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Feliz Dia das Mães!
Santa Cruz do Rio Pardo | Ano VIII | Edição 205 | 8 de maio de 2021 | DISTRIBUIÇÃO GRATUITA
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Projeto sobre nepotismo promete polêmica na próxima sessão Votação do Projeto de Lei do vereador acontece na segunda-feira, 10 Pág. 03
Máscara transparente facilita compreensão
ESPECIAL
GASTRONOMIA
Ser mãe na pandemia traz novos desafios
Demanda por sopa fez empresário enxergar novo negócio
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SAÚDE
ECONOMIA
Uso indiscriminado de medicamentos pode causar hepatite
Comércio espera aquecimento com Dia das Mães
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Órfãos da Covid já são mais de 45 mil no País
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PERSONAGEM
FOCO
Projeto sobre nepotismo promete polêmica na próxima sessão
“Não acredito que a vacinação dos professores influencia na decisão dos pais ao mandar os filhos para a escola” Marco Aurélio, secretário de Educação Municipal
Thaís Balielo
jornalismo@jornalatual.info
Votação do Projeto de Lei do vereador acontece na segunda-feira, 10
A sessão da Câmara de Vereadores da próxima segunda-feira, 10, promete ser “quente”. O vereador Juninho Souza (Republicanos) está propondo uma emenda a uma Lei existente sobre nepotismo. Ele quer que sejam incluídos na lei empresas terceirizadas e todo tipo de cargo, inclusive os de carreira. A lei atual impede o “apadrinhamento” com cargos de chefias e cargos comissionados, mas Juninho quer até mesmo cargos profissionais sejam incluídos. O assunto promete muita discussão no plenário. Alguns vereadores da base governista já se manifestaram publicamente contrários ao texto. É o caso do vereador Professor Duzão (PSB). “O nepotismo deve ser combatido, sou totalmente contra. No entanto, a lei como está já impede
que parentes de políticos ocupem cargos comissionados ou de chefia, mesmo em serviços terceirizados. Acredito que cargos profissionais não deveriam ser afetados. Com esta emenda uma pessoa que escolheu como profissão a medicina ou enfermagem, por exemplo, teria que mudar de cidade caso tivesse um parente político. Ela seria impedida de trabalhar em sua profissão de formação. Não entendo que estes cargos se qualificam como nepotismo”, argumenta. O parecer da Comissão de Justiça e Redação é contrário ao Projeto de Lei apresentado, com a rejeição total da matéria. “Em nosso entendimento, não cabe qualquer vedação legal para que seja efetivada, por parte das organizações sociais (OSs) e das organizações da sociedade civil
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(OSCs), a contratação de profissionais que eventualmente venham a ter vínculo de parentesco com agentes políticos. O que se exige dessas contratações, contudo, é que inexistam favorecimentos e privilégios; que as contratações sejam feitas na pessoa de profissionais qualificados
para o exercício de suas funções; e que não haja pagamento em valores superiores ao de mercado ou remuneração desproporcional ao serviço prestado”. No parecer do Procurador Jurídico da Câmara é citado que é possível denunciar casos suspeitos de nepotismo. “Caso
João Marcelo é presidente da Comissão de Justiça e Redação que foi contrária à matéria. | Foto: Renan Alves
EDITOR CHEFE Renan Alves MTB: 76.398/SP
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o vereador saiba da situação que entenda possa configurar nepotismo, deverá provocar a atuação do Ministério Público, pois a prática do nepotismo caracteriza ato de improbidade administrativa (Lei nº 8.429/92, art. 11). Por fim, conforme decidido pelo STF, a vedação ao nepotismo não exige a edição de lei formal para coibir a prática, dado que essa proibição decorre diretamente dos princípios contidos no art. 37, caput, da Constituição Federal”, explica. Procurado pela reportagem, Juninho Souza alegou que é preciso endurecer a lei para que os políticos não consigam empregar seus parentes. “Não tem só parente de político para contratar. Tem muitos médicos e enfermeiros aí parados, por que tem que ser justo o parente do político?”, questiona.
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BEM ESTAR
Direitos e Imóveis
Máscara transparente facilita compreensão da fala Thaís Balielo
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As máscaras transparentes ou com uma espécie de visor para deixar os lábios visíveis facilitam a compreensão da fala. Uma pesquisa recente aponta que o uso destas máscaras durante a comunicação aumenta em cerca de 10% a compreensão da fala tanto entre indivíduos com perda auditiva quanto entre pessoas com audição normal. A pesquisa foi conduzida na Universidade do Texas, em Dallas (Estados Unidos), com a participação de Regina Tangerino, professora da Faculdade de Odontologia de Bauru da Universidade de São Paulo (FOB-USP), e apoio da FAPESP (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo). A fonoaudióloga Joira Carrer explica que a leitura labial nada mais é do que a interpretação visual da comunicação por meio dos movimentos dos lábios e expressões faciais. “Para todos os falantes, mas principalmente
Carlos Henrique Rodrigues Nascimento OAB/SP 328.529 Advogado pós graduado em Direito Imobiliário. chrn.nascimento@gmail.com
Sendo deficiente auditivo, ou não, pesquisa aponta benefício da máscara para pessoas com deficiência auditiva, a leitura labial serve como um complemento da comunicação. As máscaras no geral acabam abafando os sons. Sendo assim, a comunicação fica mais fácil com o uso das máscaras transparentes, que oferecem a visão dos movimentos dos lábios e faciais”, disse. Joira aponta outro problema de comunicação gerado pelas máscaras opacas. Como a fala fica abafada, a pessoa acaba tendo que falar mais
alto para ser compreendido. Para quem trabalha com o público e fica o dia todo de máscara isso causa desconforto vocal. “Há um grande risco de lesões vocais. Muitas pessoas se queixam de desconforto vocal, pigarro, irritação na garganta, fala ofegante, além de tensão muscular na região cervical por conta do uso da máscara e o esforço vocal”, conta. Porém, a fono cita algumas estratégias a serem utilizadas para evitarmos qualquer alte-
Joira utiliza a máscara transparente para ajudar pacientes a compreenderem fala. | Foto: Pedro Figueira
ração vocal. “Falar mais devagar, articular bem as palavras, intensificar as expressões, bem como utilizar gestos com as mãos para complementar a fala, ficar atento a respiração, manter o tom natural da voz, beber muita água, ter uma boa noite de sono, manter uma alimentação saudável e praticar exercícios”, enumera. Já no caso de o problema persistir por mais de 15 dias, é fundamental procurar um especialista otorrinolaringologista ou fonoaudiólogo para investigar o caso e oferecer o melhor tratamento. A pesquisadora brasileira envolvida neste estudo defendeu na imprensa a produção de máscaras transparentes certificadas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) seja estimulada no Brasil. Até o momento, somente estão disponíveis no país modelos feitos de vinil, máscaras de tecido caseiras, adaptadas com um visor transparente.
Contrato de gaveta de compra e venda de imóvel tem valor? Olá, colega leitor! Você já se perguntou se um contrato de gaveta de compra e venda, cujo objeto é um imóvel, tem algum valor? Já parou para pensar se ele dá segurança às partes contratantes? Vamos refletir sobre isso. A resposta da pergunta feita no título desta coluna é a seguinte: depende. Por que? Porque quando falamos sobre o valor de um contrato de gaveta temos que pensar em um caso concreto para saber que tipo de valor precisamos que ele tenha ou qual a segurança que precisamos que ele nos dê. Para melhor entender, cito dois diferentes exemplos: Exemplo 1: José comprou de João, por meio de um contrato de gaveta com firmas reconhecidas, um lote irregular (que não possui matrícula no Cartório de Registro de Imóveis) sem pendências financeiras. Dois anos mais tarde, João, agindo de má-fé, vendeu o mesmo lote, que não era mais seu, para Godofredo. No dia seguinte, José passa em frente ao seu lote e vê que está começando a ser edificada ali uma casa. Conversando com os pedreiros, ele descobre que Godofredo é quem está construindo a casa porque comprou o terreno do João. Nesse caso, José pode utilizar o seu contrato de gaveta para ir à juízo e provar que o lote é seu, que João agiu de má-fé, e assim resolver o problema. Exemplo 2: José comprou de João, por meio de um contrato de gaveta com firmas reconhecidas, uma casa, porém, essa casa foi financiada pelo João, que,
até o momento, pagou apenas 30 parcelas de R$ 1.000,00, restando, ainda, 170 parcelas do mesmo valor a serem pagas. José pagou para o João o valor de R$ 30.000,00 e assumiu a responsabilidade de pagar as 170 parcelas restantes. Ocorre que, passados alguns meses, João recebe uma notificação do banco informando que existem 5 parcelas do financiamento em atraso. Ao procurar José, João descobre que ele se mudou, abandonando a casa. Nesse caso, João não tem como usar o contrato de gaveta para dizer ao banco que a obrigação não é mais dele, mas do José, isso porque o contrato de gaveta constitui obrigação apenas entre as partes contratantes (João e José), mas não para com terceiros. Para o banco, João era e continua sendo responsável pelo pagamento das parcelas. Então, João terá que pagar as parcelas vencidas e continuar pagando as vincendas. Como podemos ver, dependendo do caso, um contrato de gaveta pode salvar a pátria ou deixar o contratante totalmente na mão. Cada caso é um caso. Por isso, antes de firmar um contrato, procure um advogado de sua confiança. Feliz Dia das Mães a todas as mamães! Um abraço. Deus te abençoe. “Alegrem-se teu pai e tua mãe, e regozije-se a que te gerou.” (Provérbios 23.25).
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RELIGIÃO
Para onde vamos depois de morrer? Thaís Balielo
Cada religião trata a morte de uma forma, mas todas acreditam que a vida continua
A morte está muito próxima de nós nestes tempos de pandemia, seja pelos números no noticiário, ou quando ela bate à nossa porta levando nossos amigos e familiares. A dor da perda de alguém querido é a mais difícil de superar. Mesmo aprendendo desde pequenos a lidar com despedidas, o adeus final nunca é fácil. Para isso, as religiões podem servir de conforto. Acreditar que a pessoa está em um lugar melhor é o que dá forças para os que ficam. Cada religião trata a morte de uma forma, mas o que elas têm em comum é servir este conforto para quem perde alguém especial. Os pastores Melquesedeque Brondi e Lucas Brondi explicaram um pouco o que a igreja evangélica Nova Vida Ágape pensa sobre a morte. “Não era para ser assim! Inicialmente não fomos criados para passar pela morte, dor e sofrimento. Cremos que a morte é consequência do
distanciamento do homem, da humanidade, da presença de Deus. Mas Deus não permitirá que esse sofrimento seja para sempre. Cremos que Deus enviou Cristo Jesus, para pagar por este distancia-
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estiver, estejais vós também.”. O pastor acredita que quando tudo estiver finalizado e Jesus retornar, teremos o cumprimento de Apocalipse 21 “Ele enxugará dos olhos toda lágrima, e a morte não existirá,
Espírita, Cristina Piveta conta que apenas o corpo material que morre. | Foto: Pedro Figueira
mento, pelo pecado da humanidade, e, assim, um dia todo sofrimento e dor chegará a um fim”, diz Melquesedeque. Lucas lembra uma passagem da Bíblia em João 14:2,3 “pois vou prepara-vos lugar, e quando eu for, e vos preparar lugar, voltarei e vos receberei para mim, para que onde eu
Pastores Melquesedeque e Lucas acreditam que a morte não é fim.| Foto: Arquivo pessoal
não haverá mais luto, nem pranto e nem dor”. “Ter a fé em um futuro com Deus nos enche de esperança mesmo em momentos difíceis como o que estamos vivendo, porque nos faz entender que somos peregrinos aqui, aqui não é o fim da nossa história”, diz Lucas. O pastor Melquesedeque afirma que Deus tem nos preparado um lugar, junto a Sua própria presença a todos que esperam Nele. “Hoje ainda há morte, tristezas e dor, mas um dia não mais! Um dia nunca mais!”, diz. Integrante da diretoria do Centro Espírita de Santa Cruz, localizado na avenida Tiradentes, Cristina Pivetta explicou que na crença dos espíritas kardecistas há o cor-
po físico (a matéria) que é a parte que se decompõe ou morre, e o corpo espiritual (energia) que anima a matéria. “O corpo espiritual ou espírito é imortal. Portanto para nós existe somente a morte do corpo. O espírito permanece vivo em outro plano”, afirma. Os espíritas acreditam que existe um processo de trabalho nesse plano para a evolução deste ser espiritual. “Mas o importante é que não perdemos nossa essência. Não esquecemos pessoas queridas ou desafetos. Continuamos com sentimentos adquiridos na vida terrena. Nenhum aprendizado na vida é esquecido. A vida terrena é como uma escola. A gente ingressa,
Frei Bruno afirma que nossas almas vão viver junto de Deus. Foto: Thaís Balielo
“Não é um fim, é uma continuidade para o mundo da vida eterna. O cristão une a própria morte à vida de Cristo. Quando morremos encontramos a plenitude da vida em Deus. Esta ideia surge na Sexta-feira Santa. Quando Jesus é crucificado, ele diz a um dos ladrões: ‘Hoje mesmo estará comigo no Paraiso’.” Sobre o período de pandemia que estamos vivendo, o Frei acredita que o Cristão
Pai Zezão explica que nossa alma não morre. Foto: Thaís Balielo
faz as provas e retorna para casa (plano espiritual). Isso é a reencarnação: as provas a que somos submetidos nessa escola da vida”, explica. O Frei Bruno Moreira falou sobre o significado da morte para a Igreja Católica.
consegue seu amparo na fé. “Pois ele tem certeza que seu ente querido, que não vive entre nós, sua alma encontra um descanso em Deus. Aquele que morreu está muito melhor que quem está aqui. Cabe a eu ter esta certeza e rezar para a
alma dele. Está nos braços de Deus e vive bem. A morte tem que ser uma passagem. Tem que eternizar a figura e a pessoa que foi”, argumenta. Única religião genuinamente brasileira, a Umbanda, também tem seu jeito de entender a morte. José Donizete da Silva, o Pai Zezão da Oxum do Templo de Umbanda Amor e Caridade Pai Benedito, explica que a Umbanda é uma religião espírita que acredita em reencarnação. “Esta pandemia está sendo um arrebatamento de almas para que retornem. Cada um de nós temos um tempo para nascer, uma missão para fazer e a hora de desencarnar. Viemos na terra para resgatar nossa alma. É uma chance de evoluir, de fazer o bem. Essas almas estão sendo arrebatadas para serem preparadas no plano espiritual para retornarem”, afirma. Para as religiões espíritas o espírito não morre. “Somos energia, quando morremos nossa energia sai do corpo físico. Continuamos vendo tudo o que acontece aqui. As almas ficam em um plano espiritual aguardando a volta de Jesus, ou reencarnam novamente”, conta.
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ECONOMIA
Comércio espera aquecimento com Dia das Mães Thaís Balielo
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Com atendimento presencial, lojistas já estão sentindo aumento nas vendas
O Dia das Mães é uma data muito esperada para muitos lojistas. Dependendo do segmento é a época em que se vende mais no ano. Com a pandemia e o comércio tendo que ficar períodos sem o atendimento presencial, apenas com venda delivery ou na porta, as vendas têm ficado em queda, mas o aquecimento para esta data é a esperança de recuperar o prejuízo. Presidente da Associação Comercial, Artur Araújo, afirma que a reabertura do comércio está ajudando muito nas
vendas. “Com o cliente podendo entrar na loja aumenta a venda por impulso. O cliente busca algo específico, mas acaba levando mais coisa que encontra. Sem o atendimento presencial isso não ocorre. Os comerciantes estão esperançosos com o Dias das Mães para minimizar as perdas dos dias que ficaram fechados. Esta data é considerada o segundo Natal”, afirma. Araújo ponderou que Santa Cruz possui um comércio forte que está aguentando passar por este período de pande-
mia, diferente de outras cidades da região em que muitos lojistas estão fechando as portas. Ele acredita que as indústrias
alimentícias da cidade que empregam muita gente, além da agricultura e construção civil é que fazem o comércio continu-
Comerciantes apostam no Dia das Mães para boas vendas. Foto: Pedro Figueira
ar aguentando. Gisele Rangel, a Bia, possui lojas de roupas e está com uma boa expectativa para as vendas do Dia das Mães. Sem festas e eventos para as pessoas estrearem roupas novas, a loja teve que se adaptar ao período e está trabalhando com outros estilos de roupas. “Tivemos que adaptar a moda para roupas de dia a dia, para trabalhar, para a pessoa se sentir bem. É importante melhorar a autoestima e comprar roupa alegre. Acreditamos muito nisso. Ficar bonita, mesmo que
seja para ir ao mercado. Neste período difícil temos que nos cuidar”, argumenta. Sueli Silva é proprietária de uma loja de calçados e também espera boas vendas nestes dias. “Com a reabertura do comércio, levando em consideração todos os protocolos exigidos, já senti uma melhora nas vendas. Da última semana para esta deu um repique para melhor. Como sabemos que muitos deixam para a última hora, a expectativa é de um bom aumento nas vendas até sábado”, diz.
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BEM ESTAR
Nutricionista quer estimular hábitos saudáveis nas pessoas Thaís Balielo
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Nutricionista há 14 anos, Ana Laura Saia Cavasini, conta que escolheu a profissão por influência da mãe que sempre gostou de cozinhar e pesquisar sobre os benefícios dos alimentos. Ela afirma que sua missão através da nutrição é estimular as pessoas a adotarem hábitos saudáveis, simples e sem sofrimento para que elas conquistem um emagrecimento consciente e duradouro, tenham saúde física e mental, autoestima e uma qualidade de vida plena. A profissional contou um pouco de sua história e seu trabalho à reportagem. Atual – Fale um pouco sobre sua profissão. Ana Laura – A profissão nutrição me acompanhou em três cidades, nos diferentes estados que já morei: São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro. Já trabalhei como nutri em restaurante industrial, hospital, e atualmente sou nutricionista e especialista em emagrecimento
COLUNA DO PATO
Para profissional, emagrecimento deve acontecer de forma consciente na clínica We Care, faço atendimentos individuais presenciais e online com programa de emagrecimento ou sessão avulsa e grupos online. Estou em constante aprimoramento para trazer sempre o melhor para quem me procura. Amo conhecer e compreender cada história, aprendo muito com cada um. Gosto de acompanhar de perto a transformação, para cuidar, fortalecer, aliviar e fazer a diferença na vida dessa pessoa. Atual – Qual a diferença de um emagrecimento tradicional e um emagrecimento consciente? Ana Laura – No emagrecimento tradicional, geralmente, são feitas dietas restritivas e treinos intensos. Tudo isso pode até proporcionar um emagrecimento, porém superficial, de fora para dentro. No primeiro deslize voltará a engordar, e a chance de cair em um efeito sanfona é muito grande. O emagrecimento cons-
ciente aborda a nutrição comportamental. Um emagrecimento de dentro para fora, para pessoas que têm dificuldades em seguir uma reeducação alimentar, fazer exercícios físicos com prazer e se manter magra. Essa abordagem trata a raiz do problema e traz suporte para analisar
saciedade e emoções em qualquer lugar. Ela deixa de ter a comida como o centro das atenções. Comendo o que tem na mesa de forma consciente, sem excessos e sem privação. Passa a viver de forma livre, com confiança, segurança, autoestima e amor próprio. E consegue ema-
Ana Laura criou um programa para ajudar no emagrecimento consciente. | Foto: Pedro Figueira
pensamentos e emoções e como tudo isso se transforma em comportamentos. O objetivo é estabelecer conexão da pessoa com o corpo dela, para ela entender e saber lidar com fome, vontades,
grecer e manter o peso de forma leve. Atual - É possível emagrecer sem sofrimento? Ana Laura – Sim, sem sofrimento, sem sentimento de culpa e sem passar fome. Quando você entende o real significado
do alimento, que é alimentar as nossas células e não “matar” fome emocional. Porque muitas vezes a comida é a válvula de escape contra emoções desconfortáveis. Atual – Como funciona seu programa Magrissimamente? Ana Laura - É um passo a passo para realizar um emagrecimento consciente e duradouro. Ele é dividido em fases, primeira fase é a clareza, como está a situação atual do paciente e aonde ele quer chegar, vamos trabalhar a raiz do problema, quebrando crenças limitantes que o impedem de ter o corpo desejado. Na próxima fase ele terá um planejamento do seu emagrecimento, com um plano de ação e plano alimentar, elaborado de forma individual, de acordo com as necessidades, preferências alimentares, rotina e também a suplementação em cada fase. Acompanho os resultados e a manutenção.
Antônio Roberto de Paula A importância de saber quem de fato se é Conta-se que numa aldeia distante, ao sul de Varsóvia, um de seus habitantes mais pobres recebeu um bilhete de trem para visitar um primo muito rico. Ele chegou à ferroviária segurando o bilhete. Como nunca tinha viajado de trem, José não sabia como agir. Ele percebeu que havia um grupo de pessoas bem vestidas e imaginou que não deveria se sentar com elas. No fundo da estação, ele viu um grupo de malandros maltrapilhos. Ele se juntou a eles imaginando que ali era o seu lugar. Os passageiros da primeira classe embarcaram, mas os maltrapilhos ficaram aguardando. De repente, ouviu-se m apito e o trem começou a se movimentar. Os malandros pularam pra dentro do vagão de bagagens e José entrou com eles, ficando encolhido em um canto escuro do vagão, segurando a sua passagem com medo. Ele aguentou firme, imaginando que ali era o seu lugar. Até que a porta do vagão abriu e entrou o maquinista acompanhado de dois policiais. Eles reviraram as bagagens até que encontraram José e seus amigos no fundo do vagão. O maquinista então perguntou: “posso ver os bilhetes?” José prontamente se levantou e mostro seu bilhete. O maquinista analisou a passagem e começou a gritar: “Meu rapaz, você tem uma passagem de primeira classe. O que você está fazendo aqui no vagão de carga?” E o maquinista concluiu: “Quando se tem o bilhete de primeira classe, o indivíduo deve se comportar como passageiro de primeira classe.” Podemos concluir o quanto é importante se conhecer e, portanto buscar caminhos para o nosso autoconhecimento, para que assim possamos estar ocupando na vida, lugares que diz respeito a nós mesmos.
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PANDEMIA
Órfãos da Covid já são mais de 45 mil no País Thaís Balielo
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Uma geração inteira está sendo afetada com estas mortes
São pelo menos 45 mil crianças e adolescentes que, no cálculo do Ipea, perderam os pais na pandemia, muitas delas vivendo em extrema dificuldade e sem contar com nenhuma ajuda do estado. Muitas famílias se tornaram monoparentais por conta desta doença. Em Santa Cruz do Rio Pardo, recentemente, ocorreram casos de pessoas jovens que deixaram filhos pequenos apenas com a mãe ou apenas com o pai. Segundo dados do painel de SRAG (Síndrome Respiratória Aguda Grave), 433 mulheres grávidas
ou no puerpério morreram de Covid-19 de 1º de janeiro a 14 de abril em 2021, enquanto no ano de 2020 foram 546 mortes. No total, desde o início da pandemia, foram 979 mortes de grávidas e puérperas. Para o advogado e membro do Instituto Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente, Ariel Alves, crianças e adolescentes órfãos em razão da pandemia são um novo problema social, não só no Brasil, mas no mundo todo, que exige dos governos uma solução adequada. Alice Alvina Duarte de Bittencourt trabalha
há 25 anos com crianças afastadas dos cuidados parentais, seja por morte ou decisão judicial. Ela já trabalhou com apadrinhamento afetivo, famílias
EDUCAÇÃO FINANCEIRA DICAS PARA ORGANIZAR SUAS FINANÇAS
um planejamento e organização pode ocasionar um desiquilíbrio financeiro, aumento das dívidas e gastos desnecessários que comprometem a renda. No sentido de auxiliar a organização das finanças pessoais, algumas dicas simples podem fazer a diferenças no processo. As dicas de especialistas passam primeiramente em assumir as responsabilidades, entender o panorama real e atual das suas finanças. É comum, quando está com problemas financeiros, “fugir” do problema, fechar os olhos e
EDUCAÇÃO FINANCEIRA
Olá caro leitor (a),
José Aparecido Sônego Ex-gerente do Banco do Brasil J.A.Sônego Consultoria e Assessoria sonegoja@gmail.com
Em se tratando de finanças pessoais, já conversamos em outros momentos sobre a necessidade de controle de gastos, guardar dinheiro e estabelecer uma reserva emergencial. Organizar as finanças pessoais é um grande desafio para muitos, contudo, é uma tarefa muito importante. A falta de
acolhedoras, trabalhou na Unicef e atualmente está no Neca (Associação de Pesquisadores da Área da Criança e do Adolescente) como formadora. Em
Alice lamenta que as mortes destes pais poderiam ter sido evitadas. | Foto: Arquivo pessoal
não encarar o problema de forma responsável, isso não fará que tudo se resolva por si só, é preciso disciplina, metas e organização. Portanto, liste todas as suas dívidas, separe 20% da renda e estabeleça um planejamento para quitar as dívidas. Crie um hábito financeiro positivo anotando todas as despesas, assim fica mais fácil de identificar e eliminar os gastos desnecessários. Defina uma reserva emergencial, estabeleça uma meta financeira criando um
entrevista ao Atual, Alice afirma que esse grande número de órfãos gerará um impacto social. “É um número muito grande de crianças e adolescentes que perderam um dos pais ou os dois. Eles devem estar nas suas famílias extensas como avós, ou tios, se tiverem sorte. Outros estão sozinhos e irão para o serviço de acolhimento, ou famílias acolhedoras. Se tiverem até 6 anos poderão ser adotadas, ou ficarão em abrigos até seus 18 anos. Tudo isso irá impactar a próxima geração”, afirma. Alice pondera ain-
orçamento com limites de gastos para cada categoria. Usar os limites de cartões de crédito de forma consciente e responsável e somente se for imprescindível, o maior erro está em “acrescentar” o limite de cartão e cheque especial na renda. Os juros de cheque especial e cartão de crédito são altos e impagáveis, portanto, caso não tenha o equilíbrio é melhor não fazer o uso. Avalie a possibilidade de obter ganhos extras e viva pelo menos um degrau
da que o dano será ainda maior quando essas crianças descobrirem como os pais morreram. “O trauma será maior quando entenderem que a morte poderia ter sido evitada. Quando souberem que os pais morreram por conta de um descaso do governo. Um governo que não buscou vacinas a tempo e optou por testar uma tese de imunização de rebanho ignorando o número de mortes no processo. É uma tragédia humanitária. Iremos tratar disso por muitos e muitos anos. Como se fosse os efeitos de uma guerra mesmo”, lamenta.
abaixo das suas possibilidades, isso permitirá um melhor planejamento e organização. Invista em si mesmo, busque conhecimento, existem inúmeros artigos na web que podem auxiliar no processo de organização financeira. “Quero aproveitar e parabenizar todas as Mães, que Deus as abençoe e lhes conceda muita saúde e alegrias. FELIZ DIA DAS MÃES” Até mais.
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ESPECIAL
Ser mãe na pandemia traz novos desafios Thaís Balielo
Medo de se contaminar e incertezas marcaram gestações na pandemia
A gestação, o parto, os primeiros cuidados parentais, tudo isso já traz muita ansiedade, insegurança e medos, mas passar por esta experiência em meio a uma pandemia de um vírus mortal agrava ainda mais esse turbilhão de sentimentos. Como o ciclo da vida não para, muitas mulheres engravidaram durante a pandemia e tiveram seus bebês neste “novo mundo”. É o caso da vendedora Marinalva Da Silva Figueira, 38, que acabou de ver seu primeiro filho, o Antônio, nas-
cer. Ela conta que já queria ter filho antes da pandemia e chegou a sofrer dois abortos. Após iniciar um tratamento para aumentar os níveis de progesterona, conseguiu engravidar. O casal estava apreensivo com o momento atual, mas o desejo de serem pais falou mais alto. “Minha gestação foi muito tranquila, porém como trabalho no comércio tinha muito medo de pegar Covid. Estava me cuidando muito. Chegava a usar duas máscaras no dia a dia para ter maior proteção e atendia os clientes com um bom distanciamento”, conta. Após o nascimento do filho não receberam visitas, apenas os avós e uma tia que é médica que conhecem o Antônio pessoalmente, o restante dos familiares e amigos só viram através do celular. “Não temos outro filho para comparar como é ter um bebê sem a pandemia. Acredito que faça falta apresentar nosso filho, ter as visitas, mas ao mesmo tempo tem o lado positivo que cuidamos do Antônio do
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Marinalva teve muito medo de se contaminar durante a gravidez. | Foto: Pedro Figueira
nosso jeitinho e o pai tem a a gestação toda em home oportunidade de participar office. Já o marido trabalha mais. Ele dá banho, troca, com programação e teve que faz dormir, só não dá de ma- voltar ao trabalho presencial mar. Acredito por um períoque se tivesse do, o que aumuita gente mentou a previndo ajudar, ocupação. o pai poderia “A cada ulacabar ficantrassom passádo mais de vamos por onlado”, diz. das de alegria A auxiliar por ver nosso de cobrança, bebê saudável Rafaela da e apreensão Silva Camarpor medo de go, 35, já era no percurso mãe do Luiz termos vacilaHenrique, 9, Rafaela sentiu muito medo em do em algum quando nas- sua segunda gestação pela pan- momento e ceu Amelie. demia. | Foto: Arquivo pessoal termos conEla engravitraído o vírus. dou durante a primeira fase Continuamos assombrados da pandemia no País. “Com- pelo medo do Covid, ainda parando a minha primeira mais porque atualmente as gestação, me senti muito vítimas não são somente númais vulnerável e solitária. meros distantes, mas já posEu e meu marido cumpri- suem nome e até algum grau mos à risca o isolamento de parentesco. Vivendo essa social, principalmente nos incerteza por não termos um últimos três meses da gesta- plano de combate a esse vírus, ção. Por consequência, aca- nossa filha dentro da nossa bamos passando as festas de família se tornou um símbolo fim de ano sozinhos”, conta. de esperança”, afirma. Rafaela conseguiu passar O casal mora em Ribeirão
Preto, mas com a licença maternidade e a volta do trabalho home office do marido, decidiram passar um período na casa dos sogros em Santa Cruz. “Facilita ter uma rede de apoio quando se tem um recém-nascido. Consideramos ainda, por ser uma cidade pequena, que o risco seria menor, além do fato de morarmos em condomínio e eles em casa. O home office também faz com que a Amelie tenha mais convívio com o pai. O homem tem apenas cinco dias de licença, mas trabalhando em casa ele consegue ficar mais com ela e estreitar este vínculo paterno tão importante”, argumenta. A educadora física Natália Pegorer Rosseto, 36, se assustou quando descobriu a gravidez no meio da pandemia. Ela tinha deixado seu emprego para poder ficar com o filho de 5 anos, já que, sem escola, ela não iria conseguir continuar trabalhando. “Quando descobri a gravidez fiquei um pouco assustada, com medo, depois foi amenizando, mas no final a preocupação voltou
Natália sentiu falta das visitas no nascimento da filha. Foto: Arquivo pessoal
por conta do grande aumento do número de casos de Covid”, revela. Natália afirma que, apesar de todas as dificuldades e medos relacionados à pandemia, a maior diferença da primeira gestação foi a segurança que sentia por já ter passado por outra gravidez. A falta de visitas também foi diferente do primeiro filho. “Quando a Beatriz nasceu foi muito diferente, pois no parto do João devia ter umas 15 pessoas entre amigos e familiares esperando ele nascer. Além das visitas em casa depois. Tudo isso a Beatriz não teve. Ao mesmo tempo, a falta de visitas e de muitas pessoas ajudou e nos uniu. Os cuidados com ela só dependem de nós”, argumenta.
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GASTRONOMIA
Demanda por sopa fez empresário enxergar novo negócio Thaís Balielo
Caldos congelados já estão sendo vendidos nos mercados da região
Proprietário de uma marmitaria e buffet, Danilo Paulin criou um novo negócio durante a pandemia. Com as festas e eventos cancelados, o cozinheiro percebeu a necessidade de se reinventar, então criou o “Caldos da Vó Nega”. Ele conta que a ideia surgiu em um domingo à tarde quando fazia a clássica sopa de mandioca com sobras de costela de churrasco. “Fizemos uns testes de sabor durante a semana e no domingo seguinte já estávamos vendendo os caldos para o jantar”, revela. O início as vendas eram do caldo pronto para consumo e cada noite era um sabor oferecido. Com clientes pedindo se havia outro sabor congelado, e se havia sobrado da noite anterior, Paulin percebeu que existia esta demanda. Sua sogra e sócia é conhecida como Nega, então criaram os caldos congelados e batizaram de Caldos da Vó Nega. Paulin acredita que havia uma demanda reprimida por caldos, pois o sucesso foi muito grande. Atualmente eles são vendidos em nove sabores
e estão em supermercados e outros pontos de vendas em Santa Cruz, Ipaussu, Chavantes e Ourinhos. Como o produto é congelado, a pessoa pode ter sempre em casa e consumir quando o clima esfria, ou quando der vontade. “Os caldos e sopas são mais consumidos no frio e os amantes deste prato só encontravam em alguns restaurantes sazonalmente. Porém percebemos que tem muita gente que quer consumir caldos em todas as épocas do ano e não encontravam para comprar. Agora este produto está suprindo esta de-
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manda”, acredita. Danilo e a sogra Nega trabalham junto na marmitaria e agora no novo negócio. Ele conta que logo irão precisar de ajudante, pois a produção está acelerada. Os sabores vendidos hoje são: tomate e cenoura, frango e palmito, caldo de Kenga, caldo de feijuca, caldo caipira, legumes com bacon e calabresa, mandioca com camarão, mandioquinha salsa com pernil suíno, e o tradicional caldo de mandioca com costela bovina. Um dos sabores mais vendidos é o caldo de Kenga.
Danilo e Vó Nega trabalham juntos no novo negócio. Foto: Arquivo pessoal
RECEITA DA SEMANA: Pão Italiano caseiro Ingredientes • 3 ½ xícaras (chá) de farinha de trigo; • 1 1/3 de xícara (chá) de água; • 1 colher (sopa) de fermento biológico seco (cerca de 10 g); • 2 colheres (chá) de sal; • Farinha de trigo para polvilhar a bancada; • Azeite para untar a tigela; • Água para borrifar os pães. Modo de Preparo • Numa tigela grande, misture a farinha com o sal e o fermento. Acrescente a água aos poucos, misturando com uma espátula para incorporar. Deixe repousar em temperatura ambiente por 10 minutos - assim a farinha absorve melhor a água. • Após os 10 minutos de repouso, com a espátula, revire e dobre a massa sobre ela mesma, até que esteja numa consistência mais fácil para manusear. Transfira a massa para a bancada e sove por cerca de 15 minutos - dobre, amasse, estique e amasse novamente até ficar bem lisa, macia e úmida. Se preferir, você pode sovar a massa na batedeira com o gancho em velocidade baixa. • Unte uma tigela grande com azeite. Modele a massa de pão numa bola e transfira para a tigela untada. Cubra com um pano de prato (ou filme) e deixe em temperatura ambiente para crescer por cerca de 1 hora ou até dobrar de volume. • Assim que a massa tiver crescido, polvilhe um pouco de farinha de trigo sobre a bancada e sove novamente a massa por mais 5 minutos. Modele novamente uma bola, cubra com o pano de prato e deixe a massa descansar por mais 10 minutos. Enquanto isso separe uma assadeira grande e polvilhe com farinha de trigo. • Sobre a bancada, corte a massa ao meio com uma espátula (ou faca) e modele dois pães redondos. Transfira os pães para a assadeira com a emenda da massa para baixo, cubra com o pano de prato e deixe descansar por mais 30
minutos. • Enquanto isso, pré-aqueça o forno a 220 °C, assim o forno vai atingir a temperatura certa no momento em que o pão estiver crescido. • Após os 30 minutos, com a ponta de uma faca afiada (ou estilete), faça 3 cortes paralelos na superfície de cada pão. Borrife com água e leve ao forno. Deixe assar por cerca de 30 minutos até ficarem com a casca bem dourada. • Assim que estiverem assados, retire a assadeira do forno e, com cuidado, transfira os pães para uma grelha. Deixe esfriar antes de cortar. Assado na panela Para ter um resultado ainda melhor, você pode assar o pão na panela. Nesse caso, prefira preparar 1 pão grande com toda a massa (também dá para assar os dois pães separados, um de cada vez). Ao pré-aquecer o forno, coloque uma panela com tampa dentro – ela deve ser toda de inox, ferro, cerâmica ou pedra. Na hora de assar, retire a panela do forno com cuidado e unte o fundo com óleo antes de colocar o pão. Asse o pão tampado para crescer bem com a própria umidade da massa e na metade do tempo retire a tampa para dourar.
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8 de maio de 2021 www.jornalatual.info
SAÚDE
Uso indiscriminado de medicamentos pode causar hepatite, alerta médico Thaís Balielo
jornalismo@jornalatual.info A hepatite medicamentosa é uma grave inflamação do fígado causada pelo uso prolongado de alguns tipos de medicamentos, especialmente aqueles que têm capacidade para causar irritação do fígado, como o Paracetamol ou a Nimesulida, o que pode resultar em hepatite aguda ou hepatite fulminante, por exemplo. Esta doença teve um aumento de casos recentemente, o que está sendo atribuído ao uso de medicamentos como ivermectina, que é um remédio contra parasitas e que foi difundido como preventivo à Covid-19. O médico Paulo Sérgio Marcato falou com o Atual sobre o assunto. Ele explicou que o desenvolvimento da hepatite medicamentosa pode estar relacionada, em alguns casos, com o uso em excesso de alguns medicamentos ou com a sua toxicidade, o que faz com que o remédio atinja diretamente as células do fígado. Em outros casos, a hepatite medicamentosa pode acontecer devido à hipersensibilidade da pessoa a determinado medi-
Hepatite medicamentosa teve aumento de casos com “kit covid” camento. Vale lembrar que a hepatite medicamentosa não é contagiosa, sendo somente causada pelo uso de substâncias que prejudicam o funcionamento do fígado. Marcato citou alguns medicamentos mais comuns que estão relacionados à hepatite medicamentosa como os anti-inflamatórios (nimesulida), antitérmicos e analgésicos (paracetamol), os antidepressivos tricíclicos, antiacne (roacutan), entre outros. Sobre os casos que têm
sido relatados associando-se uso de medicamentos para prevenção/tratamento da Covid com hepatite medicamentosa, o médico alertou para o risco de utilizar medicação sem a prescrição médica e fora da dosagem recomendada pelo laboratório fabricante. “No futuro, em função dos inúmeros estudos sobre a doença mundo afora, deveremos ter a droga ideal, na dose ideal, pelo tempo ideal de uso na prevenção e tratamento dessa doença, mas ainda não
Paulo Marcato lembra que os medicamentos devem ser usados com prescrição médica. | Foto: Thaís Balielo
temos”, lembrou. A ivermectina é um vermífugo, eficaz contra parasitas, mas não tem resultado comprovado contra a Covid-19, como atestou o próprio laboratório que o criou, Merck. Em comunicado distribuído em fevereiro, a empresa informa não haver evidência de que o produto funcione contra a infecção causada pelo novo coronavírus. Sobre os sintomas da hepatite medicamentosa, Paulo elencou astenia (perda ou diminuição da força física), perda do apetite, febre baixa constante, alteração da cor da urina (cor escura), e amarelamento dos olhos. O diagnóstico é feito através de exames laboratoriais e biópsia hepática. O tratamento inicial é a imediata suspenção da medicação. Os casos graves podem evoluir para insuficiência hepática e podem necessitar de transplante de fígado, outra parte do tratamento é o acompanhamento clínico para detectar uma possível evolução para hepatopatia crônica.
Cães e gatos também precisam de cesárea em alguns partos Thaís Balielo
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Da mesma forma que nos humanos, os partos normais são os mais indicados e as cesarianas são realizadas quando existe alguma complicação ou risco ao bebê, as mamães cadelas e gatinhas também necessitam de procedimento cirúrgico em casos específicos. O veterinário Kaio Sérgio da Venda explicou como funciona a gestação e parto dos cães e felinos. Ele afirma que a preparação para o parto começa no cio e cópula dos pets, o tempo de gestação dura em média 63 dias (59-65 dias) em cadelas e 61 dias em média nas gatas (58 a 63 dias). Neste período várias alterações acontecem no corpo das cadelas e felinas. Ocorre o aumento das mamas e até mesmo a saída de leite nas últimas semanas de gestação, o abdômen se torna abaulado para comportar os filhotes e seu desenvolvimento, o comportamento torna-se protetivo até que finalmente chega o dia do parto. O médico veterinário relatou que o parto natural pode durar até 8 horas, dependendo da quantidade de filhotes. Os
Procedimento é indicado quando os filhotes são muito grandes, por exemplo primeiros sinais de que está se iniciando são: criação de ninhos, a fêmea procura lugares calmos e escondidos, aumento da frequência respiratória (fadiga), leve diminuição da temperatura corporal e início das contrações uterinas. “Os bebês saem pelo canal vaginal envolto na placenta, a própria mãe se encarrega de rompê-la e limpar a cria. Quando isso não acontece é necessário realizar nós mesmo este trabalho para que o filhote comece com a respiração natural. O parto acontece de forma natural na maioria das vezes, por isso é preciso levar em consideração o tamanho da fêmea para cruzar com o macho. Machos grandes com fêmeas pequenas podem ocasionar o parto distócito, que é quando o útero mesmo com contração não consegue expelir os filhotes muita das vezes por serem maior que a abertura vaginal e pubiana”, explica. Quando acontece de o parto natural não ser possível a intervenção cirurgia faz-se necessária. “Neste procedimento os filhotes são retirados do
útero através de uma incisão no abdômen e exposição do órgão com a prole. Os animais estão envoltos da placenta, onde a mesma e retirada e assim o filhote é colocado em uma encubadeira que o manterá aquecido e oxigenado até o final do provimento cirúrgico da mãe”, conta. Algumas enfermidades também fazem com que a cesariana seja necessária: casos de atonia uterina, putrefação feral, doenças infecciosas (toxoplasmose, brucelose, erliquiose). E também a administração de contraceptivos injetáveis, os
Kaio explica que a cesárea é necessária para não causar sofrimento. | Foto: Arquivo pessoal
famosos inibidores de cio que na maioria são prostaglandinas que não permitem a abertura da cérvix (estrutura que controla a saída e entrada do útero) impedindo que mesmo com contrações os filhotes possam ser expelidos. Kaio lembra que a cesariana que deve ser feita de forma rápida e eficiente, visando o bem-estar da cadela ou felina e seus filhotes. “Logo depois do parto temos o período de amamentação, os recém-nascidos tomam nas primeiras oito horas o colostro, leite rico em subsistências importantes para a formação da imunidade e desenvolvimento”, relata. O veterinário conta também que na primeira semana os ouvidos dos filhotes ainda estão fechados, assim como os olhos que permanecem assim até os 14 dias de vida. “A amamentação dura de 40 a 90 dias, porém, nesse meio tempo os filhotes já começam a desbravar o mundo entendendo sons e situações específicas como horário de alimentação, chamar a mãe e como se esconder ou afastar predadores”, diz.
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EVIDÊNCIA
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Juliana, Gabri
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Bruna e Maria Eduarda
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Claudia e Edua
Dia das Mães
Patr íc Gust ia, Marc o avo e Jul s, ia
Mãe é amor. É aquele sentimento de força, de garra, de porto seguro. É um pensamento que supera qualquer distância. É ter alguém que te passa confiança. Que zela por ti a cada segundo. Que se dedica dia a dia, para você ter o melhor, independente de qualquer coisa.
Sirlene e Matheus
Fotos: Renata Cachoni Marcia
Gabi, Alice e
Isabela e Maria Luísa
Olavo
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Adriana e Vicent
Sarah, S
hakira e
Claudia, Ana
e Luisa
Scoob
Priscila, Lorena
e Mateus
thur e Helena
Ana Beatriz, Ar
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Clara e Helen
elia Ana C
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Ana Carolina, Vitória e Mariana
Denise e Gab
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