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Jornal de Fato

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O Fórum de Servidores do RN vai pedir à governadora Fátima Faria reajuste salarial de 16,38%, mesmo percentual concedido aos procuradores. Coluna César Santos 5

STYLE

Fórum de Servidores do RN vai pedir reajuste de 16,38%

Ensaio focaliza na tendência do Animal Planet A fera está solta. Essa é a afirmação que está presente no visual da tendência do guarda-roupa masculino. Sua Vida 4

18 anos

@defato_rn /jornaldefatorn @jornaldefato

MOSSORÓ (RN), DOMINGO, 5 DE MAIO DE 2019 | EDIÇÃO 5.457 – ANO XIX | R$ 2,50

Cedida

UPAs realizam até 400 atendimentos por dia

Poços maduros serão explorados e aquecerão economia >>A exploração de 34 poços maduros de petróleo pela empresa Petrorecôncavo vai garantir o surgimento de até três mil novos empregos e fomentará a economia mossoroense. Veja como se dará o processo. Mossoró 1 e 2 Divulgação

As Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) de Mossoró registram, em média, 40 atendimentos por dia. Mossoró 3

Trinta mulheres são mortas no RN De janeiro para cá, 30 mulheres foram assassinadas no Rio Grande do Norte em crimes típicos de feminicídio.

Marcos Garcia

Mossoró 5

Arrecadação de royalties cai e preocupa Administradores de pequenas cidades estão preocupados com a queda da arrecadação dos royalties. Estado 1

Homens são maioria em nomes de rua em Mossoró Pesquisadora da Uern constata que homenagem a homens tem dominado até em nomes de rua em Mossoró. Mossoró 4 CIANO MAGENTA AMARELO PRETO

NESTA EDIÇÃO [32 páginas]

Gás de cozinha sobe 3,43% O preço do gás de cozinha vai subir 3,43% a partir deste domingo. É o segundo reajuste do ano. Principal 5

OPINIÃO...............................................p2 POLÍTICA............................................p3 CÉSAR SANTOS...............................p5 gerais/opinião.............................p6 braSIL/MUNDO...............................p8 CADERNOS MOSSORÓ..............................p1 a 8 ESTADO ........................................ p1 a 4 DOMINGO ...................................... p1 a 12


2 OPINIÃO

DOMINGO, 5 de MAIO de 2019

ESPAÇO JORNALISTA MARTINS DE VASCONCELOS

Organização: clauder arcanjo

NAQUELE DOMINGO Cedida/Ilustrativa

Flávia Arruda

é professora e escritora flaviarruda71@gmail.com

Naquele domingo eu senti o cheiro da poeira da discórdia entalar minhas narinas e poros. Meus pulmões ficaram paralisados pelo odor pesado e desagradável do caos que se instalava no meu ser. Aquele perfume de outrora havia se dissipado no ar e, por dias, eu fiquei entristecida por não mais sentir seu cheiro... Foi estranho, assim como foi no início, quando das primeiras inaladas dos aromas da sua alma. Sim, a sua alma tem cheiro. A melhor fragrância que eu já senti. É o perfume que exala de uma alma pura e verdadeira, quando o frasco da paixão se permite destampar para outra alma sorver o melhor da sua essência. Hoje... ah, hoje eu tive um maravilhoso encontro com o perfume que irradiou a minha manhã, ao caminhar solitária pelas ruas desertas da cidade, a caminho de casa, às cinco da manhã. Caminhava um pouco apressada pela praça central. Diminui os passos ao sentir que o ar exalava o cheiro que, há dias, não sentia. Parecia flutuar em busca da fumaça perfumada que invadia minha alma, senti-me tomada pela fragrância da sua alma. O cheiro que eu senti exalava do âmago dos meus sentidos, em comunhão com a minha saudade, deixando que, por alguns instantes, eu desfrutasse da alquimia das almas de dois corpos que, um dia, se fundiram num só. Foi um lindo e perfeito encontro de cheiros, sonhos e lembranças.

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Hoje eu descobri que alma tem cheiro, a sua alma tem o perfume do amor.

Pude desfrutar da purificação dos meus pulmões, que encheram-se com a reserva, em pequenos frascos, do perfume que unge a minha pele e acalenta a minha alma, aconchegando meus pensamentos na fragrância suave e marcante de suas lembranças. Já em casa... Depois do banho, embriagada com seu cheiro, deitei-me um pouco, queria paralisar o tempo e registrar todos os sentidos aflo-

di­re­ção ge­ral: Cé­sar San­tos diretor de redação: Edilson Damasceno Ge­ren­te AD­MI­NIS­TRA­TI­VA: Ân­ge­la Ka­ri­na

rados pela exuberância do seu cheiro. Queria desfrutar das provocações inaladas e sugadas do aroma afrodisíaco que me possuía. Pude sentir outros cheiros, esses ainda mais adocicados, lembrando-me dos toques e carícias que fiz e senti nos mais íntimos momentos de nossos resguardos. Meus sentidos estavam encharcados com o néctar próprio do seu corpo, dos meus olhos derramaram-se

Um produto da Santos Editora de Jornais Ltda. Fun­d a­d o em 28 de agos­to de 2000, por Cé­s ar San­tos

www.de­fa­to.com E-mail:re­da­cao@de­fa­to.com TWITTER: @jornaldefato_rn | REDAÇÃO E OFICINAS: SEDE: Avenida Rio Branco, 2203, Centro, Mossoró-RN – CEP: 59.063-160 TELEFONES: (84) 3323-8900 (Mossoró) | COMERCIAL/ASSINATURAS: (84) 3323-8913 / 3323-8918

AS CO­LU­NAS E MA­TÉ­RIAS AS­SI­NA­DAS SÃO DE RES­PON­SA­BI­LI­DA­DE DE SEUS AU­TO­RES

saudades, senti sorver cada gota que jorrava do odre do amor, perfume que nos rasgou as vestes e nos embriagou com o perfume que permanece forte, real e presente em minhas lembranças e olfato. Hoje eu descobri que alma tem cheiro, a sua alma tem o perfume do amor. Não teria como confundir o cheiro, se é único e primeiro, nesses longos anos de minha existência...

FI­LIA­DO À


entrevista 3

DOMINGO, 5 de maio de 2019

CAFEZINHO COM CÉSAR SANTOS

cesar@defato.com

Benes Leocádio

‘Do jeito que está apresentada, a reforma da Previdência não tem o meu voto’ Deputado federal mais votado no Rio Grande do Norte no pleito do ano passado, com 125.841 votos, Benes Leocádio cumpriu agenda em Mossoró na última quinta-feira, 2. Em pauta, a reorganização do PRB, partido que passou a presidir em nível estadual. Na entrevista a seguir, o par-

lamentar aborda esse e outros temas, como a proposta de reforma da Previdência, mudanças que defende na legislação penal, avaliação da gestão Fátima Bezerra e, claro, a pauta municipalista, carro-chefe do seu mandato na Câmara. Acompanhe.

POR: Maricelio Almeida - FOTOS: agência brasil/assessoria DE FATO – Que pontos o senhor discutiu, durante sua passagem pela cidade, quanto à reorganização do PRB em Mossoró? BENES LEOCÁDIO – Inicialmente, nós viemos rever os amigos que nos ajudaram no processo eleitoral de 2018, para prepararmos as nossas demandas frente o Orçamento Geral da União, que é elaborado agora em outubro de 2019. No demais, o objetivo foi ouvir os filiados ao PRB, pois como assumimos a presidência do partido recentemente, com alguns dos filiados eu não tinha tido contato pessoal, como os vereadores Raério e Didi de Arnor. Tive a oportunidade também de oferecer a eles a possibilidade de fortalecermos a agremiação, que já os fez vereadores no pleito de 2016. Pela nova legislação, a gente sabe que se não tivermos boas nominatas, os partidos não sobreviverão. Assim como aconteceu no pleito federal do ano passado, quem não tiver um resultado bom, o partido tende a se acabar, digamos assim, ficar sem fundo partidário, sem tempo de televisão, e eu acredito que, pela boa performance que Mossoró teve no resultado de 2016, esse resultado possa ser repetido e até ampliado no próximo ano. OS DOIS vereadores do PRB em Mossoró, Raério Cabeção e Didi de Arnor, hoje estão em lados diferentes. Um integra a base de oposição ao governo municipal, e outro, a situação. Como fica essa situação do ponto de vista da presidência estadual do partido? A MEU ver, não há problema. Para a gente que vive política no interior, normalmente a identidade da agremiação ou do agrupamento político local depende muito mais das circunstâncias de cada um e da convivência, seja de situação, oposição. A meu ver, o partido em nível regional deverá dar total liberdade para que seus filia-

dos tomem a decisão que achar a mais conveniente, a melhor possível para a sua base, até porque é ele quem conhece, que está no dia a dia. Então, se fosse diferente, seria uma ingerência indevida da esfera hierarquicamente superior nessa situação. Como eu não conhecia a realidade passada, repito o que disse a eles, não só a eles, a outros que vierem a se filiar: fica a critério de cada um definir o melhor projeto a seguir na sua localidade. DEPUTADO, como o senhor analisa o andamento dos trabalhos na Câmara Federal? O BRASIL elegeu o presidente Jair Bolsonaro com perspectivas de mudança ou de implementações de políticas públicas que hoje não andam muito bem, como segurança, saúde, e algumas áreas com extrema dificuldade, e eu tenho certeza que todo cidadão brasileiro esperava, ou ainda está esperando, que essas coisas possam acontecer com mais celeridade, mas infelizmente, eu, que cheguei recentemente no Congresso, imaginava que as coisas tramitassem com mais velocidade aqui, mas há todo um processo burocrático e muito lento, pelas questões legais, do regimento interno, a gente vê que alguns temas, em alguns momentos, passam a dominar a pauta. COMO a Previdência, por exemplo? ISSO. O que está dominando hoje é a questão da reforma da Previdência, e nós sabemos que, mesmo o Governo tendo todo o interesse, o desejo que isso tramite com mais velocidade, há toda essa sistemática de tramitação (CCJ, Comissão Especial, onde deve receber mudanças, Plenário), eu tenho a impressão que nesse ritmo que estamos vendo hoje, dificilmente a gente tenha no primeiro semestre do ano esse desfecho. Acredito que o Governo deva estar aguar-

dando a finalização dessa reforma, que ele reputa como mais importante, para depois tratar de questões como a reforma tributária, reforma política, mas eu, no pouco tempo que estou vivendo essa realidade, acho que seria possível conciliar outras matérias, sem que viesse a prejudicar essa da Previdência, até porque essa reforma tem todo um trâmite especial, por se tratar uma proposta de emenda à Constituição (PEC). Se a gente for ficar esperando esse rito lento para se implementar outras reformas, poderemos ter prejuízo em função dessa matéria. MAS o senhor acha que a reforma da Previdência é a mais urgente ou não? EU ACREDITO que é igual a outros temas que já vêm sendo abordados. Será que a situação da segurança pode esperar tanto tempo para resolver? Já está em uma situação de a gente considerar uma guerra, pelo número de vítimas, e aí, o meu caso, em particular (o deputado teve o seu filho Benes Júnior morto a tiros em agosto do ano passado), está aí nessas estatísticas absurdas de quase 60 mil pessoas as-

sassinadas em 2018, e alguém pode achar que isso está banalizado, é comum, eu diria que não. Talvez fosse muito mais urgente a gente procurar implementar algumas medidas, que talvez até como o ministro da Justiça está propondo, de alteração na legislação penal, do pacote anticrime, assim como o nosso mandato já apresentou algumas propostas também. Mas igualmente à Previdência, isso leva um tempo para ser aprovado, se tornar lei e entrar em vigência. Eu acredito que pudesse estar sendo feito um esforço maior com o Governo Federal, Governos Estaduais, inclusive envolvendo os Municípios, que são o ente da federação mais próximo das pessoas. A INTEGRAÇÃO com as Guardas Municipais é um caminho? EU NÃO vejo nenhuma política pública ser aplicada e desenvolvida no país se não tiver participação da Prefeitura, do Município, e não será diferente com a Segurança, que de certa forma, atravessada ou não, as Prefeituras já ajudam a manter viaturas com combustível, manutenção, alimentação de policiais,

e pelo que estamos ouvindo, hoje a maioria dos Estados está com seu limite de pessoal estourado, então dificilmente eles vão poder colocar novos efetivos no seu quadro. As Prefeituras poderiam organizar as suas Guardas Municipais, ter as suas estruturas de Central de Monitoramento, ter equipamentos, viaturas para fazer patrulhas rurais, e o efetivo se integrando ao sistema de segurança existente, como a Polícia Civil e a Militar, vai ajudar. VOLTANDO à questão da Previdência, qual a posição do senhor em relação à PEC? Votará a favor ou contrário? A REFORMA da Previdência, do jeito que está apresentada, não tem meu voto. Precisa haver ajustes e aí eu trago sempre como exemplo o Rio Grande do Norte. O nosso Instituto de Previdência Estadual está quebrado. Hoje, quando chega ao final do mês, não temos mais a certeza se o aposentado ou pensionista vai receber o seu salário. Claro, a governadora está mantendo essa regularidade, mas há um passivo a ser pago. Então, para não acontecer com o Brasil o que a gente já está vendo

aqui no RN, eu enxergo que alguns ajustes precisam ser feitos. Se é a retirada de privilégios, se é previdência complementar, se é um teto a ser respeitado, o que não pode é tentar sacrificar quem já está sacrificado, como o trabalhador rural, que já recebe a aposentadoria como um benefício especial. A minha posição, e a do meu partido, que já foi fechada, é de que se não retirar trabalhador rural, Benefício de Prestação Continuada (BPC), a desconstitucionalização, que é a ideia do Governo de não precisar avaliar com quórum especial, através de emenda constitucional, outras emendas que venham no futuro, nós não concordamos. Temos ainda a questão do professor, não se pode conceber que um professor aos 70 anos esteja em uma sala de aula, tratando de crianças. Esses quatro pontos, se não forem revistos ou retirados, o Governo não terá o meu voto. QUAL a avaliação que o senhor faz desses primeiros meses da gestão Fátima Bezerra? ELA se propôs em ajustar a máquina estadual para honrar os compromissos de funcionamento da máquina, no tocante ao pagamento de pessoal, ao custeio, mas a gente vê que o Rio Grande do Norte hoje está engessado, inviável no tocante à margem de investimento. O Estado, que chega ao final do seu orçamento investindo 1,5%, está inviabilizado. Para se corrigir essa situação, é preciso alguns ajustes, e a governadora Fátima, com sua equipe, já teve ter uma radiografia, números, deve ter a realidade do que temos hoje e o que vamos enfrentar para o futuro. O mais difícil é o segundo semestre do ano, que é quando o Governo Federal restitui o Imposto de Renda, e aí essa diminuição de arrecadação afeta Estados e Municípios, porque o FPM e FPE são compostos de duas fontes de receitas, IPI e Imposto de Renda, e aí a governadora precisará ter, através de sua equipe econômica, uma reserva para suportar os seis meses do segundo semestre, e depois lembrar que existe um passivo a ser pago no tocante a salário de pessoal. DÍVIDA que chega a quase R$ 1 bilhão... A DÍVIDA não é do governador que saiu nem da governadora que entrou; é do ente Estado. Estamos vendo que os movimentos sindicais estão dialogando, discutindo, e espero que a governadora possa, em determinado momento e que não seja muito demorado, resolver essa pendência do passado, sob pena de vermos daqui a alguns dias greve na Saúde, Educação, na Polícia, e aí quem paga esse preço, infelizmente, é o cidadão potiguar. CONTINUA NA PÁGINA 4


DOMINGO, 5 DE MAIO de 2019

continuação da pág. 4

‘O contribuinte vai compreender que o momento é de dificuldade’ O GOVERNO tentou, sem sucesso, antecipar os royalties do petróleo e gás, para quitar parte desse passivo. O senhor acredita que uma nova tentativa nesse sentido possa ser exitosa? EU TENHO expectativa que possamos ter êxito no novo leilão de antecipação dos royalties, e também no projeto de cessão onerosa que tramita hoje no Senado, de iniciativa do Governo Federal. Nossa expectativa é de que 30% do que for apurado na cessão onerosa dos royalties do pré-sal, 15% venham para os Estados e 15% para Municípios. Estima-se que, se forem repassados esses 15% para os Estados, o RN receberia entre R$ 600 milhões e R$ 1 bilhão. Então, daria uma injeção muito boa, inclusive para se pensar em quitar o passivo com a folha de pessoal, mas temos que pensar no futuro. MAS essas não seriam soluções paliativas? O ESTADO não fazendo os seus ajustes, não adianta de nada essas soluções, nem antecipação de royalties, nem cessão oneração, porque serão paliativos para algo que mais tarde estará na mesma situação. Folha de pessoal, custeio da máquina são permanentes, não há como termos um mês e não termos no outro. Se formos olhar os exemplos do Ceará, Piauí, Paraíba e outros estados que já fizeram ajustes, hoje eles estão caminhando melhor. Não é que a gente vá sacrificar ou “matar” quem já está indo para a UTI, não é o servidor público que tem que pagar esse pato. O Governo, em determinados áreas, deve ter algumas despesas que podem ser avaliadas, se é o momento de mantê-las, e retomar na hora que o Estado estiver equilibrado. ENTÃO, faltam medidas mais duras, antipáticas, por parte da governadora Fátima, medidas que também não foram adotadas por governos anteriores... EU CONCORDO. Se o Governo Federal propõe hoje alteração na sua previdência, provavelmente até alterando alíquota de contribuição do servidor, para manter um equilíbrio fiscal, o RN não é diferente. Há Estados como a Bahia, em que hoje a contribuição do servidor público estadual já é 14%. Então, tenho certeza que o Rio Grande do Norte não vai ficar à margem dessa mudança ou dessa medida, que pode ser antipática. Mas, do que adianta você ficar bem na fita, simpático com a opinião pública, mas

com a Saúde uma calamidade e a Segurança, pior ainda? O cidadão contribuinte, que faz todo dia o sacrifício de que, quando compra um feijão e um arroz, paga os seus tributos e tem direito de esperar políticas públicas de resultados, ele vai compreender que o momento é de dificuldade. Eu diria que o governador Robinson não teve a coragem de, no momento certo, fazer o seu dever de casa, que é o que estamos esperando hoje da governadora, e tenho impressão que em breve ela deve fazer, não sei se está esperando o resultado do que o Governo Federal está propondo.

DEPUTADO, tradicionalmente, a bancada federal potiguar é criticada pela falta de sintonia em relação aos temas de interesse da população. Como mudar esse cenário? ESSA missão de coordenar a bancada foi adiada. Eu estou na incumbência de assumir essa coordenação, provavelmente, a partir de 2020. Nós entramos em um consenso de que cada membro que desejasse ser o coordenador, o fosse por um ano. Faremos um rodízio. Eu compreendo o que você está colocando, desejo e temos tido na nossa bancada algumas oportunidades de diálogo, de conver-

sas, de também copiarmos o que é bom, o que está sendo feito em outros estados, porque a união, quando é em defesa da coletividade é, digamos assim, aplaudida e deve ser incentivada. Eu acredito que a nossa bancada, com essa parcela de alguns membros novatos, dos 11 membros temos cinco estreantes, tem essa responsabilidade, e eu espero que essa seja também a posição dos demais, se isso (a união) não foi possível no passado, a gente consiga implantar daqui para frente, e já temos demonstrado isso. Temos que estar unidos no propósito de ajudar o Governo Esta-

dual a minimizar as limitações que enfrenta hoje. As correntes, os palanques devem ser desarmados após a eleição. O SENHOR esteve reunido recentemente com o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro. Que demandas o senhor levou até o ministro? LEVEI ao ministro as propostas que já apresentei na Câmara no tocante ao endurecimento da legislação penal, como a questão dos “saidões”, do adolescente infrator que comete crimes nos seus 16, 17 anos. Quem tem 16, 17 anos, não é o mesmo da década de 1940, quando chegou o Código Penal ao nosso país. Tenho certeza que essa é uma opinião externada por mais de 80% do povo brasileiro, no desejo que isso pudesse ser alterado, inclusive discutindo a redução da maioridade penal. Outro ponto discutido foi que em dezembro do ano passado, através da lei 13.756, foi criado o Fundo Nacional da Segurança Pública, que prevê uma arrecadação de R$ 2 bilhões agora em 2019, e infelizmente, para nossa tristeza, está contingenciado, parado lá, R$ 1,1 bilhão em função da PEC dos Gastos Públicos, que diz que não se pode ter uma despesa maior do que a do ano anterior, mas essa receita foi criada em dezembro de 2018. Então, quer dizer que ficaremos prejudicados para frente, com uma calamidade que estamos vivendo? Sugeri ao ministro Moro que pegássemos R$ 1 bilhão para fazer chegar na ponta, ajudar as Prefeituras a organizar as suas estruturas e colaborar com o segmento de segurança.

PARA finalizar, o senhor defendeu na campanha um mandato municipalista. O que, na prática, isso representa? GRAÇAS a Deus, a gente já está cumprindo esse papel na medida em que estou ocupando hoje a vice-presidência da Frente Parlamentar Municipalista na Câmara, e a gente está com a missão de fazer tramitar com mais velocidade as pautas de interesse dos Municípios. Agora mesmo fui designado para uma comissão especial que vai analisar a PEC 391, que amplia em 1% o FPM das Prefeituras todo dia 10 de setembro de cada ano. Nós já temos 1% em 10 de julho e 1% em 10 de dezembro, e como eu disse que o segundo semestre do ano é o período em que as receitas municipais sofrem uma queda muito grande, então esse repasse em setembro seria uma compensação. Além disso, estamos debatendo a aprovação do ISS para cartões de crédito, leasing de automóveis e planos de saúde, que hoje, 85% de tudo que é arrecadado no ano, cerca de R$ 8 bilhões, está ficando principalmente na cidade de Barueri. Esse é o papel do parlamentar municipalista, porque se estou defendendo o fortalecimento dos municípios, mais receitas para onde estão as pessoas, esse é o verdadeiro pacto federativo, a verdadeira revisão enquanto não chega a tão divulgada Reforma Tributária. Tenho a impressão que esse é o momento propício para os representantes dos municípios fazerem tramitar essas pautas de interesse dos pequenos, médios e grandes municípios do país; é isso que estamos fazendo.


opinião 5

DOMINGO, 5 de maio de 2019

césar santos cesar@defato.com

LGBTfobia: OMISSÃO OU PRECONCEITO?

T

ramitam duas ações no Supremo Tribunal Federal: a ação direta de inconstitucionalidade por omissão (ADO) n° 26 e o mandado de injunção 4.733, que discutem se há omissão legislativa no que tange à edição de leis que criminalizem a homofobia. A princípio, necessário pontuarmos alguns conceitos. As ADOs são meios de controle abstrato de constitucionalidade exercidos pelo STF que têm como objetivo avaliar a existência de omissão legislativa diante da obrigatoriedade constitucional de legislar. Já o mandado de injunção constitui-se como um remédiogarantia constitucional, previsto

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no artigo 5°, LXXI da Constituição Federal de 1988, utilizado em caso concreto, individual ou coletivamente, com o objetivo de o Poder Judiciário dar ciência ao Poder Legislativo sobre ausência de norma regulamentadora. Apesar de os conceitos serem familiares aos juristas, uma vez que matamos esses assuntos ainda nos primeiros períodos de faculdade, muitos questionaram se votando pela procedência das ações o Supremo não estaria, na verdade, legislando. Convém salientar, nesse ponto, que de pronto, em seu voto, o ministro relator Celso de Mello rejeitou, preliminarmente, a possibilidade de, por via judicial, tipificar o crime de homotransfobia, uma vez que em matéria penal prevalece o postulado da reserva constitucional absoluta da lei em sentido formal, isto é, só o parlamento pode aprovar leis tipificando crimes e impondo penas. Contudo, reconheceu que o Congresso Nacional está cometendo mora legislativa, pois, até o presente momento, não há uma

Vou continuar na política, mas não pretendo mais ser candidato. Pretendo me aposentar."

norma sequer que puna atos de discriminação praticados em razão da orientação sexual ou identidade de gênero da vítima. Segundo o ministro, o legislador possui a obrigação de editar lei punindo criminalmente qualquer discriminação atentatória dos direitos e liberdades fundamentais, conforme determina o artigo 5°, XLI, da Constituição. O decano da Corte deu interpretação conforme a Constituição para enquadrar a LGBTfobia, ou qualquer que seja a forma de sua manifestação, nos diversos tipos penais definidos em legislação já existente, como a lei federal 7.716/1989, que define os crimes de racismo, prevalecendo esta até que o Congresso Nacional edite norma autônoma e específica. Seguiram o mesmo entendimento o relator do MI, ministro Edson Fachin, e os ministros Alexandre de Moraes e Luís Roberto Barroso. A sessão retoma no dia 23 de maio deste ano com o voto dos demais. Como podemos ver, em mo-

1

GARIBALDI FILHO

2 esvaziAR

O ex-senador Garibaldi Filho, presidente estadual do MDB, vai tentar ser o pacificador na arenga entre o seu filho deputado federal Walter Alves e o primo ex-deputado federal Henrique Alves. É consciente que precisará de bom extintor para conter as labaredas. Walter e Henrique não se falam e não admitem dividir o mesmo ambiente. A briga se agravou nos últimos dias.

Aliados de Walter apontam que Henrique está trabalhando nos bastidores para transferir emedebistas para o PRB, do deputado federal Benes Leocádio. A última baixa foi em Governador Dix-sept Rosado, onde o exprefeito Gilberto Martins, aluizista de carteirinha, iniciou travessia para o PRB, levando seu grupo. Há quem diga que o mandato de Benes tem as digitais de Henrique Alves.

* Por Brena Santos Advogada, sócia do escritório de advocacia Bezerra & Santos e sócio-fundadora da TAG Jurídica.

3 4 5

A gasolina subiu de preço: 0,46%. O litro beira os R$ 5,00 em Natal e Mossoró. O gás de cozinha também fica mais caro (3,43%) a partir de hoje. É a carestia moendo o bolso do brasileiro. A governadora Fátima Bezerra (PT) receberá nesta segunda-feira, 6, diretores da empresa Petrorecôncavo, que vai explorar 34 poços maduros no RN. Os dirigentes apresentarão o plano de investimento. Empresários do setor também estarão presentes. O novo superintendente da Caixa Econômica Federal do RN, Marcus Vinicius dos Santos, veio a Mossoró se apresentar à prefeita Rosalba Ciarlini e confirmar investimentos de 2019. Ótimo. A parceria da Caixa Econômica com a Prefeitura de Mossoró está rendendo quase R$ 100 milhões em obras, contemplando áreas de habitação, pavimentação, saúde e saneamento básico. O governo Bolsonaro prepara campanha para explicar a reforma da Previdência. Será lançada na segunda quinzena de maio em todas as mídias com o título "Nova Previdência, pode perguntar".

Preço do gás de cozinha tem reajuste de 3,43%

A

artir deste domingo, 5, os consumidores passarão a pagar mais caro pelo gás de cozinha de 13 kg, devido o reajuste de 3,43% que está sendo feito ao produto. Com o reajustem, o botijão de gás passará a custar R$ 26,20 nas distribuidoras. O reajuste foi anunciado pela Petrobras, na noite de sexta-feira, 3.

Esse aumento vem depois do ajuste de três meses atrás, no dia 5 de fevereiro, quando o valor para as distribuidoras subiu para R$ 25,33, representando um percentual de 1%. A Petrobras informa que os ajustes no preço do GLPP13 acontecem trimestralmente para suavizar impactos da volatilidade no mercado externo sobre os valo-

res domésticos. No bolso do contribuinte, esse aumento gerará um impacto que oscila entre 3,3% e 3,6%. A especulação é do Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Gás Liquefeito de Petróleo (Sindigás). Em nota, o Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Gás Liquefeito de Petróleo (Sindigás) in-

formou que as empresas distribuidoras associadas à entidade foram comunicadas na tarde desta sextafeira pela Petrobras que o GLP residencial para embalagens de até de 13kg ficará mais caro a partir do próximo domingo. De acordo com o Sindigás, o reajuste oscilará entre 3,3% e 3,6%, de acordo com o polo de suprimento.

vai pedir O Fórum Estadual de Servidores será recebido nesta segunda-feira, 6, pela equipe econômica do governo Fátima Bezerra (PT). Vai pedir reajuste salarial de 16,38%, o mesmo percentual que o Governo está oferecendo aos procuradores do Estado. Também vai exigir calendário de pagamento das quatro folhas salariais atrasadas.

vai dizer não A possibilidade de o Governo acatar o pedido do Fórum de Servidores é zero, tanto em relação ao reajuste quanto ao calendário de pagamento dos atrasados. No máximo, o Governo anunciará amanhã o calendário de pagamento de maio.

intimado

É NOTÍCIA

Ex-senador, ex-governador, ex-prefeito de Natal, ex-deputado estadual, ex-ministro.

"bombeiro"

mento algum os ministros tipificaram crime novo, designaram pena. Ao contrário. Deixaram claro que essa competência é exclusiva do Congresso Nacional. Contudo, diante da sua omissão, que como demonstrada durante o julgamento foi proposital, devido aos inúmeros arquivamentos e tentativas frustradas de tipificar o crime, o Supremo está até o presente momento, em sua maioria, atestando a desídia do Legislativo e realizando interpretação conforme a Constituição, com o objetivo de assegurar um ambiente menos inseguro para a população LGBT. Diante de tudo que foi dito, apenas nos cabe questionar se os nobres juristas estão preocupados com um possível ativismo judicial ou a grande revolta não é movida por um único motivo: o preconceito.

O Tribunal de Justiça chamou a governadora Fátima Bezerra (PT) para decisão do plenário da Corte, no sentido de que os salários pagos com atraso tenham valores corrigidos monetariamente pelo IPCA-E. A decisão impactará as quatro folhas salarial que estão em aberto.

PLANO MANSUETO O governo Bolsonaro vai socorrer os Estados quebrados, como é o caso do RN. Vai liberar R$ 40 bilhões em quatro anos. O plano batizado de "Mansueto" aliviará os cofres estaduais, mas exigirá que os Estados cumpram medidas saneadoras.

Agência Brasil

Este é o 2º aumento no gás de cozinha neste ano


6 OPINIÃO/GERAIS

DOMINGO, 5 de maio DE 2019

PARCERIA

PROSA

Uern assina acordo para & VERSO funcionamento do Lauro Monte NY lança campanha crispinianoneto@gmail.com

#CancelBolsonaro, que bomba no mundo

>> Com a parceria, a Uern vai disponibilizar a mobília do local, equipe de segurança e todo o aparato para que o teatro funcione Assessoria

O

senador democrata estadunidense Brad Holyman, do Estado de Nova York, iniciou pelo Twitter na última quinta-feira, 2, uma ação para cancelar o evento que pretende homenagear o presidente Jair Bolsonaro como "pessoa do ano", oferecido pela Câmara de Comércio Brasil–Estados Unidos, em uma cerimônia no Hotel Marriot na cidade de Nova York. A hashtag #CancelBolsonaro já tem repercussão mundial nas redes sociais. Na última quarta-feira, 1°, o senador rechaçou a postura do hotel no Twitter. "O hotel Marriott respondeu à minha petição pedindo-lhes para cancelar um evento em homenagem ao homofóbico Jair Bolsonaro como "Homem do Ano", dizendo que eles recebem grupos de todos os valores. O que vem a seguir, sediar a convenção anual do Partido Nazista Americano? Estou furioso". A rede de hotéis já virou alvo de protestos diários para que o evento não aconteça. Antes, dois locais, o Museu de História Natural e o restaurante Cipriani, já tinham rejeitado uma cerimônia que homenageasse o presidente brasileiro. O próprio prefeito de Nova York, Bill de Blasio, fez duras críticas a Bolsonaro e apelou para que o museu cancelasse o evento. As informações são do site 247, sempre muito bem informado.

Pega fogo, Paris A finalidade da parceria é viabilizar a realização de atividades culturais no teatro

A

Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN) e a Fundação José Augusto (FJA) assinaram um termo de cooperação visando o funcionamento artístico e administrativo do Teatro Lauro Monte Filho. Com a assinatura do termo, a Uern terá respaldo legal para contribuir com o funcionamento do espaço. Através da parceria, a Uern disponibilizará itens de mobília e equipe de segurança e pessoal de limpeza para colaborar na conservação patrimonial e manutenção do espaço, além de viabilizar e realizar atividades culturais como oficinas, ensaios, aulas e apresentações. O termo de cooperação tem prazo de vigência de um ano, podendo ser prorrogado por

igual período por quantas vezes se fizer necessário. A proposta da universidade é manter um calendário de apresentações culturais artísticas no teatro ao longo do ano. “Temos o Grupo de Dança Universitário de Mossoró (GRUDUM), o Grupo de Teatro Universitário de Mossoró (GRUTUM), o grupo Fanáticos da Química, entre outras atrações culturais que podemos levar para o palco do teatro”, informa o próreitor de Extensão, Emanoel Márcio. Paralelamente, a FJA, juntamente com a direção do teatro, desenvolverá o projeto Pauta Livre, a fim de incentivar apresentações de grupos locais no espaço. O presidente da FJA, Crispiniano Neto, destaca a importância histórica do Te-

atro Lauro Monte para Mossoró e toda a região. “O Teatro é fruto da luta da classe artística. Mais do que uma casa de artes, o espaço tem relevante valor sentimental na memória dos potiguares”, enfatiza. Ele destaca ainda que a parceria com a Uern foi fundamental para viabilizar o funcionamento do espaço. “Nosso sentimento é de gratidão. Sem a universidade, teríamos muita dificuldade para retomar as atividades do Teatro Lauro Monte Filho”, declara Crispiniano Neto. Para o ator e diretor Raimundo Nonato, o retorno das atividades tem um grande valor simbólico para a classe artística local. “Esse não é apenas mais um espaço para apresentações. Como o dire-

tor da FJA, Crispiniano Neto, bem lembrou, essa casa representa a luta da classe artística e para nós, o retorno do seu funcionamento é de fundamental importância”, declara. O reitor Pedro Fernandes enfatiza que é uma oportunidade muito grande para a universidade poder colaborar com o retorno das atividades do Teatro Lauro Monte Filho. “A universidade não pode mais ficar limitada em quatro paredes. Precisamos nos aproximar cada vez mais da sociedade, com nossas ações de ensino, pesquisa e extensão. Temos equipes de profissionais bastante capacitados e dedicados que podem contribuir, e muito, com o desenvolvimento do nosso estado”, finaliza.

No 1° de maio, a capital estrangeira que teve manifestações mais violentas foi a civilizadíssima Paris. Os motivos do radicalismo foram dois: 1. Preços elevados dos combustíveis; 2. Reforma da Previdência. Parece muito com

um país que nós conhecemos, mas a diferença é que mesmo só tendo levado 150 mil pessoas às ruas e o Brasil tendo levado 1 milhão e duzentas mil, lá o povo não está para ouvir conversa para boi dormir.

Pega fogo, tabaréu Mourão, general amatutado mas metido a bacana, está em pé de guerra com Bolsonaro e seus três metralhas. Carlos Bolsonaro, o mais execrável dos três patetas que pensam que são príncipes em plena República, não deixa o general vice-presidente em paz. É a compensação que o Exército está recebendo por ter traído a democracia apoiando um nazifascista para a presidência da República. Um capitão de milícias, que não foi expulso da corporação por uma fraqueza da força...

Pega fogo, tabaréu II Mourão, tabaréu de farda e pijama, acusa o golpe. Manda fazer varredura no seu gabinete em busca de escuta ilegal e diz que não há mais espaço para a turma do “aquieta arreda”. A02 militares já estão na Esplanada dos Ministérios. Grande parte deles, dentro do Palácio do Planalto. Bolsonaro hoje mais parece aqueles

dentes moles de crianças em processo de muda, que se arranca com uma linha. Resta saber quem vai para as ruas defender Bolsonaro. Seu povo é mais militarista que Bolsonarista. A esquerda já sabe que vai dar nisso e está se preparando psicologicamente para conviver com um governo fadado aos fardados...

iMAGEM QUE MARCA Stop to Bolsonaro. A campanha citada no artigo acima está de vento em popa. Logo o mundo inteiro estará rejeitando Bolsonaro. O presidente do Brasil será persona non grata “nas quatro pruvenças do mundo”.


gerais 7

DOMINGO, 5 de maio DE 2019

Investimento

Projeto prevê a ampliação de parques eólicos no RN >> A empresa portuguesa EDP Renováveis prevê o investimento na ordem de R$ 3 bilhões e a implantação de 20 parques nos próximos 5 anos

A

empresa portuguesa EDP Renováveis apresentou projeto ao Governo do Estado o projeto de ampliação do setor de energia eólica no Rio Grande do Norte. O projeto prevê o investimento na ordem de R$ 3 bilhões no estado e a implantação de 20 parques eólicos nos próximos cinco anos. Esta empresa foi a vencedora dos últimos leilões promovido pelo Governo Federal para instalação e exploração de energia eólica no RN. O novo projeto prevê a construção de quatro complexos e 20 novos parques eólicos, chegando a cidades antes não beneficiadas. Os municípios contemplados nesta etapa são Jandaíra, Touros, Lajes, São Tomé, Cerro-Corá, Pedra Preta e Pedro Avelino. A empresa já opera oito parques nos municípios de Parazinho, Jandaíra e Touros. A governadora Fátima Bezerra destacou a transformação social que ocorre nas cidades com a chegada de um investimento deste porte. “Toda a economia local é impactada, desde a padaria ao supermercado, além da geração de emprego e renda. O nosso governo está comprometido com a pauta do desenvolvimento, mantendo o diálogo permanente com os setores produtivos”, disse Fátima, que destacou ainda o papel estratégico da Secretaria de

!

O Brasil fechou o ano de 2018 com a marca de 14,71 GW de capacidade instalada de energia eólica Assessoria

O Rio Grande do Norte lidera os investimentos em energia eólica no país Desenvolvimento para alavancar a economia, trazendo novos investimentos ao Estado e cumprindo este papel de dialogar com todos os setores produtivos. Uma das líderes mundiais no setor de energias renováveis e a quarta maior geradora de energia eólica do mundo, a EDP é controlada por um grupo de portugueses e está presente em 12 países, incluindo o Brasil. Atualmente, atinge 11 GW de capacidade instalada.

A EDP também desenvolve trabalhos de impacto social nas regiões onde atua. No Município de Parazinho, por exemplo, realizou projetos na área de educação e capacitação rural em parceria com Sebrae. “Temos como missão impactar positivamente as localidades onde empreendemos, investimos em projetos voltados para a especificidade de cada região. Com um estudo sobre as condições climáticas e características do solo, para

capacitar os pequenos agricultores, com o objetivo ajudá-los desde o plantio à venda da sua produção”, ressaltou Felipe Domingues, diretor financeiro da EDP. Há 10 anos, a energia eólica vem sendo explorada no país e o Rio Grande do Norte segue sendo o maior produtor do país e ampliou sua capacidade instalada para 4.043,1 GW, em seus 151 parques. O estado foi o que mais teve projetos contratados, com um total de 23.

Passados estes 10 anos, os investimentos do setor movimentaram aproximadamente R$ 15 bilhões, e o estado se consolidou na liderança nacional de produção dessa matriz energética. Em dezembro de 2017, a capacidade instalada no estado potiguar era de 3.679,9, em um total de 135 parques, de acordo com as informações da Associação Brasileira de Energia Eólica (ABEEÓLICA). O Brasil fechou o ano de

2018 com a marca de 14,71 GW de capacidade instalada de energia eólica, em 583 parques eólicos e mais de 7 mil aerogeradores, em 12 estados. Se for considerada a geração eólica produzida de janeiro a dezembro de 2018 no país, que é de 44,62 TWh, o parque gerador instalado disponibilizou ao sistema equivalente ao consumo residencial médio mensal de mais de 23 milhões de casa, ou 70 milhões de pessoas.


8 GERAIS

DOMINGO, 5 de maio DE 2019

Influenza

‘Dia D’ de vacinação teve grande movimento em postos de Mossoró >> O Dia D da campanha nacional de vacinação ocorreu neste sábado. Secretaria Municipal aguardava comparecimento de cerca de 18 mil pessoas nos postos de vacinação

O

correu neste sábado, 4, o dia D de vacinação contra a influenza nos postos de saúde de todo o país. A previsão da Secretaria Municipal de Saúde é de que aproximadamente 18 mil pessoas que pertencem aos grupos prioritários tenham comparecido aos postos de saúde de Mossoró. Para atingir a meta de imunização, a Secretaria de Saúde abriu 40 postos de vacinação em vários pontos de Mossoró. Além das 32 Unidades Básicas de Saúde, também foram providenciados oito pontos extras, localizados em pontos estratégicos de Mossoró. No dia D de imunização, os postos de saúde de Mossoró abriram às 8h, com exceção do ponto instalado no Partage Shopping, que abriu às 10h. Todos os pontos de vacinação localizados

CIANO MAGNTA AMARELO PRETO

na área urbana de Mossoró funcionaram até 17h, enquanto que os três postos de saúde da zona rural vacinaram a população até as 12h. As UBSs da zona rural que abriram neste sábado foram a UBS Izabel Bezerra de Araújo (comunidade do Jucuri), que também vai receber a 6ª edição do projeto Família em Foco, UBS Francisco Neto da Luz (comunidade Riacho Grande) e UBS Luíza Vanessa (comunidade da Maisa). A campanha nacional de vacinação contra a influenza ocorre desde o dia 10 de abril e segue até o dia 31 de maio. Mesmo quem não pôde comparecer aos pontos de vacinação neste sábado, pode ir até os postos de saúde dos bairros até o final da campanha. A previsão é que 80% do público-alvo de Mossoró seja imunizado

Marcos Garcia

Criança é imunizada contra a gripe na UBS do bairro Boa Vista nesta 21ª campanha. Segundo o Ministério Saúde (MS), são, em média, 82.707 pessoas na cidade dentro dos grupos prioritá-

rios que devem receber a vacina que protege contra a influenza A/H1N1pdm09, A/H3N2 e influenza B. A estimativa total é que serão

vacinadas mais de 59 milhões de pessoas em todo país, sendo 972.875 só no estado do Rio Grande do Norte. A meta é vacinar, pe-

lo menos, 90% dos grupos elegíveis para a vacinação. O público-alvo são crianças de 6 meses a menores de 6 anos (5 anos, 11 meses e 29 dias); gestantes; puérperas (mulheres com até 45 dias após o parto); indivíduos com 60 anos ou mais de idade; trabalhadores da saúde; professores de escolas públicas e privadas; grupos de pessoas com doenças crônicas não transmissíveis e outras condições clínicas especiais; adolescentes e jovens de 12 a 21 anos sob medidas socioeducativas; povos indígenas; população privada de liberdade e os funcionários do sistema prisional. Em 2018, o Rio Grande do Norte vacinou 93,5% de sua população, e agora em 2019 a Coordenação Estadual de Imunizações está aumentando os esforços para em parceria com as Regionais de Saúde e Secretarias Municipais de Saúde vacinar o máximo possível de pessoas pertencentes aos grupos prioritários a receber a vacina e, com isso, reduzir as internações, complicações e óbitos causados por influenza. Até o momento, foi registrada a administração de 219 mil doses, proporcionando uma cobertura de 20,7% para o Rio Grande do Norte, sendo este o 13° no país e 4° no Nordeste em cobertura vacinal.


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Mossoró (RN), domingo, 5 de maio de 2019

Economia

Setor imobiliário prevê entre 2 e 3 mil novos empregos com a venda de poços maduros

>> Após a venda de 34 poços maduros na região Oeste Potiguar, setores da economia mossoroense acreditam em um novo fôlego na cadeia produtiva da cidade

N

a última semana, a Petrobras anunciou a venda de 34 campos maduros de petróleo na região Oeste do Rio Grande do Norte. Os contratos de compra e venda dos aditivos da petrolífera brasileira, que incluem os poços no Oeste potiguar, foram assinados pela empresa Petrorecôncavo no valor de R$ 1,516 bilhão. A princípio, os poços tinham sido negociados com a petrolífera 3R Petroleum no final do ano passado. Contudo, a empresa não efetivou o pagamento da primeira parcela dentro do prazo estipulado em contrato, cabendo à segunda melhor oferta o direito na compra dos aditivos. A compra dos aditivos pela Petrorecôncavo prevê o pagamento em três parcelas, sendo a primeira parcela no valor de 28,8 milhões de dólares, a segunda no valor de 239,9 milhões de dólares e a terceira custando 61,5 milhões de dólares à Petrolífera. A exploração dos campos maduros petrolíferos na

Assessoria

Exploração de poços maduros deverá aquecer economia mossoroense

região Oeste do estado viabiliza um aquecimento econômico no setor produtivo e de serviços mossoroenses. A cidade que se expandiu consideravelmente após a

chegada da Petrobras décadas atrás poderá ter um novo fôlego econômico com a continuidade da exploração dos poços terrestres na região circunvizinha.

Parte do programa de desinvestimento da Petrobras, os 34 poços maduros produzem, atualmente, cerca de 6 mil barris por dia, e foram reunidos em um úni-

co pacote para venda. Com média de 40 anos de produção petrolífera, os poços comprados pela Petrorecôncavo fazem parte do polo Riacho da Forquilha,

localizadas a 40 km ao sul de Mossoró, embora dispersas geograficamente. Estando tão próxima a Mossoró, a exploração desses poços é acompanhada com atenção por setores econômicos da cidade, como os setores da construção civil e imobiliário. Com uma maior exploração petrolífera na região, esses setores deverão ser um dos primeiros a sentirem os impactos positivos, assim como o comércio local. Para o empresário Jansen Nogueira, a venda dos poços maduros é percebida no setor imobiliário com “muita alegria”. “Entendemos que milhares de famílias de funcionários passarão fomentar o mercado e toda a cadeia produtiva da cidade e da região”, argumentou Nogueira. Contudo, ele se mostra cauteloso sobre os próximos meses. Nogueira explica que “o mercado exige ações palpáveis e reais para fluir”, mas que o setor acredita “que a produção deverá iniciar suas operações em breve”, aquecendo a economia local. O retorno da exploração petrolífera na circunvizinhança mossoroense projeta a expectativa de recuperação econômica após o programa de descontinuação da Petrobras na cidade. “[Após a redução da exploração petrolífera], deixou de circular muito dinheiro em toda a região, reduzindo muito o fluxo de negócios imobiliários e diminuindo consideravelmente a liquidez das transações com imóveis, sem falar na diminuição das atividades sociais que resultam desses dividendos”, conjeturou Nogueira.

Exploração de petróleo cresce e pode aquecer economia Entre fevereiro e março de 2019, o Brasil produziu mais de 2,5 milhões de barris de petróleo por dia. O valor representa um aumento de quase 3% da produção petrolífera da empresa para o período. O aumento da exploração promove um clima de otimismo em setores locais e regionais da economia que são afetados direta e/ou indiretamente pelas exploração de petróleo. Mais: os royalties são comumente usados para auxiliar no equilíbrio da economia dos Estados. No Rio Grande do Norte, o Governo do Estado busca

CIANO MAGNTA AMARELO PRETO

leiloar os royalties de petróleo e gás previstos até 2022, com a expectativa de rendimento de mais de R$ 300 milhões que auxiliaria o pagamento de salários atrasados dos servidores públicos estaduais. Embora a bacia potiguar seja considerada madura, o estado ainda possui capacidade considerável para exploração petrolífera, comprovada pela recente venda de 34 poços maduros na região Oeste norte-rio-grandense. Em consonância com a produção nacional de petróleo, a venda dos 34 poços projeta um clima de otimis-

Marcos Garcia

mo com a viabilidade do aumento da produção nesses poços, gerando emprego e renda na economia local.

RN ainda possui capacidade considerável para exploração petrolífera Brasil produz mais de 2 milhões de barris de petróleo por dia


2 mossoró

DOMINGO, 5 DE maio de 2019

Calendário de vacinação contra a febre aftosa é adiado para segunda-feira

TRÂNSITO

Câmara e Prefeitura propõem ações durante o Maio Amarelo >> Durante o mês de maio, a Prefeitura de Mossoró e a Câmara de Vereadores promovem ações educativas pela valorização da vida

A

Câmara Municipal de Mossoró instituiu a Frente Parlamentar de Trânsito e Mobilidade Urbana (FPTMB) em referência ao movimento internacional Maio Amarelo. A frente parlamentar deverá discutir políticas públicas para a preservação da vida e educação no trânsito mossoroense. Em sua sexta edição, o movimento Maio Amarelo propõe-se a estimular o diálogo entre Poder Público e sociedade civil, buscando um entendimento sobre a importância de um trânsito seguro, do pedestre ao motorista, com palestras, cursos, entre outras ações de conscientização. Em Mossoró, além da frente parlamentar, a Prefeitura Municipal de Mossoró (PMM) também lançou a campanha na cidade. Durante todo o mês de maio, o Execu-

Marcos Garcia/Arquivo

Câmara debaterá políticas públicas para o trânsito mossoroense tivo Municipal realizará ações em referência ao movimento, que neste ano tem o mote “No trânsito, o sentido é a vida”. Como parte do calendário de atividades de conscientização, o Executivo Municipal realiza neste domingo, 5, o “piquenique literário” a partir das 17h no Corredor Cultural. Segundo divulgou a PMM,

serão realizadas ações que busquem a conscientização do jovem ao adulto, trabalhando a “prevenção”. Além dos Poderes Executivo e Legislativo municipal, o II Departamento de Polícia Rodoviária Estadual (II DPRE) deverá realizar atividades pela cidade. Durante o lançamento da campanha

pela Prefeitura, o comandante da II DPRE, major Lima, argumentou que, embora tenham uma pauta própria, vão integrar-se às forças de segurança do Município também. “Vamos nos integrar às forças de segurança relacionadas ao trânsito para salvar o bem maior, que é a vida”, explicou Lima.

Sem a participação do Instituto de Defesa e Inspeção Agropecuária do Rio Grande do Norte (IDIARN), a Secretaria Municipal de Agricultura adia para esta segundafeira, 6, o início da vacinação dos animais dos pequenos produtores rurais de Mossoró. Os produtores rurais que possuem até 25 animais deverão receber as equipes de vacinação do município a partir de amanhã, 6. Inicialmente, a primeira dose da vacina contra a febre aftosa estava prevista para a última quinta-feira, 2. Contudo, a ausência da participação das equipes do Idiarn alterou o calendário do Município. Segundo argumentou a Secretaria de Agricultura de Mossoró, o instituto estadual enviou um ofício informando que neste ano não acompanharia o processo de vacinação devido à “contenção de despesas” e à “calamidade financeira” enfrentada pelo

Estado. Ainda segundo divulgou a secretaria municipal, essa é a primeira vez em 20 anos que o Idiarn não participará da vacinação em Mossoró. Entretanto, os produtores rurais que possuem mais de 25 animais devem adquirir, vacinar e depois informar ao instituto estadual, responsável pelo controle e fiscalização, sobre a imunização de seus rebanhos. A vacina contra febre aftosa deve ser aplicada em duas etapas: a primeira neste mês de maio e a segunda dose no mês de novembro. Apesar das alterações no calendário de aplicações, os rebanhos dos pequenos produtores ainda receberão gratuitamente as doses da vacina, divulgou a Secretaria Municipal de Agricultura. As equipes da vacinação visitarão as localidades rurais de Mossoró, que é uma das maiores do Rio Grande do Norte, até o dia 31 de maio, segundo o novo calendário.

outras palavras José Nicodemos

aristida603@hotmail.com

NOITE QUEIMADA EM FEBRE

E

ssas chuvas com forte calor me provocam enorme mal-estar, mal-estar é pouco, uma profunda angústia. O ar sufoca, e eu sinto para cada coisa uma agonia que nem sei dizer. Dá-se que tenho deficiência respiratória, o que naturalmente se agrava com o calor. Chove sobre esta noite, como queimada em febre, e cá dentro de casa, o calor, sopro que saísse da boca do inferno, me deixa numa prostração dos diabos. Justo na hora em que costumo escrever o meu texto do jornal. Ainda ligo o computador, mas, a respiração curta, quase por um fio, não consigo mesmo prosperar. De todo impossível o pensamento em situações assim, o fôlego faltando. Corro as vistas pelos quatro cantos da casa, se procurasse outra coisa que fazer, e em cada canto me espreita uma angústia mortal. Então, volto ao computador, mais uma tentativa, e, às súbitas, o calor me deleta na mente o assunto escolhido. Nada feito. Aí, mentalmente desarticulado, fico a ouvir lá fora crianças tomando banho de bica, numa zoada de vida em plenitude, que só elas, as crianças, podem ter. Só elas, porque, só nas almas puras, isto é, ainda não multifacetadas pelas contradições e defeitos presentes no

vivente humano, é que se representa a pureza do espírito. Da vida. E ouvindo lá fora esse canto, ou antes, a sinfonia da vida – a vida no seu estado mais puro –, sem querer, pusme a refletir sobre a degradação da alma humana, de uma forma ou de outra. Dito assim, porquanto, mesmo nas possíveis exceções, não deixa de haver algum defeito. É a lei da condição humana. Não lembro quem foi que disse o ser humano nasce puro, e o mundo o corrompe. Ou será esta uma dessas frases que, caídas no domínio coletivo, tornam-se anônimas? Aí, não sei. É possível. Mas, no final das contas, será isso mesmo – todos trazemos, do berço, adormecidas no mais íntimo de nós, tendências malignas. O que permite dizer, do artesão divino, que a intenção foi boa, o barro é que não presta. Também pode ser que não terá encontrado coisa melhor, em seu redor, quando lhe veio a (trágica) ideia de criar o homem. Nada mais senão um pântano miserável fervilhando de miasmas, como os esgotos de Roma antigamente. A céu aberto. Ih, já estou falando besteira, vão me desculpando. Bom, agora é que me dou conta de que a chuva parou, e não ouço mais lá fora a gritaria dos meninos debaixo das bicas generosas. Mas é que o calor, ainda mais forte depois da chuva, me traz o refrigério da infância.

ABSURDO

MALDADE

Falei na coluna de sábado sobre a tortura que são as longas filas do SUS, sem a consideração das urgências, e pergunto se é justo o povo pagar plano de saúde para deputados e senadores.

Se ao menos esses desocupados facilitassem a vida dos pacientes do SUS, tudo bem. Não é, porém, o que sucede. É de ver aí uma tremenda graçola com a cara do povo. Pura maldade.

Gaste Os desafios de bem o seu lidar com diabetes 18 anos décimo na infância de compromisso

Mais de 200 bilhões vão oxigenar a economia no fim de TRIPÚDIO Então, é paraano. issoSaiba que se como elege MOSSORÓ gastar certo. essa gente, vale dizer, para tripu-3 diar miseravelmente sobre a desgraça dos que não podem pagar medicina. E isso não é@defato_rn de agora. Vote nesse povo quem quiser.

o jornalismo A dona com de casa Suzy Kelly deixou de trabalhar para cuidar, integralmente, de verdade do filho César de seis anos. Ela fala sobre medicamentos, alimentos e da descoberta da doença. MOSSORÓ 1

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linguagem Temos dito que a textualidade, que depende da boa articulação do texto, como unidade temática e unidade estrutural, depende muito de termos presente os três níveis em que essa articulação se desenvolve: o nível sintático (relações entre os signos), o nível semântico (relações entre os signos e o mundo para o qual remetem) e o nível pragmático (relações dos signos com seus intérpretes). Aí assentam, pois, os fundamentos da produção do texto, os quais facilitam a vida do escritor. Fora daí, as intenções contidas no enunciado (a enunciação) não se realizam, e fica muito difícil, quando não impossível, costurar o texto.

17os an

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MOSSORÓ �RN�, DOMINGO, 19 DE NOVEMBRO DE 2017 | EDIÇÃO 5.020 � ANO


Mossoró 3

DOMINGO, 5 de maio de 2019

Serviço

UPAs de Mossoró realizam média de 400 atendimentos por dia >> Os meses de abril e março foram os que apresentaram maiores números de atendimentos em cada uma das três UPAs de Mossoró Marcos Garcia

Amina Costa

Da Redação

N

estes primeiros meses do ano, é comum ver superlotação nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) de Mossoró, principalmente em decorrência das viroses, que são mais comuns durante os meses chuvosos. Nas três UPAs da cidade, foram feitos mais de 110 mil atendimentos somente nos meses de janeiro a abril deste ano. De acordo com informações repassadas pela Secretaria Municipal de Saúde, foram realizados, em média, 400 atendimentos diários em cada UPA da cidade. Na UPA do bairro Santo Antônio, por exemplo, foram feitos 49.781 atendimentos médicos entre os meses de janeiro a abril. Nos três primeiros dias do mês de maio, já tinham sido feitos quase 1.200 atendimentos nessa mesma unidade. Na UPA do bairro Belo Horizonte, foram feitos 31.561 atendimentos nos primeiros quatro meses do ano, e neste início do mês de maio, pouco mais de mil pessoas foram atendidas. Os números da UPA do Alto de São Manoel são referentes apenas aos meses de janeiro a março, quando 31.264 pessoas recebe-

O maior número de atendimento ocorreu no mês de abril Marcos Garcia

ram atendimento médico nessa unidade. No mês de maio, foram 1.027 pessoas atendidas na unidade. Em relação aos números detalhados dos atendimentos que foram realizados em cada mês, a Secretaria de Saúde informou apenas os dados das UPAs do Santo Antônio e do Belo Horizonte. Em relação à primeira unidade, o maior número de atendimentos a pacientes foi realizado no mês de abril (13.921) e, em seguida, no mês de março (13.269). No mês de janeiro, foram feitos 11.729

atendimentos, enquanto que em fevereiro, 10.862 pacientes foram atendidos no local. Foi no mês de abril também que a UPA do Belo Horizonte atendeu o maior número de pacientes, com 9.576 atendimentos médicos. Em janeiro, foram feitos 6.746 atendimentos; em fevereiro, a unidade recebeu 6.397 pacientes; e no mês de março foram realizados 8.838 atendimentos médicos nessa unidade de saúde. Nas duas unidades em que a Secretaria de Saúde

Atendimento médico nas UPAs de Mossoró

tem o número detalhado de atendimento, é possível perceber que foi nos meses de março e abril que a população mais procurou as UPAs para atendimento médico. Esses números podem estar diretamente ligados ao período chuvoso na cidade e à ocorrência de viroses, comuns nesta época do ano. A Secretaria de Saúde informou que os atendimentos registrados no sistema são por motivos diversos e não soube informar quantos deles se tratavam de casos de viroses ou outros tipos de doenças. No entanto, além dos números de atendimentos, a Secretaria Municipal de Saúde detalhou ainda a gravidade dos atendimentos que foram realizados na UPA do Belo Horizonte nestes primeiros meses de 2019. A direção da UPA classifica os atendimentos em “casos de urgência”, quando não passam pela classificação de cor para o atendimento, e casos de “acolhimento e classificação”. Nesse segundo caso, um enfermeiro de plantão faz a triagem e informa se o caso é pertencente à faixa azul, verde ou amarela. São essas cores que definem o tempo máximo de atendimento do paciente. Entre os meses de janeiro a abril, a UPA do BH realizou 5.792 atendimentos de urgência, sendo que o maior número de casos aconteceu no mês de março (1.563 atendimentos de urgência). Já 21.354 pacientes passaram pelo setor de acolhimento e classificação dessa unidade de saúde, conforme os dados da Secretaria Municipal de Saúde.

Total de atendimentos nas Unidades de Pronto Atendimento de Mossoró: UPA Santo Antônio Janeiro a Abril – 49.781 Mês de Maio – 1.197

UPA Belo Horizonte Janeiro a Abril – 31.561 Mês de Maio – 1.009

UPA Alto de São Manoel Janeiro a Março – 31.264 Mês de Maio – 1.027

Classificação dos atendimentos realizados na UPA do BH, conforme dados da Secretaria Municipal de Saúde

Janeiro Acolhimento e classificação – 5.324 Atendimento de urgência 24h – 1422 Total de atendimento médico – 6.746 Fevereiro Acolhimento e classificação – 5.372 Atendimento de urgência 24h – 1.474 Total de atendimento médico – 6.397 Março Acolhimento e classificação – 5.533 Atendimento de urgência 24h – 1.563 Total de atendimento médico – 8.838 Abril Acolhimento e classificação – 5.125 Atendimento de urgência 24h – 1.333 Total de atendimento médico – 9.576

Número detalhado de atendimentos realizados mensalmente na UPA do bairro Santo Antônio: Janeiro

11.729

Fevereiro

10.862

Março

13.269

Abril

13.921

Maio

1.197

(até o momento).


4 mossoró

DOMINGO, 5 de maio de 2019

O projeto partiu da necessidade de perceber que os próprios pensadores brasileiros

Iniciativa

Todas as ruas têm nome de homem? >> Pesquisadora da Uern estuda origens de cultura patriarcal no Brasil

V

ocê já percebeu que a maioria dos nomes de ruas em Mossoró é de homens? Sem fazer muito esforço, ao se pensar em nome de ruas na cidade, logo vêm à mente nomes como Alberto Maranhão, Felipe Camarão, Presidente Dutra. Para pesquisadores, a memória de personalidades masculinas em nomes de ruas reforçam uma cultura predominantemente patriarcal existente no Brasil. De acordo com a professora Mirla Cisne, da Faculdade de Serviço Social da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN), a abordagem dos estudos no campo do feminismo é fundamental, principalmente em uma conjuntura que aponta um grande fundamentalismo religioso reacionário e que afeta em particular a vida das mulheres, pelo reforço da naturalização a uma ideologia patriarcal. A professora pesquisa a origem do que considera ser uma naturalização de uma ideologia patriarcal. Segundo ela, “o que eles dizem que é proibir a ideologia de gênero é, ao contrário, naturalizar uma só ideologia, a de gênero patriarcal, que naturaliza o que se considera ser homem ou mulher, dentro de

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Cedida

A memória de personalidades masculinas em nomes de ruas reforçam uma cultura predominantemente patriarcal

uma perspectiva biologizante e dentro de um modelo de desigualdade entre homens e mulheres, naturalizando assim, papéis que são socialmente determinados como algo natural, como a questão da maternidade de um modelo patriarcal.” Partindo do pressuposto que essa submissão feminina não é natural, mas construções culturais, socialmente determinadas, um

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dos projetos de pesquisa de Mirla estuda como esse modelo surgiu na história do Brasil. “Todas as ruas têm nome de homem?: uma análise da construção sóciohistórica e econômica do patriarcado e do racismo na formação colonial brasileira” tem a intenção de problematizar a história do Brasil, inclusive a história oficial, e busca entender como essa ideologia patriar-

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cal tão forte e tão reforçada na cultura atual, iniciou. O projeto partiu da necessidade de perceber que os próprios pensadores brasileiros, que pensam a formação do Brasil, são homens. “Por mais que tenhamos alguns valorosos pensadores brasileiros, por mais críticos que eles sejam, na nossa opinião, falta muito essa análise do ponto de vista feminista, com exce-

ção de alguns ensaios, alguns esforços, mas que não chegaram a gerar uma obra sobre um pensamento feminista do Brasil. Saffioti (Heleieth Saffioti) foi a que mais se aproximou disso, com sua tese de doutorado que virou livro, intitulada A Mulher na Sociedade de Classes, onde dedica parte do livro a pensar o patriarcado na formação do Brasil”, explica a professora.

O projeto foi um dos aprovados na Chamada Universal do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPQ), o que possibilitará recursos para viabilizar a análise de documentos da época da colonização do Brasil no Arquivo Nacional do Rio de Janeiro para tentar identificar como as mulheres viviam e eram tratadas nesse período colonial. “Mais de 90% das ruas tem nomes de homem e isso é resultado de uma história patriarcal, que tem esses homens como heróis. As poucas mulheres que nomeiam as ruas geralmente estão dentro da história oficial, e não são as que realmente são lutadoras, resistentes. Mulheres quilombolas, mulheres indígenas… quais estão em nomes de ruas?”, questiona. A análise da pesquisadora vai além. Segundo ela, muitas vezes, os nomes vinculados a essas ruas são de ditadores, escravocratas e não o que chama de heróis e heroínas do povo. “Isso significa que o próprio mundo público não reflete de fato a dimensão das lutas e das resistências, como disse Florestan Fernandes, dos que vem de baixo, sempre dentro de uma perspectiva elitista, patriarcal e racista que modela a formação do Brasil”, explica Mirla. A intenção é dar continuidade ao projeto, com a pesquisa de outras épocas da história do Brasil até os dias atuais.


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DOMINGO, 5 de maio de 2019

Foto meramente ilustrativa

Mulheres

assassinadas >> Trinta mulheres já foram mortas

no Rio Grande do Norte somente nos primeiros quatro meses deste ano, configurando femicídios Fábio vale

Da Redação

D

iariamente, casos de violência contra a mulher são noticiados por veículos de comunicação em todo o país. No Rio Grande do Norte, a situação não é diferente. Frequentemente, a im-

prensa estadual tem reportado crimes contra vítimas do sexo feminino. O destaque dado ao assunto se dá diante da recorrência de assassinato de mulheres em geral ou femicídios. A violência letal contra vítimas do sexo feminino no primeiro quadrimestre deste ano no ter-

ritório potiguar tem preocupado. Somente nos primeiros quatro meses deste ano, trinta mulheres já foram mortas no estado. Do total de crimes registrados pelo Observatório da Violência (OBVIO), dez são classificados como feminicídios, que é o assassinato de mulheres por violência

Feminicídios no 1º quadrimestre de 2019 superam o de 2018 A quantidade de feminicídios no primeiro quadrimestre deste ano já supera o do mesmo período do ano passado. É o que apontam dados do Observatório da Violência (OBVIO) divulgados nesta semana. O levantamento da entidade mostra que foram dez mulheres assassinadas nos quatro

primeiros meses de 2019 por violência doméstica e/ ou gênero. No mesmo período do ano passado, foram nove feminicídios no primeiro quadrimestre de 2018. O comparativo revela o aumento de um caso. Um dos casos mais recentes de violência letal contra a mulher

no estado foi registrado em Mossoró no final da semana que passou. Na ocasião, a dona de casa Maria da Conceição Dantas de França, de 36 anos de idade, foi morta com um tiro de espingarda. O crime aconteceu na localidade conhecida como Sítio Ranho da Caça, na zo-

doméstica e/ou gênero. Os mais recentes números sobre crimes contra mulheres no estado foram divulgados nesta semana e compreendem casos ocorridos entre janeiro e abril de 2019 e do mesmo período de 2018. O levantamento do Obvio dá conta que do total de quase 500 pessoas assas-

sinadas nos quatro primeiros meses deste ano no estado, 6% foram de mulheres. O percentual corresponde ao número absoluto de 30 vítimas do sexo feminino. As estatísticas do Obvio detalham também que desse total de casos, dez são classificados como feminicídios, que é o as-

sassinato de mulheres por violência doméstica e/ou gênero. Especialistas no assunto explicam que isso quer dizer que essas vítimas foram mortas geralmente por alguém próximo - como marido e namorado -, por questões ligadas ao relacionamento amoroso, como o término dele.

na rural da cidade da região Oeste potiguar. A suspeita é de que o disparo teria sido feito pelo marido da vítima, um vigia de 41 anos, que logo depois foi encontrado também morto em um suposto suicídio. Uma arma de fogo foi encontrada no local. O caso deve ser investigado pela polícia. O quadro continua assustador. Um levantamento da Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) relativo ao período de janeiro a março deste ano colocou o Rio Grande do

Norte na 11ª posição entre os estados onde ocorrem mais feminicídios no país. No estado potiguar, são apenas cinco Delegacias Especializadas da Mulher: duas em Natal, uma em Parnamirim, outra em Mossoró e em Caicó. A primeira Delegacia da Mulher 24 horas do estado está funcionando desde 30 de março no mesmo prédio da delegacia de plantão da Zona Norte em Natal. A iniciativa é inédita e a principal ação do Governo para reduzir os índices de vio-

lência doméstica e feminicídio no RN IMPUNIDADE A maioria dos casos de violência contra a mulher ainda segue sem punição dos culpados. Relatório apresentado em março pelo Conselho Nacional de Justiça mostrou que de 2016 a 2018 subiu de 22% para 113% os processos envolvendo violência doméstica e feminicídio pendentes de julgamento. Somente em 2018, 32 acusações de feminicídio ficaram sem resposta da Justiça.


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Continuação

Vítimas de violência doméstica no RN receberão alertas pelo celular >> Projeto do Judiciário Estadual denominado “Medida Protetiva Eletrônica” fornece aparelhos smartphones para as unidades judiciárias especializadas

O

Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte (TJRN) está viabilizando o avanço do projeto “Medida Protetiva Eletrônica”, com o fornecimento de aparelhos smartphones para as unidades judiciárias especializadas. O objetivo é dar celeridade para a comunicação das mulheres vítimas de violência doméstica e familiar sobre a concessão de medidas protetivas a partir da utilização do aplicativo de mensagens WhatsApp. O juiz Deyvis Marques, responsável pela Coordenadoria da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar (CE-MULHER), ressalta que com os aparelhos, sempre quando o juiz decidir uma medida protetiva, a secretaria da unidade judiciária fará o envio da decisão para a vítima via WhatsApp. O recebimento se dá de forma quase instantânea. Deyvis Marques explica

Divulgação PM/RN

Com o WhatsApp, vítima será comunicada sobre quaisquer medidas contra ou favor do acusado

que tal medida fará que deixe de ser necessária a expedição de mandado ou deslocamento de oficial de justiça, trazendo celeridade

e reduzindo custos. “Com a intimação pelo WhatsApp, essa intimação vai ser em tempo real, com maior agilidade e com menor custo.

Com isso, conseguimos garantir maior efetividade da lei”, diz o juiz. Nesta semana, o presidente do TJRN, desembar-

gador João Rebouças, realizou a entrega de aparelhos ao juiz Deyvis Marques (também titular do Juizado da Violência Doméstica de

Parnamirim) e às juízas Maria do Socorro Pinto e Rossana Andrade, respectivamente, titulares dos 1° e 2° Juizados da Violência Doméstica de Natal. O Juizado de Mossoró, que tem como titular o juiz Renato Vasconcelos, também recebeu um aparelho celular para realizar as comunicações com as vítimas. Além destes, o juiz Rosivaldo Toscano, do 3° Juizado de Violência Doméstica de Natal, já usa esse recurso tecnológico. “Só vão ser intimadas dessa forma as vítimas que anuírem a este tipo de formato. Para isso, basta ela informar um número de WhatsApp para o recebimento das mensagens. Com a autorização, as vítimas passarão a ser intimadas através desse instrumento tecnológico, trazendo maior efetividade e modernidade e também mais comodidade e economia”, aponta o juiz Deyvis Marques. Entre os usos do WhatsApp, Deyvis Marques exemplifica que a vítima será comunicada antes do réu quando este for posto em liberdade e que qualquer medida em desfavor do réu será previamente comunicada à vítima, que terá conhecimento antes do agressor. A comunicação ocorre no horário das 8h às 18h.


esporte 7

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BRASILEIRÃO

Grêmio e Fluminense buscam a 1ª vitória G rêmio e Fluminense se enfrentam neste domingo, 5, às 19h, em Porto Alegre (RS), em busca da primeira vitória no Campeonato Brasileiro. Ambos ainda não venceram e, apesar de terem disputado apenas dois jogos, já sentem o incômodo de frequentar a zona do rebaixamento. Enquanto o time gaúcho tem 1 ponto, somado no empate contra o Avaí, na segunda rodada, a equipe carioca segue sem pontuar, com duas derrotas em dois jogos. A necessidade de vitória não comove o técnico gremista, Renato Gaúcho, que deve poupar titulares para a partida contra a Universidad Católica, pela Libertadores da América. "Meu time está cansado. Preciso pensar nos jogadores, no cansaço. Não adianta colocar todos em campo e, quando precisar trocar no segundo tempo, eu ter somente três substituições", explicou o treinador. Ele ainda disse que acredita na qualidade do elenco e confia no sucesso dos reservas. "O grupo é muito bom, muito qualificado. São jogadores de alto nível e têm que dar conta do recado." Para o Fluminense, a semana é mais tranquila, já que

Divulgação

Fluminense vem de derrota no meio de semana para o Santos na Vila Belmiro não terá partidas pela Copa Sul-Americana ou Copa do Brasil, e pode entrar em campo com o que tem de melhor. A comissão técnica preferiu não retornar ao Rio de Janeiro e viajou diretamente de São Paulo para Porto Alegre. Sem Ganso, lesionado, o técnico Fernando Diniz pode promover a estreia do meia Guilherme, que viajou com o grupo. Para isso, teria que modificar a formação que vem sendo utilizada, com três

volantes: Airton, Bruno Silva e Allan. Outro que pode reaparecer entre os titulares é o atacante Pedro, que voltou a jogar após oito meses, depois de se recuperar de uma lesão no joelho, e marcou o gol solitário na derrota por 2 a 1 para o Santos. "Feliz demais pelo gol. Não deu para comemorar porque estávamos perdendo, mas saiu o peso de estar muito tempo parado", afirmou o atacante.

Botafogo e Fortaleza se enfrentam para consolidar reação Derrotados na primeira rodada e vitoriosos na segunda, Botafogo e Fortaleza se enfrentam neste domingo, 5, às 16h, no Rio de Janeiro, buscando confirmar a reação no Campeonato Brasileiro. No alvinegro carioca, o triunfo sobre o Bahia foi bem visto não apenas pelos primeiros três pontos na competição, mas por mostrar que o time é capaz de se recuperar e reverter um resultado – a equipe baiana abriu o marca-

>> Enquanto o time gaúcho tem 1 ponto, a equipe carioca segue sem pontuar

dor logo no início da partida. Por isso, o técnico Eduardo Barroca não poupou elogio à dedicação do elenco. "Esses jogadores estão trabalhando muito forte, estão incomodados com os resultados de 2019 até aqui. Eles querem dar uma resposta. Para mim, isso é claro. Eles têm tentado reagir a todos os meus estímulos", disse. O treinador ainda destacou a importância de somar o maior número possível de pontos nos jogos que faltam

até a parada para a Copa América, quando o time terá tempo para treinar. "Na parada, a gente vai conseguir planejar a médio e em longo prazo." No Fortaleza, a vitória sobre o Athletico trouxe de volta ao time uma confiança abalada pela goleada por 4 a 0 sofrida diante do Palmeiras, na estreia. "Essa vitória foi importantíssima, primeiro pela pontuação para sair do zero, por ser a primeira vitória

FICHA TÉCNICA GRÊMIO Paulo Victor (Julio Cesar); Leonardo Moura, Michel, Kannemann e Cortez (Juninho Capixaba); Rômulo e Matheus Henrique; Alisson, Jean Pyerre e Everton (Pepê); André (Felipe Vizeu) ; técnico Renato Gaúcho.

FLUMINENSE Rodolfo; Gilberto, Nino, Matheus Ferraz e Caio Henrique; Aírton, Bruno Silva e Allan (Guilherme); Everaldo, Yony González (Pedro) e Luciano; técnico Fernando Diniz.

Local - Arena do Grêmio - Horário - 19h - Juiz - Raphael Claus/SP

FICHA TÉCNICA BOTAFOGO Gatito, Marcinho, Carli, Gabriel e Gilson; Gustavo Bochecha, Cícero e João Paulo; Erick, Rodrigo Pimpão e Diego Souza; técnico Eduardo Barroca.

Cruzeiro tenta a 2ª vitória diante do Goiás Cruzeiro e Goiás se enfrentam neste domingo (5) pelo Campeonato Brasileiro, às 16h, em Belo Horizonte (MG). O time mineiro disputa a segunda partida seguida em casa e busca mais uma vitória para alcançar os seis pontos. Na última rodada, a equipe venceu o Ceará por a 1 a 0. Já o Goiás perdeu em casa para o São Paulo por 2 a 1 na última quarta-feira e até agora soma um ponto, conquistado na primeira rodada, em partida contra o Fluminense, no Rio. O time de Mano Menezes deve ter algumas alterações em relação à partida anterior, como o retorno do lateral Egídio. “Nossa intenção é colocar o Egídio nos próximos dois jogos. Ele não virou reserva. Eu precisava avaliar Dodô em algumas situações de jogo, situações táticas”, comentou Mano durante entrevista coletiva. O treinador também avaliou a atual sequência do time e comentou as expectativas para a próxima partida. “Temos dois jogos em casa. Nós sabemos que temos que buscar os seis pontos. Isso nos motiva para enfrentar o Goiás no domingo”, afirmou.

AGENDA JOGOS FORTALEZA Felipe Alves; Tinga, Quintero, Roger Carvalho e Carlinhos; Gabriel Dias, Paulo Roberto e Edinho; Junior Santos, Osvaldo e Wellington Paulista; técnico Rogério Ceni.

Local - Engenhão, no Rio - Horário - 16h Juiz - Wagner Reway (PB)

SÉRIE A HOJE (5) 11h – Chapecoense x Atlético/PR 16h – Botafogo x Fortaleza 16h – Cruzeiro x Goiás 16h – CSA x Santos 16h – São Paulo x Flamengo 19h – Bahia x Avaí

conseguindo fazer dois gols e apoio da torcida. Taticamente a equipe foi muito bem, coesa em campo, com muita personalidade e vontade. Uma vitória do coração, da alma", disse o técnico Rogério Ceni. Já para o goleiro Felipe Alves, quanto mais o Forta-

leza somar rodagem na Série A, mais vai desenvolver o seu jogo. “No decorrer das partidas, o time vai ficando mais leve, mais solto, ganhando mais confiança. Vitórias facilitam bastante isso. Jogar fora é muito difícil e por isso a gente precisa valorizar as partidas em casa.

19h – Grêmio x Fluminense

SÉRIE C 16h – Treze x ABC 16h – Boa Esporte x Volta Redonda 18h – Ferroviário x Santa Cruz 19h – Atlético/AC x Ypiranga 20h – Remo x Náutico


8 OPINIÃO/esporte

DOMINGO, 5 de maio de 2019

fábio oliveira fabiowillard@hotmail.com

fabio willard de oliveira

Baraúnas tem eleições marcadas e presidente deve ser nome de consenso

C

umprindo os prazos estatutários em conjunto com o fim do período de intervenção (18 de maio), o Baraúnas marcou para o próximo sábado (11) suas eleições. Enfim, o que muitos cobravam, vai acontecer. Agora, quem são os candidatos? Até o momento, nenhum nome confirmado, mas apenas especulações e uma tendência. Ao longo das últimas semanas, falou-se nos ex-presidentes João Dehon e Zé Peixeiro. Ocorre que o estatuto vigente, atualizado ainda na época do próprio Dehon, diz que só podem votar e ser votados “os associados em dia com as mensalidades sociais e no gozo de seus direitos de sócios, inscritos até 30 dias antes do pleito”. Pois bem, nem Dehon, Zé Peixeiro ou qualquer outro ex-

presidente se encaixa nesses quesitos. Estão todos fora do páreo. O quadro de sócios atual e em condições de votar e ser votado tem próximo de 40 leoninos, sendo Marcos Maia, vice-presidente na época de Eudes Fernandes, o único ex-diretor em condições legais. Mas, Marcos, um histórico apaixonado tricolor, não deve concorrer. Damásio Medeiros, atual gestor provisório nomeado pela Justiça, é o nome mais forte e de consenso entre os associados. Damásio já declinou algumas vezes da ideia, mas pessoas próximas a ele garantem que hoje, passadas algumas fases, está propenso a aceitar. Será que teremos novidades até o próximo sábado? Acho pouco provável que o enredo mude até lá, com Damásio presidente.

iMAGEM QUE MARCA

Cedida

Internacional do bairro Boa Vista, categoria Master, time fundado em 2002. Escalação atual: Fabiano Morais, Veão, Março Urêia, Ciano, Cabôco, Neguinho, Max e Dauca; Nilsinho, Abinha, Juninho, Vanvan, Eudes, Wêsley, Março Bala e Civan.

A semana na história Nesta segunda-feira, o zagueiro Marinho, revelado pelo Potiguar e com passagem pelo Mossoró, completa 23 anos de idade. Pessoa do bem e bom jogador, merece todos os vivas. Parabéns!

América e Potiguar dominam seleção da TCM/95 FM A equipe da TCM/95 FM também elegeu sua seleção do Campeonato Potiguar. O América (7) e Potiguar (4) comandaram: Ewerton (América); Ivan (ABC), Júlio Pit (Potiguar), Adriano Alves (América) e Kaike (América); Leandro Melo (América), Lucas Santos (Potiguar), Hiltinho (América), Wilson (Potiguar); Adriano Pardal (América) e Jefinho (Potiguar). Técnico: Moacir Júnior (América). Os nomes em negrito representaram unanimidade na escolha dos profissionais da TCM/95 FM.

Torcedor Futebol Clube Pedro Avelino

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Tivemos muita determinação e ela deixou muito a desejar” Curuca, volante do Baraúnas em 2013, após empate com o Santa Cruz. Vá entender!

Mandato tampão Quem for eleito no próximo sábado, nas eleições do Baraúnas, assumirá o clube para um mandato tampão até 14 de janeiro de 2020, fechando o ciclo de dois anos, previsto no estatuto, e iniciado pela gestão provisória.

Pode não assumir Mesmo eleito, o novo presidente do Baraúnas pode ter o mandato reduzido mais ainda ou até não assumir o cargo, caso a Justiça resolva prorrogar novamente o mandato da administração provisória que ela nomeou.

Prorrogação O primeiro período dessa intervenção foi de 60 dias. Depois, a Justiça prorrogou para os atuais 120 dias. Caso prorrogue novamente, dependendo do novo prazo, a eleição do dia 11 poderá ser mera formalidade.

Prorrogação II É que o artigo IV do edital de convocação da eleição diz que a diretoria executiva só tomará posse no dia subsequente ao fim da administração provisória, cuja atuação obedece decisão judicial.

A conta O Baraúnas tem, no total, 55 causas registradas na Justiça do Trabalho. Destas, 13 estão em fase de execução, sendo algumas já negociadas pelos atuais administradores. O montante dessas 13 causas soma R$ 287 mil.

Pendente O ano ainda não terminou para o Potiguar, pelo menos no campo administrativo. Membros da comissão técnica e alguns jogadores da casa denunciam pendência de salários. A diretoria deve trabalhar nesse sentido.

Abolição I Torcedor do Potiguar

CLAUDER ARCANJO

Escritor e editor da Sarau das Letras

DAS 11 ÀS 13H


estado /jornaldefatorn

@defato_rn

/photos/jornaldefatorn

Mossoró (RN), DOMINGO, 5 de maio de 2019

Arrecadação

Queda de royalties preocupa gestores municipais em 2019 >> Enquanto o Estado registra aumento de mais de 8,5% no primeiro trimestre do ano, as Prefeituras amargam queda de média de 18% FABIANO SOUZA

Da Redação fabianosouz@hotmail.com

A

arrecadação dos royalties da produção de petróleo e gás entre os meses de janeiro e março deste ano gerou R$ 47,783 milhões ao Rio Grande do Norte. Segundo dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), o crescimento é de 8,53% maior que 2018. Os três primeiros meses de 2019 registraram a melhor arrecadação desde 2017. Em 2018, o valor foi de R$ 43,75 milhões, e há dois anos, R$ 42,949 milhões. Mesmo com o aumento do repasse para o Estado do RN, houve uma redução dos recursos para a repartição entre as cidades potiguares. A reportagem do JORNAL DE FATO fez um levantamento sobre os números divulgados de arrecadação entre os 10 maiores arrecadadores de royalties no RN e todos registram queda de receita, o que de certa forma vem causando dificuldade para os gestores municipais. Mossoró, em março deste ano, recebeu R$ 1.727.068,46 referentes ao repasse dos royalties. O valor é 19% menor do que o transferido no mesmo período do ano passado, quando o Município contabilizou saldo de R$ 2.055.966,94. Levando-se em consideração os meses de janeiro, fevereiro e março, a queda é de 4,6% em 2019. No primeiro trimestre do ano passado, a cidade recebeu R$ 5.779.777,63, já contabilizados os descontos do Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (PASEP). Neste ano, no mesmo perí-

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odo, o repasse somou R$ 5.523.733,48. O prefeito de Apodi, Alan Silveira, disse que a redução do repasse para

Apodi nos três primeiros meses do ano é de cerca de 15% se comparado ao mesmo período de 2018. Essa redução em paga-

mento de ações não é contínua, mas altera o pagamento de despesas já programadas. “Despesas que envolvem carnaval deste

ano e o corte de terra, nós teremos que ampliar o número de parcelas, tendo em vista que a redução do repasse dos royalties acabou

alterando nosso cronograma”, disse. Segundo ele, a expectativa é que o repasse volte a subir no segundo semestre como ocorreu no ano passado. “Entre os meses de agosto e dezembro de 2018, a cidade de Apodi registrou uma pequena elevação nos repasses, já em janeiro voltou a cair. Diante disso, tivemos que realizar alguns ajustes para manter os pagamentos contínuos em dia”, acrescentou o prefeito. Entre janeiro e março de 2018, a Prefeitura de Apodi recebeu R$ 2.813.776,56, já entre janeiro e março de 2019, o valor repassado foi de 2.668.235,91. Reprodução Internet

Produção de petróleo e gás natural garante R$ 47,7 milhões em royalties para o RN no primeiro trimestre

Municípios do Rio Grande do Norte tiveram aumento de 37% de royalties em 2018 Embora se confirme uma reclamação recorrente sobre a queda de royalties por parte de prefeitos, vale salientar que em 2018 o Estado do Rio Grande do Norte re-

cebeu um total de R$ 186,2 milhões em royalties de petróleo e gás. Um crescimento de 33% em relação a 2017, quando o governo recebeu R$ 139,1 milhões, os Muni-

cípios do RN recebem um reajuste bem maior. As Prefeituras tiveram acréscimo nos repasses de royalties no ano passado de quase 37% em relação ao ano ante-

rior. Foram repassados às Prefeituras do RN R$ 250,7 milhões em 2018 contra R$ 183,1 milhões no ano anterior. Os números revelam que Mossoró, Macau e Guamaré, respectivamente, lideraram o ranking dos Municípios que mais receberam repasses de royalties no ano passado. No acumulado do ano, a primeira cidade recebeu R$ 26,2 milhões, a segunda, R$ 20,2 milhões, e a

última, R$ 18,3 milhões. Esse balanço revela que o que falta à maioria dos gestores públicos é maior controle sobre suas receitas e gastos, tendo em vista que a queda de repasse de algumas receitas por parte do Governo Federal às Prefeituras ocorre de forma sazonal. Diante disso, cabe ao gestor trabalhar melhor a administração de seus gastos com base no que está previsto em arrecadação.

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2 estado

DOMINGO, 5 de maio de 2019

Continuação pág. anterior

Royalties de abril registram nova queda para os Municípios do RN >> O valor apresenta uma variação menor do que os valores repassados para alguns Municípios em relação ao mês de março

O

s últimos números da Agência Nacional de Petróleo (ANP) relacionados ao mês de abril foram divulgados na semana passada, que corresponde ao quarto crédito dos royalties de 2019 e voltou a registrar queda. Mesmo assim, não houve alteração com relação ao topo do ranking da ANP dos Municípios que mais arrecadam royalties no RN. Mossoró, Macau e Guamaré se mantiveram no topo. O crédito relativo aos royalties são os municípios produtores de petróleo, receita essa referente ao mês de abril de 2019, em que apresentou uma variação menor do que os valores repassados para alguns municípios em relação ao mês de março de 2019. O município de Mossoró vem repetindo a cada mês sua colocação no topo do ranking em arrecadação desde outubro de 2016, mesmo com as constantes quedas registradas desde o início do ano. Já os municípios de Guamaré e Macau, que já foram campeões do ranking em arrecadação da ANP, iniciaram o ano no topo ranking e continuam com uma arrecadação em queda em relação aos meses anteriores. Municípios como Apodi, Governador Dix-sept

Rosado, Serra do Mel e Upanema, que sempre aparecem como grande arrecadadores de royalties, vêm registrando que-

da acentuadas desse tipo de receita. Apodi, que recebeu R$ 953.137,74 em janeiro deste ano, teve o valor no

mês de abril reduzido para R$ 747.998,39. Já Mossoró, que em janeiro recebeu R$ 1.979.958,41 referentes ao repasse dos royal-

ties da Petrobras do mês de janeiro, agora recebeu R$ 1.683.039,19, referente ao mês passado. Para explicar o que es-

taria provocando esse resultado na queda dos royalties, os especialistas dizem que a resposta está no mercado internacional: ao longo do ano passado, o preço do barril de petróleo chegou a custar, em média, US$ 75, um aumento de cerca de 20% em relação ao final de 2017. Outro fator que acena para o fim do ciclo da exploração do petróleo e gás natural no Rio Grade do Norte, e consequentemente uma redução cada vez maior do repasse de royalties, tem sido a queda na produção de petróleo e gás, que vem em baixa desde os últimos anos. Lucas Porto

Confira os vinte primeiros colocados no ranking na ANP:

Dinheiro de royalties tem reduzido em consequência da queda do valor do barril e da produção local

Redução de investimentos da Petrobras no RN provoca queda na produção Em 2017, por exemplo, o Estado amargou a maior queda dos últimos 17 anos. Dados da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) apontaram para uma redução de 15,3% naquele ano. Os dados foram compilados pelo economista Aldemir Freire, que hoje é o secretário de Planejamento e Finanças do Estado e está à frente do processo de antecipação de receita dos royalties pelo Governo do Estado em mais uma ação fracassada no mês de abril. Segundo ele, o Estado

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sofre com a queda de produção por cinco anos seguidos, consequência da retração nos investimentos da Petrobras. A estatal mostrase desinteressada, mesmo o Rio Grande do Norte se posicionando entre as maiores produtoras de petróleo on-shore (em terra) do Brasil. Mesmo diante da situação difícil, Aldemir Freire acredita que o fato da Petrobras está para vender campos de petróleo, isso poderá proporcionar a retomada do setor. “A gente torce para que a Petrobras

resolva logo esse impasse porque está dificultando a gente”, ressaltou. No último dia 25 de abril, a Petrobras anunciou a venda de 34 campos de petróleo no Rio Grande do Norte ao custo de R$ 1,5 bilhão. A compradora é a empresa Potiguar E&P S.A. - uma subsidiária da Petrorecôncavo S.A. A transação faz parte do programa de desinvestimentos da estatal. Todas as concessões vendidas no estado são 100% da Petrobras, exceto os campos de Cardeal e Colibri, onde a estatal tem

Ilustração Internet

Petrobras reduz investimentos e provoca crise na economia do RN

50% de participação, e dos campos de Sabiá da Mata e Sabiá Bico-de-Osso, onde a empresa é responsável por 70% da concessão. Porém, o fechamento

das operações ainda está sujeito ao cumprimento de condições previstas nos contratos, como a aprovação pelo Conselho Administrativo de Defesa Econô-

mica (CADE), da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), em alguns casos, e de eventuais direitos de parceiros.

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ESTADO 3

DOMINGO, 5 de maio de 2019

História

Quando o jornalismo transcende o obelisco da praça em Currais Novos >> O jornalista Ulysses Telêmaco, pioneiro que foi esquecido pela mídia contemporânea, por muito tempo inspirou gerações de profissionais na imprensa Cedida

Eliabe Alves

Especial para o JORNAL DE FATO

A

Vila de Currais Novos, no alto sertão do Seridó potiguar, nos últimos decênios do século XIX e princípio do século XX, apesar de suas poucas ruas e avenidas, do entorno da igreja de Sant’ Ana, vivia a expansão urbana e comercial, fincada na opulência econômica, gerada pela produção do algodão. Nesse contexto de metamorfoses, foi fundamental a intervenção de um jovem intelectual, que certamente, foi tocado no centro de Natal ou do Recife, pelo impacto das folhas do dia, com notícias anunciadas pelas vozes estridentes dos pequenos jornaleiros, em horas matutinas ou vespertinas. Ulysses Telêmaco, esse era o seu nome, figura humana que se tornou essencial no contexto em que viveu, pois já naquela época, por meio da tinta de impressa nos jornais, propagava o ideário do progresso, refletido no cotidiano de

Obelisco erguido na praça central de Currais Novos homenageia o jornalista Ulysses Telêmaco

uma Currais Novos pósescravista, diretamente, influenciada pela religiosidade e o domínio do partido Republicano Federal,

comandado no Rio Grande do Norte, pela camada oligarquia “Albuquerque Maranhão”. Monsenhor Ausônio

Tércio de Araújo Tércio, 83 anos, neto do jornalista Ulysses, mesmo se revelando simpático à Monarquia, expôs o fervor Republicano

no qual sua família estava imersa. “Meus antepassados eram ardorosos defensores da República, hoje a derrocada desse sistema

nos mostra que não é uma ideologia política boa. Por outro lado, se observarmos com atenção, as nações mais prósperas são do planeta são monarquistas”, disse. O currais-novense Ulysses Telêmaco de Araújo Galvão nasceu na fazenda São Bento, em 3 de março de 1872, é o décimo quinto filho do coronel Laurentino Bezerra de Medeiros Galvão (1833-1898) e Thereza Aureliana de Jesus (18351880), mesmo sem presumir das letras, o destino brilhante do filho, seus progenitores como título de batismo, para assentar no menino sertanejo, puseram emblema inspirado no poema épico do século IX a.c, do poeta grego Homero, que narra as aventuras do herói Ulysses. À época de Ulysses, em razão das precárias condições de saúde, mesmo em família com melhores condições financeiras, o índice de mortalidade infantil era altíssimo, isso explica o motivo de apenas 6, dos 16 filhos do coronel Laurentino, terem atingido a idade adulta. Os que sobreviveram, foram alfabetizados por professores particulares e passaram a infância no cenário bucólico da fazenda paterna, sendo que as meninas, em meio às atividades domésticas, e os meninos, entre eles Antônio Florência e Ulysses, conheceram as lidas do pai, administrando os rebanhos entre invernadas, períodos de estiagens e fabricação de farinha de mandioca na Serra de Santana.

Coronel Laurentino influencia Início na imprensa foi inclinação de Ulysses pelas letras como colaborador de diversos jornais da época

Como o coronel Laurentino não se limitava ao agronegócio, envolvia-se também na vida social e política da vila, exercendo as funções de juiz de paz, presidente do partido Liberal e Comissão Libertadora currais-novense, que reunia abolicionistas locais. Entre 1886 e 1887, exerceu o mandato de deputado provincial e em 1891 tornou-se o primeiro intendente municipal de Currais Novos e, nesta função, conforme o decreto 01 de 10 de março do mesmo ano, providenciou a demarcação do município e publicou o primeiro Código de Posturas Municipal. O então adolescente Ulysses, às voltas com a execução política do coronel Laurentino, tornou-se secretário da Intendência Municipal, responsável por organizar toda a demanda burocrática, neste ínterim, começou ter acesso a publicações da imprensa caicoense e natalense, depois que o pai saiu da intendência, é desse período os ar-

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Cedida

Intelectual iniciou cedo na atividade jornalística e faleceu novo, aos 35 anos

quivos com relatórios redigidos por Ulysses, no qual, há informações detalhadas da divisão da Serra de Santana, com consequente “dízimos” da produção, cobrados pela Intendência, aos colonos que trabalhavam na zona de plantar e fazendeiros da zona criar. Em 1892, Ulysses Telêmaco servia de secretário da Intendência da Villa de

Curraes-Novos, a pedido do sr. Alfredo de Moreira Pinto, faz uma breve descrição dos aspectos históricos da recém-criada vila, que tinha por finalidade angariar informações para a publicação do "Dicionário Geographico do Brazil", em seu título XXII, registrado no livro de Expediente Municipal da Villa de Curraes-Novos (1891-1896).

No início da fase como funcionário público, Ulysses inicia suas colaborações no jornal “A República”, órgão oficial da agremiação partidária, fundado por Pedro Velho de Albuquerque Maranhão e, com a qual o coronel Laurentino mantinha acentuadas ligações políticas e que, grosso modo, serviu a oligarquia como tribuna midiática. No “Diário de Natal”, primeiro periódico diário da capital Papa jerimum, criado e dirigido pelo jornalista Elias Antônio Ferreira Souto, o jovem intelectual de Currais Novos, também atuou como correspondente de notícias seridoenses. A reportagem não obteve acesso a documentos que comprovem que Ulysses deu continuidade aos estudos formais na Escola de Latim de Caicó, Ateneu Norte-rio-grandense ou no Recife, locais de tradicionais institui-

JS

Monsenhor Ausônio Tércio destaca versatilidade de Ulysses Telêmaco

ções de ensino da época. Por outro lado, suas leituras, somada ao exercício constante da escrita, o tornaram um jornalista versátil, comprovadamente criativo, com criações telúricas e líricas, que apresentam riquezas lexicais e densidade estética em um tempo que os meios de comunicações eram precários. “Além da inteligência

de Ulysses, o que mais me impressiona é que numa época em que tudo era transportado em lombo de animais, sem meios tecnológicos e dificuldade com estradas, ele conseguia ter acesso a muitas publicações importantes de outros estados”, explica monsenhor Ausônio Tércio. Continua na próxima edição.

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4 ESTADO

DOMINGO, 5 de maio de 2019

Na contramão

Microempresas geram 1,2 mil novas vagas de emprego formal no RN

>> Enquanto o Estado registrou a perda de 5,4 mil vagas, os pequenos negócios foram único segmento a apresentar um saldo positivo de posto de trabalho no primeiro trimestre

O

s três primeiros meses do ano foram complicados para o mercado de trabalho formal do Rio Grande do Norte. As demissões superaram as contratações e o saldo de empregos no trimestre ficou negativo em 5,4 mil vagas. O segmento das microempresas foi o único a gerar novos postos de trabalho, com a criação de 1.299 novas vagas, enquanto as empresas de demais portes tiveram saldo de empregos negativo no período. O saldo negativo foi um reflexo do alto número de demissões verificado no setor agropecuário, cujo saldo trimestral foi de 4,7 mil vagas perdidas. Somente na região Oeste, foram perdidos cerca de três mil postos de trabalho ligados predominantemente à atividade agrícola. O comércio foi o setor que mais demitiu no RN neste início de ano. O cenário não ficou restrito ao Rio Grande do Norte. No Nordeste, somente a Bahia teve um resultado positivo no saldo de emprego no acumulado do trimestre, com 11.179 novas vagas. Todos os demais estados registraram perdas de postos de trabalho, sendo que o RN teve o quarto menor impacto. Pernambuco perdeu mais de 26 mil vagas, enquanto os vizinhos Ceará e Paraíba perderam 7,9 mil vagas e quase 8,5 mil vagas respectivamente. As informações referentes ao comportamento do mercado de trabalho

Moraes Neto

Os pequenos negócios são importantes para o público mais jovem, que busca o primeiro emprego

também constam na edição 43 do Boletim dos Pequenos Negócios do RN,

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conta os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CA-

GED), do Ministério da Economia. A publicação se encontra disponível para

download no site www.rn. sebrae.com.br/, na seção ‘Estudos e Pesquisas’.

de 2019. Estudos feitos pelo Sebrae, com base em dados do ministério da economia, mostram que as micros e pequenas empresas são especialmente

importantes para o público mais jovem, que busca o primeiro emprego. Em 2017, quando o levantamento foi realizado, os números do Caged confirmaram que as micros e pequenas empresas são a principal porta de entrada para o trabalho formal no Brasil. Segundo o estudo, os pequenos negócios deram a primeira oportunidade

de emprego para a maioria (55%) de 1,4 milhão de brasileiros que assinaram a carteira de trabalho pela primeira vez. Ainda de acordo com a pesquisa, 69,5% das 755,5 mil pessoas que foram contratadas pelas MPE e que tiveram a carteira assinada, pela primeira vez, em 2017, eram jovens com até 24 anos de idade.

Quando cruzadas as informações sobre o perfil do primeiro emprego, por sexo e nível de escolaridade, a avaliação do Sebrae revela que as mulheres com mais tempo de estudo (superior incompleto e superior completo) tiveram a preferência dos pequenos negócios, em 2017, superando a mão de obra masculina com mesmo nível.

ra pagamento das parcelas em dia. O termo de cooperação técnica assinado nesta quinta-feira com o Banco do Nordeste do Brasil (BNB) também prevê assistência técnica aos beneficiários do crédito fundiário durante três anos. A Emater-RN oferecerá esse serviço para 700 famílias e a ONG Terra Viva se responsabilizará por outras 300. “O semiárido nordestino é historicamente um lugar de dificuldades para quem vive no campo, por isso as políticas públicas voltadas para este setor são ainda mais necessárias para melhorar as condições do pequeno produtor”, afir-

mou a governadora Fátima Bezerra. Ela destacou o empenho das várias secretarias e órgãos do Governo do Estado neste programa que “mais do que crédito, leva conhecimento, tecnologia para melhorar a produção, fortalecer a agricultura familiar, levar alimento saudável à mesa dos brasileiros”. O superintendente do BNB, Jorge Antonio Bagdêve de Oliveira disse que “o convênio é muito mais que as assinaturas em um papel. Com o convênio colocamos em prática o que podemos fazer o melhor pelo produtor rural no Nordeste. Esse convênio concretiza isso”.

O secretario de Estado da Reforma Agrária (Seara/Sedraf), Alexandre Lima afirmou que o crédito fundiário é “crédito qualificado, que vai ser trabalhado com a assessoria técnica da Emater, o que vai qualificar também o produtor rural. Estamos integrando a política de crédito, com a reforma agrária e com a assistência técnica”, explicou, acrescentando que “essa integração vai proporcionar o aprendizado técnico, a prática de reúso e a soberania alimentar”. Diretor da Emater/RN, César Oliveira ressaltou que o crédito fundiário “evita o êxodo rural, estimula a produção, gera ocu-

pação e renda e o desenvolvimento nas pequenas cidades. E leva tecnologia para a produção no semiárido”. Presidente da Federação da Agricultura do RN (FETARN), Manoel Cândido destacou a importância do programa para a ocupação, renda e sustento do homem do campo e sua família. O Governo do Estado, através da Seara/Sedraf, está elaborando diagnóstico para trabalhar outras políticas públicas estruturantes junto aos produtores da agricultura familiar, como a inserção no mercado e inovações tecnológicas nas propriedades.

Cenário nacional comprova crescimento dos pequenos negócios Uma constatação feita pelo estudo é que os pequenos negócios foram os grandes responsáveis por manter o nível de emprego no primeiro trimestre

Linha de crédito rural vai beneficiar mil famílias da agricultura familiar no RN O Governo do Estado lançou na última quintafeira, 2, linha específica para famílias rurais enquadrados no Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (PRONAF). A linha de crédito é no valor de R$ 26,5 milhões e vai beneficiar mil famílias. Serão beneficiadas 25 cidades do Rio Grande do Norte. Os projetos serão elaborados pelos técnicos da Emater e da ONG Terra Vi-

que é elaborado mensalmente pelo Sebrae no Rio Grande do Norte e leva em

va e vão favorecer áreas produtivas com ênfase no desenvolvimento sustentável e atividades de convivência com o semiárido e a agroecologia. Os critérios determinam que 30% do valor da linha de crédito seja destinado a mulheres e jovens em atividades realizadas conjuntamente com a unidade familiar. O limite a ser financiado por família é de R$ 26,5 mil, com juros de 0,5% ao ano e desconto de 43% pa-

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mulher

Entorse é mais comum em mulheres, aponta pesquisa >> Uso de salto alto é diariamente relacionado à beleza e elegância, mas também pode estar relacionado à dor CIANO MAGNTA AMARELO PRETO

O

uso de salto alto é diariamente relacionado à beleza e elegância. No Brasil, milhares de mulheres usam o calçado, seja para trabalhar ou ir para alguma ocasião festiva. No guarda-roupas feminino, há, em média, 7,4 pares de salto, segundo a pesquisa “O salto alto e a mulher brasileira”, da empresa Pés Sem Dor, especialista em palmilhas ortopédicas. Embora seja sinônimo de elegância, o salto alto também pode estar relacionado à dor, e esse é o grande problema na hora de usar os sapatos. Cerca de 50% das entrevistadas disseram que usam o calçado por menos tempo do que gostariam, já que o consideram charmoso e bastante elegante, e 80,1% indicaram que a dor é o principal fator pelo curto período de uso. Já em relação à intensidade dos incômodos, em uma escala de 1 a 10, pouco mais de 25% sentem dores intensas (7 a 10). 95,7% das mulheres sentem algum tipo de dor nos membros inferiores, sendo que 62,1% não conseguem per-

manecer mais de duas horas em pé com o salto. Para o diretor de fisioterapia da Pés Sem Dor, Mateus Martinez, “o modelo de salto ‘plataforma’ é o mais recomendado para evitar desequilíbrios. No caso de uma entorse ou lesão, o uso do calçado deve ser evitado, independente do modelo”. Ainda segundo o especialista, as mulheres que precisam utilizar saltos no trabalho podem também usar palmilhas ortopédicas e levar um outro calçado para intercalar ao longo do dia. “Em caso de necessidade do uso do salto, palmilhas sob medida reduzem em mais de 40% as pressões no antepé”, conclui Mateus Martinez. Outra condição que afeta o público feminino que usa salto são as entorses e, posteriormente, as quedas. 35,7% indicaram que já sofreram quedas usando sapatos de salto alto, 55,4% já torceram os seus tornozelos e 21,7% não descem escadas, quando estão usando sapatos de salto alto por medo de quedas. Para saber mais sobre salto alto e dicas de saúde, acesse o site www.pessemdor.com.br.


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DOMINGO, 5 DE maio de 2019

contexto www.sergiochaves.com | sergiodefato@gmail.com

“Nós não precisamos de muita coisa. Só precisamos uns dos outros... e de sonhos! ”

Sérgio Chaves

Oscar Wilde

Festa

A Posse de Pe. Charles Lamartine e Josafá Inácio na ACJUS

O Pe. Charles Lamartine recebendo Amélia Queiroz e a prefeita Rosalba Ciarlini.

O Reitor da UERN Pedro Fernandes, Pe. Charles, Zilene Medeiros e Mundinha Almeida.

Benjamim Machado, Delmira/Josafá, Pe. Charles e Lenilce Machado.

Os Padres Charles Lamartine e Sátiro Cavalcanti Dantas.

Ricardo Figueiredo, dentista dos melhores, passa a atender amanhã em novo endereço. Consultório com a assinatura da arquiteta Izabel Macedo. Sucesso!

Lucinha e Eronildo Pereira festejam o arquitetoeartistaplásticoCarlosCareca, aniversariante da Segunda(06).

Dra. Indira Andressa: competência à disposição de Mossoró e região!

Raimundo Fernandes Júnior e Conceição. Ela recebe os parabéns da coluna pela mudança de idade na quarta(08). Tim tim!

Na sexta(26), na Sala Padre Mota da Universidade Católica do RN, aconteceu a posse do Pe. Charles Lamartine e de Josafá Inácio da Costa nas cadeiras 50 e 47, respectivamente, da ACJUS. Noite super prestigiada com produção da Master Eventos, coquetel com a grife Requinte Buffet e cerimonial de Fausto Maia. As fotos são de Célio Duarte.

Zélia Macedo e Élder Heronildes.

Andréia Rosado prepara festa nesse domingo(05), para comemorar a nova idade do marido, o vereador Alex Moacir. Parabéns!

- Herman Lima e Carmem. Ela comemorando a vida na quinta(09). Parabéns!

Hoje é dia de vivas para a empresária Ediane Fernandes Almeida Rosado, o advogado José Varelo Jales, o vereador Alex Moacir Pinheiro e a jornalista Denise Santos. Amanhã(06), é dia de festejar o arquiteto/artista plástico Carlos “Careca” Figueiredo, Júlio César Coelho, Francisco Sales Sobrinho, Veruska Rodrigues e o oftalmologista Gildivan Carneiro. Para vocês paz, saúde, amor e alegrias. Parabéns!

Josafá Inácio da Costa e Delmira.

Lorena Ciarlini em vivas para o amado Sérgio Freire, folhinha da sexta(10). Vivas! Noguchi Filho e Ediane Fernandes. Ela amanhece em idade nova nesse domingo(05) e recebe os parabéns da coluna!

Keoma e Gomes Sobrinho festejam a querida Rosa Gomes, com idade nova na quarta(08). Parabéns!

Gil Carneiro e Herleila. Ele em idade nova na segunda(06). Parabéns!

CIRCULANDO @Na posse do Pe. Charles Lamartine e Josafá Inácio da Costa na ACJUS, na sexta(26), justa homenagem a João Batista Machado, patrono da Cadeira 47, representado pelo filho Benjamim e pela esposa, Lenilce Machado. @Lorena Ciarlini recebe convidados na terça(07), para inaugurar a sua loja Anda, especializada em calçados e acessórios, localizado no Agatti Mall, na Duodécimo Rosado. Vamos sim! @Competência é o nome dela. Aliás, o nome dela é Indira Andressa, mas, dá até pra confundir, tamanha é a dedicação da moça ao seu ofício, e é assim que o povo gosta e se torna fã, no caso dela, paciente. A médica ultrassonografista que concluiu residência na FATESA, em Ribeirão Preto (SP), já está atendendo seus conterrâneos e muitos pacientes de regiões vizinhas, na Clínica Odete Rosado, no Hospital Wilson Rosado, na Nossa Clínica e na Oitava Rosado. Essa a gente conhece, confia e indica. @A Life Aparelhos Auditivos vem aí com campanha publicitária belíssima. Demos conta que rolou gravações no feriado de 1º de maio com o casal querido Morais Noronha e Irlanda Carlos e sua fa-

R. Antônio Vieira de Sá, 440 Tel.: 3317-4545 / 3316.0409

mília linda pelo Tibau. O fonoaudiólogo Caio Rodrigues é quem comanda a Life, e muito caprichoso, ele pensa em tudo nos mínimos detalhes, então imagine quando vem junto uma equipe super competente e ainda por cima Irlanda, Morais e Cia! Já é sucesso garantido.

sângela Patrício. E o tão esperado momento chegou, hoje, às 8h da manhã, no Hotel Conterrâneo, ela recebe um grupo de mulheres para um dia inteirinho de treinamento de inteligência emocional, focado em temas como: finanças, família, intelectual, conjugal e espiritual.

@George Azevedo movimenta o La Mouette Recepções em Natal, na quinta(09), com o Concurso Miss e Mister RN 2019, dando a largada para o Miss RN 2019. Sucesso!

@Falando em Rosângela Patrício, ela, que é viceprefeita de Alexandria, e possui vários vínculos naquela cidade, promove o Bazar Solidário do Amor, dia 1º de junho, no Clube Arca. Ela e um grupo de voluntários, de forma muito engajada trabalham para arrecadar roupas, calçados, acessórios, eletrodomésticos, móveis e muito mais, tudo em bom estado, os quais serão vendidos a preços muito convidativos e a renda arrecadada será revertida em cestas básicas que serão doadas à famílias carentes daquele município. Interessados em doar: (84) 99947-9748.

@Temos compromisso agendado dia 18 de maio: a IV Churrascada da Loja Maçônica Liberdade 33, uma festa completa, voltada para toda a família, que será realizada no Thermas Hotel e Resort, a partir do meio dia, com animação da banda Frequência 2 e do cantor André Luvi. Aqueles que adquirirem o acesso terão direito a: churrasco e buffet à vontade e entrada livre para o parque aquático (adultos e crianças). O evento está dentro da programação festiva em alusão aos 4 anos de fundação da referida maçonaria. Ingressos antecipados na Casa do Pizzaiolo. @Mossoró é a terceira cidade a receber o projeto “Mulheres Iluminadas”, idealizado pela coach Ro-

@Dia 26 de maio, a partir das 18h, o Teatro Municipal Dix-Huit Rosado abre suas portas para a única apresentação do renomado pianista Álvaro Siviero com a Orquestra Filarmônica da UFRN, com regência do maestro André Muniz. Acessos à venda no Plasma Diagnósticos, La Goccia Blu, na Casa do Pizzaiolo e na bilheteria do Teatro. Vamos!

@Dentista dos melhores, Ricardo Figueiredo está de casa nova, ou melhor, de consultório novo, com projeto assinado pela arquiteta Izabel Macedo. Volta a atender seus clientes amanhã, na Clínica Implantare e promete para breve os brindes e clicks de inauguração. Iremos sim festejar. @Na Clínica Implantare já estão outros dois grandes profissionais, o também dentista Alan de Queiroz Fernandes e a médica Germana Granja. @Dia 1º de junho, Lisboa Batista recebe na AABB de Pau dos Ferras. Mais uma edição da Festa dos Destaques vem aí e nós sabemos do esmero com o qual ele está tratando o evento desde já. Será uma noite e tanto, como sempre. @Fechando o mês de abril, o empresário Luiz Nogueira da Costa celebrou os 4 anos das novas instalações da sua barraca Chega Mais Beach, a maior, mais badalada, aconchegante e bacana de Canoa Quebrada (CE). Luiz tem mais de 20 anos de história com a Chega Mais em Canoa, mudou-se recentemente para essa nova estrutura e o sucesso só aumenta. O nome disso? Trabalho, aliado ao amor em tudo que faz


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DOMINGO, 5 DE ABRIL de 2019

conexão saúde conexaosaude.defato@outlook.com

Ney Robson Vieira Alencar

ATENDIMENTO ODONTOLÓGICO A BEIRA LEITO POR GLÓRIA PIMENTA O atendimento domiciliar ou hospitalar, também conhecido como "Home Care" ou atendimento odontológico a beira leito, tem tido cada vez mais notoriedade com os avanços da tecnologia. Além disso a necessidade da praticidade e conforto para pacientes com necessidades especiais, incluindo os pacientes idosos e acamados, faz do atendimento a beira leito uma alternativa essencial para a manutenção da saúde bucal. O cirurgião-dentista surgiu antes do consultório odontológico e independente deste, quando a humanidade se estabeleceu em grupos e passou a cuidar dos indivíduos que a formavam. O indivíduo mais habilidoso, ou talvez mais sensível, passou a interessar-se pela dor do outro e buscar o atendimento/cuidado. O “cuidar a beira leito” (domiciliar ou hospitalar) não é uma novidade; tampouco deve ser tratado como um modismo, mas sim como uma modalidade mais contemporânea de cuidar. A atividade odontológica voltada ao atendimento domiciliar ou hospitalar cuida de indivíduos que não poderiam, de outra forma, receber tratamentos adequados em Odontologia; e compreende principalmente os idosos e aqueles indivíduos considerados “pacientes com necessidades especiais. O atendimento ou domicílio ou em âmbito hospitalar, propõe que a estrutura convencional seja oferecida com segurança e comodidade e desta modalidade de atendimento surgem particularidades que a diferenciam de qualquer outro tipo de atendimento, como o hospitalar ou ambulatorial. Locais não tradicionais para o atendimento dentário (domicílios particulares, casas de longa permanência e leitos de hospitais) podem ser ambientes utilizados pelo cirurgião dentista e sua equipe. Esses assuntos representam desafios especiais para a prática profissional da Odontologia e, consequentemente, para a educação do dentista. É comum familiares ou responsáveis procurarem atendimento odontológico para o paciente idoso ou com necessidades especiais somente em situações emergenciais, principalmente diante dos quadros de dor, e isto pode ocorrer porque existe uma carência na oferta de atendimento odontológico à população que apresenta alguma deficiência, seja física, intelectual, comportamental ou alguma alteração sistêmica, e o servi-

ço de Home Care odontológico vem preencher essa lacuna, principalmente para o atendimento da pessoa idosa que necessita manter uma condição bucal satisfatória para manutenção da saúde sistêmica e melhora na sua qualidade de vida. Os conhecimentos e habilidades específicos de diversos profissionais em saúde, compondo uma equipe multidisciplinar, parece ser a melhor alternativa para a estruturação da atenção à saúde de pacientes com necessidades especiais, já que este paciente apresenta uma multiplicidade de sinais e sintomas que geralmente correspondem a uma multiplicidade de doenças. Deste modo, essa visão multidisciplinar e atenção integral ao paciente no seu leito, permite a execução de um tratamento confortável, de qualidade e com segurança, com equipamentos e profissionais qualificados que realizam o acompanhamento odontológico à pacientes em regime de internação domiciliar ou em hospitais, trabalhando em conjunto com a equipe de saúde, tratando efetivamente e atuando preventivamente junto aos profissionais de enfermagem, orientando-os na higienização e manutenção da saúde bucal para ga-

rantir uma maior qualidade de vida e uma condição bucal satisfatória, que muitas vezes poderá ser determinante para o bom estado de saúde geral. Das várias indicações para o atendimento odontológico a beira leito, podemos destacar os pacientes com nos leitos de hospital, tanto nos apartamentos/enfermarias, quanto nas unidades de terapia intensiva (UTI), pacientes em tratamento oncológico, pacientes com depressão ou fobias, que muitas, vezes deixam de ir ao dentista devido aos traumas sofridos ou por falta de auto estima, que pode interferir no autocuidado e resultar na higiene bucal precária, na deficiência nutricional e na fragilidade física, levando o paciente a um maior acúmulo de biofilme dentário/ bucal e maior predisposição ao aparecimento de lesões de cárie e doença periodontal, consequentemente, uma maior pré-disposição de processos inflamatórios e infecciosos Outro grupo de pacientes que necessitam de atendimento odontológico em domicilio são os idosos, principalmente os acamados ou com dificuldade de locomoção que preferem ser atendidos em sua casa devido à praticidade do atendimento e pela dificul-

dade de mobilidade. Isto também ajuda muito a família que vê nessa alternativa uma forma mais efetiva da higienização bucal e controle das doenças bucais como a doença periodontal e a cárie dental. Pacientes idosos normalmente têm diminuição da qualidade e quantidade de saliva que têm a função de proteger a mucosa e os dentes, podendo também acontecer pelo uso de medicamentos como hipertensivos, anti-depressivos, corticóides, entre outros. Desta forma, ficam vulneráveis às diversas lesões que possam acontecer na boca e precisam de acompanhamento periódico para compensar essas alterações. - Pacientes com necessidades especiais como pessoas impossibilitadas de serem deslocadas por enfermidade como obesidade ou lesões, pacientes em tratamento oncológico, pacientes idosos com Parkinson e/ou Alzheimer, deficientes físicos e/ou intelectuais, ou seja recomenda-se optar por um serviço dessa forma somente em casos de real necessidade, pois, ainda que a estrutura seja funcional, ela não substitui a estrutura que uma clínica pode oferecer. Preze pela saúde bucal!

neY robSon VIeIrA AlencAr é graduado em Odontologia pela UFPB, Pós-graduado em Prótese Dental pela USP e Especialista em Implantodontia


4 MULHER / moda

DOMINGO, 5 DE MAIO de 2019

STYLE

Calça de zebra + camisa com capuz Mmorena Beachwear. Tênis Raphael Steffens.

Georgiano Azevedo

georgianoazevedo@gmail.com

AFera está Solta!

O Animal Print não é apenas uma tendência do guarda-roupas feminino. Esta “polêmica” da estampa animal está crescendo pro Visual Masculino. Seja onça, zebra, leopardo... Vale tudo!!! Resolvemos misturar os bichos com tons neon. E o resultado ficou maravilhoso!!! Vai encarar???

Camisa MMorena Beachwear, calça zebrada acervo de produção, colete em pelo fake S.Club para Tressê e tênis Raphael Steffens.

Jaqueta bomber Skazi para Skazi, sunga MMorena Bachwear, meias acervo de produção e tênis Raphael Steffens. Óculos Absurda.

Mix de onça em tons diferente. Jaqueta Bomber e short MMorena Beachwear e camisa acervo de produção.

Blusa, luva, legging de onça e short MMorena Beachwear. Tênis Raphael Steffens.

Fotos: Pedro Sobrinho – Produção: Georgiano Azevedo – Styling: Railson Miran – Assistente: Ana Paula Moreira – Beleza: Salão Bellaria – Modelo: Allan Silva (Tráfego Models Natal) Looks: MMorena Beachwear e Tressê – Tênis: Raphael Steffens. – Locação: Terra Music

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CIANO MAGNTA AMARELO PRETO

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18 anos de

compromisso com o jornalismo de verdade @defato_rn

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@jornaldefato

domingo

Mossoró (RN), domingo, 5 de maio de 2019

Mossoró 9 Mil

Grupo de voluntários cria projeto de lei de iniciativa popular para atender os animais em situação de rua ou criados por famílias de baixa renda. Projeto busca a criação de uma clínica veterinária pública em Mossoró.

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editorial [ índice

Mossoró 9 Mil

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m movimento idealizado por pessoas envolvidas na causa de apoio aos animais vem atraindo a atenção dos mossoroenses nas últimas semanas. Intitulada Mossoró 9 Mil, a ação tem como objetivo criar um projeto de lei de iniciativa popular para atender animais que não têm nenhuma assistência, sobretudo os animais em situação de rua e aqueles criados por famílias de baixa renda. Pablo Aires, um dos voluntários, afirma que a ideia surgiu devido à ausência de políticas públicas em prol dos animais, e o movimento tem como objetivo coletar nove mil assinaturas para que o projeto seja levado à Câmara de Vereadores pela iniciativa popular. “Desse modo, busca-se sensibilizar os vereadores a aprovar uma lei que crie uma clínica veterinária pública em nossa cidade.” Saiba como participar. Boa leitura, Nara Andrade.

Mossoró 9 Mil Grupo de voluntários cria projeto de lei de iniciativa popular para atender os animais em situação de rua ou criados por famílias de baixa renda. Página 4

Intolerância à lactose Conheça os tipos, sintomas e tratamentos do problema provocado pela pouca ou nenhuma produção da enzima digestiva (lactase). Página 7

Coluna José de Paiva Rebouças Na coluna de hoje, o jornalista José de Paiva Rebouças apresenta mais uma biografia da cultura potiguar. Página 11

Colunas

José Nicodemos

Página 3

• Edição – C&S Assessoria de Comunicação • Editor-geral – Edilson Damasceno • Editora – Nara Andrade • Dia­gra­ma­ção – Rick Waekmann • Projeto gráfico – Augusto Paiva • Im­pres­são – Grá­fi­ca De Fa­to • Re­vi­são – Gilcileno Amorim • Foto – Marcos Garcia Re­da­ção, pu­bli­ci­da­de e cor­res­pon­dên­cia Av. Rio Bran­co, 2203 – Mos­so­ró (RN) Fo­nes: (0xx84) 3323-8900/8909 Si­te: www.de­fa­to.com/do­min­go E-mail: re­da­cao@de­fa­to.com Do­min­go é uma pu­bli­ca­ção se­ma­nal do Jor­nal de Fa­to. Não po­de ser ven­di­da se­pa­ra­da­men­te.

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OPINIÃO [ CRÔNICA

O TRÁGICO FIM DO GALO FOFOQUEIRO josé nicodemos aristida603@hotmail.com

O

boato se alastrava na cidade, e Joãozinho sentia-se mal com os comentários de que o seu melhor amigo, quase irmão, Lourenço, estava sendo traído pela mulher. Mas cadê coragem de participar ao amigo, apaixonado como era pela esposa. Seria como dar-lhe uma paulada na moleira. De resto, Lourenço era dessas pessoas que, demais sensíveis, são incapazes de encontrar, em si, forças para resistir aos grandes desgostos da vida. Esse, então... Quem sabe, fraco de espírito, até poderia matar-se. Dado o caso, Joãozinho carregaria esse remorso pelo resto da vida. Ora, tratava-se do seu melhor amigo. Amigo fiel, tinha, portanto, de achar um jeito: não suportava saber o seu melhor amigo enganado pela mulher. O nome achincalhado na boca do povo. Um bom esposo, trabalhador, de bom respeito e trato. Não, não merecia isso. Vai um dia, ele próprio, Joãozinho, seguindo as coordenadas do boato corrente na cidade, decidiu-se a investigar: só deixaria o amigo a par da traição de Letícia (o nome da mulher), depois de comprovar tudo com os próprios olhos. E foi o que sucedeu. No dia seguinte à noite do flagrante, foi ao escritório onde Lourenço servia emprego e, chamando-o a um canto, longe de olhos e ouvidos curiosos, contou-lhe tudo, com detalhes. Era assim: Letícia saía de casa pela porta dos fundos, que dava para o quintal, e o galo do terreiro, espantado, soltava um canto rasgado de alarme: já se sabia – o amante já se encontrava esperando por ela no detrás do muro do quintal, escondido numa moita de manjerioba. Ao corrente do fato, pelo amigo le-

al, Lourenço mudou de cor e quase afundou num desmaio. E de logo resolveu: pediria licença ao chefe do escritório, sob qualquer pretexto, para ir em casa tomar satisfações com Letícia. Foi, apressando os passos, mal

sentindo as pernas. Era como se fosse papel levado pelo vento. Mas, afinal, sabem no que deu a tomada de satisfações com a mulher, negando tudo desfeita em lágrimas? Lourenço matou o galo fofoqueiro. DOMINGO, 5 de maio de 2019

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Campanha

>> Grupo de voluntários cria projeto de lei de iniciativa popular para atender os animais em situação de rua ou criados por famílias de baixa renda

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Campanha

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m movimento idealizado por pessoas envolvidas na causa de apoio aos animais vem atraindo a atenção dos mossoroenses desde as últimas semanas. Intitulada Mossoró 9 Mil, a ação tem como objetivo criar um projeto de lei de iniciativa popular para atender animais que não têm nenhuma assistência, sobretudo aos animais em situação de rua e aqueles criados por famílias de baixa renda. Pablo Aires, um dos voluntários, afirma que a ideia surgiu devido à ausência de políticas públicas em prol dos animais, e o movimento tem como objetivo coletar nove mil assinaturas para que o projeto seja levado à Câmara de Vereadores pela iniciativa popular. “Desse modo, busca-se sensibilizar os vereadores a aprovar uma lei que crie uma clínica veterinária pública em nossa cidade.” Segundo o grupo de voluntários, a clínica veterinária pública teria duas funções principais: primeiro, fazer a castração de animais em situação de rua para promover o controle populacional desses; segundo, atender os animais de famílias de baixa renda que não têm condições de levá-los ao atendimento particular. O grupo, que já conta cerca de 150 voluntários, tem trabalhado diariamente com a coleta de assinaturas. “Estamos realizando mutirões de coletas de assinaturas em vários pon-

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Animais que se encontram em situação de rua ou de abandono estão expostos ao risco de atropelamento, agressões e diversos tipos de doenças

Evento realizado pelo Mossoró 9 Mil na Avenida Rio Branco, onde foram coletadas 500 assinaturas

tos da cidade. No último dia 27 (sábado), realizamos um evento na Avenida Rio Branco onde conseguimos coletar 500 assinaturas”. Pablo Aires frisa que os interessados em ajudar nessa campanha podem participar de duas formas: primeiro, assinando o projeto; segundo, sendo um voluntário na coleta de assinaturas. “Hoje, temos vários pontos de apoio espalhados pela cidade, desde universidades, igrejas, empresas e pontos comerciais em praticamente todos os bairros”, enfatiza. Quem quiser assinar, basta procurar um desses pontos. A lista completa de locais está disponível no Instagram @mossoro9mil. No perfil do movimento no Instagram, eles explicam que, por se tratar de um projeto de lei no âmbito municipal, o grupo precisa das assinaturas de pessoas que possuem título de eleitor e que votem em Mossoró. Pablo Aires explica que ainda não foi feito um levantamento de quantas assinaturas já foram coletadas até o momento. “As fichas de assinaturas ainda estão com os voluntários. Desse modo, não temos um número exato ainda. Ainda neste mês de maio, jun-

taremos tudo para que seja feita a primeira contagem oficial”, comenta. Assim que conseguir a quantidade de assinaturas suficientes para que o projeto de lei de iniciativa popular tramite na Câmara de Vereadores, ou seja, 5% do eleitorado, o projeto será encaminhado para o Legislativo local, no qual será discutido e votado. “Nesse momento, direcionaremos nossa atenção e esforço para aquela Casa, a fim de sensibilizar os vereadores a aprovar essa pauta tão importante para a cidade.” Ainda de acordo com o voluntário, a defesa da causa animal deve ser partilhada por toda a sociedade, visto que, além da questão social, envolve também o aspecto da saúde pública, pois muitas doenças são transmitidas de animais para pessoas. “Todos os dias lidamos com frequentes casos de atropelamentos, agressões e diversos tipos de doenças que acometem os animais que se encontram em situação de rua ou de abandono. A falta de política pública nesse sentido dificulta muito o trabalho dos protetores, e uma clínica veterinária pública em nossa cidade seria de suma importância para fazer esse atendimento”, conclui. DOMINGO, 5 de maio de 2019

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Campanha

Pontos de apoio do Mossorรณ 9 Mil

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Deficiência

Intolerância à lactose: tipos, sintomas e tratamentos >> Problema é provocado pela pouca ou nenhuma produção da enzima digestiva (lactase). De forma simples: o organismo é incapaz de digerir completamente ou parcialmente o açúcar do leite, denominado lactose

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Deficiência

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intolerância à lactose é um tema que desperta a atenção de muitas pessoas. Isso acontece, principalmente pelo fato de que, segundo a pesquisa da Datafolha de 2017, 35% da população acima de 16 anos relatou algum tipo de desconforto após consumir derivados de leite. A intolerância à lactose acontece quando há pouca ou nenhuma produção da enzima digestiva (lactase). De forma simples: o organismo é incapaz de digerir completamente ou parcialmente o açúcar do leite, denominado lactose. Para evitar qualquer dúvida relacionada ao tema, a Tirolez, umas das mais tradicionais marcas de laticínios do país, apresenta e explica os diferentes graus de intolerância, principais sintomas e formas de tratamento. Há três graus de intolerância. São eles: Deficiência congênita: crianças que nascem sem condições de produzir lactose por um problema genético (crônica); Deficiência primária: diminuição progressiva e natural da produção de lactase que acontece a partir da adolescência (16 anos) até o final da vida; Deficiência secundária: nesses casos, por doenças intestinais, como síndrome do intestino irritável ou alergia à proteína do leite, por exemplo, a produção de lactase é influenciada e pode criar uma intolerância temporária, que pode ser tratada com remédios e desaparecer com o tempo. Os sintomas da intolerância à lactose se concentram no sistema digestório, como diarreia, distensão abdominal e cólicas, por exemplo, e a intensidade varia de acordo com o grau de intolerância de cada um. Em grande parte, as manifestações surgem imediatamente após o consumo de leite in natura e seus respectivos derivados (creme de leite, leite condensado, requeijão, queijos, pudins, bolos, sorvetes, etc.). Cabe destacar que esse problema não é uma doença. É apenas uma carência do organismo que pode ser

As manifestações surgem imediatamente após o consumo de leite in natura e seus respectivos derivados (requeijão, queijos, pudins, bolos, sorvetes etc.)

controlada com medicamentos e dieta adequada. Como os derivados de leite são uma grande fonte de cálcio, nutrientes e vitamina D, não se recomenda retirá-los completamente da rotina; é aconselhável consultar um médico para obter o correto diagnóstico e orientações.

Hoje, existem diversas opções que atendem esses consumidores. A Tirolez oferece, em sua linha zero lactose, que é uma das mais completas do Brasil, os queijos Minas Frescal, Minas Padrão, Cottage, Creme de Ricota, Creme de Minas Frescal, Muçarela, Prato, Minas Padrão e Requeijão.

Torta de folhas verdes escuras com queijo cottage MASSA 2 xícaras (chá) de farinha de trigo branca 2 colheres (sopa) de Manteiga sem sal Tirolez 1/2 xícara (chá) de leite zero lactose 1 colher (chá) de fermento em pó 1 colher (café) de sal 1 colher (sobremesa) de óleo vegetal (para untar a assadeira)

MODO DE PREPARO

RECHEIO 1 maço de espinafre picado ½ maço de escarola de picado 250 g de Queijo Cottage Light Zero Lactose Tirolez (250 g) 1 colher (café) de sal 1 pitada de noz-moscada

RECHEIO - Cozinhe o espinafre e a escarola no vapor; - Em um recipiente, fora do fogo, misture as folhas cozidas, o queijo cottage e tempere com sal e noz moscada; - Distribua o recheio sobre a massa e leve ao forno para terminar de assar, por 20 minutos. Sirva.

MASSA - Em uma tigela misture a farinha, a manteiga, o leite, o fermento e o sal até formar uma massa consistente. Com a ajuda de um rolo, abra a massa; - Unte uma assadeira com óleo e coloque a massa, cobrindo o fundo e as bordas da assadeira; leve a massa ao forno preaquecido médio, por 10 minutos, para pré-assar. Reserve.

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Viagem

Turismo social

>> Sesc retoma atividades com passeio pela histรณria do Recife. A excursรฃo terรก como destino o Recife Antigo, centro histรณrico da capital pernambucana

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Viagem

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Turismo Social Sesc retoma suas atividades, levando o turista para o Recife Antigo e explorar a história da capital pernambucana. A inscrição para a excursão vai até 17 de junho, ou enquanto durarem as vagas, e pode ser realizada nas Centrais de Relacionamento Sesc. Essa é uma iniciativa do Sistema Fecomércio RN, por meio do Serviço Social do Comércio do Rio Grande do Norte (SESC RN). A programação inclui os principais pontos turísticos do Recife (PE): Marco Zero, seguindo pela Embaixada de Pernambuco para conhecer os Bonecos Gigantes e os museus Paço do Frevo e Cais do Sertão. A saída será no dia 20 de junho, às 4h, do Sesc Potilândia, e retorno marcado para às 16h30, chegando a Natal às 21h. O passeio inclui micro-ônibus turístico, ingressos para os museus Paço do Frevo e Cais do Sertão, guia acompanhante e local, seguro viagem e lanche (ida). As despesas com café da manhã, almoço e de ordem pessoal não estão no pacote. Os valores para adquirir a excursão variam de acordo com a categoria no cartão do Sesc (trabalhador do comércio, conveniado e usuário). A viagem pode ser parcelada em até 10 vezes nos cartões Hiper, Visa e Master. Crianças de 0 a 1 ano e 11 meses

Excursão inclui visita ao Museu Paço do Frevo

não pagam, desde que acomodadas no colo dos pais durante a viagem. Para quem estiver com crianças entre 2 anos e 5 anos e 11 meses, será cobrado 50% do valor de cada categoria. Crianças dos 6 aos 10 anos e 11 meses pagam 70% do valor integral, conforme a categoria do cartão Sesc. A partir dos 11 anos, o valor cobrado será integral. TURISMO SOCIAL O Turismo Social consiste em

uma atividade que visa proporcionar novas oportunidades de lazer, integração pessoal e enriquecimento cultural por meio de viagens e passeios de curta, média ou longa duração a um custo mais acessível que o do mercado. A missão do Sesc nessa área é a de criar possibilidades para que as pessoas conheçam o Brasil, democratizando o acesso a viagens, passeios e hospedagem.

Marco Zero é um dos principais pontos turísticos da capital pernambucana

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Balada do Impostor (biografismo)

Balada do Impostor

(biografismo)

José de Paiva Rebouças Jornalista e escritor @paiva_reboucas

Instruções para reconstruir um homem Antes de completar 40 anos, Theo Alves, um dos mais expressivos poetas da atualidade no RN, anunciou que está deixando a literatura. A decisão foi anunciada nas redes sociais, mas as razões talvez possam ser encontradas aqui nesta pequena conversa.

E

ste não é um texto fácil. Não é o maior desafio deste projeto, mas é um desafio enorme escrever sobre circunstância tão séria e ao mesmo tempo triste. É difícil porque não conheço Theo Alves, porque li pouco sua obra, mas, sobretudo, porque sua decisão de deixar a literatura dialoga muito comigo. Nesse ponto específico, pode ser que me confunda e fale tanto de mim quando deveria estar falando dele. Estava correndo a linha do tempo do Facebook quando vi seu post avisando que pararia de escrever. Disse isso após publicar três livros excelentes de poemas, de ganhar vários prê-

mios, inclusive internacionais, e de ser considerado um dos mais importantes nomes da nova safra de poetas do RN, informação corroborada por Tácito Costa, um dos jornalistas culturais mais sérios do estado. “Esta é minha despedida da literatura. E acho que escrevo isto mais para mim do que para vocês. É uma maneira de confirmar um dado de realidade, o que não faço sem uma imensa dose de tristeza e alguma decepção.” Esse relato de Theo é o começo de uma “carta” que escreveu em seu blog “A máquina de avessar os dias”. Lá, ele deixa uma explicação sentida

e dolorosa de sua decisão. Reclama de muito trabalho e pouco retorno, de dedicação demais a uma coisa que, pelo que compreendi, não lhe deu a visibilidade que gostaria de ter tido depois de uma vida inteira de dedicação. Escrevi a Leontino Filho para contar este fato. Ele lamentou e me respondeu dizendo esperar que este não seja realmente o fim. É a mesma coisa que espero, embora no começo do ano, sentado na varanda de minha casa em Mossoró, tenha dito ao próprio Leontino, na presença de minha esposa, que não tinha mais ânimo para escrever. DOMINGO, 5 de maio de 2019

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Balada do Impostor (biografismo) Disse isso após publicar quatro livros e ganhar dois prêmios importantes para qualquer um que está começando, incluindo um nacional, e outros menores por participação em coletâneas. Não tive a mesma visibilidade que Theo em relação a seus livros aqui no estado, o que me frustrou muito, mas tive a honra de estar entre os novos autores potiguares reconhecidos por Thiago Gonzaga em sua coletânea Impressões Digitais. Mas a literatura exige da gente muito mais do que leitura e publicação, exige militância e marketing. Theo diz ser ruim de venda e divulgação, mas eu sou pior ainda. Então, nesse sentido entendo completamente a sua decisão e, talvez, saiba, lá no fundo, o que ele está sentindo, o que o motivou. Ainda assim, como todo sujeito esperançoso, como todo humano incompreensível, não consigo acreditar e gostaria que ele recuasse. Lírico, Theo consegue imprimir sentimentos em sua obra de maneira distinta. Em seu poema “Instruções para reconstruir um homem”, o meu favorito por se aproximar de minha visão poética, ele diz que “juntar os/ cacos de um homem/ não refaz/ um homem inteiro”. Tenho de concordar com ele, mas uma chama acende ao ver que ao final deste mesmo poema ele deixa escapar que os cacos resultam em “um homem refeito com um caco a mais de esperança”. “A máquina de avessar os dias” foi o único livro dele que li. Vejam que absurdo. E ao ler os primeiros poemas imediatamente concordei com Tácito. Surpreendente a sua leveza e capacidade de sintetizar o estado simplificado das palavras. Tanto que sua forma me lembrou muito a de Kalliane Amorim, uma poeta que muito estimo. Ambos escreveram lembranças de suas avós. A de Theo me comoveu por me fazer lembrar da minha, que igual à dele, já partiu, mas que me

ensinou tudo sobre tanto. Em um dos trechos do poema “A máquina de avessar os dias de minha avó” ele escreveu, ou descreveu: “minha avó/ com sua máquina de/ avessar os dias/ acordava/ a casa no meio da noite/ ironizava/ a invenção do vento/ esquecia/ os nomes inúteis das filhas/ recriava/ o absurdo não linear do tempo”. Veja que preciosidade. Minha avó dizia o nome de todos os filhos para acertar o nome que pretendia. Isso representou o seu destino final, mas, incrivelmente, quando ela os chamava, ou perguntava pelos lugares onde já esteve, nos transportava ou trazia de volta os que nos tinham deixado pelo desejo do tempo. Em “Para o perdão” ele antecipou, para nós, a seguinte mensagem: “se/ é de distância o teu/ silêncio:/ caminha/ tua voz/ para que seus/ passos/ possam entre/ passos/ reencontrar/ a brandura de teu canto”. Mas, para quem escreve, na maioria das ocasiões, só o silêncio não basta. A gente quer “viver, beber perfumes”, como disse Castro Alves. E é por isso que talvez cansemos de nós mesmos e depois das letras. No poema “segunda ode ao avesso à rua do rosário”, Theo faz a seguinte observação: “não me fazia mal:/ se meu espírito/ alimentava-se/ meu corpo/ compreendia”. Apesar de não ser este o contexto, mas descontextualizando a frase do poema e a trazendo para cá, podemos fazer uma associação com a sua luta, pois “Nós, que somos borboletas das crisálidas de avós” sabemos o limite que alcança nossos pés. Theo Alves é o nome literário de um cara gente boa, pelo menos tem cara, que foi batizado com nome estrambólico e exagerado: Therlandeson Gley Alves. Apesar do meu bulling, ele mesmo diz não se reconhecer como tal. Nasceu em Natal no dia 14 de dezembro de 1980. Não tem pai e apenas uma irmã adotiva, a Camila, que como ele também foi criado pela avó

Guilhermina Alves Costa, falecida em 2009, aos 91 anos. Sua mãe, Maria do Socorro Alves, empregada doméstica e costureira, precisou de muita matemática para criá-lo, assim como fez grande parte das mães dos meninos simples de sua época. Por volta dos dois anos de idade, foi levado para Currais Novos, cidade de sua mãe. Lá, estudou nas escolas estaduais Tristão de Barros e Capitão-Mor Galvão, depois no antigo Colégio Comercial. Terminou o ensino médio em 1998, no Colégio Camilo Toscano (CCT), todas de Currais Novos, onde viveu praticamente toda a vida e de onde extrai suas maiores e mais significativas lembranças. “Tive uma infância um tanto triste devido a muitos problemas de saúde, mas com poucos e bons amigos, brincando em ruas de barro e na chuva, quando não estava doente.” Saiu de Currais Novos muitas vezes. Ainda pequeno, morou em Mossoró. Aos 21, morou em João Pessoa por um ano. Em 2009, mudou-se para Santa Cruz, depois Macau, Nova Cruz e mais uma vez Santa Cruz, por causa do trabalho. Em 2014, voltou a Currais Novos e em 2019 para Santa Cruz onde tinha ficado sua família. Cursou Letras no campus Currais Novos da UFRN. Ingressou em 1999 e concluiu em 2005. Queria Psicologia ou Jornalismo, mas como não tinha condições de sair do interior, acabou se tornando professor, que na verdade já era algo por que se interessava, tanto que começou a dar aulas de Inglês no CCT aos 15 anos. Fora o ano que ficou como redator da Sidys TV, canal local de Currais Novos, seu trabalho foi sempre como professor de inglês, português, literatura e redação. Em 2011, no entanto, passou no concurso de técnico administrativo do IFRN, responsável por muitas de suas mudanças de cidades, e onde trabalha até hoje, agora no campus de Santa Cruz.

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Balada adorodo comer Impostor (biografismo) Vive lá com sua esposa Milla Medeiros, professora, e os três filhos: Fernanda, 9, Guilherme, 6, e Dylan ainda na barriga da mãe, esperando agosto chegar. Morar com a avó enquanto a mãe ralava na vida foi duro, mas viver sem pai é sua grande mágoa e lugar de questionamentos. “É estranho porque isso é mais uma luta não travada do que uma batalha propriamente. Não saber seu nome, quem é, o que faz ou qualquer outra coisa construiu um vácuo, uma sensação de não pertencimento com que foi difícil lidar durante toda a vida. Boa parte do que sou foi construído a partir disso. Era constante a sensação de aprender pela falta, pela ausência do exemplo, pelo erro. Não sei se isso é propriamente um desafio, mas é antes de tudo a matéria a partir da qual elaborei parte significativa da minha compreensão de mundo.” Mais recentemente, esse desafio avolumou-se, pois o cara sem pai assumiu o compromisso de sê-lo e isso lhe foi, a priori, assustador. “Eu não tinha um exemplo de pai a seguir, então é preciso pensar no que fazer ou como reagir diante das situações sem um modelo pré-existente. Isso é assustador, mas é também libertador, confesso. E acho que tenho me saído bem.” Toda essa trajetória lhe foi barco para guiá-lo à literatura, acontecimento natural que surgiu como algo predestinado ou como um daqueles acasos inexplicáveis. “Entrei pela porta da frente da Literatura. Tive a sorte de, aos oito anos, ler o Espumas Flutuantes, do Castro Alves. Minha casa não tinha livros, mas uma caixa pequena com alguns volumes foi deixada por uma tia e lá estava o livro do Castro Alves.” Nunca deixou de ler, tendo em constante companhia Jorge Luís Borges, Manoel de Barros, André Gide, Fernando Pessoa (Alberto Caeiro) e Valter Hugo Mãe. Atual-

mente apaixonado pela fotografia, anda lendo uma dezena de autores desta arte. Sua vida como autor começou em 2009, quando publicou o “Pequeno manual prático de coisas inúteis”, reunindo um conjunto de poemas escritos calmamente ao longo dos anos, costume que mantém até hoje. A qualidade do trabalho despertou o interesse da editora Flor do Sal, de Adriano de Souza e Flávia Assaf, que o publicaram. Em 2016, publicou, também pela Flor de Sal, o já citado e comentado “A máquina de avessar os dias”, trabalho que ficou muito bonito. Em 2018, lançou uma campanha de financiamento na internet para publicar “Doce azedo amaro” pela editora Moinhos, de Belo Horizonte, atraindo novamente enorme atenção pela qualidade da escrita, capacidade de divulgação e estética na elaboração. Theo Alves anunciou parar com a literatura tendo na gaveta um livro de contos que pensou publicar ainda neste ano. O trabalho já teve uma enorme aprovação, pois um dos contos, “Por que não enterramos o cão?”, venceu, no ano passado, o prêmio Ignácio de Loyola Brandão. Outro foi publicado, já neste ano, no Correio das Artes, da Paraíba. Falei pelo Facebook sobre esta entrevista e ele topou na hora. Como já tinha lido sua “carta” de despedida, resolvi seguir o rumo da construção do perfil que já o faço e caminhar por uma entrevista mais esclarecedora sobre a dura decisão que tomou. O resultado que segue não poderia ter sido melhor, o que prova, mais uma vez, o grau de sensibilidade literária e poética desse jovem do meu tempo. – O que está acontecendo com a literatura? – Esta é uma pergunta profunda demais para ser respondida em apenas uma resposta. Mas, grosso modo, a literatura vive um período de

crise, como tudo mais que estamos vivendo. É uma crise de identidade, de valores, de produção, editorial, de leitores... uma crise, enfim. Há um abismo que aumenta cada dia mais entre a literatura como arte literária e a literatura de entretenimento. Isso faz que os modelos de produção, comércio e consumo de literatura sejam cada vez mais próximos do que são os modelos do cinema e da música, por exemplo. Hoje, o peso da nova literatura, das novidades da arte literária, recai sobre pequenas editoras e sobre os próprios autores. É preciso bancar o próprio livro e tirar algum dinheiro disso é quase uma heresia para os que fazem da literatura um hobby elegante. Essa literatura está longe dos leitores. Os autores locais não são convidados para as escolas, para falar e mostrar seus trabalhos a quem pode vir um dia a ser público dessa literatura. Isso cria um vazio enorme. – O mundo virtual não ampliou a condição do leitor e possibilidades de vendas? – O mundo virtual é uma vitrine tão grande que não se consegue ver muita coisa do que está exposto nela. É possível publicar e vender com um alcance maior do que se tinha há algumas décadas. Mas a divulgação é ainda feita em pequenos blocos. Você pode vender para o mundo todo, mas o mundo todo não toma conhecimento do seu trabalho. Há uma dificuldade em fazer circular o que se produz. Além disso, a internet nos deu a ilusão de que tudo pode ser conseguido de graça e tudo que tenha um preço diferente disso não vale a pena. É pensar, como exemplo, o que plataformas digitais de música pagam a seus músicos: é algo tão irrelevante que o volume de consumo precisa ser exorbitante para se ganhar alguma coisa. Ou seja, o mercado mudou, mas os que se alimentam dele continuam os mesmos. Com a literatura não é diferente. A Matilde Campilho, poeta portuguesa DOMINGO, 5 de maio de 2019

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Balada do Impostor (biografismo) muito popular por causa de sua boa poesia e seus vídeos no YouTube, vendeu uns 400 livros na Flip e isso fez dela a autora mais vendida do evento, que é o maior do Brasil. É fácil entender o que esses números significam. – O que você esperava da literatura, ou dos leitores, que não conseguiu? – Dos meus leitores, tive sempre bom retorno, mesmo que em pequena quantidade. O que espero de um leitor é ser lido. Qualquer retorno dessa leitura – e as redes sociais nos põem em contato mais próximo com os leitores e facilitam isso – é algo a mais, é sobremesa, sempre muito bem vinda. No entanto, o fazer literário é um trabalho. E um trabalho trabalhoso, pelo menos para mim. Não posso mais conviver com a ideia de que fazer literatura é meu passatempo elegante. A literatura merece uma atenção e um cuidado que exige sentar-se à mesa e produzir. Quebrar as pedras da palavra com o aço forjado do martelo da linguagem. E, como trabalho, é essencial que esse fazer literário ou os processos que o envolvem sejam parte do que nos põe pão à mesa. Então é preciso que a literatura permita algum retorno prático dela. Eu não achei o meu quinhão. Gostaria de crer que não pude trabalhar com literatura pela baixa qualidade do que escrevo ou por não cair no gosto popular dos leitores. Mas vejo tanta gente boa que paga para escrever que temo não ter sido por isso. – É muito comum autores desistirem das carreiras ou as manterem como atividade paralela, vide Manoel de Barros, Raduan Nassar. Por que isso lhe incomodou? – Manoel de Barros comprou seu ócio, como ele mesmo diz, com a fazenda e o gado no Mato Grosso. Nunca viveu da poesia que escreveu. Nassar escreveu um par de livros brilhantes e também se manteve dis-

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tante do universo literário. Não sei exatamente como eles lidaram com isso, quais modelos de vida e o espaço diário que a literatura ocupava em suas vidas, quanto precisavam da literatura para pagar suas contas. Mas meu caso é simples: pensar que sou um escritor sempre me obrigou a escrever e como, infelizmente nunca fui soprado pela inspiração, sempre fui um trabalhador da palavra. Não é coincidência que todo livro meu levou mais de dez anos sendo trabalhado. – Sua desistência gerou em nós, autores não militantes, um desânimo e uma vontade de lutar. O que fica de sua decisão para quem está como você ou para os que estão querendo começar? – A minha decisão tem caráter muito pessoal e nenhuma intenção de ocupar o lugar de mártir da literatura. Até porque eu preciso muito mais da literatura do que ela de mim. A minha decisão dá conta de tentar me livrar da angústia de querer, precisar escrever, mas não encontrar tempo, condições reais para isso. Não conseguir encaixar a escrita literária nos meus dias é algo que me machuca. E conviver com esse sofrimento tem sido um bocado cruel para mim. Minha desistência de escrever é uma tentativa de normatizar a impossibilidade de o fazer. Espero sinceramente que funcione. Para os que estão começando, desejo que consigam cumprir o caminho que não consegui, ou que só consegui parcialmente. Talvez, as necessidades de quem está começando sejam diferentes das que tenho hoje. O amor febril já moveu minha literatura. Hoje há um amor maduro que compreende seu espaço em meu coração e que, por isso, tenta se recolher diante da impossibilidade da convivência. Sinatra cantava que amar é fácil, viver é que é difícil. Não vou duvidar de Sinatra. Mas torço muito para que ninguém desista de escrever depois de mim. Quero antes

que haja bons e novos escritores, aqueles que possam alimentar leitores como eu, ainda ávidos por bons textos. – O poeta Leontino Filho definiu sua decisão como corajosa, mas acredita (ou deseja) que “a desistência será temporária, pois a força da literatura e, sobretudo, da poesia é superior à própria vontade do poeta”. Como você recebe esta observação? – Minha admiração por Leontino é tão grande e tem tanta base no que ele já escreveu e disse que eu jamais o confrontaria, jamais diria que ele está errado. Não sei se há muita coragem na decisão que tomei. Talvez seja como o caso dos suicidas, a quem alguns atribuem uma imensa coragem por tirarem a própria vida, enquanto outros chamam esse ato extremo de covardia diante do medo de enfrentar a vida. Há algo de um suicídio literário nisso e não sou eu quem vai julgar se fui corajoso ou covarde. Se Leontino diz que fui corajoso, confesso certo orgulho nisso. É bom ter um elogio, mesmo que numa situação de tristeza, de alguém como ele. Fato é que hoje estou abrindo mão do exercício da escrita. Já havia me afastado dela antes, mas consciente de que voltaria, o que fiz de fato. Hoje me parece muito claro que não voltarei a escrever, mas Leontino está certo sobre tantas coisas que eu realmente não ousaria dizer que ele está errado nesta questão. No entanto, espero, honestamente, não voltar a escrever. – Ainda há girassóis sobre a mesa grande da sala? – Esta é uma pergunta muito bonita. Deixei alguns girassóis sobre a mesa grande da sala, e espero que eles sejam bonitos o bastante para que haja sempre alguém disposto a cuidar deles. Texto na íntegra pode ser lido no www.biografismo.blogspot.com.

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adoro comer

Pasteizinhos à genovesa Ingredientes MASSA 200 g de Farinha de Trigo Finna tipo I (sem fermento) 200 g de Margarina Puro Sabor 200 g de ricota 1 pitada de sal RECHEIO Geleia de sua preferência ou doce de goiaba.

Modo de preparo - Coloque todos os ingredientes numa vasilha funda, amasse muito bem e deixe descansar no mínimo ½ hora. - Abra a massa com um rolo, corte-a com a boca de um cálice (dos grandes) ou com uma a boca de uma xícara de café. Recheie os pasteizinhos com a geléia escolhida, dobre-os sobre si mesmos e pincele-os com uma gema de ovo dissolvida na margarina derretida. - Leve os pasteizinhos ao forno num tabuleiro untado e polvilhado com açúcar e canela por 30 minutos. Tempo de Preparo: 50 minutos + 30 minutos de descanso da massa. Porções: 40 pasteizinhos.

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18 anos de

compromisso com o jornalismo de verdade @defato_rn

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@jornaldefato

domingo

Mossoró (RN), domingo, 5 de maio de 2019

Mossoró 9 Mil

Grupo de voluntários cria projeto de lei de iniciativa popular para atender os animais em situação de rua ou criados por famílias de baixa renda. Projeto busca a criação de uma clínica veterinária pública em Mossoró.

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tv

>> bastidores

Em “Cine Holliúdy”, nova série da Globo, emissora volta a investir no humor regional

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@defato_rn

defato com

>> inside

Clarissa Marinho abriu mão da carreira de jornalista para investir em sua porção atriz

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Mossoró (RN), domingo, 5 de maio de 2019

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Marcela Siqueira comemora a evolução de sua personagem em “Verão 90” página 4

Degrau por

degrau


2 televisão

Seriais

Domingo, 5 de maio de 2019

>> por Geraldo Bessa

Destaques das séries e conteúdo “on demand”

Casa cheia Courtney e Eric Waldrop são um jovem casal que vive no Alabama com três filhos: uma família típica americana que em breve terá de se despedir do convencional quando Courtney, que está grávida pela quarta vez, der à luz sêxtuplos. Nesta semana, o TLC Go entra na casa dos Waldrop para acompanhar e reviravolta na rotina dos pais e das crianças com a série "6 De Uma Vez". Courtney e Eric se conhecem desde a escola e começaram a namorar ainda na adolescência. Mesmo para eles, parceiros de longa data, ter nove crianças em casa é um desafio gigantesco que exigirá adaptação. A alegria é enorme, mas vem acompanhada de um medo natural. De alguma forma, eles estão preparados para o baque, mas a reação dos irmãos mais velhos – o primogênito Saylor, de oito anos, e os gêmeos Bridge e Wales, com cinco anos –, será uma surpresa e faz parte das situações delicadas que Courtney e Eric terão pela frente. No episódio de estreia, Courtney e os médicos se preparam para o parto. Os bebês nascerão ainda na fase prematura, por tratar-se de uma gravidez de alto risco e a mamãe teve de guardar repouso durante a maior parte da gestação.

Tom político

(Multishow Play, seg, dia 6) Novos personagens, quadros inéditos e entrevistas especiais voltam a agitar o Multishow Play com a quarta temporada de "Multi Tom", estrelado por Tom Cavalcante. Entre as novidades estão os quadros "Tá ok, Brasília?!", onde Tom se caracteriza como o presidente Jair Bolsonaro no Congresso Nacional, e "Puxadinho do Presidente", em que Tomsonaro está em sua residência. O ator também interpretará outras personalidades políticas como Donald Trump, Sergio Moro e Damares Alves. No programa, o humorista também revive personagens como Ribamar, Pit Bicha, João Canabrava e Tomberto Carlos, e recebe convidados especiais para entrevistas, paródias musicais e divertidos quadros. Na nova temporada, ele recebe nomes como MC Kekel, Leandro Hassum, Luísa Sonza, Gustavo Mioto, Mumuzinho, Whindersson Nunes, Bruno de Luca e Tirullipa. A nova temporada conta com 20 episódios e possui direção geral de Márcio Trigo e produção da Formata.

Natureza selvagem

(Discovery Go, ter, dia 7) Ed Stafford é duro na queda. Viajante solitário, ele iniciou sequência de façanhas ao cruzar a selva amazônica em uma caminhada que durou 860 dias. Sozinho, ele percorreu todo o curso do Rio Amazonas entre abril de 2008 e agosto de 2010. Desde então, as missões ficam cada vez mais extremas. Nesta semana, o aventureiro está de volta ao Discovery Go para uma série de proezas registradas na série inédita "Ed Stafford: Contra Todos". No entanto, pela primeira vez, ele não estará só. Com ele – ou melhor, contra ele – estarão adversários a altura: em cada episódio de uma hora, Ed desafia um especialista em técnicas de sobrevivência para uma corrida em paisagens onde triunfam as belezas e perigos da natureza selvagem. São seis episódios de uma hora, cada um deles com um oponente e destino diferentes.

De fibra

(HBO Go, qua, dia 8) Proprietária de terras. Montanhista. Viajante. Mulher de negócios. Esses não são termos comumente usados para descrever uma mulher de 1830, mas a inglesa Anne Lister se qualifica a todos eles. Sempre vestida de preto e com uma personalidade marcante, Anne herdou a propriedade da família, Shibden Hall, assumindo também os negócios. Investiu no carvão que havia nas terras e fez fortuna disso. Uma típica "mulher à frente do próprio tempo". A história dela pode até ser bem popular em Halifax, sua cidade natal e onde fica sua casa histórica, atualmente aberta para visitação, mas para muita gente a trajetória de Anne só se faz conhecida agora com o lançamento de "Gentleman Jack", nova série da HBO. Escrita, dirigida e produzida por Sally Wainwright, a série conta com Suranne Jones, Sophie Rundle, Gemma Whelan, Timothy West e Gemma Jones no elenco.

Princesa Adora

(Globoplay, qui, dia 9) "She-Ra e as Princesas do Poder" é a nova versão do clássica animação de 1980. A história acompanha uma orfã chamada Adora que deixa para trás sua antiga vida na maligna Horda. Ela então descobre uma espada mágica que faz com que ela se transforme na princesa-guerreira She-Ra. Adora se reúne a um grupo de princesas mágicas na "luta final contra o mal". Depois de um primeiro ano de boa repercussão, a segunda temporada da série animada já está disponível Netflix. Na trama dos novos episódios, a Adora se junta à Rebelião, mas sua melhor amiga fica ao lado da Horda do Mal. Muito contemporânea e com bom desenvolvimento de personagens, a nova série dá ênfase nos dilemas da heroína, mostrando seus questionamentos e a superação de diversos obstáculos.


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A marca da maldade

>> principal

meça a novela com três e acabou matando sua primeira esposa, a Soraia (Letícia Sabatella). O que ele fala e faz para a própria família é agressivo demais. Mas é uma ótima forma da novela discutir o machismo estrutural e cultural.

Herson Capri se surpreende com intensidade do vilão Aziz de “Órfãos da Terra”

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e olhos claros e feições fortes, Herson Capri tem dois postos bem específicos na televisão. Quando não está seduzindo como galã maduro, empresta sua estirpe para sujeitos de atitudes pouco ortodoxas. “São personagens de motivações semelhantes, mas bem diferentes entre si”, pontua. Entre heróis e vilões, Capri jura que não tem um tipo preferido, entretanto, viver um antagonista como o arrogante Aziz de “Órfãos da Terra”, acaba renovando a paixão do ator por seu ofício, seja pela qualidade do texto ou importância do personagem dentro da trama assinada pela dupla Thelma Guedes e Duca Rachid. “Aziz é um papel que não dá para viver no piloto automático. É preciso estudo, empenho e muitas horas de gravação. Já fiz de tudo um pouco na tevê. Então, ter um personagem tão forte e complexo após tantos anos de profissão é muito revigorante”, valoriza. Natural de Ponta Grossa, interior do Paraná, Capri estreou na tevê com um pequeno papel em “Vila do Arco”, exibida em 1975 pela extinta Tupi. Com passagens por TV Cultura, Band e SBT, foi na Globo que ele desenvolveu sua carreira ao viver personagens populares como o Coronel Teodoro de “Renascer” e o pescador Ramiro de “Tropicaliente”. Um dos atores mais disputados da emis-

sora, aos 67 anos, Capri segue analisando convites e disposto a encarar novos projetos. “Gosto de chegar na casa do público e sou contratado da emissora. Então, sempre que acerto minha participação em um projeto, me envolvo inteiramente com ele. Já tive trabalhos memoráveis e outros nem tanto, mas esses altos e baixos fazem parte do processo”, analisa. P - Você é reconhecido pelos vilões, mas tem sido mais visto no posto de galã maduro de tramas recentes. Interpretar o Aziz é uma forma de equilibrar essa “conta”? R - (risos) Pode ser que sim. Sempre quem me chama para fazer vilão é o Gilberto Braga. Fiz dois recentes com ele, em “Babilônia” e “Insensato Coração”. Mas eram maldades carregadas de ambiguidades e os personagens não chegavam a ser exatamente os antagonistas da trama. Já com o Aziz não tem conversa torta. Ele é ambicioso, violento, egocêntrico, dono de uma maldade clássica.

P - Personagens monofacetados são mais tranquilos de interpretar? R - Não. Meu cuidado é redobrado com esses papéis de emoções mais diretas. Justamente porque não quero cair na figura do antagonista que gargalha jogando a cabeça para trás ou aperta os olhos para demonstrar raiva. O Aziz é um homem que não aceita “não” como resposta. E ele está andando por aí pelo mundo, é facilmente encontrado e representa o atraso. Então, minha atuação vai por esse caminho do poder desmedido. O ódio dele é mais internalizado e com momentos de explosões. Nunca fiz um vilão do tipo. P - Como assim? R - Calculista, inteligente e letal. Já fiz corruptos, psicopatas, amorais, mas o Aziz é mais pragmático. Ele está muito seguro de sua posição. É um ótimo personagem para as autoras abordarem temas urgentes não apenas do universo árabe, mas ocidental também, como a violência contra mulheres. Ele co-

P - A pauta feminista está na ordem do dia. A Globo, inclusive, investiu em novas diretrizes para evitar casos de assédio moral e sexual. Como você vê essa movimentação? R - De forma muito positiva. Acompanhei e sou um eterno apoiador do feminismo, desde os anos 1960. Tenho três filhas mulheres e sou casado com a Susana (Garcia, diretora) há mais de 20 anos. É um eterno aprendizado para que eu não tenha um comportamento equivocado. Elas me ajudam muito. Essa recente retomada do movimento é extremamente importante, chega com novas defesas e muita força. Minha filha mais nova, Sofia, vai fazer cinco anos e já é bem inteirada no tema. P - Conversou com ela sobre o Aziz? R - Sim. Por conta dos colegas de escola e pelo personagem ser pesado além da conta. Não queria que ela se assustasse. A primeira vez ela ouviu tudo direitinho. Na segunda, depois de ver algumas cenas, ela já foi logo me contando e dizendo: “já sei pai, você será o homem mau da novela”. Me calei (risos). P - As cenas o deixam sobrecarregado? R - Bastante. Eu não sou do tipo que leva o personagem para casa. Mas com o Aziz tenho ficado mais tenso que o habitual. É o tipo de papel que me dá grandes possibilidades como ator, mas também me exige muito.


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Degrau por degrau >> close Marcela Siqueira comemora a evolução de sua personagem em “Verão 90”

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arcela Siqueira tem vivido um misto de emoções desde que começou a interpretar a Tânia, de “Verão 90”. Isso porque a atriz começou a novela imaginando que sua personagem teria uma função secundária dentro do núcleo da família Ferreira Lima. Chateada com a possibilidade de deixar a história com apenas alguns meses, ela pulou de alegria quando soube que seu papel iria ganhar uma trama própria. “De fato, vai ter uma mudança. A Tânia vai ser envolvida em uma confusão, que vai gerar um mal-entendido entre Gisela e Patrick”, adianta, sem entrar em muitos detalhes, citando os personagens de Débora Nascimento e Klebber Toledo. É fácil entender a empolgação de Marcela. Afinal, ganhar mais espaço no folhetim significa uma oportunidade melhor de provar sua versatilidade cênica. “Quando você é envolvido numa trama, essa trama precisa de uma explicação e você também pode mostrar um pouco mais do seu trabalho. Isso foi importante, sim”, enfatiza. Um elo em especial une Marcela à personagem que interpreta em “Verão 90”. Assim como Tânia, a atriz já trabalhou como babá. Na época, tinha apenas 17 anos e cuidava de uma menina de 4, a Tainara. Quase duas décadas depois, Marcela ainda mantém contato

com Tainara e, de vez em quando, volta no tempo ao lembrar dos momentos que passaram juntas. “Outro dia, ela disse que lembra nitidamente de cada detalhe do quarto em que a gente brincava muito. Eu era muito nova, estava no segundo grau, mas sabia que tinha um dom com as crianças”, orgulha-se. Nos bastidores da novela das 19 horas, o clima é de generosidade. Como contracena mais com Débora Nascimento e Duda Wendling – que vive Isadora -, Marcela acabou desenvolvendo laços mais fortes com as duas atrizes. “A Débora

é muito gentil e generosa. A gente tendo uma relação de apoio mesmo uma para a outra. E a Duda está sempre alegre e contagia a todos”, conta. A nostalgia também toma conta do “set” e dos camarins. Aos 38 anos, Marcela viveu intensamente a infância nos anos 1990, época em que “Verão 90” se passa. E adora resgatar brincadeiras e tendências daqueles tempos. “Uma coisa que eu brinquei muito e que acabou surgindo de volta foi o pogobol. Agora estou ensinando os meus filhos, que também querem aprender a pular”, anima-se.

Satisfeita com o momento atual, Marcela é do tipo que mergulha de cabeça no trabalho, mas não descuida da saúde. Pelo menos, tem sido assim ultimamente. A atriz chegou a ficar com o colesterol alto quando pesava 64 quilos. Diante daquela situação, decidiu mudar drasticamente sua alimentação. Hoje em dia, valoriza alimentos vivos, grãos, brotos, legumes, proteína e arroz integral. “Emagreci 11 quilos em dois meses e também tenho feito atividade física. Acho que isso auxilia muito na vida de qualquer pessoa”, aconselha.


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Outro caminho >> ponto de vista

Segunda temporada de “Carcereiros” ameniza clima sangrento e foca nos dilemas de seus personagens

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segunda temporada é um momento de tensão para qualquer série. É justamente quando o roteiro tem de mostrar que é possível ganhar outros contornos e desenvolvimentos, a ponto de valorizar o que já havia sido mostrado nos primeiros episódios. Depois de uma primeira temporada confusa e lançada de modo espaçado ao longo de 2018, tanto na Globo quanto no aplicativo Globoplay, o maior objetivo de “Carcereiros” é soar razoavelmente coerente. Por isso, o roteiro é a grande estrela da série dirigida e idealizada pelo cineasta José Eduardo Belmonte. Para a abrir as possibilidades da produção, baseada no livro homônimo de Dráuzio Varella, a equipe de criação ganhou alguns nomes adicionais. Além dos autores titulares, Marçal Aquino, Fernando Bonassi e Dennison Ramalho, a trama ganha o reforço dos roteiristas Paulo Lins e Aly Muritiba. Ambos agregam ao texto da série

uma riquíssima vivência da periferia. Lins mora na região e escreveu o “best-seller” “Cidade de Deus”, enquanto Muritiba trabalhou muitos anos como agente penitenciário. É o estofo necessário para alterar a rota da história, que se desloca do universo das sangrentas rebeliões para focar na força de seus personagens, em especial, do protagonista Adriano, de Rodrigo Lombardi. A fotografia crua e em sintonia com produções do tipo ainda dá as cartas em “Carcereiros”. Recheada de contrastes entre luz e sombra, ela ajuda a contar a história de Adriano a partir dos acontecimentos do final da primeira temporada, onde não apenas sua filha, Lívia, de Giovanna Rispoli, passa por uma situação traumática, como ele mesmo fica muito próximo de perder a vida ao se envolver com a enigmática Érica, personagem de Letícia Sabatella. É desse envolvimento que surge uma porção mais desequilibrada e antagonista de

Adriano. Por amor, o personagem acaba testando os limites de sua própria noção de ética e justiça, o que acaba levando a série para um outro caminho, onde os papéis de mocinhos e bandidos se invertem e se aproximam. Ator muito conectado ao universo das novelas, a performance de Lombardi acaba por elevar o clima de tensão da produção. Em vez de seguir pelo seguro caminho da postura de herói, o ator constrói esse segundo ato de Adriano a partir da dor e do silêncio e mostra que conseguiu driblar as caras e bocas já regularmente utilizadas com seus galãs folhetinescos. O mérito desse bom desempenho também tem a influência de Belmonte. Diretor dos movimentados “Se Nada Mais Der Certo” e “Alemão”, Belmonte parece gostar de despir os vícios de grandes nomes da televisão em suas produções. Sendo assim, atores veteranos como Othon Bastos e Tony Tornado, que interpretam os também

agentes penitenciários Tibério e Valdir, surgem renovados no vídeo, bem no clima decadente e envolvidos no medo da violência cotidiana que permeia seus personagens. O grande destaque desse núcleo, entretanto, é a comediante Samantha Schmütz. Conhecida pelos papéis em humorísticos como “Zorra Total” e “Vai Que Cola”, Samantha é puro drama na pele de Solange, a esposa mais nova de Tibério, personagem que brinca com o telespectador sobre suas reais intenções com o marido. O mesmo bom desempenho é notado até em participações especiais, como as de Mônica Iozzi, Aílton Graça e da cantora Karol Conka. Com uma segunda temporada mais humanizada e menos sangrenta, “Carcereiros”exploraaspossibilidades de seus personagens e o talento de seuelencosemrepetirsuasfórmulas. O que é capaz de garantir a sobrevida da série a partir da valorização de seu protagonista como fio-condutor de novas histórias.


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Terça (07/05) – Rita se desespera com a decisão da juíza, e Filipe lamenta o estado da moça. A família de Lígia comemora a garantia da guarda de Nina. Camelo elogia Raíssa, e Nanda se incomoda. Thiago conforta Rita. Tatoo percebe a aproximação entre Cléber e Anjinha. Carla repreende Raíssa pela demora em voltar para casa. Jaqueline encontra César e comemora a conquista com um beijo em Daniel.

Quarta (08/05) – Guga afirma a Rita que n pode desrespeitar a família de Filipe. Jaqueli consegue se aproximar de Irina. Beto se insin para Meg. Rita conhece Regina, que acredita q a moça é namorada de Guga. Meg alerta Martin para a forma como trata Filipe. Guga aceita sond Filipe sobre Rita. Todos se mobilizam para ajud Rita a encontrar um emprego. Raíssa e Anjin provocam Thiago por conta de Jaqueline.

>>Órfãos da Terra Globo – 18h15

Segunda (06/05) - Jamil se sensibiliza com a morte de Aziz. Sara tenta se explicar para Ali. Almeidinha lamenta que Aziz tenha mantido segredo sobre a identidade de seu assassino. Miguel desconfia do comportamento de Rania. Norberto arma contra Teresa. Fauze é recapturado pela polícia. Jamil liga para Dalila e anuncia a morte de Aziz, e Laila questiona o marido. Ali pede que Sara se afaste. Eva conforta Sara e Abner se sente culpado pelo sofrimento da moça.

Terça (07/05) – Almeidinha pressiona Fauze, que garante não ter atirado em Aziz. Norberto afirma que deseja se casar com Valéria. Bruno e Teresa se mudam para um novo apartamento. Rania enterra uma caixa às escondidas, mas Santinha a observa. Almeidinha confidencia a Miguel que o exame de balística revelou a inocência de Fauze na morte de Aziz. Miguel teme que Rania possa ter tirado a vida do sheik. Sara e Ali sofrem com o término do namoro.

Quarta (08/05) – Dalila rejeita a proposta Youssef e o expulsa da mansão. Jamil e La vibram com sua nova vida. Rania lê a borra café para Aline e afirma que vê uma menin Jamil inicia seu trabalho na importadora Nass Jamil e Abner insistem para que Ali perdoe Sa Cibele comenta com Letícia sobre a situação Aline. Camila aceita trabalhar na recepção hotel. Bruno confessa seu amor por Laila. Ter sa procura Norberto.

Globo – 19h15

>>Verão 90

Segunda (06/05) – Manu recebe flores de Manuel. Herculano vibra ao ser convidado para ser jurado de um Festival de Cinema. João conta a Diego que foi Jerônimo quem deu a fita do clipe da La Donna para Murilo. João comemora a conquista de Moana, que consegue uma oportunidade de emprego no exterior. Vanessa sente ciúmes da fama de Manu. Vanessa planeja dar a Manu um chá que causa alteração na voz. Manu observa Moana dando um beijo de despedida em João.

Terça (07/05) – Com ciúmes de Moana, Manu é hostil com João. João pede ajuda a Jofre para investigar Jerônimo. Otoniel flagra Raimundo e Madá dormindo juntos. João descobre que Jerônimo tem interesse comercial com a gravação do programa em Corujinha. João vê quando Vanessa sabota a bebida de Manu e consegue impedir que a jovem beba o chá. Dandara e Ticiano discutem na frente dos jornalistas. Ticiano toma o chá e perde a voz.

Quarta (08/05) – João revela a Manu q mentiu no presídio ao lhe pedir para esquecêsem mencionar que foi induzido por Lidian Manu perdoa João e os dois se beijam. Quinz aconselha Mercedes a se aproximar de Danda Manu descobre que João e o português Manu são a mesma pessoa. Lidiane tenta impression Mercedes. Murilo aceita ajudar Lidiane. Laris enfrenta Candé. Ticiano decide terminar a dup com Dandara.

>>O Sétimo Guardião Globo.–21h

Segunda (06/05) – Gabriel não consegue ajudar Valentina e é expulso com Murilo do sobrado. Mirtes tenta consultar a bola de cristal. Aranha vê seu assassino antes de morrer. Eurico estranha o comportamento de Marilda. Afrodite se preocupa com o filho. Bebeto desmaia nos braços de Nicolau. Judith critica a atitude de Valentina e discorda da solução que Gabriel pretende dar para ajudar a mãe. Stella se preocupa com Aranha.

Terça (07/05) – Mirtes não deixa Adamastor avisar à polícia sobre a morte de Aranha. Olavo decide aceitar a proposta de Gabriel, e Murilo se preocupa. Luciana não deixa ninguém entrar no cabaré. Mirtes pede ajuda a Padre Ramiro. Nicolau é rude com Rivalda. Afrodite conversa com Bebeto. Marcos Paulo ajuda Valentina. Adamastor conforta Stella. Luz ouve a conversa de Mirtes com Padre Ramiro. Olavo ordena que Sampaio liberte Valentina.

Quarta (08/05) – Luz e Adamastor arruma o local onde o corpo de Aranha será colocad Todos combinam suas versões para explica morte do médico. Mirtes e Stella cuidam de Ar nha. Murilo, Gabriel e Padre Ramiro temem um represália do assassino. Patrício anuncia na r dio a morte de Aranha, e Marilda se desespe Nicolau ofende Afrodite. Olavo estranha a cau da morte de Aranha. Luz conta para Sóstenes plano para encobrir o assassinato de Aranha

Até o fechamento da edição, a emissora não divulgou o resumo do capítulo.

Até o fechamento da edição, a emissora não divulgou o resumo do capítulo.

Até o fechamento da edição, a emissora n divulgou o resumo do capítulo.

Globo – 17h35

>>malhação

Segunda (06/05) – Rita afirma a Lara que não sabe o nome do pai biológico de sua filha. Jaqueline pede ajuda a Bill Clinton para encontrar César. Raíssa aceita a parceria musical com Camelo, e Nanda sente ciúmes. Durante a audiência, Rita é acusada de estar envolvida em um crime de sequestro. Rita e Carla se revoltam contra Lara. Filipe não gosta da forma como Lara trata Rita. Rita confronta Lígia.

>>As Aventuras de Poliana SBT - 21h

Resumo das novelas

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não ine nua que nha dar dar nha

Quinta (09/05) – Filipe garante a Guga que não permitirá que Rita se aproxime de sua família. Regina comenta com Max que pensa em convidar Rita para jantar em sua casa. Marco e Carla se enfrentam, e Madureira impede o conflito entre os dois. Raíssa se sai mal em uma prova e fica preocupada com a reação de Carla. Tatoo provoca Cléber por causa de Anjinha. Cléber ofende Anjinha, que retruca.

Sexta (10/05) – Filipe impede que Rita se aproxime de Nina, mas não consegue evitar seu encantamento pela moça. Guga repreende Rita. Jaqueline conta para Raíssa que gostou de Irina. Anijnha lamenta com as amigas o chute que deu em Cléber. Filipe alerta Cida sobre pessoas que queiram se aproximar de Nina. Raíssa e Jaqueline armam para que Anjinha e Cléber se encontrem, e os dois se reconciliam.

de aila do na. ser. ara. de do re-

Quinta (09/05) – Todos se encaminham com Laila para a clínica de Letícia. Youssef salva Dalila de Fauze. Missade se incomoda com a falta de notícias de Elias, que está com Helena. Almeidinha pede Zuleika em casamento. Muna e Abner tentam convencer Ali e Sara a ir à exposição de Bruno. Mamede anuncia a Ali suas intenções de arranjar um casamento para o neto com uma mulher árabe. Norberto se desanima com os programas de jovem que Valéria gosta.

Sexta (10/05) – Todos vibram com o nascimento de Raduan. Teresa conforta Bruno. Ali chora ao pensar em Sara, e Mamede tem esperanças de que o neto aceite se casar com uma palestina. Eva anuncia que Davi não corre mais risco de morte. Dalila expulsa Youssef de sua casa, e afirma a Fairouz que se vingará de Jamil e Laila. Zuleika recusa a proposta de casamento de Almeidinha. Missade questiona Elias sobre Helena.

Sábado (11/05) – Jamil e Laila procuram Almeidinha, que garante não poder fazer nada sobre o contato de Dalila. Mamede afirma a Ali que gastou todas as suas economias para que o neto se case com Latifa. Rania descobre que Camila está trabalhando no hotel. Dalila convoca Paul Abbás para ajudá-la em sua vingança. Jamil e Laila se preocupam com a segurança de sua família. Sara se desespera quando Ali lhe apresenta Latifa.

que -lo, ne. zão ara. uel nar ssa pla

Quinta (09/05) – João faz uma ligação anônima para Quinzinho, denunciando que Jerônimo recebeu dinheiro do prefeito. Dandara aceita a trégua proposta por Mercedes. Quinzinho pressiona Jerônimo para saber a verdade. O dinheiro de Jerônimo desaparece e ele acusa Vanessa. Manu conta a Kika que João é o verdadeiro Manuel. Janaína não gosta de ver Manu com João. Jerônimo constata que foi Galdino quem roubou o dinheiro que ele desviou da PopTV.

Sexta (10/05) – Lidiane diz a Quinzão que quer fazer uma homenagem a Mercedes no coquetel. Larissa e Dandara conversam sobre Mercedes. Dandara fica sabendo por Mercedes que Murilo vai falar sobre o fim da dupla. Janaína e Herculano provam o doce de leite. Quinzinho convence Dandara a usar o vestido escolhido por Mercedes. Janaína chega animada ao coquetel após comer o doce de leite. Mercedes descobre que Lidiane também não gosta de Janaína.

Sábado (11/05) – Quinzão consola Mercedes, que está enfurecida com o vídeo homenagem. Lidiane pede a Quinzão para não revelar a Mercedes que a ideia do vídeo foi dela. João garante a Manu que provará a sua inocência. Jerônimo conta a Vanessa que está endividado com o jogo. Janaína conta a Madá que descobriu o ingrediente secreto do doce de leite. Madá está cada vez mais requisitada e Álamo sente ciúmes. Vinícius elogia o buffet de Janaína.

am do. ra rama ráera. usa so a.

Quinta (09/05) – Valentina encara Sampaio, e Gabriel apoia a mãe. Mirtes guarda o laudo com o resultado do exame de gravidez de Stella. Feijão estranha o comportamento de Judith. Murilo convoca Luz para uma reunião no casarão. Bebeto tenta conversar com Nicolau. Olavo descobre que as máquinas para a escavação foram sabotadas. Mirtes entrega a Stefânia o resultado do exame de gravidez de Stella e se reconcilia com a nora.

Sexta (10/05) – Judith discute com Gabriel. Gabriel comenta sobre a marca de nascença dos guardiães-mor, e Feijão tenta disfarçar a preocupação. Marcos Paulo encontra Peçanha. Stella, Stefânia e Adamastor descobrem que Aranha foi vítima de uma emboscada. Luz, Feijão e Murilo são nomeados guardiães. Feijão pede para passar a noite na gruta da fonte. Rivalda ofende Diana, e Afrodite manda que ela saia de casa. Valentina reclama por não ser uma guardiã.

Sábado (11/05) – Olavo fica aflito ao ver Rivalda caída e liga para Sampaio. Rivalda finge estar machucada para comover Olavo. Marilda vê Eurico sair de casa e decide seguir o marido. Feijão marca o caminho para a gruta secreta. Olavo fica fascinado por Rivalda. Marcos Paulo e Valentina conversam sobre Peçanha. Gabriel e Murilo pensam em como vencer Olavo. Mirtes oferece ajuda a Guilherme. Feijão procura Luz.

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Até o fechamento da edição, a emissora não divulgou o resumo do capítulo.

Até o fechamento da edição, a emissora não divulgou o resumo do capítulo.

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>> CINCO

PERGUNTAS: Julio Andrade exalta os temas da nova temporada e se recusa a acreditar no fim da série médica

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Fôlego de sobra P - Depois de perder a esposa na primeira temporada e reforçar a relação com a Carolina (Marjorie Estiano) no segundo ano da série, quais as motivações do Evandro nos novos episódios? R - Essa riqueza no desenvolvimento dos personagens é outro ponto muito forte de “Sob Pressão”. O Evandro e a Carolina terão outros problemas ao longo da terceira temporada. Ao mesmo tempo em que eles querem se comprometer ainda mais um com o outro, inclusive com a possibilidade de ter um filho, surgem elementos que vão criar um natural afastamento entre eles.

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e somar o filme original, de 2016, e as três temporadas de “Sob Pressão”, o controverso médico Evandro é o personagem mais recorrente da carreira de Julio Andrade. Sem disponibilidade - e paciência - para novelas e com a urgência de sempre contar uma nova história, o ator se deixa seduzir pela série médica da Globo justamente pelas transformações que o papel sofre a cada nova aparição. “É um personagem que cresce em meio a muitas adversidades. Evandro tem muitos problemas internos e acaba se anulando um pouco por conta de seu compromisso profissional em ajudar o próximo. A nova temporada representa um recomeço. Ele pode seguir por um novo caminho ou consertar os erros do passado”, analisa o ator, ainda descrente sobre a decisão da Globo em botar um ponto final na história. “Acho que a série ainda tem muito o que falar. Porém, se for mesmo o fim, a gente encerra o projeto com chave de ouro”, valoriza. Gaúcho de Porto Alegre, a estreia de Julio na tevê foi com uma pequena participação em “Luna Caliente”, minissérie de 1999 coproduzida pela Globo com a Casa de Cinema de Porto Alegre. Nos anos seguintes, o ator caiu nas graças de cineastas como Beto Brant, Suzana Amaral e Breno Silveira. Por conta dos filmes, chamou a atenção de diretores e autores de tevê, e acabou convidado para produções como “Passione”, “Doce de Mãe” e “O Rebu”. Atualmen-

te, aos 42 anos, além de viver o papel principal de “Sob Pressão”, Julio também protagoniza a frenética “1 Contra Todos”, série do canal pago Fox. “Estou feliz por estreitar os laços com a televisão. Ainda sou muito ligado ao método de cinema. Então, a tevê me leva a uma desconstrução como ator”, ressalta. P - A Globo definiu que a terceira temporada de “Sob Pressão” será a última. Como você recebeu essa informação? R - Eu ainda não processei. Na verdade, ainda acredito que a série possa ter uma sobrevida (risos). Temos boa audiência, apelo popular e acredito que muita qualidade técnica da produção. Fazemos uma série médica bem peculiar, extremamente brasileira e que se propõe a ter um elo com a realidade. Já

fizemos episódios e vimos uma história semelhante acontecer de fato meses depois. A série representou um avanço muito grande em mim. Não só como ator, mas como pessoa também. P - Em que sentido? R - Representa minha maturidade profissional e minha aproximação real com a televisão. “Sob Pressão” aborda questões muito importantes para a atualidade. A série levanta mesmo a bandeira da diversidade e de problemas que são esfregados na nossa cara todos os dias nos telejornais, como a corrupção estrutural, a violência contra minorias, o machismo, a falta de poder do Estado e ascensão das milícias, que é um dos motes da nova temporada. Me dá um orgulho enorme fazer parte de uma produção do tipo.

P - Além de atuar, essa temporada também marca sua estreia na equipe de direção da série. Como isso aconteceu? R - Não foi algo premeditado. O dia a dia no “set” de gravação acabou me levando por esse caminho. Sou muito “rato” do cinema. Como moro em São Paulo e a série é gravada no Rio de Janeiro, mesmo quando não tinha cena para fazer eu ia para as gravações. Amo o que faço e respiro esse universo. Aí, um belo dia, o Andrucha (Waddington, diretor) me viu acompanhando a cena e me presenteou com uma câmera para fazer cenas mais fechadas. Foi uma experiência maravilhosa e espero que as cenas tenham ficado muito legais. P - É um caminho que você pretende explorar mais a partir de agora? R - Sim. Acho que só faltava esse “empurrão”. Dirigir é algo que está em mim desde a infância. Meu pai alugava câmeras para registrar momentos importante em festividades e eu sempre dava um jeito de ser o responsável pelas filmagens.


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Cara de mau

>> raio x

Em “Jezabel”, João Pedro Novaes incorpora papel maquiavélico

J

oão Pedro Novaes precisa ter sangue nos olhos e deixar a raiva fluir para gravar suas cenas como Adad, em “Jezabel”. É que, na minissérie bíblica da Record, o ator interpreta um guerreiro que se sente orgulhoso quando mata seus inimigos. Quanto mais mortes sob sua responsabilidade, melhor. Foi justamente esse perfil psicológico tão específico que mais chamou atenção do ator. “É um desafio chegar nesse estado de prazer pela morte, pelas guerras e sangue, algo que eu sempre fui contra”, pondera ele, que já havia tido contato com o gênero bíblico durante uma participação em “Jesus”. Além de ator, João Pedro é formato em massoterapia oriental. “Adoro a ideia de ajudar as pessoas da forma mais leve e saudável possível”, explica. Inclusive, na hora de prestar vestibular, chegou a considerar Medicina. “Mas a arte gritou mais alto no meu coração”, conta. De olho no mercado para atores, ele enxerga na internet uma importante plataforma para trabalhos independentes. Além de estar no ar na Record, João Pedro também pode ser visto no Youtube, na série “Marotos: Uma História”. “Pessoas com projetos bacanas e roteiros interessantes acabam encontrando na internet um meio de produzir e exibir para qualquer um o seu trabalho”, aponta.

Nome: João Pedro Novaes Mello. Nascimento: Em 21 de março de 1994, no Rio de Janeiro. Ao que assiste na tevê: “Filmes e séries”.

Ao que não assiste na tevê: “Reality shows”. O que falta na televisão: “Mais produções audiovisuais brasileiras”. O que sobra na televisão: “Tragédias”.

Livro: “Um Ator Errante”, de Yoshi Oida e Lorna Marshall. Música: “Partilhar”, de Rubel. Ator: Wagner Moura. Atriz: Alice Braga. Mania: “Falar rápido demais”. O primeiro trabalho na tevê: “Jesus”, da Record. Sua atuação inesquecível: “Minha participação em ‘Jesus’”. Interpretação memorável: Jack Nicholson em “O Iluminado”. Um momento marcante na carreira: “Quando fui convidado para fazer o personagem Adad em ‘Jezabel’”. Com quem gostaria de contracenar: Fernanda Montenegro. Se não fosse ator, o que seria: Médico. Novela preferida: “Avenida Brasil”. Vilão marcante: Félix, de Mateus Solano, em “Amor à Vida”. Personagem mais difícil de compor: Adad em “Jezabel”. Que novela gostaria que fosse reprisada: “O Beijo do Vampiro”. Que papel gostaria de representar: “Um anti-herói”. Par romântico inesquecível: Bella Russo em “Marotos: Uma História”. Com quem gostaria de fazer par romântico: “Com a minha namorada, Júlia Maggessi”. Filme: “A Origem”, de Christopher Nolan. Autor predileto: Nelson Rodrigues. Diretor favorito: Christopher Nolan. Um medo: “Perder de forma trágica as pessoas que eu amo”. Projeto: “Montar uma peça”.


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Domingo, 5 de maio de 2019

Furacão de mudanças >> inside Clarissa Marinho abriu mão da carreira de jornalista para investir em sua porção atriz

I

nvestir em uma carreira dramatúrgica trouxe uma sucessão de mudanças para Clarissa Marinho. Quando decidiu largar o cargo de apresentadora e repórter na TV Ponta Negra, filiada do SBT, a jornalista se preparou para um período permeado por grandes acontecimentos. Apesar de ter conquistado espaço no jornalismo, Clarissa não se via para sempre na profissão. “Não era algo que me realizava. Eu precisava tomar uma decisão do que realmente queria fazer da vida e assim fiz a escolha pelo teatro. Tive muito medo. Normal. Foram muitas mudanças como sair de uma cidade pequena para uma cidade grande, morar sozinha pela primeira vez na vida e praticamente trocar o certo (o jornalismo) pelo duvidoso (o teatro)”, lembra a atriz, que fará sua estreia na Record em “Topíssima”, nova novela da emissora, em que viverá Caetana. Clarissa começou a estudar teatro em 2008, quando estava concluindo a graduação em Jornalismo. Em 2011, ela se mudou de Natal, no Rio Grande Norte, para o Rio de Janeiro, onde passou a investir na dramaturgia de vez. “Sempre acreditei muito que conseguiria e que isso era possível. Demorou muito, mas valeu a pena e veio na hora certa. Acredito demais nisso”, valoriza. Em “Topíssima”, que tem estreia prevista para 21 de

maio, Clarissa é enfermeira no Hospital Universitário Alencar, um dos principais cenários da trama de Cristianne Fridman. A jovem é braço-direito da Doutora Vera, papel de Isabel Fillardis. “‘Topíssima’ é uma novela moderna, cheia de mistérios e romance. Tem sido muito gratificante fazer parte dessa produção com gente tão querida e talentosa, que me recebeu de braços abertos. A Caetana é muito competente e trabalha bastante, está sempre disposta a ajudar quem precisa”, explica Clarissa, que conquistou o papel logo após um teste frustrado para “Apocalipse”. “O convite foi em 2017, mas o projeto foi adiado e só retornaram no início desse

ano. A produção fez novamente o convite e eu não poderia estar mais feliz de fazer parte disso tudo”, completa. Encarando o universo hospitalar pela primeira vez, Clarissa fez uma série de pesquisas sobre enfermagem. “Li muito sobre a profissão e assisti a séries que lidam com situações pelas quais ela, como enfermeira, vai passar. Além disso, a Record nos proporcionou alguns ‘workshops’ com profissionais da área que nos ensinou muita coisa nova, desde a prática até a teoria”, afirma. Aos 32 anos, Clarissa sempre foi adepta da prática esportiva. Quando criança, a atriz gostava de participar das mais diferentes modalidades. “Isso

se refletiu na minha vida adulta. Comecei com a academia, mas foi no crossfit que me encontrei recentemente. É um esporte que eu tenho gostado muito de praticar e ele que me ajuda a manter a boa forma, além, claro, da alimentação”, ressalta Clarissa, que há alguns anos resolveu cortar alguns excessos que fazem mal à saúde. “Tirei o refrigerante, a quantidade de carboidrato, frituras e ‘fast foods’. Acrescentei mais frutas, verduras e legumes no meu prato e, dentro do possível, eu tento sempre balancear tudo na hora de comer. Mas claro que ninguém é de ferro e tenho meus momentos de guloseimas (risos)”, completa.


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Domingo, 5 de maio de 2019

Lente de aumento

>> BASTIDORES

Em “Cine Holliúdy”, nova série da Globo, emissora volta a investir no humor regional

É

comum afirmar que existem muitos Brasis dentro do Brasil. Seja por sua longa extensão territorial ou pela forte mistura cultural, o país conta com diversas peculiaridades em cada região. A série da Globo “Cine Holliúdy”, que estreia na próxima terça, dia 7, foge do tradicional eixo Rio-São Paulo e apresenta o característico humor regional do Ceará e, por consequência, do Nordeste. A produção carrega a cultura e o forte sotaque para o horário nobre da emissora. “Acho que o público vai se identificar muito com essa série porque ela é muito brasileira. Ela tem um colorido diferente. A gente resgatou um pouco essa coisa do regional urbano nas séries”, afirma Marcio Wilson, que assina o roteiro da série ao lado de Claudio Paiva. Tendo uma fictícia cidade do Ceará como cenário principal, “Cine Holliúdy” tem como referências antigos projetos de sucesso, como “O Bem-Amado”, “O Auto da Compadecida” e “Lisbela e o Prisioneiro”. “Acredito que a Patrícia Pedrosa (diretora) é uma discípula do Guel (Arraes). E isso é bacana porque esse projeto tem muitodele.Nósescrevemosjuntos o roteiro do filme ‘O Bem-Amado’, então, conheço bem o estilo dele”, ressalta Claudio. A trama de “Cine Holliúdy” é baseada no longa-metragem homônimo escrito e dirigido por Halder Gomes. O cineasta, in-

clusive, integra a equipe de diretores da série, sendo sua primeira incursão na tevê. Durante a pré-produção, Halder acompanhou o processo de adaptação do roteiro original para a televisão e palpitou no que achou necessário. “No início das conversas, eu sugeri que cada episódio pudesse dialogar com o gênero de cinema. Quando chegaram os primeiros roteiros, desacreditei no quão bons eles eram. Eu nunca recebi algo que eu lesse e visse que estava realmente pronto. Só precisava ajustar algumas palavras, pois tem uma coisa muito particular que só sendo local mesmo para saber como usar. Mas estava tudo tão armado que dava para ir para o set na hora”, valoriza. Ambientado na fictícia Pitombas, “Cine Holliúdy” apresenta uma história inédita e independente do filme. A produção narra a trajetória de Francisgleydisson, papel de Edmilson Filho. Francis é dono da única atração cultural da cidade: o Cine Holliúdy. No entanto, ele vê o faturamento da bilheteria cair quando o prefeito Olegário, de Matheus Nachtergaele, coloca um aparelho de tevê em plena

praça pública. Com isso, o povo desvia sua atenção para as novelas. “A série fala desse embate entre tevê e cinema nos anos 1970, e hoje, 40 anos depois, sabemos que não só o cinema sobreviveu como coexiste com a tevê e muitas outras plataformas”, afirma Edmilson. Para reverter a situação, Francis se desdobra para tornar seu cinema mais atrativo. Já que o povo não quer mais saber dos filmes estrangeiros, ele decide produzir suas próprias obras. Tudo sem planejamento, roteiro ou falas, na base do improviso. Todos os gêneros são abordados. Ficção cientifica, terror, ação, faroeste e até filmes de luta fazem parte das histórias em que Francis cria. “O que move um personagem como o Olegário são os interesses próprios, os interesses particulares. Como a gente está em uma comédia bufa, farsesca, isso é levado ao extremo do hilário. As características do querer tudo para si se transformam em um egoísmo quase infantil, em narcisismo, em ignorância. É uma crítica social política de um jeito que só a comédia pode fazer”, explica Nachtergaele.

A pequena Areias, município do interior de São Paulo com menos de 4 mil habitantes, foi a responsável por abrigar elenco e equipe durante os três meses de gravações. A equipe de cenografia e produção de arte trabalhou para transformar a cidade na fictícia Pitombas de 1970. A série teve ainda quase duas semanas de gravações em São Paulo, onde foram produzidas as cenas internas do cinema, e quatro dias de trabalho em Quixadá, no Ceará, para a gravação de sequências em estradas. “Dentro da nossa pesquisa, veio a possibilidade de fazer algo no Vale do Paraíba, uma região de São Paulo onde há cidades mais antigas, mais conservadas. Era muito importante que houvesse uma praça que desse visão para os prédios ao redor, que do Armazeco a gente conseguisse ver quem entrava na prefeitura, por exemplo. E, em Areias, encontramos isso: uma praça não muito grande, sem muitas árvores entre os prédios, uma quantidade considerável de construções com a arquitetura de que precisávamos. Só teríamos de erguer uma fachada, a do cinema”, descreve Juliana Ribeiro.


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Domingo, 5 de maio de 2019

Zapping

>> por Caroline Borges

Assunto complexo Fernanda D’Umbra enfrentou momentos difíceis nas gravações de “Assédio”, da Globo. Na história de Maria Camargo, ela vive Vera, uma das vítimas do médico Roger Sadala, papel de Antônio Calloni. A primeira sequência gravada com Calloni pela atriz foi a de sua personagem dando depoimento diante do médico no tribunal. “Saí dessa cena e tive uma pesada crise de choro. Não conseguia explicar racionalmente o que estava acontecendo comigo”, explica ela, que contou com o apoio da autora durante as sequências. “Ela veio me abraçar e chorou também. Esse dia não foi fácil para nós, mulheres. Durante as gravações nos ajudávamos a entender a melhor forma de representar aquilo sem perder a força de luta delas. Porque a série fala dessa luta de um grupo de mulheres que encontra na união a sua única possibilidade de força. Portanto, a união das atrizes e a ajuda mútua foi quase natural”, completa. Casada com Elisa, de Simone Iliescu, Vera é agredida psicológica e fisicamente pelo médico. “A Vera é uma mulher tranquila, bailarina, casada com Elisa. Sua paz é rompida quando é atacada dentro da sala de consulta. Ela fica em choque e foge da clínica”, adianta.

Fim da linha

O Multishow não deve produzir uma segunda temporada de “Os Gretchens”. O “reality show” mostra a rotina da família de Gretchen. A primeira temporada foi ao ar no ano passado.

Mistura de novelas

Emílio Dantas irá reviver Beto Falcão. O ator aparecerá como o personagem de “Segundo Sol” nos próximos capítulos de “Verão 90”. Na história de João Emanuel Carneiro, Beto Falcão alcançou o sucesso no início da década de 1990, período em que se passa a trama da atual novela das sete. A sensitiva Madá, papel de Fabiana Karla, irá prever a morte do cantor de axé.

Na gaveta

A Globo não tem planos de realizar uma segunda temporada de “Os Melhores Anos das Nossas Vidas”. A produção foi comandada por Lázaro Ramos. Atualmente, o ator segue à frente da nova temporada do programa “Espelho”, do Canal Brasil.

Senso crítico

Nova leva

A Globoplay estreia, no próximo dia 24 de maio, a segunda temporada de “Killing Eve”. Série exclusiva do serviço de “streaming”, “Killing Eve” estreou no ano passado na plataforma e mostra a caçada obsessiva de Eve Polastri (Sandra Oh), ex-funcionária do serviço secreto britânico, à assassina profissional Villanelle (Jodie Corner).

Viagem e aprendizado

Após finalizar seu trabalho em “Jesus”, Day Mesquita, que interpretou Maria Madalena, viajou para Los Angeles, nos Estados Unidos. Durante o mês em que esteve na cidade, a atriz buscou aperfeiçoar seu inglês através de cursos. Sem projetos confirmados na tevê, Day poderá ser vista na segunda parte do filme “Nada a Perder”. O longa conta a trajetória do bispo Edir Macedo, proprietário da Record.

Nome reservado

Recém-saída de “O Sétimo Guardião”, Flavia Alessandra está reservada para “Salve-se Quem Puder”, nova novela das sete da Globo. O folhetim é assinado por Daniel Ortiz. A produção não tem data de estreia definida.

Maria Carol está sempre de olho em seu próprio trabalho. Vivendo a simpática Diana em “Verão 90”, a atriz se considera uma profissional bem autocrítica. “Sempre acho que posso fazer melhor. Gosto de me assistir sim, não tenho problemas em me ver no vídeo. Nos assistir é uma ferramenta para ajustar a nossa interpretação”, afirma. Na história, Diana é irmã de Herculano, papel de Humberto Martins. Envolvida com Tobé, de Bernardo Marinho, a personagem gosta de seguir um estilo de vida natural e surfar. “Adotei o surfe e vou levar para minha vida. Já tenho prancha, acompanho o mar, viciei no surfe. Tenho respeito pelo mar. É muito importante saber fazer a leitura das ondas para surfar com segurança”, ressalta a atriz.


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