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Ano X Nº 102 Outubro 2011 Assessoria de Comunicação Social

Pesquisa

UEM desenvolve fotocatalisadores para degradar efluentes

Campanha

Comunidade acadêmica discute agrotóxicos P.3

Educação

Ciclo debate engenharia didática P. 4

Projeto

Incubadora Tecnológica antecipa futuro P.6

Entrevista

Professor da UFRJ analisa cenário político P.10

Extensão

UEM contribui com planejamento urbano regional P.11

Cultura

Texturas da Natureza Temporada Universitária P.12


2 Editorial

Destaque

Por uma ciência humanista e uma Universidade sintonizada com seu tempo

A

ciência na universidade precisa ser valorizada não apenas por representar uma área prioritária na Academia, mas pelo fato de nela estar depositada a expectativa de uma revolução constante no avanço da humanidade, em todas as dimensões. A edição de outubro tem este perfil, na medida em que traz um texto no qual o pesquisador Alberto Gaspar, da Unesp, apela para o envolvimento do professor nas aulas experimentais de Física, aprofundando a teoria de Vigotski de que o aluno deva aprender com o professor, responsável pela transferência de conhecimento em sala de aula. Por falar em transferência de conhecimentos, tem docente na UEM levando isso a cabo, desenvolvendo pesquisa como a produção de fotocatalisadores capazes de tratar efluentes de tinturaria, postos de combustíveis, destilarias de álcool e lavanderia. Outros assuntos abordados revelam a preocupação, sempre presente, em ouvir grandes pesquisadores sobre temas contemporâneos, que tem constante repercussão política. É o caso da entrevista com o professor Francisco Carlos Teixeira, da UFRJ, que define estilos de conduzir a diplomacia brasileira entre a presidenta Dilma e o ex-presidente Lula. Do ponto de vista das questões sociais, matérias distintas demonstram a importância da campanha contra o uso de agrotóxico no Brasil, lançada, na UEM, pelo líder do MST, João Pedro Stédile; e a atuação da Universidade na contribuição do planejamento urbano na região, levando em conta a necessidade dos moradores dos municípios pesquisados. Em termos de inovação, a Incubadora Tecnológica de Maringá desponta no sentido de se antecipar ao futuro, implementando mudanças físicas que implicarão na interação maior entre o setor produtivo, a academia e a sociedade.

EXPEDIENTE Reitor: Júlio Santiago Prates Filho Vice-reitora: Neusa Altoé Assessor de Comunicação Social Paulo Pupim

De resto, o Jornal da UEM reforça, na presente edição, o apreço por destacar ações pensadas para melhorar a qualidade de vida da população, como a reforma e ampliação do viveiro de mudas no Câmpus do Arenito, em Cidade Gaúcha; o início de mais uma Temporada Universitária, unindo espetáculos de teatro, dança e música; e a realização também de mais uma exposição no Museu da Bacia do Paraná, desta vez mostrando os encantos da natureza. Uma Instituição que perpassa da ação de pesquisa ao trânsito constante com os renomados pesquisadores do Brasil e do mundo; que procura acompanhar a evolução de seu tempo; e que não deixa de lado as atividades que ajudem a construir a inquietude da alma, como as exposições culturais, acaba por ser lembrada numa nova pesquisa, realizada pela Rede Independência de Comunicação, a do Prêmio Ímpar, em que outra vez a UEM foi uma das marcas mais lembradas pelo público da região. Perguntada qual era a instituição de ensino superior de que mais lembravam, a maioria das pessoas apontou a nossa Universidade. Leia mais sobre cada assunto mencionado acima nas próximas páginas. Paulo Pupim Assessor de Comunicação Social Errata Na edição anterior (101), os erros de digitação que, mesmo numa revisão final ainda persistem, dificultaram a leitura e talvez o entendimento de parte do editorial, intitulado “UEM intensifica ações de inclusão social”. Onde estava escrito “está isenção é uma continuidade das políticas de inclusão social adotados na UEM”, o correto é “Esta isenção é uma continuidade das políticas de inclusão social adotadas na UEM”. Pedimos desculpas pela falha.

UEM é marca de referência na região

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UEM é a instituição de ensino superior mais lembrada pelo público regional. Esse é resultado de uma pesquisa realizada em parceria com o Ibope Inteligência, que revela o atlas socioeconômico dos consumidores do Estado. O assessor de Comunicação da UEM, Paulo Pupim, recebeu o diploma que ratifica a conquista, em nome do reitor Júlio Santiago Prates Filho. A solenidade foi realizada na segundafeira (17), no Teatro Marista, em Maringá. Pelo segundo ano consecutivo, o Grupo RIC Paraná realiza e apresenta ao mercado os resultados do Projeto Impar - Índice das Marcas de Preferência e Afinidade Regional. O Impar mostra resultados referentes à preferência do público em relação às marcas, à inclinação, simpatia, favoritismo, predileção, manifestações de afeto, estima e prioridade que são dispensadas as marcas e produtos. Os dados apresentados

Jornalista responsável e editora: Ana Paula Machado Velho (Reg. Prof. 16.314/RJ) Coordenadora de Imprensa: Tereza Parizotto Reportagem: Ana Paula Machado Velho, Antônio Paulino Júnior, Rose Koyashiki e Tereza Parizotto Fotografia: Antonio C. Locatelli, Heitor Marcon Colaboradores: Laressa Santos, Maria Joana Casagrande e Sueli Nascimento Silva Diagramação e Impressão: Folha de Londrina Foto da capa: Central de Tratamento de Efluentes Líquidos em Camaçari - BA

pela pesquisa são relacionados ao hábito de consumir uma marca, e não de lembrá-la. Entre os meses de junho e julho de 2010, o IBOPE Inteligência realizou 1708 entrevistas, em 10 microrregiões do Paraná (Curitiba e região, Ponta Grossa e região, região Centro-Sul, Cascavel e região, Foz do Iguaçu e região, Toledo e região, região Noroeste, Maringá e região, região Nordeste e Londrina e região) e avaliou 46 categorias de produtos e serviços da cadeia produtiva do varejo no Estado. O resultado é um retrato do desempenho das marcas locais, que muitas vezes supera o das globalizadas. As marcas mais apontadas pelos entrevistados receberam certificados atestando a preferência e afinidade dos consumidores nas respectivas categorias regionais e estadual. A UEM foi destaque na categoria Faculdade/Universidade, na região de Maringá.

Coordenadoria de Imprensa Avenida Colombo, 5.790 Bloco Q-03 - Sala 7 Telefone: (44) 3011-4213 Site: www.asc.uem.br E-mail: sec-cim@uem.br


3 Agroecologia

Em defesa da vida

João Pedro Stédile veio à Maringá para lançar campanha que valoriza a agroecologia e combate o uso indiscriminado de agrotóxicos Por Maria Joana Casagrande*

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Brasil se tornou o maior consumidor mundial de agrotóxicos e despejou mais de um bilhão de litros de veneno nas lavouras. Segundo o líder nacional do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), João Pedro Stédile, “esses dados chamam a atenção, porque o Brasil tem 50 milhões de hectares de área cultivada. A China e os EUA cultivam 200 milhões, a Índia, 400 milhões. Por que nós gastamos tanto veneno?”. E foram as indagações que surgiram desta questão que deram origem a uma grande articulação para a Campanha Permanente contra os Agrotóxicos e Pela Vida! A iniciativa envolve, hoje, mais de 40 entidades de diversos setores da sociedade brasileira: universidades, movimentos sociais do campo, igrejas, trabalhadores, sindicatos, órgãos governamentais. Quem se beneficia pelo uso dos agrotóxicos, de acordo com o líder do MST, são os fabricantes, em sua maioria multinacionais. Mesmo que todos sabendo que é possível (e necessário) produzir alimentos sem veneno. Stédile esclarece que muitas dessas empresas comercializam, no Brasil, produtos que estão proibidos há muito tempo em seus países de origem. Também existe o problema dos venenos fraudados. “A Anvisa [Agência Nacional de Vigilância Sanitária] libera a fórmula que está no rótulo e eles fazem um produto mais forte do que o divulgado, para o agricultor ficar com a sensação de que esse veneno é bom. Mas, depois, se o sujeito se intoxicar, os médicos não têm nem como curar o ‘cara’, porque a orientação para [combater] a intoxicação está no rótulo e este não bate com o conteúdo no interior embalagem”. Excesso – João Pedro ainda destaca que o objetivo principal da campanha é lutar contra o uso indiscriminado de venenos no campo e envolver a sociedade nessa discussão, porque

todos precisam assumir sua parcela de responsabilidade no processo. Até pelo fato que os agrotóxicos, pela ação das chuvas e contaminação dos lençóis freáticos, atingem a todos. Para Stédile, a campanha tem que organizar processos de conscientização com o agricultor e o agrônomo. “O produtor e os profissionais precisam se dar conta de que não é preciso usar veneno, que isso afeta sua saúde e acaba destruindo a terra. Em geral, o pequeno agricultor é mais respeitoso, o problema do uso de veneno aumentou muito com o agronegócio. Os donos de grandes empreendimentos da área, geralmente, não moram no local da produção e focam o lucro, o que dificulta o entendimento dos perigos e suas responsabilidades”, esclarece. Para o líder do MST, o próprio Movimento está precisando rever seus conceitos em relação aos agrotóxicos, para dar continuidade ao trabalho de conscientização. Antes, a re-

forma agrária era vista como um problema de sem terra. Atualmente, há poucas fazendas improdutivas, em virtude do empoderamento trazido pelo capital estrangeiro e financeiro,

injetando bilhões de dólares a serem aplicados na agricultura brasileira e isso muda todo o panorama da produção agrícola no País. Stédile esclarece que não é contra o crescimento da economia, mas somente isso não representa alternativa concreta para o trabalhador do campo. O que deve ser discutido com a sociedade e com o próprio governo é o modelo de crescimento da economia brasileira, que, segundo João Pedro, é frágil. Transferiu-se a dependência dos americanos para a dependência da economia chinesa. “O que dá segurança para o nosso povo é a economia brasileira funcionar para o nosso povo, porque, assim, não tem crise que nos afete! É bom que a economia cresça, é bom que gere empregos, mas nós temos que começar a discutir onde investir o dinheiro público, que vá gerar o tipo de emprego que precisamos e construir uma economia sustentável. Porque, amanhã ou depois, repito, se vier uma crise na economia chinesa, teremos problemas. Então é cada um assumir sua responsabilidade: ou a gente se mexe ou não vai haver mudança”, sentencia. *A partir de entrevista realizada por Paulino Jr. para a UEM FM.

Agroecologia na UEM O Comitê Regional da Campanha Permanente contra os Agrotóxicos e Pela Vida! Foi lançado em outubro, em Maringá, e vai funcionar, provisoriamente, no Núcleo de Agroecologia e Desenvolvimento Sustentável da Universidade Estadual de Maringá (UEM). Segundo informações do Grupo de Agroecologia de Maringá, a agroecologia considera e respeita os limites estabelecidos da natureza, valorizando o conhecimento prático e as habilidades dos agriculto-

res, para que haja uma relação adequada entre as pessoas e a terra. Desta forma, o objetivo do Grupo é “desenvolver uma agricultura economicamente viável, ambientalmente correta e socialmente justa, sem usurpar a cultura dos agricultores com as novas tecnologias, promovendo o desenvolvimento rural”. Quem quiser entrar em contato com o Gaama, pode fazê-lo por meio do site http://www.dag. uem.br/gaama/


4 Educação

PCM debate Engenharia Didática de Segunda Geração

Quem nunca ouviu dizer, pelo menos uma vez na vida, que matemática é uma disciplina complicada, difícil de ser ensinada e apreendida pelos alunos. Por causa disso, sempre houve diferentes grupos desenvolvendo pesquisas no sentido de oferecer aos professores melhores estratégias didáticas para o ensino desta máteria que lida com números. Um destes pesquisadores é o professor da Pontifícia Universidade Católica de SP (PUC/SP) , Saddo Ag Almouloud. Ele participou, no final de outubro, do I Ciclo de Palestras do Programa de Pós-Graduação em Educação para a Ciência e a Matemática (PCM) e falou sobre seu trabalho atual: a Engenharia Didática de Segunda Geração. O Jornal da UEM registra, aqui, as ideias do professor doutor. Por Ana Paula Machado Velho e Laressa Santos Jornal da UEM (JU): O que é a engenharia didática de segunda geração? Saddo Ag Almouloud (DA): Antes de falar sobre isso, vou falar da primeira geração, que é na realidade uma metodologia de pesquisa que tem algumas fases. Uma delas é a experimental, na qual o objetivo é ensinar a matemática ao aluno. Mas não é só para o aluno aprender. Nossas observações têm como foco perceber os problemas e ver quantos podem ser solucionados com determinada estratégia didática. O objetivo é produzir conhecimento que pode ser subsídio para a elaboração e publicação de artigos que se tornarão e referencia na área da educação matemática. JU: Não tem nada a ver com tecnologias didáticas, mas sim com uma maneira de análise destas técnicas? DA: Mais especificamente o objetivo da Engenharia Didática de Primeira Geração é produzir conhecimento na área da matemática e, ao mesmo tempo, desenvolver recursos didáticos que possam, futuramente, serem aplicados em outras situações. Já a segunda geração não tem o propósito de produzir um conhecimento cientifico na área de educação e matemática. Nosso objetivo principal é reutilizar o produto da primeira geração ou criar um produto novo que envolva um professor e que possa ser usado pelo mesmo em sua atuação em sala de aula. A ideia é pegar as pesquisas e produtos da Primeira Geração e transformar em algo que possa ser usado no tempo didático do professor. Por exemplo, reorganizar o trabalho que normalmente é feito em três, quatro semanas em dois ou três aulas. Enfim, aprimorar a ação do professor nas no seu planejamento em sala. JU: Então, na verdade, o objetivo da Engenharia Didática é aprimorar a didática para os conceitos matemáticos? DA: Falando da Engenharia Didática de Primeira Geração temos quatro fases. A primeira é o estudo preliminar. A segunda é a definição da questão de referencial teórico da pesquisa para definir como abordar o objeto de pesquisa. A terceira

é a construção, uma análise a priori, que chamamos de análise didática e matemática das situações que devem ser experimentadas. E a quarta é a experimentação e a observação das situações criadas. JU: Quais são os objetos que os senhores exploram ou olham? A prática na sala de aula? DA: Observamos o triângulo básico: o saber matemático, o aluno e o professor. Procuramos, a partir destas possíveis relações observar as proposta do ensinar em jogo, são essas relações que observamos. Entre o professor e o aluno se estabelece o que chamamos de contrato didático e entre o saber e o professor se estabelece o que chamamos de processo de transfusão didática. E há outra relação, aquele que se desenrola entre o aluno e o saber, que vai depender do professor. JU: A Engenharia Didática de Segunda Geração vai propor estratégias de melho-

ria dessas relações? DA: A engenharia de segunda geração tem como propósito aproveitar o que a primeira geração “produziu”. Por exemplo, temos um trabalho realizado pelos alunos sobre semelhança de triângulos que levou cerca de 10 sessões e a segunda geração vem para aplicar isso na aula. Essa sequência didática que foi usada com o aluno, analisada na primeira geração, é o primeiro produto. Na segunda geração ela passa por uma adequação, que vai se adequar às características e às necessidades do professor. Em outras palavras, na primeira geração você estuda quais as hipóteses, onde é o problema e quais suas dificuldades. A engenharia de segunda geração não aponta os problemas e sim soluções para resolvê-los. E qualquer professor pode pegar essa “estratégia” no site e adaptá-la aos seus alunos.

JU: Como essas informações são sistematizadas. Qual o material utilizado? DA: Todas as sequências didáticas que sistematizadmos passam a ser chamadas de produto. Elas são descritas, são disponibilizadas para que qualquer professor possa usar. Temos todos os programas disponíveis no site da PUC www.pucsp. br/. Está tudo lá, todos os nossos trabalhos para quem estiver interessado. JU: Por fim, professor, é mesmo tão difícil ensinar matemática ou isso é mito? DA: Qualquer disciplina é complexa ao ser ensinada. A fala das pessoas e até de alguns professores fazem com que o aluno veja a matemática como algo inalcançável. Mas qualquer matéria tem a sua dificuldade. Acho que o principal é o professor encontrar maneiras de deixar o aluno interessado. Estratégias adequadas que motivem o aluno. É necessário que deixe o comodismo de lado e trabalhe. Só assim vão surgir os resultados.


5 Debate

Eventos discutem ensino de física Por Ana Paula Machado Velho e Laressa Santos

S

egundo o professor Alberto Gaspar, uma das coisas que sempre o intrigou foi a incoerência dos professores em colocar a atividade experimental como fundamental, mas na hora de apertar o tempo das aulas, essas atividades são as primeiras a serem cortadas. “É como se fosse uma obrigação. Os professores alardeiam que a atividade experimental é fundamental, mas quase nunca a levam para a sala. Usam como desculpa a falta de laboratórios, de tempo, de material. Mas, na verdade, há uma porção de atividades que podem ser realizadas com material caseiro e em pouco tempo e mesmo assim nada acontece, o que causa a decepção e até mesmo desestimulo no aluno”, explica Gaspar. O professor levantou a discussão do tema na conferência de abertura da XXI Semana da Física da UEM e do I Colóquio do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência Física UEM (Pibid), realizados em setembro. Alberto Gaspar falou sobre Atividades Experimentais no Ensino de Física: uma nova visão da Teoria de Vigotski, apresentando o conhecimento adquirido nos seus 36 anos de carreira. Gaspar é livredocente pela Unesp e dá aulas na Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho. “A ideia foi procurar discutir com os professores o porquê a teoria e a prática não batem, quando se fala em atividades experimentais. Temos hipóteses e eu acho que não é o material e a carência do laboratório. Já escrevi livros sobre isso, nos quais eu defendo que o problema é a falta de uma formação e fundamentação pedagógica do professor. Ele não sabe de maneira adequada o que é e como fazer a aula experimental. Também não sabe como avaliar. Se pergunta: tenho que deixar o aluno fazer por si

Pesquisador levanta a questão da finalidade da atividade experimental na ação em sala de aula

o experimento ou preciso intervir? É uma batata-quente na mão dele. Por isso, desculpas não faltam na hora de não oferecer a atividade experimental”, analisa Gaspar. Planejamento - Para o professor alterar esse quadro não exige uma mudança na estrutura educacional do ensino. Para ele, o que falta mesmo é a formação de como fazer a experiência e o que esperar dela. Ele lembra que, há pouco tempo, havia uma supervalorização da atividade experimental. “Pesquisadores atribuíam a essa atividade propriedades miraculosas no sentido pedagógico. No entanto, para esses analistas se o aluno fizesse a experiência apren-

deu o conteúdo se não a fizesse não havia aprendido. E isso não é verdade. Acredito que o abandono das atividades experimentais decorreu desse desencanto, porque os docentes perceberam que não é isso tudo. Ninguém nega que ela desgasta, dá trabalho para preparar e, muitas vezes, o aluno não aprende nada. A dificuldade está em saber como trabalhar, ela não é um milagre e sim um recurso didático. Não se podem criar expectativas exageradas em cima dessa prática”. Para dar conta deste problema, Gaspar aponta uma nova visão da Teoria de Vigotski, pensador pioneiro na noção de que o desenvolvimento

intelectual das crianças ocorre em função das interações sociais e condições de vida. No que diz respeito às atividades experimentais, o pensador acreditava que o problema do material não é o mais importante. O que importa, na visão de Vigotski, é que o aluno aprenda com o professor, uma idéia simples e óbvia, mas que foi revista nos últimos 50 anos. Segundo Gaspar, a ideia de 40, 50 anos atrás era a de que o aluno deveria aprender com o material. O professor se mantinha afastado apenas auxiliando, mas não ensinando. “Então, o aluno perguntava algo e o professor falava ‘descubra’, como se a resposta brotasse do nosso cérebro. Essa é uma fundamentação piagetana (de Jean Piaget), segundo a qual o cérebro humano tem tudo o que precisa para aprender, a partir dos 15 anos. A visão de Vigotski é diferente. Ele defende que o cérebro não tem tudo o que a gente precisa para aprender, porque os conceitos de física não estão em nossa mente. Por isso, precisamos que o professor transfira seu conhecimento. Então, se você fizer uma atividade experimental sem explicar e guiar o aluno será como não tivesse feito nada, porque ele não vai entender os processos. Enfim, essa é a função do professor, explicar, apoiar e ajudar o aluno a compreender”, destaca. Por fim, Alberto Gaspar reforça que a Teoria de Vigotski resgata muito o papel da motivação, o aluno tem que querer aprender, se não houver a motivação ele não aprende. Então, é necessário que o professor domine o ambiente e isso não é fácil. Por isso, a formação é tão importante. “Um exemplo bem nítido é de um nadador, geralmente ele treina 10 horas por dia. E a gente pergunta: por que um aluno não pode estudar mais? Motivação é muito importante. O cidadão tem que estar interessado e querer aprender”.


6 Avanços

Incubadora Tecnológica de Maringá antecipa futuro

A entidade passa por reestruturação para atender novas necessidades, levando em conta o cenário mundial da competitividade e da inovação Por Rose Koyashiki

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Incubadora Tecnológica de Maringá se antecipa ao futuro e se reestrutura para atender novas necessidades relativas ao processo de inovação que a sociedade exige. A sua instalação física na UEM passará por reformas para abrigar uma estrutura organizacional que facilite o processo de inovação tecnológica, por meio da criação das áreas de prospecção tecnológica e fortalecimento da área de negócios e do Grupo de Apoio Estratégico (responsável pelos projetos). O projeto arquitetônico, que foi feito pela Prefeitura do Câmpus, será implementado ainda este ano. Também serão modernizados os equipamentos e a estrutura de suporte da entidade. Os recursos são da própria Incubadora, gerados por projetos desenvolvidos pela equipe coordenada por Marcelo Farid Pereira, e com parceria da Financiadora de Projetos e Estudos (Finep). Para Farid, as mudanças levaram em conta o cenário mundial da competitividade e da inovação e a necessidade da busca do bom funcionamento da ‘tripla hélice’, que é formada pelo setor produtivo, academia e sociedade. Contextualizando a questão da competitividade, Farid comenta que o Brasil

tem grandes recursos naturais, valorizados no mundo, e que tem apresentado superávit comercial mesmo com a taxa de câmbio valorizada. Porém essa taxa de câmbio está prejudicando outros setores que têm dificuldade em exportar. Por isso, destaca que é imprescindível se trabalhar com inovação e políticas econômicas que melhorem a competitividade. Brasil Maior - O professor aponta que o governo parece estar atento a essas necessidades, implementando programas como o Programa Brasil Maior e fornecendo apoio por agências de fomento oficiais para programas de inovação. Prossegue dizendo que “não podemos nos contentar com isso. Precisamos melhorar a estrutura para que ocorram a inovação e o envolvimento de toda sociedade. Para que o processo de inovação aconteça, precisamos da tripla hélice funcionando. A academia é o grande produtor de ciência e desenvolvimento tecnológico no Brasil e no mundo. A indústria é quem vai ajudar a desenvolver novos produtos e fazer com que cheguem ao mercado consumidor. Por fim, a sociedade é a demandadora, facilitadora, organizadora desse processo, assim fechando o ciclo do processo de inovação”. O economista explica que é preciso,

em nossa sociedade, uma interação mais efetiva entre os três pilares e que a Incubadora é um elemento chave para que ocorra isso. Diz que, em Maringá, esse processo é facilitado pelo fato de o presidente do conselho gestor da Incubadora, Carlos Walter Martins Pedro (também vice-presidente da Fiep), o vice-presidente José Roberto Pinheiro de Melo e o coordenador Marcelo Farid, que atuam como voluntários na entidade, entenderem bem tanto a academia como o setor produtivo e ainda terem um bom trânsito na sociedade. Lembra ainda que a equipe toda é altamente qualificada para gerenciar as atividades de transferência de tecnologia e desenvolvimento de projetos, que são atividades complexas e envolvem recursos públicos e privados. Tudo feito com esmero, tanto que as prestações de contas nunca apresentaram problemas. Mais área – Além da reestruturação da Incubadora no câmpus da UEM, que está sendo adequada para se transformar em um centro de interação tecnológica, para facilitar o desenvolvimento das atividades, está sendo implementada, com apoio da Prefeitura do Município de Maringá, dentre outros parceiros, como a Finep, uma nova área de expansão nas antigas

instalações do IBC, com área de aproximadamente 20 mil m². A nova área possibilitará abrigar empresas de base tecnológica, que efetivamente produzirão produtos e insumos inovadores. Serão abrigadas empresas de oito áreas do conhecimento com potencial para realização da inovação tecnológica. Farid, que também é assessor para Inovação Tecnológica da UEM, explica que já existem pesquisas nessas áreas e empresas que podem demandar essas pesquisas. Inicialmente, a intenção era abrigar 13 novas empresas, mas verificou-se a necessidade de se ampliar esse número. Serão 26 novas empresas incubadas, na primeira fase de 11 mil m². As oito grandes áreas são: Biotecnologia, Novos Materiais, Têxtil e Design, Tecnologias Limpas, Mecânica e Mecatrônica, Energia, Tecnologia da Informação e da Comunicação e Tecnologias Agropecuárias. Aqui no Estado, o governo está implementando a Lei de Inovação Tecnológica, que segue as bases da lei federal e facilitará essa interação entre os três segmentos em termos legais. As empresas incubadas, empresas tradicionais da região e pesquisadores da UEM, com organização da Incubadora Tecnológica e participação da UEM, Sebrae, Codem, já começaram a colocar em funcionamento a tripla hélice. As micro e pequenas empresas tradicionais de região que utilizavam fibras sintéticas (insumo inovador) para produzir seus bens vão contar com treinamento e fornecimento de insumos inovadores, que permitirão a diferenciação de sua produção e aumento de competitividade. A Incubadora Tecnológica foi formada por meio de um convênio entre diversas entidades civis e governamentais, entre elas, a Universidade Estadual de Maringá. A Incubadora está instalada no câmpus da UEM, no bloco 14. Outras informações pelo fone (44) 30299161 ou site www.incubadoramaringa. org.br.


7 Pesquisa

UEM desenvolve fotocatalisadores para degradar efluentes

Grupo trabalha com óxidos de metais sob radiação para eliminar resíduos de tinturaria, de posto de combustíveis, destilaria de álcool e de lavanderia Por Rose Koyashiki

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s primeiros estudos do grupo, coordenado pela professora Nádia Regina Camargo Fernandes Machado, do Departamento de Engenharia Química da UEM, começaram em 2000 e já resultaram no desenvolvimento de fotocatalisadores para tratar efluentes de tinturaria, postos de combustíveis, destilaria de álcool e de lavanderia. Todos com bons índices de eficácia, alguns mais que outros. O projeto que apresentou os melhores resultados foi o do posto de combustível. Nele, foi desenvolvido um catalisador capaz de zerar a carga tóxica, após cinco horas de irradiação. “Isso significa que, após o tratamento, o efluente pode ser lançado diretamente num corpo receptor, como em um rio, por exemplo, sem prejuízo ao mesmo. Esse resultado foi confirmado por teste padrão com microcrustáceos”. A pesquisadora explica que o processo fotocatalítico resulta em mineralização da matéria orgânica, ou seja, transforma um composto orgânico em CO2 e H2O. “Esse é um processo que substitui os tradicionais tratamentos físicos, como precipitação e floculação que não resolvem o problema. A carga tóxica é simplesmente retirada do efluente, não é degradado. Gera-se então um novo efluente quase sempre mais concentrado. Então acho que o processo fotocatalítico não tem paralelo, porque ele simplesmente o elimina”. O processo fotocatalítico é chamado assim por usar uma fonte luminosa e um catalisador (substância que modifica a velocidade de uma reação química). O catalisador, que é um óxido de metal, é ativado pela luz. O mais utilizado é o dióxido de titânio, que é o mesmo usado em protetores solares. “E a função é a mesma, o óxido recebe a radiação ultravioleta e se excita. Os elétrons recebem essa energia e passam para um estado mais energético e depois retornam e emitem a luz de forma luminosa. Esse composto do protetor solar vai absorver a radiação e impedir que a pele o absorva. No processo de tratamento de efluentes, o óxido recebe essa radiação e forma radicais livres com água ou com oxigênio que esteja dissolvido no material. Os efluentes aquosos são ideais para esse tipo de tratamento porque com os fotocatalisadores ativados são formados os radicais livres de hidroxilas. É mais ou menos o que a água sanitária

faria para oxidar matéria orgânica, formando esses radicais que vão oxidar os materiais”. Vantagem – A principal vantagem do processo fotocatalítico sobre outros tradicionais é que nesse caso formam-se compostos mineralizados. Se você tem um corante, por exemplo, normalmente com nitrogênio, ele vai se degradar em CO2, água e N2. O corante é degradado, transformando-se em material completamente inerte. Depois, esse efluente pode ser lançado num corpo receptor sem maiores problemas. É muito mais vantajoso que processos tradicionais que simplesmente retiram os resíduos do meio, da água, e depois precisam dar uma destinação final do lodo que normalmente não tem condições de degradar. Em termos de custos, também há vantagens. O processo não é caro, porque o catalisador é perene, tem uma vida longa e não se decompõe. Antes se acreditava que ele só seria viável com a radiação solar, mas é possível trabalhar com sistemas com radiação artificial, com lâmpada normal. A eficiência maior

é apresentada pela lâmpada ultravioleta. Mas já foram desenvolvidos catalisadores que são muito ativos com radiação de visível. Para utilização do processo, as empresas precisariam dos catalisadores específicos e de um reator adequado. As pesquisadoras têm desenvolvido catalisadores mistos. “A gente usa o dióxido de titânio, que seria um óxido, e uns blends, mistura de óxido de zinco com pentóxido de nióbio. Dependendo da proporção e da forma que a gente o prepara, ele acaba sendo mais eficiente para um tipo de efluente ou para outro tipo. No caso do efluente de postos de combustível, podemos dizer que o catalisador está desenvolvido porque a carga tóxica foi zerada. O trabalho com efluentes de lavanderia da região também foi muito satisfatório, apesar de o efluente ter corante, restos de fibras e alguns compostos químicos usados para envelhecer precocemente o jeans que o tornam com alta carga tóxica. O grupo conseguiu fazer uma boa degradação para esse efluente em 5 horas de trabalho. Também existem estudos

com efluentes de destilaria de álcool, altamente tóxicos. O tratamento de vinhaça (nome do efluente de destilaria) é muito complicado por ela ser muito escura, pela dificuldade de penetração da luz. Mesmo assim consegue-se redução da carga tóxica, desde que haja um tratamento inicial para redução de cor e turbidez”. O grupo da UEM é formado também pela professora Veronice Slusarski Santana que, atualmente, é professora da Unioeste e por alunos de mestrado e doutorado. Especificamente em fotocatálise, o grupo já publicou cinco artigos em revistas internacionais e uns 15 em congresso. Nádia Machado, professora do Departamento de Engenharia Química da UEM desde 1982, é graduada em Engenharia Química pela Escola de Química em UFRJ, com mestrado e doutorado pela COPPE/UFRJ. Veronice Santana, professora da Unioeste desde 2010, é graduada em Engenharia Química pela Unioeste, com mestrado e doutorado pelo PEQ/ DEQ/UEM.


8 Títulos

UEM tem mais dois professores honoris causa A entidade visa garantir marcos jurídicos que asseguram o direito à cidade

O professor Luiz Regis Prado, do Departamento de Direito Público, recebeu, no dia 14 de outubro, o título de Doctor Honoris Causa, concedido pela Universidade Nacional de San Agustín, na cidade de Arequipa, Peru, por sua notável contribuição às ciências jurídicas nas últimas décadas e por seus méritos acadêmicos, profissionais e de produção científica. A procuradora geral da UEM, Sônia Letícia de Mello Cardoso, destaca que Prado é um professor entusiasmado e comprometido com a academia, e demonstra o seu valor com a enorme produção científica, reconhecida tanto no âmbito nacional quanto internacional. A cerimônia ocorreu na Sala de Colações da UNSA, em Arequipa, presidida pelo reitor encarregado, Victor Hugo Linares Huaco, e contou com a presença várias autoridades daquela instituição. Após o evento, Prado proferiu a conferência Dignidade da Pessoa Humana, em um Simpósio de Direito Internacional. Concessão – A UEM concedeu, no dia 24 de outubro, o título de Doutor Hono-

ris Causa ao professor Willy Jean Malaisse, da Universidade Livre de Bruxelas (ULB). A solenidade foi conduzida pelo reitor Júlio Santiago Prates Filho, durante sessão solene do Conselho Universitário (COU). Malaisse é um dos maiores pesquisadores em diabetologia e seus trabalhos têm reconhecimento internacional, contribuindo para o avanço do conhecimento sobre os mecanismos reguladores da função secretora da insulina e do diabetes. Durante a cerimônia, o professor Paulo Cezar de Freitas Mathias, de quem partiu a iniciativa de outorga do título, destacou as razões que o motivaram a solicitar essa honraria. Entre elas, está a contribuição do pesquisador na área de diabetes. “Graças a ele, os remédios hipoglicemiantes orais, que salvaram muitas vidas, foram melhorados”, destacou. Malaisse agradeceu a honraria e destacou o trabalho dos pesquisadores brasileiros que passaram pelo seu laboratório nas pesquisas, nas publicações e melhorias dos medicamentos: Paulo Mathias, da

Região

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Reitor entrega ampliação de viveiro e galpão

Viveiro de Mudas do Câmpus do Arenito, em Cidade Gaúcha, foi reformado e ampliado. A solenidade de inauguração ocorreu no domingo, dia 23 de outubro, com a participação de diversas autoridades municipais e da UEM. O diretor do Câmpus, Reny Adilmar Prestes Lopes, destacou o grande empenho dos servidores que trabalham no viveiro, gerando benefícios para toda comunidade. Ali são produzidas mudas de árvores frutíferas, de plantas nativas para recomposição da mata ciliar e de eucaliptos. Lopes agradeceu a participação da Prefeitura de Gaúcha e da UEM na ampliação do viveiro, “que ainda não supre toda demanda regional”. O alerta do professor foi reforçado pelo do vice-prefeito de Cidade Gaúcha, Jeovani Bonadiman Blanco, que lembrou da importância do viveiro para as cidades da região, para o programa de reflorestamento do Lions Clube e para todo processo de jardinagem e arborização urbana do município. Durante a inauguração, o reitor Júlio Santiago Prates Filho elogiou o traba-

lho do atual gestor do viveiro, Juarez Cabral, o que faz com que o Câmpus do Arenito seja destaque na produção de mudas. Aproveitou também para elogiar a qualidade da obra de ampliação. A ampliação quase que dobrou a estrutura do viveiro, que hoje conta com 160 m² de área construída, com locais apropriados para produtos utilizados na produção de mudas, ferramentas, substratos, e escritório. A obra custou cerca de R$ 15 mil, custeados pelo próprio viveiro e pela Prefeitura de Cidade Gaúcha. O projeto produz aproximadamente 12 mil mudas por mês. Entre as principais. Este ano, iniciou também a produção de mudas de plantas ornamentais. Galpão na FEI – O reitor Júlio Santiago Prates Filho também inaugurou, no dia 14 de outubro, o bloco Z-109, na Fazenda Experimental de Iguatemi (FEI). Com 300 m², o Galpão de Frangos de Corte servirá para desenvolver as pesquisas coordenadas pela professora Alice Eiko Murakami, do Departamento de Zootecnia, na área de nutrição de aves, especificamente, frangos de corte. O custo do galpão, já equipado, é de cerca

UEM; Antonio Carlos Boschero, da Unicamp; e Ângelo Rafael Carpinelli, da USP. O reitor Júlio Santiago Prates Filho falou sobre o que era fazer ciência e sobre a importância da UEM no cenário científico, além de ressaltar a importância do homenageado e de seu trabalho.

de R$ 100 mil. Murakami explica que o ambiente é todo climatizado, a exemplo dos criadores mais modernos do País, o que permitirá simular condições desejadas e obter resultados mais precisos. Segundo Murakami, o trabalho no galpão já rendeu diversos trabalhos científicos, sendo que ela orienta cerca de 10 alunos atualmente, de mestrado e doutorado. O diretor-adjunto do CCA, Júlio Damasceno, enfatizou a importância do trabalho de Murakami, dizendo que o Brasil é um dos principais produtores

de aves de corte no mundo, com a participação direta da UEM neste sentido. Em seguida, o reitor reconheceu a importância da professora Alice como pesquisadora e falou que espera contar com o trabalho dela na UEM ainda por muito tempo. Destacou a parceria com o Conselho de Administração (CAD) para discutir a distribuição de verbas na UEM e anunciou e que o presidente da Fundação Araucária, Paulo Broffmann, prometeu apoiar a pesquisa nas IES públicas paranaenses.


9 Comemoração

CRG completa 20 anos

O Câmpus Regional de Goioerê, vinculado à UEM, comemorou a data com festa e inaugurações

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s inaugurações do bloco V-09 e do Laboratório de Física do Ensino a Distância (EAD), no bloco V-02, marcaram as comemorações dos 20 anos do Câmpus Regional de Goioerê O bloco V-09 tem quase mil m² e abriga salas de aula e um auditório. O Laboratório de Física foi equipado com recursos do convênio com a Universidade Aberta do Brasil. Ele permite experiências e práticas de Física, Mecânica, Ondas e Eletromagnética dos cursos presenciais e a distância. Essa é mais uma das inúmeras conquistas que começaram em 10 de agosto de 1991, quando houve a inauguração do bloco V-02, com 958 m2, que deu início ao segundo Câmpus Regional da Universidade Estadual de Maringá, em Goioerê. O CRG foi criado pela Resolução 44/98 - COU, art. 2º e inciso IV, publicado em 29 de junho de 1998, integrando-o acadêmica e administrativamente a Universidade Estadual de Maringá. Em março de 1992, iniciaram as aulas das primeiras turmas dos cursos de graduação presencial Engenharia Têxtil e Licenciatura Plena em Ciências. 2011 - Em março deste ano, iniciaram as aulas das primeiras turmas dos cursos de graduação presencial Engenharia de Pro-

dução e Física. Atualmente, o CRG conta com uma estrutura física construída de 4.429,13 m2: bloco V-02 (2.474,34m2), V-03 (927,79 m2), V-04 (100 m2) e o bloco V-09 (972m2). Neste espaço, são oferecidos cursos de graduação presencial em Engenharia Têxtil, Engenharia de Produção, Física e Licenciatura Plena em Ciências, que formam profissionais para atuarem na melhoria da Qualidade de Produtos e Processos Industriais e na melhoria do Ensino de 1º e 2º graus. Há, também, a graduação semipresencial a distância em convênio com o sistema Universidade Aberta do Brasil (UAB), em Administração Pública, Licenciatura em Biologia, Física e Pedagogia. A UEM também oferece cursos de especialização lato sensu a distância em Gestão Pública e Gestão em Saúde. O CRG já graduou 653 acadêmicos nos dois cursos de graduação presenciais e 407 acadêmicos de Goioerê e de sua região de abrangência nos dois cursos de graduação semipresencial a distância (Normal Superior e Pedagogia). Atualmente, atende 378 alunos nos cursos de graduação presencial e 960 alunos nos cursos de graduação semipresencial a distância, provenientes da comunidade

local, regional e demais regiões do Brasil. DCI - Nos 20 anos do CRG, o Departamento de Ciências (DCI) tem se destacado na formação de professores que atuam no Paraná e em outros Estados brasileiros. Atualmente, o DCI conta com dois grupos de pesquisa em funcionamento e, em breve, outros dois serão criados, de modo a incrementar a produção científica de pesquisadores e estudantes elevando a geração de informações relevantes sobre assuntos relacionados à Ecologia de Mamíferos e Educação Ambiental, ao Ensino de Ciências, à Matemática e à Física. No quesito extensão, o Departamento tem desenvolvido alguns projetos, de modo a gerar maior envolvimento junto à comunidade, em seus mais diversos segmentos, nas áreas de ensino, química, física, matemática e biologia. Além disso, o Laboratório de Ensino de Ciências, agora com um novo e mais amplo espaço para atender professores e alunos da educação básica será reaberto este mês de novembro. Deve ser destacado, também, que está em fase de implantação o Museu de Ciências, espaço que será formado, principalmente, por materiais produzidos e preparados pelos alunos dos cursos de Ciências e Física.

Solenidade reúne autoridades e homenageados

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o dia 19 de outubro, o CRG realizou uma solenidade para comemorar o aniversário de duas décadas. A anfitriã e diretora do CRG, Irene Yukiko Kimura, resgatou a história do câmpus e de seus cursos, lembrando das dificuldades e lutas para implantação dos cursos e seu reconhecimento. O presidente da Fundação de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico do Vale do Piquiri, Pedro Francisco Ribeiro, comentou que a revitalização do bloco V-09, que havia sido parcialmente destruído por um vendaval, contou com a contribuição de R$ 100 mil vindos da comunidade e o restante foi providenciado pela UEM e pela Prefeitura de Goioerê.   O prefeito Beto Costa agradeceu à UEM pelos cursos existentes no município. O assessor técnico da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Paraná, Décio Sperandio, lembrou que os quatro cursos existentes no Câmpus de Goioerê foram implantados durantes as duas gestões dele como reitor da UEM e agradeceu ao professor Manoel Jacó Garcia Gimenes por ter sido um sonhador e ter lutado pelo câmpus. O reitor Julio Santiago Prates Filho enalteceu a parceria entre a comunidade, a prefeitura e a UEM. Disse que a população de Goioerê é diferente: sempre que é chamada, a comunidade responde. E o reitor ainda resgatou um pouco da história da Universidade, destacando sua vocação regional. Além do pronunciamento das autoridades, houve homenagens a pessoas que contribuíram com o câmpus. Os homenageados foram: Carlos Magno Cordeiro da Silva; Décio Sparandio; Fuad Kffuri; Gilberto Clóvis Antonello; Hermes Parcianello; Irene Yukiko Kimura; João Apoloni; José Marcos Batista; Luiz Roberto Costa; Manoel Francisco Carreira; Manoel Jacó Garcia Gimenes; Maria Aparecida Rodrigues; Maria Luísa Furlan Costa; Mauro da Silva Sá Ravagnani; Pedro Francisco Ribeiro; Rogério Andrade Alves; e Sidney Antonio de Oliveira


10 Internacional

Professor da UFRJ analisa cenário político O professor Francisco Carlos Teixeira da Silva é professor titular de história moderna e contemporânea da Universidade Federal do Rio de Janeiro, pesquisador do CNPq e professor visitante do Núcleo de Altos Estudos da Amazônia, do Centro de Pós-Graduação em Desenvolvimento Agrícola e do Instituto de Relações Internacionais da PUC-RJ. Ele veio à UEM participar do V Congresso Internacional de História e da XVII Semana de História, organizados pelo Programa de Pós-Graduação em História (PPH) e pelo Departamento de História (DHI). Os eventos, que ocorreram em setembro, tiveram como temática principal Populações, idéias e movimentos sociais na História. Além de ser autor de uma considerável gama de livros, capítulos e artigos publicados, é também Editor de história da Revista Ciência Hoje e Coordenador do Projeto Pronex. Abaixo, o Jornal da UEM registra a conversa que ele teve com o jornalista Paulino Jr., da UEM-FM*.

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aulino Jr.: Explique qual o papel dos Estados Unidos no atual cenário dos países árabes e Israel? Francisco Carlos - Os EUA são, ainda hoje, a grande potência mundial e, principalmente, a grande potencia militar. Portanto, é fundamental que a solução de questões internacionais passe pelos Estados Unidos. Além disso, os EUA são o país que apoia Israel de duas formas muito claras: ajuda militar e econômica, o que compõe um elemento fundamental do orçamento de Israel. Paradoxalmente, os norteamericanos são grandes financiadores da organização palestina, cerca de 500 milhões de dólares. E já disseram que essa ajuda será cortada caso a Palestina não negocie a paz. Mas o problema não é negociar e sim em que termos negociar. Na verdade, o que a Palestina quer é uma base para essa negociação que está parada e Israel continua a colonização pelo território palestino. PJ: Em sua opinião o Brasil e os Estados Unidos se reaproximaram no governo Dilma? FC - Eu acho que nunca houve um distanciamento, por exemplo, entre o governo Bush e o governo Lula. Por incrível que pareça, dada as diferenças fundamentais entre Bush e Lula, a cooperação entre o Brasil e os EUA era muito intensa. O Brasil sempre manteve um padrão de relacionamento consistente com os Estados Unidos.

Agora, os países têm, indiscutivelmente, interesses diferentes. Não vão votar nos fóruns internacionais da mesma forma. Mas não quer dizer, de maneira alguma, que o Brasil esteja contra os EUA. O interesse brasileiro é que é diferente do interesse americano. Em duas eleições fundamentais para o EUA na ONU, o governo Dilma votou contra os EUA. Na questão da Líbia o Brasil se absteve e, agora, na independência da Palestina, o Brasil já anunciou o voto favorável. Isso quer dizer que o governo Dilma tem mantido um padrão de autonomia nos fóruns internacionais. PJ: Nesta primavera árabe o capitalismo tem relação direta em sua opinião? FC - Sem duvida nenhuma, o que aconteceu foi que esses países árabes tinham regimes muito corruptos e baseavam-se largamente em usar os recursos do país, como petróleo e gás, para fazer farta distribuição clientelística. A crise econômica mundial, que começou em 2008, forçou esses países a fazer cortes fundamentais aos anteparos sociais, transporte, educação, moradia, saúde, e é ai que surge o estopim desses levantes. É interessante notar que em Alexandria, no Egito, e em Tunes, na Tunísia, onde começaram os movimentos, os mesmos foram feitos por desempregados criticando a inépcia e os gastos de seus governos.

PJ: Em sua opinião a mídia teve força nestes eventos, com as redes sociais? FC - Eu gostaria de ter um pouco mais de cuidado com essa afirmação. O Egito é um país bastante pobre, com grau elevado de analfabetismo e com acesso digital muito limitado. Só para termos uma idéia, o conjunto dos países árabes, que são uma boa dezena com recursos petrolíferos elevados, corresponde a 3,7% do acesso mundial à internet e o Brasil corresponde a 4% mesmo com toda a exclusão digital. Na verdade, no caso do Egito, da Tunísia e do Iêmen, da Argélia e do Marrocos, as televisões internacionais tiveram um papel fundamental, não sediada nesses países e sim nos escritórios do Kuait e de Londres, porque as pessoas nos países árabes têm muito mais acesso à televisão do que à internet. Em Londres, na revolta popular o que desempenhou um papel fundamental foi o torpedo grátis, o que se tornou fácil ao acesso de uma juventude empobrecida

e desempregada. A televisão pública dentro dos cafés árabes ou o torpedo foram muito mais importantes do que as chamadas redes sociais. PJ: A diplomacia brasileira tornouse mais pragmática no governo Dilma? FC - Não diria que se tornou mais pragmática, mas que a Dilma não se interessa, não é o forte dela a diplomacia internacional. Ela fala menos disso e está deixando muito mais para o Itamaraty. E a gente tem um ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, muito competente. Não vejo diferença de conteúdo, mas de tarefa e estilo. O que aconteceu no governo Lula, era de que ele era fascinado por política internacional, falava o tempo todo disso, e a Dilma está preocupada com problema econômico e social. *Decupagem e edição de Laressa Santos e Ana Paula Machado Velho


11 Observatório

Universidade contribui com planejamento urbano regional

O trabalho é feito por meio do desenvolvimento de Planos Locais de Habitação de Interesse Social (PLHIS) e do Plano Municipal de Regularização Fundiária (PMRF) dos municípios da região Por Hortênsia Franco* fessora do Departamento de ArquiMarialva e do Plano Municipal de lação que tem renda suficiente para tetura e Urbanismo, Beatriz Fleury Regularização Fundiária (PMRF) entrar no sistema de financiamento e Silva, o PLHIS se diferencia dos para Paranavaí. O Plano Local de de imóvel. “Por conta de programas participação da UEM em proplanos de âmbito nacional devido a Habitação de Interesse Social é um como esse, os planos ainda não ocujetos que tratam do desensua especificidade. “Os demais proinstrumento de implementação do pam os lugares que deviam ocupar. volvimento urbano das cidades da gramas muitas vezes não condizem Sistema Nacional de Habitação, que Assim, as áreas com maior grau de região se tornou bastante frequente com a realidade da população local, promove o planejamento das ações prioridade nem sempre são atendinos últimos anos. Um dos impulsopois a análise é feita de cima para do setor habitacional e garante o das”, afirma Beatriz. res dessa realidade é a procura das baixo, um diagnóstico geral. Já no acesso à moradia e a integração dos Após a entrega dos planos, a aplicaprefeituras de municípios vizinhos caso do PLHIS, nós sabemos quem três níveis de governo. A Regulação do que foi definido é responsapor assessoria técnica na idealização são essas pessoas, onde moram e o rização Fundiária é o processo de bilidade de cada prefeitura. A partir de planos diretores, de habitação, que necessitam. Estudamos o caso intervenção pública, sob aspectos dessa realidade é difícil determinar regularização fundiária, saneamento de baixo para cima”. jurídico, físico e social, que tem o se as ações planejadas serão emambiental, transporte e mobilidade, Estatuto – Desde a aprovação do objetivo de legalizar a permanência pregadas e em quanto tempo serão entre outros. Alunos e professores Estatuto da Cidade em 2001, o Sisdas populações moradoras de áreas realizadas. Segundo o professor do de diferentes cursos de graduação tema Nacional de Desenvolvimento ocupadas em desconformidade com Departamento de Geografia, Cesar da UEM, juntamente com o ObserUrbano prevê a implementação das a lei. Miranda Mendes, há uma inseguvatório das Metrópoles, têm realizachamadas políticas setoriais – HaOs planos consistem na realização rança quanto ao que será feito com bitação, Saneamento e Transporte do esta tarefa. de um diagnóstico em áreas especíos diagnósticos. “Nós não sabemos e Mobilidade – por meio de planos No mês de setembro, foram entreficas de cada município, e a partir específicos que sejam elaborados se vai ser realizado porque encongues os Planos Locais de Habitação dessa análise é construída a metode acordo com as realidades locais, tramos muitas dificuldades técnide Interesse Social (PLHIS) para dologia e a estratégia de ação que com o objetivo de assegurar o cumcas e burocráticas, que já são mais os municípios de Campo Mourão e será aplicada na região. Para a proprimento da “função social da cidaresponsabilidade do corpo técnico, de”, a diretriz fundamental para as e sim do corpo político. Mas espePolíticas Urbanas, e assim garantir ramos que a população receba um o direito a cidade a todos seus haretorno”, relata. bitantes. Para essa segunda etapa, o ObserA elaboração das políticas setoriais vatório das Metrópoles, que particié feita em consonância com o sispou da elaboração de projetos para tema nacional, pois essa é a forma o planejamento urbano em nove de garantir o acesso aos programas municípios da região, retornará no para o conjunto da população, em próximo ano a cada uma dessas ciespecial aos beneficiários das polídades para implantar a continuidade ticas sociais, que não têm condições dos processos por meio do (Projede buscar no mercado o atendimento de Extensão Universitária), do to às suas necessidades. Como a Ministério da Educação, que conmoradia é um direito assegurado na siste em atividades voltadas para a Constituição, aqueles que não pocapacitação de atores sociais e visa dem adquirir a casa própria no mercontribuir para a formulação de pocado imobiliário devem acessar sua moradia com subsídios públicos, líticas públicas e na legitimação da por meio das políticas habitacionais cidadania e através dele assessorar de interesse social. O programa Mias prefeituras na implementação dos nha Casa Minha Vida, por exemplo, planos. não atende a essa disposição por ser elaborado fora do Sistema de Habitação de Interesse Social. Trata-se *Jornalista e pesquisadora do Obde um programa dirigido à popuservatório das Metrópoles/UEM.

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12 Teatro, dança e música na Temporada Universitária 2011

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spetáculos de teatro, dança e música na Universidade Estadual de Maringá! É a Temporada Universitária 2011 que já começou e segue até 10 de dezembro, na Oficina de Teatro da UEM, sempre às 21 horas, nas sextas-feiras e aos sábados, e às 20 horas aos domingos. Os convites podem ser adquiridos no local do espetáculo e custam R$ 2,00 para estudantes e servidores da UEM ou R$ 4,00 para os demais. A realização é Pró-Reitoria de Extensão e Cultura e da Divisão de Artes Plásticas e Cênicas da Universidade. Outras informações pelos telefones (44) 3011-3880 e 3011-4380

43,9% dos candidatos do PAS estudam em escola pública

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Processo de Avaliação Seriada 2011 (PAS) tem 22.895 candidatos, que farão prova no dia 20 de novembro. Deste total; 12.194 (53,3%) fazem as provas da Etapa 1; 7.073 (30,9%) concorrem na Etapa 2; e 3.628 (15,8%) na Etapa 3. Neste ano, a UEM já separa 20% das vagas anuais para os classificados no Processo. Dados do questionário socioeconômico, que é preenchido pelos candidatos no ato da inscrição no PAS apontam que, 76,7% dos candidatos são do Paraná, sendo que 21,9% deles moram em Maringá. 43,9% só estudaram em escolas públicas. 55,7% optaram pelo PAS por

se apresentar como um nova possibilidade de entrar no ensino Superior. 30,1% consideram que esta forma de seleção é mais fácil que o vestibular tradicional. O número de vagas destinado ao PAS é de 750. Esse total foi determinado antes da divisão das vagas para cada um dos dois vestibulares anuais. A UEM oferece 3.750 vagas por ano, divididas entre o PAS e

os vestibulares de inverno e verão. Os melhores classificados no PAS começam as aulas em fevereiro do próximo ano.

Esporte

Iguatemi sedia corrida contra o fumo

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IV Corrida Rústica de Iguatemi – Elenilson Silva – Pare de Fumar Correndo, no distrito de Iguatemi, está com as inscrições abertas. A corrida será no dia 15 de novembro, com largada às 8h30 na Praça da Igreja Matriz. Serão sete categorias, com percurso entre 1200m a 5000m no Mirim (9 a 11 anos), Infantil (12 a 14 anos), Juvenil (15 a 17 anos), Adulto (18 a 29 anos), Máster (30 a 39 anos), Veterano A (40 a 49 anos) e Veterano B (acima de 50 anos). Os primeiros

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Museu expõe Texturas da Natureza

exturas da Natureza é a mais nova exposição da professora Maria Aparecida Sert, que fica no Museu da Bacia do Paraná, na UEM, de 8 a 25 de novembro. São fotografias que mostram as texturas dos insetos, das plantas, dos animais. Segundo a artista,

como bióloga, sempre se encantou com a “mãe natureza” e teve a oportunidade de registrar seus diversos elementos. “Tento aproveitar desse prêmio que a natureza nos dá a cada dia, registrando as singularidades que temos ao nosso redor e que me fazem pensar em quão perfeito é o mundo em que vivemos, um mundo em que o escapismo, o lúdico, a natureza, as memórias nos ajudam a voar em nossa imaginação”. Maria Aparecida já realizou algumas expo-

sições, como Viagens... Pessoas... Trabalhos Alternativos; Doce Infância; Mãos que Tecem, Mãos que aquecem; e Tons e Toques da Natureza (juntamente com Ailton de Souza). Em 2006, foi a primeira colocada no concurso fotográfico Texturas da Natureza, com a foto Olhos nos Olhos. A exposição pode ser vista de segunda a sexta-feira, das 8 às 11 e das 14 às 17 horas. Outras informações pelo fone (44) 3011-4294.

colocados terão premiação de troféus, sendo distribuídas medalhas para todos que concluírem a prova. As inscrições podem ser feitas no site www.tabagismo.uem.br até 10 de novembro. Outras informações na Secretaria de Esportes e Lazer, telefone (44) 3220-5750, no Centro Esportivo de Iguatemi, telefone (44) 3276-1411, ou no Museu Dinâmico Interdisciplinar/UEM, telefone (44) 30114963.

Jornal da UEM - Outubro de 2011  

Jornal da UEM, Universidade Estadual de Maringá

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