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Edição 191 - Jornal das Lajes

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Jornal das Lajes www.jornaldaslajes.com.br ANO XV

FUNDADO EM 2003 - RESENDE COSTA

• MARÇO 2019 • Nº191

15 anos

DISTRIBUIÇÃO GRATUITA

Carnaval de Resende Costa foi marcado por 10 dias de folia

Foto Cássio Almeida

Entrevista Jogo aberto com o professor Rodrigo José da Silva, presidente do Instituto Científico de Resende Costa (IC-RC).

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O humorista Lucas Dória se apresentou no Teatro Municipal de Resende Costa ao lado de artistas mineiros consagrados O show de humor “A Noite é uma Comédia” levou grande público ao Teatro Municipal no sábado, 16 de fevereiro. O espetáculo, apresentado pela primeira vez na cidade, foi criado pelo humorista Joel de Carvalho. A comédia contou com a participação dos humoristas Tarcísio, o Titi Terrível, e Lucas Dória, interpretando o personagem Dentinho. PÁG 10

Bateria do Rifugo liderada pelo Márcio Chiano - referência e patrimônio do Carnaval de Resende Costa

Tradicionalmente, o pré-carnaval de Resende Costa, rebatizado de Grito de Carnaval pelos organizadores, atrai uma

multidão de foliões tanto da cidade quanto da região. Neste ano não foi diferente, apesar das mudanças na programação

e na estrutura. Os dias oficiais também atraíram grande público à Rua Gonçalves Pinto e aos blocos que desfilaram

entre os dias 2 e 5 de março. (Leia editorial na página 2). PÁG 06, 07 e 08

Bairros são-joanenses: Alto das Mercês/Rua do Ouro em três fases O Alto das Mercês/Rua Ouro, em São João del-Rei, veu três fases distintas nas timas décadas. A primeira,

do viúlde

atuação intensa do monsenhor Paiva, ex-pároco da Catedral do Pilar, que coordenava o catecismo num bairro pacato. A

segunda, de alta criminalidade, impulsionada pela proliferação das drogas num ambiente de pobreza. A terceira, de maior ação

política, com a redução da violência, a construção de escola municipal e outras melhorias. PÁG 13


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ANO XV Nº 191 - MARÇO 2019

EDITORIAL A noite em que o samba foi vaiado

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O Carnaval mais uma vez é destaque no Jornal das Lajes. O periódico, desde a sua fundação em 2003, elegeu como uma de suas prioridades divulgar e incentivar as manifestações culturais de Resende Costa por entender que elas movimentam e proporcionam identidade e cidadania ao município e à sua gente. A regionalização do JL ampliou esse nosso compromisso editorial. O Carnaval, a Semana Santa e o Inverno Cultural de São João del-Rei, o Festival de Música de Prados, a Festa do Café com Biscoito de São Tiago, a Mostra de Cinema de Tiradentes e a Festa do Rocambole de Lagoa Dourada já foram destaques nas páginas regionais do jornal. Este editorial foi redigido no domingo de Carnaval enquanto a folia arrastava multidões pelas ruas das cidades do Brasil. Em Resende Costa, no sábado à noite, um triste episódio chamou a atenção de quem estava na rua Gonçalves Pinto, centro da cidade, onde tradicionalmente se realiza o Carnaval. Na programação constava um show, às 23h, com o grupo de samba de São João del-Rei, “Boêmios de Isis”. A vocalista, Isis Ferreira, antes de iniciar o show, falou sobre o repertório que o grupo iria apresentar – uma releitura de clássicos do samba de, entre outros, Cartola, João Bosco, Noel Rosa e Beth Carvalho, além de composições próprias. No entanto, após o grupo apresentar as primeiras músicas, um clima de impaciência e reprovação tomou conta da maioria dos foliões que estavam na avenida. Começaram a surgir vaias ao grupo, ao som e à música, obrigando integrantes da Comissão Organizadora do Carnaval a intervirem, de forma sensata, e pedirem aos cantores que cancelassem o show. O que foi feito. Concomitante às vaias na avenida, surgiu um clima de total constrangimento e perplexidade. Afinal, em Resende Costa, o samba, raiz e identidade do Carnaval brasileiro, foi vaiado sonoramente. As vaias aumentaram enquanto Isis Ferreira cantava um clássico de João Bosco! É até razoável que se aceite o argumento proferido por muitas pessoas – especialmente por alguns dos que vaiaram – de que o gênero musical do grupo “Boêmios de Isis” não é adequado para agitar uma noite de carnaval de rua. Porém, vaiar artistas contratados para uma apresentação não foi uma atitude digna dos foliões que estavam na avenida. O triste episódio das vaias no sábado de Carnaval em Resende Costa revela o quanto a programação musical nos dias oficiais da festa precisa ser reavaliada e melhorada pela Comissão Organizadora do evento. Curioso observar que, se no sábado à noite, na Gonçalves Pinto, houve vaias ao “Boêmios de Isis”, no dia seguinte, à tarde, o grupo foi calorosamente aplaudido no Mandacá Açaí. Trata-se, portanto, de uma simples e importante questão de critério no momento da escolha de qual artista, grupo e banda possam melhor se adequar às apresentações para um grande e diversificado público num carnaval de rua. Nos últimos anos, encontrar uma fórmula que resgate a animação nos dias oficiais de Carnaval em Resende Costa tornou-se um enorme e exaustivo desafio para os organizadores. Neste ano houve avanços significativos, especialmente em segurança e participação da iniciativa popular, criando novos blocos e liderando o Grito de Carnaval. Apesar do descontentamento do público na noite de sábado, pode-se avaliar que o Carnaval 2019 de Resende Costa foi muito bom. Os foliões puderam se divertir de forma segura; as opções de shows e mais diversidade de blocos e entretenimento para as crianças agitaram o público que optou por curtir a folia na cidade. Que nos próximos carnavais haja ainda mais participação e iniciativa do povo. E que a animação, a tolerância e o respeito superem a hostilidade. Afinal, o samba não pode jamais ser vaiado, mas reverenciado.

Jornal das Lajes Ltda Diretor Presidente e editor-chefe: André Eustáquio Melo de Oliveira Diretor de Redação: Rosalvo Gonçalves Pinto Editor Regional: José Venâncio de Resende Diretoria executiva: Eustáquio Peluzi Chaves (administração) e Antônio da Silva Ribeiro Neto (contabilidade).

Redação: Rua Assis Resende, 95 Centro - Resende Costa, MG CEP 36.340-000 TEL(32)3354-1323 Editoração e Site: Rafael Alves Impressão: Sempre Editora Av. Babita Camargos, 1645 Contagem - MG Tiragem: 4000 exemplares Circulação: Resende Costa e São João del-Rei

Conselho Editorial: André Eustáquio Melo de Oliveira, Emanuelle Resende Ribeiro, José Venâncio de Resende, Rosalvo Gonçalves Pinto, João Evangelista Magalhães e José Antônio Oliveira de Resende. Os artigos assinados não refletem obrigatoriamente a opinião do jornal.

O verso e o controverso JOÃO MAGALHÃES

A polêmica da telemedicina No final de fevereiro o CFM (Conselho Federal de Medicina) revogou a resolução que promulgara, regulamentando a prática da medicina a distância, via internet, computador, telefone etc. e que provocara grande polêmica. Dentro de seu espírito, que é um estímulo à reflexão ante assuntos controversos e tratando-se de resolução com importantes repercussões sociais, a coluna procurou sintetizar os argumentos pró e contra à telemedicina Conforme a resolução revogada, a telemedicina seria voluntária para o médico e o paciente deveria consentir por escrito, além de estar acompanhado por um profissional de saúde durante a consulta. A primeira consulta deveria ser presencial, admitindo exceções em áreas de difícil acesso. No caso de atendimento por longo tempo ou de doenças crônicas, o paciente só poderia ficar sem consulta presencial por, no máximo, quatro meses. A telecirurgia só poderia ser feita em ambientes com infraestrutura adequada e com, no mínimo, dois cirurgiões: um remoto e outro presente no local da cirurgia. Seriam permitidas trocas de informações sobre diagnósticos entre os médicos distantes entre si, o esclarecimento de dúvidas etc. E também a teletriagem, ou seja, que um médico avaliasse os sintomas do paciente, a distância, para depois encaminhá-lo ao especialista necessário. Também seria possível monitorar, remotamente, dados sobre saúde dos pacientes – como no caso daqueles que estivessem internados em casa. De acordo com o que previa a resolução, imagens e dados deveriam ser gravados e mantidos sob sigilo. As informações, mantidas por 20 anos, e a forma de arqui-

vá-las ficariam sob responsabilidade do médico. Críticas e temores quanto às consequências dessa resolução emergiram de um princípio básico de uma medicina de qualidade: a relação médico/paciente, ou seja, a personalização. A telemedicina foi tema predominante, aliás, da terceira “Summit Saúde Brasil”, realizada em São Paulo, em agosto de 2018. Nesse simpósio, acentuou-se muito que o avanço da gestão e das tecnologias no setor passam por trabalhar mais com o paciente e com as comunidades. “Os pacientes não querem ser pacientes, mas pessoas. Não querem ter um plano de saúde, mas saúde”, frisou o dr. Clay Johnston na conferência de abertura. Inovação, sim; tecnologia, sim. São necessárias. Mas o dr. Johnston insiste: “Estamos aqui para melhorar a vida das pessoas. Antes de pensar no paciente, temos de pensar para o paciente.” Segundo ele, “a proximidade traz resultados a curto prazo, cria uma zona de conforto e faz com que o indivíduo se sinta ‘abraçado.’” A coluna ouviu a opinião dos dois médicos de mais longeva atuação em Resende Costa e cercanias quanto à telemedicina. Dr. Paulo Cezar Fortuna Dias é favorável, pois, de acordo com ele, facilita o contato com centros avançados para se discutir diagnóstico e tratamento; é importante para a atualização médica, principalmente para quem exerce a profissão no interior; o CFM exige o contato do médico especialista que atende a distância com um profissional junto ao paciente para troca de informações e definição do melhor tratamento; é um avanço fundamental no setor de ima-

gens, uma vez que os exames realizados no interior poderão ser avaliados com emissão de laudos muito mais precisos por um especialista a distância; dá segurança aos profissionais que trabalham em pequenas comunidades, ao fazerem contato com especialistas em casos complexos para se definir a melhor conduta. Dr. Luiz Antônio Pinto tem sérias objeções: “Acho que descaracteriza a relação médico/paciente desejada, correta. Esse é o problema maior...” “É a desumanização da medicina. Você tem que estar frente a frente com o paciente, conversar, examinar. Na telemedicina, por exemplo, você não vai perceber as agruras dele, da família. E isso responde por uma grande maioria dos atendimentos que a gente faz hoje. Num consultório de atenção básica, hoje, há um percentual de 50 a 60 por cento que se relaciona a problemas ligados à família, à homofobia e a violências por várias razões. Coisas que na telemedicina você não vai discutir. É tudo mecanizado.” Ainda segundo Luiz Pinto, “trata-se também de uma questão de mercado de trabalho muito clara. Neste difícil mercado de trabalho, vamos colocar tudo na internet porque facilita. Não vai ter que contratar tanta gente”. O médico alerta também para a venda de tecnologia: “A gente sabe que quem domina a tecnologia são as multinacionais. Vai passar muito dinheiro às multinacionais. Daqui a pouco, até o governo entra nisso. E quem não tem condição de acesso a essa tecnologia? E as prefeituras do interior sem recursos? Elas vão ter um computadorzinho fazendo uma consultinha ordinária”, conclui dr. Luiz.


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CÂMARA DE RESENDE COSTA INFORMA

O PAPEL DO VEREADOR Marina Vale Assessora Jurídica da Câmara de Resende Costa Fonte: ALMG

Os vereadores são representantes do povo. Eles elaboram as leis municipais e fiscalizam a atuação do Executivo. São eles que discutem e aprovam leis a serem aplicadas no município. O vereador deve ouvir a população e buscar o que é melhor para a cidade. São várias as questões em discussão e muitas vezes com divergências de opinião. O vereador não pode se desviar da função de buscar o bem da cidade. O que só se faz com transparência e honestidade. Muito do nosso cotidiano é regulado por uma lei: trânsito, escolas, hospitais, funcionamento de comércio, impostos, registros... O Legislativo é o poder responsável por elaborar e aprovar as leis.

O que posso esperar de um Vereador? Fazer leis para o bem da população? Sim! Fiscalizar as contas da Prefeitura? Sim! Oferecer emprego? Não! Conseguir ambulância? Não! Discutir e votar o orçamento anual da cidade? Sim! Fiscalizar obras e serviços públicos? Sim! Promover debates públicos? Sim! Distribuir cesta básica? Não! Conseguir vaga em hospital? Não! Pagar festas para a comunidade? Não! Mediar interesses da população perante o Executivo? Sim!

E, afinal, o que faz um vereador? Função legislativa - A primeira e mais importante função da Câmara Municipal é elaborar leis que regulam a vida na cidade. Função julgadora - Os vereadores julgam infrações político-administrativas do prefeito. Função deliberativa - São atos exclusivos da Câmara, como por exemplo, elaborar o seu regimento interno e conceder autorização para a ausência do prefeito por prazo superior ao permitido pela Lei Orgânica.

O que é a Câmara Municipal e como é composta? A Câmara Municipal é o local onde os vereadores se reúnem e trabalham, em um salão chamado Plenário. Quem dirige a Câmara é a Mesa Diretora, composta por vereadores eleitos pela própria Câmara. A Mesa Diretora da Câmara Municipal de Resende Costa é composta, no exercício de 2019, pelos vereadores Lucas Paulo de Assis Vale (Presidente), João Dias (Vice-presidente) e José Assis Sobrinho (Secretário). Existem comissões permanentes para diversos assuntos, como justiça, saúde, educação, cultura, etc. E há uma equipe própria de servidores para auxiliar os vereadores no trabalho e para atender à população.

Função político-parlamentar - Como representante do povo, o vereador realiza atividades para auxiliar o processo legislativo ou solucionar temas importantes para o município. Função fiscalizadora - O papel fiscalizador da Câmara é um dos mais importantes para controlar a administração da cidade e ele pode convocar Secretários ou Prefeito para prestar esclarecimentos, sustar decretos que contrarie leis, acompanhar a execução de políticas públicas, apreciar as contas do Prefeito... Função educadora – São funções da Câmara aprimorar e qualificar os seus servidores, estimular a participação dos cidadãos nos debates e soluções de assuntos da cidade, despertar o interesse dos cidadãos pela política.

Com essa organização, a Câmara Municipal desenvolve seis competências: a legislativa, a fiscalizadora, a deliberativa, a julgadora, a político-parlamentar e a educativa. Acesse e acompanhe o Poder Legislativo: www.camaraderesendecosta.mg.gov.br

VEREADORES APROVAM CRÉDITO ESPECIAL PARA PROGRAMA “CASTRAMÓVEL”

Câmara Municipal de Resende Costa Trabalhando por uma cidade melhor

Foi aprovado crédito especial de R$12.000,00 para cobrir despesas contratadas com ações de controle da população de animais, evitando a propagação de zoonoses no município. Após inúmeras discussões sobre este tema de saúde pública e atentando-se para as recomendações advindas do Ministério Público do Estado de Minas Gerais verificou-se que o melhor custo / benefício para esta ação é a sua realização por meio do Consórcio Intermunicipal de Gestão e Desenvolvimento Ambiental Sustentável das Vertentes – CIGEDAS VERTENTES. O programa será implementado pelo CIGEDAS da seguinte forma: contratação de empresa para a realização dos procedimentos de castração a serem realizadas em Unidade Móvel de castração de animais – Castramóvel, através de um Novo Programa – PROCASTRA.

AUDIÊNCIA PÚBLICA RELATA SITUAÇÃO FISCAL DO MUNICÍPIO Audiência Pública realizada no dia 25 de fevereiro avaliou o cumprimento das metas fiscais do município do terceiro quadrimestre de 2018, apresentada pelo Controlador Interno do município, Daniel Fonseca, que demonstrou o equilíbrio das contas públicas. Também estiveram presentes o Prefeito Municipal Aurélio Suenes e a Secretária Municipal de Saúde Geórgia Araújo Resende. Na apuração, as metas fiscais previstas para o quadrimestre foram elaboradas de acordo com os quadros anexos à LDO, atualizados durante a elaboração do orçamento para o exercício de 2018 e conforme programação financeira para a realização da receita e fixação da despesa com base na previsão orçamentária. O Controlador apresentou por meio de gráficos ilustrativos o demonstrativo da receita e despesa, detalhou a aplicação nas ações de ensino, saúde, investimentos, gastos com pessoal e convênios. Falou sobre a dívida tributária e ações ajuizadas.


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GOVERNO MUNICIPAL INFORMA

Todos os alunos das escolas municipais de Resende Costa terão que usar uniformes Foi aprovado em Resende Costa projeto de lei que obriga o uso de uniforme completo nas escolas municipais. A medida visa organizar o funcionamento das instituições, evitar que haja diferenciação entre os alunos evidenciada por meio de roupas e ainda determinar o uso de vestimentas adequadas para o ambiente escolar. A iniciativa é da Prefeitura Municipal. Com o projeto de lei aprovado, a Administração Municipal terá 90 dias para editar o decre-

to. Em um primeiro momento, será exigido pelo menos o uso da parte de cima do uniforme e, em alguns meses, o conjunto. Nenhum aluno poderá acessar as escolas municipais sem uniforme. Caso aconteça, os pais serão comunicados em uma primeira situação, mas, se acontecer novamente, não será permitida a entrada do aluno. Famílias que comprovem não ter condições de adquirir os uniformes receberão as roupas da Prefeitura. Tudo será feito por meio de análise da

Secretaria Municipal de Assistência Social. Bene�cios do uso de uniforme: • Segurança: com a identificação, evita-se que outras pessoas se infiltrem no meio escolar. • Respeito: incentiva o respeito às normas e disciplina impostas pelas escolas, o que é fundamental para a vida em sociedade. • Igualdade: evita discriminação e disputa de status, muito comum principalmente entre adolescentes.

Lei em vigor determina que alunos das escolas municipais de Resende Costa usem uniforme completo

Demanda antiga de moradores, Rua Marechal Deodoro é asfaltada pela Prefeitura: “De extrema importância”, diz empresário local No fim de 2018, a Prefeitura Municipal de Resende Costa asfaltou a Rua Marechal Deodoro, atendendo a uma demanda antiga dos moradores. O asfaltamento já está beneficiando o trânsito de veículos e pedestres no local. Morador da via, o empresário José Antônio destacou a importância dessa obra: “Para os comércios aqui da rua e também para os moradores, visto que temos dois cadeirantes, é de extrema importância. Todos os

motoristas reclamavam. É uma rua muito antiga e só agora está sendo contemplada. Agradecemos ao prefeito, vereadores e todos que se empenharam”. O objetivo da atual Administração é calçar o máximo de ruas possível até o fim do mandato. O asfaltamento da Rua Marechal Deodoro é fruto de verba recebida pela Prefeitura junto ao Ministério das Cidades, que totaliza R$ 850 mil. Ao todo, 15 ruas foram beneficiadas com esse recurso.

Rua Marechal Deodoro foi asfaltada em dezembro passado


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Aproximar a ciência do cotidiano das pessoas

Fotos arquivo particular

Jogo Aberto

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O professor e presidente do IC-RC, Rodrigo Silva, ministra aulas gratuitas de astronomia a alunos dos Ensinos Fundamental e Médio de Resende Costa ANDRÉ EUSTÁQUIO

A busca pela compreensão do intricado teorema da existência humana e do universo instiga o homem desde tempos mais remotos. Os filósofos gregos pré-socráticos fizeram perguntas sobre a gênese da natureza e do cosmos. Séculos depois, a filosofia grega sistematiza-se como um saber que surge a partir da inquirição e do espanto do homem ante a magnitude e o mistério da existência. De onde viemos? Para onde vamos? O que é a vida? Perguntas fundamentais sobre as quais a filosofia, a ciência e a religião, com fundamentos distintos e às vezes complementares, se debruçam ao longo de séculos através da investigação de mentes geniais, como Aristóteles, Tomás de Aquino, Galileu Galilei, Isaac Newton, Albert Einstein, entre outros. O físico, astrônomo e filósofo brasileiro Marcelo Gleiser, autor de diversos best-sellers sobre astronomia e outros temas científicos, afirma em “O fim da Terra e do Céu: O apocalipse na ciência e na religião”, lançado em 2001 pela editora Companhia das Letras, que “a busca por uma teoria capaz de abraçar ‘todas’ as questões, ainda que racional e técnica, é também uma busca apaixonada por algo muito maior do que nós, algo além do tempo, algo universal, algo que nos aproxima de uma noção abstrata de pura sabedoria (...)”. A busca pela sabedoria, que revelou grandes gênios da história da humanidade, da qual fala Gleiser, ainda desperta a curiosidade de muitos jovens que sentem a mesma inquietação pela ciência de Galileu e de Einstein. Como motivar esses jovens? Como orientá-los no discernimento frente à escolha da carreira acadêmica e ao mesmo tempo prepará-los para a universidade? O JL conversou com o jovem professor Rodrigo José da Silva, presidente do Instituto Científico de Resende Costa (IC-RC). Rodrigo leciona Astronomia e Astronáutica no IC-RC e é representante da Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica. Graduado em Engenharia Mecânica pela Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ), Rodrigo Silva é mestrando em Física e Química dos Materiais e está se especializando em Ensino de Astronomia pela mes-

ma universidade. Rodrigo Silva falou ao JL sobre os objetivos do IC-RC, as aulas que ele ministra gratuitamente em Resende Costa e também acerca dos projetos que pretende desenvolver na cidade, visando à popularização da ciência e ao auxílio a jovens que pretendem desenvolver carreira acadêmica. O professor estreará neste mês como articulista do site do JL, assinando a coluna “Explorando o Universo”. O que é o Instituto Científico de Resende Costa e como ele vem trabalhando com os alunos no sentido de incentivá-los no estudo da ciência? O IC-RC é uma associação sem fins lucrativos que teve início através do consenso, por parte de um grupo de amigos, de que uma instituição que abrangesse a educação e a ciência de forma mais avançada poderia elevar o sistema de ensino do município de Resende Costa. Nossa equipe é constituída por acadêmicos de alto desempenho, que se destacam no meio universitário no ramo da pesquisa e docência. Nosso maior objetivo, já em andamento através de nossas mais diversas atividades, é o preparo de alunos dos níveis fundamental e médio para olimpíadas acadêmicas tanto estaduais quanto nacionais (nas quais nós, membros do IC-RC, possuímos extrema experiência, inclusive como medalhistas no tempo em que cursávamos o Ensino Médio). Além disso, para despertar o interesse pela ciência, apresentamos aos jovens do Ensino Médio o campo da pesquisa, através do nosso próprio programa de iniciação científica, possibilitando que eles sejam orientados por membros do IC-RC e produzam, inclusive, artigos para publicação em revistas e congressos. Promovemos, também, eventos acadêmicos em nível municipal, como olimpíadas nas áreas de ciências exatas e humanas, premiando com medalhas e certificados os alunos de maior desempenho. O estudo da astronomia vem ganhando destaque nas atividades do IC-RC. Por quê? Buscamos focar nossas atividades em algo mais dinâmico possível. A astronomia é uma opção perfeita para tanto. Além de se tratar de algo completamente novo para os alunos (trata-se de um conteúdo que não faz parte do currículo escolar), é um

ramo que explora as mais diversas ferramentas da ciência: matemática, física, geografia e até mesmo a engenharia. É um conteúdo que também possibilita abordagens tanto teóricas quanto práticas. A astronomia pode despertar o interesse dos jovens pela ciência e, consequentemente, auxiliá-los no momento da escolha do curso superior? Justamente por abordar diversas áreas da ciência (de forma mais complexa, porém didática), ao ensinar astronomia acabo por apresentar ao aluno conceitos que só seriam vistos no início do curso superior. Dessa forma, muitos deles já se identificam com certas áreas da ciência. Observo que, após certo período assistindo às minhas aulas, muitos dos meus alunos já fizeram suas escolhas e possuem um curso de graduação específico em mente. Fale sobre as aulas que você ministra no IC-RC. Ministro aulas gratuitas de astronomia para alunos dos Ensinos Fundamental e Médio, semanalmente, na Escola Municipal Conjurados Resende Costa. O espaço nos foi cedido pelo prefeito Aurélio Suenes. As aulas são específicas para que os alunos participem da Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (competição teórica) e da Mostra Brasileira de Foguetes (competição prática). Portanto, nosso cronograma vai de acordo com a data dessas competições. Começamos com uma única aula por semana e vamos aumentando a frequência das mesmas à medida que as competições se aproximam. Minhas aulas se dividem em teóricas (sala de aula) e práticas (a céu aberto). Minha principal metodologia é um método próprio que chamo de ‘se colocar na posição de aluno’. Quando o professor prepara uma aula e seleciona exercícios para trabalhar em sala, geralmente faz a ‘solução’ desses exercícios anteriormente. Mesmo que um professor apresente a solução passo a passo desses exercícios que estudou previamente, ele não conseguirá replicar a verdadeira realidade do aluno. Durante uma avaliação, o aluno se depara com exercícios que, muitas vezes, não faz ideia de como iniciar. Ele encontra obstáculos e muitas vezes não consegue contorná-los. Logo, escolho exercícios relacionados ao tema de estudo para trabalhar com os alunos, mas somente os resolvo, pela primeira vez, juntamente com eles. Dessa

Rodrigo leciona Astronomia e Astronáutica no IC-RC

Rodrigo e seus alunos do IC-RC

forma, passo pela mesma situação que eles passariam durante uma avaliação, ou seja, ‘enfrentar’ um exercício ‘inédito’. Colocando-me ‘na posição de aluno’ diante dos próprios alunos, torno possível que eles presenciem, de forma real, as ferramentas que utilizo para contornar obstáculos. Consequentemente, durante as avaliações, eles replicam o que presenciaram e acabam obtendo resultados melhores. Como vem se dando a parceria do IC-RC com a Agência Espacial Brasileira? Através da Sociedade Astronômica Brasileira (SAB) e da Agência Espacial Brasileira (AEB), estamos cadastrados como instituição de ensino na Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica e na Mostra Brasileira de Foguetes do ano de 2019, competições nas quais atuo como Professor Representante. Portanto, nossos alunos poderão participar, representando o IC-RC, nessas competições e concorrer a medalhas e certificados em nível nacional. Você tem um projeto de instalar telescópios no Mirante das Lajes de Cima. Como se daria isso? Um dos projetos futuros de iniciação científica a serem trabalhados com os alunos do Ensino Médio, para a produção de mais um

artigo científico, trata-se do estudo e construção de telescópios refratores. Temos como objetivo construir algumas unidades de telescópios refratores e fixá-los nas Lajes de Cima para uso público. A ciência ainda é vista por muitos como um saber destinado a uma ‘elite pensante’, devido à sua complexidade. O interesse crescente das pessoas por temas científicos como a astronomia pode ajudar a desmitificar essa ideia? Na obra “A Vida Intelectual”, do padre A-D. Sertillanges, são estabelecidas quatro modalidades de leitura de texto: para formação, para informação, para inspiração e para entretenimento. Vejo a ciência da mesma forma: há vários níveis de leitura. Assim como há a exploração complexa, que engloba cálculo diferencial e integral e teorias avançadas, há também as abordagens dinâmicas e simples, de fácil compreensão, fontes de grande entretenimento. Para desmitificar a ideia de que a ciência é um saber destinado a uma ‘elite pensante’, precisamos deixar isso bem nítido. A astronomia, trabalhada com os jovens das mais diversas formas, em conjunto com projetos de extensão (como a implementação dos telescópios nas Lajes de Cima), há de colaborar muito para tal fim.


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Especial Carnaval 2019

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SEGURANÇA E POLÊMICA Garantir segurança aos foliões foi uma das preocupações da organização do Carnaval de Resende Costa. Nesse sentido, algumas medidas foram tomadas, gerando, porém, descontentamento a muitas pessoas que foram às redes sociais se manifestar. De acordo com o plano inicial de segurança articulado pela Comissão Organizadora e pela Polícia Militar, seria proibido o acesso à Rua Gonçalves Pinto de caixas térmicas, coolers, garrafas de vidro e outros objetos. Além disso, o acesso ao local do evento foi fechado por gradis e os foliões tiveram que passar por revistas. No entanto, o que causou maior polêmica foi a proibição dos coolers e das caixas térmicas. Diante das inúmeras manifestações contrárias nas redes sociais, a Comissão Organizadora se reuniu na tarde do dia 28 de fevereiro com o prefeito municipal Aurélio Suenes, alguns vereadores e a Polícia Militar e reconsiderou a decisão inicial de proibir os utensílios no local de realização do Carnaval. “Todas as mudanças foram pensadas, estudadas e executadas pela Comissão Organizadora do Carnaval, com a finalidade de oferecer um evento para todas as idades e tribos, com segurança e tranquilidade”, disse o secretário municipal de Turismo, Artesanato e Cultura, Fernando Chaves. Fernando Chaves avalia as mudanças que foram feitas na organização do pré-carnaval, bem como a estrutura montada para os dias oficiais da festa: “Eu considero que a gente fez

PROGRAMAÇÃO DOS DIAS OFICIAIS Um dos destaques dos dias oficiais do Carnaval foi o retorno do Bloco Mal Dormido na programação do sábado (2). No domingo (3), aconteceu o desfile da “Acadêmicos Vila Nova”, que havia alguns anos não participava da festa. O desfile contagiou o público. A agremiação levou de volta à avenida a tradição dos velhos e bons carnavais de Resende Costa. Destaque para a excelente performance da Bateria Acadêmicos Vila Nova, liderada pelo Fernando. Na segunda-feira (4), a novidade foi o “Bloco do Teatro: Geração de Ouro edição limitada”, que abriu e animou ainda mais o já consagrado baile de Carnaval Retrô, no Teatro Muni-

cipal. O bloco desfilou na avenida, arrastando centenas de foliões atrás da Bateria do Rifugo e da Fanfarra Furiosa. Um parágrafo especial para a participação da Bateria do Rifugo, liderada pelo Márcio Chiano, e para a Fanfarra Furiosa. Não há como conceber o Carnaval de Resende Costa sem a participação decisiva desses dois incansáveis grupos que animam os blocos. “NÓIS É FOGO!” Na segunda-feira, o “Bloco do Fogão” saiu às ruas oferecendo aos foliões a tradicional linguiça mineira com angu e cachaça. Neste ano, o bloco escolheu como tema “Nóis é Fogo” e homenageou o saudoso folião Lili Tatu, um dos fundadores do bloco e que faleceu em 2018. De acordo com Pai Faca, um dos organizadores do Bloco do Fogão, existem aproximadamente 30 integrantes que levam o fogão todos os anos às ruas da cidade, animando os foliões desde 2008. “Muitos dos fundadores do bloco já não participam mais, porém, a gente vem mantendo e levando adiante essa tradição”, disse Pai Faca. Neste ano, o bloco ficou concentrado em frente ao Bequim da Carne, na Rua Assis Resende. Na terça-feira (5), encerramento do Carnaval, à tarde os foliões participaram pela primeira vez do “Bloco das Cores (Happy Holi)”. A concentração foi no Mirante das Lajes de Cima. O bloco desceu a Rua Assis Resende, passou pela avenida Monsenhor Nelson e chegou à rua Gonçalves Pinto, onde teve um show inédito de Happy Holi como jovem e talentoso resende-costense DJ Fox. O show foi um sucesso. Pelo segundo ano consecutivo, a programação do Carnaval de Resende Costa, de sábado a segunda-feira, contou com shows ao vivo na Rua Gonçalves Pinto, a tradicional Avenida, além de sonorização com DJ. O secretário municipal de Cultura falou sobre a programação do Carnaval e as novidades deste ano: “Nós conseguimos inserir coisas novas, como o Happy Holi e o Bloco do Teatro, que foram muito aprovados. Foram experiências positivas que devemos guardar para os próximos anos. Agora, o que deve melhorar para os próximos anos, a gente sabe muito bem, ou seja, oferecer maior diversidade de DJs e acertar melhor a grade de shows com horários, datas e dias bem delineados para evitarmos que as pessoas não se reconheçam nos shows, como aconteceu num episódio no sábado”, avaliou Fernando. Sobre o episódio de sába-

Desde 2008 o Bloco do Fogão anima os foliões de Resende Costa na segunda-feira de Carnaval. No centro, Pai Faca, um dos organizadores do bloco Foto Vanuza Resende

Com mudanças importantes na programação e na organização, Resende Costa comemorou mais uma edição da festa popular mais tradicional do país: o Carnaval. As mudanças começaram já no Grito de Carnaval, entre os dias 22 e 24 de fevereiro, com alteração no trajeto dos blocos. Pela primeira vez, os foliões não desceram até a Rua Padre Joaquim Carlos, no posto de gasolina. Segundo a organização do evento, a medida foi tomada por questões de segurança. A parada dos blocos aconteceu em frente à distribuidora de bebidas WKY, na Rua Padre Joaquim Carlos. O pré-carnaval, organizado pela iniciativa popular e pela Bateria do Rifugo, contou com cinco blocos: Serra do Urubu, Rifugo, Mendigo, Pijama e Domésticas.

experiências muito positivas no Carnaval de 2019 no que se refere à organização. Nós tiramos os blocos lá do posto de gasolina (Avenida Alfredo Penido) e isso foi muito bem aceito pela população e pelos moradores do entorno, inclusive. Nós conseguimos fazer com que os blocos causassem menos impacto na vizinhança, conseguimos instalar banheiros que atenderam bem aos foliões em frente à distribuidora de bebidas WKY. Além disso, o trajeto dos blocos encurtou um pouco, o que acabou sendo bom para a bateria, que fazia um esforço muito grande no trajeto antigo. Já o fechamento da avenida também foi muito positivo, trazendo mais segurança aqui no entorno da Gonçalves Pinto, uma vez que todas as ruas que dão acesso à avenida contaram com a presença de seguranças e com gradil. Com isso, transtornos diversos, como gritarias e pessoas que iam fazer suas necessidades na rua foram inibidos. Isso trouxe muita segurança.” Gilson Ricardo, representante da iniciativa popular que idealizou o novo formato do Grito de Carnaval, falou ao JL sobre a festa e agradeceu às pessoas envolvidas na organização do Carnaval 2019. “Agradecemos a cada folião que prestigiou o nosso Carnaval neste ano. Tivemos significativas mudanças que, acredito, vieram para permanecer. Foram dez dias de trabalho conjunto com a prefeitura para proporcionar a todos um ótimo Carnaval. Há alguns contratempos a pontuarmos para os próximos anos, mas fica o sentimento, mais uma vez, de gratidão ao comércio, à Bateria do Rifugo, à Fanfarra Furiosa, à Comissão de Carnaval, enfim a cada pessoa direta ou indiretamente envolvida. Juntos, mais uma vez, não medindo esforços para o nosso povo!”

Foliões de Resende Costa curtiram shows ao vivo e se divertiram nos blocos Foto André Eustáquio

ANDRÉ EUSTÁQUIO E VANUZA RESENDE

Foto André Eustáquio

Carnaval 2019 de Resende Costa trouxe novidades e agitou os foliões

O bloco do Fogão faz a alegria dos foliões. Neste ano, a concentração aconteceu em frente ao Bequim da Carne

do, Fernando Chaves se refere às vaias do público ao show do grupo de samba Boêmios de Isis (ler editorial na página 2). “As pessoas não se reconheceram num show de samba de qualidade que estava acontecendo. As pessoas não se identificaram com o show. Então a gente precisa melhorar um pouco a nossa grade de programação. Mas isso depende de recursos. Ficamos limitados nesse aspecto para contratar mais

DJs e shows. Temos de trabalhar com um planejamento mais eficiente a fim de captar mais recursos para contratar DJs e shows. Mas considero que, tanto no aspecto folclórico quanto no cultural, o Carnaval de Resende Costa conseguiu avançar muito neste ano, com experiências muito positivas possibilitando-nos avançar muito mais nos próximos anos”, conclui o secretário Fernando Chaves.


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ESPECIAL - Um olhar sobre o Carnaval de Resende Costa

Os três saudosos foliões ANDRÉ EUSTÁQUIO

O CARNAVAL DA SAUDADE Por Daniel de Sousa “Antônio Resende era um senhor que morava na avenida (Gonçalves Pinto), onde os foliões pulam Carnaval (em Resende Costa). Ele era conhecido por todos na cidade pelo seu ofício de dentista. Quando o povo começava a curtir as lindas marchinhas, lá da sua casa ele saía vestido de palhaço. Na ponta do seu nariz havia uma lâmpada que piscava e, debaixo do braço, uma caixa que ele batia durante todo o tempo. O tempo vai

passando e todos que fizeram parte de uma história ficam escritos no livro da vida, para que aqueles que virão possam um dia saber como era um Carnaval de alegria e de paz.” “A sua simplicidade, o seu jeito brincalhão e respeitoso cativavam as pessoas. Ele adorava brincar com as crianças, pois se sentia como uma delas. Camilo Lelis era o seu nome, mas todos o conheciam como Camilo Bananera. Todos os anos, no Carnaval, ele chegava descalço na avenida e passava no meio dos foliões com um prato esmaltado girando na ponta de uma fina vara. A brincadeira alegrava seu coração, sobretudo quando ele ouvia as lindas marchinhas. Ele sambava e girava seu prato. Em 2019, o prato do Camilo Bananera não mais girou na avenida...” “De uma família humilde nasceu um simples rapaz. Elias era o seu nome, no entanto os seus amigos, muitos dos quais se divertiam com ele no Carnaval, o conheciam por Lili Tatu. Assim que o Carnaval começava, Lili se juntava aos seus amigos e, todos com uma cachacinha na cabeça, passando por lugares onde houvesse bananeiras, ramas de chuchu ou quaisquer outras coisas, faziam disso fantasias que alegravam os foliões na avenida e nos blocos.”

Segundo contavam antigos moradores da Rua São João del-Rei, bairro Canela, o Carnaval de rua em Resende Costa começou através da iniciativa de dois foliões que criavam suas fantasias e saíam pelas ruas da cidade. Eram eles: Odair Alexandre de Oliveira e Dimas Dorçal de Sousa. Odair era padeiro e Dimas trabalhava para os turcos naquela época. Quando chegava o Carnaval, cada um produzia sua fantasia. O Odair caprichava em sua fantasia de vaca com longos chifres. Já o Dimas buscava a folha do piteirão e a deixava branquinha, pronta para fazer uma peruca loira. Além disso, o Dimas desfiava um velho saco

Antônio Resende (esq.) ao lado do também saudoso Galdino no antigo Presépio (Bar do Geraldinho)

Lili Tatu

de ração para fazer dele um vestido. A dupla Odair e Dimas saía de casa e começava a beber no primeiro bar que encontravam, terminando a bebedeira no último bar da cidade. Essa é uma história contada por diversas pessoas que moravam no Canela. Esse bairro ficou famoso no Carnaval de Resende Costa pelo fato de residirem nele muitos foliões que gostavam de produzir suas próprias fantasias. Aliás, muitas dessas pessoas infelizmente já nos deixaram. Restaram da “turma do Canela” aqueles que seguem, na segunda-feira de Carnaval, o “fogão a lenha” (hoje Bloco do Fogão). A turma empurra o pesado fogão, comendo linguiça com angu e tomando uma cachacinha para dar coragem.

Foliões do Canela durante o desfile do Bloco do Enterro. Destaque para o saudoso Lili Tatu (primeiro à dir.)

Foto redes sociais arquivo Daniel de Sousa

Quem ouve as históricas marchinhas de Carnaval sente na alma algo que vai muito além da alegria que inspira foliões, pierrôs e colombinas. O Carnavaltem também um quê de saudade, tristeza e nostalgia – aquela lágrima que se desprende dos olhos do pierrô. Como não se lembrar dos antigos carnavais de Resende Costa e de seus tradicionais personagens? Dá vontade de chorar. Chorar de saudade de tantos foliões que, movidos pelo divertimento, pela irreverência e pela boemia, marcaram a memória de diversas gerações de resende-costenses. Eles deixaram saudade, muita saudade. Camilo Lelis da Silva e Elias... Opa, será que alguém identifica dessa maneira esses dois personagens do Carnaval de Resende Costa? Camilo Lelis é o inconfundível Bananera (sim, sem o i) e Elias, o popular Lili Tatu. A morte dos dois em 2018 deixou triste e órfão o Carnaval de 2019. Bananera e seu prato esmaltado, equilibrado na ponta de uma vara. Lili Tatu e suas irreverentes e criativas fantasias. Está faltando o terceiro e saudoso personagem do Carnaval resende-costense. Talvez os foliões mais jovens não se lembrem dele e de suas participações no Carnaval.

Antônio Resende nos deixou há mais tempo. No entanto, as lembranças do eterno palhacinho que saía na avenida com uma lâmpada piscando no nariz e batendo uma velha e amassada caixa ainda estão vivas na memória de quem teve a alegria de dançar ao seu redor e de jogar uma partida de futebol com ele na manhã de domingo de Carnaval. Ele era o goleiro do time do Pingaril. O resende-costense Daniel de Sousa publicou em sua página no Facebook pequenos textos que recordam os três foliões que hoje, lá no Céu, se divertem com a saudade que deixaram em nós. O Carnaval de Resende Costa sente saudade dos eternos foliões Antônio Resende, Camilo Bananera e Lili Tatu.

DANIEL DE SOUSA

Foto Arquivo Daniel de Sousa

O Carnaval de Resende Costa sente saudade de Antônio Resende, Camilo Bananera e Lili Tatu

Precursores do Carnaval de Resende Costa

Camilo Bananera


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ACONTECEU

Carnaval 2019 de Resende Costa revelado em fotos O JL preparou uma galeria de fotos do Grito de Carnaval e dos dias oficiais de folia em Resende Costa. Trabalho dos

jornalistas André Eustáquio e Vanuza Resende. O Carnaval de Resende Costa é realizado pela SETAC (Secretaria Municipal

de Turismo, Artesanato e Cultura), com apoio da Câmara Municipal, amiRCo (Associação de Amigos da Cultura de Resende

Costa) e Polícia Militar. O Grito de Carnaval foi organizado pela iniciativa popular, liderada pelo Gilson Ricardo, e pela Bateria do

Rifugo. Veja mais fotos em nosso site: www.jornaldaslajes.com.br.

Fotos Vanuza Resende

Grupo da 3ª idade realiza grito de Carnaval no Teatro Municipal de Resende Costa Músicos da banda do 11º Batalhão de Infantaria de Montanha abrilhantaram o evento tocando as tradicionais marchinhas ANDRÉ EUSTÁQUIO FOTOS: LETICIA RESENDE

Os participantes do grupo da 3ª idade Renascer Girassol (ARGIRAS), de Resende Costa, realizaram um grito de Carnaval que prestigiou a tradição das marchinhas, das fantasias e da banda de música. O evento aconteceu no dia 25 de fevereiro, no Teatro Municipal, e contou com a participação de membros da banda de música do 11º Batalhão de Infantaria de Montanha de São João del-Rei. A iniciativa da realização do grito de Carnaval para o grupo da 3ª idade partiu da presidente do grupo, Nica do Moacir e de seu filho Cristino Resende, músico saxofonista da banda do Exército. Segundo Nica, as pessoas que participaram se divertiram muito. “Foi ótimo, todos gostaram. Foram duas horas de muita alegria”, disse a presidente do grupo Renascer Girassol.

Grupo da Terceira Idade de Resende Costa promoveu um Grito de Carnaval no Teatro Municipal. Ao fundo, no palco, integrantes da Banda do 11º BI Montanha

Integrantes do grupo se divertiram no salão do Teatro Municipal


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A teia do mundo

Contemplando as palavras

JOSÉ ANTÔNIO*

REGINA COELHO

Zebra – E aí, meu bem? Que tal? A primeira reação do marido foi de estranhamento. Depois que sua retina se apaziguou, Francinildo afinal pôde constatar o facilmente constatável: sua mulher parecia uma zebra. – Gostou ou não gostou, meu bem? – É... o... quer dizer... acho que se... isto é... Darcilene era muito sensível. Qualquer crítica e era um Deus nos acuda. Chantagens, lágrimas, xingamentos... E aí, já era o jantar de bodas de prata do amigo senador. Mas a verdade é que Darcilene estava ridícula naquele vestido listrado. Nem mesmo em teatro infantil alguém se vestiu tão igual a uma zebra. E aquele chapéu? As franjinhas caídas de cada lado. Até crina a zebra tinha! – Você está meio quieto, Francinildo. Acho que é o chapéu. Até que enfim! Pelo menos, ela iria sem aquela escovinha mole em cima da cabeça. Porém, Darcilene apenas mudou a posição do chapéu, realçando ainda mais a crina. Francinildo já estava temeroso de haver alguém do Ibama na festa. Quando chegaram à casa do senador, aquele clima chique. Muita gente, decoração requintada, música tocando, algumas rodinhas formadas, garçons que nem pinguins atarefados, petiscos variados e bebidas finas. O casal cumprimentou o senador e a esposa, que, por sinal, muito magra e alta e naquele vestido longo apertado, lembrava uma jiboia refinada. Depois dos abraços, beijinhos e elogios descarados, Francinildo e Darcilene procuraram se enturmar. E cada um foi pro seu lado. De longe, Francinildo observava Darcilene. Ao lado dela, uma senhora toda de oncinha. Um tailleur e uma saia até o meio da canela, tudo imitando pele

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Uma questão de respeito de onça. Uma outra usava uma echarpe peluda, igualzinho juba de leão. Uma zebra entre uma onça e um leão. Darcilene não sabia o risco que estava correndo. O tempo passou e, lá pelas tantas, um grito. Francinildo imaginou o pior: a sua zebra acabara de ser devorada. Mas não. Era a jiboia do senador dando um grito de emoção quando o marido pegou o cavaquinho e começou a tocar o “Urubu Malandro”. Mais um bicho. Depois disso, os músicos capricharam em outros ritmos e todo mundo começou a dançar. Francinildo dançou com a zebra, rodopiou com o leão, pulou com a onça e pisou no rabo da jiboia. Noite inesquecível. Francinildo era uma mistura de Noé profano e Tarzan folião. No momento, ele dançava com a Rosenda. Loura, toda de verde, quase parada e balançando apenas o pescoço: um papagaio. De repente, Darcilene: – Você só dançou uma vez comigo. Vamos dançar de novo? – É claro, minha zebrinha! Não precisou de mais nada. A zebra virou jararaca e pisou duro. Darcilene fechou a cara e quis ir embora. Para ela, a festa tinha acabado. No caminho, Francinildo ainda tentou contornar, dizendo que a zebra era um animalzinho engraçadinho, que as listras da zebra eram fantásticas, que o vestido era uma elegância só... Até inventou que no Bangladesh a zebra é o símbolo da sensualidade feminina. Não adiantou. Tem uma semana que a Darcilene dorme sozinha no quarto e o Francinildo no sofá. Mas isso passa logo. Ontem mesmo ele viu a esposa chegando com uma porção de sacolas de compras. Havia algumas peças de couro. Sadomasoquismo? Não... Darcilene nunca foi chegada nessas coisas. Acho que está vindo um jacaré por aí.

*JOSÉ ANTÔNIO OLIVEIRA DE RESENDE é professor de Prática de Ensino de Língua Portuguesa, do Departamento de Letras, Artes e Cultura da Universidade Federal de São João del-Rei. Membro da Academia de Letras de São João del-Rei. E-mail: jresende@mgconecta.com.br

Uma peça publicitária veiculada no jornal O TEMPO (8/3/2018) traz na capa o rosto de uma mulher e esta frase: “A rotina de muitas mulheres tem uma face que você não vê.” E a seguinte sugestão a quem está lendo o artigo: “Coloque esta página contra a luz e conheça essa realidade.” Como efeito, a imagem da moça aparece com vários hematomas, ao lado dos quais aparece, no verso, este trecho: “Ele achou minha saia muito curta.” “Me atrasei 15 minutos pra chegar em casa depois do trabalho.” “O almoço não ficou pronto na hora em que ele mandou.” “Eu não queria sexo naquela noite.” Ao pé da página, o arremate: “A cada segundo, uma mulher sofre algum tipo de violência no Brasil. Denunciar é mais rápido que ler esse anúncio. Ligue 180.” Nas falas acima, as partes em negrito destacam algumas possíveis “motivações” para a agressão física. Inaceitáveis todas elas, inclusive as que não foram citadas, porque nada pode justificar tamanha covardia. Passado um ano da publicação dessa matéria, a situação de violência contra nós no país não retrocedeu. Pelo contrário. Casos envolvendo esse tipo de crime se multiplicam numa sucessão impressionante de novas e parecidas ocorrências. Atente-se ainda para o destaque das frases finais no mesmo texto. Denunciar

quem agride pode significar fazer cessar a agressão e não ser conivente com o delito, podendo representar em situações de maior gravidade a diferença entre a vida e a morte da vítima. Segundo o congolês Denis Mukwege, um dos ganhadores do Nobel da Paz de 2018 (juntamente com a iraquiana Nadia Murad, ex-escrava do Estado Islâmico), em seu discurso de premiação, “não são apenas os autores da violência que são responsáveis por seus crimes, mas também os que escolheram fechar os olhos (para isso)”. Nesse sentido, desconsidera-se a aplicação daquele velho ditado popular, segundo o qual “em briga de marido e mulher ninguém mete a colher.” Como se pode deduzir das palavras de Mukwege, não há distinção geográfica em relação à violência. Muito menos contra as mulheres. Tampouco há distinção social nisso. No Brasil, entre tantos fatos dessa natureza, chamou especialmente a atenção em 2017 o caso de um ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que, acusado de agredir a mulher durante uma briga do casal, afirmou ter ela se machucado ao escorregar no enxaguante bucal Listerine. No enfrentamento desse problema, a legislação brasileira conta, desde 2006, com o suporte da Lei 11.340 (Lei Maria da Penha). De 2015 é a Lei do Feminicídio, aplicada a assassinatos em que a mulher é morta por questões de gênero. Infelizmente, menos de 10% dos municípios bra-

sileiros possuem delegacias especializadas de atendimento à mulher. E é claro! É preciso que haja punição contra pessoas agressoras, mas também é importante aumentar a rede de proteção às pessoas agredidas. E principalmente, é necessário mudar a cultura de quem agride, na maioria das vezes, o homem. E por que ele agride? E por que ele mata? O inconformismo com o fim do relacionamento é a causa imediata mais comum, fruto de sua percepção machista ao tratar a figura feminina como objeto de sua posse, consequentemente sob seu domínio, numa relação na qual a mulher é acintosa ou subliminarmente desrespeitada em sua integridade física, moral e emocional. Neste março simbólico definitivamente dedicado às mulheres, que bom seria não precisar haver o nosso dia 8! Que bom seria não precisar falar de assunto tão triste! E de outros ligados à realidade feminina como, por exemplo, a desigualdade salarial ainda existente em desfavor das profissionais inseridas no mercado formal de trabalho. Mas lembrando Rita Lee, em Cor de rosa choque (1982/ Lee e Roberto de Carvalho), o “sexo frágil não foge à luta”. E sexo frágil é apenas uma força de expressão. E cor de rosa também, apenas uma mera convenção ligada à condição feminina. O importante mesmo é o respeito incondicional a todas as mulheres. Simples assim!


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CIDADE

Deputado estadual Cristiano Silveira visitou Resende Costa

ANDRÉ EUSTÁQUIO

No dia 15 de fevereiro último, o deputado estadual Cristiano Silveira (PT) visitou Resende Costa acompanhado por assessores, representantes de associações do município e pelo vereador Ângelo Márcio (PT). Cristiano Silveira veio também acompanhado por assessores do deputado Federal Reginaldo Lopes (PT). De acordo com o vereador Ângelo Márcio, a visita do deputado estadual Cristiano teve como objetivo “agradecer em nome dele e do deputado Reginaldo Lopes a grande votação obtida em Resende Costa”. Durante a visita, o parlamentar realizou a entrega de equipamentos de

informática, mobiliários e micro trator adquiridos para o município via emenda parlamentar de 2018, solicitada pelo vereador Ângelo Márcio. Foram contemplados pela emenda parlamentar o Coro e Orquestra Mater Dei, a AMAT (Associação de Amigos e Moradores do Tijuco), a ARNOVA (Associação de Moradores da Nova Resende), as comunidades do Curralinho dos Paulas, Curralinho dos Maias, Ribeirão, Cajuru e o distrito de Jacarandira. O deputado Cristiano Silveira visitou as sedes da ARNOVA e da Orquestra Mater Dei e a comunidade do Cajuru. Segundo o vereador Ângelo Márcio, o deputado, em nova vinda a Resende Costa, pretende visitar outras localidades e associações do município.

Foto Divulgação

Em encontro com líderes do partido e representantes de associações, o parlamentar agradeceu a votação recebida por ele e seu correligionário, deputado federal Reginaldo Lopes, no município

Deputado Cristiano Silveira visitou a sede da Orquestra Mater Dei

Cultura

Lucas Dória leva humor ao palco do Teatro Municipal VANUZA RESENDE

O Teatro Municipal de Resende Costa foi palco para o show de humor “A Noite é uma Comédia”, no sábado, 16 de fevereiro. O espetáculo, apresentado pela primeira vez na cidade, foi criado pelo humorista Joel de Carvalho e acontece sempre com convidados diferentes. Em Resende Costa, a noite de risadas contou com a participação dos comediantes Tarcísio, o Titi Terrível, e Lucas Dória, interpretando o personagem Dentinho. Lucas Dória disse que a ideia de trazer o espetáculo a Resende Costa surgiu depois de uma apresentação do trio em Belo Horizonte. “Eu conheci o Joel de Carvalho e o Tarcísio, integrantes da Rádio Itatiaia, do Programa ‘Turma do Bolota’. Tive a oportunidade de fazer participações no programa da emissora e com isso surgiu a ideia de convidá-los para virem até a melhor cidade do Brasil, Resende Costa.” Dória tem 28 anos e é natural de Conselheiro Lafaiete. Mudou-se recentemente para Belo Horizonte, mas se diz apaixonado por Resende Costa. “Eu só parei de pagar aluguel, mas agora eu volto para comprar uma casa, porque eu amo esse lugar.” O artista já realizou shows

em várias cidades de Minas Gerais e também fora do estado. “Já me apresentei com o show do Arnaldo Júnior, personagem que imitava meu pai, apresentei algumas peças de teatro também na área do humor, Stand up de cara lisa para empresas. Tive a honra de abrir o show do humorista Gustavo Mendes em Campinas (SP) e recentemente tive a honra também de participar do show ‘O Cassino da Kayete’, em Belo Horizonte, um show para 1.200 pessoas. Emocionante! Já rodei um pouquinho por aí, pelo interior de Minas Gerais: Conselheiro Lafaiete, Congonhas, Resende Costa, Ritápolis, Divino, Belo Horizonte e por aí vai”, conta Dória. Lucas diz que sempre gostou de atuar no gênero comédia. “Antes mesmo de a internet ser um baita conteúdo no quesito Stand Up, eu já assistia a programas de TV e alguns grandes artistas, como o Jô Soares, que, para mim arrebentava.” Inspirado por grandes artistas, Dória criou o seu próprio personagem. “Um dia reuni histórias da adolescência do meu pai e fiz meu primeiro show de comédia: com o personagem Arnaldo Júnior, piloto de Gurgel desde 1989, que era na verdade uma imitação do meu pai. Hoje o palco é minha casa limpinha! Sabe aquela sensação boa de quando você chega de algum lugar ou do trabalho, entra em casa e lembra-se

de que a deixou arrumadinha e vai descansar? O palco é isso pra mim”, revela o artista. DENTINHO O último personagem de Lucas é o “Reginaldo Dentinho”. O humorista fala sobre o papel que interpreta. “Eu adoro colocar o figurino e me olhar no espelho... porque vejo outra pessoa. O Dentinho é um injustiçado, né? Foi taxado de bandido só porque os nomes dos cachorros dele são Cocaína, Sadã e Bruno. Gritou esses três nomes e, quando a polícia escutou, não quis nem saber do que se tratava: levou-o pro xilindró, ele e seu fiel amigo e escudeiro Niltin. Os shows que tenho feito são com ele no palco; fico impressionado como agrada desde as crianças até os mais velhos. Acho que ele é mesmo um malandro muito carismático”, brinca o artista. PARCERIA COM OUTROS ARTISTAS Além de ser parceiro dos artistas mineiros Joel de Carvalho e Tarcísio, Lucas também já trabalhou com Thiago Comédia e Glauber Cunha. Ele é também amigo de um humorista consagrado nacionalmente, Gustavo Mendes, que se tornou bastante conhecido ao realizar shows pelo Brasil com o personagem da ex-presidente Dilma Rousseff. Dória conta como

surgiu essa amizade e parceria. “Gustavo me tirou da depressão, resgatou o que eu estava perdendo de mais valioso em mim: o bom humor! Passei por uma fase muito difícil, muito mesmo, de não saber como começar e muito menos terminar o mês. Eu, como fã da arte e do humor do cara, do artista, mandei uma mensagem pedindo ajuda, não dinheiro, ajuda para não perder o que eu tinha de mais valioso, o bom humor! E ele, com toda sua grandeza, reconhecido nacionalmente, me estendeu a mão e me tirou de um buraco de onde eu já não sabia mais como sair. Daí em diante, ganhei mais que um professor, ganhei um grande amigo para vida!”, relata Lucas Dória. EM BREVE, NOVAS APRESENTAÇÕES NA CIDADE DAS LAJES No momento, Lucas está com uma agenda de shows na capital mineira, onde, segundo o artista, se abriram “grandes portas com ótimas pessoas e convites para apresentação.” No entanto, em breve ele retorna a Resende Costa com o show “A Noite é uma Comédia”. “Apresentar em Resende Costa foi gostoso demais. Voltei com novas pessoas e lotamos a casa, como sempre. Sabe por quê? Porque Resende Costa é amor puro, respira arte. É a cidade do artesanato. E esse povo maravilhoso daqui ama

Foto Divulgação

O humorista convidou artistas da Rádio Itatiaia para se apresentarem em Resende Costa

Lucas Dória (dir.) voltou ao Teatro Municipal de Resende Costa com novo espetáculo de humor

arte. Então, nada mais justo do que voltar a Resende Costa para compartilhar humor com essa terra que é a terra do meu coração! Foi muito especial rever os amigos e o público lindo que sempre apoiou o meu trabalho. O público pediu bis; assim, muito em breve estaremos pisando nessa terra linda de novo, muito em breve”, planeja Lucas Dória. Além dos palcos, Lucas Dória também está na internet. O artista utiliza o Youtube, o Instagram e Facebook para divulgar a maior parte do seu trabalho. Os links são: www.youtube.com/lucasdoria; Instagram:@olucasdoria; www. facebook.com/olucasdoria


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Retalhos literários EVALDO BALBINO

Pra que é que serve uma canção Ao Padre Zezinho Nos intervalos das aulas durante o 2º grau, ficávamos comedidos, não brincando exatamente como crianças, mas sendo crianças ainda em certos aspectos. Meio infantes e meio adultos. Casais de namorados conversavam com certo receio de ser pegos fazendo algo proibido. Conversas baixas, sussurros ao pé do ouvido, olhares e mãos com sede, mas tudo num fingido recato. Afinal, estávamos numa escola em tempos de maior rigidez. Outros estudantes, ainda não entregues suficientemente e de modo corajoso às ondas inquietas e gostosas do namoro, dialogavam sobre assuntos diversos. Alguns, sobre sua vida estudantil no futuro; outros, sobre as vidas alheias; outros mais diziam de professores e professoras, falando mal e falando bem... Relutávamos em chamar de recreios a esses intervalos.

Alguns de nós os consideravam como tais, e corriam um pouco, mesmo que timidamente, em geral “brincando” de esconde-esconde. Poucos, porém, se davam a esse ludismo. Havia, em nós mesmos, exigências de adultice. O vice-diretor da escola, muito religioso, achava por bem regar aqueles momentos com canções do padre Zezinho. Muitos colegas meus se irritavam com isso, chegavam mesmo a questionar por que tínhamos que ficar ouvindo aquele tipo de música. A onda era ouvir sertanejo, lambada, axé, rock ou outros hits dos anos de 1970 e 1980. Eu particularmente ruminava a bela voz do padre, sua poesia, sua lira alimentando em mim um delírio pelo que é belo e justo, pelo verdadeiro de Deus e humano que habita em nós. E me chegava a história dos tempos de criança, do menino dizendo do aconchego do seu lar, dos seus pais carentes de escola e

de dinheiro. E eu ia escutando o menino já adulto, no seu canto de cotovia, dizendo aos meus ouvidos a verdade de que havia mais gente crendo menos, mas também me dando a certeza inabalável de que no escuro de nós sempre incide uma luz sem fim. Eu escutava a narrativa dos três magos buscando pelo Rei dos reis recém-nascido, a estrela ímpar brilhando no Oriente. E me apeguei ao enredo de uma criança com caneta e papel na mão, com tarefa escolar para cumprir e perguntando o que era preciso para ser feliz. E o padre respondendo que era só viver como Jesus vivera. O que faríamos, eu me perguntava, para viver como o Filho de Deus? Como eu faria para dormir mais feliz ao fim do dia? As palavras eram lindas na boca do pregador e acariciavam a criança e o adolescente que as ouviam. E o desejo daquele ser infante era o meu próprio desejo. A mesma voz do padre de-

nunciava as contradições: o povo feliz no Carnaval e milhões de crianças não convidadas para essa festa, milhões de abandonados não protegidos pelo progresso, seres espúrios como fruto incriado, criaturas ao relento num país que jamais repartira seu pão. Em meio à vida árdua, bela e triste, pessoas morrendo por causa dum pouco de terra e comida. O homem matando o homem, poluindo os rios, produzindo lixo nuclear, jogando veneno nos campos, nos rios e no oceano. Não me esqueço da admoestação: “Se o homem morrer, também morrerás! / Também morrerás!”. Até hoje ouço e canto “Mãe do Céu morena”. E vislumbro como eu vislumbrava a América Latina de tantas raças, a serena Mãe de Deus caridosamente olhando para nós, tão pequenos e oprimidos. E todo um coral feito de vozes latinas lhe pedindo bênçãos nestas terras novas, invadidas e estupradas muitas vezes. E

uma lição indelével: Nossa Senhora, negra, ensinando-nos a não calar a voz, mostrando-nos que a justiça é fundamental para construirmos um mundo mais irmão. As canções do padre Zezinho me diziam e me dizem da humana dor. Do mesmo modo me mostravam caminhos para eu buscar um pouco de paz em mim e no mundo. Alumiavam-me a fé de que Deus sempre crê em nós. Fui aprendendo com aquelas músicas um pouco de esperança, a crença nas coisas que não se veem e que se sentem. Seus hinos eram e são serenatas de amor a Deus e compaixão para com o homem, eram e são cantos que podem mudar o mundo em nós. O mesmo padre Zezinho se perguntou certa vez: “pra que é que serve uma canção?”. Ele mesmo respondeu e lhe sigo o tom: há uma canção que nos faz celebrar, há outra que ajunta o povo e lhe torna mais fraterno. Por isso, padre amigo, por isso se faz uma canção.

maquinário moderno de lavar roupas, não dispensam os trabalhos da Zaia ou da Carmelita, outra lavadeira, que mora no bairro do Tijuco. Maria do Rosário de Souza (64), apelidada de Zaia da Vovó, começou a trabalhar como lavadeira na década de 1960, ao completar 10 anos de idade. Segundo ela,“para ajudar os pais a sustentar os oito filhos do casal.” O trabalho era todo feito na Fonte da Mina, até a água encanada começar a ser servida com regularidade na cidade. Ela, que com seu passo lento, ligeiro sorriso e discrição que lhe é peculiar, atravessou décadas indo de um lado para o outro da cidade com as roupas de cama, banho e vestuário, não deixa transparecer o cansaço resultante da labuta diária que a lavação de roupas causa. Zaia me disse que divide os trabalhos com sua irmã Maria José de Souza (74) e gosta do que faz. Não se sente cansada. “Enquanto tiver

saúde, a gente vai levando. É bom para a cabeça”, completou. Zaia nasceu poucos anos antes de década de 1960, que ficou marcada pelo movimento feminista, o qual tinha como bandeira direitos que estavam para serem alcançados, tais como: direito à educação, ao divórcio, à vida política, ingresso ao mercado de trabalho com tratamento equânime àquele dado aos homens. Naquele momento, as mulheres tiveram acesso à pílula anticoncepcional, que refletiu positivamente no seu comportamento sexual. Pouco tempo depois,a Organização das Nações Unidas (ONU) designou o ano de 1975 como o Ano Internacional da Mulher, com o dia 8 de março para celebrar seu dia. Nos anos que se seguiram ao de 1980, governos perceberam que havia chegado o momento de assumir a responsabilidade de garantir às mulheres direitos conquistados ao longo do tempo, através de ins-

tituições governamentais que criaram. Tudo isso se deveu ao fato de as mulheres, desde meados do século XIX, terem iniciado movimentos de luta por melhores condições de trabalho e de vida. A Zaia conviveu com todas essas mudanças sem, no entanto, deixar de desempenhar a função que assumiu para a sua vida: a de lavadeira. É possível que, quando chegar o momento de parar de exercer esse seu ofício, não haja mais quem a substitua na cidade. Dificilmente surgirão novas lavadeiras de roupas em Resende Costa. Este texto, portanto, no mês em que celebramos o Dia Internacional da Mulher, eu o redigi para homenagear tantas Zaias que existem por aí. São trabalhadoras que, através de suas atividades, desempenham papel social relevante sem, muitas vezes, ter o merecido reconhecimento pelo que realizam.

De olho na cidade EDÉSIO DE LARA MELO

ZAIA, a última lavadeira? Costureiras, cozinheiras, parteiras, faxineiras, passadeiras de roupas, diaristas, babás, empregadas domésticas, bordadeiras, professoras primárias, principalmente, são algumas profissões nitidamente assumidas por mulheres. Muitas delas, bastante antigas, continuam existindo; outras vão sendo extintas, como é o caso das lavadeiras. As máquinas de lavar roupas acionadas por motor elétrico, inventadas no início do século XX, vieram para facilitar o trabalho das mulheres e pôr fim ao árduo trabalho manual de lavar roupas. Aquelas cenas de mulheres sentadas à beira do rio, colocando peças brancas para quarar sobre pedras, ou dependuradas no varal, vão ficando para trás. Lavar roupas sobre lajes e usar produtos como anil e sabão em pedra também são práticas que vão sendo esquecidas. Há no mercado produtos que prometem resolver pro-

blemas de sujeira e tirar manchas que antes demandavam paciência e esforço fisco das lavadeiras para deixar tudo limpinho. Tal como ocorreu com os sapateiros e alfaiates, que viram suas atividades sendo substituídas pelas indústrias de calçados e confecções, a de lavadeiras é uma profissão a ser extinta. É comum vermos mulheres andando pela cidade com trouxas de roupas na cabeça para buscar e entregar aos seus fregueses? Não, não é mais comum. Aqui em Resende Costa, só conheço uma que ainda presta seus serviços de lavadeira. Ela busca as roupas sujas na casa dos outros para devolvê-las lavadas, passadas e dobradas, prontas para serem colocadas nos guarda-roupas: a Zaia. Eu ainda era menino e ela ajudava a lavar a roupa da nossa casa. Assim, tornou-se amiga de minha mãe, uma pessoa de casa para nós. Atualmente, há aquelas famílias que, mesmo com


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Gastronomia CLÁUDIO RUAS

Bacalhau de pobre O ano lá vai voando. Já passou o reveião, veio o Carnaval e a Quaresma já está aí. Nossos costumes vão se alterando, não só de acordo com as estações do ano, mas também com as tradições culturais e religiosas. A Quaresma é uma prova disso. Muita gente trocando o consumo da carne pelo peixe. Alguns por convicção religiosa de fato, outros, nem tanto. O mercado se adapta e os peixes ganham destaque, em especial, o bacalhau. Dos mais variados tipos. Dos verdadeiros aos falsos. Dos mais caros aos mais baratos. Do bacalhau de rico ao bacalhau de pobre. Um bacalhau “verdadeiro” (gadusmorhua, gadusmacrocephalus ou gadusogac), português ou norueguês, com aquele lombo bem alto, é realmente uma iguaria muito especial. O problema é o preço, salgado como o peixe. Mas o mercado é democrático e existem opções mais baratas, tanto quanto ao

bacalhau legítimo, porém de valor inferior, normalmente com menos carne, lombo mais baixo, quanto ao bacalhau “falso”, o “bacalhau de pobre”, que nada mais é do que um peixe comum salgado. Se um lombo bacana de bacalhau chega a custar em alguns casos até uns 150 merréis o quilo(!), um peixe seco comum (à exceção do saithe, que não seria um bacalhau) pode ser encontrado por 15 merréis. E não deixa de ser muito gostoso por isso! Bem preparado, com técnica e bons ingredientes acessórios, chega a enganar muitos desavisados. O preparo do bacalhau (de rico ou de pobre) demanda alguns cuidados e técnicas, a começar pelo processo da dessalga. A dessalga deve ocorrer com calma, com o peixe submerso em água e dentro da geladeira. A água deve ser trocada umas três vezes ao dia; ou mais, se necessário. Se tiver com pressa, colocar farinha de mandioca na água pode

acelerar o processo. Outra técnica importante é a de pré-preparo, quando o peixe é submetido a breve cozimento antes de ir ao forno ou ser refogado ou grelhado (espie na receita abaixo os detalhes). Uma diferença entre o bacalhau de rico e o de pobre costuma ser o tamanho. O de pobre normalmente vem em pequenos pedaços, que ainda acabam se desmanchando ao longo da preparação. Isso faz com que seja melhor aproveitado em certos tipos de preparo, como num “arroz de bacalhau”, com azeitona preta, pimentões coloridos, cebola, alho e coentro. Ou refogado com quiabo e bastante cebola; ou até mesmo numa espécie de feijão tropeiro, como o da receita lá embaixo. Se é de rico ou de pobre, isso não importa muito. Até porque a comida de pobre pode ser mais interessante que a de rico, justamente pela necessidade de se virar com o que se tem ao redor. De explorar ao máximo os ingredientes. De tornar aquele breve momento, mesmo com

as dificuldades financeiras da vida, algo especial. Tropeiro de fradinho com bacalhau de pobre Ingredientes (porção para 4 pessoas) 500g de feijão fradinho; 500g de peixe seco dessalgado; 2 cebolas roxas médias (uma cortada em cubinhos e outra em tiras finas); 4 dentes de alho roxo socados com uma colher de café de sal; 4 folhas médias de couve picadas bem fininhas (talos picados à parte em cubinhos); Limão, cheiro verde (salsinha, cebolinha e coentro) picado, pimenta biquinho, páprica picante defumada e farinha de mandioca amarela a gosto; Azeite de dendê, leite, 2 folhas de louro, 2 dentes de alho inteiros e 4 grãos de pimenta de macaco (ou do reino);

Preparo Deixe o feijão de molho durante a noite na geladeira. Descarte a água e cozinhe sem pressão em água com um pouco de sal e uma folha de louro até ficar firme. Escorra em água fria para parar o cozimento e reserve. Coloque o peixe dessalgado numa panela e cubra com metade água, metade leite. Coloque uma folha de louro, o alho inteiro e os grãos de pimenta de macaco. Quando começar a ferver, desligue o fogo e deixe descansar por 5 minutos. Escorra e reserve o peixe. Em outra panela/frigideira, coloque o dendê e refogue a páprica, a cebola em cubinhos, o alho socado e o talo da couve. Junte o peixe e refogue delicadamente, para não despedaçar muito o peixe. Junte o feijão, misture, junte a couve, misture mais um pouco, venha com a cebola roxa em tiras, a pimenta biquinho, o cheiro verde, um chuvisco de limão e finalize com a farinha.

Trilha sonora RENATO RUAS PINTO

Milton Nascimento e sua música Em uma coluna recente, mencionei livros sobre música que havia lido e fiquei devendo escrever sobre o excelente “A Música de Milton Nascimento”, do instrumentista, compositor e pesquisador Chico Amaral. Chico Amaral é um artista impressionante por transitar tão bem em diversas praias. Saxofonista respeitado nos circuitos de música instrumental, Chico também domina a linguagem da canção. Mais conhecido do grande público por sua vertente pop e parcerias com Samuel Rosa e o Skank, Chico Amaral assina as letras de várias músicas que estouraram, como “Garota nacional” e “Vou deixar”. E falando em letra, Chico mostra nesse livro que também domina as palavras em um formato bem diferente da canção. É um livro surpreendente em vários aspectos. A começar pelo seu formato menos usual,

que mescla uma parte descritiva e de análise da obra e vida de Milton Nascimento, com uma longa entrevista com o próprio. Além disso, o autor traz também uma breve resenha dos discos mais significativos da carreira de Milton. Por fim, no anexo vem uma série de entrevistas de artistas ligados a Milton e que trazem uma visão muito interessante acerca do músico. Uma outra característica um tanto interessante, especialmente para musicistas profissionais ou para quem se atreve um pouco mais em teoria e harmonia, são as partituras analisando alguns trechos de música. Ao final, ainda há algumas partituras completas comentadas. Não é possível falar de Milton sem tratar da revolução que ele fez na harmonia da música popular. Assim, esse recurso usado no livro, de analisar com detalhes alguns trechos, é algo que enrique-

ce e muito a leitura e a busca das respostas que o autor se propôs a responder na introdução. A primeira pergunta é: “De onde vem a música de Milton?”. O ponto aqui é entender como um músico sem estudo formal de harmonia conseguiu criar caminhos tão inovadores que fazem com que a academia hoje se debruce sobre eles para entendê-los. A segunda pergunta é se quem comenta e analisa Milton e sua obra – imprensa, pesquisadores e outros – não subestima o seu papel e importância. Duas perguntas nada triviais, mas para as quais o autor propõe respostas elegantes e possibilidades interessantes. Sobre a harmonia de Milton, como citei, foi uma das grandes revoluções que ele fez na música brasileira. Possivelmente, a principal do ponto de vista musical no Brasil desde a Bossa Nova. Uma revolução que atravessou

fronteiras e colocou Milton em destaque no cenário mundial, ganhando admiração (e regravações) de músicos do calibre de Herbie Hancock e Wayne Shorter, além de discos lançados exclusivamente para o mercado norte-americano. A riqueza da música de Milton não se deve só à sua harmonia, mas também ao seu leque amplo de influências e temáticas. Ele foi muito influenciado pela música brasileira que se ouvia no rádio e discos de seu tempo, como o samba-canção e a Bossa Nova. Curiosamente, ele afirma que seu estilo de cantar foi moldado por sua admiração pelas grandes cantoras do rádio, como Ângela Maria. Não lhe agradavam os cantores da época por conta do canto baseado somente na potência da voz. Milton preferia suavidade e emoção. Além dessas influências mais óbvias, estão presentes na obra de

Milton a música ibérica, a música religiosa e a música de manifestações populares, como o congado. Todo esse caldo resultou em um estilo único e que formou uma geração de artistas a ponto de Milton ser considerado um dos expoentes de algo que se considera um movimento, o “Clube da Esquina”. Não bastasse isso, sua voz incrível e seus falsetes influenciaram cantores em todo o mundo. Tal como Chico Amaral questiona, será que estamos dando a devida importância ao trabalho de Milton e o seu lugar que lhe é de direito no panteão da música? De todo modo, a resposta à primeira pergunta, de onde vem toda essa música, permanece um mistério mesmo após a leitura. Creio que o melhor a fazer é contemplar essa maravilha chamada Milton Nascimento.


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Regional

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JOSÉ VENÂNCIO DE RESENDE

O Alto das Mercês e a Rua do Ouro, em São João del-Rei, viveram três fases distintas nas últimas décadas. A primeira, de atuação intensa do monsenhor Paiva, ex-pároco da Catedral do Pilar, que coordenava o catecismo num bairro pacato. A segunda, de alta criminalidade, impulsionada pela proliferação das drogas num ambiente de pobreza. A terceira, de maior ação política, com a redução da violência (recorde de dois anos sem homicídios), a construção de escola municipal e outras melhorias. Alto das Mercês e Rua do Ouro fazem parte de quadrilátero que se estende do bairro Senhor do Monte ao Tijuco e do ribeirão São Francisco Xavier ao córrego do Lenheiro, onde outrora houve uma grande região de mineração, define o professor Antônio Gaio Sobrinho, do Instituto Histórico e Geográfico de São João del-Rei. “O nome “Rua do Ouro” remonta ao século 18, quando o arraial do Rio das Mortes surgiu em função da mineração.” Até algumas décadas atrás, o bairro era uma região pacata. O modelo de atuação de monsenhor Paiva era bem parecido no Alto das Mercês e na Rua do Ouro, onde contava com colaboradores fiéis, como dona Irene e dona Cida. No início, aulas de catecismo debaixo de árvore na rua; depois, a construção de um prédio, denominado “Centro Catequético”, no qual também se forneciam sopa e roupas, além de apoio ao combate a doenças. Monsenhor Paiva lutava para erradicar a pobreza no Alto das Mercês, lembra Miriam Ângela dos Santos, filha de Maria Irene Xavier dos Santos, a dona Irene. “Era um bairro pobre, com poucas casas e ruas esburacadas, mas não havia violência; as casas ficavam abertas e a gente brincava na rua. Minha mãe era o braço direito do monsenhor Paiva.” Desde que foi morar na Rua do Ouro, em 1964, Aparecida Maria dos Santos, conhecida por dona Cida da Rua do Ouro, trabalhou com monsenhor Paiva. “Aqui era uma pobreza danada.” Por volta de 1970, dona Cida ajudou o pároco a criar uma sopa diária para crianças

e também para adultos necessitados. Por meio da “pechincha” (venda de roupas usadas), ajudava o pároco nas obras sociais. Criminalidade. Com o início da construção da Ferrovia do Aço, em meados dos anos 1970, empregados das empreiteiras foram morar no Alto das Mercês e muitos permaneceram depois que as obras terminaram. “Tanto tinha gente boa como gente não muito boa”, diz um morador, que preferiu não se identificar. As drogas chegaram e foram se alastrando pelo bairro. Também começaram a aparecer as armas. Adolescentes e jovens passaram a ser aliciados. “Foi onde começou a crescer a violência. Começaram a se matar entre eles mesmos”, acrescenta o morador. Essa realidade foi retratada, em 2009, por Taiana Toussaint, na sua monografia de conclusão do curso de Direito do Uniptan. Ela procurou identificar a origem da criminalidade no bairro Alto das Mercês, envolvendo “em sua maioria desvios comportamentais de menores infratores”. O trabalho aponta um bairro carente, vítima de “chacina social”, onde deficiências do local se confundem com carências sociais. Um núcleo antigo “habitado por famílias de baixa renda desde as atividades de exploração do ciclo do ouro”, que ao longo do tempo sofreu invasões de favelas. Um “bairro dividido por pobres e miseráveis, com poucas ruas asfaltadas e até mesmo sem calçamento, falta de poder público, transporte, lazer, creches, escolas, praças e até mesmo saneamento básico adequado”. Nessa “área ladeirosa”, há dificuldades de acesso às ambulâncias, viaturas e transporte. “A realidade é feita de carências em todos os sentidos”, constata o trabalho, e “tudo contribui para a disseminação da criminalidade”. “Estes crimes e infrações envolvem, em sua maioria, menores.” Política. Em 2008, dona Cida da Rua do Ouro candidatou-se a uma vaga na Câmara Municipal de São João del-Rei, incentivada por monsenhor Paiva. “Às primeiras

sextas-feiras de cada mês, eu acompanhava o monsenhor Paiva em todos os cantos do morro quando ele fazia visitas aos doentes.” Com o apoio do deputado Domingos Sávio e do prefeito Nivaldo Andrade, a vereadora conseguiu abrir as ruas Alterosa, José Valentim, Monte Negro, Lavras e dos Minerais, essa última atrás do Centro Catequético N. S. Auxiliadora. “Durante a campanha, prometi fazer a rua José Valentim, para unir o Alto das Mercês e a rua do Ouro, pois havia muita rivalidade.” Em 2015, o líder comunitário Marcos Luís das Dores, o Kiko, assumiu a presidência da Associação Renascença do Bairro Alto das Mercês (ARBAM). A ARBAM foi fundada por volta de 2000 e teve como seu primeiro presidente Ubaldo do Carmo Fátima. O quarto presidente foi Antônio Francisco da Silva, o Galil, que assumiu em 2009. “Foi na minha época que a associação foi registrada.” Kiko – que é intérprete de samba-enredo na Escola de Samba Bate Paus – identificou que havia muita rivalidade entre moradores. Então, criou o movimento “Amigos da Comunidade”, cujo alvo era atrair as crianças e aproximar o Alto das Mercês da Rua do Ouro. Assim, Kiko promoveu três eventos denominados “Ruas de Lazer”: o “Natal Solidário”, no Alto das Mercês; o Dia das Crianças, na Rua do Ouro; e um evento próximo do Natal, de novo no Alto das Mercês. Como presidente da ARBAM, Kiko adotou uma política de caráter mais reivindicatório e participativo. Não via sentido em a associação substituir o poder público no trabalho de assistência social. Outra medida foi alargar o corpo de associados, incluindo a comunidade da Rua do Ouro. Kiko aproximou-se da Assistência Social e da Prefeitura. A relação com o poder público municipal passou a ser formalizada por ofícios. Os resultados apareceram: atualização do cadastro do CRAS (Centro de Referência de Assistência Social); ruas identificadas com os seus respectivos nomes; melhora da capina e da iluminação das ruas, entre outros.

Foto José Venâncio

O bairro Alto das Mercês/Rua do Ouro, em três momentos

Galil, responsável pelo prédio do catecismo, e o pedreiro Didi, que ajudou na construção

Sede. Uma casa abandonada, na Rua Toledo, que servia de ponto de droga e prostituição, despertou o interesse de Kiko. “Procuramos a Polícia para explicar o nosso trabalho. Conversamos com a Prefeitura e, orientados por ela, fizemos uma limpeza no imóvel.” Em 2016, a associação promoveu sua primeira festa junina, que durou três dias. “A festa foi bastante concorrida, inclusive com participação da Rua do Ouro”, diz Kiko. A festa junina passou a fazer parte do calendário anual de festas do bairro. Na sede, já foram construídos um salão de reuniões/eventos – falta acabamento – e um espaço externo para futuras oficinas de artes e profissionalizantes, relata Kiko. “As aulas de jiujitsu, capoeira, zumba e percussão começaram este ano para crianças e adultos. Na parte superior do prédio, haverá espaço para cursos de corte e costura; já temos 12 máquinas de overloque industriais.” As máquinas foram conseguidas por dona Cida, quando vereadora, junto ao ex-deputado Rômulo Viegas. Homicídios. Uma das principais iniciativas da ARBAM é a criação do “Índice de não-homicídio” no bairro, destaca Kiko. No período 2016-2017, depois da morte do comerciante Baju (dono de mercearia), “nós ficamos dois anos seguidos sem nenhum homicídio. No final de 2017, morreu um menino. Até agora não temos mais homicídios.”

Esse é um argumento forte para exigir o aumento dos horários de ônibus da linha que passou a circular no Alto das Mercês. “Com o baixo índice de criminalidade atestado pela polícia, vamos voltar a reivindicar da empresa novos horários, inclusive à noite”, diz Kiko. Kiko já está no segundo mandato. As novas demandas são simples, como a fossa céptica onde não há esgoto, praças, calçadas, quadras, conservação de ruas, recuperação ou fechamento de betas abandonadas e outras necessidades. Escola. O terreno da Rua do Ouro foi comprado pela Prefeitura por iniciativa de dona Cida. “Eu era vereadora e soube que o prefeito Nivaldo queria um terreno para construir uma escola.” Então, ela consultou monsenhor Paiva sobre a venda do terreno. “Ele falou com o padre Geraldo (hoje novo pároco), que aceitou vender.” A construção da escola municipal teve início no primeiro semestre de 2018, com recursos próprios da prefeitura. A obra foi paralisada por algumas semanas devido à necessidade de remanejamento de recursos para pagar funcionários por causa do atraso no repasse de recursos do governo estadual. A expectativa da Secretária de Educação, Cintia Leite, é de que a obra seja concluída e o prédio seja equipado este ano, a tempo do início das atividades escolares em 2020.


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Informe Publicitário RELATÓRIO DA ADMINISTRAÇÃO Submetemos à apreciação de V.S.as as Demonstrações Contábeis do exercício findo em 31/12/2018 da Cooperativa de Crédito de Livre Admissão Campos das Vertentes Ltda. - SICOOB CREDIVERTENTES na forma da Legislação em vigor. 1.Política Operacional Em 2018 o SICOOB CREDIVERTENTES completou 32 anos, mantendo sua vocação de instituição voltada para fomentar o crédito para seu público alvo, os cooperados. A atuação junto aos seus cooperados se dá principalmente através da concessão de empréstimos e captação de depósitos. 2. Avaliação de Resultados No exercício de 2018, o SICOOB CREDIVERTENTES obteve um resultado de R$ 10.028.604,22 representando um retorno sobre o Patrimônio Líquido de 15,02%. 3. Ativos Os recursos depositados na Centralização Financeira somaram R$ 151.214.989,54. Por sua vez a carteira de créditos representava R$ 209.519.559,94. A carteira de crédito encontrava-se assim distribuída:

Carteira Rural Carteira Comercial

R$ 80.536.753,87 R$ 128.982.806,07

38,44% 61,56%

Os Vinte Maiores Devedores representavam na data-base de 31/12/2018 o percentual de 22,31% da carteira, no montante de R$ 46.770.921,37. 4. Captação As captações, no total de R$ 227.571.421,61, apresentaram uma evolução em relação ao mesmo período do exercício anterior de 21,00%. As captações encontravam-se assim distribuídas:

Depósitos à Vista Depósitos a Prazo

R$ 56.298.832,27 R$ 171.272.589,34

24,74% 75,26%

Os Vinte Maiores Depositantes representavam na data-base de 31/12/2018 o percentual de 12,00% da captação, no montante de R$ 31.400.246,60. 5. Patrimônio de Referência O Patrimônio de Referência do SICOOB CREDIVERTENTES na data base de 31/12/2018 alcançou o valor de R$66.778.288,11 deduzindo os ajustes prudenciais conforme DLO 12/2018 no valor de R$4.420.046,79 passa a ser de R$62.358.241,32, apresentando um crescimento de 14,85% em relação ao ano anterior. O quadro de associados atingiu o número de 21.424 Cooperados, havendo um acréscimo de 16,56% em relação ao exercício anterior. 6. Política de Crédito A concessão de crédito está pautada em prévia análise do propenso tomador, havendo limites de alçadas pré-estabelecidos a serem observados e cumpridos, cercando ainda a Singular de todas as consultas cadastrais e com análise do Associado através do “RATING” (avaliação por pontos), buscando assim garantir ao máximo a liquidez das operações. O SICOOB CREDIVERTENTES adota a política de classificação de crédito de sua carteira de acordo com as diretrizes estabelecidas na Resolução CMN nº 2.682/99, havendo uma concentração de 87,25% nos níveis de “A” a “C”. 7. Governança Corporativa Governança corporativa é o conjunto de mecanismos e controles, internos e externos, que permitem aos associados definir e assegurar a execução dos objetivos da cooperativa, garantindo a sua continuidade, os princípios cooperativistas ou, simplesmente, a adoção de boas práticas de gestão. Nesse sentido, a administração da Cooperativa tem na assembleia geral, que é a reunião de todos os associados, o poder maior de decisão. A gestão da Cooperativa está alicerçada em papéis definidos, com clara separação de funções. Cabem ao Conselho de Administração as decisões estratégicas e à Diretoria Executiva, a gestão dos negócios da Cooperativa no seu dia a dia. A Cooperativa possui ainda um Setor de Controles Internos, supervisionado diretamente pelo Diretor responsável pelo gerenciamento contínuo de riscos, conforme previsto na resolução 4606/17. Essa diretoria visa acompanhar a aderência aos normativos vigentes, seja interno e/ ou sistêmico (Sicoob Central Crediminas e Sicoob Confederação), bem como aqueles oriundos da legislação vigente. Os balanços da Cooperativa são auditados por auditor externo, que emite relatórios, levados ao conhecimento dos Conselhos e da Diretoria. Todos esses processos são acompanhados e fiscalizados pelo Banco Central do Brasil, órgão ao qual cabe a competência de fiscalizar a Cooperativa. Tendo em vista o risco que envolve a intermediação financeira, a Cooperativa adota ferramentas de gestão. Para exemplificar, na concessão de crédito, a Cooperativa adota o Manual de Crédito, aprovado, como muitos outros manuais, pelo Sicoob Confederação e homologado pela Central. Além do Estatuto Social, são adotados regimentos e regulamentos, entre os quais destacamos o Regimento Interno, o Regimento do Conselho de Administração, o Regimento do Conselho Fiscal, o Regulamento Eleitoral. A Cooperativa adota procedimentos para cumprir todas as normas contábeis e fiscais, além de ter uma política de remuneração de seus empregados e estagiários dentro de um plano de cargos e salários que contempla a remuneração adequada, a separação de funções e o gerenciamento do desempenho de todo o seu quadro funcional. Todos esses mecanismos de controle, além de necessários, são fundamentais para levar aos associados e à sociedade em geral a transparência da gestão e de todas as atividades desenvolvidas pela instituição. 8. Conselho Fiscal Eleito na AGO de 2016, com mandato até a AGO de 2019, o Conselho Fiscal tem função complementar à do Conselho de Administração. Sua responsabilidade é verificar de forma sistemática os atos da administração da Cooperativa, bem como validar seus balancetes mensais e seu balanço patrimonial anual. Todos os membros efetivos e suplentes do Conselho Fiscal participaram de um curso de formação ministrado pelo SICOOB CENTRAL CREDIMINAS, com o objetivo de detalhar as responsabilidades dos conselheiros fiscais e as formas de exercê-las. 9. Código de Ética Todos os integrantes da equipe do SICOOB CREDIVERTENTES aderiram, por meio de compromisso firmado, ao Código de Ética e de Conduta Profissional proposto pela Confederação Nacional das Cooperativas do SICOOB – SICOOB CONFEDERAÇÃO e todos os novos funcionários, ao ingressar na Cooperativa, assumem o mesmo compromisso. 10. Sistema de Ouvidoria A Ouvidoria, constituída em 2007 representou um importante avanço a serviço dos cooperados, dispõe de diretor responsável pela área e de um Ouvidor. Atende às manifestações recebidas por meio do Sistema de Ouvidoria do SICOOB, composto por sistema tecnológico específico, atendimento via DDG 0800 e sítio na internet integrado com o sistema informatizado de ouvidoria tendo a atribuição de assegurar o cumprimento das normas relacionadas aos direitos dos usuários de nossos produtos, além de atuar como canal de comunicação com os nossos associados e integrantes das comunidades onde estamos presentes. No exercício de 2018, a Ouvidoria do SICOOB CREDIVERTENTES registrou 25 manifestações de cooperados sobre a qualidade dos produtos e serviços oferecidos pela Cooperativa. Dentre elas, havia reclamações, pedidos de esclarecimento de dúvidas e solicitações de providências relacionadas principalmente a atendimento, conta corrente, cartão de crédito e operações de crédito. Das 25 reclamações, 10 foram consideradas procedentes e resolvidas dentro dos prazos legais, de maneira satisfatória para as partes envolvidas, em perfeito acordo com o previsto na legislação vigente. E quanto as outras 15 restantes foram consideradas como improcedentes. 11. Fundo Garantidor do Cooperativismo de Crédito - FGCoop De acordo com seu estatuto, o Fundo Garantidor do Cooperativismo de Crédito- FGCoop tem por objeto prestar garantia de créditos nos casos de decretação de intervenção ou de liquidação extrajudicial de instituição associada, até o limite de R$ 250 mil por associado, bem como contratar operações de assistência, de suporte financeiro e de liquidez com essas instituições. O Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou resolução que estabelece a forma de contribuição das instituições associadas ao Fundo Garantidor do Cooperativismo de Crédito (FGCoop), ratifica também seu estatuto e regulamento. Conforme previsto na Resolução nº 4.150, de 30.10.2012, esse fundo possui como instituições associadas todas as cooperativas singulares de crédito do Brasil e os bancos cooperativos integrantes do Sistema Nacional de Crédito Cooperativo (SNCC). Conforme previsto no artigo 2º da Resolução/CMN nº 4.284, de 05/11/2013, a contribuição mensal ordinária das instituições associadas ao Fundo é de 0,0125%, dos saldos das obrigações garantidas, que abrangem as mesmas modalidades protegidas pelo Fundo Garantidor de Créditos dos bancos, o FGC, ou seja, os depósitos à vista e a prazo, as letras de crédito do agronegócio, entre outros. As contribuições ao FGCoop pelas instituições a ele associadas tiveram início a partir do mês de março de 2014 e recolhidas no prazo estabelecido no § 4º do art. 3º da Circular 3.700, de 06/03/2014. Ainda nos termos de seu estatuto, a governança do Fundo será exercida pela Assembleia Geral, pelo Conselho de Administração e pela Diretoria Executiva, e está estruturada de modo a permitir a efetiva representatividade das associadas, sejam elas cooperativas independentes ou filiadas a sistemas cooperativistas de crédito, sendo o direito de voto proporcional às respectivas contribuições ordinárias. Agradecimentos Agradecemos aos nossos associados pela preferência e confiança e aos funcionários e colaboradores pela dedicação. São Tiago – MG, 01 de fevereiro de 2019. Cooperativa de Crédito de Livre Admissão Campos das Vertentes Ltda. SICOOB CREDIVERTENTES

João Pinto de Oliveira

Paulo Melo

Presidente do Conselho de Administração

Vice-Presidente do Conselho de Administração

Alexandre Nunes Machado Chaves

Antônio Vicente de Andrade

Conselheiro de Administração

Helder José Daher Chaves Conselheiro de Administração

Lígia Honorina de Andrade Moreira

Conselheiro de Administração

Fabiana Andréia F. Dielle Barros de Oliveia Conselheira de Administração

Mauro Capolari Vivas

Conselheira de Administração

Conselheiro de Administração

Yuri Carvalho Gomes

Luiz Henrique Garcia

Conselheiro de Administração

Flávia Alves Coelho

Diretora Executiva Administrativa

Diretor Executivo Financeiro

Helder Resende

preservar o poder de compra da moeda e remunerar os recursos.

DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS

Senhores Associados,

Diretor Executivo de Gestão de Risco

Cooperativa de Crédito de Livre Admissão Campos das Vertentes Ltda. SICOOB CREDIVERTENTES BALANÇOS PATRIMONIAIS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2018 E DE 2017 (Valores expressos reais – R$) ATIVO 31/12/2018 Circulante Nota 255.639.744,60 4.705.256,53 Disponibilidades 5 151.214.989,54 Relações Interfinanceiras Centralização Financeira - Cooperativas 151.214.989,54 6 94.165.641,01 Operações de Crédito Operações de Crédito 104.288.229,69 (Provisão para Operações de Crédito de Liquidação Duvidosa) (10.122.588,68) Outros Créditos 7 1.321.354,72 Créditos por Avais e Fianças Honrados 189.667,23 Rendas a Receber 754.356,43 Diversos 483.659,70 (Provisão para Outros Créditos de Liquidação Duvidosa) (106.328,64) Outros Valores e Bens 8 4.232.502,80 Outros Valores e Bens 4.064.470,58 Despesas Antecipadas 168.032,22 Realizável a Longo Prazo Operações de Crédito Operações de Crédito Outros Créditos Diversos

106.389.977,99 105.231.330,25 105.231.330,25 1.158.647,74 1.158.647,74

6 7

Permanente Investimentos Participações em Cooperativas Outros Investimentos Imobilizado em Uso Imóveis de Uso Outras Imobilizações de Uso (Depreciações Acumuladas) Intangível Ativos Intangíveis (Amortização Acumulada)

13.963.008,76 7.883.572,60 7.812.999,88 70.572,72 6.079.436,16 386.219,70 9.105.372,57 (3.412.156,11) 1.566,42 (1.566,42)

9 10

TOTAL DO ATIVO As Notas Explicativas são parte integrante das demonstrações contábeis.

375.992.731,35

Cooperativa de Crédito de Livre Admissão Campos das Vertentes Ltda. SICOOB CREDIVERTENTES BALANÇOS PATRIMONIAIS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2018 E DE 2017 (Valores expressos reais – R$) PASSIVO Circulante Nota Depósitos 11 Depósitos à Vista Depósitos a Prazo Recursos de Aceites e Emissão de Títulos 12 Recursos Letras Imob, Hipotec, Créd Similares Relações Interfinanceiras 13 Repasses Interfinanceiros Relações Interdependências 14 Recursos em Trânsito de Terceiros Outras Obrigações 15 Cobrança e Arrecadação de Tributos e Assemelhados Sociais e Estatutárias Fiscais e Previdenciárias Diversas Exigível a Longo Prazo Relações Interfinanceiras Repasses Interfinanceiros Outras Obrigações Diversas

11.364.500,83 6.189.802,43 6.119.229,71 70.572,72 5.172.327,19 378.924,70 7.552.867,53 (2.759.465,04) 2.371,21 6.416,42 (4.045,21) 320.871.759,41

31/12/2017 235.054.933,38 188.076.182,96 40.400.318,49 147.675.864,47 32.406.700,26 32.406.700,26 2.583.415,72 2.583.415,72 111.906,85 111.906,85 11.876.727,59 72.539,23 1.781.652,83 686.367,01 9.336.168,52

14.730.345,82 13.562.775,07 13.562.775,07 1.167.570,75 1.167.570,75

27.671.379,39 26.638.006,68 26.638.006,68 1.033.372,71 1.033.372,71

66.778.288,11 34.433.536,71 34.561.254,87 (127.718,16) 30.339.030,55 2.005.720,85

58.145.446,64 33.323.542,10 33.481.686,01 (158.143,91) 23.319.007,60 1.502.896,94

15 17

TOTAL As Notas Explicativas são parte integrante das demonstrações contábeis.

89.534.561,75 88.508.770,76 88.508.770,76 1.025.790,99 1.025.790,99

31/12/2018 294.484.097,42 227.571.421,61 56.298.832,27 171.272.589,34 37.814.870,43 37.814.870,43 17.451.594,51 17.451.594,51 5.007.244,46 5.007.244,46 6.638.966,41 70.179,06 2.343.847,10 736.335,74 3.488.604,51

13

Patrimônio Líquido Capital Social De Domiciliados no País (Capital a Realizar) Reserva de Lucros Sobras Acumuladas

31/12/2017 219.972.696,83 2.901.515,29 124.064.417,70 124.064.417,70 88.646.112,31 97.206.790,85 (8.560.678,54) 1.040.494,10 34.731,11 685.841,62 346.433,65 (26.512,28) 3.320.157,43 3.189.814,58 130.342,85

375.992.731,35

320.871.759,41

-

-

Cooperativa de Crédito de Livre Admissão Campos das Vertentes Ltda. SICOOB CREDIVERTENTES DEMONSTRAÇÕES DE SOBRAS OU PERDAS PARA OS EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2018 E DE 2017 (Valores expressos reais – R$) 2º Semestre de 31/12/2018 31/12/2017 2018 Nota Receitas (Ingressos) da Intermediação Financeira Operações de Crédito Resultado de Operações com Títulos e Valores Mobiliários

6.h

19.695.827,94 19.695.827,94 -

38.720.502,26 38.720.502,26 -

35.370.197,15 34.988.696,33 381.500,82

11 13

(11.148.891,04) (6.304.123,25) (1.284.409,80) (3.560.357,99)

(19.991.389,75) (12.231.914,48) (2.571.531,00) (5.187.944,27)

(24.605.816,41) (15.560.007,94) (2.483.771,58) (6.562.036,89)

8.546.936,90

18.729.112,51

10.764.380,74

Outras Receitas / Despesas (Ingressos / Dispêndios) Operacionais Receitas (Ingressos) de Prestação de Serviços Rendas (Ingressos) de Tarifas Bancárias Despesas (Dispêndios) de Pessoal Outras Despesas (Dispêndios) Administrativas Despesas (Dispêndios) Tributárias Ingressos de Depósitos Intercooperativos Outras Receitas (Ingressos) Operacionais 20 Outras Despesas (Dispêndios) Operacionais 21

(3.322.066,38) 1.993.556,89 2.769.787,76 (6.843.822,66) (5.837.421,10) (158.060,13) 4.629.770,47 1.392.009,14 (1.267.886,75)

(6.360.599,46) 3.775.603,57 5.250.262,71 (13.217.280,27) (11.588.864,56) (313.810,17) 8.801.875,15 2.879.987,66 (1.948.373,55)

(988.710,52) 2.369.822,50 4.274.471,64 (11.069.114,79) (9.299.152,94) (282.209,30) 11.144.362,10 3.106.495,50 (1.233.385,23)

5.224.870,52

12.368.513,05

9.775.670,22

Despesas (Dispêndios) da Intermediação Financeira Operações de Captação no Mercado Operações de Empréstimos, Cessões e Repasses Provisão para Operações de Créditos Resultado Bruto Intermediação Financeira

Resultado Operacional Resultado Não Operacional

15.791,95

22

Resultado Antes da Tributação/Participações

(26.859,39)

5.240.662,47

Imposto de Renda sobre Atos Não Cooperativos Contribuição Social sobre Atos Não Cooperativos Participação no Lucro (Sobra)

12.341.653,66

(193.474,62) (138.216,80) (205.163,03)

Sobras / Perdas antes das Destinações

(369.311,70) (264.831,33) (693.698,36)

4.703.808,02

PARTICIPAÇÕES ESTATUTÁRIAS NO LUCRO FATES - Fundo de Assistência Técnica, Educacional e Social Reserva Legal

-

17.d

Sobras / Perdas antes dos Juros ao Capital

4.703.808,02

JUROS SOBRE CAPITAL PRÓPRIO LUCRO/PREJUÍZO(SOBRA/PERDA) LÍQUIDO

37.938,83 9.813.609,05 (307.589,34) (186.867,90) (781.773,43)

11.013.812,27

8.537.378,38

(8.022.883,37) (1.002.860,42) (7.020.022,95)

(6.011.587,75) (751.448,47) (5.260.139,28)

2.990.928,90

2.525.790,63

616.522,00

985.208,05

1.022.893,69

4.087.286,02

2.005.720,85

1.502.896,94

As Notas Explicativas são parte integrante das demonstrações contábeis.

Cooperativa de Crédito de Livre Admissão Campos das Vertentes Ltda. SICOOB CREDIVERTENTES DEMONSTRAÇÕES DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO PARA OS EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2018 E DE 2017 (Valores expressos reais – R$) Capital Reservas de Sobras Sobras ou Eventos

Capital Subscrito

Perdas Acumuladas

Legal

Capital a Realizar

16.159.814,30 1.899.054,02

Saldos em 31/12/2016 Constituição de Reservas Ao Capital Por Subscrição/Realização Por Devolução ( - ) Sobras ou Perdas Líquidas Provisão de Juros ao Capital Integralização de Juros ao Capital IRRF Sobre Juros ao Capital . Fundo de Reserva .FATES

31.607.752,49

(137.149,27)

1.899.054,02 759.405,89 (1.780.220,30)

(20.994,64)

5.260.139,28

(5.260.139,28) (751.448,47)

Saldos em 31/12/2017

33.481.686,01

(158.143,91)

23.319.007,60

1.502.896,94

58.145.446,64

Saldos em 31/12/2017 Ao Capital Por Subscrição/Realização Por Devolução ( - ) Estorno Capital Subscrito Sobras ou Perdas Líquidas Provisão de Juros ao Capital Integralização de Juros ao Capital IRRF Sobre Juros ao Capital . Fundo de Reserva .FATES Saldos em 31/12/2018

33.481.686,01 1.502.896,94 1.111.258,89 (2.487.096,96) (200,00)

(158.143,91)

23.319.007,60

1.502.896,94 (1.502.896,94)

58.145.446,64

8.537.378,38 (1.022.893,69)

1.014.068,60 (18.374,69)

30.425,75

11.013.812,27 (985.208,05)

968.199,36 (15.489,37) 34.561.254,87

3.798.108,04 (1.899.054,02) (1.899.054,02)

Totais

7.020.022,95 3.963.704,43

Saldos em 30/06/2018 33.567.474,65 (153.541,13) Por Subscrição/Realização 746.161,38 25.822,97 Por Devolução ( - ) (704.891,15) Estorno Capital Subscrito (200,00) Sobras ou Perdas Líquidas Provisão de Juros ao Capital Integralização de Juros ao Capital 968.199,36 IRRF Sobre Juros ao Capital (15.489,37) . Fundo de Reserva .FATES Saldos em 31/12/2018 34.561.254,87 (127.718,16) As Notas Explicativas são parte integrante das demonstrações contábeis.

30.339.030,55

(7.020.022,95) (1.002.860,42) 2.005.720,85

23.319.007,60

5.941.318,20

4.703.808,02 (616.522,00) 7.020.022,95 30.339.030,55

(7.020.022,95) (1.002.860,42) 2.005.720,85

51.428.525,56 738.411,25 (1.780.220,30) 8.537.378,38 (1.022.893,69) 1.014.068,60 (18.374,69) (751.448,47)

1.141.684,64 (2.487.096,96) (200,00) 11.013.812,27 (985.208,05) 968.199,36 (1.002.860,42) 70.869.710,70 62.674.259,32 771.984,35 (704.891,15) (200,00) 4.703.808,02 (616.522,00) 968.199,36 (15.489,37) (1.002.860,42) 66.778.288,11

Cooperativa de Crédito de Livre Admissão Campos das Vertentes Ltda. SICOOB CREDIVERTENTES DEMONSTRAÇÕES DOS FLUXOS DE CAIXA PARA OS EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2018 E DE 2017 (Valores expressos reais – R$) 2º Semestre de DESCRIÇÃO 31/12/2018 31/12/2017 2018 Atividades Operacionais 6.357.057,77 12.777.168,08 11.701.472,51 Sobras Líquidas Ajustadas Sobras/Perdas Líquidas antes das destinações Estatutárias Provisão para IRPJ / CSLL Provisão para Operações de Crédito Depreciações e Amortizações Distribuição de Sobras da Cooperativa Central - Capitalização Juros ao Capital Recebido Gratificação/Participação/Premiação aos Empregados Provisão de Juros ao Capital Provisão para passivos contingentes Rendimentos de Titulos e Valores Mobiliários Depósitos em Garantia Baixa/ajustes no Imobilizado Variação de Ativos e Obrigações Aumento/ Redução em Ativos Aplicações Interfinanceiras de Liquidez Títulos e Valores Mobiliários Operações de Crédito Outros Créditos Outros Valores e Bens Redução / Aumento em Passivos Depósitos a Vista Depósitos sob Aviso Depósitos a Prazo Recursos Letras Imob, Hipotec, Créd Similares Outras Obrigações Relações Interdependências Relações Interfinanceiras Caixa Líquido Aplicado em Atividades Operacionais Atividades de Investimentos Alienação de Imobilizações de Uso Inversões em Imobilizado de Uso Inversões em Investimentos Caixa Líquido Aplicado / Originado em Investimentos Atividades de Financiamentos Aumento por novos aportes de Capital Devolução de Capital à Cooperados Integralização de Juros ao Capital IRRF sobre Juros ao Capital FATES Sobras Exercício Estorno Capital Subscrito Caixa Líquido Aplicado / Originado em Investimentos

4.703.808,02 143.115,74 2.090.611,62 409.201,77 (284.248,71) (342.070,56) 205.163,03 (616.522,00) 59.709,92

11.013.812,27 143.115,74 1.561.910,14 765.457,11 (284.248,71) (342.070,56) 693.698,36 (985.208,05) 134.530,98

(24.051,10) 12.340,04 3.476.045,82

(44.875,07) 121.045,87 20.509.039,01

8.537.378,38 135.643,12 3.327.885,10 557.526,48 (450.337,56) 781.773,43 (1.022.893,69) 217.907,20 (381.500,82) (57.013,65) 55.104,52 16.058.418,41

(12.891.892,31) (13.048.897,49) 77.399,16 79.606,02 16.367.938,13 5.409.660,73 11.199,40 8.522.012,52 (1.242.366,64) 160.293,50 4.804.564,25 (1.297.425,63) 9.833.103,59

(25.007.746,38) (23.803.998,33) (291.402,68) (912.345,37) 45.516.785,39 15.898.513,78 (7.305,09) 23.604.029,96 5.408.170,17 (6.074.908,22) 4.895.337,61 1.792.947,18 33.286.207,09

(29.723.126,30) 6.279.312,09 381.500,82 (34.506.965,95) (261.815,27) (1.615.157,99) 45.781.544,71 9.103.998,42 (332.979,35) 29.160.475,55 4.797.348,40 6.231.589,42 1.980.864,64 (5.159.752,37) 27.759.890,92

5.289,45 (839.127,17) (758.098,09)

5.289,45 (1.796.530,19) (1.067.450,90)

7.579,70 (2.745.624,65) (22.455,73)

(1.591.935,81) 771.984,35 (704.891,15) 968.199,36 (15.489,37) (1.002.860,42) (200,00) 16.742,77

(2.858.691,64) 1.141.684,64 (2.487.096,96) 968.199,36 (15.489,37) (1.002.860,42) (200,00) (1.395.762,75)

(2.760.500,68) 738.411,25 (1.780.220,30) 1.014.068,60 (18.374,69) (751.448,47) (797.563,61)

8.257.910,55 Aumento / Redução Líquida das Disponibilidades Modificações em Disponibilidades Líquida 148.416.391,95 No Ínicio do Período 156.674.302,50 No Fim do Período 8.257.910,55 Variação Líquida das Disponibilidades As Notas Explicativas são parte integrante das demonstrações contábeis.

29.031.752,70 127.642.549,80 156.674.302,50 29.031.752,70

24.201.826,63 103.440.723,17 127.642.549,80 24.201.826,63

Cooperativa de Crédito de Livre Admissão Campos das Vertentes Ltda. SICOOB CREDIVERTENTES - CNPJ - 22.724.710/0001-05 NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS PARA OS EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2018 E 2017 (Valores expressos em reais, exceto quando especificado) 1. Contexto operacional A Cooperativa de Crédito de Livre Admissão Campos das Vertentes Ltda. - SICOOB CREDIVERTENTES é uma cooperativa de crédito singular, instituição financeira não bancária, fundada em 27/08/1986, filiada à Cooperativa Central de Crédito de Minas Gerais Ltda. – SICOOB CENTRAL CREDIMINAS e componente da Confederação Nacional das Cooperativas do SICOOB – SICOOB CONFEDERAÇÃO, em conjunto com outras cooperativas singulares e centrais. Tem sua constituição e funcionamento regulamentados pela Lei nº 4.595/64, que dispõe sobre a Política e as Instituições Monetárias, Bancárias e Creditícias, pela Lei nº 5.764/71, que define a Política Nacional do Cooperativismo, pela Lei Complementar nº 130/09, que dispõe sobre o Sistema Nacional de Crédito Cooperativo e pela Resolução CMN nº 4.434/15, do Conselho Monetário Nacional, que dispõe sobre a constituição e funcionamento de cooperativas de crédito. O SICOOB CREDIVERTENTES possui 19 Postos de Atendimento – (PA), nas seguintes localidades: São Tiago, Mercês de Água Limpa, Conceição da Barra de Minas, Ritápolis, Resende Costa, Coronel Xavier Chaves, São João Del Rei, Dores de Campos, Prados, Nazareno, Itutinga, Barbacena, Morro do Ferro, Ibertioga, Madre de Deus de Minas, Alfredo Vasconcelos, Senhora dos Remédios, Belo Horizonte e Piedade do Rio Grande. O SICOOB CREDIVERTENTES tem como atividade preponderante a operação na área creditícia, tendo como finalidade: (I) Proporcionar, através da mutualidade, assistência financeira aos associados; (II) A formação educacional de seus associados, no sentido de fomentar o cooperativismo, através da ajuda mútua da economia sistemática e do uso adequado do crédito; e (III) Praticar, nos termos dos normativos vigentes, as seguintes operações dentre outras: captação de recursos, concessão de créditos, prestação de garantias, prestação de serviços, formalização de convênios com outras instituições financeiras e aplicação de recursos no mercado financeiro, inclusive depósitos a prazo com ou sem emissão de certificado, visando

2. Apresentação das demonstrações contábeis As demonstrações contábeis foram elaboradas de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil, aplicáveis às instituições financeiras autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil – BACEN, considerando as Normas Brasileiras de Contabilidade, especificamente àquelas aplicáveis às entidades Cooperativas, a Lei do Cooperativismo nº 5.764/71 e normas e instruções do BACEN, apresentadas conforme Plano Contábil das Instituições do Sistema Financeiro Nacional – COSIF, e sua emissão foi autorizada pela Administração em 01/02/2019. Na elaboração das demonstrações contábeis faz-se necessário utilizar estimativas para contabilizar determinados ativos e passivos entre outras transações. As demonstrações contábeis da Cooperativa incluem, portanto, estimativas referentes à provisão para créditos de liquidação duvidosa, à seleção das vidas úteis dos bens do ativo imobilizado, às provisões necessárias para causas judiciais, entre outras. Os resultados reais podem apresentar variação em relação às estimativas utilizadas. A Demonstração de Fluxo de Caixa – DFC publicada em 2017 sofreu algumas modificações no exercício de 2018. Foram considerados todos os efeitos, provisões e valores que de certa forma afetaram o resultado, porém não afetaram o caixa, sendo excluídos ou adicionados conforme cada caso. As modificações ocorreram nas disponibilidades líquidas tendo acréscimo da receita definitiva da centralização financeira e ajustes a sobra líquida, sendo o valor da provisão de IRPJ e CSLL considerado apenas o saldo do trimestre. Em aderência ao processo de convergência às normas internacionais de Contabilidade, algumas normas e suas interpretações foram emitidas pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC), as quais serão aplicadas às instituições financeiras quando aprovadas pelo Banco Central do Brasil. Nesse sentido, os Pronunciamentos contábeis já aprovados pelo Banco Central do Brasil são: CPC Conceitual Básico (R1) – Resolução CMN nº 4.144/2012; CPC 01(R1) – Redução ao Valor Recuperável de Ativos – Resolução CMN nº 3.566/2008; CPC 03 (R2) – Demonstrações do Fluxo de Caixa – Resolução CMN nº 3.604/2008; CPC 05 (R1) – Divulgação sobre Partes Relacionadas – Resolução CMN nº 3.750/2009; CPC 10 (R1) – Pagamento Baseado em Ações – Resolução CMN nº 3.989/2011; CPC 23 – Políticas Contábeis, Mudança de Estimativa e Retificação de Erro. – Resolução CMN nº 4.007/2011; CPC 24 – Evento Subsequente – Resolução CMN nº 3.973/2011; CPC 25 – Provisões, Passivos Contingentes e Ativos Contingentes – Resolução CMN nº 3.823/2009; CPC 33 – Benefícios a Empregados – Resolução CMN nº 4.424/2015. 3. Resumo das principais práticas contábeis a) Apuração do resultado Os ingressos/receitas e os dispêndios/despesas são registradas de acordo com o regime de competência. As receitas com prestação de serviços, típicas ao sistema financeiro, são reconhecidas quando da prestação de serviços ao associado ou a terceiros. Os dispêndios e as despesas e os ingressos e receitas operacionais, são proporcionalizados de acordo com os montantes do ingresso bruto de ato cooperativo e da receita bruta de ato não-cooperativo, quando não identificados com cada atividade. b) Estimativas contábeis Na elaboração das demonstrações contábeis faz-se necessário utilizar estimativas para determinar o valor de certos ativos, passivos e outras transações considerando a melhor informação disponível. Incluem, portanto, estimativas referentes à provisão para créditos de liquidação duvidosa, à vida útil dos bens do ativo imobilizado, provisões para causas judiciais, dentre outros. Os resultados reais podem apresentar variação em relação às estimativas utilizadas. c) Caixa e equivalentes de caixa Caixa e equivalentes de caixa, conforme Resolução CMN nº 3.604/2008, incluem as rubricas caixa, depósitos bancários e as relações interfinanceiras de curto prazo e de alta liquidez, com risco insignificante de mudança de valores e limites, com prazo de vencimento igual ou inferior a 90 dias. d) Operações de crédito As operações de crédito com encargos financeiros pré-fixados são registradas a valor futuro, retificadas por conta de rendas a apropriar e as operações de crédito pós-fixadas são registradas a valor presente, calculadas por critério “pro rata temporis”, com base na variação dos respectivos indexadores pactuados. e) Provisão para operações de crédito Constituída em montante julgado suficiente pela Administração para cobrir eventuais perdas na realização dos valores a receber, levando-se em consideração a análise das operações em aberto, as garantias existentes, a experiência passada, a capacidade de pagamento e liquidez do tomador do crédito e os riscos específicos apresentados em cada operação, além da conjuntura econômica. As Resoluções CMN nº 2697/2000 e 2.682/1999 estabeleceram os critérios para classificação das operações de crédito definindo regras para constituição da provisão para operações de crédito, as quais estabelecem nove níveis de risco, de AA (risco mínimo) a H (risco máximo). f) Depósitos em garantia Existem situações em que a cooperativa questiona a legitimidade de determinados passivos ou ações em que figura como polo passivo. Por conta desses questionamentos, por ordem judicial ou por estratégia da própria administração, os valores em questão podem ser depositados em juízo, sem que haja a caracterização da liquidação do passivo. g) Investimentos Representados substancialmente por quotas do SICOOB e ações do Bancoob, avaliadas pelo método de custo de aquisição. h) Imobilizado Equipamentos de processamento de dados, móveis, utensílios e outros equipamentos, instalações, edificações, veículos, benfeitorias em imóveis de terceiros e softwares, são demonstrados pelo custo de aquisição, deduzido da depreciação acumulada. A depreciação é calculada pelo método linear para reduzir o custo de cada ativo a seus valores residuais de acordo com as taxas aplicáveis e levam em consideração a vida útil econômica dos bens. i) Intangível Correspondem aos direitos adquiridos que tenham por objeto bens incorpóreos destinados à manutenção da Cooperativa ou exercidos com essa finalidade. Os ativos intangíveis com vida útil definida são geralmente amortizados de forma linear no decorrer de um período estimado de benefício econômico. j) Ativos contingentes Não são reconhecidos contabilmente, exceto quando a Administração possui total controle da situação ou quando há garantias reais ou decisões judiciais favoráveis sobre as quais não cabem mais recursos contrários, caracterizando o ganho como praticamente certo. Os ativos contingentes com probabilidade de êxito provável, quando aplicável, são apenas divulgados em notas explicativas às demonstrações contábeis. k) Obrigações por empréstimos e repasses As obrigações por empréstimos e repasses são reconhecidas inicialmente no recebimento dos recursos, líquidos dos custos da transação. Em seguida, os saldos dos empréstimos tomados são acrescidos de encargos e juros proporcionais ao período incorrido (“pro rata temporis”), assim como das despesas a apropriar referente aos encargos contratados até o final do contrato, quando calculáveis. l) Demais ativos e passivos São registrados pelo regime de competência, apresentados ao valor de custo ou de realização, incluindo, quando aplicável, os rendimentos e as variações monetárias auferidas, até a data do balanço. Os demais passivos são demonstrados pelos valores conhecidos ou calculáveis, acrescidos, quando aplicável, dos correspondentes encargos e das variações monetárias incorridas. m) Provisões São reconhecidas quando a cooperativa tem uma obrigação presente legal ou implícita como resultado de eventos passados, sendo provável que um recurso econômico seja requerido para saldar uma obrigação legal. As provisões são registradas tendo como base as melhores estimativas do risco envolvido. n) Passivos contingentes São reconhecidos contabilmente quando, com base na opinião de assessores jurídicos, for considerado provável o risco de perda de uma ação judicial ou administrativa, gerando uma provável saída no futuro de recursos para liquidação das ações, e quando os montantes envolvidos forem mensurados com suficiente segurança. As ações com chance de perda possível são apenas divulgadas em nota explicativa às demonstrações contábeis e as ações com chance remota de perda não são divulgadas. o) Obrigações legais São aquelas que decorrem de um contrato por meio de termos explícitos ou implícitos, de uma lei ou outro instrumento fundamentado em lei, aos quais a Cooperativa tem por diretriz. p) Imposto de renda e contribuição social O imposto de renda e a contribuição social sobre o lucro são calculados sobre o resultado apurado em operações consideradas como atos não cooperativos de acordo com o Decreto 3.000/1999, art. 183. O resultado apurado em operações realizadas com cooperados não tem incidência de tributação conforme art. 182 do mesmo Decreto. q) Segregação em circulante e não circulante Os valores realizáveis e exigíveis com prazos inferiores há 360 dias estão classificados no circulante, e os prazos superiores, no longo prazo (não circulante). r) Valor recuperável de ativos – impairment A redução do valor recuperável dos ativos não financeiros (impairment) é reconhecida como perda, quando o valor de contabilização de um ativo, exceto outros valores e bens, for maior do que o seu valor recuperável ou de realização. As perdas por “impairment”, quando aplicável, são registradas no resultado do período em que foram identificadas. Em 31 de dezembro de 2018 não existem indícios da necessidade de redução do valor recuperável dos ativos não financeiros. s) Eventos subsequentes Correspondem aos eventos ocorridos entre a data-base das demonstrações contábeis e a data de autorização para a sua emissão. São compostos por: • Eventos que originam ajustes: são aqueles que evidenciam condições que já existiam na data-base das demonstrações contábeis; e • Eventos que não originam ajustes: são aqueles que evidenciam condições que não existiam na data-base das demonstrações contábeis. Não houve qualquer evento subsequente para as demonstrações contábeis encerradas em 31 de dezembro de 2018. 4. Caixa e equivalentes de caixa O caixa e equivalente de caixa compreendem: Descrição Disponibilidades Relações interfinanceiras – centralização financeira Total

31/12/2018 31/12/2017 4.705.256,53 2.901.515,29 151.214.989,54 124.064.417,70 155.920.246,07 126.965.932,99

5. Relações interfinanceiras Em 31 de dezembro de 2018 e 2017, as aplicações em Relações Interfinanceiras estavam assim compostas: Descrição 31/12/2018 31/12/2017 Centralização Financeira – Cooperativa (a) 151.214.989,54 124.064.417,70 Total 151.214.989,54 124.064.417,70 a)Referem-se à centralização financeira das disponibilidades líquidas da Cooperativa, depositadas junto ao Sicoob Central Crediminas conforme determinado na Resolução CMN nº 4.434/15. 6. Operações de crédito a) Composição da carteira de crédito por modalidade: Modalidade Adiantamento a Depositante Cheque Especial / Conta Garantida Empréstimos Financiamentos Títulos Descontados Financiamento Rural Próprio Financiamento Rural Repasses (-) Provisão Perda com Operações de Crédito Total

31/12/2018 Circulante Não Circulante 388.655,35 -

Total 388.655,35

31/12/2017 307.628,38

3.755.420,13 3.755.420,13 3.108.601,63 32.303.869,80 48.278.330,23 80.582.200,03 69.356.228,93 10.773.235,51 18.325.931,89 29.099.167,40 20.313.964,83 13.792.879,26 1.825,15 13.794.704,41 11.321.105,21 25.306.695,32 27.766.500,74 53.073.196,06 52.764.084,07 17.967.474,32 10.858.742,24 28.826.216,56 28.543.948,56 (10.122.588,68) (10.122.588,68) (8.560.678,54) 94.165.641,01 105.231.330,25 199.396.971,26 177.154.883,07

b) Composição por tipo de operação, e classificação por nível de risco de acordo com a Resolução CMN nº 2.682/1999:

Nível / Percentual de Total em Provisões Total em Risco / Situação 31/12/2018 31/12/2018 31/12/2017 AA - Normal 5.016.064,85 12.388.973,30 A 0,50% Normal 68.912.282,47 (344.561,47) 74.926.275,61 B 1% Normal 81.757.494,80 (817.575,08) 60.622.051,25 B 1% Vencidas 439.215,92 (4.392,16) 1.565.176,94 C 3% Normal 24.765.258,38 (742.957,87) 14.275.747,39 C 3% Vencidas 2.713.874,64 (81.416,25) 2.323.321,82 D 10% Normal 8.514.085,70 (851.408,71) 3.514.932,13 D 10% Vencidas 2.325.750,16 (232.575,05) 4.716.836,02 E 30% Normal 7.001.730,74 (2.100.519,56) 4.008.717,29 E 30% Vencidas 1.983.756,98 (595.127,19) 1.667.393,52 F 50% Normal 1.665.715,01 (832.857,64) 1.460.915,25 F 50% Vencidas 461.864,23 (230.932,15) 317.247,79 G 70% Normal 110.276,78 (77.193,76) 121.156,16 G 70% Vencidas 2.137.059,06 (1.495.941,58) 801.720,43 H 100% Normal 652.868,02 (652.868,02) 792.596,62 H 100% Vencidas 1.062.262,20 (1.062.262,20) 2.212.500,09 Total Normal 198.395.776,75 (6.419.942,09) 172.111.365,00 Total Vencido 11.123.783,19 (3.702.646,59) 13.604.196,61 Total Geral 209.519.559,94 (10.122.588,68) 185.715.561,61 Provisões (10.122.588,68) (8.560.678,54) Total Líquido 199.396.971,26 177.154.883,07

Provisões 31/12/2017

(374.631,44) (606.220,61) (15.651,77) (428.272,49) (69.699,67) (351.493,27) (471.683,68) (1.202.615,38 (500.218,14) (730.457,74) (158.623,92) (84.809,33) (561.204,39) (792.596,62) (2.212.500,09) (4.571.096,88) (3.989.581,66) (8.560.678,54 -

c) Composição da carteira de crédito por faixa de vencimento (em dias): Sem Vencimento Empréstimos Títulos Descontados Financiamentos Financiamentos Rurais Adiantamento a Depositantes 388.655,35 Cheque Especial C/G 3.755.420,13 Total 4.144.075,48 Descrição

Até 90

De 91 a 360 Acima de 360

Total

11.870.535,00 20.433.334,80 48.278.330,23 80.582.200,03 13.000.156,34 792.722,92 1.825,15 13.794.704,41 2.686.214,73 8.087.020,78 18.325.931,89 29.099.167,40 11.890.712,18 31.383.457,46 38.625.242,98 81.899.412,62 -

-

-

388.655,35

- 3.755.420,13 39.447.618,25 60.696.535,96 105.231.330,25 209.519.559,94

d) Composição da carteira de crédito por tipo de produto e atividade econômica: Descrição

Conta Corrente

Empréstimo / Título Financiamento Descontado

Crédito Rural

31/12/2018

% da Carteira

Setor Privado - 397.325,21 6.878.563,12 2.508.834,50 9.784.722,83 5% Comércio Setor Privado - 99.206,00 2.880.176,42 1.063.942,14 4.043.324,56 2% Indústria Setor Privado - 1.705.228,89 27.485.661,23 5.384.649,79 34.575.539,91 17% Serviços Pessoa 1.914.499,96 71.501.916,39 4.647.200,66 81.599.188,76 159.662.805,77 76% Física Outros 27.815,42 935.050,27 190.077,32 300.223,86 1.453.166,87 1% TOTAL 4.144.075,48 109.681.367,43 13.794.704,41 81.899.412,62 209.519.559,94 100% e) Movimentação da provisão para créditos de liquidação duvidosa de operações de crédito: Descrição Saldo Inicial Constituições/Reversões no período Transferência para Prejuízo no período Total

31/12/2018 8.560.678,54 5.108.127,91 (3.546.217,77) 10.122.588,68

31/12/2017 5.232.793,44 6.577.417,05 (3.249.531,95) 8.560.678,54

f) Concentração dos Principais Devedores: Descrição 31/12/2018 % Carteira Total Maior Devedor 5.949.049,13 2,84% 10 Maiores Devedores 31.595.597,18 15,07% 50 Maiores Devedores 72.772.232,14 34,71%

31/12/2017 % Carteira Total 5.544.606,27 2,98% 29.767.311,43 16,03% 68.369.379,19 36,81%

g) Movimentação de Créditos Baixados Como Prejuízo: Descrição Saldo inicial Valor das operações transferidas no período Valor das operações recuperadas no período Valor dos descontos concedidos nas operações recuperadas Total

31/12/2018 8.549.374,00 3.546.217,77 (1.299.208,62) (4.723,35) 10.791.659,80

31/12/2017 5.628.488,80 3.249.531,95 (301.681,46) (26.965,29) 8.549.374,00

h) Receitas de Operações de Crédito: Descrição Rendas de Adiantamentos a depositantes Rendas de Empréstimos Rendas de Títulos Descontados Rendas de Financiamentos Rendas de Financiamentos Rurais Recuperação de Créditos Baixados como Prejuízo Total

31/12/2018 844.798,39 18.578.096,86 3.162.051,25 4.485.196,42 10.234.279,21 1.416.080,13 38.720.502,26

31/12/2017 1.050.076,82 15.263.297,31 2.974.945,16 3.998.589,67 11.342.733,61 359.053,76 34.988.696,33

7. Outros créditos Valores referentes às importâncias devidas a Cooperativa por pessoas físicas ou jurídicas domiciliadas no país, conforme demonstrado: Descrição Avais e Fianças Honrados Rendas a Receber (a) Devedores por Depósito e Garantia (b) Títulos e Créditos a Receber (c) Devedores Diversos (d) (-) Provisão para Outros Créditos (e) Total

31/12/2018 189.667,23 754.356,43 1.158.647,74 197.690,70 285.969,00 (106.328,64) 2.480.002,46

31/12/2017 34.731,11 685.841,62 1.025.790,99 170.573,90 175.859,75 (26.512,28) 2.066.285,09

a) Em Rendas a Receber estão registrados: receita sobre saldo mantido na Centralização Financeira do SICOOB CENTRAL CREDIMINAS (R$754.056,43) e outras (R$300,00); b) Em Devedores por Depósito em Garantia estão registrados depósitos judiciais para: Recursos Fiscais (R$50.988,67), PIS sobre Atos Cooperativos (R$311.030,35), Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ) (R$85.077,17)PIS sobre Folha de Pagamento (R$695.493,75) e outros (R$16.057,80); c) Em Títulos e Créditos a Receber estão registrados os valores a receber de tarifas (R$197.690,70); d)Em Devedores Diversos estão registrados os adiantamentos de férias aos colaboradores (R$75.073,77), adiantamentos para despesas diversas (R$106.949,55), impostos e contribuições a compensar (R$74.558,75), diferenças de compensação a receber do BANCOOB (R$4.832,05) e outros (R$24.554,88). e) A provisão para outros créditos de liquidação duvidosa foi apurada com base na classificação por nível de risco, de acordo com a Resolução CMN nº 2.682/1999, conforme demonstrado a seguir: Nível / Percentual de Risco / Situação E 30% F 50% G 70% H 100% Total Geral Provisões Total Líquido

Avais e Fianças Honrados 31/12/2018 70.831,10 62.183,42 8.883,79 47.768,92 189.667,23 (106.328,64) 83.338,59

Total em

Provisões

Total em

Provisões

31/12/2018 70.831,10 62.183,42 8.883,79 47.768,92 189.667,23 (106.328,64) 83.338,59

31/12/2017 (21.249,34) (31.091,73) (6.218,65) (47.768,92) (106.328,64)

31/12/2017 1.847,22 10.884,16 4.945,81 17.053,92 34.731,11 (26.512,28) 8.218,83

(554,17) (5.442,12) (3.462,07) (17.053,92) (26.512,28)

8. Outros valores e bens Descrição Bens Não de Uso Próprio (a) Material em Estoque Despesas Antecipadas (b) Total

31/12/2018 4.064.470,58 - 168.032,22 4.232.502,80

31/12/2017 3.183.220,58 6.594,00 130.342,85 3.320.157,43

a) Recebimento de imóveis em dação de pagamento de dívidas, no valor de (3.697.902,59), e recebimento de máquinas e equipamentos no valor de (366.567,99), sendo um total de 4.064.470,58. b) Em despesas antecipadas é referente a prêmios de seguros (9.204,93), processamento de dados (1.922,81), vale refeição e alimentação (123.971,87) e fundo de ressarcimento de valores FVR (32.932,61). 9. Investimentos O saldo é, substancialmente, representado por quotas do SICOOB CREDIMINAS e ações do BANCOOB. Descrição Participações em Cooperativa Central de Crédito Participações instituição Controlada Cooperativa de Crédito Outras Participações Total

31/12/2018 31/12/2017 7.812.999,88 6.119.229,71 70.072,72 70.072,72 500,00 500,00 7.883.572,60 6.189.802,43

10. Imobilizado de uso Demonstrado pelo custo de aquisição, menos depreciação acumulada. As depreciações são calculadas pelo método linear, com base em taxas determinadas pelo prazo de vida útil estimado conforme abaixo: Descrição Taxa de Depreciação a.a. Imobilizações em Curso (*) Terrenos Edificações 4% Móveis e Equipamentos 10% Sistema de Processamento de Dados 20% Sistemas de Comunicação 10% Sistema de Transportes 20% Sistema de Segurança 10% TOTAL Depreciação acumulada TOTAL

31/12/2018 897.355,61 160.446,79 225.772,91 5.651.397,72 1.718.653,66 78.506,28 284.206,99 475.252,31 9.491.592,27 (3.412.156,11) 6.079.436,16

31/12/2017 1.389.760,57 160.446,79 218.477,91 3.958.862,78 1.504.684,27 75.644,28 274.973,16 348.942,47 7.931.792,23 (2.759.465,04) 5.172.327,19

(*) As imobilizações em curso serão alocadas em grupo específico após a conclusão das obras e efetivo uso, quando passarão a ser depreciadas. 11. Depósitos É composto de valores cuja disponibilidade é imediata aos associados denominados de depósitos a vista, portanto sem prazo determinado para movimentá-lo, ficando a critério do portador dos recursos fazê-lo conforme sua necessidade. É composto também por valores pactuados para disponibilidade em prazos pré-estabelecidos, denominados depósitos a prazo, os quais recebem atualizações por encargos financeiros remuneratórios conforme a sua contratação em pós ou pré-fixada. Suas remunerações pós-fixadas são calculadas com base no critério de pro rata temporis, já a remunerações pré-fixadas são calculadas o prazo final da operações, tendo o valor futuro, a data do demonstrativo contábil, apresentado em conta redutora. Descrição Depósito à Vista Depósito Sob Aviso Depósito a Prazo Total

31/12/2018 56.298.832,27 2.211.576,47 169.061.012,87 227.571.421,61

31/12/2017 40.400.318,49 2.218.881,56 145.456.982,91 188.076.182,96

Os depósitos, até o limite de R$ 250 mil por CPF/CNPJ, estão garantidos pelo Fundo Ga


ANO XV Nº 191 - MARÇO 2019

JORNAL DAS LAJES

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Informe Publicitário rantidor do Cooperativismo de Crédito (FGCoop), constituído conforme Resoluções CMN n° 4.150/12 e 4.284/13. Este fundo tem como instituições associadas as cooperativas singulares de crédito e os bancos cooperativos integrantes do Sistema Nacional de Crédito Cooperativo (SNCC). Este fundo tem por objeto prestar garantia de créditos nos casos de decretação de intervenção ou de liquidação extrajudicial de instituição associada. A contribuição mensal ordinária das instituições associadas ao Fundo é de 0,0125% dos saldos das obrigações garantidas, que abrangem as mesmas modalidades protegidas pelo Fundo Garantidor de Crédito dos bancos, o FGC, que considera, os depósitos à vista e a prazo, as letras de crédito do agronegócio, de acordo com a Resolução CMN nº 4.150/12. Além das garantias prestadas pelo FGCoop, o SICOOB SISTEMA CREDIMINAS possui seu próprio Fundo Garantidor de Depósitos do Sicoob Sistema Crediminas – FGD, que tem por finalidade efetuar o saneamento econômico-financeiro e/ou fortalecimento patrimonial, bem como prestar garantias de crédito nos termos e limites do Estatuto Social e Regulamento próprio. Despesas com Operações de Captação de Mercado: Descrição Despesas de Depósitos de Aviso Prévio Despesas de Depósitos a Prazo Despesas de Letras de Crédito do Agronegócio Despesas Contribuição ao Fundo Garantidor Total Despesa com Captação no Mercado

31/12/2018 133.367,08 9.579.227,79 2.149.147,64 370.171,97 12.231.914,48

31/12/2017 212.260,79 12.248.255,74 2.788.793,38 310.698,03 15.560.007,94

12. Recursos de Aceite e Emissão de Títulos Descrição Obrigações por Emissão de Letras de Crédito do Agronegócio Total

31/12/2018 31/12/2017 37.814.870,43 32.406.700,26 37.814.870,43 32.406.700,26

As letras de Crédito do Agronegócio (LCA) são títulos de emissão da Cooperativa que conferem direito de penhor sobre os direitos creditórios do agronegócio a elas vinculados. (Lei nº 11.076 de 30/12/2004). 13. Obrigações por empréstimos e repasses São demonstradas pelo valor principal acrescido de encargos financeiros e registram os recursos captados junto a outras instituições financeiras para repasse aos associados em diversas modalidades e Capital de Giro. As garantias oferecidas são a caução dos títulos de créditos dos associados beneficiados. Instituições BANCOOB

Taxa De 6,5 % Até 9,5 % a.a.

Vencimento 31/12/2018 31/12/2017 Até 06/2020 31.014.369,58 29.221.422,40

Despesas das relações interfinanceiras / obrigações por empréstimos e repasses Descrição Bancoob Total

31/12/2018 2.571.531,00 2.571.531,00

31/12/2017 2.483.771,58 2.483.771,58

14. Relações interdependências Os recursos de terceiros que estão com a cooperativa são registrados nessa conta para posterior repasse aos associados, por sua ordem Descrição Ordens de Pagamento (a) Concessionários de Serviços Públicos Outros Recebimentos em Trânsito de Terceiros (b) Total

31/12/2018 4.814.275,00 69.972,73 122.996,73 5.007.244,46

31/12/2017 38.060,99 73.845,86 111.906,85

a) Referem-se a ordens de pagamento emitidas aos associados, por solicitação destes, com respectivo débito em conta corrente. b) Referem-se a valores recebidos para liquidação de empréstimos consignados e/ou pagamento de prefeituras. 15. Outras Obrigações Descrição Cobrança e Arrecadação de Tributos e Assemelhados Sociais e Estatutárias Fiscais e Previdenciárias Diversas TOTAL

31/12/2018 70.179,06 2.343.847,10 736.335,74 4.656.175,26 7.806.537,16

31/12/2017 72.539,23 1.781.652,83 686.367,01 10.369.541,23 12.910.100,30

15.1 Sociais e Estatutárias Descrição FATES - Fundo de Assistência Técnica, Educacional e Social (a) Cotas de capital a pagar (b) Participações nas Sobras (Lucros) (c) Outras obrigações (d) Total

31/12/2018 31/12/2017 1.172.673,26 1.095.269,56 262.487,85 265.110,76 683.765,03 334.968,06 224.920,96 86.304,45 2.343.847,10 1.781.652,83

(a) O FATES é destinado a atividades educacionais, à prestação de assistência aos cooperados, seus familiares e empregados da cooperativa, sendo constituído pelo resultado dos atos não cooperativos e 10% das sobras líquidas, conforme determinação estatutária. A classificação desses valores em contas passivas segue determinação do Plano Contábil das Instituições do Sistema Financeiro Nacional – COSIF. Atendendo à instrução do BACEN, por meio da Carta Circular nº 3.224/2006, o Fundo de Assistência Técnica, Educacional e Social – Fates é registrado como exigibilidade, e utilizado em despesas para o qual se destina, conforme a Lei nº 5.764/1971. (b)Refere-se ao valor de cota capital a ser devolvida para os associados que solicitaram o desligamento do quadro social. (c) Consubstanciada pela Lei 10.101/00, e convenção coletiva, a cooperativa constituiu provisão a título de participação dos funcionários nos resultados, com o pagamento previsto para ser efetivado em 2019. (d) Refere-se a provisão para pagamento de gratificação da Diretoria, Conselho de Administração e Fiscal vinculado ao alcance de metas gerencias e objetivo específico estabelecido pela AGO para ser efetivado em 2019. 15.2 Fiscais e previdenciárias As obrigações fiscais e previdenciárias, classificadas no passivo na conta de Outras Obrigações estão assim compostas: Descrição Impostos e Contribuições sobre Lucros a Pagar (a) Impostos e contribuições a recolher (b) Total

31/12/2018 143.115,74 593.220,00 736.335,74

31/12/2017 135.643,12 550.723,89 686.367,01

(a)Refere-se a provisões IRPJ, CSLL, do 4º trimestre de 2018; (b)Refere-se a impostos sobre folha de pagamento como FGTS, IRRF, INSS, ISSQN e Provisão PIS Folha de pagamento. 15.3 Diversas Descrição Cheques administrativos Despesas de Pessoal (a) Outras Despesas Administrativas (b) Cheques Descontados (c) Credores Diversos – País (d) Provisão para Garantias Prestadas (e) Provisão para Passivos Contingentes (f) Total

31/12/2018 1.419.028,60 548.982,52 156.719,40 1.097.037,68 266.836,31 1.167.570,75 4.656.175,26

31/12/2017 6.897.222,33 1.237.182,88 645.723,27 122.038,00 311.899,61 122.102,43 1.033.372,71 10.369.541,23

(a) Refere-se a provisão de despesas com despesas de pessoal, referente a férias, 1/3 de férias, INSS sobre férias e FGTS sobre férias; (b)Refere-se a provisão para pagamento de despesas com água/energia e gás (R$18.004,24), aluguéis (R$13.964,20), comunicações (R$9.301,41), segurança e vigilância (R$11.532,70), manutenção e conservação de bens (R$33.326,72), transporte (R$87.970,18), seguros a pagar (R$34.660,32), seguro prestamista (R$261.898,20) e outras (R$78.324,55); (c)Refere-se a cheques depositados, relativo a descontos enviados a compensação, porém não baixados até a data-base de 31/12/2018; (d)Referem-se a Contas Salário de empresas conveniadas a pagar (R$328.351,98), pendências a regularizar (R$280.214,08), diferenças de compensação a acertar com o BANCOOB (R$330.299,02), valores a repassar ao SICOOB CENTRAL CREDIMINAS pela prestação de serviços (R$99.785,37) e outros (R$58.387,23); (e) Refere-se à contabilização da provisão para garantias financeiras prestadas, apurada sobre o total das coobrigações concedidas pela singular, conforme Resolução CMN nº 4.512/2016. Em 31 de dezembro de 2018, a cooperativa é responsável por coobrigações e riscos em garantias prestadas, referentes a aval prestado em diversas operações de crédito de seus associados com instituições financeiras oficiais. A provisão para garantias financeiras prestadas é apurada com base na avaliação de risco dos cooperados beneficiários, de acordo com a Resolução CMN nº 2.682/1999, conforme demonstrado a seguir: Nível / Percentual de Risco / Situação

AA A B C D E F G H

0,5% 1% 3% 10% 30% 50% 70% 100% Total

Coobrigações 56.130,59 6.622.698,55 5.186.413,62 2.157.696,98 323.044,33 133.776,08 50.224,74 10.128,60 12.487,25 14.552.600,74

Provisões Total em Provisões 31/12/2018 31/12/2017 31/12/2017 164.091,11 (33.114,12) 5.268.952,66 (26.345,05) (51.863,99) 4.115.292,78 (41.152,71) (64.731,16) 970.924,15 (29.127,82) (32.304,43) 57.971,00 (5.797,09 (40.132,89) 8.471,52 (2.541,47) (25.112,44) 4.427,46 (2.213,75) (7.090,03) 2.446,79 (1.712,76) (12.487,25) 13.211,78 (13.211,78) (266.836,31) 10.605.789,25 (122.102,43)

(f) Considerando a avaliação dos consultores jurídicos quanto às chances de êxito em determinados questionamentos fiscais e trabalhistas em que a cooperativa é parte envolvida. 16. Instrumentos financeiros O SICOOB CREDIVERTENTES opera com diversos instrumentos financeiros, com destaque para relações interfinanceiras, operações de crédito, depósitos a vista e a prazo, empréstimos e repasses. Os instrumentos financeiros ativos e passivos estão registrados no balanço patrimonial a valores contábeis, os quais se aproximam dos valores justos. Nos exercícios findos em 31 de dezembro de 2018 e 2017 a cooperativa não realizou operações envolvendo instrumentos financeiros derivativos. 17. Patrimônio líquido a) Capital Social O capital social é representado por cotas-partes no valor nominal de R$ 1,00 cada e integralizado por seus cooperados. De acordo com o Estatuto Social cada cooperado tem direito em um voto, independente do número de suas cotas-partes. Capital Social Associados

Descrição

31/12/2018 34.433.536,71 21.424

31/12/2017 33.323.542,10 18.380

b) Reserva Legal Representada pelas destinações estatutárias das sobras, no percentual de 70%, utilizada para reparar perdas e atender ao desenvolvimento de suas Atividades. c) Sobras Acumuladas As sobras são distribuídas e apropriadas conforme Estatuto Social, normas do Banco Central do Brasil e posterior deliberação da Assembleia Geral Ordinária (AGO). Atendendo à instrução do BACEN, por meio da Carta Circular nº 3.224/06, o Fundo de Assistência Técnica, Educacional e Social – FATES é registrado como exigibilidade, e utilizado em despesas para o qual se destina, conforme a Lei nº 5.764/71.

Em Assembleia Geral Ordinária, realizada em 19 de abril de 2018, os cooperados deliberaram pelo aumento do capital social com sobra do exercício findo em 31 de dezembro de 2017, no valor de R$ 1.502.896,94. d) Destinações estatutárias e legais De acordo com o estatuto social da cooperativa e a Lei nº 5.764/71, a sobra líquida do exercício terá a seguinte destinação: Descrição 31/12/2018 Sobra líquida do exercício 10.028.604,22 Sobra líquida, base de cálculo das destinações. 10.028.604,22 Destinações estatutárias Reserva legal – 70% (7.020.022,95) Fundo de assistência técnica, educacional e social 10% (1.002.860,42) Sobra à disposição da Assembleia Geral 2.005.720,85

31/12/2017 7.514.484,69 7.514.484,69 (5.260.139,28) (751.448,47) 1.502.896,94

A Reserva legal destina-se a reparar perdas e atender ao desenvolvimento de suas Atividades; O Fundo de assistência técnica, educacional e social (FATES) é destinado a atividades educacionais, à prestação de assistência aos cooperados, seus familiares e empregados da cooperativa; e Os resultados decorrentes de atos não cooperativos, quando positivos, são destinados ao FATES. 18. Resultado de atos não cooperativos O resultado de atos não cooperativos tem a seguinte composição: Descrição 31/12/2018 31/12/2017 Receita de prestação de serviços 3.418.494,44 2.077.714,23 Despesas específicas de atos não cooperativos (435.563,36) (297.386,27) Despesas apropriadas na proporção das receitas de atos não cooperativos (1.450.974,35) (751.016,85) Resultado operacional 1.531.956,73 1.029.311,11 Receitas (despesas) não operacionais líquidas 26.859,39 37.938,83 Lucro antes do imposto de renda e da contribuição social 1.505.097,34 1.067.249,49 Imposto de Renda e CSLL (634.143,02) (534.625,30) Dedução Receitas Atos Não Cooperativos com Associados (1.378.368,96) (769.378,68) Resultado de atos não cooperativos (lucro líquido) (507.414,64) (236.754,04) 19. Pagamento de Juros ao Capital A Cooperativa remunerou juros ao capital próprio dos associados nos exercícios de 2018 e 2017, o valor R$985.208,05 e R$1.022.893,69, respectivamente. Os critérios para o pagamento obedeceram a Lei Complementar 130, artigo 7º, de 17 de abril de 2009. A remuneração foi limitada ao valor da taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e de Custódia – SELIC. A referida provisão foi demonstrada na Demonstração de Sobras ou Perdas – DSP e na Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido – DMPL, conforme Circular BACEN nº 2.739/1997. 20. Outros ingressos/rendas operacionais Descrição Recuperação de Encargos e Despesas Reversão de Outras Provisões Operacionais Rendas de Repasses Interfinanceiros Atualizações de Depósitos Judiciais Rendas de Cartões Dividendos Distribuição de Sobras da Central Outras Rendas Operacionais (a) Total

31/12/2018 102.867,68 20.799,77 23.022,68 44.875,07 1.367.412,50 25.103,71 434.950,50 518.885,19 2.879.987,66

31/12/2017 387.421,16 541.061,10 23.346,23 57.013,65 783.425,29 27.238,49 450.337,56 836.652,02 3.106.495,50

(a) Refere-se a tarifas de assistência técnica. 21. Outros dispêndios/despesas operacionais Descrição 31/12/2018 31/12/2017 Despesas de Descontos Concedidos em Renegociações 171.738,63 94.584,52 Descontos Concedidos Operações de Crédito 49.819,50 62.816,69 Cancelamento de Tarifas Pendentes 324.869,52 264.243,45 Contribuição ao Fundo Garantidor de Depósitos 9.779,75 9.598,42 Provisão para Passivos Contingentes 134.530,98 217.907,20 Outras Despesas Operacionais (a) 351.431,52 257.226,74 Provisão para Garantias Prestadas 144.733,88 90.557,74 Contribuições ao Fundo Ressarcimento de Fraudes Externas 4.333,67 9.309,61 Contribuições ao Fundo de Ressarcimento de Perdas Operacionais 2.207,47 5.273,69 Contribuições ao Fundo de Investimento em Tecnologia da Informação 241.299,01 221.867,17 Fundo de Estabilidade e Liquidez 367.169,08 Outras Contribuições Diversas (FRV) 146.460,54 Total 1.948.373,55 1.233.385,23 (a)Refere-se a perdas trabalhistas, registros/baixas de gravames e outras. 22. Resultado não operacional Descrição Lucros na Alienação de Valores e Bens Ganhos de Capital Rendas de Alugueis Outras Rendas Não Operacionais Total de Receitas Não Operacionais Prejuízo na Alienação de Valores e Bens Perdas de Capital Outras Despesas Não Operacionais Total de Despesas Não Operacionais Resultado Líquido

31/12/2018 52.955,92 22.243,66 3.600,00 2.964,65 81.764,23 (5.750,00) (30.765,49) (72.108,13) (108.623,62) (26.859,39)

31/12/2017 75.987,37 30.608,42 6.300,00 0,13 112.895,92 (29,48) (28.467,13) (46.460,48) (74.957,09) 37.938,83

23. Partes Relacionadas As partes relacionadas existentes são as pessoas físicas que têm autoridade e responsabilidade de planejar, dirigir e controlar as atividades da cooperativa e membros próximos da família de tais pessoas. As operações são realizadas no contexto das atividades operacionais da Cooperativa e de suas atribuições estabelecidas em regulamentação específica. As operações com tais partes relacionadas não são relevantes no contexto global das operações da cooperativa, e caracterizam-se basicamente por transações financeiras em regime normal de operações, com observância irrestrita das limitações impostas pelas normas do Banco Central, tais como movimentação de contas correntes, aplicações e resgates de RDC e operações de crédito. As garantias oferecidas em razão das operações de crédito são: avais, garantias hipotecárias, caução e alienação fiduciária. Montante das operações ativas e passivas no exercício de 2018: Montante das Operações Ativas

Valores

P.R. – Vínculo de Grupo Econômico P.R. – Sem vínculo de Grupo Econômico TOTAL Montante das Operações Passivas

2.906.874,37 1.506.827,12 4.413.701,49 5.610.302,58

% em Relação à Provisão de Carteira Total Risco 0,75% 11.125,61 0,39% 5.777,83 1,14% 16.903,44 2,36%

Operações ativas e passivas – saldo em 31/12/2018: PCLD (Provisão para % da Operação de Natureza da Opera- Valor da Operação Crédito de Liquidação Crédito em Relação à ção de Crédito de Crédito Duvidosa) Carteira Total Cheque Especial 31.791,54 1.328,87 2% Conta Garantida 11.337,66 63,38 1% Crédito Rural 778.824,88 7.135,30 1% Empréstimo 2.092.820,21 14.454,31 3% Financiamento 14.492,44 144,92 0% Títulos Descontados 93.992,25 434,98 1% Natureza dos Depósitos Valor do Depósito % em Relação á Carteira Total Taxa Média - % Depósitos a Vista 674.770,66 1,20% 0% Depósitos a Prazo 4.301.193,71 2,06% 0,46% Foram realizadas transações com partes relacionadas, na forma de: depósito a prazo, cheque especial, conta garantida, cheques descontados, crédito rural – RPL, crédito rural – repasses, empréstimos, dentre outras, à taxa/remuneração aplicada para os associados foram as mesmas praticadas para as partes relacionadas. As taxas/remunerações praticadas estão à disposição dos associados nas dependências do SICOOB CREDIVERTENTES. Natureza das Operações Ativas e Passivas Desconto de Cheques Empréstimos Financiamento Aplicação Financeira - Pós Fixada

Taxas Aplicadas em Taxa Aprovada pelo Conselho Relação às Partes de Administração / Diretoria Relacionadas Executiva 2,05% 2,05% 2,45% 2,45% 1,39% 1,39% 96,08% 96,08%

As garantias oferecidas pelas partes relacionadas em razão das operações de crédito são: avais, garantias hipotecárias, caução e alienação fiduciária. Natureza da Operação de Crédito Crédito Rural Empréstimos e Financiamentos Títulos Descontados

Garantias Prestadas 1.712.558,07 4.335.320,01 78.661,81

No exercício de 2018, os benefícios monetários destinados às partes relacionadas foram representados por benefícios monetários, apresentando-se da seguinte forma: Descrição Honorários Gratificações da Diretoria Conselheiros de Administração FGTS Diretoria INSS Diretoria Total

31/12/2018 789.253,51 193.796,66 331.095,11 93.444,39 286.605,76 1.694.195,43

24. Cooperativa Central de Crédito de Minas Gerais Ltda. O SICOOB CREDIVERTENTES em conjunto com outras cooperativas singulares é filiada à Cooperativa Central de Crédito de Minas Gerais Ltda. - SICOOB CENTRAL CREDIMINAS, que representa o grupo formado por suas afiliadas perante as autoridades monetárias, organismos governamentais e entidades privadas. O SICOOB CENTRAL CREDIMINAS é uma sociedade cooperativista que tem por objetivo a organização em comum em maior escala dos serviços econômico-financeiros e assistenciais de suas filiadas (cooperativas singulares), integrando e orientando suas atividades, de forma autônoma e independente, através dos instrumentos previstos na legislação pertinente e normas exaradas pelo Banco Central do Brasil, bem como facilitando a utilização recíproca dos serviços, para consecução de seus objetivos. Para assegurar a consecução de seus objetivos, cabe ao SICOOB CENTRAL CREDIMINAS a coordenação das atividades de suas filiadas, a difusão e fomento do cooperativismo de crédito, a orientação e aplicação dos recursos captados, a implantação e implementação de controles internos voltados para os sistemas que acompanhem informações econômico-financeiras, operacionais e gerenciais, entre outras. O SICOOB CREDIVERTENTES responde solidariamente pelas obrigações contraídas pelo SICOOB CENTRAL CREDIMINAS perante terceiros, até o limite do valor das cotas-partes do capital que subscrever, proporcionalmente à sua participação nessas operações. Saldos das transações da Cooperativa com o SICOOB CENTRAL CREDIMINAS: Descrição 31/12/2018 31/12/2017 Ativo circulante - Relações interfinanceiras - centralização 151.214.989,54 124.064.417,70 financeira (nota 5) Ativo Permanente - Investimentos (nota 9) 7.812.999,88 6.119.229,71

As demonstrações contábeis do SICOOB CENTRAL CREDIMINAS, em 30 de junho de 2018, foram auditadas por outros auditores independentes que emitiram relatório de auditoria sobre as demonstrações contábeis, datado de 22/08/2018, com opinião sem modificação. 25. Gerenciamento de Risco A gestão integrada de riscos e de capital no âmbito das cooperativas do Sicoob é realizada de forma centralizada pelo Sicoob Confederação, abrangendo, no mínimo, os riscos de crédito, mercado, liquidez, operacional, socioambiental, continuidade de negócios e de gerenciamento de capital. A política institucional de gestão integrada de riscos e de capital, bem como as diretrizes de gerenciamento dos riscos e de capital são aprovadas pelo Conselho de Administração do Sicoob Confederação. A estrutura centralizada de gerenciamento de riscos e de capital é compatível com a natureza das operações e à complexidade dos produtos e serviços oferecidos, sendo proporcional à dimensão da exposição aos riscos das entidades do Sicoob. Em cumprimento à Resolução CMN 4.557/2017, encontra-se disponível no sítio do Sicoob (www.sicoob.com.br) relatório descritivo da estrutura de gerenciamento de riscos e da estrutura de gerenciamento de capital. 25.1 Risco Operacional O processo de gerenciamento do risco operacional consiste na avaliação qualitativa dos riscos por meio das etapas de identificação, avaliação, tratamento, testes de avaliação dos sistemas de controle, comunicação e informação. Os resultados desse processo são apresentados à Diretoria Executiva e ao Conselho de Administração. A metodologia de alocação de capital, para fins do Novo Acordo da Basileia, utilizada para determinação da parcela de risco operacional (RWAopad) é a Abordagem do Indicador Básico (BIA). 25.2 Riscos de Mercado e de Liquidez O gerenciamento do risco de mercado é o processo que visa quantificar a possibilidade de ocorrência de perdas resultantes da flutuação nos valores de mercado de instrumentos detidos pelas cooperativas, e inclui o risco da variação das taxas de juros e dos preços de ações, para os instrumentos classificados na carteira de negociação (trading) e o risco da variação cambial e dos preços de mercadorias (commodities), para os instrumentos classificados na carteira de negociação ou na carteira bancária (banking). O processo de gerenciamento do risco de liquidez lida com a possibilidade de a cooperativa não ser capaz de honrar eficientemente suas obrigações esperadas e inesperadas, correntes e futuras, incluindo as decorrentes de vinculação de garantias, sem afetar suas operações diárias e sem incorrer em perdas significativas. No processo de gerenciamento do risco de mercado e da liquidez das cooperativas são realizados os seguintes procedimentos: a) utilização do VaR – Value at Risk para mensurar o risco de mercado das cooperativas; b) análise de descasamentos entre ativos e passivos para avaliação de impacto na margem financeira das cooperativas; c) definição de limite máximo para a exposição a risco de mercado; d) realização periódica de backtest do VaR das carteiras das cooperativas e dos modelos de cálculo de risco de mercado; e) definição de limite mínimo de liquidez para as cooperativas; f) projeção do fluxo de caixa das cooperativas para 90 (noventa) dias; g) diferentes cenários de simulação de perda em situações de stress. 25.3 Gerenciamento de Capital O gerenciamento de capital é o processo contínuo de monitoramento e controle do capital, mantido pela cooperativa para fazer face aos riscos a que está exposta, visando atingir os objetivos estratégicos estabelecidos.

a efetividade. 26. Coobrigações e riscos em garantias prestadas Em 31 de dezembro de 2018, a cooperativa é responsável por coobrigações e riscos em garantias prestadas, no montante de R$ 14.552.600,74 (31/12/2017 - R$ 10.605.789,25), referentes a aval prestado em diversas operações de crédito de seus associados com outras instituições financeiras. 27. Seguros contratados – Não auditados A Cooperativa adota política de contratar seguros de diversas modalidades, cuja cobertura é considerada suficiente pela Administração e agentes seguradores para fazer face à ocorrência de sinistros. As premissas de riscos adotados, dada a sua natureza, não fazem parte do escopo de auditoria das demonstrações contábeis, consequentemente, não foram examinadas pelos nossos auditores independentes. 28. Índice de Basiléia O Patrimônio de Referência (PR) da Cooperativa encontra-se compatível com o grau de risco da estrutura dos ativos, apresentando margem para o limite de compatibilização em 31 de dezembro de 2018. 29. Provisão para demandas judiciais É estabelecida considerando a avaliação dos consultores jurídicos quanto às chances de êxito em determinados questionamentos fiscais e trabalhistas em que a cooperativa é parte envolvida. Dessa forma, são constituídas as seguintes provisões:

31/12/2018 31/12/2017 Provisão para Depósitos Provisão para Depósitos Contingências Judiciais Contingências Judiciais 311.030,35 311.030,35 302.049,19 302.049,19 704.416,76 695.493,75 601.416,80 593.835,08 152.123,64 152.123,64 129.906,72 129.906,72 1.167.570,75 1.158.647,74 1.033.372,71 1.025.790,99

Descrição PIS PIS FOLHA Outras contingências Total

PIS e COFINS - quando do advento da Lei nº 9.718/1998, a cooperativa entrou com ação judicial questionando a legalidade da inclusão de seus ingressos decorrentes de atos cooperados na base de cálculo do PIS e COFINS. Segundo a assessoria jurídica do SICOOB CREDIVERTENTES, existe 01 processo judicial no qual a cooperativa figura como polo passivo, os quais foram classificados com risco de perda possível, totalizando R$ 31.000,00. Cooperativa de Crédito de Livre Admissão Campos das Vertentes Ltda. SICOOB CREDIVERTENTES

João Pinto de Oliveira

Presidente do Conselho de Administração

Paulo Melo

Vice-Presidente do Conselho de Administração

Alexandre Nunes Machado Chaves Conselheiro de Administração

Antônio Vicente de Andrade Conselheiro de Administração

25.4 Risco de Crédito O gerenciamento de risco de crédito objetiva garantir a aderência às normas vigentes, maximizar o uso do capital e minimizar os riscos envolvidos nos negócios de crédito por meio das boas práticas de gestão de riscos. Compete ao gestor centralizado (Sicoob Confederação) a padronização de processos, de metodologias de análises de risco de clientes e de operações, da criação e de manutenção de política única de risco de crédito para o Sicoob, além do monitoramento das carteiras de crédito das cooperativas.

Fabiana Andréia F. Dielle Barros de Oliveia

25.5 Risco Socioambiental O gerenciamento do risco socioambiental consiste na identificação, classificação, avaliação e no tratamento dos riscos com possibilidade de ocorrência de perdas decorrentes de danos socioambientais.

Conselheiro de Administração

25.6 Gestão de Continuidade de Negócio A Gestão de Continuidade dos Negócios (GCN) é um processo abrangente de gestão que identifica ameaças potenciais de descontinuidade das operações de negócios para a organização e possíveis impactos, caso essas ameaças se concretizem. O Sicoob Confederação realiza Análise de Impacto (AIN) para identificar processos críticos sistêmicos, com objetivo de definir estratégias para continuidade desses processos e, assim, resguardar o negócio de interrupções prolongadas que possam ameaçar sua continuidade. O resultado da AIN é baseado nos impactos financeiro, legal e de imagem. São elaborados, anualmente, Planos de Continuidade de Negócios contendo os principais procedimentos a serem executados para manter as atividades em funcionamento em momentos de contingência. Os Planos de Continuidade de Negócios são classificados em: Plano de Continuidade Operacional (PCO) e Plano de Recuperação de Desastre (PRD). Anualmente são realizados testes nos Planos de Continuidade de Negócios para validar

Helder José Daher Chaves Conselheiro de Administração

Conselheira de Administração

Lígia Honorina de Andrade Moreira Conselheira de Administração

Mauro Capolari Vivas

Yuri Carvalho Gomes

Conselheiro de Administração

Luiz Henrique Garcia

Diretor Executivo Financeiro

Flávia Alves Coelho

Diretora Executiva Administrativa

Helder Resende

Diretor Executivo de Gestão de Risco

José Osvaldo da Silva

Contatador CRC MG 084.114

Parecer do Conselho Fiscal O Conselho Fiscal do SICOOB CREDIVERTENTES - Cooperativa de Crédito de Livre Admissão Campos das Vertentes Ltda., reunido em 06/02/2019, em cumprimento do art. 87 inciso “IV”, do Estatuto Social, declara para os devidos fins legais e estatutários, que procedeu a minucioso exame em todos os documentos e peças contábeis, que compreendem o Balanço Geral, relativo ao exercício encerrado em 31 de dezembro de 2.018, tendo encontrado tudo em ordem. Em nossa opinião, as demonstrações contábeis representam adequadamente em todos os aspectos relevantes, a posição patrimonial e financeira do SICOOB CREDIVERTENTES, Cooperativa de Crédito de Livre Admissão Campos das Vertentes Ltda., em 31 de dezembro de 2.018. Assim, somos unânimes e favoráveis à aprovação, pela Assembleia Geral Ordinária, das contas apresentadas pela Diretoria, referente ao exercício de 2.018. São Tiago - MG, 06 de fevereiro de 2019

Conselheiros Fiscais Efetivos Cristiano Alexandre de Almeida Luis Cláudio dos Reis Coordenador do Conselho Fiscal Secretário do Conselho Fiscal

Marlon Moredson de Castro Conselheiro Fiscal

RELATÓRIO DE AUDITORIA SOBRE AS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS Ao Conselho de Administração, à Administração e aos Cooperados da Cooperativa de Crédito de Livre Admissão Campos das Vertentes Ltda. SICOOB CREDIVERTENTES São Tiago/MG Opinião Examinamos as demonstrações contábeis da Cooperativa de Crédito de Livre Admissão Campos das Vertentes Ltda. - SICOOB CREDIVERTENTES, que compreendem o balanço patrimonial em 31 de dezembro de 2018 e as respectivas demonstrações de sobras ou perdas, das mutações do patrimônio líquido e dos fluxos de caixa para o exercício findo nessa data, bem como as correspondentes notas explicativas, incluindo o resumo das principais políticas contábeis. Em nossa opinião, as demonstrações contábeis acima referidas apresentam adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a posição patrimonial e financeira do SICOOB CREDIVERTENTES em 31 de dezembro de 2018, o desempenho de suas operações e os seus fluxos de caixa para o exercício findo nessa data, de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil, aplicáveis às instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil. Base para opinião Nossa auditoria foi conduzida de acordo com as normas brasileiras e internacionais de auditoria. Nossas responsabilidades, em conformidade com tais normas, estão descritas na seção a seguir, intitulada “Responsabilidades do auditor pela auditoria das demonstrações contábeis”. Somos independentes em relação à cooperativa, de acordo com os princípios éticos relevantes previstos no Código de Ética Profissional do Contador e nas normas profissionais emitidas pelo Conselho Federal de Contabilidade, e cumprimos com as demais responsabilidades éticas de acordo com essas normas. Acreditamos que a evidência de auditoria obtida é suficiente e apropriada para fundamentar nossa opinião. Outras informações que acompanham as demonstrações contábeis e o relatório do auditor A administração da cooperativa é responsável por essas outras informações que compreendem o Relatório da Administração. Nossa opinião sobre as demonstrações contábeis não abrange o Relatório da Administração e não expressamos qualquer forma de conclusão de auditoria sobre esse relatório. Em conexão com a auditoria das demonstrações contábeis, nossa responsabilidade é a de ler o Relatório da Administração e, ao fazê-lo, considerar se esse relatório está, de forma relevante, inconsistente com as demonstrações contábeis ou com o nosso conhecimento obtido na auditoria ou, de outra forma, aparenta estar distorcido de forma relevante. Se, com base no trabalho realizado, concluirmos que há distorção relevante no Relatório da Administração, somos requeridos a comunicar esse fato. Não temos nada a relatar a este respeito. Responsabilidades da administração e da governança pelas demonstrações contábeis A administração é responsável pela elaboração e adequada apresentação das demonstrações contábeis de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil, aplicáveis às instituições financeiras autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil e pelos controles internos que ela determinou como necessários para permitir a elaboração de demonstrações contábeis livres de distorção relevante, independentemente se causada por fraude ou erro. Na elaboração das demonstrações contábeis, a administração é responsável pela avaliação da capacidade de a cooperativa continuar operando, divulgando, quando aplicável, os assuntos relacionados com a sua continuidade operacional e o uso dessa base contábil na elaboração das demonstrações contábeis, a não ser que a administração pretenda liquidar a cooperativa ou cessar suas operações, ou não tenha nenhuma alternativa realista para evitar o encerramento das operações. Os responsáveis pela governança da cooperativa são aqueles com responsabilidade pela supervisão do processo de elaboração das demonstrações contábeis.

Responsabilidades do auditor pela auditoria das demonstrações contábeis Nossos objetivos são obter segurança razoável de que as demonstrações contábeis, tomadas em conjunto, estão livres de distorção relevante, independentemente se causada por fraude ou erro, e emitir relatório de auditoria contendo nossa opinião. Segurança razoável é um alto nível de segurança, mas não uma garantia de que a auditoria realizada de acordo com as normas brasileiras e internacionais de auditoria sempre detectam as eventuais distorções relevantes existentes. As distorções podem ser decorrentes de fraude ou erro e são consideradas relevantes quando, individualmente ou em conjunto, possam influenciar, dentro de uma perspectiva razoável, as decisões econômicas dos usuários tomadas com base nas referidas demonstrações contábeis. Como parte de uma auditoria realizada de acordo com as normas brasileiras e internacionais de auditoria, exercemos julgamento profissional, e mantemos ceticismo profissional ao longo da auditoria. Além disso: .Identificamos e avaliamos o risco de distorção relevante nas demonstrações contábeis, independente se causada por fraude ou erro, planejamos e executamos procedimentos de auditoria em resposta a tais riscos, bem como obtemos evidência de auditoria apropriada e suficiente para fundamentar nossa opinião. O risco de não detecção de distorção relevante resultante de fraude é maior do que proveniente de erro, já que a fraude pode envolver o ato de burlar os controles internos, e conluio, falsificação, omissão ou representações falsas intencionais. .Obtemos o entendimento dos controles internos relevantes para a auditoria para planejarmos procedimentos de auditoria apropriados nas circunstâncias, mas não com o objetivo de expressarmos opinião sobre a eficácia dos controles internos da cooperativa. .Avaliamos a adequação das políticas contábeis utilizadas e a razoabilidade das estimativas contábeis e respectivas divulgações feitas pela administração. .Concluímos sobre a adequação do uso, pela administração, da base contábil de continuidade operacional e, com base nas evidências de auditoria obtidas, se existe incerteza significativa em relação a eventos ou circunstâncias que possam levantar dúvida significativa em relação a capacidade de continuidade operacional da cooperativa. Se concluirmos que existe incerteza significativa devemos chamar atenção em nosso relatório de auditoria para as respectivas divulgações nas demonstrações contábeis ou incluir modificação em nossa opinião, se as divulgações forem inadequadas. Nossas conclusões estão fundamentadas nas evidências de auditoria obtidas até a data de nosso relatório. Todavia, eventos ou condições futuras podem levar a cooperativa a não mais se manter em continuidade operacional. .Avaliamos a apresentação geral, a estrutura e o conteúdo das demonstrações contábeis, inclusive as divulgações e se as demonstrações contábeis representam as correspondentes transações e os eventos de maneira compatível com o objetivo de apresentação adequada. Comunicamo-nos com os responsáveis pela governança a respeito, entre outros aspectos, do alcance planejado, da época da auditoria e das constatações significativas de auditoria, inclusive as eventuais deficiências significativas nos controles internos que identificamos durante nossos trabalhos. Belo Horizonte/MG, 6 de fevereiro de 2019. Felipe Rodrigues Beiral Contador CRC MG - 90.766/O-4 CNAI 2.994


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ANO XV Nº 191 - MARÇO 2019

ESPORTE

Athletic Club disputa o Módulo II do Mineiro VANUZA RESENDE

A região do Campo das Vertentes está representada no Campeonato Mineiro Módulo II pela equipe do Athletic Club, de São Joao del-Rei. O retorno do Esquadrão de Aço ao futebol profissional aconteceu em 2018, quando o clube foi vice-campeão da segunda divisão do Campeonato Mineiro e conquistou acesso ao Módulo II. O Athletic disputa a competição ao lado de 10 equipes: América TO, CAP Uberlândia, Coimbra, Democrata SL, Democrata GV, Betinense, Ipatinga, Nacional de Muriaé, Uberlândia e Uberaba. O Tricordiano desistiu de participar do campeonato dois dias antes do início do torneio, alegando falta de apoio. Com a decisão, o clube está rebaixado automaticamente e impedido de participar de competições organizadas pela Federação Mineira de Futebol por dois anos. Além disso, será obrigado a pagar multa de cem mil reais. Com a desistência, a cada jogo designado na tabela do Módulo II envolvendo o Tricordiano, serão lançados na classificação a vitória do adversário pelo placar de 3 a 0, bem como os três pontos respectivos. O campeonato está sendo disputado em turno único, no sistema de todos contra todos. Os quatro melhores colocados da primeira fase avançam para as semifinais e os dois piores caem para a segundona de 2020; com o rebaixamento automático do Tricordiano, será só mais um clube rebaixado. As semifinais serão disputadas em jogos de ida e volta. Em caso de dois empates ou vitória e derrota pela mesma margem de gols, a equipe melhor colocada na fase preliminar avança para a decisão e, consequentemente, conquista o acesso. Na final, também jogada em duas partidas, o mesmo critério se aplica para definir o campeão, em caso de igualdade. RETORNO AO FUTEBOL PROFISSIONAL Umas das renovações do Athletic para a temporada de 2019 foi a do treinador Cícero Júnior. Cícero começou jogando no Athletic.

Com 11 anos foi para o América MG e, mais tarde, voltou ao Athletic, emprestado. Como técnico, ele já atuou em outras equipes e passou temporada na China. O treinador retornou em 2018 ao Athletic, onde conquistou o campeonato amador no ano do centenário do clube. O técnico falou sobre a temporada anterior e como foi o acesso do clube ao Módulo II: “O futebol profissional do Athletic não era o projeto inicial de 2018. Nós iríamos jogar o Sub-20 e teve uma mudança no regulamento da Federação Mineira que impossibilitou a gente disputar o Sub-20. Aí surgiu a chance de disputar o profissional. Inicialmente houve um pouco de restrição, mas a gente optou por disputar. Por mais que todo mundo tivesse muito receio, todos acompanharam e tivemos um grande sucesso. Não só pelo resultado, mas também pela organização do clube. Fomos brindados com o vice- campeonato, perdendo a final nos pênaltis para o Coimbra, no Independência. Eu brinco que, se a gente fosse campeão, seria um final de filme perfeito. Fizemos um gol aos 49 do segundo tempo, do único são-joanense em campo, levando para os pênaltis. Se a gente fosse campeão, seria um filme muito perfeito”,comenta Cícero. Para o treinador do Athletic, o resultado da competição não foi uma surpresa para o clube. “Nós sabíamos que tínhamos um grande grupo. E no dia-a-dia a gente via que era um grupo vencedor, atletas bastante compromissados com o projeto, com os treinamentos e, a partir disso, foi só lapidar, acertar alguns detalhes que as coisas fluíram naturalmente”, destaca o comandante da equipe. EQUIPE RENOVADA PARA O MÓDULO II Para tentar o acesso ao principal campeonato do estado, a equipe do Athletic fez várias contratações e algumas renovações em 2019. “Estamos em um outro campeonato, então as exigências são maiores, um nível técnico um pouco maior, um torneio mais disputado e com equipes mais tradicionais, times que estão acostumados com a primeira divisão e acostumados com o Módulo

II também. Nós, como caçulas do Módulo II, estamos aprendendo, tomando umas pancadas. Mas a gente tem que voltar a aprender a perder, porque estamos com 20 partidas no profissional e somente três derrotas. Temos que aprender a sermos derrotados, temos que saber lidar com isso. Na semana subsequente a uma derrota, ela tem que ser mais trabalhada, muito cuidado para não perder o foco. Porém, sabemos que estamos na briga por uma coisa boa este ano”, diz Cícero. PRATAS DA CASA Ter uma equipe da região disputando bons campeonatos pode significar a chance mais próxima para aqueles garotos que sonham em ser jogador de futebol profissional. O elenco atual tem cinco jogadores são-joanenses. Dois deles irmãos: o zagueiro Igor Zezão e o atacante Edson Zezão. Edson retornou ao futebol quando já estava se encaminhando para outros trabalhos. O atacante foi para São Paulo com 18 anos e disputou uma turnê por vários países, como França, Turquia, Holanda e Suíça. “Era um time de empresários, mas infelizmente nós não tivemos uma boa trajetória porque ninguém foi vendido. Depois fui para João Pessoa, disputei o Paraibano e fui para a Bolívia jogar no Jorge Wilstermann. Voltei da Bolívia em 2011 e não joguei mais. Agora estou retornando para o Athletic” conta o atacante. Edson recebeu o convite do Esquadrão de Aço, mas disse que ficou em dúvida sobre seu retorno ao futebol. “Fiquei em dúvida porque já estava trabalhando, com a vida estruturada em outros rumos. No entanto, minha família e amigos deram força e decidi aceitar o convite. Jogar no clube da cidade é o sonho de qualquer um. Jogar em casa, junto com a família, é ótimo”, comemora o atacante. APOIO DA TORCIDA Nos dois jogos em casa, o décimo segundo jogador fez a diferença. Além da Charanga do Esquadrão de Aço, que comanda a festa nas arquibancadas, torcedores da região foram ao estádio para apoiar o time. Para Cícero, esse apoio da torcida é fundamental. “Foi uma surpresa

muito grande esse apoio da região. Os torcedores estão abraçando a ideia de ter uma equipe profissional na disputa de um campeonato importante. A gente tem recebido mensagens, apoio de cidades vizinhas, como Resende Costa, Prados. E a gente fica muito feliz em estarmos representando a nossa região.” Edson Zezão ganhou um bandeirão da charanga do Athletic no primeiro jogo. “Ano passado eu estava na torcida e fiz muita amizade. Fiquei até arrepiado quando vi a bandeira. Tenho só que agradecer a essa torcida toda, da cidade e da região. Demorou termos um time no futebol profissional, mas, graças a Deus, voltamos. E é ótimo saber que o pessoal apoia a gente”, frisa o atacante. CAMPANHA ATHLETICANA O Athletic estreou no campeonato jogando em casa contra o Democrata de Governador Valadares, no sábado 9 de fevereiro. O clube viu o adversário abrir o placar com gol do jogador equatoriano Mamita, mas conseguiu a virada nos 44 minutos do segundo tempo. Os gols do Esquadrão de Aço foram marcados por Bruno Gomes e Igor Felipe. Já no sábado 16, o Athletic foi a Nova Serrana jogar contra o Serranense e, debaixo de chuva, viu o adversário marcar três gols, (Michel, Thiago e Wendel) enquanto os atletas do clube são-joanense não conseguiram converter as chances em tentos. No terceiro jogo, mais uma vez o Athletic teve que viajar para o seu compromisso no fim de semana. No sábado 23, o time enfrentou o Democrata de Sete Lagoas e voltou para casa com um empate de 1x1. Os gols da partida foram marcados por Igor Felipe (Athletic) e Vander Lúcio (Democrata). O quarto compromisso da equipe são-joanense foi em casa, no dia 2 de março, sábado de Carnaval. No estádio Joaquim Portugal, a torcida comemorou os 3x1 sobre o Uberaba. Os gols do time da casa foram marcados por Rudimar, Guilherme e Matheus. O tento do adversário foi marcado por Wallace. Pela quinta rodada, o Athletic enfrentaria, fora de casa, o Tricordiano. Sem precisar ir a campo para

Foto redes sociais Athleti Club

Objetivo do clube é conseguir acesso à principal categoria do Campeonato Mineiro

Animada torcida do Esquadrão de Aço de São João del-Rei tem feito a diferença nos jogos do time

oficializar o W.O, o Athletic ganhou três pontos e um saldo de três gols. Para Cícero Júnior, os resultados remetem a uma disputa acirrada no campeonato. “Eu tenho falado que vai ser um campeonato muito disputado. E a pontuação da zona de rebaixamento e da zona de classificação vai ser próxima. Vai ter gente brigando até o final para estar entre os quatro e ao mesmo tempo brigando até para não cair. São equipes que têm condições para brigar para o acesso até o final”, analisa o técnico. PRÓXIMOS COMPROMISSOS O Athletic jogará mais três jogos em casa pela primeira fase do campeonato. Contra o CAP Uberlândia, às 15 horas de sábado, 16 de março. A partida contra o Coimbra também às 15 horas de sábado, 30 de abril. Encerrando os jogos em casa, o Esquadrão de Aço enfrentará o América TO no dia 13 de abril, às 15 horas. O clube completa a tabela indo até o Ipatingão no dia 23 de março, às 16 horas, para jogar com o Ipatinga. No dia 7 de abril, encara o Uberlândia no Parque do Sabiá. E no dia 20 de abril, último fim de semana da fase de classificação, enfrenta o Nacional de Muriaé no Soares de Azevedo. Os ingressos podem ser adquiridos antecipadamente na sede da secretaria do Estádio Joaquim Portugal e em pontos comerciais de São João del-Rei por R$20,00. No dia das partidas, o valor integral do ingresso é R$40,00 e a meia-entrada, R$20,00.


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