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FUNDADO EM 2003 - RESENDE COSTA
ANO XVI
• AGOSTO 2019 • Nº196
DISTRIBUIÇÃO GRATUITA
Entrevista Com quase 10 anos de trajetória, a banda resende-costense UAI Garotos retomou a agenda de shows após um período de recesso, conforme disse ao JL o acordeonista e produtor executivo do grupo, Anderson Vinni.
Foto Vitória Cristina
Ex-prefeito Gilberto Pinto tem seu nome eternizado no Parque de Exposições
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Resende Costa registrou cinco casos de dengue nos primeiros sete meses de 2019 Até 30 de julho último, o município havia registrado 13 casos de suspeitas de dengue. Do número de casos prováveis, cinco foram confirmados, sendo três importados e dois contraídos no município. Outros cinco foram descartados e três ainda estão sob investigação. Para Chikungunya e Zika Vírus não houve notificações. PÁG 05
Prefeito Aurélio e Vera Rodrigues diante da placa que dá nome ao Parque de Exposições Prefeito Gilberto Pinto
A 40ª Exposição Agropecuária de Resende Costa, ocorrida entre os dias 17 e 21 de julho, atraiu grande público ao Parque de Expo-
sições. O evento, que mais uma vez contou com a presença de grandes nomes da música sertaneja, marcou também a reinauguração
do espaço, que passou a ser chamado “Parque de Exposições Prefeito Gilberto Pinto”, em homenagem ao ex-prefeito falecido em 2015
e que foi responsável pela municipalização do Parque. Leia editorial na página 2 PÁG 06
Festivais de inverno agitam a programação cultural no mês de julho em São João del-Rei e Ouro Preto As cidades históricas de São João del-Rei – no Campo das
Vertentes – e Ouro Preto – na região central do estado – man-
têm no mês de julho os festivais de inverno organizados,
respectivamente, pela UFSJ e pela UFOP. PAG13
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EDITORIAL Uma justa e digna homenagem ao ex-prefeito Gilberto Pinto
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O Jornal das Lajes, desde a sua fundação em 2003, procura sempre desenvolver uma das propostas que motivaram o idealismo de seus fundadores: Incentivar e divulgar, através da leitura, a cultura em Resende Costa. Não é à toa que o JL passou a ser reconhecido por muitos dos seus leitores como um “jornal cultural”. Essa missão nos norteia a cada reunião de pauta. É óbvio, porém, que não ignoramos o dever primordial do jornalismo de informar, fiscalizar e formar opinião crítica. Contudo, reconhecemos que o compromisso com o desenvolvimento e com a divulgação da cultura de nossa terra, destacando fatos importantes e valorizando pessoas que se dedicaram e se dedicam a ações de desenvolvimento do município, ocupa um lugar de preferência em nossas pautas. A edição 196 do Jornal das Lajes confirma isso. O JL dedicou um espaço considerável desta edição para a cobertura da 40ª Exposição Agropecuária de Resende Costa, uma das festas mais tradicionais do município e que tem a agropecuária, ao lado do comércio de artesanato, como principais atividades econômicas. Portanto, é justificável que o jornal prestigie essa festa que valoriza as tradições e as raízes rurais do município. A Exposição Agropecuária 2019 de Resende Costa teve em sua programação um item de destaque, além dos badalados shows sertanejos das duplas Matheus e Kauan e Jads e Jadson, do rodeio, cavalgada, torneio leiteiro e exposição de animais: a reinauguração do Parque do Campo. O espaço passou por uma grande reforma, foi ampliado e melhor estruturado. Conforme foi dito em uma reportagem desta edição, quem chegou ao Parque de Exposições na quinta-feira, 18, para a cerimônia de abertura da Expô 2019 de Resende Costa, se surpreendeu positivamente com o novo espaço totalmente remodelado, seguro e mais bonito. Contrariando opiniões negativas, a administração do prefeito Aurélio Suenes assumiu a realização de uma obra orçada em aproximadamente 340 mil reais e entregou à população, no dia 18 de julho, um Parque de Exposições que pode ser considerado o melhor da região. A cerimônia de reinauguração do Parque de Exposições, planejada para acontecer juntamente com a abertura oficial da 40ª Exposição Agropecuária, homenageou solenemente o saudoso ex-prefeito Gilberto Pinto, responsável em 2001 pela municipalização do Parque do Campo e que agora tem seu nome eternizado no “novo” Parque de Exposições. Foi correta a decisão do prefeito Aurélio de renomear o Parque de Exposições, antes chamado Dr. Geraldo Magela de Resende, para Parque de Exposições Prefeito Gilberto Pinto. Existe um costume que impõe que pessoas que desempenharam papéis importantes na sociedade devem ser homenageadas postumamente. Parece que nos constrangemos em reconhecer em vida os talentos, o trabalho e o legado de pessoas valorosas e iluminadas que contribuíram para o desenvolvimento da sociedade. Mas nunca é tarde. Gilberto José Pinto, falecido no dia 6 de dezembro de 2015, ao longo dos seus três mandatos de prefeito realizou inúmeras obras em Resende Costa e é considerado uma das principais lideranças políticas surgidas no município desde a sua emancipação em 1912. Em 26 de julho de 2001, ele assinou, após longo período de negociação, o decreto 54 que municipalizou o Parque do Campo. Em 2001, ao conseguir trazer para o município o espaço nobre do Parque do Campo, Gilberto Pinto reconheceu a enorme importância da agropecuária para Resende Costa. Portanto, a homenagem conferida em 2019 pelo município, ainda que postumamente, ao ex-prefeito Gilberto é um ato de reconhecimento ao trabalho e ao legado de um grande homem que durante sua vida e trajetória política semeou sinceridade, simplicidade e honestidade. Valores que herdou do berço e soube partilhá-los na vida pública.
Jornal das Lajes Ltda Diretor Presidente e editor-chefe: André Eustáquio Melo de Oliveira Diretor de Redação: Rosalvo Gonçalves Pinto Editor Regional: José Venâncio de Resende Diretoria executiva: Eustáquio Peluzi Chaves (administração) e Antônio da Silva Ribeiro Neto (contabilidade).
De um ponto de vista JOÃO BOSCO DE CASTRO TEIXEIRA*
Anticristo O jornalista Dimas Roque escreveu um artigo que leva o seguinte título: “O Anticristo chega na presidência”. Nesse artigo ele lembra que Nostradamus já falava, em suas profecias, que haveria três anticristos até a chegada do fim dos tempos. Dois deles seriam Napoleão Bonaparte, no século XIX, e Adolf Hitler, no século XX. O terceiro viria no século XXI. Dimas Roque indaga, ou insinua, se Bolsonaro e Moro não estariam cumprindo a terceira profecia de Nostradamus, relativamente ao século XXI. Um grande amigo enviou-me o tal artigo e indagou: “Oi, João Bosco, você que tem acesso privilegiado ao pai de Cristo, o que acha disso? Na minha ignorância religiosa, eu concordo.” Respondi ao meu amigo, dizendo que havia lido o artigo com muita atenção e respeito. No entanto, eu dizia que entendia aquilo tudo como fruto de uma visão pouco cristã da vida. E nessa visão eu incluía, inclusive, as pseudoprofecias do francês Nostradamus. Se não for uma visão pouco cristã, pelo
menos é uma visão com a qual não compartilho. De qualquer forma, entretanto, se há mesmo a possibilidade de um terceiro anticristo, acho pouco provável que um terceiromundista viesse a sê-lo. Quando se pensa num Hitler, num Napoleão, homens cuja vida impactou o mundo inteiro, o mínimo necessário seria pensar num Trump, homem da maior importância. Quem é o Bolsonaro para se alinhar com eles? Um homem que se mostra cada dia mais destemperado na sua linguagem, como provou ainda na semana que passou, não seria capaz de levar um anúncio ou uma ameaça para a humanidade. O essencial, porém, não é isso. Do possível anticristo, tenho outra visão. Anticristo, para mim, são outras coisas. Anticristo é a injustiça implantada no mundo, a fome que não cessa de grassar, a miséria que mantém parte notável da humanidade em situação anti-humana, a barbárie praticada por tantos governos, a escravidão que insiste em permanecer em tantas estruturas sociais de trabalho, o analfabetismo que mantém legiões de
pessoas em permanente estado de submissão e dependência, e tantas outras manifestações da vida que não se personificam em ninguém e atingem a tantos. Isso para mim é o anticristo. Isso para mim é que é radicalmente contrário à mensagem que nos deixou Jesus. Falar de anticristo como uma pessoa é isentar-se, cristamente falando, da responsabilidade social a que somos chamados. Não precisamos procurar um anticristo fora de nossas vidas. Não precisamos incorporar nossas misérias e desventuras numa determinada pessoa. O anticristo acontece quando se privilegia a mentira e se abusa do poder, quando se humilham os fracos e aniquilam-se os demais com a injustiça, quando se exploram os pobres e nega-se a vida aos oprimidos. Procurar o anticristo fora de nós é querermos colocar os males do mundo nas costas de outrem para fugirmos de nossas responsabilidades. *Professor aposentado da UFSJ, membro da Academia de Letras de São João del-Rei.
Foto e situação do mês
“Sem o carro de boi não há Exposição Agropecuária” ANDRÉ EUSTÁQUIO
A frase acima é dita por diversas pessoas que participam da organização da Exposição Agropecuária de Resende Costa e também por admiradores da maior festa dedicada ao produtor rural no município. Ela é verdadeira! É inconcebível uma Exposição Agropecuária sem as atrações típicas do meio rural, como
rodeios, exposições de animais e cavalgada. Sem essas atrações a originalidade e o propósito da festa se perderiam, dando lugar somente a shows e baladas. Uma das atrações da Exposição Agropecuária mais esperadas pelos resende-costenses é o tradicional desfile dos animais que ficam expostos no Parque do Campo e dos carros de boi. As ruas do centro da cidade ficam
repletas de pessoas esperando pelas boiadas tangidas pelos carreiros e candeeiros. Neste ano, 26 carros de boi participaram do desfile na manhã de sábado (20) e 11 carros voltaram à cidade na manhã do domingo (21) para o tradicional desfile dos animais. Parabéns aos carreiros e candeeiros que mantêm seus carros de boi – muitos ainda utilizados na lida diária no campo. Foto Cássio Almeida
Redação: Rua Assis Resende, 95 Centro - Resende Costa, MG CEP 36.340-000 TEL(32)3354-1323 Editoração e Site: Rafael Alves Impressão: Sempre Editora Av. Babita Camargos, 1645 Contagem - MG Tiragem: 4000 exemplares Circulação: Resende Costa e São João del-Rei
Conselho Editorial: André Eustáquio Melo de Oliveira, Emanuelle Resende Ribeiro, José Venâncio de Resende, Rosalvo Gonçalves Pinto, João Evangelista Magalhães e José Antônio Oliveira de Resende. Os artigos assinados não refletem obrigatoriamente a opinião do jornal.
Desfile de carros de boi mantem uma bela tradição da Exposição Agropecuária de Resende Costa
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CÂMARA DE RESENDE COSTA INFORMA
VEREADORES APOIAM SERVIDORES MUNICIPAIS APOSENTADOS EM LUTA PARA MANTER A COMPLEMENTAÇÃO SALARIAL O dia 10 de julho de 2019 foi um marco vitorioso na vida de diversos servidores municipais aposentados da Prefeitura de Resende Costa. Uma ação direta de inconstitucionalidade, que ameaçava cancelar o pagamento da complementação salarial aos servidores inativos do município, foi julgada pelos desembargadores do Tribunal de Justiça de Minas Gerais, em Belo Horizonte. Uma caravana composta de representantes dos servidores inativos e de todos os vereadores do município de Resende Costa foi a Belo Horizonte assistir ao julgamento no plenário do Tribunal de Justiça. O resultado final beneficiou os servidores aposentados, que continuarão recebendo a complementação. No entanto, até o fechamento desta edição, o Tribunal de Justiça não havia publicado o acórdão que garante os efeitos jurídicos da decisão dos desembargadores. Desde o final de 2014, os servidores municipais aposentados vêm lutando para garantirem a chamada complementação salarial. Trata-se de um benefício instituído pelo artigo 133 da Lei Municipal 2.092, de 30 de dezembro de 1993, que criou o “Estatuto do Servidor Público do Município de Resende Costa”. O artigo 133 da lei 2.092 previa “que os proventos do servidor municipal aposentado serão permanentemente equiparados e igualados aos dos servidores em atividades, no cargo ou função correspondente, bem como os mesmos rendimentos serão revistos sempre que, por motivo de alteração do poder aquisitivo da moeda ou qualquer outro fator, se modificar a remuneração da atividade, revisão que observará as mesmas bases e os mesmos percentuais”. Na prática, todo servidor público municipal, amparado pela legislação do município, quando se aposentasse pelo regime geral, tinha o direito de ter a sua aposentadoria recebida do INSS complementada, como se estivesse em exercício. No entanto, o Ministério Público, em 2014, recomendou que o artigo 133 da lei 2.092 fosse revogado, ou que lhe fosse conferida nova redação. Em análise do caso à época, o MP considerou o que diz a Constituição Federal em seu artigo 195, parágrafo 5º: “Nenhum benefício ou serviço da seguridade social poderá ser criado, majorado ou estendido sem a corre-
spondente fonte de custeio total.” Portanto, era necessário, segundo a recomendação do MP, que a legislação municipal fosse adequada à Constituição Federal. Em 2016, a Câmara Municipal de Resende Costa aprovou o projeto de lei do Executivo Municipal, revogando o “Estatuto do Servidor Público” criado em 1993 e promulgou, em seguida, a Lei Municipal 4.067/2016, que “Insere os parágrafos 1º e 2º ao artigo 190 e os artigos 191 e 192 à Lei Complementar 4.049 de 24 de fevereiro de 2016, que “Dispõe sobre o Estatuto dos Servidores Públicos do Município de Resende Costa”. Na ocasião, foi garantida a complementação salarial aos servidores inativos. Passados, porém, três anos, o procurador-geral de Justiça do Estado de Minas Gerais ajuizou uma Ação Direta de Inconstitucionalidade, requerendo a declaração de inconstitucionalidade da lei municipal 4.067/2016, o que causou, novamente, apreensão e intranquilidade aos servidores municipais aposentados. Mobilização Diante da decisão do MP, os servidores municipais aposentados, sentindo-se lesados, se mobilizaram a fim de defenderem a permanência da complementação salarial. A mobilização sensibilizou a comunidade resende-costense e chegou à Casa do Legislativo. Utilizando-se da Tribuna Livre da Câmara, alguns servidores conclamaram os vereadores a abraçarem com eles a causa e os apoiarem no dia 10 de julho em Belo Horizonte, quando a ação seria julgada pelos desembargadores do Tribunal de Justiça. Surgiu então um grande movimento, envolvendo todos os vereadores, em favor da luta dos servidores para garantirem a permanência da complementação salarial. Apesar de reconhecer a inconstitucionalidade da lei que concede o benefício aos servidores inativos, a assessora jurídica da Câmara Municipal de Resende Costa, a advogada Marina Vale, traçou uma linha de defesa a ser apresentada por ela no Tribunal de Justiça, no dia 10 de julho. “Quando foi apresentado um requerimento em plenário (da Câmara Municipal de Resende Costa) solicitando a defesa da constitucionalidade da lei objeto
da ação, esclareci a todos que não haveria condição de realizar a defesa conforme foi pedido. Ressaltei a inconstitucionalidade da lei, uma vez que, em parecer apresentado na época da votação, opinei por isso, já que o artigo 195, parágrafo 5º da Constituição Federal determina que ‘nenhum benefício ou serviço da seguridade social poderá ser criado, majorado ou estendido sem a correspondente fonte de custeio total’”, esclarece a advogada. No intuito de defender a continuidade do pagamento do benefício aos servidores inativos, Marina Vale sustentou o argumento diante dos desembargadores de que é “justa a defesa da continuidade do pagamento da complementação aos aposentados, tendo em vista razões de segurança jurídica, já que a norma vigorou (até o presente momento) como aparentemente constitucional, tendo relações consolidadas regidas pela mesma e não tendo os beneficiários culpa do ocorrido”. A advogada reiterou que “não se interpretam normas constitucionais isoladamente, mas, sim, a Constituição no seu todo”. Marina disse ainda que fundamentou sua defesa no princípio de que os servidores municipais, ao adquirirem o benefício da complementação salarial, estavam amparados por uma legislação em vigor. “No momento em que os servidores inativos que fazem jus à complementação de sua aposentadoria adquiriram o benefício, a lei municipal estava em vigor. Portanto, a interpretação de seus direitos a ser aplicada deve ser aquela que mais se assemelha aos princípios constitucionais”. Vitória Maria Lúcia de Resende Magalhães, funcionária aposentada da Biblioteca Municipal Antônio Gonçalves Pinto, recebe a complementação salarial e se uniu aos demais colegas no plenário do Tribunal de Justiça. Ela comemorou a decisão dos desembargadores e destacou a luta dos servidores inativos para manter a complementação. “Nós, funcionários aposentados da Prefeitura Municipal de Resende Costa, obtivemos uma importante vitória no Tribunal de Justiça, em Belo Horizonte. Após anos de dedicação à população, servindo-a de maneira incansável e da melhor forma possível, alcança-
Acesse e acompanhe o Poder Legislativo: www.camaraderesendecosta.mg.gov.br
Vereadores do município de Resende Costa em frente ao Tribunal de Justiça, em Belo Horizonte mos a tão almejada aposentadoria. No entanto, os valores pagos pelo INSS ficariam, infelizmente, muito aquém daqueles recebidos pelos funcionários ainda ativos, ocasionando uma considerável queda no padrão de vida de quem se dedicou tanto e que, numa época da vida em que os gastos com os merecidos momentos de lazer, alimentação – muitas vezes especial –, medicamentos, exames e tratamentos nos levam a gastos ainda maiores. Tentando amenizar esse impacto, a Prefeitura Municipal, ainda na década de 1990 e com aprovação da Câmara Municipal, se dispôs a fazer a complementação dos valores do INSS para os aposentados.” Lúcia Resende falou sobre a importância da complementação e agradeceu aos vereadores pelo apoio. “A importância complementada pela Prefeitura é imprescindível para nós que trabalhamos para o progresso da nossa querida cidade, para que tenhamos as mínimas condições de uma vida digna. Obrigada a todos pelas orações e pelo apoio, em especial aos vereadores de Resende Costa, tão sensíveis às necessidades do funcionalismo.” O presidente da Câmara Municipal de Resende Costa, vereador Lucas Paulo, foi a Belo Horizonte junto aos demais vereadores e representantes dos servidores e comemorou o resultado do julgamento. “Apesar de todos os 19 desembargadores terem declarado inconstitucional a complementação, por 16 votos a 3 foi mantida a complementação salarial. Eles entenderam que os servidores não poderiam ser prejudicados”, disse Lucas Paulo. Lucas destacou a presença dos vereadores e dos servidores no plenário do Tribunal de Justiça no
Câmara Municipal de Resende Costa Trabalhando por uma cidade melhor
dia do julgamento da ação. Para ele, a mobilização de todos, especialmente a defesa realizada pela assessora jurídica da Câmara, fez a diferença. “Foi bem bacana essa união dos complementados e dos vereadores, independentemente de partido político”, disse Lucas, frisando que “os vereadores sempre foram favoráveis à permanência da complementação dos salários dos servidores municipais aposentados”. A vitória dos servidores municipais aposentados deve ser comemorada. A sociedade resende-costense se solidarizou com eles através de um caloroso clamor – após o julgamento em Belo Horizonte, ouviu-se em Resende Costa uma grande salva de fogos, reconhecendo e comemorando os direitos adquiridos pelos aposentados após uma vida dedicada aos trabalhos no município. Mas talvez não bastasse somente uma mobilização popular. Sem os argumentos técnicos de uma defesa bem preparada, corria-se o risco de a “letra fria” da lei sair vitoriosa do tribunal. Antes da data marcada para o julgamento da ação de inconstitucionalidade, a assessora jurídica da Câmara de Resende Costa debruçou-se sobre o processo e estudou a fundo o tema para fundamentar sua defesa. “No momento da sustentação da defesa, requeri a modulação dos efeitos da decisão, caso fosse declarada a inconstitucionalidade da lei, no sentido de garantir a continuidade do pagamento da complementação, com fundamentação em decisões do próprio Tribunal de Justiça de Minas Gerais, respeitando os princípios constitucionais e garantindo a segurança jurídica”, explicou a também vitoriosa advogada Marina Vale.
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GOVERNO MUNICIPAL INFORMA
Programa Habitação Solidária avança, e oito casas já estão sendo construídas: “Para mim é como se fosse um palácio”, diz beneficiada Em outubro de 2018, cinquenta famílias de Resende Costa foram beneficiadas pela Prefeitura Municipal com lotes através do Programa Habitação Solidária. Nove meses depois, a ação começa a gerar frutos para a população: oito casas já começaram a ser construídas. Uma delas está na fase final das obras e pertence a Gleice Diene, que comemora muito o sonho da casa própria realizado: “Fui sorteada com um lote no qual construí minha casinha com muito esforço, saindo do aluguel, o qual nos consome. Minha casinha de dois quartos, sala, cozinha e banheiro, mas que para mim é como se fosse um palácio. O tempo determinado de entrega da casa é de dois anos, mas consegui em seis meses. Agradeço em especial a Deus, pois sem ele nada iria conseguir, à Prefeitura, aos meus amigos, à minha família, mãe e irmãs, aos meus padrinhos Marilange, José Hugo e Cleiton José, que me ajudaram muito, e a todos que me orientaram no projeto”. Para receberem os lotes, as famílias precisaram atender a critérios pré-es-
Oito casas do Habitação Solidária já estão sendo construídas. Uma delas pertence a Gleice Diene
tabelecidos pela Secretaria Municipal de Assistência Social, que fiscalizou a situação dos beneficiados. Para o desenvolvimento do programa foi criado ainda o Conselho Municipal de Habitação e Interesse Social. Idealizada pelo prefeito Aurélio Suenes, a iniciativa não recebe nenhum apoio estadual ou federal. “Idealizei o Habitação Solidária para ajudarmos a realizar o sonho de toda família, que é a casa própria. Todos têm direito à moradia e cabe ao Poder Público pensar em soluções para que as pessoas mais
carentes tenham possibilidades de alcançarem esse sonho. Me alegra muito ver esse projeto caminhando a largos passos”, afirmou Aurélio. A distribuição dos cinquenta lotes foi feita através de sorteio público, no CPP, com a participação de todos os beneficiados: “Existem dois modelos de plantas, o modelo de dois quartos, que é exatamente igual ao modelo passado para a Prefeitura Municipal de Resende Costa pelo programa Minha Casa, Minha Vida, que possui 35,62 m²; e o modelo de três quar-
tos, em que foi acrescido um quarto ao modelo anterior, totalizando 44,26m²”, explicou o engenheiro da Prefeitura Municipal e também membro do Conselho Municipal de Habitação e Interesse Social, Leandro Kloser. A Prefeitura ainda deu ao beneficiado a possibilidade de uma terceira alternativa, em que o próprio apresenta uma proposta de projeto arquitetônico, conforme sua necessidade, porém, para tal, o mesmo banca o projeto e tem que o apresentar com a devida responsabilidade técnica.
Os cinquenta lotes sorteados no Programa Habitação Solidária ficam no bairro Tijuco: trinta deles na Rua Pau Brasil, quatro na Rua B, quatro na Rua C e doze na Rua D. “A próxima etapa consiste em finalizar a construção no tempo estipulado pelo programa, que é de dois anos após a entrega dos lotes. Nesse tempo, todas as fases da construção serão fiscalizadas por mim. As edificações precisam respeitar o que foi estipulado no programa no que se trata da construção”, concluiu Leandro.
Zona rural em destaque: Prefeitura realiza calçamentos no povoado do Ribeirão A Prefeitura Municipal de Resende Costa está realizando o calçamento de ruas no povoado do Ribeirão. Um trecho localizado no Ribeirão de cima e um beco do Cruzeiro no Ribeirão de baixo serão pavimentados com bloquetes.
Para isso, a Administração Municipal está investindo recursos próprios e conta com a parceria firmada com presídios de Resende Costa e de São João del-Rei. Trata-se da produção de bloquetes, briquetes e meios-fios por indivíduos
que cumprem pena. São produzidos, em média, 2.500 bloquetes por dia. Com essa parceria, a Prefeitura tem avançado nos calçamentos de ruas em Resende Costa. Os bloquetes têm grande durabilidade, são
resistentes ao tráfego de pessoas e veículos e permanecem inalterados por muitos anos. Outra vantagem do material está em permitir a passagem da água da chuva, não impermeabilizando o solo e contribuindo para o controle das
enchentes. Além disso, por sua coloração clara e fino acabamento, bloquetes refletem a luz cerca de 30% a mais que outros tipos de pavimentos, gerando uma economia nos gastos com iluminação pública.
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POLÍTICA
Vereadores aprovam projeto de lei que garante adesão de Resende Costa ao Programa Caminhos de São Tiago ANDRÉ EUSTÁQUIO
Os vereadores aprovaram, por unanimidade, durante a 18ª reunião ordinária de 2019, realizada no dia 22 de julho, o projeto de lei 77, de 9 de julho de 2019, que autoriza a adesão do município de Resende Costa ao “Programa Caminhos de São Tiago”. Com a aprovação do projeto de lei, o Executivo Municipal fica também autorizado a abrir crédito especial no valor de R$ 7.900,00, garantindo, assim, a participação do município no Programa. Durante a reunião ordinária, a Câmara Municipal recebeu a visita do secretário municipal de Turismo, Artesanato e Cultura de Resende Costa, Fernando Chaves, e do gestor do Circuito Trilha dos Inconfidentes, Marcus Januário. Ambos falaram aos vereadores sobre a adesão de Resende Costa ao Programa Caminhos de São Tiago. Fernando Chaves destacou a localização de Resende Costa num roteiro turístico regional que engloba munícipios, como Tiradentes e São João del-Rei, que já atraem grande número de turistas. “É fundamental não perdermos de vista que a perspectiva do turismo em Resende Costa é regional. O turista que visita nossa cidade está inserido, geralmente, em uma rota regional que inclui vários municípios do Campo das Vertentes. É essencial estabelecer essa rede cada vez mais efetiva entre os municípios, criar rotas, interligar atrativos, estruturar o receptivo, disponibilizar mais informação turística, dentre outras ações”, disse o secretário municipal de Turismo, Artesanato e Cultura. Fernando Chaves abordou também as ações previstas pelo Programa Caminhos de São Tiago: “O Programa Caminhos de São Tiago trabalha nesse sentido e prevê ações como a criação de mídias para divulgação gráfica e online do circuito, estimulando a formação de rotas para serem feitas a pé, de bicicleta, a cavalo, de carro ou de moto. Paralelamente, são realizadas ações de georreferenciamento, mapeamento e estruturação de atrativos, bem como capacitação do trade tu-
EDITAL PROSPER MINERAÇÃO S.A., por determinação do Conselho Estadual de Política Ambiental – COPAM, torna público que solicitou, por meio do Processo Técnico nº 32162/2016, a Licença de Operação Corretiva (LOC) para o desenvolvimento das atividades de Lavra
CIDADE
Resende Costa registra casos de dengue Nos primeiros sete meses de 2019, o município registrou cinco casos da doença VANUZA RESENDE
Fernando Chaves (esq.) e Marcus Januário (dir.) apresentaram aos vereadores o projeto Caminhos de São Tiago
rístico e outras iniciativas.” Marcus Januário, gestor do Circuito Trilha dos Inconfidentes, falou aos vereadores sobre a finalidade do programa, as ações concretizadas até o momento e os benefícios que serão gerados aos 11 municípios que aderiram ao Caminhos de São Tiago. “O programa vai gerar renda e emprego aos municípios que farão parte. Será o maior roteiro turístico tipicamente mineiro. Vamos valorizar os atrativos turísticos culturais dos municípios envolvidos, contando a história de Minas e da Inconfidência Mineira.” De acordo com Marcus, o roteiro de 285 quilômetros que liga Ouro Preto a São Tiago já foi todo mapeado e georreferenciado.
a Capoeira Nossa Senhora da Penha e o Mirante das Lajes? Além disso, Resende Costa precisa investir em turismo. O programa Caminhos de São Tiago é uma oportunidade para atrairmos também turistas que frequentam Ouro Preto.” O vereador Ângelo Márcio parabenizou Fernando Chaves e Marcus Januário pela apresentação do projeto e chamou a atenção para as demandas que a indústria do turismo poderá trazer ao município. Segundo o vereador, a adesão de Resende Costa ao Programa Caminhos de São Tiago “forçará o município a se organizar, a se estruturar”. Ainda de acordo com Ângelo, “Resende Costa tem muito o que mostrar e precisa investir em turismo”.
VEREADORES ELOGIAM O PROJETO No plenário, os vereadores debateram com Fernando Chaves e Marcus Januário sobre a importância do Programa Caminhos de São Tiago para o desenvolvimento do turismo regional, especialmente em Resende Costa. O vereador Abel destacou a provável parceria com o governo da Espanha, através do Caminhos de Santiago de Compostela, que inspirou a criação do circuito mineiro. “O projeto poderá, inclusive, atrair turistas europeus que já fazem o Caminho de Santiago de Compostela.” O vereador Paulo Daher elogiou o projeto e disse que a adesão do município é importante para a valorizaçãodos atrativos turísticos da cidade. “Quem sabe surge daí uma grande oportunidade para o município revitalizar importantes atrativos, como
O PROGRAMA O Programa Caminhos de São Tiago está em fase de implantação e tem como inspiração o místico Caminho de Santiago de Compostela, na Espanha. O roteiro de 285 quilômetros parte de Ouro Preto, na região central do Estado, e tem como destino a cidade de São Tiago, no Campo das Vertentes. Ao todo, 11 municípios (Ouro Preto, Ouro Branco, Conselheiro Lafaiete, Queluzito, Casa Grande, Entre Rios de Minas, Lagoa Dourada, Resende Costa, Coronel Xavier Chaves, Ritápolis e São Tiago) fazem parte do programa, que tem como gestores o Circuito do Ouro, Circuito Turístico Trilha dos Inconfidentes e Circuito Turístico Villas e Fazendas. A previsão é de que o lançamento oficial do Caminhos de São Tiago aconteça entre setembro e outubro próximos.
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O Brasil registrou um índice alto de casos dengue em 2019. Em Minas Gerais, o número de casos da doença causada pela picada do mosquito Aedes aegypti foi o segundo maior em dez anos. De acordo com boletim divulgado pela Secretaria Estadual de Saúde, no dia 29 de junho, Minas contabilizou 460.721 casos prováveis em 2019. O estado registrou 117 mortes causadas pela doença. Resende Costa, apesar de não ter sido atingida com uma epidemia da doença, não ficou livre da dengue. Até 30 de julho último, o município havia registrado 13 casos de suspeitas de dengue. Do número de casos prováveis, cinco foram confirmados, sendo três importados e dois contraídos no município. Outros cinco foram descartados e três ainda estão sob investigação. Para Chikungunya e Zika Vírus não houve notificações. De acordo com o servidor municipal responsável pelo setor de epidemiologia da Prefeitura de Resende Costa, Reginaldo Magalhães, o município vem realizando constantemente ações de prevenção ao mosquito Aedes aegypti, transmissor das doenças dengue, Zika Vírus e Chikungunya: “Realizamos o tratamento focal, que é a execução de vistorias diárias a domicílios, comércios, terrenos baldios e demais imóveis, pelos agentes de combate a endemias. Essa ação visa à eliminação de criadouros e orientação da população quanto ao combate do mosquito. Realizamos também visitas a pontos estratégicos, com execução de vistorias quinzenais a locais de maior probabilidade de proliferação do mosquito como: cemitérios, ferros-velhos, entre outros, visando à eliminação de criadouros”, explica.
Ainda segundo Reginaldo, também é realizado o Levantamento de Índice Rápido do Aedes aegypti (LIRAa), que avalia o índice de infestação do mosquito Aedes no município. Resende Costa possui o Comitê Municipal de Enfrentamento da dengue, Chikungunya, Zica Vírus e febre amarela. “São feitas reuniões bimestrais com representantes da sociedade e do setor público nas quais são discutidas medidas para conscientização da população e controle das doenças causadas pela picada do mosquito Aedes”, diz o coordenador. Reginaldo explica que “após notificação da unidade de saúde sobre suspeita de infecção do paciente, o setor de endemias abre um processo de investigação e solicita à Secretaria de Saúde a realização de exames para confirmação do diagnóstico”. Após a notificação, são executadas ações de bloqueio na área provável de transmissão, com o intuito de diminuir a população adulta de mosquitos. O paciente diagnosticado é acompanhado pelo setor de saúde e tem a sua condição relatada a um sistema do governo até o fechamento da investigação. AÇÕES PREVENTIVAS Mesmo com ações do poder público, a população precisa ficar atenta a possíveis focos do mosquito Aedes. O mosquito deposita seus ovos em água limpa, mas não necessariamente potável. Por isso é importante jogar fora pneus velhos, virar garrafas com a boca para baixo. Também é necessário lavar a vasilha de água do animal de estimação regularmente e manter fechadas tampas de caixas d’água e cisternas. Denúncias de locais propícios à proliferação do mosquito Aedes podem ser feitas diretamente com os agentes epidemiológicos ou através do telefone (32) 33541657.
Requerimento de Licença a céu aberto – minério de ferro (A-02-03-8), Unidade de Tratamento de Minerais, com tratamento a seco (A-05-01-0), Disposição de estéril/rejeito inerte e não inerte na mineração (A-05-06-2), Pilha de rejeito/estéril – minério de ferro (A-05-04-7) e Postos flutuantes de
combustíveis (F-06-01-7) nos locais denominados fazendas Carretão/ Rancho Chapadão/Águas Claras, divisa dos municípios de Resende Costa e Desterro de Entre Rios, MG. O requerente informa que está sendo apresentado o Estudo de Impacto Ambiental (EIA) e seu
respectivo Relatório de Impacto Ambiental (RIMA) e que o RIMA se encontra à disposição dos interessados na Superintendência Regional de Meio Ambiente (SUPRAM) Sul de Minas, situada na Av. Manoel Diniz, nº 145, bairro Industrial JK, CEP: 37.062-480, Varginha – MG. O
requerente comunica que os interessados na realização de Audiência Pública deverão formalizar o requerimento, conforme previsto na Deliberação Normativa COPAM nº 225, de 24/08/2018, na SUPRAM Sul de Minas, dentro do prazo de 45 dias a contar dessa publicação.
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ANO XVI Nº 196 - AGOSTO 2019
ESPECIAL EXPOSIÇÃO AGROPECUÁRIA 2019
Parque do Campo de Resende Costa é reinaugurado durante a 40ª Exposição Agropecuária O espaço passa a ser chamado “Parque de Exposições prefeito Gilberto Pinto” ANDRÉ EUSTÁQUIO E VITÓRIA CRISTINA
No dia 18 de julho de 2019, quinta-feira, aconteceu a cerimônia oficial de abertura da 40ª Exposição Agropecuária de Resende Costa. Neste ano, o prefeito municipal Aurélio Suenes de Resende desejou que a cerimônia, que tradicionalmente reúne autoridades municipais de Resende Costa e de cidades da região, fosse ainda mais especial, pois o evento marcaria a reinauguração do Parque do Campo, que passou a se chamar “Parque de Exposições Prefeito Gilberto Pinto”, em homenagem ao saudoso ex-prefeito municipal falecido em dezembro de 2015. Quem chegou cedo ao Parque de Exposições na quinta-feira (18), antes da abertura da festa, se surpreendeu com a nova estrutura do espaço após a reforma e a ampliação. Ouviram-se elogios de muitas pessoas que olhavam e transitavam no espaço onde atualmente se realizam os shows. INVESTIMENTO Segundo o prefeito Aurélio Suenes, a prefeitura investiu cerca de 340 mil reais na reforma do Parque de Exposições de Resende Costa. “Quando resolvemos transferir os shows para a área de baixo, senti-me na responsabilidade de adequar aquela área de forma que tivesse mais espaço para fazer o que sempre foi pedido pela população, o ‘palco 2’”, justificou o prefeito Aurélio. Desde 2014, os shows da Exposição Agropecuária passaram a ser realizados no espaço onde antes aconteciam o rodeio, o concurso de marcha, os julgamentos morfológicos e as provas funcionais. Na ocasião, a justificativa para a mudança foi de que dever-se-ia aproveitar melhor o espaço, oferecendo mais conforto e segurança ao público que aumentava a cada ano. Mas faltava infraestrutura. A área não era pavimentada e a iluminação bastante precária. Nos primeiros anos, grande parte do público não aprovou a mudança, mas com o tempo percebeu-se que o espaço era melhor e o segundo
show da noite não demorava tanto a começar, visto que a organização do evento conseguiu montar o palco 2 – uma boa novidade na Exposição Agropecuária de Resende Costa e que já está presente em outras cidades da região, como Lagoa Dourada. “Havia empecilhos na área de cima, uma vez que os artistas (do show principal) não deixavam o segundo show começar enquanto eles não terminassem de armazenar os seus equipamentos. Então eu fiquei responsável por concluir essa transferência, que já havia sido iniciada em 2014, levando o público para a parte de baixo”, explica o prefeito Aurélio. “A gente veio desde então juntando recursos para deixar a obra como definitiva. Agora o parque está definitivo, com nova arena e pavimentação da área de shows. Com essas adequações, aproveitamos melhor os espaços do local.” OBJETIVOS DA REFORMA Quando as obras de reforma do Parque de Exposições se iniciaram, as opiniões se dividiram na cidade. Houve quem argumentou “que se tratava de um gasto desnecessário e que a prefeitura não deveria investir recursos em um espaço já pronto”. Porém, a administração decidiu enfrentar os desafios e as opiniões contrárias. De acordo com o prefeito Aurélio, o objetivo principal da reforma do Parque de Exposições consiste em aproveitar melhor o espaço. “O parque foi municipalizado pelo ex-prefeito Gilberto Pinto em 2001 e depois dessa municipalização ele adquiriu um terreno anexo. Quando assumimos a prefeitura, esse terreno ainda não era utilizado; passamos a utilizá-lo parcialmente. Agora, a partir da reforma, o terreno passa a ser usado em sua totalidade, justificando sua aquisição, que tinha como objetivo a ampliação do Parque de Exposições”, disse Aurélio. “A ampliação imaginada pelo ex-prefeito Gilberto no passado foi concluída agora em 2019”, comemora o prefeito municipal. Um dos principais e mais contundentes argumentos contrários à reforma do Parque de Exposições é de que “não valeria a pena inves-
tir tanto dinheiro num espaço que só é utilizado uma vez no ano. É o mesmo que investir em um elefante-branco”. Ouviu-se isso de diversas pessoas na cidade. No entanto, o prefeito Aurélio pensa o contrário e o intento da atual administração é transformar o Parque de Exposições em um espaço multiuso que pode ser utilizado durante todo o ano pela população. “A ideia da reforma do parque é transformá-lo em um espaço multiuso. Por exemplo, a parte que foi concretada é uma área pronta para se fazer uma quadra poliesportiva, a academia da saúde e um playground para as crianças. A concepção é de que o Parque de Exposições seja sempre utilizado pela população. Com a nova reforma você tem a possibilidade de uso de skate, patinete, bicicleta, etc.”, planeja o prefeito Aurélio. Para maior segurança dos usuários, o prefeito disse que pretende restringir o acesso de veículos no Parque de Exposições. DEDICAÇÃO DOS FUNCIONÁRIOS Para que as obras no Parque de Exposições ficassem prontas e fossem inauguradas na abertura da 40ª Exposição Agropecuária, a prefeitura organizou uma verdadeira força-tarefa composta de funcionários e secretários municipais. Destacam-se o engenheiro civil da prefeitura, Leandro Kloser, o secretário de Obras, Ricardo Resende, o secretário de Agropecuária e Meio Ambiente, Toninho Ribeiro, além dos funcionários da prefeitura que literalmente puseram a “mão na massa”. “Foi um conjunto de pessoas para que chegássemos ao resultado desejado. Essa obra, na verdade, foi um desafio muito grande porque optamos por fazê-la com mão de obra praticamente da prefeitura. Tínhamos um prazo muito curto para concluí-la e muita gente duvidou que fosse ficar pronta a tempo da festa”, diz Aurélio Suenes. O engenheiro civil da prefeitura de Resende Costa, Leandro Kloser, informou que o projeto contempla a pavimentação da arena que recebe os shows, onde também será criada uma quadra poliesportiva, que em
épocas de festas serão retirados os alambrados; a criação de um segundo estacionamento dentro do parque, devidamente pavimentado, entre os dois galpões existentes; a criação de uma nova arena de rodeio, com arquibancada que atende às normas exigidas. As edificações já existentes foram pintadas e uma nova iluminação foi implantada em pontos do Parque de Exposições, especialmente na arena dos shows e na arena de rodeio. “O objetivo da reforma foi oferecer à população de Resende Costa e aos visitantes um espaço amplo e confortável, pavimentado, com os devidos acessos e ligações entre ambientes e que atendesse às normas exigidas pelo Corpo de Bombeiros. Também deve-se considerar que essa arena pavimentada receberá uma quadra e uma academia da saúde. Portanto, também será um centro de esporte e lazer”, esclarece Leandro Kloser. HOMENAGEM O prefeito municipal Aurélio Suenes destacou a importância do ex-prefeito Gilberto para Resende Costa: “Essa obra que hoje reinauguramos só foi possível porque alguém que passou pelo poder público teve visão de futuro e esse alguém que homenageamos é o ex-prefeito Gilberto Pinto. Nós estamos muito felizes com a justa homenagem ao Gilberto, que municipalizou o parque em 2001 e tinha um carinho muito grande por esse espaço. Nós fizemos essas obras para melhorar e ampliar o Parque de Exposições e nada mais justo do que reverenciar e colocar o nome dele e eternizá-lo nesse espaço.” Os familiares do ex-prefeito Gilberto Pinto participaram da solenidade: sua esposa Vera Rodrigues, sua filha Aline Rodrigues Pinto e o seu irmão João Bosco Pinto Lara. Convidado pela organização do evento a fazer um discurso em homenagem ao seu irmão, João Bosco, visivelmente emocionado, destacou a ligação que ambos possuíam e o perfil do ex-prefeito Gilberto. “Quando nós homenageamos uma pessoa, falamos do que ela fez no passado, mas muitas vezes a homenagem é póstuma. Quando se fala em homenagem, normalmente essa
O saudoso Ex-prefeito Gilberto Pinto é homenageado pelo município e tem seu nome eternizado no Parque de Exposições
palavra evoca duas outras palavras: “alma”, porque só homenageamos pessoas com a alma e com o coração; e a palavra “saudade”, que é a que mais me inspira em relação ao Gilberto. Ele era meu irmão, meu parceiro, meu companheiro de roça.” João concluiu a homenagem ao Gilberto lendo um texto publicado nas redes sociais pela professora Marcilia, moradora da comunidade do Ribeirão, na ocasião do falecimento do ex-prefeito de Resende Costa. “Essa foi uma das homenagens mais bonitas que vi sobre o meu irmão.” “Passou por Resende Costa o derradeiro carro de boi que vinha de longe, mas o carro não cantava, chorava. Aos sons das rodas ecoou o lamento triste. O carreiro, quando parou, ergueu os olhos e chamou: ‘Vem, Gilberto, que o tempo de colher seus frutos já chegou. É hora de carrear em outros campos.’ E ele se foi. O Gilberto conhecia cada palmo desse chão, cada curva, cada mata-burro, cada roçado, cada rua. E conhecia cada morador pelo nome. Partiu Gilberto da terra que tanto amou e que por ela tanto trabalhou, pegou o chapéu, apagou o cigarro de palha e seguiu o caminho dos homens de coragem. Jeito simples, postura firme, olhar profundo e coração amigo, partiu para descansar deixando grande saudade aos amigos que aqui conquistou (Marcília)”.
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JORNAL DAS LAJES
ACONTECEU
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Por Luana Chaves
COLABOROU: VITÓRIA CRISTINA
40ª Exposição Agropecuária de Resende Costa ofereceu ao público grandes atrações Entre 17 e 22 de julho, Resende Costa sediou a 40ª Exposição Agropecuária. A festa teve início com a Cavalgada Bolivar de Andrade saindo do povoado do Cajuru, no dia 17, e chegando à cidade no dia 18, quinta-feira. A abertura oficial da 40ª Expô contou com a presença de autoridades municipais locais e regionais. A novidade deste ano foi a reinauguração do Parque do Campo, que passou a se chamar “Parque de Exposições Prefeito Gilberto Pinto”. ESCOLHA DA RAINHA E DA PRINCESA DA FESTA Antes da cerimônia oficial de abertura da festa, aconteceu o desfile para escolha da Rainha e Princesa da 40ª Exposição Agropecuária. Foram eleitas Vitória Ferreira (rainha) e Larissa Maia (princesa). Logo após o desfile e a cerimônia oficial de abertura, com a presença de autoridades, representantes da organização do evento e de familiares do ex-prefeito Gilberto Pinto, teve início o esperado rodeio, com grande participação do público nas arquibancadas. Os shows da noite, já entrando a madrugada, foram com as bandas MP6 e Uai Garotos. PROGRAMAÇÃO DO FIM DE SEMANA Na sexta-feira (19), a programação teve início com a recepção dos equinos, julgamento morfológico dos bovinos e ordenha do
torneio leiteiro. À noite, as festividades se iniciaram com o segundo dia de rodeio. Logo após, quem subiu ao palco principal foi a dupla Matheus & Kauan. “Estamos felizes em vir aqui na cidade pela primeira vez, na reinauguração do parque”, disse Matheus em entrevista à Rádio Inconfidentes. O segundo show, no palco 2, foi com a dupla sertaneja Victor e Fabiano. No sábado (20), além da continuação das ordenhas e torneios leiteiros, aconteceu o desfile de carros de boi pelas ruas da cidade. A programação da noite contou com mais uma disputa de rodeio. No palco principal, a grande atração do sábado foi o show da dupla Jads & Jadson, com a participação de João Carreiro. Um show que encantou a todos, sobretudo quem curte a viola caipira e o sertanejo raiz. “Fácil nada é, mas sempre mantemos nosso estilo e por onde passamos temos nossos fãs”, comentou o cantor Jads em entrevista à Rádio Inconfidentes. A dupla Diogo & Hernani encerrou a programação da noite fria, porém bastante animada, de sábado. A 40ª Exposição Agropecuária de Resende Costa foi encerrada no domingo (21) com a última ordenha do torneio leiteiro, desfile de animais pelas ruas da cidade, final do rodeio e uma super novidade: o Encontro Sertanejo das Vertentes, com Amanda Machado, Felipe e Dante, Carol Brasil, César e André, Teixeira.
Maria Clara, Larissa, Karen Roberta e Vitoria
Jéssica, Bruno, Jucinéia e Valdiney
As irmãs Luciene , Ana Lúcia e Néia
O casal Claudio Luis e Katia Lima
No fim de semana da 40ª Exposição Agropecuária, uma novidade agradou os resende-costenses que se programaram para ir ao Parque de Exposições a fim de curtirem a festa. Um ônibus coletivo circulou pela cidade, facilitando a locomoção das pessoas que residem nos bairros e na região central que foram ao evento. O responsável pelo ônibus é conhecido como Quinho e trabalha como microempresário do transporte escolar. A iniciativa inédita de implantar uma linha de ônibus coletivo em Resende Costa nos dias da Exposição Agropecuária surgiu com o objetivo de evitar congestionamentos na cidade e prevenir furtos de veículos, o que ocorreu em anos anteriores. De acordo com os responsáveis pelo transporte, a ideia já existia, porém havia a insegurança de não ter passageiros. “Acabamos apostando na ideia
durante os dias da exposição em Resende Costa.” Segundo o motorista do ônibus, a divulgação do transporte coletivo foi feita nas redes sociais. O valor da passagem foi de R$ 3,00, podendo os passageiros circularem por todo o percurso. O ônibus passou por diversos pontos da cidade, com diversos horários disponíveis para os usuários. “Ficamos surpresos com a reação da população, que aceitou muito bem a proposta, assim como os turistas que vieram de outras cidades e utilizaram o coletivo”, comemoraram os responsáveis pelo transporte. De acordo com eles, o objetivo é dar continuidade ao projeto em outros eventos em Resende Costa. “Já temos planos para o ano que vem. Pretendemos colocar pontos de embarque e desembarque de ônibus no Parque de Exposições.”
ELOGIOS O JL conversou com algumas pessoas que utilizaram o ônibus coletivo. Para elas, a iniciativa deu certo e facilitou o deslocamento até o Parque de Exposições. Cássia destacou a liberdade de poder ir ao evento e não se preocupar com dirigir após ingerir bebida alcoólica: “Fomos para o evento sem nos preocuparmos com não ingerir bebida alcoólica”. Kênia chamou a atenção para a segurança: “Na rua principal do evento estava proibido estacionar; se deixássemos o carro nas ruas mais escuras, correríamos o grande risco de furto.” Mário frisou a importante questão da economia: “Economizamos com estacionamento, pagando somente R$ 3,00 para rodar no coletivo.” Miridan curtiu o ônibus e transformou o percurso até o Parque de Expo-
Foto Luana Chaves
Ônibus coletivo circula em Resende Costa no fim de semana da Exposição Agropecuária
Ônibus coletivo circulou em Resende Costa durante a Exposição Agropecuária. Os passageiros aprovaram a ideia.
sições em animação: “Já fomos no coletivo cantando e tomando uma cervejinha até chegar ao
Parque. Foi uma forma de fazer um esquenta para o evento.”
PÁG. 8 • JORNAL DAS LAJES COM UAI GAROTOS
Banda Uai Garotos se apresentou na noite de abertura da 40ª Exposição Agropecuária de Resende Costa
Foto Vitória Cristina
ENTREVISTA
ANO XVI Nº 196 - AGOSTO 2019
O grupo formado por músicos resende-costenses já tem quase dez anos de trajetória, vem conquistando o público da região e fala em novos projetos
Atualmente, no Brasil, o sertanejo é um dos gêneros musicais mais curtidos, sobretudo pelos jovens. O estilo que imortalizou duplas do tradicional “sertanejo raiz”, como Chitãozinho e Xororó, Zezé Di Camargo e Luciano, Milionário e José Rico, entre outros, passou por transformações e vem consagrando novos artistas. O novo estilo sertanejo caiu nas graças do público de diferentes faixas etárias, conquistou a mídia e as redes sociais. De julho a agosto, a região do Campo das Vertentes transforma-se em um badalado circuito sertanejo. As exposições agropecuárias realizadas em diversas cidades atraem uma multidão de pessoas que esperam o ano inteiro pelas festas marcadas pelos rodeios e pela música sertaneja. O JL conversou com Anderson Vinni, acordeonista e produtor executivo da banda Uai Garotos, que está sempre presente na Exposição Agropecuária de Resende Costa e possui um estilo eclético que transita do sertanejo raiz aos sucessos atuais. Neste ano, o grupo formado por seis músicos resende-costenses (AndersonVinni, Allison Rodrigo, Cristiano Silva, Luis Paulo, Nathan Ferraz e Rodney Magela) se apresentou no dia 18 de julho na aber-
tura da 40ª Exposição Agropecuária de Resende Costa. Trajetória “A banda existe há aproximadamente oito anos. Passamos por várias formações até chegarmos à atual e conseguirmos obter os resultados que temos hoje. Primeiro a gente começou com um projeto entre amigos na escola; depois esse hobby foi ficando mais sério e acabou virando profissão para todos os membros da banda que estão com a gente hoje.”
Banda UAI Garotos durante show na abertura da 40ª Exposição Agropecuária de Resende Costa
Agenda de shows “Esse ano a banda voltou após um recesso para organizarmos algumas coisas do projeto e acertar alguns detalhes de trabalhos autorais. Nos últimos quatro meses, reiniciamos a temporada de shows com uma frequência de mais ou menos dois a cinco shows por mês. Entre agosto e outubro, temos uma agenda mais apertada de shows.”
Participação nas Exposições Agropecuárias de Resende Costa “Participamos das últimas três ou quatro edições de forma direta ou indireta, porque na banda, além de terem o trabalho oficial dela, os músicos também fazem trabalhos paralelos, ou seja, a gente faz freelancer para outros artistas. Então, de forma indireta a gente já vem participando da exposição.”
Projetos inéditos “Nós estamos com uma música para ser lançada ainda neste mês. Ela já está toda produzida, inclusive com videoclipe. Temos ainda outros projetos: fazer um EP e uma espécie de mini DVD, aqui no estúdio mesmo da banda, de apresentação do show para redes sociais, para os contratantes e para o público em geral. A ideia é que todos conheçam um pouco da banda, um teaser de todo o trabalho da banda Uai Garotos.”
Apresentações em outras cidades “Já nos apresentamos em todas as cidades da nossa microrregião, como Prados, Ritápolis, Coronel Xavier Chaves, Conceição da Barra de Minas, Lagoa Dourada, além de outras muitas cidades do nosso estado e até mesmo de outros estados.”
Influências “A gente busca muita influência. Como somos uma banda formada por seis músicos, cada um tem as suas influências. Por exemplo, eu, que sou sanfoneiro, gosto muito de música raiz, muita música de moda de viola; o Luís Paulo, nosso vocalista, tem uma tendência maior para o reggae, para o pop, ele gosta
GENTE QUE FEZ E FAZ A HISTÓRIA
A matriarca que acompanha cinco gerações de uma família numerosa
muito de coisas da MPB e do sertanejo também; e o Nathan, guitarrista, tem um gosto muito peculiar por músicas que possuem bastantes variações harmônicas, mais trabalhadas, musicalmente falando, ele gosta de coisas mais instrumentais. Quando a gente junta todas essas influências, conseguimos obter um leque amplo de variações dentro da banda. Tanto é que a proposta daqui para frente é justamente apresentar um show com várias tendências além do sertanejo, com o intuito de tentar agradar a todos os públicos e participar de mais eventos.” Desafios para atingir o público fora de Resende Costa “Pode-se dizer que a gente é mais conhecido em nossa cidade natal e tem um pessoal que fielmente sempre nos acompanha. Mas a gente tem também um pessoal que curte bastante a banda em Entre Rios, Lagoa Dourada, Coronel Xavier Chaves, Ritápolis, enfim, essa microrregião já nos conhece bem. A nossa dificuldade maior na região é não termos um mercado estável. Há muitos eventos nas cidades, mas, como o nosso mercado é todo descentralizado, ou seja, não temos um escritório e um empresário, às vezes surgem problemas com orça-
mento e com questões de logística. Mas, no fim das contas, sempre acaba dando certo.” Um show especial “Um show que me marcou muito e que acredito ter marcado muito os meninos foi no ano de 2016 ou 2017. A gente fez a quinta-feira da exposição daqui de Resende Costa. Colocaram-nos para ser o segundo show da noite e a nossa expectativa estava muito baixa por causa do horário. Começamos a tocar às duas horas da manhã. Preparamos um show bacana, fizemos toda uma cenografia e, quando a gente abriu a cortina do show, vimos que o Parque de Exposições estava lotado e a galera ficou até o final. Fizemos uma hora e meia de show, foi muito intenso, com o pessoal cantando o tempo inteiro. Isso foi muito bacana para a gente. Tem muitas cidades onde a gente gosta de tocar, onde a galera sempre nos trata muito bem e sempre fica bem ligada nos shows. Por exemplo, em Senhora dos Remédios: sempre que vamos lá, somos muito bem recebidos. Também em Ritápolis o pessoal gosta bastante. Aqui na nossa cidade e na região a gente tem um público bacana que está sempre nos acompanhando.”
Foto Arquivo Pessoal
VITÓRIA CRISTINA E ANDRÉ EUSTÁQUIO
Dona Sação comemorou 96 anos com 282 membros da família VANUZA RESENDE
No dia 10 de junho último, a resende-costense Maria da Conceição Ribeiro – conhecida como Dona Sação – completou 96 anos. Quase um século de vida bem vivido e repleto de histórias. No entanto, o que mais chama a atenção nessa linda trajetória de vida é a
quantidade de membros da família de dona Sação. Ao todo, são 16 filhos, 86 netos, 165 bisnetos e 15 tataranetos. De acordo com seus familiares, dona Sação “tem a alegria e a satisfação estampadas em seu rosto, quando se lembra de quão numerosa é sua família.” Nascida em 11 de junho de 1923, no povoado do Ribeirão, viúva do Zé do Tonho da Micaela, Sação acompanha de perto suas cinco gerações. Ainda de acordo
com os familiares, ela “sabe o nome de todos e sempre que tem alguma comemoração ela faz questão de marcar presença. Adora viajar, passar uma temporada na casa dos filhos e também gosta muito de receber a família na casa onde vive com sua filha caçula Nice.” A família de dona Sação comemora os seus 96 anos como um grande e importante acontecimento. “Chegar aos 96 anos é uma missão para poucos. Mas atin-
Dona Sação
gir tal longevidade com alegria e disposição, para deixar qualquer jovem com inveja, é, sem dúvida, um feito que só a dona Maria da Conceição Ribeiro, a dona Sação, como é conhecida por todos, conseguiu alcançar.” Os familiares de dona Sação sabem que têm como base algo que
dinheiro nenhum pode comprar: o amor. “Ela fala que sua maior riqueza é sua família numerosa, e é muito grata a Deus por isso.” Eles concluem homenageando a querida matriarca de 96 anos: “Para nós, que somos e fazemos parte da senhora, afirmamos que a senhora é nosso maior tesouro.”
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A teia do mundo
Contemplando as palavras
JOSÉ ANTÔNIO*
REGINA COELHO
Tribos Tribos. Estão em toda parte. Na minha intensa vida de retinas teimosas, venho me deparando com tribos. Tribos distribuídas e atribuídas tribos. Cada uma se dedica a uma causa, mesmo não sabendo por causa de quê. Uma vez, conheci a tribo do barbante. Tinha até estatuto. Todo mundo ali só podia usar coisas de barbante. As roupas, os enfeites no cabelo, os tênis, tudo era de barbante. Um dos adeptos, num raciocínio embaraçado, me disse que era o máximo levar pra cama uma garota de barbante, quer dizer, toda enroladinha no barbante. – A gente vai virando a gata, cara, enquanto o barbante vai saindo. Uau! É uma coisa! Sei lá. Parece aquele negócio de ficar desenfaixando múmia. No fim, a gente acaba indo pra cama com uma múmia zonza de tanto rodar. Essa suruba do barbante é um nó cego no gozo. Acho que a comunidade acabou. Ninguém mais ficou amarrado nela. Vai ver que o barbante arrebentou. Esbarro nas tribos. São tantas. Pluralidade cultural. E por falar em culturas plurais, já pensou a Copa do Mundo organizada por uma FIFA de tribos? A abertura do evento seria por conta da tribo da dança de salão. A tribo dos mauricinhos e a tribo das patricinhas – Uh! Lá, lá! – iriam pra torcida da França, todos com cheirinho refinado e caro de Azzaro e Givenchy L’In-
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Fora do padrão terdit. A tribo dos esquerdistas radicais torceria pela União Soviética, torcendo mais pela ressurreição do Stálin do que pela vitória do time. Mas ressurreição não existe, dizem eles. Então, o negócio é mandar a Copa lá pros gulags e se mobilizar pra mudar o mundo numa mesinha de bar, bebendo e com boina na cabeça. Os direitistas convictos iriam compor a torcida dos Estados Unidos e da Inglaterra, com bandeirinhas de desfile militar e gritando, num sorriso de propaganda de creme dental, pelo liberalismo monárquico e pela monarquia liberal. E viva o capital, mesmo que seja com a monarquia quebrando o pau. Já a tribo dos bichos-grilos iria pra torcida das Guianas: ninguém sabe quem são, onde moram, como sobrevivem nem que língua falam. E a tribo da fumacinha? Torcida da Bolívia! A tribo das academias... sou o mais fortinho, sou a mais gostosa, sou o mais resistente, todos me admiram quando chego, tenho um corpaço, manja só a silhueta... Torcida da Argentina! Tem também a tribo dos festeiros: só pensam em churrascada, cervejada, mulherada, homaiada... tá sempre ferrada. Mas não param de dançar nem de beber. Torcida do Brasil. Que dá pra ficar confuso com tanta tribo, isso dá. A gente fica até meio zonzo... igualzinho àquela menina do barbante.
*JOSÉ ANTÔNIO OLIVEIRA DE RESENDE é professor de Prática de Ensino de Língua Portuguesa, do Departamento de Letras, Artes e Cultura da Universidade Federal de São João del-Rei. Membro da Academia de Letras de São João del-Rei. E-mail: jresende@mgconecta.com.br
Uma decisão judicial determinando indenização a um pedreiro que sofreu um acidente de trabalho em Alvorada, região metropolitana de Porto Alegre, chamou a atenção pela linguagem. Para facilitar o entendimento da sentença, João Batista de Matos Danda, então juiz do Tribunal Regional Federal da 4ª Região, deixou de lado os jargões próprios do “juridiquês”, propondo-se a ser mais claro em suas decisões. No processo em questão, o trabalhador Lucas de Oliveira pedia vínculo empregatício e indenização após o ocorrido em uma obra de propriedade de Itamar Carboni. Ao relatar o caso, Danda foi direto. “Três meses depois de iniciada a obra, o pedreiro caiu da sacada, um pouco por falta de sorte, outro pouco por falta de cuidado, porque ele não tinha e não usava capacete de proteção. Ele, Itamar, ficou com pena (do rapaz) e acabou pagando até o serviço que o operário ainda não tinha terminado”, disse o juiz. Mais adiante, ao falar do processo de revisão da sentença, o magistrado expressou-se assim: “para julgar de novo, vou ler as declarações de todos mais uma vez e olhar os documentos. Pode ser que me convença do contrário. Mas pode ser que não. Vamos ver.” O próprio juiz conta como normalmente essa ideia seria escrita em linguagem jurídica: “Inconformado com a sentença, que julgou improcedente a ação, recorre o reclamante buscando sua reforma quanto ao vínculo de emprego
e indenização por acidente de trabalho. Com contrarrazões sabem os autos a este tribunal. É o relatório. Passo a decidir.” Em outro caso, Patrícia Vialli Nicolini, juíza da 1ª Vara da comarca de Cambuí (sul de Minas), usou poesia para negar um pedido de indenização ao cliente de um supermercado que se sentiu lesado por comprar “picanha” pelo atraente preço de R$17,00 (kg) e descobrir ter levado carne de segunda. O poema-sentença Eu vou lhe contar um fato, que é de arrepiar.../ O homem foi ao supermercado,/ Para picanha comprar./ Iria de um churrasco participar./ Comprou picanha fatiada, quis economizar!/ Na festa foi advertido,/ O tira-gosto estava duro,/ Comentou após ter comido./ Seu amigo atestou, não era picanha não!/ Bora reclamar, para não ficar na mão./ A requerida recusou, não quis a carne trocar./ Por tal desaforo, resolveu demandar./ O pedido é improcedente./ Se a carne não era de qualidade,/ Era bem verdade./ Mas para tanto não presta./ A gerar danos morais,/ Compelir indenização,/ Pelo mau gosto da peça./ Para encerrar esta demanda,/ Nem indenização nem valor gasto. Finde-se o processo/ E volte-se com o boi ao pasto./ Posto isto e algo mais a considerar!/ A lide é improcedente, nada há a indenizar./ Resta a todos censurar./ E o presente feito encerrar.
A improcedência da ação julgada pela juíza evidentemente desagradou ao defensor do cliente, que considerou ainda “desrespeitoso” o estilo poético usado por ela na sentença. Patrícia, informalmente, afirmou ter agido desse modo justamente por se tratar de um processo “peculiar”. Segundo ela, “a intenção é que, de uma forma lúdica, o cidadão entenda que o Judiciário está sendo acionado sem necessidade. Foi apenas um aborrecimento, um desacerto contratual. Isso não fere a personalidade, não diminui a pessoa, não a coloca em menosprezo.” Quanto ao primeiro caso, Danda explicou que seu objetivo não foi inaugurar uma outra maneira para os magistrados se manifestarem, mas sim provocar o debate sobre os modos de escrita dos textos jurídicos. E destacou a importância de se facilitar a compreensão das peças judiciais, reconhecendo, porém, que nem sempre as sentenças devem ser redigidas em linguagem coloquial. Assim apresentadas, as justicativas dos magistrados revelam a opção de ambos por um eventual desvio no uso da terminologia e do formato específicos da área em que atuam. Sem negar o procedimento linguístico padrão em cada setor profissional, deve prevalecer o entendimento de que só existe sentido em criar uma linguagem que sirva para a comunicação e a interação entre as pessoas.
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VOZ DO CIDADÃO
ANTÔNIO PEDRO DA SILVA MELO*
Convidado a prestar meu testemunho sobre os 100 anos da Escola Estadual Assis Resende, grande foi a alegria e a emoção em poder fazer uma viagem na história dessa “velha e querida senhora”, tão ligada a todos nós e a tantas gerações de resende-costenses. Todavia, antes de cuidar da feliz empreitada e lendo a Edição nº 195 do “Jornal das Lajes”, me dei conta do pouco que me restou a dizer diante da riqueza de informações ali contidas, a partir do Editorial “O desenvolvimento e suas contradições” até a matéria assinada pelo Jornalista André Eustáquio, página 11, passando pelo testemunho dos cronistas Regina Coelho e Edésio de Lara Melo e demais profissionais ligados àquela vetusta escola. A despeito de tantas informa-
ções e considerações, importante destacar que emoções e lembranças são algo extremamente personalíssimo, ou seja, por mais que escrevam, rememorem e homenageiem nosso “Grupo Escolar Assis Resende” – como era originalmente chamado – sempre haverá lugar para o registro de uma pitadinha de emoção pessoal e saudade de cada um de nós. Assim, entre 1958/59, pela primeira vez subi a escadaria do Assis Resende e, enquanto vencia degrau a degrau do “Pátio dos Meninos”, jamais poderia imaginar e avaliar a importância que teria em toda minha existência cada lance vencido daquela que posso chamar de, simbolicamente, a “escada da minha vida”. Foram quatro anos fundamentais em que aprendi com as inesquecíveis e saudosas professoras dona Maria Célia Silva (minha tia Célia) e dona Olga Rios, dona Elisa Daher e Maria do Carmo Mendes a amar os livros
e os estudos e, sobretudo, lições importantes e fundamentais de religiosidade, patriotismo e cidadania que me acompanharam e guiaram pela vida afora. Desta forma, impossível deixar de pontuar que o amor pelo Assis Resende é algo que nos acompanhará por toda vida, ou seja, como diz a sabedoria popular: “Saímos do Assis Resende, mas ele jamais sairá de nós.” São tantas lembranças queridas e uma baita vontade de parar o tempo, voltar o relógio da vida e tornar a subir aquela escada que teve o poder mágico de transformar aquele menino de poucos anos no adulto, jovem e velho de hoje, que daria tudo para ser o menino de ontem e voltar a subir aquela escada mágica do velho grupo escolar, repito. Como sou um inveterado sonhador, ocorre-me à lembrança o verso do grande músico e poeta Lupicínio Rodrigues, que dizia em sua composição: “O pensa-
Foto José Venâncio
O menino e a escada
Antônio Pedro da Silva Melo, promotor de Justiça da Comarca de São João del-Rei e ex-aluno da E. E. Assis Resende
mento parece uma coisa à toa, mas como é que a gente voa quando começa a pensar.” Dessa forma, é invocando esse verso que me imagino o menino de ontem subindo de novo aquela escada. Assim, registro, por derradeiro, um baita abraço, do tamanho do horizonte que vislumbramos
das lajes da Matriz, ao meu inesquecível Grupo Escolar Assis Resende.
*Promotor de Justiça da Comarca de São João del-Rei, ex-aluno da Escola Estadual Assis Resende.
De olho na cidade EDÉSIO DE LARA MELO
Cidade limpa Desde cedo, em Resende Costa, nos acostumamos com certas tarefas que começam em casa e se estendem até a rua. Cuidar do quintal e da frente da casa com serviços de limpeza é uma das atividades que os resende-costenses fazem com gosto. Não é incomum andar pelas ruas e notar pessoas fazendo a capina, a varrição da frente da casa e a coleta do lixo. Por isso a cidade sempre é tida como limpa. A topografia da cidade ajuda. Quando chove, ela fica ainda mais bonita, já que a enxurrada não tem que levar consigo tanto lixo, como acontece em outros lugares. Faz tempo que temos na cidade coleta diária de lixo feita por equipe da prefeitura municipal. Todos sabemos a hora em que o caminhão passa recolhendo o lixo orgânico ou reciclável. Um privilégio, visto que o serviço é bem feito. Outra ação da prefeitura foi a de colocar alguns cestos enormes para ajudar a receber esse lixo. Mas, infelizmente, parece que isso está mudando. De nada adianta
se não fazemos a nossa parte, aquilo que nos cabe, ou seja, o acondicionamento do lixo e colocação na rua e na hora certa para a coleta. Recentemente, temos visto o número crescente de cães abandonados pelas ruas da cidade. Há aqueles cujos donos moram na cidade e optam por deixá-los soltos para serem tratados por outras pessoas. E são muitos. Dizem alguns que há turistas que aqui vêm e, sabendo da existência de uma associação protetora de animais no município, abandonam seus animais, na esperança de que ela os recolha e trate deles. Triste engano, pois os que fazem parte dessa associação não têm como dar conta de acolher tantos animais abandonados. Muito menos a prefeitura consegue lhes dar abrigo e alimento. Pois bem, a ação desses pobres animais somada ao descuido de alguns de deixar lixo orgânico fora da hora nas ruas têm deixado o que é belo se transformar numa feiura e imundície de dar dó. Agora, todos os dias, em
Cachorros reviram lixo acumulado na rua Gonçalves Pinto
certos pontos da cidade, os cães reviram o lixo e o espalham, deixando a sujeira exposta, impactando negativamente a imagem da cidade. É preciso que algo seja feito. É fundamental que cada um faça sua parte para que Resende Costa não perca definitivamente a imagem de cidade limpa, asseada e se transforme num lugar emporcalhado e feio.
Todos que passam à noite e no nascer do dia pela rua Gonçalves Pinto, no centro da cidade, pelo largo em frente à igreja do Rosário ou nas proximidades da rua São João del-Rei com a avenida Ministro Gabriel Passos, por exemplo, sabem o que estou relatando. Vão se deparar com lixo espalhado e um tanto de vira-latas que sujam as ruas com suas fezes, quando não
avançam em direção a automóveis, motocicletas e pedestres. E quando há uma cadela no cio entre eles, a coisa fica insuportável. A disputa por ela causa tanta barulheira que a tranquilidade e o sono de muitos são prejudicados. Trata-se de um problema que envolve educação, saúde pública e que demanda solução urgente.
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Retalhos literários EVALDO BALBINO
Tio Totonho Era filho de Olívia, avó de meu pai. Vira juntamente com a mãe o assassinato do patriarca. E desde então afastou-se das festas religiosas. A morte terrível, facadas infindas e afiadas, não podia ter acontecido num adro de igreja. Tudo bem que era um adrode terra e grama simples ao redor da capela. Mas chão sagrado não precisa de belezas materiais; apenas de Deus. E como não precisa de belezas, tampouco carece de violência. Aliás, qualquer ato violento é desadorno, é descontrole da bela engrenagem da vida. Com ares de coroinha, mas sem exercer a função, tio Totonho não quis mais frequentar a capela. Desgostoso de tudo, continuou junto da mãe, trabalhando no eito, tangendo gado, comprando e vendendo galinhas e carne e terra. No povoado do Ribeirão de Santo Antônio, viam-no um homem labutando e contando casos, alegre e jovial.
Anos depois chegou na pequena cidade um homem que se chamava João Batista. “O protestante”, dizia o povo. Não bem aceito dentro da vila, tal homem empedernido, como Pedro o fora, debandou-se para os povoados na crença de que nos rincões encontraria almas mais propensas a ouvir a palavra de Deus. E foi no Ribeirão de Santo Antônio que ele encontrou fiéis para suas pregações. Totonho tornou-se um deles. Ouvindo e crendo e achando que outras possibilidade de religação com o sagrado ainda lhe eram oferecidas, a graça mesma descendo do céu, batizou-se nas água correntes do rio Santo Antônio. Como o Batista tinha que ir para outras bandas, para outras ovelhas, Totonho foi erguido a cooperador da nova igreja no povoado. Na igreja em questão, cooperador é o que os templos evangéli-
cos chamam de pastor. Mas pastor é Jesus, dizia Totonho, o que faço é só pregar a palavra de Deus. Na ótica da nova igreja, “cooperador” é aquele que coopera com a obra divina, trabalha para ela nos momentos que a faina da vida permite. Com isso, ele é o que perfaz a pregação de São Paulo na I Epístola aos Coríntios: “Não sabeis vós que os que prestam serviços sagrados do próprio templo se alimentam? E quem serve ao altar do altar tira o seu sustento? Assim ordenou também o Senhor aos que pregam o evangelho que vivam do evangelho; eu, porém, não me tenho servido de nenhuma destas coisas [...] Neste caso, qual é o meu galardão? É que, evangelizando, proponha, de graça, o evangelho, para não me valer do direito que ele me dá.” E assim Totonho foi evangelizando: de graça como de graça Paulo o fizera. E, também como o apóstolo, nunca se casou.
A nova igreja foi se formando aos poucos. Os fiéis eram, em sua maioria, parentes entre si. Uma ou outra alma vinha de diferentes troncos, de distintas árvores genealógicas a se perderem nos ramos do tempo. Nos dias úteis da semana, o homem guiava bois, plantava e colhia frutos. Transportava milho, feijão, abóbora e arroz. Tudo isso no seu carro-de-boi. Pregava a palavra de Deus sim, mas lá no seu íntimo, de vez em quando, uma fúria brotava, e ele ferroava os bois na canga sem dó nem piedade. A justa piedade que ele pregava a todos e também a si. Nas noites de sábado e nas tardes de domingo, vestia seu terno simples e sério e ia para a igrejinha singela de chão liso e amarelo. Subia ao púlpito e, com palavras sábias, sem escola formal nenhuma, lia gaguejando os versículos da Bíblia e depois exortava o lido com olhos fixos e humildes em toda a
igreja. Ia diversas vezes a São João del-Rei e voltava com sacos cheios de sebo, massa branca e fedorenta que ele vendia às casas da redondeza para o fabrico de sabão preto. Quando ele passava lá em casa, deixava o saco com sebo no chão rente à porta da cozinha, entrava a convite dos meus pais, tomava café, proseava, ria, contava piadas. E eu no meu canto, esconjurando aquele sebo fedorento no saco bem lá na porta. Minha ojeriza não era com o tio, mas com o sebo colocando cheiro de morte e de vida podre em toda a casa. Passaram-se os anos. Como tudo envelhece, envelheceu o tio Totonho e morreu. Ausentou-se das andanças, sumiu-se lá de casa. Disseram que morrera de câncer. Estranhei quando nomearam a doença tão abertamente. Naquela época, usavam rodeios para ela, perífrases que amainavam o medo de todos, mas nunca o sofrimento.
O verso e o controverso JOÃO MAGALHÃES
Centenário do Assis Resende Donana do Zé Reis, Geraldo Porteiro e um menino do antigo Tijuco Lembrar do “Assis Resende”, nossa centenária escola, é recordar-se dos 7 ou 8 anos de idade até mais ou menos os 12. No meu caso, é recordar do Tijuco como um pequeno povoado. Uma fileira de casas – a maioria muito pobre – dando frente para um arruado de terra que ia do açude ao marisco e o fundo para o córrego que fornecia água para o consumo, lavagem de roupa e aguar as hortas. Ladeando as duas estradas paralelas – a de automóvel e a de carro de boi – os campos de gabirobas e marmeladas. (Cadê as marmeladas? Extinguiram-se?) Para nós da roça, o que o Tijuco praticamente era, o Grupo Escolar Assis Resende significava nosso principal contato com a cidade. A “Vila”, como se dizia então. A convivência por quatro anos na escola ampliava nossa socialização, pois, criávamos amizade com colegas da cidade.
A vida urbana deles nos atingia e vice-versa. Eles nos aculturavam quanto às novidades, às modas e nós quanto às práticas da roça, como nadar nos córregos, montar a cavalo, fazer arapucas, pescar, achar e criar filhotes de cocota, etc. E o Assis Resende era o grande ambiente para essas trocas e tratativas. Essas reminiscências cobrem os anos de 1948 até 1951. Turma marcada para nós, pois ficamos os quatro anos juntos, com a mesma professora, dona Maria Ivone Sousa, filha do Alcides Sousa. Jovem excelente professora: minha primeira homenagem neste centenário. Inesquecível enquanto eu tiver memória. Em minha ordenação sacerdotal, aqui em Resende Costa, em 1964, não pôde vir, mas enviou-me de lembrança um belíssimo estojo para missa em altares portáteis, comigo até hoje. Nele: cálice, patena, teça
e pequena ânfora para hóstias e vinho consagrados. Todos com o interior banhado a ouro, conforme mandavam as normas canônicas. Excelente também o ensino. Tanto que, em 1952, entrando para o seminário – oeste do Estado de Santa Catarina – feitos os testes, fui dispensado do curso de admissão ao ginásio, muito exigido naquela época. Mais um exemplo: hoje, se se pedir uma análise sintática de uma oração, os alunos do ensino médio terão dificuldade em fazê-la. Saíamos do Assis Resende fazendo-a com facilidade. O nome antigo era análise lógica. Não se aprende latim sem dominar análise sintática. Primeiro ano do ginásio. Aulas de latim já começadas. Eu, perdido, nada entendendo; mas demorou pouco, pois quando se explicou, por exemplo, que o sujeito da frase vai para o caso
nominativo e o objeto direto para o caso acusativo, etc., foi um salto. Como sabia análise sintática na ponta da língua, o estudo do latim foi um prazer. Minha segunda homenagem, nativa de minha memória, vai para dois zeladores da nossa escola, agora secular. Inolvidáveis, acho eu: Donana do Zé Reis e Geraldo Porteiro. Donana. Mãe protetora dos menores, sobretudo de nós, pobres, da roça. Às vezes, era um pouco nervosa, mas sempre disponível para resolver qualquer problema. Eunice do Duque, colega de turma, vigorou minha memória, lembrando-se de quando a Donana começou a fazer doce de leite para passar nos pãezinhos servidos aos alunos da caixa (à qual, aliás, nunca pertenci). Geraldo. Era um factótum na escola. Abria portões e por-
tas, daí a alcunha que o perpetua na cidade: Geraldo Porteiro. Atividade intensa, pois abria a escola cedinho para o primeiro turno e ficava até fechá-la no fim do segundo turno, que era o nosso, alunos da roça. Fazia de tudo, desde a arrumação e limpeza, consertos em geral, até mimeografar provas para os professores. Cuidava, sobretudo, da disciplina de nós moleques. Enérgico, mas sempre educado. Nunca violento. Ia à cata dos fugitivos. De vez em quando, fazia uma ronda pelas lajes da cadeia (hoje lamentavelmente fechadas), onde alguns gazeteiros se escondiam! Apontava nossos lápis. Apanhava frutas das ameixeiras do pátio e distribuía para nós... Donana do Zé Reis e Geraldo Porteiro, aquele abraço! Fiapos de minhas lembranças. Você que estudou lá, certamente terá as suas.
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Cidade
Polícia Militar realiza 16 ações para garantir a segurança em Resende Costa CAMILA CHAVES
Dentre as 61 cidades que compõem a 13ª Região da Polícia Militar, Resende Costa foi recentemente classificada em 61º lugar, ou seja, é a cidade que possui o menor índice de crimes. O Jornal das Lajes conversou com o tenente Jackson Neres, comandante do 3º Pelotão da Polícia Militar de Resende Costa, sobre as ações que a PM vem realizando na cidade a fim de garantir a segurança. De acordo com Neres, 16 ações estão sendo realizadas para garantir a ordem e a segurança à população de Resende Costa. O tenente Jackson Neres enumerou as 16 ações e explicou como a PM vem desenvolvendo cada uma delas. 1ª ação – Criação e revitalização das Redes de Proteção com utilização de Grupos no aplicativo WhatsApp. O objetivo do grupo é promover uma interação entre os moradores da cidade e a polícia. Em um dos grupos, chamado “Rede comércio protegido”, são compartilhadas diversas informações voltadas a pequenos furtos em estabelecimentos e crimes de estelionato (golpes, cheques sem fundo, depósitos falsos, etc.). No Grupo “Hotel/Pousada protegida”, o foco maior é a presença de hóspedes e veículos suspeitos que se instalam na cidade. E, no último grupo, “As redes de Comunidades e Propriedades Rurais”, são compartilhadas informações sobre indivíduos e veículos que estão circulando nas estradas vicinais do município. Estão integrados moradores de várias comunidades rurais de Resende Costa, Coronel Xavier Chaves, Ritápolis e São Tiago. De acordo com o tenente Neres, atualmente essa é a rede de proteção mais dinâmica e atuante. 2ª ação – Patrulha da Madrugada. A Polícia Militar se faz presente nas madrugadas da cidade, com o objetivo de tranquilizar
a população e diminuir o índice de furtos e danos ao patrimônio dentro do perímetro urbano. 3ª ação – Operação Visibilidade. “A ação tem como objetivo dar maior visibilidade aos recursos da PM, como efetivo, viaturas, dispositivos de sinalização, etc. Normalmente, desenvolvemos essa operação em locais de maior circulação de pessoas, especialmente na área comercial e bancária”, afirma o comandante da PM. 4ª ação – Policiamento voltado à prevenção. A PM desenvolveu um Radiopatrulhamento que facilita a comunicação nos horários de maior demanda policial, como, por exemplo, o início e o término dos horários escolares e horários de fechamento de estabelecimentos comerciais. 5ª ação – Patrulha Rural. Há cerca de 1 ano, a Patrulha Rural foi reativada com o objetivo de prevenir ações delituosas na zona rural do município. Além de diminuir significativamente o índice de furtos na zona rural, a ação resgatou a segurança de pessoas que moram em lugares mais afastados do centro urbano. 6ª ação – Aplicativo “Earth Brasil fazendas protegidas”. O aplicativo foi adquirido com o apoio do Poder Executivo Municipal e da Associação dos Produtores Rurais de Resende Costa (ARCOSTA) e facilita a comunicação do usuário rural com a Polícia Militar em casos de invasões de propriedades, furtos, etc. O aplicativo também disponibiliza à equipe policial informações sobre o local exato do acionamento e rotas de GPS para os policias chegarem ao endereço com maior rapidez e eficiência. 7ª ação – Implantação do 190 móvel. Em parceria com o Poder Judiciário da Comarca, foram adquiridos equipamentos de telefonia (PABX) para o Pelotão PM, possibilitando a implantação do desvio automático de chamadas de emergência (190) para o dis-
Tenente Neres, comandante do 3º Pelotão PM de Resende Costa
positivo móvel, que será atendido pelo próprio militar de serviço e em patrulhamento nas ruas. Os equipamentos proporcionam mais agilidade no deslocamento da viatura, conferindo menor tempo de resposta à solicitação. 8ª ação – Tecnologia Embarcada. Também em parceria com o Poder Judiciário da Comarca, foram adquiridos 3 tablets para as Equipes Policiais de Resende Costa e de Coronel Xavier Chaves. Os equipamentos permitirão acesso a diversas informações de segurança pública. 9ª ação – Criação do CONSEP (Conselho Comunitário de Segurança Pública). O conselho foi criado em 2018 e é formado por integrantes da sociedade civil que buscam soluções sobre assuntos relativos à Segurança Pública e desordens sociais dentro do município. 10ª ação – Programa Educa-
cional de Resistência às Drogas (PROERD). Disponível para as crianças do 5º ano da Escola Municipal Conjurados. 11ª ação – Videomonitoramento. Atualmente, a PM conta com 8 câmeras instaladas na região central da cidade. A partir da aprovação de um projeto de lei pela Câmara Municipal, serão instaladas cerca de 32 câmeras em locais considerados estratégicos na cidade. Junto às câmeras, será implementado o programa HÉLIOS, que é uma tecnologia desenvolvida pela PMMG e que possibilitará a identificação de placas de veículos irregulares, contando também com um sinal de alerta à PM local. 12ª ação – Aquisição de viatura nova. Na manhã da terça-feira, 21 de maio, graças a esforços do prefeito de Resende Costa, Aurélio Suenes, e dos vereadores José do Socorro e Lucas Paulo,
Resende Costa recebeu 1 Fiat/Pálio Wekeend (Locker), zero km, com compartimento de segurança. O veículo foi adquirido através de emenda parlamentar federal. 13ª ação – Policiamento voltado à proteção da mulher vítima de violência doméstica. Foi criada uma equipe com foco em mulheres vítimas de violência. A ação visa a fiscalizar as Medidas Protetivas, realizando prisão do infrator caso ele esteja descumprindo os termos previstos na medida. 14ª ação – Projeto Cine-Rural. O projeto visa a oferecer cultura e entretenimento à população mais carente e afastada da cidade. O primeiro cine-rural foi realizado na comunidade do Curralinho dos Paulas e contou com a presença de 75 pessoas. 15ª ação – Reforma do Pelotão PM. No começo de 2019, deu-se início à reforma da estrutura e do aspecto físico do imóvel que sedia o 3º Pelotão PM. Segundo o tenente Neres, a PM de Resende Costa contou – para a reforma do imóvel, localizado na Rua José Jacinto, centro – com o apoio do Poder Judiciário Federal (São João del-Rei), Prefeitura Municipal de Resende Costa e de diversos parceiros da iniciativa privada (empresários, lojistas, etc.), que doaram materiais para a obra. 16ª ação – Operação Antiexplosão. A ação dos militares ocorre durante as madrugadas e envolve as quatro cidades que compõem o 3º Pelotão. O patrulhamento nas estradas que ligam esses municípios é intensificado. Os militares abordam todos os veículos e pessoas suspeitas que trafegam por essas vias. A Polícia Militar informou ainda que a Exposição Agropecuária 2019 de Resende Costa, realizada entre os dias 18 e 21 de julho, foi a mais segura dos últimos 10 anos, quando comparada aos mesmos eventos anteriores. “Não houve nenhum registro de furto durante os cinco dias de festa”, disse o tenente Jackson Neres.
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CULTURA
Trilha sonora
UFSJ realiza o 31° Inverno Cultural Arte, cultura e entretenimento marcaram os oito dias de programação VANUZA RESENDE
Com novos ares, porém com as tradições culturais mantidas, o Inverno Cultural realizado pela Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ) chegou à sua 31ª edição em 2019. Neste ano, o evento encerrou uma trilogia sobre modos de viver em sociedade através da arte e da cultura e lançou o SEMEAR. Trata-se de uma forma de trabalhar com fluidez de sementes aladas. É o que explica o Pró-reitor de Extensão e Assuntos Comunitários da UFSJ, Ivan Vasconcelos: “O tema ‘Semear’ nasce dentro de uma perspectiva de se repensar como que a arte tenha modos de vida mais sociáveis, como a gente conecta as pessoas e torna essa conexão mais frutífera. O semear se coloca como uma metáfora, que a gente possa lançar sementinhas, ideias para que as pessoas possam, através da arte, repensar como vivem elas socialmente”.
A programação do Inverno Cultural 2019 da UFSJ aconteceu em nove bairros de São João del-Rei entre os dias 20 e 28 de julho. Nos locais onde o evento ocorreu, moradores e turistas respiraram arte e cultura através de shows musicais, exposições, teatro, lançamentos de livros, exibição de documentários e eventos infantis. Um dos diferenciais do Inverno Cultural deste ano foi o local onde se realizaram os shows. Nas edições anteriores do evento, as apresentações musicais foram realizadas em praças nos bairros Matozinhos, Fábricas e Centro. Neste ano, todos os shows se concentraram no estacionamento do Campus Santo Antônio, no centro da cidade de São João del-Rei. Artistas conhecidos nacionalmente dividiram o palco do festival com outros nomes que estão começando a se despontar na carreira artística musical. INVESTIMENTO A UFSJ investiu cerca de 600
mil reais na realização do 31º Inverno Cultural. De acordo com a Fundação Getúlio Vargas (FGV), a cada R$1,00 aplicado na Cultura, o município recebe um retorno de R$1,59. Importante destacar, além do aspecto econômico, que todas as 140 atividades culturais oferecidas pelo Inverno Cultural foram gratuitas. Com isso, diversas pessoas puderam aprender, conhecer e trabalhar com diferentes modalidades de temas durante as atividades, valorizando ainda mais o evento. Desde 2017, parte dos recursos do Inverno Cultural vem sendo investida durante o ano em regiões de vulnerabilidade social, através da criação de grupos culturais. “Nós temos o interesse de que, em longo prazo, as pessoas tenham uma democratização de acesso à arte e também uma produção de cultura”, relata Ivan Vasconcelos. Para ter acesso a textos e fotos do evento, basta acessar o site: invernocultural.ufsj.edu.br
Ouro Preto, Mariana e João Monlevade são palcos do 52º Festival de Inverno de Ouro Preto Foto divulgação
CAMILA CHAVES
Com um frio congelante não muito raro nesta época do ano, a cidade de Ouro Preto recebeu o “52º Festival de Inverno de Ouro Preto”. Por tratar-se de evento realizado pela Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP), em parceria com as Prefeituras de Ouro Preto, Mariana e João Monlevade, o festival visa trazer e enaltecer artistas locais, nacionais e estrangeiros. Espetáculos, shows, exposições e oficinas são de grande importância e estão presentes em todas as edições do Festival de Inverno. O evento tem como objetivo a realização de atividades de extensão da universidade, promovendo, deste modo, um intercâmbio cultural entre artistas, músicos, estudantes e até mesmo turistas por meio de suas manifestações artísticas. O festival não possui um lugar fixo, por isso as atividades acontecem em locais públicos, como a Praça Tiradentes, no centro de Ouro Preto, e em centros culturais (Centro de Convenções e Estacionamento da UFOP).
Evento do Festival de Inverno de Ouro Preto na praça Tiradentes
A abertura do 52º Festival de Inverno de Ouro Preto aconteceu no dia 06 de julho e o evento se estendeu até o dia 21. Exceto nos dias em que as apresentações artísticas e culturais ocorreram em locais públicos, parte da programação realizou-se no Bar do Festival, localizado no Centro de Artes e Convenções da UFOP. No local foi cobrado ingresso no valor de 40 reais, com direito a meia-entrada para estudantes interessados. No Bar do Festival realizaram-se os shows mais famosos. Lenine, Tianastácia, Marcão CBJ, Chimarruts, Lagum, entre outros artistas, levaram muita animação e movimento para a festa. TEMA O Festival de Inverno de Ouro Preto deste ano teve como tema “Di-
álogos com os sertões das Gerais”. O tema foi escolhido para homenagear um distrito de Ouro Preto: Cavalhadas de Amarantina. O festival também comemorou os 50 anos da UFOP, que desde 2004 é responsável pela organização do evento. A cidade histórica de Ouro Preto, localizada na região central do estado, recebe muitos turistas o ano todo e fica ainda mais movimentada durante o festival ao acolher pessoas de todo o país, que aproveitam também o período das férias. Com mais de 250 atividades realizadas em aproximadamente duas semanas, o festival chegou ao fim com o desejo e o propósito de, a cada ano, oferecer uma programação cultural ainda melhor para os participantes.
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RENATO RUAS PINTO
João Na história da música, temos uma série de nomes que serão sempre lembrados por seus trabalhos inspirados e por terem sido relevantes em algum momento. Porém, quando falamos de artistas que realmente definiram um estilo, seja como um marco fundador ou como causador de uma revolução, a lista de nomes passa a ser contada nos dedos das mãos. Na música erudita, por exemplo, para centenas de grandes compositores, os realmente essenciais se resumem a uma lista que terá Bach, Mozart, Beethoven, Wagner e mais alguns. No rock podemos destacar Chuck Berry, Elvis Presley, os Beatles, Bob Dylan e outros poucos. Na MPB não é diferente. O Brasil é um celeiro de talentos e qualquer lista de artistas importantes será interminável. Porém, na hora de selecionar os que foram divisores de água, a lista se reduz muito: Pixinguinha, Tom Jobim, Vinícius de Moraes e Luiz Gonzaga, por exemplo. Infelizmente, há um mês perdemos um desses grandes, o mestre João Gilberto, cuja batida de violão e estilo único de cantar o fazem, com justiça, o pai da Bossa Nova, estilo que levou a música brasileira para um sucesso sem precedentes além das nossas fronteiras. Baiano de Juazeiro, ainda bem jovem começou a sua carreira na música e com sua bela voz logo foi para o Rio de Janeiro tentar a sorte. Era o tempo do samba-canção e dos cantores de voz potente, como Orlando Silva. Apesar de gravar um disco e outros trabalhos, a passagem não rendeu frutos. Decepcionado, João passa por um período isolado na casa da sua irmã em Diamantina, que acabaria sendo uma reconstrução musical em que buscou incansavelmente um novo jeito de cantar e de tocar. Saiu de lá com um estilo que era a antítese dos cantores de então, nos quais um dia se espelhou. Ao invés da potência, entrou em cena um canto delicado, de notas precisas e letra cantada com todo cuidado, com cada sílaba pronunciada perfeitamente. E uma batida que sintetizava o samba e outros ritmos brasileiros e que, em breve, se tornaria quase sinônimo de música brasileira. Ao chegar ao Rio, João ra-
pidamente causou agitação com a sua batida e encontrou nas composições de Tom, Vinícius e Newton Mendonça o casamento perfeito para seu ritmo. Nascia a Bossa Nova e a lenda de João Gilberto. Ou as lendas, talvez. Vieram na sequência os álbuns que o consagrariam: “Chega de Saudade” (1959) e “O amor, O Sorriso e a Flor” (1960), ambos com a direção de Tom Jobim. O reconhecimento internacional viria após o histórico concerto da Bossa Nova no Carnegie Hall em Nova Iorque e com o disco de grande sucesso internacional, o “Getz/Gilberto” (1964), com o saxofonista norte-americano Stan Getz. João então se tornou uma referência que cruzou gerações muito além dos seus pares da nascente Bossa Nova. Apesar de sua grandeza e talento, João Gilberto teve uma carreira um tanto errática por conta dos seus comportamentos inusitados e a sua vida reclusa. Nos últimos tempos, infelizmente, seus problemas familiares se tornaram o destaque nas matérias. Porém, chamou a atenção também a batalha que travou por anos com a EMI pelo controle de sua obra. Resumindo, João protestou contra um relançamento das músicas dos primeiros discos, alegando que a gravadora, detentora dos direitos comerciais das obras, modificou as músicas sem sua autorização (trechos cortados e efeitos sonoros acrescentados, por exemplo). É uma história para ser contada em outra oportunidade, mas simbólica dos contratos duvidosos que mesmo grandes artistas como ele e Tom Jobim assinaram naqueles tempos. De todo modo, João Gilberto era a soma da sua genialidade e excentricidades. A primeira vai ser lembrada sempre e sua influência ainda irá ecoar por muito tempo. Até hoje é impossível aprender violão sem conhecer “a batida do João Gilberto”. Quanto às excentricidades, essas rendem histórias curiosas e divertidas. A única coisa que espero é que sua obra gravada seja tratada o quanto antes com o devido respeito que merece e não volte apenas em lançamentos apressados e com cheiro de “caça-níquel”. Seria muito bom ver seus discos ganharem o tratamento de luxo que merecem.
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Informe Publicitário DIA C
Credi entrega 250kg de alimentos à APAE Doações foram arrecadadas durante a 1ª Caminhada da Cooperação
Quando uma caminhonete branca lotada de mantimentos estacionou em frente à Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE) de São Tiago, um simpático e sempre alegre Uanderson Santos abriu ainda mais o sorriso: “É pra gente?”, quis saber. Com a resposta afirmativa, começou a fazer planos com tudo o que via, incluindo almoços com muito macarrão e festinhas de aniversário cheias de empadas. Não foi, porém, o único a comemorar na instituição que assiste 84 pessoas e, em 11 de julho, recebeu 250kg de alimentos não-perecíveis. As doações foram resultado da 1ª Caminhada da Cooperação, promovida pelo Sicoob Credivertentes no sábado, 6 de julho, marcando o lançamento do projeto Minas + Vertentes. A iniciativa compõe o Dia de Cooperar (Dia C), um mutirão nacional e transformador organizado pelo Sistema Ocemg. “Conseguimos mesclar Responsabilidade Ambiental a Ação Social. Para nós, foi como levar a filosofia do cooperativismo ao pé da letra”, comenta a supervisora de Comunicação e Marketing da Credi, Elisa Coelho. MINAS + VERTENTES O projeto, realizado numa parceria entre a cooperativa e o Instituto Estadual de Florestas (IEF), visa proteger nascentes em propriedades rurais da região através de cercamento. Nessa proposta, o IEF entra com consultoria técnica e legal enquanto a Credi arca com materiais e mão-de-obra. No primeiro ano serão selecionadas áreas em Resende Costa, Ritápolis e São Tiago. As inscrições para os interessados em integrar o Minas + Vertentes começam ainda neste semestre. CAMINHADA DA COOPERAÇÃO No dia 6 de julho, o evento marcou o lançamento
do projeto ambiental reunindo cerca de 250 pessoas que foram juntas à Fazenda Santo Antônio, a 3km de São Tiago. A propriedade tem uma nascente cercada e seus proprietários validaram, numa palestra rápida, a importância de ações simples na proteção das minas que garantem o fluxo de água e, por isso mesmo, a vida. “Temos que nos conscientizar quanto à perenidade desses recursos naturais para que possamos cuidar deles e utilizá-los dos empreendimentos rurais à indústria, passando por nossas casas, de maneira sustentável”, defendeu o presidente do Conselho de Administração do Sicoob Credivertentes, João Pinto de Oliveira. A fisioterapeuta Pâmela Fische, que participou da caminhada ao lado do marido e da filha, Melina, de 9 meses, concordou. Foi um momento de descontração em família, contato com a natureza e muito aprendizado. Com certeza o projeto lançado pelo Sicoob Credivertentes terá impacto mais do que positivo em um futuro breve”, avaliou. SOLIDARIEDADE Para marcar presença na atividade, cada participante doou um quilo de alimento não-perecível com destinação à APAE de São Tiago, que recebeu os mantimentos cinco dias depois. “A luta pela manutenção da entidade, em prol dos seus 84 assistidos e de sua inserção social é diária. Para nós, a compreensão dos nossos esforços, o acolhimento de cada um e doações como essa fazem toda a diferença”, disse a diretora Luciane Silva. Aluna da instituição, Maria de Fátima fez questão de falar em público
mesmo garantindo ser “muito muito tímida”. “Unido e organizado caminha-se fácil”, frisou. DIA C Em 2010, o Sicoob Credivertentes aderiu ao Dia de Cooperar (Dia C), uma proposta do Sistema Ocemg voltada a ações de cidadania e integração em comunidades de todo o país. Até 2015, a cooperativa adotava um projeto itinerante com ruas de lazer, exames rápidos, emissão de documentos, oficinas, salões de beleza, oficinas e mostras culturais, beneficiando cerca de 10 mil pessoas. No ano seguinte, na primeira reformulação do Dia C na região, um mutirão solidário terminou com um carro 0km e mais de 3,5 mil litros de leite doados à Associação de Amparo a Pacientes com Câncer (Asapac). Mais de 300 pacientes foram beneficiados. As maratonas de suporte a entidades filantrópicas seguiram em 2017 e 2018.
REFLEXÕES
COOPERATIVISMO E CENÁRIO DE MUDANÇAS As Cooperativas, por sua natureza doutrinária, filosófica e social, se embasam e se regem por valores, princípios e estruturas de governança, com preocupações maiores de sustentabilidade, modernidade, resiliência e solidariedade, além de respeito à coletividade e ao Meio Ambiente. Assim, cria oportunidades de emprego, gera renda e meios dignos de subsistência extensivos às novas gerações enquanto contribui para a igualdade, a justiça social, a democracia e o crescimento da comunidade. Ou seja: levanta pontes de harmonia e prosperidade social a partir do(s) conceito(s) da ajuda
mútua, da canalização de todas as forças em prol do bem-comum. “Só há uma coisa, nesse mundo, à qual vale a pena dedicar toda a nossa vida: é a criação de mais amor entre os povos e a destruição de barreiras existentes entre eles”, já dizia Tolstoi. As Cooperativas buscam, ademais, se inserir no cenário de mudanças por que atravessa o mundo – uma sociedade cada vez mais competitiva, hiperconectada, digitalizada – e, dessa maneira, auxiliar o associado e o cidadão a identificar suas necessidades, suas expectativas, oferecendo-lhe soluções financeiras precisas, sinergéticas, educativas, capacitadoras. Os tempos atuais requerem inovação, criatividade,
por João Pinto de Oliveira presidente do Conselho de Administração
reinvenção incessantes. Não há tempo, na prática, para se acostumar, se acomodar. O que é moderno pela manhã, à tarde já se acha defasado. É a chamada “disrupção”, um processo de destruição e reconstrução para o qual devemos nos preparar, mobilizando planejamento, movimentação de pessoas e recursos, execução, mutualidade. “O próximo e grande salto evolutivo da humanidade será a descoberta de que cooperar é melhor do que competir”. (Pietro Ubaldi)
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Regional
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Tecnologia a serviço da educação de excelência Escola de São João del-Rei inova com a aplicação de tecnologia dentro e fora das salas de aula, otimizando tempo e recursos em processos colaborativos FERNANDA CUNHA FREITAS E OLIVIA TEIXEIRA LOMBARDI
O uso da tecnologia está presente, cada dia com mais intensidade, em todos os tipos de tarefas no nosso dia a dia. O contato e o compartilhamento de informações entre as pessoas foram facilitados pelo amplo acesso à internet através de variados dispositivos. A modernização no ramo da educação, aplicada em países de níveis de excelência em pedagogia mundialmente reconhecidos, já faz parte da rotina de alunos, professores e de processos administrativos. Agora, São João del-Rei faz parte dessa inovação. A escola Cultura Inglesa acaba de estabelecer uma parceria com a plataforma Google for Education, a ser aplicada a partir do segundo semestre deste ano. Referência em excelência no ensino de inglês, a Cultura Inglesa faz parte de um seleto grupo de apenas três escolas de idiomas no Brasil autorizadas pela Google for Education a utilizarem as ferramentas. O projeto representa a utilização de uma plataforma online composta por aplicativos que facilitam a rotina dos alunos e de toda a equipe pedagógica. Através do acesso a conteúdos de apoio e armazenamento online de arquivos, os alunos serão incentivados a produzir apresentações e documentar tarefas para compartilhar com os
professores ou com outros alunos da escola. O programa também permite a organização de compromissos por meio de um calendário coletivo e a utilização de ferramentas que ajudam no processo educacional colaborativo, como, por exemplo, fazer um trabalho em grupo com participação dos alunos conforme a disponibilidade de cada um, sendo possível que o professor avalie o envolvimento de cada aluno individualmente. Essa trans-
formação tem como objetivo organizar as demandas dos professores e desenvolver o engajamento dos alunos, tudo isso com certificações que preservam a segurança e a privacidade dos dados. PIONEIRISMO EM INOVAÇÃO APLICADA AO ENSINO De acordo com o plano de ensino dos diretores e docentes, a proposta da parceria surgiu do desejo de aplicar inovações tecnoló-
gicas a serviço da aprendizagem. “A Cultura Inglesa sempre foi pioneira no uso de tecnologia dentro de sala de aula, utilizando os recursos mais modernos disponíveis, sempre dentro de um objetivo estabelecido no plano pedagógico. Estamos agora com a plataforma Google for Education para alcançar outro patamar que transcende as fronteiras físicas da escola, trazendo enormes benefícios para os nossos colaboradores e, principalmente, para os nossos alunos”, diz
o diretor administrativo Eduardo Buccini. Há mais de 40 anos, a Cultura Inglesa de São João del-Rei destaca-se pelas inovações em parcerias e uso de tecnologia de ponta. A Cultura Inglesa no Brasil celebra, em 2019, 80 anos de parceria com a Universidade de Cambridge como Membro Fundador das escolas autorizadas a aplicação de exames internacionais. Os certificados de Cambridge são reconhecidos em diversas empresas e universidades no Brasil e ao redor do mundo, como comprovação do nível de fluência da língua inglesa. Os exames podem ser aplicados para alunos de qualquer idade, de níveis iniciantes ao proficiente. A escola também aplica o teste internacional TOEFL iBT, aceito em programas acadêmicos de intercâmbio. A Cultura Inglesa foi pioneira no uso dos quadros eletrônicos interativos E-Board (Electronic Board), uma metodologia de interação dos alunos com a matéria. Recentemente, trouxe para as salas de aula os óculos de Realidade Virtual, que permitem aos alunos experiências que ampliam o conhecimento para além do ambiente da sala de aula, tudo isso dentro de um planejamento pedagógico que estabelece as diretrizes do uso de cada tecnologia, tornando, assim, o aprendizado mais efetivo, mais dinâmico e principalmente mais prazeroso. É a tecnologia a serviço da educação de excelência.
Barroso vai sediar, pela primeira vez, uma etapa do Festival Nacional da Canção (FENAC) JOSÉ VENÂNCIO DE RESENDE
O município de Barroso, na região mineira das Vertentes, vai receber, entre 16 e 17 de agosto, uma das etapas do 49º Festival Nacional da Canção (FENAC), que começou no mês passado e vai ocorrer em sete cidades mineiras. O Fenac, como é conhecido, já passou pelas cidades de Perdões (26 e 27 de julho), São Thomé das Letras (02 e 03 de agosto) e Coqueiral (9 e 10 de agosto). Além de Barroso, o Fenac ainda vai acontecer em Três Pontas (23 e 24 de agosto) e Nepomuceno (30 e 31 de agosto). Já as semifinais e a grande final serão realizadas em Boa Esperança, nos dias 05, 06 e 07 de setembro. A entrada é gratuita e as apresentações começam sempre às 21h. O vencedor do festival de música levará o cobiçado troféu Lamartine Babo. Nessa edição, serão distribuídos R$ 230 mil em prêmios. Compositores do Brasil e de outros países prestigiam o Fenac.
Por exemplo, músicos que moram em Kiev (Ucrânia) e em Nova York (Estados Unidos) participam do festival na modalidade online. As 120 canções classificadas foram selecionadas entre quase duas mil músicas inscritas. BARROSO Além das participações virtuais, outra novidade é a inclusão de Barroso que receberá na Praça Salvador da Silva, pela primeira vez na história, uma etapa do festival. “É uma grande conquista de nossa administração a realização de uma das etapas do Fenac e do Fecult (10º Festival Nacional da Cultura) em Barroso”, diz a secretária de Cultura Ariane Figueiredo. Trata-se de um evento, acrescenta Figueiredo, “de grande porte e valor cultural, jamais realizado na nossa região. Neste contexto, o turismo local passa a ser mais fortalecido e ganha destaque no cenário regional e nacional”, pois o festival atrai “cantores de todas as localidades”. O Fenac nasceu em 1971, no auge dos festivais no Brasil, e desde então acontece ininterruptamente.
INVESTIMENTOS Para sua inclusão entre as cidades eliminatórias, Barroso teve de investir R$ 70.000,00, como contrapartida, valor este que será pago de forma parcelada, de acordo com a assessoria de imprensa do Executivo municipal. “A contrapartida é o único gasto que a Prefeitura Municipal de Barroso terá, tendo em vista que toda a organização, toda a estrutura e equipe técnica são disponibilizadas pela organização do evento, que fica em mais de R$300.000,00.” Apesar da crise pela qual passam os municípios, a Prefeitura, através de sua assessoria, defendeu o investimento. “Com certeza, diante da história do Fenac e do Fecult (que acontecerá simultaneamente) e das marcas deixadas por eles nos municípios onde já passaram, Barroso só tem a ganhar em sediar este evento, tendo em vista que atrairá vários turistas da região, sem falar nos músicos e artistas que se apresentarão, assim como toda a equipe técnica que estará presente, fomentando e circulando renda nos hotéis, restaurantes, bares e demais comércios.” Ainda segundo o Executivo
municipal, o Fenac vai gerar empregos diretos e indiretos e incentivar o turismo regional, além de servir de palco para talentos da música brasileira e de proporcionar intenso intercâmbio. “Estima-se que o Fenac e o Fecult atingirão 10 mil pessoas no município, elevando o nome de Barroso no turismo local e ainda para todo o Brasil, pois o evento receberá acompanhamento integral da TV Alterosa/SBT.” Assim, Barroso “passará a ter maior visibilidade no campo cultural e da música, favorecendo o comércio local através do turismo”, acrescenta. ATIVIDADES As atividades, nos dias 16 e 17 de agosto (sexta e sábado), devem começar as 10 horas da manhã, prosseguindo até as 3 horas da madrugada. Segundo a assessoria da Prefeitura, vão “expandir diversas atividades culturais a públicos diferentes, trazendo para o município atrações jamais vistas, enriquecendo a arte e a cultura local e, ainda, fomentando o turismo regional e o local. Grupos de música instrumental, ópera, teatro e artes circenses farão apresentações nas praças e ruas das sete cidades sedes, mos-
trando, gratuitamente, à população, o que há de melhor na cultura brasileira”. Durante estes dias, os hotéis e restaurantes ficarão cheios, prossegue a assessoria do Executivo. Pois “só a equipe técnica dos festivais, coordenação e jurados gira em torno de 70 pessoas, que já chegam à cidade no dia 14 de Agosto para toda montagem da estrutura, que acreditamos ser a maior já montada em Barroso. Além dos músicos de todo o Brasil e suas famílias, que também ficarão hospedadas nos hotéis de nossa cidade”. Entre as canções selecionadas/ classificadas para a apresentação em Barroso, está “Silêncio”, do jovem cantor barrosense Sam Óliver, o Samuel Oliveira, que se inscreveu sem nenhuma pretensão. “Quando vi aquele tanto de gente concorrendo pensei: ´Ah então tá, né! Não vai dar´, mas depois que vi o print que me foi enviado pela secretária Ariane não conseguia acreditar. Foi muito emocionante. Saí mostrando para todo mundo”, disse o jovem barrosense. Fonte: Barroso em Dia.
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ESPORTE
Chega ao fim o 35° Torneio de Inverno de Futsal de Resende Costa A competição foi marcada por grandes jogos e pelo número elevado de equipes inscritas VANUZA RESENDE
Chegou ao fim mais uma edição do tradicional Torneio de Inverno de Futsal de Resende Costa. De 17 de junho a 27 de julho, a competição recebeu no Ginásio Monsenhor Nélson equipes de 12 cidades, além de Resende Costa. Organizado por Pedro Almeida, Lucas Assis e Cássio Almeida, com o apoio da Prefeitura Municipal e do Expedicionários Sport Club, o torneio contou com boa presença de público, especialmente na semana dos jogos decisivos. “Nas primeiras semanas a quadra não fica lotada, já que geralmente os alunos do curso médio e superior ainda não estão de férias. Mas nas últimas semanas a quadra fica lotada, atraindo, inclusive, torcida de outras cidades que têm times inscritos no torneio”, diz Cássio Almeida. RESULTADOS As decisões começaram com
as categorias de base, com destaque para o Athletic Club, de São João del-Rei, que chegou em todas as finais. No Sub-9, o Athletic foi derrotado pelo Del Rei por 8 a 2; já no Sub-11, o Athletic venceu por 5 a 2 a equipe do ACBPM. No Sub-13, o Congonhas venceu os garotos do Athletic por 3x2; e no Sub-15, o Athletic sagrou-se campeão vencendo a equipe do Expedicionários por 3x2. Na categoria feminina, em um jogo acirrado, o Unicórnios, de São João del-Rei, venceu por 6x5 a equipe de Congonhas. Já na categoria Taça de Prata, em clássico resende-costense, a equipe dos Malas faturou o caneco, vencendo por 3x2 o Matsubara. O badalado título da Taça de Ouro ficou com a equipe Itanil, de Madre de Deus, que venceu o por 6x4 o Fluminense, de Prados. “O nível técnico das equipes fica melhor a cada ano, principalmente nas categorias de base. Observamos também um aumento significativo no nível da categoria
feminina. Se antes tínhamos no máximo dois times competitivos, hoje praticamente todas as equipes contam com excelentes atletas em todas as posições. Na Taça de Ouro, o que podemos observar é que cada vez mais o torneio de inverno atrai jogadores com passagem por equipes profissionais ou amadoras, e isso acaba refletindo no nível da competição em geral”, analisa Cássio Almeida. NOVIDADES E PREPARAÇÃO PARA AS PRÓXIMAS EDIÇÕES Em 2019, o torneio teve transmissão ao vivo dos jogos das principais categorias. De acordo com Cássio, a novidade foi bem avaliada pelo público. “Tivemos um feedback positivo em relação ao retorno do público de outras cidades e dos próprios atletas.” Esse ano a competição também contou com um terceiro árbitro, que se posicionava fora da quadra para auxiliar em lances como lateral, toques de mão, falta e também em situações
Bola rolando pela I Copa Vertentes de Futebol Amador Serão quatro meses de bola rolando nos estádios da região. Com a estreia e a etapa final no estádio Antônio Argamim de Freitas – Campo do Expedicionários –, a Copa Vertentes de Futebol Amador vai movimentar a região. Ao todo, são 72 equipes de 26 cidades disputando a competição que começou no último dia 03 de agosto. Além de Resende Costa, receberão jogos da Copa Vertentes de Futebol Amador as cidades de Lagoa Dourada, São Tiago, Prados, Coronel Xavier Chaves, Dores de Campos, Tiradentes, Ritápolis, Conceição da Barra de
Minas, Madre de Deus de Minas, Desterro de Entre Rios de Minas, Passa Tempo, Barroso e Carandaí. O principal diferencial da competição é que o torneio não tem custo para nenhuma das equipes. Os times inscritos não pagaram inscrições e não possuem custo com transporte. A competição está sendo realizada graças a uma emenda parlamentar do deputado Diego Andrade, através do Ministério do Esporte. O sistema da competição é de mata-mata com jogos únicos e sete fases. As três melhores equipes receberão premiação, além de distribuição de medalhas e bolas
para todas os times inscritos. Resende Costa receberá jogos das oitavas de final, todas as partidas das quartas, das semifinais e a grande final. Expedicionários, Ponte Cachoeira, Juventus, Fazenda de Cima, Independente, Jacarandira e Curralinho representarão Resende Costa na competição. Expedicionários e Ponte Cachoeira estrearam no dia 03 de agosto. O time do Expedicionários venceu a equipe Grilo por 2x0; já a Ponte Cachoeira venceu o São Cristóvão por 4x0. V.R.
Torneio de Inverno de Futsal realizado no Ginásio Poliesportivo Monsenhor Nelson
de indisciplina. Após o encerramento da trigésima quinta edição do Torneio de Inverno de Futsal de Resende Costa, Cássio Almeida faz um balanço sobre a competição: “A cada ano, a organização se empenha em
oferecer melhor estrutura física e organizacional a todos os atletas e clubes que se inscrevem para participar do torneio. E o retorno tem sido positivo, pois cada vez mais times e clubes da região se interessam em participar.”
Resende Costa ficou em 21° lugar no ranking estadual no ICMS Esportivo Resende Costa ficou em 21° lugar no ranking estadual do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) Esportivo. O município atingiu 3.220 pontos. A pontuação é referente ao trabalho realizado no ano de 2018. Dos municípios que compõem a região do Campo das Vertentes, São João del-Rei alcançou o terceiro lugar com 7.520 pontos. Santa Cruz de Minas alcançou o décimo lugar no ranking com 5.292 pontos. Dores de Campos ficou em 15° lugar
com 4.171 pontos e Lagoa Dourada em 18° com 3.475 pontos. Para o ano base de 2018 foram avaliados 405 municípios mineiros. O resultado ainda pode sofrer alterações, uma vez que os municípios têm até o dia 15 de agosto para entrarem com recurso. As verbas referentes aos trabalhos desenvolvidos em 2018 serão repassadas aos municípios em 2020. Fonte: observatoriodoes porte.mg.gov.br