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OJB EDIÇÃO 25 - ANO 2026

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ÓRGÃO OFICIAL DA CONVENÇÃO BATISTA BRASILEIRA FUNDADO EM 1901

Qual legado ficará?

Seus filhos herdarão sua fé ou seus bens?

22 de junho de 1907: nasce a Convenção Batista Brasileira

65ª Assembleia reforça o compromisso missionário

Pr. Ricardo Lebedenco assume a Diretoria Executiva pág. 05 pág. 06 pág. 10 pág. 13

Reflexão
Reflexão
Notícias do Brasil Batista
Notícias do Brasil Batista

EDITORIAL

“Ó Deus, que o Evangelho, como ele se acha em Cristo Jesus, seja conhecido neste país de norte a sul e do Atlântico até os Andes.”

Essa oração, feita durante a organização da Convenção Batista Brasileira em 1907, continua ecoando em nossa história. Nela encontramos a visão, a fé e o compromisso daqueles que compreenderam que a missão de Deus seria cumprida por meio de igrejas unidas em torno do Evangelho de Jesus Cristo.

Ao celebrarmos os 119 anos da Convenção Batista Brasileira, temos muitos motivos para agradecer ao Senhor. Ao longo dessa caminhada, Deus tem conduzido Seu povo com graça e fidelidade, permitindo que gerações de Batistas contribuam para a expansão do Reino em nosso país e além dele. Esta é uma história construída por muitas mãos. Cada igreja organizada, cada missionário enviado, cada líder capacitado, cada oferta entregue com generosidade e cada oração apresentada diante de Deus ajudaram a escrever os capítulos dessa trajetória. Pastores, líderes, homens, mulheres, jovens, adolescentes, crianças e idosos fizeram parte dessa caminhada que atravessa mais de um século.

Por isso, esta celebração pertence a todos os Batistas brasileiros.

Pertence àqueles que lançaram os fundamentos dessa obra e também aos que continuam servindo hoje em suas igrejas, ministérios e campos missionários. Pertence a cada pessoa que, de alguma forma, dedicou seus dons, seu tempo e sua vida para que o Evangelho fosse anunciado.

O tema deste aniversário, “De Cooperação Somos Um para a Glória de Deus”, expressa uma das marcas mais preciosas da nossa identidade. Ao longo de 119 anos, aprendemos que, quando caminhamos juntos, testemunhamos de forma ainda mais evidente a grandeza da obra que Deus realiza por meio de Seu povo.

Celebramos o passado com gratidão. Celebramos o presente com alegria. E celebramos o futuro com a certeza de que o Senhor continuará guiando Sua Igreja.

Que esta data fortaleça em nossos corações o privilégio de fazer parte dessa história e renove nossa gratidão a Deus por tudo o que Ele tem realizado através da família batista brasileira.

A Ele, que nos sustentou até aqui e continuará conduzindo Sua obra, sejam dadas toda honra, toda glória e todo louvor.

Boa leitura! n

O JORNAL BATISTA

Órgão oficial da Convenção Batista

Brasileira. Semanário Confessional, doutrinário, inspirativo e noticioso.

Fundado em 10.01.1901

INPI: 006335527 | ISSN: 1679-0189 PUBLICAÇÃO DO CONSELHO GERAL DA CBB

FUNDADOR

W.E. Entzminger

PRESIDENTE

Raphael H. P. Abdalla

DIRETOR GERAL

Fernando Macedo Brandão

SECRETÁRIO DE REDAÇÃO

Estevão Júlio Cesario Roza (Reg. Profissional - MTB 0040247/RJ)

CONSELHO EDITORIAL

Francisco Bonato Pereira; Guilherme Gimenez; Othon Ávila; Sandra Natividade

EMAILs

Anúncios e assinaturas: jornalbatista@batistas.com Colaborações: decom@batistas.com

REDAÇÃO E CORRESPONDÊNCIA

Caixa Postal 13334

CEP 20270-972

Rio de Janeiro - RJ

Tel: (21) 2157-5557

Site: www.convencaobatista.com.br

A direção é responsável, perante a lei, por todos os textos publicados. Perante a denominação Batista, as colaborações assinadas são de responsabilidade de seus autores e não representam, necessariamente, a opinião do Jornal.

DIRETORES HISTÓRICOS

W.E. Entzminger, fundador (1901 a 1919);

A.B. Detter (1904 e 1907); S.L. Watson (1920 a 1925); Theodoro Rodrigues Teixeira (1925 a 1940); Moisés Silveira (1940 a 1946); Almir Gonçalves (1946 a 1964); José dos Reis Pereira (1964 a 1988); Nilson Dimarzio (1988 a 1995) e Salovi Bernardo (1995 a 2002)

INTERINOS HISTÓRICOS

Zacarias Taylor (1904); A.L. Dunstan (1907); Salomão Ginsburg (1913 a 1914); L.T. Hites (1921 a 1922); e A.B. Christie (1923).

ARTE: Oliverartelucas

Fidelidade bíblica e sabedoria institucional no pastorado contemporâneo

O falso dilema que nos cansa

Ainda persiste em muitas igrejas a ideia de que é preciso escolher entre espiritualidade e organização. Planejamento seria falta de fé; governança, burocracia; prestação de contas, desconfiança. Entretanto, o Novo Testamento não sustenta essa oposição. As igrejas descritas por Paulo eram cheias do Espírito Santo e, ao mesmo tempo, organizadas, ensinadas, corrigidas e lideradas. A questão nunca foi espírito ou ordem, mas espírito e ordem a serviço de Cristo. O desafio é rejeitar tanto o pragmatismo que mede tudo por eficiência quanto a negligência que chama improviso de dependência de Deus.

Uma cadeia que precisa durar

Em 2 Timóteo 2.2, Paulo orienta Timóteo a transmitir o ensino a homens fiéis que também ensinem outros. Há uma visão de continuidade que alcança gerações. A fidelidade pastoral não se limita ao presente; envolve preparar líderes para o futuro. Muitas igrejas sofrem quando dependem excessivamente de uma personalidade. A pergunta não é apenas quantas pessoas foram alcançadas, mas quem está sendo formado para continuar a missão.

O ministério pertence ao corpo

Efésios 4 ensina que pastores e mestres existem para capacitar os santos para a obra do ministério. O objetivo não é centralizar tudo na liderança pastoral, mas equipar o corpo de Cristo para servir. Uma igreja saudável não é aquela em que o pastor faz tudo, mas aquela em que cada membro exerce seus dons para o crescimento da comunidade. Quando não há formação de líderes, a igreja acaba improvisando lideranças e enfraquecendo seu testemunho.

O ministério pastoral no século XXI

O pastor contemporâneo enfrenta desafios como a velocidade das redes sociais, crises familiares, ansiedade crescente e polarizações ideológicas. Soma-se a isso a desconfiança institucional presente na sociedade. Nesse

cenário, não basta pregar bem; é necessário que a vida da igreja seja coerente com aquilo que anuncia. Uma liderança sem transparência ou prestação de contas compromete a credibilidade do Evangelho.

O que a tradição batista tem a dizer

A tradição batista oferece contribuições importantes para esse desafio. A autonomia da igreja local sob a soberania de Cristo e a participação consciente dos membros ajudam a evitar tanto o autoritarismo pastoral quanto a irresponsabilidade congregacional. Essa compreensão estimula liderança compartilhada, deliberações responsáveis e cuidado mútuo.

Sabedoria institucional como forma de amor

Sabedoria institucional significa criar condições para que o cuidado floresça. Transparência financeira, processos claros, proteção dos vulneráveis e responsabilidade nas decisões não competem com a espiritualidade; são expressões práticas dela. Estruturas não salvam pessoas, mas estruturas frágeis podem adoecer comunidades e comprometer a missão da igreja.

Ordem como cuidado apostólico

Em Tito 1.5, Paulo orienta Tito a colocar em ordem o que faltava. A ordem bíblica não é burocracia, mas cuidado apostólico. Organizar a vida da igreja fortalece a missão, protege os membros e promove maior responsabilidade no exercício da liderança.

Uma pergunta para este mês

O Mês do Pastor é uma oportunidade para refletir sobre a saúde das igrejas e de suas lideranças. Estamos formando novos líderes? Nossos ministérios dependem excessivamente de uma única pessoa? Temos desenvolvido discípulos corresponsáveis? O pastorado fiel exige joelhos dobrados, Bíblia aberta e responsabilidade na condução da igreja. Fidelidade bíblica e sabedoria institucional não são opostas; juntas, ajudam a servir a Igreja de Cristo com temor, amor e compromisso. n

O privilégio de ser pastor

O homem que recebe o chamado de Deus para ser pastor deveria se sentir o mais privilegiado dentre todos os homens, dada tamanha honra. Deus escolhe segundo a sua graça, e os seus critérios diferem dos requisitos curriculares estabelecidos pelos homens. O que mais interessa para Deus, o que Ele perscruta a fundo, é o coração do vocacionado, se este está inclinado a servi-lo em obediência, fé e amor.

Essa inclinação interior, contudo, não dispensa a busca pelo preparo técnico e intelectual. O pastor deve procurar se aprimorar constantemente nos estudos teológicos, pois o manejo correto da Palavra da Verdade exige dedicação e compromisso. Ao deparar-se com as naturais dificuldades da caminhada acadêmica ou eclesiástica, o vocacionado jamais deve fugir do seu chamado; ao contrário, cabe-lhe a responsabilidade de cumpri-lo com coragem e afinco, sabendo que Aquele que o chamou é fiel para sustentá-lo.

Essa sustentação divina confere dignidade à função, de modo que o pastor não deve se sentir diminuído em relação às outras profissões seculares. O ministério não é inferior às carreiras de grande prestígio social; possui uma natureza eterna que transcende os valores reconhecidos pelo mercado de trabalho. Compreendendo essa relevância espiritual, a Igreja local, por sua vez, deve valorizar em todos os aspectos os seus pastores, fornecendo-lhes não apenas apoio emocional e espiritual, mas também o devido amparo material e financeiro, honrando aqueles que zelam fielmente por suas almas.

Na dinâmica eclesiástica contemporânea, é fundamental entender que todo ministério é importante perante o Senhor. Seja o pastorado exercido à frente de uma megaigreja ou de

uma comunidade pequena e humilde no interior, o valor da liderança não se mede pelo número de membros nos bancos, mas pela fidelidade, pela vida no altar. Em qualquer desses cenários, o objetivo ministerial supremo deve ser alcançar a recomendação paulina de se apresentar a Deus como obreiro aprovado.

Para alcançar esse patamar, é imperativo que o líder compreenda a importância de começar e acabar bem o ministério. A jornada pastoral exige uma conduta ilibada, de forma que o obreiro caminhe sem escândalos que possam macular o Evangelho ou destruir o rebanho. A longevidade saudável no ministério depende diretamente das motivações do coração. Por isso, tudo o que o pastor fizer no exercício de seu ministério deve ser motivado, única e exclusivamente, por um profundo amor a Deus, um cuidado terno à Igreja e uma compaixão ardente pelos perdidos que ainda necessitam da salvação em Jesus Cristo.

Diante de tamanha responsabilidade e nobreza, entende-se que o ministério pastoral não é um fardo a ser carregado, mas uma sublime mordomia a ser zelosamente guardada. O verdadeiro sucesso desse chamado não será validado pelos aplausos humanos ou pelo reconhecimento terreno, mas pela aprovação Daquele que sonda as intenções mais profundas do coração. Assim, o pastor que persevera com integridade, equilibrando o zelo doutrinário com o acolhimento amoroso, constrói um legado que ecoará pela eternidade. Que cada vocacionado renove diariamente a sua dependência da graça divina, mantendo os olhos fitos no Supremo Pastor, convictos de que a recompensa final transcende qualquer honra passageira deste mundo. Ao final da jornada, a maior satisfação do líder fiel será ouvir do próprio Mestre a mais doce das afirmações: “Muito bem, servo bom e fiel; entra no gozo do teu Senhor” (Mt 25:21). n

O que seus filhos herdarão de você?
A sua fé ou as suas coisas?

Henrique Anselmo Brandão Ramos teólogo e advogado público, consultor jurídico da CBSM e membro da diretoria estadual dos Homens Batistas do MS

“Se Cristo não for o alicerce, toda construção familiar está condenada ao fracasso”

João Filson Soren

Antes de pronunciar uma das declarações mais conhecidas da Bíblia — “Eu e a minha casa serviremos ao Senhor” (Js 24.15) — Josué já vivia essa verdade havia muito tempo. Aquela frase não foi um discurso para impressionar Israel, mas o reflexo de uma convicção construída ao longo de toda a sua vida.

Ao ler o livro de Josué, percebemos que sua liderança foi marcada por princípios que influenciaram não apenas uma nação, mas também sua família. Seu compromisso público era consequência de escolhas feitas diariamente.

O primeiro aspecto marcante era colocar Deus em primeiro lugar. Embora tivesse liderado exércitos, conquistado cidades e conduzido Israel em momentos decisivos, Josué direcionava toda a atenção ao Senhor. Desde a juventude, quando foi um dos doze espias enviados a Canaã, demonstrou confiar mais nas promessas de Deus do que nas circunstâncias. Enquanto muitos enxergavam gigantes, ele via a fidelidade divina.

Outro traço de sua liderança era o compromisso com a Palavra de Deus. Suas maiores vitórias aconteceram quando seguiu as orientações do Senhor. Quando errava, reconhecia sua falha, arrependia-se e retornava ao caminho da obediência. Para ele, a Palavra não era uma opinião entre várias possibilidades, mas a autoridade máxima.

Essa convicção o levou a obedecer ordens que pareciam ilógicas aos olhos humanos, como marchar ao redor das muralhas de Jericó. Se Deus havia falado, isso bastava.

Também impressiona a coerência de sua vida. Não existiam duas versões de Josué: uma pública e outra privada.

Sua fé não era uma aparência ligada à liderança, mas sua identidade. Essa coerência alcançava sua família. Afinal, ninguém aprende a confiar em Deus apenas ouvindo discursos; aprende vendo essa confiança ser praticada diariamente.

Nos momentos de crise, desafios e decisões difíceis, Josué recorria continuamente ao Senhor. Por isso, quando declarou que sua casa serviria a Deus, sua família não ouviu algo novo. Aquela já era sua realidade.

Josué também compreendia a importância dos hábitos espirituais. Após a travessia do Jordão, ergueu memoriais para que as futuras gerações se lembrassem dos feitos de Deus. Valorizou o culto, a adoração e a preservação da memória espiritual do povo.

Sua liderança era marcada pelo equilíbrio entre amor e firmeza. Quando o pecado de Acã trouxe consequências para Israel, Josué não ignorou o problema. Conduziu o povo ao arrependimento e à correção necessária, compreendendo que a ausência de disciplina produz danos ainda maiores.

Por fim, entendeu que a missão não termina com uma única geração. Por isso fortaleceu líderes e preparou o povo para continuar servindo ao Senhor após sua morte. Um verdadeiro líder deixa sucessores de fé.

A liderança espiritual da família também exige direção segura. A Bíblia foi dada como mapa, e o Espírito Santo como guia. Quando essas referências são abandonadas, famílias inteiras correm o risco de perder o rumo.

A declaração de Josué continua atual porque nos convida a olhar primeiro para dentro de casa. Mais do que uma frase bonita, ela é um chamado à coerência, à dependência de Deus e à construção de um legado de fé.

Vale refletir: se sua família seguisse apenas seu exemplo espiritual, onde estaria hoje? Você está formando pessoas dependentes de você ou dependentes de Deus?

Toda transformação verdadeira exige renúncia, esforço e perseverança. Aqueles que desejam construir um legado de fé para as próximas gerações precisam estar dispostos a fazer hoje escolhas que honrem a Deus e produzam frutos amanhã. n

22 de junho de 1907: nasce uma

Convenção comprometida com a missão

Marcelo Santos

Historiador, Cientista da Religião, Escritor, Professor; Pastor da IBG-Igreja Batista da Graça/SP; Autor do livro – O Marco Inicial Batista – Editora Convicção

Os caminhos percorridos desde Santa Bárbara, em 1871, e Salvador, em 1882, conduziram os batistas brasileiros a um momento decisivo. Em 22 de junho de 1907, representantes de Igrejas e organizações reuniram-se em Salvador para iniciar oficialmente a Convenção Batista Brasileira.

A primeira assembleia aconteceu no antigo prédio do Aljube, onde funcionava a Primeira Igreja Batista de Salvador. O local simbolizava a ligação entre a nova organização e as origens da obra batista entre os brasileiros. Inicialmente, participaram 43 mensageiros, representando uma denominação formada por cerca de 83 Igrejas e 4.200 membros.

Entre os presentes estavam líderes como Salomão Ginsburg, William Bagby, Zacharias Taylor, Francisco Fulgêncio Soren, Joaquim Fernandes Lessa e Theodoro Rodrigues Teixeira. Soren foi eleito o primeiro presidente da Convenção, sinalizando a crescente maturidade da liderança nacional.

A organização da CBB não criou uma autoridade acima das Igrejas. Desde o início, a Convenção foi concebida como um espaço de identidade, comunhão e cooperação. As Igrejas permaneceriam autônomas, associando-se voluntariamente para realizar juntas aquilo que dificilmente conseguiriam separadas.

A visão missionária esteve presente desde o começo. Foram organizadas áreas voltadas para Missões Nacionais, Missões Estrangeiras, Educação, Escolas Dominicais, Publicações, literatura e trabalho com jovens e mulheres. Posteriormente, surgiram as juntas responsáveis por transformar as decisões da assembleia em ações concretas.

A criação simultânea das juntas de evangelização nacional e de missões estrangeiras revela a amplitude da visão dos pioneiros. Mesmo enfrentando desafios em território

brasileiro, compreenderam que a responsabilidade missionária também alcançava outras nações.

A educação e a formação ministerial também receberam atenção especial. Os participantes sabiam que o crescimento das Igrejas dependeria da preparação de pastores, educadores e líderes. Da mesma forma, a literatura e a comunicação foram consideradas estratégicas. O Jornal Batista, que circulava desde 1901, consolidou-se como instrumento de unidade, informação e formação denominacional.

Durante a assembleia, foram discutidos temas missionários, educacionais e sociais, demonstrando que os fundadores desejavam não apenas fortalecer a denominação, mas também servir ao país e proclamar o Evangelho de forma relevante.

Ao longo de 119 anos, a Convenção Batista Brasileira atravessou profundas transformações nacionais e mundiais. O Brasil mudou, novas gerações surgiram e a obra batista expandiu-se significativamente. Hoje, a CBB reúne milhares de Igrejas e congregações e mais de um milhão de membros, servindo às Igrejas por meio de organizações missionárias, educacionais, sociais e de comunicação.

Contudo, seu maior legado não está nos números, mas na convicção que reuniu aqueles pioneiros: Igrejas autônomas podem cooperar para cumprir a missão de Deus. Eles não possuíam grandes recursos ou estruturas sofisticadas, mas tinham fé, compromisso com as Escrituras, amor pela missão e disposição para trabalhar juntos.

Celebrar os 119 anos da Convenção Batista Brasileira é agradecer pela fidelidade de Deus, honrar aqueles que serviram antes de nós e reconhecer o valor da cooperação entre as Igrejas. Mas celebrar também significa assumir responsabilidade. A Convenção não existe apenas para preservar uma história, mas para continuar uma missão.

Os mensageiros reunidos em Salvador, em 1907, deixaram uma direção segura: fidelidade à Palavra, compromisso com a missão e cooperação entre as Igrejas. A melhor maneira de honrar esse legado é permanecer comprometido com a tarefa de fazer Cristo conhecido no Brasil e no mundo. n

po missionário na cidade de Serrana, no interior de São Paulo, onde o casal missionário Ronaldo Amaral e Cibele atua em um projeto de Plantação de Igreja.

Os voluntários são homens comuns: pedreiros, eletricistas, pintores, advogados, contadores, empresários, promotores de missões e pastores. Gente com rotina, compromissos, agendas cheias, como qualquer pessoa. Mas eles escolheram sair da zona de conforto e ir, não por obrigação, mas por amor.

Liderados pelo Missionário Mobilizador Voluntário de São Paulo, o Pr. Enoque Paz, eles trabalharam muito, glorificando o nome

Você já disse eis-me aqui para Deus?

do Senhor por meio das mais diversas tarefas. Foram dias intensos, que resultaram em um lindo templo no campo missionário!

E você? Também tem colocado o seu conhecimento e as suas habilidades para o avanço do Evangelho? As oportunidades para servir são muitas. Você pode:

• Organizar uma ida à Vila Minha Pátria @vilaminhapatria

• Servir no Barco Missionário @barco_missionario

• Ser voluntário na Carreta @carreta_missionaria

• Auxiliar no trabalho da Cristolândia @cristolandia.brasil

Existia uma necessidade. Um pedido foi feito. Missionários construtores voluntários disseram: Eis-me aqui! E você pode dizer também. Não fique de fora. Viva uma experiência missionária e descubra a alegria de servir ao Senhor em um campo missionário! n

125 anos proclamando o Evangelho e servindo ao Reino

Segunda Igreja Batista do Rio de Janeiro reúne membros e convidados em programação especial pelo Jubileu Secular de Prata.

Comunicação CBB

A Segunda Igreja Batista do Rio de Janeiro, no Engenho de Dentro, está celebrando seus 125 anos de história, marcando o seu Jubileu Secular de Prata com gratidão ao Senhor por uma trajetória de fé, serviço e compromisso com a proclamação do Evangelho.

As comemorações tiveram início no dia 7 de junho com um Culto de Gratidão e continuam no próximo dia 14 de junho com uma celebração especial da Ceia do Senhor do Jubileu Secular de Prata. A programação reúne a igreja em um tempo de adoração, gratidão e celebração

da fidelidade de Deus ao longo das gerações, contando com a participação do Coro Ricardo Pitrowsky, do cantor Sérgio Lopes, do pastor Márcio Santos e do pastor Fernando Brandão, diretor-executivo da Convenção Batista Brasileira.

Parabenizamos a Segunda Igreja Batista do Rio de Janeiro por seus 125 anos de testemunho cristão, fidelidade ao Senhor e dedicação à obra do Reino. Que Deus continue conduzindo esta igreja e abençoando sua missão pelas

Confira no vídeo um pouco desta história marcada pela

Vista panorâmica da nave da SIB do Rio
Brazilian Piper Band
Medalha dos 125 anos da SIB do Rio é entregue ao Pr. Fernando Brandão
Cantor Sérgio Lopes

NOTÍCIAS DO BRASIL BATISTA

Associação dos Diáconos Batistas do Agreste recebe reconhecimento da Câmara Municipal de Caruaru (PE)

Homenagem ressalta alcance regional das iniciativas promovidas pela Associação dos Diáconos Batistas.

Jénerson Alves

jornalista e membro da Igreja Batista Emanuel em Caruaru-PE

A Associação dos Diáconos e Diaconisas Batistas do Agreste de Pernambuco (ADBA-PE) recebeu um voto de aplauso da Câmara Municipal de Caruaru (PE), em reconhecimento aos relevantes serviços prestados à comunidade e às igrejas da região. A homenagem foi realizada no dia 9 de junho, em solenidade no Salão Nobre da Casa Legislativa.

Durante a cerimônia, o presidente da ADBA-PE, diácono Pedro Araújo, destacou que todas as ações desenvolvidas pela entidade têm como propósito glorificar a Deus. “O Evangelho diz que sem Deus nada podemos fazer, e é a Ele que rendemos toda a nossa gratidão”, afirmou.

Nos últimos anos, a Associação tem se destacado pela promoção de iniciativas voltadas à capacitação, comunhão e fortalecimento do serviço diaconal. Entre elas estão as edições do Congresso de Diáconos e Diaconisas, que reuniram participantes de diversas regiões de Pernambuco, incluindo a Região Metropolitana do Recife, alcançando repercussão nacional por meio de publicações em O Jornal Batista.

Outro trabalho de destaque são as caminhadas evangelísticas promovidas pela entidade, que já ultrapassaram a marca de 50 edições. As ações têm levado a mensagem do

Evangelho a áreas urbanas e rurais de diferentes municípios pernambucanos, fortalecendo o compromisso missionário das igrejas locais.

Pedro Araújo ressaltou ainda que essas iniciativas refletem o serviço realizado diariamente pelos diáconos e diaconisas das 30 igrejas e 18 congregações vinculadas ao trabalho batista no Agreste pernambucano. Segundo ele, são homens e mulheres comprometidos com o serviço cristão e com o cuidado aos mais necessitados, seguindo o modelo bíblico apresentado em Atos 6.

Autor da propositura que resultou na homenagem, o vereador Delegado Lessa elogiou a atuação da Associação e sua contribuição para a sociedade. “A Associação promove a capacitação, a comunhão e o engajamento social e espiritual de líderes religiosos, engrandece nosso município e reforça os valores de serviço e dedicação à comunidade”, afirmou. O parlamentar destacou ainda que a ADBA-PE representa um exemplo de organização e compromisso com o desenvolvimento de seus membros e com o bem-estar coletivo.

A homenagem reafirma a importância do ministério diaconal no fortalecimento das igrejas e no serviço à sociedade, reconhecendo o impacto positivo da atuação da Associação dos Diáconos e Diaconisas Batistas do Agreste de Pernambuco na região. n

ADBA-PE recebendo reconhecimento da Câmara Municipal

65ª Assembleia da Associação Batista Caxiense celebra unidade, fé e compromisso missionário

À luz do tema “Somos Um”, batistas renovaram seu compromisso co

Pr. Carlos Alberto dos Santos pastor-presidente da PIB Universitária do Brasil (Duque de Caxias-RJ)

A Cidade Batista, em Du que de Caxias-RJ, recebeu no dia 06 de junho de 2026 a 65ª Assembleia Anual da Associação Batista Caxien se (ABC), reunindo pastores, líderes, mensageiros e mem bros de igrejas da região em um encontro marcado pela comunhão, adoração e renovação do compromisso com a missão de Deus.

Com o tema “Somos Um”, baseado em João 17.11 — “Para que sejam um, assim como nós” —, a Assembleia ultrapassou seu caráter administrativo e se tornou uma grande celebração da unidade do Corpo de Cristo. Ao longo do dia, os participantes vivenciaram momentos de louvor, reflexão, confraternização e fortalecimento espiritual.

O culto inspirativo teve como pregador oficial o pastor Theodomiro José de Freitas, da Primeira Igreja Batista em Pavuna, que destacou a importância da unidade cristã, da fidelidade ao Evangelho e da cooperação entre as igrejas para o avanço do Reino de Deus.

A programação contou ainda com apresentações da cantora Cristina Mel, do Coral Doxa da PIB em Pavuna, do cantor Júlio Vianna e do Ministério de Coreografia MR, da Igreja Batista Acolher, conduzindo os presentes a momentos de profunda adoração.

Homenagens e reconhecimento

Um dos momentos mais marcantes da Assembleia foi a cerimônia de homenagens. A Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (ALERJ), por iniciativa do deputado estadual Rosenverg Reis, homenageou a Associação Batista Caxiense por sua contribuição espiritual, social e comunitária ao longo de sua história.

Também receberam reconhecimento especial o diácono Daniel Eugênio, presidente da ABC, e o pastor Carlos Alberto dos Santos, secretário-executivo da instituição, em gratidão pelos relevantes serviços prestados ao povo batista da região.

A Câmara Municipal de Duque de Caxias, por proposição do vereador Junior Reis, concedeu uma Moção de Aplausos pelos 135 anos da Convenção Batista Fluminense, destacando sua contribuição para a evangelização, a educação cristã e a transformação social no estado.

Representando a Convenção Batista Fluminense, o pastor Marcos Felix entregou à Associação Batista Caxiense

uma Moção Especial em celebração à realização de sua 65ª Assembleia Anual, reconhecendo sua relevância histórica e ministerial.

Clamor pelas

autoridades

Outro destaque da programação foi o momento de intercessão pelas autoridades públicas, reafirmando o compromisso bíblico de orar pelos governantes. A Assembleia elevou orações em favor de Rosenverg Reis, Junior Reis, Marcelo Crivella e Aurélio Ribeiro, pedindo sabedoria e direção divina para o exercício de suas funções.

Nova diretoria eleita

Durante os trabalhos convencionais, foi eleita a nova diretoria da Associação Batista Caxiense: Presidente: Niraldo Bastos;

1ª Vice-Presidente: Sara Fazollo;

2º Vice-Presidente: Pr. Silas Neves; 1º Secretário: Pr. João Rezende;

2ª Secretária: Sandra Cristina;

3ª Secretária: Ieda Cruz Ferreira; 1º Tesoureiro: Fernandes Fazollo;

2º Tesoureiro: Celso.

A eleição foi recebida com espírito de unidade e gratidão, simbolizando a continuidade do trabalho cooperativo das igrejas batistas caxienses.

Ao final da Assembleia, foram expressas palavras de gratidão à diretoria que encerrou seu mandato, especialmente ao diácono Daniel Eugênio, por sua liderança dedicada e comprometida. A nova diretoria recebeu as orações e o apoio das igrejas para os desafios dos próximos anos.

A 65ª Assembleia da Associação Batista Caxiense ficará marcada como um encontro de fé, unidade e esperança, reafirmando que a força dos batistas está na comunhão, na cooperação e na missão compartilhada. n

65ª Assembleia da ABC reuniu pastores, líderes e igrejas da região
Momento de intercessão pelas autoridades públicas

Semeando o evangelho no Sudeste da Ásia

Aqui no Sudeste da Ásia, trabalhamos com duas plataformas de evangelização: uma cafeteria brasileira e uma escola de futebol. Esses projetos são espaços de conexões, evangelismo, discipulado, emprego para obreiros locais e muitas outras oportunidades que o Senhor nos dá. Quero compartilhar com você o que aconteceu em nossos projetos.

Na cafeteria temos oito funcionários, sendo cinco jovens estudantes universitárias. A maioria delas pertence a povos não alcançados; Deus é quem as trouxe até nós. Dos oito funcionários, apenas dois pertencem à família da fé. Realizamos devocionais semanais com a equipe e temos visto o Espírito Santo agir de forma linda em seus corações.

Recentemente, visitamos o vilarejo de duas famílias de meninas que trabalham na cafeteria. Foi um tempo precioso de convivência, fortalecimento de relacionamentos e conhecimento da realidade de suas comunidades.

Um tempo atrás, fizemos um retiro com os funcionários da escola de futebol e da cafeteria. Mais de 40 pessoas participaram. Tivemos a presença de um querido pastor vindo do Brasil e de alguns voluntários de Rio Verde/GO. Utilizando uma linguagem própria ao contexto de negócios em que vivemos, o pastor compartilhou o amor de Jesus e de viver com propósito Nele. O Espírito Santo o usou poderosamente e cuidou, pois precisamos ter cuidado com a forma como compartilhamos a mensagem aqui onde estamos.

Foram momentos lindos em que vimos os funcionários não-cristãos cantando hinos de louvor ao nosso Deus e ouvindo mensagens sobre Aquele que é a própria Verdade. Deus tem feito infinitamente além do que pedimos ou pensamos, e nosso coração se alegra Nele.

Também realizamos um retiro com a liderança. Foi um tempo especial para avaliar, povo por povo, o trabalho realizado no ano anterior e planejar os próximos passos para sermos mais efetivos no cumprimento da missão. Vivemos momentos de muito quebrantamento e fomos lembrados que a obra pertence ao Senhor e que, sem Ele, nada acontece. Tivemos a alegria de ver frutos do último ano: pessoas treinadas, novos convertidos e a obra de Deus acontecendo. Que grande privilégio estar aqui!

Esse mesmo compromisso com a formação de discípulos também acontece por meio da Casa Abraão, que funciona no mesmo local da cafeteria. Trata-se de uma casa de cinco andares — algo comum em nosso contexto, devido à limitação de espaço em um país pequeno com quase 100 milhões de habitantes.

Recentemente, concluímos mais uma turma da Casa

Abraão. Durante quase dois meses, os alunos moram conosco e recebem treinamento missionário prático. Nosso objetivo é ajudá-los a compreender seu papel na missão de Deus e capacitá-los para participar do cumprimento da Grande Comissão. Nesta turma tivemos cinco estudantes, a maioria pertencente a uma etnia da região central do país. Em breve, os enviaremos às suas cidades e cremos que isso é apenas o começo do que Deus fará por meio de suas vidas. Além do trabalho com os povos locais, o Senhor tem nos dado oportunidade de cuidar dos brasileiros que vivem aqui. Temos um pequeno grupo que nos encontramos a cada 15 dias. Nosso foco continua sendo alcançar os povos do país, mas também entendemos que Deus deseja abençoar nosso povo brasileiro aqui.

Hoje, o grupo está crescendo, com 12 famílias se reunindo regularmente. Algumas outras comparecem como podem, pois trabalham com futebol ou são jogadores de futebol, o que faz com que tenham horários variados em função dos jogos e demais atividades correlacionadas. Temos visto o agir de Deus na vida dessas famílias, com pessoas crescendo na fé, sendo discipuladas e até mesmo sendo batizadas. Glórias a Deus!

Com tantas coisas acontecendo, também vemos muitas necessidades surgindo. Seguimos caminhando pela fé, certos de que a obra pertence ao Senhor e de que Ele continuará provendo tudo aquilo que for necessário. Obrigado por ser instrumento do cuidado e da provisão de Deus em nossa vida e ministério.

Ore:

• Por nossa saúde;

• Por nossos obreiros;

• Por nossos filhos, pois precisamos de milagres para que continuem seus estudos;

• Por nossos funcionários que ainda não se converteram;

• Por um local para os encontros do pequeno grupo de brasileiros, já que as casas têm ficado pequenas para acomodar todos os participantes.

Agradecemos as suas orações e seu suporte. Somos gratos a Deus por sua vida e por caminhar conosco. n

79ª Assembleia da Convenção Batista

Sul-Mato-Grossense destaca unidade e

missão

Sob o tema “A Missão que nos Une”, encontro destacou avanços missionários, elegeu lideranças e aprovou ações para fortalecer a obra batista no estado.

Anderson Solano Publicitário, chefe do departamento de comunicação social da CBSM

A 79ª Assembleia da Convenção Batista Sul-Mato-Grossense (CBSM) reuniu 249 mensageiros de 94 igrejas entre os dias 4 e 6 de junho, na Quarta Igreja Batista de Campo Grande-MS. Com o tema “A Missão que nos Une”, o encontro celebrou a comunhão entre os batistas sul-mato-grossenses e definiu diretrizes para os próximos anos.

A programação do Congresso Batista do MS contou com reuniões dos órgãos auxiliares da Convenção, incluindo a União de Esposas de Pastores, Associação dos Músicos Batistas do Brasil – Seção MS (AMBB-MS), União Missionária de Homens Batistas do MS (UMHB-MS), Ordem dos Diáconos, Mulheres Batistas do MS, Ordem dos Pastores Batistas do Brasil – Seção MS (OPBB-MS), Juventude Batista Sul-Mato-Grossense (JUBAMS) e Ordem dos Educadores Cristãos Batistas do Brasil – Seção MS (OECBB-MS). Os encontros fortaleceram a unidade, a cooperação e o alinhamento ministerial entre as igrejas.

Um marco do Congresso foi a eleição da primeira diretoria da AMBB-MS, consolidando o processo de reorganização do ministério de música no estado. Márcia Flores Barbosa Moura da Silva foi eleita presidente para o mandato 20262028, acompanhada por uma diretoria e conselhos que simbolizam uma nova fase de organização e capacitação para os músicos batistas sul-mato-grossenses.

A abertura da Assembleia foi marcada pela participação de uma orquestra e coral formados por integrantes de diversas igrejas do estado. O orador oficial, pastor Fabrício Freitas, diretor-executivo da Junta de Missões Nacionais, ministrou sobre João 17, destacando que a unidade da Igreja tem origem em Deus e propósito missionário.

Durante os trabalhos convencionais, foi realizada a recomposição da Diretoria da CBSM após a nomeação do pastor Ozeias de Gois Dias para a área de relacionamento da Convenção. O pastor Jonas Xavier de Pina foi eleito pre-

sidente para o biênio 2026/2027, tendo o pastor Fabiano Valter Jacobsen como primeiro vice-presidente.

A Assembleia também aprovou a admissão da Igreja Batista Monte Sinai, de Corumbá, ao rol de igrejas associadas, além de relatórios ministeriais, administrativos e financeiros. Foram destacados os investimentos em capacitação por meio de workshops, o fortalecimento das parcerias entre igrejas e associações e o avanço da obra missionária em diversas regiões do estado.

Na área missionária, receberam destaque os trabalhos desenvolvidos em Três Lagoas, Sonora, Caracol, Porto Murtinho e no campo indígena de Paranhos. Atualmente, a CBSM mantém parcerias que viabilizam a atuação de 19 missionários em diferentes frentes.

Os mensageiros aprovaram ainda o planejamento convencional para 2026/2027, com foco em missão, liderança, mordomia cristã e governança, além dos percentuais orçamentários para o próximo exercício financeiro. Também foi aprovada a venda de imóveis sem utilização ministerial, destinando os recursos para novas frentes missionárias, especialmente em Três Lagoas e na Missão Batista em Guaicurus.

Outro destaque foi a autorização para a busca de parcerias visando à revitalização do Acampamento Batista de Piraputanga (Acambapi), garantindo sua sustentabilidade e ampliação para as futuras gerações.

Durante a programação, o irmão Joelson Chaves de Brito recebeu o título de Presidente de Honra pelos relevantes serviços prestados à obra batista sul-mato-grossense.

A CBSM também registrou gratidão à Quarta Igreja Batista de Campo Grande e ao pastor Marcelo Moura pela acolhida e dedicação na realização do evento.

Ao final da Assembleia, foi anunciada a realização da 80ª Assembleia da CBSM, que acontecerá de 27 a 29 de maio de 2027, na Igreja Batista em Coxim. O encontro reafirmou o compromisso dos batistas sul-mato-grossenses com a expansão do Reino de Deus, a cooperação entre as igrejas e a missão de compartilhar a esperança em Cristo. n

Pr. Ozeias e Pr. Fabrício Freitas
Nova diretoria
“A Missão que nos Une” marca a 79ª Assembleia da CBSM

Pr. Ricardo Lebedenco assume a Diretoria Executiva da Convenção Batista do Rio Grande do Sul

Novo ciclo de liderança reforça o compromisso da convenção com expansão missionária e o apoio às igrejas batistas gaúchas.

possou, na noite de 17 de junho, o pastor Ricardo Lebedenco como novo Diretor Executivo da instituição. A cerimônia foi realizada na Igreja Batista Mont’Serrat, em Porto Alegre, reunindo líderes, pastores e representantes de igrejas batistas do estado e de outras regiões do Brasil.

A posse marca uma importante transição na liderança executiva da convenção. Após 21 anos à frente da função, Egon Grimm Berg encerra seu ciclo como Diretor Executivo e passa a atuar como Diretor Administrativo da CBRS, permanecendo no quadro de liderança da instituição. Durante mais de duas décadas, Egon esteve diretamente ligado ao desenvolvimento de projetos, ao fortalecimento das igrejas e à articulação da cooperação batista no Rio Grande do Sul.

O culto de posse contou com momentos de louvor, oração, leitura do Ato de Investidura e uma mensagem ministrada pelo pastor Oswaldo Mancebo Reis, destacando a importância da continuidade da missão e do serviço às igrejas batistas gaúchas.

O pastor Ricardo Lebedenco assume a função trazendo uma trajetória ministerial consolidada. Durante 23 anos serviu na Primeira Igreja Batista de Curitiba (PR), onde também exerceu liderança no Campus Comprido. Além disso, atuou por sete anos como pastor da Primeira Igreja Batista de Ijuí (RS), período em que desenvolveu relevante trabalho pastoral e ministerial junto à igreja e à comunidade local.

A chegada de Ricardo Lebedenco à Diretoria Executiva representa o início de um novo ciclo para a CBRS, que segue comprometida com o fortalecimento da cooperação entre as igrejas, a capacitação de líderes e o avanço da obra missionária em todo o território gaúcho.

Fundada para promover a unidade e a cooperação entre

do termo que oficializou a nova

Egon Grimm assume a Diretoria Administrativa, e Ricardo Lebedenco, a Diretoria Executiva

Grande do Sul reúne centenas de igrejas e congregações, atuando no apoio às ações missionárias, educacionais e de formação cristã desenvolvidas em diferentes regiões do Rio Grande do Sul. n

Momento de oração na posse do Pr. Ricardo Lebedenco
Assinatura
Diretoria Executiva da CBRS

Jefferson Amom

Pastor

O pastor como agente educador

Fonte extraída: oecbb.com.br/o-pastor-como-agente-educador

O pastor é conhecido pelo que sabe e, também, pelo que ensina. Certamente a saúde teológica da igreja está firmada no que é pregado no púlpito, e que por vezes ecoa dentro da comunidade gerando firme convicção da teologia bíblica. Por esse meio ele transfere fundamentos da fé aos congregados.

O pastor tem muito a nos ensinar do púlpito e, como resultado, tornar o ensino/aprendizado das Escrituras, profundo e eficaz. Uma das coisas mais complicadas talvez seja encontrar um caminho de conexão entre o púlpito e a vida educacional da igreja, de forma a criar continuidade e a diminuir ruídos na transmissão do ensino eclesiástico.

O apóstolo Paulo ordena ao jovem Timóteo “prega a palavra, insiste a tempo e fora de tempo, aconselha, repreende e exorta com toda paciência e ensino” (2Timóteo 4.2). É no púlpito que se inicia o aprendizado congregacional, é dele que deve fluir alimento doutrinário firmado nas Escrituras, a exposição da Palavra é a referência do que a congregação irá seguir.

Mas, o púlpito por si só não satisfará todas as necessidades de conhecimento da congregação. Assim, o pastor precisa ser apaixonado pelo ensino e, como para qualquer outro trabalho ministerial, ele deve estar disposto a se envolver na construção do currículo educacional de sua igreja, a fim que o que o conhecimento transmitido às classes e turmas de aprendizagem seja um link direto do que é pregado no púlpito.

Em outras palavras, o pastor tem papel fundamental na transferência de conhecimento realizado dentro da igreja, sua convicção teológica se torna a base para a convicção no coração do povo de Deus. Certamente, é o Espírito Santo que completa o entendimento da Palavra. Porém, é do pastor a responsabilidade de subsidiar, sistematizar e promover a elaboração de um currículo educacional cristão, o qual atenda às demandas de conhecimento bíblico, da fé e da vida cristã da igreja local.

Apesar de que o pastor deva ser o agente inicial no ensino das Escrituras, o compromisso pertence a toda igreja. Podemos encontrar vestígios de um ministério de ensino nos primórdios da igreja em Atos 13.1. Segundo o Dicionário Strong, a palavra aqui traduzida para mestre é didaskalos –“alguém que é qualificado para ensinar, ou que pensa desta maneira”, demonstrando que a igreja estava comprometida com ensino fiel da Palavra.

Há muito a ser dito sobre a importância do pastor como educador e de como a igreja local pode desenvolver esse ministério. Não objetivamos dirimir o assunto neste texto, todavia apresentamos, de forma sucinta e denodada, 3 passos fundamentais para o pastor desenvolver um ministério de educação cristã forte em sua igreja.

1. MOSTRAR O CAMINHO

Essencialmente, a educação cristã objetiva transmitir a tradição cristã de uma geração para a outra. Para que isso aconteça eficazmente, o pastor deve criar uma equipe de gestão pedagógica, a qual elaborará processos educa -

cionais fixados nas verdades bíblicas ao mesmo tempo que dialogam com diversas realidades socioculturais inseridas dentro da igreja e na comunidade local da qual ela faz parte.

Esse caminho refletirá em programa curricular que atenda as demandas específicas da comunidade de fé e, dessa forma, o pastor, enquanto responsável pela teologia que é ensinada, pode criar conexões entre o púlpito e o que é ministrado em sala, cultivando a fidelidade à Palavra.

2. SELECIONAR PESSOAS FIÉIS

Criar uma equipe pedagógica inicia-se com a seleção dos voluntários, pois tanto na pregação do púlpito quanto no ensino congregacional o Espírito Santo usa homens e mulheres como instrumentos propagadores das doutrinas bíblicas. Isso significa que os membros daquela equipe e os professores cristãos devem estar submetidos ao Espírito, na certeza de que Sua presença se faz real nas atividades da sala de aula.

Concomitante a isso, cada igreja possui sua declaração de fé, estatuto ou diretriz eclesiológica, mas nada substitui o novo nascimento como requisito básico para fazer parte da equipe educacional, ou seja, pedagogos e professores devem ser convertidos e batizados. Assim é responsabilidade do pastor supervisionar, com base nas Escrituras, a indicação daqueles que irão compor o corpo educacional da comunidade.

3. ENSINAR A ENSINAR

Na ausência de pessoal gabaritado, o pastor deve conduzir os voluntários a estarem aptos ao ensino. Discipulando e ensinando-os em áreas como doutrina bíblica, psicologia educacional e educação nos vários níveis de idade e experiência para que eles sejam capazes de facilitar o aprendizado dos alunos, não obstante, atestar que seus professores têm conhecimento e clareza doutrinária para lidar com questões básicas de fé e conduta.

O pastor deve estar atento à qualidade do ensino que é aplicado, para que com o passar do tempo haja o aperfeiçoamento do programa educacional da igreja. Isso manterá a grade curricular sensível à evolução e ao aprimoramento dos temas tratados, de forma que o ensino esteja diretamente ligado às necessidades do povo de Deus e não a matrizes curriculares alheias à realidade local.

Destarte, o pastor como agente educador deve desenvolver seu ministério dentro de uma visão voltada para a teologia da educação cristã, pois sem ela é difícil visualizar as pregações indo além do púlpito e alcançando ensinos mais consistentes, sem que haja um processo claro e metodológico do como e do que a igreja pretende ensinar.

Dessa forma haverá fluidez e fidelidade no que a congregação aprende, e mesmo que para isso faça-se necessário lançar mão de técnicas modernas de ensino/aprendizagem, a teologia bíblica aplicada no púlpito manterá o norte em Jesus e na Palavra, ao passo que o pastor sustenta sua responsabilidade com Deus de ensinar a palavra “em tempo e fora de tempo”. n

Saúde mental e a fé em Deus

A fé em Deus pode ser vista como um sintoma psíquico ou como um elemento estruturante, promotor da resiliência e da saúde mental. Alguns entendem que a fé é sintoma de uma psiquê enfraquecida, adoecida. Outros, no entanto, e eu faço parte desse grupo, entendem que a fé em Deus é um fator importante de promoção da saúde como um todo: corpo, alma e espírito. Biblicamente falando fé e saúde mental não são temas excludentes, mas intercambiáveis A pesquisa “Born again Christian”, realizada pela escola de saúde pública de Harvard, em Boston, e a Duke University, na Carolina do Norte, analisou como a fé, a oração e a espiritualidade influenciam na saúde. A conclusão dessa pesquisa foi que pessoas com uma expressão de fé relatam maior bem-estar emocional, menores índices de depressão e ansiedade e maior senso de propósito e esperança. A fé que em alguns momentos oferece acolhimento e abrigo é a mesma que em outros, diz: enfrenta! Falar da fé como um fator de promoção da saúde mental é falar de uma questão muito complexa - penso que esse tema pode ser abordado e discutido com mais profundidade em congressos, seminários e workshops, por exemplo. Mas, quero apresentar algumas considerações gerais sobre a relação entre a fé e a promoção da saúde mental. Em um mundo onde mais de um bilhão de pessoas convivem com transtornos mentais — conforme aponta o relatório Saúde Mental Mundial Hoje e o Atlas de Saúde Mental 2024 da OMS —, é de fundamental importância que tanto as igrejas, como os seminários, passem a dar mais atenção para esse tema. Até porque muitos cristãos sinceros e pastores dedicados e comprometidos com o ministério fazem parte dessa estatística – a pesquisa “Pastores pela Vida”, realizada pela Visão Mundial no ano de 2022, constatou que a liderança pastoral sem o devido apoio pessoal está extremamente vulnerável ao adoecimento. Infelizmente, ainda existe uma certa estigmatização em relação à admissão de sofrimentos emocionais no contexto eclesiástico. É mais comum ouvirmos pessoas pedindo orações por conta de uma enfermidade física, do que por conta de uma depressão ou crise de ansiedade, por exemplo. Isso porque muitos crentes, incluindo líderes e pastores, ainda associam, de modo totalmente equivocado, os problemas emocionais à falta de fé ou de confiança em Deus. A estigmatização dos problemas emocionais é em boa parte consequência de uma teologia sem ontologia, ou seja, desvinculada da história e da realidade indivisível do ser. No livro “O absurdo e a Graça”, Leloup diz que “Muitas pessoas têm ideias elevadas sobre Deus, mas não sabem como respiram.”. Que valor tem o Evangelho se dele tiramos a compaixão? Ou, como questiona o apóstolo Tiago: qual o sentido de uma fé meramente teórica? (Tg 2:14,18). Promover a saúde mental é viver o Evangelho de modo humanizado, encarnado em gestos de compaixão que acolhem o sofrimento humano em todas as suas dimensões. Como bem diz Henri Nouwen, no livro “O curador ferido”: “Para uma pessoa compassiva nada humano é estranho: nenhuma alegria e nenhum sofrimento, nenhum modo de viver e nenhum modo de morrer.” De que maneira a

igreja pode promover a saúde mental? No livro “Saúde Mental e sua Igreja”, Helen Thorne e Steve Midgley, destacam que “O medo do estigma associado aos problemas de saúde mental certamente pode ser um fator relevante, e ele só diminuirá se as igrejas falarem sobre esse assunto mais abertamente.”. Fica claro, portanto, que a forma mais efetiva da igreja promover a saúde mental é falando sobre os problemas emocionais, dentro de uma perspectiva bíblica. Algumas sugestões de como isso pode ser feito:

• Realização de congressos, seminários e workshops sobre saúde mental. Alguns temas que podem ser abordados nesses encontros: a depressão de Elias; as emoções no livro de salmos, o sofrimento de Jó, burnout na liderança de Moisés, Jesus e suas emoções, dentre outros.

• Inclusão, na grade curricular dos seminários, de uma disciplina que trate da promoção da saúde mental à luz Bíblia, integrando cuidado emocional e maturidade espiritual.

• Formação e capacitação de uma equipe de aconselhamento no contexto da igreja local, que valorize a escuta empática e não a citação de textos bíblicos isolados.

• Identificação de profissionais da área da saúde mental que possam dar atendimento profissional na igreja ou em seus consultórios, a partir de encaminhamentos feitos pelo pastor ou pelo líder responsável.

• Construção de uma rede de apoio, em parceria com igrejas e instituições sérias, que ofereçam acompanhamento psicológico e outros serviços na área da saúde mental. Inclusive, muitas faculdades de psicologia disponibilizam atendimentos gratuitos por meio de seus Serviços de Psicologia Aplicada (SPA).

• Inserir temas relacionados à promoção da saúde mental em sermões e estudos bíblicos para EBD, pequenos grupos e outros encontros.

• Conhecer programa de saúde mental público, a partir do funcionamento dos CAPS. Cresci ouvindo que a igreja pode ser comparada a um hospital — é uma boa comparação. Mas um hospital que não reconhece a dor dos seus pacientes, que não escuta suas queixas e não se dispõe a cuidar integralmente de quem o procura, perde a sua razão de existir, não é mesmo? De igual modo, uma igreja que silencia frente a dor daqueles que a procuram perde a razão da sua existência. A promoção da saúde mental não é um tema alheio à Bíblia. É só lermos os salmos, a história de Jó e a do próprio Senhor Jesus Cristo, que chorou, sentiu medo, angústia e desamparo, para compreendermos isso. Promover a saúde mental é falar do Evangelho que entende que a vida espiritual não é uma parte da vida que deve ser valorizada, em detrimento das dimensões física e psíquica. Promover a saúde mental na igreja é falar da fé em Deus como um recurso poderoso na luta constante contra as nossas fragilidades emocionais. n

Ailton Gonçalves Desidério Pastor Pib Lins Psicólogo Clínico Mestre psicologia pela UFRJ

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