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Educame - Outubro

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CADERNO ESPECIAL | OUTUBRO DE 2026

PREMIAÇÃO

Concurso Educame revela finalistas

Em sua 4ª edição, mais de 79 escolas participaram do desafio, com um total de 3851 trabalhos inscritos PÁG 8

DICAS DE ESTUDO

O meio ambiente também está no Enem Revisar o tema não significa apenas decorar conceitos científicos PÁG 6

UM ANO DEPOIS

Plancon fomenta novos projetos Escola de Muçum se destaca a nível nacional e promove mostra científica com a comunidade PÁG 12

CONSUMO CONSCIENTE

Consertos reduzem impactos ambientais Especialistas explicam como realizar compras conscientes e consumir com mais responsabilidade. Avaliar a durabilidade e possibilidade de arrumar eletrônicos são alternativas para evitar o desperdício de equipamentos. PÁGS 4 E 5


Coluna da Jé Jessica R. Mallmann

Alto custo da preservação Enfrentar a crise da biodiversidade, que ameaça diferentes formas de vida no planeta, vai exigir um esforço financeiro de mais de 1 trilhão e 300 bilhões de dólares por ano, além dos recursos que já são investidos atualmente. O dado faz parte de um estudo da The Nature Conservancy, WWF e Paulson Institute, que acompanha, desde 2020, os investimentos globais destinados à proteção da natureza. O levantamento compara os recursos disponíveis com o valor necessário para preservar espécies

da fauna e da flora. E essa diferença aumentou nos últimos anos. Em 2020, o déficit de financiamento era de U$$ 711 bilhões. Agora, chegou a R$ 1 trilhão e 317 bilhões. Ou seja, em seis anos, a distância entre o que é investido e o que seria necessário para enfrentar a crise da biodiversidade quase dobrou. O estudo aponta ainda que existem diferentes mecanismos para financiar a proteção da natureza. O desafio está em ampliar os recursos e fazer com que essas iniciativas alcancem uma escala maior.

De propostas a ações

Pessoas, planeta e propósito Durante a Convenção Nacional da JCI Brasil, realizada em Lajeado entre os dias 9 e 11 de outubro, ocorreu a Etapa Nacional do Projeto Oratória nas Escolas 2026. Considerado um dos momentos tradicionais da programação, o concurso reúne adolescentes de diferentes regiões do país em torno da comunicação, da argumentação e da liderança. Neste ano, o tema foi “Projeto de Vida Sustentável: pessoas, planeta e propósito”, que incentivou a reflexão sobre a relação entre as pessoas e o meio ambiente, além de propostas de

práticas sustentáveis e iniciativas que contribuam para a construção de um futuro melhor. Ao todo, 13 estudantes participaram da etapa nacional, sendo sete na categoria Ensino Fundamental e seis no Ensino Médio. Os concorrentes vieram de Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul. Em 2026, o projeto mobilizou escolas de diferentes regiões do Brasil, com a participação de aproximadamente 300 mil alunos, conforme as informações divulgadas pela organização.

Você conhece o Tilcayo?

A intensificação dos eventos climáticos extremos reforça a necessidade de políticas públicas voltadas à adaptação dos territórios e à redução de riscos e prejuízos. O enfrentamento da crise climática, portanto, representa um dos desafios para o próximo presidente da República, ainda que o assunto não receba a mesma atenção de todos os candidatos. Uma pesquisa do instituto Ipsos, encomendada pela rede Observatório do Clima e divulgada em 17 de setembro, aponta que 91% dos brasileiros consideram importante que

os candidatos apresentem propostas para enfrentar a crise climática. Destes, 79% defendem que o tema seja uma prioridade, mesmo que isso envolva custos. Diante da proximidade do segundo turno, analisar as propostas dos candidatos à Presidência torna-se ainda mais importante. É fundamental observar quais compromissos eles assumem em relação à proteção dos biomas brasileiros, à agenda clima, à preservação da Amazônia e ao enfrentamento das mudanças climáticas.

EXPEDIENTE

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PRODUÇÃO

FOTOS

Jéssica R. Mallmann Eduardo Marquete

Com aparência de onça em miniatura, o tilcayo (Leopardus tilcayo) é um felino que reúne mistério e beleza selvagem. Descrito pela ciência em um estudo liderado por pesquisadores brasileiros, é a primeira nova espécie de felino identificada em mais de um século. Considerado o mais raro do mundo, ainda não se sabe quantos exemplares existem nem como vivem. O habitat da espécie são as Yungas da Bolívia, florestas úmidas de altitude entre a Amazônia e os Andes. De doméstico, o animal só tem a aparência: selvagem e discreto, vive em uma região de vales profundos e encostas íngremes, de difícil acesso até para os antigos naturalistas que descreveram a maioria dos felinos sul-americanos.

TEXTOS: Jéssica R. Mallmann DIAGRAMAÇÃO: Fábio Costa

IMPRESSÃO Grafica Uma/

junto à Zero Hora

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COMPORTAMENTO

Consumo consciente propõe repensar hábitos antes da compra Avaliar a necessidade, a durabilidade e a possibilidade de conserto ajuda a reduzir impactos ambientais

aspectos que vão além do preço: qualidade, durabilidade, possibilidade de conserto e impactos ambientais também entram nessa conta. “Uma compra comum muitas vezes acontece por impulso, sem pensarmos na necessidade ou na origem daquele produto. Já uma escolha consciente considera não só o preço, mas também a qualidade, a durabilidade e os impactos que aquele produto gera desde a sua produção até o descarte”, destaca Luana. A discussão ganha força quando se

olha para celulares, computadores, televisores, eletrodomésticos e tantos outros equipamentos que fazem parte da rotina. Para chegar às mãos do consumidor, esses produtos dependem de água, energia e minerais, além de matériasprimas que precisam ser extraídas, processadas e transportadas. Ao mesmo tempo, a velocidade com que a tecnologia avança faz com que muitos aparelhos sejam substituídos antes mesmo de chegarem ao fim da vida útil. É uma realidade percebida

Uma compra consciente não significa deixar de consumir, mas consumir com mais responsabilidade e evitar aquilo que é desnecessário” Luana Hermes ENGENHEIRA AMBIENTAL

também dentro da família da professora Aline Käfer, que trabalha com eletrônica. O pai dela, Rogério, atua há mais de 30 anos na área e acompanha de perto a transformação dos equipamentos. Segundo Aline, ele costuma observar que os produtos atuais têm se tornado mais descartáveis, enquanto aparelhos antigos continuam funcionando por décadas. Ela própria percebe essa diferença em casa. “Eu tenho micro-ondas em casa, que a gente pagou barato, relativamente, ele já estragou duas

Jessica R. Mallmann jessica@grupoahora.net.br

“E

u realmente preciso disso? Quanto tempo vou usar? É um produto durável? Posso consertar ou reutilizar depois?”. Com perguntas simples como essas, uma compra pode deixar de ser apenas uma decisão de consumo e passar a considerar também os impactos que vêm antes e depois dela. Em uma sociedade cada vez mais conectada e cercada por novidades, principalmente tecnológicas, consumimos mais e, muitas vezes, olhamos menos para o que acontece depois que um produto deixa de ser útil. A troca por um modelo mais novo, o descarte de um equipamento com defeito ou até a compra de algo que será pouco utilizado ajudam a aumentar a quantidade de resíduos gerados. No caso dos eletrônicos, o problema ganha outra dimensão. A engenheira ambiental Luana Hermes explica que consumo consciente não significa deixar de comprar, mas repensar as escolhas. “Consumo consciente é pensar antes de comprar”, resume. A diferença está em considerar

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Aline e Rogério acompanham de perto a transformação dos equipamentos eletrônicos OUTUBRO 2026


FOTO: ENVATO

com certeza é verdade”, afirma. A lógica é simples: quanto mais tempo um produto permanece em uso, menor tende a ser a necessidade de substituí-lo e, consequentemente, menor é a quantidade de resíduos gerada.

Destino dos eletrônicos Quando o aparelho finalmente chega ao fim da vida útil, porém, ainda há uma última escolha a ser feita: o destino. Eletrônicos não devem ser colocados no lixo comum. Placas, baterias, cabos, plásticos, vidros e metais podem conter materiais que precisam de tratamento específico e, em muitos casos, podem retornar à cadeia produtiva. “Quando vão para o lixo comum ou são descartados em locais inadequados, além do risco de contaminação, perdemos a oportunidade de reaproveitar esses materiais”, alerta Luana. No Vale do Taquari, municípios mantêm diferentes iniciativas para receber esse tipo de resíduo. Em Estrela, há ecopontos e o Dia D – Descarte. Em Lajeado, existem pontos junto à Secretaria do Meio Ambiente e ao Jardim Botânico. Arroio do Meio e Teutônia também promovem campanhas e ações de coleta. Depois de recolhidos, os materiais são encaminhados para empresas especializadas, onde passam por triagem e desmontagem.

Eletrônicos não devem ser descartados em lixo comum vezes, enquanto o micro-ondas que meu pai tem está trabalhando há 25 anos e nunca saiu do lugar”, conta. Para Aline, que também é formada em engenharia de automação e eletricidade, escolher um equipamento pensando na durabilidade também é uma forma de consumo consciente. Nem sempre o produto mais barato será a opção que representa menor gasto ou menor impacto ao longo do tempo. E, quando um equipamento apresenta defeito, o conserto pode evitar que ele seja descartado

precocemente. A forma como os aparelhos são projetados também interfere nesse processo. Conforme a professora, enquanto equipamentos antigos permitiam a substituição de determinadas peças, hoje é comum que o reparo envolva a troca de módulos ou placas inteiras. Isso pode tornar o serviço mais rápido, mas também aumenta a quantidade de materiais que acabam descartados. “Escolher equipamentos duráveis é uma ação sustentável, isso FOTO EDUARDO MARQUETE

A água conduz (energia) mesmo limpa ou suja. A questão da sujeira, da lama, é importante tirar toda ela do equipamento para que ele não vá pegar umidade depois” Aline Käfer ENGENHEIRA ELETRICISTA

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Quando a água encontra a eletrônica A cada enchente que atinge o Vale do Taquari uma dúvida paira: o que fazer com os equipamentos eletrônicos que foram molhados? Geladeiras, televisores, computadores, eletrodomésticos e outros aparelhos atingidos pela água nem sempre estão perdidos. Em muitos casos, a recuperação é possível — e pode representar também uma forma de evitar o descarte precoce. Aline acompanhou de perto esse processo e explica que existe um cuidado essencial antes de qualquer tentativa de limpeza: não ligar o aparelho para testar se ainda funciona. “O que não deve ser feito de forma nenhuma é testar. Tu não sabe como ele está por dentro. Mesmo que por fora esteja seco, não pode botar na tomada para ver se funciona”, orienta. O primeiro passo, portanto, é retirar o equipamento da fonte de energia. Se houver uma bateria que possa ser removida com segurança, ela também deve ser retirada. Isso reduz o risco de a água provocar um curto-circuito e danificar componentes. Depois, vem a limpeza. Em equipamentos que podem ser desmontados, Aline recomenda registrar a posição das peças, cabos e parafusos durante o processo. Fotos podem ajudar na hora da remontagem. Com o aparelho aberto, a orientação é retirar a sujeira e a lama com água corrente. A água, por si só, não danifica um equipamento que está sem energia. O problema está na combinação entre água e eletricidade, bem como na umidade e nos resíduos que podem permanecer dentro do aparelho. Para a limpeza das placas, podem ser utilizadas escovas macias, evitando danos aos componentes. O álcool isopropílico também pode ajudar, principalmente por evaporar rapidamente e acelerar a secagem. Em situações em que há risco de ferrugem, produtos isolantes podem auxiliar, embora sejam dispensáveis. A etapa mais importante vem depois: secar muito bem todas as peças antes de remontar e ligar o equipamento. No caso de aparelhos atingidos pela água da enchente, a lama exige atenção extra. É preciso remover completamente os resíduos, já que eles podem manter umidade e favorecer problemas posteriores. Nem todo eletrônico molhado precisa virar lixo. Em alguns casos, componentes danificados podem ser substituídos e o equipamento voltar a funcionar. Recuperar, portanto, também é uma forma de prolongar a vida útil de um produto e evitar que ele se transforme prematuramente em resíduo.

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DE OLHO NO ENEM

Meio ambiente

na prova: bora revisar? Mais do que decorar conceitos, é preciso entender como os fenômenos ambientais se relacionam Jessica R. Mallmann jessica@grupoahora.net.br

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ara quem está se preparando para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), estudar o tema meio ambiente não significa apenas decorar conceitos científicos ou acompanhar as notícias mais recentes. “O segredo é entender como os fenômenos se relacionam, quais são suas consequências e de que forma a ação humana interfere nesse cenário”, explica o

professor de Geografia do Método Medicina, Helder Renato Vieira. Diferentemente de provas organizadas em torno de um único tema, o Enem trabalha com diferentes eixos temáticos, que podem aparecer em questões de várias áreas do conhecimento, como Geografia, Biologia, Química, Física, História e Sociologia. Para ajudar a organizar os estudos, o professor, aponta três grandes eixos que merecem atenção:

1. MUDANÇAS CLIMÁTICAS

3. CONVENÇÕES E PROTOCOLOS

O que revisar:

O que revisar:

• Causas e consequências; • Aumento das temperaturas; • Eventos extremos; • Enchentes e tempestades; • Impactos sobre a natureza e sociedade As enchentes que atingiram o Vale do Taquari ajudam a compreender esse assunto. Segundo o professor, catástrofes climáticas não são resultado de um único fator, mas da combinação de diferentes elementos, como chuvas intensas, alterações na superfície do solo, desmatamento, ocupação urbana e condições dos rios. As mudanças climáticas podem contribuir para a intensificação dos fenômenos climáticos, ampliando seus efeitos. Por isso, mais do que identificar uma causa isolada, é importante compreender como esses fatores se relacionam.

• acordos climáticos; • conferências internacionais; • metas de redução de emissões; • ações de adaptação e mitigação; Além de conhecer os problemas, vale compreender as iniciativas criadas para combatê-los. Nesse eixo, instituições como a Organização das Nações Unidas (ONU), o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) ajudam a acompanhar pesquisas, dados e compromissos ambientais.

2. PROBLEMAS AMBIENTAIS O que revisar:

• Efeito estufa e sua intensificação; • Inversão térmica; • Chuvas ácidas; • Ilhas de calor; • Poluição do ar, da água e do solo; Um conceito que merece atenção é a intensificação do efeito estufa. Afinal, o fenômeno natural é essencial para a vida na Terra. O problema está no aumento da concentração de gases que retêm energia na atmosfera, contribuindo para o aquecimento global. Outro ponto é entender como as alterações provocadas pela ação humana, como o desmatamento e a expansão urbana, podem potencializar os impactos ambientais.

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PREMIAÇÃO

Conheça os finalistas do 4º Concurso Educame Os vencedores serão conhecidos durante o seminário, marcado para 22 de outubro. Nesta edição, mais de 79 escolas participaram do desafio, com um total de 3851 trabalhos inscritos. Jessica R. Mallmann jessica@grupoahora.net.br

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4º Concurso Educame alcançou um novo recorde de participação, com 3.851 trabalhos inscritos por estudantes e escolas de 26 municípios. Ao todo, 79 instituições de ensino aderiram à iniciativa, que busca incentivar a criatividade e o envolvimento da comunidade

escolar com a preservação ambiental. Os vencedores serão anunciados durante o seminário do Educame, marcado para 22 de outubro. Com premiação total de R$ 25 mil, o concurso reuniu diferentes categorias, de acordo com a etapa de ensino dos participantes. A proposta foi aproximar crianças e adolescentes das questões ambientais por meio da arte, da literatura e da expressão teatral, além de reconhecer projetos desenvolvidos pelas próprias escolas. Os estudantes do 1º ao 5º ano do Ensino Fundamental foram desafiados a criar um super-herói defensor do meio ambiente. Para as turmas do 6º ao 9º ano, a proposta foi produzir uma poesia com o tema “Meu Universo Ideal”. Já os alunos do Ensino Médio tiveram a missão de elaborar um esquete teatral com duração máxima de dez minutos. A iniciativa também contempla uma categoria especial voltada às instituições de ensino. Nela, são reconhecidos projetos e ações ambientais desenvolvidos ao longo de 2025 e 2026, valorizando práticas que contribuem para a conscientização e a sustentabilidade no ambiente escolar.

POESIAS • 6º ao 9º ano Angelina Nied Koempfer - Colégio Martin Luther (Estrela) “Ar para respirar” Eduarda Christ Balotin - EEEM Gomes Freire de Andrade (Teutônia) “O mundo que eu sonho” Eduarda Spessatto - EEEM Gomes Freire de Andrade (Teutônia) “O lugar onde a terra sonha” Helena Beneduzzi Giovanaz - Colégio Cenecista João Batista de Mello (Lajeado) “O meu mundo perfeito” Leonardo Sipp - EMEF Ipiranga (Colinas) “Meu mundo ideal” Luísa Baldissera - EMEF Carlos Gomes (Marques de Souza) “A vida da árvore” Mateus Kronbauer Ellwanger - EMEF Sagrada Família (Roca Sales) “Meu universo ideal” Natasha Klein Patzlaff - EEEM Poço das Antas (Poço das Antas) “Meu lindo mundo em versos” Otávio V. Grassi - EMEF Olavo Bilac (Doutor Ricardo) “Meu universo ideal: meio ambiente” Victória Luiza dos Santos - EMEF Lauro Mathias Müller (Lajeado) “O meu mundo ideal é sem descuido”

DESENHO SUPER-HERÓI • 1º ao 5º ano Brenda Gabriely da Silva - EMEF Prudêncio Franklin dos Reis (Paverama) “Charlie” Gabriel Follmer Pereira - EMEF Pedro Teobaldo Closs (Teutônia) “Super Green”

VÍDEOS - Ensino Médio

Isabela Schneider Post - EMEF Leopoldo Klepker (Teutônia) “Super Milla”

CEAT Região Alta (Roca Sales) “Dias passados”

Luísa dos Santos Weirich - EMEF Capitão Felipe Dieter (Lajeado) “Ara”

Colégio Santo Antônio (Estrela) “O eco do futuro”

Maria Fabieli Cardoso da Silva - EMEF Prudêncio Franklin dos Reis (Paverama) “Guardiã Verde”

Colégio Santo Antônio (Estrela) “Podcast Grandes Ações, Pequenas Mudanças”

Miguel Machado Kagemann - EMEF Porto Novo (Lajeado) “Capitão recicla - o transformador”

EEEMPA Paverama - Turma 2B (Paverama) "Loja de Mundos Perfeitos"

Mirela Luft Hartz - CEAT (Lajeado) “Brisa”

EEEMPA Paverama - Turma 2A (Paverama) "Se o mundo fosse nosso"

Pietra Coimbra Broibo - IEE Monsenhor Scalabrini (Encantado) “Esmeralda da Natureza”

IFSUL Lajeado (Lajeado) "Precisamos falar sobre o clima"

Rafaela Luiza Bockendorf - EMEF Universitário (Lajeado) “Fada da natureza” Valentina Weiss Joaquim - EMEF João Beda Korbes (Arroio do Meio) “Super Folha Mutante”

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EXPERIÊNCIA

Empresa de Cruzeiro do Sul aposta na natureza para falar sobre valorização da vida Distribuição de sementes de girassol envolveu famílias e colocou crianças em contato com a terra Jessica R. Mallmann jessica@grupoahora.net.br

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fim de semana foi de experiências para os irmãos Letícia Girardi, 8, e Pedro Girardi, 5. Na companhia da amiga Amanda Gewer, 8, os três colocaram a mão na terra e plantaram sementes de girassol no pátio de casa. Entre cavar, colocar as sementes e molhar, descobriram que cultivar uma flor também pode ser uma atividade divertida. As sementes foram distribuídas pela Irrigat como parte das ações de Setembro Amarelo da empresa. A iniciativa levou a mensagem de valorização da vida para além do ambiente de trabalho e chegou também às famílias dos colaboradores. Foi assim que as sementes foram levadas ao pátio de casa dos irmãos: a mãe, Alessandra Hendler, recebeu o material e levou a proposta para as crianças. Para Letícia, plantar girassóis tem uma graça especial. “É legal porque a gente tem que cavar e plantar as sementes. Quando os girassóis nascem, ficam bonitos”, conta. A menina também encontrou um

significado para a flor: para ela, o girassol representa o sol, que traz luz e energia. Pedro também entrou na brincadeira. Antes de experimentar, ele não imaginava que plantar pudesse ser tão divertido. E a experiência não era totalmente nova para a família. No ano passado, os girassóis também foram plantados no pátio. As flores cresceram perto da chegada do verão e renderam uma cena que ficou na memória das crianças. Agora, elas repetem

o plantio e já começam a imaginar como será quando as novas sementes brotarem.

Cuidar para ver crescer

A atividade parece simples, mas transforma uma tarefa cotidiana em uma pequena aula ao ar livre. As crianças precisam preparar a terra, abrir espaço para a semente, cobri-la, colocar água e esperar. O resultado

Pedro, Letícia e Amanda descobriram que cultivar girassóis tem uma graça especial

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Dez mudas de árvores foram plantadas na Irrigat

não aparece na hora e é justamente aí que está parte da experiência. Enquanto cuidam das sementes, Amanda, Letícia e Pedro também acompanham uma transformação: aquilo que hoje está escondido na terra, aos poucos, vai ganhar folhas, crescer e se transformar em flor. No caminho, aprendem que algumas coisas precisam de tempo, cuidado e atenção para florescer. A escolha do girassol também conversa com a proposta do Setembro Amarelo. A cor amarela, associada à campanha de valorização da vida, aparece na flor que busca a luz e muda o cenário ao redor quando floresce. Além disso, a ação se relaciona com a realidade de quem vive da produção no campo. Para Alessandra, diretora executiva da Irrigat, as mudanças no clima têm reflexos que vão além da lavoura. Períodos de seca ou de chuva intensa e fora de época interferem na produção e também na rotina das famílias. “A seca vem cada vez mais fora de hora, ou muita chuva em determinados períodos, e isso pesa, tira o sono, mexe com a cabeça. A família sente, os filhos sentem esse estresse mesmo sem entender o motivo”, afirma. Nesse cenário, a empresa busca contribuir para dar mais segurança ao agricultor, que depende das condições do clima para produzir e sustentar a família. No total, foram distribuídas cerca de três mil sementes de girassol, para clientes, junto aos carretéis de irrigação vendidos em setembro. Já na sede da empresa, em Cruzeiro do Sul, também foram plantadas dez mudas de árvores. OUTUBRO 2026


COMO VAI SER O PLANO DE RESILIÊNCIA • R$ 1,88 bilhão é o investimento previsto pela Corsan para 55 municípios. A primeira etapa, de R$ 350 milhões, já está em execução. • Serão feitas intervenções em captações de água, barragens, adutoras e estações de bombeamento. • Estruturas de contingência em 18 estações de tratamento de água (ETAs). • Ampliação das alternativas de abastecimento, incluindo poços profundos, para reduzir a dependência de estruturas vulneráveis. • Revisão de projetos e da localização de estruturas para considerar áreas de inundação, movimentações de solo e mudanças nas condições dos mananciais

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AÇÃO E RESULTADO

Um ano depois, Plancon gera novos projetos em escola de Muçum Conhecimento adquirido com o Plano de Contingência ultrapassou os protocolos de emergência. Pauta sobre riscos climáticos passou a fazer parte de projetos e mostras científicas da EEEM General Souza Doca treinamentos com o Corpo de Bombeiros para aprender como agir de forma organizada e evitar o pânico.

Jessica R. Mallmann jessica@grupoahora.net.br

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elaboração do Plano de Contingência Escolar (Plancon) rendeu à Escola Estadual de Ensino Médico (EEEM) General Souza Doca, de Muçum, mais do que protocolos para enfrentar uma nova emergência. O trabalho deu origem a projetos de educação sobre mudanças climáticas e prevenção de desastres, um deles reconhecido na campanha #AprenderParaPrevenir: Cidades Sem Risco, de alcance nacional. A história começou ainda em 2024, quando a comunidade escolar, marcada pelos impactos das enchentes históricas, decidiu criar o próprio plano para definir como agir diante de uma nova situação de risco. A iniciativa chamou a atenção da Secretaria Estadual da Educação (Seduc), que escolheu a EEEM General Souza Doca como escola-piloto para a elaboração do Plancon Escolar do Rio Grande do Sul. Um ano depois, o documento deixou de ser apenas um conjunto de orientações. Em 2026, passou por uma nova revisão, desta vez com assessoria da bióloga Maia Ribeiro Baggio. O material foi atualizado e ampliado, com novos procedimentos para diferentes situações de emergência. Na metade do ano, a escola entregou a versão revisada ao governador Eduardo Leite e à secretária estadual da Educação, Raquel Teixeira. Na prática, o plano também já foi colocado à prova. Em duas ocasiões neste ano, diante de ameaças de cheia, o comitê do Plancon foi acionado. Os responsáveis por cada setor foram até a escola e seguiram os procedimentos previstos, como a retirada de materiais dos espaços inferiores para locais mais altos. A água não chegou à instituição nas ocasiões, mas a experiência mostrou que o planejamento permite agir antes que o problema aconteça. “Temos pessoas

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Do plano para a sala de aula

Se acontecer algum episódio, não somente de cheias, mas de outros eventos relacionados a fogo, vendavais ou chuvas de granizo, a gente tem as nossas rotas de evacuação das salas de aula. Cada uma de acordo com o episódio” Karina Cucioli DIRETORA

responsáveis em cada setor para levar as coisas para o andar de cima. Antes, a gente não sabia direito o que fazer e para onde levar. Hoje temos uma organização melhor”, explica a diretora Karina Baronio Cucioli. A prevenção também foi ampliada para situações que vão além das enchentes. Mapas com rotas de fuga e saídas da escola foram instalados nas salas de aula e demais setores. Os caminhos são definidos de acordo com cada tipo de ocorrência, como incêndios, vendavais e chuvas de granizo. Os alunos também participaram de

Foi nesse processo que a escola percebeu que o conhecimento construído para o Plancon poderia ultrapassar os protocolos de emergência. A discussão sobre riscos climáticos passou a fazer parte de projetos desenvolvidos com os estudantes. Um dos resultados foi o projeto “Entre o Rio e a Cidade: História, Mudanças Climáticas e o Desafio das Enchentes”, desenvolvido por alunos do segundo ano do Ensino Médio dentro do projeto integrador. A proposta partiu dos eventos climáticos e de como eles se formam para chegar aos impactos das enchentes no território e às formas de preparar a cidade para situações futuras. A iniciativa foi finalista na 9ª edição da campanha #AprenderParaPrevenir: Cidades Sem Risco. A ação mobilizou instituições de ensino, órgãos públicos e organizações da sociedade civil de todo o país em torno de iniciativas voltadas à prevenção de desastres e à adaptação às mudanças climáticas. O prêmio teve sua cerimônia de encerramento em 27 de junho de 2026, em São Bernardo do Campo (SP). Entre os critérios de avaliação estiveram a relevância do tema, o engajamento, o alcance, a criatividade e a consistência dos resultados. A campanha também destacou iniciativas capazes de fortalecer os saberes locais e estimular uma cultura de prevenção. A professora Rosângela, responsável por conduzir o projeto junto aos estudantes, representou a escola na cerimônia de premiação. Para Karina, o reconhecimento mostra como uma necessidade vivida pela escola acabou

se transformando em oportunidade de aprendizagem. “Tudo isso saiu do nosso Plancon, do nosso plano de contingência. A gente viu que tinha que levar tudo isso até a nossa comunidade. Não adiantava ficar só dentro da escola”, afirma.

Conhecimento que se espalha

A partir do projeto, o tema também chegou à mostra científica da escola, realizada em setembro. Diferentes turmas trabalharam conteúdos relacionados à água, aos eventos climáticos e à prevenção, adaptando os assuntos à faixa etária dos estudantes. Os alunos do Ensino Médio tiveram papel de multiplicadores. Depois de aprofundarem os conhecimentos sobre as mudanças climáticas e os riscos do território, levaram os conteúdos para outras turmas. A partir disso, cada grupo desenvolveu seu próprio trabalho. Entre os temas estiveram desde o ciclo da água e a formação dos eventos climáticos até alternativas para tornar Muçum mais preparado diante de situações de emergência. Dois trabalhos apresentados na mostra científica avançaram para a amostra regional do Estado. O movimento também mudou a relação da comunidade escolar com o próprio Plancon. O documento, que inicialmente tinha como objetivo organizar a resposta da escola diante de uma emergência, passou a servir como ponto de partida para discutir por que esses eventos acontecem, quais impactos provocam e o que pode ser feito para reduzir os riscos. “Os alunos fizeram trabalhos maravilhosos. Toda a escola, a nossa comunidade, está engajada com o plano. Esse é o nosso objetivo, porque não adiantava ficar só dentro da escola. Tinha que abranger toda a comunidade”, destaca Karina.

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BICHO DO MÊS

PACA

A paca (Cuniculus paca) é um mamífero de hábitos principalmente florestais, encontrado em diferentes regiões do Brasil e associado a ambientes com vegetação densa, especialmente próximos a rios e córregos. Possui corpo robusto, pernas curtas e pelagem marrom ou castanha, marcada por pequenas manchas ou linhas brancas nas laterais do corpo. Os adultos geralmente medem entre 60 e 80 cm de comprimento e pesam entre 6 e 12 kg. A paca é uma espécie de hábitos principalmente noturnos e costuma permanecer escondida durante o dia, abrigando-se entre a vegetação ou em tocas. Sua alimentação é baseada em frutos, sementes, folhas e outras partes vegetais. Com seus dentes fortes, consegue cortar e triturar diferentes tipos de alimentos. Ao consumir frutos, também pode contribuir para a dispersão de sementes, participando dos processos naturais de regeneração das florestas. Apesar de viver principalmente no solo, a paca é uma excelente nadadora e utiliza rios e córregos como parte de seu ambiente, podendo correr em direção à água e permanecer submersa por alguns instantes quando se sente ameaçada. Suas tocas oferecem proteção contra predadores e também servem como abrigo durante os períodos de descanso. De

comportamento discreto, geralmente é observada sozinha ou em pares e, por possuir hábitos principalmente noturnos, utiliza o olfato e a audição para perceber o ambiente e localizar alimentos, tornando-se uma espécie difícil de observar na natureza. No Rio Grande do Sul, a paca merece atenção especial para sua conservação. Além da perda e da fragmentação das áreas de floresta, a espécie é muito procurada por caçadores, o que pode contribuir para a redução de suas populações. Por isso, preservar os ambientes naturais e combater a caça são medidas fundamentais para garantir a permanência dessa espécie em nossas florestas. Mesmo sendo uma espécie discreta, a paca desempenha um importante papel nos ecossistemas. Conhecer essa espécie é também uma forma de reconhecer a riqueza da fauna do Rio Grande do Sul e compreender por que a conservação das nossas florestas é tão importante.

Luiz Corrêa Doutor em Biologia

Gabiroba

hegamos na estação da família das mirtaceas. Nesta época, as pitangueiras e jaboticabeiras começam a fazer a alegria de quem ama colher e degustar essas frutinhas! Mas não é delas que vou falar, vou falar de outra mirtácea, um pouco menos conhecida, mas muito interessante: a guabiroba (Campomansia xanthocarpa)! Nativa da nossa região, mas não só daqui, porque ela ocorre tanto na mata atlântica quanto no cerrado, esta espécie produz uma flor branca muito bonita entre setembro e novembro. A flor muito é muito parecida com a da pitangueira, só que maior. Já vi várias carregas de flor por estes dias. A flor é atrativa, principalmente, para abelha. Ao ser polinizada, se transforma em um frutinho, amarelo-alaranjado, doceacidulado, de sabor único, rico em vitaminas e sais minerais. A casca pode apresentar um leve amargor. Não é só os humanos que apreciam este frutinho, os lagartos teius, tiribas e outras espécies de papagaios, tucanos e até peixes apreciam bastante! A árvore é frondosa, as folhas verdes brilhantes são levemente onduladas e produzem boa sombra. Ela pode atingir 20 metros de altura e seu tronco retilíneo tem cascas, que vão se desprendendo e deixando manchas mais claras,

Edith Ester Zago de Mello, Bióloga

dando um efeito de marmorado, muito bonito, assim como em outras espécies desta família. E falando em beleza, ela pode ser utilizada para embelezar calçadas, quintais e praças e, além disso, pode ser utilizada em reflorestamentos e para enriquecimento ambiental. A espécie não é muito exigente, portanto, fácil de cultivar, tem crescimento médio, e é aquela que você não erra ao plantar! E aí, você já conhecia a guabiroba?

PALAVRA DO ESTUDANTE Marcelo Heisler, professor, Biólogo e especialista em Meio Ambiente e Sustentabilidade

1. As plantas são capazes de produzir seu próprio alimento por meio do processo da fotossíntese. Para isso, suas células possuem estruturas especializadas que capturam a luz do sol. As células animais, por sua vez, não possuem essa capacidade. Qual é a estrutura celular, presente apenas nas plantas, que permite a realização da fotossíntese?

A) MITOCÔNDRIA B) CLOROPLASTO C) RIBOSSOMO D) NÚCLEO

2. Ainda sobre as plantas, elas possuem em suas células uma camada externa mais rígida, responsável por manter a forma e protegê-la contra impactos e variações do ambiente. Essa estrutura é chamada de:

A) MEMBRANA PLASMÁTICA B) PAREDE CELULAR C) CITOPLASMA D) RETÍCULO ENDOPLASMÁTICO

3. Caso alguém optar por tomar como café da manhã, apenas refrigerante e biscoito recheado, é bem provável que ao longo do dia sinta muito cansaço e dificuldade de concentração. Considerando os nutrientes presentes nesses alimentos, qual explicação melhor justifica o problema apresentado?

A) FALTA DE PROTEÍNAS E EXCESSO DE FIBRAS. B) EXCESSO DE AÇÚCARES E BAIXA VARIEDADE DE NUTRIENTES. C) EXCESSO DE MINERAIS NA ALIMENTAÇÃO. D) FALTA DE VITAMINAS E ÁGUA NA ALIMENTAÇÃO.

4. Ao realizar atividades físicas, o organismo utiliza determinados nutrientes para produzir energia rapidamente. Qual nutriente é principalmente utilizado como fonte imediata de energia?

A) CARBOIDRATOS B) PROTEÍNAS C) VITAMINAS D) ÁGUA

Ana Kyara Sauthier Schm

RESPOSTAS 1B, 2B, 3B, 4A

OUTUBRO 2026

A sensação de se sentir aco lhida pelo abraço quente do sol em um dia em que os sorrisos compartilhados surgem em meio a momentos inoportunos, o sentimento de compreensão nos dias em que as tempestade s devastam o que vem à frente, assim como minhas emoções em um dia em que ninguém dem onstra empatia pelo que sinto. Sentir a terr a molhada nos pés, como se eu me arriscasse em uma trajetória completamente distinta, um edecida pelas lágrimas de quem tenta algo mais uma vez. Experimentar a brisa fresca no frizz do meu cabelo, sussurrando em meu ouvido um som inaudível — nada dito, apenas confirmado. Noites insones, lar dos que se exaurem na penumbra, e dias exaustivos , a casa de quem permanece vigilante em mei o às revelações. A cada respiração inexoráv el de um ser vivo, a cada bata lha pela sobrevivência própria e vivência alheia e a cada ruíd o único e sincero de quem ama quem cuida, busca quem ama, grita por ajuda e idolatra a lua. Eu já morei aqui, neste lugar intangível preenche todo o planeta Terr que a. Já olhei através de olhos predatórios, e por isso não vejo limites; já nadei na esc uridão gélida, por isso meu san gue corre quente nas veia; já pousei em árvores tão alta s, e é por isso que hoje não temo o penhasco composto pelos meus “e se”. “Pertencer”, em uma linguag em acadêmica, significa sen tir que você faz parte de um grupo/lugar/comunida de onde é aceito, ouvido e valorizado exatamente por você é. E talvez, mesmo sem quem que ela diga algo, a natureza confirma por meio de mim mesma até onde posso e dev o ir. Os veios da madeira são a confiança deixada em minhas práticas por meio das minhas mãos, e os desastr es naturais revelam minha essência quando algo pare ce errado. O medo da solidão vem da união de um enxame uma matilha e uma alcateia , , e meu anseio pelo movim ento vem dos seres que à bas solar produzem uma quantid e ade abundante de energia e alim ento. Pertencimento — é deste modo que me sinto àqu ilo que me cerca e me acomp anha.

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CARAVANA

Mais de 5 mil estudantes acompanharam a Caravana Educame em 2026 Personagem “Por Que?” e oficinas convidam estudantes a refletir sobre água, resíduos e preservação Jessica R. Mallmann jessica@grupoahora.net.br

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personagem “Por Quê?” entrou em cena pela última vez, neste ano, no dia 7 de outubro. A apresentação na Escola Municipal de Ensino Fundamental (EMEF) São João, no bairro Jardim Botânico, em Lajeado, marcou o encerramento da Caravana Educame que, em 2026, reuniu 5.305 estudantes de 31 instituições de ensino. A despedida manteve a proposta que acompanhou a iniciativa durante todo o roteiro: transformar assuntos relacionados ao meio ambiente em experiências próximas da realidade dos estudantes. Além do teatro, a programação incluiu oficinas sobre água, Bacia Hidrográfica TaquariAntas, Repórter Ambiental Mirim e Resíduos Sólidos. Na EMEF São João, os estudantes participaram da apresentação teatral e das oficinas de Repórter Ambiental Mirim e de separação correta dos resíduos sólidos, conduzida pela engenheira ambiental Luana Hermes. Para a diretora da instituição, Vanessa Dahmer, a expectativa dos alunos pela chegada da Caravana era grande. Segundo ela, o formato das atividades ajuda a aproximar os conteúdos da rotina escolar. “O teatro e as atividades interativas despertam o interesse dos alunos e ajudam na compreensão e na assimilação dos conteúdos”, avalia.

EEEB Érico Veríssimo, em Lajeado, que recebeu a 29ª edição da Caravana, no dia 30 de setembro assuntos para atividades diferentes da rotina convencional de sala de aula ajuda a envolver os estudantes. A escola, inclusive, já realizou projetos de teatro com os alunos.

Reflexão desde cedo

Em Venâncio Aires, a Caravana chegou a 111 alunos do 1º ao 5º ano

Temas que continuam na escola

A passagem da Caravana também se conecta a iniciativas que já fazem parte do cotidiano de algumas instituições. Foi o caso da Escola Estadual de Educação Básica (EEEB) Érico Veríssimo, em Lajeado, que recebeu a 29ª edição da Caravana no dia 30 de setembro. Segundo o diretor José Ambreu Diedrich, a sustentabilidade e a preservação ambiental são trabalhadas pela escola em projetos integradores. Entre as ações desenvolvidas estão o plantio de árvores frutíferas e chás e trabalhos apresentados na mostra científica. Para o diretor, levar esses

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Em Venâncio Aires, a Caravana chegou a 111 alunos do 1º ao 5º ano da EMEF São Judas Tadeu. A atividade contou também com a participação das assessoras pedagógicas da Secretaria Municipal de Educação, Jéssica Priscila Campos da Silva e Luana Cristine Klafke. Para as profissionais, discutir o meio ambiente no âmbito escolar contribui para que as crianças percebam a relação entre as escolhas do cotidiano e o lugar onde vivem. “A escola tem um papel fundamental, porque é aqui que as nossas crianças aprendem a olhar para o lugar onde elas vivem e compreender que suas atitudes fazem diferença”, destaca.

Seminário

Com a última visita em Lajeado, a Caravana encerra o roteiro de 2026

Com a última visita em Lajeado, a Caravana encerra o roteiro de 2026 depois de percorrer diferentes municípios e levar a educação ambiental para milhares de estudantes. A proposta, agora, é que os conhecimentos trabalhados durante as atividades sigam presentes nas escolas e no cotidiano dos alunos. O encerramento oficial acontece no dia 22 de outubro, com a realização do Seminário Educame e entrega da premiação do 4º Concurso Educame. Os finalistas podem ser conferidos na página 8 deste exemplar. OUTUBRO 2026


FOTO: AI PREFEITURA

Estudantes do 9º ano da EMEF Carlos Gomes participaram da produção

MEMÓRIA

Documentário Resiliência: jovens levam histórias da comunidade para as telas Produção audiovisual reúne relatos de moradores de Marques de Souza sobre perdas, solidariedade e recomeços. Jessica R. Mallmann jessica@grupoahora.net.br

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studantes do 9º ano da Escola Municipal de Ensino Fundamental (EMEF) Carlos Gomes participaram da produção do documentário Resiliência, que resgata histórias de moradores de Marques de Souza após as enchentes que atingiram o município e o Vale do Taquari. Por meio de oficinas e vivências, os alunos auxiliaram na elaboração do roteiro e na gravação das entrevistas, em uma experiência que aproximou os jovens da produção audiovisual e da memória da comunidade. A obra reúne relatos de agricultores, empreendedores e famílias que compartilham as marcas deixadas pelas cheias, os desafios enfrentados durante a reconstrução e as mudanças provocadas por um dos períodos mais difíceis da história recente da região. Mais do que revisitar os acontecimentos, o documentário busca mostrar como as experiências de perda também deram lugar a iniciativas de solidariedade, OUTUBRO 2026

transformação e recomeço. As histórias retratadas destacam a importância dos vínculos comunitários, da coletividade e da esperança para seguir em frente diante das adversidades. A produção também propõe uma reflexão sobre os novos significados atribuídos à vida após as enchentes, a partir das experiências de quem vivenciou os impactos e precisou reconstruir a rotina.

Produção coletiva

A realização do documentário é da Secretaria Municipal de Educação, Cultura, Desporto e Turismo e da Administração Municipal de Marques de Souza. A direção geral é do jornalista e cineasta Gustavo Rubert, e o trabalho foi desenvolvido em parceria com a Comunique Produtora, professores e estudantes da rede pública, por meio do programa Cineasta Mirim. O lançamento ocorreu em 8 de outubro, durante a programação da XI Feira do Livro de Marques de Souza. A exibição foi realizada às 19h, no Salão da União Centenária, no Centro do município.

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