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OJB EDIÇÃO 40 - ANO 2026

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ANO CXXV EDIÇÃO 40 DOMINGO, 04.10.2026

ISSN 1679-0189 ÓRGÃO OFICIAL DA CONVENÇÃO BATISTA BRASILEIRA FUNDADO EM 1901

Missões Mundiais fortalece parceria com Igrejas africanas para envio de missionários

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Encontro da All Africa Baptist Fellowship, no Quênia, reforça cooperação para expansão do Evangelho na África e além de suas fronteiras. Leia mais na página 11.

Notícias do Brasil Batista

Notícias do Brasil Batista

Notícias do Brasil Batista

Saúde de Corpo e Alma

Música

106ª Semana Batista

Embaixadores do Rei

O que podemos fazer?

Igreja Batista Sião, em Salvador - BA, promove Encontro de Coros

Líderes realizam visita técnica ao local que receberá maior encontro dos Batistas brasileiros

Convenção Batista de Carajás organiza Departamento Convencional de Embaixadores do Rei

Pr. Ailton Desidério fala a respeito do “fenômeno do suicídio”

pág. 08

pág. 09

pág. 12

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2 O JORNAL BATISTA Domingo, 04/10/26

REFLEXÃO

EDITORIAL

Cooperação que alcança vidas A missão da Igreja se fortalece quando caminhamos juntos. Esta edição de O Jornal Batista apresenta diferentes expressões de uma mesma realidade: a cooperação continua sendo um instrumento para que o Evangelho alcance pessoas, igrejas e comunidades, no Brasil e além de nossas fronteiras. Na África, Missões Mundiais fortalece a parceria com Igrejas do continente para o envio de missionários. A experiência da All Africa Baptist Fellowship, no Quênia, evidencia a importância de uma Igreja que não apenas recebe, mas também envia, participa e coopera para que a mensagem de Cristo avance entre diferentes povos. No Brasil, a cooperação também se manifesta na preparação para a 106ª Semana Batista. Uma visita técnica a Brasília reúne lideranças e equipes que trabalham para que o maior encontro dos Batistas brasileiros seja realizado com excelência. É o esforço de muitas pessoas em torno de um propósito comum. Nas igrejas locais, encontramos outras expressões dessa caminhada. Em Salvador, o Encontro de Coros promovido

pela Igreja Batista Sião celebra a música como instrumento de adoração, comunhão e edificação. No Carajás, a organização do Departamento Convencional de Embaixadores do Rei amplia as possibilidades de cuidado, formação e mobilização de novas gerações. Esta edição também nos convida a olhar para uma realidade que exige atenção, acolhimento e responsabilidade: o fenômeno do suicídio. Na seção “O que podemos fazer?”, o Pr. Ailton Desidério aborda o tema e nos lembra da importância de estarmos atentos ao sofrimento humano e dispostos a oferecer escuta, cuidado e apoio. São notícias diferentes, mas que apontam para uma mesma direção: somos chamados a servir juntos. Quando igrejas, organizações, líderes e membros cooperam, dons são somados, oportunidades são ampliadas e vidas podem ser alcançadas. Que esta edição de O Jornal Batista nos inspire a reconhecer o valor da cooperação e, mais do que isso, a praticá-la. Afinal, quando caminhamos juntos na missão, somos instrumentos para que o Evangelho avance. n

O JORNAL BATISTA Órgão oficial da Convenção Batista Brasileira. Semanário Confessional, doutrinário, inspirativo e noticioso. Fundado em 10.01.1901 INPI: 006335527 | ISSN: 1679-0189 PUBLICAÇÃO DO CONSELHO GERAL DA CBB FUNDADOR W.E. Entzminger PRESIDENTE Raphael H. P. Abdalla DIRETOR GERAL Fernando Macedo Brandão SECRETÁRIO DE REDAÇÃO Estevão Júlio Cesario Roza (Reg. Profissional - MTB 0040247/RJ) CONSELHO EDITORIAL Francisco Bonato Pereira; Guilherme Gimenez; Othon Ávila; Sandra Natividade EMAILs Anúncios e assinaturas: jornalbatista@batistas.com Colaborações: decom@batistas.com REDAÇÃO E CORRESPONDÊNCIA Caixa Postal 13334 CEP 20270-972

Rio de Janeiro - RJ Tel: (21) 2157-5557 Site: www.convencaobatista.com.br A direção é responsável, perante a lei, por todos os textos publicados. Perante a denominação Batista, as colaborações assinadas são de responsabilidade de seus autores e não representam, necessariamente, a opinião do Jornal. DIRETORES HISTÓRICOS W.E. Entzminger, fundador (1901 a 1919); A.B. Detter (1904 e 1907); S.L. Watson (1920 a 1925); Theodoro Rodrigues Teixeira (1925 a 1940); Moisés Silveira (1940 a 1946); Almir Gonçalves (1946 a 1964); José dos Reis Pereira (1964 a 1988); Nilson Dimarzio (1988 a 1995) e Salovi Bernardo (1995 a 2002) INTERINOS HISTÓRICOS Zacarias Taylor (1904); A.L. Dunstan (1907); Salomão Ginsburg (1913 a 1914); L.T. Hites (1921 a 1922); e A.B. Christie (1923). ARTE: Oliverartelucas


REFLEXÃO

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Gente cansada também precisa de graça Raphael Abdalla

pastor da Primeira Igreja Batista em Guarapari - ES; presidente da Convenção Batista Brasileira

Elias acabara de enfrentar os profetas de Baal no monte Carmelo. Diante de uma multidão, orou e viu o fogo de Deus consumir o holocausto. O povo se prostrou, a chuva voltou a cair e aquela parecia ser a ocasião perfeita para celebrar uma grande vitória. Pouco depois, entretanto, o profeta entrou no deserto, sentou-se debaixo de um zimbro e pediu a morte: “Basta; toma agora, ó Senhor, a minha alma” (I Rs 19.4). Entre o Carmelo e o zimbro estava o mesmo homem, com a mesma vocação e servindo ao mesmo Deus. O que havia mudado? Elias chegara ao limite de suas forças. A narrativa confronta a ideia de que pessoas espiritualmente maduras são imunes ao esgotamento. Jezabel havia prometido matá-lo. Além do medo, Elias carregava a frustração de não ver em Israel a transformação que esperava. Depois de correr, lutar e se expor, concluiu que todo o seu esforço tinha sido inútil. O cansaço costuma interferir em nossa leitura dos acontecimentos. Dificuldades ganham proporções maiores, as possibilidades parecem desaparecer e a esperança perde espaço. Elias repetiu que havia ficado sozinho, embora Deus ainda preservasse sete mil pessoas que não se dobraram diante de Baal. Sua dor era verdadeira; sua conclusão, porém, estava incompleta. Uma mente exausta pode transformar uma parte da realidade na realidade inteira. A maneira como Deus tratou o profeta merece atenção. Elias não recebeu, de início, uma censura ou uma longa explicação. Um anjo tocou nele e disse: “Levanta-te e come”. Havia pão, água e tempo para dormir. Depois, o anjo voltou, ofereceu-lhe alimento e reconheceu: “O caminho te será sobremodo longo” (I Rs 19.7). O Senhor sabia que aquela crise possuía dimensões espirituais, emocionais e físicas. Por isso, seu cuidado alcançou Elias por inteiro. A Bíblia não reduz o ser humano a uma única dimensão. Em certas ocasiões, a oração precisa ser acompanhada de repouso, reorganização da rotina, alimentação adequada, conversa honesta e auxílio profissional. No ambiente cristão, nem sempre sabemos lidar com o cansaço. Admiramos agendas lotadas e, por vezes, confundimos excesso de trabalho com fidelidade. Alguns sentem culpa quando descansam, como se toda pausa representasse falta de compromisso com o Reino. O preço aparece na irritação constante, na perda de concentração, em decisões precipitadas e no enfraquecimento da convivência familiar.

O corpo avisa, mas seus sinais são ignorados até que já não seja possível continuar. Reconhecer o limite não diminui o valor do serviço prestado. Apenas recorda uma verdade elementar: somos criaturas dependentes da graça de Deus. As Igrejas também precisam aprender a acolher quem chegou ao esgotamento. Uma pessoa cansada pode se tornar impaciente, esquecer compromissos, perder o entusiasmo e se recolher. Ela continua responsável por suas atitudes, mas será injusto resumir seu caráter ao pior momento de sua exaustão. Nem sempre a primeira necessidade é uma cobrança. Uma refeição, uma folga, a divisão de uma responsabilidade ou uma conversa respeitosa podem se tornar expressões concretas do amor cristão. Deus cuidou de Elias com palavras e providências. A comunidade de fé deve unir essas duas formas de cuidado. Após descansar e se alimentar, Elias seguiu até o Horebe. Ali, falou de sua indignação, de seu medo e da solidão que sentia. Deus o ouviu, corrigiu sua percepção e lhe entregou novas incumbências. Ainda existiam reis a ungir, uma geração a preparar e um sucessor a chamar. A crise não apagou sua vocação. O profeta fragilizado continuava sendo servo de Deus e ainda participaria de capítulos importantes da história de Israel. O Senhor não o tratou como peça defeituosa que deveria ser substituída. Restaurou suas forças, esclareceu o que ele já não conseguia perceber e o recolocou no caminho. Precisamos oferecer a nós mesmos a graça que tantas vezes reservamos aos outros. Pessoas compreensivas com a fraqueza alheia podem ser cruéis consigo mesmas. Exigem do próprio corpo uma resistência impossível e interpretam todo sinal de cansaço como fracasso espiritual. Jesus, ao perceber o ritmo intenso dos discípulos, disse: “Vinde repousar um pouco, à parte, num lugar deserto” (Mc 6.31). Eles tinham trabalho a fazer e gente para atender, mas também precisavam parar. O descanso não era abandono da missão. Fazia parte dela. Talvez alguém esteja vivendo agora seu momento debaixo do zimbro. Depois de servir, enfrentar conflitos e sustentar responsabilidades, já não consegue enxergar com clareza. A história de Elias ensina que Deus não despreza seus servos quando eles se cansam. Ele conhece o caminho percorrido e sabe quanto ainda falta. Por isso, sejamos cuidadosos com quem perdeu as forças e honestos quando isso acontecer conosco. A graça divina pode chegar por meio de uma palavra bíblica, de uma noite bem dormida, de tratamento competente ou de alguém que ajude a repartir o peso. Gente cansada não precisa de rótulos. Precisa de verdade, cuidado e graça para se levantar e prosseguir. n


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REFLEXÃO

Diversidade sem perda de identidade Batistas Gerais, Batistas Particulares e a consolidação de uma tradição bíblica

Marcelo Santos

pastor da Igreja Batista da Graça - SP; professor, escritor e palestrante

Poucos anos depois do surgimento das primeiras congregações, o movimento batista já apresentava diversidade teológica. Isso pode surpreender quem imagina a história denominacional como uma linha uniforme. Os primeiros Batistas concordavam em pontos decisivos, mas não pensavam de modo idêntico sobre todas as doutrinas. Assim nasceram, na Inglaterra do século XVII, os grupos conhecidos como Batistas Gerais e Batistas Particulares. Os Batistas Gerais, ligados à trajetória de John Smyth e Thomas Helwys, receberam esse nome por defenderem que a obra expiatória de Cristo foi realizada em favor de toda a humanidade. Sua compreensão da salvação possuía afinidade com o pensamento arminiano: a graça de Deus é oferecida a todos, e o ser humano é chamado a responder ao evangelho mediante a fé. Esses crentes organizaram igrejas, produziram confissões e anunciaram Cristo em um ambiente que frequentemente os tratava como ameaça religiosa e social. Os Batistas Particulares surgiram algumas décadas depois, a partir de congregações independentes de orientação calvinista. O termo “particular” indicava a crença de que Cristo morreu de maneira particular ou eficaz pelos eleitos. Nomes como Henry Jessey e William Kiffin tornaram-se importantes nessa corrente. Na década de 1640, essas igrejas afirmaram claramente o batismo de crentes por imersão e ampliaram sua presença na Inglaterra. A diferença entre “gerais” e “particulares” dizia respeito sobretudo à compreensão da extensão da expiação e da ação da graça na salvação. Contudo, os dois grupos compartilhavam convicções que dariam fisionomia ao movimento batista: a Bíblia como norma suprema de fé e conduta; igrejas compostas por pessoas que professavam fé em Cristo; o batismo dos crentes; o governo congregacional; e

a convicção de que o Estado não deveria controlar a consciência religiosa. Em meio a suspeitas e perseguições, os Batistas também recorreram a confissões de fé. A Primeira Confissão de Londres, publicada pelos Batistas Particulares em 1644 e ampliada em 1646, procurava demonstrar que eles não eram inimigos da fé cristã histórica nem agentes de desordem. A Segunda Confissão de Londres, publicada em 1677 e tornada pública em 1689, ofereceu uma exposição mais extensa de sua teologia. Os Batistas Gerais também produziram documentos confessionais importantes. Essas confissões jamais deveriam substituir a Bíblia. Sua função era resumir convicções, ensinar as igrejas, expressar unidade e prestar contas da fé diante da sociedade. Essa distinção continua preciosa. Uma confissão saudável não ocupa o lugar das Escrituras; ela declara, de forma pública e responsável, como uma comunidade entende o ensino bíblico. Por isso, conhecer a Declaração Doutrinária e os Princípios Batistas não é exercício burocrático, mas parte da formação espiritual e ministerial. A história dos dois ramos iniciais também ensina maturidade. Unidade não significa uniformidade absoluta, e diversidade não precisa significar ausência de identidade. Os Batistas aprenderam a cooperar em torno de convicções comuns, ainda que debates soteriológicos permanecessem. Ao mesmo tempo, entenderam que nem toda diferença é secundária: a centralidade de Cristo, a autoridade bíblica e a natureza da igreja não poderiam ser negociadas. Em uma época de opiniões rápidas e polarizações intensas, essa herança oferece uma palavra atual. Igrejas fortes sabem distinguir doutrinas essenciais, convicções denominacionais e assuntos em que cristãos fiéis podem divergir. Elas dialogam sem relativizar a verdade e defendem a verdade sem abandonar o amor. Preservar a identidade batista exige estudo, humildade e disposição para dizer, com clareza, não apenas em que cremos, mas porque cremos. n


REFLEXÃO

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Educação Cristã em movimento Andreia Ramos

coordenadora pedagógica da Gerência de Educação Cristã da CBB/Convicção Editora, teóloga, pedagoga, psicopedagoga e especialista em artes, educação e linguagens

A Educação Cristã Batista está em movimento. Traz consigo o legado de gerações que ensinaram as Escrituras, formaram educadores e fizeram da educação uma expressão do compromisso missionário dos batistas brasileiros. Recebemos essa história com gratidão e com a responsabilidade de continuá-la. As diferentes gerações presentes hoje na igreja precisam conhecer a Palavra de Deus e compreender como seus ensinos orientam a vida. Há movimento na Gerência de Educação Cristã da CBB. Ele se concretiza na construção do novo currículo das revistas de EBD, com metodologias ativas que incentivam a participação no aprendizado e propostas de ensino híbrido. A escuta das Igrejas-laboratório, as EBD Labs, permite aprimorar os materiais a partir de seu uso nas comunidades. Em parceria com a OECBB, o encontro Top Líderes e o projeto EBD para o Alto aproximaram educadores de todo o país dessa proposta. Essas iniciativas fortalecem o ensino, com fidelidade às Escrituras e atenção às pessoas. O educador cristão vive em movimento. Antes de a EBD começar, ele já dedicou tempo à leitura da Bíblia, pensou nas pessoas que estarão presentes e buscou formas de ajudá-las a aprender. Há oração, entrega e preparo nesse processo. Há também escolhas que merecem atenção: o que ensinar, como explicar e de que maneira acompanhar quem ainda precisa de ajuda para compreender. Em outubro, celebramos o Mês da Educação Cristã e o Dia do Educador Cristão com gratidão por quem se dedica a esse trabalho. Deus permanece imutável em seu caráter e age na história. Sua ação nos encoraja a servir com disposição e esperança.

com os exemplos e com a maneira como somos tratados. Por isso, precisamos ter clareza sobre a direção do nosso trabalho. Ao escrever aos colossenses, Paulo os orienta a permanecer firmados em Cristo e alerta contra ensinamentos que poderiam afastá-los dele. O discernimento cristão exige examinar aquilo que recebemos à luz da verdade do evangelho. Para nós, Batistas, a Bíblia é a Palavra de Deus e a única regra de fé e conduta. A autoridade do educador está subordinada às Escrituras. Cabe-lhe distinguir o ensino bíblico de suas opiniões e explicar cada passagem de acordo com seu contexto. A Declaração Doutrinária da Convenção Batista Brasileira orienta que a Bíblia seja interpretada à luz da pessoa e dos ensinos de Jesus Cristo. O ensino acompanha a vida com Cristo - “[...] ensinando-lhes a obedecer a todas as coisas que vos ordenei [...]” (Mt 28.20).

A ordem de Jesus une o ensino à vida de obediência. Fazer discípulos envolve anunciar o evangelho e acompanhar aqueles que creem, para que aprendam a viver sob o senhorio de Cristo. A doutrina Batista distingue a conversão do processo educativo. A salvação é dádiva da graça de Deus, recebida mediante arrependimento e fé em Jesus Cristo. O Espírito Santo regenera o pecador. Na vida do convertido, o crescimento em santidade ocorre pela presença e pelo poder do Espírito, com dedicação e obediência do crente. Nessa dependência, buscamos uma educação discipular que forme pessoas para refletir o caráter de Cristo nos relacionamentos e nas responsabilidades. Por meio de seu testemunho e de sua atuação cristã, elas devem contribuir para transformar a cultura e a sociedade. O educador participa desse processo com humildade: A educação tem uma direção - Colossenses 2.6-8 prepara o ensino, anuncia a verdade e acompanha o aprendizado. Ora pelas pessoas e reconhece que os frutos espirituais A educação não é neutra: todo ensino comunica valores não estão sob seu controle. e uma compreensão da vida. Aprendemos com o conteúdo,


6 O JORNAL BATISTA Domingo, 04/10/26 O cuidado com as pessoas pede movimento - I Pedro 4.10,11; Tiago 1.22-27 A graça de Deus se manifesta nos diversos dons concedidos para o serviço mútuo. Ela convida a igreja a se movimentar no cuidado com as pessoas, também por meio do ministério do educador cristão. O educador é um membro da Igreja de Cristo, chamado por ele para, em movimento, impactar vidas por meio da Palavra de Deus. Seu serviço se desenvolve em comunhão com a igreja, em cooperação com o pastor e com os demais irmãos. Ele oferece o que recebeu de Deus para ajudar outras pessoas a conhecer e praticar a verdade bíblica. Uma criança pode precisar de uma explicação mais concreta. Um adolescente pode guardar uma pergunta por receio de ser repreendido. Um adulto que começou a ler a Bíblia recentemente talvez não conheça expressões familiares à turma. Um idoso pode acompanhar melhor o estudo com letras ampliadas ou leitura em voz alta. Perceber essas necessidades faz parte do serviço cristão. Lançando todas as flechas, o educador se empenha em alcançar a todos, com atenção à forma de aprendizado de cada um. Essa imagem expressa a dedicação de quem emprega os recursos disponíveis com propósito e perseverança. Reconhecer diferenças exige oferecer oportunidades variadas para ouvir, ler, conversar e participar, sem limitar ninguém a uma única maneira de aprender. Em Educação cristã e cultura de inovação, Elana Costa Ramiro relaciona o aprimoramento do ensino à colaboração da equipe e ao uso responsável dos recursos (RAMIRO, 2021, p. 5-9). Observar a turma permite rever a prática: se alguém não acompanha a leitura projetada, o educador pode ampliar o texto e lê-lo em voz alta. Pode ser necessário reorganizar o tempo, explicar novamente um conceito ou escolher outra atividade. Cada ajuste deve preservar o conteúdo bíblico e responder a uma necessidade real. Quem ensina também precisa receber cuidado. A igreja pode oferecer formação, tempo de preparo e oportunidades de conversar sobre as dificuldades do ministério e encontrar refrigério. Pastores e educadores que planejam juntos fortalecem o ensino, compartilham responsabilidades e acompanham melhor as pessoas. O aprendizado continua durante a semana -“Sede praticantes da palavra [...]” (Tg 1.22). A aula termina, mas o discipulado continua. Tiago nos orienta a praticar a Palavra. Por isso, o que estudamos na igreja precisa acompanhar nossas escolhas em casa e nos demais espaços de convivência. O ensino híbrido integra o encontro da EBD a atividades orientadas durante a semana, conforme o conteúdo estudado e as possibilidades da turma. O código QR da literatura dá acesso a materiais suplementares. Cabe ao educador selecionar o que atende aos participantes e explicar seu uso. Quem não tem acesso digital precisa de uma alternativa impressa ou orientação presencial.

REFLEXÃO pessoas fiéis e capazes de ensinar outras. Assim, o ensino passa de uma geração a outra. Na trajetória dos educadores cristãos batistas brasileiros, a cooperação tem favorecido a formação de quem ensina. A história da atual Ordem dos Educadores Cristãos Batistas do Brasil reúne alguns marcos: • 1986: organização da Associação dos Educadores Religiosos Batistas do Brasil, a AERBB, durante a 67ª Assembleia da CBB, em Campo Grande, MS. • 1988: solicitação de ingresso como organização auxiliar da CBB. • 2005: adoção do nome Associação dos Educadores Cristãos Batistas do Brasil, a AECBB. • 2009: constituição da personalidade jurídica da associação. • 2023: passagem para Ordem dos Educadores Cristãos Batistas do Brasil, a OECBB, homologada na 102ª Assembleia da CBB, em Recife, PE. Esses marcos registram uma caminhada de pessoas que se aproximaram para fortalecer o ensino cristão. Em seu artigo Educadores cristãos em movimento, Elana Costa Ramiro recorda essa trajetória e a presença dos educadores em diferentes espaços de serviço, das igrejas e dos lares aos campos missionários (RAMIRO, 2023). Participar dessa caminhada permite compartilhar experiências, receber orientação e oferecer ajuda. Honramos quem nos ensinou quando cuidamos de quem aprende hoje e preparamos quem ensinará amanhã. Neste início do mês da Educação Cristã, celebremos com alegria a vida de quem se dedica ao ensino da Palavra. Convidamos as igrejas, os pastores, os educadores e as equipes de ensino a se envolverem nas programações da OECBB e da Gerência de Educação Cristã da CBB. Que cada comunidade incentive a participação e ofereça apoio a quem deseja se preparar melhor. Vamos estudar, compartilhar experiências e renovar nossa disposição de servir. Outubro nos reúne para celebrar e nos convida a participar: há pessoas para acolher, dons para colocar a serviço e uma Palavra viva para ensinar. Todos os recursos citados já estão disponíveis em nossa literatura para EBD. Movimente-se! Bibliografia

BÍBLIA SAGRADA. Almeida Século 21. Textos utilizados: Mateus 28.18-20; Colossenses 2.6-8; 1Pedro 4.10,11; 2Timóteo 2.1,2; Tiago 1.22-27. CONVENÇÃO BATISTA BRASILEIRA. Declaração doutrinária da Convenção Batista Brasileira. Seções I, V, VIII e XIV. ORDEM DOS EDUCADORES CRISTÃOS BATISTAS DO BRASIL. Sobre a OECBB. Disponível em: oecbb.com.br/ sobre-a-oecbb. Acesso em: 28 set. 2026. RAMIRO, Elana Costa. Educação cristã e cultura de inovação. AECBB, 2021, p. 5-9. RAMIRO, Elana Costa. Educadores cristãos em moviUma história de educadores que mento. OECBB, 15 out. 2023. Disponível em: oecbb.com. caminham juntos - II Timóteo 2.1,2 br/educadores-cristaos-em-movimento. Acesso em: 28 Paulo orientou Timóteo a confiar o ensino recebido a set. 2026. n


MISSÕES NACIONAIS

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Mais batismos pelo Brasil! Redação de Missões Nacionais Para a glória de Deus, temos visto muitos reconhecerem que só Jesus Cristo salva e descerem às águas do batismo. Que momento lindo é o batismo! Alegre-se conosco e louve ao Senhor por cada vida transformada. Mãe e filha aceitam Jesus e são batizadas em Bom Jesus da Lapa, na Bahia. Em um cenário extremamente resistente ao Evangelho, Deus mostrou mais uma vez o poder da Sua Palavra. Ela alcança corações, transforma vidas e conduz pessoas a uma nova caminhada com Cristo! Assim aconteceu com a irmã Luzia e sua mãe Lúcia, de 76 anos! Elas deram testemunho público da sua fé e desceram às águas em uma linda celebração. Para nós, é a prova de que nenhum lugar é difícil demais, nenhuma história está longe demais e nenhuma vida está fora do alcance da graça de Deus. Louvamos a Deus pelo trabalho desenvolvido pela Igreja Batista Multiplicadora, em Bom Jesus da Lapa, e pelos missionários pastor Manoel Oliveira, Berenilza Oliveira, Ester Praxedes, Ronimário Lima e Queila Brito, que atuam nessa região.

Em Caiambé, no Amazonas, vivemos a alegria de celebrar o batismo de dois adolescentes! Para a glória de Deus, Thaila e Ruan receberam a mensagem do Evangelho em seus corações, testemunharam publicamente a fé em Jesus e desceram às águas. Essa história nos lembra que cada pessoa precisa ter a oportunidade de ouvir sobre Cristo e que cada vida alcançada vale a pena!

A Igreja Batista da Cidade, em Barreiras, Bahia, viveu um momento especial: Felipe, Mateus e Maísa desceram às águas do batismo! Eles foram alcançados pelo Evangelho, passaram pelo processo de discipulado e, nesse dia, puderam testemunhar publicamente sua fé e cumprir a ordenança de Cristo. Celebramos essas vidas e damos glórias a Deus por tudo o que Ele tem feito em Barreiras e em tantos outros lugares do Nordeste! Para que todo o Brasil ouça, continuaremos indo, orando, contribuindo e participando. Envolva-se com essa grande obra. n


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NOTÍCIAS DO BRASIL BATISTA

Encontro de Coros reúne vozes de toda a Bahia na Igreja Batista Sião, em Salvador Programação teve a participação de nove coros.

Evento foi marcado pela presença de grupos musicais de diversas regiões do estado, além de coros tradicionais da própria capital baiana

Comunicação da Igreja Batista Sião, em Salvador - BA No dia 12 de setembro, a Igreja Batista Sião, localizada em Salvador, na Bahia, sediou uma grande celebração de adoração por meio da música cristã: o Encontro de Coros. O evento foi marcado pela presença de grupos musicais de diversas regiões do estado, além de coros tradicionais da própria capital baiana. A programação especial contou com a participação do quarteto musical Servus, além de nove coros. O anfitrião da noite foi o Coro El Shadday. Além do coro anfitrião, o evento recebeu o Coro Aliança, da Igreja Batista Sinai; o Coro da Primeira Igreja Batista de Catu, o Coro Consagração, da Primeira Igreja Batista de Itapuã; o Coro Ebenézer, da Igreja Batista Memorial de Salvador; o Coro Lindinópolis, da Igreja Batista de Ilhéus; o Ministério Vox, o Coro Proclamação, da Associação Batista de Salvador; e o Coro Salvador Praise. O encerramento da festividade proporcionou um momento de forte emoção com a formação do Grande Coro. Em uma demonstração de união, todos os grupos presentes juntaram suas vozes em uma apresentação única, para a glória de Deus. n

Um dos coros participantes da programação

Evento reuniu, ao todo, nove coros

Encontro de Coros apresentou demonstração de união de todos os grupos presentes no evento


NOTÍCIAS DO BRASIL BATISTA

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CBB e CBPC avançam nos preparativos para a 106ª Semana Batista Visita técnica a Brasília reuniu lideranças e equipes envolvidas na organização do evento, que será realizado em janeiro de 2027

Durante a visita técnica, foram realizadas reuniões com a liderança da Convenção Batista do Planalto Central e do CICB

Jeremias Nunes

gerente de Comunicação da Convenção Batista Brasileira

Nunes, gerente de Comunicação da CBB; pastor Roberto Santos, diretor-executivo da Convenção Batista do Planalto Central; pastor Matheus Guerra, presidente da CBPC; pastor Gilberto Wergemann, da Igreja Batista Capital e coordenador de logística operacional do Comitê Local da CBPC; e o pastor Pedro Guimarães, pastor de jovens da Igreja Batista Capital e assessor do pastor Gilberto. Também estiveram presentes integrantes da Associação dos Músicos Batistas Brasileiros (AMBB), que atuam como equipe de assessoria da CBB e estão responsáveis pela produção musical e artística da Semana Batista. Participaram Ery Zanardi, presidente da AMBB, Paulo Queiroz Jr., vice-presidente da AMBB, Daniel Machado e Daniel Castelani, da PIB Penha - SP.

Os preparativos para a 106ª Semana Batista seguem avançando. Entre os dias 29 e 30 de setembro, lideranças e equipes envolvidas na organização do evento estiveram em Brasília - DF para uma série de reuniões, com o objetivo de definir os principais detalhes para a realização da programação. A 106ª Semana Batista será realizada de 18 a 24 de janeiro de 2027, no Centro Internacional de Convenções do Brasil (CICB), com o tema “Somos Um! Na excelência da cooperação”. Durante a visita técnica, foram realizadas reuniões com a liderança da Convenção Batista do Planalto Central (CBPC), tratando dos preparativos necessários para o evento. Também ocorreram encontros com as equipes do CICB, além de reuniões com fornecedores responsáveis por diferentes Inscrições já estão no terceiro lote áreas da estrutura da Semana Batista. Outro ponto importante da agenda foi a aproximação com Com a aproximação do evento, as inscrições seguem a liderança da Igreja Batista Capital, que está localizada nas abertas e já estão no terceiro lote. proximidades do local do evento e servirá como uma das Mais informações sobre inscrições, programação e orienbases de apoio durante a programação. tações: https://www.e-inscricao.com/cbb/semanabatisA visita contou com a participação do pastor Jeremias ta2027 n

Lideranças e equipes envolvidas na organização da 106ª Semana Batista da CBB


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NOTÍCIAS DO BRASIL BATISTA

Liderar como Jesus: 329 Conselheiros de ER participam de encontro nacional promovido pelo DENAER Evento teve como objetivo fortalecer, inspirar e capacitar os líderes para o exercício de uma liderança servidora.

Encontro online de capacitação, reuniu 329 Conselheiros e Conselheiras de Embaixadores do Rei de todas as regiões do Brasil

Fabiano Lessa

pastor, coordenador nacional de Embaixadores do Rei

O Departamento Nacional de Embaixadores do Rei (DENAER) promoveu um importante encontro online de capacitação, reunindo 329 Conselheiros e Conselheiras de Embaixadores do Rei de todas as regiões do Brasil. O evento teve como objetivo fortalecer, inspirar e capacitar os líderes para o exercício de uma liderança servidora, fundamentada no exemplo e nos ensinamentos de Jesus Cristo. O pastor Fabiano Lessa, coordenador Nacional dos ER, foi o moderador do encontro e a ministração foi conduzida pelo pastor Raphael Abdalla, pastor titular da Primeira Igreja Batista em Guarapari - ES e atual presidente da Convenção Batista Brasileira, que utilizou como texto base João 6.6071. Durante sua exposição, destacou princípios essenciais para uma liderança cristã fiel e comprometida com a missão do Reino de Deus. Entre os principais ensinamentos abordados, o pastor enfatizou: 1. Não mudar a mensagem (v. 66), permanecendo fiel aos princípios e à verdade do Evangelho; 2. Não insistir em manter na equipe quem não deseja estar nela (v. 67), compreendendo que o compromisso deve ser voluntário e genuíno; 3. Dedicar-se a Jesus de forma exclusiva (v. 68), reconhecendo que somente Ele tem as palavras de vida eterna; 4. O líder precisa ter experiência com Jesus (v. 69), desenvolvendo um relacionamento pessoal e autêntico com Cristo para influenciar outros. O encontro proporcionou momentos de aprendizado, reflexão e encorajamento, fortalecendo os conselheiros em sua missão de discipular meninos e adolescentes por meio da organização Embaixadores do Rei. Ao concluir o encontro, ficou evidente a relevância de iniciativas como esta para o fortalecimento da liderança

Encontro proporcionou momentos de aprendizado, reflexão e encorajamento

DENAER contribui diretamente para a formação de líderes

cristã em todo o país. Ao investir na capacitação dos conselheiros, o DENAER contribui diretamente para a formação de líderes comprometidos com os valores do Evangelho, preparados para servir, inspirar e conduzir a nova geração a uma vida de fé, propósito e dedicação ao Senhor Jesus Cristo. n


MISSÕES MUNDIAIS

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Missões Mundiais fortalece cooperação para o envio de missionários africanos Redação de Missões Mundiais

podem ser vividos por comunidades de diferentes tamanhos Fortalecer as igree condições financeijas africanas para que ras. enviem missionários Outro ponto cene participem da extral foi a cooperação pansão do Evangelho entre igrejas, convenentre os povos – esse ções e organizações é um dos propósitos missionárias. Ao da participação de compartilhar a expeMissões Mundiais no riência de Missões Gathering (Encontro Mundiais, o Pr. Ruy Geral) da All Africa destacou a importânBaptist Fellowship cia de construir rela(AABF), em Nairóbi, ções de confiança e no Quênia. O Pr. Ruy atuar como parceiros, Oliveira, Líder Global do DNA Missionário, representou a orga- com disposição tanto para contribuir quanto para aprender. nização na Cúpula de Missões, realizada de 30 de setembro O propósito da organização é caminhar ao lado dos batistas a 4 de outubro, na Ridgeways Baptist Church. africanos, fortalecendo iniciativas conduzidas pelas próprias A AABF é representante regional da Aliança Batista Mun- igrejas do continente. dial, e está presente em 45 países africanos. Seu Encontro Essa parceria já produz frutos. Os sete missionários atualGeral reuniu lideranças e membros das igrejas para adora- mente enviados e em atuação pela AABF são resultado do ção, reflexão bíblica e cooperação. A programação deste investimento de Missões Mundiais. A organização batista ano também inclui o Fórum Batista para a Boa Governança brasileira também contribui para o sustento de dois obreiros e o Congresso Batista Africano, com atividades até 10 de que integram a equipe da AABF na Nigéria. Agora, a aliança outubro. africana estabeleceu a meta de chegar a 285 missionários Na Cúpula de Missões, o Pr. Ruy compartilhou uma men- enviados e em atuação até 2033. sagem fundamentada em Atos 1.8, destacando o chamado Ao mesmo tempo, o ministério do missionário sudanês para testemunhar de Jesus até os confins da terra. A refle- Pr. Joseph Curt também expressa o caráter internacional xão apresentou um desafio: reconhecer a África como uma desse trabalho. O avanço da missão envolve pessoas de força de envio missionário, com igrejas capazes de preparar diferentes nacionalidades que se unem para anunciar Jesus. e sustentar obreiros para alcançar outros povos. É uma visão que amplia a participação dos povos: aqueles A apresentação ressaltou que a missão faz parte da iden- que recebem o Evangelho também são chamados a compartidade de todos os que foram alcançados por Cristo. Nesse tilhá-lo além de suas fronteiras. caminho, a igreja local tem um papel essencial. Orar, ofertar, Ver igrejas africanas enviando missionários para anunciar mobilizar e ir foram apresentados como quatro pilares que Jesus a outros povos é também testemunhar os frutos das orações e ofertas dos batistas brasileiros. Essa parceria precisa continuar, para que os obreiros permaneçam no campo e outros possam responder ao chamado de Deus. Por meio do PAM — Programa de Adoção Missionária de Missões Mundiais, você pode fazer parte dessa história, contribuindo mensalmente para o sustento missionário. Faça sua oferta e torne-se um adotante! Acesse o site missoesmundiais.com. br/oferte para preencher a Ficha PAM ou fazer uma oferta única. Ajude a fortalecer o movimento missionário africano para que, na África e além de suas fronteiras, mais pessoas tenham a oportunidade de conhecer o amor de Jesus. n Representante da AABF, Pr. Ruy Oliveira e o missionário sudanês Pr. Joseph Curt


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NOTÍCIAS DO BRASIL BATISTA

Convenção Batista de Carajás inaugura Departamento Convencional de Embaixadores do Rei Novo Departamento amplia atuação dos Embaixadores do Rei e fortalece o trabalho de formação cristã de meninos e adolescentes na região Norte.

Novo departamento chega com o propósito de contribuir para o alcance, discipulado e preparo de uma nova geração

Comunicação da Convenção Batista Brasileira No dia 26 de setembro, foi inaugurado o Departamento Convencional de Embaixadores do Rei (DCER) de Carajás, na região Norte do Brasil. A iniciativa amplia a atuação dos Embaixadores do Rei e representa mais um passo para o fortalecimento do trabalho de formação cristã de meninos e adolescentes. Durante a programação, os participantes conheceram mais sobre a missão, os propósitos e a importância do Departamento para o desenvolvimento do trabalho dos Embaixadores do Rei. Também foi realizada a apresentação oficial da diretoria aos Batistas de Carajás. A cerimônia contou ainda com a presença do Coordenador Nacional dos Embaixadores do Rei, pastor Fabiano Lessa, que participou deste momento significativo para a organização e para os líderes envolvidos na nova estrutura. O novo Departamento chega com o propósito de contribuir para o alcance, discipulado e preparo de uma nova geração, formando meninos e adolescentes comprometidos com

Cristo e com a missão do Evangelho. A liderança dos Embaixadores do Rei celebrou a criação do DCER e destacou a expectativa de que o novo Departamento seja instrumento de Deus para o crescimento e fortalecimento do trabalho na região de Carajás. n

Durante a programação, participantes conheceram mais sobre a missão, os propósitos e a importância do Departamento

Cerimônia contou com a presença do coordenador Nacional dos Embaixadores do Rei, pastor Fabiano Lessa

Liderança dos Embaixadores do Rei celebrou a criação do DCER e expectativa com novo Departamento


NOTÍCIAS DO BRASIL BATISTA

O JORNAL BATISTA Domingo, 04/10/26

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Seminário Batista Sul-Mato-Grossense fecha parceria para chegar mais longe Instituição amplia atuação e dá continuidade à sua missão. Carlos Kiyota

pastor, coordenador de Capacitação e Ensino da CBSM

O Seminário Teológico Batista Sul-Mato-Grossense (SBSM) inicia uma nova etapa de sua história, ampliando seu alcance por meio da parceria com o Seminário Teológico Batista do Sul do Brasil, no Rio de Janeiro - RJ. Toda mudança traz consigo desafios, mas também novas possibilidades. É com esse espírito que o SBMS inicia uma nova etapa de sua caminhada, estabelecendo uma parceria com o Seminário do Sul. É importante afirmar com clareza: o SBSM não acabou. O SBSM está ampliando seus horizontes. Ao longo de sua história, o Seminário Teológico Batista Sul-Mato-Grossense desempenhou um papel significativo na formação de homens e mulheres chamados para servir a Cristo e à Sua Igreja. Foram anos de investimento e dedicação de professores, Igrejas e alunos, formando vidas para o ministério e contribuindo para o avanço do Reino de Deus em Mato Grosso do Sul. Agora, diante de um novo cenário e das transformações pelas quais passa a educação teológica, entendemos que podemos fazer ainda mais. A parceria com o Seminário do Sul nos permite unir a experiência e a história construídas em nosso Estado a uma estrutura capaz de ampliar significativamente o alcance da formação teológica, especialmente por meio da Educação a Distância (EAD). Existem lugares onde nossas estruturas presenciais dificilmente conseguiriam chegar. Há Igrejas, congregações, campos missionários e vocacionados que vivem em regiões distantes dos grandes centros e que, muitas vezes, encon-

Pr. Carlos Kiyota, coordenador de Capacitação e Ensino da CBSM

Sede do Seminário Batista Sul-Mato-Grossense

tram dificuldades para acessar uma formação teológica de qualidade. É justamente aí que novas possibilidades se abrem. Por meio do EAD, aquilo que antes estava limitado pela distância pode atravessar fronteiras. Um vocacionado no interior de Mato Grosso do Sul, em outro Estado ou até mesmo em uma região onde não existe uma estrutura presencial de formação pode ter acesso ao ensino, aos professores e aos recursos necessários para sua preparação ministerial. A tecnologia, nesse sentido, não substitui a missão. Ela se torna uma ferramenta para potencializar a missão. Nossa compreensão é de que não devemos olhar para essa parceria apenas como uma mudança administrativa ou institucional, mas como uma oportunidade missionária. Se a nossa vocação é preparar pessoas para anunciar o Evangelho, ensinar a Palavra e servir à Igreja, precisamos encontrar caminhos para alcançar aqueles que Deus tem chamado, estejam eles onde estiverem. O SBSM carrega uma história que não será apagada por essa nova etapa. Pelo contrário, sua história passa a servir como fundamento para um futuro ainda mais amplo. Seguimos comprometidos com a formação teológica batista, com a fidelidade às Escrituras, com a identidade denominacional e, acima de tudo, com a preparação de homens e mulheres para o serviço de Cristo. Talvez não possamos estar presencialmente em todos os lugares, mas podemos alcançar muitos deles por meio de uma educação teológica acessível, séria e conectada às necessidades da Igreja. Não estamos encerrando uma história. Estamos ampliando o alcance de uma missão. O Seminário Teológico Batista Sul-Mato-Grossense continua vivo em seu propósito, agora caminhando em parceria com o Seminário Batista do Sul, para que a formação teológica possa chegar mais longe. Porque, no Reino de Deus, distância não precisa ser sinônimo de impossibilidade. Entre em contato conosco: (67) 99311-9027 n


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NOTÍCIAS DO BRASIL BATISTA OBITUÁRIO

Ivonildes Campêlo, referência entre as MR no Piauí, deixa legado de 26 anos dedicado à formação de gerações Líder atuou na formação de meninas, auxiliou Igrejas na implantação das MR e idealizou projeto que utilizava dança e teatro para evangelização em espaços públicos. Rossi Sousa Matos

assessora de Comunicação da Convenção Batista Piauiense

A despedida de Ivonildes Campêlo reuniu, em um mesmo lugar, diferentes gerações de uma história construída ao longo de décadas. Meninas que cresceram, tornaram-se mulheres, assumiram ministérios e chegaram ao campo missionário estiveram entre os testemunhos de um trabalho que teve na formação cristã uma de suas principais marcas. Durante 26 anos, Ivonildes dedicou-se às Mensageiras do Rei, organização voltada à formação de meninas. Sua atuação, no entanto, ultrapassou os limites de um único grupo. Ela também auxiliava Igrejas e lideranças interessadas em implantar e fortalecer o trabalho das Mensageiras do Rei, contribuindo para sua expansão e continuidade no Piauí. O resultado desse trabalho pode ser percebido nas gerações que passaram por sua liderança. Muitas meninas que foram acompanhadas por Ivonildes são, hoje, mulheres atuantes em Igrejas e ministérios. Algumas seguiram para o campo missionário, dando continuidade, em diferentes lugares, àquilo que receberam durante os anos de formação. Arte também foi instrumento de evangelização Outra iniciativa que marcou sua trajetória foi a idealização do “Proclame com Arte”, projeto que envolvia meninas e jovens em ações de evangelização por meio da dança e do teatro. As apresentações ocupavam praças e outros espaços públicos de Teresina e de diferentes localidades do Piauí, aproximando arte, juventude e proclamação do Evangelho. A iniciativa tornou-se mais uma frente de atuação de Ivonildes junto às novas gerações.

Despedida reuniu diferentes gerações O velório ocorreu na Igreja Batista Avançar (Primeira Igreja Batista no Conjunto Saci), em Teresina, Igreja da qual Ivonildes foi uma das fundadoras, com sua família e outros irmãos. O local onde parte de sua história foi construída tornou-se também cenário das últimas homenagens. Integrantes do Grupo Maranata cantaram uma música que havia sido ensinada por Ivonildes à parte daquela geração de jovens. Décadas depois, a canção voltou a ser entoada, desta vez durante sua despedida. A homenagem das Mensageiras do Rei também reuniu diferentes gerações: desde mulheres que participaram dos primeiros anos dessa caminhada no estado até meninas que atualmente integram a organização. A cena ajudou a traduzir o alcance de uma trajetória de 26 anos. As meninas que Ivonildes ensinou cresceram. Algumas se tornaram líderes. Outras passaram a ensinar novas gerações. Há também aquelas que seguiram para o campo missionário. Mais do que os cargos exercidos ou o número de anos dedicados ao trabalho, o legado de Ivonildes Campêlo permanece nas pessoas que ajudou a formar. Na Igreja que ajudou a construir, nos grupos que auxiliou a implantar, no Proclame com Arte e nas diferentes gerações de Mensageiras do Rei, sua trajetória permanece ligada à história do trabalho batista no Piauí. Na despedida, mulheres e meninas de diferentes épocas estiveram reunidas no mesmo espaço. Uma imagem que resumiu parte dessa história: gerações separadas pelo tempo, mas unidas pelas sementes que Ivonildes ajudou a plantar. n


O JORNAL BATISTA Domingo, 16/08/26

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PONTO DE VISTA SAÚDE DE CORPO E ALMA

O fenônemo do suicídio: o que podemos fazer? Pr. Ailton Desidério O suicídio não é um fenômeno social recente. Na Antiga Grécia, a “morte voluntária” - termo que antecede em muito a palavra “suicídio”, cunhada apenas no século XVII, em 1643, no livro Religio Medici, do inglês Thomas Browne (História do Suicídio, p. 97) — era condenada por alguns filósofos, sob o argumento de que tirar a própria vida constituía uma ofensa aos deuses. Havia, no entanto, situações em que essa prática era considerada aceitável. O filósofo Aristóteles, por exemplo, condenava o suicídio quando motivado por futilidades — como ataques de fúria ou a fuga das dificuldades da vida, esta última vista como um ato de covardia. No livro A história do suicídio, Alexandre H. Reis destaca que, na cultura romana — marcada por traições e assassinatos —, a morte voluntária era vista como alternativa legítima diante da ruína, quando a vida deixava de valer a pena. No séc IV, no livro A cidade de Deus, Santo Agostinho, bispo de Hipona, afirma que ninguém tem o direito de se entregar à morte de maneira espontânea sob o pretexto de escapar de tormentos passageiros, sob pena de mergulhar nos tormentos eternos. Mais a frente, no Concílio de Arles, em 452, o suicídio passa a ser visto como uma ação demoníaca, e ao suicida deveria ser negada a sepultura cristã. No Concílio de Bracara, em 562, decidiu-se que os ritos fúnebres — orações e recitação de salmos — deveriam ser negados a quem cometesse o suicídio. No decorrer da Idade Média, foram tomadas decisões absurdas como forma de “prevenção”, com os corpos dos suicidas, já em estado de putrefação, sendo submetidos a julgamentos públicos e a condenações macabras. No século XIII, o teólogo escolástico Tomás de Aquino, na Suma Teológica (II-II, questão 64, artigo 5), sistematiza três argumentos contrários à prática do suicídio. O primeiro é de ordem natural: todo ser humano traz em si uma inclinação instintiva para preservar a própria vida, de modo que tirá-la é agir contra a própria natureza. O segundo é de ordem social: como o indivíduo é parte integrante da comunidade, o suicídio não fere apenas a si mesmo, mas também o corpo social ao qual pertence. O terceiro, e mais decisivo é de ordem teológica: a vida pertence a Deus, e atentar contra ela é usurpar uma autoridade que não cabe ao ser humano, mas exclusivamente a Ele. O que esse breve resumo da história da “prevenção” do suicídio nos mostra é que todas essas ações não foram bem-sucedidas. Mostra-nos também que o foco não estava no sofrimento de quem pensava e praticava o suicídio, mas sim na eliminação de um mal estar social. Hoje as ações de prevenção do suicídio estão voltadas para o sofrimento da pessoa — ou seja, na humanização do olhar sobre o suicídio. É assim, por exemplo, que em 1962, na

cidade de São Paulo, surge o CVV (Centro de Valorização da Vida), com a proposta de oferecer um canal de atendimento imediato a quem, no auge do sofrimento, pensa em tirar a própria vida — o atendimento gratuito está disponível 24h por dia, através do número 188. Segundo a OMS o suicídio tira a vida de 800 mil pessoas por ano no mundo. Isso significa que, a cada 40 segundos, uma pessoa morre vítima do suicídio. Só para efeito de comparação, é como se a bela cidade de Natal, com sua população em torno de 780 mil habitantes, fosse totalmente dizimada em um único ano. Um outro dado preocupante constatado pelas pesquisas é o crescimento do suicídio entre jovens de 15 a 29 anos. O que está acontecendo com a nossa juventude? Que niilismo é esse que tem levado tantos jovens a não enxergarem mais sentido na vida? Antes de falarmos sobre ações práticas de mitigação do número de suicídios, precisamos ter em mente que “o suicídio ocorre quando um indivíduo necessitado acha que está com um problema insolúvel e acredita que encerrar a própria vida é a melhor solução” (Lina Sue Matsumoto Videira e Francisco Lotufo Neto, “Suicídio e compaixão”, em Compreendendo o suicídio). No livro Prevenir el suicidio, Daniella Ibacache e Felipe Lecannelier, afirmam que quem busca o suicídio está, na verdade, buscando uma saída para um sofrimento que entende não ter solução. Busca a morte para se livrar de uma dor profunda e angustiante — ou seja, busca uma solução permanente para uma situação que, muitas vezes, é transitória. O que, como igreja de Cristo, podemos fazer pela prevenção do suicídio? Primeiro, anunciar o Evangelho como mensagem de fé e esperança para quem sofre (Jr 29.11; Jo 10.10, 16.33). Segundo, tratar o sofrimento alheio como interesse legítimo da igreja, sem relativizações. Terceiro, esclarecer o tema em palestras e congressos, rompendo o tabu que ainda existe em relação a esse tema. Quarto, capacitar líderes a identificar sinais de risco, orientando-os a como agir diante deles. Quinto, ser uma comunidade acolhedora, capaz de humanizar e amparar a dor sem espiritualizá-la: ser igreja, no sentido bíblico. É diante desse cenário que o Ministério Vida Radiante e o Instituto Íasis promoverão, nos dias 13 e 14 de novembro próximo, o 1º Congresso Brasileiro de Fé Cristã e Saúde Mental, na Primeira Igreja Batista de Madureira. O evento reunirá preletores cristãos altamente capacitados, que tratarão de temas centrais da saúde mental sob uma perspectiva técnica e bíblica. As inscrições estão abertas no site do Ministério Vida Radiante (ministeriovidaradiante.com.br). n Ailton Gonçalves Desidério Pastor PIB Lins - RJ Mestre em psicologia pela UFRJ


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