ANO CXXV EDIÇÃO 39 DOMINGO, 27.09.2026
ISSN 1679-0189 ÓRGÃO OFICIAL DA CONVENÇÃO BATISTA BRASILEIRA FUNDADO EM 1901
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26º CONGRESSO NACIONAL DA MATURIDADE
Maior público em pelo menos uma década Mais de 900 participantes se reúnem em Águas de Lindóia para celebrar o legado da maturidade cristã. Leia a matéria completa nas páginas 8, 9, 10, 12, 13, 14 e 15.
Reflexão
Juventude Batista Brasileira
Missões Nacionais
Notícias do Brasil Batista
Cooperação
A (fé)tos
Batismos
Sítio do Sossego
Pr. Diego Bravim destaca que o Plano Cooperativo faz parte da unidade dos Batistas brasileiros
Juventude Batista Brasileira compartilha último artigo da série “Vem pra Vida” em 2026
Missões Nacionais compartilha a realização de mais batismos no Pará
Homens Batistas promovem Mutirão para a reforma do Sítio do Sossego
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REFLEXÃO
EDITORIAL
O legado que permanece O tempo passa, as gerações mudam e a vida segue seu curso. Mas existem marcas que permanecem. São aquelas construídas por meio de uma vida dedicada a Deus, ao serviço, à família e ao próximo. Esse é o legado que não se perde com o passar dos anos. Com o tema “O legado que permanece”, baseado em Salmos 92.13-14, o 26º Congresso Nacional da Maturidade reuniu mais de 900 participantes em Águas de Lindóia - SP. Foram dias de louvor, comunhão, aprendizado, celebração e, acima de tudo, gratidão a Deus pela caminhada de tantas pessoas que continuam frutificando em sua presença. O salmista declara que os que estão plantados na Casa do Senhor “na velhice ainda darão frutos”. Essa verdade nos lembra que maturidade não é sinônimo de encerramento da missão. Há sempre frutos a produzir, histórias a compartilhar, vidas a alcançar e novas gerações a inspirar. Ao longo do Congresso, cada momento reforçou a importância de reconhecer e valorizar aqueles que caminharam antes de nós. Suas experiências, testemunhos e ensinamentos são parte de uma herança que precisa ser transmitida. Afinal, uma geração pode preparar o caminho para a outra quando
entende que o Reino de Deus é construído com cooperação, fidelidade e continuidade. Legado também não é apenas aquilo que deixamos quando partimos. É aquilo que construímos enquanto ainda caminhamos. Está nas orações feitas em silêncio, nos conselhos oferecidos, nos ministérios desenvolvidos, nas vidas cuidadas e no Evangelho anunciado. Pequenas atitudes, quando realizadas com fidelidade, podem produzir frutos que alcançam muito além do nosso próprio tempo. Por isso, o Congresso da Maturidade nos deixa uma importante reflexão: que legado estamos construindo hoje? Que nossas vidas possam testemunhar a fidelidade de Deus e que, por meio delas, outras pessoas sejam encorajadas a permanecer firmes na fé. Que os mais experientes continuem ensinando, servindo e frutificando, e que as novas gerações saibam receber, valorizar e multiplicar esse legado. Nesta edição de O Jornal Batista, registramos momentos desse encontro e celebramos vidas que continuam fazendo diferença. Porque o tempo passa, mas aquilo que é construído em Deus permanece. Que o nosso legado aponte sempre para Cristo. n
O JORNAL BATISTA Órgão oficial da Convenção Batista Brasileira. Semanário Confessional, doutrinário, inspirativo e noticioso. Fundado em 10.01.1901 INPI: 006335527 | ISSN: 1679-0189 PUBLICAÇÃO DO CONSELHO GERAL DA CBB FUNDADOR W.E. Entzminger PRESIDENTE Raphael H. P. Abdalla DIRETOR GERAL Fernando Macedo Brandão SECRETÁRIO DE REDAÇÃO Estevão Júlio Cesario Roza (Reg. Profissional - MTB 0040247/RJ) CONSELHO EDITORIAL Francisco Bonato Pereira; Guilherme Gimenez; Othon Ávila; Sandra Natividade EMAILs Anúncios e assinaturas: jornalbatista@batistas.com Colaborações: decom@batistas.com REDAÇÃO E CORRESPONDÊNCIA Caixa Postal 13334 CEP 20270-972
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REFLEXÃO
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Somos Um na cooperação Diego Bravim
membro da Primeira Igreja Batista de Niterói - RJ, pastor batista, primeiro vice-presidente da OPBB, Diretor-geral da Convenção Batista Fluminense
A história da Igreja nos ajuda a compreender os princípios bíblicos que praticamos e a reconhecer a razão e o sentido de nossa existência. Algumas marcas nos caracterizam como povo de Deus e como batistas. Entre elas, merece destaque a cooperação. A palavra remete ao grego synergasia, que traz o sentido de trabalho conjunto, parceria e auxílio mútuo. Em Atos 2, Lucas retrata o nascimento da Igreja. A partir do versículo 42, observamos que os irmãos perseveravam no ensino dos apóstolos, viviam em comunhão, partiam o pão e oravam. Também vendiam propriedades e repartiam os recursos de acordo com a necessidade de cada um. A comunhão daquela igreja tinha expressão espiritual e prática. Na Carta aos Filipenses, Paulo agradece aos irmãos pela cooperação no evangelho, desde o primeiro dia. A igreja de Filipos participou de seu ministério por meio da oração, do cuidado e do sustento financeiro. Aqueles irmãos compreenderam que contribuir para a missão também era uma maneira de anunciá-la. A cooperação encurta distâncias e permite que uma igreja local alcance lugares aos quais talvez nunca consiga chegar fisicamente. Ao longo da história, Deus levantou homens e mulheres dispostos a dar continuidade ao legado recebido e a contribuir para o avanço do Reino. Quando olhamos para o início do trabalho batista no Brasil, percebemos o amplo investimento de trabalho e recursos feito por irmãos de outras nacionalidades, especialmente pelos norte-americanos, por meio de suas juntas missionárias. Missionários deixaram sua terra, aprenderam nossa língua e serviram ao povo brasileiro. Igrejas que nunca os conheceram pessoalmente oraram, contribuíram e os enviaram. O fruto dessa união atravessou gerações. A cooperação Batista também está ligada à maneira como compreendemos a igreja local. Cada igreja é autônoma e responsável por suas decisões, debaixo do senhorio de Cristo e da autoridade das Escrituras. Essa autonomia jamais significou isolamento ou indiferença. Nossas igrejas se associam voluntariamente porque reconhecem que a missão exige comunhão, generosidade e compromisso. Convenções, associações, juntas e demais organizações
existem para servir às igrejas e ajudá-las a realizar, juntas, àquilo que seria muito difícil fazer separadamente. O trabalho, que começou pequeno, ganhou corpo e se organizou para alcançar a pátria. Em 1957, durante uma assembleia da Convenção Batista Brasileira, foi proposta a criação de um instrumento alinhado aos nossos princípios e capaz de potencializar a evangelização do Brasil: o Plano Cooperativo. Sua criação deu forma a uma convicção que já fazia parte da vida batista: cada igreja pode participar, conforme suas possibilidades, de uma obra muito maior do que sua realidade local. Desde então, experimentamos um crescimento significativo. Chegamos a todos os estados da Federação, com mais de 2 milhões de membros, mais de 14 mil templos, 16 mil pastores, juntas missionárias que são referência e bênção para a nação e o mundo, associações e organizações fortes, além de instituições teológicas que formam homens e mulheres para o serviço do Reino. Por meio da cooperação, missionários são enviados, novas igrejas são plantadas, líderes são preparados, projetos sociais são mantidos e comunidades recebem o testemunho do evangelho. A contribuição de uma pequena igreja se une à de muitas outras e chega a campos que ela dificilmente alcançaria sozinha. Nenhuma oferta feita com fidelidade é insignificante. Cada participação fortalece uma rede de serviço que alcança cidades, sertões, grandes centros urbanos e outras nações. Nossa visão de unidade passa necessariamente pela cooperação. Juntos somos mais fortes e podemos ir mais longe. Isoladamente, até conseguimos nos movimentar, porém não alcançaremos todo o propósito. Se as igrejas batistas brasileiras e seus líderes compreenderem a importância desse princípio, poderemos investir ainda mais na plantação e revitalização de igrejas, na evangelização dos povos não alcançados, na formação de novas lideranças e em tantas outras frentes necessárias. Cada geração deve cuidar da herança recebida e prepará-la para os que virão. A obra continua porque pessoas decidiram cooperar. Ninguém faz tudo, porém todos podem fazer alguma coisa. Que sejamos um, conforme Jesus pediu ao Pai, para que o mundo creia e conheça Cristo como único e suficiente Salvador e Senhor. O que nos une é muito maior do que qualquer diferença. Recebemos uma missão e vamos cumpri-la até que Ele venha. n
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REFLEXÃO
Ministério com Juventude: grandes desafios e muitas oportunidades Romilson Junior
coordenador de Conteúdos na JBB e pastor de Juventude na Igreja Batista Boas Novas, em Cuiabá - MT
“Que Deus te abençoe! Trabalhar com essa geração não é fácil”. Talvez você já tenha ouvido ou dito algo nesse sentido. Diante de constantes mudanças culturais, dilemas familiares, transformações nas relações sociais e, direta ou indiretamente, na forma como as novas gerações se relacionam com a igreja, de certa forma é até natural que muitos vejam o trabalho com juventude como algo extremamente desafiador. Contudo, creio que trabalhar com esse público oferece mais oportunidades do que desafios. Antes de enxergar o ministério de juventude como líder e pastor, fui enxergado por ele. Não cresci em um lar cristão, minha família visitava a igreja de tempos em tempos, até que um dia um dos adolescentes da vizinhança me fez um convite para participar de um culto de jovens e adolescentes. Ali, aos 16 anos, fui encontrado por Jesus, fui abraçado e discipulado por jovens e adolescentes. A partir do convite de um adolescente e de um culto de juventude a minha vida foi transformada e posteriormente a dos meus pais. O evangelho não se limita a questões etárias, contudo, o autor de Eclesiastes aconselha: “Lembre-se do seu Criador nos dias da sua juventude…”. E é aí que mora a grande oportunidade! É fato que temos desafios e precisamos pensar neles, mas antes, permita-me compartilhar duas alegações, a primeira é a matéria de capa de uma grande revista, enquanto a segunda é fruto de uma tese de doutorado: “Vinte e poucos anos: Despreocupados, amadurecendo tarde ou apenas perdidos? Ofuscada pelos “baby boomers”, a próxima geração da América tem um desafio difícil pela frente.” “Os jovens de hoje amam o luxo; têm maus modos, desprezo pela autoridade; mostram desrespeito pelos mais velhos e adoram tagarelar em vez de se exercitar... Eles contradizem seus pais, conversam diante das visitas e maltratam seus mestres.” Agora vamos as fontes: a primeira citação foi retirada da Revista Time, edição de 16 de julho, do ano de 1990; Enquanto a segunda é fruto de uma tese de doutorado apresentada em Cambridge, no ano de 1907, por Kenneth John Freeman. Trago esses exemplos para reforçar que lidar com novas gerações sempre gerou impasses, de modo que, embora as mudanças sejam cada vez mais aceleradas, nem tudo é tão novo ou complexo como quanto parece. Considerando a pluralidade batista, é natural que cada igreja lide com desafios particulares, a depender do contexto local. Por exemplo, temos igrejas que possuem ministérios para cada faixa etária dentro da juventude: adolescentes,
jovens, jovens universitários, jovens 29+ e jovens casados. Ao mesmo tempo temos igrejas em que o ministério de jovens contempla todos os grupos e, temos ainda aquelas que anseiam por começar um trabalho com juventude. Diante desse cenário o primeiro desafio está na diferença de vivência que há entre um adolescente e um jovem mais maduro. Na hora de elaborar uma programação qual público será “privilegiado” e nos momentos de pregação e ensino, a linguagem será pensada e aplicada a qual contexto? A escolha do termo privilégio foi intencional, afinal há o risco de ter um olhar voltado apenas para parte do público. Pensando na liderança, talvez o melhor caminho para lidar com esse desafio é deixar de fazer as coisas para a juventude e passar a fazer COM a juventude: ouvindo e escolhendo representantes de diferentes grupos etários para participar do processo criativo, oferecendo a eles a oportunidade de contribuir e de perceber como a construção do ministério dá voz e olha além do contexto de cada um. Além do dilema etário, outra questão que comumente surge é o desafio familiar. Assim como eu, muitos chegam a igreja sem a família, outros possuem a família na igreja, mas isso não significa que não lidem com problemas no lar. Considerando tal cenário, naturalmente o líder passa a ser visto como conselheiro, cabendo a ele buscar capacitação e discernimento bíblico para ouvir e instruir segundo à Escritura, discipulando também nessa área da vida. Mais uma vez fica evidente que é papel do líder e da igreja ouvir a juventude, tanto na hora de pensar as atividades, como também no cotidiano, criando um espaço seguro em que eles se sintam confortáveis para compartilhar. Outro desafio que ganha cada vez mais importância é questão da igreja acolhedora. Infelizmente, é muito comum surgirem notícias dos mais diferentes tipos de abusos, chegando inclusive ao “abuso espiritual”. A igreja foi chamada para viver a lógica do Reino, o que naturalmente nos coloca na contramão do sistema vigente. Em um mundo de tantos abusos é fundamental que a igreja se comunique de modo acolhedor. E, talvez, essa seja uma das coisas que as novas gerações mais observam. Uma igreja que ama juventude saberá inclusive como repreendê-la em amor, quando preciso for. Concluo retomando o verso de Eclesiastes e grande oportunidade que é trabalhar com juventude. O pregador de Eclesiastes compartilha que viveu uma vida em que “não negou nada que seus olhos desejaram”, mas que na maturidade percebeu que “correu atrás do vento”, e em seu último capítulo apontou para a importância de lembrar do Senhor o quanto antes. A grande oportunidade que temos é de impedir que vidas sejam construídas correndo atrás do vento! n
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REFLEXÃO JUVENTUDE BATISTA BRASILEIRA
Afetos pra todo dia Débora Fernandes Xavier
ministra de Juventude na IB em Araçás, emVila Velha - ES; coordenadora do Vem Pra Vida, psicóloga e 2ª secretária da CBB
Todos, em diferentes momentos da vida, passarão por dificuldades. As aflições e os tempos difíceis são inerentes a vida neste mundo. Assim como somos afetados pelas mudanças climáticas, pelo sol, pela chuva, também somos afetados pelas tempestades na vida. Você pode ser afetado por um problema familiar, financeiro, no trabalho, na igreja, por dificuldades nos relacionamentos com amigos ou colegas. Sendo assim, pense: qual a última coisa que aconteceu que mais te afetou? Talvez, isso tenha impactado a sua vida de uma forma tão grande que mexeu com os seus sentimentos, mudou pensamentos, alterou a sua rotina ou mesmo os relacionamentos. Pode ser que você tenha pensado por horas no que aconteceu ou tenha resistido ao máximo lidar com o que te afetou. É fato, que cada um reage de diferentes formas aos afetos. Existem maneiras mais saudáveis de lidar com as questões que nos perpassam, mas nem sempre escolhemos o caminho mais saudável. Quando olhamos para a fé e os atos, como discípulos de Jesus somos convocados a cumprir o mandamento de amar ao próximo e, por vezes, é desafiador! Imagina, você precisa lidar consigo e com o outro ao mesmo tempo. Como Igreja investimos em ações na comunidade, em missões, em ajuda humanitária e tudo isso faz parte do amor ao próximo. Mas, e no dia a dia? Como você ama o próximo? Será que a sua fé é manifesta nos seus atos com as pessoas? Em sua vida todos conseguem ver a gentileza, a bondade, a fidelidade, a mansidão, a humildade e o domínio próprio? Esses questionamentos vão de encontro ao ego humano, opondo-se à autossuficiência, à independência e à sede por dar conta de tudo e caminhar sozinho. Hoje, te convido a se deixar ser afetado por esta conversa, a fim de entender que os Afetos precisam existir todos os dias, não só em alguns momentos. A compreender que você pode afetar e ser afetado pelo outro. Você pode ser afetado pela gentileza, bondade e prontidão das pessoas, bem como pela maldade delas. No seu
dia a dia podem acontecer coisas que vão te fazer refletir ou reagir de uma forma mais defensiva e socialmente, neste mundo, somos ensinados que o ataque é um modo de defesa, como na guerra. Quando o senso de justiça de alguém é afetado, logo essa pessoa pensa em formas de combater o que considerou injusto. É claro que, algumas pessoas terão ações mais passivas, de ficarem caladas e de não revidarem, mas outras terão ações agressivas e logo irão reagir externamente. Bom, não sei qual dessas opções você se encaixaria, mas sei que de alguma forma você é afetado em situações que considera injustas. Ao longo da vida as pessoas são afetadas por perdas, tristezas, alegrias, conquistas, são afetadas por questões a níveis familiares, pessoais, profissionais e até mesmo sociais! A cultura que estamos inseridos nos afeta. Os relacionamentos nos afetam. Percebe que muitos são os afetos na vida? Caminhar com o outro em seus afetos exige uma doação pessoal, mas é uma doação que a Bíblia diz que vale a pena. Biblicamente somos advertidos a não nos limitarmos em apenas dizer que amamos uns aos outros, o amor ao próximo é um discurso bonito, mas precisa ser prático. A verdade precisa ser demonstrada por meio das ações! O cuidado uns com os outros precisa estar presente no cotidiano: perguntar como a pessoa está, se bem ou mal, como anda a vida, quais as aflições, as alegrias, permanecer ao lado e se permitir ser afetado pelo outro. A Bíblia orienta a carregar os fardos uns dos outros, a mutualidade se faz presente ao carregar os fardos. Dessa forma, você não precisa carregar tudo sozinho, permita-se ser afetado pelo cuidado do outro também! Compartilhe as suas dores, procure pessoas que você possa construir uma relação de confiança de cuidado. Os atos e a fé geram os afetos que seguram alguém em um momento difícil. Viver nesse mundo é desafiador! Existe sofrimento, dias difíceis, mas também existem pessoas movidas pelo Espírito Santo para viverem o amor na prática e experimentarem o cuidado que existe nos afetos. Que os seus Afetos, a expressão da fé e os atos, não sejam apenas no mês de setembro ou em campanhas específicas, mas que sejam todos os dias. n
MISSÕES NACIONAIS
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Que alegria ver mais batismos no Pará! Redação Missões Nacionais Na Congregação Batista em Areião, no município de Cametá, a irmã Nalva Farias desceu às águas. Ela estava passando por problemas pessoais e familiares, quando começou a participar de um grupo de estudos bíblicos. Nalva compreendeu a mensagem do Evangelho, entregou sua vida a Jesus e foi batizada. Já na Igreja Batista Multiplicadora em Abaetetuba, a jovem Janaína Xavier, de 19 anos, reconheceu que Jesus Cristo é o seu Senhor e Salvador. Ela é colega de faculdade de uma jovem da igreja e começou a participar do PGM. Assim, ouviu o Evangelho, compreendeu a mensagem e decidiu se batizar. “Foi muito lindo esse momento. O pai dela estava presente no culto do batismo e no fim ele me procurou e disse que nunca tinha visto a filha dele tão feliz”, compartilha o Pr. Euclides Almeida, que atua na região ao lado da esposa Cláudia. Ore pela Nalva e pela Janaína, para que permanecem firmes na fé em Cristo e na comunhão com a igreja. Para que todo o Brasil ouça, vamos continuar pregando, discipulando, exortando, servindo e amando cada vida. n
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NOTÍCIAS DO BRASIL BATISTA
26º Congresso Nacional da Maturidade celebra a vida, a fé e o legado que permanece Encontro reuniu mais de 900 participantes com momentos de louvor, comunhão, palestras, oficinas e reflexões sobre o papel da maturidade na transmissão da fé às novas gerações. Estevão Júlio
jornalista na Convenção Batista Brasileira
Com 939 inscritos, representantes de 21 estados brasileiros das cinco regiões do país, o 26º Congresso Nacional da Maturidade reuniu, de 22 a 25 de setembro, em Águas de Lindóia - SP, o maior público do encontro em pelo menos uma década. Promovido pela Convenção Batista Brasileira (CBB), o evento teve como tema “O legado que permanece” e como divisa o texto de Salmo 92.13-14: “Os que estão plantados na Casa do Senhor florescerão Participantes de 21 estados fizeram parte dos inscritos nos átrios do nosso Deus. Na velhice do 26° Congresso Nacional da Maturidade ainda darão frutos, serão viçosos e floNa música, participaram o Louvor da PIB Penha, Paulo rescentes”. Realizado no Hotel Majestic, o Congresso contou com a Cezar, do Grupo Logos, Eduardo e Silvana, o Coro da PIB participação dos preletores Wander Gomes, Irland Pereira Penha e o Coro da Maturidade, contribuindo para momentos de Azevedo, Vagner Vaelatti e Eliézer Victor. A programação de louvor, celebração e comunhão ao longo dos quatro dias também trouxe as palestras “Longevidade com Qualidade: de programação. Na abertura, o diretor-executivo da CBB, pastor Fernando Como Viver Mais e Melhor”, com a Dra. Isley Tallada Molochenco; “Maturidade Digital: Como Usar a Tecnologia a Brandão, destacou a alegria de receber os congressistas Seu Favor”, com Daniel Machado; “Comer Bem para Viver e agradeceu especialmente o esforço das caravanas que Melhor: Nutrição Após os 60”, com a Dra. Rhayana Nunes; viajaram até Águas de Lindóia para participar do encontro. e “Direitos do Idoso na Prática: O Que Você Precisa Saber”, “Momento muito feliz para nós”. A programação teve início com um momento de oração com o Dr. Ivan Durães. Os congressistas também participaram de oficinas de conduzido pelo pastor Fernando Brandão e por Márcia Brancapacitação ministradas por Elana Ramiro, gerente de Edu- dão, seguido de um vídeo de boas-vindas do pastor Raphael cação Cristã da CBB, com o tema “Ministério da Maturida- Abdalla, presidente da CBB. O momento de louvor foi conduzido por Paulo Queiroz de”; Paulo Queiroz Jr., com “Coro da Maturidade”; Silvana Martines, com “Missões: Um Legado que Alcança Vidas”; e a Primeira Igreja Batista da Penha - SP, que levaram os e Lucimara Ribeiro da Silva, com “Vivendo um Legado que congressistas a cantar grandes clássicos do Cantor Cristão. No momento missionário, Jennifer Soares, coordenadora Permanece”. A programação contou ainda com a oficina de da Vila Minha Pátria, destacou que cada congressista carrega Pickleball, ministrada por Roberto Maranhão.
Dupla Eduardo e Silvana foi uma das atrações musicais
Pr. Vagner Vaelatti, um dos preletores
Pr. Fernando Brandão, diretor-executivo da CBB
NOTÍCIAS DO BRASIL BATISTA uma história e representa um legado construído ao longo de sua caminhada. “Cada um de vocês representa um legado que tem permanecido”, afirmou. Jennifer lembrou que muitos dos participantes contribuíram diretamente para o plantio e o desenvolvimento da Igreja ao longo dos anos e ressaltou que pensar sobre “um legado que permanece” também significa olhar para aquilo que cada pessoa está deixando atualmente. A reflexão foi relacionada ainda ao trabalho desenvolvido pela Vila Minha Pátria, projeto que tem apresentado crescimento e alcançado novas conquistas. Ao falar sobre a atuação de voluntários, especialmente pessoas idosas que continuam dedicando tempo e disposição ao serviço, destacou que a maturidade não significa afastamento da missão. “Aposentadoria não! A minha vida será para servir ao Senhor!”, afirmou. Para Jennifer, o legado construído ao longo da vida ultrapassa o presente e alcança a eternidade. “O legado da vida de vocês florescerá na eternidade”, declarou. Ela também chamou a atenção para a responsabilidade de pensar no legado a partir da missão evangelizadora, lembrando que ainda existem pessoas que não conhecem a Jesus. “Quando pensamos em legado, devemos pensar em todos aqueles que não conhecem a Jesus e o que podemos fazer para mudar essa realidade”. A programação também contou com a participação musical de Eduardo e Silvana.
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Um legado que alcança outras gerações
Congressistas participaram de palestras e oficinas
Durante a mensagem, Wander Gomes também incentivou os congressistas a compartilharem suas histórias e experiências com as gerações mais jovens. “Tem alguém que pode ouvir a sua história e você pode abençoar”, afirmou. O pastor incentivou ainda uma aproximação maior entre os participantes do congresso e os jovens, especialmente por meio da oração e do relacionamento entre gerações. O segundo dia começou com o pastor Fernando Brandão, diretor-executivo da CBB, conduzindo um momento de oraO legado de Calebe ção e destacou o livro As Alegrias do Envelhecer. O material, A mensagem da noite foi ministrada pelo pastor Wan- lançado pela Convicção Editora, propõe uma perspectiva der Gomes, da Igreja do Recreio - RJ, a partir de Josué positiva e ativa sobre a maturidade. 14.6-14, com o tema “O legado de Calebe”. A partir da trajetória do personagem bíblico, o pastor destacou quatro características: Calebe não permitiu que o tempo fizesse com que perdesse a visão da promessa; mesmo com idade avançada, sua mentalidade não era envelhecida; Calebe pediu algo grande; o segredo de Calebe estava no Senhor. Ao desenvolver a mensagem, Wander Gomes estabeleceu uma distinção entre herança e legado: “Herança é o que você deixa para o outro, mas legado é aquilo que você deixa no outro”. A partir da experiência de Calebe, o pastor destacou que a maturidade pode ser vivida com propósito, fé e disposição para continuar servindo. “O que nos mata não é a falta de mobilidade, é a falta de visão e propósito”, afirmou. Segundo ele, a caminhada cristã não significa ausência Oficinas durante o 26° Congresso Nacional da Maturidade de dificuldades. Pelo contrário, a maturidade também é construída no enfrentamento das batalhas, confiando na ação de Deus. “A maturidade não é uma vida sem batalhas. Mas no meio das batalhas, o Deus grande nos dá coisas grandes”, declarou. O pastor também enfatizou a importância de preservar a alegria e a esperança diante das promessas de Deus. “Nós não podemos perder a alegria da promessa”. Outro ponto abordado foi a importância de uma mente saudável durante o processo de envelhecimento. Para Wander, Calebe permanece como exemplo de alguém que avançou em idade sem perder sua visão, sua fé e seu propósito. “É possível envelhecer sem perder a fé, na luta por Lucimara Ribeiro falou sobre Daniel Machado tratou uma mente saudável”, destacou. o legado que permanece sobre Maturidade Digital
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NOTÍCIAS DO BRASIL BATISTA
Auditório Pentágono, do Hotel Majestic, recebeu os cultos e algumas palestras do 26° Congresso Nacional da Maturidade
Pr. Irland Pereira de Azevedo foi um dos preletores
Um dos momentos de descontração da manhã foi a participação de Roberto Maranhão, que utilizou o personagem de ventriloquia “Pr. Bill”. Com histórias e situações relacionadas à terceira idade, a apresentação proporcionou sorrisos aos congressistas e reforçou uma mensagem de valorização: a chegada à maturidade não significa o fim da relevância ou da capacidade de contribuir. A manhã também contou com um momento especial de louvor, com canções que marcaram diferentes gerações. Um chamado para compartilhar o Evangelho
Pr. Fernando Brandão dirigiu todas as celebrações
Durante a programação, o pastor Fabrício Freitas desafiou os congressistas a compartilharem o Evangelho durante sua estadia em Águas de Lindóia - SP e a
Silvana Martins ministrou oficina sobre Missões
incentivarem suas igrejas a participarem do Impacto Brasil, de 10 a 12 de outubro. Também foi anunciada a realização de uma edição especial da Operação Jesus Transforma antes do 27º Congresso Nacional da Maturidade, ampliando a oportunidade de envolvimento missionário dos participantes. Na sequência, foram apresentadas as primeiras caravanas do Congresso, reunindo representantes das regiões Norte e Nordeste do Brasil. A apresentação destacou a diversidade de estados, igrejas e histórias presentes no congresso e reforçou a dimensão nacional do encontro. “O legado de Lóide”: uma fé que atravessa gerações A mensagem da manhã foi ministrada pelo pastor Wander Gomes, a partir de II Timóteo 1, com o tema “O legado de Lóide”. Ao refletir sobre a avó de Timóteo, mencionada pelo apóstolo Paulo, o pastor destacou que a influência de uma pessoa nem sempre está relacionada à sua visibilidade. “Nem sempre quem mais aparece é a pessoa mais importante”, afirmou, ao chamar a atenção para o legado deixado por Lóide e para a fé transmitida às gerações seguintes. Um dos principais destaques da mensagem foi a expressão “fé não fingida”, apresentada como uma fé genuína, fundamentada nas Escrituras e capaz de produzir transformação. “A fé não fingida produz coração quebrantado”, destacou. Wander Gomes também ressaltou a importância da sensibilidade espiritual. Segundo ele, “a sensibilidade de um coração é fundamental para um coração aberto para Deus e
Paulo Cézar, do Grupo Logos, e sua esposa Artemis Continua na página 12
MISSÕES MUNDIAIS
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Acessibilidade além das fronteiras Redação de Missões Mundiais
A preocupação era oferecer conteúdos que não permanecessem apenas dentro das paredes da igreja, mas que preparassem os participantes para alcançar outras pessoas. Em diferentes partes do mundo, ainda existe grande carência de materiais e estruturas básicas para evangelização, discipulado e ensino bíblico voltados para comunidades surdas – o único país com material completo é os Estados Unidos. Por isso, formar pessoas capazes de contextualizar e multiplicar esse conhecimento é parte importante da estratégia. O CHAMADO SENDO RESPONDIDO
Missionária Renata, Voluntário Rogério Alves e participantes do congresso
Há dois anos, aproximadamente 100 pessoas participaram do primeiro Congresso Nacional de Surdos em Angola, realizado na província do Uíge. Neste ano, a segunda edição do encontro contou com mais de 200 participantes. Mas o crescimento não estava apenas nos números, mas sim em quem esteve presente nos dias 7 e 8 de agosto. Além dos surdos e intérpretes, a presença de familiares de pessoas surdas também tornou o encontro especialmente significativo. Eles puderam conhecer melhor aspectos da realidade da comunidade surda e compreender que seus filhos e familiares também podem desenvolver seus dons, servir à igreja e participar ativamente da missão. O II Congresso Nacional de Surdos e Intérpretes reuniu representantes das províncias do Huambo, Bié, Huíla, Namibe, Benguela, Luanda e Uíge, além de participantes internacionais. A programação contou ainda com a presença de pastores ligados à área de missões da Convenção Batista de Angola, acompanhando de perto o desenvolvimento do Ministério com Surdos. Para a missionária Renata Santos, coordenadora da A3 Área de Ações Acessíveis de Missões Mundiais, que participou das ministrações do Congresso, a edição deste ano permitiu contemplar resultados de sementes lançadas ao longo dos últimos anos. Em 2024, havia ministérios com surdos em cinco províncias angolanas. Desde então, cursos, treinamentos, consultorias e acompanhamentos contribuíram para a formação de líderes e para o avanço do trabalho em outras localidades. Parte desse crescimento aconteceu por meio dos próprios vocacionados locais. Pessoas capacitadas passaram a desenvolver aquilo que haviam aprendido em suas igrejas e comunidades. Intérpretes que já atuavam em suas igrejas locais, voluntariamente passaram a auxiliar outras igrejas na implantação de ministérios com surdos. Dessa forma, o Congresso de 2026 tornou-se mais do que um novo encontro. Ele também serviu como testemunho da multiplicação que começou a acontecer a partir do investimento em formação e acompanhamento. DIAS DE MUITA COMUNHÃO E TRANSFORMAÇÃO A programação reuniu ministrações bíblicas, louvores, teatro, expressões culturais, oficinas e momentos de chamado. Entre os temas abordados estavam evangelismo estratégico nas comunidades surdas, viagens missionárias para o alcance de pessoas surdas, tradução da Bíblia para línguas de sinais e atuação de intérpretes no ministério cristão.
Oficina com os voluntários da equipe brasileira durante o Congresso
Um dos momentos marcantes aconteceu durante o apelo. Mais de 60 pessoas, entre surdos, intérpretes e outros participantes ligados à comunidade surda, responderam ao desafio de se envolver no alcance de pessoas surdas. Alguns deles eram líderes que, até então, não participavam diretamente desse trabalho. O chamado apresentado durante o Congresso não se restringiu à igreja local. Os participantes foram desafiados a levar a Palavra de Deus e acessibilidade para outras regiões de Angola e para além das fronteiras. Entre as perspectivas está o fortalecimento de iniciativas que possam contribuir futuramente com outros países africanos, incluindo São Tomé e Príncipe, que enviou seus próprios missionários para aprender e serem capacitados no encontro. Todo esse movimento aponta para uma mudança importante: pessoas surdas não estão sendo vistas apenas como público a ser alcançado, mas também como discípulos, líderes, vocacionados e missionários chamados para alcançar outros. Esse avanço ganhou um significado ainda maior em agosto, quando Missões Mundiais oficializou seu primeiro missionário surdo a ser enviado do Brasil para Angola. Aguardando apenas a conclusão de procedimentos consulares para seguir ao campo, seu envio representa um marco para a Área de Ações Acessíveis e para o trabalho missionário transcultural da organização. Ainda existem desafios quanto a proporcionar acessibilidade, quebrar estigmas sociais e compartilhar o evangelho, apesar disso, o missionário Francisco Cassinda Epamba resume o sentimento diante daquilo que aconteceu: “Grandes coisas fez o Senhor por nós, e por isso estamos alegres” (Salmos 126.3). Do primeiro Congresso, em 2024, ao encontro realizado neste ano, algumas sementes já se tornaram novos ministérios, novos líderes e novos vocacionados. E cada um dos avanços reforça uma verdade que pôde ser vista em Angola: quando a missão inclui, também prepara aqueles que foram alcançados para continuar levando o Evangelho adiante. Agradeça ao Senhor por tudo que foi visto, ouvido e aprendido nesse tempo em Angola e ore para que cada vez mais surdos possam declarar que Jesus Cristo vive em seus corações! n
12 O JORNAL BATISTA Domingo, 27/09/26 sua obra”. A reflexão levou os congressistas a considerarem o perigo da arrogância e da ideia de que, com o passar dos anos, já se sabe tudo. “Que Deus mantenha em nossas vidas um coração quebrantado e contrito”, comentou. Para o pastor, o quebrantamento também envolve vulnerabilidade, mas uma vulnerabilidade exercida com sabedoria. Ele reforçou que a fé cristã precisa estar fundamentada nas Escrituras e apresentou aspectos da fé não fingida: um coração quebrantado; uma fé que ultrapassa gerações; a reafirmação da verdade diante de Deus e dos homens; e uma fé baseada nos ensinos bíblicos. A mensagem também levou os congressistas a uma pergunta sobre o impacto que têm produzido ao longo da vida: “Quem você tem impactado na sua Igreja, na sua família?” Ao compartilhar uma experiência pessoal relacionada ao batismo e discipulado de seus pais, Wander Gomes destacou o valor moral, ético, santo e de serviço que acompanha uma fé genuína. “Discipulado não começa na Igreja, começa em casa”, afirmou. Ao longo da mensagem, o pastor também alertou para o risco de viver uma fé baseada em personagens ou aparências. “Que não sejamos personagens, mentirosos. Que sejamos pessoas genuínas diante de Deus e dos homens”. Ao concluir, reforçou o desejo de que Igrejas e denominação permaneçam em busca de santidade e quebrantamento: “Que Deus nos ajude a ser uma denominação e Igrejas quebrantadas. Igrejas que continuam buscando a santidade”. Conhecimento para uma maturidade mais ativa e conectada Ainda durante a programação do segundo dia, os congressistas participaram de duas palestras voltadas ao cuidado, à qualidade de vida e à utilização da tecnologia. A Dra. Isley Tallada Molochenco ministrou a palestra “Longevidade com Qualidade”, abordando aspectos relacionados a uma vida mais saudável e ativa durante a maturidade. Daniel Machado apresentou “Maturidade Digital - Como usar a tecnologia a seu favor”, trazendo orientações para que os congressistas possam utilizar os recursos tecnológicos de maneira mais segura, prática e proveitosa. À tarde, o conhecimento foi colocado em prática durante quatro oficinas: “Ministério da Maturidade”, com Elana Ramiro; “Coro da Maturidade”, com Paulo Queiroz; “Missões, um legado que alcança vidas”, com Silvana Martines; e “Vivendo um legado que permanece”, com Lucimara Ribeiro da Silva. Na programação da noite, o pastor Fernando Brandão retomou o tema e a divisa do 26º Congresso Nacional da Maturidade e apresentou oficialmente a camisa e o vídeo do 27º Congresso. O pastor Jeremias Nunes, gerente de Comunicação da CBB, também apresentou o local que receberá a próxima edição do evento, dando aos congressistas uma primeira visão do espaço que será palco do encontro em 2027: o Costão do Santinho Resort. O louvor contou com a participação de Paulo Cézar, do Grupo Logos, que conduziu os congressistas em canções conhecidas e marcantes para diferentes gerações. A noite também teve um momento missionário com Renata Santos, da Junta de Missões Mundiais (JMM). Ela compartilhou testemunhos sobre o trabalho missionário e apresentou informações sobre a atuação da Junta, incluin-
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Congresso Nacional da Maturidade também foi tempo de capacitação
do iniciativas na área de acessibilidade. A partir de Marcos 2.1-5, Renata destacou a necessidade de levar pessoas até Cristo e afirmou que muitos ainda precisam ter acesso aos pés de Jesus. Ela também contou a história de Leonardo Nascimento, que será o primeiro missionário surdo da JMM, e apresentou informações sobre a escola PAMOSI, reforçando a importância de iniciativas que possibilitem o acesso de diferentes públicos ao Evangelho. A mensagem da noite foi ministrada pelo pastor Irland Pereira de Azevedo, presidente emérito da CBB, que compartilhou parte de sua trajetória e refletiu sobre o legado que cada pessoa deixa para as próximas gerações. Ao recordar sua decisão de deixar um emprego na Petrobras, com um salário que classificou como “altíssimo”, para se tornar pastor, afirmou: “Deixei um emprego na Petrobras, com salário altíssimo, para ser pastor. E não me arrependo. Eu faria a mesma coisa hoje”. Irland também lembrou os 70 anos de casamento com dona Zilá, que faleceu no fim de 2025, e falou sobre diferentes marcas que permanecem na vida de uma família. Ao comparar herança e legado, resumiu: “A herança é divisível. Legado ninguém destrói”. O pastor ressaltou que o legado não se limita aos bens materiais. Para ele, valores, princípios, fé e testemunho são transmitidos integralmente às gerações seguintes. “Legado é algo imaterial e nós o transmitimos aos nossos filhos inteiro”. Durante a mensagem, Irland destacou ainda a importância de os idosos serem exemplos de alegria e bom humor e reforçou a necessidade de demonstrar carinho pelas pessoas da terceira idade. “Devemos mostrar carinho para essa gente”. Entre os exemplos de legado, citou a paz dentro da família. “Uma vida de paz na família é um grande legado”. O pastor também destacou o legado espiritual e moral como fundamental para o crescimento da pessoa, da família e da Igreja. Segundo ele, esses valores precisam ser guardados porque não desaparecem com o tempo. Ao falar sobre a realidade da população idosa no Brasil, Irland destacou que esse grupo representa um importante campo para a proclamação do Evangelho. Ele também lembrou que foi orador no primeiro Congresso Nacional da Maturidade. O pastor contou ainda que os netos e bisnetos o ajudam com a tecnologia, em um exemplo de como as diferentes
NOTÍCIAS DO BRASIL BATISTA gerações podem aprender umas com as outras. Nesse contexto, ressaltou que os idosos podem exercer um papel de elo entre gerações, transmitindo valores, experiências e fé. Ao falar sobre sua paixão pela pregação, declarou: “Enquanto tiver fôlego quero pregar esse evangelho da graça. Eu amo pregar!” Na conclusão da mensagem, o pastor recorreu às imagens da palmeira e do cedro, presentes no Salmo 92, para refletir sobre como devem ser os idosos justos — aqueles que temem a Deus e permanecem fiéis à Sua Palavra. Assim como essas árvores são apresentadas como símbolos de vitalidade, firmeza e permanência, a vida daqueles que seguem ao Senhor deve continuar produzindo frutos ao longo dos anos. A partir dessas árvores, destacou características que também podem marcar a vida daqueles que caminham com Deus ao longo dos anos: raízes profundas, crescimento para o alto, firmeza, resistência às tempestades e capacidade de continuar produzindo frutos. Quinta-feira, 24 de setembro, manhã A programação da manhã teve início com um momento de louvor e adoração, seguido pela apresentação da segunda parte das caravanas presentes no congresso. O ambiente também foi marcado pela comunhão entre os participantes, que celebram juntos o tema desta edição: “O legado que permanece”, baseado em Salmo 92.13-14. Durante a programação, o Pr. Fernando também realizou um momento especial de recoIvan Durães falou nhecimento aos participantes, sobre os direitos dos idosos na prática presenteando alguns congressistas com artigos da Convicção Editora. A manhã contou ainda com a participação de Paulo Cézar, do Grupo Logos.
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Rhayana Nunes deu dicas sobre como comer se alimentar melhor
Um legado que precisa ser transmitido A mensagem da manhã foi ministrada pelo pastor Vagner Vaelatti, que iniciou sua participação compartilhando aspectos de sua conversão e de seu chamado ministerial. A partir de sua experiência, destacou a responsabilidade de cada geração em conhecer a Cristo, viver sua fé e transmitir esse legado. “Nós entendemos quem Jesus é, por isso somos abençoados, somos alegres em Cristo e vamos transmitir para as próximas gerações o legado eterno que Cristo nos concedeu”. Ao longo da mensagem, o pastor destacou a importância de honrar os idosos como expressão de temor ao Senhor. Segundo ele, embora esse princípio esteja presente nas Escrituras, infelizmente ainda existem contextos em que as pessoas idosas não recebem o devido reconhecimento e valorização. Segundo o preletor, nossa denominação deve reconhecer a contribuição daqueles que dedicaram muitos anos de suas vidas à obra de Deus, levando em consideração sua sabedoria, experiências e os esforços realizados ao longo de sua caminhada. Ele destacou o princípio bíblico da honra presente em
Participantes do 26° Congresso Nacional da Maturidade voltaram para suas Igrejas capacitados e inspirados
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Efésios 6.2 e reforçou a necessidade de que as igrejas reconheçam aqueles que serviram durante tantos anos. “Que nossas Igrejas nunca se esqueçam desses guerreiros”. O pastor também compartilhou que tem investido na vida de jovens pastores, buscando compartilhar experiências, acompanhá-los e ajudá-los em sua caminhada ministerial. Segundo ele, o desejo é contribuir para que as novas gerações possam Alegria foi uma das avançar e, inclusive, realizar marcas do congresso um trabalho ainda melhor. A reflexão também passou por Provérbios 16.31, que apresenta os cabelos brancos como uma coroa de glória quando encontrados no caminho da justiça. A partir do texto, destacou a justiça de Deus e a importância de reconhecer o valor daqueles que chegam à maturidade tendo permanecido fiéis ao Senhor. Jovens e idosos aprendendo uns com os outros Outro ponto enfatizado durante a mensagem foi a necessidade de os mais jovens ouvirem aqueles que já percorreram uma longa caminhada. Para o pastor, essa relação exige humildade e disposição para aprender com as experiências de outras gerações. Ao citar personagens bíblicos como Zacarias e Isabel lembrou que pessoas idosas também foram instrumentos importantes nos propósitos de Deus. O pastor também lembrou que os cristãos são peregrinos nesta terra e, por isso, devem viver de maneira intencional, cuidando uns dos outros e transmitindo a fé. Nesse sentido, destacou a importância de abraçar adolescentes e jovens que estão construindo sua trajetória, inclusive aqueles que se preparam para o casamento, assim como acolher e caminhar junto com outros irmãos da terceira idade. A oração também recebeu destaque na mensagem. O pastor incentivou os participantes a orarem pelos pastores, pelas Igrejas e pelos projetos desenvolvidos na obra de Deus, ressaltando a relevância do ministério de oração para a vida da Igreja. Ao final, reforçou que valorizar aqueles que chegaram à terceira idade não é apenas uma questão de reconhecimento humano, mas uma atitude fundamentada na própria Palavra de Deus. “Valorizar o idoso dentro da igreja é obedecer ao próprio Deus”, concluiu.
Congressistas foram presenteados durante a programação
acompanharam duas palestras. A primeira, “Comer Bem para Viver Melhor: Nutrição Após os 60”, foi ministrada pela Dra. Rhayana Nunes, com orientações relacionadas à alimentação e aos cuidados nutricionais na terceira idade. O Dr. Ivan Durães conduziu a palestra “Direitos do Idoso na Prática: O Que Você Precisa Saber”, abordando informações importantes para que os participantes conheçam e exerçam seus direitos. E ainda tiveram a oportunidade de experimentar o Pickleball, com o Pr. Roberto Maranhão, em uma atividade que uniu movimento, diversão e convivência. À noite, os congressistas participaram da “Festa da Maturidade”, um tempo de louvor e celebração ao Senhor. O último dia foi marcado por celebração, gratidão e um chamado à responsabilidade de cada geração na transmissão da fé. Na abertura, o pastor Fernando Brandão deu as boas-vindas aos participantes e destacou a alegria de concluir mais uma edição do Congresso ao lado dos irmãos. Ele também convidou os participantes a continuarem juntos na Semana Batista e no próximo Congresso Nacional da Maturidade.
Congressistas registraram seus momentos na Festa da Maturidade
Palestras abordam saúde, direitos e esporte Na sequência da programação, os participantes
Alegria, louvor e adoração marcaram a Festa da Maturidade
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Coro da PIB Penha e Coro da Maturidade se apresentaram no encerramento
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Pr. Fernando Brandão e Pr. Jeremias Nunes Momento de oração falaram sobre o Ministério da Maturidade por aniversariantes
A programação começou com a recitação do tema e da A reflexão chamou a atenção para a responsabilidade de divisa do Congresso: “Os que estão plantados na Casa do Se- transmitir às próximas gerações aquilo que Deus realizou. nhor florescerão nos átrios do nosso Deus. Na velhice ainda O pastor mostrou que a experiência de uma geração não darão frutos, serão viçosos e florescentes” (Salmo 92.13-14). deve terminar nela mesma, mas precisa ser compartilhada e ensinada aos que virão depois. Louvor e gratidão O terceiro ponto foi a “possibilidade”. A partir de Juízes 2.11, que registra que os israelitas fizeram o que era mau aos Os momentos de adoração foram conduzidos por Paulo olhos do Senhor, a mensagem apontou para a necessidade Queiroz e a Banda da Primeira Igreja Batista da Penha (SP), de agir no presente para que a fé seja conhecida e vivida além do Grande Coro da PIB Penha e Coro da Maturidade. pelas novas gerações. Nesse contexto, o pastor Eliezer também recorreu ao Lançamento do Ministério da Maturidade Salmo 71.17-18: “Desde a minha juventude, ó Deus, tens me ensinado […] agora que estou velho, de cabelos brancos […] Um dos momentos de destaque do encerramento foi o deixa-me falar da tua força aos nossos filhos e do teu poder lançamento do Ministério da Maturidade, apresentado pelo às futuras gerações.” Pr. Fernando Brandão. A partir dessa passagem, o pastor reforçou que a maturidaA iniciativa tem como pilares a oração e missões e preten- de não representa o fim da missão, mas uma oportunidade de de ampliar o trabalho desenvolvido com a maturidade, ofe- continuar testemunhando sobre a fidelidade e o poder de Deus. recendo capacitação para líderes, conteúdos e ferramentas Ao resumir a reflexão, afirmou: “Legado é aquilo que Deus de apoio, além de iniciativas como um blog e outras ações construiu em nós e que, por meio de nós, permanece na vida voltadas para o fortalecimento desse ministério. daqueles que vêm depois de nós.” O lançamento representa um novo passo na valorização Após a mensagem, os participantes continuaram em da experiência, dos dons e da contribuição dos adultos ma- adoração com Paulo Queiroz e a Banda PIB Penha, seguido duros para a missão da Igreja e para a cooperação batista. por apresentações do Grande Coro PIB Penha e do Coro da Maturidade. “Legado é aquilo que Deus construiu em nós” Gratidão e expectativa para o próximo Congresso A mensagem de encerramento foi ministrada pelo pastor Eliezer Victor Ramos, da PIB Penha - SP, com base em Juízes O encerramento também foi marcado por agradecimentos 2.6-14 e no tema “Legado que permanece”. à equipe da CBB, aos líderes das caravanas, voluntários, equiAo desenvolver a passagem bíblica, o pastor apresentou pes de apoio e preletores que contribuíram para a realização três aspectos relacionados ao legado deixado por uma ge- do Congresso. ração: privilégio, perigo e possibilidade. Ao final, um vídeo-resumo reuniu os principais momentos No primeiro ponto, o “privilégio”, destacou o testemunho da edição de 2026, encerrando quatro dias de programação de uma geração que serviu ao Senhor durante toda a vida que tiveram como centro a Palavra de Deus, a comunhão de Josué e dos líderes que vieram depois dele. A passagem entre os irmãos, o serviço cristão e a reflexão sobre o legamostra uma geração que hado que cada geração pode via presenciado os grandes deixar. feitos de Deus em favor de O 27° Congresso NacioIsrael. nal da Maturidade será realiEm seguida, abordou o zado no Costão do Santinho “perigo”, apresentado em JuíResort, em Florianópolis - SC, zes 2.10: “Depois que toda de 31 de agosto a 03 de seaquela geração foi reunida tembro de 2027. Inscrições aos seus antepassados, surabertas: https://www.e-insgiu uma nova geração que cricao.com/cbb/maturidanão conhecia o SENHOR e o de2027 n Foto final com participantes do Congresso que ele havia feito por Israel”.
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“Somos Um”: Intercâmbios da JUBAMA reúnem mais de 2.000 pessoas na abertura do Mês da Juventude De diferentes cidades e realidades, jovens se encontraram para celebrar a fé e viver, na prática, a unidade da Juventude Batista Maranhense.
Intercâmbio da Juventude da Região do Alto Turi na PIB de Governador Nunes Freire
Intercâmbio da Juventude da Região Vale do Munim na PIB de Rosário
Juventude Batista Maranhense Diferentes cidades, diferentes Igrejas, diferentes histórias. Um só propósito. Foi assim que o Maranhão viveu a abertura do Mês da Juventude com os Intercâmbios JUBAMA, uma mobilização que promoveu 24 intercâmbios simultâneos em diferentes regiões do estado, reunindo 2.096 pessoas. Com o tema “Somos Um”, a iniciativa promovida pela Juventude Batista Maranhense (JUBAMA) mostrou, na prática, que a unidade vai além das distâncias geográficas. Jovens de diferentes comunidades se encontraram para celebrar a fé, fortalecer vínculos e lembrar que fazem parte de uma mesma família. A mobilização envolveu as Igrejas e juventudes vinculadas à Convenção Batista Maranhense (JUBAISA, JUBAVAM, JUBARC, JUBAIXADA, JUBALEM e JUBAT), os 23 intercâmbios alcançaram municípios como Caxias, Timon, São Luís, Turilândia, Pinheiro, Viana e Cândido Mendes, entre outras localidades. Em cada cidade, uma realidade diferente. Em cada igreja, uma história. Mas, apesar das diferenças, a mensagem permanecia a mesma: Somos Um. Os intercâmbios não foram apenas encontros entre jovens. Foram momentos que tornaram visível uma unidade que muitas vezes não pode ser percebida no dia a dia. Jovens que talvez nunca tivessem se encontrado puderam compartilhar abraços, conversas, louvores, experiências e a alegria de pertencer a algo maior do que suas próprias comunidades locais. Por trás do número de 2.096 participantes, existem milhares de histórias. São jovens que servem em suas igrejas, lideram ministérios, cantam, ensinam, evangelizam, oram e sonham com aquilo que Deus pode fazer por meio de uma geração disposta a caminhar junta. O tema “Somos Um” deixou de ser apenas uma frase para se tornar uma experiência vivida. Porque a unidade não significa que todos são iguais. Significa reconhecer que, mesmo com diferentes dons, histórias e contextos, existe
Intercâmbio das Áreas 1, 2 e 3 da Juventude da Região da Ilha de São Luís na PIB de São Luís
Intercâmbio da Juventude da Região da Baixada na Primeira Igreja Batista em Matinha
uma mesma fé que nos une e um mesmo propósito que nos faz caminhar lado a lado. O Mês da Juventude começou assim: com 24 intercâmbios acontecendo simultaneamente, igrejas de portas abertas, cidades em movimento e uma geração descobrindo que, quando caminha unida, sua presença alcança muito mais longe. 2.096 pessoas. 24 intercâmbios. Diferentes cidades. Muitas histórias. Uma só juventude. Somos Um. n
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Homens Batistas promovem 2° Mutirão no Sítio do Sossego Mobilização aconteceu no início de setembro.
Fileira 1: Voluntários do Rio de Janeiro, Bahia e Distrito Federal participaram da ação voluntária
Jairo de Souza Peixoto
coordenador da Secretaria Nacional de Homens Batistas
“Escondido entre altas montanhas, verdes matas e um céu azul de anil, encontramos o mais precioso patrimônio dos batistas do Brasil, Sítio do Sossego, fonte de inspiração. Sítio do Sossego, serás para sempre por todos lembrado com grande emoção ...” (trecho do hino Sítio do Sossego, de autoria do pr. José Edson Machado). Nos dias 04 a 06 de setembro tivemos a segunda edição do Mutirão no Sítio do Sossego, desta vez com a especial participação dos homens Batistas da Bahia, verdadeiros discípulos! Foram momentos inesquecíveis os que passamos ali, em poucos dias, revitalizando o Núcleo Alvorada, fechando e abrindo portas, além da construção de uma varanda. Ver homens subindo morro, em cima dos telhados, em plena chuva, foi emocionante e encheu nosso coração de alegria e louvor a Deus. Somos um! Homens Batistas, Homens discípulos, Embai-
Voluntários revitalizaram o Núcleo Alvorada
Cooperação foi fundamental para nova fase do mutirão
xadores do Rei Valentes e Embaixadores do Rei! Todos num só ideal: Ser e multiplicar discípulos de Jesus! E ainda vem mais, prepare-se para Ser Um conosco! Irmãos que cooperaram nesta edição: Abrão Cunha (I.B. Memorial do Centenário, em Vitória da Conquista - BA); Adalberto Jorge (PIB Feira de Santana - BA); Arnaldo (PIB Missionária de Brumado - BA); Epaminondas (PIB Caetité - BA); Eduilson (IB Independência e Vida - Vitória da Conquista - BA); Francisco Brandão (PIB Jd. Primavera, em Duque de Caxias - RJ); Gilson Freire (IB Independência e Vida, em Vitória da Conquista - BA); José Marcos (PIB Missionária de Brumado - BA); Manoel Assis (PIB Missionária de Brumado - BA); Martinei: (PIB Missionária de Brumado - BA); E junto desses tivemos a colaboração preciosa da equipe do Sítio com os irmãos Deivid Couto (administrador), Reginaldo, Glorinha e Alcimar, aos quais também devemos imensa gratidão. E que tudo seja somente para glorificar nosso Rei Jesus Cristo! n
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PONTO DE VISTA FÉ PARA HOJE
Confie em Deus
Uma abordagem do Salmos 23
Pr. Oswaldo Luiz Gomes Jacob
tem água ou estação e fazer animais descansarem ali”. Os pastos significam alimento e lugar de descanso. As águas tranquilas significam a renovação das forças e o encorajamento. O nosso Pastor supremo está comprometido com a nossa provisão ampla – física, emocional, psíquica e espiritual.
Três benefícios básicos dos Salmos: 1) São uma orientação para a adoração; 2) Demonstram a nós como podemos ter relacionamento honesto com Deus; e 3) Demonstram a importância da reflexão e da meditação sobre as coisas que Deus fez por nós (Fee e Stuart, p.194). Dez Salmos, entre eles o 23, centralizam sua atenção CONFIE EM DEUS, POIS ELE É O NOSSO no fato de que se pode confiar em Deus, e que mesmo em PASTOR EM CRISTO JESUS, QUE NOS GUIA tempos de desespero, Sua bondade e Seu cuidado para com PELOS CAMINHOS DA JUSTIÇA (v. 3). Seu povo devem ser expressos. Deus deleita-se em saber que aqueles que nele creem confiam nÊle para sua vida e “Ao prover às ovelhas provisões abundantes de comida para aquilo que Ele os determina dar (Fee e Staurt, p. 185). e água refrescante, o bom Pastor restaura o espírito, a vida Examinemos alguns ensinos preciosos desse Salmo tão e a vitalidade do salmista para que ele continue a jornada instrutivo e tão edificante. para casa” (Waltke, Houston e Moore, p. 462). Vivemos num mundo de injustiça, na contramão da jusCONFIE EM DEUS, POIS ELE É O NOSSO PASTOR tiça de Deus que está em Cristo Jesus. A frase “por amor EM CRISTO JESUS E NADA NOS FALTARÁ (v.1). do Seu nome”, significa que o nome representa a personalidade. O Senhor zela pela Sua integridade pessoal, para O EU SOU (Êxodo 3.14) é o nosso pastor. Não nos faltarão atuar, para manter Seus pactos, seja por guiar (Sal 23.3; o sustento, a água, a renovação das nossas forças, a Sua 31.3), perdoar (Sl 25.11; 79.9), poupar (1 Sm 12.22; Is 48.9; justiça, a Sua proteção, a Sua hospedagem de honra, a Sua Jr 14.7,21; Ez 20.44) ou salvar (Sl 106.8; 109.21; 143.11). O bondade e a Sua misericórdia, o Seu amor, a Sua graça, a nome e a pessoa são inseparáveis. Os caminhos da justiça Sua segurança eterna. Esse verso revela a ampla provisão de Deus nas circuns- significam retidão, integridade, pureza, isenção, equilíbrio, tâncias mais difíceis da vida. O texto revela a nossa depen- coração inteiro. dência total da bondade de Deus e da compaixão para cuidar; CONFIE EM DEUS, POIS ELE É O NOSSO e vincula que este relacionamento é baseado em confiança PASTOR EM CRISTO JESUS, QUE NOS amorosa (Waltke, Houston e Moore, p. 460). CONDUZ EM PLENA SEGURANÇA (v.4). O verso também revela o Seu poder sobre todas as coisas. Nada escapa ao domínio e a soberania de Deus. Esse Era a tarefa do pastor conduzir as ovelhas em um camiverso nos conecta com o reconhecimento e com a gratidão nho seguro tanto para o aprisco como também do aprisco. de Paulo pela provisão de Deus por meio da Igreja de Filipos Ao se desgarrar, a ovelha perdida, estava em contante pe(Filipenses 4.10-20). rigo, mas o Pastor buscava encontrá-la e protegê-la (Waltke, Houston, Moore, p. 465). CONFIE EM DEUS, POIS ELE É O NOSSO PASTOR Não devemos ter medo, pois o Senhor está conosco em EM CRISTO JESUS, QUE NOS LEVA A PASTOS todo o tempo. O EU SOU caminha ao meu lado. A vara para VERDEJANTES E ÀS ÁGUAS TRANQUILAS (v.2). afugentar os predadores e o cajado do resgate (para tirar a O Senhor nos faz repousar – uma experiência de sacia- ovelha do buraco) estão sempre prontos para a Sua intermento. Ele me conduz significa “conduzir a um lugar que venção.
PONTO DE VISTA Em seu cântico de vitória, o apóstolo Paulo expressa a sua plena confiança no Senhor (Romanos 8.38-39). CONFIE EM DEUS, POIS ELE É O NOSSO PASTOR EM CRISTO JESUS, BONDOSO HOSPEDEIRO (v.5). Como nos ensina Meyer, o Senhor nos prepara uma mesa no meio do ódio (inimigos), e nos protege com os anjos gêmeos, bondade e misericórdia (p. 277). Preparas para mim sugere a intimidade entre o Hospedeiro e convidado. O tema da provisão e o restante é unido com proteção por acrescentar que a festa acontece à vista “dos meus inimigos” que observam fragilizados. Portanto, tão poderoso é o Hospedeiro que o beneficiário visivelmente se deleita com o banquete régio justamente em frente dos adversários que não podem tocá-lo. Tu me unges, isto é, me tornar gordo (diferente de ungir ou consagrar). O ungir deste verso significa derramar óleo de oliva na cabeça dos convidados, conotando riqueza, generosidade e cuidado do hospedeiro para promover a restauração, alegria e cura do convidado cansado e ferido: Em um clima onde pele seca era um problema, especialmente para os viajantes, unção com o óleo era um revigoramento (v.5), que em um nível literal, entretanto, refere-se ao óleo curativo aplicado em uma ovelha ferida e no aprisco no fim do dia (Waltke, Houston e Moore, p. 466). O meu cálice transborda. O cálice funciona como uma figura de linguagem para todos os pratos sobre a mesa que estão cheios a ponto de transbordar com as carnes, cereais e legumes preparados (Waltke, Houston e Moore, p. 466).
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CONFIE EM DEUS, POIS ELE É O NOSSO PASTOR EM CRISTO JESUS, NOS CONCEDENDO BONDADE E MISERICÓRDIA EM TODOS OS DIAS DA NOSSA VIDA CULMINANDO COM A ETERNIDADE (v.6). O nosso Pastor nos concede bondade e misericórdia todos os dias de nossa vida. Aqui temos o EU SOU como eterna benevolência. Jesus nos prometeu as muitas moradas da casa do Pai (João 14.1-2). Por causa da obra completa de Cristo fomos destinados à casa do Pai com segurança (João 10.28). Lá não haverá mais morte, nem tristeza, nem choro, nem dor, nenhum sofrimento, pois as coisas antigas já passaram (Ap 21.4). Muitos conhecem o salmo do Pastor, mas poucos o Pastor do Salmo. Nesse texto belíssimo, aprendemos que temos o EU SOU como o nosso Pastor Supremo em Cristo Jesus que nos supre em tudo o que precisamos; que nos conduz ao descanso, ao refrigério; que nos guia pelo caminho da justiça que é Cristo; que nos acompanha em plena segurança, nos protegendo a cada instante; que nos oferece graciosamente um banquete, caracterizado por Sua bondade e Sua misericórdia, nos garantindo a vida eterna com Ele. Como nos ensina Meyer, p. 277: Deixemos que Deus cuide de nossas necessidades. Nós não precisamos de nada a não ser dele. Seus pastos são verdejantes; suas águas; águas de descanso. Ele nos proporciona refrigério quando estamos cansados; cura-nos, quando doentes; restaura-nos na caminhada; guia-nos a caminhos retos, apesar de íngremes; acompanha-nos no vale com a vara, para defender-nos dos adversários e o cajado para retirar-nos dos buracos; prepara-nos uma mesa no meio do ódio dos inimigos; e nos abençoa com a Sua bondade e com a Sua misericórdia. O EU SOU é o nosso Pastor incomparável. Portanto, confiemos nele. n
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PONTO DE VISTA OBSERVATÓRIO BATISTA
Discernimento no caos: 10 passos éticos para o voto cristão Lourenço Stelio Rega O Brasil atravessa um período histórico profundamente dramático, marcado por intensa instabilidade institucional, polarização predatória e erosão contínua de valores éticos. O cenário público, por vezes corroído pela corrupção, pelo patrimonialismo e pelo desrespeito às liberdades fundamentais, gera em muitos cidadãos sentimento de perplexidade, desilusão e desesperança. Contudo, a apatia paralisante não é uma opção válida para o discípulo de Cristo. Preocupa que muitos de nós estamos aprisionados em uma espiral do silêncio e que nem sempre temos cumprido nossa missão profética, como os profetas do passado na Bíblia tiveram de denunciar a corrupção e a injustiça. A democracia não pode ser apenas uma etiqueta que identifique um modelo político ou que seja apenas ligada às urnas de votação, pois só há democracia concreta quando existe uma cultura democrática praticada pelos cidadãos. Até que ponto de fato isso é real em nosso país? Avaliando desde há décadas em nossa história, qual é o investimento em políticas públicas e na sociedade organizada que estimulam o desenvolvimento do espírito democrático em nossa nação? A fé bíblica não se confina ao espaço dominical ou eclesiástico, pois ela exige presença transformadora nos “outros seis dias” da semana. Também diante das urnas, o cristão é chamado a atuar como sal da terra e luz do mundo (Mateus 5.13ss), exercendo sua cidadania com sabedoria, responsabilidade moral e temor a Deus, o Proprietário de tudo. Para orientar essa decisão decisiva para o futuro da nação, sem desejar dar alguma fórmula mágica como se fosse alguma receita “culinária”, podemos pelo menos destacar alguns lembretes fundamentais baseados em princípios éticos e valores bíblicos. 1. Busque discernimento em oração: O ponto de partida da ação cívica do cristão é a dependência espiritual. Antes de alinhar-se a discursos inflamados ou paixões partidárias, é necessário orar com sinceridade pela pátria, pedindo a Deus sabedoria e discernimento para examinar as propostas com clareza e sem cegueira ideológica. 2. Exija histórico de integridade (“Ficha Limpa”): As Escrituras orientam a escolha de líderes capazes, tementes a Deus e que odeiem a avareza e o suborno (Êx 18:21). Investigue a trajetória do candidato. Recuse categoricamente quem possui histórico comprovado de corrupção, improbidade administrativa ou enriquecimento ilícito. 3. Rejeite a idolatria política: Nenhum governante humano ou partido é o “salvador da pátria”. A nossa esperança reside exclusivamente no Senhor. É essencial rejeitar o messianismo político que promete soluções mágicas e exige devoção cega, lembrando que políticos são apenas servos temporá-
rios vocacionados ao bem comum. 4. Exija compromisso inegociável com a verdade: A corrupção floresce na mentira e no engano. Avalie se o candidato pauta sua atuação pela honestidade e pela transparência pública ou se recorre a fake news, manipulação de fatos, calúnias e promessas demagógicas e irrealizáveis para angariar apoio popular. 5. Defenda a dignidade da vida humana: O ser humano é criado à imagem de Deus (imago Dei). O voto cristão deve priorizar candidatos que defendam a vida em todas as suas etapas, desde a concepção até a morte natural, opondo-se a políticas que promovam a cultura do descarte, da degradação e a banalização da existência. 6. Zele pelas liberdades fundamentais: A liberdade de consciência, de culto e de expressão é indispensável para a convivência democrática, para a proclamação e vivência do Evangelho. Rejeite candidatos e projetos políticos que flertam com o autoritarismo, a censura velada ou o cerceamento da fé na esfera pública. 7. Oponha-se à autonomia irresponsável: A cultura contemporânea estimula o egocentrismo ético, em que o indivíduo se torna norma para si mesmo sem importar-se com o bem comum. Busque postulantes que valorizem o fortalecimento da família, o respeito aos relacionamentos sadios e a responsabilidade social. 8. Avalie a competência e o preparo técnico: A intenção virtuosa não substitui a capacidade de gestão. Verifique se o candidato possui conhecimento das demandas públicas, preparo técnico e propostas realizáveis para áreas cruciais como saúde, segurança pública, economia e educação de qualidade que forme o sujeito histórico democrático. 9. Combata o patrimonialismo e os privilégios: O dinheiro público pertence à sociedade e deve servir à população, em especial aos mais vulneráveis. Descarte candidatos que utilizam o poder estatal para aparelhar instituições, favorecer elites econômicas ou perpetuar oligarquias no poder. 10. Promova a paz e a conciliação social: O ambiente eleitoral é frequentemente tomado pelo ódio e pelo espírito de vingança. O cristão deve ser promotor da paz (Mt 5.9), optando por líderes que busquem o diálogo maduro, a justiça e a coesão social, sem cultivar a hostilidade e o ressentimento contra opositores. Nas urnas, o voto do cristão não deve ser um gesto burocrático ou motivado por interesse individualista, mas uma expressão concreta de mordomia e amor ao próximo. Como embaixadores de Cristo (II Coríntios 5.20), somos chamados a representar os valores do Reino de Deus na vida pública. Escolher candidatos honestos, competentes e comprometidos com a verdade é o caminho para estancar o caos moral e institucional, construindo um futuro de dignidade, justiça e paz para toda a nação brasileira. n
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