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Edição 202 - Jornal das Lajes

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Jornal das Lajes www.jornaldaslajes.com.br

FUNDADO EM 2003 - RESENDE COSTA

Polícia Troca de mensagens entre pessoas da comunidade e PM no grupo “Fazendas Protegidas”, no WhatsApp, possibilitou a prisão em flagrante de dois suspeitos de furtar objetos numa fazenda localizada na região do povoado do Cajuru, zona rural de Resende Costa.

ANO XVI

• FEVEREIRO 2020 • Nº202

DISTRIBUIÇÃO GRATUITA

Considerada celeiro de vocações sacerdotais, Resende Costa ganha mais um filho padre

Foto: Lucas Silveira - Dedicom

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Chuvas de janeiro O primeiro mês do ano foi marcado pelas fortes chuvas que castigaram a população de Belo Horizonte e cidades da região metropolitana. Em Resende Costa, entre os dias 23 e 24 também choveu acima da média. De acordo com o Registro Diário de Estação Pluviométrica da Copasa, choveu na cidade o equivalente a 80,6mm. O acúmulo de chuvas causou alguns transtornos, especialmente na zona rural do município. PÁG 10

Padre Lucas recebeu o sacramento da Ordem no presbitério da igreja Matriz de Nossa Senhora da Penha de França

Padre Lucas Alerson de Sousa foi ordenado presbítero no dia 8 de fevereiro, na igreja Matriz de Nossa Senhora da Penha de

França. A missa solene com o rito da ordenação sacerdotal foi presidida pelo bispo diocesano de São João del-Rei, dom

José Eudes Campos do Nascimento. Padre Lucas exercerá as primícias do seu sacerdócio na Paróquia Santuário do Se-

nhor Bom Jesus de Matosinhos, em São João del-Rei. PÁG 08

Queda de repasse do FPM preocupa prefeitos da região do Campo das Vertentes O primeiro repasse mensal de 2020 (janeiro) do FPM (Fundo de Participação dos Municípios)

caiu 12,44% em comparação com o mesmo mês de 2019, confirmando a previsão feita

pela Confederação Nacional de Municípios (CNM). O JL conversou com Sinara Rafaela

Campos, prefeita de Santa Cruz de Minas e diretora executiva da AMVER, e com o prefeito de

Resende Costa, Aurélio Suenes de Resende. PÁG 06


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ANO XVI Nº 202 - FEVEREIRO 2020

EDITORIAL Tempos de chuvas e de despreparo

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Um dos destaques de capa desta edição do Jornal das Lajes são os estragos causados pelas chuvas do fim de janeiro em Resende Costa. Apesar de a cidade não sofrer com alagamentos, devido a sua posição geográfica e de estar distante de rios e córregos, os 80,6mm de chuvas que caíram na cidade entre os dias 23 e 24 de janeiro causaram alguns transtornos à população, especialmente em alguns lugares na zona rural, onde pontes foram danificadas e estradas obstruídas devido a quedas de barrancos, conforme mostra a reportagem. Já era previsto para a região Sudeste do país um grande volume de chuvas neste verão. A ausência dos fenômenos El Niño e La Niña contribuiu para a retorno da normalidade das chuvas. Porém, o que poucos esperavam foi o que alguns especialistas estão chamando de “chuvas fora da curva”, ou seja, tempestades como a que caiu sobre Belo Horizonte, destruindo ruas, deixando mortos e centenas de pessoas desabrigadas. De acordo com os meteorologistas, a tempestade que atingiu a capital mineira no dia 28 de janeiro costuma acontecer a cada mil ou 10 mil anos. Todavia, para preocupação de todos, a previsão é que a partir de agora tal fenômeno, devido às mudanças climáticas e ao aquecimento global, poderá acontecer com a frequência de 10 ou cinco anos. As imagens que vimos do transbordamento do Rio Arrudas, que corta a região central de BH, engolindo avenidas e abrindo enormes crateras com a força descomunal da água, nos fazem lembrar cenas de filmes. O fato é que não se trata de ficção, mas, sim, da reação da natureza às agressões que lhe foram e vêm sendo causadas pelas ações do homem. A sociedade está pagando caro o preço pela falta de planejamento urbano e pelas decisões erradas que, historicamente, subestimaram o poder das águas e da natureza de forma geral. Em nome do chamado “progresso”, a população atual vem sofrendo as consequências de uma desastrosa política de urbanização que não considerou a importância de um planejamento ambiental, habitacional e de infraestrutura. O caos que vemos nas grandes cidades, com ruas e avenidas superlotadas de carros, esgoto poluindo rios e escorrendo nas portas de muitas casas nas periferias é sinônimo de incompetência e irresponsabilidade de sucessivos governos. No momento, reverter essa situação caótica requer decisões corajosas dos gestores públicos e muito dinheiro no caixa de estados e municípios. O período das chuvas revela a cada ano o despreparo das autoridades e de gestores públicos para lidarem com problemas que são recorrentes. Já se sabe onde ocorrem os maiores transtornos, onde estão as casas que serão engolidas por deslizamentos de encostas, quais avenidas serão inundadas, quais rios irão transbordar. Mesmo assim, nada se faz para se precaver e proteger a vida de pessoas que, em sua grande maioria, não têm para onde ir. Ora, ninguém escolhe morar nas margens de um rio que pode transbordar a qualquer momento, tampouco numa encosta que pode ceder e soterrar sua casa e matar a família inteira em poucos segundos. Enquanto não houver no país políticas públicas sérias e bem executadas que possam, entre outras ações, planejar e organizar o crescimento dos centros urbanos, continuaremos assistindo, perplexos, a avenidas se transformarem em leitos de rios, barrancos engolirem casas, lama ceifar vidas, enquanto as autoridades tentam encontrar desculpas e eleger culpados – quando não colocam a culpa na própria natureza. Na madrugada do dia 10 de fevereiro, foi a vez de São Paulo, a maior cidade do país e uma das maiores metrópoles do mundo, ficar debaixo d’ água enquanto a população sofria novamente com os transtornos que se repetem todos os anos. Na previsão do tempo, chuvas fortes para o Rio de Janeiro e Minas Gerais. Quando esse editorial estava sendo escrito, no último dia 11, chovia torrencialmente em Resende Costa havia mais de 24 horas. Não foi possível, até o fechamento desta edição, atualizarmos o registro pluviométrico de fevereiro na cidade e suas consequências.

Jornal das Lajes Ltda Diretor Presidente e editor-chefe: André Eustáquio Melo de Oliveira Diretor de Redação: Rosalvo Gonçalves Pinto Editor Regional: José Venâncio de Resende Diretoria executiva: Eustáquio Peluzi Chaves (administração) e Antônio da Silva Ribeiro Neto (contabilidade).

Redação: Rua Assis Resende, 95 Centro - Resende Costa, MG CEP 36.340-000 TEL(32)3354-1323 Editoração e Site: Rafael Alves Impressão: Sempre Editora Av. Babita Camargos, 1645 Contagem - MG Tiragem: 4000 exemplares Circulação: Resende Costa e São João del-Rei

Conselho Editorial: André Eustáquio Melo de Oliveira, Emanuelle Resende Ribeiro, José Venâncio de Resende, Rosalvo Gonçalves Pinto, João Evangelista Magalhães e José Antônio Oliveira de Resende. Os artigos assinados não refletem obrigatoriamente a opinião do jornal.

Opinião

FERNANDO CHAVES*

As novas tecnologias e as profissões: o futuro do jornalismo Assistimos, nas últimas décadas, à expansão do acesso à internet por meio dos chamados dispositivos móveis e à consolidação da web 2.0 com as novas mídias sociais, os aplicativos digitais e uma onda de novas tecnologias da comunicação. Por um lado, mais entretenimento, acesso à informação e ao conhecimento, uma explosão de conteúdos gerados descentralizadamente. Por outro, uma transformação radical de hábitos e da cultura, com a midiatização das relações cotidianas e mudanças essenciais no mercado de trabalho para diversas áreas e campos profissionais. A cultura se transforma, o mercado também muda. Somos, geralmente, levados a cultuar o avanço tecnológico, ícone da dominação da natureza pelo homem. De fato, o desenvolvimento da técnica proporciona conforto, segurança e vida mais aprazível para o homem ao longo de séculos. É fácil ser entusiasta das novidades tecnológicas. Mas as transformações abruptas da cultura, dos hábitos e costumes sociais, das identidades profissionais, de padrões econômicos e de consumo são transições árduas para uma sociedade, para alguns segmentos e gerações em especial. Diversas profissões são tensionadas atualmente pelas novas tecnologias de comunicação e passam por uma revisão rápida de paradigmas, modelos e padrões de produção, de venda, de consumo e de acesso à informação. As novas relações humanas midiatizadas, estabelecidas à distância, automatizadas, mediadas pela inteligência artificial têm forçado a adaptação de várias áreas do mercado profissional. “O jornalista contemporâneo deve

assumir uma função crescentemente interpretativa, opinativa e investigativa” O jornalismo tradicional vive uma crise em razão das novas mídias digitais e do surgimento de um novo regime de visibilidade dos fatos sociais. O jornalista antes exercia a função de mediador social e as mídias tradicionais funcionavam como um palco, onde era gerida e administrada a visibilidade pública dos diversos temas e atores sociais. Com a emergência das novas mídias digitais, houve uma mudança no regime de gestão da visibilidade na esfera pública e as mídias convencionais perderam espaço. No campo da política, por exemplo, o atual presidente da república, Jair Bolsonaro, se elegeu quebrando os paradigmas anteriores da disputa presidencial, ao adotar um regime de visibilidade que prescindiu dos veículos de comunicação tradicionais e que estabeleceu um contato direto com os seus eleitores via dispositivos móveis e aplicativos de mensagem individual, sem a mediação dos veículos tradicionais como a TV. Aconselhada por Steve Bannon, um dos mentores da comunicação política de Donald Trump, a campanha de Bolsonaro se apropriou bem das linguagens e dispositivos de comunicação das novas mídias digitais. Portador de um discurso de ruptura e de pretenso porta-voz de uma “nova política”, o presidente tem atacado seus opositores com veemência. É o que tem feito com a classe jornalística. Em um dos vários episódios de conflito com a imprensa, Bolsonaro mencionou em resposta aos repórteres que “os jornalistas são uma classe em extinção”.

A fala do presidente suscitou a discussão sobre o futuro da profissão jornalística. Certamente, o jornalismo passará por uma reformulação profunda, mas extinção jamais. Uma das mudanças em curso está na própria função do jornalista, que é cada vez menos a de noticiar, de trazer as novidades à tona, de dar o furo de reportagem, de exercer a gestão da visibilidade pública. Essa função informativa de dar as notícias ou de prover a visibilidade dos fatos agora ocorre de forma mais descentralizada. Os cidadãos em geral trazem os fatos e as notícias a público por meio das novas mídias sociais. O jornalista contemporâneo deve assumir uma função crescentemente interpretativa, opinativa e investigativa. Deve ajudar o cidadão a interpretar melhor a avalanche de fatos e informações a que as novas mídias nos submetem, deve auxiliar a audiência na separação do joio e do trigo, ajudando a diferenciar o que tem lastro e veracidade daquilo que é fake. Deve lidar de forma ética e profissional com a gestão de dados institucionais, com o vazamento de dados públicos, zelando pela transparência pública, pelo direito de acesso do cidadão às informações de interesse público, resguardados os direitos de privacidade e sigilo da fonte. Eis alguns aspectos relevantes do futuro jornalístico. Afinal, apesar das severas transformações que as novas tecnologias provocam nos diversos campos profissionais, e apesar dos palpites do presidente Jair Bolsonaro, muito dificilmente o papel social e a relevância democrática da atuação profissional do jornalista serão extintos, mas sim reconfigurados. *Jornalista.


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CÂMARA DE RESENDE COSTA INFORMA

Reunião ordinária do dia 3 de fevereiro abriu o calendário legislativo de 2020 em Resende Costa No último dia 3 de fevereiro, aconteceu a primeira reunião ordinária de 2020 da Câmara Municipal de Resende Costa. A sessão marcou também o início dos trabalhos da nova Mesa Diretora da Câmara, eleita no dia 19 de dezembro de 2019 e que presidirá a Casa Legislativa até 31 de dezembro de 2020. O destaque da reunião foi a aprovação da Indicação Nº 01/2020, apresentada pelo vereador Fábio Roberto Ferreira (MDB). No texto – lido, apreciado e aprovado por unanimidade pelos vereadores – Fábio Ferreira requer do Executivo Municipal: 1) Melhorias na Praça Rosa Soares Penido, com pintura das paredes dos círculos (canteiros) onde se encontram as plantas; troca da grama por bloquetes ou novo plantio, tendo em vista o aparecimento de lodo, que torna o piso escorregadio e perigoso; 2) instalação de guarda-mão na ponte que liga os bairros Nova Resende e Santo Antônio, especificamente no encontro das ruas Cachoeira e Vereador José Joaquim Mariano; 3) melhoria na sinalização do quebra-molas instalado na entrada do Residencial Palmares, sendo necessária a instalação de placas

Mesa Diretora da Sessão Legislativa 2020 presidida pelo vereador João Dias (centro) assegurando uma distância maior da lombada; 4) melhorias no local onde os servidores públicos da Prefeitura Municipal (pátio) tomam café, com instalação de cobertura, parede pintada com tinta a óleo e substituição da mesa. O vereador Fábio justificou a indicação, ressaltando, especialmente, as condições em que se encontra a Praça Rosa Soares Penido, localizada no centro de Resende Costa: “A Praça Rosa Penido está no coração da cidade e necessi-

ta urgentemente de melhorias. Inclusive, há situações, como o surgimento de lodo no piso, que colocam em risco as pessoas que transitam pela praça.”

Vereadores aprovam projeto de lei que garante recurso para reforma do Campo do Tijuco Foi aprovado por unanimidade pelos vereadores, na reunião ordinária do dia 3 de fevereiro, o

projeto de lei nº 10, de 03 de fevereiro de 2020. Com a aprovação do projeto, o Executivo Municipal fica autorizado a abrir crédito especial no valor de R$ 223.080,24. Esse recurso será aplicado na reforma e melhorias do campo de futebol localizado no bairro Tijuco, em Resende Costa. Os recursos advêm de emenda parlamentar do deputado federal Patrus Ananias (PT). A iniciativa de contatar o deputado partiu do vereador José de Assis Sobrinho, o Zé do Dico (PT). Acompanhado pelo seu correligionário, vereador Ângelo Márcio de Resende, em uma viagem a Belo Horizonte em 2019, Zé do Dico propôs uma visita ao gabinete do deputado Patrus Ananias na capital mineira. A visita rendeu bons frutos para Resende Costa, conforme relata o vereador: “Após visitarmos alguns gabinetes e não conseguirmos nada, sugeri ao Ângelo irmos ao gabinete do deputado federal Patrus Ananias. Fomos muito bem recebidos por ele, que nos garantiu que conseguiria uma emenda parlamentar para Resende Costa. Ele cumpriu o que nos prometeu, com muita rapidez. Quero agradecer ao deputado Patrus Ananias por essa emenda parlamentar

e pelo interesse por Resende Costa”, ressaltou Zé do Dico. O campo do bairro Tijuco, tradicional por sediar, no passado, grandes partidas de futebol do time local, o União Tijucana, encontra-se praticamente abandonado. Os muros e alambrados estão abertos, os vestiários caindo e o gramado em situação precária. “A situação do Campo do Tijuco está realmente precária. Os muros abertos e o vestiário abandonado favorecem, inclusive, que o local seja utilizado para outros fins”, lamenta o vereador Ângelo, que elogiou a destinação da emenda parlamentar. Na justificativa do projeto de lei, o Executivo Municipal destaca os benefícios que a reforma proporcionará para a cidade e para os cidadãos que utilizam o campo: “A reforma permitirá o resgate dos campeonatos e, consequentemente, promoverá o estímulo do turismo na cidade, impactando diretamente na economia local. Além disso, estimulará a prática do esporte, trazendo melhorias à saúde da população”. Ainda de acordo com o Executivo, será mais um incentivo ao “convívio social e ao combate às drogas”.

Principais datas do calendário eleitoral de 2020 MARINA VALE*

Em outubro próximo, acontecerão as eleições municipais, momento em que os eleitores irão eleger seus representantes até o ano de 2024. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) já aprovou todas as resoluções que disciplinam as eleições municipais e o calendário eleitoral está disposto na Resolução nº 23.606/2019. Confira as principais datas referentes às eleições de 2020: 05 de março a 03 de abril - Janela partidária – os vereadores podem mudar de partido para concorrer à eleição majoritária ou proporcional sem incorrer em infidelidade partidária. 04 de abril - Término do prazo para que novas legendas sejam registradas na Justiça Eleitoral a tempo de lançarem candidatos próprios às eleições. - Candidatos já devem ter domicílio eleitoral na circunscrição na qual desejam concorrer e estarem com filiação deferida pelo partido. - Término do prazo para que os detentores de mandatos no Poder Executivo renunciem a seus cargos para se lançarem como candidatos.

Se a disputa for para reeleição, não é necessário deixar o cargo. - Data limite para que os partidos políticos obtenham registro de seus estatutos no TSE. 06 de maio - Último dia para que os eleitores regularizem a sua situação junto à Justiça Eleitoral, solicitando operações de alistamento, transferência ou revisão. Se você perdeu o recadastramento biométrico ou teve o título cancelado, não justificou a ausência em eleição anterior ou deseja alterar o domicílio eleitoral, fique atento a essa data. 15 de maio - Início da arrecadação facultativa de doações por pré-candidatos aos cargos de Prefeito e Vereador, por meio de plataformas de financiamento coletivo credenciadas na Justiça Eleitoral. 1º de junho - Data em que o TSE divulgará na internet o quantitativo de eleitores por município. - Data limite para os partidos políticos comunicarem ao TSE a renúncia ao Fundo Especial de Financiamento de Campanha. 16 de junho - Divulgação do montante de

recursos disponíveis para financiamento de campanha através do Fundo Especial de Financiamento de Campanha. 30 de junho - A partir dessa data, os pré-candidatos ficam proibidos de apresentarem ou comentarem programas de rádio e televisão. -Último dia para envio de prestação de contas do partido referente ao ano de 2019. 04 de julho - São proibidas, a partir dessa data, nomeações, exonerações e contratações de servidores públicos. - Proibida a transferência voluntária de recursos da União aos Estados e Municípios por parte dos agentes públicos. - Qualquer candidato fica proibido de comparecer a inauguração de obras públicas. 07 de julho - Eleitores com deficiência ou com mobilidade reduzida poderão se habilitar perante a Justiça Eleitoral para votarem em outra seção ou local de votação do município. 20 de julho - Começam as convenções partidárias, que vão até o dia 05 de agosto. Os partidos políticos es-

colhem seus candidatos a prefeito, vice-prefeito e vereadores. - A partir dessa data, os candidatos passam a ter direito de resposta à divulgação de conteúdo difamatório, calunioso ou injurioso por meios de veículo de comunicação social. 16 de agosto - Início da propaganda eleitoral, que vai até o dia 02 de outubro. Os comícios poderão acontecer até o dia 1º de outubro. A divulgação paga, na imprensa escrita, de propaganda eleitoral e a reprodução, na internet, de jornal impresso com propaganda relativa ao primeiro turno serão permitidas até o dia 2. A distribuição de santinhos e a realização de carreatas e passeatas podem ocorrer até 3 de outubro. 28 de agosto - Início da propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão.

05 de outubro - Início da distribuição de panfletos e realização de caminhadas, carreatas e comícios pelos candidatos e partidos para o segundo turno. 09 de outubro - Começa a propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão, relativa ao segundo turno. 25 de outubro - Segundo turno das eleições municipais nas cidades em que houver necessidade. 03 de dezembro - Último dia para o eleitor justificar sua ausência no primeiro turno. 18 de dezembro - Último dia para diplomação dos eleitos. 1º de janeiro - Posse dos candidatos eleitos e diplomados.

14 de setembro - Todos os registros de candidaturas devem ter sido julgados pelos juízes eleitorais.

07 de janeiro - Último dia para o eleitor justificar sua ausência no segundo turno.

04 de outubro - Primeiro turno das eleições municipais.

*Assessora Jurídica da Câmara Municipal.


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GOVERNO MUNICIPAL INFORMA

Prefeitura de Resende Costa inaugura quadra esportiva escolar no povoado do Cajuru No dia 9 de fevereiro, o Festival de Futsal marcou a inauguração da nova quadra esportiva escolar do povoado do Cajuru. A Prefeitura Municipal de Resende Costa investiu recursos próprios, na ordem de R$ 180 mil, na execução da obra, que foi bastante comemorada pelos moradores da comunidade rural. O espaço, além da prática de esportes, servirá para a realização de eventos e reuniões no povoado. No festival de inauguração, oito jogos de três categorias (masculino, feminino e veterano) foram promovidos. O prefeito Aurélio ressaltou a importância da obra: “Temos investido muito em esporte nos últimos anos, tanto que nossa colocação no ranking do ICMS estadual é muito boa. Esse é mais um passo para avançarmos. A comunidade merece esse investimento e queremos fazer sempre mais”. No ano passado, a Prefeitura, também com recursos próprios, realizou a reforma da Praça Domiciano Monteiro dos Santos, localizada no Cajuru, além de ter feito outros investimentos no povoado.

Prefeitura implanta transporte público urbano, e resendecostenses poderão utilizar serviço a partir de março A partir do dia 2 de março de 2020, Resende Costa passará a contar com transporte público coletivo urbano. Fruto da Lei nº 4.362, o serviço, de caráter diário, será realizado por ônibus ou micro-ônibus mediante pagamento individualizado de valores de tarifa. O serviço será prestado pela empresa de ônibus Resende Turismo, que foi selecionada através de licitação. A tarifa na cidade será equivalente a R$ 3,00. Estarão isentas do pagamento pessoas portadoras de deficiência ou com mobilidade reduzida; pessoas com idade igual ou superior a 65 anos; crianças menores, com idade até 6 anos, sempre acompanhadas dos pais ou responsá-

veis, sendo que o bene�cio não se estenderá ao acompanhante. Além do transporte pelas ruas da cidade, a empresa também assumirá o serviço na zona rural, responsável pela ligação entre a zona urbana e as comunidades do município.

Valores do transporte rural: - Andrade: R$ 8,00 - Cajuru: R$ 11,50 - Jacarandira: R$ 15,00 - Curralinho dos Maias: R$10,00 -Curralinho dos Paulas: R$12,00 - Pintos :R$ 8,00 - Ribeirão de Santo Antônio: R$ 10,00 - Santa Bárbara:R$ 10,00 - Tabuado: R$ 10,00


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ENTREVISTA

“A situação financeira e fiscal de Resende Costa é estável, mas trabalhamos com precaução” O ano de 2020 iniciou com uma notícia ruim para os municípios e seus gestores. Janeiro apresentou uma queda de 12,44% no repasse do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) quando comparado com o mesmo mês de 2019. A queda no repasse do FPM causa impacto nos cofres dos municípios e pode afetar diretamente o planejamento das ações administrativas para o decorrer do ano. De acordo com a Secretaria de Estado de Fazenda (SEF), o Fundo de Participação dos Municípios consiste na transferência constitucional da União para os Estados e o Distrito Federal, composto de 22,5% da arrecadação do Imposto de Renda (IR) e do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). Ainda segundo informações da SEF, a “Lei Complementar 62/89 determina que os recursos do FPM sejam transferidos nos dias 10, 20 e 30 de cada mês, sempre sobre a arrecadação do IR e IPI do decênio anterior ao repasse.” O JL conversou com o prefeito municipal de Resende Costa, Aurélio Suenes de Resende (PSD), sobre a situação financeira do município e o planejamento da prefeitura para 2020.

Luciene de Fátima Cardoso, presidente da ASSETURC

Foto: André Eustáquio

ANDRÉ EUSTÁQUIO

Aurélio Suenes de Resende, prefeito municipal de Resende Costa

Quanto o município de Resende Costa vem recebendo referente ao repasse do FPM? Em 2019, o FPM representou 46,78% de toda Receita Corrente Liquida (RCL) do município de Resende Costa. O valor total de FPM chegou a R$12.789.734,97. Em que esse dinheiro é aplicado? Esse recurso é aplicado em prestações de serviços, custeio e investimentos, sendo que 25% é obrigatoriamente aplicado em educação e 15% em ações de saúde Para este ano, há uma perspectiva de queda no repasse do

FPM aos municípios. Essa queda poderá afetar Resende Costa? Qualquer previsão de queda na arrecadação atrapalha o planejamento. Somente no mês de janeiro de 2020, em relação a janeiro de 2019, a queda chegou a 9,05%; em reais, ficou em menos R$102.362,50. As estimativas feitas pela Secretária do Tesouro Nacional (STN) dependem do comportamento do mercado e da economia de forma geral. As informações disponíveis no site da CNM (Confederação Nacional de Municípios) indicam uma previsão de crescimento de 6% até o final do ano. Independentemente dessa previsão, o que fazemos na prefei-

tura de Resende Costa é agir com precaução, pois o mercado é muito volátil e não dá para confiar.Por isso mantemos sempre uma reserva financeira para evitar surpresas. Quanto está previsto para Resende Costa receber de FPM nos próximos meses de 2020? Para Resende Costa o FPM poderá chegar a 13,5 milhões em 2020. Qual sua expectativa para este ano em relação à situação financeira dos municípios? Acredito que vamos caminhar dentro de uma normalidade, considerando que o governo estadual cumpra suas obrigações constitucionais e continue repassando aos municípios os valores que lhes são de direito.Que não aconteça como em 2018, quando o então governador (Fernando) Pimentel, do PT, saqueou os municípios mineiros retirando somente de Resende Costa cerca de 2,5 milhões de reais – um ato criminoso e inconsequente. Felizmente, até o momento o atual, o governo vem cumprindo rigorosamente com os repasses. No dia 31 de dezembro, o senhor concluirá seu mandato. Como o senhor avalia a situação financeira do município? A situação financeira e fiscal de Resende Costa é estável. Como disse, traba-

lhamos com precaução e certamente entregaremos a prefeitura numa situação bem melhor que recebemos em 2013. Na época recebi a prefeitura com caixa negativo e o índice de pessoal acima do limite da lei de responsabilidade fiscal. No fim do seu mandato, o senhor poderá dizer que conseguiu concluir as obras que planejou para 2020? No serviço público, o andamento das ações é mais lento, portanto temos que trabalhar firmes para superar as burocracias. Por isso as obras costumam não acontecer na velocidade esperada. Para 2020, temos previstas várias obras, como, por exemplo, a construção da nova Avenida, reformas de praças e canteiros centrais, instalação de mais nove academias de saúde, calçamentos e asfaltamentos de diversas ruas, calçamentos dos morros das estradas da zona rural, construção da sede do Conselho Comunitário do Barracão, revitalização do Mirante das Lajes, reforma do Campo do Tijuco, expansão e modernização da iluminação pública do município, construção de um ginásio poliesportivo no bairro Tijuco, revitalização da avenida Alfredo Penido. No entanto, volto a afirmar que a programação poderá sofrer alterações de acordo com o comportamento da arrecadação do município ao longo do ano.

De olho na cidade EDÉSIO DE LARA MELO*

Investimentos em preservação do patrimônio cultural de Resende Costa No mês passado, nesta coluna, destaquei a criação do Conselho Municipal de Patrimônio e Cultura de Resende Costa (CMPC), ocorrida quinze anos atrás. Agora, quero comentar alguns atos que tornaram possível a realização de inventários e consequente tombamento de bens móveis, imóveis, bens materiais e imateriais e conjuntos paisagísticos no município. Em Minas Gerais os Conselhos são muitos e todos eles atuam de acordo com a legislação vigente, organizada em leis federais, estaduais ou municipais. Em âmbito nacional, Minas Gerais é o Estado com o maior número de bens tombados e é, também, o que tem uma legislação que “premia” aqueles municípios que possuem ações de preservação do patrimônio histórico cultural. Trata-se da Lei 12.040, de 1995, também conhecida como Lei Robin Hood. Ela alude a Robin Hood, suposto herói

britânico, que viveu no século XIII e que, com seus seguidores, tinha por hábito dividir entre os pobres aquilo que roubava dos nobres, dos muito ricos. Pois bem, esta lei faz com que o governo estadual encaminhe aos municípios parte do ICMS arrecadado para investir em patrimônio histórico e cultural. Assim, é possível dizer: quanto mais recursos aplicados na proteção do patrimônio cultural, maior a arrecadação a título de ICMS Cultural. Só para se ter ideia do que isso significa, nos últimos quatro anos (2016-2019) Resende Costa recebeu R$ 631.940,19, montante superior à arrecadação própria de ICMS que foi de R$ 480.327,46 para o mesmo período. O que chegou aos cofres da prefeitura municipal ao longo dos quinze anos de atuação do CMPC ultrapassa a quantia de um milhão de reais – recursos que o Executivo Municipal deveria aplicar em ações

de preservação do patrimônio cultural do município. Mas não é o que acontece. O dinheiro arrecadado cai no caixa único e é aplicado em outras ações que nada têm a ver com as questões de preservação dos bens citados acima. E o nosso município perdeu com isso. Os resultados nós vimos quando o Jornal Gazeta de São João del-Rei, em notícia do dia 6 de julho de 2019, mostrou quanto o Estado distribuiu para os 16 municípios da Região do Campo das Vertentes até aquela data. Lamentavelmente, Resende Costa ficou em penúltimo lugar, ficando à frente somente de Madre de Deus de Minas. Então, o que precisa ser feito? É recomendável que o valor integral dos repasses recebidos pelo município a título de ICMS Cultural (Lei Robin Hood) seja destinado ao Fundo Municipal de Proteção do Patrimônio Cultural (FUMPAC). É necessário que o município se volte

para políticas públicas em prol do patrimônio cultural. Isso não tem sido feito. Nossas ações são poucas, tímidas e não correspondem às riquezas que temos e que precisam ser inventariadas e tombadas. Outra ação de extrema relevância e que não tem sido levada a sério diz respeito a projetos de educação patrimonial. Se não reagirmos, correremos o risco de figurar em último lugar no próximo relatório a ser publicado pelo Governo do Estado de Minas Gerais. Mais que vergonhoso, esse último lugar é o atestado de incompetência e de descaso para as ações destinadas à preservação do Patrimônio Cultural da cidade. Vimos ultimamente, mesmo que ainda fraca e distante, uma luz no fim do túnel. No início de 2018, foi criada em Resende Costa a Secretaria Municipal de Turismo, Artesanato e Cultura (SETAC). Mesmo nova e com equipe reduzidíssima,

percebemos sinais de melhora. Iniciamos obras de restauro da Fazenda das Éguas, temos tudo pronto para demarcar e sinalizar as ruínas de outras duas fazendas do século XVIII e atuamos no sentido de fazer com que os proprietários de imóveis antigos ou que estão em situação de influir na percepção estática ou dinâmica dos conjuntos históricos e tombados, dialoguem com o CMPC. Ver a comunidade voltar seu olhar para as questões de preservação e buscar o diálogo é, para nós do CMPC, sinal de esperança e de dias melhores para a cidade.

* Professor de Música na Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP), presidente do Conselho Municipal de Patrimônio e Cultura (CMPC) de Resende Costa e da Associação de Amigos da Cultura de Resende Costa (AmiRCo).


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CIDADE

Queda de repasse do FPM em janeiro preocupa municípios em ano eleitoral O FPM representa de 20% a 50% do total de receitas dos municípios filiados à AMVER, dependendo da população e das atividades econômicas locais. JOSÉ VENÂNCIO DE RESENDE

O primeiro repasse mensal de 2020 (janeiro) do FPM (Fundo de Participação dos Municípios) caiu 12,44% em comparação com o mesmo mês de 2019, confirmando assim a previsão feita pela Confederação Nacional de Municípios (CNM). Embora a Secretaria do Tesouro Nacional estime que o repasse de fevereiro seja 27,5% maior que o valor de janeiro, a situação exige cautela. O resultado de janeiro acende um sinal amarelo, diz Sinara Rafaela Campos, prefeita de Santa Cruz de Minas e diretora executiva da Associação dos Municípios da Microrregião do Campo das Vertentes (AMVER). “Como os municípios trabalham com previsões de orçamento financeiro do FPM, é necessário um bom planejamento e ficar atento aos próximos repasses. De um mês para o outro, as coisas podem mudar e nós, prefeitos, temos de nos reprogramar. É impossível não ficar apreensivo, principalmente os municípios que têm em sua receita maior o repasse federal.”

O peso do FPM na receita de cada município é diferente, mesmo em se tratando de municípios semelhantes quanto ao número de habitantes, observa Gisele Grigiana da Silva, assistente técnica da Amver. “No caso dos municípios filiados à AMVER, o FPM representa de 20% a 50% do total de receitas, dependendo do município. O que determina o peso do FPM para cada município, além da população, são as atividades econômicas desenvolvidas em cada localidade.” Os municípios pequenos, com atividades econômicas mais desenvolvidas, como é o caso da mineração e da indústria, tendem a ter boa arrecadação de outras receitas, como ICMS, IPVA e ISSQN, e com isso o peso do FPM em relação ao total de receitas municipais é menor, exemplifica Gisele. Já naqueles cuja atividade preponderante é basicamente a agricultura familiar, o FPM representa quase a metade das receitas municipais. “Entretanto, quando analisamos somente as receitas de livre utilização, ou seja, aquelas que podem ser utilizadas tanto para o custeio

de máquina pública e suas atividades administrativas quanto para investimentos em obras e infraestrutura, o FPM chega a representar 70% a 90% do total de recursos disponíveis, principalmente para os municípios menores.” DESPESAS CRESCENTES Gisele reafirma a preocupação da diretora executiva da AMVER quanto à perspectiva de queda real no repasse do FPM, “principalmente devido às obrigações impostas aos municípios para o cumprimento de leis de reajustes salariais e da Lei de Responsabilidade Fiscal, que possuem regras rígidas e punições severas para aqueles que as descumprirem.” Um exemplo é a obrigação de pagar o piso salarial para algumas categorias, como o caso dos professores e dos agentes comunitários de saúde, que obtiveram reajustes de 12,84% e 12%, respectivamente, a partir de 1º de janeiro de 2020. “Ainda que a AMVER defenda a necessidade de valorização e de melhores salários para os servidores públicos, não se pode ignorar o impacto e o efeito casca-

Sinara Rafaela Campos, prefeita de Santa Cruz de Minas e diretora executiva da AMVER

ta nas finanças municipais advindos a partir da obrigatoriedade de reajustes a apenas algumas categorias, acima de qualquer índice inflacionário”, alerta Gisele. Diante dessa situação, “os administradores municipais estão sujeitos a serem punidos por extrapolar o limite de pessoal, conforme previsto na LRF, quando são obrigados a cumprir a determinação de outras leis federais, como ocorre com o pagamento dos pisos salariais para algumas categorias profissionais e o reajuste do salário mínimo”, acrescenta Gisele. ANO ELEITORAL Agora que foi confirmado o repasse negativo de janeiro, Sinara pretende discutir o assunto com os demais responsáveis municipais da região. “É importante nesse momento aguardar e acompanhar os repasses para fazer o planejamento necessário!” “Esperamos que a previsão (de fevereiro) se cumpra, que a economia como um todo mostre sinais de recuperação e que isso se reflita nas finanças públicas, gerando retorno positivo para os municípios”, complementa

Gisele. Segundo a assistente técnica, a AMVER tem procurado conscientizar os prefeitos da importância de se promover o controle de gastos públicos e a gestão eficaz das receitas próprias. “Sob a ótica da receita, a AMVER tem orientado os gestores municipais na reformulação de leis tributárias e na estruturação dos setores fazendários municipais, que são responsáveis pelo lançamento, cobrança, arrecadação e inscrição da dívida ativa para a competente execução fiscal dos inadimplentes.” Mas a forma mais efetiva e imediata de tentar minimizar os efeitos de uma crise é mesmo por meio do controle das despesas, que pode ser realizado com o enxugamento da máquina pública e planejamento estratégico das compras e contrações. Em ano eleitoral, ressalta Gisele, por ser último ano de mandato, “as ações municipais ficam restritas a prazos e condições específicas, conforme determina a Lei de Responsabilidade Fiscal e a Lei das Eleições, o que restringe ainda mais possibilidade de ações concretas pela gestão municipal.”

POLÍCIA

PM de Resende Costa age rápido e prende suspeitos de furto em propriedade rural DA REDAÇÃO

No dia 1 de fevereiro, sábado, a PM foi chamada para atender uma ocorrência na região do povoado do Cajuru, zona rural de Resende Costa. À noite, uma fazenda havia sido invadida por dois indivíduos: R.S.M, 33 anos, natural do Acre, e T.B.S, 32, natural da Bahia, que foram presos em flagrante. Com os suspeitos, os policiais encontraram todos os objetos furtados da casa: uma TV, um botijão de gás cheio, um forno micro-ondas, um micro system, cobertor, maleta de ferramentas, cortador de grama, vara de pescar, maleta contendo utensílios para pesca, lavadora de pressão, molho de tomate, suco, secador de cabelo, umidificador de ar, furadeira, blusa e conjunto de pizza. Segundo

informações da Polícia Militar, os dois suspeitos foram encontrados na estrada de acesso à propriedade. “Eles não conseguiram fugir”, disse um policial. Segundo a Polícia Militar, os suspeitos arrombaram a porta da residência e, aproveitando que o proprietário do imóvel não se encontrava no local, além de furtarem tudo que desejavam, cometeram vandalismo. “Os fios estavam soltos e a casa toda revirada”, registra o Boletim de Ocorrência. PRISÃO De acordo com informações obtidas por esta reportagem, diante do movimento suspeito na propriedade, os vizinhos começaram a enviar mensagens para o proprietário da Fazenda e para a PM de Resende Costa através do grupo“Fazendas Protegidas”, no WhatsA-

pp e cadastrado no programa Earth Brasil. Seguindo orientações da PM, os sitiantes fizeram barreiras circundando a propriedade e isolando a estrada de acesso à sede da fazenda. Tal ação dificultou a fuga dos suspeitos que foram surpreendidos pela guarnição da Polícia Militar. Não tendo para onde fugir, os suspeitos se entregaram e com eles a PM encontrou todos os objetos furtados. R.S.M. e T.B.S. foram presos em flagrante e conduzidos à presença da autoridade policial. Ainda segundo informações da PM, contra um dos suspeitos havia um mandado de prisão em aberto. O bom êxito da operação policial que resultou na recuperação de todos os objetos furtados da propriedade rural e na prisão em flagrante dos dois suspeitos se deu a partir da troca de informações

Foto: Polícia Militar

O êxito da operação se deu a partir de troca de mensagens entre pessoas da comunidade e a PM no grupo “Fazendas Protegidas”

Objetos furtados na fazenda e recuperados pela guarnição da PM

entre a comunidade e a PM através do grupo “Fazendas Protegidas”. “A comunidade (do Cajuru) também já passou por treinamento da “Rede de Propriedades Protegi-

das” pela Patrulha Rural de Resende Costa”, informou a PM. Fontes: PM e Pop News.


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ACONTECEU

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Camila Chaves

Jovens resende-costenses se despedem das férias na festa “Tardezinha da Mirante” Fevereiro começou em clima de festa em Resende Costa, mais especificamente na casa de eventos “Green House”. No primeiro dia do mês, a Mirante Eventos realizou a 2º edição da festa “Tardezinha da Mirante”, dessa vez com o tema “Agora é Carnaval”. Com as férias chegando ao fim, a festa, que durou das 16h à 00h, fez muito sucesso e recebeu cerca de 500 pessoas. Den-

tre essas pessoas, estavam presentes não só a população de Resende Costa, como também das cidades vizinhas: São João del-Rei, Lagoa Dourada, Coronel Xavier Chaves e outras. A “Mirante Eventos” é composta por dois moradores da cidade: Paulo Guilherme Resende e Alex Truko, e eles afirmam que o intuito da criação da empresa foi trazer um ambiente e uma organização de fes-

ta que fizessem a população querer ficar na cidade e que chamassem as cidades vizinhas para virem também, como era na época dos eventos realizados na “Kaessy”. O evento contou com show do JP Miranda, de Resende Costa, que formou uma parceria com o Grupo Daora, de Lavras, tocando um pagode e animando a população presente. A bateria Visionária, tam-

bém de Lavras, tocou um repertório especial de Carnaval, já deixando todos no clima. Para finalizar, o Dj Fox manteve a animação dos jovens e foi um sucesso. Para facilitar o deslocamento até o local da festa, distante do centro da cidade, algumas pessoas, de forma independente da organização do evento, alugaram vans. Foi uma tarde bastante anima-

da que fez com que o público sentisse o Carnaval chegando. O dia amanheceu ensolarado, mas, quando foi chegando a hora da festa, o tempo virou e choveu bastante. Apesar disso, a galera não deixou a chuva atrapalhar e curtiu muito, já que não foi ao ar livre. Agora é esperar o Carnaval chegar para manter esse clima bom de festa que a Tardezinha da Mirante deixou em todos.

Fotos: Camila Chaves

Bateria Visionária

Alex e Paulo Guilherme, organizadores da festa

Cia Elas por Elas anima Grito de Carnaval na Churrascaria Ramona Fotos: divulgação

Cia Elas por Elas agitou o Grito de Carnaval na Ramona

Na noite do dia 7 de fevereiro, sexta-feira, aconteceu na Churrascaria Ramona o Grito de Carnaval 2020. O evento foi um grande sucesso, com todos os ingressos esgotados! A Ramona recebeu grande público de Resende Costa e cidades vizinhas. “Foi um evento para todas as idades: jovens, adultos, idosos e crianças se divertiram bastante e dançaram todos juntos”, disse Luara Ramona, proprietária da Churrascaria. O Grito de Carnaval na Churrascaria Ramona foi animado pela “Cia Elas por Elas”, de Barbacena. O grupo apresentou repertório tradicional de Carnaval composto de marchinhas, samba e axé, fazendo a alegria dos foliões. “A Churrascaria Ramona agradece a presença de todos”, frisou Luara.


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RELIGIÃO

Resende-costense Lucas Alerson de Sousa é ordenado sacerdote na igreja Matriz de Nossa Senhora da Penha de França

ANDRÉ EUSTÁQUIO

Conhecida por ser uma terra onde surgem muitas vocações sacerdotais, na manhã do sábado, 8 de fevereiro, Resende Costa ganhou mais um filho padre. Às 9h e 30min, na igreja Matriz de Nossa Senhora da Penha de França, o diácono Lucas Alerson de Sousa, 27, foi ordenado presbítero. A solene celebração eucarística com o rito da ordenação sacerdotal foi presidida pelo bispo diocesano de São João del-Rei, dom José Eudes Campos do Nascimento. Participaram também da celebração o bispo emérito da Diocese de São João, dom Waldemar Chaves de Araújo, além de diversos sacerdotes, religiosos, diáconos e seminaristas. Os preparativos para a ordenação do padre Lucas Alerson movimentaram a Paróquia de Nossa Senhora da Penha de França desde os primeiros dias de janeiro. Inúmeras pessoas se dedicaram voluntariamente às tarefas de preparação da acolhida aos visitantes, que vieram de diversos lugares onde o padre Lucas trabalhou enquanto seminarista e diácono. Entre os dias 05 e 07 de fevereiro, aconteceu, na igreja Matriz, o tríduo preparatório com a presença dos padres Fábio Rômulo Reis, pároco de Resende Costa, José Bittar, pároco e reitor da Paróquia Santuário do Senhor Bom Jesus de Matosinhos, em São João del-Rei, e Javé Domingos da Silva, reitor do Seminário Diocesano São Tiago – Filosofia e Teologia – em Juiz de Fora. A missa solene durante a qual o diácono Lucas Alerson fora ordenado sacerdote foi abrilhantada pelo Coro e Orquestra Mater Dei, dirigido pelo maestro Wagner Barbosa. A Banda de Música Santa Cecília, conduzida pelo maestro Luiz Carlos Martins Júnior, realizou uma retreta na Praça Cônego Cardoso e acompanhou a procissão de entrada da celebração, que saiu da Casa Paroquial em sentido à igreja Matriz. A Matriz de Nossa Senhora da Penha de França recebeu centenas de pessoas – entre os quais, amigos, familiares, conterrâneos e paroquianos do padre Lucas – que prestigiaram o jovem sacerdote resende-costense. Durante a homilia da missa, dom José Eudes destacou alguns momentos marcantes

Foto: Lucas Silveira - Dedicom

Padre Lucas exercerá as primícias de seu ministério sacerdotal na Paróquia Santuário Bom Jesus de Matosinhos, em São João del-Rei

Padre Lucas Alerson e seus pais Daniel e Ana

na vida do padre Lucas Alerson, especialmente o despertar da sua vocação quando ele ainda era um adolescente dedicado ao ofício de coroinha e à música na Paróquia de Nossa Senhora da Penha. “Nós sabemos que toda vocação nasce na família; o diácono Lucas contou sempre com o incentivo e a oração dos seus familiares. Ele iniciou no Movimento de Coroinhas da Paróquia de Nossa Senhora da Penha de França e também se dedicou à Orquestra Mater Dei, revelando seu talento para a música”, disse dom José Eudes. EMOÇÃO A ordenação sacerdotal é um momento especial na vida dos jovens candidatos ao sacerdócio. Trata-se da realização de um sonho, da celebração de uma conquista, afinal são necessários longos anos de preparação intelectual e espiritual dentro do seminário. Padre Lucas Alerson falou da sua emoção: “Foi uma alegria única em minha vida! Em nenhum outro momento me emocionei tanto quanto na manhã de sábado. Fiquei muito feliz em ver presentes muitos amigos de Resende Costa e de outros lugares, que vieram rezar e celebrar comigo este momento marcante.” Receber o sacramento da Ordem no presbitério da igreja Matriz de Resende Costa teve um significado marcante para o padre Lucas. Foi no templo dedicado à Virgem da Penha, padroeira do município, que o ainda jovem coroinha sentiu o chamado forte de Deus para o sacerdócio. “Estar na Matriz de Nossa Senhora da Penha, onde vivi toda a minha juventude ajudando e servindo e agora como padre mais

novo da Diocese, foi algo realmente emocionante para mim e para toda a minha família”, relata padre Lucas. PRIMEIRA MISSA Assim como a ordenação sacerdotal, a primeira missa presidida pelo neo-sacerdote é sempre um momento de muita emoção. Ainda tomado pelos sentimentos de alegria, emoção e conquista ¬– tão fortes na celebração da manhã de sábado –, à noite, no mesmo dia, também na igreja Matriz, padre Lucas celebrou a sua primeira missa. O padre Adriano Tércio Melo de Oliveira, pároco e reitor da Paróquia Santuário de Santa Rita de Cássia, em Ritápolis, proferiu a homilia da missa solene. Concelebraram com padre Lucas o pároco de Resende Costa, padre Fábio Rômulo Reis, o vigário paroquial, padre Plínio Ataíde da Silva Almeida, o vigário geral da Diocese de São João del-Rei, padre Geraldo Magela da Silva, o reitor do Seminário Diocesano São Tiago, padre Javé Domingos da Silva, além de outros padres amigos do neo-sacerdote. A tradicional Orquestra Ribeiro Bastos, de São João del-Rei, regida pelo maestro Rodrigo Sampaio, participou, de forma marcante, da celebração executando um belíssimo repertório sacro. As músicas, em sua maioria escritas por compositores são-joanenses, como Jacinto Almeida e Geraldo Barbosa de Sousa, foram escolhidas especialmente para a primeira missa do padre Lucas Alerson, que exercerá, como vigário paroquial, as primícias do seu sacerdócio na Paróquia Santuário do Senhor Bom Jesus de Matosinhos, em São João del-Rei.

De um ponto de vista JOÃO BOSCO DE CASTRO TEIXEIRA*

Então... Uma senhora aproximou-se de mim e disse: “Agora, em 2020, quero ir à missa toda semana”. Ela havia abandonado esse costume. Falou-me isso, sem mais. E acrescentou: “Ah! Tem que ser num horário de uma missa boa, com um padre falando legal.” Refleti um pouco com ela. Primeiro: não existe missa boa ou não. Missa é missa. O que existem são variações secundárias: mais canto, menos canto, melhores ou piores leitores, padres mais ou menos preocupados com a excelência do momento para oferecer uma boa catequese. “Eu sei, me disse ela, que a missa é a missa. Mas, Deus me livre de ouvir certas pregações.” Está bem. Nem todo padre tem o dom da palavra. Muitos padres deixam nos fiéis a impressão de que se preparam pouco, por isso falam muito, e sempre de tudo e a mesma coisa. Poucos conseguem transformar a celebração da Palavra em celebração de vida. Falta para muitos até um cursinho de didática. “E a cantoria que às vezes aprontam?” Concordei com ela. Embora as celebrações litúrgicas estejam melhorando, há cantos que nada têm a ver com o que se está celebrando. As baterias animadoras dos cânticos soam, muitas vezes, como a coisa mais importante. “Mas, como é que eu fico, porque desejo mesmo voltar a frequentar a eucaristia”. Ótimo, disse-lhe eu. A senhora, então, haverá de entender que já não pode ir à missa com os mesmos sentimentos, com a mesma postura de quando era mais jovem. Sua missa hoje precisa ter a idade da sua idade.

“O que significa isso?” Significa que seu compromisso não pode ser com as aparências da missa. Tem que ser com Jesus, tem que ser expressão de uma vida comunitária. A gente vai à missa com algumas finalidades. Primeira delas: celebrar a Palavra. Palavra que cada domingo é anunciada pelas leituras da Sagrada Escritura. Palavra que os padres devem ajudar a compreender e vivenciar. Depois, vai-se à missa celebrar a memória da passagem de Jesus pela morte e ressurreição. Passagem que teve início numa ceia na qual Jesus deixou para nós uma ordem: Fazei isso em memória de mim. E o que foi que Jesus fez? Distribuiu o pão e o vinho, dizendo que quem fizesse aquilo, estaria fazendo o que Ele é. E finalmente, celebrar a comunhão, que é a máxima expressão da comunidade em se declarar toda fraterna, toda igual, mesmo com as mil diferenças possíveis entre as pessoas. “Eu não posso comungar. Faz tanto tempo que não me confesso.” Tudo bem. Mas lembre-se: assim como na comunhão nós professamos nossa fraternidade universal, assim também a única coisa que nos afasta da comunhão é o ódio, é a separação, a indiferença frente aos irmãos. Com a comunhão, vou repetir, a gente professa fé na fraternidade universal, todos iguais, todos filhos do mesmo Pai. E mais: se se cometem pequenos erros, é preciso lembrar que Jesus veio para os pecadores. Então...

*Professor aposentado da UFSJ, membro da Academia de Letras de São João del-Rei.


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A teia do mundo

Contemplando as palavras

JOSÉ ANTÔNIO*

REGINA COELHO

As fotos do Mané Cráudio Ontem eu me encontrei com o Mané Cráudio. Terno preto, cabelo impecável e, no rosto, leves resquícios de uma maquiagem que foi retirada há pouco. Mané Cráudio é o meu amigo pagador de mico. Autêntico financiador do pequeno primata. – Que chique é esse, Mané Cráudio? Em plena tarde de terça-feira e você assim todo produzido? – Me convidaram pra posar de modelo. Várias seções de fotos ao longo do mês. E o dinheiro é bom. Tudo bem que o Mané Cráudio não é feio... mas posar de modelo? – Pra quem você está trabalhando, Mané Cráudio? Qual foi a agência que descobriu você? Alguma revista ou site de moda? Aí o Mané Cráudio raspou a garganta, olhou para o bico do sapato e falou baixo: – É pra uma funerária. – Funerária?! Como? – Visto um terno, o pessoal me faz a maquiagem e eu me deito no caixão. Então eles batem as fotos. Tem foto de perfil, foto de cima, foto de frente.... Cada seção é um modelito diferente. – Do terno? – Não. Do caixão. Minhas palavras expiraram e deixaram meus argumentos sepultados pelo absurdo. Mas o Mané Cráudio continuava a falar. Aos poucos, seu constrangimento inicial ia sendo substituído pela empolgação. – Velório agora é coisa chique. Você precisa ver os salões que andam inauguran-

do por aí. Tem até garçom e promoter. Com isso, os familiares do morto estão cada vez mais exigentes: só compram o caixão depois de averiguarem como é que o conjunto fica. Daí, a necessidade de um manequim deitado ali dentro, só para dar uma ideia. – Mas, Mané Cráudio, e se o defunto for bem diferente de você? Obeso... outra cor.... ancião... – Photoshop! Meu amigo fazendo ensaios fotográficos para a morte. Ensaio tétrico de um espetáculo que ainda virá, quando as cortinas se fecharem. Mané Cráudio é o típico modelo de passarela, posando para todos os que estão de passagem. – E tem mais: também sou modelo de porta-retrato para túmulo. Estou ficando famoso. Preciso encontrar um nome artístico pra mim. E me deu uma de suas fotos para porta-retrato. Meio de perfil, olhar tranquilo e um levíssimo esboço de sorriso no canto dos lábios. Mané Cráudio se despediu, convencendo-me ainda mais da sua predestinação ao mico. Fiquei parado, olhando aquele manequim de funerária indo embora. Onde ele estava com a cabeça? Ser modelo de porta-retrato para lápide de túmulo. Peguei a foto que ele me deu e fiquei reparando: aquele olhar... aquele sorriso sutilmente esboçado... lembrei-me do Leonardo da Vinci. Vou ligar pro Mané Cráudio e dizer que já encontrei um nome artístico pra ele: “Mona Lousa”!

*JOSÉ ANTÔNIO OLIVEIRA DE RESENDE é professor de Prática de Ensino de Língua Portuguesa, do Departamento de Letras, Artes e Cultura da Universidade Federal de São João del-Rei. Membro da Academia de Letras de São João del-Rei. E-mail: jresende@mgconecta.com.br

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Três vidas em plenitude Maria do Carmo mora em uma chácara no interior paulista. Mesmo beirando os 88 anos, leva uma vida ativa e nunca permitiu que a idade a impedisse de fazer qualquer coisa. Quando estava próxima de completar os 70, tirou carteira de habilitação, formou-se no Ensino Médio e aprendeu a tocar violão. Depois de sofrer algumas quedas enquanto ia visitar os filhos, que possuem sítios vizinhos, por recomendação médica ela teve que deixar de lado tanta agitação. Mas a vontade de retomar suas atividades era grande. Então Maria acionou a neta Thatiana com o seguinte pedido: “Conversa com seu pai e seus tios para eu poder ir à horta, nem que seja só para colher as mandiocas que plantei”. E assim foi. E mais. Fez também um dos filhos adaptar a horta para uma altura tal que agora ela não precisa se abaixar nos momentos em que cuida da plantação. E a neta ainda conta que, como a avó não gosta muito de tecnologia, um outro filho fez de uma caixa d’água no quintal da casa da família um lugar para que a mãe pudesse pescar e se divertir. A ideia foi um sucesso tão garantido que, depois de ter fisgado cinco peixes num só dia e, empolgada com a sexta próxima “vítima”, ela puxou o anzol com tanta força que caiu sentada. Felizmente, nada sério. (Texto adaptado do R7 – Notícias boas – 14/1/2020). Da mesma forma, Filomena Andrade é uma mulher

cheia de disposição. E de compromisso também. A julgar por suas andanças pela cidade, Memena (como a chamo carinhosamente) é pura autossuficiência. Seja fazendo compras de supermercado ou atividades físicas com o grupo da Terceira Idade, seja participando de ensaios e apresentações do Coral Mater Dei ou visitando os mais chegados, ela é, de fato, uma pessoa incrível. Diante de seus recém-completados 90 anos, está em seus planos chegar aos 100. E condições para isso não lhe faltam, ainda que tenha passado por alguns problemas sérios de saúde. Sei de sua antiga paixão pelo vôlei dos tempos de jogadora (junto com minha mãe, minhas tias e outras moças) nas décadas de 1940/1950. Memena tem ainda o nome marcado na história do teatro amador de Resende Costa, nessa mesma época, com atuação em muitas peças. Há poucos anos ela se destacou numa performance idealizada por algumas alunas da E. E. Assis Resende como trabalho escolar. Em vídeo inspirado num clipe de Clarice Falcão (cantora) tendo como trilha sonora de fundo a música Survivor (Sobrevivente), mulheres de diferentes idades e vivências revelam força e resistência com gestos de encorajamento às demandas femininas. Conectada com a proposta defendida pelo grupo ali formado, Filomena simplesmente arrasou. Padre espanhol naturalizado brasileiro, Dom Pedro

Casaldáliga é bispo emérito da Prelazia de São Félix do Araguaia (MT), município escondido no interior brasileiro de onde emergiu nacionalmente a figura corajosa daquele que ainda hoje de lá não arreda pé. Acometido há algum tempo pelo Mal de Parkinson, chamado por ele de “irmão Parkinson”, Pedro, como gosta que o tratem, é um homem de muita luta. “Sempre pela defesa de um progresso que não mate índios, que não destrua a natureza, que preserve a vida, que não escravize o ser humano”, resume Ana Helena Tavares, sua primeira biógrafa brasileira, explicando as causas abraçadas por seu biografado. Dom Pedro já foi alvo de inúmeras ameaças de morte por contrariar certos interesses escusos e por cinco vezes, durante a ditadura militar, enfrentou processos de expulsão do Brasil. Como se não bastasse toda dedicação de pastor aos mais desvalidos, o bispo do povo (ou bispo “vermelho”, para seus desafetos) é poeta e autor de várias obras sobre antropologia, sociologia e ecologia. Maria, que não conheço, não se entrega. Conta com o tratamento amoroso da família. Memena conheço desde sempre. É mãezona de seis, entre eles, da Ré, minha amiga xará. Conheço Dom Pedro, que completa 92 anos neste 16 de fevereiro, por acompanhar seus feitos de longe. Chegados à maturidade plena, os três são donos de admiráveis histórias de vida.


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CLIMA

GASTRONOMIA

As fortes chuvas de janeiro causaram transtornos em Resende Costa Entre os dias 23 e 24 de janeiro, período em que Belo Horizonte registrou o maior volume de chuva de sua história, em Resende Costa choveu 80,6 mm ANDRÉ EUSTÁQUIO E VITÓRIA CRISTINA

O mês de janeiro trouxe muita chuva para a região Sudeste do país, especialmente para os estados de Minas Gerais e Espírito Santo. Parte da população desses dois estados sofreu com deslizamentos de terra, estradas obstruídas, alagamentos, desmoronamentos de encostas e de casas e mortes. Em Minas Gerais, segundo informações da Defesa Civil, mais de 40 mil pessoas ficaram desalojadas e cerca de oito mil desabrigadas. O Estado contabilizou 55 mortes provocadas pelas chuvas de janeiro. Entre os dias 23 e 24 de janeiro, Belo Horizonte recebeu o maior volume de chuvas da sua história – em 110 anos, desde que se iniciaram as medições pluviométricas. Em 24 horas, o índice pluviométrico em BH registrou 171,8 mm. No entanto, não foi só a capital do estado que apresentou grandes volumes de chuva em janeiro. Em Resende Costa, no mesmo período, ou seja, nos dias 23 e 24 de janeiro, foi também registrado grande índice pluviométrico. De acordo com o Registro Diário de Estação Pluviométrica da Copasa, que mede diariamente a quantidade de chuvas que cai na cidade, no dia 23 de janeiro choveu em Resende Costa 7,6mm e, no dia 24, 73,0mm. TRANSTORNOS As chuvas de janeiro causaram transtornos em Resende Costa. A quantidade de chuva que caiu entre os dias 23 e 24 aumentou substancialmente o volume de água do Córrego Vassouras, na Fazenda da Laje – um dos dois

lugares onde a Copasa realiza a captação de água que abastece a cidade –, fazendo com que a balsa virasse. O incidente causou danos ao conjunto motobomba, queimando o equipamento. No entanto, a Copasa fez os reparos necessários e restabeleceu prontamente a captação de água no Córrego Vassouras. Outros pontos do município também apresentaram problemas com as fortes chuvas. A Ponte Grande, situada na estrada que liga Resende Costa a São Tiago, próximo ao Povoado dos Pintos, ficou seriamente danificada, impedindo a circulação de veículos na via. O JL conversou com o Secretário Municipal de Obras e Serviços Públicos, Ricardo José Resende, sobre os estragos decorrentes das chuvas de janeiro em Resende Costa. Ele disse que, como praticamente ocorreu em todo o estado, Resende Costa também sofreu com as chuvas. “Ainda estamos sofrendo, tivemos pontes arrancadas pela força da água, com os apoios desbarrancados, mata-burros e bueiros entupidos, locais com deslizamentos de terra interrompendo a passagem de veículos, tubulões que não aguentaram a quantidade de água, manilhamentos arrancados pela força da água causando erosões, entre outros problemas”, explicou Ricardo Resende. Segundo o secretário de Obras e Serviços Públicos de Resende Costa, a prefeitura está trabalhando para resolver e minimizar os estragos causados pelas chuvas de janeiro no município, especialmente na zona rural. “Estamos trabalhando incansavelmente para tentar minimizar os estragos, porém cada dia que passa a chuva continua e os estragos

não param de aumentar. Primeiro começamos a dar a devida manutenção nos locais de maior acesso e estradas principais para diminuir o impacto na população. Assim que terminarmos, começaremos as manutenções em lugares nos quais a população conta com outras alternativas para chegar e sair de suas propriedades”, disse Ricardo. “Pela minha experiência e conhecimento aqui na Secretaria de Obras, sim, já aconteceram outras chuvas fortes que também trouxeram grandes transtornos ao município. Mas as chuvas deste início de 2020 trouxeram transtornos maiores, pois causaram estragos em vários pontos. Resende Costa não é um município pequeno; temos aproximadamente 700 quilômetros de estrada de terra e, com 631,6 KM², fica muito difícil a manutenção rápida, uma vez que temos que contar com deslocamento de máquinas, material e equipe”, destacou Ricardo Resende. Embora a cidade de Resende Costa esteja localizada no alto de um morro e não correr próximo à cidade nenhum rio ou córrego – o que de certa forma protege a população de inundações, como vimos recorrentemente acontecer em diversos municípios de Minas, até mesmo em cidades próximas, como São João del-Rei e Lagoa Dourada –, a prefeitura do município não deixa de se preocupar com as chuvas fortes, ficando em alerta. “Cada vez que chove, a terra vai ficando mais encharcada, aumentando os riscos de deslizamentos. Há também o risco de acontecerem enchentes destruindo as pontes que já estão liberadas para acesso, ou até mesmo os calçamentos não suportarem tanta água e acabarem se desfazendo”, alerta o secretário de Obras.

Alunos de escola de gastronomia da Itália visitam propriedade rural em Resende Costa DA REDAÇÃO

No dia 31 de janeiro último, Resende Costa recebeu a visita de um grupo de estudantes de gastronomia da UNISG (University of Gastronomic Science) da cidade italiana de Pollenzo. Viajando por Minas Gerais em busca de pequenos produtores e suas tradições locais, os alunos tiveram a oportunidade de conhecer de perto o trabalho desenvolvido pelo Casal Gastrô (Cláudio Ruas e Amana Castelo Branco) na Fazenda Pimenta, localizada na região do Povoado dos Pinto. Os alunos conheceram os processos de fabricação do autêntico queijo minas artesanal, defumados, pães de fermentação natural e outros produtos. Passearam por uma autêntica roça mineira, aprendendo sobre suas frutas, hortaliças, animais e utensílios, como moinho de pedra, forno de cupim e carro de boi. Puderam ainda ouvir um pouco da história de Minas e de Resende Costa, à beira do fogão de lenha, degustando cachaça e cerveja artesanal do município, os produtos da fazenda, bem como um típico almoço roceiro. Além de italianos, a excursão foi composta também de alunos da Alemanha, Venezuela

e Uganda, que, antes de retornarem a seus países, tiveram a oportunidade de conhecer um pouco de Resende Costa e do seu artesanato. MOVIMENTO SLOW FOOD A UNISG é uma das principais escolas de gastronomia da Itália, fundada pelo movimento “Slow Food”, que defende a filosofia de que o alimento deve ser bom, limpo e justo: “O alimento que comemos deve ter bom sabor; deve ser cultivado de maneira limpa, sem prejudicar nossa saúde, o meio ambiente ou os animais; e os produtores devem receber o que é justo pelo seu trabalho.” Com mais de 100.000 membros, escritórios espalhados pelo mundo e apoiadores em 150 países, inclusive no Brasil, o Slow Food vem ganhando cada vez mais adeptos e realizando diversas ações internacionais, como explicam seus organizadores: “As atividades da associação visam a defender a biodiversidade na cadeia de distribuição alimentar, difundir a educação do gosto e aproximar os produtores de consumidores de alimentos especiais através de eventos e iniciativas.”

Alunos da University of Gastronomic Science visitaram a Fazenda Pimenta e conheceram de perto o trabalho desenvolvido pelo Casal Gastrô

A VIGILÂNCIA SANITÁRIA DO MUNICÍPIO DE RESENDE COSTA/MG INFORMA CADASTRO Cadastro de Estabelecimentos Farmacêuticos para comercialização/dispensação de medicamentos retinoides (Isotretinoina – Ácido Retinoico) de uso sistêmico (Lista C2), em cumprimento às Portarias SVS/MS nº 344 de 12/05/98 e nº 06 de 01/02/99. Empresa: Lara e Machado Medicamentos LTDA – Matriz Drogaria Poupar Mais CNPJ: 22.202.796/0001-06

Endereço: Rua Gonçalves Pinto, 181– Centro, Resende Costa/MG Telefone: (32) 3354-1793; (32) 99910-7193 Cadastro: 001/15 Secretaria Municipal de Saúde Setor de Vigilância Sanitária Resende Costa/MG, 06 de fevereiro de 2020. Fábio Roberto Ferreira Coordenador da Vigilância Sanitária do Município de Resende Costa/MG


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Educação

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Audiência pública discute situações do ensino municipal em Resende Costa Foto: Cássio Almeida

VANUZA RESENDE

A Prefeitura Municipal de Resende Costa realizou uma audiência pública no dia 19 de dezembro de 2019, no auditório da Escola Municipal Conjurados, para discutir temas e propostas ligados à educação no município. Os assuntos discutidos na audiência foram: possibilidade de implantação de turmas do 6° e 9° anos, de forma gradativa, na Escola Municipal Conjurados; se a prefeitura deveria ceder gradativamente ao Estado a total condução do ensino do 6° ao 9° ano para os alunos que residem na área urbana – nesses dois casos, seria extinto o transporte de alunos do 6° e do 9° anos da sede do município para a Escola Municipal Paula Assis, no povoado do Ribeirão. O terceiro assunto discutido na audiência foi a inserção de grade curricular no ensino médio da Paula Assis, que passaria, se aprovado, a contar com curso técnico, além de transporte para estudantes que residem na cidade e que passariam a estudar no Ribeirão. Com a adesão de alunos que residem na cidade, as turmas do ensino médio e do curso técnico ficariam completas, tornando possível a criação e a manutenção da nova grade curricular. Por fim, o quarto tema discutido foi se a prefeitura deveria manter e até mesmo legalizar o transporte de alunos da área urbana para a Escola Paula Assis, no Ribeirão. Se se mantiver o transporte, conforme vem ocorrendo, a prefeitura poderá formalizar junto aos responsáveis pelos alunos, conscientizando-os dos riscos inerentes ao referido transporte. O prefeito Aurélio Suenes disse que a audiência surgiu a partir de demandas de pais de alunos. “Nós recebemos pais de alunos pedindo que o município ofereça séries do (ensino) fundamental, do 6º ao 9º ano. Esse tipo de pedido é recorrente. Somando-se a essa demanda, existe a situação do transporte que é feito de Resende Costa para o povoado do Ribeirão. Mesmo residindo na área urbana, alunos estudam na zona rural”, esclareceu o prefeito. MANUTENÇÃO DO QUADRO ATUAL Atualmente, em Resende Costa, duas escolas oferecem en-

O auditório da E. M. Conjurados recebeu grande número de pessoas interessadas em discutir rumos e propostas para a educação em Resende Costa

sino gratuito aos alunos do 6º ao 9º ano: a Escola Estadual Assis Resende e a Escola Municipal Paula Assis. Paula Assis é uma escola rural, mas que oferece também vagas para estudantes do centro urbano do município. Esses alunos contam com transporte gratuito cedido pela prefeitura. No entanto, de acordo com o prefeito Aurélio, esse transporte pode ser considerado irregular, uma vez que a migração de alunos do centro urbano para a zona rural não se justifica – mesmo tendo como parâmetro a situação em que se encontra a Escola Estadual Assis Resende, que sofre com o grave problema de falta de espaço físico e turmas com grande número de alunos. De acordo com o prefeito, o transporte de alunos de Resende Costa até o povoado do Ribeirão precisa ser legalizado. “Você só faz o transporte escolar quando não há condição de oferecer ensino naquele local. Por isso, esse transporte é considerado irregular”, explica. Ainda de acordo com Aurélio, depois de conversar com os funcionários das escolas municipais Paula Assis, Conjurados e a estadual Assis Resende, além de um grupo de pais que compareceram à audiência, ficou definido que não haverá nenhuma modificação no sistema educacional vigente no município. “De acordo com o que foi conversado lá, a tendência é que continue

como está. Nós vamos procurar regulamentar o transporte de alunos da cidade para o povoado do Ribeirão”, disse o prefeito. Questionado sobre como regularizar o transporte, Aurélio informou que só existe uma possibilidade: diferenciar os ensinos oferecidos pelas escolas. “É permitido que você inclua matérias que sejam voltadas para atividades rurais, isso acrescenta cerca de 1h e 40min na carga semanal dos alunos. Se a gente conseguir fazer isso, iremos diferenciar o ensino das escolas, o que vai justificar o transporte escolar”. ENSINO TÉCNICO NA E. M. PAULA ASSIS Para o prefeito Aurélio, a implementação da mudança na grade curricular da Escola Municipal Paula Assis, criando curso técnico no ensino médio, necessitaria de apoio da EMATER (Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural), com o objetivo de se obter profissionais qualificados para ministrar as aulas. “Nós ficamos de definir também uma formação técnica no Ribeirão. Transformar a escola em uma escola técnica. Isso tem quer ser um planejamento feito em 2020 para ser executado em 2021. Mas isso já não será mais comigo. Existem custos, não é nada exorbitante, mas existem custos. De acordo com a nossa proposta, tal reformulação acrescentaria um ano na formação de

nível médio”. Sobre o que mudaria caso o Conjurados passasse a oferecer ensino do 6º ao 9º ano, Aurélio disse que “a obrigação do ensino fundamental é do município. No entanto, o estado assumiu essa função e não existe uma cobrança do estado para que o município assuma isso. Se a gente fosse fazer aqui, seria compartilhado. Por exemplo, na zona urbana nós temos quatro turmas de 6º ano. No caso, seriam duas municipais e duas estaduais”. Aurélio disse ainda que a implantação seria gradativa e, no primeiro momento, não necessitaria contratar novos professores. “No primeiro momento, daria para compartilhar essa carga horária dos professores do Ribeirão. Então, por exemplo, eles dariam aula aqui na parte da manhã e na parte da tarde, na Escola Paula Assis. Futuramente, quando estiver concluindo o 9º ano, provavelmente teria que se contratar professores”, explica o prefeito. OPINIÃO DAS DIRETORAS A diretora da Escola Municipal Conjurados, Rose Daher, falou sobre a proposta de mudança. “Analisando a proposta, ter um 6º ano aqui no Conjurados seria um ganho muito grande para a escola. Porém, é projeto que precisa ser muito bem estruturado, para não trazer problemas a longo prazo.

Esse projeto tem que levar em consideração todo o espaço físico da escola, entrada e saída dos alunos, horário de merenda, de recreio, educação física, número de cantineiras.” Para Rose, o projeto é bom, mas é necessária a criação de infraestrutura adequada para colocá-lo em prática: “Depende de muita coisa, não só de sala de aula. Deve ser lembrado sempre que a faixa etária hoje dos nossos alunos é de 6 a 10 anos. O projeto é bom, mas precisa ser bem estruturado.” Para a diretora da Escola Municipal Paula Assis, Virgínia Daher de Oliveira Coelho, o fato de a Paula Assis receber apenas alunos da zona rural do município tornaria o projeto com custo muito alto. “Se acontecesse de fazer uma extensão no Conjurados e não levar mais alunos da cidade para a Paula Assis, infalivelmente isso iria acabar, a médio prazo, com o ensino médio (no povoado do Ribeirão). Ele é mantido com recursos próprios e, mesmo com a garantia do prefeito – ou dos prefeitos –, não seria viável manter muitos professores e poucos alunos. E acabando o ensino médio na Paula Assis, muitos alunos que não moram próximos às estradas principais da zona rural ou que não têm condições de se mudarem para alguma cidade ficariam sem concluir sua educação básica. Era essa a situação antes da implantação do ensino médio no Ribeirão”, analisa Virgínia. Em relação à oferta de disciplinas voltadas para atividades rurais, a diretora da instituição é favorável. “Quanto à oferta de conteúdos voltados à área rural, acho excelente ideia.” A proposta do prefeito municipal de implantar séries do ensino fundamental na Escola Conjurados tem como objetivo diminuir o número de alunos no Assis Resende. “Saíram assuntos a respeito de que eu queria fechar a escola do Ribeirão, que queria fechar o Assis Resende. Pelo contrário, estou acabando de construir mais duas salas na Paula Assis. A ideia era transformar a escola em uma escola agrotécnica. É um sonho, não é uma utopia. Ao longo prazo, vamos ter mais recursos para investir na educação. Mesma coisa no Assis Resende, porque sempre escutamos que a escola está com pouco espaço”, conclui Aurélio Suenes.


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Cultura

MAC promove atividades artísticas na Praça do Rosário e no Teatro Municipal ANDRÉ EUSTÁQUIO

O MAC (Movimento Arena Cultural), em parceria com a produtora Espaço Arte, apresentou no sábado, 1 de fevereiro, uma série de atividades artísticas/culturais dando boas-vindas ao mês do Carnaval. Quem passou pela praça Coronel Sousa Maia (Praça do Rosário), centro de Resende Costa, na manhã de sábado, deparou-se com telas, cavaletes, pincéis e aquarelas. No local, aconteceu a 1ª Maratona de Pinturas e Artes visuais. O público

assistiu, in loco, aos pintores Ângelo Resende e Wilson Reis confeccionarem telas que retratam temas de livre inspiração dos artistas resende-costenses. Durante o evento na Praça do Rosário, houve ainda sorteio de brindes e a presença do palhaço Piolinho, que interagiu com as crianças e com todos que passavam pelo local. “A ideia foi aproximar a comunidade das atividades artísticas ao ar livre e promover os artistas”, disse Bruno Resi, produtor do MAC. No sábado à noite, a programação do evento mudou de ende-

reço: o público se dirigiu ao Teatro Municipal para assistir à peça “Um Aniversario Show”, apresentada pelo ator John Hebert. De classificação livre, a peça levou à plateia, composta de muitas crianças, uma verdadeira aquarela na qual se misturam brincadeiras lúdicas, malabares, acrobacias e muita “palhaçaria”. “Em 2020, o MAC completará 10 anos de atuação na cidade. Em breve apresentaremos o próximo evento, levando atrações artísticas à comunidade e promovendo os artistas”, destacou Bruno Resi.

Foto: Júnior Mendonça e Samara Teixeira

Os pintores Ângelo Resende e Wilson Reis fizeram da praça um ateliê criativo e interativo

Pintores Angelo Resende e Wilson Reis

Jornalista José Venâncio lançará em Resende Costa, no dia 14 de março, seu mais recente livro A obra revela a saga dos Resendes, da ilha de Santa Maria, nos Açores, ao Brasil O jornalista José Venâncio de Resende, editor regional do Jornal das Lajes, lançará em Resende Costa, no dia 14 de março, seu novo livro, “Cidades e Resendes”, que acaba de ser publicado pela Chiado Editora, com sede em Lisboa, Portugal. O livro transita pela ilha de Santa Maria, nos Açores, de onde saiu João de Resende Costa, o primeiro Resende a desembarcar no Brasil, mais precisamente em Lagoa Dourada, que na época pertencia a Prados. Também coloca luz na região onde os Resendes se instalaram, destacando o primeiro solar da família; o estudo de DNA dos restos mortais de José de Resende Costa (pai) e novas informações sobre a origem do nome de Resende Costa. A obra do autor resende-costense acompanha os inconfidentes pai e filho, que residiram na Fazenda dos Campos Gerais, na Lage (atual Resende Costa), ao exílio na África, pormenorizando a descendência de José de Resende Costa (filho) no Cabo Verde. Descendência esta que, posteriormente, se espalhou por An-

gola e Portugal continental. Na quinta parte da obra, denominada “Rosalvo Pinto”, o autor faz uma homenagem ao professor e escritor, o maior especialista do Brasil nos inconfidentes José de Resende Costa (pai e filho). Para isso, publica uma coletânea de artigos de Rosalvo no Jornal das Lajes, em que aborda temas relacionados com as cidades resendenses. Um dos fios condutores dessa história, embora não explicitamente, é o tear manual de madeira – exposto no Museu Municipal de Resende em Portugal –, mas que continua sendo utilizado por uma cooperativa e pela associação de mulheres na ilha de Santa Maria, para produzir colchas (mantas), tapetes e outros produtos artesanais a partir de retalhos de tecidos usados e novos. Este mesmo tear é um dos responsáveis pelo dinamismo da economia de Resende Costa, nas mãos de milhares de pequenos empreendedores artesanais. Na parte final, o livro traz uma síntese da “viagem” através de fotos. A obra tem duas apresentações, escritas pelo jornalista e professor

Guilherme Rezende – aposentado da Universidade Federal de São João del-Rei – e pelo padre, escritor e historiador Joaquim Correia Duarte, o maior especialista dos Resendes em Portugal. LANÇAMENTOS Em Resende Costa, o lançamento do livro “Cidades e Resendes” acontecerá no sábado, 14 de março, às 20 horas, no Teatro Municipal. Em Portugal, o livro será lançado no dia 16 de maio (sábado), em Resende, numa parceria com a Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários. Parte da receita das vendas do livro do jornalista José Venâncio de Resende será destinada ao Hospital Nossa Senhora do Rosário e ao Lar São Camilo, de Resende Costa – ambos admistrados pelas Irmãs Filhas de São Camilo (camilianas). “A parte da receita que vai para o Hospital e para o Lar São Camilo corresponde a 50% do valor das vendas de todos os livros que estarão disponíveis em Resende Costa”, explica o autor.

O AUTOR O jornalista José Venâncio de Resende nasceu em Resende Costa em 1952. Formado em jornalismo pela Faculdade de Comunicação Social Cásper Líbero, em 1976, Venâncio, que também é bacharel em Economia, construiu sua carreira profissional na capital paulista, onde trabalhou em grandes jornais como Diário Popular, O Estado de S. Paulo e Gazeta Mercantil. Desde 2008, é colaborador do Jornal das Lajes, do qual é editor regional. A partir de 2013, o jornalista divide o tempo entre Brasil e Portugal, escrevendo sobre economia, história e cultura. José Venâncio de Resende é autor dos livros Baronesa de Arary – Nobres pobres, artistas, oportunistas... (Scortecci Editora, 2003); Construtores do Jornalismo Econômico – da cotação do boi ao congelamento de preços (Ícone Editora, 2005); Vendedora de Ilusões – Golpe de mestre na rota Minas Gerais-Londres-São Paulo, em parceria com Mari-Lidia Mendonça (O Artífice Editorial, 2004); A política

O jornalista José Venâncio com a editora executiva da Chiado, Rita Costa, por ocasião da assinatura do contrato.

em municípios dos Campos das Vertentes (Coleção Lageana, amiRCo, 2016).


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Retalhos literários EVALDO BALBINO

Vó Laurinda Da minha avó materna, o que tenho de concreto são palavras dos que a conheceram e uma antiga fotografia. Casou-se com meu avô aos 15 anos. Teve 09 filhos, vindo a falecer um deles ainda criancinha. Ela morreu jovem aos 38 anos com uma hemorragia inestancável, deixando órfã minha mãe que contava apenas dois anos. Estava minha avó grávida do décimo filho e fora chamada para ajudar no parto duma comadre. Tendo feito muita força nesse préstimo, logo depois começaram as cólicas, o seu sangue desatado, a fraqueza do corpo e por fim veio a morte. O bebê não-nascido morreu junto com a mãe, no seu seio sem vida. Trabalhadora, diuturnamente ela enfrentava sol e chuva, sereno e frio, para cuidar da prole, das criações domésticas, da casa, do marido. Num terreno que eles tinham lá para as bandas do Saco das Abóboras, depois do cemitério do povoado, ela

e o marido criavam algumas vacas com seus bezerros. E ela, todos os dias, saía do Ribeirão do Meio com latas grandes de banha, subia o morro para o Ribeirão de Cima, tirava leite das vacas, descia de volta com uma lata na cabeça sobre rodilha e outras duas pendidas dos braços, e dividia tudo com as mães do entorno, as que não tinham vacas para dar leite aos filhos. Na horta da sua casa, ela cortava canas e subia ela mesma com os feixes cortados para o Ribeirão de Cima, onde moía tudo no engenho do cunhado, o Antônio Gonçalves. Suas mãos diárias colhiam, secavam, pilavam, torravam e coavam com garapa o café que a família bebia. Labutava com o marido nas lavouras. Ele trabalhava também, mas era amante de bailes, Folias de Reis, sanfonas, festanças, noites atravessadas por músicas. Muitas vezes, pelas noites, deixava a jovem mulher em casa e ia para seus festejos.

Nas histórias sobre minha avó que me são narradas, vejo vida dura, talvez com alegrias, mas também com tristezas intratáveis. E até mesmo me pergunto se ela chegou a ser feliz num casamento atravessado por valores patriarcais, mesmo sendo ela mulher ativa, cheia de iniciativas no cuidado com a vida. Mais real ainda do que as palavras, vejo a velha fotografia dela com o marido, recém-casados, num jubileu em Congonhas do Campo. Retrato em preto e branco, mais ou menos de 1929, porém me dizendo muita coisa e com vários matizes. Ela e o recém-esposo na porta duma igreja na cidade dos profetas. Em sua barriga de mulher frutífera, já a primeira filha esperando a luz. Sua mão esquerda entre o braço direito dele caído e o paletó simples. No anular da mão farta de minha avó, a aliança do concerto, do matrimônio contraído até os seus 38 anos de idade. Nem muito gorda

nem muito magra, já se mostra mulher tendendo a ter corpo mais cheio. Se o braço esquerdo cumpre o papel social de entrelaçar-se ao braço do esposo, o direito mostra-se caído, numa suposta entrega ao destino. No entanto, mesmo de braço direito derreado, a mão fecha-se numa concha, num encerramento de resistência e força. Cabelos fartos os de minha avó, mas agora, neste retrato, contidos na cabeça, arrebanhados para trás num coque. Cabelo liso e brilhante, num tom castanho-escuro e numa arrumação para festas. Os dois sérios, como se exigia em fotos desse tipo na época, apesar de ele exibir nos olhos uma vaidadezinha de nada com seus óculos escuros. O vestido dela não é justo, e sim um pouco largo. De tecido simples como o de uma dona de casa do povo na época e duma região rural mineira. Gola redonda em torno do pescoço, escondendo um corpo que

não podia mostrar-se. Trivial o vestido, mas branco talvez num desejo de núpcias, de vida, de placidez da existência. Longo até a canela e com mangas compridas aparentemente franzidas deixando os punhos expostos. Sapato tipo boneca abotoando-se nos lados exteriores dos pés com os peitos à mostra. E suas pernas merecedoras de seda exibem meias três-quartos pretas de um tecido comum. No semblante de minha avó vejo um pensamento vago, talvez um “o que que eu estou fazendo aqui?!”. Casada porque mulheres nasciam para casar-se. Rosto infantil e tendo que enfrentar o mundo como se ela fosse adulta. Vejo em seu olhar certa tristeza, ou então certo existir com uma vontade seguindo correntes d’água. Muito nova ainda e abrindo-se para a vida. Vejo algo melancólico nela, mas também uma vida pulsando. Vida essa que chegou até estas mãos que agora escrevem outro retrato de sua avó.

O Verso e o Controverso JOÃO MAGALHÃES

A dependência doentia de Internet e o vício em jogos eletrônicos A dependência do virtual e a atração pelos jogos eletrônicos crescem vertiginosamente. Pesquisa pioneira, recente, da Universidade Federal do Espirito Santo(UFES) com mais de 2 mil jovens entre 15 a 19 anos mostra que 25,3% deles são dependentes moderados ou graves da Internet. Amostra muito séria e ampla. Portanto, representativa da realidade dos centros urbanos brasileiros. Encontros de amostragem, feiras etc. reúnem milhares de pessoas. Posicionar-se sobre o assunto não se trata de moralismo, mas de preocupação: pode viciar, sendo que o vício traz inúmeros prejuízos. Logo, deve inquietar pais, educadores e militantes do mundo da saúde mental. A OMS (Organização Mundial da Saúde) classificou o vício em jogos eletrônicos como distúrbio psiquiátrico na mais recente (2018) edição da CID (Classificação Inter-

nacional de Doenças), pressionada por médicos e acadêmicos.Segundo eles, incluir este vício nas doenças facilitaria o trabalho dos especialistas no diagnóstico e tratamento do problema. Inclusão polêmica, mas com apoio dos profissionais do assunto e do esquema de saúde das nações, em sua maioria. Fala Mark Griffiths, que há trinta anos estuda o assunto: “Jogar videogames é um tipo não financeiro de jogatina de um ponto de vista psicológico. Apostadores usam dinheiro, enquanto os jogadores de videogames usam pontos.” Eduardo Guedes, do Instituto Delete, que presta atendimento a viciados digitais da Universidade Federal do Rio de Janeiro,classifica três tipos de usuários: o consciente, o abusivo e o dependente. “O inadequado, mas ainda consciente, pode

até usar a tecnologia por muitas horas, mas é aquele que não deixa o virtual atrapalhar a vida real. O abusivo já tem alguma interferência do virtual no real, como usar o celular durante as refeições, no trânsito ou em outras situações, mas ainda tem controle da situação. Já o dependente perde totalmente o controle sobre o uso e deixa essa atividade virar prioridade. Qualquer uso abusivo tem um fator de fuga da realidade muito grande.” Lembrando que é importante o dito pelo dr. Luiz Augusto Rohde, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, que recebeu o convite inédito e aceitou para contribuir com a conceituada Associação Americana de Psiquiatria para atualizar seu Manual Diagnósticoe Estatístico de Transtornos Mentais (DSM): “Cerca de 60% dos transtornos psiquiátricos começam nos primeiros anos de vida. Ao sabermos disso, por que não focar a

identificação precoce dos sintomas, quando a doença é mais fácil de ser evitada?” Eis as dez situações enumeradas pelo Instituo Delete para você se analisar: Abandono: Fica triste se não recebe ligações ou mensagens ao longo do dia. Solidão: Usa a internet para evitar a sensação de estar só. Comunicação: Ignora pessoas ao seu lado para se comunicar pela internet. Offline: Sente-se deprimido, instável ou nervoso quando não está conectado e isso desaparece quando volta a se conectar. Direção perigosa: Envia ou consulta mensagens no celular enquanto dirige. Insegurança: Autoestima baixa quando os amigos recebem mais “curtidas”. Mundo virtual: Deixa de fazer atividades na vida real para ficar na internet. Viagens: Já deixou ou deixaria de viajar para não ficar desconectado. Comparação: Fica triste quando vê nas

redes sociais que seus amigos têm vida mais interessante do que a sua. Relacionamento: Passa por conflitos de relacionamento por ficar muito tempo conectado. Conforme o caso, o tratamento implica em psicoterapia e até medicação. Pode durar meses e,em alguns casos, o uso de medicação para doenças associadas como depressão ou transtorno bipolar. “No tratamento, os pacientes vão sendo orientados a como lidar com os gatilhos que os fazem usar demais a tecnologia. Eles enxergam as situações em que usam os jogos ou outras plataformas para compensar dificuldades ou tristezas, entendem o ciclo da dependência e vão começando a ‘desmamar’”, diz Cristiano Nabuco, coordenador do Programa de Dependências Tecnológicas do Instituo de Psiquiatria do Hospital das Clínicas/SP.


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Informe Publicitário

PROMOÇÃO

Associado do Sicoob Credivertentes ganha R$200 mil na Poupança Premiada A sorte grande chegou para quem faz parte do Sicoob Credivertentes – mais uma vez. Isso mesmo: o ano mal começou e a cooperativa já tem um sorteado comemorando. O prêmio? Um vale de R$200 mil na Poupança Premiada – mesma campanha que já havia contemplado outros quatro associados com R$2 mil na conta. A promoção aconteceu em todo o país entre fevereiro de 2019 e janeiro de 2020. Nesse período, distribuiu 470 Vales-Poupança de R$2 mil; outros 22 Vales de R$20 mil; e quatro de R$200 mil. Tudo isso somado a 22 Hyundai HB20 0km; quatro Hilux 4x4; 11 carros Up!; 11 Hondas NXR 160 Bros; e 11 kits “Casa Nova” no valor de R$14,2 mil. Na ponta do lápis, foram R$4 milhões em prêmios com uma forma simples de participar: bastava ao cooperado “investir no seu porquinho”. A cada R$200 depositados na Poupança, ele gerava automaticamente um Número da Sorte.

REFLEXÕES por João Pinto de Oliveira presidente do Conselho de Administração

Cooperar para equilibrar

“Fazer parte do Sicoob significa mais do que integrar o maior sistema cooperativista financeiro do país. É contribuir para o desenvolvimento da sua comunidade enquanto tem acesso a soluções financeiras sustentáveis e a prêmios como esse, da Poupança Premiada. Para nós, do Sicoob Credivertentes, é um orgulho imenso saber que um de nossos associados foi sorteado depois de procurar uma de nossas agências, ser bem atendido, pensar no futuro e poupar”, comenta o diretor executivo financeiro da cooperativa, Luiz Henrique Garcia. MAIS FESTA Com o Vale-Poupança de R$200 mil caindo na conta de um dos nossos associados, a Credi festeja um grande prêmio pela terceira vez em pouco mais de três anos. Em 2016, o produtor Adair José de Carvalho, de Madre de Deus de Minas, levou para casa uma S10 completa, além de uma TV LED 40” na ação estadual Cartão Premiado Sicoobcard. Já no início de 2019 a mesma campanha estacionou um Renault Kwid Zen 0km na garagem de Géssica Marina Alves, em Morro do Ferro. Isso sem falar, é claro, em ações exclusivas do Sicoob Credivertentes. Entre março e dezembro de 2019, nossa cooperativa realizou a Dê um UP! no seu Sicoobcard. A campanha sorteou 58 TV’s de 49” e um UP! 0km. O automóvel foi entregue à ganhadora de Barbacena, a comerciante Amarílis Ferreira, na segunda semana de janeiro.

Convivemos desde remota era sob o signo da competição desajustada, predatória, causadora de incalculáveis perturbações à ordem social. Nossos (novos) tempos requerem, todavia, compartilhamento, competência, fortalecimento grupal. Ou seja: comprometimento, mobilização, mutualidade. O individualismo enfraquece a sociedade, perpetuando disparidades econômicas, ao passo que a cooperação sinaliza ética, justiça, humanismo. O cooperativismo é um movimento que busca resultados sustentáveis, propugnando a produção e distribuição equitativa da riqueza, estimulando negócios inclusivos, movendo a roda da prosperidade. Em suma, ele busca a melhoria da qualidade de vida, o fortalecimento do tecido social, o desenvolvimento isonômico e mais justo da sociedade. A ajuda mútua produz a geração de empregos e renda, acesso a bens, produtos e serviços, empoderamento, emancipação e domínio pelo cidadão dos instrumentos voltados à autoestima coletiva e ao exercício pleno da cidadania. “A sociedade do futuro será a sociedade da cooperação”. (Pietro Ubaldi, filósofo italiano)

REPERCUSSÃO

Cooperativismo é pauta da Valor Investe com taxas competitivas e atendimento humanizado Levantamento aponta que crédito no Sicoob é o mais vantajoso “Enquanto as fintechs (startups de serviços financeiros, ganham força), um modelo antigo de instituição financeira, do início do século XX, vem conquistando espaço: as cooperativas de crédito. Essas entidades crescem oferecendo os mesmos produtos e serviços que os bancos, mas a taxas menores e com educação financeira”, aponta artigo assinado por Júlia Lewgoy. Segundo o texto, o Brasil tem hoje 925 cooperativas de crédito e elas somaram R$137 bilhões em Ativos Totais em 2018. Isto é, 18% acima da marca batida no ano anterior e superando em 11% o crescimento do sistema financeiro como um todo. Esses resultados, somados à tecnologia sem perder o atendimento personalizado e à filosofia humanista do cooperativismo, fazem crescer também o número de adeptos a ele. Em dezembro de 2018, 9,9 milhões de pessoas eram associadas a uma cooperativa de crédito (9% a mais

que na comparação a 2017). Em meio a isso, a abertura de contas para Pessoa Jurídica ampliou, com alta de 18%. “Os dados refletem a busca das entidades do setor por profissionalização, ganhos de escala e diversificação de produtos e serviços”, explicou Lewgov, citando ainda uma fala do diretor de desenvolvimento e supervisão do Sicoob Confederação, Francisco Reposse Junior: “O nome técnico ainda é cooperativa de crédito, mas hoje falamos em cooperativa financeira. Temos todos os produtos e serviços de um banco”. O texto destacou, ainda, que uma diferença é essencial entre o setor bancário comum e o cooperativismo. “Enquanto os bancos precisam dar lucro aos acionistas, as cooperativas distribuem resultados para os próprios cooperados. Ao abrir uma conta em uma cooperativa, você se torna um sócio dela”, continuou a jornalista do Valor Investe.

MENORES TAXAS Um dos maiores objetivos das cooperativas é incluir financeiramente os mais de 45 milhões de brasileiros fora do sistema bancário. No Campo das Vertentes, por exemplo, isso acontece quando nossa instituição abre agências em locais até então esquecidos ou mesmo abandonados por corporações tradicionais. De 2018 para cá, aliás, foram inaugurados três Pontos de Atendimento em comunidades da região. Outro fator importante está na oferta de crédito. E disso o Sicoob entende. De acordo com números do Banco Central citados pela Valor Investe, as taxas do nosso sistema, comparadas às dos bancos, são até 71% mais baixas. Entre outras instituições cooperativistas, esses valores são até 49% mais baratos no bolso dos associados.


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Meio Ambiente

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Há 11 anos em atuação, Ong Iris elege nova diretoria artísticas. As lajes se tornam ainda mais mágicas durante o Luau. São tantos feitos que, para informações mais detalhadas, temos o nosso site: www.portaliris.org.br/ong”, analisa Cesinha.

VANUZA RESENDE

Fundada em 2009, a ONG ambiental Instituto Rio Santo Antônio (IRIS), de Resende Costa, está com nova diretoria. Os membros assumiram em dezembro de 2019 e cumprirão mandato até o início de 2022. A diretoria está composta por: Emerson Gonzaga, o Criolo (presidente), Itane Batista (vice-presidente), Flávia Cristina (secretária), Charles Fernandes (diretor ambiental) e César Guedes (diretor de comunicação). O IRIS conta também com um novo cargo, o diretor de cultura, ocupado por Osvaldo Otelo. O Conselho Fiscal é formado pelos seguintes membros: Adriana Moreira, Robson Assis, Rosely Antunes, Paloma Resende, Sales e Joana Crisle. O diretor de comunicação, César Guedes, o Cesinha, resgata parte da história da ONG e fala sobre o momento atual. “A constatação de que o rio Santo Antônio padecia com a degradação de suas margens pela erosão, devida à ausência de mata ciliar, além de apresentar vestígios significativos de redução do volume de suas águas, foi o que motivou a fundação do instituto. Daí o nome Instituto Rio Santo Antônio. Cabe mencionar alguns membros fundadores: Emerson Gonzaga, Fernando Chaves,

Nova diretoria do IRIS que terá mandato até início de 2022

Robson Assis, Adriano Valério, Flávia Cristina, Cleisiane Sousa, Flávio Assis, dentre outros importantes nomes. Ano passado a ONG comemorou 10 anos de existência. Temos orgulho de tantos anos de trabalho coletivo”, comenta Cesinha. Como destaque dos 10 anos, Cesinha fala sobre alguns dos projetos desenvolvidos pelo instituto. “O IRIS conseguiu realizar projetos de muita importância, como o mapeamento do Rio Santo Antônio, desde a nascente até o encontro com o Rio das Mortes. Citamos o Adriano Valério como comandante chefe desse ganho. Preserva-

ção e revitalização de mananciais, nascentes. Na área de educação ambiental, fizemos viagens com escolas – uma delas para conhecer o encontro do Rio Santo Antônio com o Rio das Mortes, na fazenda do Pombal.” O IRIS produziu dois filmes sobre a cultura local. “Zezinho Fidel – O palhaço do Circo do Cabeção” e ‘”Deus Esteja”. Ambos se encontram disponíveis no youtube. Outro destaque do grupo é a realização do Luau nas Lajes, que chegou à sua décima edição em 2019. “É um movimento que agrada a toda a população, repleto de música, dança, apresentações

PROJETOS PARA 2020 O diretor de cultura da ONG, Osvaldo Otelo, falou sobre alguns novos projetos para 2020. “Temos alguns projetos, planos que já estão encaminhados, como, por exemplo: Música na Praça, Festival de Cenas Curtas e Música Autoral. Todos esses projetos pensados e criados pelos nossos membros”, explica Osvaldo. Cesinha destaca ainda as atividades do calendário do instituto: “Teremos uma semana de atividades artísticas e culturais que, ano passado, recebeu o nome ‘Movimento Artístico Cultural’, realizada no mês de agosto. Seguindo, teremos o Luau das Lajes, realizado em parceria com o MAC (Movimento Arena Cultural). O Luau é um movimento muito importante, pois une meio ambiente e preservação das lajes como um potencial local de lazer, somando com apresentações artísticas e culturais de Resende Costa e região.” O diretor de meio ambiente, Charles Fernandes, destaca as ações executadas com apoio da ONG. “Começamos com nosso projeto ‘Ecoturismo de montanhas’, em que viajamos para parques e conhecemos montanhas,

reservas, trilhas e cachoeiras, conhecendo as unidades de preservação, entendendo as funcionalidades e aprendendo sobre educação ambiental. Também incentivando a população a caminhar ao ar livre, respeitar e preservar a natureza”, comenta Charles. Além disso, o grupo tem trabalhado na constitucionalização do Parque Municipal Capoeira Nossa Senhora da Penha, o Horto Florestal. “No local há nascentes importantes para o município, rica fauna e flora, além de potência em lazer para a população, aumentando ainda mais a preservação do local. Temos o projeto ReNascentes, no qual revitalizamos as nascentes de nosso município, limpando-as, retirando lixo e eliminando possíveis focos de mosquitos da dengue. As ações do projeto ocorreram nas fontes da Ilha e da Mina. Além disso, estamos buscando maior apoio para os coletores de lixo reciclável, melhor condição de trabalho e segurança”, diz Charles. O grupo apresenta também ações para executarem a longo e médio prazos. “Realizar junto ao poder público a melhoria das leis relacionadas à cultura em nossa cidade: Lei Ordinária 4027/2015 (Plano de Apoio às Atividades Culturais) e a Lei do Calendário Cultural anual, para serem fontes de apoio, de crescimento e desenvolvimento para o artista e para a arte local”, finaliza Cesinha.


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ANO XVI Nº 202 - FEVEREIRO 2020

ESPORTE

Prefeitura Municipal divulga calendário esportivo para 2020 VANUZA RESENDE

Entre torneios, campeonatos e festivais, o ano de 2020 será de muito esporte em Resende Costa. O Calendário Esportivo da Prefeitura Municipal de Resende Costa, divulgado em 09 de janeiro, conta com 21 eventos de março a dezembro. A chefe da Divisão de Esporte, Vivian Daher de Oliveira Aarão, falou sobre a elaboração do calendário. “Os calendários esportivos são feitos com base nos eventos que contam com o apoio da Prefeitura. Para isso, há um recebimento de propostas de responsáveis por eventos esportivos durante todo o decorrer do ano. No mês de dezembro, há uma reunião na Divisão de Esporte entre os interessados para eles apresentarem suas propostas ao Conselho Municipal de Esporte. Com todos os eventos já apresentados e suas respectivas datas, é elaborado e publicado o calendário esportivo. Todos os anos aparecem novos eventos interessados em receberem o apoio da prefeitura, assim como alguns que deixam de realizar, mas toda a aprovação passa sempre pelo crivo do Conselho”, explica Vivian. No terceiro mês do ano, quando começa a programação oficial, acontecerão a II Copa Alterosa de Futebol de Base, o III Torneio Regional de Veteranos, o VIII Torneio de Futebol do Povoado dos Pintos e o III Campeonato Municipal de Futebol. Já em maio, haverá o III Trilhão das Lagartixas Bikers e a Corrida da Mostra de

Artesanato. Para encerrar o primeiro semestre do ano, TIF´S – Torneio de Futsal e a segunda edição dos Jogos estudantis da Escola Municipal Paula Assis. Julho será o mês com mais atividades esportivas com apoio da prefeitura municipal. Começando com uma corrida rústica da Etapa RTR, seguida da vigésima edição do Enduro das Lajes, X Campeonato de Futebol Amador e o Torneio de Inverno de Futsal. No mês de agosto, haverá a nona edição do Trilhão das Lajes e o Campeonato de Futebol de Campo do Ribeirão. Já no mês de setembro, o povoado do Ribeirão sedia o Campeonato de Futebol de Campo e Jacarandira será a anfitriã do Festival de Futebol. Encaminhando para o encerramento do ano, o mês de outubro começa com a terceira edição de Futsal – Outubro Rosa, Corrida Rústica em homenagem a Nossa Senhora Aparecida e Corrida Pink Run. Em novembro, haverá mais uma etapa do RTR. Por fim, dezembro recebe a terceira edição do Festival da 3ª Idade. Paulo Ricardo de Resende, membro da diretoria do Expedicionários Sport Club, participa de diversos eventos esportivos no município e se diz animado com o calendário. “Estamos em fase de montagem dos campeonatos, mas contamos com a participação de várias equipes para as competições. Seja da sede do município ou de cidades da região. É muito importante a participação da comuni-

dade, uma vez que os atletas se desdobram para realizar os eventos. É também muito importante ressaltar o apoio do poder público. Sem esse apoio não conseguiríamos realizar nenhum evento”. Paulo acredita que o fato de competições anteriores terem tido uma boa organização resulta em motivar o interesse de mais pessoas em eventos esportivos na cidade. “Devido ao sucesso da Copa Vertentes e do Regional, estamos tendo uma procura de várias equipes. Acreditamos que a participação do público também vai aumentar devido à inscrição dessas equipes”. Com os eventos realizados ao longo do ano, a expectativa da Divisão de Esporte é que a pontuação do ICMS Esportivo Estadual aumente, garantindo repasse financeiro maior ao município. “Para 2019, tendo como referência o ano base, ou seja, os eventos realizados em 2018, Resende Costa ficou em 19º entre todos os municípios mineiros. Ao aplicar o percentual obtido pelo município na Calculadora de Repasses disponível no Sistema do ICMS Esportivo, chegamos à previsão de um repasse de R$ 125.313,57 ao município de Resende Costa no ano de 2020 (em parcelas mensais). Sempre temos a intenção de melhorar nesta pontuação. Para isso, é preciso que mais e mais atividades esportivas sejam realizadas e que novas estruturas sejam reformadas e/ou construídas para incentivo ao esporte no município”, analisa Vivian Daher.

Contando com a participação de clubes tradicionais, Módulo II do Mineiro apresenta novidades Representante da região, Athletic venceu a primeira partida A expectativa é a de que a edição 2020 do Módulo II do Campeonato Mineiro seja a mais forte e emocionante dos últimos anos. A competição conta com equipes de renomes, como Tupi, Ipatinga, Mamoré, Democrata de Sete Lagoas, Democrata de Governador Valadares e Guarani. Betim, Cap Uberlândia e NAC Muriaé estão entre as novidades deste ano, além de Pouso Alegre e Betinense. O Athetic Club, da cidade de São João del-Rei, está representando a região do Campo das Vertentes na competição.

O Módulo II do Campeonato Mineiro 2020 teve início no dia 8 de fevereiro e terminará no dia 30 de maio. De acordo com o regulamento, as equipes se enfrentarão em turno único. No entanto, a grande novidade deste ano é que as quatro melhores equipes disputarão um quadrangular final, também no sistema de pontos corridos, mas com turno e returno. As duas melhores colocadas, no final do quadrangular, garantirão acesso à primeira divisão do Campeonato Mineiro. O Athletic estreou jogando em

casa contra o Democrata de Sete Lagoas e venceu por 1x0, com gol do centroavante Ingro. O Esquadrão de Aço fará mais quatro partidas em casa contra os times de Mamoré de Patos de Minas, Serranense, Betim Futebol e Democrata de Governador Valadares. Seis partidas serão fora de casa. O Athletic visitará o Ipatinga, Pouso Alegre, Tupi, CAP Uberlândia, Guarani e Nac Muriaé. A partida contra o Ipatinga aconteceu no sábado, dia 15. A edição do JL já estava fechada, mas o resultado está disponível em nosso site: jornaldaslajes.com.br

Entrelinhas SAMIRA SILVA*

Do céu ao inferno Cruzeiro e Flamengo são exemplos de clubes em realidades totalmente diferentes dentro do esporte. O que esperar nesta temporada de um time vencedor do Campeonato Brasileiro e da Libertadores e de outro com dívidas milionárias e recém-rebaixado? O time rubro-negro não vencia o Brasileirão desde 2009 e não conquistava a América desde 1981. O título de expressão mais recente na sala de troféus da Gávea era o da Copa do Brasil de 2013, conquistado com muita raça sobre o Athletico Paranaense de Paulo Baier. Após seis anos de jejum, já estava na hora de voltar ao triunfo. Mesmo com bastante dinheiro, planejamento e qualidade no elenco, a equipe continuou batendo na trave nas temporadas posteriores. O clube precisava de um mentor que fizesse a junção de todos esses fatores para voltar a levantar alguma taça. A chegada de Jorge Jesus fez com que isso mudasse e a equipe, que já contava com jogadores consagrados, se desenvolveu e alcançou um outro patamar no futebol brasileiro. Jorge é conhecido por um esquema de jogo moderno e ousado, com muita posse de bola e pressão no adversário, mesmo quando não a tem. Um técnico estrangeiro fez com que o time apresentasse um futebol que não era visto nos campos brasileiros havia muito tempo. Era um futebol vistoso, em que todas as partidas davam gosto de assistir. Era uma equipe que sabia trabalhar a bola, tinha muita troca de passes e jogadas ensaiadas que quase sempre chegavam ao fundo da rede. O Flamengo realmente praticava futebol, não era um time que jogava recuado, mas sim uma equipe que ia pra cima mesmo quando a partida já estava decidida a seu favor. Demorou mais do que gostariam, mas os títulos vieram e nem o flamenguista mais otimista imaginaria que o seu time conquistaria dois títulos importantíssimos em apenas um fim de semana. Ao contrário do Flamengo, a equipe mineira conquistou bastantes títulos recentes, sendo eles o Brasileirão de 2013 e o de 2014, bem como as Copas do Brasil de 2017 e de 2018. Quatro títulos em 7 anos, uma média espetacular. Contudo, nada disso impediu o fiasco da temporada 2019, que

resultou na queda inédita para a série B. No início do ano passado, o Cruzeiro era um dos times mais citados para levar a maioria dos títulos devido ao elenco que tinha e ao retrospecto vitorioso dos anos anteriores. O futebol, entretanto, não é uma ciência exata e nada do que foi especulado aconteceu. A equipe até começou bem a temporada com o título do Campeonato Mineiro e com uma boa campanha na fase de grupos da Copa Libertadores, mas não conseguiu manter o momento. As polêmicas nos bastidores vinham em maior número que os gols e as vitórias em campo, o que afetou muito o clima de trabalho na Toca da Raposa. Como se não bastasse, o time estava sendo investigado pela Polícia Civil devido a transações irregulares e uso de empresas de fachada para encobrir crimes cometidos dentro do clube. Depois da pausa para a Copa América, os times retornaram e o Cruzeiro já havia começado a desandar: foi eliminado da Copa do Brasil e da Libertadores. No Brasileirão, nunca saiu da segunda parte da tabela e lutou contra o rebaixamento até a última rodada do campeonato. O clube celeste foi finalmente rebaixado depois de perder em casa para o Palmeiras, com o placar de 0x2. Essa também foi a partida em que aconteceram cenas lamentáveis devido à revolta da torcida após a queda do time. Podemos ver dois extremos analisando a temporada de 2019 de Flamengo e Cruzeiro. Enquanto o primeiro viveu uma de suas melhores fases desde os tempos de Zico, o outro tenta sobreviver frente a um tremendo pesadelo, passando por algo que jamais imaginaríamos para um dos gigantes do futebol brasileiro. Entretanto, ainda há algo que os une: em ambos os casos, a organização extracampo foi a peça-chave que ditou os rumos de glória ou de derrota. Em uma realidade em que o futebol se mostra cada vez mais como um negócio, a responsabilidade financeira dos clubes é quase tão importante quanto o peso da camisa e a paixão da torcida para escrever novas páginas em suas histórias. *Aspirante a jornalista. Apaixonada por futebol e também palpita sobre outras modalidades esportivas.


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