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OJB EDIÇÃO 15 - ANO 2026

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ÓRGÃO OFICIAL DA CONVENÇÃO BATISTA BRASILEIRA FUNDADO EM 1901

RIO DE JANEIRO SERÁ A CAPITAL DOS BATISTAS NA AMÉRICA LATINA NA PRÓXIMA SEMANA

A cidade recebe a celebração dos 50 anos da União Batista Latino-Americana, de 14 a 17 de abril, reunindo líderes e representantes de diversas nações em um momento histórico de comunhão, reflexão e avanço missionário. Saiba mais na página 10.

1 ano

Cristolândia em Luiz

Eduardo Magalhães celebra primeiro aniversário

Segundo trimestre

Elana Ramiro apresenta conteúdos das revistas de EBD do trimestre em vigor

Culto no Centro Batista

Colaboradores da CBB se reúnem para mais uma celebração mensal

Equipe

Lourenço Rega compartilha ideias para avaliação de equipes pág. 07

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Missões Nacionais
Notícias do Brasil Batista
Notícias do Brasil Batista
Observatório Batista

EDITORIAL

Celebrar, Alinhar e Avançar

A celebração dos 50 anos da União Batista Latino-Americana no Rio de Janeiro não é apenas um marco histórico é um testemunho vivo da fidelidade de Deus ao longo das décadas e da unidade do povo Batista em toda a América Latina. Ao reunir líderes, pastores e representantes de diferentes nações, este momento reforça o compromisso missionário que nos une e nos impulsiona a avançar com ainda mais vigor na proclamação do Evangelho.

Fundada com o propósito de fortalecer a cooperação entre os Batistas latino-americanos, a UBLA chega ao seu jubileu de ouro celebrando conquistas, parcerias e, sobretudo, vidas transformadas pelo poder de Cristo. Olhar para essa trajetória é reconhecer que, apesar dos desafios culturais, sociais e espirituais do nosso continente, Deus tem levantado uma geração comprometida com a Sua missão. Neste mesmo contexto, a primeira reunião do Conselho Geral da Conven-

ção Batista Brasileira em 2026, que será realizada nos dias 13 e 14 de abril, ganha ainda mais relevância. Mais do que um encontro administrativo, trata-se de um tempo estratégico de discernimento, alinhamento e projeção para o futuro. É quando líderes de todo o Brasil se reúnem para orar, planejar e decidir os próximos passos da obra Batista em nosso país.

A convergência desses dois simboliza algo maior: a conexão entre passado, presente e futuro. Celebramos

o que Deus fez, avaliamos o que está sendo realizado e nos posicionamos com fé para aquilo que ainda virá.

Que este tempo no Rio de Janeiro seja marcado por unidade, renovação espiritual e visão missionária. Que os laços entre as nações sejam fortalecidos e que a Igreja do Senhor siga firme, relevante e comprometida com a Grande Comissão.

Seguimos juntos, como povo Batista, certos de que Aquele que começou a boa obra é fiel para completá-la. n

O JORNAL BATISTA

Órgão oficial da Convenção Batista Brasileira. Semanário Confessional, doutrinário, inspirativo e noticioso.

Fundado em 10.01.1901

INPI: 006335527 | ISSN: 1679-0189

PUBLICAÇÃO DO CONSELHO GERAL DA CBB

FUNDADOR

W.E. Entzminger

PRESIDENTE

Raphael Abdalla

DIRETOR GERAL Fernando Macedo Brandão

SECRETÁRIO DE REDAÇÃO

Estevão Júlio Cesario Roza

(Reg. Profissional - MTB 0040247/RJ)

CONSELHO EDITORIAL

Francisco Bonato Pereira; Guilherme Gimenez; Othon Ávila; Sandra Natividade

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Anúncios e assinaturas: jornalbatista@batistas.com Colaborações: decom@batistas.com

REDAÇÃO E CORRESPONDÊNCIA

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Site: www.convencaobatista.com.br

A direção é responsável, perante a lei, por todos os textos publicados. Perante a denominação Batista, as colaborações assinadas são de responsabilidade de seus autores e não representam, necessariamente, a opinião do Jornal.

DIRETORES HISTÓRICOS

W.E. Entzminger, fundador (1901 a 1919); A.B. Detter (1904 e 1907); S.L. Watson (1920 a 1925); Theodoro Rodrigues Teixeira (1925 a 1940); Moisés Silveira (1940 a 1946);

Almir Gonçalves (1946 a 1964); José dos Reis Pereira (1964 a 1988); Nilson Dimarzio (1988 a 1995) e Salovi Bernardo (1995 a 2002)

INTERINOS HISTÓRICOS

Zacarias Taylor (1904); A.L. Dunstan (1907); Salomão Ginsburg (1913 a 1914); L.T. Hites (1921 a 1922); e A.B. Christie (1923).

ARTE: Oliverartelucas

IMPRESSÃO: Editora Esquema Ltda A TRIBUNA

A Educação Cristã como possibilidade para uma vida melhor

A educação cristã tem desempenhado um papel fundamental na formação de indivíduos e sociedades ao longo da história. Fundamentada nos ensinamentos bíblicos e na ética cristã, ela busca não apenas transmitir conhecimentos acadêmicos, mas também moldar valores, caráter e uma visão de mundo alinhada aos princípios do Evangelho. No contexto contemporâneo, onde os desafios sociais, morais e espirituais se multiplicam, a educação cristã surge como uma ferramenta poderosa para promover uma vida melhor, promovendo cidadãos mais conscientes, éticos e comprometidos com o bem comum. “O objetivo da educação cristã é levar pessoas a adquirirem uma consciência pessoal do Deus revelado em Jesus Cristo; à relação pessoal com Ele através da fé; à obediência em seguir Jesus no discipulado cristão; e ao crescimento contínuo até a plena maturidade cristã” (SMITH, 1968, p 23).

A proposta da Educação Cristã vai além do ensino de conteúdos acadêmicos; ela busca integrar fé e prática, formando indivíduos que possam refletir os ensinamentos de Jesus Cristo

em suas ações diárias. Uma Igreja que busca ser significativa na sociedade tem como missão promover uma Educação Cristã de qualidade que contribua para a formação integral, sob a perspectiva da fé, das pessoas que dela fazem parte. Uma Educação Cristã sólida e saudável favorecerá a edificação e revitalização das comunidades cristãs, tornando-as impactantes no local onde estão inseridas, tanto nos grandes centros urbanos quanto nas áreas remotas do país.

Fortaleza destaca que “a educação cristã deve cultivar uma moral que transborda do relacionamento com Deus, influenciando positivamente toda a esfera social.” (FORTALEZA, 2015, p. 95). Essa visão reforça a ideia de que valores como amor, honestidade, compaixão e justiça são essenciais para uma vida plena e socialmente saudável.

A educação fundamentada na fé proporciona uma base sólida para enfrentar os desafios da vida moderna. Quando a educação é centrada na verdade de Cristo, ela capacita o indivíduo a viver com propósito, esperança e resiliência frente às adversidades. Assim, a educação cristã não é apenas uma formação intelectual, mas um processo de transformação interior que impacta positivamente

a vida pessoal e social. “A educação cristã deve não apenas informar, mas transformar; ela deve ser uma prática que molda a vida e o caráter da pessoa de acordo com os princípios bíblicos e a relação com Deus.” (LAWRENCE, 1996, p. 24).

Além disso, a literatura cristã enfatiza a importância de valores éticos na formação do caráter. Em Educação Cristã: uma abordagem bíblica, o autor Earle Argue defende que “o verdadeiro objetivo da educação cristã é formar discípulos de Cristo, capazes de influenciar o mundo com integridade e amor”. Essa formação contribui para a construção de uma sociedade mais justa, solidária e compassiva, promovendo uma cultura de paz e respeito mútuo.

Por fim, a educação cristã atua como uma alavanca de transformação social, ao promover valores que incentivam a solidariedade, a honestidade e o compromisso com o bem comum. Ela prepara indivíduos não apenas para o mercado de trabalho, mas para uma vida de propósito e serviço, contribuindo para o desenvolvimento de comunidades mais saudáveis e equilibradas.

A educação cristã representa uma poderosa ferramenta de transformação pessoal e social, capaz

de impulsionar uma vida melhor baseada em princípios sólidos de fé, ética e amor ao próximo. Ela tem a possibilidade de promover não apenas o desenvolvimento intelectual, mas também a formação do caráter, criando cidadãos mais conscientes, responsáveis e comprometidos com a construção de uma sociedade mais justa. Portanto, investir na educação cristã é investir na esperança de um futuro mais promissor, onde valores espirituais e éticos possam prevalecer e transformar vidas para melhor, com significado, propósito e senso de missão.

Referências Bibliográficas

ARMSTRONG, Hayward. Bases da educação cristã. 2.ed. Rio de Janeiro: JUERP, 1994. ARGUE, Earle. Educação Cristã: uma abordagem bíblica. Editora Fiel, 2010.

FORTALEZA, Weliton. Educação e Religião em Comenius na sua Didática Magna. Editora Koinonia. 2015. RICHARDS, Lawrence O. Teologia da Educação Cristã. 3 ed. São Paulo: Vida Nova, 1996.

SMITH, Cathryn. Programa de educação religiosa. 2.ed. Rio de Janeiro: JUERP, 1968. n

Esperança é a palavra que define vida cristã

Gleyds Silva Domingues pedagoga, educadora cristã, teóloga, mestre em Educação, doutora em Teologia, pós doutora em Educação e Religião

“[…] e a esperança não causa decepção, visto que o amor de Deus foi derramado em nosso coração pelo Espírito Santo que nos foi dado” (Rm 5.5).

Não faz muito tempo em que se viveu uma situação-problema de proporções gigantescas. De fato, ela permitiu que se avaliasse prioridades, atitudes e até mesmo a fé. Afinal, viver no olho do furacão e crer que tudo voltaria ao normal, já evidencia um lampejo de esperança, contudo, é preciso saber que existe uma fonte que a alimentava.

Quando se reflete no texto bíblico de Romanos 5.5, se tem a constatação de que a força motriz da esperança está em Deus, por isso que ela não causa decepção, mas produz uma expectativa confiante. Afinal, não está sob a direção humana e nem se limita a ela. Pode-se até mesmo dizer que se dependesse do ser humano ou de instâncias constituídas por ele, não se teria como falar de esperança, mas de uma falsa noção dela.

A esperança que não causa decepção é movida no amor de Deus, por isso não pode enganar ou ser superficial. Antes, é alimentada por Aquele que conhece todas as coisas, que cumpre suas boas e doces promessas e que não pode mentir, pois seu caráter é santo, justo e bom. Tanto é assim, que derrama do Espírito Santo para que se possa ter certeza da fidelidade,

bondade e misericórdia estendida a cada um.

O Espírito Santo se faz presente, não nos abandona e, ainda, clama por cada um. Ele é o consolador, companheiro e amigo sem igual. Ele faz brotar em nosso coração o desejo de andar em novidade de vida, mantendo a esperança viva, apesar das circunstâncias a serem enfrentadas.

A certeza gerada pelo Espírito Santo no coração produz dependência e alegria incontidas, visto que se tem convicção sobre o que se crê e o porquê se crê. Isso indica que não é uma demonstração de fé ingênua e irracional, mas lógica e real, visto que existem razões que são determinantes para sua atuação. Confia-se e vive-se em segurança.

Uma forma de demonstrar gratidão a Deus por prover a cada um com a

sua esperança, pode ser declarada nos seguintes versos:

A esperança não nos decepciona

Porque ela não vem de nós

Origina-se em Deus, Expressa em suas boas e doces promessas.

E na ação do Espírito Santo. Não se trata de mim ou de você, Mas na concretização da sua vontade em nós,

A partir de nós.

Quando tudo faltar, É preciso lembrar

O sentido da esperança

É uma expectativa confiante.

Que brota de Deus para os nossos corações.

Que esse seja o nosso reconhecimento e a nossa declaração. Viva a esperança real em Deus. Um dia abençoado. n

Marinaldo Lima, pastor, colaborador de OJB

Grande e extensa é a obra, Contudo não podemos desistir. Deus no chamou para o trabalho, Por isso nós devemos prosseguir.

O inimigo chama sagazmente, Tentando desviar nossa atenção E se nós voltarmos ao descanso, Ele vai destruir nossa nação.

Ao nosso Deus, o Supremo Juiz Clamemos por um justo julgamento, Que traga a verdade à nação E dos ímpios, nos dê livramento.

Uma nação cujo Deus é o Senhor Vive em paz e tem a bem-aventurança. Enfrenta o crime e a corrupção, Com destemor e com perseverança.

Clamor por um justo juízo

E Deus tem levantado servos seus Que agem com prudência e confiança. Por eles levantemos um clamor, Pedindo que trabalhem em segurança.

Em casa e em vigílias de oração, Com Deus façamos santa aliança Ungindo homens santos do Senhor Que trazem novos tempos de esperança.

Juízes conforme o coração de Deus Que hoje estão no topo, em liderança. Saibam conduzir suas missões Como uma verdadeira ordenança.

O homem que teme ao Deus Eterno Tem a sabedoria em abastança. É um justo juiz sobre a nação, Agindo com temor e temperança. n

O mundo é salvo somente por Jesus

“Porque Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para que condenasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por ele” (Jo 3.17).

O ensino de Jesus sobre nosso eterno destino declara: “Deus mandou Seu Filho para salvar o mundo e não para julgá-lo... Os que vivem de acordo com a verdade procuram a luz, a fim de que possa ser visto claramente que as suas ações são feitas de acordo com a vontade de

Deus” (João 3.17;21).

Ao focalizar nossa responsabilidade proclamadora, Cristo pregou: “Vocês são a luz para o mundo... A luz de vocês deve brilhar para que os outros vejam as coisas boas que vocês fazem e louvem o Pai de vocês, que está no céu” (Mt 5.14;16).

Nossa missão evangelizadora é tão importante que Jesus revelou: “Se os Meus seguidores se calarem, as pedras gritarão!” (Lucas 19.40).

Cleberson Williams

aluno do Seminário Teológico Batista do Sul do Brasil; membro da Igreja Batista Bandeirante - SP

Ensinar na Escola Bíblica Dominical não é apenas explicar a Bíblia. É participar da formação espiritual de pessoas, ajudando-as a compreender, viver e praticar a fé. Ensinar nesse contexto vai além do conhecimento bíblico. Envolve compromisso com Deus, com a Palavra e com as pessoas.

Na Escola Bíblica Dominical, a dedicação à pesquisa torna-se essencial. A Bíblia não deve ser ensinada de forma superficial. O professor precisa estudar, buscar o contexto, compreender o texto e preparar a aula com cuidado. Quando há preparo, o ensino se torna mais claro, mais fiel às Escrituras e mais edificante para a Igreja.

EBD, ensinar é só o começo

Além disso, o ensino requer testemunho. Na Escola Bíblica Dominical, a vida do professor fala tanto quanto a sua aula. Não basta ensinar sobre amor, perdão e fé. É necessário viver essas verdades. O ensino ganha força quando os alunos percebem coerência entre o que é ensinado e o que é vivido.

O ensino também precisa dialogar com cada geração e entre elas. A mensagem da Bíblia é a mesma, mas a forma de apresentá-la pode e deve ser significativa. Usar exemplos do cotidiano, promover diálogo e envolver os alunos tornam o ensino mais próximo e mais compreensível.

Outro aspecto importante é a metodologia. Nem todos aprendem da mesma forma. Alguns aprendem ouvindo, outros participando, outros refletindo. O professor da Escola Bíblica Dominical precisa organizar a aula de forma

clara, com início, desenvolvimento e aplicação prática, ajudando os alunos a compreenderem e aplicarem o ensino bíblico.

A estética e a ética também fazem parte do ensino. A estética está na forma de ensinar com cuidado, clareza e organização. A ética está no compromisso com a verdade bíblica, evitando distorções, exageros ou interpretações que não estejam fundamentadas nas Escrituras. Ensinar a Bíblia é uma responsabilidade espiritual.

O respeito deve ser uma marca do ensino. Cada aluno tem sua história, suas dúvidas e seu tempo de aprendizado. O professor não deve constranger, mas acolher, ouvir e orientar.

A Escola Bíblica Dominical é também um espaço de crescimento, e o respeito fortalece esse ambiente. Também é importante reconhecer a realidade cultural dos alunos. Eles

vivem contextos diferentes, enfrentam desafios distintos e possuem experiências variadas. O ensino bíblico se torna mais significativo quando dialoga com essas realidades, mostrando como a Palavra de Deus se aplica à vida diária.

O ensino deve ainda despertar a criticidade. A Escola Bíblica Dominical não deve formar pessoas que apenas repetem, mas que compreendem, refletem e vivem a Palavra. Assim, os alunos são estimulados a pensar, discernir e crescer espiritualmente.

Ensinar na Escola Bíblica Dominical é mais do que conduzir uma aula. É cuidar da formação espiritual, contribuir para a maturidade cristã e fortalecer a igreja. Ensinar, nesse contexto, é servir, orientar e caminhar junto, lembrando que quem ensina também continua aprendendo. n

Olavo Fe ijó
pastor & professor de Psicologia

“Muitos, pois, dos seus discípulos, ouvindo isto, disseram: Duro é este discurso; quem o pode ouvir? […] Desde então muitos dos seus discípulos tornaram para trás, e já não andavam com ele” (Jo 6.60,66).

O episódio registrado em João 6 ocorre logo após a multiplicação dos pães e dos peixes. A multidão havia presenciado um grande milagre e, impressionada, passou a seguir Jesus com entusiasmo. Muitos estavam interessados no benefício imediato: alimento, cura e solução para necessidades presentes. Porém, quando o Senhor começou a ensinar sobre a verdadeira natureza de Sua missão — que Ele era o pão da vida e que a vida verdadeira passa pela entrega total a Ele — o clima mudou.

O que parecia atraente transformou-se em confronto espiritual. O discurso de Jesus não era confuso, mas exigente: apontava para a fé genuína, a dependência completa e uma entrega que envolvia morrer para si mesmo. Foi nesse momento que muitos disseram: “Duro é este discurso; quem o pode ouvir?” (Jo 6.60).

Essa reação não é apenas um fato do passado; ela se repete em todas as épocas. Certa vez, um crente que havia mudado de igreja foi questionado sobre o motivo da mudança. Sua respos-

O discurso que muitos não querem ouvir

ta foi simples: na igreja anterior, os sermões do pastor eram “muito duros”. A Escritura já havia antecipado esse cenário: “Porque virá tempo em que não suportarão a sã doutrina; mas, tendo coceira nos ouvidos, amontoarão para si doutores conforme as suas próprias concupiscências; e desviarão os ouvidos da verdade, voltando às fábulas” (II Tm 4.3,4).

Sermões suaves, que dizem apenas o que agrada aos ouvintes, podem encher templos, mas não os céus; massageiam o ego, mas não confrontam; agradam, mas não transformam; fidelizam o público, mas não geram as condições para que o Espírito Santo opere a regeneração. Ainda assim, esse tipo de mensagem é amplamente procurado e, infelizmente, há abundância de quem a ofereça.

Seguir um Cristo que cura enfermos, multiplica pães e atende necessidades imediatas parece algo natural e atraente. Muitos até desejaram fazê-lo rei por causa disso (Jo 6.15). No entanto, o Cristo que confronta o pecador e chama à rendição total frequentemente é rejeitado. Quando ouviram o ensinamento sobre a vida que vem por meio da morte — morte para o orgulho, para o pecado e para a autossuficiência —, muitos consideraram o fardo pesado demais.

Segundo o estudioso Brooke Westcott, a expressão “duro é este discurso” transmite a ideia de algo difícil de aceitar, não por ser obscuro, mas por ser ofensivo ao coração humano. O

ensino exigia submissão total, autodoação e renúncia; apontava claramente para o caminho da cruz. Esse chamado está alinhado com o que Ele disse: “Se alguém quiser vir após mim, negue-se a si mesmo, e tome a sua cruz, e siga-me” (Mc 8.34). Em tempos marcados por mensagens triunfalistas e discursos de autoajuda, essa palavra continua sendo indigesta. O resultado hoje, como no passado, permanece o mesmo: “Desde então muitos dos seus discípulos tornaram para trás, e já não andavam com ele” (Jo 6.66). Isso nos leva a uma pergunta séria e necessária: se Jesus pregasse hoje em muitas igrejas com a mesma clareza, denunciando o pecado e chamando à morte do velho homem como exigência para a vida eterna, quantos O rejeitariam? Quantos prefeririam buscar outro lugar onde a mensagem fosse mais confortável e menos confrontadora?

É importante lembrar que, mesmo quando Suas palavras confrontavam profundamente, Jesus não era rude nem cruel. Ele falava com amor e verdade. Dizer a verdade é um ato de amor, pois aponta o caminho correto, chama ao arrependimento e convida a uma vida que honra a Deus. O amor verdadeiro não mascara o erro; ele conduz à restauração. Assim também acontece quando a Palavra de Deus nos corrige.

Examine com sinceridade como você reage à pregação da Palavra de Deus. Em vez de buscar apenas mensagens que tragam conforto, procure aquelas que o aproximem mais de Cristo, que revelem áreas que precisam ser tratadas e que o conduzam a uma vida de obediência. Permita que a Escritura molde seus pensamentos, atitudes e decisões diárias.

Quando a Palavra de Deus confronta o meu coração, eu me aproximo mais de Cristo ou procuro me esquivar do que Ele está me ensinando? n

Apesar da deserção de muitos, o texto também revela algo encorajador: havia um pequeno grupo que permanecia. Eram pessoas que não estavam ali apenas pelo milagre, mas pela Verdade. Quando Jesus perguntou: “Quereis vós também retirar-vos?” (Jo 6.67), Pedro respondeu com convicção: “Senhor, para quem iremos nós? Tu tens as palavras da vida eterna. E nós temos crido e conhecido que tu és o Cristo, o Filho do Deus vivente” (Jo 6.68,69). Essa resposta revela um coração transformado. Para quem realmente reconhece quem Cristo é, não há alternativa melhor, não há outro caminho, não há outra fonte de vida. Diante disso, cada um de nós precisa avaliar o próprio coração. Para você, a mensagem do Evangelho parece um “discurso duro”, difícil de aceitar, ou são “palavras da vida eterna” que você recebe com gratidão? Quando a pregação bíblica confronta atitudes, pecados ou prioridades equivocadas, sua reação é se afastar ou permitir que a Palavra de Deus opere transformação?

Sete motivos para frequentar a Escola Bíblica Dominical, a nossa EBD

A Escola Bíblica Dominical (EBD) é a base para o fortalecimento espiritual da igreja. É nela que acontece o aprofundamento no aprendizado da Bíblia, tão importante para o crescimento do crente. E por isso mesmo não deveria ser negligenciado. A questão é que muitos não se envolvem nesse estudo como deveriam. Por outro lado, as igrejas que investem nas EBDs têm colhido bons frutos.

“Embora muitos julguem-na ultrapassada e desnecessária ou ‘coisa para novo convertido’, a verdade é que as igrejas que têm fortalecido os trabalhos da EBD têm, em consequência, experimentado um fortalecimento doutrinário e um engajamento no serviço cristão muito maior que aquelas

que abandonaram suas EBDs”, afirma o especialista no assunto, Tiago Rosas, teólogo, evangelista da igreja Assembleia de Deus em Campina Grande-PB e autor de quatro livros.

Para motivar o membro e a igreja a investirem no estudo bíblico, Tiago listou sete motivos para fortalecer ainda mais a EBD, confira:

1 - É um lugar de comunhão. Rever os irmãos em Cristo a cada manhã de domingo, e repartir uns com os outros o pão espiritual da Palavra de Deus é algo realmente renovador.

2 - A família caminha unida. Não é maravilhoso que os pais possam ir com seus filhos à Escola Dominical, onde todos poderão estudar a Palavra de Deus numa linguagem e ambiente adequados? A EBD auxilia os pais cristãos na formação espiritual de seus filhos.

3 - Disciplina a vida espiritual. Ela estimula a ter hábitos espirituais saudáveis como orar todo dia, ler a Bíblia, estudar a Bíblia com auxílio de outros materiais de apoio, como dicionários, comentários, enciclopédias, pesquisas na internet etc.

4 - É um discipulado contínuo. Na EBD, não apenas novos convertidos são discipulados nas doutrinas rudimentares do Cristianismo, mas também os crentes veteranos são instruídos e moldados continuadamente na sã doutrina. Afinal, a EBD não aborda apenas assuntos incipientes da fé, mas temas teológicos e éticos contemporâneos, para os quais todos os crentes devem prestar atenção.

5 - Há interação no aprendizado. Os alunos podem comentar, perguntar, responder, ler textos bíblicos, apresentar trabalhos em equipe, participar de

dinâmicas de grupo e envolver-se na aula para construir o ensino junto com o professor.

6 - Ajuda no crescimento intelectual. A Escola Dominical é multidisciplinar: nela se aprende de tudo um pouco, sempre a partir do estudo da Palavra de Deus. Um pouco de gramática, de história, de geografia, de hermenêutica, de ética, de filosofia, de teologia. E ainda se desenvolve o hábito de leitura, da escrita e da exposição oral.

7 - É um preparo para o serviço. Todo bom pregador, teólogo, escritor, missionário, compositor, cantor, músicos e líderes em geral podem aprender na escola bíblica. Afinal, quem cresce com os pés firmados na sã doutrina, cresce preparado para servir da melhor forma e para enfrentar as maiores intempéries da vida. n

Tiago Rosas

Somos um estudando a Palavra

“Lâmpada para os meus pés é a tua palavra, e luz para o meu caminho” (Sl 119.105).

No mês de abril, temos várias celebrações importantes; senão, vejamos: dia 1º, 124º aniversário do Seminário Teológico Batista do Norte do Brasil (STBNB); dia 5, celebração da Páscoa cristã; dia 22, Dia Mundial de Oração e Testemunho do Homem Batista; dia 26, Dia da EBD; e dia 30, Dia Nacional da Mulher. Portanto, são datas muito importantes para nós. Mas o mês de

abril é especialmente dedicado à EBD. Quando começou? Quem a iniciou? Qual era a sua finalidade inicial e qual é hoje? Vamos ver esses importantes traços históricos.

A Escola Bíblica Dominical (EBD) começou em 20 de julho de 1780, em Gloucester, na Inglaterra, fundada pelo jornalista Robert Raikes. Inicialmente, o objetivo era educar crianças pobres que trabalhavam nas fábricas durante a semana. O método consistia em ensinar leitura, escrita e fundamentos cristãos aos domingos, combatendo o analfabetismo e a criminalidade. Incomodado com a situação de crianças nas ruas, Ro -

bert Raikes criou a “Sunday School” (escola no domingo), no contexto da Revolução Industrial na Inglaterra, quando crianças trabalhavam até 12 horas por dia. O modelo se espalhou rapidamente pela Inglaterra e, em seguida, para os Estados Unidos, no final do século XVIII.

A EBD chegou ao Brasil em 19 de agosto de 1855, em Petrópolis (RJ), organizada pelos missionários congregacionais Robert e Sara Kailey. Em 1903, o Jornal Batista começou a publicar as primeiras lições para a EBD. Entre 1907 e 1909, houve o lançamento da “Revista de Adultos” e de “O Amigo da Juventude”, consolidando

o currículo batista. Infelizmente, não temos uma data exata de quando começou a EBD entre nós, mas temos essas evidências.

A EBD é reconhecida como uma das maiores agências de educação religiosa do mundo, fundamental para a expansão do pensamento batista e protestante. Precisamos lutar por essa instituição, com mais de dois séculos de atividades. E como fazemos isso? Participando da EBD, sendo estudiosos assíduos dessa escola sem igual. Não importa o tamanho nem a estrutura; o importante é que ela continue transmitindo e irradiando a luz da Palavra de Deus. n

Reformas Institucionais

A “Constituição cristã”, é “boa, agradável e perfeita” (Rom. 12: 2). Suas instituições dão forma ao povo e por isso podem ser revistas porque padecem e mudam em razão dos avanços sociais, econômicos, políticos e estruturais da sociedade. Por que reformar, mudar?

1. Para fortalecer

Discute-se aqui o papel da autonomia administrativa e financeira; a garantia de mais recursos; o planejamento e o crescimento das instituições.

Igreja é uma instituição, sob o aspecto gerencial, diferenciada porque na sua base está o alicerce da espiritualidade, sua constituição. E, uma boa administração é feita por profissionais no assunto. As dicotomias: espiritual e material, carne e espírito não podem ser desfragmentadas porque somos uma unidade. Quem se prepara devidamente para entender do ofício e ministrar, consequentemente deve reunir condições para administrá-la.

2. Para barrar o mercantilismo

Significa impedir o benefício de

poucos; impedir o privilégio dos grandes injetores de recursos; permitir a participação de profissionais com comprovada experiência.

As instituições teológicas não formam obreiros apenas para a alma. Até cursos seculares como medicina, tem na sua grade matérias sobre administração etc. que aparentemente tem pouco a ver com a formação da especialidade de tal ciência.

Para se ter uma ideia, no Brasil de 1932 a 1964 a advocacia era a profissão mais frequente, portanto foi a classe que mais influenciou, tanto que grande número de presidentes tinha essa formação; de 1964 para cá, a era dos advogados e da legalidade, parece que quase desapareceu, fazendo surgir a era do economista.

Desde 1994, o Brasil acrescentou cerca de 2.300 cursos de administração contra 350 de Direito. Hoje, as escolhas recaem nos cursos de medicina, administração e direito.

3. Para promover a qualidade

É preciso fortalecer a função social; ampliar a rede de formação ao possibilitar períodos de formação mediante planos claros e objetivos e seleção. Com o advento da exploração da administração, as estatísticas

afirmam que 75% das empresas não quebram nos primeiros quatro anos de vida e nossos investimentos geram empregos e não falências. É verdade que muitos aprendem a administrar apenas quando estão dentro do cargo, e, seus erros geram um custo social imenso para todos. Entretanto, as coisas são mais complexas.

As nossas instituições de ensino teológico devem incluir obrigatoriamente matérias sobre administração específica. Caso contrário os futuros pastores apenas cuidarão da alma e os experts da administração permanecerão um à distância do outro sem capacidade de intercâmbio gerencial.

4. Viabilizar o acesso e permanência de todos os interessados

Neste passo, a prioridade é garantir a presença do segmento de baixa renda; garantir uma participação percentual regionalizada na composição gerencial; e, financiar a participação dos menos favorecidos.

O presidente aatual soube administrar muito bem a periferia, tanto que ganhou, na profecia do deputado João Paulo Cunha que reverberava em público: “se houver um bom administrador, ele conquistará o eleitorado da periferia”.

5. Para implantar um gerenciamento participativo

Garantir a participação das associações, das instituições em geral através de eleições que incluam obrigatoriamente essas participações; implantar a participação a fim de definir o caminho dos projetos.

Muitos jovens cristãos não contaminados pelo saber exclusivista da ciência podem ser trabalhados por cristãos de boa índole moral a fim de ocuparem cargos na administração, e, assim poder resgatar nosso povo do retrocesso financeiro, econômico e patrimonial perdidos!

É evidente que a simples ordem legal não gera estabilidade e progresso porque as classes dominantes parecem não aceitar dividir o poder que têm. Há reflexos disso n’algumas igrejas que afastam seus presidentes da sua administração. Normalmente pastores têm pouco espaço para defender suas ideias e soluções, mas lutam para estabelecer o poder de Deus que a fria ciência não aceita que interfira. Os pastores lutam para que as riquezas do Reino de Deus sejam distribuídas para poder gerar outras, mas a média dos administradores tem gerado mais encargos e o empobrecimento das próprias instituições e o descrédito na nação cristã (Igrejas). n

Rubin Slobodticov pastor, colaborador de OJB

Cristolândia em Luís Eduardo Magalhães - BA completa seu primeiro aniversário

Ana Blandino missionária na Cristolândia Luís Eduardo Magalhães

No dia 27 de fevereiro de 2025, foi inaugurada, na cidade de Luís Eduardo Magalhães - BA, uma unidade da Cristolândia. A abertura marcou o início de um trabalho voltado ao acolhimento e à restauração de homens em situação de vulnerabilidade, oferecendo cuidado integral, discipulado e novas oportunidades de recomeço.

Ao longo deste primeiro ano, diversas histórias começaram a ser transformadas. Homens chegaram trazendo marcas profundas, mas encontraram um ambiente de acolhi-

mento, disciplina, acompanhamento espiritual e oportunidades de reconstrução.

Entre as iniciativas desenvolvidas nesse período, destaca-se o Mercado de Trabalho, que tem contribuído para o processo de reinserção social dos acolhidos. Também foi iniciada a horta da unidade, que já produz alimentos utilizados nas refeições da casa.

Outra marca importante foi o investimento em capacitação. Em parceria com colaboradores, os acolhidos participaram de cursos como olericultura, cozinha industrial, panificação, barbearia e informática, ampliando conhecimentos e preparando-se para novas oportunidades.

O Sons da Missão também tem avançado, com muitos acolhidos sendo musicalizados. Como fruto desse trabalho, foi realizada a apresentação do musical de Natal, um momento especial vivido pela unidade. Outro marco foi a biblioteca, que passou a contar com diversos livros, ampliando o acesso à leitura para os acolhidos.

A caminhada contou ainda com voluntários, caravanas e jovens que ingressaram no Radical Brasil, programa da Junta de Missões Nacionais, fortalecendo a equipe missionária. Em janeiro de 2026, a unidade passou a contar com a liderança dos coordenadores Humberto Primo e

Débora Primo, que chegaram acompanhados de sua filha Ana Lourdes. A celebração do primeiro aniversário aconteceu em 07 de março de 2026, reunindo voluntários, irmãos e muitas Igrejas da cidade e região, que montaram barracas para venda de lanches durante a programação. Esse momento contou ainda com a participação musical de Jô Brasil e mensagem de Fabiola Molulo. A data marcou um momento de gratidão por tudo o que Deus tem realizado nesse primeiro ano de missão. Estamos felizes por esse tempo e vamos continuar avançando, para a glória de Deus! n

UBLA celebra 50 anos com encontro internacional na próxima semana no Rio de Janeiro

Evento acontece de 14 a 17 de abril, na Igreja Batista do Recreio, e vai reunir participantes de diversos países da América Latina.

Estevão Júlio

jornalista na Convenção Batista Brasileira

Em 2026, a UBLA celebrará seu jubileu de 50 anos com um grande encontro comemorativo que será realizado de 14 a 17 de abril, na Igreja Batista do Recreio, no Rio de Janeiro (RJ).

Com o tema LEGADO - “Luz para o Mundo, Esperança para as Nações... Que ilumine Gerações”, o evento deve reunir cerca de 2.000 participantes do Brasil e de outros países da América Latina. A programação conta com o apoio e participação, no Brasil, das três convenções de igrejas batistas filiadas à UBLA: Convenção Batista Brasileira, Convenção Batista Nacional e Convenção das Igrejas Batistas Independentes.

Entre os preletores confirmados estão Carolina C. de Mangieri, CEO da Editorial Mundo Hispano; Edgar Aponte, pastor da Igreja Batista Idlewild; Elijah Brown, CEO da Aliança Batista Mundial; Jackson Jean Silva, vice-presidente da CIBI; Jonas Neves de Souza, presidente da Junta de Missões da CBN; Raphael Abdalla, presidente da Convenção Batista Brasileira; Raquel Zanotti, diretora-executiva das Mulheres Batistas; e Wander Ferreira Gomes, pastor da Igreja Batista do Recreio.

A União Batista Latino-Americana (UBLA) é uma organização cristã evangélica que reúne e coordena as Convenções, Uniões e Fraternidades das Igrejas Batistas da América Latina, além de comunidades de língua espanhola e portuguesa ao redor do mundo. A entidade tem como objetivo contribuir para a expansão do evangelho e, simultaneamente, é um dos

Durante a Semana da Conferência, Conselho da UBLA também realizará sua reunião

seis órgãos regionais representados na Aliança Batista Mundial.

Programação

14 de abril

15h às 19h - Credenciamento

9h30 às 21h - Noite de Abertura

Música: Sons da Missão e Coro da Cristolândia

Saudações: Pr. Alberto Prokpchuk

Mensagem: Elijah Brown - “Legado, Luz para as Nações”

15 de abril

9h às 12h - Culto da Manhã

Devocional: Jessica Benevenuto –“Um Legado que nasce da intimidade com Deus”

Mensagem 1: Pr. Jonas Neves – “Recebendo a Luz que Outros Ascenderam” Mensagem 2: Carolina Mangieri – “O Legado da Palavra que Transforma Vidas”

17h às 18h30 - Grupos de Interesse Compromisso com a Palavra - Paschoal Piragine Compromisso com a Oração Comunitária - Carlos Rodríguez Compromisso com a Missão e Discipulado - Thiago Farias Compromisso com a Atenção a Pessoas Vulneráveis - Carmen Ligia Compromisso com a Paz e a Liberdade Religiosa - Gladys Ortiz

Capacitação para Líderes - YouVersion

19h30 às 21h - Noite Missionária

Música: Alexandre Magnani e banda da PIB Recreio

Mensagem: Pr. Wander Gomes - “Mais que Herança: O Poder de um Legado Vivo”

16 de abril

9h às 12h - Culto da Manhã

Devocional: Pr. Felipe Burgos - “A Luz que se multiplica nas Novas Gerações”

Mensagem 1: Pr. Jackson Jean Silva“Um Legado de Amor que Transforma Gerações”

Mensagem 2: Pr. Elier Romero - “Quando o Legado se Converte em Missão”

17h às 18h30 – Grupos de Interesse Evangelismo - Pr. Fernando Brandão Missões - Pr. Ruy Oliveira

Educação Teológica - Pr. Richard Serrano

Revitalização e Plantação de IgrejasPr. Arnulfo Durán

19h30 às 21h - Noite das Novas Gerações

Música: Banda da PIB do Recreio

Mensagem: Pr. Raphael Abdalla - “Legado Incorruptível: A Fé que Não se Apaga”

17 de abril

9h às 12h - Culto da Manhã

Devocional: Pr. Ruan Noce - “Esperança para as Nações”

Mensagem 1: Pr. Edgar Aponte –“Passando a Tocha: De Geração em Geração”

Mensagem 2: Raquel Zanotti - “Mulheres que iluminam Gerações”

19h30 às 21h – Noite da Família

Música: Sons da Colina

Saudações: Pr. Parrish Jácome

Mensagem: Pr. Alberto Prokpchuk“50 Anos de Legado” n

Líderes Batistas de toda a América Latina estarão no Rio de Janeiro na próxima semana
Igreja Batista do Recreio será a sede da celebração de 50 anos da UBLA

147 Igrejas plantadas na Europa pelos refugiados ucranianos

O missionário Anatoliy Shmilikhovskyy, da Ucrânia, compartilhou um testemunho poderoso durante o Proclamai 2025. A seguir, trazemos para os irmãos e irmãs apenas um trecho do que ele compartilhou, baseado no livro bíblico de Neemias. Confira:

“O rei fez três perguntas a Neemias: ‘Por que você está tão triste?’, ‘O que você gostaria de pedir?’ e ‘Quanto tempo vai levar a sua viagem?’.

Na segunda pergunta devemos lembrar que não temos muito tempo e, na presença do Senhor, nosso clamor deve ser pela salvação das almas perdidas.

Ao focarmos na terceira, é quando refletimos sobre o futuro. Hoje estamos dando alguns passos para o amanhã. Deus está usando a situação atual aqui no Brasil, na Itália, na Índia e em outros lugares, na África — o testemunho que ouvimos — pois hoje, no Proclamai 2025, estamos lançando a base e fundamentos para uma próxima geração.

Em que estamos investindo? O que estamos fazendo?

Eu não sei como explicar isso para vocês, mas na Ucrânia, hoje na União Europeia, vivem mais ou menos 5 milhões de compatriotas. Antes da guerra, antes da pandemia, nossa igreja estava orando pelo despertamento espiritual no continente europeu.

E para ser honesto, gente querida, eu sou fruto do Proclamai no Rio Centro em 2001. Eu, Anatoliy Shmilikhovskyy. Eu lembro, eu pessoalmente sendo estudante da Junta de Missões Mundiais no Seminário do Norte (Recife), quando participamos do Proclamai, três coisas impactaram o meu coração.

A primeira: adoração. A segunda: oração. E a terceira: testemunhos que eu ouvi.

Eu lembro que algumas decisões que tomei perante Deus em 2001 estão indo comigo até hoje. Deus está construindo o Seu Reino. Quando a Guerra começou e a gente dormiu um pouco e depois acordou um pouco, eu comecei a orar e falei assim: ‘Senhor, eu não quero estar ao lado da história que o Senhor está escrevendo. Eu quero fazer contigo a história que o Senhor está escrevendo.’

Sabe o que aconteceu naquelas terras através dos refugiados ucranianos? Aqueles que não foram para lá enviados por uma missão, mas sim porque a guerra começou, abriram igrejas.

Veja a lista:

• Alemanha: 70 Igrejas;

• Polônia: 26 Igrejas;

• França: 6 Igrejas;

• Espanha: 6 Igrejas;

• Holanda: 3 Igrejas;

• Áustria: 4 Igrejas;

• Suíça: 8 Igrejas;

• Eslováquia: 2 Igrejas;

• Bélgica: 2 Igrejas;

• Noruega: 3 Igrejas;

• República Tcheca: 7 Igrejas;

• Romênia: 1 Igreja;

• Grécia: 1 Igreja;

• Grã-Bretanha: 3 Igrejas;

• Estônia: 1 Igreja;

• Finlândia: 2 Igrejas;

• Portugal: 2 Igrejas; Sabe qual é o total? São 147 Igrejas

Eu tenho o endereço de todas essas congregações, nomes dos pastores, missionários e os lugares onde eles estão. Há Igrejas que têm 10 membros e há Igrejas que têm 300 membros. São comunidades plantadas pelos ucranianos que se refugiaram em outros países europeus.

Eu não quero estar apenas assistindo à história que Deus está escrevendo no meu país. O que Deus está falando para o seu coração? Que história Deus está escrevendo na sua rua, na sua igreja, na sua cidade, no seu país?

Você tem que dar essa resposta. O rei da história de Neemias perguntou: “Quando você vai e quando você vai voltar? Quais são os seus planos?”. Você tem que fazer um planejamento e servir a Deus.

Nós, ucranianos, estamos percebendo que aquilo que cativou o nosso coração com os batistas brasileiros, a coisa que mais mexeu conosco em 2001, foi quando percebemos que a igreja brasileira tem paixão por missões. Isso mexeu muito conosco (...) e

pedimos ao Senhor: “queremos voltar para a Ucrânia e ver a mesma coisa”. Mas não sabíamos como ir além de nossas fronteiras.

No primeiro dia da guerra, 24 de fevereiro de 2022, a maioria das pessoas que moravam em Kiev, na capital, foram para a parte ocidental da Ucrânia. De 4 milhões de habitantes, em poucos meses restaram apenas 300 mil na capital. Todos fugiram para a região ocidental. Mas muitos que entraram na parte ocidental, atravessaram as fronteiras europeias e foram ainda mais longe.

Esses irmãos que conseguiram ir para longe não foram enviados por uma missão; eles foram como refugiados e plantaram 147 igrejas dentro da Europa.

Aquilo que Deus hoje está fazendo através dos ucranianos no exterior é também um milagre; nenhuma missão planejou isso. Veja o que acontece: Deus está fazendo o Seu trabalho com a gente ou sem a gente. A única coisa que Ele espera de mim, da minha família, da minha igreja, de você, da sua família e da sua Igreja, é que nos unamos àquilo que Ele está fazendo.”

O missionário Anatoliy estará no Proclamai 2026 e você não pode perder a oportunidade de ouvir o seu testemunho, assim como de vários outros missionários e convidados especiais. Veja e ouça o que Deus está fazendo no mundo. Participe do Proclamai 2026!

Inscreva-se em proclamai.org n

Anatoliy Shmilikhovskyy missionário de Missões Mundiais na Ucrânia

Convicção Editora registra crescimento de 40% e fortalece discipulado com EBD para o Alto

Projeto de capacitação avança em todo o Brasil e amplia impacto da Escola Bíblica nas Igrejas.

Estevão Júlio

jornalista na Convenção Batista Brasileira

A Convenção Batista Brasileira, por meio da Convicção Editora e da Gerência de Educação Cristã, vive um novo momento na área de ensino bíblico. Durante o programa Batistas em Pauta, a gerente Elana Ramiro destacou o crescimento no uso das revistas da Escola Bíblica Dominical (EBD) e o avanço do projeto de capacitação EBD para o Alto.

Ao comentar os resultados recentes, Elana celebrou. “Estamos experimentando um tempo novo de procura pelo material, de crescimento. Já tivemos uma resposta muito positiva das igrejas batistas. Tivemos um crescimento em torno de 40% no número de igrejas utilizando o material”. Segundo ela, o foco vai além da distribuição. “Nosso principal indicador é o número de igrejas utilizando o material.”

O impacto da literatura também tem ultrapassado fronteiras denominacionais. “Temos muitas denominações utilizando o nosso material. Igrejas não batistas participaram do EBD Labs, querendo conhecer. “Entendemos que aquilo que Deus está fazendo vai transbordar.”

Formação desde a infância

A nova proposta pedagógica da Convicção Editora organiza o ensino bíblico em uma matriz teológica progressiva para crianças. “Lançamos uma matriz curricular com oito grandes temas. No primeiro trimestre trabalhamos a pessoa de Deus. Agora, no segundo, a pessoa do homem e o pecado”. O objetivo é formar uma cosmovisão cristã desde cedo, integrando ensino, fé e prática.

Temas atuais e identidade cristã

Entre os destaques das novas revistas estão conteúdos voltados às demandas contemporâneas. “Trabalhamos identidade em Cristo, autoestima, autoimagem, questões de gênero e proteção do corpo. São temas que estão pulsando na mente das crianças.”

Ensino que gera transformação

A proposta também se estende às demais faixas etárias, com foco na aplicação prática da Palavra. “A revista deixou de ser apenas conteúdo para se tornar uma ferramenta de crescimento espiritual.”

EBD para o Alto: capacitação que cresce no Brasil

Além das revistas, um dos grandes destaques é o avanço do projeto EBD para o Alto, que tem ampliado o alcance da educação cristã nas Igrejas. “Essa é a terceira grande temporada do EBD para o Alto.”

O projeto, que começou de forma regional, rapidamente ganhou escala nacional. “Em 2024 alcançamos cerca de 1.700 pessoas. Em 2025 chegamos a quase 4.000 participantes em 18 estados.”

Voltado à capacitação de líderes, o programa atende diferentes públicos. “É um programa de capacitação para professores, pais, pastores e pessoas interessadas no ensino da Palavra.”

Mudança de mentalidade na EBD

Segundo Elana, o principal objetivo do projeto é promover uma transformação no modelo de ensino bíblico. “A ideia é deixar para trás aquele estudo extremamente conteudista e avançar para uma prática, uma vivência. Deus espera de nós mais do que conhecer a Bíblia. Ele espera que nós pratiquemos.” Essa mudança começa por quem ensina. “Essa virada de chave deve acontecer primeiro na cabeça de quem ensina.”

Expansão nacional

Para 2026, a expectativa é ainda maior. “Vamos ter EBD para o Alto em todos os estados do Brasil e no Distrito Federal”. E o crescimento tem surpreendido a equipe. “Deus está

abrindo as comportas e há um grande interesse em ensinar a Palavra com excelência”.

Conteúdo prático e acessível

Os participantes recebem materiais exclusivos com aplicação direta nas Igrejas. “São 124 páginas de conteúdo para todas as faixas etárias, com QR Codes e materiais adicionais”. Além disso, cada edição traz novidades. “Cada temporada o material é diferente. Quem já participou pode fazer novamente”.

Um movimento de discipulado

O EBD para o Alto reforça a proposta de uma Escola Bíblica mais relevante e transformadora. “A ideia é que a EBD deixe de ser um espaço onde alguém fala e outros escutam, para ser um lugar onde vidas são transformadas”.

Um novo tempo para a Educação Cristã

Com crescimento expressivo, inovação pedagógica e forte investimento em capacitação, a Convenção Batista Brasileira consolida um novo tempo para a Escola Bíblica.

A integração entre conteúdo, prática e discipulado tem fortalecido Igrejas locais e ampliado o alcance do ensino bíblico em todo o país. Assista a entrevista completa em nosso canal no Youtube. Aponte a câmera do seu celular para o QR Code.

Adquira o material em www.conviccaoeditora.com.br n

Elana Ramiro apresentou as revistas de EBD do segundo trimestre
EBD para o Alto alcançará todo o país em 2026

NOTÍCIAS DO BRASIL BATISTA

Culto do Centro Batista enfatiza oração, ensino e fidelidade a Deus em meio às dificuldades

Encontro realizado na capela do Seminário do Sul reuniu líderes e colaboradores em um tempo de comunhão, louvor e edificação espiritual.

Estevão Júlio

jornalista na Convenção Batista Brasileira

O Culto de Oração das Equipes do Centro Batista, no mês de abril, referente foi realizado no dia 08, na capela do Seminário do Sul, reunindo participantes em um momento marcado por oração, adoração e reflexão bíblica. A programação destacou a importância do ensino nas Igrejas, a confiança em Deus diante das adversidades e o compromisso cristão com a prática do bem.

A abertura do culto contou com ambientação e boas-vindas conduzidas pelo pastor Fernando Brandão, diretor-executivo da Convenção Batista Brasileira. Em seguida, os momentos de louvor e adoração foram dirigidos por Marcelo Nelles. O momento de oração, liderado por Elana Ramiro, gerente de Educação Cristã da CBB, teve ênfase especial na intercessão pelo ensino nas Igrejas locais e pela temporada 2026 do EBD

Durante a programação, Bianca Pires, da área de Recursos Humanos da Junta de Missões Nacionais, apresentou os novos colaboradores do Centro Batista, evidenciando o fortalecimento das equipes e o avanço das atividades ministeriais.

Outro momento importante foi a menção à reunião do Conselho Geral da CNN, que será realizada nos dias 13 e 14 de abril, e a celebração de 50

anos da União Batista Latino-Americana (UBLA), nos dias 14 a 17, ambos na Igreja Batista do Recreio. Na ocasião, o pastor Alexandre Peixoto, diretor de Operações da Junta de Missões Mundiais, apresentou destaques relacionados ao Proclamai, que será realizado de 18 a 21 de abril (São Paulo e Recife) e 23 a 25 de abril (Campos dos Goy

A mensagem foi ministrada pelo Dr. Will Brooks, professor de missio logia e vice-presidente de Iniciati vas Globais do Southeastern Baptist Theological Seminary. Ele veio ao Brasil pela primeira vez e expres sou alegria por conhecer o Centro Batista. Baseado em I Pedro 4.19, o pregador destacou que a procla mação da Palavra deve cumprir seu

propósito: explicar, aplicar e conduzir

saltou que os cristãos vivem entre a ressurreição e o retorno de Cristo, mentos em um mundo marcado pelo pecado. Ele pontuou que, em alguns casos, o sofrimento é consequência das próprias escolhas, mas, em outros,

Apesar disso, reforçou que Deus é fiel e digno de confiança. “Podemos entregar nossas vidas a Ele, pois todas as suas promessas se cumprem em Cristo”, afirmou. O pregador também encorajou os participantes a viverem de forma prática o chamado cristão, fazendo o bem, confiando em Deus e utilizando os recursos disponíveis para servir. Ao concluir, destacou que a esperança no retorno de Cristo deve motivar uma vida ativa de obediência e serviço. “O chamado dEle para a nossa vida é fazer o bem, nos entregarmos a Ele, confiar, utilizar os recursos e praticar todo o bem que pudermos”. “A esperança do retorno de Cristo deve nos levar a fazer o bem”.

O culto foi encerrado com mais um momento de louvor e a oração final conduzida pelo pastor Fernando Brandão, consolidando uma noite de edificação espiritual e renovação da fé.

O Culto de Oração das Equipes do Centro Batista acontece uma vez ao mês, na capela do Seminário Teológi-

n

co Batista do Sul do Brasil.
Colaboradores se reúnem para momentos de louvor e adoração ao Senhor
Dr. William Brooks
Pr. Fernando Brandão
Comunhão entre equipes é fortalecida durante o culto
Elana Ramiro realizou momento de oração
Capela do Seminário do Sul recebe colaboradores

Santidade para a glória de Deus

Pr. Oswaldo Luiz Gomes Jacob

Santidade é semelhança com Cristo. Não é um esforço religioso, mas uma busca profunda do cristão para ser semelhante ao Senhor. O texto de Filipenses (gerado em Roma, cujo portador foi Epafrodito, 4.18) ensina que, como filhos de Deus, no meio de uma geração pervertida e corrupta (características deste mundo que está no maligno - I João 5.19), devemos ser irrepreensíveis, sinceros e inculpáveis (manifestações de uma vida santa), como luzeiros do mundo (Filipenses 2.15).

Os textos de Levítico 11.44 e 19.2, que Pedro traz para a Sua primeira carta (1.15-16) ensinam categoricamente que Deus, nosso Pai, ordena que sejamos santos em todo o nosso procedimento. Qual é o fundamento? “Porque eu sou Santo”, declara o Senhor.

Nesta exposição, com base no texto de Isaías 6.1-8, vamos, juntos, aprender que a santidade para a glória de Deus é necessária e urgente a partir da visão de Sua sublimidade, em duro contraste com a realidade da minha pecaminosidade e da condição deplorável do povo, e que estas verdades nos levam a cumprir a missão de proclamarmos ao mundo o Deus Santo na revelação de Jesus Cristo, nosso Salvador, pelo poder do Espírito Santo.

Santidade para a glória de Deus a partir da visão da sua majestade (v 1-4)

O rei Uzias morreu no ano 740 a.C. Ele foi um bom rei e reinou 52 anos em Jerusalém. Foi no ano em que ele morreu que o profeta viu o Senhor assentado sobre um alto e sublime trono (altura e beleza). Temos aqui posição, Deus é o grande Rei, acima de todos os deuses (Salmos 95.3). O Senhor é o Rei eterno (Salmos 10.16).

Os serafins são seres abrasadores, assistentes ou servidores do trono celestial, mas não são mencionados em qualquer outro lugar das Escrituras. São ministros do santuário invisível. Eles cobriam o rosto porque se sentiam indignos ou incapazes de olhar para o Senhor.

Os serafins clamavam uns para os outros: Santo, Santo, Santo é o Senhor dos Exércitos. Temos aqui atos de adoração. Como devemos dizer uns para os outros que o Senhor é Santo! Como afirma Crabtree, com referência ao Senhor, a santidade é a palavra-chave da profecia de Isaías, dando ênfase à Sua Transcendência.

Ainda no v.4, há uma afirmação: Toda a terra está cheia da Sua glória (1 Coríntios 10.31; Salmos 19).

John MacArthur nos ensina que o propósito mestre ou o alvo principal da vida é a glória de Deus. O propósito principal do homem e glorificar a Deus e gozá-lo para sempre (Catecismo de Westminster).

A glória de Deus foi manifestada na ressurreição de Lázaro. Jesus respondeu a Marta: “Não te disse eu que se creres, verás a Glória de Deus” (João 11.40).

A glória de Deus se manifesta em Sua natureza sublime. É a combinação de todos os Seus atributos (Êxodo 33.18-19). O sol produz luz para que o vejamos. A glória de Deus é que nos capacita a fazer tudo para a Sua glória. A glória de Deus é vista no Verbo que se fez carne e habitou entre nós (João 1.14). Podemos vê-la na Criação (Salmos 19).

Agostinho, um dos pais da Igreja, nos seu livro “Confissões” nos oferece uma belíssima peça intitulada “Cantando as perfeições de Deus”: Que sois, portanto, meu Deus? Que sois Vós, pergunto, senão o Senhor Deus? “E que outro Senhor há além do Senhor, ou que outro Deus além do nosso Deus?” Ó Deus tão alto, tão excelente, tão poderoso, tão onipotente, tão misericordioso e tão justo, [Deus] tão oculto e tão presente, tão formoso e tão forte, estável e incompreensível, imutável e tudo mudando, nunca novo e nunca antigo, inovando tudo e cavando a ruína dos soberbos, sem que eles o advirtam; sempre em ação e sempre em repouso; granjeando sem precisão; conduzindo, enchendo e protegendo, criando nutrindo e aperfeiçoando, buscando ainda que nada Vos falte.

Santidade para a glória de Deus a partir da realidade da nossa pecaminosidade (v.5-7)

Temos algumas confissões semelhantes à do profeta Isaías: Jó 42.6; Lucas 5.8. Não é possível buscar santidade de vida sem antes reconhecer que somos de uma natureza humana decadente.

A confissão de pecados pressupõe a minha consciência de ter uma natureza humana terrível. Confessamos Àquele que é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda a injustiça e nos fazer semelhante a Cristo (I João 1.9; Gálatas 2.20).

O profeta estava em temor e tremor depois da visão de Deus. Ele disse “ai de mim” que sou um homem de lábios

impuros e habito no meio de um povo de impuros lábios. E os meus olhos viram o Rei, o Senhor dos Exércitos (v.5). Deus, na Sua glória, não usa vasos sujos. Devemos orar todos os dias: Senhor, liberta-me de mim mesmo; do meu egoísmo, da minha avareza, da minha prepotência, da minha timidez, da minha covardia, da minha omissão, da minha acomodação ou inércia, da minha apatia, do politicamente correto, da minha insensibilidade, da minha carnalidade, do meu sensualismo.

A nossa santidade é semelhança com Cristo. Quanto mais parecidos com Jesus, mais santos somos. Devemos seguir os Seus passos (1 João 2.6).

Santidade para a glória de Dus que nos leva a cumprir a missão de proclamá-lo ao mundo (v.8)

O de que precisamos nesta hora é corações fervorosos, olhos que choram e lábios dispostos a propagar o Evangelho (Ravenhill). Corações ferventes, mãos serventes. Deus quer que o Seu povo se torne como Cristo, pois semelhança com Cristo é a vontade de Deus para o povo de Deus (Stott). Devemos ser como Cristo em Sua encarnação, em Seu serviço, em Seu amor, em Sua longanimidade e em Sua missão. Não devemos preservar nossa santidade fugindo do mundo (escapismo), nem a sacrificar nos conformando com Ele (conformismo) – Stott.

Liberta-me, ó Senhor Onipotente, e faze de mim Teu servidor feliz e pronto. A irmã Frances Roberts orou: “Desata-me os pés e torna-os ágeis para cumprir o Teu mandato. Desprende-me a língua para cantar o Teu louvor. Prepara-me o coração para amar os perdidos com aquela grande e profunda compaixão de Jesus Cristo. Sim, livra-me das paixões e prega-as na Tua cruz. Amém”.

O homem santificado procurará fazer o bem neste mundo, diminuindo a tristeza e intensificando a felicidade de todos ao seu redor (Ryle). No seu livro “SANTIDADE’, J. C. Ryle, faz algumas colocações pertinentes:

A santidade é o hábito de ter a mesma mente de Deus à medida que tomamos conhecimento da Sua mente, descrita nas Escrituras.

Um homem santo se esforçará por evitar todo pecado conhecido, observando cada mandamento revelado.

Um homem santo se esforçará por ser semelhante ao Senhor Jesus Cristo.

Um homem santo seguirá a mansidão, a longanimidade, a gentileza, a paciência, a brandura, o controle sobre a própria língua.

Um homem santo seguirá o autocontrole e a abnegação.

Um homem santo seguirá o amor e a fraternidade.

Um homem santo seguirá o espírito de misericórdia e benevolência para com o próximo.

Um homem santo seguirá a pureza de coração.

Um homem santo será caracterizado pelo seu amor a Deus.

Um homem santo seguirá a humildade e sua atitude será de considerar os outros superiores a si mesmo.

Um homem santo seguirá a fidelidade em todos os seus deveres e relações da vida.

Em último lugar, e não menos importante, um homem santo se caracterizará por uma mentalidade espiritual.

De acordo com Charles Colson, santidade em nosso dia a dia é:

a. Obediência a Deus - amar uns aos outros assim como ele nos amou.

b. Obediência a Deus - mesmo quando isso contraria nossos próprios interesses.

c. Obediência a Deus – é partilhar seu amor a outros, mesmo que isso nos custe.

d. Obediência a Deus - é achar meios de ajudar àqueles que necessitam.

e. Santidade é obediência a Deus

A. W. Tozer nos ensina o que ele chama de “Cinco Votos para o poder espiritual”, que fazem parte de uma vida santa para a Glória de Deus: a. Trate seriamente com o pecado b. Não seja dono de coisa alguma c. Nunca se defenda d. Nunca passe adiante algo que prejudique alguém e. Não aceite qualquer glória.

Deus quer usar homens e mulheres comuns para um trabalho extraordinário, fundamentados nas Escrituras, amorosos, humildes, mansos, que tenham fome e sede de justiça, pacificadores, limpos de coração, que estejam dispostos a pagarem o preço da perseguição do mundo. Deus quer ser glorificado em cada um de nós que O ama e O serve de todo o coração, enviados para proclamarmos a Cristo Jesus até que Ele volte. Em santidade de vida para a glória de Deus, proclamemos em alto e bom som: Maranata, Senhor Jesus! n

OBSERVATÓRIO

Escrevo este artigo com o objetivo de ajudar líderes, sejam microempresários, executivos que atuam tanto na área empresarial, quando na vida eclesiástica e até mesmo na vida institucional, para que possam a avaliar o seu próprio desempenho, quanto o da sua equipe.

Em atuação recente dirigindo por 24 anos uma instituição de ensino, busquei aprender na prática princípios simples, objetivos e práticos para poder avaliar o meu próprio desempenho e, em seguida, utilizá-los para avaliar minha equipe nos mais variados níveis de atuação organizacional.

Um detalhe importante é que a equipe necessita ver esses princípios sendo aplicados na vida do líder, antes de ser estendido no funcionamento organizacional, pois isso confere ao líder a credibilidade necessária.

Outro importante detalhe tem a ver com o conhecimento prévio que a equipe necessita ter desses princípios, pois algo que traz certo desconforto na equipe é quando está sendo avaliada sem que se saiba por que critérios. E isso você pode fazer divulgando por escrito em um quadro em que todos têm acesso, ou mencionando durante as reuniões de trabalho, mesmo que seja de forma implícita se for o caso.

Por isso já é possível tomar conhecimento que todo líder necessita constantemente desenvolver o hábito de autoavaliação para saber se está cumprindo com o que lhe é esperado, se está atendendo e alcançando a missão organizacional. O mesmo em relação à sua equipe e isso requer que o líder tenha diante de si o compromisso de continuamente desenvolver processos de supervisão demarcando períodos para que a organização

possa estar sendo atendida por meio das atividades dos colaboradores e do próprio líder.

Há poucas semanas publiquei aqui nesta coluna um artigo mencionando as qualificações para o bom desempenho do trabalho em que mencionei sobre as competências técnicas (hard skills) e as competências pessoais/comportamentais/relacionais (soft skills). Este artigo de hoje é um complemento daquele, portanto vale a pena lê-lo.

Vamos lembrar que, no passado, a autoridade era baseada no cargo, hoje na competência, na eficiência e eficácia. Se há alguém na equipe que não cumpre o seu papel, seja porque trata com indelicadeza as pessoas que deve atender, seja porque não é competente para o exercício da função, por que e para que mantê-lo no cargo? Como agir? É aqui que entra o processo da avaliação da equipe.

A busca antecipada de critérios para a avaliação da equipe é o ideal, para que o líder não se perca olhando apenas para a amizade, necessidades pessoais de cada liderado, afeição que tem com a pessoa etc.

Se o líder não tem o hábito de supervisionar o trabalho e a equipe, portanto não desenvolve processos de avaliação e assume a postura laissez-faire (deixa estar para ver como fica), pode levar tudo a perder. Se é um “rigorista” que pinça cada detalhe e “fica no pé” da equipe, torna o ambiente neurótico e insuportável. Além disso, entram em cena as atitudes dos liderados que poderão ficar numa cômoda posição, protegidos pelo seu cargo, enquanto a responsabilidade pelo sucesso acaba sendo lançada apenas sobre as costas do líder.

Por isso mesmo, em primeiro lugar, o melhor é estabelecer com a equipe

Como avaliar a equipe?

a necessidade da avaliação periódica. Em segundo lugar, estabelecer com a equipe os critérios que serão utilizados na avaliação e o que será feito após os resultados da avaliação, de modo que não ocorra acomodação por parte de ninguém – líder e liderados. Se alguém não desejar atender os critérios deverá também estar pronto a deixar a equipe.

Misturando um pouco de ética e princípios de liderança, é possível estabelecer pelo menos quatro critérios úteis para este processo de avaliação. Em primeiro lugar temos a competência, que tem a ver com a capacidade em potencial da pessoa para o exercício de suas funções. A pessoa está capacitada para saber como lidar com as situações envolvidas naquilo que vai executar?

Em segundo lugar, temos de considerar o desempenho, que é a competência na prática. Quais os resultados ou como a pessoa executa ou se envolve nas atividades que lhe são atribuídas. Como ela encara o seu trabalho, qual é o seu ânimo? Como ela está empenhada no sentido de participar na concretização da visão/missão da organização?

Em terceiro lugar temos a coerência, que tem a ver com a identificação da pessoa com os ideais adotados pela organização. Ela é modelo coerente de vida. Faz o que fala e fala o que faz? Tem integridade de caráter? Como lida com a cultura do grupo, com alguma fofoca? Aqui, especialmente, entram os soft skills que mencionei em artigo anterior.

Em quarto lugar temos a lealdade, que tem a ver com a disposição da pessoa em se alinhar à missão/visão da organização e ao líder. Como o liderado encara uma decisão contrária à sua opinião? Se as coisas não forem

como ele quer, procura gerar conspiração ou motim no grupo? Vive dizendo “isso é coisa do chefe, eu não posso fazer nada”? É leal a quem o lidera? Para dificuldades na competência e no desempenho, em geral o treinamento, a recapacitação e até a recolocação dentro da organização poderão ajudar. Mas no caso da coerência e da lealdade a situação é mais séria, pois poderá estar havendo desvio de conduta proveniente de uma desordem interna e talvez do próprio caráter. A depender do grau de distúrbio na coerência e na lealdade, o caminho poderá ser doloroso com a demissão, pois alguém com tal desvio de conduta poderá colocar tudo a perder. Além disso, como ter alguém na equipe em quem não se pode confiar? Já vi casos em que líderes acabaram “tolerando” esse tipo de desajuste, evitando algum dissabor em desligar a pessoa da equipe, e apenas retardou o dissabor de ver que o “filme” passou de novo. Nesses casos é preciso ser humano, tratar a pessoa com dignidade, mas também coragem para não arriscar dando uma nova chance para quem já tem comprovado que não é um colaborador, mas (des)colaborador. Aqui é necessário dosar entre amor + poder + estratégia + coragem + preservação da equipe. Uma equação difícil, complexa, mas que quando a equipe vê coerência no próprio líder amplifica a sua credibilidade. Se você é o líder, combine com a equipe este processo de avaliação, deixe claro para todos quais serão os critérios a serem utilizados na avaliação, e seja o primeiro a se autoavaliar constantemente. Se você é liderado, dê ao seu líder uma cópia deste artigo e incentive-o a levar este assunto para a equipe.

Instagram: @lourencosteliorega n

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