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OJB EDIÇÃO 18 - ANO 2026

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ÓRGÃO OFICIAL DA CONVENÇÃO BATISTA BRASILEIRA FUNDADO EM 1901

Uma noite para a história dos batistas fluminenses

Celebração pelos 135 anos de presença Batista no estado do Rio de Janeiro reuniu multidão no Caminho Niemeyer, com louvor, ação evangelística e mensagem de encorajamento à Igreja. Leia a matéria completa na página 09.

Juventude Batista Brasileira Missões Nacionais

Maio Laranja

Juventude Batista Brasileira inicia série de artigos sobre o tema através do “Vem pra Vida”

Batismos

Missões Nacionais compartilha sobre batismos em diversas regiões do país

Missões Mundiais

Proclamai

Notícias do Brasil Batista

EBD para o Alto

Missões Mundiais traz um panorama das três edições de seu congresso missionário

Saiba como foi a edição da capacitação realizada no Seminário Equatorial

EDITORIAL

Celebrar, conscientizar e proclamar: a marca do povo Batista

Há momentos que não apenas marcam uma agenda, mas registram um testemunho vivo da ação de Deus na história do seu povo. A celebração dos 135 anos de presença batista no estado do Rio de Janeiro é um desses marcos. Reunindo uma multidão em um ambiente de louvor, proclamação e unidade, a Igreja reafirma sua vocação: ser sal da terra e luz do mundo. Mais do que uma comemoração, foi um altar coletivo de gratidão e compromisso renovado com a missão.

Essa mesma consciência missionária atravessa as páginas desta edi-

ção. Em um tempo que exige posicionamento claro e sensível, a Juventude Batista Brasileira levanta sua voz ao abordar o Maio Laranja, chamando atenção para a proteção de crianças e adolescentes. É um lembrete de que o Evangelho também se expressa na defesa da vida, na justiça e no cuidado com os mais vulneráveis.

Ao mesmo tempo, celebramos aquilo que é central à nossa fé: vidas transformadas. Os relatos de batismos em diversas regiões do país, compartilhados por Missões Nacionais, testemunham que Deus continua agindo poderosamente,

alcançando pessoas em contextos distintos e reafirmando que a obra missionária segue viva, relevante e frutífera.

Essa perspectiva se amplia com o panorama apresentado por Missões Mundiais sobre o Proclamai. As edições do congresso missionário revelam uma igreja em movimento, conectada com os desafios globais e comprometida em anunciar Cristo entre todas as nações. É a reafirmação de que nossa missão não conhece fronteiras.

Por fim, destacamos o investimento na formação e no ensino bíblico. A

capacitação “EBD para o Alto”, realizada no Seminário Equatorial, reforça a importância de preparar líderes e professores comprometidos com a Palavra de Deus. Uma igreja que ensina com profundidade é uma igreja que cresce com solidez. Entre celebração, conscientização, testemunho e capacitação, esta edição revela uma verdade essencial: seguimos como um povo em missão. Que cada leitura não apenas informe, mas inspire — e que, como Igreja, continuemos firmes, proclamando, servindo e vivendo o Evangelho em todos os lugares. n

O JORNAL BATISTA

Órgão oficial da Convenção Batista Brasileira. Semanário Confessional, doutrinário, inspirativo e noticioso.

Fundado em 10.01.1901

INPI: 006335527 | ISSN: 1679-0189

PUBLICAÇÃO DO CONSELHO GERAL DA CBB

FUNDADOR

W.E. Entzminger

PRESIDENTE

Raphael Abdalla

DIRETOR GERAL

Fernando Macedo Brandão

SECRETÁRIO DE REDAÇÃO

Estevão Júlio Cesario Roza

(Reg. Profissional - MTB 0040247/RJ)

CONSELHO EDITORIAL

Francisco Bonato Pereira; Guilherme Gimenez; Othon Ávila; Sandra Natividade

EMAILs

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Site: www.convencaobatista.com.br

A direção é responsável, perante a lei, por todos os textos publicados. Perante a denominação Batista, as colaborações assinadas são de responsabilidade de seus autores e não representam, necessariamente, a opinião do Jornal.

DIRETORES HISTÓRICOS

W.E. Entzminger, fundador (1901 a 1919); A.B. Detter (1904 e 1907); S.L. Watson (1920 a 1925); Theodoro Rodrigues Teixeira (1925 a 1940); Moisés Silveira (1940 a 1946);

Almir Gonçalves (1946 a 1964); José dos Reis Pereira (1964 a 1988); Nilson Dimarzio (1988 a 1995) e Salovi Bernardo (1995 a 2002)

INTERINOS HISTÓRICOS

Zacarias Taylor (1904); A.L. Dunstan (1907); Salomão Ginsburg (1913 a 1914); L.T. Hites (1921 a 1922); e A.B. Christie (1923).

ARTE: Oliverartelucas

IMPRESSÃO: Editora Esquema Ltda A TRIBUNA

Preparando-se para a batalha

31 dias de oração pela família Junta de Missões Nacionais

“Vistam-se com toda a armadura de Deus, para poderem ficar firmes contra as ciladas do diabo” (Ef 6.11).

A vida cristã é descrita como uma batalha espiritual. O apóstolo Paulo nos alerta que o inimigo usa estratégias sutis para nos enfraquecer — e uma delas é a distração. Hoje, jovens e adultos enfrentam batalhas diferentes, mas muitas vezes ligadas ao mesmo campo: o tempo gasto em aplicativos, redes sociais e entretenimentos que roubam nossa atenção de Deus e da família.

No meu celular, há um aplicativo

que mostra quanto tempo passo em redes sociais, vídeos, jogos e até em tarefas de produtividade. Fiquei escandalizado com o quanto uso essas “ferramentas” de distração. E fico imaginando um jovem ou adolescente vidrado no telefone por horas. Quando estamos distraídos, ficamos vulneráveis. Mas, quando nos revestimos da armadura de Deus, permanecemos firmes e, como família, fortalecemos uns aos outros na fé.

Enquanto Paulo escrevia o texto de destaque, ele estava preso, algemado a um soldado romano. O soldado permanecia ali dia e noite para impedir qualquer tentativa de fuga; por isso, Paulo se identifica como um “embaixador em cadeias”. Ao escrever sobre

a armadura, ele provavelmente ergueu os olhos e, ao observar a armadura daquele soldado, encontrou uma imagem poderosa: assim como o soldado tem sua proteção, o cristão também tem uma armadura — a armadura de Deus. Parte por parte, Paulo descreve essa armadura e a traduz em termos espirituais, para nossa defesa e para permanecermos firmes. Usemos essa armadura com sabedoria e constância.

Mais uma vez, deixo um desafio para você hoje. Procure cumpri-lo com dedicação e permita que isso se torne um hábito na sua vida e na sua família:

• Faça uma lista dos aplicativos que mais consomem seu tempo.

• Reflita: eles estão fortalecendo

ou enfraquecendo sua vida espiritual e familiar?

• Compartilhe essa lista com sua família e conversem sobre como cada um pode substituir parte desse tempo por oração, leitura bíblica e momentos de comunhão.

Ao se prepararem para a batalha, entendam que isso não é apenas um ato individual, mas um compromisso coletivo. Quando a família se une para vestir a armadura de Deus, torna-se um exército espiritual capaz de resistir às distrações e às ciladas do inimigo. A vitória não está em evitar a tecnologia, mas em usá-la com sabedoria, mantendo o coração firme no Senhor n

31 dias de oração pela família

de Missões Nacionais

“Porque a nossa luta não é contra o sangue e a carne, e sim contra os principados e potestades, contra os dominadores deste mundo tenebroso, contra as forças espirituais do mal, nas regiões celestiais” (Ef 6.12).

Paulo nos lembra que a verdadeira batalha não é contra pessoas, nem contra ferramentas como a tecnologia, mas contra forças espirituais que tentam nos afastar de Deus. O inimigo usa distrações modernas. como comparações nas redes sociais, vaidade digital e o excesso de tempo em aplicativos, para enfraquecer nossa fé e

dividir nossas famílias.

Precisamos compreender que a tecnologia não é o inimigo em si, mas pode se tornar uma porta de entrada para influências nocivas. A luta é espiritual, e só vencemos quando permanecemos firmes em Cristo, unidos como família e atentos às estratégias do adversário.

A armadura cristã foi dada para ser usada nessa batalha espiritual. Não podemos abandoná-la enquanto não concluirmos nossa caminhada e completarmos nossa carreira.

Nosso combate não é apenas contra inimigos humanos, nem somente contra a nossa natureza pecaminosa, mas contra um inimigo espiritual astuto, que possui inúmeras formas de en-

ganar aqueles que são instáveis na fé.

Por isso, ao alertarmos sobre o uso excessivo das redes sociais e ao incentivarmos o revestimento espiritual da armadura de Deus, promovemos preparo para a luta e apontamos um caminho sólido para que a imagem de Cristo seja fortalecida em nossos corações. Precisamos decidir, diariamente, não nos render às estratégias do inimigo.

Aplicando a reflexão de hoje, propomos os seguintes desafios:

• Em família, façam uma oração pedindo discernimento espiritual sobre as influências digitais que entram em suas vidas.

• Peçam a Deus clareza para identificar conteúdos que promovem com-

paração, vaidade ou afastamento da fé.

• Conversem juntos sobre como cada um pode usar a tecnologia de forma saudável e edificante, fortalecendo a comunhão familiar.

A batalha não é contra a tecnologia, mas contra aquilo que ela pode despertar em nós quando usada sem discernimento. Ao reconhecer que a luta é espiritual, a família se fortalece e aprende a usar os recursos digitais como ferramentas de edificação, evangelismo e discipulado, e não como instrumentos de destruição. Unidos em oração e disciplina, jovens e adultos podem se tornar testemunhas vivas de que Cristo é maior do que qualquer influência deste mundo. n

Cinturão da verdade

31 dias de oração pela família Junta de Missões Nacionais

“Estejam, portanto, firmes, cingindo-se com a verdade...” (Efésios 6.14a)

O primeiro elemento da armadura de Deus é o cinturão da verdade. Ele sustenta e dá firmeza ao soldado, assim como a verdade sustenta nossa vida espiritual e familiar. Em um mundo cheio de ilusões digitais, notícias falsas e conteúdos superficiais, a verdade de Cristo nos liberta e nos protege.

Jesus declarou: “Conhecerão a verdade, e a verdade os libertará” (Jo 8.32). Quando a família escolhe viver pela verdade, torna-se mais resistente às mentiras que tentam enfraquecer os relacionamentos e a fé. A verdade é o alicerce que mantém a casa

firme diante das pressões do tempo presente.

Aquele que tem os lombos cingidos está preparado para toda atividade. Em 1Pedro 1.13 lemos: “Por isso, preparando o seu entendimento, sejam sóbrios e esperem inteiramente na graça que lhes está sendo trazida na revelação de Jesus Cristo”. Não podemos vencer as lutas quando nossa vida é marcada pela mentira e pela hipocrisia. Pertencemos à verdade, que é Cristo Jesus, e precisamos viver de acordo com ela. A mentira sempre nos conduz à derrota espiritual. Vivemos um tempo em que muitas pessoas aparentam uma coisa nas redes sociais e vivem outra dentro de casa. Quantos casamentos são lindos no Instagram, mas enfrentam grande sofrimento na vida real? Quantos pais se mostram dedicados publicamente aos filhos, mas vivem

pastor & professor de Psicologia

É natural passar por necessidades

“O meu Deus, segundo as suas riquezas, suprirá todas as vossas necessidades em glória, por Cristo Jesus” (Fp 4.19).

Escrevendo aos cristãos que viviam na área de Filipos sobre o poder da providência divina, o apóstolo Paulo nos afirma: “E o meu Deus, de acordo com as gloriosas riquezas que Ele tem para oferecer por meio

um distanciamento profundo no dia a dia? Há calor nas postagens e frieza na convivência. Essa incoerência tem levado muitos a uma espiritualidade dúbia e insossa, a uma fé que não se baseia na verdade, resultando em derrota tanto espiritual quanto familiar. Reserve um momento em família para meditar em João 8.32. Leiam

de Cristo Jesus, lhes dará tudo o que vocês precisam” (Fp 4.19). O mesmo Paulo, ainda confirmando o cuidado que o Senhor sempre tem conosco, comenta: “Ao Seus e Pai seja dada glória para todo sempre! Amém” (Fp 4.20). Ou seja, se levarmos a Deus todas as nossas petições, seremos supridos em todas as nossas necessidades. Só precisamos confiar e entregar. Amém!

juntos e conversem sobre como a verdade de Jesus pode transformar atitudes e escolhas diárias. Perguntem uns aos outros: “O que significa viver pela verdade hoje?” Assim, cada membro da família aprenderá a identificar e rejeitar ilusões digitais, substituindo conteúdos vazios por princípios eternos. n

31 dias de oração pela família Junta de Missões Nacionais

“Portanto, peguem toda a armadura de Deus, para que vocês possam resistir no dia mau e, depois de terem vencido tudo, permanecer inabaláveis” (Ef 6.13)

A vida em família é um presente de Deus, mas também um campo de batalha contra distrações e pressões do mundo. Paulo nos lembra que resistir exige posicionamento. Não basta apenas desejar uma família forte; é preciso decidir diariamente vestir a

armadura de Deus: fé, oração, amor e verdade. Quando cada membro da família se posiciona na fé, juntos se tornam como um exército protegido. A firmeza espiritual não acontece por acaso, mas é fruto de escolhas conscientes que fortalecem os relacionamentos e aproximam todos de Deus.

Um dos maiores desafios dos nossos dias é o excesso de tempo diante das telas. Redes sociais e dispositivos digitais podem roubar momentos preciosos de convivência.

Estabelecer limites para o uso dessas ferramentas é uma forma prática de proteger a família e manter o

coração firme na fé. Ao desligar as telas, abrimos espaço para conversas, risadas, oração e comunhão. Esse gesto simples também é uma maneira concreta de vestir a armadura de Deus contra as distrações que enfraquecem os laços familiares.

No versículo de destaque, vemos a responsabilidade que nos é atribuída de forma clara. Nossos inimigos já foram descritos, e o texto nos chama a tomar toda a armadura de Deus. Observe que a passagem fala tanto de resistir quanto de permanecer firmes. Resistir aponta para a capacidade de vencer vícios, dependên -

cias e hábitos que nos aprisionam; permanecer firmes revela o resultado dessa luta: estar inabalável diante das tentações.

Diante disso, somos desafiados a refletir: temos conseguido vencer o vício de estar constantemente ligados às telas? Conseguimos caminhar rumo a uma desintoxicação do hábito de ouvir uma notificação e correr imediatamente para ver do que se trata? O texto bíblico nos assegura que, se estivermos revestidos da armadura de Deus, teremos condições de vencer essas batalhas e permanecer firmes. n

Firmeza na fé

Débora Fernandes Xavier inistra de Juventude na Igreja Batista em Araçás, em Vila Velha - ES; Coordenadora do Vem Pra Vida (JBB); Psicóloga; 2ª secretária da CBB

O mandamento de amar ao próximo como a si mesmo nos convida a ter atitudes verdadeiras que demonstrem o amor. Deus, que é amor, criou o mundo por meio da Sua voz e no 6º dia disse que tudo era muito bom! Desde o princípio, Ele se importa com Sua criação, Ele cuidou e estabeleceu limites para a proteção da humanidade. Jesus, o Cristo que seguimos, viveu esse amor de forma prática. Jesus não ficou distante do sofrimento humano: acolheu, ensinou, protegeu e confrontou a maldade. O foco de Jesus era salvar a humanidade e revelar a glória de Deus, mas seu ministério também revelou cuidado com os vulneráveis. E muitas vezes, por meio da sua voz, transformou vidas. Diante disso, somos chamados a fazer o mesmo: transformar, proteger e se importar. Será que você tem usado a sua voz para proteção? Como tem sido o seu posicionamento diante do sofrimento do outro?

No mês de maio, a Juventude

Batista Brasileira (JBB) promove a campanha de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes. Mais do que uma campanha, é um chamado: “Seja voz: sua voz transforma, protege e importa.”

A Palavra nos orienta em Provérbios 31:8 (NTLH): “Fale a favor daqueles que não podem se defender. Proteja os direitos de todos os desamparados.”. No Brasil, a realidade exige atenção. Em 2024, foram registradas 87.545 pessoas vítimas de estupro, incluindo estupro de vulneráveis (vítimas menores de 14 anos ou sem condições de consentir ou resistir). É chocante ler essas informações e a grande maioria das vítimas são crianças e adolescentes entre 0 e 17 anos (FÓRUM BRASILEIRO DE SEGURANÇA PÚBLICA, 2025). No ambiente digital, também há perigo. No Brasil, 1 a cada 5 crianças e adolescentes entre 12 e 17 anos já sofreu exploração e/ ou abuso sexual facilitados pela tecnologia (UNICEF, 2026). Imagine, em uma classe de adolescentes, quantos possivelmente já foram vítimas de violência sexual?

Diante disso, o chamado é claro: Seja voz. A palavra “seja” está no impe-

Seja voz: sua voz transforma, protege

e importa

rativo porque queremos chamar cada um para a ação. Apesar do foco em adolescentes, falaremos também para pais, responsáveis, líderes, professores de EBD e para a Igreja como um todo. Pois, o Estatuto da Criança e do Adolescente deixa claro que é nosso dever como família, comunidade e sociedade em geral proteger crianças e adolescentes. A campanha convida a igreja a falar sobre a temática das violências e abusos contra crianças e adolescentes. Um assunto difícil, mas essencial para gerar proteção e cuidado. Dessa forma, você e sua igreja podem usar a voz de algumas maneiras:

1. Seja voz para romper o silêncio sobre o tema: Falar sobre violência e abuso é fundamental. Esses assuntos ainda são tratados como tabus, mas só quando quebramos o silêncio criamos ambientes seguros e evitamos novos casos. Conversar e ensinar é uma forma de proteção.

2. Seja voz para proteger outras pessoas: Mesmo quem nunca viveu uma situação de violência pode ser voz por alguém que precisa. Falar, orientar e pedir ajuda por outra pessoa é um ato de cuidado, justiça e pode

gerar transformação ao seu redor.

3. Seja voz sobre a sua própria história: Quem sofreu violência ou abuso pode conviver com medo e vergonha por muito tempo, e falar sobre isso nem sempre é fácil. Ainda assim, mesmo que a sua voz tenha sido silenciada, ela não perdeu o seu valor. Quando for possível e seguro, pode ser um passo importante compartilhar com alguém de confiança o que você viveu ou até mesmo como tem se sentido. Você não precisa carregar isso sozinho(a). A sua voz importa.

A voz, seja contando a própria história, ajudando alguém ou trazendo o tema à luz, pode transformar vidas, proteger vulneráveis, a si mesmo e outras pessoas. Falar pode proteger. Sua voz tem força. Sua voz pode salvar. Por isso, seja voz nos lugares onde você está e com as pessoas que fazem parte da sua vida. Seja voz com responsabilidade, sensibilidade e coragem. Diante de qualquer suspeita ou confirmação de violência, existe um canal gratuito e sigiloso de denúncia e orientação: Disque 100. Sua voz importa. E ela pode mudar realidades. n

Coord. Profª. Jéssica Martins

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“...vestindo-se da couraça da justiça...” (Efésios 6.14b)

A couraça da justiça protege o coração, que é o centro das nossas emoções e decisões. Em tempos de interações online e comparações constantes, é fácil sentir-se inferior ou injustiçado ao olhar para a vida dos outros. Mas Deus nos lembra que nossa identidade não está nas aparências ou nos padrões humanos, e sim na justiça de Cristo.

Quando a família se reveste dessa couraça, aprende a proteger o coração contra a injustiça das comparações. Em vez de medir o valor pelo que se

Couraça da justiça

vê nas telas, cada membro descobre que é amado e aceito por Deus, e isso traz segurança e paz.

Somos chamados não apenas a receber, mas também a viver a justiça. Já fomos justificados pela fé em Cristo. Nesse ato de justificação, Deus nos declarou justos porque entramos em uma nova relação com Ele, por meio de Jesus. Agora, essa justiça deve se manifestar em todos os nossos relacionamentos.

Que tipo de patrão serei se praticar a justiça de Deus em meus negócios? Que tipo de empregado serei se viver segundo essa justiça no ambiente de trabalho? Que tipo de pai serei se viver a justiça no relacionamento com meus filhos? Que tipo de membro da família serei se aprender a compreender cada

um sem comparações, amando-os como Deus os ama?

O mundo está atolado em injustiças de muitos tipos e, por isso, se afunda ainda mais quando vivemos comparando nossa família com as demais. Dessa forma, deixamos de valorizar as particularidades ricas do nosso lar. Muitas vezes somos injustos com os nossos, esquecendo que eles têm valor e foram escolhidos por Deus para serem nossa família.

O Inimigo se agrada da injustiça e tem prazer em semeá-la. Quando a família pratica as mesmas obras, torna-se enfraquecida e perde a capacidade de permanecer firme. Por isso, reflitamos juntos sobre como o conteúdo consumido diariamen -

te afeta a autoestima de cada um. Perguntem: “O que isso desperta em mim: alegria, comparação ou insegurança?”. Ao reconhecer esses efeitos, a família pode escolher conteúdos que edifiquem e fortaleçam, em vez de enfraquecer.

Famílias que se vestem da couraça da justiça não se deixam ferir por padrões ilusórios. Elas sabem que sua verdadeira identidade está em Cristo, e isso lhes dá força para enfrentar qualquer pressão externa.

Hoje, mais do que nunca, precisamos de lares que escolham proteger o coração com a justiça de Deus. Assim, em vez de serem moldadas pelas comparações digitais, nossas famílias se tornam exemplos vivos de amor, fé e verdade. n

31 dias de oração pela família Junta

“Calcem os pés com a preparação do evangelho da paz (Ef 6.15).

Os calçados da paz nos lembram que a vida cristã é uma caminhada. E, nessa jornada, Deus nos chama a levar paz, não ansiedade. É evidente que hoje há mais gente ansiosa do que antes; as discussões online tomaram o lugar dos “casos de família” e, por ve-

zes, espalham conflitos, comparações e preocupações. Em nossas famílias, pode ser diferente: podemos ser mensageiros da paz que vem de Cristo. Quando escolhemos caminhar com os pés firmes no evangelho, levamos esperança em vez de medo, serenidade em vez de ansiedade. A paz de Deus não é apenas para dentro de casa, mas também para fora, alcançando amigos, colegas e até desconhecidos por meio das nossas atitudes e palavras. O evangelho da paz são as boasnovas

de salvação, e os pés são aqueles que vão a todos os lugares levando essa mensagem santa: “Quão formosos são sobre os montes os pés do que anuncia boasnovas, que faz ouvir a paz, que anuncia coisas boas, que faz ouvir a salvação, que diz a Sião: ‘O seu Deus reina!’” (Is 52.7).

A missão da igreja é proclamar. Quando o evangelho é proclamado e as pessoas o aceitam, o poder de Satanás vai diminuindo, pois ele perde o domínio sobre elas. Ele sabe que

está julgado (Jo 16.11), mas, desesperadamente, tenta levar o máximo de pessoas para o inferno. Uma das armas de que se utiliza é tentar deter o avanço do evangelho no mundo. É por isso que se investe tanto contra os que proclamam a salvação. Usemos nossas mídias para proclamar o evangelho da paz. Nossas famílias precisam ser conhecidas por serem propagadoras do domínio próprio, da longanimidade, da paz e do evangelho salvador de Jesus Cristo. n

31 dias de oração pela família Junta de Missões Nacionais
de Missões Nacionais

Redação Missões Nacionais

Mais batismos em nossa nação!

Celebre conosco o avanço da obra missionária em diversos campos do país. Para a glória de Deus, temos visto vidas serem salvas e discípulos de Jesus serem formados! Continue lendo e louve ao Senhor por tudo o que Ele tem feito.

Igreja Batista Manancial, em Canoas - RS, viveu uma noite especial com a celebração dos batismos de cinco irmãos. O trabalho, conduzido pelos missionários pastor Jorge Garcia e Laurete, tem gerado frutos que mostram transformação, fé e compromisso com o Evangelho. “Temos visto com grande alegria o mover do Senhor transformando vidas e solidificando Sua obra. Podemos vislumbrar com muita clareza os grandes feitos do Senhor em nosso meio. A Ele toda honra, toda glória e todo louvor!”, compartilhou o pastor Jorge.

Evangelizar, discipular, batizar! Estamos alegres pelos batismos na Igreja Batista Cidade Alta, em Mossoró - RN, onde atua o casal pastor Eliel e Lídia Reis. Investir em missões é investir na eternidade.

Louvamos ao Senhor porque dois jovens declararam que Jesus é o único Salvador e desceram às águas em Penaforte - CE, onde atuam as missionárias Raynalle e Ana Valéria. O Evangelho tem avançado por todo Nordeste e isso é fruto da sua oração e do seu investimento na obra missionária!

Louvado seja Deus por cada vida alcançada e transformada pelo Salvador. Continue orando e contribuindo: missoesnacionais.org.br/contribuir Se depender de você, vamos avançar? n

CONABERJ CAMP marca adolescentes com mensagem de identidade, graça e libertação

Programação promove dias de adoração, ensino bíblico e convivência.

Rodrigo Zambrotti

O CONABERJ CAMP, congresso de adolescentes promovido pela Ju ventude Batista do Estado do Rio de Janeiro (JUBERJ), reuniu adolescen tes de diversas regiões do estado no Acampamento Batista Fluminense, em Rio Bonito, em uma experiência intensa de transformação espiritual, comunhão e crescimento pessoal, de 17 a 21 de abril.

O evento integra uma proposta consolidada entre os Batistas do estado, promovendo dias de adoração, ensino bíblico e convivência em um ambiente preparado especialmente para adolescentes, com programação que inclui celebrações, oficinas e atividades em grupo.

A liderança e acompanhamento ministerial estiveram sob responsabilidade do pastor Alexandre, Ministro de Novas Gerações da Convenção Batista Fluminense, reforçando o compromisso da organização com o desenvolvimento espiritual das novas gerações.

Uma jornada de transformação

A programação foi construída como uma jornada progressiva, con-

Adolescentes de diversas partes do Rio de Janeiro participaram do congresso

duzindo os adolescentes por reflexões profundas ao longo dos dias.

Na sexta-feira, o tema trouxe à tona sentimentos comuns dessa fase da vida, como insuficiência, incapacidade e indignidade. Foi um momento de confronto, onde muitos jovens reconheceram que, por trás das aparências, havia dores internas ainda não tratadas.

No sábado, a mensagem apontou para a graça como resposta. Os adolescentes foram impactados pela compreensão de que o amor de Deus não depende de desempenho, acertos ou perfeição, Ele ama, mesmo assim.

No domingo pela manhã, o foco foi a identidade em Cristo. As ministra-

ções destacaram que os jovens são filhos, amados e aceitos, provocando uma mudança de mentalidade: deixar de tentar provar valor para entender que já pertencem.

Na segunda-feira, o ambiente foi marcado por momentos de libertação. Questões como culpa, comparação e rejeição foram tratadas de forma direta, proporcionando não apenas entendimento, mas experiências reais de transformação.

Encerramento com desafio

O encerramento, realizado na terça-feira, foi marcado por um forte momento de desafio espiritual. Após dias de ensino e experiências, os adolescentes foram confrontados a colocar em prática tudo aquilo que receberam durante o congresso.

A proposta final não foi apenas emocional, mas prática: uma convocação para mudança de vida, decisões concretas e continuidade daquilo que Deus iniciou durante o camp.

Experiências que marcaram

As mensagens principais foram ministradas pelo pastor Thiago Mercedes, com uma abordagem direta e

conectada à realidade dos adolescentes.

Além das ministrações, o evento contou com atividades recreativas, momentos de integração e um dos destaques desta edição: a gravação do clipe da campanha de Missões Estaduais, envolvendo diretamente os adolescentes em uma experiência missionária prática.

Outro ponto de destaque foi a mobilização das Igrejas. A maior caravana foi da Primeira Igreja Batista em São João de Meriti, evidenciando o engajamento das comunidades locais no investimento espiritual das novas gerações.

Expectativa para o próximo ano

Ao final do CONABERJ CAMP, o sentimento predominante foi de transformação. Adolescentes que chegaram marcados por inseguranças e sentimentos de indignidade saíram fortalecidos em sua identidade e liberdade em Cristo.

A organização já vive a expectativa para a próxima edição, que acontecerá entre os dias 22 e 25 de abril de 2027, dando continuidade ao propósito de impactar adolescentes em todo o estado. n

Musical de Páscoa autoral proclama o Evangelho e impacta vidas em Goiânia - GO

Musical reforça o compromisso das Igrejas Batistas com a evangelização, o discipulado e a ação social.

Marcos Ribeiro ministro de música da Igreja Batista Atlântico, em Goiânia-GO

A Igreja Batista Atlântico, em Goiânia - GO, realizou no último dia 03 de abril, a terceira edição do Musical de Páscoa “Bendito É o Que Vem”, no Teatro Sesi, diante de cerca de 600 pessoas. Mais do que uma apresentação artística, o evento foi uma expressão do compromisso da Igreja com a proclamação do Evangelho de Jesus Cristo, utilizando a arte como instrumento para cumprir a missão.

Com uma produção original e 11 canções autorais, o musical apresentou, de forma sensível e fiel às Escrituras, a mensagem da morte e ressurreição de Cristo, conduzindo o público à reflexão sobre o plano redentor de Deus. Inspirado em grandes produções teatrais, o espetáculo

cumpriu com o propósito de exaltar a Cristo e anunciar a esperança da salvação.

Cerca de 100 voluntários estive ram envolvidos na realização, atuan do em diversas frentes como coral, elenco, banda, orquestra, coreografia, cenografia e equipes técnicas. A mo bilização evidencia o valor do serviço cristão e da cooperação, marcas histó ricas do povo batista no cumprimento da Grande Comissão.

Segundo Marcos Ribeiro, ministro de Música da Igreja Batista Atlântico e produtor do projeto, o objetivo central do musical foi comunicar o Evangelho de maneira relevante, sem perder sua essência. “Nosso desejo é que cada pessoa compreenda a mensagem da cruz e da ressurreição, sendo tocadas pelo amor de Deus e chamadas a uma resposta de fé e arrependimento”, destacou.

Cerca de 100 voluntários participaram do Musical

A diretora e roteirista Nena Duarte também ressaltou o propósito ministerial do trabalho: “Cada detalhe foi pensado para que a mensagem de Cristo fosse clara e tocasse o coração das pessoas, levando-as a uma experiência real com Deus” Como fruto dessa ação evangelís-

tica, dezenas de pessoas entregaram suas vidas a Jesus Cristo ou se reconciliaram com Ele. Além disso, o projeto também revelou o amor cristão de forma prática, arrecadando cerca de 615 quilos de alimentos não perecíveis, que serão destinados a instituições da nossa denominação que realizam trabalhos sociais, como o Lar Batista, em Caldas Novas, o Ministério Pão e Vida em Goiânia e a Cristolândia Feminina Águas de Meribá em Senador Canedo - GO.

A realização do musical reforça o compromisso das Igrejas Batistas com a evangelização, o discipulado e a ação social, integrando proclamação e serviço. Iniciativas como essa testemunham que, por meio dos dons e talentos concedidos por Deus, é possível alcançar vidas e glorificar o nome de Cristo, cumprindo a missão que Ele confiou à Sua Igreja. n

Batistas Fluminenses celebram 135 anos de atuação no estado em evento histórico em Niterói - RJ

Noite marcada por fé, unidade e celebração reuniu milhares de pessoas no Caminho Niemeyer.

Rodrigo Zambrotti pastor e jornalista

Uma noite marcada por fé, unidade e celebração reuniu milhares de pessoas no Caminho Niemeyer, em Niterói (RJ), no último dia 27 de abril, durante a comemoração dos 135 anos de presença Batista em solo fluminense. O evento, com entrada gratuita, foi promovido pela Convenção Batista Fluminense e contou com a participação de líderes, caravanas de diversas regiões e nomes expressivos da música cristã.

Desde o início da tarde, a programação mobilizou o público com uma grande ação evangelística. A iniciativa incluiu momentos de evangelização e a bandeirada do projeto “Jesus Transforma”, promovido por Missões Nacionais, levando uma mensagem de fé às ruas da cidade.

A celebração também foi marcada pela presença de autoridades civis e eclesiásticas, além de lideranças de-

nominacionais de todo o país. Entre os participantes estiveram o pastor Fabrício Freitas, diretor-executivo da Junta de Missões Nacionais (JMN), pastor Fernando Brandão, diretor-executivo da Convenção Batista Brasileira (CBB) e pastor Riedson Filho, presidente da Ordem dos Pastores Batistas do Brasil (OPBB). O evento ainda contou com a presença de representantes da Convenção Batista do Estado do

Espírito Santo (CBEES), reforçando a comunhão entre as convenções.

A organização do encontro ficou sob a coordenação do pastor Diego Bravim, diretor-executivo da Convenção Batista Fluminense, à frente de uma equipe de voluntários e colaboradores. Durante a programação, houve um momento especial de reconhecimento aos presidentes e executivos das associações, além de homena -

gens aos voluntários, parceiros e patrocinadores envolvidos na realização do evento.

A mensagem principal da noite foi ministrada pelo pastor Rafael Antunes, presidente da Convenção Batista Fluminense, que trouxe uma reflexão de encorajamento à Igreja. Como resultado, a celebração foi marcada por decisões espirituais e reconciliações, evidenciando o impacto do encontro na vida dos participantes.

A programação musical reuniu grandes nomes da música gospel, como Fernandinho, Novo Som, Carlinhos Félix, Grupo Hágios, Nattinho Batera e Renata Henriques, que conduziram momentos de louvor ao longo da noite.

A celebração dos 135 anos da presença Batista no estado do Rio de Janeiro reforça a relevância histórica e espiritual da denominação, destacando um legado de fé, serviço e transformação ao longo das gerações. n

Equipes de trabalho para a celebração
Caravanas de diversas partes do estado participaram do evento
Pr. Rafael Antunes, presidente da CBF, e Pr. Diego Bravim, diretor-executivo da CBF
Novo Som, Fernandinho e Grupo Hágios foram atrações musicais da comemoração
Coro da Cristolândia fez participação ao lado de Fernandinho
Batistas Fluminenses viveram tempo de louvor e adoração
Milhares de pessoas estiveram no Caminho Niemeyer
Pr. Fernando Brandão, diretor-executivo da CBB, participou do culto

PIB da Paulicéia - SP glorifica a Deus pelos seus 42 anos de história

Culto teve a presença de lideranças Batistas, visitantes, convidados e autoridades.

Wagner Fernandes

pastor, membro da Primeira Igreja Batista de São Caetano do Sul - SP

No dia 28 de fevereiro, a Primeira Igreja Batista da Paulicéia - SP, realizou o culto de ação de graças por mais um aniversário. A Igreja nascida em São Bernardo do Campo celebrou a data festiva em culto solene e registrou o momento em ata. A memorável atividade contou com lideranças Batistas, visitantes, convidados e autoridades.

A palavra institucional foi trazida pelo pastor Sebastião Neto, em nome da Associação Batista do ABC, obreiro que testemunhou muitas pedras fundamentais serem plantadas na região. Em seguida o sanfoneiro Chicão, da Igreja Batista Central de Santo André - SP e sua esposa, participaram com uma apresentação especial. Estes dois períodos foram precedidos pelo momento de louvor, dirigido pelo grupo musical da Igreja local e alguns irmãos da Igreja Evangélica Batista Ebenézer de Diadema - SP.

Após uma saudação do pastor Joaquim Meireles, foi exibido o vídeo com a retrospectiva de 2025 e o pastor Helder Didoff foi convidado a fazer uma oração em favor da Igreja.

A mensagem foi trazida pelo pre-

Igreja recebeu líderes, membros e visitantes para a sua celebração de aniversário

letor oficial da noite, o pastor Nelson Pacheco, presidente da Convenção Batista do Estado de São Paulo (CBESP). Após a Palavra marcante, o pastor Aurimar Brito foi convidado a fazer uma oração pelo nosso país e pela vereadora Nina Braga, presente à solenidade, representando os governantes do município. A vereadora entregou ao pastor Gileade um certificado em homenagem à Igreja.

A noite especial, que contou com aproximadamente 120 pessoas presentes no templo, foi finalizada com a apresentação do coral do ministério de louvor da Igreja Evangélica Batista

Ebenézer de Diadema - SP.

Fundada em 28 de janeiro de 1984, a partir de um projeto da Primeira Igreja Batista do Rudge Ramos, que era

proclamar as Boas novas da Salvação no bairro Pauliceia, a Igreja mantém até hoje seus valores originais e essenciais, como reunir vidas transformadas pelo sangue de Cristo na cruz do calvário, fazer missões, estudar e viver a Palavra de Deus, respeitar o Pacto das Igrejas Batistas da Convenção Batista Brasileira e as cinco solas da Reforma Protestante. Registros confirmam as reuniões inaugurais em um salão alugado na Rua Gal. Bertoldo Klinger e, em pouco tempo o trabalho começou a crescer, até surgir a oportunidade da compra de um terreno, onde foi construído um pequeno salão, que se tornou a sede atual na Rua Santana 145, e o Espírito Santo foi acrescentando a cada dia pessoas que iam sendo salvas e batizadas.

A pequena congregação tornou-se então a PIB da Pauliceia, com a presidência do pastor Júlio Cesar Vargas de Medeiros. Ao longo de sua história, obreiros do Senhor contribuíram cada qual com sua missão no ministério. A galeria histórica de presidentes conta ainda com o pastor Josué Franco da Silva, pastor Almir Manuel da Luz, pastor João José Dias, pastor Edson de Farias, pastor Adriano Ricardo Pereira e, hoje, a igreja segue sendo abençoada através da vida do pastor Gileade Soares de Santana, servo fiel a quem Deus confiou a tarefa de dar continuidade à Sua obra, construindo vidas e tornando Seu nome conhecido no bairro Pauliceia e, assim, promovendo o crescimento do Reino. n

Posse pastoral marca novo tempo na

Primeira Igreja Batista no Parque Guarani - SP

Celebração reuniu membros e líderes em um momento de gratidão e consagração.

No dia 11 de abril, a Primeira Igreja Batista no Parque GuaraniSP realizou o culto de posse do pastor Rafael Silva como novo líder da igreja. A cerimônia foi marcada por momentos de louvor, reverência e gratidão a Deus.

Durante a celebração, a comunidade reafirmou seu compromisso com a Palavra de Deus e com a continuidade da missão cristã, destacando a importância da unidade e do serviço no avanço do Reino. O culto também simbolizou um tempo de encorajamento para a igreja e de consagração para o início de um novo ciclo ministerial.

A solenidade teve participação do pastor Marcelo Longo, titular da Igre-

Cerimônia foi marcada por momentos de louvor, reverência e gratidão a Deus

ja Batista Canaã, também da Capital. Pastor Marcelo é 3º vice-presidente da Convenção Batista do Estado de São Paulo (2024-2026).

Houve também uma palavra de saudação encaminhada à Igreja feita pelo pastor Alípio Coutinho Jr., diretor-executivo da CBESP. No vídeo, pas-

tor Alípio pede a Deus que abençoe a PIB Parque Guarani e ao seu pastor. A Convenção Batista do Estado de São Paulo (CBESP) roga ao Senhor Jesus que abençoe igreja e pastor na obra do Reino.

A chegada do pastor Rafael Silva é recebida com expectativa e espe

rança pelos membros, que oram para que Deus conceda graça, sabedoria e

A Primeira Igreja Batista no Parquefiando na direção do Senhor, buscando cumprir seu propósito para a glória de

Primeira Igreja Batista no Parque Guarani - SP

Três cidades, um só chamado: Proclamai

O Proclamai 2026 cumpriu seu propósito e deixou marcas profundas por onde passou. As três edições, em Recife - PE, São Paulo - SP e Campos dos Goytacazes - RJ, reuniram aproximadamente mil pessoas, além das crianças que participaram do Proclamai Kids, vivendo momentos especiais e sendo impactadas desde cedo pela mensagem missionária.

Em cada cidade, o evento revelou diferentes expressões de um mesmo mover: o despertar da Igreja para a missão e chegar até os Povos Não Alcançados.

Em Recife, a Igreja local foi se envolvendo de forma crescente a cada dia. As oficinas se tornaram espaços ricos de troca, onde muitos puderam conversar com missionários e conhecer mais profundamente a realidade do campo. Em destaque, foi o reencontro do Missionário Anatoliy, que estudou no Seminário Teológico Batista do Norte do Brasil, com várias pessoas que o receberam em Recife quando ainda era jovem.

Outro momento marcante e especial foi a palavra do pastor Fabrício Freitas, da Junta de Missões Nacionais, direcionada àqueles que foram tocados pelo chamado missionário, uma mensagem poderosa, sábia e assertiva, que alcançou não apenas indivíduos, mas também líderes e pastores presentes.

Em São Paulo, a Igreja Batista Boas Novas recebeu o Proclamai com muito carinho e dedicação. O pastor Vagner Vaelatti esteve presente constantemente, e diversos voluntários da Igreja se envolveram ativamente em toda a realização do congresso. O público respondeu com entusiasmo à programação. As plenárias foram marcadas por testemunhos impactantes, que revelaram a realidade de países fechados ao evangelho e ampliaram a visão missionária dos participantes. O ambiente de adoração também foi um destaque, conduzido pelo grupo O Canto das Igrejas e o Ministério de Louvor da IB Boas Novas, que levaram a igreja a momentos profundos de entrega e louvor ao Senhor.

Já em Campos dos Goytacazes, o evento reuniu participantes de diversas cidades do estado do Rio de Janeiro, consolidando-se como um grande mover de Deus na região. As oficinas ficaram cheias, evidenciando o interesse por aprendizado e envolvimento prático, enquanto as rodas de conversa com jovens do programa Voluntários Sem Fronteiras abriram espaço para diálogos sinceros sobre chamado, responsabilidade, dons e talentos a serviço do Reino.

A participação musical também marcou essa edição, com o louvor conduzido por Alexandre Magnani, parceiro de longa data da Junta de

teve no Proclamai Recife, além das participações do Movimento Music, ministério de louvor da Segunda Igreja Batista de Campos dos GoytacazesRJ, do Pregadores do Evangelho, banda oficial da campanha 2026 cantando “Cristo Venceu”, e da turma do Barão Kids, que trouxe um momento especial com as crianças durante a plenária. A presença constante do pastor Adonias Jr., da SIB de Campos, acompanhando todos os dias do evento, reforçou o espírito de comunhão e apoio à obra missionária.

Mais do que números ou programações, o Proclamai foi vivido intensamente por quem esteve presente, seja servindo, participando ou sendo alcançado pela mensagem.

Confira abaixo alguns depoimentos:

“Foi muito bom! Acho que o mais legal foi a gente poder ouvir de fato os testemunhos missionários, cada um ali de uma parte do mundo. E saber que a Palavra de Deus está sendo pregada de diferentes formas e atingindo as pessoas também de diferentes formas. Nem sempre, às vezes, da forma tradicional que a gente imagina..., Mas sabemos que o reino de Deus está se expandindo pela terra. Então, isso é o que eu acho que mais nos alegra e pelos testemunhos ouvidos. E de resto é sempre um prazer e uma honra estar servindo.” (Daniel Vaelatti - Líder dos Voluntários da Produção do Proclamai São Paulo; membro da Igreja Batista Boas Novas)

“Participar do Proclamai pela primeira vez foi um grande lembrete para mim: o evangelho continua sendo urgente, e Deus segue usando pessoas disponíveis. Eu amo sair da

minha igreja local e ver o que Deus está fazendo além das quatro paredes, e o Proclamai me proporcionou exatamente isso: olhar pra fora.Foi precioso perceber que Deus está agindo não só na minha igreja, nem só no meu estado ou no Brasil, mas no mundo todo. Como jovem batista, essa experiência renovou minha fé e minha vocação. Me lembrou que eu preciso fazer mais por Jesus e pelo seu povo.” (Renata Pereira, 20 anos, Líder dos Voluntários do Credenciamento do Proclamai Recife; membro da Primeira Igreja Batista de Recife)

“Foram dias que marcaram meu coração, vida e ministério. Não foi só um evento: foi um tempo de despertamento missionário, alegria em receber as notícias do campo e saber que Deus está agindo e respondendo nossas orações em favor dos missionários e dos projetos. Esse tempo me trouxe à memória o meu chamado, minha vocação, o quanto Deus conta comigo para completar a missão. Foram dias impactantes através de louvor, oficinas e palestras. O Senhor estava lá! Nenhum cristão deveria ficar de fora de dias como esses! #PartiuProclamai2027”(Paula Britto, Voluntária no Proclamai Recife; membro Igreja Batista da Estância)

“É uma grande emoção estar aqui com vocês no Proclamai, porque quando eu faço desafio (vocacional) para a obra de missões, eu penso no meu chamado. Então, assim, me lembra muitas coisas. Me lembra o amor de Deus, o privilégio que nós temos de participar da obra missionária. E foi muito bom porque nós tivemos várias pessoas que vieram a frente, inclusive crianças, adultos, jovens, pessoas de várias idades… não apenas aqui em Campos, mas

também tive oportunidade de fazer isso em Recife, em São Paulo. Então é muito bom e um privilégio muito grande estimular as pessoas através daquilo que Deus tem feito nas nossas vidas.” (Pr. Fabiano Nicodemo, missionário da Junta de Missões Mundiais na Itália, sobre o Proclamai Campos)

“Foi uma experiência tremenda. E recebemos muito da parte de Deus, além das nossas expectativas. Viemos desde cedo, ficamos, participamos das rodas de conversa, participamos das ministrações e foi tremendo.” (Silvana, participante do Proclamai Campos)

“Foi muito bom. O que os missionários falam é muito bom porque a gente fica por dentro do que tá acontecendo, para estar intercedendo por eles… Para saber o que tá se passando e de como é importante levar a pregação da Palavra de Deus, né? Mesmo nas dificuldades que eles passam, eles podem contar conosco (a igreja) porque eu acho que estarmos aqui juntos ajuda muito nisso, a gente poder conhecer e estar junto com eles nesse propósito.” (Simone, participante do Proclamai Campos)

O Proclamai 2026 se encerra deixando um legado claro: a missão continua, e a Igreja segue sendo chamada a fazer parte dela.

O encerramento foi marcado por uma grande celebração e festa, com o anúncio do Proclamai 2027 , que acontecerá em João Pessoa (PB) e Vitória (ES), entre os meses de março e abril. Em breve, mais informações serão divulgadas nos canais oficiais da Junta de Missões Mundiais.

Porque o Filho Vive e Voltará, Proclamai! n

Capacitação nacional fortalece ensino bíblico na Amazônia com o “EBD para o Alto”

Evento reuniu mais de 200 participantes.

William Costa jornalista voluntário na Faculdade Batista Equatorial e membro da Primeira Igreja Batista PIB em Murinin - PA

Belém do Pará recebeu, nos dias 27 e 28 de março, no Seminário Batista Equatorial, a primeira edição amazônica do projeto EBD para o Alto, uma iniciativa da Convenção Batista Brasileira (CBB), por meio da Gerência de Educação Cristã, em parceria com a Convicção Editora, a Ordem dos Educadores Cristãos Batistas do Brasil (OECBB), Faculdade Batista Equatorial (FABAE), Igreja Batista Equatorial, Convenção Batista do Pará (COBAPA) e Ordem dos Pastores Batistas do Brasil (OPBB Seção Pará). O evento reuniu mais de 200 participantes, com representantes de 20 Igrejas Batistas e outras do estado, consolidando-se como um marco para o fortalecimento da educação cristã na região.

O EBD para o Alto é um projeto nacional de capacitação voltado a professores, facilitadores e líderes

da Escola Bíblica Dominical. Em sua temporada 2026, já conta com 50 edições cadastradas em todo o país, alcançando todos os Estados e o Distrito Federal. A proposta vai além da transmissão de conteúdo, priorizando uma abordagem que integra ensino e vida, com foco no discipulado relacional e na formação integral dos educadores cristãos.

A escolha da Amazônia como ponto de partida desta edição reflete uma estratégia de expansão e fortalecimento da educação cristã em regiões estratégicas. O objetivo é incentivar igrejas locais a retomarem práticas de ensino fundamentadas nos princípios bíblicos, promovendo qualidade, relevância e transformação de vidas por meio do discipulado.

A edição de Belém foi avaliada como altamente positiva, tanto pela adesão quanto pela diversidade dos participantes. A programação incluiu 13 oficinas e 3 palestras, abordando desde metodologias ativas e uso de tecnologias no ensino até temas como gestão, acessibilidade e prá -

ticas pedagógicas para diferentes faixas etárias: do berçário à terceira idade.

Engajamento e impacto

De acordo com Elana Ramiro, gerente de Educação Cristã da CBB e coordenadora do projeto, o evento gerou forte mobilização entre os participantes, evidenciando o interesse das igrejas em investir na formação de seus educadores.

“O EBD para o Alto nasce com o propósito de transformar a forma como ensinamos a Palavra. Não queremos apenas transmitir conhecimento, mas formar discípulos por meio da vida. O que vimos em Belém foi um engajamento profundo, um desejo real de mudança na educação cristã. Cremos que essa semente plantada aqui vai florescer em todo o estado do Pará”, afirma Elana.

A iniciativa também conta com o apoio institucional de entidades formadoras, como a Faculdade Batista Equatorial, reforçando a integração entre formação teológica e prática ministerial.

“Receber um projeto como o EBD para o Alto no Seminário Equatorial é reafirmar nosso compromisso com a formação de líderes preparados para ensinar com excelência e relevância. A educação cristã precisa dialogar com os desafios contemporâneos sem perder sua essência bíblica, e esse evento contribui diretamente para isso”, afirma Vanessa Galúcio, diretora da FABAE.

Expansão e continuidade

A expectativa para os próximos anos é ampliar o alcance do projeto no estado do Pará, com novas edições previstas em diferentes regiões, como Santarém, Marabá e outras localidades. A meta é alcançar todas as associações de Igrejas, promovendo pelo menos uma edição do EBD para o Alto em cada área. Mais do que uma capacitação pontual, o projeto propõe uma mudança de mentalidade: transformar a Escola Bíblica Dominical em um espaço de discipulado vivo, experiencial e significativo, capaz de impactar igrejas e comunidades. n

Evento reuniu mais de 200 participantes
Elana Ramiro, gerente de Educação Cristã da CBB, participou da capacitação

Somos Um: cultivando o amor na família

“Se o Senhor não edificar a casa, em vão trabalham os que a edificam; se o Senhor não guardar a cidade, em vão vigia a sentinela” (Sl 127.1).

Chegamos ao simpático e promissor mês de maio, mês dedicado com mais intensidade à família.

Neste período, temos algumas atividades denominacionais: de 1 a 31, a Campanha de Oração pela Família, promovida pela Junta de Missões Nacionais; no dia 3, o Dia Batista de Ação Social (1º domingo); no dia 10, segundo domingo, celebramos o Dia das Mães, uma data muito especial.

Além disso, as Igrejas desenvolvem diversas atividades relacionadas à família.

O texto e tema acima, em Salmos 127.1, falam sobre edificar e trabalhar, mas mostram que tudo só tem valor quando é permeado pelo amor do Deus eterno. O salmista é bem claro: se o Senhor não edificar a casa, em vão trabalham os que tentam edificá-la; assim também, se Ele não guardar a cidade, é inútil estabelecer patrulhas. Na verdade, as realizações na vida, independentemente de sua dimensão, são fruto da graça de Deus. Ele nos dá habilidade para realizar e nos permite concluir os projetos que iniciamos. Isso não nos chama à acomodação

ou à ociosidade; pelo contrário, por causa do seu imenso amor, somos conduzidos à gratidão enquanto trabalhamos com Ele para cumprir seus propósitos na terra.

Jesus afirma que somos “um” quando estamos nEle, e estamos nEle quando cultivamos o amor na família. A família é uma instituição criada pelo Senhor; portanto, a verdadeira família jamais será destruída, pois carrega o selo da graça de Deus. Quando pensamos em cultivar, lembramos da terra sendo preparada para produzir frutos. É necessário cuidar dela: cultivar é trabalhar com dedicação, adubar corretamente, zelar para que a planta cresça saudável e vigorosa, até que produza frutos.

Cultivar na família é desenvolver o amor, que é a base de qualquer empreendimento em todas as áreas da vida. Isso envolve sabedoria, bondade, mansidão, compreensão e alegria, que são frutos do amor de Deus. Um lar onde há respeito mútuo entre esposo, esposa e filhos dificilmente se abala ou termina em tragédia. Esses elementos são o “adubo” para um lar sólido e promissor. Um lar fortalecido no Senhor jamais será derrubado pelo inimigo de nossas vidas, o diabo. O mês de maio traz grandes oportunidades para uma reflexão mais profunda sobre a família que, ancorada no Senhor, encontra segurança e esperança de dias melhores. n

de uma crise espiritual profunda, que reverbera em todas as camadas da sociedade.

E Deus criou a família!

A família é uma das maiores bênçãos dadas por Deus ao ser humano. Estamos vivendo um dos piores momentos da nossa existência nesse planeta e muito se dá pelo mal que se faz contra a família. A família é um projeto de Deus e todos que se levantam contra ela levantam-se contra o próprio Deus. Não se trata apenas de uma convenção social ou de um arranjo jurídico mutável conforme os ditames dos tempos e das épocas; a família nasceu no coração do Criador, ainda no Éden. Ao estabelecê-la, Deus não apenas proveu a continuidade da espécie, mas criou o ambiente onde o amor, o caráter e a fé são forjados. Portanto, quando observamos o esfacelamento dos valores familiares, estamos diante

Vivemos dias em que o conceito bíblico de família é alvo de relativismos e desconstruções. As ideologias modernas tentam redefinir o que o Senhor já estabeleceu como absoluto em sua Palavra. O resultado dessa rebelião é visível: lares fragmentados, filhos órfãos de pais vivos e uma ausência crônica de referenciais éticos. Essa tentativa humana de “corrigir” o projeto divino tem gerado uma geração confusa, carente de identidade e sedenta por um propósito que só o Evangelho pode oferecer.

A Bíblia nos alerta que a nossa luta não é contra carne ou sangue, mas contra principados e potestades que, dentre outras coisas, visam destruir aquela que é considerada a base da sociedade. O inimigo sabe que, ao ferir o lar, ele compromete a igreja e a na-

ção. Afinal, uma igreja forte é composta por famílias que buscam continuamente a face do Senhor, e uma nação próspera é o reflexo de lares onde o respeito e o temor a Deus prevalecem.

Para os que prezam pela centralidade das Escrituras, o desafio é retornar às práticas espirituais que fortalecem a família. Não basta defendermos a família retoricamente; precisamos vivê-la biblicamente. Isso implica que maridos devem amar suas esposas como Cristo amou a igreja, e esposas devem ser auxiliadoras sábias que edificam o lar. Implica também que os pais devem assumir a responsabilidade intransferível de discipular seus filhos, não delegando essa função exclusivamente à escola ou à Igreja.

Como bem sabemos, a educação cristã começa à mesa, na oração antes de dormir e no exemplo cotidiano de perdão, serviço e amor mútuo. Se queremos ver uma mudança em nossa

nação, essa mudança precisa atravessar a porta da nossa casa. Diante das pressões externas, a família cristã deve ser como a casa edificada sobre a rocha mencionada por Jesus em Mateus 7.24-27. As chuvas do secularismo cairão, os rios do entretenimento vazio subirão e os ventos das doutrinas estranhas soprarão contra ela, mas ela não cairá, porque está alicerçada no Senhor.

É tempo de reafirmarmos o compromisso de proteger e nutrir a instituição familiar. Devemos acolher os feridos, restaurar os que caíram, mas jamais negociar os princípios da Palavra. Que cada lar seja um farol de esperança e um testemunho vivo de que o projeto de Deus para a família é perfeito, santo e indestrutível. Proteger a família é, acima de tudo, glorificar ao Deus que nos uniu em amor. É declarar ao mundo que, embora os tempos mudem, o decreto do Senhor permanece para sempre. n

Douglas Azevedo Pereira
pastor, membro da Primeira Igreja Batista de Niterói - RJ

A angústia no livro de Eclesiastes

Uma pergunta muito comum entre aqueles que já leram o livro de Eclesiastes é: como pode uma pessoa que crê em Deus ter escrito um texto tão amargo, marcado por desilusão e, em muitos momentos, por um profundo sentimento de desencanto com a vida? Já ouvi alguns crentes dizendo: “Ler Eclesiastes não anima quem está precisando de ânimo; parece que joga ainda mais para baixo”.

De fato, para quem está impregnado pela cultura do happiness — da felicidade plena no aqui e no agora — ou pelo chamado “evangelho coach”, que promete que, se a fé for usada da maneira certa, ela funciona como uma espécie de varinha mágica, fazendo com que tudo na vida seja “só vitória”; o livro de Eclesiastes soa como um choque de realidade. Mas, no meu entendimento, a mensagem central do livro de Eclesiastes é mostrar que “debaixo do sol” a vida é limitada e fugaz.

Quando o autor de Eclesiastes — o Pregador, tradicionalmente associado a Salomão — escreveu esse livro, ele já é um idoso. E, como muitos que chegam a essa fase da vida, olha para trás e passa a analisar o que fez e o que deixou de fazer, o que foi bom e o que foi ruim, o que fez sentido e o que não fez. É dentro desse contexto que ele declara: “Vaidade de vaidades! Tudo é vaidade”.

O entendimento superficial dessa afirmação costuma reduzir o texto a uma advertência moral contra a vaidade. É isso? Sim e não. Sim, porque uma vida movida pela busca de reconhecimento — ainda que admirada por outros, como foi a de Salomão — é vazia de sentido. Viver de aparências, mendigando aprovação, elogio e aceitação, é pagar um preço muito alto

por algo de pouco ou nenhum valor. Mas quantas vezes almejamos cargos, funções ou posições — inclusive no contexto eclesiástico — apenas para sermos vistos? Essa dinâmica revela o quanto a alma pode se perder em busca de validação.

Por outro lado, como o próprio Salomão deixa claro, pautar a vida no acúmulo de riquezas e na satisfação desenfreada dos prazeres é pura vaidade. A questão aqui não está no valor ou na legitimidade dessas coisas, mas no excesso. Qual o problema em querer crescer e melhorar de vida? Nenhum. Desde que esse não seja o grande objetivo da vida. Qual o problema em relação a satisfação sexual? Também, nenhum. Desde que, como bem disse o próprio Salomão no livro de Provérbios, desfrutemos deste prazer, alegrando o nosso coração, com a mulher da nossa mocidade (Provérbios 5:19). A questão, portanto, está no excesso. É disso que Salomão trata: uma vida “debaixo do sol” marcada pelo exagero, pelo excesso.

Para Salomão, a vaidade não é um mero comportamento a ser evitado moralmente, mas uma característica da própria existência humana. Mas qual o sentido dado a palavra vaidade no livro de Eclesiastes? A palavra hebraica usada por Salomão é “hevel”, que significa vapor, sopro, névoa — algo que aparece por um instante e logo desaparece. Nesse sentido, quando Tiago afirma que a vida é como um vapor (Tg 4:14), ele ecoa o mesmo pensamento: a vida é breve, fugaz, escapa por entre os dedos. A vida é vaidade.

Vida, vapor, vaidade, temporalidade. É nesse cenário que surge o conceito de angústia, enquanto um sentimento que ao mesmo tempo que sinaliza a fragilidade da vida, também, quando não reconhecido, bus-

ca suplantar essa fragilidade a partir de ações totalmente equivocadas e inúteis. Salomão não compreendeu a angústia como um sentimento natural da vida, por isso tentou suplantá-la, silenciá-la, por meio da tríade: sexo, dinheiro e poder. Não é exatamente isso que vemos ainda hoje?

Quando a angústia — esse sentimento natural que denuncia a fragilidade da vida “debaixo do sol” — é ignorada, o que emerge é o desespero. No livro O Desespero Humano, Kierkegaard afirma que o homem desesperado se perde construindo castelos no ar e lutando contra moinhos de vento. Nesse ponto, Salomão se aproxima do universo de Dom Quixote, personagem criado por Miguel de Cervantes. Como o cavaleiro, Salomão viveu boa parte de sua trajetória de forma delirante, grandiosa e extravagante, lutando contra uma angústia que não soube nomear — tentando vencê-la por meio de excessos.

A angústia é um sentimento natural diante da vaidade, da fugacidade da vida. Ela surge como sinal da nossa condição humana. Se por um lado a angústia denuncia a nossa incompletude, por outro, ela aponta para um anseio de eternidade, do que está acima do sol, que cada um traz dentro de si. A angústia é um anelo pela eternidade, enquanto símbolo de perfeita paz e harmonia. Biblicamente falando, quando estivermos na presença de Deus, o vazio, a vaidade e a angústia deixarão de existir, pois nesta nova realidade espiritual tudo encontrará sentido pleno e definitivo.

No entanto, enquanto aqui estivermos, não podemos ignorar a angústia como uma sinalização de quem nós somos: seres humanos (Gênesis 1.27). Negar essa realidade é cair na mesma armadilha de Salomão, que

tentou preencher com bens, fama e prazeres o vazio que marca a existência “debaixo do sol”. Precisamos compreender que a fé em Deus não nos foi dada para negar a realidade, mas para nos ajudar a enfrentá-la. É por meio da fé que abrimos o coração para a graça de Deus, e é através da Graça de Deus que somos salvos e sustentados (Efésios 2.8). É a Graça de Deus que nos confere força nos nossos momentos de fraqueza (II Coríntios 12). O que o livro de Eclesiastes nos ensina é que a angústia é um sentimento natural para todos nós que vivemos debaixo do sol, e que não adianta tentar suprimi-la por meio de bens, conquistas ou prazeres passageiros. Ela não é um inimigo a ser eliminado, mas um sinal a ser compreendido. Diante disso, três caminhos práticos se apresentam.

Primeiro, precisamos aprender a reconhecer a angústia sem culpa, entendendo que ela faz parte da nossa condição humana e pode nos conduzir a uma dependência mais sincera de Deus.

Segundo, devemos resistir à tentação de anestesiá-la com distrações, consumismo, busca por aprovação ou até mesmo com uma expressão de fé superficial. Precisamos buscar em Deus a Graça para cultivarmos uma vida simples, consciente e orientada por valores eternos.

Por fim, quando a angústia apertar o coração a ponto de parecer que ele vai explodir, em vez de buscarmos escapes e alimentar a alma com falsas ilusões, devemos buscar a presença de Deus, colocando diante Dele tudo o que nos aflige. Em certa medida, foi exatamente isso que Salomão fez ao escrever Eclesiastes: ele expôs, sem máscaras, a realidade do seu próprio coração diante de Deus. n

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