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Edição 197 - Jornal das Lajes

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Jornal das Lajes www.jornaldaslajes.com.br

FUNDADO EM 2003 - RESENDE COSTA

MAC volta à cena cultural e realiza uma semana de eventos artísticos no Teatro Municipal O “Movimento Artístico Cultural” aconteceu entre os dias 27 e 31 de agosto e movimentou o Teatro Municipal de Resende Costa com exposições fotográficas, apresentações musicais, debates sobre temas diversos, oficinas de arte e de artesanato. O evento marcou o retorno do MAC às atividades culturais no município. Leia editorial na página 2. PÁG 07

DISTRIBUIÇÃO GRATUITA

Foto Leticia Resende - Pascom

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• SETEMBRO 2019 • Nº197

Festa de Nossa Senhora da Penha de França é celebrada por centenas de fiéis em Resende Costa

Jogo Aberto Entrevista com o Casal Gastrô aborda a produção de queijos em Resende Costa e região. O queijo minas artesanal produzido por Cláudio Ruas e Amana Castelo Branco foi premiado em concurso internacional.

ANO XVI

Altar-mor da igreja Matriz de Nossa Senhora da Penha de França ornamentado para a festa da padroeira de 2019

A festa da padroeira do município acontece no dia 1 de setembro, feriado municipal, mas as solenidades duram mais de dez dias, com vi-

sita aos bairros, celebração da novena e movimento de barraquinhas. Neste ano, o tema escolhido para a novena preparatória foi “Maria,

Mãe da juventude e modelo da Igreja”. Dom José Eudes Campos do Nascimento, bispo diocesano, encerrou, no dia 31 de agosto, a novena,

que contou com a participação de representantes das comunidades rurais do município e de bairros da cidade. PÁG 06

Alunos do curso de medicina da UFSJ realizam manifestação e paralisam aulas Sem opções para internato em São João del-Rei, uma vez que o convênio entre a UFSJ e a

Santa Casa de Misericórdia não foi renovado, os alunos saíram em manifestação pelas ruas da

cidade e fizeram uma paralisação estudantil entre os dias 26 e 31 de agosto. Os cortes no or-

çamento das universidades federais, que na UFSJ chegaram a 44%, dificultam a renovação

do convênio da instituição com a Santa Casa. PAG12


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EDITORIAL O turismo cultural como opção de desenvolvimento e geração de renda

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Entre os dias 27 e 31 de agosto, o MAC (Movimento Arena Cultural) realizou em Resende Costa uma semana de atividades culturais. Os eventos aconteceram no Teatro Municipal e, como mostra uma reportagem desta edição do Jornal das Lajes, contemplaram diversos segmentos da arte, como a música, o artesanato, a literatura e o teatro. A iniciativa do MAC de oferecer ao público opções gratuitas de entretenimento através da arte abre caminho para uma reflexão sobre o potencial que Resende Costa e outras cidades da região possuem para investir no turismo cultural. Entenda como turismo cultural os atrativos que as cidades oferecem que vão além do patrimônio natural e arquitetônico. Podemos citar as festas religiosas, a gastronomia, os costumes, o folclore, a música, o cinema etc. A histórica e turística Tiradentes é um exemplo. Além do casario colonial preservado e de suas belas igrejas, a cidade atrai grande quantidade de turistas durante eventos culturais, como os festivais de cinema e de gastronomia, criando mais uma opção forte de incentivo ao turismo. O mesmo acontece com outra cidade histórica, Paraty, no estado do Rio de Janeiro, que sedia a FLIP (Festa Literária Internacional de Paraty) – considerada uma das principais feiras literárias que ocorrem anualmente no Brasil e reúne grandes nomes da literatura nacional e mundial. As cidades que possuem o turismo como opção de renda e de geração de emprego precisam despertar para a necessidade de melhor aproveitar o potencial que o setor oferece, capacitando agentes, incentivando movimentos, associações e empreendedores e investindo na divulgação de seus atrativos turísticos. A Semana de eventos “Movimento Artístico Cultural”, realizada em Resende Costa pelo MAC, teve a iniciativa popular como principal idealizadora e fonte de mão de obra. O movimento ainda está se estruturando para se transformar em associação. Com isso, o grupo espera poder contar com mais incentivo e apoio financeiro do poder público. Os movimentos culturais, assim como o trabalho de ONGs e de associações, surgem muitas vezes a partir da iniciativa popular e se amadurecem, tornando-se embriões para importantes trabalhos de resgate das tradições e da cultura em diversas cidades. Em Resende Costa tem-se o exemplo da amiRCo (Associação de Amigos da Cultura de Resende Costa), do IRIS (Instituto Rio Santo Antônio) e do MAC (Movimento Arena Cultural), que desenvolvem ações que promovem a cultura em suas diferentes manifestações. A amiRCo criou a Coleção Lageana, responsável pela publicação de 11 obras (literatura, poesia, história, música, jornalismo, ciência) de diversos autores resende-costenses. O IRIS vem realizando valiosas ações de preservação e conscientização acerca do meio ambiente. Já o MAC, com uma proposta de atuação eclética, congrega jovens artistas de diferentes áreas da cultura que contribuem para a popularização da arte. O movimento já revelou inúmeros talentos, especialmente na música. A partir da iniciativa dos movimentos e associações exemplificados acima, o poder público tem a oportunidade de criar um canal de diálogo visando ao desenvolvimento da cultural local. Os movimentos populares organizados, quando agem de forma coordenada com as instituições a partir de uma agenda de atividades preestabelecida, podem ser uma via importante de popularização e democratização da cultura. Consequentemente, tornam-se um incentivo a mais para a participação ativa da população na vida cultural da cidade. O JL vislumbra um cenário atual amplamente favorável ao desenvolvimento do turismo cultural nas cidades da região do Campo das Vertentes, partindo da união do poder público com a iniciativa popular. Cada um fazendo seu dever de casa em prol do bem-comum. Contudo, a primeira tarefa a ser feita é a preservação das tradições e do patrimônio. Miremos, pois, no exemplo de cidades que já enxergaram isso, como Tiradentes, em Minas, e Paraty, no Rio de Janeiro. Ambas preservam seu patrimônio e atraem eventos importantes que valorizam e popularizam a cultura em seus mais diferentes matizes.

Jornal das Lajes Ltda Diretor Presidente e editor-chefe: André Eustáquio Melo de Oliveira Diretor de Redação: Rosalvo Gonçalves Pinto Editor Regional: José Venâncio de Resende Diretoria executiva: Eustáquio Peluzi Chaves (administração) e Antônio da Silva Ribeiro Neto (contabilidade).

Redação: Rua Assis Resende, 95 Centro - Resende Costa, MG CEP 36.340-000 TEL(32)3354-1323 Editoração e Site: Rafael Alves Impressão: Sempre Editora Av. Babita Camargos, 1645 Contagem - MG Tiragem: 4000 exemplares Circulação: Resende Costa e São João del-Rei

Conselho Editorial: André Eustáquio Melo de Oliveira, Emanuelle Resende Ribeiro, José Venâncio de Resende, Rosalvo Gonçalves Pinto, João Evangelista Magalhães e José Antônio Oliveira de Resende. Os artigos assinados não refletem obrigatoriamente a opinião do jornal.

O verso e o controverso JOÃO MAGALHÃES

Setembro amarelo e a morte autoinfligida A Associação Internacional para a Prevenção do Suicídio e a Organização Mundial de Saúde (OMS) criaram em 2003 o Dia Mundial de Prevenção do Suicídio – dia 10 de setembro – com o objetivo de prevenir o ato, por meio de estratégias de trabalho com os países que participam da OMS. Por que a cor amarela? Segundo a Associação Catarinense de Psiquiatria, a cor da campanha foi adotada por causa da história que a inspirou. Em 1994, um jovem americano de apenas 17 anos, chamado Mike Emme, tirou a própria vida dirigindo seu carro amarelo. Seus amigos e familiares distribuíram no funeral cartões com fitas amarelas e mensagens de apoio para pessoas que estivessem enfrentando o mesmo desespero de Mike. E a mensagem foi se espalhando mundo afora. O carro era um Mustang 68, restaurado e pintado pelo próprio Mike. Os pais de Mike, Dale Emme e Darlene Emme, iniciaram a campanha do programa de prevenção do suicídio “fita amarela”, ou “yellowribbon”, em inglês. Por que as pessoas se matam? Resposta difícil. As causas são inúmeras e multifatoriais: propensão genética, distúrbios emocionais, transtornos psiquiátricos, traumas familiares, bulling generalizado e muitas mais. O ato decisivo, ou seja, o aperto do gatilho, pode ser motivado por uma causa, ou mistura de várias. Cada suicida tem seu histórico. Crescem os casos. A maior frequência continua entre os idosos, mas observa-se um aumento signifi-

cativo na faixa jovem. As crescentes estatísticas apontam para um caso de saúde pública muito sério. Portanto, a prevenção é muito importante. Como prevenir? O psiquiatra Jairo Bouer resume: “Para prevenir o suicídio é fundamental quebrar tabus em relação à saúde mental, fazendo pessoas e familiares reconhecerem problemas emocionais graves e quadros psiquiátricos, como depressão, esquizofrenia e abuso de substâncias como ameaças concretas à vida. Essa questão é ainda mais sensível na população masculina, em que cobranças sociais e a margem para lidar com eventuais crises são tão estreitas. O desafio é vencer o silêncio que cerca a vida emocional de boa parte de nós. É importante estar alerta e oferecer suporte para quem precisa.” Assunto tabu. Ainda permanece em nossa sociedade a ideia: quem vai a psiquiatra é doido. Há que se desfazer tal conceito. E a voz agora é do doutor Paulo Chapchap, referência mundial em transplantes de fígado e diretor do complexo hospitalar Sírio Libanês, em São Paulo, comentando a contribuição do fator emocional para a doença: “Estamos em uma época em que poderíamos falar em epidemia de doenças mentais, distúrbios de ansiedade e de depressão. O uso de remédios para isso é cada vez maior. Sabe-se que o índice de suicídios vem aumentando em algumas sociedades, em especial entre jovens. É preciso lidar com isso de forma mais preventiva, quanto ao distúrbio e também quanto à consequência do distúrbio. Às vezes isso leva à perda

de vidas por falta de tratamento adequado.” Quanto ao tratamento adequado, cabem perguntas: Quantos psiquiatras atendem pelos planos de saúde? “Onde no Brasil você consegue marcar consulta com psiquiatra em menos de três meses na rede pública?” (Pergunta do presidente da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP) em 2016). Onde você encontra pronto atendimento em psiquiatria? Quantos têm condições financeiras de comprar os remédios psiquiátricos, a maioria muito caros? Voltando à prevenção e “pósvenção”, entendendo por “pósvenção” a preocupação com os familiares e conviventes após a tragédia, acredito que atuações positivas de grupos presentes nas redes sociais, como, por exemplo, no Facebook, no WhatsApp etc., ajudam muito. Trata-se de usar a mesma arma contra influências negativas do mesmo jaez. Por fim, mais uma estatística: 2017, Estados Unidos: 39.733 mortes por arma de fogo (Viva! Vamos liberá-las!). Destas, 60% suicídios, portanto: 23.839! Em 3 anos, os assassinatos por armas cresceram 32% e em uma década os suicídios cresceram 41%. O malogro de suicídio por arma de fogo é bem mais difícil de acontecer. Portanto, favorecer armas é colaboração. Pode ser indireta, mas é. O psiquiatra João Romildo Bueno informa: “Cerca de 70% das pessoas avisam de alguma forma que vão tentar se matar.” Ficar alerta para alguma sinalização de tal tipo, mobilizar e agilizar sistemas de ajuda, é uma atitude humanitária de extrema grandeza. É o que penso. E você?


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CÂMARA DE RESENDE COSTA INFORMA

No último dia 16 de agosto, a Câmara Municipal de Resende Costa realizou sessão solene em homenagem ao centenário da Escola Estadual Assis Resende, completado no dia 21 de julho último. A solenidade contou com a presença de autoridades municipais, como o prefeito Aurélio Suenes de Resende, o vice-prefeito José Gouvea Filho, vereadores, diretores e ex-diretores da Escola Assis Resende, familiares do Coronel Francisco Mendes de Resende (1874 - 1936), além de pessoas convidadas. A sessão solene da Câmara foi aberta, seguindo uma tradição da Casa Legislativa de Resende Costa, com a oração do Pai Nosso. Em seguida, a cantora e aluna do Assis Resende, Mariana Costa, acompanhada pelos músicos Wagner Barbosa (violino) e Marcos Vinícius (teclado), cantou os hinos Nacional, de Resende Costa e da E. E. Assis Resende. O vereador e idealizador da sessão solene, Vitor Tibuço, falou sobre a homenagem prestada à escola, responsável pela formação de inúmeras gerações de resende-costenses ao longo de um século de existência: “A ideia partiu de uma conversa rápida com o jornalista André Eustáquio sobre o centenário do Assis Resende. Queríamos resgatar a história da escola, contar como se deu a idealização do projeto do grupo escolar e quem são as pessoas que participaram da concretização desse ideal. E, acima de tudo, destacar a educação. Mesmo com tantas dificuldades pelas quais a escola passou e ainda passa, o ensino no ‘grupo de cima’ é referência. Homenagem aos idealizadores, aos professores, aos alunos, que constituem a história riquíssima do Estadual Assis Resende. Resende Costa, com menos de 10 anos de emancipação política (02/06/1912), já possuía uma biblioteca (1918) e uma escola (1919). Já era evidente que o município sempre priorizou a educação de seus filhos.” O presidente da Câmara Municipal, vereador Lucas Paulo de Assis Vale, destacou a importância da homenagem à centenária Escola Estadual Assis Resende: “Tivemos ilustres participações nessa sessão solene, como a do

Fotos Luana Chaves

CÂMARA MUNICIPAL HOMENAGEIA EM SESSÃO SOLENE A ESCOLA ESTADUAL ASSIS RESENDE

Da esq. para a dir., Roseni Fernandes, diretora do Assis Resende, e as exdiretoras Luzia Resende, Iêda Melo e Eunice Gomes

Os vereadores do município de Resende Costa e o senhor José Murilo Mendes, filho do Coronel Francisco Mendes de Resende José Murilo Mendes, filho do Coronel Francisco Mendes Resende (primeiro presidente da Câmara Municipal constituída em 1912, chefe do Executivo e principal responsável pela construção do Grupo Escolar Assis Resende, inaugurado em 21 de julho de 1919). Essa homenagem foi muito merecida, uma vez que a grande maioria dos resende-costenses estudou no Assis Resende, o que reafirma a importância dessa instituição de ensino para Resende Costa. Nós, enquanto representantes do Poder Legislativo, temos que trabalhar cada vez mais pela valorização da escola. Se Resende Costa possui hoje uma população trabalhadora, formada e educada, é também em virtude do ensino oferecido pela Escola Estadual Assis Resende.” HOMENAGENS Estiveram

presentes

no

plenário da Câmara Municipal a atual diretora da Escola Estadual Assis Resende, Roseni Fernandes, as vice-diretoras Karla Lima e Carla Raquel e as ex-diretoras, Eunice Gomes, Iêda Melo e Luzia Resende. A ex-diretora Maria Luzia de Resende foi convidada pela Câmara a prestar homenagem à centenária escola, assim como o professor do Departamento de Letras, Arte e Cultura da Universidade Federal de São João del-Rei e ex-professor do Assis Resende, José Antônio Oliveira de Resende. No final da cerimônia, o presidente da Câmara Municipal realizou a entrega do certificado de homenagem pelo centenário da instituição de ensino à diretora Roseni Maria Fernandes. HISTÓRIA Durante a sessão solene, o jornalista André Eustáquio e a as-

Acesse e acompanhe o Poder Legislativo: www.camaraderesendecosta.mg.gov.br

TJMG publica acórdão que confirma decisão dos desembargadores de dar continuidade ao pagamento de benefício a servidores municipais aposentados O Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais (TJMG) publicou, no fim de agosto último, o acórdão com a decisão proferida pelos 23 desembargadores referente ao julgamento de uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) da lei municipal 4.067/2016 (leia reportagem publicada na Página da Câmara, na edição 196 de agosto do Jornal das Lajes). A ação requeria a declaração de inconstitucionalidade da referida lei municipal que garantia a complementação salarial dos funcionários aposentados (inativos) da Prefeitura Municipal de Resende Costa. De acordo com o que foi divulgado no acórdão, o órgão especial do TJMG, em conformidade com a ata dos julgamentos, julgou procedente a ação, com modulação (mecanismo jurídico criado com o objetivo de adequar situações reais já existentes aos preceitos legais da Constituição Federal). A Ação Direta de Inconstitucionalidade foi julgada no dia 10 de julho de 2019 pelos desembargadores do TJMG.

sessora jurídica da Câmara Municipal, Marina Vale, falaram sobre a construção do Grupo Escolar Assis Resende, contextualizando-a no histórico momento de emancipação política de Resende Costa, justificando a homenagem feita pela Casa do Legislativo. “Em 1912, o então distrito da Lage emancipou-se do município de Tiradentes, adquirindo autonomia política, administrativa e econômica. Homens importantes da localidade, como os coronéis Francisco Mendes de Resende e João Evangelista de Sousa Maia, se destacaram à frente do processo de emancipação política de Resende Costa e deram os primeiros passos para que o novo município se estruturasse (...) a educação da população local foi priorizada e incentivada pelos primeiros administradores. O histórico prédio da escola, localizado na praça Rosa Penido, centro de Resende Costa, traz estampado em alto relevo em sua fachada o sobrenome do seu

Câmara Municipal de Resende Costa Trabalhando por uma cidade melhor

Em seu voto, a desembargadora Áurea Brasil ressaltou o que ela classificou de “excepcional interesse social e boa fé”. Justificando a necessidade de garantir e preservar a segurança jurídica dos servidores aposentados do município de Resende Costa, Áurea Brasil manifestou-se modulando os efeitos da declaração de inconstitucionalidade. A decisão dos desembargadores do Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais, confirmada no acórdão publicado e divulgado em agosto, mantém o pagamento dos benefícios já concedidos até então aos servidores municipais aposentados. Os efeitos da decisão do TJMG entraram em vigor na data de publicação do acórdão. MAIORIA A Ação Direta de Inconstitucionalidade da lei municipal 4.067/2016 foi julgada por 23 desembargadores. Apenas dois votaram contra a modulação que garantia aos servidores inativos continuarem a receber a complementação salarial.

patrono, o Coronel Francisco Pinto de Assis Resende, pai do Coronel Mendes de Resende.” MERECIDA HOMENAGEM A histórica sessão solene da Câmara Municipal de Resende Costa do dia 16 de agosto de 2019 destacou e valorizou a importância da centenária Escola Estadual Assis Resende para a formação dos cidadãos resende-costenses. A cada ano, ao longo de um século de existência, são formados nos históricos salões do Assis Resende inúmeros jovens que conseguem acesso aos melhores centros universitários do estado de Minas Gerais e do país. Esse êxito é graças à qualidade do ensino oferecido pelo Assis Resende e, sobretudo, pela capacitação do corpo docente, que atua com profissionalismo e dedicação na centenária instituição de ensino que enche de orgulho a todos os resende-costenses.


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GOVERNO MUNICIPAL INFORMA

Resende Costa recebe R$ 200 mil para investir na atenção básica à saúde; atualmente, SUS cobre 100% do município Resende Costa recebeu 200 mil reais para ser inves�do na manutenção de unidades de atenção básica à saúde! A verba é fruto de indicação do deputado federal Dr. Frederico e se encaixa no que está determinado pela Portaria M.S. 1.680. O recurso somente poderá ser aplicado em ações e serviços públicos de saúde, como aquisição de equipamentos e medicamentos, dentre outras inicia�vas que visam melhorar o atendimento

à população na atenção básica. “Essa verba se soma aos recursos e esforços da Prefeitura Municipal de Resende Costa para, cada vez mais, inves�r na saúde e no bem-estar da população. Atualmente, através dos PSF’s (Programa Saúde da Família), o SUS cobre 100% do município de Resende Costa. Avançamos muito, mas, se há espaço para melhorar, seguiremos trabalhando firme”, afirmou o prefeito Aurélio.

Prefeitura de Resende Costa realiza manutenções em pontes e outras ações na zona rural; cidadãos reconhecem: “Obra simples, mas de grande importância” A Secretaria Municipal de Obras de Resende Costa segue em ação na zona rural. Todas as semanas, melhorias são realizadas em diversos pontos do município a fim de facilitar o dia a dia dos cidadãos. Recentemente, foi realizada uma pequena reforma na Ponte dos Cavaleiros, que liga a região da Água Limpa ao povoado dos Pinto. Foi executada a manutenção completa, com troca da madeira e pilares. Como os pilares estavam enfraquecidos, a secretaria optou pela colocação de pilares de concreto feitos a par�r de manilhas, o que deu maior sustentação à ponte. Também foi diminuido o tamanho. As mudanças facilitarão a manutenção a par�r

de agora, já que novas intervenções no futuro serão necessárias apenas na parte de cima da ponte. Nas redes sociais, a população se manifestou posi�vamente: “Para os moradores da Água Limpa e até mesmo os que não moram lá (passam final de semana) foi uma benção essa ponte”, comentou uma cidadã. Na Ponte do Andrade (sen�do Gameleira), foram trocadas as vigas e as es�vas, fortalecendo a estrutura da ponte. “Uma obra simples, mas de grande importância para quem a usa. Parabéns”, observou um internauta. São inicia�vas simples e corriqueiras realizadas pela Prefeitura Municipal, que trabalha diariamente

Ponte dos Cavaleiros recebeu melhorias

pelo bem-estar dos resende-costenses. Algumas ações realizadas pela Secretaria de

Obras na zona rural: • Manutenção e limpeza de mata-burros • Troca de manilhas

em estradas vicinais • Manutenção e encascalhamento de estradas


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Jogo Aberto

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ANDRÉ EUSTÁQUIO

Há dois anos, o casal Cláudio Ruas, o Cacau, e Amana Castelo Branco decidiu deixar Belo Horizonte para viver na roça, em Resende Costa, mais especificamente no Sítio da Pimenta. Ele, advogado, e ela, formada em viticultura e enologia, seguiram a paixão pela gastronomia e iniciaram uma nova e desafiadora etapa em suas vidas. Cacau e Amana, o “Casal Gastrô”, produzem na roça, de forma artesanal, queijo, derivados do leite, pães, entre outros produtos. Recentemente, o queijo minas artesanal produzido por eles foi premiado, com medalha de bronze, no Concurso Mundial do Queijo no Brasil. Leia abaixo a entrevista que o Casal Gastrô concedeu ao JL. Falem sobre o Concurso Mundial do Queijo no Brasil, no qual o queijo minas artesanal produzido pelo Casal Gastrô foi premiado com medalha de bronze. Foi a primeira edição de um concurso internacional de grande porte no Brasil. Mais de 1.200 queijos inscritos, de diversos países, com predominância de queijos brasileiros e mineiros. Esses queijos foram divididos em diversas categorias e premiados com medalhas de bronze, prata, ouro e super ouro. Não há premiação em dinheiro, mas sim através do reconhecimento que a medalha proporciona. O que motivou o Casal Gastrô a produzir queijos? Sempre fomos apaixonados por queijos. Não só pelo sabor, mas pela magia da transformação do leite e por todo aspecto cultural envolvido nesse tipo de produção. Além disso, sempre acreditamos na necessidade de se agregar valor ao leite produzido na propriedade da família. Produzir leite envolve muito custo e trabalho e vendê-lo a preço de água para laticínios é inviável. Ainda mais numa região propícia para produção de queijos, como a nossa. Então Resende Costa possui condições favoráveis à produção de queijo? Quais seriam essas características presentes em nosso município? Com certeza! Temos montanhas, grotas, baixadas e água. Altitude elevada, clima ameno e, além disso, a cultura de criação de gado de leite e o saber fazer herdado dos portugueses. Não é à toa

que eles se dedicaram a fazer queijo logo que chegaram aqui. Em Resende Costa, assim como em diversas cidades de Minas, há muitos produtores de queijo. Há aqueles que vendem o chamado queijo “branco”, fresco, de porta em porta, ou nos supermercados. O queijo premiado produzido por vocês se encaixa nessa mesma categoria? Nosso município sempre teve muitos produtores de queijos. Mas hoje só vemos no mercado esse queijo “branco”, espécie de queijo frescal feito com leite cru, vendido resfriado dentro de um saquinho. O queijo da nossa propriedade é outro tipo de queijo, embora muito parecido. Sua denominação técnica é “queijo minas artesanal”, que pressupõe o uso do leite cru, coalho e sal grosso – com salga somente por cima, e não na massa. Porém, com acréscimo do “pingo” e também do processo de maturação/cura por alguns dias, em temperatura ambiente. Mas o que seria esse “pingo”? Ele nada mais é do que um fermento lácteo natural, extraído da produção do dia anterior. Após a viragem e nova salga do queijo, começa-se a colher o soro que pinga a partir desse momento, até o outro dia, quando então é misturado ao leite antes do coalho, numa proporção que gira em torno de 50ml para cada 10 litros de leite. O uso do pingo é um grande diferencial, é o “pulo do gato”. Além de ajudar no processo de fermentação, combatendo as bactérias indesejáveis, deixa o queijo mais firme e confere sabor e aroma. Além disso o pingo reúne e carrega todas as características da propriedade (água, solo e bactérias benéficas daquele lugar), o que confere ao queijo daquela fazenda a sua identidade. É através do uso do pingo que se consegue também uma boa maturação do queijo. Sem ele o queijo não cura direito, ou “esborracha”, ou então fica com gosto forte, desagradável, “ardido”. Na opinião de vocês, o momento atual é favorável aos produtores rurais da região que produzem ou pretendem produzir queijo? Sim, principalmente o queijo minas artesanal. É a esse queijo que o mercado tem dado o devido valor, graças ao uso do pingo e da maturação. E também de outros fatores, como boas práticas de ordenha e de fabricação, controle sanitário do rebanho etc. Não se consegue produzir um queijo minas artesanal de qualidade sem

Foto Arquivo Pessoal

Queijo minas artesanal produzido em Resende Costa pelo Casal Gastrô foi premiado em concurso internacional

Cláudio Ruas e Amana Castelo Branco, o Casal Gastrô

a presença desses fatores. Higiene rigorosa e processo de maturação aumentam o trabalho e os custos numa queijaria. Mas o resultado final, o preço do produto e o reconhecimento do consumidor compensam. Vale a pena sim, sobretudo na nossa região, que é reconhecida legalmente como região do queijo minas artesanal. E qual a diferença para o chamado “queijo canastra”? Na verdade, somente a região onde ele é produzido. Nossa queijaria produz o queijo com a mesma receita da região da (Serra da) Canastra. E também das demais regiões queijeiras reconhecidos por lei como produtoras do autêntico queijo minas artesanal: Serro, Araxá, Cerrado, Triângulo e Serra do Salitre. A diferença está nas características que cada região dá ao seu produto, graças às variações de solo, clima, água e bactérias (o chamado “terruá”), além de algumas diferenças no processo (técnica de dessora e prensagem, tipo de fôrma etc.). Então por que o queijo minas artesanal parece ser mais tradicional na região da Serra da Canastra? Porque lá ainda existem muitos produtores. As tradições foram guardadas e se perpetuaram. A distância de grandes centros aju-

dou a preservar a tradição, pois os produtores de leite não passaram a vender seu produto para os laticínios, como ocorreu no Campo das Vertentes. Nossa região era uma grande produtora de queijos. São João del-Rei era chamada antigamente de “São João dos Queijos”. Registros históricos apontam que o queijo minas artesanal começou aqui no Campo das Vertentes. Inclusive as famílias que começaram a fazer queijo na (região da) Canastra saíram daqui, em busca de terras baratas no sertão. Acharam condições boas para o queijo e eram obrigadas a maturá-lo para resistirem ao transporte em lombo de burro e carro de boi. Por aqui a história foi diferente e desaprendemos a fazer esse queijo. A vinda de uma medalha de um concurso internacional para o município de Resende Costa pode servir de estímulo a outros produtores de queijo frescal e leite a buscarem uma alternativa de mercado? Com certeza. Estamos vivendo uma “revolução queijeira” em Minas e no Brasil. O mercado, a mídia e os políticos finalmente estão começando a dar mais valor ao produto artesanal, reconhecendo o esforço diário do produtor rural, dando visibilidade e possibilitando

formas de se vender seu produto fora do seu entorno e por um preço justo. E o mundo está descobrindo que o Brasil está se transformando numa verdadeira potência queijeira. Mesmo com todas as dificuldades econômicas, sociais, científicas e burocráticas, estamos produzindo grandes queijos no mesmo patamar de países consagrados, como França, Itália e Suíça. No caso de Resende Costa, ainda temos um perfil de produtores de leite ideal para queijos incríveis: muitos produtores com vaca de pouco leite, criada a pasto, com ordenha só pela manhã e com pouco trato. E com gente que sabe lidar com gado de leite e fazer bons queijos. O que falta talvez seja uma pequena mudança na receita (uso de pingo, salga por cima e maturação) e mais incentivo e apoio das entidades (Emater, Associação e Sindicato Rural) e do poder público municipal. Há quanto tempo vocês estão trabalhando na roça, aqui em Resende Costa, com a gastronomia? O que os motivou a desenvolver esse trabalho? Além do queijo minas artesanal, produzimos outros derivados de leite (iogurte natural, coalhada seca, creme fresco e manteiga), pães de fermentação natural, charcutaria (defumados, linguiças etc.), molhos, geleias e outros produtos sazonais derivados do que cultivamos na nossa roça. Tudo de forma artesanal, em pequena escala, sem veneno e de acordo com a disponibilidade da natureza. Trabalhamos também em parceria com outros pequenos produtores da região, levando seus produtos para as vendinhas que realizamos em Resende Costa e Belo Horizonte, bem como através de venda pela internet. Ainda promovemos cursos de culinária e vinhos, consultorias para estabelecimentos, além de vivência na nossa roça, para que as pessoas possam conhecer de perto todos os processos de fabricação. Acreditamos muito na força da roça e na riqueza da nossa região, tão linda, histórica e turística. E também na possibilidade de geração de renda e emprego no campo, com respeito à natureza e às tradições, mas com uso de tecnologia, informação e do trabalho em conjunto. É um trabalho duro, mas que nos faz sentido – ao contrário da vida que tínhamos na cidade grande. Estamos há dois anos nessa peleja diária. Já começamos a colher alguns frutos, mas ainda temos um longo caminho a percorrer.


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Religião

Paróquia de Resende Costa celebra a festa da padroeira Nossa Senhora da Penha de França

Por detrás de um semblante contemplativo de mãe e dos contornos femininos angelicais, escondem-se beleza, mistérios e lendas. Ao observar demoradamente a imagem da padroeira de Resende Costa, Nossa Senhora da Penha de França, saltam aos olhos, simultaneamente, uma mistura de admiração por uma magnífica obra de arte e a sensação de paz interior proporcionada pela fé. Surge ainda uma indagação que talvez esteja também presente na imaginação da maioria dos seus devotos resende-costenses: afinal, quem esculpiu tão bela imagem que representa a Virgem Mãe de Deus? Há relatos que afirmam ser um tal padre Antônio de Pádua e Costa o autor da imagem de Nossa Senhora da Penha de França, de Resende Costa, esculpida provavelmente na primeira metade do século 19. Existem informações concretas sobre a passagem desse sacerdote como cura da Lage (atual Resende Costa), mas há também muitas lendas a seu respeito, conforme relata Juca Chaves em seu livro “Memórias do Antigo Arraial de Nossa Senhora da Penha de França da Lage” (amiRCo – 2014). De acordo com Juca, grande parte das informações acerca do padre Antônio de Pádua chegou até os antigos moradores de Resende Costa através da fonte oral, ou seja, de causos e da memória dos antepassados. De acordo com esses relatos, o cura Antônio de Pádua foi um religioso muito virtuoso e, ao mesmo tempo, hábil carpinteiro e escultor. Ele teria esculpido a imagem da padroeira de Resende Costa na chácara que hoje pertence ao Luciano Resende, o Grilo do Antônio Honório, e que no passado fora residência de diversos sacerdotes que passaram pelo antigo curato da Lage. Ainda segundo o autor do livro sobre a história de Resende Costa, seriam também obras do padre Antônio de Pádua o altar-mor da igreja Matriz de Nossa Senhora da Penha, bem como os outros dois altares laterais dedicados a São José e a Nossa Senhora das Dores. Esses dois não se encontram mais

no templo, uma vez que foram retirados e vendidos durante a demolição, em 1939, da antiga Matriz. Esse breve relato histórico nos ajuda a compreender a força da devoção dos resende-costenses à sua padroeira. Atualmente, ao vermos a veneranda imagem de Nossa Senhora da Penha de França, esculpida em madeira retirada de árvores que sombreavam o entorno da primitiva capela do Arraial da Lage, conforme relata Juca Chaves, sendo acompanhada em procissão por centenas de devotos, nos curvamos diante da fé que rompe o tempo e a história. NOVENA PREPARATÓRIA A Semana Santa e a festa em honra à padroeira Nossa Senhora da Penha de França são as maiores solenidades religiosas celebradas na Paróquia de Resende Costa, criada em 1840. A cada ano, aumenta o número de fiéis que participam da festa da padroeira, tanto nos dias da novena preparatória quanto no Dia Maior, 1 de setembro. Neste ano, a Paróquia escolheu como tema da novena, “Maria, Mãe da juventude e modelo da Igreja”. Ao longo dos nove dias de preparação para a festa, os sacerdotes que foram convidados a presidirem as celebrações eucarísticas refletiram sobre a Exortação Apostólica Pós-Sinodal Christus Vivit, Cristo Vive, do papa Francisco, publicada no dia 25 de março de 2019 e dirigida especialmente aos jovens. “O papa Francisco nos lembra, nesta Exortação, sobre a importância dos jovens, adultos e idosos caminharem juntos, como uma grande família, uns aprendendo com os outros, mas, todos unidos, sob a luz do Espírito Santo, testemunhando a Boa Nova de Jesus aos tempos novos”, destaca o convite de 2019 da festa da padroeira. A novena de Nossa Senhora da Penha, realizada entre os dias 23 e 31 de agosto último, contou com a participação das comunidades rurais do município, dos bairros da cidade, de membros de irmandades, movimentos e pastorais da Paróquia. A novena foi aberta pelo bispo emérito da Diocese de

São João del-Rei, dom Waldemar Chaves de Araújo, e concluída pelo atual bispo diocesano dom José Eudes Campos do Nascimento, que presidiu a solene celebração eucarística do sábado, 31 de agosto. A grande participação dos fiéis na novena e no Dia Maior marcou as celebrações deste ano. “A festa da padroeira vem movimentando a cada ano a comunidade e integrando as pastorais. Neste ano, pude observar, ao longo de toda a novena e da festa, que as celebrações envolveram um número incrível de pessoas das comunidades rurais, pessoas ligadas às diversas pastorais e movimentos em um esforço fantástico. Essas pessoas, irmanadas, unidas pelo mesmo amor ao Cristo e à Igreja, contribuíram para que tudo acontecesse com tanta beleza e dedicação”, elogiou padre Plínio Ataíde da Silva Almeida, vigário paroquial da Paróquia de Nossa Senhora da Penha de França. DIA MAIOR O dia 1 de setembro, feriado municipal dedicado à padroeira do município de Resende Costa, é sempre aguardado com muita expectativa pelos devotos de Nossa Senhora da Penha, que iniciam o dia saudando a Virgem Maria com alvorada festiva, foguetes e repique de sinos. Dos devotos ouve-se sempre o mesmo testemunho de fé: “Nossa Senhora da Penha merece os nossos agradecimentos e louvores!” A igreja Matriz de Resende Costa, que recebeu ornamentação especial para o dia da padroeira, ficou aberta ao longo de todo o domingo (1) e atraiu grande número de visitantes que desejavam ver de perto a imagem de Nossa Senhora da Penha já em seu andor, preparada para a procissão à noite. A missa solene das 10 horas foi presidida pelo pároco padre Fábio Rômulo Reis e concelebrada pelo vigário paroquial, padre Plínio Almeida. O coro e orquestra Mater Dei abrilhantou a solene celebração e participou, como de costume, de todos os dias da novena. A missa festiva do Dia Maior, às 18 horas, foi também presidida pelo pároco padre Fábio Rômulo e concelebrada pelos padres Plínio Almeida,

Missa festiva do Dia de Nossa Senhora da Penha de França, presidida pelo pároco de Resende Costa, padre Fábio Rômulo Reis

Dom José Eudes, bispo da Diocese de São João del-Rei, presidiu a solene celebração eucarística no dia 31 de agosto, encerramento da novena Foto Vitória Cristina

ANDRÉ EUSTÁQUIO

Fotos Leticia Resende - Pascom

Uma imagem da Virgem Maria, esculpida em madeira, provavelmente no início do século 19, atrai os olhares e inspira a devoção de centenas de fiéis

Imagem de Nossa Senhora da Penha de França, padroeira de Resende Costa

Nilson de Paula e Fernando Salomão. O diácono resende-costense, que em breve será ordenado sacerdote, Lucas Alerson de Sousa, participou da celebração. Após a missa, centenas de fiéis acompanharam a procissão luminosa com a imagem da padroeira de Resende Costa. Algumas ruas por onde passou o cortejo processional estavam enfeitadas com tapetes de retalho nas cores azul e branca, em homenagem a Nossa Senhora. Na chegada da procissão ao adro da igreja Matriz, na

praça Cônego Cardoso, os sinos tocaram festivos e Nossa Senhora da Penha de França foi saudada por seus devotos através de uma grande salva de palmas embalada por foguetes que salpicavam no céu estrelado de uma noite de inverno em Resende Costa. Na entrada da imagem à igreja Matriz, o coral Anjos de Deus realizou uma homenagem especial, encerrando, assim, as festividades de 2019 em honra à padroeira do município de Resende Costa.


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Por Luana Chaves

COLABOROU: ANDRÉ EUSTÁQUIO

Resende Costa, após um pequeno intervalo sem integrantes e sem realizações culturais. Alguns artistas da cidade, entre eles, Osvaldo Otelo, César Guedes, Douglas, Samantha e Ana Luiza, se reuniram e decidiram colocar novamente o movimento em atividade. Para a nova formação do MAC, foram convidados artistas locais que, com entusiasmo, conseguiram reerguer o movimento, apresentando projetos a serem realizados. O MAC agora está em processo para se tornar uma associação. “Nós, enquanto artistas, queremos apoio e precisamos muito disso. Transformando o MAC em uma associação, estaremos andando no caminho certo para conseguirmos nos tornar ponte para a realização de inúmeros projetos sociais e culturais”, afirma César Guedes, o Cesinha. Atualmente, a ajuda financeira vinda de órgãos públicos tem sido pequena para os objetivos do grupo, que avalia ser essencial o reconhecimento de suas atividades por parte do poder público. O movimento tem por objetivo ajudar e apoiar artistas, principalmente os resende-costenses, além de se apresentar como uma instituição cultural que almeja conseguir mais espaço para desenvolver projetos culturais na cidade. O MAC tem propostas ecléticas que contemplam músicos, poetas, cantores e artistas que desenvolvem outros trabalhos artísticos e artesanais, como pinturas e tapeçarias. SEMANA DE ATIVIDADES CULTURAIS Os novos integrantes do MAC decidiram, enquanto ainda cami-

nha o processo do movimento de se tornar uma associação, já ocupar espaço promovendo atividades culturais. E o Teatro Municipal de Resende Costa, que necessita urgentemente de revitalização, foi o local escolhido pelo MAC para reiniciar seus trabalhos. O grupo realizou diversas reuniões até fechar a programação da sua reestreia. O tema da Semana Cultural, que aconteceu entre os dias 27 e 31 de agosto, foi: “Resgatando e Cultivando – Movimento Artístico Cultural”. O evento foi aberto na quarta-feira, 27, com a realização de uma superaula com Rosely Antunes, que ensinou aos participantes detalhes da fabricação do Real Tapete. No dia 28, a historiadora e artista integrante do MAC, Ana Luiza Coelho, ministrou oficina de arte a partir de materiais recicláveis. Em seguida, aconteceu um bate-papo incrível com a escritora Larissa Ibúmi Moreira, que falou sobre o seu livro “Vozes Transcendentes – Os novos gêneros da música brasileira”. Larissa abordou assuntos referentes à música e valorização cultural dos indivíduos LGBTQI. A programação continuou na quinta-feira, 29, com uma palestra de Ângelo Resende sobre noções de pintura em tela e madeira. Os alunos da Escola Municipal Conjurados participaram das atividades desse dia. À noite foi exibido o filme “Zezinho Fidel, o Palhaço do Circo do Cabeção”, produzido pelo IRIS (Instituto Rio Santo Antônio), recordando a época do cinema na “Casa de Cultura”. Após o término da exibição do filme, a imaginação guiou os lápis e os papéis em uma oficina de RPG de tabuleiro, ministrada pelo Cesinha. Na sexta-feira, 30, Samantha

Magalhães ofereceu a oficina “Corpo Lúdico”. A atriz de teatro e também integrante do MAC trabalhou com os participantes a expansão do lúdico e do sensorial através dos jogos teatrais, criando um espaço para criação e vivência lúdica. A programação da sexta-feira contou ainda com a realização de um sarau de poesias conduzido pela Danielle Tonioli. Muitas palavras bonitas e expressões conquistadoras. Fechando a noite, o grupo “Pretas Presentes” promoveu uma fantástica roda de conversa sobre história negra e racismo. Houve ainda um desfile exaltando a beleza da mulher negra. A participação do grupo Pretas Presentes na Semana Cultural foi concluída com a apresentação de um coral de vozes. No último dia do evento, sábado, 31, as atividades foram realizadas no Largo do Rosário (Praça Coronel Souza Maia). Ficaram expostas na praça barraquinhas com culinária local, enquanto aconteciam diversas apresentações musicais de artistas resende-costenses: Ângelo e Augusto; Black Star; Beatriz e Mateus; Samara, Othon e Luana; Fernanda e Milena. O show do Tear de Cordas encerrou a programação. O Teatro Municipal ficou aberto para visitações durante todos os dias da Semana Cultural. Os visitantes puderam conferir uma exposição de fotografias do jornalista e fotógrafo Cássio Almeida, de Christine Oliveira e Júnior Mendonça; exposição de pinturas do artista Ângelo Resende; o varal de poesias de artistas diversos e o “filtro dos sonhos”, produzido por Lu e Igor Angeli. As atividades da Semana Cultural realizada pelo MAC foram

Fotos Luana Chaves

MAC promove semana de atividades culturais em Resende Costa

Integrantes do MAC em frente ao Teatro Municipal de Resende Costa

Apresentações musicais no Largo do Rosário

gratuitas e representaram, acima de tudo, o esforço, o talento e a dedicação de uma geração de jovens ar-

tistas resende-costenses que valorizam e incentivam a cultura como forma de iniciativa popular.

Entre os dias 22 e 24 de agosto último, 35 cavaleiros viajaram em comitiva entre os municípios de Resende Costa e Congonhas. Jonas Geraldo do Nascimento Silva e Mauro Sousa Pinto, o Mauro do Caminhão, organizaram a cavalgada, que teve como destino o Santuário do Senhor Bom Jesus de Matosinhos, em Congonhas (MG). “Este ano foi a sétima cavalgada para Congonhas. Foram três dias de viagem. Passamos a primeira noite no povoado de Brumadinho, município de Entre Rios de Minas; a segunda noite foi no povoado do Rio Abaixo, em Jeceaba”, disse Jonas Geraldo. Ao todo, 43 pessoas integraram a comitiva Resende Costa/ Congonhas, sendo 35 cavaleiros e oito na equipe de apoio.

Foto arquivo pessoal Jonas Geraldo

ANDRÉ EUSTÁQUIO

Foto Jonas

Cavalgada Resende Costa/Congonhas chega à sua sétima edição

Cavaleiros participantes da cavalgada de Congonhas em frente à basílica do Senhor Bom Jesus de Matosinhos

Dercinho, Mauro, Jonas e Tuque, organizadores da Cavalgada de Congonhas


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ANDRÉ EUSTÁQUIO

A Escola Estadual Assis Resende completou, no último dia 21 de julho, 100 anos de fundação. No entanto, as comemorações oficiais do centenário aconteceram no dia 17 de agosto, sábado. A direção da escola planejou uma série de atividades, que teve início às 8h, no salão nobre do Assis Resende. O evento reuniu representantes do poder público municipal, ex-diretores, professores e ex-professores, funcionários da escola, representantes dos alunos e convidados. Ao longo do dia, foram realizadas diversas atividades na escola. Os alunos participaram de um show de talentos e houve entrega de medalhas aos participantes. A missa das 19h do sábado,17, na igreja Matriz, foi celebrada em ação de graças pelos 100 anos do Assis Resende. O JL conversou com a diretora da E. E. Assis Resende, Roseni Fernandes, sobre as comemorações do centenário da escola. “Fiquei satisfeita com as demonstrações de carinho e de respeito que a escola

recebeu. Num momento em que a escola e seu papel estavam sendo bastante questionados, essas demonstrações de carinho e confiança vieram para nos dar uma injeção de ânimo”, disse. Roseni, que foi eleita recentemente diretora do Assis Resende, falou da emoção de coordenar as solenidades do centenário da escola: “Foi uma honra e um privilégio ter vivido esses momentos. Participar desse momento de festa da escola significou muito para mim. Lá eu fui aluna, professora e hoje diretora, cargo que nunca pensei em ocupar. Mas também foi um momento de muita tensão, pois estava assumindo um cargo de grande responsabilidade.” No dia 16 de agosto, a Câmara Municipal de Resende Costa realizou sessão solene (leia reportagem na página 3) em homenagem ao centenário da Escola Estadual Assis Resende. A diretora Roseni Fernandes destacou a importância da homenagem feita pelo Poder Legislativo de Resende Costa: “A solenidade na Câmara Municipal deu à nossa escola visibilidade política e, talvez, agora tenhamos mais forças para conseguir melhorar nosso espaço físico.”

Fotos André Eustáquio

E. E. Assis Resende comemora o centenário com atividades que reuniram a comunidade escolar, representantes do poder público e da sociedade resende-costense

Diretores, professores e funcionários do Assis Resende comemoraram o centenário da escola

Marcos Geraldo, Mário Márcio e José Antônio, exprofessores da E. E. Assis Resende

Diretora Roseni Fernandes discursa no salão nobre do Assis Resende durante solenidade oficial de comemoração do centenário da escola

Diretores, professores e funcionários da E. E. Assis Resende na escadaria do centenário prédio da escola construído em 1919

VITÓRIA CRISTINA

Entre os dias 21 e 28 de agosto, aconteceu a Semana Nacional da Pessoa com Deficiência Intelectual e Múltipla. A APAE do município de Resende Costa criou debates sobre o dever da igualdade e da inclusão. Este ano, a APAE traz o tema “Família e Pessoa com Deficiência, Protagonista na Implementação das Políticas Públicas”. O tema frisa a importância da participação da família no desenvolvimento de seus filhos. O presidente da APAE de Resende Costa, Antônio Resende, explica: “Esse ano é o mesmo tema que o de 2018, de acordo com nosso superintendente de ensino e pesquisa, Sérgio Sampaio. O tema foi repetido por haver a necessidade de estímulos para a participação das famílias e das pessoas com deficiência na vida institucional.” Antônio falou também sobre a importância de promover a semana nacional da pessoa com deficiência intelectual e múltipla. De acordo com ele, o objetivo da APAE é promover a inclusão dos seus alunos

em espaços públicos, como aconteceu durante a programação, através de apresentações culturais e outras atividades que ajudam no desenvolvimento dos alunos. O presidente disse ainda que “outras ações que prezam o protagonismo dessas pessoas, com aparticipação da família, foram reafirmadas durante a semana.” FUNCIONAMENTO DA APAE A APAE de Resende Costa é uma associação sem fins lucrativos. Sua fundação na cidade aconteceu no dia 9 de dezembro de 1993 por um grupo de pais e pessoas da comunidade envolvidas na causa, tendo o apoio da Prefeitura Municipal. A escola da APAE/RC funciona das 7h:00 às 18h:00. Além das atividades pedagógicas, a APAE oferece atendimentos especializados, na parte clínica, com psicólogas, tratamento dentário, acompanhamentos com fonoaudiólogos e com fisioterapeutas. A “Escola Especializada Pingo de Luz”, da APAE de Resende Costa, recebe atualmente 35 alunos, além dos alunos especiais, somando um total de 157 pessoas que fazem

parte da escola e dos projetos pedagógicos desenvolvidos pela instituição. Antes da fundação da APAE em Resende Costa, os atendimentos especializados aconteciam na APAE de São João del-Rei. COMO A APAE SE MANTÉM A APAE de Resende Costa sobrevive através de recursos financeiros repassados pela Prefeitura Municipal e de doações da população. Durante o ano, para se manter, a instituição realiza eventos beneficentes, como barraquinhas, leilões etc. O estado fornece seis professores para a escola e a manutenção dos serviços de saúde se dá através de convênio com a Prefeitura Municipal de Resende Costa. De acordo com a direção da escola da APAE, é necessário contar com muitos professores, uma vez que alguns deles se dedicam a cuidar e orientar apenas um aluno que possui mais dificuldade. Não há cobrança de mensalidade e o material didático é fornecido gratuitamente. A APAE conta sempre com a ajuda da população e também com a participação e colaboração de voluntários que abraçam a sua causa.

Fotos Vitória Cristina

APAE/RC realiza diversas atividades durante a Semana Nacional da APAE

APAE de Resende Costa realizou diversas atividades durante a Semana Nacional da APAE

Escola Especializada Pingo de Luz”, da APAE de Resende Costa recebe atualmente 35 alunos especiais


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A teia do mundo

Contemplando as palavras

JOSÉ ANTÔNIO*

REGINA COELHO

A vez dos bichos Com o tempo, fui aprendendo que bicho também tem a sua dignidade. Lembro-me dos animais no circo, todos fazendo papel de Bobo da Corte. Era chimpanzé com touca na cabeça e um vestidinho ridículo... leão passando dentro de um aro em fogo... elefante chutando bola... cachorrinho dançando só nas patinhas de trás... cavalo rodando em volta de si mesmo no picadeiro... E tome gargalhada! Se a plateia soubesse da trágica vida de cada um desses bichos nos bastidores... Unhas arrancadas, dentes cortados ao meio, choques elétricos para adestramento, dias sem comer como forma de punição, abandono à própria sorte (azar) quando já velhos, cansados e doentes... Tempos difíceis para os descendentes da Arca de Noé. Hoje os animais não fazem papel de bobo no circo. A bem da verdade, já nem estão lá mais. Porém, saltaram para outro lugar e, desse lugar, mostram aos homens onde é que dói a humilhação. Eles pularam para a linguagem e aparecem quando a situação fica complicada pra nós e nos tornamos ridículos. Vingança. Quando passo vergonha em público, pago mico ou fico montado num porco. Já cumprimentou alguém e esse alguém não respondeu? Então... o que foi que você fez? Deu bom-dia a cavalo. Tem gente que fala coisas importantes e ninguém dá valor. Com isso, acaba jogando pérolas aos porcos. Se nada sai como planejei e eu me ferrei, é aí que a porca torce o rabo, pois a vaca foi pro brejo: deu bode, deu zebra. Por causa disso, vou evitar os mesmos erros pra não me ferrar de novo, pois gato escaldado tem medo de água fria. Fico com a pulga atrás da orelha, pensando naquelas pessoas empolgadas demais. Empolgadas com o trabalho, empolgadas com os colegas de trabalho, empolgadas com a lei, empolgadas

com a política... empolgadas com a própria empolgação. Coitadas... passarinho alegre é comida de gato. Já foi a uma festa em que você não conhece ninguém? Terrível! Pra lá e pra cá segurando um copo eternamente pela metade, distribuindo sorrisos constrangidos a pessoas que não correspondem, desfilando sem rumo pelo salão e atrapalhando garçons... Em baile de cobra, sapo não dança. E velório de gente pouco conhecida? Dá os pêsames a quem não precisa, deixa de dar a quem deve, conversa por meio de monossílabos rápidos, está sempre saindo de um canto, pois está atrapalhando... você é um zero à esquerda, à direita, pra cima e pra baixo. O defunto é um número mais significativo que você. Você não passa de um peixe fora dágua. Tem mais: exposição de arte pós-moderna, aquela porção de gente com cabelos estranhos, óculos esquisitos, roupas escabrosas... o encantamento intelectual frente a um quadro que não passa de uma tela com uma cor só... aquela babação toda em frente a uma escultura que mais parece algo que começou e não acabou... e a gente ali, sem entender nada, apenas buscando uma fagulhazinha de beleza ou, pelo menos, de lógica. Um burro em frente ao palácio. Os animais estão atentos ao nosso comportamento. Quando o risível anuncia o próximo número, lá vamos nós ocupar o picadeiro da linguagem debaixo do chicote dos bichos e da gargalhada de uma plateia cruel. Cá comigo, de uns tempos pra cá eu ando meio macaco velho. Pondero muito antes de meter a mão na cumbuca. Deixei de me encantar com o passarinho do rabo verde e aprendi que coelho astuto tem três tocas: observação, silêncio e estratégia. Sei lá, em rio que tem piranha jacaré nada de costas.

*JOSÉ ANTÔNIO OLIVEIRA DE RESENDE é professor de Prática de Ensino de Língua Portuguesa, do Departamento de Letras, Artes e Cultura da Universidade Federal de São João del-Rei. Membro da Academia de Letras de São João del-Rei. E-mail: jresende@mgconecta.com.br

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Jubileu em Congonhas O português Feliciano Mendes chegou à região de Congonhas (MG) na segunda metade do século XVIII em busca de ouro. Tendo descoberto algumas jazidas e enriquecido com essa atividade, foi acometido, porém, por uma grave doença. Para se curar, fez a promessa de se empenhar na devoção local ao Senhor do Bom Jesus, ritual que já havia antecipado em seu país. É que, segundo Sérgio Rodrigo Reis, diretor do Museu de Congonhas, quando os portugueses saíam de sua terra buscando fazer riqueza, como último gesto, iam a Matosinhos, cidade portuária ao norte de Portugal, pedir proteção ao Senhor Bom Jesus para a empreitada. Havendo logrado êxito no objetivo a que se propôs e na graça da cura, Feliciano passou, então, a arrecadar dinheiro da população para a construção do Santuário do Senhor Bom Jesus de Matosinhos na histórica cidade. Declarado pela Unesco Patrimônio Mundial da Humanidade em 1985, esse Santuário é um conjunto arquitetônico e paisagístico constituído de belos exemplares da arte barroca. A igreja tem seu interior decorado em estilo rococó, sendo a parte externa adornada com estátuas dos Doze Profetas esculpidas entre os anos 1800 a 1805 por Aleijadinho e alguns auxiliares. Belíssimo trabalho em pedra-sabão, de tamanho quase natural. Ainda na área externa e representando as Estações da Cruz, seis Capelas

dos Passos completam a paisagem, certamente uma das mais significativas de MG. O culto ao Bom Jesus ao longo de mais de dois séculos é reafirmado a cada Jubileu, provavelmente a maior festa religiosa do estado, sempre em setembro, época em que a Cidade dos Profetas recebe um número impressionante de fiéis. Vai longe o tempo das romarias com gente chegando, na maioria das vezes, a pé, a cavalo, nos trens de ferro, no lombo de burros e até em carros de boi. O hábito dos quartos alugados aos peregrinos nas residências também é coisa do passado. Antes e agora não falta a fé. Nem o comércio paralelo de barraquinhas, hoje em quantidade compatível com o tamanho da festa. Nos festejos de todo ano, a cidade é tomada por muitos romeiros de diferentes partes do Brasil e especialmente de Minas. De nossa cidade inclusive. Muitos resende-costenses vão se lembrar dos caminhões saindo daqui levando gente para Congonhas. Viagem feita em bancos improvisados na carroceria coberta com lona, algo completamente fora de propósito nos dias atuais. Nesse esquema, meu pai e o Zé Augusto de Melo, mesmo concorrentes como comerciantes, eram amigos e aproveitavam a ocasião viajando para lá com o objetivo também de fazer compras. Nessas suas viagens tantas vezes feitas no caminhão do Xisto (do Ribeirão), “seu” Adenor unia devoção e trabalho, contrariando sua própria

lógica de que “dois proveitos num saco só não prestam”. Tempos depois, numa combinação de amigos, ele, o Sílvio do Lindolfo, o Zé Celso do Zé do Ciro, o Zé Batista do Joaquim Batista e o Serginho do Sérgio Procópio juntaram-se e por alguns anos foram juntos ao Jubileu. Cada um levando sua família e formando um comboio bonito de cinco carros. Passeios inesquecíveis aqueles! Como lanchonetes e restaurantes não eram tão comuns na época, levávamos os lanches preparados aqui mesmo em nossas casas. A animação já começava nesses preparativos. E não podia faltar o café. Não o de garrafa térmica. Minha mãe levava o pó, o açúcar e o coador de pano para passar um providencial cafezinho para nós, contando com a boa vontade da Odete, antiga vizinha nossa que havia se mudado para Congonhas e que nos cedia sua cozinha para tal. Certa vez, o Zezé e o hoje padre Fernando Salomão, filhos da Filomena e do Zé Batista, meninos ainda, sumiram no meio daquela muvuca de pessoas e barracas. Vendo-se perdidos, os dois irmãos se deram as mãos e andando assim, vestidos com roupas idênticas, foram encontrados pela minha irmã Magda. O momento máximo de nossa emoção era a subida às ladeiras históricas que levam à imagem do Senhor Morto dentro da Basílica para o beijo reverente, símbolo da nossa fé religiosa.


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CIDADE

A falta de acessibilidade para pessoas com deficiência locomotora é um problema que afeta parte da população do país, mas que, infelizmente, ainda passa despercebido pela maioria dos brasileiros, sobretudo por aqueles que não se sentem prejudicados. A lei n° 10.098, chamada Lei da Acessibilidade, “estabelece em seu artigo 1° as normas e critérios básicos para garantir a acessibilidade de todas as pessoas portadoras de deficiência ou que apresentam mobilidade reduzida, indiferente de qual seja esta deficiência, através da eliminação dos obstáculos e barreiras existentes nas vias pú-

blicas, na reforma e construção de edificações, no mobiliário urbano e ainda nos meios de comunicação e transporte.” Analisando a situação das praças públicas existentes em Resende Costa, constata-se que a grande maioria delas não está adequada ao que exige a legislação atual para receberem pessoas com deficiência locomotora. Em grande parte das praças públicas localizadas no centro e em bairros da cidade, não há rampas de acesso a cadeirantes, muitas ainda possuem pedras que dificultam a locomoção em cadeiras de rodas e outras encontram-se com o calçamento bastante danificado, o que vem a ser um obstáculo para os portadores de deficiência. No dia 21 de agosto último, em reunião ordinária da Câmara

Municipal de Resende Costa, o vereador Francisco Abel apresentou aos demais vereadores a Indicação de número 30, com o objetivo de obter do Executivo ações que possam adequar as praças ao que exige a legislação para acesso de pessoas com deficiência locomotora. A Indicação do vereador Abel foi aprovada por unanimidade pelo plenário e, após os trâmites, foi enviada ao prefeito Aurélio Suenes. “Essa questão, que por anos passou despercebida, é muito importante já que será de grande ajuda aos deficientes físicos. Eles também possuem o direito de usufruir das sombras das árvores que existem nas diversas praças existentes na cidade”, disse o vereador Abel. “Também é válido lembrar que em ocasiões festivas na cida-

HOMENAGEM

“Bom dia! Bom dia, mesmo!” ANDRÉ EUSTÁQUIO*

Era com essa saudação que Sebastião de Souza Lima, falecido no último dia 14 de agosto, aos 77 anos, iniciava o programa Bons Tempos, na Rádio Inconfidentes FM, de Resende Costa. O programa, apresentado por Tião Lima, como era conhecido, tornou-se um dos líderes de audiência da emissora desde a sua fundação, em junho de 2003. Tião Lima nasceu em Resende Costa no dia 17 de agosto de 1941. Deixou a cidade que tanto amava por um breve período, quando foi trabalhar em Barbacena na fábrica de tecidos Ferreira Guimarães. Voltou à sua cidade natal a fim de assumir a gerência da Minas Caixa, extinta em 1991. Devido aos anos em que trabalhou como bancário, Tião passou a ser também chamado por seus conterrâneos e amigos de Tião da Caixa. Ele permaneceu gerente da agência da Minas Caixa de Resende Costa até se aposentar. A popularidade de Tião Lima o fez conquistar uma legião de amigos. Pessoas com as quais ele conviveu nas pescarias, nos programas de calouros apresentados pelo saudoso José Alair de Resende, o Jota Resende, e no futebol. Tião era torcedor apaixonado do Clube Atlético Mineiro e conver-

teu a também torcerem pelo Galo os seus três filhos, Cláudio, Fernando e Victor. Tião Lima participou ativamente do esporte em Resende Costa. Ele foi comentarista de jogos de futsal no Lajes Club e no Campo do Expedicionários. Mas foi na Rádio Inconfidentes que Tião Lima descobriu uma das suas grandes paixões na vida, como ele costumava dizer. Comunicador nato e radialista talentoso, Tião criou um jeito próprio de conduzir o programa Bons Tempos, dedicado a resgatar os inesquecíveis clássicos da era de ouro do rádio. Com o seu carisma inigualável, sensibilidade e conhecimento de vasto repertório musical, o radialista conseguiu fazer de um programa “retrô” um dos líderes de audiência no horário nobre da Rádio Inconfidentes. O ouvinte fiel do programa Bons Tempos se acostumou com os causos saudosos e engraçados contados com humor pelo Tião Lima. E entre uma prosa e outra, matava a saudade dos grandes boleros. O telefone da Rádio não parava de tocar enquanto o Tião estivesse ao vivo no estúdio. Eram tantos os pedidos e oferecimentos de música; e o apresentador, que conhecia tão bem Resende Costa e sua gente, atendia a todos pelo nome e mandava sempre um caloroso abraço. Através de uma linguagem simples, direta e muitas vezes

sem censura, Tião Lima construiu uma relação muito próxima com os ouvintes do seu programa. Ele fazia os radiouvintes rirem de seus causos (ele próprio dava boas gargalhadas no microfone) e ao mesmo tempo os emocionava com homenagens e oferecimentos de músicas em datas especiais, como aniversários. Tião conhecia como poucos a sensibilidade e os gostos dos ouvintes de rádio. Tião Lima era leitor assíduo do Jornal das Lajes. Quando o jornal entrava em circulação, ele comentava em seu programa as principais notícias do mês e às vezes lia no ar o editorial. A partir das reportagens publicadas nas páginas do JL, ele elogiava o que julgava que devesse ser elogiado, mas não poupava críticas ácidas aos problemas que afligem a cidade. “No dia anterior à sua partida, ele estava lendo o jornal lá no hospital. Entreguei o jornal a ele e ele logo pediu os óculos”, disse sua filha Andrea Lima. Em 2009, o Jornal das Lajes publicou uma reportagem especial sobre o programa Bons Tempos e seu apresentador. Tião Lima guardou com carinho o exemplar do jornal, conforme conta sua filha Andrea: “Achei numa gaveta, que estava com chave, uma edição do jornal de 2009 que falava do programa dele. Estava já amarelada, mas guardada por ele pelo orgulho que tinha de pertencer à rádio.”

Praça no centro de Resende Costa não possui acesso para cadeirantes e apresenta caçalmento de pedra danificado. Obstáculos para pessoas portadoras de deficiência

de, como Semana Santa, Carnaval e Festa de Nossa Senhora do Rosário, seria muito mais seguro e adequado que as pessoas com

deficiência ficassem no meio da praça e tivessem condições de terem acesso a elas com mais facilidade”, concluiu o vereador.

Foto Luis Cláudio Lima

CAMILA CHAVES

Foto Luana Chaves

Câmara aguarda resposta do Executivo Municipal sobre construção de rampas de acesso a cadeirantes em praças públicas

Tião Lima no estúdio da Rádio Inconfidentes

Tião Lima participou da criação da Rádio Inconfidentes e a ela dedicou-se intensamente durante 16 anos (ele apresentou o programa Bons Tempo até poucos dias antes do seu falecimento). Sua presença na emissora não se limitava aos estúdios. Devido aos seus conhecimentos, experiência como radialista e enorme prestígio junto aos diretores, colaboradores e ouvintes, sua voz era ouvida tanto nos microfones como nos bastidores e em decisões importantes da emissora comunitária resende-costense. Sebastião de Souza Lima era viúvo de Maria das Graças Lima, a Dadaça. Deixou quatro filhos e oito netos. E a nós, seus amigos e companheiros de trabalho na comunicação, Tião Lima deixou,

além da saudade, um belo e profícuo legado de profissionalismo, conduta ética eexemplo de dedicação. A equipe do Jornal das Lajes e da Rádio Inconfidentes FM é eternamente grata ao Tião Lima pelo valioso tempo de convivência e, especialmente, pela amizade. Com esse grande radialista e comunicador apaixonado pela sua Resende Costa, aprendemos tantas coisas que continuarão a nos orientar e a nos motivar no trabalho em favor da comunicação e da cultura em nossa cidade. *Jornalista, editor-chefe do Jornal das Lajes e diretor de programação da Rádio Inconfidentes FM.


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Cidade

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Grupo de caminhantes percorreu 22 quilômetros até o topo da Serra do Mané Chico, zona rural de Resende Costa O local vem atraindo inúmeros visitantes por suas belezas naturais, pelas estações da via-sacra e pelo mirante

A Serra do Mané Chico, situada próximo ao povoado do Ribeirão, zona rural de Resende Costa, é hoje um dos lugares do município mais visitados por quem deseja contemplar a natureza e maravilhar-se com um horizonte de tirar o fôlego. O percurso até o topo da serra, onde existe fixado um cruzeiro com os símbolos da Paixão de Jesus, atrai caminhantes, ciclistas, motociclistas e peregrinos que realizam no local os exercícios espirituais da via-sacra. Há três anos, foram construídas, do pé ao alto da serra, as 14 estações da via-sacra, que remontam os passos de Jesus – da Sua condenação ao suplício no Calvário. Uma vez no ano é celebrada missa no alto da Serra do Mané Chico. A celebração reúne centenas de fiéis. No dia 17 de agosto último, um grupo de 67 pessoas, incluindo adultos, crianças e equipe de apoio, organizou uma caminhada ao topo da Serra do Mané Chico. De acordo com Luciene Assis, uma das organizadoras da caminhada, a subida à serra foi a 7ª edição da Caminhada Feminina, organizada por um grupo de mulheres que têm suas raízes no povoado do Ribeirão. “Eu sou a organizadora, mas conto com um grande número de apoiadores. Meu pai Zé do Dico (vereador em Resende Costa), a Cíntia Maria, o

Foto divulgação Caminhada Feminina

ANDRÉ EUSTÁQUIO

Participantes da caminhada se reuniram para foto no alto da Serra do Mané Chico

Pablo Resende e a Rosa Fernandes me ajudam muito. Ao todo, somos 58 mulheres que realizam a Caminhada Feminina”, informou Luciene Assis. PERCURSO Os participantes da caminhada à Serra do Mané Chico saíram de Resende Costa no sábado, 17 de agosto, às 5 horas da manhã. Ainda era noite quando o pessoal se reuniu para dar início ao percurso de pouco mais de 22 quilômetros. Os caminhantes passaram por estradões de terra, cruzaram o povoado do Ribeirão e uma localidade próxima chamada Tabocas até chegarem ao destino. Mas antes de subirem a serra, os caminhantes fizeram uma breve pausa para o almoço. “Para-

mos para almoçar na casa do senhor Totonho e da senhora Dalila, que nos ofereceram a sua casa. Nós ficamos muito agradecidos a eles”, disse Luciene. A chegada à serra aconteceu por volta das 13h e 30min. Em seguida, o grupo participou da missa celebrada às 14 horas. “Eu participo há cinco anos das missas na Serra do Mané Chico. Neste ano, tinha muita gente. Acredito que mais ou menos umas 500 pessoas”, disse Luciene. Ainda segundo ela, a religiosidade de grande parte dos participantes, especialmente dos construtores e idealizadores das estações da via-sacra, motivou a caminhada à Serra do Mané Chico. “Foi uma caminhada saudável. Na Caminhada Feminina a gente conta também

com a presença de pessoas de várias denominações religiosas. É muito gratificante”, elogia Luciene. DIVULGAR OS ATRATIVOS E AS BELEZAS NATURAIS Além da motivação religiosa, a caminhada teve o propósito de divulgar as belezas naturais da Serra do Mané Chico. “A Caminhada Feminina surgiu há três anos, quando nós fizemos as estações da via-sacra no pé da serra até o cruzeiro. E, conversando, pensamos em promover alguma coisa para movimentar e mostrar as belezas naturais da serra, uma vez que o lugar já vem atraindo grande número de visitantes de três anos para cá”, relata Luciene. O grupo que organiza a Cami-

nhada Feminina divulga, através de fotos e postagens nas redes sociais, os atrativos dos destinos para onde vai. “A gente sempre tem como objetivo em nossas caminhadas divulgar as belezas naturais dos lugares. Tiramos muitas fotos e divulgamos nas redes sociais para mostrar ao pessoal os atrativos naturais do município de Resende Costa”, conta Luciene. As meninas da Caminhada Feminina já organizaram caminhadas para outras localidades além do povoado do Ribeirão, como o Barro Vermelho e a região de divisa entre Resende Costa e Coronel Xavier Chaves. “No caso específico da Serra do Mané Chico, o nosso objetivo foi levar as pessoas a conhecerem as belezas do lugar”, completou Luciene. CAMINHADA FEMININA Conforme informou Luciene Assis, o grupo organiza frequentemente caminhadas para diversos pontos do município, em datas divulgadas e combinadas previamente entre os participantes. Algumas caminhadas são abertas e outras oferecidas apenas às mulheres que fazem parte do grupo. “Têm surgido muitos convites para a gente fazer caminhadas abertas aos povoados e casas. Mas o grupo realiza também caminhadas fechadas”, concluiu Luciene, que em maio deste ano participou da organização de uma romaria resende-costense à cidade de Ritápolis, por ocasião do Jubileu de Santa Rita de Cássia.

Moradores do Curralinho do Andrade transformam antigo terreno da escola em centro comunitário e centro de saúde VANUZA RESENDE

A comunidade do Curralinho do Andrade decidiu levar a sério o ditado popular que diz que “a união faz a força”. A comunidade rural do município de Resende Costa está reformando o antigo prédio da escola, que estava totalmente abandonado, adaptando-o para ser sede do conselho comunitário e funcionar também como posto de saúde. O povoado ainda não possui locais apropriados para esses atendimentos. O último ano letivo da escola do Andrade aconteceu em 1995. Desde então, os alunos da comunidade estudam na Escola Municipal Paula Assis, no povoado do Ribeirão.

Para fazer a reforma, os moradores criaram uma associação, a AMACA (Associação dos Moradores e Amigos do Curralinho do Andrade). Depois de criada a Associação, os moradores procuraram o poder público, que autorizou a reforma. O terreno da sede da escola pertence ao estado. Como as negociações para ser transferido para o município não estavam avançando, os moradores resolveram fazer as reformas e aproveitar a estrutura e o espaço em benefício da comunidade. As obras devem ser finalizadas no mês de outubro e estão sendo realizadas pela AMACA. Cada um dos associados contribui com uma média de dez reais mensais e ajudam também com a mão de obra. A prefeitura municipal apoiou com mão de obra e maquinário.

Antiga escola está sendo reformada através de iniciativa de pessoas da comunidade

Para conseguir pagar todas as despesas das obras, será realizado um evento no dia 05 de outubro. Haverá um passeio ciclístico, com

chegada prevista para as 10 horas da manhã. Uma cavalgada prevista para chegar às 15 horas, além de missa seguida de um leilão no fim

da tarde. Durante a noite, acontecerá um baile. Os eventos vão arrecadar fundos para cobrir o restante das despesas das obras.


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Regional

Sem opções para internato em São João delRei, alunos do curso de medicina da UFSJ fazem manifestações nas ruas da cidade

VANUZA RESENDE

Desde 2014, a Universidade Federal de São João del-Rei oferece no Campus Dom Bosco o curso de Medicina. O curso é o que possui nota de corte maior na instituição, ou seja, é o mais concorrido entre os cursos da UFSJ. Ao longo dos sete anos de curso de medicina, os últimos dois são reservados para que os alunos façam o internato. Nesse período, os alunos fazem estágios em instituições de saúde nas grandes áreas da medicina: obstetrícia, cirurgia, pediatria, saúde mental, medicina de família e comunidade, clínica médica, urgência e emergência. Como a UFSJ não possui um hospital universitário, a Santa Casa da Misericórdia de São João del-Rei é a instituição de saúde que oferece oportunidade para que os alunos do curso façam o internato. De 2017 a 2019, a parceria foi cumprida e os alunos realizaram na Santa Casa as práticas do internato. O aluno do 9° período do curso de medicina, Vinícius Santos, destaca que durante o internato há uma troca de conhecimentos: “É importante falar que o serviço de precipatoria é uma forma de alinhar a prática com o ensino. Então, ao mesmo tempo em que ele (médico preceptor) está praticando, exercendo o ato médico, ele também está ensinando.” Com os cortes de verbas feitos pelo governo federal, os valores pagos à Santa Casa para acolher os alunos diminuíram em quase três vezes. Assim, a instituição não assinou um novo edital com a UFSJ. “Fomos pegos de surpresa com essa decisão. A UFSJ sempre contou com a Santa Casa para ajudar na formação dos alunos da Universidade. Não tínhamos um plano B para essa decisão. Isso fez com que mais de 20 alunos ficassem sem campo de prática, sem estágio hospitalar para pediatria e ginecologia, que são duas áreas fundamentais para a formação do mé-

dico que vai dar contar de atender as demandas da população”, relata Vinícius Santos. Ainda de acordo com Vinícius, o internato tem uma carga horária de 32 horas, e tem aluno cumprindo apenas 6 horas dessa carga horária semanal. Os alunos de medicina da UFSJ também atuam em toda a rede de sáude de São João del-Rei: posto de saúde, secretaria de saúde da família, Viva Vida, Núcleo de Sáude Mental, Núcleo Materno Infatil, UPA, Hospital Nossa Senhora das Mercês, CAPS, CAPS-ad. Vinícius diz que, além de prejudicar a formação dos alunos e a conclusão do curso, a situação prejudica o município. “Quando o curso veio para cá, além de formar profissionais médicos, a intenção era melhorar a saúde (na cidade e região). Colocar profisisonais que fossem mais humanizados, que tivessem domínios da nova técnica, que pensassem no SUS (Sistema Único de Saúde) também. E com essa dificuldade de inserção dos alunos nos campos de prática de saúde aqui em São João del-Rei esse objetivo maior talvez não consiga se concretizar. E quem perde não são os alunos, mas a população também”, analisa o aluno de medicina da UFSJ. BUSCA DE SOLUÇÃO Com a decisão da Santa Casa, a UFSJ está buscando parceria com hospitais fora de São João del-Rei para solucionar a demanda imediata. É o que disse o reitor da instituição, Prof. Sérgio Cerqueira, por meio de nota: “A Universidade está buscando parcerias com hospitais, mesmo distantes, visando ao atendimento das demandas imediatas dos estudantes. Essa solução não nos satisfaz a longo prazo, já que, ao instalarmos o curso de medicina em São João del-Rei, tínhamos como preocupação a melhoria da saúde na cidade e região. Continuaremos a buscar soluções locais que sejam compatíveis com as disponibilidades orçamentárias da UFSJ”, destaca o comunicado. Vinícius entende que deslocar-se até outras cidades para fazer

Foto Thais Andressa - Por Outro Olhar

Convênio entre UFSJ e Santa Casa da Misericórdia não foi renovado, instituição de saúde oferecia estágio de ginecologia e pediatria aos alunos

Manifestação dos alnos de medicina da UFSJ nas ruas do centro de São João del-Rei

o internato não é a situação ideal. “Quando a gente faz estágio ao longo do curso, às vezes era muito interessante perceber que ao mesmo tempo em que você atendia uma paciente com alguma questão, você conseguia atender de forma muito mais compelta no período de internato.” Ainda em nota, a Universidade divulgou que “os valores pedidos por hospitais da região são incompatíveis com a situação orçamentária das instituições federais de ensino com os cortes na Educação. O Governo Federal repassa à universidade menos de ⅓ do montante cobrado por aluno pelos hospitais para o exercício do estágio. Para garantir a experiência prática dos estudantes, a UFSJ pagava o restante do valor com os recursos de custeio da instituição. O corte de 40% aplicado pelo Ministério da Educação nestes recursos, em 2019, impactou diretamente na disponibilidade da UFSJ em custear esta diferença.” De acordo com Vinícius, foram realizadas diversas reuniões com alunos, professores e direção da Santa Casa. Ainda assim, a instituição diz que não pode atender a proposta de valor oferecido pela UFSJ. Como a cidade tem uma instituição de ensino particular, o Uniptan, os convênios estão sendo firmados entre a Santa Casa e os alunos da instituição de ensino particular, uma vez que esses possuem condições de pagar o

valor pedido pelos profissionais da instituição de saúde são-joanense. A direção da Santa Casa respondeu, em entrevista à Rádio Emboabas FM 92,7, que o convênio com a UFSJ vigora há 7 anos, desde quando o curso de medicina foi implantado apenas no Campus da universidade em Divinópolis. Devido ao fato de os valores não terem sido reajustados desde o início do convênio, de acordo com a Santa Casa não há mais condições de a instituição contratar um médico para acompanhar o estágio dos alunos. A Santa Casa informou que “continua de portas abertas para negociação da parceria.” A Santa Casa da Misericórdia de São João del-Rei também foi procurada pela reportagem do JL, mas até o fechamento desta edição não obtivemos resposta. MANIFESTAÇÕES Na última semana de agosto, os alunos do curso de medicina da UFSJ realizaram manifestações pelas ruas do centro de São João del-Rei. De acordo com o aluno Vinícius Santos, as paralisações tiveram o objetivo de mobilizar os órgãos, entidades e alunos envolvidos com o curso de medicina. “Eu acredito que os maiores resultados em relação às paralisações foram: em primeiro lugar, a mobilização que a gente teve da reitoria, coordenação, departamento e estudantes para resolverem

Começaram as inscrições para o processo seletivo 2020 do IF campus São João del-Rei As inscrições para o processo seletivo 2020 do Instituto Federal Sudeste de Minas Gerais começaram na terça-feira, 03 de setembro, e vão até o dia 08 de outubro. As inscrições devem ser feitas pelo site copese.ifsudestemg.edu.br. Taxas de inscrição: 25 reais para os cursos técnicos, 50 reais para cursos de graduação e 60 reais para pós-graduação lato sensu. Em 2020, pela primeira vez o IF Sudeste MG-Campus São João del-Rei vai oferecer Ensino Médio Integrado. Serão oferecidos cursos de Técnico em Edificações e Técnico em Meio Ambiente. Serão 60 vagas para alunos que estão concluindo o 9° ano do Ensino Fundamental e vão ingressar no Ensino Médio. Além do Ensino Médio Integrado, o IF-SJDR divulgou também outros dois novos cursos: o curso superior em Gestão Ambiental e a pós-graduação em Qualidade de Vida nas Organizações. Ao todo, serão oferecidos, em 2020, 15 cursos na instituição, sendo quatro cursos técnicos, uma especialização pós-técnica, dois cursos de ensino médio integrados, cinco cursos superiores e três pós-graduações. São 525 vagas já confirmadas, um número recorde de oferta de cursos. Para conferir a divisão das vagas, basta acessar o site: www.sjdr.ifsudestemg. edu.br. As provas serão aplicadas nos dias 08 e 09 de dezembro.

os problemas. Pensar em soluções imediatas e paliativas em relação ao internato que está parado. E, um outro ponto, foi a questão dos alunos se unirem e contarem com o apoio da cidade em relação ao curso de medicina, que não é só dos alunos e da UFSJ, mas é um curso da comunidade”, concluiu Vinícius. A previsão é que os alunos de medicina da UFSJ voltem a fazer o internato a partir da terceira semana de setembro em instituições de saúde de outras cidades da região do Campo das Vertentes.


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ARTIGO

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INFORME

SICOOB CREDIVERTENTES: 33 anos JOÃO PINTO DE OLIVEIRA*

Uma pausa, um remanso ao longo e ao largo do tempo para compartilhar história; exaltar missionários, servidores ativos e anônimos; relembrar episódios de uma caminhada de 33 anos da nossa instituição, SICOOB CREDIVERTENTES, feita com desprendimento e coragem, correndo riscos imensuráveis e enfrentando desafios cotidianos. Uma história que tem como raiz e herança um fato transcendental ocorrido em 1844, quando 28 tecelões ingleses desempregados e desesperados se valeram da cooperação, em plena e aguda Revolução Industrial, para a solução de seus dramáticos problemas existenciais e sociais.

Criaram então a primeira cooperativa estruturada como alternância para sobrevivência, um xeque-mate à miséria e ao desalento. Venceram, propagaram seus ideais cooperativistas no tempo e no espaço. Tiveram, ademais, aqueles angustiados operários o suporte de pensadores como Robert Owen, Charles Fourier, Benjamim Bucher, Louis Blanc e Charles Gide, bem como de filósofos como Descartes, que preconizou que “a vontade humana prevalece sobre a evolução econômica, devendo corrigi-la ou reformá-la”. O Cooperativismo, a exemplo do SICOOB CREDIVERTENTES, tornar-se-ia a solução para os problemas sociais e econômicos da coletividade, pois envolve compromisso com as pessoas e a sociedade; induz-nos à ação e participação com objetivos de desenvolvimento

pleno e integrado da coletividade. Diríamos mais: o Cooperativismo existe em prol da dignidade humana, resistindo numa era de intensas mudanças, de quebra de paradigmas, de disrupção, de graves dramas sociais, tais quais os da era da Revolução Industrial. De fato, “servir aos associados é a razão de ser de toda cooperativa. Quando se investe numa instituição cooperativa, tem-se a certeza de que se vence a exclusão, gera-se emprego, distribui-se equitativamente riqueza, potencializa-se a produtividade, decide-se democraticamente, não se atenta contra o Meio Ambiente, propaga-se bem-estar ao meio comunitário, há vinculação com os setores econômicos de geração de produtos e serviços, há segurança e transparência. Tem-se a certeza de que, em primeiro lugar, o mais importante são as

pessoas”, conforme destacado por Roberto Rodrigues, em 2001. Nosso reconhecimento, assim, aos 22 associados-fundadores de nossa Cooperativa, que, numa tarde de agosto de 1986, em assembleia na cidade de São Tiago, acreditaram num projeto audacioso de autonomia financeiro-creditícia comunitária, de gestão dos próprios recursos locais, semente dadivosa que hoje atende cerca de 20 comunidades de nossa região, com aproximadamente 23 mil associados – além de Ativos que beiram já meio bilhão de reais! Tudo isso tão somente com o exercício de uma palavra mágica: UNIÃO!

*Presidente do Conselho de Administração do SICOOB CREDIVERTENTES.

Trilha sonora RENATO RUAS PINTO

1969 e o fim do sonho No mês de agosto comemoraram-se os 50 anos do festival que marcou uma época e se transformou em um marco da cultura moderna: o festival de Woodstock. Desde seu acontecimento, ele foi tema de músicas, filmes, livros e referência recorrente na cultura popular. Ele não foi o maior festival de música e pode-se discutir se foi o mais importante. Mas ainda assim, fixou-se no inconsciente coletivo e é louvado a ponto de entrar no campo da mistificação de suas narrativas. Tal como mito, hoje é difícil separar realidade e lenda daquilo que se fala a respeito. Independentemente das idealizações, o festival foi um momento crítico e conseguiu ser, ao mesmo tempo, o ponto alto e talvez o encerramento de um capítulo incrível da história recente que envolve toda a revolução musical e de costumes causada pelo rock e passagens fascinantes como o movimento hippie.

O rock havia mudado de patamar. Além de ritmo musical, passou a ser um influenciador de comportamento, moda e estética. No campo musical, na trilha aberta por Bob Dylan e pelo álbum “Sergeant Pepper’s” dos Beatles, o estilo se tornava denso para se converter em voz de uma geração. Em 1967 acontece o “Verão do Amor”, que reúne em San Francisco hippies que esperavam novos tempos. No mesmo ano, tem lugar o festival Monterey Pop, na Califórnia, pioneiro dos grandes eventos e que apresenta uma seleção de artistas de fazer inveja. Já em 1968, parece que o mundo estava a ponto de explodir, com agitações em todos os continentes. Paris ardia em chamas em maio enquanto a ofensiva do Tet no Vietnã apontava para a impossibilidade dos EUA de vencerem uma guerra que já era contestada no país. No Brasil a ditadura endurecia e o 5º Ato Institucional

baixado pelos gorilas jogaria o país em anos de trevas. Na antiga Tchecoslováquia, o plano de se instalar um socialismo mais liberal é esmagado pelos tanques soviéticos. Assim, no ano seguinte, a realização de um festival que prometia três dias de paz e amor seduziu a juventude. Vários artistas declinaram o convite para participar, mas alguns admitiriam depois o arrependimento por não participar daquele momento histórico. O público, porém, superou as expectativas dos organizadores e invadiu a pequena cidade de Bethel, no estado de Nova Iorque. Como os portões foram abertos para evitar confusão, nunca se saberá quantas pessoas compareceram, mas a estimativa mais aceita dá que cerca de 400.000 participaram do evento. Após uma sucessão de grandes shows, talvez muita gente tenha saído de lá cheio de esperança com o futuro. Essa vibra-

ção inspirou imediatamente a belíssima canção “Woodstock”, de Joni Mitchell, que, ironicamente, não participou do festival, mas ficou fascinada com os relatos do parceiro David Crosby, do Crosby, Stills, Nash & Young, que lá estiveram. Porém, o que se sucedeu depois não confirmou as expectativas de um novo mundo. A guerra do Vietnã não acabou, o mundo continuou dividido entre o capitalismo, socialismo e um cinturão de pobreza e o movimento hippie começou a declinar. O rock, por sua vez, entra em uma fase de menos inocência e mais olho no dinheiro. Começa o tempo das grandes turnês com shows em estádios gigantes e toda sorte de excessos. No ano de 1969, alguns eventos ajudariam a reforçar a sensação do fim do sonho. Os Beatles gravariam o seu último álbum, o “Abbey Road”, enquanto os Rolling Stones ficariam marcados pelo assassinato

de um expectador no festival de Altmont. O que pretendia ser uma espécie de Woodstock na Costa Oeste terminou com a violência dos temidos motoqueiros Hell’s Angels, contratados para fazer a segurança do evento. Assim, Woodstock, com tudo o que aconteceu e foi fantasiado ao seu redor, parecia ser um farol da nova era de aquário, mas acabou se tornando talvez o último ato de um sonho. Seria ele o mais importante festival de todos os tempos? Creio que sim. Deixem-se de lado os números, as histórias e estórias. É um marco que será lembrado por muito tempo como símbolo de um mundo de paz sempre possível.


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Informe Publicitário DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS

RELATÓRIO DA ADMINISTRAÇÃO Senhores Associados, Submetemos à apreciação de V.S.as as Demonstrações Contábeis do semestre findo em 30/06/2019 da Cooperativa de Crédito de Livre Admissão Campos das Vertentes Ltda. - SICOOB CREDIVERTENTES na forma da Legislação em vigor. 1. Política Operacional Em 2019 o SICOOB CREDIVERTENTES completa 33 anos, mantendo sua vocação de instituição voltada para fomentar o crédito para seu público alvo, os cooperados. A atuação junto aos seus cooperados se dá principalmente através da concessão de empréstimos e captação de depósitos. 2. Avaliação de Resultados No primeiro semestre de 2019, o SICOOB CREDIVERTENTES registrou o resultado de R$3.577.145,37, assim composto: R$494.249,18 referente a Provisão de Juros ao Capital e R$3.082.896,19 referente a Sobras, representando um retorno sobre o Patrimônio Líquido de 5,73%. 3. Ativos Os recursos depositados na Centralização Financeira somaram R$167.078.232,32. Por sua vez a carteira de créditos representava R$223.665.311,13. A carteira de crédito encontrava-se assim distribuída:

Carteira Rural Carteira Comercial

R$ 80.209.788,06 R$ 143.455.523,07

35,86% 64,14%

Os Vinte Maiores Devedores representavam na data-base de 30/06/2019 o percentual de 20,73% da carteira, no montante de R$ 46.371.946,37. 4. Captação As captações, no total de R$ 295.278.259,04, apresentaram uma evolução em relação ao mesmo período do semestre anterior de 16,86%. As captações encontravam-se assim distribuídas:

Depósitos à Vista Depósitos a Prazo Letra de Crédito do Agronegócio

R$ 62.516.431,81 R$183.975.296,44 R$ 48.786.530,79

21,17% 62,31% 16,52%

Os Vinte Maiores Depositantes representavam na data-base de 30/06/2019 o percentual de 10,80% da captação, no montante de R$ 31.893.239,15. 5. Patrimônio de Referência O Patrimônio de Referência do SICOOB CREDIVERTENTES na data base de junho de 2019 é de R$64.837.109,05. O quadro de associados nessa data base de 30/06/2019 está composto por 22.557 cooperados, havendo um acréscimo de 12,69% em relação ao mesmo período do semestre anterior. 6. Política de Crédito A concessão de crédito está pautada em prévia análise do propenso tomador, havendo limites de alçadas pré-estabelecidos a serem observados e cumpridos, cercando ainda a Singular de todas as consultas cadastrais e com análise do Associado através do “RATING” (avaliação por pontos), buscando assim garantir ao máximo a liquidez das operações. O SICOOB CREDIVERTENTES adota a política de classificação de crédito de sua carteira de acordo com as diretrizes estabelecidas na Resolução CMN nº 2.682/99, havendo uma concentração de 81,43% nos níveis de “A” a “C”. 7. Governança Corporativa Governança corporativa é o conjunto de mecanismos e controles, internos e externos, que permitem aos associados definir e assegurar a execução dos objetivos da cooperativa, garantindo a sua continuidade, os princípios cooperativistas ou, simplesmente, a adoção de boas práticas de gestão. Nesse sentido, a administração da Cooperativa tem na assembleia geral, que é a reunião de todos os associados, o poder maior de decisão. A gestão da Cooperativa está alicerçada em papéis definidos, com clara separação de funções. Cabem ao Conselho de Administração as decisões estratégicas e à Diretoria Executiva, a gestão dos negócios da Cooperativa no seu dia a dia. A Cooperativa possui ainda um Agente de Controles Internos, supervisionado diretamente pelo Diretor responsável pelo gerenciamento contínuo de riscos, conforme previsto na resolução 4606/17. Essa diretoria visa acompanhar a aderência aos normativos vigentes, seja interno e/ou sistêmico (Sicoob Central Crediminas e Sicoob Confederação), bem como aqueles oriundos da legislação vigente. Os balanços da Cooperativa são auditados por auditor externo, que emite relatórios, levados ao conhecimento dos Conselhos e da Diretoria. Todos esses processos são acompanhados e fiscalizados pelo Banco Central do Brasil, órgão ao qual cabe a competência de fiscalizar a Cooperativa. Tendo em vista o risco que envolve a intermediação financeira, a Cooperativa adota ferramentas de gestão. Para exemplificar, na concessão de crédito, a Cooperativa adota o Manual de Crédito, aprovado, como muitos outros manuais, pelo Sicoob Confederação e homologado pela Central. Além do Estatuto Social, são adotados regimentos e regulamentos, entre os quais destacamos o Regimento Interno, o Regimento do Conselho de Administração, o Regimento do Conselho Fiscal, o Regulamento Eleitoral. A Cooperativa adota procedimentos para cumprir todas as normas contábeis e fiscais, além de ter uma política de remuneração de seus empregados e estagiários dentro de um plano de cargos e salários que contempla a remuneração adequada, a separação de funções e o gerenciamento do desempenho de todo o seu quadro funcional. Todos esses mecanismos de controle, além de necessários, são fundamentais para levar aos associados e à sociedade em geral a transparência da gestão e de todas as atividades desenvolvidas pela instituição. 8. Conselho Fiscal Eleito na AGO de 2019, com mandato até a AGO de 2022, o Conselho Fiscal tem função complementar à do Conselho de Administração. Sua responsabilidade é verificar de forma sistemática os atos da administração da Cooperativa, bem como validar seus balancetes mensais e seu balanço patrimonial anual. 9. Código de Ética Todos os integrantes da equipe do SICOOB CREDIVERTENTES aderiram, por meio de compromisso firmado, ao Código de Ética e de Conduta Profissional proposto pela Confederação Nacional das Cooperativas do SICOOB – SICOOB CONFEDERAÇÃO e todos os novos funcionários, ao ingressar na Cooperativa, assumem o mesmo compromisso. 10. Sistema de Ouvidoria A Ouvidoria, constituída em 2007 representou um importante avanço a serviço dos cooperados, dispõe de diretor responsável pela área e de um Ouvidor. Atende às manifestações recebidas por meio do Sistema de Ouvidoria do SICOOB, composto por sistema tecnológico específico, atendimento via DDG 0800 e sítio na internet integrado com o sistema informatizado de ouvidoria tendo a atribuição de assegurar o cumprimento das normas relacionadas aos direitos dos usuários de nossos produtos, além de atuar como canal de comunicação com os nossos associados e integrantes das comunidades onde estamos presentes. No 1º semestre de 2019, a Ouvidoria do SICOOB CREDIVERTENTES registrou 18 manifestações de cooperados sobre a qualidade dos produtos e serviços oferecidos pela Cooperativa. Dentre elas, havia reclamações, pedidos de esclarecimento de dúvidas e solicitações de providências relacionadas principalmente a atendimento, cheques, conta corrente, cartão de crédito e operações de crédito e distribuição de sobras. Das 18 reclamações, 10 foram consideradas procedentes e resolvidas dentro dos prazos legais, de maneira satisfatória para as partes envolvidas, em perfeito acordo com o previsto na legislação vigente. E quanto as outras 08 restantes foram consideradas como improcedentes. 11. Fundo Garantidor do Cooperativismo de Crédito - FGCoop De acordo com seu estatuto, o Fundo Garantidor do Cooperativismo de Crédito- FGCoop tem por objeto prestar garantia de créditos nos casos de decretação de intervenção ou de liquidação extrajudicial de instituição associada, até o limite de R$ 250 mil por associado, bem como contratar operações de assistência, de suporte financeiro e de liquidez com essas instituições. O Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou resolução que estabelece a forma de contribuição das instituições associadas ao Fundo Garantidor do Cooperativismo de Crédito (FGCoop), ratifica também seu estatuto e regulamento. Conforme previsto na Resolução nº 4.150, de 30.10.2012, esse fundo possui como instituições associadas todas as cooperativas singulares de crédito do Brasil e os bancos cooperativos integrantes do Sistema Nacional de Crédito Cooperativo (SNCC). Conforme previsto no artigo 2º da Resolução/CMN nº 4.284, de 05/11/2013, a contribuição mensal ordinária das instituições associadas ao Fundo é de 0,0125%, dos saldos das obrigações garantidas, que abrangem as mesmas modalidades protegidas pelo Fundo Garantidor de Créditos dos bancos, o FGC, ou seja, os depósitos à vista e a prazo, as letras de crédito do agronegócio, entre outros. As contribuições ao FGCoop pelas instituições a ele associadas tiveram início a partir do mês de março de 2014 e recolhidas no prazo estabelecido no § 4º do art. 3º da Circular 3.700, de 06/03/2014. Ainda nos termos de seu estatuto, a governança do Fundo será exercida pela Assembleia Geral, pelo Conselho de Administração e pela Diretoria Executiva, e está estruturada de modo a permitir a efetiva representatividade das associadas, sejam elas cooperativas independentes ou filiadas a sistemas cooperativistas de crédito, sendo o direito de voto proporcional às respectivas contribuições ordinárias. Agradecimentos Agradecemos aos nossos associados pela preferência e confiança e aos empregados pela dedicação. São Tiago (MG), 16 de agosto de 2019. Conselho de Administração e Diretoria Cooperativa de Crédito de Livre Admissão Campos das Vertentes Ltda. SICOOB CREDIVERTENTES

Flávia Alves Coelho

Diretora Executiva Administrativa

Luiz Henrique Garcia

Diretor Executivo Financeiro

Helder Resende

Diretor Executivo de Gestão de Risco

Cooperativa de Crédito de Livre Admissão Campos das Vertentes Ltda. SICOOB CREDIVERTENTES BALANÇOS PATRIMONIAIS EM 30 DE JUNHO DE 2019 E DE 2018 (Valores expressos reais – R$) ATIVO Circulante Nota Disponibilidades Relações Interfinanceiras 5 Centralização Financeira - Cooperativas Operações de Crédito 6 Operações de Crédito (Provisão para Operações de Crédito de Liquidação Duvidosa) Outros Créditos 7 Créditos por Avais e Fianças Honrados Rendas a Receber Diversos (Provisão para Outros Créditos de Liquidação Duvidosa) Outros Valores e Bens 8 Outros Valores e Bens Despesas Antecipadas

30/06/2019 274.188.453,16 5.521.307,05 167.078.232,32 167.078.232,32 94.314.643,63 108.634.540,07 (14.319.896,44) 1.427.077,11 301.991,53 773.399,89 558.424,67 (206.738,98) 5.847.193,05 5.430.355,30 416.837,75

30/06/2018 250.542.377,99 3.464.021,91 144.227.837,75 144.227.837,75 97.134.680,88 105.166.657,94 (8.031.977,06) 1.403.728,63 86.483,87 733.749,85 651.887,34 (68.392,43) 4.312.108,82 4.075.376,58 236.732,24

Realizável a Longo Prazo Operações de Crédito Operações de Crédito Outros Créditos Diversos

116.255.812,86 115.030.771,06 115.030.771,06 1.225.041,80 1.225.041,80

92.404.102,26 91.304.004,51 91.304.004,51 1.100.097,75 1.100.097,75

6 7

Permanente Investimentos Participações em Cooperativas Outros Investimentos Imobilizado em Uso Imóveis de Uso Outras Imobilizações de Uso (Depreciações Acumuladas)

14.345.272,16 8.095.657,42 8.025.084,70 70.572,72 6.249.614,74 386.219,70 9.705.380,31 (3.841.985,27)

9 10

TOTAL DO ATIVO As Notas Explicativas são parte integrante das demonstrações contábeis.

404.789.538,18

Cooperativa de Crédito de Livre Admissão Campos das Vertentes Ltda. SICOOB CREDIVERTENTES BALANÇOS PATRIMONIAIS EM 30 DE JUNHO DE 2019 E DE 2018 (Valores expressos reais – R$) 30/06/2019 PASSIVO 320.536.158,61 Circulante Nota Depósitos 11 246.491.728,25 Depósitos à Vista 62.516.431,81 Depósitos a Prazo 183.975.296,44 Recursos de Aceites e Emissão de Títulos 12 48.631.268,05 Recursos Letras Imob, Hipotec, Créd Similares 48.631.268,05 Relações Interfinanceiras 13 17.624.002,74 Repasses Interfinanceiros 17.624.002,74 Relações Interdependências 14 553.502,45 Recursos em Trânsito de Terceiros 553.502,45 Outras Obrigações 15 7.235.657,12 Cobrança e Arrecadação de Tributos e Assemelhados 167.248,31 Sociais e Estatutárias 2.126.911,83 Fiscais e Previdenciárias 761.139,23 Diversas 4.180.357,75 Exigível a Longo Prazo Recursos de Aceites e Emissão de Títulos Recursos Letras Imob, Hipotec, Créd Similares

12 13

Relações Interfinanceiras Repasses Interfinanceiros Outras Obrigações Diversas

15

Patrimônio Líquido Capital Social De Domiciliados no País (Capital a Realizar) Reserva de Lucros Sobras Acumuladas

17

TOTAL As Notas Explicativas são parte integrante das demonstrações contábeis.

12.166.295,49 6.499.155,24 6.428.582,52 70.572,72 5.667.140,25 378.924,70 8.403.690,75 (3.115.475,20) 355.112.775,74

30/06/2018 278.398.360,19 213.628.548,96 50.889.171,54 162.739.377,42 39.057.237,07 39.057.237,07 19.377.250,90 19.377.250,90 202.680,21 202.680,21 6.132.643,05 191.295,02 1.919.688,07 599.343,79 3.422.316,17

14.875.665,47 155.262,74 155.262,74

14.040.156,23 -

13.489.337,11 13.489.337,11 1.231.065,62 1.231.065,62

12.934.544,31 12.934.544,31 1.105.611,92 1.105.611,92

69.377.714,10 35.955.787,36 36.016.468,96 (60.681,60) 30.339.030,55 3.082.896,19

62.674.259,32 33.413.933,52 33.567.474,65 (153.541,13) 23.319.007,60 5.941.318,20

404.789.538,18

355.112.775,74

Cooperativa de Crédito de Livre Admissão Campos das Vertentes Ltda. SICOOB CREDIVERTENTES DEMONSTRAÇÕES DE SOBRAS OU PERDAS PARA OS SEMESTRES FINDOS EM 30 DE JUNHO DE 2019 E DE 2018 (Valores expressos reais – R$) Nota

Receitas (Ingressos) da Intermediação Financeira Operações de Crédito Despesas (Dispêndios) da Intermediação Financeira Operações de Captação no Mercado Operações de Empréstimos, Cessões e Repasses Provisão para Operações de Créditos Resultado Bruto Intermediação Financeira Outras Receitas / Despesas (Ingressos / Dispêndios) Operacionais Receitas (Ingressos) de Prestação de Serviços Rendas (Ingressos) de Tarifas Bancárias Despesas (Dispêndios) de Pessoal Outras Despesas (Dispêndios) Administrativas Despesas (Dispêndios) Tributárias Ingressos de Depósitos Intercooperativos Outras Receitas (Ingressos) Operacionais Outras Despesas (Dispêndios) Operacionais

19 20

Resultado Operacional Resultado Não Operacional

30/06/2019

30/06/2018

21.030.248,82 21.030.248,82

19.024.674,32 19.024.674,32

(12.966.995,73) (6.621.188,92) (1.261.910,74) (5.083.896,07)

(8.842.498,71) (5.927.791,23) (1.287.121,20) (1.627.586,28)

8.063.253,09

10.182.175,61

(3.426.038,05) 2.573.878,99 2.968.125,82 (7.421.103,10) (6.528.018,17) (206.974,20) 4.763.828,52 1.830.178,19 (1.405.954,10)

(3.038.533,08) 1.782.046,68 2.480.474,95 (6.373.457,61) (5.751.443,46) (155.750,04) 4.172.104,68 1.487.978,52 (680.486,80)

4.637.215,04

7.143.642,53

(95.676,70)

21

Resultado Antes da Tributação/Participações

(42.651,34)

4.541.538,34

Imposto de Renda sobre Atos Não Cooperativos Contribuição Social sobre Atos Não Cooperativos Participação no Lucro (Sobra)

7.100.991,19

(239.141,18) (153.492,00) (571.759,79)

LUCRO/PREJUÍZO(SOBRA/PERDA) LÍQUIDO JUROS SOBRE CAPITAL PRÓPRIO

18

LUCRO/PREJUÍZO(SOBRA/PERDA) LÍQUIDO APÓS O JUROS AO CAPITAL As Notas Explicativas são parte integrante das demonstrações contábeis.

(175.837,08) (126.614,53) (488.535,33)

3.577.145,37

6.310.004,25

494.249,18

368.686,05

3.082.896,19

5.941.318,20

Cooperativa de Crédito de Livre Admissão Campos das Vertentes Ltda. SICOOB CREDIVERTENTES DEMONSTRAÇÕES DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO PARA OS SEMESTRES FINDOS EM 30 DE JUNHO DE 2019 E DE 2018 (Valores expressos reais – R$) Capital Reservas de Sobras Sobras ou Perdas Totais Eventos Capital Capital a Legal Acumuladas Subscrito Realizar Saldos em 31/12/2017 Ao Capital Por Subscrição/Realização Por Devolução ( - ) Sobras ou Perdas Líquidas Provisão de Juros ao Capital Saldos em 30/06/2018

33.481.686,01 1.502.896,94 365.097,51 (1.782.205,81)

(158.143,91)

23.319.007,60

33.567.474,65

(153.541,13)

23.319.007,60

Saldos em 31/12/2018

34.561.254,87

(127.718,16)

30.339.030,55

4.602,78

Ao Capital 1.994.904,22 Cotas de Capital à Pagar - Ex associados Por Subscrição/Realização 231.955,54 67.036,56 Por Devolução ( - ) (771.645,67) Sobras ou Perdas Líquidas Provisão de Juros ao Capital Saldos em 30/06/2019 36.016.468,96 (60.681,60) As Notas Explicativas são parte integrante das demonstrações contábeis.

30.339.030,55

1.502.896,94 (1.502.896,94)

58.145.446,64

6.310.004,25 (368.686,05) 5.941.318,20

369.700,29 (1.782.205,81) 6.310.004,25 (368.686,05) 62.674.259,32

2.005.720,85

66.778.288,11

(1.994.904,22) (10.816,63)

(10.816,63) 298.992,10 (771.645,67) 3.577.145,37 (494.249,18) 69.377.714,10

3.577.145,37 (494.249,18) 3.082.896,19

Cooperativa de Crédito de Livre Admissão Campos das Vertentes Ltda. SICOOB CREDIVERTENTES DEMONSTRAÇÕES DOS FLUXOS DE CAIXA PARA OS SEMESTRES FINDOS EM 30 DE JUNHO DE 2019 E DE 2018 (Valores expressos reais – R$) DESCRIÇÃO 30/06/2019 30/06/2018 Atividades Operacionais 6.162.231,44 Sobras Líquidas Ajustadas 8.337.771,39 6.310.004,25 Sobras/Perdas Líquidas antes das destinações Estatutárias 3.577.145,37 (147.772,81) Ajuste as Sobras Líquidas: 4.760.626,02 132.075,67 IRPJ / CSLL 178.624,07 (528.701,48) Provisão para Operações de Crédito 4.197.307,76 356.255,34 Depreciações e Amortizações 435.445,12 (284.248,71) Distribuição de Sobras da Cooperativa Central - Capitalização (178.575,05) 491.535,33 Provisão Gratificação/Participação/Premiação aos Empregados 575.110,43 (368.686,05) Provisão de Juros ao Capital (494.249,18) 74.821,06 Provisão para passivos contingentes 46.048,64 (20.823,97) Depósitos em Garantia Baixa no Imobilizado 914,23 (12.115.854,07) Aumento / Redução em Ativos Operacionais (15.913.214,43) (10.755.100,84) Operações de Crédito (14.145.751,19) (368.801,84) Outros Créditos (152.772,99) (991.951,39) Outros Valores e Bens (1.614.690,25) 29.013.771,59 Aumento / Redução em Passivos Operacionais 25.397.597,70 10.488.853,05 Depósitos a Vista 6.217.599,54 (18.504,49) Depósitos sob Aviso (82.443,71) 15.082.017,44 Depósitos a Prazo 12.785.150,81 6.650.536,81 Recursos de Aceites e Emissção de Títulos 10.971.660,36 (6.370.277,39) Outras Obrigações (139.597,56) 90.773,36 Relações Interdependências (4.453.742,01) 3.090.372,81 Relações Interfinanceiras 98.970,27 16.897.917,52 Caixa Líquido Aplicado em Atividades Operacionais 9.484.383,27 Atividades de Investimentos (957.403,02) Inversões em Imobilizado de Uso (606.537,93) (25.104,10) Inversões em Investimentos (33.509,77) 108.705,83 Baixa Imobilizado (873.801,29) Caixa Líquido Aplicado / Originado em Investimentos (640.047,70) Atividades de Financiamentos 369.700,29 Aumento por novos aportes de Capital 298.992,10 (1.782.205,81) Devolução de Capital à Cooperados (771.645,67) Destinação de Sobras Exercício Anterior Cotas de Capital à Paga (10.816,63) (1.412.505,52) Caixa Líquido Aplicado / Originado em Investimentos (483.470,20) Aumento / Redução Líquida das Disponibilidades Modificações em Disponibilidades Líquida No Ínicio do Período No Fim do Período Variação Líquida das Disponibilidades

16.698.636,76

20.773.842,15

156.674.302,50 173.372.939,26 16.698.636,76

127.642.549,80 148.416.391,95 20.773.842,15

Cooperativa de Crédito de Livre Admissão Campos das Vertentes Ltda. SICOOB CREDIVERTENTES - CNPJ - 22.724.710/0001-05 NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS PARA OS SEMESTRES FINDOS EM 30/06/2019 e 30/06/2018 (Valores expressos em reais, exceto quando especificado) 1. Contexto operacional A Cooperativa de Crédito de Livre Admissão Campos das Vertentes Ltda. - SICOOB CREDIVERTENTES é uma cooperativa de crédito singular, instituição financeira não bancária, fundada em 27/08/1986, filiada à Cooperativa Central de Crédito de Minas Gerais Ltda. – SICOOB CENTRAL CREDIMINAS e componente da Confederação Nacional das Cooperativas do SICOOB – SICOOB CONFEDERAÇÃO, em conjunto com outras cooperativas singulares e centrais. Tem sua constituição e o funcionamento regulamentados pela Lei nº 4.595/64, que dispõe sobre a Política e as Instituições Monetárias, Bancárias e Creditícias, pela Lei nº 5.764/71, que define a Política Nacional do Cooperativismo, pela Lei Complementar nº 130/09, que dispõe sobre o Sistema Nacional de Crédito Cooperativo e pela Resolução CMN nº 4.434/15, do Conselho Monetário Nacional, que dispõe sobre a constituição e funcionamento de cooperativas de crédito. O SICOOB CREDIVERTENTES possui 19 Postos de Atendimento – (PA), nas seguintes localidades: São Tiago, Mercês de Água Limpa, Conceição da Barra de Minas, Ritápolis, Resende Costa, Coronel Xavier Chaves, São João del Rei, Dores de Campos, Prados, Nazareno, Itutinga, Barbacena, Morro do Ferro, Ibertioga, Madre de Deus de Minas, Alfredo Vasconcelos, Senhora dos Remédios, Belo Horizonte e Piedade do Rio Grande. O SICOOB CREDIVERTENTES tem como atividade preponderante a operação na área creditícia, tendo como finalidade: (i) Proporcionar, através da mutualidade, assistência financeira aos associados; (ii) Oferecer formação educacional de seus associados, no sentido de fomentar o cooperativismo, através da ajuda mútua da economia sistemática e do uso adequado do crédito; e (iii) Praticar, nos termos dos normativos vigentes, as seguintes operações dentre outras: captação de recursos, concessão de créditos, prestação de garantias, prestação de serviços, formalização de convênios com outras instituições financeiras e aplicação de recursos no mercado financeiro, inclusive depósitos a prazo com ou sem emissão de certificado, visando preservar o poder de compra da moeda e remunerar os recursos. 2. Apresentação das demonstrações contábeis As demonstrações contábeis são de responsabilidades da Administração da Cooperativa e

foram elaboradas de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil, consideradas as alterações exigidas pelas Leis nº 11.638/07 e nº 11.941/09, adaptadas às peculiaridades da legislação cooperativista e às normas e instruções do Banco Central do Brasil – BACEN, bem como apresentadas conforme o Plano Contábil das Instituições do Sistema Financeiro Nacional – COSIF. Desta forma, as demonstrações contábeis foram revisadas e aprovadas pela diretoria, em sua reunião datada de 16/08/2019. Na elaboração das demonstrações contábeis faz-se necessário utilizar estimativas para contabilizar determinados ativos e passivos entre outras transações. As demonstrações contábeis da Cooperativa incluem, portanto, estimativas referentes à provisão para créditos de liquidação duvidosa, à seleção das vidas úteis dos bens do ativo imobilizado, às provisões necessárias para causas judiciais, entre outras. Os resultados reais podem apresentar variação em relação às estimativas utilizadas. A Demonstração de Fluxo de Caixa – DFC publicada no primeiro semestre de 2018 sofreu algumas modificações na sua estrutura em relação ao primeiro semestre de 2019. Foram considerados todos os efeitos, provisões e valores que de certa forma afetaram o resultado, porém não afetaram o caixa, sendo excluídos ou adicionados conforme cada caso. As modificações ocorreram nas disponibilidades líquidas tendo acréscimo da receita definitiva da centralização financeira e ajustes a sobra líquida, sendo o valor da provisão de IRPJ e CSLL considerado apenas o saldo do trimestre. Em aderência ao processo de convergência às normas internacionais de Contabilidade, algumas Normas e suas Interpretações foram emitidas pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC), as quais serão aplicadas às instituições financeiras quando aprovadas pelo Banco Central do Brasil. Nesse sentido, os Pronunciamentos Contábeis já aprovados pelo Banco Central do Brasil são: CPC Conceitual Básico (R1) - Resolução CMN nº 4.144/12; CPC 01(R1) - Redução ao Valor Recuperável de Ativos - Resolução CMN nº 3.566/08; CPC 03 (R2) - Demonstrações do Fluxo de Caixa - Resolução CMN nº 3.604/08; CPC 05 (R1) - Divulgação sobre Partes Relacionadas - Resolução CMN nº 3.750/09; CPC 10 (R1) - Pagamento Baseado em Ações - Resolução CMN nº 3.989/11; CPC 23 – Políticas Contábeis, Mudança de Estimativa e Retificação de Erro. – Resolução CMN nº 4.007/11; CPC 24 - Evento Subsequente - Resolução CMN nº 3.973/11; CPC 25 – Provisões, Passivos Contingentes e Ativos Contingentes – Resolução CMN nº 3.823/09, CPC 26 - Apresentação das Demonstrações Contábeis – Resolução CMN nº1.376/11, CPC 33 (R1) - Benefícios a Empregados – Resolução CMN nº4.424/15, CPC 02 (R2) - Efeitos das mudanças nas taxas de câmbio e conversão de demonstrações contábeis - Resolução CMN nº 4.524/16, CPC 04 (R1) - Ativo Intangível - Resolução CMN nº 4.534/16 e CPC 27 - Ativo Imobilizado - Resolução CMN nº 4.535/16. Em consonância com a Resolução CMN 4.434/15 inciso II do artigo 45, não é mais objeto da auditoria externa a revisão das demonstrações contábeis relativas ao 1º semestre das cooperativas singulares, consequentemente as demonstrações contábeis estão sendo publicadas/ divulgadas sem a opinião dos auditores externos. 3. Resumo das principais práticas contábeis a) Apuração do resultado Os ingressos/receitas e os dispêndios/despesas são registradas de acordo com o regime de competência. As receitas com prestação de serviços, típicas ao sistema financeiro, são reconhecidas quando da prestação de serviços ao associado ou a terceiros. Os dispêndios e as despesas e os ingressos e receitas operacionais, são proporcionalizados de acordo com os montantes do ingresso bruto de ato cooperativo e da receita bruta de ato não-cooperativo, quando não identificados com cada atividade. b) Estimativas contábeis Na elaboração das demonstrações contábeis faz-se necessário utilizar estimativas para determinar o valor de certos ativos, passivos e outras transações considerando a melhor informação disponível. Incluem, portanto, estimativas referentes à provisão para créditos de liquidação duvidosa, à vida útil dos bens do ativo imobilizado, provisões para causas judiciais, dentre outros. Os resultados reais podem apresentar variação em relação às estimativas utilizadas. c) Caixa e equivalentes de caixa Caixa e equivalentes de caixa, conforme Resolução CMN nº 3.604/2008, incluem as rubricas caixa, depósitos bancários e as relações interfinanceiras de curto prazo e de alta liquidez, com risco insignificante de mudança de valores e limites, com prazo de vencimento igual ou inferior a 90 dias. d) Operações de crédito As operações de crédito com encargos financeiros pré-fixados são registradas a valor futuro, retificadas por conta de rendas a apropriar e as operações de crédito pós-fixadas são registradas a valor presente, calculadas por critério “pro rata temporis”, com base na variação dos respectivos indexadores pactuados. e) Provisão para operações de crédito Constituída em montante julgado suficiente pela Administração para cobrir eventuais perdas na realização dos valores a receber, levando-se em consideração a análise das operações em aberto, as garantias existentes, a experiência passada, a capacidade de pagamento e liquidez do tomador do crédito e os riscos específicos apresentados em cada operação, além da conjuntura econômica. As Resoluções CMN nº 2697/2000 e 2.682/1999 estabeleceram os critérios para classificação das operações de crédito definindo regras para constituição da provisão para operações de crédito, as quais estabelecem nove níveis de risco, de AA (risco mínimo) a H (risco máximo). f) Depósitos em garantia Existem situações em que a cooperativa questiona a legitimidade de determinados passivos ou ações em que figura como polo passivo. Por conta desses questionamentos, por ordem judicial ou por estratégia da própria administração, os valores em questão podem ser depositados em juízo, sem que haja a caracterização da liquidação do passivo. g) Investimentos Representados substancialmente por quotas do SICOOB Central Crediminas e ações do Bancoob, avaliadas pelo método de custo de aquisição. h) Imobilizado Equipamentos de processamento de dados, móveis, utensílios e outros equipamentos, instalações, edificações, veículos, benfeitorias em imóveis de terceiros e softwares, são demonstrados pelo custo de aquisição, deduzido da depreciação acumulada. A depreciação é calculada pelo método linear para reduzir o custo de cada ativo a seus valores residuais de acordo com as taxas aplicáveis e levam em consideração a vida útil econômica dos bens. i) Intangível Correspondem aos direitos adquiridos que tenham por objeto bens incorpóreos destinados à manutenção da Cooperativa ou exercidos com essa finalidade. Os ativos intangíveis com vida útil definida são geralmente amortizados de forma linear no decorrer de um período estimado de benefício econômico. j) Ativos contingentes Não são reconhecidos contabilmente, exceto quando a Administração possui total controle da situação ou quando há garantias reais ou decisões judiciais favoráveis sobre as quais não cabem mais recursos contrários, caracterizando o ganho como praticamente certo. Os ativos contingentes com probabilidade de êxito provável, quando aplicável, são apenas divulgados em notas explicativas às demonstrações contábeis. k) Obrigações por empréstimos e repasses As obrigações por empréstimos e repasses são reconhecidas inicialmente no recebimento dos recursos, líquidos dos custos da transação. Em seguida, os saldos dos empréstimos tomados são acrescidos de encargos e juros proporcionais ao período incorrido (“pro rata temporis”), assim como das despesas a apropriar referente aos encargos contratados até o final do contrato, quando calculáveis. l) Demais ativos e passivos São registrados pelo regime de competência, apresentados ao valor de custo ou de realização, incluindo, quando aplicável, os rendimentos e as variações monetárias auferidas, até a data do balanço. Os demais passivos são demonstrados pelos valores conhecidos ou calculáveis, acrescidos, quando aplicável, dos correspondentes encargos e das variações monetárias incorridas. m) Provisões São reconhecidas quando a cooperativa tem uma obrigação presente legal ou implícita como resultado de eventos passados, sendo provável que um recurso econômico seja requerido para saldar uma obrigação legal. As provisões são registradas tendo como base as melhores estimativas do risco envolvido. n) Passivos contingentes São reconhecidos contabilmente quando, com base na opinião de assessores jurídicos, for considerado provável o risco de perda de uma ação judicial ou administrativa, gerando uma provável saída no futuro de recursos para liquidação das ações, e quando os montantes envolvidos forem mensurados com suficiente segurança. As ações com chance de perda possível são apenas divulgadas em nota explicativa às demonstrações contábeis e as ações com chance remota de perda não são divulgadas. o) Obrigações legais São aquelas que decorrem de um contrato por meio de termos explícitos ou implícitos, de uma lei ou outro instrumento fundamentado em lei, aos quais a Cooperativa tem por diretriz. p) Imposto de renda e contribuição social O imposto de renda e a contribuição social sobre o lucro são calculados sobre o resultado apurado em operações consideradas como atos não-cooperativos de acordo com o Decreto 9.580/2018, art. 194, art. 183. O resultado apurado em operações realizadas com cooperados não tem incidência de tributação conforme art. 193 do mesmo Decreto. q) Segregação em circulante e não circulante Os valores realizáveis e exigíveis com prazos inferiores a 365 dias estão classificados no circulante, e os prazos superiores, no longo prazo (não circulante). r) Valor recuperável de ativos – impairment A redução do valor recuperável dos ativos não financeiros (impairment) é reconhecida como perda, quando o valor de contabilização de um ativo, exceto outros valores e bens, for maior do que o seu valor recuperável ou de realização. As perdas por “impairment”, quando aplicável, são registradas no resultado do período em que foram identificadas. Em 30 de junho de 2019 não existem indícios da necessidade de redução do valor recuperável dos ativos não financeiros. s) Eventos subsequentes Correspondem aos eventos ocorridos entre a data-base das demonstrações contábeis e a data de autorização para a sua emissão. São compostos por: • Eventos que originam ajustes: são aqueles que evidenciam condições que já existiam na data-base das demonstrações contábeis; e • Eventos que não originam ajustes: são aqueles que evidenciam condições que não existiam na data-base das demonstrações contábeis. Não houve qualquer evento subsequente para as demonstrações contábeis encerradas em 30 de junho de 2019. 4. Caixa e equivalente de caixa O caixa e equivalente de caixa compreendem: 30/06/2019 Caixa e depósitos bancários Relações interfinanceiras – centralização financeira Receita definitiva centralização financeira Total

30/06/2018

5.521.307,05

3.464.021,91

167.078.232,32 773.399,89 173.372.939,26

144.227.837,75 724.532,29 148.416.391,95

5. Relações interfinanceiras Em 30 de junho de 2019 e 2018, as aplicações em Relações Interfinanceiras estavam assim compostas: Descrição Centralização Financeira – Cooperativas (a) Total

30/06/2019

30/06/2018

167.078.232,32

144.227.837,75

167.078.232,32

144.227.837,75

(a) Referem-se à centralização financeira das disponibilidades líquidas da cooperativa, depositadas junto ao SICOOB CENTRAL CREDIMINAS, conforme determinado no art. 24, da Resolução CMN nº 4.434/15. 6. Operações de crédito Composição da carteira de crédito por modalidade: 30/06/2019

Modalidade

Circulante

Adiantamento a Depositante Cheque Especial / Conta Garantida

Não Circulante

422.640,73

-

4.217.789,54

-

30/06/2018

Total 422.640,73

483.264,63

4.217.789,54

3.736.139,46

Empréstimos

35.967.395,88 52.006.727,65

87.974.123,53

73.692.290,80

Financiamentos

12.875.416,01 22.840.773,71

35.716.189,72

21.753.790,45

Títulos Descontados

15.124.779,55

15.124.779,55

12.069.829,16

Financiamento Rural e Agroindustriais

40.026.518,36 40.183.269,70

80.209.788,06

51.897.708,78

(14.319.896,44)

(8.031.977,06)

(-) Provisão para Perda com Op. de Crédito Total

-

(14.319.896,44)

-

94.314.643,63 115.030.771,06

209.345.414,69 188.438.685,39

Composição por tipo de operação, e classificação por nível de risco de acordo com a Resolução CMN nº 2.682/1999: Nível / Percentual de Risco / Situação 30/06/2019 30/06/2019 AA A

-

Total em

Provisões

30/06/2018

30/06/2018

Total em

Normal

10.176.004,89

0,50% Normal

64.294.926,32

(321.474,73) 75.303.849,89

(376.519,30)

74.733.731,13

(747.337,54) 77.810.967,76

(778.109,79)

B

1%

B

1%

C

3%

C

3%

D

10%

D

10%

E

30%

E

30%

F

50%

F

50%

G

70%

G

70%

H

100%

H

100%

Normal Vencidas Normal Vencidas Normal Vencidas Normal Vencidas Normal Vencidas Normal Vencidas Normal Vencidas

-

Provisões

128.924,60

5.484.406,07

(1.289,25)

31.707.356,80

-

2.584.271,05

(25.842,71)

(951.220,99) 13.363.504,36

(400.905,19)

1.092.997,58

(32.789,94)

1.784.374,23

(53.531,23)

19.064.550,22

(1.906.455,59)

5.427.161,61

(542.716,24)

4.386.858,06

(438.685,94)

3.238.353,97

(323.835,44)

6.469.527,65

(1.940.858,88)

2.685.246,68

(805.574,25)

1.661.053,51

739.842,68

(369.921,45)

1.153.504,05

(576.752,11)

2.039.335,53

(1.019.668,07)

1.386.734,57

(693.367,39)

191.971,09

(134.379,80)

107.312,00

(75.118,41)

1.012.660,31

(708.862,43)

361.478,59

(253.035,05)

252.703,73

(252.703,73)

523.527,56

(523.527,56)

4.417.850,03

(4.417.850,03)

4.813.947,06 (1.444.184,33) (498.316,13)

1.737.040,00 (1.737.040,00)

Total Normal

207.901.438,34

(6.895.176,54) 183.717.356,53 (4.447.009,10)

Total Vencido

15.763.872,79

(7.424.719,90) 12.753.305,92 (3.584.967,96)

Total Geral

223.665.311,13 (14.319.896,44) 196.470.662,45 (8.031.977,06)

Provisões

(14.319.896,44)

-

(8.031.977,06)

-

Total Líquido

209.345.414,69

-

188.438.685,39

-

Composição da carteira de crédito por faixa de vencimento (em dias): Descrição

Sem Vencimento

Empréstimos Títulos Descontados Financiamentos Financiamentos Rurais Adiantamento a 422.640,73 Depositantes Cheque Especial / Conta 4.217.789,54 Garantida Total 4.640.430,27

Até 90

De 91 a 360

Acima de 360

Total

13.503.880,61 22.463.515,27 52.006.727,65 87.974.123,53 14.286.323,45 838.456,10 3.631.729,79

-

9.243.686,22

15.124.779,55

22.840.773,71 35.716.189,72

13.461.571,53 26.564.946,83 40.183.269,70 80.209.788,06

-

-

-

422.640,73

-

-

-

4.217.789,54

44.883.505,38 59.110.604,42

115.030.771,06 223.665.311,13

Composição da carteira de crédito por tipo de produto, cliente e atividade econômica: Empréstimo / Financiamento

Conta Corrente

Setor Privado Comércio

478.922,78

7.518.283,13 2.440.915,50

-

10.438.121,41

5%

Setor Privado Indústria

85.905,32 2.544.585,91 1.126.807,37

-

3.757.298,60

2%

Setor Privado - 1.867.603,58 36.233.097,74 7.096.196,97 Serviços

-

Pessoa Física Outros TOTAL

Título Crédito Rural Descontado

% da Carteira

Descrição

30/06/2019

45.196.898,29 20%

2.193.465,22 75.820.179,75 4.146.473,83 79.895.748,85 162.055.863,22 72% 14.528,94 1.574.166,72

314.385,88

314.043,64 2.217.125,18

1%

4.640.425,84 123.690.313,25 15.124.779,55 80.209.792,49 223.665.311,13 100%

Movimentação da provisão para créditos de liquidação duvidosa de operações de crédito: Descrição Saldo Inicial Constituições/Reversões no período

30/06/2019 10.122.588,68 4.983.485,73

30/06/2018 8.560.678,54 1.585.706,13

(786.177,97) 14.319.896,44

(2.114.407,61) 8.031.977,06

Transferência para Prejuízo no período Total Concentração dos Principais Devedores: Descrição Maior Devedor 10 Maiores Devedores 50 Maiores Devedores

30/06/2019 % Carteira Total 6.201.639,25 2,77% 32.506.428,92 14,53% 72.544.382,62 32,43%

30/06/2018 % Carteira Total 5.796.174,01 2,95% 31.080.397,70 15,81% 69.665.465,05 35,44%

Movimentação de Créditos Baixados Como Prejuízo: Descrição 30/06/2019 30/06/2018 Saldo inicial 10.791.659,80 8.549.374,00 Valor das operações transferidas no período 786.177,97 2.114.407,61 Valor das operações recuperadas no período (188.985,89) (741.340,39) Valor dos descontos concedidos nas operações recuperadas (1.039,53) (3.469,52) Total 11.387.812,35 9.918.971,70 Receitas de Operações de Crédito: Rendas de Operações de Crédito

30/06/2019

30/06/2018

Rendas de Adiantamentos a depositantes

378.950,12

477.470,06

Rendas de Empréstimos

10.550.669,87 9.106.494,54

Rendas de Títulos Descontados

1.772.182,68 1.614.743,05

Rendas de Financiamentos

3.181.455,38 2.015.320,06

Rendas de Financ. Rurais - Aplicações Livres

3.959.281,29 3.680.324,78

Rendas de Financ. Rurais - Aplicações repassadas e Refinanc.

976.470,71 1.320.175,62

Recuperação de Créditos Baixados como Prejuízo

211.238,77

810.146,21

Total de Operações de Crédito 21.030.248,82 19.024.674,32 7. Outros créditos Valores referentes às importâncias devidas a Cooperativa por pessoas físicas ou jurídicas domiciliadas no país, conforme demonstrado: Descrição Créditos por Avais e Fianças Honrados Rendas a Receber (a) Devedores por Depósito e Garantia (b) Títulos e Créditos a Receber (c) Devedores Diversos (d) (-) Provisão para Outros Créditos (e) Total

30/06/2019 301.991,53 773.399,89 1.225.041,80 233.477,76 324.946,91 (206.738,98) 2.652.118,91

30/06/2018 86.483,87 733.749,85 1.100.097,75 178.080,34 473.807,00 (68.392,43) 2.503.826,38

Em Rendas a Receber estão registrados: e receita sobre saldo mantido na Centralização Financeira do SICOOB CENTRAL CREDIMINAS (R$773.399,89);


ANO XVI Nº 197 - SETEMBRO 2019

• PÁG. 15

JORNAL DAS LAJES

Informe Publicitário Em Devedores por Depósito em Garantia estão registrados depósitos judiciais para: Recursos Fiscais (R$51.666,06), PIS sobre Atos Cooperativos (R$315.391,40), Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ) (R$87.390,50), PIS sobre Folha de Pagamento (R$754.536,04) e outros (R$16.057,80); Em Títulos e Créditos a Receber estão registrados os valores a receber de tarifas (R$233.477,76); Em Devedores Diversos estão registrados os adiantamento de gratificação (R$52.165,68), adiantamento de férias aos colaboradores (R$28.850,12), adiantamentos para despesas diversas (R$115.515,85), vendas financiadas de bens não de uso próprio (R$24.000,00), impostos e contribuições a compensar (R$74.558,75), pendências a regularizar (R$5.031,72), diferenças de compensação a receber do BANCOOB (R$6.901,83) e outros (R$17.922,96); A provisão para outros créditos de liquidação duvidosa foi apurada com base na classificação por nível de risco, de acordo com a Resolução CMN nº 2.682/1999, conforme demonstrado a seguir: Nível / Percentual de Risco / Situação B

Outros Créditos

Avais e Fianças Honrados

1%

Total em

Provisões

Provisões

24.000,00

30/06/2018

24.000,00

30/06/2018

(240,00)

-

-

E

30%

85.063,05

-

85.063,05 (25.518,93)

40.034,51 (12.010,38)

F

50%

21.810,91

-

21.810,91 (10.905,48)

3.817,77 (1.908,90)

G

70%

83.476,68

-

83.476,68 (58.433,68)

H

100% 111.640,89

-

528,13

111.640,89 (111.640,89)

(369,69)

54.103,46 (54.103,46)

Total Geral

301.991,53

Provisões

(206.498,98)

(240,00) (206.738,98)

(68.392,43)

95.492,55

23.760,00 119.252,55

30.091,44

Total Líquido

24.000,00 325.991,53 (206.738,98)

98.483,87 (68.392,43)

8. Outros valores e bens Descrição

30/06/2019

Bens Não de Uso Próprio

30/06/2018

5.430.355,30

Material em Estoque

4.064.470,58

-

Despesas Antecipadas Total

10.906,00

416.837,75

236.732,24

5.847.193,05

4.312.108,82

Recebimento de imóveis em dação de pagamento de dívidas, no valor de (4.463.787,31), e recebimento de máquinas e equipamentos no valor de (966.567,99), sendo um total de 5.430.355,30. Em despesas antecipadas é referente a prêmios de seguros (69.627,42),contribuição confederativa (18.654,95), contribuição cooperativista (57.843,93), processamento de dados (1.349,45), vale refeição e alimentação (124.740,00) e fundo de ressarcimento de valores FVR (126.394,53) e outros(18.227,47). 9. Investimentos O saldo é representado, substancialmente, por quotas do SICOOB CENTRAL CREDIMINAS e ações do BANCOOB, conforme demonstrado: Movimentação dos investimentos SICOOB CENTRAL Outros BANCOOB Total CREDIMINAS Investimentos 6.119.229,71 70.072,72 500,00 6.189.802,43 309.352,81 309.352,81 6.428.582,52 70.072,72 500,00 6.499.155,24

Descrição Saldos em 31/12/2017 Investimentos Saldos em 30/06/2018 Saldos em 31/12/2018 Investimentos Saldos em 30/06/2019

7.812.999,88 212.084,82 8.025.084,70

70.072,72 70.072,72

500,00 7.883.572,60 - 212.084,82 500,00 8.095.657,42

10. Imobilizado de uso Demonstrado pelo custo de aquisição, menos depreciação acumulada. As depreciações são calculadas pelo método linear, com base em taxas determinadas pelo prazo de vida útil estimado conforme abaixo: Taxa de Depreciação a.a. (*)

Descrição Imobilizações em Curso Terrenos

30/06/2019

30/06/2018

1.299.406,06

778.365,90

-

160.446,79

160.446,79

Edificações

4%

225.772,91

218.477,91

Móveis e Equipamentos

10%

5.673.533,54

5.172.409,66

Sistema de Processamento de Dados

20%

1.856.773,93

1.583.988,94

Sistemas de Comunicação

10%

94.842,48

78.506,28

Sistema de Transportes

20%

284.206,99

324.509,58

Sistema de Segurança

10%

496.617,31

465.910,39

10.091.600,01

8.782.615,45

(3.841.985,27)

(3.115.475,20)

6.249.614,74

5.667.140,25

TOTAL Depreciação acumulada TOTAL

402.827,52

73.823,22

Outros Recebimentos em Trânsito de Terceiros(b)

150.674,93

128.856,99

553.502,45

202.680,21

Total

(a)Refere-se a arrecadações de concessionárias de serviços públicos a serem repassadas; (b)Referem-se a valores recebidos para liquidação de empréstimos consignados e ou pagamento prefeituras.

(*) As imobilizações em curso serão alocadas em grupo específico após a conclusão das obras e efetivo uso, quando passarão a ser depreciadas. 11. Depósitos É composto de valores cuja disponibilidade é imediata aos associados, denominado de depósitos a vista, portanto sem prazo determinado para movimentá-lo, ficando a critério do portador dos recursos fazê-lo conforme sua necessidade. É composto também por valores pactuados para disponibilidade em prazos pré-estabelecidos, denominados depósitos a prazo, os quais recebem atualizações por encargos financeiros remuneratórios conforme a sua contratação em pós ou pré-fixada. Suas remunerações pós fixadas são calculadas com base no critério de pro rata temporis, já a remunerações pré-fixadas são calculadas o prazo final das operações, tendo o valor futuro, a data do demonstrativo contábil, apresentado em conta redutora. Descrição

30/06/2019

Depósito à Vista

30/06/2018

Descrição Cobrança e Arrecadação de Tributos e Assemelhados Sociais e Estatutárias Fiscais e Previdenciárias Diversos Total

30/06/2019 167.248,31 2.126.911,83 761.139,23 5.411.423,37 8.466.722,74

30/06/2018 191.295,02 1.919.688,07 599.343,79 4.527.928,09 7.238.254,97

Descrição FATES - Fundo de Assistência Técnica, Educacional e Social (a) Cotas de capital a pagar (b) Participações nas Sobras (Lucros) (c) Juros ao Capital (d) Outras obrigações (e) Total

30/06/2019 30/06/2018 588.803,89 607.436,78 320.711,49 306.873,15 540.493,02 478.602,00 494.249,18 368.686,05 182.654,25 158.090,09 2.126.911,83 1.919.688,07

(a) O FATES é destinado a atividades educacionais, à prestação de assistência aos cooperados, seus familiares e empregados da cooperativa, sendo constituído pelo resultado dos atos não cooperativos e 10% das sobras líquidas, conforme determinação estatutária. A classificação desses valores em contas passivas segue determinação do Plano Contábil das Instituições do Sistema Financeiro Nacional – COSIF. (b)Refere-se ao valor de cota capital a ser devolvida para os associados que solicitaram o desligamento do quadro social. (c) Consubstanciada pela Lei 10.101/00, e convenção coletiva, a cooperativa constituiu provisão a título de participação dos empregados nos resultados, com o pagamento previsto para ser efetivado em 2020. (d)A Cooperativa provisionou juros ao capital próprio, visando remunerar o capital do associado. Os critérios para a provisão obedeceram a Lei Complementar 130, artigo 7º, de 17 de abril de 2009. A remuneração foi limitada ao valor da taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e de Custódia – SELIC. A referida provisão foi demonstrada na Demonstração de Sobras ou Perdas – DSP e na Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido – DMPL, conforme Circular BACEN nº 2.739/1997. (e)Refere-se a provisão para pagamento gratificação diretoria, conselho de administração e fiscal vinculado ao alcance de metas gerencias e objetivo específico estabelecido pela AGO para ser efetivado em 2020. 15.2 Fiscais e previdenciárias As obrigações fiscais e previdenciárias, classificadas no passivo na conta de Outras Obrigações estão assim compostas: Descrição Impostos e Contribuições sobre Lucros a Pagar (a) Impostos e contribuições a recolher (b) Total

30/06/2019 178.624,07 582.515,16 761.139,23

30/06/2018 132.075,67 467.268,12 599.343,79

(a) Refere-se a provisões IRPJ, CSLL, do 2º trimestre de 2019 sobre atos não cooperativos; (b)Refere-se a tributos sobre folha de pagamento (FGTS, IRRF, INSS), retidos de terceiros (IRRF, INSS e ISSQN) e Provisão PIS Folha de pagamento. 15.3 Diversas Descrição

30/06/2019

30/06/2018

(a) Refere-se à provisão para pagamento de despesas de pessoal, referente a férias, 1/3 de férias, INSS sobre férias e FGTS sobre férias; (b) Refere-se a provisão para pagamento de despesas com água/energia e gás (R$15.397,23), aluguéis (R$15.934,37), comunicações (R$20.367,66), processamento de dados (R$29.086,19), segurança e vigilância (R$18.009,30), transporte (R$81.102,69), serviços gráficos (R$32.172,00), contribuições a pagar (R$112.146,41), seguro prestamista (R$211.020,23) e outras (R$95.554,35); (c) Refere-se a cheques depositados, relativo a descontos enviados a compensação, porém não baixados até a data-base de 30/06/2019; (d) Referem-se a Contas Salário de empresas conveniadas a pagar (R$198.791,32), valores a repassar ao SICOOB CENTRAL CREDIMINAS pela prestação de serviços (R$96.152,36), credores diversos-liquidação cobrança (R$501.842,97) e outros (R$92.522,37); (e) Provisões constituídas considerando a avaliação dos consultores jurídicos quanto às chances de êxito em determinados questionamentos fiscais e trabalhistas em que a cooperativa é parte envolvida; (f) Refere-se à provisão para garantias financeiras prestadas, apurada sobre o total das coobrigações concedidas pela singular, conforme Resolução CMN nº 4.512/2016. Em 30 de junho de 2019, a cooperativa é responsável por coobrigações e riscos em garantias prestadas, referentes a aval prestado em diversas operações de crédito de seus associados com instituições financeiras oficiais. A provisão para garantias financeiras prestadas é apurada com base na avaliação de risco dos cooperados beneficiários, de acordo com a Resolução CMN nº 2.682/1999, conforme demonstrado a seguir: Nível / Percentual de Risco / Situação AA

Coobrigações

Provisões

Total em

30/06/2019

30/06/2018

30/06/2018

308.775,98

-

Provisões

8.659,86

-

D

10%

676.720,46

(67.672,38)

43.488,69

(4.348,85)

E

30%

653.191,39

(195.957,59)

3.879,98

(1.164,00)

(484.302,52)

Despesas das relações interfinanceiras / obrigações por empréstimos e repasses Instituições

30/06/2019

BANCOOB Total

30/06/2018

1.261.910,74

1.287.121,20

1.261.910,74

1.287.121,20

14. Relações Interdependências Os recursos de terceiros que estão com a cooperativa são registrados nessa conta para posterior repasse, por sua ordem: Descrição

30/06/2019

30/06/2018

Ganhos de Capital Rendas de Aluguéis

-

11.238,43

10.969,04

300,00

1.800,00

Outras Rendas Não Operacionais Total de Receitas Não Operacionais Prejuízo na Alienação de Valores e Bens

30/06/2018

3.963,44

-

315,81

15.501,87

13.084,85

(2.000,00)

(5.750,00)

(10.451,95)

(10.709,07)

Outras Despesas Não Operacionais

(98.726,62)

(39.277,12)

Total de Despesas Não Operacionais

(111.178,57)

(55.736,19)

(95.676,70)

(42.651,34)

Perdas de Capital

Resultado Líquido

22. Partes Relacionadas As partes relacionadas existentes são as pessoas físicas que têm autoridade e responsabilidade de planejar, dirigir e controlar as atividades da cooperativa e membros próximos da família de tais pessoas. As operações são realizadas no contexto das atividades operacionais da Cooperativa e de suas atribuições estabelecidas em regulamentação específica. As operações com tais partes relacionadas não são relevantes no contexto global das operações da cooperativa, e caracterizam-se basicamente por transações financeiras em regime normal de operações, com observância irrestrita das limitações impostas pelas normas do Banco Central, tais como movimentação de contas correntes, aplicações e resgates de RDC e operações de crédito. Montante das operações ativas e passivas no 1º semestre de 2019: % em Relação Provisão de Risco à Carteira Total

Montante das Operações Ativas

Valores

P.R. – Vínculo de Grupo Econômico

849.546,61

0,40%

P.R. – Sem vínculo de Grupo Econômico

418.643,17

0,20%

2.219,87

1.268.189,78

0,59%

10.190,92

3.703.767,70

2,78%

TOTAL

7.971,05

Conta Garantida

18.752,15

1.805,22

0,77%

416.591,13

2.888,35

0,52%

1.930.895,42

45.361,24

2,19%

40.130,75

200,66

0,11%

157.752,62

1.151,96

1,04%

Crédito Rural Empréstimo Financiamento Títulos Descontados

Natureza dos Depósitos Valor do Depósito % em Relação á Carteira Total Taxa Média - % Depósitos a Vista Depósitos a Prazo

256.281,92

0,41%

0%

3.552.134,02

1,53%

0,45%

PERCENTUAL EM RELAÇÃO À CARTEIRA GERAL MOVIMENTAÇÃO NO lº SEMESTRE DE 2019 Empréstimos e Financiamentos

0,16%

Títulos Descontados e Cheques Descontados

0,33%

Credito Rural

0,10%

Aplicações Financeiras

2,78%

Total

11.291.674,08 (131.707,72)

16. Instrumentos financeiros O SICOOB CREDIVERTENTES opera com diversos instrumentos financeiros, com destaque para disponibilidades, aplicações interfinanceiras de liquidez, relações interfinanceiras, operações de crédito, depósitos a vista e a prazo, empréstimos e repasses. Os instrumentos financeiros ativos e passivos estão registrados no balanço patrimonial a valores contábeis, os quais se aproximam dos valores justos. Nos semestres findos em 30 de junho de 2019 e 2018 a cooperativa não realizou operações envolvendo instrumentos financeiros derivativos. 17. Patrimônio líquido a) Capital Social O capital social é representado por cotas-partes no valor nominal de R$ 1,00 cada e integralizado por seus cooperados. De acordo com o Estatuto Social cada cooperado tem direito em um voto, independente do número de suas cotas-partes. Descrição Capital Social Associados

30/06/2019 35.955.787,36 22.557

30/06/2018 33.413.933,52 20.016

b) Reserva Legal Representada pelas destinações estatutárias das sobras, no percentual de 70%, utilizada para reparar perdas e atender ao desenvolvimento de suas atividades. c) Sobras Acumuladas As sobras são distribuídas e apropriadas conforme Estatuto Social, normas do Banco Central do Brasil e posterior deliberação da Assembleia Geral Ordinária (AGO). Atendendo à instrução do BACEN, por meio da Carta Circular nº 3.224/06, o Fundo de Assistência Técnica, Educacional e Social – FATES é registrado como exigibilidade, e utilizado em despesas para o qual se destina, conforme a Lei nº 5.764/71. Em Assembleia Geral Ordinária, realizada em 23 de abril de 2019, os cooperados deliberaram pelo aumento do capital social com sobra do exercício findo em 31 de dezembro de 2018, no valor de R$2.005.720,85. 18. Pagamento de Juros ao Capital A Cooperativa provisionou juros ao capital próprio, remunerando o capital do associado. Os critérios para a provisão obedeceram a Lei Complementar 130/09. A remuneração foi limitada ao valor da taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e de Custódia – Selic. A referida provisão foi demonstrada na Demonstração de Sobras ou Perdas – DSP e na Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido – DMPL, conforme Circular Bacen nº 2.739/97. 19. Outros ingressos/rendas operacionais Descrição Recuperação de Encargos e Despesas Reversão de Outras Provisões Operacionais Reversão de Provisões para Garantias Prestadas

30/06/2019

30/06/2018

147.356,95

93.840,35

43.500,75

20.799,77

172.144,80

Rendas de Repasses Interfinanceiros Atualização de Depósitos Judiciais Rendas de Cartões Dividendos

9.915,02 -

9.837,72 20.823,97

898.181,03

608.402,09

29.441,25

25.103,71

Distribuição de Sobras da Central

293.751,30

434.950,50

Outras Rendas Operacionais

235.887,09

274.220,41

Total

1.830.178,19

1.487.978,52

A estrutura centralizada de gerenciamento de riscos e de capital é compatível com a natureza das operações e à complexidade dos produtos e serviços oferecidos, sendo proporcional à dimensão da exposição aos riscos das entidades do Sicoob. Em cumprimento à Resolução CMN 4.557/2017, encontra-se disponível no sítio do Sicoob (www.sicoob.com.br) relatório descritivo da estrutura de gerenciamento de riscos e da estrutura de gerenciamento de capital. 24.1 Risco Operacional O processo de gerenciamento do risco operacional consiste na avaliação qualitativa dos riscos por meio das etapas de identificação, avaliação, tratamento, testes de avaliação dos sistemas de controle, comunicação e informação. Os resultados desse processo são apresentados à Diretoria Executiva e ao Conselho de Administração. A metodologia de alocação de capital, para fins do Novo Acordo da Basileia, utilizada para determinação da parcela de risco operacional (RWAopad) é a Abordagem do Indicador Básico (BIA). 24.2 Riscos de Mercado e de Liquidez O gerenciamento do risco de mercado é o processo que visa quantificar a possibilidade de ocorrência de perdas resultantes da flutuação nos valores de mercado de instrumentos detidos pelas cooperativas, e inclui o risco da variação das taxas de juros e dos preços de ações, para os instrumentos classificados na carteira de negociação (trading) e o risco da variação cambial e dos preços de mercadorias (commodities), para os instrumentos classificados na carteira de negociação ou na carteira bancária (banking). O processo de gerenciamento do risco de liquidez lida com a possibilidade de a cooperativa não ser capaz de honrar eficientemente suas obrigações esperadas e inesperadas, correntes e futuras, incluindo as decorrentes de vinculação de garantias, sem afetar suas operações diárias e sem incorrer em perdas significativas. No processo de gerenciamento do risco de mercado e da liquidez das cooperativas são realizados os seguintes procedimentos: a) utilização do VaR – Value at Risk para mensurar o risco de mercado das cooperativas; b) análise de descasamentos entre ativos e passivos para avaliação de impacto na margem financeira das cooperativas; c) definição de limite máximo para a exposição a risco de mercado; d) realização periódica de backtest do VaR das carteiras das cooperativas e dos modelos de cálculo de risco de mercado; e) definição de limite mínimo de liquidez para as cooperativas; f) projeção do fluxo de caixa das cooperativas para 90 (noventa) dias; g) diferentes cenários de simulação de perda em situações de stress. 24.3 Gerenciamento de Capital O gerenciamento de capital é o processo contínuo de monitoramento e controle do capital, mantido pela cooperativa para fazer face aos riscos a que está exposta, visando atingir os objetivos estratégicos estabelecidos. 24.4 Risco de Crédito O gerenciamento de risco de crédito objetiva garantir a aderência às normas vigentes, maximizar o uso do capital e minimizar os riscos envolvidos nos negócios de crédito por meio das boas práticas de gestão de riscos. Compete ao gestor centralizado (Sicoob Confederação) a padronização de processos, de metodologias de análises de risco de clientes e de operações, da criação e de manutenção de política única de risco de crédito para o Sicoob, além do monitoramento das carteiras de crédito das cooperativas. 24.5 Risco Socioambiental O gerenciamento do risco socioambiental consiste na identificação, classificação, avaliação e no tratamento dos riscos com possibilidade de ocorrência de perdas decorrentes de danos socioambientais. 24.6 Gestão de Continuidade de Negócio A Gestão de Continuidade dos Negócios (GCN) é um processo abrangente de gestão que identifica ameaças potenciais de descontinuidade das operações de negócios para a organização e possíveis impactos, caso essas ameaças se concretizem. O Sicoob Confederação realiza Análise de Impacto (AIN) para identificar processos críticos sistêmicos, com objetivo de definir estratégias para continuidade desses processos e, assim, resguardar o negócio de interrupções prolongadas que possam ameaçar sua continuidade. O resultado da AIN é baseado nos impactos financeiro, legal e de imagem. São elaborados, anualmente, Planos de Continuidade de Negócios contendo os principais procedimentos a serem executados para manter as atividades em funcionamento em momentos de contingência. Os Planos de Continuidade de Negócios são classificados em: Plano de Continuidade Operacional (PCO) e Plano de Recuperação de Desastre (PRD). Anualmente são realizados testes nos Planos de Continuidade de Negócios para validar a efetividade. 25. Coobrigações e riscos em garantias prestadas Em 30 de junho de 2019, a cooperativa é responsável por coobrigações e riscos em garantias prestadas, no montante de R$ 16.855.459,81 (30/06/2018 - R$ 11.291.674,08), referentes a aval prestado em diversas operações de crédito de seus associados com instituições financeiras oficiais. 26. Seguros contratados A Cooperativa adota política de contratar seguros de diversas modalidades, cuja cobertura é considerada suficiente pela Administração e agentes seguradores para fazer face à ocorrência de sinistros. 27. Índice de Basiléia O Patrimônio de Referência (PR) da Cooperativa encontra-se compatível com o grau de risco da estrutura dos ativos, apresentando margem para o limite de compatibilização de em 30 de junho de 2019.

Foram realizadas transações com partes relacionadas, na forma de: depósito a prazo, depósito à vista, cheque especial, conta garantida, títulos descontados, crédito rural, empréstimos, à taxa/remuneração aplicada para os associados foram as mesmas praticadas para as partes relacionadas. As taxas/remunerações praticadas estão à disposição dos associados nas dependências do SICOOB CREDIVERTENTES.

28. Provisão para demandas judiciais É estabelecida considerando a avaliação dos consultores jurídicos quanto às chances de êxito em determinados questionamentos fiscais e trabalhistas em que a cooperativa é parte envolvida. Dessa forma, são constituídas as seguintes provisões:

Natureza das Operações Ativas e Passivas Taxas Aplicadas em Relação às Partes Relacionadas

Desconto de Cheques

1,80%

Empréstimos

2,32%

As garantias oferecidas pelas partes relacionadas em razão das operações de crédito são: avais, garantias hipotecárias, caução e alienação fiduciária.

16.855.459,81

Vencimento 30/06/2019 30/06/2018 07/19 a 05/21 31.113.339,85 32.311.795,21 31.113.339,85 32.311.795,21

30/06/2019

(41.024,60)

213.628.548,96

Taxa De 6,5% até 9,83% a.a.

Descrição Lucros na Alienação de Valores e Bens

1.367.486,21

246.491.728,25

Instituições BANCOOB Total

21. Resultado não operacional

(78.831,14)

Total

13. Relações interfinanceiras / Obrigações por empréstimos e repasses São demonstradas pelo valor principal acrescido de encargos financeiros e registram os recursos captados junto a outras instituições financeiras para repasse aos associados em diversas modalidades e Capital de Giro. As garantias oferecidas são a caução dos títulos de créditos dos associados beneficiados.

(680.486,80)

2.627.698,21

(9.246,71)

Recursos de aceite e emissão de títulos referem-se a Letras de Crédito do Agronegócio – LCA que conferem direito de penhor sobre os direitos creditórios do agronegócio a elas vinculados (Lei nº 11.076/04). São remunerados por encargos financeiros calculados com base em percentual do CDI - Certificado de Depósitos Interbancários, acima o saldo apropriado em despesas.

(1.405.954,10)

Total

(a) Refere-se a provisão para garantias prestadas em operações de Coobrigações conforme determinação do Banco Central do Brasil.

3%

9.246,71

30/06/2019 30/06/2018 48.786.530,79 39.057.237,07 48.786.530,79 39.057.237,07

(119.429,76)

C

(11.474,66)

Descrição Obrigações por Emissão de Letras de Crédito do Agronegócio Total

(127.300,90)

Aplicação Financeira

11.474,66

12. Recursos de aceite e emissão de Títulos

(2.207,47)

Contribuição ao Fundo Tecnologia da Informação

(25.020,05)

100%

176.933,63

-

(48.513,83)

H

5.927.791,23

(4.333,67)

Contrib. ao Fundo Ressarc. Perdas Operacionais

5.003.958,90

160.539.000,35

208.637,84

(9.605,29)

-

4.851.396,97

181.846.163,68

6.621.188,92

(389.611,01)

Contribuição ao Fundo Ressarc. Fraudes Externas

(39.468,38)

Depósito a Prazo

Total

Provisão para Garantias Prestadas(a)

(46.056,88)

(250,16)

Despesas Contribuição ao Fundo Garantidor

(74.821,06)

7.893.592,40

(2.139,52)

1.042.558,19

-

(46.048,64)

4.605.700,49

500,30

1.197.114,29

(105.788,23)

Provisão para Passivos Contingentes

1%

3.056,46

Despesas de Letras de Crédito do Agronegócio

(74.821,06)

0,5%

(19.908,83)

4.641.239,84

(74.821,06)

A

(24.932,66)

5.152.982,59

(197.173,36)

B

28.441,14

Despesas de Depósitos a Prazo

Fundo de Ressarcimento de Valores (FRV)

(4.992,83)

(155.038,42)

% da Operação de Natureza da Opera- Valor da Opera- PCLD (Provisão para Crédito Crédito em Relação à ção de Crédito ção de Crédito de Liquidação Duvidosa) Carteira Total Cheque Especial 14.849,45 445,48 0,68%

49.865,08

67.059,57

Outras Despesas Operacionais

(5.445,38)

Operações ativas e passivas – saldo em 30/06/2019:

70%

30/06/2018

(160.043,30

Contribuições ao Fundo Garantidor de depósitos

636.004,04 150.259,78 854.787,83 1.105.611,92 131.707,72 4.527.928,09

50%

62.454,20

(107.880,06)

(177.218,13)

1.649.556,80

F

30/06/2019

(399.503,39)

Cancelamento de Tarifas Pendentes

630.790,43 280.662,08 889.309,02 1.231.065,62 484.302,52 5.411.423,37

G

Descrição

Despesas de descontos Concedidos

Outras Despesas Administrativas (b) Cheques Descontados (c) Credores Diversos – País (d) Provisão para Passivos Contingentes (e) Provisão para Garantias Prestadas (f) Total

2.200.377,07

Despesas de Depósitos de Aviso Prévio

30/06/2018

1.895.293,70

50.889.171,54

a) Despesas com operações de captação de mercado:

30/06/2019

Despesas de Pessoal (a)

2.129.132,76

Os depósitos, até o limite de R$ 250 mil por CPF/CNPJ, estão garantidos pelo Fundo Garantidor do Cooperativismo de Crédito (FGCoop), constituído conforme Resoluções CMN n° 4.150/12 e 4.284/13. Este fundo tem como instituições associadas as cooperativas singulares de crédito e os bancos cooperativos integrantes do Sistema Nacional de Crédito Cooperativo (SNCC). Este fundo tem por objeto prestar garantia de créditos nos casos de decretação de intervenção ou de liquidação extrajudicial de instituição associada. A contribuição mensal ordinária das instituições associadas ao Fundo é de 0,0125% dos saldos das obrigações garantidas, que abrangem as mesmas modalidades protegidas pelo Fundo Garantidor de Crédito dos bancos, o FGC, que considera, os depósitos à vista e a prazo, as letras de crédito do agronegócio, de acordo com a Resolução CMN nº 4.150/12. Além das garantias prestadas pelo FGCoop, o SICOOB SISTEMA CREDIMINAS possui seu próprio Fundo Garantidor de Depósitos do Sicoob Sistema Crediminas – FGD, que tem por finalidade efetuar o saneamento econômico-financeiro e/ou fortalecimento patrimonial, bem como prestar garantias de crédito nos termos e limites do Estatuto Social e Regulamento próprio.

Descrição

Montante das Operações Passivas

62.516.431,81

Depósito Sob Aviso

20. Outros dispêndios/despesas operacionais

Provisão para Passivos Contingentes

15. Outras Obrigações

15.1 Sociais e Estatutárias

30/06/2019 30/06/2019

-

Total em

Concessionários de Serviços Públicos(a)

Financiamento

1,57% 96% CDI

Natureza da Operação de Crédito

Garantias Prestadas

Conta Corrente

8.946,47

Crédito Rural

343.490,30

Empréstimo

4.286.979,64

Financiamento

38.276,00

As coobrigações prestadas pela Cooperativa a partes relacionadas foram as seguintes: AS COOBRIGAÇÕES PRESTADAS A PARTES RELACIONADAS NO 1º SEMESTRE DE 2019 (R$) Coobrigações 2019 42.197,95 Coobrigações 2018 19.011,02 No 1º semestre de 2019, os benefícios monetários destinados às partes relacionadas foram representados, apresentando-se da seguinte forma: Benefícios monetários e encargos no 1º Semestre de 2019 Descrição

30/06/2019

Honorários

434.186,55

Gratificações da Administração

116.989,40

Conselheiros de Administração

82.545,78

FGTS Diretoria

44.094,50

INSS Diretoria/Conselhos

Provisão para Contingências

Saldos das transações da Cooperativa com o SICOOB CENTRAL CREDIMINAS: 30/06/2019

30/06/2018

167.078.232,32 144.227.837,75 8.025.084,70

6.428.582,52

As demonstrações contábeis do SICOOB CENTRAL CREDIMINAS, em 31 de dezembro de 2018, foram auditadas por outros auditores independentes que emitiram relatório de auditoria sobre as demonstrações contábeis, datado de 26 de fevereiro de 2019, com opinião sem modificação. 24. Gerenciamento Centralizado de Riscos A gestão integrada de riscos e de capital no âmbito das cooperativas do Sicoob é realizada de forma centralizada pelo Sicoob Confederação, abrangendo, no mínimo, os riscos de crédito, mercado, liquidez, operacional, socioambiental, continuidade de negócios e de gerenciamento de capital. A política institucional de gestão integrada de riscos e de capital, bem como as diretrizes de gerenciamento dos riscos e de capital são aprovados pelo Conselho de Administração do Sicoob Confederação.

Provisão para Contingências

Depósitos Judiciais

315.391,40

315.391,40

306.568,56 306.568,56

PIS FOLHA

760.559,86

754.536,04

649.979,54 644.465,37

INSS

51.666,06

IRPJ

87.390,50

87.390,50

16.057,80

67.723,86

Outras contingências Total

-

50.295,63

1.231.065,62 1.225.041,80

-

82.710,39

82.710,39

16.057,80

66.353,43

1.105.611,92 1.100.097,75

PIS - quando do advento da Lei nº 9.718/1998, a cooperativa entrou com ação judicial questionando a legalidade da inclusão de seus ingressos decorrentes de atos cooperados na base de cálculo do PIS e COFINS. Segundo a assessoria jurídica do SICOOB CREDIVERTENTES, existe 01 processo judicial no qual a cooperativa figura como polo passivo, os quais foram classificados com risco de perda possível, totalizando R$ 31.000,00. Benefícios a empregados A cooperativa é patrocinadora de um plano de previdência complementar para seus funcionários e administradores, na modalidade Multi Instituído. O plano é administrado pela Fundação Sicoob de Previdência Privada – Sicoob Previ. A contribuição do SICOOB CREDIVERTENTES corresponde a 50% da contribuição feita pelo empregado, limitada a 3% do salário bruto. As despesas com contribuições efetuadas durante o 1º semestre de 2019 totalizaram R$81.374,76. São Tiago (MG), 16 de agosto de 2019. Cooperativa de Crédito de Livre Admissão Campos das Vertentes Ltda. SICOOB CREDIVERTENTES

814.048,99

23. Cooperativa Central de Crédito de Minas Gerais Ltda. O SICOOB CREDIVERTENTES em conjunto com outras cooperativas singulares, é filiada à Cooperativa Central de Crédito de Minas Gerais Ltda. - SICOOB CENTRAL CREDIMINAS, que representa o grupo formado por suas afiliadas perante as autoridades monetárias, organismos governamentais e entidades privadas. O SICOOB CENTRAL CREDIMINAS é uma sociedade cooperativista que tem por objetivo a organização em comum em maior escala dos serviços econômico-financeiros e assistenciais de suas filiadas (cooperativas singulares), integrando e orientando suas atividades, de forma autônoma e independente, através dos instrumentos previstos na legislação pertinente e normas exaradas pelo Banco Central do Brasil, bem como facilitando a utilização recíproca dos serviços, para consecução de seus objetivos. Para assegurar a consecução de seus objetivos, cabe ao SICOOB CENTRAL CREDIMINAS a coordenação das atividades de suas filiadas, a difusão e fomento do cooperativismo de crédito, a orientação e aplicação dos recursos captados, a implantação e implementação de controles internos voltados para os sistemas que acompanhem informações econômico-financeiras, operacionais e gerenciais, entre outras. O SICOOB CREDIVERTENTES responde solidariamente pelas obrigações contraídas pelo SICOOB CENTRAL CREDIMINAS perante terceiros, até o limite do valor das cotas-partes do capital que subscrever, proporcionalmente à sua participação nessas operações.

30/06/2018

Depósitos Judiciais

PIS

136.232,76

Total

Descrição Ativo circulante Relações interfinanceiras centralização financeira (nota 5) Ativo Permanente - Investimentos (nota 9)

30/06/2019 Descrição

Flávia Alves Coelho

Luiz Henrique Garcia

Diretora Executiva Administrativa

Diretor Executivo Financeiro

Helder Resende

José Osvaldo da Silva

Diretor Executivo de Gestão de Risco

Contador CRC MG 084.114

Parecer do Conselho Fiscal O Conselho Fiscal do SICOOB CREDIVERTENTES - Cooperativa de Crédito de Livre Admissão Campos das Vertentes Ltda., reunido em 16/08/2019, em cumprimento do art. 88, inciso “IV”, do Estatuto Social, declara para os devidos fins legais e estatutários, que procedeu a minucioso exame em todos os documentos e peças contábeis, que compreendem o Balanço Geral, relativo ao 1º semestre do exercício de 2.019, encerrado em 30/06/2019, tendo encontrado tudo em ordem. Em nossa opinião, as demonstrações contábeis representam adequadamente em todos os aspectos relevantes, a posição patrimonial e financeira do SICOOB CREDIVERTENTES, Cooperativa de Crédito de Livre Admissão Campos das Vertentes Ltda., em 30 de junho de 2.019. São Tiago - MG, 16 de agosto de 2019 Conselheiros Fiscais Efetivos

Cristiano Alexandre de Almeida Coordenador do Conselho Fiscal

Luis Cláudio dos Reis

Secretário do Conselho Fiscal

Cristóvão Caputo Avelar Conselheiro Fiscal


PÁG. 16 • JORNAL DAS LAJES

ESPORTE

ANO XVI Nº 197 - SETEMBRO 2019

A base também é de aço

SUB-14, SUB-15 e SUB-17 do Atlhetic Club, de São João del-Rei, disputam a primeira divisão do Campeonato Mineiro VANUZA RESENDE

Depois de encerrado o Campeonato Mineiro da primeira divisão, a Federação Mineira de Futebol (FMF) continua com as competições pelo estado. Entre elas, os campeonatos de base. Os campeonatos Sub15 e Sub-17 começaram no dia 23 de março e, entre as 16 equipes inscritas, uma representa a região Campo das Vertentes: o Athletic Club, de São João del-Rei. Além do Athletic, disputam o campeonato as três maiores equipes de Minas: América, Atlético e Cruzeiro, ao lado de Minas Boca, Boston City, Betim Futebol, Inter São Gotardo, Uberabinha, Dínamo, Futgol, Funorte, AD Frigoarnaldo e Santa Cruz. A equipe Novos Horizontes se inscreveu, mas desistiu de participar. Por isso, os confrontos contra essa equipe foram ganhos pelos adversários por W.O. pelo placar de 3x0. De acordo com o regulamento, todos os clubes se enfrentam na primeira fase, em turno único, e os oito melhores se classificam para as quartas de final, disputadas nos dias 22 e 29 de setembro. As semifinais estão previstas para os dias 06 e 10 de outubro e os jogos da grande final devem acontecer nos dias 20 e 27 de

outubro. As categorias Sub 15 e Sub 17 do Athletic enfrentaram, até o fechamento desta edição, 13 adversários do Mineiro 1ª Divisão. No SUB17, foram 6 vitórias, 3 empates e 4 derrotas. Com 21 pontos, o Athletic estava em quinto lugar, atrás de Atlético, América, Cruzeiro e Dínamo. Já no SUB-15, a equipe são-joanense conquistou 8 vitórias, 3 empates e 2 derrotas. Ao todo, somou 27 pontos, sendo campeã do interior na primeira fase, ficando atrás apenas de Cruzeiro, América e Atlético. Preparação De acordo com o gerente de futebol do Athletic, Fábio Mineiro, a preparação para o campeonato começou ainda em fevereiro deste ano. “Hoje o sucesso dessas categorias, com boas campanhas, é pelo trabalho que estamos desenvolvendo com a base.” Esse investimento está ligado à volta do Athletic para a disputa do campeonato profissional, como explica Fábio: “A gente espera ser o nosso futuro para o profissional, ou seja, tirar da categoria de base o time para a disputa do Módulo II do Mineiro. Temos a expectativa de usarmos de 4 a 5 atletas para o profissional em dezembro.” As equipes do Athletic que es-

tão disputando a competição são compostas por atletas de diversas cidades da região e até de outros estados. “Nós temos atletas de vários lugares. De Ritápolis, Madre de Deus, Dores de Campos, Ipatinga, Varginha. E atletas de São Paulo, Mato Grosso do Sul, Paraná. E, claro, atletas de São João del-Rei.” O Sub-17 conta com um resende-costense: o Jonathan, filho do Paulo do Expedicionários. A rotina dos garotos envolve estudo e preparação diária. Pela manhã, os garotos vão às aulas e à tarde participam dos treinos. O clube oferece alimentação e moradia para todos eles. Alguns do SUB-17 já possuem contrato profissional e recebem salário. Mas, de acordo com Fábio, a intenção do clube é conseguir fornecer uma ajuda de custo aos jovens. “Estamos correndo atrás para conseguir contribuir financeiramente com mais garotos. Mas o mais importante é a oportunidade que eles têm com uma estrutura oferecida de time grande”, ressalta o dirigente. FRUTOS DO ATHLETIC Alguns garotos que jogaram no Athletic assinaram contrato com grandes clubes brasileiros. Recentemente, o lateral Marquinhos, natural de Oliveira (MG), fechou contrato

por quatro anos com o Vasco. “Ele teve uma boa campanha no Mineiro e no torneio de Muriaé, no qual fomos semifinalistas e perdemos nos pênaltis para o Vasco. O interesse surgiu daí e fechamos um contrato com eles. Temos direitos econômicos sobre ele agora e daqui para frente. Portanto, a qualquer negócio envolvendo o garoto temos direito. Não só o Marquinhos, mas o Cássio, que está no Cruzeiro; o Renan, que está no Coimbra, time que é um dos maiores investidores no futebol brasileiro.” PLANOS De acordo com Fábio, no próximo ano o Athletic pretende disputar também o SUB-12 do estadual. Além disso, 2020 promete grandes jogos do Esquadrão de Aço. A intenção do clube é ir além dos gramados mineiros. “Fechamos uma pareceria com a Espanha, vamos começar a disputar torneios lá em Barcelona. E nossa filosofia de trabalho será voltada para o futebol da Espanha. Isso porque, quando tiver interesse de times, eles já vão saber como é o trabalho profissional de lá”, planeja o diretor. ESTADUAL SUB-14 O Athletic Club está entre os

seis clubes que disputam o Campeonato Mineiro Sub-14. Além do Esquadrão de Aço, estão América, Atlético, Cruzeiro, esses de Belo Horizonte; Minas Boca, de Sete Lagoas; e Guarani, de Divinópolis. Pelo formato da competição, as equipes jogam entre si em turno único e as quatro melhores se classificam para a semifinal: com o quarto colocado versus o primeiro colocado e o segundo disputando contra o terceiro. No primeiro jogo, o Athletic, jogando fora de casa, perdeu por 4x1 para o América. Mesmo resultado do jogo, em casa, contra o Atlético Mineiro. Já pela terceira rodada, venceu fora de casa o Guarani por 1x0. A quinta e última rodada da primeira fase será no dia 21 de setembro, com Athletic enfrentando o Minas Boca, às 9h, na Arena do Jacaré, em Sete Lagoas. Os jogos da final estão previstos para os dias 19 e 26 de outubro. *Até o fechamento desta edição, o Athletic SUB-14 estava em quarto lugar na tabela, com 3 pontos. O jogo entre Atlhetic e Cruzeiro foi realizado no dia 13 de setembro. SUB-15 e SUB-17 ainda enfrentariam o América pelo último jogo da primeira fase. Confira os resultados em nosso site: jornaldaslajes.com.br.

As trilhas, montanhas e ruas já são velhas conhecidas do atleta resende-costense Luiz Nei Resende. Mas desta vez, o maratonista quis se desafiar ainda mais, correndo no gelo. Luiz participou da 5° edição do “Mountain Do – Fim do Mundo”, no Ushuaia, na Patagônia Argentina, no domingo, 25 de agosto. Luiz conta que decidiu correr após conversar com um amigo maratonista. “Há algum tempo, eu optei pelas corridas de montanha e trilhas, são esses percursos que me movem de verdade. Nós, corredores de montanha, estamos sempre querendo desafios e surgiu essa corrida 100% no gelo. Meu amigo, Wanderson Nascimento, da cidade de Barroso, me convidou para ir. Ele já havia participado no ano anterior, então me animei e fui para essa corrida.”

Luiz revela como foi sua preparação para a disputa da prova, uma vez que é morador de uma cidade na qual, no inverno, os termômetros podem chegar aos 15°, o que, para muitos, já é considerado um clima gelado. “Nas corridas em meio a montanhas, eu sempre faço treinos específicos para isso. Mas sabendo do frio que iria enfrentar, treinei nos dias mais frios possíveis, mas nada que se compara. Fiz alguns treinos nas madrugadas frias e, correndo de blusas, deu para fazer uma preparação legal.” E o frio inteso foi apontado por Luiz Nei como o maior desafio: “A principal dificuldade foi o frio intenso, especialmente no dia da corrida. Quando largamos, ainda escuro, o frio estava intenso. Tivemos que correr com muita roupa, com luvas, a respiração ficou muito ofegante e

também em alguns trechos a neve afunda até o joelho, um trecho bastante perigoso”, diz o atleta. A prova contou com três percursos: 10km, 20km e 42 km. Luiz Nei conseguiu o lugar mais alto no pódio dos 20km. “Eu me inscrevi para o percurso de 20 km, com desnível positivo de 700 metros. Vários morros, fiz uma corrida conservadora e administrando os adversários, sobretudo o argentino que vinha na cola. No final, consegui ser o campeão da corrida com apenas 5 segundos à frente do argentino”, comemora o maratonista resende-costense. Luiz Nei diz que pretende participar de outras provas internacionais, mas, de preferência, em outros países que promovem competições na modalidade corrida de montanhas. E a preparação do atleta para

Foto Arquivo Pessoal

Atleta resende-costense é campeão em corrida no gelo

O maratonista resende-costense, Luiz Nei, vence corrida no gelo, na Argentina

a disputa de provas continua. “A rotina de treinos permanece, treinando em média 50 a 70 km por semana. Minha próxima corrida será em Bocaina de Minas, dia 05

de outubro. Serão 18km de muita montanha”, conclui Luiz Nei. V.R.


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Edição 197 - Jornal das Lajes by Jornal das Lajes - Issuu