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FUNDADO EM 2003 - RESENDE COSTA
ANO XIV
• SETEMBRO 2017 • Nº173
DISTRIBUIÇÃO GRATUITA
1º de Setembro
Entrevista Jogo aberto com a cantora e compositora resendecostense Brunna Assis, que está lançando novo CD com músicas inéditas.
Foto André Eustáquio
Resende Costa abraça a sua padroeira
COPASA inicia tratamento de esgoto em Resende Costa
PáG 05
Esporte Em uma final eletrizante, o Expedicionário vence nos pênaltis o Ponte Cachoeira e ergue a taça de campeão do Regional de Futebol de Coronel Xavier Chaves. O atacante Bruno Henrique, do Expedicionário, foi vice-artilheiro e eleito o melhor jogador do campeonato. PáG 16
Uma multidão de fiéis celebrou o dia de Nossa Senhora da Penha de França, padroeira do município de Resende Costa. A devoção à Virgem da Penha vem aumentando a cada ano, fortalecendo a união das comunidades rurais, bairros da cidade e pastorais da paróquia. PáG 08
Imagem de Nossa Senhora da Penha, esculpida em meados do século 19, é venerada pelos resende-costenses
A Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) está em operação desde março último, tratando em média 691.200 litros de esgoto por dia, o equivalente a aproximadamente 40% do volume total produzido em Resende Costa. A COPASA tem planos para aumentar esse percentual e tratar 100% do esgoto da cidade. PáG 11
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EDITORIAL Que independência?
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Em 1822, livre de Portugal, o Brasil almejava a construção de uma identidade nacional mesmo em meio a conflitos políticos, rebeliões e interesses econômicos de uma elite poderosa que não demonstrava querer abrir mão dos seus privilégios. A Independência do Brasil, comemorada no dia 7 de Setembro, foi um marco decisivo para que o país enfim assumisse a tutela de sua história e construísse o seu futuro sem ter que beijar as mãos das Cortes Portuguesas. No entanto, os conflitos que surgiram nas províncias logo após a proclamação da Independência revelam que o ato corajoso de Dom Pedro I não apaziguou as tensões e divisões que agitavam o Brasil e, com isso, o império recém-criado não conseguiu estabelecer a unidade nacional almejada, mesmo sob o cetro firme do imperador que, enquanto teve apoio, não abdicou de seus poderes. Quase dois séculos se passaram desde o Grito do Ipiranga e ainda estamos em busca de uma identidade capaz de nos unir enquanto nação que sabe aonde quer chegar. Graves problemas vêm impedindo o Brasil de se consolidar enquanto nação desenvolvida e civilizada: desigualdade social, saúde e educação precárias, violência, pobreza e corrupção. Esses são apenas alguns dos entraves que nos distanciam das nações desenvolvidas. Avanços e retrocessos fazem parte da construção de uma nação. Assustamos porém quando vemos que no Brasil os retrocessos são preponderantes. A história nos mostra a dificuldade que o país tem de impedir o surgimento de líderes políticos populistas com vocação autoritária, que colocam sempre em risco a nossa ainda frágil democracia. Entre os inúmeros exemplos recentes de escândalos político-financeiros vindos a público, no início deste mês, a Polícia Federal realizou a operação Tesouro Perdido e ‘estourou’ o ‘bunker’ do ex-ministro do governo Temer Geddel Vieira Lima. No interior do apartamento localizado em um bairro nobre de Salvador (BA), a PF encontrou R$ 51.030.866,40 – divididos em R$ 42.643.500 e US$ 2.688.000,00, que na cotação atual equivale a R$ 8.387.366,40. O dinheiro estava armazenado em caixas e malas. Foi a maior apreensão de dinheiro vivo da história do país – os piratas que assaltavam as caravelas que cruzavam o Atlântico ficariam com inveja da audácia dos nossos ‘piratas políticos’ contemporâneos. A quantia vultosa de dinheiro descoberta no ‘bunker’ do Geddel é provavelmente oriunda de esquemas de corrupção, essa praga que se prolifera como um vírus nas entranhas do poder público, dos partidos políticos e instituições financeiras no Brasil. Diante de tantos problemas que se perpetuam há séculos, o que podemos comemorar no glorioso mês de setembro? Que independência celebrar se ainda somos escravos dos interesses políticos e econômicos das elites corruptas que governam o Brasil desde as caravelas de Cabral, se pacientes ainda morrem nas filas de hospitais públicos, se ainda há 12,9 milhões de analfabetos no país? O que festejar se a violência ainda faz centenas de vítimas todos os dias, sendo a maioria negra? A cada 100 pessoas assassinadas no Brasil, 71 são negras, segundo o Atlas da Violência 2017 divulgado pelo IPEA. O grito de Dom Pedro I nas margens do riacho Ipiranga em 7 de Setembro de 1822 nos livrou da tutela de Portugal, que desejava que permanecêssemos Colônia, mas não nos libertou das nossas próprias mazelas. Ganhamos a liberdade, porém ainda não aprendemos a lidar com ela. Não nos libertamos das elites sanguessugas que se mantêm sedentas por garantir seus privilégios, saqueando inescrupulosamente o Brasil e os brasileiros. Seremos de fato um país independente quando a nossa democracia amadurecer, conseguirmos melhorar o sistema político representativo, expulsar de vez da vida política as velhas raposas corruptas e ao assumirmos, enquanto cidadãos conscientes, a construção de um país que não compactua com a corrupção e com a mediocridade.
Adriano Valério de Resende
Meio Ambiente
A gestão das águas em nossa região Na tarde do dia sete de agosto aconteceu em São João del-Rei a 37ª reunião ordinária do Comitê de Bacia Hidrográfica Vertentes do Rio Grande – CBH GD2. Na mesma foi realizado o segundo Seminário Regional do Comitê Federal do Rio Grande – CBH Grande, sob a responsabilidade da Agência Nacional de Águas – ANA. Tratou-se de apresentação do Prognóstico e do Plano de Ações do Plano Integrado de Recursos Hídricos da Bacia Hidrográfica do Rio Grande (PIRH-Grande). Vamos entender um pouco mais a questão. A Política Nacional de Recursos Hídricos ou Lei das Águas (Lei Federal 9.433/97) estabeleceu a bacia hidrográfica como a unidade territorial de planejamento e de gestão dos recursos hídricos, o que deve acontecer no âmbito dos Comitês de Bacias Hidrográficas. Esses são órgãos colegiados com atribuições normativas, deliberativas e consultivas dentro da bacia, ou melhor, da Unidade de Planejamento e Gestão dos Recursos Hídricos – UPGRH, sob sua jurisdição. O município de Resende Costa pertence a três UPGRHs estaduais: Pará – SF2 (Cajuru e Jacarandira), Paraopeba – SF3 (região dos Curralinhos) e Vertentes do Rio Grande – GD2 (o restante do município); e a dois comitês federais: do Rio São Francisco e do Rio Grande. Os CBHs são uma peça-chave na organização institucional do Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos – SINGREH, sendo um fórum democrático perma-
nente de debate e de negociação em níveis locais e regionais, por isso, é chamado de “parlamento das águas”. Na sua composição devem estar presentes representantes do poder público, dos usuários de água (irrigantes, industriais, concessionárias de água e esgoto etc.) e da sociedade civil organizada. Resende Costa participa ativamente dessa estrutura, tendo dois representantes no CBH GD2, a Prefeitura Municipal e o IRIS. Esse último participa também do CBH Grande. Para operacionalização do sistema, a Lei estabeleceu alguns instrumentos de gestão: Planos de Recursos Hídricos, enquadramento dos corpos de água em classes; outorga dos direitos de uso dos recursos hídricos; cobrança pelo seu uso e Sistema de Informações sobre Recursos Hídricos. O primeiro deles, chamados também de Plano Diretor de Recurso Hídrico de Bacia Hidrográfica ou Plano Integrado de Recursos Hídricos, são estudos que visam a fundamentar e orientar a implementação das políticas públicas e o gerenciamento dos recursos hídricos no âmbito das respectivas bacias hidrográficas. Os Planos são constituídos pelas etapas de Diagnóstico, Prognóstico e Plano de Ações, de modo a contemplar os recursos hídricos superficiais e subterrâneos e o estabelecimento de metas de curto, médio e longo prazos e ações para o seu alcance. O Diagnóstico apresenta situação atual dos recursos hídricos. O Prognóstico
propõe cenários futuros, compatíveis com o horizonte de planejamento. Já o Plano de Ações visa a mitigar, minimizar e se antecipar aos problemas relacionados aos recursos hídricos, de forma a promover os usos múltiplos e a gestão integrada. Assim, no âmbito federal, os estudos do PIRH-Grande estão sendo finalizados. No plano estadual, a UPGRH GD2 abrange 42 municípios, a maioria da macrorregião do Campo das Vertentes, cobrindo uma área de 10.540 km² e uma população de quase 600 mil habitantes. O Plano Diretor foi elaborado no biênio 2011/2012, sendo aprovado pelo Conselho Estadual de Recursos Hídricos – CERH em setembro de 2014. Já a Proposta de Enquadramento dos corpos de água em classes está ainda pendente de deliberação e aprovação do CERH. Os problemas levantados no Plano Diretor estão relacionados com a insuficiência de saneamento (principalmente a falta de tratamento do esgoto sanitário), manejo inadequado do solo, ocupação de áreas de risco e desperdício de água. Para dirimir essas questões, o Plano de Ações estabeleceu 28 programas, escalonados ao longo de 20 anos e com investimentos previstos da ordem de R$886 milhões. Infelizmente, as ações previstas ainda não foram colocadas em prática. Dessa forma, pode-se perceber o maior desafio do CBH GD2: angariar recursos financeiros, técnicos e operacionais para a recuperação ambiental de nossa região.
Foto e situação do mês
Queima de fogos e centenas de fiéis homenagearam Nossa Senhora da Penha
Jornal das Lajes Ltda Diretor Presidente e editor-chefe: André Eustáquio Melo de Oliveira Diretor de Redação: Rosalvo Gonçalves Pinto Editora de Reportagens e editoraassistente: Emanuelle Resende Ribeiro Editor Regional: José Venâncio de Resende Diretoria executiva: Eustáquio Peluzi Chaves (administração) e Antônio da Silva Ribeiro Neto (contabilidade).
Redação: Rua Assis Resende, 95 Centro - Resende Costa, MG CEP 36.340-000 TEL(32)3354-1323 Editoração e Site: Rafael Alves Impressão: FUMARC Rua Diamante, 1100 - São Joaquim Contagem - MG Tiragem: 4000 exemplares Circulação: Resende Costa, São João del-Rei e Lagoa Dourada
Conselho Editorial: André Eustáquio Melo de Oliveira, Emanuelle Resende Ribeiro, José Venâncio de Resende, Rosalvo Gonçalves Pinto, João Evangelista Magalhães e José Antônio Oliveira de Resende. Os artigos assinados não refletem obrigatoriamente a opinião do jornal.
No dia 1º de Setembro, a Festa de Nossa Senhora da Penha de França, padroeira de Resende Costa, foi encerrada com uma bela queima de fogos no largo da igreja matriz. Os fiéis concentrados na Praça Cônego Cardoso olhavam para o céu e saudavam a Virgem da Penha com cânticos e preces. André Eustáquio
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Câmara de Resende Costa Informa
Aprovada a criação do Programa Habitação Solidária Em reunião ordinária no dia 04 de setembro, foi aprovada por unanimidade a Lei que cria o Programa Habitação Solidária. O programa objetiva suprir a demanda por moradia da população de baixa renda, especialmente aqueles que não têm condição social mínima para a edificação por conta própria. O projeto estabelece uma lista de pré-requisitos para a participação no programa como beneficiário, como renda familiar bruta de até dois salários mínimos, cadastro no CAD-único, não possuir imóvel, ter residência de no mínimo cinco anos em Resende
Costa, dentre outras. O município entra com a doação dos lotes para o Programa. Do cidadão beneficiado, seria exigida a apresentação de um padrinho, que pode ser uma pessoa física ou jurídica. Este padrinho se responsabiliza, então, pela construção da residência, que deve ficar pronta em no máximo dois anos, obedecendo a um padrão mínimo estabelecido pela prefeitura. Durante o processo de tramitação do projeto, foi aprovada Emenda de autoria dos vereadores Vítor Tibuço e José do Socorro, que aumentou de três para dez anos o prazo em que
os beneficiários do programa estarão impedidos de vender o imóvel recebido. O Programa Habitação Solidária pretende estimular a solidariedade típica da população de Resende Costa e aposta na obtenção de apoio junto a empresários, entidades filantrópicas e cidadãos solidários em geral, para prover a construção das residências. “O projeto é muito bom porque une poder público e sociedade na solução de uma questão social muito relevante”, comentou o presidente da Câmara, Paulinho Daher.
Plenário vota Programa Habitação Solidária
Projeto que estabelece eleição para diretores de escolas municipais tramita na Câmara de Resende Costa Nas sessões ordinárias da Câmara dos Vereadores nos dias 22 de agosto e 04 de setembro, entrou em discussão o projeto de lei nº 61, de autoria do Poder Executivo, que trata da instituição do processo democrático para escolha de diretores nas escolas municipais. O estabelecimento de eleições para o cargo de diretor é uma das metas do Plano Municipal de Educação. De acordo com o projeto de lei em discussão, a eleição de diretores será obrigatória para as escolas municipais com mais de 150 alunos matriculados, situação em que se enquadram a Escola Conjurados, o Centro Municipal de Educação Infantil Aquarela e a Escola Paula Assis. Está previsto um mandato de 4 anos para os diretores eleitos, com direito a uma única reeleição. A elaboração do projeto de lei pelo Executivo contou com a participação de representantes dos servidores municipais da educação, através da Comissão de Educação da Câmara
e do Conselho Municipal de Educação, mas ainda suscita controvérsias. Durante a sessão ordinária do Legislativo no dia 22 de agosto, houve participação de duas servidoras municipais aposentadas da área da educação, por meio da Tribuna Livre da Câmara. As professoras Edinamar Silva e Solange Lídia defenderam o direito de os profissionais inativos da educação municipal também poderem concorrer ao cargo de diretor escolar. “Representamos toda uma classe de servidores inativos. Eu, particularmente, não tenho interesse de me candidatar atualmente. Mas posso ter no futuro. Achamos justo que os inativos tenham o direito de participar. Nós gostamos da nossa profissão, da nossa área e temos experiência. Se a lei não fechar as portas, os inativos também poderão contribuir”, ressaltou Edinamar. O prefeito Aurélio, que estava presente na reunião, pediu a palavra e manifestou-se sobre a questão: “Há um impedimento à candidatura dos inativos na Legis-
lação Municipal. Se não me engano, no estatuto dos servidores. Mas trata-se de um impedimento que pode ser removido, se houver aval do Executivo e do Legislativo. Eu, particularmente, não me oponho à liberação da participação dos inativos. Acho, inclusive, que ela pode ser benéfica ao processo, já que não é tão fácil encontrarmos candidatos ao cargo, pois trata-se de uma responsabilidade muito pesada que, para os servidores da ativa, muitas vezes não compensa tanto financeiramente”. Na sessão ordinária de 04 de setembro, com base no regimento interno do Legislativo, o presidente da Câmara retirou o projeto de votação, por solicitação do Executivo, para revisões. O vereador Ângelo Márcio, presidente da comissão de Educação do Legislativo, cobrou mais agilidade na tramitação do projeto. “Nada impediria de votarmos o projeto e depois ser feita uma ou outra alteração na próxima reunião. Considero um desprestígio aos professores que
Comissão de Educação da Câmara debate projeto de lei com professores e Secretária de Educação
fizeram a discussão do projeto. Isso pode atrasar ainda mais o processo e tem muita coisa a ser regulamentada ainda. Eleição é um processo complicado, não se faz da noite para o dia. Tememos que a eleição não saia no tempo previsto”, criticou o vereador. A previsão, até o fechamento desta edição, era de que o projeto entraria em votação na reunião ordinária do dia 12 de setembro.
Você pode acompanhar esse processo também pela internet. Acompanhe mais notícias da Câmara no site do Legislativo: camaraderesendecosta.mg.gov.br Ou pelo Facebook: https://www.facebook.com/ camararesendecosta
Regional
JOSé VEnÂnCiO DE rESEnDE
Dentro do objetivo de resgatar a cultura gastronômica italiana de São João del-Rei, vai acontecer no período de 12 a 15 de outubro, entre 11 e 22h, no aeroporto municipal, o 2º Festival de Gastronomia Italiana - Colônia Viva. Trata-se de uma parceria do Instituto Vertentes com a Secretaria de Turismo de Minas Gerais e a Codemig. O objetivo do evento é promover a interação gastronômica e cultural da cidade, bem como divulgar o roteiro agroturístico “Colônia Viva”, que integra as propriedades rurais típicas das colônias Felizardo, Recondengo, Marçal, Giarola e Bengo, diz Ronildo Assis, produtor cultural e administrador do Instituto Vertentes. Durante o festival, haverá um concurso entre as pizzarias da região, com um júri técnico que escolherá a melhor receita. Estarão presentes os chefs pizzaiolos Martinho Caetano e Felipe Leroy e a cozinheira profissional Érica Timponi. Também haverá oficinas gratuitas de confecção de pizzas para os
profissionais e a comunidade, bem como feira de produtos italianos produzidos pela comunidade local. Tudo isso animado com shows das Bandas Sinfônica do Santuário Bom Jesus de Matosinhos, Clube da Seresta, Salesiana Meninos e Meninas de Dom Bosco, Fama & Cia / Mário Ribeiro. roteiro. A ideia desse roteiro surgiu a partir de uma parceria entre a Associação Colônia Viva, a Prefeitura Municipal e o Sebrae, lembram Valéria Filomena Taroco, a Filó, e Joelma Carmen Taroco, respectivamente vice-presidente e diretora da associação. “Tradicionalmente, aconteciam todo ano, entre junho e outubro, almoços italianos promovidos pela comunidade do Giarola. Cada família era responsável por fazer um prato.” Com a posse de Mariana Resende na Secretaria de Cultura e Turismo, a tradição dos almoços evoluiu para o roteiro de agroturismo. Foi então que associados da Colônia Viva visitaram Venda Nova do Imigrante, no Espírito Santo, e Gramado, Canela e Bento Gonçalves, no Rio Grande do Sul, onde participaram de curso
de agroturismo e visitaram propriedades. “O pessoal viu a possibilidade de fazer a mesma coisa em São João del-Rei, usufruindo do que nós temos aqui”, dizem Filó e Joelma. Em 15 de junho de 2014, foi inaugurado o Roteiro de Agroturismo Colônia Viva, em solenidade no Teatro Municipal, com a participação das comunidades da Colônia do Giarola, Felizardo e Recondengo. A decisão de trabalhar com agroturismo é uma forma de potencializar cada propriedade, explorando suas características - o cultivo de flores, o alambique da cachaça, a produção de mudas de hortigranjeiros, o pomar, o artesanato (bambu, sabonetes, bordados, confecções) e a agroindústria alimentícia (geleias, massas de macarrão, queijos, quitandas, sucos, mel etc.). Comunidade. A ideia é que as pessoas – são-joanenses e turistas de qualquer parte – façam este roteiro, explicam Filó e Joelma. Estas visitas na maioria das vezes devem ser agendadas. As visitas podem incluir café da manhã e almoço, por exemplo. Trata-se de um turismo de base
Foto José Venâncio
Festival resgata cultura gastronômica italiana e divulga Colônia Viva
Culinária italiana é tema de evento gastrômico em outubro em SJdR
comunitária, observa Ronildo, do Instituto Vertentes. “A força do projeto está na união e na cooperação.” Ronildo idealizou o festival de gastronomia como uma festa para apresentar o Colônia Viva. É um evento que possibilita cada participante expor os seus produtos gratuitamente; estimula a presença de turis-
tas que passam a ter conhecimento do roteiro; e promove vendas em maior escala e maior retorno de renda aos integrantes do projeto. O primeiro festival, realizado em 2015, foi patrocinado pelo Governo de Minas Gerais e realizado no galpão da igreja Nossa Senhora das Mercês.
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goVerno mUnIcIpAL InformA
Resende Costa alcançou a 16ª posição no ICMS Esportivo de Minas Gerais Não é novidade que o resende-costense adora praticar esportes. Mas o que muita gente não sabe é que quanto mais se pratica esporte em nosso município, mais repasse recebemos por meio do ICMS (Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) Esportivo. O ICMS Esportivo é uma forma de fomentar a prática do esporte, garantindo aos municípios recursos que podem ser investidos no próprio esporte, proporcionando mais qualidade de vida à população. A Secretaria de Estado de Esportes (SEESP) analisa os dados dos municípios e apura seu Índice de Esportes, o que determina quanto cada município recebe. Tal índice representa a relação percentual entre a pontuação obtida pelo município e a soma de pontos de todos os municípios. Para o ano base de 2016 foram avaliados 224 municípios mineiros. Resende Costa ocupa a 16ª colocação no ranking da SEESP. Mas para receber o re-
Apoio às diversas modalidades esportivas contribuiu para a posição alcançada
passe, o município necessita comprovar, através de documentos, a realização de eventos esportivos em nossa cidade, por meio de cartazes de divulgação, reportagens e fichas de inscrição, além de outros critérios. O município deve contar também com um Conselho Municipal de Esporte considerado ativo, que é o caso de Resende Costa. A participação de atletas de Resende Costa em eventos
realizados em outras cidades também conta para a pontuação no índice. Em Resende Costa não é só o futebol e o futsal que colaboraram para a excelente posição (16ª) conquistada no ranking do ICMS Esportivo de Minas Gerais. Vários eventos esportivos foram realizados, como as maratonas, corridas e outras provas de atletismo, as caminhadas, as copas de marcha, enduros e campe-
onato de vôlei. Além disso, atletas de Resende Costa participaram de eventos de Mountain Bike e Jiu-Jitsu que foram realizados em outras cidades. Também conta ponto para o ranking as atividades promovidas pelo NASF (Núcleo de Apoio à Saúde da Família), as quais envolvem, principalmente, os grupos de Terceira Idade. Vale destacar ainda a participação dos alunos que disputaram o JEMG
2017 (Jogos Escolares de Minas Gerais) e avançaram até a etapa regional, disputada na cidade de Além Paraíba, na Zona da Mata. As atividades esportivas promovidas nas escolas também são de grande importância e contam para o ICMS Esportivo repassado ao nosso município. Parabéns a todos os atletas e entidades que contribuíram para a excelente colocação de Resende Costa!
Resende Costa adere ao projeto “Caminhos de São Tiago” Você já ouviu falar sobre os Caminhos de Santiago? Popular na Europa, é o percurso percorrido por peregrinos de diversas partes do mundo com destino à cidade de Santiago de Compostela desde o século IX para venerar as relíquias do apóstolo Santiago Maior, cujo suposto sepulcro se encontra na catedral de Santiago de Compostela. O santo foi morto e decapitado na Judeia e seus restos mortais teriam sido levados para a Espanha. No entanto, no século VIII a história ganhou popularidade com a descoberta de um túmulo que pertenceria a Tia-
go, na cidade espanhola de Compostela. Peregrinos de várias partes da Europa seguiam em direção à localidade, que deu origem ao Caminho de Santiago de Compostela, também conhecido como Caminho das Estrelas, por ter o mesmo sentido da Via Láctea. Mas nem todos os caminhos levam à Espanha. Está em fase de implantação um projeto que cria um roteiro turístico religioso - que tem como modelo o Caminho de Santiago de Compostela - partindo de Santa Rita de Ouro Preto, na região central
do estado de Minas Gerais, com destino a São Tiago, no Campo das Vertentes. O projeto tem como gestores o Circuito do Ouro, Circuito Turístico Trilha dos Inconfidentes e Circuito Turístico Villas e Fazendas e recebeu o nome “Caminhos de São Tiago”, durante reunião realizada em Resende Costa no último dia 4 de setembro. Resende Costa faz parte deste circuito junto com Ouro Preto, Ouro Branco, Conselheiro Lafaiete, Queluzito, Casa Grande, Entre Rios de Minas, Lagoa Dourada, Coronel Xavier Chaves, Ritápolis e São Tiago. O circuito de Resende
Costa começa na capela do Brumado, divisa com o município de Lagoa Dourada. De lá, os peregrinos seguirão em direção aos Campos Gerais, onde localizam-se as ruínas da histórica fazenda que pertenceu ao inconfidente José de Resende Costa, o pai. O caminho segue em direção ao povoado do Barracão, onde encontra-se a capela de Santo Antônio. Com o pé na estrada, segue-se rumo à cidade de Resende Costa, chegando à famosa “avenida do artesanato”, ou seja, a Avenida Alfredo Penido. Nosso município preserva construções históricas sete-
centistas, entre elas grandes fazendas, casarões e capelas. Resende Costa possui também diversas cachoeiras que são muito frequentadas pelos resende-costenses e turistas, além de outros atrativos como o famoso Mirante das Lajes, o Museu de Arte Sacra e a Igreja Matriz de Nossa Senhora da Penha de França. Saindo de Resende Costa, o Caminho de São Tiago continua em Coronel Xavier Chaves. O caminhante encontrará atrativos que o faz viver intensamente a espiritualidade interior, por meio da contemplação da natureza e da história.
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Jogo Aberto
Bunna Assis lança novo CD com músicas inéditas “De Consciência limpa” é o título do trabalho da cantora e compositora resende-costense, que atualmente mora em Goiânia, capital do estado de Goiás e da música sertaneja André Eustáquio
deram apoio.
Aos nove anos de idade Brunna Assis ganhou o seu primeiro violão, aprendeu a tocar e a tirar os acordes da música sertaneja, sua grande paixão. Cresceu ouvindo Tonico & Tinoco, Zezé di Camargo e Luciano e outros grandes artistas que marcaram a história da música sertaneja e continuam influenciando novas gerações. Aos 17 anos, após concluir o Ensino Médio em Resende Costa, sua terra natal, a cantora e compositora decidiu dar um passo ousado em sua carreira: mudou-se para Goiânia, capital do estado de Goiás e considerada a capital brasileira da música sertaneja. “A vinda para Goiânia está me possibilitando crescer profissionalmente”, diz Brunna, que acaba de lançar um novo CD, “De Consciência Limpa”, com músicas inéditas. Brunna Assis conversou por e-mail com o JL sobre a sua carreira, seu mais novo trabalho e a experiência de morar em Goiânia - longe da terra natal, mas perto dos ídolos que a influenciam.
Por que a música sertaneja? Eu cresci ouvindo e acompanhando a evolução do meio sertanejo, e isso me fez seguir este estilo.
Quando você começou a cantar e a perceber que gostaria de seguir a carreira musical? Lembro-me que desde criança sempre fui apaixonada pela música, meus brinquedos sempre foram voltados a ela. Qualquer coisa que parava em minhas mãos se transformava em microfone, violão e qualquer espaço era o palco... Fazia de minhas bonecas a minha plateia. Então, sempre tive vontade de cantar. Mas tudo foi acontecendo naturalmente. Como aconteceu o seu primeiro contato com a música? Seus pais te incentivaram? Aos nove anos de idade ganhei meu primeiro violão, aprendi a tocar, fiz aula de canto e teoria musical. Meus pais sempre me incentivaram em tudo, até hoje. Eles são os provedores da artista que eu me tornei. Além disso, alguns familiares próximos sempre me
Quais são os artistas da música sertaneja que te inspiram? Minha inspiração sertaneja vai de Tonico & Tinoco a Maiara & Maraisa, passando pelos já consagrados Zezé di Camargo e Luciano, Bruno e Marrone, dentre tantos outros. Porém, eu sempre busquei unir o útil ao agradável, buscando referências em artistas internacionais, como Adele, John Mayer... Além do sertanejo, você curte outros estilos musicais? Sim, sou bem eclética. Particularmente gosto bastante de MPB, música pop, o reggaetón também me chama muito a atenção, pois, é envolvente. Eu tento trazer todos para formar minha própria identidade. Você se mudou recentemente para Goiânia, considerada a capital brasileira da música sertaneja. O que a fez escolher a cidade para morar? Bom, a mudança em si ainda está acontecendo. Vim para Goiânia para produzir meu recém-lançado CD, com o título “De Consciência Limpa” e concretizar meus projetos, dando continuidade em minha carreira. Como está sendo essa nova fase em sua vida? Tudo está sendo novo... É uma experiência nova. Apesar de não ter muita idade, já vivi muita coisa dentro da música e esse novo ciclo em minha vida tem me proporcionado muito conhecimento. Estou correndo atrás, compondo, produzindo e me adaptando. Meu ritmo de vida acelerou-se, mudando-se completamente, o que consequentemente me deixa muito feliz. A experiência em Goiânia está correspondendo às suas
expectativas? Sim, a vinda para Goiânia está me possibilitando crescer profissionalmente. O seu novo CD ‘De Consciência Limpa’ é composto somente de músicas inéditas? Sim, é um CD completamente inédito, onde eu canto composições minhas com parceiros, como a música ‘Coração de Pedra’. Dentre as 5 faixas inclusas eu apostei também em composições de parceiros da música. Como está sendo feita a divulgação do CD? A divulgação já está sendo feita em rádios, programas de TV aqui no estado de Goiás, na internet etc. O pessoal já encontra meu CD disponível para download em sites como o Sua Música, Palco Mp3, dentre outras plataformas Digitais. O clipe da música ‘Mentiras Ensaiadas’ já está no Youtube. com/BrunnaAssisCantora. Além disso, todos podem interagir comigo pelo meu instagram @ BrunnassisCantora, pelo facebook @BrunnaAssisCantora. Como está sua agenda de shows? Neste tempo em que estive executando meu projeto do novo CD, clipes e divulgação, dividimos o tempo entre me dedicar e dar o melhor de mim aos fãs e também em realizar shows. Com a bênção de Deus, já esta-
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Amana Castelo Branco*
Vinho sem frescura
O que é vinho? É difícil saber quando e como ele foi elaborado pela primeira vez. Provavelmente, como a maioria das invenções alimentícias, ele foi descoberto ao acaso: algumas uvas esquecidas em um recipiente começaram a fermentar e algum curioso resolveu experimentar o produto. E gostou do que sentiu. A partir de então muita coisa aconteceu para se chegar nessa bebida tão diversa e apreciada no mundo todo. Não foi o vinho a bebida que proporcionou as primeiras experiências alcoólicas da humanidade. Talvez apenas para uma pequena parte do Egito Antigo. As primeiras cidades eram produtoras de cereais e seus habitantes logo aprenderam a fazer e tomar cerveja. O vinho era bebida dos privilegiados. Talvez porque as uvas não se adaptavam em qualquer lugar, ou por não ser tão simples de elaborar. Ou até mesmo pelo seu valor elevado, graças à maior quantidade de álcool, e também por provocar sensações mais fortes – até mesmo “divinas” - do que as outras bebidas. Mas, o que é vinho? Segundo a legislação vitivinícola brasileira, o vinho é exclusivamente a bebida resultante da fermentação alcoólica completa ou parcial da uva fresca, ou do mosto, com um conteúdo de, no mínimo, 7% de álcool. É durante a “mágica” da fermentação que os açúcares presentes na fruta se transformam, pelo trabalho das leveduras, em álcool. Dependendo do tipo de uva, da variedade da levedura e do vinho que se quer obter, ela pode acontecer em dias ou meses. Aliás, essa é a palavra-chave que aprendi com meu querido professor de viticultura, Eduardo Giovaninni: “depende”. No mundo do vinho, nada é exato. Não existem regras, nem verdade absoluta. Tudo depende. E é isso que o torna tão interessante, intrigante e fascinante a cada gole. São as uvas que dão início a todo esse processo. E olha que existem mais de 10 mil varieda-
mos com a agenda pronta para os próximos meses. Quem quiser ficar por dentro, pode acessar o site www.brunnaassis.com.br. O que Resende Costa representa para você e para a sua carreira? Resende Costa é o começo de tudo, onde dei meus primeiros passos na música. Devo muito à minha cidade e ao públi-
des! Dentro dessas milhares há duas famílias principais, as viníferas e não viníferas. No repertório das não viníferas, existem as uvas americanas, que estão na maioria das roças, quintais e supermercados. Na forma in natura, em suco e nos famosos vinhos de garrafão. Conhecidas também como “uva de mesa” e “vinho de mesa”. Em Minas Gerais as espécies mais cultivadas são a “Niágara Rosada” e a “Niágara Branca”. Normalmente os vinhos comuns, de mesa, são mais rústicos e o aroma lembra o da uva. Ainda é o vinho mais consumido no Brasil, onde muito de seus consumidores preferem a versão mais suave da bebida. Já as uvas viníferas são as que fazem o que chamamos de “vinhos finos”, que possuem diversos tipos de aromas (dificilmente o de uva). Têm sabor mais delicado e ao mesmo tempo complexo, inclusive com maior valor no mercado. E é sobre essas uvas e seus vinhos que vamos prosear aqui no jornal na maioria das vezes. Existem cerca de 5 mil variedades de uvas viníferas, sendo as mais famosas as tintas Cabernet Sauvignon, Merlot, Malbec, Carmenère, Pinot Noir e Syrah (cada vez mais plantada aqui em Minas Gerais). E as brancas Chardonnay, Sauvignon Blanc e Riesling. Essa diversidade de uvas resulta em vinhos totalmente distintos. Uma mesma variedade de uva cultivada em locais diferentes, não necessariamente longe um do outro, produz vinhos que não se parecem, em função das diferenças do solo, da altitude, da oferta de água, do manejo, da safra etc. Experimente beber dois vinhos de lugares diferentes, elaborados com a mesma uva e confronte seus sabores. E lembre-se: o melhor vinho é aquele que você mais gosta! Saúde! *Enóloga
co que tenho aí. Sinto-me muito feliz em poder levar o nome desse lugar maravilhoso adiante. Quais são os projetos para a vida e a carreira da jovem e talentosa cantora Brunna Assis? Enquanto artista, darei prosseguimento em minha carreira e farei tudo o que for preciso para concretizar meus projetos.
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Cidade
Iniciada a primeira fase das obras de construção da nova avenida de acesso a Resende Costa Vanuza Resende
Em dias normais já tornou-se complicado trafegar pela Avenida Alfredo Penido, principal via de acesso a Resende Costa e onde localiza-se a maioria das lojas de artesanato. Carros estacionados nos dois lados da avenida, intenso fluxo de turistas e de veículos de transportadoras agravam ainda mais o congestionamento na Alfredo Penido, que já não comporta o movimento diário, especialmente, durante o período de férias e feriados. O turista que visita as lojas de artesanato não encontra, na maioria das vezes, estacionamento e informações. Em entrevista ao Jornal das Lajes, logo depois que assumiu seu segundo mandato como prefeito municipal, Aurélio Suenes falou da construção da nova avenida como prioridade em seu plano de governo. “Uma prioridade essencial é construir uma nova avenida alternativa de acesso à cidade e revitalizar a Avenida Alfredo Penido, oferecendo maior conforto para os moradores e turistas que frequentam as lojas de artesanato na entrada da cidade.”
A obra de abertura da nova avenida, que começa na Rua São João del-Rei, no bairro Canela, já começou, mas ainda não há previsão de término. No momento, a prefeitura está realizando o serviço de terraplanagem utilizando-se dois caminhões e uma retroescavadeira. Concluída essa etapa, terão início as obras de água e esgoto, liberando para que a empresa vencedora da licitação inicie a execução da ordem de serviço. O prazo máximo dado à empresa é até o fim de novembro, no entanto, o prefeito Aurélio diz que pretende iniciar antes: “Dia 30 de novembro é o nosso prazo máximo. Mas, a gente quer que seja bem antes disso. Até porque vai começar o período de chuvas, então queremos que (as obras) iniciem o mais rápido possível.” Investimento A obra contará com recursos próprios do município e do Ministério das Cidades. “Nós fizemos um projeto parcial com o recurso que recebemos do Ministério das Cidades, 700 mil reais. Nós fizemos essa primeira etapa e o Ministério já depositou 50% da verba na conta. Portanto, estamos
autorizados a começar a obra. Essa primeira etapa vai pegar a Rua São João del-Rei e vai até a Rua Juscelino Kubitschek. Não temos previsão de término porque precisamos do depósito dos outros 50% na conta”, diz o prefeito. Após a conclusão da primeira etapa da obra, o restante ficará sob a total responsabilidade da prefeitura. “A etapa restante da Rua Juscelino Kubitschek até onde vira para a Capela de Nossa Senhora Aparecida (bairro Dois de Junho) vai ser executada com recurso próprio do município e encontra-se em fase de elaboração do projeto. A gente tem uma reserva de 700 mil reais para esse trecho”, informa Aurélio. Um milhão e 400 mil reais é o valor estimado para a realização das obras de pavimentação, deixando a avenida totalmente urbanizada. “Uma avenida de 20 metros de largura, com canteiro central, dois passeios de dois metros cada, asfaltada, com água pluvial, rede de água e esgoto. Neste valor não está incluída a parte de energia elétrica, que precisará de um novo projeto. A intenção é que a Alfredo Penido seja uma avenida somente
Foto Vanuza Resende
A nova via receberá investimento de R$1.400.000,00 mas ainda não tem data para ser inaugurada
Nova avenida está em fase de terraplenagem. Não há previsão para a conclusão das obras
de entrada de veículos, ou seja, mão única para entrar. Quem for sair da cidade necessariamente terá que passar pela nova avenida. Se quiser retornar terá quatros pontos de retorno”, explica o prefeito municipal. Para o mecânico Alexandre César da Silva, o Rocha, a construção da nova avenida é “ótima, pois vai desafogar o trânsito da avenida principal, onde o fluxo de veículos atualmente é muito intenso. Passaremos a contar com vias de mão única. Vai ser bom demais.” O prefeito Aurélio acredita que além de cumprir um objetivo, que é a reestruturação da principal avenida
de acesso à cidade, a revitalização da Alfredo Penido valorizará o comércio local. “Eu acredito que, a médio prazo, vai ser uma avenida comercial, inclusive, já há pessoas que têm planos de abrir mais lojas. Acredito que será bom para a cidade. É necessário resolvermos essa situação”, conclui o prefeito. Para o empresário Edson Ribeiro, a nova avenida terá papel fundamental no desenvolvimento de Resende Costa. “Essa avenida vai trazer grandes benefícios para a cidade. Não é uma rua, é uma avenida que vai atrair comércios e, com isso, toda a cidade vai ganhar”.
Resende Costa desenvolve programa de ressocialização de detentos Emanuelle Ribeiro
A Prefeitura Municipal, em parceria com a Secretaria de Estado de Administração Prisional e o Poder Judiciário, está desenvolvendo um programa de ressocialização de detentos do Presídio de Resende Costa através do trabalho de manejo ambiental, visando o combate ao mosquito Aedes Aegypti, transmissor da Dengue, Febre Chikungunya e Zika Vírus. Além disso, os presos contribuem para o serviço de pavimentação de ruas. “Mesmo antes de assumir o novo mantado fizemos uma reunião e alinhamos a ideia de tentar amenizar o impacto negativo que a cadeia traz para a comunidade. Ampliar a prestação de serviço público tendo o apoio dos presos está gerando bons resultados para Resende Costa. Já foram várias ruas e terrenos limpos por eles, assim como outras ruas que foram calçadas graças a essa parceria. Esse ano chegaremos a aproximadamente 12 ruas pavimentadas e, para o ano
de 2018, esperamos calçar mais de 30 ruas, somando um total de 20mil m²”, afirmou o prefeito Aurélio. A prefeitura disponibiliza as condições necessárias e capacita os detentos para o bom desenvolvimento das atividades, bem como controla a frequência, a execução do serviço e as horas trabalhadas, a fim de contagem para a remição da pena. Os presos, por sua vez, devem cumprir a carga horária combinada (máximo de 44 horas semanais), executar os serviços indicados e manter disciplina durante todo o processo. Três detentos foram liberados para o trabalho externo e atuam na limpeza de terrenos sujos que possam ser potencial criador do mosquito Aedes Aegypti. Outros 10 detentos realizam serviço no pátio do presídio, trabalhando na fabricação de bloquetes para calçamentos de vias públicas. A cada três dias trabalhados, o preso tem um dia descontado de sua pena. O preso somente é autorizado a participar do programa caso tenha comportamento adequado, sendo que tal avaliação fica a cargo do juiz juntamente
com o diretor do presídio. O programa, então, tem basicamente dois objetivos, segundo Aurélio: “O primeiro é a ressocialização do detento, dando oportunidade para que ele tenha um trabalho e possa se aperfeiçoar, além de poder reduzir o tempo da pena. O segundo é a prestação de serviço público relevante para a comunidade, ajudando a prefeitura a superar um dos principais problemas, que é a falta de calçamento das ruas em loteamentos que foram aprovados de forma equivocada em Resende Costa”. Para o psicólogo Carlos Alexandre de Resende, a possibilidade de incluir detentos em atividades produtivas é algo fundamental. “Um lugar comum em todas as teorias sociológicas e psicológicas é que existem regras que regulam a vida em sociedade e, algumas destas, compõem um sistema de leis e sanções para os que as descumpram. Uma das sanções é a privação da liberdade, justamente uma das maiores necessidades humanas. Em tempos em que grande parte das pessoas tem se afinado com po-
sicionamentos do tipo ‘bandido bom é bandido morto’, é importante que todos entendam que o sistema prisional não se trata de uma vingança da sociedade, pelo menos não deveria ser. Mas, sim, tirar do convívio social quem oferece risco à mesma e buscar sua recuperação, ou seja, sua ressocialização, a reinserção no jeito esperado de se funcionar na vida em sociedade”, destacou o especialista. A secretária municipal de Assistência Social, Clara Sousa, defende a inciativa: “O programa de ressocialização apresenta aos detentos conceitos como responsabilidade, autovalorização, solidariedade e capacitação, aliados à humanização do ambiente prisional. Retirar o preso do ambiente prisional e submetê-lo a um cotidiano muito diferente daquele vivido nas prisões é dar a ele uma chance de mudar, de ter um futuro melhor, independente daquilo que aconteceu no passado. O trabalho, como fator educativo, transforma-se em lucros sociais, além de reaproximar o sentenciado da sociedade e de sua família. Os obstáculos enfrentados pelos
detentos após adquirirem liberdade ainda são muitos e a principal dificuldade enfrentada por esses indivíduos é ingressar no mercado de trabalho, pois, além da marca de ex-presidiário, a maioria deles não possui estudos e nem experiência profissional, sendo praticamente impossível serem admitidos em algum emprego”. O psicólogo Carlos também vê no trabalho não apenas algo para ocupar o tempo dos detentos, mas algo que pode devolver a eles um sentido para suas vidas: “Nada melhor do que o trabalho para recuperação e ressocialização. Como inclusão produtiva, como fator primordial na redefinição de sua identidade, de seu jeito de sentir e se posicionar no mundo. Infelizmente, sabemos que nem todos os indivíduos vão conseguir se reintegrar à vida social sem voltar a cometer atos infratores, mesmo trabalhando, mas não podemos desistir de ninguém. É de suma importância que não apenas os governos, mas que toda a sociedade abrace essa causa, reflita sobre e apoie iniciativas de reinserção desses cidadãos”.
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AconteceU
1º Moto Rock das Lajes aconteceu em agosto Emanuelle Ribeiro
Resende Costa sediou, no dia 26 de agosto, a primeira edição do Moto Rock das Lajes! O evento foi organizado pelo Moto Grupo das Lajes com o apoio da Prefeitura Municipal de Resende Costa. “Para nós é muito importante incentivar iniciativas como essa, que explora o potencial turístico de Resende Costa. Sempre que algum grupo se interessa por divulgar Resende Costa e promover entretenimento, nós ficamos satisfeitos em apoiar. Foi muito bacana!”, disse o prefeito Aurélio. O 1º Moto Rock das Lajes foi realizado no Parque de Exposições e contou com bares e área de camping coberta. Participaram Moto clubes de diversa cidades. As apresentações ficaram por conta das bandas Symples Acordes, Scarvox, Soulseek Does, Stones e Rockwave. Além de promover entretenimento, o Moto Rock arrecadou alimentos para o Hospital Nossa Senhora do Rosário.
Evento foi organizado pelo Moto Grupo das Lajes
Anésio e Marisia celebraram bodas de ouro Fotos Leticia Resende
André Eustáquio
O dia 26 de agosto último foi especial para o casal Anésio Alves Ferreira e Marisia de Jesus Alves. Numa bela celebração eucarística na igreja de Nossa Senhora do Rosário, presidida pelo vigário paroquial de Resende Costa, padre Rodrigo Coimbra, Anésio e Marisia voltaram ao altar e reafirmaram o SIM que consagrou o amor que os une há 50 anos. Anésio e Marisia moram no povoado do Cajuru, zona rural de Resende Costa, e se casaram na igreja Matriz de Nossa Senhora da Penha no dia 29 de julho de 1967. O JL deseja muitas felicidades ao casal!
Anésio e Marisia comemoraram bodas de ouro em uma bela celebração eucarística na igreja de Nossa Senhora do Rosário
O casal celebrou as bodas de ouro ao lado dos familiares
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RELIGIÃO
Cultura
Festa de Nossa Senhora da Penha 2017
Projeto da AMAT leva arte e cultura a crianças e adolescentes
A devoção dos resende-costenses à padroeira traduz-se, a cada 1º de Setembro, em alegria, emoção, carinho e fé. Foto Leticia Resende
André Eustáquio
O bispo da Diocese de São João del-Rei, dom Célio de Oliveira Goulart, celebrou a missa festiva de Nossa Senhora da Penha Foto Leticia Resende
A Associação dos Moradores e Amigos do Bairro Tijuco (AMAT) recebeu inscrições de crianças e adolescentes do bairro, com idade entre 8 e 15 anos, para participarem de oficinas de música, Kung-fu e teatro. O valor da inscrição é bem abaixo do que geralmente é cobrado no mercado. O projeto começou há aproximadamente cinco anos a partir de um grande demanda de alunos interessados em aprender a tocar violão, conforme explica a presidente da AMAT, Mariselia Maia: “Quando a gente começou com o projeto, ainda não existia a sede da associação. Começamos porque existia muita gente querendo aprender a tocar violão. Até hoje, com esse projeto a baixo custo, aqui no bairro já deve ter passado de 150 a 170 pessoas interessadas em participar.” Tudo funciona através de parcerias. A AMAT cedeu o espaço da sua sede para aulas de Kung-fu ministradas pelo professor Robson. Em contrapartida, o mestre da arte marcial ensina aos moradores do bairro cobrando uma mensalidade com valor reduzido. As aulas de teatro são ministradas pelo Luiz Carlos, o Preto, voluntário do projeto. Crianças do bairro Nova Resende
também se inscreveram nas oficinas. A AMAT pretende iniciar em breve aulas de dança. Para isso, a associação procura oficineiros que possam ministrar essas aulas. Faz parte ainda do projeto times de futebol de crianças e adultos que há quase dois anos treinam no Campo do Tijuco. Porém, as equipes aguardam melhores condições do local para poderem disputar campeonatos. Mariselia diz que muitos jovens que fizeram parte do projeto hoje já estão se encaminhando para outros cursos e até ensinando o que aprenderam a outras pessoas. “O objetivo da associação é chegar a quem não tem condições de pagar. Um dia, uma menina chegou para mim e perguntou: Eu não posso fazer aula? Não tenho condições de pagar, nem meus pais, e queria fazer a aula”. Para casos como esse, a AMAT está buscando padrinhos para as crianças. “A associação não tem nenhum recurso para pagar para esses meninos, mas a gente já conseguiu três padrinhos. Já são três crianças que não tinham como pagar e hoje participam aqui com a gente. Já é um passo”, comemora Mariselia. Os interessados em apadrinhar as crianças e ajudar o projeto podem entrar em contato com a associação através do telefone: (32) 99907-3242.
A Missa Solene foi presidida pelo padre Adriano Tércio (centro) Foto Arquivo Orquestra Mater Dei
Em 1749, uma pequenina capela foi erguida no alto de um rochedo dando início ao primitivo Arraial da Lage, hoje Resende Costa. Poucas casas construídas de pedra ladeavam a pequenina capela que tinha como padroeira Nossa Senhora da Penha de França. Conta-nos a tradição que nas décadas seguintes à construção da capela, um virtuoso sacerdote chamado Antônio de Pádua e Costa esculpiu em madeira a bela imagem da padroeira de Resende Costa, que hoje é venerada pelos resende-costenses. Séculos se passaram e uma rica história de fé e devoção à Virgem da Penha foi sendo edificada. A cada ano, a novena da padroeira de Resende Costa atrai mais devotos, reunindo no majestoso templo a ela dedicado fiéis vindos de todas as partes do município. Olhares piedosos e suplicantes contemplam a veneranda imagem que, com sua beleza incomum, toca os corações dos devotos. Neste ano, a paróquia escolheu como tema da festa de Nossa Senhora da Penha o belíssimo hino “Magnificat: O Senhor fez em mim Maravilhas, Santo é o seu nome” (Lc 1, 49). Para cada dia da novena, que aconteceu entre os dias 23 e 31 de agosto, a equipe de liturgia da paróquia preparou uma homenagem a Nossa Senhora, ajudando os fiéis a refletirem sobre o tema proposto. Profundas reflexões sobre Maria, os 300 anos da descoberta da imagem de Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil, nas águas do Rio Paraíba e também sobre a família, foram proferidas pelos sacerdotes da Diocese de São João del-Rei que participaram da novena: padres Eder Sebastião Santos, Claudir Possa Trindade, Ilton de Paula Resende, Nélio José dos Santos, dom Waldemar Chaves de Araújo (bispo emérito), Paulo Marcelo Daher Gomes Filho, Javé Domingos da Silva, João Rodrigues Dantas, José Nacif Nicolau e José Bittar. Mais uma vez, a participação das comunidades rurais, dos bairros da cidade e dos movimentos e pastorais abrilhantou a novena, confirmando que a festa da padroeira é um momento singular de unidade da paróquia. Padre Fábio Rômulo elogiou a participação da comunidade: “Importante a participação das comunidades, pastorais e irmandades da paróquia. A festa de Nossa Senhora da Penha significa os filhos e filhas da paróquia
Vanuza Resende
Ângelo Márcio, do MAC, com alunos de música do projeto da AMAT A Orquestra e Coro Mater Dei participou da Missa Solene abrilhantando ainda mais a celebração do Dia Maior da Padroeira
celebrando a sua padroeira”. Dia Maior O dia 1º de Setembro, feriado municipal em Resende Costa, amanheceu frio. No entanto, as homenagens dos resende-costenses à padroeira da cidade foram calorosas desde as primeiras horas da manhã, com foguetes, repique de sinos e alvorada festiva pela Banda de Música Municipal Santa Cecília. Às 8h, foi celebrada na igreja matriz a primeira missa do dia com a participação da APAE e do Coral Sagrada Família. A missa solene foi celebrada
às 10h pelo resende-costense padre Adriano Tércio Melo de Oliveira, pároco da Paróquia de Sebastião e São João Batista de Ingaí, e concelebrada pelo pároco de Resende Costa Fábio Rômulo Reis, o vigário paroquial Rodrigo Coimbra Ladeira e pelo pároco do Santuário de Santa Rita de Cássia de Ritápolis, Nélio José dos Santos. A brilhante participação da Orquestra e Coro Mater Dei tornou a celebração ainda mais bela, confirmando a célebre frase de Santo Agostinho, bispo e doutor da Igreja: “Quem canta reza duas vezes”. Em sua homilia, fundamentada na Teologia Mariana, padre
Adriano destacou o papel fundamental de Maria na história da Salvação. O bispo diocesano dom Célio de Oliveira Goulart presidiu a missa festiva das 18h, que foi concelebrada pelo bispo emérito de São João del-Rei, dom Waldemar Chaves de Araújo e pelos sacerdotes Fábio Rômulo Reis, Rodrigo Coimbra Ladeira e Adriano Tércio Melo de Oliveira. A igreja matriz recebeu centenas de fiéis que participaram da celebração eucarística, abrilhantada pelo Coral Anjos de Deus. Após a missa festiva, a imagem da padroeira de Resende Costa saiu em procissão pelas ruas da cidade. Em cada esquina e rua por onde passou a procissão uma homenagem especial
arrebatou os fiéis. Apresentações musicais de jovens da paróquia, queima de fogos, casas ornamentadas... Os devotos de Nossa Senhora da Penha não pouparam criatividade e bom gosto para demonstrar carinho e fé à sua padroeira. Na chegada da imagem à igreja matriz, mais um momento de muita emoção. Uma grande queima de fogos atraiu os olhares e a admiração dos fiéis que lotaram a praça Cônego Cardoso, saudando Nossa Senhora. O Coral Anjos de Deus recebeu a imagem de Nossa Senhora da Penha de França no interior da matriz com uma homenagem especial, encerrando as festividades de 2017 da padroeira de Resende Costa.
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José Antônio*
Regina Coelho
A Teia do Mundo
Contemplando as Palavras
Vai encarar?
Entre vizinhos
Já ouvi por aí que a verdade é a perfeita correspondência entre a realidade e seu conceito. Ora, se cada um busca a sua própria perfeição, vive a sua própria realidade e se orienta pelos seus próprios conceitos, então a verdade é relativa. E isso tem até uma certa vantagem. Se a verdade é relativa, nada está definido e as situações não são inflexíveis. As situações se situam. Entenderam bem, radicais de viseira? Tem vezes que a própria verdade nos obriga a assumir seu lado relativo e mostrar que ela pode ser interpretada de modos diferentes... e inesperados. Outro dia, fiquei sabendo mais uma do Mané Cráudio, meu amigo pagador de mico. Mané Cráudio tem a alquimia do peru: engraçado, constrangedor, desajeitado... e aquela sensação de “não é que é mesmo?”. Pois é. O Mané Cráudio resolveu comprar – escondido – umas revistas masculinas. Entrou na livraria e foi direto aos jornais. Enquanto folheava alguns, varria com o canto do olho tais revistas dentro dos pacotinhos de plástico. Discretamente, apanhou umas cinco, cujas capas concentrariam a circulação sanguínea na face de qualquer ser humano que tenha um só pingo de vergonha. Na hora de pagar, Mané Cráudio, querendo sair logo dali, alegou que estava com pressa. O caixa não sabia quanto as revistas custavam, pois haviam mudado de preço. Foi aí que o rapaz, levantando aquela porção de pernas, bocas, seios e otras cositas más, gritou para o
A palavra “vizinho” vem do latim vicinu, que significa “próximo, que mora perto, vicinal, da aldeia”. Com exceção dos eremitas, que preferem viver em lugares ermos, isolados, vivenciamos todos a condição de vizinhos de alguém, situação essa propícia a toda sorte de relacionamentos. “Vizinhos” (Neighbors 2014), de Nicholas Stoller, é uma comédia que retrata a vida de Kelly Radner e Mac depois da chegada da primeira filha. Além de lidar com as novas tarefas ligadas à recém-nascida, o casal passa a viver seu dia a dia ao lado dos novos vizinhos: mais de 50 estudantes festeiros de uma república. Em “Vizinhos 2” (2016), a vizinhança da família é outra mas não menos barulhenta: um grupo de garotas, também estudantes. Barulho! Esse é, com certeza, um dos maiores problemas enfrentados pelos que compartilham espaços próximos entre si. Do volume alto do som aos ensaios intermináveis de músicas, da presença ruidosa dos bichos de estimação às brincadeiras infantis (às vezes transformadas em vidraças alheias quebradas), do toc-toc do andar no andar de cima aos gritos e xingamentos ouvidos a distância como resultado de costumeiras brigas, as perturbações sonoras por que passam muitas pessoas em casa são muitas. E não é só isso. Desavenças por muros e cercas, por invasão de animais ao outro lado ou subtração dos mesmos, por
colega lá no fundo da loja: – Piu-Piu! Ô Piu-Piu! (Até o apelido contribuiu para o requinte da coisa.) Qual é o preço dessas revistas de mulher pelada? É pro rapaz aqui, ele tá com pressa. Mané Cráudio quase botou um ovo. Foi logo se desculpando, assumindo a verdade num outro viés, diante de uma loja inteira que olhava para ele. Nessa hora, todo mundo vira pesquisador: – É que eu estou fazendo uma pesquisa sobre o comportamento sexual dos habitantes do... Foi embora sem terminar a frase, deixando nas mãos do amigo do Piu-Piu toda aquela ginecologia embalada em plástico. A verdade tem suas exigências. Como esta outra que presenciei numa cerimônia de formatura no ginásio da escola. Lotado. Foi quando uma voz anunciou nos alto-falantes: – Há um fusca cor-de-abóbora, com as portas azuis e um autocolante do Mickey no vidro de trás estacionado em frente a uma garagem. O proprietário, por favor, queira retirar o veículo, pois o dono da garagem precisa entrar. O recado foi dado repetidas e cansativas vezes, mas o tal proprietário do fusca cor-de-abóbora jamais apareceu. Se estava lá na cerimônia, preferiu assumir a verdade de modo relativo e deixar que o guincho levasse embora seu jerimum de quatro rodas. Mais tarde, ele se explicaria na polícia. Talvez fosse melhor.
*JOSÉ ANTÔNIO OLIVEIRA DE RESENDE é professor de Prática de Ensino de Língua Portuguesa, do Departamento de Letras, Artes e Cultura da Universidade Federal de São João del-Rei. E-mail: jresende@mgconecta.com.br
fofocas e intromissões recíprocas costumam destruir ligações antes tão civilizadas ou mesmo amigáveis. E se a grama do vizinho parece mais verde, talvez a gente esteja olhando muito para a dele, sem nos lembrar de regar a nossa. Por outro lado, nem tudo é barraco ou inveja nesse universo de pessoas vivendo próximas umas das outras. Exatamente por isso, principalmente nas pequenas cidades, a ligação com vizinhos tende a ser muito forte. Disso entendia bem a poeta Cora Coralina, mulher simples, nascida e criada na Cidade de Goiás (antiga Goiás Velho - Go), doceira de profissão e afeita à vida interiorana, para quem “vizinho é mais que parente, pois é o primeiro a saber das coisas que acontecem na vida da gente”. Bonitas e verdadeiras palavras, mesmo percebendo nelas uma possível segunda intenção de Cora ao dizer subliminarmente que aquele que mora próximo de nós “acompanha” a nossa vida de perto. Definir o vizinho como o chá da horta, como minha mãe gostava de fazer, é uma boa metáfora – ambos verdadeiramente próximos e prestimosos. E da doce lembrança que dona Olga provoca em mim surgem também histórias ligadas a antigos vizinhos nossos. Alguns eram diferentes, como o pessoal da cadeia, então instalada na parte de baixo do Fórum de Resende Costa. Ou como a Zita e o Álvaro, sempre juntos e separados
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ao mesmo tempo, amparando-se mutuamente os dois irmãos, ainda que brigando muito. E na Casa Paroquial, cujos fundos fazem divisa com a nossa casa, havia o Mons. Nélson, seu ilustre morador por longos anos. E houve uma época em que funcionou com perfeição um atalho que levava a gente e a família da dona Inacinha (vizinha do lado) até a praça Cônego Cardoso passando pelo quintal da dona Maria do Carmo, avó da Socorro Daher. Aquilo era uma coisa bonita de ser vista. Parecia uma rua particular, uma exclusividade nossa, fruto de um acordo entre as três famílias vizinhas. Dos casos pessoais àqueles comuns a tantos é fato que a vida entre vizinhos mudou, é claro. Os biscoitos caseiros feitos em grande quantidade e os pedaços de carne em dia de matança de porco trocados com as vizinhas mais chegadas não circulam mais. A xícara de açúcar e os ovos emprestados em momento de urgente precisão parecem coisa do passado. As conversas dos adultos ao cair da tarde com a meninada brincando na rua que é de todos perderam força. Ainda assim continuamos vizinhos de alguém. E não é preciso frequentar a casa dele e nem tomar cafezinho lá. Mas respeito, gentileza, educação e solidariedade são fundamentais para uma boa convivência com ele, o que é sempre um ganho nessa relação de proximidade entre as pessoas.
InformE A Vigilância Sanitária do Município de Resende Costa informa Cadastro de Estabelecimentos Farmacêuticos para a comercialização/dispensação de medicamentos retinóides de uso sistêmico (Lista C2), em cumprimento às Portarias SVS/ MS n° 344 de 12/05/1998 e n° 06 de 01/02/1999.
Empresa: Ana Carolina Santos de Sousa ME CNPJ: 26.559.281/0001-00 Endereço: Praça Coronel Souza Maia, 207/loja, Centro, Resende Costa/MG Cadastro: 001/17 Setor de Vigilância Sanitária Secretaria Municipal de Saúde
Resende Costa, 15 de setembro de 2017. Fábio Roberto Ferreira Coordenador da Vigilância Sanitária do Município de Resende Costa/MG
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Rosalvo Pinto
Renato Ruas Pinto
Causos & Cousas
Trilha Sonora
Resende Costa Prezado leitor, talvez você possa estranhar o título deste texto. Talvez, mesmo ele não tenha aparecido desde a 1ª. edição do JL (abril de 2003) até a última (agosto deste ano, nº 170). Então vou me arriscar a fazê-lo. Partimos dos donos das terras descobertas, os índios da região. Como aconteceu em todo o território do Brasil, os autóctones foram sendo escaramuçados de suas terras. E os portugueses recém chegados começaram a receber, do Reino, as sesmarias para o cultivo das terras e a exploração de suas riquezas: alimentação e enriquecimento. O português João de Rezende Costa foi, inicialmente, para o Arquipélago dos Açores. Tempos depois, estabeleceu-se no Brasil. Um de seus 13 filhos já nascido brasileiro e, como era de praxe, recebeu uma sesmaria. Além disso, já sendo elevado ao título de Capitão, estabeleceu-se à distância do imenso colosso de pedra que se erguia e dominava a região, a uns 8 quilômetros de sua sede. Em pouco tempo o “colosso de pedra”, situado aos 1.140 metros de altura, passou a ser um caminho ligando as Minas Gerais a Goiás. E assim nasceu o “Arraial da Lage”, capitaneado pelo Rezende Costa. E o arraial foi crescendo. Na década de 1780 veio o desastre. O movimento em prol da separação das Minas Gerais frente à Coroa Portuguesa foi covardemente denunciado por Joaquim Silvério dos Reis e Basílio de Brito Malheiro do Lago, entre outros. (Vale lembrar que,
na mesma década (1776), os americanos afrontaram os ingleses, estabelecendo a liberdade e declarando sua república. Nós, coitados! ... estamos patinando até hoje e sonhando com uma...). Tendo fracassada a tentativa separatista, o Brasil (e com ele o arraial) atravessou o resto do século e as primeiras décadas do seguinte, só se livrando de Portugal em 1822, tornando-se uma república em 1889. No início, uma caricatura de militares e, posteriormente, um bando de civis que vem até agora capengando. Nos inícios do século 20, ainda “Arraial” da Lage (com “g”), tornou-se Município”, em 1912. E quase de imediato, veio a 1ª. escola (o Grupo Escolar Assis Resende). Parece que os resende-costenses já sonhavam (e previam) com o valor e a beleza da estrutura escolar que temos hoje em Resende Costa. As décadas de 20, 30 e 40 do século 20 foram penosas, aliás, também para o Brasil. A cidade sofreu, em todos os sentidos: falta de eletricidade, de água, dificuldade de transporte, de atividades físicas, ruas de terra etc. A situação era tão difícil que os rapazes, em fins dos anos quarenta, organizavam passeatas de protesto pelas ruas gritando: “Resende Costa, cidade que seduz – de dia falta água – e de noite falta luz”. Curiosamente, e com muito trabalho, foram ao mesmo tempo anos de “cultura”: o cinema, os teatros, a banda de música e até uma bela orquestra. Talvez para compensar os problemas. A partir dos anos 50 parece-me que a cidade pôs em ação
uma trajetória que vem cada vez mais crescendo velozmente. Com relação à Política e ao serviço municipal, houve alguns deslizes, por parte de prefeito e de funcionários. Mas há muito tempo que não se veem essas coisas. E assim continuam os anos. Pouco a pouco muitas e importantes obras foram sendo feitas para o bem da cidade. A vinda da CEMIG, as águas da COPASA, a ligação asfáltica com São João del-Rei, a aquisição do terreno para a criação do “Parque do Campo”, os calçamentos de quase todas as ruas, os cuidados com as três escolas (as duas principais da cidade e a do Ribeirão e as demais da zona rural, os cuidados com os dois cemitérios e, contíguo, o Velório, a reforma do Teatro Municipal, o extremo cuidado com o Hospital e com o alojamento dos idosos, recentemente o Campo do Expedicionário, o Salão Paroquial, o Ginásio Poliesportivo Monsenhor Nélson, os cuidados com os ambientes dedicados à saúde e a performance da Banda de Música Santa Cecília). Mas, talvez o grande empreendimento particular que alavanca o desenvolvimento da cidade seja o Artesanato. Veio da Zona Rural, inicialmente para seu consumo e, rapidamente, espalhou-se pelo Brasil. Bem, está aqui o esboço de um pequeno texto: “Resende Costa”. Que apareçam outros. Por hora, abraço carinhosamente minha terra. Andei trabalhando por outras plagas, mas o meu coração esteve, está e estará sempre no singelo “Arraial da Lage”.
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Ano cheio de música boa Nas últimas colunas falei de clássicos porque não podia deixar passar em branco datas como o aniversário do Sgt. Pepper’s. Agora é hora de falar de novidade, já que 2017 tem trazido muita coisa boa para nossas vitrolas. De fato, andei ouvindo tanta coisa bacana que devo gastar algumas colunas para comentar tudo. Para começar vou falar do lançamento de um disco bastante surpreendente: o belo e original “Caipira”, de Mônica Salmaso, dona de uma voz incrível. Mônica Salmaso é uma veterana com ótimos discos na bagagem e, como disse antes, uma cantora de primeiríssima linha. Se não conhece seu trabalho, recomendo começar pela releitura dos Afro-Sambas de Vinícius e Baden Powell, que ela fez em parceria com o grande violonista Paulo Bellinati. Cerca de três anos após o último disco, o excelente “Corpo de Baile” (onde interpreta peças da parceria de Guinga e Paulo César Pinheiro), ela lançou recentemente “Caipira, um álbum onde ela visita paisagens rurais. E foi justamente o tema escolhido que fez o disco tão original. Mônica andou por esse ambiente, bastante diferente do Rio de Janeiro que normalmente eu associaria a ela, imprimindo o seu estilo e sem resvalar para lugares comuns como forçar a roupagem das músicas para associá-la ao universo rural. Apesar da economia de instrumentos nos arranjos, eles são de muito bom gosto e têm a cara de outros trabalhos da artista. Além disso, casam perfeitamente com a bela voz e as excelentes interpretações, que alguns vão dizer que não pertencem ao universo caipira – e com razão – mas que eu julgo como um dos pontos altos do disco. Claramente, apesar do nome do álbum, ela não queria fazer um disco de música caipira, no sentido que se esperaria do termo nos dias de hoje, muito usado para distinguir o trabalho de artistas sertanejos tradicionais daquele gênero que se estabeleceu nos anos 90 e de viés mais romântico. A temática do disco é com certeza um lugar longe do centro urbano, mas
com um toque bastante original na escolha do repertório. Mônica promoveu uma excelente mistura de músicas caipiras tradicionais, como a moda “Minha vida” de Vieira e Carreirinho, o causo cantado “A velha” de Zezinho da Viola ou “Saracura três potes” de Téo Azevedo, com composições de, quem diria, Gilberto Gil, Nana Caymmi e os sambistas Cartola e Dudu Nobre. E a mistura funcionou muito bem, com Mônica botando sua voz a trabalho das canções de forma muito feliz. Sua interpretação cristalina, aliada ao instrumental que conta com nomes de peso como Proveta no Sax e Clarineta e Toninho Ferragutti no Acordeon, valorizou demais a beleza das melodias. As músicas caipiras ditas “de raiz” ganharam uma interpretação bastante respeitosa e saíram ganhando com a possibilidade de se ouvi-las com outro sotaque e com o toque pessoal de Mônica Salmaso que, como disse, consegue dar um destaque e tanto para as melodias, valorizando-as. Ainda sobre o repertório, Mônica foi bastante cuidadosa na escolha das músicas vindas de fora do universo caipira tradicional, de forma que preservou a temática do disco. Além dos já citados Gil, Cartola e Dudu Nobre, ela mostrou belas peças de autores como Rafael Alterio – que sempre gosta de mostrar seu gosto pela temática caipira ao lado de Ivan Lins – ou os veteranos Sérgio Santos e Roque Ferreira. Ao fim, o resultado é um disco lindíssimo, de bom gosto e bastante coeso. Mônica Salmaso mostra mais uma vez a qualidade da sua voz e interpretação, ambos irretocáveis, em um trabalho bastante original na escolha do tema e repertório e que traz um novo olhar ao universo caipira e rural. Embora possa se dizer que Mônica tem um pé bem plantado no mundo urbano, ela passeou com naturalidade nesse outro cenário e fez uma leitura bastante pessoal e que vale cada minuto da audição. O ano está quente de música boa e nas próximas colunas vamos continuar a falar de outros trabalhos que estão saindo do forno.
ANO XIV Nº 173 - SETEMBRO 2017
Jornal das Lajes
Especial
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ETE de Resende Costa está em operação desde março
André Eustáquio e Vanuza Resende
Após oito anos de obras, a Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) de Resende Costa entrou em operação em meados do último mês de março. Localizada no bairro Mendes, a ETE tem capacidade para tratamento de 19,60 litros por segundo, mas, conforme a COPASA, atualmente são tratados 8,0 litros por segundo, em média, ou seja, 691.200 litros por dia. Seis funcionário da COPASA trabalham diretamente na ETE. A COPASA já investiu aproximadamente R$ 14.620.000,00 nas obras de implantação do sistema de esgotamento sanitário de Resende Costa. A empresa informou que o cronograma planejado foi cumprido. No entanto, vê-se que ainda falta muito para que a totalidade das obras seja concluída. Falta, por exemplo, a implantação de mais redes coletoras, interceptores e elevatórias. O sistema que entrou em operação no mês de março conta somente com duas elevatórias (sistema de bombeamento do fluxo de esgoto para um nível mais elevado, ou seja, para a ETE) localizadas no bairro Nova Resende e na Estação de Tratamento. O volume atual de esgoto tratado pela COPASA é coletado nos bairros Nossa Senhora da Penha, Bela Vista, Várzea, Nova Resende, Tijuco, São José, Santo Antônio e parte do Centro, correspondendo a aproximadamente 40% do que é produzido na cidade, ou seja, menos da metade. A COPASA planeja aumentar esse percentual. Para isso, já foram liberados mais recursos orçados em R$ 2.274.000,00 que serão investidos na conclusão das obras. “O processo para licitação das obras encontra-se em andamento. Esses recursos serão investidos na conclusão das obras, possibilitando o tratamento de 100% do esgoto coletado na cidade de Resende Costa”, informou a COPASA. Uma das dificuldades do projeto inicial é a construção da rede coletora na parte alta da cidade, devido à topografia e rochas em abundância. Com isso, a maioria das residências localizadas no centro ainda não está ligada às redes coletoras. A COPASA informou que há planos para ampliação da
rede coletora abrangendo o centro de Resende Costa. “Já existe planejamento para ampliação do atendimento nos locais onde não há prestação do serviço de esgotamento sanitário na sede do município, com previsão de conclusão de mais uma etapa em 2018”. Cobrança de tarifa As residências que ainda não estão ligadas à rede coletora e, portanto, não têm o esgoto tratado na ETE, continuam tendo que usar as fossas sépticas ou negras, o que eventualmente gera transtornos aos moradores. Com o passar do tempo, as fossas enchem tornando-se necessário o trabalho de esvaziamento. Até a ETE entrar em operação, esse trabalho era realizado pela Prefeitura Municipal, que disponibilizava um caminhão e funcionários. A partir de agora, a COPASA assumiu a limpeza e manutenção das redes, porém, somente das residências que já estão ligadas à rede pública. “Nos imóveis com sistema alternativo de esgotamento sanitário, como fossas sépticas e negras, não haverá cobrança de tarifa de esgoto. Porém, a limpeza e manutenção das fossas são de responsabilidade dos moradores ou proprietários”, esclareceu a COPASA. Portanto, somente os usuários que possuem imóveis conectados à rede pública e contam com a prestação dos serviços de esgotamento sanitário pagarão a tarifa de esgoto. A COPASA alerta que “a redução do consumo de água implica em redução no impacto da tarifa pelo novo serviço”, ou seja, quanto menos água o proprietário de um imóvel gastar, menor será a tarifa de esgoto paga por ele no final do mês. Benefícios ao meio ambiente Um dos problemas enfrentados pela maioria dos municípios do Brasil é a falta de saneamento básico. Nas grandes e médias cidades é comum ver o esgoto correr a céu aberto, sendo despejado em rios e córregos sem tratamento, colocando em risco a saúde da população. Em Resende Costa não há rios que passam próximo à cidade, portanto, a água pluvial e o esgoto doméstico, quando não armazenados em fossas, são lançados em pequenos córregos, como o Tijuco - situado poucos metros
abaixo da Estação de Tratamento de Esgoto -, ou nas redes pluviais. A Capoeira Nossa Senhora da Penha – área verde de mata nativa localizada no centro da cidade – recebe grande quantidade de esgoto doméstico e água pluvial. Aos poucos, a mata está sendo destruída e as águas que nascem em diversos pontos no interior da Capoeira estão poluídas e impróprias para o consumo. O esgoto tratado ajuda a evitar a proliferação de inúmeras doenças parasitárias e infecciosas, além de proteger o meio ambiente, conforme alerta a COPASA: “A disposição adequada dos esgotos é essencial para a proteção da saúde pública. Epidemias de febre tifoide, cólera, disenterias, hepatite infecciosa e inúmeros casos de verminoses - algumas das doenças que podem ser transmitidas pela disposição inadequada dos esgotos - são responsáveis por elevados índices de mortalidade em países do terceiro mundo. As crianças são suas vítimas mais frequentes, uma vez que a associação dessas doenças à subnutrição é, geralmente, fatal. A elevação da expectativa de vida e a redução da prevalência das verminoses que, via de regra, não são letais, mas desgastam o ser humano, somente podem ser pretendidas através da correta disposição dos esgotos”. Quanto à degradação do meio ambiente, a COPASA chama a atenção para os efeitos causados pelo esgoto quando lançado sem tratamento nos córregos e rios: “As substâncias presentes nos esgotos exercem ação deletéria nos corpos de água: a matéria orgânica pode causar a diminuição da concentração de oxigênio dissolvido, provocando a morte de peixes e outros organismos aquáticos, escurecimento da água e exalação de odores desagradáveis”. Tratamento O esgoto tratado é lançado no Córrego do Tijuco. É interessante perceber a diferença da coloração da água antes e após o processo de tratamento. A água cinzenta e fétida chega clara e sem odor ao córrego que corre poucos metros abaixo dos tanques e reatores. O processo de tratamento é biológico. “A ETE somente acelera um mecanismo que a própria natureza já desenvolveu para descartar as impurezas”, explica um funcionário. A ETE funciona
Foto André Eustáquio
Estão sendo tratados aproximadamente 40% do esgoto produzido na cidade. A COPASA tem planos para concluir as obras e tratar 100% do esgoto
ETE de Resende Costa está em operação desde março deste ano
24h, ininterruptamente. A população também pode colaborar para otimizar o tratamento do esgoto. É comum os funcionário encontrarem diversos tipos de lixo no esgoto que chega à Estação de Tratamento, como preservativos e absorventes. “É necessário maior conscientização das pessoas no descarte de lixo na rede de esgoto. Precisamos nos educar para o uso consciente do sistema de tratamento do esgoto”, diz um dos funcionários da COPASA. Indagada sobre o percentual de pureza dos rejeitos de esgoto lançados ao Córrego do Tijuco após o tratamento, a COPASA informou que “o nível de eficiência da ETE na remoção de carga orgânica é de 90%, portanto, superior aos limites estabelecidos pela legislação, que é de remoção mínima de 60% da Demanda Bioquímica de Oxigênio (DBO) e de 70% de remoção da Demanda Química de Oxigênio (DQO)”. Portanto, pode-se falar em despoluição dos córregos? “Considerando os esgotos domésticos que passam pela Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) da COPASA, pode-se falar em despoluição dos córregos, na medida em que remove a carga orgânica e outros compostos que poluem esse manancial. Contudo, temos que atentar para outros possíveis tipos de poluição”, afirmou a COPASA. Transtornos Desde o início das obras de implantação da rede de esgoto, a população vem se queixando de várias situa-
ções que geraram transtornos à cidade. Por exemplo, diversas ruas por onde passa a rede ficaram em péssimas condições, com calçamento desnivelado. Recentemente, o que tem incomodado a população é o mau cheiro proveniente da rede de esgoto. Os piores relatos são de moradores cidadãos da Rua Entre Rios de Minas, no bairro Várzea. O mau cheiro depois que a rede de esgoto começou a funcionar é sentido por todos que transitam no local. Os moradores falam da situação como sendo “insustentável”. Iremar Basílio fez uso da tribuna livre na sessão ordinária da Câmara Municipal no dia 14 de agosto aumentou e comentou: “Alguns moradores pensam em até sair de suas casas, porque não estão aguentando conviver com o mau cheiro.” As reclamações já foram repassadas ao escritório central da COPASA, no entanto até o fechamento dessa reportagem, o problema não havia sido solucionado. Edicéia Antônia espera a solução do problema para que possa usufruir de um sistema que em tese é proveitoso: “A gente concorda em pagar a tarifa cobrada para o funcionamento do sistema, desde que exista funcionamento e tratamento adequado, o que não estamos vendo”. Na mesma reunião do Legislativo, o presidente da Casa, Paulo Daher, se propôs a enviar ofício ao Ministério Público relatando a situação. Ele disse ainda que cobraria do Poder Executivo providências e soluções para os transtornos causados à população do bairro Várzea.
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Educação
Escolas de Resende Costa receberam especialista para bate-papo com pais e alunos Emanuelle Ribeiro
Em julho e agosto, a psicóloga Tatiane Maria Silva ministrou palestras no CMEI Aquarela e na Escola Estadual Assis Resende. Foram abordados temas para os pais e para os alunos das respectivas instituições de ensino. Segundo Tatiane, o espaço de escuta e troca de conhecimento com o jovem possibilita que o mesmo coloque em pauta aquilo que entende sobre si, o mundo e o seu futuro. No dia 8 de julho, o Centro Municipal de Educação Infantil convidou a especialista no atendimento de crianças, adolescentes e famílias para um bate-papo com os pais dos alunos, no Teatro Municipal. Segundo a diretora da instituição, Sandra Vale, o objetivo foi esclarecer aos pais as melhores formas de lidar com problemas cotidianos da vida dos pequenos. “A palestrante explicou muito bem as formas mais corretas de os pais lidarem com as dúvidas e os diferentes comportamentos dos filhos. Ressaltou a importância de controlar a permissividade e impor limites às crianças. Os pais que participaram ficaram muito satisfeitos e já pediram para fazermos uma nova palestra com a Tatiane a fim de tratar de outros assuntos por eles solicitados. Houve uma troca de experiências muito grande e as explicações da psicóloga foram valiosas para o processo de desenvolvimento das crianças”, declarou Sandra. A palestra intitulada “Os diversos estilos de pais” abordou as implicações de tais estilos em cada fase na vida dos filhos. Para Tatiane Silva, o trabalho com os pais é prioritário: “Não existe mudança possível de comportamento na vida de uma criança que não passe antes por uma mudança no estilo dos pais. É necessário que os pais compreendam que seus filhos aprendem fortemente pelo modelo que os mesmos apresentam a eles e não por instruções carregadas de ameaças ou castigos”. A palestra buscou elucidar, por meio de casos clínicos infantis, as princi-
Tatiane em conversa com alunos da Escola Estadual Assis Resende
pais demandas de cada fase da criança e como os pais podem agir diante de tais circunstâncias. “Foi importante trazer à realidade dos pais o quanto eles precisam se implicar como verdadeiros modelos de coerência entre o que eles falam e fazem”, acrescentou a profissional. “A educação de qualidade que almejamos deve ser preventiva e não corretiva e o mais importante para o bom desempenho de um aluno é ter uma parceria entre família e escola e esta é a prioridade do CMEI Aquarela”, concluiu Sandra Vale. Já no dia 15 de agosto, a psicóloga palestrou sobre “Projeto de Vida”, tendo como base a Orientação Profissional, com alunos da Escola Estadual Assis Resende. De acordo com a diretora Andrea Lima, a palestra partiu da iniciativa dos professores da disciplina “Diversidade, Inclusão e Mercado de Trabalho”, ministrada para o turno da noite, que tem carga horária diferenciada. “Os professores Elisabete Maia, Eunice Resende, Flávia Barros, Nelma Resende, Rogério Santos e Sirleia Resende decidiram motivar os alunos para a vocação profissional. O principal interesse está na motivação para que os jovens busquem sua realização profissional, estando atentos para seus direitos, para a inclusão e a necessidade da diversidade no mercado de trabalho”, contou Andrea. Conforme a psicóloga, a fase de desenvolvimento entre 15 e 18 anos implica muitas mudanças:
“Na perspectiva do vestibulando, o que se passa se refere à pressão das diversas demandas do mundo do trabalho, da escolha da profissão, do olhar da família e da expectativa dele próprio sobre se vai dar conta de elaborar tudo isso ou não. Estamos falando de uma fase que é caracterizada por muitos como uma fase de ‘aborrecência’. Adjetivo este que não contribui em nada para aquilo que o jovem mais anseia nesta fase: identificação com o mundo, consigo e com o outro. A palestra buscou ouvi-los e aceita-los primeiramente em sua condição de jovens que estão na busca de uma escolha e seguiu levando a reflexão sobre a importância do autoconhecimento como chave para uma escolha mais segura e efetiva. Estaremos sempre diante de escolhas e é necessário fazermos disso um processo natural da vida de todo ser humano”, explicou Tatiane. Andrea destacou que os alunos se empolgaram bastante com o momento: “Foi um prazer receber a psicóloga Tatiane, pois ela é um exemplo de aluna do Assis Resende que buscou sua realização profissional. Para a escola, é sempre importante buscar palestras ou atividades e projetos diferenciados para os alunos. Eles precisam ser motivados para se afirmarem como cidadãos e como futuros profissionais. Eles souberam, pelos ensinamentos da especialista, a importância de se eleger metas, critérios para sua busca e, principalmente, se esforçarem muito nessa busca”.
Maria de Fátima Albuquerque
Mundo Animal
A cobra, mascote do Expedicionário Sport Clube A cobra, também chamada de serpente, é um réptil de corpo cilíndrico e alongado e sem patas, e, ao contrário do que muita gente pensa, são poucas as espécies capazes de causar danos aos seres humanos porque nem todas produzem venenos, como as jiboias e sucuris. Por ser um animal místico e que desperta curiosidade, haja vista ser a figura central de “Adão e Eva no Paraíso”, alguns contos e fábulas infantis a têm como personagem. Podemos citar, entre outros, “A Serpente Branca”, dos Irmãos Grimm, “Coralina, a Cobra que Cobrava”, “O Sapo e a Cobra”, “A Bela e a Cobra” e até a música “A Cobra e o Pezinho de Limão”. Pertencente ao Reino Animalia, Classe Reptilia, Subordem Serpentes, as cobras são carnívoras, se alimentando de pequenos animais, aves, ovos e insetos. Algumas têm uma picada venenosa para matar as suas presas antes de as comerem e outras matam por estrangulamento. Como possuem uma mandíbula flexível, suas presas são devoradas por inteiro, mesmo que tenham um diâmetro maior do que elas próprias. Característica interessante das cobras é que a maior parte delas põe ovos e a maior parte delas os abandona pouco depois da ovoposição, no entanto, algumas espécies são ovovivíparas e retêm os ovos dentro dos seus corpos até estarem prestes a eclodir. No Brasil existem, pelo menos, 370 espécies de cobras, com variados tamanhos, formas e cores, sendo que entre as mais conhecidas estão a cascavel, surucucu, cobra- verde, jiboia, jararaca, coral, urutu, sucuri, caninana e cobra d’água. Por ser um animal silvestre, a cobra tem sua vida protegida pela lei de crimes ambientais (Lei Federal nº 9.605/98) e pela Constituição Federal, em seu artigo 225, § 1º, inciso VII, que veda atos de crueldade contra animais, incluindo tanto os silvestres quanto os domesticados ou domésticos, configurando dano ao meio ambiente.
O símbolo da FEB (Força Expedicionária Brasileira) é uma cobra fumando cachimbo e o lema é “A Cobra vai Fumar”. O lema surgiu durante o início da Segunda Guerra Mundial como uma provocação da FEB aos mais pessimistas que diziam: “É mais fácil uma cobra fumar do que o Brasil entrar na guerra”. Acontece que o Brasil foi para a guerra, enviando para combate na Itália cerca de 25 mil pracinhas, por isso a adoção pela FEB desse símbolo, aparecendo, inclusive, nos uniformes das tropas. O Expedicionário Sport Clube, o mais tradicional e querido clube de nossa cidade, fundado em maio de 1946 por Antônio Argamim de Freitas, o Totonho do Sobico, pertencente à FEB e pracinha na 2ª Guerra Mundial, também adotou a cobra como sua mascote. De acordo com o artigo 32 da Lei de Crimes Ambientais (Lei Federal nº 9.605/98) quem matar, perseguir, caçar, apanhar, utilizar espécimes da fauna silvestre, nativos ou em rota migratória sem a devida permissão, licença ou autorização da autoridade competente, ou em desacordo com ela, pode pegar pena de seis meses a um ano de detenção, e multa. Portanto, ao se depararem com cobras em estradas ou em outros logradouros, em situações que não oferecem risco à vida humana, o recomendável é desviar desses animais ou espantá-los e, caso seja necessário, acionar os órgãos competentes para fazer a captura, pois, do contrário, se estará sujeito às penalidades do crime de caça ilegal.
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JoÃo mAgAlhÃes
O verso e o controverso
I Festival de Música de Resende Costa É firmado, atualmente, o valor das atividades ligadas às artes e ao esporte amador como fator de humanização. Uma prova é o grande trabalho de Sílvio Baccarelli, padre, meu contemporâneo, há muito, laicizado a pedido, como eu, que pôs seu talento musical a serviço das crianças e jovens da favela de Heliópolis/SP. A Fundação Bacarelli, de projeção internacional, mantem atualmente cinco orquestras formativas. A principal apresentando-se em exigentes casas musicais do mundo. Regência de Isaac Karabatchevski! Foi este o intuito de André, nosso editor-chefe, Luiz Carlos Júnior, maestro da Banda Santa Cecília de Resende Costa e de Edésio, presidente da AmiRCo (Associação de Amigos da Cultura de Resende Costa) ao planejar, criar e realizar o i festival de música de resende Costa. Reconheço que o bom divulga-se por si mesmo (“Bonum difusivum sui”), resolvi, porém, ajudar com minhas impressões.
Foi um privilégio para a cidade, um festival com atividades didático-musicais, ou seja, oficinas para todos os interessados, gratuitas e com professores, profissionais da música, de alta formação: Cleber Alves (saxofone – UFMG); Daniel Della Sávia (flauta- Conservatório Estadual de Música Pe. José Maria Xavier); Diego Ribeiro (trombone - Filarmônica de Minas Gerais): Érico Fonseca (trompete – Ufop e Filarmônica de MG.); Gustavo do Carmo (Piano - University of Iowa School of Music/EUA); Jéssica Aparecida (Clarineta – Lira Ceciliana de Prados); Jonas Fernando (Clarineta – Ufop e Conservatório Estadual Pe. José Maria Xavier); Luiz Carlos Martins Júnior (trompa – regente da banda de Resende Costa) ; Luís Gustavo Sousa (fagote); Edésio de Lara Melo (regência – Ufop). Todos eles vieram sem cobrar nada, pelo amor à arte, por vocação profissional ao ensino, por crer na importância de formação de público. Quem esteve com eles em momentos extra festival, sentiu isso.
No primeiro dia, o recital dos professores primou pela dosagem equilibrada: uma peça nova (para mim): “O baile dos Passarinhos” de Werner Thomas, excelente diálogo entre o Trompete de Érico Fonseca e o trombone de Diego Ribeiro; um arranjo, mais que arranjo, variações, sobre “Asa Branca” e peças leves de Vivaldi e Handel (“Quatro Estações e “Fogos de artifício” respectivamente). Aí atuaram brilhantemente os três “Ts”: Trompete, Trombone, Trompa. O desempenho do Piano eletrônico com a Trompa no “Noturno 0p 7” de Franz Strauss foi um prêmio para qualquer ouvido! Por fim, no quinteto de Mozart, verdadeira mesa-redonda musical, com artistas de excelência, “conversando” ora entre si ou dialogando com o piano, ora a flauta, ora a clarineta, ora a trompa, ora o fagote E a plateia ouvindo, maravilhada! No segundo dia, vi nos artistas a intenção de passar ao público um pouco da música erudita (dita assim) moderna – Ravel,- Poulenc - e contempo-
rânea – Jean François Michel – Axel Sorgensen – Jacob De Han (importante compositor para banda de música). Na segunda parte, a vibração foi geral, vendo os jovens instrumentistas de sopro de nossa cidade tocando junto com os professores, “Hey Jude” (McCartney), “Chase the Ace (James Rae), “Minueto e trio” (Purcell) “O levantar das Cortinas” (Jacob De Han). E, muito importante: toda a programação muito bem contextualizada, onde e quando, didaticamente apresentada e minuciosamente explicada pelo professor Érico Fonseca. **loas, para o jornal Asas das Gerais que é distribuído em 76 cidades de Minas e outros Estados e para nossa conterrânea resende-costense, Terezinha Hannas - responsável pelos textos e revisão - pela homenagem prestada a nossa cidade, na página de rosto, com bonita foto da matriz e praça e outra, de uma loja de artesanato. Texto informativo, conciso e pre-
ciso: “Resende Costa é uma cidade parecida com um presépio: pequena, aconchegante e simples. Construída sobre uma imensa laje, o que a batizou inicialmente como Arraial das Lajes, hoje seu nome é uma homenagem aos Inconfidentes José de Resende Costa, pai e filho, cuja casa está situada no largo da Igreja Matriz de Nossa Senhora da Penha. A cidade tomou impulso quando algumas pessoas começaram a trabalhar com teares (máquinas rústicas para tecer), figurando hoje como ponto turístico de interessados em arte têxtil, pois lá se tecem peças belas e coloridas, como toalhas, colchas, jogos americanos, almofadas, enfim, um rico artesanato para todos os gostos, a preços tentadores. Sobre Resende Costa nossa colega Terezinha Hannas, resende-costense saudosa, escreveu: “Transformam-te em paraíso/ O céu, a lua, o sol/ As lajes, que são teu piso / E o fascinante arrebol!” Vale a pena dar uma esticada até a “cidade das lajes”!”
Informe pUbLIcItÁrIo
Flávia Mendes de Sousa Cirurgiã dentista Especialista em Endodontia – Clínica Geral A Dra. Flávia Mendes de Sousa (CRO 38193), formada em Odontologia na Faculdade Newton Paiva em Belo Horizonte, possui mais de sete anos de experiência na Odontologia e é especialista, desde 2013, em Endodontia pelo Centro de Estudos Odontológicos do IPSEMG. A Endodontia é uma especialidade direcionada ao tratamento de Canal, como é popularmente conhecida. Inúmeras pessoas procuram os consultórios odontológicos queixando-se de dores espontâneas nos dentes, incômodo durante a mastigação ou no simples toque do dente, além de sensibilidade ao ingerir alimentos frios ou quentes. “Geralmente, os pacientes que me procuram apresen-
tam cáries profundas, traumas ou até mesmo fraturas mais graves que podem lesionar, necrosar ou inflamar de maneira irreversível a polpa dentária, isto é, o nervo”, explica a Dra. Flávia. De acordo com ela, é importante o paciente se submeter ao tratamento especializado, que tem como objetivo preservar os dentes. “Esse procedimento evita futuros problemas, inclusive custos com implantes dentários”, diz a especialista. Em constante atualização, a Dra. Flávia Mendes de Sousa possui vasto conhecimento adquirido através de especialização, participação em Congressos Internacionais de Endodontia (2014, 2016 e 2017) e cursos de aperfei-
çoamento em Periodontia, Odontologia Estética Avançada, Clareamento Dental, Harmonização Facial e de instrumentação Mecânica Rotatória 3D. Em 2015, a Dra. Flávia foi agraciada com o prêmio profissional de sucesso pelo jornal Tribuna Sanjoanense. Ela afirma que “o sorriso, além de ser um cartão de visitas, possui papel fundamental na autoestima”. A Dra. Flávia atende em Resende Costa todas as segundas-feiras, na Rua Pedro Alves, 25/A, Centro. Telefones (32) 3354-2463 e 99936-6604. Em São João del-Rei, o consultório está localizado à Rua José Bastos, nº 259, telefones (32) 3372-2446 e 99906-3031 – Centro. Agende sua visita!
Dra. Flávia Mendes de Sousa é especialista em Endodontia
Dra. Flávia atende em Resende Costa todas as segundasfeiras, no consultório localizado à Rua Pedro Alves, 25A
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ANO XIV Nº 173 - SETEMBRO 2017
Evaldo Balbino
Cláudio Ruas
Retalhos Literários
Gastronomia
Hoje me deu uma saudade danada. Dessas que não se explicam, mas que nos tomam de um jeito inopinado, sem mais nem menos. Saudade dos inícios de minha vida. Mas nada de apenas cantar o passado, nada de ver nele somente várzea e ar amigo, raízes lindas e verdes de fazer o hoje secar-se como palha seca. Não. Nada disso. Lá eu via pessoas, bichos, plantas e coisas. Todos lindos, mas também sofridos. Cada uma vivendo do seu jeito, nas alegrias e dores do existir. As pedras caladas, sentindo. O sol se indo do outro lado das planícies, bem para lá das lajes, o miradouro de pedra. Cachorros de rua ou não, que muitos deles, mesmo morando em casas, vagabundam pela rua sem destino, numa liberdade de fazer gosto, mas também numa judiação de dar dó. É que muitos males grassam pelas ruas: pouca comida, lixo estragado, pés humanos sem piedade, carros que atropelam e seguem seu rumo sem ajudar o corpinho estendido no chão. E as pessoas pelas ruas poucas, tortas, ora subindo, ora descendo. E no andar uma vagareza da vida, ou então uma pressa também vital, porque às vezes saímos atrasados de casa e temos que correr, andar a passos largos, mesmo não havendo lotações e trânsito difícil. O Tijuco era a porta primeira da minha entrada na vila. Nome mais velho, primogênito. Hoje já é outro. Os nomes mudam, meu Jesus! Temos a necessidade forte de cambiar. Renomear se parece com reviver. Na Várzea eu assentei meus pés. As matas não tinham fim. O eucaliptal levava até a casa da Dinha, com direito a encontros terríveis e atraentes: uma cobra ancestral morando perto da Fonte da Ia e a alma penada de um homem, antigo morador daquelas bandas, quase sempre esperando em cima da pinguela. Mas esse homem esperava não era para fazer mal nenhum. Ele só desejava mesmo era ter companhia, a certeza de que na vida, mesmo morta, não existe solidão plena. Nem mesmo
Ilustração Elimar do Carmo
Geografia entre brumas
a cobra era má, assim na essência. Podia até morder se fosse necessário. Ela ficava escondida numas lajotas e só ia na Fonte da Ia para beber água, fios de vida. Podia ser até bonita a serpe! Secular, antiga como as raízes de nossos medos e sonhos. Antiga e boa, creio. Eu, porém, é que nunca queria vê-la. Só de ouvir falar dela já bastava. A palavra não é a coisa, graças a Deus! Depois a Nova Resende, antes chamada Serra do Urubu. A Rua Sete subindo, e os dois cemitérios em silêncio entre muros. Sibilinos e traiçoeiros. A Rua Sete me levando para a morte inevitável, mas a Rua do Rosário me salvando do escuro, me fazendo olhar para o alto, para as nuvens remidoras. O Beramuro era desconhecido. Fui lá só uma vez, numa reserva florestal linda, para namorar bichos e árvores. No Expedicionários a Escola Conjurados, o prédio me esperando para um mergulho sem fim nas letras, nas ciências. O Centro vivia também em quietude. Os Quatro-Cantos eram quatro olhos vendo tudo. A Escola Assis Resende, edifício antigo, pomposo para mim, também existindo para abrir meus olhos. O Canela mais para baixo, nuns desejos de fuga da cidadezinha. Lá eu via uma igrejinha cujo nome era bíblico e me transportava para a antiga Filadélfia. Mas tinha o Asilo, nome hoje não aceitável, mas que não deixava de ser asilo. A estrada de terra, mais lá
embaixo, saindo para o Varginha, para o Morro das Pedras, para o Barracão que até hoje ainda não conheço. O asfalto levando para bandas que eu não sabia. E um desejo grande, naquela época, de que o mundo inteiro me chegasse pela estrada asfaltada através dos mensageiros ônibus e caminhões. Naqueles anos eu não pensava em aviões, que eram apenas cruzes passando vez em quando pelo céu. Lá na várzea, meus pés plantados. A terra vermelha do chão virando barro em dias de chuva, as piteiras cercando a chácara da dona Trindade e contendo as assombrações pousadas em goiabeiras e mangueiras. Só de vez em quando aquelas aparições desciam das árvores e andavam meio que levitando, bem perto do chão, pelas ruas da minha infância. É que a criançada, numa algazarra celestial dos infernos, espantava as pobres almas penadas. Nem depois de saírem da matéria morrível (este corpo cansado, vaso feito para quebrar-se), as almas vagantes tinham sossego. Criança é bulício, e morto quer sossego. Eu, no entanto, não estou morto ainda. Por isso não quero e não posso sossegar. Os nevoeiros vão aumentando, que eles não faltam em muitas madrugadas da minha cidadezinha. A neblina, a poética e bela bruma, vai se adensando com o tempo. Mas eu construo visões de memória e palavra. Ando através da cerração que não cerra meus olhos.
A técnica que vem da roça Quando se fala em técnica de cozinha logo pensamos em brunoise, bouquet garni, confit, poché e várias outras palavras, a maioria delas, claro, de origem francesa. Pensamos também que a técnica está ligada às escolas de gastronomia, às cozinhas profissionais, aos chefs etc. Mas, ao mesmo tempo, não percebemos muito bem que as técnicas estão muito mais presentes do que parece na nossa cozinha de casa. Principalmente na cozinha mineira de roça, de raiz. Podemos começar a ilustrar a variedade de técnicas culinárias das cozinhas mineiras com um dos seus símbolos: o queijo. Uma senhorinha queijeira que dedicou a vida a fazer queijos maravilhosos e perfeitos tecnicamente não saberia explicar o lado técnico/científico que envolve todo o processo de elaboração. Não sabe nem o que seria um fermento lácteo. Mas sabe, como ninguém, que para o queijo ficar bom mesmo é preciso adicionar um pouco daquele líquido que pinga no processo do dessoramento do queijo do dia anterior, o “pingo”. Sabe também que, antigamente, quando não havia coalho industrializado, bastava tirar uma pequena raspa do interior do estômago do tatu e misturá-la ao leite, sem nem imaginar que ali teria enzimas que agem na digestão de proteínas, fazendo com que o leite coalhe. Essa mesma senhorinha também sabia que o estômago do tatu precisava ser desidratado e curado, embora não conhecesse esses termos. E o fazia dependurando-o na vara que ficava em cima do fogão de lenha, defumando-o juntamente ao lado das linguiças e peles de porco, que assim se manteriam conservadas e longe dos bichos, graças à técnica de estocagem e ao utensílio de bambu. As linguiças e peles que ali estavam vieram da matança do último “capado”, quando foi organizada uma brigada de cozinha formada por parentes e vizinhos, capaz de dar conta das diversas tarefas do dia. Cada um na sua função, como amolação das facas, abate, sapeca, assepsia, elaboração dos cortes, arrumação da barrigada, enchimento das linguiças e chouriços, fritura dos torresmos e elaboração da conserva das carnes na gordura.
Um processo trabalhoso e bastante técnico, que demanda uma série de cuidados, conhecimentos e utensílios a princípio banais, mas elementares, como um “pau de virar tripa”, por exemplo. Para o almoço, angu de fubá de “munho” d’água, feito de pedra “olho de mosquito”, sabiamente regulado no seu “tempereiro” para soltar o fubá mimoso, que na panela desempelotou facilmente com ajuda da estrela, o mixer manual de roça. E foi bem mexido (rebolando as “cadeiras”, inclusive) com o insubstituível “pau de angu”, no caldeirãozinho de ferro cujo fundo arredondado ajudou a distribuir o calor e cozinhar o fubá por igual, até na parte alta da panela. Enquanto isso, com limão e cachaça, tirou a “maldade” e cozinhou a suã - que estraga fácil e não vale a pena armazenar - pingando água aos pouquinhos enquanto ela fritava, sem nem saber o que significa “deglaçar”. De sobremesa, doce de abóbora preparado com cal e cozido no tacho de cobre, que foi bem limpo com limão capeta, para matar o zinabre. Vejam só o tanto de técnicas culinárias empregadas apenas nesse pequeno exemplo de um dia na roça! Temos uma infinidade impressionante de metodologias ao redor dos nossos fogões de lenha. Mas sofremos com uma falta de melhor sistematização em livros e escolas. Temos muitas receitas catalogadas, mas poucas técnicas. E precisamos aproveitar esse novo momento glorioso da gastronomia para colher, sistematizar e passar adiante tantos ensinamentos que nossas mestras e mestres da gastronomia mineira têm a oferecer. Enquanto é tempo. Trata-se de conhecimento de extremo valor e que, infelizmente, já não é mais passado para a geração seguinte como outrora. Temos que correr, antes que as mãos sábias e calejadas pelo fogo e pelo tempo dependurem seus aventais de vez. “As donas de casa não conheciam a ciência da alimentação, mas eram exímias na arte da alimentação, o que vale muito mais.” (Gilberto Freire, Casa Grande & Senzala, 1933, p. 158)
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Atualizando-se
SENAC realizou em Resende Costa palestra sobre “Biossegurança em Salões de Beleza” Emanuelle Ribeiro
No dia 8 de agosto, o SENAC, em parceria com a Vigilância Sanitária e a Secretaria Municipal de Saúde de Resende Costa, promoveu a palestra “Biossegurança em Salões de Beleza”, no CPP (Centro de Pastoral Paroquial). Participaram proprietários de salões de beleza, barbearias, institutos de depilação e de manicure/pedicure de Resende Costa. “Abordamos esse tema devido aos riscos de transmissão de doenças que podem ocorrer nos serviços prestados nos estabelecimentos de beleza. A palestra esclareceu sobre os cuidados para os colaboradores dos estabelecimentos que não sabiam dos riscos que podem correr e as doenças que podem transmitir para os clientes”, declara a fiscal da Vigilância Sanitária, Camila Andrade. Resende Costa conta, hoje, com 50 salões de beleza, barbeiros, manicures, depiladoras e profissionais similares. Todos foram convidados para a palestra, porém apenas 16 estabelecimentos estiveram presentes. O evento teve como intuito capacitar o participante a organizar a sua
rotina dentro dos salões de beleza, para prevenir ou até mesmo eliminar os principais riscos a que são expostos os profissionais cabeleireiros, manicures, depiladoras, barbeiros, maquiadoras. Foi abordada a legislação, normas da ANVISA, equipamentos de proteção individual, esterilização correta de equipamentos, descarte adequado de lixo, saúde ocupacional, dentre outros assuntos. O fiscal sanitário Fábio Ferreira dá exemplos dos riscos que correm esses profissionais no dia a dia: “Riscos de saúde com o uso de formol, doenças ligadas a acidentes de trabalho e transmissão de doenças pelo uso de equipamentos perfuro-cortantes - lâminas de barbear, alicates de unha, pinças de sobrancelha, dentre outros”. A biossegurança está relacionada ao conjunto de ações voltadas para a prevenção, minimização ou eliminação dos riscos relacionados às atividades de pesquisa, produção, ensino, desenvolvimento tecnológico e prestação de serviços de riscos que podem comprometer a saúde do homem, dos animais, das plantas e do meio ambiente. O profissional da beleza, por exemplo, está cotidianamente em contato
com pessoas, produto químico, além de estar sujeito às ações da poluição ambiental e excesso de ruídos que configuram potencial risco à sua saúde. Por meio dos conhecimentos de biossegurança, este profissional aprende a organizar melhor sua rotina de trabalho, limpeza ambiental, higiene pessoal, desinfecção e esterilização de ferramentas que entram em contato com os clientes, uso correto de equipamentos de proteção individual, além de contemplar o descarte seguro dos resíduos sólidos de forma a preservar o ambiente. Próximas palestras Os bares, restaurantes, supermercados, cantinas, açougues, padarias, lanchonetes, mercearias, agroindústrias, pousadas e demais estabelecimentos que manipulam alimentos estão convidados para a palestra sobre “Boas Práticas de Higiene na Manipulação de Alimentos”, que ocorrerá no dia 26 de setembro, às17h, no CPP. Para os proprietários de drogarias e farmácias será oferecida uma palestra sobre “Gestão em Farmácias”, que será ministrada no dia 3 de outubro, às 17h, no CPP.
Vanuza Resende
Em 21 de janeiro de 2016, a Capela de Nossa Senhora do Carmo dos Campos Gerais - localizada a 7 quilômetros da cidade de Resende Costa, onde encontram-se as ruínas da histórica Fazenda dos Campos Gerais, pertencente ao inconfidente José de Resende Costa, o pai - foi arrombada e objetos sacros foram furtados. Zelador da capela há aproximadamente quinze anos, Joaquim Procópio da Costa acionou a Polícia, que fez o Boletim de Ocorrência, dando início às investigações. “Levaram uma imagem de Nossa Senhora do Carmo, que não era a original. Um cálice, duas jarras, um sininho, uma pia batismal com a coluna e um cabide”, informa seu Joaquim. Após três dias da ocorrência, ainda em janeiro de 2016, três pessoas foram presas em flagrante na cidade de Conselheiro Lafaiete com várias peças sacras de capelas da região, inclusive as pertencentes à Capela de Nossa Senhora do Carmo. As peças recuperadas ficaram sob os cuidados do padre Marcos Macário, que estava atendendo provisoriamente a Paróquia da cidade de Catas Altas da Noruega, também alvo de bandidos que furtaram parte do altar de uma capela rural do município. “Entre as peças, havia o restante do altar de Catas Altas e mais algumas que não foram identificadas previa-
Foto Vanuza Resende
Peças sacras da histórica Capela dos Campos Gerais foram recuperadas e trazidas de volta a Resende Costa
Os objetos sacros que foram furtados da Capela dos Campos Gerais já estão no Museu Paroquial de Resende Costa
mente. Posteriormente, foi descoberto que havia peças de São Vicente de Minas e Entre Rios de Minas, roubadas de capelas rurais dos municípios. O delegado do caso solicitou que eu fi-
casse com todas essas peças, inclusive as de Resende Costa que, assim como as outras, agora já estão em seu destino”, declarou padre Macário, pároco da Basílica do Sagrado Coração de Je-
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Edésio Lara
De olho na cidade
As ruas de Resende Costa e seus personagens Certa vez, conversando sobre música e músicos de Resende Costa com o maestro Geraldo Sebastião Chaves, ele me disse de Marcos Reis, que, vindo de outro lugar, esteve em nossa cidade e atuou, não sei se como instrumentista ou regente de banda. Procurei me informar sobre esta pessoa, mas, nada descobri sobre ela. Certo é que, como me apontou o maestro Geraldo Chaves, o nome de Marcos Reis permaneceu entre nós através de nome de rua que lhe deram. Atrás de alguma informação sobre ele, dirigi-me até a sede da Câmara Municipal à procura de notícias sobre o citado músico. Nada encontrei. Não há qualquer documento, segundo me disse uma funcionária do legislativo municipal, sobre esta pessoa e muito menos um registro sobre qual vereador coube a tarefa de propor aos demais um nome de rua em homenagem ao dito músico. Pessoas importantes, em todos os lugares, permanecem na memória de muitas maneiras. É comum seus nomes serem perpetuados em prédios públicos, praças, ruas ou cidades. Em Resende Costa, não diferente de outras cidades, há um número significativo de logradouros que lembram pessoas importantes para a comunidade em sua época, tais como padres, artistas, médicos, políticos, professores, por exemplo. O nome da nossa cidade é exemplo desse fato, visto que mantém viva a memória de José de Resende Costa, um pai e outro filho, figuras centrais da Inconfidência Mineira. Aqui, quero me referir a Gervásio Pereira Alvim. Fazendeiro, morador nos Campos Gerais, proprietário de rancho e pouso de tropas no caminho da Lage, ele era descendente do Inconfidente José de Resende Costa. Por isso mesmo, depois de morto, mereceu ter seu nome destinado a uma rua em nossa cidade. Não devemos confundi-lo com Dr. Gervásio, médico, que também recebeu a mesma homenasus, em Conselheiro Lafaiete. Após serem reconhecidas e seguidos os devidos procedimentos legais junto à Delegacia de Polícia Civil de Ouro Branco, as peças foram entregues à Paróquia de Nossa Senhora da Penha de França e guardadas no Museu de Arte. Segundo informou o pároco de Resende Costa, padre Fábio Rômulo Reis, outros objetos de capelas da zona rural do município que possam estar vulneráveis a furtos, poderão ser trazidos para o museu como forma de segurança. “Poderão ser guardados como essas que foram recuperadas, para a preservação da memória.” A decisão da paróquia em deixar as peças dos Campos Gerais no museu paroquial está de acordo com a vontade
gem pelos serviços prestados em nossa terra. Cito aqui o nome de Gervásio Pereira Alvim, falecido em 7 de março de 1837, por simples razão: em breve será lançado pela Editora Alameda, livro de autoria de Paula Chaves Teixeira Pinto, jovem historiadora resende-costense, bastante conhecida na cidade. O livro sairá em breve com o título “De Minas para a Corte. Da Corte para Minas: movimentações familiares e trocas mercantis (c.1790 – c.1880)”. Trata-se de tese defendida por Paula Chaves na Universidade Federal Fluminense (UFF) em 2014. A obra tem como personagem principal Gervásio Pereira Alvim. A publicação tornou-se possível através de uma parceria entre a Associação de Amigos da Cultura de Resende Costa (AMIRCO), Prefeitura Municipal e Câmara Municipal de Resende Costa. Assim que o livro for lançado, o que deve ocorrer no início de 2018, e distribuído nas principais livrarias do país, Resende Costa será motivo de comentários. A própria Paula Chaves, ao citar com entusiasmo seu trabalho, diz que há muito por ser pesquisado sobre a região onde está nossa cidade. Certamente, seu livro servirá como fonte preciosa para outros pesquisadores que têm interesse em fatos ocorridos no passado e que ainda são pouco conhecidos. Outros personagens, da forma como acontece agora com Gervásio Pereira Alvim, serão relembrados. Atualmente, nomes de alguns homens e mulheres nascidos no lugar ou que nele vieram morar estão registrados em edifícios, placas de sinalização de praças ou ruas da cidade, sem que os próprios moradores desses logradouros tenham notícia sobre os mesmos. O momento é oportuno, nos convida a voltarmos nosso olhar para conhecermos melhor fatos e pessoas de séculos passados, que são a origem do que somos hoje. do zelador da Capela de Nossa Senhora do Carmo. “A minha decisão já era essa. Antes que eles falassem comigo eu já queria que ficasse aqui (na cidade) porque a minha responsabilidade é menor. É mais seguro, lá fica fechado durante todo o ano. Então, as peças estando aqui, eu fico mais tranquilo”, diz aliviado seu Joaquim. No fim, alívio de seu Joaquim que diz que mais importante que o valor financeiro das peças é a memória preservada: “Não tem sensação melhor, porque é um patrimônio. Essa pia batismal é quase do tempo dos escravos, ela é de madeira. Não vou falar que vale isso ou aquilo. O valor que a gente acha é de uma relíquia. Essa pia batismal para mim é uma relíquia”, conclui o zelador.
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ANO XIV Nº 173 - SETEMBRO 2017
Esporte
Emanuelle Ribeiro
Em final resende-costense, Giro Esportivo Expedicionário bate Ponte Cachoeira nos pênaltis e leva O que você faria com Regional de Cel. Xavier Chaves 820 milhões de reais? Emanuelle Ribeiro
Entre maio e setembro, foi realizado o Campeonato Regional de Futebol de Coronel Xavier Chaves. No último dia 3, em uma final resende-costense, o Expedicionário derrotou o Ponte Cachoeira na cobrança de pênaltis! Ao todo, cinco equipes participaram da competição: um representante de Coronel Xavier Chaves, dois de Resende Costa, um de Ritápolis e um de Santa Cruz de Minas. Na primeira fase, o Expedicionário perdeu para o Napoli por 3a1, venceu o Ponte Cachoeira por 2a1, foi derrotado pelo Coroense por 2a0 e empatou com o União em 3a3. Na semifinal, os resende-costenses venceram a equipe do Coroense por 3a1, garantindo vaga na final. A disputa pela taça foi acirrada, já que os dois clubes têm aumentado sua rivalidade no futebol local. Expedicionário e Ponte empataram em 2a2 no tempo normal, o que deixou o duelo ainda mais emocionante. Nas penalidades, deu tricolor! O Expedicionário venceu por 6a5! O jogador Bruno Henrique, do Expedicionário, foi
Equipe campeã do Regional de Futebol
vice-artilheiro e eleito o melhor jogador do campeonato. Para o jogador e diretor de Futebol Paulo César, o PC, a força do elenco foi o fator crucial para a conquista do título: “Montamos um grupo forte liderado pelo Ladinho e Marcos Besouro. Como nosso campo estava fechado para manutenção do gramado, fizemos uma preparação com cinco amistosos pela região, obtendo cinco vitórias. Entramos focados em vencer o regional e vencemos, com mérito!”, comemora o atleta. Paulo Ricardo, defensor do
vice-campeão Ponte Cachoeira, destaca o bom momento de Resende Costa no futebol de campo: “Em nome da Associação Esportiva Ponte Cachoeira queria agradecer a todos da organização do Regional 2017 de Coronel Xavier Chaves. Somos um time humilde e defendemos o nome de nossa cidade e, principalmente, do povoado dos Pinto. Infelizmente o título não veio dessa vez. A final contra o Expedicionário valeu para aumentar a rivalidade entre as equipes e, também, mostrar que nosso município está bem no
O que você faria com 820 milhões de reais? É difícil até de imaginar, né? Porém, o PSG, clube de futebol da França, não pensou duas vezes antes de gastar toda essa grana em apenas uma contratação. Esse foi o valor pago pelo time para tirar Neymar do Barcelona. A joia brasileira chegou com tudo em Paris e já conquistou seu espaço. Neymar comandando o PSG e brilhando no campeonato francês e demais competições. Isso sim é fácil de imaginar, né? Nem precisa, porque já está acontecendo. Agora, não surpreende somente o valor gasto na contratação. O que o PSG ofereceu a Neymar também é de cair o queixo. O craque ganha 12,5 mil reais por hora! É, enquanto você está aí sentado lendo o JL, o
Neymar já embolsou mais de 10 mil. É mole? Nada mole. O garoto fez por merecer. Da infância pobre e humilde em Santos ao futebol europeu, Neymar superou muitos obstáculos e investiu no seu objetivo. Isso fez toda a diferença! E não só a conta bancária do garoto evoluiu. Como jogador, Neymar se desenvolveu e amadureceu muito. Há mais o que aprender, mas o novo Neymar tem pouco de cai-cai e firula. Ele sabe o que está fazendo. Ele chama a responsabilidade. E os torcedores confiam nele. Torcem por ele. Afinal, Neymar é o principal jogador brasileiro em atuação no mundo. É o futuro da Seleção Canarinho! Vai que é tua, menino.
futebol”. Parabéns aos organizadores da competição e às equipes resende-costenses pela ótima campanha!
esse número. Você ainda não se associou? Então faça seu cadastro e ajude o esporte em nosso município. Além de apoiar a instituição Expedicionário e o esporte, os sócios têm descontos em diversos estabelecimentos comerciais da cidade. Incentive essa causa! Seja sócio do Expedicionário. Para isso, basta procurar a diretoria do clube e se informar.
SEJA SÓCIO DO EXPEDICIONÁRIO Atualmente, o Expedicionário conta com mais de 170 sócios e a meta da diretoria é aumentar
Resende Costa sediou a 9° Corrida das Lajes Vanuza Resende
No dia 3 de setembro, Resende Costa recebeu a 9° Corrida das Lajes. Foram mais de 100 atletas pecorrendo 8 quilômetros. A novidade desta edição foi a largada, que aconteceu no Mirante das Lajes e não na Rua Gonçalves Pinto. Os corredores passaram pela principal avenida da cidade,
a Alfredo Penido, foram até a entrada do Residencial Palmares, na saída de Resende Costa, e retornaram ao Mirante das Lajes, onde ocorreu a premiação. No masculino geral, os atletas Rinaldo Daniel (26min41s), Luciano Lopes (26min54s), Anderson Lisboa - Equipe Novo Amanhecer (27min31s), Paulo da Costa (28min12s) e Edimar Antônio (28min24s) consegui-
ram o melhor tempo e subiram ao pódio. No feminino geral, o pódio foi composto por três atletas da Equipe Novo Amanhecer: Luciana Resende (38min24s) – campeã, Maria de Fátima Silva (40min29s) – 3ª colocada e Luciana Portes – 5ª colocada com o tempo de 41min30s. Cleidiane Silva fixou em 2º lugar (40min18s) e Rafaela Silveira em
4º (41min27s). Luiz Nei Resende, um dos organizadores do evento, ficou em 1º no masculino local com o tempo de 28min43s, José Antônio da Silva em 2º (28min45s) e Mauro Fernando de Lima foi o 3º (29min17s). No pódio do feminino local subirams as atletas Vivian Daher de Oliveira (42min09s), Gleice Diene Oliveira (44min26s) e Mercia Apareci-
da de Jesus (46min09s). Mais uma vez a corrida contou com grande participação de atletas locais, o que prova que a modalidade tem ganhado cada dia mais adeptos. Aproximadamente 60 pessoas de Resende Costa participaram da competição, sendo que vários subiram ao pódio para receber medalhas na classificação das faixas etárias.