subutilizado? SIM. Ainda existe um desconhecimento científico muito grande na área de tecnologia da madeira na Caatinga. O potencial de uso é enorme, mas, hoje, não temos nem como quantificá-lo. Mas, sim, acredito que explorar apenas o potencial energético é uma subutilização de nossas madeiras. ESSA pesquisa vai se aprofun-

Professor Vinicius Gomes de Castro fala sobre os efeitos práticos da pesquisa dar e permitir que esse potencial possa ser quantificado? ESSA é a ideia. Esse trabalho faz parte de um projeto maior que visa justamente isso. Estamos caracterizando física, química e mecanicamente diversas madeiras da Caatinga. Por

exemplo, agora estamos avaliando a durabilidade natural das madeiras, ou seja, a resistência ao ataque de fungos e cupins. Também estamos avaliando a possibilidade do uso de espécies daqui para a produção de painéis e até de papel.

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pesquisas

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Primeiro passo Dentro dessa nova perspectiva de uso da madeira da Caatinga, a pesquisa é o primeiro passo para que os engenheiros florestais possam entregar um produto nobre com um alto valor agregado que possa ser usado por designers, arquitetos, decoradores e engenheiros. O aproveitamento dessas madeiras, para além do uso voltado para a produção energética, também pode beneficiar o rendimento de famílias de zona rural que cultivam essas árvores. Além do levantamento estético das cores das madeiras, os pesquisadores também avaliaram o efeito do uso dos produtos de acabamento verniz, polistain e selador na preservação da cor de cada espécie. De acordo com as análises realizadas no laboratório, o verniz cria uma película, uma camada na madeira, preenchendo as suas depressões, enquanto que o polistain gruda e reage com a madeira, moldando-se às depressões encontradas e criando uma pequena película na madeira. Já o selante seca a madeira, combatendo a umidade, que é um dos principais motivos de deterioração da madeira. O polistain apresentou uma maior aderência para todas as espécies estudadas. Mas, quando se deseja manter a cor da madeira, foi indicado o verniz para angico e sabiá, verniz e selador para madeira de pereiro e o polistain para cajueiro. Os resultados também mostraram que esses três produtos tendem a ser mais duradouros do que os óleos naturais, como o de linhaça. À revista DOMINGO, Juliana diz que escolheu trabalhar com as madeiras da caatinga, primeiramente, pelo fato de ser a floresta da região e, depois, para estudar a possibilidade de destinar essas madeiras para usos nobres, como fabricação de móveis e produtos de decoração. “As madeiras da caatinga são utilizadas basicamente para fazer lenha

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Edislan Diógenes

Próximas pesquisas Com a finalização da graduação, Juliana deseja continuar na carreira acadêmica e aguarda a aprovação da proposta do curso de Mestrado em Ciências Florestais da Ufersa que foi enviada neste ano para o MEC. “Quero continuar desenvolvendo estudos principalmente voltados para a Caatinga, porque nós estamos no Semiárido e, muitas vezes, ele não recebe o devido valor e vamos buscar

outras coisas mais distantes.” Presentemente, o Laboratório de Tecnologia da Madeira está realizando pesquisas voltadas para análise da deterioração da madeira com o ataque de fungos, o envelhecimento da madeira com o sol e a diferença da madeira de acordo com a altura da árvore. O professor Vinicius Castro ressalta que todos os experimentos do laboratório são realizados em

áreas manejadas, aquelas que possuem uma permissão de corte e nas quais o uso dos recursos é controlado. “Nós queremos que a geração atual ganhe dinheiro com madeira, mas que a geração futura continue ganhando dinheiro com madeira, e para isso acontecer, tem que ser sempre bem pensado, bem manejado e dentro da legalidade”, pontua o docente.

ENTREVISTA - Professor Vinicius Gomes de Castro Eduardo Mendonça

DOMINGO – Qual a utilidade prática da pesquisa? VINICIUS CASTRO – A pesquisa é sobre caracterização das madeiras da Caatinga. O trabalho de Juliana foi a parte de cor e o efeito dos produtos de acabamento na estética e preservação da cor. Na prática, é um primeiro passo para se criar um catálogo das espécies da Caatinga para indicar possíveis usos. Esse catálogo vai ajudar a produzir produtos de maior valor agregado, possibilitando um aumento na margem de lucro de produtores que hoje exploram suas áreas apenas para produção de lenha para energia. COMO se dá a utilização desse tipo de madeira atualmente? HOJE, a maior parte da madeira da Caatinga é voltada para a geração de energia, seja como lenha ou carvão. Estudante Juliana Holanda apresenta produtos derivados de madeiras da Caatinga

e carvão. Através do estudo da cor dessas madeiras, é possível transformálas em produtos de maior valor agregado”, reforça. A estudante reconhece que os fins energéticos dados a essas madeiras também são importantes, mas ela quer despertar o interesse para algo maior. “Esse estudo é uma oportunidade para

que as pessoas conheçam a Engenharia Florestal e se interessem pelas madeiras da caatinga, destinando-as para outros fins. Pensando no lado social, contribui também para que pequenos produtores possam usar o que tem nas suas terras para trazer uma maior renda para sua família”, complementa Juliana.

O SENHOR analisa, então, que esse tipo de madeira é subutilizado? SIM. Ainda existe um desconhecimento científico muito grande na área de tecnologia da madeira na Caatinga. O potencial de uso é enorme, mas, hoje, não temos nem como quantificá-lo. Mas, sim, acredito que explorar apenas o potencial energético é uma subutilização de nossas madeiras. ESSA pesquisa vai se aprofun-

Professor Vinicius Gomes de Castro fala sobre os efeitos práticos da pesquisa dar e permitir que esse potencial possa ser quantificado? ESSA é a ideia. Esse trabalho faz parte de um projeto maior que visa justamente isso. Estamos caracterizando física, química e mecanicamente diversas madeiras da Caatinga. Por

exemplo, agora estamos avaliando a durabilidade natural das madeiras, ou seja, a resistência ao ataque de fungos e cupins. Também estamos avaliando a possibilidade do uso de espécies daqui para a produção de painéis e até de papel.

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desenvolvimento

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A

Um projeto de desenvolvimento para Mossoró

s paisagens da Caatinga cantadas por Luiz Gonzaga, pintadas por Cândido Portinari e descritas nas obras de Guimarães Rosa, Graciliano Ramos, Euclides da Cunha e João Cabral de Melo Neto mostram as belezas naturais características desse bioma exclusivamente brasileiro. Entre elas, estão as árvores angico, cajueiro, jurema de embira, pereiro e sabiá, que viraram objeto de estudo de pesquisadores da Universidade Federal Rural do Semiárido (UFERSA). É no Laboratório de Tecnologia da Madeira, do curso de Engenharia Florestal do Centro de Ciência Agrárias, que a paisagem que serviu de inspiração para tantos artistas se transforma em pesquisa científica. Sob a orientação do professor Vinicius Gomes de Castro, a aluna Juliana Holanda desenvolveu em sua monografia de conclusão de curso um estudo para caracterizar e correlacionar a cor e as propriedades químicas dessas cinco espécies de madeiras da Caatinga. “Por meio Felipe Cafrê

Pesquisa apontou a aplicabilidade do verniz nas madeiras da Caatinga

Pesquisadores da Ufersa estudam as cores e as formas de preservação das madeiras da Caatinga

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Felipe Cafrê

do estudo da colorimetria da madeira, que é a ciência que estuda a cor natural em diversas áreas, podemos usar essas informações e trabalhar em interdisciplinaridade com arquitetos, engenheiros civis, designers, entre outros profissionais. Caso um arquiteto necessite utilizar uma madeira amarela, por exemplo, por meio do nosso estudo podemos indicar a madeira da árvore pereiro”, explica Juliana. A pesquisa é a primeira realizada sobre a colorimetria dessas espécies de árvores da Caatinga e faz parte de um projeto mais amplo, coordenado pelos professores Vinicius Castro e Rafael Rodolfo de Melo, que visa à caracterização das madeiras da Caatinga. “Buscamos entender a madeira da Caatinga para depois indicar o melhor uso, o melhor potencial da madeira”, explica o docente. Atualmente, grande parte das ma-

deiras da Caatinga é usada, principalmente, para fins energéticos, sendo destinadas para a produção de lenha e carvão. No entanto, elas possuem outras possibilidades comerciais, como destaca Vinicius Castro. “As madeiras da Caatinga são tão bonitas e possuem potencial para variadas finalidades, inclusive para a fabricação de móveis”, diz o professor. O docente explica que, por essas árvores tenderem a ter uma baixa estatura, muitos pensam que suas madeiras não servem para a fabricação de móveis grandes, como uma mesa, por exemplo. “A tecnologia da madeira já evoluiu muito e agora temos muitas técnicas pelas quais podemos colar as madeiras. Então, você não precisa mais ter uma madeira grande para fazer um objeto grande. A possibilidade de colar a madeira nos permite trabalhar com madeiras menores”, analisa Vinicius Castro.

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Valorização da Caatinga

ensar Mossoró como polo no século XXI é o objetivo de um projeto de desenvolvimento apresentado pelo engenheiro agrônomo Luiz Soares da Silva. Professor aposentado e ex-próreitor de Extensão e Cultura da Universidade Federal Rural do Semiárido (UFERSA), Luiz defende investimentos em estradas, ferrovias, aeroportos e nos setores portuários e alfandegários do Rio Grande do Norte para colocar Mossoró como um polo econômico do semiárido brasileiro. No projeto, ele também aponta investimentos a serem feitos para alavancar setores comerciais e culturais e defende a estruturação de roteiros turísticos. No tocante a estradas, o engenheiro agrônomo defende investimento em estradas estaduais no sentido de escoamento da produção para Russas (CE) e Limoeiro (CE), “como forma de integração com o Baixo Jaguaribe”, destaca. Luiz observa que as estradas vicinais sempre foram um empecilho para o escoamento da produção em todos os sentidos do Rio Grande do Norte. “Em linhas gerais, é preciso haver fontes de financiamento para que haja uma permanente manutenção, especialmente após cada período invernoso”, analisa. No mais, a duplicação da BR-304

>> Pesquisadores da Ufersa estudam as cores e as formas de preservação das madeiras da Caatinga

Luiz Soares da Silva defende implantação de projetos para fortalecer desenvolvimento de Mossoró e região

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Mercado Público Central seria transformado no Centro de Cultura Nordestina

nos sentidos Natal e Fortaleza seria primordial para o desenvolvimento de Mossoró, considerando a importância do transporte terrestre no processo de integração proposto no projeto. Embora pareça algo distante, assim como a duplicação da BR-304, investimento na integração da malha ferroviária estadual para facilitar o acesso aos Portos do Pecém, no Ceará, e de Natal, partindo de Mossoró, além de outro trecho para se integrar à ferrovia Petrolina/Recife (PE), seria fundamental para dar suporte ao escoamento da produção de sal, ferro, cimento, calcário e granito. O engenheiro também destaca os investimentos que devem ser executados em aeroportos, setor portuário e alfandegário do estado. “É preciso imaginar uma forma de desenvolvimento integrado, com o aeroporto de São Gonçalo do Amarante mantendo conexão permanente com o de Fortaleza (CE), tendo os aeroportos de Mossoró e Aracati (CE) como intermediários. Uma integração importante para a movimentação de cargas e também para o turismo, podendo ser considerada uma porta de entrada para turistas da Europa e Estados Unidos”, ressalta no projeto.

Festa do Bode seria incluída em Circuito de Exposições Agropecuárias

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desenvolvimento

ENTREVISTA

Projetos estruturantes Luiz Soares defende investimentos em projetos estruturantes de ocupação e geração de renda que incluem a Central de Abastecimento (CONAB), Mercado Central, exposições e exploração de roteiros turísticos regionais. Para o engenheiro, a atual Central de Abastecimento de Mossoró não atende às necessidades de uma cidade que quer ser polo. “É eminente a necessidade de se projetar uma nova unidade nos moldes de uma Ceasa, capaz de evoluir e se transformar num grande entreposto, de modo a poder atender ao fluxo do abastecimento interno e a outros mercados regionais e, até, nacionais”, analisa. Na visão do professor aposentado, a antiga Cobal poderia ser utilizada para comportar os comerciantes que atualmente ocupam espaços irregulares no Centro de Mossoró. O projeto também alcança o Mercado Público Central. Ele seria transformado num Centro de Cultura Nordestina com apresentações culturais de repentistas, intérpretes de literatura de cordel, mamulengo, entre outras vertentes. O projeto posterior aos investimentos no polo Mossoró seria a criação da Área de Livre Comércio do Semiárido Oriental Brasileiro (ALCOB) que incluiria municípios dos estados do Rio Grande do Norte e Ceará. “Essa área de livre comércio se espelha em tantas outras já existentes, como o Mercosul e a União

Fruticultura irrigada seria explorada em roteiro turístico com a carcinicultura

Furna Feia comporia com o Parque de Soledade o Roteiro das Cavernas e Furnas

Europeia, que se juntaram por diversos fatores, por exemplo. No nosso caso, o fator aglutinador está fundamentado no elemento hídrico”, argumenta. Essa área seria composta pelos municípios de Mossoró, Macau, Pendências, Alto do Rodrigues, Carnaubais, Ipanguaçu, Itajá, São Rafael, Jucurutu, Campo Grande, Janduís, Messias Targino, Patu, Almino Afonso, Frutuoso Gomes, Martins, Serrinha dos Pintos e Pau dos Ferros, pelo lado potiguar; além de Aracati, Canoa Quebrada, Palhano, Russas, Limoeiro do Norte, São João do

Jaguaribe, Alto Santos, Jaguaribana, Jaguaribe, Pereiro e Ererê, pelo lado cearense. “Todos os indicadores socioeconômicos da região enfocada estão colocados entre os piores do planeta. De certa forma, uma contradição gritante, se considerar que a área em questão tem e pode reverter tais anomalias. O espaço geográfico considerado até de certa forma é tímido, diante dos recursos naturais verificados em todos os ramos da atividade empresarial”, justifica Luiz.

Proposta de criação de roteiros turísticos Roteiro do sal Mossoró, Tibau, Grossos e Areia Branca

carcinicultura Mossoró, Serra do Mel, Vale do Açu, Baraúna e Aracati

Roteiro das cavernas e furnas Parque de Soledade em Apodi Furna Feia em Mossoró

Roteiro Porto Ilha Mossoró, Areia Branca

Roteiro da fruticultura irrigada e

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Roteiro Circuito de Vaquejada Mossoró, Baraúna, Governador Dix-

sept Rosado, Upanema e Assú Roteiro Festival das Serras Mossoró, Serra de São João do Vale, Martins e Portalegre Roteiro de Águas Termais Mossoró e Caraúbas.

DOMINGO – Quem não conhece essa atividade, conceitua que a cantoria é coisa de gente velha, o que não é o seu caso. Qual é o público da cantoria hoje em dia? MOÉSIO MARINHO – Existe um público remanescente das décadas de 60, 70 e 80. Contudo, temos percebido que há um interesse em uma parte significativa da juventude pela cantoria. A prova disso é a presença de um bom número de jovens em nossas promoções. OUVIMOS com certa frequência sobre a morte ou aposentadoria de grandes nomes desse gênero musical. Faz parte de um grupo que se fortaleceu nos últimos 50 anos e manteve viva essa cultura. Existe renovação nos nomes e formação de novos ídolos na cantoria? SEM dúvida, a geração de Geraldo Amâncio, Ivanildo Vila Nova, Sebastião da Silva, Louro Branco, Zé Cardoso, Valdir Teles, dentre outros, é uma geração fantástica de grandes poetas. Mas, na atualidade, há uma boa safra de novos e talentosos poetas. QUEM são os ídolos atuais desse gênero? JONAS Bezerra, Hipólito Moura, Zé Viola, Raulino Silva, Felipe Pereira, Valdir Teles, Acrísio de França, Edmilson Ferreira, Irmãos Silva, Os Nonatos e Raimundo Caetano são nomes que vieram após a geração citada na pergunta anterior ou surgidos nos últimos dez, quinze anos. São novas e importantes referências. A CANTORIA é uma herança ibérica dos velhos cancioneiros modificada pela miscigenação e atravessamento de culturas aqui no Brasil. No entanto, é antiga a forma como os cantadores se apresentam. Os Nonatos são uma dupla que levou esse gênero para outro patamar, recebendo, inclusive, muitas críticas. Existe algum estilo novo na cantoria ou algo que a aproxime de públicos mais jovens, como aconteceu com o sertanejo e o forró, por exemplo? NÃO. Acho que nesse ponto reside um grande problema, exatamente o cuidado que se deve ter com a manutenção da sua essência enquanto arte magistral, com uma estratégia de buscar atrair os mais novos. Uma saída

seria levar até à juventude a história da cantoria, para fazer saber a todos suas raízes e importância no aspecto cultural da nossa região, consequentemente, sua manutenção. Fora isso, não percebo nada muito determinado nesse sentido. FAZER cultura custa caro no Brasil, sobretudo quando se tenta manter uma arte tão tradicional como a cantoria. Por que tanta gente ainda insiste na promoção desses eventos e qual o resultado financeiro disso? FALANDO pela minha pouca experiência, posso garantir que o resultado financeiro é zero. As promoções do nosso grupo só são possíveis graças ao apoio de alguns amigos e comerciantes. Por vezes, alguns políticos também, de forma isolada, nos ajudam. O que nos motiva é a admiração pela arte do improviso, a genialidade dos cantadores e o encontro mensal daqueles que têm esse gosto em comum. É algo muito bom essa convivência. É uma maravilha. TORNAR-SE um apologista é um tipo de compensação para os que realizam ou frequentam esse tipo de ação cultural? DE CERTA forma, porque a cantoria nos permite dividir alegrias, trocar experiências, sem falar que muitos apologistas são poetas. Atualmente, com as redes sociais, fazemos encontros on-line, compartilhando versos ditos por poetas Brasil afora. É um verdadeiro encontro poético via internet. GERALMENTE, cantorias eram realizadas nas calçadas de algum lugar e a contribuição deixada numa bandeja localizada em um banco na frente dos cantadores – geralmente uma dupla desafiante. Mudou esse formato? MUDOU bastante. Hoje, quase todas as cantorias são contratadas com valor certo. Isso não quer dizer que não possa ter a bandeja; porém, apenas como forma de auxiliar no levantamento dos recursos para os gastos do evento. COMO surgiu a criação do Grupo de promoventes do Alto Oeste e sertão da Paraíba e como esse grupo funciona? SURGIU nas cantorias. Cada um de

nós já realizava seus eventos de forma individual, mas como realizador costuma ir à maioria das cantorias, acabamos amadurecendo essa ideia nesses momentos. Ainda estamos nesse processo. O grupo é formado por 14 pessoas de várias cidades que têm em comum o amor pela cantoria. Cada um realiza seu evento e o grupo apoia. QUANTAS cantorias vocês já realizaram desde a criação e quais cantadores são mais frequentes? ESTE ano, de fato, foi o primeiro que nos organizamos com o compromisso de ajudar quem está realizando em cada mês o seu evento, além do comparecimento em cada cantoria. Desde janeiro, realizamos oito cantorias nos municípios de Antônio Martins, Mossoró, Umarizal, Encanto, Portalegre, Alexandria e Apodi, no RN, e outra em Cachoeira dos Índios, na Paraíba. Para esses encontros citados, levamos os cantadores Jonas Bezerra, Esmael Pereira, Valdir Teles, Zé Cardoso, Rogério Menezes, Raulino Silva, Bio Dionísio, Hipólito Moura e Zé Viola. Ainda vamos realizar outros seis encontros: dia 31 de agosto, em Apodi, com Jonas Bezerra e Valdir Teles; 14 de setembro, no sítio Taboleiro do Padre, em Riacho de Santana, com Severino Feitosa e Hipólito Moura; em Pau dos Ferros no mês de setembro, com dia e dupla a serem confirmados; 19 de outubro em Rodolfo Fernandes, com Jonas Bezerra e Zé Viola; 1° de dezembro no sítio Ribeiro, em Serrinha dos Pintos, com Zé Viola e Bio Dionísio; e 15 de dezembro em José da Penha, com a dupla Edmilson Ferreira e Raimundo Caetano. Os cantadores mais requisitados neste ano em nosso grupo são Jonas Bezerra, Esmael Pereira, Valdir Teles e Zé Viola, como você pode ver na programação. SUAS cantorias são fechadas ao grupo ou alguém de fora pode entrar em contato para solicitar apoio em projetos desse tipo? O GRUPO é fechado, porém participamos de outros eventos sem nenhuma restrição. Para fazer parte do nosso calendário, é necessário passar por votação em assembleia, que realizamos quatro vezes por ano. Nesse caso específico de entrada de novo membro, somente na reunião de fim de ano, para confecção do calendário do ano seguinte. DOMINGO, 5 de agosto de 2018

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ENTREVISTA

MOÉSIO MARINHO

Cantoria de viola, uma arte viva e pulsante Por José de Paiva Rebouças/Jornalista

Você pode não gostar, não acompanhar, mas certamente já viu ou ouviu falar da cantoria de viola, do repente, desafio, improviso. Trata-se de um gênero musical com raízes na região de Teixeira (PB) do século 19, resultado da herança dos cancioneiros ibéricos trazidos pelos europeus colonizadores da América do Sul. Entre os anos 1960 e 1980, essa cultura invadiu o Sul e ganhou nova repercussão nacional a partir de músicos como Teixeirinha. A cantoria não está nos grandes festivais e vem sendo excluída de grandes eventos nordestinos. Tem público seleto, mas a ação de alguns assegura que essa ação cultural nunca vai acabar. Um deles é o bombeiro militar Moésio Marinho, 39, natural de Mossoró, mas filho social do Apodi. Esse jovem começou a gostar da poesia popular nordestina ouvindo o programa Violas e Violeiros, com os cantadores Moacir Laurentino e Antônio Nunes de França, na Rádio Vale do Jaguaribe, de Limoeiro do Norte (CE). Hoje, é um dos apologistas e, desde 2016, vem agenciando eventos nesse sentido. Ao lado de amigos, ajudou a criar o “Grupo de promoventes do Alto Oeste e sertão da Paraíba”, do qual é presidente, cuja função é realizar cantorias e manter vivo esse gênero tão importante para o Brasil. É com ele que conversamos hoje.

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Artigo/ adoroFrancisco comer Gonçalo Filho

Os recursos hídricos e a disponibilidade de água no Alto Oeste

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au dos Ferros e todo o Alto Oeste passam neste momento por um rigoroso racionamento de água, o que limita o uso de um bem imprescindível para a nossa sobrevivência, assim como para o desenvolvimento, pois a água sempre foi e será um bem indispensável a esse fim em qualquer região. Isso nos remete a uma reflexão: o que fazer para que uma das regiões mais populosas do estado, e especialmente Pau dos Ferros, não lhe sejam limitadas as possibilidades de desenvolvimento, já que na atual situação, está claro tal limitação. Ao nosso ver, só existe uma saída, que será a ampliação da barragem de Pau dos Ferros, que atualmente possui uma capacidade de apenas 54 milhões de metros cúbicos e sempre foi insuficiente para a perenização do rio ao longo dos municípios, a jusante do reservatório (parte de Pau dos Ferros, São Francisco do Oeste, Tabuleiro Grande e parte de Itaú, o que daria um impulso na economia desses municípios, em especial de Pau dos Ferros, que é o polo comercial da região), além de ser insuficiente para a irrigação (vale salientar que o perímetro, mesmo sem funcionar em sua totalidade da área, sempre paralisa o seu funcionamento, por falta de água) e sendo insuficiente também para o abastecimento humano. Uma ilustração simples e explicativa sobre um dos motivos que leva a não termos água suficiente na barragem de Pau dos Ferros é apresentada na figura 1. Veja que entre a cota máxima e a cota mínima, são apenas 10 metros, ou seja, volume útil muito bai-

xo, para uma região que tem alta isolação. Só para termos uma ideia, se não tirássemos uma gota de água durante uma longa estiagem que durasse três anos, praticamente essa lâmina seria evaporada, já que a evaporação da região chega em dias de pico a 7 mm (0,7 cm). Mas, tudo tem solução, pois a bacia hidrográfica de 2.050 Km2 sendo maior que a bacia hidrográfica da barragem de Umari no município de Upanema, que é de 1.533 Km2, tem uma capacidade de quase 300 milhões de metros cúbicos; além de considerar a necessidade por passarmos sempre por períodos de seca e por períodos de enchentes, a exemplo de 2004, em que após a barragem de Pau dos Ferros atingir o volume máximo (figura 2), foi responsável em grande parte pelo transbordamento da barragem de Santa Cruz do Apodi, que possui capacidade para armazenar 600 milhões de metros cúbicos, e no início da estação chuvosa armazenava apenas 17% de sua capacidade, chegando em poucos dias a seu limite máximo pela primeira vez e quebrando todas as previsões trabalhadas, além de ter alagado todo o vale do rio ApodiMossoró até a sua foz em Areia Branca no mesmo ano e em anos seguintes; sendo essa água, em grande parte, oriunda da bacia hidrográfica da barragem de Pau dos Ferros, pois esta é em torno da metade da bacia hidrográfica da barragem de Santa Cruz, além de ter origem no Alto Oeste, que possui solos rasos e índice pluviométrico superior ao registrado no médio curso do rio. Outro ponto a ser considerado é

que toda essa água acumulada em Apodi não nos serve do ponto de vista econômico, pois para trazê-la de volta para Pau dos Ferros, teríamos um gasto enorme de energia, o que inviabiliza muitas atividades, além de ser um erro deixar a água passar e depois transportá-la a custos altíssimos, mesmos custos que inviabilizam o uso das águas da transposição do São Francisco para algumas atividades, além do que, o grande benefício da transposição é a liberação do uso da água dos reservatórios para os múltiplos fins, já que em caso de falta para o consumo humano, o socorro virá do rio São Francisco. O Dnocs já fez ampliações em outros lugares a exemplo do açude do Trussu, em Iguatu (CE), que foi inaugurado em 1967, na época com 55 milhões de metros cúbicos, e foi ampliado para 301 milhões em 1996. Para a ampliação da barragem de Pau dos Ferros a volumes superiores a 300 milhões de metros cúbicos, será necessária a construção de um dique protegendo a cidade de Rafael Fernandes, elevação da ponte da BR 405 sobre o rio que corta a cidade, além da necessidade de realocação das áreas de lazer para áreas mais amplas e com capacidade para atender um público muito maior de turistas e visitantes. A ampliação da barragem de Pau dos Ferros, além de nos trazer segurança hídrica, reduziria o risco de alagamento em todo o vale do rio ApodiMossoró. (*) Francisco Gonçalo Filho é engenheiro agrônomo e mestre em manejo de solo e água/Ufersa.

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OPINIÃO [ ARTIGO

OPINIÃO [ CRÔNICA

Aspirinas e urubu José de Paiva Rebouças josedepaivareboucas@gmail.com

Cinco e meia da manhã e ela não me deixa dormir. Mexe-se inteira, me remexe na cama, ocupa os espaços que sempre foram meus, para meus pensamentos, minha meditação. Pelo celular, percorro sites que me indicam o que pode ocasionar dores de cabeça constantes e o que as fazem companhias rotineiras dos melancólicos. Pergunto na pesquisa se não seria a cefaleia a causa da indisposição para o humor. Rio com certo alívio ao ler que sim, é uma causa provável. Todas as indicações de leituras me levam para o meu frasco de aspirinas, Bayer, da velha indústria alemã. Frasco de vidro transparente porque não confio em outras embalagens. Suponho que as que vêm nesses envelopes foram ideias de norte-americanos que amam o plástico e as coisas efêmeras. O vidro é produto durador e são esses produtos duradoures que tornaram a vida mais real, com tempo distinto deste de redes sociais, de urgências fugazes e violadoras. Existe uma nova indústria do tempo escondida nos smartphones de curta durabilidade, nos telejornais e no crédito fácil que nos tornam acumuladores de bens denecessários, inclusive de palavras sem função concreta, sem ação objetiva. É esse tempo que fragiliza as pessoas a ponto de não saberem mais amar porque não conseguem ser sinceras; dizer a verdade que lhes invade a boca. Precisamos de pessoas civilizadas que justifiquem com argumentos e frases filosóficas – não filosóficas de rede social, filosófica mesmo, de Kant, Foucault, Gramsci – sua decisão de término das relações amorosas, de maneira a nos por a pensar, a refletir sobre suas razões. As frases adequadas nos convencem que o final de certos amores é necessário pelo bem

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de ambos os envolvidos, o resumo possível de uma humanidade em estado de convivência plena. Tento amar o mundo e as coisas de maneira urbanizada, talvez por isso sinta um prazer pré-constituído ao abrir a tampinha do frasco de vidro de aspirinas. Certeza clara de que o contato com ácido acetilsalicílico vai me curar quase que instantaneamente dessa dor de cabeça insistente. Três vezes por dia, quatro nos finais de semana. Nada faço para merecer isso. Passo quase todas as horas preso neste apartamento minúsculo. Quarto, sala, esse corredorzinho sem saída que chamam de cozinha e um banheiro tão pequeno que a porta se choca com a cancela do box. Mas é como se eu fosse a cefaleia desse cubículo. Penso nisso. Eu sou o elemento estranho dentro dessas paredes e todas as vezes que piso com força, que derrubo algo no chão, que aumento o som da tevê, não são os vizinhos que reclamam nos andares de baixo ou de cima. É o dono do corpo que tem como cabeça esse apartamento. Isso é uma cabeça e eu um verme que provoca agonia em seu interior. Esqueci-me da varanda. Tem uma varanda. Assim dizia o anúncio quando o aluguei. Isso, para mim é embuste. Veja só: um passo, um passo apenas e acabou a varanda. Ponha uma rede, me dizem. Como vou colocar uma rede num lugar em que sequer posso esticar as canelas? Além disso, tem o intruso que me aceira. Pensa que estou morrendo. Basta que eu ponha a cabeça fora para que ronde meu espaço aéreo. Já o vi me seguindo até o trabalho como uma sombra no céu. Dia desses, pousou aqui no guarda-corpo. Quando a dor de cabeça me acordou numa dessas tardes, ele estava me encarando fixo na única vez que armei uma rede na varanda. Se não acordo, certamente teria arrancado meus olhos achando que eu jazia no inferno.

Coragyps atratus, um bicho tão feio com nome tão bonito. A máscara da morte, um presságio ruim. Nos Andes, seria eu vigiado por um condor, na Europa por um abutre, na América do Norte por um corvo. Aqui, o que me segue é um urubu. Animal sem história, covarde. Sendo eu um bicho com tamanha facilidade para o voo, nunca ficaria secando um moribundo triste como eu. Estaria, certamente, viajando pelo mundo. Se a minha comida estivesse jogada nos acostamentos das estradas, jamais perderia a vida preso em um apartamento insignificante com alguém que me odeia. Os urubus sempre pousam em minha sorte e é por isso que ela foi embora e me deixou com esse frasco de aspirinas. Única companhia que vale a pena. Até conversamos e se você nunca conversou com um frasco de aspirinas, não sabe o que está perdendo. Às vezes, elas não respondem, mas o fato de saber que curam minha dor de cabeça, que me proporcionam algumas horas de alívio ao refinar meu sangue e permitir que ele corra com mais fluidez por meus canais venosos, já é suficientemente uma resposta: “fale, amor, que logo lhe curo dessa angústia”. Quando ela estava aqui, eu até gostava dessa varanda. Chamava este cubículo de casa. Não tinha dor de cabeça. Os médicos dizem que é ansiedade, estomacal, que não está na cabeça. Como não? Tudo está na minha cabeça: ela, a dor, as aspirinas me lembrando de que só elas podem curar a minha aflição. Como, de fato, curam. Quando ela vivia comigo eu era curado. Em sua ausência, a composição química a substitui. Só esse urubu maldito me rodeando é o ponto fora da curva. Maldito, faz lembrarme de mim mesmo: um condenado de cara feia, reclamando do mundo e vivendo das sobras dos amores impossíveis; se envenenando de lembranças e se curando com aspirinas.

Luto no Bolero de Ravel josé nicodemos aristida603@hotmail.com

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pracinha anoitecia tranquila, como a imitar o sono de um passarinho. Ficava olhando as ruas a ela convergentes, como se recordasse o tempo perdido. Aos poucos, dos lados do mar, iam-lhe chegando as brisas noturnas. O poeta da cidade, velho e solitário, era o primeiro a povoar-lhe o silêncio ventilado. Sentava-se no mesmo banco, fronteiro ao prédio da prefeitura, relanceava os olhos lacrimosos pelas coisas a seu redor, acendia o seu cigarro, trançava as pernas, ficava-se a contemplar um ponto qualquer no foco do sonho. Como todo poeta, era ele um viajante assíduo das paragens do sonho, e além delas. Um colecionador de ilusões. Mais tarde, ali pelas sete, a vida começava a movimentar a pracinha, quebrando-lhe o silêncio, e este era como se fosse o descanso das horas cansadas de sol e de gente. Cúmplice, a amplificadora municipal, na voz sempre inaugural do locutor, como que iluminava as sombras da noite, tocando o Bolero de Ravel. E o silêncio da pracinha, tonto de luz, uma luz azul, demandava a languidez sonora das alturas, como tecida pelas cintilações estelares. A impressão era que o poeta, o olhar docemente perdido, se transformava na rapsódia de um pastor antigo, ouvindo a sinfonia clássica. Parecia transfigurado, à visão plena do seu mundo de sonhos, além da luz mais pura das alturas. Era como se fosse um ser angelicamente diáfano. Um dia o poeta morreu, e a pracinha nunca mais se abriu à sentimentalidade da essência das coisas, que vinha dele, o poeta. E, o que é mais, o banco como privativo do velho poeta, triste e solitário, nunca mais se encantou com o Bolero de Ravel – agora uma tristeza angustiada de eterno luto. DOMINGO, 5 de agosto de 2018

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editorial [ índice

Valorização das madeiras da Caatinga

adoro comer

Como fazer hot dog de forno

Entrevista A cantoria não está nos grandes festivais e vem sendo excluída de grandes eventos nordestinos. Tem público seleto, mas a ação de alguns assegura que essa ação cultural nunca vai acabar. Um deles é o bombeiro militar Moésio Marinho, 39, natural de Mossoró, mas filho social do Apodi. Página 4

U

ma pesquisa realizada na Ufersa pode acabar com o que podemos chamar de subutilização das madeiras da Caatinga. Os pesquisadores estudam as cores e as formas de preservação das madeiras da Caatinga, bem como a sua utilização nas mais variadas finalidades, inclusive para a fabricação de móveis, haja vista que, atualmente, elas são usadas basicamente na produção de lenha e carvão. Ainda no campo do desenvolvimento, DOMINGO conta com matéria hoje sobre um projeto apresentado pelo professor aposentado Luiz Soares da Silva, da Ufersa, sobre a criação do polo Mossoró e da Área de Livre Comércio do Semiárido Oriental Brasileiro. A nossa entrevista de hoje é sobre cantoria popular nordestina. Conversamos com Moésio Marinho, fundador do “Grupo de promoventes do Alto Oeste e sertão da Paraíba”. Domingo é dia de uma receita especial e hoje você aprende a fazer hot dog de forno. Tem, ainda, a coluna semanal do jornalista Jotta Paiva Rebouças e ainda um artigo do engenheiro agrônomo e mestre em manejo de solo e água Francisco Gonçalo Filho sobre os recursos hídricos e a disponibilidade de água no Alto Oeste. Boa leitura, Magnos Alves

Ingredientes MASSA 2 xícaras (chá) de Farinha Finna com fermento 2 xícaras (chá) de leite 2 ovos 100 g de queijo parmesão ralado RECHEIO 8 salsichas cozidas e picadas 1 cebola picada 1 tomate picado sem sementes 1 pimentão picado 1 lata de milho 1 lata de ervilha azeitonas a gosto ½ lata de molho de tomate

Modo de preparo MASSA - Bata no liquidificador a farinha Finna com fermento, os ovos, o leite e metade do queijo ralado. RECHEIO - Em uma panela, leve todos os ingredientes ao fogo médio e deixe cozinhar por alguns minutos. - Unte uma forma e polvilhe com farinha de trigo. - Despeje a metade da massa, o recheio e cubra com o restante da massa. Polvilhe com o resto do queijo. - Leve ao forno médio (180° C), preaquecido, por aproximadamente 30 minutos. Tempo de preparo: 1 h 30 min.

Valorização da Caatinga Pesquisadores da Ufersa estudam as cores e as formas de preservação das madeiras da Caatinga. Página 6

Colunas

José Nicodemos

Página 3

José de Paiva Rebouças Página 14

• Edição – C&S Assessoria de Comunicação • Editor-geral – Edilson Damasceno • Editor Interino– Magnos Alves • Dia­gra­ma­ção – Rick Waekmann • Projeto gráfico – Augusto Paiva • Im­pres­são – Grá­fi­ca De Fa­to • Re­vi­são – Gilcileno Amorim • Foto – Marcos Garcia Re­da­ção, pu­bli­ci­da­de e cor­res­pon­dên­cia Av. Rio Bran­co, 2203 – Mos­so­ró (RN) Fo­nes: (0xx84) 3323-8900/8909 Si­te: www.de­fa­to.com/do­min­go E-mail: re­da­cao@de­fa­to.com Do­min­go é uma pu­bli­ca­ção se­ma­nal do Jor­nal de Fa­to. Não po­de ser ven­di­da se­pa­ra­da­men­te.

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DOMINGO, 5 de agosto de 2018

DOMINGO, 5 de agosto de 2018

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@defato_rn

descoberta da doença. MOSSORÓ 1 /photos/jornaldefatorn

O milagre da folhadomingo da moringa

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Marcos Garcia

o. MOSSORÓ 3

Agrônomo revela os poderes milagrosos da "árvore da vida", a moringa oleífera, que ele cultiva. ESTADO 1

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MOSSORÓ �RN�, DOMINGO, 19 DE NOVEMBRO DE 2017 | EDIÇÃO 5.020 � ANO XVIII | R$ 2,50

O TORTO ossoró ANDAR DO OUTRO ve ter 17os Jornalismo n de Verdade pelade staque não importa m 2018 a plataforma

Mossoró (RN), Cedida domingo, 5 de agosto de 2018

do maior colégio eleitoral dade deve assumir posição ues com nomes à disputa a do próximo ano. PRINCIPAL 3 @defato_rn

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o de s para o CMYK

Governo vai suspender novos cursos

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Caatinga Pesquisadores da Ufersa estudam as cores e formas de utilização das madeiras da caatinga na fabricação de produtos nobres.


tv

>> bastidores

Cenógrafos de “Segundo Sol” contam como foi recriar Salvador nos Estúdios Globo

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@defato_rn

>> inside

Em “Pacto de Sangue”, série nacional do Space, Guilherme Fontes vive protagonista de caráter duvidoso

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Mossoró (RN), domingo, 5 de agosto de 2018

defato com

>> principal Em “Segundo Sol”, Deborah Secco fala da complexidade de sua vilã página 3

Cara e

coragem


2 televisão

Seriais

Domingo, 5 de agosto de 2018

>> por Geraldo Bessa

Destaques das séries e conteúdo “on demand”

Astro frito (Comedy Central Play, dom, dia, 5) Os ataques foram rápidos, duros e certeiros, mas Bruce Willis sobreviveu após ser “fritado” no “Comedy Central Roast com Bruce Willis”. O programa já disponível na Comedy Central Play e que conta com a participação de várias celebridades que se uniram ao apresentador, Joseph Gordon-Levitt, para escancarar a vida do astro de Hollywood. Dentre os nomes convidados estão: Nikki Glaser, Lil Rel Howery, Dom Irrera, Edward Norton, Kevin Pollak, Jeff Ross e Cybill Shepherd. Além deles, Bruce ainda ganhou algumas surpresas especiais que nem imaginava, como a presença de sua ex-mulher, Demi Moore, do astro da NBA, Dennis Rodman e da apresentadora, Martha Stewart. O canal garante que todos os assuntos que deveriam ser evitados, não foram: o especial conta com piadas sobre sua ex-mulher, seu visual, idade, os filmes produzidos e música. Os amigos de longa data do astro não perderam a oportunidade de expor toda admiração (ou não) que têm pelo ator.

Ao pó voltarás

(Netflix, ter, dia 7) As séries espanholas parecem ser o grande “achado” da Netflix. Da mesma produtora de “La Casa de Papel”, o serviço de “streaming” apresenta agora o “thriller” “Fariña”. Ambientada na década de 1980, na região espanhola da Galiza, a série mostra o declínio do setor de pesca local e o endividamento dos pescadores que foram atingidos pela crise. Como consequência, o contrabando e o tráfico de drogas surgem como a grade alternativa comercial da região. Na trama, o protagonista Sito Miñanco troca a pesca pelo contrabando de tabaco. No caminho até a autonomia, aprende a lidar com chefes do tráfico, estabelece sua própria rede de interesses e arma um plano para burlar a fiscalização alfandegaria e comprar alguns policiais da área. Na ânsia de buscar mais compradores e lavar dinheiro, Sito acaba viajando até o Panamá. Além de novos parceiros comerciais, ele também conhece o vantajoso negócio ligado a cocaína. É daí que vem o nome da série: “Farinã” se refere a farinha, um dos apelidos da cocaína. Baseada no livro homônimo escrito por Nacho Carretero, a série de 10 episódios conta com Javier Rey, Tristán Ulloa, Antonio Durán e Carlos Blanco no elenco.

Lance de sorte

(History Play, qua, dia 8) Os leilões de depósitos mais divertidos da tevê chegam ao History e ao History Play, com a estreia da décima temporada de “Quem Dá Mai$?”. Na Califórnia, quando o inquilino de um depósito deixa de pagar o aluguel por três meses, seu conteúdo pode ser vendido em um leilão. “Quem Dá Mai$?” é uma série que acompanha os compradores profissionais que visitam as instalações de armazenamento em todo o estado e apostam nesses depósitos. Antes de fazer suas ofertas, os compradores têm cinco minutos para ver de longe o conteúdo e decidir se querem ou não dar lances, mas sem entrar no contêiner nem tocar nenhum dos artigos, arriscando-se ao tudo ou nada. “Quem Dá Mai$” é uma produção

que tem sido considerada um fenômeno no mundo dos leilões e, a cada episódio, entrega muita ação e diversão, com personagens incomuns que arriscam e apostam seu dinheiro na esperança de encontrar um grande tesouro escondido nos depósitos. No episódio de estreia, “Coletes Selvagens”, compradores novatos fazem sua estreia na instalação mais antiga de Los Angeles. Enquanto Brandi e Jarrod tentam conquistar sua primeira vitória, Ivy consegue arrematar a maioria dos contêineres.

Mentiras virtuais

(MTV Play, qua, dia 8) Exibido originalmente na tevê americana em 2010, o “Catfish” agradou em cheio o público do canal e foi elogiado pela crítica especializa. Sendo assim, dois anos depois, foi uma das grandes apostas da MTV americana, que na época buscava por novos formatos de “reality shows”. O termo “catfish” é muito utilizado na língua inglesa para designar pessoas que enganam outras na internet, postando fotos e informações falsas em mídias sociais. No Brasil, o programa ganhou uma versão nacional em 2016 e agora a MTV lança a terceira leva de episódios da produção. Os apresentadores Ciro Sales e Ricardo Gadelha estão de volta. Serão dez episódios inéditos, para desvendar os maiores mistérios dos relacionamentos que nasceram na internet – e de lá nunca saíram. O conteúdo inédito trará casos mais curiosos e reveladores, com finais felizes ou não. O programa mostra uma realidade sem filtro sobre como se desenvolvem as relações no mundo virtual. Em cada episódio, Ciro e Ricardo mergulham em uma nova aventura para ajudar uma pessoa apaixonada a descobrir a verdade sobre seu parceiro. Exibido nas noites de quarta pelo canal pago, os episódios inéditos chegam a plataforma MTV Play no mesmo dia.


Domingo, 5 de agosto de 2018

Cara e coragem >> principal Em “Segundo Sol”, Deborah Secco fala da complexidade de sua vilã

A

espontaneidade é uma característica marcante em Deborah Secco. Acostumada com os holofotes desde nova, a atriz é do tipo que exprime suas opiniões sem ter medo do que os outros vão pensar. Tanto que, volta e meia, alguma declaração polêmica sua é publicada na imprensa. Mesmo assim, ela insiste que a sinceridade é o melhor caminho para lidar com as agruras da vida e da própria profissão. Mudar de opinião, errar e se desculpar fazem parte do processo. “Não preciso mentir para ser amada e isso é um alívio. Demorei muitos anos para conseguir viver sabendo que a gente não vai agradar a todo mundo. Eu sempre lido com a verdade e acho mesmo que a gente tem de brigar pelo o que acredita”, defende a intérprete de Karola, em “Segundo Sol”. Na novela de João Emanuel Carneiro, Deborah vive uma vilã carismática e com senso de humor, mas capaz de atrocidades para atingir seus objetivos. Encarnar um papel do tipo, aliás, era algo que não passava pela cabeça da atriz. Não que ela não valorize as complexidades de uma vilã do horário nobre e a repercussão que esse gênero de papel causa no púbico. Na verdade, ela prefere nem pensar nas personagens que ainda estão por vir. Afinal, já ultrapassou o lugar que queria chegar na carreira. “Quando

eu sonhava em ser atriz, ainda menina, nos meus maiores e melhores sonhos eu não realizava nem com metade de tudo que já fiz. Se tudo der errado daqui para frente, eu já sou muito vencedora”, constata Deborah, que acumula protagonistas e personagens de destaque como a Íris de “Laços de Família”, a Darlene de “Celebridade”, a Sol de “América” e a Natalie de “Insensato Coração”. P – “Segundo Sol” marca seu retorno à faixa das 21 horas depois de sete anos, quando você integrou o elenco de “Insensato Coração”, em 2011. Como tem sido sua rotina de trabalho na pele da grande vilã da história de João Emanuel Carneiro? R – A gente tem trabalhado arduamente. Decoro, gravo, decoro, gravo. Mas está sendo

um prazer! A personagem é uma delícia, é uma maluca, então me divirto muito fazendo. Com a Adriana Esteves, me divirto horrores e, com a Giovanna Antonelli, acabei criando um elo, uma amizade muito grande. A gente, além de trabalhar, brinca, se diverte e conversa. P – O que mais chamou sua atenção em relação ao seu papel em “Segundo Sol”? R – Karola é uma pessoa indecifrável. Ela tem muitas camadas e conflitos internos. Nunca se sabe exatamente pelo o que ela está brigando e lutando. Minha personagem é uma incógnita. Eu não consigo decifrá-la. É apaixonada por um, mas é amante de outro, tem a Laureta na vida dela que a ajuda, mas uma tenta passar a perna na outra.

televisão 3 P – Apesar as vilanias de Karola, é possível defender a personagem de alguma forma? R – Não, de jeito nenhum. O que eu me preocupo muito é fazer o que o João Emanuel me pediu, que é fazer essa mulher amar o Beto (Emílio Dantas) e amar o filho. Então, se tem alguma defesa, é ela amar esses dois loucamente, mas acho que não justifica. P – Sentia vontade de voltar a interpretar uma vilã em novela? R – Acho que essa é a primeira vilã porque a Íris, de “Laços de Família”, era só uma menina malvada. Mas eu nunca penso no que eu quero porque a minha vida é muito abençoada. Eu já ganhei dos meus sonhos. Quando eu sonhava em ser atriz, trinta e tantos anos atrás, queria fazer uma novela incrível, já fiz. Sonhava em fazer um filme que todas as faixas etárias me conhecessem, já fiz. Fui muito além de todos os meus sonhos, então eu só agradeço e não peço nada. Mas, quando veio essa personagem, fiquei muito lisonjeada. P – Dividir a função de vilã da trama com Adriana Esteves, que interpreta Laureta, facilita seu trabalho? R – É mais fácil e, ao mesmo tempo, muito difícil porque eu tenho um padrão de qualidade elevado para seguir. Mas a Adriana é uma gênia. A gente se admira mutuamente. Ela me ajuda muito e nós temos uma parceria incrível. A gente troca, as coisas fluem. Acho incrível o João dividir essa vilania. A Karola não tem a mente tão maquiavélica para realizar todas as maldades. Ela tem a necessidade e o desejo, mas a mente brilhante está sempre por trás dela. E eu já me espelho na Adriana sem querer há muitos anos.


4 televisão

>> close Mariana Rios celebra sua trajetória além das novelas na tv

Domingo, 5 de agosto de 2018

Todos os caminhos

M

ariana Rios sempre buscou ser uma profissional polivalente. Apesar de ter surgindo na televisão na temporada de 2007 de “Malhação”, a atriz foi em busca de múltiplas funções no vídeo para movimentar e enriquecer sua trajetória na televisão. Ao longo dos anos, ela também investiu na carreira cantora e, mais recentemente, em seu lado como apresentadora. A ideia de manter um caminho variado na construção de sua carreira era um plano antigo. “Desde que eu era criança, sempre me imaginei ocupando várias funções, mas não pensei que seria nessa proporção também. Me sinto realiza e, sem dúvida, estou no melhor momento da minha vida”, valoriza ela, que atua como repórter da atual temporada do “The Voice Brasil”. “É um programa muito verdadeiro. Todo mundo que está envolvido de coração. É importante seguir sempre sua verdade. O ‘The Voice’ emociona muito a cada edição”, completa. Com suas atenções voltadas para o “The Voice Brasil”, Mariana não tem planos para voltar às novelas em breve. Seu último trabalho na dramaturgia foi em “Além do Horizonte”, exibida em 2013. Por enquanto, a atriz pretende seguir na música e na apresentação. Mas, ainda assim, não descarta a chance de retornar aos folhetins caso surja algum convite interessante. “Gosto

de tudo e passear pelos mais diversos formatos”, garante ela, que além de atuar, cantar e apresentar, também compõe. “Não sou uma coisa só, mas, neste momento, estou muito feliz. Vai passando o tempo e, acredito que vamos descobrindo o que que-

remos e, principalmente, o que não queremos. Sempre vou estar envolvida em produções que façam meus olhos brilharem”, garante. Em seu terceiro ano integrando o elenco do torneio musical, Mariana ressalta o desenvolvimento de seu tra-

balho diante do vídeo. Após começar entrevistando os candidatos nos bastidores, agora, a atriz também comanda os programas ao vivo no site oficial da produção. “Tudo é uma questão de aprendizado e experiência. Hoje me sinto muito mais segura no palco. Não podemos atropelar as coisas. Ninguém aprende física aos 7 anos, por exemplo. É necessário adquirir outros conhecimentos antes”, explica. Natural de Araxá, Minas Gerais, Mariana foi morar ainda jovem em Uberaba, onde passou a fazer shows com bandas em bares. Aos 18 anos, mudou-se para o Rio de Janeiro, onde se formou pela Casa de Arte das Laranjeiras. Antes de estrear na tevê, participou de festivais de música e integrou o elenco de alguns musicais. “Quando eu entrei em ‘Malhação’, já estava tentando há muito tempo. Só eu e minha família sabemos o que passei até ser aprovada para a novela. Não foi fácil. Mas, quando as coisas não chegam de forma fácil, você dá mais valor. Nesse meio, você sempre tem de prestar atenção no orgulho e no ego. São coisas que podem complicar sua trajetória”, aponta. Além do “The Voice Brasil”, Mariana também faz shows com a sua banda pelo país. Recentemente, ela se apresentou em Punta Cana, República Dominicana, e, a partir de agosto, começa a fazer shows em São Paulo. “Estou muito feliz com esse projeto. É uma banda com meus amigos de Araxá. No final do ano, vou lançar composições inéditas minhas no meu site”, planeja.


televisão 5

Domingo, 5 de agosto de 2018

>> ponto de vista

Com o fracasso de “Apocalipse”, a Record esperar recuperar sua audiência com “Jesus”

À espera do

milagre D

epois de quase uma década explorando as produções bíblicas, a Record se especializou. Na recémestreada “Jesus”, a emissora bebe da fonte inesgotável que descobriu quando exibiu “A História de Ester”, em 2010. A fórmula é simples: a emissora mistura escrituras cristãs com estrutura da teledramaturgia atual, como conflitos e situações cotidianas. A estratégia para ganhar audiência consagrou produtos como “Os Dez Mandamentos”, no entanto, o filão não tem atendido às expectativas. A superprodução “Apocalipse”, que pretendia repetir o feito de suas antecessoras, não agradou e saiu do ar antes do previsto. No atual folhetim, Paula Richard não pecou pela doutrinação presente em outras novelas, mas também não empolgou o público. A Globo se-

gue líder de audiência no horário que engloba o “Jornal Nacional” e “Segundo Sol”, o que era previsto. O problema é que a emissora também não está conseguindo fazer frente ao SBT, que exibe “As Aventuras de Poliana”. O folhetim agradou ao público e se mantém na vice-liderança com 17 pontos – cinco a mais que “Jesus”. Ao contrário do que fez em novelas anteriores, quando fez grande alarde antes de exibir as cenas mais emblemáticas, a Record levou ao ar logo no primeiro capítulo a sequência da crucificação de Jesus, interpretado por Dudu Azevedo. Com imagens bonitas – embora ainda continue pecando pelo excesso de filtro, tons de sépia e trilha sonora dramática –, os primeiros “takes” de Jesus gravados no Marrocos não fizeram feio. Prova que a emissora

tem aprendido com seus fracassos. No entanto, a trama dirigida por Edgard Miranda ficou confusa depois disso. A história deu muitos passos cronológicos para atrás para mostrar Adão e Eva no paraíso – talvez uma ação para promover a sucessora de “Jesus”, que retratará o Gênesis. Depois, mais saltos no tempo até mostrar a juventude de José e Maria, interpretados por Guilherme Dellorto e Juliana Xavier. Com uma atuação sem afetações, eles mostraram a dose certa de ingenuidade. Com uma história conhecida e que tem grande apelo popular até em outras religiões, “Jesus” é uma boa aposta da Record para recuperar a audiência. Os tons, texturas e figurinos melhoraram potencialmente. Até a gravação em “off” que, desta vez, anuncia passa-

gens da bíblia na voz de Paulo César Pereio, não incomodou como nas outras novelas. O maior problema dos folhetins da emissora continua sendo a escalação. É no mínimo engraçado ver Maurício Mattar como Joaquim, pai da Virgem Maria. O excesso de sotaque carioca – não só dele – prejudica toda a verossimilhança da novela. Fica tudo muito caricato. O excesso também atrapalha a caracterização. Satanás, de Mayana Moura, ficou uma figura extremamente lúdica. Mas suas interações com o anjo Gabriel, de Raphael Sander, e ficaram parecendo cenas de um teatro infantil de uma montagem com poucos recursos. “Jesus”, no entanto, ainda tem tempo para aparar as arestas e voltar com força na segunda fase, na qual o personagem principal adulto.


6 televisão

Domingo, 5 de agosto de 2018

Terça (07/08) - Gabriela desabafa com Brigitte sobre Rafael. Pérola se sensibiliza com o estado de Márcio. Vinícius e Talíssia lamentam a ausência de Rafael. Bárbara e Leandro conversam sobre seu relacionamento. Jade e Érico falam sobre suas diferentes realidades. Alex e Flora se preocupam com Gabriela. Rafael se acidenta. Getúlio se declara para Brigitte, que chama a atenção dele por seus trambiques.

Quarta (08/08) - Márcio ajuda Rafael a volt para casa. Paulo conversa com Marli e não ace seu pedido de demissão. Márcio e Rafael prom tem cuidar um do outro. Úrsula e Enzo troca declarações de amor. Érico convence Jade a ajud na distribuição de quentinhas da ONG. Rafael pr cura Gabriela e assume sua recaída. Getúlio pe uma nova chance a Brigitte e garante que vai m dar. Rafael e Vinícius reatam sua parceria.

>>O Tempo Não >>Orgulho e Para Globo – 19h15 Paixão Globo – 18h15

Segunda (06/08) - Rômulo questiona Brandão sobre o seu passado com Josephine. Elisabeta anuncia sua ida ao Vale do Café. Charlotte se preocupa com Olegário. Petúlia sofre com a possibilidade de fuga de Olegário e Susana. Josephine tenta manipular Rômulo. Elisabeta se recusa a viajar com Darcy. Ludmila oferece sociedade a Ema na loja. Rômulo conta a Cecília sobre o passado de Josephine e Brandão. Otávio fica constrangido ao confirmar que Mário é mesmo Mariana.

Terça (07/08) - Cecília e Mariana criticam Ofélia. Julieta é informada sobre a ida de Lady Margareth ao Vale do Café. Rômulo tem uma conversa séria com Brandão. Josephine exige que Xavier a ajude com Uirapuru. Elisabeta e Darcy chegam ao Vale do Café. Camilo, Ernesto e Januário promovem uma degustação no bar de Manoel. Susana se enfurece com Olegário. Brandão é hostilizado na casa de chá. Felisberto consola Elisabeta.

Quarta (08/08) - Darcy, Elisabeta e Charlot decidem deixar a fazenda Ouro Verde. Camilo f uma promessa no túmulo de seu pai. Virgílio Xavier tiram Uirapuru de casa e dão um sus nele. Mariana fica intrigada com as visitas de Ot vio a Luccino. Julieta abriga Darcy, Elisabeta Charlotte. Agatha revela para Edmundo q Brandão e Josephine foram amantes. Jorge le Amélia ao cinema. Josephine manipula Edmu do contra Brandão.

Segunda (06/08) - Marocas se tranquiliza na presença de Carmen. Dom Sabino fica fascinado com a cidade. Dom Sabino pede para Eliseu leválo até sua família. Samuca pede que Carmen durma em sua casa e ela avisa a Lalá. Marciana tira Vera Lúcia do baile funk. Coronela reclama do barulho do baile. Elmo aparece no quarto de Waleska. Betina afirma a Mariacarla que Marocas é uma golpista. Vera Lúcia sai de casa escondida para encontrar Lalá.

Terça (07/08) - Betina ironiza a reação de Marocas. Pedro Parede filma o apartamento de Samuca. Dom Sabino acompanha Eliseu no trabalho. Mariacarla conta para Betina o que descobriu sobre a família de Marocas. Samuca leva Marocas para a Criotec. Barão obriga Paulina a aceitar seu dinheiro para pagar o hospital. Marciana pune Vera Lúcia. Petra leva Marocas para ver sua família, e ela se preocupa com a ausência do pai. Dom Sabino tem um surto ao saber o ano atual.

Quarta (08/08) - Dom Sabino é levado para delegacia. Emílio manda Mariacarla investiga família Sabino Machado. A delegada libera Do Sabino. Pedro Parede invade a Samvita. Maroc esclarece as dúvidas de Dom Sabino. Marino pr cura o tesouro no fundo do mar e Monalisa de confia de dois homens na praia. Dom Sabino fi deslumbrado com Carmen. Petra mostra a W leska e Mateus uma prova do tempo de congel mento de Dom Sabino e família.

>>Segundo Sol

Segunda (06/08) - Remy chantageia Luzia, que consegue despistar Beto. Groa conclui que Laureta tirou a vida de Januária. Manuela pede para permanecer na casa de Juarez e Narciso afirma ao pai que está apaixonado pela moça. Laureta confirma a Karola que matou Januária. Juarez faz um acordo com Manuela, que volta para a casa de Severo. Luzia pede que Ícaro cuide de Manuela. Luzia comenta com Cacau sobre a chantagem de Remy.

Terça (07/08) - Remy assedia Luzia, e Ícaro o agride ao flagrar a cena. Agenor se enfurece por Nice aceitar trabalhar para Cacau. Maura realiza a inseminação artificial com o apoio de Ionan, e Selma se incomoda com a presença do policial. A comida de Nice faz sucesso no restaurante, mas Agenor ofende a esposa. Luzia é aconselhada por uma advogada. Acácio diz a Ícaro que Manuela voltou a usar drogas. Juarez aceita que Manuela integre seu esquema de tráfico.

Quarta (08/08) - Valentim termina o relaci namento com Rosa. Nice deduz que Agenor sabotou. Maura, Selma e Ionan comemoram confirmação da gravidez de Maura. Valentim d sabafa com Beto sobre Rosa. Karola confirm para Laureta que Rosa e Remy são cúmplice Clóvis sente ciúmes de Tomé com Gorete. Do repreende Tomé por não conseguir separar G rete de Clóvis. Narciso alerta Ícaro sobre o esta de Manuela e pede que o rapaz ajude a irmã.

Até o fechamento da edição, a emissora não divulgou o resumo do capítulo.

Até o fechamento da edição, a emissora não divulgou o resumo do capítulo.

Até o fechamento da edição, a emissora n divulgou o resumo do capítulo.

Globo. – 21h

Globo – 17h35

>>malhação

Segunda (06/08) - Rafael insinua que Vinícius o está traindo para assumir seu cargo na ONG. Márcio se culpa pela recaída do pai. Alex comenta com Maria Alice sua preocupação com Gabriela. Úrsula desconfia do comportamento de Enzo. Marcelo fala com Rosália e Leonor sobre a volta de sua filha Dandara. Úrsula, Kavaco e Hugo questionam Flora e Tito sobre seu relacionamento amoroso.

>>As Aventuras de Poliana SBT - 21h

Resumo das novelas

ACESSE


televisão 7

Domingo, 5 de agosto de 2018

tar eita meam dar roede mu-

Quinta (09/08) - Dandara e Hugo se enfrentam. Verena se encanta com Álvaro. Dandara se indispõe com Hugo e Fabiana. Leonor manda Dandara para a sala da diretoria. Marcelo conversa com Dandara e pede paciência à filha. Gabriela percebe o interesse de Álvaro por Literatura. Sofia e Paulinha reconhecem Garoto, e Leandro e Érico provocam o menino. Alex conversa com Tito e Flora sobre o relacionamento dos dois.

Sexta (10/08) - Flora e Tito voltam a namorar, mas Alex os interrompe. Flora comenta com Úrsula sobre sua insegurança com relação à primeira vez. Tito lamenta com Kavaco as implicâncias da turma sobre sua virgindade. Talíssia e Verena aconselham Flora, que se incomoda com a falta de privacidade. Gabriela sugere que Marcelo leve Dandara ao Le Kebek para se entrosar com os alunos.

otte faz oe sto táae que eva un-

Quinta (09/08) - Edmundo enfrenta Brandão. Fani pede ajuda a Rômulo. Brandão perde a autoridade diante dos soldados. Elisabeta mente sobre Lady Margareth para Ofélia. Xavier fica animado com a proposta de Lady Margareth. Edmundo ataca Rômulo, e Randolfo, Brandão e Otávio o ajudam. Ema aconselha Ernesto. Josephine se une a Lady Margareth. Julieta revela a Darcy e Elisabeta que se casará com Aurélio. Elisabeta não aceita se casar às pressas com Darcy.

Sexta (10/08) - Lady Margareth manda Xavier eliminar Vicente. Josephine pede que Edmundo não condene Brandão. Xavier manda Virgílio vigiar Mário/Mariana. Amélia agradece a Ema por tê-la ajudado com Jorge. Josephine procura Rômulo. Susana engana Olegário. Julieta fica constrangida com os comentários de Ofélia. Virgílio segue Mário/Mariana até a oficina e Otávio defende Luccino do irmão. Rômulo incentiva Brandão a falar com Edmundo.

Sábado (11/08) - Elisabeta ajuda Camilo, Jane, Ernesto e Januário, deixando Lady Margareth furiosa. Susana prende Olegário. Camilo decide ir para um hotel com Jane. Brandão revela aos sogros que foi amante de Josephine. Elisabeta avisa a Julieta que Camilo está no Vale do Café. Luccino tenta conversar com Ernesto sobre seus sentimentos. Xavier desconfia quando Virgílio conta sobre o sumiço de Mário/Mariana. Aurélio e Julieta têm sua primeira noite de amor.

aa ar a om cas roesica Wala-

Quinta (09/08) - Lalá tenta pegar dinheiro com Carmen. Dom Sabino se surpreende com a chegada de Carmen. Samuca cai na piscina com Marocas e Dom Sabino se enfurece. Betina lamenta com Zelda pelo fim de seu noivado. Carmen acalma Dom Sabino. Vera Lúcia pega um objeto valioso da casa de Carmen. Carmen explica como Samuca deve agir com Dom Sabino e Marocas. Dom Sabino comenta com Marocas que pretende reaver suas terras.

Sexta (10/08) - Marocas vai embora antes de ver Samuca afastar Betina. Dom Sabino se impressiona com o comportamento de Betina, e Carmen tenta tranquilizar o empresário. Marocas é hostil com Samuca. Waleska critica Elmo por não conseguir um trabalho. Vera Lúcia esconde de Marciana a peça que pegou da casa de Carmen. Waleska obriga Eliseu a ir com ela para a base naval. Nico e Kiki saem das cápsulas criogênicas. Dom Sabino fala com Nico.

Sábado (11/08) - Agustina estranha a conversa entre Marocas e Dom Sabino. Eliseu discute com Barão. Petra ouve Emílio afirmar que pode provar a verdadeira identidade das pessoas congeladas. Dom Sabino foge com a família da Criotec. Paulina decide falar com Barão. Barão ameaça Lalá para não contar seu segredo para Paulina. Paulina reclama da presença da família de Dom Sabino. Betina se demite da Samvita. Monalisa e Marino ficam intrigados.

iora ma dema es. odô Goado

Quinta (09/08) - Remy provoca Karola. Naná anuncia que viajará com Nestor. Beto e Ionan trocam confissões sobre Luzia e Maura. Rochelle nota que Karen passou a noite com Roberval. Karola descobre que Beto usou o dinheiro de Valentim para ajudar no resgate de Manuela. Zefa desconfia de que Roberval está por trás do emprego que Edgar conseguiu e se preocupa. Ícaro chama Luzia de mãe e ambos se emocionam. Rosa sofre por causa de Valentim.

Sexta (10/08) - Luzia confessa que está sendo chantageada por Remy, e Beto não gosta. Ícaro e Rosa se amam, mas o rapaz a acusa de ter se vendido para Laureta e pede que ela se afaste dele. Doralice visita Maura e Selma e se dispõe a ajudálas com a gravidez. Roberval arma contra Edgar. Zefa se preocupa com o novo emprego de Edgar. Nice faz sucesso no restaurante de Cacau. Gorete resiste às investidas de Tomé. Laureta tenta fazer com que Rosa revele o paradeiro de Luzia.

Sábado (11/08) - Valentim garante a Karola que não contará a Beto sobre seu passado com Laureta. Berta se preocupa com as atitudes de Juarez contra Manuela. Karola agride Rosa, e Laureta aconselha a comparsa a se afastar da jovem. Edgar confessa a Cacau que ficou incomodado ao saber da relação de Karen com Roberval. Rochelle tenta descobrir o motivo da briga entre Zefa e Roberval. Severo desconfia da reação de Zefa quando Edgar comenta sobre seu novo emprego.

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Até o fechamento da edição, a emissora não divulgou o resumo do capítulo.

Até o fechamento da edição, a emissora não divulgou o resumo do capítulo.

ACESSE


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>> cinco

perguntas No ar em “Malhação – Vidas Brasileiras”, Arlindo Lopes se empolga ao viver seu primeiro vilão na tevê

Domingo, 5 de agosto de 2018

Sombra da maldade R - Totalmente. Foi um processo exaustivo, o qual tive de buscar uma energia que eu não estou acostumado a usar. É um outro tipo de gestual e de concentração. No primeiro dia de gravações, fizemos 12 cenas seguidas e eu saí muito cansado. Nada para o Getúlio está bom e ele sempre usa a violência para conseguir o que quer. É um personagem muito pesado. A sorte é que os bastidores são muito divertidos.

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carreira de Arlindo Lopes na tevê é marcada por tipos cômicos e exagerados. Tanto que, a cada novo personagem, ele já imagina logo por qual tipo de humor teria de trabalhar. Em “Malhação Vidas Brasileiras”, entretanto, o ator teve de deixar o riso de lado para interpretar seu primeiro vilão no vídeo, o oportunista Getúlio. “Foi uma grande surpresa. Dizem que o primeiro vilão a gente nunca esquece e isso é verdade. Afinal, fazer maldades demanda um gasto de energia enorme. Getúlio é um cara indefensável e usa as pessoas para o mal. Eu chego em casa bem cansado”, assume o ator de 39 anos. Carioca formado pela prestigiada Casa das Artes de Laranjeiras, Arlindo já era experiente no teatro quando estreou na tevê, em um episódio da extinta série “Brava Gente”, da Globo. Na mesma emissora, acabou enveredando por novelas como “Sabor da Paixão” e “Da Cor do Pecado”. Foi na trama de João Emanuel Carneiro que o ator pôde conhecer a força popular da tevê o viver o aflito Cezinha, fiel escudeiro do Pai de Santo Helinho, de Matheus Nachtergaele. “Foi um momento muito especial. O sucesso foi inesperado e acho que todo mundo se deu bem nesse trabalho”, acredita o ator, que também esteve em produções mais recentes como “Geração Brasil” e “A Lei do Amor”.

P - Como assim? R - O diferencial de “Malhação” é o ar de novidade que o elenco jovem traz para os estúdios. É um frescor muito bom e a troca é sempre incrível. Fora isso, pude contracenar com a Ana Beatriz Nogueira. Por alguns meses, fizemos um par romântico muito divertido, uma espécie de Bonnie e Clyde, sem culpa nenhuma de seus pecados e devaneios. Essa paixão acabou por humanizar um pouco o Getúlio, mas ele continua muito mau-caráter.

P - O Getúlio é sua primeira experiência televisiva fora do humor. Como surgiu essa oportunidade? R - Foi um chamado da Natalia Grimberg, diretora dessa temporada de “Malhação”, com quem já trabalhei em várias outras produções. Incluindo, “A Lei do Amor”, que terminou em maio do ano passado. Natália me chamou para conversar sobre o projeto de “Malhação - Vidas Brasileiras” e me disse que não tinha um personagem cômico que combinasse com o que eu estou mais acostumado a ser escalado, mas que eu deveria tentar fazer teste para um personagem diferente.

P - Foi difícil fazer o teste? R - Sou conhecido por papéis engraçados pelo público de tevê. E gosto disso. Não tenho aquela frustração de só fazer as pessoas rirem. Consigo diversificar minha carreira no teatro, por exemplo. Então, estou muito tranquilo com isso. Mas é claro que é complicado driblar o óbvio e mostrar que sou capaz de outras coisas. Fiz teste para outro personagem, mas não rolou porque era para um ator mais novo. E aí a produção de elenco me ligou falando que tinha um outro papel, mas que era de vilão. P - A preparação para um vilão foi muito diferente?

P - Diferentemente de temporadas mais recentes, “Malhação - Vidas Brasileiras” vai ultrapassar um ano no ar. Como isso afeta sua carreira fora da televisão? R - Ficou mais complicado de me envolver em outros projetos. Cinema eu já descartei, por que as gravações acabam coincidindo. Já teatro é possível, só que tenho de contar com ajuda da produção e do roteiro para que eu não enlouqueça. Até novembro, volto aos palcos em “Um Coração Normal”, do Larry Kramer. A peça é ambientada nos anos 1980 e fala sobre o período mais crítico da epidemia de HIV, quando ninguém sabia o que era o vírus.


Domingo, 5 de agosto de 2018

>> raio x Rafael Sardão, o Simão Fariseu de “Jesus”, fala sobre sua sequência de trabalhos na Record

Em casa

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afael Sardão já está acostumado com a rotina de gravações nos estúdios da Casablanca, produtora responsável pelas novelas da Record. Para o ator carioca, é até estranho o dia que ele não pega o caminho em direção aos estúdios na Zona Oeste carioca, onde os folhetins são rodados. Isso porque, desde que esteve em “Rebelde”, em 2012, ele participou de quase todas as produções da emissora. “Jesus” é seu oitavo trabalho. Mas o ritmo puxado nem de longe é motivo para reclamação. “Sou grato pela oportunidade de amadurecer e aprofundar meu trabalho. Penso em tirar férias e viajar, mas sou do tipo que já fico pensando no próximo personagem”, revela o intérprete do Simão Fariseu, com bom humor. A experiência em outros folhetins fez com que ele fosse cotado para interpretar Jesus, protagonista que ficou a cargo de Dudu Azevedo. “Depois de algumas considerações da direção, chegamos à escalação de meu primeiro vilão”, conta. Apesar de ter experiência em trabalhos bíblicos – ele esteve em “José do Egito”, “Os Dez Mandamentos” e “A Terra Prometida” –, ele mergulhou em um profundo trabalho de preparação. Além de trabalhar com uma equipe de “coaches”, ele teve “workshops” com teólogos e historiadores. “Estou habituado em relação a prosódia, maneirismos e trejeitos. Mas as semelhanças se redu-

zem a isso, por isso cada pesquisa de personagem começa do zero”, explica. Com muitas tramas de época no currículo, ele não esconde a vontade de voltar a ter um papel contemporâneo. No entanto, ele acredita que as histórias bíblicas são o melhor tipo de dramaturgia. “Não é à toa que faz tanto sucesso”, afirma.

Nome completo: Rafael Sardão Mathias. Nascimento: Em 24 de agosto de 1981, no Rio de Janeiro. O primeiro trabalho na tevê: Uma participação em “Linha Direta Justiça”, exibido pela Globo em 2007. Sua atuação inesquecível: No musical “Avenida Q”.

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Interpretação memorável: Eddie Redmayne, em “A Teoria de Tudo”, filme de James Marsh. Um momento marcante na carreira: Interpretar o guerreiro Salmon, em “A Terra Prometida”, novela transmitida pela Record em 2016. O que falta na tevê: “Dramaturgia”. O que sobra na tevê: “Fofoca e más notícias em telejornais”. Com quem gostaria de c o n t r a c e n a r : To n y R a mos. Se não fosse ator, o que seria: “Triste”. Ator preferido: Michael Fassbender. Atriz preferida: Vera Farmiga. Vilão marcante: Walter White, da série americana “Breaking Bad”, interpretado por Bryan Cranston. Papel que mais teve retorno do público: Salmon, de “A Terra Prometida”. Que papel gostaria de representar: “Gostaria de fazer Hamlet no teatro”. Filme: “12 anos de Escravidão”, de Steve McQueen. Música: “Your Song”, do inglês Elton John. Autor favorito: James Redfield. Diretor predileto: Alejandro Gonzales Iñarrito. Uma mania: “Roer as unhas”. Um vexame: “Essa palavra só me lembra a nossa política, que é uma vergonha”. Um medo: “Ter de parar de trabalhar por algum motivo”. Projeto: “Ter um filho”.


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>> inside

Em “Pacto de Sangue”, série nacional do Space, Guilherme Fontes vive protagonista de caráter duvidoso

Domingo, 5 de agosto de 2018

Jogo obscuro

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ode até soar piegas a afirmação de que a profissão de ator é repleta de altos e baixos. Mas Guilherme Fontes é um bom exemplo de alguém que aprendeu a lidar com tantas oscilações na carreira. Experimentou o reconhecimento através de personagens marcantes na teledramaturgia, como o Marcos de “Mulheres de Areia”, o Rei em “Bebê a Bordo” e o vilão Alexandre de “A Viagem”. Mas também teve de lidar publicamente com a guerra judicial travada a partir da produção do filme baseado no livro “Chatô, O Rei do Brasil”, cujos direitos foram adquiridos por ele em 1994. O filme só foi lançado em 2015 e Guilherme, que assinou a direção, foi condenado a devolver mais de R$ 80 milhões aos cofres públicos. Baixada a poeira, o ator se prepara agora para voltar ao ar na televisão como Silas, protagonista da série “Pacto de Sangue”, com estreia prevista para 27 de agosto no Space. “Tem de ter fôlego e amar o que faz. Você pode estar em uma novela no papel de protagonista e não acontecer nada de novo. E pode estar em um papel pequeno e ele ser um sucesso. Já fui e já voltei. Já me deram por morto e renasci. Acho que vai ser assim até o fim”, avalia. Na série, Guilherme interpreta um apresentador de uma tevê de Belém, no Pará. Ambicioso, o personagem é

capaz de manter alianças perigosas para ganhar mais poder e explora com sensacionalismo os crimes da cidade para aumentar a audiência de seu programa. Longe de fazer o tipo mocinho de novela que já interpretou, Guilherme enxerga em Silas múltiplas possibilidades cênicas. “Diferentemente de uma novela, em que não se sabe para onde irá o personagem, aqui, quando recebemos o texto, sabemos o começo, o meio e o fim. Isso ajuda muito na composição do personagem”, destaca ele, que recebeu o convite para encabeçar a série logo depois da estreia do filme “Chatô, O Rei do Brasil”. “Aceitei na hora. Antes de qualquer coisa, sou ator”, reforça. Depois de acertar sua participação em “Pacto de Sangue”, Guilherme ficou envolvi-

do nas gravações da série durante dois meses. O trabalho intenso, no entanto, foi amenizado pela organização no “set”, segundo o ator. “Tudo feito com alto nível de cuidado e sem atrasos”, lembra. Para incorporar os trejeitos de seu papel, Guilherme também não precisou de muito esforço. O próprio texto deu a ele os elementos necessários para compreender as motivações de Silas. Mesmo assim, algumas referências externas foram aproveitadas por Guilherme. “Tenho memórias de apresentadores históricos que emocionaram o Brasil que tinham posturas e gestos característicos. Fui pegando uma coisa aqui e outra ali para enriquecer o personagem”, explica, sem revelar nomes. Atento ao mercado de audiovisual, o ator enxerga com

animação o crescimento do investimento na produção de séries, tanto por parte dos canais abertos como na tevê por assinatura e nos serviços de conteúdo “on demand”. “Temos de nos organizar e apresentar os projetos. O público só sai ganhando”, acredita. Ideias, aliás, não faltam a Guilherme. Ainda bastante lembrado por sua atuação em “A Viagem” como o vilão Alexandre, ele está desenvolvendo a proposta de um “spin-off” com histórias inéditas do personagem que interpretou em 1994. “Vamos ver se rola. Até hoje sou parado na rua com a mesma intensidade. A novela foi reprisada quatro vezes e fez mais de três gerações de público. Outro dia fui abordado por uma criança de 11 anos que ficou louca quando me reconheceu”, conta.


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Domingo, 5 de agosto de 2018

>> BASTIDORES Cenógrafos de “Segundo Sol” contam como foi recriar Salvador nos Estúdios Globo

Tijolo por tijolo

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preparação para colocar uma novela no ar começa muito tempo antes da estreia. As cidades cenográficas são parte fundamental das histórias. É através delas que os personagens se encaixam perfeitamente nos roteiros e dão ao telespectador a impressão de ter se transportado para lugares conhecidos ou então descobrir novas cidades. Em “Segundo Sol”, a equipe de cenógrafos da Globo chefiada por May Martins e Cláudio Duque, começou sua pesquisa “in loco” em agosto, cerca de nove meses antes da estreia do folhetim de João Emanuel Carneiro. “Fizemos uma primeira viagem para Salvador para buscar inspirações. Trouxemos muita coisa para começar a conversar sobre como faríamos”, relembra May, que revela que cerca de 80% do material foi produzido por sua equipe. O grupo foi mais três vezes a Salvador. O bairro de Santo Antônio Além do Carmo, onde a maioria da trama acontece, amplamente fotografado para ser replicado nos Estúdios Globo, localizados na Zona Oeste do Rio de Janeiro. “É uma arquitetura muito eclética, muito misturada, com muitas referências”, explica Cláudio. A montagem da cidade, de fato, começou em setembro – quase seis meses antes do início das gravações. Uma equipe de cerca de 400 pessoas foi envolvida na construção dos cenários. “Colocamos muitas coisas abaixo, mas também aproveitamos muito que já estavam pronto”, revela Cláudio, entregando que, antes de “Segundo Sol”, o espa-

ço já tinha sido usado para ambientar a trama de “Rock Story”. Os ambientes são coloridos, mas sem muito exagero. “Optamos por usar uma palheta que não mostra uma Bahia colorida demais, mas fugimos do conceito ‘clean’. Queria uma visão bem cosmopolita do espaço”, explica May. Além disso, os espaços – às vezes construídos para funcionarem só como fachada e outras, para receberem gravações em seu interior –, têm detalhes peculiares. “Daria muito trabalho e seria muito custoso achar azulejos. Por isso, imprimimos o formato deles em PVC”, revela Cláudio, referindo-se, por exemplo ao material usado na cozinha do restaurante de Cacau, personagem defendida por Fabíula Nascimento. A casa de Laureta e de Karola, de Adriana Esteves e Deborah Secco, por exemplo, foram inspiradas na classe alta de Salvador.

“Queríamos evidenciar a ostentação. Por isso, têm muitos móveis antigos, objetos de arte, luminárias. Juntamos o que há de mais tradicional e representativo na aristocracia local”, diverte-se May. Por outro lado, a dupla também foi a lugares mais humildes da cidade. Para construir a casa colaborativa onde Ícaro, papel de Chay Suede, chega a morar, eles visitaram vários tipos de instalações na cidade. “Fomos a vários casarões e ficamos para ver como os moradores se portavam, fomos a algumas festas deles também. É tudo muito organizado. E quisemos passar isso na nossa construção”, explica Cláudio. Com dois andares totalmente funcionais, o espaço ainda conta com uma área externa e uma horta. “Plantamos várias coisas aí e hoje nem lembramos mais o que tem”, diverte-se ele, reconhecendo pés de alface e manjericão.

O artesanato e a cultura religiosa, características marcantes das ruas de Salvador, também tiveram um cuidado especial para os cenógrafos. A Cruz de Pascoal, por exemplo, patrimônio histórico e artístico tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), foi reconstruído em tamanho natural nos Estúdios Globo. “Salvador é uma cidade muito plural, então nos preocupamos em colocar imagens católicas ao lado de símbolos da umbanda e do candomblé”, diz May. Outra preocupação sempre constante é não usar nomes de ruas reais. Por isso, todas têm o nome de pessoas da equipe e de seus familiares. “Trabalhamos muito próximo do departamento jurídico da emissora para não haver problema com homônimos, com cartazes de shows fictícios. Tem de ter muita criatividade”, salienta Cláudio.


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Domingo, 5 de agosto de 2018

Zapping

>> por Caroline Borges

Experiência Joana Borges vive sua carreira na tevê dia após dia. No ar em “Malhação” como a ativa Verena, a atriz trouxe para a trama a experiência que ganhou ao longo do trabalho em “Rock Story”. “Estou mais à vontade com as câmeras, mais atenta ao posicionamento em cena. A cada trabalho, vou me sentindo mais segura e me divirto mais”, explica. Na história, Verena é uma jovem que sonha em ser atleta profissional de ginástica rítmica. Bolsista no Colégio Sapiência, ela se envolveu em uma polemica ao sofrer assédio de um professor da escola. Para construir o lado adolescente da personagem, Joana buscou referências em obras infantojuvenis. “Procuro manter ativo o meu lado menina, assistindo a séries juvenis e tentando entender os conflitos próprios da idade. Cheguei a conversar com uma psicóloga especializada nesse público e falei também com meninas da idade da Verena”, explica ela, que entrou em contato com o universo da ginástica antes do início das gravações. “Acompanhei ginastas experientes e vi como é preciso dedicação para conseguir se destacar. Infelizmente, não há muita visibilidade para este esporte. Me sinto honrada de mostrar um pouco na tevê”, completa.

No palco

Como protagonista de “A Vida em Vermelho - Brecht & Piaf”, Letícia Sabatella participa da abertura do “FESTA - Festival Santista de Teatro”, que chega a sua 60ª edição. A sessão está marcada para 24 de agosto, no Teatro Coliseu, em Santos. O espetáculo tem texto de Aimar Labaki, direção de Bruno Perillo e conta com Fernando Alves Pinto no elenco. A partir de outubro, Letícia também poderá ser vista na nova temporada de “Carcereiros”.

Carro-chefe

Para divulgar a sexta temporada do “Vai Que Cola”, o Multishow exibe o documentário “Por Dentro do Vai Que Cola” no dia 13 de agosto, data da estreia da nova leva de episódios. A produção conta com imagens exclusivas dos bastidores e depoimentos do elenco. O documentário tem direção de Christiano Rubin e roteiro de Rodrigo Serpa.

Novela das nove

Giulia Gayoso fará sua estreia no horário nobre. A atriz está escalada para “O Sétimo Guardião”, nova novela das nove. Giulia, que foi revelada em “Malhação”, participou do elenco de “Tempo de Amar”.

Novos degraus

A trama escrita por Aguinaldo Silva tem estreia prevista para novembro.

Emergência médica

A Globo irá produzir a terceira temporada de “Sob Pressão”. A série médica é protagonizada por Marjorie Estiano e Júlio Andrade. Ainda no segundo semestre deste ano, a emissora levará ao ar a segunda leva de episódios.

Papéis trocados

JP Rufino e Mel Maia irão comandar uma edição especial do “Tamanho Família”. No programa do próximo dia 19, Marcio Garcia deixará o comando da produção e enfrentará a família do cantor Dudu Nobre. O especial faz parte das ações de divulgação do “Criança Esperança”. Além de Dira Paes, Leandra Leal, Lázaro Ramos e Flávio Canto, 26 novos integrantes se juntam ao grupo dos mobilizadores na edição 2018.

Maitê Padilha encarou uma rotina profissional bem cedo. Aos 12 anos, a atriz protagonizou a novela infantil “Gaby Estrella”, do Gloob. A produção ficou no ar entre os anos de 2013 e 2015 e também ganhou uma versão para o cinema. Agora, aos 17 anos, Maitê começa a se desapegar da imagem infantil e encarar projetos mais densos e dramáticos. No elenco de “Jesus” como Gabriela, a atriz pretende experimentar uma maior versatilidade na carreira. “Quero fazer algo diferente e provar que eu sou capaz de fazer personagens distintas das mocinhas boazinhas”, explica. Na história de Paula Richard, Gabriela é filha do apóstolo Pedro, vivido por Petrônio Gontinjo. Delicada e meiga, ela se apaixona por João, de Rafael Gevú, mas tem de enfrentar os ciúmes do pai protetor até que ele aceite o amor dos dois.


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