Page 1

Seu título cristão seu título orienta a dor orientador seu título oriental servidor serve a dor seu título vai-se, emprosa entrosa com o título na mão o título caneta e cruz na mão Seu título cristão

--maldito fichário, o chá dessa capa me custou

livro de poesia, vol. 1 sem título lucas rodrigues de campos, o autor sÓ sem biografia, sÓ lucas.rcampos@gmail.com so.contato@gmail.com


--todos trabalham incorrendo no risco de: varises estresse pedras todos trabalham incorrendo no risco de aderir Ă homeopatia da morte todos trabalham sozinhos, incorrendo no risco de: capitalizar-se todos trabalham sozinhos incorrendo no risco de transformar-se em apĂłlice

--porra no peru de natal, Ê o presente da família. porra, quanta graça. porra, no peru de natal!


--a muamba corre tão solta que emboabas podem reerguer-se junto aos cabanos, ainda, e, sempre invictos na história, verem caídos o banditismo bandeirante e o totalitarismo da coroa não desatinados com a gerência do bode, passarão a descontar virando mesas como toda a história, daqui partiremos sem aquele esquema de ser rei queima esse esquema de ser rei ou coloca numa uRna enterra e dá as cabeças pra baleia vai que ela morre e sai da história ? Hipotermia no deserto são coisas temerosas,

espinhos

na regra és pasmo de calor aqui você aprende a beber água, liquefaça-se segue na travessia, ainda estamos em desacordo e o nosso trato é descontar dá essa caligrafia pra conferirmos tem um cara bom de olho ali da pra ele, mas espera uns séculos sem cabeça caso seja inquisidor, sem cabeça


--aperfeiçoa um reduto incerto toma posições se tem um dos sentidos aprende o que será logo útil despeja saltos dialéticos, arremata o espaço logo o capital é guia de mãos sujas do esgoto que não para de correr logo rio se os saltos dialéticos pulassem de alegria risadas correriam pelos esgotos logo em casa, a distração nos departamento de saber logo insuficiente ou logo departamentos suficiente das ciências das ciências sementes caem mais mas sempre no mesmo lugar se mais mentes mentem mais sementes caem mais mas sempre no mesmo lugar atesta a mente de quem? parto da ciência semente departamento, a testa há testa ciente se há mentes de apartamento sementes germinam sementirinhas na estufa da testa de quem? deste departamento?


--Sádicos pouco, ou muito sádico pouco com a terra que o traga muito com a vela içada da despedida tanto que esfola o próprio punho

--: eis que é suprida necessidade suprida neural inteligentisia neural de dois pontos e sons poucos sois :


--reciclagem de corpos adubo de primeira qualidade o combate ao meio ambiente pode colocar aí como nota: resistência o combate ao meio ambiente organismo em harmonia um gozo mais, diremos ancestral sobrevida diária: 8h, um pouco além da média 4h, média 2h, ideal 0h [ou nada], o gozo pouco ou nada para o plano meta de desestabilização procriação metazoária vidas comprometidas com o ataque das horas péssimo, o seu relógio traste, o seu relatório recruta, ou um – pasmem! , um cúmplice do capital a pasmaceira do avanço a montagem do progresso arquitetura do nobre presunto a complacência Desastre do Astro Capital recruta, predileto, do plano triste oh! maldito capital


--palavra vinte e dois preciso delas aos 22, mais do que nunca desejo ao precisar delas a surgir preciso mais do que nunca delas pra comprovar 22 1 - distrair 22 2 - compor 22 3 – mentir assim falando delas disposto a cumprir minha tendência às falhas incorro nas fichas e numeração gentil leito das leis, delas


--extratos noise nurseria da comarca catas, estrofe! Trofegares resolutos gritantes além dos tropos

--das vitrines

PALESTINOS!

Figuras eram de ação mãos mouras desfilavam como a pai, filho, mãos e gondolas rosadas sob exércitos briguentos antirestauração


--numas dessas aulas nada, nada aprendi? Prova dos nove cardíaca um desenho um coração


--o canto das ruas gritos o canto das ruas de cá grito abafado nos cantinhos das ruas trocos, o grito nos cantinhos das ruas de cá gritos, fumaças troços no canto das ruas qualquer uma rua partem do meio partem ao meio caminha até o ponto da rua o grito abafado para, e partem na dança comezinha pernas pra que te quero sem trançar nesse buzum não posso voar só partir, e a espera aguardando chegar


--as enterra de uma vez e me chama de viado ou assa as partes se deleitando ou ainda imagina uma peça fugaz queimando.

--a produção com toxina ruim, mas servil os últimos dias tem sido assim

--psicodelia, acá há cá acá pandemoniar padarias, só vivem a glória dos insumos pães de ar pão demônio e ar


--não é cretino o ópio do povo tem o instrumento da desgraça alheia o povo, senões, e critica de novo pára de falar, não viu os sorrisos ouviu os risos, graça, falo, de novo, e agora, mais é mais e quanto menos espera, o pote, é um milagre

--O lú, um o talento do'lú não era evidente olhares poucos, dóceis tão decadentes O lú, um lunático cadente


--se eu vou ao galinheiro milhares de galinhas se eu vou ao amazonas milhares de piranhas a zona, milhares, centenas, um pouco xavasca, mulheres, Lisergia, um troco


--guerra fria micro forno radarondas satélite vigília e leite quente

--por trato retrato portrait perda trágica partido tráfego


--afã africa françáfrica oh mar uma sei lá, dá cilada olfatada e cangotê de noite sê suí, oh mar, a francesa foi que eu pensei em contar um mito francês um, dois, francês falado em dó uni, doá, a francesa morna nesse mar foi quando pensei um grito, a chuva, o mar franjesui amoá, amô, aí a francesa, jesuí força, a frança é da áfrica franceis é áfrica


--meu sobrenome é zulu mas eu não sei vou te matar filha da renda a costura é minha a textura da mãe a forma da avó mas eu nem sei vai tomar no cu filho da renda de citroen, de honda estou nem aí, dona estou, sou sua foda, fodinha, tia black

xeque, é cheque o escambau

navalha, mix de diamantes desculpas, nem sou vampiro mas é seu pescoço sente o drama cadê seus vocais sente o drama seu pescoço dama


--como vão os seus mortos ? ainda há algum querido ? imagina algum ao seu lado ? ou seu pragmatismo repele deus e gritas sou ateu ? como vão os seus mortos ? ainda há algum, Querido ? imagina algum ao seu lado. ou seu pragmatismo repele deus, e gritas sou Ateu. como vão, os seus mortos ainda há algum, querido... Imagina algum ao seu Lado! ou! Seu pragmatismo repele! deus e gritas sou ateu agora? Defunto?! --ganham substâncias as palavras recolhidas desse chão pouco alto e nada supenso, atrelado a suspenses dizeres vivos que começam a rastejar e tomam pernas contadas e registradas as passadas nos olhos e línguas do guardião espiado ao avesso de tanto desinteresse carregado dado e apregoado o funcionalismo sem caráter dos que acham tudo e vão desaguar podres no nada

poesia - Lucas Rodrigues de Campos  

livro de poesia, vol. 1 sem título lucas rodrigues de campos, o autor sÓ sem biografia, sÓ lucas.rcampos@gmail.com so.contato@gmail.com