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OJB EDIÇÃO 43 - ANO 2026

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ANO CXXV EDIÇÃO 43 DOMINGO, 25.10.2026

ISSN 1679-0189 ÓRGÃO OFICIAL DA CONVENÇÃO BATISTA BRASILEIRA FUNDADO EM 1901

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Notícias do Brasil Batista

Notícias do Brasil Batista

Missões Mundiais

Notícias do Brasil Batista

Itália - EUA

Crescer e Multiplicar

Proclamai 2027

Batistas Capixabas

Após 25 anos no campo missionário, Pr. Fábio Pisa assume Igreja nos Estados Unidos

IB da Mangueira, em Imperatriz - MA, celebra 45 anos de história

Junta de Missões Mundiais abre inscrições e congresso terá 3 sedes; confira!

Convenção Batista do Estado do Espírito Santo comemora 123 anos de presença Batista no estado

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REFLEXÃO

EDITORIAL

Cooperação: uma marca da identidade Batista A cooperação é um dos princípios que caracterizam a identidade Batista. Fundamentada nos ensinamentos bíblicos, ela expressa a compreensão de que Igrejas autônomas podem unir esforços voluntariamente para cumprir a missão que receberam de Cristo. A autonomia da Igreja local não significa isolamento. No Novo Testamento, encontramos comunidades que compartilhavam recursos, enviavam missionários, cuidavam umas das outras e se reuniam para buscar soluções para desafios comuns. Esses exemplos demonstram que a comunhão cristã também se manifesta na disposição de trabalhar em conjunto. Entre os Batistas, essa compreensão se expressa na associação voluntária entre Igrejas, Convenções, Associações e Organizações. A Convenção Batista Brasileira, como instrumento dessa obra cooperativa, busca fortalecer a unidade e promover iniciativas que contribuam para o avanço do Evangelho. O Plano Cooperativo, cuja criação foi proposta em 1957, durante uma assembleia da CBB, representa uma expres-

são prática desse compromisso. Por meio dele, as Igrejas podem unir recursos e esforços para sustentar ações missionárias e outras iniciativas de interesse comum, participando de uma obra que ultrapassa suas próprias possibilidades. Cooperar, porém, é mais do que contribuir financeiramente. É assumir a responsabilidade compartilhada pela missão, reconhecendo que cada igreja tem sua realidade e suas possibilidades, mas todas podem participar de um propósito maior. Em um tempo de tantos desafios, somos chamados a fortalecer os vínculos que nos unem, cultivar a generosidade e compreender que a unidade precisa se traduzir em atitudes concretas. Quando igrejas caminham juntas, ampliam seu alcance e fortalecem seu testemunho. Que o Plano Cooperativo continue sendo expressão de nossa disposição de servir, compartilhar e avançar unidos na missão de anunciar Jesus Cristo. Afinal, a cooperação é a união de igrejas livres em torno de um propósito comum: cumprir a missão que o Senhor nos confiou. n

O JORNAL BATISTA Órgão oficial da Convenção Batista Brasileira. Semanário Confessional, doutrinário, inspirativo e noticioso. Fundado em 10.01.1901 INPI: 006335527 | ISSN: 1679-0189 PUBLICAÇÃO DO CONSELHO GERAL DA CBB FUNDADOR W.E. Entzminger PRESIDENTE Raphael H. P. Abdalla DIRETOR GERAL Fernando Macedo Brandão SECRETÁRIO DE REDAÇÃO Estevão Júlio Cesario Roza (Reg. Profissional - MTB 0040247/RJ) CONSELHO EDITORIAL Francisco Bonato Pereira; Guilherme Gimenez; Othon Ávila; Sandra Natividade EMAILs Anúncios e assinaturas: jornalbatista@batistas.com Colaborações: decom@batistas.com REDAÇÃO E CORRESPONDÊNCIA Caixa Postal 13334 CEP 20270-972

Rio de Janeiro - RJ Tel: (21) 2157-5557 Site: www.convencaobatista.com.br A direção é responsável, perante a lei, por todos os textos publicados. Perante a denominação Batista, as colaborações assinadas são de responsabilidade de seus autores e não representam, necessariamente, a opinião do Jornal. DIRETORES HISTÓRICOS W.E. Entzminger, fundador (1901 a 1919); A.B. Detter (1904 e 1907); S.L. Watson (1920 a 1925); Theodoro Rodrigues Teixeira (1925 a 1940); Moisés Silveira (1940 a 1946); Almir Gonçalves (1946 a 1964); José dos Reis Pereira (1964 a 1988); Nilson Dimarzio (1988 a 1995) e Salovi Bernardo (1995 a 2002) INTERINOS HISTÓRICOS Zacarias Taylor (1904); A.L. Dunstan (1907); Salomão Ginsburg (1913 a 1914); L.T. Hites (1921 a 1922); e A.B. Christie (1923). ARTE: Oliverartelucas


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A cooperação é caminho para cumprir a missão Diego Bravim

pastor, membro da Primeira Igreja Batista de Niterói - RJ, primeiro vice-presidente da OPBB, Diretor-geral da Convenção Batista Fluminense

“Eu plantei, Apolo regou, mas é Deus quem dá o crescimento; de modo que nem o que planta nem o que rega são alguma coisa, mas somente Deus, que dá o crescimento” (I Co 3.6). Paulo aborda as divisões existentes na Igreja de Corinto e as dificuldades relacionadas à falta de maturidade dos irmãos. Ele apresenta à Igreja, de forma muito pontual, o sentido da unidade para cumprirmos a missão. Historicamente, as instituições e a sociedade produzem personagens que se tornam heróis por seus feitos. Paulo traz um olhar diferente dessa realidade: ele aponta o caminho da cooperação, no qual Deus usa pessoas, mas é o Senhor e o responsável por tudo. O texto de I Coríntios destaca alguns aspectos muito interessantes da cooperação. Vejamos: 1 - Identidade para compreender a missão Paulo plantou e Apolo regou, mas quem são os dois? Quem é maior: o que planta ou o que rega? Nenhum dos dois é alguma coisa; somente Deus, que dá o crescimento, é digno de destaque. Trazendo essa reflexão para a realidade das Igrejas e da denominação, não existe alguém maior por causa do cargo ou da função que exerce. A grandeza não é medida apenas pelas obras realizadas, mas também pela unidade que promove o avanço do Reino de Deus aqui na Terra. Compreender nossa identidade em Cristo nos torna mais aptos a cooperar. Quando cada um entende sua parte no processo, chegamos mais longe. Paulo teve o papel de plantar, e a plantação tem seu valor. Talvez algumas pessoas não consigam regar, mas, por meio de uma oferta, pode nascer um projeto de plantação. O campo missionário não é formado apenas por pessoas presentes no local onde se realiza uma plantação, uma revitalização ou outro projeto. Ele também conta com ofertas e adoções missionárias. Isso também vale para o desenvolvimento de líderes, a capacitação de novos obreiros e a oferta de ferramentas e outros recursos. Os recursos financeiros potencia-

lizam uma obra, e o trabalho conjunto contribui para aquilo que só Deus pode fazer. Certa vez, estive em um concerto musical para acompanhar um espetáculo internacional. Ao chegar àquele ambiente, vi pessoas muito preparadas. Antes do início oficial, porém, parecia que os diversos instrumentos não se encaixavam para produzir um som perfeito. Quando o líder do grupo, que tinha a função de maestro, se posicionou e começou a reger a orquestra, estabeleceu-se uma perfeita harmonia entre os instrumentos e as vozes. Fico pensando que somos como esses instrumentos: cada um tem um nome, produz um som e exerce uma função. Sozinhos, porém, não produzem a harmonia que podem alcançar juntos. Quando se unem sob a direção do maestro, tudo muda. O melhor de nós só pode ser produzido se estivermos unidos e obedientes à direção de Jesus, o Senhor da Igreja. Apesar de nossas diferenças, podemos ser melhores e mais fortes juntos. Longe da comunhão e da unidade, tornamo-nos presas fáceis do devorador e deixamos de cumprir a obra. Compreendemos, por meio da vida de Paulo e Apolo, que nossa identidade em Cristo nos ajuda a entender a missão, cumprida por meio da cooperação. Outra verdade também se forma em nosso coração: 2 - O cumprimento da missão exalta Jesus Todos nós somos cooperadores de Cristo. Cumprir a missão é nossa responsabilidade; não há mérito em nós nem para nós, mas a exaltação daquele que nos enviou. Paulo nos mostra que, depois de plantar e regar, a planta cresce e dá frutos. Esses frutos glorificam e exaltam o Mestre que nos enviou. Compreender o foco é importante, pois, a partir daí, deixamos de buscar nossa própria exaltação e passamos a viver de forma graciosa, refletindo a graça de Deus por nosso intermédio. Minha oração é que nós, batistas brasileiros, compreendamos que a cooperação no evangelho nos leva além de um nome, de uma logomarca, de um patrimônio ou de uma história humana. Que nossa unidade revele Jesus ao mundo; que nossas mãos dadas e nossos corações unidos resultem na salvação das cidades; e que as vaidades, os títulos e as filosofias caiam para que Jesus reine e seja glorificado em nós. n


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REFLEXÃO

A cooperação como princípio bíblico

Artigo elaborado com base na obra “Pacto e Comunhão” A cooperação ocupa um lugar importante na história do povo de Deus. Desde os relatos do Antigo Testamento até a formação e o desenvolvimento da Igreja no Novo Testamento, encontramos exemplos de pessoas chamadas a participar de uma obra que ultrapassa seus próprios interesses. A Bíblia apresenta um Deus que age na história e convoca homens e mulheres a participarem de seus propósitos. A criação, a formação do povo de Israel e a vinda de Jesus Cristo ao mundo revelam diferentes momentos da história da salvação. Ao longo dessa trajetória, Deus envolve pessoas, famílias e comunidades na realização de seus propósitos. Essa participação não diminui a soberania divina, mas evidencia o privilégio concedido ao ser humano de servir ao Criador. No ministério de Jesus, esse princípio se manifesta de maneira especial. Cristo chamou discípulos, formou um grupo de apóstolos e os preparou para dar continuidade à missão. Embora o Senhor pudesse realizar sua obra sem depender da participação humana, escolheu ensinar, preparar e enviar pessoas para testemunhar as boas-novas do Reino. A Igreja nasceu e se desenvolveu nesse contexto de participação e serviço. Em Atos dos Apóstolos, encontramos uma comunidade que perseverava no ensino, na comunhão, no partir do pão e nas orações (Atos 2.42). A fé não era vivida apenas individualmente. Ela se expressava na vida comunitária, no cuidado mútuo e na disposição de compartilhar recursos para atender às necessidades dos irmãos. Essa realidade nos ajuda a compreender que a cooperação cristã vai além da simples divisão de tarefas. Cooperar significa reconhecer que fazemos parte de um povo e que recebemos responsabilidades que podem ser cumpridas de maneira mais ampla quando trabalhamos juntos. O apóstolo Paulo utiliza uma expressão significativa ao afirmar que somos cooperadores de Deus (I Coríntios 3.9). A declaração destaca a dignidade do serviço cristão e o privilé-

gio de participar daquilo que o Senhor está realizando. Não somos os protagonistas da missão, mas somos chamados a servir com fidelidade, reconhecendo que os resultados pertencem a Deus. A cooperação também exige disposição para reconhecer os dons, as capacidades e as possibilidades de outras pessoas. Nenhum cristão reúne sozinho todas as condições necessárias para atender a cada necessidade ou realizar todas as tarefas da Igreja. A diversidade de dons e ministérios permite que o corpo funcione de maneira integrada, conforme o ensino de I Coríntios 12. Essa compreensão tem implicações para a vida das igrejas batistas. Cada igreja local possui sua realidade, seus desafios e suas responsabilidades. Entretanto, a autonomia da igreja não precisa significar isolamento. Quando as igrejas se associam voluntariamente, podem compartilhar experiências, recursos e esforços para cumprir objetivos comuns. A cooperação, portanto, não é apenas uma estratégia administrativa. É uma expressão prática de princípios bíblicos como comunhão, solidariedade, serviço e compromisso com a missão. Ela nos convida a superar uma visão limitada às necessidades imediatas de nossa comunidade e a reconhecer as oportunidades de servir ao povo de Deus de maneira mais ampla. Em um tempo que frequentemente valoriza conquistas individuais, a Igreja é chamada a testemunhar outra maneira de viver: pessoas diferentes, unidas pela fé em Cristo e comprometidas com o mesmo propósito. Quando cada um oferece sua contribuição com alegria e responsabilidade, o trabalho coletivo se fortalece. Cooperar é reconhecer que a obra de Deus é maior do que nossas capacidades individuais. É colocar dons, recursos e tempo a serviço do Reino, sabendo que cada participação pode contribuir para que o Evangelho alcance mais pessoas. Essa é uma das expressões mais significativas da unidade cristã: caminhar juntos, servir uns aos outros e permanecer fiéis à missão recebida de Cristo. n


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Cooperar é cuidar, ouvir e encontrar soluções juntos Artigo elaborado com base na obra “Pacto e Comunhão” Os primeiros anos da Igreja foram marcados pelo crescimento, pela expansão missionária e pelo surgimento de desafios que exigiam discernimento e ação. A leitura de Atos dos Apóstolos revela uma comunidade que não ignorava suas dificuldades, mas buscava enfrentá-las por meio da participação de seus membros e da orientação de Deus. Um dos exemplos mais conhecidos está em Atos 6. Com o crescimento da comunidade cristã, surgiu uma reclamação relacionada ao atendimento diário das viúvas de origem grega. A situação exigia uma resposta, pois envolvia o cuidado com pessoas vulneráveis e a necessidade de assegurar que o serviço fosse realizado de maneira adequada. Os apóstolos convocaram a comunidade dos discípulos e apresentaram uma proposta para organizar melhor aquela responsabilidade. Foram escolhidos homens reconhecidos por sua boa reputação, cheios do Espírito e de sabedoria, para assumir o serviço. A solução não consistiu em ignorar o problema, mas em reconhecer a necessidade, ouvir a comunidade e distribuir responsabilidades. Esse episódio apresenta um princípio importante para as igrejas de hoje: cooperar também significa criar condições para que os desafios sejam enfrentados com participação, transparência e compromisso. Problemas comunitários não devem ser tratados como responsabilidade exclusiva de uma única pessoa quando exigem o envolvimento de toda a igreja. Outro exemplo aparece em Atos 11. Quando a igreja de Jerusalém soube do crescimento da comunidade cristã em Antioquia da Síria, enviou Barnabé para acompanhar o que estava acontecendo. Em vez de permanecer distante, a igreja procurou compreender aquela nova realidade e contribuir para o fortalecimento dos irmãos. Barnabé exerceu um ministério de encorajamento e ajudou a consolidar o trabalho que estava surgindo. Sua presença demonstra que a cooperação não se limita à transferência de recursos ou à execução de projetos. Ela também envolve acompanhamento, orientação, comunhão e cuidado. Em Atos 15, encontramos outro momento significativo.

Diante de uma controvérsia que envolvia a inclusão dos gentios na comunidade cristã e as exigências relacionadas à Lei, os apóstolos e presbíteros se reuniram para examinar a questão. O episódio ficou conhecido como Concílio de Jerusalém e demonstra a importância do diálogo e do discernimento comunitário diante de questões que afetavam a vida da Igreja. Esses relatos mostram que a cooperação não significa ausência de divergências. Comunidades reais enfrentam tensões, diferenças de compreensão e necessidades que nem sempre podem ser resolvidas individualmente. A unidade cristã não depende de fingir que os problemas não existem, mas de enfrentá-los com responsabilidade, respeito e fidelidade às Escrituras. Na vida das igrejas batistas, esse princípio pode orientar tanto as decisões locais quanto o relacionamento entre igrejas, associações e convenções. Compartilhar experiências, buscar aconselhamento e construir soluções conjuntas são formas de fortalecer o trabalho e evitar que comunidades enfrentem sozinhas dificuldades que poderiam ser superadas com apoio mútuo. Cooperar também exige disposição para reconhecer limitações. Uma igreja pode possuir experiência em determinada área e encontrar, em outra comunidade, uma oportunidade de compartilhar conhecimento. Da mesma forma, uma igreja que atravessa um período difícil pode receber apoio de outras que se dispõem a caminhar ao seu lado. A cooperação cristã não elimina a responsabilidade de cada igreja, mas amplia as possibilidades de cuidado e serviço. Ela nos lembra de que a comunhão precisa produzir atitudes concretas: ouvir quem enfrenta dificuldades, identificar necessidades, distribuir responsabilidades e acompanhar os resultados das decisões tomadas. A Igreja testemunha o amor de Cristo não apenas pelo que anuncia, mas também pela maneira como trata as pessoas e enfrenta seus próprios desafios. Quando a cooperação se torna parte de sua prática cotidiana, a comunidade demonstra que a unidade não é apenas uma declaração de fé. É um compromisso vivido por meio do cuidado, do diálogo e do serviço. n


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REFLEXÃO

O púlpito e o pixel: a arte de adaptar a linguagem sem negociar o Evangelho Matheus Machiavelli Martins mestrando em Teologia; bacharel em Teologia com complementação teológica; bacharel em Direito; pastor na Igreja Batista Alicerce - DF, membro do Conselho da JBB

Às vésperas da celebração da Reforma Protestante, a Igreja é novamente convocada a refletir sobre o clássico axioma da Igreja reformada, sempre se reformando. Hoje, no século XXI, a revolução não é mecânica, mas digital. Diante de uma juventude imersa na cibercultura, marcada por altos índices de ansiedade, sobrecarga de informação e pulverização da atenção, o ministério com jovens e os pregadores contemporâneos enfrentam um imperativo missional: como ajustar a linguagem para alcançar uma comunicação efetiva e cumprir nossa missão, sem diluir a mensagem que proclamamos? O desafio da contextualização orgânica Ajustar a linguagem não é uma concessão da modernidade, mas um dever pedagógico e teológico. A comunicação do Evangelho nunca ocorre em um vácuo cultural. O próprio Cristo encarnou em tempo, cultura e língua específicos (João 1.14), e o apóstolo Paulo no Areópago de Atenas usou a poesia e a filosofia gregas como pontes para anunciar a ressurreição (Atos 17). Como ensina o teólogo Timothy Keller, contextualizar não é “falar o que as pessoas querem ouvir”, mas oferecer respostas bíblicas, que elas talvez não quisessem ouvir, às perguntas reais que estão fazendo, numa linguagem que sejam capazes de compreender. A nova geração (a chamada iGen) não busca na Igreja mais um conjunto de dados abstratos; para isso, existem as ferramentas de busca e as inteligências artificiais. Os jovens buscam sabedoria, pertencimento e coerência existencial. Um discurso homilético engessado em jargões eclesiológicos não compreendidos pelos jovens ou alienado dos dilemas do sujeito contemporâneo corre o risco do isolamento comunicacional: uma mensagem verdadeira pronunciada de forma ininteligível. Os riscos: quando a forma devora o conteúdo

3. A superficialidade pedagógica: eles não se afastam por falta de entretenimento, mas por perceberem a Igreja como superficial, exclusiva ou anticientífica. Responder à cultura digital com sermões rasos e autoajuda só acelera o abandono da fé. Cuidados e balizamentos bíblico-homiléticos Para navegar nessa tensão entre fidelidade e relevância, a liderança e o ministério de jovens precisam observar três critérios fundamentais: • Distinguir a essência atemporal das formas temporais: a Palavra de Deus e a doutrina bíblica são imutáveis e inegociáveis (Isaías 40.8). Já os métodos, os veículos, a estética e os suportes são temporais e adaptáveis. • Praticar a “dupla escuta”: ouvir a Bíblia com humilde submissão exegética e ouvir a cultura com sensibilidade crítica (John Stott). Pregar aos jovens exige conhecer suas dores e dúvidas sem absorver os ídolos de sua época. • A tela como ponte, nunca como destino: a comunicação digital é uma excelente ferramenta de semeadura e contato inicial, mas não substitui a comunidade real, o abraço, o olho no olho e o discipulado relacional encarnado. Na tradição da Reforma, resgatar a centralidade das Escrituras para a nova geração exige coragem para comunicar a eterna verdade de Deus com clareza, afeto e intencionalidade. O púlpito que se adapta com sabedoria não vende o Evangelho ao mercado, mas usa os recursos de seu tempo para resgatar mentes e corações para a glória de Cristo. Referências Bibliográficas HAIDT, Jonathan. A geração ansiosa: como a infância baseada em redes sociais está causando uma epidemia de transtornos mentais. Tradução de Rogerio W. Galindo. São Paulo: Companhia das Letras, 2024 KELLER, Timothy. Igreja Centrada: desenvolvendo em sua cidade um ministério equilibrado e centrado no evangelho. São Paulo: Vida Nova, 2014.

KELLER, Timothy. Pregação: comunicando a fé na era do ceticismo. Tradução de A. G. Mendes. São Paulo: Vida Nova, Se a falta de adaptação condena o púlpito ao anacronis2017. mo, o excesso sem critérios o arrasta à apostasia. A busca desmedida por relevância cultural esbarra em sérios perigos KINNAMAN, David. Geração perdida: por que os jovens que ameaçam a integridade da fé cristã: cristãos estão abandonando a Igreja e repensando a fé. Tradução de Aline de Paula Lima Monteiro. Pompeia: Universidade 1. A espetacularização e a ditadura das métricas: o risco da Família, 2014. de transformar o púlpito em um palco de entretenimento, STOTT, John. O cristão em uma sociedade não cristã. onde o sucesso ministerial é medido por views, seguidores e Niterói: Vinde, 1989. engajamento algorítmico, em vez da fidelidade ao texto bíblico TWENGE, Jean M. iGen: por que as crianças superco2. A mercantilização da mensagem: a tentação de amoldar nectadas de hoje estão crescendo menos rebeldes, mais as Escrituras ao gosto do consumidor, omitindo temas duros tolerantes, menos felizes e completamente despreparadas como o arrependimento, o pecado e a teologia da cruz, para para a idade adulta. Tradução de Thaís Costas. São Paulo: nVersos, 2018 n não gerar dissenso ou “cancelamento” virtual.


MISSÕES NACIONAIS

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É tempo de mobilizar as Igrejas e avançar pelos campos! Redação de Missões Nacionais Essa época do ano é sempre especial, pois é o momento em que vivemos a nossa Campanha de Missões Nacionais com muita dedicação, oração e alegria. Continue lendo e veja também as fotos de igrejas que estão envolvidas com a missão de anunciar o Evangelho para que todo o Brasil ouça! O Maranhão também está vivendo a Campanha 2026! Na PIB em Pedro do Rosário, teve culto missionário, testemunho sobre o trabalho nos campos, evangelismo, distribuição de sopa e até um brechó solidário. Que bênção! Louvamos ao Senhor pelo envolvimento dessa igreja com a causa de Cristo. A Segunda Igreja Batista de Papucaia, em Cachoeiras de Macacu - RJ, está envolvendo todos os irmãos com a obra missionária brasileira. Essa tem sido uma oportunidade especial para aprenderem sobre a importância de viver e pregar o Evangelho em nossa nação! Olha só essa história de amor pela obra missionária. Esse é o irmão Afonso, membro da Primeira Igreja Batista em Pedra Preta - MT. Sabia que ele junta latinhas para

vender e contribuir com a Campanha de Missões Nacionais? Pode parecer simples, mas existe algo muito grande por trás disso: amor pelas almas, compromisso com a missão e disposição para fazer parte. Um testemunho como esse nos inspira a permanecer firmes e a continuar nessa grande caminhada missionária! Também temos tarde missionária acontecendo durante a Campanha 2026. As Mulheres em Missão da Igreja Batista Betel, em Santana - SP, viveram um momento precioso de compartilhamento e reflexão sobre o tema “Para que todo o Brasil ouça”. Uma tarde especial para renovar a fé, fortalecer o chamado e lembrar que cada mulher tem um papel importante na missão de Deus. As crianças também estão vivendo a Campanha Missionária! Na Congregação Batista da Matinha, em Abreu e Lima - PE, a cada domingo os pequenos estão engajados para conhecer os povos não alcançados. A equipe do ministério infantil está utilizando todo material da Campanha disponível em nosso site e tem sido lindo viver essa experiência! Você também pode viver essa experiência missionária em sua igreja. Acesse: missoesnacionais.org.br/campanha e envolva-se nessa obra. Vamos juntos levar o Evangelho por todo o Brasil! n


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NOTÍCIAS DO BRASIL BATISTA

Walnut Street Baptist Church, em New Jersey (EUA), empossa Pr. Fábio Pisa Pr. Fábio Pisa atuou durante 25 anos na Junta de Missões Mundiais.

Durante a programação, a Igreja celebrou os 25 anos de ministério pastoral do pastor Fábio Pisa

Comunicação da Convenção Batista Brasileira

com base nas informações do perfil @igreja.walnut no Instagram

Nos dias 17 e 18 de outubro, a Walnut Street Baptist Church, em New Jersey (EUA), realizou os cultos solenes de posse do pastor Fábio Pisa e sua família. A programação reuniu membros da Igreja e pastores convidados em momentos de adoração, gratidão e celebração. A ministração da Palavra ficou a cargo do pastor Celso Martinez, da Segunda Igreja Batista em Barra do Piraí - RJ, pastor, mentor e figura paterna do pastor Fábio. Foi com ele que Fábio se converteu, foi batizado e ordenado ao ministério pastoral. O pastor Celso também celebrou o casamento do casal e enviou Fábio para o campo missionário. O evento contou ainda com mensagens do Pr. João Marcos, da Junta de Missões Mundiais (JMM), e do pastor Larry Burd, da NAB Conference. Durante a programação, a Igreja celebrou os 25 anos de ministério pastoral do pastor Fábio e homenageou a irmã Zilmar, primeira secretária brasileira da igreja, e seu esposo, irmão Adelson, que continua servindo à comunidade com dedicação. No sábado (17), também foi lançado o livro A Casa de

Walnut Street: A História da Walnut Street Baptist Church, que apresenta a trajetória da Igreja desde sua fundação, em 1863, por imigrantes alemães, até os dias atuais. Ao longo de sua história, a comunidade passou por diferentes fases, até se tornar uma igreja de língua portuguesa, com presença marcante de brasileiros. Outro momento marcante foi a inauguração de uma placa comemorativa em homenagem aos pastores que lideraram a igreja desde sua fundação, quando era conhecida como Second German Baptist Church, até os dias atuais. A celebração marcou um novo capítulo na história da Walnut Street Baptist Church, reconhecendo o legado de seus líderes e expressando gratidão pela trajetória Pr. Fábio Pisa e família da comunidade de fé. n

Programação da Walnut Street Baptist Church reuniu membros da Igreja e pastores convidados em momentos de adoração, gratidão e celebração.


NOTÍCIAS DO BRASIL BATISTA

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Igreja Batista da Mangueira, em Imperatriz - MA, celebra 45 anos com a Conferência Crescer e Multiplicar Evento teve participação do presidente da CBB, pastor Raphael Abdalla.

Programação foi marcada por momentos de louvor, adoração, comunhão e ensino da Palavra de Deus

Comunicação da Convenção Batista Brasileira

com informações do perfil @mangueiraib no Instagram

De 17 a 19 de outubro, a Igreja Batista da Mangueira, em Imperatriz - MA, realizou a Conferência Crescer e Multiplicar, em celebração aos seus 45 anos de história. A programação foi marcada por momentos de louvor, adoração, comunhão e ensino da Palavra de Deus, reafirmando o propósito da Igreja de crescer em Cristo, multiplicar vidas e viver para a glória de Deus. O presidente da Convenção Batista Brasileira (CBB), pastor Raphael Abdalla, participou como preletor da conferência no dia 19. A programação musical contou com a participação do cantor e compositor Alexandre Magnani, que também esteve com o Ministério de Louvor da Igreja em um momento de aprendizado, troca de experiências e crescimento ministerial. Em parceria com a Convenção Batista Sul Maranhense (CONBASMA), a Igreja promoveu uma roda de conversa com o pastor Raphael Abdalla. O encontro proporcionou diálogo, compartilhamento de experiências e reflexão sobre os de-

Tempo de louvor e adoração

Pr. Raphael Abdalla pregou no encerramento da Conferência

safios da caminhada cristã e o propósito de Deus para Sua Igreja. Ao longo dos três dias, os participantes foram convidados a refletir sobre o crescimento espiritual e o compromisso com a missão. As mensagens e os momentos de adoração reforçaram a importância de uma fé que transforma vidas, produz frutos e alAlexandre Magnani foi atração cança outras pessoas. musical da programação A celebração dos 45 anos também foi uma oportunidade de agradecer a Deus pela trajetória da Igreja Batista da Mangueira e renovar a esperança para os próximos anos, com o compromisso de seguir crescendo em Cristo e cooperando para a expansão do Reino de Deus. n


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NOTÍCIAS DO BRASIL BATISTA

Igreja Batista Nova Vida, em São Caetano do Sul - SP dá posse ao pastor Gileade Soares Igreja recebeu o nono pastor de sua história.

Assinatura do termo e oração de posse do pastor Gileade Soares na IB Nova Vida, em São Caetano do Sul - SP

Wagner Fernandes

membro da Primeira Igreja Batista de São Caetano do Sul - SP

A noite do dia 17 de outubro marcou o início de um novo tempo para a Igreja Batista Nova Vida e o fim de um importante período de transição. A programação contou com cerca de 180 pessoas, membros de Igrejas da Convenção e outras denominações, amigos, familiares, pastores e autoridades que se fizeram presentes para testemunhar o culto de posse do pastor Gileade Soares de Santana. Meses após a conclusão do ministério do pastor Alberto Kenji Yamabuchi, a Igreja organizada oficialmente em 1955 como a Primeira Igreja Batista Ucraniana de São Paulo - nome bastante conhecido até os dias de hoje - preparou uma programação muito especial e repleta de emoção, homenagens e louvores a Deus para receber o 9º pastor de sua história. A primeira oração da solenidade foi proferida pelo pastor Silvio de Oliveira, logo após a abertura em assembleia solene pelo irmão Vanderlúcio Arruda, 1º vice-presidente da Igreja e dirigente da ocasião, que refletiu sobre Romanos 8.28-30, enfatizando que “Deus age para o nosso bem”. Logo em seguida, chamou o coral oficial da Igreja Batista Nova Vida, que entoou o hino 193 HCC - “Maravilhosa Graça” e a canção “Eu me rendo”. O irmão Vando (Vanderlúcio) chamou os visitantes presentes à solenidade, entre eles, cerca de 25 pastores, algumas autoridades da cidade de São Caetano do Sul e a família do pastor Gileade para se apresentar. - “Hoje é dia de grande festa!” – enfatizou. A primeira palavra institucional foi do pastor Sebastião Neto, presidente da Associação Batista do ABC e ex-pastor e mentor do pastor Gileade e sua esposa Fernanda Soares durante o tempo que o casal trabalhou na PIB de São Caetano do Sul, onde foi seminarista e ordenado ao ministério. Ele citou Josué 1.8-9 e orientou a Igreja a caminhar ao lado do pastor. A segunda palavra foi do pastor Alexandre Segura Sanches, presidente da Ordem dos Pastores Batistas do Brasil, subsecção do ABC, destacando qie “Toda escritura é inspira-

da por Deus”, citando Paulo no texto de II Timóteo 3.16. “Eu sei que o Pr. Gileade é um pastor bíblico”, enfatizou. O pastor Natanael Negrão trouxe a palavra representando a APEC – Aliança Pró- Evangelização de Crianças, onde a esposa do pastor Gileade é missionária. Em seguida, o padtor Joaquim Meirelles, vice-presidente da Assembleia de Deus do Brás, citou Timóteo como jovem pastor em sua fala, citou Jeremias 3.15 e projetou crescimento para a Igreja. Por fim, o pastor Verdi Monteiro trouxe uma palavra de ânimo, representando a Faculdade Teológica de São Paulo, dizendo ao Pr. Gileade jamais se esquecer que é sacerdote do Reino, pregar e perseverar. Após o Coral da Igreja cantar, foi realizado o momento de formalidade legal com a leitura do termo de posse. A esposa do pastor recebeu, por intermédio da irmã Fátima Rogatto, uma Bíblia em nome da MCM da Igreja. A Palavra da noite trazida pelo pastor Emanuel Uchoa, presidente da OPBB do Estado de São Paulo, trouxe o texto de I Timóteo 3.1 que refletiu sobre a importância de querer ser pastor, enfrentar os desafios apesar das nossas limitações e lembrar que Deus é quem coloca o obreiro à frente do trabalho. Sucedendo o Coral da Igreja, que entoou o hino 574 HCC, o pastor Eli Bento, escritor, leu uma crônica de própria autoria para o pastor Gileade, citou Josué 1.9 e convocou os pastores presentes para o momento de imposição de mãos e faz a oração de posse. Ao ler seu discurso de gratidão, o pastor Gileade recitou o texto de I Coríntios 3.4-7 e chamou a equipe de liderança da igreja à frente, bem como os membros da comissão de sucessão pastoral, cujo trabalho foi concluído com oração do pastor José Luiz e, em seguida, o novo pastor empossado. A Igreja Batista Nova Vida foi a 3ª Igreja Batista fundada na cidade de São Caetano do Sul - SP pelo saudoso pastor Simão Molochenko e segue fazendo história na região, adorando a Deus e levando vidas aos pés de Cristo. Que Deus abençoe grandemente o ministério do pastor Gileade, sua esposa Fernanda e à bebê Sophia e que a Palavra siga sendo pregada nesta igreja do Senhor no Grande ABC. n


MISSÕES MUNDIAIS

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Da guerra ao campo de futebol: ajude crianças ucranianas a viver esse sonho Redação de Missões Mundiais Há mais de quatro anos, a guerra faz parte da rotina de milhares de crianças ucranianas. Bombardeios, noites mal dormidas e a insegurança diante do futuro marcam uma infância que deveria ser vivida com tranquilidade, descobertas e brincadeiras. Mas, em meio a essa realidade, o futebol tem aberto caminhos para o cuidado, a convivência e a esperança. Na cidade de Lviv, iniciativas esportivas têm proporcionado momentos de acolhimento a crianças e adolescentes. Em 2026, o Goal Of Hope, projeto de Missões Mundiais que utiliza o futebol como instrumento de evangelização, já alcançou mais de 200 crianças na Ucrânia, fortalecendo vínculos com suas famílias e comunidades. Agora, sete meninos ucranianos, todos com 10 anos, têm a oportunidade de participar do Mundialito, um campeonato internacional de futebol que acontecerá em Salta, na Argentina, entre novembro e dezembro de 2026. Para eles, será mais do que uma competição: uma oportunidade de deixar temporariamente o ambiente de guerra, fazer novas amizades e experimentar momentos de alegria. Neste Mês das Crianças, você pode ajudar a transformar esse sonho em realidade! Ainda precisamos arrecadar recursos para viabilizar a participação dos sete meninos ucranianos no Mundialito. Sua oferta contribuirá para que

esses pequenos atletas e sua comissão técnica vivam uma experiência de esperança, com oportunidades de conhecer o amor de Jesus por meio do esporte e dos relacionamentos. Vamos ao Mundialito com as crianças da Ucrânia! Ore, divulgue essa iniciativa em sua igreja e contribua para tornar essa viagem possível. Doe pelo PIX goalofhope@doeagora.com ou pelo site https://missoesmundiais.colabore.org/goalofhope Em caso de dúvidas, fale com a nossa equipe da Central de Atendimento pelo email atendimento@jmm.org.br ou WhatsApp +55 21 98055-1818 (dias úteis, 8h às 18h, horário de Brasília) Acompanhe mais dessa ação pelo instagram do projeto @goalofhope n

PROCLAMAI 2027 - A todos os povos. A todas as nações Redação de Missões Mundiais A última semana trouxe uma grande notícia: o lançamento do Proclamai 2027, com as inscrições abertas! Você pode garantir sua participação e se preparar para dias especiais de comunhão, oração, testemunhos e despertamento missionário. Nossa expectativa é reunir gerações em torno do chamado para anunciar o Evangelho a todos os povos e nações. E essa caminhada começou com novidades! Agora, o Proclamai tem um Instagram exclusivo: @proclamai.missoesmundiais. Acompanhe os preparativos e as informações desse encontro que atravessa gerações. Em 2026, o Proclamai retornou mobilizando todo o Brasil com três edições realizadas em Recife - PE, São Paulo - SP e Campos dos Goytacazes - RJ. Sob o tema “Porque o Filho Vive e Voltará, Proclamai”, contou com mais de mil participantes, incluindo o público do Proclamai Kids, e proporcionou momentos de comunhão, oração, testemunhos e despertamento missionário. Em 2027, o Proclamai chega a três novas cidades. A primeira edição será realizada de 25 a 27 de março, na Primeira Igreja Batista de João Pessoa - PB, reunindo participantes de todo o Nordeste. Em seguida, de 3 a 5 de abril, a Igreja

Evangélica Batista de Vitória - ES receberá o congresso, proporcionando mais uma oportunidade de comunhão e despertamento missionário. A terceira edição acontecerá nos dias 23 e 24 de abril, na Primeira Igreja Batista de São João de Meriti - RJ, encerrando a programação de 2027 na Baixada Fluminense. Você sabia que pode levar uma lembrança especial do Proclamai com você? Nas três cidades, será possível adquirir a camiseta do congresso no momento da inscrição. Assim, por onde você for, poderá vestir e compartilhar seu compromisso de proclamar as boas-novas a todos os povos, a todas as nações!. E teremos Proclamai Kids nas três edições! As crianças também terão uma programação especial, preparada para que conheçam mais da missão e do seu papel. Atenção, pais e responsáveis: os pequenos também precisam ser inscritos! A inscrição é individual e deve ser realizada no formulário específico do Proclamai Kids de cada cidade. Não esqueça que as inscrições já estão abertas! Escolha a cidade mais próxima, mobilize sua igreja e participe desse encontro que conecta gerações em torno da missão de Deus. Acesse www.proclamai.org para garantir sua participação e acompanhe as novidades pelo Instagram @proclamai. missoesmundiais. n


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NOTÍCIAS DO BRASIL BATISTA

Batistas capixabas celebram 123 anos de história com culto de gratidão e homenagens Celebração reuniu lideranças, pastores e representantes de organizações batistas em Vitória - ES.

Noite foi marcada por louvor, memória histórica, homenagens e reconhecimento pelo trabalho desenvolvido ao longo das gerações

Comunicação da Convenção Batista Brasileira

do Espírito Santo. A Convenção também conta com quase 100 pastores e 37 famílias missionárias envolvidas em 17 projetos no campo capixaba. Os números apresentados destacaram o trabalho de evangelização e discipulado realizado no estado. No ano anterior à celebração, foram registradas 103 conversões e 47 batismos. Entre as ações mencionadas estavam o trabalho evangelístico em unidades prisionais, onde ocorreram 30 batismos, além de iniciativas junto a comunidades ciganas e indígenas, com o registro de um batismo na comunidade cigana e 12 em comunidades indígenas. Ao destacar esses resultados, a liderança da CBEES ressaltou a importância da cooperação das Igrejas, da oração e do envolvimento dos membros na expansão do Evangelho. A atuação missionária, presente em diferentes contextos sociais e geográficos, foi apontada como parte importante da trajetória dos Batistas no Espírito Santo.

No dia 21 de outubro, os Batistas capixabas celebraram 123 anos de história em um culto de gratidão a Deus realizado na Igreja Batista em Mata da Praia, em Vitória - ES. A programação reuniu lideranças denominacionais, pastores, missionários e membros de diferentes Igrejas, em uma noite marcada por louvor, memória histórica, homenagens e reconhecimento pelo trabalho desenvolvido ao longo das gerações. O culto contou com a participação do pastor Eliomar Correia, presidente da Convenção Batista do Estado do Espírito Santo (CBES), que ministrou a mensagem. A música foi conduzida por Carlinhos Félix e Grande Coro e pela Orquestra da Associação dos Músicos Batistas do Estado do Espírito Santo (AMBEES), em momentos de adoração que integraram a programação comemorativa. A celebração teve como referência os textos de Salmos 126.2-3 e I Samuel 7.12, O tema anual da Convenção, “Servos Uma história construída pela ação missionária como Jesus”, também foi lembrado durante o culto, com a A programação também recuperou momentos imporparticipação da congregação no cântico do hino “Felicidade no serviço”, do Cantor tantes da história batista no estado. O trabalho teve início em 1903, com a atuação missionária de Francisco José da Cristão. Silva, conhecido como pastor Chiquinho, que se dedicou à evangelização no Espírito Santo e em outras regiões. Presença Batista Em 1905, o missionário norte-americano Loren Reno em todo o estado chegou ao estado com sua família e passou a cooperar com Durante a programação, o trabalho. Naquele período, também foram desenvolvidas foram apresentados dados iniciativas educacionais e ações de assistência à população. sobre a atuação dos Ba- A Missão Victoriense, organizada em 1905, tornou-se Conventistas capixabas. Segundo ção em 1907, em um processo de organização e expansão as informações comparti- da presença batista no estado. lhadas no culto, o trabalho A trajetória foi marcada por desafios, resistência e persereúne aproximadamente 92 guição religiosa, mas também pelo crescimento das Igrejas mil Batistas, distribuídos e pela formação de novas lideranças. A Convenção passou por 745 igrejas e congre- por um período de divisão na década de 1950 e voltou a se Carlinhos Félix foi uma das gações nos 78 municípios unir na década de 1960, consolidando a cooperação que participações musicais


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caracteriza o trabalho Batista capixaba. Durante a celebração, a história foi lembrada por meio de um vídeo especial, que apresentou personagens, iniciativas e acontecimentos que contribuíram para a expansão da obra. A memória dos pioneiros foi destacada como referência para as novas gerações, com ênfase na continuidade da missão de evangelizar, discipular e plantar igrejas. Homenagens a personagens da história batista A celebração também foi marcada por homenagens a pessoas e famílias que contribuíram para a história dos Batistas no Espírito Santo. Astrid Regina Svenson foi homenageada por meio de uma lembrança entregue a seu representante, Carlos Magno. Filha do pastor Karl Svensson, ela integra uma família ligada ao início da obra Batista no estado. O trabalho missionário da família contribuiu para que o Evangelho alcançasse localidades como Aracruz, Colatina e regiões próximas. Outra homenagem foi prestada ao pastor Addison Caio Magalhães Cintra, que atuou por muitos anos como diretor-executivo da Convenção. Sobrinho-neto Pr. Marcelo Aguiar, da Igreja do pastor Chiquinho, ele Batista em Mata da Praia recebeu uma placa e uma lembrança em reconhecimento à sua dedicação à expansão da obra batista no Espírito Santo, incluindo a contribuição de sua família para essa trajetória. Ao agradecer a homenagem, o pastor Addison recordou o início do trabalho missionário e destacou como a dedicação de uma pessoa pode produzir frutos que alcançam gerações. Sua participação reforçou a Tempo de gratidão pela CBEES importância de preservar a memória daqueles que ajudaram a construir a história da denominação. Mensagens de gratidão e cooperação

Pr. Eliomar Correia foi o preletor

A programação contou ainda com manifestações de representantes de organizações e lideranças batistas. O pastor Fernando Brandão, diretor-executivo da Convenção Batista Brasileira (CBB), enviou uma

Batistas capixabas agradeceram a Deus por sua história

mensagem em vídeo, em nome da denominação, parabenizando os Batistas capixabas pelos 123 anos de história e transmitindo um abraço à liderança e às igrejas do estado. Outras mensagens também foram compartilhadas em vídeo: pastoe Diego Bravim, diretor-executivo da Convenção Batista Fluminense e ex-diretor-executivo Astrid Regina Svenson foi da CBEES, e pastor Fabrício homenageada por meio de uma lembrança entregue a seu Freitas, diretor-executivo da representante, Carlos Magno JMN, parabenizou os Batistas capixabas e agradeceu a participação do estado na obra missionária, por meio do envio de obreiros, ofertas e orações. Ele também destacou a contribuição dos capixabas para o sustento das ações missionárias em diferentes regiões do país. Representantes da Ordem dos Pastores Batistas do Brasil - Seção Espírito Santo - também participaram da celebração. O pastor Marcelo Aguiar, da Igreja Batista em Mata da Praia, deu as boas-vindas aos participantes e expressou a alegria da igreja em receber o culto comemorativo. Gratidão pelo passado e compromisso com o futuro Ao longo da noite, os participantes também intercederam pelo Brasil e pelas lideranças da Convenção. A diretoria eleita na 104ª Assembleia da CBEES, realizada em junho, na Primeira Igreja Batista em Laranjeiras, na Serra - ES, foi apresentada e recebeu oração. A celebração reafirmou a importância da cooperação entre igrejas, pastores, missionários e organizações batistas para a continuidade do trabalho no estado. Mais do que recordar os acontecimentos do passado, o encontro destacou o compromisso de seguir anunciando o Evangelho, formando discípulos e alcançando os 78 municípios capixabas. Ao completar 123 anos de história, os Batistas do Espírito Santo renovaram sua gratidão a Deus pela trajetória construída por diferentes gerações e pela oportunidade de continuar servindo em unidade. A declaração que marcou a celebração permaneceu como síntese da noite: “Até aqui nos ajudou o Senhor”. n


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PONTO DE VISTA FÉ PARA HOJE

Afirmações de fé Pr. Oswaldo Luiz Gomes Jacob “Mas tu, Senhor, és um Deus compassivo e benigno, paciente e grande em misericórdia e verdade” (Sl 86.15). Na sua oração, o rei Davi fez com muita convicção algumas afirmações de fé reconhecendo cinco atributos morais de Deus: compaixão, benignidade, paciência, misericórdia e verdade. O rei tinha uma fé robusta no Deus que intervém na História. No meio do sofrimento e da perseguição, Davi faz essas afirmações tendo como base a Revelação do próprio Deus. Davi tinha intimidade com Deus e é conhecido como “homem segundo o coração de Deus” (I Sm 13.14). O contexto aqui é a rejeição de Saul como rei e a ascensão de Davi segundo a vontade de Deus. Vejamos esses cinco atributos morais de Deus como afirmações de fé de Davi. Primeiro, ele reconhece Deus como compassivo. A compaixão de Deus por nós é patente nas Escrituras. O Deus Trino é compassivo. Depois de ser confrontado pelo profeta Natã no seu pecado, o rei Davi inicia a sua confissão apelando para a compaixão de Deus, ao dizer: “Ó Deus, compadece-te de mim, segundo teu amor...” (Salmos 51.1). O amor de Deus é a base da Sua compaixão. Num mundo de ódio e sem compaixão, devemos olhar para a compaixão do nosso Deus. Como Seus filhos, devemos sempre agir compassivamente. Em todo o Seu ministério, o Senhor Jesus agiu com compaixão. Segundo, Deus é benigno. Ele expressa a Sua bondade de geração em geração. No seu cântico, Davi afirma: “O Senhor é justo em todos os seus caminhos e benigno ou bondoso em todas as suas obras” (145.17). O profeta Naum faz uma confissão de fé ao declarar que “o Senhor é bom, uma fortaleza no dia da angústia e conhece os que nele confiam” (1.7). O Salmo 118 é um louvor pela eterna benignidade ou bondade de Deus. A eterna benignidade de Deus nos ensina que devemos ser uns para com os outros benignos, compassivos, perdoando-nos uns aos outros como Deus nos perdoou em Cristo Jesus (Efésios 4.32). Terceiro, Deus é paciente. A paciência de Deus é um traço muito visível de Sua natureza. Temos um Pai paciente que nos sustenta com a Sua graça. A paciência de Deus não é uma transigência com os nossos erros, mas uma oportunidade para mudarmos de vida, buscarmos viver no centro de Sua vontade. O nosso Deus é o Deus de paciência e consolação (Romanos 15.5). Tiago nos recomenda a termos a paciência de Jó (Tiago 5.11). A paciência de Deus conosco deve nos levar à paciência nas tribulações e em nossos relacionamentos. A nossa caminhada com Deus, muitas vezes, é marcada pela dor e pelo sofrimento. Tiago nos ordena a termos paciência até à vinda do Senhor (Tiago 5.7). A paciência de Deus é expressão do Seu amor. Como afirma MIllard Erikson “a paciência de Deus não se limitou a

seu relacionamento com Israel. Pedro chega a afirmar que o dilúvio foi retardado o quanto possível para dar oportunidade de salvação para os que, por fim, foram destruídos (I Pedro 3.20). Ao falar do dia vindouro de grande destruição, Pedro também afirma que a segunda vinda custa chegar por causa da clemência de Deus. Ele não deseja ‘que nenhum pereça, senão que todos cheguem ao arrependimento” (II Pe 3.9). Quarto, Deus é misericordioso. Aqui, Davi declara que Deus é grande em misericórdia. Jeremias nos ensina que “as misericórdias do Senhor são a causa de não servos consumidos e elas não têm fim e são novas a cada manhã” (Lamentações 3.22). Davi reconhece a grande misericórdia de Deus quando foi confrontado em seu pecado de adultério (Salmos 51.1). Na Sua misericórdia, Deus inclina o Seu coração para nos alcançar em nossa miséria. No Novo Testamento, Deus revela a Sua misericórdia na Pessoa e Obra de Cristo Jesus. Paulo, no seu belíssimo testemunho de gratidão no meio das tribulações, declara: “Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, Pai das misericórdias e Deus de toda a consolação, que nos consola em toda a nossa tribulação, para que também sejamos capazes de consolar os que passam por alguma tribulação, por meio da consolação com que nós mesmos somos consolados por Deus” (II Co 1.3-4). Quinto, Deus é verdade. Os falsos deuses se levantam, mas podemos confiar no Deus verdadeiro. O nosso Pai ama a verdade porque ela é a expressão do Seu ser. O Senhor trata conosco em verdade. Esta verdade pode ser traduzida por coerência no que Ele é, ensina e faz. O Seu testemunho é sempre verdadeiro. Num mundo que está no maligno (I João 5.19), o pai da mentira, devemos viver na qualidade de filhos do Deus verdadeiro, que mostra sempre a verdade de Sua revelação. Deus, o Filho, afirmou: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim” (João 14.6). Paulo nos ensina acerca do Deus que não pode mentir (Tito 1.2). A mentira é contra a própria natureza de Deus. Todos os dias, como Davi, devemos reconhecer esses atributos morais de Deus. Celebrar a grandeza de Deus em Se fazer conhecido, em Se revelar na Criação, na consciência do homem, nas Escrituras e em Jesus Cristo. Os atributos naturais e morais de Deus, revelados nas Escrituras, devem ser matéria de exame diário em nossas devocionais, adorando a Deus em Espírito e em verdade, como Jesus ensinou (João 4.24). Em nossas orações e em nossas meditações das Escrituras devemos enfatizar o Ser de Deus, a Sua Trindade. Os atributos de Deus certamente provocarão em nossos corações quebrantados e contritos ou arrependidos (Salmos 51.17). Que nossas afirmações de fé, à semelhança de Davi, sejam manifestas em atitudes e atos que certamente glorificarão a Deus. n


PONTO DE VISTA

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OBSERVATÓRIO BATISTA

Criança também é gente! (conclusão) Lourenço Stelio Rega Na parte primeira deste artigo buscamos demonstrar que a criança é um ser em desenvolvimento desde os seus primeiros momentos de vida para além de sua formação física, quando as primeiras redes neurais começam a criar matrizes que irão influenciar suas decisões para o restante da vida. A própria Neurociência busca demonstrar isso, mas até mesmo a formação de sua estrutura de personalidade e emocional que vão dar suporte para que possa exercer sua liberdade de forma saudável e orgânica considerando o seu ambiente primeiro de formação, como a família, que também necessita ser saudável para poder lhe oferecer um ambiente propício como um “porto seguro” para que possa contribuir com o desenvolvimento da sociedade como sujeito histórico, diante da insegurança ética do mundo hoje. Para lidar com esse esvaziamento ético e a dependência cultural que ameaça a sociedade, é vital compreender a engenharia social em curso. Como mencionamos no artigo anterior, exatamente na fase inicial da vida, quando as redes neurais estão se consolidando e a criança adquire os rudimentos éticos para o futuro exercício saudável de sua liberdade, movimentos progressistas buscam cooptar ativamente a sua mente. O objetivo é assumir de forma precoce o controle dessa formação estrutural primária, injetando valores ideológicos que modelarão as decisões do indivíduo para o restante da vida. Ao tentar tornar a criança culturalmente dependente, esses grupos fomentam, por diversos meios, uma cultura de massa marcada pelo desencantamento da vida humana e da natureza. Nesse projeto, Deus e a dimensão do transcendente são deliberadamente eliminados, e a existência é reduzida a um materialismo pragmático, isento da necessidade de referenciais éticos absolutos. Essa desconstrução não é acidental, mas reflete a revolução cultural metodicamente desenhada por Antonio Gramsci e pelos teóricos da Escola de Frankfurt. Apoiados também no pensamento de Herbert Marcuse — que, em sua obra *Eros e Civilização*, defendeu a liberação sexual como via principal para subverter a “repressão psicológica” supostamente sustentada pelo patriarcado —, esses pensadores elegeram a família tradicional como alvo de uma transformação radical. Para eles, o lar é o microcosmo das relações de poder e dos valores capitalistas. Para que a revolução avance, estabelecem três ações fundamentais: (a) redefinir os papéis familiares, abolindo as relações tradicionais, que chamam de patriarcais, sob o falso pretexto de que os pais se portam como “proprietários” de seus filhos; (b) atribuir a educação inteiramente ao Estado, que deve assumir o papel central de formatar a mente das crianças, minimizando e neutralizando a influência familiar; e (c) cri-

ticar e abolir a chamada moralidade burguesa, demolindo normas civilizatórias clássicas, como a fidelidade conjugal e a autoridade paterna. Contudo, a proteção da infância contra esse cooptação passa obrigatoriamente pela reafirmação da lei e da família. Até a própria a legislação reconhece que a educação e a criação não devem ser terceirizadas ou apropriadas pelo Estado. O próprio Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) é claro ao determinar que é dever primordial e indelegável da família — antes da sociedade e do poder público — assegurar a formação e a efetivação dos direitos da criança. O ECA em seu Artigo 19, traz que é “direito da criança e do adolescente ser criado e educado no seio de sua família […] em ambiente que garanta seu desenvolvimento integral”. O Artigo 22 é mais enfático ainda pois afirma que aos “pais incumbe o dever de sustento, guarda e educação dos filhos menores […]”. O ECA aponta assim a família como o escudo jurídico de uma realidade neurobiológica ao exigir a proteção contra conteúdos e espetáculos inadequados ao desenvolvimento infantil (Art. 71) e ao consagrar o dever irrenunciável da família na guarda e educação (Arts. 4º e 22). Desta forma, a lei reconhece a absoluta vulnerabilidade do cérebro em formação e expor a criança a ideologias de desconstrução, hipersexualização ou temas adultos complexos enquanto suas redes neurais e rudimentos éticos ainda estão em plena fase de sinaptogênese não é um ato de “liberdade” ou “avanço social”. Trata-se de uma severa violação do direito ao desenvolvimento seguro. O exercício do poder familiar, nesse contexto, não é autoritarismo, mas dever legal e biológico dos pais atuando como o filtro protetor atenuando influências eticamente nocivas, impedindo a sobrecarga e a cooptação precoce da mente infantil. Torna-se urgente restaurar o modelo de relacionamento paternal e tutorial na formação equilibrada e saudável da criança. Esse papel vai infinitamente além de prover o sustento material. Quando os pais assumem a orientação intencional desde as primeiras fases da vida — no exato momento crítico em que os circuitos neurais estão em formação —, eles ensinam a criança a exercer a verdadeira liberdade com responsabilidade, blindando-a contra a falsa e egocêntrica autonomia que a cultura de massa tenta impor. Como orienta a sabedoria das Escrituras: “Ensina a criança no caminho em que deve andar, e, ainda quando for adulta, não se desviará dele” (Pv 22.6). O Estado não possui afeto nem vocação espiritual para moldar o caráter humano. A integridade moral, a solidez ética e a verdadeira esperança do futuro de uma nação só se concretizarão de fato quando protegermos e cultivarmos, no ambiente seguro e amoroso do lar, a autêntica “criança esperança”. n


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