ANO CXXV EDIÇÃO 29 DOMINGO, 19.07.2026
ISSN 1679-0189 ÓRGÃO OFICIAL DA CONVENÇÃO BATISTA BRASILEIRA FUNDADO EM 1901
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Notícias do Brasil Batista
Notícias do Brasil Batista
Notícias do Brasil Batista
Notícias do Brasil Batista
Planejamento
Venezuela
Centro Batista
Convicção Editora
CBB promove reunião de avaliação de desempenho semestral
Voluntários compartilham testemunhos durante ação humanitária e espiritual
Culto mensal destaca importância do trabalho de Missões Estaduais
Editora da CBB realiza série de ações para seminaristas, pastores e líderes em Belém
págs. 08, 09 e 10
pág. 11
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2 O JORNAL BATISTA Domingo, 19/07/26 EDITORIAL
REFLEXÃO
O compromisso de informar, avaliar e seguir adiante
No terceiro domingo de julho, os Batistas brasileiros celebram o Dia de O Jornal Batista. Mais do que recordar a história de um veículo de comunicação centenário, esta data nos convida a reconhecer o valor de um ministério que, ao longo de mais de um século, tem registrado a caminhada do povo batista no Brasil, preservado nossa memória, compartilhado testemunhos e fortalecido a identidade denominacional. Em tempos de informações rápidas e efêmeras, manter um compromisso permanente com a verdade, a edificação da Igreja e a proclamação das ações de Deus continua sendo uma missão indispensável. O Jornal Batista nasceu para servir às Igrejas e permanece cumprindo esse propósito, sendo um instrumento de unidade, cooperação e incentivo à obra do Senhor em todo o país. Celebrar esta data é, também, agradecer a Deus por todos aqueles que, ao longo das gerações, compreenderam a importância da comunicação como parte da missão. Pastores, líderes, colaboradores, correspondentes e leitores contribuíram para que histórias de transformação, evangelização, educação cristã e ação missionária chegassem aos lares e às igrejas, inspirando novas gerações a permanecerem firmes no propósito de servir a Cristo. Nesta mesma edição, registramos outro momento significativo da vida da Convenção Batista Brasileira: a Reunião de Avaliação de Desempenho Semestral, que reuniu gerências e organizações para analisar o trabalho desenvolvido ao longo do primeiro semestre de 2026. Mais do que números,
relatórios e indicadores, esse encontro reafirma um princípio bíblico essencial: administrar com responsabilidade aquilo que Deus nos confiou. Avaliar resultados não significa apenas olhar para o passado, mas reconhecer os avanços, identificar desafios e planejar os próximos passos com sabedoria, transparência e espírito de cooperação. É um exercício que fortalece a unidade da Convenção e demonstra o compromisso de servir às igrejas com excelência, sempre tendo como centro a expansão do Reino de Deus. Não é por acaso que esses dois acontecimentos se encontram nesta edição. Enquanto a avaliação semestral evidencia a importância do planejamento, da prestação de contas e da visão compartilhada, O Jornal Batista continua exercendo seu papel de registrar essa caminhada, comunicar as ações da denominação e aproximar os Batistas brasileiros por meio da informação responsável e edificante. Que Deus continue abençoando este ministério de comunicação e todos aqueles que trabalham para que as boas notícias da obra batista cheguem cada vez mais longe. E que, como Convenção, prossigamos avaliando nosso caminho, aperfeiçoando nosso serviço e permanecendo unidos no cumprimento da missão que Cristo nos confiou. Parabéns à O Jornal Batista por sua história e por sua relevante contribuição à vida denominacional. Que o Senhor continue conduzindo este ministério para que ele permaneça sendo uma voz de unidade, esperança e testemunho entre os Batistas brasileiros. n
O JORNAL BATISTA Órgão oficial da Convenção Batista Brasileira. Semanário Confessional, doutrinário, inspirativo e noticioso. Fundado em 10.01.1901 INPI: 006335527 | ISSN: 1679-0189 PUBLICAÇÃO DO CONSELHO GERAL DA CBB FUNDADOR W.E. Entzminger PRESIDENTE Raphael H. P. Abdalla DIRETOR GERAL Fernando Macedo Brandão SECRETÁRIO DE REDAÇÃO Estevão Júlio Cesario Roza (Reg. Profissional - MTB 0040247/RJ) CONSELHO EDITORIAL Francisco Bonato Pereira; Guilherme Gimenez; Othon Ávila; Sandra Natividade EMAILs Anúncios e assinaturas: jornalbatista@batistas.com Colaborações: decom@batistas.com REDAÇÃO E CORRESPONDÊNCIA Caixa Postal 13334 CEP 20270-972
Rio de Janeiro - RJ Tel: (21) 2157-5557 Site: www.convencaobatista.com.br A direção é responsável, perante a lei, por todos os textos publicados. Perante a denominação Batista, as colaborações assinadas são de responsabilidade de seus autores e não representam, necessariamente, a opinião do Jornal. DIRETORES HISTÓRICOS W.E. Entzminger, fundador (1901 a 1919); A.B. Detter (1904 e 1907); S.L. Watson (1920 a 1925); Theodoro Rodrigues Teixeira (1925 a 1940); Moisés Silveira (1940 a 1946); Almir Gonçalves (1946 a 1964); José dos Reis Pereira (1964 a 1988); Nilson Dimarzio (1988 a 1995) e Salovi Bernardo (1995 a 2002) INTERINOS HISTÓRICOS Zacarias Taylor (1904); A.L. Dunstan (1907); Salomão Ginsburg (1913 a 1914); L.T. Hites (1921 a 1922); e A.B. Christie (1923). ARTE: Oliverartelucas
REFLEXÃO
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Filhos para César ou filhos para Deus? Vânia Santos de Paula
Extraído de www.oecbb.com.br
de casa e na Igreja. Por isso, a formação espiritual se torna ainda mais urgente e intencional.
Ao ouvir uma mensagem do pastor Voddie Baucham Princípios para a formação espiritual dos filhos – Gostaria Jr. (1965–2025), uma frase me chamou a atenção: “Não de compartilhar alguns princípios que podem nos ajudar na podemos continuar mandando nossos filhos a César para reflexão e, principalmente, na prática: serem educados e ficarmos surpresos quando voltam para casa como romanos”. A responsabilidade não pode ser terceirizada Confesso que essa frase me incomodou e muito. Não por – A formação espiritual começa no lar; ser exagerada, mas pela profundidade das consequências – A Igreja coopera, mas não substitui a presença e a que ela revela para a vida dos nossos filhos. influência dos pais. A disputa pela formação espiritual dos filhos – A formaA formação exige intencionalidade ção espiritual dos nossos filhos é disputada todos os dias. – Ensinar a fé não acontece por acaso; Não se trata apenas de educação formal, mas da construção – É necessário visão, propósito, diálogo, leitura da Palavra, de valores do Reino, identidade e visão de mundo. Por isso, oração e aplicação prática no cotidiano. a pergunta central não é apenas como educar nossos filhos, mas principalmente: Para quem estamos educando? Coerência gera autoridade – Filhos aprendem mais pelo exemplo do que pelas paA escola de “César” – De um lado, temos a chamada lavras; “escola de César”. “César” representa tudo aquilo que exige – Quando há coerência entre o que se crê e o que se vive, uma lealdade silenciosa: a cultura dominante, ideologias, o o ensino se torna vivo e real. sucesso a qualquer custo, padrões sociais, sistemas educacionais que, muitas vezes, ignoram valores espirituais. Ele Formar não é isolar não se apresenta de forma agressiva, mas atua de maneira – O objetivo não é afastar os filhos do mundo, mas preconstante, moldando pensamentos, desejos e prioridades. pará-los para viver nele com a Palavra de Deus, oração, discernimento, firmeza e identidade. O chamado de Deus – Do outro lado, está o chamado de Deus. Formar filhos para Deus vai muito além do desempeÉ um projeto de longo prazo nho escolar ou preparo profissional. É um processo intencio– Educar para Deus não busca apenas resultados imenal que envolve: formação de caráter cristão, fé inabalável diatos, mas a construção de um caráter e de uma fé que nas verdades da Bíblia, discernimento para viver em um permaneçam ao longo da vida. Por isso, o investimento mundo que frequentemente se opõe aos valores do Reino. precisa ser diário. A influência que acontece na rotina – A influência da “escola de César” não é nova, mas se intensificou em nossos dias. E aqui está um ponto essencial: não é apenas o que ensinamos com palavras, mas o que vivemos diariamente. Quando a fé é integrada à rotina, ela deixa de ser discurso e se torna identidade. Um desafio antigo em um tempo atual – Desde os tempos bíblicos, famílias convivem com culturas que não compartilham os mesmos valores. O desafio sempre foi o mesmo: viver no mundo sem pertencer a ele. Como disse Jesus Cristo: “Não rogo que os tires do mundo, mas que os guardes do Maligno. Santifica-os na verdade; a tua palavra é a verdade” (Jo 17.15,17). Hoje, crianças e adolescentes são expostos, desde muito cedo, a conteúdos, ideias e comportamentos que, muitas vezes, entram em conflito com aquilo que é ensinado dentro
A decisão que acontece todos os dias – A formação espiritual dos filhos não acontece em um único momento, ela é construída todos os dias. O que valorizamos, permitimos, ensinamos e vivemos, comunica algo constantemente. Por isso, a pergunta continua atual: Estamos formando filhos para se adaptarem ao sistema ou para viverem com uma identidade que transforma o ambiente ao seu redor? Conclusão A resposta não está apenas no discurso, mas na prática diária. Filhos não são formados apenas por instruções, mas por convivência, presença e participação. Talvez, mais importante do que perguntar quem está ensinando nossos filhos, seja refletir: Em que direção eles estão sendo formados todos os dias: para César ou para Deus? n
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REFLEXÃO
O Evangelho na era da conexão Comunicação Seminário do Sul Vivemos em um tempo único da história. O mesmo Evangelho que chegou até nós através de séculos de fidelidade e coragem de homens e mulheres usados por Deus, agora pulsa no coração de uma geração conectada, criativa e digital. Se temos acesso à Bíblia, à pregação e aos louvores com um toque na tela, é porque Deus, em sua graça, continua usando os recursos disponíveis para espalhar sua mensagem. E Ele quer nos usar também. Jesus nos enviou com um propósito: “Ide e fazei discípulos de todas as nações” (Mateus 28.19-20). Ao longo dos séculos, a Igreja respondeu a esse chamado com tudo o que tinha: papiros, púlpitos, tipografias, rádios, escolas, microfones e transmissões ao vivo. Hoje, temos redes sociais, inteligência artificial, streaming e comunidades online. O
mundo mudou, mas a missão continua a mesma. A tecnologia nunca foi neutra: pode servir ao bem ou ao mal, à verdade ou à mentira. Vivemos cercados por conteúdos que promovem o caos, a vaidade, a divisão. Mas a mesma rede que intoxica também pode curar. A mesma timeline que espalha o medo pode carregar esperança. Cabe a nós, discípulos digitais, usar as ferramentas que Deus colocou em nossas mãos para fazer o bem, comunicar a verdade e anunciar o Reino com criatividade e responsabilidade. Ser um missionário digital não é apenas postar versículos ou fazer lives de culto. É entender que cada story, comentário, vídeo, arte ou áudio pode ser um instrumento de discipulado. É transformar a linguagem do mundo em ponte para a eternidade. E para isso, precisamos refletir, planejar, estudar e nos deixar ser moldados pelo Espírito, inclusive, no nosso jeito de comunicar. n
Três erros comuns na comunicação da Igreja (e como evitá-los) Comunicação do Seminário do Sul
tal pensar: com quem estamos falando? O que essa pessoa sente, vive, espera? Comunicar é, acima de tudo, se importar Comunicar bem dentro e fora da Igreja exige mais do com o outro. que boa vontade e ferramentas modernas. Para que a mensagem alcance o outro com clareza e propósito, é preciso 2. Má utilização do meio (canal) compreender alguns princípios básicos da comunicação. Outro problema recorrente é usar mal os meios e caUm dos modelos mais conhecidos, desenvolvido pelo linguista Roman Jakobson, aponta seis elementos essenciais: nais. Às vezes, o conteúdo até é bom, mas o formato e o emissor, receptor, mensagem, código, canal e referente. E a local onde ele é compartilhado não são adequados. Já viu verdade é que, quando qualquer um deles falha, a comuni- boletim impresso com linguagem de meme? Ou reels com texto de sermão? Cada canal tem sua lógica: redes sociais, cação falha junto. No contexto ministerial, erros simples podem comprome- púlpito, grupo de WhatsApp, cartaz… entender isso é parte ter a forma como a igreja se apresenta, acolhe, evangeliza e da estratégia. até mesmo se organiza. Por isso, é importante identificar com 3. Falta de planejamento e estratégia honestidade onde estão os ruídos e o que pode ser ajustado. 1. Desconhecer o receptor Um dos erros mais comuns é ignorar quem está do outro lado. Quando não conhecemos o perfil do público com quem falamos (idade, contexto, hábitos, linguagem), a mensagem pode soar irrelevante, confusa ou até ofensiva. É fundamen-
Por fim, um dos maiores vilões da comunicação nas Igrejas é a falta de planejamento. Quando não há clareza sobre o porquê e o para quem se comunica, as ações se tornam soltas e desconectadas. Planejar é garantir que a identidade da Igreja esteja presente em cada detalhe: da recepção aos stories, da arte no telão à legenda do post. n
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Proteção de Dados na igreja: Uma jornada de conscientização e prática
Dhébora Letícia Molina
voluntária da coordenadoria de comunicação da Juventude Batista Brasileira e membro na Primeira Igreja Batista em Marcílio de Noronha - ES; jornalista
Dia 17 de julho foi estabelecido como o Dia Nacional da Proteção de Dados, um dia para trazer à memória da população a Lei Geral da Proteção de Dados - a conhecida LGPD. Em resumo, a LGPD norteia princípios sobre o tratamento de informações pessoais de cada pessoa. Mas por que falar sobre ela no contexto cristão? Qual a sua importância? Entre nossos Princípios Batistas está a principal motivação deste artigo: “o cristão é cidadão de dois mundos – o Reino de Deus e o estado político – e deve obedecer à lei de sua pátria terrena, tanto quanto à lei suprema.” Ou seja, um de nossos fundamentos é andar em conformidade com os decretos terrenos, desde que estejam em conformidade com a lei de Deus. Como Filhos de Deus, devemos ser reconhecidos por nosso amor e obediência à Palavra, bem como às autoridades por Ele instituídas (“Lembra-lhes que se sujeitem aos que governam, às autoridades; sejam obedientes, estejam prontos para toda boa obra” - Tt 3.1). Logo, a LGPD torna-se mais do que uma obrigação legal. Mais do que proteger a privacidade e os dados pessoais das pessoas, conhecer essa lei é uma forma da casa de Deus fortalecer seu testemunho perante a sociedade. Você deve estar se perguntando quais informações a igreja possui que tornam importante falar sobre a LGPD nesse artigo. O advogado e Coordenador de Comunicação da Juventude Batista Brasileira (JBB), Iago Novaes, destaca que as Igrejas sempre lidaram com informações extremamente sensíveis, como cadastros de membros, registros de batismo, casamento, aconselhamentos, pedidos de oração e contribuições. Esses dados não são apenas informações pessoais. Para além disso: são vidas, histórias de pessoas - nossos irmãos em Cristo. Muitas vezes, por se tratar de algo já recorrente
no ambiente eclesiástico, podemos pensar esses registros apenas como números, esquecendo-nos de que cada número ali representado é, na verdade, um ser único para Deus. Assim como é para o Senhor, também deve ser para nós, seus filhos. Segundo Iago, não são formas condizentes com a Lei Geral da Proteção de Dados o compartilhamento de informações pessoais dos membros com pessoas não autorizadas, a falta de computadores com senhas individuais e seguras, a exposição de dados financeiros e as fichas de inscrições para eventos e atividades que não contenham um termo de consentimento. Quando os membros confiam à Igreja suas informações privadas porque creditam a ela confiança e responsabilidade, a Igreja deve agir de maneira que essa confiança seja mantida. Tratando com responsabilidade e zelo essas informações, não estamos apenas em coerência com o estabelecido pelo homem, mas principalmente com o estabelecido por Deus. A Igreja - nós, filhos e pequenos Cristos - fomos designados para este tempo para sermos agentes de Deus e promovermos a visão do Céu nesta Terra. Assim, andar em conformidade com a legislação vai para além dos princípios cristãos de responsabilidade, transparência, cuidado com o próximo e respeito à dignidade humana. Trata-se de uma questão de honra e obediência ao Supremo Senhor. Que os princípios batistas possam nortear nossa vida em comunidade: “cada indivíduo foi criado à imagem de Deus e, portanto, merece respeito e consideração como uma pessoa de valor e dignidade infinita”. Refletindo sobre as questões tratadas nesse artigo, a Juventude Batista Brasileira em parceria com a Convicção Editora e o Seminário do Sul produziu um projeto voltado à capacitação das igrejas para aprofundar-se no tema da proteção de dados, o curso LGPD Descomplicada para Igrejas. Além do curso, também está disponível na Convicção Editora um ebook sobre o tema. Para saber mais, acesse: seminariodosul.com.br e conviccaoeditora.com.br n
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REFLEXÃO VIDA EM FAMÍLIA
Gratidão pelos 119 anos da Convenção Batista Brasileira Pr. Gilson Bifano Ao participar do culto de gratidão a Deus pelos 119 anos de existência da Convenção Batista Brasileira, ocorrido no dia 25 de junho, fui motivado a fazer uma reflexão sobre meu envolvimento com a denominação Batista. Ao olhar para trás, percebo que minha história pessoal e a história da Convenção caminharam juntas desde muito cedo, em um percurso marcado por fé, serviço, cooperação e compromisso com a obra de Deus. Costumo dizer que praticamente nasci dentro da denominação Batista, visto que minha mãe estava presente e trabalhando na cozinha em uma assembleia da Convenção Batista Fluminense, em Niterói, em julho de 1959, quando eu estava para vir ao mundo. Desde cedo, portanto, fui alcançado por esse ambiente de comunhão e missão. Mais do que uma lembrança de família, esse fato revela o ambiente espiritual no qual fui formado e que ajudou a moldar meus valores, minha fé e minha vocação. Essa raiz profunda se manifestou ainda na infância. Aos seis anos de idade, já participava de uma assembleia convencional em Santo Antônio de Pádua - RJ, vivenciando desde cedo o espírito de cooperação que nos define. Ali, comecei a compreender que ser batista é mais do que pertencer a uma tradição; é participar, servir e assumir responsabilidades em favor do Reino de Deus. Foi nesse contexto que aprendi, de forma simples e marcante, que a fé também se expressa no compromisso com os irmãos e com a missão que nos foi confiada. Desde muito jovem, dediquei minha vida ao serviço em nossa denominação. Aos 17 anos, iniciei minha trajetória ocupando cargos de responsabilidade, como tesoureiro da Juventude Batista Niteroiense, secretário-executivo da Juventude Batista do Estado do Rio de Janeiro, de 1981 a 1987 e de 1990 a 1998, e capelão dos Colégios Batistas Shepard e Brasileiro. Foram anos decisivos, em que aprendi que servir à Convenção é também servir às pessoas, às igrejas e ao propósito maior do Reino de Deus. Cada função, cada oportunidade e cada desafio contribuíram para fortalecer em mim um coração ainda mais comprometido com a obra batista. Foi justamente em meio a esse trabalho convencional que conheci minha esposa, Elizabete Bifano, entrelaçando minha história familiar com a história batista. Essa ligação pessoal reforçou minha convicção de que nossa denominação é construída não apenas por estruturas, mas por relações, testemunhos e vínculos de fé que atravessam gerações. A vida batista sempre me mostrou que a obra de Deus também se faz em família, no cotidiano, nas amizades e nas parcerias que sustentam o ministério.
Minha preparação para o ministério também seguiu esse mesmo trilho. Ingressei no curso de Teologia do Seminário do Sul aos 18 anos e, em 1981, concluí minha formação no Seminário Teológico Batista do Sul do Brasil. A formação teológica me deu base, discernimento e ainda mais amor pela caminhada batista, sempre marcada pela fidelidade bíblica e pelo compromisso com a missão. Foi um tempo precioso de aprendizado, amadurecimento e confirmação da vocação que Deus colocou em meu coração. Ao longo das décadas, tive também a honra de servir como presidente da JUMOC, hoje Juventude Batista Brasileira (JBB), e de ser convidado, por duas vezes, para ser orador em assembleias da CBB, inclusive na condição de orador oficial, em 2004, na cidade de Belo Horizonte - MG. Cada uma dessas experiências foi, para mim, um marco de confiança e uma oportunidade de testemunhar a força de uma denominação que continua viva, cooperadora e relevante. Sou igualmente grato pelo apoio que a denominação me deu ao longo da caminhada e, de forma especial, pelo suporte ao Ministério OIKOS, que tanto significa em meu chamado e serviço. Também registro com alegria o privilégio de ser colunista de O Jornal Batista há 25 anos. Essa oportunidade tem sido uma forma constante de expressar gratidão, refletir sobre nossa história e contribuir, por meio da escrita, com a vida da Convenção e de seus leitores. Para mim, escrever nesse espaço, na coluna “Vida em Família” é mais uma maneira de participar daquilo que Deus tem feito entre nós. E, ao me aproximar do local do culto de celebração dos 119 anos da CBB, com o coração cheio de gratidão, não posso deixar de recordar um episódio que me arrancou um sorriso. No dia do culto, me dei conta de que estacionei meu carro numa vaga de idoso. Estava com meu amigo Gerson Moreira, e aquilo me fez lembrar, com bom humor, que o tempo passa para todos nós. Mas a melhor lembrança veio logo em seguida: a fidelidade de Deus ao longo dos anos. Por isso, lembro com alegria do texto que diz: “Fui moço, e agora sou velho; mas nunca vi desamparado o justo, nem a sua semente a mendigar o pão” (Sl 37.25). Assim, ao celebrarmos os 119 anos da Convenção Batista Brasileira, não falamos apenas de passado. Falamos de uma herança espiritual que continua produzindo frutos, formando vocações e inspirando novas gerações. E, ao recordar minha própria história, reafirmo com alegria que fazer parte dessa caminhada é motivo de honra, esperança e profunda gratidão. Se hoje até a vaga de idoso já resolveu me lembrar da idade, eu só posso agradecer a Deus por cada ano vivido, por cada passo dado e por cada bênção recebida — porque, até aqui, o Senhor tem sido fiel. n
MISSÕES NACIONAIS
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Você estaria disposto a ser moldado por Deus? Redação de Missões Nacionais A Conferência Global Multiplique 2026 terá o tema “Forjados: o Ferreiro, o fogo e a bigorna” e queremos te explicar melhor sobre isso. O próprio Deus soberano é o Ferreiro! Aquele que trabalha em nós e através de nós. É Ele quem nos forma, quem sabe a temperatura certa para moldar sem quebrar. Ele conhece o ferro e o fogo profundamente e sabe como usar cada um deles para Sua glória. O fogo é a forja! Ele representa as situações da vida e as experiências com o Senhor, que nos moldam para nos tornarmos quem Ele deseja que sejamos. O fogo é um lugar de purificação e preparo pelo qual precisamos passar. Para que um objeto seja moldado, o Ferreiro usa a bigorna, que é a base, o martelo e as tenazes. É no chão do dia a dia que somos forjados! Nas bigornas da vida somos contorcidos e moldados. É no cotidiano do discipulado, nos Pequenos Grupos Multiplicadores, nas conversas, nas pregações, na “vida na vida”, que a transformação acontece. O Ferreiro trabalha com um martelo para modular o ferro no fogo, usando a bigorna de apoio. Deus faz o mesmo conosco e isso gera ensino, correção, encorajamento, desafios. Ele usa a Palavra e tudo aquilo que for necessário para trabalhar em nós, para que tenhamos a forma que Ele mesmo deseja. Nosso Ferreiro não se queima e sabe exatamente quais ferramentas usar para trabalhar em nossas vidas.
Você está disposto a entregar seu caráter, identidade, ministério e missão nas mãos do Senhor para que Ele faça novos ajustes? Está disposto a passar pelo fogo e pela bigorna confiando no Ferreiro? Se a sua resposta for “sim”, participe da Conferência Global Multiplique 2026! Essa conferência é para você que deseja crescer espiritualmente e amadurecer na fé. Não perca a oportunidade! Participe conosco, de 3 a 6 de novembro, no Centro de Convenções DiRoma, em Caldas Novas - GO. Faça a sua inscrição pelo site: missoesnacionais.org.br/multiplique n
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NOTÍCIAS DO BRASIL BATISTA
Avaliação de Desempenho Semestral fortalece unidade, planejamento e cooperação entre CBB e organizações Encontro reuniu lideranças para avaliar resultados do primeiro semestre de 2026 e alinhar estratégias para os próximos meses.
Líderes das organizações e colaboradores da CBB viveram dois dias de compartilhamento e planejamento
Estevão Júlio
jornalista na Convenção Batista Brasileira
Nos dias 14 e 15 de julho, no Centro Batista, a Convenção Batista Brasileira (CBB) realizou a Reunião de Avaliação de Desempenho Semestral, reunindo gerências da Convenção e representantes de suas organizações para apresentar resultados, compartilhar projetos estratégicos e fortalecer o alinhamento em torno da missão denominacional. A abertura foi conduzida pelo diretor-executivo da CBB, pastor Fernando Brandão, que trouxe uma reflexão baseada em Colossenses 1.9-14, destacando a necessidade de que toda a liderança da Convenção e de suas organizações seja guiada pela vontade de Deus. “A nossa oração é que cada líder e cada equipe sejam cheios do conhecimento pleno da vontade de Deus”. Ele ressaltou que o trabalho desenvolvido pela Convenção possui um propósito maior. “Nós não trabalhamos em uma organização qualquer. Tudo o que a gente faz tem que resultar na glória de Deus e abençoar vidas”. Ao longo de sua palavra, destacou a importância da visão de Deus, do discernimento espiritual e da dependência do Senhor, utilizando Moisés como exemplo de liderança diante
MM Martha Keila, 2ª secretária da AMBB
Thalita Monteiro, coordenadora de Planejamento Estratégico e Estatística CBB
dos desafios. Também reforçou a necessidade de integração entre as organizações. “As nossas organizações precisam estar integradas. A Semana Batista precisa ser uma grande vitrine para apresentar os sonhos e projetos da CBB”. Durante sua apresentação, o diretor-executivo relembrou a missão e a visão da Convenção, enfatizando o princípio “Unir para avançar”, além dos quatro pilares ministeriais da CBB: Educação Cristã; Educação Teológica e Ministerial; Evangelismo e Missões; Governança Corporativa
Raquel Zarnotti, diretora-executiva das Mulheres Batistas
Márcia Kopanyshyn, diretoraexecutiva da OECBB
Pr. Valtair Miranda, presidente da ABIBET
Pr. Wellington Santos já atuou como Conselheiro Espiritual da ADBB
NOTÍCIAS DO BRASIL BATISTA
Jean Silveira, diretorexecutivo da ANEB
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Ana Laura Defáveri, diretora do Colégio Batista Shepard
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Jéssica Martins, coordenadora da JBB
Pr. Fabiano Lessa, coordenador nacional de ER
Elana Ramiro, gerente de Educação Cristã da CBB
Pr. Jeremias Nunes, gerente de Comunicação da CBB
Ainda na abertura, o diretor-executivo de Missões Nacionais, Pr. Fabrício Freitas, destacou que estavam “Honrados em servir”, tendo em vista que a organização cedeu seu auditório para a programação. Gerências da CBB apresentam resultados e projetos estratégicos O gerente de Comunicação, pastor Jeremias Nunes, destacou que a gerência atua prestando serviços para todas as áreas da CBB, fortalecendo a cooperação entre as organizações. Entre os principais projetos apresentados estiveram a Semana Batista, Congresso Nacional da Maturidade, Celebração dos 50 anos da UBLA, Plano de Comunicação da CBB, O Jornal Batista News e o processo de implementação da Rede de Comunicadores Batistas. A gerente de Educação Cristã, Elana Ramiro, apresentou os avanços do programa EBD para o Alto, que realizou diversas edições no primeiro semestre e já possui outras programadas para o segundo semestre, tendo como objetivo alcançar uma edição em cada associação. Também foram destacados a revisão do portfólio editorial, a coleta de feedback dos materiais de EBD em todo o Brasil, fortalecimento da rede capilarizada de responsáveis pela Educação Cristã das convenções estaduais e o Plano Anual de Leitura Bíblica. O gerente de Administração e Finanças, Juarez Solino, apresentou os principais projetos da área: Plano Diretor Arquitetônico do Centro Batista Brasileiro, Cadastro Único de Igrejas e o Projeto Estratégico da Unidade de Controladoria da CBB. João Pedro Encarnação, gerente da Convicção Editora, apresentou a missão e a visão da organização, além dos indicadores estratégicos relacionados ao crescimento das vendas e ao percentual de Igrejas utilizando os materiais da editora. Entre os projetos em destaque estiveram expansão por meio de franquias, os trabalhos para lançamento da Bíblia Almeida Brasileira, a comercialização de produtos da Junta
Terezinha Gonçalves Santa Clara, 2ª secretária da ADBB
Maura Rute, presidente da UEPBB
de Missões Mundiais e a conferência de Teologia, que será realizada em agosto, com o lançamento de três livros. Pela Juventude Batista Brasileira, Jéssica Martins, coordenadora nacional, apresentou a missão, visão e processos da organização, voltados para cultura institucional, visão ministerial e desenvolvimento de líderes. Foram destacados também o Pés no Arado em Salvador - BA, com mais de 250 missionários enviados, a Trilha do Vocacionado; a Pós-graduação em Ministério com Juventude, que alcançou participantes de outras denominações. Jéssica também convidou as organizações da CBB para construção conjunta do Despertar 2027 e enfatizou a campanha de oração pelo Despertar e o lançamento do site do Mês da Juventude 2026 com materiais de apoio. Os Homens Batistas foram representados pelo pastor Fabiano Lessa, coordenador nacional dos Embaixadores do Rei, que apresentou a nova visão ministerial “Homens Discípulos”, seus objetivos e pilares. Também foram apresentados projetos e processos de alto impacto, como o Dia Mundial de Oração e Testemunho do Homem Batista, Cadastro Nacional das Embaixadas e projetos previstos para o segundo semestre. O vice-diretor dos Seminários Batistas da CBB, pastor Pedro Veiga, apresentou dados referentes ao número de matriculados, receitas, Centro de Línguas Krieger e Centro de Missões e Evangelismo. Representando o Colégio Batista Shepard, Ana Laura Defáveri, diretora, destacou o início da Colônia de Férias, análise SWOT, alvos de fé, indicadores estratégicos relacionados ao número de alunos matriculados, crescimento das receitas não operacionais, entre outras informações. Durante a tarde, a Junta de Missões Nacionais, representada pelo diretor-executivo, pastor Fabrício Freitas, apresentou sua visão ministerial baseada em quatro frentes: ocupar vazios Batistas, fortalecer as Igrejas, transformar realidades e alcançar os não alcançados. Entre os destaques estiveram: Projeto Marajó, com o envio de três casais para plantação
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Líderes compartilharam ideias e feedbacks
Pr. Fernando Brandão, diretor-executivo da CBB, participou de todo o encontro
de igrejas; Movimento Movidos; Barco Rápido da Amazônia; EvangeSul; Impacto Brasil; Operação Jesus Transforma; Muralha de Oração; Formação Missionária; Encontros da Igreja Multiplicadora e a Conferência Global Multiplique, que será realizada em novembro. A organização também apresentou o tema da campanha anual 2026: “Para que todo o Brasil ouça”. Na sequência, a Junta de Missões Mundiais, representada pelo diretor operacional, pastor Alexandre Peixoto, apresentou informações sobre sua atuação na Venezuela, ajuda humanitária, evolução estrutural, missão, visão, objetivos estratégicos, indicadores e a Política de Salvaguarda e Proteção às Infâncias. As Mulheres Batistas, representadas por Raquel Zarnotti, diretora-executiva, apresentaram a visão ministerial “Engajando gerações e formando discípulas”, além da Trilha Discipular, Discípulas em Movimento, Academia Discípulas, capacitação de liderança e ações na Semana Batista 2026. A Associação Brasileira de Instituições Batistas de Ensino Teológico (ABIBET), com apresentação do presidente, pastor Valtair Miranda, destacou sua missão, visão, valores, revisão do projeto teológico, Censo ABIBET, Programas de Disciplinas, 26ª Conferência Teológica e construção do legado ministerial da educação. A Associação dos Músicos Batistas Brasileiros (AMBB), representada por Martha Keila, 2ª secretária, apresentou missão, visão, valores, mudanças estatutárias, fortalecimento das seções, lançamento do Repertório Batista, valorização da hinódia batista, criação de seções estaduais, 33º Encontro da AMBB e reativação do site. A Associação Nacional de Escolas Batistas (ANEB) foi representada por Jean Silveira, diretor-executivo, que apresentando indicadores de 34 mil alunos matriculados em 68 escolas associadas e atividades realizadas. A Associação dos Diáconos Batistas do Brasil (ADBB), representada pela segunda secretária Terezinha Gonçalves Santa Clara, e pelo pastor Wellington Santos, que atuou como conselheiro espiritual da organização, destacou sala de oração semanal, participação em concílios, encontros regionais,
NOTÍCIAS DO BRASIL BATISTA
Pr. Pedro Veiga, vice-diretor dos Seminários da CBB
Juarez Solino, gerente de Administração e Finanças da CBB
Censo dos Diáconos Batistas, pesquisas com diáconos e pastores, projeto Bom Diácono com Jesus, Amigos de Uma Profissão, Resgatando Nossa História e análise SWOT. Márcia Kopanyshyn, diretora-executiva da Ordem dos Educadores Batistas do Brasil (OECBB), apresentou missão, visão, valores, metas alcançadas, projetos em andamento e a temporada 2026 do EBD para o Alto. E a União das Esposas de Pastores Batistas do Brasil (UEPBB), destacou missão, visão, valores, análise SWOT, parceria com a Touch Peace, rede multidisciplinar de apoio à família pastoral, fortalecimento da identidade visual, canal no WhatsApp, Escola de Formação para Mulheres em Ministério, Comunicação e Conexão Nacional e o programa “Bastidores do Ministério”. A programação do dia 15 de julho começou com um devocional conduzido pelo pastor Pedro Veiga, baseado em João 13.13, enfatizando que a autoridade no Reino de Deus não é imposta, mas exercida pelo serviço. Thalita Monteiro, responsável pelo Planejamento Estratégico da CBB, ressaltou o comprometimento das organizações com o Planejamento Estratégico da CBB, seguido de um tempo de oração e louvor conduzido por Martha Keila. O gerente operacional da Ordem dos Pastores Batistas do Brasil (OPBB), pastor Felipe Pereira, apresentou o relatório da organização, incluindo: identidade estratégica até 2030; análise SWOT; resultados do Congresso e Assembleia em Salvador; projetos de alto impacto; capacitação; cuidado integral; Pastores Sem Fronteiras (JMM e OPBB); participação de pastores no Barco Missionário da JMN; mentoria pastoral; benefícios aos pastores; número de filiados ativos; encontros nacionais estratégicos; receitas e indicadores estratégicos. Na conclusão do encontro, pastor Fernando Brandão destacou a importância do acompanhamento dos indicadores por meio do Balanced Scorecard, reforçando que os quatro pilares ministeriais da Convenção precisam permanecer fortalecidos. Também enfatizou a formação de novas lideranças. “Nós temos que ser uma fábrica de líderes”. Durante o período de planejamento e oportunidades, Elana Ramiro apresentou perspectivas para a área de Educação Cristã, enquanto Alexandre Peixoto e Diogo Carvalho compartilharam o planejamento das juntas missionárias, abordando temas como sustentabilidade, perfil do missionário, alinhamento interno e recuperação da razão de existir das organizações. Por fim, pastor Pedro Veiga e pastor Valtair Miranda conduziram reflexões sobre desenvolvimento e formação de liderança, encerrando dois dias marcados pela avaliação dos resultados do primeiro semestre, integração entre as organizações e alinhamento estratégico para o avanço da obra Batista no Brasil. n
MISSÕES MUNDIAIS
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A RESPOSTA VENEZUELA: Histórias de transformação e esperança Jamile Darlen
ativa, mas a graça do Pai para consolar o inconsolável. Peço que vocês estejam intercedendo por essas pessoas que têm perdido tanto. Orem para que o Espírito Santo traga o Mais de três semanas se passaram desde que terremotos consolo que o ser humano não consegue dar, e para que eles gêmeos atingiram a Venezuela. Mesmo em meio a tanta dor encontrem forças para recomeçar” (Márcia Resser, membro e sofrimento pela perda, os voluntários da Caravana Emer- da Igreja Brasa - RS, psicóloga voluntária). gencial de Missões Mundiais compartilham testemunhos de transformação, fé e esperança. Confira abaixo: “Foram treze dias intensos de ações humanitárias na área de saúde, social e esportiva. Todos nós, Voluntários Sem Fronteiras, trabalhamos com o mesmo propósito de amar, acolher e cuidar do povo venezuelano, que sofreu em decorrência do terremoto. Na área desportiva, pude trabalhar com as crianças e adolescentes, através de atividades lúdicas, como o Kids Games e o futebol. Foram centenas de crianças que participaram das atividades e receberam bolas, kits de higiene, camisetas personalizadas sobre Venezuela e Brasil. Também celebramos o início de um novo projeto de Missões Mundiais, o Goal of Hope, que visa levar esperança através do futebol. Foram dias cansativos, mas muito gratificantes, que trago comigo em um cantinho muito especial em meu coração” (Gilberto Ferreira, membro da PIB de Osasco - SP, coordenador do Goal of Hope). Redação de Missões Mundiais
“O trabalho missionário aqui na Venezuela continua firme. Com o apoio de vocês e sob a cobertura da Junta de Missões Mundiais, seguimos atuando junto ao projeto Voluntários Sem Fronteiras. Minha missão central neste momento tem sido a área de suporte emocional, realizando o acolhimento de pessoas que enfrentam um sofrimento quase inacreditável devido a tantas perdas. O cenário que encontramos no campo é devastador. Recentemente, atendi uma única família que perdeu 23 de seus membros. É uma dor profunda que fratura a estrutura familiar e exige de nós não apenas escuta
“Conheci um resgatista brasileiro que contou um pouco sobre o que viu. Mas depois de um bate papo em que ele estava muito cansado e completamente exausto do dia, com os olhos cheios de lágrimas, me relatou que naquele dia ele estava resgatando crianças em um apartamento em que no dia do terremoto estava tendo um aniversário com cerca de 30 crianças. Naquele momento nós todos que estávamos ouvindo esse relato e quem estava nos contando começamos a chorar, pois ele disse que foi um dos momentos mais difíceis em toda a sua experiência com desastres. Crianças que chegaram no aniversário cheias de vida e sonhos, mas que em poucos segundos milhares de quilos caíram em cima delas. Cada resgatista naquele dia voltava dos escombros completamente sem forças. Oremos para que Deus, em Sua graça, fortaleça esses homens e mulheres, capacitando-os a cumprir a missão que lhes foi confiada” (Hadiel Sicsu, membro da PIB de São Leopoldo - RS, colaborador da JMM e voluntário na Caravana Emergencial).
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MISSÕES MUNDIAIS que precisam recomeçar, pelas crianças que estão sendo assistidas pelos projetos missionários, pelos socorristas que estão na linha de frente do resgate nos escombros e pelos voluntários que têm servido incansavelmente na linha de frente, levando cuidado, esperança e o amor de Cristo às pessoas afetadas.
Equipe da Clínica Médica de Caraballeda Voluntários Sem Fronteiras - Brasil e Venezuela
Quando um povo clama, a Igreja se levanta. Ore. Contribua. Doe pelo site: missoesmundiais.colabore.org/resposta“Nós fomos fazer atendimentos médicos em um refúgio venezuela ou pelo PIX: venezuela@doeagora.com administrado pelo governo. Começamos nas barracas e tendas, e tinha um socorrista lá que veio falar comigo. Ele me parou e veio me dar um abraço, e agradecer por nós estarmos ali ajudando eles, ajudando o povo venezuelano. Ele chorou com a gente. Ficamos abraçados enquanto ele agradecia por estarmos ali, por estarmos amando o povo dele. Ele testemunhou que socorrendo as vítimas viu muito, viu coisas ruins, muito desespero, muitas pessoas mortas e isso o abalou muito. Então, quando nos viu ali, ajudando, fortalecendo os venezuelanos, ficou muito grato. Nós oramos juntos, abençoei a vida dele, agradeci por estar ali com eles também, pela recepção, pelo carinho em nos receber, por tudo aquilo que estão fazendo pela gente” (Jonathan Romanha, membro da Igreja Batista em Santa Cruz, em Aracruz - ES; staff do Voluntários Sem Fronteiras). Todos esses testemunhos mostram o agir de Deus na Venezuela. Continue orando pelos enlutados, pelas famílias
NOTÍCIAS DO BRASIL BATISTA
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O Jornal Batista: 125 anos de história, comunicando o Evangelho para uma nova geração Celebramos nossa história, avaliamos nossa caminhada e renovamos o compromisso com a missão que Deus nos confiou.
Primeira redação de OJB, nos fundos do antigo templo da Primeira Igreja Batista do Rio de Janeiro
Primeira edição de OJB, veiculada em 10 de janeiro de 1901
Comunicação da Convenção Batista Brasileira Neste terceiro domingo de julho, os Batistas brasileiros celebram o Dia de O Jornal Batista, data que relembra não apenas a trajetória de um dos mais antigos veículos de comunicação evangélica do Brasil, mas também o compromisso permanente da Convenção Batista Brasileira (CBB) com a comunicação do Reino de Deus. Embora muitos conheçam o dia 10 de janeiro como o aniversário de O Jornal Batista, poucos sabem por que o calendário oficial da CBB reserva também uma celebração em julho. A resposta está na própria história da denominação. A primeira edição de O Jornal Batista foi publicada em 10 de janeiro de 1901, produzida nos fundos do antigo templo da Primeira Igreja Batista do Rio de Janeiro, na Rua de Sant’Anna, nº 77. Sob a liderança de seu primeiro redator, W. E. Entzminger, o periódico nasceu com o propósito de informar, edificar e fortalecer a identidade Batista em um período em que a comunicação impressa era o principal
meio de integração entre as igrejas. O reconhecimento de sua importância veio poucos anos depois. Durante a 3ª Assembleia da Convenção Batista Brasileira, realizada em 1909, na cidade do Recife - PE, O Jornal Batista foi oficialmente adotado como órgão oficial da CBB. A partir dessa decisão, o terceiro domingo de julho passou a ser dedicado especialmente ao jornal. A data foi instituída para incentivar as Igrejas a conhecerem mais profundamente o trabalho desenvolvido por O Jornal Batista, orarem por esse ministério, contribuírem com ofertas para sua manutenção e ampliarem o número de assinantes, fortalecendo, assim, a comunicação denominacional. Ao longo de mais de um século, O Jornal Batista acompanhou os principais momentos da história da denominação. Registrou o avanço da obra missionária, o nascimento de igrejas, as decisões das Assembleias, testemunhos de transformação, reflexões bíblicas e os desafios enfrentados pelos Batistas brasileiros em diferentes épocas. Uma história que continua sendo escrita Se a missão permanece a mesma, a forma de comunicar acompanha as mudanças da sociedade. Nos últimos anos, a Convenção Batista Brasileira tem investido na modernização de seus canais de comunicação, compreendendo que a presença digital deixou de ser apenas uma alternativa para se tornar um ambiente estratégico de relacionamento, informação e serviço. Dentro desse movimento nasceu o projeto do Ecossistema Digital da CBB, uma iniciativa que representa uma nova visão para a presença digital da Convenção. Mais do que desenvolver um novo site, o projeto propõe a criação de um ambiente integrado de comunicação, informação, relacionamento e serviços, conectando igrejas, convenções estaduais, organizações, líderes e membros em uma única experiência digital.
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NOTÍCIAS DO BRASIL BATISTA
Registro de quando OJB passou a ser órgão oficial da denominação, em 1909, durante a 3ª Assembleia da CBB
Nesse contexto, O Jornal Batista assume um papel ainda mais relevante. O projeto prevê a renovação completa da experiência de acesso às notícias da denominação, integrando o jornal aos demais canais oficiais da CBB e ampliando seu alcance por meio das plataformas digitais. Entre as iniciativas já realizadas estão a pesquisa de portais de notícias que são referência no mercado, a renovação da identidade visual das publicações jornalísticas, a criação da marca O Jornal Batista News para as redes sociais e o fortalecimento da presença digital do jornal. As próximas etapas incluem o desenvolvimento de um novo portal de notícias, a ampliação da rede de colaboradores em todo o Brasil, a implantação de um newsletter semanal e o monitoramento constante dos resultados para garantir uma comunicação cada vez mais eficiente. Mais do que uma atualização tecnológica, essa transformação responde aos objetivos estratégicos da área de Comunicação da Convenção Batista Brasileira. Por meio de O Jornal Batista, a CBB busca revitalizar o sentimento de pertencimento denominacional, aproximando Igrejas, organizações e batistas de todas as regiões do país. Ao divulgar notícias, projetos, testemunhos e ações cooperativas, o jornal evidencia a relevância dos resultados alcançados por meio da cooperação denominacional, fortalecendo a compreensão de que a missão é realizada de forma conjunta. O novo momento de O Jornal Batista também pretende desenvolver e compartilhar soluções que possam servir às igrejas e organizações, tornando o conteúdo ainda mais acessível aos diferentes públicos que compõem a família Batista brasileira. Essa comunicação busca alcançar pessoas
de diferentes gerações e contextos, utilizando linguagens e plataformas adequadas para ampliar seu impacto. Ao mesmo tempo, o jornal continua comprometido com a missão de disseminar os valores, princípios e doutrinas batistas, oferecendo conteúdo que informa, orienta e fortalece a identidade denominacional. Outro compromisso permanente é compartilhar aquilo que o Senhor tem realizado entre os Batistas brasileiros, registrando a atuação das Igrejas e organizações em todo o país. Cada notícia publicada evidencia como Deus continua agindo por meio da cooperação Batista, inspirando outras igrejas e fortalecendo a unidade da denominação. Nesse sentido, O Jornal Batista também amplia a visibilidade do trabalho realizado pelas Igrejas locais, promovendo iniciativas evangelísticas, missionárias, sociais e ministeriais desenvolvidas em todas as regiões do Brasil. Por fim, permanece uma das características mais marcantes do jornal desde sua fundação: registrar, preservar e compartilhar a história dos Batistas brasileiros. Cada edição publicada torna-se um documento histórico que testemunha a fidelidade de Deus ao longo das gerações e preserva a memória da atuação Batista para aqueles que virão. O mesmo compromisso, novas possibilidades Ao completar 125 anos de existência e celebrar mais de um século como órgão oficial da Convenção Batista Brasileira, O Jornal Batista reafirma seu compromisso de continuar sendo uma voz de unidade, informação e edificação para os Batistas brasileiros. n
O Jornal Batista pode ser lido semanalmente, de forma gratuita e online. E agora também tem um perfil no Instagram
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CB Fluminense celebra 135 anos com plantio de 150 árvores unindo preservação ambiental e resgate histórico Ação foi fruto da cooperação entre a Convenção Batista Fluminense e a Associação Batista Nova Betel.
Evento reuniu lideranças, voluntários e membros das igrejas locais, todos mobilizados pelo propósito comum de deixar um legado sustentável para as próximas gerações
Rodrigo Zambrotti
pastor, coordenador de Comunicação da Convenção Batista Fluminense
No coração do município de Rio Bonito, as terras do Acampamento Batista Fluminense ganharam um novo sopro de vida e esperança. Em uma ação que uniu o cuidado com a criação e a celebração de uma longa trajetória de fé, os batistas fluminenses realizaram o plantio de cerca de 150 mudas de árvores nativas, marcando o lançamento do projeto “Plantando o Futuro”. A iniciativa, estrategicamente realizada durante a Semana do Meio Ambiente, foi fruto de uma cooperação sólida entre a Convenção Batista Fluminense (CBF) e a Associação Batista Nova Betel. O evento reuniu lideranças denominacionais, voluntários e membros das igrejas locais, todos mobilizados pelo propósito comum de deixar um legado sustentável para as próximas gerações. O marco ecológico carrega um simbolismo profundo: cada árvore plantada representa um ano da rica história do trabalho batista no campo fluminense, que em 2026 completa exatamente 135 anos de atuação. O ato de fixar as raízes dessas novas árvores no solo de Rio Bonito reflete a própria história da denominação na região, uma trajetória marcada por profundidade, solidez e pela constante busca
de gerar bons frutos para a sociedade. Além de celebrar o passado, o “Plantando o Futuro” cumpre um papel prático essencial no presente. A recuperação ambiental da área do acampamento reforça o compromisso institucional com a responsabilidade social e ecológica, demonstrando que a atuação da igreja caminha lado a lado com a preservação do patrimônio natural. Os organizadores destacaram que este é apenas o início de uma mentalidade contínua de cuidado com o meio ambiente que deve se estender por todas as comunidades da região. n
Pr. Diego Bravim, diretor-executivo da Convenção Batista Fluminense
Participantes da ação ecológica deixaram o espaço do Acampamento Batista Fluminense, em Rio Bonito ainda mais especial
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Igreja Batista em General Carneiro é organizada em Concílio histórico no interior de Mato Grosso Organização da Igreja Batista em General Carneiro representa novo avanço da evangelização no Araguaia mato-grossense.
Organização oficial da Igreja Batista em General Carneiro, no interior do estado de Mato Grosso
Luiz Gabriel de Souza Nogueira
pastor titular da Igreja Batista em General Carneiro
A cidade de General Carneiro viveu um momento histórico e marcante para a obra Batista no estado de Mato Grosso no último dia 19 de abril de 2026, com a organização oficial da Igreja Batista em General Carneiro. O Concílio de Organização e Fundação aconteceu no templo da congregação local, reunindo representantes de dez Igrejas Batistas, além de pastores, líderes e irmãos que celebraram juntos este importante avanço da expansão do Reino de Deus na região. A organização da Igreja atendeu ao convite da Igreja Evangélica Batista em Vila Antonieta - SP e contou com a participação de Igrejas de Mato Grosso e São Paulo, evidenciando o espírito de cooperação e unidade característico dos Batistas. Entre as Igrejas representadas estiveram a Primeira Igreja Batista do Brás - SP, Primeira Igreja Batista da Penha - SP, Igreja Batista em Barra do Garças - MT, Segunda Igreja Batista do Reino em Água Boa - MT, Igreja Batista Nova Jerusalém, entre outras Igrejas coirmãs. O Concílio foi presidido pelo pastor Marcos Antônio Peres, tendo como secretário o pastor Samuel Lopes da Silva Filho. Também participaram da composição do Concílio os pastores Terezo de Jesus de Siqueira, Luiz Rodrigues de Souza e Alex Catane da Hora Santos Nobre. Durante o Concílio Examinatório, os membros da congregação responderam a perguntas relacionadas às doutrinas bíblicas e aos princípios batistas, abordando temas como salvação, batismo, ceia do Senhor, governo da igreja, disciplina e cooperação denominacional. Após análise e avaliação das respostas apresentadas, o Concílio aprovou, por unanimidade, a organização e fundação da Igreja Batista em General Carneiro. No período da noite, durante o culto de consagração, foi empossada a primeira diretoria da Igreja, tendo como presidente o pastor Luiz Gabriel de Souza Nogueira. Também foram aprovados o Estatuto da Igreja e a solicitação de ingresso da nova Igreja na Convenção Batista Brasileira, Convenção Batista de Mato Grosso e Associação das Igrejas Batistas da Região do Médio Araguaia.
Diretoria eleita da Igreja Batista em General Carneiro
Outro momento marcante da programação foi a ordenação e consagração ao ministério pastoral do irmão Luiz Gabriel de Souza Nogueira, realizada com oração e imposição de mãos pelos pastores presentes. Na ocasião, o pastor Samuel Lopes da Silva Filho proferiu palavras de recomendação ministerial e realizou a entrega da Bíblia ao novo pastor. O culto também foi marcado por homenagens à família pastoral, à nova Igreja organizada e à família Miranda, reconhecida como referência no início do trabalho batista em General Carneiro. Houve ainda a apresentação de um vídeo resgatando a trajetória da congregação até sua organização oficial como igreja. A mensagem da noite foi ministrada pelo pastor Alex Catane da Hora Santos Nobre, com o tema “A Igreja e o Desembaraço das Próximas Décadas”. Em sua reflexão, destacou desafios contemporâneos enfrentados pela igreja, enfatizando a necessidade de fidelidade bíblica, superação do individualismo, cuidado integral das pessoas e fortalecimento de uma igreja sacerdotal e pastoral. A organização da Igreja Batista em General Carneiro representa mais um importante avanço da presença Batista no estado de Mato Grosso e reafirma o compromisso das Igrejas Batistas com a evangelização, o discipulado e a expansão do Reino de Deus. O momento foi celebrado com gratidão, comunhão e grande expectativa quanto ao futuro da nova Igreja, que nasce firmada nos princípios bíblicos e doutrinários das Igrejas Batistas. n
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Culto de Oração do Centro Batista destaca a importância de Missões Estaduais Pr. Diego Bravim, diretor-executivo da Convenção Batista Fluminense, foi o preletor.
Momento de oração pelos líderes das organizações da CBB
Comunicação da Convenção Batista Brasileira O Culto de Oração do Centro Batista, realizado no dia 15 de julho, reuniu colaboradores, líderes e visitantes para uma manhã de adoração, comunhão e intercessão, com ênfase especial no trabalho desenvolvido por Missões Estaduais. O encontro também foi marcado pela apresentação de novos colaboradores e por uma mensagem de encorajamento. A mensagem da noite foi ministrada pelo pastor Diego Bravim, diretor-executivo da Convenção Batista Fluminense, que iniciou sua participação destacando a história da obra Batista no estado do Rio de Janeiro, que celebra 135 anos em 2026. Ao relembrar o legado missionário, enfatizou a importância de olhar para a trajetória construída sem perder de vista aquilo que Deus continua realizando no presente. O pastor compartilhou testemunhos do impacto do trabalho missionário desenvolvido pelos Batistas fluminenses, mencionando a atuação entre pessoas privadas de liberdade, crianças indígenas e adolescentes que tiveram suas vidas transformadas pelo Evangelho. Baseando sua mensagem no episódio da tempestade
Momento de oração
Capela ficou cheia com colaboradores, líderes e visitantes
acalmada por Jesus (Marcos 4.35), pastor Diego refletiu sobre o tema “Deus está no controle das nossas vidas”, destacando que as tempestades fazem parte da caminhada cristã, mas jamais estão fora do controle do Senhor. Ele ressaltou que as tempestades são inevitáveis, imprevisíveis e impossíveis de serem controladas pelo ser humano, mas não vêm para destruir aqueles que pertencem a Cristo. Segundo o pastor, elas possuem um propósito formador. “As tempestades da vida são pedagógicas. Elas vêm para forjar nosso caráter”, afirmou. Ao longo da exposição bíblica, destacou que Deus deseja usar Seus filhos justamente nos momentos mais difíceis da caminhada e lembrou que a verdadeira vitória não é alcançada pela força humana, mas por uma vida de dependência do Senhor. “Na vida, não resolvemos as coisas com a força do braço, mas de joelhos”. O pastor também enfatizou que, mesmo diante dos desafios e incertezas, Cristo oferece descanso, paz e segurança aos que confiam nEle. O culto com as equipes do Centro Batista acontece uma vez por mês, na capela do Seminário do Sul. n
Pr. Diego Bravim foi o preletor
Pr. Fernando Brandão
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Faculdade Batista Equatorial recebe programação Especial da Convicção Editora em Belém - PA Objetivo é aproximar Igrejas, líderes e estudantes dos materiais produzidos para a educação cristã e formação de discípulos.
Alunos do Seminário Equatorial com João Pedro Encarnação, gerente da Convicção Editora, e Maria Graciellen Brant, sua esposa
William Costa
jornalista, doutor em Comunicação, membro da Primeira Igreja Batista em Murinim - PA
Entre os dias 11 e 15 de junho, a Faculdade Batista Equatorial (FABAE) recebeu uma série de atividades promovidas pela Convicção Editora, braço editorial da Convenção Batista Brasileira (CBB), com o objetivo de aproximar Igrejas, líderes e estudantes dos materiais produzidos para a educação cristã e formação de discípulos. A programação contou com encontros com seminaristas, exposição e comercialização de materiais didáticos, um café voltado para pastores, líderes e evangelizadores, além de uma viagem à região do Americano, em Santa Izabel do Pará, onde representantes da editora participaram de um encontro de pastores e líderes da região Nordeste da Convenção Batista do Pará (COBAPA). Durante a abertura das atividades na Faculdade Batista Equatorial, o gerente da Convicção Editora, João Pedro Encarnação, destacou a alegria de apresentar os materiais da editora aos futuros líderes batistas. “Foi um tempo de muita interação para compartilhar tudo aquilo que nós temos feito para servir com materiais de qualidade feito pelos Batistas brasileiros para nossas Igrejas locais. E, Belém é um local estratégico para alcançarmos mais Igrejas e contribuirmos para a formação de discípulos maduros de Jesus. Reduzindo os custos de logística, conseguimos servir melhor as Igrejas da região”, explicou.
João apresentou aos participantes o novo currículo de Educação Bíblica da Convicção, desenvolvido com uma proposta discipuladora, experiencial e alinhada às diferentes faixas etárias, incluindo materiais para crianças, adolescentes, jovens, adultos, famílias e pequenos grupos. O currículo também incorpora recursos digitais, podcasts e ferramentas voltadas ao ensino híbrido e à formação integral dos discípulos. Para a professora doutora Vanessa Galúcio, diretora acadêmica da FABAE, a parceria fortalece a missão educacional das instituições Batistas. “Nós somos uma Instituição de Educação e estamos em parceria com uma editora que leva esse conteúdo às Igrejas. Queremos ser um instrumento nesse alcance, funcionando como elo entre a casa de educação teológica e as Igrejas locais”, destacou. Doutora Vanessa também enfatizou que a colaboração entre a editora e o seminário contribui para a qualidade e a confiabilidade dos materiais produzidos. “A parceria com o Seminário Batista Equatorial valida ainda mais o material produzido, porque muitos dos professores que atuam aqui também participam da elaboração e avaliação das revistas e conteúdos publicados”, acrescentou. A iniciativa reforçou os laços entre a Faculdade Batista Equatorial, a Editora Convicção e as Igrejas Batistas da região, ampliando o acesso a recursos educacionais e fortalecendo a formação de líderes comprometidos com a missão e o discipulado cristão. n
Programação da Convicção Editora em Belém - PA contou com uma série de atividades com seminaristas, pastores e líderes
PONTO DE VISTA
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SAÚDE DE CORPO E ALMA
A elaboração do luto
Pr. Ailton Desidério A dor do luto é, talvez, a pior dor emocional que uma pessoa pode experimentar. Perder um ente querido é uma experiência profundamente difícil e dolorosa, que cada um vive ao seu modo, à sua maneira. Alguns conseguem elaborar o luto com mais facilidade do que outros, o que, a princípio, não significa sofrer mais ou sofrer menos. Dor não se compara. Cada um sente e vive a sua própria dor. No livro Perda, Tristeza e Depressão, John Bowlby afirma que algumas pessoas que aparentam elaborar o luto rapidamente podem, mais tarde, ser abruptamente esmagadas por emoções intensas, culminando, em alguns casos, na instalação de um luto crônico. Citando um estudo realizado por Parkes (1970), Bowlby observa que algumas das pessoas que desenvolveram um luto patológico foram justamente aquelas que demonstraram pouca reação nas semanas posteriores à perda. Lembro-me de uma cerimônia de velório que conduzi, na qual a filha do falecido estava extremamente agitada e apresentava desmaios repentinos. Quando chegou o momento de conduzir o corpo ao cemitério, algumas pessoas vieram falar comigo, pedindo que eu a convencesse a não participar daquela última etapa da despedida. Minha orientação foi outra. Entendi que, se esse fosse o desejo dela, o mais importante seria permitir que ela acompanhasse todo o ato fúnebre, oferecendo-lhe o apoio necessário nos momentos mais difíceis. A tentativa de poupar uma pessoa enlutada do sofrimento pode interromper o processo de elaboração do luto, deixando em aberto uma experiência emocional que, mais tarde, poderá favorecer o desenvolvimento de um luto patológico. Entretanto, é preciso considerar as condições físicas e emocionais da pessoa naquele momento para que qualquer decisão seja tomada com prudência. Mas, de modo geral, o mais saudável é permitir que o enlutado viva e expresse a sua dor, recebendo acolhimento, presença e apoio nesse momento tão difícil.
Negação Negar a realidade da morte de um ente querido é uma forma inconsciente de se proteger do desamparo que ela produz. Expressões como: “Isso não pode estar acontecendo” ou “Deve haver algum engano” demonstram a dificuldade da pessoa enlutada em aceitar a realidade, distanciando-se emocionalmente da dor. Raiva À medida que a realidade da perda começa a ser assimilada, a pessoa enlutada pode sentir raiva de Deus, porque não curou, não impediu aquele acidente ou não reverteu aquela situação; dos médicos, que, na sua percepção, não deram a devida atenção; dos familiares, que não estiveram presentes; por vezes, da própria pessoa falecida e até de si mesma. Perguntas como: “Por que isso está acontecendo comigo?” ou “Por que Deus permitiu que isso acontecesse?” evidenciam esse estágio do luto. Barganha Em razão da intensa oscilação emocional, a pessoa enlutada pode regredir à fase da negação, agora acompanhada pelo sentimento de barganha. Na confusão das emoções, tenta negociar espiritual e emocionalmente, como se fosse possível reverter a perda. Faz promessas, estabelece acordos imaginários e diz, por exemplo: “Se Deus me devolver meu (minha), prometo que serei uma pessoa melhor”. Depressão (Tristeza)
À medida que a perda é admitida em sua realidade e o desgaste emocional se intensifica, instala-se uma profunda tristeza. As características mais comuns dessa fase são: choro frequente; tendência ao isolamento; perda do interesse pelas atividades sociais; sensação de vazio; diminuição da esperança. É importante ressaltar que a tristeza do luto não deve ser Como podemos ajudar uma pessoa que confundida com depressão. Embora ambas compartilhem está vivendo a experiência do luto? algumas manifestações emocionais, elas não são a mesPenso que a compreensão das fases do luto, conforme ma coisa. No livro A Tristeza Perdida, Horwitz e Wakefield apresentadas por Elisabeth Kübler-Ross, no livro Sobre a explicam que a tristeza provocada por uma perda faz parte Morte e o Morrer, pode auxiliar nesse sentido. Vejamos, de da condição humana e constitui uma resposta natural do organismo diante do sofrimento. forma resumida, essas cinco fases.
20 O JORNAL BATISTA Domingo, 19/07/26 A depressão, por sua vez, caracteriza-se por uma alteração desse processo, tornando-se uma condição desproporcional à perda, persistente, recorrente e capaz de comprometer significativamente o funcionamento da vida da pessoa. Por isso, é fundamental que familiares, amigos e líderes saibam distinguir a tristeza esperada do luto de um quadro depressivo, característico de um luto patológico, que exige atenção e acompanhamento profissional. Aceitação Não existe a possibilidade de esquecer completamente a perda de um ente querido. Feridas emocionais deixam marcas, deixam cicatrizes que, em determinados momentos, nos remetem à experiência traumática. Aceitar a perda não significa esquecer, nem deixar de amar quem morreu. Significa reconhecer que a perda é irreversível e que é preciso seguir em frente, aprendendo a viver uma nova realidade. É lembrar de quem partiu sem permanecer aprisionado ao sofrimento. No livro Luto: Estudos sobre a Perda na Vida Adulta, Colin Murray Parkes chama a atenção para um aspecto importante da experiência de elaboração do luto. Segundo ele, assim como um osso fraturado, depois de consolidado, pode tornar-se mais resistente, a pessoa que enfrenta e elabora adequadamente o luto pode desenvolver maior maturidade emocional em virtude dessa dolorosa experiência. Quanto tempo dura a elaboração do luto? A Bíblia nos mostra que os processos de luto podem ser vividos de maneiras muito diferentes. Alguns, como Davi, conseguiram reorganizar a vida relativamente rápido (II Sa-
PONTO DE VISTA muel 12). Outros, como Jacó, Noemi e Jó, demoraram muito mais tempo para elaborar a dor. Isso revela que cada pessoa vive o luto de acordo com sua constituição emocional, sua história de vida e o significado daquele vínculo afetivo. Freud, no texto Luto e Melancolia, não estabelece um tempo exato para a elaboração do luto. Para ele, trata-se de um processo psíquico onde a libido vai sendo, pouco a pouco, desligada da pessoa perdida para ser reinvestida em novos objetos e relações. John Bowlby diz que, em condições normais, o luto intenso tende a diminuir gradativamente ao longo do primeiro ano, podendo estender-se entre um e dois anos. Colin Murray Parkes também não fixa um prazo, mas observa que, na maioria das pessoas, ocorre uma reorganização significativa da vida entre um e dois anos após a perda. Ou seja, o tempo de elaboração do luto varia de pessoa para pessoa. Penso que, em se tratando da elaboração do luto, o aspecto mais importante não é o tempo em si, mas a admissão e a elaboração da dor. A Bíblia deixa claro que confiar em Deus não significa negar a dor, o sofrimento e o choro – “Jesus chorou” (Jo 11.35). A fé não elimina a dor. Não anestesia o coração. Não transforma o sofrimento em indiferença, mas em uma experiência de amadurecimento e crescimento (Jó 42.5). A fé em Deus não é uma rolha colocada na alma para impedir que a dor venha à tona. É um bisturi nas mãos do Médico dos médicos, que abre a ferida para que o sofrimento seja drenado, elaborado e, pela graça de Deus, superado. n Ailton Gonçalves Desidério Pastor da PIB Lins - RJ Psicólogo Clínico
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