NANOQUÍMICA USE NANO. A NANO RESOLVE
Outubro/Novembro 2026
Série 2
Número 365
NANOBAC 3010 Tecnologia que gera resultado Na Nanoquímica, desenvolvemos soluções químicas e tecnológicas que transformam o desempenho industrial. O NANOBAC 3010 é a prova de como a inovação em controle de contaminação se traduz em mais produtividade, menor custo e maior rentabilidade para o seu negócio.
ANÁLISE COMPARATIVA REAL REDUÇÃO NA DOSAGEM DE CONTROLADORES DE ESPUMA
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-60%
-30%
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Estabilidade operacional e rendimento fermentativo.
Redução no consumo de outros insumos relevantes.
Inovação disruptiva
Segurança do trabalho
Economia
Agregação de valor
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controle de infecção.
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Enzima Desfloculante.
Etanólica
NQ 700
EMULSIONE:
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e Gás Metano.
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Nanoquímica
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Outubro/Novembro 2026
CARTA AO LEITOR
índice ANÁLISES A edição 365 do JornalCana traz análises, publicadas por ordem alfabética, escritas com exclusividade por empresários e especialistas. Entre elas estão:
carta ao leitor
Fábio Meneghin, pengenheiro agrônomo especialista em inteligência de mercado, avalia o mercado do açúcar, que registrou alta no segundo semestre, mas os modelos climáticos, que apontam chuvas acima da média no cinturão canavieiro, fazem a cana render menos adoçante. . 6
Delcy Mac Cruz - redacao@procana.com.br
José Benedicto dos Santos, Mestre em Engenharia de Produção - COPPE | UFRJ, detalha o biometano, gás renovável que virou demanda compulsória em 2026 e do qual só o setor sucroenergético concentra cerca de 57,6 milhões de m³/dia de potencial, quase metade de tudo o que o Brasil poderia produzir a partir de biogás.. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 8 e 9 Leonardo dos Santos Caio Filho, da Cogen, e Zilmar de Souza, da UNICA, tratam de um tema preocupante para as usinas: em pouco mais de dois meses, o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) acionou por duas vezes o Plano de Gestão de Excedentes de Energia na Rede de Distribuição (PGEE), instrumento criado para restringir a geração de exportação de energia das usinas classificadas como Tipo III (usinas conectadas às redes de distribuição que não possuem despacho centralizado nem relacionamento operacional direto com ONS). . . . . . . . . . . . . . . . 12 e 13 Roberto Holland Filho, CEO da Usina Estiva, comenta porque os custos da próxima safra começam na atual. Boa parte das decisões que vão definir o resultado do ciclo 2027/28 já começou a ser tomada. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 16
MERCADO Projeções para a safra 2027/28 Ganho em produtividade e oferta de cana bisada estimam moagem maior no próximo ciclo no Centro-Sul, segundo consultorias especializadas. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 18
AGRÍCOLA Campeãs em produtividade Prêmio do IAC reconhece usinas com maior produtividade de cana na safra 2025/26; Usina São Luiz ficou em primeiro lugar......................................................................................................................................................................27
EVENTOS Seminário do Gerhai A usina pode instalar novos equipamentos, automatizar processos e ampliar sua produção para além do açúcar e do etanol. Mas quem vai redesenhar funções, desenvolver competências e liderar as relações nesse novo cenário? questionou, em sua conferência, Josias Messias, CEO da Pró-Usinas JornalCana. ................................................................................................................................................................................ 29 6º SINATUB Usina 4.0 Realizado durante a Fenasucro & Agrocana, evento levou inteligência à gestão industrial das companhias bioenergéticas. .........................................................................................................................................................30 e 31 MasterCana Centro-Sul & Social 2026 Cobertura completa do evento realizado em 11 de agosto, em Ribeirão Preto (SP), cuja premiação reconhece empresas, profissionais e iniciativas que se destacam no setor sucroenergético em áreas como gestão de pessoas. .................................................................................................................................................32 a 39
“Aquietai-vos e sabei que eu sou Deus; serei exaltado entre as nações; serei exaltado sobre a terra.” Salmos 46:10
ISSN 1807-0264 +55 16 99635-3205
Ribeirão Preto | SP | Brasil atendimento@procana.com.br
NOSSA MISSÃO “Desenvolver o agronegócio bioenergético, disseminando conhecimentos, estreitando relacionamentos e gerando negócios sustentáveis” MÍDIA IMPRESSA
MÍDIA DIGITAL
Bons exemplos bioenergéticos Em reta final, a safra de cana-de-açúcar na região Centro-Sul convive com instabilidades climáticas - por conta do El Niño -, que também irão refletir no próximo ciclo que oficialmente começa em 1º de abril próximo. A presente edição impressa do JornalCana traz projeções sobre a 2027/28 e coberturas como a do MasterCana Centro-Sul & Social 2026 e do Sinatub 4.0, evento concorrido realizado durante a Fenasucro & Agrocana. No mais, essa edição traz bons exemplos gerados dentro do ecossistema bioenergético. Partilho aqui um resumo de três deles. Régua de ambientes Uma das principais ferramentas para o planejamento agrícola da cana-de-açúcar, a chamada régua de ambientes de produção foi criada pelo engenheiro agrônomo e pedologista Hélio do Prado. A metodologia se tornou referência no setor ao classificar o potencial produtivo das áreas a partir das características naturais do solo. Pelo conjunto de sua contribuição, Prado foi homenageado no MasterCana Centro-Sul & Social 2026, com o reconhecimento de “Mestre da Cana”. A ferramenta hoje orienta decisões técnicas e econômicas em diversas usinas brasileiras e começa a despertar interesse de outras cadeias agrícolas. Durante cerca de 25 anos como pesquisador do Instituto Agronômico (IAC), Prado percorreu aproximadamente cinco milhões de hectares, realizando levantamentos detalhados dos solos brasileiros. Para ele, conhecer e classificar o solo é o primeiro passo para definir estratégias de manejo. A metodologia, desenvolvida a partir de estudos iniciados em 2000, utiliza classes identificadas por letras e cores para indicar o potencial médio de produtividade da cana em cinco cortes consecutivos. A avaliação considera as condições naturais do ambiente, principalmente o solo e o manejo básico, sem incluir recursos como irrigação, fertirrigação ou aplicação de resíduos. A régua também passou a ser utilizada na análise de investimentos e aquisição de propriedades, permitindo estimar o potencial econômico de novas áreas antes da implantação dos canaviais. O investimento da Usimat A Usimat, de Campos de Júlio (MT), ampliou sua estratégia de diversificação com a implantação de uma fábrica de açúcar. Reconhecida como a primeira usina flex do Brasil, a unidade processa cana-de-açúcar e milho no mesmo complexo industrial. Liderado pelo diretor Agroindustrial Rubsmar Germino, o projeto adiciona o açúcar ao portfólio da empresa, que já produz etanol a partir das duas matérias-primas. A Usimat iniciou testes com milho em 2010 e, em 2012, tornou-se a primeira planta brasileira a processar o cereal em uma estrutura originalmente projetada para cana. Boa leitura.
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ANÁLISE
O doce retorno das margens Fabio Meneghin* Desde o início de agosto, algo que o setor sucroalcooleiro brasileiro havia quase esquecido voltou a aparecer nas planilhas: uma recuperação das margens. O açúcar VHP, a versão bruta que o país despacha ao mundo, subiu 27% e passou a render cerca de 80 dólares por tonelada acima do custo de produção. Não é uma fortuna. Mas, depois de meses em que o preço mal cobria os custos, é o suficiente para mudar comportamentos e melhorar as perspectivas de uma das cadeias agrícolas mais importantes do Brasil. O clima no Hemisfério Norte é o principal fator por trás dessa mudança. O mercado global de açúcar vinha operando com certa folga — o que evaporou nos últimos dias. Na Índia, as monções que irrigam os canaviais chegaram fracas sob a influência do El Niño, com chuvas de 20% a 34% abaixo da média em regiões decisivas. A produção indiana deve ficar em torno de 29 milhões de toneladas, e o governo já autorizou importar 1 milhão de toneladas de açúcar sem tarifa. Não se trata apenas de menos açúcar: quando um dos maiores produtores do mundo abre a porta para importar, ele deixa de ser fonte de oferta e passa a disputar o produto que sobra no mercado internacional. A Tailândia, segundo maior exportador do mundo, enfrenta situação semelhante. Na Europa, a safra de beterraba açucareira está quebrando sob o peso do clima seco e quente do verão, especialmente na França. Somados, esses tropeços transformaram um mercado equilibrado num mercado deficitário: a estimativa de déficit global saltou de 1 para 2,5 milhões de toneladas de julho para agosto, de acordo com as estimativas da Veeries. Foi o bastante para fazer cair as fichas no mercado. Os fundos que apostam no preço futuro do açúcar voltaram a comprar, e a cotação em Nova York avançou perto de 25% no mês. Para o Brasil, há efeitos imediatos. Enquanto o açúcar rendia pouco, as usinas mais capitalizadas faziam o que
faz qualquer negócio pressionado por caixa: seguravam o açúcar à espera de dias melhores e queimavam etanol para pagar as contas.
Com o retorno das margens, o açúcar represado voltou ao mercado — o line-up de embarques para agosto somou 3,3 milhões de toneladas e as usinas retomaram vendas. A comercialização da safra atual pulou para 67%, e a própria safra seguinte, a 27/28, já tem 3,3 milhões de toneladas vendidas a preços que se aproximam dos 1.900 reais por tonelada. Um mercado que operava em carrego — empurrando embarques para o futuro à espera de preços melhores — já não precisa esperar tanto. Há consequência para a composição do mix de produção. A safra brasileira começou pendendo para o etanol, mas agora pende de novo para o açúcar. Convém aqui, no entanto, uma dose de humildade. Os modelos climáticos apontam chuvas acima da média no cinturão canavieiro entre setembro e novembro, e sob alta umidade a cana rende menos açúcar. A moagem projetada para
o Centro-Sul, mantida em 630-635 milhões de toneladas, tem pouco espaço para perder dias de trabalho. Se a primavera for de fato mais úmida, o número tem viés de baixa — não por falta de cana, que este ano é abundante, mas por falta de tempo seco para processá-la. Como isso se reflete nas margens? O fornecedor independente — o produtor que planta e entrega, sem moer — é o elo mais frágil e o último a sentir qualquer melhora, porque o preço que ele recebe demora a incorporar a alta de Nova York. Suas margens seguem negativas nesta safra, na casa dos 187 reais de prejuízo por hectare. É pouco animador, até que se lembre de que a estimativa de prejuízo era de 639 reais negativos por hectare em julho. A trajetória conta. Vale lembrar de onde se está caindo: na safra 25/26, esse mesmo fornecedor fechou o ano com margem positiva de 1.223 reais por hectare; em junho de 26/27 a conta já estava no vermelho. Se o açúcar consolidar os preços de agora, a próxima safra pode devolver ao fornecedor uma margem no azul, ainda que modesta. E as relações de troca com fertilizantes, que ditam quanto vale a pena investir no canavial, melhoraram nas últimas semanas — sinal de que a adubação e a renovação da lavoura podem ganhar algum fôlego. O canavial é uma lavoura de vários cortes, e o efeito de uma adubação represada não aparece na safra em curso,
mas nas seguintes: é aí que a melhora das margens de agora deixa de ser alívio de caixa e passa a ser decisão de investimento. Nas usinas, que moem a cana e carregam o negócio industrial, a história é parecida: a melhora é real, mas parte de um patamar deprimido. A margem média do processador ainda é modesta em 26/27, e o retorno do açúcar apenas começa a repô-la. O alívio maior está guardado para a safra seguinte. As projeções para 27/28 no Centro-Sul apontam moagem estável, com um mix mais açucareiro, puxado justamente pelas paridades que hoje favorecem o adoçante. Seria exagero declarar uma recuperação ampla do setor. As margens de usinas e fornecedores continuam magras, os juros permanecem altos e o ciclo de bonança de poucos anos atrás ainda não voltou. A demanda mundial de açúcar cresce a taxas anêmicas, abaixo de 1% ao ano, o que limita quão longe os preços podem ir. E o etanol, o outro pilar da cana, ainda digere um excesso de oferta — embora ali também o pior pareça ter passado: a demanda reage, as exportações começam a aparecer e o vale de preços provavelmente ficou para trás. As condições mudaram um pouco para melhor em agosto, e o setor sucroalcooleiro está se adaptando rapidamente. * Sócio-fundador da Veeries
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CONTEÚDO DE MARCA
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Volare Fly 10 GV integra frota da Sertran e impulsiona a descarbonização do fretamento Veículo movido a biometano e GNV colabora com as metas ESG da companhia e seus clientes
A Sertran Transportes incorporou à sua frota a primeira unidade do Volare Fly 10 GV, movido a biometano e GNV. Em fase de testes de operação, com relevante cliente da Sertran, na região de Presidente Prudente, interior de São Paulo, o veículo reduz em até 84% a emissão dos gases causadores do efeito estufa e em cerca de 96% de material particulado, proporcionando excelente desempenho e eficiência operacional. “A escolha do Fly 10 GV colabora para a descarbonização do transporte e está alinhada com as estratégias e metas ESG das empresas. A adoção de um modelo 100% movido a biometano e GNV introduz uma tecnologia de menor impacto ambiental no segmento de fretamento, cada vez mais essencial para as corporações, ampliando os efeitos positivos da transição energética e estimulando um cotidiano mais sustentável”, destaca Sidnei Vargas, gerente executivo da Volare. O desenvolvimento e produção do Volare Fly 10 GV faz parte do compromisso da Marcopolo com a descarbonização e uma mobilidade mais sustentável. Demonstra também os investimentos robustos que estão sendo feitos com o objetivo de oferecer ao mercado modelos com tecnologias que promovam eficiência na operação. “A aquisição do Volare Fly 10 GV demonstra a estreita parceria entre a Sertran e a Marcopolo. No último ano, foram cerca de 200 novos veículos adquiridos, com destaque para
o início do projeto-piloto de operação do Volare Attack 10 Híbrido, primeiro micro-ônibus desenvolvido no mundo que tem motorização elétrica e um motor a combustão como gerador para recarregar as baterias, fato que reforça o pioneirismo e vanguarda da Sertran no mercado”, enfatiza Mauro Picinato, CEO da Sertran. O modelo também está em fase de testes de operação desde o início de junho em Dourados (MS).
A utilização do Volare Fly 10 GV potencializa a redução dos impactos ambientais e sociais ao promover redução de emissões, preservação ambiental e maior engajamento da comunidade na descarbonização do transporte corporativo, ao mesmo tempo que garante mais eficiência, autonomia e redução de emissões. “Neste momento de nossa história, a Sertran busca diversas alternativas tecnológicas investindo em conhecimento e parceiros que possam somar à nossa visão estratégica sobre o futuro do transporte de pessoas no setor agroindustrial brasileiro. Estivemos, por exemplo, na Fenasucro & Agrocana 2026, considerada a maior feira de biocombustível do mundo e que re-
úne líderes e executivos de 600 marcas expositoras de produtos e serviços. Movimentos como esse, assim como as novas aquisições do Volare Fly 10 GV e o Volare Attack 10 Híbrido, indicam que estamos engajados a continuar expandindo no uso de combustíveis renováveis, sob aspecto logístico e ambientais, especialmente na cadeia de produção de nossos clientes”, comenta Daniel Felício, Diretor de Novos Negócios e Tecnologias da Sertran.
Fly 10 GV: tecnologia, autonomia e eficiência O Volare Fly 10 GV entregue à Sertran Transportes possui 10.145 mm de comprimento e é equipado com 31 poltronas Executiva, com tomadas USB, sistema de ar-condicionado, câmeras de monitoramento e sensor traseiro de estacionamento. O veículo também incorpora sistemas eletrônicos de segurança e conforto, como controle de tração e estabilidade e bloqueio automático do veículo com porta aberta e possui três cilindros de combustível, com capacidade para 360 litros, garantindo autonomia de até 450 km dependendo da aplicação. O Volare Fly 10 GV já foi testado
em diferentes cidades pelo Brasil, com Guarulhos, em São Paulo, Belo Horizonte e Juiz de Fora, em Minas Gerais, Salvador, na Bahia, e Londrina, no Paraná, e comprovou a sua capacidade técnica, competitividade econômica e desempenho ambiental superior em comparação aos modelos convencionais movidos a diesel. Sobre a Sertran Fundada em 1996, em Sertãozinho (SP), a Sertran atua em fretamento privado, destacando-se como um dos mais relevantes operadores do setor agroindustrial brasileiro, com posição consolidada no transporte de passageiros em mais de 20% de todo setor sucroenergético. A operadora possui mais de 50 unidades operacionais, frota com mais de 1.600 veículos e cerca de 3.500 colaboradores. A empresa está presente em cinco estados da federação: São Paulo, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Goiás e Tocantins, percorrendo mais de 80 milhões de quilômetros anualmente. Sobre a Volare A Volare é líder na fabricação de micro-ônibus para transporte de passageiros nos segmentos escolar, fretamento, turismo, urbano, rural e mineração. Com foco constante em inovação, tecnologia e sustentabilidade, oferece soluções de mobilidade que se adaptam às mais diversas necessidades, sempre com a qualidade e segurança que são referência no mercado. Os veículos têm configurações de 6 a 12 toneladas, produzidos conforme a necessidade de cada cliente. A marca conta com mais de 40 pontos de atendimento no Brasil e 20 no exterior, com assistência técnica especializada. Pioneira na fabricação de veículos comerciais leves, possui unidades fabris em Caxias do Sul/RS e São Mateus/ES.
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ANÁLISE
Estaria a agroindústria brasileira caminhando para se tornar uma extensão do segmento de óleo, gás e energia? Gisele Benedicto dos Santos* Em 2026, o mandato do biometano deixou de ser promessa regulatória para virar demanda compulsória de verdade. Pela Lei do Combustível do Futuro (14.993/2024) e seu decreto regulamentador, produtores e importadores de gás natural são obrigados a comprovar, todo ano, uma parcela mínima de biometano em seu consumo (hoje 0,5%, com alta prevista). Quem não produz nem importa biometano suficiente precisa comprar o Certificado de Garantia de Origem do Biometano (CGOB) de quem produz. Na prática, a lei criou um comprador obrigatório para um produto que a agroindústria brasileira já sabe fazer. O desenho não é exatamente uma novidade para quem está no setor sucroenergético. É basicamente o mesmo mecanismo do RenovaBio, só que aplicado ao gás: em vez de distribuidoras de combustíveis comprando CBIO de quem produz etanol e biodiesel, agora são produtores e importadores de gás natural comprando
CGOB de quem produz biometano. E esse comprador está longe de ser pulverizado. Segundo o Boletim da Produção de Petróleo e Gás Natural da ANP, a Petrobras responde por 86,51% de toda a produção nacional de gás. Ou seja, na prática, concentra também a maior fatia da demanda potencial por CGOB no país. É pouca gente do lado de quem compra. Do outro lado está o potencial declarado da matéria-prima. Só o setor sucroenergético concentra cerca de 57,6 milhões de m³/dia de potencial de biometano, quase metade de tudo o que o Brasil poderia produzir a partir de biogás, segundo estimativas da Associação Brasileira do Biogás (ABiogás). O problema é a distância entre potencial e execução: até junho de 2026, o país tinha apenas 21 plantas de biometano autorizadas pela ANP, com taxa média de utilização de 35% da capacidade instalada; as plantas de agroindústria, especificamente, operam a apenas 16%, bem atrás dos 45% das plantas de aterro sanitário, rota que o Brasil já domina desde os tempos
do Mecanismo de Desenvolvimento Limpo, nos anos 2000. Já detalhamos esse hiato de execução em artigo republicado por este mesmo veículo em setembro de 2026. É um problema de maturidade de rota tecnológica, não de vontade do setor. E é precisamente esse tipo de hiato que, em outros mercados, abriu espaço para petroleiras comprarem quem já resolveu o problema de escala. A Shell pagou cerca de US$ 2 bilhões pela dinamarquesa Nature Energy, em negócio fechado em 2023 (14 plantas de biogás já operando, mais um pipeline de 30 novos projetos entre Europa e América do Norte). Nos Estados Unidos, a BP comprou a Archaea Energy por aproximadamente US$ 4,1 bilhões, em 2022. Nos dois casos, o roteiro foi o mesmo: em vez de esperar a curva de aprendizado interna, optou-se por comprar quem já sabia produzir gás renovável em escala industrial. No Brasil, esse roteiro parece estar só um passo atrás, e a própria Petrobras já sinalizou para onde pode caminhar. Desde 2025, a estatal negocia biometano por chamada pública lançada para cumprir o mandato: recebeu 90 propostas e, segundo a Argus Media, aceitou as 20 que avançaram à nego-
ciação, com fornecimento previsto para 2026. A diretora de Transição Energética da companhia, Angelica Laureano, foi além ao dizer que a Petrobras avalia se tornar produtora, com participação minoritária, “da mesma forma que pretendemos entrar no etanol”. Nenhum contrato foi assinado até agora, mas a intenção já ecoa o roteiro que veio antes da Shell fechar o cheque pela Nature Energy. E o elo entre os dois mundos já existe dentro de um único grupo econômico brasileiro. A Cosan é sócia da Shell na Raízen, joint venture de bioenergia. Ao mesmo tempo, por conta própria, a Cosan controla a Compass (dona da Comgás, maior distribuidora de gás do país), cujo braço Edge opera um terminal de regaseificação de GNL em Santos e pode se tornar, por conta dessa importação, agente obrigado do próprio mandato do CGOB. A mesma Edge é sócia da Orizon na OneBio, produtora de biometano a partir de aterro sanitário. Ou seja: dentro de um só grupo, já convivem quem importa gás e precisará de CGOB, e quem produz biometano e pode vendê-lo. (Continua na página seguinte)
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ANÁLISE
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Biometano vira linha de receita recorrente que não prova valor sozinho tende a ser comprado pelo preço de quem o compra, não de quem o vende. O roteiro já rodou lá fora. Aqui dentro, ele está só um passo atrás, e já tem gente nos dois lados da mesa ao mesmo tempo. A pergunta que fica para quem dirige uma usina de cana ou milho não é mais “isso vai acontecer?”. E, quando acontecer, sua usina vai fornecer a matéria-prima, sentada como sócia, ou vendo de fora um mercado que ela ajudou a criar ser capturado por quem chegou com mais capital? *Mestre em Engenharia de Produção COPPE | UFRJ
Referências: · “Biometano no Brasil: gargalos na produção e operação”, JornalCana, publicado em 04/09/2026. Fonte dos dados: ANP, Painel Dinâmico de Biometano. Acesso em 07/09/2026. · Associação Brasileira do Biogás (ABio-
gás) — estimativa de potencial de biometano do setor sucroenergético (~57,6 milhões de m³/dia). Acesso em 07/09/2026. · Argus Media, “Viewpoint: Brazil’s biomethane at a crossroads”, 02/01/2026 — dado das 20 propostas aceitas pela Petrobras na chamada pública de biometano.
· Agência Petrobras, “Petrobras lança primeira Chamada de Propostas para aquisição de biometano”, 06/01/2025. · Agência iNFRA,“Petrobras negocia biometano com 19 fornecedores e avalia entrar no setor”, 09/12/2025 — declaração da diretora Angelica Laureano.
sp studio
Para quem se antecipar, biometano pode virar exatamente isso: uma quarta linha de receita recorrente, ao lado de açúcar, etanol e cogeração de energia elétrica, com comprador garantido por lei. Mais do que caixa extra, é musculatura de negociação. Usina que já produz e vende CGOB se sentará numa eventual conversa com uma petroleira como dona de ativo pronto, não como fornecedora de matéria-prima crua esperando o comprador ditar o preço. O risco está no cenário espelhado. Quem ficar parado corre o risco de virar, mais adiante, precisamente o tipo de ativo barato que destrava uma aquisição. O próprio hiato de execução que citamos acima é parte do que torna esse roteiro mais provável aqui do que foi na Dinamarca: lá, a Shell comprou uma empresa já consolidada, com preço formado por 14 plantas operando a pleno vapor. Aqui, boa parte do potencial declarado da agroindústria ainda não virou planta rodando em escala. Ativo
Espalhadores
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ANÁLISE
Da cana aos datas centers: sua usina está enxergando essa oportunidade? Bioeletricidade, localização e incentivos podem atrair indústria para o setor, com CNPJs distintos e negócios complementares Josias Messias*
Dois negócios, uma oportunidade
E
m junho de 2025, durante a palestra de encer ramento do Congresso da ASSCT (Sociedade Americana de Tecnólogos em Cana-de-Açúcar), nos Estados Unidos, lancei uma provocação às usinas americanas: por que não transformar o grande excedente de bagaço de cana, que não é queimado nas caldeiras e representa um desafio ambiental, em eletricidade para alimentar data centers junto às unidades industriais? A proposta partia de uma realidade diferente da brasileira. Enquanto a maioria das usinas do Brasil comercializa excedentes de bioeletricidade, as unidades americanas não exportam energia elétrica. Parte do bagaço se acumula no pátio, sem aproveitamento energético. E se esse passivo pudesse se transformar em uma nova fonte de receitas?
Da provocação à realidade Poucas semanas depois, em julho de 2025, a Adecoagro anunciou parceria com a Tether para utilizar bioeletricidade na mineração de bitcoin. O projeto inicial prevê 10 MW, com possibilidade de expansão para 40 MW. Mineração de bitcoin e processamento de inteligência artificial têm requisitos tecnológicos, operacionais e econômicos distintos. Mas ambos mostram como a energia pode gerar valor na infraestrutura computacional. Se a Adecoagro já experimenta essa alternativa, quantas outras usinas poderiam atrair empreendimentos semelhantes? O Redata entra na equação Em setembro de 2026, o Brasil instituiu o Redata, regime de incentivos à implantação de data centers, condicionado a requisitos de sustentabilidade, investimento e atendimento ao mercado nacional. Entre as exigências está o suprimento integral da
demanda elétrica por fontes renováveis ou de baixa emissão. Há condições diferenciadas para empreendimentos em regiões incentivadas, especialmente Norte, Nordeste e Centro-Oeste. A bioeletricidade da cana reúne atributos relevantes: origem renovável, possibilidade de geração programável e integração com infraestrutura industrial existente. Estamos considerando as usinas como possíveis polos de atração dessa nova indústria?
Quanto vale essa energia? Um data center com demanda contínua de 10 MW consome aproximadamente 87,6 mil MWh por ano. A R$ 300/MWh, preço ilustrativo, a venda dessa eletricidade representaria receita bruta anual de R$ 26,3 milhões para a usina. Para o data center, o custo convencional pode ser maior, ao incorporar tarifas de uso da rede e outros componentes. Uma referência parcial de R$ 388/MWh equivaleria a aproximadamente R$ 34 milhões anuais, sem representar uma tarifa final ou economia garantida. Quanto poderia ser economizado com a instalação junto à usina? Quais tarifas permaneceriam? Quanto custaria assegurar energia na entressafra? E o preço do MWh deveria refletir apenas a eletricidade ou também sua origem renovável, a rastreabilidade e a infraestrutura disponível? Incentivos do Redata, certificados de energia renovável e benefícios regionais também entram na avaliação, sem confundir vantagens potenciais com receitas asseguradas.
Não proponho transformar usinas em operadoras de data centers. São negócios distintos, com CNPJs, investimentos e riscos próprios. A usina produz e vende bioeletricidade e pode disponibilizar terreno e infraestrutura. Uma empresa especializada investe no data center, compra energia e comercializa serviços computacionais. E o data center nem precisa estar junto à usina. Por contratos de fornecimento de energia (PPAs), a bioeletricidade pode ser vendida a operadores em outras regiões, utilizando o Sistema Interligado Nacional (SIN), com os custos de rede aplicáveis. Para a usina, interessa vender energia com rentabilidade e previsibilidade. Para o operador digital, importa contratar eletricidade competitiva, confiável e renovável. Qual preço tornaria ambos os negócios atrativos? Quanto vale um contrato de longo prazo com essas características?
Quem vai capturar esse valor? O setor bioenergético ampliou o aproveitamento econômico da cana: açúcar, etanol, bioeletricidade, biogás, biometano e novos bioprodutos. Agora, a expansão da inteligência artificial e da infraestrutura digital abre outra possibilidade: transformar bioenergia em insumo estratégico para uma indústria em crescimento. Isso não significa que toda usina deva receber um data center. Disponibilidade energética, conectividade, localização, investimentos e contratos exigem avaliação individual. Mas essa oportunidade merece entrar na agenda de dirigentes e conselhos de administração. Empresários de usinas, como a Alta Mogiana, acreditam tanto na demanda e preço da eletricidade que estão priorizando os investimentos em cogeração. Se a bioeletricidade pode ajudar a viabilizar a economia digital, sua usina está preparada para atrair investimentos ou fornecer energia a esses empreendimentos? E, se essa oportunidade se confirmar, quem vai capturar seu valor: as usinas ou outros investidores?
*Jornalista, conselheiro de administração e CEO da Pró-Usinas JornalCana
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ANÁLISE
Corte de energia (Curtailment): dois acionamentos nas Biomassas, modelo precisa de aprimoramentos Leonardo Santos Caio Filho*
Ainda assim, persistia a necessidade de cortar mais 1.000 MW entre 11h e 13h, o que levou ao acionamento inédito do PGEE em 12 distribuidoras, ZILMAR JOSÉ DE SOUZA** responsáveis por cerca de Em pou80% do Sisco mais de tema Interlidois meses, gado Nacioo Operador nal. Nacional do O relatóSistema Elério técnitrico (ONS) co enviado acionou por pelo ONS à duas vezes ANEEL em o Plano de 7 de julho Gestão de mostra que Excedentes o resultade Energia do superou na Rede de em muito o Distr ibuiplanejado: a ção (PGEE), redução veinstrumento rificada nas criado para usinas Tipo restringir a III chegou geração de a cerca de expor tação Leonardo Santos Caio Filho 2.000 MW, de energia das usinas classificadas como Tipo III o dobro do solicitado. (usinas conectadas às redes de distri- Das 12 distribuidoras acionadas, oito buição que não possuem despacho cumpriram integralmente o limite; centralizado nem relacionamento em quatro — Neoenergia Elektro, operacional direto com ONS) — a Neoenergia Pernambuco, Neoenermaioria delas Pequenas Centrais Hi- gia Coelba e Equatorial Goiás — a drelétricas (PCHs) e usinas a biomassa geração ficou acima do teto na jane— quando as medidas convencionais la mais crítica, entre 12h e 13h, ainda de controle de carga mínima se mos- que o resultado agregado tenha sido considerado satisfatório para o Sistetram insuficientes. ma Interligado Nacional - SIN. O PRIMEIRO ACIONAMENTO O segundo acionamento ocorreu em OCORREU EM 7 DE JUNHO 23 de agosto de 2026, um domingo, DE 2026, FERIADO DE entre 11h e 13h30, novamente resCORPUS CHRISTI, ENTRE tringindo a exportação de energia das 10H E 14H. DIANTE DE usinas Tipo III conectadas às redes de PREVISÃO DE CARGA distribuição. SUPERVISIONADA MÍNIMA Diante dos dois eventos de cortes de DE APENAS 26,7 GW, O geração (curtailments), algumas conONS JÁ HAVIA DESLIGADO tribuições técnicas foram apreendi48 HIDRELÉTRICAS CENTRALIZADAS, das para os próximos acionamentos REDUZIDO do Plano Emergencial de Corte de INFLEXIBILIDADES Geração na Distribuição, caso ocorTÉRMICAS E ZERADO O ram, que transformamos em sugestões DESPACHO CENTRALIZADO apresentadas a seguir. DE EÓLICAS E A soma da eólica, da solar centralizada FOTOVOLTAICAS — CERCA e da micro e minigeração distribuída DE 26 GW A MENOS NO fotovoltaica já se aproxima de supeSISTEMA. ram 100 GW instalados intermitentes
no país, algo sete Usinas Itaipu em capacidade instalada em energia intermitente, levando o sistema a estresses com excesso de oferta durante determinadas horas e a necessidade de executar o PGEE. MESMO SEM SEREM A CAUSA DESSES ESTRESSES, A BIOENERGIA TEM COOPERADO, MAS DEFENDE QUE O DESENHO OPERACIONAL DO PLANO AINDA CARECE DE CRITÉRIOS MAIS CLAROS, ESPECIALMENTE PARA AS USINAS DE COGERAÇÃO A BIOMASSA (BAGAÇO DE CANA, BIOGÁS, LICOR NEGRO, CAVACO DE MADEIRA) Dentro desse contexto um ponto primordial seria O primeiro ponto é a necessidade de maior detalhamento e antecedência na divulgação dos procedimentos de corte, simultaneamente a distribuidoras e geradores, para reduzir a insegurança jurídica que hoje atinge todo o setor elétrico. O próprio relatório do ONS reconhece o problema e até as distribuidoras relataram que a confirmação do acionamento e dos montantes, em horário próximo ao início da restrição, comprometeu a comunicação prévia com os agentes geradores. O segundo pedido seria é que os cortes de energia preservassem um patamar mínimo de exportação, em vez de zerar a geração das usinas, em algumas situações. O desligamento total elimina a contribuição da unidade para a inércia e a resposta primária de frequência e aumenta o risco de instabilidade na ressincronização, podendo prolongar a indisponibilidade muito além da janela de corte, além de impactar com reflexos diretos sobre a produção industrial associada, como a produção do açúcar, do etanol, e de outros
Zilmar José de Souza produtos associados, cujo faturamento representa em torno de 90% da usina como um todo. TAMBÉM SUGERIMOS QUE GRUPOS ECONÔMICOS COM MAIS DE UMA USINA TIPO III NA MESMA ÁREA DE CONCESSÃO E NO MESMO BARRAMENTO POSSAM DEFINIR INTERNAMENTE, COM TRANSPARÊNCIA, O RODÍZIO DA RESTRIÇÃO ENTRE SUAS UNIDADES, MODELO QUE A CPFL PAULISTA JÁ TESTA NA PRÁTICA E PRECISA SER ESTENDIDO ÀS DEMAIS DISTRIBUIDORAS. O quarto e mais sensível ponto é que a biomassa seja a última fonte a ser cortada alternativa na ordem de mérito dos cortes na metodologia do curtailment. (Continua na página seguinte)
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ANÁLISE
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Cortar a cogeração desperdiça o vapor gerado ou diminui a produção de açúcar e de etanol Diferentemente da geração intermitente que originou o excedente, nas usinas Tipo III a biomassa opera majoritariamente em cogeração com turbinas de contrapressão, em que o processo industrial comanda a geração de vapor e eletricidade. Cortá-las normalmente significa desperdiçar o vapor gerado ou reduzir a produção de açúcar, etanol, papel e celulose associada — custo desproporcional ao benefício marginal obtido para o equilíbrio do sistema, além de poupar 15 pontos percentuais nos reservatórios SE/CO. Cabe ressaltar que a manutenção dos parâmetros do CVAR (Conditional Value at Risk) em (15;40) ao invés de (15;30), índice que estima os riscos de fornecimento de energia no Setor Elétrico, vai preservar 0,4% dos nossos reservatórios hidrelétricos, impactando um custo adicional de R$ 3 bilhões no ano de 2027. Nesse retrato complexo, entendemos
que mudanças relevantes no PGEE sejam discutidas previamente com os geradores impactados e reforçamos que o setor de bioenergia sempre estará à disposição em colaborar tecnicamente com o aprimoramento do PGEE e na busca por soluções estruturantes que ataquem as raízes do problema. Com a safra 2026/2027 em andamento no Centro-Sul, o setor da bioenergia acompanha de perto a evolução do Plano.
A bioeletricidade é uma fonte firme, renovável, resiliente, no centro de carga, com geração flat, e presta serviços essenciais ao sistema contribuindo com a diminuição da rampa de geração causada pelas fontes intermitentes, no final da tarde, justamente nos horários de rampa, quando a geração solar se encerra declina. Submetê-la ao mesmo tratamento das fontes intermitentes que originaram o problema do curtailment, sem reconhecer a ne-
cessidade de ajustes, arrisca comprometer tanto a segurança elétrica que se busca proteger quanto os investimentos em cogeração no país. *Leonardo Santos Filho é Diretor de Tecnologia e Regulação na COGEN - Associação da Indústria de Cogeração de Energia **Zilmar José de Souza é gerente de bioeletricidade na UNICA – União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia
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ANÁLISE
O custo da próxima safra começa agora ROBERTO HOLLAND*
Ainda estamos em plena safra, mas boa parte das decisões que vão definir o resultado da safra 2027 já começou a ser tomada. Os custos de produção seguem elevados, enquanto os preços do açúcar e do etanol trabalham próximos ou, em alguns momentos, abaixo deles. Os juros continuam altos, a carga tributária pesa e a transição da reforma tributária adiciona incerteza ao fluxo de caixa justamente quando a entressafra concentra desembolsos. Se 2026 já exigiu maior controle dos gastos, 2027 exigirá ainda mais disciplina e critério na alocação dos recursos. Cortar um percentual do orçamento é fácil. Difícil é gastar menos sem comprometer a confiabilidade da próxima safra. Na indústria, essa discussão envolve milhares de equipamentos e componentes incluídos nos planos de manutenção. Alguns exigem intervenções importantes, outros apenas inspeções ou pequenos reparos, e muitos podem operar sem intervenção. Há também gastos que podem ser postergados sem comprometer a operação. Decidir o que reformar, reparar, hibernar ou postergar é uma decisão de engenharia. Não estou defendendo economia a qualquer custo. Uma manutenção mal dimensionada pode custar muito mais durante a safra do que aquilo que economizamos na entressafra. Mas também não podemos tratar toda possibilidade de falha como justificativa para uma intervenção. “Se não reformar, a usina vai parar” é uma suposição. Não é uma decisão. A discussão precisa continuar: qual a condição e o histórico do equipamento? Qual sua criticidade? Qual a probabilidade e a consequência de uma falha? Existe redundância? Quanto custa intervir agora e quanto custaria uma eventual parada? Uma informação torna essa comparação mais objetiva: quanto custa uma hora parada de moagem. Sem esse número, comparar o custo de intervir com o de uma eventual falha fica sujeito a percepções. Com ele, a decisão passa também a ser econômica.
Se investimos em redundância, ela precisa entrar nessa análise. Um equipamento com reserva não exige n e ce ssa r ia me n te o mesmo nível de intervenção de outro sem redundância. Caso contrário, podemos pagar duas vezes pela mesma segurança: no investimento e na manutenção. Existe uma tendência compreensível de quem responde diretamente pela operação: ser conservador. Se recomenda não intervir e o equipamento quebra, a decisão será lembrada e cobrada. Se recomenda a intervenção, o custo entra no orçamento, o equipamento funciona e dificilmente alguém saberá se aquele gasto era realmente necessário. Na dúvida, assumir o custo acaba sendo a decisão mais confortável. Cabe à área técnica avaliar os equipamentos, apresentar os riscos e recomendar o caminho. Mas, quando a direção participa da decisão e aceita conscientemente os riscos envolvidos, a responsabilidade pelas consequências deixa de ser apenas da área técnica. Ela passa a ser colegiada. Outro cuidado está na construção do orçamento. É comum partir do realizado do ano anterior, acrescentar
inflação e seguir adiante. Mas o realizado mostra quanto gastamos, não necessariamente quanto precisávamos gastar. Houve situações excepcionais? Serviços extraordinários? Custos incorporados ao longo dos anos que deixaram de ser questionados? O histórico é uma referência, não uma autorização automática para repetir o gasto. Já tivemos safras com orçamentos mais enxutos e excelentes resultados, e outras com orçamentos maiores sem o desempenho correspondente. Isso não significa que gastar menos seja melhor, mas mostra que o orçamento de manutenção, sozinho, não mede qualidade nem garante confiabilidade. Uma usina que vem de anos de manutenção insuficiente tem necessidades diferentes daquela que aproveitou períodos melhores para recuperar seus ativos. Quando os ativos estão em boas condições, é possível ser mais seletivo, mas postergar intervenções além do razoável pode transformar economia em sucateamento. É aí que a manutenção preditiva e a análise de confiabilidade ganham importância. Vibração, termografia, análise de óleo e histórico de falhas ajudam a conhecer a condição real dos equipamentos e reduzem a necessidade de decisões baseadas apenas em “achismo”, calendário ou hábito. Essas ferramentas reduzem a incerteza, mas não a eliminam. Confiabilida-
de trabalha com probabilidade. A diferença está entre simplesmente assumir um risco e assumi-lo de forma calculada, com informação e consciência de suas consequências. Talvez seja esse o desafio da próxima entressafra: voltar a colocar critério onde entrou rotina. Isso não significa cortar tudo. Em algumas áreas será necessário gastar mais. Gestão de custos não é gastar menos em tudo. É saber onde gastar e, principalmente, onde não gastar. Confiabilidade máxima e menor custo possível raramente caminham juntos. Cabe à área técnica apresentar os caminhos e seus riscos, e à direção arbitrar esse equilíbrio à luz do resultado do negócio. A equipe técnica precisa ter liberdade para dizer: “não recomendo correr esse risco”. Mas quem responde pelo resultado da empresa também precisa ter liberdade para perguntar: esse risco justifica o custo da intervenção? A próxima safra não começa quando a primeira cana entra na moenda. Ela começa agora, quando decidimos quais riscos precisamos eliminar, quais podemos administrar e quanto estamos dispostos a pagar para reduzi-los.
*CEO da Usina Estiva | Governança e Estratégia no Setor Sucroenergético | Conselheiro Certificado (PFCC)
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CONTEÚDO DE MARCA
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HidroVapor acelera estoque para não deixar usina parar Empresa foi reconhecida no MasterCana Centro-Sul 2026 na categoria TOP Marcas
Evitar gargalos na reposição de válvulas industriais e reduzir riscos de paradas. Essa é uma das frentes que vêm orientando os investimentos da HidroVapor, empresa especializada em manutenção, recuperação e gestão de válvulas para o setor bioenergético, reconhecida em agosto com o MasterCana Centro-Sul 2026, na categoria TOP Marcas. O troféu foi recebido por Maria Fernanda, analista administrativo, e Gabriel Araújo, gerente de Vendas, durante a cerimônia realizada em Ribeirão Preto (SP). “Receber o MasterCana como TOP MARCAS consolida nossa dedicação diária em entregar não apenas equipamentos e serviços, mas a máxima segurança operacional para nossos clientes. Esse troféu pertence a toda a equipe da HidroVapor e aos parceiros
que confiam no nosso trabalho”, destacou o time de representantes ao receber a homenagem. Ao longo de 2026, a HidroVapor reforçou sua atuação junto às usinas com foco na preparação para a safra. A empresa destaca a manutenção preventiva e corretiva de válvulas de segurança, controle, alívio e retenção como parte da estratégia para reduzir ocorrências inesperadas e preservar a continuidade da operação industrial. A estratégia também passa pela transformação da entressafra em uma etapa de planejamento. Em vez de concentrar esforços apenas na correção de falhas, a empresa defende a antecipação das necessidades de manutenção e reposição, preparando equipamentos e
componentes antes do início da moagem. Nesse movimento, a HidroVapor ampliou o estoque de componentes essenciais e válvulas especiais para pronta entrega. O objetivo é dar maior previsibilidade às usinas e reduzir o tempo necessário para substituir peças críticas. A estrutura de atendimento foi acompanhada por avanços em certificações baseadas em padrões globais, com atenção aos procedimentos de teste e calibração e à segurança operacional dos equipamentos. Em agosto, a empresa também destacou os investimentos contínuos em válvulas especiais de alta especificação técnica. A iniciativa busca responder ao aumento da demanda do setor por componentes de reposição e soluções
customizadas, principalmente em aplicações nas quais o prazo de atendimento pode impactar a operação. O reconhecimento como TOP Marcas ocorre em meio a esse movimento de expansão. Para a HidroVapor, estoque, capacidade técnica, certificações e planejamento são elementos integrados para atender às usinas em uma operação na qual disponibilidade de equipamentos e rapidez na reposição são fatores críticos. A premiação foi mais um marco de 2026 para a empresa, que vem ampliando sua estrutura para acompanhar as exigências do setor bioenergético.
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ANÁLISE
Toda usina deveria produzir SAF? ROSE MESSIAS*
Durante décadas, o destino do etanol brasileiro esteve principalmente no tanque dos automóveis. Agora, uma parte dele pode terminar a dez mil metros de altitude. A descarbonização da aviação abriu uma nova fronteira para os biocombustíveis e colocou o SAF — combustível sustentável de aviação — no centro das discussões sobre o futuro da energia. Para o setor sucroenergético brasileiro, a oportunidade parece natural. O Brasil domina a produção de etanol em larga escala, possui uma cadeia consolidada de cana-de-açúcar e acumulou décadas de experiência com biocombustíveis. Então surge uma pergunta: Toda usina deveria produzir SAF? Talvez não. E compreender o porquê pode ser tão importante quanto compreender o tamanho dessa oportunidade. O mercado deixou de ser promessa A Lei nº 14.993/2024, conhecida como Lei do Combustível do Futuro, criou o ProBioQAV. A legislação estabelece metas de redução das emissões da aviação doméstica por meio do uso de SAF, começando em 1% em 2027 e avançando progressivamente até 10% em 2037. Um detalhe é fundamental: trata-se de uma meta de redução de emissões, e não simplesmente de um percentual fixo de mistura. Isso coloca a intensidade de carbono no centro da equação. E 2027 está logo ali. Portanto, a questão já não é apenas se haverá mercado para combustíveis de aviação de menor carbono. A discussão passa a ser: quem conseguirá capturar esse valor — e de que forma? Do canavial ao avião Entre as rotas tecnológicas reconhecidas internacionalmente para produção de SAF está a Alcohol-to-Jet, a ATJ. Nessa rota, álcoois provenientes de biomassa, entre eles o etanol, podem ser convertidos em combustível sustentável de aviação. Existe, portanto, uma ponte tecnológica entre o canavial brasileiro e o tanque de uma aeronave.
Mas produzir etanol não significa estar automaticamente preparado para produzir SAF. A conversão exige outra estrutura industrial, tecnologia, certificações, logística e investimentos relevantes. Por isso, talvez estejamos fazendo a pergunta errada. Em vez de: “Minha usina deveria produzir SAF?” talvez a pergunta seja: “Qual posição minha usina deveria ocupar na cadeia do SAF?” É possível ganhar com SAF sem fabricar SAF Esse é um ponto importante. Participar dessa nova cadeia não significa necessariamente construir dentro da usina toda a estrutura necessária para entregar o combustível pronto. Uma empresa pode fornecer etanol de baixa intensidade de carbono para plantas ATJ, estabelecer parcerias com empresas de energia, participar de projetos ou desenvolver contratos de longo prazo. Em alguns casos, capturar uma parte do valor pode ser economicamente mais interessante do que controlar toda a cadeia. Além disso, o etanol não estará sozinho nessa corrida. Existem outras rotas e matérias-primas capazes de produzir SAF. A cana brasileira possui vantagens importantes. Mas não possui mercado garantido.
O carbono também entra na conta No mercado de SAF, não importa apenas quanto combustível é produzido. Importa também como ele foi produzido e qual é sua intensidade de carbono ao longo do ciclo de vida. Isso pode transformar eficiência ambiental em valor econômico. Usinas capazes de reduzir emissões agrícolas e industriais, utilizar energia renovável e diminuir a intensidade de carbono do etanol poderão construir uma vantagem competitiva adicional. A disputa poderá deixar de ser apenas pelo litro mais barato. Poderá ser também pelo litro com menor intensidade de carbono. O entusiasmo não pode substituir a conta Um mercado em expansão não transforma automaticamente todo investimento em um bom investimento. Antes de destinar capital ao SAF, a usina precisa avaliar sua posição na cadeia, tecnologia, investimento necessário, compradores, logística, certificações e retorno esperado. E existe uma pergunta ainda mais difícil: Esse capital gera mais retorno no SAF ou aplicado em biometano, eficiência industrial, cogeração ou outro projeto? Capital é finito. E toda grande oportunidade possui um custo de oportunidade. Nem toda usina deveria produzir SAF Algumas poderão ter escala, localiza-
ção, capital e parceiros para participar diretamente da conversão. Outras poderão descobrir que seu melhor negócio está em fornecer etanol competitivo e de baixa intensidade de carbono. Algumas poderão participar por meio de alianças estratégicas. E outras talvez concluam que existem investimentos mais rentáveis neste momento. Nenhuma dessas decisões é necessariamente errada. O erro seria entrar em um mercado apenas porque ele está crescendo. A usina do futuro talvez não seja aquela que tentar produzir tudo. Pode ser justamente aquela que souber escolher onde consegue gerar mais valor. Por isso, diante do avanço do SAF, talvez a grande pergunta não seja: “Toda usina deveria produzir SAF?” Mas: “Qual papel a minha usina pode ocupar nessa nova cadeia — e quanto valor ela conseguirá capturar?” Porque oportunidade de mercado e oportunidade de investimento não são a mesma coisa. Na próxima fase da transição energética, não bastará saber o que uma usina consegue produzir. Será preciso decidir em quais mercados vale a pena competir. * Comunicação estratégica para o agronegócio | JornalCana
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MERCADO
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Viralcool amplia estrutura com a aquisição de usinas no interior paulista
Companhia formaliza a compra das Unidades no mês de setembro no próximo ciclo
Viralcool passa a contar com cinco usinas A Viralcool formalizou a transição da unidade da Usina Furlan, em Avaré (SP), no fim de setembro, e passou a contar com cinco usinas no estado de São Paulo. Além da nova operação, o grupo já está presente em Sertãozinho, Pitangueiras, Castilho e Ibitiúva. A chegada a Avaré amplia sua escala industrial e abre uma nova frente de crescimento no setor sucroenergético. Mas uma usina nunca carrega apenas máquinas, canaviais e capacidade produtiva. Ela também guarda sobreno-
mes, gerações e histórias construídas ao longo de décadas. Em Avaré, uma dessas histórias acaba de entrar em um novo capítulo. De um lado está a Furlan, com mais de um século de atuação na produção de açúcar, etanol e energia. Do outro, a Viralcool, que expande sua presença e assume o desafio de conduzir a unidade em uma nova fase. O movimento aproxima duas trajetórias familiares ligadas à construção do setor sucroenergético paulista e vai
além da formalização de uma nova operação. Ele representa a continuidade de um legado construído com trabalho, dedicação e compromisso com as pessoas. Da negociação à integração A movimentação começou a ganhar forma no início de 2026. Em janeiro, o JornalCana revelou que a Viralcool havia oficializado seu interesse na Unidade Produtiva Isolada (UPI) Avaré, estruturada no processo
de recuperação judicial da Furlan. O projeto envolvia a planta industrial e duas propriedades rurais localizadas próximas à unidade. Com a transição formalizada, o processo deixa a mesa de negociação e entra em uma etapa ainda mais desafiadora: a integração da operação. O trabalho agora estará dentro e fora dos portões da usina. A Viralcool precisará preservar o conhecimento acumulado, integrar equipes, manter a confiança de fornecedores e parceiros e transformar a nova escala em eficiência e resultados. Para a Furlan, o momento representa a continuidade de uma trajetória iniciada há mais de 100 anos. Para a Viralcool, significa alcançar a marca de cinco unidades e fortalecer sua presença no mapa sucroenergético paulista. A fábrica permanece em Avaré. As pessoas, a experiência e o legado continuam fazendo parte dela. Mas, a partir de agora, essa história passa a ser escrita sob uma nova direção. (Rosemeire Messias)
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MERCADO
Como deve terminar a safra 2026/27 no Centro-Sul e como deve ser a próxima
Ganho em produtividade e oferta de cana bisada projetam moagem maior no próximo ciclo na região, destacam estimativas
A presente edição impressa do JornalCana é divulgada enquanto a moagem da safra de cana-de-açúcar na região Centro-Sul entra na reta final. O processamento da matéria-prima do açúcar e do etanol até costuma entrar dezembro em parte das usinas, mas desde o fim de setembro o Centro-Sul ‘hospeda’ o El Niño. E, segundo projeções, ele pode tanto promover chuvas fora de época quanto estiagem típica de deserto. Diante desse cenário, a safra 2026/27 pode registrar interrupção da moagem embora, oficialmente, o ciclo segue até 31 de março de 2027. Durante a conclusão dessa edição, duas consultorias – a Hedgepoint e a StoneX – divulgaram projeções tanto para a 2026/27 quanto para a 2027/28. JornalCana apresenta a seguir destaques das estimativas.
Menos açúcar na safra em vigor Para a Hedgepoint, a produção de açúcar na 26/27 no Centro-Sul deverá alcançar 38,5 milhões de toneladas. O volume é 1,4 milhão de tonelada inferior à estimativa anterior da consultoria. A projeção atende revisão tanto para a composição do açúcar quanto para o ATR nesta safra, reduzindo a produção de açúcar e a disponibilidade para exportação. O ajuste, conforme a consultoria,
também atende dados de discrepâncias substanciais nos volumes de etanol, com o Ministério da Agricultura apresentando uma produção de etanol anidro significativamente menor, mas uma produção de etanol hidratado maior. Por sua vez, os valores de ATR foram quase idênticos entre as duas fontes, enquanto a composição de açúcar diferiu em menos de meio ponto percentual. “Deslocamos nosso cenário base para mais perto do cenário de estresse descrito em relatórios anteriores. Agora, esperamos que a composição do açúcar permaneça próxima a 46,8%, enquanto é improvável que o ATR exceda 135,6 kg/t para a safra, considerando as previsões meteorológicas atuais”, afirma Lívea Coda, autora do relatório da Hedgepoint. Para a consultoria, o Centro-Sul terá moagem de 635,5 milhões de toneladas de cana na 26/27. O mix será 46,8% açucareiro. Já a produção de etanol hidratado de cana chegará a 16,3 bilhões de litros, enquanto o anidro canavieiro somará 10,6 bilhões de litros. Por sua vez, o Centro-Sul deverá ofertar 7,1 bilhões de litros de etanol hidratado de milho e outros 4,1 bilhões de litros de anidro feito do cereal.
27/28 deve ter moagem recorde Conforme a consultoria StoneX, a moagem de cana-de-açúcar na 2027/28 deverá ser recorde no Centro-Sul. O volume de matéria-prima no próximo ciclo deverá chegar a 662,1 milhões de toneladas, alta de 4,2% sobre as 635,3 milhões de toneladas estimadas para a 2026/27. Motivos do avanço: ele ser sustentado por maior produtividade, aumento da área colhida e volume expressivo de cana bisada. Segundo a consultoria, a produtividade deve subir de 79,8 t/ha em 2026/27 para 81,5 t/ha em 2027/28, favorecida por chuvas acima da média, maior disponibilidade hídrica e cana bisada. A área colhida também deve crescer 2,1%, para 8,13 milhões de hectares.
Produção de açúcar A maior rentabilidade do açúcar frente ao etanol deve ampliar o mix açucareiro para 49,3% em 2027/28. Com a moagem mais elevada e o ATR praticamente estável, a produção de açúcar pode chegar a 42,4 milhões de toneladas, próxima ao recorde de 2023/24. “Os preços voltaram a tornar o açúcar mais competitivo em importantes regiões produtoras [no segundo semestre de 2026]. Essa rentabilidade deve orientar as usinas e sustentar um mix mais açucareiro em 2027/28, elevando a oferta brasileira ao mercado global”, explica Letícia Corrêa, analista de Inteligência de Mercado da StoneX Brasil.
Oferta de etanol A produção total de etanol no Centro-Sul está estimada em 40,5 milhões de m³ em 2027/28, impulsionada pelo etanol de milho, que deve crescer 29,7%, para 13,6 milhões de m³, com novas unidades e ampliações de capacidade até março de 2028. O etanol de cana deve recuar 1,5%, para 26,9 milhões de m³, devido à redução do mix alcooleiro, embora a oferta permaneça relevante pelo elevado volume de cana.
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MERCADO
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Moagem no Nordeste deverá crescer 4% Usinas da região poderão alcançar 55,5 milhões de toneladas, 2 milhões acima do registrado no ciclo anterior
As usinas de cana-de-açúcar da região Nordeste deverão colher 55,5 milhões de toneladas na safra 2026/27, iniciada no fim de agosto e que deve prosseguir até fevereiro próximo. O volume é 4,1% acima do processamento registrado no ciclo anterior, que somou 53,2 milhões de toneladas. As informações são da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), do Ministério da Agricultura. Conforme a empresa estatal, o aumento na oferta de cana é influenciado principalmente pela maior área a ser colhida, estimada em 923,5 mil hectares, uma vez que a produtividade média das lavouras na região deve registrar um leve aumento de 0,3% em relação ao ciclo anterior, projetada em 60.037 quilos por hectares. A região Nordeste integra oito estados: Maranhão, Piauí, Rio Grande do
Norte, Pernambuco, Alagoas, Sergipe e Bahia. Deles, segundo a Conab, Alagoas lidera em oferta de cana na safra atual, com 18,7 milhões de toneladas. Pernambuco ocupa o segundo lugar do ranking de cana, com 13,4 milhões de toneladas; seguido da Paraíba, com 7,3 milhões de toneladas e da Bahia, com 6,5 milhões de toneladas. Rio Grande do Norte deverá processar 3,7 milhões de toneladas, enquanto o Maranhão prevê 2,1 milhões de toneladas; Sergipe ofertará 1,9 milhão de toneladas e o Piauí deverá registrar 1,5 milhão de toneladas.
Alagoas espera moer 6% mais Com a expectativa de as usinas de Alagoas processarem mais de 18,8 milhões de toneladas de cana, ante as mais de 17,7 milhões de toneladas beneficiadas na safra passada, é esperado um crescimento superior a 6% na quantidade de cana esmagada, segundo o Sindaçúcar-AL.
Nesse cenário, a entidade aponta que deverão ser produzidas mais de 1,4 milhão de toneladas de açúcar, o que corresponde a um crescimento de 5,4% em comparação com o ciclo 2025/2026. O levantamento informa ainda que a produção de etanol é estimada em 523.958 metros cúbicos (m³), o que representa um crescimento estimado de 8,3%. As usinas de cana-de-açúcar de Alagoas processaram 940.566 toneladas da matéria-prima no acumulado da moagem até o dia 15 de setembro. O volume é 307,8% superior à moagem de igual período da safra anterior, quando as unidades somaram 230.627 toneladas.
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MERCADO
Etanol de milho pode demandar aportes de R$ 14 bi em eucalipto no Mato Grosso
Estado precisa ampliar florestas energéticas para prover usinas com oferta de biomassa
A rápida expansão da indústria brasileira de etanol de milho está criando uma demanda estratégica para o agronegócio: a ampliação da oferta de biomassa utilizada na geração de energia das usinas. Em Mato Grosso, principal polo nacional do setor, os investimentos necessários para expandir as chamadas florestas energéticas podem chegar a R$ 14,3 bilhões nos próximos anos, segundo estimativa da Consultoria Agro do Itaú BBA. O valor pode variar entre R$ 7,6 bilhões e R$ 14,3 bilhões, dependendo principalmente da evolução da eficiência operacional das plantas industriais. As projeções fazem parte do relatório “O desafio da biomassa para o etanol de milho”, elaborado pelo banco. A necessidade de novos investimentos acompanha o avanço acelerado da indústria. De acordo com o estudo, a capacidade instalada de produção de etanol de milho no Brasil deverá saltar de 10,9 bilhões de litros em 2025 para 25,3 bilhões de litros em 2030.
Em Mato Grosso, onde está concentrada uma parcela significativa da produção nacional, a capacidade deverá passar de 6,9 bilhões para 11,9 bilhões de litros no mesmo período.
Demanda por eucalipto cresce junto com as usinas Em um cenário de eficiência operacional média, uma capacidade de aproximadamente 13 bilhões de litros de etanol de milho no Brasil até o fim de 2026 exigiria cerca de 35 milhões de metros cúbicos de biomassa de eucalipto, caso essa fosse a única fonte utilizada pelas indústrias. Para garantir esse abastecimento de forma contínua, o estudo estima a necessidade de um estoque florestal pró-
ximo de 440 mil hectares de eucalipto plantado. Em Mato Grosso, considerando uma capacidade instalada próxima de 12 bilhões de litros, a demanda energética das usinas exigiria aproximadamente 383 mil hectares de eucalipto. A área estimada atualmente é de cerca de 165 mil hectares, o que aponta para a necessidade potencial de implantação de outros 218 mil hectares de novas florestas energéticas. A disponibilidade de biomassa, portanto, começa a ganhar espaço na estratégia de expansão do setor. Para o Itaú BBA, o fornecimento de energia deixa de ser apenas uma questão operacional e passa a fazer parte da agenda de competitividade da cadeia do biocombustível. Atualmente, a matriz de abastecimento das indústrias é formada por diferentes fontes, entre elas biomassa proveniente de supressão vegetal legalmente autorizada. Ao mesmo tempo, mudanças regulatórias e o aumento das exigências ambientais ampliam a importância de fontes renováveis provenientes de florestas plantadas.
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MERCADO
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CAPA
SAF, biometano e combustível marítimo: etanol amplia novos mercados em 2027
Combustível para aviação e gás renovável contam com regulamentações, enquanto o emprego do biocombustível em navios já está em testes
Os produtores de etanol enfrentaram vários desafios em 2026, seja pelo clima, seja pelos preços em baixa em boa parte do ano. No mais, a oferta do biocombustível deve ultrapassar 40 bilhões de litros, sendo 12 bilhões gerados a partir de cereais. É mais do que necessário para a demanda interna. Mas o etanol tem novos mercados potenciais em 2027, suficientes para suprir a oferta atual. É que o próximo ano começa com a entrada, na prática, da adição de biometano (gás renovável também feito de subprodutos da cana) e do com-
bustível renovável de aviação (SAF) em atendimento à Lei Combustível do Futuro. No caso do SAF, ele é alternativa para as companhias aéreas em operação no país reduzirem em 1% as emissões de gases de efeito estufa (GEEs) a partir de 2027, como previsto pelo Programa Nacional de Combustível Sustentável de Aviação (ProBioQAV ), embora faltem normas complementares de agências públicas, previstas para até dezembro. Para se ter ideia, a Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA) calcula que globalmente o etanol tem potencial para produzir, até 2030, aproximadamente 12 milhões de toneladas de SAF. Tem mais: a partir de janeiro, o Brasil passa a integrar grupo de mais de 130 países sujeitos às regras de compensação e redução de emissões de carbono da aviação internacional, o que amplia possibilidades para o etanol (leia mais a respeito na próxima página).
Gás renovável A segunda grande oportunidade para o etanol em 2027 é o biometano. Produzido a partir da purificação do biogás, feito a partir do aproveitamento energético de resíduos orgânicos como os da cana-de-açúcar, esse gás renovável tem potencial para substituir o gás natural consumido, em grande escala, por indústrias - embora atenda consumidores residenciais e de transportes. Em 2026, o mandato do biometano deixou de ser promessa regulatória para virar demanda compulsória de verdade. Pela Lei do Combustível do Futuro (14.993/2024) e seu decreto regulamentador, produtores e importadores de gás natural são obrigados a comprovar, todo ano, uma parcela mínima de biometano em seu consumo (hoje 0,5%, com alta prevista), escreve Gisele Benedicto dos Santos, Mestre em Engenharia de Produção, em artigo nesta edição do JornalCana. Quem não produz nem importa bio-
metano suficiente precisa comprar o Certificado de Garantia de Origem do Biometano (CGOB) de quem produz. Na prática, a lei criou um comprador obrigatório para um produto que a agroindústria brasileira já sabe fazer. Vale lembrar que a resolução que estabelece o mercado de biometano foi publicada em agosto. Assim, os negócios sobre o renovável devem crescer a partir de 2027. Outra possibilidade nesse mercado: só o setor bioenergético concentra o potencial de produzir quase metade de tudo que o Brasil poderia fazer de biometano, segundo estimativas da Associação Brasileira do Biogás (ABiogás).
Para embarcações O terceiro grande novo mercado para o etanol de cana e de milho é o seu emprego como combustível de embarcações. Ele pode ser empregado como mistura ao bunker (combustível derivado de óleos) e atende pelo nome de biobunker. Trata-se de uma mega oportunidade, uma vez que, segundo as projeções, o biobunker pode abrir um mercado atual de até 30 bilhões de litros anuais para o etanol - e, isso, com a adição de 10% do biocombustível. Na verdade, o mercado de biobunker já está em prática: o grupo dinamarquês Maersk, cuja frota tem mais de 700 navios, já testou a adição de etanol ao bunker. Não é só. Os exemplos listados acima atestam que o etanol tem uma avenida de oportunidades a partir de 2027. Só é preciso avançar em regulamentação, infraestrutura e competitividade para transformar essa oportunidade em negócios.
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CAPA
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Aéreas terão de compensar emissões no país
A partir de janeiro de 2027, Brasil passa a Integrar regras do Conselho de Aviação Internacional (OACI)
O Brasil passará a integrar, a partir de 1º de janeiro de 2027, o grupo de países sujeitos às regras de compensação e redução de emissões de carbono da aviação internacional. A inclusão consta da sétima edição do documento “CORSIA States for Chapter 3 State Pairs”, aprovado pelo Conselho da Organização da Aviação Civil Internacional (OACI). Ao todo, 134 países participarão do CORSIA a partir de 2027. Entre os novos integrantes estão Brasil, China, Índia e Rússia. A relação já inclui importantes mercados da aviação internacional, como Estados Unidos, Reino Unido, França, Alemanha e Japão, destaca, em nota, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).
Mecanismo global O CORSIA (Carbon Offsetting and Reduction Scheme for International Aviation) é o mecanismo global criado pela OACI para lidar com as emissões de dióxido de carbono (CO2) provenientes da aviação internacional. O sistema estabelece procedimentos para monitoramento, reporte e verificação das emissões e, quando aplicável, para compensação do crescimento das emissões em determinadas rotas internacionais.
O que muda para o Brasil Com a entrada na segunda fase do programa, as operações internacionais entre países participantes estarão sujeitas às regras do CORSIA. Na prática, os operadores aéreos que se enquadram nos critérios do programa deverão continuar monitorando e reportando suas emissões e, quando houver obrigação de compensação, utilizar unidades de emissão elegíveis. No Brasil, a Agência Nacional de
Aviação Civil (Anac) é responsável pela regulamentação e pelo acompanhamento das obrigações dos operadores aéreos. A Resolução Anac nº 743, de maio de 2024, regulamenta o monitoramento, o reporte, a verificação e a compensação das emissões de CO₂ relacionadas às operações internacionais no âmbito do CORSIA. A norma determina, entre outras obrigações, que os operadores sujeitos ao programa apresentem anualmente à Anac um relatório de emissões acompanhado de parecer de verificação. A regulamentação também prevê mecanismos para redução das emissões a compensar por meio do uso de combustíveis sustentáveis de aviação elegíveis pelo CORSIA.
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USINAS
Primeira usina flex do Brasil, Usimat amplia modelo com fábrica de açúcar
Com unidade no Mato Grosso, ela entra também na produção de açúcar
Josias Messias*
A Usimat, localizada em Campos de Júlio (MT), avança em sua estratégia de diversificação com a recente implantação de uma fábrica de açúcar. O projeto marca uma nova etapa na trajetória da unidade, reconhecida como a primeira usina flex do Brasil, capaz de processar cana-de-açúcar e milho no mesmo complexo industrial. A implantação da fábrica de açúcar foi liderada por Rubsmar Germino, diretor Agroindustrial da Usimat, com participação da experiente equipe industrial da unidade. A nova estrutura amplia o aproveitamento da cana processada e adiciona o açúcar ao portfólio da usina, que já produz etanol a partir de duas matérias-primas.
Pioneirismo com milho e etanol A história da Usimat com o milho começou no início de 2010, quando a unidade iniciou testes e adaptações para processar o cereal. O trabalho foi liderado pelo então gerente industrial Vital Nogueira, um dos pioneiros do etanol de milho no Brasil. Em 2012, a Usimat tornou-se a primeira planta do país a processar milho em uma estrutura originalmente projetada para cana. O modelo permitiu agregar valor ao milho produzido em Mato Grosso e manter a operação da usina durante a entressafra da cana. O pioneirismo da Usimat ajudou a impulsionar o desenvolvimento das usinas flex e, posteriormente, das plantas dedicadas exclusivamente ao processamento de milho. O segmento ganhou escala no Brasil ao longo da última década e se consolidou como uma importante frente da indústria de biocombustíveis.
Nova frente de produção de açúcar Agora, a implantação da fábrica de açúcar da Usimat representa mais um passo na evolução do complexo industrial. A unidade passa a combinar o processamento de cana e milho para produ-
ção de etanol com uma nova alternativa de aproveitamento da cana: o açúcar. De pioneira no etanol de milho a uma operação com múltiplas possibilidades de processamento, a Usimat segue ampliando sua atuação no setor de bioenergia.
Usina Central Mata Sul quer transformar bagaço de cana-de-açúcar em combustível A Usina Central Mata Sul, de Pernambuco, avalia a pirólise do bagaço de cana-de-açúcar como uma nova rota de aproveitamento da biomassa. A tecnologia pode gerar bio-óleo, gases combustíveis e biochar, além de permitir a produção de combustíveis e produtos químicos de base renovável. A iniciativa acompanha a transformação das usinas sucroenergéticas em biorrefinarias, com diferentes aplicações para os componentes da cana. Atualmente, o bagaço é utilizado principalmente na geração de vapor e bioeletricidade. Segundo Carlos Alberto Almeida, CEO da Usina Central Mata Sul, uma unidade que processa entre 1 milhão e 2 milhões de toneladas de cana por safra pode produzir de 250 a 300 kg de bagaço por tonelada de cana moída.“Isso re-
presenta um volume anual superior a meio milhão de toneladas de biomassa em muitas unidades”, afirma. Para Almeida, o aumento da eficiência das caldeiras pode gerar excedentes de bagaço e abrir espaço para novas aplicações. “A remuneração da energia elétrica exportada nem sempre reflete o valor energético contido na biomassa”, explica. Pirólise do bagaço: o que é e como funciona A pirólise de biomassa consiste na decomposição térmica do material na ausência de oxigênio, normalmente entre 450°C e 700°C. O processo produz três componentes principais: bio-óleo, gases combustíveis e biochar. Uma das possibilidades é utilizar o bio-óleo como matéria-prima para diesel renovável. De acordo com Almeida, o produto pode passar por
processos de hidrotratamento e hidrocraqueamento, semelhantes aos empregados em refinarias de petróleo. “O principal potencial econômico está no aproveitamento do bio-óleo, obtido a partir dos compostos presentes no bagaço da cana, para a produção de diesel renovável”, afirma. Os gases gerados no processo também podem ser aproveitados para atender parte da demanda térmica da própria planta. Novas aplicações para o bagaço da cana A integração da pirólise pode ampliar o portfólio da usina com diesel renovável, metanol verde, biochar e créditos de remoção de carbono. A estratégia coloca o bagaço como matéria-prima para além da cogeração. No conceito de biorrefinaria, o açúcar, o etanol, a bioeletricidade e os produtos derivados da biomassa passam a fazer parte de um mesmo sistema industrial.
Reconhecimento do MasterCana Norte-Nordeste No MasterCana Norte-Nordeste 2026, a usina foi contemplada com o troféu de Usina do Ano, na categoria ESTRATÉGIA EMPRESARIAL – Tecnologia & Inovação. A premiação foi entregue ao CEO da empresa, Carlos Almeida (ao centro na foto).
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USINAS
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Agroindústria Novo Milênio mais que dobra faturamento com avanço da governança Com duas usinas no Mato Grosso, companhia avança na implantação da fábrica de açúcar
Mais de 100% de crescimento no faturamento, avanço de cerca de 50% na moagem e indicadores agronômicos de destaque. Os números alcançados pela Agroindústria Novo Milênio nos últimos anos revelam uma transformação que foi muito além da expansão da capacidade produtiva. Com duas unidades em Mato Grosso, a companhia fortaleceu sua governança corporativa, profissionalizou a gestão, desenvolveu lideranças internas e diversificou suas fontes de receita. O objetivo foi preparar a estrutura da empresa para crescer sem perder eficiência, controle dos processos ou saúde financeira. Durante décadas, a Novo Milênio foi administrada diretamente por seu
sionais formados dentro da prógrupo societário e pria empresa. construiu uma traFoi nesse ambiente que Ana Lújetória marcada pelo cia Chuina, atual CEO da Novo empreendedor ismo, Milênio, João dos Santos, diretor pela disciplina e pelo administrativo, e Vinícius Cintra, conhecimento do sediretor agrícola, construíram suas tor bioenergético. trajetórias até assumir posições A partir de 2017, os estratégicas na organização. acionistas iniciaram Outro movimento decisivo foi a um processo estrutuampliação das fontes de receita. rado de profissionaliA Novo Milênio avançou para zação, preservando a além da produção de etanol e cultura e os valores da passou a atuar de forma inteempresa. João dos Santos, Diretor Administrativo, Ana Lúcia Chuina, grada nos mercados de açúcar, Atualmente, o grupo CEO da Agroindústria Novo Milênio e Josias Messias bioeletricidade, biofertilizantes, societário atua de forma estratégica por meio do Conselho planejamento, indicadores e acompa- CBIOs e bagaço de cana. Para apoiar esse avanço, a companhia de Administração, apoiando as deci- nhamento disciplinado da execução. sões de longo prazo e a preparação da A governança deixou de ser apenas também incorporou tecnologias como companhia para novos ciclos de cres- um conceito institucional e passou o S-PAA, sistema que otimiza a produa orientar a rotina da companhia. O ção industrial nas duas usinas do grupo. cimento. O aumento da capacidade produtiva avanço da moagem veio acompanha- A transformação da Agroindústria exigiu uma mudança profunda na or- do de maior controle dos custos, efi- Novo Milênio esteve entre os cases ganização. Conselho de Administra- ciência operacional e atenção à saúde inscritos no Prêmio MasterCana 2026 e foi acompanhada de perto durante ção, diretoria e lideranças operacio- financeira. nais passaram a atuar de forma mais Um dos principais diferenciais desse visita do CEO da Pró-Usinas Jornalintegrada, com decisões apoiadas em processo foi a valorização dos profis- Cana, Josias Messias.
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AGRÍCOLA
A régua que mudou a forma de enxergar o solo da cana-de-açúcar
Criada pelo agrônomo Hélio do Prado, ferramenta exclusiva da cana começa a despertar interesse de outras culturas
Joacir Gonçalves*
Poucas ferramentas exerceram tanta influência sobre o planejamento agrícola da cana-de-açúcar quanto a chamada régua de ambientes de produção. Criada pelo engenheiro agrônomo e pedologista Hélio do Prado, a metodologia se tornou referência para o setor ao estabelecer um padrão para avaliar o potencial produtivo das áreas cultivadas com base nas características naturais do solo. Pelo conjunto dessa contribuição, Prado foi um dos homenageados no MasterCana Centro-Sul & Social 2026, reconhecido com um dos “Mestres da Cana”. Mais do que uma homenagem pessoal, o reconhecimento evidencia a importância de uma ferramenta que hoje orienta decisões técnicas e econômicas em diversas usinas brasileiras e que começa a despertar o interesse de outras cadeias agrícolas. Quatro décadas dedicadas ao solo A trajetória de Hélio do Prado começou na pedologia, ciência responsável pela classificação dos solos. Durante cerca de 25 anos como pesquisador científico do Instituto Agronômico (IAC), percorreu aproximadamente cinco milhões de hec-
tares, realizando levantamentos detalhados do perfil dos solos brasileiros. Para ele, conhecer o solo é o primeiro passo para qualquer estratégia agrícola. “Assim como ninguém dirige um veículo sem saber qual é o modelo, não é possível manejar corretamente um solo sem antes classificá-lo”, resume. Seu trabalho ganhou uma nova dimensão quando passou a atuar ao lado do pesquisador Marcos Landell, especialista em variedades de cana. A união entre o conhecimento do solo e da genética permitiu relacionar cada ambiente de produção às variedades mais adequadas, consolidando um conceito que hoje faz parte da rotina de muitas usinas. A régua que virou referência Desenvolvida a partir de estudos iniciados no ano 2000, a metodologia estabelece classes produtivas identificadas por letras e cores, indicando o potencial médio de produtividade da cana em cinco cortes consecutivos. A classificação considera exclusivamente as condições naturais do ambiente — principalmente o solo e o manejo básico — sem incluir fatores como
irrigação, fertirrigação, aplicação de vinhaça ou torta de filtro. Segundo Prado, a régua representa o ponto de partida para avaliar qualquer área agrícola. “Ela mostra quanto aquele ambiente produz naturalmente. Depois, qualquer ganho obtido com tecnologia pode ser medido em relação a essa base”, explica. A ferramenta foi construída a partir de levantamentos de campo e entrevistas com produtores em diferentes regiões do País. Em uma das primeiras aplicações, realizada em 28 fazendas da Zilor, os resultados serviram para consolidar a confiabilidade do método. A régua também passou a ser utilizada como referência para avaliar investimentos, aquisição de propriedades e definição do potencial econômico de novas áreas antes mesmo da implantação dos canaviais. Tecnologia mostra o efeito do manejo Embora a classificação inicial não considere tecnologias de intensificação, justamente essa característica permite mensurar o impacto dos investimentos realizados posteriormente. Prado cita como exemplo áreas da Agrovale, em Juazeiro (BA). Em sua condição natural, marcada por longos períodos de estiagem, o ambiente apresenta produtividade muito baixa. Após a implantação de irrigação por gotejamento e adição de matéria orgânica, porém, o desempenho muda completamente, alcançando patamares superiores a 160 toneladas por hectare. Para o pesquisador, esse tipo de comparação demonstra que o solo não deve ser analisado apenas sob o aspecto químico. “O físico do solo é tão im-
portante quanto a fertilidade. Costumo dizer que solo é igual jogador de futebol: o principal é o físico. Um atleta machucado não rende; um solo compactado também não produz”, compara. Da cana para outras culturas Hoje, a cana-de-açúcar é a única cultura brasileira que dispõe de uma régua de ambientes de produção consolidada. O sucesso do modelo, entretanto, vem despertando interesse em outros segmentos do agronegócio. Segundo Prado, já existem demandas para iniciar estudos voltados ao amendoim e à soja. No caso do amendoim, os primeiros trabalhos devem começar no Estado de São Paulo, inicialmente vinculados a pesquisas acadêmicas. Já para a soja, o desafio será maior, devido às diferenças climáticas entre as regiões produtoras do País. “O estudo da cana levou cerca de duas décadas para ficar pronto. Na soja, provavelmente será um trabalho semelhante, porque é preciso avaliar diferentes solos, climas e níveis de ocorrência de doenças em todo o Brasil”, afirma. Mesmo assim, ele considera positivo ver outras culturas adotando um conceito desenvolvido inicialmente para a canavicultura. “O importante é que outras plantas acordaram para copiar a cana”, resume. Enquanto novas tecnologias chegam ao campo, ele defende que compreender o ambiente de produção continuará sendo a base para qualquer estratégia de aumento de produtividade. “O clima não conseguimos controlar. Mas o solo podemos conhecer, classificar e manejar. É justamente aí que começa uma agricultura mais eficiente”, conclui.
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AGRÍCOLA
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Prêmio do IAC reconhece usinas com maior produtividade de cana na safra 2025/26
Primeiro lugar foi conquistado pela Usina São Luiz, do Grupo Quagliato
A Usina São Luiz, do Grupo Quagliato, conquistou o primeiro lugar no Prêmio Nacional de Produtividade com Modernidade – Programa Cana IAC, que avaliou o impacto da adoção de novas variedades na produtividade da cana-de-açúcar na safra 2025/26. A premiação, promovida pelo Instituto Agronômico (IAC-APTA), foi realizada no dia 9 de setembro, em Ribeirão Preto. A quarta edição do levantamento reuniu 226 unidades produtoras de 16 estados, abrangendo as 13 principais regiões canavicultoras do país. Ao todo, foram analisados dados de 5,3 milhões de hectares, área equivalente a 60% da superfície colhida de cana no Brasil. A segunda colocação nacional ficou
com a Usina Nova União, do Grupo Denusa, enquanto a Usina Santa Lúcia, do Grupo Santa Lúcia, terminou na terceira posição. Para garantir uma comparação entre unidades em condições José Amuchastegui, CEOsemelhantes, da Tebe o Programa Cana IAC considera fatores como solo, clima e regime hídrico dos ambientes de produção. Para participar do prêmio, as unidades precisam produzir pelo menos 500 mil toneladas por safra e cultivar variedades lançadas, em média, há menos de 15 anos. Além do ranking nacional, o levantamento reconheceu as unidades de maior produtividade em diferentes
regiões. Em São Paulo, seis usinas foram premiadas. Na região de Araçatuba, a vencedora foi a Usina Diana, do Grupo Santa Isabel. Em Assis, o destaque ficou com a Usina São Luiz. Na região de Jaú, a Usina Ferrari, do Grupo Ferrari, conquistou a primeira colocação. Em Piracicaba, a vencedora foi a Usina Santa Lúcia. Na região de Ribeirão Preto, a Usina São Martinho, do Grupo São Martinho, ficou em primeiro lugar. Já em São José do Rio Preto, a Usina Potirendaba, do Grupo Cofco, foi a vencedora. Em outras regiões do país, a Usina Porto Rico, do Grupo Tenório, ven-
ceu em Alagoas. A Usina Petribu, do Grupo Petribu, ficou em primeiro lugar nas regiões Norte e Nordeste, exceto Alagoas e Tocantins. Em Goiás e Tocantins, a vencedora foi a Usina Nova União. Nos estados de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, o destaque ficou com a Usina Caarapó, do Grupo Raízen. No Triângulo Mineiro, a Usina Uberaba, do Grupo Balbo, conquistou a liderança. A Usina Passos, do Grupo Ipiranga, venceu nas regiões Norte e Centro-Oeste de Minas Gerais, Sul da Bahia, Espírito Santo e Rio de Janeiro. No Paraná, a primeira colocação ficou com a Usina Jacarezinho, do Grupo Maringá. O levantamento do IAC destaca a participação de novas variedades como uma das estratégias utilizadas pelo setor para ampliar a produtividade da cana em diferentes ambientes de produção. (Com a Assessoria de Imprensa do IAC)
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EVENTOS
Inteligência para além da tecnologia
Café com Inteligência++ reúne empresários e profissionais para discutir como combinar inteligência humana, digital e propósito na busca por alta performance nos negócios
Mais do que incorporar novas tecnologias, empresas e profissionais precisam saber como utilizar a inteligência disponível para gerar resultados. Essa foi uma das principais mensagens do Café com Inteligência++ para Alta Performance nos Negócios, realizado em 15 de setembro, no Hotel Stream Palace, em Ribeirão Preto (SP), com palestra de Josias Messias, CEO da Pró-Usinas JornalCana. O encontro propôs uma reflexão sobre a combinação entre inteligência humana e digital aplicada aos negócios, com programação dividida em dois eixos: Inteligência++ Humana, voltada ao desenvolvimento de pessoas e lideranças, e Inteligência++ Digital, dedicada ao uso das tecnologias para ampliar o valor dos processos empresariais. Na abertura, Messias defendeu a necessidade de ativar pessoas e ambientes e disse que crises podem levar empresas a revisitar fundamentos que seguem relevantes. “Toda crise é uma oportunidade para voltar à essência”, afirmou. Segundo ele, a solução para os desafios atuais nem sempre depende de novidades, mas de compreender melhor o negócio, as relações humanas e a liderança. Com 38 anos no setor bioenergético, o CEO relacionou sua trajetória à capacidade de sintetizar informações. Ele começou como vendedor, tornou-se jornalista e depois passou a comandar o próprio jornal, desenvolvendo a habilidade de transformar assuntos complexos em conteúdos compreensíveis e aplicáveis.
Tecnologia precisa entregar resultado Ao tratar da inteligência digital, Josias Messias citou o S-PAA, software de otimização em tempo real utilizado em 145 usinas de nove países. A tecnologia já estava sendo desenvolvida e implantada havia anos quando ele passou a trabalhar para ampliar sua adoção pelo mercado. Para ele, mais importante do que entender cada tecnologia isoladamente é avaliar o que ela efetivamente entrega. “Você é o que você entrega. Então, se eu quero analisar uma tecnologia, o que importa é o que ela entrega”, afirmou. Ele lembrou que o conceito de Indústria 4.0, surgido na Alemanha, já tinha como preocupação central os resultados proporcionados pelas tecnologias. Assim, inteligência artificial e ferra-
mentas digitais não devem ser uma finalidade, mas instrumentos para melhorar processos, apoiar decisões e gerar valor.
terpretar informações, inovar e transformar conhecimento em ação.
Dados e experiência precisam caminhar juntos Para Josias Messias, a expansão das ferramentas digitais amplia a capacidade de análise, mas não elimina a necessidade de experiência e percepção. “O feeling continua valendo muito, mas não sem os dados”, disse. Decisões baseadas apenas na percepção podem manter profissionais em zonas de conforto; já os dados precisam ser bem interpretados, pois cabe às pessoas compreenderem o contexto e decidir como agir. Como tecnologias semelhantes estão disponíveis para concorrentes, a vantagem competitiva depende também da capacidade de cada equipe de in-
A liderança contemporânea, segundo Josias Messias, deve dedicar mais atenção às pessoas e menos à concentração de tarefas no líder. Na Pró-Usinas JornalCana, ele passou a priorizar espaços de participação e escuta, para que os profissionais contribuam, desenvolvam talentos e assumam responsabilidades. “Hoje o meu papel é liderar pessoas, é ativar as pessoas, os seus melhores talentos, a sua melhor versão”, afirmou. Em equipes distribuídas geograficamente, reuniões e ferramentas digitais facilitam a conexão, mas não substituem o relacionamento e a colaboração. Equipes colaborativas e escuta ativa são, assim, componentes da inteligência humana aplicada à gestão. Por fim, Messias apresentou o conceito de propósito, que, em sua visão, é capaz de provocar uma profunda transformação pessoal.“Quando você sabe que um propósito é de Deus? Quando ele é maior do que você e sempre te puxa pra frente e pra cima”, afirmou.
O papel do líder muda
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EVENTOS
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Quem vai liderar a gestão de pessoas na usina bioenergética do futuro? Rosemeire Messias*
Profissionais do setor de bioenergia participaram, em 25 de setembro, da 25ª edição do Seminário de Gestão de Pessoas e Sustentabilidade no Agronegócio, promovido pelo Grupo de Estudos em Recursos Humanos na Agroindústria (Gerhai). Realizado no auditório da Canaoeste, o seminário também reuniu debates sobre relações de trabalho, governança corporativa e modelos de gestão. Quem vai liderar a gestão de pessoas na usina do futuro? A usina pode instalar novos equipamentos, automatizar processos e ampliar sua produção para além do açúcar e do etanol. Mas quem vai redesenhar funções, desenvolver competências e liderar as relações nesse novo cenário? Foi essa a pergunta que atravessou a conferência de Josias Messias, CEO da Pró-Usinas JornalCana, no Seminário. Com o tema “O Futuro do Setor Bioenergético e o RE-Posicionamento dos Profissionais de Gestão de Pessoas”, a apresentação partiu de uma constatação: boa parte do que chamamos de futuro já começou. Etanol de milho, biometano, bioeletricidade, SAF, carbono, inteligência artificial e automação já fazem parte das decisões e dos projetos do setor. O negócio mudou. E o trabalho? Josias organizou sua reflexão sobre o cenário em uma Pirâmide do Futuro Bioenergé-
tico, formada por cinco movimentos: transição energética, diversificação, digitalização, novo trabalho e performance. A descarbonização abre mercados e cria demandas. Ao mesmo tempo, a diversificação leva as usinas a trabalhar com mais matérias-primas, produtos e modelos de negócio. Uma operação antes associada principalmente ao açúcar e ao etanol pode passar a atu-
ar como biorrefinaria ou plataforma bioenergética. Essa expansão traz oportunidades, mas aumenta a complexidade. Quando o negócio muda, mudam também as competências necessárias para operá-lo e liderá-lo. A digitalização acrescenta outra camada ao desafio. Dados, inteligência artificial e automação não transformam apenas máquinas: alteram tare-
fas, funções e a forma como as decisões são tomadas. Até para selecionar e implementar inovações, a empresa precisa atrair e engajar pessoas com mentalidade digital. De onde virão as competências? Durante a apresentação, Josias deslocou uma pergunta comum nas empresas. Mais importante do que perguntar apenas “onde encontraremos as pessoas?” será perguntar: “que pessoas precisamos desenvolver?” Nem toda necessidade poderá ser resolvida com novas contratações. Parte das competências terá de ser construída com quem já conhece a operação, seus riscos, processos e cultura. Isso envolve formar times multidisciplinares. Campo, indústria, manutenção, energia, tecnologia, comercial e gestão de pessoas precisarão compreender melhor como suas decisões se conectam.
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EVENTOS
6º SINATUB Usina 4.0 leva inteligência à gestão industrial das companhias bioenergéticas Cases mostram ganhos de até 20 t/h na moagem, 14 tvh na produção de vapor e 1,82 MW na geração de energia Ganhos de capacidade, estabilidade e eficiência energética foram os principais resultados apresentados no 6º SINATUB Usina 4.0 – Gestão Industrial Inteligente, realizado em 13 de agosto, durante a Fenasucro & Agrocana 2026, em Sertãozinho (SP). Cases da Enersugar, DCBio, Santa Isabel, Tereos e Alcoeste mostraram como Inteligência Artificial (IA), automação e RTO já são aplicados para otimizar a operação das usinas em tempo real. Com foco em benchmarking técnico, o encontro reuniu lideranças industriais para compartilhar experiências e resultados obtidos com tecnologias de Indústria 4.0. Um dos temas de abertura foi o impacto das paradas industriais. José Guilherme Amuchastegui, CEO da Tebe Sensores, abordou “o custo invisível das quebras não planejadas”, destacando perdas de receita não apenas com a cana não processada, mas também com perdas relativas à queda na curva do ATR, que ocorre caso a usina consiga moer essa cana ao final da safra. José Guilherme apresentou estatísticas de cases reais de predição inteligente de falhas críticas aplicadas a usinas, nos quais a perda média de receita por falha evitada, consideran-
do a perda de ATR relativa, somam 210.000 reais; e o uso dos sensores sem fio Tebe, com uso de IA, para antecipar problemas em equipamentos críticos e reduzir paradas não programadas, proporcionam um payback médio 2,5 meses e um retorno de investimento (ROI) médio por safra de 5 vezes. Na Enersugar, Oádann Faria Nunes, supervisor de projetos e utilidades, apresentou os resultados da implantação do S-PAA. A aplicação permitiu elevar a produção de vapor em 14 toneladas por hora, passando de uma média de 177 para 191 tvh. O ganho de capacidade também foi destaque no case da DCBio, apresentado pelo gerente industrial Emerson R. Porto. A unidade, com capacidade para processar 2 milhões de toneladas de cana, vinha moendo cerca de 1,3 milhão de toneladas. Com a aplicação do S-PAA,
a expectativa apresentada é chegar a 1,9 milhão de toneladas nesta safra. Na Usina Santa Isabel, Carlos Eduardo Olione, supervisor de processos industriais, mostrou resultados relacionados à estabilidade do processo, vapor, energia e destilaria. A aplicação do S-PAA contribuiu para um ganho de 1,82 MW na carga somada dos geradores. O nível da dorna volante ficou 32% mais estável, enquanto o tempo com pressão de escape abaixo de 1,40 caiu de 3,97% para 1,61%. A Tereos apresentou a aplicação do S-PAA em cinco unidades. Fernando Martins de Mello, gerente de projetos agroindustriais, e Luciano Rangel, especialista em Indústria 4.0, detalharam uma estrutura com 31 aplicações macro e 70 laços de APC/RTO. O fator de serviço da tecnologia chega a 90,2%. Na Alcoeste, o gerente industrial Pau-
lo Augusto da Silva mostrou um ganho de 20 toneladas de cana por hora após a implantação da tecnologia. O resultado contribuiu para uma safra recorde, com expectativa de moagem de 2,6 milhões de toneladas. Em sua apresentação, Douglas Castilho Mariani, Head de Desenvolvimento e Implementação da Soteica do Brasil, apresentou alguns lançamentos da Soteica desse ano, como o S-Twin — balanço de massa e energia da usina inteira. “O simulador que fecha o balanço, aponta o gargalo e mostra o cálculo”, afirma. Douglas observa que o S-PAA está implantado em mais de 150 usinas, em 9 países, otimizando desde a moagem até plantas integradas de biometano e etanol de milho, sempre capturando ganhos de eficiência e redução de custos, com payback médio abaixo de 90 dias. O evento foi encerrado com a mesa-redonda “Benchmarking sobre Otimização em Tempo Real nas Usinas”, que reuniu Antonio Carlos Viesser, da Enersugar; Danilo Fernando Gutierrez, da Pedra Agroindustrial; Fernando Martins de Mello, da Tereos; e Helton Oliveira, da Usina Santa Adélia. A discussão reforçou a aplicação da digitalização, da inteligência artificial e da Otimização em Tempo Real baseada em engenharia como ferramentas de gestão industrial, com dados e automação apoiando decisões e ajustes em tempo real.
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EVENTOS
“O Custo Invisível da Quebra Não Planejada”, com José Guilherme Amuchastegui, CEO da Tebe Sensores
“Case Enersugar”, com Oádann Faria Nunes, Supervisor de Projetos e Utilidades
“Case DCBIO”, com Emerson Porto, Gerente Industrial
“Case Santa Isabel”, com Carlos Eduardo Olione, Supervisor de Processos Industriais
“Case Tereos”, com Fernando Martins de Mello, Gerente de Projetos Agroindustriais; e Luciano Rangel, Especialista Indústria 4.0
“Case Alcoeste”, com Paulo Augusto da Silva, Gerente Industrial
“S-PAA – Novas Tecnologias e Funcionalidades”, com Douglas Castilho Mariani, Head de Desenvolvimento e Implementação da Soteica do Brasil
Mesa Redonda - Benchmarking sobre Otimização em Tempo Real nas Usinas, com Antonio CarlosViesser, Diretor Industrial na Enersugar; Danilo Fernando Gutierrez, Gerente de Novos Projetos e Implantação Industrial na Pedra Agroindustrial; Fernando Martins de Mello, Gerente de Projetos Agroindustriais; Helton Oliveira, Diretor Industrial e de Engenharia da Usina Santa Adélia e Douglas Castilho Mariani, Head de Desenvolvimento e Implementação da Soteica do Brasil
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EVENTOS
MasterCana Centro-Sul & Social 2026: O verdadeiro legado da cana Evento reuniu usinas que representam mais de 80% da moagem da região Centro-Sul Em noite de premiação, o MasterCana Centro-Sul & Social 2026, mostra que mais do que açúcar, etanol e energia, o verdadeiro legado do setor está no seu potencial de desenvolvimento social. Realizado no dia 11 de agosto, o evento reuniu no Espaço Bella Città, em Ribeirão Preto – SP, usinas que representam mais de 80% da moagem da região Centro-Sul, celebrando personalidades que cotidianamente, contribuem de forma significativa para construção deste legado. Na solenidade de abertura, o CEO da Pró Usinas JornalCana, Josias Messias, responsável pela promoção da premiação, destacou o trabalho do projeto social “Usina do Bem” com atuação em Ribeirão Preto e também em países como o Sudão, no continente africano, marcado por violenta guerra civil e alarmante índice de vulnerabilidade social. “Desconheço empresas que atuam de forma tão significativa para o desenvolvimento sustentável e ambiental como as usinas. E através deste projeto, que atende a crianças (Pequeninos de Ribeirão) em situação de risco aqui em Ribeirão Preto, grande polo agroindustrial do Brasil, e ainda no Nordeste (Pequeninos do Sertão), permite também a assistência às crianças distantes do entorno das usinas, como é o caso dos Pequeninos do Sudão”, destacou Messias. Na sequência, representando o júri do MasterCana, Hugo Cagno (UDOP e presidente de honra da Fenasucro Agrocana) destacou que o prêmio não reconhece apenas resultados ou iniciativas. “O prêmio reconhece as pessoas que investem, inovam e estão sempre em busca de caminhos diferentes e novas tecnologias, superando desafios e construindo o futuro”, ressaltou Cagno. Confira nesta edição os principais momentos da premiação
DESTAQUE INSTITUCIONAL Colaboraram na entrega do troféu Hugo Cagno, presidente da Udop e Guilherme Moroço, diretor presidente da Drul ATALAC - Associação de Técnicos de Açúcar da América Latina e Caribe: Dr. Carlos Saenz, Presidente da Atalac
OS MAIS INFLUENTES DA HISTÓRIA DO SETOR José Carlos Moreno, acionista fundador do Grupo Moreno representado pelo seu filho André Luís Moreno
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EVENTOS
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OS MAIS INFLUENTES DA HISTÓRIA DO SETOR Kosuke Arakaki, presidente do Conselho Administrativo da Alcoeste Bioenergia, e fundador do Grupo Arakaki representado pelo seu filho Luis Antonio Arakaki
OS MAIS INFLUENTES DA HISTÓRIA DO SETOR Riccardo Nardini, Conselheiro e Sócio da Nardini Agroindustrial
MESTRES DA CANA Hélio do Prado, Presidente na Solunexus
MESTRES DA CANA Ivan Chaves, Mestre Especialista em Gestão de Custos do Setor Sucronergético
MULHERES MAIS INFLUENTES DO SETOR Cristina Gonçalves de Souza, Lívia Gonçalves de Souza e Milena Gonçalves de Souza Alves, produtoras de cana na Fazenda Boa VenturaSouza Alves, produtoras de cana na Fazenda Boa Ventura
Colaboraram na entrega do troféu Pedro Isamu Mizutani, Presidente do Sindicato de Fabricação de Álcool (SIFAESP) e Paulo Izo, Diretor Geral da Hidrovapor OS MAIS INFLUENTES DO SETOR - Alta Direção Andres Guevara de la Vega, CEO da bp bioenergy
OS MAIS INFLUENTES DO SETOR Alta Direção Antonio Carlos Freitas Junior, Diretor na Usina Paineiras
OS MAIS INFLUENTES DO SETOR - Alta Direção Dirceu Finotti, fundador, sócio majoritário e conselheiro da Enersugar
OS MAIS INFLUENTES DO SETOR - Alta Direção Fernando Tersi, Diretor Geral de Operações na Usina Vista Alegre
OS MAIS INFLUENTES DO SETOR - Alta Direção João Henrique de Andrade, Diretor Presidente da Usina Pitangueiras
OS MAIS INFLUENTES DO SETOR Alta Direção Jucelino Sousa, Presidente de Conselho da Bevap Bioenergia
OS MAIS INFLUENTES DA HISTÓRIA DO SETOR José Pedro Toniello, Sócio-Proprietario do Grupo Toniello e Viralcool
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EVENTOS
OS MAIS INFLUENTES DO SETOR Alta Direção Luca Giobbi, Diretor-Presidente da Usina Sonora
OS MAIS INFLUENTES DO SETOR - Alta Direção Roberto Coletta, Presidente do Conselho de Administração da DCBio
OS MAIS INFLUENTES DO SETOR - Alta Direção Roberto de Biasi, Diretor Presidente da Usina São José da Estiva
Colaboraram na entrega do troféu Luiz Magno Brito, Diretor Industrial da Usina Caeté e Douglas Mariani, Head de Desenvolvimento e Implementação da Soteica do Brasil OS MAIS INFLUENTES DO SETOR - Agrícola Guilherme Matar Longo, Presidente - Associcana Jaú/ Produtor Rural e Eng Agronomo: Fazenda Serraria Jaú
OS MAIS INFLUENTES DO SETOR - Alta Direção Leonardo Lovato, Superintendente Agrícola da Raízen Energia
OS MAIS INFLUENTES DO SETOR - Alta Direção Matheus Uzelotto Lopes, Diretor Agrícola CerradinhoBio
OS MAIS INFLUENTES DO SETOR - Alta Direção Leandro Zambianco, diretor Industrial do Grupo Zambianco
OS MAIS INFLUENTES DO SETOR - Alta Direção Ricardo Ionta, Diretor Corporativo Industrial da Raízen Energia
OS MAIS INFLUENTES DO SETOR - Alta Direção Sebastião Abílio de Castro Junior, Diretor Industrial do Milho e Projetos
Colaboraram na entrega do troféu Octavio Valsechi, professor da Ufscar e coordenador do “MTA” e José Guilherme Baggio Amuschastegui, CEO da Tebe Sensores Usina do Ano - ESTRATÉGIA EMPRESARIAL - Gestão - Adecoagro Roberto Oliveira, Diretor Industrial da Adecoagro
Usina do Ano - ESTRATÉGIA EMPRESARIAL Performance - Grupo Viralcool Antonio Eduardo Tonielo Filho, Cláudia Tonielo e Ricardo Toniello, diretores do Grupo Viralcool
Usina do Ano - GOVERNANÇA CORPORATIVA - Gestão - Clealco Adriano Furtado,Vice-presidente de Finanças, Gente & Gestão e Tecnologia da Clealco
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Usina do Ano - TRANSIÇÃO ENERGÉTICA E SUSTENTABILIDADE – Gestão - Bioenergética Aroeira Aroeira Danilo Santos, Gerente Executivo de Gente, Gestão e Cultura Bioenergética Aroeira
TRANSFORMAÇÃO DIGITAL Gestão - Usina Coruripe Renato da Silva Gonçalves, Coordenador TI Sistemas da Usina Coruripe
EVENTOS
Usina do Ano - ESTRATÉGIA AGROINDUSTRIAL – Gestão - Zilor Artur de Abreu e Lima Melo, Diretor Agroindustrial da Zilor
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ESTRATÉGIA AGROINDUSTRIAL Performance - Enersugar Melchíades Terciotti, Diretor-Geral da Enersugar
TRANSFORMAÇÃO DIGITAL SUPRIMENTOS & CONTRATOS Tecnologia & Inovação - Usina São Domingos Gestão - Bunge André Masteguin e Antonio Renato Rincão, Alexandre Altarugio, Gerente Suprimentos e Susane Engenheiros de Sistemas da Usina São Domingos da Cruz Eugenio, Coordenadora Compras da Bunge
SUPRIMENTOS & CONTRATOS Tecnologia & Inovação - Usina Coruripe Augusto César Franco Florentino, Coordenador Gestão Contratos da Usina Coruripe
Colaboram na entrega do troféu: Hermann Paulo Hoffmann, pesquisador e professor da Universidade Federal de São Carlos – UFSCar, e coordenador-geral da Ridesa e Edson Rocha, South America President Director at Spraying Systems Co PROGRAMAS DE QUALIDADE E PRODUTIVIDADE - Gestão - Bevap André Felipi Barboza Pacheco, Gerente Executivo Comercial da Bevap
PROGRAMAS DE QUALIDADE E PRODUTIVIDADE - Tecnologia & Inovação - Lins Agroindustrial Ivana de Castro, Engenheira de Projetos da Lins Agroindustrial
PREVENÇÃO DE INCÊNDIOS - Tecnologia & inovação - bp bioenergy Rogério Bremm, diretor de Agrícola da bp bioenergy
GESTÃO DE PROJETOS Gestão - Usina Santa Adélia Adriano Aparecido da Silva, Juciano Ferrai e Silvio Pereira da Usina Santa Adélia
GESTÃO DE ATIVOS - Gestão - Nardini Agroindustrial Severino Ramos da Silva, Diretor Industrial da Nardini Agroindustrial
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EVENTOS
ÁREA INDUSTRIAL - Performance - Usina Pitangueiras Claudemir Leonardo, Diretor Agroindustrial e Douglas Diogo da Usina Pitangueiras
EFICIÊNCIA INDUSTRIAL - Gestão - Tereos Eneas Cordeiro, Gerente-Executivo de Operações Industriais, Qualidade e Laboratórios da Tereos
EFICIÊNCIA INDUSTRIAL Tecnologia & Informação - CMAA Jeferson Degaspari, CFO da CMAA
Colaboraram na entrega do troféu Luiz Magno Automação Industrial - Tecnologia & Inovação - Tereos Fernando Martins de Mello, Gerente Projetos Agroindustriais e Luciano Rangel Pinheiro Neto, Especialista de Projetos da Tereos
Automação Industrial - Gestão - Usina São Martinho Guilherme Fraga, Especialista de Processos Industriais da Usina São Martinho
BIOELETRICIDADE - Tecnologia & Inovação - DCBIO Emerson Rodrigues Porto, Gerente Industrial da DCBIO
Colaborou na entrega do troféu Rodrigo de Souza, diretor executivo da AxiAgro ÁREA AGRÍCOLA - Performance - Usina São João de Araras Lucas Ometto Budoya,Vice - Presidente Usina São João de Araras
ÁREA AGRÍCOLA - Tecnologia & Inovação - Usina Pitangueiras Caue Reis, Gestor de Processos Agrícolas e Rafael Farra, Gerente Agrícola da Usina Pitangueiras
AUTOMOTIVA E LOGÍSTICA AGRÍCOLA - Tecnologia & Inovação -Bunge Guilherme de Aguiar Mastelini, Coordenador Plan Contr Man Auto da Bunge
AUTOMOTIVA E LOGÍSTICA AGRÍCOLA – Performance - Bambuí Bioenergia Antonio Coelho, Diretor agrícola e Juscelino de Oliveira Galvão, Gerente de manutenção da Bambui Bioenergia
AUTOMAÇÃO AGRÍCOLA – Performance Grupo Moreno Everson Sisto Sovenha, Gerente Desenvolvimento de Projetos Corporativo do Grupo Moreno
AUTOMOTIVA E LOGÍSTICA AGRÍCOLA – Gestão - USIBAN Lucas Camargo Meneghel - Coordenador de TI da USIBAN
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EVENTOS
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Henrique Aparecido Odoni Guarda, Gestor Agrícola da Bunge
FERTIRRIGAÇÃO - Tecnologia & Inovação - Tereos Eneas Cordeiro, Gerente Executivo de Operações Industriais da Tereos
CATEGORIA TOP MARCAS - DRUL Isaac Pinho - Head de Inovações e Tecnologia
CATEGORIA TOP MARCAS HIDROVAPOR Maria Fernanda - analista administrativo e Gabriel Araújo - Gerente de Vendas
CATEGORIA TOP MARCAS - AXIAGRO Valéria de Souza - Gerente de Relacionamento com o Cliente
CATEGORIA TOP MARCAS - TEBE Davi Tini
CATEGORIA TOP MARCAS - GENERAL CHAINS Maria Aparecida Anselmo Dario - Supervisora de Vendas
CATEGORIA TOP MARCAS - SPRAYING SYSTEMS Edson Francelin Ribeiro da Rocha - Diretor Presidente
CATEGORIA TOP MARCAS TRAVAGLINI Genesio Travaglini - Diretor Presidente
CATEGORIA TOP MARCAS - CORTEVA Tiago Salioni Moura - Gerente de Contas estratégicas
CATEGORIA TOP MARCAS - BRASIL SALOMÃO Fábio Calcini
CATEGORIA TOP MARCAS ZARAPLAST Eli Katan - Diretor e Wagner de Moraes - Gerente Comercial
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EVENTOS
CATEGORIA TOP MARCAS - KPMG Marcos Bassi, Giovani Pigatto, Cristiane Correa
CATEGORIA TOP MARCAS E-MACHINE Milton Gomes - Executivo de Vendas
CATEGORIA TOP MARCAS - D2G Dário Wilian Sodré e Gilmar Pereira de Oliveira - Diretores
CATEGORIA TOP MARCAS - AGTECH Ingomar Ilson Matte - CEO e Founder
CATEGORIA TOP MARCAS - BIOMCROP Hebert Del Petri - diretor de negócios Cana e Gláucio Antiga - Diretor de Operações
MASTERCANA SOCIAL
Colaboraram na entrega dos troféus: Vera Martins Guedes, Presidente do Gerhai; Marcos Antonio Françoia, Auditor da comissão julgadora e José Darciso Rui, diretor executivo do Gerhai TOP 3 EM EDUCAÇÃO E CULTURA Aristoclides Cançado Costa, Coordenador de Sustentabilidade da Usina Coruripe, Roberto de Biasi, Diretor Presidente da Usina São José da Estiva, Beatriz Bis e Roselaine Bessa do Grupo Virálcool
TOP 3 EM MEIO AMBIENTE Mara Pinheiro, diretora de Comunicação, Relações Institucionais e ESG da bp bioenergy, Sylvio Rodrigues Neto Gerente Corporativo de Recursos Humanos /jurídico do Grupo Moreno, Olívia Pinheiro, Gerente de Sustentabilidade da Lins Agroindustrial
TOP 3 EM VALORIZAÇÃO DA DIVERSIDADE Bruna Arruda da Silveira, Gerente Gente e Gestão e Jeferson Degaspari, Diretor Administrativo Financeiro da CMAA, Gabriel Crepaldi e Sra. Tatiana Carmo Silva da Usina Jacarezinho
TOP 3 EM SAÚDE OCUPACIONAL Germano Melo Matos Trevisan, Gerente Administrativo e de RH da Novamérica, Erlon Cunha Rodrigues, Coordenador de Gestão de Pessoas da Usina Santo Angelo, Carlito Schuch Junior, Gerente de SSMA da Usina Santa Adélia
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TOP 3 EM DESENVOLVIMENTO HUMANO Danilo Santos, Gerente Executivo de Gente, Gestão e Cultura da Bioenergética Aroeira, Diego Lacerda, Coordenador de RH e Cultura Organizacional da Clealco, Michelle Patricia Alves Pereira, Coordenadora de RH da CRV Agroindustrial
TOP 3 EM COMUNIDADE Grécia Alves Santos, Supervisora de Comunicação e Responsabilidade Social da Usina Batatais, Roberto de Biasi, Diretor Presidente da Usina São José da Estiva, Bruna Galdiolo, Gestora de Comunicação Interna e Sra. Patricia Togoro Ferreira da Silva, Gerente de Comunicação da Tereos
TOP 3 SAÚDE MENTAL CORPORATIVA Maria Gisele Carneiro Lima, Encarregada do ambulatório da Cerradinho Bioenergia, Germano Melo Matos Trevisan, Gerente Administrativo e de RH da Novamérica, Ana Beatriz Mauro de Souza, Sr. Erik Donato e Sra. Marjorie Bianchi Usina São Luíz
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TOP 3 EM QUALIDADE DE VIDA Claudemir Lima Araújo, Coordenador de SSMA e Sr. Luciano Geraldo Andrade, Enfermeiro do Trabalho da Bambuí Bioenergia, Rodrigo Dias Campos e Layana Magalhães Galdiano da Usina Alta Mogiana, Leonardo Almeida de Souza, Gerente Executivo de Gente e Gestão da Usina Cerradão
TOP 3 EM COMUNICAÇÃO E RELACIONAMENTO Danilo Santos, Gerente Executivo de Gente, Gestão e Cultura da Bioenergética Aroeira, Henrique Abdalla Caram, Supervisor de Recursos Humanos Corporativo da Ferrari Agroindústria, Bernardo Mendes, Coordenador de Comunicação Corporativa da UISA
TOP 3 EM EXCELÊNCIA E LIDERANÇA João Braulio de Morais e Sr. Jeferson Degaspari, Diretor Administrativo Financeiro da CMAA, Lucas Lopes, Diretor Agrícola da Colombo Agroindustria, Luciane Soarez Ribeiro Alves, Supervisora de Desenvolvimento de Pessoas da Da Mata Açúcar e Álcool
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TOP 3 EMPRESAS FORNECEDORAS Luiz Sérgio, Diretor Administrativo da Apetit, Fernando Buarque, Gerente de Recursos Humanos da Casa Tempero, Rodrigo Lucas, Executivo de Contas da HapVida
TOP 3 DESTAQUE ENTIDADE Henrique Berbert de Amorim Neto, Presidente da Fermentec e Fatec, Bruno Moreira de Sousa, Gerente de Recursos Humanos e Sr. Marcelo Acioli Toledo, Diretor Presidente do Instituto Pauxi Mitu, Eliete Palhares Benetti, Consultora de Responsabilidade social do Instituto Sanches Fernandes
TOP 3 PROFISSIONAIS DE RECURSOS HUMANO Claudemir Fogues Gerente Corporativo de RH e Sustentabilidade – Grupo Ferrari, Germano Melo Matos Trevisan Gerente Administrativo e de RH - Grupo Nova América, Marcilene Cristina Alves Pereira Superintendente de Gestão Integrada do Grupo CRV
EMPRESA DO ANO EM RESPONSBILIDADE SÓCIOAMBIENTAL USINA SÃO JOSÉ DA ESTIVA Roberto de Biasi, Diretor Presidente da Usina São José da Estiva
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EVENTOS
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Troféus entregues após a cerimônia de premiação
MAIS INFLUENTES DA HISTÓRIA DO SETOR José Carlos Moreno, acionista fundador do Grupo Moreno
Kosuke Arakaki, presidente do Conselho Administrativo da Alcoeste Bioenergia, e fundador do Grupo Arakaki e da UDOP
Luiz Octávio Junqueira Figueiredo, Diretor-Presidente, Usina Alta Mogiana
OS MAIS INFLUENTES DO SETOR – ALTA DIREÇÃO
Luiz Lacerda Biagi, Membro do Conselho de Administração e Sócio da Zanini Renk
Usina do Ano em Estratégia Empresarial — Tecnologia e Inovação Diretor-presidente da Cocal Energia Responsável, Abel Uchoa, recebe o troféu das mãos de Josias Messias
Dante Petroni, Diretor Presidente da Usina Barralcool
Usina do Ano Manejo e Tratos Culturais Jurandir de Oliveira, diretor Agrícola da Cocal, recebe o troféu das mãos de Josias Messias
MasterCana Social -TOP 3 - Valorização da Diversidade Ruben Guimarães, diretor de Gente e Gestão da Cocal, recebe o troféu das mãos de Josias Messias
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GENTE
Pró-Usinas JornalCana na Fenasucro A Pró-Usinas JornalCana recebeu lideranças empresários e profissionais do setor bioenergético em seu estande na 32ª edição da Fenasucro & Agrocana, realizada em agosto em Sertãozinho.
Pedro - Us Sta. Lúcia, Douglas Mariani, Soteica do Brasil, Rafael Us Sta. Lúcia, Nelson - Soteica do Brasil e Davi - Tebe Sensores
Jorge Kairalla (Consultor Técnico), Fernando Favaro (Diretor Comercial), Marcos Favaro, Gabriel Favaro (Gerente Administrativo)
André Moreno Filho, André Luiz Moreno, Ronei Souza, Edvaldo Luiz, Daniel Moreno
Rodrigo Pazzoto, CEO da BPP Consultoria
PowerUp: Jean Perozi -diretor, Débora Vanzella - gerente comercial, César Rodrigues- Diretor de tecnologia
NanoQuímica: Luiz Eduardo - Sócio-Diretor Comercial, Anderson Manzano Sócio-Diretor de Suprimentos/Compras, João Mir - Gerente Comercial
Waze Química: Liane Marambello- Assistente comercial, Bianca GarciaGestora de Qualidade e Apoio ao Mkt, Alessandro Turassa- Diretor de operações e comercial.
Cliente AxiAgro: Agrodoce, de Pederneiras
Tecnologia de Otimização em Tempo Real - RTO Usina 4.0 •
Antecipação do processo devido à
matéria-prima. Interligação de bases agrícola e industrial
Tomada de decisão global e não local
•
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PDCA on-line para a operação
•
Dados
do
laboratório
influenciando
processo diretamente
Sei a eficiência de meus equipamentos
• •
Meus stakeholders visualizam meus KPIs por diferentes formas
PRODUÇÃO
Diferença entre Controle e Otimização Limite operacional
TEMPO