ÓRGÃO OFICIAL DA CONVENÇÃO BATISTA BRASILEIRA FUNDADO EM 1901

O peso santo da vocação pastoral
Reflexões sobre o chamado e a responsabilidade pastoral. Quem cuida de quem cuida?
03
O cuidado integral de quem dedica a vida ao ministério.
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ÓRGÃO OFICIAL DA CONVENÇÃO BATISTA BRASILEIRA FUNDADO EM 1901

O peso santo da vocação pastoral
Reflexões sobre o chamado e a responsabilidade pastoral. Quem cuida de quem cuida?
03
O cuidado integral de quem dedica a vida ao ministério.
Testemunhos de fidelidade que marcaram gerações. Um chamado para discipular
Diáconos reunidos para edificação e preparo.
EDITORIAL

Celebrar o Dia do Homem Batista é reconhecer a importância daqueles que, ao longo das gerações, têm assumido o compromisso de viver e testemunhar sua fé em Cristo nos mais diversos contextos da sociedade.
Em um tempo marcado por tantas mudanças, a necessidade de homens comprometidos com os valores do Reino de Deus continua sendo uma realidade urgente. Homens que compreendem que sua identidade não está fundamentada em padrões passageiros, mas na Palavra de Deus. Homens que exercem influência por meio do exemplo, da integridade e da fidelidade ao Senhor.
A história dos Batistas brasileiros é marcada pela participação de homens que dedicaram seus dons, seu tempo e sua vida à expansão do Evangelho. Nas Igrejas, nos lares, nos campos missionários, nos seminários e em tantas outras frentes de atuação, encontramos testemunhos de servos que compreenderam a grandeza do chamado cristão e responderam com disposição e perseverança.
O homem cristão é chamado a refletir o caráter de Cristo em sua vida diária. Sua liderança nasce da submissão a Deus. Sua força é demonstrada na dependência do Senhor.

Seu compromisso é revelado na constância da fé, mesmo diante dos desafios e responsabilidades que surgem ao longo da caminhada.
Também é uma oportunidade para lembrar que o discipulado continua sendo uma das maiores necessidades da Igreja. Homens maduros na fé são instrumentos de Deus para encorajar, ensinar e acompanhar novas gerações, transmitindo valores bíblicos que permanecem relevantes em qualquer época.
Neste Dia do Homem Batista, expressamos gratidão a Deus por cada homem que serve com dedicação em sua Igreja local, sustenta sua família com amor, participa da obra missionária, contribui para o crescimento do Reino e busca viver de maneira digna do Evangelho.
Que o Senhor continue fortalecendo homens comprometidos com Sua Palavra, guiados pelo Espírito Santo e dispostos a servir com humildade e coragem. Que suas vidas permaneçam como testemunho vivo da graça de Deus, inspirando outros a seguirem firmes na missão que Cristo confiou à Sua Igreja.
Boa leitura! n

Órgão oficial da Convenção Batista
Brasileira. Semanário Confessional, doutrinário, inspirativo e noticioso.
Fundado em 10.01.1901
INPI: 006335527 | ISSN: 1679-0189
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A.B. Detter (1904 e 1907); S.L. Watson (1920 a 1925); Theodoro Rodrigues Teixeira (1925 a 1940); Moisés Silveira (1940 a 1946); Almir Gonçalves (1946 a 1964); José dos Reis Pereira (1964 a 1988); Nilson Dimarzio (1988 a 1995) e Salovi Bernardo (1995 a 2002)
INTERINOS HISTÓRICOS
Zacarias Taylor (1904); A.L. Dunstan (1907); Salomão Ginsburg (1913 a 1914); L.T. Hites (1921 a 1922); e A.B. Christie (1923).
ARTE: Oliverartelucas


Ordem dos Pastores Batistas do Brasil
Era domingo à noite. O templo havia esvaziado, as luzes foram apagadas, e ele ficou ali por mais alguns minutos, sozinho na última fileira. Não porque não tinha para onde ir. Tinha. Mas porque precisava de um momento só seu antes de cruzar a porta e voltar para casa como marido, pai, vizinho e homem comum. Ninguém tinha visto o sermão custar o que custou. Ninguém sabia das duas ligações difíceis que ele havia feito durante a semana antes de subir ao púlpito. Ninguém precisava saber. E, ainda assim, seria bom que alguém soubesse.
O pastorado talvez seja uma das vocações mais visíveis e menos compreendidas dentro da vida da igreja. Muitos veem o púlpito; poucos percebem a intercessão silenciosa que o precede. Muitos ouvem a pregação pública; poucos conhecem as lágrimas discretas que a custaram. O Dia do Pastor pode ser apenas mais uma data com homenagem previsível e placa de agradecimento, ou pode ser uma oportunidade real de recuperar uma visão bíblica da vocação pastoral, de quem Deus chama e do que esse chamado carrega por amor ao rebanho.
A vocação pastoral não nasce de ambição religiosa. O pastor não é dono do rebanho, não é mediador entre Deus e a congregação, não é substituto de Cristo. É servo, chamado a cuidar de um povo que pertence a outro.
Pedro escreve com autoridade de quem conheceu a grandeza e a quebra do ministério: “pastoreiem o rebanho de Deus [...] não como dominadores, mas sendo exemplos do rebanho” (I Pe 5.2-3, NAA). A frase é decisiva em dois movimentos. Primeiro, o rebanho é de Deus, não do pastor. Segundo, há um Supremo Pastor que se manifestará, e diante dele toda autoridade pastoral prestará contas. Quando essa ordem se inverte, a igreja adoece: ou idolatra líderes, ou os consome como prestadores de serviço religioso. Os dois extremos traem o Evangelho.
Atos 20.28 aprofunda essa tensão com uma sequência de palavras que vale meditar com atenção. Paulo diz aos presbíteros de Éfeso: “Cuidem de vocês mesmos e de todo o rebanho sobre o qual o Espírito Santo os colocou como supervisores” (NAA). Antes do cuidado do rebanho, vem a vigilância da própria alma. Antes de exercer autoridade, viver sob autoridade. Antes de falar em nome de Deus, ouvir a Palavra de Deus. O ministério fiel começa na vida interior do ministro.
Isso confronta dois erros que o tempo consagra sem que a igreja perceba. O primeiro é o sentimentalismo ministerial: a imagem do pastor como herói solitário, sempre disponível, sempre forte, acima de qualquer fragilidade.
Esse retrato é irreal e perigoso. Paulo teve lágrimas, conflitos e fraquezas. Pedro conheceu queda, restauração e maturidade. Timóteo precisou de encorajamento. O ministro fiel não é um supercrente; é uma ovelha chamada a servir outras ovelhas.
O segundo erro é a redução funcional: o pastorado visto como ocupação religiosa, cargo a ser administrado, performance a ser avaliada. É claro que há trabalho, agenda, decisões e responsabilidades institucionais. Mas o centro da vocação pastoral não é a entrega de serviços; é o cuidado de pessoas pela Palavra. Pastores são, antes de qualquer outra coisa, pastores de almas. Liderar a Igreja é pastorear pessoas, não apenas gerir programas.
Celebrar o pastor, portanto, é reconhecer a beleza de uma vocação que não se explica por status. Ele batiza, visita, ensina, exorta, consola, organiza, discerne, chora, espera e recomeça. Às vezes vê frutos; às vezes semeia para que outros colham. Às vezes é compreendido; às vezes é interpretado apressadamente. Sua fidelidade não pode ser medida apenas por aplausos, crescimento numérico ou visibilidade pública. Há frutos que só a eternidade revelará.
Mas celebrar também é lembrar o pastor de sua própria identidade. Ele não precisa salvar a igreja; Cristo já deu sua vida por ela. Não precisa carregar sozinho o peso do corpo; Cristo é a Cabeça. Não precisa transformar cada crítica em ameaça, nem cada elogio em combustível para vaidade. Precisa permanecer fiel, ensinável, íntegro, piedoso e corajoso. Uma aplicação simples, mas necessária, cabe às igrejas: honrem seus pastores de modo bíblico. Orem por eles. Encorajem sem bajular. Cuidem de suas famílias sem invadir sua intimidade. Provejam condições dignas de vida e ministério. E criem ambientes nos quais descanso, amizade pastoral, correção fraterna e prestação de contas não sejam vistos como sinais de fraqueza, mas como instrumentos de saúde espiritual.
E uma aplicação cabe aos pastores: revisitem o chamado diante de Deus. Perguntem honestamente se o ministério ainda é exercido como serviço ou se, com o tempo, tornou-se defesa de imagem, rotina sem alma ou busca de aprovação. A vocação pastoral é pesada demais para ser sustentada por vaidade, e preciosa demais para ser abandonada ao cinismo. O Dia do Pastor cumpre seu propósito mais profundo quando a igreja celebra seus pastores sem esquecer que eles também se ajoelham diante do mesmo Pastor. A coroa prometida em I Pedro 5 não pertence aos dominadores, mas aos servos. E o descanso final não virá do reconhecimento público, mas da voz do Supremo Pastor, que conhece cada lágrima, cada sermão fiel, cada visita esquecida e cada gesto de amor feito em seu nome. n
Ordem dos Pastores Batistas do Brasil
Elias havia feito o que parecia impossível. O fogo havia descido. Os profetas de Baal haviam sido expostos. A chuva havia voltado. E então, diante de uma ameaça de Jezabel, o profeta fugiu, sentou-se sob uma árvore no deserto e pediu para morrer. “Já chega, Senhor”, disse ele (I Reis 19.4 - NVI). A cena não deve ser lida como simples fraqueza espiritual. É também exaustão real. E a resposta de Deus é surpreendente em sua simplicidade: pão, água e sono. Antes de qualquer palavra sobre missão, antes de qualquer reprimenda, Deus cuidou do corpo e do coração do seu servo.
Há pastores que chegam a junho com sorriso no rosto e o coração exausto por dentro. Há quem pense em largar tudo enquanto a placa de homenagem ainda está na parede. Não por falta de fé. Não por falta de amor ao rebanho. Mas porque a alma também tem limite, e ninguém lhes disse isso quando foram consagrados ao ministério.
Há uma frase que parece piedosa, mas pode esconder uma teologia perigosa: “pastor não pode parar”. É verdade que o ministério exige disposição, sacrifício e perseverança. Mas não é verdade que fidelidade se prove por exaustão contínua. O pastor que nunca descansa talvez não esteja demonstrando fé maior; talvez esteja vivendo, sem perceber, como se a igreja dependesse dele mais do que depende de Cristo.
Jesus disse aos discípulos: “Venham comigo para um lugar deserto e descansem um pouco” (Marcos 6.31 - NVI). O contexto não era de preguiça, mas de intensidade ministerial. Havia gente chegando e saindo, e eles sequer tinham tempo para comer. Ainda assim, o Senhor não tratou o descanso como luxo ou desvio da missão. Ele chamou os seus para junto de si. O descanso pastoral não é interrupção do ministério; é parte da obediência.
Paulo também escreveu a Timóteo: “Atente bem para a sua própria vida e para a doutrina” (I Tm 4.16 - NVI). A ordem é dupla. A doutrina importa, mas a vida também. A ortodoxia que não alcança o coração do ministro pode sustentar discursos corretos e, ao mesmo tempo, esconder uma alma ressecada. Quando a vida interior do pastor adoece, a pregação, a liderança, a família, o aconselhamento e a paciência pastoral sentem o impacto.
“O Senhor é o meu pastor”, declara Davi no Salmo 23. Antes de qualquer pastor cuidar de alguém, precisa ser cuidado pelo Senhor. Antes de conduzir outros a águas tranquilas, precisa ser conduzido. Antes de preparar mesa para o povo, precisa receber alimento da graça.
Pesquisas confirmam que essa não é uma preocupação abstrata. Dados da Barna de 2021 mostraram que 38% dos pastores protestantes seniores nos Estados Unidos haviam pensado em deixar o ministério em tempo integral naquele ano. Em 2026, nova publicação da Barna apontou queda para 24%, sinal de estabilização, mas não de recuperação plena.
Mas o que diz a realidade dos pastores Batistas brasileiros? Ainda não temos uma resposta definitiva, e é exatamente por isso que a OPBB, em parceria com a ENVISIONAR e o Instituto Barna, está realizando a Pesquisa Pastor Resiliente, uma iniciativa relevante para compreender saúde ministerial,
bem-estar, desafios e resiliência entre pastores batistas no Brasil. Os dados serão fundamentais para entender nossa realidade, subsidiar cuidado pastoral e orientar políticas de formação e apoio ao ministério. Pastores que ainda não participaram podem acessar a pesquisa em go.opbb.org. br/PastorResiliente. Cada resposta importa.
Enquanto os resultados brasileiros não chegam, os sinais cotidianos já falam. Há pastores que se sentem culpados quando descansam, como se toda pausa fosse negligência. Há igrejas que confundem disponibilidade pastoral com acesso ilimitado. Há culturas ministeriais que premiam quem vive no limite e suspeitam de quem estabelece fronteiras. Uma igreja madura entende que preservar a saúde do pastor não é proteger privilégio; é cuidar de uma pessoa e, por consequência, de todo o rebanho.
E a família? Ela também sente o peso que a congregação não vê. Em muitos contextos, o cônjuge não foi consagrado ao ministério pastoral, mas vive, todos os dias, consequências profundas dele. Carrega expectativas que ninguém formalizou. Convive com a ausência de quem ama sem ter título de mártir do ministério. Consola e frequentemente não é consolado. Conhece o lado humano do ministro que o povo só vê no púlpito, e carrega esse conhecimento com amor e, às vezes, com muita solidão.
Muitos filhos crescem com a sensação de que a agenda de casa sempre perde para a agenda da igreja. Alguns chegam à vida adulta com uma pergunta não resolvida: éramos prioridade? Não porque o pai não os amava, mas porque o ministério raramente ensinou que dizer “agora é tempo de família” é também uma forma de fidelidade a Deus.
A aplicação começa com hábitos simples e profundos. Pastores precisam de ritmos não negociáveis de oração e Escritura que não sirvam apenas à preparação de sermões. Precisam de um dia real de descanso, férias respeitadas, exames de saúde, convivência familiar sem a sombra constante do celular ministerial e amizades nas quais possam dizer “não estou bem” sem medo de perder dignidade. E, quando o sofrimento psíquico se torna grave, buscar acompanhamento clínico qualificado não é falta de espiritualidade; é uma forma responsável de cuidado diante de Deus.
Igrejas, por sua vez, podem transformar a celebração do Dia do Pastor em compromisso prático. Em vez de apenas entregar uma homenagem, podem perguntar: nosso pastor descansa? Sua família é respeitada? Há estrutura que divida o cuidado? Há recursos para retiro espiritual, aconselhamento e atualização? Há liberdade para que ele seja humano sem ser punido por isso?
Nada disso diminui o chamado ao sacrifício. O evangelho não promete ministério sem cruz. Mas a cruz de Cristo não autoriza a igreja a crucificar seus pastores, nem autoriza pastores a desprezarem seus limites como se fossem redentores. O sacrifício cristão nasce da graça, não da compulsão.
O Bom Pastor de João 10 deu a vida pelas ovelhas. Nenhum outro pastor deve tentar ocupar esse lugar. Pastores fiéis apontam para Cristo, mas não são Cristo. E justamente por isso podem descansar. A igreja não está segura porque o pastor nunca se cansa; a igreja está segura porque pertence ao Senhor que não dorme, não se esgota e não abandona o seu povo. n

Jairo
de Souza Peixoto
coordenador nacional dos Homens Batistas
Ao iniciar este breve registro alusivo ao dia do homem batista é digno lembrar e reverenciar os homens que em 04 de junho de 1916, na Sociedade Cooperadora de Homens da Primeira Igreja Batista do Rio de Janeiro, assim descreveram a sua finalidade: Cooperar de um modo agressivo no trabalho de evangelização dos descrentes e na edificação espiritual dos crentes.
Com esta breve digressão e à luz do texto que se registra em Atos 9:27, o qual bem retrata o perfil e o caráter cristão de Barnabé – o homem que levou Paulo pela mão, o apresentou aos apóstolos e ainda acompanhou Paulo em muitas das aventuras missionárias do Apóstolo dos gentios, saudamos a todos os homens batistas, neste mês dedicado ao homem batista!
Em ambos os casos, quer nos pioneiros do trabalho com os homens batistas no Brasil, quer na vida de Barnabé e Paulo, a matéria prima é a mesma: homens que buscam fazer a vontade de Deus, que desejam ser protagonistas do seu tempo e “dar conta” da Missão a nós confiada!
Mas, qual é a nossa missão? A Missio Dei está inscrita na grande comissão de Mateus 28:19 e 20. A nobre missão de representar Jesus Cristo aqui na terra, como bem recitam nossos Embaixadores do Rei. O desenvolvimento desta missão é o mesmo chamado que os homens “primeirenses” e os da igreja primitiva responderam.
Há uma música do repertório dos coros masculinos (Deus quer um homem de Houward F. Starks e tradução de Gióia Jr) que diz assim:
Deus quer um homem, forte lutador,
Que negue o mundo, vença o tentador,
Deus quer alguém que prove ser um crente,
Que diga assim, meu Cristo vive em mim.
Deus quer alguém que seja salvo, por Jesus!
Expressão mais fiel e profunda do que Deus quer de nós acredito que não poderia existir, considerando a música completa, a qual é ornada por uma melodia igualmente inspirada! Deus quer homens fortes, leais, honestos, trabalhadores, íntegros, que andem na luz de Deus, que sejam salvos e resgatados do pecado.
Nesta data tão significativa, quando os ministérios das Igrejas, os grupos de associações e uniões, Brasil afora, comemoram em cultos especiais e atividades diversas a existência dos homens batistas e das suas organizações, ministérios e departamentos, é importante relembrar a nossa origem, de onde viemos e para que existimos.
Somos homens meninos (Embaixadores do Rei), jovens (Embaixadores do Rei Valentes) e homens discípulos enviados por Deus para o cumprimento de uma missão: “Por-
tanto, ide e fazei discípulos...”. Que esta missão possa ser relembrada acima de quaisquer outras coisas. Que o reino de Deus esteja realmente acima de qualquer outra prioridade em nossas ações, como homens batistas, homens discípulos de Jesus Cristo.
Os meninos e rapazes dos Embaixadores do Rei precisam ver na geração adulta exemplos de homens que dignificam o reino de Deus, dos quais o mundo não seja digno (Hebreus 11.38), por sua vida, sua integridade, por seu exemplo de servos de Deus. Os jovens dos Embaixadores do Rei Valentes devem ajudar os Embaixadores do Rei na sua jornada e suas dificuldades, mirando a vida mais adulta e recheada de deveres e responsabilidades civis. Aos homens discípulos é dada a nobreza de manter as bases firmes e projetar o futuro, com a visão do reino de Deus.
O exemplo de Barnabé e Ananias nos ensina lições preciosas do discipulado cristão (Atos 9). O acolhimento sem reservas e hospitalidade de Judas, a submissão de Ananias e o companheirismo de Barnabé nos trazem exemplos claros do discipulado e do discipulador.
Nestes dias estamos em fase de implementação da nova visão ministerial dos homens Batistas, a qual busca resgatar princípios do que se registra em Atos dos apóstolos e em toda Escritura, com a chamada da Grande Comissão dada por Jesus Cristo. Homens discípulos de Jesus Cristo.
Desejamos que nestes dias e no restante dos dias que temos até que Cristo venha ou nos convoque à Sua presença, nossa vida seja para o cumprimento da missão, com a vida devocional individual, o sacerdócio familiar, todos alinhados à vontade de Deus para cada um de nós, individualmente e como grupos formados, por igreja ou associação ou convenção.
Deus quer um homem!
Que você (homem, de qualquer idade ou condição) e eu, sejamos este homem! Íntegro, reto e que se desvia do mal, como Jó foi adjetivado pelo próprio Deus.
Mais que uma canção, mais que uma poesia, mais que o desejo contido ou a mera observação do que os outros estão fazendo, a vida do homem batista seja para glorificar o nome do Deus que servimos e que todos reconheçam em nós a presença do Espírito Santo de Deus.
Que o pecado, a pornografia, a pedofilia, a violência doméstica, a desonestidade e tudo que desagrada a Deus sejam afastados/extirpados de nossas vidas, pelo sangue de Jesus Cristo. E que a devoção, a leitura da Bíblia, a oração, o testemunho e outros frutos do Amor de Deus sejam percebidos e testemunhados por nossa família e por todos que nos cercam.
Parabéns, Homem Batista, Homem Discípulo de Jesus Cristo!
Parabéns, Embaixadores do Rei e Embaixadores do Rei Valentes! n


Redação de Missões Nacionais
Transformando corações e espaços: a igreja e a neurodiversidade – Esse foi o tema da Conferência RADS 2026!
Durante os dias 4 e 5 de junho, na Igreja Batista Itacuruçá (RJ), vivemos um tempo de aprendizado, escuta e conscientização sobre igreja e neurodiversidade, com reflexões importantes para famílias, líderes, educadores e ministérios. Mais do que falar sobre acolhimento, queremos nos capacitar cada vez mais para construir ambientes onde pessoas neurodivergentes realmente se sintam vistas, compreendidas e amadas.
Ao longo da programação, fomos desafiados a fazer mais do que adaptar espaços: a transformar corações, construindo comunidades em que cada pessoa seja vista e valorizada, e tenha a oportunidade de desenvolver plenamente seus dons para a glória de Deus. Para isso, contamos com a presença de especialistas no tema, que nos levaram a compreender melhor a neurodivergência e como colocar em prática ferramentas que ajudem os neurodivergentes a viverem a fé em Cristo Jesus.
Durante a Conferência, o Pr. Fernando Brandão, Diretor-Executivo da Convenção Batista Brasileira, reforçou a impor-

tância de conectar e fortalecer os projetos sociais desenvolvidos pelas igrejas batistas em todo o Brasil.
Se a sua igreja realiza ações que promovem relevância, cuidado e transformação na comunidade, este é o momento de fazer parte dessa grande rede. Cadastre o projeto social da sua igreja e ajude a ampliar o impacto do amor de Cristo em nossa nação. Acesse: www.rads.org.br. Juntos somos mais fortes. Juntos avançamos levando o amor, a bondade e a misericórdia de Jesus a quem mais precisa. n





Participantes tiveram momentos de capacitação, comunhão e despertamento missionário.
Mais de 70 inscritos de diversas regiões do Piauí participaram do Congresso de Promotores de Missões
Rossi Sousa Matos assessora de Comunicação da Convenção Batista Piauiense
O Congresso de Promotores de Missões 2026, promovido pela Convenção Batista Piauiense (CBPI), reuniu mais de 70 inscritos de diversas regiões do Piauí e Maranhão nos dias 22 e 23 de maio, no Sítio Batista Spiegel, em Teresina - PI. O encontro marcou um importante momento de capacitação, comunhão e despertamento missionário em preparação para a Campanha de Missões Estaduais 2026, que traz como tema: “Enquanto há tempo, eu vou!”.
Com uma programação voltada ao fortalecimento da mobilização missionária nas Igrejas Batistas, o congresso contou com momentos de louvor conduzidos pelo Ministério Libertação, além de palestras, oficinas, testemunhos e direcionamentos estratégicos para líderes e promotores de missões.
Entre os convidados estiveram a Missionária Silvana Martines, administradora do Blog do Promotor da Junta de Missões Nacionais (JMN), o Dr. Misael Martines, médico e missionário voluntário da saúde da JMN, além do missionário Pierre Souza, que compartilhou seu testemunho missionário, impactando os participantes com relatos sobre desafios, experiências e o agir de Deus no campo missionário.
Durante seu testemunho, Pierre Souza destacou a importância da obediência ao chamado missionário e da disposição de servir a Deus mesmo diante das dificuldades. Sua participação emocionou os congressistas ao reforçar que vidas continuam sendo transformadas quando a igreja decide ir, contribuir, orar e sustentar a obra missionária enquanto ainda há tempo.
A missionária Silvana Martines enfatizou, em sua oficina, a importância do planejamento estratégico da campanha missionária dentro das Igrejas locais. Segundo ela, campanhas bem organizadas fortalecem o envolvimento da membresia e ajudam a despertar a visão missionária da Igreja. A missionária incentivou os promotores a trabalharem com metas claras, cronogramas definidos, ações contínuas de oração e discipulado, além da utilização de ferramentas visuais para acompanhamento dos alvos missionários.
Entre as sugestões apresentadas estiveram os termôme-

tros missionários de ofertas, painéis de intercessão, mapas missionários e indicadores visuais que ajudam a Igreja a acompanhar o avanço da campanha de forma participativa e motivadora. A proposta, segundo os palestrantes, é que os termômetros não funcionem como instrumento de pressão, mas como celebração visível do envolvimento da igreja na obra missionária.
Já o Dr. Misael Martines trouxe reflexões voltadas ao perfil espiritual do promotor de missões, destacando a necessidade de uma vida cheia do Espírito Santo, marcada pela humildade, dependência de Deus e compromisso com o Reino. Em sua palavra, o missionário reforçou que o verdadeiro crescimento ministerial acontece quando Cristo cresce e o homem diminui, inspirando os participantes a viverem uma missão centrada totalmente em Deus.
Outro destaque do congresso foi a apresentação da Revista Oficial da Campanha de Missões Estaduais 2026, que reúne materiais de livre acesso para utilização nas Igrejas. O conteúdo disponibiliza sermões, testemunhos missionários, roteiros de cultos, desafios de oração, estratégias de mobilização, sugestões para crianças, além de ideias criativas para levantamento de ofertas missionárias.
A revista também orienta os promotores sobre a importância de planejar cuidadosamente cada etapa da campanha, estabelecendo alvos claros de intercessão, discipulado, vocacionados e contribuições missionárias. O material incentiva as Igrejas a utilizarem ferramentas como termômetros de ofertas, mapas iluminados e painéis missionários para tornar os objetivos mais visíveis e participativos para toda a congregação.
Além disso, os materiais apresentados durante o congresso poderão ser aplicados livremente pelas igrejas em suas programações missionárias, fortalecendo o trabalho local e ampliando o alcance da campanha em todo o estado.
A Campanha de Missões Estaduais 2026 segue desafiando igrejas, líderes e promotores a viverem intensamente o tema “Enquanto há tempo, eu vou!”, despertando uma geração comprometida com oração, discipulado, plantação e revitalização de igrejas, além da expansão missionária no Piauí e além de suas fronteiras. n
Membros da PIB Niterói receberam gratidão por uma vida dedicada ao Reino de Deus, serviço à Igreja Batista e exemplo de fé e perseverança cristã.
Diácono Gilmar Pereira de Souza presidente dos diáconos da Primeira Igreja Batista de Niterói - RJ
No dia 20 de maio, o diácono José Osório de Oliveira Filho completou 103 anos de vida. Com uma saúde “invejável”, ele é um dos membros mais assíduos e pontuais da Primeira Igreja Batista de Niterói - RJ.
Mas essa benção não poderia ser comemorada de forma solitária: a alegria foi compartilhada com mais irmãos centenários integrantes da Associação Batista Niteroiense. Dessa forma, num lindo evento comemorativo, a Convenção Batista Brasileira (CBB) concedeu aos diáconos José Osório de Oliveira Filho (103 anos) e Alcebíades Ferreira Machado (102 anos), bem como à irmã Maria Cândida Haussman o Diploma de Honra e Reconhecimento aos referidos irmãos, em gratidão pela sua vida centenária dedicada ao serviço do Reino de Deus, pelo testemunho fiel de amor a Cristo, pela entrega à Igreja Batista e pelo exemplo de compromisso, sabedoria e perseverança Cristã.
Os certificados foram conferidos e assinados pelo pastor Raphael Abdalla, presidente da CBB e pelo pastor Fernando Brandão, diretor-Executivo da CBB.
Conheça um pouco da história dos irmãos contemplados
Diácono José Osorio
É um ex-combatente da Segunda Guerra Mundial, onde atuou como submarinista da Marinha do Brasil. Integrou a equipe de tesoureiros voluntários da PIB Niterói e no Reencontro - Obras Sociais e Educacionais. Diácono exemplar, tem sido motivo de orgulho para os Batistas brasileiros, mediante vários reconhecimentos, recebendo homenagens de Órgãos Militares (Marinha do Brasil e Ministério da Defesa). Destacamos alguns desses reconhecimentos:
• Medalha de Serviços de Guerra - Marinha do Brasil;
• Medalha do Mérito Naval;
• Medalha da Vitória - Ministério da Defesa;
• Medalha de Mérito Heróis da Batalha do Atlântico - Assoc. dos Ex-Combatentes do Brasil;
• Medalha da CONFRATEX;
• Medalha Araribóia - Câmara Municipal de Niterói.
Diácono Alcebíades Ferreira Machado: Pai de nove filhos,10 netos e oito bisnetos, converteu-se ao Evangelho aos 23 anos de idade, logo após chegar de Macuco, no interior do Estado do Rio de Janeiro. Com força, vigor e muito trabalho, superou as dificuldades naturais de quem sai da vida do interior para as grandes cidades, criando os seus filhos nos caminhos do Senhor. O ponto de pregação na sua casa ficou tão animado e grande, que se transformou numa Congregação; e de Congregação foi erguida a Segunda Igreja Batista do Caramujo, hoje Igreja Batista FiladélfiaNiterói (filiada à Associação Batista Niteroiense), Igreja da

Homenageados recebem diploma de reconhecimento e honra
Familiares acompanham momento de homenagem e reconhecimento
qual o diácono Alcebíades é membro fundador.

Do alto dos seus 102 anos de idade, o diácono Alcebíades Machado faz questão de participar e ama distribuir a Ceia do Senhor até hoje; e continua sendo um membro assíduo da Igreja. Que exemplo fabuloso de vida vitoriosa e de resiliência.
Irmã Maria Cândida Haussman
A querida irmã Maria Cândida converteu-se em função das atividades e atuações da Casa de Paz, tendo a sua fé consolidada por meio do Discipulado e dos estudos da EBD; gozando de boa saúde, é presença constante e pontual aos cultos dominicais, comparecendo sempre com alegria e linda atenção.
Viúva, as suas duas filhas já estão na Glória Celeste. Os seus netos moram fora do Brasil; por isso ela sempre fala que a sua família agora é a sua Igreja. Com a sua simpatia e simplicidade, conquistou a membresia da Igreja. Nascida em 25 de agosto de 1925, completou 100 anos de vida vitoriosa. Vale ressaltar que o evento de Entrega dos Certificados foi realizado no Clube da Marinha do Brasil - Ilha das Flores - Niterói - RJ, ocasião em que o pastor Paschoal Piragine Jr, em estreito acordo com a direção da Convenção Batista Brasileira, procedeu à entrega dos Certificados de Honra e Reconhecimento aos Centenários contemplados.
Na mesma ocasião, o presidente da Associação dos Diáconos Batistas do Estado do RJ - Seção Niteroiense, diácono Elizeu Ferreira Machado, procedeu a entrega de um Diploma de Honra ao Mérito aos irmãos Centenários, pela sua atuação no âmbito das Igrejas Batistas situadas no Estado. Deus seja louvado por estas vidas tão especiais e preciosas. n
Capacitação realizada na Primeira Igreja Batista de Irajá reuniu líderes e voluntários comprometidos com o discipulado da nova geração.

No dia 16 de maio, aconteceu mais uma edição do FireBlast na Primeira Igreja Batista de Irajá (RJ). O projeto, que tem como propósito potencializar o ministério de adolescentes nas igre jas locais, reuniu mais de 300 partici pantes de 49 igrejas para um dia de capacitação, comunhão e desenvolvi mento ministerial.
Ao longo da programação, os parti cipantes tiveram acesso a conteúdos voltados aos desafios e oportunidades do trabalho com adolescentes e jovens. Entre os temas abordados estiveram a compreensão das necessidades da nova geração, estratégias de engajamento, gestão de conflitos e atividades que contribuem para a integração e o crescimento dos adolescentes nas igrejas.


profundidade e obediência ao Senhor.

A programação da manhã contou com duas mensagens ministradas por referências nacionais na liderança de adolescentes. Vanessa Tanaka, líder global dos adolescentes da ADVEC, pregadora com mais de 20 anos de experiência no ministério de restauração para adolescentes, potencializadora de líderes, escritora de devocionais para adolescentes e especialista em Terapia de Família e Casais, falou sobre


Em seguida, o pastor William Menezes, pastor da Primeira Igreja Batista de Irajá, escritor, líder do INOVE, do Time de Cristo e do Fire Blast Brasil, além de 2º vice-presidente da Convenção Batista Brasileira, compartilhou uma reflexão sobre perseverança e fidelidade no serviço cristão. Juntos, Vanessa Tanaka e William Menezes têm sido referências na formação e capacitação de líderes comprometidos com o discipulado da nova geração.
Além das plenárias, o evento ofereceu 20 workshops voltados para diferentes áreas do ministério com adolescentes e jovens, proporcionando treinamento prático e troca de experiências entre líderes de diversas igrejas.
O FireBlast reafirma a importância do investimento na formação de líderes comprometidos com o discipulado e o acompanhamento da nova geração, fortalecendo o trabalho desenvolvido pelas igrejas locais. n

Gabriela Mendes
Missionária no Oeste Africano
O texto de Apocalipse 22.20 é o versículo-chave da Campanha 2026 de Missões Mundiais e nos relembra a última promessa registrada nas Escrituras — uma declaração viva de que Jesus não está ausente, não está indiferente e não está inativo, mas vive e voltará! A nossa fé não está fundamentada apenas em um passado de milagres ou na memória da cruz, mas em uma esperança futura e concreta: o Filho que venceu a morte retornará.
Porque o Filho vive e voltará, nossa missão não é em vão. Cada palavra anunciada, cada pessoa discipulada e cada gesto de amor fazem parte de um plano eterno que caminha para o seu cumprimento.
A oração “Vem, Senhor Jesus!” é também um compromisso: enquanto esperamos, trabalhamos; enquanto ansiamos por Sua vinda, proclamamos Sua salvação.
Que essa verdade renove hoje o nosso ânimo diante de tantas dores e necessidades. O tempo é precioso, e a seara é grande. Porque Ele vive e voltará, vamos completar a missão de anunciar a mensagem transformadora do Evangelho com fidelidade, esperança e coragem, até o dia em que O veremos face a face!
Pela graça do Pai e por seu apoio generoso em orações e ofertas, sigo avançando nas diferentes atividades por aqui, mas gostaria de compartilhar sobre o avanço de um grupo de mulheres do curso de costura iniciado meses atrás.
Em março, tive a oportunidade de conversar com algumas mulheres muçulmanas durante um dos encontros do projeto de corte e cultura. Na época, elas estavam vivendo o Ramadã, período em que os muçulmanos praticam o jejum do nascer ao pôr do sol durante 30 dias, além de intensificarem as orações e as práticas de boas obras.
Aproveitei a ocasião para dar dicas de nutrição durante o período de jejum. Antes, porém, de falar da parte técnica, perguntei a elas a razão dessa prática. As respostas foram variadas:
–Não sei o motivo, mas o prático porque é uma tradição de família.
–Eu faço por obediência a Allah, é um dos pilares do Islã.

–Eu prático o jejum para receber perdão pelos meus pecados.
Então, tive a oportunidade de falar sobre o verdadeiro perdão de Deus, que independe de nós, mas nos é oferecido pela graça. Nenhum ser humano é digno da redenção, mas Deus a oferece quando nos arrependemos, pedimos perdão e entregamos nosso coração a Ele.
Os conceitos da graça e do sacrifício de Jesus não fazem muito sentido para um muçulmano, já que na religião islâmica cada pessoa precisa “fazer por merecer” a salvação. Mas creio no poder da Palavra, que é viva e eficaz, e na Verdade que liberta!
Hoje, dois meses depois, minhas alunas se formaram!
Após vários meses de dedicação, agora elas estão prontas para uma nova fase, aptas a seguirem a profissão e terem uma fonte de renda. Durante todo esse tempo que passamos juntas, além do aprendizado técnico, elas receberam aulas de alfabetização, conselhos nas áreas de saúde, bem-estar, relacionamentos, cura de traumas e o principal: a mensagem redentora do Evangelho!
Sigamos orando para que as sementes lançadas possam encontrar solos férteis nos corações dessas mulheres e gerar frutos para a glória do Senhor.
Agradeço novamente sua disposição em participar comigo daquilo que o Senhor está fazendo no Oeste Africano! E seguimos juntos, firmados Naquele que Vive e Voltará! n
Global Leadership Summit Recreio reuniu milhares de participantes e grandes referências nacionais e internacionais em desenvolvimento de liderança.

Entre os dias 28 e 31 de maio, as equipes do Centro Batista participaram do Global Leadership Summit Recreio 2026, edição brasileira de uma das maiores iniciativas de desenvolvimento de liderança do mundo. O encontro reuniu milhares de participantes presencialmente e por meio da Igreja Digital em uma programação voltada à capacitação, inspiração e fortalecimento de líderes.
Presente em mais de 100 países e com conteúdo traduzido para mais de 50 idiomas, o Global Leadership Summit tem como propósito capacitar pessoas a reconhecerem sua influência e transformarem realidades por meio de uma liderança saudável, estratégica e relevante.
Ao longo dos quatro dias de evento, os participantes tiveram acesso a conteúdos apresentados por especialistas, executivos, empresários, comunicadores e líderes cristãos reconhecidos nacional e internacionalmente. A programação abordou temas como liderança de alta performance, comunicação, influência, desenvolvimento de equipes, inovação, gestão estratégica e crescimento pessoal.
Entre os palestrantes presenciais estiveram o pastor Michel Piragine, pastor sênior da Primeira Igreja Batista de Curitiba e referência na formação de líderes; o pastor Fernando Diniz, especialista em comunicação e mídias digitais; o pastor Wander Gomes, pastor sênior da Igreja do Recreio e mestre em Psicologia; o ex-treinador René Simões, reconhecido por sua atuação em equipes de alto desempenho; e a empresária e influenciadora Evelyn Regly, referência em comunicação digital e empreendedorismo.
A programação também contou com conteúdos exclusivos em vídeo de importantes nomes da liderança mundial, como Craig Groeschel, fundador da Life.Church e criador do aplicativo

A participação das equipes do Centro Batista reafirma o compromisso da Convenção Batista Brasileira com o desenvolvimento contínuo de seus líderes e colaboradores. Investir em capacitação significa fortalecer a missão, aprimorar processos e ampliar a capacidade de servir às igrejas Batista em todo o país com excelência, visão e propósito.
Mais do que uma oportunidade de aprendizado, o Global Leadership Summit proporcionou momentos de reflexão, renovação e crescimento, contribuindo para que líderes e equipes estejam cada vez mais preparados para enfrentar os desafios do presente e responder às demandas do futuro com sabedoria, competência e compromisso cristão. n


Congresso reuniu diáconos de todo o estado para momentos de capacitação,
Rodrigo Zambrotti Ministro de Comunicação da Convenção Batista Fluminense (CBF)


A Associação dos Diáconos Batistas do Estado do Rio de Janeiro (ADIBERJ) realizou com profundo espírito de dedicação e comunhão o seu 43º Congresso Anual. Em total alinhamento com a visão e o tema da Convenção Batista Fluminense, o evento deste ano trouxe uma reflexão urgente e inspiradora para as igrejas do estado: “Diáconos na missão de ser e fazer discípulos”. Tendo como base a divisa bíblica registrada em 2 Timóteo 2:2 — “E o que de mim, entre muitas testemunhas, ouviste, confia-o a homens fiéis, que sejam idôneos para também ensinarem os outros” —, o congresso proporcionou momentos de intensa capacitação, edificação espiritual e relatórios sobre o avanço do ministério diaconal em solo fluminense.
Um gesto de gratidão pelo compromisso com a missão

No sábado, as atividades continuaram logo no início da manhã com a segunda sessão. O Irmão Adelino Fernandes da Paz liderou os momentos de louvor e ministração musical, que abriram caminho para a poderosa mensagem bíblica do Pr. Guilherme Rigues Gonçalves Azevêdo. Cada reflexão fortaleceu o compromisso prático do diácono como um servo multiplicador e referencial na comunidade local.
O congresso foi estruturado em três grandes sessões plenárias. A abertura oficial, conduzida na sexta-feira pelo Diretor Executivo, Dc. Ademir José de Paula, deu o tom do evento com uma recepção calorosa e a execução do Hino Nacional Brasileiro. A noite de abertura contou com a participação inspiradora da Dca. Ester David e do Dc. Ighor Lengruber no louvor, preparando os corações para a mensagem

A terceira e última sessão, realizada no sábado à tarde, consolidou o sentimento de gratidão e dever cumprido. Além dos pareceres das comissões e das comunicações administrativas essenciais para o planejamento dos próximos anos (incluindo as metas para 2028), a plenária foi abençoada pela participação musical do Dc. Carlos Alberto de Arruda e pela palavra do mensageiro de encerramento, Pr. Carlos Alberto dos Santos, vindo da PIB Universitária do Brasil. O encerramento solene foi selado com a tradicional Bênção Apostólica.
Para aqueles que desejam rever as mensagens, os momentos de louvor ou compartilhar as ricas experiências vividas neste congresso com suas respectivas igrejas, as gravações completas de todos os cultos estão integralmente disponíveis na TV Batista. O diaconato fluminense segue

Madalena de Oliveira Molochenco Educadora Cristã
Creio que todos aqui conhecem a história do início da EBD desde o movimento de Robert Raikes, um jornalista, que demonstrou um interesse por meninos que ficavam na rua aos domingos, como poderíamos dizer na linguagem popular, “vadiando, ou seja, realizando pequenos furtos, bebendo, “aprontando” com comerciantes e pessoas. Mobilizado por essa fragilidade social, resolve juntar esses meninos na folga de domingo, paga uma professora para lhes alfabetizar, ensinar matemática e lições bíblicas.
Os movimentos migratórios para as grandes cidades impulsionados pela Revolução industrial na Inglaterra foram uma das causas de uma busca desenfreada por empregos e sobrevivência de muitos. Nas indústrias, todos trabalhavam à exaustão, até 16 horas por dia. Homens, mulheres, crianças em busca de míseros ganhos, passaram a viver miseravelmente nas periferias das cidades. O desenvolvimento tem seu lado positivo, nesse evento histórico, abriu grande disponibilidade de mão de obra para as indústrias, mas mesmo com tantas indústrias em expansão, estas não podiam acolher tão grande número de pessoas. Isso acarretou um volume grande de pessoas mendigando, e acredito que chegamos à preocupação de Robert Raikes: várias crianças migrantes dos campos, crescendo em meio a cidades turbulentas e se poderíamos dizer, explosivas, sem instrução, sem educação largadas à vadiagem, furtos, bebidas alcoólicas e tudo de ruim que o próprio homem pode proporcionar a outro homem. Estaria Robert Raikes mais voltado a resolver um problema social do que religioso, espiritual? Alguns estudiosos afirmam que ele tinha sim uma preocupação com a situação social e por vezes tentou ajudar pessoas que eram presas por roubarem para o sustento de suas famílias, mas quando eram soltas, não havia emprego e voltavam ao roubo.
De alguma maneira essa situação o incomodava. Por qual razão ele voltou seu olhar para as crianças? Dele há uma frase famosa dele que diz: “O mundo marcha com os pés das crianças pequenas.”
Robert Raikes inicia com um grupo de crianças aos domingos uma espécie de escolinha chamada de Escola Dominical pois funcionava aos domingos. As crianças pobres trabalhavam para ajudar no sustento da família e nunca teriam a chance de frequentar uma escola, privilégio das classes superiores. A hipótese de que aprendendo coisas básicas como ler, escrever, fazer contas, conhecendo uma moral bíblica, num dia da semana, domingo, poderiam ter uma chance de mudar tudo isso algum dia. Utilizava para isso a Bíblia e mais tarde incrementando os estudos com outros materiais.
A consequência foi que em 1787, sete anos depois já havia 250.000 crianças frequentando as escolas dominicais da Inglaterra. O grande legado desse movimento foi realmente a transformação de vidas, uma oportunidade não só social, mas transformadora pelo ensino da Palavra de Deus.
Tenho utilizado a obra de Lois Lebar, intitulada “A Educação que é cristã”, em minhas aulas nas instituições teológicas às quais estou vinculada, e que traz excelentes contribuições ao campo de estudos da Educação cristã. A professora Lois
Lebar ensina que o ensino da Palavra de Deus transforma vidas. Somos concordes com isso. Mas ensinar a Bíblia é mais do que transmitir fatos, datas, conteúdos, ela é nossa regra de fé e conduta. Citar II Timóteo 3.16-17 é tranquilo, mas nem sempre obedecemos ao que os versículos contêm: “Toda escritura divinamente inspirada é proveitosa para ensinar, para redarguir, para corrigir, para instruir em justiça para que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente instruído para toda boa obra”. Diz a professora Lois Lebar que o mais difícil é atravessar a Palavra escrita para chegar à Palavra Viva: Não basta conhecermos a respeito de Deus, precisamos conhecê-lo (p. 127). A Palavra de Deus são mais do que frases escritas, acreditamos nisso. Ela é capaz de sondar o mais profundo do coração humano e quando é trabalhada em um ambiente acolhedor e receptivo produz todos os tipos de frutos (p. 129).
A professora Lois Lebar nos deixa uma reflexão em Isaías 55.1-11. O versículo 11 apresenta uma promessa iniciada no versículo 10 e o contexto está nos versos anteriores que apresentam uma série de imperativos: Venham, Escutem, Comam, Dêem-me, Vejam, Busquem, Clamem, Volte-se para o Senhor.
Transcrevo as palavras de LeBar: “Podemos dizer que o versículo 11 não promete que sob quaisquer circunstâncias a Palavra realizará o propósito de Deus sempre que for proferida. O objetivo da primeira parte do capítulo é fazer com que todas as pessoas que precisam do Senhor sintam a necessidade e o busquem, a fim de que tais necessidades sejam atendidas. Não é esse um outro problema que temos de enfrentar em nossas aulas de EBD, de ensino bíblico? Quando as pessoas estão famintas e sedentas da Palavra da verdade, elas a absorvem avidamente. A maioria das pessoas, contudo, está presunçosamente satisfeita com seus próprios caminhos mais elevados de Deus.
A menção de Deus ao afirmar que manda neve e chuva para regar a terra e fazê-la germinar para dar semente ao semeador e pão para o faminto, é para esclarecer que essa neve e essa chuva não voltam ao céu da mesma maneira. Da mesma forma a Palavra de Deus. Ela não foi entregue para voltar da mesma forma, mas para renovar a terra espiritualmente e conceder poder e reavivamento espiritual diários. Quando a Palavra de Deus é mandada para isso, o povo de Deus cresce em paz e alegria. Produz bons frutos” (p. 131-132).
O ciclo da água ensinado às crianças nas aulas de Ciências, são bem retratadas aqui na mensagem de Isaías. A neve derrete, trazendo água para os campos mais baixos. As gotículas de vapor condensam e se precipitam sobre a terra em formato de chuva. Essa, molha a terra que faz germinar a semente, que dá fruto àquele que semeou e pão ao faminto. Esse processo constante é a Palavra de Deus que vem, germina no coração das pessoas e as nutre e assim sequentemente vem alimentando nossa vida com a força do Espírito Santo Nossa oração é que o povo de Deus obedeça aos imperativos do Senhor pois suas promessas estão aí para nossa alegria e segurança.
Que essa Igreja sempre se preocupe em ensinar a Palavra para transformações de vidas como tão bem fez Robert Raikes no século 18. n

Pr. Ailton Desidério
Considere, por alguns instantes, que você fosse um dos amigos de Jó e ouvisse dele as seguintes palavras: “Quem dera que se cumprisse o meu pedido, e que Deus me concedesse o que desejo! Que fosse do agrado de Deus esmagar-me, que soltasse a sua mão e acabasse comigo!” É fácil falarmos dos amigos de Jó, mas se estivéssemos no lugar deles, será que teríamos agido de modo diferente?
Não tem coisa pior do que sentir-se impotente frente ao sofrimento do outro? Você quer ajudar, mas não sabe como. Por vezes, pensa que está ajudando, mas não está. Quer animar a pessoa que está sofrendo, mas por conta de uma palavra mal colocada, acaba prejudicando ainda mais. Para lidar com o sofrimento do outro é preciso ter muito mais do que sangue frio. É preciso ter recurso espiritual e emocional. Só boa vontade não resolve.
Não quero fazer o papel de advogado do diabo, mas deve ter sido extremamente difícil para os amigos de Jó contemplarem o estado que ele estava com o corpo coberto de chagas, feridas abertas, ouvindo gemidos, gritos de dor e palavras que, à primeira vista, poderiam ser interpretadas como blasfêmias contra Deus. Honestamente, não sei como reagiria se estivesse no lugar deles. Como você reagiria?
Dentre as muitas lições que podemos extrair da história de Jó, há uma que julgo muito importante: a dor não pode ser espiritualizada. O que significa dizer que o sofrimento humano não deve ser reduzido a explicações rápidas, com argumentações espirituais simplistas, em geral com a citação de versículos fora contexto bíblico que estão inseridos. Philip Yancey diz com muita propriedade que “não se pode enlatar o sofrimento”. Por isso que, para além dos muitos medicamentos e outros recursos, que Graças a Deus, servem para aliviar algumas das muitas dores que enfrentamos na vida, é preciso reconhecer e falar sobre a dor. Até porque expressar a dor, é uma forma de superar a dor. Se os amigos de Jó tivessem esse entendimento, com certeza teriam ajudado a amenizar o peso do sofrimento que Jó estava enfrentando. Infelizmente, os amigos de Jó espiritualizaram o sofrimento e, por isso, não conseguiram ser bons amigos, como se esperaria em uma situação como aquela. Mas por que eles agiram assim? Foi por maldade? Entendo que agiram de tal modo porque não estavam espiritualmente e emocionalmente preparados para lidar com tanto sofrimento. Agiram defensivamente, espiritualizando o sofrimento. Bertrand
Pinçon diz que os supostos amigos de Jó agiram como advogados de Deus (2023, P. 21, Ed Loyola). Mas, quem foi que disse que Deus precisa de advogados?
Para entendermos a dor, o sofrimento, precisamos compreender o que CS Lewis, no livro “O Problema da Dor”, C. S. diz sobre as leis fixas sob as quais a vida se torna possível. O sofrimento e a dor estão relacionados a essas leis que estruturam a nossa existência. Bom seria que não fosse assim, mas é. Isso, no entanto, não significa dizer que a vida se resume ao sofrimento, mas que, como bem disse o Senhor Jesus: o sofrimento faz parte da vida - “no mundo tereis aflições” (João 16:33). A fé não é um ato de resignação diante do sofrimento, mas também não é uma negação da sua realidade. A fé não é uma ilusão, como dizem alguns. Mas, uma força de enfrentamento.
Compreender que o sofrimento faz parte da vida é um ponto fundamental para ajudar quem está sofrendo. É a partir dessa consciência que se torna possível oferecer ajuda verdadeira — não por meio de explicações simplistas e reducionistas, mas por meio de uma escuta acolhedora, que alivia o peso da dor e ajuda a dar sentido ao que a princípio não tem sentido algum. Espiritualizar ou demonizar o sofrimento apenas o intensifica, instalando ou reforçando sentimentos como a culpa, por exemplo.
Infelizmente, os amigos de Jó não conseguiram oferecer o cuidado que ele tanto precisava. Mas, o erro deles serve de alerta para todos nós hoje, deixando claro que o sofrimento, a dor, não pode ser espiritualizado. O Evangelho não é a expressão de uma mensagem desencarnada, mas um convite ao acolhimento. Jesus deixou isso bem claro, quando disse: “Vinde a mim, todos os que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei” (Mt 11.28). Alívio este que é dado pela identificação com o sofrimento do próprio Jesus. É justamente por ter sido um homem de dores, que Jesus entende e o nosso sofrimento, a nossa dor.
Se queremos viver o Evangelho de Jesus precisamos fazer da igreja um espaço de acolhimento sincero, um lugar de promoção da vida, onde a dor não é silenciada, espiritualizada ou julgada, mas ouvida, compreendida e acompanhada de Graça. Que entendamos isso para não falharmos onde os amigos de Jó falharam. n
Ailton Gonçalves Desidério Pastor PIB Lins - RJ Psicólogo clínico
