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Edicao 146

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ANO XII - Nº 146 Resende Costa - MG

JUNHO 2015

Distribuição Gratuita Fundado em 2003

www.jornaldaslajes.com.br contato@jornaldaslajes.com.br

Resende Costa realiza III Mostra de Artesanato e Cultura Foto Emanuelle Ribeiro

Resende Costa

desconectada

O problema com a conexão da internet na cidade não é algo novo e vem deixando insatisfeitos os resende-costenses usuários da rede. O Jornal das Lajes foi atrás de internautas e do principal provedor que atende a cidade para saber mais sobre o problema. PÁGINA 13

Aumento do número de alunos universitários movimenta mercado imobiliário de SJdR

E. E. Assis Resende enfrenta problemas com a falta de espaço Inaugurado em 1919, sete anos após a emancipação política de Resende Costa, o “velho Grupo Escolar” recebe hoje mais de 800 alunos, o dobro do número de matrículas do ano em que foi inaugurado. Muitos alunos para pouco espaço é um problema enfrentado pela quase centenária escola. PÁGINA 06

O evento foi organizado pela Asseturc (Associação Empresarial e Turística de Resende Costa), com o apoio da Prefeitura Municipal e outras instituições. Neste ano, contando com menos recursos financeiros, a Mostra manteve a qualidade das outras edições, atraindo o público de Resende Costa e região. PÁGINA 07

Bandas regionais e locais foram o foco da III Mostra. O show com Farra Trio foi um dos destaques

O mercado de imóveis para aluguel vem passando por mudanças em São João del-Rei graças ao perfil dos novos inquilinos, que procuram quitinetes equipadas com quarto, banheiro e cozinha. PÁGINA 11

Jogo Aberto com o secretário de Educação de Lagoa Dourada, Afonso de Campos Maia PÁGINA 06


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Jornal das Lajes

E D I T O R I A L

Educação em pauta

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No dia 2 de Junho, Resende Costa completou 103 anos de emancipação política. O feito de 1912 entregara ao município, emancipado da histórica cidade de Tiradentes, as rédeas do seu destino. A autonomia política exigiu de nossos primeiros governantes muito trabalho e investimento em infraestrutura, como educação, urbanização etc. No decorrer das primeiras décadas do século 20, já colhendo os frutos do trabalho incansável dos nossos administradores, os resende-costenses puderam comemorar importantes conquistas que balizaram o desenvolvimento do município. Uma reportagem desta edição do Jornal das Lajes destaca os desafios atuais enfrentados pela Escola Estadual Assis Resende. Criado em 1912, através de um decreto do governador Júlio Bueno Brandão, o Grupo Escolar foi um dos primeiros grandes feitos no município recém-emancipado. O Estado de Minas Gerais, naquela ocasião, voltou seu olhar para uma demanda urgente em nosso município, a educação. No entanto, desde 1919, ano em que o prédio foi inaugurado, o número de alunos dobrou, conforme mostra a reportagem. Ressalta-se que o espaço físico da escola continua praticamente o mesmo. A reportagem do JL conversou com a diretora da E. E. Assis Resende, Andréa Cristina Lima Moreira, também com professores e alunos sobre os desafios enfrentados pela comunidade escolar diante do grave problema da falta de espaço físico. Problema este que, de certa forma, vem interferindo no processo de aprendizagem dos alunos. O Assis Resende não conta, por exemplo, com um espaço adequado para as aulas de Educação Física. A quantidade de alunos dentro da sala de aula é outro problema apontado pelos professores, assim como os ruídos externos que incomodam quem está nas salas. Muita gente para pouco espaço. Atualmente, a direção da escola vem insistindo com o Estado para resolver o grave problema da falta de espaço físico. O JL defende que a construção de uma nova e moderna escola em outro local e, concomitantemente, a criação de um espaço cultural no “Velho Assis Resende” seja a solução ideal. Que o Estado volte novamente o seu olhar para a educação em Resende Costa. O Jogo Aberto desta edição é com o secretário municipal de Educação de Lagoa Dourada, Afonso de Campos Maia, que está há 14 anos no cargo. A longevidade de Afonso frente à pasta da Educação de Lagoa Dourada é justificada pelo brilhante trabalho que ele vem desenvolvendo, com destaque para investimento em infraestrutura das escolas administradas pelo município e sua visão no longo prazo. “Nós colocamos a educação como prioridade, não negociamos. Nunca utilizamos a educação como bandeira política”, afirma o secretário. A realidade da educação pública no Brasil revela-se caótica. O salário do professor é escandalosamente aquém do justo e merecido, as condições de trabalho não são adequadas e há muito se inverteu a hierarquia dentro do ambiente escolar, ou seja, o professor não tem mais autoridade sobre seus alunos. A causa desses e de outros males que afligem a educação no país é fruto da omissão de todos os governantes que, desde a proclamação da República em 1889 até nossos dias, não tiveram o descortino de eleger a educação como prioridade, o único caminho para a construção de um país democrático, desenvolvido, sério e igualitário. Tal como frisou o secretário Afonso Maia, a educação precisa estar além de interesses individuais, financeiros e sobretudo, políticos.

Jornal das Lajes Ltda Diretor Presidente e editor-chefe: André Eustáquio Melo de Oliveira Diretor de Redação: Rosalvo Gonçalves Pinto Editora de Reportagens e editoraassistente: Emanuelle Resende Ribeiro Editor Regional: José Venâncio de Resende Diretoria executiva: Eustáquio Peluzi Chaves (administração) e Antônio da Silva Ribeiro Neto (contabilidade).

Redação: Rua Assis Resende, 95 Centro - Resende Costa, MG CEP 36.340-000 TEL(32)3354-1323 Editoração e Site: Rafael Alves Impressão: FUMARC Av. Francisco Sales, 540 - Floresta Belo Horizonte Tiragem: 4000 exemplares Circulação: Resende Costa, São João del-Rei e Lagoa Dourada

Conselho Editorial: André Eustáquio Melo de Oliveira, Emanuelle Resende Ribeiro, José Venâncio de Resende, Rosalvo Gonçalves Pinto, João Evangelista Magalhães e José Antônio Oliveira de Resende. Os artigos assinados não refletem obrigatoriamente a opinião do jornal.

ANO XII Nº 146 - JUNHO DE 2015 / RESENDE COSTA - MG

Meio Ambiente

ADRIANO VALÉRIO RESENDE

Período chuvoso 2014/2015 Dias atrás, o Instituto Mineiro de Gestão das Águas – IGAM - divulgou o Relatório Hidrometeorológico (RHIDRO) para o estado de Minas Gerais. O estudo analisou as distribuições espaciais das chuvas de acordo com o período hidrológico para os anos de 2014/2015 e o comportamento da vazão dos principais rios e reservatórios. O período analisado vai de outubro/2014 a março/2015. O município de Resende Costa está localizado no encontro de três áreas de estudo, as chamadas Unidades de Planejamento e Gestão de Recursos Hídricos – UPGRH: GD2 (sub-bacia do rio Santo Antônio pertencente à bacia do rio das Mortes, afluente do rio Grande), SF2 (sub-bacia do rio Pará, afluente do rio São Francisco) e SF3 (sub-bacia do rio Paraopeba, também afluente do rio São Francisco). A título de localização, a primeira abrange o centro-sul do município, a segunda o entorno do Cajuru e de Jacarandira (merece destaque a informação de que o rio Pará nasce em Resende Costa), e a terceira a região dos Curralinhos. No mês de outubro/2014, para o município de Resende Costa, as chuvas ficaram abaixo de 60% da média climatológica. A Unidade de Planejamento mais crítica em relação às chuvas foi o GD2. Apenas o extremo leste de Minas (Vales do rio Doce e Mucuri) ficou na média. Já para o mês de novembro, a pluviosidade ficou aproximadamente 60% acima da média, com destaque para a regional SF2, onde a média ultrapassou os 100%.

Em dezembro voltou a chover menos que o esperado, para o município de Resende Costa as chuvas ficaram abaixo de 50% da média climatológica. Apenas partes do Triângulo e o extremo norte de Minas (região de Paracatu e Unaí) ficaram na média. Em janeiro a situação foi mais crítica, o município ficou de 45% (SF2 e SF3) a 50% (GD2) abaixo da média climatológica. A situação ficou realmente crítica no norte (Vale do São Francisco) e nordeste do estado (Vales do Jequitinhonha e Mucuri), onde foram registrados valores de até 5% da média climatológica. Fevereiro já foi um mês mais chuvoso em praticamente toda Minas. Para Resende Costa as chuvas foram de 30% (GD2 e SF3) a 40% (SF2) acima da média. Em março, uma parte do centro-sul de Minas ultrapassou o dobro da média histórica (e estamos nela), chegando a até 300% nas proximidades da região de Divinópolis. Mas, numa parte dos extremos norte e nordeste a chuva ainda ficou abaixo da média. As informações sobre os meses de abril e maio ainda não foram disponibilizadas em relatório, mas vimos que em nossa região a chuva ficou acima da média histórica. Felizmente, as águas de março não fecharam o verão para a região Sudeste. Se isso acontecesse ficaríamos em situação parecida com a do Sertão Nordestino. Aliás, em termos de disponibilidade de água (relação água/habitante) a Grande SP, por exemplo, está até pior. Nossas nascentes, córre-

gos, rios e reservatórios agradeceram as chuvas fora de época. No entanto, é bom ficarmos atentos, pois estamos apenas iniciando o período das secas e as vazões (a quantidade de água) nos cursos d’água estão reduzidas para o período. Já presenciamos relatos de que algumas nascentes, certamente aquelas que estão mais altas na paisagem, já secaram ou diminuíram drasticamente a vazão, se comparado a períodos anteriores. Vejamos um exemplo: Semanas atrás foi publicada no jornal Estado de Minas uma reportagem sobre a estiagem no rio das Velhas, que passa na região metropolitana de Belo Horizonte. O título era: “Rio das Velhas entra em estado de atenção por causa da baixa vazão”. Segundo informado, o rio, de onde vêm 60% da água que chega às torneiras da capital, está com baixo volume, assim como os reservatórios administrados pela COPASA. Conforme Deliberação Normativa 49/2015, um corpo d’água entra em estado de atenção quando apresenta vazões inferiores a 200% do nível mais baixo medido nos últimos 10 anos, em sete dias consecutivos, o chamado índice Q7,10, que para o rio das Velhas é de 20,5 m³/s. No mês de maio foram registradas vazões abaixo disso, no dia 17 o rio chegou a 15,3 m³/s. Já foi a época das chuvas preguiçosas dos meses de dezembro e janeiro, chovia o dia inteiro e o mês inteiro. Para as crianças era o terror, mas para a natureza uma benção.

Voz do Cidadão

Agradecimento “É com grande satisfação que nós da ASSETURC, juntamente com a Comissão Organizadora da III Mostra de Artesanato e Cultura de Resende Costa, agradecemos à Prefeitura Municipal de Resende Costa, na pessoa do Prefeito Aurélio Suenes e todo seu corpo de funcionários, que nos ajudaram bastante na realização deste evento. Agradecemos também à Câmara Municipal de

Resende Costa, bem como a todos os nossos parceiros e lojas patrocinadoras que, sem os mesmos, também não conseguiríamos realizar este evento. Aos barraqueiros, seguranças e todos que de uma forma ou de outra contribuíram para que fizéssemos desta Mostra um evento agradável a todos. Não podemos esquecer também da Emanuelle Ribeiro e do André Eustáquio do Jornal

das Lajes, que foram peças importantes na elaboração da Mostra. Agradecemos a todo o publico que prestigiou e nos brindou com a presença nestes quatro dias de festa para Resende Costa”. Atenciosamente, ASSETURC e comissão organizadora da III Mostra de Artesanato e Cultura de Resende Costa.


Jornal das Lajes

ANO XII Nº 146 - JUNHO DE 2015 / RESENDE COSTA - MG

Política

Informativo da Câmara O espaço informativo do Legislativo Municipal de Resende Costa tem como objetivo informar o cidadão sobre os projetos aprovados em plenário.

Confira alguns dos projetos de lei aprovados em maio de 2015 Projeto 33, de autoria do prefeito municipal: “Autoriza a abertura de crédito e dá outras providências”. O projeto de lei visa a necessária autorização legislativa para abrir, no corrente exercício financeiro, crédito especial no valor de R$ 60.000,00 (sessenta mil reais) para garantir recursos para a contratação de empresa especializada na implantação do Regime Próprio de Previdência Social do Município de Resende Costa. Projeto 36, de autoria do prefeito municipal: “Autoriza a assinatura de convênio a ser firmado entre o município de Resende Costa e o Clube de Cavaleiros de Resende Costa para a cessão das dependências do Parque dos Trabalhadores de Resende Costa, Dr. Geraldo Magela de Resende, o repasse de recursos para a realização da XXXVI Exposição Agropecuária de Resende Costa, da XXV Cavalgada Bolívar de Andrade, da XXXII Exposição Regional e do XXXI Torneio Leiteiro e dá outras providências”. Projeto 37, de autoria do prefeito municipal: “Autoriza assinatura de convênio a ser firmado entre o Município de Resende Costa e o Conselho de Desenvolvimento Comunitário do Ribeirão de Santo Antônio e dá outras providências”. Trata-se o projeto de lei da necessária autorização legislativa para celebração de convênio entre o município de Resende Costa e o Conselho de Desenvolvimento Comunitário do Ribeirão de Santo Antônio, com o fim específico de garantir recursos para a realização do XXX Encontro de Carros de Boi do Povoado do Ribeirão de Santo Antônio.

Projeto 39, de autoria do prefeito municipal: “Autoriza assinatura de convênio a ser firmado entre o Município de Resende Costa e a Banda de Música Lira São Sebastião e dá outras providências”. Trata-se o projeto de lei da necessária autorização legislativa para celebração de convênio entre o município de Resende Costa e a Banda de Música Lira São Sebastião, com a finalidade de garantir

recursos para a realização do Encontro de Bandas no Distrito de Jacarandira, bem como desenvolver e manter a cultura musical do local. Projeto 41, de autoria do prefeito municipal: “Autoriza a assinatura de convênio a ser firmado entre o Município de Resende Costa e o Clube de Cavaleiros de Resende Costa e dá outras providências”. Trata-se o projeto de lei da necessária autorização legislativa para celebração de convênio entre o município de Resende Costa e o Clube dos Cavaleiros, com a finalidade de viabilizar a realização de uma etapa da Copa Nacional do Cavalo Mangalarga Marchador. Projeto 42, de autoria do prefeito municipal: “Autoriza a abertura de crédito e dá outras providências”. Visa o presente projeto de lei a necessária autorização legislativa para abrir, no corrente exercício financeiro, crédito especial no valor de R$ 1.000,00 (um mil reais) para garantir recursos para o pagamento dos honorários sucumbenciais referentes ao processo nº 000249193.2012.4.01.3815, que tramita na Justiça Federal. Projeto 43, de autoria do prefeito municipal: “Adequa a Legislação Municipal à Legislação Federal em vigor no que se refere aos Conselheiros Tutelares e dá outras providências”. Visa o presente projeto de lei a necessária adequação das Leis Municipais à Legislação Federal em vigor no que se refere ao Conselho Tutelar no Município de Resende Costa. Projeto 44, de autoria do prefeito municipal: “Autoriza assinatura de convênio a ser firmado entre o Município de Resende Costa e a Associação Comunitária de Radiodifusão para o Desenvolvimento Artístico, Educacional e Cultural de Resende Costa – ACRADATEC–RC, a abertura de crédito especial, o repasse de recursos e dá outras providências”. Trata-se o projeto de lei da necessária autorização legislativa para celebração de convênio entre o município de Resende Costa e a Associação Comunitária de Radiodifusão para o Desenvolvimento Artístico, Educacional e Cultural de Resende Costa – ACRADATEC–RC, com a finalidade de garantir recursos para a concretização das metas constantes do Plano de Trabalho, cujo objeto é a aquisição de equipamentos e material permanente para a entidade. Projeto 45, e autoria do prefeito municipal: “Autoriza a abertura de crédito e dá outras providências”. Visa o projeto de lei a ne-

Mais informações: www.camaraderesendecosta.mg.gov.br

cessária autorização legislativa para abrir, no corrente exercício financeiro, crédito especial no valor de R$ 146.700,00 (cento e quarenta e seis mil e setecentos reais) para garantir recursos para instituição no Município de Resende Costa do Núcleo de Apoio à Saúde da Família (NASF). Projeto 46, de autoria do prefeito municipal: “Autoriza a assinatura de convênio a ser firmado entre o Município de Resende Costa e o Conselho Comunitário Nossa Senhora da Conceição e dá outras providências”. Trata-se o projeto de lei da assinatura de convênio a ser firmado entre o Município de Resende Costa e o Conselho Comunitário Nossa Senhora da Conceição, com a finalidade de garantir recursos para a realização do XIII Arraial dos Paulas. Projeto 48, de autoria do prefeito municipal: “Autoriza a assinatura de convênio a ser firmado entre o Município de Resende Costa e a Associação das Empresas de Turismo e do Artesanato de Resende Costa – ASSETURC, e dá outras providências”. Trata-se o projeto de lei da assinatura de convênio a ser firmado entre o Município de Resende Costa e a Associação das Empresas de Turismo e do Artesanato de Resende Costa – ASSETURC -, para a produção e divulgação da III Mostra de Artesanato e Cultura de Resende Costa. Projeto 49, de autoria do vereador Ângelo Márcio Resende: “Concede Medalha de Honra ao Mérito José de Resende Costa ao Sr. João Tomás Silvério”. Projeto 50, de autoria do prefeito municipal: “Autoriza a abertura de crédito e dá outras providências”. Visa o projeto de lei a necessária autorização legislativa para abrir, no corrente exercício financeiro, crédito especial no valor de R$ 19.963,35 (dezenove mil novecentos e sessenta e três reais e trinta e cinco centavos) para garantir recursos para a conclusão das obras de construção da sede da AMAT – Associação dos Moradores e Amigos do Tijuco. Projeto 51, de autoria do prefeito municipal: “Autoriza a abertura de crédito e dá outras providências”. Visa o projeto de lei a necessária autorização legislativa para abrir, no corrente exercício financeiro, crédito especial no valor de R$ 21.182,76 (vinte e um mil cento e oitenta e dois reais e setenta e seis centavos) para garantir recursos para readequação da obra de revestimento e pintura da quadra poliesportiva da Escola Municipal Paula Assis.

Venha participar das reuniões da Câmara Municipal de Resende Costa. É seu direito de cidadão participar dos assuntos de interesse do município.

Praça Nossa Senhora de Fátima, S/N, Centro. Tel.: (32) 3354-1526

PSDB de Resende Costa elege novo diretório ANDRÉ EUSTÁQUIO

Após dois anos sem diretório municipal, o PSDB (Partido da Social Democracia Brasileira) de Resende Costa elegeu sua nova diretoria, durante convenção municipal realizada no dia nove de maio último. No fim de abril, o partido já havia criado uma comissão provisória, preparando-se para a eleição do diretório. O vereador José Gouvêa Filho, o Zinho Gouvêa, foi eleito novo presidente do PSDB, compondo o diretório com Valdinei Ribeiro, o Jacaré, (vice-presidente), Fabrício Assis Teixeira (secretário) e Gilberto José Pinto (tesoureiro). “É a primeira vez que assumo a presidência do partido. Eu já tinha sido delegado do partido em outro diretório”, diz Zinho Gouvêa. O presidente do PSDB tem 49 anos e está cumprindo o segundo mandato de vereador do município de Resende Costa. Zinho, que presidiu a Câmara Municipal entre 2013 e 2014, foi eleito vereador pela primeira vez em 2004. Disputou a reeleição em 2008, mas não foi eleito, apesar de obter expressiva votação que o deixou como o suplente mais bem votado da história do município. “Coisas da legenda do partido”, lamenta Zinho. Em 2012, Zinho Gouvêa candidata-se novamente e, com 470 votos, é eleito o vereador mais bem votado do pleito. Histórico e planos Zinho Gouvêa filiou-se no PSDB em 2003, aceitando o convite feito pelo ex-vereador e uma das principais lideranças do partido em Resende Costa, Adenor Amadeu Resende Coelho. “Sempre admirei e me simpatizei com o PSDB por ser representado por pessoas sérias e competentes. Agora chegou a oportunidade de eu assumir a presidência, uma vez que o

partido se encontrava meio desmotivado”, declara Zinho, que já tem planos para o partido, visando às eleições municipais de 2016: “pretendo articular e filiar novas lideranças, sabendo que 2016 é ano eleitoral e o PSDB não vai ficar de fora da disputa”. O PSDB conta com 124 filiados em Resende Costa. O PT (Partido dos Trabalhadores), seu histórico adversário nas disputas eleitorais no município, possui 317 filiados. Questionado sobre como o PSDB irá disputar as eleições, Zinho responde sem pensar muito: “Da maneira que for melhor para Resende Costa. Não vou dizer agora se vamos ter candidato próprio (a prefeito), ou não. Mas pode ter certeza de que o PSDB vai lutar por uma Resende Costa melhor”. Quanto aos seus planos pessoais para o pleito de 2016, o vereador não dá detalhes. Diz apenas que “todo político tem metas e vontade de lutar pela melhoria da cidade. Com certeza, estarei disputando eleição novamente”. De 8 a 14 de outubro próximo é o prazo limite para os partidos enviarem à Justiça Eleitoral as listas de filiados. A legislação eleitoral exige que para disputar uma eleição, o candidato deverá estar filiado no partido pelo qual disputará a, no mínimo, um ano. Até o fechamento desta edição, em Resende Costa, apenas PT e PR estão em situação vigente no Sistema de Gerenciamento de Informações Partidárias (SGIP), da Justiça Eleitoral, ou seja, estão com comissão ou diretório formados. O PSDB, apesar de ter formado novo diretório, ainda não constava como vigente no SGIP. Os demais partidos, PDT, PMDB e PRTB estão sem vigência. Para disputarem as eleições municipais de 2016 os partidos precisam estar em dia com a Justiça Eleitoral. Foto André Eustáquio

Projeto 38, de autoria do prefeito municipal: “Autoriza a assinatura de convênio a ser firmado entre o Município de Resende Costa e a Associação dos Moradores da Nova Resende – ARNOVA, e dá outras providências”. Trata-se o projeto de lei da necessária autorização legislativa para celebração de convênio entre o município de Resende Costa e a Associação dos Moradores da Nova Resende, com a finalidade de garantir recursos para a realização da 20ª Festa das Mães do Bairro Nova Resende.

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Zinho Gouvêa foi eleito presidente do Diretório Municipal do PSDB

Projeto 52, de autoria do prefeito municipal: “Autoriza a abertura de crédito e dá outras providências”. Visa o projeto de lei a necessária autorização legislativa para abrir, no corrente exercício financeiro, crédito especial no valor de R$ 65.000,00 (sessenta e cinco mil reais) para garantir recursos para

aquisição de um veículo para atendimentos na área da Vigilância Sanitária. Projeto 53, de autoria do vereador José Roberto Sousa: “Concede Medalha de Honra ao Mérito José de Resende Costa ao Sr. Nélson Severino de Oliveira”.


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ANO XII Nยบ 146 - JUNHO DE 2015 / RESENDE COSTA - MG


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Jogo Aberto

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ANDRÉ EUSTÁQUIO

O secretário municipal de Educação de Lagoa Dourada (MG), Afonso de Campos Maia, 41, é conhecido por sua capacidade de liderança e visão no longo prazo. Essas qualidades, entre outras, vêm favorecendo a excelência de sua gestão, há 14 anos frente à educação municipal de Lagoa Dourada. Aos 17 anos ingressou na Congregação dos Missionários Redentoristas em Juiz de Fora, onde iniciou sua formação acadêmica. “Naquele momento eu queria ser padre”. Afonso é formado em Filosofia pela UFJF e História pela UFSJ. Professor da rede municipal, casado e pai de três filhos, Afonso foi convidado para ser secretário de Educação pelo então prefeito José Valter (PSDB), em 2001. “Em 31 de outubro de 2007 houve divergências políticas e eu deixei o cargo. Em 2008 voltei para o magistério”. Após ficar distante da Secretaria de Educação por um tempo, retornou ao cargo em 2009 a convite do atual prefeito Antônio Mangá (PMDB). “Percebo, de fato, que o Antônio, que vem da iniciativa privada, vem fazendo uma administração diferenciada, o que até então não tinha aqui. Sem apadrinhamento político, sem transformar a prefeitura em um balcão de negócios, ele é muito técnico e isso dá resultados. É uma administração que não se curva a interesses de grupos minoritários das correntes políticas. Nós fizemos uma composição PMDB-PT e outros partidos e o Antônio foi reeleito em 2012. É uma nova forma de fazer política que nós aprovamos”. Afonso Maia recebeu o JL em sua sala na nova sede da Secretaria Municipal de Educação de Lagoa Dourada, onde concedeu a seguinte entrevista. A Educação é prioridade na gestão do prefeito Antônio Mangá? Claro. A Secretaria de Educação é a gestora dos recursos da educação no município. Tudo é feito aqui, não há nenhum tipo de pressão, de direcionamento de vontades. Nesse aspecto, o prefeito, desde o primeiro dia de mandato, respeita a Secretaria de Educação, confere a autonomia necessária para que nós façamos juntamente com a nossa equipe a aplicação dos recursos e definamos as áreas prioritárias para a educação. A educação em Lagoa Dourada difere bastante da região: enquanto na maioria dos municípios as secretarias de educação administram o ensino infantil e os anos iniciais do Ensino Fundamental, aqui nós temos toda a educação básica. Nós temos desde a educação infantil, a partir de três anos de idade, aqui na sede e na comunidade do Arame. Desde 2004, a partir de quatro anos, nós conseguimos atender toda a comunidade, inclusive nas escolas menores. Nós atendemos educação infantil e o Ensino Fundamental todo. Temos uma escola no distrito do Arame que atende desde os três anos de

idade até o Ensino Médio. Quando, em 2006, fizemos a extensão de atendimento do Ensino Fundamental naquela comunidade, naquele momento o Estado não quis assumir lá o Ensino Médio e, então, o município assumiu. O atendimento do Arame congrega não só aquela comunidade, mas também Bandeirinhas, Melos e Diamante. O município administra quantas escolas? 14 escolas. Três delas na sede e outras 11 na zona rural. Tenho escola com cerca de 1.200 alunos (Escola Angelina Medrado) e escola com 11 alunos (zona rural). Uma diferença muito grande. Quantos profissionais trabalham na rede municipal? Em torno de 160 profissionais do magistério, incluindo supervisoras, especialistas e diretores, professores da educação infantil até os anos finais do Ensino Fundamental. A melhoria da infraestrutura das escolas administradas pelo município é destacada como uma das principais conquistas da sua gestão. Se fosse para eu reassumir nas condições que encontrei no início, admito que não daria. Como sempre tivemos autonomia necessária para priorizar os investimentos, começamos esse trabalho. Tínhamos escolas aqui que estavam caindo na cabeça dos alunos. O município não tinha capacidade de dar conta daquilo que era sua responsabilidade. Começamos a ampliação da rede física, pois não tínhamos onde colocar aluno. Quando eu assumi em 2001 o município não atendia, por exemplo, crianças com quatro anos de idade. Todos estavam fora da escola. Começamos a atendê-los em 2004. Não tínhamos salas para atender todo o Ensino Fundamental, tivemos que ampliar a Escola Angelina Medrado. Não tínhamos quadra coberta e hoje, nas duas maiores escolas, as quadras são cobertas. Enfim, o atendimento à educação infantil com espaços adequados através do Pró-infância, importante parceria com o Governo Federal, frisando o apoio do deputado (federal) Reginaldo Lopes. Hoje já temos uma creche funcionando, que atende a 279 crianças de 3, 4 e 5 anos na cidade. Já estamos com outra creche aprovada, concluindo a regularização do terreno. Nossa meta é universalizar o atendimento de 0 a 2 anos e 11 meses. Temos que partir para outros desafios. Na Educação é assim: supera um desafio hoje e amanhã já tem outro te esperando. O transporte escolar do município atende à demanda atual? Hoje temos 28 linhas de transporte escolar no município. São mais de 1300 alunos transportados diariamente. Conseguimos organizar o trajeto, adquirir

ônibus, financiando, comprando, ganhando do Ministério (da Educação). No ano passado, através do Reginaldo, conseguimos ganhar cinco ônibus do projeto ‘Caminhos da Escola’. Temos praticamente todas as regiões, até aqui dentro da cidade, atendidas com o transporte. Algumas poucas áreas ainda não, mas nossa meta é estender para todos os pontos do município. Acredito que 80% da área municipal está coberta com transporte. Não é possível fazer educação, pensar metodologias, se a estrutura não é atendida. O senhor citou uma escola com 11 alunos. Compensa mantê-la em vez de levar os alunos para outra escola? Temos duas comunidades que, inclusive, fazem limite com Resende Costa: Machados e Forros. Essas escolas atendem a crianças com quatro anos. Tenho dois professores para atender 11 alunos, mais a auxiliar de serviços, mais a coordenadora pedagógica, mais os serviços de estrutura e logística que essa escola demanda. A dificuldade é como pegar um menino de quatro anos de idade, colocar num carro e levar. Aqui para a sede isso é absurdamente impensável. Poderíamos pensar num outro polo, mas ainda assim continuaria o problema, pois estamos falando de crianças com quatro anos de idade. Daqui a pouco vamos atender crianças de três anos de idade também na zona rural. Depois de universalizado, o objetivo é dar oportunidade para todo mundo. A razão de ser da Educação é formar pessoas, respeitando pessoas. Isso aqui não é um negócio, não tem que dar lucro. São 14 anos como secretário de Educação, começando no governo do PSDB e agora do PMDB. Como o senhor explica essa longevidade? Às vezes fico me perguntando também. Eu não me programei para sequer um dia na Secretaria de Educação. Você só é secretário porque o prefeito quer que você seja. E claro que eu também quero ser secretário. É um cargo de confiança dos dois, do secretário e do prefeito. Nós colocamos a educação como prioridade, não negociamos. Desde o primeiro momento, procuramos criar critérios claros e objetivos para melhorar a relação do governo com os servidores, com os professores. Com transparência, metas claras, um diagnóstico preciso da nossa realidade. Colocamos com carinho, de forma inegociável, o interesse público em torno da educação, nunca fizemos gracinha com a educação, nunca a utilizamos como bandeira política, como plataforma política. Respeito, mas não entendo a festa que alguns municípios fazem com a distribuição de kits escolares, usando logomarca do governo. Por que 14 anos? Talvez por ter muito claro os desafios que a educação me apresentava e me apresenta e

Foto André Eustáquio

“A razão de ser da Educação é formar pessoas, respeitando pessoas. Não é um negócio, não (Afonso de Campos Maia) tem que dar lucro”

Afonso de Campos Maia, secretário municipal de Educação de Lagoa Dourada

quais as ferramentas e limitações que temos para lidar com isso. Tem muita coisa ainda para fazer. Aqui tem serviço para pelo menos mais 100 anos. Como o senhor se relaciona com os professores? O que eu digo para os professores é que nunca me vejam como o outro lado. Estou do lado dos professores, dos pais e alunos. Às vezes entendem uma secretaria municipal como o Ministério da Educação, que poderia tomar as grandes decisões para a educação do país. Aqui somos tão vítimas quanto. Eu trabalho com muita transparência, tenho contato com todos os professores, deixo todos os canais abertos e sempre digo que se alguém souber o caminho das pedras me conta. Sempre faço questão de mostrar minha receita com meu quadro de responsabilidades. Nesses anos todos nunca atrasamos os salários dos professores. Não estamos devendo nada e ainda conseguimos fazer alguns investimentos necessários. Temos que trabalhar juntos, sentar e discutir. De maneira geral, qual o diagnóstico que o senhor faz da educação? O que temos que atacar hoje? Universalizar o atendimento da educação infantil numa creche adequada como a do pró-infância; trabalhar o atendimento de crianças com três anos de idade nas escolas do campo; trabalhar e enfrentar no Ensino Fundamental a questão da reprovação, da aprendizagem, além da questão da estrutura que já citamos; conversar com os professores, diretores, equipe pedagógica, humanizar as nossas relações. Se for aquela velha fórmula de passar conteúdo, podemos desistir, pois o Google já faz isso. Temos que trabalhar com valores. Trabalhar a solidariedade, com-

panheirismo, autoestima, respeito. Construir a escola humana é o nosso grande desafio. A evasão escolar continua sendo um problema? O índice aqui é baixo, mas existe. Ensino Médio é uma encrenca. Ele é a bola da vez. Esse Ensino Médio de hoje é uma piada para com os meninos. Eles vão à escola fazer um reforço do Ensino Fundamental. E como eles vão se contrapor a isso? Com indisciplina, desinteresse, evasão. Não sei o que é pior: um aluno indisciplinado ou um desinteressado. A evasão, quando se trata de menores, muitas vezes tem a ver com a família. A escola trabalha com isso, faz visitas, mas também é questão do Conselho Tutelar. Tentamos voltar esses alunos para a escola. Não queremos nem um a menos. O Brasil é de fato uma pátria educadora? Não posso deixar de acreditar que o Brasil é uma pátria educadora. Não é esse ou aquele governo que vai fazer por nós, somos nós que temos que assumir a educação como um valor intocável, inalienável na nossa sociedade. Qual seria a escola dos seus sonhos? Uma escola humana, onde a pessoa será acolhida, respeitada no seu todo, onde o conteúdo estará a serviço da mudança de vida dessas pessoas. Um lugar para onde as pessoas tenham vontade de ir. Onde elas sejam respeitadas e amadas e sejam capazes de respeitar e amar. Onde haja boa vontade. Com corpo mole não dá. Uma escola que seja feita para as pessoas. (Leia a íntegra desta entrevista em www.jornaldaslajes.com.br/entrevistas). Colaboração: Emanuelle Ribeiro e João Magalhães


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Um impasse na educação em Resende Costa

Fotos Vanuza Resende

Um olhar sobre Resende Costa

Falta de espaço físico continua sendo grave problema na E. E. Assis Resende ANDRÉ EUSTÁQUIO/VANUZA RESENDE No dia 2 de Junho último, Resende Costa completou 103 anos de emancipação política, um feito histórico que impulsionou o desenvolvimento do município que viu, a partir de 1912, o progresso subir as íngremes lajes e celebrando conquistas importantes, como a criação do Grupo Escolar Assis Resende, a implantação da Comarca, a construção do Teatro Municipal e da rodovia asfaltada, a Cemig, Copasa etc. De todas essas conquistas, a criação do Grupo Escolar Assis Resende merece destaque. Em 1919, Resende Costa ganhara um espaço privilegiado para acolher seus alunos. Iniciava-se assim um novo e importante capítulo na história da educação no município. O decreto estadual 3.885 que criou o Grupo Escolar Assis Resende é datado de 29 de abril de 1912, portanto, publicado dois meses antes da solenidade de emancipação do município (2 de junho de 1912). Era governador do Estado de Minas Gerais Júlio Bueno Brandão, o mesmo que conferiu a Resende Costa sua autonomia administrativa. Devido à escassez de recursos financeiros para a construção de um prédio adequado para abrigá-lo, o município recém-emancipado não pôde instalar o grupo escolar tão logo fora publicado o decreto da sua criação. Graças, no entanto, aos esforços do então administrador municipal, coronel Francisco Mendes de Resende, que inclusive investiu recursos próprios na obra, a fim de acelerá-la, no dia 21 de julho de 1919 o prédio do grupo escolar foi enfim inaugurado, estando presente nas solenidades o seu primeiro diretor, professor José Augusto de Rezende. Foram matriculados 424 alunos.

Décadas de conquistas e desafios Colhendo os frutos do trabalho incansável de profissionais competentes (diretores, professores, pedagogos e servidores), o Assis Resende tornou-se referência em qualidade do ensino em Resende Costa e na região. Várias gerações de resende-costenses que se destacaram em diversos ramos do saber e da cultura brasileira foram formadas nas carteiras do nosso Assis Resende. Mas o crescimento da cidade aos poucos começou a impor desafios ao “velho Grupo Escolar”. O principal deles é a falta de espaço físico para abrigar a comunidade escolar. Atualmente, a escola conta com aproximadamente 850 alunos matriculados, com idade entre 10 e 40 anos, portanto, o

dobro do número de alunos inscritos no ano de sua fundação. As vagas oferecidas são para o Ensino Fundamental, Ensino Médio e EJA (Educação para Jovens e Adultos). O EJA é uma opção para aqueles que têm mais de 18 anos e querem voltar a estudar; o conteúdo é passado em ritmo mais acelerado e o ano letivo é concluído em seis meses. A Escola Estadual Assis Resende é a única instituição na cidade que oferece essas vagas. Andréa Cristina Lima Moreira foi vice-diretora da escola entre 2004 e 2012, quando se tornou diretora. Andréa aponta a falta de espaço físico como um problema a ser resolvido. Segundo a diretora, uma provável solução para o problema seria a compra de um imóvel vizinho à escola, a casa que pertence à família de dona Teresinha Macedo Lara Melo, ex-professora e ex-diretora do Assis Resende. De acordo com Andréa, caso a aquisição do imóvel vizinho seja efetivada, poderiam ser feitas algumas adaptações e benfeitorias no mesmo, incluindo novas salas, quadra esportiva e auditório. Em 2014, a direção da escola recorreu à Secretaria de Educação do Estado no intuito de conseguir verbas para a compra do imóvel e teve seu pedido aceito. No entanto, posteriormente a secretaria acabou voltando atrás e negou o recurso, sem nenhuma justificativa. Em julho, segundo a direção da escola, será feita nova tentativa junto à atual gestão da Secretaria de Educação.

Interferência no aprendizado Roseni Maria Fernandes se formou no Assis Resende na época em que a escola tinha bem menos alunos. Hoje Roseni leciona português na escola onde se formou para oito turmas nos turnos da tarde e da noite. Para ela a falta de espaço físico e a quantidade de alunos dentro da sala de aula interferem no aprendizado: “Para estudar exige-se concentração, e o barulho em excesso prejudica. Não que você tenha que ter uma escola em silêncio. Isso não existe, escola tem que ter barulho e pessoas falando, mas o excesso de barulho, por ser tudo muito perto, acredito que atrapalha”. Com dez anos de trabalho na escola, Roseni destaca a dificuldade de lidar com a falta de espaço: “A cidade cresceu, o número de pessoas que vêm para a escola cresceu muito e o espaço continua o mesmo. À tarde a gente tem que trabalhar nas salas com as portas e janelas fechadas. É muito complicado”. A

professora de português fala também sobre os desafios de manter os equipamentos eletrônicos usados para atividades pedagógicas em bom estado de conservação: “Às vezes a instituição tem os equipamentos, mas eles acabam ficando parados por falta de verba para manutenção adequada”. O excesso de barulho, que incomoda quem está na sala de aula, na maioria das vezes vem do pátio onde os alunos praticam educação física, uma vez que a escola não possui espaço adequado para as atividades. Bruno Henrique Ribeiro é professor de Educação Física há cinco anos, já trabalhou em todos os turnos e hoje leciona nos turnos da tarde e da noite no Assis Resende. Bruno precisa usar a criatividade e driblar o problema da falta de espaço físico para que seus alunos possam praticar os esportes de maneira adequada: “Não temos uma quadra oficial, não temos medidas oficiais, então todos eles (modalidades esportivas) têm que ser adaptados. Com isso fica muito difícil você colocar a regra oficial”. Os problemas para lecionar Educação Física são inúmeros, obrigando o professor a ter de improvisar. Inclusive o material. Por exemplo, a trave acaba se transformando em um “mini-gol” para caber no único espaço oferecido no pátio. As turmas precisam ser divididas, pois não cabem todos os alunos no pátio ao mesmo tempo. Durante as atividades com bola, a mesma costuma cair na rua, gerando transtornos. “O professor precisa sair da escola para buscar a bola, e os estudantes acabam ficando, mesmo que por pouco tempo, sem um orientador”, diz Bruno. Para o professor a única solução para os problemas seria aumentar o espaço oferecido, já que é inviável a saída dos alunos da escola para praticar exercícios em outro lugar. “O prejuízo para os estudantes é inevitável”, diz. O professor de História e ex-secretário municipal de Educação Adriano Aparecido Magalhães, que lecionou muitos anos no Assis Resende, sugere uma negociação entre Estado e Município para a busca da solução para o problema: “O Assis Resende enfrenta o grave problema da falta de espaço físico, pequeno para a quantidade de alunos atendidos, o que acaba gerando dificuldades nos momentos de aprendizagem e de lazer. Portanto, um projeto de um novo espaço para o nosso “velho Grupo Escolar” é um bom tema para as políticas públicas municipais. Entretanto, é uma escola estadual, sendo assim de responsabilidade do governo estadual. Porém, nada impede que uma

Alunos praticam esporte em espaço improvisado no pátio da escola

Professor Bruno (em pé, à esquerda) usa a criatividade para driblar os problemas da falta de espaço físico

administração municipal negocie com o Estado as possibilidades de resolver essa questão. E o argumento mais forte que justificaria a participação do governo municipal na construção desse projeto é este: o aluno mora no município e não na entidade “abstrata” chamada Estado”. Ainda me lembro de que o novo Plano Municipal de Educação, conforme o Plano Nacional de Educação 2014, aprovado pela Lei Federal Nº 13005, de 25 de junho de 2014, deve contemplar medidas para solucionar a questão do Assis Resende, e o melhor espaço para produzir ideias a respeito dessa questão é a Câmara Municipal, que ainda nesse semestre receberá o projeto do nosso PME (Plano Municipal de Educação) para os próximos dez anos. Portanto, todos temos oportunidades para discutir as possíveis soluções”.

Com a palavra, as alunas As alunas do 3° ano do ensino médio Lenise Oliveira Coelho e Ana Luísa Pinto Magalhães dizem que especialmente em dias de provas, quando se exige concentração maior, a falta de espaço é um grave problema. “É difícil concentrar-se com outras turmas praticando esportes no pátio logo acima da sala de aula”. Para as estudantes, a direção faz bom trabalho e está sempre procurando melhorar. “Cabe aos alunos respeitar o patrimônio público, mui-

tas vezes destruído por aqueles que mais precisam utilizá- los”. As salas dos terceiros anos estão com menos alunos, mesmo assim continuam apertadas, comprometendo a distribuição adequada dos estudantes. Mesmo sem poder contar com espaço físico adequado, a direção da escola vem investindo em melhorias na infraestrutura para oferecer a seus alunos ensino de qualidade. Uma sala de informática foi inaugurada e as salas de aula receberam retroprojetores. O tradicional salão da escola teve o assoalho substituído. Segundo a direção, em breve chegarão mesas e cadeiras novas, contabilizando um investimento de 30 mil reais. Que surja um olhar para o futuro. Os problemas atuais enfrentados pela Escola Estadual Assis Resende não podem se tornar empecilhos para uma educação de qualidade, que ao longo de décadas vem sendo o maior legado do nosso já quase centenário Assis Resende. As partes responsáveis precisam encontrar a solução, ou as soluções para os desafios que se impõem. A construção de um país melhor, como todos nós queremos, não é feita de cimentos e tijolos. O material está na sala de aula. Fonte: Memórias do Antigo Arraial de Nossa Senhora da Penha de França da Lage – José Maria da Conceição Chaves (Juca Chaves), AmiRCo, 2014.


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EMANUELLE RIBEIRO

III Mostra de Artesanato e Cultura celebra os 103 anos de emancipação política de Resende Costa A III Mostra de Artesanato e Cultura de Resende Costa, realizada entre 4 e 7 de junho, atraiu bom público e contou com uma programação diversificada. Ameaçada de não acontecer neste ano, a Mostra foi organizada com menos recursos financeiros, mas não deixou a desejar: a estrutura das últimas edições e as atrações culturais de alta qualidade foram mantidas. Gastronomia, exposição de produtos artesanais, esporte, standu up e shows atraentes marcaram o evento, que aconteceu no mesmo espaço dos últimos dois anos. Edmar Assis, membro da Asseturc (Associação Empresarial e Turística de Resende Costa) e um dos organizadores da Mostra, disse que, apesar das limitações, a associação conseguiu fazer um excelente trabalho ao manter uma festa que já está se tornando tradição no município. Durante a abertura oficial do evento, na noite de 4 de junho, estiveram presentes membros da Asseturc, patrocinadores oficiais e autoridades municipais e estaduais, como o Deputado Estadual Wander Borges, que destacou a responsabilidade do Poder Público com o gasto de recursos e a visibilidade que a Mostra vem ganhando no estado e no país. O prefeito municipal

Aurélio Suenes falou novamente das dificuldades financeiras enfrentadas pelo município e comentou a atitude da Asseturc de assumir a organização: “Chegamos ao ponto que desejávamos, uma parceria entre o governo municipal e a associação. Agradeço o envolvimento da Asseturc, pois sem o esforço do Valnei, do Edmar e do Fagner a festa não aconteceria”. A Prefeitura Municipal contribuiu com 30 mil reais para a realização do evento, sendo parte do dinheiro usada para a contratação de um promoter. A Mostra de Artesanato e Cultura, criada em 2013, além de valorizar a principal atividade econômica do município, faz parte das comemorações do aniversário de emancipação política de Resende Costa, celebrado em 2 de junho. Neste ano, os resendecotenses festejaram os 103 anos de sua terra amada. No primeiro dia do evento, “Lilian Santos” e “Stone” abriram as apresentações musicais do evento. Em 2015, a Asseturc buscou dar visibilidade aos talentos regionais e locais e a atitude foi bem vista, já que nas redes sociais muita gente reconheceu que não é preciso gastar muito para montar uma programação agradável, como foi

a da III Mostra. Na sexta-feira 5, as gargalhadas do público tomaram conta do espaço com o show de piadas do resende-costense Fernando Resende. Logo depois, o show com “Farra Trio” levou o público à loucura: “Simplesmente arrasaram. Excelente banda de Entre Rios de Minas. Atenderam a todos os públicos com músicas de qualidade”, declarou o resendecostense Geraldo Costa. A noite ainda abriu espaço ao sertanejo com um show contagiante da banda “Recanto da Chibata”. O esporte marcou a tarde de sábado 6: a 2ª Corrida do Aniversário de Resende Costa contou com a participação de 52 atletas. Na Categoria Masculino, Reinaldo Silva (Tiradentes) chegou em primeiro lugar. Estéfani Maria (Dores de Campos) foi a grande vencedora da Categoria Feminino. Entre os corredores locais, Leonardo Teixeira foi o melhor colocado. Destaque para o criativo troféu em formato de tear dado aos ganhadores da maratona. A noite de sábado foi marcada pela entrega da medalha de Honra ao Mérito José de Resende Costa a pessoas que contribuíram para o desenvolvimento do município. Os homenageados, indicados pelo legislativo, foram: Nelson

Severino de Oliveia e João Tomás Silvério. Também receberam a medalha por terem completado 25 anos de serviço público, José Antônio de Sousa Reis (servente), José Roberto da Silva (servente), Maria Aparecida da Silva Resende (professora), Ozita Maria Resende (professora), Sebastião Teodoro dos Reis (servente) e Vicente Ananias Neto (servente). Após a cerimônia, duas grandes bandas do pop rock nacional foram representadas no palco da Mostra: “Engenheiros Cover Brasil” e “Cabeça Dinossauro” (tributo a Titãs) encerraram o 3º dia do evento com grande estilo. Ainda no sábado, em evento no Teatro Municipal, a amiRCo (Associação dos Amigos da Cultura de Resende Costa) publicou o oitavo livro de sua Coleção Lageana, escrito por Mário Márcio de Quadros. Várias pessoas compareceram ao lançamento do livro “Portas que viram janelas”, que faz referência ao povoado dos Pintos: “O que tem de bom em um lugar são as pessoas. Por isso dou claridade ao protagonismo dos moradores da comunidade”, comentou Mário Márcio, que autografou diversos livros. Tanto no Teatro, quanto nas redes sociais, o autor foi muito elogiado pelos leitores. O último dia da Mostra

começou cedo com a largada do 15º Enduro das Lajes. Enquanto os pilotos enfrentavam um percurso de mais de 100 quilômetros pelas estradas do município, na cozinha da Mostra, Cleiton Afonso ensinou a preparar um feijão tropeiro no capricho. Na chegada dos pilotos, foram entregues os prêmios aos vencedores das diversas categorias: a prova Master, principal do enduro, foi vencida por Tulio Malta, de Lagoa da Prata. Cleber Resende, Edney Silva, Daniel Geraldo Oliveira, Carlos Barros e Marcos Vinícius Resende Reis foram os pilotos locais que se destacaram nas provas. Durante a tarde de domingo, a galera da “Mitts” agitou geral com um repertório fino, que agradou a quem compareceu. Já no encerramento, o “Clube da Seresta” fez uma apresentação brilhante e fechou com chave de ouro o evento que comemorou os 103 anos de emancipação política de Resende Costa. Bons shows, estrutura top, divulgação do artesanato local. A III Mostra de Artesanato e Cultura de Resende Costa foi um sucesso: nossos parabéns à Asseturc e a todos os envolvidos com a organização. Até a próxima!

Fotos Emanuelle Ribeiro Stone foi uma das bandas representantes de Resende Costa na programação do evento

O Bar do Shaolim recebeu em peso o público da Mostra

Pódio dos atletas locais na 2ª Corrida do Aniversário de Resende Costa

Foto Arquivo Luiz Nei

O público aprovou e curtiu a programação da III Mostra

Edmar Assis, Jonas Pinto, Valnei Sousa e Fagner Oliveira estiveram à frente da organização da III Mostra de Artesanato e Cultura


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Reinaugurado o Supermercado Nossa Senhora da Penha

ANDRÉ EUSTÁQUIO

A pergunta que fazemos diante de uma tragédia que nos abala é se um dia daremos conta de superá-la. Muitas vezes, sentimos o peso do medo e do desânimo esmagar a esperança de poder recomeçar. Mas não foi isso que aconteceu com os proprietários e funcionários do Supermercado Nossa Senhora da Penha. Na noite do dia 24 de setembro de 2014, enquanto um incêndio destruía as antigas dependências do supermercado, renascia dos escombros a força para recomeçar e reconstruir. Após oito meses de muito trabalho, o Supermercado Nossa Senhora da Penha foi reinaugurado no mesmo endereço, Avenida Monsenhor Nélson, centro de Resende Costa. A nova sede é uma edificação ampla, segura e oferece conforto aos clientes. “Enquanto ser humano, diante daquela tragédia impactante e horrível, fiquei assustado. Levei um tempo para me recuperar emocionalmente, afinal, vi os meus sonhos e o meu trabalho

sendo consumidos pelas chamas. Naquele momento, me senti incapaz de voltar com o supermercado. Mas, com o passar do tempo e o apoio moral e religioso dos meus familiares, amigos e clientes, comecei a ter forças para dar a volta por cima e recomeçar”, diz o empresário Sérgio Marcos Teodoro, o Marquinho, sócioproprietário do Supermercado Nossa Senhora da Penha, juntamente com Sérgio Tonioli. A volta por cima começou com a ampliação do Supermercado Nossa Senhora da Conceição, com sede na Avenida Alfredo Penido. “A gente já tinha o Nossa Senhora da Conceição, então tratamos logo de ampliá-lo para melhor atender aos nossos clientes e a partir daí trabalhar para recomeçar”, explica Marquinho, que destaca o apoio recebido das empresas fornecedoras: “Os fornecedores me deram um apoio muito grande. Não quero citar nomes, para não correr o risco de esquecer alguém”. Depois do incêndio,

Às 7h, na igreja matriz, foi celebrada missa em ação de graças, seguida de procissão até o supermercado. A imagem de Nossa Senhora da Penha, padroeira de Resende Costa, foi entronizada no supermercado após bênção realizada pelo pároco padre Eder Sebastião Santos. Marquinho revela, emocionado, sua fé em Deus e a confiança na proteção da padroeira de Resende Costa: “Eu não imaginava quanto a presença de Deus é tão forte na minha vida. A iluminação e a proteção de Nossa Senhora da Penha me deram forças. É um momento de muita emoção e de superação. Só Deus mesmo”. Ao longo dos 20 anos de empreendimento, o Supermercado Nossa Senhora da Penha, que muitas pessoas na cidade ainda chamam carinhosamente de “mercadinho”, não conquistou somente clientes, mas uma legião de amigos. A tragédia do dia 24 de setembro de 2014 não só despertou comoção e tristeza em toda a cidade, mas também

a preocupação maior de Marquinho foi com os funcionários do supermercado, que da noite para o dia “perderam a empresa onde trabalhavam”. “Com a reinauguração, 90 por cento dos funcionários voltaram. Os outros 10 por cento só não voltaram porque conseguiram trabalho em outros lugares”, informou Marquinho. Ao todo, 46 funcionários trabalham no novo Supermercado Nossa Senhora da Penha. Somamse a eles 18 funcionários do Supermercado Nossa Senhora da Conceição e 22 da Churrascaria Ramona. “A nossa equipe de funcionários é muito boa”, elogia Marquinho. Emoção O sentimento não podia ser outro. A reinauguração do Supermercado Nossa Senhora da Penha, no dia 22 de maio último, foi marcada pela emoção. Lágrimas e sorrisos se confundiam no rosto de funcionários, clientes e proprietários do supermercado.

fez florescer a amizade e a solidariedade. Foram muitas as manifestações de carinho e de incentivo. “A voz, o incentivo e as orações dos amigos me fortaleceram para chegarmos nesse momento agora. Por isso, quero agradecer às empresas fornecedoras, que naquele momento difícil compreenderam a situação e me deram apoio não só material, mas moral, para que eu pudesse recomeçar. Hoje, quem ganha não somos nós somente, mas Resende Costa”, conclui Marquinho. Na manhã do dia 22 de maio, amigos e clientes desejaram sucesso e vida longa ao novo Supermercado Nossa Senhora da Penha. As prateleiras cheias, o vai e vem dos carrinhos de compra e o movimento intenso nos caixas confirmaram que o Supermercado Nossa Senhora da Penha estava enfim reinaugurado. A esperança, o trabalho e a determinação derrotaram o medo e o desânimo.

Foto Luara Ramona

Momento da reinauguração oficial

Marquinhos com sua esposa Lucinha e a filha Luara

Marquinhos e padre Eder Santos

Lançado o primeiro CD de Mariana e Banda Relikário VANUZA RESENDE Fotos Carolina Gomes e Vanuza Resende

No último dia 5 de Junho, a Churrascaria Ramona foi palco para o lançamento do CD “Depois de Tudo” da Mariana e Banda Relikário. Apresentando um repertório variado, a banda agradou ao grande público presente. A banda, que já fez vários shows pela cidade de Resende Costa e na região, deu um grande passo para o futuro, que é promissor. No decorrer da noite, Mariana autografou os Cd´s da banda, que estavam sendo vendidos no local. Sucesso para Mariana e Banda Relikário, que são pequenos no tamanho, porém, gigantes no talento! Mariana lançou seu primeiro CD

O público prestigiou a cantora Mariana na noite de lançamento do seu primeiro CD

Mariana e Banda Relikário se apresentaram na Churrascaria Ramona


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A Teia do Mundo

JOSÉ ANTÔNIO*

NAMORAR Porque é Dia dos Namorados outra vez. Namorar é coisa simples. Não é necessário realizar enormes empreitadas por causa de um namoro. Namoro não combina com grandes compras, pois no namoro o gesto vence o gasto. E é nisso que está o gosto. Namoro dispensa carro importado, pois o amor trafega é no peito. Namoro não se preocupa com vaidade, pois o amor é nu. Namoro não combina com morrer de paixão nem com posse, pois namorar é apaixonar-se sem paixão e ter sem possuir. Namorar não é cercar as possibilidades do outro, pois o namoro morre quando anéis viram aros de corrente. Namorar... Namoro não é desejo desenfreado, pois o prazer precisa da paciência. Namorar não é dar joia de ouro, pois o coração se encanta é com bilhetinhos improvisados. Namorar não é ficar, pois o amor exige caminhar. Namorar não é comparar idades, pois o importante são as coisas que amadurecem sem envelhecer e as coisas que se mantêm jovens sem ser imaturas. As marcas do namoro... Uma pétala seca entre as páginas de uma história que insiste em ser contada... Um cartão com a data do passado, mas com a emoção de agora... Uma fotografia parada, olhando fixamente para sen-

sações que ainda se movem... Um presente dado e o papel colorido eternamente guardado, como se envolvesse outros presentes que são abertos a cada lembrança do ser amado... Um vermelho no pescoço... um batom na camisa... o perfume de um outro corpo que continua em nós... a voz que se apodera de nossos ouvidos, principalmente quando estamos em silêncio... o rosto que faz morada em nossa retina... uma canção que vira trilha sonora de um filme exibido nas salas reservadas do coração... invasões íntimas que permitimos. Marcas concretas e palpáveis, sinalizadoras do intangível, tais como quadro de artista: palpável e concreto, porém o quadro mesmo não é o que vemos, e sim o que sentimos ao ver. Namoro também é paradoxo. Namorar é sentir-se único e não se sentir só. Namorar não é prender, mas é segurar o outro na hora dele ir embora. Namorar não é sofrer, no entanto a gente sempre chora um pouquinho. É possível namorar no amor? Sim, pois o amor é alimentado por encontros que renovam as conquistas. É possível amar no namoro? Sim, mas somente para os que acreditam que namorar é entrelaçar vidas, mesmo que por enquanto somente as mãos andem juntas.

*JOSÉ ANTÔNIO OLIVEIRA DE RESENDE é professor de Prática de Ensino de Língua Portuguesa, do Departamento de Letras, Artes e Cultura da Universidade Federal de São João del-Rei. e-mail: jresende@mgconecta.com.br

Contemplando as Palavras

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REGINA COELHO

Um lugar especial em Resende Costa

Qual é o seu lugar em Resende Costa? Veja o que foi ouvido por aí. Gosto das lojas porque nelas tem um tanto de coisas – brinquedos, roupas e muito mais. Gosto dos supermercados também. Eu fico impressionada com as coisas para ver e comprar. Ellen Bruna Silva Ribeiro, 9 – estudante Nasci em Resende Costa, mas passei um bom tempo da minha infância em Belo Horizonte. Desde pequeno, meu lugar favorito na cidade são as Lajes. Sempre sinto uma vibe boa quando vou pra lá, um local perfeito para refletir e relaxar. A paisagem e a tranquilidade do lugar me proporcionam um sentimento de paz sem igual. André Vieira Ribeiro, 17 – estudante Para mim o melhor lugar em Resende Costa é a Fazenda Catimbau, de propriedade do meu avô. Sou apegada às minhas raízes e, como dizem os mais velhos, estamos ligados ao local onde nosso umbigo está enterrado. Foi lá que cresci e aprendi a gostar da natureza e dos animais, especialmente dos cavalos e também de uma boa cavalgada, o que gosto de fazer nas horas vagas. Sinto-me privilegiada por ter nascido em Resende Costa e ter tido a oportunidade de crescer nesse ambiente. Ana Patrícia Resende Fernandes, 25 – advogada Não há lugar melhor no mundo que ao lado das pessoas de que gostamos, mas a junção verão, amigos e Cachoeira dos Pintos não tem melhor. E esse sim em Resende Costa é o meu lugar – agradável, sossegado e lindo. Amo ir lá nos fins de semana para descansar e me refrescar.

Talita Roberta de Mendonça, 27 – estudante e atendente em farmácia Sempre que tenho oportunidade, gosto de estar na Praça Nossa Senhora de Fátima, próxima à Matriz, pois é um lugar tranquilo e silencioso, que me traz muita paz e tem uma vista muito bonita da natureza e um por do sol maravilhoso. Mírian Valéria de Andrade Ribeiro, 33 – dona de casa Quando estou em busca de tranquilidade e silêncio, gosto de ir às Lajes e ficar admirando a paisagem. Sinto uma paz de espírito incrível. Anna Paula Vivas Reis, 41 – comerciante O meu lugar em Resende Costa é o Curralinho do Andrade, na casa dos meus sogros. É lá que eu recarrego as energias. O contato com a natureza e com os animais me revigora para enfrentar as tensões do dia a dia. Cláudio Márcio de Matos Rocha, 42 – comerciante Desde pequeno, frequento a Praça do Rosário. Hoje, bato papo com os amigos, principalmente conversando com os mais antigos. Aí vêm os papos sobre o futebol e as notícias da cidade. Gilvacir Antônio Silva, 50 – aposentado como encarregado de obras O que mais aprecio é quando estou participando das atividades e das cerimônias religiosas na Matriz e indo aonde os Corais (Mater Dei e Nossa Senhora da Penha) são convidados ou frequentando o Mo-

vimento de Cursilhos de Cristandade, com reuniões semanais. Tudo isso é uma bênção. Heitor Evangelista dos Santos, 67 – aposentado Amo Resende Costa. Sou nascida e criada aqui, por isso há vários lugares que me emocionam, porém nenhum é tão especial quanto as Lajes. Não me canso de admirar aquela beleza. Gosto muito de viajar, mas voltar ainda é mais prazeroso. Maria Melo, 71 – comerciante aposentada O lugar em que eu me sinto melhor é nas Lajes. Às vezes vou lá, depois de ir à igreja, pra enxergar aquela paisagem toda e rezar na gruta. Faço isso há muito tempo. Jorge Teodoro de Sousa, 79 – sapateiro Sinto-me melhor indo à minha fazenda. Comprei uma terra nua e lá construí tudo. Aqui na cidade, frequento mais a Ramona (Churrascaria) com a família, para tomar uma cerveja e encontrar os amigos. Luís de Resende Chaves, 85 – auditor aposentado da Receita Federal e fazendeiro Os lugares mais significativos para mim são a igreja, onde me sinto bem ao lado de meus amigos do Coral, cantando e louvando a Deus. O Parque do Campo, onde faço ginástica, que me faz muito bem. E o Mirante das Lajes, para contemplar as montanhas e uma exuberante natureza. Filomena Andrade Lourdes Resende, 85 – modista aposentada


10 Jornal das Lajes Causos e Cousas

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ROSALVO PINTO

Meu amigo, o Nico Cassiano O senhor Antônio Cassiano, conhecido como Nico Cassiano, nasceu no município de Prados em 1862 e faleceu em São João del-Rei em 1961, com, aproximadamente, 99 anos. Teria falecido com mais anos ainda se não fosse um fatídico tombo em uma comprida e apertada escada no fundo da casa onde morava em São João del-Rei. O estrago foi tão grande que ele não mais saiu da cama. Tinha saúde para isso, saúde de ferro. Andava pelas ruas de São João, gostava de pescar, lia jornais, gostava de discutir assuntos políticos (era fã do Carlos Lacerda) e tomava sua cachacinha às escondidas em um bar ali por perto da elegante Rua Balbino da Cunha, a Broadway da cidade. Era meu amigo. Gostava de mim e vice-versa. Pena que foi por pouco tempo: dos sete aos onze anos. Ele se mudou para São João e eu também, porém fui para o seminário e não pude mais curtir a curta amizade. O Nico Cassiano casou-se com uma moça de Lagoa Dourada, a “Sá Amélia”, do povo ali da Rissaca (Ressaca), lá pelos anos de 1890/91. Vieram viver em Resende Costa. Tiveram apenas uma filha, nascida em sete de setembro de 1892, chamada Ana Augusta. Essa pequena família terá sido a mais longeva na história de Resende Costa. Nico, o pai, 99 anos; Sá Amélia, a mãe, 92 anos (1872/1964) e a filha, que veio a ser conhecida como Sá Donana, quase 107 anos (1892/1999). Sá Donana veio a se casar com os Souza Maia do Curralinho, o Antônio de Souza Maia Júnior, o Nico de

Souza (1882/1964, 82 anos). Essa pequena família, agora de dois casais, veio morar no centro de Resende Costa, no casarão da Praça central da cidade (Praça Dr. Costa Pinto). Pai e genro tinham suas fazendas, o Nico Cassiano, a fazenda do Quilombo e o Nico de Souza, as fazendas dos Currais e do Santo Antônio. O casal Nico de Souza e Sá Donana não teve filhos e adotou uma criança da família Vale (Maria Vale, a dona Sinhá). O casarão foi, nas décadas de 20 a 50, a mais elegante, charmosa e festeira residência de Resende Costa, frequentada por autoridades, sobretudo políticos, que passavam pela cidade. Em princípios da década de 1950 (1952), os dois casais se mudaram para São João del-Rei. Depois passaram pela famosa casa os casais Francisco Chaves/dona Vanda, o Juquinha de Souza, o Luizinho Chaves, o Omar Teixeira, o Nico Resende e, por fim, passou para o José do Boqueirão, povo da Gameleira. E o veterano casarão ainda está firme por ali. O Nico Cassiano era uma pessoa reservada, trabalhador, de modos extremamente simples, não ligado a religiosidades, meio à margem da vida agitada do casarão. Tinha seu cantinho ao fundo da grande horta, com seus arreios, uma geringonça para fazer seu fumo (que eu rodava para ele trançar), as colméias de abelhas e os apetrechos de pesca, sua distração predileta. Certo dia, ao entardecer, baixou um enxame de abelhas por cima da sua casa. Imediatamente ele preparou a caixa de madeira, esfregou nela erva-cidreira e conseguiu pegá-lo. Quando

anoiteceu, ele o levou para mim, na horta de nossa casa, que estava do outro lado da rua. Cuidava sozinho de sua propriedade do Quilombo, para onde ia sempre a cavalo. Mantinha uma garrafa de cachaça escondida na alfaiataria do Zé Nicodemos (Zé do Alfredo), frente ao casarão, para a ida e para a volta do Quilombo. Voltamos à amizade entre o Nico e o “Lovado”, como ele me chamava. Desde os oito anos eu o acompanhava, quase sempre na garupa da sua égua de estimação, tanto ao Quilombo, como nas pescarias, para as quais ele preparava a matula (queijo e linguiça). Voltando para casa, eu levava a égua, montado em um saco de aniagem, para o pastinho do Pau de Canela, feliz com um cruzeirinho no bolso. Em 1952, ele foi forçado a mudar para São João del-Rei. Foi um golpe duro na sua vida. Por coincidência, minha família também mudou para lá na mesma época. Em São João, ele costumava pescar. Atravessava a pé a cidade, passando pelo Matola e beirando a linha de ferro da Maria Fumaça, ele aparecia na Vila Santa Terezinha onde morávamos e me levava para pescar no Rio das Mortes. Com minha ida para o seminário salesiano em 1953 a amizade entre o menino de 11 anos e o velho Nico Cassiano foi cerceada. Quando ele faleceu em 1962, o extremo rigor do seminário não me permitiu ir ao seu velório e a seu sepultamento, mesmo residindo na mesma cidade. Daquela amizade, sobraram apenas a memória e uma grande saudade.

Trilha Sonora

RENATO RUAS PINTO

Rolando agora na vitrola Retomando um dos objetivos principais dessa coluna, que é falar da boa música que vem sendo produzida atualmente, tenho ouvido vários discos novos, sobre os quais gostaria de falar e recomendar. Há muita coisa de qualidade por aí que nós podemos encontrar, seja no formato “real”, o bom e velho CD, ou virtual, em sites dedicados à música, como o Sound Cloud, os serviços de streaming (Deezer, Spotify e outros) ou o providencial “O Jardim Elétrico”, que sempre disponibiliza trabalhos novos de forma gratuita e com a devida autorização dos artistas. Um dos trabalhos que tenho ouvido muito é o excelente “Assopra o Borralho” do violeiro, compositor e cantor Zé Helder. Já conhecia o trabalho de Zé Helder com o “Moda de Rock” – no qual ele e o parceiro Ricardo Vignini fazem arranjos criativos de clássicos do rock para duas violas caipiras – e com o Matuto Moderno, que promove uma fusão da música caipira com o rock. E agora estou explorando o trabalho solo desse músico devotado à preservação da linguagem e legado da viola. “Assopra o Borralho” é o terceiro álbum solo de Zé Helder, que ainda se dedica ao ensino da viola em conservatórios em Minas Gerais e São Paulo. A viola caipira já evoca no próprio nome a sua ligação com o interior e a história de artistas como Tonico e Tinoco ou Tião Carreiro e Pardinho. E Zé Helder paga o seu tributo a essa tradição em faixas como “Sabão de Cinza” e “Pão de Queijo”. Mas o disco vai muito além e foge de um possível lugar comum ao apresentar canções modernas e de harmonia e melodia sofisticadas, como na faixa de abertura “Água Limpa”, “As Bodas de Caná” ou a instrumental “Francisco”. Todas as faixas são marcadas por arranjos de bom gosto, belo instrumental e músicos convidados competentes, como se pode ouvir em “Seresta na Roça”, canção

com letra de Zé Helder sobre uma belíssima música do violeiro Índio Cachoeira, ou a faixa final “O Boi”. Zé Helder é mineiro de Cachoeira de Minas, e seu disco também é uma declaração de amor ao estado, suas montanhas e valores preservados pelos mineiros, que podem ser ouvidos na faixa título “Assopra o Borralho” ou na moderna “Composição Sobre os Trilhos”. Retratos de Minas que despertam as melhores lembranças em um mineiro na diáspora como eu. Mas Zé Helder vai além das Gerais e faz a viola encontrar a música indiana com seus sitar e tabla* na “A Toada do Prof. Hermógenes”, com seu refrão com a saudação “namastê”, que saúda o deus que há em cada um. Zé Helder é um violeiro virtuoso e domina o instrumento, seus ponteios e ritmos complexos. E é um apaixonado pela música caipira, que mostra o zelo com o estilo ao estudá-lo e difundi-lo, seja transcrevendo para a partitura seus clássicos, seja ensinando as belezas da viola. Em “Assopra o Borralho” ele mostra que também é um grande compositor, letrista e intérprete. O disco é marcado pela beleza das músicas, a qualidade dos arranjos e o acompanhamento de instrumentistas de alto nível. Importante destacar nos dias de hoje, onde a produção musical é cada vez mais questionada, é um disco nada óbvio nos caminhos que segue – e por isso mesmo surpreendente – e na sua relação com esse instrumento incrível que é a viola. É para se ouvir com cuidado e entender porque defendo a tese de que a música brasileira vai bem, obrigado. _______ *”sitar” e “tabla”: dois instrumentos indianos, o primeiro, de corda e o segundo, percussão. (Não deixem de conferir dicas, músicas, artigos e afins na página no Facebook: https://www.facebook.com/ TrilhaSonoraBR)


Jornal das Lajes 11

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São João del-Rei

Quitinetes ampliam presença no mercado de imóveis de S. João del-Rei

Cães e gatos são vacinados contra a raiva em São João del-Rei

JOSÉ VENÂNCIO DE RESENDE

O mercado de imóveis para aluguel vem passando por mudanças em São João del-Rei graças ao perfil dos novos inquilinos, principalmente estudantes universitários. Há 17 anos no ramo, o empresário Rogério Cardoso foi um dos primeiros a investir em quitinetes, com tamanhos que variam entre 18 e 36 metros quadrados. “Dez anos atrás, tive de reduzir a construção de apartamentos de três quartos, para começar a construir quitinetes. Os estudantes queriam um quarto com banheiro.” Rogério, que administra o empreendimento da família no bairro de Matosinhos, tem 80 quitinetes alugadas e projeto pronto para construir mais 48 apartamentos pequenos e médios (quarto, banheiro e pia ou cozinha). Em geral, são prédios de no máximo quatro andares ocupados em geral por estudantes. O empresário atribui esta procura por quitinetes ao aumento no número de alunos das universidades locais, que tem impacto inclusive no comércio em geral, e à presença temporária da Mendes Junior na região (a empresa trabalha na ampliação da fábrica de cimento da Holcim, em Barroso). Os funcionários da Mendes Junior chegaram a alugar prédio inteiro em São João del-Rei, conta Rogério. A família Serpa, da loja de material de construção Calcinfer, está construindo, desde 2008, um prédio de dez andares, com 64 quitinetes, duas casas de cobertura e área comercial, na Avenida Leite de Castro. “Estamos fazendo devagar porque construção não é fácil”, diz Cláudio Serpa que toca a obra junto com o irmão Gilson. “Não sabemos ainda o que vamos fazer: se vamos alugar ou vender.” Cláudio admite, no entanto, que há muita procura por parte de estudantes. O problema é que a parte mais pesada da obra vem agora, como instalação de elevadores, parte hidráulica, piso e energia elétrica. Com a crise da economia, Cláudio acredita que ficou

Mais de 10 mil animais foram vacinados somente na área urbana JULIA BENATTI A vacinação antirrábica que acontece anualmente em São João del-Rei começou no final de abril e segue até o dia 20 de junho. O Setor de Zoonoses da Secretaria de Saúde já realizou a vacinação gratuita nos animais da cidade e pretende atender à zona rural em seguida. A raiva é uma doença infecciosa aguda causada por um vírus e transmitida através da saliva de animais infectados, geralmente resulta no óbito do doente. O animal contaminado apresenta alguns sintomas como: mudança de hábitos e/ ou comportamento (passa a se esconder ou agir de maneira diferente do usual), agressividade, salivação e paralisia. Segundo o coordenador do setor de Zoonoses, Valdisnei Lopes da Silva, os bichinhos que estiverem doentes ou apresentando comportamento estranho, não devem tomar a vacina e o dono deve procurar um veterinário. Já foram vacinados cerca de dez mil cães e gatos, incluindo animais de rua e, segundo Valdisnei, ainda devem ser imunizados mais quatro mil na área rural. Os donos de bichos de estimação que ainda não os imunizaram devem ir ao setor de Zoonoses na Praça do Matosinhos,

das 7h às 16h, levando a carteira de vacinação do animal. O coordenador também pede: “A pessoa que tiver mais intimidade ou alimenta o cachorro de rua, deve pegá-lo e trazê-lo para que ele seja imunizado”. Na zona rural o atendimento feito pelo setor deve ser de casa em casa, já que a transmissão é mais recorrente por causa da presença de morcegos hematófagos (que se alimentam de sangue). Os morcegos são um dos principais disseminadores da raiva. Além dos cães, gatos e morcegos, que apresentam alto risco de transmissão da raiva, outros animais também podem ser transmissores, como equinos, bovinos, caprinos e ovinos. Estes animais também podem ser vacinados.

de Castro. Está elaborando um novo projeto para apartamentos, também de 50 a 70 metros quadrados. Nos últimos 12 anos, as obras de Aloizio são tocadas pelo pedreiro resende-costense Jesus Balbino, o Didi, e seus filhos.

vai deslanchar.” Embora ainda seja grande a demanda por quitinetes, “chega uma hora que vai saturar”, admite Rogério Cardoso. “Acho que será bom porque vai sobreviver apenas quem atende melhor os clientes, quem oferece a melhor manutenção. Minha assistência, por exemplo, vai de 8 às 20 horas.” Rogério diz que vai continuar apostando também nos apartamentos maiores, para grupos de estudantes. Tanto que já tem um projeto pronto para um prédio de 12 andares, com apartamentos de três quartos. “Mas isto é para o futuro.”

Prédio da família Calcinfer localizado na avenida Leite de Castro em São João del-Rei

mais difícil continuar a construção. Afinal, os recursos saem das três lojas Calcinfer, em São João del-Rei, Tiradentes e Prados. “A sequência da obra está indefinida, ainda mais com essa crise que derrubou as vendas do comércio em uns 30%.” Muitos pais de estudantes que chegam à cidade preferem colocar seus filhos em quitinetes, afirma o corretor Luiz Carlos Faccion Cipriani, da Líder Imobiliária. Essa demanda está levando muitos empresários a investirem neste tipo de imóvel, em geral próximo aos campi das universidades. Segundo Luiz Carlos, a procura varia entre quitinetes de 16 metros quadrados (quarto e banheiro) e apartamentos de 45 metros quadrados (quarto, cozinha e banheiro). Os preços dos alugueis variam de R$ 450 a R$ 650 por mês. Mas ainda há muita demanda por imóveis maiores (em torno de 70 metros quadrados) por parte de estudantes que querem dividir o aluguel com colegas. Em relação ao mercado de compra e venda, o corretor Eustáquio Coelho de Resende, da Imobiliária Venância, diz que “o que tiver de quitinete, vende, seja para morar ou para alugar”. Principalmente se o imóvel estiver localizado em regiões como Bairro das Fábricas e Matosinhos. Além das quitinetes, aumentou muito o interesse em comprar apartamentos de dois

quartos (50 metros quadrados), acrescenta Eustáquio, que é o presidente da Associação São-Joanense de Corretores de Imóveis. Ele revela que um construtor, parceiro da Imobiliária Venância, tem projeto de construir um prédio de quitinetes e apartamentos pequenos (com elevador e garagem) para venda, próximo da rodoviária. Apartamentos maiores. Rogério ainda vê espaço para apartamentos maiores (três quartos, por exemplo, que abrigam igual número de estudantes). “O aluguel fica mais barato porque é dividido entre eles.” Tanto que, recentemente, construiu um prédio no Matosinhos com apartamentos de quatro quartos, que já está ocupado por estudantes. Também o empresário Aloizio Caldas Lopes acha que há campo para apartamentos de 50 a 70 metros quadrados, pois as famílias ainda preferem colocar seus filhos em apartamentos maiores, entre 60 e 70 metros quadrados, onde eles se reúnem em repúblicas. Mesmo assim o empresário considera que há certa dificuldade porque são prédios de porte pequeno, construídos em áreas restritas, que normalmente não oferecem espaço para garagem. Aloizio tem apartamentos alugados na faixa de 50 a 70 metros quadrados, mas também de 120 metros quadrados (3 quartos). Todos na Avenida Leite

Saturação. Aloizio diz que não pretende entrar no mercado de quitinetes, “pelo menos por enquanto”. O empresário acredita que o mercado vai ficar saturado, pois já existem muitos imóveis para aluguel, e mesmo para venda. “Basta olhar a quantidade de placas na própria Avenida Leite de Castro. Eu acho que, na atual conjuntura, esse mercado não

A raiva em humanos Caso alguma pessoa seja mordida por um animal, ela deve procurar atendimento médico imediatamente, já que em humanos a raiva também não tem cura. Por meio do Programa Nacional de Prevenção da Raiva o Brasil conseguiu diminuir os casos de raiva em animais e humanos em 90%, desde a década de 80.

Materiais reciclados viram obra de arte em exposição Artistas que trabalham com materiais inusitados ganham destaque no Museu Regional Internacional dos Museus, 18 de maio, A exposição contou com oito artistas escolhidos a partir de visitas técnicas realizadas por colaboradores do Museu nas oficinas que trabalham com material reciclado. Segundo a assessoria da instituição a frase utilizada na divulgação foi escolhida cuidadosamente: “Na natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma”, de autoria do químico francês Antoine Lavoisier e nos serviu de inspiração, uma vez que, a exposição retrata obras feitas a partir de materiais que seriam descartados na natureza. Já o acréscimo “inclusive o homem” surgiu após uma visita técnica realizada à APAC (Associação de Proteção e Assistência a Condenados), na qual percebemos que naquela instituição o objeto de

transformação seria o “homem”. Sávio Tadeu de Paula é um dos artistas que expuseram algumas obras na mostra. Suas peças são raízes de árvores que se transformam em mesas e suportes. Ele começou a produção de suas obras há sete anos e já participou de várias exposições e feiras. Sávio comenta que foi tratado de maneira diferente nessa mostra: “Até brinquei com o pessoal do museu dizendo que o que estava em evidência não eram as peças, mas os criadores. Porque eles nos deram atenção, nos trataram com um carinho enorme”. Quanto ao processo de criação, Sávio afirma que depende muito do que a natureza fornece, mas tudo a sua volta o influencia. “A minha inspiração inicial foi o Hugo França (...) agora já temos uma base, já temos uma experiência própria”.

Foto Iolanda Pedrosa

JULIA BENATTI

O Museu Regional de São João del-Rei inaugurou no dia 14 de maio uma nova exposição com as obras que são feitas por artistas locais a partir de materiais reciclados. A frase “Na natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma... até o homem” foi utilizada como inspiração e divulgada pela instituição como prévia da mostra que ficará aberta ao público até o dia 15 de junho. A inauguração contou com a presença de aproximadamente 240 pessoas que assistiram a um documentário sobre os artistas e ouviram Clebson Cunha cantar a música “Desejo de transformar”, escrita especialmente para a mostra. O conteúdo da exposição foi ligado a 13ª Semana de Museus, cujo tema é “Museus Para Uma Sociedade Sustentável”. O evento se deu em comemoração ao Dia

Frase de Antoine Lavoisier inspira exposição


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Religião

Resende Costa ganha seu mais novo filho sacerdote Padre Adriano foi ordenado no dia 30 de maio na igreja matriz de Nossa Senhora da Penha

ANDRÉ EUSTÁQUIO Foto Arquivo Pessoal

Adriano Tércio é o mais novo sacerdote filho de Resende Costa

A Diocese de São João del-Rei e a Paróquia de Nossa Senhora da Penha de França estiveram em festa no dia 30 de maio, sábado. No penúltimo dia do mês dedicado à Virgem Maria, Mãe de Jesus, o diácono Adriano Tércio Melo de Oliveira foi ordenado sacerdote, às 9 horas, na igreja matriz de Resende Costa, durante solene celebração eucarística presidida pelo bispo diocesano dom Célio de Oliveira Goulart e concelebrada por diversos sacerdotes. Destaque especial para a presença na celebração do bispo emérito de São João del-Rei dom Waldemar Chaves de Araújo. Aos 27 anos, Adriano é o mais novo dos 13 sacerdotes vivos filhos de Resende Costa. Os preparativos para a ordenação presbiteral do diácono Adriano Tércio se iniciaram no dia 27 de maio, quarta-feira, com a celebração do Tríduo Sacerdotal, que contou com a presença de sacerdotes amigos do diácono, religiosas e seminaristas da Diocese de São João del-Rei. “A presença deles nos últimos dias que antecederam a minha ordenação fez com que eu recordasse muitas coisas que marcaram a minha vida no seminário e na pastoral. Deixaram também uma palavra amiga através das reflexões, para que eu pudesse me fortalecer durante meu ministério sacerdotal”, disse padre Adriano. O reitor do Seminário Diocesano São Tiago, padre Antônio Carlos da Trindade e Silva, iniciou o tríduo preparatório, que foi presidido nos outros dois dias pelos padres Javé Domingos

da Silva e Claudir Possa Trindade. A equipe de Liturgia da paróquia preparou para o Tríduo Sacerdotal diversas homenagens ao diácono Adriano, relembrando sua trajetória vocacional: “Reviver o meu tempo de infância foi um aspecto que, de fato, me pegou de surpresa, pois me emocionei muito ao lembrar-me de cada detalhe da minha vida através das fotos e mensagens apresentadas”.

Dia de festa No dia 30 de maio, Resende Costa amanheceu em festa. Os sinos da matriz, a banda de música e os fogos de artifício anunciavam logo cedo que mais um dileto filho da cidade de Nossa Senhora da Penha se tornaria sacerdote. Aos poucos, a igreja matriz foi sendo tomada pelos fieis que chegavam de diversas cidades, especialmente de onde o futuro sacerdote havia exercido suas atividades pastorais. Ao som da triunfal Marcha da Igreja, entoada solenemente pelo Coro Paroquial Nossa Senhora da Penha de França, sob a regência do seminarista Lucas Alerson de Sousa, a comunidade dos fieis presentes na matriz recebeu os celebrantes e o diácono Adriano. A emoção do diácono aumentava a cada momento da celebração. Mas quando deu-se início o rito de ordenação, o eleito não se conteve e deixou que as lágrimas traduzissem o sentimento de alegria que o arrebatava. “É, sem sombra Foto Arquivo Lucas Alerson

O Coro Paroquial Nossa Senhora da Penha, regido pelo seminarista Lucas Alerson, abrilhantou a ordenação

de dúvidas, indescritível a emoção que senti durante o rito da minha ordenação. Senti-me tomado pela Graça de Deus que é infinita e eu uma criatura tão frágil. Desse modo, o que me restou foi chorar compulsivamente de emoção e alegria diante daquilo que estava acontecendo comigo”, revelou o neo-sacerdote. No domingo, 31, padre Adriano celebrou sua primeira missa na igreja matriz de Nossa Senhora da Penha. O neo-sacerdote foi prestigiado com a presença dos sacerdotes Eder Sebastião Santos (pároco), Nilson de Paula Resende, João Bosco Pinto, Claudir Possa Trindade, Geraldo Magela da Silva e Erminio Ignácio dos Reis, que proferiu uma bela e tocante homilia. “Outro momento muito emocionante para mim foi presidir a minha primeira missa e concelebrá-la com sacerdotes amigos que fizeram questão de estarem comigo naquela ocasião. Momento forte foram as palavras do padre Erminio durante a homilia, demonstrando um grande carinho para comigo”. A Orquestra Ribeiro Bastos, de São João del-Rei, abrilhantou a celebração, dirigida pelo seu maestro titular Rodrigo Sampaio. Padre Adriano Tércio escolheu como lema de sua ordenação o versículo 5 do capítulo 1 do livro do profeta Jeremias: “Antes mesmo de te formar no ventre materno, eu te conheci: antes que saísses do seio eu te consagrei. Eu te constituí profeta para as nações”. “A passagem de Jeremias que escolhi sempre foi para mim uma palavra forte no que diz respeito à vocação. Desde criança sentia esse chamado de Deus ao sacerdócio em minha vida e meditando essa passagem das Escrituras pude a cada dia do meu processo formativo lembrar que Deus contava comigo porque havia me escolhido, por isso ela foi força e luz para mim”, disse. Padre Adriano Tércio exercerá as primícias do seu sacerdócio na Paróquia de Nossa Senhora Auxiliadora, em Lavras (MG), onde já vinha trabalhando como diácono desde o início do ano.

Gastronomia

CLÁUDIO RUAS

Abacate só com açúcar?! Quem acompanha essa nossa prosa gastronômica já deve ter percebido que volta e meia aparece um ponto de interrogação por aqui. Não é à-toa. Diante de um meio de comunicação tão significativo como este, eu não poderia perder a chance de colocar, na mesa de cada um de vocês, uma pitada de reflexão, preferencialmente em quantidade moderada, tal como se faz com o sal e o açúcar. A comida também precisa ser pensada, não só comida. Não somente pela busca do prazer do consumo, mas também por tudo que gira em torno dela (saúde, meio ambiente, cultura, economia). E o nosso tradicional e delicioso “abacate com açúcar” pode ser um prato cheio a se pensar, por dois aspectos. O primeiro diz respeito ao fato de que, aqui no Brasil, a maioria da população ainda continua consumindo o abacate somente na sua forma doce, seja amassado com açúcar, ou em vitamina com leite (e açúcar). E digo “ainda” porque já faz tempo que a globalização invadiu nossas cozinhas, trazendo interessantes receitas e costumes de outros países, que, ao contrário daqui, também consomem o abacate de outro jeito: com sal, nas saladas, com carnes, em forma de pastas, molhos e cremes. Ou até mesmo na sua forma natural, sem nada. Inegavelmente o abacate docinho é uma delícia, e faz parte da minha dieta com muito prazer. Até porque, como todo bom mineiro da gema amarelo-caipira, também tenho um lado tradicionalista bem forte. Porém, seria até injusto com a mãe-natureza deixar de explorar e consumir mais esse fruto tão especial – e comprovadamente versátil - que é o abacate. É bom que se diga que o uso do abacate sem o açúcar não se trata de invencionice de algum maluco, ou de um chef de cozinha contemporâneo. Basta viajarmos para as bandas da América Central (México, Guatemala, Antilhas), de onde surgiu a planta, que por sinal é um ícone da cultura gastronômica desde as antigas civilizações até hoje. Praquelas bandas o abacate é consumido principalmente na sua forma salgada, como na clássica “guacamole”, onde é amassado e misturado com sal, limão, azeite, tomate, cebola, pimenta e salsinha/coentro. Simples, nutritivo e delicio-

so, bom para servir com pão árabe, torradas e na massa de pastel frita ou assada. Ou até mesmo no churrasco, substituindo o vinagrete. Também fica muito bom amassado e misturado somente com sal e mostarda, ideal para passar no pão do sanduíche, inclusive substituindo a maionese. Batido no liquidificador com um pouco de creme de leite ou iogurte natural e cebolinha, temperado a gosto e levado à geladeira, vira um creme delicioso e suave (além de lindo), para servir em um copinho como entrada ou para acompanhar um camarão frito e um lombo de porco assado. Ou regar uma salada de palmitos, tomatinhos cereja, azeitonas pretas e cubos do próprio abacate. São inúmeras opções e vale usar a criatividade. Só não vale levá-lo ao fogo (infelizmente), senão amarga. O segundo aspecto do consumo exclusivo do abacate com açúcar é o seu acompanhante. Faz um baita mal para nossa saúde: vicia o paladar, engorda, adoece e chega a matar trinta e cinco milhões de pessoa por ano no mundo. E a indústria ainda lucra com isso, dando risada da nossa cara, depois de conseguir empurrar goela abaixo esse costume de formiguinha. Mas como é (quase) impossível viver sem ele, até porque o dito cujo aparece escondido em uma infinidade de alimentos, sobretudo os industrializados (até nos salgados!), o ideal é conseguir fazer um consumo moderado e consciente. Assim como para as muitas coisas prazerosas da vida. Eu até gostaria, mas torrêmo cabeludo com cachaça todo dia não dá. O bom é que o açúcar tem uma vantagem em relação ao torrêmo: pode ser substituído sem que sua função seja comprometida. A substituição pelo mel de abelha não só é satisfatória quanto ao adoçamento, mas também quanto ao ganho de sabor. Além de se tratar de um alimento natural e muito mais rico nutricionalmente embora também engorde. Aliás, antigamente, o adoçante oficial da humanidade era o mel. Já a dependência do açúcar, bem, essa dá pano para muitas outras mangas e prosas. Gosto e costume realmente não se discutem. O que se deve discutir, ou melhor, refletir são as coisas que estão escondidas por detrás deles.


Jornal das Lajes 13

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Cidade

Falhas de conexão são problemas enfrentados pelos internautas resende-costenses

O

problema com a conexão de internet em Resende Costa não é algo novo. Vem assombrando os resende-costenses há um bom tempo. Após receber reclamações de usuários e perceber sua indignação com o serviço insatisfatório, o Jornal das Lajes resolveu colher alguns depoimentos e entrar em contato com empresas responsáveis pelos serviços de internet na cidade. A ideia surgiu, principalmente, depois que conversas online entre editores do JL foram interrompidas em diversas ocasiões devido a falhas de conexão. Atualmente, a Conecta é a empresa com mais clientes em Resende Costa e, por isso, fomos atrás do Gerente de Suporte Técnico da companhia, Lucas Meireles, que nos atendeu prontamente: “Ocorrências de queda no acesso à Internet ou lentidão geralmente estão relacionadas a falhas no funcionamento de equipamentos como antenas, roteadores e switches; ou instabilidade no fornecimento de energia elétrica”, explicou ele. Para o engenheiro eletricista João Marcelo de Resende, “o serviço (da Conecta) é muito fraco e deixa muito a desejar ao que é contratado”. Sobre a frequência de falhas de conexão, João relatou que o sinal cai pelo menos uma vez por dia: “O que não é exclusividade só da minha rede. Há dias que extrapolam, e muito, essa média”. Com esses problemas, João Marcelo enfrenta alguns transtornos: “É muito complicado para fazer pesquisas quando a faculdade demanda alguma coisa. Para fazer etapas online de processos seletivos eu procurava uma rede mais confiável para que fosse realizado. Quando eu fazia home office no trabalho, a rede não aguentava a plataforma da empresa pela lentidão, isso quando ela funcionava. Até mesmo para o lazer é complicado, pois downloads são interrompidos pela oscilação da rede”. Por outro lado, o empresário Edmar Assis disse ao JL que o serviço oferecido pela Conecta funciona bem e que em poucos momentos teve problemas: “São raras as vezes que tivemos este tipo de ocorrência”, afirmou ele com relação à falha de sinal. “Nos momentos em que isso aconteceu ficamos sem tirar nota fiscal, sem verificar

EMANUELLE RIBEIRO

emails de pedidos, entre outros. Mas ligo imediatamente para eles para obter a solução para o problema”, acrescentou. Em contato com a Conecta, foi nos comunicado o seguinte: “Diante da informação de que estão ocorrendo constantes reclamações na cidade de Resende Costa com relação ao nosso serviço, providenciamos o levantamento dos índices de acompanhamento de atendimentos a clientes em nossos sistemas e também revisamos todos os índices de qualidade de nossa rede de acesso à Internet na cidade de Resende Costa. Toda a estrutura de fornecimento de acesso à Internet da Conecta é permanentemente monitorada, o que nos permite colher dados sobre falhas ocorridas na prestação do serviço. Não há registros de falhas gerais na localidade de Resende Costa nas últimas semanas. Também não detectamos nenhum aumento de solicitações de suporte, reparos técnicos ou registros de reclamações na cidade de Resende Costa nos últimos dias”. Não é o que dizem alguns usuários. Para Vanuza Resende, locutora e secretária da Rádio Inconfidentes FM, o serviço da Conecta em Resende Costa não é satisfatório, porque várias vezes a conexão fica bem lenta e tem dias que é impossível se conectar. A radialista contou que as falhas de conexão prejudicam algumas atividades da emissora: “Quando a internet está com problemas de conexão é impossível transmitir, por exemplo, o programa do padre Reginaldo Manzotti – Experiência de Deus. A Rádio Inconfidentes o transmite ao vivo de segunda a sábado e a transmissão é feita pela internet. Os ouvintes já estão acostumados a ouvir todas a manhãs. Quando o programa sai do ar por falha na internet, recebemos inúmeras ligações para que o problema seja resolvido logo, mas nem sempre é possível resolver. Esse é o maior transtorno para os ouvintes”. Vanuza destacou também a irregularidade do serviço: “Acredito que pelo menos uma vez na semana a internet fica desconectada, tem dias que não apresenta problema algum, em outros é difícil uma boa conexão o dia todo”. Ela falou de outros problemas: “A

Rádio é prejudicada na transmissão de programas ao vivo, além das gravações dos apoios culturais. Estes são enviados por e-mail para uma empresa especializada em gravações, que também nos manda os arquivos pela internet. Quando existem problemas na conexão não conseguimos atender os apoiadores dentro do prazo estipulado”. Para solucionar os problemas, Vanuza disse que sempre liga para a Central de Atendimento da Conecta, em São João del-Rei: “Na maioria das vezes eles anotam o problema e pedem para esperar uma visita do técnico, mas essa visita nunca aconteceu no mesmo dia, ou seja, a solução é tardia”. De qualquer forma, ela reconhece o esforço dos técnicos: “A empresa já ligou algumas vezes para a emissora perguntando se estamos com problema na conexão. Acredito que é uma forma que eles usam para melhorar o serviço”. Sobre o atendimento, Lucas Meireles reitera: “Outro dado importante que obtivemos refere-se aos Índices de Avaliação de Atendimento aos nossos assinantes em Resende Costa. No levantamento feito referente às avaliações de maio de 2015 recebemos um alto grau de satisfação”. Os usuários que reclamam do serviço de internet avaliaram bem o atendimento da Central da Conecta, mas isso acontece após os problemas de conexão, o que fazem eles se sentirem insatisfeitos por terem que acionar o suporte frequentemente. É válido destacar que o atendimento à equipe do JL também foi eficiente. “A melhora no fornecimento do serviço deve ser levada mais a sério. A rede por fibra ótica em São João del-Rei também falha muito e a banda não é fornecida como o esperado. Para melhorar a empresa poderia ter um número 0800 para atendimento. Uma empresa que abrange muitas cidades na região não ter um 0800 é um absurdo, ainda mais com o atendimento falho que se faz necessário contato frequente”, disse o usuário João Marcelo. Frente às reclamações, Lucas Meireles explicou que sempre é necessária a avaliação pela área técnica da Conecta para identificar a falha com precisão e solucionar esse tipo

O engenheio João Marcelo de Resende falou sobre os constantes problemas de conexão à internet em Resende Costa

de evento de forma adequada: “Em razão disso, pedimos que quaisquer dificuldades na utilização da internet sejam direcionadas para nossos Canais de Atendimento”. É possível fazer contato com a Conecta através de várias maneiras, conforme esclareceu Lucas: telefone fixo (32-33724000), telefone celular Vivo (32-99084779 e 32-99200321), telefone celular Claro (32-84171700 e 32-84416261), telefone Celular Tim (32-91841310 e 3291841311), além do site (www. mgconecta.com.br). Segundo ele, 90% dos problemas são solucionados via telefone. “Excelência na qualidade dos nossos produtos é uma busca permanente da Conecta e, para nos certificarmos do bom funcionamento da internet em Resende Costa, programamos uma série de verificações na estrutura da empresa na cidade para as próximas semanas”, concluiu o Gerente de Suporte Técnico. O JL foi procurado também por Flávio Augusto, usuário do serviço de internet Oi Velox. O resende-costense fez duras críticas ao serviço oferecido: “O serviço da Oi em Resende Costa atualmente não satisfaz a mínima necessidade de uso. Baixa velocidade e falhas constantes”. Segundo ele, o sinal de internet fica fora do ar na maior parte do dia: “Os transtornos são inúmeros: estresse, sentimento de estar sendo lesado, atraso no trabalho”. Ele nos contou que liga repetidas vezes para o serviço técnico via telefone, mas pouco adianta, pois ainda não percebeu nenhuma medida em prol de um serviço melhor. Constatamos isso através das ligações

recentes feitas por Flávio ao Canal de Atendimento da empresa: somente de 19 a 26 de maio, ele tem 12 protocolos de atendimento anotados. O que Flávio pede é a melhoria na estrutura física da Oi Velox na cidade e não apenas promessas de sanar o problema. Mesmo assim, ele disse que pensava seriamente em romper o contrato com a empresa. Fomos então atrás de informações a respeito do que estaria ocasionando tais problemas e, após três tentativas de contato com o suporte da Oi Velox, não conseguimos uma explicação concreta. Na primeira tentativa, passamos por três atendentes e ficamos esperando por mais de 10 minutos na linha pelo quarto, o qual não nos atendeu. No segundo telefonema, conversamos com dois atendentes que não souberam passar informações sobre as falhas de conexão. Na terceira tentativa, a atendente não soube esclarecer dúvidas sobre o serviço geral na cidade e disse que poderia revelar informações sobre determinada linha, mas somente com dados pessoais do cliente e, então, a ligação caiu. Não obtivemos sucesso ao tentar conseguir contato com algum responsável pelo setor. A internet é, hoje, essencial para a realização de tarefas básicas, que vão desde o estudo e lazer ao trabalho. E com as constantes falhas de sinal em Resende Costa é difícil realizar tais atividades. O que seria simples acaba tornando-se um grande desafio. Uma melhor estrutura é o caminho para a solução dos problemas constantes enfrentados pelos resende-costenses.


14 Jornal das Lajes

ANO XII Nº 146 - JUNHO DE 2015 / RESENDE COSTA - MG

O Verso e o Controverso

JOÃO MAGALHÃES

“A cobra vai fumar” - 70 anos da rendição alemã.

Alô, Alô, Totonho do “Sô Bico”! Alô, alô, Zé Mendonça! Aquele Abraço! Maio, 2015, o calendário marcou os 70 anos do fim da Segunda Guerra Mundial. Lembrei-me de vocês porque os conheci, mas transmitam a seus outros companheiros nossas saudações. Vocês fazem parte da minha mais antiga memória. Fiz parte do grupo de crianças que acenava com bandeirinhas aos expedicionários de Resende Costa, no passeio em frente à casa do “Sô Bico” na festiva recepção pelo retorno da guerra. Com o Zé Mendonça convivi mais, parente meu, filho de meu tio-avô Mateus. Conversei com ele sobre sua participação na 2ª guerra. Servia na equipe de saúde e socorro. Poderia ter conversado mais. Mas, como aconteceu com muitos pracinhas, logo percebi nele certo bloqueio emocional para relatar lembranças traumáticas. Lógico, não insisti. Como valorizo muito histórias pessoais, testemunhos de participantes, lembranças, memórias, andei lendo depoimentos de alguns expedicionários ainda vivos e lúcidos e socializo alguns destes que me chamaram a atenção. Fixei-me naquelas experiências comezinhas, muito pessoais, curiosas até; muitas vezes, mostram coisas importantes. Caso de Newton La Scaleia, 94 anos, (O Estado de São Paulo, 8/5/15 A9: “Alemães preferiam se entregar a brasileiros”), com vivências no front italiano: Massarosa, Bolzano, Montese, Monte Castelo, Porreta Termini, Parma, Collechio, Viaregio, Pistoia... Partiu soldado e voltou sargento, pois tinha feito os cursos antes de ir. Conta que os alemães preferiam se en-

tregar aos brasileiros na esperança de serem bem tratados, mas não adiantou muito, pois nossos comandantes se viam obrigados a entregá-los aos americanos. Não tínhamos campos de prisioneiros. Entre os troféus que trouxe: um cinturão de couro com o coldre. Na fivela uma inscrição: “Gott Mit Uns” (tradução livre nossa: “Deus está conosco”(!)). Não fumante, deu um maço de cigarros a um prisioneiro alemão. Gesticulando, o soldado indicou-lhe um pinheiro no bosque vizinho. Pendurado, lá estava o cinturão. Foi o agradecimento pelo cigarro. Interessante sua explicação de um símbolo da FEB “A Cobra vai fumar”. “Esse escudo não existia, surgiu no meio da tropa, quando os soldados paulistas se lembraram dos camelôs que atraíam curiosos na Praça da Sé, carregando jiboias em caixas de madeira. A cobra vai fumar!, gritava um camelô, abrindo a caixa, enquanto um companheiro punha um caniço na boca da jiboia e outro acendia um isqueiro: “A cobra fumou”! Os pracinhas repetiam esse grito de guerra, cada vez que os brasileiros venciam um combate. João Ferreira de Albuquerque, paulista de Pirassununga, certamente convocado por falar inglês e alemão, militou nas comunicações da FEB. Tendo feito, em Nápoles, por uma semana, um curso de minas e sua demolição, conta: “tivemos que fazer uma prova que consistia em atravessar um campo minado. Uma das minas explodiu e arrebentou meu queixo, deslocando a mandíbula. Hospital americano por dois meses. A cada semana o coronel mandava distribuir uma polegada de

uísque para cada paciente” (Portal Terra). Ficamos junto com a divisão negra do exército americano, continua João. “Era um batalhão especial por causa da segregação racial. Em conversa com um americano, ele me disse que havia visto um soldado brasileiro negro dando ordens a um branco. Expliquei que no exército brasileiro não havia segregação. Ele ficou estupefato”. Lembrei-me, então, da conversa com o primo Zé Mendonça. Disse ele que muitos italianos nunca tinham visto um negro, pessoalmente. Muito ressabiados, às vezes, se aproximavam e sobretudo as crianças chegavam a passar a mão na cabeça dos negros. Depois sumiam cochichando: “Negretti! Negretti”! No documentário “A cobra fumou” de Vinícius Reis (2002) com vários “Febianos” há um emocionado relato de um deles. “Numa folga, saiu para um passeio, sozinho. Num pequeno embornal, bolachas, chocolates, cigarros, um pouco de dinheiro etc. Alguma criança, algum faminto...eram tantos! Em frente a uma casa, uma jovem senhora à cata de qualquer coisa. Convidado entrou na casa dela. Lá, o marido, doente, procurou levantar-se para liberar a cama para ele. Entendeu logo... Recompôs o enfermo no leito e precariamente explicou que jamais foi sua intenção... O embornalzinho ficou pra eles. Com ele saiu uma intensa comoção...”. Curioso também, outro pracinha mostrando as fotos, macabras, aliás, dos corpos de Mussolini e Clara Petacci (sua amante) pendurados na Piazza Loreto de Milão.

Retalhos Literários

EVALDO BALBINO

A assombração do cor’go da Sá Bilica – Parte final Jogavam pedras na mulher. Esterco seco pela estrada, cascalho das ribanceiras, frutos caídos de árvores. Tudo era arma contra aquela fantasma tão real. E nada adiantava. Ela vinha bufando sobre todos, como bufa a morte inevitavelmente. Na correria desatada entre as árvores da estrada, todos avançaram rapidamente e perderam de vista a mulher horrenda que vinha mais atrás deles. No terreiro lá de casa, os adultos trabalhavam, como se nada terrível estivesse acontecendo. Viram todos nós suados, correndo, pálidos, alguns com o short molhado de urina por tanto medo, mas isso não se percebia, porque estávamos todos molhados pela água do cor’go. Aos nossos gritos e acenos, com avisos de que estávamos sendo perseguidos por uma assombração que vinha atrás de nós, todos riram e zombaram de nós, dizendo que tudo era benfeito, porque nós deveríamos é estar ajudando no trabalho e não vagabundando à luz do dia. A meninada tentou mostrar-lhes a assombração, porém ninguém excepcional vinha vindo mais lá atrás, a não ser um dos nossos coleguinhas, retardatário e chorando com o seu medo enorme. Vendo o medo estampado nos olhos de todos e a incredulidade dos adultos, decidi caçar meu rumo, o esconderijo que eu tinha para enfrentar a vida. Desde pequeno eu já via essa necessidade. Fui para cima da nossa casa e me alojei entre o telhado e os estrados de bambu, os forros que nos protegiam de vento e noite. Ali, encolhido, fiquei matutando por que na vida tudo é tão perigoso, tudo pode acontecer à revelia de nós a qualquer momento. Fiquei ali quieto, esperando que a assombração, onde estivesse, se acalmasse e não mais desejasse sangue de menino tão pequeno como eu era. Na minha quietude, porém, escutei um ruído sussurrado vindo do quarto-de-dentro dos meus pais. O quarto-de-dentro era onde dormiam minhas irmãs, as solteiras. Naqueles tempos as

moças, mesmo namoradeiras e casadoiras, tinham de dormir sob a vigilância dos pais. Assim, qualquer pessoa, para acessar o quarto das moças, tinha de passar pelo quarto dos progenitores. Apesar do cuidado dos pais, havia janelas no quarto, caminhos abertos para a noite e para a vida. Janelas abertas para o mundo. Era lá do quarto-de-dentro, portanto, que vinha o barulho. Um tocar em objetos e móveis, um ruído de mãos e tecidos, um baque de dedos namorando água ruidosa. Decidi me guiar até o estrado sobre o cômodo. Rastejei meu pequeno corpo como se fosse uma lagartixa atenta, dessas que se levam por paredes entre frestas e cantos à procura de moscas para alimento. Mas ali eu não buscava comida, e sim alívio para o medo que sentia. Queria ver o que me dava calafrios. Como alguém poderia estar no quarto-de-dentro, se todos, homens e mulheres, não estavam na casa, mas sim no terreiro labutando com palhas e grãos de feijão? E se o alimento ali fosse eu, não a mosca vitimada pela lagartixa branca e pegajosa, mas sim o menino medroso atacado por uma assombração com sua foice reluzindo no ar? O meu medo era tamanho, mas minha vontade não sei de quê, de chegar quem sabe ao desmedo, era maior ainda. O meu medo não sumiria assim de todo. Mas pelo menos ficaria mais brando, mais acostumado com os sustos que a vida nos prega. Escondido sobre o forro, olhei por entre as frestas do estrado. E vi, juro que vi, do lado da cama de minhas irmãs, a temível foice da assombração. E ao lado da foice, numa bacia de alumínio bem grande, vi aquela mulher de corpo esquálido e terrível se banhando. Agora sem a bota de sete-léguas, sem nenhum pano na cabeça escondendo-lhe a identidade macabra, seu rosto era negro como todo o corpo. E ela se banhava e ria. E da negritude banhando-se na água da bacia, emergia um corpo branco. Da brancura trêmula da minha infância.


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ANO XII Nº 146 - JUNHO DE 2015 / RESENDE COSTA - MG

Cultura

Internacional

Belmonte, terra de Cabral, respirou cultura brasileira em Abril e Maio JOSÉ VENÂNCIO DE RESENDE, DE LISBOA/BELMONTE

História. Para Laurentino, o maior interesse popular pela história nos nossos tempos acontece porque “o mundo ficou pasteurizado” com a globalização. A consequente homogeneização da cultura incentivou as pessoas a buscarem sua identidade. Além disso, no caso brasileiro, começamos a colher os frutos dos últimos 30 anos de democracia, com o país se transformando muito rapidamente. Nesse ambiente, o país começa a exercer uma nova prática política, na qual se tornou fundamental conhecer a história. Além de conferir identidade, a história é também fonte de formação de cidadania, resume o escritor. Mesmo considerando parte importante da história a chegada de Pedro Álvares Cabral ao Brasil, Laurentino optou por escrever seu primeiro livro sobre 1808 porque “o código genético do brasileiro começa a ser identificado aí. Até então, o Brasil era uma grande

Foto José Levy

“Belmonte, terra do descobridor Pedro Álvares Cabral”, respirou cultura brasileira, em Abril e Maio, com a realização da primeira “Semana do Brasil” e a palestra do jornalista e escritor Laurentino Gomes, em Portugal para a “Viagem Literária” de lançamento do seu livro “1889” publicado pela Porto Editora. Resende Costa também marcou presença no evento. “Meus conterrâneos de Belmonte!” Foi com esta frase do ex-presidente Juscelino Kubitschek, pronunciada em 1963 quando visitou aquela cidade como senador por Goiás, que Laurentino Gomes iniciou a sua palestra, na noite de 26 de Maio na Biblioteca Municipal, sobre a trilogia 1808, 1822 e 1889, que aborda períodos marcantes da história do Brasil. Apesar do roteiro apertado de eventos programados pela Porto Editora, Laurentino aceitou o convite para visitar Belmonte. Depois de ouvir do jornalista e historiador José Levy Domingos a revelação, Laurentino refletiu sobre o discurso de JK e concluiu que fazia sentido. O que garante o selo de identidade às pessoas é a história, disse. “Por esta perspectiva histórica, nós somos conterrâneos.” Laurentino admitiu que ficou fascinado com o gesto da comunidade de Belmonte de se aproximar do Brasil. “Por isso, eu também os chamo de meus conterrâneos.”

Palestra de Laurentino Gomes sobre a trilogia 1808, 1822 e 1889

fazenda de Portugal, marcado pelo analfabetismo, pela escravidão e por muita rivalidade”. Segundo o escritor, várias Américas portuguesas se comunicavam muito precariamente. D. João levou para o Brasil a elite portuguesa, que começou a transformar o país muito rapidamente. Iniciou-se assim “um processo civilizador dos trópicos” que levou a uma redescoberta do Brasil. Sobre o seu novo livro, Laurentino citou uma coincidência histórica curiosa. No dia 15 de Novembro de 1889, enquanto o Brasil se tornava uma República, nascia em Lisboa D. Manuel II, aquele que seria o último rei de Portugal. Sobre a trilogia concluída com 1889, o autor decidiu não continuar a série por achar que ela tem uma identidade gráfica e editorial que precisa ser preservada. Por isso, decidiu escolher a escravidão como tema dos seus próximos três livros. Laurentino considera que talvez este seja o tema mais importante do Brasil por causa da nossa forte herança portuguesa e africana. Apesar do pessimismo hoje existente no Brasil, Laurentino acredita que há razões para otimismo, partindo-se de uma perspectiva histórica. Tapetinho. Antes da palestra de Laurentino, este repórter entregou à vereadora Sofia Fernandes, vice-presidente da Câmara Municipal de Belmonte (equivalente a prefeitura no Brasil), um exemplar de tapetinho típico de Resende Costa (Minas Gerais) para o acervo do Museu dos Descobrimentos. A peça foi produzida pela artesã Marileia Mendonça e pintada por Silvio Ramos. Foto Luiza Metzker

Entrega do tapetinho de RC à presidente da Câmara Municipal

O tapetinho é produzido artesanalmente em tear manual com sobras de retalhos da indústria têxtil. A ideia é que seja o embrião de uma exposição de artesanato brasileiro no Museu dos Descobrimentos. Semana do Brasil. Entre 19 e 26 de Abril, aconteceu em Belmonte a primeira Semana do Brasil, que difundiu usos, costumes, cultura, tradições, música e artesanato do nosso país. A ideia do evento foi do jornalista e historiador José Levy Domingos e a organização foi da Câmara Municipal de Belmonte e da Empresa Municipal de Promoção e Desenvolvimento Social (EMPDS). O “Dia da Comunidade LusoBrasileira” foi celebrado em 22 de abril, em solenidade presidida pelo secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, José Cesário. Uma exposição, no Museu dos Descobrimentos, mostrava trabalhos artísticos de alunos que refletiam a visão da comunidade escolar de Belmonte sobre o Brasil. Composições imaginativas com reutilização de material (reciclagem), pinturas e desenhos que evocaram o descobrimento (ou “achamento”), as caravelas e naus de Cabral, a vida indígena, o Cristo Redentor do Corcovado, enfim, vários foram os motivos escolhidos pelos alunos para representar o Brasil e a amizade luso-brasileira. Uma Mostra de Artesanato do Brasil foi instalada na sala de Exposição dos antigos Paços do Concelho de Belmonte (Largo do Pelourinho). Destaque para o artesanato indígena (pedras, rendas, pinturas e esculturas/ imagens, além de outros artefatos e peças). No dia 26, o presidente da Câmara Municipal de Belmonte, Antônio Dias Rocha, e o viceprefeito de Ouro Preto (Minas Gerais), Francisco Rocha Gonçalves, assinaram, em sessão solene nos Paços do Concelho, o acordo que tornou os dois municípios “cidades-irmãs ou geminadas”. A solenidade foi presidida pelo Embaixador do Brasil em Portugal, Mário Vilalva, que esteve acompanhado do Cônsul-Geral do Brasil em Lisboa, Rui Casaes. Houve ainda muita história, literatura e poesia (a íntegra da reportagem encontra-se em www.jornaldaslajes.com.br).

“Portas que viram janelas” Professor Mário Márcio de Quadros lança em Resende Costa seu primeiro livro, pela amiRCo / Coleção Lageana JOÃO MAGALHÃES Nos anos de trabalho com literatura para criança, lecionando a matéria para o 4º ano do curso normal (Magistério) do Colégio “Stella Maris” de São Paulo (especialização na pré-escola), a prática e os estágios com as normalistas em “Poesia e Criança” nos mostraram que o texto poético que mais motiva a criança é o poema que tem uma estimulante imagética, musicalidade e ritmo contagiante e poder de encantamento. Que prima pela dinâmica, agilidade, sonoridade e substantivação. Na linguagem poundiana (Ezra Pound: Abc da Literatura), trabalha bem a fanopeia, a melopeia, a logopeia. E também de Octávio Paz: “A poesia é antes de tudo uma arte verbal rítmica” (in “Soror Juana Ines de La Cruz”). Foi isto que senti de imediato após rápida leitura de um original, anônimo como de praxe, o título instigante “Portas que viram janelas” enviado pelos editores da Coleção Lageana da AmiRCo de Resende Costa, pedindo um parecer para publicação ou não. A leitura mais detalhada me perfilou, além de um excelente versejador, tecelão de palavras, um poeta telúrico que transporta qualquer pessoa criada nos antigos sítios aqui de nossa região para o mundo encantado das roças, dos quintais, dos pomares, do labor dos enxadeiros, dos tiradores de leite, das tecedeiras, dos carros de boi, do debulhar do milho, do bater feijão, dos pássaros, dos insetos, do moer cana, dos tachos de melado, das rapaduras, do tomar leite direto das maminhas da vaca, das festas do campo, das re-

zas, dos jogos nas vendas... E muito, muito mais. Foi como entrar na porta da sala da casa onde fui criado e de lá contemplar as paisagens de minha infância e depois postar-me, janela por janela, olhando a horta, as bananeiras, as paineiras, a fonte, a engenhoca de moer cana do meu Tijuco! E foi concentrando-me no público infantil que analisei o texto, ressalvando o que penso: todo texto que movimenta a criança agrada também o público adulto. E justifiquei o parecer amplamente favorável: a Lageana publicaria, como publicou agora, um belo poema e, novidade: excelente para a criança. Excelente pelas visões, imagens, figuras, paisagens, fauna, flora, capelas, moinhos, casas, alimentos... Excelente pela musicalidade orquestrada, pela beleza e diversificação das rimas, pela batida das aliterações. (“Tem tralha, tem trilha, tem troça, tem tanque, tem traque”), pelo refrão das “portas que viram janelas”, “das portas de taramelas”, pela toada das quadras etc. Excelente pela operacionalidade. O professor pode jogralizar o texto com as crianças, a criança pode ilustrá-lo, pode fazer seu próprio poema, inspirado nos versos, motiva uma visita para ver in loco o que o poema marcou e bem mais. Parabéns Mário Márcio! Parabéns igualmente à jovem Luísa Bacelar Resende, pela beleza das ilustrações. O breve posfácio de José Olímpio de Magalhães também contribui muito pelo teor informativo e oportunidade da reflexão.

O escritor Mário Márcio de Quadros (centro) com os editores da Coleção lageana, Rosalvo Pinto e Elaine Martins e a ilustradora Luísa Bacelar Resende (dir.)


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O brasileirão retorna ao cotidiano dos fãs de futebol

A bola está rolando de novo no Campeonato Brasileiro! Para aqueles que curtem futebol é uma verdadeira tortura precisar esperar cinco meses para que as disputas mais eletrizantes do futebol brasileiro comecem novamente. Digo isso por experiência própria. Os campeonatos estaduais não matam minha sede de bola, são desanimadores e isentos de emoção. São cinco meses que parecem cinco anos até o início de um novo brasileirão. E o que a gente faz? “Viajamos” até a Europa, onde a bola continua rolando e/ou nos contentamos com a participação de algumas equipes nacionais na Copa Libertadores, que é outra competição muito aguardada. Mas em 2015 apenas um brasileiro durou até as fases finais: o Internacional vai disputar a semifinal contra o Tigres-MEX. Desde o dia 9 de maio, os torcedores brasileiros estão ligados no maior campeonato de futebol do país. Com isso, as conversas nas mesas de bares, festas de aniversário, almoços em família voltam-se para o futebol. As previsões a respeito dos times favoritos ao título e a vaga na Libertadores e também quanto aqueles que brigarão na parte de baixo da tabela voltam a ganhar espaço no cotidiano dos torcedores. A Série B do brasileirão 2015 está recheada também de bons duelos e fortes candidatos à ascensão. Como boa mineira, torço pela volta do América-MG à primeira divisão, mesmo sabendo de suas dificuldades organizacionais. Vejam só quanta tradição: Paysandu, Ceará, Santa Cruz, Náutico, Bahia, Vitória, Botafogo, Paraná, Criciúma. São todos velhos conhecidos nossos e que disputarão rodada a rodada as quatro vagas para a Série A em 2016. O bicho vai pegar! No módulo principal do brasileirão nos chama a atenção, desde antes do início do campeonato, a participação do estado de Santa Catarina, que está sendo representado por nada menos do que quatro clubes: Chapecoense, Avaí, Figueirense e Joinville. Apesar da surpreendente presença catarinense na Série A, devemos reconhecer que pelo menos dois desses clubes lutarão pela permanência: por enquanto Figueirense e Joinville são candidatos ao rebaixamento. Coritiba, Goiás, Ponte Preta e Sport, sobretudo esses três últimos, apesar de

terem começado bem, deixam a desejar quanto ao elenco e à estrutura se comparados aos adversários. E pode incluir peixe grande nessa rede: os três cariocas – Flamengo, Fluminense e Vasco – precisam nos convencer de que têm bola pra ficar. Grêmio, Santos e Atlético-PR são outros que ainda não me entusiasmaram. O Santos é o campeão paulista de 2015 e tem um elenco satisfatório, mas ainda não o vejo como um candidato às primeiras colocações. Falta-lhe alguma coisa. A concorrência na parte superior da tabela vai ser boa com a volta por cima de um grande time: o Palmeiras. O Verdão está reformulado, tem uma equipe que me agrada, mas é verdade também que ainda não conseguiu se encaixar na competição. Mas acredito que poderá nos surpreender (assim espero, em nome dos alviverdes). Atlético e Cruzeiro continuam sendo minhas apostas para a temporada (amém!). Os mineiros, ao lado de Corinthians e São Paulo brigarão pelo título brasileiro e pela Copa do Brasil: times que já têm uma base sólida desde 2013 e que contam com treinadores mais experientes. Incluo na lista também o Internacional. Galo e Raposa promoveram um desmanche nos times que conquistaram a Copa do Brasil e o Campeonato Brasileiro em 2014. O Atlético ainda sente a falta de Diego Tardelli e o Cruzeiro de Everton Ribeiro e Ricardo Goulart. Por outro lado, o alvinegro tem o atacante Lucas Pratto, argentino aguerrido e com faro de gol – é preciso organizar o meio de campo e torcer pela regularidade de Guilherme, caprichar nos cruzamentos e finalizações. O Galo, eliminado ainda nas oitavas de final da Libertadores, já conquistou um título esse ano (Campeonato Mineiro) e o Levir Culpi disse querer um título brasileiro para o seu currículo. Já o Cruzeiro, jogando para manter o bicampeonato conquistado em 2013 e 2014, tem De Arrascaeta, que ainda está se adaptando, mas tem talento (esperamos que o use logo), e Leandro Damião, que tem tudo para recuperar a fama de artilheiro em 2015 – esperamos mais ‘coração’ nos jogos celestes e, também, que o time pare de recuar quando tem uma vantagem mínima no placar. A decepção recente sofrida na Libertadores com a eliminação vergonhosa em

casa para o River Plate pode ser um alerta para mudar de postura e acordar para a temporada. O técnico vitorioso, Marcelo Oliveira, não suportou a pressão dos maus resultados e foi demitido. Agora o novo treinador, Vanderlei Luxemburgo, precisa entender que o Cruzeiro não é o mesmo dos últimos dois anos e encontrar um jogo que seja a cara desse novo time, mais limitado. Vai dar certo! Fato é que mesmo esperando ansiosamente pelo brasileirão, o campeonato já não é mais aquele espetáculo de uns anos atrás. O resultado disso é a significativa queda do número de torcedores nos estádios e principalmente da audiência dos jogos na TV. Muitos reclamam da falta de emoção do formato de pontos corridos, adotado no Brasil desde 2003. Mas já temos um campeonato nacional, a Copa do Brasil, no formato mata-mata. Talvez a solução seja uma alteração nos campeonatos estaduais ou então o retorno das competições regionais: Sul-Minas, Rio-São Paulo, como acontece no nordeste, que mesmo com os torneios estaduais, mantém a disputa da Copa do Nordeste. É algo que deve ser estudado. Uma novidade é essencial para o resgate da audiência e do interesse geral pelo futebol brasileiro. É necessário ainda iniciativas para atrair o torcedor ao estádio. Os clubes já estão melhorando isso com a expansão dos programas de sócio-torcedor. São boas ideias, visto que a parcela mensal tem compensado e cada vez mais os torcedores têm aderido. Na verdade, está difícil comprar ingressos atualmente fora do programa, isto porque os clubes querem mesmo incentivar os fãs a se associarem. Mas deve-se pensar também nos torcedores do interior, que não têm condições de ir a todos os jogos e, mesmo com os programas voltados a eles, precisam de melhores iniciativas também. Não se pode deixar ainda que apenas os ingressos para jogos decisivos se esgotem rapidamente: todo jogo é uma festa, é uma emoção diferente e o clube deve chamar o seu torcedor para comemorarem juntos. De qualquer forma, a gente torce, chora, perde a voz e faz promessas absurdas, tudo pelo nosso time. Enfim, boa sorte a todos e que vença o mais regular!

Novo piso e placar eletrônico do Ginásio Monsenhor Nélson serão inaugurados em 4 de julho No 4 de julho o esporte Em dia abril passado, a popularesende-costense vai recebeu viver uma ção resende-costense momento especial, que da osSaúde, orgatão esperada Academia nizadores consideram comopróo localizada na Rua das Rosas, maior entre as torcidas de ximo evento à Prefeitura Municipal de Resende Costa. Costa. OO“Super projetoclássico é uma Resende forma incentivar as pessoasdoa da paz”de marcará a inauguração praticar “A pránovo pisoatividade e placar física: eletrônico do tica de esportes e atividade física Ginásio Poliesportivo Monsenhor é um investimento saúde preNélson. A populaçãona resende-costense e visitantes estão convidados a acompanhar jogos de vôlei e futsal no “novo” ginásio. Confiram a programação:

16h00: Vôlei ventiva. Esperamos que isso posx Casapositivo Grandede saResende gerar umCosta resultado uma vida mais saudável para nos17h30: Futsalo prefeito sa população”, declarou Palmeiras x Corinthians municipal Aurélio Suenes. Depois de muita espera devido a alguns problemas 18h30: Futsalde execução, a academia enfim está pronta Vasco x Flamengo para uso: “Houve uma falha grave de projeto no início da obra e isso 19h30: Futsal Corinthians x São Paulo 20h30: Futsal Feminino - Atlético x Cruzeiro

Futsal obrigou a21h30: nossa administração a Atlético x Cruzeiro instaurar um processo administrativo para apurar as responsaUm evento para empreiteira celebrar a bilidades. A primeira paz entredaasobra torcidas. Afinal, que fudesistiu e tivemos tebol os oralteraré diversão! o projeto,Segundo disponibilizar mais recursos oe licitar noganizadores, eventoa obra foi bem vamente”, explicou Aurélio. com Seplanejado para acontecer gundo o prefeito, investisegurança: torcida foram dividida, bar, dos 140 mil reais obra, sendo som mecânico paranaanimar os intervalos e muito mais! Venha fazer parte deste evento que abrirá o 31º Torneio de Inverno de Futsal de Resende Costa.

Cidade

Ampliação do Posto de Saúde é uma das novidades para o setor em 2015 EMANUELLE RIBEIRO Visando a melhorar a infraestrutura do sistema de saúde em Resende Costa, a Prefeitura Municipal está realizando obras de ampliação do Posto de Saúde: “O objetivo é melhorar as condições de espaços, oferecendo mais conforto para os usuários e funcionários. Estão sendo construídos recepção, sala de procedimentos, novos consultórios, banheiros e copa”, explicou o prefeito Aurélio Suenes. A obra teve início em maio e a previsão é que fique pronta até o final deste ano. Conforme informações da Secretaria Municipal de Saúde, o Centro de Saúde oferece consultas nas áreas de clínica geral, pediatria, ginecologia, além de atendimento em odontologia. Também realiza procedimentos de enfermagem e vacinação. “Os principais serviços oferecidos pela UBS são consultas médicas, inalações, injeções, curativos, vacinas, coleta de exames laboratoriais, tratamento odontológico, encaminhamentos para especialidades e fornecimentos de medicação básica”, informou a secretária de Saúde Eliane Resende. Para se ter uma ideia da relevância do Centro de Saúde no município recolhemos alguns dados referentes aos procedimentos realizados no mês de maio: 210 consultas em clínica médica; 100 consultas em pediatria; 96 consultas em ginecologia; 26 consultas em enfermagem; 753 atendimentos básicos (nível médio); 32 ele-

trocardiogramas; 1898 exames de análises clínicas; 36 coletas de papa Nicolau (preventivo) pelo médico especialista; 15 coletas de papa Nicolau (preventivo) pela enfermeira. Segundo Eliane, com a nova infraestrutura mais moderna, será possível oferecer a toda população atendimentos humanizados e de mais qualidade. Além da ampliação do Posto, Aurélio destacou outros importantes investimentos no setor para o ano de 2015. De acordo com o prefeito, está prevista no orçamento deste ano a implantação da terceira equipe do Programa Saúde da Família (PSF): “Se isso realmente acontecer, pretendemos usar esse espaço para funcionar a terceira equipe do PSF, que atenderá o centro da cidade e a zona rural do município”. Outra novidade citada foi a aquisição de um aparelho moderno para análises clínicas que está possibilitando maior oferta de exames e maior confiabilidade: “Esse aparelho custou aproximadamente 50 mil reais”, comentou Aurélio. Houve ainda a implantação do NASF (Núcleo de Apoio ao Programa Saúde da Família): “Como o nome diz, é uma equipe que tem o objetivo de completar o trabalho de prevenção da atenção básica. A equipe é formada por um educador físico, uma enfermeira superior e uma psicóloga. A equipe já foi nomeada e está trabalhando”, concluiu o prefeito.

Foto Emanuelle Ribeiro

Giro Esportivo

ANO XII Nº 146 - JUNHO DE 2015 / RESENDE COSTA - MG

Obras de ampliação do Posto de Saúde tiveram início em maio


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