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Edição 215 - Jornal das Lajes

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Jornal das Lajes www.jornaldaslajes.com.br

FUNDADO EM 2003 - RESENDE COSTA

ANO XVII

• MARÇO 2021 • Nº215

DISTRIBUIÇÃO GRATUITA

40 anos da rodovia Alfredo Penido: o progresso de Resende Costa passou por ela

A construção civil está salvando a economia de pequenas e médias cidades no Brasil. Duas consequências principais são a falta de mão de obra, especialmente pedreiros, e os altos preços do material de construção. Em Resende Costa, não é diferente. A construção civil aumentou consideravelmente durante o período da pandemia. PÁG 11

Foto: arquivo Toninho Melo

Construção civil salva economia de cidades do interior

Fotografia histórica que registra o momento do discurso do governador Francelino Pereira durante a solenidade de inauguração da rodovia

Em 20 de março de 1981, a LMG 839, que liga Resende Costa à MG-383, foi inaugurada. A solenidade aconteceu num palanque montado no adro da igreja matriz, estando presentes, entre outras autoridades, o governador de Minas Gerais, Francelino Pereira dos Santos, o prefeito municipal, Ocacyr Alves de Andrade, o presidente da Câmara, Antônio Pedro da Silva Melo e o bispo de São João del-Rei, dom Delfim Ribeiro Guedes. Leia editorial na página 2. PÁG 05, 06 e 07

Dinheiro desviado do Fundo Municipal de Saúde é recuperado Ex-tesoureiro da Prefeitura Municipal de Resende Costa, Marcelo Campos Lara, foi demitido no âm-

bito de processo administrativo disciplinar que apurou o desvio de recursos do Fundo Municipal de

Saúde. O ex-funcionário da prefeitura devolveu aos cofres públicos o montante de R$305.813,36. Em ma-

nifestação ao JL, Marcelo pediu desculpa pelo erro à população resende-costense. PÁG 08


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ANO XVII Nº 215 - MARÇO 2021

De um ponto de vista

EDITORIAL Epopeia que conduziu o progresso a Resende Costa

Jornal das Lajes Ltda Sócio administrador: Antônio da Silva Ribeiro Neto Editor-chefe: André Eustáquio Melo de Oliveira Editora assistente: Vanuza Resende

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Diariamente o vai-e-vem de carros, de caminhões e de ônibus é intenso na rodovia que liga Resende Costa à MG-383. Pouco mais de 14 quilômetros unem a entrada da cidade ao trevo por onde entram turistas, viajantes e trabalhadores que promovem, há 40 anos, o desenvolvimento do município. O Jornal das Lajes destaca nesta edição uma verdadeira saga que movimentou a cidade e suas lideranças políticas no fim da década de 70 e no alvorecer dos saudosos anos 80. “As barreiras pareciam intransponíveis, mas fomos à luta entre 1976 e 1978”. Com essa frase, o promotor Antônio Pedro da Silva Melo, o Toninho Melo, resume como foi a luta dele, então presidente da Câmara Municipal, do ex-prefeito Ocacyr Alves de Andrade, do saudoso pároco monsenhor Nelson Rodrigues Ferreira e de outras lideranças locais para que os resende-costenses, enfim, conseguissem se livrar da poeira e do barro da velha Cava Amarela e do Viegas e a cidade pudesse ter uma rodovia de acesso asfaltada. Em entrevista exclusiva concedida ao jornalista José Venâncio de Resende, Toninho Melo detalha, passo a passo, como a obra aconteceu, desde as tratativas políticas e os inúmeros percalços surgidos no decorrer da obra à solenidade de inauguração ocorrida num palanque montado no adro da igreja matriz de Nossa Senhora da Penha de França. Até o final da década de 1970, a população de Resende Costa sofria com os transtornos de não ter água tratada em suas casas, com a falta de emprego e de infraestrutura. Quem queria, e podia, ir a São João del-Rei, distante pouco mais de 35 quilômetros, tinha de enfrentar o barro, na época das chuvas, e muita poeira quando a seca castigava. Não havia conforto nas velhas jardineiras que faziam o transporte dos resende-costenses que precisavam ir à “cidade”, como bem descreve o conterrâneo Antônio de Lara Resende em seu livro “Memórias, volume 1”, referindo-se a São João del-Rei. De acordo com o memorialista, “Cidade” era como os antigos moradores de Resende Costa referiam-se à “longínqua” São João del-Rei. Os anos foram passando e o sonho de ter uma rodovia asfaltada aumentava entre os cidadãos e políticos da antiga Laje. Mas era um sonho. Para muitos, quase uma utopia. Obra cara, dispendiosa, inexequível aos pobres cofres públicos da Prefeitura Municipal. Portanto, convencer o governo do Estado a empreendê-la foi uma epopeia tão grandiosa quanto colocar máquinas pesadas da empreiteira Serveng-Civilsan para abrir uma estrada num terreno de serrado, barrancos, pedreiras e brejos. Conforme recorda o ex-vereador de Resende Costa, Toninho Melo, um dos líderes da administração do saudoso prefeito Ocacyr Alves de Andrade, os adversários políticos riam e subestimavam o projeto da rodovia asfaltada. “E o pessoal do outro partido falava: ‘Ah! Isso aí... No dia seguinte da eleição eles põem esse trator na carreta e levam embora’. Nós passamos por isso tudo”. Este editorial não pretende contar a história da construção da LMG839. O promotor Toninho Melo o fez de forma irretocável na entrevista especial ao Jogo Aberto, publicada nas páginas 5 e 6. O que este texto pretende é celebrar o sonho, a saga, os desafios de homens públicos e idealistas que lutaram a fim de que, um dia, Resende Costa pudesse se desenvolver. E esse sonho não tardou a realizar-se. Em seu discurso no adro da matriz, Toninho Melo profetizara: “Governador, essa estrada há de inverter a marcha de saída dos seus filhos (de Resende Costa) em busca de dias melhores.” Ele estava certo. Os filhos de Resende Costa voltaram e consigo trouxeram o progresso. Pela Rodovia Alfredo Penido – nome dado à estrada aos 13 de maio de 1982, a partir do projeto de lei 1532/1981, de autoria do deputado estadual José Bonifácio Filho (PDS) e sancionado pelo governador Francelino Pereira, em homenagem ao pai do empreiteiro resende-costense Pelerson Soares Penido, dono da Serveng e responsável pela execução da obra – o progresso definitivamente chegou a Resende Costa. “Podemos dizer que passamos a ter mais uma data (20 de março de 1981) de emancipação da cidade, além do 02 de junho de 1912”, comemora Toninho Melo.

Editor regional: José Venâncio de Resende Revisão: José Antônio Oliveira de Resende Diretor de administração: Eustáquio Peluzi Chaves

Redação: Rua Assis Resende, 95 Centro - Resende Costa, MG CEP 36.340-000 TEL(32)3354-1323 Editoração e Site: Rafael Alves Impressão: Sempre Editora Av. Babita Camargos, 1645 Contagem - MG Tiragem: 2000 exemplares Circulação: Resende Costa e São João del-Rei

Conselho Editorial: André Eustáquio Melo de Oliveira, Emanuelle Resende Ribeiro, José Venâncio de Resende, Rosalvo Gonçalves Pinto, João Evangelista Magalhães e José Antônio Oliveira de Resende. Os artigos assinados não refletem obrigatoriamente a opinião do jornal.

JOÃO BOSCO DE CASTRO TEIXEIRA*

Dois livros Li bastante, em 2020, até devido à quarentena. Foram leituras ricas. Duas delas, entretanto, considero terem sido as mais importantes e proveitosas. Primeira delas, de Rosamund Bartlett, TOLSTOI, A Biografia. O subtítulo já diz tudo: uma biografia completa, inapelável, que deixa qualquer um satisfeito pela sua completitude.Pela obra, sabe-se por qual razão Tolstoi tornou-se um modelo arquetípico de seu país. É que, além de compor com Dostoiévski e Tchekhov a extraordinária tríade de escritores russos, Tolstoi desempenhou papel relevante na política e na vida social de seu tempo. Dedicou-se à educação, como poucos, a ponto de desenvolver metodologia especial para o aprendizado do conhecimento, levando as pessoas a se posicionarem adultamente frente à realidade. Tudo a lhe custar o ódio do Governo. Tolstoi, uma leitura muito proveitosa, nas suas seiscentas páginas, em que palpita a rica e complexa Rússia. O segundo livro que me prendeu foi A HUMANIDADE DE JESUS, do espanhol José

M. Castillo. Do autor já conhecia A humanização de Deus, obra portentosa de mais de quinhentas páginas. Esta agora, nas suas pouco mais de cem páginas, convincentes, enraizadas nos Evangelhos, tornou-se para mim obra de necessária referência. O autor lembra que o termo humano vem do latim humus, terra. Daí a conexão do humano com o que é literalmente próprio do mais baixo, do que é terra, do que está agarrado ao solo. E, portanto, oposto a tudo aquilo que significa grandeza, poder, honra. Foi o que Jesus viveu. É o que ele é. Falar da humanidade Jesus equivale a falar de sua condição terrena, de seu jeito de viver, radicalmente humano. O livro vai demonstrando, pouco a pouco, a integridade e a grandeza da humanidade de Jesus, baseando-se o autor nas numerosas referências ao Evangelho. Uma demonstração contundente, porque evidente. E causadora de consequência: para muitos cristãos, crer na divindade de Jesus é mais fácil que acreditar em sua humanidade. Sem esta, não existe aquela. Esta nos aproxima dele. A outra

nos afasta, pois o que somos é humanos. E como tal, apenas o que é humano é que pode ser objeto de nosso conhecimento e de nosso existir. O divino só nos é dado imaginar. Se achamos que conhecemos algo que é divino, é porque divino não é. O livro de Castillo, que é doutor em teologia pela Universidade Gregoriana de Roma, é um monumento. Monumento é algo que celebra. E a “Humanidade de Jesus” celebra. Celebra a vida. Celebra a verdade que de nós humanos nada mais se pede que sejamos humanos. De nós nada mais se espera que sejamos humanos. De nós nada mais conta senão nossa humanidade. O livro celebra a plenitude da humanidade que Jesus de Nazaré vivenciou. Até na morte humilhante. A grandeza – e o esquecimento – da humanidade de Jesus leva Castillo a dizer que vivemos muito mais a “religião” que o Evangelho. Somos mais “religião” que Evangelho. Empobrecidamente. *Professor aposentado da UFSJ, membro da Academia de Letras de São João del-Rei.

Foto e situação do mês

Infância feliz CARLA RAQUEL

A brincadeira de alguns meninos tem chamado a atenção de quem passa pelo bairro Bela Vista, em Resende Costa.Meninos com idade entre 7 e 12 anos resolveram deixar de lado o celular e as brincadeiras eletrônicas para resgatarem a diversão com carrinhos. Eles se reúnem em um espaço de terra, à beira da rua, e lá montam as suas garagens e estradinhas e ficam horas por ali brincando. Os mais velhos que veem essa cena ficam admirados ao se lembrarem do tempo de criança, quando construíam os seus próprios brinquedos com tocos de pau, frutas e outros materiais da natureza. Os meninos têm carrinhos que são réplicas dos modelos modernos, mas ainda assim querem elaborar, com criatividade, pequenas construções por onde passam com os carrinhos. Para

isso, eles contam com o apoio de um vizinho, o Irimar, que fornece toquinhos de madeira da sua oficina para os meninos brincarem. Essas crianças estão aprovei-

tando os dias de suas infâncias com criatividade e se divertem de maneira simples através da interação e da imaginação. Coisa bonita de se ver nos dias atuais!


ANO XVII Nº 215 - MARÇO 2021

JORNAL DAS LAJES

CÂMARA DE RESENDE COSTA INFORMA

Indicações e requerimentos apresentados pelos vereadores durante as reuniões ordinárias de fevereiro e março de 2021 • Substituição de manilhas quebradas no bueiro situado na estrada vicinal que liga a localidade do Retiro de Cima à propriedade do Sr. Tião Gouvêa, no Povoado do Cajuru, zona rural de Resende Costa-MG. As manilhas quebradas vêm causando transtornos e dificuldades para a manutenção da via. (Zé do Dico). • Construção de bueiros e encascalhamento na estrada onde se encontra a propriedade do Sr. Jorge Resende (estrada vicinal no sentido ao município de Desterro de Entre Rios), pois existem muitos buracos e valetas na lateral da referida via. (Zé do Dico). • Execução de serviço de manutenção de manilhas no Povoado do Ribeirão, especificamente até a entrada do córrego, para captação de águas pluviais, próximo ao poste de iluminação rural da Cemig. O objetivo do serviço é proporcionar melhorias no referido local. (Zé do Dico). • Restauração da estátua em homenagem ao inconfidente José de Resende Costa (pai), localizada na Praça Cônego Cardoso, centro de Resende Costa-MG, uma vez que o referido monumento, como um todo, apresenta desgaste devido ás ações do tempo. O monumento necessita de intervenção urgente por parte do Poder Público Municipal, com o objetivo de proporcionar o retorno do seu estado original. O monumento representa imenso valor histórico para Resende Costa. (Coló). • Reparação em mata-burro localizado na saída do calçamento para o Povoado dos Pintos, tendo em vista que o mesmo encontra-se com as pontas de ferro voltadas para cima, furando pneus dos veículos que transitam no local. Indica-se também a realização de melhorias no encascalhamento do morro. (Zé do Dico). • Instalação de 5 braços de luminárias nos postes lo-

calizados na Avenida Prefeito Adenor de Assis Coelho, ligação dos bairros Tijuco e Conjunto Habitacional Prefeito Geraldo Monteiro (rua da CEMEI Aquarela). (Cleiton). • Instalação de 1 braço de luminária no poste localizado na rua Morethson Fungem de Oliveira, próximo ao número 167, no bairro Nossa Senhora da Penha. (Cleiton). • Criação do programa “Casa de Apoio ao Resendecostense em Tratamento de Saúde Fora do Domicílio (TFD) em Belo Horizonte/MG”, que irá instituir, estruturar e manter um local que acolherá de forma minimamente humana e dará maior conforto e dignidade aos pacientes e seus acompanhantes que necessitarem deste tipo de serviço. (Cleiton). • Disponibilização de servidor para se tornar responsável pela retirada dos medicamentos entregues pela Regional de Saúde, em São João del Rei-MG, a usuários cadastrados para o recebimento dos mesmos, residentes no Município de Resende Costa-MG. Atualmente, os munícipes atendidos precisam se deslocar até o referido local para poderem receber seus medicamentos de uso contínuo, o que aumenta a dificuldade da rotina de muitas pessoas, gerando custos que na maioria das vezes oneram o orçamento daqueles mais necessitados. (Cláudio). • Instalação de grade de proteção na passagem do riacho que desce pela extensão do Horto Florestal, localizado na Rua da Cachoeira, centro de Resende Costa-MG. Observa-se que crianças utilizam o referido local com frequência, apresentando uma situação de risco de acidentes, principalmente a respeito de quedas devido à altura do local. Solicita-se também que seja estudada uma maneira de promover melhorias na entrada da supracitada área, como forma de proporcionar melhor estrutura e segurança no local, utilizado com

frequência por muitos munícipes que apreciam a diversidade natural existente no horto. (Paulo Altivo). REQUERIMENTOS • Encaminhamento de ofício à Polícia Militar – Pelotão de Resende Costa, convidando o Tenente Gabriel José do Nascimento para estar presente em reunião ordinária da Câmara Municipal com a finalidade de esclarecer assuntos de interesse dos munícipes, principalmente acerca da Lei Municipal nº 4.290/2017, que “Dispõe sobre condições básicas de proteção ambiental contra a poluição sonora e dá outras providências.” e sobre as normas relativas à emissão de ruídos produzidos por veículos automotores. (Fernando Chaves). • Encaminhamento de ofício ao Conselho Municipal de Defesa e Conservação do Meio Ambiente (CODEMA), com o objetivo de promover o estudo e vistoria da situação de 01 árvore, situada à Rua José Vieira Lara, esquina com a Rua Lindolfo Caetano da Silva, bairro Nossa Senhora da Penha, uma vez que a referida árvore encontra-se entrelaçada aos fios da energia elétrica, o que proporciona perigo aos moradores do local, bem como aos transeuntes que utilizam o logradouro acima descrito. (Cláudio). • Encaminhamento à ANATEL (Agência Nacional de Telecomunicações) o ofício resultante do Requerimento nº 02/2021, enviado à empresa de telefonia VIVO, solicitando da mesma informações sobre a falta de sinal da operadora no município de Resende Costa, mais precisamente na zona rural, tendo em vista as constantes reinvindicações trazidas pelos usuários, no sentido de reestruturar e aprimorar os serviços de atendimento. (Fernando Guerra).

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INFORME PUBLICITÁRIO

Vereadores aprovam projeto de resolução que cria duas comissões permanentes na Câmara Municipal Na reunião ordinária do dia 22 de fevereiro foi votado o Projeto de Resolução nº 02/2020, de autoria do vereador Fernando Chaves (PDT), que acrescentou no Regimento Interno da Câmara Municipal de Resende Costa duas comissões permanentes: “Comissão de Sustentabilidade, Meio Ambiente e Proteção aos Animais” e“ Comissão de Turismo e Artesanato”. O QUE SÃO E O QUE FAZEM AS COMISSÕES PERMANENTES? As comissões da Câmara Municipal são órgãos técnicos, constituídos pelos seus próprios membros, destinados, em caráter permanente ou transitório, a proceder estudos, emitir pareceres especializados, realizar investigações e representar o Legislativo. As comissões criadas por meio da Resolução nº 432/2020 têm, respectivamente, as seguintes finalidades: Sustentabilidade, Meio Ambiente e Proteção aos Animais – Compete à comissão manifestar-se sobre o desenvolvimento sustentável, a defesa do meio ambiente em toda sua abrangência. É também dever da comissão apresentar propostas para instituição e aperfeiçoamento de políticas públicas voltadas ao meio ambiente e às causas de defesa dos animais, dentre outras atribuições. Turismo e Artesanato – Compete a essa comissão manifestar-se acerca do planejamento das atividades relativas à política de promoção e desenvolvimento do artesanato local e do turismo, com a finalidade de manter a preservação da memória do município. Segundo o autor do projeto de resolução, o vereador Fernando Chaves, “Resende

Costa é conhecida como a cidade do artesanato. A atividade artesanal e turística é a maior geradora de emprego e distribuição de renda em nossa cidade. Fiquei surpreso por não haver uma representação permanente sobre esse assunto no Legislativo Municipal. Também chamou a minha atenção a inexistência de uma comissão permanente voltada para a área ambiental, um setor bastante sensível em Resende Costa. Então eu propus a criação das duas comissões para acompanhar, fiscalizar e propor ações nessas áreas tão importantes.” Durante a reunião ordinária em que foi aprovado o projeto de resolução, diversos vereadores manifestaram interesse em participar das duas novas comissões permanentes. Como somente três vereadores podem integrar as comissões, o Regimento Interno da Câmara Municipal de Resende Costa teve que ser acionado. De acordo com o regimento, o critério de desempate é a idade do parlamentar. Fica, portanto, com a vaga, em caso de empate, o vereador mais velho. Ficaram assim constituídas as novas comissões permanentes: SUSTENTABILIDADE, MEIO AMBIENTE E PROTEÇÃO AOS ANIMAIS Presidente – José Cláudio de Sousa Resende Secretário – Luís Fernando da Silva Membro – Cleiton Afonso dos Santos TURISMO E ARTESANATO Presidente – Elson Antônio Ribeiro Secretário – José Assis Sobrinho Membro – José Cláudio de Sousa Resende

Vereadores no plenário da Câmara Municipal de Resende Costa


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ANO XVII Nº 215 - MARÇO 2021

GOVERNO MUNICIPAL INFORMA

INFORME PUBLICITÁRIO

Sistema de Controle Interno de Resende Costa se destaca em avaliação do Tribunal de Contas de Minas Gerais No fim de 2019, o Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais (TCEMG) realizou um amplo diagnóstico no sistema de Controle Interno* dos municípios do estado, através de um processo de autoavaliação e utilizando dois tipos de questionários: QACI (Questionário de Avaliação de Controles Internos - respondido pelo prefeito da época) e QDUCI (Questionário de Diagnóstico da Unidade de Controle Interno - respondido pelo responsável pelo controle interno da Prefeitura). O fortalecimento dos sistemas de controle interno das prefeituras foi definido como um dos pilares de atuação do TCEMG, além de ações de capacitação destinadas aos controladores internos. No total, 768 dos 853 Municípios mineiros enviaram os ques-

tionários. Com base nos questionários respondidos, o TCEMG encaminhou, em janeiro, um relatório compilando os pontos fortes e as fragilidades identificadas em cada prefeitura. Resende Costa encontra-se no grau de maturidade Aprimorado (79.39% - acima da média de Minas Gerais, que é de 63%) do sistema de controle interno - unidade central de controle interno e controles existentes nos demais setores da Prefeitura. A maturidade média dos sistemas de Controle Interno dos municípios com as mesmas características de Resende Costa é de 64%, sendo 66% a média dos municípios da nossa macrorregião. Para o Controlador Interno da Prefeitura, Daniel Fonseca

e Silva de Carvalho, “o ótimo resultado atingido no diagnóstico é resultado de um trabalho em equipe, fruto do envolvimento de todas as Secretarias no trabalho de controle, além dos setores que assessoram diretamente o Prefeito, auxiliando o gestor municipal no eficaz gerenciamento do patrimônio público. O controle interno não controla o gestor, controla para o gestor. Um sistema de controle interno forte é uma proteção a mais para auxiliar o prefeito na difícil missão de administrar uma cidade.” O QUE É CONTROLE INTERNO Antes de ser meio de fiscalização, os controles internos têm cunho preventivo, pois oferecem ao gestor público a tran-

Vice-prefeito Lucas Paulo se reúne com governador Romeu Zema e leva demanda sobre o asfaltamento da estrada que liga Resende Costa a São Tiago No dia 25 de fevereiro, a convite do deputado federal Diego Andrade, o vice-prefeito Lucas Paulo se reuniu, na Cidade Administrativa em Belo Horizonte, com o governador Romeu Zema e sua equipe. O vice-prefeito foi com um único

objetivo: levar ao governador o pedido de asfaltamento da estrada que liga Resende Costa a São Tiago. Aproveitando a oportunidade do encontro, o vice-prefeito recebeu a confirmação de um pedido feito posteriormente

junto ao deputado Diego Andrade: uma nova viatura para a Polícia Militar de Resende Costa (3º Pelotão). O pedido foi atendido e o veículo já foi entregue ao 3º Pelotão, fortalecendo ainda mais a segurança pública de nosso município.

(da esq. para a dir.) O governador Romeu Zema, o vice-prefeito Lucas Paulo e o deputado federal Diego Andrade

Sede do Tribunal de Contas de Minas Gerais

quilidade de estar informado da legalidade e legitimidade dos atos de administração que estão sendo praticados, da viabilidade ou não do cumprimento das diretrizes e metas estabelecidas, possibilitando a correção de eventuais desvios ou rumos

de sua administração. Adaptado de: Cartilha de Orientações sobre Controle Interno do TCEMG Fonte: https://www.tce. mg.gov.br/img_site/Cartilha_ Controle%20Interno.pdf

Prefeitura segue investindo na manutenção de estradas vicinais Visando o bem estar da população, a Prefeitura Municipal segue investindo na infraestrutura do município. Além de ações na cidade, a Secretaria de Obras continua realizando manutenções na zona rural, efetuando reparos em estradas vicinais. Recentemente, foi realizado o encascalhamento, limpeza de cortes d’água e de

manilhamentos na estrada que dá acesso ao distrito de Jacarandira, manutenções também realizadas na estrada que liga o povoado do Ribeirão ao Curralinho. Foi iniciada também a manutenção nas estradas nos povoados dos Maias e Tabuado, também no trecho até Capelinha dos Machados e na região de Santa Bárbara.


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JOGO ABERTO

JOSÉ VENÂNCIO DE RESENDE

Passados quarenta anos, o promotor de Justiça Antônio Pedro da Silva Melo, o Toninho Melo, ainda se emociona ao falar da construção e asfaltamento da rodovia de Resende Costa. “Eu sinto essa emoção porque eu sou o mais novo da turma; inclusive, só eu sobrevivi.” Toninho era o presidente da Câmara Municipal de Resende Costa na época da construção da rodovia asfaltada (LMG-389 – Rodovia Alfredo Penido) de acesso à MG-383. “Era um sonho de mais de 50 anos.” Ele, inclusive, foi o autor do projeto de lei que trocou o nome da rua Gervásio Pereira para Avenida Alfredo Penido, a conhecida “Rua do Artesanato”, em homenagem à família Penido. Nesta entrevista ao JL, o resende-costense Toninho Melo conta detalhes dos bastidores da obra, inclusive fala de seu discurso na inauguração, em março de 1981. “Governador, essa estrada há de inverter a marcha de saída dos seus filhos em busca de dias melhores.” Como você entrou nessa empreitada? Esse sonho da estrada asfaltada para Resende Costa é um sonho antigo. Desde menino, eu me lembro da luta de meu pai, José Augusto de Melo, que era político em Resende Costa (vereador por dois mandatos até o final de 1975); meu sogro Antônio Honório; o senhor Barbosinha, que era o farmacêutico, líder político muito influente; o senhor Adenor Coelho, que foi prefeito... Era uma luta que sempre esbarrava em promessas de políticos; em época de campanha, a estrada sempre iria sair, e não saía. O papai me passou quase que essa incumbência; quando ele deixou de se candidatar, me lançou candidato a vereador. E coincidiu de a gente ter um excelente prefeito na época, que era o Ocacyr Alves, o Cici, que também estava empenhado nisso. Era um grande sonho de Resende Costa porque não teria como a cidade romper, melhorar de alguma forma, sem asfalto. E na nossa região ninguém tinha asfalto. Só tinham asfalto cidades maiores, como São João del-Rei e as pequenas cidades, como Lagoa Dourada e Itutinga, onde o asfalto passava dentro delas; quanto a Entre Rios e Barroso, o asfalto passava ao lado. Mas Ritápolis,

Resende Costa, Prados, Dores de Campos... nenhuma delas tinha asfalto porque é um investimento caro. Era uma luta. E, de repente, nós nos jogamos nessa empreitada. Como foi o vai-e-vem, sempre de carro, entre Resende Costa, Belo Horizonte e Aparecida do Norte para viabilizar a obra? Eu entrei na administração municipal em 1976 como presidente da Câmara, ao lado do prefeito Ocacyr. De 1976 a 1981, nós nos empenhamos nessa batalha, e foi uma luta sem tréguas, tentando conciliar fatores que poderiam tornar aquele sonho realidade. O empreiteiro, um empresário, era filho de Resende Costa, da família Penido. A empresa se dispôs a fazer a obra financiando para o Estado. O governador do Estado era, antes, Aureliano Chaves; depois, Ozanan Coelho e, finalmente, Francelino Pereira, que foi realmente quem mandou fazer a obra. E do outro lado, em Resende Costa, era a nossa Câmara Municipal, muito bem entrosada, me dando toda a força, tanto que eu fui presidente lá por seis anos (o mandato de seis anos foi uma decisão do regime militar para forçar a coincidência das eleições federais com as estaduais), e o monsenhor Nelson, que era o nosso vigário, que além de ser um grande sacerdote tinha um lado de homem público muito interessante; vibrava com a cidade... Então, juntamos aquelas forças e começamos a trabalhar. E, do lado político, o nosso deputado federal Bonifácio Andrada, que morreu agora há pouco... Foi um trabalho duro, viagens a se perderem a conta, e todas elas de carro, não havia outro transporte. Muito cansativo... Por exemplo, por que Aparecida do Norte? Lá morava o deputado Vicente Penido porque o presidente da empresa Serveng-Civilsan (Pelerson) residia em São Paulo, onde chegamos a ir tratar da estrada – era um grande empresário, que saiu de Resende Costa jovem e fez fortuna com construção civil. O governador Francelino Pereira ia a Aparecida do Norte uma vez por ano para receber uma comitiva de romeiros que saía de Três Corações e ia a pé. Era por volta de setembro de 1978. O Bonifácio falou: “A obra está na iminência de sair; vamos encontrar o governador na terra do empreiteiro”. Chegamos lá na casa do Penido, do deputado Vicente Penido, e o Francelino falou: “A

obra vai sair”. A que você atribui o sucesso da empreitada? O segredo disso está no sonho. Nós herdamos um sonho de outras gerações de resende-costenses. Eu me vi nesse papel, assim como o Ocacyr; o monsenhor Nelson... Houve um momento como se fosse mágico: “Agora tem que dar, chega somente de sonhar; nós temos que tirar esse sonho do papel”. Eu até me emociono quando eu falo nessa luta. Eu, por exemplo, abandonei tudo na minha vida... eu era advogado em início de carreira, eu não tinha fonte de renda pra valer (vereador não tinha subsídio). Nós nos jogamos... Durante a construção da estrada, com falta de dinheiro, a obra parava e não parava... e nós ali desesperados. E o empreiteiro, por mais que quisesse ajudar Resende Costa – ele é empresário, empresário não dá nada pra ninguém –, falava: “Se as obras pararem (faltando dinheiro do orçamento do Estado) e se eu tiver que desmontar o acampamento de trabalho, eu não volto mais”. Era um desespero. Aí nós fomos para Aparecida do Norte encontrar o governador: “Pelo amor de Deus, não pode parar!” Nessa altura, em que pé estava a obra? A estrada estava só na metade de terraplanagem (que dava de Resende Costa até o viaduto da ferrovia); faltava de lá pra cá; além da ponte, que não estava sendo feita ainda. Eu não dormia mais... Qual foi o grande segredo? O grande segredo é que juntamos o sonho das gerações, da minha geração, que não é a mesma do Ocacyr Alves nem a do monsenhor Nelson, e chegamos à conclusão de que era o momento. Ou se fazia aquilo naquele momento ou não iria se fazer mais. Houve um somatório de vontades para realizar esse sonho nosso. O Bonifácio era um incentivador. A empresa aceitou financiar, dispôs-se a ajudar, indo com a gente ao governador... Eu atribuo esse sucesso ao somatório de forças. Era um sonho de mais de 50 anos: desde final da segunda grande guerra, em 1945, gerações e gerações de políticos em Resende Costa sonhavam insistentemente com isso. Eu me lembro do meu pai ter ido um dia a Oliveira encontrar-se com o Eliseu Resende, que era casado com a irmã do deputado João Nogueira de Resende. Na volta, o papai

Foto: André Eustáquio - JL

Bastidores da construção do asfalto há 40 anos, por Toninho Melo

O promotor Toninho Melo foi uma das lideranças políticas no fim da década de 70 que lutaram pela construção da rodovia asfaltada de Resende Costa

contando pra gente – eu era garoto – que a musiquinha que eles cantavam era a seguinte: “João Nogueira vai tirar nós da poeira”. Na verdade, não foi ele, foi o Bonifácio. Eu sinto essa emoção porque eu sou o mais novo da turma; inclusive só eu sobrevivi. Há dois vereadores que participaram disso com a gente: José Carlos de Sousa Vale, dono de uma pousada em Resende Costa, e Miguel Eugênio de Resende. Os demais vereadores já morreram. Eu tenho esse privilégio de quarenta anos depois estar podendo narrar como esse sonho aconteceu e foi realizado. Fale um pouco mais do papel dos personagens envolvidos. Da nossa turma, o monsenhor Nelson sempre foi um sonhador, sempre brigou por essas coisas de nossa cidade. Na criação do ginásio de Resende Costa ele foi um dos chefes. Sempre esteve presente em todas as gerações da cidade enquanto esteve vivo. Ele foi aquele grande personagem moral, acima do bem e do mal, que conseguiu inclusive ativar a vontade dos próprios empresários, dos Penido, porque o monsenhor Nelson conheceu a família Penido pobre, antes deles se tornarem grandes empresários. E o monsenhor Nelson para eles era aquele padre antigo que os batizou! Olhe como é que vão se somando as forças! O Ocacyr era o prefeito, ia comigo, acertava com os deputados... O Ocacyr foi um grande prefeito; e ele era o patrocinador dos encontros porque ele bancava... A prefeitura quase que não tinha nada! Em nível estadual,

nossos primeiros encontros foram com o governador Aureliano Chaves. Depois, ele teve que se desincompatibilizar para ser candidato a vice-presidente da República, ainda no regime militar. Então, assumiu o vice dele, que era o Ozanan Coelho. Como era um período de apenas seis meses, ele não mexeu muito, mas também não atrapalhou. Aí entra Francelino Pereira: esse, sim, foi aquele que assinou, que pôs em licitação e que garantiu a obra. No dia em que nós fomos a Aparecida, ele nos socorreu, pois a situação estava na mão dele Imagine a situação: o dinheiro acabando e a obra não estava prevista no orçamento do DER. E o Penido falando: “Se eu tirar o acampamento, não volto mais.” Foi fundamental também o Judiciário de Resende Costa, através do escrivão Antônio de Paula Pinto, o Tunico, que nos ajudava muito. Começaram a entrar muitas ações porque o DER não desapropriou ninguém. E a estrada foi sendo aberta no terreno dos outros... Foi dramático. O pessoal entrava na justiça para pagar a obra e o Tunico nos ajudava a segurar os processos. Era uma causa santa para ele (risos), para todos nós! Como era apaixonado por Resende Costa! Quando o oficial de justiça ia lá intimar o engenheiro da empresa para parar a obra, o Tunico avisava: “O oficial de justiça saiu com um mandado”. Então, a gente avisava o engenheiro: “Some porque se parar, não volta!” São detalhes interessantes. Na época, seria até crime. (Continua na página 6).


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JOGO ABERTO CONTINUAÇÃO

Quarenta anos depois, qual foi a importância dessa obra para o atual sucesso de Resende Costa? É inegável dizer que Resende Costa não seria hoje o que é sem o asfalto e o sistema de água e esgoto da Copasa, sobretudo de água. Ninguém anda em estrada de terra... Hoje, tem uma turma que faz trilha e tal... Mas, naquele tempo, quem é que ia querer estrada de terra para conhecer Resende Costa, uma pequena cidade que não tinha nada? Nós ficávamos lá no alto daquela montanha, em cima das lajes, olhando o horizonte e sonhando com um dia ter a estrada asfaltada. E no meu discurso de inauguração, eu disse: “Governador, essa estrada – parece que eu estava adivinhando – há de inverter a marcha de saída dos seus filhos em busca de dias melhores”. Qual a marcha? Os filhos de Resende Costa saírem para buscar um horizonte melhor e passarem a voltar para Resende Costa. Isso em 1981. Não deu outra: todo esse empreendimento que há em Resende Costa hoje é fruto de grande parte desses resende-costenses que voltaram. A estrada significou a volta dos filhos que tinham ido embora, quase que deserdados pela sorte, em busca de dias melhores... E atrás dos empreendimentos deles, vieram outros mais para fazerem de Resende Costa o que ela é hoje. E, do alto dos meus quase 70 anos, eu olho pra trás e vejo que valeu a pena. E, por um capricho do destino, logo depois eu tive que ir embora de Resende Costa. Em 1983...1984, eu fiz o concurso para o Ministério Público e fui embora porque eu tinha perdido a eleição para prefeito.

Monsenhor Nelson em visita ao canteiro de obras da rodovia, na localidade do Morro do Jacó

Foto: arquivo Toninho Melo

luta danada também: Belo Horizonte, São João, Belo Horizonte... Eu pensei: “Agora não vai”. Toda hora tinha um empecilho, um obstáculo! A empresa que construía a ferrovia tinha a maior má vontade, não queria deixar a gente passar debaixo do viaduto deles. Achou-se um caminho para não passar debaixo do viaduto deles: está lá no Rochedo o viaduto da estrada de Resende Costa. Quando foi chegando 1979, a obra foi deslanchando... 1980 foi um ano crucial; em 1981 foi o asfaltamento. Aí o sonho estava realizado. Quando a obra estava pronta e o orçamento do DER só cobria o asfalto até o Km zero, perto da pousada do Milton, o sr. Vicente Penido nos ajudou a forçar o governo a pagar o asfaltamento até a Praça do Assis Resende (Praça Rosa Penido), razão pela qual apresentei à Câmara Municipal projeto de lei trocando o nome de Avenida Gervásio Pereira para Alfredo Penido.

Trator de esteira que iniciou a abertura da estrada Foto: arquivo Toninho Melo

Em que momento você passou a ter certeza de que “agora vai”? Essa pergunta é a mais crucial, pois nós sofremos muito. Foram tantas as promessas, tantos os sinais em governos anteriores... Meu sogro, Antônio Honório, quando era prefeito, tentou fazer essa estrada, uma estradinha com um trator da prefeitura... Era o sonho dele, foi um sonhador também. Eu lembrei, no meu discurso de posse (na Câmara Municipal), da luta de todos eles, independentemente de partido político. Por coincidência, o meu sogro era do outro partido; e era meu padrinho. E foram tantas as vezes que os políticos da cidade disseram que iria dar certo... que o governador estava com boa vontade... Mas aí há a questão do investimento: era uma obra de asfalto cara, custaria hoje uns R$ 50 milhões e que não serviria a mais ninguém (além de Resende Costa). E eles não fazem obra assim. Foram muitos problemas... Donos de terra entravam na justiça, porém, no final, depois de muitos anos, todos receberam. Além disso, tiveram suas propriedades valorizadas. A licitação foi em 1977 e em 1978 nós tivemos eleição parlamentar. No meio da licitação, início das obras, a ordem de serviço saiu. Já havia lá um trator que nós mandamos colocar... E o pessoal do outro partido falava: “Ah! Isso aí... No dia seguinte da eleição eles põem esse trator na carreta e levam embora”. Nós passamos por isso tudo. Nós tínhamos não era certeza, e sim fé, fé e fé de que a partir daquele momento a coisa iria acontecer. Tudo combinava pra ser. A obra começa... e começa com tantos percalços. Houve um momento da construção em que a obra teve que ser interrompida por um tempo grande: nossa estrada cruza com a Ferrovia do Aço! A ferrovia tinha preferência, era obra federal, tinha muito dinheiro. A nossa era um asfalto de uma cidade pequena. E teve ainda o episódio da ponte sobre o Ribeirão Mosquito – a única ponte do trecho. Essa ponte não fazia parte da licitação da obra de terraplanagem e de asfaltamento. Foi uma licitação depois. E o DER não soltava a licitação. A obra era tocada dos dois lados e a ponte... nada. Mais uma briga, mais uma luta, mais Bonifácio Andrada correndo atrás com a gente. Foi muito difícil. E lá na ponte havia ainda um problema de desapropriação, da Fazenda Esperança, que era do Juca Lombardi. Ele era muito rico, não precisava de dinheiro de indenização, mas não aceitou, de jeito nenhum, liberar para se começar a fazer os pilares da ponte sem ser indenizado. Justamente ele que não precisava. Foi uma

Foto: arquivo Jornal das Lajes

“A estrada significou a volta dos filhos que tinham ido embora, quase que deserdados pela sorte, em busca de dias melhores”

Máquina trabalhando na construção da reta da ponte sobre o Ribeirão Mosquito

Resende-costenses lotaram a praça Cônego Cardoso, em março de 1981, para a cerimônia de inauguração da Rodovia Alfredo Penido


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O Verso e o Controverso

UM OLHAR SOBRE RESENDE COSTA

ACONTECEU Camila Chaves Testemunho de quem esteve no canteiro de obras da Rodovia Alfredo Penido desde o início

JOÃO MAGALHÃES

A antiga poesia litúrgica católica – parte 2: Te Deum

Pacotinho fala da sua participação nas obras e, 40 anos depois da inauguração, afirma: “A estrada trouxe o progresso para Resende Costa” Foto: André Eustáuqio

ANDRÉ EUSTÁQUIO

Em 1978, o motorista Antônio Gabriel de Oliveira, o Pacotinho, aos 21 anos, trabalhava na empreiteira Alcino Vieira, na construção de trecho da Ferrovia do Aço no distrito do Rio das Mortes, em São João del-Rei. Foi quando sua esposa o informou de que a obra de pavimentação da estrada de Resende Costa à MG-383 enfim iria começar. “Minha mulher foi me buscar lá.Ela ficou sabendo que tinha essa obra aqui. O sr. Adenor Chaves era o responsável por arrumar a turma pra trabalhar. Aí eu vim, fichei e comecei a trabalhar, inicialmente dirigindo um caminhão”, conta Pacotinho, 40 anos depois. Pacotinho se recorda da construção de cada trecho da rodovia LMG-839, renomeada Rodovia Alfredo Penido em homenagem ao pai do empresário resende-costense Pelerson Soares Penido, dono da Serveng-Civilsan, responsável pela execução das obras.Pacotinho trabalhou na obra do início ao fim, sempre como motorista. “Lembro-me de quando chegou o primeiro trator, um D8 (trator de esteira). O transporte dele foi pela estrada de terra. Com a chegada desse trator, a obra começou. O trator vinha limpando a frente pra gente passar com os caminhões transportando pedra marroada, manilhas, cimento e material para construção dos bueiros”. À medida que a obra avançava, Pacotinho foi remanejado de função. Ele deixou o caminhão para assumir o transporte dos funcionários do DER-MG (Departamento de Edificações e Estradas de Rodagem de Minas Gerais). “Eu passei a dirigir uma Kombi e levava toda semana o pessoal do DER até Belo Horizonte”. Porém, com a construção da ponte sobre o Ribeirão Mosquito, novamente Pacotinho assume a direção de um caminhão. “Na construção da ponte eu trabalhei com uma betoneira transportando concreto para encher as vigas”, diz. EMPREGOS E DESENVOLVIMENTO A construção da rodovia mo-

O motorista Pacotinho trabalhou do início ao fim na construção da rodovia Alfredo Penido

vimentou a cidade de Resende Costa no fim da década de 1970. A população local não tinha tantas oportunidades de trabalho, portanto conseguir uma vaga em algum canteiro de obras era uma chance pela qual muitos esperavam. De acordo com Pacotinho, a construção da ponte, a única do trecho de 14 quilômetros, foi a que mais atraiu empregos. “A obra gerou muitos empregos em Resende Costa, especialmente a construção da ponte. Essa gerou emprego demais: motoristas, pedreiros, serventes de pedreiro, carpinteiros para fazer os tubos e os andaimes. Eu também trabalhei lá”, diz o motorista. Com a rodovia concluída, outras oportunidades de emprego começaram a surgir em Resende Costa no início da década de 1980. Pacotinho se recorda, entre outros comércios, da abertura do Depósito Nossa Senhora do Rosário, do Zito do Zé Henrique. “A cidade começou a evoluir. Inclusive, o percurso e o tempo gasto da viagem até São João del-Rei diminuíram. A viagem de ônibus ficou mais rápida. As coisas ficaram mais fáceis.” Hoje, Pacotinho, aos 64 anos, volta seu olhar e sua lembrança aos tempos em que trabalhou como motorista na construção da Rodovia Alfredo Penido. A nossa conversa aconteceu no KM 2, entrada do Residencial Palmares. Enquanto ele se lembrava do vai-

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-e-vem dos caminhões e tratores, dos carpinteiros erguendo andaimes na construção da ponte, inúmeros carros passavam por nós. Foi difícil para o motorista aposentado da Prefeitura Municipal de Resende Costa esconder a emoção ao falar do progresso que a estrada asfaltada trouxe ao município. “Não dá nem pra te falar (emoção)... A cidade evoluiu... Resende Costa era uma cidade pobre. Meu pai trabalhou na prefeitura e ficou 5 meses sem pagamento. Imagina hoje que evolução tivemos! Antigamente a gente tinha dificuldade para ir a São João. Se alguém adoecesse aqui e precisasse ir até São João del-Rei, levava o dia inteiro. O transporte era muito difícil, tinha só um horário de ônibus (às 4h45 da manhã), que era uma jardineira.” E ao contemplar os carros de turistas com placas de outros estados chegando a Resende Costa na manhã do domingo, 7 de março, ele disse ainda emocionado: “Eu nunca imaginei que pudesse ver um dia tantos carros passando por essa estrada (que ele ajudou a construir). A cidade não tinha nada. A nossa cidade era pobre. O progresso chegou a Resende Costa, gente. Vamos valorizar isso! Quem tem condições de investir na cidade, faça isso. Valorize a nossa cidade que evoluiu tanto nos últimos anos. E, sem dúvidas, essa estrada trouxe o progresso para Resende Costa”, conclui Pacotinho.

É, pelo que se vê, o hino litúrgico mais usado nos ritos católicos. Também em alguns não católicos que o celebram, como as igrejas luterana, anglicana e metodista. Sua propagação se deve muito aos monges beneditinos, que o introduziram em seu hinário no século VI. Tornou-se até uma cerimônia de agradecimento à parte. Por exemplo, cantar um Te Deum pelo fim de uma epidemia. A origem do Te Deum é muito antiga. Aí pelo século III. Até hoje se pesquisa sobre seu autor, mas são atribuições: Santo Ambrósio? Santo Hilário de Poitiers? Nicetas de Ramesana? Sua autoria, contudo, permanece incerta. O “Te Deum” é um hino de louvor e agradecimento de intensa qualidade poética. Muitas ideias em poucas palavras. “Louvamos-te Deus; confessamos-te, Senhor. A ti, eterno Pai, toda Terra venera” (“Te Deum laudamus, te Dominum confitemur, te aeternum Patrem omnis terra veneratur”). “A ti todos os anjos, a ti os céus e todos os poderes, a ti Querubins e Serafins com voz incessável proclamam: Santo, santo, santo é o Senhor Deus do Sábado. Céus e Terra estão cheios da majestade de tua glória” (“Tibi omnes Angeli, tibi coeli et universae potestatis, tibi Querubim et Seraphim incessabili voce proclamant: Sanctus, Sanctus, Sanctus Dominus Deus Sabaoth. Pleni sunt coeli et terra majestatis gloriae tuae”). “A ti o glorioso coro dos apóstolos, a ti o louvável número dos profetas, a ti louva o exército em vestes brancas dos mártires, a ti a Santa Igreja confessa por todo orbe terrestre como pai de imensa majestade, [bem como] teu venerando filho único e também o Espírito Santo paráclito” (“Te gloriosus Apostolorum chorus, te prophetarum laudabilis numerus; te martirum candidatus laudat exercitus. Te per orbem terrarrum sancta confitetur Ecclesia. Patrem immensae majestatis: venerandum tuum verum et unicum Filium, sanctum quoque Paraclitum Spiritum”). “Tu, Cristo, rei da Glória. Tu és filho sempiterno do Pai. Tu para amparar o homem não temeste o útero da virgem. Tu, vencido o aguilhão da morte, abriste aos crentes o reino dos

céus. Tu sentas à direita de Deus, na glória do Pai. Crerás ser o juiz a vir” (“Tu Rex gloriae, Christe. Tu Patris sempiternus es Filius. Tu ad liberandum suscepturus hominem non horruisti Virginis uterum. Tu devicto mortis acúleo, aperuisti credentibus regna coelorum. Tu ad dexteram Dei sedes, in gloriam Patris. Judex crederis esse venturus”). “Pedimos-te, portanto, acode os teus servos que remiste com teu precioso sangue. Faz que sejamos contados entre os santos na eterna glória” (“Te ergo, quaesumus, tuis fammulis subveni, quo spretioso sanguine redimisti. Aeterna fac cum sanctistuis in gloria numerari”). “Salva teu povo, Senhor, e abençoa tua herança e dirige-os e levanta-os por toda eternidade” (“Salvum fac populum tuum, Domine et benedic hereditati tuae et rege eos et extolleillosusque in aeternum”). “A cada dia te bendizemos e louvamos teu nome no século do século” (“Per singulos dies benedicimus te et laudamus nomen tuum in saeculum saeculi”) “Digna, Senhor, este dia, nos guardar sem pecado. Tem misericórdia de nós, Senhor. Vive conosco. Faz misericórdia, Senhor, sobre nós do mesmo modo como esperamos em ti”. (Dignare, Domine, die isto, sine peccato nos custodire”. Miserere nostri, Domine, morerere nostri. Fiat misericórdia, Domine, super nos, quemadmodum speravimus in te) Em ti esperei, não serei confundido na eternidade (“In te, Domine, speravi, non confundar in aeternum”). Restringindo-se ao aspecto literário, que é o propósito desta série, percebem-se: uma salmodia em nenhum momento monótona; a musicalidade dos enunciados, daí o grande número de compositores que o musicaram; a súplica plangente; a exploração de sentimentos. O beneditino Dom Cagin, em seu estudo sobre o Te Deum, cita Hugueny: “Melhor do que a inteligência é o coração que comentará o Te Deum. O comentário do coração não se escreve sobre o papel, mas na alma em tratos de amor e na vida em atos de caridade.” Acho que só a grande poesia consegue isso. É o que penso. E você?


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CIDADE

Prefeitura recupera dinheiro desviado do Fundo Municipal de Saúde Ex-tesoureiro foi demitido e pediu desculpa pelo erro à população resende-costense JOSÉ VENÂNCIO DE RESENDE

Os funcionários Marcelo Campos Lara e Fernanda de Barros Silva foram demitidos da Prefeitura Municipal de Resende Costa, no âmbito de processo administrativo disciplinar que apurou o desvio de recursos do Fundo Municipal de Saúde. Foi devolvido aos cofres públicos o montante de R$305.813,36 (valor atualizado com correção judicial e juros). O desligamento dos servidores consta das portarias 58 e 59 assinadas pelo prefeito José Gouvea Filho e publicadas em 22 de fevereiro. O trabalho que apurou a quantia desviada do Fundo Municipal de Saúde pelo ex-tesoureiro da Prefeitura Municipal de Resende Costa foi realizado por uma comissão especial (portarias nº 382 e 384, respectivamente, de 28 e 29 de dezembro de 2020), constituída por Carlos Valério de Sousa (presidente), Marciney José Resende (secretário) e Marlice Alessandra Resende Ribeiro. O CASO Em 28 de dezembro de 2020, a então Secretária Municipal de Saúde de Resende Costa e Gestora do Fundo Municipal de Saúde, Geórgia Araújo Resende, relatou

que, ao ter acesso aos extratos bancários durante o processo de transição de mandato, deparou-se com transações suspeitas beneficiando terceiros. Diante disso, a secretária solicitou ao então prefeito Aurélio Suenes que apurasse os fatos. Essas informações constam no relatório da comissão especial, já concluído. Confrontado com a suspeita de ter desviado recursos do Fundo Municipal de Saúde, o então tesoureiro da Prefeitura, Marcelo Lara, confessou seu ato, em Boletim de Ocorrência (nº 2020-062343880001), na sua defesa preliminar e em seu depoimento. A pedido da comissão especial, o então prefeito Aurélio Suenes, que chegava ao fim do seu segundo mandato, determinou o afastamento imediato do tesoureiro Marcelo e da auxiliar de secretaria Fernanda Barros. A comissão realizou um levantamento preliminar de possíveis divergências entre o ingresso de receita no Fundo Municipal de Saúde (FMS) e as transferências financeiras realizadas pelo Fundo Nacional de Saúde. O então tesoureiro foi citado, constituiu advogado e requereu as cópias dos autos. Na sua defesa preliminar, foram arroladas as testemunhas (os servidores Valdir Evangelista Coelho e José de Re-

sende Coelho, lotados na Tesouraria). Durante essa fase, Marcelo solicitou o levantamento dos valores desviados e apresentou uma devolução inicial de R$214.484,24 – valor este lançado na contabilidade do FMS. Concluído o levantamento dos atos ilícitos praticados na movimentação das contas bancárias da Caixa Econômica Federal e do Banco do Brasil, ficou comprovada a segunda devolução, inclusive com atualização monetária e juros, no valor de R$ 91.329,12.

feito municipal encaminhou todas as informações disponíveis à delegacia de polícia, que registrou boletim de ocorrência. Em menos de 60 dias, os fatos foram apurados no âmbito administrativo e os valores restituídos, bem como aperfeiçoado o processamento dos procedimentos administrativos. A cópia do processo integral foi encaminhada à Delegacia de Polícia e ao Ministério Público.

precisasse perante a saúde. Passei por momento ruim. Infelizmente cometi um erro que não posso voltar atrás. Todos erram e merecem uma segunda chance para recomeçar. Gostaria de deixar claro que, desde o primeiro momento, assumi o meu erro e quis pagar. Só precisava de um tempo para vender uns lotes recebidos por herança dos meus pais. E assim foi feito. Assim que vendi os lotes, depositei o valor na conta da Prefeitura no dia 12 de janeiro de 2021. Posteriormente, me apresentaram um novo valor com juros que eles entenderam como correto. E depositei o restante no dia 4 de fevereiro. Todos nós não estamos livres de cometer erros. Todos me conhecem e sabem que tratei todos de forma respeitosa e amigável. Errei, sim, porém procurei da melhor forma reparar meu erro; erro este cometido somente por mim, e mais ninguém. Quanto à minha esposa, sempre deixei claro que ela não teve nada a ver com isso; nem sabia do mal que estava sendo feito. Vem de uma família com valores e jamais aceitaria tal situação. Tudo está sendo feito de forma injusta com ela, e isso se provará na Justiça. No mais, reafirmo o meu pedido de desculpas à população e agradeço a oportunidade que o Jornal das Lajes me deu de me manifestar sobre o assunto.”

MANIFESTAÇÃO DE MARCELO Em manifestação enviada ao Jornal das Lajes, o ex-tesoureiro da Prefeitura assumiu o erro, pediu desculpas à população resende-costense, isentou a sua esposa de qualquer responsabilidade e pediu uma nova chance para recomeçar. Veja a íntegra da sua manifestação:

CONCLUSÃO DA COMISSÃO A comissão especial considerou que a auxiliar de secretaria, Fernanda Barros, não cumpriu com seu dever de servidora, por “ter se beneficiado de tal conduta (a prática dos desvios) pelo tesoureiro, seu companheiro em união estável”. Em relação à quitação de faturas de cartão de crédito, “não há dúvidas de que a indiciada tinha acesso em seu celular de todas as movimentações realizadas através dos cartões de crédito. Também é incoerente a alegação de que todas as compras eram efetuadas por Marcelo e em benefício próprio, uma vez que a indiciada mantém união estável de longa data com seu companheiro”. No início do processo, o pre-

“Procurei pelo Jornal das Lajes para dar esclarecimentos sobre o assunto e aproveitar o momento para pedir desculpa a toda a população resende-costense. E deixar claro que, em nenhum momento, eu deixei de pagar alguma conta da Prefeitura; que a minha atitude, em nenhum momento, afetou a população para a realização de exames, consultas, testes para Covid ou qualquer demanda que a população

De olho na cidade EDÉSIO DE LARA MELO

No início da década de 1960, não tínhamos água tratada nem energia elétrica de qualidade em Resende Costa. Contar com a “luz da Azevedo”,que mal dava conta de fazer funcionar rádios e acender lâmpadas em certos momentos do dia, não era para todos. Tudo começou a melhorar quando a antiga distribuidora de energia deu lugar à Cemig, em 1962. Somente 20 anos mais tarde é que a questão do abastecimento de água começou a melhorar com a instalação dos serviços da Copasa na cidade, três anos depois de contrato assinado entre a Prefeitura Municipal e a empresa, o que ocorreu em 1977, quando Ocacyr Alves de Andrade (Cici da Candinha) tomou posse como prefeito municipal. Conquistar obra de envergadura como essa, para uma cidade tão pequena, foi uma tarefa que exigiu habilidade dos eleitos para ocupar cargos no Executivo e no Legislativo municipais a partir da data citada. Empenharam-se, além do prefeito, todos os vereadores, com destaque para Antônio Pedro da Silva Melo (Toninho Melo, presidente da Câmara Municipal) e

José Carlos de Souza Vale (Carlos da Santa). Mas,como não podia ser diferente, o estimado Padre Nelson Rodrigues Ferreira também entrou em cena. Esse quarteto foi atrás daqueles que poderiam abraçar a ideia de resolver o problema do abastecimento de água na cidade, abrir nova estrada e asfaltá-la em direção a São João del-Rei: os irmãos Penido, donos da Construtora Serveng-Civilsan, políticos influentes da família de Bonifácio Andrada, da cidade de Barbacena, e Francelino Pereira, governador do estado. Para a questão da água tratada, um fator contribuiu para que o projeto desse certo. O presidente da Copasa naquela época era William Sebastião Penido Vale, primo do Carlos da Santa.Sendo membro da família Penido, ele concordou, prontamente, em receber os três políticos de Resende Costa na sede da Copasa, localizada na Praça da Liberdade em Belo Horizonte, sem que soubesse o motivo da visita. No dia combinado, os resende-costenses fizeram uma jogada de mestre: passaram pela residência do Sr. Elviro – tio do Carlos da Santa e

pai do presidente da Copasa – localizada no bairro Santo Antônio, e pediram que ele os acompanhasse. No belo prédio da estatal, quando William Penido se deparou com o grupo, foi logo dizendo: “Uai, pai, o que o senhor está fazendo aqui?”. O pai respondeu: “Meu sobrinho passou lá em casa e me convidou”. Teve início, naquele momento, o processo de implantação dos serviços de captação, tratamento e distribuição de água em Resende Costa. Paralelamente à questão da implantação dos serviços da Copasa, havia outra demanda do grupo: a abertura e o asfaltamento de uma nova estrada. A via que usávamos continuamente é a que sai da Rua São João del-Rei, no Pau de Canela, passa pela cidade de Coronel Xavier Chaves até chegar ao trevo e tomar destino para centros maiores, como Belo Horizonte, por exemplo. Não era uma viagem segura e confortável, visto que, durante o verão e com chuvas intensas, era difícil vencer aclives acentuados com os ônibus e automóveis precários daquela época.Por vezes, amarravam-se correntes nos pneus

Foto: arquivo Toninho Melo

Água tratada e estrada asfaltada: fatos marcantes para Resende Costa acontecidos na década de 1980

Faixa em homenagem à família Penido estendida na praça Cônego Cardoso, que recebeu centenas de pessoas para a inauguração da rodovia

dos veículos na tentativa de superar os deslises deles quando em contato com o solo barrento e escorregadio. Isso nem sempre dava certo. Era preciso lançar mão das famosas baldeações ou desistir da viagem. Muitos vão se lembrar da famosa cava amarela que se transformava em barreira quase intransponível quando chovia muito. Todo ano, gastava-se dinheiro para jogar cascalho, consertar mata-burros, refazer pontes de madeira e dar uma “patrolada” na estrada de chão. Mais ainda, quando não era chuva,

o desgaste vinha com o excesso de poeira em tempos de seca.Para termos estrada asfaltada, os Penido foram decisivos quando abordaram o governador Francelino Pereira, que autorizou a realização dos serviços. Assim sendo, em 20 de março de 1981, os jornais da região noticiaram a inauguração dos 14 km da nova estrada que ligava nossa Resende Costa à MG383.Ao cortar a fita de inauguração da obra, Francelino Pereira e Ocacyr Alves de Andrade sinalizaram a chegada de novos tempos para a cidade.


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A teia do mundo

Contemplando as palavras

JOSÉ ANTÔNIO*

REGINA COELHO

A vida é um susto Vida e morte. Será que uma se alimenta da outra? A morte de Brás Cubas deu vida à literatura... mas a vida da literatura deu morte a Dom Quixote. Tenho comigo que vida e morte se completam, sendo que uma não existe sem a outra. Porém, penso eu cá com minhas vidas e mortes, cada uma tem sua especificidade. A morte dá medo, enquanto a vida dá susto. A morte apavora, é o fim de tudo, a interrupção do que não podia ser interrompido, o desligamento fatal e inexorável da existência, o fatídico falecimento num dia qualquer de um calendário misterioso. Quem não tem medo disso? Até bicho corre da morte. É instinto puro. O negócio é viver e escamotear a morte para cada vez mais tarde. Zizica, empregada antiga da minha vetusta e sábia Tia Zenóbia, tem tanto medo da morte que nem a palavra “caixão” ela pronuncia. Velório? Só por procuração. Tia Zenóbia, no alto de sua idade de filósofa por natureza, como se fosse um Eclesiastes de cabelos brancos, vive dizendo à Zizica, tentando chamá-la à racionalidade: – É tudo bobagem, Zizica. Nada vai ficar. De repente, tudo vira nada. A gente é como se fosse um montinho de pó. Aí, Deus resolve soprar e... oh! Acabou. Zizica fica cismada e pega a rezar para escapar das baforadas do céu. Você, leitor amigo, ainda vivo, já sonhou que estava morrendo? Viu só como você

acordou? A morte é tão terrível que desejá-la para alguém já tem qualquer coisa de crime. Por outro lado, a vida assusta. A gente já nasce assustado. De repente, somos arrancados da paz... e de cabeça pra baixo. E lá vem luz nos olhos, sons estranhos, sangue e placenta nos melando o corpo e um tapa no traseiro. Isso tudo assusta! Quer mais exemplo? Você não vê uma pessoa há muito tempo mesmo, e ela é idosa. Então, você fica sabendo que ela continua viva. O susto é inevitável: – O quê? Está viva ainda? É a vida assustando. Se os jornais dizem que não há vida em Marte, nós nos tranquilizamos. Se as notícias confirmam que há vida em Marte, a Terra toda se assusta. Velório, então, é um perigo. Todo mundo ali ao redor do caixão, choro, vela, rezas e cumprimentos. O pessoal na maior seriedade e tristeza. O defunto se mexe. A debandada é geral, numa correria louca e cega. Cadê o choro? Cadê as velas? Para onde foram as rezas? Onde foram parar os cumprimentos? O defunto está vivo... e a vida assusta. Vivemos assim, entre o susto e o medo. Susto perante a imprevisibilidade... medo perante a fatalidade. O susto é o medo que não deu certo. Talvez seja isto a vida... uma morte que ainda não aconteceu.

*JOSÉ ANTÔNIO OLIVEIRA DE RESENDE é professor de Prática de Ensino de Língua Portuguesa, do Departamento de Letras, Artes e Cultura da Universidade Federal de São João del-Rei. Membro da Academia de Letras de São João del-Rei. E-mail: jresende@mgconecta.com.br

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Acima de tudo, mulheres Uma cena familiar contada em casa e vivida por minha mãe me vem à lembrança agora. Início dos anos 1960. Numa das festas de escola, chamadas de auditório, daquela vez em comemoração ao Dia das Mães no então Grupo Escolar Assis Resende, dona Olga foi contemplada pelo aluno Amadeu (seu filho) com um “presente” simplesmente impensável para uma mulher nos dias de hoje, mas que a “rainha” do nosso lar adorou. Tratava-se de um bonito liquidificador. O que naquela época foi recebido naturalmente como um agrado certamente é visto já há algum tempo como um símbolo do trabalho doméstico ainda atribuído primeiramente à parte feminina da família e realizado sem o reconhecimento do valor que deveria ter em grande parte das casas e, consequentemente, na sociedade. Um texto que circula na internet e é atribuído a alguém de nome Ryshell Castleberry (ou Castleburry) atenta para essa questão. Considera-se nele uma conversa fictícia entre um marido (M) e um psicólogo (P). Intitulado A minha mulher não trabalha, a minha mulher não trabalha!, o diálogo tem a seguinte introdução: P: O que faz para ganhar a vida, Senhor Rogers? M: Trabalho como contabilista num banco. P: E a sua esposa? M: Não trabalha. Ela é dona de casa. P: Quem prepara o pequeno almoço para a sua família? M: A minha mulher, porque ela não trabalha.

P: A que horas se levanta a sua mulher? M: Levanta-se cedo para organizar tudo. Prepara o almoço para as crianças, assegura-se de que estão bem-vestidas e penteadas, que tomaram o pequeno almoço, que lavaram os dentes e que estão levando tudo para a escola. Cuida do bebê. Muda-lhe a fralda e a roupa. E também o amamenta. P: E como vão os seus filhos para a escola? M: Leva-os a minha mulher, porque ela não trabalha. (...) E por aí vai essa prosa, que não tem nada de ficção no conteúdo que traz. Infelizmente, a desvalorização dos inúmeros afazeres executados pelas donas de casa ainda é uma realidade, um problema cultural de arraigadas estruturas desfavoráveis à figura feminina, em tempos mais remotos, vista apenas como uma criatura de grande serventia domiciliar. Entendia-se socialmente que esse era o seu papel no mundo. E mesmo depois que ela conquistou a duras penas o direito de trabalhar fora, as obrigações domésticas continuaram sob sua responsabilidade, caracterizando uma dupla jornada de trabalho. Além de tudo, situação inaceitável também é que, ao exerceratividade profissional além dos limites do lar, seja desrespeitada, explorada e discriminada pela sua condição de mulher. Levando em consideração essa conjuntura de mudanças ligadas às atribuições femininas, é compreensível que tenha causado alvoroço e

dividido opiniões no país matéria publicada pela Veja em abril de 2016 sobre o perfil de Marcela Temer (mulher de Michel Temer, então vice-presidente brasileiro). Ao retratar Marcela, entre a acusação de uns de ter usado um viés machista e a defesa de outros de não ter pregado um modelo a ser seguido, de fato, a revista tornou mesmo inesquecível o Bela, recatada e do lar, título da reportagem aqui mencionada. É evidente que não há problema algum alguém ser caracterizado assim desde que isso não seja uma obrigação ou um ideal a ser alcançado. Longe disso! Nessa trinca adjetiva, a expressão “do lar”, usada principalmente em documentos que precisam de qualificação completa da pessoa mencionada, apresenta um certo sentido depreciativo ao restringir a atuação feminina no âmbito fechado da família. “Fulana de tal, brasileira, casada (ou solteira ou...), do lar... O.k. pela opção de qualquer pessoa em viver uma vida tradicional. Tudo contra a ideia de que apenas esse tipo de mulher tem valor. Liberdade para ser dona de casa, sem precisar de ouvir o injusto comentário de ter uma “vida mansa”. Mas abaixo a desimportância e a invisibilidade que essa função ainda tem entre nós. Nada de retrocessos na luta das mulheres pela igualdade de direitos. Este Contemplando... é dedicado a todas as mulheres. E para nós cito Clarice: “Todas as manhãs ela deixa os sonhos na cama, acorda e põe a roupa de viver”.


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Educação

VANUZA RESENDE

Desde março de 2020, as aulas presenciais no Brasil estão suspensas nas instituições de ensino devido à pandemia da covid-19. O retorno de alunos e professores às salas de aulas gera embate. De um lado, parte dos funcionários e responsáveis dos alunos que pedem a volta das aulas presenciais. Diversas manifestações foram feitas no país pedindo o retorno das aulas. Do outro, profissionais de saúde, em sua grande maioria, e autoridades locais que não concordam com a volta às aulas, alegam risco de maior exposição ao vírus. Depois de intensos debates, o ano letivo em 2021 começou de forma presencial em alguns locais. Foi o caso das escolas municipais de São Paulo. Até o último dia 06 de março, as escolas municipais da cidade de São Paulo tiveram três mortes por covid-19 e 569 casos confirmados entre alunos e profissionais em 256 unidades de ensino, segundo levantamento dos sindicatos que organizam os trabalhadores da educação municipal. A Secretaria Municipal da Educação do governo Bruno Covas (PSDB) não faz divulgação dos casos e informa apenas que 12 escolas precisaram ser fechadas desde o início das aulas. Em Minas Gerais, o Tribunal de Justiça acatou um pedido do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas (Sind-Ute) para suspender a volta às aulas presenciais nas escolas estaduais. As aulas da rede estadual, que começaram no último dia 08 de março, seguem de forma on-line. Caso seja permitido, as aulas da rede estadual voltarão de forma híbrida, como explica a Diretora da Escola Estadual Assis Resende, Roseni Fernandes. “O Estado de Minas Gerais instituiu para esse ano, como modelo educacional, o ensino híbrido com a possibilidade ainda do ensino totalmente remoto, conforme opção do aluno e/ou responsável”. Sendo assim, o aluno que optar pelo ensino híbrido irá à escola uma semana e ficará, na outra, em casa realizando atividades on-line. O aluno que optar por continuar com o ensino remoto fará todas as atividades em casa e será assistido pelo professor

apenas na semana em que ele estiver em trabalho remoto. Ou seja, se o aluno optar por não ir à escola, durante uma semana ele fará os trabalhos e atividades sozinho, recebendo orientação apenas durante as semanas em que o professor estiver atuando de forma remota. O material de estudo segue sendo o PET (Plano de Estudo Tutorado) e atividades complementares selecionadas pelo professor. No entanto, mesmo que o estado consiga autorização para volta às aulas presenciais, a decisão também passa pelo município e pela instituição de ensino, conforme explica Roseni. “Sendo derrubada a liminar que impede a volta às aulas, a forma de ensino híbrido ainda dependerá da situação em que a região estiver com relação à disseminação do vírus causador da covid-19 e da decisão do prefeito da cidade em que a escola está localizada. No nosso caso, como a cidade se encontra na onda amarela, (cenário do dia 08 de março), há a possibilidade desse retorno na forma do ensino híbrido. Isso só não acontecerá se houver um decreto do prefeito municipal proibindo essa volta.” Questionada sobre qual seria a decisão da escola neste momento, Roseni disse que a situação precisa ser avaliada. “Essa é uma decisão difícil, pois a covid-19 está assolando milhares de famílias pelo país e pelo mundo. Por outro lado, o isolamento social e o afastamento dos jovens da escola têm causado muita angústia aos pais e aos próprios alunos.” A AVALIAÇÃO DAS AULAS REMOTAS Em 2020, os alunos concluíram o ano letivo de forma remota. Roseni faz um balanço sobre as atividades. “No ano passado, nosso principal meio de comunicação entre professores, escola e alunos foi via WhatsApp. A Secretaria da Educação disponibilizou um aplicativo chamado Conexão Escola. Porém, os alunos tiveram alguma dificuldade em seu uso. Para o ano de 2021, a Secretaria promoveu melhorias no aplicativo. Uma das funcionalidades oferecidas pela plataforma no Conexão Escola 2.0 será o Google Sala de Aula. Isso possibilitará uma melhor interação entre o professor e o estudante com aulas em tempo real. O aluno que não tem acesso a sinal de internet ou outro motivo que o impossibilite de acessar tal aplicativo, re-

Fotos: Jornal das Lajes

Ano letivo de 2021 começa de forma remota em Resende Costa

E. E. Assis Resende se prepara para, assim que for permitido, receber novamente os alunos para as aulas presenciais

ceberá o PET (Plano de Estudos Tutorados) impresso”, orienta a diretora do Assis Resende. De acordo com Roseni Fernandes, mesmo com dificuldades e desafios, o resultado das aulas remotas foi positivo. “Houve um grande esforço por parte de todos para se amenizarem os danos desse distanciamento. Elaboramos material adaptado às condições de aprendizagem de algumas turmas e alunos. Levamos esses PET’s de casa em casa e voltávamos para recolher esse material. Percebemos a angústia dos pais com os filhos em casa e distantes da escola. Conversamos com as famílias e com o Conselho Tutelar, quando necessário. Diante da situação difícil e impensável, entendemos que conseguimos um bom resultado”, avalia. EXPECTATIVAS PARA O ANO LETIVO Com o início das aulas, mais uma vez de forma remota, Roseni fala das expectativas para 2021. “Esperamos que a vacina contra a covid-19 chegue para todos e que possamos estar todos juntos. Mas enquanto isso não acontece, precisamos entender que a vida precisa continuar e que temos de aprender a usar essas novas ferramentas disponíveis em benefício de uma efetiva relação ensino-aprendizagem. Não temos a situação ideal para isso, mas acreditamos que podemos usar esses meios de comunicação e de interação em prol de uma educação de qualidade.” A diretora também reforça orientações para pais, responsáveis e alunos: “Dizemos aos pais que ajudem seus filhos a adotarem

uma rotina de estudo, a reservarem um tempo para assistirem às aulas on-line (que serão disponibilizadas pelos professores dentro dos grupos de estudo) e a fazerem as atividades do PET e outras complementares. Acreditem que essa situação vai melhorar e estaremos juntos em breve. Temos a grata notícia de que nossa escola está sendo reformada. Quando os alunos e professores retornarem à escola, ela estará melhor e mais bonita. Continuamos trabalhando arduamente para que tudo esteja pronto para esse momento.” VOLTA ÀS AULAS NA REDE MUNICIPAL Em contato com a secretária municipal de Educação de Resende Costa, Silvanda Maria de Resende, a reportagem do JL foi informada de que uma reunião sobre uma possível volta às aulas de forma presencial foi realizada no dia 24 de fevereiro. Além da secretária, participaram da reunião o prefeito municipal José Gouvea Filho, Rose Daher (diretora da E.M. Conjurados), Vírgínia Daher (diretora da E.M. Paula Assis), Sandra Vale (diretora do Centro Municipal de Educação Infantil Aquarela) e o Secretário de Saúde, José Luiz de Resende. Apesar das tratativas, não há prazo estabelecido para uma definição acerca da volta às aulas presenciais na rede municipal. De acordo com a pasta da Educação, a decisão do retorno ou não das aulas presenciais pode ser tomada pelo município. No entanto, o processo está associado ao Plano Minas Consciente e validado pelo Comitê Extraordinário

Covid-19. A decisão também deve ser comunicada à Superintendência Regional de Ensino. Outra ação necessária, caso o município decida pela volta das aulas presenciais, é ter um protocolo de segurança sanitária pronto para ser aplicado. Em nota, a Secretaria de Educação declarou que “é necessário que a Secretaria mantenha diálogo constante com toda a equipe educacional, no intuito de estudar as melhores possibilidades e estratégias de retorno de maneira segura e adequada ao Protocolo Sanitário exigido. O mesmo deverá ser uma referência para a comunidade escolar (gestor da saúde, setor de educação, pais e funcionários), que deverá definir os critérios mínimos para a retomada das aulas presenciais. A decisão sobre a retomada das aulas presenciais deve ser realizada de forma articulada entre as secretarias e o Comitê Extraordinário.” Acerca dos materiais didáticos que estão sendo utilizados durante as aulas remotas, a pasta esclareceu que “para sanar o déficit do aprendizado dos alunos, estão sendo elaboradas pelos professores e pedagogos, desde maio de 2020, apostilas com o conteúdo respectivo de cada série. Essas apostilas continuam em março deste ano. Contamos também com a presença física dos professores nas escolas, com o intuito de discussão, junto com a classe, sobre o protocolo de retorno presencial. Enquanto não há retorno, a expectativa para 2021 é de que as apostilas continuem no decorrer do ano, bem como o atendimento via grupos de WhatsApp.”


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Regional

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JOSÉ VENÂNCIO DE RESENDE

A economia de pequenas e médias cidades Brasil afora tem sido salva em grande medida pela construção civil durante a pandemia do coronavírus. Duas consequências principais são a falta de mão de obra, especialmente pedreiros, e os altos preços do material de construção. O setor foi o que mais abriu vagas em 2020, tanto com carteira assinada quanto para trabalhadores informais ou por conta própria, de acordo com reportagem recente do jornal Correio Braziliense. Há estimativa de que a indústria da construção civil possa gerar mais 200 mil oportunidades de emprego este ano. Não se via há tempos reaquecimento das vendas na construção civil, reforça reportagem do jornal O Tempo. E a pandemia foi um dos motivos para esse movimento de retomada econômica. Em isolamento social, muitas pessoas investiram tempo e energia em pequenas reformas, pinturas e adaptações. “Durante a pandemia, a casa ficou pequena. As pessoas começaram a entender a importância do lar e se preocuparam um pouco mais com a estrutura da casa”, diz Flávio Alves Gomes, presidente da Associação do Comércio de Materiais de Construção de Minas Gerais (Acomac). Resende Costa. A construção civil aumentou consideravelmente durante o período da pandemia, não só nas capitais mas também nas cidades interioranas, confirma o engenheiro civil Leandro Kloser. “Resende Costa foi uma delas, onde se percebe que o número de obras em andamento está maior que o habitual. Prova disso é a indisponibilidade de mão de obra qualificada para exercer tais funções.” Tanto que “pessoas sem experiência na construção civil resolveram começar a trabalhar na área”, situação esta explicada também pela crise econômica. No período da pandemia

(01/03/2020 a 22/02/2021, último levantamento), o setor de cadastro da Prefeitura Municipal de Resende Costa emitiu 50 alvarás de autorização de obras. No período anterior à pandemia (01/03/2019 a 28/02/2020), foram 69 alvarás emitidos. “Esse número não reflete a realidade da construção na cidade, porque pessoas que pensavam em construir, e que já tinham o projeto aprovado, viram na pandemia a oportunidade de investir o dinheiro no setor de construção civil”, explica Leandro, que é engenheiro da Prefeitura. Leandro, que também atua como profissional autônomorealizando projetos particulares, estima que o seu número de clientes triplicou nesse período da pandemia. “Portanto, não necessariamente houve um cadastro na obra no período certo em que ela estaria em andamento. Fato é que profissionais de engenharia e arquitetura, profissionais da construção civil e donos de depósitos de materiais de construção civil afirmam que o número de serviços/vendas aumentou consideravelmente nesse período.” Em conversa com alguns proprietários de obras/projetos, Leandro constatou que a justificavaé que “a construção civil seria uma forma de investir o dinheiro em um período tão instável”.O mesmo acontece em relação às reformas residenciais e comerciais. “Os proprietários viram, na construção civil, uma forma de investimento do dinheiro”, explica o engenheiro civil. “Com isso, a nossa cidade gerou mais empregos nessa área, dando oportunidades, a pessoas que nunca trabalharam nesse ramo, de terem a sua renda fixa durante o período da pandemia.” Preços em alta. “O negócio é não deixar dinheiro no banco”, confirma o pedreiro Antônio Valério da Silva, há mais de 20 anos no ramo. “Está uma loucura, a gente não está dando conta. E, quando vai indicar algum profissional, é difícil encontrar.” Nas primeiras semanas da pan-

Fotos: Leandro Kloser

Pandemia: construção civil puxa economia em cidades pequenas

Obra em andamento

demia, havia muita incerteza, muito medo. Tanto que Valério se mudou com a família para o povoado dos Pintos, zona rural de Resende Costa. “Depois a situação foi se normalizando, mas o comércio de material funcionava com as portas fechadas. Aí os preços começaram a subir muito, mas a mão de obra está no mesmo valor.” Em 2020, Valério concluiu uma obra (quatro pavimentos comlojas, apartamentos e garagem) e, no final de agosto, iniciou a construção de uma residência (dois pavimentos no total de 300 metros quadrados). Nos intervalos (fins de semana e folgas), ele encaixa outros serviços, como construção de piscinas, churrasqueiras com fogão a lenha e forno acoplados, reformas de piso, mudanças de paredes, telhados, etc. Mas uma coisa é certa: “Antes da pandemia havia mais estabilidade.” O impacto sobre os preços decorreu do grande aumento na demanda no período da pandemia, principalmente nos seis primeiros meses (abril a setembro), “muito maior que o volume de anos anteriores”, diz Thiago Ricardo da Matta e Sousa, da CSA Materiais de Construção, que trabalha com todo o material para construção civil, do grosso do início até o acabamento.

Obra em fase final

Não houve procura por um produto ou um tipo de produto, em especial,“o crescimento foi uniforme”; ou seja, material bruto de início de obra e material de reforma e acabamento foram igualmente procurados, acrescenta Thiago. Muitas reformas, inclusive pequenas, “mas um número interessante de obras começando e muitas obras em andamento e manutenções”. Tal demanda, “muito maior que o giro normal, trouxe uns efeitos colaterais: falta de produtos e um grande aumento nos preços”. Thiago alerta que a falta de produtos ainda não está resolvida: “Temos problemas com reposição até hoje”. Ele que o setor está sofrendo muito com os preços e acredita que isso está distante de se resolver. “São várias as causas desses aumentos ´absurdos´: dólar muito alto, falta de matéria-prima (alta demanda e exportação), manutenção de estoque de empresas que fecharam pelos protocolos de prevenção à covid...” São João del-Rei. O que manteve o ritmo do comércio na cidade durante a pandemia foram as áreas de construção civil e de alimentação, diz Eustáquio Coelho Resende,corretor e membro da diretoria

do Sindcomércio. “Em São João del-Rei, o forte da economia foi a construção civil. O mercado de corretagem não foi excelente, mas foi muito bom. Para se ter ideia, há dia em que você não acha um bom pedreiro para trabalhar; e o material está em falta.” No início da pandemia, muitas fábricas deram uma parada na produção, mas o mercado imobiliário não parou, explica Eustáquio. “Ele aqueceu e com isso faltou muita mercadoria, o que elevou muito os preços (a ferragem e o cimento, por exemplo, dobraram de preço).” Além das reformas, as novas construções estão a todo o vapor, conta Eustáquio. “As construtoras que promovem lançamentos estão vendendo o que têm. Um exemplo é a Inter Construtora, no Bairro Matozinhos, que vendeu todas as 240 unidades e tem cliente na fila esperando se houver desistência.” Um empreendimento comercial de grande porte é o Pátio Matosinhos, da Lombardi Participações S/A,cuja previsão de entrega é julho deste ano. Trata-se de um espaço multiuso (área total de 6.400 m2), com 50 lojas (moda, serviços e gastronomia), Supermercado BH, praça de alimentação, torre de residências e posto de gasolina.


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Meio Ambiente

GIOVANNA DOS SANTOS LEAL* / ADRIANO VALÉRIO RESENDE**

Aumento no uso de agrotóxicos no Brasil Infelizmente, não faltam evidências de que o uso de agrotóxicos em solo brasileiro é crescente. Pelas informações da UM Contrade (United Nations Commodity Trade Statistics Database), a partir dos anos 2000 o Brasil obteve um acréscimo de 760% nas importações de agroquímicos, o que garantiu ao país o status de maior consumidor mundialdesde 2008. No período de 2007 a 2013, segundo o Greenpeace, a utilização de pesticidas duplicou, ao passo que a área cultivada aumentou apenas 20%. De 2017 em diante, conforme a ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), a liberação de agrotóxicos, em território nacional, foi superior a 400 produtos por ano. Segundo dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA), junto à consultoria Phillips McDougall, só em 2013 o país gastou US$10 bilhões em agrotóxicos. A história do surgimento dos agroquímicos e do crescimento tão vertiginoso de sua utilização

está atrelada às relações capitalistas de produção e à Segunda Guerra Mundial, quando se percebeu que determinadas substâncias criadas em laboratório para fins bélicos eram letais aos insetos. No Brasil, eles foram incorporados no contexto da Revolução Verde, especialmente a partir da década de 70, com a suposta finalidade de erradicar a fome, contando com o apoio financeiro do governo federal, por intermédio de isenção fiscal na instalação de unidades fabris e de promoção de linhas de crédito rural. O nobre objetivo serviu de máscara ao real propósito da empreitada capitalista, que pretendia transformar a produção de alimentos em lucro para mega empresas. Nessa lógica, os agrotóxicos são responsáveis, no panorama do agronegócio, pela maior parte da receita de empresas como a Monsanto e a Syngenta, reforçando, assim, a ideia de que o benefício financeiro da indústria agroquímica foi sobre-

posto à segurança alimentar da população. Hodiernamente, é impossível não estar em contato com esses venenos, seja através da alimentação ou de formas mais diretas, na sua utilização. Logo, ainda que o modelo de agricultura baseado na Revolução Verde tenha ampliado a capacidade de produção, ele gerou impactos socioambientais preocupantes que se estendem da poluição ambiental, perda de biodiversidade e contaminação de trabalhadores até intoxicações crônicas. Conforme informações da literatura especializada sobre o tema, dos agrotóxicos pulverizados, menos de 10% alcançam seu alvo, sendo que grande parte é levada das folhas das plantas por meio da atividade pluvial ou da irrigação. Devido às suas propriedades bioacumulativas, restos de alguns desses agentes químicos acumulam-se no corpo de aves, peixes e toda a sorte de animais. Por isso, pesquisadores, que rea-

lizam testes em animais, julgam quase impossível encontrar espécimes que não estejam contaminadas. Mesmo após provas científicas dos danos à saúde do ser humano e da natureza, os agrotóxicos banidos em outros países permanecem sendo comercializados no Brasil. A exposição ao Glifosato, por exemplo, utilizado intensamente no país, pode causar convulsões, vômitos, danos ao fígado, doenças de pele, câncer, entre vários outros problemas. Na contramão do que acontece no Brasil, o Butão, pequeno país localizado na Ásia, aderiu a um novo indicador social denominado Felicidade Interna Bruta (FIB). Esse índice tem como princípios a conservação do ambiente natural, a sustentabilidade, a boa governança e o fomento aos valores culturais. A fim de cumprir com essas premissas, a nação deseja permitir apenas agricultura orgânica, na qual os agroquímicos são terminantemente proibi-

dos.

de os anos 80, passando por um renascimento impressionante, conquistando adeptos e alargando fronteiras. Vignini é um dos responsáveis por essa expansão de limites ao trazer a viola para o rock, colocar efeitos de distorção e até tocar em uma viola de corpo sólido e captadores tal qual uma guitarra com a qual estamos acostumados. Trazer a distorção para a viola não significa que Vignini coloca para escanteio a tradição. Ao contrário, em seu trabalho estão sempre presentes os ritmos e técnicas tradicionais da viola, como ele mostra novamente no álbum “Sessões elétricas”. Neste trabalho inspirado pelo rock, Vignini explora muito bem as possibilidades e sonoridades da viola caipira. Primeiro, o som rico das cordas duplas e das afinações abertas (para quem é leigo, é quando você pode tocar um acorde mesmo com todas as cordas soltas). Finalmente, nas

técnicas típicas da viola, como o ponteado, em que o violeiro explora o polegar e o dedo indicador da mão do ritmo para tirar efeitos melódicos, harmônicos e rítmicos muito interessantes. Dessa fusão saiu um trabalho extremamente original e de roupagem enxuta, o tradicional power trio, com bateria e baixo. É fusão, mas, se for para rotular, pode-se dizer que o disco é um trabalho de rock e que alterna faixas um pouco mais pesadas com baladas, como a bela “Beijando o céu”. Quem acha que o rock e a música caipira são universos complemente distintos, vai se surpreender. Com tudo de ruim que rolou no ano passado, ouvir dois bons discos é um alento. As artes e os artistas são mais do que necessários para manter nosso espírito animado. E Kiko Loureiro e Ricardo Vignini o fizeram com louvor. Não deixem de ouvir essas duas ótimas pedidas!

Por fim, na tentativa de fugir de sua responsabilidade e de continuar obtendo lucros massivos às custas de prejuízos à natureza e à saúde do corpo social, a bilionária indústria do agronegócio e a mídia procuram culpabilizar os trabalhadores rurais pelos casos de contaminação, afirmando que o maior problema dos agrotóxicos consiste no seu uso inadequado por parte dos pequenos agricultores. À vista disso, é necessário que movimentos como a Campanha Permanente Contra os Agrotóxicos e Pela Vida sejam apoiados e os movimentos sociais de base sejam fortalecidos para que se possa romper os abusos de um modelo exploratório e insustentável de produção agrícola. *Aluna do Curso Técnico de Meio Ambiente – CEFET/ MG **Professor - CEFET/MG

Trilha sonora RENATO RUAS PINTO

Instrumental para todos os gostos Eu gosto muito de música instrumental, mas, curiosamente, me dei conta de que raramente escrevo sobre esse tipo de trabalho aqui na coluna. Retomando os bons álbuns lançados em 2020, vou falar justamente de dois discos instrumentais e de estilos bem diversos, mas que têm entre si uma pegada rock em comum. Os discos em questão são “Open source”, de Kiko Loureiro, e “Sessões elétricas para um novo tempo”, de Ricardo Vignini. Vamos aos discos. Kiko Loureiro, “Open source” – Kiko Loureiro é, sem dúvida, um dos mais talentosos guitarristas de rock da atualidade. Se já era reconhecido há um bom tempo no Brasil, principalmente pelo seu trabalho com a banda Angra. O reconhecimento e a fama internacional vieram ao ser recrutado por Dave Mustaine para o Megadeth, banda de renome no heavy metal. No seu

último disco solo, ele mostra mais uma vez sua técnica impecável em um disco instrumental. Existe uma lenda – ou preconceito – de que guitarristas muito virtuosos não transmitem sentimento nas suas músicas, e isso é algo que acho uma bobagem. De fato, há guitarristas que não têm nada a mais a oferecer além de velocidade, mas isso está longe de ser verdade no caso de Kiko Loureiro. É um guitarrista cujo som vai muito além da técnica assombrosa. Já tive a oportunidade de vê-lo ao vivo e sempre fiquei impressionado, mesmo o seu estilo não sendo o tipo de música que curto. Fiquei curioso ao saber que ele lançou um disco em plena pandemia e fui conferir. Kiko recrutou músicos que sempre tocam com ele, como o excelente baixista Felipe Andreoli e o baterista Virgil Donati, e botou na praça um disco excelente para quem curte rock instrumental.

O disco ganhou, inclusive, o prêmio de melhor disco de guitarra do ano concedido pela revista “Guitar World”. Um dos destaques é a pesada “Imminent Threat”, que conta com a participação do também virtuoso Marty Friedman, que comandou a guitarra do Megadeth por muitos anos. Ricardo Vignini Trio, “Sessões elétricas para um novo tempo” – Já escrevi algumas vezes nesta coluna sobre os trabalhos do violeiro Ricardo Vignini: seus discos solos ou com a dupla Moda de Rock, que toca clássicos do rock na viola. Vignini é violeiro com todas as credenciais. Reverencia e trata com o máximo respeito as obras dos grandes mestres, como Tião Carreiro e Índio Cachoeira, mas nunca restringiu a viola caipira às modas, toadas e cururus, com os quais ela é normalmente associada. A viola caipira vem, des-


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SAÚDE

Estoques de sangue registram queda de 30% devido à pandemia População pode procurar hemocentros para fazer doação voluntária VANUZA RESENDE

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), são realizados 92 milhões de doações de sangue por ano em todo o mundo. No Brasil, segundo a OMS, cerca de 1,9% dos brasileiros doam sangue regularmente. Esse número está dentro dos parâmetros definidos pela instituição. Contudo, é preciso melhorar. Desde março de 2020, existe um outro agravante para a diminuição do número de doações de sangue: a pandemia da covid-19. Mesmo sem números consolidados, o Ministério da Saúde estima que, em 2020, houve uma diminuição da ordem de 15% a 20% no total de doações de sangue em comparação a 2019. O estado de Minas Gerais parece ter sentido ainda mais a ausência da população nos hemocentros e calcula que as doações caíram pela metade. A sede do Hemominas

em São João del-Rei, que atende 14 hospitais, incluindo 24 cidades, entre elas Resende Costa, calcula uma redução de pelo menos 30% de doadores no período da pandemia. Um dos motivos da queda é a apreensão da população de ir até uma unidade de saúde. A coordenadora da unidade de São João del-Rei, Elisabeth Santos, assegura que os voluntários não precisam ficar receosos de irem aos hemocentros e que todas as medidas de segurança estão sendo tomadas nesse momento de pandemia. “O Hemominas está tomando todas as providências necessárias nessa questão da pandemia. O doador chega, tem máscara e álcool em gel à disposição. As bancadas, os bancos, as maçanetas de portas a todo momento estão sendo higienizados. Estamos seguindo o distanciamento entre um doador e outro. O processo é muito seguro, tanto para os nossos funcionários

quanto para os doadores”, garante a coordenadora. Elisabeth destaca que, na contramão das baixas, a procura é alta. “A demanda tem aumentado muito nesse período. De dezembro para cá, houve um aumento muito grande na necessidade de transfusão de sangue de pacientes internados. A gente precisa de mais doadores. Nós temos uma capacidade de 30 doadores por dia. Por causa da pandemia, a gente limitou o número de doadores por dia e estamos precisando muito de doações voluntárias, porque nem todos os dias nós conseguimos atingir esse número de doadores, que seria o mínimo ideal.” De acordo com a coordenadora, para atender toda a demanda, o ideal seria que o número de doadores aumentasse pelo menos 20%. COMO FAZER A DOAÇÃO Entre os requisitos básicos para

doar, é necessário o doador estar em boas condições de saúde, ter entre 16 e 69 anos, mais de 50 kg, estar bem descansado, alimentado e apresentar documento original e oficial com foto. Candidatos à doação de sangue que foram infectados pelo novo coronavírus, após diagnóstico clínico e/ou laboratorial, ficam inaptos por 30 dias após completa recuperação. Aqueles que tiveram contato com pessoas que apresentaram diagnóstico clínico de infecção pela covid-19 são considerados inaptos pelo período de 14 dias, após o último contato com essas pessoas. As pessoas que são imunizadas contra a covid-19 precisam se programar para fazer a doação antes de tomarem a vacina, já que após a aplicação é necessário esperar um período para estarem novamente aptas. No caso da vacina CoronaVac/Butantan, o prazo de espera é de 48 horas após

a aplicação. Já para a AstraZeneca/ Oxford, o prazo de inaptidão é de 7 dias. Quando a pessoa não sabe qual tipo de imunizante tomou, também é necessário aguardar 7 dias para que a doação possa ser feita. AGENDE A DOAÇÃO No momento atual, para evitar aglomerações, o ideal é que seja feito o agendamento das doações através do telefone: (32) 3322-2915, ou pelo site: hemominas.mg.gov.br O Hemominas funciona nas segundas-feiras, das 13h e 30min às 17h; de terça a sexta-feira, das 7h e 30min às 11h e 30min. O Hemominas de São João del-Rei está localizado na Rua Prefeito Nascimento Teixeira, número 175, bairro Segredo. Em caso de dúvidas, entre em contato pelo telefone (32) 3322-2900.

Retalhos literários EVALDO BALBINO

Dona Filomena – Parte I Atrás de si uma penteadeira. Suspenso na parede ao lado direito, o quadro da Mãe Rainha segurando amorosamente ao colo o Menino Jesus. E os três (penteadeira, Virgem e Menino) namoram dona Filomena num canto memorioso. Enquanto Filó entoa músicas sacras, a Virgem Mãe olha para ela também com amor e vitoriosa, e faz isso por ver em dona Filomena uma mulher vivida e grata pelas graças recebidas. Nas suas nove décadas e um ano de vivência, essa cantora e risonha mulher participou de casamentos, carnavais, batizados, folias de reis, primeiras comunhões, festas do Rosário, bailes, festejos vários, crismas e muitos outros eventos ligados entre si, sem a separação entre o profano e o sagrado. Cada um de nós é um todo indivisível. A impenitência e a contrição, a alegria e a tristeza – tudo isso louva a Deus que nos sabe humanos. Como que debulhando um ro-

sário de felicidade e suplicando sem desespero à Virgem Maria “Mãe, Rainha e Vencedora Três Vezes Admirável, / Mostra-Te Mãe na minha vida, / Toma-me nos Teus braços, toda vez que sou frágil.”, Filomena faz soar sua voz em latim. Primeiro o canto da Verônica, o que é entoado na Sexta-Feira da Paixão durante a procissão do enterro de Jesus. Fez esse solo poranos seguidos. A primeira vez que o cantou tinha aproximadamente 19 anos, e o padre Nélson segurava o microfone enquanto ela cantava, no adro da Igreja da Matriz. Depois desse canto à capela, uma dolorosa e doce Ave, Maria por ela éentoada, assim como fezem várias apresentações da Orquestra Mater Dei e também em casamentos, profissionalmente. A umidade ondulada da voz é lágrima sonora. Depois, em meio à natureza enraizada em seu quintal, seus braços e boca entoam a clássica, simples e bucólica Sertaneja de René

Bittencourt, primeiro sucesso desse compositor gravado em 1939 por Orlando Silva. E o amor à mulher sertaneja é poroso na melodia de dona Filomena: “Sertaneja, se eu pudesse, / Se Papai do Céu me desse / O espaço pra voar, / Eu corria a natureza, / Acabava com a tristeza / Só pra não te ver chorar.”. E o canto da mulher de agora refaz o dueto que ela compunha com o seu esposo no outrora. Mostra com orgulho e doçura o banner que os filhos fizeram em 2005 para a comemoração das bodas de ouro do seu casamento. O painel reproduz a foto do matrimônio de quase sete décadas atrás, em que ela usa o vestido nupcial de feitura das próprias mãos. Em 2007 o marido, Dezinho do Fumal, faleceu, mas a foto, o banner, a canção e a imperiosa memória tudo eternizam. Ainda no quintal, seu corpo esperto diante de alamandas amarelas amando a vida. De sua boca em pompa exala-se o hino que foi

composto em Resende Costa para recepcionar os resende-costenses que voltavam da II Grande Guerra. Até hoje Filomena o canta com dicção e vigor. As alamandas, cerca-viva, cobrem um muro de pedra da época dos escravos, o qual dá nome ao bairro “Beira-Muro”. Dona Filomena também se lembra da compositora, poetisa e maestrina Dona Guiomar Sampaio. Ambas se conheceram quando os rapazes e as moças ficavam “fazendo avenida”, indo e vindo de uma ponta à outra nologradouro central da cidade. Devo dizer-lheque também peguei o resto desse tempo, uma vez que ainda nos anos de 1980 e 1990 também se “fazia avenida”, desse mesmo jeito, nos fins de semana e em dias de festa. Natural de Visconde do Rio Branco – MG, Guiomar Sampaio se mudou com o maridoSô Florianoe filhos para Resende Costa no janeiro de 1951. Em 1956 a família foi-se para Lagoa da Prata. Nessa estada

na Cidade da Laje, amusicista compôs uma canção e a ofereceu a dona Filomena para que esta a cantasse ao som do violino e de outros instrumentos. Fala de amor a letra, o sempre amor: “Teu lindo olhar / me ilumina, me fascina; / é o luar / cuja luz purpúrea me domina. / Tens no olhar / a ventura de um amor / nascido ao luar, / as serenatas de um cantor. / Teus olhos são mágicos, / melancólicos e nostálgicos. / Só me transmitem felicidade / longe de ti na soledade. / Tens neste teu lindo olhar / um feitiço que me salva / e, no santuário feito para amar, / o inferno azul em que perdi minh’alma”. Dona Filó começou a trabalhar aos 7 anos, quando aprendeu corte e costura na casa da dona Josina Lara, filha do primeiro casamento do Sô Quinzinho. Lendo aquelas medidas, interessou-se e aprendeu o corte centesimal. Tornou-se, segundo ela, modista e não costureira.


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ANO XVII Nº 215 - MARÇO 2021

Informe Publicitário Relatório da Administração

e) Títulos e valores mobiliários A carteira está composta por títulos de renda fixa e renda variável, os quais são apresentados pelo custo acrescido dos rendimentos auferidos até a data do Balanço, ajustados aos respectivos valores de mercado, conforme aplicável. f) Operações de crédito As operações de crédito com encargos financeiros pré-fixados são registradas a valor futuro, retificadas por conta de rendas a apropriar e as operações de crédito pós-fixadas são registradas a valor presente, calculadas por critério “pro rata temporis”, com base na variação dos respectivos indexadores pactuados. g) Provisão para operações de crédito Constituída em montante julgado suficiente pela Administração para cobrir eventuais perdas na realização dos valores a receber, levando-se em consideração a análise das operações em aberto, as garantias existentes, a experiência passada, a capacidade de pagamento e liquidez do tomador do crédito e os riscos específicos apresentados em cada operação, além da conjuntura econômica. As Resoluções CMN nº 2.697/2000 e 2.682/1999 estabeleceram os critérios para classificação das operações de crédito definindo regras para constituição da provisão para operações de crédito, as quais estabelecem nove níveis de risco, de AA (risco mínimo) a H (risco máximo). h) Depósitos em garantia Existem situações em que a cooperativa questiona a legitimidade de determinados passivos ou ações em que figura como polo passivo. Por conta desses questionamentos, por ordem judicial ou por estratégia da própria administração, os valores em questão podem ser depositados em juízo, sem que haja a caracterização da liquidação do passivo. i) Investimentos Representados substancialmente por quotas do SICOOB CENTRAL CREDIMINAS e ações do Bancoob, avaliadas pelo método de custo de aquisição. j) Imobilizado Equipamentos de processamento de dados, móveis, utensílios e outros equipamentos, instalações, edificações, veículos, benfeitorias em imóveis de terceiros e softwares, são demonstrados pelo custo de aquisição, deduzido da depreciação acumulada. A depreciação é calculada pelo método linear para reduzir o custo de cada ativo a seus valores residuais de acordo com as taxas aplicáveis e levam em consideração a vida útil econômica dos bens. k) Intangível Correspondem aos direitos adquiridos que tenham por objeto bens incorpóreos destinados à manutenção da Cooperativa ou exercidos com essa finalidade. Os ativos intangíveis com vida útil definida são geralmente amortizados de forma linear no decorrer de um período estimado de benefício econômico. l) Ativos contingentes Não são reconhecidos contabilmente, exceto quando a Administração possui total controle da situação ou quando há garantias reais ou decisões judiciais favoráveis sobre as quais não cabem mais recursos contrários, caracterizando o ganho como praticamente certo. Os ativos contingentes com probabilidade de êxito provável, quando aplicável, são apenas divulgados em notas explicativas às demonstrações contábeis. m) Obrigações por empréstimos e repasses As obrigações por empréstimos e repasses são reconhecidas inicialmente no recebimento dos recursos, líquidos dos custos da transação. Em seguida, os saldos dos empréstimos tomados são acrescidos de encargos e juros proporcionais ao período incorrido (“pro rata temporis”), assim como das despesas a apropriar referente aos encargos contratados até o final do contrato, quando calculáveis. n) Depósitos e Recursos de Aceite e Emissão de Títulos Os depósitos e os recursos de aceite e emissão de títulos são demonstrados pelos valores das exigibilidades e consideram, quando aplicável, os encargos exigíveis até a data do balanço, reconhecidos em base pro rata die. o) Demais ativos São registrados pelo regime de competência, apresentados ao valor de custo ou de realização, incluindo, quando aplicável, os rendimentos e as variações monetárias auferidas, até a data do balanço. p) Demais passivos Os demais passivos são demonstrados pelos valores conhecidos ou calculáveis, acrescidos, quando aplicável, dos correspondentes encargos e das variações monetárias incorridas. q) Provisões São reconhecidas quando a cooperativa tem uma obrigação presente legal ou implícita como resultado de eventos passados, sendo provável que um recurso econômico seja requerido para saldar uma obrigação legal. As provisões são registradas tendo como base as melhores estimativas do risco envolvido. r) Provisões para demandas judiciais e Passivos contingentes São reconhecidos contabilmente quando, com base na opinião de assessores jurídicos, for considerado provável o risco de perda de uma ação judicial ou administrativa, gerando uma provável saída no futuro de recursos para liquidação das ações, e quando os montantes envolvidos forem mensurados com suficiente segurança. As ações com chance de perda possível são apenas divulgadas em nota explicativa às demonstrações contábeis e as ações com chance remota de perda não são divulgadas. s) Obrigações legais São aquelas que decorrem de um contrato por meio de termos explícitos ou implícitos, de uma lei ou outro instrumento fundamentado em lei, aos quais a Cooperativa tem por diretriz. t) Imposto de renda e contribuição social O imposto de renda e a contribuição social sobre o lucro tem incidência sobre os atos não cooperativos, situação prevista no caput do Art. 194 do Decreto 9.580/2018 (RIR2018). Entretanto, o resultado apurado em operações realizadas com cooperados não tem incidência de tributação, sendo essa expressamente prevista no caput do art. 193 do mesmo Decreto. u) Segregação em circulante e não circulante Os valores realizáveis e exigíveis com prazos inferiores a 365 dias estão classificados no circulante, e os prazos superiores, no longo prazo (não circulante). v) Valor recuperável de ativos – impairment A redução do valor recuperável dos ativos não financeiros (impairment) é reconhecida como perda, quando o valor de contabilização de um ativo, exceto outros valores e bens, for maior do que o seu valor recuperável ou de realização. As perdas por “impairment”, quando aplicável, são registradas no resultado do período em que foram identificadas. Em 31 de dezembro de 2020 não existem indícios da necessidade de redução do valor recuperável dos ativos não financeiros. w) Eventos subsequentes Correspondem aos eventos ocorridos entre a data-base das demonstrações contábeis e a data de autorização para a sua emissão. São compostos por: • Eventos que originam ajustes: são aqueles que evidenciam condições que já existiam na data-base das demonstrações contábeis; e • Eventos que não originam ajustes: são aqueles que evidenciam condições que não existiam na data-base das demonstrações contábeis. Não houve qualquer evento subsequente para as demonstrações contábeis encerradas em 31 de dezembro de 2020.

Senhores Associados, Submetemos à apreciação de V.S.as as Demonstrações Contábeis do exercício findo em 31/12/2020 da COOPERATIVA DE CRÉDITO CREDIVERTENTES LTDA. - SICOOB CREDIVERTENTES na forma da Legislação em vigor. 1. Política Operacional Em 2020 o SICOOB CREDIVERTENTES completou 34 anos, mantendo sua vocação de instituição voltada para fomentar o crédito para seu público-alvo, os cooperados. A atuação junto aos seus cooperados se dá principalmente através da concessão de empréstimos e captação de depósitos. 2. Avaliação de Resultados No exercício de 2020, o SICOOB CREDIVERTENTES obteve um resultado líquido de R$2.933.857,89 representando um retorno sobre o Patrimônio Líquido de 4,51%. 3. Ativos Os recursos depositados na Centralização Financeira somaram R$ 210.842.262,67. Por sua vez a carteira de créditos representava R$ 315.233.883,72. A carteira de crédito encontrava-se assim distribuída: Carteira Rural 71.076.259,70 22,55% Carteira Comercial 244.157.624,02 77,45% Os Vinte Maiores Devedores representavam na data-base de 31/12/2020 o percentual de 16,12% da carteira, no montante de R$54.273.625,08. 4. Captação As captações, no total de R$445.070.857,60, apresentaram uma evolução de 59,43% em relação a dezembro de 2019. As captações encontravam-se assim distribuídas:

Depósitos à Vista 144.107.196,17 32,38% Depósitos a Prazo 250.947.513,25 56,38% LCA 50.016.148,18 11,24% Os Vinte Maiores Depositantes representavam na data-base de 31/12/2020 o percentual de 10,64% da captação, no montante de R$ 43.618.924,32. 5. Patrimônio de Referência O Patrimônio de Referência do SICOOB CREDIVERTENTES em 31/12/2020 atingiu o valor de R$60.159.734,21. O quadro de associados em 31/12/2020 está composto por 27.886 cooperados, havendo um acréscimo de 14,10% em relação a dezembro de 2019. 6. Política de Crédito A concessão de crédito está pautada em prévia análise do propenso tomador, havendo limites de alçadas pré-estabelecidos a serem observados e cumpridos, cercando ainda a Singular de todas as consultas cadastrais e com análise do Associado através do “RATING” (avaliação por pontos), buscando assim garantir ao máximo a liquidez das operações. O SICOOB CREDIVERTENTES adota a política de classificação de crédito de sua carteira de acordo com as diretrizes estabelecidas na Resolução CMN nº 2.682/99, havendo uma concentração de 89,13% nos níveis de “AA” a “C”. 7. Governança Corporativa Governança corporativa é o conjunto de mecanismos e controles, internos e externos, que permitem aos associados definir e assegurar a execução dos objetivos da cooperativa, garantindo a sua continuidade, os princípios cooperativistas ou, simplesmente, a adoção de boas práticas de gestão. Nesse sentido, a administração da Cooperativa tem na assembleia geral, que é a reunião de todos os associados, o poder maior de decisão. A gestão da Cooperativa está alicerçada em papéis definidos, com clara separação de funções. Cabem ao Conselho de Administração as decisões estratégicas e à Diretoria Executiva, a gestão dos negócios da Cooperativa no seu dia a dia. A Cooperativa possui ainda um Agente de Controles Internos, supervisionado diretamente pelo Diretor responsável pelo gerenciamento contínuo de riscos, conforme previsto na resolução 4606/17. Essa diretoria visa acompanhar a aderência aos normativos vigentes, seja interno e/ou sistêmico (Sicoob Central Crediminas e Sicoob Confederação), bem como aqueles oriundos da legislação vigente. Os balanços da Cooperativa são auditados por auditor externo, que emite relatórios, levados ao conhecimento dos Conselhos e da Diretoria. Todos esses processos são acompanhados e fiscalizados pelo Banco Central do Brasil, órgão ao qual cabe a competência de fiscalizar a Cooperativa. Tendo em vista o risco que envolve a intermediação financeira, a Cooperativa adota ferramentas de gestão. Para exemplificar, na concessão de crédito, a Cooperativa adota o Manual de Crédito, aprovado, como muitos outros manuais, pelo Sicoob Confederação e homologado pela Central. Além do Estatuto Social, são adotados regimentos e regulamentos, entre os quais destacamos o Regimento Interno, o Regimento do Conselho de Administração, o Regimento do Conselho Fiscal, o Regulamento Eleitoral. A Cooperativa adota procedimentos para cumprir todas as normas contábeis e fiscais, além de ter uma política de remuneração de seus empregados e estagiários dentro de um plano de cargos e salários que contempla a remuneração adequada, a separação de funções e o gerenciamento do desempenho de todo o seu quadro funcional. Todos esses mecanismos de controle, além de necessários, são fundamentais para levar aos associados e à sociedade em geral a transparência da gestão e de todas as atividades desenvolvidas pela instituição. 8. Conselho Fiscal Eleito a cada três anos na AGO, com mandato até a AGO de 2021, o Conselho Fiscal tem função complementar à do Conselho de Administração. Sua responsabilidade é verificar de forma sistemática os atos da administração da Cooperativa, bem como validar seus balancetes mensais e seu balanço patrimonial anual. Todos os membros efetivos e suplentes do Conselho Fiscal participaram de um curso de formação ministrado pelo SICOOB CENTRAL CREDIMINAS, com o objetivo de detalhar as responsabilidades dos conselheiros fiscais e as formas de exercê-las. 9. Código de Ética Todos os integrantes da equipe do SICOOB CREDIVERTENTES aderiram, por meio de compromisso firmado, ao Código de Ética e de Conduta Profissional proposto pela Confederação Nacional das Cooperativas do SICOOB – SICOOB CONFEDERAÇÃO e todos os novos funcionários, ao ingressar na Cooperativa, assumem o mesmo compromisso.

4. Caixa e equivalente de caixa O caixa e equivalente de caixa compreendem:

10. Sistema de Ouvidoria A Ouvidoria, constituída em 2007 representou um importante avanço a serviço dos cooperados, dispõe de diretor responsável pela área e de um Ouvidor. Atende às manifestações recebidas por meio do Sistema de Ouvidoria do SICOOB, composto por sistema tecnológico específico, atendimento via DDG 0800 e sítio na internet integrado com o sistema informatizado de ouvidoria tendo a atribuição de assegurar o cumprimento das normas relacionadas aos direitos dos usuários de nossos produtos, além de atuar como canal de comunicação com os nossos associados e integrantes das comunidades onde estamos presentes. No exercício de 2020, a Ouvidoria do SICOOB CREDIVERTENTES registrou 41 (quarenta e uma) manifestações de cooperados sobre a qualidade dos produtos e serviços oferecidos pela Cooperativa. Dentre elas, haviam reclamações, pedidos de esclarecimento de dúvidas e solicitações de providências relacionadas principalmente a atendimento, conta corrente, cartão de crédito e operações de crédito. Das 41 (quarenta e uma) reclamações, 16 (dezesseis) foram consideradas procedentes e resolvidas dentro dos prazos legais, de maneira satisfatória para as partes envolvidas, em perfeito acordo com o previsto na legislação vigente.

5. Instrumentos Financeiros Em 31 de dezembro de 2020, as aplicações em Instrumentos Financeiros estavam assim compostas Descrição Aplicações interfinanceiras de Liquidez Total

Conselho de Administração e Diretoria Cooperativa de Crédito Credivertentes Ltda. SICOOB CREDIVERTENTES

Alexandre Nunes Machado Chaves Conselheiro Administrativo

Fabiana Andréia F. Diélle Barros de Oliveira Conselheira Administrativa

Mauro Capolari Vivas Conselheiro Administrativo

Flávia Alves Coelho

Diretora Executiva Administrativa

31/12/2019 -

Paulo Melo

Vice-Presidente do Conselho

Antônio Vicente de Andrade Conselheiro Administrativo

Lígia Honorina de Andrade Moreira Conselheira Administrativa

NOTAS EXPLICATIVAS

Yuri Carvalho Gomes Conselheiro Administrativo

Luiz Henrique Garcia

Diretor Executivo Financeiro

Helder Resende

Diretor Executivo de Gestão de Risco

Demonstrações Contábeis

COOPERATIVA DE CRÉDITO CREDIVERTENTES LTDA. SICOOB CREDIVERTENTES CNPJ - 22.724.710/0001-05 NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS PARA OS EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2020 E 2019 (Valores expressos em reais, exceto quando especificado) 1. Contexto operacional A COOPERATIVA DE CRÉDITO CREDIVERTENTES LTDA. - SICOOB CREDIVERTENTES é uma cooperativa de crédito singular, instituição financeira não bancária, fundada em 27/08/1986, filiada à Cooperativa Central de Crédito de Minas Gerais Ltda. – SICOOB CENTRAL CREDIMINAS e componente da Confederação Nacional das Cooperativas do SICOOB – SICOOB CONFEDERAÇÃO, em conjunto com outras cooperativas singulares e centrais. Tem sua constituição e o funcionamento regulamentados pela Lei nº 4.595/1964, que dispõe sobre a Política e as Instituições Monetárias, Bancárias e Creditícias, pela Lei nº 5.764/1971, que define a Política Nacional do Cooperativismo, pela Lei Complementar nº 130/2009, que dispõe sobre o Sistema Nacional de Crédito Cooperativo e pela Resolução CMN nº 4.434/2015, do Conselho Monetário Nacional, que dispõe sobre a constituição e funcionamento de cooperativas de crédito. Em 2020, conforme aprovado em Assembleia Geral Extraordinária pelos associados, houve alteração da denominação social da Cooperativa de Crédito Credivertentes Ltda. SICOOB CREDIVERTENTES que até então era denominada Cooperativa de Crédito de Livre Admissão Campos das Vertentes Ltda. SICOOB CREDIVERTENTES O SICOOB CREDIVERTENTES sediada a Rua Carlos Pereira nº 100 centro São Tiago – MG possui 20 Postos de Atendimento – (PA), nas seguintes localidades: São Tiago, Mercês de Água Limpa, Conceição da Barra de Minas, Ritápolis, Resende Costa, Coronel Xavier Chaves, São João Del Rei, Dores de Campos, Prados, Nazareno, Itutinga, Barbacena, Morro do Ferro, Ibertioga, Madre de Deus de Minas, Alfredo Vasconcelos, Senhora dos Remédios, Belo Horizonte, Piedade do Rio Grande e Alto Rio Doce. O SICOOB CREDIVERTENTES tem como atividade preponderante a operação na área creditícia, tendo como finalidade: (I) Proporcionar, por meio da mutualidade, assistência financeira aos associados; (II) A formação educacional a seus associados, no sentido de fomentar o cooperativismo, através da ajuda mútua, da economia sistemática e do uso adequado do crédito; e (III) Praticar, nos termos dos normativos vigentes, as seguintes operações dentre outras: captação de recursos, concessão de créditos, prestação de garantias, prestação de serviços, formalização de convênios com outras instituições financeiras e aplicação de recursos no mercado financeiro, inclusive depósitos a prazo com ou sem emissão de certificado, visando preservar o poder de compra da moeda e remunerar os recursos.

31/12/2020 Não Circulante -

31/12/2019

Total 128.691,34 2.561.565,73

318.712,37 3.973.355,99

117.881.159,65 35.854.765,05 33.298.645,86

177.787.629,38 52.649.063,60 11.030.673,97 71.076.259,70

106.402.208,84 40.624.640,70 16.222.662,22 87.604.546,24

(5.980.076,75)

(12.681.812,19)

(18.661.888,94)

(36.996.500,56)

122.219.236,41

174.352.758,37

296.571.994,78

218.149.625,80

Total em

Provisões

31/12/2019

31/12/2019

22.481.879,75 125.560.458,55 81.768.836,57 251.324,01 50.596.630,52 307.617,44 7.358.694,40 782.271,97 10.881.245,51 1.276.378,66 2.463.242,75 2.241.190,92 674.451,64 628.738,70 6.167.358,46 1.793.563,87 307.952.798,15 7.281.085,57 315.233.883,72 (18.661.888,94) 296.571.994,78

(627.802,37) (817.688,47) (2.513,24) (1.517.899,10) (9.228,52) (735.869,53) (78.227,21) (3.264.374,05) (382.913,64) (1.231.621,53) (1.120.595,60) (472.116,21) (440.117,14) (6.167.358,46) (1.793.563,87) (14.834.729,71) (3.827.159,23) (18.661.888,94) -

Total em

Provisões

17.149.360,49 82.221.715,09 59.296.796,10 140.612,13 42.379.431,71 1.020.593,14 8.967.278,97 1.621.083,29 7.407.341,00 3.067.380,95 759.078,96 1.169.065,80 776.353,25 632.637,39 4.698.292,37 23.839.105,72 223.655.647,94 31.490.478,42 255.146.126,36 (36.996.500,56) 218.149.625,80

(411.108,60) (592.967,99) (1.406,12) (1.271.383,02) (30.617,80) (896.727,94) (162.108,34) (2.222.202,41) (920.214,33) (379.539,50) (584.532,93) (543.447,30) (442.846,20) (4.698.292,37) (23.839.105,72) (11.015.669,13) (25.980.831,43) (36.996.500,56) -

Total

c) Composição da carteira de crédito por faixa de vencimento (em dias): Descrição Empréstimos Títulos Descontados Financiamentos Financiamentos Rurais Adiantamento a Depositantes Cheque Especial / Conta Garantida Total

Sem Vencimento -

De 91 a 365

Acima de 365

16.522.287,94 10.348.631,09 4.385.927,25

43.384.181,79 682.042,88 12.408.371,30

117.881.159,65 177.787.629,38 11.030.673,97 35.854.765,05 52.649.063,60

-

8.385.001,43

29.392.612,41

Até 90

33.298.645,86

71.076.259,70

128.691,34

-

-

-

128.691,34

2.561.565,73

-

-

-

2.561.565,73

2. Apresentação das demonstrações contábeis As demonstrações contábeis foram elaboradas de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil, aplicáveis às instituições financeiras autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil – BACEN, considerando as Normas Brasileiras de Contabilidade, especificamente àquelas aplicáveis às entidades Cooperativas, a Lei do Cooperativismo nº 5.764/71 e normas e instruções do BACEN, apresentadas conforme Plano Contábil das Instituições do Sistema Financeiro Nacional – COSIF, e sua emissão foi autorizada pela Diretoria Executiva em 03/02/2021. Em função do processo de convergência com as normas internacionais de contabilidade, algumas normas e interpretações foram emitidas pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC), as quais serão aplicáveis às instituições financeiras somente quando aprovadas pelo BACEN, naquilo que não confrontar com as normas por ele já emitidas anteriormente. Os pronunciamentos contábeis já aprovados, por meio das Resoluções do CMN, foram aplicados integralmente na elaboração destas Demonstrações Contábeis. 2.1 Mudanças nas políticas contábeis e divulgação a) Mudanças em vigor O Banco Central emitiu a resolução 4.720 de 30 de maio de 2019, Circular 3.959 de 4 de setembro de 2019 e Resolução n°2, de 12 de agosto de 2020, as quais apresentam as premissas para elaboração das demonstrações financeiras obrigatórias e os procedimentos mínimos que devem ser levados na elaboração das demonstrações financeiras em 2020. As principais alterações em decorrência destes normativos: i) no Balanço Patrimonial estão na disposição das contas que foram baseadas na liquidez e na exigibilidade; ii) na Demonstração de Sobras ou Perdas a alteração consiste na apresentação de todos os grupos contábeis relevantes para compreensão do seu desempenho no período; iii) divulgação da Demonstração do Resultado Abrangente – DRA; e iv) os saldos do Balanço Patrimonial do período estão apresentados comparativamente com o final do exercício social imediatamente anterior e as demais demonstrações estão comparadas com os mesmos períodos do exercício anterior. b) Mudanças a serem aplicadas em períodos futuros Apresentamos abaixo um resumo sobre as novas normas que foram recentemente emitidas pelos órgãos reguladores, ainda a serem adotadas pela Cooperativa: A Resolução CMN 4.817, de 29 de maio de 2020, entra em vigor em 1º de janeiro de 2022 e estabelece os critérios para mensuração e reconhecimento contábeis, pelas instituições financeiras, de investimentos em coligadas, controladas e controladas em conjunto, no Brasil e no exterior, inclusive operações de aquisição de participações, no caso de investidas no exterior, estabelece critérios de variação cambial; avaliação pelo método da equivalência patrimonial; investimentos mantidos para venda; e operações de incorporação, fusão e cisão. A Cooperativa iniciou a avaliação dos impactos da adoção dos novos normativos. Eventuais impactos decorrentes da conclusão da avaliação serão considerados até a data de vigência de cada normativo. 2.2 Continuidade dos Negócios e efeitos da pandemia de COVID-19 “Novo Coronavírus” A Administração avaliou a capacidade da Cooperativa continuar operando normalmente e está convencida de que possui recursos suficientes para dar continuidade a seus negócios no futuro. Mesmo com ineditismo da situação, tendo em vista a experiência da Cooperativa no gerenciamento e monitoramento de riscos, capital e liquidez, com auxílio das estruturas centralizadas do Sicoob, bem como as informações existentes no momento dessa avaliação, não foram identificados indícios de quaisquer eventos que possam interromper suas operações em um futuro previsível. O SICOOB CREDIVERTENTES, em conjunto com seus associados e colaboradores, vem seguindo as recomendações e orientações do Ministério da Saúde para evitar a propagação do Novo Coronavírus, e adotando alternativas que auxiliam no cumprimento da nossa missão. A Cooperativa elegeu um Comitê de Crise COVID19 que através do ‘Plano de Continuidade Operacional - Pandemia Coronavírus”, adotou critérios para minimizar os impactos nos processos internos e de retaguarda, bem como nos atendimentos aos associados, e principalmente a responsabilidade com a vida humana. Alguns dos critérios realizados foram a antecipação de férias vislumbrando o menor número de pessoas em seu quadro funcional ativo, trabalhando com quadro de pessoal e horários reduzidos. Funcionários trabalhando em home office. Atendimento nas agências através de agendamentos antecipados. Funcionários com sintomas são afastados e encaminhados para a realização do teste para a Covid. Testando positivo a agência é fechada de imediato para a sanitização do ambiente e a realização do exame nos demais funcionários.

Descrição Saldo Inicial Constituições/Reversões no período Transferência para Prejuízo no período Total

3. Resumo das principais práticas contábeis a) Apuração do resultado Os ingressos/receitas e os dispêndios/despesas são registrados de acordo com o regime de competência. As receitas com prestação de serviços, típicas ao sistema financeiro, são reconhecidas quando da prestação de serviços ao associado ou a terceiros. Os dispêndios e as despesas e os ingressos e receitas operacionais, são proporcionalizados de acordo com os montantes do ingresso bruto de ato cooperativo e da receita bruta de ato não-cooperativo, quando não identificados com cada atividade. b) Estimativas contábeis Na elaboração das demonstrações contábeis faz-se necessário utilizar estimativas para determinar o valor de certos ativos, passivos e outras transações considerando a melhor informação disponível. Incluem, portanto, estimativas referentes à provisão para créditos de liquidação duvidosa, à vida útil dos bens do ativo imobilizado, provisões para causas judiciais, dentre outros. Os resultados reais podem apresentar variação em relação às estimativas utilizadas. c) Caixa e equivalentes de caixa Composto pelas disponibilidades, pela Centralização Financeira mantida na Central e por aplicações financeiras de curto prazo, de alta liquidez, com risco insignificante de mudança de valores e limites e, com prazo de vencimento igual ou inferior a 90 dias a contar da data de aquisição. d) Aplicações interfinanceiras de liquidez Representam operações a preços fixos referentes às compras de títulos com compromisso de revenda e aplicações em depósitos interfinanceiros e estão demonstradas pelo valor de resgate, líquidas dos rendimentos a apropriar correspondentes a períodos futuros.

Descrição Rendas de Adiantamentos a depositantes Rendas de Empréstimos Rendas de Títulos Descontados Rendas de Financiamentos Rendas de Financiamentos Rurais Recursos Livres Rendas de Financiamentos Rurais Recursos Direcionados à Vista Rendas de Financiamentos Rurais - Recursos Direcionados da Poup. Rural Rendas de Financiamentos Rurais Recursos Direcionados de LCA Recuperação de Créditos Baixados como Prejuízo Total

2.690.257,07

39.641.847,71

85.867.208,38

187.034.570,56 315.233.883,72

d) Composição da carteira de crédito por tipo de produto, cliente e atividade econômica: Descrição Setor Privado - Comércio Setor Privado - Indústria Setor Privado - Serviços Pessoa Física Outros TOTAL

Empréstimos/TD 12.795.803,70 2.447.689,21 81.717.011,93 93.377.507,33 1.170.548,25 191.508.560,42

Financiamento Rurais 967.609,32 0 911.963,16 0 12.300.781,46 0 37.796.485,88 70.825.474,53 672.223,78 250.785,17 52.649.063,60 71.076.259,70

Financiamento

31/12/2020 13.763.413,02 3.359.652,37 94.017.793,39 201.999.467,74 2.093.557,20 315.233.883,72

% da Carteira 4% 1% 30% 64% 1% 100%

e) Movimentação da provisão para créditos de liquidação duvidosa de operações de crédito: 31/12/2020 36.996.500,56 5.751.363,81 (24.085.975,43) 18.661.888,94

31/12/2019 10.122.588,68 31.923.445,39 (5.049.533,51) 36.996.500,56

f) Concentração dos Principais Devedores: Descrição Maior Devedor 10 Maiores Devedores 50 Maiores Devedores

31/12/2020

31/12/2020 8.477.291,15 36.806.376,44 81.085.227,27

% Carteira Total 2,69% 11,66% 25,68%

31/12/2019 6.338.977,15 33.952.050,57 78.153.107,59

% Carteira Total 2,48% 13,28% 30,57%

g) Movimentação de Créditos Baixados Como Prejuízo:

352.077,08

367.035,97

622.175,34

363.233,96

622.175,34

Rendas da Centralização Financeira - Cooperativa Central (b) Outras Rendas a Receber Diversos Valores a Receber pela Venda de Bens

31/12/2020 15.337.276,66 24.085.975,43 (2.046.810,76) (247.712,87) 37.128.728,46

31/12/2019 10.791.659,80 5.049.533,51 (496.533,44) (7.383,21) 15.337.276,66

Títulos e Créditos a Receber (c)

2.532.695,44

6.179.457,87

4.220.762,41

8.180.043,70

42.962,95

118.272,80

51.906,78

356.831,50

1.184.366,55

1.694.842,02

486.004,33

1.157.550,32

-

159.996,07

93.513,80

93.513,80

736.541,66

2.046.810,76

307.547,55

518.786,32

21.275.184,89 43.299.896,24

20.980.328,95 42.010.577,77

465.212,26

122.678,29

-

48.076,70

235.893,20

249.542,36

224.451,57

60.956,90

Ativos Fiscais Correntes e Diferidos

4.867,49

182,65

74.558,75

(-) Provisão Outros Créditos de Liquidação Duvidosa (f)

(361.047,91)

(264.356,12)

Total

913.470,67

1.249.667,31

Não Circulante Descrição

31/12/2020

31/12/2019

Devedores por Depósitos em Garantia (e)

1.380.298,69

1.270.803,36

Total

1.380.298,69

1.270.803,36

(a) O saldo de Avais e Fianças Honrados refere-se por operações oriundas de cartões de crédito vencidos de associados da cooperativa cedidos pelo Bancoob, em virtude de coobrigação contratual. (b) Refere-se à remuneração mensal da centralização financeira a receber da CENTRAL SICOOB CREDIMINAS referente ao mês de dezembro/2020. (c) Em Títulos e Créditos a Receber estão registrados Valores a Receber - Tarifas (R$249.542,36); (d) Em Devedores Diversos estão registrados os saldos relativos à Diferença de Caixa (R$9.782,86), Pendências a Regularizar (R$4.423,85), Pendências a Regularizar - Bancoob (R$3.222,26) e outros (R$43.527,93); (e) Em Devedores por Depósito em Garantia estão registrados depósitos judiciais para: Para Interposição de Recursos Fiscais-Lei 9703/98 (R$52.855,42), Pis - Depósito Judicial (R$323.048,42), Irpj - Depósito Judicial (R$91.452,18), Pis Folha - Depósito Judicial (R$912.942,67); (f) A provisão para outros créditos de liquidação duvidosa foi apurada com base na classificação por nível de risco, de acordo com a Resolução CMN nº 2.682/1999, conforme demonstrado a seguir: Avais e Fianças Honrados

Nível / Percentual de Risco A

0,5%

E

30%

F

Outros Créditos

Total em

Provisões

Total em

31/12/2020

31/12/2020

31/12/2019

31/12/2019

-

122.678,29

48.288,04

50%

122.678,29

(613,39)

48.288,04

(14.486,44)

-

33.104,60

-

G

70%

50.857,68

-

H

100%

293.795,39

-

Provisões

-

-

62.255,53

33.104,60

(16.552,32)

50.857,68

(35.600,37)

38.702,92

(27.092,05)

186.056,10

65.062,53

(186.056,10)

352.077,08

(264.356,12)

Total Geral

426.045,71

122.678,29

(360.434,52)

(613,39)

(361.047,91)

(264.356,12)

65.611,19

122.064,90

187.676,09

87.720,96

Total Líquido

(18.676,67)

293.795,39 (293.795,39)

Provisões

548.724,00 (361.047,91)

(32.531,30)

8. Outros valores e bens Descrição

31/12/2020

Bens Não de Uso Próprio

31/12/2019

6.180.567,69

Despesas Antecipadas

5.042.656,65

265.966,95

54.528,85

6.446.534,64

5.097.185,50

Em Bens Não de Uso Próprio está registrado o valor de R$ 6.180.567,69, referente a bens recebidos como dação em pagamento de dívidas, não estando sujeitos a depreciação ou correção. Registram-se ainda no grupo, as despesas antecipadas, no montante de R$ 265.966,95, referentes a Prêmios de Seguros (R$9.140,69), Processamento de Dados (R$71.762,71), Vale Refeição e Alimentação (R$142.120,00) e outros (R$42.943,55). 9. Investimentos O saldo é representado, substancialmente, por quotas do SICOOB CENTRAL CREDIMINAS e ações do BANCOOB, conforme demonstrado: Descrição

31/12/2020

31/12/2019

8.674.343,28

8.310.250,89

70.072,72

Outros Investimentos Total

70.072,72

1.000,00

500,00

8.745.416,00

8.380.823,61

10. Imobilizado de uso Demonstrado pelo custo de aquisição, menos depreciação acumulada. As depreciações são calculadas pelo método linear, com base em taxas determinadas pelo prazo de vida útil estimado conforme abaixo: Descrição

Taxa de Depreciação a.a.

Terrenos

31/12/2020

31/12/2019

-

160.446,79

4%

752.870,51

225.772,91

-

1.177.903,29

1.329.390,58

Instalações

10%

1.874.048,47

2.728.967,38

Móveis e Equipamentos

10%

2.395.721,84

2.294.773,60

Equipamentos de Processamento de Dados

20%

2.178.925,16

2.043.942,53

Equipamentos de Comunicação e de Segurança

10%

777.984,11

742.046,81

Veículos

20%

284.206,99

284.206,99

1.988.027,06

1.516.711,94

Edificações Imobilizações em Curso (a)

Benfeitorias em Imóveis de Terceiros

Até 10%

Total (-) Depreciações Acumuladas do Imobilizado Total

160.446,79

11.590.134,22

11.326.259,53

(4.894.878,72)

(4.317.732,05)

6.695.255,50

7.008.527,48

a) As imobilizações em curso serão alocadas em grupo específico após a conclusão das obras e efetivo uso, quando passarão a ser depreciadas. 11. Depósitos É composto de valores cuja disponibilidade é imediata aos associados, denominado de depósitos à vista, portanto sem prazo determinado para movimentá-lo, ficando a critério do portador dos recursos fazê-lo conforme sua necessidade. É composto também por valores pactuados para disponibilidade em prazos pré-estabelecidos, denominados depósitos a prazo, os quais recebem atualizações por encargos financeiros remuneratórios conforme a sua contratação em pós ou pré-fixada. Suas remunerações pós fixadas são calculadas com base no critério de “Pro rata temporis”; já as remunerações pré-fixadas são calculadas e registradas pelo valor futuro, com base no prazo final das operações, ajustadas, na data do demonstrativo contábil, pelas despesas a apropriar, registradas em conta redutora de depósitos a prazo. Descrição

31/12/2020

31/12/2019

Depósitos à Vista

144.107.196,17

72.778.929,72

Depósitos a Prazo

248.921.192,75

189.607.243,43

Depósitos Sob Aviso Total

2.026.320,50

2.141.642,68

395.054.709,42

264.527.815,83

Os depósitos, até o limite de R$ 250 mil por CPF/CNPJ, estão garantidos pelo Fundo Garantidor do Cooperativismo de Crédito (FGCoop), constituído conforme Resoluções CMN n° 4.150/12 e 4.284/13. Este fundo tem como instituições associadas as cooperativas singulares de crédito e os bancos cooperativos integrantes do Sistema Nacional de Crédito Cooperativo (SNCC). Este fundo tem por objeto prestar garantia de créditos nos casos de decretação de intervenção ou de liquidação extrajudicial de instituição associada. A contribuição mensal ordinária das instituições associadas ao Fundo é de 0,0125% dos saldos das obrigações garantidas, que abrangem as mesmas modalidades protegidas pelo Fundo Garantidor de Crédito dos bancos, o FGC, que considera, os depósitos à vista e a prazo, as letras de crédito do agronegócio, de acordo com a Resolução CMN nº 4.150/12. Além das garantias prestadas pelo FGCoop, o SICOOB SISTEMA CREDIMINAS possui seu próprio Fundo Garantidor de Depósitos do Sicoob Sistema Crediminas – FGD, que tem por finalidade efetuar o saneamento econômico-financeiro e/ou fortalecimento patrimonial, bem como prestar garantias de crédito nos termos e limites do Estatuto Social e Regulamento próprio. a) Concentração dos principais depositantes: Descrição

31/12/2020

Maior Depositante

% Carteira Total

31/12/2019

% Carteira Total

7.022.630,04

1,57%

4.580.526,38

10 Maiores Depositantes

35.233.185,63

7,89%

23.041.714,79

7,43%

50 Maiores Depositantes

73.193.608,34

16,35%

55.176.148,33

17,83%

1,48%

b) Despesas com operações de captação de mercado: Descrição

2º Sem. 2020

Despesas de Depósitos a Prazo

(19.358,65)

31/12/2020

2º Sem. 2019

(55.823,07)

(2.252.422,24) (5.561.263,72)

Despesas de Letras de Crédito do Agronegócio - LCA

(483.501,58) (1.324.341,39)

Despesas de Contribuição ao Fundo Garantidor

(309.484,87)

Total 2 Sem. 2019 30/06/2019 303.924,92 682.875,04 10.107.237,23 20.657.907,10 1.900.528,44 3.672.711,12 3.508.903,49 6.690.358,87

-

481.254,25

Devedores Diversos (d)

h) Receitas de Operações de Crédito: 2 Sem. 2020 31/12/2020 192.592,77 455.503,90 11.939.736,44 22.779.108,16 1.227.512,70 3.030.233,54 3.418.776,38 6.835.671,12

3.802,01

Adiantamentos

Despesas de Depósitos de Aviso Prévio

Descrição Saldo inicial Valor das operações transferidas no período Valor das operações recuperadas no período Valor dos descontos concedidos nas operações recuperadas Total

31/12/2019

426.045,71

Rendas a Receber

Banco Cooperativo do Brasil S.A. – BANCOOB

59.906.469,73 16.794.298,55 11.030.673,97 37.777.613,84

Nível / Percentual de Risco / Situação 31/12/2020 31/12/2020 AA Normal A 0,50% Normal B 1% Normal B 1% Vencidas C 3% Normal C 3% Vencidas D 10% Normal D 10% Vencidas E 30% Normal E 30% Vencidas F 50% Normal F 50% Vencidas G 70% Normal G 70% Vencidas H 100% Normal H 100% Vencidas Total Normal Total Vencido Total Geral Provisões Total Líquido

Descrição Créditos por Avais e Fianças Honrados (a)

Cooperativa Central de Crédito de Minas Gerais Ltda.

b) Composição por tipo de operação, e classificação por nível de risco de acordo com a Resolução CMN nº 2.682/1999:

São Tiago (MG), 03 de fevereiro de 2021.

Presidente do Conselho

Circulante 128.691,34 2.561.565,73

Adiantamento a Depositante Cheque Especial / Conta Garantida Empréstimos Financiamentos Títulos Descontados Financiamentos Rurais e Agroindustriais (-) Provisão para Perda com Op. de Crédito Total

Agradecimentos Agradecemos aos nossos associados pela preferência e confiança e aos empregados pela dedicação.

João Pinto de Oliveira

31/12/2020 13.203.816,29 13.203.816,29

6. Operações de crédito a) Composição da carteira de crédito por modalidade: Modalidade

Circulante

Total

31/12/2020 31/12/2019 Disponibilidades - Caixa e depósitos bancários 15.056.054,42 9.609.315,10 Centralização Financeira - Cooperativas (a) 210.842.262,67 158.832.132,84 Total 225.898.317,09 168.441.447,94 (a) Referem-se à centralização financeira das disponibilidades líquidas da cooperativa, depositadas junto ao SICOOB CENTRAL CREDIMINAS, cujos rendimentos auferidos nos exercícios findos em 31/12/2020 e 31/12/2019 foram respectivamente R$ 5.189.830,73 e R$ 9.412.171,94.

11. Fundo Garantidor do Cooperativismo de Crédito - FGCoop De acordo com seu estatuto, o Fundo Garantidor do Cooperativismo de Crédito- FGCoop tem por objeto prestar garantia de créditos nos casos de decretação de intervenção ou de liquidação extrajudicial de instituição associada, até o limite de R$ 250 mil por associado, bem como contratar operações de assistência, de suporte financeiro e de liquidez com essas instituições. O Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou resolução que estabelece a forma de contribuição das instituições associadas ao Fundo Garantidor do Cooperativismo de Crédito (FGCoop), ratifica também seu estatuto e regulamento. Conforme previsto na Resolução nº 4.150, de 30.10.2012, esse fundo possui como instituições associadas todas as cooperativas singulares de crédito do Brasil e os bancos cooperativos integrantes do Sistema Nacional de Crédito Cooperativo (SNCC). Conforme previsto no artigo 2º da Resolução/CMN nº 4.284, de 05/11/2013, a contribuição mensal ordinária das instituições associadas ao Fundo é de 0,0125%, dos saldos das obrigações garantidas, que abrangem as mesmas modalidades protegidas pelo Fundo Garantidor de Créditos dos bancos, o FGC, ou seja, os depósitos à vista e a prazo, as letras de crédito do agronegócio, entre outros. As contribuições ao FGCoop pelas instituições a ele associadas tiveram início a partir do mês de março de 2014 e recolhidas no prazo estabelecido no § 4º do art. 3º da Circular 3.700, de 06/03/2014. Ainda nos termos de seu estatuto, a governança do Fundo será exercida pela Assembleia Geral, pelo Conselho de Administração e pela Diretoria Executiva, e está estruturada de modo a permitir a efetiva representatividade das associadas, sejam elas cooperativas independentes ou filiadas a sistemas cooperativistas de crédito, sendo o direito de voto proporcional às respectivas contribuições ordinárias.

7. Outros créditos Referem-se às importâncias devidas à Cooperativa por pessoas físicas ou jurídicas domiciliadas no país, conforme demonstrado:

(557.177,22)

(3.064.767,34) (7.498.605,40)

31/12/2019

(57.549,42)

(120.003,62)

(4.970.458,48) (10.123.441,07) (1.254.336,39)

(2.451.450,68)

(228.974,15)

(437.611,99)

(6.511.318,44) (13.132.507,36)

12. Recursos de aceite e emissão de Títulos Referem-se a Letras de Crédito do Agronegócio – LCA que conferem direito de penhor sobre os direitos creditórios do agronegócio a elas vinculados (Lei nº 11.076/04). e a Letra Crédito Imobiliário – LCI, lastreada por créditos imobiliários garantidos por hipoteca ou por alienação fiduciária de coisa imóvel conforme Lei nº 10.931/04). Descrição Obrigações por Emissão de Letras de Crédito do Agronegócio - LCA TOTAL

31/12/2020 Circulante

31/12/2019

Não Circulante

Circulante

Não Circulante

46.452.248,75

3.563.899,43

47.362.053,70

1.132.358,14

46.452.248,75

3.563.899,43

47.362.053,70

1.132.358,14

São remunerados por encargos financeiros calculados com base em percentual do CDI - Certificado de Depósitos


ANO XVII Nº 215 - MARÇO 2021

• PÁG. 15

JORNAL DAS LAJES

Informe Publicitário Interbancários, abaixo o saldo apropriado em despesas: Descrição

2º sem/20

Despesa Letras de Crédito do Agronegócio

Taxa média

2020

(483.501,58) (1.324.341,39)

2º sem/19

0,15

Taxa média

2019

(1.254.336,39)

(2.451.450,68)

0,33

13. Relações interfinanceiras / Obrigações por empréstimos e repasses São demonstradas pelo valor principal acrescido de encargos financeiros e registram os recursos captados junto a outras instituições financeiras para repasse aos associados em diversas modalidades e Capital de Giro. As garantias oferecidas são a caução dos títulos de créditos dos associados beneficiados. Instituições Recursos do Bancoob

Taxa

31/12/2020

Vencimento

De 4,15% até 8,00% a.a.

Circulante

31/12/2019

Não Circulante

Circulante

Não Circulante

Até 09/2027 15.837.008,04

17.697.084,23

18.420.925,61 15.612.768,19

15.837.008,04

17.697.084,23

18.420.925,61 15.612.768,19

TOTAL

Despesas das relações interfinanceiras / obrigações por empréstimos e repasses Instituições BANCOOB Total

2º Sem. 2020 (970.145,84) (970.145,84)

31/12/2020 (2.228.444,48) (2.228.444,48)

2º Sem. 2019 (1.274.501,08) (1.274.501,08)

31/12/2019 (2.536.411,82) (2.536.411,82)

14. Relações Interdependências Os recursos de terceiros que estão com a cooperativa são registrados nessa conta para posterior repasse, por sua ordem: Descrição

31/12/2020 31/12/2019 Ordens de Pagamento (a) 4.692.849,00 3.427.486,00 Concessionários de Serviços Públicos 73.937,29 198.874,06 Outros Recebimentos em Trânsito de Terceiros 45.384,93 36.016,28 Total 4.812.171,22 3.662.376,34 (a) Trata-se de cheques emitidos contra a ordem de terceiros. Esses valores eram contabilizados no grupo de credores diversos e foram reclassificados, para melhor adequação contábil. 15. Outras Obrigações 31/12/2020 Circulante Não Circulante

Descrição Cobrança e Arrecadação de Tributos e Assemelhados Sociais e Estatutárias Obrigações Fiscais Correntes Provisões Trabalhistas, Fiscais e Cíveis Diversas TOTAL

7.268,29

31/12/2019 Circulante Não Circulante

-

3.075.822,13 1.077.676,69

85.220,32

-

350.666,99 838.132,16 1.690.867,36 348.514,98 4.043.428,08 2.039.382,34 5.317.447,55

5.215.280,73 9.376.047,84

1.280.707,38 353.520,47 1.634.227,85

15.1 Sociais e Estatutárias Descrição 31/12/2020 31/12/2019 FATES - Fundo de Assistência Técnica, Educ. e Social (a) 1.466.928,94 80.765,25 Cotas de Capital a pagar (b) 652.826,95 269.901,74 Participações nas Sobras dos Empregados (c) 788.296,67 Gratificações e Participações a pagar 167.769,57 Total 3.075.822,13 350.666,99 (a) O FATES é destinado a atividades educacionais, à prestação de assistência aos cooperados, seus familiares e empregados da cooperativa, sendo constituído pelo resultado dos atos não cooperativos e 10% das sobras líquidas, conforme determinação estatutária. A classificação desses valores em contas passivas segue determinação do Plano Contábil das Instituições do Sistema Financeiro Nacional – COSIF. (b) Refere-se ao valor de cota capital a ser devolvida para os associados demitidos. (c) Consubstanciada pela Lei 10.101/00, e convenção coletiva, a cooperativa constituiu provisão a título de participação dos empregados nos resultados, com o pagamento previsto para ser efetivado em 2021. 15.2 Obrigações Fiscais Correntes e Diferidas As obrigações fiscais correntes e diferidas, classificadas no passivo na conta de Outras Obrigações estão assim compostas: Descrição 31/12/2020 31/12/2019 Impostos e Contribuições sobre Lucros a Pagar (a) 302.001,58 200.627,87 Impostos e Contribuições a Recolher (b) 775.675,11 637.504,29 Total 1.077.676,69 838.132,16 (a) Refere-se a provisões IRPJ e CSLL, do 4º trimestre de 2020 sobre atos não cooperativos; (b) Refere-se a tributos sobre folha de pagamento (FGTS, IRRF, INSS), retidos de terceiros (IRRF, INSS e ISSQN) e Provisão PIS Folha de pagamento. 15.3 Diversas 31/12/2019 Não Não Descrição Circulante Circulante Circulante Circulante Despesas de Pessoal 1.648.908,60 1.638.931,46 Outras Despesas Administrativas (a) 815.109,69 575.557,65 Cheques Descontados (b) 218.261,81 663.803,00 Provisões para Garantias Prestadas (c) 525.783,30 348.514,98 447.853,04 353.520,47 Convênios de Folha de Pagamento de Terceiros 792.645,21 470.255,24 Rateio de Despesas da Cooperativa Central 90.926,52 115.784,22 Credores Diversos – País (d) 1.123.645,60 131.243,47 Provisão para Contingências (e) 1.690.867,36 1.280.707,38 Total 5.215.280,73 2.039.382,34 4.043.428,08 1.634.227,85 (a) Refere-se a provisão para pagamento de despesas com Água/Energia/Gas (R$24.146,45), Aluguéis (R$20.576,88), Manutenção e Conservação de Bens (R$34.127,91), Seguro Prestamista (R$595.990,06) e outros (R$140.268,39); (b) Refere-se a cheques depositados, relativo a descontos enviados à compensação, porém não baixados até a data-base de 31/12/2020; (c) Refere-se à provisão para garantias financeiras prestadas, apurada sobre o total das coobrigações concedidas pela singular, conforme Resolução CMN nº 4.512/2016. Em 31 de dezembro de 2020, a cooperativa é responsável por coobrigações e riscos em garantias prestadas, referentes a aval prestado em diversas operações de crédito de seus associados com instituições financeiras oficiais. A provisão para garantias financeiras prestadas é apurada com base na avaliação de risco dos cooperados beneficiários, de acordo com a Resolução CMN nº 2.682/1999, conforme demonstrado a seguir: Nível / Percentual de Risco / Situação 31/12/2020

Total em

Provisões

31/12/2020

31/12/2019

AA

Total em

Provisões

-

456.555,33

-

A

0,5%

15.571.151,11

(77.856,94)

13.099.457,09

(65.498,63)

1%

4.021.631,82

(40.216,43)

3.382.563,87

(33.825,55)

C

3%

3.821.061,23

(114.631,81)

2.767.129,29

(83.013,92)

10%

748.824,05

E

30%

252.567,76

(75.770,37)

273.119,48

(81.935,85)

F

50%

92.190,16

(46.095,12)

467.864,14

(233.932,11)

70%

H

20. Receitas de Operações de Crédito Descrição 2º sem/20 Rendas De Adiantamentos A Depositantes 192.592,77 Rendas De Empréstimos 11.939.736,44 Rendas De Direitos Creditórios 1.227.512,70 Descontados Rendas De Financiamentos 3.418.776,38 Rendas De Financiamentos Rurais 2.532.695,44 Aplicações Com Recursos Rendas De Financiamentos Rurais 42.962,95 Aplicações Com Recursos Rendas De Financiamentos Rurais 1.184.366,55 Aplicações Com Recursos Rendas De Financiamentos Rurais Aplicações Com Recursos Recuperação De Créditos Baixados 736.541,66 Como Prejuízo TOTAL 21.275.184,89 21. Despesas da Intermediação Financeira Descrição Despesas De Captação Despesas De Obrigações Por Empréstimos E Repasses Provisões para Operações de Crédito TOTAL

374.252,98

100% Total

(74.882,59)

742.134,63

(261.977,09)

26.875,42

(74.213,53)

(18.812,80)

182.867,93

(182.867,93)

210.141,12

(210.141,12)

25.911.540,43

(874.298,28)

21.425.840,37

(801.373,51)

(d) Referem-se a Diferença de Caixa (R$651.949,07), Pendências a Regularizar Bancoob (R$428.697,75) e outros (R$42.998,78); (e) Trabalhistas, Fiscais e Cíveis - Provisões constituídas considerando a avaliação dos consultores jurídicos quanto às chances de êxito em determinados questionamentos fiscais e trabalhistas em que a cooperativa é parte envolvida. Descrição

31/12/2020 1.390.867,36

1.280.707,38

Contingências Cíveis

300.000,00

353.520,47

1.690.867,36

1.634.227,85

Total

(1) Refere-se a provisão para: Pis (R$323.048,42), IRPJ (R$91.452,18), Pis Folha (R$923.511,34) e outros (R$52.855,42). 16. Instrumentos financeiros O SICOOB CREDIVERTENTES opera com diversos instrumentos financeiros, com destaque para disponibilidades, aplicações interfinanceiras de liquidez, relações interfinanceiras, operações de crédito, depósitos à vista e a prazo, empréstimos e repasses. Os instrumentos financeiros ativos e passivos estão registrados no balanço patrimonial a valores contábeis, os quais se aproximam dos valores justos. Nos exercícios findos em 31 de dezembro de 2020 e em 31 de dezembro de 2019 a cooperativa não realizou operações envolvendo instrumentos financeiros derivativos. 17. Patrimônio líquido a) Capital Social O capital social é representado por cotas-partes no valor nominal de R$ 1,00 cada e integralizado por seus cooperados. De acordo com o Estatuto Social cada cooperado tem direito em um voto, independente do número de suas cotas-partes. Descrição Capital Social

31/12/2020

31/12/2019

35.667.380,53

35.775.296,42

27.886

24.441

Associados

b) Reserva Legal Representada pelas destinações estatutárias das sobras, no percentual de 70%, utilizada para reparar perdas e atender ao desenvolvimento de suas atividades. c) Sobras Acumuladas As sobras são distribuídas e apropriadas conforme Estatuto Social, normas do Banco Central do Brasil e posterior deliberação da Assembleia Geral Ordinária (AGO). Atendendo à instrução do BACEN, por meio da Carta Circular nº 3.224/06, o Fundo de Assistência Técnica, Educacional e Social – FATES é registrado como exigibilidade, e utilizado em despesas para o qual se destina, conforme a Lei nº 5.764/71. Em Assembleia Geral Ordinária, realizada em 17 de julho de 2020, os cooperados deliberaram pela compensação da perda do exercício findo em 31 de dezembro de 2019, no valor de R$14.186.219,18, suportada pelo fundo de Reserva da Cooperativa. d) Destinações estatutárias e legais De acordo com o estatuto social da cooperativa e a Lei nº 5.764/71, a sobra líquida do exercício terá a seguinte destinação: Descrição Sobra/Perda líquida do exercício

31/12/2020

31/12/2019

14.669.289,43 (14.186.219,18)

Lucro líquido decorrente de atos não-cooperativos apropriado ao FATES Sobra líquida, base de cálculo das destinações

-

-

14.669.289,43

-

(10.268.502,60)

-

(1.466.928,94)

-

Destinações estatutárias Reserva legal – 70% Fundo de assistência técnica, educacional e social – 10%

Sobra à disposição da Assembleia Geral 2.933.857,89 (14.186.219,18 A Reserva legal destina-se a reparar perdas e atender ao desenvolvimento de suas Atividades; O Fundo de assistência técnica, educacional e social (FATES) é destinado a atividades educacionais, à prestação de assistência aos cooperados, seus familiares e empregados da cooperativa; e Os resultados decorrentes de atos não cooperativos, quando positivos, são destinados ao FATES. 18. Resultado de atos não cooperativos O resultado de atos não cooperativos tem a seguinte composição: Descrição Resultado bruto de atos não cooperativos Despesas/Receitas específicas de atos não cooperativos Lucro Líquido (-) Imposto de Renda e CSLL Resultado de atos não cooperativos antes das deduções (-) Dedução de Receitas com Associados Resultado líquido de atos não cooperativos

31/12/2020

31/12/2019

2.568.348,90

2.114.823,75

-

(21.840,79)

2º sem/19 303.924,92 10.107.237,23

5,21%

0% 0,16%

Letra de Crédito Agronegócio - LCA

2.852.034,02

5,70%

0,16%

3.030.233,54

1.900.528,44

3.672.711,12

6.835.671,12

3.508.903,49

6.690.358,87

6.179.457,87

4.220.762,41

8.180.043,70

118.272,80

51.906,78

356.831,50

1.694.842,02

486.004,33

1.157.550,32

159.996,07

93.513,80

93.513,80

2.046.810,76

307.547,55

518.786,32

43.299.896,24

20.980.328,95

42.010.577,77

Natureza dos Depósitos

Valor do Depósito

% em Relação à Carteira Total

Taxa Média - %

Foram realizadas transações com partes relacionadas, na forma de: depósito a prazo, cheque especial, conta garantida, cheques descontados, crédito rural – RPL, crédito rural – repasses, empréstimos, dentre outras, à taxa/ remuneração média aplicada para os associados foram as mesmas praticadas para as partes relacionadas. As taxas/remunerações praticadas estão à disposição dos associados nas dependências do SICOOB CREDIVERTENTES. Natureza das Operações Ativas e Passivas

Taxas Média Aplicadas em Relação às Partes Relacionadas a.m.

Prazo médio (a.m.)

Direitos Creditórios Descontados

1,51%

1,89%

Empréstimos

1,82%

31,50%

Financiamentos Rurais - repasses

1,01%

40,46%

Aplicação Financeira - Pós Fixada

98,16%

157,91%

Letra de Crédito Agronegócio - LCA

1,54%

15,81%

(2.262.444,44) (6.297.357,62)

(2.536.411,82)

(5.848.055,60) (26.997.576,80) (32.081.472,87) (15.575.105,48) (34.783.396,32) (47.750.392,05)

2º sem/20 680.511,37 27.211,90 2932369,69 3.640.092,96

31/12/2020 1.319.479,32 46.595,38 5211435,62 6.577.510,32

2º sem/19 628.767,56 16.565,10 2158312,82 2.803.645,48

31/12/2019 1.165.018,66 29.953,20 4182552,61 5.377.524,47

2º sem/20 1.703.872,70 230.669,50

31/12/2020 3.275.049,85 418.377,00

2º sem/19 1.399.492,78 174.491,80

31/12/2019 2.707.941,20 339.913,10

447.356,25

882.808,58

530.558,43

1.011.233,06

1.211.831,81 3.593.730,26

2.360.560,56 6.936.795,99

1.121.704,16 3.226.247,17

2.135.285,63 6.194.372,99

FGTS Diretoria

2º sem/20

31/12/2020

31/12/2019

608.296,99

286.919,49

560.013,66

97.525,27

173.240,21

141.886,41

252.103,07

763.864,82

1.653.291,18

721.655,61

1.294.325,45

Despesas de Promoções e Relações Públicas

93.777,14

143.123,13

188.272,48

287.438,82

Despesas de Propaganda e Publicidade

50.134,22

68.322,70

18.319,00

29.129,00

0

3.432,00

0

0

Despesas de Publicações

-49.263,69

98.808,36

64.849,36

127.098,00

1.005.701,47

1.918.010,00

884.655,09

1.748.501,59

Despesas de Serviços de Terceiros

307.427,91

528.826,77

265.072,03

580.853,07

Despesas de Serviços de Vigilância e Segurança

900.058,27

1.721.495,18

800.097,80

1.577.664,00

Despesas de Serviços Técnicos Especializados

384.389,10

655.669,69

380.200,94

613.233,73

Despesas de Transporte

624.489,56

1.248.804,68

695.980,32

1.269.980,31

-

-

110,00

110,00

32.632,64

139.664,59

76.935,02

127.241,58

561.085,93

1.102.393,28

479.560,07

915.005,19

Outras Despesas Administrativas

119.017,57

253.359,18

199.076,25

366.716,95

Emolumentos judiciais e cartorários

120.985,44

269.462,90

131.183,86

195.346,36

59.901,13

119.151,17

57.843,93

114.744,72

513.418,35

1.031.142,43

589.999,13

1.154.505,23

119.310,72

245.009,68

94.022,12

207.906,20

7.234.090,44

14.230.045,50

7.254.341,61 13.782.359,78

26. Outras Receitas/Ingressos Operacionais 2 Sem. 2020 45.238,09 351.659,89 124.000,00 250.994,12 1.031.672,84 9.159,41 9.731,58 230.628,68 412.213,59 2.465.298,20

31/12/2020 2 Sem. 2019 31/12/2019 254.274,87 17.397,94 164.754,89 784.559,35 249.085,99 421.230,79 124.000,00 677.268,90 677.268,90 250.994,12 996.521,33 1.040.022,08 14.452,37 29.441,25 2.217.235,90 995.506,98 1.893.688,01 21.877,29 21.612,84 21.612,84 19.747,70 13.616,77 23.531,79 356.847,06 293.751,30 230.628,68 281.711,32 281.711,32 624.256,93 300.043,23 535.930,32 4.898.874,27 3.552.765,30 5.382.943,49

27. Outras Despesas/Dispêndios Operacionais 2 Sem. 2020

31/12/2020

2 Sem. 2019

31/12/2019

(365.481,77)

(564.632,59)

(147.826,96)

(7.352,44)

(11.447,56)

(3.718,40)

(5.737,01)

(256.860,90)

(472.254,07)

(211.357,57)

(388.575,70)

(571.387,87)

(2.184,27)

(390.448,19)

(187.955,42)

(193.400,80) (256.960,03)

Contrib. ao Fundo de Tecnologia da Informação

-

-

(129.659,13)

Contrib. ao Fundo de Ressarc. de Perdas Operacionais

(9.048,43)

(10.334,56)

-

-

Contrib. ao Fundo de Ressarc. de Fraudes Externas

(16.423,77)

(23.738,30)

-

-

(124.024,52)

(251.199,12)

(116.894,19)

(222.682,42)

Perdas - Fraudes Externas

-

(7.700,00)

(2.930,27)

(2.930,27)

Perdas - Demandas Trabalhistas

-

(12.526,26)

-

-

Perdas - Práticas Inadequadas

-

Perdas - Falhas em Sistemas de TI TOTAL

(54.178,10)

(100.158,10)

(101.658,10)

-

-

(171,08)

(171,08)

(53.197,36)

(144.394,31)

(254.903,05)

(382.365,34)

(834.573,46) (1.942.853,06) (1.155.574,17) (2.125.868,62)

28. Outras Receitas e Despesas Descrição

2 Sem. 2020

31/12/2020

2 Sem. 2019

31/12/2019

Lucros em Transações com Valores e Bens

25.818,77

27.374,37

113.939,04

117.902,48

Prejuízos em Transações com Valores e Bens

(5.591,94)

(15.517,94)

(792,85)

(2.792,85)

Outras Receitas

9.105,62

16.528,98

12.428,64

23.967,07

Ganhos de Capital

8.714,23

16.137,59

12.375,02

23.613,45

Rendas de Aluguel

-

-

-

300,00

53,62

53,62

Outras Rendas Não Operacionais Outras Despesas Perdas de Capital Outras Despesas Não Operacionais TOTAL

391,39

391,39

(42.503,83)

(123.869,34)

(31.374,88)

(33.030,86)

(11.128,95)

(90.838,48)

(13.171,38)

(95.483,93)

(51.738,92) (160.917,49) (6.855,24)

(17.307,19)

(44.883,68) (143.610,30) 73.835,91

(21.840,79)

29. Resultado Não Recorrente Considera-se resultado não recorrente o resultado que não esteja relacionado ou esteja relacionado incidentalmente com as atividades típicas da instituição, e não esteja previsto para ocorrer com frequência nos exercícios futuros. No exercício findo em 31/12/2020 e 31/12/2019, a instituição não registrou nenhum evento que tenha gerado resultado não recorrente. 30. Partes Relacionadas As partes relacionadas existentes são as pessoas físicas que têm autoridade e responsabilidade de planejar, dirigir e controlar as atividades da cooperativa e membros próximos da família de tais pessoas. As operações são realizadas no contexto das atividades operacionais da Cooperativa e de suas atribuições estabelecidas em regulamentação específica. As operações com tais partes relacionadas não são relevantes no contexto global das operações da cooperativa, e caracterizam-se basicamente por transações financeiras em regime normal de operações, com observância irrestrita das limitações impostas pelas normas do Banco Central, tais como movimentação de contas correntes, aplicações e resgates de RDC e operações de crédito. Montante das operações ativas e passivas no exercício de 2020: Montante das Operações Ativas

551.473,80

2.327.779,71 3.361.247,45 8.803.910,23 92.181,27 13.783,29 16.117.086,94

319.819,24

Outras Despesas Operacionais

638.713,71

277.062,19

1.180.749,79 1.782.461,78 4.611.433,36 54.717,23 6.470,70 8.376.037,71

Despesas de Manutenção e Conservação de Bens

Outras Contribuições Diversas

319.412,11

602.707,99

82.990,52

773.541,71

Contrib. ao Fundo Garantidor de Depósitos

651.474,37

291.228,84

176.016,16

371.986,87

Desconto/Cancelamento de Tarifas

325.737,19

Conselho de Administração

80.916,62

713.276,88

Descrição

31/12/2019

Honorários

39.731,28

355.622,48

Descontos Concedidos

2º sem/19

94.909,78

2º sem/19

Valores

% em Relação à Carteira Total

Provisão de Risco

P.R. – Vínculo de Grupo Econômico

5.286.825,55

1,13%

42.712,76

P.R. – Sem vínculo de Grupo Econômico

2.254.949,40

0,48%

10.368,18

7.541.774,95

1,62%

53.080,94

6.250.321,19

1,81%

Operações ativas e passivas – saldo em 31/12/2020:

323.048,42

323.048,42

319.363,84

319.363,84

923.511,34

912.942,67

819.562,75

809.658,73

Outras contingências Total

444.307,60

144.307,60

141.780,79

141.780,79

1.690.867,36

1.380.298,69

1.280.707,38

1.270.803,36

PIS e COFINS - quando do advento da Lei nº 9.718/1998, a cooperativa entrou com ação judicial questionando a legalidade da inclusão de seus ingressos decorrentes de atos cooperados na base de cálculo do PIS e COFINS. Segundo a assessoria jurídica do SICOOB CREDIVERTENTES existem 05 processos judiciais nos quais a cooperativa figura como polo passivo, os quais foram classificados com risco de perda possível, totalizando R$ 280.137,00. 37. Benefícios a empregados A cooperativa é patrocinadora de um plano de previdência complementar para seus funcionários e administradores, na modalidade Multi Instituído. O plano é administrado pela Fundação Sicoob de Previdência Privada – Sicoob Previ. A contribuição do SICOOB CREDIVERTENTES corresponde a 50% da contribuição feita pelo empregado, limitada a 3% do salário bruto. As despesas com contribuições efetuadas durante o exercício de 2020 totalizaram R$ 176.273,14.

Cooperativa de Crédito Credivertentes Ltda. SICOOB CREDIVERTENTES São Tiago (MG), 03 de fevereiro de 2021.

João Pinto de Oliveira

Paulo Melo

Presidente do Conselho

Vice-Presidente do Conselho

Alexandre Nunes Machado Chaves

Antônio Vicente de Andrade Conselheiro Administrativo

Conselheiro Administrativo

Fabiana Andréia F. Diélle Barros de Oliveira Conselheira Administrativa

Lígia Honorina de Andrade Moreira Conselheira Administrativa

Mauro Capolari Vivas

Yuri Carvalho Gomes

Conselheiro Administrativo

Conselheiro Administrativo

Flávia Alves Coelho

Diretora Executiva Administrativa

Luiz Henrique Garcia

Diretor Executivo Financeiro

BENEFÍCIOS MONETÁRIOS NO EXERCÍCIO DE 2019 31/12/2020

167.826,46

Despesas de Comunicações

Despesa com Tarifas

2º sem/20

71.559,79

158.413,08

Descrição Recuperação de Encargos e Despesas Reversão de Provisão para Garantias Prestadas Reversão de Provisão para Contingências Reversão de Provisão para Juros ao Capital Reversão de Outras Provisões Operacionais Dividendos Recebidos do Bancoob Rendas de Cartões e Adquirência Atualização de Depósitos Judiciais Rendas de Repasses Interfinanceiros Sobras Recebidas da Central Juros ao Capital Recebidos da Central Outras Receitas TOTAL

BENEFÍCIOS MONETÁRIOS NO EXERCÍCIO DE 2020 Descrição

50.412,64

1.070.330,16 2.119.087,73 1.614.700,70 3.161.919,52 4.299.733,47 8.332.561,23 10.425,61 36.794,44 23.976,59 57.834,72 7.736.288,73 15.157.391,83

PIS PIS FOLHA

No exercício de 2020, os benefícios monetários destinados às partes relacionadas foram representados honorários, apresentando-se da seguinte forma:

Gratificações da Diretoria

318.252,17

TOTAL

1,81%

Conselho Fiscal

1.073.132,41

Rateio de despesas da Central

Aplicações Financeiras

31/12/2019 82.990,52

79.206,54

Contribuição a OCE

0,19%

1.366.203,67

545.047,33

Despesas de Depreciação

1,15%

Crédito Rural (modalidades)

677.390,92

156.173,36

Despesas de Viagem no País

Títulos Descontados e Cheques Descontados

2º sem/19 39.731,28

59.772,09

Despesas de Viagem ao Exterior

0,80%

1.423.275,21

335.718,94

Despesas de Seguros

Empréstimos e Financiamentos

31/12/2020 94.909,78

1.176.876,95

Despesas de Serviços do Sistema Financeiro

PERCENTUAL EM RELAÇÃO À CARTEIRA GERAL MOVIMENTAÇÃO NO EXERCÍCIO DE 2020

689.792,21

11.525,04

Despesas de Processamento de Dados

(*) Conforme Política de Crédito do Sistema Sicoob, as operações realizadas com membros de órgãos estatutários e pessoas ligadas a estes são aprovadas em âmbito do conselho da administração ou, quando delegada formalmente, pela diretoria executiva, bem como são alvo de acompanhamento especial pela administração da cooperativa. As taxas aplicadas seguem o normativo vigente à época da concessão da operação.

2º sem/20 50.412,64

172.516,43

(215.283,90)

0,85%

2.874,21

0,99%

596.912,62

(1.501.519,88)

2.182,97

574.843,31

2º sem/19 31/12/2019 (6.511.318,44) (13.132.507,36)

Despesas de Arrendamento de Bens

(188.106,35)

445.786,50

Financiamentos Rurais

0,41%

Despesas de Aluguéis

(1.719.834,48)

Financiamentos

594.098,44

Despesas de Água, Energia e Gás

Montante das Operações Passivas

1,89%

(1.274.501,08)

Descrição

1.286.235,98

0,98%

2.473.913,31

25. Outros Dispêndios Administrativos

1.531.728,12

4.165,63 38.325,77

(2.228.444,48)

Descrição Despesas de Honorários - Conselho Fiscal Despesas de Honorários - Diretoria e Conselho de Administração Despesas de Pessoal - Benefícios Despesas de Pessoal - Encargos Sociais Despesas de Pessoal - Proventos Despesas de Pessoal - Treinamento Despesas de Remuneração de Estagiários TOTAL

TOTAL

695.654,35 3.361.901,77

Empréstimos

Depósitos à Vista

24. Despesas de Pessoal

(806.746,98)

1,15%

31/12/2020 (7.498.605,40)

Descrição Rendas de Pacotes de Serviços - PF Rendas de Serviços Prioritários - PF Rendas de Serviços Diferenciados - PF Rendas de Tarifas Bancárias - PJ TOTAL

2.092.982,96

Direitos Creditórios Descontados

% da Operação de Crédito em Relação à Carteira Total

470,14

Depósitos a Prazo

23. Rendas de Tarifas Bancárias

2.568.348,90

15.715,68

(970.145,84)

Descrição Rendas de Cobrança Rendas de Transferências de Fundos Rendas de outros serviços Total

(1.036.620,78)

Valor da Operação PCLD (Provisão para Crédito de Crédito de Liquidação Duvidosa)

31/12/2019 682.875,04 20.657.907,10

22. Receitas de prestação de serviços

31/12/2019

Provisões Fiscais (1)

31/12/2020 455.503,90 22.779.108,16

Natureza da Operação de Crédito Cheque Especial

2º sem/20 (3.064.767,34)

Rateio de despesa do Sicoob CCS

31/12/2019

846.993,39

B

G

19. Pagamento de Juros ao Capital A Cooperativa provisionou e pagou juros ao capital próprio, remunerando o capital do associado. Os critérios para a provisão obedeceram a Lei Complementar 130/09. A remuneração foi limitada ao valor da taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e de Custódia – Selic. A referida provisão foi demonstrada na Demonstração de Sobras ou Perdas – DSP e na Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido – DMPL, conforme Circular Bacen nº 2.739/97.

Despesas de Material 31/12/2020

D

O resultado de atos não cooperativos, quando positivo, é direcionado para o FATES conforme artigo 87 da lei 5764/71.

INSS Diretoria/Conselhos Total

47.428,70

97.801,13

41.884,61

147.787,55

303.383,34

132.986,66

315.449,61

934.154,71 1.918.103,07

891.993,47

1.853.103,16

88.459,36

31. Cooperativa Central de Crédito de Minas Gerais Ltda. O SICOOB CREDIVERTENTES em conjunto com outras cooperativas singulares, é filiada à Cooperativa Central de Crédito de Minas Gerais Ltda. - SICOOB CENTRAL CREDIMINAS, que representa o grupo formado por suas afiliadas perante as autoridades monetárias, organismos governamentais e entidades privadas. O SICOOB CENTRAL CREDIMINAS é uma sociedade cooperativista que tem por objetivo a organização em comum em maior escala dos serviços econômico-financeiros e assistenciais de suas filiadas (cooperativas singulares), integrando e orientando suas atividades, de forma autônoma e independente, através dos instrumentos previstos na legislação pertinente e normas exaradas pelo Banco Central do Brasil, bem como facilitando a utilização recíproca dos serviços, para consecução de seus objetivos. Para assegurar a consecução de seus objetivos, cabe ao SICOOB CENTRAL CREDIMINAS a coordenação das atividades de suas filiadas, a difusão e fomento do cooperativismo de crédito, a orientação e aplicação dos recursos captados, a implantação e implementação de controles internos voltados para os sistemas que acompanhem informações econômico-financeiras, operacionais e gerenciais, entre outras. O SICOOB CREDIVERTENTES responde solidariamente pelas obrigações contraídas pelo SICOOB CENTRAL CREDIMINAS perante terceiros, até o limite do valor das cotas-partes do capital que subscrever, proporcionalmente à sua participação nessas operações.

Parecer do Conselho Fiscal O Conselho Fiscal do SICOOB CREDIVERTENTES - Cooperativa de Crédito Credivertentes Ltda., reunido em 03/02/2021, em cumprimento do art. 88 inciso “IV”, do Estatuto Social, declara para os devidos fins legais e estatutários, que procedeu a minucioso exame em todos os documentos e peças contábeis, que compreendem o Balanço Geral, relativo ao exercício encerrado em 31 de dezembro de 2.020, tendo encontrado tudo em ordem. Em nossa opinião, as demonstrações contábeis representam adequadamente em todos os aspectos relevantes, a posição patrimonial e financeira do SICOOB CREDIVERTENTES, Cooperativa de Crédito Credivertentes Ltda., em 31 de dezembro de 2.020. Assim, somos unânimes e favoráveis à aprovação, pela Assembleia Geral Ordinária, das contas apresentadas pela Diretoria, referente ao exercício de 2.020. São Tiago - MG, 03 de fevereiro de 2021. Conselheiros Fiscais Efetivos Cristiano Alexandre de Almeida Coordenador do Conselho Fiscal Luis Cláudio dos Reis Secretário do Conselho Fiscal Cristovão Caputo Avelar Conselheiro Fiscal

Saldos das transações da Cooperativa com o SICOOB CENTRAL CREDIMINAS: Descrição

31/12/2020

31/12/2019

Ativo Circulante – Caixa e Equivalente de Caixa - Centralização Financeira (nota 5)

210.842.262,67

158.832.132,84

8.674.343,28

8.310.250,89

Ativo Permanente - Investimentos (nota 9)

As demonstrações contábeis do SICOOB CENTRAL CREDIMINAS, em 30 de junho de 2020, foram auditadas por outros auditores independentes que emitiram relatório de auditoria sobre as demonstrações contábeis, datado de 26 de agosto de 2020, com opinião sem modificação. 32. Gerenciamento de Risco A gestão integrada de riscos e de capital no âmbito das cooperativas do Sicoob é realizada de forma centralizada pelo Sicoob Confederação, abrangendo, no mínimo, os riscos de crédito, mercado, liquidez, operacional, socioambiental, continuidade de negócios e de gerenciamento de capital. A política institucional de gestão integrada de riscos e de capital, bem como as diretrizes de gerenciamento dos riscos e de capital são aprovados pelo Conselho de Administração do Sicoob Confederação. A estrutura centralizada de gerenciamento de riscos e de capital é compatível com a natureza das operações e à complexidade dos produtos e serviços oferecidos, sendo proporcional à dimensão da exposição aos riscos das entidades do Sicoob. Em cumprimento à Resolução CMN 4.557/2017, encontra-se disponível no sítio do Sicoob (www.sicoob.com. br) relatório descritivo da estrutura de gerenciamento de riscos e da estrutura de gerenciamento de capital. 32.1 Risco Operacional O processo de gerenciamento do risco operacional consiste na avaliação qualitativa dos riscos por meio das etapas de identificação, avaliação, tratamento, documentação e armazenamento de informações de perdas operacionais e de recuperação de perdas operacionais, testes de avaliação dos sistemas de controle, comunicação e informação. Os resultados desse processo são apresentados à Diretoria Executiva e ao Conselho de Administração. A metodologia de alocação de capital, para fins do Acordo de Basileia II, utilizada para determinação da parcela de risco operacional (RWAopad) é a Abordagem do Indicador Básico (BIA). 32.2 Riscos de Mercado e de Liquidez O gerenciamento do risco de mercado é o processo que visa quantificar a possibilidade de ocorrência de perdas resultantes da flutuação nos valores de mercado de instrumentos detidos pelas cooperativas, e inclui o risco da variação das taxas de juros e dos preços de ações, para os instrumentos classificados na carteira de negociação (trading) e o risco da variação cambial e dos preços de mercadorias (commodities), para os instrumentos classificados na carteira de negociação ou na carteira bancária (banking). O processo de gerenciamento do risco de liquidez lida com a possibilidade de a cooperativa não ser capaz de honrar eficientemente suas obrigações esperadas e inesperadas, correntes e futuras, incluindo as decorrentes de vinculação de garantias, sem afetar suas operações diárias e sem incorrer em perdas significativas. No processo de gerenciamento do risco de mercado e da liquidez das cooperativas são realizados os seguintes procedimentos: a) utilização do VaR – Value at Risk para mensurar o risco de mercado das cooperativas; b) análise de descasamentos entre ativos e passivos para avaliação de impacto na margem financeira das cooperativas; definição de limite máximo para a exposição ao risco de mercado; c) realização periódica de backtest do VaR das carteiras das cooperativas e dos modelos de cálculo de risco de mercado; d) definição de limite mínimo de liquidez para as cooperativas; e) projeção do fluxo de caixa das cooperativas para 90 (noventa) dias; f) diferentes cenários de simulação de perda em situações de stress. 32.3 Gerenciamento de Capital O gerenciamento de capital é o processo contínuo de monitoramento e controle do capital, mantido pela cooperativa para fazer face aos riscos a que está exposta, visando atingir os objetivos estratégicos estabelecidos. 32.4 Risco de Crédito e Risco Socioambiental O gerenciamento de risco de crédito objetiva garantir a aderência às normas vigentes, maximizar o uso do capital e minimizar os riscos envolvidos nos negócios de crédito por meio das boas práticas de gestão de riscos. O gerenciamento do risco socioambiental consiste na identificação, classificação, avaliação e no tratamento dos riscos com possibilidade de ocorrência de perdas decorrentes de danos socioambientais. Compete ao gestor centralizado (Sicoob Confederação) a padronização de processos, de metodologias de análises de risco de clientes e de operações, da criação e de manutenção de política única de risco de crédito e socioambiental para o Sicoob, além do monitoramento das carteiras de crédito das cooperativas. 32.5 Gestão de Continuidade de Negócios A Gestão de Continuidade de Negócios (GCN) é um processo abrangente de gestão que identifica ameaças potenciais de descontinuidade das operações de negócios para a organização e possíveis impactos, caso essas ameaças se concretizem. O Sicoob Confederação realiza Análise de Impacto (AIN) para identificar processos críticos sistêmicos, com objetivo de definir estratégias para continuidade desses processos e, assim, resguardar o negócio de interrupções prolongadas que possam ameaçar sua continuidade. O resultado da AIN é baseado nos impactos financeiro, legal e de imagem. São elaborados, anualmente, Planos de Continuidade de Negócios (PCN) contendo os principais procedimentos a serem executados para manter as atividades em funcionamento em momentos de contingência. Os Planos de Continuidade de Negócios são classificados em: Plano de Continuidade Operacional (PCO) e Plano de Recuperação de Desastre (PRD). Visando garantir sua efetividade, são realizados anualmente testes nos Planos de Continuidade de Negócios (PCN). 33. Coobrigações e riscos em garantias prestadas Em 31 de dezembro de 2020, a cooperativa é responsável por coobrigações e riscos em garantias prestadas, no montante de R$ 25.911.540,43 (31/12/2019 - R$ 21.425.840,37), referentes a aval prestado em diversas operações de crédito de seus associados com instituições financeiras oficiais. 34. Seguros contratados A Cooperativa adota política de contratar seguros de diversas modalidades, cuja cobertura é considerada suficiente pela Administração e agentes seguradores para fazer face à ocorrência de sinistros. As premissas de riscos adotados, dada a sua natureza, não fazem parte do escopo de auditoria das demonstrações contábeis, consequentemente, não foram examinadas pelos nossos auditores independentes. 35. Índice de Basiléia As instituições financeiras e demais instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil devem manter, permanentemente, o valor do Patrimônio de Referência (PR), apurado nos termos da Resolução CMN nº. 4.192, de 01/03/2013, compatível com os riscos de suas atividades. Em 31/12/2020, o Patrimônio de Referência (PR) do SICOOB CREDIVERTENTES estava em conformidade. 36. Provisão para demandas judiciais É estabelecida considerando a avaliação dos consultores jurídicos quanto às chances de êxito em determinados questionamentos fiscais e trabalhistas em que a cooperativa é parte envolvida. Dessa forma, são constituídas as seguintes provisões: 31/12/2020 Descrição

Provisão para Contingências

Depósitos Judiciais

31/12/2019 Provisão para Contingências

Depósitos Judiciais

Relatório de Auditoria sobre as Demonstrações Contábeis Opinião Examinamos as demonstrações contábeis da Cooperativa de Crédito Credivertentes Ltda. - Sicoob Credivertentes, que compreendem o balanço patrimonial em 31 de dezembro de 2020 e as respectivas demonstrações de sobras ou perdas, do resultado abrangente, das mutações do patrimônio líquido e dos fluxos de caixa para o exercício findo nessa data, bem como as correspondentes notas explicativas, incluindo o resumo das principais políticas contábeis. Em nossa opinião, as demonstrações contábeis acima referidas apresentam adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a posição patrimonial e financeira do Sicoob Credivertentes em 31 de dezembro de 2020, o desempenho de suas operações e os seus fluxos de caixa para o exercício findo nessa data, de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil, aplicáveis às instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil (BACEN). Base para opinião Nossa auditoria foi conduzida de acordo com as normas brasileiras e internacionais de auditoria. Nossas responsabilidades, em conformidade com tais normas, estão descritas na seção a seguir, intitulada “Responsabilidades do auditor pela auditoria das demonstrações contábeis”. Somos independentes em relação à cooperativa, de acordo com os princípios éticos relevantes previstos no Código de Ética Profissional do Contador e nas normas profissionais emitidas pelo Conselho Federal de Contabilidade, e cumprimos com as demais responsabilidades éticas de acordo com essas normas. Acreditamos que a evidência de auditoria obtida é suficiente e apropriada para fundamentar nossa opinião. Outras informações que acompanham as demonstrações contábeis e o relatório do auditor A administração da Cooperativa é responsável por essas outras informações que compreendem o Relatório da Administração. Nossa opinião sobre as demonstrações contábeis não abrange o Relatório da Administração e não expressamos qualquer forma de conclusão de auditoria sobre esse relatório. Em conexão com a auditoria das demonstrações contábeis, nossa responsabilidade é a de ler o Relatório da Administração e, ao fazê-lo, considerar se esse relatório está, de forma relevante, inconsistente com as demonstrações contábeis ou com o nosso conhecimento obtido na auditoria ou, de outra forma, aparenta estar distorcido de forma relevante. Se, com base no trabalho realizado, concluirmos que há distorção relevante no Relatório da Administração, somos requeridos a comunicar esse fato. Não temos nada a relatar a este respeito. Responsabilidades da administração e da governança pelas demonstrações contábeis A administração é responsável pela elaboração e adequada apresentação das demonstrações contábeis de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil, aplicáveis às instituições financeiras autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil e pelos controles internos que ela determinou como necessários para permitir a elaboração de demonstrações contábeis livres de distorção relevante, independentemente se causada por fraude ou erro. Na elaboração das demonstrações contábeis, a administração é responsável pela avaliação da capacidade de a cooperativa continuar operando, divulgando, quando aplicável, os assuntos relacionados com a sua continuidade operacional e o uso dessa base contábil na elaboração das demonstrações contábeis, a não ser que a administração pretenda liquidar a cooperativa ou cessar suas operações, ou não tenha nenhuma alternativa realista para evitar o encerramento das operações. Os responsáveis pela governança da cooperativa são aqueles com responsabilidade pela supervisão do processo de elaboração das demonstrações contábeis. Responsabilidades do auditor pela auditoria das demonstrações contábeis Nossos objetivos são obter segurança razoável de que as demonstrações contábeis, tomadas em conjunto, estão livres de distorção relevante, independentemente se causada por fraude ou erro, e emitir relatório de auditoria contendo nossa opinião. Segurança razoável é um alto nível de segurança, mas não uma garantia de que a auditoria realizada de acordo com as normas brasileiras e internacionais de auditoria sempre detectam as eventuais distorções relevantes existentes. As distorções podem ser decorrentes de fraude ou erro e são consideradas relevantes quando, individualmente ou em conjunto, possam influenciar, dentro de uma perspectiva razoável, as decisões econômicas dos usuários tomadas com base nas referidas demonstrações contábeis. Como parte de uma auditoria realizada de acordo com as normas brasileiras e internacionais de auditoria, exercemos julgamento profissional, e mantemos ceticismo profissional ao longo da auditoria. Além disso: Identificamos e avaliamos o risco de distorção relevante nas demonstrações contábeis, independente se causada por fraude ou erro, planejamos e executamos procedimentos de auditoria em resposta a tais riscos, bem como obtemos evidência de auditoria apropriada e suficiente para fundamentar nossa opinião. O risco de não detecção de distorção relevante resultante de fraude é maior do que proveniente de erro, já que a fraude pode envolver o ato de burlar os controles internos, e conluio, falsificação, omissão ou representações falsas intencionais. Obtivemos o entendimento dos controles internos relevantes para a auditoria para planejarmos procedimentos de auditoria apropriados nas circunstâncias, mas não com o objetivo de expressarmos opinião sobre a eficácia dos controles internos da cooperativa. Avaliamos a adequação das políticas contábeis utilizadas e a razoabilidade das estimativas contábeis e respectivas divulgações feitas pela administração. Concluímos sobre a adequação do uso, pela administração, da base contábil de continuidade operacional e, com base nas evidências de auditoria obtidas, se existe incerteza significativa em relação a eventos ou circunstâncias que possam levantar dúvida significativa em relação à capacidade de continuidade operacional da cooperativa. Se concluirmos que existe incerteza significativa devemos chamar atenção em nosso relatório de auditoria para as respectivas divulgações nas demonstrações contábeis ou incluir modificação em nossa opinião, se as divulgações forem inadequadas. Nossas conclusões estão fundamentadas nas evidências de auditoria obtidas até a data de nosso relatório. Todavia, eventos ou condições futuras podem levar a cooperativa a não mais se manter em continuidade operacional. Avaliamos a apresentação geral, a estrutura e o conteúdo das demonstrações contábeis, inclusive as divulgações e se as demonstrações contábeis representam as correspondentes transações e os eventos de maneira compatível com o objetivo de apresentação adequada. Comunicamo-nos com os responsáveis pela governança a respeito, entre outros aspectos, do alcance planejado, da época da auditoria e das constatações significativas de auditoria, inclusive as eventuais deficiências significativas nos controles internos que identificamos durante nossos trabalhos. Belo Horizonte/MG, 10 de fevereiro de 2021.

Elisângela de Cássia Lara Contador CRC MG 086.574/O


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ANO XVII Nº 215 - MARÇO 2021

ESPORTE

Resende Costa ocupa 14° lugar no ranking do ICMS Esportivo do ano base 2019 Região tem sete municípios entre os 20 melhores no ranking do ICMS Esportivo VANUZA RESENDE

A Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social (Sedese) divulgou o relatório retificado dos dados dos índices definitivos do ICMS Esportivo, tendo como base o ano de 2019. Resende Costa ficou entre os 20 melhores municípiosdos 412 que pontuaram no Estado de Minas Gerais. O município ocupa a 14ª posição no ranking. No último relatório, que tinha como base o ano de 2018, a cidade ocupava o 19° lugar entre 404 municípios avaliados. Com a avaliação de 2019, o município deverá receber em 2021 a quantia de R$145.052,64. Esse valor poderá sofrer alguma alteração; porém, se houver, deverá ficar próximo da quantia esperada pela pasta. O ICMS Esportivo é um mecanismo que incentiva a organização e

a implementação de políticas públicas esportivas nos municípios, por meio do fomento à criação e manutenção de conselhos municipais de esportes e realização de programas e projetos esportivos. São treze pontos a serem trabalhados pelas cidades, sendo eles: Esporte para Terceira Idade; Esporte para Pessoas com Deficiência; Jogos Escolares Municipais; Jogos Escolares de Minas Gerais; Jogos do Interior de Minas; Outros Programas e Projetos; Atividades de Lazer; Xadrez; Projeto Sócio Educacional; Atividade de Futebol Amador; Qualificação de Agente Esportivo e Instalação/Reformas/Obras. Para receber o repasse, o município precisa comprovar, através de documentos, a realização de eventos esportivos, além de contar também com um Conselho Municipal de Esporte considerado ativo. Vivian

Daher, atual chefe da divisão de esportes da Prefeitura de Resende Costa e que também estava à frente da pasta em 2018, falou ao JL sobre o trabalho desenvolvido no município para conseguir boa pontuação. “O trabalho se manteve o mesmo dos outros anos. Com os termos de parceria firmados entre a Prefeitura e a Associação que se apresenta no chamamento Público (no caso de 2019, o Expedicionários) o valor de R$89.995,00 foi repassado para os interessados em realizar os eventos esportivos no ano. Deixando claro que todos que nos procuram recebem a verba. Com um trabalho de garimpagem, eu e o profissional que presta trabalho para a prefeitura, o expertise na assessoria esportiva, Mauro Resende, buscamos toda a documentação necessária para comprovação das atividades esportivas. Quanto mais modalidades, número de

participantes e quantidade de cidades participantes, maior o número da pontuação”, explicou Vivian. Vivian aproveita para agradecer aos organizadores de eventos que movimentaram o calendário esportivo em 2019. “Fizemos um bom trabalho em 2019, o que nos colocou nesta posição em 2020 para que o valor em dinheiro seja repassado ao município agora no ano de 2021. Agradecemos aos realizadores dos eventos, que, além de nos colocarem à frente no ranking, incentivaram a prática de várias modalidades esportivas no município”. Para 2021, uma preocupação: a alteração no calendário esportivo em 2020, devido à pandemia da covid-19. “Tentamos manter o nível em 2020, mas a pandemia nos atrapalhou bastante, bem como a todos os outros municípios do Brasil. Mesmo assim, algumas atividades foram realizadas.

O trabalho é difícil, mas por Resende Costa não ter uma Secretaria de Esporte e sim uma Divisão, contando apenas comigo e a assessoria para realizar as ações, podemos nos orgulhar de nosso desempenho e continuar incentivados a permanecer no caminho”, completou Vivian. REGIÃO BEM REPRESENTADA A região do Campo das Vertentes também ficou muito bem representada. Ao todo, sete municípios ficaram entre os 20 melhores do Estado. São João del-Rei é o município que melhor pontuou, aparecendo em 3° lugar no ranking geral. Prados ocupa o 4º lugar. Santa Cruz de Minas está em 13º. Logo depois, Resende Costa em 14°; Dores de Campos em 15° e Barroso em 16°. Lagoa Dourada é o 19° município.

Papo de Esportes VANUZA RESENDE

Temporada 2020, para mal ou para bem, chega ao fim A voz rouca no balcão do supermercado era reflexo dos gritos de campeão, ora trocados por bicampeão e alguma vezes até octacampeão – esse mais difícil de sair ali na hora, melhor deixar para ilustrar alguma foto nas redes sociais ou em um discurso pós-derrota, que inevitavelmente virá. O dono da mesma voz rouca vestia uma camisa surrada com as cores vermelha e preta e possuía um brilho no olhar, mesmo com olheiras de uma noite com poucas horas de sono. E com uma felicidade inconfundível de quem amanheceu campeão, dizia: ganhamos o campeonato mais difícil do mundo. É o mais disputado, o com maior número de clubes como favoritos! Construção de mais uma “utopia nacionalista”, mas que merece muita atenção ao final da temporada 2020. Que me desculpem os amigos

flamenguistas, mas aquela típica frase “nivelado por baixo” se encaixou muito bem nessa temporada. Erros atrás de erros que resultaram em um nível baixo dentro das quatro linhas. São Paulo, Atlético-MG e Internacional revezaram o topo e estiverem todos com a faca e o queijo na mão. Torci para o queijo ficar bem cortadinho em Minas, saindo do eixo Rio-São Paulo, que já ocupa todos os holofotes. Não deu. Assim como os gaúchos, que tiveram de cancelar mais uma oportunidade de fazer churrasco no pós-pandemia, para comemorar o título do Internacional que não é celebrado há mais de quatro décadas. Os amigos são-paulinos não ousam explicar o que aconteceu com o time na temporada, nem eu. E no Rio a liderança do campeonato, antes de ficar com o Flamengo, ficou com o Vasco, que liderou no início e amar-

gou mais um rebaixamento. Acredito que os vascaínos não vão querer ler que são tetras... Um campeonato decidido no último minuto e mais uma vez a frase mais usada nessa temporada não deu certo: o Flamengo SÓ DEPENDIA DELE, e terminou a partida aflito, acompanhando o jogo entre Corinthians e Internacional. Naquele momento, o Colorado SÓ DEPENDIA DELE. Mais uma vez, isso de depender das próprias forças deixou os times fracos. Tivemos raras exceções de times que definiram o que a temporada seria: o Botafogo com uma terrível crise e a iminência do rebaixamento. A consolidação do Bragantino, que, com empates e vitórias simples, ficou mais bem colocado que o Corinthians. O Timão, que brigou para conseguir o meio da tabela... era o que dava com o elen-

co. E tivemos ainda times que jogaram a toalha no final ou tentaram correr atrás do prejuízo depois de sofrerem com o calendário. Já não bastassem a pandemia e o atraso nas competições, a CBF, mais uma vez, não se mostrou interessada em resolver questões do extracampo. Afinal, quem está disputando três campeonatos que priorize aquele que achar mais vantajo$o. Em 2021, dois mineiros vão tentar brigar pela ponta. Atlético e América. O Galo, que está a todo custo – e bota custo nisso – tentando montar um time forte, agressivo e capaz de oferecer perigo em todas as competições. O Coelho tem tudo para ter deixado o ioiô (sobe e desce da Série B para a Série A) de lado e vai brigar pela permanência na competição. Por tudo que o verde e preto mostrou em 2020, é sul-americana para cima. Quem sabe o

técnico Lisca não briga por uma vaga na pré-libertadores? Não estou sonhando, acompanhei acordada a brilhante atuação do América na Copa do Brasil em 2020, como o único representante mineiro até a semifinal do torneio. A segundona de 2021 não oferece vantagem nenhuma para o torcedor. Mas, Vanuza, teremos um recorde de clubes na competição que já foram campeões nacionais: Botafogo, Coritiba, Cruzeiro, Guarani e Vasco estarão na disputa, o que representa um total de 12 títulos. Qual a vantagem disso, meu amigo? Vantajoso é não estar entre esses célebres campeões na Série B do Brasileirão e poder disputar, ainda que por baixo, o melhor campeonato do mundo. Afinal, eu não discordaria jamais com um torcedor que acabou de conquistar um suado título.


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Edição 215 - Jornal das Lajes by Jornal das Lajes - Issuu