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A Notícia celebra os 56 anos de João Monlevade

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O que seria de uma cidade sem o registro dos principais fatos? Dos 56 anos de João Monlevade, A Notícia acompanha e conta grande parte dessa história. João Monlevade: 29 de abril de 1964 A Noticia: 13 de abril de 1984


O Jornal A Notícia convidou especialistas em diversas áreas para escreverem artigos sobre a Monlevade que podemos ter no futuro. O momento em que é celebrado o aniversário da cidade é um dos mais críticos da história diante da pandemia mundial do coronavírus que também afeta o município. O momento, mais do que nunca, pede uma reflexão sobre a cidade hoje e a que pode ser construída no futuro. Confira:

No final do mês, mais precisamente no dia 29 de abril, o município de João Monlevade vai completar 56 anos. Antes era distrito e pertencia a Rio Piracicaba. Treze anos antes cheguei aqui e sempre acompanhei de perto toda essa história. Seria ótima a oportunidade para a Prefeitura realizar uma grande festa, mas como não fez isto nos anos anteriores também não faria agora, mesmo porque o Coronavírus está aí impondo seu novo comportamento de vida, pelo menos por hora, o que impede aglomerações. Melhor esquecer e esperar ano que vem. Um amplo fórum de debates sobre nossa realidade, passando pela saúde, educação, desenvolvimento, programas sociais, infraestrutura urbana, cultura e muito mais seria muito oportuno, mas a “quarentena” impede também. Debates semanais de cada assunto específico, com convidados especializados e sem conotação político partidária, seriam boa oportunidade para oferecer a TODOS os candidatos o encaminhamento de propostas estruturantes de interesse da coletividade. Como isto também dificilmente acontecerá, sugiro que cada um faça um balanço do tempo aqui vivido, do que foi feito por esta cidade ao longo deste tempo, qual foi sua contribuição como cidadão, o que pode ser feito para melhorar a qualidade de vida para todos sem distinção, além de qual melhor (ou mais confiável) caminho que as eleições deste ano vão nos permitir, se elas forem mantidas. Não troque seu voto, não o entregue a amiguinhos ou candidatos simpáticos de oportunidade, dispense discursos e não acredite em promessas. Exija propostas, capacidade de gestão, experiência em ações públicas, conhecimento da realidade do município e história de vida como exemplo de retidão e princípios. Diga não a quem quer fazer da candidatura uma carreira política apenas para proveito próprio. Para início de conversa evite votar em quem tentar levar você no papo, no jeitinho, no nhem-nhem-nhem. Mas talvez você que esteja lendo estas mal traçadas linhas venha a ser uma pessoa que não goste de Monlevade, apesar de nela residir e dela depender para sobreviver, seja lá de que forma for. Aí lhe digo para esquecer tudo que escrevi até aqui e tomar seu rumo, porque o Brasil é muito grande e o mundo maior ainda, e você não é obrigado a tolerar uma terra que detesta, apesar de lhe abrigar. Agora você, eu e todos nós que gostamos dela e reconhecemos o tanto de bom que ela nos oferece, apesar de tanta gente trabalhar contra e deixar o tempo passar fazendo hora com a cara de cada habitante, precisamos compreender que, mais do que nunca, a hora é agora e precisamos reagir. “Feliz aniversário João Monlevade” não basta. É preciso mais. Sem brigas, sem ataques pessoais, sem provocar os diferentes, precisamos dar as mãos para construir um futuro melhor que o presente. O município é rico em todos os sentidos, mas deve e pode oferecer muito mais à sua população. Dinheiro não falta, oportunidades se repetem a cada ano e precisamos pensar muito (para errar menos) a quem vamos confiar nosso voto. Vamos pensar bem nisso?


Era sábado, acordei cedinho e desci pra correr na pista de caminhada da Avenida Castelo Branco. Sempre corro até o Parque Ecológico Germin Loureiro que fica no meio da avenida. Depois que finalizaram as obras de ligação com a Alberto Lima, as lojas estão sempre lotadas. Para evitar tumulto, entrei no parque. Ainda era cedo, mas estava cheio de crianças brincando. Quase trombo com uma bike lá perto da quadra de basquete do parque onde a pelada já estava correndo solta. Ali pelas bandas do Mercado Municipal, meu fôlego acabou e aproveitei para tomar uma água de coco e ouvir um coral infantil que cantava perto do lago. Vi que estava tendo uma exposição legal no Centro Cultural. Pena que já havia combinado de ir com a família no sambinha lá no centro comunitário e, antes, ainda tinha que levar meu filho para jogar o campeonato universitário lá no estádio. Então voltei logo para casa e fui almoçar no shopping porque deu uma preguiça de cozinhar. Era estreia de um filmaço no cinema, mas não ia dar tempo, porque tinha que buscar minha esposa que trabalhava neste dia. Ela é consultora em várias empresas lá do Distrito Industrial II. Acho que as coisas vão melhorar mais quando o distrito industrial III ficar pronto, pois uma grande empresa topou vir para a cidade e, certamente, vai gerar centenas de empregos. Depois da duplicação da 381, rapidinho vou e volto sem problemas para BH, mas o trânsito estava meio devagar nas imediações da Serra do Seara por conta da chegada de hóspedes no Hotel Fazenda lá em cima. O fim de semana estava cheio e a agitação começa logo cedo amanhã lá no Floresta Clube, almoço na feira do Parque do Areão e, a tarde, joguinho do Galo! A Monlevade do futuro passa, primordialmente, por uma integração do poder público, quem empreende e quem trabalha. Nossa cidade tem um potencial econômico enorme e que não reflete no dia a dia dos cidadãos. Várias ações aleatórias realizadas por lutas individuais, que caso se unam, o caminho seria muito mais gratificante. Precisamos conversar!


Como escreveu certa vez o poeta, Gonçalves Dias, “Minha terra tem palmeiras, onde canta o sabiá; As aves que aqui gorjeiam, não gorjeiam como lá. (...)”. Nos 56 anos da cidade de João Monlevade, digo que minha terra tem cidadãos que batalham sem cessar; os artistas que aqui inspiram e transpiram com a missão de encantar. Em anos de história, há Arte e artistas aguerridos, pulsantes que se reinventam a cada dia. Mas, para que todos possam reconhecê-los, uni-vos, artistas; comprometei-vos e acima de tudo prestigiai-vos, não importando se parceiros ou concorrentes. Na João Monlevade dos sonhos, os artistas participarão e divulgarão ao máximo os eventos da cidade e principalmente dos artistas locais, políticos entenderão que a Arte e seus profissionais são responsáveis por ações que colaboram com todos os setores e, sim, são geradores de emprego e renda. E, assim, apoiarão e promoverão exaustivamente ações que fomentem a formação do público, há que se ter persistência para efetivação de uma cultura para a Arte; os poderes sancionarão e colocarão em prática políticas de financiamento cultural, haverá abertura de editais (em parcerias com empresas do município) e todo tipo de projeto artístico-cultural nessa terra fecunda. Que artistas, ativistas, amantes das artes, professores, formadores de opinião algazarrem que precisamos ter representantes verdadeiramente afeitos e sensíveis a uma causa que na verdade é de todos. Que os empreendedores compreendam que nessa terra há arte, cultura, riquezas das mais variadas. Que as Universidades sejam celeiros de ações que cooperem ainda mais com a disseminação da cultura, da Arte e da cidadania em parceria com a inovação e o empreendedorismo. Que os cursos das áreas Humanas sejam também uma preocupação e o fator de enriquecimento para a cultura da nossa cidade. E o cidadão comum que pensa não entender das Artes, o saiba que a cultura é uma questão de sensibilidade e de cidadania, muito antes de ser uma questão legal. Monlevade tem sim ações na área cultural. Contudo, precisamos prestigiá-las antes de dizer ou reclamar que aqui nada tem. Cidadão, seja você um dos instrumentos de mudança. Vá aos eventos da cidade e leve um amigo, principalmente aquele que desconhece nossas potencialidades, divulgue nossos escritores, músicos, esporte, dança, os artistas plásticos, as escolas de música, desenho, dança. Permita-se conhecer a nossa cidade, abrace-a, façamos a mudança! A intolerância para com o papel e a importância das Artes sempre existiram e tornaram-se mais contundentes nos últimos tempos. Porém, são nos momentos de crise e questionamento que a Arte e o artista dizem a que vem. Em tempo de pandemia, a Arte mostra a sua força e o quanto está intrínseca em nós. O que me faz lembrar da frase de Friedrich Nietzsche, filósofo alemão, “a Arte existe para que a realidade não nos destrua”. Vamos festejar nossa cidade e toda vida que nela há?


Você sabe o que é Plano de Mobilidade Urbana? Trata-se de um conjunto de diretrizes pensadas para melhorar o deslocamento sustentável das pessoas em uma cidade, sempre de olho nos resultados positivos e na qualidade de vida. No dicionário, mobilidade significa “facilidade para se mover”. Então, a proposta é tornar esse movimento fluido, prático e sustentável. No entanto, infelizmente, a cada dia as cidades perdem a capacidade de permitir que as pessoas e os transportes se movam com qualidade. Para João Monlevade avançar rumo a um futuro próspero, esse planejamento é fundamental. O poder público precisa oferecer à população um plano de mobilidade urbana que contenha as providências a serem traçadas, e com o objetivo de oferecer espaços públicos com qualidade de vida das pessoas. Existe uma legislação própria regulamentando que os municípios devem desenvolver o plano, que tenha como base, usar os meios de transporte para trazer rapidez no direito de ir e vir das pessoas, sem agredir o meio ambiente. Estas propostas devem garantir acessibilidade, segurança, eficiência, qualidade de vida, e dinamismo econômico, além de inclusão social e preservação do meio ambiente. A mobilidade urbana sustentável está ligada ao tipo de transporte usado para o deslocamento de pessoas e a preocupação em facilitar trajetos. O dia a dia da sociedade se transformou em problema devido ao uso dos carros principalmente. Existe em média 1 carro para 4,4 habitantes, que causa congestionamentos e impedem o fluxo nas cidades. Estamos mais tempo no engarrafamento, e falta tempo para o lazer ou buscar o filho na escola. As políticas de acessibilidade urbana devem ser implantadas de modo a construir uma infraestrutura capaz de dar fluidez ao deslocamento das pessoas com deficiência física que em geral passam um terço de qualquer deslocamento se locomovendo a pé ou em cadeiras de rodas, sem poder usar um transporte público. As calçadas confortáveis e niveladas, sem buracos ou obstáculos, ruas com marcações para deficientes visuais, corrimão e outras alternativas que permitem o deslocamento seguro e estável. A causa da péssima mobilidade está na falta de planejamento urbano e na administração ineficiente e assim o Planejamento Municipal é fundamental, tanto para as novas áreas que serão urbanizadas quanto encontrar soluções para os problemas existentes de desenvolvimento urbano. As cidades se transformaram em caixas de concreto, vedações e sem infraestrutura, despreocupadas com a ordem e a fluidez. Assim, para municípios de médio porte como João Monlevade, devemos discutir e aprovar, em primeiro lugar, o Plano Municipal de Mobilidade Urbana. Dentro dessas diretrizes, sugiro a melhoria das calçadas, seguindo as normas de acessibilidade, controlar o impacto das novas construções, planejar novos bairros autossuficientes, oferecer transporte coletivo de qualidade e a baixo custo e melhorar a logística para reduzir a quantidade de caminhões com a implantação de Infraestruturas para Distribuição de Cargas Urbanas. Sinalizar a cidade de maneira correta evita desperdícios de tempo e dinheiro e permite as pessoas deslocamentos rápidos e, com menor custo. E o mais importante, de todas as sugestões: ouvir as pessoas! Obter o comprometimento dos cidadãos para tornar as cidades melhores é crucial para buscarmos a melhoria da qualidade de vida. Sem este comprometimento, não iremos a lugar algum.


Às vésperas dos seus 56 anos de emancipação política e enfrentando os efeitos de uma pandemia globalizada, João Monlevade já esteve bem mais entusiasmada na comemoração de seu aniversário. Entre inúmeras outras questões, verifica-se, no campo da política, que muitos vêm lançando os seus nomes à população, buscando uma aprovação mínima a lhes permitir a disputa pela gestão da cidade. Entretanto, nenhum ou poucos deles parecem demonstrar compreensão razoável do que nos espera no tempo vindouro, o que é bem preocupante. Possivelmente, aquele ou aquela que estiver à frente da gestão municipal, a partir do próximo ano, enfrentará o período mais desafiador de nossa história política e econômica. Nesse contexto, não estar atento(a) e preparado(a) às exigências atuais poderá nos levar a uma situação de colapso. Alarmismo? Pode estar certo(a) que não. O fato é que possuímos uma legislação municipal ultrapassada em termos organizacionais, uma máquina pública pesada e obsoleta. Até serviços mais simples como a emissão de uma segunda guia de IPTU ou a emissão de uma certidão seguem o padrão arcaico, de quando a antiga máquina de escrever fosse talvez o item mais moderno da repartição. Os servidores públicos concursados não possuem, por exemplo, um plano de carreira, sendo obrigados, por mais dedicados que sejam, à estagnação profissional e à falta de incentivo, sem contar as muitas situa-

ções em que lhes faltam condições mínimas para o desempenho de suas funções. Há também um desequilíbrio muito grande na distribuição e execução de tarefas. Muitos colaboradores com excesso de serviço e outros a passar os dias sem aproveitamento de sua força de trabalho. E não bastassem tais situações que exemplifico, ainda temos a perspectiva de uma queda abrupta na arrecadação em decorrência da pandemia. Muitos estabelecimentos fechados, muitas pessoas demitidas de seus empregos, queda do consumo, menos dinheiro circulando, vários irmãos e irmãs com dificuldades para o mínimo necessário à sua manutenção material, situações que demandam também a atuação do Poder Público. Como se nota, portanto, há muito, mas muito trabalho pela frente a exigir preparo, liderança, dedicação, empenho e compromisso em altíssimo nível. Modernização da máquina pública, desburocratização, redução importante de gastos, reforma administrativa, revisão e atualização de boa parte de nosso acervo legislativo, maior incentivo ao empreendedorismo local, entre diversas outras medidas, apresentam-se urgentes na ordem do dia. Ainda somos um jovem município, e a alegria nos próximos aniversários depende muito de nossas escolhas e ações de agora, pois o desafio é realmente grande. Que Deus, então, nos ilumine a todos.


João Monlevade sempre foi caracterizada pela sua atividade minero metalúrgica e muitas vezes se esquece de outras riquezas mais importantes: sua infraestrutura e as pessoas. Uma universidade tem como tripé fundamental: pesquisa, ensino e extensão. É recente na cidade a chegada de duas Universidades públicas, que junto às Universidades privadas vem mudando a dinâmica local. Diversos alunos e professores de diversas regiões do Brasil passaram e passam por João Monlevade. Consigo, cada um traz sua experiência, bagagem e um novo olhar para o que aqui acontece. Na nossa UEMG inovamos nas áreas de meio ambiente, mineração, civil e metalúrgica e cada uma dessas áreas possuem conhecimentos intrínsecos. Conhecimentos esses que podem e devem ser aplicados na

cidade como forma de retribuir a receptividade da população. Com isso, o conhecimento técnico pode alavancar os ideais e mitigar os problemas. Nisso, estamos sempre disponíveis e dispostos a analisar as questões de tráfego, inundações, arborização e muito mais, aplicando a técnica, minimizando gastos pelo município e trazendo assertividade. Para que Monlevade amadureça realmente é necessário que se veja as Universidades como parceiras e semeadores dos profissionais do futuro e assim, utilizar do que é observado e produzido lá dentro, sem deixar de apoiar da maneira que pode, cada um, cada empresa, do seu modo.


Cidade de vocação industrial, João Monlevade viu nos últimos vinte anos um crescimento significativo de cursos no ensino superior. Além do aumento da oferta de cursos em instituições privadas, recebemos dois campi de universidades públicas focados em formação na área de tecnologia. A presença de universidades no município é benéfica por dar ao residente a oportunidade de cursar o ensino superior, por favorecer a qualificação da mão de obra para as empresas da região, por injetar dinheiro no comércio local e por gerar a oportunidade de inserir a universidade na discussão e proposição de solução para os problemas do município. Sem dúvidas, a expansão do ensino superior e um maior diálogo entre as universidades e a sociedade civil são caminhos que nos levarão a uma cidade melhor. A expansão e o fortalecimento do ensino superior propiciarão a diversificação, o crescimento econômico e a melhoria da competitividade e da produtividade das empresas locais. Além de impulsionar a atividade econômica, a

aproximação da universidade com a sociedade civil também favorecerá a criação e implementação de políticas públicas de interesse social. Em caso de expansão, é necessário priorizar a criação de cursos de pós-graduação nas áreas já existentes e de cursos de graduação em áreas não contempladas, como na saúde, por exemplo. A interação com a sociedade civil poderá acontecer por meio de parcerias para o desenvolvimento de pesquisas entre a universidade e instituições públicas ou privadas, pela ampliação da extensão universitária e através da inserção da universidade nos conselhos municipais. É importante também que o setor produtivo local se mobilize para garantir a fixação da mão de obra qualificada em nossa cidade. Apostar no desenvolvimento científico e tecnológico é construir um futuro melhor para todos.


Fui convidado para, no aniversário de 56 anos de João Monlevade, escrever sobre a agricultura no município. 29 de abril, curiosamente também o dia de nascimento de minha mãe, Dona Íris. Monlevade é um município pequeno (99,158km2 de área total, área urbana 29,104km2 e população de 79.387, IBGE 2018). O agronegócio é o setor menos relevante da economia, com baixa produção agrícola e pecuária, justificável pela colonização industrial e relevo montanhoso. Por que seria, então, o agronegócio importante ao ponto de aqui ser abordado nesse aniversário? Pelo simples fato de que os municípios devem ser o mais possível independentes, pelo menos no tocante ao abastecimento de hortifrutigranjeiros e outros como carnes, ovos e leite e, principalmente, dar qualidade de vida a todos cidadãos. Passada a incumbência, me lembrei que, ainda criança, morando em João Monlevade, foi criada em um barracão a "Feira do Produtor", no início da rua Ayres Quaresma, esquina com Getúlio Vargas, local onde o produtor rural podia colocar um balcão e comercializar diretamente sua produção com os consumidores em um modelo arcaico de Economia Solidária. Decorridos 45 anos, ao escrever sobre o agronegócio monlevadense,

retorno ao passado para sugerir, para esse meu querido município alavancar seu agronegócio, a moderna Economia Solidária, baseada em um conjunto de atividades econômicas – de produção, distribuição, consumo, poupança e crédito – organizadas em autogestão, abrangendo uma variedade de práticas econômicas e sociais, como cooperativas, associações, clubes de troca, empresas autogestionárias, redes de cooperação, etc., para realizarem atividades de produção de bens, prestação de serviços, finanças solidárias, trocas, comércio justo e consumo solidário. Esse modelo é de organização da produção, centrada na valorização do ser humano, como alternativa na geração de trabalho e na inclusão social, integrando quem produz, quem vende, quem troca e quem compra, com princípios de autogestão, democracia, solidariedade, cooperação, respeito à natureza, comércio justo e consumo solidário envolvendo as dimensões social, econômica, política, ecológica e cultural, buscando um ambiente socialmente justo e sustentável, com participação de todos, no objetivo de vender, comprar e produzir, sem que haja exploração do trabalho e desgaste ambiental.


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