Jornal das Lajes
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FUNDADO EM 2003 - RESENDE COSTA
ANO XV
• JANEIRO 2019 • Nº189
DISTRIBUIÇÃO GRATUITA
Virada Cultural agita a programação de fim de ano em Resende Costa Foto organização Virada Cultural
Entrevista Jogo Aberto com o presidente da Câmara Municipal de Resende Costa, vereador Lucas Paulo de Assis Vale.
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Polêmico reservatório da Copasa ganha pinturas artísticas da Tixa A localização e a permanência do reservatório de água da Copasa, no Mirante das Lajes de Cima, há tempos vêm sendo motivo de críticas tanto de resende-costenses quanto de turistas que visitam a cidade. Diante da intransigência da Copasa em transferir o reservatório para outro endereço, a Secretaria Municipal de Turismo, Artesanato e Cultura realizou a “Customização do Reservatório” com pinturas adaptadas da Revista da Tixa. PÁG 07
Uma parceria público-privada, com a participação da iniciativa popular, da Prefeitura Municipal e do comércio, resgatou o tradicional réveillon na Avenida Gonçalves Pinto, centro da cidade. Entre os dias 28 e 31 de dezembro, quem escolheu curtir o feriado de fim de ano e passar o réveillon 2019 na Avenida Gonçalves Pinto contou com uma programação cultural diversificada. PÁG 06 e 08
Cantor e compositor Marcos Vinícius homenageia Isabela da Matta
A Virada Cultural RC levou à avenida um público de diversas idades. As crianças se divertiram nas matinês
O músico resende-costense compôs a canção “Isabela”, em homenagem à sua conterrânea que sofreu um acidente de carro em 2002 e adquiriu graves sequelas. Isabela é modelo de superação e de valorização da vida. PÁG 10
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EDITORIAL Por mais segurança nas festas populares de Resende Costa
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A reportagem de destaque desta edição (nº 189) do Jornal das Lajes é a Virada Cultural RC. A iniciativa de realizar um grande evento popular no feriado de fim de ano partiu do resende-costense e músico da Banda Santa Cecília, Gilson Ricardo. Ele idealizou uma série de atividades culturais, sociais e esportivas que pudessem contemplar um público diverso. A ideia do Gilson foi logo encampada pela Secretaria Municipal de Turismo, Artesanato e Cultura (SETAC) e pelo comércio da cidade, como mostra a reportagem. O secretário responsável pela SETAC, Lucas Lara, disse ao JL que já estava ciente da necessidade de se resgatar o tradicional réveillon na Avenida Gonçalves Pinto, centro de Resende Costa. Segundo ele, a iniciativa de Gilson possibilitou à Secretaria de Cultura trabalhar junto no projeto. E deu certo. Foram quatro dias de evento valorizando cantores, esportistas e comerciantes locais. Quem sempre optou por brindar a chegada do ano novo na Gonçalves Pinto neste ano pôde comemorar ainda mais. Mas, como diz o ditado popular, “nem tudo são flores”. Nos dias de maior movimento, sobretudo no sábado (31), alguns problemas, já conhecidos em Resende Costa em ocasiões de festas na avenida, insistiram em querer tirar o brilho da Virada Cultural, que tinha como meta reunir as famílias, chamar as crianças e o público de todas as idades para uma grande confraternização. Infelizmente, houve registros de brigas. Moradores do centro da cidade postaram mensagens nas redes sociais, reclamando da quantidade de sujeira nas ruas próximas à Gonçalves Pinto e de pessoas que, à noite, urinavam sem pudor nas calçadas em frente às casas. No dia 3 de janeiro, pela manhã, uma equipe da Prefeitura Municipal desmontava na Praça Nossa Senhora de Fátima a estrutura da iluminação de Natal e a Casinha do Papai Noel, ou melhor, o que sobrou da Casinha. De acordo com um dos funcionários da Prefeitura, vândalos quebraram a Casinha e ainda roubaram o Papai Noel que estava dentro dela. Diante desses, reiteramos, recorrentes fatos de vandalismo que vêm sendo registrados durante algumas festas populares em Resende Costa, surge a preocupação com o carnaval que se aproxima. Tudo indica que a festa será realizada, como de costume, na Avenida Gonçalves Pinto, onde está cada vez mais difícil criar estrutura que ofereça segurança e conforto ao público. Não há banheiro químico suficiente e, mesmo com os poucos que a organização do evento disponibiliza, muitas pessoas ainda optam por usarem ruas e becos para fazerem suas necessidades. No entanto, o que vem causando sérias preocupações são as brigas que acontecem na rua. Poucas ou muitas, não importa. Um tumulto pequeno no meio da rua pode generalizar-se e colocar em risco os cidadãos de bem, inclusive crianças, que querem somente se divertir. Os organizadores dos eventos populares de Resende Costa precisam se ater a esses problemas. Não é fácil para a Polícia Militar estar presente em todos os lugares. Uma solução, talvez, seja instalar, especificamente durante os grandes eventos, como réveillon e carnaval, câmeras de segurança em alguns pontos da cidade a fim de se inibir os brigões e os vândalos. O ideal seria poder contar com a colaboração de todos para que durante as festas não ocorresse nenhum problema relacionado a vandalismo e segurança. O nosso povo é reconhecidamente ordeiro. Quem visita a nossa cidade sempre elogia a limpeza das ruas e praças, a hospitalidade do resende-costense, a animação e o brilho das nossas festas (Réveillon, Carnaval, Semana Santa, Exposição Agropecuária, Festas Rurais, etc.). Não podemos aceitar que uma minoria desordeira, que lamentavelmente não sabe aproveitar as festas sem promover confusões e vandalismo, estrague a boa imagem que construímos ao longo de anos e que vem atraindo pessoas boas para curtir conosco as festas populares.
Jornal das Lajes Ltda Diretor Presidente e editor-chefe: André Eustáquio Melo de Oliveira Diretor de Redação: Rosalvo Gonçalves Pinto Editor Regional: José Venâncio de Resende Diretoria executiva: Eustáquio Peluzi Chaves (administração) e Antônio da Silva Ribeiro Neto (contabilidade).
Redação: Rua Assis Resende, 95 Centro - Resende Costa, MG CEP 36.340-000 TEL(32)3354-1323 Editoração e Site: Rafael Alves Impressão: Sempre Editora Av. Babita Camargos, 1645 Contagem - MG Tiragem: 4000 exemplares Circulação: Resende Costa e São João del-Rei
Conselho Editorial: André Eustáquio Melo de Oliveira, Emanuelle Resende Ribeiro, José Venâncio de Resende, Rosalvo Gonçalves Pinto, João Evangelista Magalhães e José Antônio Oliveira de Resende. Os artigos assinados não refletem obrigatoriamente a opinião do jornal.
De um ponto de vista JOÃO BOSCO DE CASTRO TEIXEIRA*
TEMPOS DE INCERTEZA... mas com OTIMISMO A mecânica quântica envolve o princípio da incerteza: é impossível medir tanto a posição como a velocidade de um dado objeto. Se alguém mensura com precisão a posição de algo, não é possível determinar sua velocidade. Se alguém mensura com precisão a velocidade de algo, não é possível determinar sua posição. Essa afirmativa de Stephen Hawking pode se expandir para a situação política que iniciamos no dia primeiro. Se alguém acredita, firmemente, na competência técnica do novo governo federal, não pode garantir sua capacidade política de gestão. Se alguém avalia essa capacidade com segurança, não pode garantir seu valor técnico. Uma coisa é certa: A meritocracia não pode dispensar, não pode se sobrepor ao político, em termos de bem comum. (Mauro Werkema) Entendo que o Brasil esteja todo numa grande expectativa. E não é para menos. A mudança no quadro político é muito grande. Quadro político em que não faltam maus políticos, para quem o bem comum conta pouco e a corrupção é uma opção para
atender aos próprios interesses. O estrago, causado pelos oito últimos anos, foi grande demais para qualquer governo. Maior para um governo ao qual, queiramos ou não, falta experiência. O mundo perdeu referências que davam sustentação à variedade de governos: direita e esquerda não têm mais significado específico; liberalismo, social democracia e comunismo não se sabe por onde andam; capital e trabalho deixam de comandar; pode-se dizer que o “mercado” continua vivo: e isso é bom ou mau? E, apesar de tudo, sou otimista. Cultivo uma grande esperança porque nasce vida até das cinzas. Minha grande esperança está radicada em variados fatores. O presidente empossado não é aquele candidato que conhecemos. Não. Ele, se já se sentou na cadeira presidencial do Planalto, já deve ter percebido que é uma cadeira, ao mesmo tempo, aconchegante e incômoda, ardente e fria, que exige sabedoria e prudência para enfrentar os riscos que não pode deixar de correr. Sou otimista. No quadro ministerial composto, há pessoas muito sérias, para as quais o
cargo acrescenta pouco à vida que já levam e, por isso, não precisam do emprego. Tal situação as deixa livres e atentas às iniciativas governamentais. Se essas quiserem correr fora dos trilhos possíveis, não se omitirão. A título de exemplo: penso no ministro de Ciência e Tecnologia. Se ele não puder fazer o que entende dever ser feito, se o presidente tomar atitudes inconvenientes, do ponto de vista do bem comum, por que e para que haverá ele de macular a própria vida? Ele não está em início de carreira. Pelo contrário, tem uma carreira que testemunha a seriedade com que encarou a vida. Assim como ele, há outros. Penso até mesmo nos militares que, na sua expressiva maioria, são muito mais sérios que a grande maioria de nossos políticos. Sou otimista. Se “políticas públicas se fazem com gente debruçada sobre a vida”, temos boas chances de êxito. E o presidente vai ter que se comportar. Ou correrá o risco de ficar sozinho. E, sozinho, cairá. *Professor aposentado da UFSJ, membro da Academia de Letras de São João del-Rei.
Foto e situação do mês
Tixa nas paredes do reservatório da Copasa ANDRÉ EUSTÁQUIO
No passado, ficávamos furiosos quando nossos vizinhos nos chamavam de “Lagartixas”, pelo fato de a nossa cidade ter sido er-
guida em cima de pedras. O tempo passou e hoje nos orgulhamos do apelido e até criamos uma mascote inspirada nele, a Tixa. E ela está por todos os cantos da cidade: nas lojas de artesanato, nas pousadas e restaurantes, no
posto de gasolina... E agora ela começou a passear até pelas paredes do reservatório da Copasa. Ah, e onde fica o reservatório? Curiosamente, em cima das lajes, local preferido pelas lagartixas. Foto André Eustáquio
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CÂMARA DE RESENDE COSTA INFORMA
ELEITA NOVA MESA DIRETORA DA CÂMARA DE RESENDE COSTA
APROVAÇÃO DE REPASSES PARA ENTIDADES Em Sessão da Câmara Municipal no dia 21 de dezembro, os vereadores aprovaram vários projetos do Poder Executivo que preveem repasses para entidades municipais: Repasse de R$ 60 mil para a Arcosta: contratação de veterinário, vacinação contra brucelose, Programa Transporte de Calcário e para atendimento a produtores com serviços de trator. Repasse de R$ 591,3 mil para a Associação Filhas de São Camilo, para manutenção do Plantão Médico do Hospital Nossa Senhora do Rosário.
Nova Mesa Diretora da Câmara Municipal de Resende Costa coordenará as trabalhos do Poder Legislativo no ano de 2019
Os vereadores elegeram no dia 21 de dezembro a nova mesa diretora do Legislativo Municipal, que irá coordenar as atividades da Câmara no ano de 2019. Com inscrição de chapa única, a mesa foi eleita por unanimidade, Leia na página 5 entrevista do JL com o vereador Lucas Paulo
com a seguinte composição: Presidente da Câmara: Vereador Lucas Paulo (PSD) Vice-Presidente: Vereador Joãozinho Dias (MDB) Secretário: Vereador Zé do Dico (PT) Acesse e acompanhe o Poder Legislativo: www.camaraderesendecosta.mg.gov.br
Repasse de R$ 147,6 mil para a APAE de Resende Costa, para o atendimento aos alunos da instituição.
Repasse de R$ 7 mil para o Coro e Orquestra Mater Dei, com a finalidade de aquisição de instrumentos musicais.
Câmara Municipal de Resende Costa Trabalhando por uma cidade melhor
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GOVERNO MUNICIPAL INFORMA
IPTU: Prefeitura Municipal estuda meios legais para divulgar listagem dos devedores Dívida referente ao Imposto Predial e Territorial Urbano já ultrapassa R$ 500 mil em Resende Costa Você sabia? A Prefeitura Municipal de Resende Costa tem mais de meio milhão de reais em tarifas de IPTU não recebidas. O Imposto Predial e Territorial Urbano é o principal tributo municipal e tem um papel fundamental para a manutenção de serviços essenciais para a população. Resende Costa possui uma das tarifas mais baixas da região, sendo que o valor médio não chega a 90 reais por imóvel. O não pagamento do imposto implica em me-
nos investimentos em pavimentação, saúde, educação, coleta de lixo, dentre outras áreas. A Administração estuda formas legais de divulgar os nomes dos devedores, que serão incluídos no SPC (Serviço de Proteção ao Crédito). Se você possui pendências relativas ao IPTU, procure a Prefeitura Municipal e regularize a sua situação. Assim, o município obtém recursos para investir no bem-estar da população e você mantém o seu Nome e CPF livres de ações judiciais.
Evite ações judiciais e quite seu IPTU. Todo mundo sai ganhando!
O IPTU é arrecadado anualmente pela Prefeitura e deve ser pago por proprietários de imóveis como lotes, casas, prédios comerciais etc.
Está em vigor Lei que penalizará proprietários de lotes sem estrutura básica Aprovada pela Câmara Municipal e sancionada pelo Poder Executivo, a Lei Nº 4.378 vai penalizar proprietários de lotes que, em local já urbanizado, não possuam passeio concretado e muro. A princípio, a Prefeitura Municipal irá notificar os proprietários, que terão 180 dias para regularizar a situação dos terrenos. Caso não cumpram a determinação, o valor do IPTU será acrescido de 10 vezes mais o valor habitual. Se o lote possuir um dos dois requisitos, o preço do imposto será 5 vezes maior. Lembrando que o documento prevê que cerca de arame e alam-
brado não são aceitos. Há ainda outra possibilidade destacada pela legislação: caso o proprietário não faça as alterações solicitadas, a própria Prefeitura poderá efetuar a obra e cobrar dele o serviço realizado. Isso será estudado de acordo com a região da cidade. Os últimos detalhes da Lei estão sendo regularizados pelo setor jurídico municipal. A legislação não dispensa, porém, os donos de manterem seus terrenos limpos e bem conservados. A Prefeitura seguirá fiscalizando a limpeza dos lotes, independentemente dos muros e passeios.
Com legislação, Prefeitura quer evitar lotes sem estrutura básica em vários pontos da cidade
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JOGO ABERTO com o presidente da Câmara Municipal de Resende Costa, Lucas Paulo
Lucas Paulo é o novo presidente da Câmara Municipal de Resende Costa O vereador do PSD foi eleito na última reunião de 2018 e assumiu no dia 1º de janeiro a presidência do Legislativo municipal Foto André Eustáquio
ANDRÉ EUSTÁQUIO
Na última edição de 2018 do JL, o entrevistado do Jogo Aberto foi o prefeito municipal de Resende Costa, Aurélio Suenes de Resende, que apresentou um balanço da primeira metade do seu segundo mandato. Nesta edição, o JL conversa com o vereador e novo presidente da Câmara Municipal de Resende Costa, Lucas Paulo de Assis Vale. Lucas Paulo esteve nas páginas do Jogo Aberto em 2018 quando estava prestes a lançar sua pré-candidatura a deputado estadual pelo PSD. Aos 28 anos, ele é um dos vereadores mais jovens a ocupar a presidência do Legislativo Municipal de Resende Costa. Lucas foi eleito durante a última sessão da Câmara em 2018, no dia 21 de dezembro, e terá mandato de um ano. Nesta entrevista, o vereador destaca a importância do Legislativo e fala sobre seus projetos para o mandato da mesa diretora da Casa em 2019. Qual foi sua sensação ao ser eleito, pela primeira vez, presidente da Câmara Municipal de Resende Costa? Foi uma satisfação muito grande, isso mostra que o nosso trabalho está sendo bem realizado. Fico feliz em obter a confiança dos outros vereadores para assumir a presidência da Câmara nesse momento. Para mim é uma honra, já que sempre gosto de dizer que tudo na vida é uma passagem e deixar essa marca será muito importante para mim. Você está cumprindo seu segundo mandato como vereador, portanto conhece bem a estrutura da Câmara e o papel do Legislativo. Qual a importância do Legislativo para o município? Na minha opinião, o Legislativo tem um papel fundamental para o andamento dos trabalhos nos municípios. Se o Legislativo não quiser que o poder Executivo ande com os trabalhos, isso é facilmente feito. Vemos isso com frequência nas Assembleias, nos estados e na Câmara dos Deputados em Brasília. Mas fico feliz por nosso município não ter esse problema. Falo muito isso: Resende Costa sempre teve bons nomes na política, cada
Vereador Lucas Paulo cumprirá mandato de um ano como presidente da Câmara Municipal de Resende Costa
um que passou deixou sua contribuição. A atual legislatura de Resende Costa tem cumprido seu papel de fiscalizar o Executivo e propor projetos? Temos hoje grandes vereadores que estão buscando sempre o melhor para Resende Costa. Embates políticos sempre há e vejo serem de muita importância, mas reafirmo que sempre tomamos as decisões pensando no bem do nosso munícipio, fiscalizando, buscando recursos, apresentando projetos e analisando com muita cautela projetos enviados pelo Executivo. Quais são seus projetos como presidente da Câmara? Trabalhar com muita seriedade, respeitando sempre nosso regimento interno e a Lei Orgânica. Na situação em que se encontram o estado e o nosso município, não penso em fazer gastos que não sejam realmente necessários. Sabemos que toda economia feita durante o ano, no final, pode fazer muita diferença para ajudar nosso município. Uma meta também é tentar, ao máximo, levar até o cidadão o que vem sendo discutido nas reuniões. Hoje percebo a população muito ausente, mas vi uma melhora a partir da modernização do site da Câmara, com a nossa página nas redes sociais, através da Rádio Inconfidentes e também com o apoio do Jornal da Lajes.
Isso é muito importante, quero continuar e, se possível, melhorar ainda mais essa comunicação com a população, pois, às vezes, muitas pessoas não têm conhecimento do que tem sido feito ou está sendo discutido para a nossa Resende Costa. Na última eleição você foi candidato a deputado estadual e obteve expressiva votação em Resende Costa. Como foi essa experiência? Isso o motiva a continuar a exercer seu trabalho como vereador? Foi uma experiência diferente de qualquer eleição que eu já tenha disputado. Ser candidato em seu município já é difícil. Imagine em toda Minas Gerais e com pouca estrutura! Mas o aprendizado foi muito grande, conheci muitos municípios, vi boas ideias em outros lugares, as quais podemos, quem sabe, implantá-las aqui. Obtive mais de 8 mil votos e isso mostra que nosso município pode, sim, um dia ter um deputado eleito. Sou muito grato a toda a população. Devido à correria da campanha eleitoral, não tive o prazer de ir à maioria das residências, porém ter mais da metade dos votos válidos me deixou muito feliz e honrado, posso dizer que a cidade me abraçou. E, agora, ser presidente da Câmara será uma nova experiência. Espero que os contatos feitos durante a campanha da última eleição possam abrir portas importantes para o nosso municí-
pio. Tudo isso me motiva muito e, principalmente, me leva a ter consciência da responsabilidade e confiança que estão sendo depositadas em mim. O mandato de presidente da Câmara de Resende Costa passou por mudanças e agora tem duração de apenas um ano, ao contrário de antes, que era de dois anos. Você concorda com essa diminuição no tempo de mandato? Um ano é suficiente para realizar os projetos? Sim, fui um dos vereadores que votaram a favor na época. Acho importante essa rotatividade maior, além de ser uma experiência importante para o vereador, pois você sai de um mandato de presidente muito mais preparado e com maior conhecimento das leis. Sendo um ano de mandato, mais vereadores que às vezes tenham o desejo de um dia ser presidente podem realizá-lo. Um ano dá para mostrar muito trabalho, deixar seus projetos marcados e, se for de interesse do presidente e também da maioria dos vereadores, ele pode voltar à presidência desde que não seja no ano seguinte. O prefeito Aurélio Suenes, seu correligionário, está iniciando a segunda metade do segundo mandato. Em sua opinião, o que deve ser prioridade para os próximos dois anos? Difícil escolher uma prioridade, já que ainda
vejo muita coisa a ser feita. Vou citar alguns pontos que considero muito importantes. Em minha opinião, parece até clichê, a prioridade sempre tem que ser saúde e educação. Sem saúde somos nada, então todo investimento público em saúde é válido e importante. Na educação temos algumas decisões importantes a serem tomadas, algumas delas inclusive já estão em discussão na Câmara. Outra situação que acho de grande importância e para as quais sempre sou muito procurado é em relação às obras. O prefeito conseguiu asfaltar e calçar muitas ruas. Torço para que continue nesse ritmo, uma vez que nosso município ainda possui muitas ruas em situação complicada. Qual sua expectativa em relação ao governo do presidente Jair Bolsonaro e ao governador de Minas, Romeu Zema? Difícil pergunta. Tanto o nosso estado quanto o nosso país irão gastar um bom tempo para entrarem nos trilhos, isso se houver boas pessoas à frente. Mas vejo com boa expectativa. Nosso estado está quebrado – não quero aqui culpar partido A ou B –, vejo que há bastante tempo vem sendo muito mal administrado. Nos últimos dois anos, a situação ficou muito pior, quase 90% dos municípios não vão conseguir iniciar o ano pagando o 13° aos funcionários. O estado deve mais de 2 milhões de reais a Resende Costa, isso me preocupa muito. A população confiou no Zema. Acho-o um grande administrador que planeja enxugar a máquina pública. Se ele conseguir levar essa visão empresarial para o nosso estado, creio que teremos uma grande melhora. Na esfera federal, também acredito que o novo presidente precisará de tempo para organizar a casa. Apesar de uma eleição com tantas brigas, acabando até com grupos de whatsapp de famílias (risos), vejo que a maioria da nossa população está confiante no governo Bolsonaro. Empresas estão voltando a acreditar no crescimento do Brasil. Ele disse uma frase que, se realmente for colocada em prática, tem tudo para dar certo: “Mais Brasil e menos Brasília.” Que realmente seja assim, que o dinheiro fique onde realmente precisa ficar: nos munícipios.
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CIDADE
Virada Cultural agitou o réveillon na Avenida Gonçalves Pinto
INFORME
ANDRÉ EUSTÁQUIO
O réveillon 2019 em Resende Costa contou com uma diversidade de festas e atraiu grande público, tanto nos bares e casas de eventos quanto na Avenida Gonçalves Pinto. Para a chegada do Ano Novo, uma iniciativa popular, idealizada pelo resende-costense Gilson Ricardo e encampada pela Prefeitura Municipal, através da Secretaria Municipal de Turismo, Artesanato e Cultura (SETAC), com apoio do comércio local, resgatou o tradicional réveillon na Avenida Gonçalves Pinto, centro da cidade. Entre os dias 28 e 31 de dezembro, a população da cidade contou com uma programação eclética: apresentações musicais, teatro, oficinas de arte e diversas modalidades esportivas marcaram a primeira edição da Virada Cultural de Resende Costa. A Virada Cultural é fruto de uma parceria público-privada. “Em razão da crise, é sabido que os recursos estão limitados e para a realização da Virada Cultural foi importante termos o apoio da iniciativa popular e do comércio. Havia uma preocupação em atender ao público, mas também era necessário sermos realistas para saber que não havia recurso financeiro para eventos de grande porte”, informou a Secretaria Municipal de Turismo, Artesanato e Cultura. O planejamento do evento começou a ser feito em setembro de 2018. De acordo com a SETAC, já havia desde o início um objetivo a ser atingido, o de “resgatar os tempos em que a Avenida era o lugar preferido dos resende-costenses para celebrar a passagem de ano.” “A Virada Cultural resende-costense é uma proposta muito interessante e que veio para ficar. A programação foi pensada com carinho, visando a oferecer segurança e qualidade num evento gratuito e aberto ao público. Nós, enquanto Secretaria de Turismo, Artesanato e Cultura, tínhamos ciência da necessidade de revitalização do réveillon de Resende Costa. Por iniciativa popular, representada pelo munícipe Gilson Ricardo, foi sugerido um evento no qual, além da programação habitual (de shows e som mecânico), atrelássemos atividades culturais, sociais, esportivas e de lazer. Vimos nisso a chance de resgatar os bons tempos de virada de ano na Avenida Gonçalves Pinto, juntando todas as tribos num ambiente de paz e celebração,” disse Lucas Lara, secretário municipal de Turismo, Artesanato e Cultura. Gilson Ricardo, idealizador da Virada Cultural, representante da iniciativa popular e responsável pela mediação com o comércio, destacou as parcerias e também falou sobre a finalidade do evento: “Fica o sentimento de missão cumprida. Depois de muita luta e
Foto Organização do evento
O evento ofereceu ao público resende-costense opções diversificadas de entretenimento, ações sociais e cidadania
Lucas Lara, Janete Helena e Gilson Ricardo, organizadores da Virada Cultural RC
contratempos, conseguimos fazer quatro dias de evento valorizando artistas e profissionais da nossa cidade. Foram meses em contato com o comércio, articulando com a sociedade civil num vai e vem muito grande. Só tenho que agradecer a cada um que acreditou e confiou nessa ideia: às associações e aos profissionais que se disponibilizaram a colocar a mão na massa, à Secretaria de Cultura, ao Lucas e à Janete. Juntos conseguimos fazer uma programação que funcionou e agradou a todos. Não foram poucas as adversidades, mas não desanimamos porque imaginávamos como seria a recepção a cada uma das atividades. O sorriso das crianças e tudo que aconteceu nesses quatro dias fizeram valer a pena. Fica aqui meu abraço a todos e que possamos sempre fazer algo por nossas crianças e pela nossa gente.” PROGRAMAÇÃO De acordo com a organização do evento, a programação foi pensada visando a atender especialmente o público que não tem acesso aos eventos particulares e estava havia alguns anos sem alternativas de lazer de qualidade e segurança. “A programação deu prioridade aos shows acústicos, numa proposta de lazer mais intimista, a fim de manter os ânimos mais calmos e promover, dessa forma, uma festa com ambiente pacífico e familiar”, informou a Secretaria de Cultura. As atrações e os artistas que se apresentaram nos quatro dias de evento foram locais: “Tão importante quanto promover um evento público de qualidade é também prestigiar os talentos locais, que são muitos”, destacou a organização. A abertura da Virada Cultural
aconteceu na sexta-feira (28), com um concerto da Banda de Música Santa Cecília, na Avenida Gonçalves Pinto. Apesar da forte chuva que caiu na noite de sexta, o público não se assustou e aplaudiu a belíssima performance da banda, regida pelo maestro Luiz Carlos Martins Júnior. Antes, porém, do concerto da Banda Santa Cecília, outras atrações culturais foram apresentadas nas semanas anteriores e movimentaram o fim de ano em Resende Costa. No dia 16 de dezembro, aconteceu no Teatro Municipal um recital de fim de ano com músicos resende-costenses e convidados. No dia 23, no mesmo local, foi a vez da centenária Orquestra Mater Dei apresentar o repertório executado por ela durante o ano e obras natalinas. “Enfatizo nossa saudação às corporações musicais, aos seus membros e, principalmente, aos maestros Wagner Barbosa e Luiz Carlos Júnior. A Virada Cultural, nos quatro dias de evento, contou com apresentações e shows locais, valorizando nossos artistas. O desejo da Secretaria de Cultura é que isso se perpetue”, frisou Lucas Lara. Na tarde do sábado (29), foram oferecidas à população consultorias diversas, oficinas de musicalização e teatro. A rua de lazer teve muitos brinquedos infláveis e as crianças puderam brincar gratuitamente com a presença do palhaço Pimentinha, além de ganharem maquiagem artística, pipoca, bala, algodão-doce e curtirem ao vivo a montagem e distribuição de um bolo gigante de cinco metros. Um grupo da comunidade do Ribeirão de Santo Antônio, zona rural de Resende Costa, apresentou uma
peça infantil no Teatro Municipal. À noite, aconteceu o Show de Prêmios da ASSETURC (Associação Empresarial e Turística de Resende Costa); o show da noite ficou a cargo de JP Miranda e Amigos, que animaram o público cantando sucessos atuais e grandes clássicos do pagode. Segundo a organização, o show foi muito elogiado e tratou-se de uma das noites com maior presença de público. No domingo (30), diversas atividades esportivas marcaram a programação desde logo cedo. Passeio ciclístico, motocross, treinão de atletismo, futebol, vôlei e outras modalidades esportivas aconteceram simultaneamente em diversos locais da cidade. Na noite de domingo, Weber Vieira apresentou sucessos sertanejos antigos e atuais para um público que não arredou o pé até altas horas. A noite da virada (31) foi com Luís Paulo. Com repertório diversificado, o cantor agradou aos diferentes gostos. O show do Luís Paulo foi até bem próximo da meia-noite, quando se iniciou a contagem regressiva para a virada. Um belo e emocionante show pirotécnico iluminou a noite da cidade enquanto amigos se abraçavam e desejavam feliz Ano Novo. CONTRATEMPOS Lamentavelmente ainda há pessoas que insistem em querer estragar uma festa que tem como objetivo único o congraçamento, a amizade e a participação das famílias. Houve alguns contratempos na avenida: brigas e pessoas bêbadas urinando nas calçadas, mesmo estando presente a Polícia Militar, os seguranças contratados pela organização, além da disponibilidade
de banheiros químicos. Mas o saldo da festa foi positivo e os comentários elogiosos superaram as poucas e pontuais críticas. “A única crítica diz respeito ao uso dos banheiros. Fizemos vistorias periódicas e constatamos que todos estavam funcionando em ótimas condições de higiene e sem filas. Talvez tenha havido problemas em razão da localização, que ficou concentrada somente em um lado da avenida. É uma correção a se fazer para os próximos eventos”, reconheceu Janete Helena, servidora municipal lotada na SETAC e integrante da equipe organizadora da Virada Cultural. Janete elogiou a participação da população nos quatro dias de festa: “O destaque principal é para o público: compareceu, manteve a animação e se divertiu com respeito e civilidade. Esse público está de parabéns por mostrar que sabe fazer festa, sabe se divertir e sabe ser alegre, independentemente das dificuldades. Foi cansativo, deu muito trabalho, mas foi muito gratificante e emocionante ver a avenida lotada como nos velhos tempos, sem quebradeira de garrafas e em paz. Meu desejo é que seja só a primeira de muitas.” “Muitos obstáculos surgiram, como a falta de recursos. Porém, o comércio local (a quem devemos agradecer muito) se juntou à iniciativa popular, possibilitando que a Prefeitura Municipal, por meio da SETAC, promovesse o evento. Devido à falta de investimento público, a estrutura oferecida foi reduzida, no que identificamos algumas falhas. Além disso, outros dois detalhes que não estavam sob nosso controle tentaram dificultar: a chuva (que por vezes aparecia desarticulando a programação) e os ânimos exaltados de poucos, que geraram algumas brigas e tumultos isolados (os quais não condiziam com a proposta intimista do evento). Apesar dos contratempos, nada prejudicou o sucesso da nossa Virada Cultural. Foram grandes a aprovação e a satisfação do público,” elogiou Lucas Lara.
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Cidade
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Reservatório da Copasa recebe pinturas artísticas inspiradas nas ilustrações da Revista da Tixa A mascote da cidade “passeia” pelas paredes do reservatório e já está atraindo olhares e fotografias que antes eram de protesto e escândalo Foto André Eustáquio
ANDRÉ EUSTÁQUIO
Ele já foi chamado de monstrengo, trambolho, obstáculo e famigerada caixa d’água. Outros adjetivos, não muito generosos, ao longo das últimas décadas conceituaram o reservatório de água da Copasa, inaugurado em junho de 1981 na Praça Nossa Senhora de Fátima (Mirante das Lajes de Cima), centro de Resende Costa. Na época da sua construção, os engenheiros da Copasa seguiram estritamente as necessidades da cidade e as condições técnicas para a implantação do reservatório, isto é, era necessário que a sua localização se desse no ponto mais alto da cidade para tornar possível a distribuição da água a toda população. Quem viveu as agruras de um longo tempo em que os moradores de Resende Costa precisavam buscar água (sem tratamento) nas nascentes situadas nos arredores da cidade não entende, muito menos aceita, as críticas que se dão hoje referentes à presença do reservatório no Mirante das Lajes. A vinda da Copasa para Resende Costa foi, entre outras grandes obras, uma importante conquista da administração do então prefeito Ocacyr Alves de Andrade, que beneficiou diretamente a população oferecendo qualidade de vida e conforto. Mas, atualmente, é plausível o questionamento acerca da permanência do reservatório no principal cartão-postal da cidade. O Mirante das Lajes recebe diariamente visitas de inúmeros turistas que vêm à cidade, além dos próprios moradores que não se cansam de contemplar o rochedo, o pôr do sol e sentir no rosto a brisa leve que sopra do horizonte alto das lajes. E o reservatório é, sem dúvida, um obstáculo, um objeto estranho que agride a linda paisagem que caracteriza a cidade de Resende Costa.
Reservatório da Copasa, localizado no Mirante das Lajes de Cima, foi customizado com pinturas da Tixa, a mascote da cidade
Mas como convencer a Copasa a transferir o reservatório para outro ponto onde o impacto visual seja menor? Essa tentativa foi feita no final do último mandato do ex-prefeito Gilberto Pinto e por pouco o objetivo não fora alcançado. A diretoria da Copasa, na época, concordou com a retirada do reservatório do mirante e sua consequente transferência para uma área localizada abaixo da gruta de Nossa Senhora de Fátima. A Prefeitura e a Câmara Municipal concordaram, houve cessão do terreno, mas a obra infelizmente não foi executada. Perdeu-se, então, a tão sonhada chance de despoluir visualmente o Mirante das Lajes. Em outras tentativas posteriores, partindo do Conselho Municipal de Patrimônio e Cultura, com o apoio do Jornal das Lajes e da amiRCo (Associação de Amigos da Cultura de Resende Costa), a
Copasa se manteve intransigente, mas apresentou um projeto que ela denominou de “Requalificação do Reservatório”. Tratava-se de um projeto bem elaborado, com características arquitetônicas modernas. Porém, o Conselho Municipal de Patrimônio e Cultura emitiu parecer concluindo que o projeto, se executado, obstruiria ainda mais o mirante, poluiria visualmente a paisagem e destoaria do estilo de imóveis antigos que se localizam na praça, como o sobrado da Câmara Municipal e a igreja Matriz de Nossa Senhora da Penha de França. Portanto, não se chegou a um acordo e o reservatório permaneceu no mirante, apesar dos protestos de grande parte da população da cidade e dos turistas que se escandalizam quando visitam o local e se deparam com ele. ALTERNATIVA No segundo semestre de
2018, a Secretaria Municipal de Turismo, Artesanato e Cultura (SETAC) propôs um projeto com o objetivo de disfarçar o reservatório e, assim, diminuir o impacto visual negativo que ele causa a quem chega ao Mirante das Lajes. O secretário responsável pela SETAC, Lucas Eduardo Maia Lara, idealizou o que ele chama de “customização do reservatório”. O objetivo era cobrir todo o reservatório com pinturas artísticas da Tixa, a mascote da cidade. “A ideia surgiu na secretaria. Pensamos: já que a caixa d’água não sai de lá, precisamos dar um jeito de disfarçá-la”, disse Lucas. A secretaria entrou em contato com a Copasa e obteve autorização para substituir a pintura do reservatório pelos desenhos da Tixa. O próprio secretário de Cultura, que é um exímio desenhista, tratou de adaptar as ilustrações da Tixa, originalmente feitas pelo ilustra-
dor são-joanense Pablo Quaglia Rodrigues e publicadas na Revista da Tixa. “Eu mesmo fiz a adaptação das ilustrações do Pablo e contatamos o pintor para fazer os painéis no reservatório”, conta Lucas, mostrando no papel as ilustrações da Tixa adaptadas por ele. O artista contratado para realizar a customização do reservatório foi o são-joanense, que atualmente reside em Resende Costa, Edmilson Carlos de Assis, conhecido por Gaúcho. “Solicitei ao Gaúcho que fizesse no reservatório uma adaptação dos meus desenhos”, explica Lucas. O trabalho do artista, que é autor de pinturas expostas em outros espaços, como a casa de eventos Celebrare, em Resende Costa, e o velório do cemitério da Ordem Terceira das Mercês, em São João del-Rei, foi bastante criativo, primou pela qualidade e cumpriu o objetivo de mitigar o impacto visual negativo causado pelo reservatório. “A ideia foi mesmo disfarçar o reservatório. De cada 10 turistas que chegam aqui, sete reclamam do presença do reservatório”, conta Lucas. Se antes o reservatório da Copasa causava indignação e motivava protestos de visitantes e moradores da cidade, agora ele vem despertando admiração e curiosidade. “O nosso objetivo foi mesmo alcançado. As pessoas começaram a tirar fotos antes das pinturas serem concluídas”, disse Lucas. De acordo o secretário de Cultura, a inspiração nas ilustrações da Revista da Tixa foi com o intuito de valorizar a história de Resende Costa. “Nós procuramos destacar elementos importantes da história e do patrimônio de Resende Costa, como a hospitalidade, o pôr do sol, o artesanato e a religiosidade.” A customização do reservatório da Copasa foi realizada com recursos próprios da Prefeitura Municipal de Resende Costa, orçada no valor de R$ 5.700,00.
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ANO XV Nº 189 - JANEIRO 2019
ACONTECEU
ANDRÉ EUSTÁQUIO
Entre os dias 28 e 31 de dezembro, aconteceu a primeira edição da Virada Cultural RC. Apresentações musicais, teatro, oficinas de arte e diversas modalidades esportivas marcaram a programação da Virada Cultural. O evento é fruto de uma parceria público-privada que envolveu a iniciativa popular, a Prefeitura Municipal e o comércio local. Outras instituições, como a Asseturc (Associação Empresarial e Turística de Resende Costa) e grupos ligados ao esporte, também apoiaram o evento O secretário municipal de Turismo, Artesanato e Cultura, Lucas Lara, falou sobre a festa que reuniu grande público na avenida: “Por iniciativa popular, representada pelo munícipe Gilson Ricardo, foi sugerido um evento no qual, além da programação habitual (de shows e som mecânico), atrelássemos atividades culturais, sociais, esportivas e de lazer. Vimos nisso a chance de resgatar os bons tempos de virada de ano na Avenida Gonçalves Pinto, juntando todas as tribos num ambiente de paz e celebração.”
Fotos organização do evento
Virada Cultural resgata os bons tempo do réveillon na Avenida Gonçalves Pinto
Da esqu. para dir., os cantores Weber Vieira, JP Miranda e o idealizador da Virada Cultural, Gilson Ricardo
Corredores da Equipe Novo Amanhecer realizaram treinão de atletismo
Pilotos da equipe Lajes Off Road participaram do Motocross da Virada Cultural
O cantor Luís Paulo animou o público para a virada de 2019
Réveillon na Churrascaria Ramona
O tradicional Réveillon da Churrascaria Ramona mais uma vez atraiu grande público. O show da virada foi animado por Maurício Costa e banda. “As pessoas estavam alegres e animadas na expectativa da virada. A chegada de 2019 foi especial, com brindes e queima de fogos”, disse Luara Ramona. Nesse ano, o Réveillon da Churrascaria Ramona completou oito anos. “Agradecemos e desejamos a todos um feliz 2019 repleto de paz, saúde e esperança”, conclui Luara.
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A teia do mundo
Contemplando as palavras
JOSÉ ANTÔNIO*
REGINA COELHO
Bônus Estou correndo o sério risco de aceitar uma sórdida filosofia: Gente ruim demora pra morrer. Será que os maus têm bônus de vida? Já nascem com um lucro existencial embutido neles? Nunca vi filme com bandido morrendo no começo. Inclusive, tem bandido que, bem no finzinho do filme, já dado por morto depois de uma saraivada de tiros, ainda inventa de soltar uns espasmos e ameaça matar mais. É o bônus! Na tela da vida real, o filme não é diferente. Outro dia, deu na TV que um crápula invadiu uma residência, roubou tudo e sequestrou um casal de idosos e uma criança. Na fuga, o carro capotou. Apenas uma pessoa não morreu: o sequestrador. Bônus! E o Frango D’água? Apelido do cara que pegou um fuzil e foi dar uns tirinhos no cinema. Entrou na sala de projeção, tirou a carabina de debaixo das asas e mandou bala em todo mundo. Foi tanta confusão e correria que o maluco da espingarda não teve tempo de fugir: foi tragado pela multidão em pânico. Pessoas morreram pisoteadas, outras sofreram fraturas graves... menos o Frango Atirador. Conseguiu sair ileso e ainda fugiu. Bônus! Até no Calvário, os dois ladrões morreram depois de Cristo!!! Mais bônus. Uma vez, comentando isso com minha querida Tia Zenóbia, macróbia sábia e sempre portadora de uns dizeres que tira de sua vasta experiência, ela me retrucou: – Pode ser que os maus vivam muito para que ainda tenham tempo de se arrepender e de se emendar. Mistérios da misericórdia. Teologia do conforto... ou conforto da teologia... Pode até
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Pequenas histórias de graça ser, mas não descarto o mistério do bônus. Fim de semana passada, jantei com uma amiga. No meio da conversa e do vinho, lá veio ela com uma história. A irmã dela e o marido fizeram dez anos de casados. Organizaram um jantar maravilhoso para muitos amigos, lá no sítio deles. Casão bonito, gente bem vestida e comida farta. Ressalte-se aqui que o casal tem lá os seus requintes e regalias financeiras. Entendeu, leitor? São ricos. Na hora do parabéns, quando todos gritavam os vivas, um terrível grito de medo rasgou o ambiente e impôs o silêncio. A seguir, um corre-corre assustado pra dentro da sala de visitas. E todo mundo parou com as mãos para o alto. Um sujeito armado ameaçava tirar a vida dos convivas, que tinham acabado de gritar os vivas. E foi pegando relógio, colar, pulseira, carteira... o que coubesse na sua mochila. Havia alguém no banheiro na hora do assalto: a filha do casal anfitrião. Saiu de lá bem de mansinho, com patas de gato, ninguém viu... e correu para o quintal do sítio. Soltou o feroz cachorro fila que, por sinal, já dormia, cansado de latir revoltado porque era o único que não estava comendo naquela festa. O esfomeado e fulo fila invadiu a sala e, num acesso de ira, mordeu todo mundo. Sobrou dentada até para os donos. O único que o cachorro não mordeu foi o ladrão. Que fugiu. O estrago foi geral. Gente que precisou costurar a perna... outros levaram pontos no braço... muitos hematomas... vacina por causa do cachorro... Por falar no cachorro, ele está internado numa clínica veterinária. Na confusão, acabou mordendo o próprio rabo. Prefiro não comentar...
*JOSÉ ANTÔNIO OLIVEIRA DE RESENDE é professor de Prática de Ensino de Língua Portuguesa, do Departamento de Letras, Artes e Cultura da Universidade Federal de São João del-Rei. E-mail: jresende@mgconecta.com.br
Vinda de Jacarandira, Jandira (Epa! Até rimou.) trabalhava na casa de meus avós maternos ajudando minha avó nos afazeres domésticos. Guardo muitos casos contados em família sobre ela, que, entre outras particularidades, tinha uma certa implicância com o nome da minha mãe – Olga – e o do meu tio Otto. Dizia a Jandira que meu avô arrumava só nome esquisito para pôr nos filhos. Foi então que chegou a Resende Costa, provavelmente na década de 30 do século passado, o automóvel do Dr. Costa Pinto, médico residente na cidade. Naturalmente, aquilo repercutiu bastante entre os resende-costenses, com muitos comentando sobre o tal automóvel, um Ford Ramona, talvez o primeiro carro a aparecer e ficar por aqui. Então, a Jandira, num insight bem particular dela, saiu-se com esta: “Ah, já sei de onde o ‘sô Arcide’ arrumou o nome do Otto, foi do ‘otomove’”. Do lado paterno, meus avós puseram em todos os filhos nomes começados com A. Aliás, escolher uma certa letra para daí iniciar a série de nomes da prole era uma prática comum nas famílias. Critérios, alguns questionáveis, é fato, não faltam na definição das palavras que nos acompanham ao longo da vida formando nosso nome completo, uma marca pessoal única. E é certo. Todo nome pode sugerir uma brincadeira. Eu mesma, numa mensagem recebida de um aluno pelo Dia do Professor, vi nas letras de meu último sobrenome o desenho de uma coelhinha. Uma homenagem dele. E juntando nomes próprios, há quem queira fazer graça criando
ou copiando, é o meu caso, coisas como: Ana Lisa – psicanalista; Décio Machado – lenhador; Ema Thomas – traumatologista; Ester Elisa – enfermeira; Hélvio Lino – professor de música; H. Lopes – professor de hipismo; Inácio Filho – obstetra; Marcos Dias – fabricante de calendário; Oscar A. Melo – confeiteiro; Sara Vaz – mãe de santo. Peguei leve ao escolher esses cacófatos, que são um vício de linguagem e, portanto, devem ser evitados. Isso porque há combinações de sons que geram termos ofensivos ou inconvenientes. Com essas últimas então todo cuidado é pouco. Apenas um exemplo: Décio Pinto. E quase deixando de lado os nomes propícios à prática de bullying, fica impossível não citar o cidadão Sincero Ramos de Morais, que ocupou há alguns meses as páginas policiais mineiras ao ser preso por matar a ex-namorada e o pai dela em maio do ano passado, em Peçanha, no Vale do Rio Doce (MG). Sem entrar no mérito da questão do feminicídio, sinceramente? Ninguém merece um nome desse! Um caso interessante. Um sujeito adora ouvir rádio. Sem muito o que fazer, participa de todos os programas de interação com os ouvintes. Outro dia, se interessou pela promoção da Rádio Comunitária de Sorocaba. Quem construísse uma frase com uma palavra que não existisse no dicionário ganharia duas entradas para o cinema. Ele não pensou duas vezes. Ligou: Locutor: – Alô, quem fala?
Ouvinte: – Sérgio, do Jardim Magnólia. – Olá, Sérgio! Já conhece a brincadeira? Qual é a sua palavra? – A palavra é vaice. – Vaice? Como se escreve? – V-a-i-c-e. – Espera um pouco. Me deixa consultar o dicionário. É... Realmente essa palavra não existe. Agora faça uma frase com ela. Se fizer sentido e descobrirmos o que significa, você ganha. – Ok, lá vai. Vaice coçar. E desliga o telefone. O locutor não desanima. Vai em frente. – Que é isso, pessoal? Vamos colaborar. Afinal, existem crianças ouvindo. Vamos tentar outra ligação. Alô, quem é? – Joselito, do Peroba. – Olá, Joselito Já conhece a brincadeira? Qual é a sua palavra? – Eudi. – Eudi? Como se escreve? – E-u-d-i. – Espera um pouco. Me deixa consultar o dicionário. Eudesmano, eudesmol, eudésmia, eudiapneustia, eudiapnêustico... É... Realmente essa palavra não existe. Agora faça uma frase com ela. Se fizer sentido e descobrirmos o que significa, você ganha. – Ok, lá vai. Sou eudi novo. Vaice coçar. (Texto adaptado de Dad Squarisi) Um ótimo 2019 aos leitores do JL! E no desassossego dos dias infelizes, a graça das pequenas histórias cotidianas.
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CULTURA
Entre resende-costenses: Marcos Vinícius homenageia Isabela da Matta em música VANUZA RESENDE
Existe uma sabedoria popular que diz: “A música acalma as nossas feras.” Estudiosos comprovaram que, mais uma vez, a população tem razão. Médicos, terapeutas e preparadores físicos têm usado a música como remédio para vários problemas, isso porque ela ativa a região causadora de prazer no cérebro, originando a sensação de bem-estar. Os bons compositores conseguem fazer com que poucos acordes sejam suficientes para que iniciemos uma viagem no tempo, reatando lembranças já esquecidas ou eternizando momentos. Esse foi um dos motivos que fez com que o cantor e compositor resende-costense Marcos Vinícius Resende criasse uma música especialmente para a Isabela da Matta – filha da Ivone e do Miguel do Duque. Isabella sofreu um grave acidente de carro no ano de 2002 e teve diversas complicações; entre as mais graves, a perda dos movimentos do lado esquerdo do corpo. Marcos Vinícius teve a ideia de compor uma música para Isabela e reverter os direitos autorais para pessoas com deficiência. “Essa canção foi uma homenagem que eu fiz para a Isabela, pela sua história de superação e pela pessoa guerreira e vencedora que ela é, ressaltando também a importância que a família e amigos têm, principalmente nas horas árduas que a vida nos impõe. Além disso, eu sempre tive uma admiração por ela. Antes de fazer a letra, eu li a história de muitas outras pessoas que passaram por vários tipos de limitações. A melodia, harmonia e arranjo procurei fazê-los da forma mais simples possível para que a canção fosse bem assimilada”, explica o músico. Marcos Vinícius gravou um vídeo da canção e disponibilizou-o no Facebook e no Youtube. O vídeo já alcançou mais de seis mil visualizações nas duas plataformas digitais. “Depois de gravada no estúdio, resolvi fazer um vídeo com fotos e adicionei mensagens de alguns escritores, enfatizando ainda mais o vídeo. Assim, enviei pra ela, que ficou muito feliz ao assistir a um pouco da sua própria história de vitórias”, relata Vinícius Segundo o cantor, quando o vídeo ficou pronto, ele teve a ideia de fazer uma campanha em prol de pessoas com deficiência. “Eu entrei em contato com a Isabela e pedi autorização para usar a sua imagem para fazer tal campanha. Ela
Foto arquivo particular
Compositor pretende doar direitos autorais a pessoas com deficiências
Isabela da Matta ganhou uma canção em sua homenagem, composta pelo músico resende-costense Marcos Vinicius
aprovou e eu reeditei o vídeo. Com isso, outras pessoas também estão sendo estimuladas a fazer algo de bom para o nosso semelhante nesse mundo cada vez mais competitivo e individualista”, pontuaMarcos Vinícius. Para Isabela, ser homenageada é uma alegria. “O Vinícius é uma pessoa muito sensível, que reconheceu todo o meu esforço e colocou isso na música. No passado, ele esteve presente em minha vida e agora ele voltou com essa música mágica, muito emocionante.” 17 ANOS DE UMA NOVA VIDA “Poucas pessoas têm a oportunidade de ter duas vidas em uma. Eu vivi uma vida de facilidades e outra de dificuldades, obstáculos, incertezas e vitórias.” Essa foi a primeira frase escrita por Isabela ao contar sua história. Desde o acidente automobilístico, Isabela passou por inúmeros procedimentos médicos e, segundo ela, foi preciso muita força de vontade para continuar vivendo. Sobreviver era possível, mas ela quis mais do que isso: ela sempre buscou viver. “Acordei um mês e meio depois do acidente. Quer dizer, abri os olhos. Porque acordar para a vida demorou mais um tempo. Recebi alta do hospital e não tinha mais nada a ser feito. Cheguei em casa, só mexia os olhos. Vida vegetativa! Usava fraldas, sonda alimentar e não sabia o que estava acontecendo”, conta Isabela, que acrescenta: “Foi então que despertei e resolvi que tinha que virar o jogo e que ia
voltar a ser eu mesma. Ingenuidade! Eu nunca mais seria a mesma. Fui para o hospital de reabilitação motora, consegui me sentar na cadeira de rodas. Tirei a fralda, a sonda alimentar, reaprendi a escrever, a comer e a me vestir sozinha. Recuperei os movimentos do lado direito do corpo, precisei me adaptar sem a ajuda dos membros do lado esquerdo. Era somente o começo de uma longa caminhada.” Isabela passou por 13 cirurgias para reconstruir a laringe, machucada pelo tubo da sonda. Os procedimentos deram certo, mas ela necessita da traqueostomia para reverter a obstrução das vias respiratórias. Por fim, Isabela diz que atualmente tem uma vida normal, dentro das suas limitações. “Hoje eu trabalho, gosto de passear, namorar, conversar e viajar. Quebro paradigmas de que todo deficiente é um coitado e infeliz. E o mais importante é ter qualidade de vida”, conclui. ISABELA Além de disponível no Youtube – ISABELA – Marckus Vinicius, a música pode ser pedida nas ondas da Rádio Inconfidentes FM – 87.9, emissora local. Confira o refrão da canção: “Eu gosto tanto dela, o seu nome é Isabela, bela flor, menina-praia, beijo de colibri, eu quero estar com ela na cidade amarela, ver a cor da vida onde as cores não refletir. Eu gosto tanto dela, o seu rosto está na tela bela flor, menina, mágica poesia solar. Eu pinto uma aquarela em um tom de primavera a terra gira sempre no sentindo bom de amar.”
Gastronomia CLÁUDIO RUAS
Coxinha Estamos vivendo momentos sombrios na nossa política, mas não vamos falar dela agora não. A “coxinha” da vez não é a adversária da “mortadela”. É uma amiga de todos nós brasileiros, apaixonados e dependentes dessa iguaria nacional, democrática e cada vez mais valorizada para além das fronteiras das estufas de boteco. Sim, a coxinha é uma comida típica brasileira, que faz parte da interessante família dos salgadinhos. Mas é bom lembrar que, assim como a feijoada, ela tem uma forte influência europeia na sua criação. Pras bandas de lá, existem preparos parecidos não só em Portugal, mas também na França (croquete de frango) e até na Itália, caso do delicioso arancini, uma espécie de bolinho frito feito com sobras de risoto. Lendas e imprecisões históricas à parte, a coxinha teria nascido na cidade de São Paulo, como forma de baratear o custo das coxas de galinha fritas vendidas nas portas das fábricas. Ao invés de gastar um pedaço inteiro e único, aproveitaram-se as demais partes desfiadas e ainda adicionou-se massa por fora, colocando o osso da coxa na ponta. Mais um típico caso da história da gastronomia em que o improviso fez surgir algo para lá de especial. O trem deu certo, espalhou-se e foi ganhando novas formas e receitas, como a de lombo de porco, da lanchonete “Charm Country”, entre São Brás do Suaçuí e Entre Rios de Minas. Já o consagrado acréscimo de requeijão catupiry surgiu em Belo Horizonte, lá pelos anos 1970, nas mãos da Sra. Thereza Cristina Pinto Coelho, na sua lanchonete e casa de chá “Doce D’ocê”. Que, aliás, foi reaberta em 2017, tendo mais uma vez a coxinha de catupiry como seu carro chefe. Até bares e restaurantes mais sofisticados trouxeram as coxinhas para o menu de petiscos, sempre pequenas e em versões alternativas, como de pato, rabada, com catupiry servido à parte e coisa e tale. Outros pontos da nossa capital também têm chamado a atenção pelas suas coxinhas nos últimos tempos. Um deles é o “Empório Vila Árabe”, que, apesar de ser especializado em comidas das arábias (ótimas, por sinal), pegou fama com sua
coxinha com catupiry. Enorme, bem feita, com bom requeijão, adequada proporção recheio/ massa e sempre fresquinha na estufa. Mais recentemente, outro estabelecimento de Belzonte vem dando o que falar com sua coxinha, o que se imagina, dada a atenção dispensada a ela no preparo. É o “Roça Grande”, um espaço muito interessante, mistura de restaurante, café e empório, pautado na valorização da cozinha de roça. O salgado é preparado com autêntica galinha caipira cozida inteira e todas as partes são aproveitadas. O precioso caldo é incorporado na massa e ainda leva requeijão de raspa distribuído ao recheio. Outro diferencial: as coxinhas são sempre fritas na hora do pedido. Um verdadeiro resgate da coxinha raiz, que infelizmente se perdeu com a produção de alimento em maior escala. Um exemplo a ser seguido, mesmo diante de um natural aumento de custo do produto. Aqui em Resende Costa também temos algumas boas coxinhas, como a do “Bar do Elmo”, por exemplo. Acompanhada de molho de pimenta e de um refrigerante de abacaxi geladinho, além da boa prosa do dono. Existem ainda duas que chamam bastante a minha atenção. A primeira delas é a da “Venda do Roberto”, no Povoado dos Pinto. Tamanho menor, tempero único e aquele jeito de coxinha de antigamente, cheia de sabor e personalidade. Mas é preciso ter sorte, pois a produção é limitada. Por isso, não há cena melhor do que ver Dona Marilene – a responsável pela iguaria – adentrando no recinto com uma bandejinha cheia delas. Muitas vezes, elas são interceptadas antes mesmo de entrar na estufa, e se acabam por ali no balcão, em meio a goladas de cervejas e talagadas de cachaça. A outra coxinha especial de Resende Costa é a feita pelo pessoal da APAE e vendida em eventos para arrecadar fundos. D-e-l-i-c-i-o-s-a! Uma pena que não existe uma “Lanchonete da APAE” na cidade para podermos comer coxinha todo dia! Não saberia muito bem explicar tecnicamente o porquê dela ser tão boa. Prefiro dizer que talvez seja pelo amor envolvido no lindo trabalho que todos desempenham naquela instituição.
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IC-RC entrega prêmios das Olímpiadas Escolares 2018 e homenageia professoras
Foto José Venâncio
Cultura
O “Prêmio Mestre Antônio de Lara Resende”, criado pelo IC-RC, homenageou as professoras Maria Beatriz da Silva Santos, a Bia, e Ana Paula de Mendonça Resende JOSÉ VENÂNCIO DE RESENDE
As primeiras Olimpíadas Regionais, organizadas e aplicadas pelo Instituto Científico de Resende Costa (IC-RC), foram um dos destaques da solenidade de premiação das Olimpíadas Escolares 2018, ocorrida no dia 17 de dezembro no auditório da Escola Municipal Conjurados. Com a presença de familiares, professores e amigos, foram concedidas 36 medalhas a alunos das cidades de Resende Costa e Coronel Xavier Chaves que se destacaram nas Olimpíadas de Física, Química e Matemática, coordenadas pelo presidente do IC-RC Rodrigo Silva, e na Olimpíada de História, coordenada pelo vice-presidente João Carlos Resende. Para 2019, o plano é ampliar as Olímpiadas Regionais com a inclusão de alunos de outros municípios limítrofes. Na presença de autoridades municipais dos três poderes, outro destaque foi a entrega do “Prêmio Mestre Antônio de Lara Resende”, recente criação do IC-RC, à professora aposentada da Escola Estadual Assis Resende, Maria Beatriz da Silva Santos, a Bia, na categoria “Professor Emérito”, e à professora Ana Paula Mendonça de Resende,
da Escola Municipal Paula Assis, na categoria “Professor em Atividade”. Também foram entregues oito medalhas a alunos que se destacaram em olimpíadas nacionais e duas medalhas em olimpíadas estaduais, além de 60 certificados e duas menções honrosas. PRÊMIOS São de Resende Costa as duas únicas alunas de escola pública premiadas na Olimpíada Mineira de Química (OMQ-UFMG), conta Rodrigo. Ele ressalta ainda as duas medalhas de prata e uma de bronze conquistadas na XXI Olimpíada Brasileira de Astronomia (OBA). Os dois alunos que ganharam as medalhas de prata (Bárbara Lana e Carlos Daniel Assis) estão participando do processo seletivo de uma olimpíada internacional. Além disso, três alunos do IC-RC (Bárbara Lana, Carlos Daniel Assis e Vanessa Aparecida) receberam menção honrosa na Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (OBMEP). Na cerimônia de premiação da OMQ-UFMG, na qual Bárbara Lana e Lysia Faro receberam suas medalhas, respectivamente de prata e de bronze, o IC-RC foi homena-
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As professoras Bia e Ana Paula foram homenageadas pelo IC-RC
geado na pessoa de Rodrigo Silva (medalhista de 2010, agora professor), assim como a Escola Estadual Assis Resende, na pessoa da professora Eunice Resende, pelo trabalho desenvolvido em parceria entre as instituições de Resende Costa. Outra novidade é que os dez alunos de Resende Costa que obtiveram a maior nota na OBA foram homenageados pelo IC-RC. “Foi uma espécie de prêmio de destaque para incentivar os alunos”, diz Rodrigo. Cabe ressaltar que o IC-RC foi cadastrado na OBA, podendo assim concorrer como escola nas próximas competições, acrescenta João Carlos.
que entregamos e as cargas horárias de cursos que lecionamos (e certificamos os alunos) são reconhecidos em nível nacional e vão para o Currículo Lattes desses alunos”, assegura Rodrigo. “Desde que começamos a oferecer aulas preparatórias para olimpíadas estaduais e nacionais, vimos o número de medalhas aumentar consideravelmente em nosso município”, acrescenta João Carlos. “Para 2019, além da expansão das nossas próprias olimpíadas, iremos criar um grupo de estudos preparatórios para a OBA e um grupo de estudos históricos que possibilite abordagens mais complexas e avançadas da História e outras humanidades.”
CERTIFICADOS Por detrás dessas conquistas, estão 590 horas de aulas, frutos do trabalho voluntário do professor Rodrigo Silva (não se incluem aí as horas de aulas do grupo de História). Para isso, a Escola Estadual Assis Resende fornece as salas para as aulas extracurriculares. “Em feriado, a gente estudava na praça mesmo”, lembra Rodrigo. Por ser registrado como associação de ensino (e na plataforma do CNPq), o IC-RC pode fornecer certificado com título e carga horária reconhecida. “Todos os prêmios
HOMENAGEADAS “Presente de Natal. Fechando o ano com chave de ouro!” Assim reagiu a professora aposentada de Matemática, Bia, em seu discurso bem humorado ao ser homenageada com o “Prêmio Mestre Antônio de Lara Resende”, criado em 2018 pelo Instituto. “IC-RC, que trabalho bacana!”, prosseguiu Bia. “Por essas e outras iniciativas é que não podemos perder a esperança por dias melhores.” A professora Bia, por muitos anos, lecionou Matemá-
tica para o Ensino Médio na Escola Estadual Assis Resende. Já a professora de História Ana Paula de Mendonça Resende ficou emocionada com a surpresa. “Estou muito feliz por ser homenageada pelos meus ex-alunos.” Ana Paula é licenciada e mestre em História pela Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP). Atualmente, leciona na Escola Municipal Paula Assis. O prefeito Aurélio Suenes considerou uma sorte para Resende Costa “ter gente como vocês fazendo esse trabalho”. E assegurou que o IC-RC vai continuar tendo o apoio do poder público. Aliás, a parceria com a Prefeitura permitiu que, em 2018, 192 alunos (392 no total) fossem beneficiados com transporte a preços baixos para as provas do ENEM. O presidente da Câmara Municipal, Francisco Abel, disse que “o Legislativo está de portas abertas para vocês”, ao parabenizar o IC-RC “por ter colocado este sonho em prática”. Além do prefeito municipal Aurélio Suenes e do vereador Abel do Nenego, participaram do evento Raquel de Azevedo Resende, representante do Poder Judiciário, e Silvanda Maria de Resende, Secretária Municipal de Educação.
“Mais vivo do que quem não acredita, ele está aqui” ANDRÉ EUSTÁQUIO
Em 1999, a Companhia de Teatro Embaixadores da Arte, de Resende Costa, dava seus primeiros passos e em sua programação já constava a “Serenata Embaixadores”, realizada tradicionalmente em dezembro em comemoração ao Natal. Em 2018, a Serenata Embaixadores apresentou o tema “Mais vivo do que quem não acredita, ele está aqui”. De acordo com Abel Júnior, ator e diretor da Cia. Embaixadores da Arte, o objetivo da Serenata “é levar a paz e a arte, bem como a verdadeira luz do Natal às famílias que a recebem.” Ainda segundo Abel Júnior, foram visitadas em 2018 pela Com-
panhia e seu “presépio-vivo” 20 residências em Resende Costa. “Mais uma vez encerramos os nossos trabalhos de fim de ano com a sensação do dever cumprido. Por onde passamos, procuramos deixar acesa a chama do verdadeiro espírito natalino”, afirma Abel Júnior. A realização da Serenata Embaixadores conta com uma grande estrutura que envolve diversos “personagens” além dos atores que encenam o nascimento de Jesus. São os apoiadores, os motoristas, músicos, membros do grupo de jovens Shalom, os responsáveis pela técnica e a Prefeitura Municipal, através da Secretaria de Turismo, Artesanato e Cultura. “Fica o nosso muito obrigado a todos os nossos apoiadores. Agradecemos especial-
mente às famílias que nos receberam de forma gentil e calorosa. Foi muito bom poder visitá-las! Aprendemos com cada um de vocês! Esperamos que tenham tido um feliz e santo Natal e desejamos um ano repleto de bênçãos”, conclui o diretor Abel Júnior. COMEMORAÇÃO Em maio, a Companhia de Teatro Embaixadores da Arte comemora 20 anos. Desde a sua criação, o grupo vem desenvolvendo importante trabalho em favor da arte, especialmente o teatro, em Resende Costa e região. Os Embaixadores levaram o público resende-costense de volta ao teatro. As montagens do grupo no Teatro Municipal tem sido garantia de sucesso e casa cheia,
Foto Embaixadores da Arte
Companhia Embaixadores da Arte realizou em dezembro a tradicional “Serenata Embaixadores”, comemorando o Natal. Em maio, o grupo completará 20 anos.
Presépio-vivo da Serenata Embaixadores
resultado do talento e da competência dos atores e diretores da companhia. “Em 2019, a programação promete!”, antecipa Abel Júnior. O
público já está ansioso para novamente assistir aos Embaixadores no palco do Teatro Municipal de Resende Costa e aplaudi-los.
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Número de casos de HIV diminui na região do Campo das Vertentes VANUZA RESENDE
As notificações de novos casos de Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (AIDS) caíram 50% no ano de 2018 em São João del-Rei, se comparadas com o mesmo período do ano passado. Os dados são do Centro de Testagem e Aconselhamento (CTA). As últimas informações divulgadas pelo CTA informavam que o número de portadores de HIV/Aids na região em 2017 havia aumentado 30% em comparação ao ano de 2016. A enfermeira coordenadora do Centro de Testagem e Aconselhamento, Luana Cristiana Melo, fala sobre os dados: “Em 2018, tivemos uma baixa dos pacientes diagnosticados positivamente com HIV. No ano passado, houve 32 casos positivos; e esse ano, 16 novos casos.” Em 2018, as ações de alerta e cuidados com as doenças foram intensificados na cidade “A gente tem trabalhado muito com palestras, os
chamados trabalhos extramuros. Distribuímos folders, preservativos em datas comemorativas, em festas e pontos estratégicos da cidade. Estamos sempre buscando acolher a população para buscar diminuir cada vez mais o número de pacientes diagnosticados com HIV”, diz Luana. Mesmo com a diminuição no número de pessoas diagnosticadas com HIV, a quantidade de pacientes atendidos pelo CTA é considerada alta na região do Campo das Vertentes. Atualmente, são 379 pacientes de 19 municípios que fazem tratamento no Centro. Um estudante de 22 anos, soropositivo, que preferiu não se identificar, acredita que a informação precisa ser a principal aliada para que o número de pessoas diagnosticada com HIV continue diminuindo. “Eu não me refiro apenas a campanhas esporádicas do governo na TV. Acho que a informação deve ser passada nas escolas, pelos professores, e também em casa, pelos pais. Sa-
ber o que é o vírus e como se pode contrair – sendo heterossexual ou homossexual – é muito importante, desde cedo”. De acordo com o estudante, o tratamento que ele faz é tranquilo. “O tratamento em si requer só um remédio por dia. Fora isso, de seis em seis meses eu realizo um exame de carga viral para acompanhar o estado do vírus e, sazonalmente, tenho que realizar uma consulta para renovar a receita do meu medicamento. Não tem tanta interferência assim na minha vida”, disse ele. O jovem diz que fazia parte do grupo de pessoas que acham que nunca vão passar por isso. “Sempre se tem a impressão do ‘comigo não acontece’. Foi o que ocorreu comigo. A infecção ainda é muito ligada aos homossexuais, principalmente na abordagem da mídia. Acho que isso gera uma sensação de que heterossexuais não contraem o vírus. Mais uma vez, creio que a informação seja a maior aliada”, afirmou o estudante.
Foto Superintendência de Imprensa
REGIONAL
Enfermeira Luana Melo, coordenadora do CTA (Centro de Testagem e Aconselhamento) da Secretaria Municipal de Saúde
TESTE O CTA fica localizado à Rua Maria Teresa, 110 – Centro e disponibiliza gratuitamente o Teste Rápido, de segunda a sexta das 07h e 30min às 10h e de 13he e 30min
às 16h. O teste identifica HIV, Sífilis e Hepatites B e C no sangue do paciente, com resultado em 15 minutos. É necessária apenas a apresentação de documento com foto. O telefone para mais informações é (32) 3372-8097.
Trilha sonora RENATO RUAS PINTO
O bardo ao vivo Discos ao vivo sempre têm potencial para serem interessantes. Afinal, é a chance de ouvir o artista em uma condição mais verdadeira e natural. Eu digo potencial, pois nem sempre os discos ao vivo são totalmente autênticos. Há sempre o risco de algum trecho ter sido retocado em estúdio ou de ser uma gravação de má qualidade mesmo. Essas últimas podem até animar fãs mais apaixonados, pela chance de ouvir algum registro com alguma história curiosa, mas podem decepcionar o ouvinte mais casual. Bob Dylan sempre foi um alvo desse mercado paralelo de gravações ao vivo e de sobras de estúdio, os chamados discos bootleg. Em bom português, gravações piratas. A biografia de Steve Jobs revela que, em sua juventude, o criador da Apple estava sempre atrás desse tipo de grava-
ção, já que era grande fã de Dylan. Uma gravação que circulou entre fãs no passado foi de um suposto show de Dylan no prestigiado Royal Albert Hall, em Londres, no ano de 1966. O disco chegou a ser lançado oficialmente por Dylan em 1998, para tempos depois se descobrir que o show foi gravado na verdade em Manchester, na mesma turnê. Recentemente, a verdadeira gravação feita no Royal Albert Hall foi lançada em uma edição de boa qualidade, batizada de “The Real Royal Albert Hall Concert”. É um registro bastante interessante tanto para fãs quanto para quem conhece apenas superficialmente Bob Dylan. Ele, sem sombra de dúvidas, é um dos pilares do rock moderno pela influência que sua obra exerceu em tantos artistas do gênero. Se por um lado a natureza não abençoou Dylan
com uma voz bonita e cristalina – muito pelo contrário –, o seu talento como compositor e poeta o colocou como inspiração para artistas de todo o mundo. Dylan começou como um artista ligado ao estilo folk, norte-americano, a música folclórica de origem rural e interiorana dos EUA e que guarda vários paralelos com nossa música caipira tradicional. Pautada pela simplicidade, a música folk sempre se apoiou em instrumental tradicional, como o violão, a rabeca (violino), gaita e percussão simples. Um certo dia, em 1965, no famoso festival de música folk na cidade de Newport, Bob Dylan ousou subir ao palco com uma guitarra elétrica e acompanhado de uma banda com baixo, órgão e bateria, para horror dos puristas do folk, que receberam o sucesso recém-lançado “Like a Rolling Stone” com vaias e gritos de “traidor”. Era um caminho sem volta
e Dylan estava disposto a eletrificar seu som e, assim, causaria profundas mudanças no rock. Em 1965, bandas como os Beatles e os Rolling Stones ainda agiam de forma comportada e faziam música inocente e de cunho mais juvenil. Dylan estava, então, apontando um caminho onde a potência das guitarras poderia ser direcionada para levar uma mensagem com substância, em linha com as mudanças que aqueles tempos turbulentos pediam. Desse momento em diante, o rock se tornaria voz de lutas contra a segregação racial e guerras como a do Vietnã, assim como outras tantas causas. E esse disco ao vivo de Dylan é um retrato justamente desse momento e da transição pela qual o próprio artista passava. O disco é duplo e mostra dois shows distintos. No primeiro, Bob Dylan se apresenta só com violão e gaita, no seu melhor estilo folk, para voltar no segundo disco acompanhado
do sólido grupo que o apoiou por um bom tempo, a “The Band”, com todo o instrumental roqueiro. Com certeza, ele deve ter causado surpresa e frustração. No disco do “falso Royal Albert Hall”, aquele de Manchester, é possível ouvir um espectador furioso chamá-lo de judas. Entretanto, se algo que Dylan nunca fez foi se pautar pela opinião popular ou modismos. Assim, ele levou o rock para um caminho sem volta, transformando o estilo em mais profundo e engajado. E, definitivamente, parte indissociável de uma série de mudanças culturais e de comportamento de um mundo em transformação. Com violão ou guitarra, não importa. A força da música de Dylan é impressionante. Não deixe de conhecer esse trabalho do bardo, retrato de um momento importante para o rock e a música popular.
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Retalhos literários EVALDO BALBINO
Fundamentos em memória Aos 15 anos, em 1992, entrei no que se chamava 2º grau de ensino, ou seja, no curso colegial. Em 1996, já fazendo a faculdade, esse curso mudou no Brasil para o que se denomina hoje em dia Ensino Médio. Ainda cursando o que se chamava ginásio, 5ª à 8ª série (hoje 6º ao 9º ano do Ensino Fundamental), me perguntavam alguns professores se eu faria no colegial o Magistério ou simplesmente o Científico. E minha vontade manifesta era o Magistério, pois eu queria desde então estudar para dar aulas. O Científico se resumia em três anos, numa educação introdutória e geral, porém mais aprofundada do que no ginásio, englobando todas as matérias básicas da escola. Já quem percorria o Magistério estudava o Científico por três anos e fazia mais um quarto, voltado este para formar professores da 1ª à 4ª série (hoje 1º ao 5º ano do Ensino Fundamental).
Muitos nomes esses, né?! E há outros mais no âmbito da história da Educação. Não se espantem os mais novos. No justo ano de 1992, a escola em que eu estudaria, E. E. Assis Resende, parou (ou tinha parado havia pouco, não sei) de ofertar o Magistério. Então minha única escolha foi fazer o Científico mesmo. Depois achei até bom isso, pois assim tive uma formação mais geral e me preparei melhor para o vestibular. Anos depois fiquei sabendo sobre um tal de Curso Clássico, que antes se ofertava em nível de 2º grau e que enfatizava as ciências humanas e as letras. Fiquei encantado! Cheguei a me ver, lá entre os 15 e 18 anos, estudando latim ou grego e suas literaturas, namorando mais de perto os filósofos, entrando mais pela literatura luso-brasileira, cultivando tudo aquilo que passaria a ser mais a minha vida da faculdade em diante. Voltando ao curso colegial
que fiz, e ainda falando de tantos nomes acadêmicos e os espantos que eles me causavam, foi com medo que comecei a encarar as novidades que me chegaram em 1992. Os desdobramentos da matéria de Ciências do 1º grau me excitaram. Aproximei-me deles com olhos curiosos e medrosos, cheios de temor e exultação. Biologia, Química e Física. E as leis de Newton, os balanceamentos químicos, as células e os nomes exóticos de tudo o que as compõe. Os cruzamentos genéticos, o carbono que nos arranja e a ótica e suas ilusões... As matemáticas ficaram um pouco mais aprofundadas, ainda que de modo preliminar. Os conjuntos revisitados, os logaritmos que me eram apelos hieróglifos, as equações e suas incógnitas a me convocarem para a decifração. Não me esqueço da trigonométrica argúcia de que os lados de um triângulo retângulo me faziam
medir sombras de prédios sobre as ruas. E lembro que meu pai, mestre-de-obras experiente e com pouco tempo em escola formal, fazia cálculos práticos mais ágeis do que as minhas pobres contas perdidas nos corredores das ilações de fórmulas. As discussões históricas me desvelavam pouco a pouco um mundo em constantes tensões e mudanças, com avanços e recuos de fatos e ideias. As questões filosóficas me faziam cada vez mais um labirinto pensante. Os preceitos da Sociologia me revelavam as sociedades e suas complexas estruturas. E a nossa existência física e política se descortinava palmo a palmo nas geografias da vida. E o aprendizado do inglês, para mim tão difícil!? Meus passos aí eram tonto caminhar por outras latitudes. Uma fonética estrangeira aos meus ouvidos, um acanhamento de dizer não sabendo se dizia bem. You’re welcome to visit the English-speaking world! There
are seven days in a week. My name is John, and yours? Spell it, please! E minha lingual ia soletrando a língua de Shakespeare. E a língua portuguesa, tão minha e tão outra às vezes!? A despeito da árdua gramática em certas regras, o português me seduzia com manhas e artimanhas. A ele eu me declarava em amor dia e noite. Eram horas esperadas as das incursões pelas letras maternas e suas literaturas. Tudo isso era o que se chama uma formação propedêutica, outro nome pomposo e estranho a muitos ouvidos. Uma formação intermediária entre o basilar e o alto, preparatória para saberes especializados num futuro curso superior. Mas, como dizem e é fato, o que sustenta uma casa não é um alicerce bem firme? Pois então: meus anos de estudo em minha cidade natal foram esse alicerce. Estrutura inabalável que ainda me sustenta.
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ASSISTÊNCIA SOCIAL
CRAS despede-se de 2018 com confraternização e apresentação de oficinas ANDRÉ EUSTÁQUIO
O CRAS (Centro de Referência de Assistência Social) realizou, no dia 27 de dezembro, uma festa de confraternização. O evento aconteceu no auditório da Escola Conjurados e contou com a presença de autoridades municipais, membros e usuários do CRAS, monitores e participantes das oficinas, além de inúmeros convidados. De acordo com os organizadores, o objetivo do encontro foi apresentar aos convidados e à comunidade um proje-
to que vem sendo desenvolvido no município pelo CRAS, denominado “Resgate da Cultura/Artesanato resende-costense e Identidade Afrodescendente”. Em 2018, durante três meses de execução do projeto, foram oferecidas aos usuários do CRAS, na cidade e em comunidades rurais, oficinas de capoeira, artesanato, teatro, música e kung-fu. Durante a realização do projeto, os técnicos do CRAS realizaram, em consonância com as oficinas, intervenções junto aos usuários, trabalhando os seguintes temas:
convivência social, direito de ser; convívio com as diversidades étnico-racial, de gênero, de orientação sexual relacionada às pessoas com deficiência; cultura de paz em oposição à da violência; autocuidado e autorresponsabilidade na vida diária; violações de direitos, tais como o trabalho infantil, a exploração sexual infanto-juvenil, as violências contra crianças e adolescentes, a violência doméstica, as altas taxas de homicídios no Brasil e no mundo, dentre outros; uso prejudicial de álcool e outras drogas; cuidado
e proteção ao meio ambiente; participação social, etc. “A princípio, intitulamos esse projeto de ‘Resgate da Cultura/Artesanato resende-costense e Identidade Afrodescendente’. Através da arte, podemos despertar o interesse dos usuários do Centro de Referência de Assistência Social, em parceria com a Secretaria de Assistência Social da Prefeitura Municipal de Resende Costa, para o desenvolvimento de atividades artísticas, cultura e identidade afrodescendente”, informou a direção do CRAS de
Resende Costa. Durante a confraternização na Escola Conjurados, foram apresentados questionamentos acerca da eficácia da execução do projeto. “Questionamos se o projeto tem alcançado seus objetivos de maneira eficiente, bem como se as oficinas oferecidas pelo programa são de qualidade e se os seus monitores são capacitados.” Fonte: CRAS/Resende Costa – Centro de Referência de Assistência Social.
De olho na cidade EDÉSIO DE LARA MELO
O SUICÍDIO e sua incidência em Resende Costa
Sociólogos, filósofos, religiosos e especialistas da área da saúde se debruçam sobre um tema que preocupa e muito: o autoextermínio – o suicídio – que é praticado em todos os países do mundo. Não há números, registros estatísticos seguros sobre a prática de pôr fim à própria vida, mas eles são elevados. Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 800.000 pessoas se matam a cada ano no mundo. Pode-se dizer que a cada 40 segundos uma pessoa decide dar fim à própria vida em algum lugar do planeta. Atualmente, o autoextermínio é a segunda causa de morte entre jovens com idades que vão de 15 a 29 anos. No Brasil, de acordo com o Ministério da Saúde, em 2015 foram registrados 11.178 suicídios e em 2016, 11.433, um aumento de 2,8%. Desde 2007, o número cresceu 18%, sendo sua incidência entre os homens, superior ao de mulheres. As informações referentes a 2017 e 2018 ainda não foram divulgadas. O suicídio é tratado como uma questão de saúde pública que pode ser prevenido. Não nos custa lembrar que os suicidas não pertencem a uma classe social distinta. Eles não estão somente entre
os mais pobres ou mais ricos nem em localidades específicas. O suicídio ocorre também entre ricos e famosos, religiosos, militares e até entre os que se destacam e se empenham em cuidar da saúde dos outros. O IBGE, em sua página na internet, estimou a população de Resende Costa em 11.459 pessoas no ano de 2018. Exatamente entre setembro e dezembro do ano passado ocorreram três mortes por suicídio na cidade. Todos eram do sexo masculino. Antes, porém, uma mulher da zona rural já havia tirado a própria vida. Na cidade é comum ouvirmos dizer do índice elevado de suicídios no município. E parece não haver dúvidas quanto a isso. Quatro mortes em um ano – número que consideramos alto para uma cidade pequena como a nossa – refletem, no entanto, o que acontece no país. E esse é um dado estatístico que não nos alegra. Muito pelo contrário, deixa-nos tristes, senão, preocupados. De acordo com o policial civil Gláucio Wallacy, cuja atuação também se estende às cidades de Lagoa Dourada e Coronel Xavier Chaves e lida com boletins de ocorrência relativos às mortes dessa natureza, em Resende Cos-
ta entre os anos de 2016 e 2018 ocorreram 11 suicídios. Nas estatísticas, não aparecem os casos nem o número daquelas pessoas que tentaram o suicídio, sendo, no entanto, socorridas a tempo. Quais os porquês para tantos suicídios em Resende Costa? Não sabemos ao certo, visto que as suas causas precisariam ser estudadas. Entre tantos motivos, podemos destacar: medo de falhar, cobranças diversas e excessivas, dificuldades financeiras, desavenças familiares, conflitos relacionados à identidade sexual, relacionamento amoroso rompido, morte de ente querido, baixa autoestima, traumas sofridos na infância e adolescência que persistem na idade adulta, esgotamento profissional – também conhecido como Síndrome de Burnoute, comum entre profissionais de diversas áreas, como a da educação, por exemplo – e pressão por alta produtividade nos ambientes de trabalho estão entre as inúmeras causas que induzem a pessoa ao suicídio. Por vezes elas são potencializadas quando a pessoa, em vez de procurar auxílio de especialista, tenta resolver suas dificuldades através do consumo de bebidas alcoólicas e drogas. Por isso os
pensamentos de morte, que os especialistas chamam de “ideação suicida”, levam a pessoa à primeira tentativa de autoextermínio, que pode ser consumada ou não. A depressão, uma das tantas causas que culminam no suicídio, é algo grave e recorrente. É um mal que precisa ser tratado por profissionais capacitados, especialmente por psicólogos e psiquiatras. Acreditar que ela é própria daqueles que não têm Deus no coração é outro erro grave. A morte, quando ocorre por consequência do suicídio, deixa marcas profundas entre aqueles pertencentes ao grupo social do morto. E muitos ficam a perguntar: “Por que fulano fez isso?” “Quais as razões que levaram a pessoa a se matar?” Em alguns casos, familiares e amigos, pessoas mais íntimas que acompanharam o sofrimento daquele que se foi, têm respostas para o acontecido; outros, não. As últimas três mortes por suicídio em Resende Costa ocorreram exatamente entre meses em que são realizadas as campanhas “Setembro Amarelo” (destina-se à conscientização sobre a importância da prevenção do suicídio) e “Janeiro Branco” (objetiva mobilizar a sociedade em favor da saúde
mental), idealizadas e destinadas a chamar a atenção de todos para os casos de depressão e que podem levar à morte através do suicídio. O tabu relacionado à morte por suicídio, ao que parece, tem ficado para trás. Por um lado, tratar do assunto pelo viés da saúde pública é fato que merece atenção e ampla divulgação. Por outro, como tem acontecido, de somente noticiar o episódio via redes sociais, publicando fotos e fatos envolvendo o suicida, é péssimo. É desumanidade, perversidade pura. Parece até competição: quem noticiou primeiro e publicou aquilo que merecia discrição em respeito à memória do falecido e ao sofrimento de seus entes queridos. Essa necessidade de mostrar-se publicando e comentando sem qualquer escrúpulo o ocorrido, motivos que devem interessar somente aos mais próximos e responsáveis pelo acompanhamento do falecido, é ruim. Isso não ajuda em nada; somente torna maior a dor dos que ficam. Devemos despotencializar notícias como essas e dar publicidade ampla aos programas e organizações de ajuda que contribuem para retirar pessoas do fundo do poço e a salvar vidas.
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ESPORTE
No campo e na quadra, o adeus a 2018 foi marcado por boas decisões VANUZA RESENDE
Um final de 2018 com emoção no campo e na quadra em Resende Costa. Em dezembro, chegaram ao fim três torneios na cidade. No Ginásio Monsenhor Nélson, foi disputada a final da quinta edição do Torneio de Verão. Já nos gramados do campo do Expedicionários, foram decididos os campeões dos Torneios Municipal e Regional. No Torneio de Verão de Futsal, dez equipes, todas de Resende Costa, foram divididas em duas chaves com cinco equipes cada. Os quatro melhores times se classificaram para as quartas de final. A partir daí, o torneio seguiu no esquema mata-mata. A grande final foi disputada entre as equipes Furões e Dezucupados. Melhor para a equipe dos Furões, que venceu por 5x2. A equipe campeã teve a defesa menos vazada e o artilheiro do campeonato: o atacante Rael marcou 15 vezes e se destacou como um dos melhores jogadores da competição. Na categoria Feminina, o torneio teve representantes das cidades de Coronel Xavier Chaves, Entre Rios de Minas, São João del-Rei e Resende Costa. Os seis times foram divididos em duas chaves, com as quatro melhores equipes se classi-
ficando para as semifinais. O título ficou com a equipe TDI de Resende Costa, com reforços de outras cidades, que venceu as meninas de Inter Rios, da cidade de Entre Rios de Minas. Além de campeã do torneio, a TDI ficou com o prêmio individual de melhor defesa e artilharia do campeonato. MUNICIPAL E REGIONAL Desde o dia 16 de agosto, o Estádio dos Eucaliptos, em Resende Costa, recebeu jogos aos domingos pelos Campeonatos Regional e Municipal. No Regional, participaram 16 times: o anfitrião Expedicionários e Ponte Cachoeira, de Resende Costa; União, de São Tiago; Brejão, Liverpool e Corinthians, de São João del-Rei; Vila Real, de Santa Cruz de Minas; Pinheirense e Atalaia, de Prados; Cruzeiro e Cataua, de Lagoa Dourada; Nacional, de Carandaí; Rio Branco, Guarani e Bad Boys, de Entre Rios de Minas; Limeira, de Dores de Campos. No torneio Municipal, participaram: Expedicionários, Ponte Cachoeira, Cajuru e Curralinho. De acordo com o regulamento do Regional, foram divididas quatro chaves com quatro equipes cada, sendo que o primeiro de cada chave
se classificou direto para as quartas de final, enquanto o segundo e o terceiro colocados disputaram as oitavas de final. A segunda fase do torneio foi disputada no sistema mata-mata, com partidas únicas e sem vantagem de empate, ou seja, partidas que terminavam empatadas iriam para a disputa de pênaltis. Já no Municipal, as quatro equipes se enfrentaram. O primeiro colocado garantiu vaga direta na final e o segundo e o terceiro colocados disputaram a semifinal. Após mais de quatro meses, a final do Regional, disputada no dia 23 de dezembro, foi sem gols. A equipe são-joanense do Brejão levou a melhor nos pênaltis, vencendo o time do União. Na final do Municipal, a rede balançou duas vezes, uma para cada lado. Cajuru e Ponte foram para os pênaltis: melhor para o Cajuru, bicampeão do torneio. A final de 2017 também foi disputada nos pênaltis pelas mesmas duas equipes. No Regional, a artilharia ficou com Diogo Mesquita, do União. No Municipal, Jhonatan, da Ponte, e Darlei, do Cajuru, foram os que mais marcaram. O goleiro menos vazado do Regional foi o Henrique, da equipe campeã. No Municipal, Manoel, da Ponte, foi o que menos levou gols. “Pelo Municipal se aflorou a boa e velha rivalidade. O campeo-
A equipe do Cajuru sagrou-se campeã do Torneio Municipal
O Brejão foi campeão Regional. Além da taça, a equipe faturou mil reais pela conquista do torneio
nato Regional é certamente um dos mais disputados. Nível bastante elevado, com participação de jogadores que já estiveram no futebol profissional, como Wallace (Lalado), de Conselheiro Lafaiete, que já jogou por equipes do Centro-Oeste e Nordeste do Brasil, e Igor, também de Lafaiete, que estava no Tupi, de Juiz de Fora. Ambos os atletas disputaram pelo Expedicionários. Edson Zezão, que vai disputar o Módulo II do Mineiro 2019 pelo Athletic, também disputou o Regional pelo Expedicionários. Diogo Mesquita e Baiano,
de São João del-Rei, que disputaram pelo União, vão defender o Tupi, de Juiz de Fora, neste ano. Essas participações aumentaram muito o nível da competição”, avaliou Diego Santos, membro da diretoria do Expedicionários Sport Club. Diego falou também sobre a infraestrutura do campo do Expedicionários, que recebeu todos os jogos: “A qualidade do gramado contribuiu muito para elevar a qualidade dos jogos. A organização contou com uma equipe grande de trabalho empenhada em cuidar de cada detalhe.”
De olho no Módulo II do Campeonato Mineiro, Athletic Club apresenta elenco e comissão técnica para a temporada 2019 O ano começou movimentado e com muito trabalho para oAthletic Club de São João del-Rei. O Esquadrão de Aço, como é conhecido pela sua apaixonada torcida, apresentou na sexta-feira, 4, o elenco e a comissão técnica para a disputa do Módulo II do Campeonato Mineiro 2019. Na cerimônia, foram anunciados os 27 atletas que vão integrar a equipe. A bola vai rolar pela primeira vez no dia 9 de fevereiro e a final está prevista para o dia 11 de maio. Para facilitar o deslocamento, as rodadas vão acontecer nos finais de semana. Ao todo, serão 12 equipes na disputa para duas vagas de acesso ao principal campeonato do Estado: Athletic Club, América TO, CAP Uberlândia, Coimbra, Tricordiano, Democrata SL, Democrata GV, Betinense, Ipatinga, Nacional de Muriaé, Uberlân-
dia e Uberaba. O campeonato será disputado em turno único, no sistema de todos contra todos. Os quatro melhores colocados da primeira fase avançam para as semifinais e os dois piores caem para a Segundona de 2020. As semifinais serão disputadas em jogos de ida e volta. Em caso de dois empates ou vitória e derrota pela mesma margem de gols, a equipe mais bem colocada na fase preliminar avança para a decisão e, consequentemente, conquista o acesso. Na final, também jogada em duas partidas, o mesmo critério se aplica para definir o campeão, em caso de igualdade. Na primeira fase, já está definido que o Athletic receberá o Democrata de GV, Uberaba, CAP Uberlândia, Coimbra e América TO.
Confira os atletas que disputarão o Módulo II do Mineiro 2019: Goleiros: Jonatha, Vinícius e Douglas; Laterais: Léo Gonçalo, Hyago, Guilherme Morassi e Nathan; Zagueiros: Thalles, Lucas Barboza, Igor Zezão, Neto, Ruan e Renan; Volantes: Filipe, Bruno Gomes, Salatiel e Léo Murilo; Meias: Emerson Sato, Jordano e Giovani; Atacantes: Mococa, Túlio, Dedé, Edson Zezão, Rudimar, Emerson Santana e Igor Felipe.
Dos 27 atletas da temporada 2019, apenas dois fizeram parte da equipe titular de 2018
Comissão técnica Técnico: Cícero Júnior; Auxiliar técnico: Ricardo Santos; Preparador físico: Diogo Carvalho; Pre-
parador de goleiros: Paulo Sérgio Rocha; Analista de desempenho: Marcos José; Fisioterapeuta: Felipe Del-Vecchio; Massagista: Admilson
Eloi; Roupeiro: Carlos Gonçalves (Carlão); Mordomo: Júnior Caetano; Supervisor: Willer Silva e Coordenador: Magno Santos.