ANO XII - Nº 153 Resende Costa - MG
JANEIRO 2016
Distribuição Gratuita Fundado em 2003
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Crise econômica e colapso da política dão boas-vindas a 2016 Foto Emanuelle Ribeiro
Fim de ano em Resende Costa e São João del-Rei
Veja nesta edição a cobertura de algumas confraternizações que marcaram o fim de 2015 e brindaram a chegada de 2016 em Resende Costa e São João del-Rei. PÁGINA 07
Violência
Empresários temem que Centro de Convenções de SJdR se torne elefante branco O novo Centro de Convenções de São João del-Rei impressiona pelos números: 10.000 m2 de área construída, auditório para 1.000 pessoas, área de exposição livre de 3.600 m2, restaurante e estacionamento para 800 veículos. Iniciado no final de 2013, está com 76% da obra concluídos e custo estimado da ordem de R$80 milhões. Mas empresários ouvidos pelo JL temem que esteja nascendo um elefante branco, sem grandes eventos. PÁGINA 11
A crise econômica que tirou o sono dos brasileiros em 2015 pode se agravar neste ano. Desaquecimento da economia, desemprego e a volta da temida inflação atingem também as cidades de pequeno porte, como Resende Costa, que tem o artesanato como principal atividade econômica. Ler também o editorial na página 2. PÁGINA 13
Bandidos fortemente armados explodiram a agência do Banco do Brasil em Lagoa Dourada. A ação aconteceu na madrugada do dia 31 de dezembro e assustou a população local. Este foi o quarto assalto a banco na cidade em 2015, e o segundo na agência do BB. PÁGINA 12
Educação
Avenida Alfredo Penido, principal área do comércio de artesanato de Resende Costa
Andrea Cristina Lima Moreira foi reeleita diretora da Escola Estadual Assis Resende. A eleição, ocorrida no dia 15 de dezembro, contou com a presença de 493 eleitores, entre pais e alunos maiores de 14 anos. PÁGINA 14
Jornal das Lajes
Triste 2015, incerto 2016
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Foi-se o ano de 2015. Foi tarde. O 2º semestre de 2014 já prenunciava tempestades, sobretudo nas áreas da economia e da política. E para esculhambar ainda mais, veio à tona a praga da corrupção, a maior já vista na história do país. As eleições foram as piores desses anos passados em todos os níveis: as promessas, as mentiras, as agressões. Pobre democracia. Passamos a ver no ano seguinte o resultado das escolhas dos nossos governantes e dos nossos representantes através da imprensa e da televisão. Uma vergonha! Antigamente o povo dizia que “Deus é brasileiro”. Se era verdade, pode-se dizer que hoje ele nos abandonou. No contraponto e para consolo desses males, o povo brasileiro conheceu as duas entidades que marcaram o ano de 2015 e vêm salvando o Brasil da pior das pragas da democracia: a corrupção. Essas entidades são a Polícia Federal e a Justiça Federal. A primeira, embora pertencente ao poder executivo, com certeza os seus componentes subalternos entenderam que tinham em suas mãos o poder - independente do seu superior na estrutura do executivo - e desbarataram a roubalheira na Petrobrás. A segunda mostrou à nação que, quando se quer trabalhar servindo à sociedade com rigidez, agilidade e imparcialidade, é possível julgar e punir os delinquentes, mesmo aqueles da fina flor da sociedade. Como diria o ex-presidente Lula, “Nunca antes na história deste país” duas corporações, uma do executivo e outra do poder judiciário, souberam combater com tamanha clarividência e eficiência os desvios da organização democrática da sociedade. Passadas as comemorações do Natal, do reveion, das férias e do carnaval, voltam os sofrimentos dos brasileiros. Começando com a inflação e o aumento dos impostos que atingem os nossos bolsos - sobretudo dos mais pobres -, teremos que aguentar as brigas entre os poderes executivo e legislativo. Impeachment ou não? Renúncia? Cassação do presidente da Câmara dos Deputados? E para nosso consolo, a presidente Dilma ironicamente nos augura “um feliz 2016 para o povo brasileiro” na imprensa (Folha de São Paulo, 1º de Janeiro, p. A3), pois nas cadeias de rádio e TV ela não aparece mais desde 8 de março passado... Seria por quê? O que nós brasileiros queríamos de nossos governantes, nas três instâncias do poder, é deixar essas briguinhas pelo poder de lado e nos apresentar um plano sério e consistente de reformas, e não uma infinidade de promessas eleitorais que não são cumpridas. Onde está a reforma política? Sem ela este país jamais irá progredir. Onde estão as reformas da previdência e tributária? E a redução dos 39 ministérios, a “pátria educadora”, a saúde e a infraestrutura? O JL repete aqui partes do depoimento do chefe da Casa Civil, Jaques Wagner. Ele reconhece que “O PT se lambuzou”. Para ele, o partido errou ao não fazer reforma política na gestão Lula. Wagner também admite que as ações do primeiro governo de Dilma “produziram um problema fiscal”. (Folha de São Paulo, domingo, 3 de Janeiro, entrevista, p. A4) Embora se diga que o brasileiro se esquece facilmente do passado, provavelmente o 2015 vai ficar marcado na memória do seu povo. Pelo menos pelo barulho dos panelaços...
Jornal das Lajes Ltda Diretor Presidente e editor-chefe: André Eustáquio Melo de Oliveira Diretor de Redação: Rosalvo Gonçalves Pinto Editora de Reportagens e editoraassistente: Emanuelle Resende Ribeiro Editor Regional: José Venâncio de Resende Diretoria executiva: Eustáquio Peluzi Chaves (administração) e Antônio da Silva Ribeiro Neto (contabilidade).
Redação: Rua Assis Resende, 95 Centro - Resende Costa, MG CEP 36.340-000 TEL(32)3354-1323 Editoração e Site: Rafael Alves Impressão: FUMARC Av. Francisco Sales, 540 - Floresta Belo Horizonte Tiragem: 4000 exemplares Circulação: Resende Costa, São João del-Rei e Lagoa Dourada
Conselho Editorial: André Eustáquio Melo de Oliveira, Emanuelle Resende Ribeiro, José Venâncio de Resende, Rosalvo Gonçalves Pinto, João Evangelista Magalhães e José Antônio Oliveira de Resende. Os artigos assinados não refletem obrigatoriamente a opinião do jornal.
Meio Ambiente
ADRIANO VALÉRIO DE RESENDE
Minas, mineração, barragens Minas Gerais lembra mineração até no próprio nome. Tudo começou entre 1693 e 1695, quando os bandeirantes paulistas encontraram ouro na Serra da Mantiqueira. Depois foi na região do rio das Velhas (Mariana, Sabará e Ouro Preto). Já no início do século XVIII, no norte, Serra do Espinhaço (Serro e Diamantina) e na direção de Paracatu. Nas imediações do rio das Mortes o ouro foi encontrado em 1702. Visando a controlar as disputas pelas áreas mineradoras, em 1709, Portugal criou duas Capitanias em substituição à de São Vicente (São Paulo e Minas do Ouro e Rio de Janeiro) e a primeira vila para ser a capital: Ribeirão do Carmo (hoje Mariana). Depois surgiram Vila Rica (Ouro Preto) e Vila Real do Sabará. Em 1714 instalaram-se as Vilas de São João del-Rei, a quarta de Minas e sede da recém-criada Comarca do Rio das Mortes, e de São José del Rei (Tiradentes). Em 1720, São Paulo e Minas do Ouro foram desmembradas, surgindo a Capitania Real de Minas Gerais, com capital em Vila Rica. Com o advento da República, em 1889, as Capitanias passaram a ser denominadas de Estados, ficando apenas Minas Gerais. Em alguns locais de extração de ouro foram encontrados depósitos de minério de ferro, o que transformaria a realidade econômica e minerária de Minas. Os primeiros altos-fornos de ferro-gusa (primeiro produto da redução do minério de ferro) começaram a funcionar em 1814. Ao longo do século XX, a mineração de ferro e a
siderurgia alavancaram a economia mineira. O Quadrilátero Ferrífero se transformou na principal área de exploração. A Região Metropolitana de Belo Horizonte é um exemplo dos benefícios econômicos dessa atividade. Nossa sociedade é dependente do ferro e consequentemente do aço. Vários produtos que utilizamos todos os dias contêm aço: carros, eletrodomésticos, máquinas etc. Para se ter uma ideia da magnitude, o Brasil possui a 5ª maior reserva do mundo, sendo o 2º produtor. O ferro é o minério que mais gera recursos na exportação. Minas Gerais possui as maiores reservas e é o principal produtor. Por outro lado, em relação às questões socioeconômicas e ambientais, as críticas são enormes. Citam-se algumas: impacto visual em nossas serras; alterações na qualidade das águas; diminuição da vazão de nascentes nas áreas próximas às cavas; desmatamento; pressão social (aumento dos gastos com saúde, educação, segurança pública etc.) nas cidades que recentemente receberam empreendimentos minerários; baixa arrecadação de impostos (CFEM); exportação de minério bruto a preço muito baixo; construção de enormes barragens para contenção de rejeitos. Eis aí nossa questão. O ferro não é encontrado puro na natureza. Junto a ele estão vários minerais que devem ser retirados, as chamadas impurezas. O teor de ferro no minério em Minas é alto, chega a atingir 65%. O restante deve
ser retirado e vira rejeito, que é o material descartado resultante do processo de beneficiamento e geralmente é disposto em barragens. Nesse processo, grandes quantidades de água são utilizadas para lavar e retirar as impurezas, formando uma mistura sólido/água, em forma de polpa (lama e rejeito de flotação). Recentemente acompanhamos o rompimento da barragem de Fundão da mineradora Samarco em Mariana. Infelizmente não foi o primeiro caso e não será o último. Existem várias dessas em Minas. Barragens são construídas em etapas e sofrem vários alteamentos ao longo do tempo para nelas caberem mais rejeitos. Esse foi o caso de Mariana, uma barragem aumentada várias vezes e que não aguentou o peso da lama. Os impactos ambientais e principalmente sociais de um rompimento são incalculáveis. É sabido que os minérios com altos teores de ferro estão se tornando de difícil exploração no Quadrilátero. Nos últimos anos, a expansão da mineração para praticamente toda Minas foi um fato questionável, uma vez que são minérios com baixos teores de ferro. Consequentemente gera-se mais rejeito e a necessidade de barragens maiores. Nossa região faz parte dessa história. Uma empresa visando a minerar o ferro está se instalando nas proximidades de Jacarandira, sentido Desterro de Entre Rios. Fica uma pergunta: qual será o seu futuro socioeconômico e ambiental?
Elimar do Carmo
E D I T O R I A L
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I L U S T R A Ç Ã O
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Jornal das Lajes
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Voz do Cidadão
Informativo da Câmara O espaço informativo do Legislativo Municipal de Resende Costa tem como objetivo informar o cidadão sobre os projetos aprovados em plenário.
Confira alguns dos projetos de lei aprovados em dezembro de 2015 Projeto 116, de autoria do vereador Ângelo Márcio Resende: “Dispõe sobre Plano de Apoio às Atividades Culturais e dá outras providências”. Dispõe o projeto de lei sobre a implantação do sistema de apoio às atividades culturais de Resende Costa. Projeto 118, de autoria do prefeito municipal: “Altera a Lei Municipal nº 3516, de 29 de agosto de 2011 e dá outras providências”. Trata-se da alteração da Lei Municipal nº 3516/2011, que “Altera nomenclatura de cargo, define atribuições e dá outras providências”, visando a adequar os cargos e o número de vagas de Professor II que ministram as disciplinas dos anos finais do ensino fundamental e nível médio da Escola Municipal Paula Assis. Projeto 119, de autoria do prefeito municipal: “Altera o Anexo I da Lei Municipal nº 2214, de 18 de setembro de 1995 e dá outras providências”. Trata-se da alteração do Anexo I da Lei Municipal nº 2214/95, que “Institui o Plano de Cargos, Carreiras e Vencimentos da Prefeitura Municipal de Resende Costa – MG e dá outras providências”, especificadamente sobre o grupo de atividades administrativas e operacionais, no item referente aos requisitos do cargo de motorista. Projeto 120, de autoria do prefeito municipal: “Autoriza a abertura de crédito especial e dá outras providências”. Visa o referido projeto de lei a necessária autorização legislativa para abrir, no corrente exercício financeiro, crédito especial no valor de R$ 24.493,11 (vinte e quatro mil, quatrocentos e noventa e três reais e onze centavos) para garantir recursos para readequação da obra de revestimento e pintura da quadra poliesportiva da Escola Municipal Paula Assis. Projeto 124, de autoria do prefeito municipal: “Altera a Lei Municipal nº 3733, de 13 de novembro de 2013 e dá outras providências”. Trata-se da alteração da Lei Municipal nº 3733, de 13 de novembro de 2013, que instituiu a contri-
buição de iluminação pública no âmbito do município de Resende Costa. Projeto 125, de autoria do vereador Ângelo Márcio Resende: “Estabelece, no âmbito do Município de Resende Costa, penalidades para quem praticar maus-tratos a animais e dá outras providências”. Projeto 126, de autoria do vereador Ângelo Márcio Resende: “Altera o Art. 3º, parágrafo único da Lei Municipal nº 3.931, de 3 de março de 2015.” Trata-se da alteração do Art. 3º, parágrafo único da Lei Municipal nº 3.931, de 3 de março de 2015, que “Institui o Programa de Saúde para Custeio Total ou Parcial de suplemento alimentar/leite e dieta de prescrição especial a pessoas portadoras de necessidades especiais e pacientes oncológicos e dá outras providências”. Projeto 127, de autoria do prefeito municipal: “Autoriza assinatura de convênio a ser firmado entre o Município de Resende Costa e a Associação Pescadores da Fé em Cristo – APEFEC -, o repasse de recursos e dá outras providências”. Visa o referido projeto de lei a necessária autorização legislativa para a celebração de convênio entre o município de Resende Costa e a Associação Pescadores da Fé em Cristo – APEFEC -, com a finalidade de garantir recursos para a aquisição de cestas básicas e outros gêneros alimentícios, a serem distribuídos para famílias carentes do município, devidamente inscritas na APEFEC. Projeto 128, de autoria do prefeito municipal: “Autoriza assinatura de convênio a ser firmado entre o Município de Resende Costa e a Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais de Resende Costa e dá outras providências”. Trata-se da necessária autorização para celebração de convênio entre o município de Resende Costa e a Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais de Resende Costa (APAE), com a finalidade descrita no Plano de Trabalho. Projeto 129, de autoria do
Mais informações: www.camaraderesendecosta.mg.gov.br
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prefeito municipal: “Autoriza a assinatura de convênio a ser firmado entre o Município de Resende Costa e a Associação dos Pequenos Produtores e Trabalhadores Rurais de Resende Costa – ARCOSTA -, o repasse de recursos e dá outras providências”. Trata-se da necessária autorização legislativa para celebração de convênio entre o município de Resende Costa e Associação dos Pequenos Produtores e Trabalhadores Rurais de Resende Costa – ARCOSTA. Projeto 130, de autoria do prefeito municipal: “Autoriza a cessão de uso de bem público e dá outras providências”. Trata-se da necessária autorização legislativa para a cessão de uso de imóvel à Associação dos Criadores de Abelha de Resende Costa e Região – ACARC. Projeto 131, de autoria do prefeito municipal: “Autoriza a extensão de jornada de trabalho de servidores efetivos para o exercício de 2016 e dá outras providências”. Trata-se da necessária autorização legislativa para que possa, no exercício financeiro de 2016, continuar a ampliar a carga horária de trabalho dos servidores efetivos que possuam carga horária inferior a 40 (quarenta) horas semanais. Projeto 132, de autoria do prefeito municipal: “Dispõe sobre a Doação de imóvel de Propriedade do Município à Companhia de Habitação do Estado de Minas Gerais COHAB MINAS, na forma e condições que especifica e dá outras providências” O referido projeto tem por objetivo a necessária autorização legislativa para realizar a doação de imóvel de propriedade do município à Companhia de Habitação do Estado de Minas Gerais, COHAB MINAS, que visa à diminuição do déficit habitacional do Município. Projeto 134 (Reprovado), de autoria do vereador Ângelo Márcio Resende: “Estabelece ponto facultativo para servidores do município de Resende Costa”. Trata-se do estabelecimento de ponto facultativo para os servidores públicos
Venha participar das reuniões da Câmara Municipal de Resende Costa. É seu direito de cidadão participar dos assuntos de interesse do município.
Praça Nossa Senhora de Fátima, S/N, Centro. Tel.: (32) 3354-1526
Mensagem da APAE de Resende Costa
“Que em 2016 possamos acreditar de coração que podemos realizar cada um de nossos sonhos. Que esses sonhos possam ser compartilhados pelo BEM. Que esse ano possamos abraçar e repartir calor e carinho. E que isso não seja ato de um momento, mas a história de uma vida! Que possamos sorrir e contagiar a todos com uma alegria verdadeira. Que nesse ano possamos agradecer, expressar a Deus e a você nosso MUITO OBRIGADO! E assim iniciaremos mais um Ano Novo. Um primeiro passo. Um longo caminho. Uma oportunidade. Um pensamento. Que nesse ano, sejamos todos MUITO FELIZES!” Diretoria da APAE de Resende Costa
municipais, a fim de comparecimento às reuniões da Câmara Municipal durante a tramitação dos projetos de lei relativos ao Estatuto dos Servidores e instituição do RCPREVI. Projeto 135, de autoria do prefeito municipal: “Autoriza assinatura de convênio a ser firmado entre o Município de Resende Costa e a Associação Comunitária de Radiodifusão para o Desenvolvimento Artístico, Educacional e Cultural de Resende Costa – ACRADATEC –RC, o repasse de recursos e dá outras providências”. Trata-se da necessária autorização legislativa para celebração de convênio entre o município de Resende Costa e a Associação Comunitária de Radiodifusão para o Desenvolvimento Artístico, Educacional e Cultural de Resende Costa – ACRADATEC –RC, com a finalidade de garantir recursos para a concretização das metas constantes do Plano de Trabalho. Projeto 136, de autoria do prefeito municipal: “Autoriza assinatura de convênio a ser firmado entre o Município de Resende Costa e a Associação Comunitária de Radiodifusão para o Desenvolvimento Artístico, Educacional e Cultural de Resende Costa – ACRADATEC –RC, o repasse de recursos e dá outras providências”. Trata-se da necessária autorização legislativa para celebração de convênio entre o município de Resende Costa e a Associação Comunitária de Radiodifusão para o Desenvolvimento Artístico, Educacional e Cultural de Resende Costa – ACRADATEC –RC, com a finalidade de garantir recursos para a concretização das metas constantes do Plano de Trabalho. Projeto 137, de autoria do prefeito municipal: “Autoriza assinatura de convênio a ser firmado entre o Município de Resende Costa e a Associação dos Estudantes Universitários de Resende Costa – AEURC, o repasse de recursos e dá outras providências”. Trata-se da necessária autorização legislativa para celebração de convênio
entre o município de Resende Costa e a Associação dos Estudantes Universitários de Resende Costa – AEURC. Projeto 138, de autoria do prefeito municipal: “Autoriza assinatura de convênio a ser firmado entre o Município de Resende Costa e a Associação dos Estudantes de Resende Costa – AERCO, o repasse dos recursos e dá outras providências”. Trata-se da necessária autorização legislativa para celebração de convênio entre o município de Resende Costa e a Associação dos Estudantes de Resende Costa – AERCO. Projeto 139, de autoria do prefeito municipal: “Autoriza a assinatura de convênio a ser firmado entre o Município de Resende Costa e a Associação Musical Amadora de Resende Costa – AMARC, o repasse de recursos e dá outras providências”. Trata-se da necessária autorização legislativa para celebração de convênio entre o município de Resende Costa e a Associação Musical Amadora de Resende Costa – AMARC –, com a finalidade de garantir recursos para a realização do pré-carnaval e dos dias oficiais com a Bateria do Rifugo e músicos da Banda Santa Cecília, aquisição de materiais para reforma e manutenção dos instrumentos e camisetas para uniformizar os ritmistas, além de gratificar os membros pelas apresentações. Projeto 141, de autoria do prefeito municipal: “Autoriza assinatura de convênio a ser firmado entre o Município de Resende Costa e a Associação Filhas de São Camilo/Hospital Nossa Senhora do Rosário e dá outras providências”. Visa o referido projeto a necessária autorização legislativa para celebrar convênio com a Associação Filhas de São Camilo/ Hospital Nossa Senhora do Rosário, com a finalidade de garantir recursos para o atendimento de plantão médico hospitalar durante o ano de 2016.
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Política e Poder
JOSÉ VENÂNCIO DE RESENDE
SJdR e os primeiros movimentos da campanha eleitoral de 2016 As eleições municipais deste ano parecem distantes. Mas a movimentação entre partidos e candidatos a prefeito (e vereadores) já começou em São João del-Rei. Nada definitivo! É como uma nuvem que a cada instante está de um jeito, já dizia o velho político mineiro Tancredo Neves. Pelo panorama de hoje, o ex-reitor da UFSJ, Helvécio Reis, é candidatíssimo à reeleição pelo PT. Nivaldo Andrade e Jorge Hannas devem reeditar a dobradinha que já governou a cidade, desta vez pelo PDT. O professor do IPTAN Rômulo Viegas, numa ampla coligação liderada pelo PSDB, tentará emplacar a sua experiência administrativa e parlamentar. Outros nomes, como o de Adenor Simões (PSB), também postulam o cargo mas alguns estão propensos a participar de coligações. Duas teorias estão na praça: a primeira é de que as candidaturas de Nivaldo Andrade e de Rômulo Viegas vão dividir
votos e beneficiar o candidato do PT; a segunda é de que os dois principais candidatos de oposição vão “roubar” votos de Helvécio Reis. A novidade é que o PMDB (protagonista nos governos federal e estadual do PT) acabou em São João del-Rei, com a migração do grupo de Jorge Hannas e Nivaldo Andrade para o PDT. Até mesmo o peemedebista histórico Roque Silva Filho abandonou o partido. Em Minas, o PDT é oposição e em Brasília está rachado, com parte inclusive defendendo o impedimento de Dilma Rousseff. Espera-se que, em Abril, os vereadores peemedebistas Stefânio, Gilberto e Rodrigues apaguem a luz e ingressem no PDT ou em alguma legenda aliada como o PSL. O presidente do PT, Leonardo Silveira, está convicto da reeleição do professor Helvécio Reis. Confia no impacto da inclusão social e do acesso às políticas públicas e aos bens de consumo. Além disso, apos-
ta nas “políticas estruturantes” nas áreas de saneamento, educação, segurança e saúde. Instado a dar exemplos, cita a licitação de três creches; processo (“em fase final”) do esgotamento e tratamento de esgoto da cidade; expansão da rede de iluminação pública; abertura de inscrição para o concurso da Guarda Municipal; aumento de médicos e de exames e consultas especializadas; e plano de cargos e salários. Rômulo Viegas espera liderar uma ampla coligação com PSB, PTB, Solidariedade, PPS e PRTB, entre outras legendas. Pretende apresentar um projeto de “cidadania social” para São João del-Rei, com base na sua experiência de ex-prefeito, ex-deputado, ex-secretário de Governo, professor de engenharia e também no trabalho de uma equipe de especialistas. “Não quero simplesmente ser prefeito, não preciso disso no meu currículo. Quero ver a minha cidade evoluir.”
O PSB trabalha com a perspectiva de candidatura própria (Adenor Simões), mas não descarta a aliança histórica com os tucanos, segundo o vereador e presidente do partido Fábio da Silva. “Sempre estivemos próximos, como em Belo Horizonte, São Paulo e Pernambuco. Aqui em São João del-Rei, já houve apoio mútuo – o PSB apoiou o Sidinho (Sidney Antônio de Sousa) em 2004 e Adenor Simões recebeu o apoio do PSDB em 2008.” Para Fábio, “o grande desafio será saber quem capta mais votos decorrentes do desgaste de quem está no poder”, no caso Helvécio Reis. Daí o vereador acreditar que o lançamento de dois candidatos fortes não prejudique a oposição na disputa pelos votos. Já o professor Aluizio Barros acredita que as candidaturas de Rômulo e Nivaldo acabam favorecendo Helvécio Reis, mesmo com a alta rejeição do atual prefeito. “A
decepção foi muito grande. Muitas reuniões e nenhum resultado.” Sem falar que até hoje não chegou a São João del-Rei o dinheiro do PAC das cidades históricas anunciado pela presidente Dilma. “O desgaste do prefeito já se consolidou, o que explica o entusiasmo de Nivaldo”. Aluizio não acredita em aliança entre Rômulo e Nivaldo – não existe “dívida política” entres eles - e aposta na experiência e sensibilidade do tucano. Afinal, os dois candidatos da oposição, de maior densidade eleitoral, beneficiariam o (ou tirariam votos do) atual prefeito? Pessoas com quem conversei informalmente tem opiniões divergentes, o que reforça a dúvida. Um fator a ser considerado é que o desgaste do PT no âmbito nacional pode beneficiar os candidatos oposicionistas. A questão é saber qual deles! Como em política não dá pra fazer exercício de futurologia, resta aguardar a voz das urnas.
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Negras Minas
Religião
Padre Fábio Rômulo Reis toma
posse na Paróquia de Nossa Senhora da Penha de França Pela terceira vez, um sacerdote natural de Resende Costa assume a paróquia como pároco ANDRÉ EUSTÁQUIO
Celebração Logo após a saudação inicial, dom Célio convidou o padre Fábio a renovar sua profissão de fé,
Fotos Leticia Resende
A Paróquia de Nossa Senhora da Penha de França, de Resende Costa, viveu momento histórico no dia 14 de dezembro de 2015, dia em que a Igreja celebra a memória de São João da Cruz. Pela terceira vez em sua história (criada em 1840), um filho da terra assume a paróquia como pároco. Padre Fábio Rômulo Reis tomou posse durante solene celebração eucarística presidida pelo bispo diocesano de São João del-Rei dom Célio de Oliveira Goulart. Rodrigo Coimbra Ladeira, natural de Dores de Campos (MG) e ordenado diácono no dia 19 de dezembro último, também foi apresentado à comunidade paroquial, onde irá trabalhar como diácono e, posteriormente, como vigário-paroquial. No início da noite, sacerdotes, seminaristas, membros de irmandades e pastorais da paróquia se reuniram em frente à Casa Paroquial para, em procissão, se dirigirem até à igreja Matriz sob os acordes da Banda de Música Santa Cecília. Às 19h, a equipe de celebração foi recebida no interior da Matriz com o Hino de Nossa Senhora da Penha, entoado pelo Coro Paroquial Nossa Senhora da Penha, que abrilhantou a solene celebração. Concelebraram com dom Célio Goulart o vigário-geral da Diocese de São João del-Rei padre Dirceu de Oliveira Medeiros, o coordenador diocesano de Pastoral padre José Bittar, o vigário forânio da Forania de Prados, à qual Resende Costa pertence, padre José Walter Silva de Carvalho, além de outros sacerdotes da Diocese de São João del-Rei. Estavam também presentes na celebração autoridades municipais, como o prefeito Aurélio Suenes de Resende, Irmãs Filhas de São Camilo, amigos e familiares do padre Fábio, além de ex-paroquianos do novo pároco de Resende Costa vindos de Coronel Xavier Chaves, Prados, São João del-Rei, Ritápolis e Dores de Campos.
Padre Fábio recebeu de dom Célio as chaves da igreja e do sacrário
rezando o Credo. Ato contínuo, o vigário forânio padre José Walter leu a provisão de pároco do padre Fábio, que tem validade de cinco anos. Na homilia dom Célio destacou a participação do povo na caminhada da paróquia: “O padre nunca caminha sozinho, por isso é importante estarmos sempre juntos”. O bispo diocesano concluiu dirigindo-se ao padre Fábio e ao diácono Rodrigo: “Vocês estão assumindo essa missão com o desejo de fazer o bem”. Um dos momentos mais importantes da cerimônia de posse foi a entrega da chave da igreja ao novo pároco. Padre Fábio recebeu das mãos de dom Célio as chaves da igreja e da casa paroquial, a concha de batismo e a chave do sacrário. O bispo conduziu o novo pároco ao batistério, confessionário e capela do Santíssimo, onde o convidou a fazer uma prece. Dom Célio explicou aos fieis o significado desse ritual, destacando que trata-se de “momentos especiais na vida do padre”. O discurso de agradecimento do padre Fábio Rômulo foi marcado pela emoção, afinal, a vocação do novo pároco de Resende Costa nasceu aos pés do altar de Nossa Senhora da Penha, onde ele recebeu o batismo, a primeira eucaristia, a ordenação diaconal e a ordenação presbiteral. Essa última em 1973. Padre Fábio relatou momentos marcantes de sua vida e agradeceu a dom Célio Goulart
Dom Célio apresentou o padre Fábio e o diácono Rodrigo Coimbra à comunidade
a oportunidade de ser pároco em sua terra natal. O pároco destacou Resende Costa como uma “comunidade profundamente cristã e seguidora de Jesus. Uma comunidade que possui vários filhos sacerdotes. Nesta comunidade dedicada a Maria, renovo o meu Sim”. Emocionado, padre Fábio Rômulo lembrou-se dos dez meses, após ser ordenado, em que atuou na Paróquia de Nossa Senhora da Penha como vigário-paroquial do saudoso monsenhor Nélson.
Momento histórico No dia 3 de abril de 1840, o presidente da Província de Minas Gerais, Bernardo Jacinto da Veiga, assinou a lei n° 184, que, em seu artigo 1º, parágrafo 3º, elevava o Curato da Lage à Paróquia, com anexação das capelas de Santa Rita do Rio Abaixo (Ritápolis) e do Arraial do Mosquito (Coronel Xavier Chaves), ambas desmembradas da Freguesia da Vila de São José, atual Tiradentes. Em 20 de maio de 1840 aconteceu a ereção canônica da paróquia e, em 7 de junho do mesmo ano, a solene instalação. Foi primeiro vigário da paróquia o padre Joaquim Carlos de Resende Alvim, filho de dona Francisca Cândida de Resende e neto do capitão José de Rezende Costa. Padre Joaquim Carlos, lageano de nascimento e residente na Fazenda dos Campos Gerais, tomou posse no dia 7 de junho de 1840 e geriu a paróquia até 13 de novembro de 1879, quando faleceu aos 82 anos de idade, sendo sepultado provavelmente no túmulo dos seus familiares no interior da antiga igreja Matriz, conforme relata José Maria da Conceição Chaves (Juca Chaves) em seu livro “Memórias do Antigo Arraial de Nossa Senhora da Penha de França da Lage” –Amirco/Lageana/, 2014. Outro sacerdote natural de Resende Costa, Cônego Antônio Cardoso Damasceno, geriu a Paróquia de Nossa Senhora da Penha de França durante o período de 5 de fevereiro de 1916 a 16 de
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LARISSA RESENDE MOREIRA*
Existe racismo reverso? Não raro uma pessoa branca diz com naturalidade que já sofreu racismo em algum momento de sua vida. Bem como é comum ouvir dizer, principalmente de um branco, que o sistema de reserva de vagas na universidade para a população negra é racismo. Como tantos outros impropérios, bem fundamentados no seio de uma sociedade racista, a ideia do racismo reverso perversamente permeia as discussões sobre o tema e são uma forma de defesa do branco perante a inevitável constatação de que sim, talvez você também seja racista. O conceito de raça, antes tratado no âmbito das ciências biológicas, tem um campo semântico e uma dimensão espaço-temporal. Como todo conceito, é historicamente criado e passa por transformações. No Brasil, no começo do século XX, o antropólogo e médico legista Nina Rodrigues se dedicou aos estudos da população negra brasileira com base em conceitos da antropologia criminal. Ele realizava exames legistas em corpos negros, media o tamanho dos crânios, e passou a associar as características genéticas e fenotípicas dos indivíduos com seus comportamentos psicológicos e sociais. Numa ciência considerada avançadíssima para a época, Nina tentou comprovar que a marginalidade do negro estava relacionada à sua genética. Com o avançar dos estudos antropológicos constata-se o óbvio, que o fato de a população negra estar em sua maioria nas regiões periféricas, ocupando os cargos mais baixos e com a maior vulnerabilidade psicossocial se deve à herança escravista que relegou ao negro a marginalidade. Ainda que ao falarmos de raça não estejamos seguindo a linha biológica e determinista de Nina Rodrigues e tantos outros, este conceito tem sua relevância enquanto um conceito político. O racismo é a hierarquização de níveis intelectuais, culturais, religiosos etc. com base na cor da pele, e é sobretudo um sistema de opressão que demanda relações de poder. Para um branco dizer que já sofreu racismo na vida, alguns contextos históricos teriam que ser invertidos, por exemplo: negros chegariam a Europa com seus navios branqueiros e levariam como escravos milhares de brancos, extraindo dos mesmos toda a sua humanidade. Brancos não seriam representados como protagonistas em novelas, nem seriam o padrão de beleza abril de 1921. Entre suas obras em prol da paróquia, destaca-se a criação do Hospital de Nossa Senhora do Rosário. No ano em que a Paróquia de Nossa Senhora da Penha de França completou 175 anos de funda-
ideal. Brancos seriam suspeitos segundo a polícia apenas por serem brancos, seriam mortos por serem brancos e a mídia sequer se comoveria por isso. Brancos enfrentariam barreiras para alcançar os cargos mais altos da sociedade apenas por terem a pele clara. O racismo para o negro é um fato, é cotidiano, é institucional e muito velado. Na USP, a maior universidade da América Latina, apenas 7% dos alunos são negros. Portanto, é possível, sim, afirmar que o branco tem o privilégio de ocupar os outros 93% de vagas. Merecimento? Como pode por exemplo a mulher negra que mora na periferia, que não consegue um bom cargo por não ter a chamada “boa aparência”, que enfrenta a morte diariamente nas vielas, que tem que trabalhar para se sustentar, que estudou em escola pública, concorrer em pé de igualdade com a menina branca que faz cursinho particular? Mesmo dentro das questões de classe, a mulher negra pobre está em maior vulnerabilidade social que uma mulher branca pobre, pois sofre mais que a pobreza, sofre a perversidade do racismo. Mesmo quando uma pessoa negra consegue entrar na universidade, os obstáculos do racismo permanecem, como para conseguir ser aprovado em entrevista para o mestrado ou para um intercâmbio, por exemplo. Eu poderia citar tantos outros exemplos. Existe uma clara diferença entre sofrer racismo e sofrer preconceito. Mulheres loiras serem chamadas de burras configura uma forma de preconceito, mas as mesmas obviamente não são impedidas de acessar uma série de lugares apenas por serem brancas e loiras. Obviamente, todo preconceito deve ser combatido. No entanto, é preciso diferenciar. O racismo não existe sem a relação de poder. Negros não têm a hegemonia de poder, não têm poder institucional para cometer racismo. Se um negro reproduz uma fala ou atitude racista é porque é conduzido pela própria configuração racista de nossa sociedade a se auto rejeitar e rejeitar seus iguais. Então, o papo que alguns brancos usam para deslegitimar o racismo “ah, porque o próprio negro é racista”, não cola. Essa de “racismo reverso” é furada. A História está aí para nos mostrar. ção, um sacerdote filho da terra novamente a assume como pároco. Um momento histórico para o município e para a paróquia. Padre Fábio Rômulo Reis começa a escrever um novo capítulo desta rica obra de fé.
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Gente que fez e faz a História
JOÃO MAGALHÃES
Nos 70 anos do fim da 2ª Guerra Mundial, “Tem Resende Costa mais um ex-combatente. Tal fato encontra-se registrado na história da cidade? Acho que não. Pois é! Enriqueceu-se a história do município com mais um filho no rol dos ex-combatentes da segunda guerra mundial e ninguém disso tem conhecimento, a não ser os familiares mais próximos, como eu, por exemplo, seu sobrinho e afilhado”. O comentário é de Agenor Gomes (Agenorzinho), extraído dos originais de um livro de suas memórias e vivências de Resende Costa que está em processo de finalização e pretende publicar oportunamente e que será, em minha opinião, uma excelente contribuição para a história de nossa terra. E é dele que me vieram todas as informações e documentos para esta matéria em homenagem ao ex-combatente: Osires Gomes de Sousa, mais conhecido em Resende Costa como “Zirico”. Osires nasceu em 1915 em Resende Costa e faleceu em 1992 com 77 anos em São Paulo, num hospital à rua Pedro de Toledo. Quase perto, o Hospital dos Servidores Públicos de São Paulo, onde fui capelão religioso de 1965-1969. Era irmão de Antônio Gomes de Sousa (o conhecido Totonho do Agenor). De seu casamento com Carmem Íris de Sousa nasceram duas filhas: Maria Catarina e Noemi, residentes em são Paulo. Agenor: “Chegou a estudar, parece-me, inclusive no famoso Colégio Santo Antônio, na vizinha São João del-Rei. Era culto e inteligente. Sempre gostou de ler bons livros e, especialmente os de doutrina espírita. Como voluntário, no dia 2 de março de 1938,incorporou-se no 11º Regimento de Infantaria, sediado em São João del-Rei. Na sua trajetória militar, prestou serviços, dentre outras, além de São João del-Rei, nas cidades de Porto Alegre, Rio de Janeiro e Recife. Na cidade de Porto Alegre, no Sétimo Batalhão de Caçadores, no mês de julho de 1940, já tinha sido investido na patente de sargento. No Rio de Janeiro, exerceu suas atividades nas unidades militares na Primeira Companhia Independente de Carros de Combate Leves, a partir de 1º de setembro de 1942 e, anteriormente, na Escola de Motomecanização. Conforme documento do Exército Brasileiro: “Dos seus assentamentos consta ter-se
deslocado por via marítima, ordem superior, comboiado em missão de vigilância do litoral, à bordo do navio Araranguá, tendo embarcado às onze horas de dezoito de setembro de mil novecentos e quarenta e dois, no porto do Rio de Janeiro, desembarcando no porto do Recife a doze de Outubro do mesmo ano... Participou efetivamente de operações bélicas” (grifo nosso). Segundo Agenor, “faltam-nos documentos mais incisivos sobre sua permanência nas tropas do Exército Brasileiro”. Em 1990, uma certidão do Departamento Geral do Pessoal do Ministério do Exército reconhece seus direito à Pensão Especial (lei 8.059/1990) como ex-combatente no posto de 2º tenente. Não embarcou para Europa com a Força Expedicionária Brasileira, escalado que foi para a força de defesa do litoral brasileiro, em conjunto com os americanos. E isto o singulariza especialmente entre os ex-combatentes de Resende Costa por ser uma testemunha agente contra os ataques aos navios brasileiros em nosso litoral. E continua Agenor: “Contou-me tio Osires... alguns casos da vida militar... E isso lá na unidade militar de Recife, no auge da segunda guerra mundial... E o que mais me chamou atenção, registro aqui, foi o fato de que os americanos estavam sempre trajados com uniformes próprios para os mais variados tipos de combate, a qualquer momento e com armas modernas. Mas os brasileiros não. Embora em permanente estado de alerta, próprio de uma unidade militar em estado de beligerância, trajavam uniformes comuns e portavam armas de tecnologia não tão avançada. Dos americanos, disse-me meu tio Osires, ganhavam os soldados brasileiros de tudo. Inclusive um “tablete especial de chocolate”, que dava para substituir a alimentação do dia inteiro, a partir do café da manhã. Narrou-me mais outros fatos do seu tempo de guerra no norte do país. De boa memória lembrava um a um, dos nomes dos navios torpedeados no litoral brasileiro a partir de fevereiro de 1943 a julho de 1944... De um total de 21 embarcações, atacadas no litoral brasileiro, 19 foram afundadas”. Dando baixa do exército, voltou para Resende Costa,
aqui vivendo até março de1949, quando mudou-se para São Paulo. Quanto à sua atuação aqui em nossa cidade, passo novamente a palavra ao Agenor: “Enquanto aqui esteve, exerceu, na Prefeitura Municipal, as funções do cargo de “Fiscal do Distrito da cidade”, para o qual fora nomeado, consoante certidão de tempo de serviço, datada de 9 de abril de 1980 e assinada por Selma Aparecida Andrade. Nesse paço municipal além das funções do cargo de fiscal, exercia à parte, as funções de mecânico e motorista. Na prefeitura havia dois veículos, um automóvel Ford/1939, de cor preta, de oito cilindros, e um pequeno caminhão, três quartos, também Ford do ano 1935. Era azul. Ambos, durante a guerra, diante da escassez de combustível, foram impedidos de trafegar. E, como consequência, enferrujaram-se, tiveram seus motores danificados. Foi tio Osires, com seus conhecimentos de mecânica e de eletricista, que os fez, novamente funcionar. E neles, tanto no automóvel como no caminhão, muito viajei de carona. Lá na antiga prefeitura municipal, ainda Praça da Bandeira, num cantinho de um pátio, que dava para as lajes, havia uma bomba hidráulica, que da grande caixa d’água, situada logo adiante, puxava o precioso líquido. Era manual. Inúmeras vezes, convocado por meu tio e padrinho, manobrei a tal bomba d’água para lavar o automóvel. E isso a troco de uma voltinha, que sempre acontecia, no Ford/1939. Era meu tio e padrinho um exímio eletricista, tanto com corrente contínua ou alternada. A prestadora do serviço de iluminação da cidade, de propriedade de um tal de Azevedo, deixava a desejar, para não ser mais contundente. Na época da seca, com a falta d’água na usina geradora, a energia elétrica, só e somente, servia para alumiar, e mal, as casas dos moradores da cidade. As ruas, praças e avenidas, com um poste de luz aqui e outro a mais de cem metros de distância, estavam sempre às escuras. Não era a energia elétrica suficiente nem para funcionar um rádio. E olha, nem um tal de “rádio-rabo-quente”, de baixo consumo de energia. Daí, o que fez o meu tio e padrinho? Habilmente, com papel manteiga, pedaços de lata de banha, recortados cientifica-
Foto Arquivo Familiar
uma homenagem ao ex-combatente de Resende Costa: Osires Gomes de Sousa
À esquerda, o ex-combatente resende-costense Osires Gomes de Sousa
mente, conexões de circuito de alimentação e mais fios e fios elétricos, idealizou um tal de “acumulador”, que o povão o apelidou de “transformador”. Depois de devidamente fabricado e montado o acumulador, valia-se o tio Osires dos serviços de um marceneiro, o Crispiniano, que o adaptava numa caixa de madeira envernizada. De posse desse aparelho, que supostamente aumentava a potência do quilowatt, unidade de medida de potência ativa, puderam os proprietários dos rádios, finalmente, ouvir as notícias do mundo. Inclusive os ferros-elétricos, também, passaram a funcionar. Só que esse aparelho não gerava eletricidade. Sugava-a, acumulando-a, para soltá-la mais concentrada. E daí? Daí que as lâmpadas da cidade, das casas e das ruas, já quase sem nenhuma iluminação, de vez, pode-se dizer, transformavam-se em umas verdadeiras candeias. E o resul-
tado de tudo isso, no entanto, foi que, a partir da invenção do Tio Osires, passaram os resende-costenses a ouvir, nos seus receptores, notícias, músicas e novelas das Rádios Tupi, Nacional, Mauá, todas as noites. Noites? Sim! Noites. É que, durante o dia, nas décadas de 1940/1950, não gerava a usina do Azevedo energia elétrica. Também, pra quê? “Se de dia havia o Sol para alumiar a cidade”, segundo o tal de Azevedo. Demitindo-se da Prefeitura Municipal.... foi o tio Osires para São Paulo. Aí, no início da Avenida Rebouças, logo após a Avenida Paulista, numa oficina elétrica para veículos, de propriedade de um tal de Senhor Carvalho, meu meio parente pelo lado de minha mãe, Leonor, iniciou as atividades de mecânico-eletricista. Nessa oficina, trabalhei, como aprendiz, de janeiro a julho de 1950. Posteriormente, de empregado passou tio Osires a dono da oficina”.
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Aconteceu Réveillon e confraternizações em RC Equipe do JL se reuniu em dezembro No dia 17 de dezembro, os diretores e colaboradores do Jornal das Lajes se encontraram para comemorar mais um ano de sucesso do periódico, que circula em Resende Costa e região. Vida longa ao JL!
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EMANUELLE RIBEIRO / JOSÉ VENÂNCIO DE RESENDE
Aconteceu em São João del-Rei
Churrasco para fechar o ano Um animado churrasco de confraternização reuniu cerca de 80 pessoas, entre corretores e familiares, no dia 19 de Dezembro no Espaço Festejar, no Solar da Serra. Entre os presentes, Eustáquio Coelho Resende, presidente da Associação dos Corretores de Imóveis de São João del-Rei, Antônio Sérgio Ribeiro, delegado do CRECI e João Lovato, delegado do Sindimóveis.
Parte da equipe do JL durante confraternização em dezembro
Confraternização dos funcionários da Saúde Os funcionários do Hospital Nossa Senhora do Rosário e do Lar São Camilo também se reuniram no dia 17 de dezembro para uma confraternização. Parabéns a todos pelo ótimo serviço prestado às populações de Resende Costa e das cidades vizinhas.
Churrasco reuniu corretores de imóveis de São João del-Rei numa animada confraternização
Mais de 100 anos de reveion do Athletic Club O tradicional reveion do Athletic Club superou as expectativas, numa noite primorosa para celebrar o ano novo e a vida. A organização foi da promoter Paula Bastone, que pensou em cada detalhe para satisfazer os convidados. A animação ficou por conta da banda DanceClub de BH que colocou todo mundo pra dançar. O farto buffet foi servido pelo Buffet Resgalla num primoroso cardápio. A encantadora decoração ficou a cargo de MM flores e Neia Borges. O ponto alto da noite foi a contagem regressiva que fez com que todos explodissem de alegria.
Funcionários se reuniram no Bar Barril
Churrasco da Prefeitura de Resende Costa Os funcionários da Prefeitura de Resende Costa realizaram sua tradicional festa de fim de ano na tarde do dia 23 de dezembro. Foi preparado um almoço especial com churrasco, cerveja e refrigerante para os servidores e prestadores de serviço do município. O cantor Weber Vieira foi o responsável por animar a tarde do pessoal! Muita gente bonita e alegre no Réveillon do Athletic
Experiência na crise Ao completar 16 anos de atividades em 29 de dezembro, a agência Tiradentes Turismo, de São João del-Rei, mais do que nunca vai precisar fazer valer a experiência para ultrapassar mais esta crise de recessão, inflação e dólar valorizado. Em 2015, a Tiradentes enviou dois grupos de turistas ao exterior (Portugal e Chile). Sem falar dos embarques semanais para regiões do Brasil, como as praias do Nordeste. E para o novo ano Jocelino e Heliete estão bastante esperançosos.
Confraternização da Prefeitura de Resende Costa
Reveion na Avenida Várias pessoas curtiram a noite da virada na Rua Gonçalves Pinto, no Centro de Resende Costa. Preparado pela Prefeitura Municipal, o evento contou com sonorização entre as 21h do dia 31 e as 4h do dia 1º. Reveion Jumazada A turma da Jumazada realizou pela segunda vez sua festa de reveion para convidados, com comida e bebida liberadas. O evento aconteceu na Pousada Belas Artes e se encerrou somente na manhã do dia 1º de janeiro!
Bárbara, Vanessa, Bruna e Fernanda curtiram o réveillon na rua
Thiago e Filipe, da turma Jumazada
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Aconteceu
Natal solidário Torcida Sangue Azul A torcida organizada Torcida Sangue Azul (TSA) de Resende Costa vestiu a camisa da solidariedade no final do ano. Entre os dias 14 e 22 de dezembro, a diretoria e os membros da torcida percorreram vários bairros da cidade recolhendo alimentos para doar para famílias carentes, APAE e o Hospital Nossa Senhora do Rosário. Para Paulo César, o Pc, presidente da TSA é fundamental uma
campanha como essa para mostrar que as torcidas organizadas têm o intuito de apoiar o time e aproveitar essa organização fora dos estádios para praticar o bem. “Somos uma torcida que procura sempre ajudar o próximo, as nossas campanhas ao longo do ano têm esse intuito”. A torcida também organiza grupo para doação de sangue, faz rifas para ajudar pessoas com necessidades, entre outras ações.
VANUZA RESENDE
Ao todo, foram recolhidos quase uma tonelada de alimentos e 450,00 reais em dinheiro, revertidos em cestas básicas e 200,00 reais foram doados à APAE. Além de cestas básicas, também foram entregues nos dias 23 e 24 de dezembro, brinquedos e roupas para as famílias ajudadas pela campanha. A torcida Sangue Azul agradece a todos pela contribuição.
Clube dos Cavaleiros realizou confraternização de fim de ano ANDRÉ EUSTÁQUIO
Cerveja, churrasco e música sertaneja animaram a confraternização do Clube dos Cavaleiros de Resende Costa, realizada no dia 26 de dezembro último no Parque do Campo. O evento reuniu sócios, colaboradores e parceiros do Clube dos Cavaleiros. A presidente do NUCAVE (Núcleo Campo das Vertentes do Mangalarga Marchador), Janete Campos, prestigiou o evento e destacou a parceria do NUCAVE com o Clube dos Cavaleiros: “Realizamos uma vez por ano em Resende Costa dois cursos de morfologia e marcha. O objetivo é levar os criadores a conhecer melhor os animais”. Dois shows sertanejos animaram a noite. O cantor resende-costense Weber Vieira abriu a programação com um repertório eclético. Weber, revelação do ano da música sertaneja em Resende Costa, fez o público reviver clássicos do passado que
consagraram duplas antológicas, como Milionário e José Rico, Leandro e Leonardo, Zezé Di Camargo e Luciano, entre outras. O sertanejo atual não ficou de fora do repertório do talentoso Weber Vieira. A dupla Tales e Lenno, da cidade de Carmópolis de Minas, fechou a programação da noite de confraternização. Talento, excelente repertório e interação com a plateia marcaram a apresentação da dupla, que arrastou o público para um animado forró. Destaque para a performance de Lenno na viola caipira. Parabéns ao Clube dos Cavaleiros pelo importante trabalho que desenvolve em Resende Costa, resgatando, valorizando e promovendo a cultura sertaneja. A confraternização 2015, em clima de amizade e companheirismo, coroou esse brilhante trabalho.
Torcida Sangue Azul novamente vestiu a camisa da solidariedade, em prol de pessoas carentes e instituições beneficentes de Resende Costa
a imagem do Menino-Deus através desta homenagem. No dia 25 de dezembro, aconteceram apresentações do Auto de Natal, realizadas pelo mesmo grupo, no Lar São Camilo, Hospital Nossa Senhora do Rosário e Praça da Matriz. De acordo com os organizadores, trata-se de um trabalho de cunho social “que visa a levar uma luz diferente no Natal aos nossos idosos e enfermos. Isso mostra mais uma vez que a Com-
Diretoria do Clube dos Cavaleiros de Resende Costa
panhia, além dos palcos, também se preocupa com o próximo, cumprindo mais uma vez seu dever social de levar arte e amor ao próximo”. Os coordenadores Abel Júnior e Ezequiel Santos agradecem a todos os patrocinadores, aos membros participantes, às famílias e entidades visitadas que os recepcionaram calorosamente, aos músicos, à SME e a todos que de certa forma os apoiaram. E já esperam a 17º edição!
Foto André Eustáquio
Mais uma vez, em sua 16ª edição, aconteceu a “Serenata Embaixadores” realizada pela Cia. Teatral “Embaixadores da Arte” com a participação de alguns membros do grupo de jovens Shalon. Nos dias 18 e 19 de dezembro, 26 casas foram contempladas com a presença da luz do evento. As casas foram escolhidas por uma comissão que a cada ano define novos critérios. Todos se emocionam muito ao receber
Natal teatral
Teatro em Lagoa Dourada
No dia 10 de dezembro, os participantes do projeto Arte Por Toda Parte e o grupo Teatro da Pedra realizaram o belo espetáculo “Auto de Natal” em Lagoa Dourada. A peça teatral marcou o fim de mais um ano de trabalho e dedicação dos envolvidos no projeto. Foto Nayana Carvalho
Foto Leticia Resende
Kely e Mauro Resende, diretores do Clube dos Cavaleiros, com a presidente do NUCAVE, Janete Campos e seu esposo Higino Mendes
Cia. de Teatro Embaixadores da Arte realiza apresentação no Lar São Camilo
Peça marcou o fim de mais um ano de trabalho do grupo teatral
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A Teia do Mundo
JOSÉ ANTÔNIO*
À primeira vista Não é à toa que a justiça é cega. Se ela enxergasse, iria julgar pelo que visse. E é aí que está o risco: julgar pelo que se vê. As aparências não enganam: quem engana são os olhos. Você viu um boi de longe e pensou que fosse um cavalo. Será que o boi mudou a aparência para cavalo só para enganar você? Claro que não! Ele continuou boi o tempo todo. Os seus olhos é que viram um cavalo. Daí, a justiça com a venda nos olhos. Ela julga apenas pelo que ouve. Ora, direis: Na certa, perdeste o senso... por que ela às vezes julga errado? Realmente não sei o que chega aos ouvidos da justiça. Talvez ela ouça estrelas... Mas isso já é outra história. Há momentos em que precisamos colocar uma venda nos olhos. Não necessariamente para julgar melhor, mas necessariamente para não julgar porcaria nenhuma. Ano passado mesmo, não tem muito tempo: elevador cheio e quem eu vejo um pouco à minha frente? Maria José! Amiga de infância, andou sumida, apareceu, sumiu e agora ali, na mais inesperada coincidência, perto de mim e num elevador. Assim de costas, olhando bem, dava para comprovar. Seus cabelos, o formato da cabeça, o jeito de olhar para cima... Era a Maria José. Abri o sorriso e rasguei o
silêncio burocrático do elevador: – Maria José! Não era a Maria José. Fiquei na minha, como se deve ficar numa situação dessas: idiotizado, sem cara e com vontade de sair correndo. O pior é que não aprendo. Vivo proporcionando quadros lastimáveis que surpreendem os mais variados públicos. Não preciso de venda, mas de uma viseira. Semana passada, quis ser simpático com a moça que me atende na cafeteria. Enquanto ela preparava o meu café, eu a observava: olhos tristes, semblante cansado, mãos apressadas, cabelo preso, vestido baby-look, corpo cheio, barriga proeminente... Grávida! Minha voz se enfeitou de simpatia, de vontade de alegrar a futura mamãe. E ornejei a pergunta: – Pra quando é o seu bebê? Ela retrucou, num misto de espanto e indignação: – Eu não estou grávida! Fiquei parado, sem falar, olhando pra ela. Foi a única vez em minha vida que consegui pensar em absolutamente nada. Depois de muitos segundos assim, virei as costas e fui embora, deixando a minha honra no coador. Não volto lá nunca mais! Porém, tem hora que a consciência pesa: não paguei o café...
*JOSÉ ANTÔNIO OLIVEIRA DE RESENDE é professor de Prática de Ensino de Língua Portuguesa, do Departamento de Letras, Artes e Cultura da Universidade Federal de São João del-Rei. e-mail: jresende@mgconecta.com.br
Contemplando as Palavras
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REGINA COELHO
Recomeçar No ano passado,... Já repararam como é bom dizer “o ano passado”? É como quem já tivesse atravessado um rio, deixando tudo na outra margem... Tudo sim, tudo mesmo! Porque, embora nesse “tudo” se incluam algumas ilusões, a alma está leve, livre, numa extraordinária sensação de alívio, como só poderiam sentir as almas desencarnadas. Mas, no ano passado, como eu ia dizendo, ou mais precisamente, no último dia do ano passado, deparei com um despacho da Associated Press em que, depois de anunciado como se comemoraria nos diversos países da Europa a chegada do Ano Novo, informava-se o seguinte, que bem merece um parágrafo à parte: “Na Itália, quando soarem os sinos à meia-noite, todo mundo atirará pelas janelas as panelas velhas e os vasos rachados”. Ótimo! O meu ímpeto, modesto mas sincero, foi atirar-me eu próprio pela janela, tendo apenas no bolso, à guisa de explicação para as autoridades, um recorte do referido despacho. Mas seria levar muito longe uma simples metáfora, aliás, praticamente irrealizável, porque resido num andar térreo. E, por outro lado, metáforas a gente não faz para a Polícia, que só quer saber de coisas concretas. Metáforas são para aproveitar em versos... Atirei-me, pois, metaforicamente, pela janela do tri-
centésimo sexagésimo quinto andar do ano passado. Morri? Não. Ressuscitei. Que isto da passagem de um ano para outro é um corriqueiro fenômeno de morte e ressurreição – morte do ano velho e sua ressurreição como ano novo, morte da nossa vida velha para uma vida nova. (...) Texto extraído da obra Porta Giratória (1988), de Mário Quintana. Pode-se concordar ou não com a visão do saudoso Quintana sobre a passagem de um ano para o seguinte. É fato, porém, que, pelo menos hoje é ainda novo este bissexto 2016. Aliás, essa característica tem uma explicação interessante. Vamos a ela. O ano é medido pelo tempo que a Terra leva para dar uma volta em torno do Sol. Esse período tem duração de 365 dias e 6 horas, aproximadamente. Um ano se encerra com 365 dias e deixa de lado essas 6 horas. Em quatro anos, temos 24 horas de sobra, ou seja, 1 dia. Assim, 29 de fevereiro é inserido no calendário para que o movimento da Terra possa ser ajustado. Ainda sobre a magia da virada do calendário, Drummond escreveu: “Quem teve a ideia de cortar o tempo em fatias, a que se deu o nome de ano, foi um indivíduo genial./ Industrializou a esperança, fazendo-a funcionar no limite da exaustão./ Doze meses dão para qualquer ser humano se cansar e entregar os pontos./ Aí, entra o milagre da renovação e tudo começa outra vez, com outro número/ e outra vontade de acreditar que da-
qui para diante vai ser diferente”. Pode ser psicológico, mas pelo sim ou pelo não, o desejo de conquistar uma nova vida deve ser um bom começo para este começo de ano. O que vem depois daí já é outra história, ou melhor, são outros projetos. Cuidar mais da saúde, encarar aquele check-up tão adiado, estudar muito para o Enem e garantir uma vaga na faculdade, preparar-se para o primeiro emprego, conseguir um outro emprego, ter coragem de mudar de emprego, construir a casa própria, reformar a casa, voltar para Resende Costa, mudar-se de Resende Costa, arrumar namorado(a), viajar por aí e para longe, ter um pedacinho de chão para chamar de seu, parar de fumar, começar a malhar, comprar um carro, trocar de carro, pescar no Pantanal, ler mais, voltar a frequentar o Mirante das Lajes e se deixar levar por sua beleza inspiradora e acolhedora, tornar-se voluntário(a) de uma causa social, dedicar mais tempo à família... Coletivamente falando, que haja entre nós e para nós mais saúde, menos sofrimento; mais educação, menos corrupção; mais civilidade, menos impunidade; mais justiça, menos desigualdade; mais decência, menos violência. Eleições municipais e Olimpíadas batendo à porta, que seja ganhador nas urnas o Brasil, do qual se espera, como anfitrião e competidor, correto desempenho. Que assim seja. Feliz 2016.
10 Jornal das Lajes Causos e Cousas
ANO XII Nº 153 - JANEIRO DE 2016 / RESENDE COSTA - MG
ROSALVO PINTO
Por que nossa cidade se chama Resende Costa? Afinal, meu povo resende-costense, nossa terrinha se chama “Resende Costa” em homenagem ao inconfidente capitão José de Rezende Costa (o Pai), ou ao seu filho, o também inconfidente Conselheiro do Império José de Rezende Costa (o filho), ou, quem sabe, aos dois conjuntamente? Está aí um problema que, com certeza, jamais passou pela cabeça da grande maioria dos “lagartixas” desta imensa laje e, também com certeza, já terá incomodado alguns estudiosos da nossa história. Adianto, para começo de conversa, algumas considerações para a solução do magno problema. Começo pelo pai. Além de inconfidente, é tido como um dos fundadores do “Arraial da Lage”, talvez o único nome entre os demais fundadores, pelo prestígio de ter sido um homem rico e de prestígio, preocupado em fazer seu filho estudar no Rio de Janeiro (ou em São João del-Rei?), preparando-o para cursar Direito na Universidade de Coimbra, em Portugal. Além do capitão, pertencente à família Rezende Costa, há notícias dos fazendeiros João Francisco Malta, que comandou, em 1749, a construção da primeira capela (Capela de Nossa Senhora da Pena de França) e Antônio Marques Monteiro, bem como as famílias Alves Preto, Pedrosa de Morais e Pinto de Góes e Lara. Pouco sabemos sobre o Rezende (Pai), desde seu nascimento em 1730 (data presumida) até o ano de 1789, quando eclodiu em Vila
Rica o movimento conhecido como “Inconfidência Mineira”. Sabemos apenas que, pouco antes da eclosão, o capitão estava esperando, provavelmente muito aflito, o momento de encaminhar seu filho para Coimbra, aproveitando a companhia de seu amigo, o padre Carlos Correia de Toledo Melo, que se dirigia para Portugal, também provavelmente para articulações secretas referentes ao levante. Presume-se que o jovem filho (teria 24 anos) não sabia do mesmo e seu pai queria garantir sua ida e tirá-lo de um eventual fracasso da conjuração. O capitão Rezende foi preso em 1791 e condenado, em 1792, a um degredo de 10 anos na África (com a proibição de voltar para a América) e por lá morreu em 1796, aos 66 anos. O filho do capitão teria sido um dos primeiros a nascer no arraial, em 1765, ou seja, um dos primeiros resende-costenses. E sua vida teve um rumo completamente diferente de seu pai. Preso e julgado como o pai (degredo de 10 anos e proibição de voltar para o Brasil), foi também para a África (Cabo Verde). Cumprida sua pena em 1802, ele conseguiu autorização para ir para Portugal, onde conseguiu trabalho no Erário Real por seis anos. Para sua sorte, recebeu convite para voltar para o Brasil, lá chegando em 1809, requisitado pela Família Real. Trabalhou por muito tempo com as questões da política e do comércio do diamante. Recebeu honrarias importantes, sendo a maior a nomeação para Conselheiro do
Império. Em 1839 foi eleito sócio do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro. Faleceu em 1841, aos 76 anos. Bem, voltemos aos dois Rezende Costa: qual deles deu seu nome ao Arraial da Lage? Vamos consultar o autor da mais completa história de Resende Costa até então, o nosso Juca Chaves (Memórias do Antigo Arraial ... de Resende Costa, amiRCo, 2014, p. 61). “Em 1º de julho de 1911, dirigiram os habitantes da Lage uma representação àquela Assembléia [Legislativa, em Belo Horizonte], pedindo a elevação do Distrito à Vila sem foro, (...) cuja criação se cogitava, e que ao novo Município fosse dado o nome de “Resende Costa” em imperecível homenagem ao seu dileto filho e ilustre brasileiro Conselheiro José de Rezende Costa”. E, em nota (4), completa o autor que “A ideia dessa homenagem ao Conselheiro Rezende Costa partiu do respeitável patriota e lageano major Joaquim Leonel de Resende Lara, descendente da família daquele conjurado mineiro” (p.65). Por fim vale lembrar aqui que, na comemoração dos 100 anos da emancipação do município (2012) um dos pontos altos da comemoração consistiu na colocação da estátua do Inconfidente José de Rezende Costa (Pai). E agora? Não deveria ser a estátua do José de Rezende Costa (Filho)? Ou devíamos homenagear os dois? Brevemente voltaremos a esse assunto. O site do JL está à disposição para um debate.
Trilha Sonora
RENATO RUAS PINTO
Gravadoras lendárias Os mais jovens não vão se lembrar, mas houve um tempo em que se comprava música em discos ou fitas. Ou se aguardava ansiosamente para ouvir a música favorita no rádio. Naqueles tempos, quando copiar uma música era um processo demorado e não muito barato (fitas boas não eram tão acessíveis, além de comportar no máximo 90 minutos), quem ditava o rumo da indústria musical eram as gravadoras e selos com seus esquemas de distribuição e divulgação (inclui-se aí o nefasto “jabaculê”, que envolvia pagamentos e presentes aos canais de rádio e TV para favorecer algumas músicas). Se desde um bom tempo o que guia o trabalho dos artistas das grandes gravadoras é o retorno financeiro, houve uma época na qual a qualidade artística era o critério principal para se decidir o lançamento de um álbum ou compacto. Algumas gravadoras se tornaram lendárias por serem dirigidas por quem entendia de música e, sem deixar o lucro de lado, tinha a sensibilidade para saber o que era música boa. Tempos em que diretores e produtores percorriam casas de show atrás de novos talentos e do próximo sucesso. Invariavelmente, essas gravadoras colocavam à disposição dos seus artistas produtores brilhantes, músicos de estúdio competentes e compositores consagrados. Entre essas, podemos citar as estrangeiras Atlantic Records, Chess Records e a Tamla Motown. No Brasil tivemos a EMI-Odeon, a Philips/Phonogram e a Elenco. A Atlantic foi fundada pelos irmãos turcos radicados nos EUA Ahmet e Nesuhi Ertegun. Nos anos 50 se notabilizou pelos trabalhos de jazz, Rhythm & Blues e soul. Nesse período, teve no seu time artistas como Aretha Franklin, Ray Charles e Otis Redding. No final dos anos 60 abraçou o rock e foi a gravadora que lançou o Led Zeppelin, o trio Crosby, Stills & Nash (e depois quarteto, com Neil Young) e ainda contou com artistas como o The Cream (cujo álbum histórico “Disraeli Gears” foi gravado nos estúdios da Atlantic em Nova Iorque) e o Yes. A Atlantic trabalhou com produtores do calibre de Phil Spector, Tom Dowd e a dupla Jerry Lieber e Mike Stoller, os autores de clássicos como
“Hound Dog”, “Stand by Me” e “Jailhouse Rock”. A Chess foi fundada pelos irmãos Phil e Leonard Chess em Chicago e é creditada pelo resgate do blues americano nos anos 50, além de abrir as portas para artistas negros nos primórdios do rock, como Chuck Berry. Nos anos 50 e 60, com o panorama da música pop em mudança, a Chess promoveu nomes do tradicional blues como Howlin’ Wolf, Muddy Waters e Willie Dixon. A influência desses artistas chegaria ao outro lado do Atlântico, causando uma revolução no rock inglês com a “eletrificação” do blues promovida por Eric Clapton, os Rolling Stones e outros. Os Stones inclusive pagariam um tributo aos mestres gravando um disco no estúdio mais famoso da Chess, localizado no número 2120 da South Michigan Avenue. Do time de músicos de estúdio da Chess ainda saiu o núcleo do renomado Earth, Wind & Fire. Um traço comum a esses selos era o fato de que os seus donos se envolviam profundamente na seleção de artistas e produção dos trabalhos. Porém, à medida em que a música pop se tornava um negócio milionário, esse panorama foi se alterando. Os custos crescentes para divulgação, distribuição de discos e assinaturas de contratos naturalmente empurraram esses selos para os braços de corporações maiores como a Warner, que comprou a Atlantic. Gradualmente a liberdade artística foi substituída pela busca de fórmulas mágicas que garantissem o sucesso instantâneo de músicas e novos artistas. E produtores e diretores que conheciam música foram trocados por executivos engravatados preocupados só com os números financeiros. Tempos tristes para a música. Aqui no Brasil também passamos por transformações parecidas: de tempos nos quais álbuns sem compromisso comercial algum, como o “Clube da Esquina”, ainda eram lançados para dias de música quase padronizada. Mas essa história fica para outra oportunidade, assim como a de outra gravadora lendária que virou praticamente adjetivo do som que produzia, a Motown. Que 2016 seja um bom ano para todos e para a música.
Jornal das Lajes 11
ANO XII Nº 153 - JANEIRO DE 2016 / RESENDE COSTA - MG
Regional
Centro de Convenções de São João del-Rei: nasce um elefante branco? JOSÉ VENÂNCIO DE RESENDE Expominas São João del-Rei! Os números do novo centro de convenções impressionam para uma cidade do porte de São João del-Rei. Um complexo de 10.000 m2 de área construída num terreno de 49.000 m2, auditório climatizado para 1.000 pessoas, área de exposição livre de 3.600 m2 (três pavilhões de 1.200 m2 cada), restaurante e estacionamento para 800 veículos. Em novembro de 2013, a Companhia de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais (Codemig) deu início às obras desse centro de convenções. Com 76% da obra concluídos e previsão de término este ano, o custo estimado pela empresa é da ordem de R$80 milhões. Empresários ouvidos por este repórter temem que esteja nascendo um elefante branco. Perguntam pela prospecção de demanda para grandes eventos, tipos de eventos que serão realizados e o potencial da região para ocupar um centro desse porte. Se a construção está em marcha lenta, o “trabalho estrutural” – de prospecção de demanda – está mais atrasado ainda, disse um líder empresarial. A Codemig trabalha com planejamento para atrair eventos e promover desenvolvimento regional nos locais em que possui centro de convenções, informa a assessoria de comunicação da empresa. Assim, “o empreendimento de São João del-Rei contribuirá para o fomento ao turismo de negócios e eventos na cidade e na região”, entre eles a “indústria criativa, por meio da otimização da utilização dos espaços Expominas, por exemplo”. Histórico. Tudo começou em 2008. A Associação de Hoteis e Pousadas de São João del-Rei procurou a arquiteta Zuleica Lombardi e sua sócia Kivia Costa. A presidente da Associação Nilza Affonso Alvarenga pediu um projeto para um centro de convenções. O objetivo era promover a cidade e retirar os eventos que acontecem no centro histórico e causam transtorno à população. Nilza comprometia-se a doar um terreno de 30 mil m2 para a
construção na saída do Tijuco, próximo ao trevo da BR que liga São João a Lavras, conta Zuleica. “Nós estudamos, pesquisamos os ExpoMinas de Belo Horizonte e de Juiz de Fora e vários outros centros de convenções para apresentar a primeira proposta que atendesse São João del-Rei e Tiradentes.” Durante várias reuniões, foram discutidas variáveis como capacidade do centro de convenções, infraestrutura, número de leitos (pousadas e hoteis), acessos terrestre e aéreo e a ligação dos serviços do centro com o turismo local. “Em muitos eventos, os participantes trazem junto as famílias que aproveitam para fazer turismo.” As arquitetas chegaram à conclusão de que o ideal seria um auditório para 1200 pessoas, além de dois galpões multiuso (exposições, feiras, etc.), espaço para carros e ônibus e a parte das oficinas (que se subdividia em salas menores para atender usos simultâneos). Em resumo, constaria de recepção (coffee break) e de espaços para palestras gerais, aulas especializadas e expositores. Além disso, esse espaço deveria atender a festas locais, feiras, shows, formaturas, casamentos etc. “Um projeto que fosse muito dinâmico, que tivesse capacidade para se subdividir e atender diferentes necessidades.” Identidade. O novo centro de convenções deveria apresentar referências locais que fortalecessem a imagem de cidade turística, explica Zuleica. Foram utilizados três fios condutores: o sino, a maria fumaça e as palmeiras da igreja São Francisco. “Os trilhos do trem seriam o grande elo de ligação entre esses ambientes. Usamos as palmeiras para fazer um grande adro. O sino aparecia na fachada e como logomarca”. O anteprojeto, com “uma arquitetura moderna, integrada à paisagem local, com implantação discreta e contextualizada”, foi apresentado à comissão da Associação de Hoteis e Pousadas e alguns convidados. Na segunda reunião, compareceu a Asso-
ciação Comercial e Industrial de São João del-Rei (ACI del-Rei) que se interessou pelo projeto, relata Zuleica. “A intenção era ótima.” No entanto, a ACI del-Rei não gostou da localização, temendo o mesmo erro do Expominas de Juiz de Fora. Envolveu-se a prefeitura na busca de outro local que em princípio seria um terreno em frente à Fundação Bradesco. Mas o terreno foi descartado por estar na divisa dos dois municípios, sendo uma parte de propriedade de Santa Cruz de Minas. Então, apareceu o terreno ao lado do IFET (Instituto Federal Sudeste de Minas Gerais - Campus São João del-Rei). Ficou decidido que a prefeitura faria a doação do terreno e, em conjunto com a ACI del-Rei, seria a gestora do centro de convenções. “Aí começamos a adaptar a ideia inicial a este novo local”, diz Zuleica. Novo projeto. O projeto ganhou novas proporções, inclusive a capacidade foi para 1800 pessoas. “Fizemos novo projeto para este terreno, mas mantivemos os conceitos e as características originais”, observa Zuleica. A área do auditório foi separada das partes dos galpões e das salas multiuso. O estacionamento ocupava áreas coberta e descoberta e ainda havia a parte de logística (carga e descarga, montagem, local de equipamentos etc.). O novo projeto foi apresentado pelas arquitetas para uma grande comissão na ACI del-Rei, com a presença da própria entidade, da Associação de Hoteis e Pousadas e representantes da prefeitura e da UFSJ (Universidade Federal de São João del-Rei). “Fomos convidadas para apresentar o projeto num grande evento na UFSJ. Começou então um grande movimento para tirar o projeto do papel.” Foi quando entrou em cena a Codemig. “Fomos convidados a apresentar o projeto em Belo Horizonte e eles quiseram abraçar a causa”, conta Zuleica Fator político. O projeto original foi substituído pelo modelo Expominas. “Eles pediram para
Novo centro de convenções, na Vila São Paulo, ao lado do IFET e do Parque de Exposição
adequarmos o projeto às características que consideravam necessárias”, relata a arquiteta. O novo projeto ocupava uma área total de 40 mil a 50 mil m2; área construída de 10.300 m2; três pavilhões (cada um com 3.300 m2); teatro fixo para 1000 pessoas; estacionamento com capacidade para 1000 vagas e praça de alimentação com 320 lugares. Em 15 de Abril de 2009, Zuleica e sua sócia foram convidadas a ir a Belo Horizonte para apresentar o projeto final ao governo de Minas - através de Andrea Neves, irmã de Aécio Neves. Nesta palestra, as arquitetas chegaram a fazer um paralelo entre o novo projeto e os Expominas de Belo Horizonte, Juiz de Fora e Araxá. O novo centro de convenções de São João del-Rei seria equivalente ao de Araxá, com uma planilha de custos inicialmente estimada em R$ 8,1 milhões (não incluía a construção). Pronto o projeto, a Codemig exigiu que as arquitetas participassem de uma licitação para escolher a “melhor proposta”. “Então, no final de 2010, entregamos o envelope com o custo do projeto arquitetônico.” A surpresa. As empresas que construíram os centros de convenções de Juiz de Fora e de Araxá participaram da licitação do projeto arquitetônico, conta Zuleica. Durante cerca de quatro meses, a arquiteta não conseguiu qualquer contato com a Codemig em BH para saber o resultado da licitação. “A Codemig começou a fugir da gente”. Em 26 de Abril de 2011, o diretor de Obras da Codemig, Luiz Augusto de Barros, veio a São João del-Rei para apresentar o vencedor da licitação do projeto arquitetônico do centro de convenções. A reunião foi no auditório da ACI del-Rei e Zuleica Lombardi foi convidada. Estavam presentes o secretário de Planejamento do Município, José Egídio de Carvalho
(representando o prefeito Nivaldo Andrade); o então deputado estadual Rômulo Viegas; a presidente da Associação de Hoteis e Pousadas, Nilza Alvarenga; e o presidente da ACI del-Rei, João Afonso Farias, entre outros convidados. Um dia antes, Zuleica havia participado de programa na Rádio Vertentes para falar sobre o projeto do centro de convenções. Também a TV Campos de Minas já havia divulgado o projeto. Foi neste clima que o dirigente da Codemig anunciou, na reunião, que já tinha um projeto vencedor. “Mas esse não é o meu projeto”, reagiu Zuleica. “Você perdeu a licitação”, respondeu o diretor da estatal. Constrangimento. Zuleica pediu licença e disse que se retiraria da reunião porque não tinha mais nada a fazer ali. Não houve qualquer manifestação de apoio entre os presentes. Como se nada tivesse acontecido, todos aplaudiram o anúncio do projeto vencedor, que foi o da mesma empresa que construíra o Expominas de Araxá. Na ocasião, o diretor da Codemig também anunciou investimento de R$ 30 milhões para a construção da obra. Numa visão retrospectiva, Zuleica se diz “aliviada” por não ter ganho esta licitação. “A gente sabe como são essas obras públicas!” Além disso, “o projeto vencedor não tem identidade com São João del-Rei. Ficou superdimensionado e cometeram o mesmo erro do Expominas de Juiz de Fora, que é tudo o que eles não queriam. Não ficou uma coisa harmônica, não soube comunicar com o ambiente onde está. Poderia estar em qualquer lugar (cidade)”. Este é um caso típico de como, muitas vezes, a política chega a ser cruel, desumana, com as pessoas. Será que deveria ser assim? (Íntegra disponível em www.jornaldaslajes.com.br).
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ANO XII Nº 153 - JANEIRO DE 2016 / RESENDE COSTA - MG
Cultura
Regional
Produção de leite na microrregião Campos das Vertentes aumenta 15,2% JOSÉ VENÂNCIO DE RESENDE
A produção de leite de vaca na microrregião das Vertentes, com sede em São João del-Rei, atingiu 189,2 milhões de litros em 2014, um aumento de 15,2% em relação ao ano anterior (164,2 milhões de litros). O valor desta produção somou R$ 170,14 milhões em termos nominais (ou seja, sem considerar a inflação). Os dados da produção animal, abrangendo números de rebanhos e volumes por cidades, foram divulgados recentemente pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE). O principal município produtor foi São João del-Rei, com 35,06 milhões de litros (acréscimo de 2% em relação a 2013). Aparecem na sequência São Tiago (23,92 milhões de litros, aumento de 2,5%), Nazareno (22,95 milhões de litros, ou mais 26%) e Conceição da Barra (17,95 milhões de litros ou acréscimo de 58%). A produção de Resende Costa foi de 14,54 milhões de litros (aumento de 9,1% sobre o volume de 2013). Ovos. A produção regional de ovos em 2014 alcançou 738 mil dúzias, porém com leve recuo de 1,1% em relação ao ano anterior (746 mil dúzias). O valor desta produção somou R$ 2,3
milhões em termos nominais. O município de Lagoa Dourada liderou a produção com 133 mil dúzias, seguido de Resende Costa (105 mil dúzias), São João del-Rei (104 mil dúzias) e São Tiago (80 mil dúzias). Rebanhos. O rebanho bovino da região foi estimado em 204,64 mil cabeças, com leve redução (0,1%) em relação a 2013. Destaques para os municípios de São João del-Rei (38,8 mil cabeças), São Tiago (25,6 mil cabeças), Carrancas (19,6 mil cabeças), Resende Costa (19,3 mil cabeças) e Nazareno (17,8 mil cabeças). Já o plantel avícola foi calculado em 205 mil cabeças, um pequeno aumento de 1,3% sobre o plantel do ano anterior. São João del-Rei liderou com 61,6 mil cabeças de aves, seguido de Lagoa Dourada (31,3 mil cabeças), Resende Costa (25,8 mil cabeças) e São Tiago (18,1 mil cabeças). O plantel suíno foi de 35,86 mil cabeças, com queda de 1,7% em relação ao ano anterior. O município de Lagoa Dourada ficou disparado na primeira posição com 11,64 mil cabeças. O IBGE estimou em 9 mil cabeças o rebanho equino da região.
Ovinos, mel e ovos de codornas são outros destaques A microrregião Campos das Vertentes possui um rebanho de ovinos estimado em 1213 cabeças. Os maiores rebanhos estão concentrados nos municípios de Nazareno (443 cabeças) e de Piedade do Rio Grande (463 cabeças). Outra atividade que aparece nas estatísticas do IBGE é a apicultura, medida pela sua produção de mel. Em 2014, foi estimado um volume de 23,35 mil quilos de mel, dos quais 11,82 mil quilos em São João del-Rei. Com quantidade expressiva, aparecem ainda Piedade do Rio Grande (2022 quilos), Carrancas (1850 quilos), Tiradentes (1703 quilos), Barroso (1508 quilos) e Resende Costa (1005 quilos). Dois municípios destacam-se na produção de ovos de codornas. O IBGE estimou para São João del-Rei um plantel de 2003 cabeças, com volume estimado em 12 milhões de dúzias de ovos. Já Lagoa Dourada tem plantel de 205 cabeças, com produção de 1 milhão de dúzias.
Bandidos explodem caixas eletrônicos e destroem agência em Lagoa Dourada O ano de 2015 terminou com um susto para a população de Lagoa Dourada. Bandidos fortemente armados invadiram a agência do Banco do Brasil da cidade e explodiram cinco caixas-eletrônicos, por volta das 4h do dia 31 de dezembro. Eles levaram aproximadamente 300 mil reais da agência. Este foi o quarto assalto a banco na cidade em 2015, e o segundo na agência. Somente algumas das máquinas tinham o sistema que marca as notas em caso de arrombamento. Cerca de dez bandidos participaram da ação. Enquanto um grupo praticava o roubo, outro atirava incessantemente contra o destacamento da Polícia Militar para evitar a saída dos policiais. Ninguém ficou ferido.
Luzia Resende lança livro de poemas em Resende Costa
EMANUELLE RIBEIRO
No último dia 12 de dezembro, a resende-costense Maria Luzia Resende lançou seu primeiro livro oficial, Janela dos Olhos Meus. A cerimônia de lançamento aconteceu na Biblioteca Municipal de Resende Costa e contou com a presença de amigos, familiares e conterrâneos da autora. “Um estado de espírito recheado de alegria, muitas emoções vividas, indagações, buscas, raízes da fé, amor incondicional, frustrações, às vezes, e paixão pela literatura, somados a parcelas da minha inspiração, deu vida a esta obra, que sai do esconderijo, da minha existência, para apreciação daqueles que gostam de poesias”, escreveu ela em seu livro. Janela dos Olhos Meus é um livro de poemas dividido em cinco seções: Magia da Palavra, Palavras eternizam histórias e amores, Desafios da vida, Homenagens e Raízes e Fé. Na obra, Luzia conta, através de poemas, suas vivências, experiências, faz homenagens a pessoas com quem conviveu, enfim, transforma em poesia tudo o que vê e sente. Afinal, a poesia nada mais é do que a janela da alma e dos olhos do poeta, algo que muitas vezes não pode ser compreendido, mas apenas sentido. Como escreveu a própria poetisa: “A vida é um presente que ganhamos para ser usufruído, calmamente, dentro do tempo que recebemos para o passeio, o grande passeio, que temos a liberdade de traçar o seu roteiro”.
A autora Luzia Resende nasceu em
Resende Costa em 1957. É casada e mãe de dois filhos, Mariana e Thiago. Professora na área de Literatura e Língua Portuguesa, foi gestora escolar por 15 anos, com larga experiência na educação de jovens e adolescentes. Desde criança tem como princípios ler e escrever. Apaixonada pela Literatura, formou-se em Letras pela UFSJ (Universidade Federal de São João del-Rei). Escrever poesia sempre fez parte de sua vida. Fez várias oficinas de leitura, teatro e escrita. Desenvolveu diversos projetos relacionados nas escolas onde atuou, além de projetos culturais em sua cidade, como a Expansão da Arte no Tear, artesanato que norteia toda a economia do município. Publicou, por ocasião dos 15 anos de sua filha, “Adolescente com Você”, no qual escreveu toda emoção vivida, do nascimento aos 15 anos da filha Mariana. Janela dos Olhos Meus é o seu primeiro livro oficial, apresentado aos leitores em geral, com temas diversos que protagonizam a vida. E qual o diferencial de um poeta? Luzia Resende responde com poesia:
O QUE TEM O POETA O que tem um poeta? Nada diferente, apenas, o poeta consegue se mergulhar no avesso do seu eu. Pisar na pedra do caminho seu revelando-se, por inteiro, num simples pedaço de papel.
Luzia e família durante lançamento de seu livro
Agência ficou destruída.
Segundo informações da Polícia Militar, os bandidos estavam fortemente armados, pois, no local foram recolhidas munição de calibre 12, de pistola 380 e 9 milímetros, que é
de uso exclusivo do Exército. Após a ação, eles fugiram em pelo menos três veículos, uma Toyota Hylux, um Fiat Strada e um Fiat Fiorino, sentido à cidade de Entre Rios de Minas.
Moradores próximos à agência relataram que muitos tiros foram disparados entre as explosões. Ainda segundo informações dos moradores, dois caminhões que estavam passando no momento foram parados pelos assaltantes e usados como barreira.
A agência do Banco do Brasil de Lagoa Dourada foi invadida em março do ano passado. Na ocasião, teve o cofre arrombado. Os funcionários do banco não quiseram falar sobre o assunto. Fonte: Portal Lagoa Dourada
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ANO XII Nº 153 - JANEIRO DE 2016 / RESENDE COSTA - MG
Economia
Cenário político e econômico Ano começa com mais impostos em plena sombrio em 2016 recessão econômica
A crise econômica que tirou o sono dos brasileiros em 2015 tende a se agravar em 2016
JOSÉ VENÂNCIO DE RESENDE
ANDRÉ EUSTÁQUIO/EMANUELLE RIBEIRO
O prefeito municipal Aurélio Suenes prevê 2016 como um ano difícil para as contas públicas
administração municipal está em constante alerta e acompanhando mês a mês a situação das finanças, para não perder o controle. Conseguimos passar o ano de 2015 sem maiores problemas, mas não foi fácil. Tivemos que tomar medidas de precaução. Outras medidas poderão ser tomadas ao longo do ano, tudo dependerá da evolução do quadro econômico. Apesar de tudo, a administração vem apresentando bons resultados, graças às parcerias e ao bom trabalho desenvolvido por toda equipe da prefeitura”.
Artesanato O artesanato, principal fonte de renda do município, sofreu com a queda das vendas em 2015, conforme avaliou o empresário e consultor da Asseturc (Associação Comercial e Turística de Resende Costa), Edmar Assis: “O ano foi abaixo das nossas expectativas, não que tenha sido de todo ruim, porém esperávamos uma crescente como em outros anos.
Não tivemos uma boa perspectiva de melhora em nenhum momento do ano”. De acordo com o empresário, o comércio local foi afetado pela circulação de cheques sem fundo e inadimplência, além da diminuição das vendas. Edmar é otimista e acredita que 2016 será melhor: “Como todo brasileiro, acredito na melhora da economia nacional. Temos que ser otimistas e é este o sentimento que tenho para 2016. Esperamos crescimento nas vendas, cerca de 30% em relação ao último ano”. O otimismo de Edmar destoa, porém, da previsão da maioria dos especialistas em finanças, que recomendam cautela. De acordo com economistas, o momento não é propício para a realização de grandes investimentos, pelo contrário, será preciso adiar decisões estratégicas para expansão dos negócios, pelo menos até se ter uma visão mais clara do que está por vir. O mercado prevê para este ano mais inflação e contração maior da economia. Foto Emanuelle Ribeiro
2015 não foi um ano bom para o Brasil, que começa 2016 em situação de alerta. O país está vivendo uma das piores crises econômicas de sua história. Na política, o quadro é ainda mais assustador: corrupção envolvendo líderes dos principais partidos políticos e executivos de grandes empresas, o governo que não consegue se articular e dialogar com o Congresso e com isso não põe em prática as medidas necessárias para superar a crise econômica. O desemprego e a volta da temida inflação são os principais efeitos da crise que tirou o sono dos brasileiros em 2015. Quais os efeitos desta crise nos municípios de médio e pequeno porte, onde a geração de emprego e investimentos em infraestrutura dependem muito do poder público? Em Resende Costa, município com população estimada em 11.478 habitantes, a principal fonte de renda é o comércio de artesanato que emprega, sobretudo, jovens que estão se iniciando no mercado de trabalho. De acordo com o prefeito municipal Aurélio Suenes, a crise econômica atingiu o município e vem comprometendo importantes investimentos: “A crise econômica que assola o país tem afetado diretamente as finanças das prefeituras. A estagnação da economia e a volta da inflação reduzem os repasses constitucionais e comprometem a prestação de serviços à população. O agravante é que as despesas tendem a aumentar, justamente por causa da inflação, e a arrecadação não acompanha na mesma proporção. Essa situação já vem acontecendo há anos e teve maior intensidade no ano de 2015. Vários municípios não conseguiram fechar as contas, atrasaram pagamentos de funcionários e fornecedores e tiveram que reduzir a prestação de serviços para a população”. Aurélio Suenes é pessimista em relação a 2016 e atribui parte do problema à crise política que o país vem sofrendo: “Infelizmente as perspectivas para 2016 são ainda piores. O Brasil vive uma crise política e econômica e investidores não confiam no governo. Por isso não arriscam novos investimentos”. Em relação à situação financeira do município, o prefeito diz estar em alerta e não descarta tomar “medidas de precaução”, se necessário: “Em Resende Costa, a
O empresário e consultor da Asseturc Edmar Assis (esq.) fala sobre o impacto da crise no comércio de artesanato em Resende Costa
Cidadãos e empresas começam 2016 pagando mais impostos para cobrir o rombo das contas públicas. No caso de Minas Gerais, o governo aumentou o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), da energia elétrica (de 18% para 25%) para consumidores comerciais e prestadores de serviços e dos serviços de comunicação como telefonia, internet e TV por assinatura (de 25% para 27%). Também passam a pagar mais imposto os produtos considerados “supérfluos” (refrigerantes, perfumes e cosméticos, ração tipo pet, alimentos para atletas, telefones celulares, câmeras fotográficas e de vídeo, equipamentos para pesca esportiva e aparelhos de som e vídeo para uso em veículos). As novas alíquotas variam entre 14 e 27%. Já o Decreto Estadual nº 46.859 (em vigor a partir de janeiro), que revoga a redução do ICMS do governo anterior, representa aumento do imposto sobre cerca de 150 produtos diferentes, em setores como medicamentos, material escolar e produtos de higiene pessoal. Em geral, a alíquota do ICMS passa de 12 para 18%, um aumento de 50%. Em alguns produtos de construção (blocos pré-fabricados, ardósia, granito, mármore e outras pedras ornamentais) a alíquota sobe de 7 para 18%, um aumento de 157,4%. Crise x impostos. A direção da Associação Comercial e Industrial de São João del-Rei (ACI del-Rei), presidida por Aparecida Olga da Silva, considera que o aumento de impostos contribui para piorar a recessão econômica. A entidade critica o artifício de aumentar impostos dos chamados “supérfluos”, como se fossem setores que não empregassem gente e não gerassem renda para as famílias. “O momento seria de diminuir, e não aumentar impostos”, resumem os diretores da ACI del-Rei. No comércio, as empresas trabalham com grandes volumes para compensar a baixa lucratividade, o que aumenta o risco. É o caso, por exemplo, do setor de farmácia, citado pela direção da ACI del-Rei. “Quando as farmácias diversificam sua atividade para compensar a
pequena margem de lucro, vem o governo e taxa a perfumaria como supérfluo. Se repassa o imposto para o consumidor, o consumo cai; se não repassa, o lucro cai”. No mercado imobiliário, o valor dos imóveis sofreu uma queda de cerca de 40% no segundo semestre deste ano, em relação ao mesmo período de 2014, de acordo com Eustáquio Coelho Resende, presidente da Associação dos Corretores de Imóveis de São João del-Rei . “Ainda assim o balanço final foi compensador”. Mas, “pelo que tenho sentido no mercado, a previsão para 2016 é de que vai ser um ano difícil para o setor imobiliário”, diz Eustáquio. Enquanto não se resolver a crise política, a situação não tende a voltar ao normal, adverte o empresário. “Mesmo assim, não será no mesmo ritmo anterior”. Imposto x receita. O diretor da Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas de Minas Gerais (FCDL-MG), João Afonso Farias, aponta um contrassenso no aumento de impostos em plena crise econômica. Ele cita o exemplo do setor automobilístico que, em São João del-Rei, chegou a vender 300 carros por mês e agora não vende nem 10 unidades. A queda na venda de veículos implica em menor arrecadação de impostos. Se não está produzindo e vendendo, o setor tem de cortar custos, inclusive de pessoal. “Aí vem o governo e aumenta imposto. A alternativa que o governo busca é a pior delas.” Pior ainda, não é dinheiro para investimentos, mas sim para cobrir gastos correntes. “Faltam recursos para o município investir porque não há repasse da União e do Estado. O dinheiro acabou”. Ainda assim, a economia em São João del-Rei cresce acima da média nacional, de acordo com João Afonso. É que a economia são-joanense é sustentada no funcionalismo público (educação, militares e servidores de outras áreas que sofrem menos o impacto da crise), no agronegócio, no turismo e no comércio regional. É diferente de outras regiões do Estado onde os polos industriais são afetados diretamente pela recessão.
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ANO XII Nº 153 - JANEIRO DE 2016 / RESENDE COSTA - MG
Retalhos Literários
Educação
Andrea Cristina é reeleita diretora da Escola Estadual Assis Resende Ao assumir novo mandato, a diretora já tem na pauta projetos para o futuro da escola ANDRÉ EUSTÁQUIO A Escola Estadual Assis Resende realizou no dia 15 de dezembro último eleição para novos diretores. Ao todo, 493 pessoas, entre pais e alunos maiores de 14 anos, compareceram à votação, que elegeu a Chapa 1 formada por Andréa Cristina Lima Moreira (diretora), Elisabete Sousa Pinto, Karla Maria Lima Almeida e Roseni Maria Fernandes (vices). A Chapa 1 obteve 393 votos, contra 96 da Chapa 2, composta por Maria da Conceição Mendonça de Resende (diretora) e pelas vices Carla Raquel de Resende Aarão, Márcia Valeria de Sousa Coelho e Sirlene Fátima de Resende. Quatro votos foram nulos. Andrea Cristina Lima Moreira foi reeleita e cumprirá mandato de três anos, até 2018. A diretora do Assis Resende iniciou sua carreira na escola em 1995 como professora designada de Língua Portuguesa e Língua Inglesa. “Através de concurso público, em 2002, consegui minha nomeação e posse na Escola Assis Resende em Língua Inglesa. Em 2004, fui indicada pelo colegiado para ser vice-diretora ao lado de Maria Luzia de Resende e do vice-diretor Sebastião Pascoal da Silva Melo. Desde então, nunca mais retornei para a sala de aula”, disse Andrea. Após a aposentadoria da diretora Luzia Resende, em 2011, houve novo processo de indicação realizado pela comunidade escolar e Andrea Cristina foi eleita em chapa única. Ela assumiu o cargo em janeiro de 2012. Desafios e conquistas. Desde que assumiu a direção da tradicional e conceituada Escola Estadual Assis Resende, Andrea vem enfrentando inúmeros desafios, mas também colhendo muitas conquistas. Administrar uma escola que conta com espaço físico reduzido, ausência de quadra para a prática de esporte e de laboratórios diversos, além de biblioteca improvisada são hoje os maiores desafios apontados pela direção. “Nossa gestão enfrentou muitos desafios, mas sempre nos esforçamos para superá-los”, diz Andrea, que enumera algumas conquistas obtidas durante sua gestão: “Obtivemos muito êxito em várias ações e projetos, como o segundo lugar no JEMG (Jogos
Escolares de Minas Gerais), na categoria Futsal. Em 2015, nosso aluno Leonardo Vieira ganhou o primeiro lugar em uma maratona em Tiradentes, na qual competiram alunos de todas as escolas da Regional de Ensino de São João del-Rei. Mesmo não tendo um laboratório de ciências, ganhamos o primeiro lugar na Mostra de Ciências da UFMG, com grande esforço e dedicação da professora Eunice e seus alunos que foram brilhantes. Também nos destacamos com medalhas na OBMEP e obtivemos o ouro na Olimpíada Canguru de Matemática, que é uma competição internacional. Vanessa Ribeiro, na época no 6º ano, ganhou o ouro, e agora, Lucas Marioto, aluno do 3º ano do Ensino Médio, com a medalha de bronze. As professoras responsáveis foram Sirléia e Cleisiane. Também vale ressaltar a grande aprovação nos vestibulares e este ano não está sendo diferente, as aprovações já começaram a surgir”. Andrea destaca projetos pedagógicos realizados durante o ano e que têm “diferenciado a escola”. Os projetos são de incentivo à música (realizado desde 2012), Dia da Consciência da Diversidade Humana, Mostra de Ciências, dentre outros. “Os projetos têm agrado muito aos alunos e à comunidade”, conta a diretora. Graças ao trabalho da atual direção, a Escola Assis Resende conta hoje com sala de informática com multimídia e sistema de segurança com câmeras. “A escola hoje ocupa o segundo lugar no ENEM dentre as escolas estaduais da regional de ensino (de São João del-Rei) e tem o reconhecimento da SRE (Superintendência Regional de Ensino) pelo trabalho que vem desenvolvendo, pois, também alcançou todas as metas no PROEB, em Matemática e Português”, comemora Andrea Cristina. Futuro. “Para o futuro temos grandes sonhos e projetos pelos quais já estamos lutando”, revela Andrea, que tem na pauta os objetivos a conquistar durante sua nova gestão. Segundo a diretora, os principais projetos são: colocar lousa digital nas salas, continuar a compra dos projetores multimídia, melhorar a participação da
A diretora Andrea Cristina (centro) com as vices-diretoras Roseni Fernandes (esq.), Karla Lima e Elisabete Pinto
comunidade na escola, ampliar a biblioteca e criar um laboratório de ciências, construir a tão sonhada quadra de esportes, comprar o terreno ao lado da escola, buscar parcerias para melhorar o ensino, diminuir a repetência e a evasão, criando novas estratégias de ensino. “Isso e muito mais”, planeja a diretora Andrea. Agradecimento. Andrea agradece aos pais “por nos confiarem o tempo que seus filhos passam conosco. Saibam que faremos tudo para fazê-los crescer em sabedoria e ajudá-los a se tornarem o que desejam para o futuro, ou seja, pessoas dignas e aptas para a vida em sociedade. Todas as gestões, de pessoas, administrativa e financeira estarão voltadas para a gestão pedagógica, que é a mola mestra para a excelência da aprendizagem”. Ela também reconhece o trabalho de toda a comunidade escolar, formada por professores, funcionários e especialistas em educação: “Vocês são os grandes responsáveis pelo crescimento da nossa Assis Resende”. Por fim, a diretora do Assis Resende deixa uma mensagem especial aos alunos da escola (em 2015 o Assis Resende contou com 850 alunos matriculados): “Desejamos a vocês sucesso em todas as etapas de seus estudos e, aos que se formaram neste ano, muita luz na escolha da profissão. Agradecemos o carinho que nossos alunos têm conosco, pelo apoio recebido. Vocês são a vida da escola. Tudo é feito por vocês. Estamos muito felizes por continuar nossa caminhada. Temos ainda muito a aprender com vocês”.
EVALDO BALBINO
Sol e vida em Pintópolis Viajei com alguns amigos neste fim de ano para o norte de Minas. Não fomos a um lugar muito conhecido. Nada de cidades assaz mencionadas, as que governam economicamente numa região cheia de mazelas, de abandono social e econômico. Fomos a uma pequeníssima cidade de nome curioso: Pintópolis. Às mentes férteis de plantão vou logo explicando o nome da cidade. Há bem tempo, um fazendeiro do local, por nome Germano Pinto, cedeu parte de suas terras para a edificação do lugar. Daí o nome exótico dessa urbe, mais parecendo ela um povoado, de tão pequena que é. Não, não quiseram mesmo chamar a cidadela de Germanópolis. Preferiram o sobrenome ao nome do ilustre fazendeiro. Resultou dessa preferência a alcunha de Pintópolis, que aliás chama mais a atenção das pessoas à primeira vista. Para quem vai até lá, no entanto, o que chama atenção mesmo é a hospitalidade dos pintopolenses. Gente de boa prosa, de diversão farta. O Sol é escaldante, agressivo, mas os rostos têm um calor que não queima, uma alegria que embala e refrigera a existência. Ali, no nosso segundo dia de estada, dois amigos e eu fomos cruzar o rio São Francisco a barco movido a motor. Queríamos buscar peixe para o almoço. O barqueiro não tinha gasolina. Procuramos um senhor que não nos conhecia, o Seu Belo. Homem idoso, sem dentes, rugas que não acabavam mais. Cabelos brancos, na cabeça e pelo corpo. Sem camisa, ele consertava no braço uma bomba d’água, num esforço para puxar água do Velho Chico. Uma água barrenta, contudo importante para a vida. O Seu Belo nos atendeu prontamente, ofertando um litro e meio de sua gasolina. Sorriso largo, mão estendida com aperto camarada em nossas mãos, aquele senhor foi logo dizendo de alma verdadeira: “Nóis arruma pro ‘cês até o que num tem, minha gente!”. Quando voltamos do outro lado do rio, levamos para o novo amigo cinco litros de gasolina em ato de agradecimento. Os pintopolenses nos recebem com doce de baru, farinha de macaxera, carne de sol, maxixe refogado, vinho de jenipapo, creme de pequi, feijão de corda e outras guloseimas. A dona Maria, senhora que me hospedou com amor de mãe, ofertava
pela manhã um café bom (com açúcar), pão de queijo, peta (um biscoito de polvilho de dar água na boca), cinco pires (um biscoitinho maravilhoso composto por cinco ingredientes) e bolo de mandioca (de verdade, estupendo; não desses com aroma artificial que compramos nas grandes cidades, os quais nem gosto de mandioca têm). Também nos recebem aqueles cidadãos com uma linguagem sui generis de dar gosto. Nunca ouvi tanto “aculá” como em Pintópolis. “Já vou aculá mais painho”. “Cumadre Teresa ficou aculá pra mode pilá o mio”. Para expressar a dúvida de uma ação futura, usam pouco o “talvez” consagrado em nossa língua. Falam quase sempre “Cumpoca”: – ‘Cê vai na festa, Mariinha? – Sei não. Cumpoca eu vou. Me disseram tanto “Dê cá ‘qui o prato, moço!” e “Dexe de cerimônia e come mais um bucado”, que acabei perdendo a vergonha e me esbaldando na comeria que ofertavam. Haja academia depois disso para perder as calorias!! Um rapaz prosador da cidadezinha até chegou a brincar comigo que a língua que eles falam é do “estadinho de Pintópolis”. E que língua bela! Nas festanças de noite, bailes regados a forró e cerveja madrugada afora. Festa do Mimoso, Virada de Ano na praça com bandas de forró e sertanejas. Tive até de ensaiar uns passos. Logo eu que não sei dançar, corpo duro que nem pedra, igualzinho a pau torto fincado na terra pra mode servir de moirão e de cerca. Pois arrisquei um gingado no meio dos terreiros batidos por pernas animadas de todas as idades. Arrisquei e não me arrependo do desengonço, que felicidade não tem preço. Depois das saídas em Pintópolis, o jeito era chegar sonolento na casa da dona Maria e dormir. Fiquei hospedado no seu sítio, a uns 15 minutos de carro do centro da cidadezinha. Mas antes de dormir o certo era namorar, lá no canto do curral, o pé de flamboyant com sua copa frondosa e suas flores vermelho-alaranjadas. Pela manhã, o Sol já despontava invasivo no céu. Mas os galos e os pássaros cantavam, anunciando um novo dia. E o flamboyant nos saudava alegre e forte, beijado por borboletas inquietas e multicores.
Jornal das Lajes 15
ANO XII Nº 153 - JANEIRO DE 2016 / RESENDE COSTA - MG
Cidade
L J o n c V
Em 2016 não haverá mais filas para marcação de exames na Secretaria de Saúde
A leitora Samantha Magalhães indica a série de TV “Brothers and Sisters”, criada por Jon Robin Baitz:
EMANUELLE RIBEIRO
O ano de 2016 começou com uma boa notícia para os resende-costenses. Desde o dia 4 de janeiro já não haverá mais filas para a marcação de exames laboratoriais na Secretaria de Saúde. “Fizemos isso pensando no bem-estar e conforto da população. Já havíamos melhorado a estrutura da secretaria para receber as pessoas, mas acabar com as filas sempre foi nosso objetivo principal”, disse a secretária de Saúde, Eliane Resende. Todas as segundas-feiras cerca de 70 exames laboratoriais são liberados e era comum que
as pessoas chegassem à fila ainda de madrugada na busca por uma dessas fichas de exames. Mas a partir da primeira semana de 2016 as filas para a marcação de exames acabaram. Como estão sendo feitas as marcações? Os agentes do PSF1 e PSF2 agora são os responsáveis por liberar os exames. Assim, as pessoas precisarão apenas de entregar os pedidos aos agentes de saúde. Os bairros que ainda não possuem cobertura do PSF – algumas ruas do Centro e o Conjunto Habitacional Geraldo Monteiro – farão a marcação de exames no
Centro de Saúde com a enfermeira Núbia Resende. O atendimento na zona rural permanece da mesma maneira. “Um dos nossos objetivos era reduzir as filas, por isso tomamos essa medida. A intenção é também ampliar a quantidade de exames ofertada, de acordo com a demanda da população. Existe uma expectativa de implantação da 3ª equipe do PSF no ano de 2016, mas isso vai depender das condições financeiras da Prefeitura”, declarou o prefeito municipal, Aurélio Suenes.
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Estou revendo uma das minhas séries preferidas! ‘Brothers and Sisters’ é uma série americana superpremiada e incrível! São cinco temporadas e um mergulho de cabeça nas relações humanas extremas e conflitos familiares, que nos fazem viajar nas loucuras e complexidade da adorável família Walker! Tocante e real, sua estreia aconteceu em 2006 e o episódio final foi ao ar em 2011. Com pegada e abordagem póscontemporânea que a gente super se identifica! A trilha sonora é um show a parte! E na quinta temporada ainda somos presenteados com a participação da brasileira Sônia Braga, megatalentosa e que tão bem representa o Brasil.
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Conselho Comunitário de Jacarandira apresenta reivindicações ao prefeito municipal ANDRÉ EUSTÁQUIO iluminação pública na referida via, sobretudo entre os imóveis de números 88 e 250.
Abastecimento de água Nos últimos anos, um dos maiores problemas enfrentados pela população de Jacarandira tem sido a escassez de água. Algumas medidas foram tomadas no início de 2015 para minimizar o problema, mas a situação ainda permanece delicada. Diante disso, o Conselho Comunitário solicitou ao prefeito municipal a “aquisição de uma bomba reserva para segurança e garantia do abastecimento de água do distrito”.
Prefeitura O prefeito municipal Aurélio Suenes confirmou o recebimento do ofício enviado pelo Conselho Comunitário Salva Terra e disse que “fará o possível para atender [as reivindicações] o quanto antes”. O prefeito reconhece que “parte do distrito de Jacarandira carece de investimentos em infraestrutura”. “No distrito ainda têm algumas ruas sem pavimentação, sem esgoto, iluminação pública e drenagem pluvial. Infelizmente, são problemas que enfrentamos também dentro da
cidade de Resende Costa e que dependem de recursos financeiros para os investimentos, coisa que tem sido difícil para as prefeituras nos últimos anos”, diz Aurélio. Aurélio Suenes fala sobre algumas obras em Jacarandira realizadas pela prefeitura: “Apesar de tudo, tivemos avanços importantes no distrito de Jacarandira nos últimos três anos. Implantamos uma nova captação de água que ainda precisa de ajustes para atender melhor a população. Realmente foi uma grande conquista diante da seca dos últimos tempos. Fizemos aproximadamente 600 metros de rede de esgoto, que era uma demanda antiga; foi implantado o serviço de telefonia móvel e o Conselho Comunitário recebeu da prefeitura uma ambulância para fazer os atendimentos de emergência”. A prefeitura municipal planeja realizar obras em Jacarandira no decorrer deste ano. “Para este ano estamos programando o calçamento de alguns trechos de ruas em Jacarandira. Sabemos que temos muito a fazer, mas lamentavelmente as condições econômicas do país reduziram por completo a capacidade de investimentos das prefeituras”, conclui o prefeito Aurélio Suenes. A.E.
Acúmulo de lixo revolta moradores do entorno da Capela de Santo Antônio Na saída de Resende Costa para São Tiago uma situação vergonhosa vem incomodando os moradores do entorno da Capela de Santo Antônio. Frequentemente, algumas pessoas, que ainda não foram identificadas, depositam lixo atrás do adro da capela. Na visita do JL ao local foram constatados restos de comida, garrafas pet, latas de tinta, peças de televisão, entre outros objetos que inclusive poderiam ser recolhidos pela
coleta seletiva. De acordo com uma moradora do bairro Santo Antônio, que preferiu não se identificar, o acúmulo de lixo, além de causar mau cheiro, está atraindo ratos. “Os restos de comida atraem os ratos e outros bichos”, disse. Os próprios moradores do bairro recolhem e queimam o lixo quando acumula. “A gente queima o lixo, mas o pessoal joga novamente”, reclama a moradora. De acordo com ela, o ca-
minhão da coleta de lixo passa no local todas as terças e quintas-feiras, “mas é só o caminhão passar, o pessoal volta a jogar lixo aqui”, disse a moradora do bairro, que espera conscientização das pessoas que estão poluindo e degradando o local: “A gente espera que o pessoal se conscientize e não jogue mais lixo aqui. Eles podem deixar o lixo no local onde o caminhão recolhe. Aqui é entrada e saída de um bairro da cidade”. A.E.
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O livro é sobre duas amigas, Aninha e Carol, que estão passando um tempo na ilha do Encanto da Chuva. Elas precisam reunir todas as sete fadinhas do Arco-Íris e devolver as cores para a Terra das Fadas. Neste livro, elas estão à procura de Lara, a Fadinha Laranja, que é a segunda fadinha do Arco-Íris. Porém, elas encontram um grande obstáculo: o malvado Gil Gelado, um vilão que separou todas as fadinhas. Eu achei o livro bem legal. Ele tem um pouquinho de mistério no final. Esse foi um dos melhores livros que já li e estou bem ansiosa para saber o que vai acontecer com a próxima fadinha. Acho que no final da coleção todas as fadinhas vão ficar bem e as cores da Terra das Fadas voltarão. Um dos livros de que também gosto é ‘Marcelo, Marmelo, Martelo’, da escritora Ruth Rocha. A história é muito criativa e indico a todas as crianças que estão conhecendo o mundo da leitura!
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VC NO JL: o Jornal das Lajes inicia 2016 com uma nova seção, dedicada aos nossos leitores de todas as idades. Quer participar? Indique algum livro, filme, série, programa de TV, jogo, CD, site, enfim, algo que você goste e que queira compartilhar com outras pessoas. Entre em contato com a gente! Foto André Eustáquio
O Conselho Comunitário Salva Terra, de Jacarandira, distrito de Resende Costa, se reuniu no dia 11 de dezembro último e contou com a presença da diretoria e representantes da comunidade. O objetivo da reunião foi “identificar as necessidades mais prementes a serem sanadas em 2016”. O conselho enviou ao prefeito municipal Aurélio Suenes um ofício, apresentando-lhe as principais reivindicações da comunidade. “... só seriam encaminhados à administração municipal os assuntos que fossem de suas atribuições legais, podendo assim ser atendidos sem impedimentos fiscais ou administrativos”, consta no ofício enviado ao Executivo Municipal. Dentre as reivindicações do Conselho Comunitário Salva Terra, destaque para a manutenção da Rua Coronel Souza Maia. O conselho reivindica a instalação de material para piso e compactação do terreno. Segundo o conselho comunitário, a situação das casas, em nível inferior ao da rua, é problemática, pois “a qualquer chuva a drenagem pluvial, inexistente ou necessitando de reparos, não dá vazão às águas. Com isso, as casas são invadidas pela enxurrada”. Outra reivindicação está relacionada à Rua Francisco Coelho da Silveira. O conselho solicita do Executivo
Maiara Silva Maia, de 9 anos, indica o livro “Lara, a Fadinha Laranja” (Coleção Magia do Arco-íris, Editora Fundamento), escrito por Dasy Meadows:
Lixo se acumula atrás da Capela de Santo Antônio
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ANO XII Nº 153 - JANEIRO DE 2016 / RESENDE COSTA - MG
Giro Esportivo
Aconteceu em dezembro o II Torneio de Verão No dia 12 de dezembro, chegou ao fim o II Torneio de Verão de Futsal de Resende Costa. Os jogos tiveram início no dia 16 de novembro e foram disputados no Ginásio Poliesportivo Monsenhor Nélson. Todas as partidas aconteceram durante a noite e contaram com boa presença do público. O evento, que teve o apoio da Prefeitura Municipal, foi disputado por 28 times divididos em quatro categorias. Um dos organizadores do evento, Lucas Assis, comentou sobre as novidades do campeonato: “Esse ano tivemos como novidade a categoria de Bairros, onde os atletas deverão representar os seus respectivos bairros. Em alguns casos, os atletas se juntaram em um único time para representar mais de um bairro. Outra novidade para esse torneio foi a inclusão da Série B, para os times que foram rebaixados no ano passado e para os que entraram no torneio só nesse ano”. Na categoria Sub-11, os atletas da escolinha Galaxy deram show de bola e mostraram que o futuro reserva ótimos jogadores para o futsal de Resende Costa. Na final das crianças, o Real Galaxy venceu o Bayern Galaxy e o Barcelona Galaxy ganhou do Chelsea Galaxy. Já na categoria “Bairros”, disputada por atletas de até 15 anos divididos em seis times, a competição foi ainda
CÁSSIO ALMEIDA
mais disputada. Em uma final emocionante, o time da Várzea venceu o Bela Vista por 4 a 2 e levou o troféu de campeão para a casa. Pela Série B, as 12 equipes foram divididas em dois grupos com seis cada. As quatro melhores de cada grupo se classificaram para as oitavas de final. Os jogos da fase decisiva foram muito disputados e alguns foram para a prorrogação, deixando técnicos e jogadores com os nervos à flor da pele. A grande final foi disputada pela equipe do Furões B e pelo Casanova B. Final de jogo: 7 a 1 para o Furões B. As duas equipes finalistas também garantiram o acesso para a Série A do ano que vem. Paulo Silva disputou a competição pelo Hanoover e falou sobre a sua experiência: “Tive a oportunidade de disputar o II Torneio de Verão e gostei muito. Os jogos foram muito disputados e os times estavam muito fortes. Vamos treinar para ano que vem chegarmos mais fortes para a disputa”, afirmou. Na Série A, os melhores times da cidade entraram na disputa pelo principal troféu. A primeira fase foi muito concorrida, com vários empates e resultados apertados. Foram seis times brigando por uma das quatro vagas na segunda fase. Classificaram-se Matsubara, Furões, Barcelona e Casanova. Os dois jogos das
Os campeões da Série A, Furões (esq.), e os jogadores do Casanova, vice-campeões (dir.)
semifinais foram para a prorrogação, proporcionando um ótimo espetáculo ao público. E chegaram à final Furões e Casanova. Em um dia inspirado, a equipe do Furões venceu por 7 a 3 e conquistou o troféu da Série A do II Torneio de Verão. “Estamos lutando para que o Torneio de Verão também se torne uma tradição na cidade, assim como o Torneio de Inverno, que já passou de trinta edições. E o apoio da Prefeitura Municipal é essencial para isso”, afirmou Pedro Almeida, que também organizou o torneio. “As equipes estão cada vez mais organizadas e a cada campeonato o nível do futsal só aumenta. Quanto mais competições tivermos, mais vai aumentar o interesse da população pelo esporte, principalmente as crianças”, completou Pedro.
Coordenador da Escolinha Galaxy participou
de coleta de dados na Cidade do Galo Na última semana de dezembro, o resende-costense João Vítor Assis, da Escolinha de Futebol Galaxy, esteve no Centro de Treinamentos do Atlético Mineiro para uma coleta de dados táticos, cog-
nitivos e físicos com o time Sub-20 do Galo, que está participando da Copa São Paulo. “Estive lá representando o Laboratório de Pesquisas em Futebol da Universidade Federal de Viçosa a pedido do próprio
EMANUELLE RIBEIRO Atlético. Fomos eu e mais três alunos de mestrado e especialização. Foi uma experiência muito interessante, que futuramente poderá contribuir para Resende Costa e região”, disse João Vítor.
Série “Campeões brasileiros” “Vamos todos cantar de coração, A Cruz de Malta é o meu pendão...”. Dá-lhe Vasco da Gama, o campeão brasileiro de 2000! Na verdade, campeão da Copa Havelange, competição organizada pelo Clube dos 13 e não pela CBF. O Vasco repetiu os feitos de 1974, 1989 e 1997 e tornou-se tetracampeão nacional. A final foi contra o São Caetano e o primeiro jogo terminou empatado em 1x1. Na volta, o Cruz-Maltino venceu por 3x1. Com 22 gols anotados, Adhemar, do São Caetano, foi o artilheiro. A revelação foi o flamenguista Adriano, depois conhecido por Imperador. O craque? Ninguém menos que o baixinho Romário, do Vasco. O clube carioca disputou 32 jogos, venceu 15, empatou nove e perdeu oito. Marcou 54 gols e sofreu 49. Joel Santana comandou o time campeão, que contava com: Hélton, Clébson, Odvan, Júnior Baiano, Jorginho Paulista, Nasa, Jorginho, Juninho Pernambucano, Juninho Paulista, Euller e Romário. Em 2000, o Clube dos 13 não pode aplicar os critérios de acesso e descenso do ano anterior, o que acabou gerando o maior Campeonato Brasileiro de todos os tempos, reunindo
116 clubes de três divisões em um único torneio, porém dividido em quatro módulos na sua primeira fase. Antes do início do torneio, o Clube dos 13 já havia anunciado que não pretendia realizar uma segunda edição no ano seguinte, retornando à CBF o direito de organização. O Galo foi eliminado ainda na primeira fase da competição. Já o Cruzeiro fez um grande torneio, chegando à semifinal, em que foi eliminado pelo campeão Vasco. O mico de 2000: parte do alambrado de São Januário cedeu após confusão na final entre Vasco e São Caetano, que teve superlotação. O jogo precisou de ser interrompido aos 23 minutos do primeiro tempo e coube ao governador o cancelamento. A decisão, então, foi realizada só no ano seguinte, com vitória do Cruz-Maltino. O ano ficou marcado também por outra situação: Sandro Barbosa sequestrou um ônibus da linha 174 e manteve reféns por quase cinco horas no Jardim Botânico, no Rio de Janeiro. Uma professora foi atingida por engano por um policial e baleada pelo sequestrador, morrendo no local. Sandro foi preso e também morreu em seguida.
Fênix conquista torneio fora de Resende Costa Em torneio realizado na cidade de Barroso, as meninas do Fênix se sobressaíram e conquistaram mais uma taça em 2015. A II Copa ABES de Futsal aconteceu em dezembro e o time de Resende Costa disputou com outras quatro
equipes – duas de Barroso e duas de Barbacena. Todos os times se enfrentaram e os dois melhores disputaram a final. Invicto, o Fênix, treinado por Flávio Henrique, venceu o Lynets (Barroso) por 2x0, com gols de Júlia e Mariana. Além
disso, a equipe resende-costense recebeu outras premiações: Bianca foi a artilheira, com oito gols, e Larissa foi a goleira menos vazada da competição. Parabéns meninas e boa sorte nessa nova temporada que se inicia! E.R.
Resende-costense participou de curso com profissional do Barcelona O resende-costense Flávio Henrique participou em dezembro do II Encontro Internacional de Futsal, que teve como tema o jogo de posições aplicado à tática do futsal. O curso ocorreu em Belo Horizonte, no colégio Magnum, e foi aplicado pelo treinador e coordenador de base do Barcelona, Andreu Plaza. Foram abordados os
principais aspectos táticos e técnicos da escola espanhola e o trabalho de base realizado pelo Barcelona. “Técnicos que representaram o Minas Tênis Clube, Praia Clube e Chapecó estavam presentes, além de professores de Educação Física e outros profissionais. Foi uma experiência muito enriquecedora”, contou Flávio. E.R.
Flávio Henrique e Andreu Plaza
Fênix foi campeão em Barroso