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FUNDADO EM 2003 - RESENDE COSTA
ANO XIX
• ABRIL 2022 • Nº228
DISTRIBUIÇÃO GRATUITA
Após dois anos, ruas do centro de Resende Costa voltam a ser cenário que relembra a paixão, morte e ressurreição de Jesus
As três obras, entregues oficialmente à população no último dia 8, devem fortalecer ainda mais o turismo em Resende Costa. Elas representam mais uma etapa do plano de fortalecimento e expansão do turismo cultural e de negócios no município. No dia 15 de março, foi apresentado, em evento realizado no Salão Multiuso Lilia Lara, o “Estudo da Oferta Turística da Cidade de Resende Costa”, elaborado pelo Sebrae em parceria com o Sicoob Credivertentes e a Prefeitura Municipal de Resende Costa e o apoio da Asseturc. PÁG 10
Foto: Paula Karoline - Pascom
Prefeitura Municipal inaugura Mirante das Lajes, Avenida Tiradentes e CAT
Imagem do Senhor dos Passos subindo a Rua Assis Resende seguida pelos fiéis em procissão
De quase todas as pessoas ouviu-se a exclamação: “Que bom podermos celebrar de novo a Semana Santa!” Após dois anos sem poder realizar a Semana Santa com a presença dos fiéis e as cerimônias externas, em 2022 as condições sanitárias da pandemia de Covid-19 favoreceram e a maior festa católica pôde acontecer em sua plenitude e solenidade. A Banda de Música Santa Cecília e o Coral e Orquestra Mater Dei, entoando rico e antigo repertório composto de marchas fúnebres, motetos, visitações, entre outras composições sacras, abrilhantaram as solenidades internas e externas, litúrgicas e paralitúrgicas. Leia editorial na página 2. PÁG 08
Prazo para requerimento do Título de Eleitor termina no dia 4 de maio Adolescentes maiores de 15 anos e que completarão 16 até o dia 2 de outubro de 2022 poderão re-
querer o Título de Eleitor e, com o documento em mãos, poderão participar do processo eleito-
ral deste ano. Agora ficou ainda mais fácil e rápido tirar o Título de Eleitor. Basta acessar o site do
TRE (Tribunal Regional Eleitoral) e seguir os passos indicados. PÁG 10
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ANO XIX Nº 228 - ABRIL 2022
EDITORIAL 2022: ano do desenvolvimento do turismo em Resende Costa
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Sócio administrador: Antônio da Silva Ribeiro Neto Editor-chefe: André Eustáquio Melo de Oliveira Editora assistente: Vanuza Resende
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Jornal das Lajes Ltda
Editor regional: José Venâncio de Resende Revisão: José Antônio Oliveira de Resende Diretor de administração: Eustáquio Peluzi Chaves
Redação: Rua Assis Resende, 95 Centro - Resende Costa, MG CEP 36.340-000 TEL(32)3354-1323 Editoração e Site: Rafael Alves Tiragem: 2000 exemplares Circulação: Resende Costa e São João del-Rei Impressão:
Tel: (31) 2101-3544 Conselho Editorial: André Eustáquio Melo de Oliveira, Emanuelle Resende Ribeiro, José Venâncio de Resende, Rosalvo Gonçalves Pinto, João Evangelista Magalhães e José Antônio Oliveira de Resende.
Os artigos assinados não refletem obrigatoriamente a opinião do jornal.
JOÃO BOSCO DE CASTRO TEIXEIRA*
Mar da Galileia Considero um privilégio ter viajado uma vez para a Terra Santa. Foi uma viagem de cunho espiritual, programada para se encerrar na Judeia, em Jerusalém. Teve início, porém, na Galileia, região em que a família de Jesus vivia. Visitar os vários locais “sagrados”, por onde o andarilho Jesus perambulou, foi ocasião para muitas emoções. Acompanhava-nos nessa nossa andança uma judia argentina. Falava-nos, instruía-nos, ilustrava-nos sempre com muita sensatez, além de tomada por profundo respeito no que dizia. Fugia sempre das considerações de cunho político quando interrogada por nós sobre o assunto. Parece que se comportava assim de propósito, dado que não era esse o cunho de nossa viagem, nem ela queria distrair-nos de nossos propósitos. Antes de entrarmos em Jerusalém, do alto de uma colina, vislumbramos a cidade, não a nossos pés, mas no alto de outra colina. Pois bem. Ali, com Jerusalém à nossa frente, proporcionou-nos a guia uma cena até então inusitada. Quis que brindássemos a vista daquela cidade instigante que, imaginava ela, para nós seria da máxima impor-
tância. Tomados de alegria pela vista de Jerusalém, fizemos o brinde com discreto vinho oferecido pelo serviço de acolhida aos turistas. Descendo, então, pelo Monte das Oliveiras, entramos na cidade em que tudo seria motivo de muito “espanto”. Espanto com o insistente sentido religioso que Jerusalém contém há séculos e séculos; espanto com a total secularização de lugares antes considerados “sagrados”; espanto com a riqueza política da cidade em que muitos são os senhores, que se recusam a entenderem-se. Tudo isso, entretanto, é conversa para muitos sábios. Quero voltar à Galileia. Nessa região, refazendo muitos passos de Jesus, nossa guia argentina, muitas vezes, diante de um local histórico, dizia: “A gente diz que esta era sinagoga que Jesus frequentava; a gente diz que aqui aconteceu a Transfiguração; que aqui Jesus fez o sermão das Bem-aventuranças...” que aqui aconteceu isso e aquilo. Mas depois acrescentava: “Se Ele não esteve aqui, se o lugar não era exatamente este ou aquele, não tem importância. Nada disso é essencial.” Chegou a hora, entretanto, de navegar pelo mar da Galileia,
mar de Tiberíades. Adentramos o barco, que zarpou mar afora. Transcorridos uns minutos de navegação, já quase ao centro do lindo lago, nossa guia pediu ao timoneiro que desligasse os motores. Nosso barco parou. Fez-se enorme silêncio. Ela falou, então, pausada e acentuadamente comovida: “Ele esteve aqui...” Que emoção! Nossos olhares se trocaram. Algumas lágrimas escorreram. Ele esteve aqui. Seus amigos eram pescadores. Aqui se encontraram tantas vezes. Aqui ele buscou alimento. Tudo aqui o levou a mostrar-se gente como a gente. Foi preciso aguardar um tempo para religar os motores, que já não quebrariam o silêncio interior de que fomos tomados. Pura beleza de vida! Emoções que o tempo não apaga. E a distância não empalidece. Jerusalém, em momento algum, proporcionou-nos tamanha intensidade emotiva, pois em nenhum de seus sítios foi possível afirmar com convicção: Ele esteve aqui. *Professor aposentado da UFSJ, membro da Academia de Letras de São João del-Rei.
Foto e situação do mês
Organizadores do 7º Encontro Nacional de Motociclistas das Lajes realizam ação social Foto Moto Clube Pilantras
A Semana Santa de Resende Costa é destaque desta edição do Jornal das Lajes. Em abril de 2020, quando faltavam poucos dias para o início da maior celebração da Igreja Católica, o alerta de pandemia do novo coronavírus impediu que a festa acontecesse. Foram dois anos sem procissões, sermões e belas solenidades que reúnem centenas de fiéis nas igrejas e nas ruas da cidade. O arrefecimento da pandemia possibilitou, contudo, que em 2022 as celebrações da Semana Santa pudessem ser retomadas de forma integral e com a presença dos fiéis. Um dos fatos marcantes da Semana Santa de 2022 foi a enorme expectativa das pessoas quanto à realização da festa. O grande número de fiéis presentes nas celebrações litúrgicas e paralitúrgicas é prova de que todos estavam com saudades desse grande evento religioso que em Resende Costa une espiritualidade, cultura e tradições. Outro evento que marcou o retorno da programação cultural em Resende Costa, também tema desta edição do JL, é o 7º Encontro Nacional de Motociclistas das Lajes, realizado nos dias 8, 9 e 10 de abril no Parque de Exposições. O encontro trouxe novamente à cidade integrantes de moto clubes de diversos lugares do país, proporcionando aos participantes um ambiente de confraternização, animação e alto astral. Tudo, claro, embalado pelo bom e tradicional ritmo contagiante do rock. O Encontro Nacional de Motociclistas das Lajes não atrai somente os moto clubes e o pessoal que curte as motos. É um evento que já ganhou a aprovação do público resende-costense em geral e vem, ao longo dos anos, crescendo como atrativo turístico significativo para Resende Costa e região. No final de semana dos dias 8, 9 e 10 de abril, o movimento na cidade foi intenso. Além do trânsito frenético de motos pelas ruas, as pousadas ficaram cheias e o movimento no comércio aumentou com a presença dos participantes do encontro. A Semana Santa e o Encontro Nacional de Motociclistas das Lajes fazem parte do Calendário Cultural de Resende Costa. Neste ano, devido à pandemia, o calendário foi divulgado um pouco mais tarde, no início de abril, mas com toda a programação prevista para o decorrer de 2022, com destaque para a Mostra de Artesanato e Cultura que, diferentemente dos anos anteriores, quando fora realizada junto com o aniversário de Resende Costa, neste ano o evento acontecerá no feriado de Corpus Christi, de 17 a 19 de junho. O objetivo da Prefeitura Municipal, através da Secretaria de Turismo, Artesanato e Cultura, é aproveitar o feriado nacional quando, geralmente, há na cidade maior presença de turistas. Os eventos culturais são importantes atrativos turísticos em Resende Costa. Estudo elaborado pelo Sebrae, em parceria com a prefeitura e o Sicoob Credivertentes, com o apoio da Asseturc (Associação Empresarial e Turística de Resende Costa), também reportagem de destaque desta edição, mostra que vale a pena o município investir e apoiar eventos tradicionais que já conquistaram tanto o público local quanto os turistas. Exemplo deles é a Semana Santa, o Encontro de Motociclistas, a Mostra de Artesanato e a Exposição Agropecuária. “Além de entretenimento, os eventos valorizam e divulgam as tradições e a identidade cultural da nossa terra e da nossa gente. Queremos que o Calendário 2022, que vem recheado de atrações diversas, seja um marco na retomada da nossa programação cultural no pós-pandemia”, diz o secretário municipal de Turismo, Artesanato e Cultura, André Eustáquio. Os setores do turismo e do entretenimento foram os mais impactados nesses dois anos de pandemia. Com a retomada das atividades econômicas, comerciais e culturais, a perspectiva é de um aumento exponencial na procura por viagens e eventos. E a região do Campo das Vertentes, tendo como um dos principais atrativos as cidades históricas de Tiradentes e São João del-Rei, é uma das rotas turísticas mais procuradas em Minas Gerais. Resende Costa não pode perder a oportunidade de se firmar nesse privilegiado grupo de cidades turísticas. A cidade já foi reconhecida como a “Capital Mineira do Artesanato Têxtil”. Agora é momento de explorarmos novos flancos para o desenvolvimento sustentável do turismo, que gera renda, emprego e oferece novas oportunidades para a população. Que 2022 seja o ano do turismo em Resende Costa!
De um ponto de vista
ANDRÉ EUSTÁQUIO
No final de semana dos dias 8, 9 e 10 de abril, aconteceu o 7º Encontro Nacional de Motociclistas das Lajes, em Resende Costa. O evento, organizado pelo Moto Clube Pilantras e Moto Grupo das Lajes, com o apoio da Prefeitura Municipal, Câmara Municipal e Asseturc (Associação Empresarial e Turística de Resende Costa), atrai pessoas e integrantes de moto clubes de diversos lugares do país, movimentando o turismo e a economia de Resende Costa. Os representantes dos moto clubes organizadores do evento, Lúcio, Amadeu e Fernando, no domingo, 10, visitaram o Lar São Camilo de Léllis e doaram à instituição alimentos, material de limpeza e higiene – uma ação social que confirma o lema do grupo, que é reunir amigos, confraternizar e também promover ações de solidariedade. “Nós fizemos essa doação de leite, pães, sucos, produtos de limpeza e
higiene ao Lar São Camilo, colaborando para a felicidade das pesso-
as que residem lá”, disse Lúcio, do Moto Clube Pilantras.
ANO XIX Nº 228 - ABRIL 2022
JORNAL DAS LAJES
CÂMARA DE RESENDE COSTA INFORMA
RUA FRANCISCO DE PAULA MIRANDA – PROJETO DE LEI HOMENAGEIA “CHICO CARIOCA” O vereador Paulinho apresentou o Projeto de Lei nº 34/2022, que denomina RUA FRANCISCO DE PAULA MIRANDA a atual Rua 05, Bairro Expedicionários, que se inicia na esquina com a Rua Manoel Valeriano Ribeiro, em propriedade do Município de Resende Costa, e termina na esquina da Rua 08, prolongamento da Rua Geraldo Evangelista Coelho, em propriedade de Maria de Fátima Resende. Francisco de Paula Miranda, conhecido como “Chico Carioca”, nasceu e cresceu na zona rural do município. Foi criado pelos avós e não teve a oportunidade de estudar, pois desde muito cedo precisou trabalhar na roça. Mal sabia desenhar seu nome, mas sabia fazer contas e “catiras” como ninguém. Casou-se com Julieta de Paula Resende e juntos tiveram quatro filhos. Viveu de casa em casa até que, nos anos 1960, adquiriu um pasto que iniciava com porteira em frente, onde hoje é a Escola Municipal Conjurados Resende Costa. Como bom empreendedor, foi vendo boas oportunidades em abrir ruas e vender lotes e, assim, foi esticando a cidade até que, chegando as casas a um lugar mais alto, determinou com a família e amigos que ali seria uma capela em honra a Nossa Senhora de Fátima, à qual depositava imensa fé. Com a doação do terreno e muito envolvimento financeiro da família, amigos, vizinhos e pessoas simpatizantes da causa, foi erguida a capela no bairro. Devotado e zeloso fiel, benfeitor da Paróquia de Nossa Senhora da Penha de França, colaborou com a Igreja Católica no município. Colaborou com o crescimento tanto territorial quanto econômico de Resende Costa e abriu caminhos para quem estava isolado da zona urbana. Com o objetivo de preservar a memória de Francisco de Paula Miranda, atendendo ao disposto no artigo 7º das Disposições Gerais e Tran-
criatividade dos resende-costenses e o aval do Legislativo Municipal. Ressalta-se a importância de uma comissão técnica, que inclua profissionais da comunicação, para a avaliação dos projetos concorrentes e escolha final da logomarca, caso a proposta de um concurso seja acolhida. – Vereador Fernando Chaves
Sr. Chico Carioca. Fotografia enviada por sua neta
Vereador Paulinho
sitórias da Lei Orgânica Municipal e na Lei 3.740, que “Revoga a lei municipal n.º 2.942, de 3 de maio de 2006, que dispõe sobre a denominação de próprios do município de Resende Costa, institui novas regras sobre denominação dos próprios municipais e dá outras providências.” É digna e merecida a homenagem prestada. O projeto foi aprovado por todos os vereadores na reunião ordinária do dia 14 de março e resultou na Lei Municipal nº 4.889/2022.
uma revitalização se mostra necessária como forma de proporcionar aos frequentadores do Mirante mais uma opção de ponto turístico, sendo que a instalação de um gradil nas imediações do acesso à gruta irá contribuir de maneira positiva para melhoria dos aspectos e segurança da área. Por fim, torna-se necessária a instalação de câmeras de segurança nas imediações do Mirante, com o objetivo de ampliar a segurança no local, coibindo práticas realizadas por cidadãos que estão em desacordo com a ordem social, o que prejudica muito a beleza e a relevância desse atrativo em nossa cidade. – Vereador Cláudio
INDICAÇÕES APROVADAS • Indicação 05/2022 – Possibilidade de ser viabilizado um projeto acerca de melhorias a serem implementadas na infraestrutura do Mirante das Lajes, principal ponto turístico do Município de Resende Costa (MG), nos seguintes aspectos, a saber: a iluminação do Mirante necessita de ampliação de seu projeto, tanto pelo lado esquerdo quanto pelo direito, haja vista que partes do perímetro do referido local apresentam pontos de baixa luminosidade, o que contribui para a desordem proporcionada por cidadãos que praticam atitudes ilícitas; em relação à entrada da gruta natural, denominada popularmente de “Buraco do Inferno”,
• Indicação 06/2022 – Possibilidade de o Executivo Municipal realizar a criação de um Logotipo Oficial de divulgação turística do Município de Resende Costa, sugerindo à administração municipal que realize, através da Secretaria Municipal de Turismo, Artesanato e Cultura, a criação de logomarca turística para Resende Costa. A sugestão é que a logomarca seja criada através de concurso com posterior aprovação pela Câmara Municipal por meio de lei municipal, para que a criação da marca seja feita de forma coletiva e democrática, com a participação da
• Indicação 07/2022 – Possibilidade de o Executivo Municipal realizar a aquisição, através da Secretaria Municipal de Saúde, de fraldas geriátricas para posterior distribuição gratuita aos cidadãos pré-cadastrados que destas fazem uso contínuo, a serem distribuídas na Unidade Básica de Saúde, Farmácia de Todos. – Vereador Paulinho • Indicação 08/2022 – Possibilidade de o Executivo Municipal promover, por meio da Secretaria Municipal de Obras e Serviços Públicos, o calçamento dos morros em aclive acentuado localizados em pontos mais precários das estradas vicinais do Município de Resende Costa (MG), em especial o conhecido como Morro da Vassoura. – Vereador Coló • Indicação 09/2022 – Possibilidade de o Executivo Municipal promover os reparos necessários no sistema de retransmissão televisivo por ele administrado, no intuito de viabilizar o pronto restabelecimento da transmissão do sinal da tv aberta, mais especificamente em relação aos canais da Rede Globo e Rede Record. – Vereador Zé do Dico • Indicação 10/2022 – Possibilidade de o Executivo Municipal promover a instalação de brinquedos lúdicos de diversão com cunho ecológico, como caixa de areia e pintura de jogos tradicionais, no piso da área da Escola Municipal Marcos de Oliveira Braga, localizada no Distrito de Jacarandira, sediada neste Município. – Vereador Cleiton
Associação é declarada de utilidade pública Foi aprovado o Projeto de Lei nº 35/2022, de autoria do vereador Cleiton, que “Declara de utilidade pública a Associação de Moradores e Amigos do Curralinho do Andrade e dá outras providências”. A utilidade pública tem sido um caráter distintivo de determinados organismos civis que desempenham um papel social, junto à sociedade, contribuindo para o desenvolvimen-
to das atividades sociais, principalmente no campo da assistência social, esporte e cultura, esta entendida no seu sentido mais amplo. Assim, havendo interesse por parte da municipalidade, tais entidades podem promover parcerias com o poder público dentro de suas áreas de atuação. Fundada em 2019, a Associação de Moradores e Amigos do Curralinho do Andrade tem por finalidade
precípua o desenvolvimento de atividades de assistência social, educação, saúde, cultura, esporte e lazer, econômicas e de desenvolvimento, defesa, proteção e representação de seus moradores em suas necessidades, inspirando-se nos princípios da solidariedade social, da livre iniciativa, do direito de propriedade e da economia de mercado.
Tendo em vista o caráter social dos serviços que presta, aliado às necessidades com que se defrontam as instituições filantrópicas, a concessão do título de utilidade pública municipal representará um importante respaldo para que possa continuar sua importante missão. O projeto resultou na Lei Municipal nº 4.890/2022.
Vereadores se reúnem com o chefe da Unidade Regional de Barbacena do DEER/MG Por solicitação do vereador Lucas do Pastel, o Sr. Alberto Queiroz Soares, representante da Unidade Regional de Barbacena do DEER/MG (Departamento de Edificações e Estradas de Rodagem de Minas Gerais), esteve presente na sede do Legislativo Municipal no dia 29 de março para tratar das atuais condições da estrada que liga Resende Costa ao trevo da LMG 383 (risco de acidentes, falta de manutenção) e da situação da estrada que liga a cidade a São Tiago – LMG 839 (falta de manutenção). Além do vereador solicitante, estavam presentes os vereadores Cláudio, Cleiton, Fernando Chaves, Guerra, Zé do Dico e Paulinho. O Sr. Alberto esclareceu que o DEER não classifica o município pelo porte e que, dentro dos 42 municípios de sua jurisdição, entende a
importância do acesso para Resende Costa devido ao grande fluxo de turistas. Os vereadores ressaltaram que as demandas por melhorias são antigas, questionaram sobre como são feitas as vistorias nas estradas e se há uma data prevista para realização dos serviços de tapa-buracos, levando-se em conta a má conservação da estrada. Na oportunidade, perguntaram se o órgão é responsável pela concessão da linha de ônibus SJDR–RC e vice-versa, uma vez que os horários foram suprimidos devido à pandemia e que até a presente data ainda não foram retomados em sua totalidade, causando transtornos aos usuários (trabalhadores, estudantes e passageiros em geral). O representante informou que o DEER possui contrato de serviços
de tapa-buracos, serviços para limpar e roçar as margens das rodovias, serviços de sinalização e serviços específicos para tratar de erosão. Quanto ao recapeamento da rodovia, trata-se de uma política de estado, cabendo ao governo dirimir sobre isso. Sobre a LMG 839, esclareceu que está jurisdicionada ao DEER Regional de Oliveira. Sr. Alberto ressaltou que possui equipes para constantes vistorias e que os serviços são prestados rotineiramente, porém, diante das várias situações de calamidade (ex.: Ouro Branco, Piranga, Congonhas, ...), o órgão teve que dar maior atenção a esses casos e que casos mais críticos são atendidos prioritariamente. Destacou a importância da constante comunicação do DEER com as várias instituições para uma atuação mais
efetiva e mencionou que, para execução de toda obra (asfaltamento), é preciso ter projeto de engenharia, para posteriormente ser licitado. Foi explicado pelo responsável que, apesar de não ter uma data específica para iniciar os serviços de tapa-buracos, devido às inúmeras demandas, vai solicitar à empresa responsável pelos serviços que os realize em uma sexta-feira ainda não especificada. Quanto à linha de ônibus SJDR–RC e vice-versa, informou que a concessão é de responsabilidade da SEINFR –Secretaria de Estado de Infraestrutura e Mobilidade, sendo que o DEER atua na fiscalização. Ao término da reunião, foi decidido que será encaminhado ofício à Regional do DEER, em Oliveira, para tratar das demandas referentes a LMG 839 (Resende Costa–São Tiago).
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INFORME PUBLICITÁRIO
Semana Municipal de Educação Financeira
Apresentado pelo Vereador Coló, o Projeto de Lei nº 36/2022 institui a “Semana Municipal de Conscientização sobre Educação Financeira e Empreendedorismo” no Município de Resende Costa, a ser realizada, anualmente, no mês de novembro. A semana tem como objetivo transmitir conceitos básicos de educação financeira, por meio de conteúdo prático, lúdico e interativo, tendo como diretrizes: - introdução aos conceitos de finanças pessoais, classificação de receitas e despesas, montagem de orçamento familiar, balanço positivo e negativo e suas consequências, reconhecimento dos diferentes meios de pagamento por dinheiro, cheque, cartões de débito e crédito; - difusão de princípios, como consumo e descarte conscientes, uso responsável do crédito, importância da poupança para o futuro e da formação de patrimônio por meio de compras programadas; - desenvolvimento de habilidades de reconhecimento de priorização das necessidades, planejamento e poupança para a conscientização de planos e metas, negociação de compras, criação de fundo de reserva emergencial, noções básicas sobre juros em financiamentos e aplicações financeiras; - fomento da valorização do trabalho, da atuação do indivíduo como agente ativo e responsável por suas escolhas financeiras e da importância da poupança, seja para fundo emergencial ou para a concretização de planos e metas e segurança futura. Para a sua devida execução, as diretrizes serão aplicadas por meio da promoção de palestras, debates e outras atividades abertas ao público, que serão devidamente realizadas pelo conjunto de entidades representativas e entendedoras dessa matéria, visando, assim, aprofundar o conhecimento do público em geral sobre a importância da educação financeira e do empreendedorismo. O projeto resultou na Lei Municipal nº 4.891/2022.
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GOVERNO MUNICIPAL INFORMA
INFORME PUBLICITÁRIO
2ª Plenária de Saúde é realizada com sucesso No dia 19 de março, foi realizada a 2º Plenária Municipal de Saúde de Resende Costa. O evento foi organizado no Centro de Convenções Lilia Lara e contou com a presença de mais de 100 pessoas, entre membros de associações e conselhos, representantes de comunidades rurais, autoridades políticas - entre elas o vice-prefeito em exercício no cargo de prefeito Lucas Paulo, vereadores e população em geral. Também estiveram presentes Edwalda Maria Carvalho de Assumpção (Diretora da Regional de Saúde de São João del-Rei), a irmã Elisa Inácia de Resende (representando a Irmã Terezinha Cheffer Rolim - diretora do Hospital Nossa Senhora do Rosário) e a Doutora Juliana de Medeiros Campos, advogada do Cisver. Com o tema “Saúde, Cidadania e Desenvolvimento”, a 2ª Plenária Municipal de Saúde foi organizada com o objetivo de eleger cidadãos para a composição do Conselho Municipal de Saúde para
o exercício 2022/2024. Durante a Plenária, José Luiz de Resende, Secretário Municipal de Saúde, ministrou uma palestra sobre “O SUS e suas implicações na saúde, cidadania e desenvolvimento”. Após a palestra, foi servido um lanche aos participantes. Em seguida, divididos em grupos, os participantes levantaram as demandas da população com reivindicações que serão incluídas no
relatório final da Plenária, contribuindo para a elaboração do Plano Municipal de Saúde 2022-2025. Para Doraci Resende Vieira - Chefe da Divisão de Ações em Saúde e organizadora do evento, “a Plenária é uma importante ferramenta democrática, pois aproxima a gestão dos usuários dos serviços públicos e abre espaço para as demandas da população”. Doraci comentou também que “a Plenária é
Em encontro com chefe do DER-MG, prefeito e secretário de obras buscam melhorias para as estradas de Resende Costa Buscando melhorias para a estrada que liga Resende Costa ao trevo da cidade, Lucas Paulo (prefeito em exercício) e Ricardo Resende (secretário de Obras e Serviços Públicos) estiveram em Barbacena, no dia 25 de março, para um encontro com o engenheiro Alberto Queiroz, chefe da Unidade Regional (4° URG Barbacena) do DER-MG (Departamento de Edificações e Estradas de Rodagem de Minas Gerais). No encontro, a principal demanda foi a melhoria no trecho que liga Resende Costa ao trevo de nosso município. O trecho é de responsabilidade do DER, sendo assim, as melhorias devem ser executadas pelo próprio Departamento. Ficou definido que, de início, será feita a roçada do trecho, ação que visa melhorar a visibilidade,
Ricardo Resende, Alberto Queiroz e Lucas Paulo
garantindo mais segurança para os condutores. A ação está prevista para o início de abril. Aproveitando o encontro, outras demandas foram levanta-
das na reunião: a melhoria da estrada que liga Resende Costa a São Tiago e a ampliação do quadro de horários de ônibus entre Resende Costa e São João del-Rei.
Realizada a 7ª Copa NUCAVE e o Poeirão do Clube dos Cavaleiros de Resende Costa; evento contou com o apoio da prefeitura Mais uma vez, o Parque de Exposições Prefeito Gilberto Pinto foi palco de um importante evento: a Copa NUCAVE e o Poeirão do Clube dos Cavaleiros de Resende Costa. Realizado nos dias 26 e 27 de março, o evento, que está em sua sétima edição, atraiu criadores de diversas cidades. Ao todo, foram julgados 185 animais (95 no dia 26 e 90 no dia 27). O evento foi realizado pelo NUCAVE (Núcleo Campos Das Vertentes do Mangalarga Marchador)
e pelo Clube dos Cavaleiros de Resende Costa e contou com o apoio da Prefeitura, através da Secretaria de Agropecuária e Meio Ambiente. Para Alexssander Lourdes, secretário de Agropecuária e Meio Ambiente, “a Copa NUCAVE e o Poeirão são importantes para fomentar a criação e atrair mais adeptos para o mundo equestre, além de colaborar com a economia local, movimentando setores como hotelaria, alimentação e outros”.
Alexssander destaca também a importância das parcerias para a realização do evento: “Tivemos um excelente número de participantes e um grande público. Gostaria de agradecer a todos que contribuíram, como o NUCAVE, patrocinadores e, em especial, ao Clube dos Cavaleiros. A contribuição de cada um foi essencial. Agradeço também aos participantes, que não mediram esforços e vieram de longe para participar do evento.”
essencial para traçar melhorias para a Saúde Pública do município. Além disso, voltar a realizar um evento
deste porte é gratificante, pois a pandemia impossibilitou por muito tempo este tipo de encontro”.
Nasf e PSF promovem ações educativas na escola Paula Assis No dia 18 de março, a Secretaria de Saúde promoveu uma ação na escola Paula Assis, na comunidade do Ribeirão, com o apoio do Nasf (Núcleo de Apoio à Saúde da Família) e do PSF (Programa Saúde da Família) de Resende Costa. A ação ofereceu uma palestra para falar sobre a prevenção de IST’s (Infecções Sexualmente Transmissíveis) e outra palestra para esclarecer dúvidas sobre o calendário vacinal. Além disso, foram promovidas atividades fí-
sicas para os alunos. As ações foram realizadas pelos profissionais Renato Cardoso (educador físico), Núbia Resende (enfermeira), Flávia Resende (enfermeira) e Ana Elisa Lopes (nutricionista). Palestras educativas e o incentivo a atividades físicas são importantes ferramentas para proporcionar novos aprendizados e momentos de reflexão para crianças e adolescentes, contribuindo para o desenvolvimento de novos saberes e cuidados com o corpo.
PROMID: Educação eficiente e acessível No dia 29 de março, a Secretaria de Educação, Esporte e Lazer (SEMED) promoveu um encontro com as diretoras e professoras da rede municipal de ensino para a implementação do PROMID - Programa Municipal de Inclusão Digital. O encontro foi realizado no Centro de Convenções Lilia Lara. O PROMID foi criado pela SEMED com o objetivo de fomentar a inclusão digital na rede municipal de ensino, disponibilizando equipamentos para que professores tenham condições de realizar intervenções pedagógicas eficazes. Assim, através do PROMID, os professores receberam, em comodato, notebooks para serem utilizados em atividades pedagógicas. O PROMID prevê ainda a disponibilização de tablets para alunos do 4º e do 5º ano do Ensino Fundamental. Neste caso, o programa ainda está em fase de teste. Caso essa primeira fase tenha êxito, o programa poderá ser expandido no próximo ano, passando a atender todos os alunos da rede municipal de ensino. Com este novo projeto, a Prefeitura Municipal espera tornar o sistema de ensino municipal ainda mais eficiente, oferecendo aos alunos e professores melhores condições de ensino e aprendizado. Atualmente, a SEMED atende mais de 1000 alunos de toda a educação básica – da creche ao ensino médio, distribuídos em 7 escolas (zona urbana e zona rural).
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JORNAL DAS LAJES
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Paula Chaves é a nova Secretária Municipal de Educação, Esporte e Lazer de Resende Costa Foto: Arquivo pessoal
VANUZA RESENDE
Desde 1° de março de 2022, a Secretaria Municipal de Educação, Esporte e Lazer está sob a gestão de Paula Chaves Teixeira Pinto, doutora em História e residente em Resende Costa, desde criança. “Apesar de ter nascido em São João del-Rei e a maior parte dos familiares residir em Coronel Xavier Chaves, sou residente em Resende Costa desde o meu primeiro ano de idade. Hoje, tenho 40 anos.” A seleção para escolha do novo gestor da pasta aconteceu através de um processo seletivo composto de três etapas: seleção de currículo, entrevista e estágio na secretaria. Paula foi selecionada no dia 01 de fevereiro e acompanhou durante um mês a ex-secretária Silvanda Maria Resende nas atividades do órgão. Em entrevista ao JL, a secretária de Educação falou sobre os projetos que pretende desenvolver na pasta, os desafios da volta às aulas presenciais e o planejamento de trabalho para os mais de mil alunos da rede municipal de educação. Como você vem planejando seu trabalho como gestora da Secretaria Municipal de Educação? Neste primeiro momento, temos concretizado os projetos elaborados pela gestão de Silvanda Maria de Resende, ex-secretária da Educação. A ideia neste momento é a continuidade das propostas em andamento e, posteriormente, a implementação de novos projetos que estamos desenhando ainda. Neste sentido, no início do mês de março aconteceu a eleição para as diretorias das escolas municipais CMEI Aquarela, Conjurados Resende Costa e Paula Assis. Ainda, fizemos a entrega dos notebooks para os professores da rede municipal, implementando o PROMID, primeira etapa. A segunda etapa será a distribuição dos tablets para os alunos de 5º ano do Ensino Fundamental, projeto piloto, para uso em espaço escolar e em atividades pedagógicas. Vamos também iniciar os trabalhos pedagógicos com as mesas interativas em todas as escolas municipais e o uso das lousas interativas já instaladas nas escolas. Por
Paula Chaves, secretária municipal de Educação, Esporte e Lazer
fim, estamos organizando cursos de curta duração para formação continuada dos professores e pedagogos da rede. Como tem sido a experiência de trabalhar em Resende Costa? Ainda é muito cedo para uma avaliação mais profunda do trabalho, afinal eu assumi há pouco mais de um mês. No entanto, gostaria de ressaltar que encontrei a rede municipal de ensino muito bem organizada, as escolas municipais muito bem geridas pelas diretoras e vice-diretoras, o corpo docente bem formado, a equipe pedagógica muito participativa e o pessoal do administrativo escolar bastante comprometido. Na prefeitura, a equipe da secretaria é muito boa, sempre atenta aos compromissos com a melhoria da qualidade do ensino municipal e o transporte tem se desdobrado com o aumento da demanda. Enfim, à primeira vista, a experiência tem sido muito positiva, com muitas pessoas envolvidas e compromissadas com a educação municipal, tentando, da melhor forma possível, atender as demandas do retorno presencial após dois anos de ensino remoto.
Atualmente, quantos alunos estudam nas escolas municipais? O corpo discente é formado por 1.196 estudantes distribuídos por todas as escolas municipais, urbanas e rurais. Na cidade, o total perfaz 815 estudantes, sendo 564 matriculados na Escola Municipal Conjurados Resende Costa e 251 no CMEI Aquarela. Já na zona rural, são 310 estudantes na Escola Municipal Paula Assis, no Ribeirão, 26 na Escola Municipal Professora Rosa Soares Penido, no Curralinho dos Paulas, 12 na Escola Municipal Carlos Pinto, no povoado dos Pintos, 17 na Escola Municipal José Augusto de Resende, no Cajuru, e 16 na Escola Municipal Marcos de Oliveira Braga, no distrito de Jacarandira. Neste ano, aconteceu pela primeira vez a eleição para diretoras das escolas municipais. Como você avalia essa modalidade para a escolha das diretorias escolares? Eu concordo com a eleição para diretoras das escolas municipais. Acredito que a democratização da escolha, por meio da participação da comunidade envol-
vida com a escola, dá mais legitimidade e autonomia para a gestão escolar. Como foi a primeira, avalio que foi muito boa. As candidatas passaram pelo ritual da escolha democrática, percorrendo todas as etapas previstas no edital de eleição: a inscrição das chapas, o exame seletivo, que foi no formato de entrevista e a apresentação do plano de trabalho para 4 anos, a campanha e a eleição. Ao final, pudemos observar o alto índice de aprovação das candidatas pela comunidade escolar: todas elas obtiveram acima de 90% de aceitação. Em sua avaliação, quais serão os principais desafios que virão pela frente? Para os próximos anos, eu acredito que nosso maior desafio será reparar o déficit pedagógico do ensino remoto. Entre outras perdas impostas pela pandemia, as necessidades de isolamento e de suspensão das aulas presenciais impactaram fortemente no processo de ensino-aprendizado das crianças e adolescentes. A rotina da educação imposta pela pandemia de Covid-19 (o ensino remoto) escancarou as desigualdades e as dificuldades de acesso a outros
meios e formas de ensino. Esse não é um fenômeno isolado do município, trata-se de um acontecimento em nível de América Latina, segundo as pesquisas e dados a que tive acesso. Nesses termos, acredito que a retomada do ensino presencial ainda no estágio de pandemia, bem como a organização da educação no pós-pandemia, exigirão novos comportamentos que implicam em novas formas de ensinar e aprender. Assim, à frente da Secretaria Municipal de Educação, não posso me esquecer desse desafio. Acredito que para os próximos semestres este será meu maior desafio. Como as escolas se prepararam para a volta das aulas presenciais? As escolas estão bem organizadas para o retorno presencial. Temos observado todos os protocolos da vigilância sanitária. Em especial, destacamos o uso de máscaras no ambiente escolar e no transporte escolar, a disponibilidade de álcool na entrada das escolas e a limpeza do ambiente escolar. Já na parte pedagógica, a questão do déficit de aprendizado tem exigido maior atenção. Assim, implementamos o projeto do Reforço Escolar e as equipes pedagógicas de cada escola estão organizando as atividades conforme as necessidades detectadas. O projeto abrange o Ensino Fundamental e acontece em ambiente escolar fora do horário de aula. Quais são seus projetos para os próximos semestres na secretaria? Existem três projetos sendo implementados que foram idealizados pela gestão da ex-secretária Silvanda: o PROMID, o Reforço Escolar e a inclusão do material didático para a Educação Infantil. Defendo que são investimentos públicos na área da Educação muito importantes para a qualidade do ensino municipal. Por isso, aguardamos resultados promissores. Se concretizado, o plano é a ampliação deles. Novos projetos estão sendo desenhados na secretaria; entre eles, posso mencionar a oferta de cursos de formação continuada para os docentes e pedagogos da rede pública municipal, a reforma da nova sede da Secretaria Municipal da Educação, Esporte e Lazer e a construção de uma quadra escolar no terreno anexo da nova sede da secretaria.
Hospital Nossa Senhora do Rosário informa: Prestação de Contas Donativos arrecadados no Encontro de Carros de Boi realizado no dia 27 de fevereiro de 2022: 20 Rolos de papel higiênico 114 kg de feijão + 8 garrafas pets 2 litros de feijão 7 pacotes de polvilho 46 detergentes 14 kg de fubá 103 litros de óleo 37 kg de farinha de trigo 27 pacotes de arroz 5 kg + 3 pacotes de arroz 2 kg + 5 pacotes de arroz 1kg 3 pacotes de farofa 5 pacotes de farinha de mandioca
28 pacotes de açúcar 5 kg + 2 pacotes de 2 kg 11 abóboras 15 pacotes de café 500 g 16 pacotes de canjiquinha 20 kg de cebola 14 pacotes de sal 29 sabonetes 9 biscoitos 135 pacotes de macarrão 11 extratos de tomate 19 litros de água sanitária
1 pacote de papel A4 4 litros de leite + uma lata de leite em pó 3 caixas de chá 7 sabões em barra 1 pacote de sabão em pó 2 pacotes de canjica 1 lata de sardinha 1 farinha láctea 1 miojo 2 desinfetantes 1 mistura para bolo 1 leite condensado
Ganhadores dos prêmios da ação entre amigos realizada no dia 27 de março de 2022: 1. Willey Cardoso – geladeira 2. Sidney Silva – vale-compras de R$ 400,00 3. Maria Júlia – vale-compras de R$ 300,00 4. Dirceu Resende – micro-ondas 5. Elisete Maria – ferro elétrico e sanduicheira 6. José F. Nascimento – liquidificador, kit artesanato e cesta café da manhã
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BICENTENÁRIO DA INDEPENDÊNCIA
100 anos do Instituto Baroneza de Rezende, em Piracicaba (SP) JOSÉ VENÂNCIO DE RESENDE
O renomado Instituto Baroneza de Rezende (IBR) – a “escola azul”, localizada na Vila Rezende, em Piracicaba (SP) – comemorou 100 anos de fundação, em 19 de março. Tudo começou quando Dona Lydia Sofia de Sousa Rezende, a filha dos Barões de Rezende – Estevam Ribeiro de Sousa Rezende e Anna Cândida da Conceição –, enviou uma carta à Ordem das Irmãs Franciscanas da Imaculada Conceição, com sede na Áustria. Madre Joana Batista Minks, então, aceitou o convite de Dona Lydia e, junto com mais cinco irmãs, cruzou o Atlântico rumo a Piracicaba a fim de fundar a instituição educacional. Assim, o surgimento da “Escola para Meninas”, no dia de São José, foi o resultado da união dos sonhos de Dona Lydia, que desejava homenagear o centenário da Independência do Brasil; do padre alemão Estevão Heigenhauser, missionário redentorista, residente no Brasil; de Madre Joana Batista Minks, que, aos 66 anos, deixou o governo geral da
congregação; e das Irmãs Franciscanas da Imaculada Conceição, enviadas da Áustria. O Baroneza iniciou suas atividades com o jardim de infância e o ensino primário, além da Escola de Economia Doméstica e Agrícola, que passou a funcionar em junho do mesmo ano de fundação. Posteriormente, o Instituto acolheu também meninos e rapazes. A solenidade de fundação aconteceu em 19 de março de 1922, com as bênçãos das edificações e das salas de aula pelo então cônego Jerônimo Gallo, pároco de Vila Rezende, bairro piracicabano. “Foi um evento ecumênico, contando com a presença dos metodistas, e também um evento cívico, com a presença de autoridades e dos partidários do Partido Republicano”, relatou Luiz Donizetti Bampa em seu Facebook. No mesmo ano, também foi inaugurado (em 7 de setembro) o monumento comemorativo ao centenário da Independência, construído por iniciativa de Dona Lydia em terras de sua propriedade, hoje ocupadas pelo bairro Jardim Monumento. Nesses 100 anos de existência, o Instituto Baroneza de Re-
zende, enraizado em terras piracicabanas, tornou-se a casa-mãe da congregação no Brasil, com as religiosas presentes em várias outras casas nos estados de São Paulo, Minas Gerais, Goiás e Santa Catarina, zelando pelo bem-estar das famílias atendidas, de acordo com padre José Eduardo Sesso, da Diocese de Piracicaba. Assim, as irmãs estão presentes nos setores social, educacional, da saúde e da inserção. A escola fica na Vila Rezende, no cruzamento das avenidas Barão de Serra Negra e Dona Lídia. Em 1950, passou por reforma e ampliação e, em 1998, recebeu novas melhorias, como o ginásio de esportes e os laboratórios, informou Luiz Bampa. Entre 1962 e 1994, o Instituto Baroneza de Rezende funcionou em parceria com o Serviço Social da Indústria (SESI). Depois de 32 anos, com o fim da parceria, a escola passou a atender crianças de diferentes faixas etárias (educação infantil e ensino fundamental e médio). “O Baroneza de Rezende está sempre no ranking das melhores instituições de ensino da nossa cidade”, acrescenta Luiz Bampa. A história da Vila Rezende
Foto antiga do Instituto Baroneza de Rezende
começou em 1881, quando foi erguido o Engenho Central, que marcou a paisagem da cidade e, na época, passou a ser centro de atração de mão-de-obra. Mas a criação do bairro aconteceu no início do século XX, quando o Barão de Rezende recebeu de herança do pai, o Marquês de Valença, uma grande propriedade rural e resolveu fazer loteamento na área de 850 alqueires. Loteada a propriedade, o Barão de Rezende denominou as principais ruas: Ba-
rão de Serra Negra, Manoel Conceição, João Theodoro, Doutor Eulálio, Doutor Morato, Conceição e Rui Barbosa. O Barão faleceu em 12 de agosto de 1909 em sua Chácara São Pedro, em Piracicaba. Fontes: Facebook de Luiz Donizetti Bampa, Em Foco Diocese de Piracicaba, Instituto Histórico e Geográfico de Piracicaba (IHGP), Instituto Baroneza de Rezende.
De olho na cidade EDÉSIO DE LARA MELO
Lembranças da Semana Santa Machado de Assis (18391908), um dos maiores escritores brasileiros, em 1894 escreveu uma crônica que teve como título Impressões da Semana Santa. O poeta, completando 55 anos de idade e com olhar voltado para a capital da República, o Rio de Janeiro, sua cidade natal, colocou no papel as impressões que teve da Semana Santa daquele ano. “A semana foi santa, – mas não foi a semana santa que eu conheci, quando tinha idade de mocinho. [...] As semanas santas de outros tempos eram, antes de tudo, muito mais compridas. O Domingo de Ramos valia por três. [...] A segunda-feira e a terça-feira eram lentas, não longas. [...] Raiava, porém, a quarta-feira de trevas; era o princípio de uma série de cerimônias, e de ofícios, de procissões, de sermões de lágrimas, até o sábado de aleluia, em que a felicidade reaparecia, e finalmente o Domingo de Páscoa que era a
chave de ouro.” Trazida para o Brasil por portugueses nas décadas finais do século XVII, a Procissão dos Passos ocorria durante as seis semanas que compõem o período da Quaresma. Isso aconteceu nas cidades ou vilas costeiras do Brasil. Em Minas Gerais, a celebração começou a partir do século XVIII, primórdios dos primeiros centros urbanos, tais como Vila Rica, Vila Ribeirão do Carmo (Mariana), São João del-Rei e São José del-Rei (Tiradentes). Desde então, a tradição de representar a vida, o martírio e morte de Jesus se intensificou no Brasil, com destaque especial para Minas Gerais. E os católicos, com ação fundamental das irmandades e confrarias, tornaram a Semana Santa o acontecimento litúrgico mais importante do calendário de festas da Igreja Católica. Sua dramatização tornou-se tão importante e envolvente que
ainda hoje se repete o que foi sendo construído ao longo de três séculos. A música nos serve de exemplo, visto que, em cada vila ou cidade mineira, houve compositores especialmente do lugar para criar obras que mantemos nos repertórios dos nossos grupos musicais para serem tocadas e cantadas durante a santa semana. Em Resende Costa, não muito diferente de outras cidades, a Semana Santa sempre contou com o envolvimento e a intensa participação das pessoas. Era a época do ano mais aguardada por todos. Segundo Gentil Ursino Vale, escritor resende-costense, em seu livro Escavações no Tempo, escrito no início de 1984, “nenhuma festa realizada em Resende Costa se iguala em pompa e esplendor à da Semana Santa. [...] Em Resende Costa, desde priscas eras, constitui a Semana Santa a maior preocupação religiosa de seus habitantes. [...]
Dois meses antes iniciam-se os preparativos.” Passados quase quarenta anos, Gentil Vale, se estivesse entre nós, ficaria espantado ao ver como muita coisa mudou. As costureiras, os alfaiates não estariam a trabalhar freneticamente para atender tantas encomendas de roupa nova. Muito menos os sapateiros para produzir novos calçados para as pessoas. As crianças não estariam mais a realizar “tarefas” de fazer limpeza das ruas calçadas com paralelepípedos e ganhar alguns trocados. Ia perceber que as cerimônias, tanto dentro quanto fora das igrejas já não são tão extensas. Os sermões ficaram mais curtos e as missas menos demoradas. As procissões tiveram seus percursos alterados e reduzidos. O que observou Machado de Assis no Rio de Janeiro em 1894 estava se repetindo aqui, diria ele. Não temos mais a Chácara
do Judas (danação do Judas) nem outras cerimônias que foram sendo modificadas ou excluídas do calendário. Não guardamos mais o silêncio ao longo do Sábado Santo e o jejum rígido, só quebrado depois da Vigília Pascal. As pessoas (famílias inteiras) não chegam mais à cidade em carros de boi, trazendo consigo o enxoval e os gêneros alimentícios para passar a semana inteira na cidade. No entanto, o repertório do coro e da banda de música – os motetos e marchas fúnebres compostos por músicos da região – permanece o mesmo. Também o melancólico som do dobre dos sinos das igrejas, as imagens maravilhosas de Nosso Senhor dos Passos e de Nossa Senhora das Dores, bem como a do Cristo crucificado e o esquife, são os mesmos de épocas passadas. Como será nossa Semana Santa no futuro? Não sabemos.
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ACONTECEU
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Por Luana Chaves
7ª Encontro Nacional de Motociclistas das Lajes abre a programação dos eventos culturais em Resende Costa Aguardávamos ansiosamente para este momento: o retorno dos eventos culturais. Abrindo a volta da Coluna Social do Jornal das Lajes, o 7º Encontro Nacional de Motociclistas das Lajes aconteceu nos dias 08, 09 e 10 de abril, no Parque de Exposições, em Resende Costa. Devido à pandemia do coronavírus, o evento foi cancelado nos dois
anos anteriores. Com isso, a expectativa era grande quanto à realização do Encontro em 2022. Um número grande de moto clubes participou do evento, representando diversos municípios. O Encontro Nacional de Motociclistas das Lajes é organizado pelos Pilantras Moto Clube e Moto Grupo Das Lajes, com o apoio da Prefeitura
Municipal, Câmara Municipal de Resende Costa e da Asseturc (Associação Comercial e Turística de Resende Costa). Com entrada gratuita, o evento apresentou diversas bandas animando o público presente no Parque de Exposições com o bom e tradicional rock nacional e o internacional. Além de ser um incentivo às ativi-
Cultura
Secretaria de Turismo, Artesanato e Cultura divulga o Calendário Cultural 2022 DA REDAÇÃO
Após dois anos sem a realização de eventos públicos em Resende Costa, devido à pandemia de Covid-19, a Prefeitura Municipal, através da Secretaria de Turismo, Artesanato e Cultura (SETAC), apresenta o Calendário Cultural 2022. Até o final do ano, estão programadas diversas atrações culturais, como a Mostra de Artesanato e Cultura, o Luau nas Lajes, entre outros eventos. “É com muito entusiasmo e alegria que apresentamos aos resende-costenses e turistas que visitam
Resende Costa o Calendário Cultural 2022. Após longo e triste período de pandemia que, entre outras restrições, não nos permitiu realizar os nossos tradicionais eventos, enfim eles estão de volta. Esperamos contar com a participação de todos para que 2022 seja um ano de celebração, de comemoração”, disse o secretário municipal de Turismo, Artesanato e Cultura, André Eustáquio. Com um calendário repleto de atrações, Resende Costa se consolida como uma cidade que promove a cultura e preserva as tradições e os costumes de seu povo. Os eventos culturais
são importante ferramenta para agregar conhecimento e oferecer entretenimento às pessoas, contribuindo para a formação de uma sociedade que valoriza sua história. “Além de entretenimento, os eventos culturais representam o resgate e a valorização das nossas tradições e da identidade cultural da nossa terra, da nossa gente. Queremos que o Calendário Cultural 2022, que vem recheado de atrações diversas, seja um marco da retomada da nossa programação cultural e que todos possam curtir com muito entusiasmo os eventos que acontecerão ao longo do ano”, conclui André.
dades culturais, o evento também impulsiona a economia local. Os visitantes aproveitaram a programação e ainda tiveram a oportunidade de visitar os pontos turísticos de Resende Costa. “Realizamos uma ação social. Doamos algumas caixas de leite e itens de higiene e para o Lar São Camilo de Léllis”, comentou Ama-
deu, um dos organizadores do evento. “Agradecemos aos apoiadores, pois, sem a ajuda deles, o evento não seria possível acontecer; ao secretário municipal de Turismo, Artesanato e Cultura, o André Eustáquio, que nos ajudou bastante; e ao público que prestigiou o evento”, conclui Amadeu.
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Religião
Semana Santa 2022: celebração da fé e (re)encontro com as tradições ANDRÉ EUSTÁQUIO
De quase todas as pessoas ouviu-se a seguinte exclamação: “Que bom podermos celebrar de novo a Semana Santa!” Após dois anos sem poder realizar a Semana Santa com a presença dos fiéis e as cerimônias externas, em 2022 as condições sanitárias da pandemia de Covid-19 favoreceram e a maior festa católica pôde, enfim, acontecer em sua plenitude e solenidade. Em Resende Costa, a Semana Santa deste ano despertou ainda mais as expectativas e a participação dos fiéis. Há muito não se viam tantas pessoas presentes nas procissões e nos sermões. O piedoso Sermão do Encontro, no dia 12 de abril, proferido pelo padre Thomás Andrade Gimenez Dias, natural de Ritápolis e vigário pa-
roquial da Paróquia de São José de Itaipava, Diocese de Petrópolis (RJ), reuniu uma multidão na praça Mendes de Resende. Que saudade estava o povo resende-costense de novamente poder ver e acompanhar as belíssimas e piedosas imagens do Senhor dos Passos e da Senhora das Dores pelas ruas da cidade! OS SONS DA SEMANA SANTA Os dobres tristes e melancólicos dos sinos já vinham anunciando desde a Quarta-Feira de Cinzas, 2 de março, que chegara o tempo da Quaresma. Entre os dias 10 e 17 de abril, as ruas do centro de Resende Costa mais uma vez rememoraram o cenário da paixão, morte e ressurreição de Jesus. O clima de piedade, reverência e oração tomou conta da cidade. Os acordes da Banda de Música Santa Cecília e do Coral e Orquestra Mater Dei, entoando
Foto: arquivo Coral e Orquestra Mater Dei
Coral e Orquestra Mater Dei. Foto tirada após a missa solene do Domingo de Ramos de 2022
rico e antigo repertório composto de marchas fúnebres, motetos, Visitações, entre outras composições sacras, abrilhantaram as solenidades internas e externas, litúrgicas e paralitúrgicas. PARTICIPAÇÕES E ORGANIZAÇÃO Missas, celebrações comunitárias da penitência, confissões, procissões e sermões contaram com enorme participação dos fiéis, confirmando o quanto a Semana Santa era esperada pelos resende-costenses. A organização da Semana Santa, a cargo da Paróquia de Nossa Senhora da Penha de França, foi impecável, prezando pelo bom gosto e proporcionando aos fiéis o ambiente adequado para momentos especiais de (re)encontro com a espiritualidade e com as tradições culturais preservadas e perpetuadas em Resende Costa. Uma tradição antiga que o
Coral e Orquestra Mater Dei vem preservando na Semana Santa merece destaque: as Visitações dos Passos e Dores. Na terça e quarta-feira, após as procissões, o grupo, em frente às cinco capelas dos Passos, executa composições (pequenos motetos) de Antônio do Santos Cunha. “Provavelmente Resende Costa e Prados são as únicas cidades da região que realizam as Visitações”, disse Wagner Barbosa, maestro do Coral e Orquestra Mater Dei, que chama a atenção para a necessidade de se fazer o registro da Semana Santa como bem cultural imaterial do município de Resende Costa, no intuito de preservá-la. “É importante resgatarmos essas informações históricas, como, por exemplo, a realização das Visitações, para fundamentarmos o registro da Semana Santa como bem cultural imaterial da nossa cidade.” Neste ano, além do administrador paroquial da Paróquia de
LAMENTÁVEL Infelizmente, ainda é necessário lamentar e criticar uma situação recorrente em todos anos durante a Semana Santa em Resende Costa. Apesar dos apelos frequentes da paróquia, alguns motoristas ignoram o bom senso e insistem em estacionar seus veículos (até caminhões grandes) nos trajetos por onde passam as procissões, atrapalhando o cortejo. Que bom será se nos próximos anos pudermos contar com o bom senso e a colaboração dos motoristas e com maior fiscalização da parte dos responsáveis. Teremos, certamente, procissões ainda mais bonitas e organizadas. Foto: Paula Karoline - Pascom
Foto: Letícia Resende - Pascom
Banda de Música Santa Cecília atuando na Semana Santa 2022 de Resende Costa
Nossa Senhora da Penha de França, padre Plínio Almeida, participaram de todas as solenidades da Semana Santa o padre Fábio Evaristo Resende Silva, o padre João Bosco Pinto e o seminarista Olímpio Longatti Pinto.
Cena do Encontro do Senhor dos Passos e da Senhora das Dores na Praça Mendes de Resende
Artigo
Movimento de Cursilhos de Cristandade (MCC) celebra suas Bodas de 60 anos de Brasil PADRE SÍLVIO FIRMO DO NASCIMENTO*
Caros irmãos em Cristo, cursilhistas e povo de Deus em geral, estamos neste ano celebrando as Bodas de Diamante da presença do Movimento de Cursilhos de Cristandade no Brasil. Isso é motivo de incontida alegria para toda a Igreja, sobretudo para a Diocese de São João del-Rei. Primeiramente, porque é uma história repleta de bênçãos para todos, pois o MCC é um Movimento da Igreja, criado por leigos e para os leigos. Desde seu nascimento, em 1944, na Ilha de Palma de Maiorca, na Espanha, mostrou-se sempre fiel aos ensinamentos de Jesus Cristo e à divulgação do Evangelho.
Rapidamente foi reconhecido como fruto da ação do Espírito Santo, em razão dos bons resultados que se operavam nas pessoas que participaram nos primeiros cursilhos. De lá para cá, os cursilhos espalharam-se entusiasticamente por todo o mundo, chegando ao Brasil na década de 1960, mais precisamente no ano de 1962, através da Missão Católica Espanhola, sendo que o primeiro cursilho masculino foi realizado na cidade de Valinhos, em São Paulo. Os cursilhos têm por objetivos, através de um método próprio, conhecido como “querigmático” – vivencial, proporcionar a vivência e a convivência do fundamental cristão, através de pessoas previamente selecionadas, em virtude da sua influên-
cia nos ambientes da vida, para divulgar, conscientizar e testemunhar os valores do Evangelho e o rosto de Jesus Cristo. Sua metodologia de trabalho segue um processo tríplice que consiste em: Ver: fotografar a realidade; Discernir: ler os sinais dos tempos à luz da Palavra de Deus; e Agir: ser missionário-testemunha. Em nível diocesano, temos vivido com empenho a nossa missão. Por exemplo, no domingo, 06 de março, o Movimento de Cursilhos de Cristandade (MCC) da Diocese de São João del-Rei, MG, realizou sua primeira ULTREIA deste ano, sob a coordenação do leigo Wesley Carvalho, do Grupo Executivo Diocesano (GED), dos representantes dos setores e de seu Asses-
sor Eclesiástico, Revmo. Padre Sílvio Firmo do Nascimento, nomeado no dia anterior pelo Senhor Bispo Diocesano, Dom José Eudes Campos do Nascimento. O encontro ocorreu na cidade de Resende Costa, na Paróquia de Nossa Senhora da Penha de França, cujo Administrador Paroquial, Padre Plínio Almeida, se fez presente e, por motivos de muitos afazeres, liberou a mim a celebração da Santa Missa. A ULTREIA iniciou-se com a fala do coordenador Wesley Carvalho, que deu boas-vindas a todos e nos informou que os cursilhos neste ano acontecerão em Lavras, devido à demolição da antiga Casa de Pastoral da Diocese, em São Joã del-Rei, para a construção de um novo centro de pastoral. Afirmou ainda que a
proposta de trabalho é a busca da santidade, sendo profetas rumo ao jubileu de 60 anos do MCC no Brasil, através da pedagogia do encontro proposto pelo Papa Francisco, com o lema “Somos Todos Irmãos”. “O cristão leigo é filho de Deus na fé, vivendo em comunidade e com responsabilidade, junto aos padres, em ação compartilhada: ser Igreja no mundo. Os leigos são a ponte para que a Igreja cumpra a sua missão”, ressaltou. Portanto, o bom êxito do cursilho no Brasil aconteceu graças ao tripé formação contínua, oração perseverante e trabalho incansável, fatores que se interligam no cotidiano do MCC. *Assessor Eclesiástico Diocesano do MCC.
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A teia do mundo
Contemplando as palavras
JOSÉ ANTÔNIO*
REGINA COELHO
O homem que não sabia assoviar Aquilo estava insuportável. Antes era chato, depois virou frustrante... agora já era intolerável mesmo. Ele não sabia assoviar. O problema vinha desde criança, na escola. Os colegas todos assoviando com a maior naturalidade e ele ali, no esforço, tendo que se esconder dentro do banheiro pra treinar a técnica que nunca deu certo. Se soubessem que ele não assoviava, com certeza viraria chacota pra todo mundo. Sempre que se pegava sozinho, contraía as bochechas, espremia a boca e tentava. Mas lá vinha aquele chiado chocho de chaleira chata. Virou adulto e o assovio não compareceu. Andava pela rua e via gente imitando passarinho, chamando os outros pelo assovio. Um dia, numa festa, ele viu um cara assoviando maravilhosamente uma canção suave... o assovio tinha até eco! Naquela noite, ele dormiu triste. Nem seu ronco tinha o assovio como resposta. Arrumou uma namorada. Jamais fez fiu-fiu pra ela, foi no papo mesmo. Ela então começou a se empenhar em fazer com que o namorado conseguisse realizar o seu suado sonho secreto. O segredo, segundo ela, era fazer biquinho. Ele fez, mas o tal do biquinho ficou parecendo focinho de porco com uma narina só. Jamais sairia um assovio daquela fossa. Queria desistir. – Relaxa e faz biquinho. Pois ele começou a dormir com o bico armado, relaxando e fazendo biquinho. Se não fossem as massagens, só fisioterapia pra desfazer o bico.
O namoro terminou e a namorada – sacana! – sibilou a história dele pra todo mundo. O pobre coitado acabou ganhando o singelo apelido de Biquinho. Biquinho mudo. Teve um dia em que o Biquinho, no desespero, pois o táxi já passava sem vê-lo, arriscou um assovio. Saiu um “psiu” que fez o motorista ficar desconfiado das intenções do Biquinho. E aquela vez em que ele encontrou um menininho assoviando na rua? Naquela idade e já assoviava tão bem. Que inveja! Pensou em pedir umas aulas particulares para o menino, quem sabe... aprender ali na rua mesmo. Que loucura! Acabaria sendo preso ou internado. Sem chiar. Até que num encontro, o Biquinho resolveu tentar novamente o silvo. O assunto acabou e ele começou a chiar baixinho uma canção. Talvez a garota gostasse. Mas ela perguntou se ele estava com asma. – É que eu nunca consegui assoviar. Olha só que tristeza. – E chiou novamente. – Terrível. Até parece que você tem alguma coisa agarrada no dente. Mas não se desespere não. É fácil. É só relaxar o peito. Quem sabe ela ensinaria diferente? – Relaxar o peito? E o biquinho? Eu posso ver o seu biquinho? Ele voltou pra casa com um dente rachado. Tabefe violento. Porém, está feliz. É pela rachadura do dente que ele consegue agora assoviar. Não sai aquele assovio bonito, mas, pelo menos, ele não precisa mais fazer biquinho.
*JOSÉ ANTÔNIO OLIVEIRA DE RESENDE é professor de Prática de Ensino de Língua Portuguesa, do Departamento de Letras, Artes e Cultura da Universidade Federal de São João del-Rei. Membro da Academia de Letras de São João del-Rei. E-mail: jresende@mgconecta.com.br
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Companheira de aprazíveis horas Dizem que os chineses atribuem ao compatriota Lu Ban (507-444 a.C.) a invenção da bicicleta. Sabe-se ainda que as primeiras informações sobre a existência desse invento como modelo próximo do que se tem hoje remontariam a um projeto do genial italiano Leonardo da Vinci, por volta de 1490, afirmação essa contestada atualmente. De fato mesmo, considera-se como pioneira a criação do alemão Karl von Drais em 1817. Batizada pelo barão Karl de “máquina corredora” (“Laufmaschine”, em alemão), era feita de madeira e funcionava com o impulso dos pés. Uma adaptação com pedais surgiu em 1839, advindo daí sucessivos processos de evolução desse simpático e repaginado veículo de locomoção. A bicicleta chegou ao Brasil no final do século XIX. Os primeiros relatos de seu uso no país destacam São Paulo (capital), onde foi fundado em 1892 um clube amador de corridas e passeios ciclísticos; o Rio de Janeiro (então capital do país) e Curitiba (PR), onde já existia um clube de ciclismo organizado por imigrantes da colônia alemã local desde 1895. Como até meados de 1940 as bicicletas e suas peças eram importadas, o custo delas era elevado devido às dificuldades de importação da época. A partir de 1950, algumas marcas começaram a ser produzidas integralmente por aqui, sinalizando a aceitação do produto “duas rodas” pelos brasileiros e comprovando ao longo do
tempo que ele veio para ficar. Como sonho de consumo alimentado na infância e adolescência de quase todo mundo, a bicicleta é personagem na história de vida de muita gente. Em Resende Costa (certamente em outros lugares também), quando o mais comum era a pessoa não ter em casa esse veículo, que é de transporte e principalmente de diversão para tantos, o jeito era apelar para o serviço de aluguel de uma bike. Tínhamos por aqui o Afonso do Zé Henrique, com quem os meninos (clientela básica do Afonso), naqueles anos mais machistas, só garotos mesmo, alugavam por hora pedaladas inesquecíveis pela cidade. Naquela época, tendo dois adolescentes em casa já se aventurando em suas investidas ciclísticas por algumas de nossas ruas, meu pai resolveu comprar para eles em Belo Horizonte uma bicicleta. Dessa forma, o Elmo e o Amadeu passaram a ser donos de uma Mercswiss de cor vinho, novinha em folha e usada irmãmente (nos dois sentidos) por ambos. Um dia para um, um dia para o outro. E assim sucessivamente. Mais tarde, “seu” Adenor passou a vender bicicletas em sua loja. Quando chegou a minha vez de aprender a pedalar, como muitos faziam, fui viver essa experiência incrível no campo do Expedicionário. Momento mágico aquele da descoberta, parece que de repente, sem alguém na retaguarda como apoio: você
seguindo só, equilibrando-se sobre aquelas duas rodas sem saber direito como. Agora, fazer valer a velha máxima segundo a qual certas coisas na vida são como andar de bicicleta, a gente nunca esquece, isso já é outra história. Li certo dia uma explicação interessante para uma outra frase famosa ligada ao mundo das bikes: “Não sei se caso ou se compro uma bicicleta”. Assim, estariam implícitas nesse suposto dilema duas ideias ligadas (ou separadas) pela alternativa “ou”. Como casar significa o início de uma vida a dois, casar representa o abandono dos sonhos individuais. Por sua vez, a bicicleta representa o individualismo, a independência, a liberdade. Faz um certo sentido pensar desse modo, mas, necessariamente, uma opção não exclui a outra. Vivendo num país sem tradição e condições de ter a bicicleta como um meio de transporte seguro (também econômico e não poluente) nos grandes centros, opto por trazer aqui a bonita e recorrente imagem do menino livre do interior montado em sua magrela, com ela estabelecendo uma cumplicidade diária, ambos inseparáveis, indo e voltando em manobras divertidas, às vezes arriscadas, de ingênuo exibicionismo. Em qualquer idade, eis aí uma boa parceria, em momentos de prazer em que pedalar é poder sentir a bicicleta como uma extensão do próprio corpo.
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CIDADE
ELEIÇÕES 2022
Novas inaugurações devem fortalecer o turismo em Resende Costa JOSÉ VENÂNCIO DE RESENDE
A Avenida Tiradentes, o CAT (Centro de Atendimento ao Turista) e o Mirante das Lajes, inaugurados oficialmente no último dia 8 de abril, representam mais uma etapa do plano de fortalecimento e expansão do turismo cultural e de negócios de Resende Costa. As próximas etapas serão a revitalização da Avenida Alfredo Penido, a Avenida dos Artesanatos e a instalação de um pórtico no trevo da entrada da cidade. A Avenida Tiradentes, com 816 metros de extensão, duas vias (mão e contramão) e passeios para pedestres, vai desafogar o trânsito da Avenida Alfredo Penido e facilitar a vida dos turistas que visitam a cidade. A nova via não apenas liga a entrada da cidade ao bairro do Canela como também se interliga com a Avenida do Artesanato através das ruas transversais (Rua 08, Rua Heloisa Macedo Lara, Rua Vicente Penido e Rua Antônio de Souza Resende), facilitando assim a circulação das pessoas. A obra custou cerca de R$ 1,73 milhão, dos quais 62,4% (R$ 1,08 milhão) foram recursos do município e R$ 650.759,47 oriundos de emenda parlamentar do deputado federal Diego Andrade (PSD). Com projeto do engenheiro civil Leandro Kloser, a Avenida Tiradentes é uma via moderna e segue os critérios exigidos pelo governo federal (ambientais, de acessibilidade, de sinalizações horizontal e vertical etc.), pois precisou de aprovação da Caixa Econômica Federal (CEF) devido à presença de recursos federais. A construção da avenida implicou na execução de pequenas obras, como galerias de águas pluviais. Uma novidade, ainda pouco percebida pela população, foi a criação da nova “Praça do Canela”, com uma espécie de mirante, nova iluminação, academia ao ar livre e vegetação, observou Leandro Kloser.
REFERÊNCIA O Centro de Atendimento ao Turista (CAT) – fruto de parceria entre a Prefeitura Municipal e a Associação Empresarial e Turística de Resende Costa (ASSETURC), que investiram cerca de R$ 250 mil – deverá ser o primeiro ponto de referência para o visitante, tornando mais fácil o seu acesso e sua estada em Resende Costa. Ali o turista deve encontrar todo o tipo de informações a respeito da cidade (o que fazer, o que conhecer, onde comer, onde se hospedar etc.); ou seja, deve resolver qualquer dúvida. O CAT também poderá ser parte da solução para o problema do estacionamento de veículos de turistas. A administração municipal e a engenharia de trânsito estão fazendo um levantamento para definir um espaço que possa servir de estacionamento de vãs e ônibus, de acordo com o prefeito em exercício Lucas Paulo de Assis Vale. Assim, o CAT poderá vir a ser um local complementar de estacionamento de veículos pequenos. Outra opção será encontrar espaços nas proximidades do bairro Nossa Senhora Aparecida e junto às Avenidas do Artesanato e Tiradentes para o estacionamento de vãs e ônibus, acrescenta o prefeito. “A nossa intenção é conseguir outros lotes onde possa caber um número muito maior (de veículos) do que cabe hoje. Teremos uma capacidade muito grande de estacionamento próximo à Avenida dos Artesanatos; o CAT não necessariamente será o único nem exclusivamente para ônibus e vãs.” O MIRANTE O projeto do Mirante das Lajes, realizado em duas etapas, teve como responsáveis técnicos a arquiteta Anaísa Barbosa da Silva Resende (AMVER) e o engenheiro Leandro Kloser (Prefeitura Municipal). Foram efetuados trabalhos de terraplanagem, novo gramado, piso, elevação de nível para criar acesso inclusive de cadeirantes, estrutura de pedra para dar rusticidade à obra,
plataforma de madeira (mirante para o público), nova iluminação, bancos, lixeiras etc.O investimento na obra foi de R$ 316,11 mil, dos quais R$ 276.153,34 na primeira etapa e R$ 39.955,24 na etapa final. “O Mirante das Lajes de Resende Costa sempre foi muito falado e, com esta obra de estrutura e embelezamento, a agregação de valor para moradores e turistas será muito grande”, observa Lucas Paulo. REVITALIZAÇÃO Está na fase final de elaboração o projeto arquitetônico de revitalização da Avenida Alfredo Penido, em parceria com a Associação dos Municípios da Microrregião do Campo das Vertentes (AMVER), faltando fazer pequenos ajustes, contou Lucas Paulo. “Esse projeto está quase pronto e, se Deus quiser, em breve serão iniciadas as obras. É um projeto que prevê um calçadão, uma via de quatro metros para passar um veículo e cerca de oito pontos de carga e descarga, entre 25 e 30 metros cada um, podendo a transportadora e veículos pararem rapidamente para pegar (ou deixar) material.” O prefeito em exercício acredita que essa inovação contribuirá bastante para aumentar o fluxo de turistas a Resende Costa, no período de médio a longo prazo. “Acreditamos que, com isso, ofereceremos mais qualidade aos turistas, que poderão parar nessas vias de acesso. Assim, o turista terá muito mais comodidade para andar, passear.” A expectativa de Lucas Paulo é que a execução da obra tenha início em maio. Outro projeto é o do pórtico na entrada da cidade, cujo desenho já foi iniciado por Leandro Kloser. “A ideia é fazer algo chamativo, bonito, sem prejudicar a essência do trevo, mas que chame a atenção de quem frequenta Tiradentes ou outras cidades da região para entrar em nossa cidade”, explica Lucas. Ele acredita que o projeto deverá estar pronto para ser executado a partir de setembro. Fotos Luana Chaves
Cerimônia de inaguração da Avenida Tiradentes
Inauguração do Centro de Atendimento ao Turista (CAT)
Descerramento da placa de inaguração do Mirante das Lajes
Prazo para requerimento e regularização do Título de Eleitor termina no dia 4 de maio Maiores de 15 anos e que completam 16 até o próximo dia 2 de outubro podem requerer o documento através da internet ANDRÉ EUSTÁQUIO
O Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais, através do Cartório da 232ª Zona Eleitoral de Resende Costa, celebrou Termos de Cooperação com os municípios de Coronel Xavier Chaves, Ritápolis e São Tiago para atender às pessoas que desejam fazer o primeiro Título de Eleitor. Servidores desses municípios foram treinados para auxiliarem os eleitores a preencherem o formulário on-line do Título Net e enviarem os documentos digitalizados necessários para o Cartório Eleitoral de Resende Costa. Podem tirar o primeiro título de eleitor adolescentes maiores de 15 anos que completarão 16 anos até o dia 2 de outubro de 2022. De acordo com o Cartório Eleitoral de Resende Costa, os eleitores podem optar pelo autoatendimento on-line no Título Net. Basta acessar o site do TRE-MG (www.tre-mg.jus.br), clicar em “Serviços Online” e, em seguida, em “Atendimento Online – Título Net”. Preencher o formulário e enviar os documentos requeridos nos campos específicos. O título requerido pelo Título Net, após analisado pelo
Cartório Eleitoral e deferido pelo Juiz Eleitoral, é enviado para processamento no TSE. Depois estará disponível no aplicativo gratuito e-Título ou poderá ser impresso no site do TSE (www. tse.jus.br), na aba de “Serviço ao Eleitor”, em seguida “Autoatendimento ao Eleitor” e, por fim, “Imprimir Título Eleitoral”. ATENDIMENTO Todos os Cartórios Eleitorais de Minas Gerais estão aptos a atender eleitores de todos os municípios do estado, mesmo que não façam parte da Zona Eleitoral onde os eleitores residem. O Cartório Eleitoral de Resende Costa está atendendo presencialmente os eleitores desde o mês de janeiro de 2022, das 13h às 18 h. BIOMETRIA De acordo com informações do Cartório Eleitoral de Resende Costa, a biometria está suspensa em todo o país por causa da pandemia de Covid-19. Apesar disso, os eleitores votarão normalmente, mesmo que ainda não tenham realizado o cadastro biométrico. O prazo para requerimento e regularização do Título de Eleitor termina no próximo dia 4 de maio.
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Estudo do Sebrae aponta caminhos para turismo em Resende Costa JOSÉ VENÂNCIO DE RESENDE
A criação de espaços turísticos, como museu do artesanato, sítio arqueológico da Inconfidência Mineira, programa de turismo rural, rotas das capelas e de ciclismo, além do resgate dos teares e dos carros de boi, “como motivos para experiências turísticas”, é a proposta do “Estudo da Oferta Turística da cidade de Resende Costa”, elaborado pelo Sebrae em parceria com o Sicoob Credivertentes e a Prefeitura Municipal de Resende Costa, tendo também o apoio da Asseturc (Associação Empresarial e Turística de Resende Costa). O estudo foi apresentado no último dia 15 de março no Salão Multiuso Lilia Lara, na Escola Municipal Conjurados Resende Costa. De acordo com o relatório, “os segmentos turísticos de maior vocação (em Resende Costa) são o Turismo Religioso, o Turismo na Natureza, o Turismo Rural, o Turismo Pedagógico e, principalmente, os de Compras e o Cultural.” O estudo, apresentado pelo seu autor, o turismólogo e consultor Flávio Vitarelli, está dividido em: (1) diagnóstico (aspectos gerais, indicadores socioambientais e turísticos, levantamento de dados gerais e mapeamento dos atrativos turísticos e suas conectividades) e (2) estudo de tendências e vocação turística (cenários futuros, produtos turísticos, temáticas para criação de produtos, análise de vocação e diretrizes norteadoras e estudo de conectividades). Uma das etapas foi “a transferência de tecnologia e capacitação com vistas a aprimorar a capacidade local do município de Resende Costa para produzir informação, analisar dados e atualizar seu registro de atrativos turísticos com autonomia e conhecimento técnico”. As tendências de comportamento do mercado e dos consumidores foram pesquisadas, “para auxiliar na criação de novos produtos e nas tomadas de decisões para o desenvolvimento do destino turístico. A partir das combinações entre as tendências e o potencial turístico do destino, foi possível definir diretrizes norteadoras para o planejamento estratégico do turismo, incluindo a formatação
de novas rotas, inovações nos serviços e produtos turísticos, melhoria do diferencial competitivo e do posicionamento da marca do destino”. TENDÊNCIAS O estudo considerou as mudanças conjunturais apresentadas pela pandemia, pelas transformações tecnológicas, pelas mudanças na comunicação e na promoção turística e pelas novas formas de relacionamentos entre as pessoas e delas com o trabalho e o lazer. Assim, apresenta algumas tendências, como a importância dos preços na decisão; a transparência nas políticas de cancelamento, reembolso, seguro-viagem etc.; a preferência por deslocamentos mais curtos, de preferência de carro; maior atenção às medidas sanitárias (precauções para evitar contaminação); maior contato com a natureza e os espaços abertos (atividades ao ar livre, busca por destinos rurais, mais opções sustentáveis de turismo, tipo de acomodação); “bleasure” (união entre viagens a trabalho e lazer ou “business” e pleasure). Com base nas transformações e nos cenários futuros, o estudo aponta as seguintes temáticas para a criação de produtos turísticos: Capital do Artesanato Têxtil, Mata Atlântica, Serra das Vertentes, Inconfidentes, Inconfidência Mineira, natureza, empreendedorismo, religiosidade, ruralidade, cicloturismo, gastronomia, Campo das Vertentes, lajes/geologia, tropeirismo, teares, Estrada Real e Caminho de São Tiago. Face à vocação e as diretrizes norteadoras, o documento propõe a seguinte segmentação: turismo religioso (rota de igrejas e capelas, por exemplo); rural (curso agente de turismo rural do SENAC, programa de turismo rural integrado ao cicloturismo); cultural (museu do artesanato, parque arqueológico dos Inconfidentes, rota do artesanato, valorização do carro de boi); compras (campanha de mobilização dos empresários, ordenar o fluxo turístico, ordenar o trânsito, realizar cursos, capacitar e escutar os guias, missão a cidades com boas práticas no turismo de compras, sistema de controle dos visitantes, rota de compras interligando municípios junto ao Circuito Turístico Trilha dos Inconfidentes); eventos e negócios (calendário de eventos, display com
as possibilidades de passeios turísticos e atividades de meio dia e de um dia inteiro para hotéis, estudo dos eventos e integração turística); pedagógico (trazer escolas da região com foco na história, na arquitetura, no meio ambiente, no agronegócio, na Inconfidência Mineira, no artesanato etc., carta de atividades pedagógicas fora das salas de aula, integrar cultura, artesanato, agronegócios, geologia e economia); natureza (rotas de cicloturismo, revitalização do Horto Florestal, eventos de aventura, esporte e inverno, cabanas de montanha, gastronomia de montanha, travessias). PRIORIDADES Entre as prioridades para Resende Costa, o estudo aponta: 1) Avenida do Artesanato: campanha de mobilização dos empresários e moradores (pesquisas e seminários, valorização da cultura empreendedora dos comerciantes, catálogo de compras); projeto de engenharia de trânsito; ordenamento do fluxo turístico; capacitações (montagem de vitrines, decorações para comemorações, capacitação e escuta dos guias, ética, políticas de comissionamento, hospitalidade, estudo de demanda turística); boas práticas (missão a uma cidade com boas práticas no turismo de compras); shopping a céu aberto (projeto de revitalização das fachadas, muros e lotes vagos, ordenamento do fluxo, vitrines, segurança, informação, áreas de convivência, varandas comunitárias, projetos decorativos das festividades, paisagismo e jardinagem etc.); valorização econômica da avenida); sinalização turística (indicativa, educativa/informativa, promocional). 2) Conexão da Capital Mineira do Artesanato Têxtil com as demais cidades do Circuito Turístico Trilha dos Inconfidentes: Place Branding; divulgação local do Place Branding; informação nas rodovias e trevos; portal turístico; comunicação via agências de receptivo de Tiradentes e São João del-Rei. 3) Cicloturismo: rotas de cicloturismo (iniciantes, intermediários e avançados); capacitação dos empreendimentos dos percursos; publicações e divulgação. 4) Ruínas da Fazenda Campos Gerais: projeto de transforma-
Foto Prefeitura Municipal de Resende Costa
TURISMO
Representantes das intituições parceiras que realizaram o Estudo da Oferta Turística na cidade de Resende Costa
ção do local em Sítio Arqueológico e cuidado com o acesso às ruínas. 5) Caverna da Laje (Buraco do Inferno): melhoria do acesso, revitalização e intervenções de segurança; limpeza, intervenções físicas, sinalização, preparação de guias, estudo da espeleologia. O estudo conclui que “Resende Costa é uma cidade pequena, limpa, segura, com um acervo arquitetônico eclético, destacando residências e edifícios em estilo colonial, art decô e neoclássico, mas o destaque principal é ser considerada a Capital Mineira do Artesanato Têxtil. São dezenas de lojas de artesanato e quase toda a população tem alguma relação com a produção e a venda de artesanato”. Destaca ainda a presença da Serra das Vertentes, com formações rochosas, no centro da cidade, conhecidas como “lajes” e enfatiza que a cidade é “referência na Inconfidência Mineira, devido a dois inconfidentes que residiam no município”. Com localização privilegiada, o “município possui um território rural extenso, com um distrito e vários povoados, onde são realizadas festas tradicionais, alguns deles resgatando a cultura do carro de boi, com desfiles, além de músicas e gastronomia típica do interior mineiro. A presença da Igreja Matriz de Nossa Senhora da Penha de França, juntamente com diversas capelas, atraem devotos de toda região, principalmente durante a Semana Santa, quando os Passos da Paixão são abertos e a cidade se transforma numa grande festa católica”. Outro destaque vai para os padroeiros das capelas e os santos juninos, bem como a presença na rota turística, criada recentemente, pelo Circuito Turístico Trilha dos Inconfidentes – Caminho de São Tiago –, interligando as cidades de Ouro Preto a São Tiago.
MANIFESTAÇÕES Estiveram presentes no evento o prefeito em exercício Lucas Paulo; Cristhiane Fam, do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (SEBRAE); Luiz Henrique Garcia, do Sicoob Credivertentes; Weksley Resende Maia, da Associação Empresarial e Turística de Resende Costa (ASSETURC); Fúvio Olímpio de Oliveira Pinto, prefeito de Coronel Xavier Chaves; e André Eustáquio, secretário municipal de Turismo, Artesanato e Cultura. Também compareceram empresários, membros de associações e conselhos municipais, vereadores e servidores públicos. Lucas Paulo enfatizou as parcerias, a necessidade de união para tornar realidade o potencial existente, a importância de crescer junto com os outros municípios e ainda fez um balanço dos projetos em andamento. Luiz Henrique, da Credivertentes, destacou a importância crescente dos serviços nas economias do mundo inteiro, com preponderância do turismo, e a riqueza dos pontos turísticos da região. “Estamos com a faca e o queijo na mão”, concluiu. Marcos Januário, gestor da Trilha dos Inconfidentes, anunciou que um grande evento de turismo na região está sendo discutido com o Sebrae e que uma rota das estações ferroviárias e o “Raízes da Marcha” estão sendo analisados. Também citou o modelo de sinalização turística de baixo custo (140 placas, de início) que está sendo feito em Resende Costa. Fúvio Pinto, prefeito de Coronel Xavier Chaves, anunciou a pavimentação asfáltica, ainda este ano, de um trecho de, aproximadamente 4,5 km, da estrada que liga Coronel Xavier Chaves à rodovia de Resende Costa, na altura do Hotel Rochedo, o que seria um grande avanço para a melhoria da infraestrutura do turismo nas duas cidades vizinhas.
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MEIO AMBIENTE
Vinho sem frescura
ONG IRIS renova diretoria e discute projetos para o biênio 2022/2023
Os vinhos possuem diversas classificações que servem para caracterizar a bebida, seja pela cor, idade, método de elaboração e também pelo açúcar. E é dentro dessa última que tenho algumas considerações importantes a dividir com vocês! Existem vinhos suaves, doces, meio secos e secos. O mercado de meio secos tem crescido em vários países e também tem feito sucesso no paladar do brasileiro, mesmo que ainda faça com que algumas pessoas torçam o nariz. Penso que isso acontece pela má fama que eles possuíam no passado. De fato, muitos não eram de tão boa qualidade, o que causou essa má impressão aos apreciadores da bebida. Precisamos conversar a respeito e entender certos pontos. Vamos quebrar esse mito? Os meio secos possuem uma quantidade média de açúcar. Gostaria de deixar claro que estou falando daqueles que foram elaborados com uvas finas, as vitis viníferas, também conhecidas como uvas europeias: Cabernet Sauvignon, Merlot, Chardonnay, e lá se vão mais de seis mil tipos. Esse açúcar pode ser natural ou adicionado ao final da elaboração. Também pode ser obtido por uma supermaturação da uva, quando ela é colhida tardiamente, fazendo com que a concentração de açúcar na fruta aumente. Uma outra maneira de se obter essa graduação média de açúcar é durante o processo de elaboração. O enólogo interrompe a fermentação alcoólica antes que a totalidade
Membros do IRIS e apoiadores após reunião de eleição da nova diretoria da associação
que Municipal Capoeira Nossa Senhora da Penha, que o IRIS vem desenvolvendo há alguns anos. Um dos maiores sonhos e objetivos da ONG é a revitalização da Capoeira Nossa Senhora da Penha, um espaço formidável e com elevado potencial recreativo e turístico. O IRIS trabalha em prol desse espaço há anos, tendo avançado muito na elaboração de um projeto para efetivação do tão sonhado parque municipal nesse local, incluindo estudos socioambientais e legislativos. Mas, segundo a diretoria da associação, ainda é preciso sensibilizar o poder público local para que o Parque Capoeira Nossa Senhora da Penha se torne de fato uma prioridade para o município. SAIBA MAIS SOBRE A ONG IRIS O instituto IRIS, ou Instituto Rio Santo Antônio, é uma associação que já completa 12 anos. A entidade foi fundada em dezembro de 2009 e tem como objetivo principal realizar ações voltadas para a promoção e a defesa da sustentabilidade ambiental e cultural de Resende Costa. Ao longo desses 12 anos de história, o IRIS vem desenvolvendo vários trabalhos de educação ambiental, como a manutenção de uma coluna educativa mensal no Jornal das Lajes, a realização de gincanas ecológicas em escolas,
Já provou algum vinho meio seco?
a publicação de mapas e revistas sobre o ecossistema local, a realização de mutirões de limpeza de nascentes e áreas degradadas, dentre outras ações ambientais. Há também as iniciativas de cunho cultural da entidade, como, por exemplo, o evento “Luau nas Lajes”, que já conta com mais de 12 edições, conciliando a promoção da cultura e da arte locais com a proposta de preservação ambiental e a valorização do Mirante das Lajes como patrimônio cultural. O IRIS também representa o município de Resende Costa no Comitê da Bacia Hidrográfica Vertentes do Rio Grande desde 2012 e no CBH do Rio Grande (federal) desde 2016, nas quais conta com a representação de Adriano Valério, atual diretor de meio ambiente do IRIS. Adriano, geógrafo, é o coordenador do Estudo Técnico para implementação do Parque Capoeira Nossa Senhora da Penha. Atualmente, está também responsável pela coluna do IRIS no Jornal das Lajes e planeja a publicação de livro de educação ambiental a partir dos textos publicados nessa coluna nos últimos 10 anos. A publicação conta com a colaboração de vários escritores, dentre os quais: Adriano Valério, Antônio Orlando Júnior, Emerson Gonzaga, Fernando Chaves, Flávia Cristina, Ramon Chaves, Ricardo Sales, dentre outros.
Foto - Mariana Castelo Branco
Foto: IRIS
ITANE BATISTA FERNANDO CHAVES
Neste mês de abril, foi realizada a assembleia geral de eleição da nova diretoria da ONG ambiental e cultural Instituto Rio Santo Antônio (IRIS). A assembleia reuniu membros do IRIS e apoiadores das causas ambiental e cultural na Biblioteca Municipal de Resende Costa. Foi a primeira atividade presencial e aberta ao público realizada pela ONG após o início da pandemia da Covid-19. A reunião foi também uma oportunidade para se realizar um balanço das últimas ações promovidas pela ONG, bem como discutir as metas e prioridades da entidade para os anos de 2022 e 2023. A nova diretoria eleita ficou com a seguinte composição. Presidente: Charles Henrique Fernandes Reis. Vice-presidente: Cleisiane Sousa. Secretária: Flávia Cristina Silva. Diretor Financeiro: Mateus José Resende. Diretor de Meio Ambiente: Adriano Valério Resende. Diretor de Cultura: Thiago Augusto Sousa. Diretora de Comunicação: Itane Batista. Conselho Fiscal: Francisco Eduardo Pinto, Ângelo Márcio Resende, Emerson Gonzaga Fernandes, Robson Antônio Lopes Pires e Osvaldo Otelo de Magalhães Monteiro. O novo presidente do IRIS, Charles Fernandes, já acompanha a ONG desde a sua formação. A partir de 2014, ingressou no curso de Engenharia Ambiental e Sanitária na Faculdade Santa Rita – FaSaR, em Conselheiro Lafaiete. “No final desse mesmo ano, entrei em contato com Emerson (ex- presidente) e manifestei o meu interesse em estar mais ativo na comunidade e na ONG. Pouco tempo depois, já estava envolvido no Projeto ReNascentes, cujo objetivo era revitalizar/recuperar nascentes dentro da zona urbana de Resende Costa”, relata. Charles também é voluntário nos estudos para a institucionalização do Par-
AMANA CASTELO BRANCO*
dos açúcares da uva tenha se transformado em álcool. Geralmente os vinhos meio secos são macios no paladar, redondos e não causam a sensação de adstringência, aquele tal “amarra” a boca, como a banana verde, ou quando esquecemos o saquinho de chá dentro da xícara, porque fomos fazer outra coisa, e quando voltamos para beber, trava a boca, sabe? Isso é causado pelos taninos, sendo que o açúcar ajuda a amenizar essa sensação. Pode ser um caminho para quem está começando a gostar de vinhos, harmonizar com comidas em que o sal é mais presente, não por ter errado na medida, mas como pratos que tenham gorgonzola, tábuas de frios, molhos de alcaparra e por aí vai. Também pode ser o seu tipo de vinho, pois não existe um tipo de vinho melhor que outro. Há o vinho do qual você gosta e o vinho do qual você não gosta. Eu gosto demais quando quero que o vinho seja uma espécie de abraço, sem muitas informações, só maciez mesmo, e obrigada! E você? Curte vinhos meio secos?
Regional
Cachaça produzida em Coronel Xavier Chaves está entre as cinco melhores do país VANUZA RESENDE
É no alambique em atividade mais antigo do Brasil que uma das cinco melhores cachaças do país é produzida. A cachaça Século XVIII Rótulo Azul, produzida no Engenho Boa Vista, em Coronel Xavier Chaves,é umas das receitas do mestre alambiqueiro Nando Chaves e foi premiada como a quinta melhor cachaça do país pela respeitada Cúpula da Cachaça, em seu ranking bienal. A cachaça Século XVIII segue a tradição da região do Campo das Vertentes de ser a cachaça branca.
A produção, que começou em 1755, permanece até hoje na mesma família, a do Mártir da Inconfidência Mineira, o Tiradentes. O alambiqueiro Nando Chaves fala sobre sua produção. “Em média, nós produzimos 30 mil litros de cachaça por safra, ou seja, a safra dura seis meses com uma média de 5 mil litros por mês, durante o período de safra. A cachaça é vendida aqui na região e no país inteiro em lojas especializadas”. Nando comemora a permanência da cachaça entre as melhores do país. “Muito gratificante ver o nosso trabalho reconhecido, estamos sempre entre as melhores cachaças. Em 2020, também ficamos em quinto. Em 2018, fomos o quarto. E esse é o nosso objetivo:
trabalhar com qualidade”, declara. O alambique, sendo cuidado pela oitava e nona gerações da família de Tiradentes, tem como missão manter a tradição e o objetivo da família. “O nosso grande desafio é manter o nosso estabelecimento produzindo, sempre dentro das exigências do Ministério da Agricultura e reconhecido pelo mercado e pelas mídias”, diz Nando. O V Ranking Cúpula da Cachaça foi realizado entre outubro de 2021 e março de 2022. Na primeira fase, a votação popular, teve mais de 48 mil votos validados, recorde em todas as edições. Na segunda fase, 28 especialistas tiveram dois meses para destilar a lista com as 250 cachaças mais
Foto: Arquivo pessoal
Alambiqueiro fala sobre a produção
Sr. Rubens, Nando e seu filho mais velho, o Francisco José, atual geração produtora da Cachaça Século XVIII
citadas pelo público e definir as finalistas. Na fase final, degustaram às cegas as 50 cachaças e deram
notas em quesitos referentes ao visual, ao olfato, ao sabor e ao conjunto de cada cachaça.
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Regional
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Jornalista gastronômico Eduardo Tristão visita Resende Costa pelo projeto Rota do Queijo: uma ação da Trilha dos Inconfidentes A Instância de Governança Regional (IGR) Trilha dos Inconfidentes, localizada na região do Campo das Vertentes, é reconhecida historicamente como o berço do Queijo Minas Artesanal (QMA). Neste cenário, em 2017 a Rota do Queijo Terroir Vertentes foi efetivamente lançada. E Resende Costa é uma das cidades da rota. A proposta é proporcionar ao turista o embarque em uma experiência memorável na descoberta dos sabores da região, conhecendo as raízes da famosa cozinha mineira, do Terroir Vertentes e dos municípios da Instância de Governança Regional Trilha dos Inconfidentes. A rota do queijo possibilita ao turista a experiência vivencial junto aos produtores, para conhecer in loco a técnica produtiva, sentir o clima rural e interagir com o produto na fonte. Com isso, o projeto funciona também como precursor de ações profundas de fomento ao turismo rural. Na esteira do processo, a rota proporciona melhoria da autoestima do produtor rural, agrega alternativas de trabalho e renda, bem como amplia as possibilidades do turismo de experiência aos visitantes, contribuindo para a fixação do homem no campo. De 24 a 29 de março, o jornalista Eduardo Tristão Girão visitou 19 propriedades rurais de nove municípios para vivenciar as experiências oferecidas pela rota. A ação foi promovida pelo Circuito Trilha dos Inconfidentes e o Programa Estadual Reviva, que busca incentivar a retomada do turismo no estado. O projeto conta com o apoio institucional da Secult – Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais – e do Governo do Estado de Minas Gerais. CASAL GASTRÔ NA ROTA DO QUEIJO No dia 28, uma das cidades visitadas foi Resende Costa. Eduardo Girão falou sobre a visita na propriedade do Casal Gastrô. “Fomos até Resende Costa, onde Amana Castelo Branco e Cláudio Ruas, à frente do Casal Gastrô, produzem de um tudo, tendo no queijo seu carro-chefe. Diferentemente de outros colegas da região, aposta no rebanho mestiço (em vez de jersey): não são animais de alta lac-
tação, mas são criados a pasto na maior parte do tempo e estão bem adaptados ao terreno. Produzir em harmonia com o meio ambiente e com baixo custo pode soar como atitude nova, mas é o que o seu bisavô sempre fez, lembra ele. Além dos cinco queijos diários, produzem defumados, embutidos, iogurte, manteiga, molho de pimenta e até feijão”, detalha o jornalista. Ao longo das visitas, foi gravada uma web série com seis capítulos que vai mostrar que o queijo minas artesanal pode oferecer ao turista a oportunidade dos sabores, isolados ou conjugados com outras iguarias. ROTA DO QUEIJO – DE 2017 ATÉ O MOMENTO O projeto, inclusive, teve o reconhecimento pelo Ministério do Turismo. Em dezembro de 2018, no Rio de Janeiro, a Rota foi premiada em segunda colocação na categoria Turismo de Base Comunitária e Produção Associada ao Turismo do Brasil, no 1º Prêmio Nacional do Turismo. Foi também selecionada para o Projeto Experiências do Brasil Rural, iniciado em 2021, em uma realização do Ministério do Turismo, Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento e da UFF – Universidade Federal Fluminense. A IGR oportuniza, pela implementação da Rota, o aproveitamento dessa riqueza imensurável, trazendo ao turista a possibilidade de novas descobertas e vivências; aos produtores, a difusão de seus produtos e marcas, com ampliação das vendas e ganhos agregados; aos municípios envolvidos, crescimento de toda cadeia produtiva do turismo. EDUARDO TRISTÃO GIRÃO Jornalista gastronômico com 18 anos de experiência na área e premiado com a Medalha do Dia do Estado de Minas Gerais e o troféu Eduardo Frieiro. Foi repórter do jornal Estado de Minas e já colaborou com o jornal O Estado de S. Paulo e as revistas Prazeres da Mesa, Gula, Encontro e Feira. Avaliou bares e restaurantes para o Guia Unibanco Minas Gerais (editora Bei) e participou de votações da lista anual The World’s 50 Best, da revista inglesa Restaurant, que elege os 50 melhores restaurantes do mundo. Fez diversas viagens gastronômicas pelo Brasil e para
Foto: Blog Eduardo Girão
VANUZA RESENDE
Amana Castelo Branco e Cláudio Ruas, o Casal Gastrô
países como Portugal, França, Espanha e Chile. Atua como palestrante, mediador e jurado em diversos eventos do setor gastronômico. Desde 2016, promove degustações de queijos artesanais mineiros e iniciou em 2017 trabalho como consultor de queijos especiais para o grupo Super Nosso. O QUEIJO MINEIRO O território centro-sul mineiro, conhecido por Campo das Vertentes, teve seu povoamento remotamente ligado ao ciclo econômico do ouro, que trouxe à região os primeiros aventureiros movidos pelo sonho da riqueza. Dos bandeirantes paulistas aos emboabas, de grande diversidade de procedência, eles se estabeleceram em vários povoados e trouxeram consigo seus costumes, que em mescla cultural, ano após ano, se consolidaram para formar as tradições regionais, inclusive a culinária afamada. A gradual queda no rendimento da extração aurífera obrigava a que os habitantes buscassem atividades econômicas alternativas, no comércio e nas fazendas, expandindo-se por toda a região em busca de novas áreas produtivas. Com o tempo e a chegada de migrantes, a cultura regional diversificou-se ainda mais, tornando-se afamada produtora queijeira. Queijos estes que no decorrer do século XIX
eram escoados para o Rio de Janeiro, então capital do Brasil, em grande quantidade, graças ao fluxo de tropeiros, atestam os cronistas da época. Fato é que o queijo se tornou importante fator econômico e se fixou na tradição alimentar do mineiro, de forma emblemática, acompanhando suas receitas de quitandas de forno ou o cafezinho à mesa, desde a apresentação frescal até a forma curada; ou ainda, equilibrando o sabor das sobremesas através do tradicional consumo casado com doces típicos (de laranja, de figo, de leite etc.). Para além, o queijo é matéria-prima fundamental para o pão de queijo, composto de polvilho azedo assado, quitanda das mais queridas e simbólicas para a mineiridade. TRILHA DOS INCONFIDENTES Fundado em 28 de agosto de 2000, o nome se deu em função da história da região ligada aos inconfidentes mineiros. As cidades que o circuito abrange fazem parte da história da independência do país. Ao todo, são 26 municípios na entidade. São eles: Alfredo Vasconcelos, Antônio Carlos, Barbacena, Barroso, Carandaí, Carrancas, Conceição da Barra de Minas, Coronel Xavier Chaves, Desterro do Melo, Dores de Campos, Entre
Rios de Minas, Ibituruna, Itutinga, Lagoa Dourada, Madre de Deus de Minas, Nazareno, Piedade do Rio Grande, Prados, Resende Costa, Ritápolis, Santa Bárbara do Tugúrio, Santa Cruz de Minas, São João del-Rei, São Tiago, São Vicente de Minas e Tiradentes. As características da região proporcionam uma infinidade de atrativos como, por exemplo, passeios históricos, passando pelo ecoturismo, o turismo de aventura, turismo rural, tendo a cozinha mineira como principal elo entre os atrativos. REVIVA TURISMO O programa Reviva Turismo foi criado em maio de 2021 para impulsionar a retomada gradual e segura das atividades turísticas, com base em quatro eixos: biossegurança, estruturação, capacitação e marketing do destino Minas Gerais. De acordo com o Governo Estadual, um dos principais objetivos do programa é resgatar o setor do turismo, um dos mais prejudicados pela crise em função da pandemia de Covid-19, e estimular toda sua cadeia produtiva, que envolve oficialmente 15 segmentos econômicos, segundo critérios do Ministério do Turismo. A meta é que o Turismo gere 100 mil empregos até o final deste ano, colocando Minas entre os três principais destinos do país. A Trilha dos Inconfidentes foi contemplada pelo Reviva Turismo em dois projetos: “Tô na Trilha, Tô em Minas” e “Tô na Trilha, Negócios”, projetos que irão promover e dar mais visibilidade às cidades do circuito, tendo como eixos de trabalho a biossegurança dos roteiros existentes, fortalecimento da estruturação turística das cidades, capacitação do pessoal que trabalha com turismo e marketing do destino Trilha dos Inconfidentes. Percorrendo as múltiplas potencialidades turísticas de Minas Gerais – paisagens naturais e urbanas exuberantes; a singular cozinha mineira; concentração de patrimônios históricos, culturais e da humanidade e toda a mineiridade representada pelo povo acolhedor de nossas cidades. A estruturação do programa acontece em consonância com as tendências mundiais para o Turismo no atual cenário, que envolvem a busca por atividades ao ar livre e o turismo de natureza, de aventura, rural, cultural e de experiências.
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ANO XIX Nº 228 - ABRIL 2022
Informe Pub c tár o Relatório da Administração
residuais de acordo com as taxas aplicáveis e levam em consideração a vida útil econômica dos bens. l) Intangível Correspondem aos direitos adquiridos que tenham por objeto bens incorpóreos destinados à manutenção da Cooperativa ou exercidos com essa finalidade, deduzidos da amortização acumulada. Os ativos intangíveis com vida útil definida são geralmente amortizados de forma linear no decorrer de um período estimado de benefício econômico.
Senhores Associados, Submetemos à apreciação de V.S.as as Demonstrações Contábeis do exercício de 2021 da COOPERATIVA DE CRÉDITO CREDIVERTENTES LTDA - SICOOB CREDIVERTENTES na forma da legislação em vigor. 1. Política Operacional Em 2021 o SICOOB CREDIVERTENTES completou 35 anos, mantendo sua vocação de instituição voltada para fomentar o crédito para seu público-alvo, os cooperados. A atuação junto aos seus cooperados se dá principalmente através da concessão de empréstimos e captação de depósitos. 2. Avaliação de Resultados No exercício de 2021, o SICOOB CREDIVERTENTES obteve um resultado de R$17.933.174,11 representando um retorno sobre o Patrimônio Líquido de 21,02%. 3. Ativos Os recursos depositados na Centralização Financeira somaram R$ 200.523.550,37. Por sua vez a carteira de créditos representava R$ 421.549.218,16. A carteira de crédito encontrava-se assim distribuída:
m) Ativos Contingentes Não são reconhecidos contabilmente, exceto quando a Administração possui total controle da situação ou quando há garantias reais ou decisões judiciais favoráveis sobre as quais não cabem mais recursos contrários, caracterizando o ganho como praticamente certo. Os ativos contingentes com probabilidade de êxito provável, quando aplicável, são apenas divulgados em notas explicativas às demonstrações contábeis. n) Obrigações por Empréstimos e Repasses As obrigações por empréstimos e repasses são reconhecidas inicialmente no recebimento dos recursos, líquidos dos custos da transação. Em seguida, os saldos dos empréstimos tomados são acrescidos de encargos e juros proporcionais ao período incorrido (“pro rata temporis”), assim como das despesas a apropriar referente aos encargos contratados até o final do contrato, quando calculáveis.
Carteira Rural 70.296.273,56 16,68% Carteira Comercial 351.252.944,60 83,32% Os Vinte Maiores Devedores representavam na data-base de 31/12/2021 o percentual de 17,03% da carteira, no montante de R$ 72.200.397,11. 4. Captação As captações, no total de R$ 515.993.831,63, apresentaram uma variação de 15,94% em relação a dezembro de 2020. As captações encontravam-se assim distribuídas: Depósitos à Vista 147.700.699,90 28,62% Depósitos Sob Aviso 1.947,811,15 0,38% Depósitos a Prazo 304.239.802,70 58,96% LCA 62.105.517,88 12,04% Os Vinte Maiores Depositantes representavam na data-base de 31/12/2021 o percentual de 14,82% da captação, no montante de R$ 76.267.733,63. 5. Patrimônio de Referência O Patrimônio de Referência do SICOOB CREDIVERTENTES era de R$ 79.744.209,85. O quadro de associados era composto por 29.937 cooperados, havendo um acréscimo de 7,35% em relação a dezembro de 2020. 6. Política de Crédito A concessão de crédito está pautada em prévia análise do propenso tomador, havendo limites de alçadas pré-estabelecidos a serem observados e cumpridos, cercando ainda a Singular de todas as consultas cadastrais e com análise do Associado através do “RATING” (avaliação por pontos), buscando assim garantir ao máximo a liquidez das operações. O SICOOB CREDIVERTENTES adota a política de classificação de crédito de sua carteira de acordo com as diretrizes estabelecidas na Resolução CMN nº 2.682/99, havendo uma concentração de 92,05% nos níveis de “AA” a “C”. 7. Governança Corporativa Governança corporativa é o conjunto de mecanismos e controles, internos e externos, que permitem aos associados definir e assegurar a execução dos objetivos da cooperativa, garantindo a sua continuidade, os princípios cooperativistas ou, simplesmente, a adoção de boas práticas de gestão. Nesse sentido, a administração da Cooperativa tem na assembleia geral, que é a reunião de todos os associados, o poder maior de decisão. A gestão da Cooperativa está alicerçada em papéis definidos, com clara separação de funções. Cabem ao Conselho de Administração as decisões estratégicas e à Diretoria Executiva, a gestão dos negócios da Cooperativa no seu dia a dia. A Cooperativa possui ainda um Agente de Controles Internos, supervisionado diretamente pelo Diretor responsável pelo gerenciamento contínuo de riscos, conforme previsto na Resolução CMN 4.606/17. Essa diretoria visa acompanhar a aderência aos normativos vigentes, seja interno e/ou sistêmico (COOPERATIVA CENTRAL DE CRÉDITO DE MINAS GERAIS LTDA - SICOOB CENTRAL CREDIMINAS e SICOOB CONFEDERAÇÃO), bem como aqueles oriundos da legislação vigente. Os balanços da Cooperativa são auditados por auditor externo, que emite relatórios, levados ao conhecimento dos Conselhos e da Diretoria. Todos esses processos são acompanhados e fiscalizados pelo Banco Central do Brasil, órgão ao qual cabe a competência de fiscalizar a Cooperativa. Tendo em vista o risco que envolve a intermediação financeira, a Cooperativa adota ferramentas de gestão. Para exemplificar, na concessão de crédito, a Cooperativa adota o Manual de Crédito, aprovado, como muitos outros manuais, pelo SICOOB CONFEDERAÇÃO e homologado pela Central. Além do Estatuto Social, são adotados regimentos e regulamentos, entre os quais destacamos o Regimento Interno, o Regimento do Conselho de Administração, o Regimento do Conselho Fiscal, o Regulamento Eleitoral. A Cooperativa adota procedimentos para cumprir todas as normas contábeis e fiscais, além de ter uma política de remuneração de seus empregados e estagiários dentro de um plano de cargos e salários que contempla a remuneração adequada, a separação de funções e o gerenciamento do desempenho de todo o seu quadro funcional. Todos esses mecanismos de controle, além de necessários, são fundamentais para levar aos associados e à sociedade em geral a transparência da gestão e de todas as atividades desenvolvidas pela instituição. 8. Conselho Fiscal Eleito em Assembleia Geral Ordinária, o Conselho Fiscal tem função complementar à do Conselho de Administração. Sua responsabilidade é verificar de forma sistemática os atos da administração da Cooperativa, bem como validar seus balancetes mensais e seu balanço patrimonial anual. 9. Código de Ética Todos os integrantes da equipe do SICOOB CREDIVERTENTES aderiram, por meio de compromisso firmado, ao Código de Ética e de Conduta Profissional proposto pela Confederação Nacional das Cooperativas do SICOOB – SICOOB CONFEDERAÇÃO e todos os novos funcionários, ao ingressar na Cooperativa, assumem o mesmo compromisso. 10. Sistema de Ouvidoria A Ouvidoria, constituída em 2007 representou um importante avanço a serviço dos cooperados, dispõe de diretor responsável pela área e de um Ouvidor. Atende às manifestações recebidas por meio do Sistema de Ouvidoria do SICOOB, composto por sistema tecnológico específico, atendimento via DDG 0800 e sítio na internet integrado com o sistema informatizado de ouvidoria tendo a atribuição de assegurar o cumprimento das normas relacionadas aos direitos dos usuários de nossos produtos, além de atuar como canal de comunicação com os nossos associados e integrantes das comunidades onde estamos presentes. No exercício de 2021, a Ouvidoria do SICOOB CREDIVERTENTES registrou 53 (cinquenta e três) manifestações de cooperados sobre a qualidade dos produtos e serviços oferecidos pela Cooperativa. Dentre elas, haviam reclamações, pedidos de esclarecimento de dúvidas e solicitações de providências relacionadas principalmente a atendimento, conta corrente, cartão de crédito e operações de crédito. Das reclamações, 22 (vinte e duas) foram consideradas procedentes e resolvidas dentro dos prazos legais, de maneira satisfatória para as partes envolvidas, em perfeito acordo com o previsto na legislação vigente. 11. Fundo Garantidor do Cooperativismo de Crédito - FGCoop De acordo com seu estatuto, o Fundo Garantidor do Cooperativismo de Crédito- FGCoop tem por objeto prestar garantia de créditos nos casos de decretação de intervenção ou de liquidação extrajudicial de instituição associada, até o limite de R$ 250 mil por associado, bem como contratar operações de assistência, de suporte financeiro e de liquidez com essas instituições. O Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou resolução que estabelece a forma de contribuição das instituições associadas ao Fundo Garantidor do Cooperativismo de Crédito (FGCoop), ratifica também seu estatuto e regulamento. Conforme previsto na Resolução nº 4.150, de 30.10.2012, esse fundo possui como instituições associadas todas as cooperativas singulares de crédito do Brasil e os bancos cooperativos integrantes do Sistema Nacional de Crédito Cooperativo (SNCC). Conforme previsto no artigo 2º da Resolução/CMN nº 4.284, de 05/11/2013, a contribuição mensal ordinária das instituições associadas ao Fundo é de 0,0125%, dos saldos das obrigações garantidas, que abrangem as mesmas modalidades protegidas pelo Fundo Garantidor de Créditos dos bancos, o FGC, ou seja, os depósitos à vista e a prazo, as letras de crédito do agronegócio, entre outros. As contribuições ao FGCoop pelas instituições a ele associadas tiveram início a partir do mês de março de 2014 e recolhidas no prazo estabelecido no § 4º do art. 3º da Circular 3.700, de 06/03/2014. Ainda nos termos de seu estatuto, a governança do Fundo será exercida pela Assembleia Geral, pelo Conselho de Administração e pela Diretoria Executiva, e está estruturada de modo a permitir a efetiva representatividade das associadas, sejam elas cooperativas independentes ou filiadas a sistemas cooperativistas de crédito, sendo o direito de voto proporcional às respectivas contribuições ordinárias. Agradecimentos Agradecemos aos nossos associados pela preferência e confiança e aos empregados pela dedicação. São Tiago-MG, 16 de março de 2022. Conselho de Administração e Diretoria
Demonstrações Contábeis COOPERATIVA DE CRÉDITO CREDIVERTENTES LTDA - SICOOB CREDIVERTENTES SICOOB CREDIVERTENTES CNPJ: 22.724.710/0001-05 BALANÇO PATRIMONIAL Em Reais Nota
ATIVO DISPONIBILIDADES INSTRUMENTOS FINANCEIROS Aplicações Interfinanceiras de Liquidez Relações Interfinanceiras Centralização Financeira Operações de Crédito Outros Ativos Financeiros (-) PROVISÕES PARA PERDAS ESPERADAS ASSOCIADAS AO RISCO DE CRÉDITO (-) Operações de Crédito (-) Outras ATIVOS FISCAIS CORRENTES E DIFERIDOS OUTROS ATIVOS INVESTIMENTOS IMOBILIZADO DE USO INTANGÍVEL (-) DEPRECIAÇÕES E AMORTIZAÇÕES TOTAL DO ATIVO
4 5 4 6 7 6.e 7.1 8 9 10 11 12
PASSIVO E PATRIMÔNIO LÍQUIDO DEPÓSITOS Depósitos à Vista Depósitos Sob Aviso Depósitos à Prazo DEMAIS INSTRUMENTOS FINANCEIROS Recursos de Aceite e Emissão de Títulos Relações Interfinanceiras Repasses Interfinanceiros Outros Passivos Financeiros PROVISÕES OBRIGAÇÕES FISCAIS CORRENTES E DIFERIDAS OUTROS PASSIVOS
13
14 15 16 18 19 20
PATRIMÔNIO LÍQUIDO CAPITAL SOCIAL RESERVAS DE SOBRAS SOBRAS OU PERDAS ACUMULADAS TOTAL DO PASSIVO E PATRIMÔNIO LÍQUIDO As Notas Explicativas são parte integrante das demonstrações contábeis.
21
31/12/2021 651.938.172,36 8.381.357,70 642.247.671,66 13.790.072,51 200.523.550,37 200.523.550,37 421.549.218,16 6.384.830,62 (21.386.592,97) (21.025.311,32) (361.281,65) 465.234,06 5.183.066,80 9.615.298,77 13.383.602,53 1.566,42 (5.953.032,61) 651.938.172,36
31/12/2020 559.855.103,66 15.056.054,42 541.825.563,70 13.203.816,29 210.842.262,67 210.842.262,67 315.233.883,72 2.545.601,02 (19.022.936,85) (18.661.888,94) (361.047,91) 182,65 6.555.568,24 8.745.416,00 11.590.134,22 1.566,42 (4.896.445,14) 559.855.103,66
651.938.172,36 453.888.313,75 147.700.699,90 1.947.811,15 304.239.802,70 97.567.133,85 62.105.517,88 32.082.021,69 32.082.021,69 3.379.594,28 2.625.437,20 1.499.354,94 11.078.867,05
559.855.103,66 395.054.709,42 144.107.196,17 2.026.320,50 248.921.192,75 88.369.679,96 50.016.148,18 33.534.092,27 33.534.092,27 4.819.439,51 2.565.165,64 1.077.676,69 7.765.319,56
85.279.065,57 42.267.705,11 38.974.535,85 4.036.824,61 651.938.172,36
65.022.552,39 35.667.380,53 26.421.313,97 2.933.857,89 559.855.103,66
COOPERATIVA DE CRÉDITO CREDIVERTENTES LTDA - SICOOB CREDIVERTENTES SICOOB CREDIVERTENTES CNPJ: 22.724.710/0001-05 DEMONSTRAÇÃO DAS SOBRAS OU PERDAS Em Reais INGRESSOS E RECEITAS DA INTERMEDIAÇÃO FINANCEIRA Operações de Crédito Ingressos de Depósitos Intercooperativos Resultado de Aplicações Interfinanceiras de Liquidez DISPÊNDIOS E DESPESAS DA INTERMEDIAÇÃO FINANCEIRA Operações de Captação no Mercado Operações de Empréstimos e Repasses Provisões para Perdas Esperadas Associadas ao Risco de Crédito
Notas 24 4 5 25
RESULTADO BRUTO DA INTERMEDIAÇÃO FINANCEIRA OUTROS INGRESSOS E RECEITAS/DISPÊNDIOS E DESPESAS OPERACIONAIS Ingressos e Receitas de Prestação de Serviços Rendas de Tarifas Dispêndios e Despesas de Pessoal Outros Dispêndios e Despesas Administrativas Dispêndios e Despesas Tributárias Outros Ingressos e Receitas Operacionais Outros Dispêndios e Despesas Operacionais PROVISÕES Provisões/Reversões para Contingências Provisões/Reversões para Garantias Prestadas
30 31
(270.940,43) (109.038,04) (161.902,39)
(212.793,24) (29.911,36) (182.881,88)
(588.958,42) (516.033,65) (72.924,77)
22.663.378,32
17.259.509,70
(738.408,65) 25.935,81 (10.000,00) 39.138,35 15.224,20 (24.787,32) (739.000,00) (44.919,69)
(663.105,77) 136.623,16 (10.000,00) 52.230,92 22.254,59 (37.469,52) (739.000,00) (87.744,92)
(95.483,93) 27.374,37 (15.517,94) 16.137,59 391,39 (33.030,86) (90.838,48)
12.595.104,32
22.000.272,55
17.164.025,77
124.509,32 107.104,00 17.405,32
(522.514,55) (294.284,63) (228.229,92)
(1.036.620,78) (633.879,38) (402.741,40)
33
PARTICIPAÇÕES NAS SOBRAS
23
33.118.437,78
13.333.512,97
IMPOSTO DE RENDA E CONTRIBUIÇÃO SOCIAL Imposto de Renda Sobre Atos Não Cooperados Contribuição Social Sobre Atos Não Cooperados
SOBRAS OU PERDAS DO PERÍODO ANTES DAS DESTINAÇÕES As Notas Explicativas são parte integrante das demonstrações contábeis.
39.799.141,43
(8.723.056,86) (16.922.969,87) (15.269.969,66) 5.127.345,14 9.352.477,40 6.577.510,32 4.188.086,37 8.019.338,01 6.936.795,99 (9.871.954,82) (19.095.645,48) (16.117.086,94) (8.731.743,47) (16.888.408,72) (14.230.045,50) (338.257,21) (638.591,08) (484.605,39) 2.107.795,21 4.133.141,12 3.990.314,92 (1.204.328,08) (1.805.281,12) (1.942.853,06)
30
SOBRAS OU PERDAS DO PERÍODO ANTES DAS DESTINAÇÕES E DOS JUROS AO
31/12/2020 48.693.543,26 43.299.896,24 5.189.830,73 203.816,29
(15.180.538,64) (24.889.164,56) (15.575.105,48) (10.823.345,25) (15.148.508,98) (7.498.605,40) (974.266,95) (1.963.083,60) (2.228.444,48) (3.382.926,44) (7.777.571,98) (5.848.055,60)
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SOBRAS OU PERDAS ANTES DA TRIBUTAÇÃO E PARTICIPAÇÕES
JUROS AO CAPITAL
31/12/2021 64.688.305,99 54.921.676,57 9.180.373,20 586.256,22
22.327.510,26 26 27 28 29
RESULTADO OPERACIONAL OUTRAS RECEITAS E DESPESAS Lucros em Transações com Valores e Bens (-) Prejuízos em Transações com Valores e Bens Ganhos de Capital Outras Rendas Não Operacionais (-) Perdas de Capital (-) Despesas de Provisão Não Operacionais (-) Outras Despesas Não Operacionais
2 º Sem. 2021 37.508.048,90 30.721.638,15 6.369.375,99 417.034,76
(367.992,00)
(1.801.199,51)
(1.001.361,32)
12.351.621,64
19.676.558,49
15.126.043,67
(1.267.737,39)
(1.743.384,38)
(456.754,24)
11.083.884,25
17.933.174,11
14.669.289,43
SICOOB CREDIVERTENTES CNPJ: 22.724.710/0001-05 DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO ABRANGENTE Em Reais
OUTROS RESULTADOS ABRANGENTES TOTAL DO RESULTADO ABRANGENTE As Notas Explicativas são parte integrante das demonstrações contábeis.
Nota 2 º Sem. 2021 31/12/2021 31/12/2020 12.351.621,64 19.676.558,49 15.126.043,67 -
p) Outros Ativos São registrados pelo regime de competência, apresentados ao valor de custo ou de realização, incluindo, quando aplicável, os rendimentos e as variações monetárias auferidas, até a data do balanço. q) Outros Passivos Os demais passivos são demonstrados pelos valores conhecidos ou calculáveis, acrescidos, quando aplicável, dos correspondentes encargos e das variações monetárias incorridos. r) Provisões São reconhecidas quando a cooperativa tem uma obrigação presente legal ou implícita como resultado de eventos passados, sendo provável que um recurso econômico seja requerido para saldar uma obrigação legal. As provisões são registradas tendo como base as melhores estimativas do risco envolvido.
NOTAS EXPLICATIVAS
COOPERATIVA DE CRÉDITO CREDIVERTENTES LTDA - SICOOB CREDIVERTENTES NOTAS EXPLICATIVAS DA ADMINISTRAÇÃO ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2021 (Em Reais) 1. Contexto Operacional A COOPERATIVA DE CRÉDITO CREDIVERTENTES LTDA - SICOOB CREDIVERTENTES é uma cooperativa de crédito singular, instituição financeira não bancária, fundada em 27/08/1986, filiada à COOPERATIVA CENTRAL CRÉDITO DE MINAS GERAIS LTDA – SICOOB CENTRAL CREDIMINAS e componente da Confederação Nacional das Cooperativas do SICOOB – SICOOB CONFEDERAÇÃO, em conjunto com outras cooperativas singulares e centrais. Tem sua constituição e o funcionamento regulamentados pela Lei nº 4.595/1964, que dispõe sobre a Política e as Instituições Monetárias, Bancárias e Creditícias, pela Lei nº 5.764/1971, que define a Política Nacional do Cooperativismo e institui o regime jurídico das sociedades cooperativas, pela Lei Complementar nº 130/2009, que dispõe sobre o Sistema Nacional de Crédito Cooperativo e pela Resolução CMN nº 4.434/2015, do Conselho Monetário Nacional, que dispõe sobre a constituição e funcionamento de cooperativas de crédito. O SICOOB CREDIVERTENTES, sediado à RUA CARLOS PEREIRA, N° 100, CENTRO, SÃO TIAGO - MG, possui 20 Postos de Atendimento (PAs) nas seguintes localidades: SÃO TIAGO - MG, MERCÊS DE ÁGUA LIMPA - MG, CONCEIÇÃO DA BARRA DE MINAS - MG, RITÁPOLIS - MG, RESENDE COSTA - MG, CORONEL XAVIER CHAVES - MG, SÃO JOÃO DEL REI - MG, DORES DE CAMPOS - MG, PRADOS - MG, NAZARENO - MG, ITUTINGA - MG, BARBACENA - MG, MORRO DO FERRO - MG, IBERTIOGA - MG, MADRE DE DEUS DE MINAS - MG, ALFREDO VASCONCELOS - MG, SENHORA DOS REMÉDIOS - MG, BELO HORIZONTE - MG, PIEDADE DO RIO GRANDE - MG, ALTO RIO DOCE - MG. O SICOOB CREDIVERTENTES tem como atividade preponderante a operação na área creditícia, tendo como finalidade: (i) Proporcionar, através da mutualidade, assistência financeira aos associados; (ii) A formação educacional de seus associados, no sentido de fomentar o cooperativismo, através da ajuda mútua da economia sistemática e do uso adequado do crédito; e (iii) Praticar, nos termos dos normativos vigentes, as seguintes operações dentre outras: captação de recursos, concessão de créditos, prestação de garantias, prestação de serviços, formalização de convênios com outras instituições financeiras e aplicação de recursos no mercado financeiro, inclusive depósitos a prazo com ou sem emissão de certificado, visando preservar o poder de compra da moeda e remunerar os recursos. 2. Apresentação das Demonstrações Contábeis As demonstrações contábeis foram elaboradas de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil, aplicáveis às instituições financeiras autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil – BACEN, considerando as Normas Brasileiras de Contabilidade, especificamente aquelas aplicáveis às entidades Cooperativas, a Lei do Cooperativismo nº 5.764/71 e normas e instruções do BACEN, apresentadas conforme Plano Contábil das Instituições do Sistema Financeiro Nacional – COSIF, e sua aprovação foi realizada pela Administração em 18/03/2022. Em função do processo de convergência com as normas internacionais de contabilidade, algumas normas e interpretações foram emitidas pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC), as quais são aplicáveis às instituições financeiras somente quando aprovadas pelo BACEN, naquilo que não confrontar com as normas por ele já emitidas anteriormente. Os pronunciamentos contábeis já aprovados, por meio das Resoluções do CMN, foram aplicados integralmente na elaboração destas Demonstrações Contábeis. 2.1 Mudanças nas Políticas Contábeis e Divulgação a) Mudanças em vigor O Banco Central emitiu a Resolução CMN n° 4.818 de 29 de maio de 2020 e a Resolução BCB n° 2 de 12 de agosto de 2020, as quais apresentam as premissas para elaboração das demonstrações financeiras obrigatórias e os procedimentos mínimos a serem observados. As principais alterações em decorrência destes normativos: i) no Balanço Patrimonial, as contas estão dispostas baseadas na liquidez e na exigibilidade. A abertura de segregação entre circulante e não circulante está sendo divulgada apenas nas respectivas notas explicativas, como já adotado nas demonstrações contábeis de junho de 2021. Adoção de novas nomenclaturas e agrupamentos de itens patrimoniais, tais como: ativos financeiros, provisão para perdas associadas ao risco de crédito, passivos financeiros, ativos e passivos fiscais e provisões; ii) na Demonstração de Sobras ou Perdas a alteração consiste na apresentação de novas nomenclaturas das provisões para perdas associadas ao risco de crédito e destaque para as despesas de provisões; iii) os saldos do Balanço Patrimonial do período estão apresentados comparativamente com o final do exercício social imediatamente anterior e as demais demonstrações estão comparadas com os mesmos períodos do exercício anterior; iv) readequação da estrutura das notas explicativas em função da adoção de novas nomenclaturas e agrupamentos dos itens patrimoniais. b) Mudanças a serem aplicadas em períodos futuros Apresentamos abaixo um resumo sobre as novas normas que foram recentemente emitidas pelos órgãos reguladores, ainda a serem adotadas pela Cooperativa: Resolução CMN nº 4.817, de 29 de maio de 2020. A norma estabelece os critérios para mensuração e reconhecimento contábeis, pelas instituições financeiras, de investimentos em coligadas, controladas e controladas em conjunto, no Brasil e no exterior, inclusive operações de aquisição de participações, no caso de investidas no exterior, estabelece critérios de variação cambial; avaliação pelo método da equivalência patrimonial; investimentos mantidos para venda; e operações de incorporação, fusão e cisão. Essa Resolução entra em vigor em 1º de janeiro de 2022. Resolução BCB nº 33, de 29 de outubro de 2020. A norma dispõe sobre os critérios para mensuração e reconhecimento contábeis de investimentos em coligadas, controladas e controladas em conjunto mantidos pelas administradoras de consórcio e pelas instituições de pagamento e os procedimentos para a divulgação em notas explicativas de informações relacionadas a esses investimentos pelas instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil. Essa Resolução entra em vigor em 1º de janeiro de 2022. Resolução CMN nº 4.872, de 27 de novembro de 2020. A norma dispõe sobre os critérios gerais para o registro contábil do patrimônio líquido das instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil. Essa Resolução entra em vigor em 1º de janeiro de 2022. Resolução BCB nº 92, de 6 de maio de 2021. A norma dispõe sobre a estrutura do elenco de contas Cosif a ser observado pelas instituições financeiras e demais instituições a funcionar pelo Banco Central do Brasil. Essa Resolução entra em vigor em 1º de janeiro de 2022. Resolução CMN nº 4.924, de 24 de junho de 2021. A norma dispõe sobre princípios gerais para reconhecimento, mensuração, escrituração e evidenciação contábeis pelas instituições financeiras e demais instituições a funcionar pelo Banco Central do Brasil. Os Pronunciamentos Técnicos do Comitê de Pronunciamentos Contábeis abrangidos nessa norma são: CPC 00 - Estrutura Conceitual para Relatório Financeiro; CPC 01 - Redução ao Valor Recuperável de Ativos; CPC 23 - Políticas Contábeis, Mudança de Estimativa e Retificação de Erro; CPC 46 - Mensuração do Valor Justo; CPC 47 - Receita de Contrato com Cliente. Essa Resolução entra em vigor em 1º de janeiro de 2022. Resolução CMN nº 4.966, de 25 de novembro de 2021. A norma dispõe sobre os conceitos e os critérios contábeis aplicáveis a instrumentos financeiros, bem como para a designação e o reconhecimento das relações de proteção (contabilidade de hedge) pelas instituições financeiras e demais instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil. Entram em vigor em 1º de janeiro de 2022: a mensuração dos investimentos em coligadas, controladas e controladas em conjunto avaliados pelo método de equivalência patrimonial destinados a venda; o prazo para remeter ao Banco Central do Brasil o plano de contas para implementação desse normativo, além da sua aprovação e divulgação; a divulgação das demonstrações financeiras consolidadas de acordo o Padrão Contábil das Instituições Reguladas pelo Banco Central do Brasil (Cosif) e das demonstrações no padrão contábil internacional. Quanto aos demais dispositivos, entram em vigor em 1º de janeiro de 2025. A Cooperativa iniciou a avaliação dos impactos da adoção dos novos normativos. Eventuais impactos decorrentes da conclusão da avaliação serão considerados até a data de vigência de cada normativo. 2.2 Continuidade dos Negócios e Efeitos da Pandemia de COVID-19 “Novo Coronavírus” A Administração avaliou a capacidade de a Cooperativa continuar operando normalmente e está convencida de que possui recursos suficientes para dar continuidade a seus negócios no futuro. Mesmo com ineditismo da situação, tendo em vista a experiência da Cooperativa no gerenciamento e monitoramento de riscos, capital e liquidez, com auxílio das estruturas centralizadas do Sicoob, bem como as informações existentes no momento dessa avaliação, não foram identificados indícios de quaisquer eventos que possam interromper suas operações em um futuro previsível. A COOPERATIVA DE CRÉDITO CREDIVERTENTES LTDA - SICOOB CREDIVERTENTES junto a seus associados, empregados e a comunidade estão contribuindo para evitar a propagação do Novo Coronavírus, seguindo as recomendações e orientações do Ministério da Saúde, e adotando alternativas que auxiliam no cumprimento da nossa missão. 3. Resumo das Principais Práticas Contábeis a) Apuração do Resultado Os ingressos/receitas e os dispêndios/despesas são registrados de acordo com o regime de competência. As receitas com prestação de serviços, típicas ao sistema financeiro, são reconhecidas quando da prestação de serviços ao associado ou a terceiros. Os dispêndios e as despesas e os ingressos e receitas operacionais são proporcionalizados de acordo com os montantes do ingresso bruto de ato cooperativo e da receita bruta de ato não-cooperativo, quando não identificados com cada atividade. De acordo com a Lei n° 5.764/71, o resultado é segregado em atos cooperativos, aqueles praticados entre as cooperativas e seus associados ou cooperativas entre si, para cumprimentos de seus objetivos estatutários, e atos não cooperativos aqueles que importam em operações com terceiros não associados. b) Estimativas Contábeis Na elaboração das demonstrações contábeis faz-se necessário utilizar estimativas para determinar o valor de certos ativos, passivos e outras transações considerando a melhor informação disponível. Incluem, portanto, estimativas referentes à provisão para créditos de liquidação duvidosa, à vida útil dos bens do ativo imobilizado, provisões para causas judiciais, dentre outros. Os resultados reais podem apresentar variação em relação às estimativas utilizadas. c) Caixa e Equivalentes de Caixa Composto pelas disponibilidades, pela Centralização Financeira mantida na Central e por aplicações financeiras de curto prazo, de alta liquidez, com risco insignificante de mudança de valores e limites e, com prazo de vencimento igual ou inferior a 90 dias a contar da data de aquisição.
COOPERATIVA DE CRÉDITO CREDIVERTENTES LTDA - SICOOB CREDIVERTENTES
SOBRAS OU PERDAS DO PERÍODO ANTES DAS DESTINAÇÕES E DOS JUROS AO
o) Depósitos e Recursos de Aceite e Emissão de Títulos Os depósitos e os recursos de aceite e emissão de títulos são demonstrados pelos valores das exigibilidades e consideram, quando aplicável, os encargos exigíveis até a data do balanço, reconhecidos em base pro rata die.
-
-
12.351.621,64 19.676.558,49 15.126.043,67
d) Aplicações Interfinanceiras de Liquidez Representam operações a preços fixos referentes às compras de títulos com compromisso de revenda e aplicações em depósitos interfinanceiros e estão demonstradas pelo valor de resgate, líquidas dos rendimentos a apropriar correspondentes a períodos futuros. e) Títulos e Valores Mobiliários A carteira está composta por títulos de renda fixa e renda variável, os quais são apresentados pelo custo acrescido dos rendimentos auferidos até a data do Balanço, ajustados aos respectivos valores de mercado, conforme aplicável. f) Relações Interfinanceiras – Centralização Financeira Os recursos captados pela cooperativa que não tenham sido aplicados em suas atividades são concentrados por meio de transferências interfinanceiras para a cooperativa central, e utilizados pela cooperativa central para aplicação financeira. De acordo com a Lei nº 5.764/71, essas ações são definidas como atos cooperativos.
s) Provisões para Demandas Judiciais e Passivos Contingentes São reconhecidos contabilmente quando, com base na opinião de assessores jurídicos, for considerado provável o risco de perda de uma ação judicial ou administrativa, gerando uma provável saída no futuro de recursos para liquidação das ações, e quando os montantes envolvidos forem mensurados com suficiente segurança. As ações com chance de perda possível são apenas divulgadas em nota explicativa às demonstrações contábeis e as ações com chance remota de perda não são divulgadas. t) Obrigações Legais São aquelas que decorrem de um contrato por meio de termos explícitos ou implícitos, de uma lei ou outro instrumento fundamentado em lei, aos quais a Cooperativa tem por diretriz. u) Imposto de Renda e Contribuição Social O imposto de renda e a contribuição social sobre o lucro tem incidência sobre os atos não cooperativos, situação prevista no caput do Art. 194 do Decreto 9.580/2018 (RIR2018). Entretanto, o resultado apurado em operações realizadas com cooperados não tem incidência de tributação, sendo essa expressamente prevista no caput do art. 193 do mesmo Decreto. v) Segregação em Circulante e Não Circulante No Balanço Patrimonial, os ativos e passivos são apresentados por ordem de liquidez. Em Notas Explicativas, os valores realizáveis e exigíveis com prazos inferiores a 360 dias estão classificados no circulante, e os prazos superiores, no longo prazo (não circulante). w) Valor Recuperável de Ativos – Impairment A redução do valor recuperável dos ativos não financeiros (impairment) é reconhecida como perda, quando o valor de contabilização de um ativo, exceto outros valores e bens, for maior do que o seu valor recuperável ou de realização. As perdas por “impairment”, quando aplicável, são registradas no resultado do período em que foram identificadas. Em 31 de dezembro de 2021 não existem indícios da necessidade de redução do valor recuperável dos ativos não financeiros. x) Resultados Recorrentes e Não Recorrentes Conforme definido pela Resolução BCB nº 2/2020, os resultados recorrentes são aqueles que estão relacionados com as atividades características da Cooperativa ocorridas com frequência no presente e previstas para ocorrer no futuro, enquanto os resultados não recorrentes são aqueles decorrente de um evento extraordinário e/ ou imprevisível, com tendência de não se repetir no futuro. y) Eventos Subsequentes Correspondem aos eventos ocorridos entre a data-base das demonstrações contábeis e a data de autorização para a sua emissão. São compostos por: • Eventos que originam ajustes: são aqueles que evidenciam condições que já existiam na data-base das demonstrações contábeis; e • Eventos que não originam ajustes: são aqueles que evidenciam condições que não existiam na data-base das demonstrações contábeis. Não houve qualquer evento subsequente para as demonstrações contábeis encerradas em 31 de dezembro de 2021. 4. Caixa e Equivalente de Caixa O caixa e os equivalentes de caixa, apresentados na demonstração dos fluxos de caixa, estão constituídos por: Descrição
31/12/2021
Caixa e depósitos bancários Relações interfinanceiras - centralização financeira (a) TOTAL
31/12/2020
8.381.357,70 200.523.550,37 208.904.908,07
15.056.054,42 210.842.262,67 225.898.317,09
(a) Referem-se à centralização financeira das disponibilidades líquidas da Cooperativa, depositadas junto ao SICOOB CENTRAL CREDIMINAS conforme determinado no art. 24, da Resolução CMN nº 4.434/15, cujos rendimentos auferidos nos períodos em 31 de dezembro de 2021 e de 2020 foram de: Descrição Rendimentos da Centralização Financeira
2º sem/21 6.369.375,99
31/12/2021 9.180.373,20
31/12/2020 5.189.830,73
5. Aplicações Interfinanceiras de Liquidez Em 31 de dezembro de 2021 e 2020, as aplicações interfinanceiras de liquidez estavam assim compostas: 31/12/2021
Descrição
Circulante Ligadas Com Garantia - Vínculo. ao Créd. Rural TOTAL
31/12/2020
Não Circulante
Circulante
Não Circulante
13.790.072,51
0,00 13.203.816,29
0,00
13.790.072,51
0,00 13.203.816,29
0,00
Os rendimentos auferidos com aplicações interfinanceiras de liquidez nos exercícios findos em 31 de dezembro de 2021 e 2020 foram respectivamente: Descrição Rendas de Aplicações Interfinanceiras de Liquidez
2º sem/21
31/12/2021
417.034,76
586.256,22
2º sem/20
31/12/2020
120.214,89
203.816,29
6. Operações de Crédito a) Composição da carteira de crédito por modalidade: 31/12/2021 Não Circulante
Descrição Circulante Total Circulante Empréstimos e Títulos 117.191.217,25 152.571.169,29 269.762.386,54 73.627.400,77 Descontados Financiamentos 23.805.132,40 57.685.425,66 81.490.558,06 16.794.298,55 Financiamentos 40.672.425,26 29.623.848,30 70.296.273,56 37.777.613,84 Rurais Total de Operações de 181.668.774,91 239.880.443,25 421.549.218,16 128.199.313,16 Crédito (-) Provisões para (7.255.695,25) (13.769.616,07) (21.025.311,32) (5.980.076,75) Operações de Crédito TOTAL 174.413.079,66 226.110.827,18 400.523.906,84 122.219.236,41
31/12/2020 Não Circulante
Total
117.881.159,65 191.508.560,42 35.854.765,05
52.649.063,60
33.298.645,86
71.076.259,70
187.034.570,56 315.233.883,72
(12.681.812,19) (18.661.888,94) 174.352.758,37 296.571.994,78
b) Composição por tipo de operação, e classificação por nível de risco de acordo com a Resolução CMN nº 2.682/1999: Nível / Percentual de Risco / Situação
Empréstimo / TD
Financiamentos
Financiamentos Rurais
Total em 31/12/2021
Normal
14.640.718,62
8.771.352,40
5.750.014,11
29.162.085,13
22.481.879,75
A 0,5%
Normal
86.120.786,54 40.313.501,57 46.281.016,22 172.715.304,33
(863.576,52) 125.560.458,55
(627.802,29)
B
1%
Normal
80.923.249,94 15.603.969,68 10.713.675,40 107.240.895,02 (1.072.408,95) 81.768.836,57
(817.688,37)
B
1%
Vencidas
C
3%
Normal
C
3%
Vencidas
1.394.947,59
226.049,68
2.957,80
1.623.955,07
(48.718,65)
307.617,44
(9.228,52)
D 10%
Normal
7.408.580,47
927.035,27
759.201,30
9.094.817,04
(909.481,70)
7.358.694,40
(735.869,44)
1.434.658,93
(143.465,89)
782.271,97
(78.227,20)
AA
-
276.371,25
50.573,46
13.813,69
57.572.277,54 13.896.328,93
5.470.626,24
Provisões 31/12/2021
340.758,40
Total em 31/12/2020
(3.407,58)
Provisões 31/12/2020
251.324,01
(2.513,24)
76.939.232,71 (2.308.176,98) 50.596.630,52 (1.517.898,92)
VenD 10% cidas
867.994,40
539.003,31
27.661,22
E 30%
Normal
3.710.581,00
363.547,18
204.337,95
E 30%
Vencidas
1.052.215,44
497.612,45
38.657,77
F 50%
Normal
2.404.660,10
117.199,82
624.090,44
3.145.950,36 (1.572.975,18)
2.463.242,75 (1.231.621,38)
2.205.640,48 (1.102.821,20)
2.241.190,92 (1.120.596,76)
4.278.466,13 (1.283.539,84) 10.881.245,51 (3.264.373,65) 1.588.485,66
(476.545,70)
1.276.378,66
(382.913,60)
F 50%
Vencidas
2.010.177,26
14.346,70
181.116,52
G 70%
Normal
1.063.481,53
104.858,60
0,00
1.168.340,13
(817.838,09)
674.451,64
(472.116,15)
G 70%
Vencidas
624.175,52
3.403,57
0,00
627.579,09
(439.305,36)
628.738,70
(440.117,09)
H 100%
Normal
6.102.651,94
9.956,87
51.821,35
6.164.430,16 (6.164.430,16)
6.167.358,46 (6.167.358,46)
H 100%
Vencidas
3.589.517,40
51.818,57
177.283,55
3.818.619,52 (3.818.619,52)
1.793.563,87 (1.793.563,87)
Total Normal
259.946.987,68 80.107.750,32 69.854.783,01 409.909.521,01 (14.992.427,42) 307.952.798,15 (14.834.728,66)
Total Vencidos
9.815.398,86
1.382.807,74
441.490,55
11.639.697,15 (6.032.882,94)
7.281.085,57 (3.827.158,98)
Total Geral
269.762.386,54 81.490.558,06 70.296.273,56 421.549.218,16 (21.025.311,32) 315.233.883,72 (18.661.888,94)
Provisões
(18.349.061,98) (1.390.068,46) (1.286.180,88) (21.025.311,32)
(18.661.888,94)
Total Líquido
251.413.324,56 80.100.489,60 69.010.092,68 400.523.906,84
296.571.994,78
c) Composição da carteira de crédito por faixa de vencimento (em dias): Tipo
Até 90
Empréstimos e Títulos Descontados
De 91 a 360
47.605.136,24
Financiamentos
7.496.997,81
Financiamentos Rurais e Agroindustriais
12.750.106,60
TOTAL
67.852.240,65
Acima de 360
Total
69.586.081,01 152.571.169,29
269.762.386,54
16.308.134,59
57.685.425,66
27.922.318,66
29.623.848,30
70.296.273,56
113.816.534,26 239.880.443,25
421.549.218,16
81.490.558,06
d) Composição da carteira de crédito por tipo de produto, cliente e atividade econômica: Descrição
Empréstimos/TD Financiamento
Financiamento Rurais
31/12/2021
% da Carteira
g) Operações de Crédito As operações de crédito com encargos financeiros pré-fixados são registradas a valor futuro, retificadas por conta de rendas a apropriar e as operações de crédito pós-fixadas são registradas a valor presente, calculadas por critério “pro rata temporis”, com base na variação dos respectivos indexadores pactuados.
Setor Privado - Comércio
16.390.950,69
919.772,88
0,00
17.310.723,57
4,11%
Setor Privado - Indústria
3.402.835,39
848.461,71
0,00
4.251.297,10
1,01%
Setor Privado - Serviços
109.089.578,65 22.905.647,21
0,00 131.995.225,86
31,31%
h) Provisão para Perdas Associadas ao Risco de Crédito Constituída em montante julgado suficiente pela Administração para cobrir eventuais perdas na realização dos valores a receber, levando-se em consideração a análise das operações em aberto, as garantias existentes, a experiência passada, a capacidade de pagamento e liquidez do tomador do crédito e os riscos específicos apresentados em cada operação, além da conjuntura econômica. As Resoluções CMN nº 2.697/2000 e 2.682/1999 estabeleceram os critérios para classificação das operações de crédito definindo regras para constituição da provisão para operações de crédito, as quais estabelecem nove níveis de risco, de AA (risco mínimo) a H (risco máximo).
Pessoa Física
139.283.357,75 55.432.642,28
70.030.718,03 264.746.718,06
62,80%
i) Depósitos em Garantia Existem situações em que a cooperativa questiona a legitimidade de determinados passivos ou ações em que figura como polo passivo. Por conta desses questionamentos, por ordem judicial ou por estratégia da própria administração, os valores em questão podem ser depositados em juízo, sem que haja a caracterização da liquidação do passivo. j) Investimentos Representados substancialmente por quotas do SICOOB CENTRAL CREDIMINAS e ações do BANCO SICOOB, avaliadas pelo método de custo de aquisição. k) Imobilizado de Uso Equipamentos de processamento de dados, móveis, utensílios e outros equipamentos, instalações, edificações, veículos e benfeitorias em imóveis de terceiros são demonstrados pelo custo de aquisição, deduzidos da depreciação acumulada. A depreciação é calculada pelo método linear para reduzir o custo de cada ativo a seus valores
Outros
1.595.664,06 TOTAL
1.384.033,98
269.762.386,54 81.490.558,06
3.245.253,57
0,77%
70.296.273,56 421.549.218,16
265.555,53
100,00%
e) Movimentação da provisão para créditos de liquidação duvidosa de operações de crédito: Descrição
31/12/2021
31/12/2020
Saldo Inicial
(18.661.888,94)
(36.996.500,56)
Constituições/Reversões no período Transferência para Prejuízo no período Saldo Final
(7.318.943,40) 4.955.521,02 (21.025.311,32)
(5.446.983,07) 23.781.594,69 (18.661.888,94)
g) Movimentação de créditos baixados como prejuízo: Descrição
31/12/2021 37.128.728,46
Saldo Inicial
31/12/2020 15.337.276,66
Valor das operações transferidas no período
5.413.915,86
24.085.975,43
Valor das operações recuperadas no período Valor das operações renegociadas Descontos nas recuperações/renegociações Saldo Final
(1.199.270,27) (538.864,75) (120.233,21) 40.684.276,09
(1.378.834,35) (667.976,41) (247.712,87) 37.128.728,46
7. Outros Ativos Financeiros Em 31 de dezembro de 2021 e 2020, os outros ativos financeiros, compostos por valores referentes às importâncias devidas à Cooperativa por pessoas físicas ou jurídicas domiciliadas no país, estavam assim compostos: Descrição Créditos por Avais e Fianças Honrados (a) Rendas a Receber (b) Devedores por Compra de Valores e Bens (c) Títulos e Créditos a Receber (d) Devedores por Depósitos em Garantia (e) TOTAL
31/12/2021 31/12/2020 Circulante Não Circulante Circulante Não Circulante 518.507,02 0,00 426.045,71 0,00 2.148.925,89 0,00 367.035,97 0,00 247.818,48 1.695.390,52 23.197,93 99.480,36 251.437,35 0,00 249.542,36 0,00 0,00 1.522.751,36 0,00 1.380.298,69 3.166.688,74 3.218.141,88 1.065.821,97 1.479.779,05
(a) O saldo de Avais e Fianças Honrados é composto, substancialmente, por operações oriundas de cartões de crédito vencidas de associados da cooperativa cedidos pelo BANCO SICOOB, em virtude de coobrigação contratual; (b) Em Rendas a Receber estão registrados: Rendas de Convênios (R$ 31.355,11), Rendas de Cartões (R$ 400.024,59) Rendas da Centralização Financeira a Receber da Cooperativa Central (R$ 1.584.301,98) e outros (R$ 133.244,21); (c) Em Devedores por Compra de Valores e Bens estão registrados os saldos a receber de terceiros pela venda a prazo de bens próprios da Cooperativa ou Ativos não Financeiros Mantidos para Venda – Recebidos; (d) Em Títulos e Créditos a Receber estão registrados: Valores a Receber de Tarifas (R$ 251.437,35); (e) Em Devedores por Depósitos em Garantia estão registrados os depósitos judiciais para: Pis (R$ 328.431,36), Pis Folha (R$ 1.046.320,88) e outros (R$ 147.999,12). 7.1 Provisão para Perdas Esperadas Associadas ao Risco de Crédito Relativas a Outros Ativos Financeiros A provisão para outros créditos de liquidação duvidosa foi apurada com base na classificação por nível de risco, de acordo com a Resolução CMN nº 2.682/1999. (a) Provisões para Perdas Associadas ao Risco de Crédito relativas a Outros Ativos Financeiros, segregadas em Circulante e Não Circulante: Descrição Provisões para Avais e Fianças Honrados Outros Créditos com Características de Concessão de Crédito TOTAL
31/12/2021 31/12/2020 Circulante Não Circulante Circulante Não Circulante (351.565,62) 0,00 (360.434,52) 0,00 (1.239,10) (352.804,72)
(8.476,93)
(115,99)
(497,40)
(8.476,93) (360.550,51)
(497,40)
(b) Provisões para Perdas Associadas ao Risco de Crédito relativas a Outros Ativos Financeiros, por tipo de operação e classificação de nível de risco: Nível / Percentual de Risco / Situação A 0,5% Normal E 30% Normal E 30% Vencidas F 50% Vencidas G 70% Vencidas H 100% Vencidas Total Normal Total Vencidos Total Geral Provisões Total Líquido
por Avais e Fianças Devedores Compra de Honrados Valores e Bens 0,00 1.943.209,00 0,00 0,00 124.115,13 0,00 122.466,50 0,00 62.758,92 0,00 209.166,47 0,00 0,00 1.943.209,00 518.507,02 0,00 518.507,02 1.943.209,00 (351.565,62) (9.716,03) 166.941,40 1.933.492,97
Total em Provisões Total em Provisões 31/12/2021 31/12/2021 31/12/2020 31/12/2020 1.943.209,00 0,00 124.115,13 122.466,50 62.758,92 209.166,47 1.943.209,00 518.507,02 2.461.716,02 (361.281,65) 2.100.434,37
(9.716,05) 0,00 (37.234,54) (61.233,25) (43.931,24) (209.166,47) (9.716,05) (351.565,60) (361.281,65)
122.678,29 13.191,64 35.096,40 33.104,60 50.857,68 293.795,39 135.869,93 412.854,07 548.724,00 (361.047,91) 187.676,09
(613,39) (3.957,49) (10.528,92) (16.552,30) (35.600,38) (293.795,39) (4.570,93) (356.476,99) (361.047,91)
8. Ativos Fiscais, Correntes e Diferidos Em 31 de dezembro de 2021 e 2020, os ativos fiscais, correntes e diferidos estavam assim compostos: 31/12/2021 Circulante Não Circulante 465.234,06 0,00 465.234,06 0,00
Descrição Impostos e Contribuições a Compensar TOTAL
31/12/2020 Circulante Não Circulante 182,65 0,00 182,65 0,00
9. Outros Ativos Em 31 de dezembro de 2021 e 2020, os outros ativos estavam assim compostos: Descrição Adiantamentos e Antecipações Salariais Adiantamentos para Pagamentos de Nossa Conta Adiantamentos por Conta de Imobilizações Pagamentos a Ressarcir Devedores Diversos – País (a) Ativos não Financ Mantidos para Venda (b) (-) Prov. Desv Ativos não Financ. Mantidos para Venda - Rec. (c) Despesas Antecipadas (d) TOTAL
31/12/2021 Circulante Não Circulante 129.187,16 0,00 12.059,59
31/12/2020 Circulante Não Circulante 38.252,79 0,00 8.619,06
0,00
4.364,38 37.779,76 29.973,95 5.360.471,32
0,00
0,00 1.204,85 0,00 42.926,71 0,00 18.030,19 0,00 6.180.567,69
0,00 0,00 0,00 0,00
(739.000,00)
0,00
0,00
0,00
348.230,64 5.183.066,80
0,00 265.966,95 0,00 6.555.568,24
0,00 0,00
(a) Em Devedores Diversos estão registrados os saldos relativos a Pendências a Regularizar (R$ R$ 17.218,71), Seguros Contratados a Receber (R$ 468,16), Pendências a Regularizar – BANCO SICOOB (R$ 12.207,08) e outros (R$ 80,00); (b) Em Ativos Não Financeiros Mantidos para Venda estão registrados os bens recebidos como dação em pagamento de dívidas, não estando sujeitos a depreciação ou correção. Até o ano 2020 esses bens eram registrados na rubrica Bens Não de Uso Próprio e foram reclassificados, em 2021, por força da Carta Circular BCB nº 3.994/2019. (c) Refere-se a provisões constituídas com base em laudos atualizados de avaliação dos bens. (d) Registram-se ainda, no grupo, as despesas antecipadas referentes aos prêmios de seguros, contribuição cooperativista, IPTU. 10. Investimentos Em 31 de dezembro de 2021 e 2020, os investimentos estavam assim compostos: Descrição Participação em Cooperativa Central De Crédito Partic. Em Inst. Financ. Controlada Por Coop. Crédito Outras Participações TOTAL
31/12/2021 9.544.226,05 70.072,72 1.000,00 9.615.298,77
31/12/2020 8.674.343,28 70.072,72 1.000,00 8.745.416,00
O saldo é representado, substancialmente, por quotas do SICOOB CENTRAL CREDIMINAS e ações do BANCO COOPERATIVO SICOOB S.A. - BANCO SICOOB. 11. Imobilizado de Uso Em 31 de dezembro de 2021 e 2020, imobilizado de uso estava assim composto: Descrição Imobilizado em Curso (a) Terrenos Edificações Instalações Móveis e equipamentos de Uso Sistema de Processamento de Dados Sistema de Segurança Sistema de Transporte Benfeitorias em Imóveis de Terceiros Total de Imobilizado de Uso (-) Depreciação Acum. Imóveis de Uso - Edificações (-) Depreciação Acumulada de Instalações (-) Depreciação Acum. Móveis e Equipamentos de Uso (-) Depreciação Acum. Veículos (-) Depreciação Benfeitorias em Imóveis de Terceiros Total de Depreciação de Imobilizado de Uso TOTAL
Taxa Depreciação
4% 10% 10% 20% 10% 20%
31/12/2021 1.412.278,13 160.446,79 1.654.912,84 1.887.894,10 2.513.447,49 2.282.669,74 795.873,11 284.206,99 2.391.873,34 13.383.602,53 (458.994,48) (1.269.968,43) (3.360.290,22) (247.061,83) (615.151,23) (5.951.466,19) 7.432.136,34
31/12/2020 1.177.903,29 160.446,79 752.870,51 1.874.048,47 2.395.721,84 2.178.925,16 777.984,11 284.206,99 1.988.027,06 11.590.134,22 (391.803,06) (1.096.955,20) (2.787.830,31) (197.111,47) (421.178,68) (4.894.878,72) 6.695.255,50
(a) As imobilizações em curso serão alocadas em grupo específico após a conclusão das obras e efetivo uso, quando passaram a ser depreciadas. 12. Intangível Em 31 de dezembro de 2021 e 2020, o intangível estava assim composto: Descrição Sistemas De Processamento De Dados Total de Intangível (-) Amort. Acum. De Ativos Intangíveis Total de Amortização de ativos Intangíveis
31/12/2021 1.566,42 1.566,42 (1.566,42) (1.566,42)
31/12/2020 1.566,42 1.566,42 (1.566,42) (1.566,42)
13. Depósitos Em 31 de dezembro de 2021 e 2020, os depósitos estavam assim compostos: 31/12/2021 Circulante Não Circulante 147.700.699,90 0,00 1.947.811,15 0,00 304.239.802,70 0,00 453.888.313,75 0,00
Descrição Depósito à Vista (a) Depósito Sob Aviso (b) Depósito a Prazo (b) TOTAL
31/12/2020 Circulante Não Circulante 144.107.196,17 0,00 2.026.320,50 0,00 248.857.310,12 63.882,63 394.990.826,79 63.882,63
(a) Valores cuja disponibilidade é imediata aos associados, ficando a critério do portador dos recursos fazê-lo conforme sua necessidade. (b) Valores pactuados para disponibilidade em prazos pré-estabelecidos, os quais recebem atualizações por encargos financeiros remuneratórios conforme a sua contratação em pós ou pré-fixada. Suas remunerações pós-fixadas são calculadas com base no critério de “pro rata temporis”; já as remunerações pré-fixadas são calculadas e registradas pelo valor futuro, com base no prazo final das operações, ajustadas, na data da demonstração financeiras, pelas despesas a apropriar registradas em conta redutora de depósitos a prazo. Os depósitos mantidos na Cooperativa estão garantidos, até o limite de R$ 250.000,00 por CPF ou CNPJ, com exceção de contas conjuntas tem seu valor dividido pelo número de titulares, pelo Fundo Garantidor do Cooperativismo de Crédito (FGCoop), que é uma reserva financeira constituída pelas cooperativas de crédito, regida pelo Banco Central do Brasil, conforme determinação da Resolução CMN nº 4.933/21. O registro do FGCoop, conforme regulamentado, passa a ser em “Dispêndios de captação no mercado”. c) Concentração dos principais depositantes: Descrição Maior Depositante 10 Maiores Depositantes 50 Maiores Depositantes
31/12/2021 24.108.132,59 56.646.444,33 108.439.625,07
% Carteira Total 4,68% 11,01% 21,07%
31/12/2020 7.022.630,04 35.233.185,63 73.193.608,34
% Carteira Total 1,57% 7,89% 16,39%
d) Despesas com operações de captação de mercado: Descrição Despesas de Depósitos de Aviso Prévio Despesas de Depósitos a Prazo Despesas de Letras de Crédito do Agronegócio Despesas de Contribuição ao Fundo Garantidor de Créditos TOTAL
2º sem/21 (58.350,22) (8.668.985,69)
31/12/2021 (83.085,35) (11.976.630,72)
31/12/2020 (55.823,07) (5.561.263,72)
(1.713.355,01)
(2.354.110,28)
(1.324.341,39)
(382.654,33)
(734.682,63)
(557.177,22)
(10.823.345,25)
(15.148.508,98)
(7.498.605,40)
14. Recursos de Aceite e Emissão de Títulos Referem-se a Letras de Crédito do Agronegócio – LCA que conferem direito de penhor sobre os direitos creditórios do agronegócio a elas vinculados (Lei nº 11.076/04). Em 31 de dezembro de 2021 e 2020, estavam assim compostas:
8.757.223,04
2,07%
8.477.291,15
2,68%
31/12/2021 31/12/2020 Descrição Circulante Não Circulante Circulante Não Circulante Obrigações por Emissão de Letras de Créd. 60.257.660,31 1.847.857,57 46.452.248,75 3.563.899,43 do Agronegócio - LCA TOTAL 60.257.660,31 1.847.857,57 46.452.248,75 3.563.899,43
10 Maiores Devedores
47.267.606,36
11,15%
36.806.376,44
11,66%
São remunerados por encargos financeiros calculados com base em percentual do CDI - Certificado de Depósit
50 Maiores Devedores
108.810.804,61
25,67%
81.085.227,27
25,68%
f) Concentração dos principais devedores: Descrição Maior Devedor
31/12/2021
% Carteira Total
31/12/2020
% Carteira Total
ANO XIX Nº 228 - ABRIL 2022 15. Repasses Interfinanceiros / Obrigações por Empréstimos e Repasses São demonstrados pelo valor principal acrescido de encargos financeiros e registram os recursos captados junto a outras instituições financeiras para repasse aos associados em diversas modalidades e Capital de Giro. As garantias oferecidas são a caução dos títulos de créditos dos associados beneficiados. a) Repasses Interfinanceiros: Instituições
Taxa
Recursos do Bancoob (-) Despesas a Apropriar Bancoob TOTAL
31/12/2021
Vencimento
Circulante
31/12/2020
Não Circulante
Não Circulante
Circulante
2,75% A 05/01/2022 A 20.962.367,72 13.232.627,49 19.011.016,47 16.563.728,52 13,17% 10/12/2031 (716.699,03) (1.396.274,49) 20.245.668,69
(758.684,86) (1.281.967,86)
11.836.353,00 18.252.331,61 15.281.760,66
2º sem/21 (974.266,95)
Descrição Despesas De Captação Despesas De Obrigações Por Empréstimos E Repasses Reversões de Provisões para Operações de Crédito Reversões de Provisões para Outros Créditos Provisões para Operações de Crédito Provisões para Outros Créditos TOTAL
31/12/2020 (2.228.444,48)
16. Outros Passivos Financeiros Os recursos de terceiros que estão com a cooperativa são registrados nessa conta para posterior repasse, por sua ordem, em 31 de dezembro de 2021 e 2020, estavam assim compostos: 31/12/2021
Descrição
31/12/2020
Não Circulante 2.841.718,23 0,00 331.379,40 0,00
4.812.171,22 0,00
Não Circulante 0,00 0,00
206.496,65
0,00
7.268,29
0,00
3.379.594,28
0,00
4.819.439,51
0,00
Circulante
Recursos em Trânsito de Terceiros (a) Obrigações por Aquisição de Bens e Direitos Cobrança E Arrecadação de Tributos e Assemelhados (b) TOTAL
Circulante
(a) Em Recursos em Trânsito de Terceiros temos registrados os valores a repassar relativos a Convênio de Energia Elétrica e Gás (R$ 66.385,30), Convênio Saneamento (R$ 4.980,68), ordens de pagamento emitidas aos associados, por solicitação destes (R$2.712.758,39) e outros (R$ 57.593,86). (b) Em Cobrança e Arrecadação de Tributos e Assemelhados temos registrados os valores a repassar relativos a tributos: Operações de Crédito – IOF (R$ 202.825,58), Municipais (R$ 1.737,30) e outros (R$ 1.933,77). 17. Instrumentos Financeiros O SICOOB CREDIVERTENTES opera com diversos instrumentos financeiros, com destaque para disponibilidades, relações interfinanceiras, operações de crédito, depósitos à vista e a prazo, empréstimos e repasses. Os instrumentos financeiros ativos e passivos estão registrados no balanço patrimonial a valores contábeis, os quais se aproximam dos valores justos. Nos períodos findos em 31 de dezembro de 2021 e 2020, a cooperativa não realizou operações envolvendo instrumentos financeiros derivativos.
31/12/2021 Circulante Não Circulante Provisão Para Garantias Financeiras Prestadas (a) 883.910,11 173.270,05 Provisão Para Contingências (b) 0,00 1.568.257,04 TOTAL 883.910,11 1.741.527,09
31/12/2020 Circulante Não Circulante 525.783,30 348.514,98 300.000,00 1.390.867,36 825.783,30 1.739.382,34
(a) Refere-se à provisão para garantias financeiras prestadas, apurada sobre o total das coobrigações concedidas pela singular, conforme Resolução CMN nº 4.512/2016. A provisão para garantias financeiras prestadas é apurada com base na avaliação de risco dos cooperados beneficiários, de acordo com a Resolução CMN nº 2.682/1999. Em 31 de dezembro de 2021 e 2020, a cooperativa é responsável por coobrigações e riscos em garantias prestadas, referentes a aval prestado em diversas operações de crédito de seus associados com instituições financeiras oficiais: Descrição Coobrigações Prestadas TOTAL
31/12/2021 37.196.074,21 37.196.074,21
31/12/2020 25.911.540,43 25.911.540,43
(b) Provisão para Contingências - Demandas Judiciais Para fazer face às eventuais perdas que possam advir de questões judiciais e administrativas, a Cooperativa, considerando a natureza, a complexidade dos assuntos envolvidos e a avaliação de seus assessores jurídicos, mantém como provisão para contingências tributárias, trabalhistas e cíveis, classificados como de risco de perda provável, em montantes considerados suficientes para cobrir perdas em caso de desfecho desfavorável. Na data das demonstrações contábeis, a Cooperativa apresentava os seguintes passivos e depósitos judiciais relacionados às contingências:
Descrição PIS PIS FOLHA Outras Contingências TOTAL
31/12/2021 Provisão para Depósitos Demandas Judiciais Judiciais 328.431,36 1.061.826,56 177.999,12 1.568.257,04
31/12/2020
328.431,36 1.046.320,88 147.999,12 1.522.751,36
Provisão para Demandas Judiciais 323.048,42 923.511,34 444.307,60 1.690.867,36
323.048,42 912.942,67 144.307,60 1.380.298,69
19. Obrigações Fiscais, Correntes e Diferidas Em 31 de dezembro de 2021 e 2020, o saldo de Obrigações Fiscais, Correntes e Diferidas estava assim composto: 31/12/2021 Circulante Não Circulante
31/12/2020 Circulante Não Circulante
Impostos e Contribuições sobre Lucros a Pagar
522.514,55
0,00
302.001,58
0,00
Impostos e Contribuições s/ Serviços de Terceiros Impostos e Contribuições sobre Salários Outros TOTAL
78.484,39
0,00
64.055,17
0,00
0,00 620.988,46 0,00 90.631,48 0,00 1.077.676,69
0,00 0,00 0,00
742.971,83 155.384,17 1.499.354,94
20. Outros Passivos Em 31 de dezembro de 2021 e 2020, o saldo de outros passivos estava assim composto: Descrição Sociais e Estatutárias (a) Cheques Administrativos Obrigações de Pagamento em Nome de Terceiros Provisão Para Pagamentos a Efetuar (b) Credores Diversos – Pais (c) TOTAL
31/12/2021 31/12/2020 Circulante Não Circulante Circulante Não Circulante 5.981.759,64 0,00 3.075.822,13 0,00 300,00 0,00 0,00 0,00 687.309,25
0,00
3.116.956,85 1.292.541,31 11.078.867,05
792.645,21
0,00
0,00 2.466.141,38 0,00 1.430.710,84 0,00 7.765.319,56
0,00 0,00 0,00
(a) A seguir a composição do saldo de passivos sociais e estatutárias e os respectivos detalhamentos: Descrição Provisão para Participações nas Sobras (a.1) Gratificações e Participações a Pagar Cotas de Capital a Pagar (.2) FATES - Fundo de Assistência Técnica, Educacional e Social (a.3) TOTAL
31/12/2021 Circulante Não Circulante 988.784,21 0,00 140.970,09 0,00 2.287.340,77 0,00
31/12/2020 Circulante Não Circulante 788.296,67 0,00 167.769,57 0,00 652.826,95 0,00
2.564.664,57
0,00 1.466.928,94
0,00
5.981.759,64
0,00 3.075.822,13
0,00
(a.1) Consubstanciada pela Lei 10.101/00, e convenção coletiva, a cooperativa constituiu provisão a título de participação dos empregados nas sobras; (a.2) Refere-se ao valor de cota capital a ser devolvida para os associados que solicitaram o desligamento do quadro social; (a.3) O Fundo de Assistência Técnica, Educacional e Social – FATES é destinado às atividades educacionais, à prestação de assistência aos cooperados, seus familiares e empregados da cooperativa, sendo constituído pelo resultado dos atos não cooperativos e percentual das sobras líquidas do ato cooperativo, conforme determinação estatutária. A classificação desses valores em contas passivas segue determinação do Plano Contábil das Instituições do Sistema Financeiro Nacional – COSIF. Atendendo à instrução do BACEN, por meio da Carta Circular nº 3.224/2006, o FATES é registrado como exigibilidade, e utilizado em despesas para o qual se destina, conforme a Lei nº 5.764/1971. No exercício de 2021, a reversão dos dispêndios de FATES e Fundos Voluntários passou a ocorrer apenas no encerramento anual, após as destinações legais e estatutárias, de acordo com a Interpretação Técnica Geral (ITG) 2004 – Entidade Cooperativa e a revogação do texto original da NBC T 10.8.2.8. (b) Em Provisão para Pagamentos a Efetuar temos registradas Despesas de Pessoal (R$ 2.245.750,90) e outras despesas administrativas (R$ 871.205,95); (c) Os saldos em Credores Diversos - País referem-se a Pendências a Regularizar BANCO SICOOB (R$ 434.417,88), Valores a Repassar a Cooperativa Central (R$ 71.184,09), Saldos Credores - Encerramento C/C (R$ 27,23), Cheques Depositados Relativos a Descontos Aguardando Compensação (R$ 224.680,55), Credores Diversos-Liquidação Cobrança (R$ 16.137,22) e outros (R$ 546.094,34). 21. Patrimônio Líquido a) Capital Social O capital social é representado por cotas-partes no valor nominal de R$ 1,00 cada e integralizado por seus cooperados. De acordo com o Estatuto Social cada cooperado tem direito em a um voto, independentemente do número de suas cotas-partes. Descrição Capital Social Associados
31/12/2021 42.267.705,11 29.937
31/12/2020 35.667.380,53 27.886
b) Fundo de Reserva Representada pelas destinações das sobras definidas em Estatuto Social, utilizada para reparar perdas e atender ao desenvolvimento de suas atividades. c) Sobras Acumuladas As sobras são distribuídas e apropriadas conforme Estatuto Social, normas do Banco Central do Brasil e posterior deliberação da Assembleia Geral Ordinária (AGO). Atendendo à instrução do BACEN, por meio da Carta Circular nº 3.224/2006, o Fundo de Assistência Técnica, Educacional e Social – FATES é registrado como exigibilidade, e utilizado em despesas para o qual se destina, conforme a Lei nº 5.764/1971. Em Assembleia Geral Ordinária, realizada em 24/03/2021, os cooperados deliberaram pela destinação das sobras do exercício findo em 31 de dezembro de 2020 da seguinte forma: • 100% para Conta Capital, no valor de R$ 2.933.857,89; d) Destinações Estatutárias e Legais A sobra líquida do exercício terá a seguinte destinação: Descrição Sobra líquida do exercício Lucro líquido decorrente de atos não-cooperativos apropriado ao FATES Sobra líquida, base de cálculo das destinações Fundo de Reserva Fundo de assistência técnica, educacional e social Reversão Fates Sobra à disposição da Assembleia Geral
31/12/2021 31/12/2020 17.933.174,11 14.669.289,43 0,00 0,00 17.933.174,11 14.669.289,43 (12.553.221,88) (10.268.502,60) (1.793.317,41) (1.466.928,94) 450.189,79 0,00 4.036.824,61 2.933.857,89
22. Resultado de Atos Não Cooperativos O resultado de atos não cooperativos tem a seguinte composição: Descrição Sobra/perda líquida do exercício (desconsiderando desp. IRPJ/CSLL) Resultado de atos com associados (-) Ajustes do resultado com não associados (IRPJ/CSLL) (-) Outras deduções (conforme Res. 129/16 e Res. 145/16) (=) Resultado de atos com não associados conf. Art. 87 da Lei 5764/71
31/12/2021 18.455.688,66 (15.652.228,27) (522.514,55) (2.886.279,32) (605.333,49)
31/12/2020 15.705.910,21 (13.137.561,31) (1.036.620,78) (1.719.834,48) (188.106,36)
23. Juros ao Capital Próprio A Cooperativa pagou juros ao capital próprio com o objetivo de remunerar o capital do associado, no montante de R$ 1.743.384,38. Os critérios para a remuneração obedeceram à Lei Complementar 130, artigo 7º, de 17 de abril de 2009. A remuneração é limitada ao valor da taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e de Custódia – Selic e seu registro foi realizado conforme Resolução CMN nº 4.706/2018. 24. Receitas de Operações de Crédito Descrição Rendas de Adiantamentos a Depositantes Rendas de Empréstimos Rendas de Direitos Creditórios Descontados Rendas de Financiamentos Rendas de Financiamentos Rurais - Recursos Livres Rendas de Financiamentos Rurais - Recursos Direcionados à Vista Rendas de Financiamentos Rurais - Recursos Direcionados da Poupança Rural Rendas de Financiamentos Rurais - Recursos Direcionados de LCA Recuperação De Créditos Baixados Como Prejuízo TOTAL
2º sem/21 317.634,67 18.671.293,07 1.868.640,72 5.363.101,61 2.512.080,65
31/12/2021 31/12/2020 555.828,31 455.503,90 32.808.594,11 22.779.108,16 3.315.098,89 3.030.233,54 9.536.832,52 6.835.671,12 4.656.092,26 6.179.457,87
2.814,48
14.544,90
118.272,80
1.103.653,59
2.281.093,88
1.694.842,02
0,00 882.419,36 30.721.638,15
31/12/2020 (7.498.605,40) (2.228.444,48) 16.541.895,97 146.223,25 (21.988.879,04) (547.295,78) (15.575.105,48)
26. Ingressos e Receitas de Prestação de Serviços 2º sem/21 924.919,51 0,00 4.202.425,63 5.127.345,14
Rendas de Cobrança Rendas de Transferências de Fundos Rendas de Outros Serviços TOTAL
31/12/2021 1.736.580,27 26.617,24 7.589.279,89 9.352.477,40
31/12/2020 1.319.479,32 46.595,38 5.211.435,62 6.577.510,32
27. Rendas de Tarifas Descrição Rendas de Pacotes de Serviços - PF Rendas de Serviços Prioritários - PF Rendas de Serviços Diferenciados - PF Rendas de Tarifas Bancárias - PJ TOTAL
2º sem/21 2.043.240,10 135.668,30 473.095,48 1.536.082,49 4.188.086,37
31/12/2021 3.924.371,81 310.193,27 913.115,89 2.871.657,04 8.019.338,01
31/12/2020 3.275.049,85 418.377,00 882.808,58 2.360.560,56 6.936.795,99
28. Dispêndios e Despesas de Pessoal Descrição Despesas de Honorários - Conselho Fiscal Despesas de Honorários - Diretoria e Conselho de Administração Despesas de Pessoal – Benefícios Despesas de Pessoal - Encargos Sociais Despesas de Pessoal – Proventos Despesas de Pessoal - Treinamento Despesas de Remuneração de Estagiários TOTAL
2º sem/21 (40.334,37)
31/12/2021 (95.843,22)
31/12/2020 (94.909,78)
(709.063,18)
(1.546.455,20)
(1.423.275,21)
(1.511.696,85) (1.981.680,51) (5.613.107,77) (16.072,14) 0,00 (9.871.954,82)
(2.844.330,05) (3.920.130,90) (10.657.940,72) (24.632,14) (6.313,25) (19.095.645,48)
(2.327.779,71) (3.361.247,45) (8.803.910,23) (92.181,27) (13.783,29) (16.117.086,94)
0,00
Descrição Despesas de Água, Energia e Gás Despesas de Aluguéis Despesas de Arrendamento de Bens Despesas de Comunicações Despesas de Manutenção e Conservação de Bens Despesas de Material Despesas de Processamento de Dados Despesas de Promoções e Relações Públicas Despesas de Propaganda e Publicidade Despesas de Publicações Despesas de Seguros Despesas de Serviços do Sistema Financeiro Despesas de Serviços de Terceiros Despesas de Serviços de Vigilância e Segurança Despesas de Serviços Técnicos Especializados Despesas de Transporte Despesas de Viagem no País Despesas de Depreciação Outras Despesas Administrativas TOTAL
2º sem/21 31/12/2021 (182.540,18) (374.175,74) (690.431,94) (1.340.220,84) 0,00 0,00 (362.390,50) (729.883,31) (239.065,75) (491.352,09) (101.026,80) (187.974,26) (805.059,88) (1.682.569,51) (61.159,08) (213.370,46) (11.892,64) (28.674,56) (1.404,00) (1.404,00) (43.338,93) (87.120,41) (1.888.534,33) (3.317.886,50) (341.761,43) (637.372,86) (957.548,21) (1.918.550,83) (623.975,69) (1.220.658,10) (779.084,33) (1.488.338,27) (12.720,90) (25.161,18) (479.215,73) (1.062.494,80) (1.150.593,15) (2.081.201,00) (8.731.743,47) (16.888.408,72)
31/12/2020 (335.718,94) (1.176.876,95) (59.772,09) (713.276,88) (608.296,99) (173.240,21) (1.653.291,18) (143.123,13) (68.322,70) (3.432,00) (98.808,36) (1.918.010,00) (528.826,77) (1.721.495,18) (655.669,69) (1.248.804,68) (139.664,59) (1.102.393,28) (1.881.021,88) (14.230.045,50)
30. Outros Ingressos e Receitas Operacionais
Depósitos Judiciais
O cenário de imprevisibilidade do tempo de duração dos processos, bem como a possibilidade de alterações na jurisprudência dos tribunais, torna incertos os prazos ou os valores esperados de saída.
Descrição
31/12/2021 (15.148.508,98) (1.963.083,60) 9.550.894,30 64.052,07 (16.869.837,70) (522.680,65) (24.889.164,56)
29. Outros Dispêndios e Despesas Administrativas
18. Provisões Em 31 de dezembro de 2021 e 2020, o saldo de provisões estava assim composto: Descrição
2º sem/21 (10.823.345,25) (974.266,95) 5.756.429,76 37.527,80 (8.887.835,90) (289.048,10) (15.180.538,64)
Descrição
31/12/2021 (1.963.083,60)
e) As coobrigações prestadas pela Cooperativa a partes relacionadas foram as seguintes:
25. Dispêndios e Despesas da Intermediação Financeira
b) Despesas de Repasses Interfinanceiros / Obrigações por Empréstimos e Repasses: Descrição Banco Cooperativo Sicoob S.A. - Banco Sicoob
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JORNAL DAS LAJES
159.996,07
1.753.591,70 2.046.810,76 54.921.676,57 43.299.896,24
Descrição Recuperação de Encargos e Despesas Outras - Reversão de Provisões Operacionais Dividendos Distribuição de sobras da central Atualização depósitos judiciais Rendas de Repasses Interfinanceiros Outras rendas operacionais Rendas oriundas de cartões de crédito e Adquirência Juros ao Capital Recebidos da Central TOTAL
2º sem/21 13.281,73 0,00 0,00 0,00 25.487,07 5.211,91 117.284,86 1.607.505,98 339.023,66 2.107.795,21
31/12/2021 253.168,18 0,00 5.130,80 376.118,02 36.187,51 13.836,03 349.985,28 2.759.691,64 339.023,66 4.133.141,12
31/12/2020 254.274,87 250.994,12 14.452,37 356.847,06 21.877,29 19.747,70 624.256,93 2.217.235,90 230.628,68 3.990.314,92
31/12/2021
31/12/2020
31. Outros Dispêndios e Despesas Operacionais Descrição 2º sem/21 Operações de Crédito - Despesas de Descontos Concedidos (51.801,46) em Renegociações Outras Despesas Operacionais (243.443,27) Desconto/Cancelamento de Tarifas (240.226,46) Outras Contribuições Diversas (159.035,36) Contrib. ao Fundo de Ressarc. de Fraudes Externas (59.549,14) Contrib. ao Fundo de Ressarc. de Perdas Operacionais 0,00 Perdas - Fraudes Externas 0,00 Perdas - Demandas Trabalhistas 0,00 Perdas - Práticas Inadequadas 0,00 Perdas - Falhas em Sistemas de TI (33,16) Perdas - Falhas de Gerenciamento (49,44) Dispêndios de Assistência Técnica, Educacional e Social (450.189,79) TOTAL (1.204.328,08)
(62.869,92)
(289.969,23)
(384.870,85) (499.284,90) (303.036,08) (95.157,53) (8.243,65) 0,00 0,00 (1.161,96) (417,00) (49,44) (450.189,79) (1.805.281,12)
(820.953,42) (472.254,07) (251.199,12) (23.738,30) (10.334,56) (7.700,00) (12.526,26) (54.178,10) 0,00 0,00 0,00 (1.942.853,06)
31/12/2021 (29.911,36) 0,00 (179.911,36) 150.000,00 (182.881,88) (1.050.714,71) 867.832,83 (212.793,24)
31/12/2020 (516.033,65) (106.000,00) (534.033,65) 124.000,00 (72.924,77) (857.484,12) 784.559,35 (588.958,42)
31/12/2021 136.623,16 52.230,92 22.254,59 (10.000,00) (37.469,52) (739.000,00) (87.744,92) (663.105,77)
31/12/2020 27.374,37 16.137,59 391,39 (15.517,94) (33.030,86) 0,00 (90.838,48) (95.483,93)
32. Despesas com Provisões Descrição Provisões/Reversões para Contingências Provisões para Demandas Trabalhistas Provisões para Contingências Reversões de Provisões para Contingências Provisões/Reversões para Garantias Prestadas Provisões para Garantias Prestadas Reversões de Provisões para Garantias Prestadas TOTAL
2º sem/21 (109.038,04) 0,00 (109.038,04) 0,00 (161.902,39) (616.498,81) 454.596,42 (270.940,43)
33. Outras Receitas e Despesas Descrição Lucro em Transações com Valores de Bens Ganhos de Capital Outras Rendas não Operacionais (-) Prejuízos em Transações com Valores e Bens (-) Perdas de Capital (-) Despesas de Provisões não Operacionais (-) Outras Despesas não Operacionais TOTAL
2º sem/21 25.935,81 39.138,35 15.224,20 (10.000,00) (24.787,32) (739.000,00) (44.919,69) (738.408,65)
34. Resultado Não Recorrente Com base na aplicação da premissa contábil adotada, conforme definição da Resolução BCB n.º 2/2020, e nos critérios internos complementares a este normativo, não houve registros referentes a resultado não recorrente no exercício de 2021. 35. Partes Relacionadas São consideradas partes relacionadas, para fins de Demonstrativos Contábeis e Notas Explicativas, as pessoas físicas que têm autoridade e responsabilidade de planejar, dirigir e controlar as atividades da cooperativa e membros próximos da família de tais pessoas, conforme Resolução CMN nº 4.693/2018. As operações são realizadas no contexto das atividades operacionais da Cooperativa e de suas atribuições estabelecidas em regulamentação específica. As operações com tais partes relacionadas não são relevantes no contexto global das operações da cooperativa, e caracterizam-se basicamente por transações financeiras em regime normal de operações, com observância irrestrita das limitações impostas pelas normas do Banco Central, tais como movimentação de contas correntes, aplicações e resgates de RDC e operações de crédito. As garantias oferecidas em razão das operações de crédito são: avais, garantias hipotecárias, caução e alienação fiduciária. a) Montante das operações ativas e passivas realizadas em 2021: No quadro abaixo são apresentados os saldos de operações ativas liberadas e de operações passivas captadas durante o período de 2021. Montante das Operações Ativas P.R. – Vínculo de Grupo Econômico P.R. – Sem vínculo de Grupo Econômico TOTAL Montante das Operações Passivas
Valores 556.386,42 483.486,39 1.039.872,81 4.118.487,39
% em Relação à Carteira Total Provisão de Risco 0,0959% 2.054,00 0,0833% 953,82 0,1792% 3.007,82 1,0264%
PERCENTUAL EM RELAÇÃO À CARTEIRA GERAL MOVIMENTAÇÃO NO EXERCÍCIO DE 31/12/2021 Empréstimos e Financiamentos 0,1794% Títulos Descontados e Cheques Descontados 0,0028% Credito Rural (modalidades) 0,0207% Aplicações Financeiras 1,0264% b) Operações ativas e passivas – saldo em 31/12/2021: No quadro abaixo são apresentados os saldos das operações ativas e passivas atualizados em 31/12/2021. Valor da Operação de Crédito
Natureza da Operação de Crédito Cheque Especial Conta Garantida Financiamentos Rurais Empréstimos Financiamentos Natureza dos Depósitos Depósitos a Vista Depósitos a Prazo Letra de Crédito Agronegócio - LCA
40,91 3.068,85 547.714,38 1.370.659,32 482.669,77 Valor do Depósito 391.801,89 2.511.996,35 3.102.681,02
PCLD (Provisão para % da Operação de Crédito de Liquidação Crédito em Relação Duvidosa) à Carteira Total 0,20 0,0018% 15,35 0,0918% 1.775,69 0,7792% 1.260,57 0,5555% 953,81 0,5923%
% em Relação à Carteira Total Taxa Média - % 0,2665% 0% 0,8204% 0,7331% 4,9958% 0,7457%
c) Foram realizadas transações com partes relacionadas, na forma de: depósito a prazo, cheque especial, conta garantida, cheques descontados, crédito rural – RPL, crédito rural – repasses, empréstimos, dentre outras, à taxa/ remuneração relacionada no quadro abaixo, por modalidade: Natureza das Operações Ativas e Passivas Empréstimos Financiamentos Aplicação Financeira - Pós Fixada (% CDI) Letra de Crédito Agronegócio - LCA
Taxas Média Aplicadas em Relação às Partes Relacionadas a.m. 1,4050% 0,8886% 96,0642% 7,7140%
Prazo médio (a.m) 25,25 38,94 155,94 12,11
Conforme Política de Crédito do Sistema Sicoob, as operações realizadas com membros de órgãos estatutários e pessoas ligadas a estes são aprovadas em âmbito do Conselho da Administração ou, quando delegada formalmente, pela Diretoria Executiva, bem como são alvo de acompanhamento especial pela administração da cooperativa. As taxas aplicadas seguem o normativo vigente à época da concessão da operação. d) As garantias oferecidas pelas partes relacionadas em razão das operações de crédito são: avais, garantias hipotecárias, caução e alienação fiduciária. Natureza da Operação de Crédito Crédito Rural Empréstimos Financiamentos
Garantias Prestadas 634.243,71 3.582.811,52 2.479.939,20
Submodalidade Bacen 1513 Beneficiários de Outras Coobrigações
31/12/2021 124.256,58
31/12/2020 211.634,88
f) Em 2021, os benefícios monetários destinados às partes relacionadas foram representados por honorários e custeio parcial de plano de saúde, apresentando-se da seguinte forma: BENEFÍCIOS MONETÁRIOS NO EXERCÍCIO DE 2021 (R$) Descrição 2º sem/21 INSS Diretoria/Conselheiros (134.477,07) Honorários - Diretoria e Conselho de (709.063,18) Administração F.G.T.S. Diretoria (46.907,36)
BENEFÍCIOS MONETÁRIOS NO EXERCÍCIO DE 2020 (R$) 31/12/2021 2º sem/20 31/12/2020 (313.057,05) (147.787,55) (303.383,34) (1.546.455,20)
(689.792,21)
(1.423.275,21)
(105.519,60)
(47.428,70)
(97.801,13)
36. Cooperativa Central A COOPERATIVA DE CRÉDITO CREDIVERTENTES LTDA - SICOOB CREDIVERTENTES, em conjunto com outras cooperativas singulares, é filiada à COOPERATIVA CENTRAL CRÉDITO DE MINAS GERAIS LTDA - SICOOB CENTRAL CREDIMINAS, que representa o grupo formado por suas afiliadas perante as autoridades monetárias, organismos governamentais e entidades privadas. O SICOOB CENTRAL CREDIMINAS, é uma sociedade cooperativista que tem por objetivo a organização em comum em maior escala dos serviços econômico-financeiros e assistenciais de suas filiadas (cooperativas singulares), integrando e orientando suas atividades, de forma autônoma e independente, através dos instrumentos previstos na legislação pertinente e normas exaradas pelo Banco Central do Brasil, bem como facilitando a utilização recíproca dos serviços, para consecução de seus objetivos. Para assegurar a consecução de seus objetivos, cabe ao SICOOB CENTRAL CREDIMINAS a coordenação das atividades de suas filiadas, a difusão e fomento do cooperativismo de crédito, a orientação e aplicação dos recursos captados, a implantação e implementação de controles internos voltados para os sistemas que acompanhem informações econômico-financeiras, operacionais e gerenciais, entre outras. O SICOOB CREDIVERTENTES responde solidariamente pelas obrigações contraídas pelo SICOOB CENTRAL CREDIMINAS perante terceiros, até o limite do valor das cotas-partes do capital que subscrever, proporcionalmente à sua participação nessas operações. Saldos das transações da Cooperativa com o SICOOB CENTRAL CREDIMINAS: Descrição Ativo - Relações Interfinanceiras - Centralização Financeira Ativo - Investimentos Total das Operações Ativas
31/12/2021 200.523.550,37 9.544.226,05 210.067.776,42
31/12/2020 210.842.262,67 8.674.343,28 219.516.605,95
Saldos das Receitas e Despesas da Cooperativa com o SICOOB CENTRAL CREDIMINAS: Descrição Ingressos de Depósitos Intercooperativos Total das Receitas Rateio de Despesas da Central Total das Despesas
2º sem/21 6.369.375,99 6.369.375,99 (463.210,62) (463.210,62)
31/12/2021 9.180.373,20 9.180.373,20 (987.697,36) (987.697,36)
31/12/2020 5.189.830,73 5.189.830,73 (1.031.142,43) (1.031.142,43)
37. Gerenciamento de Risco A estrutura de gerenciamento de riscos do Sicoob é realizada de forma centralizada pelo Centro Cooperativo Sicoob (CCS), com base nas políticas, estratégias, nos processos e limites, busca identificar, mensurar, avaliar, monitorar, reportar, controlar e mitigar os riscos inerentes às suas atividades. A Política Institucional de Gestão Integrada de Riscos e Política Institucional de Gerenciamento de Capital, bem como as diretrizes de gerenciamento de riscos e de capital são aprovados pelo Conselho de Administração do CCS. O gerenciamento integrado de riscos abrange, no mínimo, os riscos de crédito, mercado, variação das taxas de juros, liquidez, operacional, socioambiental e gestão de continuidade de negócios e assegura, de forma contínua e integrada, que os riscos sejam administrados de acordo com os níveis definidos na Declaração de Apetite por Riscos (RAS). O processo de gerenciamento de riscos é segregado e a estrutura organizacional envolvida garante especialização, representação e racionalidade, existindo adequada disseminação de informações e da cultura de gerenciamento de riscos no Sicoob. São adotados procedimentos para o reporte tempestivo aos órgãos de governança, de informações em situação de normalidade e de exceção em relação às políticas de riscos, e programas de testes de estresse para avaliação de situações críticas, que consideram a adoção de medidas de contingência. A estrutura centralizada de gerenciamento de riscos e de capital é compatível com a natureza das operações e a complexidade dos produtos e serviços oferecidos, sendo proporcional à dimensão da exposição aos riscos das entidades do Sicoob, e não desonera as responsabilidades das cooperativas. 37.1 Risco operacional As diretrizes para gerenciamento do risco operacional encontram-se registradas na Política Institucional de Gerenciamento do Risco Operacional, aprovada pela Diretoria e pelo Conselho de Administração do CCS, que prevê procedimentos, métricas e ações padronizadas para todas as entidades do Sicoob. O processo de gerenciamento de risco operacional consiste na avaliação qualitativa dos riscos por meio das etapas de identificação, avaliação, tratamento, documentação e armazenamento de informações de perdas operacionais e de recuperação de perdas operacionais, testes de avaliação dos sistemas de controle, comunicação e informação. As perdas operacionais são comunicadas à área Risco Operacional e GCN – Gestão de Continuidade de Negócio, que interage com os gestores das áreas e identifica formalmente as causas, a adequação dos controles implementados e a necessidade de aprimoramento dos processos, inclusive com a inserção de novos controles. Os resultados são apresentados à Diretoria e ao Conselho de Administração do CCS. A metodologia de alocação de capital utilizada para determinação da parcela de risco operacional (RWAopad) é a Abordagem do Indicador Básico. 37.2 Risco de Crédito As diretrizes para gerenciamento do risco de crédito encontram-se registradas na Política Institucional de Gerenciamento do Risco de Crédito, aprovada pela Diretoria e pelo Conselho de Administração do CCS, que prevê procedimentos, métricas e ações padronizadas para todas as entidades do Sicoob. O CCS é responsável pelo gerenciamento do risco de crédito do Sicoob, atuando na padronização de processos, metodologias de análise de risco de contrapartes e operações e monitoramento dos ativos que envolvem o risco de crédito. Para mitigar o risco de crédito, o CCS dispõe de modelos de análise e de classificação de riscos com base em dados quantitativos e qualitativos, a fim de subsidiar o processo de cálculo do risco e de limites de crédito da contraparte, visando manter a boa qualidade da carteira. O CCS realiza testes periódicos de seus modelos garantindo a aderência à condição econômico-financeira da contraparte. Realiza, ainda, o monitoramento da inadimplência da carteira e o acompanhamento das classificações das operações de acordo com a Resolução CMN 2.682/1999. A estrutura de gerenciamento de risco de crédito prevê: a) fixação de políticas e estratégias incluindo limites de riscos; b) validação dos sistemas, modelos e procedimentos internos; c) estimação (critérios consistentes e prudentes) de perdas associadas ao risco de crédito, bem como comparação dos valores estimados com as perdas efetivamente observadas; d) acompanhamento específico das operações com partes relacionadas; e) procedimentos para o monitoramento das carteiras de crédito; f) identificação e tratamento de ativos problemáticos; g) sistemas, rotinas e procedimentos para identificar, mensurar, avaliar, monitorar, reportar, controlar e mitigar a exposição ao risco de crédito; h) monitoramento e reporte dos limites de apetite por riscos; i) informações gerenciais periódicas para os órgãos de governança; j) área responsável pelo cálculo do nível de provisão para perdas esperadas associadas ao risco de crédito; k) modelos para avaliação do risco de crédito de contraparte, de acordo com a operação e com o público envolvido, que levam em conta características específicas dos entes, bem como questões setoriais e macroeconômicas; l) aplicação de testes de estresse identificando e avaliando potenciais vulnerabilidades da Instituição; m) limites de crédito para cada contraparte e limites globais por carteira ou por linha de crédito; n) avaliação específica de risco em novos produtos e serviços. As normas internas de gerenciamento do risco de crédito incluem a estrutura organizacional e normativa, os modelos de classificação de risco de tomadores e de operações, os limites globais e individuais, a utilização de sistemas computacionais e o acompanhamento sistematizado contemplando a validação de modelos e conformidade dos processos. 37.3 Risco de Mercado e Variação das Taxas de Juros O risco de mercado é a possibilidade de ocorrência de perdas resultantes da flutuação de valores de mercado de instrumentos detidos pela instituição, e inclui os riscos da variação das taxas de juros, dos preços das ações, da variação cambial e dos preços de mercadorias (commodities). O Sicoob dispõe de área especializada para gerenciamento do risco de mercado e de variação das taxas de juros (IRRBB), com objetivo de assegurar que o risco das entidades do Sicoob seja administrado de acordo com os níveis definidos na Declaração de Apetite por Riscos (RAS) e com as diretrizes previstas nas políticas e manuais institucionais. As diretrizes para gerenciamento dos riscos de mercado e de variação das taxas de juros encontram-se registradas na Política Institucional de Gerenciamento do Risco de Mercado, aprovada pela Diretoria e pelo Conselho de Administração do CCS, que prevê procedimentos, métricas e ações padronizadas para todas as entidades do Sicoob. A estrutura de gerenciamento dos riscos de mercado e de variação das taxas de juros do Sicoob é compatível com a natureza das operações, com a complexidade dos produtos e serviços oferecidos e é proporcional à dimensão da exposição aos riscos das entidades do Sicoob. Os instrumentos de gerenciamento do risco de mercado e do IRRBB utilizados são: a) acompanhamento, por meio da apreciação de relatórios periódicos remetidos aos órgãos de governança, comitês e a alta administração, que evidenciem, no mínimo: a.1) abordagem do valor em risco (VaR): avaliação da perda máxima estimada da carteira para um determinado horizonte de tempo, em condições normais de mercado, dado intervalo de confiança. a.2) abordagens de valor econômico (EVE): avaliações do impacto de alterações nas taxas de juros sobre o valor presente dos fluxos de caixa dos instrumentos classificados na carteira bancária da instituição; a.3) abordagens de resultado de intermediação financeira (NII): avaliações do impacto de alterações nas taxas de juros sobre o resultado de intermediação financeira da carteira bancária da instituição; a.4) limites máximos do risco de mercado e do IRRBB; a.5) aplicação de cenários de estresse; a.6) definição de planos de contingência. b) elaboração de relatórios que permitam a identificação e correção tempestiva das deficiências de controle e de gerenciamento do risco de mercado. Para as parcelas de risco de mercado da carteira de negociação RWAjur1, RWAjur2, RWAjur3, RWAjur4, RWAcam, RWAcom e RWAacs são utilizadas metodologias padronizadas, de acordo com os normativos do Banco Central do Brasil. São realizados testes de estresse, com o objetivo de inferir a possibilidade de perdas resultantes de oscilações bruscas nos preços dos ativos, possibilitando a adoção de medidas preventivas. O sistema de mensuração, monitoramento e controle dos riscos de mercado e de variação das taxas de juros adotado pelo Sicoob baseia-se na aplicação de ferramentas amplamente difundidas, fundamentadas nas melhores práticas de gerenciamento de risco, abrangendo a totalidade das posições das entidades do Sicoob. 37.4 Risco de Liquidez O risco de liquidez é a possibilidade da entidade não ser capaz de honrar eficientemente suas obrigações esperadas e inesperadas, correntes e futuras, incluindo as decorrentes de vinculação de garantias, sem afetar suas operações diárias e sem incorrer em perdas significativas, e/ou a possibilidade da entidade não conseguir negociar a preço de mercado uma posição, devido ao seu valor elevado em relação ao volume normalmente transacionado ou em razão de alguma descontinuidade no mercado. O Sicoob dispõe de área especializada para gerenciamento do risco liquidez, com objetivo de assegurar que o risco das entidades seja administrado de acordo com os níveis definidos na Declaração de Apetite por Riscos (RAS) e com as diretrizes previstas nas políticas e manuais institucionais. As diretrizes para gerenciamento do risco de liquidez encontram-se registradas na Política Institucional de Gerenciamento da Centralização Financeira e Política Institucional de Gerenciamento do Risco de Liquidez, aprovadas pela Diretoria e pelo Conselho de Administração do CCS, que prevê procedimentos, métricas e ações padronizadas para todas as entidades do Sicoob. A estrutura de gerenciamento do risco de liquidez é compatível com a natureza das operações, com a complexidade dos produtos e serviços oferecidos e é proporcional à dimensão da exposição aos riscos das entidades do Sicoob. O gerenciamento do risco de liquidez das entidades do Sicoob atende aos aspectos e padrões previstos nos normativos emitidos pelos órgãos reguladores, aprimorados e alinhados permanentemente as boas práticas de gestão. Os instrumentos de gerenciamento do risco de liquidez utilizados são: a) acompanhamento, por meio da apreciação de relatórios periódicos remetidos aos órgãos de governança, comitês e alta administração que evidenciem, no mínimo: limite mínimo de liquidez; fluxo de caixa projetado; aplicação de cenários de estresse; definição de planos de contingência. b) elaboração de relatórios que permitam a identificação e correção tempestiva das deficiências de controle e de gerenciamento do risco de liquidez; c) existência de plano de contingência contendo as estratégias a serem adotadas para assegurar condições de continuidade das atividades e para limitar perdas decorrentes do risco de liquidez. São realizados testes de estresse em diversos cenários, com o objetivo de identificar eventuais deficiências e situações atípicas que possam comprometer a liquidez das entidades do Sicoob. 37.5 Risco Socioambiental As diretrizes para gerenciamento do risco socioambiental encontram-se registradas na Política Institucional de Responsabilidade Socioambiental (PRSA), aprovada pela Diretoria e pelo Conselho de Administração do CCS, que prevê procedimentos, métricas e ações padronizadas para todas as entidades do Sicoob. O processo de gerenciamento do risco socioambiental consiste na avaliação dos potenciais impactos socioambientais negativos, inclusive em relação ao risco de reputação, para a elegibilidade das operações: a) setores de atuação de maior exposição ao risco socioambiental; b) linhas de empréstimos e financiamentos de maior exposição ao risco socioambiental; c) valor de saldo devedor em operações de crédito de maior exposição ao risco socioambiental. As propostas de contrapartes autuadas por crime ambiental são analisadas por alçada específica. O Sicoob não realiza operações com contrapartes que constem no cadastro de empregadores que tenham submetido trabalhadores a condições análogas à de escravo ou infantil. 37.6 Gerenciamento de Capital O gerenciamento de capital das cooperativas é um processo contínuo e com postura prospectiva, que tem por objetivo avaliar a necessidade de capital de suas instituições, considerando os objetivos estratégicos do Sicoob para o horizonte mínimo de três anos. As diretrizes para o monitoramento e controle contínuo do capital estão contidas na Política Institucional de Gerenciamento de Capital do Sicoob, à qual todas as instituições aderiram formalmente.
O processo do gerenciamento de capital é composto por um conjunto de metodologias que permitem às instituições identificar, avaliar e controlar as exposições relevantes, de forma a manter o capital compatível com os riscos incorridos. Dispõe, ainda, de um plano de capital específico, prevendo metas e projeções de capital que consideram os objetivos estratégicos, as principais fontes de capital e o plano de contingência, e adicionalmente, são realizadas simulações de eventos severos e condições extremas de mercado, cujos resultados e impactos na estrutura de capital são apresentados à Diretoria e ao Conselho de Administração. 37.7 Gestão de Continuidade de Negócios As diretrizes para a gestão de continuidade de negócios encontram-se registradas na Política Institucional de Gestão de Continuidade de Negócios, aprovada pela Diretoria e pelo Conselho de Administração do CCS, que prevê procedimentos, métricas e ações padronizadas para todas as entidades do Sicoob. O processo de gestão de continuidade de negócios se desenvolve com base nas seguintes atividades: a) identificação da possibilidade de paralisação das atividades; b) avaliação dos impactos potenciais (resultados e consequências) que possam atingir a entidade, provenientes da paralisação das atividades; c) definição de estratégia de recuperação para a possibilidade da ocorrência de incidentes; d) continuidade planejada das operações (ativos, inclusive pessoas, sistemas e processos), considerando procedimentos para antes, durante e após a interrupção; e) transição entre a contingência e o retorno à normalidade (saída do incidente). O CCS realiza a Análise de Impacto (AIN) para identificação dos processos críticos sistêmicos, com o objetivo de definir estratégias para a continuidade desses processos e, assim resguardar o negócio de interrupções prolongadas que possam ameaçar sua continuidade. O resultado da AIN é baseado nos impactos financeiro, legal e imagem. São elaborados, anualmente, os Planos de Continuidade de Negócios contendo os principais procedimentos a serem executados para manter as atividades em funcionamento em momentos de contingência. Os Planos de Continuidade de Negócios são classificados em: plano de continuidade operacional (PCO) e Plano de recuperação de desastre (PRD). Anualmente são realizados testes nos Planos de Continuidade de Negócios para validar a sua efetividade. 38. Seguros Contratados – Não Auditado A Cooperativa adota política de contratar seguros de diversas modalidades, cuja cobertura é considerada suficiente pela Administração e agentes seguradores para fazer face à ocorrência de sinistros. As premissas de riscos adotados, dada a sua natureza, não fazem parte do escopo de auditoria das demonstrações contábeis, consequentemente, não foram examinadas pelos nossos auditores independentes. 39. Índice de Basileia As instituições financeiras e demais instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil devem manter, permanentemente, o valor do Patrimônio de Referência (PR), apurado nos termos da Resolução CMN nº. 4.192, de 01/03/2013, compatível com os riscos de suas atividades, sendo apresentado abaixo cálculo dos limites: Descrição Patrimônio de referência (PR) Ativos Ponderados pelo Risco (RWA) Índice de Basiléia (mínimo 11%) % Imobilizado para cálculo do limite Índice de imobilização (limite 50%) %
31/12/2021 79.744.209,85 426.664.374,39 18,69 7.433.136,34 9,32
31/12/2020 60.159.734,21 341.458.500,00 17,61 6.696.255,50 11,13
40. Benefícios a Empregados A cooperativa é patrocinadora de um plano de previdência complementar para seus empregados e administradores. O plano é administrado pela Fundação Sicoob de Previdência Privada – Sicoob Previ. As despesas com contribuições efetuadas pela Cooperativa totalizaram: Descrição Contribuição Previdência Privada TOTAL
2º sem/21 (103.422,90) (103.422,90)
31/12/2021 (203.111,65) (203.111,65)
31/12/2020 (176.273,14) (176.273,14)
SÃO TIAGO-MG
Flávia Alves Coelho
Diretora Executiva Administrativa
Luiz Henrique Garcia
Diretor Executivo Financeiro
Helder Resende
Diretor Executivo de Gestão de Risco
Rubens Miguel Pereira CONTADOR - CRC/MG 091.409/O-6
Relatório de Auditoria Sobre as Demonstrações Contábeis Ao Conselho de Administração, à Administração e aos Cooperados da Cooperativa de Crédito Credivertentes Ltda. - SICOOB CREDIVERTENTES São Tiago - MG
Opinião Examinamos as demonstrações contábeis da Cooperativa de Crédito Credivertentes Ltda. - SICOOB CREDIVERTENTES, que compreendem o balanço patrimonial em 31 de dezembro de 2021 e as respectivas demonstrações de sobras ou perdas, do resultado abrangente, das mutações do patrimônio líquido e dos fluxos de caixa para o exercício findo nessa data, bem como as correspondentes notas explicativas, incluindo o resumo das principais políticas contábeis. Em nossa opinião, as demonstrações contábeis acima referidas apresentam adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a posição patrimonial e financeira do SICOOB CREDIVERTENTES em 31 de dezembro de 2021, o desempenho de suas operações e os seus fluxos de caixa para o exercício findo nessa data, de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil, aplicáveis às instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil (BCB). Base para opinião Nossa auditoria foi conduzida de acordo com as normas brasileiras e internacionais de auditoria. Nossas responsabilidades, em conformidade com tais normas, estão descritas na seção a seguir, intitulada “Responsabilidades do auditor pela auditoria das demonstrações contábeis”. Somos independentes em relação à cooperativa, de acordo com os princípios éticos relevantes previstos no Código de Ética Profissional do Contador e nas normas profissionais emitidas pelo Conselho Federal de Contabilidade, e cumprimos com as demais responsabilidades éticas de acordo com essas normas. Acreditamos que a evidência de auditoria obtida é suficiente e apropriada para fundamentar nossa opinião. Outras informações que acompanham as demonstrações contábeis e o relatório do auditor A administração da Cooperativa é responsável por essas outras informações que compreendem o Relatório da Administração. Nossa opinião sobre as demonstrações contábeis não abrange o Relatório da Administração e não expressamos qualquer forma de conclusão de auditoria sobre esse relatório. Em conexão com a auditoria das demonstrações contábeis, nossa responsabilidade é a de ler o Relatório da Administração e, ao fazê-lo, considerar se esse relatório está, de forma relevante, inconsistente com as demonstrações contábeis ou com o nosso conhecimento obtido na auditoria ou, de outra forma, aparenta estar distorcido de forma relevante. Se, com base no trabalho realizado, concluirmos que há distorção relevante no Relatório da Administração, somos requeridos a comunicar esse fato. Não temos nada a relatar a este respeito. Responsabilidades da administração e da governança pelas demonstrações contábeis A administração é responsável pela elaboração e adequada apresentação das demonstrações contábeis de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil, aplicáveis às instituições financeiras autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil e pelos controles internos que ela determinou como necessários para permitir a elaboração de demonstrações contábeis livres de distorção relevante, independentemente se causada por fraude ou erro. Na elaboração das demonstrações contábeis, a administração é responsável pela avaliação da capacidade de a cooperativa continuar operando, divulgando, quando aplicável, os assuntos relacionados com a sua continuidade operacional e o uso dessa base contábil na elaboração das demonstrações contábeis, a não ser que a administração pretenda liquidar a cooperativa ou cessar suas operações, ou não tenha nenhuma alternativa realista para evitar o encerramento das operações. Os responsáveis pela governança da cooperativa são aqueles com responsabilidade pela supervisão do processo de elaboração das demonstrações contábeis. Responsabilidades do auditor pela auditoria das demonstrações contábeis Nossos objetivos são obter segurança razoável de que as demonstrações contábeis, tomadas em conjunto, estão livres de distorção relevante, independentemente se causada por fraude ou erro, e emitir relatório de auditoria contendo nossa opinião. Segurança razoável é um alto nível de segurança, mas não uma garantia de que a auditoria realizada de acordo com as normas brasileiras e internacionais de auditoria sempre detectam as eventuais distorções relevantes existentes. As distorções podem ser decorrentes de fraude ou erro e são consideradas relevantes quando, individualmente ou em conjunto, possam influenciar, dentro de uma perspectiva razoável, as decisões econômicas dos usuários tomadas com base nas referidas demonstrações contábeis. Como parte de uma auditoria realizada de acordo com as normas brasileiras e internacionais de auditoria, exercemos julgamento profissional, e mantemos ceticismo profissional ao longo da auditoria. Além disso: Identificamos e avaliamos o risco de distorção relevante nas demonstrações contábeis, independente se causada por fraude ou erro, planejamos e executamos procedimentos de auditoria em resposta a tais riscos, bem como obtemos evidência de auditoria apropriada e suficiente para fundamentar nossa opinião. O risco de não detecção de distorção relevante resultante de fraude é maior do que proveniente de erro, já que a fraude pode envolver o ato de burlar os controles internos, e conluio, falsificação, omissão ou representações falsas intencionais. Obtemos o entendimento dos controles internos relevantes para a auditoria para planejarmos procedimentos de auditoria apropriados nas circunstâncias, mas não com o objetivo de expressarmos opinião sobre a eficácia dos controles internos da cooperativa. Avaliamos a adequação das políticas contábeis utilizadas e a razoabilidade das estimativas contábeis e respectivas divulgações feitas pela administração. Concluímos sobre a adequação do uso, pela administração, da base contábil de continuidade operacional e, com base nas evidências de auditoria obtidas, se existe incerteza significativa em relação a eventos ou circunstâncias que possam levantar dúvida significativa em relação a capacidade de continuidade operacional da cooperativa. Se concluirmos que existe incerteza significativa devemos chamar atenção em nosso relatório de auditoria para as respectivas divulgações nas demonstrações contábeis ou incluir modificação em nossa opinião, se as divulgações forem inadequadas. Nossas conclusões estão fundamentadas nas evidências de auditoria obtidas até a data de nosso relatório. Todavia, eventos ou condições futuras podem levar a cooperativa a não mais se manter em continuidade operacional. Avaliamos a apresentação geral, a estrutura e o conteúdo das demonstrações contábeis, inclusive as divulgações e se as demonstrações contábeis representam as correspondentes transações e os eventos de maneira compatível com o objetivo de apresentação adequada. Comunicamo-nos com os responsáveis pela governança a respeito, entre outros aspectos, do alcance planejado, da época da auditoria e das constatações significativas de auditoria, inclusive as eventuais deficiências significativas nos controles internos que identificamos durante nossos trabalhos. Belo Horizonte/MG 18 de março de 2022. Elisângela de Cássia Lara Contador CRC MG 086.574/O
Parecer do Conselho Fiscal O Conselho Fiscal da Cooperativa de Crédito Credivertentes Ltda. – SICOOB CREDIVERTENTES, reunidos em 21 de março de 2022, em cumprimento às disposições estatutárias, declara que procedeu ao exame do Balanço Patrimonial referente ao exercício findo em 31 de dezembro de 2021, e demais demonstrações financeiras, elaboradas sob a responsabilidade de sua Administração. A nossa responsabilidade é de fiscalizar e expressar uma opinião sobre as mesmas e considerando a relevância dos saldos e o volume das transações, a constatação se deu com base nas demonstrações financeiras mais representativas adotadas pela Administração. Em nossa opinião, as demonstrações financeiras acompanhadas das notas explicativas e do parecer da Auditoria, representam adequadamente a posição patrimonial e financeira da Cooperativa. Somos de parecer favorável ao encaminhamento e aprovação pela Assembleia Geral Ordinária. São Tiago, 21 de março de 2022. Conselheiros Fiscais Efetivos Cristiano Alexandre de Almeida Coordenador do Conselho Fiscal
Luis Cláudio dos Reis
Secretário do Conselho Fiscal
Cristóvão Caputo Avelar Conselheiro Fiscal
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ANO XIX Nº 228 - ABRIL 2022
ESPORTE
VANUZA RESENDE
O Ginásio Monsenhor Nelson foi palco para vários “aces”, portanto bons jogos de vôlei, no último domingo de março e no primeiro domingo de abril, com a realização do Campeonato Regional masculino e feminino de vôlei. Ao todo, nove times de nove cidades visitaram Resende Costa nos dias da competição. No dia 27 de março, aconteceu o Campeonato Masculino, com seis equipes: Expedicionários, representando Resende Costa; Ceclans, de Barroso; San Jones, de São João del-Rei; Megabol, de Congonhas; além das equipes da cidade de Mercês e do município do Rio Novo. Foram duas chaves e os dois melhores de cada chave disputaram a vaga para a final. Megabol, de
Congonhas, enfrentou e venceu por dois sets a zero a equipe da cidade de Mercês. Do outro lado, o Ceclans, de Barroso, chegou à final ao vencer por 2x0 o time de Rio Novo. Para a grande final, já disputada ao terminar do dia, Megabol bateu o Ceclans por dois sets a um. No domingo, dia 03 de abril, foi a vez do torneio feminino, com quatro equipes de quatro cidades, mas dessa vez sem representantes de Resende Costa. Lipstick, de Conselheiro Lafaiete; Fantasy, de Carandaí; Iaguara; de Santa Cruz de Minas; e o time da cidade de Congonhas. Avançaram para a semifinais Fantasy, que perdeu por 2x0 para a equipe de Iaguara. Do outro lado, o time de Congonhas avançou à final ao bater por 2x1 a equipe de Lipstick. Com tranquilidade, as atletas do Iaguara foram as vencedoras e o troféu foi para Santa
Cruz de Minas. Uma das organizadoras do evento, a artesã e entusiasta do esporte na cidade, Lucivania Aparecida da Costa, falou sobre a realização do torneio. “Nossa intenção de fazer o evento foi tentar resgatar o vôlei na cidade. Temos vários esportes, diversos torneios aqui na cidade, e o vôlei acaba ficando para trás. Minha sobrinha Cristiane Vale, a Tike, sempre promove o Torneio Intermunicipal no mês de setembro, o qual não foi possível ser realizado nesses últimos dois anos devido à pandemia. Quem gosta de vôlei percebeu que o esporte estava meio apagado em Resende Costa. Corremos atrás de verbas do poder público e de patrocínios para a realização do evento.” Lucivânia fez um balanço positivo do campeonato e espera que outros torneios sejam realizados,
Foto: Divulgação Evento
Com realização do Campeonato Regional, Resende Costa busca resgate do vôlei
Equipe campeã do torneio feminino de vôlei
contando com presença maior do público e mais times representando Resende Costa, em especial na modalidade feminina, que não teve times inscritos. “Foi muito bom, eu fiquei emocionada ao realizar meu primeiro evento de voleibol. Tive a ajuda de várias pessoas e de pa-
trocinadores. Foi uma experiência incrível. Se Deus quiser, faremos outros. Espero que nas próximas oportunidades tenhamos mais times da cidade. O que a gente queria mesmo era movimentar a cidade, ajudar o turismo e promover o esporte em diferentes modalidades.”
Papo de Esportes VANUZA RESENDE
Uma campanha para ninguém colocar defeito. O Athletic Club, o Esquadrão de Aço, fez uma história incrível no Estadual. Representando São João del-Rei e região, o time comandado por Roger Silva surpreendeu. Foi o único a ganhar de todos os clubes do interior, teve a melhor defesa na fase classificatória e um dos artilheiros do Campeonato Mineiro. Mais do que isso, o Athletic evidenciou que ficamos muito tempo sem um representante na região para levar o nome do Campo das Vertentes ao cenário esportivo. Cidades de vários craques, dos famosos “bons de bola” e que acompanhavam a distância, as cidades do interior, no estadual. O Athletic construiu vitórias mínimas que surtiram efeito. Foram seis vitórias por 1x0. E duas goleadas: Pouso Alegre por 4x1;
e 4x0 em cima da URT. As derrotas ficaram somente contra aqueles que se classificaram na final: Cruzeiro e Atlético, duas derrotas por 1x0. Com uma derrota para o Galo – um tanto quanto polêmica –, pois a penalidade máxima foi assinalada de forma, no mínimo, duvidosa. Contra o América, o Athletic buscou o empate e voltou de Belo Horizonte com um ponto. Na semifinal, pressionou o Cruzeiro jogando com o regulamento a seu favor. Precisava de dois resultados iguais, mas não deu. O Athletic perdeu o primeiro por 2x0 e o segundo por 2x1, mas o bom desempenho arrancou elogios de Pezzolano, técnico do Cruzeiro. Com um regulamento meio confuso, a Federação Mineira de Futebol(FMF), que estabeleceu final única no Mineiro, propôs
dois jogos para a final do interior. O título de Campeão do Interior é atribuído desde 1965, após a inauguração do Mineirão. Foi e continua sendo nítida a diferença de investimentos dos três times da capital, América, Atlético e Cruzeiro, quando comparados aos times do interior. Assim, a FMF declara oficialmente ao clube de melhor campanha no geral, exceto os times de Belo Horizonte, o título de Campeão Mineiro do Interior. Como em 2022 Athletic e Caldense ficaram entre os quatro melhores na fase classificatória, o regulamento prevê que os times façam a final com dois jogos para a decisão do Campeão do Interior. As duas equipes empataram nos dois jogos. O primeiro, em Poços de Caldas, em 1x1, e o segundo, disputado em São João del-Rei,
foto Emmanuel Pinheiro
O Campeão Mineiro do interior é o Athletic Club de São João del-Rei
terminou em 0x0. Na decisão por pênaltis, o Athletic venceu por 5x4. Festa para a região das Vertentes, que foi falada e visitada tantas vezes durante o Campeonato Mineiro. Com o calendário de 2022 encerrado, o Athletic empresta alguns jogadores, se despede de outros e agradece ao elenco. Fica o trabalho para 2023, que será de calendário cheio, com jo-
gos na Copa do Brasil, Brasileiro Série D e Estadual. O desafio do clube, que é SAF, é arrumar a iluminação do estádio Joaquim Portugal para receber jogos noturnos. Até 2023, fica a saudade de acompanhar os jogos “do lado de casa” e a expectativa de, mais uma vez, o preto e branco unir atleticanos, cruzeirenses e americanos. Afinal, a torcida no interior vestiu uma só camisa!