ANO CXXI EDIÇÃO 13 DOMINGO, 27.03.2022
R$ 3.20 ISSN 1679-0189 ÓRGÃO OFICIAL DA CONVENÇÃO BATISTA BRASILEIRA
FUNDADO EM 1901
Recife, Oxente!
Batistas pernambucanos se preparam para receber a 102a Assembleia da CBB No dia 14 de março, estiveram reunidos no Seminário de Educação Cristã, em Recife-PE (SEC) relatores e voluntários das comissões de trabalho, trazendo atualizações sobre as atividades desenvolvidas em prol da 102a Assembleia da Convenção Batista Brasileira, (CBB) que será no Recife, em 2023. Confira a matéria completa na página 9. Reflexão
Missões Nacionais
Missões Mundiais
Notícias do Brasil Batista
LGPD para Igrejas
Ampliando horizontes
PEPE 21 anos
Centenária
Texto explica mudanças da LGPD para as Igrejas
Cristolândia de Piratininga - SP inaugura sala de informática
Programa de educação da JMM comemora os resultados durante este tempo
PIB em Jacarepaguá - RJ completa 100 anos de fundação
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REFLEXÃO
O JORNAL BATISTA Domingo, 27/03/22
EDITORIAL
Recife, Oxente! É de conhecimento de todos, há algum tempo, que a 102a Assembleia da Convenção Batista Brasileira será realizada no estado de Pernambuco, em sua capital Recife, de 19 a 22 de janeiro de 2023, com as atividades das organizações, a chamada “Semana Batista”, a partir do dia 16. As inscrições foram abertas há pouco mais de um mês, no dia 21 de fevereiro. Pode parecer longe, mas faltam apenas 10 meses para este grande evento
acontecer. São muitos detalhes para que tudo possa acontecer da melhor maneira possível nestes dias de celebração ao Senhor pelos Batistas brasileiros. É por isso que os Batistas de Pernambuco estão a todo o vapor! Dedicamos toda a página 9 para falar da reunião que aconteceu no Seminário de Educação Cristã, o SEC, no dia 14 de março. As comissões apresentaram suas ideias e o que já tem sido realizado para a CBB23, como eles chamam.
Temos certeza que será uma bênção! É nosso objetivo também registrar, não só em OJB, mas em nossas redes sociais, toda a movimentação e novidades da 102a Assembleia. Então, assim como a CBB e a Convenção Batista de Pernambuco tem se organizado desde já, nós recomendamos que você faça o mesmo também. Pesquise as passagens aéreas, a rede hoteleira mais próxima do local das celebrações, o Ginásio de Esportes Geraldo Magalhães
(Geraldão). Fazendo assim, sua experiência será ainda melhor. Não deixe para a última hora. Acesse o site www.e-inscricao.com/ cbb/102assembleia2023 e garanta já a sua vaga. Será uma alegria passar esses dias com você em Recife-PE. Ah! E se perguntarem a você onde será a próxima Assembleia da CBB, responda assim: RECIFE, OXENTE! Que Deus te abençoe. Que OJB seja um canal de bênçãos para a sua vida! n
( ) Impresso - 120,00 ( ) Digital - 50,00
O JORNAL BATISTA Órgão oficial da Convenção Batista Brasileira. Semanário Confessional, doutrinário, inspirativo e noticioso. Fundado em 10.01.1901
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Moisés Silveira (1940 a 1946); Almir Gonçalves (1946 a 1964); José dos Reis Pereira (1964 a 1988); Nilson Dimarzio (1988 a 1995) e Salovi Bernardo (1995 a 2002) INTERINOS HISTÓRICOS Zacarias Taylor (1904); A.L. Dunstan (1907); Salomão Ginsburg (1913 a 1914); L.T. Hites (1921 a 1922); e A.B. Christie (1923). ARTE: Oliverartelucas IMPRESSÃO: GrafMec
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BILHETE DE SOROCABA
Esposa de pastor, a mulher Pr. Julio Oliveira Sanches Ao reservar uma data específica para comemorar o Dia da esposa de pastor, a CBB desejou homenagear e destacar essas servas de Deus, às vezes anônimas, que prestam relevantes serviços à causa de Cristo. Algumas se sentem vocacionadas para a função. Creem que Deus as chamou para serem esposas de pastores. Realizam o trabalho que lhe é imposto com alegria. Às vezes, as ovelhas as denominam “pastoras.” Recusam a titulação e com sabedoria sabem fazer a distinção entre o pastor vocacionado e aqueles que o auxiliam nas lides do ministério. São vidas anônimas que realizam o que todo salvo deve fazer: servir. Algumas foram surpreendidas pela vocação tardia dos esposos. Aceitaram com alegria o chamado dos maridos para o exercício do ministério. Tentam se adaptar ao título que lhe foi imposto e são bênçãos nas Igrejas onde servem. Há
também as que não aceitam a decisão dos esposos. Preferem congregar em outros rebanhos e se recusam a acompanhá-los. As justificativas são várias. A vida do pastor no púlpito, pregando amor e santidade, difere da vida do homem que habita a mesma alcova. Esse conflito torna a vida do casal infeliz. O ideal é que tais pastores desistam do pastoreio e passem a cuidar apenas da família. Seriam mais uteis à causa de Cristo. Outras se sentem desprezadas e abandonadas pelos esposos. São casadas com pastores que vivem apenas para a Igreja. Deixam a educação dos filhos e a administração do lar para as esposas. Nunca sobra tempo para a família. Não há férias, descanso e diálogo com os filhos. Sempre a mesma desculpa: salário irrisório, muito trabalho a ser realizado, visitas a fazer, atenção aos novos salvos. Perdem os filhos e culpam as esposas, que não conseguem entender o porquê de tanta incoerência. Alguns têm perdido as esposas. As As-
sembleias convencionais comprovam o desprezo que alguns pastores votam a suas esposas e filhos. Não tenho estatística. Mas creio que 80% dos pastores nunca levaram as esposas e filhos a uma assembleia convencional ou a um congresso específico. Cometem pecado gravíssimo. Há as que são casadas com pastores que nunca foram pastores. Jamais sentiram o cheiro ou odor do rebanho. Possuem o título, mas, não exercem o pastoreio. Há centenas deles espalhados por essa Pátria amada. É difícil entender um médico sem clínica. Um atleta que não joga. Um lavrador que não cultiva a terra. Um aviador que nunca pilotou um avião. Pastor sem rebanho é idiossincrasia. Há as que labutam ao lado dos esposos como alegria e dedicação. Não tentam ofuscar os ministérios dos esposos. Embora algumas sejam melhores pregadoras do que seus maridos. Estão sempre presentes, são amadas e admi-
radas pelas Igrejas. Não levam recados das ovelhas aos pastores. Orientam a membresia a serem sinceras e procurar o pastor. Não assumem a presidência da MCM ou do rol dos bebês. Mas, sabem preparar liderança para fazê-lo. Estão sempre presentes nas visitas pastorais. Cuidam da aparência dos esposos. Estão sempre atentas as armadilhas que Satanás coloca na caminhada pastoral. São conselheiras fiéis de seus esposos sem recriminar o ministério pastoral. Veem na posição que ocupam, como esposas de pastores, privilégio especial para servir a Cristo. Centenas delas complementam a manutenção do salário pastoral. Fazem-no sem reclamar ou criticar a Igreja. São meigas e pacientes. Suportam por anos seguidos as mensagens e suas repetições dos esposos. São mulheres que se inserem nas afirmativas de Pv 12.4a e 14.1a: “A mulher virtuosa é a coroa do seu marido.” “A mulher sábia edifica a sua casa.” Esta mulher é a esposa do pastor. n
Evangelho a estes com palavras e exemplos. E, ainda, desperdiçamos a grande bênção de ser instrumento nas mãos do Senhor para falar de Cristo a outra pessoa, contando as experiências pessoais. Se os discípulos tivessem duvidado e não voltassem com seus barcos ao mar como Jesus disse, continuariam sem peixe e a dificuldade seria terrível. Mas eles creram e puderam ver o milagre acontecer na sua frente. E, no final, eles foram convidados para ser “pescadores de homens”. Uma missão importantíssima e que rendeu
muitos frutos para a pregação da Palavra de Deus. Precisamos acreditar mais no Senhor que pode tudo e vai sempre à nossa frente e é capaz de fazer o impossível perfeitamente possível. “Lance a rede”, que de Cristo vem o milagre e uma grandiosa pescaria para a salvação dos que perecem neste mundo que jaz do Maligno. Seja pescador(a) de homens, mulheres, jovens, crianças! O Evangelho precisa de pregadores e de testemunhos de vida! Você aceita ou fugirá a este desafio? n
“Jesus disse: lance a rede!” Rogério Araújo (Rofa) colaborador de OJB
A passagem de Lucas 5.1-11 mostra uma verdadeira e abençoada pescaria. Mesmo após um dia inteiro de trabalho sem pescar um só peixe, os futuros discípulos não contestam quando Jesus os mandou que lançassem a rede ao mar. Pelo contrário, o obedeceram e voltaram com os barcos quase afundando de tantos peixes. No segundo domingo de março celebramos o Dia de Missões Mundiais.
E o tema de determinado ano de Missões Estaduais da Convenção Batista Fluminense foi: “Jesus disse: lance a rede”. E a divisa em Lucas 5.4b: “Lance as vossas redes para a pesca”. Quantas vezes Jesus ordena que lancemos as redes em certa direção e o contestamos dizendo: “Mas, Senhor, eu já tentei de tudo e esse mar não está pra peixe!”? Esquecemos que do mestre vem o poder de boa pescaria em locais improváveis. Podemos perder muitas almas que estão à nossa volta se não pregarmos o
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REFLEXÃO
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Uma palavra consoladora Celson Vargas
pastor, colaborador de OJB
“Sabemos que, se a nossa casa desse tabernáculo se desfizer, temos da parte de Deus um edifício, casa não feita por mãos, eterna, nos céus” (II Co 5.1). O texto, em primeiro lugar, se refere ao nosso corpo terrestre, que infalivelmente será, em algum tempo, desfeito pela morte física. Isso, naturalmente nos leva a certas angústias da alma, pois amamos a vida, e estamos nisso certos, pois ela é uma dádiva de Deus. Sabedor desse estado que somos tomados diante da realidade da morte, o nosso Deus, na segunda parte do texto, nos revela uma verdade consoladora, que consiste na promessa de um corpo em estado de glorificação, que podemos receber de Sua parte, quando da ressurreição dos mortos, que será por Ele efetuada no final dos tempos. Esse corpo será totalmente imune de todas as fraquezas humanas que nosso corpo presente abriga, e que nos leva a todos os sofrimentos e infortúnios dessa vida. Esse corpo será semelhante ao corpo com o qual Jesus foi ressuscitado para, a seguir, voltar aos céus junto ao Pai, de onde
saiu para vir realizar nossa redenção, ou justificação de nossos pecados. Um corpo portador de caráter eterno, para habitar na mesma morada de Deus e Jesus. Um lugar sem dores, mortes, tristezas, lágrimas. O céu. “Porque é necessário que este corpo corruptível se revista da incorruptibilidade, e que o corpo mortal se revista da imortalidade” (I Co 15.53). Esse corpo provém de Deus e habitará nos céus. “Então ouvi grande voz vinda do trono, dizendo: Eis o tabernáculo de Deus com os homens. Deus habitará com eles. E lhes enxugará dos olhos toda lágrima, e a morte já não existirá, já não haverá luto, nem pranto, nem dor, porque as primeiras coisas passaram” (Ap 21.3-4). A palavra consoladora de Deus para nós nesse dia, é que todos podemos caminhar nessa vida, absolutamente convictos de que receberemos esse corpo propício para aquela morada. Como obtermos essa certeza, é a natural pergunta. A Bíblia responde através da palavra do próprio Jesus: “De fato a vontade de meu Pai é que todo homem que vir o filho e nele crer, tenha a vida eterna; e eu o ressuscitarei no último dia” (Jo 6.40). Se ainda não tem essa certeza, permita que essa vontade de Deus se cumpra em você. n
Olavo Feijó
pastor & professor de Psicologia
Como sustentar o Reino de Deus “Veio, porém, a lei para que a ofen- uma viúva pobre. sa abundasse; mas, onde o pecado “Jesus estava no pátio do Templo abundou, superabundou a graça” (Rm e viu a pequena oferta que uma viúva 5.20). pobre ofereceu: ‘duas moedinhas sem valor’. Então, Ele disse - Eu afirmo a Ao ensinar a parábola da “moeda vocês que esta viúva pobre deu mais perdida”, Jesus revelou-nos: “Pois Eu do que todos. Porque os outros deram digo a vocês que assim também os do que estava sobrando. Porém, ela, anjos de Deus se alegrarão por causa que é tão pobre, deu tudo o que tinha de um pecador que se arrepende dos para viver” (Lc 21.2-4). seus pecados” (Lc 15.10). Em outras O poder de Deus suplanta incompapalavras, Jesus quis nos ensinar que ravelmente o poder do pecado. É isto nossa abordagem, quando tratamos que a Bíblia nos revela, na carta que das necessidades espirituais das Paulo escreveu aos Romanos: “Mas, pessoas, deve ser mais qualitativa do onde aumentou o pecado, a graça de que quantitativa. Daí o comentário do Deus aumentou muito mais ainda” (Rm Mestre, quando analisou a oferta de 5.20).
Amor como resposta aos problemas da Igreja (I Coríntios 13.4)
José Manuel Monteiro Jr. pastor, colaborador de OJB
Na grande maioria das vezes, o texto de I Coríntios 13 é usado para retratar a relação conjugal ou serve de base para usarmos em datas especiais como noivado e casamento. Na verdade, quando Paulo escreveu esse lindo trecho, ele tinha em mente outra coisa. O apóstolo lista as qualidades do amor que estão diretamente relacionadas com os problemas da Igreja de Corinto. O reverendo Augustus Nicodemos Lopes faz a seguinte observação: “Ao dizer o que o amor é, o que ele não é e o que faz, Paulo está prescrevendo a solução para as divisões, os ciúmes, o egoísmo - enfim, a carnalidade - dos crentes de Corinto”. Ao nos depararmos com as qualificações do amor listadas pelo apóstolo Paulo devemos ter em mente a situação espiritual da Igreja em Corinto. O
teólogo Warren Wiersbie diz: “Quando se reuniam, os coríntios mostravam-se impacientes uns com os outros, mas o amor lhes daria longanimidade. Invejavam os dons uns dos outros, mas o amor removeria essa inveja. Estavam ensoberbecidos, mas o amor poderia remover esse orgulho e engrandecimento próprio e, em seu lugar, colocar um desejo de exaltar o outro”. O Espírito Santo de Deus foi cirúrgico ao inspirar o apóstolo Paulo na descrição de um elemento tão importante e vital para a Igreja, que é o amor. O amor é fundamental e determinante para a vida coletiva da Igreja, por isso devemos saber mais precisamente o que ele é. Gostaria de nestas poucas linhas elencar alguns pontos para a nossa reflexão. Em primeiro lugar, o amor quando afrontado não revida (13.4). O amor não revida justamente porque é paciente. A palavra grega usada para descrever a pa-
ciência aqui é makrothymia. Essa palavra descreve o homem ou mulher que foi afrontado e que tendo a oportunidade e o poder para vingar-se não o faz. O teólogo Simon Kistemaker faz a seguinte declaração: “O amor está disposto a aceitar os traços desagradáveis da personalidade da outra pessoa e mostrar paciência duradoura’. Em segundo lugar, o amor reage com bondade aos que nos maltratam (13.4). Nós sofremos mais por aquilo que as pessoas nos fazem do que propriamente pelas circunstâncias. Mágoas, feridas, humilhação, abuso, são coisas pelos quais passamos por causa das pessoas que nos cercam. Deus sabe dos conflitos que enfrentamos por causa das ações ruins das pessoas. É justamente neste contexto que a benignidade é importante. Pessoas benignas têm o coração disposto para perdoar. Hernandes Dias Lopes diz: “Quando não perdoo e guardo mágoa, entrego meu
destino na mão da outra pessoa. O perdão é a faxina da mente”. Em último lugar, o amor não se ressente do sucesso alheio (13.4). Paulo, usado e guiado pelo Espírito Santo de Deus, informa que o amor não inveja - traduzindo, o amor não sente ciúmes ou desprazer perante o sucesso de alguém. Não vive a comparar-se com outros nem sente forte indignação, ou ressentimento, quando percebe que alguém tem mais ou é superior em alguma coisa. A Bíblia está cheia de ilustrações que exemplificam os efeitos desastrosos que a inveja tem sobre os relacionamentos pessoais. Caim teve inveja de Abel e o matou (Gênesis 4.4-5) Os filhos de Jacó invejaram José e o venderam como escravo (Atos 7.9). A inveja é um sentimento medíocre. O invejoso, em vez de alegrar-se com o que tem, entristece-se com o que os outros têm. A inveja apodrece o coração de quem a alimenta e pode ferir quem dela é alvo. n
REFLEXÃO
José Luís Palmeira
O JORNAL BATISTA Domingo, 27/03/22
A Resolução CD/ANPD n.º 02/2002 e a flexibilização da LGPD para as Igrejas.
advogado, membro da Primeira Igreja Batista no Jardim das Indústrias, em São José dos Campos - SP
Conforme já esperado e devidamente previsto em textos anteriores (OJB22/2021), a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) demandou novas regulamentações para acomodar os seus objetivos e exigências, não somente ao tecido social preexistente, mas também aos organismos da sociedade que estão em constante desenvolvimento. Nesta linha, a Agência Nacional de Proteção de Dados, (ANPD) no cumprimento de sua agenda regulatória, vem aos poucos delineando o corpo e forma da estrutura inicialmente criada pela Lei 13.709/2018. Assim, desde a sua constituição, a ANPD já criou fóruns de discussões, consultas públicas, guias orientativos, manuais, documentos padronizados e resoluções de seu conselho diretor para a regulamentação de matérias específicas. Dentre os atos regulatórios, um dos mais aguardados é a Resolução CD/ANPD n.º 02/2002, que institui a redução da carga regulatória, imposta pela LGPD, ou a sua flexibilização para os Agentes de Tratamento de Dados de Pequeno Porte (ATDPP), sem com isso alterar os direitos fundamentais de proteção aos dados pessoais dos seus respectivos titulares. A definição de Agente de Tratamento de Dados de Pequeno Porte (ATDPP), criada pelo próprio ato normativo, é toda pessoa jurídica que se intitula, na forma da legislação específica vigente, como: empresa de pequeno porte, microempresa, Startups, bem como as pessoas jurídicas do direito privado, inclusive sem fins lucrativos, nesta se enquadram as Igrejas. Com efeito, ainda que se beneficie das dispensas ou flexibilidades trazidas pela resolução CD/ANPD nº 02/2002, é importante destacar que a natureza jurídica ou mesmo o pequeno porte de uma instituição não a isenta do cumprimento dos demais dispositivos da LGPD em sua essência, princípios e bases legais. E nem da obrigação de adotar as medidas administrativas e técnicas, mínimas necessárias, para garantir a segurança da informação e proteção aos direitos do titular dos dados pessoais. Mas afinal, o que mudou? Entre os principais pontos de mudança, ou dispensa e flexibilização das obrigações, da LGPD, para Agentes de Tratamento de Dados de Pequeno Porte (ATDPP) estão:
I - A simplificação da forma de elaboração e registro de operações de tratamento de dados pessoais. Obrigação estabelecida no Art. 37 da LGPD. A ANPD fornecerá modelo para o registro simplificado; II - A simplificação do procedimento para a comunicação de incidentes de segurança. A ANPD disporá sobre a flexibilização ou procedimento simplificado em regulamentação específica a ser publicada pela referida agência; III - A possibilidade de estabelecer uma Política de Segurança da Informação simplificada, levando em conta o custo de implantação, estrutura, escala e volume das operações; IV - A faculdade dos Agentes de Tratamento de Dados de Pequeno Porte (ATDPP) (inclusive de alto risco) a se organizarem por meio de entidade de representação de atividade empresarial, pessoa jurídica ou física, para fins de negociação, mediação e conciliação de reclamações apresentadas por titulares de dados. Este benefício poderá ser aplicado ao caso de organizações religiosas que pertençam ou sejam filiadas a entidades representativas, tais como: Associações, Denominações, Ordens, Convenções, Conselhos etc., desde que se enquadrem na legislação vigente e atendam aos requisitos deste ato regulatório. V - O estabelecimento de prazos diferenciados para o atendimento das obrigações. Será concedido prazo em dobro: Para atender as solicitações dos titulares referentes ao tratamento de seus dados pessoais (conforme previsto no art. 18, §§ 3º e 5º da LGPD); Nas comunicações à ANPD e ao titular em caso de incidentes de segurança. Exceto quando houver potencial comprometimento à integridade física ou moral dos titulares ou à segurança nacional, devendo, nesses casos, a comunicação atender aos prazos conferidos aos demais agentes de tratamento; no fornecimento da declaração clara e completa prevista no Art. 19, II da LGPD; E, por fim, a alteração referente ao prazo para fornecer a declaração simplificada de que trata o art. 19, I, da LGPD, que de imediato passou para 15 (quinze) dias. A ANPD publicará detalhes de regulamentação de acordo com as necessidades específicas de cada situação. Demais prazos serão objeto de regulamentação própria a ser publicada pela citada Agência.
VI - A dispensa da obrigatoriedade da indicação do encarregado pelo tratamento de dados pessoais (DPO) exigido no art. 41 da LGPD, devendo, neste caso, disponibilizar um canal de comunicação para o exercício dos direitos dos titulares na forma do Art. 41, §2º, I da LGPD. Entretanto, ressalta o Ato Regulatório em comento, que a indicação de um encarregado dados (DPO) por parte dos agentes de tratamento de pequeno porte (ATDPP) será considerada política de boas práticas e governança para fins dos parâmetros atenuantes dispostos no art. 52, §1º, IX da LGPD. Quem não pode se beneficiar? Exceções aos benefícios da Resolução da ANPD.
1. Agentes que realizam tratamento de alto risco para os titulares, consoantes definições específicas previstas no artigo 4º do Ato Regulatório; 2. Empresas, que obtêm receita bruta superior ao limite previsto pela legislação vigente; 3. Agentes de tratamento que pertençam, de fato ou de direito, a grupo econômico com receita global superior à prevista na legislação vigente; Aplica-se também aos casos em que a organização religiosa, por qualquer motivo, não se enquadre na legislação própria vigente. O Ato Regulatório, em seu Art. 4º e incisos, também define o tratamento de alto risco como sendo aquele que atender cumulativamente, a pelo menos um critério geral e um critério específico, dentre os a seguir indicados: I - Critérios gerais: a) tratamento de dados pessoais em larga escala; ou b) tratamento de dados pessoais que possa afetar significativamente interesses e direitos fundamentais dos titulares; II - Critérios específicos: a) uso de tecnologias emergentes ou inovadoras; b) vigilância ou controle de zonas acessíveis ao público; c) decisões tomadas unicamente com base em tratamento automatizado de dados pessoais, inclusive aquelas destinadas a definir o perfil pessoal, profissional, de saúde, de consumo e de crédito ou os aspectos da personalidade do titular; ou d) utilização de dados pessoais sensí-
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veis ou de dados pessoais de crianças, de adolescentes e de idosos. E sequência, define que o tratamento em larga escala será caracterizado quando abranger número significativo de titulares, levando em consideração, o volume de dados envolvidos, bem como a duração, a frequência e a extensão geográfica do tratamento realizado. Acrescenta também que a ANPD poderá disponibilizar guias e orientações com o objetivo de auxiliar os agentes de tratamento de pequeno porte (ATDPP) na avaliação do tratamento de alto risco. Não obstante, o ato regulatório deixa a critério do próprio agente de tratamento de dados, a análise de seu autoenquadramento como agente de pequeno porte, com vistas a usufruir dos benefícios desta regulamentação, prevendo, entretanto, a possibilidade de a ANPD solicitar a comprovação deste enquadramento no prazo de 15 (quinze) dias. Portanto, é necessária uma análise consistente dos requisitos e condições dispostos nos Art. 2º e 3º deste regulamento. Por fim, o Ato regulatório (CD/ANPD nº 02/2002) ainda estabelece que o atendimento às recomendações e às boas práticas de prevenção e segurança divulgadas pela ANPD, inclusive por meio de guias orientativos, manuais, impressos padronizados e demais regulamentações será considerado como observância ao disposto no art. 52, §1º, VIII da LGPD. Em outras palavras será considerado esforço positivo e demonstração de boa-fé na implantação da LGPD e servirá de atenuante no julgamento e aplicação de eventuais penalidades apuradas mediante procedimento legal. Diante de todo o exposto, recomenda-se que a organização religiosa atente para os dispositivos desta regulamentação, uma vez que traz benefícios na qualidade de atenuante regulatória que visa simplificar e até viabilizar a adequação do tratamento de dados do agente de pequeno porte às exigências da LGPD. Entretanto, a Igreja deve sempre fazer uma análise técnica e jurídica criteriosa, para decidir sobre a possibilidade real de enquadramento como agente de tratamento de dados de pequeno porte (ATDPP) e assim desfrutar dos benefícios deste ato normativo. Também deve permanecer atenta à agenda e documentos emitidos pela Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD). Acesso que pode ser obtido pelo site www.gov.br/anpd/pt-br. n
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REFLEXÃO
O JORNAL BATISTA Domingo, 27/03/22
O único poder transformador de vidas Carlos Alberto Martins Manvailer colaborador de OJB
“Porque não me envergonho do evangelho de Cristo, pois é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê; primeiro do judeu, e também do grego” (Rm 1.16). Todos nós, que conhecemos a Palavra de Deus, sabemos da fidelidade, compromisso e submissão inabalável do apóstolo Paulo em relação ao Senhor Jesus Cristo. Se considerarmos quem era Saulo de Tarso e toda a vida que até então levava, humanamente seria quase impossível ao menos imaginar que alguém com o seu status social abriria mão de tudo por amor ao Evangelho. Era alguém privilegiado naquele contexto. Judeu, cidadão romano, centurião, isto é, aquele que comandava 100 soldados romanos. Poderíamos mencionar, pelo menos, três áreas nas quais Saulo de Tarso se destacava de forma singular. A primeira era a religiosa. Pois, como judeu, era extremamente zeloso pela lei, e pertencia ao grupo religioso mais influente daqueles dias: os fariseus. Certamente, com esses atributos era indiscutivelmente um líder da religião judaica. Em segundo lugar, Saulo era detentor legal de autoridade humana. Como centurião romano, detinha o comando sob 100 soldados da elite ro-
mana. Tinha autoridade outorgada pelo Império para perseguir, prender, e, se necessário matar, especialmente, os discípulos. Tanto é que na execução do primeiro mártir do Cristianismo, Estêvão, ele se fazia presente e consentiu com a sua morte. E a terceira e última área em que Saulo de Tarso se destacava era a do conhecimento intelectual. Ele estudou aos pés do maior mestre daqueles dias, Gamaliel. Falava diversos idiomas, especialmente: Grego, Hebraico, Aramaico e o Latim. Saulo de Tarso era um poliglota. Com toda essa bagagem de poder, autoridade e conhecimento, como diz aquele adágio popular: “Ele era o cara”. Essa portanto, era a figura majestosa do então Saulo de Tarso. Entretanto, certo dia, em mais uma de suas incursões no encalço dos discípulos de Jesus, no caminho da cidade de Damasco, aconteceu algo que, a partir daquele momento, mudaria toda a história da sua vida. Em plena luz do dia, o autor e consumador do Evangelho, Jesus Cristo, se apresenta a ele de forma gloriosa. Interrompendo abruptamente a sua caminhada furiosa em direção a Damasco contra os discípulos. A presença sublime e poderosa do Senhor fez com que ele com toda a sua pompa, literalmente caísse por terra. Nada daquilo que era detentor como um cidadão de destaque e prestígio teve algum valor naquele momento. Isto porque, na pre-
sença do Senhor, todo o joelho tem que se dobrar. O certo é que o tão poderoso Saulo, para levantar-se precisou de auxílio, pois sequer conseguia enxergar algo. E aí, então, ele faz a pergunta chave: “quem és tu Senhor? E Jesus responde: “Eu sou aquele a quem tu persegues”. Certamente, Saulo levou um impacto com essa resposta. Creio que jamais ele imaginava que estava perseguindo Deus, quando em sua ignorância perseguia os discípulos. Mas, sempre foi assim, e continua sendo, quem persegue a Igreja do Senhor está perseguindo Ele. Então, após aquele dialogo com o Senhor, Saulo continuou em seu itinerário. Porém, agora mudado em sua característica original. Não mais o comandante dando ordens. Agora precisou ser conduzido, pois não tinha sequer capacidade de se locomover por si mesmo. Ali estava apenas iniciando o processo de total conversão; Estava ele começando a experimentar o poder de Deus em sua vida. Jesus determina para onde Ele deveria ir. E, a partir dali, os planos do Senhor tem início na vida do então Saulo de Tarso. Após três dias em que não vira a luz, pois ficara cego, o Senhor manda Ananias, para orar por ele. E, mesmo um pouco preocupado em se aproximar do tão temido Saulo, após as palavras do Senhor Ananias então vai e ora por ele. Imediatamente cai o que impedia a sua visão, como que escamas de seus
olhos, e ele volta a enxergar. E, a partir de então, sai de cena Saulo de Tarso, e o Senhor começa a forjar aquele que no futuro transformar-se-ia no grande apóstolo Paulo. Após aquele episódio no caminho de Damasco, ele decidiu deixar tudo para trás e dedicar totalmente a sua vida na pregação desse Evangelho maravilhoso e transformador, que ele diz não se envergonhar, conforme o versículo acima. De perseguidor passou a ser perseguido. E sofreu na própria pele o que é ser hostilizado e perseguido por pregar a Palavra que salva e liberta. Mas, em vez de se arrepender de ter abdicado da vida privilegiada de Saulo de Tarso e se transformado no apóstolo Paulo, em várias cartas registra a alegria e o privilégio de servir ao Senhor, com fidelidade, humildade e muita dedicação. Exemplo de servo submisso e leal ao Senhor. Duas passagens sintetizam bem a sua vida e o seu amor a Cristo: “Para mim o viver é Cristo e o morrer é lucro” (Fl. 1.21); “Combati o bom combate terminei a corrida e guardei a fé. Agora me está reservada a coroa da justiça, que o Senhor Juiz, me dará naquele dia; e não somente a mim, mas também a todos os que amam a sua vinda” (II Tm 4.7-8). Que tenhamos o mesmo propósito do Apóstolo Paulo e o mesmo amor a Cristo, enquanto servos do Senhor no serviço do Reino. Amém. n
dade carente de conhecer o Jesus que transforma sua casa, sua vida e sua história. O que me assusta, entristece, tira o sono e desanima é a inércia, despreparo, omissão, distração e a falta de comprometimento daqueles que dizem ter tido um encontro com Cristo um dia. Além de estarem alheios a tudo o que está acontecendo na sociedade atual, ainda participam do que esta sociedade oferece influenciados pelo relativismo, universalismo e falta de uma visão espiritual equilibrada. Surge, a cada dia, grupos
de pessoas doentes querendo cuidar de outros doentes em nome de Cristo. Grupos surgem onde uns espiritualizam tudo e outros perderam por completo a visão espiritual. Uns que encontram na Bíblia textos para explicar sobre tudo, até o que é inexplicável, e outros desqualificando a Bíblia como Palavra de Deus. Surgem às Igrejas online e como consequência os pastores online, Igrejas estas e pastores estes que, em alguns casos, para adquirirem seguidores acreditam ser possível um cristianismo sem mudança de vida (Isaías 30.8-11).
Quanto mais densa for às trevas, mais chances a luz terá de brilhar. Não precisa de muito esforço diante de tamanho desafio, basta testemunhar no poder do Espírito Santo e deixar os resultados com Deus, como dizia Bill Brigth. Que Deus nos desperte, oriente e encoraje, para fazermos o que precisa ser feito, influenciar e não se permitir ser influenciado, falar e não ficar calado, buscar primeiro o Reino de Deus e deixar que as demais coisas sejam acrescentadas. n
Seja luz onde estiver e influenciável para Cristo
Fernando Pinto
pastor da comunidade Batista Esperança, em Rio das Ostras - RJ
A sociedade de hoje não me faz ter medo, não me faz ficar assustado, não me faz ficar triste, não me tira o sono, não me faz chorar, não me deprime e não me desanima. A sociedade de hoje me estimula, faz ficar alerta, incentiva a conhecê-la ainda mais e ajuda na valorização do meu tempo. Uma sociedade desafiadora e doente, necessitada do Cristo que um dia conheci; uma socie-
MISSÕES NACIONAIS
O JORNAL BATISTA Domingo, 27/03/22
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Cristolândia em Piratininga - SP inaugura sala de informática
Redação de Missões Nacionais “Deem graças ao Senhor, porque Ele é bom. O seu amor dura para sempre!” (Sl 136.1). Muitos são os motivos para agradecer a Deus! A obra missionária segue avançando e a Cristolândia em Piratininga-SP é prova disso. Depois de muito trabalho e muita dedicação, a unidade inaugurou um espaço bastante especial: a sala de informática. Um local com computadores era um sonho. “Algumas vezes, quando os alunos entravam no escritório para fazermos o discipulado, eles nos viam
usando o computador e perguntavam: ‘É difícil usar o computador?’ Essa pergunta foi uma motivação para a instalação da sala de informática”, conta a missionária Cidinha Migliavada, gestora da unidade ao lado do marido, pastor Alexandre Migliavada. A partir desses encontros e das perguntas sobre os computadores, a equipe da unidade começou a orar pelo objetivo de montar a sala e logo as orações foram respondidas. “Ganhamos equipamentos, mesas e persianas para a sala. Com a sala montada, começamos a falar com nossos alunos para saber quem realmente gostaria de participar das aulas. Estamos com 15 alunos dan-
do início em duas turmas”, compartilha Cidinha, explicando que as aulas são dadas por parceiros do projeto. Vários outros projetos estão no coração da equipe missionária, visando à melhoria do local, como uma academia e a reconstrução da capela, que está em andamento. Quanto à sala de informática, a ideia é poder oferecer cursos
on-line para alguns alunos que já estão em tratamento adiantado. A intenção é que os alunos se sintam capazes, possam aprender e desenvolver habilidades e estejam cada vez mais aptos para o mercado de trabalho. Vale a pena investir na obra missionária. Faça parte desse grande trabalho! n
Acesse o devocional on-line
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NOTÍCIAS DO BRASIL BATISTA
O JORNAL BATISTA Domingo, 27/03/22
Conselheiros de Embaixadores do Rei são homenageados na Câmara Municipal de Salvador Dia do Conselheiro de ER está no calendário da capital baiana. Fotos: Valdemiro Lopes / Câmara Municipal de Salvador
Lidiane Ferreira
gerente de Comunicação e Marketing da Convenção Batista Baiana
A sexta-feira, dia 11 de março, foi especial para os Embaixadores do Rei. Na data, foi realizada na Câmara Municipal de Salvador uma Sessão Especial em comemoração ao Dia Municipal do Conselheiro de Embaixador do Rei, celebrado em 14 de fevereiro na capital baiana. O coordenador nacional dos Embaixadores do Rei (DENAER), Fabiano Lessa, prestigiou o evento. A solenidade contou também com a presença do secretário-geral da Convenção Batista Baiana (CBBA), pastor Genilson Souto, da gerente de Educação Cristã da CBBA, Meg Matos, do gerente de
Evento teve a participação de lideranças dos ER’s e da Convenção Batista Baiana Expansão Missionária da CBBA, pastor David Pina, do presidente da Associação Batista do Salvador (ABS) e terceiro secretário da CBBA, pastor Daniel Costa, do presidente da União Mis-
Na oportunidade, foram entresionária de Homens Batista da Bahia, pastor Nerinaldo Luís e do coordena- gues placas de homenagem a vádor Estadual de ER, Adalberto Freitas, rios Conselheiros de Embaixadores dentre outros. A solenidade foi uma do Rei. n iniciativa do vereador Ricardo Almeida.
Convenção Batista Cearense lança campanha de Missões Mundiais 2022 Lançamento teve treinamento e live de abertura.
Sâmia Oliveira de Castro
coordenadora de Missões da Convenção Batista Cearense
Os Batistas cearenses participaram, no segundo sábado de março (11), do Lançamento da Campanha de Missões Mundiais 2022 - “Viva a Compaixão”. Igrejas da Convenção Batista Cearense (CBC) estiveram presentes no período da tarde para um Treinamento com Promotores de Missões, com a missionária Rejane Nascimento da Junta de Missões Mundiais (JMM). Na ocasião, o material da Campanha foi apresentado, além da abordagem sobre o papel do promotor de Missões e compartilhamento de experiências missionárias. Em seguida, todos os pastores e promotores presentes participaram, por meio de uma live, da abertura da Campanha no estado do Ceará. As lives misssionárias têm permitido
Missionários da Junta de Missões Mundiais capacitaram promotores das Igrejas Batistas da Convenção Batista Cearense chegarmos aos municípios cearenses e alcançado pessoas de outros estados, que tem conhecido Jesus por meio dos testemunhos missionários. A abertura foi feita por nosso diretor executivo, pastor Pármenas Pereira Coelho, e o nosso missionário da JMM, Sandro Rocha, que trouxe, por meio de
gravação, uma palavra a todo povo Batista cearense. A Celebração de abertura contou com a participação do Ministério de Louvor da Igreja Batista Nova Vida em Cristo, com o Ministério de Libras da CBC e Igreja Batista em Monte Castelo, com testemunhos de missionários da Nicarágua
e Quênia (JMM) e uma grande equipe que serviu na sonorização, transmissão, registro e organização do Lançamento. Encerramos a Celebração com a presença da liderança / pastores / promotores orando por nossos Missionários e mais uma grande e abençoada Campanha que se inicia: Viva a Compaixão. n
NOTÍCIAS DO BRASIL BATISTA
O JORNAL BATISTA Domingo, 27/03/22
Reunião sobre a 102a Assembleia da CBB reúne Batistas pernambucanos no Seminário de Educação Cristã
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Comissões apresentaram seus projetos para a CBB23.
Paula Sales, coordenadora de Comunicação da Convenção Batista de Pernambuco Na segunda-feira, dia 14 de março, estiveram reunidos no Seminário de Educação Cristã, em Recife-PE (SEC) relatores e voluntários das comissões de trabalho, trazendo atualizações sobre as atividades desenvolvidas em prol da 102a Assembleia da Convenção Batista Brasileira, (CBB) que será no Recife, em 2023. A reunião iniciou com um breve lanche e seguiu-se a apresentação das relatorias das 18h30 às 20h30. A comissão de Preparo Espiritual falou sobre a I Jornada de Oração promovida em favor da CBB23 que aconteceu no dia 16 de janeiro, e conduziu um momento de intercessão em favor da atual Diretoria da Convenção Batista de Pernambuco (CBPE), Comissão Coordenadora e voluntários. A comissão de Ação Social apresentou o desafio de arrecadar 30 toneladas de alimentos e a expectativa de trabalhar junto às instituições de ação social ligadas à CBPE, como o Lar Elizabeth Mein. A comissão de Esportes está articulando ações ao longo do ano que envolvam atividades físicas associadas à promoção da CBB23 e ações evangelísticas. A equipe de Evangelismo tem articulado a execução de clarinadas*; a próxima será no dia 28 de maio com a Associação Agrestina. A equipe de Promoção já conta com quase 40 voluntários e tem desenhado estratégias de ação para chegar presencialmente em cada Igreja de Pernambuco. A tarefa não é fácil, são aproximadamente 800 templos, mas a equipe põe-se animada diante do cenário. A equipe de Finanças levou um vídeo de apresentação do aplicativo desenvolvido especialmente para a CBB23, os relatores terão acesso à plataforma e realizarão toda a gestão orçamentária nele. As aprovações de custos e acompanhamento das solicitações também serão feitas através do aplicativo que neste momento já está sendo testado pelos relatores de cada comissão. A equipe de hospedagem conta com
Igrejas, Associações e organizações estão mobilizadas para a CBB23
Comissões apresentaram os primeiros projetos para a 102a Assembleia da CBB
Convenção Batista de Pernambuco realizará outros encontros durante o ano de 2022 homens e mulheres verdadeiramente hospitaleiros. A comissão tem buscado soluções para quem prefere acomodação em hotel, pousada ou hospedagem econômica. A Igreja Batista da Lagoa, Primeira Igreja Batista de Mustardinha, Igreja Batista da Imbiribeira, Igreja Batista em Prazeres, Igreja Batista em Bar-
ros e SEC já puseram suas instalações à disposição da comissão. Um dos planos da CBPE é a plantação de uma Igreja na área onde acontecerá a CBB23. Plantação de Igrejas está no DNA Batista e pulsa no coração dos pernambucanos, plantar Igreja é nossa paixão! Orem por nós para que Deus nos
conduza e nos faça caminhar conforme a Sua boa vontade. Estamos à disposição do Reino de Deus e alegres por servir ao povo Batista brasileiro. * Pequenos eventos antes do evento principal. É a ideia de tocar o clarim e chamar as pessoas para o grande evento n
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NOTÍCIAS DO BRASIL BATISTA
O JORNAL BATISTA Domingo, 27/03/22 ARTE & CULTURA
Pickleball cresce em São Luís do Maranhão
Com alegria notificamos que o Pickleball, novo esporte adotado por brasileiros, cresce em vários lugares do Brasil. O estado do Maranhão agora conta com a sua associação, que está na fase de promoção, através de aulas básicas que aconteceram em vários locais e reuniões para uma melhor exposição da prática esportiva. Na nossa segunda visita e exposição do Pickleball, em São Luís-MA, visitamos a nossa antiga Igreja Tabernáculo Batista, onde fui salvo, e com os queridos jovens da Igreja, logo iniciamos aulas aos sábados pela manhã, para a comunidade. Uma semente bem plantada.
Capacitamos alguns amigos e irmãos para dar continuidade no projeto. Essa quadra onde estamos dando aulas, já foi um lugar de encontro de jovens para uso de drogas; hoje, uma quadra abençoada e protegida por Dona Linda, uma senhora que cuida e vigia contra o vandalismo. As crianças já estão bem envolvidas e sensíveis às ministrações. Pude apresentar um show do teatro de bonecos no Dia da Escola, no Colégio Batista, onde falei da importância do foco e equilíbrio, utilizando uma raquete e bola de Pickleball. Depois tivemos uma reunião avaliando as possibilidades de apresentar o novo esporte para a equipe esportiva
do colégio. Reuni também com um dos diretores do Instituto Federal do Maranhão (IFMA), que nos disponibilizou todas as unidades do estado para a divulgação do novo esporte. O espaço da Associação Atlética Banco do Brasil (AABB) - São Luís, também foi aberto para a divulgação do Pickleball. Certamente, todas as portas que estão se abrindo é resultado do plano de Deus para nós, objeto do Seu amor salvador. Quero agradecer o carinho de todos os amigos e irmãos que colaboraram para que essa missão fosse possível. Estamos disponíveis para ajudar a sua Igreja, escola ou instituição social a experimentar essa nova ferramenta.
Vá no YouTube e procure por Pickleball. Estamos aqui para te ajudar a iniciar na exploração de um novo esporte diferenciado, que agrega pessoas de todas as idades. n
Segunda visita ao Maranhão mostrou os resultados para o Reino através do Pickleball
Coluna Arte e Cultura CBB Roberto Maranhão Ministro de Arte e Esporte Internacional Capelão da Associação Brasileira de Pickleball. Embaixador da Federação Internacional de Pickleball. marapuppet@hotmail.com WhatsApp: +55 (31) 9730-5875
MISSÕES MUNDIAIS
O JORNAL BATISTA Domingo, 27/03/22
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PEPE celebra 21 anos em Missões Mundiais Terezinha Candieiro
coordenadora geral do PEPE Internacional
No mês de março, o Programa de Educação Pré-Escolar (PEPE), promovido por Missões Mundiais nos campos estrangeiros, completou 21 anos de ministério levando esperança a milhares de crianças, famílias e comunidades menos favorecidas ao redor do mundo. No PEPE, as crianças têm a oportunidade de desenvolverem seu potencial por meio de atividades de Educação Infantil e, ao mesmo tempo, conhecerem Jesus. O PEPE tem contribuído para a transformação de vidas e realidades. O programa foi criado no Brasil, em 1992, pelo casal pastor Stuart e Georgina Christine, missionários britânicos da BMS World Mission. Inicialmente, foi implantado no Jardim Olinda, São Paulo, recebendo o apoio da Associação Brasileira de Incentivo e Apoio ao Homem (ABIAH). Logo, expandiu-se para outras comunidades, por meio de Igrejas locais da capital, do estado e do país. Além da expansão nacional, o programa socioeducativo também teve sua expansão mundial. A primeira unidade do PEPE Internacional foi iniciada no ano de 2001, na Segunda Igreja Batista da Beira, Moçambique, com a missionária Terezinha Candieiro, beneficiando 25 crianças. Depois de Moçambique, o programa seguiu para o Paraguai, com
do PEPE. Um deles é o da Maria Hilda, de Moçambique. Ela ingressou na primeira unidade do PEPE Internacional em 2001. Além de aprender muitos conteúdos do currículo da Educação Infantil, ela aprendeu a orar. Quando chegava em casa contava tudo que acontecia no PEPE e a família prestava muita atenção ao que ela dizia e notava as mudanças em sua vida. Em 2003, Maria Hilda concluiu o ensino pré-escolar no PEPE e em 2004 ingressou no ensino primário. De acordo com a mãe, ela se tornou uma menina muito esperta e estudiosa, pois nunca reprovou de série. Também, sua mãe
deveria ter se afastado do Senhor. Foi então que passou a buscá-lo incessantemente, de uma forma sincera e reconhecendo suas falhas, confessando
tual e aconselhamento das missionárias, Santana foi se reerguendo. Hoje, ela se sente imensamente grata por ter sido acolhida naquele momento de batalha. Para glória de Deus, hoje está firme no propósito de seguir fazendo a vontade de Deus a cada dia, mortificando seu eu. “Deus me curou de uma crise de ansiedade terrível; fiz tratamento por oito meses com psicólogo. Pensava que desse tratamento viria a cura, mas a angústia que sentia não passava. Intensifiquei as orações e propósitos com Deus e senti a doce paz do Pai. Hoje estou totalmente curada, para a honra e a glória de Deus. São tantos benefícios que o Senhor tem feito. Sou eternamente seus pecados e buscando o precioso grata a Ele pela oportunidade e por uma perdão de Deus. nova chance de viver para o seu louvor”, Aos poucos, com a ajuda do Espírito declarou Santana às missionárias Ana Santo e as intercessões, apoio espiri- Cristina e Esmeralda. n
Reencontrando a paz
Redação Missões Mundiais Santana é um dos motivos de alegria das missionárias Ana Cristina Santos e Maria Esmeralda da Silva, que estão à frente do projeto Sublime Tarefa, na comunidade Ndunda 2, na cidade da Beira, em Moçambique. As brasileiras vivem o Evangelho na prática por meio deste trabalho de desenvolvimento da comunidade com ações de combate à fome e à desnutrição. Há dois anos, Santana estava afastada dos caminhos do Senhor. Ela descreve aquele momento como “um imenso vazio”. Era como se algo lhe faltasse. Em determinado momento de sua existência, ela percebeu que estava tão longe do Pai, que já não conseguia viver em paz. Despertou e entendeu que nada preenchia aquele imenso vazio. Santana reconheceu que jamais
testemunha que o PEPE foi uma ferramenta importante para a vida da filha, pois ela se tornou o orgulho da família: cresceu, se desenvolveu, formou-se em Economia e Gestão e atualmente concluiu o doutorado nessa área. Deus seja louvado pelo ministério do PEPE, e pelas vidas de todos que se dedicam para “instruir as crianças no caminho que devem andar”. Por meio deste programa vivemos a compaixão pregando a Palavra, suprindo a necessidade de educação de milhares de crianças e glorificando a Deus! VIVA A COMPAIXÃO! n
a missionária Lídia Klava e pastor Carlos Silva; Peru, com a missionária Lúcia e pastor Joel Martiniano; e Chile, com o pastor Silas Gomes. Em seguida, outros missionários de Missões Mundiais, capacitados, implementaram unidades do PEPE em novos campos. Em 2022, o Programa de Educação Pré-Escolar está sendo desenvolvido em 31 países, beneficiando mais de 18 mil crianças. Ao longo dos anos, tivemos o privilégio de registrar diversos testemunhos de crianças, missionários educadores e coordenadores que fazem parte da rede
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NOTÍCIAS DO BRASIL BATISTA
O JORNAL BATISTA Domingo, 27/03/22
Convenção Batista Sul Maranhense reúne Conselho Geral
Avanço missionário e projetos da CONBASMA estiveram na pauta da reunião. Gestão de Comunicação da Convenção Batista Sul Maranhense
No último dia 12 março, o Conselho Geral da Convenção Batista Sul Maranhense (CONBASMA) esteve reunido para tratar de assuntos da nossa convenção. Na oportunidade estiveram reunidos o presidente da CONBASMA, pastor Sandro Silva, a vice-presidente Cláudia Vilarins, secretários, representantes da União Missionária de Homens Diretoria da CONBASMA e organizações se reuniram parta tratar da expansão no Sul do estado Maranhense Batistas Sul Maranhense (UMHBSM) e União Feminina Missionária Batista Sul Maranhense (UFMBSM), Ordem de (STBSM) e demais organizações. Sul Maranhense e os planos que a nova olhar para o campo brando, sedento Pastores Batistas do Brasil Seção Sul Dentre as pautas da reunião, foram Diretoria sonha para o avanço Batista no pelo amor de Deus, e estender a mão Maranhense, diáconos, obreiros, Semi- tratados sobre o avanço missionário na Sul do Maranhão pelo próximo biênio. e oferecer aos perdidos graça e misenário Teológico Batista Sul Maranhense região, os projetos da Convenção Batista É tempo de arregaçar as mangas, ricórdia. n
Juventude Batista do Estado do Rio de Janeiro celebra 47° aniversário Organização também fala dos planos para 2022.
Diego Fagundes
pastor, diretor executivo da Juventude Batista do Estado do Rio de Janeiro
A JUBERJ tem por finalidade o fortalecimento da juventude no estado do Rio de Janeiro. Dois anos de pandemia nos deixou com mãos atadas. Perdemos amigos, a juventude se esfriou, e isto nos fez parar. Com o avanço das liberações governamentais, nosso vigor foi restaurado e planejamos reestruturar nossas atividades. Logo no início do ano decidimos realizar nossa primeira atividade. Com o objetivo de bendizer o nome do Senhor, nos reunimos no dia 12 de março, na Primeira Igreja Batista em Alcântara, em São Gonçalo-RJ, para comemorar nosso 47° aniversário. Somando forças com a banda Start (Banda de jovens e adolescentes da Igreja), Juventude Batista Betel, (Jubabe) que nos abençoou com lindas canções, e o pastor Leandro (pastor da Juventude da PIB em Alcântara, como mensageiro da noite, comemoramos essa festa para honra e glória do Senhor. Agradecemos a Deus pela vida da Fernanda Espósito, nossa coordenadora re-
Depois de dois anos, JUBERJ volta às atividades com celebração de aniversário gional, que mobilizou tudo para esta festa acontecer. O Filipe, presidente da Jubabe, que prontamente colocou-se à disposição, a Igreja através de seu presidente, pastor Vanderlei Marins, que cedeu o espaço e muito alegrou-se com nossa presença, e ao nosso conselho, que reunido à tarde, permaneceu para a celebração à noite. E não pararemos! Este ano caminharemos animados com os Interjubas regionais, acontecendo em vários locais do estado. Convidamos você a buscar sua juventude local e se informar sobre estas atividades. O projeto “Liderança em movimento” tem acontecido e empolgado Igrejas e
Associações com treinamentos para líderes. São vários moldes e tem despertado líderes a agir! Entre os dias 16 e 19 de junho, acontecerá o grande evento, que esperamos há dois anos: realizaremos o CONABERJ, congresso voltado para nossos adolescentes. A empolgação é gigante e aguardamos mais de 400 adolescentes este ano. Nos reuniremos no Sítio do Sossego, em Casimiro de Abreu-RJ, na casa dos Embaixadores do Rei, em parceria com a coordenadoria de adolescentes da Convenção Batista Carioca, os Adolescentes Batistas Cariocas (ABC). Finalizaremos o ano com a Festa da
Primavera, em setembro, que promete ser grandiosa. Nossas expectativas é que aconteça em São Gonçalo-RJ. Em breve, nossas redes sociais teremos mais informações. Caso queira participar de algum destes, entre em contato conosco pelos telefones: (21) 9 9600 6105 ou (22) 9 9705 9073, que com certeza, muito nos alegrará ter este contato. Siga a JUBERJ Instagram: instagram.com/juberj/ Facebook: facebook.com/JUBERJ
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NOTÍCIAS DO BRASIL BATISTA
O JORNAL BATISTA Domingo, 27/03/22
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PIB em Jacarepaguá - RJ completa 100 anos Apelidada no passado de Barracão dos Bíblias, que conquistou a retomada do seu templo na justiça, celebra o seu centenário e inaugura Memorial Histórico.
Renata Medeiros jornalista
Fundada no dia 11 de março de 1922, a Primeira Igreja Batista em Jacarepaguá-RJ, de 11 a 13 de março, comemorou o seu 100º aniversário. Visivelmente emocionado pelo momento histórico, o pastor Elias Werneck, o 11º e atual presidente da Igreja, deu a abertura a solenidade convidando a Igreja a recitar o primeiro versículo do Salmo 100, de uma forma diferente: “Celebrai com júbilo ao Senhor, todos os moradores de Ja carepaguá”. O orador oficial foi o pastor Rubens Monteiro, presidente da Primeira Igreja Batista em Goiânia-GO, que trouxe em suas mensagens a memória, a história, a realidade e o futuro da Igreja à luz da Bíblia. “Essa Igreja que foi relevante no passado, deve ser relevante no futuro. Algumas coisas sempre mudam e outras nunca devem mudar: nossos princípios, a nossa crença e que Jesus Cristo é o único Senhor e isso permanecerá eternamente. Agora a igreja sempre deve se atualizar, ela sempre deve criar e cada vez mais transformar através do evange-
Dusilek, presidente da Convenção Batista Carioca (CBC), que teve a oportunidade de falar à Igreja. “É uma alegria muito grande estar entre vocês nesses 100 anos. Uma história linda, de superação, de fé, de caminhada com Deus” festejou o presidente da CBC. Para completar a homenagem, o pastor Nilton Souza, diretor-geral da CBC, entregou ao pastor Elias uma placa celebrativa em nome da Convenção. Um dos pontos altos da comemoração foi a Templo da PIB em Jacarepaguá - RJ leitura que a Congregação fez do Pacto dos Batistas para relembrar o comprolho para que vidas sejam reorientadas”, misso denominacional da igreja. declarou o pastor Rubens. Avante para um novo tempo Os cultos de celebração tiveram as Para marcar o seu centenário, a Igreja participações musicais dos corais da Igreja, de músicos convidados e do coro lançou em sua sede um Memorial HistóReunido, da Segunda Igreja Batista do rico que resgata a sua história vivida ao Rio de Janeiro, Igreja-mãe da PIB JPA. longo de um século de existência, com “Nossa Igreja, Igreja-mãe, completou 120 curiosidades do bairro de Jacarepaguá e anos. Temos cerca de 30 filhas e essa da Igreja, que teve o seu primeiro templo Igreja já nos deu 9 netas. Uma Igreja cen- construído com sapê e palha. A curadoria tenária tem essa marca”, comemorou o é do pastor André Bonella, doutor em Teopastor Walmir Vieira, presidente da SIB logia. O espaço está aberto ao público. A história e o legado também foram do Rio de Janeiro. Entre os convidados, o pastor Sergio registrados em uma Bíblia personalizada
da Igreja. A cada Bíblia adquirida, um deficiente visual recebe uma Bíblia em braile pela Sociedade Bíblica do Brasil (SBB). O pastor Elias tem 50 anos de ministério pastoral e há 23 anos está na presidência da Igreja. A instituição teve 10 pastores, sendo Salomão Luiz Ginsburg, o primeiro. A PIB JPA plantou sete Igrejas e continua expandindo o Reino de Deus no Brasil e no mundo, através da Igreja local e das agências missionárias da CBB. Com um painel comemorativo na fachada, de nove metros de altura, quem passa na frente da Igreja pode observar o momento histórico da instituição. A PIB em Jacarepaguá, ao longo deste ano, deve fazer diversos eventos alusivos ao seu centenário e abre espaços para o agendamento de homenagens presenciais ou em vídeos através da sua assessoria de comunicação. O contato deve ser feito através do email asssessoria@ rbcgrupo.com. Ao final das comemorações, o pastor Elias sublinhou com ênfase a importância do papel de cada membro: “A história da PIB JPA, sob a direção do Espírito Santo, continua sendo construída por você!”. n
Primeira Igreja Batista de Mesquita-RJ celebra 80 anos Celebração acontece durante todo o mês de março.
Departamento de Comunicação da Primeira Igreja Batista de Mesquita -RJ Celebramos o passado glorificando a Deus no presente - “Porque andamos por fé, e não por vista” (II Co 5.7). No dia 22 de março de 1942, começava a história da Primeira Igreja Batista de Mesquita-RJ. Neste dia, o quinto distrito do município de Nova Iguaçu recebeu a verdadeira água da vida, Jesus Cristo, quando um grupo de 27 irmãos provenientes das Igrejas dos municípios de Nilópolis-RJ e de Nova Iguaçu-RJ se organizaram como Igreja Batista de Mesquita, a convite da atual Primeira Igreja Batista de Nilópolis. O primeiro pastor da Igreja (ou moderador, como era chamado) foi José Basílio de Souza. Pelo pastorado desta
Igreja passaram os obreiros: José Basílio de Souza, Antônio Rodrigues Bermudez, Emmanuel Fontes de Queiroz, Gentil Teixeira, João Teixeira de Lima e José de Souza Herdy. Em 11 de agosto de 1963, pastor Iomael Sant’Anna foi empossado na liderança da Igreja e permaneceu por 52 anos, até a sua jubilação no ano de 2015. Após um período de sucessão pastoral, em 2016, a Igreja votou e recebeu como liderança o pastor Renato Reis de Oliveira. Ao longo dos anos, a Primeira Igreja Batista de Mesquita tem cumprido o Ide de Cristo, fundando outras Igrejas nas cidades de Mesquita-RJ e de Nova Iguaçu-RJ, consagrando e preparando novos obreiros, sendo a sede da Associação Batista Mesquitense desde a emancipação da cidade de Mesquita, no ano de
medo e com amor, equilíbrio e ousadia se dispuseram a marchar por amor ao Evangelho de Jesus e aos perdidos. Somos gratos ao Senhor, porque no decorrer destes 80 anos esta Igreja tem se mantido fiel a Jesus e à Palavra de Deus, acima de tudo. Somos uma Igreja que segue a Jesus e discipula pessoas. Verdadeiramente, a Igreja de Cristo permanece aqui na PIB de Mesquita. Louvado seja nosso Deus! n PIB de Mesquita-RJ tem abençoado sua cidade, a caçula da Baixada Fluminense 1999, além de sempre cooperar com o plano cooperativo e com as juntas missionárias. Hoje, seguimos adorando ao nosso Deus, merecedor de toda honra e glória, porque irmãos do passado não tiveram
A PIB de Mesquita está celebrando o seu aniversário durante todo o mês de março, recebendo diversos preletores, e uma exposição permanente com a história destes 80 anos está disponível para visitação. Endereço: Rua Paraná, 224, Centro - Mesquita-RJ.
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PONTO DE VISTA
O JORNAL BATISTA Domingo, 27/03/22 FÉ PARA HOJE
Pr. Oswaldo Luiz Gomes Jacob A paciência é uma virtude cristã. Poucos a possuem. Como é difícil ser paciente, ser calmo, tranquilo, aprender a esperar o momento certo, não deixar os outros definirem a nossa reação! Ser paciente é, como diz o mineiro, comer o mingau pelas beiradas. É a capacidade de suportar as provocações, as pressões, mantendo-se firme, procurando ouvir do Senhor. O homem pronto para ouvir, tardio para falar e tardio para se irar é um homem paciente (Tiago 1.19). O paciente espera o momento certo para agir. Paciência vem do hebraico arekh, significa ‘longo’. É dito que Deus é ‘longo’ ou ‘lento’ em irar-se (Êxodo 34.6; Neemias 9.17 e Salmos 103.8). Na língua grega é makrothymeo, cuja conceituação é ‘ser tolerante, indulgente, suportar, tolerar por muito tempo, suportar pacientemente’. No latim é patientia, ‘virtude que consiste em suportar as dores, os incômodos, infortúnios, sem queixas e com resignação; uma perseverança tranquila’ (Aurélio, 1015). Depreendemos que paciência é a capacidade dada pelo Espírito para
Paciência
reagirmos resignadamente àqueles que nos provocam. Há uma área muito sensível, que geralmente perdemos a paciência, que é a do trânsito. Vez por outra somos surpreendidos com ira, impaciência e destempero quando alguém nos provoca ou faz uma barbeiragem. Alguém afirmou com muita lucidez e sabedoria que quem não for paciente no trânsito (creio que em qualquer outra área da vida) fatalmente será paciente no hospital. O exercício da paciência é saudável, pois beneficia a todos. Diante das provocações, sejamos elásticos, tolerantes, suportando em amor aqueles que querem nos prejudicar. Agir com paciência revela maturidade cristã. Impaciência é de menino, mas a paciência é do adulto, daquele que está maduro da vida cristã. O fato de não sermos pacientes traz uma série de consequências desastrosas. As pessoas estão olhando para as nossas reações. Eu, particularmente, já tive reações muito ruins. Deus quer que Seus filhos sejam longos com o próximo. Devemos saber que a constância da impaciência traz consequências psicossomáticas muito sérias e, em alguns
casos, leva o homem à morte. Deus nos deu a vida para a desfrutarmos com saúde. A falta de controle se caracteriza por atitudes de incredulidade, insatisfação, murmuração, insegurança e ingratidão. Jesus é o nosso exemplo de paciência. Ele procurava sempre ouvir as pessoas com atenção, sem pressa. Ele gostava muito de relacionamento. Um Senhor paciente que tratava pacientes ou enfermos utilizando a terapia do amor incondicional. A prática da paciência traz resultados muito saudáveis: alegria ao coração, solidariedade, autoridade espiritual, respeito e relacionamentos construtivos. As pessoas que estão sempre impacientes são amarguradas, inseguras, medrosas, críticas e imediatistas, produzindo assim relações doentias. Os pacientes só têm a ganhar, pois têm qualidade de vida. Eles são resolvidos, palatáveis, proativos e interagem com facilidade. Deus é glorificado quando vislumbra em nós uma vida paciente, absolutamente confiante no Seu poder. Esta vida é fruto da paz interior que está no coração centrado em Cristo Jesus. Concluo, repartindo uma história contada pelo colunista Sydney
Harris quando acompanhava um amigo à banca de jornais. O amigo cumprimentou o jornaleiro amavelmente, mas como retorno recebeu um tratamento rude e grosseiro. Pegando o jornal que foi atirado pelo jornaleiro em sua direção, o amigo de Harris sorriu polidamente e desejou um bom fim de semana ao jornaleiro. Quando os dois desceram pela rua, o colunista perguntou: “Ele sempre trata você com tanta grosseria?” “Sim, infelizmente é sempre assim” “E você é sempre tão polido e amigável com ele”? “Sim, sou” “Por que você é tão educado, já que ele é tão inamistoso com você?” “Porque não quero que ele decida como devo agir”. A atitude paciente nos leva a agir assim. Como diz John Powell “a pessoa não está à mercê do mau humor, da mesquinharia, da impaciência e raiva dos outros. Não são os ambientes que a transformam, mas ela que transforma os ambientes”. Vale a pena exercer a paciência para que, acima de tudo, o Deus da paciência, seja glorificado. n
PONTO DE VISTA
O JORNAL BATISTA Domingo, 27/03/22
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OBSERVATÓRIO BATISTA
Precisamos de um novo perfil para o pastorado? Lourenço Stelio Rega Será que o modelo de ministério pastoral que temos adotado por décadas tem demonstrado estar perdendo o fôlego? Nas Igrejas é notória a presença cada vez maior de alunos universitários, profissionais liberais, executivos, micro empresários, empresários etc., que, por sua posição na vida, acabam necessitando de suporte bem mais amplo do que normalmente se observa na formação teológica, que geralmente prepara o ministro para a pregação, para o serviço interno da Igreja, mas nem sempre pode estar fornecendo-lhe instrumentos eficazes e necessários para capacitá-lo a conseguir transpor o ensino bíblico, teológico e exegético para a prática concreta da vida cotidiana e contemporânea onde Deus e a vida religiosa já não são mais fornecedores privilegiados e únicos de significação da vida para as pessoas. E, nessa cultura, Deus e a vida religiosa acabam sendo colocados em território de competição e concorrência com outros ideais de vida próprios da ideologia e cultura hipermoderna, tais como o eu próprio/subjetividade como fonte de toda verdade e decisão, fisiculturismo, entretenimento, esportes radicais, lazer, viagem etc. Em outras palavras, para membros da Igreja já não basta mais dizer “disse Deus”. As pessoas hoje desejam saber o como e o porquê das coisas, querem decidir por conta própria em um mundo plano onde todos e cada um são autoridade máxima para escolher o que melhor desejar e “sentir” para a vida. A autoridade sobre tudo isso hoje é a própria pessoa, o próprio indivíduo, sua própria vontade e paixões. Também dizer “eu sou o pastor da Igreja!” parece já não funcionar mais, pois há o risco de se
receber a resposta “e daí, eu é que pago o teu salário!” Nos seminários, em geral, temos preparado pastores para que exerçam com autoridade o ministério, mas será que estamos preparando pastores e ministros que exerçam com credibilidade o ministério e, por isso, alcancem a autoridade? Pastores e líderes que tenham vida exemplar, que saibam gerenciar seus sentimentos, que se sintam estimulados a conviver com as pessoas, que tenham vida piedosa, mas também que conheçam profundamente a Bíblia, a Teologia e outras áreas do conhecimento de modo a saber interpretar esse mundo caótico e as ideologias que estão em suas entrelinhas para que suas ovelhas possam, na segunda feira, viver um Cristianismo significativo, criativo, envolvente e atrativo? Em nosso modo Batista de pensar e ser sempre rejeitamos a ideia clerical, mas será que o clericalismo tem alcançado a prática por meio do modelo pastoral que temos? Tenho notado em inúmeras assembleias convencionais que os chamados “leigos” acabam ficando em segundo plano, seja por não terem sido envolvidos nos meandros denominacionais, seja porque, em geral, a ocasião de muitas assembleias acabe sendo em época inoportuna para que o “membro comum” da Igreja possa deixar seu trabalho (de onde vem o sustento pastoral) para estar presente e até ser eleito para funções de gestão nas estruturas convencionais. Lembro-me que em São Paulo nos esforçamos e conseguimos que se tirasse do Estatuto da Convenção regime que só permitia a eleição de alguém como membro de Conselhos e Juntas se estivesse presente na assembleia. Infelizmente, isso ainda está presente no Estatuto
da Convenção Batista Brasileira e com o agravante de que deve estar presente na atual e anterior assembleia. Vivemos na época de performance, da busca por soluções para os dilemas germinados pela cultura hipermoderna, que coloca o indivíduo e sua subjetividade como ponto de partida da legitimação e razão da vida. As pessoas já não estão mais interessadas na eternidade, nas ruas de ouro da Nova Jerusalém. Vivemos em um mundo em que os meios massivos de comunicação buscam valorizar a diversidade e a busca por atravessar as fronteiras da prática moral e ética onde tudo é válido desde que traga a “felicidade” individual, uma cultura do “vale tudo”! Será que nossos púlpitos têm conseguido trazer respostas seguras e bíblicas para este turbilhão de contestações? Será que o clássico plano da salvação, cimentado em um evangelho escatológico, que valoriza a morte e a busca pelo além, estaria conseguindo demonstrar a profundidade da mensagem bíblica apontando para uma significativa razão de viver desde aqui e agora? Uma vida transformada de testemunho real como sal e luz (Mt 5.13ss)? Tudo isto aponta para a urgente transformação do modelo de formação teológica e ministerial, que necessita deslocar o conceito de formação de obreiros para a formação de líderes. Obreiros em geral são reprodutores, copiadores; são operadores práticos de um sistema; são treinados (domesticados?!) para cumprir o verbo FAZER, administrando e focalizando o dia a dia das atividades da Igreja, não necessariamente a ter uma visão de futuro e a interpretar este mundo levando em conta tanto o ensino bíblico-teológico (como seu ponto de partida), mas também considerando
análises do ambiente cultural e ideológico em que vivemos e as tendências que estão cimentando o chão para novos, complexos e caóticos cenários, mobilizando sua visão em busca de caminhos seguros para que o povo de Deus possa não apenas sobreviver, mas também SABERviver, participar, ativa, construtiva e criativamente em influenciar a realidade histórica em que vive. Tendo líderes deste naipe poderemos recuperar a função profética da Igreja neste mundo. Mas necessitamos mais, necessitamos de seminários que sejam escola de profetas, mas também escola de líderes, de conselheiros, de educadores, de mestres, de gente que pastoreie o povo de Deus com sabedoria, criatividade e atualidade, que saiba se valer de uma apologética dialogal (pois a contestatória já não conquista quase mais ninguém). Por um lado, nossos púlpitos necessitam com urgência atenuar a ênfase cartesiana e racional das mensagens. Por outro lado, deixar de ser fonte de autoajuda para ser fonte da ajuda do alto, mas também ser fonte desafios e mobilização para uma Igreja que se fortaleça em influenciar o mundo com o Evangelho transformador por meio de vidas autênticas que vão além de um plano de salvação apenas conceitual. No pastoreio precisaremos recuperar o sentido dos valores cristãos para serem vividos no cotidiano tratando o povo de Deus como gente e não como anjos ou seres que estão apenas esperando a morte chegar para conquistar a eternidade. São seres vivos e reais, com vida concreta diante dos dilemas cotidianos. Precisamos voltar a falar ao coração das pessoas, não apenas ao seu cérebro e cognição! Vamos aceitar esse desafio? n