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Edição 208

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Santa Cruz do Rio Pardo | Ano VIII | Edição 208 | 26 de junho de 2021 | DISTRIBUIÇÃO GRATUITA

Com diversidade de marcas, surge ‘sommelier de vacina’

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Juninho Souza causa tumulto na Santa Casa e Polícia é chamada Vereador entrou em área restrita de atendimento médico e se recusou a sair CIDADE

Violência contra idosos é tema de campanha em Junho Pág. 05

SAÚDE

Special Dog lança programa “De igual para igual” em prol da inclusão e diversidade

Covid tem trazido consequências psicológicas

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ECONOMIA

GASTRONOMIA

Bicicletaria amplia negócios durante pandemia

Pães e geleias artesanais são especialidades de santa-cruzense

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Santacruzense cria projeto “About Love” no Canadá Pág. 08


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26 de junho de 2021 www.jornalatual.info

FOCO

Com diversidade de marcas, surge ‘sommelier de vacina’ Thaís Balielo

jornalismo@jornalatual.info

Mais de 30 santa-cruzenses deixaram fila de vacinação esta semana

Como o Atual previu em reportagem do dia 15 de junho sobre população querer escolher qual imunizante tomar, os ‘sommeliers de vacina’ estão surgindo na cidade. Sem base cientifica ou conhecimento técnico, a recusa parece se dar por motivos políticos. Com frequentes falas do presidente Bolsonaro criticando a vacina da China, e os ataques ao governador João Doria, seus apoiadores têm se negado a tomar o imunizante fabricado em parceria com o Instituto Butantan. Em Santa Cruz, como em outras cidades, as doses são administradas conforme as remessas dos diferentes fabricantes que o Estado tem mandado, com a variedade de marcas e muitas notícias falsas, existem ainda

santa-cruzenses se recusando tomar determinada marca para aguardar o imunizante que deseja. No entanto, essa escolha não é possível. Na quarta-feira os profissionais que trabalharam na vacinação se depararam com uma situação inusitada. Muitos que estavam na fila da vacina resolveram ir embora quando souberam que o imunizante era Coronavac. O prefeito Diego Singolani chegou a falar durante seu boletim diário na quarta-feira sobre as recusas de vacina. Ele lembrou que todas as vacinas são eficazes e que o medo de uma internação ou morte deve ser maior que qualquer preconceito contra alguma marca de vacina. A enfermeira coordenadora

Expediente Contatos

da vigilância epidemiológica, Ana Carolina Mariano da Silva, explicou que não é possível escolher a marca da vacina. Os imunizantes são aplicados conforme o cronograma e a disponibilidade no dia. Ela também salienta que todas as vacinas são eficazes contra o Coronavírus e foram testadas e aprovadas igualmente. Por conta da informação da recusa de algumas pessoas em tomar determinada vacina, o Ministério Público se pronunciou enviando um despacho às prefeituras da região. “Não há direito há escolha de vacina. Os grupos devem ser vacinados em acordo com o calendário estabelecido no Plano Nacional de Imunização, Plano do Governo do Estado e regras da Secretaria Municipal, com

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as vacinas destinadas para o dia e recebidas para o calendário estabelecido. Há direito do cidadão em ser vacinado e não em escolher a vacina”, diz o despacho. A enfermeira Carolina explicou que quem não se vacinou no dia determinado deverá agendar a vacina na Unidade de Saúde mais próxima de sua residência. “Além disso, quando tiver disponibilidade de doses, faremos um drive-thru para repescagem, mas será aplicada a vacina que tiver disponível. Não existe a possibilidade de escolher o fabricante”, alerta. Conforme o cronograma de vacinação estadual os municípios têm até dia 29 para vacinar a população de 49 a 43 anos. Na sexta-feira a programação de Santa Cruz já era vacinar os moradores

Vacinas Astrazeneca, Coronavac e Pfizer já foram aplicadas em Santa Cruz. | Foto: Pedro Figueira

com 45 e 46 anos. No caso de as doses de imunizantes continuarem chegando corretamente, a cidade deve concluir o cronograma antes do prazo. Em Santa Cruz já foram vacinadas 21.181 pessoas com a pri-

EDITOR CHEFE Renan Alves MTB: 76.398/SP

JORNALISTA Thaís Balielo MTB 46.761/SP

ASSESSORIA JURÍDICA Carlos Henrique R. Nascimento

MULTIMÍDIA Marcos Pellegatti

FOTOGRAFIA Pedro Figueira

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meira dose, segundo informações atualizadas no dia 25 de junho. Este número equivale á 44,18% da população do município. Ourinhos, segundo informações do site oficial do Governo do Estado, vacinou 43,84% até dia 25.

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CIDADE

Bicicletaria amplia negócios durante pandemia Thaís Balielo

jornalismo@jornalatual.info Desde 2016, Jesiel Garcia Fraga de Oliveira, 26, é proprietário da bicicletaria Estação Bike, mas foi durante a pandemia que o negócio mais cresceu. Ele conta que aumentou o número das vendas principalmente de bicicletas, mas também de equipamentos de segurança como capacete e roupas de ciclismo. Como o ciclismo é um esporte que não tem contato com outro e pode ser praticado mantendo a distância, mesmo em grupos, a procura cresceu

neste período. Porém o esporte já vinha crescendo nos últimos anos e o número de ciclistas nas cidades é maior a cada ano. Jesiel conta que trabalha desde os 12 anos de idade. Ele abriu sua primeira loja de peças e consertos, com ajuda da mãe Ilcia, no dia 3 de junho de 2016. No ano seguinte já começou a comercializar as primeiras bicicletas. Em 2018 ele já mudou de endereço, indo para um local mais moderno e espaçoso. Desde o início da empresa, Jesiel buscou cursos na área de mecânico de bikes. Hoje ele é o único técnico especializado Shimano Tec em Santa Cruz e

região. “Assim é a Estação Bike, que surge não para ser mais uma loja de bicicletas no mercado, mas sim uma loja de sonhos”, afirma o proprietário. Jesiel alega que a loja está em constante expansão de produtos e diversidade oferecidos tanto para o público infantil como adulto. “Temos a bicicleta ideal para qualquer tipo de aplicação, sendo para o trabalho, lazer ou prática esportiva”, garante. As bicicletas podem ser montadas conforme a necessidade do cliente. Ele explica que a pessoa escolhe o quadro da marca, modelo e tamanho correto para sua estatura e es-

colhe o jogo de câmbio com o número de velocidades que deseja. A loja possui uma variedade de marcas de quadros e trabalha com a linha Shimano para câmbios desde 21 até 30 velocidades. Para quem vai começar no esporte, Jesiel explica que um kit de câmbio de entrada da Shimano é o mais procurado. Sobre o tamanho do quadro, ele ajuda os clientes a escolher o tamanho correto para a estatura da pessoa. Ele alerta que usar a bike com um tamanho não adequado pode gerar dores musculares e até dormências em partes do corpo.

Jesiel se especializou na manutenção das peças shimano. Foto: Arquivo pessoal

Juninho Souza causa tumulto na Santa Casa e Polícia é chamada Renan Alves

jornalismo@jornalatual.info Na noite de quinta-feira, 24, a Polícia Militar foi acionada pela Santa Casa de Santa Cruz do Rio Pardo por conta do vereador Juninho Souza (Republicanos). Ele foi até o local para averiguar uma suposta denúncia de pacientes com ou sem Covid sendo misturados, mas entrou em área restrita aos médicos e pacientes. Como se recusou a se retirar foi preciso a intervenção da PM. A Santa Casa registrou Boletim de Ocorrência contra o vereador. O vereador gravou um vídeo e publicou nas redes sociais rela-

tando que pacientes com comorbidades estão em contato com outros pacientes, em seu vídeo ele afirma ainda que há casos de pessoas com suspeita de Covid com os que testaram positivo. O caso teve grande repercussão na mídia e redes sociais nesta sexta-feira. O prefeito Diego Singolani (PSD) em entrevista na rádio Difusora garantiu que não existe contaminação cruzada. “O vereador invadiu o hospital, abriu portas, entrou em áreas restritas, fez tudo contrário aos cuidados contra a contaminação. Foi uma falta de respeito com a equipe e com os internados. O paciente quer repouso e silêncio. Um absurdo o

que ocorreu, foi feito boletim de ocorrência e providencias serão tomadas”, garante. Logo depois, na rádio Band FM o vereador Juninho Souza disse que vai representar contra Secretaria de Saúde e Prefeitura e que estava exercendo seu papel de fiscalizador. “Eu não vou intimidar. Eu vou para cima do sistema”, disse. Diego entrou em contato com a rádio e também foi ouvido. “Ele pode vir para cima do sistema. Tenho 17 anos de história na saúde pública. Trabalhamos dentro dos protocolos. Ele está colocando o terror na população e tirando a credibilidade da Santa Casa. Não tem nenhum registro de

contaminação cruzada. Já fui ao MP e a Santa Casa está representando a atitude de invasão da Santa Casa”, afirmou. Diego ponderou que ainda não estão se isentado de possíveis falhas e que reuniões são realizadas com frequência para apontar falhas e soluções, mas lamentou a forma como o vereador agiu. “Invadir o hospital no período da noite, agitando os pacientes, está errado. É preciso mais respeito com a equipe da saúde e com os pacientes”, diz. A pedido do Atual a Santa Casa emitiu uma nota sobre o assunto: “A Santa Casa informa que desde o início da pandemia,

conforme vastamente divulgado, os atendimentos no pronto-socorro do hospital são exclusivos para suspeitos de Covid-19, gestantes e também casos de urgência e emergência, devidamente regulados pelo Samu. É importante destacar que na ala de internações existe uma separação de grupos (pacientes com Covid-19 separados dos demais) e que há um controle interno rígido sobre o assunto, com todas as medidas de segurança. A Santa Casa destaca ainda que um hospital é considerado um dos locais mais seguros para se estar neste momento, já que conta com profissionais capacitados e medidas de contenção

rígidas contra a Covid-19. É exatamente por este motivo que não são permitidas visitas e tampouco importunos. Qualquer pessoa que entre no hospital neste momento deve estar orientada e paramentada pela equipe de enfermagem”.

Juninho fez vídeo sobre denúncia na Santa Casa e sobre a polícia ser chamada. | Foto: Reprodução


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CIDADE

Pães e geleias artesanais são especialidades de santa-cruzense Thaís Balielo

jornalismo@jornalatual.info Apaixonado pela culinária e formado em gastronomia, Marcelo Henrique de Andrade, 33, que trabalhava como professor de inglês, resolveu empreender na pandemia e seguir sua profissão. Ele criou o “Di Cello Pães e Geleias” e está vendendo os produtos em Santa Cruz. Amante da culinária italiana, ele faz pães com fermentação natural, técnica mais demorada, mas que traz um sabor ímpar aos produtos. Marcelo conta que a paixão pela gastronomia nasceu bem cedo. “Quando eu podia ajudar meu pai a fazer os churrascos da família. Ficava responsável por cortar as coisas para salada e conforme fui crescendo ele me deixava ajudar chegando mais perto do fogo. Sempre

tive incentivo em casa, pois minha mãe nunca me proibiu de cozinhar o que tivesse vontade por medo de fazer bagunça, que não era pouca”, conta. Quando adolescente, Marcelo gostava de assistir programas de culinária na TV fechada e conta que ficava muito curioso com as misturas de temperos e ingredientes que nunca havia ouvido falar. Então, quando chegou o momento de escolher uma faculdade, não teve dúvidas em optar pela gastronomia. Foi quando se mudou para São Paulo para estudar e começou a dar aulas de inglês para ajudar nos custos, o que também se tornou sua profissão. O profissional conta que, durante o curso, se interessou muito pelas cozinhas clássicas como francesa e alemã, mas a que o conquistou foi a italiana. “Talvez

Marcelo criou receitas únicas com fermentação natural. Foto: Arquivo pessoal

pela minha descendência, mas muito mais pela simplicidade e pelo uso de ingredientes de forma tão intensa. Onde o sofisticado está na simplicidade técnica”, argumenta. De volta a Santa Cruz, devido a uma junção de fatores como a pandemia, falta desse tipo de produtos na cidade e vontade de trabalhar com

algo na área, Marcelo começou a criar seu próprio fermento, fez incansáveis testes de receitas até chegar a uma que adequasse a originalidade dos pães italianos com a cultura alimentar das pessoas da cidade. Então ele começou a comercializar, pelas redes sociais, os pães e geleias com misturas de ingredientes não tão corriqueiras. Ele começou com três tipos de pães e quatro sabores de geleias. E hoje, cinco meses depois, já oferece 13 tipos de pães, todos de fermentação 100% natural, oito sabores de geleias, além da linha de antepastos. Sobre as pretensões para o futuro, Marcelo afirma que são de continuar oferecendo produtos de qualidade às pessoas e de sabores diferenciados, e, quem sabe, num futuro próximo ter um ponto comercial com estes tipos de produtos e muitos mais.

Special Dog Company lança programa “De igual para igual” em prol da inclusão e diversidade Da redação

jornalismo@jornalatual.info A Special Dog Company, que desde 2019 passou a integrar a Rede Brasil do Pacto Global - iniciativa que engaja o setor empresarial em ações voltadas ao alcance dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU - assumiu a responsabilidade de evoluir com a Agenda 2030, que busca, entre vários temas, reduzir as desigualdades. Seguindo esse rumo, a companhia lança o programa “De igual para igual”, um programa de inclusão e diversidade, que visa garantir um ambiente de trabalho livre de preconceitos e discriminação.

Liderado por João Paulo Figueira, Gerente de Desenvolvimento Sustentável, o programa possui um comitê específico, formado por colaboradores da empresa. “Começamos, na prática, com a formação deste grupo. Formamos um grupo diverso, pois acreditamos que a pluralidade de experiências e pontos de vistas proporcionam decisões mais assertivas, que beneficiam a coletividade”, conta Figueira. Fazem parte do comitê: Janaína Polônio (Qualidade); Márcio de Jesus (Trade Marketing); Daniela Silva (SAC); Márcio Pagnan (Indústria); Fabia Lima (RH) e Evelyn Soave (Compras). Segundo Figueira, a companhia iniciou a abordagem

para inclusão e diversidade há alguns anos, através de seus canais internos de comunicação. Naquele momento, passou a comunicar a importância do respeito às diferenças, à tolerância e ao enfrentamento ao preconceito e discriminação. “Acreditamos que respeito é lidar e conviver com as diferenças, de forma pacífica, mesmo discordando. É praticar a tolerância e evitar os preconceitos, pautando-se pela dignidade, equidade e liberdade. Entendemos que, quanto mais diversa e inclusiva a Special Dog Company for, mais representará a nossa comunidade, beneficiando, dessa forma, a todos, e impactando positivamente nos negócios”, ressalta.

Figueira lidera programa que apresenta metas. | Foto: Divulgação

Recentemente, a primeira grande meta do programa “De igual para igual” foi assumida: elevar o número de mulheres em cargos de liderança. Através

do “Equidade é prioridade”, da Rede Brasil do Pacto Global, buscaremos saltar de 21% para 30%, até 2025. Ainda no início do programa, o comitê de Inclusão e Diversidade da Special Dog Company caminha com a produção de um ‘Censo’, ferramenta aplicada em forma de um questionário que trará um diagnóstico sobre quem são as pessoas que compõem o público interno da empresa. Todos os colaboradores foram convidados a participar dessa importante ação, que se estendeu até o final do mês de maio. O relatório final deve ser finalizado em agosto de 2021. Com ele, além de um raio-X da companhia, o grupo receberá indicações de ações

para o atual cenário. “O diagnóstico será que grande valia, pois é a partir dele que o comitê definirá o planejamento e priorizará as etapas do plano de ação. O censo nos ajudará não apenas a conhecer melhor nosso público, mas também todas as importantes Interseccionalidades e como estas estão sendo valorizadas em nossa empresa”, explica João Paulo Figueira. A criação do Programa ‘De igual para igual’ é um marco importante na jornada de inclusão e diversidade da companhia e deixa claro seu compromisso de evoluir nesta agenda, contribuindo para uma sociedade cada dia mais justa e equalitária.


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SAÚDE

Covid tem trazido consequências psicológicas Thaís Balielo

jornalismo@jornalatual.info É comum ver nas redes sociais ou nas conversas informais pessoas reclamarem que só é falado dos mortos da pandemia de coronavírus e que não se fala do grande número de recuperados, no entanto, os “recuperados” ainda sofrem com as sequelas do vírus, tanto físicas como psicológicas. O psicólogo Jhonatan Ferreira Gomes explica que é um comportamento compensatório querer focar nos recuperados. As mortes tomam conta do noticiário e a pessoa, de forma natural, quer saber do outro lado, dos recuperados. “A questão que precisa ser levantada é que se pensa no recuperado de forma superficial. E as sequelas? O que essa pessoa pode estar sentindo ou passando? Segundo as últimas pesquisas científicas, existe um aumento nos casos de depressão, ansiedade e até mesmo insônia nos meses seguintes a infecção. Lentidão no raciocínio, dificuldade com a memória ou atenção também foram observados”, relata.

Pacientes recuperados, ou mesmo os não infectados, sofrem com a pandemia Um transtorno que foi possível observar em recuperados da Covid é o do estresse pós-traumático. “Todo o contexto da pandemia, de isolamento, paranoia, nos casos onde o paciente esteve entre a vida e a morte, pode gerar um trauma muito forte. Não é saudável pensar em sequelas como perda de olfato ou paladar como consequências meramente físicas. A pessoa que perdeu o olfato pode ter um impacto emocional muito forte além do que pode estar com a vida em risco se não sentir o cheiro da fumaça de um incêndio que pode estar começando”, exemplifica. Jhonatan pondera que, por conta de tudo isso estar acontecendo agora, não dá para dizer com clareza se esses quadros serão temporários ou se serão sequelas permanentes. Ele lembra ainda que, além dos recuperados, quem não pegou também corre riscos de ter a saúde mental abalada. O luto é o maior desafio

dessa situação. Faz parte do ritual de várias culturas o enterro daqueles que faleceram. Isso ajuda nas etapas do processo de luto, ajuda a entender que aquela pessoa realmente se foi. “Neste caso, o processo de luto não está tendo tempo de acontecer naturalmente. Vejo que isso pode acarretar sintomas como depressão ou até mesmo dessensibilização, isto é, nós, como seres humanos,

Jhonatan observou estresse pós-traumático em pacientes de Covid. Foto: Thaís Balielo

começamos a perder a empatia pelo próximo e não enxergar mais o valor da vida, já que todo dia tem várias mortes e já que pessoas próximas morrem e você nem pode se despedir devidamente”, aponta. Jhonatan explica que para quem fica e teve familiares que se foram, é frustrante, surge a sensação de impotência, de que poderia ter feito algo, mas não conseguiu, que se as ações tivessem sido tomadas a tempo, aquela pessoa ainda estaria viva. “A situação do Brasil é particularmente complexa, pois as informações corretas, embasadas na ciência, não têm tanto apelo quanto as mentiras baseadas em ideologias ou achismos, levando a vieses cognitivos perigosos. A única forma de sairmos dessa situação é se protegendo, evitando aglomerações e tomando vacina, não apenas para a proteção física, mas também para a sensação psicológica de segurança e de que sim, vamos chegar ao final disso tudo”, acredita.

Violência contra idosos é tema de campanha em Junho Thaís Balielo

Junho Violeta é mês de conscientização contra esta violência

No dia 15 de junho é celebrado o Dia Mundial de Conscientização da Violência Contra a Pessoa Idosa, data que alerta para a responsabilidade de cada um na construção de uma sociedade que respeite e garanta os direitos dos idosos. Segundo dados divulgados na Agência Câmara de Notícias, durante a pandemia, houve o aumento das denúncias de violência contra os idosos no Disque 100. Apenas em 2021 já foram 37 mil notificações de violência contra os idosos, 29 mil delas sobre violência física. A maior parte das vítimas tem entre 70 e 74 anos, 68% são do sexo feminino e 47% dos agressores são os filhos. As ocorrências mais frequentes são maus tratos, exposição a risco à saúde e constrangimento. A secretaria de Assistência Social Ana Laura Camparini relatou que, em Santa Cruz do Rio Pardo houve seis denúncias em 2020 e este ano uma denúncia até agora. As violências que abordamos são: física, psicológica, emocional, financeira, abandono, medicamentosa e sexual. “Quando há constatação de violência, principalmente

a física, os casos são encaminhados para delegacia e Ministério Público para apuração dos fatos”, diz. A assistente social Genessilda Gomes de Oliveira faz parte do Conselho Municipal do idoso de Santa Cruz representando a sociedade Civil através da Adefis. Ela explica que apesar de Santa Cruz não ter este aumento da violência nas denúncias realizadas, não quer dizer que não houve o aumento sentido em outras cidades. “A

jornalismo@jornalatual.info

violência pode estar camuflada, por isso é importante que todos conheçam os canais de denúncia e saibam identificar os sinais de que o idoso está passando por alguma situação de abuso”, diz. A secretária Ana Laura enfatizou que a Secretaria de Assistência Social de Santa Cruz do Rio Pardo tem realizado diversas ações de conscientização neste mês. Foram campanhas nas ruas e órgãos públicos, com conversas com a po-

Genessilda afirma que divulgação dos mecanismos de denúncia é essencial. | Foto: Arquivo pessoal

pulação e publicações nas redes sociais sobre as diversas formas de violência praticada contra o idoso, como a física, psicológica, sexual, financeira, emocional, abandono e medicamentosa, além da negligência. A divulgação dos mecanismos de denúncia de casos de violência contra o idoso também faz parte da campanha. Também foram feitas ações nos CRAS, no Creas e uma ação no dia 19 durante o drive da vacinação. A assistente social Genessilda explicou que o Conselho Municipal do Idoso é responsável por receber as denúncias de violência. “É importante que amigos, vizinhos ou quaisquer pessoas que saibam das agressões denunciem aos órgãos competentes. Pelo disque 100, Conselho do Idoso 3332 1310, órgãos de sistema de saúde, como as unidades básicas de saúde, órgão da assistência social, como os Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas) e os Centros de Referência de Assistência Social (Cras), devem estar capacitados para identificar sinais de violência e informar as autoridades”, aponta.


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INFORMATIVO Ganhadores do Sorteio do Dia dos Namorados recebem prêmios Cibele Martins

Ao longo da última semana os ganhadores da campanha do Dia dos Namorados, promovida pela ACE Santa Cruz através do aplicativo, receberam seus prêmios. O sorteio aconteceu no dia 12 de junho. Os ganhadores do vale compras que totalizam R$ 3 mil são: Gagrione Fernando da Silva (R$ 1.000), Leonardo Alves Vieira (R$ 600,00), Muriely Vitória Leme da Silva (R$ 400,00), Vanessa de Fátima Garcia (R$ 200,00), Re-

giane Bento de Souza (R$200,00), Angelica da Silva (R$ 200,00), Laura Teixeira Biancon (R$ 200,00) e Simone Gazola Botelho (R$ 200,00). Ao longo dos demais meses do ano serão realizados mais sorteios no formato realizado no primeiro semestre. As campanhas são realizadas em parceria com empresas da cidade que disponibilizam os prêmios. Quem ainda não baixou o aplicativo basta acessar a Google Play ou APP Store e pesquisar por ACE Santa Cruz. Aí é só clicar

em instalar, aguardar o download e pronto, já é possível se cadastrar para os sorteios futuros. O aplicativo da ACE chegou para facilitar a vida dos associados e dos clientes. Todos os ser viços da ACE na palma da mão de forma fácil e rápida. No A P P d a Ac e o i nt e re s s a d o t e m a c e s s o : C on s u lt a B o a Vi s t a S C P C ; Po s t o S e br a e Aqu i ; Hor á r i o d o C o m é rc i o ; Certificado D i g it a l ; Me rc a d o d e Tr a b a l h o ; C onv ê n i o s d e D e s c ont o ; C lu b e d e Va nt a g e n s , e nt re out ro s .

ACE divulga agenda de cursos do segundo semestre em parceria com Sebrae e Senai Cibele Martins

Ao longo da última semana os ganhadores da campanha do Dia dos Namorados, promovida pela ACE Santa Cr uz através do aplicativo, receberam seus prêmios. O sor teio aconteceu no dia 12 de junho. Os ganhadores do vale compras que totalizam R$ 3 mil são: Gagrione Fernando da Silva (R$ 1.000), Leonardo Alves Vieira (R$ 600,00), Muriely Vitória Leme da Silva (R$ 400,00), Vanessa de Fátima Garcia (R$ 200,00),

Regiane B ento de S ouza (R$200,00), Angelica da Silva (R$ 200,00), L aura Teixeira Biancon (R$ 200,00) e Simone Gazola B otelho (R$ 200,00). Ao longo dos demais meses do ano serão realizados mais sorteios no formato realizado no primeiro semestre. As campanhas são realizadas em parceria com empresas da cidade que disponibilizam os prêmios. Quem ainda não baixou o aplicativo basta acessar a Google Play ou APP Store e pesquisar por ACE Santa Cr uz. Aí é

só clicar em instalar, aguardar o download e pronto, já é possível se cadastrar para os sorteios futuros. O aplicativo da ACE chegou para facilitar a vida dos associados e dos clientes. Todos os ser viços da ACE na palma da mão de forma fácil e rápida. No APP da Ace o interessado tem acesso: C onsulta B oa Vista SCPC; Posto S ebrae Aqui; Horário do C omércio; C er tificado Digital; Mercado de Trabalho; C onvênios de Desconto; Clube de Vantagens, entre outros.


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ESPECIAL

Santa-cruzense cria projeto “About Love” no Canadá Thaís Balielo

jornalismo@jornalatual.info

A fotógrafa santa-cruzense Fernanda Botelho mora no Canadá há três anos com seu marido João Augusto e onde nasceu sua filha Eliza. Recentemente ela lançou um projeto intitulado About Love. “A minha missão é registrar trajetórias de mulheres que vivem a maternidade em outro país. Em outras palavras, é conectar as linhas das nossas trajetórias através da fotografia. Pois enxergo as nossas vidas, como linhas vermelhas que se cruzam o tempo todo. Essas linhas têm pontas, uma delas está no nosso país de origem, conectada aos nossos ancestrais e todo universo que temos lá, a outra ponta segue em nossas crias que carregam por toda uma vida e que irão criar novas conexões. As nossas linhas se cruzam no momento que estamos vivendo nossa maternidade em outro

Fernanda Botelho quer registrar e conectar histórias de mães brasileiras país”, argumenta. Ela conta que o projeto nasceu de uma vontade de expressar as aventuras e sentimentos da maternidade em outro país através da fotografia. “Eu gosto de dizer que este projeto está sendo gerado em meu coração desde quando cheguei ao Canadá, em 2018. Ano em que pari a Eliza, e muitas reflexões sobre a maternidade e imigração apareceram. Mas só depois de três anos, me sinto pronta para parir o ABOUT LOVE e falar sobre os meus sentimentos como mãe expatriada e de cruzar as linhas da minha trajetória com outras mulheres que estão vivendo essa doce aventura”, revela. Fernanda chegou ao Canadá grávida de cinco meses da Eliza. A gravidez foi inesperada durante o plano de imigrar com o companheiro. Ela conta que es-

tava em um ritmo de vida muito acelerado no Brasil e a ideia de vir para outro país trazia expectativas de imersão total em uma nova cultura. Mas por conta da maternidade, teve que mergulhar em um mar mais profundo. Depois de muito tentar se reco-

Eliza fez Fernanda desacelerar e se conectar. Foto: Arquivo pessoal

nectar com a Fernanda do passado, sem sucesso, a Eliza lhe disse: “desacelera e olha para mim”. O About Love engloba três projetos. O primeiro é a fotografia. “Acredito que cada história é única, então gosto de criar conexão com as famílias e para isso é necessária muita prosa. Chamamos nossas sessões de encontros. No atendimento priorizamos o contato físico e isso se estende para a forma como entregamos as memórias de nossos encontros. Sempre haverá foto impressa. E se a ideia é de conexão, não podemos esquecer a linha que se conecta com quem deixamos no nosso país de origem, e por isso todas as nossas experiências incluem uma caixinha de fotos surpresa para os familiares que estão lá”, revela. Outro projeto interligado é

a Aldeia About Love, um espaço onde “É Permitido Sentir”. Fernanda convidou a brasileira Nanda Santoro para este projeto para agregar toda sua experiência como mulher, artista, mãe, imigrante e doula. “São encontros de trocas de experiências entre mulheres em todas as fases do maternar. É um lugar para falar sobre nossos mais variados sentimentos em uma roda de empatia e acolhimento. Além do bate papo, trazemos para essa roda especialistas para tirar nossas dúvidas sobre questões desse universo. Serão encontros online e presenciais permeados com muita arte, exercícios de respiração, movimento e afeto. O grande objetivo é que novas aldeias se criem, com novos laços de amizade”, garante. A terceira ação do proje-

to teve início no Dia das Mães quando receberam textos sobre o tema “o que é maternar em outro país”. Fernanda conta que sentiu uma conexão muito grande com os textos. “Esta troca de experiências está sendo maravilhosa. Cada trajetória é uma linha e nossas linhas estão se cruzando. Hoje enxergo que tive que passar por todo este processo, todas as dificuldades para chegar neste ponto agora. Conseguir falar sobre isso de forma leve e ouvir outras mães”, diz. Fernanda afirma que acredita muito que essas conexões são importantes em nossas vidas. “A minha ferramenta é a fotografia e é através dela que quero gerar muitos nós neste grande novelo de linha vermelha que é a minha trajetória como mãe expatriada no Canadá”, conclui.


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