ANO 9 - Nº 2232 QUARTA-FEIRA DISTRIBUIÇÃO GRATUITA
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Comércio sofre com a
informalidade
Valter Luís
Expositores reclamam da presença de comerciantes irregulares nos arredores do pavilhão que abriga a 25ª Expotchê e presidente do Sindivarejista diz que órgãos de fiscalização tendem a ser omissos com o comércio informal./ Página 3
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O senador estava afastado desde o dia 18 de maio
Hugo Cordeiro/Nitro
Valter Luís
Aécio Neves volta ao Senado O senador Aécio Neves (PSDB), após ficar mais de um mês afastado das atividades parlamentares por decisão do ministro Edson Fachin, voltou ao Congresso Nacional ontem para participar de um almoço com a bancada do seu partido no Senado. A reunião foi realizada no gabinete do senador Tasso
Jereissati (PSDB-CE), presidente interino do partido. Aécio subiu à tribuna da Casa para se defender das acusações do Ministério Público Federal, afirmando que não cometeu crimes e ressaltou sua indignação com a condenação sem chance prévia de defesa, o que ele afirmou
ser uma “injustiça”. Fachin se baseou na delação do empresário Joesley Batista para afastar Aécio, porém na última sexta-feira (30), o ministro Marco Aurélio Mello decidiu desfazer o afastamento do senador, fazendo com que ele pudesse voltar a trabalhar normalmente.
EBFin pela primeira vez em Brasília O Encontro Brasileiro de Finanças (EBFin) é o maior evento acadêmico da área de finanças no país, sendo realizado anualmente pela Sociedade Brasileira de Finanças (SBFin) em diversas capitais brasileiras. Pela primeira vez, este encontro será realizado na região Centro-Oeste. O XVII Encontro Brasileiro de Finanças acontecerá de 20 a 22 de julho, em Brasília, no Auditório do Campus Asa Norte da Universidade Católica de Brasília (UCB). Entre os temas abordados,
teremos: Investimentos e Precificação de Ativos, Finanças Corporativas, Derivativos e Risco, e Econometria e Métodos Numéricos em Finanças. O evento contará com palestras feitas por profissionais nacionais e internacionais da área de Finanças. O 17º EBFin contará com a participação de palestrantes convidados, apresentadores de trabalhos em sessões ordinárias e um minicurso sobre temas atuais. O público esperado para a conferência é de duzentas pessoas por dia.
Serviço: 17º Encontro Brasileiro de Finanças Inscrições abertas no site http://sbfin.org.br Local: Universidade Católica de Brasília (UCB), Campus II (Asa Norte) Período: 20 a 22 de julho de 2017 Horário: manhã: 8h15 às 12h45 e tarde: 14h15 às 18h30
Geddel Vieira Lima na Papuda O ex-ministro Geddel Vieira Lima já foi transferido da Superintendência da Polícia Federal (PF), em Brasília, para o Complexo Penitenciário da Papuda. A prisão preventiva foi pedida pela PF e pelos integrantes da Força-Tarefa da Operação Greenfield, a partir de informações fornecidas em depoimentos do doleiro Lúcio Bolonha Funaro, do empresário Joesley Batista e do diretor jurídico do grupo J&F, Francisco de Assis e Silva, sendo os dois últimos em acordo de colaboração premiada.
Defesa de Temer deve ser apresentada hoje
Marcos Corrêa
O advogado Antônio Cláudio Mariz de Oliveira afirmou que vai entregar à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) na tarde de hoje (5) a defesa do presidente da República, Michel Temer. O criminalista havia afirmado que passaria a tarde de ontem (4) fazendo ajustes finais às mais de 100 páginas da peça. O advogado também disse que vai lançar, na peça, um desafio a Janot, pedindo que seja apresentado algum indício de que Temer era beneficiário dos R$ 500 mil entregues ao exassessor Rodrigo Rocha Loures.
Combustível está mais caro A Petrobras anunciou, nesta segunda-feira (3), o reajuste da gasolina em 1,8% e do diesel em 2,7% nas refinarias. O aumento já foi aplicado ontem. Esta é a primeira mudança após a estatal anunciar, na última sexta-feira (30), que o reajuste do combustível poderá ser diário. Esta medida visa adequação do mercado interno ao mercado externo,
uma vez que a exportação de combustível ganhou fôlego. A atuação do setor de comercialização da Petrobras terá autonomia para negociação de valores, limitando-se a aumentos ou reduções de até 7% sobre o preço do combustível nas refinarias. O consumidor poderá acompanhar esta oscilação no site da companhia, além dos canais
de atendimento. O aumento foi inesperado, pois na ultima atualização de preços, realizada na sextafeira (30), apresentou-se uma significativa queda de 4,8% para o diesel e 5,9% para a gasolina. Ainda não se sabe qual será a repercussão deste aumento para o consumidor, o preço final depende de outros fatores além do valor repassado às refinarias. Renato Araújo/Agência Brasília
Investigado por furar fila da tornozeleira O Ministério Público Federal em Goiás investiga se o ex-deputado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR) furou a fila da tornozeleira eletrônica. O ex-assessor especial do presidente Michel Temer deixou a prisão no sábado, 1º, e pôs o equipamento em Goiás onde há falta de peças para monitoramento.
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Preço da gasolina aumentou nesta terça-feira (4)
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Ambulantes ocupam uma Brasília que busca formalização REYNALDO RODRIGUES E FERNANDO LACKMAN
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maior feira gaúcha fora do Rio Grande do Sul, a Expotchê é um evento que já faz parte do calendário cultural e turístico do Distrito Federal, movimentando a economia e gerando empregos a diversas pessoas que prestam serviços à feira. Porém nem tudo são flores, atualmente o evento vem passando por um problema um tanto recorrente na capital, no que diz respeito informali-
dade e venda de produtos por ambulantes que agem de forma irregular na entrada do pavilhão do Parque da Cidade, local que sedia o evento. Leda Simone, responsável pela Rome Eventos, empresa que promove há 25 anos a Expotchê no DF explica que houve uma conversa previa com a Secretaria das Cidades na qual foi firmado um acordo para que fossem liberados 30 ambulantes no local, mas não é o que vem ocorrendo, segundo ela mais de 50 estão ocupando a entrada da feira
Temos 30 mil lojas e mais de 100 mil empregos em Brasília. Batalhamos para mantê-los e a informalidade nos faz perder muito.” Edson de Castro Presidente do Sindivarejista DF
sem quaisquer condições de higiene. “Dentro, nós enfrentamos toda uma situação de fiscalização tanto pela Agefis, Vigilância Sanitária como também pelo Corpo de Bombeiros, o que nos deixa indignados é que somente a estrutura interna regular é fiscalizada e o que esta irregular não é verificada por nenhum dos órgãos”, ressalta. Segundo a organização, a feira conta hoje com 3 mil pessoas cadastradas prestando serviços para o evento, tanto trabalhadores da em-
presa que organiza o evento que atuam na limpeza, decoração, sonorização e brigada, como também empresas que são contratadas pelos expositores. “Temos mais de 300 expositores e cada um desses geram de 10 a 30 empregos, é possível conhecer um restaurante que contém mais de 60 garçons. Fechamos contrato com mais de 40 empresas locais, ou seja, pessoas que indiretamente estão sendo beneficiadas pelo evento”, dispara Leda.
Fotos: Jornal Alô Brasília
O Decreto 37.625 de 15 de setembro de 2016 estabelece normas para que as Administrações Regionais criem regras que possibilitem a ocupação de áreas públicas por pessoas físicas com o fim de comercialização de produtos alimentícios em eventos. Para tanto, os interessados devem procurar as Administrações e preencher cadastro seletivo.
O papel do governo Em nota, a Agência de Fiscalização do Distrito Federal (Agefis) informa que desde o início da Expotchê 2017, no dia 30 de junho, tem monitorado a questão dos ambulantes na entrada do evento. Cerca de 30 foram autorizados a trabalhar nas imediações. Por conta disso, diariamente, os auditores verificam se os comerciantes que estão no local possuem licença para estar trabalhando ali. Caso o documento não seja apresentado, os fiscais recolhem a mercadoria e encaminham para o depósito da Agência.
Formalizar é o remédio? Muito se fala de desemprego e informalidade após a instalação da crise no Brasil. Dados da Fundação Getúlio Vargas dão conta em no início do segundo semestre de 2016, já existem mais de 10 milhões de brasileiros ganhando a vida na informalidade. Para o secretário de Economia e Desenvolvimento Sustentável do DF, Valdir Oliveira, a ilegalidade tem solução. “É fato que atrapalha realmente os verdadeiros empresários, que são aqueles que geram empregos, renda e pagam seus tributos de forma legal e formal, acreditando na legalidade e no governo. Então, lamentavelmente a informalidade está ligada ao desemprego”, afirma. O trabalho de legalização do comércio é uma batalha que tem sido enfrentada de forma incansável, mas a crise acaba levando muitos empreendedores e pessoas a buscarem esse caminho. “Temos feito um grande movimento de combate ao comércio ilegal do Distrito Federal. Na verdade, o que estamos procurando mostrar é uma conscientização para que o informal se formalize. É necessário que quem trabalhe fora da legalidade se torne empreendedor”, complementa. Já o presidente do Sindivarejista, Edson de Castro é enfático quanto à questão da informalidade. “Temos 30 mil lojas e mais de 100 mil empregos em Brasília. Batalhamos para mantê-los e a informalidade nos faz perder muito. As autoridades precisam fazer algo para que nossos empresários não sofram mais com a informalidade. De 2014 para cá foi uma quebradeira enorme de lojas e isso fez o nosso setor produtivo cair”, acrescenta.
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Comerciantes reivindicam segurança no Setor Comercial Sul Luis Xavier de França As pessoas passam com pressa, as bolsas estão coladas nos corpos, as mãos dentro dos bolsos dos casacos, é tempo de frio, mas no Setor Comercial Sul, faça sol ou geada, é assim como os transeuntes, trabalhadores, estudantes e lojistas se locomovem no local. A insegurança no coração de Brasília pode ser traduzida nos olhares de quem passa por lá. E os cobertores largados nas calçadas, mudas
de roupas emboladas pelos cantos e garrafas plástica de aguardente vazias pelo chão dão ideia da situação de abandono que o Setor Comercial Sul passa. A lojista Kelly Carvalho trabalha em uma ótica na região e revela que muitos vendedores vão trabalhar sem bolsa, carteira ou documento. Somente o essencial para cumprir a jornada de trabalho. “As pessoas ficam muitos dispersas na galeria”, conta se referindo à população de
rua que se concentra diariamente, na Quadra 5, onde fica localizado o CAPs (Centro de Atenção Psicossocial Álcool e Outras Drogas). “Eles abordam para pedir dinheiro, comida, e isso afasta os clientes e os próprios comerciantes. A equipe fica com medo. Eles coagem o pessoal”, detalha Carvalho. Na tarde de ontem, lojistas da região se reuniram para se manifestar as suas reclamações e chamar a atenção do GoverPedro Ventura/Agência Brasília
Desocupação do Parque do Guará
Desocupação vai se estender pelo tempo que for necessário
Foi retomada, pela Agência de Fiscalização do Distrito Federal (Agefi s), a desocupação de áreas irregulares no Parque Ecológico Ezechias Heringer, no Guará. Nesta segunda-feira (3), foram retiradas 11 casas do local. Serão retiradas, nesta fase, 66 casas do local, também conhecido como “Favelinha”.
A Polícia Militar do DF utilizou spray de pimenta para conter o tumulto causado pela resistência de um grupo de moradores e duas pessoas foram presas pelos policiais. As famílias foram notificadas da retomada em abril deste ano. Elas recorreram da decisão e seu recurso foi negado na semana passada. Ape-
nas 11 ocupantes obtiveram liminar e não terão as construções afetadas. A desocupação se iniciou em janeiro deste ano e tem o objetivo de preservar a reserva. Espécies endêmicas da fauna e da flora, como o peixe pirá-brasília e as microorquídeas, estão ameaçadas pela invasão do espaço.
no do Distrito Federal (GDF). Eles estenderam uma faixa e debateram com assistentes sociais, que lá compareceram reclamando que não foram convidadas, e moradores de rua que recebem assistência do CAPs. O presidente da Associal Comercial do Distrito Federal (ACDF), Cléber Pires, criticou a permanência da instituição governamental no local. “O CAPs é uma atitude correta do governo, mas no lugar
totalmente errado. Pois ele traz gente, sem desmerecer as pessoas, que atormenta a vida do empresariado e que afugenta o cliente. Ao invés do governo trazer solução para quem gera emprego e receita para essa cidade, traz tormento”, protestou. Kelly Carvalho manifestou opinião parecida. “A gente vê o desempenho do CAPs para tentar fazer o papel deles, mas a população de rua fica muito livre, abor-
dando os clientes e daí a gente vê que as metas não estão sendo batidas por conta da insegurança que isso ocasiona para o comércio.” A reunião deu resultado. Os lojista conseguiram agendar um encontro para a próxima semana entre representantes do GDF, comerciantes locais, a Prefeitura do SCS e da ACDF. Acontecerá no auditório da Associação, terça-feira, às 16h. Mais cenas do próximo capítulo a seguir.
Castração gratuita para plantéis Grupos e ONGs que recolhem animais de rua podem solicitar parceria com o programa de castração do Instituto Brasília Ambiental (Ibram). Nos próximos meses, um pantel de 240 gatos e cachorros serão castrados pelo Instituto. Esse grupo é formado por ONGs e protetores que se uniram para solicitar o benefício. Os interessados devem abrir um processo na Gerência de Fauna e aguardar a liberação das autorizações e o encaminhamento para clínicas credenciadas. Para se inscrever, é necessário preencher um termo de referência que conste, entre outras informações, o tamanho do pantel e os responsáveis pelo acompanhamento das operações.
Entrega da documentação Protocolo do Instituto Brasília Ambiental (Ibram) SEPN 511, Bloco C, Edifício Bittar, Asa Norte De segunda a sexta-feira, das 8 às 18 horas Coordenação de Fauna: (61) 3214-5678 ou cofau@ ibram.df.gov.br
Reservatórios acima da média No mês de junho, o volume útil dos reservatórios do Descoberto e de Santa Maria ficou acima do nível previsto na Curva de Acompanhamento da Agência Reguladora de Águas, Energia e Saneamento Básico do DF (Adasa), medida feita para monitorar os níveis. A expectativa era de que os reservatórios ficassem em torno dos 46%, porém o Reservatório do Descoberto ficou em 47,98% e o de Santa Maria em 48,90%. Apesar de a porcentagem ficar acima do esperado, a Adasa, em nota, ressaltou que caso a Curva de Acompanhamento se desvie das metas, “medidas mais rigorosas serão tomadas com o objetivo de reduzir a demanda por água”. A Agência também pontuou a importância da colaboração da população para reduzir o consumo e evitar o desperdício.
Luis Xavier de França/Alô Brasília
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ALO EUSTAQUIO FERREIRA
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O aniversário de Lúcia Alasmar sempre é uma festa inesquecível, uma data que faz parte da agenda festiva do Lago Sul. Este ano, para comemorar a virada da folhinha, ela escolheu o tema Itália, criando um belo cenário para as convidadas que foram até sua aconchegante residência se divertirem muito e, com ela, festejar a vida. Rita Márcia Machado, Marizalva Campelo, Gitana Lira e Marly Nogueira
Thamis Peres, Nathanry Ibiapina e Francesca Amaral.
Carla Andressa, Cláudia Galdina e Mirley Campos Menezes.
Ana Rosa Sabóia, Adriana Colela e Cláudia Jucá.
Lúcia ladeada por um grupo de amigas.
Dulce Tanure, Mercedes Boner e Cleuza Louzada.
Cidália Varela, Carmen Minuzzi, Lu Alves, dra. Nena Queiroz, Deise Aviz e Filomena Abreu.
TEA PARTY Amanhã, quinta-feira a embaixada do Sri Lanka abre suas portas para receber convidados em torno de uma data muito especial. É o aniversário dos 150 anos da indústria do chá naquele pais. Uma data que será lembrada no mundo inteiro.
O conteúdo do artigo é responsabilidade de seu autor e não representa a opinião deste jornal.
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NÍVER DE LÚCIA
Manutenção das vias e reformas Há pouco mais de uns dois anos, durante a reforma de um bloco de apartamentos vizinho, foram abertas valas que cortaram transversalmente a pavimentação asfáltica da via que ladeia o bloco. A vala foi até um ponto no lado oposto da via onde, presume-se, havia um ponto de ligação com a rede que parecia ser de esgoto. Os dois cortes, paralelos, com aproximadamente 40 cm de largura, foram depois de um tempo recobertos com concreto, sem que se visse a preocupação com o grade da via. De fato o remendo ficou abaixo, criando uma depressão. Não pareceu, durante a execução do reparo que houvesse sido procedida a compactação da base e, provavelmente por isso, o reparo se rompeu deixando a base exposta, provocando o aparecimento de duas valas onde o solo está à mostra, provocando o empoeiramento de toda a área vizinha, e quando chove, cria lama. Há algumas semanas o outro bloco, vizinho daquele, trouxe uma escavadeira e fez uma vala ligando o bloco ao meio da via. Essa vala tem uns 60 cm de largura. Fez também, perto da vala, um buraco na pista, medindo 1 x 1,5 metros. Estão ambos abertos. A ABNT-Associação Brasileira de Normas Técnicas elaborou a NBR 12266 que dispõe sobre projeto e execução de valas. Não parece que aquelas reportadas acima fossem objeto de projetos ou de acompanhamento técnico. Faz-se necessária a fiscalização permanente de tais intervenções nas vias, sob pena de tê-las todas danificadas.
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Fotos: Paulo Lima e Arquivo Pessoal
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Marlene Galeazzi marlenegaleazzi@gmail.com
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Família festejando: Emerson Freddi, Graziela Lenzi, a aniversariante, Alfredo, Ana Paula e Ana Lúcia Alasmar.
NÍVER Nossos abraços de hoje com votos de saúde, vida longa e todas as bençãos dos céus vão para os amigos aniversariante que desde ontem estão recebendo cumprimentos: Vanda Landim,Carla di Carli, Lu Caldas, Juliano Daher e Leonardo Vaz.
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Sandro Gianelli BRASÍLIA
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ALO Fim da reforma trabalhista A Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) do Senado encaminhará ao Plenário requerimento propondo a suspensão da tramitação do projeto da reforma trabalhista.
sandrogianelli@hotmail.com
Ons & Offs Operação Genebra
Mais uma baixa
Treze suspeitos de terem favorecido a Cruz Vermelha de Petrópolis em licitação que escolheu a instituição para administrar Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) de São Sebastião e do Recanto das Emas foram denunciados pelo Ministério Público do DF e Territórios (MPDFT).
A prisão preventiva do ex-ministro Geddel Vieira Lima (PMDB) é mais uma baixa para o presidente Michel Temer. Geddel foi um dos homens fortes de Temer, abatido pelo escândalo no Ministério da Cultura. Segundo o Ministério Público, o exministro de Temer tentou atrapalhar as investigações.
Dispensa de licitação
Crise é o motivo A senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR/foto), argumentou que é preciso aguardar a decisão da Câmara dos Deputados e do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a denúncia contra o presidente da República, Michel Temer, apresentada pelo procurador-geral da República, que acusa o chefe do governo de ter cometido crime de corrupção passiva.
Meios escusos O deputado federal Augusto Carvalho (SD) usou suas redes sociais para pedir a renúncia do presidente Michel Temer. Um dos motivos defendidos pelo parlamentar é a veracidade do áudio da conversa, entre Temer e Joesley Batista, não ter sofrido alterações.
Os dirigentes da organização teriam se apropriado de mais de R$ 9 milhões em valores atualizados. De acordo com a denúncia eles nunca prestaram qualquer serviço à Secretaria de Saúde (SES).
Descolando O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM) começa a se afastar do Palácio do Planalto. O motivo é a possibilidade cada vez maior de a Câmara dos Deputados autorizar a investigação e, consequentemente, o afastamento do presidente Michel Temer do cargo.
Serviço a jato O grupo acumula acusações de lavagem de dinheiro, peculato, dispensa de licitação e uso de documento público falso. A dispensa foi aprovada pela Secretária de Estado de Saúde em 28 de maio de 2010 e, no mesmo dia, foram autorizados o pagamento e a emissão de notas de empenho.
Queda do cartel O deputado distrital Chico Vigilante (PT/foto) tem comemorado a nova realidade nos postos de gasolina. Para Chico, “hoje, o consumidor do DF paga um dos mais baixos preços pela gasolina” e lembra que nem sempre foi assim. Vigilante tem lutado pelo fim do cartel dos combustíveis de gasolina a treze anos.
Envie fotos da sua cidade, críticas, sugestões ou denúncias pelo WhatsApp (61) 98406-8683
ntorno E
Nepotismo O Ministério Público do Estado de Goiás acionou o presidente da Câmara de Valparaíso de Goiáse mais quatro servidores visando à anulação de atos de nomeação de parentes de agentes políticos no Legislativo, bem como à responsabilização pela prática de atos de improbidade administrativa, decorrentes da constatação de nepotismo.
Sem farmacêuticos Por falta de farmacêuticos, Secretaria de Saúde de Luziânia suspendeu a distribuição de medicamentos em 15 postos de saúde.A entrega dos remédiosestá sendo realizada em apenas 7 unidades. Uma resolução do Conselho Federal de Farmácia exige a presença de um farmacêutico em todos os pontos de entrega dos medicamentos.
30 milhões liberados O prefeito de Valparaíso, Pábio Mossoró (PSDB), comemorou a desafetação da área para a construção do Hospital de Urgências (HUGO), aprovada pela Câmara Municipal de Vereadores e sancionada pelo Executivo. O governador Marconi Perillo liberou R$ 30 milhões para a obra que beneficiará Valparaíso e toda a região do Entorno.
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Marcia Tiburi Escritora e professora de filosofia
Por Luais Xavier de França
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Precisamos falar sobre política Conversamos com a autora de “Como conversar com um fascista” sobre o tema da sua nova obra, “Ridículo político: uma investigação sobre o risível, a manipulação da imagem e o esteticamente correto”, que ganha lançamento em Brasília na noite de hoje, em bate-papo a ser mediado pela jornalista Nahima Maciel na FNAC (ParkShopping), seguido de sessão de autógrafos. Tiburi mantém os pés na atualidade e alerta que “uma população que se desinteressa de política deixa espaço para um congresso como o que temos hoje”.
“O despreparo de certos políticos combina com o despreparo das pessoas para assuntos de política. Muita gente se identifica com a ignorância do político e o defende até o extremo de votar nele justamente por isso.” O que te motivou a escrever “Ridículo político”? Foi alguma observação em especial do cenário político atual? Eu estava preocupada com a interferência de questões estéticas na política. Por questões estéticas entendo o mundo das imagens, das cenas e espetáculos, do que podemos considerar o teatro da política e a atuação de seus personagens. O ridículo se tornou entre nós uma espécie de gênero político útil e corresponde a uma mutação na cultura política. A motivação para o livro veio da pergunta inevitável diante de certas cenas, como por exemplo, a cena da votação do impeachment da presidenta Dilma Rousseff no dia 17 de abril de 2016, quando uma imensa maioria da população brasileira constrangeu-se diante do que foi chamado “show de horrores” pela desfaçatez das falas da grande maioria dos deputados federais em um discurso praticamente homogêneo com um fundamento precário envolvendo deus e suas famílias. Perguntamo-nos: como é possível que pessoas tão despreparadas para a política, para dizer o mínimo, consigam se eleger e ocupar esses cargos
fundamentais na governamentalidade, como certas pessoas podem ser tão bem votadas sendo que não apresentam as menores condições para atuar no parlamento? Essa foi a principal questão que eu quis colocar. O que falta para a população brasileira se dar conta de que política é importante e se envolver com ela é essencial para o melhor exercício da democracia e dos valores que fazem uma nação ser considerada séria e íntegra? Uma população que se desinteressa de política deixa espaço para um congresso como o que temos hoje. Um governo ilegítimo oriundo de um golpe de Estado como o que vivemos em 2016 e sob cujo efeito estamos até agora também tem a ver com isso, embora haja a mão do grande capital por trás disso tudo. Estamos em pleno Estado de Exceção em que as leis estão sendo usadas seletivamente ou seja, de maneira manipulada, o que deixa as pessoas confusas relativamente ao seu sentido. Isso ajuda a sustentar o atual estado político cujos objetivos são econômicos. Vemos ti-
ranos caricatos no legislativo, no executivo e no judiciário se favorecendo mutuamente contra o povo, contra o país. Ao mesmo tempo, não é a massa – que não tem ingerência sobre si – que inventa o desinteresse em política. A apatia generalizada não é culpa do povo, pois ele foi capturado pelo cinismo geral dos políticos, dos juízes, dos meios de comunicação de massa. O que chamei de Ridículo Político é um acobertamento cênico do cinismo em relação ao qual podemos muito pouco. Não sabemos o que fazer diante de um cínico, por isso mesmo é que nos tornamos seus otários! Ninguém gosta de ser otário. Mas o otário é projetado pelo cínico, de cima para baixo. Assim, o descaso vem de cima pra baixo. As pessoas são ensinadas a odiar política diariamente, a ter raiva dela ao mesmo tempo que não tem como sair disso, já que foram envolvidas em um círculo cínico. No meio disso tudo, é o neoliberalismo como política de choque que se vale de muitos mecanismos para sustentar a ideia de sociedade rebaixada a mercado e livre concorrência, a população não deve se perguntar se isso é o melhor para si! O po-
der hoje serve a manutenção desse tipo de ideia que se torna inquestionável em um contexto de culto da ignorância. Muitos tentam argumentar que não, que a desconsideração com política é promovida na cultura, mas sabemos que não é assim, que poderíamos viver diferentemente a cidadania e a vida política em sociedade. A sra. concorda que os brasileiros aparentam se esquivar de crises políticas e se apegar a qualquer coisa que soe ou pareça uma piada? O brasileiro é um escapista? Podemos considerar que esse seja um traço da cultura brasileira. A ideia de que o Brasil é um país da “piada pronta”, de que não levamos nada a sério, de que preferimos rir do que chorar, requer análise. Escapar dos problemas pode parecer apenas um traço cultural da população, mas pode também ser o efeito de uma acobertamento mais programado por um projeto econômico e político que precisa do descaso com a política, da despreocupação com política, que depende justamente da destruição da democracia como um valor.
Concorda que há uma cultura da ignorância na população? Há um verdadeiro culto da ignorância, mas esse culto é produzido pelas instituições do poder paUD RV ¿ QV GH VXD PDQX tenção. Não é a população brasileira que inventa a sua própria ignorância. No sistema capitalista sob o qual vivemos, a ignorância é útil. Os meios de comunicação de massa, sobretudo a televisão e os jornais da chamada mídia hegemônica, aquela que detém o maior âmbito de difusão e o maior volume de voz, digamos assim, definem os caminhos hermenêuticos da política. Em palavras simples: o que a população deve pensar. Há muita tendenciosidade e até manipulação descarada de notícias. Nas redes sociais, os usuários dão a entender que se afeiçoam a políticos e personalidades de opiniões tidas como grosseiras e até ridículas. E os defendem com unhas e dentes. O que deu errado com a formação educacional do brasileiro? Há esperança de mudança?
O despreparo de certos políticos combina com o despreparo das pessoas para assuntos de política. Muita JHQWH VH LGHQWL¿ FD FRP D LJ norância do político e o defende até o extremo de votar nele justamente por isso. Em uma cultura autoritária, o intelectual, o sábio, o estudioso, o pesquisador, o crítico, o analista é considerado uma ameaça e deve ser desprezado ou, no limite, perseguido na expectativa de que pare de atrapalhar o sistema. O que a educação tem a ver com isso? Há muito tempo que a educação, com raras exceções, não prepara para a cidadania e a vida. As escolas não oferecem educação para os direitos, para a comunicação, para compreender gênero e sexualidade. A aberração ideológica que é a chamada escola sem partido nada mais é do que a manobra do programa econômico-político neoliberal que tenta acobertar a necessidade de uma educação para a ética e a política. Não é por acaso que a educação está às moscas há tanto tempo, desde a ditadura militar pelo menos. O projeto neoliberal para o Brasil não começou agora. Ele faz parte da nossa colonização e segue com o neoliberalismo contemporâneo. &RQ¿ UD D HQWUHYLVWD QD tQWH gra no site www.alo.com.br