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Director: Luís Miguel Ferraz | Mensal | Ano XVI | Edição 177 | Março de 2012

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P. 7 | Secretário de Estado inaugurou

P. 11 | 10.º Passeio TT “Anjos sobre Rodas”

Mosteiro tem Centro de Interpretação

UM DIA EM GRANDE!

P. 8 | Professor Marcelo na Batalha

“Os jovens são solução para a crise” P. 9 | “Sexualidade na Adolescência”

Marta Crawford defendeu “mais responsabilidade”

P. 15 | Mais um campeonato ganho!

LMFerraz

A 10.ª edição deste já famoso Passeio TT “Anjos sobre Rodas” decorreu no dia 10 de Março. Beneficiando de um dia quente e soalheiro, contou com a participação de mais de 100 veículos (jipes, motos e “quads”) e juntou, entre participantes e público, umas largas centenas de pessoas.

Vem aí a invasão!

Os moradores da vila da Batalha e as madeiras do Pinhal de Leiria em 1631

Raízes que nunca se arrancam LMFerraz

DR

P. 8 | Na Exposalão

P. 16 e 17 | Artigo histórico inédito

Pág. 2 e 3 | Encontro de emigrantes batalhenses em Paris

Pág. 5 | Reorganização administrativa

Novos dados deixam concelho da Batalha com as 4 freguesias

Futsal feminino do CRG na Taça Nacional

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Jornal da Golpilheira

. abertura . reportagem .

Março de 2012

.editorial.

Laços que nos unem

Partiram há anos, alguns já há várias décadas. Na maioria dos casos, à procura de oportunidades que não encontravam por cá, ou então para fugir de alguma situação menos cómoda, como a fome, o desemprego, a perseguição política ou até a integração num qualquer contingente de soldados. Com a célebre "mala de cartão", ou até com menos do que isso, tinham no horizonte uma terra onde a sua forLuís Miguel Ferraz ça de trabalho pudesse ser aproveitada Director e onde um salário mais avantajado pudesse ajudar a alimentar a família. Alguns tinham consciência das dificuldades que iriam encontrar, a começar pela viagem "clandestina" e a prolongar-se com o lugar onde morar, com a língua desconhecida, com uma sociedade diferente. Outros limitaram-se a ignorar o desconhecido e fixaram-se apenas na promessa de que este iria ser o "salto" para uma vida melhor, para o emprego que aqui não tinham, para a comida garantida em cima da mesa que aqui por vezes escasseava, para a liberdade que aqui nem lhes permitia dizerem o que lhes ia na alma. Todos levavam na bagagem uma enorme esperança num futuro melhor, mas também uma grande dose da portuguesíssima "saudade", um laço impossível de desatar com a família, os amigos e a terra. Só que, num qualquer dia das suas vidas, a necessidade de partir foi maior do que a vontade de ficar e esse laço foi esticado além fronteiras, por vezes, além-mar, para os mais variados destinos do mundo. Alguns encontraram o que procuravam, sobretudo o trabalho, normalmente no "duro", mas que lhes permitia uma rápida forma de subsistência, e a casa, por exemplo no bidonville de Champigny-surMarne ou de outra qualquer periferia citadina, mas que lhes dava um abrigo minimamente seguro e habitável. Mas houve também os não chegaram a cruzar a fronteira, ou os que não resistiram às agruras do "estrangeiro" ou da saudade de casa. Quase todos os que ficaram acabaram por construir o seu sonho, conquistando a pulso em lugar próprio nestas novas sociedades. Compraram ou edificaram as suas casas, subiram de categoria nos seus empregos, estabeleceram as suas empresas e negócios, "mandaram vir" as famílias para junto de si ou constituíram família nessas pátrias de acolhimento. Aos poucos, foram-se tornando cidadãos de pleno direito. Foi o caso de José Pragosa, natural da Golpilheira, um dos "nossos". Partiu daqui muito novo ao encontro de um tio que estava em Paris, com pouco mais do que as ilusões próprias dos seus 15 anos, não levando, sequer, a necessária autorização dos pais. "Uma aventura", como ele próprio classifica, sem medir riscos ou consequências, apenas em resposta a uma vontade de ser mais do que um serviçal ajudante de pedreiro na sua terra natal. Um conjunto de acasos permitiu que chegasse ao seu destino e a sorte que o acompanhou ditou que não fosse de imediato "repatriado" pelo tio. Arranjou trabalho e por lá ficou até hoje com a família, sendo um exemplo dos que foram bem sucedidos. Mas o certo é que a grande maioria nunca deixaram de se sentir portugueses, nunca perderam essa ligação quase umbilical à sua terra de origem e foram sempre aproveitando todas as oportunidades, normalmente nas férias, para vir "matar saudades". E, nos locais onde se encontram, afirmam orgulhosamente a sua pertença a essa comunidade emigrante com que continuam a identificar-se. Enquanto os da "primeira vaga" estão a caminho da reforma ou já no gozo de um merecido descanso, os filhos já beneficiaram do "caminho desbravado". Nasceram ou cresceram "franceses", estudaram e formaram-se nos mais variados domínios, arranjaram empregos em todos os ramos de actividade, estão plenamente integrados no tecido social e mesmo em relevantes cargos políticos. A ligação à terra dos pais já não é tão forte, embora continuem a frequentar espaços onde a presença portuguesa é evidente, seja na gastronomia, seja nos canais disponíveis nas televisões, seja nas conversas que se cruzam com uma imperial na mão, de ambos os lados do balcão. E, quando se fala da "sua" terra… lá se ouve o nome de uma qualquer aldeia "à beira mar plantada". Vem isto a propósito do encontro de emigrantes em que participámos e das conversas que de lá trouxemos. Continue a ler, aqui ao lado…

Encontro de emigrantes batalhenses em Paris

Raízes que nunca se arrancam A descrição que apresentamos no editorial faz parte do senso-comum, mas é confirmada na primeira pessoa pelos vários emigrantes com quem conversámos, no passado dia 24 de Março, em mais uma edição do convívio que a comunidade batalhense em França, mais concretamente nos arredores de Paris, faz questão de organizar anualmente. E a cujo convite o Município da Batalha faz questão de responder positivamente, enviando uma pequena representação. Este ano, marcaram presença António Lucas, presidente da autarquia, Tiago Duarte, vereador do executivo, Germano Pragosa, presidente da Junta da Batalha, e o autor deste texto, em representação da Assembleia Municipal. O encontro juntou cerca de 120 pessoas, a maioria da referida "primeira vaga". A tal que não conseguiu nunca libertar-se dessas "raízes que nunca se arrancam", como gosta de frisar José Baptista de Matos, membro do grupo organizador desta festa, um dos emigrantes mais mediáticos e agora comendador, recentemente agraciado pela Presidência da República Portuguesa com a medalha da Ordem Nacional de Mérito. "Somos e sempre seremos portugueses, batalhenses, e temos muito orgulho nisso", repete à exaustão este homem das Alcanadas que chegou a encarregado-geral do Metro de Paris, recusando sempre aceitar a dupla nacionalidade francesa, apesar de se afirmar "cidadão do mundo". Para além de ser uma ocasião de festa para quem partilha um mesmo destino na diáspora, o objectivo deste jantar é também esse, de celebrarem juntos o orgulho numa raiz comum que os une e identifica.

Presença do cônsul-geral Na palavra de abertura, Batista de Matos dirigiu uma saudação especial ao cônsul-geral em Paris, Luís de Almeida Ferraz, que fez questão de marcar presença neste "encontro de amigos", estando já em "hora de despedida" desta comunidade, rumo a uma nova missão diplomática em Bucareste. "Um homem de enorme valor e grande simplicidade, acolhedor e amigo dos emigrantes, que em dois anos mudou completamente a presença do consulado, fazendo dele uma verdadeira casa dos portugueses, sobretudo no campo da cultura", sintetizou. "É apenas o cumprimento do nosso dever, servirmos e respondermos às necessidades daqueles que se encontram em dificuldade, longe de Portugal", respondeu o visado, salientando a sua "honra em ter prestado este serviço a cada um dos emigrantes portugueses, que é um verdadeiro caso de sucesso, capaz de prosperar em condições tão difíceis". "Este é um exemplo que deve ser seguido por todos neste momento de especial dificuldade, como forma de ultrapassar a crise que se vive em Portugal e na Europa", sublinhou Luís Ferraz. Na troca de lembranças que se

seguiu, também António Lucas fez questão de agradecer o apoio que, segundo testemunhos recebidos, o cônsul-geral prestou à comunidade emigrante, nomeadamente a da Batalha. "Nunca é demais destacar publicamente aqueles que se dedicam verdadeiramente à causa pública, não em proveito próprio, mas ao serviço dos outros", afirmou o autarca. Festa à portuguesa O ambiente era praticamente familiar, dada a frequência regular com que a maioria se encontra, não só nesta ocasião anual, mas também no dia-a-dia profissional e social. Muitos chegaram a Paris na mesma época e lutaram lado a lado na vida. Grande parte já se conhecia por cá, dadas as origens vizinhas do mesmo concelho. Mas a boa comida e bebida – ou não fossem portugueses – é sempre motivo de festa e ocasião para pôr a conversa em dia. E não faltou sequer – ou não fosse uma festa portuguesa – o Fado cantado por uma natural do Reguengo do Fetal e as cantigas populares para um bailarico a prolongar-se até final da noite. Faltaram, isso sim, muitos dos mais novos das famílias, a quem

Baptista de Matos, Luís Ferraz, António Lucas e Germando Pragosa


Jornal da Golpilheira

. reportagem .

Março de 2012

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DR

>> Foto-reportagem em www.jgolpilheira.blogspot.pt

O Fado...

este ritual já não é tão convidativo e cujos interesses estão mais direccionados para outras actividades nocturnas. Lá, como cá. Embora haja uma outra ocasião em que é frequente vê-los, o encontro que o próprio Município organiza na vila, por ocasião das Festas de Agosto. O presidente da autarquia fez questão, numa palavra final, de lembrar esse convite a todos. Aproveitou também para deixar algumas informações sobre a situação actual, em especial no concelho da Batalha, de alguma incerteza quanto ao futuro a que a crise nos irá conduzir e da necessidade de mantermos a confiança na solução dos problemas. "Para tal contamos também com a ajuda dos emigrantes, no contributo que podem dar na promoção das exportações e do crescimento económico", sublinhou António Lucas. Uma das questões práticas que mencionou foi o processo em curso de reavaliação de imóveis ao abrigo do IMI, "que poderá fazer disparar o valor do imposto que pagam actualmente", mas que poderá "trazer maior equidade fiscal, ao permitir que se minimize a sobrecarga que é agora suportada pelos casais mais novos, cujos imóveis são posteriores a 2004". Por fim, António Lucas entregou a Batista de Matos o voto de louvor aprovado pela Câmara e pela Assembleia Municipal, por ocasião da comenda recebida no mês anterior das mãos do embaixador. E referiu que, sem desprestígio dos méritos do homenageado, esta poderia ser o "símbolo de uma expressão de gratidão e carinho de todos nós pelos nossos emigrantes". Textos e fotos Luís Miguel Ferraz

Portugueses em França

... e a festa

Recebidos pelo embaixador À chegada, no dia 23, a comitiva que se deslocou do Município da Batalha juntou-se ao grupo organizador do convívio dos batalhenses para uma recepção na embaixada portuguesa em Paris, um imponente edifício no centro da cidade. Num ambiente acolhedor e informal, o embaixador Francisco Seixas da Costa deu conta do trabalho que ali se desenvolve, de relação diplomática, política, cultural e económica, esta com mais intensidade no momento actual, "mas que sempre esteve presente no caso concreto das relações com o Governo e outras entidades francesas". Um dos motivos é, precisamente, "o contributo que a grande co-

munidade portuguesa oferece neste país, também em termos económicos; basta verificar que é dos poucos, senão o único, em que a balança comercial pendeu este ano positivamente para o nosso lado". A este propósito, o embaixador revelou que ouve frequentemente falar da comunidade emigrante batalhense, reconhecida como "um dos exemplos de sucesso, boa integração local e com dinamismo colectivo assinalável". A conversa abarcou os temas mais prementes da actualidade nacional e internacional, mas acabou por se centrar no concreto do concelho da Batalha, sobre o qual o presidente da autarquia foi revelando algumas

O embaixador Francisco Seixas elogiou a comunidade batalhense

Memorial de homenagem à comunidade portuguesa em França, em Champigny

das principais características, dificuldades e potencialidades, como o reconhecido dinamismo económico e social e a gestão equilibrada dos recursos em prol das populações. Foi sublinhando, neste campo, o investimento feito no turismo cultural e de natureza, dando o exemplo dos recentes centros de interpretação da Batalha de Aljubarrota e do Mosteiro de Santa Maria da Vitória, bem como do Centro de BTT a inaugurar na Pia do Urso nesse fim-de-semana. Entre estes e outros motivos, ficou o convite ao embaixador para uma visita ao nosso concelho, que obteve como resposta um "está prometido!".

A comunidade portuguesa em França é a mais numerosa das comunidades portuguesas na Europa e uma das principais comunidades estrangeiras estabelecidas nesse país, rondando um milhão de pessoas. A presença duradoura de uma tão importante comunidade faz dela um factor importante de união entre os dois povos e um parceiro privilegiado no quadro das relações bilaterais. A chegada da primeira grande vaga de imigrantes portugueses a França teve lugar durante a década de 60. Radicada há longa data em França, a população portuguesa sofreu transformações estruturais e os trabalhadores no início não qualificados foram sendo gradualmente substituídos por activos com melhor formação: contamse actualmente dezenas de milhares de nacionais ou franceses de origem portuguesa com formação universitária que vivem neste país. O contributo dos portugueses para a França foi e continua a ser de relevo, não só pelo seu papel na construção das auto-estradas, aeroportos, bairros e mesmo cidades, como também pelos milhares de empregos que criaram em França. As eleições municipais de Março de 2008 registaram a eleição de vários autarcas portugueses e lusodescendentes: foram localizados cerca de 3500 autarcas com apelidos de consonância portuguesa no conjunto do território francês, dos quais 1500 inscreveram-se no banco de dados do Observatório Permanente da Comunidade Portuguesa da Embaixada. Estima-se em cerca de 50.000 o número de empresas ligadas a portugueses e luso-descendentes. Texto retirado do sítio www.embaixada-portugal-fr.org


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Jornal da Golpilheira

. sociedade .

Março de 2012

Sachs, Jundap, Famel, Vespa, Casal, Floret… e todas as outras motorizadas são as convidadas especiais para o I Encontro de Motorizadas na Vila da Batalha, a realizar no domingo, dia 20 de Maio de 2012. A organização é da empresa Victor Limousines e o local da concentração será o parque de estacionamento da Danceteria Luna, em Santo Antão, a partir das 09h00. Pela 11h00 iniciará um passeio pela região, a culminar no mesmo parque, onde será servido um porco assado no espeto. Depois… a entrada é livre na danceteria, pelo que a animação estará garantido pela tarde e noite dentro. Tudo isto pelo preço de 5 euros, para inscrições até 15 de Maio, ou 8 euros no próprio dia. Contacto: geral@victorlimousines.net ou 934 090 386

De 24 a 27 de Maio

FIABA já tem cartaz “Dazkarieh”, “Xarnege” e “Téada” são os principais destaques do programa de animação de mais uma edição da FIABA – Feira de Artesanato e Gastronomia da Batalha, que se realiza nos próximos dias 24 a 27 de Maio, no largo Cónego Simões Inácio, na vila da Batalha. Na sua XXII edição, o certame apresenta o trabalho ao vivo de cerca de 60 artesãos representativos de todo o país e promove alguns dos pratos regionais que marcam a gastronomia local da Estremadura. Toda a informação estará disponível em www.cm-batalha.pt

Percursos pedestres “Caminho de Ferro - Mineiro do Lena”

O Centro Recreativo da Rebolaria (CRR), organiza a 15 de Abril, domingo, um percurso pedestre pelo “Caminho de Ferro-Mineiro do Lena”. Ao longo de 6 km. A concentração tem lugar naquela colectividade, às 09h30, e às 13h00 decorre o almoço partilhado junto à Boca da Mina, em Alcanadas. Inscrições no CRR.

“Buraco Roto”

No domingo 22 de Abril, a Casa do Povo de Reguengo do Fetal, com o apoio do Município da Batalha e da Junta de Freguesia local, organiza o percurso pedestre “Buraco Roto”, no Reguengo do Fetal, trilho com 7 Km que passa por locais como o Vale dos Ventos ou a formação geológica da Pia da Ovelha e do Buraco Roto. Concentração no largo da Praça da Fonte às 09h30. Inscrições até 20 de Abril, na Câmara ou naquela Junta. Para quem pedir, poderá almoçar por 10 euros/pessoa.

“Rota de Santo António”

O grupo de jovens nascidos em 1982 da freguesia de São Mamede organiza o percurso pedestre “Rota de Santo António” a ter lugar também no dia 22 de Abril, durante a manhã. O percurso de 10 km e dificuldade média, tem início pelas 08h30m, no largo da Junta de Freguesia de São Mamede. O custo das inscrições inclui reforço alimentar e almoço e devem ser efectuadas para o e-mail festastoantonio82@gmail.com. pub

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Nascidos em 1977 em acção No passado dia 25 de Fevereiro, os nascidos em 1977 reuniram-se num jantar de convívio, no Restaurante Etnográfico da Golpilheira, um encontro recheado de muitas memórias, alegria e boa disposição. Aproveitámos para marcar mais datas para reunirmos e trabalharmos na organização dos preparativos para a realização da festa de S. Bento, que se realizará nos dias 18, 19 e 20 de Agosto. Desde já fica o concite a todos os nascidos em 1977, naturais ou residentes na Golpilheira, que por algum motivo não tenham sido contactados, a aparecerem no dia 31 de Março no salão

DR

Motorizadas na Vila da Batalha

Comissão de Festas de S. Bento

O grupo organizador

da capela de S. Bento para mais uma reunião. Para mais informações podem contactar algum dos nascidos em 1977 ou o nosso facebook – Capela de S. Bento. Os nascidos em 1977

Resistência em Motorizadas

Esta comissão de festas vai organizar, no dia 22 de Abril, mais uma prova de “Resistência 2 Horas em Motas 50cc”. A inscrição, no valor de 15 “motinhas” dá direito a almoço e muito, muito divertimento em duas rodas!

500 anos da freguesia da Batalha

Festival das Sopas foi um sucesso No âmbito do programa comemorativo dos 500 anos da paróquia e freguesia da Batalha, a Junta de Freguesia organizou, no passado dia 17 de Março, um Festival de Sopas, com a participação das colectividades e outras instituições da freguesia da Batalha. O pavilhão multiusos da vila encheu assim que se abriram as portas e as 500 taças que havia para vender esgotaram na primeira hora, o que obrigou a organização a reforçar a oferta. Algumas das mais de 20 qualidades de sopa também foram esgotando, mas a

>> Foto-reportagem em www.jgolpilheira.blogspot.pt

Concelho e para a Misericórdia da Batalha. No final, houve ainda um animado bailarico, com a animação do acordeonista batalhense Vergílio Pereira.

Festa Jovem em Abril

LMFerraz

Domingo 20 de Maio de 2012

Enchente superou expectativas

oferta chegou para satisfazer todos os que ali se deslocaram. Foi, portanto, um verdadeiro sucesso, cuja receita,

no valor de 2400 euros, reverteu para a solidariedade, nomeadamente, para a Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários do

O programa das comemorações dos 500 anos da Batalha vai continuar pelos próximos meses, ocorrendo, já no próximo dia 21 de Abril, a partir das 21h00, na praça Mouzinho de Albuquerque, uma “Festa Jovem”, com DJ convidados e entrega dos prémios dos concursos de poesia e fotografia.

Fórum na Câmara da Batalha

“Envelhecimento activo: olhares e desafios” A sala de sessões do Município da Batalha vai acolher o fórum “Envelhecimento activo: olhares e desafios”, no dia 13 de Abril, das 10h00 às 17h00. Trata-se de uma iniciativa no âmbito do Ano Europeu do Envelhecimento Activo e da Solidariedade entre Gerações – 2012, organizada pela Câmara Municipal

e o Núcleo Distrital de Leiria da EAPN Portugal/Rede Europeia-Anti-Pobreza, em parceria com a Escola Superior de Educação e Ciências Sociais do Instituto Politécnico de Leiria e o Programa IPL 60+. Este encontro tem como objectivo a reflexão e partilha de conhecimentos e experiências acerca da pro-

moção do envelhecimento activo na sociedade, nas instituições e nos cidadãos, sobretudo entre profissionais que trabalham directamente com a população idosa. Para tal, serão abordados temas como a saúde, o emprego, o voluntariado, a solidariedade inter-geracional, etc. A sessão de abertura será pelas 10h00, seguin-

do-se a apresentação de 8 mini-conferências, com um olhar multi-sectorial sobre a temática. No período da tarde, será a vez de “conversar” em pequenos grupos sobre as partilhas escutadas, em ordem ao aprofundamento dos temas e à tomada de conclusões a apresentar em plenário no final.


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. sociedade .

Março de 2012

Reorganização administrativa territorial autárquica

Novos dados deixam concelho da Batalha com as 4 freguesias Na última edição, falámos do processo de reorganização administrativa em curso, que inclui a polémica proposta de extinção ou fusão de cerca de 1500 freguesias pelo País. Demos conta da possibilidade em aberto de, segundo as regras da Proposta de Lei n.º 44/XII, o concelho da Batalha vir a perder uma das freguesias, isto é, duas delas terem de se agregar. Isto porque um dos parâmetros indica a redução, no mínimo, de 25% do número de freguesias fora de “lugar urbano” (com mais de 2000 habitantes), que neste município são todas. Embora a gestão desse processo seja competência posterior da Assembleia Municipal, é óbvio que o cenário mais provável seria a fusão da freguesia da Batalha com a da Golpilheira. No entanto, tal como afirmámos também, está tudo ainda em aberto, já que a lei continua em “construção” e não foi ainda votada no Parlamento. Muita tem sido a contestação, sobretudo por parte da ANAFRE – Associação Nacional de Freguesias e da grande maioria dos presidentes de Junta do País. Mas há também quem considere que é necessário fazer esta “limpeza” autárquica, sendo consensual que há algumas freguesias que não se justificam, sobretudo em meios urbanos, às vezes partilhando o mesmo espaço geográfico e até a mesma sede. No meio de toda a controvérsia, imagina-se que o assunto ainda fará “correr muita tinta”, com propostas para todos os gostos. Não deixou de surpreender, por exemplo, a opinião do presidente da Câmara da Batalha, António Lucas, num recente debate entre autarcas, de ponderar a descentralização para a Golpilheira da sede de uma hipotética união desta freguesia com a Batalha.

Alterações… na calha Felizmente, tudo indica que tal não venha a ser necessário. De entre as sugestões de alteração ao diploma entregues à direcção do grupo parlamentar do PSD, está a do grupo de deputados eleitos por Leiria deste partido, que, entre outros itens, propõe a redução das percentagens mínimas para agregação de freguesias “rurais” e que esta deixe de ser obrigatória “nos municípios em cujo território se situem quatro ou menos freguesias”, desde que tenham mais de 150 habitantes. Com esta última regra, cerca de duas dezenas de municípios, entre os quais a Batalha, ficam livres de alterações. Segundo o deputado batalhense Paulo Batista, membro deste grupo, estas sugestões visam a “discriminação positiva das designadas freguesias em espaço rural, procurando assegurar a presença e actividade de proximidade da Administração Local junto das populações que mais precisam e, invariavelmente, são afectadas negativamente pelos processos de reorganização dos diferentes serviços públicos”. Paulo Batista confirmou ao Jornal da Golpilheira que “esta sugestão já foi aceite pelo grupo parlamentar do PSD”, pelo que fará parte do texto final da Proposta de Lei n.º 44/XII, a levar ao plenário da Assembleia da República. Na base desta alteração está o facto de “não colocar em causa o objectivo inscrito no Memorando de Entendimento que compromete o Estado Português nesta matéria”, ao mesmo tempo que ajudará a “minimizar impactos em municípios de menor densidade populacional, cuja actual divisão territorial se considera globalmente coerente e compatível com os objectivos da reforma

administrativa”. Ainda em relação a este assunto, o parlamentar batalhense adianta, no entanto, que “esta ocasião deverá ser aproveitada para uma análise e revisão da divisão territorial entre as freguesias”, referindo, por exemplo, a incongruência de existirem lugares divididos entre duas freguesias, como é caso das Alcanadas, ou mesmo entre dois concelhos, como acontece em Casal de Mil Homens. Para já, embora o processo esteja ainda a decorrer, tudo indica que a principal preocupação das populações esteja resolvida, com o concelho da Batalha a manter as suas quatro freguesias. Luís Miguel Ferraz

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Anuário Financeiro dos Municípios em 2010

Batalha entre as melhores

O município da Batalha voltou a aparecer destacado no Anuário Financeiro dos Municípios Portugueses, um documento apresentado esta semana pela OTOC - Ordem dos Técnicos Oficiais de Contas e pela rádio TSF. O estudo, que analisa a saúde financeira dos 308 municípios e empresas municipais do País referente ao exercício de 2010, destaca positivamente a autarquia da Batalha em diversos indicadores, sendo a câmara do distrito de Leiria melhor posicionada no cômputo geral das avaliações efectuadas. Ao nível das 308 câmaras, o estudo posiciona o Município da Batalha em 8.º lugar, no que se refere ao menor peso das despesas com pessoal nas despesas totais. No que toca aos municípios com menor peso da dívida bancária de médio e longo prazo, o estudo coloca a autarquia da Batalha na 24.º posição nacional, aparecendo o segundo município do distrito de Leiria classificado no 32.º lugar. Também de destacar é a classificação que a Batalha alcança entre as câmaras que apresentam menor passivo exigível, no 44.ª lugar a nível nacional. Para António Lucas, presidente do Município, os dados agora tornados públicos “evidenciam a boa gestão financeira da autarquia, num esforço constante em gerir com equidade e boa avaliação os dinheiros públicos, em prol do desenvolvimento das populações”. O autarca explica ainda que o peso da dívida aumentou em 2010 “devido, exclusivamente, à elevada concretização de obras que foram objecto de financiamento de fundos comunitários”. Mas, ainda assim, “continua a situar-se entre as melhores câmaras do País, nos principais indicadores de saúde e equilíbrio financeiros”.

Iniciativa pelo ambiente

Batalha adere à Hora do Planeta No dia 31 de Março, as luzes do edifício dos Paços de Concelho e do Museu da Comunidade Concelhia da Batalha estarão desligadas entre as 20h30 e as 21h30, como forma de adesão da autarquia à “Hora do Planeta”. A iniciativa, promovida pela organização global de conservação da natureza WWF, consiste em incentivar o mundo inteiro a desligar as luzes durante uma hora em favor do ambiente. O movimento, que começou em 2007 numa só cidade, rapidamente se tornou global, envolvendo 5.251 cidades e 1.800 milhões de pessoas, em 135 países em todos continentes, no ano passado. Para além de aderir à iniciativa, a Câmara da Batalha está a divulgar o seu apoio e a incentivar os seus funcionários, fornecedores e munícipes a aderirem à “Hora do Planeta”, através da página do município, em www.cm-batalha.pt.

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Jornal da Golpilheira

. cultura .

Março de 2012

Entradas gratuitas, visitas guiadas e animação

Fernando Pina apresentou livro

“Aniceto de Oliveira Guerra

– A Descendência de um Exposto...” No passado dia 24 de Março, realizou no Centro Recreativo da Rebolaria a apresentação do livro “Aniceto de Oliveira Guerra – A Descendência de um Exposto da Roda do Hospital da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa”, da autoria de Fernando Eduardo Guerra Pina. Este livro descreve as origens de Aniceto de Oliveira Guerra, de onde veio, para onde foi e o que fez na vida, além de apresentar os seus descendentes que ramificaram em muitas famílias na região da Batalha, na Marinha Grande e por todo o País. Muitos desses familiares e outros amigos do autor marcaram presença nesta sessão, numa plateia de cerca de uma centena de pessoas. Após a intervenção do autor, sobre o conteúdo do livro e a razão pela qual apresentou este trabalho na povoação da Rebolaria, falaram Luís Abreu e Sousa, um autodidacta familiarizado com os temas da genealogia, e Ivone Trindade Neves, da Junta de Freguesia da Batalha. Depois, em representação dos descendentes batalhenses, interveio o monsenhor Luciano Paulo Guerra, que fez uma abordagem sobre a importância da família e da ligação das suas gerações. Em representação dos familiares da região da Marinha Grande, o arquitecto Norberto Guerra Barroca falou também sobre o livro e o sentido que tem no estudo da genealogia. No final, para além da habitual sessão de autógrafos, foi oferecido pelo autor a todos os presentes um pequeno beberete de confraternização. Quem não teve oportunidade de adquirir a obra nesta ocasião, poderá fazê-lo no Quiosque da Batalha ou no Centro Recreativo da Rebolaria.

O Museu da Comunidade Concelhia da Batalha (MCCB) comemora no domingo 1 de Abril o primeiro aniversário da sua inauguração. O programa contemplará diversas actividades destinadas a todos os que se queiram associar às comemorações do aniversário deste novo equipamento cultural instalado no centro da vila. Com entradas gratuitas durante todo o dia, os visitantes que queiram aprofundar os conhecimentos sobre a exposição do Museu são convidados a participar em visitas guiadas, decorrendo a primeira às 11h30 e a segunda às 14h30. Pelas 19h00, seguese um momento de confraternização, no qual a equipa do MCCB convida para a “Hora do Chá”. As comemorações terminam com uma visita acompanhada pela histórica da vila da Batalha. O ponto de encontro é às 21h00 no MCCB. O percurso prossegue com a contemplação nocturna pelos principais monumentos religiosos e civis de uma vila com muitas histórias e

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Museu da Batalha celebra 1.º ano Haverá ainda oficinas de expressão plástica inspiradas nos motivos da Páscoa, onde as crianças porão em prática a sua criatividade. As iniciativas envolvem também uma visita ao novo Centro de Interpretação do Mosteiro da Batalha, numa actividade que termina com uma oficina prática alusivo ao vitral. Para evocar o espírito de solidariedade desta época festiva, as crianças entregarão lembranças, previamente preparadas, à Loja Social da Batalha. Neste local, os mais novos poderão ter acesso à realidade do voluntariado, conhecendo as actividades desenvolvidas nesta instituição.

O “nosso” magistrado romano

segredos para partilhar. Férias da Páscoa no MCCB Nos dias que antecedem o aniversário, entre 27 e 30 de Março, o Serviço Educativo do MCCB preparou para as crianças entre os 6 e os 12 anos diversas iniciativas que visam estimular a criatividade, a solidariedade, numa perspectiva lúdica e pedagógica. Assim, as crianças poderão aproveitar este

período de férias escolares para realizar divertidas visitas temáticas e didácticas conduzidas por personagens mistério. Vão receber ainda a especial presença de um arqueólogo e de um paleontólogo, cientistas que vêm transmitir algumas noções sobre escavações e orientar oficinas alusivas ao desenho científico e à construção de fósseis e artefactos arqueológicos.

Visitas guiadas Recordamos que o Museu está a organizar aos primeiros domingos de cada mês um programa de visitas guiadas, que decorrem entre as 11h30 e as 12h30, sendo dirigidas a todo o público. Pretende-se dar a conhecer e aprofundar os conhecimentos sobre o Museu, com acompanhamento personalizado. LMF

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. cultura .

Março de 2012

Secretário de Estado presidiu à inauguração na Batalha

Dia Internacional dos Monumentos e Sítios

Centro de Interpretação conta história do Mosteiro e seu contexto

LMFerraz

Mosteiro e Museu comemoram

>> Foto-reportagem em www.jgolpilheira.blogspot.pt

LMFerraz

O secretário de Estado da Cultura, Francisco José Viegas, presidiu, no passado dia 22 de Março, à inauguração do Centro de Interpretação do Mosteiro da Batalha. “Este é um exemplo de captação e utilização eficazes dos apoios comunitários disponíveis para o património”, afirmou o governante, considerando que se trata de um “investimento enriquecedor” não só para a compreensão do Mosteiro, mas também para a “relação entre o património, a paisagem, o ambiente e o turismo”, uma rede que “potencia o crescimento económico”. Essa é aposta de futuro para a Secretaria de Estado da Cultura, nas redes de património cultural que “funcionem de forma integrada, criando sinergias e aproveitando de forma eficaz os recursos existentes”, revelou Francisco José Viegas na ocasião. A nova infra-estrutura não vai passar despercebida aos visitantes. Trata-se de um longo corredor “negro” que ocupa todo o espaço da antiga Adega dos Frades, em cujo interior se podem observar vários nichos expositivos com peças originais do Mosteiro e, em grande destaque, diversas projecções audiovisuais com imagens e textos explicativos, algumas com tecnologia tridimensional. Tudo isto, dividido em cinco grandes

Francisco Viegas (esq.) acompanhou visita guiada por Pedro Redol, director do monumento

conjuntos temáticos: o território e a paisagem envolvente; a Batalha de Aljubarrota e a doação do Mosteiro aos frades dominicanos; a construção do Mosteiro; a vida em convento; e o restauro a partir de 1840. A estrutura expositiva foi desenhada pelos arquitectos Francisco Vieira de Campos e Cristina Guedes, o projecto museológico tem

Grandes painéis informativos

a assinatura de Gabriella Casella, Catarina e Francisco Providência, e o comissariado científico é da responsabilidade de Saul António Gomes, historiador da Universidade de Coimbra, e de Pedro Redol, actual director do Mosteiro da Batalha, que foram também os autores dos conteúdos expositivos e de algumas investigações inéditas, em particular sobre a história do território e da paisagem associada ao monumento. Segundo nota do IGESPAR, “este novo Centro de Interpretação irá proporcionar uma visita diferente e mais completa ao Mosteiro da Batalha, classificado Património Mundial desde 1983, possibilitando aos visitantes uma melhor compreensão dos seus espaços, da sua evolução construtiva e da sua contextualização histórica e simbólica”. Isto “numa atmosfera que convida a embarcar em numerosas viagens pela memória do lugar e pela simbólica do monumento”. Ao mesmo tempo, este “enriquecimento da visita” refor-

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ça a atractividade deste destino turístico e, por arrasto, do “triângulo monumental complementado pelo Mosteiro de Alcobaça e pelo Convento de Cristo, em Tomar, e do eixo turístico-cultural que beneficia da proximidade de Fátima, um dos principais destinos de turismo religioso de todo o mundo”. Luís Miguel Ferraz

O Mosteiro da Batalha e o Museu da Comunidade Concelhia vão associar-se à comemoração do Dia Internacional dos Monumentos e Sítios, de 17 a 19 de Abril. Tal como divulgámos na passada edição, “Do Património Mundial ao Património Local: proteger e gerir a mudança” é o tema proposto pelo Conselho Internacional dos Monumentos e Sítios para a comemoração desta efeméride. Respondendo ao desafio lançado pelo IGESPAR, estas duas instituições batalhenses organizaram uma programação especial para estes dias, tanto para o público em geral como para o escolar, visando “apresentar o património local numa perspectiva pedagógica e lúdica”. As actividades terão lugar na vila da Batalha, incluindo visitas temáticas ao Mosteiro e ao Museu, e podem ser consultadas em pormenor nos sítios www.mosteirobatalha.pt e www.museubatalha.com.

Presidente da Câmara envia recado ao Governo

Portagens na A19 devem acabar

Na presença do secretário de Estado, o presidente da Câmara da Batalha, António Lucas, não desperdiçou a oportunidade para enviar um recado ao Governo a propósito da A19, a recentemente inaugurada variante da Batalha. Segundo o autarca, “a via foi construída para desviar o trânsito da frente do Mosteiro da Batalha, mas não está a cumprir esse objectivo”, uma vez que o facto de ter portagens afasta os automobilistas da sua utilização. “Está ali uma auto-estrada sem automóveis”, enquanto continuam a circular pelo IC2 “cerca de 40 mil viaturas por dia”, afirmou. A única solução será acabar com as portagens, até porque “o Estado tem de suportar aquele investimento, por ser uma parceria público-privada, e não é por mais uns cêntimos, que no fundo é a receita das portagens, que devemos continuar a penalizar o Património da Humanidade que aqui temos”, defendeu António Lucas. pub

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Março de 2012

Professor Marcelo Rebelo de Sousa na Batalha

“Os jovens são solução para a crise”

Vem aí a invasão!

A 31 de Março, chega à Batalha “O Mundo dos Dinossauros”, a maior exposição da Europa dedicada a este tema, organizada pela empresa Between Planets, que tem somado êxitos de visitantes nos locais por onde tem passado. O espaço escolhido para acampamento destes enormes ex-habitantes do nosso planeta foi a Exposalão, onde se manterá até ao dia 3 de Junho. A mostra, de grande valor científico e pedagógico, aborda os conceitos fundamentais da evolução do animal no planeta Terra ao longo de centenas de milhões de anos, apresentados de uma forma lúdica e didáctica. Será uma oportunidade para os visitantes poderem ver bem de perto os grandes répteis do “Parque Jurássico”, como os temíveis Velociraptors, Oviraptor e T-Rex, ou outros mais simpáticos e enormes, como o Braquiossauro, para além da enorme riqueza paleontológica existente actualmente e dos seus principais achados. Portugal é um país com grandes tradições na descoberta e preservação de fósseis de dinossauro e conta-se entre os sete países do mundo que apresentam o maior género de dinossauros, num total de vinte e cinco. Aliás, esta é uma das zonas mais ricas do País na ligação à existência dos dinossauros, com diversos vestígios já encontrados na nossa região, em especial na zona de Fátima. Extintos há milhões de anos, os dinossauros dominaram o planeta como criaturas imponentes e demolidoras. Os primeiros fósseis descobertos no século XIX pelos paleontólogos permitiam reunir esqueletos completos que hoje integram as mais ricas colecções de muitos museus de todo o mundo. Figuras incríveis, os dinossauros continuam a ser as maiores atracções não só nos museus mas, também, em exposições como esta. A exposição estará aberta todos os dias (de semana, das 10h00 às 18h00, e aos fins-de-semana, das 10h00 às 20h00) e funciona em condições especiais para escolas e famílias. Info: www.omundodosdinossauros.com

Cinco áreas temáticas

• Estúdio de Cinema – Aqui inicia a visita, com a projecção de um pequeno documentário sobre a vida e extinção dos dinossauros, como ponto de partida para “o regresso ao passado”. • Galeria de Fósseis – Depois de passar por um cenário de escavação paleontológica e por um laboratório, neste espaço o visitante vai poder ver centenas de peças representativas de ossadas, dentes, garras e muito outro elementos, como três esqueletos completos de dinossauros, incluindo um esqueleto de 10 metros de um Yangchuanossauro. • Exposição de Dinossauros – Com cenários que recriam florestas, desertos, bordas de rio, cascatas e zonas de vegetação densa, numa conjugação de elementos e despertar de sentidos, as figuras reagirão com movimento e som à presença dos visitantes o que tornará a visita mais dinâmica. • Atelier de Paleontologia / Espaço Criança – Já perto do fim e depois de verem os dinossauros em acção, os visitantes são convidados a agirem como paleontólogos e a descobrirem as ossadas de alguns exemplares; os mais novos são convidados a darem largas à sua grande imaginação. • Loja – O espaço final da exposição é a oportunidade de levar para casa uma recordação desta visita fantástica, continuando em casa e na escola a brincar e a aprender a história do planeta com os dinossauros.

>> Foto-reportagem em www.jgolpilheira.blogspot.pt

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Exposalão acolhe evento até Junho

O professor Marcelo Rebelo de Sousa (MRS) esteve na Escola Básica e Secundária da Batalha, no dia 9 de Março, no âmbito do concurso “DN Escolas”, promovido pelo Diário de Notícias. O salão estava a “abarrotar” com alunos, professores e outras pessoas que aproveitaram esta sessão aberta ao público para ouvir o ilustre comentador político. O catedrático foi entrevistado por alguns dos alunos que redigiram um dos editoriais vencedores do concurso do DN, sobre a promoção dos “produtos portugueses”, que foi também o tema central da conversa. A esse propósito, o próprio cenário incluía uma projecção de imagens e uma mostra “ao vivo” de produtos e serviços regionais, como vinho, azeite, artesanato, obras de cantaria, materiais de promoção turística do património ou da natureza, etc. “O facto de haver jovens, raparigas e rapazes como vocês, que acreditam em Portugal e no que é português é uma das razões para acreditarmos que há solução para esta crise”, afirmou MRS, salientando que é preciso “não ficar de braços cruzados, deixar a posição comodista de não fazer nada e começar a fazer alguma coisa”. Ainda a este propósito, o professor criticou a concorrência desleal de alguns países com maior escala produtiva que chegam a “perder dinheiro

Alunos foram entrevistadores

para competir”, e defendeu que a solução passa por aumentar as exportações e, por outro lado, “tornar os produtos nacionais mais competitivos” no mercado interno, investindo em áreas como a formação dos trabalhadores e empresários, a melhoria dos processos e custos de produção e a forma de distribuição e marketing. Tudo isto com uma “grande dose de imaginação, com uma maior relação entre as empresas e as universidades e com uma aposta clara no empreendedorismo”, apontou. No debate que se seguiu, com intervenção de alunos da plateia, os temas foram variando, mas manteve-se a tónica. “Comecem a trabalhar desde cedo, não fiquem parados, inventem actividades produtivas, porque isso aumentará a vossa relação com o mundo empresarial

e a capacidade de responderem aos desafios do futuro”, aconselhou MRS. E sublinhou a importância das “relações de proximidade que ainda existem em meios pouco urbanizados”, como o caso da Batalha, como uma mais-valia para a qualidade de vida, sem deixar de manter as portas abertas a “oportunidades lá fora”. Sendo “fundamental perceber quais os gostos e capacidades de cada um” para tomar uma decisão sobre o futuro profissional, há que ter noção de que é necessário “estar preparados para a mudança e a mobilidade, com muita capacidade de comunicação, diálogo e respeito pelas diferenças”. Satisfazendo a curiosidade dos presentes, o professor explicou em traços gerais como funcionam os bastidores dos programas televisivos em que partici-

pa e como se prepara para ter “comentário pronto” aos assuntos da actualidade. “Dá muito mais trabalho do que parece, exige pesquisa e muitas leituras”, mas também se torna mais fácil com os anos de experiência e com a “intuição e os truques que vamos aprendendo”. No final, ficou no ar uma espécie de tabu: “Entretanto, vou mudar radicalmente de vida… fazer algo que nunca fiz… terei talvez de me relacionar com a agricultura…”. E mais não disse. Mas partiu dessa sua experiência curricular multifacetada, com tarefas diversas e desafios constantes, para deixar o repto final, carregado de optimismo: “Aproveitem todas as oportunidades, vivam sem saudosismos e virados para o futuro”. Luís Miguel Ferraz

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. educação .

Março de 2012

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Pais debateram “Sexualidade na Adolescência”

Marta Crawford defendeu “mais responsabilidade”

Painel de oradores ilustres

as crianças e os adolescentes formam a sua personalidade, um papel depois alargado aos grupos onde se integram e à comunidade onde vivem. No caso concreto, “a forma como os pais falam com os filhos sobre sexualidade vai afectar a saúde mental deles”, alertou. Daí a importância de se adoptar um “estilo educativo competente”, em que os pais “dizem aos filhos o que querem e negoceiam com afecto positivo o modo de os controlar”, evitando o excesso, quer dos pais autoritários (ou são frios e punitivos, ou calorosos mas com exigências irrealistas), quer dos pais permissivos (ou desinteressados da vida dos filhos, ou que fazem tudo o que eles querem). Informação gradual Num segundo momento, coube à psicóloga clínica, Ana Paula Pimentel, especializada em Terapias de Orientação Cognitiva e Comportamental pelo Instituto Superior de Psicologia Aplicada, explicar como desenvolve a sexualidade, desde a primeira infância. A adolescência é caracterizada por “grandes

alterações” que trazem aos pais as maiores dificuldades em tratar este assunto com os filhos. “Não existe o momento ideal nem a resposta perfeita”, sublinhou a oradora, adiantando que “os pais devem ir falando do assunto com normalidade, conforme as perguntas que os filhos vão fazendo, procurando sempre dizer a verdade, sem tabus e admitindo que não sabem tudo”. Neste processo, é importante “dar informações aos filhos e explicar-lhe como usar essa informação, tornando-os responsáveis pelas suas opções”, por exemplo quanto à prevenção de doenças sexualmente transmissíveis. Ana Pimentel defendeu que “os pais devem promover a auto-estima dos filhos, saberem dizer-lhes ‘não’ e mostrarem-lhes que podem sempre contar com a sua ajuda e compreensão”. Prazer e responsabilidade A convidada especial para esta sessão dispensaria grandes apresentações, dada a notoriedade adquirida nos programas televisivos AB Sexo (TVI), Factor M (RTP1) e Aqui Há Sexo (TVI24), bem como em li-

vros publicados ou nas várias colunas que assina na comunicação social. Mas é o seu vasto currículo que sustenta e justifica as luzes da ribalta. Licenciada em Psicologia Clínica pelo Instituto Superior de Psicologia Aplicada, Marta Crawford especializou-se em Sexologia Clínica pela Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias, é terapeuta sexual credenciada pela Sociedade Portuguesa de Sexologia Clínica, terapeuta familiar pela Sociedade Portuguesa de Terapia Familiar, professora na Universidade Lusófona e conferencista, entre muitas outras actividades. Na Batalha, não deixou os seus créditos por mãos

LMFerraz

Por uma boa saúde mental O primeiro orador foi o psicólogo Jaime Grácio, natural da Batalha e actualmente ligado à Clínica Psiquiátrica de S. José e membro do Departamento de Saúde Mental da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Nova de Lisboa. Partindo da sua área de especialização, Jaime Grácio começou por traçar o quadro das doenças psiquiátricas mais frequentes actualmente, em que a depressão tem um lugar de destaque, atingindo já mais de 16% da população entre os 15 e os 44 anos. Sendo uma doença que afecta também a saúde física, este “stress das sociedades modernas” tem tendência a aumentar no futuro, potenciado por factores como a pobreza ou a baixa escolaridade, pelo que a “actual crise é mais um factor de risco”. Em ligação ao tema em debate, o especialista salientou a importância da família na prevenção e cura destas doenças psico-somáticas, pois é no seio familiar que

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A Associação de Pais e Encarregados de Educação do Agrupamento de Escolas da Batalha organizou, no passado dia 9 de Março, no auditório municipal da Batalha, um colóquio subordinado ao tema “Um Problema de Expressão… a sexualidade na adolescência”, integrado no projecto “Projecto Saúde e Sexualidade” do Agrupamento. O auditório esteve completamente lotado, com uma assistência muito interessada de pais, encarregados de educação, professores e profissionais que se relacionam com os adolescentes.

alheias e conquistou os ouvintes com um discurso claro, simples e directo. Começando por referir problemas como “crenças, tabus, má informação e falta de tempo” que inquinam a conversa entre pais e filhos sobre a sexualidade, Marta Crawford apontou para a necessidade de “disponibilidade mental, de tempo para estar com eles e boa capacidade para os ouvir”. Partindo da experiência nas suas consultas, a psicóloga revelou quais as questões que mais inquietam os pais, no topo das quais está a da idade recomendada para o início da vida sexual dos filhos. “Quanto mais crescidos, melhor, pois terão mais capacidade para tomar decisões responsáveis; os pais devem ensinar aos filhos que o prazer e a responsabilidade devem andar de mãos dadas”, defendeu, afirmando a necessidade de educar para os valores como o amor e o compromisso, que as novas gerações parecem estar a perder. Tanto nesta como noutras questões, “é fundamental ser capaz de falar da sua própria intimidade sexual, verbalizar as emoções, falar descontraidamente e à-vontade, pois a educação para os afectos começa em

casa”. Depois da família é que surge a escola, os terapeutas, os amigos, etc., sendo fundamental “os vários agentes educativos trabalharem em rede, procurando fazer caminho juntos”. E esse à-vontade foi demonstrado pela oradora na sua própria exposição aos pais, “protegendo” uma garrafa de água enquanto falava da importância de falar abertamente com os filhos sobre temas como contraceptivos, relações sexuais ou relacionamentos afectivos. Em resumo, não há um paradigma único, nem há “soluções mágicas”, pois há muitas questões a considerar, variantes culturais, morais, etc., pelo que o segredo é tentar fazer o melhor que se sabe, falar sempre a verdade, não dramatizar os problemas nem facilitar nas exigências, ter consciência do dever de educadores dos filhos e procurar ajuda quando necessário. No final desta sessão, embora as questões continuem a ser muitas, como se verificou no debate que se prolongou para lá da meianoite, os pais terão ficado, pelo menos, mais conscientes da dificuldade e da importância da sua missão de educadores. Luís Miguel Ferraz

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. eclesial .

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Mais de mil participantes no ENDIBA Albergaria dos Doze foi a terra escolhida para acolher o ENDIBA – Encontro Diocesano das BemAventuranças, no passado dia 3 de Março. Com o lema “A aventura de ser feliz”, a iniciativa do Secretariado da Catequese juntou 843 adolescentes do 7.º ano, vindos de 51 paróquias da diocese de LeiriaFátima, divididos em 112 grupos orientados por 175 catequistas, contando ainda com a colaboração de meia centena de voluntários. Também da Golpilheira foi um pequeno grupo. A história de “O Principezinho” serviu de inspiração e cenário para esta viagem “inter-galáctica” em busca de um projecto pessoal de felicidade. Tal como o pequeno príncipe procurava algo que lhe faltava para ser feliz, também os participantes neste encontro foram convidados a partir à descoberta da sua própria resposta à mesma pergunta. E a chave estava escondida entre pistas misteriosas, enigmas e jogos diversos, cujo objectivo era encontrar o sentido do projecto apresentado por Jesus nas bem-aventuranças.

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Encontro de “bem-aventurados”

Grupo da Golpilheira (e arredores) foi participar

Claro que, numa grande concentração como esta, um dos objectivos era também ser um espaço de festa, de encontro, de partilha. E foi isso que aconteceu. Cristo quer cativar-nos O primeiro grande momento do dia foi a celebração da Missa, presidida pelo Bispo diocesano, D. António Marto. Apesar do burburinho natural de uma igreja apinhada com adolescentes de 12 anos de idade, o ambiente man-

teve-se sereno e foi com atenção que todos escutaram as palavras do Pastor. “Tal como a Raposa se queixava ao Principezinho, também hoje os homens não têm tempo para se deixarem cativar, para escutar, para se maravilharem, para verem o que é mais importante, que só se vê com o coração”, começou D. António Marto. Lembrando que “a felicidade é da ordem do amor e da amizade, não se compra nem se vende”, o Bispo apresentou Jesus como “Aquele que entra na

nossa vida para nos cativar, para nos tornar felizes”. Partindo, depois, das leituras do dia, D. António salientou o pedido que Salomão fez a Deus de “ter um coração rico de bondade”, e frisou que esse segredo para a felicidade foi também o que Jesus revelou nas bem-aventuranças: “felizes os de coração misericordioso, os que lutam pela justiça e pela paz”. Esse é o segredo para “nos deixarmos cativar e criarmos laços com Ele e também uns com os outros”. É esse “caminho das bem-aventuranças” que traz o “sinal +” a uma vida feliz, “+ com Cristo e + com os outros”, concluiu. Jogos e aventuras Após a Eucaristia, todos os grupos partiram para a aventura de descobrir em cada Ponto Cardeal um desafio, uma questão para reflexão sobre si mesmo: Quem sou eu? Porque nasci? O que me faz feliz? Quem quero ser? Como vivo no meu corpo? Quem é importante para mim? Qual o meu lugar no mundo? Quem é Deus para mim? Depois, era precisa ajuda para encontrar respostas. O almoço, momento de partilha e convívio por excelência, serviu para ganhar balanço para os jogos pedagógicos, distribuídos por oito “planetas” diferentes. Em cada um, uma das

bem-aventuranças era confrontada com o respectivo contra-valor, pedindo-se a cada elemento do grupo que escrevesse no seu caderno pessoal algumas atitudes e valores que considerasse importantes para o seu projecto pessoal de felicidade. No final, o grupo dirigiu-se para a “Terra”, onde todos juntos completaram a última tarefa: na sua paróquia, o que é que o grupo vai fazer para viver e partilhar o projecto de felicidade? Mais felizes... Estava, assim, completo o ciclo das descobertas deste dia. Partindo da pergunta pelo segredo da felicidade, que tanto atormentava o Principezinho, cada adolescente começou por pensar sobre si próprio e foi encontrar respostas na Palavra de Jesus Cristo que, como lembrou D. António Marto, quer criar laços com cada um pessoalmente e fortalecer os laços de todos entre si na comunidade. A julgar pelas respostas dos participantes, apesar da chuva miudinha que foi acompanhado o dia e obrigou a encurtar um pouco os horários, todos gostaram da actividade e saíram mais felizes. Ou seja, mais “bem-aventurados”. Luís Miguel Ferraz

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Março de 2012

10.º Passeio TT “Anjos sobre Rodas”

Um dia em grande! A 10.ª edição deste já famoso Passeio TT “Anjos sobre Rodas” decorreu no passado dia 10 de Março. Actualmente organizado pelo Núcleo de Desportos Motorizados do Centro Recreativo da Golpilheira (membro da FPTT n.º 235), este passeio contou com a participação de mais de 100 veículos (jipes, motos e “quads”) e juntou, entre participantes e público, umas largas centenas de pessoas. Beneficiando de um dia quente e soalheiro, a comitiva percorreu alguns quilómetros de terra batida pela região, terminando na zona da Canoeira, no divertido “trial” que é já ex-libris deste evento.

Mais uma vez, muitas foram as aventuras vividas, em ambiente de saudável companheirismo e com boa comida e bebida a ajudar à festa. Foram também diversas as peripécias que são habituais neste tipo de actividades, entre veículos atolados ou com a mecânica a dar as últimas, mas felizmente não há qualquer incidente a registar quanto à saúde dos participantes. Como o mais interessante para o público é o espectáculo visual que as máquinas e os pilotos proporcionam, fica a convite ao blog www.jgolpilheira.blogspot.pt, onde publicamos a foto-reportagem do evento. Texto e fotos: LMF

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Neste mês, comemorámos muitas coisas: a chegada da Primavera, o Dia Mundial da Água e da Árvore e, principalmente, o Dia do Pai. Fizemos-lhe uma grande festa, porque: “O meu pai é grande Quase chega ao céu É forte como um gigante, O meu pai e só meu, Eu gosto dele Ele gosta de mim Porque o meu pai… É mesmo assim!” Agora… desejamos a todos uma Páscoa muito feliz!!!

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Jornal da Golpilheira

. desporto .

Março de 2012

Batalha acolheu a Maratona do Centro em BTT

“A Maratona das Maravilhas”

O campeão absoluto, Fábio Ferreira, em plena prova

Seniores Femininos – Distrital da Divisão de Honra

Juniores Femininos – Campeonato Distrital 03-03 – CR Golpilheira - 9 / CRP Ribafria - 0 11-03 – CR Golpilheira - 14 / GD Ilha - 1 18-03 – CEF - 1 / CR Golpilheira - 0 23-03 – ACRD Louriçal - 3 / CR Golpilheira - 3 Próximos jogos 15-04, 15h00 (Batalha) CR Golpilheira / Academia 22-04, 17h00 (Ribafria) Ribafria / CR Golpilheira

Benjamins A – 2.º Torneio Distrital - Série D

03-03 – CR Golpilheira - 1 / SCL Marrazes “B” - 2 3.º Torneio Distrital - Série C 24-03 – CR Golpilheira - 3 / UD Serra - 1 Próximos jogos 14-04, 09h30 (Charneca 2) GR Amigos Paz / CR Golpilheira 21-04, 09h30 (Barrocas) CR Golpilheira / SCL Marrazes B 05-05, 11h00 (Pilado) SDR Pilado e Escoura / CR Golpilheira

Infantis Sub-13 – Campeonato Distrital - Série D 03-03 – CD Pataiense - 2 / CR Golpilheira - 5 10-03 – CR Golpilheira - 1 / Academia Qta. Pinheiro - 3 17-03 – EAS Marinha Grande “B” - 4 / CR Golpilheira - 1 24-03 – CR Golpilheira - 4 / CD Andorinhas - 2 Próximos jogos 31-03, 11h00 (Batalha) UD Batalha / CR Golpilheira 14-04, 11h00 (S. Bento) CD S. Bento / CR Golpilheira 21-04, 11h00 (Barrocas) CR Golpilheira / UR Bárrio

Mais um campeonato conquistado Um trilho “maravilhoso”

DR

Novo Centro de BTT da Batalha

mente turística e de lazer. Os trilhos dividem-se em sete percursos, com quatro níveis de dificuldade. Cinco dos percursos iniciam-se na Pia do Urso e os restantes

FUTSAL

FUTEBOL

Instalações de luxo e 265 Km de trilhos cicláveis Foi inaugurado no dia 26 de Março o Centro de BTT da Batalha, localizado na aldeia da Pia do Urso, São Mamede, com a presença do secretário de Estado do Desporto e da Juventude e do presidente da Federação Portuguesa de Ciclismo. Constituído por 265 quilómetros de trilhos cicláveis, devidamente sinalizados e apoiados por um edifício dotado de diversas valências, o Centro de BTT da Batalha – Pia do Urso destina-se a todo o tipo de praticantes de BTT, tendo uma orientação principal-

Equipas do CRG 03-03 – CR Golpilheira - 2 / ADC Vidais - 0 10-03 – NS Leiria - 1 / CR Golpilheira - 4 (1/2 final Taça) 17-03 – AR Amarense - 1 / CR Golpilheira - 8 24-03 – CR Golpilheira - 3 / Academia - 1 Próximos jogos 31-03, 18h00 (Martingança) CR Golpilheira / Academia (Final Taça) NOTA: Durante o mês de Abril, a Golpilheira irá disputar a Taça Nacional de Futsal Feminino, cuja calendarização ainda não estava definida no fecho da nossa edição. Os adeptos deverão informar-se das respectivas datas e locais na sede da associação, para que não falte às nossas Golpilhas o apoio que merecem nesta competição superior do futsal feminino nacional.

Gil Reis

impacto com o trânsito, as populações e o ambiente, preocupações sempre presentes nos praticantes desta modalidade. Segundo a organização, a transferência da prova de Leiria para a Batalha, contando com o apoio do Município e da ADAE – Associação de Desenvolvimento da Alta Estremadura, prendeu-se com o facto de esta ser uma região com melhores condições para acolher um evento que atingiu já um nível nacional. “Foi importante pensarmos em condições logísticas mais completas, com uma zona de meta ampla e fluida, mais possibilidades para novos percursos e novas zonas, tirando mais partido de toda a extensão das serras de Aire e Candeeiros”. O objectivo era, também, divulgar “mais uma parte da nossa região, mostrando as riquezas paisagísticas e culturais tão ricas, onde andaremos de mãos dadas com as Maravilhas da região de Leiria”. O resultado não podia ser melhor, com o registo de um recorde de participações, com mais de 1500 inscritos, um terço dos quais atletas federados. No sítio www.airbike.net poderão ser consultadas todas as informações. Luís Miguel Ferraz

Gil Reis

Sob o título “A Maratona das Maravilhas”, atendendo ao facto de esta ser uma região com várias maravilhas de Portugal eleitas recentemente, a Maratona do Centro em BTT teve lugar no dia 25 de Março, realizando-se pela primeira vez no concelho da Batalha. Num mesmo evento decorreram quatro provas distintas, com classificações independentes: 1.ª Taça de Portugal XCM Sport Zone 2012, para atletas federados; 1.ª Taça de Portugal XCM 2012 para atletas com deficiência, uma novidade a nível nacional; Maratona do Centro 2012, para atletas não federados; Meia Maratona do Centro 2012, para atletas não federados. A prova, organizada pela Associação de Ciclismo Airbike, permitia duas modalidades: meia maratona, com 50 Kms e desnível acumulado de 1100 metros; maratona, com 90 Kms a chegarem aos 2000 metros de desnível. Apesar disso e de conter mais trilhos serranos, a prova foi considerada a menos dura de todas a edições. O percurso teve um formato de “8”, pelas vantagens de deslocação a quem dá assistência, com piso mais regular e estacionamento para a assistência, o que se traduziu na minimização de

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dois na vila da Batalha. Este é o primeiro Centro de BTT do País homologado pela Federação Portuguesa de Ciclismo, dada a qualidade da rede de trilhos e

instalações que oferece aos praticantes da modalidade. Ainda neste âmbito, foi criada uma parceria com diversas infra-estrutura hoteleiras, de restauração e lojas de bicicletas, que pretende criar uma cadeia de valor associada ao conceito do Turismo de Natureza, com descontos e promoções. De referir que o município da Batalha conta ainda com oferta significativa ao nível dos percursos pedestres, com quatro rotas de grande beleza, bem como uma das zonas de escalada de referência nacional.

Futsal Feminino do CRG na Taça Nacional A equipa sénior de futsal feminino do CR Golpilheira sagrou-se campeã distrital, na penúltima jornada, frente à equipa da Associação Recreativa Amarense, com uma vitória concludente por 9-1. Com esta conquista, vamos representar a Associação de Futebol de Leiria na Taça Nacional. Foi um campeonato pautado pela regularidade, cuja conquista nunca esteve em causa. Esperamos que a nossa equipa tenha uma boa prestação nesta Taça Nacional, na qual já conseguimos atingir por uma vez a final. Neste momento ainda não sabemos a série a que vamos pertencer e as equipas que a compõem. No próximo sábado, dia 31 de Março vamos disputar a Taça Distrital, tendo como adversário a equipa da Academia da Caranguejeira. Esta final será disputada no pavilhão da Martingança, às 18H00. Quanto à equipa júnior, está numa fase de reestruturação, a preparar-se para épocas futuras. Constituída por atletas muito jovens, estão numa fase de progressão, que em breve dará os seus frutos. Com a construção do Pavilhão Gimnodesportivo da Golpilheira, que se encontra em bom ritmo, esperamos ter melhores condições de trabalhos, para os sucessos serem ainda maiores. Manuel Carreira Rito


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Jornal da Golpilheira

. história .

Março de 2012

Os moradores da vila da Batalha e as madeiras do Pinhal de Leiria em 1631 Saul António Gomes

Documento

Os Descobrimentos Portugueses e a expansão ultramarina encetada pela Dinastia de Avis, cujas primeiras reais gerações descansam, na esperança da eternidade, debaixo das magnificentes abóbadas ogivais do majestoso Mosteiro de Santa Maria da Vitória, na Batalha, trouxeram à região, que actualmente nomeamos por Alta Estremadura, profundas transformações económicas, sociais e culturais. Económicas porque a exploração agrária tradicional destas terras, até aí mais especializada nos cereais, nos vinhos e nos azeites, se viu alterada, privilegiando-se, desde então, as sementeiras de pinhal e a exploração das madeiras, embarcadas nos portos ou usadas nas taracenas de construção naval neles existentes da foz do rio Lis, de Paredes, da Pederneira e, mais residualmente, mas efectivo, também nos de S. Martinho e de Peniche. O negócio das madeiras tornou-se, em Quatrocentos, por terras do antigo termo leiriense, um dos sectores mais apetecíveis. Sociais porque se renovaram elites e se assistiu ao enriquecimento de homens bons e mercadores, como se verificou o estabelecimento nas vilas de novos moradores, alguns deles fidalgos, posto que muitos outros naturais emigrassem para as terras de além-mar. Culturais, ainda, porque neste espaço se instalaram novas ordens religiosas, em especial a Dominicana, ou se consolidaram outras possuidoras de um património arquitectónico e artístico relevante, como os franciscanos de Leiria ou os cistercienses de Alcobaça e de Cós, e se assistiu, finalmente, ao desabrochar da vocação leiriense para o fabrico do papel ou, por mão judaica, depois, da própria tipografia. Os terrenos litorais atlânticos de Leiria, predominantemente arneiros, revelavam-se férteis para a produção de pinheiro bravo e manso. A importância desse sector florestal, no Século XVI, levou a Coroa a reformular toda uma estrutura administrativa, chefiada por um guarda-mor, que tinha por missão zelar pelos extensos pinhais régios aqui implantados. O rei era o maior produtor de pinho, na região, mas não o único porque se contavam numerosos outros proprietários que com ele concorriam. Concelhos, institutos religiosos, fidalgos e gente comum contavam-se entre os donos

1631 OUTUBRO, 8, Lisboa – Informação do Conselho Ultramarino, a el-rei, sobre a petição apresentada pelos moradores da vila da Batalha a fim de que os preços por que se vendiam, à Coroa, as madeiras de pinho bravo e manso, para a construção naval das armadas e naus da Índia, fossem elevados.

Imagem no blog diniztiadeodivelas.blogspot.pt

Arquivo Histórico Ultramarino – Conselho Ultramarino, Códice 39, fls. 65v-68v1

de pinhais aqui existentes. Mas os maiores consumidores dessa riqueza silvícola eram os estaleiros navais do reino em especial os de Lisboa. Por 1550, cerca de 30% da madeira usada nas taracenas de Lisboa era oriunda do Pinhal de Leiria. Em 1641-1642, os procuradores do Concelho de Leiria presentes nas Cortes de Lisboa, que aclamaram D. João IV como rei de Portugal, mostravam-se preocupados com a salvaguarda do Pinhal Real, que poderia ser alvo de destruição por parte do inimigo. Temia-se tanto o desembarque, nas suas praias, de tropas espanholas, como o deflagrar de incêndios que destruíssem a frondosa mata nacional. E, na verdade, os procuradores leirienses presentes nas Cortes teriam boa memória dos vários incêndios, alguns deles devastadores, que em anos anteriores haviam consumido extensas áreas de pinhal. Incêndios, como o de 1613, dizem as fontes que a eles se referem, como o documento que aqui se publica, de 1631, em parte provocados pelos donos de pinhais, descontentes com o pouco “acrescentamento” ou renda que podiam tirar dessas explorações. De facto, os preços tabelados ou

impostos pela Coroa, com prejuízo para os produtores, levavam a que, no primeiro terço de Seiscentos, muitos deles procurassem abater pinhal para se regressar a outro tipo de cultura que se mostrasse mais rentável. Foi na consideração deste estado problemático de baixa de preços no mercado regional das madeiras, que os moradores do Concelho da Batalha, apresentaram, por 1630, uma petição ao rei, solicitando-lhe remédio para a crise que o sector atravessa na época e medidas que incentivassem os silvicultores a manterem e até expandirem as respectivas produções. O documento que se publica, de seguida, constitui uma peça valiosa para o conhecimento da vida económica dos moradores da Batalha e lugares circunvizinhos nessa primeira metade do Século XVII, ainda, portanto, debaixo do domínio filipino. Ele testemunha, de forma muito apurada, reiteremo-lo, a relevância que o pinhal tem enquanto herança patrimonial que caracteriza a identidade histórica secular de toda a região da Alta Estremadura e de todo o distrito de Leiria.

Os moradores da Villa da Batalha e mais lugares circonvezinhos a cidade de Leiria pedem se lhes acrescentem os preços das madeiras de pinho que se lhes comprarem e carrearem. Os moradores da Villa da Batalha e mais lugares circunvizinhos da cidade de Leiria fizeram petição a Vossa Magestade neste conselho em que dizem que mandando Vossa Magestade de alguns anos a esta parte por seus feitores e outros ministros fazer cortes de madeyras para suas naos e armadas nos pinhais deles suplicantes para se lhe averem de pagar pelos preços e estado da terra se fizeram algumas sem se fazerem pagamentos das madeiras. E outros se pagarão os paos bravos de pinho (que serrados dão trez e quatro cabras) da vitola das naos a trinta reis o pao pelas quaes razões muitas pessoas queimarão os seus pinhaes e os fizeram arneiros e terras de pão e olivaes em grande perda do serviço de Vossa Magestade porque em poucos anos // [Fl. 66] não avera nos ditos sítios madeyras de que se faça cortes para as armadas de Vossa Magestade que as madeiras se lhe paguem por outro preço porque antigamente quando as armadas e naos se fazião por contratadores lhe pagavam a eles suplicantes por cada pao bravo seis vintens, e os manços de alcaixa a doze e os de costado a cruzado. E eles suplicantes os estão oje vendendo aos particulares que vão fazer madeyras a ditta Villa e seus cotornos a oitenta reis e tostão cada pao bravo e os manços de alcaixa a oito vintens e dous tostões e os de costado a trezentos e vinte reis e cruzado. E sendo assy se tornarão outra ves a conservar as madeiras e os donos provirarão de criar os pinhais como de antes. Pedem a Vossa Magestade mande a seus feitores que pagem as ditas madeiras pelo preço dos particulares, assy manças como bravas, e que os carreiros que carregão as madeiras ao Porto da Pederneira se lhes acressente a cinqo reis mais por vara das latas porque a quinze reis que ora se lhe pagão as não podem levar. E daqui nasce ficarem por carregar muitas senão de penas como Vossa Magestade se podia mandar informar. E eles suplicantes pagão o serviço de huma lata por duzentos reis e hora pelo preço de quinze reis vem a sair ordinariamente a cento e quorenta reis e a sento e cinquoenta por lata. Na dita pitição se deu despacho que informasse o guarda mor dos Pinhais de Leiria o que fez por escrito

dizendo que fazendo a diligencia necessária sobre o conteúdo na pitição relatada achou que depois que os reys passados deste Reino ordenarão armadas e naos para a India se mandarão fabricar nos Pinhais daquela comarca as madeiras necessárias de pinho manço e bravo por naquelas partes aver grande cantidade de pinhos de toda a sorte por a terra daquele distrito ser natural // [Fl. 66v] delles. El rey o senhor rey Dom Denis antentando o quanto avião de vir a ser necessários estes pinhos ordenou e mandou semear o grandioso Pinhal de Vossa Magestade no termo daquela cidade que corre para a banda do mar oceano ao qual os fogos do anno de 613 tratou de maneira que se queimarão perto de trez legoas delle. Achou que fazendo-sse antiguamente as naos e madeiras de Vossa Magestade por contratadores, compravam aos particulares do termo da Villa da Batalha e mais partes os paos de pinho bravos para taboados de cuberta e forro a cem reis e a cento e vinte e os paos de pinho manço para alcaixas a duzentos reis e duzentos e quorenta reis e de costado a trezentos e sinqoenta e a quatrocentos reis. E assy avia muitos pinhaes e os particulares os criavão e tratavam deles como fazenda de que tiravão intereçes. Que de alguns anos a esta parte se abaixou o preço aos ditos paos ou por muita cantidade que intão avia ou por alguns particulares se quererem valer deles e das terras. E assy se puzerão em preço de trinta reis cada pao bravo e de que se fazem os taboados de cuberta e forro e latas. E os manços de alcaixa a cento e vinte reis. E os de costado a duzentos e duzentos cinquoenta ate trezentos reis. E porque do anno de 613 atte o anno prezente se fabricarão as madeiras por conta da fazenda de Vossa Magestade a mayor parte destes anos em razão falta que fez o fogo no Pinhal de Vossa Magestade nos pinhos bravos se valerão dos pinhos de particulares. E se está a dever aos donos dos pinhaes do ditto anno de 613 ate o de 622 annos parte do preço dos ditos paos, sem embargo de ser pouco. E asy os donos deles em rezão do pouco proveito e do que se lhe restava a dever começarão // [Fl. 67] de danificar os ditos pinhaes, queimando-os e arruinando-os para se valerem das terras deles sendo assy que os ditos pinhaes do termo da Villa da Batalha e seus arredores erão a melhor couza que avia neste Reyno em rezão da cantidade deles como da comodidade do serviço por estarem em perto do Porto da Pederneira e em terra muito assenta e bons caminhos ao dito porto. E demais da falta que cá oje vão fazendo para as obras de Vossa Magestade a recebera tambem a Fazenda de Vossa Magestade na falta que há-de haver para os navios particulares que cada hum anno se fabricão no Porto da Pederneira, São Martinho e Peniche. E as mesmas emmastrações que deles se cortavam de que oje há tanta falta que se não achão já paos para mastros.


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. história . economia . festa .

Março de 2012 Que informando Vossa Magestade da danificação que avia nestes pinhaes por advertências que os guardas mores fizeram, ordenou Vossa Magestade, por este Conselho, que se prohibisse que se não cortacem nestes pinhaes sem licença de Vossa Magestade, primeira vez em o anno de 622, a qual ordem se mandou sobestar á instancia dos mesmos moradores da Batalha. E no anno de 628 tornou Vossa Magestade a ordenar por este Conselho, ao guarda mor, que não consintice cortarem-sse paos nos ditos pinhaes para taboados. E no anno passado de 629 a instancia dos mesmos moradores da ditta Villa aprovou Vossa Magestade que cada hum pudera cortar nos seus pinhaes os paos necessários para suas abigoarias e obras de suas cazas somente e não vendessem para particulares. Que em razão da falta que hoje há de pinhos naquelas partes, os vendem os donos deles aos particulares a oitenta e a cem reis os paos bravos e os de pinho manço para os barcos de tancos para o que se cortão muitos a trezentos e a quatrocentos reis. // [Fl. 67v] E lhe parecia que Vossa Magestade devia ser servido ordenar que os ditos paos de pinho bravo que se cortassem nos pinhaes de particulares do termo da Villa da Batalha, e mais partes do termo daquela cidade de Leirya, se page por cada pao para taboado de cuberta e forro a oitenta reis por cada hum. E os paos de pinho bravo para latas a sessenta reis. E os paos de pinho manço que derem alcaixa das naos da India, a cento e sessenta reis por cada hum. E os paos de pinho manso para costado das naos da India, que derem as duas taboas limpas e boas, a trezentos reis cada huma. E os que derem as trez taboas a quatrosentos reis. Porque com este acrescentamento de preços que he o que autualmente as madeiras valem oje e valião antiguamente e mais será cauza de se tornarem a restaurar os pinhaes outra ves e seus donos tratarem deles como fazenda de que lhe resulta algum intereçe porque enquanto se vão gastando alguns paos que hoje há, se irão criando criando [sic] outros. E com rezão poderá Vossa Magestade mandar por as prohibições que forem nesessarias por que os ditos pinhaes se não daneficem nem queimem, arroteem e cortem mais que para as abigoarias necessárias aos lavradores daquellas partes e obras de suas cazas. E que para isso mande Vossa Magestade passar provisão com as declarações necessárias e penas em que deve incorer quem for contra a tal ordem. Que as latas que em cada hum anno se fabricão naquelas partes para as naos da India e armadas de Vossa Magestade são muitas e de antigo se paga aos carreiros que as careão a Pederneyra a quinze reis // [Fl. 68] por vara sendo assy que as ditas latas oje são mayores do que as fabricavam os contratadores, e que as fazião em lugares mais perto e hum carreyro que vay a Pederneira gasta dous e trez dias e não lhe resulta mais frete que cento e cinquoenta reis de huma lata, que há de dez varas e algumas de menos. E assy não andão senão a levar as mais pequenas, e muitas vezes tem sucedido ficarem [n]os mattos algumas. E essas não as levarem senão obrigados de parcuções (?) e prizões. Com muita rezão lhe pode Vossa Magestade mandar

acrescentar em cada huma vara, cinquo reis para que se lhe page a vintém a vara das latas de carreto. Neste Conselho se deu despacho que o provedor dos armazéns informasse do conteúdo na petição dos suplicantes e papeis a ella yuntos ao que satisfez por escrito dizendo que: A falta de madeira de pinho vay sendo muy grande. E assy se deve considerar muito para procurar todos os remedios de sua conservação e aumento na Batalha e Leiria se fazia sempre a maior parte dos taboados de costado e alcaixa com que se fabricavam as naos de prezente está em grande falta por rezão dos mãos pagamentos que se fazião aos donos e por o preço que se pagavam ser antigo e baixo e não ter crescimento respeito ao que tiveram as mais couzas, e que foi occazião de os donos se desfazerem dos paos e tratarem de outro beneficio nas terras sendo ellas mui proprias e boas para … madeiras mansas e bravas como se vião dos taboados que são de mylhor calidade que os do Ribateyo onde os paos tem subido de preço muito para o que há quarenta anos valião, o que tudo considerado lhe parecia que Vossa Magestade devia ser servido deferir a petição dos suplicantes em conformidade da informação nesta relatada do guarda mor dos Pinhaes de Leiria, o qual vio tudo e tomou particular informação do estado prezente daqueles Pinhaes // [Fl.68v] concorre muito ao serviço de Vossa Magestade mandar que outra ves se torne a reformar as terras que forão de pinhaes, obrigando aos donos que as semeem, pondo nisso particular assistência e cuidado para que o fação executar. Per despacho deste Consselho se mandou que o procurador da fazenda de Vossa Magestade ouve vista das ditas informações nesta relatadas e mais papeis a ellas juntos ao que respondeo por escrito que: Na conformidade das informações poderia Vossa Magestade defirir aos suplicantes. E vendo-sse neste Conselho a petição dos suplicantes, informações do guarda mor dos Pinhaes de Vossa Magestade, em Leiria, e procurador dos almazéns reposta que sobre tudo deu o procurador da fazenda de Vossa Magestade que tudo fica relatado. Pareceo o mesmo que ao ditto guarda mor dos Pinhaes parece na ditta sua informação no que toca aos preços das madeirasse acrescentarem pelo modo que aponta. E quanto as prohibições que lembra que se devem para que os ditos pinhaes se não danifiquem nem queimem, nem arroteem, nem cortem e as penas em que devem incorrer os que o contrario fizerem. Parece que o ditto guarda mor deve guoardar as ordens que sobre’lhe são passadas por este Conselho com regimento. Em Lisboa 8 de Outubro de 1631. (Assinaturas) Ruy da Silva. – Luis Mendes Barros (?). – Joze Sanches. 1

Agradeço, penhoradamente, ao Senhor Dr. Pedro Pinto, a informação que me prestou acerca da existência deste documento.

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PLi Informática e Metagrama juntam-se

2wPMit – Tecnologias de Informação A empresa batalhense PLi – Planeamento Informático e a sua congénere Metagrama – Tecnologias de Informação, das Caldas da Rainha, concretizaram no início deste mês uma fusão que resultou na nova designação 2wPMit – Tecnologias de Informação, apresentada pela marca 2wPM. Segundo Luís Frazão, um dos sócios gerentes da empresa, “com esta operação pretende-se garan-

tir aos clientes mais e melhores serviços, mais técnicos, mais competências, mais e melhores soluções e uma maior abrangência geográfica”. Nessa linha, para além do reforço da presença em Portugal, nos dois locais onde já operavam as empresas agora fundidas, a nova marca consolida a possibilidade de uma expansão internacional, na linha do trabalho que estava já a desenvolver

desde 2011 na Cidade da Beira, em Moçambique. A 2wPM pretende continuar a desenvolver a sua actividade no ramo da informática, com especialização nas áreas do software de gestão empresarial, software para o sector da Saúde, infraestruturas tecnológicas de redes, comunicações e sistemas.

Feira de Descontos na Exposalão

Best Of Stock Batalha A Exposalão, na Batalha, vai acolher no próximo fim-de-semana, uma edição do “Best Of Stock”, um grande evento nacional de vendas que conta com a presença das mais reputadas marcas nacionais e internacionais, por menos de metade do preço. Com particular incidência na produção nacional, o “Best Of Stock” afirma-se como “uma grande plataforma de divulgação e promoção das nossas marcas, bem como de escoamento de ex-

Já reabriu

Jogos Santa Casa na Golpilheira A única agência de Jogos Santa Casa existente na Golpilheira, no Café Fidalgo, esteve desactivada durante algumas semanas, devido à reformulação da entidade empresarial que detinha a sua licença de exploração. Sob a mesma gerência dos últimos meses, foi agora constituída a empresa “Procura Paz, Lda.”, que entretanto já concluiu o processo de transferência de propriedade. Assim, os golpilheirenses voltam a poder contar com este local para registarem as suas apostas no Euromilhões, Totoloto, Totobola e outros jogos concessionados da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa.

cessos de stock”. Claro que é também uma excelente oportunidade para os consumidores, que podem encontrar grandes descontos entre os 50% e os 86% em produtos de moda, decoração, joalharia, desporto, calçado, acessórios e perfumaria, entre outras áreas. A iniciativa tem ainda uma componente solidária, associada à campanha “Papel por alimentos” do Banco Alimentar de Leiria-Fátima, em que por cada

tonelada de papel recolhido é doado o equivalente a 100 euros em produtos alimentares. No âmbito desta parceria, por cada quilo de papel que o visitante traga, será oferecido um vale no valor de um euro para descontar em compras de valor superior a 10 euros, nos stands aderentes. O horário de funcionamento será: no dia 30 entre as 17h00 e as 22h00, no dia 31 entre as 11h00 e as 22h00 e no dia 1 de Abril entre as 11h00 e as 20h00.

divulgação / apoio


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Jornal da Golpilheira

. temas .

Março de 2012

. economia .

. vinha .

Cristina Agostinho Docente Ens. Superior José Jordão Cruz | Eng. Téc. Agrário

Casta Terrantez

“A Terrantez não as comas nem as dês, para vinho Deus as fez”. Esta casta branca é originária do Dão, onde é conhecida como Folgasão. É também cultivada nos Açores, nomeadamente na zona do Pico e Biscoitos, e na Madeira, onde é considerada uma casta nobre para a produção de vinho generoso. Na nossa região, chamávamos-lhe Tamarez, creio. Lembro-me bem, aquando da vindima, e em anos mais chuvosos, de esta casta ser muito sensível à podridão. Os cachos da Terrantez são pequenos, compactos e constituídos por bagos pequenos de cor verdeamarelada. Os vinhos são bastante perfumados, encorpados e de sabor persistente, com uma longevidade elevada. No sabor, estes vinhos têm um aroma ligeiramente frutado, fresco e acídulo, podendo até apresentar um certo desequilíbrio a este nível. Por ter uma elevada acidez e baixa graduação alcoólica, é geralmente loteada com as uvas Bical e Malvasia Fina, na região do Dão. Robusta, a Terrantez é também pouco sensível a pragas, ao desavinho. O cacho distingue-se por ser pequeno, pouco compacto, com pedúnculo médio e não lenhificado, enquanto os bagos, pequenos a médios, têm uma película medianamente espessa. As graínhas, em pequeno número mas grandes e bem formadas, são a principal razão pela qual esta uva se apresenta bastante ácida. Actualmente, a Terrantez perdeu muito da sua importância, mas sabe-se que na primeira metade do século XIX foi plantada no Minho, Douro, Pinhel, Alentejo, Viseu, Ourém, Cartaxo e Algarve. É, por isso, uma casta rara e, neste momento, encontra-se quase extinta. Uma das razões para a sua extinção é essa tendência para a podridão (muitas vezes não resiste até à época da vindima). Espero, mesmo assim, que esta casta não se perca e que as entidades oficiais estejam atentas às castas autóctones, existente no nosso mundo vitivinícola.

Fonte: Lusa/SOL (12 de Março de 2012) Na realidade, nunca antes a taxa de desemprego, particularmente a taxa juvenil, tinha atingido tais níveis. Esta realidade toca-nos a todos. Os jovens portugueses que pela primeira vez querem entrar no mercado de trabalho enfrentam um conjunto de obstáculos significativos, desde a escassez de ofertas disponíveis à inevitável precariedade contratual. Mas, perante estas dificuldades, só pode haver uma resposta: arregaçar as mangas e dar o melhor de nós próprios para encontrar o emprego desejado. Para isso, precisamos de estar preparados, não só com a formação técnica e cientifica que adquirimos com os estudos, mas também com um conjunto de competências e de atitudes que nos permitam vencer o desafio de encontrar o “tal” emprego. Ainda assim, nesta consciência global da gravidade que representa o desemprego juvenil, várias têm sido as organizações que desenvolvem estudos e pesquisas procurando estratégias que assistam esta demanda. Torna-se imprescindível fazer uma análise contextual à nossa economia, reconhecendo as ameaças e antevendo as oportunidades. Por um lado, assimilar os indicadores de mercado de trabalho, por exemplo, para as taxas de desemprego por áreas de actividade, quando escolhemos uma profissão ou determinado sector de actividade, evitando assim ser mais um número directo nas estatísticas. Por outro lado, tentar perceber: Por onde passam as oportunidades? Que sectores poderão crescer? É consensual que em Portugal os sectores do Turismo, Energia, Ambiente, Mobilidade e Transportes oferecem perspectivas muito positivas para o futuro, embora naturalmente também aí existam algumas ameaças. Não tão consensuais, mas com alguma razão de esperança, surgem os sectores dos serviços diversos (às empresas e às famílias) como: Economia do Mar, Saúde, Química/Petroquímica, industrias criativas e Tecnologias de Informação e Comunicação. Qualquer que seja a opção, será sempre importante não descurar as “skills” individuais, ou seja, o conjunto de competências, atitudes e conhecimentos que nos distinguirá da multidão. Se procuramos o “tal” emprego deve-se ter muita atenção no contacto com a entidade: carta de apresentação cuidada, curriculum vitae adequado às necessidades da empresa ou mesmo “formatado” para o lugar. Se a opção for escolher o caminho do empreendedorismo, é fundamental determinar a vantagem competitiva do projecto que nos permitirá conquistar o nosso lugar no mercado. O relatório “The shape of jobs to come” da Fast Future Research, em 2010, apresentava, num cenário até 2030, as vinte novas profissões que vão surgir:

2015

2020 2025 2030

Coluna da responsabilidade do Núcleo da Batalha da Liga dos Combatentes

Como podem os portugueses, em particular os jovens, vencer o desemprego?

“Portugal alcançou a Irlanda com a terceira taxa de desemprego mais elevada da União Europeia, ao registar uma subida para os 14,8% por cento em Janeiro deste ano, mais duas décimas do que em Dezembro de 2011, segundo dados do Eurostat. Com estes dados actualizados, apenas Espanha com uma taxa de desemprego de 23,3 %, e a Grécia com 19,9% (dados que remontam a Novembro de 2011) apresentam valores mais elevados do que Portugal. De salientar em particular uma preocupante subida do desemprego entre os jovens com menos de 25 anos, de 35% em Dezembro para 35,1% em Janeiro, a terceira mais elevada entre os países sobre os quais há dados disponíveis, sendo que estará ainda assim seguramente atrás de países como a Grécia, sobre os quais ainda não há números referentes a Janeiro.”

2010

. combatentes .

Advogado virtual Bancário do tempo Criadores de veículos alternativos Disseminadores de informação personalizada Especialista em Marketing Pessoal Gestor de informação relevante e segura Gestor/consultor de população sénior Agricultores Verticais Assistente social para redes sociais Especialista em reversões de mudança climática Farmacêutico de culturas e pecuárias geneticamente manipuláveis Gestor de avatares pedagógicos Gestor e organizador informático e eletrónico Pilotos, Arquitetos e Guias Turísticos espaciais Profissional de Ética para as novas ciências Fabricantes de partes de corpo Polícia da modificação climática Nano-médico Cirurgião do aumento da memória Gestor / Instaurador de quarentenas

Sim?... Não?... Talvez?... O que quer que estes nomes queiram dizer…

Ocupação dos talhões Habitualmente, quase toda a gente utiliza eufemismos quando tem de falar da sua própria morte, coisa que, como bem sabemos, é a única e irreversível certeza que temos na vida. De modo que não tivemos dificuldade em compreender as dúvidas de um combatente, que recentemente nos contactou, indagando sobre o que deveria fazer para, quando chegasse a “sua vez de partir”, poder ficar a “repousar eternamente” no Talhão dos Combatentes. Esta dúvida não é nova; ainda não há muito tempo falámos nela numa das nossas circulares aos associados. Mas como há combatentes que ainda não são nossos sócios, esclarecemos: para que qualquer combatente possa ser sepultado nos respectivos talhões, só tem de cumprir dois requisitos: 1 - Ser sócio activo (quotas em dia) da LC; 2 - Assinar essa sua pretensão num livro apropriado, existente nos Núcleos (note-se que, se posteriormente mudar de ideias, naturalmente que poderá desistir). A propósito de talhões, alguns sócios estranham que ainda só os tenhamos em dois cemitérios (Batalha e Golpilheira), quanto há pelo menos mais três cemitérios no Concelho: Alcanadas, Reguengo e S. Mamede. A construção de um Talhão, dados os elevados custos que envolve e o espaço que ocupa num cemitério, justifica-se essencialmente se, na respectiva freguesia, houver um número significativo de sócios da Liga. Infelizmente, não é esse o caso, pois no conjunto de Alcanadas, Reguengo de Fetal e São Mamede não chegamos a ter meia centena de sócios. A não haver uma alteração significativa neste panorama, dificilmente poderemos pensar em construir talhões nos cemitérios locais. Ainda que sob perspectivas diferentes, pensamos voltar a este assunto.

72.º aniversário do NC Batalha O Núcleo dos Combatentes da Batalha foi fundado em 09-04-1940 por alguns ilustres batalhenses, que combateram na Guerra de França (1914-1918), dos quais relembramos quatro, por terem feito parte dos seus primeiros órgãos sociais: Alfredo Ramos de Oliveira, Bernardo Fernandes Monteiro, Alfredo Azevedo Mendes Costa e Alfredo Jorge Ribeiro. Por a data coincidir com a da batalha de La Lys (09-04-1918), cujas cerimónias evocativas se realizam anualmente na Batalha e nas quais sempre os dirigentes do Núcleo estão empenhados, este facto não nos tem deixado espaço nem tempo para comemorarmos o nosso aniversário. Todavia, este ano estamos a fazer um esforço extra para reatarmos essa efeméride e, assim, no próximo dia 13 de Abril (véspera das comemorações nacionais da batalha de La Lys), iremos fazer um convívio, à noite, na colectividade dos Pinheiros, onde aproveitaremos para fazer público reconhecimento aos sócios com 25 ou mais anos de filiação. Para quem esteja interessado em participar, combatentes ou não combatentes, contacte-nos na nossa sede ou telefone para o 244765738 (expediente).


Jornal da Golpilheira

. temas .

Março de 2012

. saúde .

. beleza & bem-estar .

Carina Pereira Terapeuta de Massagem

Ginkgo Biloba – Símbolo de Paz e Longevidade

A Ginkgo Biloba é uma planta originária do Extremo Oriente. A palavra Ginkgo tem origem chinesa e significa “damasco prateado” e a palavra Biloba vem do formato das suas folhas: é uma árvore de folhas caducas dispostas em leque e divididas em dois lóbulos. A árvore pode chegar a atingir 40 metros de altura e é considerada um fóssil vivo, pois é um dos seres vivos mais antigos à face da Terra, datando desde há 200 milhões de anos. É utilizada pela medicina tradicional chinesa há mais de 500 anos e tem sido transplantada para todo o mundo, resistindo à poluição, pragas de insectos, vírus e outras circunstâncias ambientais. A sua vida é longa, podendo atingir os 1000 anos. As suas folhas contêm glicósidos flavonóides, quercitrina, luteolina, catequinas, resina, óleo essencial e certas substâncias do grupo dos terpenos específicos da Ginkgo. Os efeitos da planta devem-se à acção conjunta dos seus componentes. A Ginkgo Biloba actua profundamente sobre todo o sistema circulatório, de 3 formas: Acção vasodilatadora – aumenta a irrigação sanguínea, diminuindo a resistência periférica nas pequenas artérias e compensando pelos transtornos causados pela arteriosclerose; Acção protectora capilar – diminui a permeabilidade dos capilares, reduzindo edemas; Acção tónica venosa – tonifica as paredes das veias e facilita o retorno sanguíneo. Sendo assim, é uma planta benéfica para os seguintes casos: falta de irrigação sanguínea no cérebro, que muitas vezes se manifesta em vertigens, enxaquecas, zumbidos nos ouvidos, perda de equilíbrio, transtornos de memória e sonolência; sequelas de acidentes vasculares cerebrais; problemas de falhas de memória e falta de concentração; pés e mãos dormentes; falta de irrigação nas pernas, aliviando um pouco a dor; varizes, flebites e pernas cansadas; combate os danos celulares causados pelos radicais livres, agindo como antioxidante natural; evita a agregação plaquetária que está relacionada com o desenvolvimento de problemas cardiovasculares. Têm sido efectuados muitos estudos científicos que validam a sua eficácia nas situações referidas e muitas outras encontram-se, actualmente, em estudo na comunidade científica, nomeadamente, na situação de Alzheimer que dá sinais de atraso no processo, mas quando começa a ser ingerida antecipadamente. A Ginkgo Biloba pode ser tomada na forma de comprimidos, gotas ou tisanas, como uso interno. Também tem uso externo, na forma de compressas, cataplasmas e manilúvios (banhos de mãos) ou pedilúvios (banhos de pés), com uma infusão de até 100gr de folhas de Ginkgo por cada litro de água tépida ou quente, uma a duas vezes ao dia, para as referidas situações circulatórias. Neste caso, os resultados são mais eficazes na conjugação do tratamento interno com o externo. Fontes: www.alquimiaalimentar.com e revista ZEN Energy

Ana Maria Henriques Enfermeira

Inauguração no Hospital das Brancas

Nova Unidade de Imagiologia

Tumores e Neoplasias

Com o aumento da esperança média de vida, o número e a variedade de carcinomas tem aumentado. Pulmão, pele, osso, fígado, intestino, cérebro, pâncreas (…), nenhum órgão falha e nenhuma célula está imune. É uma doença que atinge todas faixas etárias, todas as classes sociais e em todo o mundo. Muitos nomes são dados a esta doença e muita confusão é gerada com estas múltiplas formas de nomear uma mesma doença. A palavra neoplasia significa um crescimento anormal e desordenado de células. Esta neoplasia está na origem dos tumores benignos e dos tumores malignos. Os tumores benignos têm um crescimento lento e estão circunscritos a um determinado local. Estão associados a um bom prognóstico e os seus nomes terminam geralmente em –oma (papiloma, adenoma… ). Os tumores malignos têm um crescimento rápido e são caracterizados pela formação de metásteses (podem formam novos tumores em locais diferentes do corpo). Estão associados a um pior prognóstico, os seus nomes terminam normalmente em –carcinoma (adenocarcinoma…) e podem também ser chamados de cancro. As células do nosso corpo estão programadas para crescerem, multiplicarem-se e degenerarem. Têm sofisticados mecanismos de controlo para detectar erros em todos estes passos e, quando são detectados, estes erros são corrigidos ou, se isto não for possível, em último caso, a célula “suicida-se”. Se um tumor se forma, isto indica que algum destes mecanismos falhou e a célula com erros começou a multiplicar-se sem controlo. Estes mecanismos são fundamentais para o bom funcionamento do nosso corpo e são postos em causa todos os dias. Com o envelhecimento, a probabilidade de ocorrerem erros é maior, quer pelas características do ADN da célula, quer pela acumulação de uma vida de exposição a elementos ambientais agressivos. As radiações solares, as partículas poluentes que inalamos, os alimentos alterados e cheios de químicos que comemos e as doenças que vamos tendo ao longo da vida propiciam uma falha nos mecanismos de detecção de erros das nossas células. Todos estes factores podem e devem ser controlados e está nas nossas mãos evitar a exposição a factores possivelmente cancerígenos. Todos os dias recebemos informação sobre estes factores: o fumo do tabaco, os raios UV da praia, o amianto dos isolamentos… Cabenos a nós estar menos expostos a estes factores, para que as nossas células consigam reparar os erros e continuar a multiplicar-se saudável e controladamente.

A Santa Casa da Misericórdia da Batalha vai inaugurar a nova Unidade de Imagiologia do Centro Hospitalar de Nossa Senhora da Conceição, nas Brancas, no próximo dia 11 de Abril. Esta nova unidade, em funcionamento desde o passado dia 2 de Janeiro, sob a direcção clínica de Nuno Pinto Leite, está provida de equipamentos modernos e recentes. Também as equipas técnica e médica são especializadas na utilização de tecnologia de última geração, assegurando qualidade e rapidez na execução dos exames de diagnóstico. Os interessados em conhecer mais de perto todas as funcionalidades deste serviço e as pessoas a ele ligadas poderão aproveitar esta sessão de inauguração “oficial”, no dia 11 de Abril, em que será serviço um beberete de boas-vindas, pelas 18h00, seguindo-se a apresentação da unidade e a visita às instalações. pub

www.misericordiabatalha.com

CENTRO HOSPITALAR Nª SRª DA CONCEIÇÃO

NOVOS EQUIPAMENTOS E NOVA EQUIPA DE

RADIOLOGIA

Exames todos os dias úteis Protocolos com Serviço Nacional de Saúde e outros sub-sistemas de saúde

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Faça já a sua marcação!

Centro Hospitalar Nossa Senhora da Conceição Rua Principal, 26 I Brancas I 2440-090 Batalha T. 244 769 430 | F. 244 769 439

CLÍNICA DENTÁRIA E OSTEOPÁTICA DA BATALHA Direcção Clínica: Dr.ª ANA FREITAS • Medicina Dentária Geral • Psicoterapia e Hipnose Clinica • Osteopatia • Psicologia de Crianças e Adolescentes • Terapia da Fala • Aulas de Preparação para o Parto • Acunpuntura Médica, Estética e Tratamento da Dor Acordos: SSCGD, SAMS, Multicare, Advance Care, Associados do Montepio, WDA e outros

Contactos: 911 089 187 • 964 108 979 R. dos Bombeiros Voluntários, Loja D - BATALHA

CONSULTAS de Segunda-Feira a Sábado

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Tenha uma Páscoa muito florida E no Dia da Mãe... ofereça-lhe uma flor linda como ela!


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Jornal da Golpilheira

. sugestões de leitura .

. livros .

Março de 2012

Colecção BIS da Leya • Estes são mais três novos volumes da BIS, da Leya, a colecção de livros de pequeno formato que integra os grandes títulos clássicos e contemporâneos da literatura nacional e mundial, livros de leitura recomendada e best-sellers de autores portugueses e estrangeiros, disponíveis em livrarias, supermercados e outros pontos de venda por todo o país, com preços acessíveis a todas as bolsas. Uma colecção que é líder de mercado no seu segmento. Apresentamos uma breve descrição de cada um, podendo conhecer-se toda a colecção no blog: www.bisleya.blogs.sapo.pt.

Os Nossos Santos e Beatos

A Nova Evangelização

O Sacerdócio, um Serviço de Amor

Esfera dos Livros

Paulus

Paulus

Os santos permanecem para muitos como pessoas misteriosas, de cuja vida pouco ou nada se conhece. O que é certo é, que estão presentes no nosso dia-adia, em nomes próprios e em nomes de aldeias, ruas e praças. São patronos de paróquias e a eles se dedicaram igrejas, ermidas e capelas. As festas anuais, em sua honra, tornam-se momentos de convívio social e expressões de fé que pertencem à identidade do povo português. Estes santos viveram a mesma condição humana de todos os mortais. Neste livro, o autor ilumina o lado menos conhecido de cerca de 200 destes homens e mulheres, nascidos em Portugal ou estrangeiros que o nosso País adoptou como seus: a sua vida, as suas causas, o seu percurso até à santidade.

O arcebispo Rino Fisichella, presidente do Pontifício Conselho para a Nova Evangelização, expõe neste livro uma excelente e profunda reflexão sobre os caminhos que a igreja e os cristãos devem tomar para promover com sucesso o Evangelho na cultura e na sociedade actual. Aborda elementos históricos e doutrinais da nova evangelização, explica o contexto actual, define os lugares, os agentes e os caminhos privilegiados da nova evangelização. Este livro é uma resposta e uma proposta a um tema muito actual e pertinente na Igreja europeia, com diversas iniciativas em curso. O conteúdo principal, recorrendo aqui a uma afirmação bíblica, é este: «Jesus Cristo é sempre o mesmo ontem, hoje e amanhã»; os Seus lugares mais imediatos são a catequese, o ecumenismo, a emigração, a comunicação.

Esta obra apresenta uma bela e original teologia do sacerdócio. Numa linguagem descontraída e com analogias várias, o autor aborda temas essenciais como o servir com a presença, verdade, criatividade, rotina, alegria, sacrifício, humildade, etc. “Quando se deseja entender a fundo o que é o sacerdócio, torna-se sempre necessário voltar às origens e contemplar o Mestre, ajoelhado, lavando os pés dos Doze. [...] Qualquer tarefa autenticamente sacerdotal deve estar marcada pela dimensão de serviço ou não será sacerdotal, mesmo que realizada por um sacerdote. Em certo sentido, sacerdote deveria ser sinónimo de servidor incondicional”, lê-se na introdução. Esta é também uma homenagem a todos os que dedicam a sua vida a servir os outros nas circunstâncias mais normais do dia-a-dia.

Menopausa Natural

Confie na Vida

Alberto Júlio Silva

Siddhartha Máscaras de Salazar Fernando Dacosta

Esta obra é a recriação de uma crónica pessoal a partir de testemunhos, de diálogos, de declarações, de conferências, de segredos que Fernando Dacosta teve com vários protagonistas (e opositores) do Estado Novo, inclusive Salazar. Para julgar é preciso compreender. Daí o contributo deste livro, memórias de gerações de pessoas convictas de um desígnio que foi morrendo com elas. É urgente reter a palavra, o testemunho com que influenciaram para sempre o nosso presente e futuro.

Quando Lisboa Tremeu Domingos Amaral

Lisboa, 1 de Novembro de 1755. A manhã nasce calma e, em vários quadros pitorescos, o leitor observa a vida citadina a decorrer na sua normalidade policromática. De repente, às 09h30, a cidade começa a tremer. Com uma violência nunca vista, a terra esventra-se, as casas caem, os tectos das igrejas abatem, e o caos gera-se, matando milhares. Nas horas seguintes, uma onda gigante submerge o Terreiro do Paço e durante vários dias incêndios colossais vão aterrorizar a capital do reino.

Não me ganhas Até qualquer dia! Texto: Isabel Castelão Ilustrações: João Lázaro Edições Castelão Como falar a uma criança sobre a morte do seu pai, da sua mãe, de um irmão?... Foi dessa terrível necessidade real que nasceu esta história: Era uma vez uma flor que nasceu na Aldeia do Monte Seco. Muitas foram as estratégias dos habitantes para manter a flor viva e saudável. Com ela cruzamse outras personagens e as suas histórias e outras flores que nascem. E um dia… a sua missão termina. Embora já ligada às lides da escrita, esta é a primeira obra de Isabel Castelão, onde revela um especial talento para descrever atitudes e sensibilidades. Se ler com atenção, irá descobrir uma menina da Golpilheira entre os amigos desta flor tão especial – que são várias flores muito especiais.

Nelson Ferraz Edium Editores

Nelson Ferraz é um escritor maiato que conta já com sete obras editados, cinco das quais dedicadas à poesia. Esta é mais uma obra nessa arte, em que apresenta um conjunto de poemas intimistas, inconformistas e desafiadores. “Às vezes as palavras doem-me” – sintetiza, quando questionado sobre o espírito e a personalidade deste livro. E revela as razões que o levaram a titular este conjunto de poemas com uma frase tão obstinada, ligadas à atitude com que encara os momentos do dia-a-dia: “as coisas que mais me preocupam e me confundem, ultrapasso-os com uma dose muito forte de loucura e uma postura constante de desafio que não é, nem nunca será, de disputa nua e crua”.

Hermann Hesse

Siddhartha, filho de um brâmane, nasceu na Índia no século VI a.C. Passa a infância e a juventude isolado das misérias do mundo, gozando uma existência calma e contemplativa. A certa altura, porém, abdica da vida luxuosa, protegida, e parte em peregrinação pelo país, onde a pobreza e o sofrimento eram regra. Experimenta de tudo, desde os intensos prazeres às privações extremas, até que descobre “o caminho do meio” e encontra o segredo para a paz interior… o importante é saber escutar com perfeição.

A filha dos Mundos – O Cetro de Aerzis (livro I) Inês Botelho

11x17 / Bertrand Foi aos 16 anos, nas férias grandes da escola, que Inês Botelho decidiu passar para o papel a ideia que tinha para fazer a trilogia O Cetro de Aerzis. E assim nasceu o seu primeiro livro – A Filha dos Mundos. A infância de Ailura foi repleta de histórias de fadas, elfos e duendes. Porém, como acontece com todas as crianças, Ailura cresceu, e aos poucos esqueceu-se do mundo encantado dos primeiros anos. Já adulta, um estranho acontecimento leva-a a um mundo no qual é confrontada com uma realidade bem diferente daquela que sempre conheceu. É então que percebe que a distância que a separa do mundo dos sonhos e do maravilhoso é mais ténue do que o ar que nos envolve.

Frankenstein – morto e vivo Dean Koontz Contraponto Com este terceiro livro, chega ao fim a trilogia sobre um dos monstros mais conhecidos, uma obra publicada em mais de 20 idiomas e que vendeu mais de oito milhões de exemplares em todo o mundo. Em “O Filho Pródigo”, Dean Koontz começou a contar uma nova versão do clássico da literatura gótica, na qual o demoníaco Victor Frankenstein continua a tentar criar uma raça de seres perfeitos, e apenas Deucalião, o seu primeiro «monstro», parece ser capaz de lhe fazer frente. Em “Morto e Vivo”, a saga do criador e da criatura continua. Com o futuro da humanidade em perigo, Deucalião preparara-se para confrontar o seu criador, mas ambos terão de fazer frente a uma criatura com poderes e objectivos inconcebivelmente cruéis…

Rino Fisichella

Maryon Stewart Arte Plural

Os efeitos da menopausa nas mulheres podem causar muitos transtornos. Deixam-nas debilitadas a nível físico, mental e emocional por longos períodos, acabando por afectar tanto a vida pessoal, como profissional. Maryon Stewart apresenta um plano para uma menopausa natural, no qual ensina a contornar os sintomas menopáusicos através da alimentação, de suplementos alimentares, de plantas medicinais, do exercício físico e do relaxamento. Menopausa Natural contém mais de 90 receitas, muitas delas especialmente concebidas para introduzir estrogénios naturais (fitoestrogénios) na dieta – uma alternativa segura e eficaz à Terapia Hormonal de Substituição.

João Paulo Pimentel

Louise L. Hay Cheryl Richardson

Como falar para as crianças ouvirem e ouvir para as crianças falarem Adele Faber Elaine Mazlish Guerra e Paz Este é um clássico traduzido em todo o mundo e está no top da Amazon há mais de 20 anos. Através de um método de comunicação útil e eficaz, este livro ensina os pais a resolver problemas do dia-a-dia de forma inovadora. Escrito numa linguagem simples, com exemplos práticos e imagens que ilustram situações reais, os leitores aprendem, entre outras coisas, a: lidar com os sentimentos negativos dos filhos – frustração, decepção; exprimir a raiva sem ferir; usar alternativas ao castigo e à palavra “não”. As autoras são reconhecidas internacionalmente como duas especialistas em comunicação entre adultos e crianças, com vários livros publicados e presenças constantes nos mais famosos programas televisivos.

Vidas Passadas, Cura Futura Sylvia Browne

Pergaminho

Pergaminho

“Confie na Vida” é um projecto que resulta da colaboração, empatia e partilha de sabedoria de duas das autoras de renome no campo do desenvolvimento pessoal. Nesta obra, abordam alguns dos temas de maior peso no campo do bem-estar físico, mental e espiritual: a auto-estima e a dificuldade de amarmos o nosso corpo; como projectar prosperidade e abundância para a vida e para o mundo; a manifestação de relações saudáveis a nível sentimental, familiar e profissional; e o poder do pensamento positivo. Aqui se revela como a força do pensamento pode mudar a nossa vida. Está ao nosso alcance termos uma existência harmoniosa, equilibrada e positiva – e ajudarmos os outros a têla também.

Com milhões de exemplares de livros vendidos em todo o mundo, Sylvia Browne é reconhecida como uma das maiores especialistas em fenómenos paranormais e mediunismo. Neste livro, explora os mistérios do plano físico, ou seja, do nosso corpo: poderá o Além ter uma influência na saúde e felicidade que sentimos na nossa vida terrena? Com sensibilidade, a autora mostra como os nossos problemas de saúde, amorosos e familiares estão enraizados em questões das nossas vidas passadas. Segundo ela, as perturbações com origem nas vidas passadas podem manifestar-se das mais diversas formas, e só serão resolvidas quando a verdadeira origem for reconhecida e abordada.


Jornal da Golpilheira

. sugestões de leitura e música .

Março de 2012

21

.CD.

Os Meus Pais já não Vivem Juntos Nelly Almeida Susana Monteiro

Editora Coisas de Ler O presente Manual revela a preocupação de alertar todos os que lidam com situações dolorosas decorrentes de separações, quer os seus actores principais, quer aqueles que pessoal ou profissionalmente se cruzam com situações desta delicadeza, para a importância de prevenir e minorar os efeitos de um processo de separação/ divórcio, revertendo-o num caminho construtivo. Os técnicos encontrarão neste manual um suporte e um fio condutor facilitador da sua intervenção, sobretudo na fase mais longa e complicada da “recentração” da criança/adolescente nos seus dois núcleos familiares, o do pai e o da mãe, que passaram a “dois mundos”, mas que se tocam, pelo que as pontes devem ser solidamente construídas.

Eu, Cláudio Robert Graves Bertrand Desprezado pela sua fraqueza e visto pela família como pouco mais do que um tolo gago, o nobre Cláudio sobrevive furtivamente às intrigas, às purgas sanguinárias e à escalada de crueldade que caracterizam as dinastias imperiais romanas. Em “Eu, Cláudio”, ele fica a observar dos bastidores para poder registar o reinado dos seus imperadores: do sábio Augusto e sua vilã mulher, Lívia, ao sádico Tibério e ao excessivo e louco Calígula. Um dos romances históricos mais aclamados e envolventes alguma vez escritos, “Eu, Cláudio” é um clássico dos nossos dias. Ou não fosse Robert Graves um dos autores de língua inglesa mais reconhecidos do século XX.

Não Sou um Serial Killer

QUINTO

Já está nas lojas de todo o mundo o 12.º álbum de originais de Madonna, cujo single de avanço “Give Me All Your Luvin’” já ultrapassa as 30 milhões de visualizações no youtube. Apresentado de forma espectacular no dia 5 de Fevereiro, no intervalo do Bridgestone Super Bowl, este single foi escrito por Madonna, Martin Solveig, Nicki Minaj e M.I.A., os arranjos são de Martin Solveig e Michael Tordjman e a produção por Madonna e Martin Solveig. «MDNA» foi gravado em Nova Iorque e Los Angeles, voltando a reunir Madonna com o seu antigo colaborador, William Orbit («Ray of Light»), que co-escreveu e co-produziu vários momentos do novo álbum. A lista de produtores de «MDNA» inclui ainda Martin Solveig, The Demolition Crew, Marco «Benny» Benassi e Alessandro «Alle» Benassi, Hardy «Indiigo» Muanza, Michael Malih e Madonna. Este álbum marca o regresso da “rainha da pop” aos discos e aos grandes palcos de todo o mundo, cuja digressão mundial começa no final do mês de Maio e vai percorrer o continente europeu e norteamericano. Um dos destinos da digressão de Madonna será o Estádio Cidade de Coimbra, no dia 24 de Junho de 2012.

António Zambujo edita a 2 de Abril o seu quinto disco, exactamente com este nome. Com uma carreira elogiada em todo o mundo, especialmente no Brasil, onde a sua sonoridade tem ilustres apoiantes como Caetano Veloso, Jô Soares, Vanessa da Mata ou Roberta Sá, entre outros, um dos seus trunfos é a fórmula que aplica nas suas composições e estrutura musical: tendo o fado como matriz, o músico introduz elementos do jazz, bossa nova, morna e do canto alentejano, conferindo-lhe uma identidade sonora única. Os seus últimos dois trabalhos foram considerados ‘Top of the World Album’ pela reputada revista inglesa Songlines. António Zambujo conta com a colaboração de músicos oriundos de distintas áreas da música, desde a música clássica ao fado e ao jazz, o que lhe permite fazer várias abordagens ao longo do disco. Além de originais seus, o disco conta com composições de Pedro Silva Martins (Deolinda), Márcio Faraco, Rodrigo Maranhão e Miguel Araújo Jorge (Os Azeitonas) e letras de João Monge, Nuno Júdice, Maria do Rosário Pedreira e José Eduardo Agualusa, entre outros, tudo produzido sob a coordenação de Ricardo Cruz.

Madonna

António Zambujo

CTT – Correios de Portugal

Dan Wells

Contraponto John Wayne Cleaver é um rapaz perigoso – muito perigoso. E passou a vida a tentar não cumprir o seu potencial. É bem-comportado, calado, tímido e reservado, mas incapaz de sentir empatia e de compreender as pessoas que o rodeiam. Prefere conviver com os mortos; o seu trabalho (e passatempo favorito) é embalsamar cadáveres. Além disso, partilha o nome com um famoso serial killer e tem uma obsessão quase incontrolável por psicopatas e assassinos em série. Sob estas circunstâncias, parece que o seu destino está traçado, sobretudo quando as exigentes regras que impõe a si próprio para se conter são postas à prova, ao encontrar vários corpos terrivelmente mutilados…

. álbuns . editora Universal Music Portugal .

MDNA

Portugal Connosco – O Olhar dos Carteiros

Mc-Serrano

Studio Prinzy É provável que ao pensar em música rap, surjam os grandes nomes da música americana desta sonoridade e, claro, os nomes de bons músicos que têm levado à ribalta o rap português. O nome Mc-Serrano pode parecer português… e é. Mas o músico, com origens portuguesas, está radicado com a família emigrante em França, e é em língua francesa que apresenta este seu trabalho de autor e intérprete. A provar que o rap é um género já tornado internacional, este «Ruse Blanche» ouve-se com naturalidade e demonstra a qualidade que Mc-Serrano não deixa por mãos alheias. O ritmo é bem explorado em arranjos melodiosos cuidados e com as palavras a serem sublinhadas por uma orquestração suave, a lembrar em alguns trechos uma sonoridade com ligações à tradição portuguesa do autor. Ou talvez seja apenas uma impressão subjectiva de quem por aqui o escutou, conhecendo as suas origens. O melhor mesmo escutá-lo, estando as faixas disponíveis para audição no site www.mcserrano.com, onde poderá também encomendar o disco para ouvir em casa.

>>>>>>>>>>>>>>>>>>> www.universalmusic.pt <<<

RADIO MUSIC SOCIETY Esperanza Spalding

A iniciativa “Portugal Connosco”, promovida pelos CTT, envolveu seis mil carteiros de todo o País, a quem foi entregue uma máquina fotográfica, com o desafio de que durante um mês retratassem o que quisessem. No final foram entregues 86 mil fotografias, das quais foram seleccionadas 200 para uma exposição e para este livro. Esta é a maior recolha de fotografias do género alguma vez feita em Portugal, constituindo um retrato do País a partir das imagens capturadas pela única classe profissional que todos os dias percorre todas as estradas e ruas portuguesas. Este livro tem sido apresentado em várias estações dos CTT do País, tal como aconteceu na Batalha, no passado dia 19 de Março. Para além da divulgação da obra, neste dia foi possível aos visitantes observarem algumas das fotos. De salientar que, entre as fotografias seleccionadas, está uma tirada por Susete Rodrigues, do grupo de carteiros da Batalha, identificada no livro como proveniente de Porto de Mós, por ser este o centro de distribuição onde a estação da Batalha está inserida.

RUSE BLANCHE

Esperanza Spalding, considerada uma das novas grandes figuras do cool jazz e soul, acaba de editar edita «Radio Music Society», o seu 4.º álbum de originais, sucessor de “Chamber Music Society” (2010). Segundo Esperanza, a ideia inicial seria lançar um álbum duplo que “explorasse tanto a música de câmara como a construção e melodia das ‘canções pop’”. Para tal, conta com a participação de aclamados nomes do jazz, entre os quais Billy Hart, Joe Lovano, Lalah Hathaway, Leo Genovese, Janice Scroggins e Dr. Memory, bem como de Q-Tip, MC dos lendários A Tribe Called Quest e aclamado produtor de Hip Hop, Soul e R’N’B. Recorde-se que Esperanza Spalding saltou de um relativo anonimato – fora dos círculos de jazz – para o estrelato, quando superou Drake, Florence + The Machine e Justin Bieber nos Grammys de 2010, ao vencer o galardão “Best New Artist”. O regresso de Esperanza pauta-se por uma nova aproximação ao jazz num formato mais radio friendly, capaz de cativar os ouvintes de rádio pela sua originalidade.

TUSKEGEE

HOME AGAIN

O ícone mundial Lionel Richie editou este mês «Tuskegee», o seu aguardado álbum de duetos. «Tuskegee» é a cidade, no estado do Alabama, onde Lionel Richie cresceu. As suas primeiras influências musicais reportam, precisamente, a essa zona, conhecida pela sua riqueza em géneros como o gospel, o r&b ou a country – e são precisamente essas influências que surgem expostas neste disco. «Cresci a ouvir country, r&b, gospel, e música clássica, por causa da minha avó, e pop: Tuskegee foi o perfeito caldeirão para a união de todas as minhas influências enquanto escritor», diz Richie. Este álbum é composto por novos olhares a 14 dos seus mais aplaudidos «hinos dos nossos dias», numa magnífica viagem para a qual convidou alguns dos seus artistas preferidos. A acompanhar Lionel Richie surgem artistas tão conceituados quanto Shania Twain, Kenny Rogers e Willie Nelson, lado a lado com as suas preferências no panorama actual, em escolhas como Pixie Lott ou Jennifer Nettles (Sugarland). Em resumo, «Tuskegee» é a prova de que a intensidade da sua obra intemporal tem a capacidade de tocar pessoas de todas as idades, de todas as partes do mundo.

Michael Kiwanuka é, definitivamente, um dos nomes a ter em conta em 2012. Depois dos aclamados louvores aos dois EP já editados – «Tell Me A Tale» e «I’m Getting Ready» – Michael Kiwanuka apresenta no álbum «Home Again» um pouco mais do seu repertório, desvendando um jovem compositor que, além de ter uma tentação por música comoventemente bela, é dono de uma voz com potencial suficiente para se tornar verdadeiramente intemporal. Após a nomeação para o Britt ‘Critic’s Choice’ no final do ano passado, os elogios a este cantor de 23 anos já começaram a surgir de várias fontes, e somam-se sucessos como ter esgotado os seus concertos a solo e de ter actuado por toda a Europa com Adele. O seu repertório e a sua segurança cresceram, à medida que os seguidores no seu myspace dispararam. Foi então que Paul Butler, dos The Bees, o convidou para ir até aos estúdios da banda, em Isle of Wight, para registar os alicerces destes primeiros EP, que expõem uma enraizada soul moderna, plena de traços folk.

Lionel richie

Michael kiwanuka

UNA NOCHE EN EL TEATRO REAL David Bisbal

«Una Noche en el Teatro Real» é o título do disco que apresenta David Bisbal num dos momentos mais brilhantes da sua carreira, num registo acústico e num dos palcos mais importantes do território espanhol, o Teatro Real em Madrid. O registo apresenta um disco e um DVD que junta o melhor do seu reportório, com novos arranjos que dão relevo à dimensão das suas músicas num formato com um som puro e uma atmosfera muito íntima. No palco, a voz de David Bisbal está acompanhada pela sua banda formada por guitarras acústicas e espanholas, um piano de cauda, contrabaixo e instrumentos de percussão. Em dez anos de carreira a solo, editou quatro álbuns, com os quais ultrapassou 4,5 milhões de discos vendidos e, só no último ano, teve uma centena de concertos e foi número 1 em países como Espanha, Estados Unidos, Argentina e México. Conta com mais de 50 prémios, entre os quais um Grammy Latino, dois Prémios Ondas e vários Billboard Latin. Estará em Portugal, no Coliseu dos Recreios, em Lisboa, no próximo dia 5 de Maio.


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Jornal da Golpilheira

. poesia . solidariedade . obituário .

Março de 2012

. poesia .

Um dos fundadores da Rádio Batalha

Campanha das Tampinhas em Porto de Mós

Faleceu Joaquim Trovão

Pedido de ajuda

A vida feita num poema triste

Faleceu no dia 19 de Março, aos 63 anos, vítima de doença prolongada, Joaquim Pinheiro Trovão, um dos fundadores da Rádio Batalha, onde foi durante largos anos companheiro de José Travaços Santos no programa “Vila Heróica” das noites de terça-feira. Era, acima de tudo, um batalhense de convicções e com uma participação algo discreta mas activa na vida da Batalha, cujas ideias e rectidão de princípios não abria mão, tendo sido um dos grandes impulsionadores na reactivação da Associação Recreativa Batalhense. Tinha na música a sua grande paixão. Foi um elemento preponderante na saudosa Orquestra Típica e Coral da Batalha, onde tocou contrabaixo ou rabecão, fez também parte do Rancho Rosas do Lena, onde tocava viola, tendo acompanhado este agrupamento em actuações no estrangeiro. Pedro Santos, António Sequeira e Fernando Brogueira, entre outros mais jovens, eram alguns dos elementos que com ele integraram as “Vozes da Batalha”. Com a sua morte, a Batalha vê partir prematuramente um filho e a música perde um dos seus valores na nossa região. Carlos Alberto Valverde

O meu irmão foi atropelado aos 9 anos de idade, acidente que lhe condicionou um desenvolvimento cognitivo normal. Alguns anos mais tarde, perdi os meus pais inesperadamente. A partir daí, passei a ser a única pessoa com quem ele podia contar. Restou-me pôr o meu irmão numa instituição durante a semana, de modo a poder continuar a trabalhar. Há 3 anos atrás, o meu irmão foi vítima de um esfaqueamento na cabeça dentro da instituição, que o deixou paralisado, cego e mudo. A cadeira onde permanece todo o dia sentado, cedida pelo Hospital e Segurança Social, não está adequada e o estado físico dele não pára de piorar. Quero proporcionar-lhe um pouco mais de conforto com a aquisição de uma cadeira personalizada. Para tal está a decorrer uma campanha de recolha de tampas de garrafas de plástico nas escolas do Agrupamento de Porto de Mós. O sucesso desta campanha poderá auxiliar-me monetariamente e também emocionalmente, com a solidariedade e carinho que eu possa vir a receber, como se de uma vitamina se tratasse para continuar a enfrentar a minha vida dentro da maior normalidade possível. Clara Fino

De tudo na vida que choro São poemas que muito adoro. Vou aos poucos partindo E não é mentindo Que vou caminhar, Ou ficar parado a esperar. É o escrever e dizer Algo de bom que me dá prazer, Sonhos em que não haja ninguém. Há sempre um pouco de esperança, Até na inocência da criança. Vou vivendo com a minha sensibilidade E nela caminho com liberdade. É pensando em mim e no mundo que me rodeia, Pois se assim não fosse seria uma vida tão feia. Olho o mundo com algum realismo, Acredito que em nada me vale o pessimismo. O ser poeta não é só escrever, É sentir bem fundo o que acaba de dizer, É viver um pedaço de sofrimento, É conseguir libertar algo do pensamento. Semeando o valor do amor Por quem nos rodeia é aliviar a dor. Com muitas lágrimas me alimento, Porque sei dar valor ao que é o sofrimento. Não me lançarei em tua direcção, minha mãe, Enquanto a pedra não libertar o meu coração. Sou pobre e rico de nobreza, mas poderia ser rico e viver longa tristeza. Uma lágrima me inunda o rosto, Triste vou partir com meu enorme desgosto. Esperarei por ti, Receberás a recompensa do que sofri. A dor não tem cura, é longa a ferida, Foram chagas que marcaram a minha vida. Obrigado, obrigado, obrigado… A vida me traiu com a mentira a meu lado. José António Carreira Santos

Ser Voluntário Ser voluntário É ajudar os que mais precisam Ao verem famílias a morrer à fome, Uma lágrima persiste no olhar! Os voluntários partilham o desespero e a solidão… Se assim o fizerem, o vosso coração Sabe verdadeiramente amar. Ser voluntário É seguir em frente E sem obstáculos, em casas, nos hospitais, nas prisões, Fazer o possível por aqueles que não têm lar nem pão. Vários voluntários estão dispostos A correr várias partes do mundo Passando algumas dificuldades, Mas vão em frente! A socorrer os que sofrem a sua dor… Ser voluntário É chamar os jovens e as crianças, Para darem a conhecer como se deve fazer Para podermos ter uma Santa Páscoa Com verdadeiro amor. Cremilde Monteiro

Agradecimento

Agradecimento

Adriano Pereira dos Santos

. obituário . Joaquim de Jesus Ferreira

N. 05 – 06 – 1942 F. 07 – 03 – 2012 Sua esposa Maria Júlia de Jesus Pereira, filhas Albertina Maria e Carla Susana Pereira dos Santos, netos e restantes familiares, na impossibilidade de o fazerem pessoalmente como era seu desejo, vêm de forma reconhecida agradecer todas as manifestações de carinho nesta altura de profunda dor e sentimento de perda, bem como a todos os que acompanharam o seu querido familiar até à sua última morada. Um agradecimento especial ao rancho folclórico “As Lavadeiras do Vale do Lena”, do Centro Recreativo da Golpilheira, pela presença e homenagem prestada. A todos, muito obrigados. Tratou: Agência Funerária Santos & Matias, Lda – Batalha

N. 10 – 05 – 1939 F. 27 – 03 – 2012 Sua esposa Maria Lídia Ferreira Monteiro, seus filhos Hugo Vasco e Marco Luís Monteiro Ferreira e restantes familiares, na impossibilidade de o fazerem pessoalmente como era de se desejo, vêm de forma reconhecida agradecer todas as manifestações de carinho. Agradecem ainda a todas as pessoas que se dignaram estar presentes naquele que foi o último adeus, ou que de outra forma lhe prestaram homenagem. A todos, muito obrigados. Tratou: Agência Funerária Santos & Matias, Lda – Batalha

Agradecimento

Agradecimento

Júlio Jorge Moreira José de Sousa Gil

N. 20 – 03 – 1912 F. 28 – 03 – 2012

N. 05 – 07 – 1917 F. 07 – 03 – 2012 Seu filho José Filipe Gil e restantes familiares vêm de forma reconhecida agradecer todas as manifestações de carinho nesta altura de profunda dor e sentimento de perda, bem como a todos os que acompanharam o seu familiar até à última morada, esperando que descanse em Paz. A todos, muito obrigados.

Seus filhos Maria Margarida, José Manuel, Francisco e Guilhermina Vieira Moreira, netos, bisnetos e restantes familiares, na impossibilidade de o fazerem pessoalmente como era de se desejo, vêm de forma reconhecida agradecer todas as manifestações de carinho. Agradecem ainda a todas as pessoas que se dignaram estar presentes naquele que foi o último adeus, ou que de outra forma lhe prestaram homenagem. A todos, muito obrigados.

Tratou: Agência Funerária Santos & Matias, Lda – Batalha

Tratou: Agência Funerária Santos & Matias, Lda – Batalha

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Agência Funerária Santos & Matias, L.da SERVIÇOS

FÚNEBRES

Brancas (Residência e Armazém) – ' 244 765764 Batalha (Escritório) - ' 244 768685 fune_santosematias@sapo.pt • 96 702 7733


Jornal da Golpilheira

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. diversas . lazer .

Março de 2012

Bombeiros Voluntários da Batalha G.N.R. Batalha Junta de Freguesia Golpilheira Câmara Municipal Batalha Extensão de Saúde da Golpilheira Centro de Saúde da Batalha Centro Hospitalar N. S. C. - Brancas Hospital de Santo André Farmácia Padrão – Golpilheira Farmácia Padrão (Batalha) Farmácia Ferraz (Batalha) Escola Primária da Golpilheira Jardim-de-Infância da Golpilheira Agrupamento Escolas Batalha Segurança Social (Geral) Conservatória R. C. P. C. Batalha Finanças da Batalha Misericórdia da Batalha Correios (CTT) - Batalha Posto de Turismo da Batalha Biblioteca Municipal Batalha Cinema/Auditório Municipal Museu Comunidade Concelhia Batalha Mosteiro de Santa Maria da Vitória EDP - Avarias (24 horas) Águas do Lena (Piquete: 939 080 820) Rodoviária – Agência Batalha Táxis da Batalha Rádio Batalha Centro Recreativo da Golpilheira

244 768 500 244 769 120 244 767 018 244 769 110 244 766 836 244 769 920 244 769 430 244 817 000 244 767 856 244 765 449 244 765 124 244 766 744 244 767 178 244 769 290 808 266 266 244 764 120 244 765 167 244 766 366 244 769 101 244 765 180 244 769 871 244 769 870 244 769 878 244 765 497 800 506 506 244 764 080 244 765 505 244 765 410 244 769 720 244 768 568

Ficha Técnica Registo ICS . 120 146 / Depósito Legal . 104.295/96 Contribuinte . 501 101 829 Director . Luís Miguel Ferraz (CP 5023) Dir.-adjunto . Manuel Carreira Rito (TE-395) Composição . Paginação . Luís Miguel Ferraz Clube de Jornalismo do CRG . Ana Rito, Anabela Lopes, André Rosa, Ângela Susano, Carlos Meneses, Catarina Bagagem, Cristina Agostinho, David Lucas, Joana Valério, Nuno Rosa, Sofia Ferraz, Vanessa Silva. Outros colaboradores . Ana Maria Henriques, António Ferraz (assinaturas), Carina Pereira, Carlos Santos, Carolina Carvalho (secretária), Célia Capitão, Cremilde Monteiro, Filomena Meneses (assinaturas), Joaquim Santos, José António Santos, José Jordão Cruz, José Travaços Santos, Marco Ferraz (publicidade), Pedro Jerónimo, Rui Gouveia. Propriedade/Editor . Centro Recreativo da Golpilheira (Instituição Utilidade Pública - D.R. 239/92 de 16/10) Presidente: Belarmino Videira dos Santos Almeida Sede . Estrada do Baçairo, 856 - 2440-234 Golpilheira Tel. 965022333 / 244 768 568 . Fax 244 766 710 Composição. Est. do Vale, 100 - 2440-232 Golpilheira Impressão . Empresa Diário do Minho, Lda . Tel. 253303170 Tiragem desta edição . 1500 exemplares Sítio: www.jornaldagolpilheira.com Blog: www.jgolpilheira.blogspot.com Facebook: www.facebook.com/jgolpilheira Twitter: www.twitter.com/jgolpilheira Email: geral@jornaldagolpilheira.com

Nome _____________________________________________

Pois venho!... Parece que vão mudar as regras outra vez e já não vamos perder a nossa Junta de Freguesia!

Olha o teu netinho! Vem muito satisfeito hoje...

Trocas

. fotos do mês. LMF

Líquidos...

Já se sabe que as máquinas são como os homens: precisam de líquidos para funcionarem bem. No Passeio TT da Golpilheira, os pilotos, os mecânicos e o público sabiam isso bem... líquidos não faltaram! O importante é não confundir as finalidades de cada um desses líquidos: a água é aquele que só deve ser usado para encher o radiador dos carros! Nada de misturas!...

. mãos namassa

Bifanas de porco à Zé do Pipo

Sofia Ferraz

Ingredientes 4 bifanas pequenas 4 fatias de fiambre 6 fatias de queijo 1 cebola 5 c.(sopa) de maionese 3 c.(sopa) de azeite Sal, pimenta, sumo de limão e alho picado qb

Preparação Temperam-se as bifanas com sal pimenta e sumo de limão. Leva-se ao lume uma frigideira, deixa-se aquecer, junta-se as bifanas e deixam-se cozinhar rapidamente de ambos os lados apenas para ganharem cor. Retiram-se e colocam-se num pirex. Descasca-se a cebola, corta-se em meias luas finas, deita-se na mesma frigideira, junta-se o azeite, leva-se ao lume e deixa-se cozinhar até ficar macia. Tempera-se de sal e pimenta e retira-se do lume. Barra-se as bifanas com metade da maionese, cobre-se com fiambre e coloca-se por cima a cebola. Espalha-se o resto da maionese, cobre-se com as fatias de queijo e vai ao forno pré-aquecido 180ºC durante 15 minutos. Retira-se e serve-se acompanhado de batata frita e uma salada. Bom apetite!

Pão para as crianças do padre João Campanha de solidariedade O padre João Monteiro da Felícia, missionário da Consolata natural da Golpilheira, está há alguns anos no Brasil, onde oferece o seu amor a Jesus Cristo, no serviço aos mais desfavorecidos. Aqueles que, ainda antes da fé, precisam de pão para a boca. O Jornal da Golpilheira tem em curso uma campanha para a oferta de uma “cesta de alimentos”, no valor de 10 euros, que é a ajuda que o padre João tenta entregar todos os meses às famílias com crianças a passar fome. Desde Janeiro de 2006, enviámos o total de 5010 euros = 501 cestas... Este mês recebemos 140 euros:

- Luís Henriques Monteiro - 40 euros (4 cestas) - Luísa da Silva Moreira - 50 euros (5 cestas) - Vítor Martins - 50 euros (5 cestas)

Colabore! Seja solidário... Contacte:

• CRG - R. Baçairo, 856 - 2440-234 GOLPILHEIRA • Pe. José Gonçalves (Pároco da Batalha) • António Monteiro Rosa (Casal Mil Homens)

...e poupe nos impostos!

Os Missionários passam recibo da sua oferta, que poderá deduzir no IRS. Basta que junte ao donativo o seu nome, morada e o n.º de contribuinte.

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Assinatura anual PT : 8 euros Europa: 12 euros Resto Mundo: 15 euros

Rua _______________________________________________ Nº ___________ Localidade _______________________________________________________________ Código Postal __ __ __ __ - __ __ __

Isso é porreiro, pá! ... e será que eles não aceitavam trocar a Junta pelo Posto Médico?

________________________________________

Tel. _____________ Email: _________________________ Data Nasc. ___ / ___ / _____ Entregar ou enviar para: Centro Recreativo - Est. Baçairo, 856 - 2440-234 GOLPILHEIRA

Agente Gás Galp e Repsol Serviço de entrega ao domicílio

A todos desejamos

GOLPILHEIRA • Tels. 244 768 246 / 966 791 425 / 963 432 306

Páscoa feliz!


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Jornal da Golpilheira Março de 2012

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