ÓRGÃO OFICIAL DA CONVENÇÃO BATISTA BRASILEIRA FUNDADO EM 1901
Dia do Pastor Batista
Um chamado para servir, cuidar e conduzir.

2o domingo do mês
Pastor Batista
Vocação e formação para o Reino
Homem Discípulo
Pertencer, servir e crescer na igreja local
Novo tempo
Mulheres Batistas celebram 118 anos
Cuidar da criação
Fé cristã e responsabilidade ambiental
EDITORIAL

Chamados para cuidar de vidas
Junho nos convida a olhar com gratidão para homens que dedicaram suas vidas ao serviço do Reino de Deus. O Dia do Pastor Batista é uma oportunidade para reconhecer um ministério que, muitas vezes, se desenvolve longe dos holofotes, mas que produz impactos profundos na vida das igrejas, das famílias e das comunidades.
Ser pastor é atender a um chamado que exige entrega diária. É anunciar a Palavra com fidelidade, conduzir o povo de Deus em tempos de alegria e de dificuldade, aconselhar, ensinar, interceder e caminhar ao lado daqueles que necessitam de cuidado espiritual. É uma vocação marcada pelo amor a Cristo e pelo compromisso com Sua Igreja.
Ao longo da história dos Batistas brasileiros, pastores têm desempenhado papel fundamental na expansão do Evangelho, na formação de discípulos e no fortalecimento das igrejas locais. Em diferentes regiões do país, muitos têm servido com dedicação, perseverança e fé, enfrentando desafios sem perder de vista a missão recebida do Senhor. Celebrar o Dia do Pastor Batista também é lembrar da importância da formação ministerial. Por trás de cada líder

preparado para servir existe uma caminhada de aprendizado, discipulado e desenvolvimento espiritual. Nossos seminários e centros de formação continuam cumprindo uma missão essencial ao investir na preparação de homens vocacionados para o ministério pastoral.
Vivemos um tempo que exige líderes comprometidos com a verdade das Escrituras, sensíveis às necessidades das pessoas e dependentes da direção de Deus. Mais do que nunca, a Igreja precisa de pastores que conduzam o rebanho com sabedoria, humildade e integridade.
Neste mês especial, expressamos nossa gratidão a todos os pastores batistas que servem ao Senhor com fidelidade. Oramos para que Deus continue fortalecendo cada um deles em sua missão, renovando suas forças e confirmando diariamente o propósito para o qual foram chamados.
Que nossas igrejas permaneçam valorizando, apoiando e intercedendo por seus pastores. Quando cuidamos daqueles que cuidam de vidas, fortalecemos a Igreja e cooperamos para o avanço do Reino de Deus.
Boa leitura! n

O JORNAL BATISTA
Órgão oficial da Convenção Batista
Brasileira. Semanário Confessional, doutrinário, inspirativo e noticioso.
Fundado em 10.01.1901
INPI: 006335527 | ISSN: 1679-0189
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W.E. Entzminger, fundador (1901 a 1919);
A.B. Detter (1904 e 1907); S.L. Watson (1920 a 1925); Theodoro Rodrigues Teixeira (1925 a 1940); Moisés Silveira (1940 a 1946); Almir Gonçalves (1946 a 1964); José dos Reis Pereira (1964 a 1988); Nilson Dimarzio (1988 a 1995) e Salovi Bernardo (1995 a 2002)
INTERINOS HISTÓRICOS
Zacarias Taylor (1904); A.L. Dunstan (1907); Salomão Ginsburg (1913 a 1914); L.T. Hites (1921 a 1922); e A.B. Christie (1923).
ARTE: Oliverartelucas

A pergunta que ele nunca fez

Ordem dos Pastores Batistas do Brasil
Quando chegou à aposentadoria depois de quarenta anos de ministério, a homenagem foi bonita. Mas havia uma pergunta silenciosa que o acompanhava há anos: alguém sabia que eu não estava bem?
Talvez soubessem. Mas muitas igrejas ainda não aprenderam a cuidar de seus pastores sem exigir que estejam sempre fortes. Entre a indiferença e a idolatria, a Escritura aponta um caminho melhor: honra com discernimento, amor com verdade e cuidado com responsabilidade.
O que a Escritura pede dos dois lados
Hebreus 13.17 afirma que os líderes cuidam do rebanho como quem prestará contas a Deus. Isso exige da igreja respeito e consideração, mas também lembra aos pastores que sua autoridade é exercida sob o senhorio de Cristo.
Da mesma forma, 1 Tessalonicenses 5.12-13 orienta os crentes a reconhecerem e estimarem aqueles que trabalham entre eles. A honra não se baseia em personalidade ou prestígio, mas no serviço prestado para a edificação do corpo de Cristo.
Honra que não encobre
Honrar pastores não significa colocá-los acima da correção. A Bíblia não autoriza culto à personalidade. Quando necessário, a igreja deve agir com verdade, justiça e prudência.
A honra bíblica cria um ambiente em que a correção acontece sem espetáculo, vingança ou covardia. Da mesma forma, cuidado com o pastor não é servilismo. A comunidade não é plateia, e o pastor não é protagonista. Uma igreja madura aprende a caminhar com seus líderes em submissão a Cristo.
Honra que se pratica
A honra começa na oração. Não apenas em datas especiais, mas de forma constante e sincera. Também se expres-
sa na cooperação fiel, no serviço alegre, na resolução bíblica dos conflitos e no apoio ao ministério pastoral.
Isso inclui oferecer condições dignas para o exercício do ministério. A generosidade com quem serve espiritualmente não é favor, mas reconhecimento de vocação.
Cuidando da família pastoral
A esposa do pastor frequentemente carrega responsabilidades e expectativas que não escolheu. Muitas vezes enfrenta cobranças silenciosas e desgaste emocional. Ela precisa de amizades verdadeiras, cuidado genuíno e liberdade para ser vista como irmã em Cristo. Cuidar dela é também cuidar do ministério pastoral.
O que ainda precisamos saber
Pesquisas sobre saúde pastoral mostram que relacionamentos saudáveis e apoio da igreja fortalecem a resiliência ministerial. Pastores não perseveram bem no isolamento.
Por isso, a OPBB, em parceria com o Instituto Barna e a ENVISIONAR, realiza a Pesquisa Pastor Resiliente, buscando compreender melhor os desafios enfrentados pelos pastores batistas brasileiros. Conhecer a realidade é o primeiro passo para cuidar dela com responsabilidade.
Honra que inclui responsabilidade
Igrejas maduras não confundem amor com omissão. Elas honram seus líderes, mas também mantêm estruturas saudáveis para lidar com conflitos, desgaste e correção quando necessário.
Neste Dia do Pastor, vale refletir: temos orado por nossos líderes e cuidado da família pastoral com amor genuíno?
Que nossas igrejas ofereçam mais do que homenagens. Que ofereçam oração, cooperação, cuidado, generosidade e corresponsabilidade. Afinal, a esperança da igreja não está na perfeição de seus pastores, mas na fidelidade do Supremo Pastor, que conduz Seu povo até o fim. n
Junho: mês do Pastor Batista e a alegria de formar líderes vocacionados!

Caroline Azevedo jornalista dos seminários da CBB
Junho é, para nós, um mês de gratidão, honra e celebração. É o mês do Pastor Batista, tempo especial para reconhecer homens chamados por Deus, preparados para servir com amor, dedicação e compromisso ao Reino. Celebrar o pastor é também celebrar a vocação, o cuidado com vidas, a pregação da Palavra e a missão de levar o Evangelho libertador de Cristo a todos os lugares.
Nesse contexto, nossas “Casas de Profetas” têm um papel fundamental. Elas são casas de formação pastoral, espaços de ensino, crescimento espiritual, amadurecimento ministerial e preparação de líderes para a nação e para o mundo. Muito nos alegramos por fazer parte da história de tantos vocacionados que, ao longo dos anos, chegaram até nós ainda jovens, muitas vezes inseguros, mas cheios de desejo de servir a Deus. Em nossas casas, encontraram acolhimento, direção, conhecimento e oportunidades para fortalecer o chamado ministerial.
Temos a bênção de contar com mestres, doutores e especialistas como professores, homens e mulheres comprometidos com a excelência acadêmica, mas também com o amor pela obra de Deus. Ensinamos com seriedade, profundidade bíblica, responsabilidade teológica e sensibilidade pastoral. Para nós, formar pastores não é apenas transmitir conteúdo; é caminhar junto, discipular, orientar, corrigir, encorajar e inspirar.
É emocionante ver o amadurecimento dos seminaristas. A cada dia, percebemos o quanto a caminhada os fortalece. As aulas, os momentos de oração, os desafios, as experiências ministeriais e a convivência comunitária vão moldando o caráter, firmando a fé e ampliando a visão de Reino. Aqueles que chegaram como meninos crescem, se preparam e saem como homens de Deus, pastores capacitados, líderes comprometidos e servos dispostos a anunciar Cristo com coragem e amor.
Nossas “Casas de Profetas” têm visto nascer grandes pescadores de almas. Pastores que hoje estão em igrejas, campos missionários, comunidades, cidades e nações, levando esperança, consolo, salvação e transformação por meio da mensagem do Evangelho. Essa é a nossa alegria: saber que cada vida formada aqui poderá alcançar muitas outras vidas.
Neste mês do Pastor Batista, rendemos graças a Deus por todos os pastores que dedicam suas vidas ao ministério. Também celebramos cada professor, cada seminarista, cada família e cada igreja que acredita na formação ministerial. Os Seminários da CBB, sentem-se felizes e profundamente agradecidos por fazer parte da caminhada de formação de milhares de vocacionados que, preparados com amor e excelência, seguem servindo ao Reino de Deus como pastores e líderes comprometidos com a missão. Temos a certeza de que preparar líderes é semear futuro, fortalecer a Igreja e cooperar com a propagação de Cristo no mundo.
Feliz dia do pastor batista! n

O Homem Discípulo e a Igreja Local

Pr. Tomás Corrêa
No primeiro domingo de junho comemora-se o Dia do Homem Batista. É comum que os homens da igreja estejam à frente das programações, reparem a direção do culto público e recebam homenagens. Até aí tudo bem. O problema começa quando esse tipo de mobilização fica restrita a essa data e, no restante do calendário da igreja local, os homens estão ausentes e dispersos. Há palavras de motivação, orações por mais homens, mas na segunda-feira seguinte muitos se esquecem que são discípulos de Jesus.
O Homem Discípulo é mais do que um integrante de uma organização local. Ele é participante da missão de Jesus, da Grande Comissão. Fazer discípulos de todas as nações é uma responsabilidade coletiva. Embora cada cristão tenha participação pessoal nessa tarefa, a missão encontra sua expressão mais completa através da comunidade local.
O Homem Discípulo e a igreja: uma relação inseparável
Vivemos dias marcados pelo individualismo. A pós-modernidade exalta a autonomia e muitos acreditam que basta ter fé em Jesus sem compromisso com a vida em comunidade. Entretanto, ao observarmos as Escrituras, percebemos que os discípulos do Senhor andavam juntos, vivendo uma vida compartilhada. O relacionamento com Cristo também aponta para um relacionamento com a igreja local.
É nessa comunidade que acontece o nascimento, crescimento, equipamento e envio do discípulo. O Homem Discípulo não é um aventureiro solitário, mas alguém que, junto do restante do corpo, está sendo aperfeiçoado.
O discipulado é um chamado à comunhão
Quando Jesus chamou os primeiros discípulos, o chamado foi pessoal, mas o seguimento foi comunitário. O Novo Testamento apresenta a igreja como família espiritual. Em Atos 2:42-47 encontramos o retrato da Igreja Primitiva: os discípulos perseveravam na doutrina, na comunhão, no partir do pão e nas orações.
O crescimento do homem enquanto discípulo de Jesus acontece em um ambiente de convivência, aprendizado e serviço compartilhado. Sua maturidade espiritual está ligada
à sua participação na igreja local. Ele não vê a igreja como algo que consome, mas como uma família à qual pertence.
A igreja local é o ambiente de formação do discípulo
A igreja local tem papel central no crescimento e na santificação. É nela que a Palavra é ensinada, as ordenanças são administradas, a correção é exercida e os dons espirituais são desenvolvidos.
Em Efésios 4:11-16, Paulo ensina que Cristo usa a igreja para equipar os discípulos para a obra do ministério. Esse processo acontece por meio da pregação fiel das Escrituras, da vida comunitária e do exercício dos dons.
Além disso, a convivência com outros irmãos revela a necessidade de mudança em áreas do caráter. A igreja se torna uma oficina da graça de Deus, onde o Senhor trabalha continuamente na vida do Homem Discípulo.
O Homem Discípulo serve à igreja local
Uma das marcas do verdadeiro Homem Discípulo é o serviço. Jesus declarou que não veio para ser servido, mas para servir. Da mesma forma, cada discípulo é chamado a contribuir para a edificação do Corpo de Cristo.
O Homem Discípulo compreende que sua presença na comunidade local não é opcional nem passiva. Ele assume responsabilidades e coloca seus dons a serviço da missão.
Homens Discípulos na nossa história
Nossa tradição nos lembra de homens de Deus que foram usados pelo Senhor na plantação, formação e crescimento de igrejas. William Bagby, Zacharias Taylor, Salomão Gingsburg, Eurico Nelson e tantos outros compreenderam o que significa participar do movimento de Jesus.
Lembrar das vitórias do passado nos anima para a obra de hoje. Fazemos parte de uma história que continua. Ser Homem Discípulo é participar desse movimento, servindo à igreja local e cooperando para a expansão do Reino de Deus. Hoje, tome a decisão de não apenas participar do Dia do Homem Batista, mas de viver todos os dias como um Homem Batista, discípulo de Jesus, pertencente e atuante na igreja. n
De Salvador para o Brasil: a expansão que despertou a necessidade de cooperação

Pr. Marcelo Santos
Pastor, historiador e autor de O Marco Inicial Batista
No artigo anterior, recordamos as primeiras sementes batistas plantadas no Brasil: a organização da Igreja Batista de Santa Bárbara, em 1871, a chegada dos primeiros missionários e a organização da Igreja Batista da Bahia, em 1882. A partir daquele momento, a obra começou a avançar entre os brasileiros.
A Igreja organizada em Salvador nasceu com vocação missionária. William e Anne Bagby, Zacharias e Kate Taylor, Antônio Teixeira de Albuquerque e os primeiros convertidos compreendiam que o Evangelho precisava alcançar outras cidades. Em poucos anos, o trabalho se expandiu para o Rio de Janeiro, Maceió e Recife, dando origem a novas Igrejas no Nordeste e Sudeste.
Essa expansão não aconteceu sem dificuldades. Os primeiros batistas enfrentaram incompreensão, hostilidade e perseguições. Ser batista frequentemente significava romper com tradições profundamente enraizadas e assumir publicamente uma nova compreensão da fé cristã.
Ao mesmo tempo, muitos convertidos tornaram-se evangelistas, pastores, professores da Escola Bíblica Dominical e líderes. Homens como Antônio Teixeira de Albuquerque, Francisco Fulgêncio Soren, Joaquim Fernandes Lessa e Theodoro Rodrigues Teixeira contribuíram para que a obra adquirisse identidade nacional.
A Escola Bíblica Dominical ocupou lugar estratégico nesse crescimento. Os batistas entendiam que evangelizar e ensinar eram tarefas inseparáveis. Não bastava conduzir pessoas à fé; era necessário ajudá-las a conhecer as Escrituras e crescer como discípulos.
Com o surgimento de novas Igrejas, aumentaram também
os desafios. Era preciso preparar pastores, produzir literatura em português, sustentar missionários e coordenar esforços evangelísticos. A autonomia das Igrejas locais permanecia essencial, mas tornava-se evidente que autonomia não deveria significar isolamento.
Esse entendimento levou às primeiras iniciativas de cooperação. Em 1894, Salomão Ginsburg organizou a Associação Batista do Brasil e, posteriormente, contribuiu para a organização da União Batista Leão do Norte. Essas experiências demonstraram que Igrejas autônomas poderiam trabalhar juntas sem perder sua identidade.
Salomão Ginsburg tornou-se uma figura central nesse processo. Evangelista, pastor, escritor, educador e articulador denominacional, dedicou sua vida à expansão da obra e à promoção da cooperação entre os batistas.
A literatura também teve papel decisivo. Zacharias Taylor publicava o Echo da Verdade e Salomão Ginsburg dirigia As Boas Novas. Dessa visão nasceu, em 10 de janeiro de 1901, O Jornal Batista, criado para evangelizar, instruir os crentes e fortalecer a identidade denominacional.
A educação teológica também ganhou importância. Em 1902, Ginsburg participou da fundação de um seminário em Pernambuco, evidenciando a necessidade de formar líderes para acompanhar o crescimento da obra.
No início do século XX, cerca de 25 anos de trabalho missionário haviam resultado em 83 Igrejas e aproximadamente 4.200 membros. O crescimento trouxe novos desafios e reforçou a necessidade de uma organização nacional capaz de reunir as Igrejas e coordenar seus esforços voluntários.
As associações regionais, as iniciativas educacionais e O Jornal Batista mostravam que a cooperação era possível e necessária. O caminho estava preparado para a organização da Convenção Batista Brasileira, tema do próximo artigo. n
A Ação Jesus Transforma levou esperança para a cracolândia de São Paulo!

Thales Emanoel
Coordenador da Cristolândia São Paulo

No feriado do Dia do Trabalhador, realizamos a ação Jesus Transforma na Cristolândia São Paulo. Iniciamos no dia 01/05 com evangelismo nas ruas, nas proximidades da missão, desde a Primeira Igreja Batista de São Paulo até a Praça da Sé, onde abordamos cerca de 300 pessoas.
No dia seguinte, realizamos atendimento social em nossa unidade, oferecendo café da manhã, corte de cabelo, banho, roupas novas e almoço. Ao todo, mais de 90 pessoas em situação de rua foram atendidas. Dentre essas, tivemos o acolhimento de 8 homens que decidiram sair das ruas. Também registramos momentos de conversão, reconciliação e a realização de estudos no Evangelho de João.
Ainda no sábado à tarde, promovemos uma ação evangelística em uma comunidade próxima à missão, aplicando a visão do Viver, com foco na prevenção. Aproximadamente 120 crianças foram alcançadas.
No domingo pela manhã, encerramos a ação na unidade da Cristolândia Suzano com um grande culto da vitória, no qual tivemos o batismo de 8 acolhidos, além do quebrantamento de diversos participantes que declararam: “Eis-me aqui, Senhor, usa a minha vida”.
Ao todo, participaram 52 voluntários e, somados aos missionários, tivemos a atuação de cerca de 70 pessoas.
As suas orações e as suas ofertas tornam tudo isso possível! Continue orando e contribuindo: missoesnacionais.org.br/contribuir
Vamos avançar! n







Embaixadores do Rei reúnem

Os Embaixadores do Rei realizaram importantes eventos estaduais em Minas Gerais, São Paulo e Pernambuco, reunindo cerca de 960 participantes em dias marcados por aprendizado bíblico, atividades esportivas, comunhão e fortalecimento espiritual.
Em Minas Gerais, o Acampamento Estadual reuniu 410 participantes com o tema “Forjados e Aprovados”. A programação contou com atividades recreativas e bíblicas, tendo como destaque o culto da manhã da decisão, quando muitos meninos entregaram suas vidas ao Senhor e aceitaram o desafio de servir como pastores, missionários e líderes de Embaixadores do Rei.
Em São Paulo, a Olimpíada Estadual dos Embaixadores do Rei foi realizada na cidade de Mogi das Cruzes e reuniu 400 participantes. O evento promoveu diversas atividades bíblicas e esportivas, incentivando o desenvolvimento físico, espiritual e o fortalecimento dos laços de amizade entre os participantes.
Já em Pernambuco, o Acampamento Estadual contou com a presença de 150 participantes. Além das atividades bíblicas e esportivas, o ponto alto da programação foi o impacto evangelístico realizado na cidade, levando a mensagem do Evangelho à comunidade local.
Os encontros evidenciaram o compromisso dos Embaixadores do Rei com a formação de meninos comprometidos com Cristo, preparados para servir à Igreja e engajados na missão de anunciar o Evangelho. n


Pr. Fabiano Nicodemo
Missionário compartilha frutos e desafios da obra na Itália
Missionário de Missões Mundiais na Itália
O pastor Fabiano Nicodemo, missionário de Missões Mundiais na Itália, enviou uma carta às igrejas batistas do Brasil compartilhando motivos de gratidão e pedidos de oração relacionados ao trabalho missionário desenvolvido no país. Em sua mensagem, ele agradeceu pelo apoio, encorajamento e intercessão das igrejas, destacando que o avanço da obra é fruto da graça de Deus e da parceria do Seu povo.
Entre os motivos de gratidão está a realização de dois batismos no mês de maio na Chiesa Evangelica Battista di Cesena (Igreja Evangélica Batista de Cesena). Um dos batizados foi Paolo, italiano da cidade de Savignano sul Rubicone. O missionário teve a oportunidade de acompanhá-lo em seu processo de discipulado e também de batizá-lo, testemunhando publicamente sua fé em Cristo. Segundo Fabiano, o discipulado e o acompanhamento espiritual continuarão nos próximos meses.
Também foi batizada Anna, italiana oriunda do sul do país, enquanto Paolo é do norte da Itália. Ela foi discipulada pelos pastores Giuseppe Rubino e Aimone Lucchi. O missionário destacou sua gratidão porque Deus continua salvando pessoas e edificando Sua Igreja por meio da proclamação fiel do Evangelho.
Outro pedido de oração está relacionado a um projeto evangelístico que acontecerá entre os dias 25 e 28 de junho, na cidade de Rimini. A ação contará com a participação de Jonas Lourenço, professor de arquitetura, artista cristão e missionário de Missões Mundiais. Juntos, eles promoverão atividades artísticas em um parque próximo à praia, utilizando a arte como ferramenta para aproximar pessoas, construir relacionamentos e criar oportunidades para compartilhar as Boas-Novas de Cristo.
Fabiano também pediu intercessão para que Deus use essa iniciativa para abrir corações ao Evangelho e alcançar pessoas em um ambiente acolhedor. Além desse projeto, a igreja realiza regularmente ações evangelísticas todos os sá-

bados na região do Arco de Augusto, em Rimini, distribuindo literatura cristã e exemplares do Novo Testamento, além de conversar e orar com aqueles que desejam receber oração. O missionário solicitou ainda orações pelo Survivor Summer Camp 2026, acampamento de verão para jovens que acontecerá entre os dias 6 e 10 de julho, nas cidades de Cervia e Rimini. O objetivo é alcançar crianças, adolescentes e suas famílias com a mensagem do Evangelho, além de fortalecer espiritualmente aqueles que já caminham com Cristo, promovendo momentos de discipulado, comunhão e crescimento na fé.

Segundo Fabiano, o acampamento em Cervia já conta com mais de 60 jovens inscritos. Em Rimini, porém, o número de participantes ainda é reduzido. Como o projeto não é realizado naquela localidade há alguns anos, muitas famílias que participavam anteriormente já estão em outra fase da vida e seus filhos cresceram. Por isso, há o desafio de alcançar novas famílias e atrair participantes de outras regiões. Ao concluir sua carta, o missionário agradeceu pelas orações, amizade e parceria das igrejas brasileiras, ressaltando que tanto as ofertas quanto o sustento espiritual por meio da intercessão têm sido fundamentais para que a obra missionária continue avançando e levando a mensagem de Jesus a inúmeras pessoas na Itália. n

Primeira Igreja Batista da Penha realiza NextLEAD
2026 e se prepara para a Conferência Restaure | Alegria
Programação reúne aprendizado, desenvolvimento de liderança e restauração espiritual.
NextLEAD, conferência de liderança voltada ao desenvolvimento de líderes

tada ao desenvolvimento de líderes de diferentes áreas de atuação por meio de princípios bíblicos, reflexão estratégica e capacitação prática.
O evento reuniu líderes da igreja, do mercado, do terceiro setor e de diversos contextos de influência para dois dias de aprendizado, inspiração e troca de experiências. Com foco no desenvolvimento integral da liderança, a programação abordou temas relacionados ao fortalecimento da espiritualidade e do propósito, à construção de uma liderança saudável e equilibrada e à capacitação para o exercício de uma influência relevante e transformadora na sociedade.


Entre os preletores e participantes dos painéis estiveram o Pr. Eliezer Victor Ramos, Fernanda Ramos, Carlos Bezerra Jr. e o Pr. Tiago Cata. As palestras trataram de assuntos como identidade e liderança, gestão com compaixão, comunicação inspiradora, excelência na gestão e construção de legados duradouros.
Dando sequência à sua agenda de eventos, a igreja promoverá nos dias 19 e 20 de junho a primeira edição da Conferência Restaure | Alegria. A iniciativa nasce com o propósito de conduzir pessoas a um caminho de cura, esperança e transformação à luz da Palavra de Deus, abordando a restauração do ser humano em diferentes dimensões da vida.
Com o tema “Alegria”, a conferência propõe uma reflexão sobre a alegria restaurada por Deus mesmo diante de crises, perdas e desafios. A programação contará com ministrações bíblicas e testemunhos relacionados à restauração emocio-
nal, saúde mental, dependência química, relacionamentos e reconstrução da identidade.
Segundo a organização, o evento busca oferecer um ambiente de acolhimento, aprendizado e encorajamento, ressaltando a esperança encontrada em Cristo e a ação transformadora de Deus na vida das pessoas. A expectativa é reunir participantes interessados em aprofundar sua caminhada espiritual e refletir sobre processos de restauração que alcançam diferentes áreas da experiência humana.
As duas conferências refletem frentes complementares do ministério da Primeira Igreja Batista da Penha: enquanto o NextLEAD investe na formação e capacitação de líderes, a Conferência Restaure direciona seu foco ao cuidado, à renovação e à restauração de vidas, reafirmando o compromisso da igreja com o desenvolvimento integral das pessoas à luz dos princípios bíblicos. n

Momentos que marcaram uma noite muito especial para a história da Primeira Igreja Batista de Santos
Posse pastoral marcou a vida da igreja.
mo sábado, 6 de junho, o Culto de Posse do Pr. Rafael Nunes dos Santos em seu ministério pastoral.
A cerimônia contou com a participação do Pr. Fernando Brandão, Diretor-Executivo da Convenção Batista Brasileira, que trouxe a mensagem da Palavra de Deus, marcando de forma significativa este momento histórico na vida da igreja.
O culto foi um tempo de gratidão ao Senhor, celebração da Sua fidelidade e renovação do compromisso da igreja com a proclamação do Evangelho e o cumprimento de sua missão confiada a esta histórica igreja fundada pelo missionário pioneiro William Bagby em 1903.
Registramos nossa gratidão a todos os pastores, líderes, igrejas coirmãs, membros e amigos que estiveram presentes e contribuíram para que esta ocasião fosse tão especial. n




Pr. Oswaldo Luiz Gomes Jacob
No dia 5 de junho se comemora o Dia Mundial do Meio Ambiente. Aqui no Brasil não temos o que comemorar. Eis alguns dados publicados pelo Instituto Trata Brasil: Quase metade dos brasileiros não possui coleta de esgoto; de 32 a 33 milhões de pessoas ainda vivem sem acesso a água potável; em média, 37,8% da água tratada é perdida na distribuição (vazamentos); a falta de saneamento básico gerou mais de 344 mil internações por doenças de veiculação hídrica em um único ano; cerca de 4,7 milhões de domicílios ainda queimam lixo no próprio quintal; a coleta seletiva porta a porta atinge 14,7% dos brasileiros; 771.399 piscinas olímpicas de esgoto sem tratamento foram despejadas na natureza este ano; apenas 28.6% dos municípios brasileiros utilizam aterros sanitários adequados; o Brasil contabiliza 3.000 lixões a céu aberto; no ano de 2025, começou com um aumento de 68%, ou seja, 133km2 de desmatamento da Amazônia. Todos estes dados devem nos levar, como líderes cristãos, a atitudes e ações propositivas. Não podemos nos conformar com esse caos no Meio Ambiente.
Há, sem dúvida alguma, uma relação intima entre liderança cristã e o meio ambiente. Não é possível exercer a liderança sem cuidar do meio ambiente, pois trata-se da natureza excelentemente criada por Deus. Cuidar do ecossistema é zelar pelo ser humano, pois a qualidade de vida é essencial para a sua saúde. A Igreja deve ser o exemplo de comunidade que ensina e pratica a coleta seletiva do lixo; a economia de água e energia; o plantio de árvores; a diminuição dos poluentes e outras formas de preservação ambiental. A Igreja de Cristo deve ter um programa de educação ambiental, procurando mobilizar toda a sociedade para um engajamento sério neste assunto tão relevante. O líder cristão, uma vez na direção da igreja, há de ensinar o povo a administrar muito bem a natureza que Deus criou com tanto amor. Cuidar do meio ambiente é muito mais que moda, é estilo de vida saudável, agindo com responsabilidade. É reconhecer que os céus manifestam a Glória de Deus e o firmamento anunciar as obras de Suas mãos (Sal 19.1-6).
O cristão como cidadão deve ser o exemplo de responsabilidade social e desenvolvimento sustentável. A destruição das florestas, a contaminação dos rios e mares, estão intimamente ligados à questão econômica e a falta de educação continuada e, principalmente, a questão do coração, do egoísmo, que é mais profunda. Motivado pela ganância e pelo egoísmo, o homem é um predador feroz da natureza. Ele busca os seus interesses econômicos em detrimento do ecossistema criado pelo Senhor. Tem-se muito pouco respeito pela fauna e pela flora. Os números do desmatamento, das erosões e poluição dos rios são simplesmente alarmantes. É uma vergonha para um país minimizar a questão ambiental. O agente vital da sustentação do ecossistema é o homem. Deus deu ao homem a condição de ecônomo, isto é, de administrador competente dos recursos naturais (Gênesis 1.26-29). A sustentabilidade, cujo tripé é formado
Liderança cristã e o meio ambiente
pela economia, pelo meio ambiente e social, deve fazer parte do nosso interesse.
Em seu livro “Poluição e Morte do Homem” (1970), o Dr. Francis Schaeffer, filósofo cristão, já estava alertando para o descaso do homem moderno em relação ao meio ambiente. Poucos buscam unir empreendimentos comerciais e industriais com a gestão eficiente do ecossistema. “O homem tem o poder para dominar a natureza, porém o usa de modo errado. O cristão tem a responsabilidade de mostrar este domínio, porém corretamente: concedendo às coisas seu valor real; dominando, mas sem destruir. A Igreja sempre deveria ter ensinado este fato, porém, de modo geral, tem fracassado em fazê-lo, e necessitamos confessar nosso fracasso. Francis Bacon compreendeu isto, e assim outros cristãos de outros tempos o têm entendido também, mas devemos dizer que durante muito tempo os mestres cristãos, incluindo os teólogos mais ortodoxos, têm mostrado uma autêntica pobreza com respeito a este ponto” (Schaeffer, 1976: 80). Somos desafiados a um compromisso com o ‘empreendimento saudável’ ou “desenvolvimento sustentável”, que procura unir o útil ao agradável. A economia com o meio ambiente. A sustentabilidade traz alta qualidade de vida para a população. O cristão comprometido com as Escrituras tem uma visão bem apurada do ecossistema. Ele é um participante efetivo do desenvolvimento sustentável. Ele planta e estimula a plantar árvores, trabalha na despoluição dos rios e conscientiza as pessoas acerca da coleta seletiva, usando o material reciclável para o reaproveitamento e outros materiais visando a produção de energia limpa. Usa de forma inteligente a água e a energia solar. Busca formas das mais variadas para eliminar a emissão de gases poluentes na atmosfera. Então, tratar o meio ambiente com responsabilidade é uma tarefa contínua do líder cristão, que é um cidadão comprometido com a ética do Reino de Deus. As Igrejas devem ser conscientizadas acerca das diversas ações eficientes com relação à questão ambiental. O líder cristão deve ser um leitor e pesquisador deste assunto tão atual e desafiador. Não há como ser diferente. A liderança comprometida com o ethos de Deus precisa estar sempre atenta para os movimentos ambientais ao redor do mundo. Cada um cuidando do seu microcosmo para, então, ver os resultados no macrocosmo.
Na verdade, “pensando globalmente e agindo localmente”. Todos os tratados ambientais devem ser conhecidos. Como cristãos, a nossa posição será sempre a do equilíbrio entre o meio ambiente e a produção de bens e serviços. O binômio economia-ecossistema deve definir a agenda do desenvolvimento de um país e do mundo nesta economia globalizada. Todo o mundo deve estar atento para as políticas de gerenciamento ambiental. Há vários manuais que ajudam a tratar com responsabilidade as questões ambientais. Somos, como cristãos comprometidos com os valores do Reino de Deus, responsáveis pelo treinamento dos nossos filhos e netos no quesito ambiental. Deus será glorificado à medida que nós tratamos a Sua natureza com amor, integridade e responsabilidade. n
OBSERVATÓRIO

Lourenço Stelio Rega
Chegamos ao final dessa série de artigos que estão descrevendo quais são alguns dos mais importantes impulsores que nos levam a tomar decisões diárias.
Hoje vamos finalizar destacando o CONTEXTUALISMO, que se estende desde o passado até ao futuro, a partir do estabelecimento dos valores, hábitos e normas a partir da construção social e cultural.
Neste caso é contexto, cultura ou ambiente social que vão determinar os referenciais que serão adotados em uma decisão. Deste modo nada na vida está concluído, tudo é construção social e cultural. Você já deve ter ouvido o argumento de que, por exemplo, ninguém nasce homem ou mulher, pois ser homem ou mulher é algo que vai sendo construído socialmente. Assim, não há realidade factual, os fatos científicos, tais como os estabelecidos pela biologia, genética, neurologia, que determinam a heteronormatividade binária – homem ou mulher – não são levados em conta, mas o que a cultura e a sociedade estabelecem como aceitável.
Outro exemplo nos leva ao campo do Direito, quando é possível observar que tem havido, especialmente em nosso país, profunda alteração no que é conhecido como “ordem jurídica”, que normalmente levaria em conta a ordem legal literal estabelecida pelo absolutismo da norma ou lei estabelecida, em que não há espaço para interpretações livres, criativas ou adaptações sociais, pois a norma escrita é um absoluto incontestável, conhecido como Direito Positivo ou Positivismo Jurídico Normativista originário do Direito Romano, francês e vienense.
Em vez disso, com a influência no Direito alemão e norte-americano, seguindo o rumo da construção social das normas e valores, temos o que é conhecido no Direito como “mutação constitucional” (Verfassungswandlung), em que o texto da lei ou da Constituição permanece exatamente o mesmo, mas o seu significado e sentido mudam devido às transformações da realidade social, sem a necessidade de uma reforma formal (emenda). Georg Jellinek, um dos seus defensores, busca afirmar que a sociedade se move mais
Anatomia da decisão (parte 3)
rápido do que o parlamento consegue aprovar novas leis, de modo que a prática política e os costumes sociais alteram silenciosamente a aplicação dos textos constitucionais, operando uma mutação fática na norma, resultando em que o sentido da norma evolui com o tempo exigindo que seu intérprete atualize o sentido do texto para responder ao presente. O resultado aponta para o fato de que decisões judiciais já não necessitam seguir a conformidade da norma escrita, mas se submetem à interpretação que um magistrado conclui levando em conta os sentidos dinâmicos germinados pelo presente da conformidade sociocultural.
Tanto em um exemplo quanto em outro ingressamos em um ambiente instável em que tanto a ciência factual, quanto as decisões colegiadas legislativas, se liquefazem e perdem seu sentido levando-nos ao território da autonomia cimentada pela dinâmica cultural. No fundo, onde estaria o limite para que possamos viver em um ambiente estável e confiável? Não estaríamos ingressando em um ambiente anárquico? Ficamos sem resposta, por exemplo, em realidades factuais terríveis que culturalmente foram criadas e legitimadas em situações tais como o holocausto, segregação racial, escravidão, extração de clítoris em sociedades medievais etc.
Concluindo estes artigos incentivamos que você releia os artigos anteriores para que possa localização todos os impulsores que tratamos.

