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OJB EDIÇÃO 35 - ANO 2026

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ANO CXXV EDIÇÃO 35 DOMINGO, 30.08.2026

ISSN 1679-0189 ÓRGÃO OFICIAL DA CONVENÇÃO BATISTA BRASILEIRA FUNDADO EM 1901

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Juventude Batista Brasileira

Missões Nacionais

Notícias do Brasil Batista

Missões Mundiais

“Farmar aura”

Plantação de Igrejas

Conselho Geral

Somos Um na Missão

Artigo explica conceito da tendência que está em alta com a Geração Z

Missões Nacionais conta a história da construção de uma Igreja no Ceará

Confira como foi a reunião do Conselho Geral da CBB em agosto

Missões Mundiais destaca jovens que oram, mobilizam e ofertam para a missão

págs. 05 e 06

pág. 07

págs. 08 a 12

págs. 13 e 14


2 O JORNAL BATISTA Domingo, 30/08/26

REFLEXÃO

EDITORIAL

Uma semana para fortalecer a Igreja e avançar na missão Há semanas que passam pelo calendário. Outras deixam marcas. A semana de 24 a 28 de agosto foi uma dessas para os Batistas brasileiros. No Centro Batista, na Tijuca, o Conselho Geral da Convenção Batista Brasileira esteve reunido de 24 a 26 de agosto. Na mesma semana, a Convicção Editora realizou sua Conferência, reunindo aqueles que compreendem que a pregação, o ensino e a formação bíblica são elementos indispensáveis para uma Igreja saudável, madura e comprometida com a missão. O Conselho Geral apontou para o futuro. Ao apresentar os quatro pilares que passam a nortear a organização dos relatórios, a CBB reafirmou que sua atuação precisa estar integrada e, acima de tudo, conectada às Igrejas. Ao mesmo tempo, a Conferência da Convicção Editora nos lembra que não há fortalecimento da Igreja sem investimento em conhecimento, formação e fidelidade às Escrituras. Os desafios apresentados no Conselho Geral demonstram a dimensão dessa responsabilidade. Formar e desenvolver líderes, alcançar povos não alcançados, fortalecer a unidade e a cooperação, plantar Igrejas, cuidar das instituições, de-

senvolver projetos missionários e ampliar a presença batista exigem pessoas preparadas e Igrejas fortalecidas. Não conhecemos todos os desafios que os Batistas brasileiros encontrarão nos próximos anos. Não sabemos quais serão as transformações culturais, sociais e tecnológicas que impactarão nossas Igrejas. Não sabemos quais novos campos missionários Deus abrirá diante de nós. Mas sabemos quem nos chamou. Por isso, planejar é necessário. Formar é indispensável. Cooperar é fundamental. Mas confiar em Deus continua sendo essencial. Que a experiência desses dias não termine com o encerramento das programações. Que os relatórios se transformem em ações. Que os projetos alcancem as Igrejas. Que os conhecimentos adquiridos sejam compartilhados. Que os líderes formados sirvam com humildade. Que os recursos sejam administrados com responsabilidade. Que a cooperação seja cada vez mais fortalecida. E que, em tudo, permaneça diante de nós a razão maior de nossa existência como Batistas: servir às Igrejas, proclamar o Evangelho, fazer discípulos e participar da missão de Deus no Brasil e no mundo. n

O JORNAL BATISTA Órgão oficial da Convenção Batista Brasileira. Semanário Confessional, doutrinário, inspirativo e noticioso. Fundado em 10.01.1901 INPI: 006335527 | ISSN: 1679-0189 PUBLICAÇÃO DO CONSELHO GERAL DA CBB FUNDADOR W.E. Entzminger PRESIDENTE Raphael H. P. Abdalla DIRETOR GERAL Fernando Macedo Brandão SECRETÁRIO DE REDAÇÃO Estevão Júlio Cesario Roza (Reg. Profissional - MTB 0040247/RJ) CONSELHO EDITORIAL Francisco Bonato Pereira; Guilherme Gimenez; Othon Ávila; Sandra Natividade EMAILs Anúncios e assinaturas: jornalbatista@batistas.com Colaborações: decom@batistas.com REDAÇÃO E CORRESPONDÊNCIA Caixa Postal 13334 CEP 20270-972

Rio de Janeiro - RJ Tel: (21) 2157-5557 Site: www.convencaobatista.com.br A direção é responsável, perante a lei, por todos os textos publicados. Perante a denominação Batista, as colaborações assinadas são de responsabilidade de seus autores e não representam, necessariamente, a opinião do Jornal. DIRETORES HISTÓRICOS W.E. Entzminger, fundador (1901 a 1919); A.B. Detter (1904 e 1907); S.L. Watson (1920 a 1925); Theodoro Rodrigues Teixeira (1925 a 1940); Moisés Silveira (1940 a 1946); Almir Gonçalves (1946 a 1964); José dos Reis Pereira (1964 a 1988); Nilson Dimarzio (1988 a 1995) e Salovi Bernardo (1995 a 2002) INTERINOS HISTÓRICOS Zacarias Taylor (1904); A.L. Dunstan (1907); Salomão Ginsburg (1913 a 1914); L.T. Hites (1921 a 1922); e A.B. Christie (1923). ARTE: Oliverartelucas


REFLEXÃO

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O fim da adolescência e o florescer da juventude: o papel transformador da Educação Cristã Samya Vanessa Soares de Araújo educadora cristã

redenção e da filiação em Cristo. O princípio do sacerdócio universal: Elemento caro à teologia batista, o sacerdócio de todos os crentes (I Pedro 2.9) ensina ao jovem que ele não é um mero espectador da vida eclesial, mas um agente ativo do Reino de Deus, com dons e talentos concedidos para o serviço. Mentoria intencional: O fim da adolescência exige o acompanhamento de adultos maduros que sirvam como modelos de integridade, aconselhando em momentos de tomada de decisão (como a escolha da carreira e relacionamentos).

A transição da adolescência para a juventude — período frequentemente associado à entrada na vida adulta emergente — representa uma das fases de maior reconfiguração identitária, emocional e teológica do indivíduo. É o momento em que a fé herdada dos pais precisa se tornar a fé professada pelo próprio jovem. Diante de escolhas vocacionais, pressões acadêmicas, busca por autonomia e dilemas éticos, essa transição pode se tornar um terreno fértil de incertezas ou C) Redenção da vocação e engajamento missional (mãos) um verdadeiro florescer da maturidade em Cristo. O florescer da juventude coincide com a definição da Para a liderança e os educadores cristãos Batistas, surge trajetória profissional. A Educação Cristã reorienta a visão uma pergunta central: como a Educação Cristã atua de forma intencional para sustentar, moldar e impulsionar essa nova de trabalho do jovem: • A vocação como serviço a Deus: o jovem aprende que geração durante este processo de transição? ser médico, engenheiro, professor, artista ou empresário é 1. O diagnóstico da transição: do cuidado à autonomia uma extensão do mandato cultural e missional da Igreja. A adolescência tardia (aproximadamente entre os 15 e A fé não se restringe aos domingos, mas molda a ética e a 18 anos) marca o encerramento de um ciclo de tutela direta excelência no cotidiano. • Engajamento social e evangelístico: a juventude é impule o início da juventude (dos 18 aos 25 anos), onde o jovem sionada pelo desejo de impacto e propósito. Quando desafiaassume responsabilidades civis, profissionais e espirituais. da a viver a compaixão de Cristo e a proclamar o Evangelho Sociólogos e teólogos da religião frequentemente aponna sociedade, a energia juvenil encontra seu canal correto tam que é nessa brecha do desenvolvimento que ocorre a de expressão. maior taxa de evasão eclesial — o chamado “desigrejados”

da juventude. Quando a fé comunicada na infância e adoles3. O desafio para os educadores cristãos Batistas cência se baseou apenas em moralismos, regras externas ou Para que esse florescimento ocorra de maneira saudável, apelos emocionais temporários, o jovem, ao se deparar com a Escola Bíblica Dominical, os pequenos grupos e as redes de a complexidade da universidade e do mercado de trabalho, jovens das igrejas batistas precisam transitar de uma postura tende a considerar a fé irrelevante para a vida real. paternalista para uma postura capacitadora. É exatamente aqui que a Educação Cristã Batista precisa Jesus, ao comissionar Seus discípulos, não os manteve desempenhar o seu papel transformador. sob proteção estéril, mas os treinou e os enviou ao mundo 2. As ações da Educação Cristã na vida (João 17.15-18). Da mesma forma, os educadores batistas do jovem em florescimento são chamados a erguer uma estrutura pedagógica e comuUma Educação Cristã sólida e fundamentada nas Escritu- nitária que: • Acolha as perguntas difíceis: crie ambientes seguros ras não visa apenas reter o jovem no espaço físico da igreja, mas capacita-o para exercer sua vocação no mundo. Ela atua onde questionamentos éticos, filosóficos e existenciais possam ser debatidos à luz das Escrituras sem julgamentos em três dimensões fundamentais: precoces. A) Consolidação teológica e apologética (mente) • Incentive a liderança ativa: promova espaços onde o O jovem que floresce precisa saber no que crê e porque jovem exerça responsabilidade real no planejamento, na crê. A tradição batista sempre prezou pela centralidade das pregação, no ensino e no serviço comunitário. Escrituras e pelo exame livre e consciente da Palavra (I Pedro • Valorize a regeneração da membresia: incentive o ba3.15). A Educação Cristã na transição para a juventude deve tismo consciente e o compromisso aliançado com a igreja afastar-se de abordagens superficiais e oferecer um ensino local, mostrando a beleza e a necessidade da vida em cobíblico consistente: munidade. n • Desenvolvimento do discernimento: Ensinar cosmovisão Referências cristã para que o jovem saiba dialogar com ideologias seculares sem perder sua identidade. BÍBLIA SAGRADA. Almeida Século 21. São Paulo: Vida • Apropriação pessoal da doutrina: Aprofundar temas Nova, 2010. como a gratuidade da salvação, a soberania de Deus e a auDECLARAÇÃO DE FÉ DA CONVENÇÃO BATISTA BRAtoridade da Bíblia, permitindo que as dúvidas sejam tratadas SILEIRA. Rio de Janeiro: Convento Batista Brasileiro, 2013. com honestidade no ambiente comunitário. (Ênfase no Sacerdócio de Todos os Crentes e na Autoridade B) Formação de identidade e discipulado pessoal (co- das Escrituras). PALMER, Parker J. Sabedoria e Vocação: Descobrindo o ração) Diante da crise de identidade contemporânea, onde o valor Propósito da Vida. São Paulo: Editora Vida, 2004. STOTT, John. O Cristão Contemporâneo: A Difícil Arte de do indivíduo é medido pelo desempenho ou pela aprovação em redes sociais, a Educação Cristã resgata a verdade da Ouvir a Deus e o Mundo. São Paulo: Vida Nova, 1992.


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REFLEXÃO

Virtudes em Formação James K. A. Smith em seu livro “Você é aquilo que você ama”, ao falar sobre filhos no capítulo 6, um trecho chamou minha atenção. Ele coloca a ideia de que professores quanto a ‘educar para a formação’ deveriam formar pessoas virtuosas e a partir daí, evoca a virtude a ser aprendida, a partir de vidas exemplares. O que é uma virtude? Diz o dicionário Houaiss que virtude é uma qualidade do que se confronta com o considerado correto e desejável seja do ponto de vista da moral, da religião, do comportamento social, do dever, da eficácia. O dicionário Houaiss traz a perspectiva da Filosofia em que encontramos a virtude sendo uma propriedade de um indivíduo que a caracteriza como definidora dos que buscam a excelência e a perfeição. No campo do coaching, a virtude está vinculada à excelência. Se expressa por hábitos e qualidades capazes de identificar uma pessoa que busca fazer o bem e para isso cultiva qualidades. Essa busca forma o caráter que é composto de conjunto de virtudes. Nesse raciocínio, buscar a virtude é se afastar do vício pois são forças contrárias. Por exemplo: Generosidade é uma virtude, o egoísmo, é um vício; a paciência é uma virtude e a ira um vício. O coaching considera que virtudes são fortalecidas por uma busca que ajude as pessoas a compreenderem de forma mais coerente o mundo. Nesse sentido as virtudes não são somente uma perspectiva da moral, mas também, o da sabedoria, saber lidar com situações adversas na vida. Citam como exemplos: a Paciência, a Prudência, a Justiça, a Fortaleza, a Temperança, a Humildade, a Gratidão, a Generosidade. Smith afirma que se desejamos formar pessoas na fé cristã, precisamos nos permitir sermos formados, ou seja, uma formação deve iniciar pelos educadores. Para isso, usa um argumento e um exemplo: quando viajamos de avião, antes de iniciar a decolagem recebemos as informações sobre a utilização das máscaras de oxigênio que, em uma de suas frases indica: “se você estiver viajando com uma criança ou pessoa que necessite de auxílio, coloque primeiramente a sua máscara e só então ajude a outra pessoa”. Por vezes entramos e saímos de voos e não nos damos conta da importância desse pequeno parágrafo. Num voo, para que eu possa ajudar alguém, preciso antes de qualquer atitude, prender a minha máscara. Da mesma forma para que eu possa ensinar virtudes eu preciso ser uma pessoa virtuosa e para ser virtuoso um diploma de formação não é suficiente. Virtudes não são conquistadas uma única vez, mas sim, ao “abrir mão do meu próprio mito de independência, autonomia e autossuficiência reconhecendo que minha própria formação não é de modo algum definitiva” (SMITH, p.212). Como educadores podem desenvolver virtudes? Primeiramente reconhecendo a Jesus que nos concedeu a dádiva do Espírito Santo que é sempre nosso mentor, orientador e fonte de forças espirituais. Cita o autor que o culto é uma forma não só de compromisso cristão, mas uma constante busca de interação ao corpo de Cristo em determinada comunidade. Acrescenta as práticas da “vida conjunta” que fortalecem a comunhão, o propósito como: refeições, oração, cânticos, pensar e ler em conjunto. Estamos vivendo um novo momento na Educação Cristã Batista no que concerne às nossas aulas, estudos e os momentos em que vivemos situações de ensino e aprendizagem.

Temos trabalhado diante da Metodologia REI que significa ‘Relacionamentos espirituais intencionais’. Em uma pequena apostila que recebi ao realizar um curso sobre metodologia REI, encontro exemplos de virtudes a serem estabelecidos como um alcance para nossos aprendizes: Adoração a Deus em meio às perdas, atitude de louvor e gratidão a Deus, confiança em Deus, Prática da Palavra de Deus. Os encontros de EBD para o alto também têm trazido exemplos de virtudes: transformação de vida, discipulado, dependência de Deus, reconciliação, justiça, obediência e discernimento, entre outras. Estabelecer virtudes a serem desenvolvidas em nossos aprendizes é um desafio constante do facilitador e do discipulador. Precisamos de uma busca constante da presença de Deus para sermos nós mesmos transformados em nossa vida espiritual e ser meio de transformação na vida dos aprendizes. n Fontes: SMITH, James K. A. Você é aquilo que ama. São Paulo: Vida Nova, 2027. O que significa virtude e qual é a sua importância nas nossas vidas? S/ autor h t t p s : // w w w. i b c c o a c h i n g . c o m . b r / a r t i g o s - i b c / comportamento/que-significa-virtude-qual-sua-importancianossas-vidas/ Conheça mais a Juventude Batista Brasileira

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REFLEXÃO

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A geração Z e o conceito de “farmar aura”

Wanderley Lima Moreira

so dos games e animes; b) Farmar aura no contexto das religiões orientais; por fim apresentaremos a cosmovisão bíblica como solução para enfrentar o desafio do ensino A recente tendência de farmar aura reflete como a busca sobre a verdadeira aura. por prestígio se transformou em uma modinha cotidiana que parece inocente. Nessa prática, acumular pontos de reputação O que é farmar aura nos games e animes? surge como uma tentativa de silenciar a insegurança por meio Farmar aura é uma das gírias mais populares na internet e do olhar do outro (ao vivo ou nas redes sociais). Em seu livro Luta por reconhecimento, Axel Honneth afir- entre pré-adolescentes e adolescentes (e pasme, até adultos). ma que “é unicamente devido ao fato de que os sujeitos Se você tem navegado pelo Tik Tok, Instagram ou conversado aprendem a se ver a partir da perspectiva de seus parceiros de online, com certeza já esbarrou em alguma variação dela. interação, como destinatários de seus direitos ou como seres Na cultura brasileira essa modinha chegou desde a década cujas capacidades possuem um valor para a comunidade, que de 90 através de animes como Solo Leveling, Ben 10, Bofuri, eles podem obter uma relação positiva consigo mesmos.” Shangri-la Frontier, Dragon Ball, além da franquia de filmes A geração Z tem sido atraída pela atitude de performar Avatar, Jogos de RPG como Stardew Valley, Rune Factory, com gestos e atitudes que, no mínimo, parecem perturba- Diablo IV e V e outros. A prática, já utilizada a muito tempo doras. Adolescentes e jovens tentam acumular um capital ganhou força ao virar “meme” no Tik Tok nestes últimos simbólico imediato através de comportamentos e interações meses. triviais, onde cada gesto é medido pelo fascínio que consegue Farmar é uma adaptação do termo inglês farming (formangerar (uma espécie de palco). Assim, a construção da própria do, criando). Nos games e animes, farmar significa realizar imagem passa a depender ativamente da aprovação e do ações de forma repetida e estratégica para acumular recursos, julgamento contínuo do público. No fundo, essa incessante pontos, moedas ou experiência. O termo aura neste universo colheita de aura revela uma profunda e intrínseca necessidade da cultura pop e das redes sociais, é um medidor invisível e de afirmação no ambiente virtual ou na vivência diária. subjetivo de presença e carisma: quanto mais aura mais forte, A busca por essa validação constante funciona como um mais poderoso, mais reconhecido. escudo contra o medo da rejeição e da irrelevância social. O status projetado através do farmar aura “supre” a urgência O que é farmar aura no contexto religioso? pessoal de se sentir aceito, relevante e admirado por seus No contexto religioso farmar é o equivalente a acumular amigos e seguidores. Para entender esse conceito, vamos dividir o assunto em duas partes: a) Farmar aura do univer- punya (termo em sânscrito para mérito), no Budismo no e pastor da Igreja Batista Nova Esperança, em Marataízes - ES


6 O JORNAL BATISTA Domingo, 30/08/26 Hinduísmo. Nessas e em outras religiões de matrizes afro, quem “farma” acredita que gera resultados positivos (karma positivo) para esta vida e para renascimentos futuros, criando condições favoráveis para o despertar o Nirvana. Existe sugestões de rituais em tradições Védica e Mantrayana com 108 dinâmicas de gestos e recitações de forma mecânica na espera do resultado (Fontes: Srimad Bhagavatam - Livro Budista Veda e Visuddhimagga “O Caminho da purificação”). Além disso, a ideia de farmar aura é presente no Alcorão; aqui o conceito de ganhar/criar luz (hasanat e nur no árabe) está presente na teologia islâmica, principalmente na Sura Al-Hadid e no incentivo ao combate pessoal nas Suratas II, IV, VIII e XLVII do Alcorão, com um conceito muito parecido de pontuação e acúmulo de energia moral. O esforço repetitivo para acumular prestígio, respeito ou status visual perante os outros através do farmar aura exemplifica um claro sincretismo religioso moderno ao tentar fundir a lógica de recompensa das religiões orientais e afro (importadas do mundo digital) com a fé cristã. Sob uma ótica bíblica, no entanto, essa tentativa de acumular prestígio ou relevância entra em contradição direta com o texto sagrado: enquanto a cultura do farm prega a busca incessante por autopromoção e aplausos, as Escrituras ensinam que a verdadeira glória e santidade não são conquistadas pelo mérito ou esforço performático do indivíduo, mas sim concedidas gratuitamente pela graça divina (Efésios 2.5-9). Portanto, importar o conceito de farmar aura para a vida cristã reflete uma mistura sincrética entre o utilitarismo dos jogos, práticas budistas e hindus com a experiência humana, transformando a busca pessoal, que deveria ser baseada em humildade e serviço desinteressado, em um jogo de ostentação e busca de prestígio social. Ser (re)conhecido: uma cosmovisão bíblica Fica evidente que existe um choque teológico entre farmar aura e a vida do jovem cristão. A tentativa de sincronização do ato de acumular prestígio ou uma presença marcante por meio de ações repetitivas com a fé cristã esbarra em fundamentos bíblicos centrais. Enquanto a lógica dos jogos e das redes sociais promove a construção de uma “imagem” para ser admirada, a Bíblia opera na direção oposta, vejamos alguns:

REFLEXÃO riência humana: a construção de capital e reputação social. Por isso, quem farma aura tem mede de perder, já que algumas atitudes fazem perder aura no mundo virtual e na vida do praticante, tais como: tentar parecer descolado e acabar passando vergonha; Dar um “vácuo” em alguém e depois ser ignorado de volta; tropeçar em público; comemorar antes da hora e perder no final. Finalmente, trago uma proposta para pais e filhos sobre o farmar aura: Precisamos combater a auto-exaltação e a busca por reconhecimento através do exemplo kenótico de Jesus Cristo. Kénosis é a expressão grega para esvaziamento no em Filipenses 2.7. O conceito de farmar aura no vocabulário atual busca um tipo de projeção de poder ou status que atrai os olhares. Já a Bíblia retrata o modelo de Cristo como o oposto: o esvaziamento de si mesmo (kénosis) em serviço do ser humano (Filipenses 2.5-11). Na lógica bíblica, a maior grandeza é atingida na humildade e no servir o outro, não no acúmulo de prestígio. Jesus sabia que a ideia de empoderamento e de ser maior/melhor que o outro não é saudável (Marcos 10.43-45), por isso, quem quer ser maior tem que procurar se diminuir; isso porque está provado na história a emancipação de Deus, semelhante ao Adão e Eva, foi sobejamente verificado nas guerras, na crueldade e nas coisas odiosas [...] em escala mais organizada, gerando mais desprezo, ódio e crueldade (PLATINGA). Essa ideia de querer evoluir a mente no sentido darwiniano do termo é uma espécie de emancipação pessoal, mas isso é incompatível com a pregação de Cristo: somos convidados a estar juntos a Ele com fé e com os irmãos na fé; outra direção é darwinismo da mente, que leva ao ateísmo (PEARCEY). A autorrelação positiva, dada unicamente com a experiência do reconhecimento, junto ao sincretismo religioso enfraquece a fé nos afasta do conceito cristão de humildade e serviço. Como cristãos não fomos chamados para ser reconhecidos para fazer Cristo conhecido. Portanto, farmar aura acaba por paganizar a fé, abrindo brechas espirituais e viciando na validação social e super-inflando o ego, o que é incompatível com o ensino bíblico de Jesus Cristo: “Se algum homem quiser vir após mim, negue-se a si mesmo, e diariamente tome a sua cruz, e siga-me.” (Lc 9.23 – BKJ). Então, seja uma pessoa de atitude; não “farme aura”, diariamente, forme-se discípulo e forme discípulos! n

Referências Reconhecimento x discrição: no Sermão do Monte, Jesus adverte contra o ato de performar a fé para acumular aprovaALCORÃO SAGRADO. 2 ed. Rio de Janeiro, RJ: Otto Pierre ção pública. Em Mateus 6.1-6, a tentativa de ostentar virtude Editores, 1980. é descrita como algo que já esgota sua própria recompensa BÍBLIA KING JAMES 1611 com Estudo Holman. 3 ed. na terra. A verdadeira virtude bíblica não busca ser vista como Niterói, RJ: BV Books, 2018. uma “aura” reluzente para os outros, mas foca na devoção sincera e invisível. BUDDHAGHOSA, B. Visuddhimagga: The path of purification. CreateSpace Independent Publishing, 2014. Meritocracia x graça: a ideia de farmar implica que o indivíHONNETH, Axel. Luta por reconhecimento: a gramática duo é o próprio agente causador do seu valor acumulado por moral dos conflitos sociais. São Paulo, SP: Editora 34, 2009. meio de repetição e esforço. Na vida cristã, contudo, qualquer “luz” ou virtude refletida pelo fiel não pertence a ele, mas ao PEARCEY, Nancy. Verdade absoluta: libertando o cristianisEspírito Santo (Filipenses 2.5-9; Gálatas 5.22-23). A glória é mo de seu cativeiro cultural. Rio de Janeiro, RJ: CPAD, 2006. de Deus, e a atitude do cristão deve ser a de João Batista: “É PLANTINGA, Alvin. Conhecimento e crença cristã. Brasília, necessário que ele cresça e que eu diminua” (Jo 3.30). DF: Monergismo, 2016. Embora pareça apenas como uma brincadeira da Geração PRABHUPADA, B. Swami. Srimad Bhagavatam. BhaktiveZ, o conceito de farmar aura reflete algo bem antigo na expe- danta Book Trust, 2022.


MISSÕES NOTÍCIAS NACIONAIS DO BRASIL BATISTA

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Igreja plantada é ferramenta nas mãos de Deus

Redação Missões Nacionais Em 2022, quando ainda eram Radicais, Isadora Figueira e Laíse Brandão foram enviadas ao Ceará para cumprir uma missão: plantar uma igreja em Quitaius, no Ceará. Os primeiros passos foram dados por meio do discipulado e dos cultos realizados na casa missionária. Aos poucos, Deus foi acrescentando vidas, fortalecendo relacionamentos e formando uma comunidade de fé. Hoje, elas já vivem um processo de formação de liderança, preparando outras pessoas para continuarem anunciando o Evangelho. Um ano depois, um parceiro missionário realizou a doação do terreno para a construção do templo. Mas surgiu uma pergunta: como construir? A resposta começou com um gesto de amor e obediência. As próprias missionárias confeccionaram bolsas de crochê e destinaram toda a arrecadação para a construção do alicerce. Em 2025, para a glória de Deus, a construção do templo

foi iniciada e concluída! Mas a missão ainda não terminou. Precisamos construir os banheiros e as salas destinadas ao trabalho com as crianças. Essa história nos lembra que Deus continua usando pessoas comuns com corações disponíveis para realizar coisas extraordinárias. Ore por esse trabalho e envie a sua oferta pelo site: missoesnacionais.org.br/contribuir. Quando você oferta para a obra missionária, você participa daquilo que Deus está fazendo em nossa nação. n


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NOTÍCIAS DO BRASIL BATISTA

Conselho Geral da CBB se reúne para avaliação, planejamento e fortalecimento da cooperação Reunião apresentou relatórios das áreas ministeriais, organizações e Convenções Estaduais, além de alinhar novos procedimentos para os encontros.

Pr. Fernando Brandão em reunião com Diretoria e outros líderes

Líderes Batistas de todo o Brasil participaram e novos membros do Conselho foram apresentados

Estevão Júlio

jornalista na Convenção Batista Brasileira

A Convenção Batista Brasileira reuniu, de 24 a 26 de agosto, no Centro Batista, na Tijuca, no Rio de Janeiro - RJ, os integrantes do seu Conselho Geral para um período de avaliação, prestação de contas, comunhão e planejamento das ações que integram a cooperação dos Batistas brasileiros. O primeiro dia começou com a reunião da Diretoria, marcada por momentos de diálogo e encaminhamento de assuntos relacionados ao desenvolvimento da obra batista no Brasil. Na manhã de terça-feira, as Comissões do Conselho Geral da Convenção Batista Brasileira se reuniram para um importante tempo de avaliação, diálogo e planejamento. Representantes das Comissões de Planejamento, Finanças, Jurídica, Apoio às Igrejas, Educação Cristã, Educação Ministerial, Missões e Ação Social estiveram juntos, unindo forças e buscando caminhos para o avanço da missão dos Batistas brasileiros. A programação de apresentação de relatórios teve início com um momento de louvor conduzido pela Associação dos Músicos Batistas Brasileiros (AMBB. Em seguida, o pastor Raphael Abdalla convidou três conselheiros para conduzirem orações de adoração ao Senhor. Na sequência, os conselheiros ouviram o testemunho de um casal que está se preparando para ir à Armênia, onde atuará entre iranianos. Ao compartilhar sobre o chamado missionário, o casal destacou a confiança na presença de Deus diante dos desafios: “Nós não temos ideia dos desafios que iremos encontrar, mas temos a certeza de que o Deus que nos chamou estará conosco”. Logo depois, a primeira secretária da CBB, Meg Matos, apresentou as justificativas de ausência de membros do Conselho.

Conselheiros conheceram a nova estrutura das reuniões do Conselho Geral

Diretoria da CBB se reuniu com líderes de organizações executivas

Também foram apresentadas as datas das reuniões do Conselho Geral para 2027: 18 e 19 de maio e 9 e 10 de novembro. O presidente explicou que os documentos da CBB estabelecem a possibilidade de realização de até três reuniões do Conselho, não a obrigatoriedade. A partir de 2027, entretanto, serão realizadas duas reuniões presenciais e, caso seja necessário, uma terceira reunião de forma remota. A mudança contribuirá para a redução de custos tanto para a CBB quanto para as Convenções Estaduais. Na sequência, foram apresentados os novos integrantes do Conselho: Ricardo Lebedenco (Convenção Batista do Rio Grande do Sul); Alexandre Cândido (Convenção Batista AlaNovos procedimentos para o Conselho Geral goana); Eber Mesquita (Convenção Batista Baiana); Jesiel BarO pastor Raphael Abdalla apresentou matérias que preci- balho (Convenção Batista de Pernambuco); Mario Luigi Preto savam constar em ata, entre elas o acréscimo de membros (Convenção Batista Pioneira do Sul do Brasil); Eliomar Correa na Comissão de Missões e Ação Social e a inclusão de novos (Convenção Batista do Estado do Espírito Santo); Segundo Almeida (Convenção Batista do Estado de São Paulo); Manomes na Comissão de Revisão de Atas.


NOTÍCIAS DO BRASIL BATISTA

Pr. Fernando Brandão, executivo da CBB

O JORNAL BATISTA Domingo, 30/08/26

João Encarnação, gerente da Convicção Editora

Gabrielly Valentim, da JBB

theus Guerra (Convenção Batista do Planalto Central); Jair Cardoso, (Convenção Batista Paranaense); Leandro Ribeiro (Convenção Batista Sul Maranhense); Jedaías Azevedo (Convenção Batista Maranhense), Gilson Assis, (Convenção Batista de Mato Grosso); e Ruan Noce (Convenção Batista Mineira). Uma nova organização para os relatórios Pr. Fernando Brandão deu início à apresentação dos relatórios e explicou aos conselheiros como será organizada, daqui para frente, a dinâmica das reuniões do Conselho Geral. Ele apresentou a visão e a missão da Convenção Batista Brasileira e relembrou a organização da CBB, em 1907, destacando a visão dos pioneiros que deram início à organização. Depois convidou o Dr. Diogo Carvalho para explicar os eixos que os pioneiros comunicaram na primeira Assembleia da Convenção: evangelístico, cultural e missionário. Também foram apresentados sonhos da CBB, entre eles formar e desenvolver líderes e alcançar os povos não alcançados. Nesse contexto, destacou: “Deus está dando aos Batistas brasileiros um protagonismo internacional que nunca tivemos na história”. Entre os desafios apresentados estão o fortalecimento da unidade e da cooperação, além da consolidação de princípios e valores básicos para a CBB e suas organizações, como planejamento integrado, equipes e organizações saudáveis e visão missionária. A nova organização dos relatórios será orientada por quatro pilares ministeriais: • Educação Cristã; • Educação Teológica e Ministerial; • Evangelização e Missões;

Raquel Zarnotti, diretora-executiva das MB

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Luciene Freitas e Marcia Kopanyshyn, da OECBB

Entre os principais destaques apresentados estavam o agradecimento às Convenções que têm apoiado o projeto EBD para o Alto, o Top Líderes de Educação Cristã, o portfólio de EBD, o atendimento, orientação e consultoria para EBD em Salvador, a imersão com redatores, o EBD Labs, que conta com 42 Igrejas participantes, e a Jornada Bíblica. Convicção Editora João Pedro Encarnação, gerente da Convicção Editora, apresentou dados relacionados ao número de títulos vendidos, que tem crescido, e à quantidade de Igrejas Batistas que utilizam os materiais produzidos pela Editora. Ele agradeceu às Igrejas que têm utilizado os conteúdos. Entre os projetos destacados esteve a atualização das versões de Bíblia mantidas pela CBB, como a Bíblia Almeida Brasileira. O projeto conta com a participação de nomes como o Dr. Luiz Sayão, e o Novo Testamento será apresentado durante a 106ª Semana Batista em Brasília - DF. Juventude Batista Brasileira Representando a Juventude Batista Brasileira (JBB), Gabrielly Valentim apresentou a razão de existir da organização e destacou ações relacionadas à formação de líderes, leitura da Palavra e realização de vigílias simultâneas em todo o Brasil. Também foram destacados o compromisso com proteção e prevenção, com a campanha “Maio Laranja”, o Mês da Juventude 2026 e o calendário de atividades previsto para 2027. Comissão de Educação Cristã

Raquel Zarnotti, relatora da Comissão de Educação Cristã, apresentou a análise realizada pelo grupo sobre o Plano • Gestão Corporativa. Diretor de Educação Cristã da CBB. A Comissão entende que Ao apresentar essa estrutura, o pastor Fernando reforçou: “Nós servimos às Igrejas Batistas. Isso não pode sair do é necessário atualizar o documento, denominando como “Ecossistema de Educação Cristã da CBB”. nosso radar como Convenção Batista Brasileira”. Ele também apresentou indicadores estratégicos, entre OECBB eles o número de Igrejas Batistas, a taxa de crescimento das Igrejas e o número de Igrejas que estão sendo plantadas. A Ordem dos Educadores Cristãos Batistas do Brasil (OEUm vídeo-relatório da CBB também foi apresentado, com CBB), representada por Luciene Freitas, presidente, e Marcia ações relacionadas à Comunicação, Educação Cristã, JuvenKopanyshyn, executiva, apresentou ações relacionadas à partude, Homens Batistas, Convicção Editora, Colégio Batista ticipação em capacitações, EBD para o Alto e aos preparativos Shepard e outras informações. para o Mês do Educador Cristão. A organização destacou que “trabalha alinhada com o Planejamento Estratégico da CBB, Educação Cristã apresenta avanços e novos projetos buscando desenvolver o que tem sido proposto”. Luciene Dentro do primeiro eixo, Educação Cristã, Elana Ramiro, Freitas aproveitou o momento para convidar os conselheiros gerente da área na CBB, destacou o trabalho desenvolvido e para o Simpósio sobre Igreja Segura, que será realizado nos afirmou: “O que Deus tem feito é maravilhoso”. dias 25 e 26 de setembro.


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Conselheiros participaram ativamente da reunião

NOTÍCIAS DO BRASIL BATISTA

AMBB conduziu os momentos de louvor e adoração

Diretoria da Convenção Batista Brasileira

Colégio Batista Shepard trabalha pela recuperação e sustentabilidade

Batista Brasileiro, com lançamento previsto para Brasília. A organização também destacou a participação de músicos de 18 estados e a gravação de hinos do Hinário para o Culto Juarez Solino, gerente de Administração e Finanças da Cristão (HCC) e do Cantor Cristão. CBB, apresentou informações sobre o planejamento para A AMBB ainda fez um convite para o Congresso que será recuperação do Colégio Batista Shepard, destacando que o realizado durante a 106ª Semana Batista. cronograma estabelecido está sendo cumprido. Educação Teológica e Ministerial Segundo ele, o colégio alcançou um “empate” entre despesas e entradas, além de estar com todos os impostos pagos. Na área de Educação Teológica e Ministerial, foi apresentaA expectativa é que a instituição se torne autossuficiente. Outro dado apresentado foi a mudança na curva de alunos: da a proposta de criação do Projeto Pedagógico de Teologia, depois de um período de queda, o número voltou a apresentar além de recomendações a serem encaminhadas à Diretoria. crescimento. O resultado financeiro do primeiro semestre Entre os temas apresentados estiveram a sustentabilidade e o patrimônio do Seminário de Educação Cristã (SEC). Também aponta para um cenário de equilíbrio. Ana Laura Defáveri, diretora do Colégio Batista Shepard, foram apresentados dados dos Seminários Batistas, com definiu o momento como “motivo de gratidão e reconheci- destaque para o número total de matriculados. Solange Ribeiro, do SEC, destacou a importância da inmento de que estamos trabalhando juntos”. tegração entre as instituições: “Estar no ecossistema dos seminários da CBB é extraordinário”. Organizações apresentam ações e projetos Vanessa Galucio, do Seminário Equatorial, também ressaltou o momento vivido pelas instituições: “Estamos expeANEB – André Israel, presidente da Associação Nacional rimentando o renovo do Senhor através de vidas”. das Escolas Batistas (ANEB), representou a instituição. Um A missão dos Seminários Batistas foi reafirmada como vídeo apresentou diversas atividades realizadas durante o sendo a de formar e desenvolver líderes vocacionados para primeiro semestre, entre elas a Assembleia realizada em o Reino de Deus. Executivos das convenções estaduais onde Salvador - BA e o Congresso ANEB. Também foi destacado os seminários estão inseridos também falaram sobre as parcerias desenvolvidas com as instituições. o número de escolas associadas à organização. Logo após, a Comissão de Educação Ministerial, represenADBB – Ildegard Herr, presidente da Associação dos Diá- tada pelo pastor Eliézer Victor, apresentou seu parecer. Na conos Batistas do Brasil (ADBB), apresentou a missão, a visão sequência, a Associação Brasileira de Instituições Batistas e os valores da organização. Ela também convidou todos os de Ensino Teológico (ABIBET) apresentou seu relatório. Rediáconos e diaconisas para o congresso da ADBB, em 2027, presentada pelo pastor Valtair Miranda, presidente, e pastor durante a Semana Batista. Anderson Cavalcanti, executivo, a organização destacou número de instituições filiadas, recredenciamento, revisão UEPBB – Maura Rute, presidente da União das Esposas do Programa Pedagógico de Teologia da CBB, Censo ABIBET de Pastores Batistas do Brasil (UEPBB), apresentou seus pro- 2026, entre outras atividades. jetos, com destaque para a presença digital da organização, Representando a Convenção Batista do Planalto Central o canal no WhatsApp, a participação no programa “Mulher (CBPC), o pastor Matheus Guerra, presidente da instituição, Cristã Hoje”, a realização de lives de oração e a parceria com trouxe uma palavra de encorajamento para que todos partia Touch Peace. cipem da 106ª Semana Batista. Também foi informado que projetos que estavam parados têm sido retomados. A organização apresentou ainda indicadores estratégicos e fez um chamado para a criação de líderes estaduais onde ainda não existem. AMBB – A presidente da Associação dos Músicos Batistas Brasileiros (AMBB), Ery Zanardi, representou a organização e apresentou um vídeo sobre sua missão. Entre os destaques esteve o 33º Encontro da AMBB, além do projeto Repertório

Segundo dia reforça comunhão e apresenta ações missionárias No dia 26 de agosto, a programação começou com um momento de louvor e devocional conduzido pela AMBB. A reflexão foi baseada em Filipenses 4.19, e o pastor Raphael Abdalla deixou a passagem como palavra aos conselheiros. Também expressou gratidão a cada Convenção Estadual que enviou seus líderes para participar da reunião.


NOTÍCIAS DO BRASIL BATISTA

Ana Laura Defáveri, diretora do Colégio Batista Shepard

Auditório Jerry Key recebeu os conselheiros da CBB

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André Israel, presidente da ANEB

Ildegard Herr, presidente da ADBB

Pr. Wander Gomes, relator da Comissão de Missões e Ação Social

Maura Rute, presidente da UEPBB

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Ery Zanardi, presidente da AMBB

zação consegue chegar aos diferentes lugares do mundo. Ele afirmou ter ficado feliz ao acompanhar o relatório de Missões Nacionais e perceber o desejo de alcançar os povos não engajados. Um vídeo apresentou informações sobre o Proclamai 2027, o projeto Voluntários Sem Fronteiras e a atuação de missionários enviados a campos fechados. Entre os destaques estiveram a celeridade da JMM para chegar à Venezuela após o terremoto, além de relatos de conversões, ações de ajuda humanitária, batismos e capacitação de líderes.

Pr. Daniel Ventura, diretor-executivo da OPBB, trouxe atualizações sobre o estado de saúde do pastor Diego Bravim, da Convenção Batista Fluminense, e Heber Aleixo, da Lifeshape Brasil. O Conselho também se uniu em oração pela esposa do pastor Vanderlei Marins, integrante da Diretoria da CBB, e pela família do pastor Roberto Santos, que perdeu um neto no final da gestação. Na sequência, pastor Fernando relembrou os eixos que passam a orientar a organização dos trabalhos do Conselho Geral e explicou novamente os motivos da mudança. Também destacou ações do plano de desenvolvimento voltado aos diretores-executivos. Ele pediu ainda que os líderes encaminhem as agendas de suas respectivas Convenções para que elas possam integrar o calendário da CBB.

O pastor Wander Gomes, da Igreja do Recreio, relator da Comissão de Missões e Ação Social, afirmou que a missão é responsabilidade de todos. Segundo ele, o desejo é ver o país evangelizado e pessoas discipuladas. A Comissão também destacou o recebimento de novos missionários da JMM e da JMN. O pastor Márcio Santos, diretor-executivo da Convenção Batista Mineira, apresentou informações sobre o congresso da União Batista Latino-Americana (UBLA), que será realizado em abril de 2027, na Cidade do México.

Missões Nacionais: cooperação para alcançar o Brasil

Convenções Estaduais

O pastor Fabrício Freitas iniciou a apresentação de Missões Nacionais agradecendo às Convenções Estaduais. Segundo ele, seria impossível alcançar todo o Brasil sem essa aliança. O trabalho, afirmou, pode ser “traduzido em números e história de vida de pessoas alcançadas”. A visão ministerial apresentada por Missões Nacionais está organizada em quatro frentes: ocupar vazios batistas, fortalecer as Igrejas, transformar realidades e alcançar os não alcançados. A organização destacou sua colaboração com as Convenções Estaduais em suas respectivas áreas. Também foram apresentados projetos como o Projeto Marajó, o Barco Rápido da Amazônia, Evangesul, Impacto Brasil, marcado para os dias 11 e 12 de outubro, Unimissões, 31 Dias de Oração pela Família, os Encontros de Igreja Multiplicadora, a Formação Missionária e indicadores estratégicos. Também foi apresentado o relatório da Rede de Ação e Desenvolvimento Social da CBB (RADS), que é gerida pela JMN.

Pr. Jedaías Azevedo, presidente da Convenção Batista Maranhense, destacou a importância de as Convenções enviarem suas contribuições ao Plano Cooperativo. Pr. Rafael Antunes, presidente da Convenção Batista Fluminense, trouxe uma palavra de gratidão ao Conselho e agradeceu pela melhora do pastor Diego Bravim. Ele também relatou oportunidades de atuação em câmaras municipais do estado do Rio de Janeiro e no Congresso Nacional. O pastor Tiago Lopes, da Convenção Batista do Estado do Espírito Santo (CBEES), apresentou convites para a programação do dia 21 de outubro, quando a Convenção celebrará seus 123 anos.

Comissão de Missões e Ação Social

Mulheres Batistas reforçam vocação missional

Ludjana Medeiros, presidente das Mulheres Batistas, fez a saudação inicial da apresentação da organização. Um vídeo apresentou ações desenvolvidas, com destaque para as literaturas produzidas e a campanha nacional “Para todas as gerações”. Missões Mundiais destaca atuação global Raquel Zarnotti, diretora-executiva, destacou o deO pastor João Marcos Barreto Soares, diretor de Missões sejo de formar mulheres que exerçam sua vocação Mundiais, ressaltou que é por meio das Igrejas que a organi- missional no Reino de Deus. A proposta parte da com-


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Ludjana Medeiros e Raquel Zarnotti, das MB

Pr. Genilson Souto, secretário geral da CBBA

NOTÍCIAS DO BRASIL BATISTA

Diretoria da CBB na condução da reunião do Conselho Geral

Jairo Peixoto, secretário nacional dos Homens Batistas

Relatório da Comissão de Finanças

Mirian Jonis apresentou o relatório da RADS

preensão de que a mulher precisa viver em missão. Foram apresentados ainda a missão e a visão da organização e as edições da Conferências Discípulas. Homens Batistas apresentam nova proposta ministerial Jairo Peixoto, secretário nacional de Homens Batistas, apresentou a nova proposta ministerial dos Homens Batistas, que será detalhada integralmente na reunião do Conselho Geral prevista para novembro. Também foram apresentadas atividades realizadas e indicadores da organização. Gestão, finanças e planejamento Na área de Gestão Corporativa, a Gerência de Administração e Finanças, representada por seu gerente, Juarez Solino, apresentou, entre outros destaques, o Plano Diretor Arquitetônico do Centro Batista. A Comissão de Finanças foi representada por Valseni Braga, relator, que trouxe um parecer sobre a saúde financeira das organizações. Já a Comissão de Planejamento Estratégico foi representada pelo pastor Abraão da Silva, relator da Comissão e pastor da Igreja Batista Metropolitana, em Salvador - BA. Ele destacou que apreciou o modelo e o software de planejamento utilizados pela CBB e manifestou o desejo de levar a experiência para sua Igreja. A última comissão foi a Jurídica, representada por Frédyson Flexa, seu relator. Cooperação que aponta para o futuro Ao longo dos dias de reunião, o Conselho Geral acompanhou relatórios, indicadores, projetos, desafios e testemunhos que retratam a amplitude da cooperação Batista no Brasil e no exterior. A nova organização dos relatórios a partir dos quatro pilares ministeriais — Educação Cristã; Educação Teológica e Ministerial; Evangelização e Missões; e Gestão Corporativa — busca fortalecer a visão integrada da Convenção e manter

Pr. Ruan Noce, presidente da CBM

Líderes avaliaram resultados da CBB e suas organizações

Elana Ramiro, gerente de Educação Cristã da CBB

as Igrejas no centro da atuação da CBB. O encontro também reforçou a importância da parceria entre a Convenção Batista Brasileira, as Convenções Estaduais, Igrejas, organizações e instituições, tendo como horizonte o cumprimento da missão recebida de Deus. Ao final da programação, lideranças que participaram da reunião avaliaram o período de trabalho e destacaram a importância da comunhão, do planejamento e da cooperação entre os Batistas brasileiros. O pastor Fernando Brandão, diretor-executivo da CBB, agradeceu a participação dos conselheiros e ressaltou a importância da presença de cada um para o avanço da obra: “Queridos conselheiros, agradecemos com todo o nosso coração a presença de todos vocês na reunião do Conselho da CBB. A participação dos irmãos tem sido fundamental para o avanço do Reino de Deus em nossa pátria e em todo o mundo”. O pastor Judah Lopes, presidente da Convenção Batista de Carajás, também avaliou positivamente o encontro: “Foi um tempo maravilhoso, muito inspirador e de renovo. Volto com muita boa notícia para o meu estado e Igreja. Deus seja louvado!” O pastor Carlos Alberto Júnior, presidente da Convenção Batista Sergipana, destacou o caráter de comunhão, aprendizado e fortalecimento da missão: “A reunião do Conselho Geral da CBB foi uma grande bênção, um tempo precioso de comunhão, aprendizado e fortalecimento da nossa missão como Batistas brasileiros. Retorno para Sergipe com o coração muito feliz, grato a Deus por tudo o que vivemos e ainda mais motivado a continuar servindo e cooperar cada vez mais com a obra Batista em nosso Brasil. Que Deus continue nos dando sabedoria, unidade e disposição para servi-Lo! Outro conselheiro disse: “Querido Pr. Fernando, gratidão pela dinâmica, clareza e leveza das reuniões do Conselho Geral. As abordagens por blocos ficaram ótimas. Parabéns pela apresentação da proposta ousada do Centro Batista.” A próxima reunião do Conselho Geral será realizada de 9 a 11 de novembro, em Brasília (DF), como um aquecimento para a 106ª Semana Batista, que acontecerá de 18 a 24 de janeiro de 2027, na capital federal. n


MISSÕES MUNDIAIS

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Somos Um na Missão: jovens que oram, mobilizam e ofertam para a missão

Durante o mês de agosto, Missões Mundiais, em parceria com a Juventude Batista Brasileira, trabalhou a temática “Somos Um na Missão”, mostrando que os jovens já têm lugar e voz na missão de Deus. Nas redes sociais e nos conteúdos publicados ao longo do mês, conhecemos adolescentes dispostos a servir em outros campos por meio do Radical Teen; jovens do Programa Voluntários Sem Fronteiras, que aceitaram o desafio de servir em duas realidades tão diferentes no Road Trip Japão x Portugal; participantes que decidiram avançar em seu chamado missionário nas turmas do Imersão Escola de Missões; e um jovem casal que se prepara para servir integralmente como missionário na Ásia. Cada uma dessas histórias mostra uma juventude que entendeu que não precisa esperar para começar a servir. A missão pode ser vivida agora e de muitas maneiras. Uma delas é a intercessão: separar um tempo para orar pelos missionários, pelos projetos, pelos povos ainda não alcançados e por tudo o que Deus está realizando ao redor do mundo. No Espírito Santo, jovens da Juventude Batista Capixaba (JUBAC) se reúnem semanalmente no GOIP (Grupo de Oração pela Igreja Perseguida) para interceder por missionários, projetos missionários e pela Igreja perseguida ao redor do mundo. Criado em 2020, o grupo nasceu durante a pandemia, quando jovens que desejavam fazer mais por missões encontraram na oração uma forma de permanecer envolvidos com o campo missionário. Rafaela Judite Rocha, de 27 anos, participa do grupo há aproximadamente três anos e já teve a oportunidade de servir no campo missionário. Para ela, essa experiência mostrou ainda mais a importância de quem permanece “segurando

as cordas” em oração. “Eu tive a oportunidade de estar no campo missionário e trabalhar com povos não alcançados e vi como a oração é importante. A oração dos irmãos que não pisaram naquele campo, nem conhecem e talvez nem vão conhecer aquelas pessoas por quem estão orando, faz diferença na vida das pessoas e nas ações missionárias realizadas, porque a gente sabe que o Senhor ouve as nossas orações. As nossas orações valem muito em seus efeitos, como diz a Palavra.” Além da oração, outra forma de o jovem se envolver com missões é mobilizando sua igreja local para apoiar o trabalho dos missionários no campo. Esse é o caso de Thaynara Cordeiro, 31 anos, membro da Primeira Igreja Batista de São João de Meriti - RJ. Ela conta que serve como mobilizadora de missões há pouco mais de um ano. No início, sentia-se incapaz e tinha medo de assumir esse compromisso, mas o Senhor foi capacitando-a e mostrando que é Ele quem realiza cada detalhe da obra. A cada dia, segundo Thaynara, seu amor por missões e pela evangelização aumenta. “Ao longo dessa caminhada, meu coração tem se alegrado com os testemunhos dos missionários que estão no campo e com tudo o que Deus tem feito entre os povos. Cada história fortalece ainda mais a minha convicção de que missões são o coração de Deus. Aprendi que a missão é feita com as mãos, quando ofertamos; com os joelhos, quando oramos; e com os pés, quando somos enviados. Talvez nem todos iremos ao campo missionário, mas todos podemos participar da missão por meio das nossas orações, das nossas ofertas e do nosso


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NOTÍCIAS MISSÕES DO BRASILMUNDIAIS BATISTA

compromisso com a expansão do Reino.

do PAM – Programa de Adoção Missionária –, você se conecÉ um privilégio gastar a minha juventude servindo à obra ta de forma contínua com a obra missionária e contribui para o missionária e cooperando para que mais pessoas conheçam avanço do evangelho entre povos e nações. Mais do que uma o amor de Cristo. Hoje entendo que mobilizar pessoas para oferta mensal, é uma forma de dizer: “eu faço parte disso”. missões também é uma forma de anunciar o Evangelho e Com o PAM, seu envolvimento com missões deixa de ser participar daquilo que Deus está fazendo entre as nações.” pontual e passa a acompanhar a sua caminhada. Você pode adotar um missionário ou projeto específico ou escolher uma área missionária com a qual se identifica, como nutrição, saúde, infâncias, educação ou plantação de igrejas. Acesse o formulário pelo QR Code abaixo, torne-se um Parceiro PAM e encontre o seu lugar nessa missão.

Como Thaynara destaca, ofertar também é uma forma de participar da missão. Vá, Ore e Mobilize são três dos Pilares Missionários de Missões Mundiais. O quarto é “Oferte”. É por meio das ofertas que missionários permanecem no campo, projetos de desenvolvimento comunitário alcançam novas pessoas, ações de saúde chegam a comunidades em situação de vulnerabilidade, crianças e adultos neurodivergentes têm acesso à educação de qualidade e oportunidade de trabalho, igrejas são plantadas e o Evangelho é levado aos Povos Não Alcançados e a pessoas que nunca ouviram sobre Jesus.

Se, assim como os jovens do GOIP, você deseja se unir a um grupo de intercessão, acesse missoesmundiais.com.br/ ore . Se, assim como Thaynara, quer mobilizar outras pessoas para a missão como voluntário, encontre mais informações em missoesmundiais.com.br/mobilize .

Orando, ofertando, mobilizando ou indo, há um lugar para Fazer parte da missão não começa quando você atravessa você na missão. Escolha como se envolver e caminhe conosuma fronteira. Começa quando decide que aquilo que Deus co no que Deus está realizando entre os povos. Somos Um está fazendo no mundo também importa para você. Por meio na Missão. n


NOTÍCIAS DO BRASIL BATISTA

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Convicção Editora promove Conferência “O Pregador” em parceria com o Seminário do Sul Programação foi marcada pelo resgate da tradição Batista de formação de pregadores e pela centralidade da Palavra de Deus.

Marcelo Nelles e alunos do Seminário do Sul conduziram momentos de louvor e adoração

Estevão Júlio

jornalista na Convenção Batista Brasileira

Pr. Samuel Moutta, professor do Seminário do Sul, foi homenageado; ele irá para a PIB Manaus

“São livros de três homens que viveram o que escreveram e que viveram o que pregaram”, destacou pastor Fernando Brandão, diretor-executivo da CBB. A obra O Pregador, de John W. Shepard, recebeu atenção especial por sua ligação histórica com o próprio Seminário do Sul. Shepard foi um dos responsáveis pelo sonho de estabelecer uma instituição destinada à formação de líderes e pregadores, juntamente com outros pioneiros. Mais de um século depois de sua primeira edição, a obra volta às mãos de uma nova geração. “Hoje nós temos alegria de relançar essa obra chamada O Pregador, de John Shepard, muitos anos depois, mais de um século. E é uma obra que permanece atualizada”, destacou o executivo da CBB. O livro foi entregue simbolicamente ao Seminário do Sul, como expressão do compromisso com a formação de pregadores. A proposta é que a obra integre a formação dos alunos e continue contribuindo para a preparação de homens e mulheres vocacionados ao ministério.

A Convicção Editora realizou, em parceria com o Seminário do Sul, a Conferência Teológica “O Pregador”, de 22 a 25 de agosto, na capela do STBSB, para um tempo de celebração, memória, formação e reflexão sobre a responsabilidade daqueles que são chamados a proclamar a Palavra de Deus. Programação reuniu pastores, líderes, professores, alunos dos seminários da Convenção Batista Brasileira e participantes que acompanharam a programação pela internet. Os preletores convidados foram o Dr. Luiz Sayão, Pr. Raphael Abdalla, Pr. Daniel Messina e Pr. João Emílio. Desde a abertura, o encontro foi apresentado como um momento histórico, especialmente pela relação entre a conferência, a tradição de formação teológica dos Batistas brasileiros. Um dos momentos marcantes da abertura foi o lançamento de três obras históricas pela Convicção Editora: O Pregador, de John W. Shepard; O Pastor, de Manoel Avelino de Souza; e Esboço de Homilética, de José Munguba Sobrinho. “Vale a pena investir na formação de líderes” A iniciativa foi apresentada como parte do compromisso da editora com a formação de líderes e com o resgate de Representando o Seminário do Sul, pastor Pedro Veiga, materiais que permanecem relevantes para a igreja contemporânea. Ao apresentar as obras, foi destacado que os diretor da instituição, ressaltou que o recebimento das obras três autores não apenas escreveram sobre a pregação, mas representa mais do que a entrega de livros. Trata-se de uma reafirmação da visão que fundamenta a formação teológica viveram aquilo que ensinaram. promovida pelos seminários da CBB. “Ao receber este livro, para nós é um momento histórico muito simbólico, em que nós renovamos o nosso compromisso com a visão do nosso pioneiro de servir a Jesus Cristo, servindo as igrejas locais na formação e desenvolvimento de uma nova geração de líderes.” O momento também reforçou que as instituições de ensino existem para servir às igrejas locais e glorificar o nome de Capela do Seminário do Sul Líderes da denominação Jesus Cristo, e não como um fim em si recebeu a programação participaram da conferência mesmas.


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NOTÍCIAS DO BRASIL BATISTA

Niceia, filha de Manoel Avelino de Souza, participou da conferência “O Pregador” e recebeu homenagem que lembrou legado de seu pai

Luiz Sayão: conhecimento das línguas originais deve conduzir à submissão à Palavra A primeira exposição da noite foi conduzida pelo pastor Luiz Sayão, teólogo, linguista, hebraísta, tradutor da Bíblia e pastor da Igreja Batista Nações Unidas - SP. Logo no início, o pastor destacou que o conhecimento de hebraico, grego e aramaico é importante para a compreensão das Escrituras, mas não deve ser dissociado da vida espiritual do pregador. “É muito importante o conhecimento das línguas originais, muito importante conhecimento de teologia, de homilética, de hermenêutica, mas a ousadia de transmitir a Palavra de Deus envolve uma relação, em primeiro lugar espiritual.” Para Sayão, estudar o texto bíblico não significa simplesmente dominá-lo intelectualmente. O pregador precisa permitir que a Palavra trabalhe primeiro em sua própria vida. “É uma relação de se submeter ao texto, não simplesmente dominar o texto, mas se permitir ser dominado por ele.” A partir do Salmo 23, o expositor demonstrou como o conhecimento das línguas originais pode ampliar a compreensão de um texto conhecido e revelar nuances importantes para a interpretação e a pregação. Sayão ressaltou, porém, que nem todo pastor precisa alcançar um nível acadêmico profundo no estudo das línguas bíblicas. O acesso a bons comentários, ferramentas e recursos de estudo pode auxiliar o pregador a compreender melhor o texto. “Apesar da gente não poder nem sempre se tornar um conhecedor profundo de línguas originais, é possível mediante muitas ferramentas hoje disponíveis você ter acesso a elementos fundamentais.” Ao percorrer o Salmo 23, o pastor mostrou como palavras e construções do hebraico ajudam a perceber com maior profundidade a relação entre Deus e seu povo. A conhecida declaração “O Senhor é o meu pastor” foi apresentada como

expressão de confiança no Deus que provê, sustenta, guia, protege e conduz. O ponto alto da exposição foi a compreensão do desfecho do salmo: depois de reconhecer a bondade e a fidelidade de Deus, o salmista chega à conclusão de que deseja permanecer na presença do Senhor. “Agora eu vou adorar para sempre.” Para Sayão, a verdadeira adoração nasce do conhecimento de Deus e de uma experiência real com Ele. “Adoração verdadeira vem do conhecimento de Deus, vem da experiência com Deus e vem da compreensão extraordinária que os detalhes das línguas originais nos ajudam a compreender.” Daniel Messina: antes de preparar um sermão, Deus prepara o pregador Na segunda exposição da noite, o pastor Daniel Messina abordou diretamente a identidade e a responsabilidade do pregador, estabelecendo diálogo com a obra O Pregador, de John Shepard. Messina, pastor sênior nos Estados Unidos e doutor em pregação, participou também do processo de revisão das três obras lançadas pela Convicção Editora. Ele explicou que o projeto nasceu de uma conversa com o Pr. Fernando Brandão e ganhou forma a partir do desejo de recuperar materiais históricos que pudessem contribuir com a formação de uma nova geração. Sua reflexão começou com uma pergunta fundamental: qual é a principal responsabilidade de um pastor? A resposta, segundo Messina, não pode ser encontrada apenas nas atividades administrativas, pastorais ou relacionais. A pregação ocupa lugar central no ministério. “Os primeiros líderes do movimento Batista brasileiro compreenderam a pregação como o principal meio pelo qual Deus edificaria e ainda edifica sua Igreja.” Ao olhar para a história dos Batistas brasileiros, Messina destacou que a pregação veio antes das instituições. Missionários e pioneiros anunciaram o Evangelho antes da existência

Aos 92 anos, sua filha, Niceia, participou da cerimônia acompanhada de uma das netas do pastor, Denise.


NOTÍCIAS DO BRASIL BATISTA

Homenagem foi um dos pontos altos da conferência

O JORNAL BATISTA Domingo, 30/08/26

Pr. Raphael Abdalla foi um dos preletores

dos grandes seminários e estruturas denominacionais. “A pregação veio antes das instituições e as instituições nasceram para fortalecer a pregação e o pregador.” A própria história de O Jornal Batista foi utilizada como exemplo. Segundo a exposição, já na primeira edição, em 1901, o editor afirmou: “Cada número do jornal deve conter o esboço de um sermão.” Durante as primeiras décadas de circulação, o periódico publicou sermões, esboços, textos sobre homilética, traduções e materiais destinados à formação de pregadores. Dessa maneira, tornou-se uma espécie de escola permanente de pregação que alcançava ministros em diferentes regiões do país. “Eles trabalharam forte para edificar o pregador.” Outro ponto central da palestra foi a compreensão do chamado ministerial. A partir de Shepard, Messina afirmou que o ministério não nasce da ambição humana. “Ministério não nasce da ambição humana. Ele nasce da iniciativa divina.” Messina destacou, inclusive, a responsabilidade das famílias cristãs na formação de futuras vocações. “Talvez o próximo grande pregador que Deus levantará esteja hoje sentado à sua mesa, à mesa de uma família cristã.” A Igreja local também possui papel fundamental nesse processo, inclusive no apoio à formação teológica dos vocacionados. “As igrejas devem ajudar o jovem a buscar seu preparo em colégios e em seminários.” Para Shepard, apresentado por Messina, a questão fundamental não é apenas saber como elaborar um sermão, mas compreender quem é o homem que irá pregá-lo. “Antes de Deus preparar um sermão, Ele prepara um pregador.” A palestra também destacou que uma Igreja dificilmente será forte quando seu púlpito é fraco. A partir de uma comparação utilizada por Shepard, Messina lembrou que um exército não pode esperar bons resultados quando é conduzido por oficiais despreparados. O segundo dia deu continuidade ao movimento de resgate histórico iniciado no primeiro dia, com o lançamento de

Daniel Messina foi um dos preletores

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Painel com Daniel Messina, Elildes Fonseca e João Emílio

três obras clássicas relacionadas à pregação e à formação ministerial. Uma conferência que conecta gerações Ao destacar o significado daquele momento, pastor Fernando Brandão ressaltou que a realização da conferência ocorria em uma semana especialmente significativa para os Batistas brasileiros, que também havia sido marcada pela reunião do Conselho Geral da CBB. O segundo dia da conferência reservou um espaço especial para homenagear o pastor Manoel Avelino de Souza. Na denominação, exerceu forte liderança e foi presidente da Convenção Batista Brasileira por sete vezes, além de atuar na Convenção Batista Fluminense e na Aliança Batista Mundial. Sua contribuição também alcançou a música cristã: escreveu 39 letras de hinos, sendo 29 incluídas no Cantor Cristão. “Para nós batistas, para a Convicção Editora, para o Seminário do Sul, é uma honra poder relançar esta obra do pastor Manuel Avelino de Souza para esta geração”, destacou pastor Fernando Brandão. A homenagem ganhou ainda mais significado com a presença de familiares do pastor. Aos 92 anos, sua filha, Niceia, participou da cerimônia acompanhada de uma das netas do pastor, Denise. O presidente da CBB, pastor Raphael Abdalla, entregou à família uma placa em reconhecimento à vida, ao ministério e ao legado de Manuel Avelino, destacando sua dedicação à obra missionária, seu pastoreio e sua contribuição para a hinódia e para a história dos Batistas brasileiros. “A oração que salva o pregador”

Com base em Atos 12, o pastor Rapahel Abdalla ministrou a mensagem da noite com o tema “A oração que salva o pregador”. A partir da passagem, o presidente da CBB destacou que a vida de oração não substitui o preparo intelectual e teológico do pregador. Ao contrário, piedade e conhecimento precisam caminhar juntos. “De forma absoluta, nós não podemos desassociar uma vida piedosa e uma vida dada às letras e aos estudos. Não devemos fazer uma divisão entre aquilo que é piedoso e aquilo que é ortodoxo. A piedade e a ortodoxia devem, portanto, andar de mãos dadas.” Dois iPads foram sorteados Ao falar sobre a construção do serna programação mão, apresentou a importância da cha-


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NOTÍCIAS DO BRASIL BATISTA

Programação reuniu pastores, líderes, professores, alunos dos seminários da Convenção Batista Brasileira e participantes que acompanharam a programação pela internet

Pr. Fernando Brandão, diretor-executivo da CBB

João Encarnação, gerente da Convicção Editora

Coro de alunos do Seminário do Sul

Luiz Sayão foi um dos preletores

Painéis fizeram parte da programação

Obras lançadas durante a Conferência

Daniel Messina veio dos EUA para a Conferência

mada “ideia do sermão”. Recuperando conceitos de estudiosos da homilética, explicou que ela pode ser compreendida como o “embrião da prédica” ou uma “faísca criativa”. Mas essa criatividade, segundo a mensagem, não nasce simplesmente do esforço intelectual. “Essa parte na vida de qualquer pregador só pode vir do alto.” Depois dessa inspiração, vem o trabalho do pregador: estudar, comparar versões, recorrer às línguas originais, consultar livros e aprofundar-se no texto bíblico. Ao avançar pela narrativa de Atos 12, Abdala chamou atenção para uma característica fundamental da igreja primitiva: diante da prisão de Pedro, a primeira reação foi orar. De acordo com o pastor, o ministro precisa continuar buscando a Deus até que a Palavra fale ao seu coração, até que o Senhor

Tempo de oração com Pr. Ivan Dias, da PIBRJ

Pr. João Emilio e Pr. Pedro Veiga

discipline sua vida e até que aquilo que será levado ao púlpito seja fruto de uma vida dependente de Deus. Em um dos momentos tratou dos impactos da inteligência artificial sobre a produção de conteúdo e sobre o futuro da comunicação. Para ele, novas tecnologias poderão substituir diversas atividades e transformar profissões. Entretanto, existe uma dimensão da pregação que não pode ser reduzida a algoritmos. “Nenhum sermão produzido com dois cliques vai substituir as lágrimas de alguém que fala sobre Deus, mas que conhece a Deus.” Depois da mensagem, o pastor Elildes conduziu um momento de oração, com um pedido específico para que Deus levante uma geração de pregadores cheios do Espírito Santo e dependentes da oração. O segundo dia também apresentou oportunidades de formação continuada oferecidas pelo Seminário do Sul. No terceiro dia, a programação seguiu aprofundando a reflexão sobre os desafios enfrentados pelo pregador no contexto contemporâneo. Depois de dois dias dedicados ao chamado, à formação, à vida espiritual e à responsabilidade de quem proclama a Palavra de Deus, a programação voltou seus olhos para questões que estão cada vez mais presentes no cotidiano das Igrejas: a inteligência artificial, as transformações culturais e a necessidade de preservar a fidelidade das Escrituras na pregação. A programação reuniu momentos de louvor, diálogo e ex-


NOTÍCIAS DO BRASIL BATISTA posição bíblica, mantendo a proposta central da conferência de fortalecer aqueles que exercem ou estão se preparando para o ministério da pregação. O terceiro dia teve como destaque dois grandes momentos de conteúdo: o painel “Inteligência Artificial e o Púlpito: Que Tipo de Sermão Estamos Produzindo?”, com a participação dos pastores Daniel Messina, João Emilio e Elildes Fonseca, e a plenária da noite, ministrada pelo pastor Daniel Messina, com o tema “Pregando a Palavra da Verdade: A Pregação Expositiva em um Mundo Pós-Moderno”. Depois de quatro dias de reflexão, formação e comunhão, a Conferência Teológica “O Pregador”, promovida pela Convicção Editora, terminou nesta sexta-feira, 28 de agosto. No último dia, o foco esteve sobre dois grandes desafios

O JORNAL BATISTA Domingo, 30/08/26

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do ministério: pregar passagens complexas das Escrituras sem distorcer sua mensagem e reconhecer as próprias limitações diante da grande responsabilidade de ocupar um púlpito. A programação do encerramento começou com louvor e, em seguida, trouxe o painel “Pregando Textos Difíceis: O Desafio de Pregar com Fidelidade Passagens Complexas das Escrituras”, com os pastores Valtair Miranda, Diogo Carvalho e João Emílio. A conferência “O Pregador” contou com 695 inscritos, entre participantes presenciais e online. Você pode acompanhar a Convicção Editora através das redes sociais. Instagram: @conviccaoeditora Facebook: Convicção Editora n


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PONTO DE VISTA

O Batismo no Novo Testamento: uma análise exegética e filológica do credobatismo e da imersão no grego koiné sob a Perspectiva Teológica Batista - Parte II Dionizio Costa Júnior

membro da Primeira Igreja Batista em Jaboatão - PE, teólogo e atualmente no Programa de Complementação Teológica do Seminário Batista do Norte do Brasil

Após o sermão de Pedro no dia de Pentecostes, a multidão pergunta o que deveria fazer diante da mensagem do evangelho. A resposta do apóstolo tornou-se um dos textos fundamentais para a compreensão da doutrina do batismo: “Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo para remissão dos pecados...” (At 2.38). No texto grego, a construção sintática apresenta uma sequência cuidadosamente organizada. O verbo μετανοήσατε (metanoēsate), “arrependei-vos”, encontra-se no imperativo aoristo, segunda pessoa do plural. Trata-se de uma ordem dirigida diretamente à consciência dos ouvintes, convocando-os a uma mudança definitiva de mente e de vida. Na sequência aparece βαπτισθήτω (baptisthētō), “seja batizado”, também no imperativo aoristo, porém na terceira pessoa do singular, individualizando a aplicação do rito. Essa construção estabelece uma relação de dependência: primeiro vem o arrependimento; depois, o batismo. A gramática não apresenta o batismo como ponto de partida da vida cristã, mas como resposta pública de quem já experimentou a conversão. Essa ordem possui profundas implicações teológicas. O arrependimento pressupõe compreensão da mensagem, consciência do pecado e decisão voluntária de voltar-se para Deus. Trata-se de capacidades cognitivas e espirituais incompatíveis com a primeira infância. Outro aspecto relevante está na expressão εἰς ἄφεσιν τῶν ἁμαρτιῶν (“para remissão dos pecados”). O batismo está associado ao reconhecimento da condição pecaminosa e à resposta consciente à graça divina. O rito, portanto, não opera automaticamente, mas pressupõe fé pessoal e entendimento da obra redentora de Cristo. O testemunho do eunuco etíope O episódio do eunuco etíope, registrado em Atos 8, reforça esse mesmo padrão. Após ouvir a exposição das Escrituras realizada por Filipe, o eunuco pergunta: “Que impede que eu seja batizado?” Independentemente das discussões textuais envolvendo o versículo 37, toda a narrativa apresenta um mesmo fluxo lógico: primeiro ocorre a exposição do evangelho; em seguida, a compreensão da mensagem; depois vem a profissão de fé; somente então acontece o batismo. Além disso, Lucas registra que ambos “desceram à água” (κατέβησαν εἰς τὸ ὕδωρ) antes da realização do rito, descrição

que volta a apontar para a prática da imersão. Mais uma vez, a narrativa une dois elementos inseparáveis: fé consciente e submersão nas águas. O significado do batismo em Romanos 6 A fundamentação teológica mais profunda do batismo encontra-se nas cartas paulinas. Em Romanos 6.3-4, Paulo afirma que os cristãos foram batizados na morte de Cristo e acrescenta: “Fomos, pois, sepultados com ele pelo batismo na morte”. O verbo grego συνετάφημεν (synetaphēmen) significa literalmente “fomos sepultados juntamente com”. Essa escolha vocabular não é meramente ilustrativa. O apóstolo utiliza a experiência física do batismo para representar visualmente a união do crente com Cristo em sua morte, sepultamento e ressurreição. Quando o candidato entra completamente na água, simboliza o sepultamento do velho homem. Ao emergir, representa sua nova vida em Cristo. Todo o argumento depende da imagem da submersão completa. Sob essa perspectiva, a aspersão perde a força simbólica do texto. Derramar algumas gotas de água sobre alguém não comunica visualmente a ideia de sepultamento, elemento central da analogia construída por Paulo. O simbolismo do batismo somente alcança sua plenitude quando o rito reproduz, de maneira visível, a morte, o sepultamento e a ressurreição do Senhor. A fé como condição indispensável Essa mesma compreensão reaparece em Colossenses 2.12: “...sepultados com ele no batismo, no qual igualmente fostes ressuscitados mediante a fé no poder de Deus”. Observe que Paulo conecta diretamente o batismo à fé do próprio participante. A experiência espiritual simbolizada pelo rito pressupõe alguém capaz de confiar conscientemente na ação salvadora de Deus. Não se trata apenas de um ato externo, mas da expressão pública de uma realidade interior já produzida pelo Espírito Santo. Assim, tanto a estrutura sintática de Atos quanto a teologia desenvolvida por Paulo convergem para a mesma conclusão: o batismo neotestamentário é precedido pelo arrependimento, sustentado pela fé e representado pela imersão, preservando a coerência entre a gramática do texto, o simbolismo do rito e a experiência da conversão. n


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