ANO CXXV EDIÇÃO 41 DOMINGO, 11.10.2026
ISSN 1679-0189 ÓRGÃO OFICIAL DA CONVENÇÃO BATISTA BRASILEIRA FUNDADO EM 1901
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LIDERANÇA, COOPERAÇÃO E MISSÃO Top Líderes, realizado de 5 a 9 de outubro, em Pernambuco, reforça o compromisso das organizações Batistas com a unidade e o avanço da missão. Leia a matéria completa nas páginas 13, 14 e 15.
Reflexão
Notícias do Brasil Batista
Notícias do Brasil Batista
Notícias do Brasil Batista
Fim dos tempos
ABIBET
80 anos
Novo tempo
Pr. Valtair Miranda destaca que “vivemos os últimos dias”
Organização promove Conferência Teológica em Feira de Santana, na Bahia
Convenção Batista Sergipana celebra oito décadas de história
PIB de Manaus recebe Samuel Moutta como seu novo pastor
pág. 04
págs. 17 e 18
págs. 19 e 20
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2 O JORNAL BATISTA Domingo, 11/10/26 EDITORIAL
Outubro nos convida a refletir sobre dimensões fundamentais da missão da Igreja: formar as novas gerações na Palavra de Deus e anunciar o Evangelho a todas as pessoas. No segundo domingo do mês, celebramos o Dia da Criança Batista; no dia 12 de outubro, o Dia Batista de Evangelismo Pessoal. Duas ênfases que nos lembram que a missão começa no cuidado com aqueles que estão perto de nós e se estende a todos os que precisam conhecer a esperança que há em Cristo. Essas duas datas se relacionam diretamente com o desafio permanente da cooperação. Quando a igreja investe na formação das crianças, prepara novas gerações para viver a fé e participar da missão. Quando cada cristão assume o compromisso de evangelizar, a mensagem do Evangelho alcança pessoas, famílias e comunidades. E quando igrejas e organizações trabalham juntas, os esforços se complementam e o testemunho se fortalece. Essa visão de unidade e compromisso com a missão esteve em evidência no Top Líderes 2026, realizado de 5 a 9 de outubro, em Camaragibe (PE). O encontro reuniu executivos, presidentes, gestores e lideranças batistas para refletir sobre liderança cristã, planejamento estra-
REFLEXÃO
Uma missão, diferentes gerações, o mesmo compromisso tégico, comunicação, gestão e missão global. Entre os destaques, esteve o compromisso de planejar e trabalhar de forma integrada, compartilhar recursos e soluções e apoiar uns aos outros para que as organizações cumpram, com fidelidade e excelência, a parte que lhes cabe na missão. A cooperação, porém, não pode ficar apenas no discurso ou nos documentos assinados. Ela precisa se expressar no cotidiano das igrejas e organizações: no apoio aos ministérios com crianças, na capacitação de pessoas para o evangelismo, na oração, no compartilhamento de experiências e no desenvolvimento de iniciativas que alcancem aqueles que ainda não conhecem Cristo. Neste mês de outubro, que o Dia da Criança Batista renove nosso compromisso com o ensino da Palavra e o cuidado com os pequenos. Que o Dia Batista de Evangelismo Pessoal desperte em cada cristão a disposição de testemunhar de Cristo com amor, coragem e responsabilidade. E que a experiência de cooperação reafirmada no Top Líderes inspire igrejas, Convenções e organizações a servirem juntas, sem disputas por protagonismo, com os olhos voltados para aquilo que realmente importa. n
O JORNAL BATISTA Órgão oficial da Convenção Batista Brasileira. Semanário Confessional, doutrinário, inspirativo e noticioso. Fundado em 10.01.1901 INPI: 006335527 | ISSN: 1679-0189 PUBLICAÇÃO DO CONSELHO GERAL DA CBB FUNDADOR W.E. Entzminger PRESIDENTE Raphael H. P. Abdalla DIRETOR GERAL Fernando Macedo Brandão SECRETÁRIO DE REDAÇÃO Estevão Júlio Cesario Roza (Reg. Profissional - MTB 0040247/RJ) CONSELHO EDITORIAL Francisco Bonato Pereira; Guilherme Gimenez; Othon Ávila; Sandra Natividade EMAILs Anúncios e assinaturas: jornalbatista@batistas.com Colaborações: decom@batistas.com REDAÇÃO E CORRESPONDÊNCIA Caixa Postal 13334 CEP 20270-972
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Heber Aleixo
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A jornada do líder: liderar como Jesus é escolher servir
pastor da Igreja Batista Vida - DF e diretor-executivo da Lifeshape Brasil
No primeiro artigo desta série, refletimos que a liderança começa dentro de nós. Antes de conduzir pessoas, equipes ou organizações, precisamos permitir que Cristo governe e transforme nosso coração. Agora, a jornada avança para uma segunda dimensão: a maneira como usamos nossa influência para servir às pessoas. Quando pensamos em liderança, somos facilmente atraídos por posições, reconhecimento e autoridade. O mundo costuma medir um líder pelo número de pessoas que lhe obedecem. Jesus, entretanto, apresenta uma medida diferente: a disposição de servir àqueles que estão sob sua influência. Ao perceber que os discípulos discutiam sobre posições e grandeza, Jesus declarou: “Quem quiser tornar-se importante entre vocês deverá ser servo; e quem quiser ser o primeiro deverá ser escravo de todos. Pois nem mesmo o Filho do homem veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate por muitos” (Mc 10.43–45). Jesus não condena o desejo de fazer diferença. Ele redefine o caminho pelo qual essa diferença deve ser construída. No Reino de Deus, grandeza não é medida pela quantidade de pessoas que nos servem, mas pela quantidade de pessoas que somos capazes de servir. Liderança servidora não é uma técnica para conquistar seguidores. Também não é uma estratégia para parecer humilde. É o resultado de um coração alcançado pelo Evangelho. Jesus não apenas ensinou sobre serviço; Ele serviu. Aproximou-se das pessoas, tocou os esquecidos, ouviu os desprezados, acolheu os feridos e entregou a própria vida na cruz. Sua autoridade não era sustentada pela imposição, mas pela coerência entre suas palavras e suas atitudes. Jesus nunca utilizou pessoas para construir seu próprio nome. Pelo contrário, entregou-se para restaurar a vida delas. Em João 13, essa verdade ganha uma imagem inesquecível. Durante a ceia, Jesus se levanta da mesa, tira sua capa, coloca uma toalha em volta da cintura e começa a lavar os pés dos discípulos. O Mestre assume o lugar reservado ao servo. Jesus sabia quem era, de onde vinha e para onde estava indo. Por isso, podia se abaixar sem sentir que perdia sua identidade. Quem precisa provar constantemente o próprio valor encontra dificuldade para servir. Quem sabe que sua identidade está firmada em Deus não precisa disputar o centro. Pedro, porém, resiste: “Não; nunca lavarás os meus pés!” Sua reação revela como podemos aceitar Jesus como Rei e, ainda assim, ter dificuldade em aceitar o caminho pelo qual Ele reina. Pedro queria seguir um Messias vitorioso, mas ainda precisava compreender um Salvador que se ajoelhava diante de seus discípulos. Antes de aprender a servir como Jesus, Pedro precisava permitir-se ser servido por Ele. Esse também é o nosso ponto de partida. A liderança
servidora não começa naquilo que fazemos pelos outros, mas naquilo que reconhecemos que Cristo já fez por nós. Servimos porque fomos alcançados pela graça. Perdoamos porque fomos perdoados. Cuidamos porque fomos cuidados. Descemos porque Cristo, sendo Senhor, desceu primeiro. Servir, contudo, não significa ausência de direção ou fuga da responsabilidade. Jesus servia, mas também ensinava, corrigia, confrontava e tomava decisões difíceis. A liderança servidora não elimina a autoridade; transforma a maneira como ela é exercida. O líder deixa de usar a autoridade em benefício próprio e passa a utilizá-la para proteger, desenvolver e conduzir pessoas. Na Jornada do Líder que desenvolvemos na Lifeshape Brasil, aprendemos que liderar outros envolve cuidado, influência e desenvolvimento intencional. O líder não deve perguntar apenas: “Como essas pessoas podem me ajudar a alcançar os resultados?”, mas: “Como posso ajudá-las a crescer, florescer e cumprir o propósito de Deus?”. Isso muda a maneira como enxergamos uma equipe. Pessoas deixam de ser recursos utilizados para realizar tarefas e passam a ser vidas confiadas aos nossos cuidados. Resultados continuam importantes, mas não podem ser produzidos à custa da dignidade, da saúde e do desenvolvimento daqueles que caminham conosco. Recentemente, durante um encontro de liderança, observei pessoas que poderiam simplesmente permanecer sentadas recolhendo pratos e copos após uma refeição. Elas faziam isso com naturalidade e alegria. Aquela cena simples me lembrou que uma cultura de serviço não é construída apenas nos discursos ou nos momentos de grande visibilidade. Ela aparece principalmente quando alguém percebe uma necessidade e decide que nenhuma tarefa é pequena demais para ser realizada. O verdadeiro teste da liderança servidora acontece quando servir custa; quando ninguém percebe o que fizemos; quando precisamos renunciar ao controle; quando outra pessoa recebe os aplausos; ou quando investimos em alguém que talvez vá mais longe do que nós. É nesse momento que o serviço revela o coração. Talvez precisemos nos perguntar: Como reajo quando não sou reconhecido? Tenho usado minha posição para facilitar a caminhada das pessoas ou para exigir que elas facilitem a minha? Estou formando novos líderes ou apenas pessoas dependentes de mim? Minha presença comunica cuidado ou somente cobrança? O líder que segue Jesus compreende que sua influência não lhe foi concedida como privilégio pessoal, mas como responsabilidade. Liderar é cuidar daquilo e daqueles que Deus confiou às nossas mãos. No Reino de Deus, o líder não ocupa o centro. Cristo ocupa. Quando Ele está no centro, ficamos livres da necessidade de provar nosso valor e podemos usar nossa influência para levantar pessoas, formar discípulos e abrir caminhos para que outros também sirvam. Liderar como Jesus é escolher servir. E servir como Jesus é entregar nossa influência para que, por meio dela, pessoas sejam cuidadas, desenvolvidas e aproximadas de Cristo. n
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REFLEXÃO
Vivemos os últimos dias
Valtair A. Miranda
pastor, doutor; pastor da Igreja Batista do Meier - RJ; docente do Seminário do Sul e da FABAPAR
Vez por outra alguém me procura e pergunta com ar de preocupação: “Pastor, nós já estamos vivendo os últimos dias?” Isso apareceu com força recentemente após o deslizamento no Nepal, porque a cada grande catástrofe natural, terremoto de grande porte, eclipse nos céus ou notícia de guerra, essa pergunta ressurge com força, como milho de pipoca quando estoura em panela sem tampa. Há sempre uma sensação de espanto no ar, como se o fim tivesse começado ontem à tarde. No entanto, os autores do Novo Testamento nos deixaram vários sinais de que os últimos dias já eram os seus próprios dias. Eles não viam essa época como algo reservado apenas para um futuro remoto. Diante de uma multidão em Jerusalém, assustada e confusa com as manifestações sobrenaturais do dia de Pentecostes, o apóstolo Pedro recorreu ao texto do profeta Joel para explicar exatamente o que estava acontecendo diante de seus olhos: “E acontecerá nos últimos dias, diz o Senhor, que derramarei do meu Espírito sobre toda a carne; vossos filhos e vossas filhas profetizarão, vossos jovens terão visões [...]” (Atos 2.16-17). Com o seu discurso direto, Pedro apontou para profecias que deveriam se cumprir nos tempos finais e arrematou: isso que vocês estão presenciando agora aconteceu porque os últimos tempos já chegaram à história. Na segunda carta a Timóteo, Paulo adota essa mesma chave de leitura. Após alertar que os últimos dias seriam tempos difíceis, ele explica que a dificuldade daqueles dias viria por causa do tipo de gente que viveria neles. Seriam indivíduos dominados pelo egoísmo e pela avareza, desprovidos de temor a Deus. E, no final do texto, para demonstrar claramente a Timóteo que aquele tempo não era uma realidade futura distante, mas algo presente ali nas ruas de Éfeso, Paulo deu uma ordem prática: “Foge destas pessoas!”. Em outras palavras: tome cuidado no presente, pois essa gente já convive entre nós e esses dias já começaram. Vale reler a passagem inteira: “Sabe, porém, isto: nos últimos dias, sobrevirão tempos difíceis, pois os homens serão egoístas, avarentos, jactanciosos, arrogantes, blasfemadores, desobedientes aos pais, ingratos, irreverentes,
desafeiçoados, implacáveis, caluniadores, sem domínio de si, cruéis, inimigos do bem, traidores, atrevidos, enfatuados, mais amigos dos prazeres que amigos de Deus, tendo forma de piedade, negando-lhe, entretanto, o poder. Foge também destes” (II Tm 3.1-5). Eu poderia listar vários outros textos neotestamentários na mesma linha, mas estes já são suficientes para indicar que o Novo Testamento encara a sua própria época como o início dos últimos dias. Em termos teológicos, os últimos dias começaram quando o próprio Cristo se encarnou, viveu, morreu e ressuscitou entre os seres humanos. Alguns estudiosos costumam explicar essa verdade bíblica usando a figura de uma inauguração. Os últimos tempos foram oficialmente inaugurados por Jesus na sua primeira vinda e, desde então, a humanidade caminha dentro deles, aguardando o momento em que serão consumados na sua volta em glória. Todo o espaço de tempo entre a primeira e a segunda vinda de Cristo é, portanto, o período em que a Igreja vive os últimos dias. Da mesma maneira que Paulo, Pedro e os demais apóstolos viveram seus ministérios debaixo dessa consciência escatológica, os crentes de hoje igualmente vivem os últimos dias. Você se lembra da pergunta recorrente? Minha resposta continua a mesma: sim, nós vivemos os últimos tempos, mas vivemos assim desde os dias do Novo Testamento. A história da Igreja inteira está situada dentro desse intervalo. São dias longos aos nossos olhos mortais, é verdade. Mas o apóstolo Pedro nos ajuda a compreender essa contagem de tempo sob a ótica da eternidade: “Ora, os céus que agora existem e a terra, pela mesma palavra, têm sido entesourados para fogo, estando reservados para o Dia do Juízo e destruição dos homens ímpios. Há, todavia, uma coisa, amados, que não deveis esquecer: que, para o Senhor, um dia é como mil anos, e mil anos, como um dia” (II Pe 3.7-8). Ao tratar da aparente demora do Senhor, a carta de Pedro traz o princípio: o relógio de Deus não funciona pelo nosso calendário. Um dia para o Senhor equivale a mil anos. Estamos, sim, nos últimos dias, mas medidos pela régua de Deus, que não deseja que ninguém pereça. Por essa razão, nenhum crente precisa entrar em pânico ou correr atrás de boatos quando os jornais anunciam crises. Estes últimos dias já duram dois mil anos e estão sob o controle soberano do Todo-Poderoso. Um grande abraço. n
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O educador cristão em movimento - Ensinando as escrituras em tempos de transformação Marisnede Mendes Batista
membro da Primeira Igreja Batista em Teresina - PI, professora, psicopedagoga, psicóloga Educacional, educadora Cristã, coordenadora de Ministério com Crianças, capelã Escolar
A educação está sempre em movimento. As sociedades mudam, novas gerações chegam, surgem diferentes formas de comunicação e novas tecnologias transformam a maneira como as pessoas aprendem, ensinam e se relacionam. Nesse cenário, o educador cristão é desafiado a não permanecer preso a modelos que, embora tenham sido importantes em determinado contexto, podem não responder adequadamente às necessidades do presente. Para o educador, estar em movimento não significa abandonar os fundamentos da fé cristã, mas buscar novas formas de comunicar verdades que permanecem. Significa estudar, ouvir, observar, refletir, adaptar metodologias e caminhar ao lado dos aprendentes, sem perder de vista a centralidade das Escrituras e o propósito da formação cristã. A trajetória da educação cristã demonstra que ensinar as Escrituras sempre exigiu atenção ao contexto. Desde a educação no lar e na comunidade, apresentada no Antigo Testamento, passando pelo ministério de ensino de Jesus e pela formação da igreja primitiva, até os desafios pedagógicos e tecnológicos do século XXI, o educador cristão tem sido chamado a responder às necessidades de cada geração. Compreender esse movimento histórico ajuda o educador contemporâneo a perceber que permanecer fiel às Escrituras não significa permanecer imóvel nos métodos. Ao contrário, exige preparo, discernimento e disposição para aprender continuamente. 1. Uma educação que sempre esteve em movimento No Antigo Testamento, a educação estava profundamente ligada à família e à comunidade. Os pais tinham a responsabilidade de ensinar aos filhos os mandamentos e os feitos de Deus, integrando o ensino à vida cotidiana. Deuteronômio 6.6-9 apresenta essa responsabilidade de maneira clara: a Palavra deveria ser ensinada em diferentes momentos do dia, fazendo parte da experiência diária da família. Além da família, sacerdotes, levitas, profetas e sábios desempenhavam funções importantes na formação espiritual do povo A educação tinha, portanto, um caráter integral: ensinava a história, os valores, a identidade e a fé de Israel. No Novo Testamento, encontramos em Jesus o modelo por excelência do educador cristão. Ele ensinava em diferentes ambientes e utilizava variadas formas de comunicação. Parábolas, perguntas, diálogos, histórias, exemplos do cotidiano e experiências concretas faziam parte de sua maneira de ensinar. Jesus não se limitava a transmitir informações; seu ensino tinha como objetivo transformar vidas.
A Grande Comissão expressa essa dimensão educativa da missão cristã: ““Portanto, ide, fazei discípulos de todas as nações, [...] ensinando-lhes a obedecer a todas as coisas que vos ordenei; […]” (Mt 28.19-20). Assim, fazer discípulos e ensinar estão inseparavelmente ligados. A igreja primitiva também compreendeu essa responsabilidade. Os primeiros cristãos “[…] perseveravam no ensino dos apóstolos” (At 2.42), demonstrando que o ensino fazia parte da vida da comunidade cristã. A Reforma Protestante, com seu princípio de sola Scriptura, valorizou o acesso às Escrituras e contribuiu para o fortalecimento da alfabetização e da educação. Mais tarde, a Escola Dominical tornou-se importante espaço de ensino bíblico e formação cristã. Ao longo da história, a educação cristã continuou se movimentando. Diferentes períodos desenvolveram escolas, métodos, currículos e formas de formação de acordo com suas necessidades. Essa trajetória mostra que o educador cristão nunca ensinou em um cenário completamente estático. Cada geração apresentou novos desafios e exigiu novas respostas. 2. O educador em movimento no século XXI Se a educação sempre esteve em movimento, o desafio atual tornou-se ainda mais intenso. As transformações sociais, culturais e tecnológicas acontecem com grande velocidade. Crianças, adolescentes, jovens e adultos chegam às salas de aula com experiências, linguagens, dúvidas e formas de interação diferentes das gerações anteriores. Nesse contexto, o educador cristão precisa estar disposto a conhecer o aprendiz antes de simplesmente escolher como ensiná-lo. É necessário desenvolver uma escuta atenta para compreender sua realidade, suas perguntas, seus desafios e aquilo que influencia sua maneira de pensar. Tuller (2004, p. 57), ao tratar da educação cristã, contribui para a compreensão de que essa área envolve mais do que a simples transmissão de informações religiosas. A educação cristã está relacionada ao processo de formação da pessoa a partir dos princípios da fé, o que exige do educador responsabilidade, preparo e intencionalidade. Ser um educador em movimento não significa modificar a mensagem bíblica para agradar à cultura, mas encontrar maneiras adequadas de comunicá-la em diferentes contextos e dialogar com diferentes públicos. O apóstolo Paulo demonstra essa capacidade de dialogar com diferentes públicos sem abandonar a essência do evangelho. O educador cristão também precisa desenvolver essa sensibilidade: conhecer a realidade na qual está ensinando e utilizar uma linguagem que permita ao aluno compreender a mensagem e relacioná-la à própria vida.
6 O JORNAL BATISTA Domingo, 11/10/26 3. Movimento em direção ao conhecimento O educador cristão também precisa estar em movimento em direção ao conhecimento. Não pode considerar-se um profissional ou ministro já pronto. A formação precisa ser contínua. Nesse processo, espiritualidade e preparo pedagógico não são realidades opostas. O chamado para ensinar exige também dedicação ao estudo, atualização e aperfeiçoamento das práticas educativas. Carvalho (2016) chama atenção para a necessidade de que a educação cristã ultrapasse uma prática baseada apenas no senso comum, destacando a importância de conhecimentos básicos da ciência da educação e da pedagogia. Essa perspectiva reforça que o educador cristão precisa estar em constante formação, desenvolvendo competências que contribuam para uma prática de ensino mais consciente, intencional e adequada aos desafios contemporâneos. A formação contínua permite ao educador conhecer novas metodologias, avaliar suas práticas e descobrir maneiras mais adequadas de favorecer a aprendizagem. Por isso, encontros de capacitação, cursos, leituras, oficinas e espaços de troca de experiências são importantes para que o educador permaneça em movimento. Nesse sentido, iniciativas de capacitação de líderes e professores, como as propostas voltadas ao fortalecimento da Escola Bíblica Dominical, representam oportunidades para que o educador reveja práticas, conheça novas ferramentas e reflita sobre sua missão. O educador que aprende continuamente reconhece que também é aprendiz. Quando amplia seus conhecimentos, amplia igualmente suas possibilidades de ajudar os alunos a aprender. Paulo Freire afirma: “Quem ensina aprende ao ensinar e quem aprende ensina ao aprender” (FREIRE, 1996). A afirmação coloca a troca de conhecimentos como parte importante do processo de aprendizagem. Estamos sempre aprendendo e ensinando, pois não existe ensinar sem aprender, e o ato de ensinar pressupõe a existência de quem ensina e de quem aprende.
REFLEXÃO de ensino e outros recursos digitais podem ampliar as experiências de aprendizagem. Silva (2025), ao abordar a sala de aula invertida e as tecnologias digitais na Escola Bíblica, evidencia que recursos contemporâneos podem contribuir para uma educação cristã mais participativa. A tecnologia, portanto, pode ser uma ferramenta a serviço do ensino, desde que utilizada com intencionalidade pedagógica e discernimento. Entretanto, a tecnologia também traz desafios. O excesso de informação exige capacidade de discernimento. A rapidez nem sempre significa qualidade, e nem toda informação disponível é verdadeira ou adequada. Nesse cenário, a inteligência artificial pode auxiliar o educador na pesquisa, organização de conteúdos, elaboração de atividades e criação de diferentes recursos didáticos. Contudo, ela não substitui a dimensão relacional do ensino cristão. O educador continua sendo chamado a acolher, ouvir, acompanhar, discipular e testemunhar por meio da própria vida. Mais do que transmitir informações, o educador cristão participa da formação de pessoas. Seu objetivo não é simplesmente fazer com que o aprendente saiba mais, mas ajudá-lo a compreender, refletir e viver aquilo que aprende. Conclusão
Ser um educador cristão em movimento é aceitar o desafio de continuar aprendendo para continuar ensinando. É caminhar em direção ao aprendizado, ao conhecimento e às novas possibilidades pedagógicas, sem abandonar a firmeza dos fundamentos bíblicos. A história da educação cristã demonstra que diferentes gerações encontraram maneiras de comunicar a fé em seus próprios contextos. Hoje, cabe ao educador enfrentar os desafios de uma sociedade marcada pela velocidade das informações, pela diversidade cultural e pelo avanço tecnológico. O educador em movimento não é aquele que simplesmente corre atrás das novidades. É aquele que sabe discernir o que pode contribuir para sua missão. Ele aprende novas metodologias, utiliza recursos disponíveis, conhece seus alunos e revisa suas práticas, mas mantém sua vida e seu ensino fundamentados nas Escrituras. 4. Movimento sem perder o fundamento As ferramentas mudam, as gerações mudam e os contextos mudam. A missão de ensinar, formar discípulos e contriEntretanto, estar em movimento não significa mudar tudo. buir para uma vida transformada, porém, continua. Por isso, As metodologias podem mudar. Os recursos tecnológicos o verdadeiro educador cristão permanece em movimento: mudam. A linguagem muda. As necessidades dos alunos ensina enquanto aprende, aprende para ensinar, ensina para mudam. Porém, o fundamento bíblico permanece. formar e forma para transformar. A atualização pedagógica, portanto, não deve ser confundida com a adoção indiscriminada de toda novidade. O Referências educador precisa avaliar recursos e metodologias à luz dos objetivos da educação cristã. A pergunta não deve ser apenas BÍBLIA SAGRADA. Almeida Século 21. São Paulo: Vida “o que há de novo?”, mas também “isso contribui para que Nova, 2010. meus alunos aprendam, reflitam, amadureçam e vivam os CARVALHO, César Moisés. Uma pedagogia para a educaprincípios da fé cristã?”. ção cristã: noções básicas da ciência da educação a pessoas não especializadas. Rio de Janeiro: CPAD, 2016. 5. Novas tecnologias, novos desafios FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa. São Paulo: Paz e Terra, 1996. A chegada da internet, das redes sociais e da inteligência SILVA, Genivaldo Félix da. Sala de aula invertida na escola artificial ampliou de maneira extraordinária as possibilidades bíblica e nas tecnologias digitais: uma alternativa para a de acesso ao conhecimento. Hoje, uma aula pode ultrapas- educação cristã eficaz na igreja. Curitiba: CRV, 2025. sar as paredes da igreja e alcançar pessoas em diferentes TULLER, Marcos A. Dicionário de educação cristã. Rio de lugares. Vídeos, podcasts, aplicativos bíblicos, plataformas Janeiro: CPAD, 2004 n
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Somos um no acolhimento dos pequeninos Levir Perea Merlo
pastor, colaborador de OJB
“... Deixem que as crianças venham a mim e não proíbam que elas façam isso, pois o Reino do Céu é das pessoas que são como estas crianças” (Mt 19.14). Neste mês de outubro, além da lembrança e homenagem às crianças do Brasil, que não deve ser apenas neste dia, temos ainda: 01 - Dia Internacional da Pessoa Idosa (1ª quinta-feira); 01 a 12 - Dias de Oração pelo Brasil, que é claro, não deve ser apenas nestes dias, mas sempre; 04 a 09 - Semana de Oração pelas Crianças, que também, devemos lembrar e orar sempre; 11 - Dia da Criança Batista (2º domingo); 15 - Dia Batista do Brasil (3ª quarta-feira); 18 - Dia do Educador Cristão (3º domingo); 25 - Dia do Plano Cooperativo (4º domingo); 31 - Dia da Reforma Protestante (último sábado); Quantas coisas boas para desenvolvermos em outubro! Que o Senhor nos ajude a cumprir com alegria e gratidão esse calendário denominacional. Então, vamos ao nosso texto e tema do mês: Somos um? Devemos ser, ou deveríamos ser, porque esse é o ensinamento do Mestre Jesus Cristo: “... Pai santo, guarda em teu nome aqueles que me deste, para que sejam UM, assim como nós” (Jo 17.11b); nesse texto Jesus ora, enquanto homem, para que sejamos UM, ou seja, vivamos em união, na bênção da
comunhão. E quando isso realmente acontece? Quando a Igreja chega na plenitude da MATURIDADE; que é a plenitude do respeito e do amor por aqueles que pensam contrário de nós; quando sentimos prazer em estudar as Escrituras sem ser uma obrigação, mas um aprendizado diário; quando a oração não é uma obrigação ritual, mas um estilo de vida diuturnamente; quando entendemos que o Reino de Deus é maior do que os nossos próprios interesses, que muitas vezes são mesquinhos e irresponsáveis e quando essa MATURIDADE se torna REALIDADE, estamos prontos para ajudar também às crianças, sejam os pequeninos, quanto também, os pequeninos na fé, os novos convertidos ao Senhor. A palavra chave aqui é: ACOLHIMENTO, o desprezo pelas crianças é visto a partir dos discípulos de Jesus, que ainda não estavam entendendo a dimensão do REINO e o potencial que existe numa criança para um futuro bem próximo, por isso, Jesus chama a atenção dos discípulos e a nós também, num ponto muito importante – “As crianças fazem parte do Reino de Deus” elas são protegidas do Senhor, para mais tarde, ser bênção na obra do Senhor, naquele momento, frágeis, fracas, mas num futuro muito perto será a força para a expansão da obra do evangelho por todo o mundo, e também ser útil na sociedade onde vivem. Até que ELE VENHA DE NOVO! Não vamos esquecer: DOS TAIS É O REINO DE DEUS! Um abençoado mês de outubro. n
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MISSÕES NACIONAIS
A Campanha Missionária está presente em todo o Brasil! Redação de Missões Nacionais Que alegria é ver tantas Igrejas envolvidas com a obra missionária. De Norte a Sul do país, irmãos de todas as idades estão reunidos para viver a Campanha “Para que todo o Brasil ouça”, aprendendo mais sobre os campos, orando pelos missionários e contribuindo para que o Evangelho alcance cada vez mais vidas. A Primeira Igreja Batista de Moça Bonita, em Padre Miguel - RJ, está participando desse momento especial, mobilizando todos os irmãos para a expansão do Reino de Deus em nossa nação. Eles fizeram uma linda decoração e montaram até uma lojinha missionária.
A Igreja Batista Nova Galileia, em Recife - PE, realizou a abertura da Campanha 2026, envolvendo crianças, adolescentes, adultos e idosos nessa grande mobilização missionária.
Olha que linda a foto da Igreja Batista Memorial em Naviraí - MS! Eles se mobilizaram para participar da Campanha 2026 e prepararam uma feira missionária incrível. Foi um momento especial para destacar para a Igreja a importância de orar e investir em missões!
A Igreja Batista em Alto Alegre - SP deu início à Campanha 2026 com uma celebração especial e realizou a apoteose de abertura, reunindo a igreja em torno de um mesmo propósito: fazer o Evangelho chegar cada vez mais longe. Foi um momento de compromisso e mobilização, em que a Igreja assumiu o desafio de orar, contribuir e anunciar, para que todo o Brasil ouça. Olha só que bonito o culto de abertura da Campanha “Para que todo o Brasil ouça”, na Igreja Batista Alvorada, em Feira de Santana - BA.
Essas Igrejas estão em missão e a sua também pode fazer parte dessa grande obra! Acesse: missoesnacionais.org. br/campanha e confira todo o material da Campanha 2026. n
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Mulheres em Missão da Igreja Batista Central de Volta Redonda - RJ celebram 80 anos de organização Jantar comemorativo e culto de celebração fizeram parte da programação.
Momento da oferta compartilhada
Mulheres em Missão da Igreja Batista Central em Volta Redonda - RJ
Momento de gratidão, com o Pr. Carlos Oliveira, presidente da IBCVR
Homenagem da equipe de liderança da MM local para a coordenadora Geral, Sheila Muniz
Sheila Muniz
coordenadora Geral das Mulheres em Missão da Igreja Batista Central de Volta Redonda - RJ
Neste ano em que a Igreja Batista Central de Volta Redonda (IBCVR) completa 80 anos de organização, ela tem a alegria de presenciar a dedicação das mulheres durante essa caminhada. Em menos de três meses após ser organizada, as mulheres inauguraram, oficialmente, em 19 de setembro de 1946 a então Sociedade Feminina Missionária. Desde então, as mulheres seguem trabalhando em prol do Reino, sempre atentas às necessidades não somente das próprias mulheres, mas também de toda a igreja e comunidade. As Mulheres em Missão da IBCVR cuidam para preservar o legado de auxiliadoras no ministério pastoral local, hoje na pessoa do presidente pastor Carlos Oliveira, assim como na denominação Batista, seguindo as orientações e procurando executar todas as diretrizes das Mulheres Batistas. É reconhecido que há oito décadas esse ministério tem avançado para a glória de Deus, e por isso, há motivos de sobra para agradecer ao Senhor pelo que Ele tem feito na vida das mulheres e através delas. Com muita alegria e gratidão elas realizaram um jantar
comemorativo para expressarem um pouco da comunhão existente. Mas o ápice da comemoração aconteceu no templo da IBCVR, no dia 20 de setembro, onde toda a Igreja pôde dar graças ao Senhor pela existência deste ministério. Com o tema “O Deus que se move de geração em geração”, a celebração contou com a participação musical do Coro Cantares e preleção da atual diretora executiva das Mulheres Batistas, Raquel Zarnotti. Na ocasião, foi anunciado sobre um documentário em vídeo que será disponibilizado em breve, e um livro, com o tema “O Deus que se Move”, de autoria de Elizabet Mota e Sheila Muniz, para deixar registrado na história esse marco tão significativo, e incentivar à continuidade do legado de cumprir a missão. Além desses momentos especiais, a congregação pode experimentar mais uma vez o ato da “oferta compartilhada” em prol da campanha de Missões Nacionais, onde as mulheres dividem sua oferta com a pessoa ao lado que, porventura, não tenha trazido, resgatando a vivência de se dirigir ao altar para fazerem a dedicação. Lideradas pela irmã Sheila Muniz, as Mulheres em Missão da IBCVR seguem com o propósito de trabalharem enquanto é dia, engajando mulheres, fazendo discípulos, e vivenciando o mover de Deus, de geração em geração! n
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MISSÕES MUNDIAIS
Tenda de Brincar: acolhimento e esperança a crianças em Burkina Faso Redação de Missões Mundiais Muito provavelmente quando você era criança, você pegava os lençóis e os apoiava nas cadeiras, transformando em uma espécie de tenda. E assim, rapidamente, aquele espaço se tornava um mundo novo com infinitas possibilidades, muita imaginação e brincadeiras; a sua pequena tenda, possivelmente, também trazia uma sensação de segurança e refúgio do mundo externo. Hoje, não podemos voltar à infância e nos abrigar naquela pequena tenda. Mas, em Burkina Faso, ao lado de um acampamento de deslocados internos, outras crianças encontram em uma tenda a oportunidade de brincar, imaginar e se sentir seguras, mesmo carregando marcas da violência e do deslocamento forçado. Isso acontece na Tenda de Brincar, projeto de Missões Mundiais que acolhe crianças e adolescentes em espaços preparados para seu desenvolvimento físico, emocional e social. Por meio de jogos, arte, esporte, música, histórias e apoio psicossocial, a iniciativa oferece cuidado e compartilha o amor de Jesus com os pequenos e suas famílias. A unidade de Burkina Faso atende crianças deslocadas dentro do próprio país em decorrência de ataques terroristas. Para quem precisou deixar sua casa e enfrentar perdas tão cedo, cada atividade é uma oportunidade de construir novos vínculos, expressar sentimentos e resgatar a alegria da infância. É também nesse ambiente que histórias bíblicas apresentam a esperança encontrada em Cristo. Sinais de transformação além das crianças O senhor Koronfe foi escolhido em 2023 como representante do acampamento por sua influência e boa relação com pais e crianças. Quando um incêndio atingiu o local, no início deste ano, ele se arriscou para tentar salvar uma menina que, infelizmente, não sobreviveu. Na tentativa de resgatá-la, sofreu queimaduras graves no pescoço. Sua motocicleta também foi completamente destruída. Ele participa ativamente das atividades promovidas pela equipe da Tenda, inclusive dos encontros em que o Evangelho é anunciado diretamente. No último encontro do Clube Kids, cerca de 80 crianças levantaram as mãos, manifestando sua decisão de receber Jesus como Salvador. Ao testemunhar isso, o senhor Koronfe vibrou de alegria. A igreja local que colabora com a Tenda de Brincar afirma perceber sinais claros de transformação e fé em sua vida. Mas a pressão religiosa da comunidade islâmica do acampamento ainda o impede de frequentar os cultos e de assumir publicamente sua fé em Jesus. Essa decisão é especialmente difícil porque envolve também seus vínculos familiares e comunitários. Apesar dessa pressão, uma mu-
Por motivos de segurança, a imagem acima é meramente ilustrativa
dança tem chamado a atenção da equipe durante as visitas: as bênçãos que antes pronunciava em árabe, ligadas à tradição islâmica, deram lugar a bênçãos em nome de Jesus. Uma missão que precisa de nossa participação Ore para que o Senhor continue trabalhando no coração do senhor Koronfe e de outras pessoas que enfrentam essa pressão. Interceda também pelas crianças que já deixaram o projeto, seja para seguir a vida escolar ou para retornar aos seus locais de origem. E ore pelas recém-chegadas, especialmente aquelas cujas famílias apresentam resistência ao Evangelho. Peça a Deus sabedoria e estratégia para a equipe ao anunciar sobre Jesus aos pequenos. Ore também para que Deus mobilize pessoas e igrejas a contribuir com as ofertas necessárias para manter as atividades da Tenda de Brincar e abrir novas unidades em campos de refugiados. Há outras crianças que precisam desse acolhimento, e sua participação pode ajudar esse cuidado a chegar até elas. Além de interceder, você pode contribuir por meio do PAM — Programa de Adoção Missionária. Ao adotar mensalmente a Tenda de Brincar, você ajuda a sustentar a alimentação e as atividades do projeto, para que mais crianças encontrem um lugar seguro para brincar e conhecer o amor de Jesus. Em Burkina Faso, há crianças reconstruindo a vida longe de casa e famílias sendo alcançadas pelo amor de Jesus. Sua participação ajuda a sustentar esse cuidado e a manter viva a proclamação do Evangelho entre elas. Adote a Tenda de Brincar e ajude uma criança a voltar a brincar, sonhar e conhecer a esperança em Cristo. Para contribuir, acesse https:// missoesmundiais.colabore.org/tendadebrincar_burkinafaso ou faça um Pix para tenda@doeagora.com .Envie o comprovante com sua identificação e a indicação “Tenda de Brincar” para ofertas@jmm.org.br n
NOTÍCIAS DO BRASIL BATISTA
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Top Líderes 2026 reúne executivos Batistas para capacitação, planejamento e cooperação missionária Encontro promoveu reflexões sobre liderança cristã, comunicação, gestão financeira, missão global e unidade denominacional. Estevão Júlio
jornalista na Convenção Batista Brasileira
De 5 a 9 de outubro, o Hotel Retrô, em Camaragibe - PE, recebeu o Top Líderes 2026, encontro que reuniu executivos, presidentes, gestores e lideranças Batistas para momentos de capacitação e reflexão em torno da missão da denominação. A programação abordou temas relacionados à liderança cristã, ao planejamento estratégico, à comunicação, à gestão financeira e à cooperação entre as organizações Batistas. A iniciativa também reforçou a importância de uma atuação integrada entre a Convenção Batista Brasileira (CBB), suas organizações e as Convenções Estaduais e Regionais, tendo como propósito fortalecer o trabalho conjunto e ampliar o alcance da missão.
Líderes de todo o Brasil estiveram em Pernambuco para mais uma edição do Top Líderes
Liderança que começa com Deus e alcança a família Na abertura do encontro, o pastor Fernando Brandão destacou a importância da oração e da intimidade com Deus na vida de quem exerce funções de liderança. A reflexão também chamou a atenção para a necessidade de estabelecer prioridades e cuidar da família, lembrando que o compromisso com a agenda de trabalho não deve ocupar o lugar dos relacionamentos familiares. Durante a mensagem, o pastor também ressaltou a história dos Batistas no Brasil e a importância de conhecer os pioneiros e preservar a visão que orientou a caminhada denominacional. Ele destacou que o tamanho de uma Igreja não determina, por si só, sua relevância: mesmo uma comunidade com 50 pessoas pode desenvolver um trabalho significativo quando é marcada pela oração e pela presença do Espírito Santo. A reflexão também apontou que as diferentes frentes de atuação das organizações Batistas, como ação social, educação e trabalho missionário, fazem parte de um mesmo movimento de proclamação do Evangelho.
Programação abordou diferentes aspectos de liderança
Educação Cristã e planejamento estratégico A programação contou com a participação de Elana Ramiro, gerente de Educação Cristã da CBB, que falou sobre
Diretores executivos firmaram o “Pacto de Recife”
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MM Paulo Queiroz Jr., da AMBB
Pr. Alexandre Peixoto, da JMM
a importância dessa área para as igrejas. A abordagem destacou a Educação Cristã como parte relevante da vida e do desenvolvimento das comunidades locais, contribuindo para a formação e o fortalecimento da caminhada cristã. Outro destaque foi a participação de Renê Simões, treinador e palestrante, que ministrou sobre o tema “Planejamento Estratégico - Alinhados para Avançar”. A palestra integrou a proposta do encontro de fortalecer o planejamento e o alinhamento entre as lideranças, buscando uma atuação coordenada para o cumprimento dos objetivos das organizações batistas. Comunicação que fortalece a cooperação
Sidney Lino
Elana Ramiro, gerente de Educação Cristã da CBB
Pr. Jeremias Nunes, gerente de Comunicação da CBB
Renê Simões
No dia 7 de outubro, a jornalista Elis Amâncio, especialista em mídias sociais e marketing digital e mestre em Estudos de Linguagens, apresentou a palestra “Comunicação que fortalece a cooperação”. A apresentação abordou os desafios da comunicação das Igrejas e organizações cristãs em um cenário de constantes transformações digitais. A palestrante ressaltou que a mensagem bíblica permanece, enquanto os canais, formatos e linguagens utilizados para comunicá-la podem mudar conforme as necessidades e os contextos. Outro ponto abordado foi a importância de compreender a comunicação como um instrumento de relacionamento, serviço e mobilização, e não apenas como uma busca por números e métricas. A presença digital das lideranças também foi destacada, considerando a influência que os perfis pessoais exercem na maneira como as pessoas percebem a mensagem e a instituição
NOTÍCIAS DO BRASIL BATISTA que representam. A palestra propôs uma reflexão sobre responsabilidade antes de publicar conteúdos, considerando questões como veracidade, necessidade, coerência e responsabilidade. Também destacou a importância de distinguir os perfis pessoais dos institucionais, sem perder de vista que diferentes canais podem contribuir para uma comunicação alinhada. A cooperação entre Igrejas locais, Convenções Estaduais e Regionais e a CBB foi apresentada como um caminho para fortalecer redes de comunicação, compartilhar informações e ampliar o alcance das iniciativas denominacionais. O uso da inteligência artificial também foi abordado como recurso de apoio, sem substituir a responsabilidade humana na produção e na divulgação de conteúdos. Gestão financeira e planejamento de vida A programação também incluiu conteúdos voltados à administração financeira. Sidney Lino apresentou a palestra “Engenharia da Liberdade Financeira” e abordou o tema “Liberdade financeira: do mês que vem ao plano de vida”. As apresentações trouxeram a gestão financeira para o contexto da liderança, relacionando o cuidado com os recursos ao planejamento e à organização da vida. A abordagem integrou a proposta do Top Líderes de estimular uma administração responsável e sustentável, tanto na dimensão pessoal quanto na gestão das organizações. O papel da liderança no impacto global de Missões Alexandre Peixoto, diretor de Operações da Junta de Missões Mundiais (JMM), participou do encontro com a palestra “O papel da liderança no impacto global de Missões - Os novos desafios da Grande Comissão e o papel da Igreja brasileira”. O tema colocou em evidência a responsabilidade da liderança cristã diante dos desafios contemporâneos da missão global e o papel da Igreja brasileira no cumprimento da Grande Comissão. A cooperação que expande a missão A cooperação denominacional também esteve entre os temas centrais do encontro, com a reflexão “A Cooperação que Expande a Missão - Juntos fazemos o Evangelho chegar mais longe”, baseada em I Coríntios 3.5-9.
Executivos tiveram espaço para compartilhar
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Compromisso com a unidade e a missão
Líderes oraram uns pelos outros
Pr. Wander Gomes
A partir da passagem bíblica que apresenta Paulo como aquele que plantou, Apolo como aquele que regou e Deus como quem deu o crescimento, a reflexão do pastor Fabrício Freitas, diretor-executivo da Junta de Missões Nacionais (JMN), destacou que o trabalho no Reino de Deus é realizado por diferentes pessoas e organizações, mas depende da ação divina. A mensagem também apontou a importância de superar disputas por protagonismo e colocar Cristo no centro das iniciativas. Cada Igreja, Convenção ou organização possui recursos, oportunidades e responsabilidades próprias, mas nenhuma reúne, isoladamente, tudo o que é necessário para cumprir a missão. Nesse contexto, a cooperação foi apresentada como uma expressão de maturidade e compromisso com o Reino. Compartilhar recursos, experiências e soluções, apoiar outras organizações e construir pontes foram atitudes destacadas como necessárias para fortalecer o trabalho denominacional. A reflexão também ressaltou que unidade não significa uniformidade. As diferenças entre Igrejas e organizações não precisam representar obstáculos, mas podem contribuir para uma atuação complementar, na qual cada parte oferece aquilo que recebeu para o bem da missão coletiva. A mensagem reforçou, ainda, que os líderes são servos e administradores dos recursos confiados por Deus e pelas igrejas, e não proprietários da missão. O objetivo, portanto, é trabalhar de maneira integrada, reconhecendo que o Reino de Deus é maior do que qualquer instituição individual.
Como parte do encontro, executivos, presidentes e gestores batistas presentes assumiram um pacto de compromisso com a identidade denominacional, a unidade e o cumprimento da missão, denominado “Pacto de Recife”. No documento, as lideranças se comprometeram a preservar a identidade batista, viver a visão e cumprir a missão, planejar e trabalhar de forma integrada, cooperar generosamente, compartilhar soluções e recursos, apoiar umas às outras e celebrar os resultados alcançados em conjunto. O pacto também destacou a responsabilidade na administração dos recursos confiados às organizações. Entre os compromissos estão atuar com integridade e transparência, desenvolver pessoas, aperfeiçoar processos, combater desperdícios, preservar a sustentabilidade das organizações e utilizar com responsabilidade aquilo que Deus e as igrejas colocaram sob seus cuidados. Outro ponto enfatizado foi a necessidade de transformar o planejamento estratégico em prática cotidiana, acompanhar indicadores, avaliar resultados, aprender com os desafios e realizar os ajustes necessários para avançar. O documento reafirma que o propósito da atuação conjunta não é a glória pessoal ou institucional, mas a glória de Deus, a transformação de vidas, o fortalecimento de igrejas saudáveis e missionárias e o cumprimento da parte que cabe a cada organização na missão. A declaração sintetiza o compromisso assumido pelas lideranças: “Uma Visão. Uma Missão. Um só time”. O texto também reforça a disposição de planejar, sonhar, servir, orar, adorar, celebrar e avançar juntos, com fidelidade à Palavra, compromisso com a missão e unidade para alcançar o Brasil e o mundo. Uma caminhada de cooperação O Top Líderes promoveu reflexões sobre a responsabilidade espiritual, administrativa e missionária de quem atua na condução do trabalho batista. Os temas apresentados convergiram para a importância de uma liderança comprometida com Deus, atenta às pessoas, responsável na gestão e disposta a cooperar. O encontro também reafirmou que o planejamento estratégico ganha força quando é acompanhado de compromisso, integração e ações concretas. A cooperação entre Igrejas, Convenções e organizações permanece como um caminho para fortalecer o trabalho denominacional e ampliar o alcance da missão. n
Elis Amâncio
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Primeira Igreja Batista de Coremas - PB celebra 35 anos de história, fé e missão Foram oito dias de programação, reunindo memória, oração, evangelização, serviço e gratidão.
Celebração de 35 anos da Primeira Igreja Batista de Coremas - PB
Templo da Primeira Igreja Batista de Coremas - PB
Leandro Ribeiro
pastor da Primeira Igreja Batista de Coremas - PB
A Primeira Igreja Batista de Coremas, no Sertão paraibano, tem suas raízes Batistas na antiga Curema, no contexto da construção do Açude Estevam Marinho, iniciada em 1936. O colportor Gustavo Barbosa de Queiroz e Maria Santos casaram-se em Curema, em 12 de abril de 1937, e tiveram na cidade seus dois primeiros filhos. Esses fatos comprovam o vínculo da família com Curema e, somados à atuação missionária do casal no sertão, sustentam a hipótese de que tenham colaborado com as primeiras sementes do trabalho batista local, embora isso ainda não esteja documentalmente comprovado. Os registros disponíveis mencionam a “Congregação de Curema” em 1948; uma Escola Popular Batista, com 36 alunos e um obreiro, em 1949; e a organização da antiga Igreja Batista de Curema, em 1953, além do envio de ofertas missionárias. O trabalho foi dissolvido no início da década de 1970. Em 1985, um novo ciclo começou com a chegada do pastor Cirino Refosco ao Vale do Piancó. Estácio Vieira Torres, membro da igreja que se dissolveu, tornou-se uma ponte para o recomeço, acolhendo cultos em sua casa. A evangelização e o discipulado fortaleceram essa nova etapa. A congregação foi organizada em 24 de janeiro de 1988 e, em 28 de setembro de 1991, constituiu-se a Primeira Igreja Batista de Coremas. Assim, de 13 a 20 de setembro de 2026, a igreja celebrou os 35 anos de sua organização eclesiástica. Foram oito dias de programação, reunindo memória, oração, evangelização, serviço e gratidão. A programação comemorativa começou no domingo com um Culto Raízes, que apresentou essa trajetória histórica, em grande parte desconhecida pela atual geração da igreja. Na segunda-feira, foi realizado um relógio de oração, das 6h às 17h. Na terça-feira, a celebração aconteceu na comunidade Cruz da Tereza; e, na quarta, no bairro Alto da Boa Vista. As ações incluíram evangelização e distribuição de sopa e pão, unindo proclamação do Evangelho e cuidado com o
Leandro Ribeiro, pastor da Primeira Igreja Batista de Coremas - PB, e sua família
próximo. Na quinta-feira, crianças e casais participaram da programação. A sexta-feira e o sábado foram marcados por cultos celebrativos, e o domingo, 20, encerrou as comemorações com o Culto de Gratidão. No culto de sábado, 19 de setembro, ocorreu o lançamento do livro “PIB Coremas - 35 anos: D’Ele, por Ele e para Ele”. Organizada pelo pastor Expedito Leandro Ribeiro, a obra reúne pesquisas em atas, documentos, fotografias e testemunhos, além de registros de O Jornal Batista e de outras fontes. Uma galeria histórica com fotografias e informações sobre pastores, missionários, organizações e membros também integrou as celebrações. Ao recordar suas raízes, a PIB Coremas reafirmou sua identidade e seu compromisso com o ensino bíblico, o discipulado, as famílias, as missões e o serviço à comunidade. A cooperação com a associação regional, a Convenção Batista Paraibana e a Convenção Batista Brasileira, o apoio a Missões Nacionais e Mundiais e as ações do Instituto Social Geração Futuro expressam sua vocação. Com o lema “Amando, Servindo e Glorificando a Jesus”, a igreja chega aos 35 anos agradecida pelos que semearam e serviram ao longo do caminho, reconhecendo que Deus sustentou cada etapa da obra. O passado inspira gratidão, o presente exige fidelidade e o futuro convida a continuar anunciando Cristo e servindo ao próximo. n
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26ª Conferência Teológica da ABIBET reflete sobre o legado ministerial na educação teológica Foram três dias de reflexão, formação, comunhão e diálogo sobre os desafios da educação teológica.
Participantes da 26ª Conferência Teológica da Associação Brasileira de Instituições Batistas de Ensino Teológico (ABIBET)
Artur Coelho
pastor, segundo secretário da ABIBET
A Associação Brasileira de Instituições Batistas de Ensino Teológico (ABIBET) realizou, entre os dias 15 e 17 de setembro de 2026, a 26ª Conferência Teológica da ABIBET e o 3º Congresso de Gestão da ABIBET, nas dependências do Seminário Teológico Batista do Nordeste (STBNE), em Feira de Santana - BA. Com o tema “A construção do legado ministerial na obra de educação teológica”, o encontro reuniu representantes de instituições Batistas de ensino teológico para refletir sobre a responsabilidade da formação acadêmica e ministerial e sobre o legado que as instituições deixam para as próximas gerações. Uma conferência voltada à construção de um legado
Encontro reuniu representantes de instituições Batistas de ensino teológico e alunos do STBNE
A escolha do tema colocou no centro das discussões uma questão fundamental para a educação teológica: que tipo de legado ministerial está sendo construído por meio da formação oferecida pelas instituições? A educação teológica não se limita à transmissão de conteúdos acadêmicos. Ela participa da formação de professores, pastores, líderes e servidores da igreja que, por sua vez, influenciarão novas gerações. Nesse sentido, refletir sobre legado significou olhar para a docência, a gestão e a própria responsabilidade das instituições diante da igreja e da missão cristã. Primeiro dia: acolhimento, comunhão e abertura A programação teve início no dia 15 de setembro, com a chegada e hospedagem dos participantes. Durante a tarde, houve recepção e um momento de comunhão, criando um
Pr. Valtair Miranda, presidente da ABIBET, foi um dos preletores
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Profa. Rosa Eugênia
ambiente de aproximação entre representantes de diferentes instituições. À noite, às 19h30, ocorreu a abertura oficial da conferência. Em seguida, às 20h, o Dr. Valtair Afonso Miranda apresentou a conferência “A construção do legado ministerial na docência”. O primeiro momento acadêmico estabeleceu o eixo que atravessaria o encontro: a docência como espaço de formação e de transmissão de conhecimento, valores e compromisso ministerial. Segundo dia: docência, assembleia e gestão institucional
Pr. Artur Coelho, 2° secretário da ABIBET
O dia 16 de setembro concentrou uma programação diversificada. A manhã começou com um momento devocional conduzido pelo Me. Lucas Ferreira. Às 9h30, o Dr. Luiz Carlos Nascimento ministrou a conferência “A construção do legado ministerial na docência”. Na sequência, ocorreu a Assembleia Ordinária da William Quintela ABIBET, seguida do almoço. A inserção da assembleia na programação evidenciou que a conferência também funcionou como espaço de diálogo e organização institucional, permitindo que os participantes acompanhassem decisões e encaminhamentos relacionados ao trabalho da associação. Durante a tarde, o 3º Pr. Anderson Cavalcanti, Congresso de Gestão da diretor-executivo da ABIBET ABIBET trouxe temas específicos para o fortalecimento das instituições. Às 15h, a programação abordou Marketing Institucional ministrada pelo professor Leneci Calné de Oliveira, às 16h30, Revista Acadêmica dirigida pelo Dr. Patrício Câmara Araújo. À noite, a programação prosseguiu com a Dra. Rosa Eugênia Vilas Boas, que apresentou novamente o tema “A construção do legado ministerial na docência”. A participação da professora acrescentou à discussão uma experiência ligada à educação, formação de professores, música e gestão acadêmica.
NOTÍCIAS DO BRASIL BATISTA de Gestão. A programação da manhã incluiu uma atividade sobre Contabilidade Institucional ministrada pelo diácono Jonatas Nascimento, seguida por um momento de perguntas e respostas. Na sequência, às 11h, foi realizada a atividade sobre Capelania Institucional ministrado pelo Pr. Me. Artur Coelho A presença da capelania na programação demonstrou uma preocupação que ultrapassou os aspectos administrativos da educação teológica. O cuidado com as pessoas que estudam, trabalham e servem nas instituições também faz parte de uma visão integral de formação. Durante a tarde, os participantes participaram de um City Tour para Cachoeira, proporcionando um momento de convivência e integração. À noite, a conferência foi encerrada com a participação do Me. Anderson Cavalcanti, diretor-executivo da ABIBET, que abordou o tema “A construção do legado ministerial na gestão/docência”. A reflexão ampliou o tema central ao relacionar o exercício da docência às responsabilidades de gestão e liderança institucional. Agenda de eventos é definida para 2027 A ABIBET também definiu parte de sua agenda para 2027. O 7º Congresso Missiológico Online da ABIBET está previsto para os dias 24 e 25 de maio de 2027, em parceria com a Junta de Missões Nacionais e a Junta de Missões Mundiais. Já o 13º Congresso Brasileiro de Reflexão Teológica será realizado de 14 a 16 de setembro de 2027, na Faculdade Batista Pioneira, em Ijuí - RS. Durante a assembleia, também foi aprovada a realização da 27ª Conferência Teológica da ABIBET nas dependências da Faculdade Teológica Batista de São Paulo. Um privilégio para a educação teológica Batista A realização da 26ª Conferência Teológica da ABIBET representou um importante momento de encontro entre instituições, professores, gestores e líderes envolvidos com a formação teológica batista. Ao longo de três dias, a programação criou oportunidades para aprender, compartilhar experiências, fortalecer vínculos e refletir sobre os desafios presentes e futuros da educação teológica. Mais do que um evento acadêmico, a conferência proporcionou um espaço de comunhão e cooperação. O encontro lembrou que construir um legado ministerial não significa apenas transmitir conhecimento, mas formar pessoas capazes de ensinar, liderar, cuidar, servir e contribuir para a missão da igreja. n
Terceiro dia: gestão, capelania e integração O dia 17 de setembro deu continuidade ao Congresso
Líderes de diversas instituições teológicas Batistas participaram do Congresso
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Convenção Batista Sergipana celebra 80 anos de existência “Porque dele, e por meio dele, e para ele são todas as coisas. A ele seja a gloria para sempre. Amém” (Rm. 11.36).
Presidente, vice-presidente, diretor-executivo da CBS e Relações Públicas dos diáconos do Estado (direita p/esquerda)
Sandra Natividade
membro do Conselho Editorial de OJB
Batistas sergipanos reunidos no último dia 03 de outubro celebraram, no templo da Igreja Batista em Sol Nascente, oito décadas de existência, circundados por visitantes e congregados da denominação Batista e de outras igrejas da capital. Um trabalho lindo e irrefutável registro, portanto, a fundação da Convenção Batista Brasileira, convenção mãe das demais, durante a 1ª Assembleia Convencional fato ocorrido em 1907 na PIB do Brasil em Salvador - BA, igreja não mais nos nossos arraiais. Cito a Bahia por ter como mensageiro daquela celebração pastor Erivaldo Barros de Oliveira, da Igreja Batista da Graça em Salvador - BA e nosso primeiro vice-presidente da CBB. Pastor Erivaldo se constitui um fraterno cooperador dos Batistas sergipanos. É fato que os Batistas aportaram por estas plagas em 1913 com a orga-
Pr. Carlos Alberto e diácono Sebastião
Igreja Batista em Sol Nascente recebeu a celebração
nização da PIB de Aracaju - igreja mãe de boa parte das instaladas em solo sergipano e, à época unida a convenção do campo pernambucano. Em 1917, o campo dava os primeiros passos para organizar sua convenção, assim numa Convenção realizada em Santo Antônio de Jesus, BA com a inestimável ajuda do missionário Charles Franklin Stapp, à época na liderança do Colégio Taylor Egídio, delineou para os batistas sergipanos novos horizontes, passando a cooperar com a Bahia, seguidos pelas Igrejas de Penedo AL, Petrolina - PE e Corrente - PI. Para o historiador Sandra Natividade Antônio Mesquita, “foi um passo de grande alcance e de notáveis resultados para o trabalho em geral, compreendido da Bahia até Sergipe”. A ajuda dos missionários norte-americanos em Sergipe foi importante para o fortalecimento doutrinário, crescimento e implantação de novos templos, contando com a injeção financeira da Comissão Predial do Norte. O incentivo e avanço da causa evangélica dos Batistas Pr. Erivaldo Barros foi o no Estado era perceptível, orador da celebração
20 O JORNAL BATISTA Domingo, 11/10/26 entretanto, havia a necessidade latente de organizar sua própria convenção e este quesito era tarefa dos líderes que por aqui passavam; em 29 de abril de 1924, pastor Djalma Cunha, seguido pelo evangelista geral do campo Alagoas/ Sergipe, pastor Coriolano Costa Duclerc, ainda fizeram esforços de cooperação elegendo, inclusive uma diretoria com a representação das Igrejas: PIB de Aracaju, IB de Propriá, Villa Nova - SE, Salgado - SE e Penedo - AL. Mas os esforços dispendidos não surtiram os efeitos desejados, e os batistas sergipanos continuaram sem sua convenção. Mas a saga continuou: em 1931 Sergipe uniu-se a Convenção Batista Alagoana na gestão do missionário Leslie Leônidas Johnson, entretanto, quando ele deixou a liderança da convenção alagoana, Sergipe ficou sem filiação. Até que finalmente, em 1946, o campo sob a gestão do missionário David Mein reuniu a liderança local e organizou a Convenção com a designação inicial de Junta de Evangelização da Convenção Batista Sergipana – CBS. Era 18 de abril de 1946 e a Diretoria foi empossada com a representatividade de 12 Igrejas: PIB de Aracaju, PIB de Propriá, Neópolis, IB. Brasileira, Maruim, Nossa Senhora das Dores, Itabaianinha, SIB de Aracaju, Boquim, São Cristóvão, Estância e PIB de Penedo - AL. O trabalho continuou sempre mais fortalecido, tendo no dr. David Mein seu grande incentivador: Viagens evangelísticas ao interior do estado, realização de Institutos bíblicos; implantação do primeiro ambulatório de Análises clínicas da denominação. Com a oficialização da Junta Evangelizadora da Convenção, sua liderança iniciou a gestão criando departamentos e instituições a exemplo de: O Batista Sergipano, jornal confessional, evangelístico de periodicidade mensal; suporte às estratégias de evangelização oferecendo apoio logístico, cooperando e hospedando líderes como também nos eventos que impulsionaram a evangelização neste estado e nos demais estados do país, a exemplo das Campanhas de Evangelização: 1964 - Campanha Cristo Esperança Nossa; 1965 - Recepção da Campanha Nacional Cristo, A Única Esperança, seguindo-se essa caminhada com a Campanha das Américas, realização dos Congressos de Despertamento, Clínicas de Evangelismo Pioneiro, além de hospedar em 1994 e 2013 a 75ª e a 93ª Assembleias da Convenção Batista Brasileira. Os projetos dessa instituição octogenária, notadamente nas áreas social, saúde e educação foram se desenvolvendo e acontecendo com a rapidez que as necessidades se apresentavam. As Igrejas mantinham escolas anexas e, em
Participação de Coro durante culto festivo
NOTÍCIAS DO BRASIL BATISTA 15 de novembro de 1951 houve a oficialização do Instituto Pan Americano de Ensino, atual Colégio Americano Batista; ainda em 1950, no campo midiático a CBS atuou com mensagens evangelísticas, música e noticiário no Programa Radiofônico Voz Batista de Sergipe; as mulheres estavam na grade radiofônica com o Programa Mulheres da Bíblia; as injunções na Visitantes e congregados mídia continuaram nos da denominação Batista e anos 1967-78 capitaneade outras igrejas da capital das pelo departamento de participaram do culto Rádio, TV e Publicações com o programa de TV Encontro Marcado; a Junta fez Escola e algumas Igrejas da denominação mantiveram seus programas locais; em 17 de agosto de 1965 foi instalado o Centro de Amizade - agencia religiosa e social, recreativa e educacional sem fins lucrativos, trabalhando diariamente com pessoas de todas as faixas etárias, condições sociais e religiosas sob a responsabilidade de mis- Atualmente, o campo conta com sionária Maye Bell Taylor; 91 Igrejas, 111 Congregações em 30 de outubro de 1988, e quatro Associações organização do Seminário Teológico Batista Sergipano, instituição de caráter religioso-educativo. O tempo passou célere, entretanto, mutirões e avanços missionários, são ações que continuam realizadas com o mesmo denodo pela convenção, gerida por homens de Deus que a administraram ao longo destas oito décadas. Atualmente, o campo conta com 91 Igrejas, 111 Congregações e quatro Associações. A missão é cabalmente desenvolvida contando com o Plano Cooperativo das igrejas arroladas, também com a presença e ajuda das Entidades Auxiliares e Organizações Executivas; todos juntos e disponibilizados em cumprir o Ide tendo os olhos fitos nos campos que continuam brancos para a ceifa. Começou a CBS, sob a liderança do pastor Wandir Lôbo Bonfim, e seguiu contando ao longo do percurso com aguerridos líderes. Atualmente temos na presidência o pastor Carlos Alberto Carvalho Silva, homem de Deus, compromissado com o Evangelho de Cristo, a serviço aos Batistas sergipanos. Ainda no culto celebrativo, o presidente da CBS entregou algumas placas honrosas a ex-presidentes da instituição e recebeu da Associação dos Diáconos Batistas de Sergipe (ADBESE), placa de gratidão pelos serviços prestados nesta jornada. A Convenção Batista Sergipana segue o objetivo para o qual foi criada promovendo, cooperando e expandindo o evangelho de Cristo em Sergipe. n
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Pr. Samuel Moutta toma posse na PIB de Manaus - AM Fundada por Eurico Nelson, Igreja também celebrou 126 anos de história. Vanias Mendonça
diácono da Primeira Igreja Batista de Manaus - AM
No dia 03 de outubro de 2026, o pastor Samuel Meira Moutta tomou posse como pastor titular da Primeira Igreja Batista de Manaus - AM, em culto de celebração e adoração ao nosso Deus. Durante esses últimos 50 anos, a Igreja teve apenas dois pastores: de 09 de agosto de 1975 a 01 de dezembro de 1992, o pastor Norton Riker Lages; de 03 de julho de 1993 a 31 de janeiro de 1998, o pastor Isaltino Gomes Coelho Filho, de saudosa memória; em 08 de dezembro de 1998, o pastor Norton Riker Lages retornou à liderança da Igreja. Ao final de março de 2025, o pastor Norton comunicou à IgreMomento da oração de posse do Pr. Samuel Moutta na PIB Manaus ja que encerraria seu ministério e orientou-a sobre a sucessão pastoral. Iniciou-se uma campanha de oração nos cultos, nos grupos e nas famílias, para que Deus dade para que os trabalhos da comissão transcorressem de nos mostrasse o novo líder para a Igreja. Foi escolhida uma forma tranquila, para ouvir a vontade de Deus. Assim, no início de 2026, a comissão decidiu convidar comissão que recebeu sugestões de nomes da membresia, fez pesquisas sobre os sugeridos e ouviu sermões desses o pastor Samuel Meira Moutta, que estava pastoreando a indicados, trabalho esse facilitado pelo uso da internet. De- Primeira Igreja Batista no Barreto, em Niterói - RJ, mas que pois, a comissão resolveu estabelecer um perfil de quais as é suficientemente conhecido em todo o Brasil Batista, pelos características e qualidades que o pastor deveria ter para seus trabalhos missionários em cargo de direção da Junta esse tempo e para os desafios do presente, com vistas a de Missões Nacionais e como professor do Seminário Teoum futuro de vitórias. Durante esse período de trabalho, lógico Batista do Sul do Brasil, além de possuir a segurança felizmente a Igreja contou com a presença do pastor Norton doutrinária e a visão evangelística e missionária desejada Lages, até a posse de um novo pastor, o que deu oportuni- pela Igreja, com uma família exemplar e de envolvimento da obra do Mestre. Após visitar a Igreja com sua família, a comissão emitiu parecer à assembleia, que foi aprovado, para convidar o pastor Samuel Moutta para ser seu pastor. Enviou convite a ele e no dia 31 de maio de 2026, após um período de muita oração, o pastor Samuel aceitou o convite, embora estivesse realizando um trabalho vitorioso de revitalização da Primeira Igreja Batista no Barreto. Porém, sabemos, que o servo fiel obedece à direção do seu Mestre, e foi essa convicção que o levou a aceitar o convite. Também informou que não poderia assumir imediatamente, em virtude dos compromissos assumidos com sua Igreja e com a denominação Batista. Finalmente, o dia chegou. O culto de adoração e posse iniciou às 19h do dia 03 de outubro, com a manifestação por vídeos de vários líderes da Convenção Batista Brasileira e presencialmente de líderes da Convenção Batista Templo da PIB Manaus ficou repleto para a celebração
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NOTÍCIAS DO BRASIL BATISTA
expandiu o trabalho em todo o estado do Amazonas, já tendo organizado dezenas de Igrejas na capital e no interior do estado. É uma que desde o início coopera com as Convenções Batistas do Amazonas e Brasileira, não só com a fidelidade ao plano cooperativo, como com participação em ofertas e projetos missionários e de seus membros nos órgãos denominacionais. O pastor Samuel Moutta, que agora assume o pastorado, nasceu em 0403-1977, filho de Daniel e Eline, casado desde 13-12-1997 com Simone Dias dos Santos Moutta, e tem três lindos filhos: Suzane, Silas e Samara. É graduado em Teologia pelo Seminário Teológico Batista Fluminense em Samuel Moutta é o terceiro pastor da história da Igreja 27-12-2005, com mestrado em Teologia no Southeeastern Baptist Theological do Amazonas, todos demonstrando alegria com essa deci- Seminary em 2014. Pastoreou a Igreja Batista de Tabua, são ministerial e desejando sucesso ao pastor Samuel. Foi em São Fidelis - RJ, e a Primeira Igreja Batista no Barreto, apresentada sua linda família, recebida com presentes dos em Niterói - RJ. grupos da Igreja. Em janeiro de 2009 assumiu a Gerência Executiva de O culto, em síntese, teve como partes: introito coral com Expansão Missionária da Junta de Missões Nacionais, a cona música “Sim, com certeza, Deus aqui está”; a leitura bíblica vite de seu grande amigo e companheiro de missão, pastor do Salmo 33, sob a liderança do pastor auxiliar Rodrigo Tayro- Fernando Brandão, cargo que exerceu até fevereiro de 2025, ne dos Santos; canto congregacional do hino “Maravilhas quando passou a atuar no Projeto Revitaliza da própria JMN. Divinas” (CC 7), leitura bíblica de I Pedro 2.5 e Efésios 4.7 e Atuou na denominação como vice-presidente da Asso11-13, de forma alternada entre pastores presentes e con- ciação Batista Centro Fluminense, e presidente da OPBB gregação; apresentação coro misto da Igreja com a música Centro Fluminense. Foi membro do Conselho da Convenção “Louvor Total”, sob a direção do ministro de adoração Eze- Batista Fluminense e atualmente é vice-Presidente da Ordem quias Guerra; informação sucinta do trabalho da comissão dos Pastores Batistas do Brasil. Como professor, deu aulas de sucessão e apresentação do pastor Samuel pelo diácono de Teologia Sistemática, História do Protestantismo, IntroVanias Mendonça, relator da comissão; canto congregacio- dução à Bíblia e Hermenêutica, no Seminário Teológico do nal “Olhando para Cristo” (CC 579); leitura e assinatura do Sul, no CIEM, no PFM de Missões Nacionais e no Seminário Termo de Posse; oração de consagração, dirigida pelo pastor de Niterói. Miguel Horvath, com cerca de 40 pastores participando da No dia 05 de outubro, a Igreja comemorou seus 126 anos, cerimônia de imposição de mãos; participação musical do com sermão desafiador do pastor Samuel Moutta para tespastor Paulo Cesar, do Grupo Logos, em duas oportunidades, temunharmos de Cristo. Agora, se unem uma igreja e um cantando várias músicas inspirativas e outras juntamente pastor que amam missões e a região amazônica, para que com a congregação; o pregador, pastor Norton Lages, foi Deus os use para continuarem realizando grandes obras, para convidado pelo próprio pastor Samuel, e apresentado por ele honra e glória de Jesus Cristo e salvação dos perdidos. n com palavras honrosas sobre sua vida; o sermão teve como base o texto de I Pedro 2.4-10, sobre pedras vivas, com orientações diretas sobre a pedra que é Jesus, e o testemunho dos crentes, como pedras vivas e sacerdócio real; e, finalmente, tivemos uma palavra do pastor Samuel Moutta, já como líder da Igreja, dando uma visão sobre suas expectativas no pastorado. Toda a celebração foi marcada pelo regozijo de todos os presentes, que lotaram o templo, com algumas pessoas assistindo em pé, além dos que acompanhavam o culto pelo canal do YouTube. Para coroar a alegria, ainda teve um coquetel no salão social da Igreja, oportunidade em que o pastor Norton e o pastor Samuel receberam os cumprimentos dos presentes e tiraram muitas fotografias para marcar esse momento histórico da Igreja. A PIB de Manaus é uma Igreja organizada em 05 de outubro de 1900, pelo missionário Eurico Alfredo Nelson (Erik Alfred Nelson), cognominado o “Apóstolo da Amazônia”, que, juntamente com sua esposa Ida Lundberg Nelson, Pr. Samuel Moutta e sua esposa, Simone; organizaram Igrejas por toda a região amazônica. A Igreja Pr. Norton Lages e sua esposa, Alice
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PONTO DE VISTA FÉ PARA HOJE
A sociedade do cansaço – características e propostas de descanso
Pr. Oswaldo Luiz Gomes Jacob Os nossos dias são dias de fadiga, peso emocional, mesmice, desestruturação emocional, aceleração mental e angústia profunda. Vivemos numa sociedade que transita entre o cansaço do ócio (numa perspectiva equivocada) e o cansaço do trabalho intenso e exaustivo. A nossa percepção é que uma boa parte da sociedade vive para trabalhar em vez de trabalhar para viver. O trabalho é um ótimo servo (trabalho com equilíbrio e prazer), mas um péssimo senhor (trabalho exaustivo e escravo). Além disso, as pessoas estão cansadas dos seus relacionamentos complicados e de buscarem desenfreadamente o caminho do estilismo, do consumismo, do dinheiro, da projeção pessoal nas redes sociais visando o poder. Temos observado o aumento do número de pessoas acometidas da síndrome de Burnout, tendo como principais sintomas: a) Exaustão física e mental: Cansaço excessivo que não passa mesmo após o descanso; b) Alterações no sono e dores: Insônia frequente, dores de cabeça, dores musculares e problemas gastrointestinais; c) Mudanças comportamentais: Isolamento social, irritabilidade constante, negatividade e queda na produtividade; d) Distanciamento profissional: Sentimento de cinismo, apatia ou baixa realização pessoal em relação ao trabalho. As causas comuns da síndrome de burnout são: Sobrecarga de tarefas e jornadas excessivas de trabalho; Falta de reconhecimento ou de autonomia na rotina profissional; e Ambientes organizacionais tóxicos e pressão desmedida por resultados. Essas causas podem ser combatidas com mais períodos de descanso; autonomia na rotina profissional; e ambientes mais agradáveis com relacionamentos saudáveis e menos pressão por resultados. As paradas para um café com diálogo criativo e encorajamento mútuo são contribuições significativas para melhorar substancialmente o ambiente de trabalho. Além do trabalho, a sociedade tem vivido um cansaço dentro de casa experimentando casamentos complicados e conflitos de gerações. Cansaço com uma enxurrada de informações e notícias de caos na natureza, de conflitos sociais e da violência do poder paralelo ou da criminalidade, especialmente dentro das chamadas comunidades mais pobres. Temos o cansaço diante das injustiças, da corrupção,
da impunidade e do desperdício dos recursos públicos. Há também o cansaço do endividamento das famílias. Temos também o cansaço da solidão, especialmente em se tratando de idosos. Podemos notar também o cansaço na mobilidade urbana e na busca por uma saúde de qualidade. O cansaço da miséria e da pobreza, sinais de injustiça social, de um país que perdeu o seu rumo. A sociedade do cansaço pode ser substituída pela sociedade marcada por muitos que experimentam a fé na suficiência de Cristo. Pessoas que esperam pelo Senhor terão suas forças renovadas (Isaías 40.29-31). O segredo de uma sociedade renovada, saudável e assertiva é o conhecimento e o recebimento de Jesus Cristo como Salvador e Senhor. O Senhor Jesus Cristo fez um maravilhoso convite aos cansados e oprimidos para os aliviarem (Mateus 11.28-30). Uma sociedade centrada em Cristo Jesus é positiva, altruísta, solidária e altamente produtiva, respeitando os limites da natureza ou estrutura humana. O trabalho em si, equilibrado, não traz prejuízos. A ansiedade ou a preocupação no trabalho é causa de cansaço que é sempre prejudicial à saúde. O trabalho deve ser feito sempre numa perspectiva vocacional e numa atmosfera de alegria ou contentamento. A sociedade do cansaço pode ser vencida com atitudes de reconhecimento, encorajamento e palavras de apreciação nos diversos ambientes, dando valor à vida humana. Pode, de forma criativa, experimentar o lazer, os grupos de compartilhamento, a caminhada pela natureza, a vida em família, a convivência social mais dinâmica e enriquecedora, o uso equilibrado das redes sociais, clubes de leitura com compartilhamento, o voluntariado ou os mutirões em favor dos mais necessitados. Há muita coisa a fazer, aproveitando muito bem cada oportunidade porquanto os dias são maus (Efésios 5.15-6). Líderes comprometidos com a ética do Reino de Deus jamais contribuirão para uma sociedade cansada. Mecanismos de treinamento, de atualização, de aplicação da justiça, e de encorajamento serão de grande valia para a renovação da sociedade, para que ela seja saudável sempre pensando nas novas gerações. Deus nos criou não para vivermos cansados, mas para reconhecermos os nossos limites e dependermos dele para construção de uma sociedade saudável e solidária. Os cansados encontram em Cristo Jesus o verdadeiro descanso. Nesta perspectiva precisamos viver. n
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PONTO DE VISTA OBSERVATÓRIO BATISTA
Criança também é gente! (parte 1) Lourenço Stelio Rega
Neste mês da criança, é oportuno lembrar que a sociedade medieval via a criança como um “adulto em miniatura”, segundo o historiador Philippe Ariès, ao descobrir que, nesse período, não existia o “sentimento de infância”, pois, assim que a criança ultrapassava a fase de dependência física inicial, cerca dos 7 anos, era vestida, tratada e inserida no mundo do trabalho e do convívio social como um “adulto em miniatura”, desconsiderando-se que ela era desprovida dos “equipamentos” mentais, emocionais, para que pudesse ter a concepção da vida e da realidade como de fato um adulto poderia ter. No livro “Emílio, ou Da Educação” (1762), o filósofo Jean-Jacques Rousseau semeia uma revolução na compreensão do que seja a natureza de uma criança ao afirmar que a “infância tem maneiras de ver, de pensar e de sentir que lhe são próprias; nada é mais insensato do que querer substituir essas maneiras pelas nossas [de adultos].” Com isso ele demonstrava que tentar tratar uma criança como um “pequeno adulto”, exigindo dela a razão de um adulto era inverter a ordem natural do desenvolvimento humano. Assim, o modo de pensar na vida infantil opera com regras, hipóteses e estruturas lógicas coerentes para a etapa própria em que a criança se encontra. Por isso é que tratar a criança como um adulto em escala menor leva a erros não somente pedagógicos, mas a graves equívocos no campo da decisão e escolhas até mesmo no campo da história pessoal e que envolvam valores éticos, ao se atribuir a uma criança ou mesmo adolescente e, porque não, a um jovem em fase inicial, tentando impor a lógica do pensamento formal abstrato e mesmo impor decisões e escolhas que necessitam de estruturas mentais, lógicas, históricas, preditivas de resultados de decisões etc. a uma mente que ainda opera por meio de esquemas sensório-motores, intuitivos ou concretos precários e ainda em formação. Hoje, ainda mais, essa percepção tem respaldo na Neurociência ao indicar que a formação das redes neurais, que vai definir o futuro da compreensão sobre a vida e na formulação das decisões de uma pessoa, começa bem cedo. A arquitetura cerebral humana é construída ao longo dos primeiros anos de vida em um processo dinâmico chamado de sinaptogênese exuberante seguido pelo que é conhecido como poda sináptica, em que os estímulos e experiências ambientais moldam fisicamente os circuitos neurais que fundamentam as funções cognitivas superiores, a regulação emocional e as tomadas de decisão na vida adulta. Isso indica que as funções cerebrais não estão prontas após o nascimento de uma pessoa, mas o cérebro tem desenvolvimento hierárquico e sequencial, em que as redes associadas ao raciocínio complexo e às decisões na vida adulta vão depender da solidez das vias neurais primitivas estabelecidas na infância. Associado a isso, o Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo, em janeiro de 2018, apresenta parecer,
que, em resumo, busca demonstrar que: • a criança é uma pessoa em desenvolvimento e que o ser humano nasce desprovido de condições autônomas para se manter, tanto física quanto psiquicamente, sendo dependente, requerendo cuidados especiais, distintos em cada fase do desenvolvimento, que evoluirão ao longo das duas primeiras décadas de vida e que se dará gradativamente; • desta forma, os bebês e as crianças são absolutamente vulneráveis. E, então, conclui que: • é negligente, irresponsável e alienante consentir ou induzir as crianças a fazerem escolhas prematuras, já que são desprovidas de maturidade para tal; • é função parental apresentar referenciais para a educação psicossexual da criança, podendo se valer de orientação médica e psicológica; • durante a adolescência ainda há parcial vulnerabilidade; • educação sexual, direito da criança e do adolescente, é muito diferente de incentivo à indefinição sexual, o que traz a eles insegurança, inadaptação e risco, com consequências para essa população vulnerável; • é medida antiética a realização de experimentos psíquicos, não aprovados pela Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (CONEP), conforme legislação vigente, com a população de crianças e adolescentes, visto sua vulnerabilidade, Diante disso, não é difícil deduzir os motivos pelos quais movimentos autodenominados progressistas buscam fragilizar a família, bem como, retirar dos pais o papel em dar suporte na formação integral das crianças, para que possam, desde as fases iniciais da vida. Assim, passam a ter acesso às crianças para lhes impor sua agenda de valores, para que possam ter modelados, desde esta fase, os caminhos primitivos de valores que imprimirão irresistivelmente intensa influência em suas escolhas. É bem curioso que esse movimento tenta demolir uma abordagem como essa com o argumento que se está tentando impor às crianças uma “agenda/pauta de costumes”. Mas o que é uma agenda ou pauta de costumes, senão uma lista daquilo que se considera aceitável em determinado ambiente, seja ele progressista ou não? Portanto, isso é um sofisma e falácia que, no fundo, oculta o argumento: “pais estão proibidos de impor uma agenda de costumes aos seus filhos, pois, na realidade, nós é que queremos impor a nossa agenda conforme o que achamos ser o correto!” Isso nada mais é do que um discurso de opressão e de exclusão. Criança também é gente e a própria ciência, em suas mais variadas formas, demonstra o seu necessário desenvolvimento que necessita ser considerado e respeitado. No próximo artigo, além de mencionar o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), vamos aprofundar essa abordagem apresentando ainda como que o argumento de que os valores são culturalmente dependentes e, portanto, a ciência passa a perder sua legitimidade. Como lidar com isso? n
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