FEVEREIRO 2015
ANO XI - Nº 142 Resende Costa - MG
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Distribuição Gratuita
Projeto ReNascente pretende recuperar nascentes na área urbana de Resende Costa Foto IRIS
Filhas do cel. Mendes comemoram aniversário em São João del-Rei
Na madrugada de 31 de janeiro, uma abordagem policial terminou com a morte de Fábio Silva, de 30 anos, em Lagoa Dourada. O rapaz foi morto por um policial militar de São João del-Rei, após discussão na porta da sua casa. Ele foi abordado porque pilotava uma moto com uma mulher sem capacete na garupa. PÁGINA 08
As filhas do coronel Francisco Mendes de Resende, Dulce Mendes de Resende e Maria da Conceição Mendes de Resende, comemoraram 100 e 94 anos, respectivamente, no dia 31 de janeiro. Dona Dulce e dona Mariinha foram professoras em Resende Costa, no então Grupo Escolar Assis Resende, nas décadas de 1930/40. PÁGINA 03
MEC divulga desempenho das escolas no Enem de 2013
Produção agrícola na região das Vertentes A produção agrícola da microrregião das Vertentes foi de 366,06 mil toneladas em 2013, um aumento de 3,3% em relação ao ano anterior, de acordo com dados municipais do IBGE, divulgados no final de 2014. PÁGINA 14
Disparo efetuado por policial mata motociclista em Lagoa Dourada
IRIS e Secretaria Municipal de Saúde desenvolvem projeto de revitalização das nascentes
IRIS (Instituto Rio Santo Antônio) e Secretaria Municipal de Saúde colocam em ação
projeto “ReNascente”, que consiste em combinar ações de combate à dengue com a revi-
talização de seis nascentes de água localizadas no território urbano da cidade. PÁG 12
O Centro Educacional Frei Seráfico obteve a maior nota no Exame Nacional do Ensino Médio, entre as escolas da microrregião das Vertentes. Entre as escolas públicas, o destaque foi para a Escola Estadual João dos Santos. Em Resende Costa, a Escola Municipal Paula Assis e a Escola Estadual Assis Resende obtiveram notas 516,47 e 514,39, respectivamente. PÁGINA 14
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Jornal das Lajes
E D I T O R I A L
Não existem limites para a liberdade
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Já se falou tudo, ou quase tudo, sobre o atentado terrorista contra o jornal satírico francês Charlie Hebdo, ocorrido no dia 7 de Janeiro, em Paris. O ataque perpetrado pelos irmãos Saïd e Chérif Kouachi deixou doze mortos, entre eles o editor-chefe do Charlie Hebdo, o cartunista Stéphane Charbonnier, e cinco feridos. Após a captura, seguida da morte dos dois terroristas, líderes políticos do mundo inteiro se deram os braços e se juntaram a uma multidão nas ruas da capital francesa, numa manifestação histórica contra o terror. O atentado ao Charlie Hebdo despertou novamente a discussão sobre a liberdade de expressão. Até o papa Francisco opinou sobre o assunto dizendo que não se pode usar a liberdade de expressão para ofender a religião de ninguém. Para Francisco existe limite para a liberdade de expressão. O papa, que é infalível quando se pronuncia sobre dogmas da religião Católica, está certo desta vez? A liberdade de expressão é um dos pilares fundamentais das sociedades democráticas. Não existe democracia verdadeira sem uma imprensa livre. Diferentemente do que querem terroristas e governos autoritários, que abominam qualquer tipo de liberdade. O terror se impõe pela mordaça, pela força e pelo medo, assim como os governos autoritários, que não admitem uma imprensa livre capaz de denunciar os mal feitos e a corrupção. Justificar os atentados em Paris culpando o próprio jornal, como vêm fazendo alguns intelectuais, é inadmissível e perigoso. Não foi a liberdade de imprensa, ou de expressão – valor inegociável numa sociedade secularizada como a francesa – que levou os dois terroristas a fuzilarem a redação do Charlie Hebdo. Foi o ódio, a intolerância e o radicalismo. Atribuir à liberdade de expressão este atentado infame é dar razão ao terror. Não existem limites para a liberdade. Seja ela religiosa, política e de imprensa. Se desejamos viver em uma sociedade plenamente livre, há que se assegurar a liberdade das instituições e de credos. Tutela e censura são mecanismos coercitivos comuns a países autoritários e a grupos terroristas. A liberdade deve, porém, trazer consigo outro valor caro à democracia: a responsabilidade. Jornalistas devem ser responsáveis por aquilo que escrevem. O cartunista deve se responsabilizar pelos seus desenhos. O que não pode é estabelecer censura prévia, ou seja, alguém, ou um grupo, dizer o que se pode ou não se pode falar, publicar, desenhar. Se uma publicação “ofendeu” determinada religião ou um partido político, que esta publicação esteja consciente das suas responsabilidades. E que ao lado “ofendido” seja garantido o direito de se defender e de se pronunciar. Enquanto no ocidente tenta-se discutir civilizadamente os limites da liberdade de imprensa, as políticas de imigração e a intolerância religiosa, terroristas sem rosto, sem ética e sem tolerância assombram o mundo. Eles não querem a tolerância. Não querem o diálogo. Ignoram a ética. O mundo civilizado e democrático não pode questionar seus valores pétreos para tentar justificar o terror. Para o terror não existe nenhum código moral. É a barbárie pela barbárie. A liberdade é um valor em si, inegociável. A ela não se aceita nenhuma emenda, não se admite pode ou não pode.
Jornal das Lajes Ltda
Fundado em 22 de janeiro de 2008 Editor-chefe: André Eustáquio Diretor de Redação: Rosalvo Pinto Diretora de Reportagens e editora-assistente: Emanuelle Ribeiro
Diretor de Publicidade: Denilson da Mata Daher Redação: Rua Assis Resende, 95 Centro - Resende Costa, MG CEP 36.340-000 - TEL(32)3354-1323
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Meio Ambiente
ADRIANO VALÉRIO RESENDE
Vegetação nativa na bacia do rio Santo Antônio Falamos na reportagem passada sobre a expansão das plantações de eucalipto nos municípios que drenam a bacia do rio Santo Antônio. Vejamos, por outro lado, alguns dados oficiais do remanescente de vegetação nativa em nossa região. Essas informações fazem parte do Monitoramento da Flora Nativa, realizado entre 2005 e 2007 no âmbito do Inventário Florestal de Minas Gerais, fruto da uma parceria entre o governo de Minas e a Universidade Federal de Lavras (Carvalho; Scolforo, 2008). A bacia do rio Santo Antônio está localizada no bioma Mata Atlântica. A formação florestal nativa predominante faz parte da região fitoecológica Floresta Estacional Semidecidual. Destaca-se a existência de uma mancha (enclave) de Cerrado dentro da área da bacia. A título de localização geográfica local, essa mancha de Cerrado é visível entre os povoados dos Pintos, do Ribeirão e do Cajuru. Ressalta-se que, atualmente, o maior remanescente florestal nativo da bacia do rio Santo Antônio está na Serra das Vertentes, se estendendo do povoado do Ribeirão até o Barracão/ Floresta. A preservação desta área é muito importante para a manutenção da biodiversidade em nosso município. Conforme dados apresentados no estudo, em 2007, Minas Gerais possuía uma cobertura florestal nativa que cobria 33,51% de sua área, em especial no centro-norte do Estado. Na área de atuação do Comitê de Bacia Vertentes do Rio Grande (bacia do rio das Mortes) e na bacia do rio Santo Antônio
(afluente do rio das Mortes) restavam, respectivamente, 14,37% e 8,90% da vegetação nativa original. Esses dados evidenciam o elevado grau de antropização/degradação em nossa região e em especial no rio Santo Antônio. Em relação às fisionomias dessa vegetação nativa, o destaque também é para a floresta estacional semidecidual (Mata Atlântica), que cobriam 7,88% dos 8,9% de vegetação nativa da bacia do rio Santo Antônio. Analisando separadamente os municípios de Coronel Xavier Chaves, Lagoa Dourada, Resende Costa e Ritápolis, conservavam respectivamente 9,93%, 8,91%, 7,45% e 8,67% da vegetação nativa. Percebe-se que o destaque negativo é para Resende Costa, que possuía 92,5% de sua área já bastante alterada pelas intervenções antrópicas. Em Minas, apenas 96 dos 853 municípios possuíam percentual de vegetação nativa menor que o de Resende Costa. Nos últimos meses estamos vivenciando a diminuição das chuvas e consequentemente da vazão das nascentes e dos cursos d’águas. Você já se perguntou qual a relação entre a água e a vegetação nativa? Eis algumas respostas: a vegetação diminui o escoamento superficial (a enxurrada), que provoca o arraste de sedimentos e de terras para os cursos d’água, causando assoreamento e diminuição de sua qualidade; a matéria orgânica (vegetação em decomposição) segura a água por mais tempo sobre o solo favorecendo a infiltração, que é um processo lento. Bom, já falamos que os
aquíferos da região de Resende Costa possuem pouca água armazenada, uma vez que essa ocupa fraturas e fendas abertas em rochas ígneas e metamórficas, que possuem baixíssima permeabilidade. Em outras palavras, nossos cursos d’águas dependem da pluviosidade (chuva), uma vez que temos pouca água armazenada no subsolo. Assim, destaca-se que a degradação da vegetação das áreas de recarga contribui ainda mais para essa dependência. Dessa forma, ratifica-se a importância da preservação das áreas de recargas, onde há infiltração e permanência de água no solo, sendo essas principalmente as áreas com cobertura florestal nativa. Por fim, segundo Stela Goldenstein: “Outra questão distingue este bem (água enquanto recurso): a produção e acumulação de água são processos fortemente dependentes de condições meteorológicas e também da proteção de vastas florestas. A água não nasce em árvores, mas sem árvores, não há água, já se disse. O valor econômico das florestas (terra, árvores, biodiversidade) que garantem a presença de água onde nos organizamos para captar é objeto de grandes discussões, ainda a amadurecer. Como incluir essa importante variável, a criação e manutenção de florestas, na definição do valor da água, de forma a melhor formar seu preço? Ainda são incipientes os mecanismos de pagamento/retribuição aos proprietários rurais pela proteção que podem fazer às florestas.”
Informativo da Câmara O espaço informativo do Legislativo Municipal de Resende Costa tem como objetivo informar o cidadão sobre os projetos aprovados em plenário. A Câmara Municipal de Resende Costa comunica que no mês de janeiro encontrava-se em recesso parlamentar, retornando às suas atividades no dia 2 de fevereiro do corrente ano. Na reunião
do dia 2 discutiu-se sobre a licença para tratamento de saúde do vereador desta Casa, Vicente Francisco da Silva, o Chiquinho do Cajuru. Tomará posse, em substituição temporária, o suplente
do partido PDT, Marcos André de Resende (Chamel). A posse acontecerá na próxima reunião ordinária do dia 12 de fevereiro, às 16 horas, na sede do Legislativo Municipal.
Tiragem: 4000 exemplares Circulação: Resende Costa, São João del-Rei e Lagoa Dourada
Conselho Editorial: André Eustáquio, Emanuelle Ribeiro, José Venâncio de Resende, Rosalvo Pinto, João Magalhães e José Antônio Oliveira de Resende. Os artigos assinados não refletem obrigatoriamente a opinião do jornal.
Mais informações: www.camaraderesendecosta.mg.gov.br
Venha participar das reuniões da Câmara Municipal de Resende Costa. É seu direito de cidadão participar dos assuntos de interesse do município.
Praça Nossa Senhora de Fátima, S/N, Centro. Tel.: (32) 3354-1526
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Gente que fez e faz a história
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Cidade
Dulce e Mariinha Mendes comemoram juntas 100 e 94 anos
Prefeitura faz parceria com Cigedas para serviços de iluminação pública
O aniversário das filhas do coronel Francisco Mendes de Resende reuniu várias gerações da numerosa família Mendes de Resende ANDRÉEUSTÁQUIO/EMANUELLERIBEIRO Foto Maria Auxiliadora Aguiar
Resolução da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) determinou que a partir de 2015 os municípios mineiros devem arcar com os ativos de iluminação pública, que, até então, eram responsabilidade da CEMIG. Isso significa que as prefeituras passam a ser responsáveis pelos investimentos, operação e manutenção das redes de iluminação pública. Entre as atividades, estão a reposição de lâmpadas, de suportes e chaves, além da troca de luminárias, reatores, relés, cabos condutores, braços e materiais de fixação. No caso de Resende Costa, esses serviços precisam ser terceirados, pois a Prefeitura não possui estrutura para assumir todo esse
Família de Francisquinho Mendes com as tias aniversariantes e os tios José Murilo, Elzita e Terezinha
Dona Dulce e dona Mariinha, além de lecionarem no Assis Resende, trabalharam em São João del-Rei. Dulce na Escola João dos Santos e Mariinha na Escola Maria Tereza. “Era tudo muito difícil e os alunos enfrentavam muitas dificuldades, mas nós procurávamos acompanhar tudo. Os pais participavam da vida escolar e nos ajudavam nas atividades e nas festas que a gente fazia”, conta a professora Dulce Mendes sobre os anos em que lecionou em Resende Costa, em entrevista concedida a este repórter em 2012, ano do centenário da emancipação política de Resende Costa. Mariinha lecionou em São João del-Rei durante 12 anos. Depois foi transferida para a Delegacia de Ensino, onde permaneceu até se aposentar. “Lecionei em Resende Costa, substituindo a Dulce no Assis Resende”, recorda-se Mariinha, que antes de se transferir para São João del-Rei foi professora em Prados, aceitando o convite do então prefeito da cidade, Getúlio Silva. As comemorações do aniversário de dona Dulce e de dona Mariinha tiveram início na Catedral Basílica de Nossa Senhora do Pilar, padroeira da Diocese e da cidade de São João del-Rei. Religiosas e devotas de Nossa
Familiares e amigos cumprimentaram as aniversariantes no espaço ‘Cravo & Canela’
Senhora, Dulce e Mariinha entraram emocionadas na majestosa igreja, sendo acolhidas calorosamente pelos familiares e amigos. A celebração eucarística foi presidida pelo frei César Cardoso de Resende, da Ordem dos Carmelitas Descalços (O.C.D). O celebrante proferiu a homilia especialmente endereçada às aniversariantes. Frei César destacou a vida como dom mais precioso de Deus. No final da celebração, o religioso falou ao JL: “Foi muito bom presidir esta celebração. Acredito que foi um capricho de Deus o fato de duas irmãs celebrarem o aniversário no mesmo dia. É uma bênção chegarem a essa idade com lucidez e serenidade”, disse Frei César. Após a missa, os convidados se dirigiram ao Espaço Cravo & Canela, onde foi servido o almoço. A chegada das aniversariantes ao salão de festas emocionou a todos, que fizeram questão de abraçar dona Dulce e dona Mariinha e tirar uma foto com elas. As aniversariantes abraçaram cada convidado, esbanjando simpatia e alegria. As duas irmãs se emocionaram com o carinho recebido: “Estou muito feliz com a reunião de todos aqui. É difícil chegar a essa idade e estou alegre por estar bem. É uma benção”, disse Mariinha, que destacou ainda o sentimento por Resende Costa: “Nasci lá e gostava muito de Resende Costa. Trabalhei lá, conheci pessoas boas”. Dona Dulce também falou ao JL: “O sentimento é de alegria por ver que muitos vieram. Pena que alguns não puderam estar aqui, mas é uma felicidade muito grande. É uma benção, estou nas mãos de Deus”. Ela se lembrou de Resende Costa: “Tenho muitas lembranças boas do tempo que vivi lá. Foi o princípio da minha carreira, onde ganhei experiência. É minha terra”. Várias gerações se reencontraram neste acontecimento histórico para a numerosa família
encargo. Buscando maior economia e eficiência na prestação dos serviços, a Prefeitura de Resende Costa optou por realizar a manutenção da iluminação pública no município por meio do Cigedas (Consórcio Intermunicipal de Gestão e Desenvolvimento Ambiental das Vertentes). Os cidadãos que queiram registrar a necessidade de algum serviço de iluminação pública em Resende Costa devem entrar em contato com o Call Center do Cigedas, criado exclusivamente para captar as demandas de iluminação pública dos municípios que integram o consórcio. A ligação pode ser feita gratuitamente através do número: 0800 090 0300.
Foto Emanuelle Ribeiro
A emoção fluía no rosto e no abraço de cada familiar das irmãs Dulce Mendes de Resende e Maria da Conceição Mendes de Resende (Mariinha) que comemoraram juntas, no dia 31 de janeiro de 2015, em São João del-Rei, 100 e 94 anos, respectivamente. Dona Dulce e dona Mariinha são filhas do coronel Francisco Mendes de Resende, um dos homens públicos mais importantes da história de Resende Costa. Coronel Mendes foi o primeiro presidente da Câmara Municipal do município recém-emancipado de Tiradentes em 1912. O cargo corresponde hoje ao de prefeito municipal. Dulce e Mariinha Mendes são filhas do segundo casamento do coronel Francisco Mendes de Resende com Maria Julieta da Trindade. Em 1924, a família mudou-se da Fazenda Palmital, onde nasceram Dulce e Mariinha, para a Fazenda da Floresta. Nesta fazenda Dulce morou com seus familiares até os nove anos de idade. Após concluir o terceiro ano em Resende Costa, na turma da professora Ana de Barros, Dulce mudou-se para São João del-Rei, onde foi normalista no Colégio Nossa Senhora das Dores, dirigido pelas Irmãs Vicentinas. Em 1933, Dulce terminou o curso normal, retornou a Resende Costa e começou a lecionar no Grupo Escolar Assis Resende. Em Resende Costa Dulce trabalhou como professora entre os anos 1932 e 1945. “A emoção de estar presente nas comemorações dos 100 anos da minha professora é tão grande que hoje pela manhã me senti mal e quase que não pude vir. Senti mal de tanta emoção”, diz o advogado resende-costense Alair Coêlho de Resende, ex-aluno da professora Dulce Mendes em 1941, no curso primário do Grupo Escolar Assis Resende.
As aniversariantes Dulce e Mariinha com seus irmãos José Murilo e Terezinha
Mendes de Resende. Os cinco filhos vivos do coronel Mendes (Dulce, Mariinha, Paulo, José Murilo e Terezinha) puderam confraternizar com os sobrinhos, netos e filhos. A festa reuniu familiares que atualmente residem em Resende Costa, São João del-Rei, Belo Horizonte e Goiânia. Antônia de Resende Oliveira (Toninha), sobrinha e afilhada de dona Dulce, falou sobre o momento especial: “A sensação é
muito boa, gosto muito das duas e estou feliz de poder estar aqui com elas. Eu vivia junto com a madrinha em Resende Costa. A relação é de amizade com elas, fui aluna das duas. Saíamos muito juntas”, lembrou-se. “É uma honra tê-la como minha madrinha. A emoção é grande e estou muito feliz por estar aqui e poder comemorar com ela”, disse Fernando José Mendes, afilhado mais novo de dona Dulce Mendes.
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Jornal das Lajes
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Resende-costense
Cidade
Aldo Resende, fundador da Casa do Fazendeiro em São João del-Rei
Preço do combustível assusta consumidores
JOSÉ VENÂNCIO DE RESENDE
Depois de décadas com o mesmo nome, a tradicional Casa do Fazendeiro, em São João del-Rei, virou Comercial Resende, para voltar em poucos meses ao antigo nome, desta vez sob nova direção. “Na verdade, foi um grande erro meu, porque o antigo nome era melhor”, admite Aldo José de Resende, fundador da Casa do Fazendeiro no final da década de 1960. “Mas, como dizia mamãe, Deus escreve certo por linhas tortas. Já estava na hora de parar.” Admitir o erro é uma virtude dos grandes homens. Aldo, perto de completar 85 anos, foi um empreendedor exemplar que marcou época no comércio de São João del-Rei por mais de quatro décadas. Ele recebeu a reportagem do JL, em sua casa, para uma entrevista na qual esbanjou simpatia e senso de humor, apesar da dor e dos curativos no braço, na perna e na cabeça, fruto de um tombo na ruazinha ao lado da catedral, a caminho do alfaiate. Aldo cursou o antigo primário no Grupo Escolar Assis Resende, entre 1939 e 43, com as professoras dona Vivi, dona Ondina, dona Dulce Mendes e dona Odete. “Sempre gostei muito de matemática e de astronomia (que era estudada na geografia). Ia mal em latim, história e português, mas em geografia e matemática tirava notas boas”, recorda. “Quando fiz o curso de admissão (para o antigo ginásio), tirei nota 10”. Mas Aldo acabou não estudando. “Tenho uma prática da faculdade da universidade da vida.” Da infância, lembra pouca coisa. Por exemplo, de ver seu pai, Orozimbo José de Resende, atendendo na Farmácia Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, que ficava na Rua Assis Resende (onde funciona a loja do João Bosco), o mesmo endereço onde Aldo nasceu em 1930. O farmacêutico da época era quase um médico, manipulava drogas e distribuía receita e aconselhamento. Depois de se formar em farmácia em 1912, em Ouro
O resende-costense Aldo Resende
Preto, Orozimbo estabeleceu-se em Resende Costa, em algum momento vindo a ter como concorrente a farmácia do Barbosinha que atendia na Rua Gonçalves Pinto. Por volta de 1944, o pai de Aldo desfez-se da farmácia em favor de um tal de “senhor Itamar”, originário da zona da Mata. Aldo tinha então 14 anos quando deixou Resende Costa, em companhia dos pais, rumo a São João del-Rei, onde se estabeleceria para começar uma nova vida. Também acompanharam Orozimbo e a esposa Zulmira (irmã de “Tia Santinha”, mulher do médico e político Costa Pinto) os outros filhos José Orozimbo (pai de José Antônio, colunista do JL), Maria do Perpétuo Socorro e Maria Natália. Orozimbo continuou no mesmo ramo, ao adquirir a Farmácia Santo Antônio, na rua Paulo Freitas. E Aldo ajudou o pai na farmácia até a idade de servir ao Exército, onde ficaria dois anos até chegar a cabo. Fez curso para sargento mas desistiu da promoção, ao saber que tinha de trabalhar na fronteira do país. Comércio - Ao deixar o Exército, na década de 1950, Aldo trabalhou cerca de três anos na Caixa Econômica Federal, antes de ingressar no ramo comercial de onde nunca mais sairia até aposentar-se. Vendia tecidos e eletrodomésticos até que um dia seu filho
Bezamat o desafiou a vender um carro da Willys, se quisesse ser transferido para o setor de veículos. “Aí eu consegui vender um Jeep nuns 15 dias”. E, assim, de 1961 a 64 vendeu carros na tradicional Casa Bezamat. Aldo lembra de ter vendido muitos carros para Piracema, Carmópolis, Itaguara, Madre de Deus de Minas, São Vicente de Minas e Resende Costa, entre outras cidades. Inquieto, Aldo deixou a Bezamat, arranjou um Jeep e passou a viajar, vendendo fertilizantes, rações, produtos veterinários e sal mineral para fazendas da região. Com o tempo, as pessoas começaram a dizer: “o senhor está tão conhecido, por que não abre uma loja do ramo na cidade?” Foi assim que decidiu fundar, em 1969, a Casa do Fazendeiro. A primeira loja da Casa do Fazendeiro funcionou próximo à antiga rodoviária, no centro da cidade. Na década de 1970, expandiu o negócio com a abertura de uma filial perto da igreja do Rosário, em Resende Costa, que funcionou por cerca de cinco anos. Foi então que abriu uma filial são-joanense perto da nova rodoviária. “Ao lado da rodoviária era sempre melhor, porque era frequentada por gente da região”, diz o pragmático Aldo. “E com isso criei minha família”. E deu trabalho para várias pessoas: cerca de 12 trabalha-
EMANUELLE RIBEIRO A gasolina e o diesel estão mais caros nos postos de gasolina de Resende Costa. O aumento de R$ 0,22 por litro da gasolina e de R$ 0,15 por litro do diesel, valores que variam nos postos, começou a valer em 1º de fevereiro, conforme decreto presidencial publicado no ‘Diário Oficial da União’. Em Resende Costa, o aumento foi de R$ 0,30 para a gasolina e de R$ 0,20 para o diesel: “Desde o dia 1º repassamos o aumento para o consumidor. A gasolina passou de R$ 3,19 para R$ 3,49 e o diesel de R$ 2,76 para R$ 2,96. Mas, ainda no início do mês, recuamos o valor na intenção de aproximar a oferta da região”, declarou o empresário resende-costense do ramo de combustíveis, Murton Júnior.
dores ao longo dos 45 anos da Casa do Fazendeiro. Por não poder pagar melhores salários, Aldo decidiu pagar o INSS integral (20%) de seus empregados, dos quais alguns se aposentaram trabalhando na loja. “Compadre Vieira” Um grande aliado de Aldo foi o “Compadre Vieira”, que apresentava um programa sertanejo das 5 às 8 horas da manhã, na Rádio São João del-Rei. Aldo firmou um contrato com Vieira, seu primo resende-costense, para fazer propaganda da Casa do Fazendeiro no popular programa. Só que o “primo Vieira” entregava mais do que o combinado. “Ele me ajudou muito, brincava muito comigo no ar.” Com a morte de Vieira, Aldo manteve o anúncio por mais alguns anos, enquanto a viúva Stela apresentava o programa. Em 2007, Aldo decidiu fundir as duas lojas, transferindo a matriz para a loja da rua Frei Cândido, ao lado do atual terminal rodoviário. Em 2012, resolveu mudar o nome fantasia para Comercial Resende, mas em Dezembro de 2013 encerrou as atividades e se aposentou. Alguns meses depois, em Julho de 2014, Luiz Carlos Belo Júnior, neto do também resende-costense Anísio Belo Alves, reabriu a loja no mesmo endereço. Mas antes disso procurou
O reajuste é resultado de medidas de elevação de impostos, anunciadas em janeiro pelo ministro da Fazenda, Joaquim Levy. O governo espera arrecadar R$ 12,18 bilhões com a medida em 2015. Quem sofre é o consumidor: “É inacreditável que um país alto suficiente em combustíveis, repasse para a população um valor tão exorbitante como este. Para nós, que consumimos combustível diariamente, o efeito no orçamento é notável. Consequentemente, temos que repassar esse reajuste para nossos clientes que, mesmo alguns não possuindo veículo, acabam de maneira indireta sentindo os efeitos desse aumento”, afirmou Alisson Alves dos Santos, estudante e motorista de van escolar.
Aldo para alugar o imóvel e pedir autorização para utilizar a antiga “marca”. Nesta nova fase, a Casa do Fazendeiro diversificou os seus produtos, introduzindo novas linhas como rações Pet e material hidráulico, sem abrir mão do comércio tradicional. Retorno à terra - Depois que deixou Resende Costa, Aldo sempre visitava a cidade, ficando hospedado na casa da “Tia Santinha”, mulher do médico Costa Pinto. E, na década de 1970, criou o hábito de acompanhar, toda quarta-feira da Semana Santa, o retorno da imagem de Nossa Senhora das Dores, da igreja do Rosário para a matriz. “Muita gente preferia a procissão do encontro na terça-feira. Mas eu gostava de carregar o andor de Nossa Senhora das Dores na quarta”, revela. Até o dia em que se submeteu a uma cirurgia de hérnia, ficando impossibilitado de cumprir esta prática religiosa. Aposentado, Aldo desfruta do convívio com a esposa Hélia Maria da Trindade Resende – um casamento que dura 58 anos – e dos filhos e respectivas famílias. Ele é pai de Alda Maria Trindade Resende, psicóloga; Fernando Luís Trindade Resende, economista (que trabalhava com ele na loja); e Pedro Paulo Trindade Resende, médico nefrologista.
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Jornal das Lajes
ANO XI Nº 142 - FEVEREIRO DE 2015 / RESENDE COSTA - MG
Praça Doutor Costa Pinto Um dos mais tradicionais espaços públicos de Resende precisa ser revitalizado
Fotos Emanuelle Ribeiro
Um Olhar Sobre Resende Costa
ANDRÉ EUSTÁQUIO/ALAIR COÊLHO DE RESENDE O dia amanhece na cidade das lajes. Nem bem o sol despontou no alvorecer do dia e de um lado para o outro já surgem os primeiros transeuntes nas ruas e nas esquinas. Surgem a pé, de moto ou de carro, despertando a cidade. O movimento é sempre o mesmo, as pessoas são quase sempre as mesmas, a rotina mantém-se inesgotável e incansável. É assim que a vida ressurge cotidianamente a cada manhã em nossa cidade. Na rua dá-se o encontro, às vezes apressado. Nas esquinas, logo surgem as primeiras notícias do dia e a madrugada é passada a limpo. Nas praças o dia começa em compasso lento de espera. Ali, o relógio trabalha pausadamente, tornando a prosa ainda mais saborosa. Na Praça Doutor Costa Pinto, localizada no centro de Resende Costa, uma frondosa árvore da espécie Espatódea (popularmente, Espatodeia), plantada nos idos da década de 1960 durante a administração do prefeito Antônio de Resende (Antônio Honório), acolhe, com sua sombra, os fieis visitantes que toda manhã batem ponto no local. É difícil, porém, imaginar que esta praça, num passado não tão longínquo, fora um logradouro ermo e com poucas edificações. Quando a urbanização dos arredores da Vila de Resende Costa já se tornava mais vigorosa na primeira metade do século 20, as autoridades locais decidiram demolir a única casa que havia no início da Rua Gonçalves Pinto. O imóvel - que teria sido residência de uma família que ficou conhecida como do “senhor Goulart” - se achava em péssimo estado de conservação. A casa demolida situava-se próximo ao então “Largo do Zé Jacinto”, como era conhecido o local onde foi construída a Praça Doutor Costa Pinto, que, durante anos a fio, de praça só existiu o nome. Na verdade, o logradouro não passava de um terreno baldio. Não havia sequer
meios-fios ou algum canteiro que pudesse designar uma praça. Mas quem foi o ilustre cidadão que dá nome a uma das principais praças de Resende Costa?
Médico e homem público O doutor José Vilela da Costa Pinto foi um dos homens públicos de maior importância e prestígio em Resende Costa na primeira metade do século 20. Costa Pinto nasceu em Lavras e mudou-se para a então Vila de Resende Costa no início do século passado, onde passou a exercer com eficiência e muito desprendimento sua profissão, a medicina. Em pouco tempo, o médico se integrou à política local e logo se fez vereador da vila. Em 1925 foi eleito, por seus pares, para o cargo de vice-presidente da Câmara de Resende Costa. Nesta época era presidente da Câmara e, consequentemente, do Conselho Municipal, o coronel Francisco Mendes de Resende, outro homem a quem Resende Costa muito deve. Em 1926, o doutor Costa Pinto sucedeu ao coronel Mendes de Resende. Durante sua administração, que foi até 1946, muitas obras foram realizadas no município. Entre seus feitos enquanto prefeito, doutor Costa Pinto construiu a estrada de rodagem que liga Resende Costa a São Francisco Xavier, hoje Cel. Xavier Chaves. Durante a sua administração foi instalado um serviço telefônico conectando Resende Costa a São João del-Rei. Os aparelhos telefônicos que se espalharam pela cidade, obviamente nas casas das pessoas de melhor poder aquisitivo, eram uns pequenos armários, que se fixavam nas paredes e eram acionados por manivelas que giravam entre magnetos, emitindo chamados via campainhas que alertavam as imprescindíveis telefonistas. Foi empreendimento do governo do doutor Costa Pinto a
A Praça Doutor Costa Pinto, no centro da cidade, é um dos espaços públicos mais visitados
aquisição do belo sobrado situado na Praça Nossa Senhora de Fátima, que no passado foi sede do governo municipal e hoje é o paço do Legislativo. Um fato curioso a ser destacado é que o primeiro automóvel que chegou a Resende Costa era de propriedade do doutor Costa Pinto. O veículo foi recebido com muita festa e curiosidade pela população. Tratava-se de um carro Chevrolet, modelo Ramona, com capota de lona.
Numa praça contam-se estórias e histórias... Um dos maiores prazeres para quem gosta de passear numa praça é dedicar o tempo para ouvir um bom causo, partilhar histórias e até mesmo inventar estórias. Na praça a vida se torna pública e ao mesmo tempo lúdica, e as nossas histórias se democratizam. Na ágora (praça, no grego antigo) da nossa cidade os ecos da história se reverberam nos bancos tanto quanto acinzentados pelo tempo. A Praça Doutor Costa Pinto tem importante significação histórica para Resende Costa, devido, sobretudo, aos vários e ilustres moradores dos arredores. Nesta praça morou o senhor José Jacintho Lara Sobrinho, que foi uma das mais importantes personagens que residiram no antigo largo. Fazendeiro e negociante de Secos e Molhados, José Jacintho foi morador da casa, localizada na esquina da praça com a rua Pedro Vale, onde hoje residem a farmacêutica Maria Auxiliadora Fonseca Lara e sua irmã Maria de Lourdes Fonseca Lara, suas netas. Na casa do senhor José Jacintho funcionou, na década de trinta até a metade da década de quarenta, o consultório odontológico do doutor José Jacintho Lara, filho do senhor José Jacintho Lara Sobrinho e pai das atuais moradoras. José Jacintho Lara foi o primeiro resende-costense a se
Canteiros altos e o descuido do Poder Público afetam a estética da Praça, que necessita de revitalização
graduar em odontologia. Antes de José Jacintho Lara adquirir o imóvel, no local funcionou a farmácia do senhor Orozimbo José de Resende, que posteriormente foi transferida para a rua Assis Resende. Depois do falecimento de José Jacintho, foi instalado no imóvel um depósito de pães e quitandas que eram produzidos na Padaria do Chico de Melo padeiro. Este estabelecimento tornou-se o ponto de encontro, diário, às noites, dos homens da sociedade resende-costense. Na Praça Doutor Costa Pinto, em sua confluência com a rua Gonçalves Pinto, na esquina à esquerda, foi construída pelo senhor Antônio de Souza Maia Júnior, o Nico de Souza, uma belíssima e confortável casa, em estilo eclético, mas com predominantes influências do estilo ars nouveau. Este ilustre cidadão foi prefeito municipal de Resende Costa, em mandato tampão, de 1948 a 1950. A luxuosa residência se transformou em sala de recepção de Resende Costa e, nela, todas as personagens importantes que nos visitavam eram recebidas com todas as honras. Na residência do senhor Nico de Souza, hoje conhecida como “Pensão do Boqueirão”, foram recebidos, por exemplo, o Presidente do Estado de Minas Gerais, doutor Antônio Carlos de Andrada, o Arcebispo Metropolitano de Mariana, Dom Helvécio Gomes de Oliveira e muitas outras pessoas de importância. Outro morador na confluência da rua Gonçalves Pinto, desde 1943, foi o funcionário da prefeitura, Antônio Pinto de Góes
Casa que pertenceu a José Jacinto Lara e que se localiza na Praça Doutor Costa Pinto
Lara (o Góes), que cuidava das praças e estradas do município, o qual foi o encarregado de plantar a Espatodeia acima citada. Quando foi criado o Termo Judiciário Municipal de Resende Costa, subordinado à Comarca de Prados, foi nomeado seu primeiro Juiz Municipal, o doutor Pedro Muzzi e, na falta de moradia mais condigna, o Nico de Souza e sua esposa, Donana do Nico, mudaram-se para a casa dos pais dela e cederam sua residência para o juiz Pedro Muzzi e sua esposa dona Zaíra. A praça Doutor Costa Pinto sempre teve papel de relevância na história de Resende Costa, sobretudo no que tange aos eventos sociais, mesmo porque era na praça que eram instaladas as quermesses promovidas pelas irmandades religiosas e movimentos de caridade das damas de nossa cidade. Nestas quermesses sempre havia música ao vivo, o que as tornavam mais festivas. Ainda hoje, em datas festivas na cidade, como Carnaval e Semana Santa, algumas barracas são instaladas na praça. Toda cidade possui suas praças. Umas pequenas, outras espaçosas; uma mais aconchegante e arborizada, outra mais simples, mas nem por isso menos convidativa a uma pausa no dia para descansar e contemplar o vai e vem da cidade. Certo, porém, que dos lugares públicos de uma cidade a praça continua sendo o principal espaço de convivência. Testemunha de um passado rico da cultura de nossa cidade, a Praça Doutor Costa Pinto não mais ostenta o charme de outrora. A construção de canteiros altos e feios, ferindo a sensibilidade estética de qualquer pessoa, a deixou escura, ficando a praça à mercê de vândalos que frequentemente a depredam. Uma pena. Essa configuração foi feita em uma das passagens pela Prefeitura de Resende Costa do ex-prefeito Gilberto Pinto, como forma de proteger os canteiros de flores. Entretanto, o mais correto e construtivo teria sido cuidar da praça e, de alguma maneira, batalhar para educar os vândalos. Vizinhos e visitantes esperam que o poder público revitalize logo a Praça Doutor Costa Pinto, deixando-a novamente digna de ser um dos mais belos e importantes espaços públicos de Resende Costa.
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Aconteceu
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EMANUELLE RIBEIRO
Chega ao fim a 18ª Mostra de Cinema de Tiradentes Foi encerrada no último dia 31 de janeiro a 18ª Mostra de Cinema de Tiradentes, considerado o maior evento do cinema brasileiro contemporâneo. Em 2015, foi apresentado ao público mais de 100 filmes brasileiros em préestreias mundiais e nacionais, além das manifestações da arte no cenário da barroca Tiradentes. A Mostra ainda reuniu homenagens, oficinas, debates, seminários, exposições, lançamento de livros, teatro de rua, shows musicais, performances, encontros e diálogos, atrações artísticas, numa programação cultural abrangente oferecida gratuitamente ao público. Os vencedores da 18ª Mostra de Cinema de Tiradentes foram conhecidos na noite do dia 31, durante a cerimônia de encerramento. O filme “Mais do que eu possa me reconhecer”, de Allan Ribeiro, do Rio de Janeiro, foi eleito pelo júri da crítica o melhor longa-metragem. A produção ficou ainda com o Troféu Barroco 2015 e o prêmio de
Entrega de placas durante o evento
50 mil reais dado pelo Itamaraty, além de serviços oferecidos por parceiros do evento. O “O Dia do Galo” venceu na categoria júri popular. O documentário longa-metragem de Cris Azzi e Luiz Felipe Fernandes mostra a saga de 10 torcedores no dia da final da Libertadores da América em 2013. Já o filme “Estátua”, de Gabriela Amaral Almeida, de São Paulo, foi escolhido pelo júri da crítica como o melhor curta-metragem. Demais premiados: melhor longa-metragem, Júri Jovem - “O Tempo Não Existe no Lugar Onde Estamos”, de Dellani Lima (MG); Melhor curta-metragem, Júri Popular - “De Castigo”, de Helena Ungaretti (SP); Melhor curtametragem, Prêmio Aquisição Canal Brasil - “Outubro Acabou”, de Karen Akerman e Miguel Seabra Lopes (SP). Confiram alguns momentos da Mostra registrados pelos fotógrafos Leonardo Lara, Nereu Jr. e Biel Machado:
Dira Paes foi a atriz homenageada na edição de 2015
Os atores Sophie Charlotte e Daniel de Oliveira marcaram presença
Júri jovem
Júri da crítica
Diversas oficinas foram oferecidas durante a Mostra
Carnaxachaça 2015 reúne foliões em Cel. Xavier Chaves
Foi realizado em Coronel Xavier Chaves, de 29 de janeiro a 1º de fevereiro, o “19º Carnaxachaça”. O carnaval antecipado é tradição na cidade e, em 2015, recebeu mais uma vez um grande público. Blocos, desfiles, shows e muita festa por parte dos foliões marcaram o evento, que foi registrado pelo JL!
Também teve programação especial para o público infantil
Houve lançamento de livros e DVDs
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Lagoa Dourada
São João del-Rei
Associação Comercial de Lagoa Dourada tem novo presidente
Novos corretores de imóveis engrossam lista de 120 profissionais da área em SJDR
JOSÉ VENÂNCIO DE RESENDE O empresário Rogério Resende do Nascimento assumiu, no final de 2014, a presidência da Associação Comercial, Industrial, Agropecuária e de Prestação de Serviços de Lagoa Dourada (ACIAPS-LD), em substituição à Heloisa de Resende Andrade. A nova diretoria é formada por representantes de todo o comércio local. O plano de Rogério é aumentar os produtos e serviços oferecidos pela entidade, ampliar a divulgação dos planos de saúde e odontológico entre os empresários locais e dobrar o número de associados (atualmente, são 49 filiados). A economia de Lagoa Dourada tem na agropecuária a sua principal atividade, com destaque nas áreas de grãos, leite e hortigranjeiros. “O comércio de produtos agropecuários e seus derivados está crescendo muito”, diz Rogério. Também são relevantes os setores de padaria – Lagoa
JOSÉ VENÂNCIO DE RESENDE
Rogério Resende é o novo presidente da Associação Comercial e Industrial de Lagoa Dourada
Dourada é conhecida como a “capital do rocambole” - e de móveis antigos (madeira de demolição), que atraem turistas que visitam a região das Vertentes. Rogério é sócio proprietário do Grupo Conara Ltda.,
que vende principalmente material de construção, com filiais em Entre Rios de Minas, São Brás do Suaçuí, Jeceaba, Prados e Barroso. A empresa também atua no comércio de combustíveis, mármores, móveis e eletrodomésticos.
Policial militar dispara e mata cidadão em Lagoa Dourada ocasião em que um policial fez o uso de sua arma de fogo, cujos disparos atingiram a região torácica do cidadão. Logo em seguida, o cidadão ferido foi socorrido por uma equipe do SAMU, contudo, lamentavelmente não resistiu aos ferimentos”, diz nota enviada ao JL pela Assessoria de Comunicação do 38º BPM. Conforme testemunhas, após ser atingido, Fábio tentou entrar em casa, mas foi retirado pelos soldados e baleado mais uma vez. Um vídeo, gravado por populares, registrou os policiais com a vítima na rua. A filha de Fábio, de nove anos, estaria próxima ao portão e teria visto o pai levando os tiros. Na versão apresentada por moradores ao jornal ‘O Tempo’, a vítima foi atingida por três disparos. Vizinhos contaram que ele teria apanhado muito antes de ser executado. Ainda com informações do jornal ‘O Tempo’, após atirar contra Fábio, os policiais teriam demorado horas para acionar o Samu, o que não foi confirmado pela polícia.
Os moradores da cidade ficaram assustados e tensos com o ocorrido. Na madrugada da morte de Fábio, a população protestou em frente à delegacia de Lagoa Dourada e depredou uma viatura. No dia seguinte, algumas pessoas se concentraram em frente à igreja, onde ocorria a missa fúnebre do motociclista. Os protestos continuaram durante o sepultamento de Fábio com cartazes contra a brutalidade da polícia e manifestação pedindo justiça. O 38º BPM informou que os militares envolvidos foram conduzidos para a sede do Batalhão, onde foi lavrado o auto de prisão em flagrante. “Todos os autos do processo foram remetidos à Justiça Militar, cujos fatos estão sendo analisados pelo Poder Judiciário. A Polícia Militar de Minas Gerais esclarece que o militar envolvido na ocorrência da madrugada de sábado, dia 31 de janeiro, em Lagoa Dourada, encontra-se recolhido, aguardando os trâmites do processo pelo Poder Judiciário”, explica a nota.
cil, de uma hora para a outra, ganhar muito dinheiro com transação imobiliária. Frustrados, muitos acabam por desistir da nova profissão e, inadvertidamente, ficam inadimplentes porque deixam de pagar anuidade do CRECI e o imposto sindical, o que gera um débito futuro e a execução fiscal pela Justiça Federal. Assim, aconselha, quem abandonar a atividade deve dar baixa, preenchendo o formulário “pedido de cancelamento de inscrição” e devolvendo as carteiras. São inscritas no CRECI pessoas físicas e jurídicas. Uma empresa imobiliária, por exemplo, tem dupla inscrição: jurídica e física (pelo menos do sócio-gerente). Receita Federal – A partir de março, todos os corretores de imóveis (pessoas físicas) deverão inscrever-se no Conselho de Controle das Atividades Financeiras (COAF) da Receita Federal. As empresas do setor (imobiliárias, construtoras, incorporadoras, loteadoras, leiloeiras de imóveis, administradoras de bens imóveis, cooperativas habitacionais etc.) já estão inscritas no órgão, de acordo com a resolução do Conselho Federal de Corretores de Imóveis (COFECI), número 1168/2010, com base na lei federal 9613 (03/03/1998). Por esta resolução, as empresas que atuam no setor devem manter em seus arquivos registro de toda transação imobiliária de valor igual ou superior a R$ 100 mil. O objetivo é prevenir e combater crimes de financiamento ao terrorismo, “lavagem” ou ocultação de bens, direitos e valores, por meio da compra e venda de imóveis. E devem comunicar o COAF qualquer suspeita de operações ou propostas que possam constituir-se indícios desses crimes (mais informações no site http://www.crecimg.gov.br/). Foto José Venãncio
Na madrugada de 31 de janeiro, uma abordagem policial terminou com a morte do motociclista Fábio Silva, de 30 anos, em Lagoa Dourada. O fato ganhou repercussão em noticiários impressos e televisivos e gerou indignação aos moradores da cidade. Fábio foi morto por um policial militar de São João del-Rei, após discussão na porta da sua casa. Ele foi abordado porque pilotava uma moto com uma mulher sem capacete na garupa. De acordo com o 38º Batalhão de Polícia Militar (BPM), com sede em São João del-Rei, os policiais militares se depararam com o motociclista conduzindo uma passageira na garupa sem o uso do capacete de segurança, passando então ao rastreamento para abordar e fiscalizar o condutor do veículo. “Após alguns minutos, localizaram a motocicleta e, durante o contato com o motociclista, constataram que o cidadão, de 30 anos de idade, não possuía carteira de habilitação. Quando estavam sendo tomadas as medidas de trânsito, os ânimos se acirraram,
Dezoito novos corretores de imóveis ingressaram, recentemente, na atividade em São João del-Rei, Prados, Entre Rios e Nazareno. Desse total, seis receberam, em Janeiro deste ano, carteiras de identidade e profissional do Conselho Regional de Corretores de Imóveis do Estado de Minas Gerais (CRECI-MG), em evento realizado na sede do Rotary em São João del-Rei. Em setembro do ano passado, outros 12 novos corretores já haviam tido acesso às suas carteiras. O ingresso dos novos corretores na atividade imobiliária é aprovado em reuniões plenárias do CRECI. Em seguida, as carteiras são emitidas e encaminhadas ao delegado do CRECI na região de São João del-Rei, Antônio Sérgio Ribeiro, que promove eventos para a entrega dos documentos. Para isso, precisam ter feito curso técnico (10 meses a um ano), através do Sindicato dos Corretores de Imóveis de Minas Gerais (ou de outro Estado), ou curso superior de transação imobiliária. O número de corretores de imóveis tem aumentado muito na região, de acordo com Antônio Sérgio. Levantamento recente do CRECI aponta a existência de cerca de 120 corretores inscritos apenas em São João del-Rei, o que significa um “número extremamente grande” considerando o tamanho da cidade. Além disso, novos corretores já foram aprovados na reunião plenária de Dezembro e uma nova turma é aguardada na plenária de Março, o que deve aumentar consideravelmente este contingente. Em contrapartida, o mercado de venda e locação de imóveis está “com o pé no freio” desde o ano passado, alerta Antônio Sérgio. “Vende-se pouca coisa e existe grande oferta de locação.” Ele adverte ainda para a “ilusão” de alguns de que é fá-
Prédio em construção no bairro Bela Vista com apartamentos à venda
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A Teia do Mundo
JOSÉ ANTÔNIO*
Contemplando as Palavras
Escola de samba Diz a lenda que o carnaval é o sonho do Pierrô. Cansado de ser rejeitado pela Colombina, Pierrô dormiu profundamente. Em seu sonho, a Colombina vivia com ele um grande amor. Uma folia aconteceu: música, comida, bebida e dança. No entanto, como todo sonho que começa, o sonho do Pierrô também acabou. Tudo fora uma ilusão. A realidade era outra. O carnaval tinha acabado. Mas quem é que disse que o Pierrô não poderia sonhar mais? Claro que poderia! Ele sonharia nas Lajes. Levei a ideia ao Mário Márcio: – Uma escola de samba, Zé? Já é fevereiro, o carnaval é no mês que vem. Eu disse que havia um grupo de interessados: gente pra desenhar as fantasias, as alegorias, costureiras e marceneiro. O samba-enredo já estava no forno. – A primeira reunião será amanhã, sábado, depois de um casamento que vai ter na Matriz. A gente vai se reunir na nossa casa mesmo. O sábado chegou e os foliões foram vindo aos poucos. O beco estava movimentado. Anunciei o pessoal da bateria. Eles fariam um número de apresentação e saudação à escola de samba nascente. Todos se viraram e olharam por cima de uns cinco rapazes com instrumentos, mas não viram a bateria. Os cinco rapazes eram a bateria. Alguém soprou um apito que mais parecia um grilo rouco. Começou, então, um terrível soca-soca, cada um tocando furiosamente na (de)cadência de seu próprio ritmo. Não era uma bateria, e sim uma bateção. Quando acabaram, ouviu-se um aplauso mais sisudo do que a Quaresma. E a reunião começou. Primeiro item da pauta: o nome da escola de samba. – Grêmio Animado dos Tocadores da Apoteose... GRATA!
– É melhor Grêmio Entusiasmado dos Tocadores da Apoteose... GRETA! – Pode parar! Esse negócio de Animado, Entusiasmado... onde já se viu? – E qual é a sua ideia, então? – Grêmio Reunido Império do Tom Afinado... GRITA! Levantou o dedo um senhor. Falava baixinho e, segundo diziam, não havia estudado, mas era mestre da vida, muita sabedoria: – Ói, gente, é mió ponhá Grupo Reunido das Otoridade do Tamborim e do Agogô... GROTA! – Peraí, gente! Só falta agora aparecer Grêmio Reunido da União dos Tocadores do Arraial... GRUTA! GRATA, GRETA, GRITA, GROTA, GRUTA... já até pensei numa rima pra xingar a nossa escola. Todos caíram numa gargalhada convulsiva. Percebi que a escola de samba estava começando a ganhar os contornos de uma ideia que não tinha dado certo. Pra evitar que a dispersão acontecesse antes da concentração, retomei a conversa. E alguém apareceu com outro nome: – Segura aí, ó: Mocidade Independente da Juventude Animada... MIJA! – Com um nome desse, eu não quero nem chegar perto do lança-perfume. Mais uma gargalhada geral. A reunião foi pras cucuias, junto com a escola. Tem gente que leva pancada na cabeça e passa a ter ideias estranhas. Se a nossa escola acontecesse, seria o contrário: nossa turma teria ideias estranhas e passaria a levar pancada na cabeça. Aquele ano de 1987 levou pancadas, como o acidente do Césio 137, a morte de Drummond, a Black Monday da queda da Bolsa de Nova York... A nossa escola seria o tiro de misericórdia! E o Pierrô não dormiu, com medo de bala perdida.
*JOSÉ ANTÔNIO OLIVEIRA DE RESENDE é professor de Prática de Ensino de Língua Portuguesa, do Departamento de Letras, Artes e Cultura da Universidade Federal de São João del-Rei. e-mail: jresende@mgconecta.com.br
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REGINA COELHO
Nossos outros olhos “__ Este nosso rapazinho tem a vista curta. Espera aí, Miguilim... E o senhor tirava os óculos e punha-os em Miguilim, com todo o jeito. __ Olha agora! Miguilim olhou. Nem não podia acreditar! Tudo era uma claridade, tudo novo e lindo e diferente, as coisas, as árvores, as caras das pessoas. Via os grãozinhos de areia, a pele da terra, as pedrinhas menores, as formiguinhas passeando no chão de uma distância. E tonteava. Aqui, ali, meu Deus, tanta coisa, tudo...” Da novela Campo Geral (de Guimarães Rosa), gênero literário narrativo situado entre o conto e o romance, foi extraído o trecho acima. O senhor em questão é doutor Lourenço, médico recém-chegado ao sertão que descobre a miopia do menino Miguilim. Usando os óculos do doutor, ele passa a enxergar com perfeição tudo a seu redor. O momento é mágico para Miguilim. De uma simplicidade encantadora, a cena retratada por Rosa (teria ele sido sua própria inspiração de garoto míope?) revela uma realidade comum a muitos: a condição dos dependentes de óculos de grau. Como é sabido, a escola costuma ser o local em que essa situação fica mais evidente, pois o quadro (ou lousa), ou melhor, o que está escrito lá representa para os alunos um inevitável teste de averiguação da visão de tantos olhos em busca da leitura de letras e números.
Comprovada a deficiência visual, sendo talvez a miopia (dificuldade de enxergar bem de longe) a mais comum delas, os óculos são prescritos e providenciados. Então, uma nova vida começa, no mínimo, com uma mudança que está literalmente na cara da pessoa e, muitas vezes, com alguns percalços na convivência diária e constante com tão necessário objeto inadequadamente chamado de acessório pelos outros. Para nós, os míopes, nossos óculos são essenciais. Em assim sendo e descartando a cirurgia de correção do problema, ficar sem os óculos (ou sem as lentes de contato) corresponde a passar por apuros. Praticar esportes, por exemplo, o futebol, sem ver direito a bola, os colegas, os adversários, o juiz e as traves do gol deve ser horrível. Não identificar pessoas conhecidas no outro lado da rua é o fim. Não ler placas de rua ou de carro, anúncios ou mensagens em faixas e outdoors, idem. Para aqueles que não conseguem viver sem os seus “olhos de vidro”, perdê-los ou vê-los quebrados vira um drama. Especificamente quanto aos mais vaidosos, incluídas aí principalmente as mulheres, há os que preferem não enxergar nada a ter que usar óculos de grau. Hoje, felizmente, estilosos e confortáveis, esses companheiros quase inseparáveis de quem tem miopia, hipermetropia, astigmatismo, presbiopia e outros tipos de doenças
oculares costumam ser um símbolo positivo da personalidade de seus donos, incluindo celebridades e personagens do momento (Jô Soares, Bill Gates, o fictício Harry Potter...). E são vistos ainda como item de moda. Ou, conforme garante uma ala masculina, sendo uma peça que confere a certas mulheres um poderoso ar sexy. Será? Num passado recente, no entanto, usar óculos era motivo de vergonha, principalmente para crianças e adolescentes, pois significava ser destacado negativamente, zoado pela turma e virar alvo de piadinhas sem graça e apelidos como “quatro oio”, olho de fundo de garrafa, farol de carro e nerd. Um olhar sobre a história dos óculos no Brasil permite afirmar que eles surgiram entre nós no século XVI graças à colonização portuguesa, sendo usados principalmente por religiosos (em sua maioria, jesuítas), funcionários da Coroa (servidores da corte de Portugal), colonos abastados e homens de letras. Situação completamente diferente nos dias atuais, é impressionante o número de brasileiros usando óculos de grau por aí. Oportunamente, recorro à inspirada letra do compositor Herbert Viana em Óculos (1984), cujos versos finais podem definir com clareza o modo como essa gente toda deve se ver: “Eu não nasci de óculos... / Eu não era assim... / Por trás dessa lente tem um cara legal”.
10 Jornal das Lajes Causos e Cousas
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ROSALVO PINTO
Que País é este? Quando menino, final da década de 40, corria um versinho na boca do povo: “Resende Costa, / Cidade que seduz. / De dia falta água, / De noite falta luz”. E era mesmo verdade. A água vinha nas latas de 20 litros, sobre uma “rodilha” de pano, nas cabeças das mulheres, proveniente das 5 fontes que nasciam no perímetro da cidade. No início da noitinha, chegava a “luz do Azevedo”. A gente acendia uma lâmpada fraquinha, que era apagada às 10 da noite. No mais, era lamparina e vela. E a gente era feliz. Pois é, passados os quase 70 anos, podemos dizer que temos água e luz durante o dia e a noite. E parece que não somos lá tão felizes assim. Basta abrir jornais e revistas, ligar rádios, televisões, telefones, computadores e toda esta parafernália eletro-eletrônica que invadiu o mundo. É quase só notícia ruim. E o pior, estamos correndo o risco de não termos nem água e nem luz. E o “mais pior” ainda: não é só Resende Costa, é o Brasil todo. Está acabando aquele Brasil que até parecia que seduzia, “deitado eternamente em berço esplêndido...”. E agora vem à tona a famosa pergunta: “Que País é este?”. Por incrível que pareça, quem por primeiro “cunhou” esta pergunta foi o senhor Francelino Pereira dos Santos, ex-governador de Minas. Francelino nasceu em Angical do Piauí em 1921. Ainda menino, sua família mudou-se para Minas, fixando-se
em Belo Horizonte. Formou-se em Direito, foi vereador em Belo Horizonte, deputado federal, governador de Minas e senador. Aderiu de corpo e alma ao regime da ditadura. Foi deputado pela Arena, partido da ditadura, do qual foi presidente. Foi nesse período, 1976, que ele teria cunhado a tal da frase. O presidente Geisel assumiu a presidência acenando com a “abertura” da ditadura. Foi criticando os opositores da ditadura, descrentes das promessas, que o Francelino proferiu o “Que País é este?”. Mas o tiro saiu pela culatra. Geisel, através do famoso “pacote de abril de 1977”, fechou o Congresso, criou os senadores “biônicos”, passou para 6 anos o período da presidência da República e impôs outras medidas, geradas no que se chamou na época de “A Constituinte do Alvorada”. Tempos depois Geisel presenteou o presidente da Arena nomeando-o como governador-biônico de Minas (1979/1983). Mas a história do “Que País é este?” não ficou por aqui. Em 1980, o escritor e poeta Affonso Romano de Sant’Anna saiu com mais uma obra poética, dando-lhe como título a famosa pergunta. Como coordenador da área de Língua portuguesa no vestibular da universidade de Governador Valadares naquele ano, lembro-me de ter escolhido essa pergunta como tema de redação. Em 1987 a pergunta do Francelino chegou à área musical em forma de rock.
Foi quando o músico e compositor Renato Russo, ao lançar o terceiro álbum de sua banda, a Legião Urbana, deu-lhe o nome de “Que País é este?”. Ao longo do século 20 e nessas duas décadas, o Brasil vem capengando com uma pseudo-democracia. De uns tempos para cá voltamos novamente ao “Que País é este?”. Em 2013, o povo brasileiro saiu nas ruas fazendo essa pergunta, à vista dos problemas do país, culminando com o julgamento do mensalão. Em 2014, perguntou-se “que País é este?”, ao se ousar, aos trancos e barrancos, sediar uma Copa do Mundo, em meio a confusões e atrasos, culminando com um fiascão. Voltaremos à essa pergunta quando, daqui a pouco, estaremos assistindo ao julgamento do petrolão. Olhando para trás em nossa história, infelizmente nos damos conta de que tivemos, em sua maioria, governantes e legisladores incompetentes, populistas, interesseiros e desonestos. Faltam-nos brasileiros estadistas que, enxergando a longo prazo, possam convencer o povo a sair pelas ruas para defender um grande projeto de educação e de uma reforma radical da estrutura política. Só assim poderemos trocar a fatídica pergunta para afirmar que somos um país sério, democrata, com uma sociedade igualitária, mais sadia e livre dessa insegurança que hoje nos sufoca.
Trilha Sonora
RENATO RUAS PINTO
Novos caminhos da música Desde que comecei a participar do JL através desta coluna, sempre disse que a nova música estava acontecendo em caminhos não tradicionais. O rádio, a TV ou mesmo as prateleiras de lojas de CD não irão nos mostrar nada de inédito a não ser o “novo” disco ao vivo de uma dupla sertaneja ou de alguma cantora de axé. Ou o disco acústico de clássicos reciclados de alguma banda de rock. Então, estava em dívida e precisava falar um pouco sobre onde circula a boa música que vem sendo produzida. Os tempos digitais democratizaram, em um primeiro instante, o acesso à gravação. O que era restrito aos estúdios por conta dos caros equipamentos, de repente estava acessível em computadores pessoais e foi possível transformar um quarto da casa em um estúdio de gravação. Nesses estúdios caseiros hoje são produzidos desde pré-produções – que reduzem o tempo em estúdio e, logo, os custos de gravação – até discos inteiros. Uma vez gravado o trabalho vem o desafio: como divulgar e distribuir? Nessa outra frente a internet abriu novos canais para os artistas independentes, que podem explorar diversas alternativas: desde a divulgação de novas músicas até a venda direta dos álbuns em sites próprios. Para o ouvinte a internet também trouxe novidades. Hoje diversas rádios virtuais (Rádio UOL e RadioTunes, só para citar algumas) nos dão acesso a canais temáticos onde podemos ao menos escolher um estilo que nos agrada. Para aqueles que ainda curtem ouvir um disco na íntegra, a divulgação eletrônica também foi boa. As gravadoras fogem dos altos custos de prensagem e lançamento físico de álbuns e nos dão acesso a clássicos que estavam fora de catálogo. Há quem questione – e com razão – a qualidade do formato digital, mas ainda assim acho melhor poder conhecer o trabalho do que deixar a música perdida nos arquivos das gravadoras. A plataforma comercial mais famosa hoje é o iTunes, da Apple, que possui um acervo enorme e se tornou até um dos canais preferenciais para lançamentos
de artistas consagrados. Outra modalidade comercial que vem despontando são os serviços de execução on-line como o Deezer, Rdio ou Spotify. Essas plataformas possuem a opção de ora se ouvir gratuitamente com algumas limitações, como só acessar on-line ou com propagandas comerciais. Por uma assinatura mensal você pode até baixar discos para ouvir off-line no tablet ou celular. É uma ótima opção para consumidores vorazes de discos como eu, já que a assinatura custa menos que um lançamento. Por fim, os artistas independentes têm se valido também de plataformas de acesso gratuito como blogs e redes sociais para divulgação. Há inclusive redes sociais destinadas à música como o Soundcloud (www.soundcloud.com), a mais popular depois do Youtube. Além disso, vários artistas investem em sites próprios para divulgar trabalhos e até disponibilizar o download gratuito dos discos. O violeiro e produtor musical Ricardo Vignini, por exemplo, usa todos esses canais para aumentar o alcance do seu trabalho: Soundcloud, Deezer e iTunes. De acordo com ele, o iTunes propicia ao artista um retorno financeiro comparável à venda do disco físico. O Deezer por sua vez dá pouco retorno financeiro, porém, ajuda a divulgar. Curiosamente, até a distribuição gratuita traz retorno financeiro e Vignini conta que quando disponibilizou o download de álbuns mais antigos da sua banda, o Matuto Moderno, acabou gerando interesse e incrementou as vendas dos discos atuais. Vignini, porém, não abre mão de lançar o álbum físico, pois diz que é exigência do seu público. E eu me incluo neste: gosto de ter em mãos o disco e ler o encarte e a ficha técnica. A pergunta é se esse formato vai sobreviver. Veremos. Como se vê, os novos caminhos beneficiaram as duas pontas: o artista independente e sem espaço nas grandes mídias e nós ouvintes, que não somos mais obrigados a ouvir somente aquilo que nos é imposto. Podemos escolher o que ouvir e quando, e assim ir descobrindo um universo de boa música que está circulando ao nosso alcance.
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Retalhos Literários
EVALDO BALBINO
Morte nas Tabocas Parte 01 O dia amanhecera triste e com uma luz intensa. Os raios do sol atravessavam as ramas, as rasteiras ramas espalhadas pelos pastos do Ribeirão de Santo Antônio. A folhagem brilhava como lâmina cortando nossos olhos, a poeira adensada subindo do chão sob o impacto dos pés que passavam. A tristeza levantava-se para o ar juntamente com a poeira. A tristeza também densa no meio de tanta luz, do mormaço que grassava naquela manhã. O mundo tem dessas coisas. Luzes intensas enfeitam certas tristezas. E fazem isso para que suportemos mais tudo nesta vida. Recordo, então, que o dia era triste e de luz intensa. Segurando as mãos de minha mãe, as mãos de sempre me sustentando, eu fora conduzido pelo silêncio das trilhas que nos levavam do Ribeirão de Baixo para o Morro das Tabocas. Íamos todos para lá, meus irmãos e meu pai também. Mais depois da venda do Nélson, numa estradinha ladeada por taboas no brejo, mamãe me puxava pelo braço. As espigas de taboa, aprazíveis na sua cor, me lembravam o café-com-leite das minhas manhãs ao lado dos meus irmãos. Num tom meio amarronzado, aquelas espigas, espocando crescidas à vontade ali no terreno pantanoso, vinham de hastes lindas fincadas no espelho d’água entre ramas. E os talos altivos, porém, balançando muito
pouco, levados que eram pela escassa brisa daquela manhã. Passadas a casa da Francisca do Tavico e a pinguela sob o bambuzal rangendo, subíramos ribanceiras entre flores e ramas outras, as trepadeiras dos barrancos. Prosseguíramos por caminhos sem fim para um menino tão franzino, tão pernas curtas como eu era. Avançáramos entre pedras entremeando arbustos. Poucos pássaros passavam por nós, em tímidas revoadas, ora brincando, ora em busca de comida ou então repouso na fuga do calor do dia. Nas pequenas grotas à distância, saracuras num canto duradouro, numas vezes esganiçado, noutras se esmaecendo no meio da mata. E o menino, desta vez, sem nenhuma vontade de passar pelas águas da cachoeira, de deitar em suas pedras lodosas sob água rasa. Uma beleza de mergulho para quem não sabia nadar! Deitava-se sobre as pedras, nelas se escorregava. E o calor do dia era apaziguado numa cama fresca e corrente de água. Não! Agora nenhuma vontade de água, que a secura da morte a tudo rondava. Nos desertos temos sede, mas ocorre que às vezes nosso desejo se dispersa, e nenhuma secura nos faz buscar o que a mataria, nem mesmo uma água fria e farta. A Sá Nhica tinha morrido no início daquela madrugada. E estávamos indo para o seu enterro. Mamãe achou melhor não passar o velório na
casa da defunta, e sim ir pela manhã mesmo, para ajudar no café, na arrumação das coisas. Pela manhã chegaria mais gente, com certeza. Antes da venda do Nélson, tínhamos encontrado, bem em cima da ponte, com o Antônio Rita da Sá Isuis. E o homem, brincalhão, cumprimentou firme o meu pai com um aperto de mão e um tocar de ombros. Depois de um “Bom dia!” a todos nós, foi perguntando à minha mãe se era verdade que a Nhica tinha dito uma vez que gostava tanto dela que, depois de morta, apareceria para lhe fazer umas visitas. Sorrindo, numa alegria comedida por necessidade e por sentimento sincero do instante, mamãe confirmou o fato, ao que o Seu Antônio, rindo mais ainda, acrescentou: “Se ela falô, Sá, ela aparece mermo!”. Mamãe nem ligou para tais palavras, sabendo-as brincadeiras sadias de homem alegre num dia abatido como aquele. Para bem depois dos cantos das saracuras, atravessáramos os currais das poucas casas. Uma aqui, outra acolá, outra mais longe ainda. Mugidos e cocoricós se entrelaçavam, como que buscando fazer da vida uma tessitura forte e incapaz de romper-se. Não apenas os galos, mas todas as vidas tecem as manhãs deste mundo, que renasce a cada raiar da luz com um novo fôlego. Mas enquanto as manhãs são enredadas, outras vidas, não poucas, se destecem.
Gastronomia
CLÁUDIO RUAS
Eu assisto TV de cachorro T i rando o programa Globo Rural - que nem parece que é da Globo de tão especial – e alguma outra coisinha, tenho visto pouco TV. Já o bom e velho rádio é o contrário, “assisto” cada vez mais. Até pela internet aproveito para ouvir aqui da capital a Rádio Inconfidentes de Resende Costa, sobretudo meu amigo Lourenço, que toca ao vivo sábado cedo a verdadeira música caipira, juntamente com o Leonel. Mesmo na cidade grande me sinto na cozinha da nossa roça ouvindo o programa deles. Mas a TV que me dá mais prazer em assistir mesmo é a “TV de cachorro”, com seus frangos dourados e suculentos, bailando no espeto e perfumando o quarteirão inteiro. Esse forno que costuma ficar virado para rua (para que os cachorros possam assisti-a ele...) foi muito bem bolado: funciona a gás, tem capacidade de assar um galinheiro de frango de uma só vez e ainda consegue transformar por completo um frango de granja sem gosto em iguaria suculenta e saborosa. Além disso, preenche e socorre a mesa dos domingos com praticidade e baixo custo. Geralmente vem acompanhado de uma farofinha e/ou batatinha, essa última aproveita a parte baixa da TV - onde pingam os sucos e gorduras - para ser a coadjuvante do domingo. A TV de cachorro tem o mérito de conseguir assar com calor intenso, porém sem castigar o assado. Daí a oportunidade de aproveitá-la para outros tipos de carne, sobretudo a de porco, o que felizmente temos visto muito por aí. O joelho defumado e a costelinha ficam perfeitos. E o peru de natal também começa a aparecer mais na TV. Essa ampliação do uso forçou os fabricantes a produzirem modelos diferentes de forno, inclusive com grelhas no lugar dos espetos, como o do Bar do Antônio Geraldo em Resende Costa. Aliás, já comi costelinha por lá e duvido que se encontre igual em outro lugar, por um motivo especial: além da qualidade do porco, da carne ser bem temperada e assada, a costelinha era “da lata”, ou seja, preparada previamente e armazenada na gordura do porco. É o “confit de porc” dos restauran-
tes chiques franceses, cuja técnica deixa a carne com um sabor único e ainda facilita a vida do cozinheiro e do próprio bar, já que ela fica semi-pronta e não demanda geladeira para armazenar. Não entendo como até hoje bares e restaurantes não se aproveitam mais disso. Interessante também é o fato de que as padarias foram perdendo a exclusividade no uso da TV de cachorro. Os próprios bares e até alguns restaurantes já o fazem, pois o assado também pode ser consumido ali mesmo, ao invés de ir somente para casa. Quer um tira-gosto melhor em uma mesa de marmanjos do que um frango inteiro destrinchado ali na hora? Lembro-me de que fazíamos isso muito no saudoso bar do amigo e grande cozinheiro Bieka, aos sábados de manhã. Certa feita, acabamos com dois frangos em cinco minutos, igual a um bando de hienas. Mas quando sobra alguma coisa do frango a sua carne desfiada pode virar um colosso de coisa boa, desde recheio de pastel, omelete e sanduíche, até um risoto italiano com quiabo (adicionado ao final, já frito). Nesse caso, aproveita-se até mesmo a carcaça, que cai como uma luva na confecção do caldo de cozimento, que é a alma do risoto. Como já assuntamos, os acompanhamentos tradicionais vendidos com os assados da TV de cachorro são a farofa e a batatinha. Perfeitos, porém, poderiam ser ampliados, como já vi em alguns lugares. Afinal de contas, boa parte dos consumidores que optam por comprar a carne pronta não está muito interessada em cozinhar naquele dia. E adoraria levar também um arroz com alho, um feijão tropeiro, um macarrão com molho vermelho, uma saladinha de tomate com couve fininha e até mesmo um chucrute. Uma versão mais rústica e barata desses fornos, mas não menos interessante, é a churrasqueira a bafo, normalmente feita com um tambor adaptado. As fornadas rendem menos e são um pouco mais trabalhosas, porém o resultado é muito bom, graças ao gostinho da brasa e do seu abafamento. Mas como os assados ficam escondidos lá dentro, para os cachorros não funciona como TV. Está mais para rádio mesmo.
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ANO XI Nº 142 - FEVEREIRO DE 2015 / RESENDE COSTA - MG
Especial
Crise hídrica
Projeto irá revitalizar seis nascentes de água de Resende Costa
Distribuição de água em Resende Costa está em situação regular
EMANUELLE RIBEIRO
Apesar de a cidade não sofrer, ainda, os efeitos da crise hídrica que afeta diversas regiões do estado de MG, a população de Resende Costa deve economizar água. ANDRÉ EUSTÁQUIO
Projeto Renascente visa à revitalização de seis nascente na área urbana
O
ano de 2015 em Resende Costa se iniciou muito bem no que se diz respeito ao meio-ambiente e à preocupação com os rios do município. O IRIS (Instituto Rio Santo Antônio) e a Secretaria Municipal de Saúde se uniram para colocar em ação o projeto “ReNascente”, que “consiste em combinar ações de combate à dengue com a revitalização de seis nascentes de água localizadas no território urbano da cidade”, conforme explicou o presidente do IRIS, Emerson Gonzaga. O Instituto Rio Santo Antônio foi fundado em 2009 e, desde então, atua propondo à comunidade formas de educação ambiental que visam a informar e a estreitar a relação da sociedade com a preservação ambiental, com foco na sustentabilidade e na utilização consciente de água. A proposta da vez é recuperar nascentes abandonadas de Resende Costa: “Grande parte das nascentes de nosso município está servindo de reservatório de lixo urbano. Daí a parceria com a Secretaria de Saúde. Cuidar das nascentes sempre esteve em pauta nas reuniões do IRIS, mas agora, nesse momento histórico de escassez de água doce, é a ação mais emergencial no que se refere à preservação da água”, contou Emerson. O IRIS usa o nome de um importante rio do município, o Rio Santo Antônio, com o intuito de trazer a temática ambiental para a cidade e, agora, conscientizar sobre o papel fundamental que as nascentes exercem em nosso ciclo de vida. “Nossa intenção neste projeto é valorizar e fazer com que a população entenda que essas reservas ambientais são aliadas da nossa sobrevivência e, por isso, temos a função conjunta de preservar nossos mananciais”, acrescentou o presidente do instituto. “Com o projeto vamos manter o município longe da infestação do mosquito da dengue em áreas que estão suscetíveis ao
desenvolvimento do mosquito e que até então não estavam sendo controladas e, consequentemente, será uma ação voltada ao meio ambiente, que também é responsável por garantir saúde à população, visto que a saúde não é somente a ausência de doença, mas qualidade de vida. Além disso, o projeto tem como público alvo as crianças, com o intuito de criar nelas consciência ambiental, visto que esta geração precisa ter uma grande preocupação com o meio ambiente e com a prevenção da dengue”, informou a secretária de saúde do município, Eliane Resende.
ReNascente em prática O “ReNascente” abrangerá seis nascentes: Fonte da Mina, Fonte da Ilha, Fonte dos Cavalos, Fonte da Biquinha, Nascente do Córrego do Mosquito e Fonte João de Deus. Conforme Emerson Gonzaga, o critério para a escolha das minas foi o de emergência: “O grupo fez um monitoramento em todas as minas e levantou uma série de problemas enfrentados por cada local. Encontramos muito lixo, esgoto, presença de animais, falta de vegetação para proteger os olhos d’água, dentre outros problemas”. Cada nascente será tratada de uma maneira peculiar. A proposta principal é livrar todas as nascentes do lixo urbano, que vem sendo depositado há décadas pela população: “Depois iremos cercar, plantar mudas, abrir acessos e distribuir materiais educativos à comunidade, evidenciando os riscos à saúde pública e a responsabilidade de cada pessoa no que se diz respeito à preservação das minas d’água. Além disso, iremos disponibilizar lixeiras ecológicas e placas educativas em alguns pontos. A intenção é inibir/diminuir o volume de lixo que atualmente é jogado em nossas nascentes”, informou Emerson.
Terminadas essas etapas, o trabalho passará a ser de valorização das nascentes de água. O IRIS tem muitas ideias: “Propomos, em parceria com a Secretaria de Educação, uma forma de envolver os estudantes com as minas. Para nós do Instituto, a falta de zelo nestes locais acontece por não haver algum uso criativo, o que gerou o abandono por parte da sociedade. As pessoas não têm o hábito de visitar estes espaços naturais e muitas nem conhecem sua existência. Esperamos que, com essa iniciativa, possamos mostrar à população e à administração pública que não é difícil cuidar desse bem tão precioso”, disse Emerson. De acordo com a secretária Eliane, o projeto está diretamente ligado à área da saúde: “O ReNascente está direcionado ao controle ambiental da dengue, dificultando a proliferação do mosquito com o controle da água parada, redução da carga de lixo jogado nas nascentes e, ainda, proporcionando à população aproveitar deste bem natural. Sendo assim, estaremos proporcionando qualidade de vida à população e prevenindo a dengue, que afeta tanto a população brasileira”. A população deve valorizar essas ações e contribuir, como alertou o presidente do IRIS: “Pedimos apoio à população para que não jogue lixo nas ruas, em matas e em córregos. A falta de controle ao lidar com o lixo pode causar vários impactos ao meio ambiente e à saúde pública. Se você é pai, mãe ou educador, converse com as crianças. Essa nova geração, que está formando opinião sobre o mundo, precisa saber da importância das minas d’água para o nosso município. Criar uma relação de afeto com esses espaços quando criança fará com que haja uma relação de valorização deles durante toda a vida”. O IRIS continuará desenvolvendo ações ambientais em
A crise hídrica que atinge algumas regiões do estado de Minas Gerais, especialmente as regiões Norte e Centro-Oeste, preocupa autoridades e a população em geral. A estiagem prolongada já comprometeu o fornecimento de água em diversas cidades do estado, reduziu assustadoramente o nível das represas que abastecem a Grande BH e também as usinas hidrelétricas, como Furnas e Três Marias. Mesmo no auge da temporada das chuvas, aumenta a cada dia o apelo para economizar água, pois, segundo as previsões, 2015 será mais um ano de seca rigorosa. Esperava-se que em dezembro e janeiro as chuvas viessem em quantidade suficiente para, pelo menos, minimizar os efeitos da estiagem que vem se prolongando desde 2013. Porém, até agora, o volume de chuvas tem sido insuficiente, obrigando autoridades e especialistas preverem situação de colapso nos estados da região Sudeste. Nas últimas semanas, choveu quase todos os dias nas cidades da região do Campo das Vertentes. Ao contrário, porém, do que todos desejavam, ou seja, chuvas contínuas para irrigar o solo e os mananciais, vieram tempestades com ventos e raios. A crise hídrica forçou algumas cidades mineiras a, inclusive, cancelarem o carnaval. Até o fechamento desta edição 16 municípios haviam cancelado oficialmente o evento. A justificativa é a crise de falta de água ou a economia de água, como fator de prevenção. Cidades próximas a Resende Costa, como Oliveira, Passa Tempo e Carmópolis de Minas optaram pela não realização da festa.
Resende Costa: “Nosso foco atual está relacionado ao uso sustentável da água e, certamente projetos futuros, neste intuito, serão desenvolvidos pela nossa entidade. Outra intenção futura é aproveitar o espaço da Capoeira Nossa Senhora da Penha e do horto florestal para desenvolvimento de atividades
Resende Costa A Copasa informou que o abastecimento de água à população de Resende Costa está regular, mesmo com o período de forte calor e poucas chuvas que reduziram o nível dos córregos do Tijuco e Vassouras, responsáveis pelo abastecimento da cidade. Em nota enviada ao JL, a Copasa informou ainda que está trabalhando para diminuir os impactos neste período, considerado “atípico”, pela Companhia. Embora a situação na cidade esteja regular, a Copasa não descarta a possibilidade de realizar manobras operacionais de abastecimento, caso o nível dos mananciais continue a cair nos próximos dias. A informação da regularidade no abastecimento não significa que podemos desperdiçar água. A Copasa pede a colaboração de todos para atingir a meta estabelecida pelo governo do estado de economizar 30% da água. Para isso, a Companhia dá algumas dicas: • Estar atento aos vazamentos • Fechar a torneira ao ensaboar os utensílios domésticos • Fechar o chuveiro ao ensaboar • Ficar atento ao vaso sanitário • Reduzir o tempo do seu banho • Não usar água para limpar ruas e calçadas • Escolher o balde para lavar o automóvel • Aproveitar a água da lavadora de roupas para lavar calçadas e regar plantas (2º enxágue) Fonte: Assessoria de Imprensa da Copasa.
sustentáveis. Temos um projeto que viabiliza o uso do parque municipal para diversas atividades criativas”, concluiu Emerson Gonzaga. Acompanhe este e outros projetos do IRIS no portal de informações do Instituto: www.portaliris. org.br
Jornal das Lajes 13
ANO XI Nº 142 - FEVEREIRO DE 2015 / RESENDE COSTA - MG
O Verso e o Controverso
JL Online
O JL online está de cara nova Relembre a história do site do Jornal das Lajes Em 2008, o Jornal das Lajes entrou na era da internet inaugurando seu website. Com o JL online, os leitores puderam acompanhar tudo o que acontecia em Resende Costa, mesmo estando longe, diretamente na tela do computador. O layout era simples, mas trazia todo o conteúdo da versão impressa, inclusive a capa do jornal, que era destaque na página inicial.
Topo da primeira versão do site em 2008
Para acompanhar a grande movimentação que o site recebia, no ano de 2009 foi feita a primeira atualização gráfica e o site ganhou um sistema dinâmico de notícias. A partir daí, era possível acompanhar o histórico das reportagens e o leitor ganhou um espaço especial, podendo enviar comentários e opiniões. Além disso, foram incluídas as colunas, amadas pelos leitores da versão impressa e que ainda não estavam disponíveis online.
No ano de 2013, em comemoração aos 10 anos do Jornal das Lajes, a versão impressa passou por uma reformulação gráfica que melhorou a disposição do conteúdo. E a versão online não podia ficar de fora. O site foi totalmente remodelado e ganhou um novo layout, mais simples e preparado para acesso em diferentes monitores, incluindo tablets e smartphones. Além da mudança visual, o leitor do JL passou a ter mais participação, podendo cadastrar reportagens e eventos diretamente no website com quantidade de fotos ilimitada.
Página do JL, em 2013, na tela do smartphone
Página do JL, em 2013, exibida na tela do computador
maior destaque e agora possuem uma página exclusiva com todos os seus destaques. Priorizou-se também o trabalho no tratamento das imagens para tornar a velocidade de carregamento e a navegação ainda mais simples e rápidas.
Página de Resende Costa no site
Página inicial da segunda versão do site do JL
Em 2010, novos recursos foram implementados. Os eventos ganharam uma galeria com um número maior de fotos e as enquetes foram criadas.
Nas enquetes, os cidadãos resende-costenses podiam expressar sua opinião sobre diversos temas
Agora, em 2015, com a expansão regional, o JL está de cara nova, mais uma vez. Um novo layout foi preparado e traz maior segurança, além de diversas melhorias e novos recursos visuais. As cidades da região ganharam
Página de Lagoa Dourada no site
Não deixe de conferir as novidades e acompanhar o JL em www.jornaldaslajes.com.br!
Nova página inicial do site em 2015
JOÃO MAGALHÃES
Também não sou Charlie Foi um choque para o mundo ocidental, inclusive para uma grande parte do mundo islâmico, o inconcebível atentado terrorista que matou barbaramente chargistas da revista francesa Charlie Hebdo. Mais uma cena macabra do teatro de horrores que os movimentos radicais islâmicos, como o Estado Islâmico, a Al-Qaeda, o Boko Haram, propagandeiam pela mídia: degolas, fuzilamentos, massacres. Não há pessoa que tenha um pingo de humanismo que não fique pasma. No entanto, como o papa Francisco, Leonardo Boff (cujo artigo Eu não sou Charlie - Je ne suis pas Charlie recomendo) e outros mais, eu também não sou Charlie. Quem acompanhou os noticiários e as reportagens viu a mídia transformar os chargistas em “heróis”, “gigantes do humor politicamente incorreto”, “mártires da liberdade de expressão”. A meu ver, cabem sérias restrições. Há charges divertidas, com humor corrosivo, mas úteis, positivamente críticas. Mas abusaram também de sua genialidade para ofensa, desrespeito, preconceito. É o caso, por exemplo, da ministra da cultura da França, natural da Guiana Francesa, Christiane Taubira, chargeada como uma macaca: “Taubira acha banana”. Reação dela: “Extrema violência que negava meu pertencimento à espécie humana”. “Ser Charlie” significa, para mim, adotar o desrespeito à religião do outro, pois é uma postura assumida pela revista, há bastante tempo. Como o papa falou, o direito de expressão não te dá o direito de insultar a religião alheia. Uma breve consulta ao Google mostra um deboche profundamente ofensivo a dogmas, como o da Trindade para os cristãos e o da proibição absoluta da figuração do profeta Maomé para os muçulmanos. Imagens e vocabulário que não convém descrever aqui. Quanto ao Islamismo, concordo com Leonardo Boff, a revista pratica uma verdadeira intolerância. Chegam, talvez, a uma dezena as charges satíricas, sobretudo ao seu “Jesus Cristo”: o profeta Maomé. Uma ofensa à segunda maior religião do mundo e à
fé de mais de seis milhões de cidadãos franceses, fiéis de Alá. Gostaria de ver qual a reação do mundo cristão, se em vez de Maomé, fosse Jesus. Os leitores de mais idade lembram-se da repercussão nacional católica quando um pastor protestante profanou a imagem de Nossa Senhora Aparecida. Como declarou o papa Francisco, é normal a reação de um ofendido, “se xingar minha mãe, espere um soco”, mas é claro, óbvio, que o desagravo feito por morte, por vingança, é absolutamente injustificável. Pena de morte por blasfêmia é uma aberração. O Islã atual não defende este tipo de retaliação. Viu-se isso na reação de importantes líderes religiosos seus, condenando o ato e proclamando que estes movimentos terroristas, estes grupos fanáticos e extremistas não representam o Islã. “Ser Charlie” significa, para mim, adotar uma liberdade de expressão sem limites, sem responsabilidades. Jamais censura prévia, ou seja, cala a boca, não pode dizer, não pode escrever, não pode mostrar, jamais! Censura prévia não deve existir. Mas cobrança de responsabilidade é direito da sociedade. Os chargistas estavam cônscios de que “cutucavam a onça com vara curta”, assumiram o perigo, mas será que pensavam que poderiam levar à morte pessoas que não tinham nenhuma implicância com suas atitudes? E isso aconteceu: o atentado no supermercado judeu e os incêndios consequentes de igrejas cristãs. Estou com o papa Francisco: “Não podemos provocar, não podemos insultar a fé dos outros, não podemos ridicularizá-la. Matar em nome de Deus é uma aberração. Todos têm não apenas a liberdade, o direito, como também a obrigação de dizer o que pensam para ajudar o bem comum. É legítimo usar esta liberdade, mas sem ofender”. Claro, picaretagens, exploração da fé dos simples, fanatizações, falsos tratamentos” milagrosos” etc., que se veem tanto por aí é outro assunto. Não merecem nenhum respeito! É o que penso. E você?
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Regional
JOSÉ VENÂNCIO DE RESENDE
Enem 2013: o desempenho das escolas da microrregião das Vertentes Foto José Venâncio
Frei Seráfico obteve a maior nota no Enem 2013 entre as escolas das Vertentes
O Centro Educacional Frei Seráfico obteve a maior nota (660,34), no Enem 2013, entre as escolas da microrregião das Vertentes com sede em São João del-Rei. Entre as escolas públicas, o destaque foi para a Escola Estadual João dos Santos, com nota 564,39. As notas por área/escola do Exame Nacional do Ensino Médio de 2013 foram divulgadas recentemente pelo Ministério da Educação (MEC). O JL fez o cálculo das notas das escolas da região, a partir das médias das cinco áreas do Enem: redação, matemática, linguagens e códigos, ciências humanas e ciências da natureza. Entre as escolas particulares de São João del-Rei, o segundo melhor desempenho foi o do Colégio Revisão, com média 619,69, seguido do Instituto Auxiliadora (617,20), Escola Sesi Dom Bosco (599,91), Colégio Nossa Senhora
das Dores (553,36) e Escola de Educação Básica Prof. D. Sinhá Neves (548,13). O Colégio São José, de Barroso, ficou com nota 537,08. Escolas públicas - A são-joanense EE Cônego Osvaldo Lustosa aparece em segundo lugar com nota 545,00. A EM Prof. Maria Marcília Rezende (Lagoa Dourada) vem a seguir com 541,47. A EE Basílio da Gama (Tiradentes) alcançou média 536,69; a EE Coronel Xavier Chaves ficou com nota 536,50; e a EE Dr. Garcia de Lima (SJdR), com 536,28. A EE Afonso Pena Jr. (São Tiago) obteve média de 518,49, seguida da EE Duque de Caxias (Dores de Campo), com 518,40. Logo depois, aparece a EM Paula Assis (Resende Costa), com nota 516,47. A EE Abeilard Pereira (Lagoa Dourada) ficou com nota 515,06; a EE Assis Resende (Re-
sende Costa), 514,39; e a EE Mercês de Água Limpa (São Tiago), 514,20. Em patamar inferior, aparecem a EE Cônego Luiz Giarola (Barroso), com média 511,12; a EE Sara Kubitschek (Carrancas), com 510,81; a EE Dr. Viviano Caldas (Prados), 509,66; a EE Evandro Ávila (SJDR), 509,26; a EE Francisco Antônio Pires (Barroso), 508,18; e a EE Padre Crispiniano (Ritápolis), com 508,10. Em outra faixa, aparecem a EE Governador Milton Campos (SJdR), com média 499,47; a EE Adílio José Borges (Conceição da Barra de Minas), 487,48; a EE Padre Lopes (SJDR), 480,99; a EE Prof. Basílio de Magalhães (Nazareno), 472,12; e a EE Amélia Passos (Santa Cruz de Minas), com 449,13. Redação - O Frei Seráfico liderou as notas de redação com média 748,67, seguido de Colégio Revisão (692,26); Instituto Auxiliadora (680,00); EE Basílio da Gama (654,74); Escola Sesi Dom Bosco (626,09); EE Mercês de Água Limpa (610,00); EE Coronel Xavier Chaves (603,48) e Escola de Educação Básica Prof. D. Sinhá Neves (603,28). Na área de matemática, o Frei Seráfico alcançou média 701,79. Os outros destaques foram o Colégio Revisão (661,35), a Escola Sesi Dom Bosco (660,74), o Instituto Auxiliadora (652,01), a EE João dos Santos (613,94) e o Colégio Nossa Senhora das Dores (610,28).
Produção agrícola da microrregião das Vertentes vai a 366 mil toneladas A produção agrícola da microrregião das Vertentes, com sede em São João del-Rei, foi de 366,06 mil toneladas em 2013, um aumento de 3,3% em relação ao ano anterior, de acordo com dados municipais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) que acabam de ser divulgados. Em valores de 2013, a produção agrícola da região atingiu o montante de R$ 185,5 milhões, um aumento real de 2,2% em relação ao ano anterior. Em volume, os principais municípios produtores são São João del-Rei (85,5 mil toneladas, um acréscimo de 42,3% frente a 2012), Madre de Deus de Minas (70,35 mil toneladas, aumento de 27,5%), Lagoa Dourada (60,4 mil toneladas, mais 5,1%), Coronel Xavier Chaves (27,15 mil toneladas, porém uma queda de 3,1%) e Nazareno (20,99 mil toneladas, mais 20,8%). Já a produção agrícola de Resende Costa caiu 59,4%, para 4.539 toneladas. Produtos - O milho é o principal produto da região, com 176,17 mil toneladas. São João del-Rei li-
derou com 48,6 mil toneladas. Foi seguido de Lagoa Dourada, com 31,02 mil toneladas, e de Madre de Deus de Minas, com 30 mil toneladas. Resende Costa produziu 2,99 mil toneladas. O segundo produto mais importante é a cana-de-açúcar, com 81,25 mil toneladas. São produtores destacados Coronel Xavier Chaves (17 mil toneladas), Carrancas (16 mil toneladas), Lagoa Dourada (12 mil toneladas) e São João del-Rei (11,7 mil toneladas). Em terceiro lugar, aparece o trigo cuja produção atingiu 27,9 mil toneladas. Madre de Deus de Minas ocupou a primeira posição com 16 mil toneladas, seguido de São João del-Rei (7 mil toneladas), Lagoa Dourada (1,62 mil toneladas) e Nazareno (1,35 mil toneladas). Soja, feijão e café - A produção de soja chegou a 24,5 mil toneladas. Madre de Deus de Minas liderou com 9 mil toneladas, seguido de São João del-Rei, com 5,2 mil toneladas, e de Nazareno com 3,465 mil toneladas.
Outro produto de destaque é o feijão cuja produção somou 16,98 mil toneladas. Mais uma vez, Madre de Deus aparece na dianteira com 6,6 mil toneladas, seguido de São João del-Rei, com 2,81 mil toneladas, e de Prados, com 2,8 mil toneladas. A produção de café da região foi de 4,54 mil toneladas. O maior produtor é Nazareno, com 2,25 mil toneladas. A seguir, aparecem São Tiago, com 840 toneladas, Ritápolis, com 370 toneladas e Conceição da Barra de Minas, com 332 toneladas. Resende Costa produziu 94 toneladas. Outros destaques - Lagoa Dourada é também grande produtor de tomate (10,8 mil toneladas) e de batata doce (1,6 mil toneladas). Já Coronel Xavier Chaves destaca-se na tangerina (3,6 mil toneladas) e no tomate (1,2 mil toneladas). Piedade do Rio Grande tem produção expressiva de maçã (1,32 mil toneladas). A tangerina é também produto de destaque em São João del-Rei (1,87 mil toneladas).
“Acompanhamento sistemático do aluno”, um dos trunfos do Frei Seráfico Pelo décimo ano consecutivo, o Frei Seráfico foi a melhor escola de São João del-Rei no Enem. Em Minas Gerais, está entre as 50 melhores escolas, ocupando em 2013 o 47º lugar entre as 1349 escolas públicas e particulares do Estado. No Brasil, figura entre as 300 melhores num universo de 14.715 escolas, tendo ocupado em 2013 a 251ª posição no ranking nacional. Na redação, a média dos 30 melhores alunos da escola (60 alunos fizeram o Enem) alcançou 862 pontos. Segundo pais e alunos que entraram em contato com a escola, vários alunos conseguiram notas entre 900 e 980 pontos na redação. Em matemática, a média dos 30 melhores alunos foi de 751,61. O desempenho do Frei Seráfico é fruto do investimento feito na escola por parte da direção, do critério utilizado na constituição do corpo docente, da definição de metas e do acompanhamento sistemático - por parte da direção e da coordenação pedagógica - do desempenho individual dos alunos, explica a coordenadora do 3º ano do ensino médio, Tereza Agostini. Neste acompanhamento, a escola trabalha as dificuldades que vão surgindo no dia a dia para dar segurança ao aluno, esclarece. A leitura e a escrita, por
exemplo, são trabalhadas com muita ênfase desde as séries iniciais, o que explica a nota de redação, conta Tereza. “Este trabalho se reflete nas notas da própria escola que em geral são altas.” O Frei Seráfico não esquece a formação completa do aluno, lembra a coordenadora. Aspectos como domínio crítico do conhecimento, criatividade e multiculturalismo, consciência cidadã e ação social estão sempre presentes. A escola oferece desde o maternal até o 3º ano, o que permite um trabalho de longo prazo, observa Tereza. Mas o Frei Seráfico aceita alunos de outros anos, “sem teste de seleção” (ou espécie de vestibular), acentua a coordenadora. “Nosso resultado é obtido com uma clientela heterogênea, ao contrário de outras escolas que trabalham com clientela selecionada.” Segundo Tereza, o Frei Seráfico, mesmo com o melhor desempenho da rede particular de São João del-Rei, tem a menor mensalidade, em torno de R$ 500,00 nos últimos dois anos. A direção oferece descontos, por exemplo, para alunos que moram em outros municípios (como compensação ao custo do transporte) ou no caso de irmãos estudarem na escola (J.V.R.).
Falta de chuvas é a maior preocupação dos agricultores, diz SindRural O cultivo do trigo é um dos destaques da agricultura da microrregião das Vertentes nos últimos anos, principalmente a partir de 2010/11, fruto de pesquisas públicas e de novas tecnologias transferidas pelas empresas de sementes. Existem cerca de seis a dez produtores de maior porte que aderiram à cultura, em sistema de sucessão com o milho, ou seja, o produtor entra com o trigo em Fevereiro/ Março e com o milho em Outubro. “O trigo é uma cultura de boa rentabilidade que tende a expandir-se na região”, diz Marcelo Luiz Silva Oliveira, presidente do Sindicato dos Produtores Rurais de São João del-Rei que abrange ainda os municípios de Tiradentes, Ritápolis, Coronel Xavier Chaves, Prados, Resende Costa e Conceição da Barra de Minas. Os grãos colhidos deixam as propriedades em caminhões para serem processados em moinhos, instalados em outras regiões brasileiras. Uma das características da agricultura regional é justamente a baixa capacidade de processamento dos produtos na própria região, o que leva à exportação de empregos e renda. É o caso da soja, outra cultura que ganha espaço na região, cujo destino é na maior parte das ve-
zes para a exportação. Os produtores nem bem colhem e já tem carreta esperando para o embarque do produto. O milho, principal cultura da região, é estocado em silos e vendido ao longo do ano para a fabricação de rações (também fora da região), destinadas à alimentação animal (gado, frango, suínos e ovinos). Parte da lavoura também é destinada à silagem (ou seja, a planta é picada verde) para alimentar o gado. Já a cana-de-açúcar destina-se à alimentação do gado e principalmente à produção de cachaça. Em relação a Resende Costa, Marcelo Oliveira atribui a baixa produção agrícola à grande expansão da área e produção de eucalipto. Para o presidente do SindRural, a falta de água é a maior preocupação dos agricultores. Mais do que não chover na hora certa, simplesmente não está chovendo, resume a situação vivida pelos produtores rurais. “Muita lavoura foi prejudicada. Produtores de 70, 80 anos dizem que nunca viram isso antes. As minas estão acabando. Fazendas que tinham duas ou três minas de água, hoje têm uma mina bem fraquinha.” Ele acredita que os efeitos devem aparecer nas próximas estatísticas do IBGE.
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Cultura
Chega ao fim o 3º Festival de Cultura e Gastronomia Happy Hour
Pratos O famoso Brochete, do Bar do Agostinho, em São João del-Rei, foi o escolhido como melhor prato da casa. Essa é a segunda vez que o prato vence na categoria, na qual também foi campeão em 2014. O estabelecimento também se classificou em outras três modalidades: temperatura da bebida, atendimento e higiene. O Dedo de Moça, também em São João del-Rei, foi o grande campeão do 3º Festival Happy Hour. O estabelecimento venceu com o melhor prato com ingrediente mineiro: o Fundue Mineiro. O Dedo de Moça também conquistou o primeiro lugar nas categorias: temperatura da bebida, atendimento, e higiene. Outro bar que também está entre os melhores é o Garimpo, de Dores de Campos. O bar conquistou quatro premiações: segundo lugar nas categorias prato da casa
Fotos Divulgação
Durante todo o mês de janeiro aconteceu em nove cidades da região do Campo das Vertentes, a terceira edição do Festival de Cultura e Gastronomia Happy Hour. Os bares Dedo de Moça, Bar do Agostinho, e Garimpo foram os grandes vencedores deste ano. O resultado foi divulgado no dia 1º de fevereiro. Além deles, figuram entre os melhores, os bares Ponto da Costela, Repeteco, e Cactu’s, da cidade de Lavras. Também foram divulgados os três melhores garçons que receberão prêmios em dinheiro. O Brochete do Bar do Agostinho fo eleito o melhor Prato da Casa
e higiene, e terceiro, nas categorias temperatura da bebida e atendimento. Garçons Pela primeira vez, o Festival Happy Hour elegeu os melhores garçons, e, em parceria com a Abrasel (Associação Brasileira de Bares e Restaurantes), vai premiá-los em dinheiro. O primeiro, segundo e terceiro lugares recebem, respectivamente, R$600, R$300 e R$100. Tatiana, do Dedo de Moça, em São João del-Rei foi eleita a melhor profissional. Duas garçonetes do Bar do Agostinho conquistaram as duas outras premiações: Alessandra garantiu o segundo lugar e Patrícia, o terceiro. Confira o resultado final:
Prato da Casa • 1º lugar: Brochete - Bar do Agostinho (São João del-Rei) • 2º lugar: Filé de Tilápia a Palito - Repeteco (Lavras) • 3º lugar: Costela Assada - Ponto da Costela (Lavras) Prato com Ingrediente Mineiro • 1º lugar: Fondue Mineiro - Dedo de Moça (São João del-Rei) • 2º lugar: Bem Mineiro - Garimpo (Dores de Campos) • 3º lugar: Batatas Verdes Picantes - Cactu’s (Lavras) Temperatura da Bebida • 1º lugar: Dedo de Moça (São João del-Rei) • 2º lugar: Bar do Agostinho (São João del-Rei) • 3º lugar: Garimpo (Dores de Campos)
Limpeza e Higiene • 1º lugar: Dedo de Moça (São João del-Rei) • 2º lugar: Garimpo (Dores de Campos) • 3º lugar: Bar do Agostinho (São João del-Rei) Garçons • 1º lugar: Tatiana - Dedo de Moça (São João del-Rei). Prêmio: R$600. • 2º lugar: Alessandra - Bar do Agostinho (São João del-Rei). Prêmio: R$300 • 3º lugar: Patrícia - Bar do Agostinho. Prêmio: R$100
JOSÉ VENÂNCIO DE RESENDE Os passageiros da linha Campinas - São Paulo – São João del-Rei – Barbacena estão, desde Outubro do ano passado, viajando em carros da UTIL, “a serviço da Gardênia”. A venda de passagens em São Paulo continua sendo feita no guichê e em papel timbrado da Gardênia, com a informação do embarque em carro da UTIL. Já em São João del-Rei, as vendas de passagens foram transferidas para o guichê da própria UTIL. O Grupo UTIL, por meio de sua assessoria de imprensa, confirmou a prestação de “serviços operacionais à Gardênia no trecho em questão, com a devida autorização do órgão regulador de transportes rodoviários (ANTT)”. Embora em São João del-Rei é dada como certa a compra da linha, o Grupo UTIL não quis se pronunciar, oficialmente, sobre os detalhes do negócio. “A possível transferência definitiva da linha ainda encontra-se em fase de negociação, não foi concretizada”. Esta linha é muito utilizada por turistas e por pessoas da região das Vertentes que moram e trabalham no Estado de São Paulo. Atualmente, a Gardênia mantém em São João del-Rei apenas transporte de carga, explica José Otávio, vulgo Galocha, encarregado do setor da empresa na região. José Otávio começou como motorista da linha em 1965, quando o trecho São João del-Rei – Lavras ainda era de estrada de terra e a rodovia Fernão Dias não era duplicada. A linha pertencia à empresa Monte Castelo, de propriedade de Geraldo Alves, irmão de Nizio, antigo dono da Empresa Nossa Senhora do Pilar que fazia a linha São João del-Rei a Resende Costa.
Em 1968, a Monte Castelo vendeu a linha para a Expresso Vera Cruz. Mas houve uma divisão na sociedade e em 1980 voltou a Monte Castelo, com um dos sócios, o senhor Afonso. O outro sócio, senhor Jorge, continuou na EVC com as linhas Lavras – São Paulo e Lavras – Belo Horizonte. Em 1993, foi a vez de a Translavras assumir a linha Barbacena – SJDR – São Paulo – Campinas. Mas em 1997 a empresa vendeu a linha para o Expresso Gardênia que rodou até o ano passado. Nos últimos anos, a Util já vinha circulando na região, ao ligar Santos, ABC e capital paulista a Ouro Preto, Mariana e Conselheiro Lafaiete. O Brasil é loteado por empresas de ônibus e o preço da passagem é fixado pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). Assim, resta esperar que o usuário seja beneficiado com serviços de qualidade em termos de conforto, segurança e pontualidade. Abaixo assinado – José Otávio conta que liderou abaixo assinado – enviado à Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) – pedindo a volta da linha São João del-Rei a São José dos Campos (Vale do Paraíba), desativada em 2003 no início do governo Lula. O trajeto da linha - que era operado pela Gardênia – incluía as cidades de Madre de Deus de Minas, São Vicente de Minas, Cruzília, Minduri, trevos de Caxambu e Passa Quatro, Cachoeira Paulista, Aparecida do Norte e Taubaté. Com dois horários (diário e noturno) e cerca de 8h30 de duração, esta linha transportava em média 30 passageiros por carro, lembra José Otávio. “Era uma ótima linha.” Foto José Venâncio
Atendimento • 1º lugar: Dedo de Moça (São João del-Rei) • 2º lugar: Bar do Agostinho (São João del-Rei) • 3º lugar: Garimpo (Dores de Campos)
Economia e Negócios Passageiros da linha BarbacenaSJdR-São Paulo-Campinas já utilizam ônibus da UTIL
Ônibus da Útil no terminal rodoviário de São João del-Rei
de Campos, Lavras, Prados, Resende Costa, São João del-Rei, São Tiago e Tiradentes. Além de valorizar as delícias da nossa culinária, o evento conta com uma extensa programação cultural em todos os estabelecimentos participantes, que oferecem aos seus clientes exposições de fotografia, artes plásticas, apresentações teatrais e musicais. A cada edição é escolhido um ingrediente tema para compor o
Prato com Ingrediente Mineiro, com o objetivo de resgatar a cultura imaterial que existe na culinária de Minas Gerais e incentivar os chefs a reinventar pratos tradicionais. Em 2015, a escolhida foi a couve mineira tradicional. Componente fundamental nos principais pratos da nossa cozinha. Fonte Assessoria de Imprensa: Aline Margotti
O Festival Em um mês de programação, o 3º Festival Happy Hour reuniu cultura e gastronomia em 32 bares e restaurantes nas cidades de Barroso, Carrancas, Dores
O Fondue Mineiro do Dedo de Moça foi eleito o melhor prato com ingrediente mineiro
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Giro Esportivo
EMANUELLE RIBEIRO
Body Combat, o esporte do momento O Body Combat é o esporte da vez em Resende Costa. Oferecido pela “RE Studio e Academia”, a modalidade combina música com movimentos de diversos tipos de artes marciais, como karatê, boxe, jiu-jitsu, muay thai, dentre outras. “O Body Combat não é uma luta, e sim uma simulação. Na aula, o combate se dá com um adversário imaginário. São chutes, socos, coices e outros que, além da queima de calorias muito significativa, propicia o alívio de tensões acumuladas ao longo do cotidiano”, esclarece a professora Alessandra Guse. O exercício, aderido principalmente pelas mulheres em Resende Costa, não só auxilia na queima de gordura, como também melhora a coordenação muscular, dá força, flexibilidade e agilidade. Alessandra lista uma série de benefícios: “Gasto calórico intenso, em média 600 kcal por aula, dependendo das possibilidades do aluno; melhora da função cardiorrespiratória, elevando o condicionamento físico a outro patamar; mais autoconfiança, elevação da autoestima e alívio do estresse; melhora no trabalho das fibras musculares de contração rápida”. Alessandra conta que treinou o Body Combat por dois anos e viu, com a implantação do espaço adequado pela “RE Studio e Academia” em 2013, a possibilidade de ofertar o esporte aos resende-costenses: “Atualmente, temos em funcionamento duas turmas, uma no período da manhã e outra no período da noite às terças e quintas. Como a demanda pelas aulas tem sido grande, temos pensado na possibilidade de uma nova turma no final da tarde”, acrescenta a professora. Em Resende Costa, o grupo feminino aderiu-se significativamente à prática do Body Combat, sendo maioria nas aulas. Mas é importante destacar que qualquer um pode O São Paulo é campeão novamente em 1991! Mais uma vez, a final foi disputada entre dois clubes de São Paulo. O Bra“Quando surge o alviverde gantino foi o adversário do São imponente, no gramado que Paulo, que venceu o jogoem de dia apor luta1x0 o aguarda...” e empatouEm na 1993, volta pela em sétima vez o Palmeiras se consa0x0. Uma curiosidade sobre essacampeão final: o jogo em Bragança gra brasileiro, incluinPaulista tevedao Taça menor público do os títulos Brasil e do entre as Roberto decisões Gomes de campeonaTorneio Pedrotosreconhecidos brasileiros atépela hoje,CBF recebensa, como do pouco mais de 12 mil conquistas nacionais. OespectaVerdão dores. O São Paulo conquistou o venceu os dois duelos contra o Vitricampeonato vencendo 12 dos tória na final e levantouperdendo a taça do 23 jogos disputados, brasileirão após 22 jogos. quatro e empatando sete.Foram Mar16 derrotas quacouvitórias, 28 golsduas e sofreu 15. Oe artitro empates. O Palmeiras lheiro do campeonato foimarcou Paulinhogols Mclaren, do 17. Santos, com 15 40 e sofreu O artilheiro gols. O são-paulino Raí, com irmão de 93 foi Guga, do Santos, 14 caçula de Sócrates, foi o craque de 91, enquanto a revelação foi o atacante Dener, da Portuguesa. O São Paulo de Telê Santana levantou a taça com Zetti, Cafu, Antônio Carlos, Ricardo Rocha, Leonardo, Flávio (Ronaldão), Bernardo, Raí, Müller, Macedo e Elivélton. Pela quarta vez consecutiva, foi mantido o sistema de acesso e descenso recomendado pela Fifa. Pela primeira vez desde a criação do campeonato, dois certames seguidos tiveram
praticá-lo, independente de ter um bom preparo físico ou ser sedentário, desde que não haja nenhuma contraindicação médica: “A modalidade pode ser praticada tanto por homens quanto por mulheres. Não é necessário nenhum equipamento para a execução dos movimentos. Utilizamos, sem obrigatoriedade, luvas ou ataduras nas mãos para dar mais firmeza nos golpes e também para ajudar a “entrarmos no clima” da aula. Para fazer Body Combat é preciso somente roupas esportivas e um tênis confortável”, explica Alessandra Guse. Como já destacado, o Body Combat é um esporte de movimento e simulação: “Não há contato físico entre os alunos. E ainda assim ele irá aprender a realizar os movimentos de diversas artes marciais, o que irá lhe preparar para uma situação em que seja necessário apelar para a força física. Obviamente que a intenção do Body Combat não é incentivar que seus praticantes saiam por aí agredindo todo mundo, mas saber se defender é algo que pode ser útil”, destaca a professora. A modalidade esportiva vem ganhando visibilidade e despertando o interesse de muitas pessoas. Se você deseja participar das aulas, entre em contato com a “RE Studio e Academia” e conheça o Body Combat. Segundo Alessandra, o esporte é indicado não só por benefícios como a perda de calorias e melhora do condicionamento físico, mas pelo entretenimento e sensação de alívio que a modalidade apresenta, já que entre socos e chutes muitos risos acontecem naturalmente: “As músicas e os movimentos são muito intensos. A execução é sem dúvida em alguns momentos “pesada”, mas nos sentimos implicados, instigados e até desafiados por essa modalidade. E é esse desafio que impulsiona, motiva e faz valer a pena estar lá”, conclui. Queimando mais calorias Outra modalidade esporo número considerado ideal de clubes participantes: 20. Foi também a fórmula mais simples da história do campeonato até gols. O craque foi o palmeirense então. Tudo indicava que, finalEdmundo, e como eleBrasileiro jogou bola! mente, o Campeonato Ainda naquele o fenômeno de Futebol haviaano, chegado à sua surgia para institucional. o mundo: jogando maturidade Mas ano Cruzeiro, Ronaldo foia escolhido queda do Grêmio para Série B a revelação do campeonato. acabou provocando uma “vira- O campeão Vanderlei Luxemburgo da de mesa” entre 1992 e 1993. Cláudio, Antônio Oguiou Galo Sérgio, terminou a competição bem na fiCléber, ta, em 4º lugar. Carlos, Já o Carlos, Roberto cruzeiro amargouMazinho, a 16ª colocaCésar Sampaio, Zinho, ção. Edílson, Edmundo e Evair rumo O mico ficou no Rio Granà conquista. de doRaposa Sul: o eGrêmio a Galo fimanteve caram longe base do ano anterior, que chena classificação final: o Cruzeiro gou às semifinais. Porém, nada terminou a competição em 12º e deu certo. Nas nove partidas que o Atlético em 20º lugar. disputou fora de casa, perdeu todas. A campanha ainda teve uma derrota, seis empates e três vitórias em Porto Alegre, que levaram o Tricolor Gaúcho ao rebaixamento. 1991 foi ainda ano de visitas ao Brasil: em abril, o príncipe Charles e a princesa Diana chegaram ao país. Já em agosto, foi a vez do líder sul-africano Nelson Mandela. E, em outubro, o papa João Paulo II passou 11 dias em solo nacional, ajudando instituições carentes.
tiva que ganha espaço na vida dos resende-costenses é a Zumba. Comandada pelo professor Mauro Fernando, a Zumba é a última moda na dança e fitness e atende a pessoas de qualquer idade. “É uma maneira divertida e emocionante para perder gordura. A modalidade faz com que você se sinta em uma festa. A coreografia é fácil de aprender, uma vantagem para que o aluno não se sinta intimidado por não saber dançar. Envolvente e dinâmica, a Zumba vai tomar conta do seu corpo e da sua mente, te levando para uma festa em que a alegria e o bem estar vêm sempre em primeiro lugar”, comenta o professor. Conforme Mauro, em uma aula de Zumba é possível que o aluno perca de 500 a 1000 calorias, dependendo da intensidade do treino. Além disso, é uma prática bem alegre e divertida, beneficiando a autoestima de seus praticantes e proporcionando interação com outras pessoas. Ele fala ainda de outros benefícios: “É bom para a coordenação motora, deixando os reflexos mais rápidos e melhora o equilíbrio, ao se misturar movimentos rápidos e lentos; beneficia também o sistema cardiovascular, devido aos movimentos de respiração que ocorrem durante os exercícios; trabalha muito os músculos inferiores (músculos da coxa, glúteo e panturrilha), fortalecendo-os; abdômen, cintura e quadril também são muito usados; as aulas de Zumba exercitam ainda a memória, pois os passos ensinados pelo professor devem ser lembrados para as próximas vezes”. O interesse pela Zumba também cresce em Resende Costa e vem ganhando muitos adeptos. Se você quer ser um praticante, fale com Mauro através do telefone: 32 99393282. Ele indica o esporte: “As aulas são muito divertidas, alegres e muito quentes. É uma loucura! Só estando lá para sentir o prazer da dança, que é febre no mundo inteiro”.
Série “Campeões brasileiros” E olha só que mico: após dois anos, o Grêmio voltou à Série A do Brasileirão, mas não por mérito dentro de campo. A CBF decidiu que todos os membros do Clube dos 13 deveriam jogar a Primeira Divisão, independentemente da classificação. 1993 marcou uma tragédia no Rio de Janeiro: sete crianças que dormiam ao lado da Igreja da Candelária foram assassinadas por policiais militares. O massacre ainda atingiu dois maiores de idade, que também morreram.
‘Body Combat’ combina música com artes marciais
A Zumba é sensação em Resende Costa
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