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A liberdade do Carnaval permite brincar com o guarda-roupa. Dá para aproveitar o momento para usar peças de formas novas e se divertir com a ideia dos personagens populares, como a mulher-gato, Frida Khalo e a figura da gueixa. Para pular livre leve e solta, os acessórios devem ser práticos. Uma boa ideia é apostar na pochete ou em bolsos utilitários. Para arrematar, vale ousar e brilhar muito nos detalhes do cabelo e make.
CRÉDITOS: Fotos: Tiago Magdantz (9-8408-5219) / Roupas e styling: Ayessa (9-96662678) / Modelo: Tainá Gross/ Beleza: André Pinheiro (9-8137-5115)
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4| Você. | FIM DE SEMANA, 25 E 26 DE FEVEREIRO DE 2017




Direção Editorial e Coordenação: Fernando Weiss - Produção: Taciana Colombo e Carolina Chaves - Arte: Gianini Oliveira - Revisão: Viandara RempelFoto de capa: Anderson Lopes - Tiragem: 7.000 exemplares. Disponível para verificação junto ao impressor (ZH Editora) Jornalística)

Conteúdo patrocinado
Nutricionista dá dicas de alimentação adequada para curtir a folia no Carnaval

Oferiadão de Carnaval já começou e para aguentar a maratona da festas o recomendado é investir em refeições completas, variadas e com nutrientes. “Ideal são pratos que contêm proteínas, carboidratos, gorduras boas e uma dose de vitaminas e minerais”, recomenda a nutricionista Luisa Müller Arruda. “Grãos integrais, frutas, verduras e legumes deixam as refeições mais ricas.”
Nos intervalos das refeições, as frutas são sempre bem-vindas. “Além de ricas em vitaminas, são refrescantes e ajudam a hidratar o corpo.” A melancia é um bom exemplo.
Luisa também indica lanches mais práticos. “Uma boa dica são as oleaginosas e as frutas secas: castanhas, amêndoas, nozes, damasco, ameixa preta, tâmara ou qualquer outra da sua preferência.”

Lanche na rua

Além disso, alguns alimentos são ideais para os dias de folia. “O açaí é uma fruta muito energética e consumida no verão.” Entretanto, é importante ter cuidado com as opções prontas disponíveis no mercado, que geralmente são adocicadas, pois têm xarope de glicose e guaraná na composição. “Prefira utilizar a polpa congelada e consumir com banana e mel, que irão adoçar naturalmente o açaí e são dois outros alimentos que fornecem energia”, lembra a especialista.

Atenção aos lanches vendidos na rua ou na beira da praia. “Com o calor, os alimentos estragam mais rápido e, muitas vezes, esses estabelecimentos não têm uma refrigeração adequada”, lembra. Segundo Luisa, o ideal é optar por água de coco, sucos naturais, milho-verde cozido, picolés de frutas não cremosos e alimentos não fritos. Nenhuma comida é proibida. “Cada um deve saber de suas restrições. O cuidado deve ser maior com alimentos fritos e que precisam se manter refrigerados.”

Hidratação na folia
A desidratação é o que mais debilita o organismonestaépocadoano.Paraevitar o problema, o aconselhado é não exceder naquantidade.Tambéméimportantese alimentar antes da festa e beber água. O ideal são dois litros de água, em média, por dia. “O valor pode variar, dependendo do peso, transpiração e necessidades de cada indivíduo”, diz. É importante lembrar que o consumo é de água pura, mas as frutas, por exemplo, têm um bom potencial de hidratação. “A água de coco também é interessante porque que, além de hi-
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O consumo de álcool causa vários efeitos no organismo. O principal é o dano ao fígado onde é parcialmente metabolizado. “As bebidas alcoólicas podem aumentar também a frequência urinária, o que leva à desidratação”. Por isso, é recomendado tomar água junto com bebidas alcoólicas. “Comer antes de beber álcool também é importante, pois dificulta sua absorção e consequentemente seus efeitos.”

As bebidas alcoólicas podem aumentar também a frequência urinária, o que leva à desidratação”
Luisa Müller Arruda, nutricionista
dratar, fornece energia.” Outros líquidos como chá, chimarrão e café não contam.
Já o consumo de bebidas energéticas com bebidas alcoólicas não é recomendado. A combinação do álcool com cafeína e taurina (componentes dos energéticos) pode elevar a pressão arterial e causar arritmias e taquicardias, pois “irrita” o miocárdio.





Natural de Lajeado, artista imprime seu tom de voz singular à música popular
Antes de morrer, o ícone Cauby Peixoto escreveu: “Admiro muito o artista Filipe Catto pela afinação e seu trabalho.” O músico, natural de Lajeado, é autor de composições repletas de sentimentos inconfessáveis que ganham força no atual cenário da MPB.
Criado em Porto Alegre e filho de pai artista, ouviu muito rock e MPB em casa. “A influência dessas vertentes é seminal, é de onde veio tudo o que aprendi. A junção desse dois mundos sempre foi o que me interessou”, conta.
Catto é apontado como um dos nomes mais promissores da nova geração. Já dividiu o palco com artistas como Zé-
lia Duncan, Maria Gadú e Simone Mazzer. Também foi escolhido para rodar o Brasil em turnê de homenagem a Cássia Eller. Seu disco mais recente, Tomada (2015), destaca canções como Depois de Amanhã e Dias e Noites “Seu epicentro é uma vontade de liberdade, de se expandir. Me colocar em novos lugares, conhecer outras palavras e sons.”
Tanto nos palcos quanto nas composições, estabelece parcerias viscerais. “Fico muito feliz de contar com Moska, Zélia, Pedro Luís, Marina, ídolos que formaram minha vida, da noção do que é música”, menciona. “Ter eles como parceiros é especial, porque é um sonho realizado.”
Para Catto, o maior patrimônio da música é misturar-se. “Gosto também de estar perto de quem está crescendo comigo.” O artista se refere aos amigos Bárbara Eugênia, Pélico, Alice Cayme, Kassin, Domênico e Pedrinho Sá.
Você–Dequeformaacenamusical de Porto Alegre inspirou sua carreira?
Filipe Catto – Inspirou na medida que eu fazia parte daquilo. Quando eu era criança e adolescente, a gente ouvia muita música regional, principalmente das bandas gaúchas que faziam muito sucesso. Em Porto Alegre se ouvia muito Nenhum de Nós, Engenheiros. Fora que rolava uma cena independente muito forte na cidade da qual eu fiz parte depois. Isso, com certeza, me influenciou.
Você – O que os fãs podem esperar dos próximos trabalhos e parcerias?
Catto – Sou uma pessoa que gosta de evoluir na música, gosto
“São pessoas por quem tenho muita admiração.”
Fluido e singular
A performance e o timbre de voz já foram comparados com Ney Matogrosso. “Acho que é muito natural, mas não concordo. É uma comparação muito externa. Acho o Ney muito singular. Portanto, ele é completamente incomparável.” Apesar de achar boba, fica feliz. “Ele é querido pelo país todo e isso indica que o público também gosta de mim.”
Assim como o ídolo, Catto não tem medo de expor com naturalidade sua homossexualidade. “Tenho muito orgulho de ser quem eu sou, isso é o meu maior bem, é a coisa mais importante da minha vida.” Sua expressão está presente em cada nota musical. “Eu sou o que eu sou em absolutamente todos os espaços, com todas as pessoas. Isso não me preocupa, não me importa porque, sinceramente, a maneira como os outros me
de sempre me alimentar de coisas diferentes e as parcerias servem muito para isso. Sempre me junto a pessoas que possam me trazer outras perspectivas. Posso dizer que as próximas parcerias virão do coração, de amizade e de luz.
Você – O disco Tomada sintetiza sua obra?
Catto – Tomada é um disco que eu refinei muito meu repertório. É um álbum que me proporcionou um show que eu estou gostando muito de fazer. Me trouxe uma sensação de aterramento. Me colocou num lugar mais da terra mesmo, eu sinto as coisas de uma forma muito mais terrenas hoje do que antes. Ele uniu todos os pontos que eu queria colocar em um
trabalho.
veem não me interessa. Eu só posso ser o que eu sou e sou muito grato e feliz por isso.”
Para ele, o amor é inspirador. “Sou completamente devoto, de estar dentro desse astral. E não adianta, toda as minhas músicas, de alguma forma, falam disso. Isso é um motor inesgotável de assunto para se fazer música.”












Você – Quais as lembranças que tem de Lajeado?





Catto – Eu não tenho muita lembrança porque eu não cheguei a morar aí. Sempre morei em Porto Alegre. Recentemente fui aí e foi supergostoso, foi bem bonito e fiquei muito emocionado. Eu acho uma cidade linda, cheia de montanhas, de natureza, tão amplo. Quando eu chego aí, fico me sentindo muito expandido mesmo. É de onde a gente veio, né. É uma sensação de que existe uma terra que me contém, que me pertence e me representa. É muito gratificante. Acho um lugar lindo de morrer.

morei em Porto ente fui aí e foi bem bonito e cionado.






as, de natusentindo mesmo. É veio, né. É que existe






me repregratificante. ndo de morrer.


Coluna
Insuperável, inevitável, necessário, irresistível. Existem coisas, lugares, pessoas, comidas, livros, conversas que possuem em sua composição atômica algum mistério que as tornam assim desse jeito, irresistíveis.
Tente, apenas tente, encher uma mão com o nome de pessoas que conseguiram ir para a Europa e não incluíram em seus roteiros, ao menos em uma das vezes, a magnífica Paris ou a inacreditável cidade de Roma.
Agora, imagine você tomando um chimarrão na casa de alguns amigos quando surge aquele baldinho com pipocas. Duvido resistir a pelo menos uma pipoquinha! O que dizer então daquela dependência que
desenvolvemos com o Whatsapp ou com o Face? Resistir a uma espiadinha só para ver o que está rolando por ali, impossível.
Mas há casos ainda mais graves que o da irresistibilidade que o Face exerce sobre as pessoas. São os pensamentos indesejados, os casos de amor malcurados, aquelas canções que cantarolamos mentalmente o dia inteirinho, mesmo que a gente não queira.
Também há situações mais corriqueiras, mas não menos irresistíveis, como enrolar docinhos e não comer nenhum. Impossível. Entrar em um elevador e não dar uma olhadinha no espelho para conferir como está o visual. Resista se puder! E as bochechas de bebês? O que tem a me dizer? Inevitáveis! Simplesmente não há como fugir
[...]Mas campeão absoluto, que é verdadeiramente irresistível (...), é o plástico-bolha
à vontade ou pensamento de apertá-las. Garanto que há por aí dindas, avós e mamães que estão pensando: é verdade!
Mas o campeão absoluto, que é verdadeiramente irresistível para qualquer ser, independente de credo, gênero, idade ou mesmo nacionalidade, é o plástico-bolha.
Sim ele. Soberano absoluto no quesito irresistibilidade.
Nunca, nunquinha na minha vida, vi sequer um único plástico-bolha passar ileso, despercebido, sem que alguém tenha ido ao seu encontro em uma apressada ação de apertar, apertar e apertar aquelas bolinhas. Alguns têm inclusive técnicas especiais, como torcê-lo e obter assim muitos estalinhos simultâneos.
Teve uma vez inclusive que eu e uma amiga dividimos ele ao meio para juntas nos deliciar com aquelas incríveis e misteriosas bolinhas de ar.
Mas, afinal, que poder é esse? Não sabemos ao certo. Por hora, basta aceitarmos e nos render ao fato de que existem mais coisas entre o céu e a terra ou entre a irresistibilidade das pipocas e as nossas escolhas do que a nossa vã filosofia pode explicar.



