ANO CXXV EDIÇÃO 32 DOMINGO, 09.08.2026
ISSN 1679-0189 ÓRGÃO OFICIAL DA CONVENÇÃO BATISTA BRASILEIRA FUNDADO EM 1901
Pais
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que edificam gerações
Dia dos Pais
segundo domingo de agosto No Dia dos Pais, celebramos homens que, pelo exemplo, amor e discipulado, fortalecem a unidade da família e testemunham Cristo às próximas gerações.
Notícias do Brasil Batista
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Desde o ventre
Liderança
Impacto Social
Paternidade Cristã
Mulheres Batistas lançam iniciativa que discipula grávidas durante gestação
CBB promove conferência em liderança de alta performance no Centro Batista
Convenção Batista Paraibana início a Formação em Projetos Comunitários
Lourenço Rega fala sobre paternidade cristã diante da desconstrução familiar
págs. 08 e 09
págs. 13 e 14
pág. 15
pág. 18
2 O JORNAL BATISTA Domingo, 09/08/26 EDITORIAL
REFLEXÃO
Somos Um: pais que edificam gerações
O Dia dos Pais nos convida a celebrar homens que, pela graça de Deus, compreenderam que a paternidade vai muito além de prover o sustento ou exercer autoridade. Ser pai é um chamado divino para amar, ensinar, servir e conduzir os filhos no caminho do Senhor. Em um tempo em que tantos referenciais têm sido enfraquecidos, a Palavra de Deus continua apontando para a importância de pais que vivem a fé de forma autêntica e deixam um legado que ultrapassa gerações. O tema da Convenção Batista Brasileira para este ano, “Somos Um”, nos lembra que a unidade da Igreja começa em relacionamentos saudáveis, firmados em Cristo. E um dos primeiros lugares onde essa unidade é cultivada é o lar. Quando um pai ama sua família, ora por seus filhos, ensina as Escrituras e demonstra, por meio do próprio exemplo, o caráter de Cristo, ele contribui para a formação de famílias fortalecidas, Igrejas mais saudáveis e uma sociedade impactada pelo Evangelho. A Bíblia apresenta diversos exemplos de homens que compreenderam a responsabilidade de transmitir a fé às próximas gerações. Mais do que palavras, eles ensinaram por meio da vida. Esse continua sendo o desafio dos pais cristãos: discipular os filhos no cotidiano, mostrando que seguir a Cristo não é apenas um discurso para os domingos, mas um compromisso que orienta decisões, relacionamentos e prioridades. Vivemos dias em que muitas vozes disputam a atenção
das crianças e dos adolescentes. Nesse contexto, o testemunho de um pai presente, amoroso e comprometido com Deus torna-se ainda mais relevante. O discipulado no lar acontece nas conversas, nas orações, na leitura da Palavra, no perdão concedido, no serviço prestado e na maneira como a família aprende a caminhar unida mesmo diante das dificuldades. A unidade que tanto desejamos ver em nossas Igrejas também é construída dentro de casa. Pais que edificam seus filhos na fé contribuem para que novas gerações conheçam a Cristo, valorizem a comunhão e compreendam a beleza da cooperação no Reino de Deus. Assim, o “Somos Um” deixa de ser apenas um tema e torna-se uma realidade vivida diariamente no ambiente familiar. Neste Dia dos Pais, nossa gratidão se estende àqueles que têm assumido essa missão com fidelidade. Também oramos pelos pais que enfrentam desafios, pelos que caminham sozinhos, pelos avôs, padrastos, pais adotivos e por todos os homens que exercem influência espiritual sobre uma nova geração. Que Deus continue levantando homens segundo o Seu coração, dispostos a amar, servir e formar discípulos. Que nossos lares sejam o primeiro espaço onde a unidade em Cristo seja experimentada e transmitida. Afinal, quando pais edificam gerações na Palavra de Deus, famílias permanecem firmes, Igrejas são fortalecidas e o Reino continua avançando. É assim que vivemos, de forma concreta, a verdade que nos une: Somos Um. n
O JORNAL BATISTA Órgão oficial da Convenção Batista Brasileira. Semanário Confessional, doutrinário, inspirativo e noticioso. Fundado em 10.01.1901 INPI: 006335527 | ISSN: 1679-0189 PUBLICAÇÃO DO CONSELHO GERAL DA CBB FUNDADOR W.E. Entzminger PRESIDENTE Raphael H. P. Abdalla DIRETOR GERAL Fernando Macedo Brandão SECRETÁRIO DE REDAÇÃO Estevão Júlio Cesario Roza (Reg. Profissional - MTB 0040247/RJ) CONSELHO EDITORIAL Francisco Bonato Pereira; Guilherme Gimenez; Othon Ávila; Sandra Natividade EMAILs Anúncios e assinaturas: jornalbatista@batistas.com Colaborações: decom@batistas.com REDAÇÃO E CORRESPONDÊNCIA Caixa Postal 13334 CEP 20270-972
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REFLEXÃO
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Meu Pai Raimundo Ribeiro Passos “Eu falo do que vi diante de meu Pai; e vós fazeis o que também ouvistes de vosso pai” (Jo 8.38). Em março de 2019, aos 92 anos, meu pai faleceu. Papai foi um homem muito simples, com pouca instrução formal, resiliente, prestativo e com uma habilidade manual incrível. Desempenhou muitas atividades, dentre as quais, cuidar dos filhos após a morte de minha mãe, quando eu tinha apenas quatro anos de idade. Ele assumiu os dois papéis cuidando dos filhos. Lembro sempre da presença dele nas reuniões de pais e mestre na escola, que em sua maioria participavam as mães. Aprendi muito vendo meu pai em ação em casa, na rua, na Igreja, em todos os lugares. Era muito benquisto por todos que tinham a oportunidade de conhecê-lo e partilhar de sua convivência. O genitor não é alguém que você escolhe e alguns nem são considerados como pai. Isso é algo extremamente ruim, penso eu, pois esta relação de paternidade tem um reflexo importante na relação com Deus. Imagine uma pessoa que tem a relação com seu genitor/pai, muito conturbada, pesada e prejudicial. Como ela vai encarar Deus como Pai? Não é algo fácil e precisa de ajustes. Nossa relação com nosso pai tem uma grande influência na relação que mantemos com nossos filhos (de cuidado, de ensino, de amor etc.), mas também com Deus! O contexto do texto bíblico retirado do Evangelho de João nos mostra o desenrolar de uma conversa de Jesus mantida com um grupo de judeus. A discussão é no âmbito do reconhecimento de quem é o Filho (Jesus) a partir do conhecimento de quem é o Pai (Deus). Isso é muito interessante, pois conhecemos muito de nós mesmos quando olhamos para nosso próprio pai. Nós não temos relatos da relação de Jesus com seu pai José, mas sabemos que dele Jesus herdou a profissão. Deve ter feito muitos telhados e
aprendeu bem como fazê-los. Jesus não estava falando de José, com quem conviveu poucos anos, mas de Deus. No entanto, a relação percebida pelas pessoas foi a relação entre Jesus e José. Veja que nossa relação com Deus tem uma íntima ligação com nossa relação com nosso pai terreno. Além disso, o ser pai reserva em si uma forte ligação com a própria relação mantida entre Deus e seu Filho Jesus, pois é uma relação de amor, de compartilhamento de intimidade. É assim que pai e filho/filha devem viver. É algo que tive com meu pai e que agora, como pai, eu quero manter com meus filhos. Como pai somos um espelho, não só que reflete uma imagem, mas que reflete a luz recebida do próprio Deus. Assim, como pai, manter minha relação com Deus e espelhar isso aos meus filhos é essencial. Isso é o que vai fazer com que eles no futuro possam dizer – eu falo das coisas que vi e aprendi com meu pai (João 5.20). Para aqueles judeus, Jesus era o filho de José, o carpinteiro. Mas Jesus, está ali mostrando-lhes as obras que seu Pai (Deus) o havia incumbido de fazer. Ser pai é uma grande tarefa dada pelo próprio Deus e que merece ser honrada pelos filhos. Fazendo isto os filhos garantem o estabelecimento de uma vida frutífera e próspera (Efésios 6.2). Isto não é algo a ser feito apenas no segundo domingo de agosto, mas é no dia a dia, espelhando aquilo que aprendemos ao longo de uma vida. Assim, manter uma boa relação com Deus é essencial para deixar um exemplo permanente de como deve ser a relação entre pai e filho. Como pai, esse é o maior legado, a maior herança. Como filho ou filha, receba de seu pai aquilo que foi incumbido pelo próprio Deus. Honrem-no para terem uma vida feliz e próspera. Mantenham uma relação de amor, espelhada na relação entre Deus-Pai e seu Filho. Através de meu pai, conheci também o meu Deus. E vi nele o exemplo de uma vida dedicada. Esse foi meu pai e dou graças a Deus por ele. Feliz Dia dos Pais! n
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REFLEXÃO
Ser pai... Rogerio Araujo (Rofa) colaborador de OJB
Ser pai é ser AMIGO acima de tudo, mas não um amigo qualquer que os filhos têm, mas O amigo para todas as horas em quem sempre o filho pode contar; Ser pai é ser EXEMPLO, mas não como de outros no mundo em que o filho deve se inspirar e seguir seus passos, mas aquele em que pode se espelhar e “querer ser como o pai”, mesmo que em diferente profissão, mas no igual caráter, ética e perfil idôneo; Ser pai é ser INCENTIVADOR, mas não como um professor ou amigo e, sim, aquela pessoa que põe o ego do filho para cima, de maneira que ele acredite em si mesmo e vá em
frente na vida, buscando seu objetivo; Ser pai é ser CONSELHEIRO daqueles em que o filho sabe que pode contar com suas sábias palavras, mesmo que do seu jeito mais carinhoso ou até sem jeito, mas que é alguém pronto para aconselhar sobre qualquer assunto no dia a dia; Ser pai é SER PAI no melhor sentido da palavra, com P maiúsculo e não apenas um “provedor” que coloca o filho no mundo e se acha por isso um “pai”, mas aquele que, não importa a idade que tenha, sempre se importará e terá orgulho de SER PAI. Deus abençoe todos os pais e filhos nesta data especial que comemoramos! E que você jamais esqueça seu pai e nem seu filho! n
Homem Pai, Homem Filho, Homem no Espírito Santo Marinaldo Lima
pastor, colaborador de OJB
No princípio criou Deus os Céus e a Terra E também criou o homem e a mulher. Disse a Adão e Eva para se multiplicarem Sendo um só carne; e é assim que Ele quer. Homem e mulher se tornaram pai e mãe. A mulher e o homem receberam uma missão: Procriarem, tendo filhos, formando as famílias; Sendo obedientes ao Autor da criação. E nesta missão o homem é fundamental Para ensinar o seu filho e à sua filha. Desde a tenra infância o menino e a menina Vão observando o caminho que o pai trilha. O homem pai deve viver corretamente, Tendo uma postura de fé e honestidade. Um caráter firme mostrando suas virtudes; Uma vida plena de amor e sinceridade. O homem pai é o provedor do seu lar, Mesmo que a esposa tenha a sua profissão. Com o seu trabalho ele sustenta a família E todos os dias garante o precioso pão. O homem pai é o modelo para os filhos; Tem que aconselhar quando fazem algo errado. Sabiamente disciplina com a direção de Deus,
Dando o castigo eficiente e moderado. O homem filho obedece ao pai e à mãe. Desde a tenra infância obedece ao mandamento, Que tem a promessa de uma vida prolongada E que assegura o mais saudável crescimento. O homem filho ao chegar na adolescência E mesmo depois, quando vem a juventude, Vai observando os conselhos que recebe E vendo no pai o grande exemplo de virtude. O homem filho quando chega à vida adulta, Mesmo independente e cheio de maturidade, Continua respeitando e honrando pai e mãe. Não se esquece disto apesar de sua idade. O homem no Espírito Santo é um filho obediente Honra o pai e à mãe como diz o mandamento. “Enchei-vos do Espírito” diz a Sagrada Escritura E este homem é cheio de poder e avivamento. O homem no Espírito Santo é um marido fiel. Como Cristo amou a Igreja, ele ama à sua amada. “Andai em Espírito” diz a Palavra do Senhor E este homem anda com a vida santificada. O homem no Espírito Santo é um pai exemplar; Ensina ao filho e à filha a vida com integridade. Cultiva o amor, alegria, paz e longanimidade; Fé, mansidão, temperança, benignidade e bondade.
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Adoração coletiva: A importância da música, arte e celebração como expressão de sermos um em Cristo Túlio Andrade
membro da Missão Batista do Grajaú, no Rio de Janeiro - RJ, onde atua principalmente nos ministérios de música e educação cristã. É estudante de Teologia e de Música pelo Seminário do Sul e presidente do Centro Acadêmico Doutor Shepard
Há um momento quase imperceptível dentro de um culto, entre uma leitura de um texto bíblico e um cântico congregacional, em que a Igreja se levanta como um só movimento. Ouve-se o farfalhar das páginas das Escrituras e dos boletins, o som abafado dos passos e, por fim, dezenas ou centenas de respirações sincronizadas que precedem a primeira nota do canto da congregação. É o instante em que o indivíduo, com suas angústias e vitórias da semana, se dissolve em algo maior. Ao cantar, a Igreja volta a ocupar, de forma visível, o lugar de povo que o Senhor convocou para si. Como diz o salmista: “Vinde, cantemos ao Senhor; jubilemos à rocha da nossa salvação” (Sl 95.1). Nesse encontro, a música e a arte deixam de apenas ser recursos estéticos para se tornarem o próprio fôlego da comunidade. Cantar em conjunto é um exercício de atenção ao outro. Para que a canção flua, é preciso ouvir o irmão ao lado, ajustar o próprio volume à voz da congregação e entender que a beleza daquele resultado não depende da perfeição técnica de uma voz isolada, mas da disposição de cada um em sustentar a voz do outro. Do uníssono de um “amém” à mão estendida para sustentar o irmão, a unidade estabelecida pelo Espírito Santo deixa de ser uma doutrina invisível e ganha corpo e som. É a experiência concreta de que, naquele que nos chamou para junto de si, as nossas diferenças não são apagadas, mas afinadas em uma mesma direção. Essa linguagem da celebração é o que nos dá rosto e sustenta a nossa história comum. A arte na adoração coletiva funciona como uma linguagem que dá forma ao que acre-
ditamos. Ela nos ajuda a expressar aquilo que a linguagem puramente lógica não alcança. Na escolha do repertório, na leitura pública das Escrituras, na homilética, na mesa da Ceia, nas orações e nos símbolos da liturgia, reafirmamos quem somos: um povo que olha para o pão repartido e vê o sacrifício de Cristo; que ouve uma canção de esperança e recorda a fidelidade de Deus em tempos de tribulação; que se une em oração e experimenta o peso da responsabilidade mútua. A beleza do culto não serve para nos distrair do mundo, mas para nos lembrar de que fomos resgatados para vivê-lo de uma forma inteiramente nova, diante da face de Deus em cada gesto ordinário. A Igreja que celebra com verdade e beleza torna-se, assim, um testemunho vivo. Em um tempo em que o individualismo parece ditar o ritmo da vida, uma comunidade que escolhe se reunir para cantar sua fé oferece ao mundo uma amostra de uma realidade diferente. Através do discipulado que acontece na liturgia e na vida da Igreja, somos ensinados a amar o que Deus ama e a ver a criação não como um recurso a ser explorado, mas como uma dádiva que aponta para o Criador. Cada celebração é um esforço consciente para que a nossa imaginação não seja sequestrada pelas pressões do dia a dia, mas permaneça ancorada na promessa de que Cristo está restaurando todas as coisas. Nossa adoração coletiva é, portanto, o ensaio de uma eternidade que já começou. Quando as vozes se misturam e o coração se aquieta na beleza do Evangelho, estamos antecipando o dia em que o louvor de todas as nações, tribos e línguas convergirá em um só som diante do Cordeiro. Por enquanto, seguimos cantando, celebrando e criando juntos, porque fomos feitos um em Cristo. Que o andamento de nossa vida comum seja como uma canção cantada em muitas vozes, tornando visível e audível, já no presente, a comunhão que o Evangelho tornou possível. n
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REFLEXÃO
Juventude Missionária: o papel da juventude na missão integral, servindo dentro e fora das Igrejas locais Quézia Alessandra Cidade Araújo
membro da Igreja Batista Filadélfia, em Ilhéus - BA
A história de Ester nos apresenta uma jovem, uma menina, estrangeira, órfã, que é criada pelo primo mais velho. Essa jovem eventualmente precisa fazer uma escolha: defender seu povo diante do rei. Assim que é confrontada por Mardoqueu, Ester coloca-se diretamente na posição de linha de frente de uma batalha que enfrentaria em favor do povo judeu. “Vá, reúna todos os judeus de Susã e jejuem por mim. Não comam nem bebam durante três dias e três noites. Minhas criadas e eu faremos o mesmo. Depois, irei à presença do rei, mesmo que seja contra a lei. Se eu tiver de morrer, morrerei” (Ester 4:16). Estas palavras da rainha Ester são capazes de produzir uma reflexão poderosa ao destacarmos seu senso de responsabilidade, mas principalmente de disponibilidade ao se expor nesse sentido. Ester foi levada ao palácio com o simples objetivo de participar da espécie de um concurso realizado pelo Rei Assuero que buscava escolher sua nova Rainha. Esse era o objetivo prático, mas sabemos que no fim de tudo Deus tinha um plano muito maior através da vida daquela jovem. E ao lermos os passos de Ester para que a vontade do Senhor em salvar seu povo fosse concretizada, notamos uma jovem determinada, disposta a morrer se fosse preciso pois entendeu que essa era sua missão “[...] Quem sabe não foi justamente para uma ocasião como esta que você chegou à posição de rainha?”
(Ester 4:14) Assim, a disponibilidade de Ester ganha destaque. E então somos levados a refletir sobre a missão que nos foi dada enquanto juventude inserida numa Igreja local e como expandir nosso serviço e missão do Reino para além dos muros. Como estamos vivendo nossos dias e como estamos percebendo nossas responsabilidades e se de fato estamos realizando todas elas de forma agradável ao Senhor, é o que precisamos pensar. Por isso, a fala de Ester no capítulo 4.16 expressa justamente essa atitude que provoca o impulso desse papel a ser desempenhado em nós enquanto jovens em nossas comunidades. A missão de Ester começou no cotidiano em que ela estava inserida, na vida comum que ela levava, e como ela serviu exatamente no contexto de comunidade em que estava inserida. Não podemos pensar nem esperar que algo específico ocorra para que nossos corações se voltem para a missão integral. Ester foi posta naquele palácio por um motivo que o Senhor só revelou tempos depois. Era necessário que a jovem menina ganhasse respeito e confiança do rei para que assim o plano maior lhe fosse revelado, mas antes de tudo ela esteve disposta a servir com suas atribuições que lhe cabiam até aquele momento. Por isso, devemos estar atentos aos nossos dias comuns dentro de nossas igrejas, e quais são as atribuições que nos cabem hoje para desempenhá-las com excelência, porque a missão integral começa no coração disponível e responsável. E assim entendemos que o nosso papel, o papel da juventude batista é estar disponível. n
MISSÕES NACIONAIS
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Um chamado para mobilizar!
Jemima Barbosa
para a apresentação final. Eu vi o pote de ofertas na mão de um dos “tios” e perguntei se já haviam informado o valor. Eles disseram que Meu nome é Jemima Rogério Barbosa, sou ainda não. Perguntei quanto tinham levantado membro da Primeira Igreja Batista de Campo de oferta e ouvi, surpresa e emocionada: R$ Grande, no Rio de Janeiro, e sou missionária 2.670,00. Informei à responsável pela contabimobilizadora voluntária na Associação de lidade, que quase não acreditou. O valor deles Igrejas Batistas do Oeste Carioca (AIBOC). correspondia a mais de 10% do alvo e eles Eu participo do Acampamento de Promotores conseguiram com cofrinhos que levavam pelo desde 2010 e sou MMV desde 2013, quando acampamento explicando o motivo da oferta; Missionária Jemima comecei também a fazer parte da equipe que vendendo doce, artesanato, café, salgadinho... coordenando o check-in trabalha no planejamento e na preparação Trabalharam como formiguinhas, mas foram no Acampamento de do encontro. gigantes, deixando exemplo e reanimando a Promotores 2026 Missões sempre fez parte da minha vida fé dos adultos. e o chamado para a Mobilização confirmou meu papel no Para qualquer Promotor de Missões, cada Acampamento Reino. Neste ano, especificamente, vi a resposta às nossas é um evento único, mesmo que tenha ido a todos os anterioorações quando pedimos por 450 inscritos, entre adultos e res. Não é apenas o pontapé inicial da Campanha; é renovo, crianças, e chegamos a 520 participantes. aprendizagem e compartilhamento de lutas e vitórias e a Outro destaque foi o alvo financeiro, de R$ 25.000,00, que certeza de que, caminhando juntos, a gente alcança a Pátria nos desafiou a levantar a primeira oferta da Campanha em para Cristo. Neste ano, ver as crianças e os adolescentes apenas 3 dias, durante o Acampamento. O tempo parecia do Rio, que foram capacitados como “Promotores Mirins”, curto e a quantia alta, mas Deus está nessa missão e ultra- mostrou isso. passamos o valor! Neste ponto, o que me impactou foi a partiA Campanha 2026 está apenas começando, mas já sonho cipação das crianças. Já havia recebido a informação de que com 2027 para encontrar e reencontrar Promotores apaixohavíamos ultrapassado o alvo e, então, as crianças entraram nados. Que venham muitos. Que venham todos! n missionária mobilizadora voluntária
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NOTÍCIAS DO BRASIL BATISTA
NOTÍCIAS DO BRASIL BATISTA
Identidade visual do novo programa das Mulheres Batistas, o “Desde o Ventre”
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O programa é composto pelo Manual da Intercessora e pelo Diário de Oração da Gestante
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NOTÍCIAS DO BRASIL BATISTA
Gerente de Educação Cristã da CBB participa de agenda ministerial nos Estados Unidos Elana Ramiro compartilhou recursos para o fortalecimento da Educação Cristã.
Elana Ramiro apresentou material da Convicção Editora e participou de culto na PIB Flórida
Estevão Júlio
jornalista na Convenção Batista Brasileira
Representando a Convenção Batista Brasileira (CBB) e a Convicção Editora, Elana Ramiro, gerente de Educação Cristã da CBB, participou do retiro anual da Ordem dos Pastores Batistas Brasileiros da América do Norte (OPBBAN), fortalecendo os laços de cooperação e compartilhando recursos voltados à Educação Cristã. Durante o encontro, Elana apresentou a proposta educacional da CBB, destacando materiais, recursos e ferramentas desenvolvidos para fortalecer o ensino bíblico e o discipulado nas Igrejas Batistas. A participação também proporcionou um momento de diálogo com líderes sobre as necessidades e oportunidades da Educação Cristã no contexto das Igrejas brasileiras na América do Norte. Elana também ministrou uma oficina dedicada à apresentação da proposta educacional da CBB e do catálogo da Convicção Editora, compartilhando os materiais produzidos para atender às diferentes faixas etárias e ministérios das Igrejas, incentivando sua utilização como apoio ao ensino e à formação de discípulos. Além das atividades do retiro, Elana participou do culto na Primeira Igreja Batista da Flórida, onde, após a celebração, reuniu-se com a equipe docente da Igreja para um momento de capacitação, apresentando a proposta educacional da CBB e compartilhando orientações sobre a utilização dos materiais da Convicção Editora no contexto da Escola Bíblica e da formação de discípulos. n
Elana apresentou a proposta educacional da Convenção Batista Brasileira
Encontro abriu espaço para diálogo sobre as necessidades e oportunidades da Educação Cristã
Elana participou do retiro anual da OPBBAN, fortalecendo os laços de cooperação e compartilhando recursos voltados à Educação Cristã
MISSÕES MUNDIAIS
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Somos Um na Missão!
Redação de Missões Mundiais Quando jovens decidem dizer “sim” ao chamado de Deus, a missão ganha novos rostos, novas histórias e novos destinos. Neste Mês da Juventude, o tema “Somos Um”, ganha forma na vida de adolescentes e jovens brasileiros que deixaram sua zona de conforto para servir em outros países por meio do Programa Voluntários Sem Fronteiras, de Missões Mundiais. Em diferentes modalidades, eles atravessam fronteiras para compartilhar o amor de Cristo, apoiar projetos missionários e experimentar, na prática, o que significa viver a fé em ação. Nas últimas semanas, duas dessas modalidades marcaram a trajetória de adolescentes e jovens voluntários. Enquanto o Radical Teen levou adolescentes à Argentina para viver sua primeira experiência missionária transcultural, a Road Trip reuniu jovens que passaram pelo Japão e agora seguem servindo em Portugal, apoiando igrejas locais e compartilhando o evangelho. Confira alguns relatos.
não eu.”, compartilha Gabriela Oliveira, de 17 anos, membro da Igreja Batista do Barro Preto - MG. “O que mais me marcou nessa viagem foi quando a gente foi para abordar um homem e ele falou que estava triste com o Senhor. Ele falou que tinha perdido um dos movimentos do seu braço e da sua perna e estava triste com o Senhor. Então, compartilhamos uma palavra com ele, e ele entregou a sua vida para Jesus novamente e conheceu o evangelho de forma mais profunda”, compartilhou Elias Dutra, 17 anos, membro da Segunda Igreja Batista em Petrópolis - RJ.
Radical Teen: a primeira missão que transforma “Meu maior medo antes de ir era principalmente a diferença linguística e cultural com a Argentina. Se o coração das pessoas estaria abertos para ouvir e se eu conseguiria entregar a mensagem com a perfeição que ela tem. Mas Deus curou esses medos e mostrou que é Ele que age em nós e não depende da gente. Mesmo que eu tivesse que falar em coreano, eu conseguiria, porque é Ele quem toca na pessoa,
Radical Teen Argentina 2026
12 O JORNAL BATISTA Domingo, 09/08/26 Japão e Portugal: dois países, duas culturas e uma geração disposta a servir
Jovens da RoadTrip no Japão
Para Iasmim Cangussu, 19 anos, da Primeira Igreja Batista de Montes Claros - MG, a Road Trip tem sido uma experiência de fortalecimento da fé e confirmação do chamado missionário. Ao longo da viagem, ela pôde conhecer realidades muito diferentes. “No Japão, encontrei pessoas que nunca tinham ouvido falar de Cristo. Em Portugal, muitas já ouviram falar dEle, mas ainda não O conhecem de verdade”, compartilha. No Japão, a caminhada de oração, intercedendo pelo país, foi apenas uma das várias atividades realizadas pelo grupo. Os voluntários também participaram de ações de evangelismo pessoal e infantil, visitaram um bairro com alto índice de prostituição e oraram pelas pessoas. Agora, em Lisboa, Portugal, continuam cumprindo a missão de anunciar Jesus e servir à igreja local. O Reino de Deus continua avançando por meio de pessoas que dizem “sim”. Toda fronteira alcançada pelo evangelho começou com alguém disposto a sair da sua zona de conforto para viver a missão. Neste Mês da Juventude, a JBB nos propõe a lembrar das palavras da oração de Jesus em João 17.2023, na qual Ele pede por unidade. Antes de enfrentar a cruz, Jesus orou para que o mundo conhecesse o Pai por meio da unidade dos discípulos, os que seriam enviados para anunciar o evangelho.
MISSÕES MUNDIAIS “Eu estou unido com eles, e tu estás unido comigo, para que eles sejam completamente unidos, a fim de que o mundo saiba que me enviaste e que amas os meus seguidores como também me amas” (v.23). Então, o convite permanece, sermos um na missão. E essa missão continua chamando adolescentes e jovens dispostos a ir e anunciar Cristo entre as nações. E se o próximo passo que Deus está colocando diante de você for viver uma experiência missionária transcultural? Conheça as caravanas do Programa Voluntários Sem Fronteiras para 2026. Inscreva-se por meio dos QR Codes disponíveis abaixo e acompanhe nossas redes sociais: @voluntariossemfronteiras_ e @voluntariosyouth. n
NOTÍCIAS DO BRASIL BATISTA
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Top Líderes fortalece lideranças Batistas com conferência sobre liderança de alta performance Encontro promovido pela CBB reuniu especialistas dos Estados Unidos para uma semana de capacitação em planejamento estratégico, gestão e desenvolvimento de líderes. Estevão Júlio
jornalista na Convenção Batista Brasileira
Entre os dias 03 e 07 de agosto, a Convenção Batista Brasileira (CBB) promoveu, no Centro Batista, a conferência “Top Líderes - Liderança de Alta Performance”, reunindo diretores-executivos das Convenções Estaduais, líderes das Organizações Batistas, gestores e colaboradores para uma intensa semana de aprendizado, alinhamento estratégico e fortalecimento da cooperação denominacional. A conferência contou com a participação do pastor John John Ewart durante palestra para líderes Ewart e de uma equipe de da Englewood Baptist Church, da Batistas no Seminário do Sul Carolina do Norte (EUA), que compartilharam princípios e ferramentas voltados ao desenvolvimento de uma liderança cristã saudável, estratégica e comprometida com a missão. Na abertura do encontro, o diretor-executivo da Convenção Batista Brasileira, pastor Fernando Brandão, deu as boas-vindas aos participantes e agradeceu a presença da equipe norte-americana, destacando a importância da parceria construída ao longo dos anos para o fortalecimento da liderança batista no Brasil. Ao apresentar os conferencistas, John Ewart resumiu Equipe da Englewood Baptist Church com a proposta do encontro de maneira objetiva: “O conteúdo os participantes do Top Líderes desta semana é como um MBA em liderança”. A programação foi estruturada para integrar princípios Deus está me convidando a ajudar a construir? Como será bíblicos, planejamento estratégico e ferramentas de gestão, o sucesso se Deus abençoar este trabalho? Que diferença oferecendo aos participantes conteúdos aplicáveis às reali- minha organização fará para o Reino de Deus? dades das Convenções, Organizações e Igrejas. Ainda dentro da temática do planejamento estratégico, Suzanne Clark e Dewey Clark conduziram reflexões sobre Planejamento estratégico com propósito avaliação institucional, gestão organizacional e desenvolvimento de projetos, reforçando a necessidade de compreender Os dois primeiros dias foram dedicados ao tema “Planejamen- a trajetória da organização para definir os próximos passos. to Estratégico – Avaliação, Missão e Visão”, conduzindo os parti- Dewey Clark destacou que “é preciso olhar para trás para cipantes por um processo completo de construção estratégica. saber para onde estamos indo”. O empresário e mentor de líderes, Steve Calhoun, abriu as conferências compartilhando sua trajetória profissional Ferramentas para organizações saudáveis e ministerial e ressaltando que organizações saudáveis são construídas sobre valores sólidos. Durante a programação, os participantes também recebeSegundo ele, estabelecer relacionamentos verdadeiros ram treinamento em diversas áreas da gestão organizacional. com as pessoas é um dos principais indicadores de suEntre os temas abordados estiveram execução do planecesso de qualquer organização. Alegria, contentamento e jamento estratégico; matriz de alinhamento de cinco pontos; engajamento também foram apresentados como elementos geração de receitas; gestão de operações; desenvolvimento indispensáveis para equipes de alta performance. organizacional; gestão financeira; definição de objetivos A especialista em empreendedorismo, Melissa Evans, anuais; indicadores de desempenho (KPIs);elaboração de abordou a importância da construção de declarações claras planos estratégicos. de missão, visão e valores, mostrando como esses elementos As conferências mostraram que excelência ministerial e orientam decisões e fortalecem a identidade institucional. boa administração caminham juntas quando estão suborNa sequência, Rita Wade destacou que a ausência de dinadas aos princípios bíblicos e ao propósito da missão. uma visão bem definida pode comprometer toda a estratégia organizacional. Segundo ela, boas declarações de visão Liderança, pessoas e novas gerações precisam ser objetivas, memoráveis e inspiradoras. Como exercício prático, os participantes foram convidaO terceiro dia concentrou-se no desenvolvimento da lidos a refletir sobre três perguntas fundamentais: Que futuro derança.
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NOTÍCIAS DO BRASIL BATISTA
Encontro também teve participantes online Melissa Evans foi uma das palestrantes
John Ewart
Dewey Clark apresentou um estudo sobre José, mostrando como sua vida oferece princípios permanentes para líderes que desejam servir com integridade, sabedoria e visão. Na sequência, Suzanne Clark abordou gestão de projetos, enquanto Rita Wade tratou da gestão de pessoas, enfatizando a construção de pontes entre equipes e o relacionamento entre diferentes gerações dentro das organizações. O período também contou com um fórum aberto para perguntas e debates entre os participantes, promovendo troca de experiências entre as lideranças presentes. Outro destaque foi a apresentação do livro “Administração de Organizações Sem Fins Lucrativos”, de Peter F. Drucker, referência mundial na área da gestão, por líderes de organizações da CBB.
Líderes Batistas tiveram uma semana de imersão
O Ser, o Saber e o Fazer No quarto dia, John Ewart conduziu a palestra intitulada “O Ser, o Saber e o Fazer na Liderança Cristã de Alta Performance”. A reflexão apresentou uma visão equilibrada da liderança cristã, fundamentada em três dimensões inseparáveis. Segundo ele, o líder precisa desenvolver o “Ser” (relacionado ao caráter e ao relacionamento com Deus); o “Saber” (ligado ao conhecimento, à competência e à compreensão do contexto); o “Fazer” (expresso na capacidade de colocar em prática aquilo que Deus confiou). Ao longo da exposição, o pastor destacou que liderança não se resume à aquisição de conhecimento, mas também à capacidade de transmitir esse aprendizado para que Igrejas e organizações sejam fortalecidas. Durante a palestra destacou: que “Crescimento exige mudança”. “Se você não está disposto a mudar, também não está disposto a crescer”. “Para ser um líder é necessário caminhar com Deus”. John Ewart também apresentou cinco elementos indispensáveis para uma liderança eficaz: competência, capacidade, caráter, contexto e química, mostrando que esses aspectos sustentam o desenvolvimento do líder cristão. Outro princípio enfatizado foi que a motivação missional e o senso de urgência para a mudança precisam ser maiores que o custo de mudar, para que organizações consigam avançar em direção ao propósito que Deus lhes confiou. Ao final da programação da quinta-feira, aconteceu uma nova apresentação de livro com líderes da CBB, com o título “A Arte de Formar Líderes”, de John C. Maxwell, reforçando
Participantes viveram momentos de comunhão e oração
a importância da multiplicação de novos líderes para a continuidade da missão. Aplicando os princípios à realidade da CBB Encerrando a conferência, a programação do dia 07 de agosto propôs uma reflexão prática sobre a aplicação dos princípios estudados durante toda a semana. Com o tema “O que a Liderança de Alta Performance significa para a Convenção Batista Brasileira? Como isso acontece?”, os participantes foram desafiados a transformar o conhecimento adquirido em ações concretas para fortalecer o trabalho cooperativo desenvolvido pelas Convenções Estaduais, Organizações e Igrejas Batistas em todo o país. A Conferência Top Líderes reafirmou o compromisso da Convenção Batista Brasileira com a formação de líderes preparados para servir com excelência, administrar com sabedoria e conduzir pessoas à realização da missão que Cristo confiou à Sua Igreja. Ao investir no desenvolvimento de uma liderança fundamentada nas Escrituras, orientada por princípios estratégicos e comprometida com a cooperação, a CBB fortalece sua visão de servir às Igrejas Batistas do Brasil para que cumpram, com unidade e excelência, a missão de fazer discípulos de Jesus Cristo. n
NOTÍCIAS DO BRASIL BATISTA
O JORNAL BATISTA Domingo, 09/08/26
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Convenção Batista Paraibana inicia programa para fortalecer o impacto social das igrejas Formação em Projetos Comunitários e seminário sobre transformação integral reuniram pastores e líderes de diversas cidades da Paraíba.
Iniciativa marca o lançamento oficial do Programa de Projetos Comunitários da CBPB, um dos eixos do planejamento estratégico da instituição
Daniel Mota
pastor, diretor-executivo da Convenção Batista Paraibana
Nos dias 31 de julho e 1º de agosto, a Convenção Batista Paraibana (CBPB) deu um importante passo em sua missão de fortalecer as Igrejas para o serviço cristão à sociedade. Teve início a Formação em Projetos Comunitários, reunindo pastores e líderes do sertão paraibano em um tempo de capacitação, comunhão e visão estratégica para o avanço do Reino de Deus. Essa iniciativa marca o lançamento oficial do Programa de Projetos Comunitários da Convenção Batista Paraibana, um dos eixos do planejamento estratégico da instituição, que busca apoiar as igrejas filiadas no desenvolvimento de ações que expressem o amor de Cristo de forma prática, relevante e transformadora em suas comunidades. Na mesma ocasião foi realizado o seminário “Transformação Integral por meio da Igreja Local”, ministrado por Maurício Cunha, uma das maiores referências brasileiras na área de desenvolvimento social. Com mais de 32 anos de experiência em projetos voltados para crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade, Maurício é administrador de empresas, engenheiro, mestre em Antropologia Social e doutor em Políticas Públicas. É fundador do CADI – Centro de Assistência e Desenvolvimento Integral, foi Secretário Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente e atualmente exerce a presidência executiva do ChildFund Brasil, organização internacional presente em mais de 70 países e que beneficia cerca de 35 milhões de pessoas em todo o mundo. Ao longo dos dois dias, os participantes foram desafiados a compreender que a missão da igreja não se limita às quatro paredes do templo, mas se manifesta também no cuidado com as necessidades humanas, na promoção da dignidade e no testemunho do Evangelho por meio de ações concretas de amor, justiça e serviço. A reflexão bíblica caminhou lado a lado com orientações práticas sobre elaboração de projetos, mobilização de recursos, parcerias e estratégias para que as igrejas ampliem seu impacto missionário em seus municípios.
Encontro contou com a representatividade de 17 municípios paraibanos
O encontro contou com a representatividade de 17 municípios paraibanos: Santana de Mangueira, Salgado de São Félix, Itabaiana, Serra Grande, Diamante, Pombal, Patos, Triunfo, Cajazeiras, Pedra Branca, Itaporanga, Queimadas, João Pessoa, Santana dos Garrotes, Campina Grande, Igaracy e outras cidades representadas por seus líderes e pastores. Essa diversidade demonstrou o compromisso das igrejas batistas em servir a todo o estado da Paraíba, levando esperança e transformação às mais diferentes realidades. Foram dias marcados por aprendizado, troca de experiências, fortalecimento de relacionamentos e renovação da visão missionária. Mais do que adquirir ferramentas, os participantes foram encorajados a enxergar suas igrejas como agentes de transformação integral, chamadas por Deus para proclamar o Evangelho e servir às pessoas de maneira amorosa, responsável e intencional. A Convenção Batista Paraibana agradece a Deus pela vida de cada pastor, líder e igreja representada, bem como pela valiosa contribuição do professor Maurício Cunha. Oramos para que esta formação seja apenas o início de um movimento que inspire nossas igrejas a desenvolver projetos que alcancem comunidades, fortaleçam famílias, promovam esperança e glorifiquem o nome de Cristo em toda a Paraíba. Seguimos firmes na convicção de que uma igreja fortalecida na Palavra e comprometida com a missão é instrumento de Deus para transformar vidas e impactar a sociedade para a glória do Seu Reino. n
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NOTÍCIAS DO BRASIL BATISTA
OPBB Fluminense alcança cerca de 2 mil pastores em 2025 e celebra avanços históricos durante Assembleia Anual A Assembleia Anual destacou resultados expressivos, homenagens, inovação nos processos e a posse da nova Diretoria para o biênio 2026–2028.
Resultados foram apresentados durante a Assembleia Anual da OPBB Fluminense
Sulamita Lima
gerente de Marketing e Comunicação da OPBB Fluminense
A Ordem dos Pastores Batistas do Brasil - Seção Fluminense (OPBB Fluminense) viveu, em 2025, um dos períodos mais significativos de sua história recente. Com programas de capacitação, ações de cuidado pastoral, iniciativas de fortalecimento institucional e presença em diversas regiões do estado do Rio de Janeiro, a Ordem alcançou cerca de 2 mil pastores ao longo do ano. Os resultados foram apresentados durante a Assembleia Anual da OPBB Fluminense, realizada em 22 de julho de 2026, no Templo Histórico da Segunda Igreja Batista em Campos dos Goytacazes - RJ. O encontro reuniu mais de 400 participantes, entre pastores inscritos e convidados, em um ambiente marcado por comunhão, prestação de contas, celebração e renovação do compromisso ministerial. A apresentação do relatório anual, conduzida pelo diretor-executivo, pastor Pedro Elizio, evidenciou o crescimento da atuação da instituição e o fortalecimento de sua missão de servir e representar os pastores batistas fluminenses. Entre os destaques esteve o programa Essência Pastoral, iniciativa de capacitação ministerial continuada da OPBB Fluminense, que alcançou 608 pastores em 38 municípios do estado, consolidando-se como uma importante ferramenta de aperfeiçoamento ministerial, desenvolvimento de liderança e fortalecimento das Igrejas. Outro projeto de grande relevância foi o Cajado Solidário, que reafirmou o compromisso da Ordem com o cuidado e a assistência aos pastores em momentos de necessidade. Já a campanha Em Ordem com a Ordem registrou um resultado histórico ao contribuir para a regularização de mais de 750 pastores, fortalecendo a participação da família pastoral na vida institucional da OPBB Fluminense. A programação espiritual também marcou profundamente a Assembleia. A mensagem oficial foi ministrada pela Pastora Raquel Miranda Theophilo, sob o tema “Distrações – Focando no Essencial”. Com uma exposição bíblica desafiadora e edificante, a preletora conduziu os participantes a uma reflexão sobre a necessidade de permanecerem centrados
Pr. Adonias Júnior, novo presidente da OPBB Fluminense
na missão, renovando o compromisso com o chamado pastoral e com aquilo que verdadeiramente importa no serviço ao Reino de Deus. Outro momento histórico da Assembleia foi a realização, pela primeira vez, da eleição da Diretoria por meio de um sistema totalmente eletrônico, disponibilizado pela OPBB. O novo formato garantiu mais agilidade, segurança e transparência ao processo eleitoral, permitindo que toda a votação fosse concluída em menos de uma hora. A programação também reservou momentos de grande emoção. A Medalha de Honra ao Mérito Pastoral foi concedida ao Pastor Marcelo Machado Faria, em reconhecimento à sua liderança, dedicação e relevante atuação durante a tragédia que atingiu a cidade de Petrópolis (RJ), em 2022. Em seguida, pastores que completaram 25, 35 e 50 anos de ministério receberam medalhas comemorativas, celebrando décadas de fidelidade, perseverança e serviço ao Reino de Deus. Encerrando a Assembleia, foi realizada a posse da nova Diretoria da OPBB Fluminense para o biênio 2026–2028, composta por: • Presidente: Pr. Adonias Junior; • 1º vice-presidente: Pr. Erik Mendonça • 2ª vice-presidente: Pra. Raquel Theophilo • 3º vice-presidente: Pr. Samuel Mury • 1º secretário: Pr. Milton Duarte • 2º secretário: Pr. Felipe Oliveira • 3º secretário: Pr. Maximiliano Fernandes Após a cerimônia de posse, o novo presidente dirigiu sua primeira mensagem aos presentes, reafirmando o compromisso da nova gestão com o fortalecimento da comunhão pastoral, o cuidado com os ministros batistas fluminenses e a continuidade do trabalho desenvolvido pela Ordem. Mais do que uma reunião administrativa, a Assembleia Anual 2026 reafirmou o propósito da OPBB Fluminense de caminhar ao lado de seus pastores, promovendo unidade, capacitação, cuidado e fortalecimento ministerial. Os resultados apresentados demonstram uma instituição cada vez mais atuante, relevante e comprometida com aqueles que, diariamente, dedicam suas vidas ao serviço do Reino de Deus. n
PONTO DE VISTA
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FÉ PARA HOJE
Fazer o bem e repartir à semelhança de Jesus Pr. Oswaldo Luiz Gomes Jacob O escritor aos hebreus nos ensina: “Mas não vos esqueçais de fazer o bem e de repartir com os outros, porque Deus se agrada de tais sacrifícios” (Hebreus 13.16). Fazer o bem deve ser recorrente em nosso estilo de vida cristão. Fazer o bem e repartir com os outros nos trata, pois muitos de nós estamos doentes, acometidos de egoísmo e mesquinhez em nossos procedimentos e relacionamentos. O texto diz que “Deus se agrada de tais sacrifícios”. Esta afirmação nos ensina que não é fácil fazermos o bem e repartirmos com os que mais precisam. A nossa natureza humana é passional e egoísta. Temos muitas dificuldades, como estilo de vida, em doar, ofertar, investir na vida das pessoas. Pensamos muito em nós mesmos e em nossas famílias, mas necessitamos de equilíbrio entre nós e os outros. É muito importante cuidarmos de nós mesmos e de nossas famílias, mas sem esquecermos dos que mais precisam, dos que passam por tempestades na vida, especialmente nessa pandemia. A sociedade de um modo geral age egoisticamente. Somos muito voltados para o ter, acumular coisas, as futilidades e o hedonismo. Gastamos dinheiro naquilo que não é pão, nas coisas que não podem satisfazer as nossas profundas necessidades (Isaías 55.2). O Senhor nos convida à comunhão com Ele (Isaías 55.3). Aqui está a fonte de vida significativa, generosidade e liberalidade em repartir. Precisamos imitar os irmãos das Igrejas da Macedônia que, segundo testemunho contundente de Paulo aos Coríntios, “a intensidade da alegria e a extrema pobreza deles transbordaram em riqueza de generosidade, e isto em dura prova de tribulação. Porque posso dar testemunho de que deram de livre vontade na medida dos seus bens, e até mesmo acima disso, pedindo-nos com muita insistência, o privilégio de participar da assistência em favor dos santos” (2 Coríntios 8.2-4). O segredo da generosidade deles, do fazer o bem e do prazer em repartir, é que “primeiramente deram-se a si mesmos ao Senhor, e a nós pela vontade de Deus” (2 Coríntios 8.5). Então, o velho apóstolo ensina que Deus é a prioridade das nossas vidas. Depois, o próximo. Muitos de nós somos apegados aos bens materiais como aquele homem que se agarrou a sua bicicleta durante uma enchente na rua de uma cidade e os dois foram para o bueiro, perdendo o homem a sua preciosa vida. Para os que conhecem as Escrituras, a bicicleta era nada diante do valor da pessoa, criada à imagem e semelhança de Deus. O Senhor não nos criou para vivermos para nós mesmos. Paulo ensina: “Porque nenhum de nós vive para si, e nenhum de nós morre para si. Pois, se vivemos, para o Senhor vivemos; se morremos, para o Senhor morremos. De modo que, quer vivamos, quer morramos, somos do Senhor” (Romanos 14.7,8). Só
podemos fazer o bem e repartir de maneira correta quando vivemos para o Senhor, quando Ele é a nossa prioridade absoluta. As Escrituras afirmam que Jesus “andou por toda a parte, fazendo o bem e curando todos os oprimidos pelo diabo, porque Deus era com ele” (Atos 10.38). Jesus, portanto, é o nosso modelo de servo que serve às pessoas com profundo amor. O poder do Seu serviço está fundamentado no Seu amor por nós na cruz do Calvário (João 15.13,14). Ele é o nosso melhor amigo que nos mostra o caminho de uma vida que vale a pena ser vivida e compartilhada. Ele chamou homens e mulheres comuns para um trabalho extraordinário de fazer o bem e repartir. Ele nos chamou para cuidarmos das pessoas nas suas necessidades. Há tanta gente sofrida, abandonada e maltratada que precisa do nosso amor e da nossa solidariedade cristã! O Senhor Jesus Cristo é o nosso modelo de Servo Sofredor (Isaías 53). Ele nos cura do nosso egoísmo, da nossa vaidade, futilidade, ganância e excentricidade. Vivemos numa sociedade marcadamente voltada para as coisas materiais, estigmatizada pelo ter. Uma sociedade hedonista, narcisista e consumista. Peçamos a Deus que nos livre de nós mesmos, das nossas maldades, do apego às coisas desta terra e da omissão diante das mazelas do próximo. Invistamos oração, tempo, recursos, dons, talentos e a nossa força para trabalharmos para o Senhor fazendo sempre o bem e compartilhando com os que mais precisam. Abandonemos todo o embaraço e o pecado (egoísmo, acomodação, zona de conforto, maldade, mesquinhez, avareza) que tenazmente nos assedia, e corramos com perseverança a carreira que nos está proposta, olhando firmemente para Jesus, o Autor e Consumador de nossa fé (Hebreus 12.1,2). Façamos o bem e repartamos enquanto temos oportunidade dada pelo Senhor. O nosso Deus é rico em misericórdia, amor, generosidade, bondade, fidelidade, justiça, verdade, integridade, compaixão, serviço. Um dos versículos preferidos do presidente americano Franklin Delano Roosevelt (18821945), era: “Ó homem, ele te declarou o que é bom. Por acaso o Senhor exige de ti alguma coisa além disto: que pratiques a justiça, a ames a misericórdia e andes humildemente com o teu Deus” (Miquéias 6.8). Este versículo nos ensina que Deus quer que pratiquemos sempre a justiça, amemos a misericórdia olhando para os desvalidos, atendendo às suas necessidades; e andando humildemente com Ele. Em tudo o que fazemos para os outros, a glória, honra e dignidade são de Deus. Por que razão? “Porque todas as coisas são dele, por ele e para ele. A ele seja a glória eternamente! Amém. (Romanos 11.36). Façamos sempre o bem à semelhança de Jesus, repartindo de forma contínua, pois esta atitude é da natureza que recebemos de Deus (I João 4.7,8). n
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PONTO DE VISTA OBSERVATÓRIO BATISTA
A paternidade cristã diante da desconstrução familiar Lourenço Stelio Rega A figura paterna atravessa as Escrituras Sagradas como um dos eixos mais profundos da revelação divina e da estruturação da sociedade. Longe de ser concebida como um mero construto social transitório, a paternidade na Bíblia reflete a própria natureza do Criador e a forma como ele se relaciona com a humanidade. Ao percorrer a narrativa bíblica do Antigo ao Novo Testamento, observa-se um desenvolvimento teológico e relacional contínuo a respeito do papel do pai. No plano linguístico, a palavra “pai” no Antigo Testamento (no hebraico, ‘Ab) ocorre mais de 1.200 vezes. É revelador notar, contudo, que em todo o Cânon Hebraico o termo é aplicado diretamente a Deus em apenas cerca de 15 ocasiões, em que Deus revela sua majestade e soberania sendo chamado prioritariamente de Senhor, Criador e Rei. Em contrapartida, no Novo Testamento, a palavra “pai” (no grego, pater) aparece cerca de 413 vezes e, em mais de 250 dessas ocorrências, o termo se refere expressamente a Deus. Ouve-se aqui a revolução teológica promovida por Jesus Cristo, que ensina seus discípulos a se dirigirem ao Criador não com o distanciamento do medo, mas com a intimidade do termo “Abba”, expressão aramaica que traduz profunda confiança e afeto no relacionamento paternal. As nuances entre os Testamentos revelam também uma mudança de ênfase na missão paterna. No Antigo Testamento, o pai figura fundamentalmente como o patriarca, o sacerdote da casa e o guardião da aliança pactual (bet ‘ab), encarregado de preservar o culto e transmitir a Lei às futuras gerações. No Novo Testamento, essa autoridade não é abolida, mas transformada pelo prisma da graça. O pai humano torna-se a imagem viva da paternidade celestial. Admoestado a não provocar a ira de seus filhos (Efésios 6.4), o pai que figura no Novo Testamento lidera pelo serviço, pela paciência, pela disciplina graciosa e pelo amor sacrificial. Ao longo do texto bíblico, encontramos retratos concretos dessa vocação. Abraão destaca-se como o pai da fé, chamado a ordenar sua casa na prática da justiça (Gênesis 18.19). Jó encarna o pai intercessor, que se levantava de madrugada para oferecer sacrifícios pela vida espiritual de seus filhos (Jó 1.5). José, o pai adotivo de Jesus, exemplifica a paternidade protetora, justa e obediente à voz divina. Na Parábola do Filho Pródigo (Lucas 15), Jesus revela o ápice do amor paterno: um pai que respeita as escolhas do filho, mas permanece de braços abertos, pronto para acolher, perdoar e restaurar.
O livro de Provérbios confere atenção especial à pedagogia paterna. O pai em Provérbios é o mestre que transmite o “musar” (instrução e disciplina), além disso, cabe a ele desafiar o filho a adquirir sabedoria, a afastar-se da tolice e a guardar o coração como fonte de vida (Pv 4.23). A correção paterna não procede da ira irrefletida, mas é apresentada como prova inequívoca do amor que deseja o melhor para o filho (Pv 3.12), com o objetivo de formar o filho como um indivíduo temente ao Senhor. Projetar esse legado para o século XXI exige confrontar o ambiente cultural contemporâneo, marcado pelo culto à autonomia do indivíduo. Vamos lembrar que a palavra “autonomia” é derivada de duas outras palavras gregas: “autos” (eu mesmo) e “nomos” (lei), tornando-se a ideia de que o indivíduo é a norma e a lei para si próprio. Assim, cada pessoa é, ao mesmo tempo, o seu próprio legislador, legitimando os referenciais éticos próprios sem a conexão com o seu ambiente de convivência. Em outras palavras, o que é considerado como correto, certo e errado, é exatamente o que o próprio indivíduo estabelece para si. O que vale é atender esse critério e, muitas vezes, proveniente de suas próprias paixões. Além de ser seu próprio legislador, passa a também ser seu próprio juiz, para legitimar que sua vontade pessoal e autônoma é válida e deve ser respeitada. O resultado desse estilo de vida e postura é a germinação de uma existência egocêntrica, na qual apenas o que o sujeito-indivíduo sente e quer é válido, ignorando a responsabilidade diante do próximo e da sociedade. Nesse cenário, vertentes individualistas passam a retratar a família como uma estrutura opressora e prejudicial ao livre desenvolvimento do ser humano. Os valores bíblicos seguem em caminho diferente a essa ilusão egocêntrica, de modo a valorizar a liberdade responsável em vez da autonomia. Enquanto a autonomia isola o indivíduo em seu próprio ego, a liberdade bíblica é colaborativa e pactual, tornando a pessoa responsável diante de Deus e da comunidade. O pai cristão contemporâneo é chamado a ser um farol nesse contexto. Ser pai hoje significa exercer uma presença amorosa e firme que conteste o egocentrismo do filho. Ao transformar o lar em um espaço de graça, o pai demonstra que a família não é uma prisão opressora, mas o ambiente ideal onde o indivíduo aprende a renúncia, a responsabilidade, a generosidade e o amor ao próximo, espelhando a paternidade de Deus. Pais e filhos têm diante de si esse desafio de unidos, construírem uma história que preserve a história e legado da família. n
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