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Edicao 181

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Jornal das Lajes

15 anos

www.jornaldaslajes.com.br

FUNDADO EM 2003 - RESENDE COSTA

ANO XV

• MAIO 2018 • Nº181

DISTRIBUIÇÃO GRATUITA

Foto André Eustáquio

Biblioteca Municipal de Resende Costa completa 100 anos Perfil No mês de maio comemora-se o dia dedicado ao trabalhador. Você sabe como é a rotina de quem trabalha nos cemitérios? O JL conversou com Jaime Gener, coveiro desde 2015 em Resende Costa. PÁG 12

Ciclismo é uma das modalidades esportivas que mais atraem adeptos em Resende Costa

Preços dos imóveis continuam elevados em São João del-Rei Passado o período de chegada a São João del-Rei dos estudantes universitários, a tendência é o mercado ficar “morno”. Nos períodos de início (janeiro-fevereiro) e meio de ano (julho-agosto), nas regiões próximas às universidades, há muita procura por imóveis e não há oferta suficiente. PÁG 13

No dia 29 de abril, a Biblioteca Municipal Antônio Gonçalves Pinto completou um século de existência. Criada em 1918 a partir do acervo de 266 volumes doado por Gonçalves Pinto, atualmente a biblioteca tem sede própria e conta com mais de 10.000 livros registrados. Ler editorial na página 2 e os artigos dos colunistas Regina Coelho, Edésio Lara, Evaldo Balbino e Rosalvo Pinto. PÁG 06, 07 e 15

Sede da Biblioteca Municipal Antônio Gonçalves Pinto, na praça Nossa Senhora de Fátima, Mirante das Lajes

Competindo ou apenas passeando, a paixão pelo esporte conquistou os ciclistas resende-costenses, que já se organizaram em equipes. Em abril, aconteceu o 1º Passeio Ciclístico das Lajes, que contou com a participação de 155 ciclistas. PÁG 16


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De um ponto de vista

EDITORIAL

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Jornal das Lajes Ltda Diretor Presidente e editor-chefe: André Eustáquio Melo de Oliveira Diretor de Redação: Rosalvo Gonçalves Pinto Editor Regional: José Venâncio de Resende Diretoria executiva: Eustáquio Peluzi Chaves (administração) e Antônio da Silva Ribeiro Neto (contabilidade).

Redação: Rua Assis Resende, 95 Centro - Resende Costa, MG CEP 36.340-000 TEL(32)3354-1323 Editoração e Site: Rafael Alves Impressão: Sempre Editora Av. Babita Camargos, 1645 Contagem - MG Tiragem: 4000 exemplares Circulação: Resende Costa e São João del-Rei

Conselho Editorial: André Eustáquio Melo de Oliveira, Emanuelle Resende Ribeiro, José Venâncio de Resende, Rosalvo Gonçalves Pinto, João Evangelista Magalhães e José Antônio Oliveira de Resende. Os artigos assinados não refletem obrigatoriamente a opinião do jornal.

Contou-me um amigo que certo cidadão, visitando uma biblioteca que, em tempos idos, havia frequentado e que, no momento, estava um tanto abandonada, retirou de lá um ou dois livros que lhe interessavam. O amigo, por julgar o fato um tanto suspeito, indagou de mim “o que você acha disso?”. Tentando lhe dar uma resposta, falei-lhe de meus tempos em Belo Horizonte quando via e conhecia pivetes nas ruas que, sem a menor sem-cerimônia, cometiam pequenos assaltos. Destituídos de qualquer sentimento de culpa, pensavam estar em seus legítimos direitos. Muitos não tinham onde dormir, desconheciam relações familiares, escapuliam das escolas, onde eram discriminados e que não lhes favoreciam relações respeitosas, capazes de ajudar na formação de um caráter oportuno para a vida em sociedade. Falei mais com meu amigo. Desta vez, no entanto, com uma indagação: você acha que nossos homens públicos ao se permitirem apossar-se do dinheiro comum, receber propinas, sentem algum mal-estar? E, se católicos, vão por acaso se con-

fessar e restituir o que “roubaram”? Na minha opinião, não. Nem se sentem mal, nem se confessam. Julgam estar em pleno direito de fazer o que fazem, com a desculpa de que gastaram muito para se eleger e para chegar onde chegaram; administram fortunas e parece-lhes que os salários não são suficientes dada a “importância” das vidas que levam. Penso realmente assim dos pivetes e dos homens públicos que cometem tais crimes. A única diferença entre as duas categorias fica no montante que é surrupiado. E o mesmo penso do cidadão que retirou livro da biblioteca. Nada de escrúpulos. O amigo que solicitara minha opinião disse apenas: que tempos, que costumes! A Lava Jato anda já em seu terceiro ou quarto ano. Há gente que ainda se comporta como se nada estivesse acontecendo. Para tal gente o cargo que ocupa, o poder de que está imbuída garante-lhe impunidade e a certeza de que os crimes que comete não passam de direito que possui. Aquele ideal ético, imperativo categórico, apregoado pelo grande filósofo Kant,

que em palavras simples se expressa com “o dever é o bem”, pivetes e políticos desconhecem. Estes pelo desprezo que nutrem para com uma vida que servisse de modelo para outros. Aqueles, pela simples ignorância. Para ambos, o tal ideal ético nem é imperativo, e tão pouco categórico. Tudo isso leva Wilson Campos a desabafar, em O Tempo, ao dizer: Causa engulhos e revolta o desplante dos sem-caráter que, de forma acintosa, praticam os mais ignóbeis atos de canalhice.... Causa tristeza assistir a tudo isso e não poder deletar da vida pública os autores das ilicitudes, colocar na cadeia os ladrões de vidas e banir da sociedade os destruidores de sonhos”. Quem dera fosse isso apenas “literatura”. É mais. E não é ficção. Retirar livro de biblioteca. Perpetrar ligeiros assaltos. Desviar dinheiro público de sua finalidade para uso próprio são nomes diferentes para crimes semelhantes. *Professor aposentado da UFSJ, membro da Academia de Letras de São João del-Rei.

Lucas Lara

Quando surgiu em Resende Costa, há 15 anos, o Jornal das Lajes assegurou o seu compromisso com a informação, com a liberdade de imprensa e com a cultura. Na primeira edição do periódico, foi publicada na capa uma charge denunciando a precariedade em que se encontrava a Biblioteca Municipal Antônio Gonçalves Pinto, que naquela ocasião localizava-se num imóvel anexo ao Teatro Municipal, no centro da cidade. De lá para cá, o JL elegeu a biblioteca como prioridade em suas pautas. Inúmeros artigos e reportagens publicados no jornal contaram a história da Biblioteca Municipal de Resende Costa, mas também denunciaram o seu abandono. Entretanto, o que mais nos incomodava era o descaso do poder público com essa importante instituição cultural do município. Desde que a biblioteca foi transferida da atual sede da Prefeitura para o Teatro Municipal, não houve nenhuma ação efetiva do poder público para ampliar e atualizar o seu acervo, modernizá-la e, mais importante, construir uma sede que pudesse abrigá-la dignamente. A situação caótica em que se encontravam as obras raras e o acervo doado por Gonçalves Pinto em 1918 - empilhados no camarote do Teatro Municipal – era a prova maior da omissão e do descaso do poder público com a biblioteca. Mas o JL não se cansou e encontrou importante apoio na amiRCo (Associação de Amigos da Cultura de Resende Costa), que também estava surgindo em Resende Costa naquele período. Vale lembrar que as primeiras reuniões da amiRCo foram realizadas no Teatro Municipal, ao lado da biblioteca. O abandono do teatro e da biblioteca sensibilizava e ao mesmo tempo revoltava os integrantes do JL e da amiRCo, em cada reunião que realizavam naquele espaço. A nossa insistência, contudo, convenceu o então prefeito Gilberto José Pinto, que chegava ao seu terceiro mandato em Resende Costa, a olhar pela nossa biblioteca. Desde as primeiras conversas, percebia-se que o prefeito Gilberto se entusiasmara com a ideia. Ele falava sobre os livros, a história da biblioteca e revelava o desejo de construir a sua sede no Mirante das Lajes de Cima. Para ele, seria o início de um projeto de revitalização do principal cartão-postal de Resende Costa. Pena que somente o início do ambicioso projeto do saudoso ex-prefeito Gilberto Pinto foi concluído. A caixa d’água da Copasa continua maculando a belíssima paisagem e o Mirante das Lajes ainda espera por revitalização. Em setembro de 2008, foi enfim entregue aos resende-costenses a tão sonhada sede da Biblioteca Municipal Antônio Gonçalves Pinto. O prefeito Gilberto Pinto quis também que fossem construídos na sede da biblioteca um espaço cultural e o memorial político, para que a história política de Resende Costa tornasse conhecida e preservada. Uma boa e oportuna coincidência aproximou ainda mais o JL e a Biblioteca Municipal. Os 15 anos do Jornal das Lajes foram comemorados junto com o centenário da Gonçalves Pinto. O jovem JL já faz parte da cultura de Resende Costa e a centenária Biblioteca Municipal, com sua nova e definitiva sede, encontra-se hoje protegida e com um valioso acervo que conta com mais de 10.000 livros registrados. Nesta edição do Jornal das Lajes, dedicada especialmente ao centenário da Biblioteca Municipal Antônio Gonçalves Pinto, o leitor vai encontrar artigos e reportagens que destacam a trajetória da nossa biblioteca. São olhares diferentes sobre um mesmo tema, mas que se convergem em um único objetivo: celebrar um grande acontecimento que marcou a cultura de Resende Costa. Parabéns e vida longa à centenária Biblioteca Municipal Antônio Gonçalves Pinto.

Homens públicos e pivetes

arRISCANDO

O JL e a centenária Biblioteca Municipal Antônio Gonçalves Pinto

JOÃO BOSCO DE CASTRO TEIXEIRA*


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CÂMARA DE RESENDE COSTA INFORMA RESENDE COSTA ADERE A PROJETO TURÍSTICO REGIONAL Em reunião ordinária da Câmara Municipal no dia 02 de maio, os vereadores aprovaram por unanimidade o repasse de recurso no valor de R$7.9000,00 (sete mil e novecentos reais) para o Programa Caminhos de São Tiago. A adesão ao projeto tem como principal intuito fomentar o turismo em Resende Costa, como explica o secretário municipal de Turismo, Artesanato e Cultura Lucas Lara. “O Caminhos de São Tiago é uma rota turística, religiosa, cultural, histórica que vai ligar Ouro Preto a São Tiago. A gente já está vendo os frutos do projeto. Tem muita gente fazendo esse circuito, mesmo que ele não esteja oficializado. É um caminho que passa por trilhas e estradas rurais, o que faz a proposta ser um pouco diferente. Ele poderá ser feito tanto a pé, quanto a cavalo, de bicicleta, de 4x4, da maneira que a pessoa preferir. É uma proposta bem diferente e inusitada, que vem só a acrescentar para o turismo de Resende Costa”.

O vereador Ângelo Márcio parabenizou o projeto, mas destacou a importância de valorização de projetos culturais e impulsionadores de turismo no âmbito local. “Acho importante esse projeto Caminhos de São Tiago, uma ideia muita bacana que tiveram (...), mas eu gostaria de fazer uma crítica com relação a questão de valores, são sete mil e novecentos em um projeto que envolve Resende Costa, mas não é um projeto de Resende Costa.” O vereador disse que existe uma carência de recursos para os projetos culturais em Resende Costa e por isso é preciso analisar os recursos empregados diretamente para o município. “Nós estamos perdendo em festas rurais, em associações de cultura e o recurso público é importante para isso. Mas não sou contra o projeto, acho interessante para o turismo de Resende Costa ser incrementado, parabéns a todos os envolvidos na elaboração do projeto.” ORIGEM DO PROJETO CAMINHOS DE SÃO TIAGO O projeto Caminhos de São Tiago tem como inspiração o Caminho de Santiago de Compostela, na Espanha. O roteiro parte do distrito de Santa Rita de Ouro Preto e tem como destino a cidade de São Tiago, no Campo das Vertentes. O projeto tem como gestores o Circuito do Ouro, o Circuito Turístico Trilha dos Inconfidentes, do qual Resende Costa faz parte, e o Circuito Turístico Villas e Fazendas. O projeto Caminhos de São Tiago passará por 11 municípios: Ouro Preto, Ouro Branco, Conselheiro Lafaiete, Queluzito, Casa Grande, Entre Rios de Minas, Lagoa Dourada, Resende Costa, Coronel Xavier Chaves, Ritápolis e São Tiago.

MUNICÍPIO PLANEJA CONSTRUÇÃO DE USINA DE RECICLAGEM Em reunião ordinária, realizada no dia 23 de abril, a Câmara aprovou projeto do Poder Executivo autorizando a realização de permuta de terrenos entre o município e particular, visando à construção de uma Usina de Reciclagem, Triagem e Compostagem. A área pública a ser permutada está situada na Rua das Rosas, bairro Jardim. Trata-se de um lote com 30,00 (trinta) metros de frente; 30,00 (trinta) metros nas laterais e 30,00 (trinta) metros de fundos, totalizando em uma área de 900,00 m² (novecentos metros quadrados), sendo avaliada em R$ 180.000,00 (cento e oitenta mil reais). Já o terreno privado que passará ao município com a finalidade de construção da usina é uma área de 2,00 Ha (dois hectares), localizada no lugar denominado “Pasto da Pedreira”, na zona rural de Resende Costa, propriedade de Nilson de Paula Resende, também avaliado em R$ 180.000,00 (cento e oitenta mil reais). O vereador Zé do Dico concordou com o projeto, mas fez ressalvas: “O projeto é bom, mas com estes terrenos que estão sendo permutados pela prefeitura, vamos chegar a um tempo em que não vamos ter mais espaços para fazer áreas públicas e praças, pois essas áreas da prefeitura são também para isso. Não vou votar contra, por causa da necessidade da usina, mas o meu questionamento é este”. Para o vereador Fábio Ferreira, a questão central é a necessidade da

POLÍCIA MILITAR PRESTA CONTA DE TRABALHOS REALIZADOS EM RESENDE COSTA A Polícia Militar participou, no dia 12 de abril, de sessão ordinária da Câmara Municipal. Os representantes da PM, Tenente Neres e Sargento Leomar, esclareceram dúvidas e ouviram demandas dos Edis e da população. O Tenente Neres explicou algumas das estratégias da PM em Resende Costa, no sentido de aproximar melhor a corporação da população local.

Segundo o Tenente, desde que assumiu o comando em Resende Costa, em fevereiro de 2018, trabalha para fazer um policiamento mais ostensivo, que dê visibilidade ao trabalho e à presença da polícia nas ruas, junto da sociedade: “Alinhados com o comando da região, buscamos trazer uma polícia de proximidade, não uma polícia apenas repressiva ou de atendimento de demanda (...). A polícia aquartelada que você não vê, o bandido também não vê, e isso passa uma imagem de que a cidade está desprotegida. A polícia hoje precisa estar com seu foco no cidadão de bem e não no bandido. O objetivo é estar mais perto das pessoas. A partir do momento em que a população passa a sentir mais confiança na polícia, aí as informações começam a chegar e auxiliam o nosso trabalho. Aí nós passamos de uma polícia de proximidade a uma polícia capaz de atuar com mais eficiência na repressão”. Ainda de acordo com o Tenente, está sendo implantado o disk 190 móvel, por meio de uma linha telefônica celular, que irá melhorar o atendimento, dando mais agilidade na resposta às demandas. Outras melhorias estariam em andamento nos serviços da PM em Resende Costa, como a reimplantação do Programa Educacional de Resistência às Drogas (Proerd), além de maior atenção aos casos de mulheres que têm medidas protetivas, com visitas regulares da PM, e as patrulhas da madrugada, com foco nas entradas da cidade, uma forma de prevenir roubos, tráfico de drogas e assaltos a bancos. Mesmo ressaltando a ideia de uma polícia mais próxima do cidadão, mais voltada para a prevenção, o Tenente lembra que a PM segue atuando firme também na repressão ao crime, sempre que necessário. “Se houver denúncia, ou em alguns casos que já estamos acompanhando, com o mandado judicial, a gente vai atuar também de forma repressiva para inibir, por exemplo, o tráfico de drogas”. Vereadores parabenizaram as ações da PM em Resende Costa, em especial a postura de presença mais ostensiva nas ruas, na porta das Escolas e na entrada da cidade. Também foi apontada a necessidade de aprimoramento da segurança rural. Neste sentido, o Tenente afirmou que aguarda a chegada de mais um efetivo para o policiamento local, que seria fundamental para a implantação do patrulhamento rural com uma rota inteligente, passando nas comunidades nos horários de maior demanda. “Temos uma relação muito boa com a Polícia Civil, que também está fazendo um amplo trabalho investigativo a respeito de furtos e roubos rurais. Esperamos que em breve tenhamos boas notícias no resultado das investigações”, concluiu o Tenente.

Usina de Reciclagem e a dificuldade de se conseguir uma área para sua construção. Para ele, isso justifica a permuta, mesmo que o terreno urbano cedido pelo município seja de grande valor: “O lixo é um dos maiores problemas da cidade. Nós vereadores estamos sempre cobrando sobre a questão do lixo. Temos que aproveitar que foi conseguida essa permuta, porque não é fácil conseguir. E agora vamos batalhar para resolver essa questão e que seja construída a usina.” O vereador Zé do Socorro parabenizou o Poder Executivo pelo projeto: “É de enorme importância. O aterro sanitário está insustentável, está totalmente cheio. E agora terá uma solução diferente, pois o aterro não comporta mais. Quero parabenizar a equipe do prefeito que falou que conseguiria um terreno e conseguiu”. O projeto foi aprovado com os votos de todos os Edis presentes. O vereador Ângelo Márcio não participou da votação do projeto por motivos de saúde.

APROVADO REPASSE PARA A RÁDIO INCONFIDENTES FM Entre as diversas funções da Casa Legislativa está a aprovação de recursos para projetos e instituições. Na reunião dos vereadores, ocorrida no dia 12 ABRIL ÚLTIMO, foi aprovado o projeto 34/2018, que prevê o repasse de recursos na ordem de R$ 16 mil para a ACRADATEC - Associação Comunitária de Radiodifusão para Desenvolvimento Artístico Educacional e Cultural de Resende Costa - Rádio Inconfidentes, com finalidade de viabilizar a manutenção das atividades da entidade em 2018. O projeto estava sob vistas do vereador Ângelo Márcio Resende, que criou uma emenda aditiva ao texto, assegurando que os artistas locais e regionais tenham espaço garantido na programação da emissora. Segundo o vereador autor da emenda, a proposta não apresentava nenhuma novidade, apenas reforçava o que o estatuto da associação já prevê: “Acho que quando a gente destina um recurso público tem que estar bem claro (...) eu acho importante a gente afirmar que tem que ser feito isso, mesmo que o estatuto da associação já contemple.” O vereador Lucas Paulo pediu para que fosse acrescentado no texto da emenda, que o atendimento aos artistas deve estar de acordo com a disponibilidade da Rádio, ficando assim definido. O vereador Paulo Daher frisou ainda que a Rádio já cumpre com o seu papel no atendimento aos artistas locais: “Eu acho que todo artista da Terra que quiser divulgar o seu trabalho, a Rádio não vai fechar nunca as portas. Já tem essa abertura. Tem vários artistas, vários programas semanais, principalmente nos sábados de manhã que é gente de Resende Costa e tem uma audiência interessante”. A emenda e o projeto foram aprovados por unanimidade. Para o diretor presidente da Rádio Inconfidentes, Cláudio Luís Resende, a subvenção torna-se importante já que, enquanto associação comunitária, a política de preços dos apoiadores culturais tem a receita muito inferior em relação a uma rádio comercial. “Estamos sempre empenhados em efetivar a Rádio Inconfidentes como um veículo de transformação da sociedade, levando entretenimento, conhecimento, cultura e saber a todos os segmentos sociais. Essa característica permite-me assegurar que a rádio é do povo de Resende Costa, sendo instrumento educador e reformador, atuando na formação do caráter do cidadão resende-costense, além de permitir lazer e divertimento, proporcionando momentos de descontração e também de capacitação. A verdade é que a Rádio Inconfidentes FM já faz parte da vida social da nossa cidade e não podemos mais viver sem ela”, relata o presidente.


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GOVERNO MUNICIPAL INFORMA

PSF 3 está em ação em Resende Costa! Município agora tem 100% de cobertura do Programa Saúde da Família Resende Costa agora terá 100% de cobertura do Programa Saúde da Família (PSF). No dia 24 de abril, foi realizado, no Distrito de Jacarandira, um evento para apresentar a terceira equipe do PSF. A cerimônia contou com a participação de diversas autoridades, entre conselheiros de comunidades rurais, vereadores, secretários municipais, do vice-prefeito Zinho Gouvêia e do prefeito Aurélio Suenes. “Temos a satisfação de registrar a implantação da 3ª equipe do PSF em Resende Costa. Infelizmente, não contávamos com 100% de cobertura do Programa em nosso município. E hoje, mesmo com a crise, o PSF vai alcançar 100% de cobertura, levando esse benefício, principalmente, para as comunidades rurais, já que 80% do atendimento do PSF 3 será na Zona Rural. Ficamos muito felizes de apresentar a equipe para a população resende-costense”, declarou Aurélio. Batizada de “Saúde em Foco”, a 3ª equipe do PSF conta com uma médica, uma enfermeira coordenadora, uma técnica em enfermagem, e oito Agentes Comunitários de Saúde (ACS), que irão cobrir as seguintes áreas: Curralinho dos Paulas, Curralinho do Andrade, Taboado, Santa Bárbara, Fazenda do Matias, Ribeirão, Catimbal, Jacarandira, Água Limpa, Pintos, Micaela, Boa Vista, Onça, Penedo, Ramos, Patrimônio, Res-

tinga (parte pertencente a Resende Costa), Cajuru, Barreiras, Areão, Retiro de Cima, Barracão, Macacos e Reguinho, e em residências que ficam nos arredores da estrada para São Tiago. Além das comunidades rurais, os ACS irão atuar em bairros da cidade, que, em determinadas ruas, não contavam com a cobertura do PSF, como Centro, Tijuco, São José, Conjunto Habitacional Geraldo Monteiro, Bela Vista e Santo Antônio. Os Agentes de Saúde da 3ª equipe do PSF já iniciaram o cadastramento no Programa Saúde da Família de moradores antes não atendidos. Para realizar o cadastramento é necessário ter em mãos o cartão do SUS e uma conta de luz para agilizar o cadastro. Receba bem o seu agente! Para o prefeito Aurélio, investir em saúde e prevenção é essencial: “Precisamos investir na prevenção, buscando reduzir as filas nos hospitais. Ficamos felizes por dar mais um passo importante para melhorar a saúde de nossa população. Em 2014, tínhamos apenas 37% de cobertura do PSF em Resende Costa. Com a implantação da 2ª equipe, atingimos 67% e, hoje, com a posse dos membros da 3ª equipe, atingimos os 100% de cobertura em nosso município, assim, toda casa terá o seu médico, o seu agente, o que é muito importante”. Conheça os agentes e suas áreas de atuação:

Adriana Aparecida Ferreira de Resende: parte do bairro Tijuco, Curralinho dos Paulas, Curralinho do Andrade, Taboado, Santa Bárbara, Fazenda do Matias.

Os agentes Adriana Resende e Nilson Silva com o prefeito Aurélio

Nilson André da Silva: Cajuru, Barreiras, Areão, Retiro de Cima. Cássio Teixeira Sousa: Jacarandira. Marcos Antônio dos Reis: parte da Avenida Alfredo Penido (até a ponte que faz divisa com Coronel Xavier Chaves), Barracão, Macacos, Riguinho. Luís Fernando da Silva: bairro Santo Antônio, estrada para São Tiago, Água Limpa, Pintos, Micaela, Boa Vista, Onça, Penedo, Ramos, Patrimônio, parte da Restinga que pertence a Resende Costa. Rosemeire Resende Ribeiro: bairros Nova Resende e São José. Ana Cláudia de Resende Coelho: bairro São José. Ana Paula Resende Maia: Conjunto Habitacional Geraldo Monteiro, Ribeirão, Catimbal, bairro Bela Vista. A parte do Centro que ainda não é assistida será inserida nos atendimentos do PSF 2 e PSF 3. Após o cadastramento das novas áreas, haverá uma nova redivisão, em que o Centro será todo atendido.

As agentes Rosemeire Ribeiro e Ana Cláudia com o prefeito Aurélio

Os agentes Marcos Reis e Luís Fernando com o prefeito Aurélio

Os agentes Cássio Sousa e Ana Paula com o prefeito Aurélio

Concurso Público da Prefeitura Municipal de Resende Costa - Extrato de Retificação ao Edital 001/2018 A Prefeitura Municipal de Resende Costa-MG torna pública a retificação do Edital de Concurso Público 001/2018: no Anexo II, no que tange o requisito de escolaridade para o cargo de Agente Comunitário de Saúde – PSF, o mesmo passa a ser “Ensino Médio”. Em consequência de tal alteração, os itens 7.2, Anexos I, II e IV passam a ter novas redações. A retificação na íntegra e o edital retificado estão disponíveis no site www.jcmconcursos.com.br.


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SEGURANÇA

Polícia Militar realiza operação para prevenir ataques a bancos e quartéis Operação Cinturão de Proteção patrulha estradas de Resende Costa, Lagoa Dourada e São Tiago ANDRÉ EUSTÁQUIO

O Pelotão da PM de Resende Costa está realizando operações policiais durante as madrugadas visando a prevenir possíveis ataques a quartéis e caixas eletrônicos. A operação batizada de “Cinturão de Proteção” envolve também dois municípios que fazem divisas com Resende Costa: Lagoa Dourada e São Tiago. De acordo com a PM, durante a operação, diversas pessoas são averiguadas e veículos abordados. Além das estradas principais, os policiais estão patrulhando estradas vicinais da região.

Polícia Militar cria Patrulha Rural em Resende Costa As comunidades rurais de Resende Costa estão contando, desde o dia 25 de abril último, com patrulhamento específico da Polícia Militar. O Pelotão da PM de Resende Costa criou uma equipe de Patrulha Rural a fim de atender os principais povoados do município. Segundo a PM, as ações serão voltadas para prevenir e reprimir delitos praticados na zona rural. Conforme informou a PM, a equipe policial se utilizará de rotas inteligentes e irá atender as seguintes comunidades: Brumado, Barracão, Palmital, Macuco, Curralinho do Andrade, Currali-

nho dos Paulas, Curralinho dos Machados, Maias, Tabuado, Ribeirão, Pintos, Boa Vista, Cajuru, Santa Bárbara, Micaela, Água Limpa, Lopes e Jacarandira, além de outras propriedades rurais do município. Ainda segundo a PM, uma parceria com as prefeituras de Coronel Xavier Chaves, Ritápolis e São Tiago possibilitará, em breve, o patrulhamento rural nesses municípios. PATRULHA RURAL A Patrulha Rural é uma guarnição da PM, em veículo de quatro rodas, integrada por dois ou

três policiais militares, atuando com armamento e equipamento adequados para pronta resposta. O policiamento em zona rural é uma atividade sistemática de preservação da ordem pública, executada no meio rural, com o suporte de veículos apropriados, com o objetivo de prevenir e reprimir delitos em fazendas, sítios, condomínios e cooperativas, dentre outros locais. Fontes: Página da PMMG no Facebook, pelotão de Resende Costa, e site da Polícia Militar de Minas Gerais: www.policiamili tar.mg.gov.br.

PM e empresários de Resende Costa se unem em prol da segurança Pousadas e hotéis da cidade contam com a proteção da PM através da rede “Pousadas Protegidas” Uma solenidade, realizada no dia 17 de abril, na Pousada Mirante das Lajes, marcou a entrega das placas da Rede de Proteção aos proprietários de pousadas e hotéis de Resende Costa. Estiveram presentes o comandante do Batalhão da Polícia Militar de Resende Costa, tenente Jackson Neres, o cabo Carvalho e empre-

sários do setor de hotelaria da cidade. Durante a cerimônia de entrega da placa, houve um diálogo dos empresários com o tenente Neres sobre segurança pública. O comandante da PM falou acerca das ações preventivas desenvolvidas em Resende Costa, bem como das ações de repressão qualifica-

da nos últimos eventos ocorridos na cidade. O tenente Neres aproveitou o momento para destacar a importância da utilização do aplicativo SINESP – CIDADÃO e das denúncias anônimas através do contato telefônico 181. Os participantes se confraternizaram com um coffee break no final do evento.

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De olho na cidade EDÉSIO DE LARA MELO

O centenário da Biblioteca Municipal Antônio Gonçalves Pinto, de Resende Costa Em junho de 2017, dediquei atenção especial à biblioteca municipal nesta coluna. Naquela época, além de enaltecer as conquistas conseguidas com a edificação do prédio, apontei o que considerava importante a ser feito para tornar ainda mais qualificado os serviços prestados por ela. Hoje vejo que uma das questões levantadas foi contemplada: a sala de informática, o Telecentro. Decorridos 10 anos de inauguração do edifício, finalmente, ela foi instalada. Atualmente, a biblioteca abriga a Secretaria de Turismo, Artesanato e Cultura (SETAC), a sede da Amirco, o telecentro, uma sala de multiuso para pequenas reuniões ou minicursos, sala de leitura e um espaço em que estão guardadas obras raras. O que temos de fazer é explorar ao máximo tudo o que este espaço de cultura nos oferece. Nesta edição, antes de comentar o evento promovido para festejar seu centenário, faço uma pergunta: para que serve uma biblioteca? A biblioteca pública, aberta à comunidade, segundo a cientista social Christine Castilho Fontelles, é o lugar por excelência para termos acesso gratuito aos recursos e atendimento, para que possamos fazer nossas consultas, empréstimos, pesquisas e nos tornarmos leitores. Mas, não basta o espaço e o acervo se não temos os interessados em leitura. E para que surjam novos e bons leitores, é preciso que, desde cedo, as crianças sejam educadas para esse fim. Segundo ela, educar para ler é uma missão que requer esforço, concentração e criatividade, principalmente em uma época com excesso de informações midiáticas e escassez de tempo, como a nossa. Ao que parece, nossa biblioteca tem contribuído para a formação de leitores em nossa cidade. No último dia 28 de abril, a Secretaria de Turismo, Artesanato e Cultura promoveu um evento para celebrar os 100 anos de vida deste importante espaço sociocultural. Foram realizadas leituras de poesias, exposição e venda de livros, relato histórico da biblioteca, obliteração de selo realizado pelos Correios, homenagens a ex-servidores que prestaram e ainda atuam na biblioteca e, principalmente, aos leitores por faixa etária - que se destacam

como os que mais frequentam e tomam livros de empréstimo na biblioteca. Não há como não realçar os leitores homenageados: Alícia Maria Daher Oliveira, Petúlia Vitória Resende, Paulo Eduardo de Andrade e Elódia Rita de Resende Paiva. O prêmio dado aos quatro foi o ponto alto da cerimônia. E como não poderia deixar de ser, aplausos calorosos recebeu a pequena Alícia Maria que, como foi dito pela Cláudia Lúcia Pinto Resende, atual funcionária que responde pelo espaço, “parece ter nascido na biblioteca; frequenta-a desde que nasceu”. Por fim, gostaria de fazer um registro para este momento de festa. Não podemos nos esquecer da figura de Gilberto José Pinto (1948-2015), ex-prefeito da cidade que, durante seu terceiro e último mandato, acolheu dos mais próximos a recomendação de que a cidade necessitava de um espaço mais amplo, confortável e moderno para abrigar a biblioteca. Fez coro junto aos correligionários o Jornal das Lajes. Desde a fundação do jornal, que acabou de completar 15 anos de atividade, questões relevantes relacionadas à cultura e às artes tem sido abordadas pelos seus colaboradores. A biblioteca sempre esteve entre os tantos assuntos de interesse da comunidade versados pelo periódico. A biblioteca pública, que desperta a atenção de turistas e os cuidados dos resende-costenses, ainda tem muito a oferecer. Nós que a frequentamos, precisamos nos unir para ajudá-la a ampliar seu acervo e propor ações que possam tornar o espaço mais atraente e qualificado. Os serviços precisam ser informatizados para facilitar o acesso ao acervo e controle sobre empréstimos de livros. Podemos acrescentar ainda a ampliação do horário de atendimento ao leitor e a imediata contratação de profissional especializado em biblioteconomia já aprovado em concurso público. Cabem ainda duas questões que julgo importantes: facilitar o empréstimo de livros para os que moram nos povoados da cidade e uma pesquisa sobre o perfil e as demandas dos leitores que possa ajudar a apontar ações positivas de aperfeiçoamento do atendimento ao público.


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Um olhar sobre Resende Costa

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Biblioteca Municipal Antônio Gonçalves Pinto completa 100 anos de criação ANDRÉ EUSTÁQUIO

Vielas estreitas de terra e pedras por onde passavam as boiadas em comitiva rumo ao sertão, tangidas por tropeiros que aqui pernoitavam. Não havia água tratada, nem luz elétrica. Apenas simples casas de pedras e taipa e uma igrejinha erigida no alto de um íngreme morro, de onde se descortinava um horizonte arrebatador. Assim era a paisagem do antigo Arraial de Nossa Senhora da Penha de França da Lage, erguido no final da primeira metade do século 18. A Lage, então pertencente ao município de Tiradentes, antiga São José del-Rei, aos poucos foi se desenvolvendo e em 1912 emancipa-se, adquirindo autonomia política, econômica e social. No entanto, pouco ou quase nada mudou no antigo Arraial da Lage, posteriormente Distrito da Lage e, mais tarde, Villa de Resende Costa, nos primeiros anos do século 20. Pode-se destacar a ampliação da primitiva capela de Nossa Senhora da Penha de França, padroeira da localidade, e a pavimentação das principais ruas da Vila. Porém, três importantes empreendimentos, implantados pelos homens públicos que governaram o município recém-emancipado, devem ser destacados como ações ousadas para a época e que se refletiram no futuro da cidade e no bem-estar de sua gente: fundação da Biblioteca Municipal Antônio Gonçalves Pinto (1918), construção do Grupo Escolar Assis Resende (1919) e construção do Teatro Municipal (1922). A Biblioteca Municipal Antônio Gonçalves Pinto completou, no dia 29 de abril último, 100 anos de fundação. A sua origem está ligada às primeiras ações do mandato do coronel Francisco Mendes de Resende (1874-1936), primeiro presidente da Câmara e chefe do Executivo Municipal, a partir de 1912. Após seis anos de emancipação política do município, o coronel Mendes de Resende criou a Biblioteca Municipal partindo de um acervo de aproximadamente 266 volumes, doado ao município por Antônio Gonçalves Pinto. Segundo José Maria da Conceição Chaves, o Juca Chaves, em seu livro “Memórias do Antigo Arraial de Nossa Senhora da Penha de França da Lage – atual Resende Costa”, publicado pela amiRCo em 2014, a criação da Biblioteca Municipal

O ex-prefeito Gilberto Pinto inagura a sede da Biblioteca Municipal e o memorial político de Resende Costa

foi proposta em sessão da Câmara, em 29 de abril de 1918, pelos vereadores coronel Francisco Mendes de Resende, coronel Francisco Gonçalves Pinto (1850-1934) e doutor José Vilela da Costa Pinto. HISTÓRICO A Biblioteca Municipal Antônio Gonçalves Pinto foi criada pela Lei nº 24, de 16 de setembro de 1918. Seu nome foi escolhido em homenagem ao ilustre cidadão resende-costense que doou ao município sua biblioteca particular. Diz Juca Chaves sobre Antônio Gonçalves Pinto (1854, Resende Costa - 1923, Belém, Pará): “Ainda moço, partiu Antônio Gonçalves Pinto de sua terra natal (nasceu na Fazenda do Pinto em 10/07/1854), que não mais reviu, indo empregar-se no comércio da vizinha cidade de São João del-Rei, daí rumando para a Capital Federal e, finalmente, para aquele lugar, Belém, onde assumiu a direção de uma casa comercial. Inteligente, sem curso humanístico, pois que apenas no velho arraial tivera escola das primeiras letras, proporcionadas aos conhecimentos da época, conseguiu, por si só, aperfeiçoar-se no uso do vernáculo e ainda aprender as línguas francesa e alemã, tendo ocasião de visitar o Velho Mundo, passando pela França e Alemanha. Guardando indelével recordação de sua terra, dá-lhe Antônio Pinto uma prova da grande afeição que lhe votava, ofertando à Câmara Municipal de Resende Costa

toda a sua biblioteca de numerosos volumes, alguns dos quais de diferentes idiomas e de preciosas e raríssimas edições, acondicionadas em duas grandes vitrinas que ele despachou por via marítima. Apossando-se de quão valiosa dádiva, deliberou a Câmara Municipal, em sessão de 15 de abril de 1918, dirigir um ofício ao ilustre conterrâneo externando-lhe os seus agradecimentos por esse gesto de acrisolado patriotismo. Volvidos quase 20 anos, em 12 de setembro de 1938, lavra-se sob o número 59 uma portaria municipal franqueando a Biblioteca ao público a partir de 15 daquele mês e ano.” TRAJETÓRIA A trajetória da Biblioteca Municipal Antônio Gonçalves Pinto foi marcada por momentos diversos. Desde a sua criação, a biblioteca esteve acondicionada em diferentes espaços. Inicialmente no paço da Prefeitura Municipal (atual sede da Câmara Municipal); posteriormente no porão de uma residência localizada no centro de Resende Costa; depois foi transferida para a sede da atual prefeitura e, por fim, para um imóvel anexo ao Teatro Municipal. Nesse endereço a biblioteca entrou em acelerado estado de decadência. O espaço anexo ao teatro estava longe de ser o ideal para receber uma biblioteca. As estantes mal cabiam no local destinado a elas e grande parte do acervo – em especial as obras raras doadas por An-

tônio Gonçalves Pinto – achava-se amontoado em estantes e no chão do camarote do Teatro Municipal, exposto à poeira, ao mofo, às traças e cupins. Poucos livros foram adquiridos nesse longo período do quase ocaso da Gonçalves Pinto. Os frequentadores da biblioteca usufruíam do precário e reduzido acervo disponível e contavam apenas com uma apertada mesa e cinco cadeiras para leitura e pesquisa. Foram muitas as cobranças ao poder público com o intuito de que se construísse uma sede digna para abrigar a quase centenária biblioteca e seu importante acervo. Inúmeros artigos e reportagens publicados no Jornal das Lajes denunciaram a precariedade em que se encontrava a Biblioteca Municipal de Resende Costa. Até que em setembro de 2008 a cidade, enfim, ganhou uma sede definitiva para a sua biblioteca. O saudoso ex-prefeito municipal Gilberto José Pinto (19482015) ouviu os apelos dos resende-costenses preocupados com a biblioteca e construiu uma bela e moderna sede para abrigá-la, localizada no principal cartão-postal de Resende Costa: o Mirante das Lajes de Cima, na praça Nossa Senhora de Fátima. A edificação de dois andares tem influência arquitetônica do estilo colonial e harmoniza-se com o vizinho sobrado do século 19 que abriga a Câmara Municipal. Não haveria melhor lugar em Resende Costa para construir um prédio para a biblioteca do que o

Mirante das Lajes. No segundo andar da edificação – além da sala onde estão as obras raras (restauradas através de parceria entre o município e o Fundo Estadual de Cultura – FEC, com apoio da amiRCo), de acesso restrito – há uma ampla e arejada sala de leitura que dá vistas para o belo mirante. O leitor pode abrir a janela e assistir de camarote ao pôr do sol enquanto “viaja” pelo mundo encantado da leitura. O andar térreo abriga a sala onde funciona a sede da Associação de Amigos da Cultura de Resende Costa (amiRCo) e o memorial político com fotos dos ex-prefeitos de Resende Costa. A biblioteca é também utilizada para reuniões e eventos culturais, como palestras, lançamento de livros e atividades recreativas. A sede da biblioteca abriga também o espaço cultural “Professor Geraldo Sebastião Chaves” e a Secretaria Municipal de Turismo, Artesanato e Cultura. A história nos brinda com grandes acontecimentos que nos possibilitam reverenciar a memória de pessoas que marcaram a sociedade com importantes obras e deixando legados que se tornaram imortalizados. A trajetória da Biblioteca Municipal Antônio Gonçalves Pinto, em tempos distintos e separados por um século, foi marcada por iniciativas de dois grandes administradores públicos, inspirados pelo mesmo e nobre dever: o compromisso com a cidadania, com o desenvolvimento urbano e humano de Resende Costa. Em 1918, o coronel Francisco Mendes de Resende criou a Biblioteca Municipal, pensando no desenvolvimento cultural e na educação dos munícipes. Em 2008, Gilberto José Pinto construiu sua sede e escolheu esse acontecimento para coroar o seu terceiro mandato de prefeito de Resende Costa. Coronel Mendes e Gilberto Pinto deixaram um valioso legado à cultura do município. A centenária Biblioteca Municipal Antônio Gonçalves Pinto é um dos maiores patrimônios de Resende Costa. O acervo inicial de 266 volumes doado por Gonçalves Pinto foi ampliado ao longo dos 100 anos e hoje conta com mais de 10.000 livros registrados. A biblioteca recebe diariamente inúmeros estudantes da rede pública de ensino da cidade que vão ao local para fazer pesquisas e obter livros por empréstimo, além de visitantes de outras localidades.


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ACONTECEU

ANDRÉ EUSTÁQUIO

No dia 28 de abril, aconteceu em Resende Costa a solenidade de comemoração dos 100 anos de criação da Biblioteca Municipal Antônio Gonçalves Pinto. O evento se deu na sede

da biblioteca, na praça Nossa Senhora de Fátima, no centro da cidade. Dezenas de convidados e personalidades da cultura, da sociedade civil e autoridades municipais de Resende Costa prestigiaram as comemorações do centenário da biblioteca.

Foto André Eustáquio

Comemorações do centenário da Biblioteca Municipal de Resende Costa

Da esquerda para direita, o secretário de Cultura de Resende Costa, Lucas Lara, o presidente da amiRCo Edésio Lara e o escritor Evaldo Balbino

Lucas Lara e a gerente de vendas e atendimento dos Correios, na região do Campo das Vertentes, Simone Caldeira Braga

Lucas e a funcionária pública municipal Vívian Daher

Maria Lúcia Resende entrega a placa de homenagem a Petúlia Vitória Resende, leitora destaque na faixa etária de 15 a 29 anos

Cláudia Lúcia entrega a placa de homenagem a Paulo Eduardo de Andrade, leitor destaque na faixa etária de 30 a 59 anos

As funcionárias municipais homenageadas, Cláudia Lúcia, Maria Lúcia, Sandra Regina e Vera Lúcia de Melo

Vera Lúcia entrega a placa de homenagem a Alícia Maria Daher Oliveira, leitora destaque na faixa etária abaixo de 15 anos


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ACONTECEU

Jornal das Lajes é homenageado na Academia de Letras de São João del-Rei

Fábio e Layza dizem SIM numa bela cerimônia na igreja Matriz de Resende Costa A bela cerimônia que sacramentou o enlace matrimonial de Fábio e Layza foi presidida pelo padre Adriano Tércio Melo de Oliveira, pároco da Paróquia Santuário de Santa Rita de Cássia, em Ritápolis, e irmão do noivo.

Durante a homilia, padre Adriano destacou a importância do amor na construção e união da família. Após a cerimônia religiosa, Fábio e Layza receberam seus convidados numa linda e animada festa no Salão de Eventos C&M.

O Jornal das Lajes foi homenageado na Academia de Letras de São João del-Rei em razão dos seus 15 anos de existência, comemorados no dia 14 de abril último. A homenagem aconteceu durante sessão solene da Academia, no dia 29 de abril. O advogado e orador oficial da Academia de Letras, Alair Coêlho de Resen-

de, saudou o JL através de um belo discurso, no qual destacou o surgimento da imprensa escrita e seu desenvolvimento através dos séculos. Destacou ainda a imprensa em São João del-Rei e em Resende Costa, bem como a trajetória do JL nos seus 15 anos de circulação na região do Campo das Vertentes.

Foto José Ávila

No dia 5 de maio, Fábio Melo e Layza Resende se encontraram no altar da igreja Matriz de Nossa Senhora da Penha de França, em Resende Costa, onde reafirmaram o amor que os une e disseram SIM um ao outro.

Da esq. para dir. João Bosco Teixeira, Evaldo Balbino, Alair Coêlho, André Eustáquio, Rosalvo Pinto e João Magalhães

Os noivos Fábio Melo e Layza Resende

O verso e o controverso JOÃO MAGALHÃES

O adolescente/adulto de Resende Costa Na condição de decano do nosso Jornal das Lajes, por idade, pois o decano por atuação é o André, nosso editor-chefe e presidente, não poderia omitir-me no seu aniversário de 15 anos que se deu agora com o número 180, abril de 2018. Quando saiu o humilde número 1, abril de 2003, encontrando-me com o fundador, Denilson Daher, pediu-me ele se poderia revisar o Português do próximo número. Tinha eu, então, após 35 anos, recentemente, deixado de atuar no ensino da Língua Portuguesa e Literatura Brasileira. Aceitei com alegria e incorporei-me à turma desde o 2º número, cujo editorial escrevi, a pedido do Denilson. Em analogia com o biológico, nosso jornal é adolescente por idade, mas adulto e saudavelmente amadurecido por conteúdo, participação social,

pontos de vista e crescimento. Formou uma família de excelente qualidade humana. De uma formação que o conduziu ao prestígio e valorização de que goza atualmente. Desculpe pela presunção. Sei que, conforme o ditado: “Louvor em boca própria é vitupério”, mas o contato com quem o acompanha e lê e sua intensa procura não só aqui, mas também na região, o testemunham. Até as críticas que recebe. Afinal, “ninguém chuta cachorro morto”. Escrevi no editorial do 2º número: “Lembrando a nossos leitores o que dizíamos em nosso primeiro editorial, o jornal nascia, empunhando duas bandeiras muito importantes: a bandeira da imparcialidade e a bandeira da cidadania atuante. Chegamos ao 2º mês de vida com a mesma proposta, com idêntico entusiasmo: noticiar, comentar, elogiar,

incentivar, sugerir, promover os bons eventos e as coisas positivas de nosso município, mas igualmente alertar, apontar, denunciar, cobrar dos responsáveis falhas que sempre acontecem na sociedade dos homens”. É a crença nesta proposta e a fidelidade a ela que mantêm a higidez robusta do nosso jornal até hoje e, praza a Deus, há de continuar. O jornal, desde seu nascimento, tornou-se o cronista do nosso município. Graças a ele, o Tijuco, antigamente quase que um arraial separado da “Vila”; os Povoados de nosso município (Campos Gerais, Ribeirão, Pintos, Tabuado, Curralinhos, Cajuru etc,); as famílias de migrantes libanesas que muito contribuíram e contribuem (Daher, El-Corab, Hannas, Roman, Salomão), os benzedores e curadores (Emydio, Antônio Purcino, Mo-

retshon, Jesus Barbeiro) que cuidaram dos males de tantas pessoas; e pessoas, quase personagens como foram - só para citar alguns - o Zé Padeiro, Barbosinha, Zé Procópio, dona Dulce Mendes...e tantos outros. E muito mais: fazendas históricas, eventos políticos, festividades religiosas, igrejas, crônicas do cotidiano antigo da cidade, a biblioteca, profissões e profissionais do nosso passado, lendas e “causos”, cinema, teatro... e assim vai. A melhor amostra, é o livro da Coleção Lageana: “Um Olhar Sobre Resende Costa”, 608 páginas – Coletânea de textos do Jornal das Lajes. Sucesso de vendas. Por isso, afirmo: tudo que aconteceu de importante, de significativo, de bom ou de condenável de 2003 até o presente, procure e você encon-

trará em nossas páginas Nos anos de militância no clero católico, promovi e/ ou trabalhei com muitos grupos voluntários. Nunca vi um trabalho voluntário, onde quem atua não ganha nada, a não ser a gratificação íntima de participar, durar e crescer tanto! Escreve o Denilson: “Era muito divertido fotografar com uma câmera amadora, emprestada por uma das integrantes do jornal na época; andar a pé pela cidade com uma mala para a distribuição do jornal: nos dias do fechamento da edição, ir para o ponto de carona, esperar pela boa vontade de um motorista para chegar a São João del-Rei a fim de levar o material para diagramação e impressão e aproveitar para procurar novos anunciantes...”. Hoje nosso jornal é o que é! Que o digam, seus leitores.


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A teia do mundo

Contemplando as palavras

JOSÉ ANTÔNIO*

REGINA COELHO

Olha o Murilo aí, gente! nhã.

Começou hoje de ma-

Foi só eu sair da cafeteria e uma mulher com um coque no cabelo me acenou do outro lado da rua: – Olá, Murilo! Olhei ao redor para ver quem era o tal Murilo. Ninguém além de mim. Eu era o Murilo. A mulher, com certeza, tinha caído numa dessas pegadinhas que os olhos aprontam com a gente. Fiz um gesto rápido com a cabeça e segui minha trilha. Acho que a fé deve ser isso. Acreditar naquilo que só você vê... e proclamar. O que a mulher do coque no cabelo fez foi um ato de fé. Ela acreditou que eu era o Murilo e fez a sua proclamação de fé: “Olá, Murilo!” Depois foi no banco. Tirei o papelzinho do saldo e o homem atrás de mim brincou: – Veio conferir os milhões, Murilo? Mais um ato de fé. Mais uma proclamação de fé. Esbocei um sorriso pálido e fui embora. O homem ficou me olhando sem entender nada. Acho que o Murilo jamais faria isso com ele. Quando o poodle de uma garota veio em minha direção, todo festivo e saltitante, eu já comecei a ficar preocupado: – Olha só, Murilo! O Pantera te conheceu de longe. Até o Pantera farejou errado. Fui a uma loja, almo-

cei num restaurante e comprei jornal numa banca. Em todos esses lugares eu fui carregando a minha cara de Murilo. Alguns me olhavam demoradamente, querendo sorrir... outros nem me notaram... Teve um que me olhou, tirou os olhos e voltou a olhar novamente, como se estivesse presenciando uma revelação. Ele tinha visto, bem à frente de seus olhos, o Murilo! Não sei quem é o Murilo. Acho que não era para ele aparecer nos lugares onde eu estava. Ou talvez ele seja um cara legal, ficou um tempo afastado e agora todo mundo está querendo conversar com ele pra saber das coisas, matar a saudade... veja só o Pantera! Ser sósia de alguém que você conhece é diferente. Você faz comparações, avalia certas coisas, tira algumas conclusões. Às vezes até ri. Porém, ser sósia de alguém que você nunca viu é muito louco. Comparar o quê? Avaliar o quê? Você não tira conclusão alguma. Ou seja, é algo totalmente sem sentido. À noite, ouvindo o rádio do carro, escutei uma notícia que me deixou perturbado: estavam anunciando que havia falecido um tal de Murilo. Estou ansioso para chegar amanhã. Muita gente vai arregalar os olhos quando me olhar. Alguns vão correr. Outros ficarão petrificados com a minha versão recém-saída do túmulo. O Murilo voltou!!!

*JOSÉ ANTÔNIO OLIVEIRA DE RESENDE é professor de Prática de Ensino de Língua Portuguesa, do Departamento de Letras, Artes e Cultura da Universidade Federal de São João del-Rei. E-mail: jresende@mgconecta.com.br

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Templos da memória A história das bibliotecas antecede a própria história do livro e encontra abrigo no momento em que a humanidade começa a dominar a escrita. As primeiras bibliotecas de que se tem notícia são chamadas “minerais”, com seus acervos constituídos de tabletes de argila; depois vieram as bibliotecas “vegetais e animais”, constituídas de papiros e pergaminhos. Mais tarde, com a invenção do papel, fabricado pelos árabes, surgiram as bibliotecas com esse material e, posteriormente, as de livro, propriamente dito. De todas elas nenhuma foi tão famosa como a de Alexandria, no Egito. Ela teria de 40 a 60 mil manuscritos em rolos de papiro, chegando a possuir 700 mil volumes. Tal fama se deve, além da sua grande quantidade de documentos, aos três grandes incêndios de que foi vítima. Criada em 1800, a maior biblioteca do mundo é a do Congresso dos EUA, em Washington, com mais de 160 milhões de itens entre livros, manuscritos, jornais, revistas, mapas, vídeos e gravações de áudio e todo aparato disponível hoje nessa área. No Brasil, a Biblioteca Nacional é nossa referência maior, tendo sido trazida para o país por Dom João VI em 1808. BIBLIOTECA – termo composto de biblion (livro) e theca (depositado). Na definição tradicional do termo, é o lugar em que são guardados livros. Na sua acepção mais ampla, é o espaço que acolhe

e promove a instrução, a cultura, a pesquisa e a produção científica. Biblioteca Pública Municipal Antônio Gonçalves Pinto, eis nossa realidade, sem quaisquer comparações com as instituições congêneres citadas, nem por isso motivo de menor orgulho para nós, cidadãos resende-costenses cientes de sua importância para o município. Lembremos a figura daquele que lhe empresta o nome. “Ainda moço, partiu Antônio Pinto de sua terra natal, que não mais reviu (...). Inteligente, sem curso humanístico, pois que apenas no velho arraial tivera escola das primeiras letras proporcionadas aos conhecimentos da época, conseguiu, por si só, aperfeiçoar-se no uso do vernáculo e ainda aprender as línguas francesa e alemã, tendo ocasião de visitar o Velho Mundo, passando pela França e Alemanha. (...) Guardando indelével recordação de sua terra, dá-lhe Antônio Pinto uma prova de grande afeição que lhe votava, ofertando à Câmara Municipal de Resende Costa toda a sua biblioteca de numerosos volumes, alguns dos quais de diferentes idiomas e de preciosas e raríssimas edições, acondicionadas em duas grandes vitrinas que ele despachou por via marítima.” Isso é o que conta Juca Chaves no seu Memórias do antigo arraial... sobre nosso ilustre conterrâneo. Uma trajetória de 100 anos como essa é feita de muitas conquistas. De muitos per-

calços também, considerando principalmente que vivemos num país onde a Educação, que é o maior patrimônio do ser humano, não é levada tão a sério. Prova desse descaso, por exemplo, foi a inexistência de uma sede própria que abrigasse adequadamente nosso acervo. Em razão disso, ele esteve alojado improvisadamente nos seguintes espaços: uma sala da Câmara Municipal, a parte inferior do imóvel onde hoje funciona a Contemp Contabilidade, uma sala da sede atual da Prefeitura Municipal e uma construção anexa ao Teatro Municipal. Até que em setembro de 2008 realizou-se o sonho coletivo da Casa própria para a nossa Biblioteca oficial, erguida na Praça N.S. de Fátima, local conhecido como Mirante das Lajes. Reconhecer as bibliotecas como centros dinâmicos do saber significa desconstruir o mito dos escritos esquecidos nas prateleiras. Livro é o passado dialogando com o presente. O presente é a tecnologia preservando a memória, porque a história não para, mas também não se apaga. Inovação e tradição não são elementos excludentes entre si, como propaga Bill Gates, quando diz: “É claro que meus filhos terão computadores, mas antes terão livros”. Democratizar o acesso às bibliotecas significa estimular o conhecimento e o pensamento. Bem--vindos à centenária Biblioteca P. M. Antônio Gonçalves Pinto! Portas abertas para todos!


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Causos e cousas ROSALVO PINTO

Biblioteca Centenária de Resende Costa Sabe-se que os gregos, com sua reconhecida sabedoria, já tinham seus livros e, naturalmente, os depositavam em suas casas, bem como em seus ambientes de estudos sociais. Vejam-se os dois termos “biblion” (livro) e “theca” (lugar). Daí as nossas “bibliotecas”, termo difundido no Ocidente. E por isso mesmo vê-se a importância do termo e, sobretudo, o que ele representa. Pois bem, é mais do que justo comemorar em nossa Resende Costa os 100 anos da biblioteca. Todos os países mais desenvolvidos do mundo têm suas grandes bibliotecas. Tive as oportunidades de visitar as duas maiores bibliotecas do mundo, a dos EUA (sediada em Washington) e

a da Inglaterra, em Londres. Para minha alegria, em ambas pude encontrar o meu modesto livrinho, referente aos nossos Inconfidentes José de Resende Costa (Pai e Filho). A França e a Alemanha têm também bibliotecas colossais. Aqui no Brasil são poucas as grandes e boas bibliotecas. As maiores estão no Centro-Sul. No mundo atual, embora os meios gigantescos de comunicação e a rapidez das novas descobertas, dois setores do mundo ainda sobrevivem: a imprensa e o livro. Logo, as bibliotecas estarão certamente à disposição dos povos ainda por muitos anos. Vejamos como a nossa cidade se portou em relação à nossa biblioteca. Resende Costa teve uma

sorte: pouco depois de sua emancipação (1912), seis anos depois, recebeu um precioso presente de um de seus conterrâneos, o Antônio Gonçalves Pinto. Transferindo-se de Resende Costa há muito tempo para Belém (PA), ele doou de lá todos os seus livros para sua terra natal. Uma preciosidade: os livros, aproximadamente 300, com grande parte vindo da Europa (sobretudo de Portugal, França e Itália). Os livros foram encaminhados à Prefeitura, que assumiu por muito tempo o cuidado dos mesmos. Porém, posteriormente, esse acervo foi gradativamente deteriorando-se. No governo do pre-

feito Luiz Antônio Pinto (1993/1996) o acervo, já bem crescido, foi acondicionado no imóvel anexo ao Teatro Municipal. Grande parte desse acervo, sobretudos as obras, algumas raras, doadas por Gonçalves Pinto, ficou espalhada no camarote do Teatro Municipal. Foi quando entrou em cena a amiRCo (Associação de Amigos da Cultura de Resende Costa). Os associados começaram suas atividades pelos livros danificados. Apresentamos ao FEC (Fundo Estadual de Cultura), um projeto de recuperação dos livros. Fomos aprovados. Os livros foram para Belo Horizonte para a sua recuperação. No terceiro mandato do

prefeito Gilberto José Pinto andei sugerindo (melhor, “azucrinando” ...), construir uma biblioteca moderna. E, muito satisfeito, acompanhei a obra. A inauguração aconteceu em 2008. A sonhada biblioteca embelezou mais o nosso “Mirante das Lajes”. Ali estão, além da beleza da altitude de nossa terra, o casarão que foi sede da Prefeitura Municipal e hoje, Casa do Legislativo Municipal, a nossa gloriosa Rádio Inconfidentes, a Imagem de Nossa Senhora de Fátima, o “Passinho” da Semana Santa e a imensidade da laje... Agora... só faltaria retirar a caixa d’água da COPASA que escondeu o nosso Mirante... quem sabe?

das riquezas que a natureza e a simplicidade proporcionam, emolduradas por harmonias saídas de canções de menestréis medievais e acompanhadas pelo seu complexo violão, sempre rico de contracantos impressionantes. Influenciado desde novo pela música regional, Elomar preservou essa sonoridade em sua obra, seja em suas canções ou nos seus trabalhos sinfônicos. Hoje vive quase recluso em suas fazendas na Bahia e pouco aparece para shows. Não é muito fã de terceiros cantando sua obra, de modo que a aprovação do trabalho de Titane, com o qual contribuiu com sugestões no repertório, é sinal de que a sinceridade na interpretação da cantora deve ter sido decisiva para receber seu apoio. Para gravar o disco, Titane reuniu um time afiadíssimo. Sob a direção musical do talentoso Kristoff Silva, um dos

expoentes da geração de BH marcada pelo movimento do Reciclo Geral, a base do disco se apoia no violão virtuoso de Hudson Lacerda, que tem competência para reproduzir o violão de Elomar, mas com personalidade de sobra para não soar como um pastiche. Na obra de Elomar, talvez mais importante que a harmonia são os contracantos e a segunda voz feita pelo violão e, nesse disco, o casamento com a voz de Titane foi perfeito. Para um disco soar bem com um instrumental econômico, só mesmo reunindo músicos de calibre: Aloízio Horta no baixo, André Siqueira na viola e no exótico bouzouki, instrumento de cordas parente do alaúde, e o virtuoso Toninho Ferragutti, possivelmente um dos acordeonistas mais concorridos da MPB. Por fim, o disco conta com a participação mais do que especial de Pereira da Vio-

la na faixa “Chula no terreiro”. Se Titane tem o sertão na voz, Pereira da Viola é o sertão. Sua participação foi magnífica e a faixa em parceria com Titane entra para a lista das interpretações antológicas, de arrepiar os cabelos de bonita. Ao fim, o resultado não poderia ser diferente: um disco de primeiríssima linha e que precisa ser ouvido com muitíssimo cuidado e atenção a fim de que se possa apreciar as belas interpretações de Titane e o domínio absoluto que ela tem da própria voz, além de um acompanhamento irretocável e que complementa a cantora perfeitamente. Por fim, o disco ainda conta com um trabalho gráfico muito bonito assinado por Marcelo Lelis e Leonora Weissmann. A obra de Elomar é incrível e ganhou uma interpretação à altura. E a boa notícia é que já está disponível nas plataformas de streaming.

Trilha sonora RENATO RUAS PINTO

O sertão em Minas No mês de abril, esta coluna completou quatro anos e sou só agradecimentos ao Jornal das Lajes pela oportunidade para falar da arte que embala a vida de tanta gente. E aproveito para também parabenizar o jornal pelos incansáveis 15 anos trazendo notícias e cultura para Resende Costa e o Campo das Vertentes. Falando nas Vertentes, o tema dessa coluna é justamente uma filha especial da região, da cidade de Oliveira, e uma das maiores cantoras da música brasileira: Titane e o seu magnífico disco com músicas de Elomar: “Titane Canta Elomar - Na Estrada das Areias de Ouro”, lançado em março. Sou fã de Titane de longa data e, não por acaso, ela foi tema do meu segundo texto nesse espaço. Dona de uma voz poderosa, Titane se vale de uma técnica apurada e de interpretações irretocá-

veis nas quais se entrega de corpo e alma, brindando-nos sempre com apresentações emocionantes. Além do trabalho como cantora, há que se destacar o esforço de Titane na divulgação e preservação de manifestações populares, como o congado, conforme ela mostrou no seu projeto cultural que culminou com o DVD “Titane e o Campo das Vertentes”. Titane conhece de perto e carrega na voz o sertão mineiro e, no seu disco “Inseto Raro”, de 1996, fez questão de frisar que os seus verdadeiros professores foram os artistas do Vale do Jequitinhonha. E talvez por assim carregar essa tradição, a aproximação de Titane com o repertório de Elomar tenha sido tão natural. O grande compositor baiano Elomar, hoje com 80 anos, se notabilizou por um repertório que remete à vida do sertanejo, ora sofrida, ora cheia


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Jogo Aberto

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“Conquistar a confiança do eleitor não está fácil. Mas acredito em um Brasil melhor” FERNANDO CHAVES

Geraldo César Santiago, o Geraldo do Terço, tem 50 anos. É natural de Resende Costa (nasceu no Distrito de Jacarandira) e se mudou para São João del-Rei ainda bebê. Na juventude, saiu da nossa região para trabalhar, tendo hoje um vasto currículo com atuação de destaque em grandes empresas, como a Camargo Corrêa, nos Estados de Minas Gerais, São Paulo, Bahia e Rio Grande do Sul. De volta a São João del-Rei, é atualmente vereador no município, coordenador diocesano do Terço do Homens, voluntário em vários movimentos sociais e pré-candidato a deputado estadual pelo PROS nas eleições de 2018. Fale sobre sua origem e trajetória profissional. Sou natural do Distrito de Jacarandira – Resende Costa/MG. Sou casado (viúvo), tenho dois filhos e um neto. Meu pai é o Antônio Azevedo Santiago e minha mãe a dona Maria Inez Pinto Santiago. Eu saí de Resende Costa e vim para São Joao del-Rei muito cedo, com apenas três meses de idade. Mas sempre preservei laços familiares e de amizade em Jacarandira e Resende Costa. Comecei a trabalhar aos 14 anos de idade, na fábrica Sanjoanense e ali fiquei até os 17 anos. Após o alistamento militar, trabalhei em uma empresa multinacional (Camargo Corrêa) durante 21 anos, exercendo a função de apontador de produção e galgando várias funções até chefe de Recursos Humanos (RH), na mesma empresa, construindo grandes obras pelo Brasil, principalmente no Estado de São Paulo, como: o Aeroporto de Guarulhos (Cumbica), Sanasa, Via Santos Dumont e Aeroporto de

Vira Copos (Campinas), Rodovia Ayrton Sena, Via Dutra, Rodovia Carvalho Pinto. Trabalhei também no Estado de Minas Gerais: Ferrovia do Aço (Itabirito e Congonhas). No Estado do Rio Grande do Sul: rodovias nas cidades de Palmitinho, Tenente Portela, Estrela, Osório e Porto Alegre. Estado da Bahia: Metrô de Salvador. Trabalhei também na Construtora Mello Azevedo durante três anos, construindo a Expo Minas em São João del-Rei. E a trajetória política até chegar à Câmara de São João de-Rei, como foi? Com o meu retorno a São João del-Rei, em 2007, somei minha vivência profissional com a atuação em pastorais e movimentos sociais, sobretudo no combate às drogas. Dessa atuação social, surgiu então o projeto de representar nossa população na Câmara de São João del-Rei. Fui eleito para o meu primeiro mandato em 2016. Hoje, ocupo a cadeira de vereador na Câmara Municipal de São João del Rei e estou filiado ao PROS, onde fiz uma aliança política com o meu amigo deputado federal Eros Biondini. Eros, além de ser deputado federal, é missionário da Renovação Carismática e cantor da Canção Nova. Tenho orgulho do Eros por ter vencido as drogas há 27 anos. Ele é testemunha viva que há esperança de se livrar das drogas. Somente famílias que passam por isso sabem a dificuldade. E sua candidatura a deputado estadual, como surgiu esse projeto? Ele irá mesmo se concretizar? (Risos) Agora, com a expansão da minha atuação social em São João del-Rei como vereador, está surgindo um convite do Eros Biondini para que eu seja candidato a deputado estadual, como representante da região do Campo

das Vertentes. Estamos estudando essa possibilidade e existem boas chances dela se concretizar. Se for para ajudar nossa região, estaremos juntos do Eros nessa nova empreitada!

Foto Arquivo Pessoal

O JL conversou com o vereador em São João del-Rei, Geraldo Santiago, o Geraldo do Terço, atuante em movimentos religiosos e sociais e pré-candidato a deputado estadual

Como surgiu o nome “Geraldo do Terço”? O nome Geraldo do Terço começou em Salvador, na Bahia, onde morei por sete anos. Em 2004, criei o Terço dos Homens em Salvador. Em 2007, quando eu retornei para São João del-Rei, senti muita falta do Terço, então procurei o nosso pároco, padre Antônio Claret, da paróquia da Imaculada Conceição em São João del-Rei. Então começamos o Santo Terço em 01 de abril de 2009. Implantei o Terço em toda a diocese de São João del-Rei, inclusive em Resende Costa. Com a expansão das nossas ações, acabei ficando com o nome Geraldo do Terço. Hoje, quais são seus principais vínculos com Resende Costa? Como disse, eu tive a honra de ajudar na implantação do Santo Terço na cidade e na região. Mas mantenho vários vínculos de amizade e de família, que também são preservados em Resende Costa. Meu Pai mora em Jacarandira na Fazenda Salva Terra. Vou sempre lá, minha terra que amo de coração. Em Resende Costa moram minhas tias, tios e primos, aliás, tenho parentesco com a família Resende: meu avô Antônio Pinto de Resende e minha avó Otacília de Resende. Se confirmar sua candidatura a deputado estadual, diante do atual cenário de descrença na política, qual sua principal proposta para conquistar a confiança do eleitor? Conquistar a confiança do eleitor não está fácil, com tanta descrença no cenário

Vereador e pré-candidato a deputado estadual, Geraldo do Terço

politico atual. Mas acredito em um Brasil melhor apresentando ao eleitor transparência, honestidade e trabalho. Sou uma pessoa com princípios cristãos. A palavra de Deus reina em minha vida e de minha família. Sou conduzido pelo Espirito Santo de Deus. Vou colocar meu currículo de atuação social e minha intenção de trabalho sério à disposição do eleitor. Minha atuação tem foco principalmente na área da saúde e no combate à dependência química. Hoje em São João del-Rei sou voluntário em vários movimentos sociais e, além de atuar em diversas pastorais e projetos sociais, como o Terço

dos Homens, Irmandade do Santíssimo Sacramento, exercendo a função de coordenador diocesano do Terço dos Homens e tesoureiro diocesano das Irmandades do Santíssimo Sacramento, trabalho também com a dependência química e atuo na Sociedade São Vicente de Paulo. Atuei também nas Obras Sociais da Beata Irmã Dulce, em Salvador/Bahia, na área da saúde e dependência química. Hoje temos contatos com diversas casas para dependência química no Estado de Minas Gerais e em outros Estados. Quero convidar a todos para unirmos forças por um Brasil melhor, pois Deus vai nos abençoar.


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PERFIL

CULTURA

Dia do Trabalho: Como é a rotina de um profissional do setor funerário? O Primeiro de Maio é internacionalmente conhecido como o Dia do Trabalho. Essa data tornou-se feriado em diversas nações do mundo. Nesse dia são realizadas, em todos os cantos do planeta, homenagens à classe trabalhadora. Para falar sobre o Dia do Trabalho, o JL conversou com um profissional que realiza um trabalho com o qual ninguém deseja contar, mas é um dos poucos que tem certeza de que vai prestar serviços para toda a cidade: o coveiro. O coveiro é o profissional que zela pela organização dos cemitérios, cuida da limpeza dos jazigos, abre e fecha as sepulturas, carrega caixões, além de realizar sepultamentos e exumações. No entanto, segundo relatos dos trabalhadores da área, a profissão sofre muito preconceito, além de ser pouco admirada. Jaime Gener, desde 2005, é responsável por desempenhar todas essas atividades nos dois cemitérios de Resende Costa. Ele conta que resolveu começar na profissão quando estava insatisfeito em seu antigo serviço. Um amigo o questionou, indagando se o que ele queria era sossego, uma vez que desejava trabalhar no cemitério. Desde então, ele garante que está no paraíso. Jaime deixa claro que gosta muito do seu trabalho e que o contato com a profissão começou ainda quando garoto. “Eu tenho orgulho de ser coveiro porque foi o que abriu as portas para mim. Já trabalhei em outros cemitérios e mexo com cemitério desde os 12 anos de idade. Se hoje eu sou coveiro em Resende Costa, agradeço a esse período que eu fiquei em Belo Horizonte, que tirou todo aquele medo que um garoto de 12 anos teria. A morte é uma coisa que impressiona, só quem trabalha com ela é que sabe. Quem está preparado para ela? O coveiro tem que ‘tá’”, relata Jaime. Nos dois primeiros anos, Jaime trabalhou para a Paróquia de Nossa Senhora da Penha de França e, em 2010, foi aprovado em concurso público realizado pela Prefeitura Municipal de Resende Costa. “Eu

trabalhei para a paróquia dois anos e ganhava por enterro, depois fiz o concurso (da prefeitura) e passei.” Questionado sobre a relação entre salário e sepultamento, ele brinca com a antiga situação de receber pela quantidade de sepultamentos que fazia: “Já gorei muita gente, mas agora recebo um salário fixo e não preciso torcer para a morte de mais ninguém”, brinca Jaime Gener. Ao longo dos anos, o número de sepultamentos aumentou consideravelmente em Resende Costa. A cidade vem crescendo e, consequentemente, aumenta o número de mortes. Mas o curioso é que, de acordo com o coveiro Jaime, há meses que têm mais sepultamentos do que outros. Jaime diz que durante os meses de janeiro e fevereiro o número de sepultamentos é muito menor do que nos outros meses do ano. De acordo com o coveiro, 80% dos sepultamentos em Resende Costa ainda acontecem em sepulturas de terra, mas as gavetas facilitaram muito os serviços. “O que salvou a nossa cidade de uns anos para cá foram as gavetas. Cada gaveta que eu faço sepulta até cinco pessoas e dá menos trabalho e menos sujeira do que um túmulo de terra. Sem falar da rapidez. Hoje eu gasto em torno de 10 minutos para um sepultamento (em gaveta) e na terra chego a gastar 3horas e meia só para furar um buraco,” explica Jaime. DISCRIMINAÇÃO NA PROFISSÃO Por mais que muitas coisas tenham evoluído na profissão ao longo dos tempos, como o sistema de jazigos, por exemplo, uma coisa permanece: o preconceito em relação à profissão. “Coveiro em cidade pequena é como se fosse um amuleto do azar. Você vai a um lugar cheio de gente: o coveiro chegou e o ambiente já era. Você vai ao hospital visitar um doente: você chega lá e todo mundo fala: ‘o coveiro chegou’, todo mundo fica com medo”, conta Jaime Gener. Jaime acredita que existe um “lance cultural” sobre crenças que associam o cemitério a um local assombrado, o que acaba intensifican-

do esse preconceito: “Desde quando a gente nasce, a mãe da gente já fala que no cemitério vai aparecer alma penada e aquela coisa toda. Mas na verdade mesmo, a alma penada e o medo que você tem que ter estão na rua. Que garantia você tem de sair desse portão aí agora e não vai te acontecer alguma coisa? Lá fora é muito mais cruel, aqui dentro, não; aqui dentro você está no paraíso.” A profissão exige cuidados e responsabilidades como qualquer outra. Para o coveiro Jaime, lidar com o luto das pessoas é uma situação que exige sangue frio e muito respeito. “A responsabilidade que está em nossas mãos é muita, você não pode fazer nada de errado. Eu costumo dizer o seguinte: uma pazada que você joga (na sepultura), dependendo do som que ela faz, já faz uma diferença muito grande. Já aconteceu da gente errar e na hora do velório o pessoal brigar com a gente aqui”, conta Jaime. O COTIDIANO DE QUEM VIVE DO OUTRO LADO DO LUTO Apesar da experiência de longos anos trabalhando com sepultamentos de pessoas, Jaime afirma que não perdeu a sensibilidade e conta que se emociona em enterros de crianças. “Um dos piores enterros que tem para se fazer é o de crianças. Na verdade, todos marcam, mas enterros de crianças marcam mais. No fundo, no fundo, ninguém quer nem aceita isso. Você olhar para os olhos de um pai e de uma mãe que perderam... é difícil”, diz o coveiro. De inúmeras situações, Jaime se recorda de um dos momentos mais difíceis que passou na profissão: “Uma situação que marcou de verdade foi a morte do filho de um amigão meu. As palavras que ele me disse me marcaram muito. Ele pediu para que eu sepultasse o filho dele como se fosse meu.” Jaime acredita que ser coveiro é uma vocação. Para ele não significa apenas decidir trabalhar nesse ramo, é preciso dedicação e empenho para conseguir cumprir todas as funções. “A minha profissão, o que eu faço, tenho que fazer de coração. O que

Matriz de Santo Antônio faz parte do acervo histórico da cidade, representando a arte colonial mineira

Lagoa Dourada, conhecida como Capital Nacional do Rocambole e berço da Raça Pêga, localizada na região do Campo das Vertentes e a 149 quilômetros de Belo Horizonte, completará no próximo dia 6 de junho 106 anos de emancipação política. A prefeitura municipal está preparando uma grande festa e convida a todos os lagoenses e visitantes para prestigiarem as comemorações do aniversário da cidade. 06/06/2018 (quarta-feira) 9h30: Reinauguração da sede da Prefeitura Municipal com hasteamento das bandeiras e desfile da Banda do 11º Batalhão de Infantaria de Montanha. A partir das 13h: Primeira Mostra do Projeto Municipal adianta ser frio com o sepultamento dos outros e na hora que chegar o meu (de familiares), eu não vou fazer. A gente tem que ser forte, né? Afinal de contas, está no sangue, né?!”, conclui Jaime Gener. No final da nossa conversa, ao despedir-me do coveiro Jaime, disse

Pró-Esporte Mexa-se – modalidade Futebol.

de.

07/06/2018 (quinta-feira) Ações da Secretaria de Saú08/06/2018 (sexta-feira) 20h: Cinema na praça.

09/06/2018 (sábado) Ações e apresentações culturais pelas escolas municipais. A partir das 22h: Show com a Banda Chess. 10/06/2018 (domingo) 8h: Corrida Cross country e XI Encontro de Bandas. Nos dias 09 e 10/06 acontecerá exposição de orquídeas e suculentas. que torcia para ele já estar aposentado quando chegasse a minha hora. Disse a ele que, assim como qualquer outra pessoa, eu não gostaria de ter que contar com seus serviços tão cedo. Convicto do que dizia, Jaime me olhou e respondeu: “Se não for na minha, vai ser na mão de outro.”

Foto Vanuza Resende

VANUZA RESENDE

Prefeitura Municipal de Lagoa Dourada divulga programação das comemorações do aniversário da cidade

Eu tenho orgulho de ser coveiro, porque foi o que abriu as portas para mim, diz Jaime Gener


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Regional

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Apesar das oscilações de mercado, preços dos imóveis continuam elevados em SJDR Foto José Venâncio

JOSÉ VENÂNCIO DE RESENDE

Passado o período de chegada a São João del-Rei dos estudantes universitários, a tendência é o mercado ficar “morno”, como define o corretor José Ronaldo Trindade, da Imobiliária Trindade, no centro da cidade. “O mercado está com oferta maior. Já acomodamos todos os estudantes, praticamente.” Resta atender à demanda composta por pessoas que chegam à cidade para trabalhar, as que vão se casar ou as que se mudam para imóveis menores a fim de cortar gastos. Para Sônia Maria Campos, da Krásis Empreendimentos Imobiliários, que atua principalmente no bairro Fábricas, “o início desse ano foi muito bom, melhor do que no ano passado.” Entraram na Krásis cerca de 25 imóveis por mês para aluguel e todos foram alugados. Nos períodos de início (janeiro-fevereiro) e meio de ano (julho-agosto), nas regiões próximas às universidades, há muita procura por imóveis e não há oferta suficiente, diz Sônia Campos. “Os estudantes procuram principalmente casas grandes (a partir de quatro quartos) para formar repúblicas. Mas há também procura de quitinetes, abaixo de R$ 500,00.” Agora, esse movimento caiu pela metade, constata Sônia Campos. De um lado, sobram apartamentos e, de outro, famílias procuram casas para alugar, mas não

Vista panorâmica da cidade a partir do Edifício São João

encontram. “E o pessoal se assusta com o preço do aluguel, que é mais alto do que em Belo Horizonte e Lavras.” Luiz Carlos Faccion Cipriani, da Imobiliária Líder, no centro da cidade, concorda que os preços do aluguel estão altos, mas diz que “está havendo muita negociação.” Ele considera que, nesse ano, a procura dos estudantes não foi tão elevada. Para Luiz Carlos, entre os estudantes tem havido maior procura por quitinetes (30 a 50 m2) devido à opção dos pais. Por outro lado, menos repúblicas têm sido montadas. “O que existe é uma rotatividade de moradores nas repúblicas.” Atualmente, há muita oferta de imóveis e pouca demanda.

É difícil avaliar o impacto da presença de universitários de outras cidades no mercado imobiliário local. Na UFSJ, por exemplo, a evolução do número de alunos matriculados na graduação (campi Santo Antônio, Dom Bosco e CTAN) foi negativa nos últimos três anos. Ou seja, o número caiu de 7.655 alunos, em 2016, para 7.375 este ano, segundo a Assessoria de Comunicação. O alojamento da Universidade, no CTAN, tem 112 vagas, das quais 52 já ocupadas, e o plano é preencher logo as vagas remanescentes, de acordo com o Setor de Moradia. Mas até que ponto isso se reflete no mercado de aluguéis? OSCILAÇÃO Esse mercado oscila muito,

observa José Ronaldo, da Trindade. Um dos fatores é justamente a presença das universidades. Todo início e meio de ano, a cidade recebe novos calouros que vêm procurar imóvel de aluguel, o que aquece a demanda. Dois grupos de estudantes sobressaem: aqueles que procuram imóveis maiores (para 10 ou mais pessoas) e os que procuram imóveis para duas a quatro pessoas. “Duas vezes por ano se faz bastante negócio.” Outro fator é a entrega, de tempo em tempo, de casas e apartamentos populares (40 a 45 m2), o que “é bom para quem procura imóvel para alugar. Como vagam imóveis, a gente tem de baixar o preço para alugá-los”, acrescenta o corretor da Trindade.

Da mesma forma, a construção de imóveis semipopulares, padrão “Minha Casa Minha Vida” (50 a 60 m2), financiada em 100% pela Caixa, contribui para a queda do preço do aluguel. “Com essa oferta maior, os preços tendem a se estabilizar”, avalia José Ronaldo. Cerca de 50% do grande número de imóveis, entre quitinetes e apartamentos (70 a 80 m2) financiados pela Caixa Econômica Federal nos últimos anos, são colocados nas imobiliárias, de acordo com Luiz Carlos. “A outra parte é administrada pelos próprios donos.” Além disso, nos últimos anos houve incentivo à construção de casas para a venda, acrescenta o sócio da Líder. “Essas construções para venda diminuíram muito ultimamente por falta de incentivo. Mas os imóveis construídos estão no mercado, não foram absorvidos pela demanda.” No momento, ainda existe a opção de financiamento total do imóvel (inclui o custo do terreno) para moradia, mas o investimento é caro. “Tudo isso está influindo no preço do aluguel”, conclui Luiz Carlos. O corretor Eustáquio Coelho Resende, da Venância Imóveis, está há pouco menos de um ano no mercado de aluguel de imóveis residenciais (casas e apartamentos). “Temos clientes toda hora procurando imóveis para alugar, mas não temos. Estamos com falta de imóveis para aluguel.”

Retalhos literários EVALDO BALBINO

A biblioteca, a rosa e o povo Agora em abril comemorou-se em Resende Costa o centenário da Biblioteca Municipal Antônio Gonçalves Pinto. Além de premiações, leituras de poesia, exposição de livros, coquetel, entre outras atividades, o evento contou com a fala da professora Regina Coelho que, citando Mário Quintana, arrazoou sobre as transformações que os livros podem promover nas pessoas. A nossa biblioteca municipal nasceu em 1918 com a doação do acervo particular de Antônio Gonçalves Pinto. A atitude altruísta do resende-costense fez surgir um espaço que, antes móvel pela cidade, ganhou desde 2008 uma sede definitiva, inaugurada pelo ex-prefeito Gilberto Pinto no Mirante das Lajes de Cima. Nesse espaço alto da cidade, aberto para o horizonte como a dizer mesmo da leitura, o ato de ler nos convida para a expansão vital. Somente quem lê de fato sabe o que são as asas de uma liberdade intelectual e estética que somente os livros podem proporcionar. Diante das apresentações do ato comemorativo, meus pensa-

mentos foram “voando” para diversas memórias de leitura e de vida. Foram fazendo conexões, links como se diz hoje em dia. Foram se desdobrando em raízes diversas para vários lados, em caules rizomáticos, galhos cruzando-se, folhas e pétalas diversas. Foi nessa mesma biblioteca, agora uma persona centenária, que eu peguei emprestado A rosa do povo de Carlos Drummond de Andrade. Isso, lá no final do ano de 1994. Esse livro foi muito especial na minha formação de leitor e escritor. Era a primeira edição, datada de 1945, que 49 anos depois de impressa vinha parar nas minhas mãos leitoras. Uma relíquia! A capa da brochura era um limiar que fazia convites imensos: sobre o fundo de um salmão discreto, palavras negras se destacavam; o nome do autor bailava no topo; abaixo do título, a palavra “poesia” avisava ao leitor sobre o gênero que seria lido; a casa editora José Olympio grafava-se em escrita cursiva na base. Os atrativos desta soleira não

paravam aí. No centro da capa, avultava uma flor gigante, crescida até as alturas, medrada do chão difícil da vida desse homo sapiens, politicus e socialis. Na base da rosa, pessoas de cabeças erguidas, num clamor reunido em comuna, olhares levantados para a vida vegetal e obstinada. O título da obra, cursivo, destacava-se em vermelho sobre a cor salmão: o sangue escorrendo, o grito rubro do povo. Foi para o vestibular que visitei o Drummond naqueles dias. E não o li por obrigação. Antes aceitei de bom grado o convite feito pela universidade em seu processo seletivo e mais que tudo feito pelo próprio livro de autor que eu conhecia pouco, só de ter lido alguns poemas em livros didáticos. Mergulhei nos poemas de A rosa do povo durante dias. E até hoje não me esqueço do “Canto ao homem do povo Charlie Chaplin”, onde li o silêncio do ator que valia por mil palavras, onde vi os gestos, vi os olhares e até mesmo as palavras do Carlito com sua poderosa voz humana:

“Poder da voz humana inventando novos vocábulos e dando sopro aos exaustos. / Dignidade da boca, aberta em ira justa e amor profundo, / crispação do ser humano, árvore irritada, contra a miséria e a fúria dos ditadores [...]”. E o poema de Drummond cumpria o seu papel estético, político e humano de me transformar, de me educar pela beleza da poesia. Beleza que está nos livros e que posso acionar quando queira, quando meus pés e mãos passeiam por bibliotecas e meus olhos se põem a namorar lombadas e páginas inteiras. Ideia puxa ideia. No tributo à biblioteca municipal de Resende Costa, também pensei no livro O nome da rosa de Umberto Eco. Aquele em que se fala da biblioteca medieval de um mosteiro beneditino, a qual mantinha em segredo obras apócrifas não aceitas em consenso pela igreja cristã da Idade Média. As páginas dos livros proibidos continham veneno que fazia morrer quem os lia. O autor dos envenenamentos sabia muito bem do “infinito poder

das palavras” e, por isso, desencadeou as sucessivas mortes de monges que buscavam as leituras interditas. Nós, no entanto, não morremos nas leituras. Muito pelo contrário: crescemos como a rosa de Drummond. Lendo, navegamos horizontes amplos, ganhamos poder de asas para ir além do chão que nos prende. E com olhos aquilinos enxergamos, povo insubmisso, mais longe. Vemos dum mirante alto, dum mirante atento e vívido.


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Informe Publicitário ESPECIAL ARTESANATO

Fotos: Deividson Costa

VITRINE

A família Resende e seus colaboradores: cooperativismo, praticidade e estratégia já são ensinados às novas gerações

Pequena no porte, gigante em desempenho Maquininha Sipag oferece benefícios a consumidores e empresários Quando Aguines Resende, a Dona Tuca, começou a tecer tapetes, colchas e tudo o mais que o talento permitia, Resende Costa ainda não era um polo de artesanato. Tampouco esse trabalho figurava como responsável por mover R$7 milhões na economia local. O pioneirismo e a tradição de décadas atrás, porém, não a fizeram parar no tempo. Com um galpão produtivo, duas lojas e 150 colaboradores diretos e indiretos, o Artesanato da Tuca é empreendimento que valoriza a própria história ao mesmo tempo em que olha pra frente. Prova disso é a capacidade de mesclar o atendimento caloroso a praticidades tecnológicas. Uma delas a Maquininha Sipag. FAMÍLIA Dona Tuca tem 60 anos e muita trajetória de mercado no currículo. Ainda hoje, ao entrar em uma das lojas com seu nome, é possível encontrá-la concentrada com agulhas e linhas elaborando crochê. Ao redor dela, prateleiras com artesanato. À frente, no balcão, a Sipag. A cena resume bem o empreendedorismo de Tuca, do marido Heliette e dos filhos, Liliane e Ricardo Resende. Os dois últimos, aliás, são os grandes responsáveis pela administração dos negócios, que ganharam

maior impulso há oito anos e não pararam mais. Atualmente, o Artesanato da Tuca disponibiliza cerca de 40 tipos de itens em produção própria, além de revendas que saem de Resende Costa com destino a quase todo o mapa brasileiro. Dali, carregando sacolas, partem todo tipo de consumidores, incluindo turistas apaixonados por trabalhos manuais e lojistas encantados pela qualidade de tudo. SIPAG Associada Sicoob Credivertentes, Liliane conta que aderiu à maquininha há cerca de 2 anos. E elogia a escolha: “Para o consumidor, é uma maneira prática para quitar compras, inclusive de forma parcelada. Além disso, há a segurança de não precisar portar dinheiro vivo consigo ou mesmo de depender de talões de cheques, que já se tornaram obsoletos”. Tudo isso, lembra ela, com taxas competitivas para o próprio negócio: “Toda economia inteligente é bem-vinda. E foi esse o caso. Temos qualidade com valores que fazem bem às finanças do Artesanato da Tuca. A princípio, a proposta era fazer um teste com a Sipag. Foi mais do que aprovada e acabou ficando por aqui permanentemente (risos)”.

Credi apoia Mostra de Artesanato De 31 de maio a 3 de junho Resende Costa mescla comércio, ensino, arte, gastronomia e turismo na VI Mostra de Cultura e Artesanato. Apaixonado por ideias assim, o Sicoob Credivertentes é patrocinador da iniciativa, que deve atrair cerca de 4 mil pessoas.

AGENDA O aquecimento para a festa começa na última semana de maio, com nove oficinas promovidas pelo Senac e pelo Senar (inclusive destacando talentos locais). Além disso, também estão programadas peças de teatro. Tudo totalmente gratuito. Já na semana da Mostra em si, exposição de produtos, praça de alimentação, shows, Corrida Rústica e lojas abertas por toda a cidade marcam a agenda, que será divulgada em detalhes no link bit.ly/MostraRCFacebook. INTEGRAÇÃO Edmar de Assis é empresário e integra a diretoria da Associação Empresarial e Turística de Resende Costa (Asseturc). Cícero Resende Chaves também é empreendedor na cidade. Ambos integram a comissão organizadora da Mostra, lançada em 2013. “Nosso objetivo sempre foi destacar nosso artesanato, impulsionar o turismo e valorizar a memória local. A Tixa, nossa mascote, é o chamariz disso num projeto que conta com total apoio da Associação dos Amigos da Cultura de Resende Costa (amiRCo), aliás. A união é nossa base”, explica Cícero. Edmar completa: “Há, na realidade, uma busca de ampliação para todas as frentes. Culinária, vida noturna, hotelaria e tudo o que o Turismo engloba são

A força da união: Cícero, Edmar e Alessandro conversam sobre evento que chega à sexta edição

palavras-chave nesse projeto que vai sendo construído ano a ano, pensando no futuro e fortalecendo os empreendedores”. APOIOS A Asseturc é a grande responsável pela Mostra de Cultura e Artesanato, que driblou a crise e se manteve viva com apoio da Prefeitura, engajamento dos resende-costenses e patrocínios que incluem o Sicoob Credivertentes. “Um dos grandes pilares do cooperativismo é a valorização das comunidades com incentivo aos potenciais de cada uma delas. A Mostra consegue envolver tudo isso. Apoiá-la é exercer nossa missão”, diz o gerente local, Alessandro Caldeira.

Pagar compras com cartões de débito e crédito tornou tudo mais prático e seguro. Assim, contar com uma máquina pronta para eles é essencial a qualquer empreendedor. Imagine fazer isso, então, garantindo economia para o seu negócio! É aí que entra a Sipag. O gestor de Produtos no Sicoob Credivertentes, Wellington Castro, explica o porquê: “Uma vantagem essencial dela envolve as taxas, que chegam a ser 15% mais baixas na comparação com outras do mercado. Além disso, o aluguel do equipamento tem valores até 30% mais baratos”, lembra. E acrescenta: “Com tecnologia de ponta, a Sipag é uma máquina com conexão Wi-Fi que aceita as principais bandeiras e tem adesão simples. Basta procurar a agência Credivertentes mais próxima”, destaca Castro. O gestor de Produtos frisa, ainda, a Antecipação de Recebíveis, garantindo crédito ao negociador que quer organizar as finanças.

REFLEXÕES por João Pinto de Oliveira presidente do Conselho de Administração

MISSÃO DO COOPERATIVISMO Muitas comunidades lutam contra dificuldades em alcançar sustentabilidade; graves problemas sociais; e inatividade econômica. Tudo isso ampliado por falência e omissão do Poder Público em projetos e ações de sua responsabilidade constitucional. Não esqueçamos, ainda, das assombrosas cifras da corrupção. Dessa forma, as forças conscientes e laboriosas do cidadão comum são convocadas a se aglutinar, buscando soluções desenvolvimentistas e de fortalecimento econômico coletivo. O Cooperativismo, em especial o de Crédito, tem uma missão, uma vocação única no incremento às atividades produtivas dos municípios, mormente nas áreas que demandam apoio financeiro aos negócios, serviços e à inclusão bancária. Nesse sentido, elas exercitam seu papel e protagonismo de contribuir para o avanço local-regional. São instituições valorosas, a serviço do País, construindo e aprimorando valores cívicos, econômicos, de integração do nosso povo em prol de uma sociedade mais humana, sustentável, proativa, cidadã. “O Cooperativismo é o único movimento capaz de responder às grandes ameaças que a concentração empresarial e a exclusão social representam contra a democracia e a paz” (Roberto Rodrigues).


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Cultura

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Secretaria Municipal de Cultura divulga a programação das comemorações do aniversário de Resende Costa ANDRÉ EUSTÁQUIO

Os 106 anos de emancipação política de Resende Costa serão comemorados com uma programação cultural diversificada, organizada pela Secretaria Municipal de Turismo, Artesanato e Cultura, com o apoio da Asseturc (Associação Empresarial e Turística de Resende Costa) e amiRCo (Associação de Amigos da Cultura de Resende Costa).

da revista da Tixa aos alunos das escolas municipais e estadual de Resende Costa;

e cortejo até a Praça Cônego Cardoso, com participação da Banda Municipal Santa Cecília.

26 e 27 de maio – Apresentação no Teatro Municipal da peça “Dois perdidos numa noite suja” (ingressos a preços populares);

08h:00 – II Caminhada Ecológica “Passos de José” em direção aos Campos Gerais, onde localizam-se as ruínas da fazenda que pertenceu ao Inconfidente José de Resende Costa, o pai. A saída da caminhada será na Praça Cônego Cardoso. Na chegada aos Campos Gerais, retreta com a banda Santa Cecília e celebração da Santa Missa em Ação de Graças ao aniversário da cidade, com a participação do Grupo de Câmara formado por músicos resende-costenses. Em seguida, visita às ruínas históricas da

De 31 de maio a 3 de junho – VI Mostra de Artesanato & Cultura de Resende Costa;

PROGRAMAÇÃO

2 de junho – Aniversário de 106 anos de Resende Costa

18 a 30 de maio – Projeto “Tixa nas Escolas”: distribuição

07h:00 – Hasteamento das bandeiras na Prefeitura Municipal

Fazenda dos Campos Gerais. (Haverá transporte para a volta); 20h:00 – Cerimônia Oficial dos 106 anos de emancipação política de Resende Costa, no Teatro Municipal: Sarau (apresentações artísticas e culturais), entrega da Medalhas José de Resende Costa aos agraciados; 3 de junho – Encontro de Bandas em Resende Costa 11h – Reunião das bandas na Praça do Rosário e formação dos desfiles em direção à Escola Estadual Assis Resende, onde aconte-

cerá o almoço. 13h – Formação do bandão e desfile na Avenida Alfredo Penido 13h30min - No espaço da VI Mostra de Artesanato & Cultura de Resende Costa: Apresentações individuais das bandas, premiações pela participação no Encontro de Bandas; encerramento e continuidade da Mostra de Artesanato & Cultura. De 8 a 10 de junho – Show com o humorista Lucas Dória: “Eu também sou fi de Deus”, no Teatro Municipal (ingressos a preços populares).

Cerimônia oficial marca as comemorações do centenário da Biblioteca Municipal de Resende Costa O centenário da Biblioteca Municipal Antônio Gonçalves Pinto, de Resende Costa, foi comemorado em uma cerimônia oficial realizada na sede da biblioteca, na praça Nossa Senhora de Fátima, no centro da cidade. O evento teve a participação de autoridades municipais, membros de associações culturais, convidados e cidadãos homenageados. O prefeito municipal de Resende Costa, Aurélio Suenes de Resende, foi representado pelo assessor de Governo, Luís Cláudio dos Reis. Estiveram também presentes o vereador e presidente da Câmara Francisco Abel de Assis e o secretário municipal de Artesanato, Turismo e Cultura, Lucas Eduardo Maia Lara. A cerimônia foi organizada pela Secretaria Municipal de Turismo, Artesanato e Cultura, que é a responsável pela Biblioteca Municipal. PROGRAMAÇÃO CULTURAL A solenidade contou com uma programação cultural que prestigiou dois escritores resende-costenses: Evaldo Balbino e Luzia Resende, também presentes na cerimônia. A professora aposentada

Maria de Lourdes Silva Santos, a Lulude, declamou a poesia “Minha Travessia em Grande Sertão: Veredas”, de Luzia Resende. Raquel Miriã declamou o poema “Quarta-feira de Cinzas – 2018 (ou da resistência)”, do escritor e poeta Evaldo Balbino. A história da Biblioteca Municipal Antônio Gonçalves Pinto foi contada pela professora aposentada e colunista do Jornal das Lajes, Regina Coelho. O público presente teve a oportunidade de conhecer a trajetória da centenária biblioteca municipal, a qual recebeu o nome do ilustre cidadão resende-costense que, em 1918, doou ao município o seu acervo de 266 livros para que fosse criada na pequena e recém-emancipada Resende Costa uma biblioteca pública. Aconteceu, durante toda a semana que antecedeu a cerimônia oficial do centenário, uma série de eventos na biblioteca, com a participação das escolas municipais. “Passaram por aqui professoras e alunos das Escolas Aquarela e Conjurados. Durante a visita pudemos desfrutar de ‘Contação de Histórias’, pela Fátima Albuquerque, a Fatinha do Bacarini”, informou o secretário municipal

de Turismo, Artesanato e Cultura, Lucas Lara. HOMENAGENS O município de Resende Costa reconheceu a importância dos trabalhos realizados por seis funcionárias que se dedicaram à biblioteca. Vera Lúcia de Melo, Maria Lúcia de Resende Magalhães e Cláudia Lúcia Pinto Resende receberam uma placa de homenagem. Vera Lúcia trabalhou na biblioteca de 1967 a 1986; Maria Lúcia, entre 1981 e 2011, Cláudia Lúcia, atual funcionária da biblioteca, iniciou seus trabalhos em 2007. As funcionárias municipais Sandra Regina Silva, Virgínia Daher de Oliveira Coelho e Vívian Daher de Oliveira Aarão receberam menções honrosas pelo tempo em que se dedicaram à biblioteca. Um dos momentos mais marcantes da cerimônia foi a homenagem feita aos leitores mais assíduos da biblioteca. Diariamente, a biblioteca recebe visitas de jovens estudantes do município que vão até lá para fazer pesquisas e obter livros por empréstimo. Mas a Biblioteca Municipal de Resende Costa é também frequentada por leitores adultos que usufruem do

seu rico acervo de mais de 10.000 livros cadastrados. A Comissão Organizadora da cerimônia oficial escolheu quatro leitores que frequentam assiduamente a biblioteca para serem homenageados, de acordo com a faixa etária: Alícia Maria Daher Oliveira, leitora destaque na faixa etária abaixo de 15 anos (infantil); Petúlia Vitória Resende, leitora destaque na faixa etária de 15 a 29 anos (jovem); Paulo Eduardo de Andrade, leitor destaque na faixa etária de 30 a 59 anos (adulto) e Elódia Rita de Resende Paiva, leitora destaque na faixa etária acima de 60 anos (maior idade). Elódia Paiva não pôde comparecer, porém solicitou que fosse representada pelo secretário de Cultura, Lucas Eduardo Maia Lara. SELO PERSONALIZADO No final da cerimônia, aconteceu o lançamento do selo personalizado da cidade de Resende Costa. A gerente de vendas e atendimento dos Correios na região do Campo das Vertentes, Simone Caldeira Braga, representou o superintendente estadual de operações dos Correios em Minas Gerais, Juarez Pinheiro, para conduzir o ato

de obliteração do selo. O assessor de Governo Luís Cláudio dos Reis fez a primeira obliteração; a segunda foi realizada pelo secretário municipal de Turismo, Artesanato e Cultura, Lucas Eduardo Maia Lara. O selo é composto de uma imagem de autoria do fotógrafo e jornalista resende-costense Cássio Almeida. A imagem que ilustra o selo apresenta as mãos de um artesão tecendo um tapete. “Esta imagem, que será afixada em todas as cartas remetidas pela Prefeitura Municipal de Resende Costa, através do selo personalizado, representa a maior parte da história e tradição da cidade. Com o selo personalizado é divulgada toda originalidade da arte têxtil resende-costense, destinada ao Brasil e ao exterior”, informaram os Correios. Ainda segundo os Correios, “o selo personalizado é uma peça filatélica que possui real valor de porte.” Portanto, além de ser usado oficialmente para postagens, o selo personalizado também pode ser utilizado como item de coleção, divulgando e eternizando o trabalho feito pelas mãos criativas dos artesãos de Resende Costa. A.E.


PÁG. 16 • JORNAL DAS LAJES

ANO XV Nº 181 - MAIO 2018

Esporte

VANUZA RESENDE

Nos últimos anos, dezenas de ciclistas resende-costenses estão pedalando por diversos cartões-postais de Resende Costa e outras cidades da região do Campos das Vertentes e de outros lugares do Estado de Minas Gerais. Na maioria da vezes não se trata de competição, mas somente lazer aliado à atividade física. Criada em outubro de 2015, a equipe Biker´s RC vem crescendo a cada dia com a adesão de novos simpatizantes do ciclismo. O servidor público Cléber Márcio Resende conta como surgiu o grupo: “Pelo que lembro, o Thiago da Matta foi o primeiro a começar a praticar. Assim que começaram a aparecer mais simpatizantes do Mountain Bike MTB, vimos a necessidade de criar um grupo de WhatsApp para combinarmos nossos treinos. Foi aí que o Vander Souza criou o grupo com o nome de Biker´s RC, que cresceu vertiginosamente, chegando a aproximadamente 80 praticantes atualmente”. O perfil do grupo é diversificado, dependendo do que o praticante deseja: se é apenas pedalar por passeio ou competir. Os membros do grupo pedalam em média três vezes por semana e um pedal durante os finais de semana. “Os percursos durante a semana geralmente atingem 20 a 30 km e os de finais de semana 40 a 50 Km, mas não é uma regra”, explica Cléber. Além dos pedais em Resende Costa, os integrantes da equipe vão a outras cidades a fim de participar de trilhões - eventos não competitivos,

geralmente beneficentes. Alguns ciclistas resende-costenses já estão participando de competições em diversas cidades do Estado de Minas Gerais, como Cléber Resende. AGORA É QUE SÃO ELAS: LAGARTIXAS BIKER´S. Criada em 2017 a partir da adesão das mulheres ao ciclismo, a Equipe Lagartixas Biker’s também não para de aumentar. “O grupo foi crescendo e hoje são 29 meninas. Algumas não moram em Resende Costa, mas sempre quando podem pedalam com a gente”, diz a servidora pública e integrante da equipe, Daniela Regina Resende. Daniela é apaixonada pelo esporte e só se arrepende de uma coisa, não ter começado a pedalar antes. “Comecei a pedalar em outubro de 2016 incentivada pelo meu marido, Rodney. Ele já pedalava há um ano quando eu comprei a bike. Me arrependo de não ter comprado antes, pois hoje vejo que não foi um gasto e sim um investimento em minha saúde. Fiz novos amigos, conheci lugares maravilhosos e hoje tenho paixão pelo ciclismo”. Nem sempre os trajetos são combinados com antecedência. Não importa o destino para aonde as ciclistas vão, o importante é ir, conforme explica Daniela: “os pedais acontecem durante toda a semana. Tudo depende da disponibilidade de cada uma. Temos um grupo no Whatsapp onde combinamos os pedais. Eu pedalo nos finais de semana porque trabalho o dia todo. O percurso geralmente é proposto por uma das Tixas ou decidimos quando nos encontramos”.

A empresária do setor do artesanato, Fatima Aparecida Pinto, faz parte do grupo desde o início. “O (surgimento do) grupo e o momento em que comecei a pedalar foram quase simultâneos. Um mês depois que comecei no ciclismo entrei no grupo do WhatsApp Equipedal, que mais tarde se tornou o Lagartixas Bikers”, lembra Fátima. Ela diz que o grupo está sempre em busca de novos trajetos. “As escolhas são aleatórias, mas sempre optando por rotas ainda não percorridas pelo grupo, para que possamos conhecer lugares diferentes em nossa região e em outras cidades”. A quilometragem percorrida depende da disponibilidade de tempo para a prática do exercício, mas segue a mesma média da Equipe Biker´s RC, em torno de 20 a 40km, podendo chegar até 55km. O grupo Lagartixas Biker´s ainda não participa de competição. Daniela esclarece que o principal objetivo é o lazer e a atividade física. “Gostamos de sair para pedalar e nos divertir, ver paisagens bacanas, tirar fotos, darmos risadas e nos confraternizarmos na chegada de cada pedal”. Além da diversão, o pedal é um grande aliado no cuidado com a saúde. “Para nós o ciclismo, além de ser um exercício para o corpo, também é ótimo para a mente. Além de proporcionar belas paisagens nos percurso percorridos, colabora para o surgimento de novas amizades”, destaca Fátima Pinto. Daniela afirma que sentiu diferença em sua qualidade de vida depois que começou a praticar o ciclismo. “Pedalar concilia exercício físico e lazer. Acredito que isso faz

Foto Cássio Almeida

Ciclismo: modalidade já conquistou os resende-costenses

Ciclistas das equipes Lagartixas Biker’s e Biker’s RC no 1º Passeio Ciclístico das Lajes

a diferença e deixa esse esporte delicioso de praticar. Eu era totalmente sedentária, hoje por causa da bike tive que ir para a academia, pois estava perdendo muita massa magra e estava fazendo falta nas pedaladas”. Quem quiser fazer parte da equipe Lagartixas Biker’s e Biker’s RC é só procurar as lojas de vendas de bike em Resende Costa ou os integrantes dos grupos. “Quem gosta de pedalar e quer entrar para a nossa turma será um prazer. Pedale pouco ou muito. Pra longe ou pra perto. Mas pedale!”, incentiva Daniela Resende. FÔLEGO, DISPOSIÇÃO E SOLIDARIEDADE NO 1° PASSEIO CICLÍSTICO DAS LAJES As Lagartixas Biker´s organizaram o 1° Passeio Ciclístico das Lajes, no domingo 15 de abril. O evento reuniu 155 atletas de várias cidades da região do Campo das Vertentes. Segundo a organização, o objetivo do evento foi incentivar o ciclismo - modalidade esportiva que

vem crescendo em Resende Costa. A advogada Ana Augusta Daher, uma das organizadoras do evento, falou sobre os percursos do passeio ciclístico: 35 e 50 quilômetros. “Os percursos iniciaram-se no Parque de Exposições, indo até a Fazenda da Laje e à estrada para o Ribeirão (povoado do Ribeirão de Santo Antônio). Contamos com trilhas e também estradões. O primeiro ponto de todos os ciclistas foi no povoado dos Pinto”. Durante o trajeto os ciclistas contaram com equipe de apoio e infraestrutura para hidratação: água, frutas, barras de cereais etc. Na chegada ao Parque de Exposições, além do bar da APAE, os participantes curtiram o show do cantor Douglas Donare. O passeio seguiu a roteirização de outros da região, não foi competitivo e teve caráter beneficente. A renda obtida através da taxa de inscrição, no valor de R$20,00, foi revertida para a APAE de Resende Costa, que recebeu o total de R$3,100,00 oriundos do evento.

INFORME

EDITAL - CONTRIBUIÇÃO SINDICAL RURAL - PESSOA FÍSICA - EXERCÍCIO DE 2018 A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil – CNA, em conjunto com as Federações Estaduais de Agricultura e os Sindicatos Rurais e/ou de Produtores Rurais com base no Decreto-lei nº 1.166, de 15 de abril de 1.971, que dispõe sobre a arrecadação da Contribuição Sindical Rural – CSR, em atendimento ao princípio da publicidade e ao espírito do que contém o art. 605 da CLT, vêm NOTIFICAR e CONVOCAR os produtores rurais, pessoas físicas, que possuem imóvel rural, com ou sem empregados e/ou empreendem, a qualquer

título, atividade econômica rural, enquadrados como “Empresários” ou “Empregadores Rurais”, nos termos do artigo 1º, inciso II, alíneas “a”, “b” e “c” do citado Decreto-lei, para realizarem o pagamento das Guias de Recolhimento da Contribuição Sindical Rural, referente ao exercício de 2018, em conformidade com o disposto no Decreto-lei 1.166/71 e nos artigos 578 e seguintes da CLT. O recolhimento da CSR ocorre até o dia 22 de maio de 2018, em qualquer estabelecimento integrante do sistema nacional de compensação bancária.

As guias foram emitidas com base nas informações prestadas pelos contribuintes nas Declarações do Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural – ITR, repassadas à CNA pela Secretaria da Receita Federal do Brasil - SRFB, remetidas, por via postal, para os endereços indicados nas respectivas Declarações, com amparo no que estabelece o artigo 17 da Lei nº 9.393, de 19 de dezembro de 1.996, e o 8º Termo Aditivo do Convênio celebrado entre a CNA e a SRFB. Em caso de perda, de extravio ou de não recebimento da Guia de Recolhimento pela

via postal, o contribuinte poderá solicitar a emissão da 2ª via, diretamente, à Federação da Agricultura do Estado onde tem domicílio, até 5 (cinco) dias úteis antes da data do vencimento, podendo optar, ainda, pela sua retirada, diretamente, pela internet, no site da CNA: www. cnabrasil.org.br. Qualquer questionamento relacionado à Contribuição Sindical Rural - CSR poderá ser encaminhado, por escrito, à sede da CNA, situada no SGAN Quadra 601, Módulo K, Edifício CNA, Brasília - Distrito Federal, Cep: 70.830021 ou da Federação da Agricultu-

ra do seu Estado, podendo ainda, ser enviado via internet no site da CNA: cna@cna.org.br. O sistema sindical rural é composto pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil–CNA, pelas Federações Estaduais de Agricultura e/ou Pecuária e pelos Sindicatos Rurais e/ ou de Produtores Rurais. Brasília, 15 de Maio de 2018. João Martins da Silva Júnior Presidente da Confederação


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