ANÁLISE, CURADORIA E OPINIÃO DE VALOR
Sexta-feira, 24 de julho de 2026 | Ano 25 - Nº 4142 | R$
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Sexta-feira, 24 de julho de 2026 | Ano 25 - Nº 4142 | R$
Após atingir cota máxima de 24,77 metros na madrugada de ontem, Rio Taquari recua. Famílias retiradas das áreas de risco vivem expectativa para próximos dias
Com o Rio Taquari perto de sair da cota de inundação, será possível o retorno gradual das mais de 330 famílias de nove cidades que estão em abrigos ou fora de casa. Ainda assim, defesas civis buscam mais informa-

ções sobre os próximos dias. Chance de um repique do rio faz com que alguns abrigos sigam ativos. Momento é de limpeza das casas atingidas. Também há quem agora terá um novo endereço.
OPINIÃO | RODRIGO MARTINI
Nova tentativa após fracassos no passado Governo de Estrela busca investidores para o subaproveitado Complexo Turístico da Cascata Santa Rita.


OPINIÃO | MATEUS SOUZA
A história se repete e o erro também Dentro de uma região traumatizada, informações pouco precisas ampliam sofrimento das pessoas atingidas.

PÁGINAS | 6 e 7 PÁGINA | 5
CONSULTA POPULAR Em quatro dias, participação tímida na região

Quatro projetos regionais disputam R$ 2 milhões do orçamento estadual. Até agora, menos de 1% dos eleitores votaram
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PENSAR ELEIÇÕES Semana para montar o tabuleiro político
Partidos agendam convenções. Partido Liberal foi o primeiro a apresentar os nomes. Quatro são do Vale do Taquari.
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Aenchente desta semana recoloca o Vale do Taquari diante de uma pergunta incômoda: quanto tempo real a região terá para reagir quando a próxima chuva intensa se formar sobre a bacia?
O episódio acontece no início de um novo ciclo de El Niño e amplia o temor de um período climático mais severo. Esse medo tem fundamento na memória recente da região. Também encontra respaldo nos prognósticos que apontam mais chuva acima da média.
Isso, por si só, não representa inundações históricas. Ainda assim, é preciso se preparar. O El Niño aumenta riscos, cria ambiente favorável para eventos extremos e exige vigilância permanente. Cada enchente depende da combinação entre chuva, ventos, solo saturado, rios elevados, afluentes e tempo de resposta da bacia.
A região precisa de modelos melhores, com integração de dados e equipes técnicas capazes de transformar informação em alerta compreensível”
Pelas respostas técnicas, a cheia desta semana serviu de teste. O resultado foi reprovação em diferentes esferas, pois a resposta precisou ser emergencial. Quando a chuva foi acima do esperado a margem de antecipação ficou menor.
A região precisa de modelos melhores, com integração de dados e equipes técnicas capazes de transformar informação em alerta compreensível. O grande El Niño assusta porque chega sobre uma região ferida. A resposta a esse medo precisa ser concreta.

assinaturas@grupoahora.net.br comercial@grupoahora.net.br faturamento@grupoahora.net.br financeiro@grupoahora.net.br centraldejornalismo@grupoahora.net.br atendimento@grupoahora.net.br Editor-chefe da Central de
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Muito antes de assinar projetosquehojese destacamemlojase residências doVale doTaquari,daSerra GaúchaedaRegião MetropolitanadePorto Alegre,LucasPedó jádesenhavaplantas baixasinspiradopelos anúncios de imóveis nos classificadosdejornal. Apaixãopelosespaços surgiuaindanainfânciae se transformou em uma carreiramarcadapela buscaporsoluçõesque unem funcionalidade e estética.Paraoarquiteto, maisdoquecriar ambientes bonitos, a arquiteturaexistepara resolverproblemas, melhoraraexperiência daspessoasedarvida aideiasque,umdia, começaram apenas como umrabisconopapel
Jéssica R Mallmann jessicamallmann@grupoahora.net.br

O que te inspirou a fazer arquitetura?
Eu nunca fui uma criança que montou lego, naves espaciais ou coisas parecida com isso. Eu fazia a planta baixa de casas e o que me inspirou, na verdade, eram os classificados de jornal. Eu esperava “O Informativo” do final de semana e gostava de olhar ficar imaginando. Depois, passei a desenhar sobre as páginas do jornal, e só então passei a usar o lego de alguma forma. Com ele, inventava mobílias, cadeiras, como era um vaso na mesa de jantar… Então, o gosto pela arquitetura veio de muito cedo e era sempre aquela arquitetura olhando para dentro, para os interiores,
nunca era fazendo um prédio.
O que ninguém conta sobre ser arquiteto, mas que você considera importante?
A gente precisa ter coragem. Coragem pra ir atrás dos negócios, se vender e para ajudar as pessoas a tirarem do papel aquilo que foi idealizado e projetado. Eu falo que arquitetura, muitas vezes, parece uma gincana porque a gente também tem que encarar os problemas de novo. É sobre coragem, né? A gente encara e resolve.
Qual a maior satisfação que a profissão proporciona?
Na arquitetura é idealizar e depois atender os anseios do cliente. Depois de ser fabricado, com parceiros, a satisfação é de ver o espaço materializado. É a satisfação de ver aquilo que a gente sonhou - que primeiro foi um rabisco, depois foi uma projeção no computador - se tornar algo que existe, algo físico, algo que a gente vive, que a gente entra no espaço e toca.
Como a arquitetura impacta a vida das pessoas, para além da estética?
A arquitetura se justifica quando resolve um problema. E junto com a solução do problema, que é a funcionalidade, precisa vir à estética. Por exemplo, quando a gente é criança, desenha um carrinho que é basicamente feito de três partes quadradas. Funcionaria como carro, muito provavelmente, mas não tem estética. Então, a gente não solucionou por inteiro o problema. Fazendo um paralelo de que a arquitetura resolve e a estética também, a gente vê aí todo setor de arquitetura voltado à saúde e ao varejo. Com as lojas, a arquitetura ajuda a promover um produto e impulsiona uma marca, ela torna uma loja mais atrativa. Ao construir uma casa, pode solucionar os problemas de uma planta que leve em conta ventilação e insolação, reduz umidade e, consequentemente, o mofo. Então está atrelada a saúde.

Primeira convenção ocorreu na quartafeira e apontou os escolhidos do Partido Liberal (PL)
Mateus Souza mateus@grupoahora.net.br
Operíodo de convenções partidárias, iniciado na segundafeira, 20, começa a consolidar a disputa que se avizinha. Dos nomes oficializados nesta semana, quatro possuem domicílio eleitoral no Vale do Taquari. Na convenção promovida na quarta-feira, 22, em Porto Alegre, o Partido Liberal (PL) oficializou a candidatura de Luciano

Zucco ao governo estadual. Já na lista para os parlamentos, estão presentes Luis Benoitt, Ramatis de Oliveira e Juliana Cuciolli, candidatos a deputado estadual, e de Jeferson Melo, o Bolacha, a deputado federal.
Benoitt é vereador em primeiro mandato em Lajeado e atuou por quase uma década na Secretaria Municipal de Meio Ambiente, onde ganhou notoriedade. Ramatis é suplente de vereador na mesma cidade e teve protagonismo ao presidir a CPI das Obras Públicas. Já Bolacha concorreu a vereador em Lajeado em algumas oportunidades e chegou a ser secretário municipal de Cultura. Juliana é de Vespasiano Corrêa e concorreu a vereadora no último pleito.
A tendência é de que, até domingo, pelo menos mais cinco nomes da região sejam confirmados ao pleito de outubro. Hoje, 24, o Partido dos Trabalhadores (PT), faz convenção em formato virtual e vai aprovar a candidatura de Maneco Hassen a deputado estadual. Ex-prefeito de Taquari e ex -presidente da Famurs, ele atuou nos últimos anos na Secretaria de Apoio à Reconstrução do RS. No sábado, 25, pela manhã, o Partido Democrático Trabalhista (PDT) faz sua convenção em Porto Alegre. Na nominata para o parlamento federal, a tendência é de que esteja inclusa a candidatura de Francis Bampi, atualmente suplente de vereador em Encantado. Já o suplente de deputado estadual e ex-prefeito de Venâncio Aires, Airton Artus, vai tentar novamente uma cadeira na Assembleia. No mesmo dia e cidade, mas à tarde, o Partido Novo divulgará seus candidatos. A lista para o parlamento gaúcho terá o nome de Marcos Alexandre Kayser. Ele ingressou na política em 2024 e concorreu a vereador em Estrela, sendo o sexto mais votado, mas não foi eleito por conta do quociente eleitoral. Por fim, no domingo, 26, na convenção do União Brasil, deve ser oficializada a candidatura de Daniel Passaia à Câmara Federal. Vereador mais votado em Encantado em 2024, ele disputará pela primeira vez uma eleição geral.


Oassunto é antigo. E custa a chegar em uma solução sustentável e rentável. Fato é que o complexo turístico da Cascata Santa Rita, em Estrela, segue subaproveitado e sem oferecer conforto e maior segurança aos visitantes. Modelos de concessão fracassaram no passado e o principal ponto turístico natural do município carece
de investimentos. Diante disso, a atual administração municipal anuncia a intenção de firmar uma parceria público-privada para a manutenção e modernização do espaço. Em resumo, o governo pretende abrir espaço e concorrência para investidores dispostos a investir em equipamentos, estruturas, e, também, cabanas e/ou chalés para locação no belo espaço.
Pelo acordo firmado entre alguns vereadores, o próximo (a) presidente da Câmara de Lajeado será indicado pelo PSDB. Entretanto, e diante da tensão
entre membros e agentes do PP, do PSDB, do PL e da base de governo, há quem aposte em rompimento do acordo. E o MDB, claro, só observa...
Em rota de colisão com o PP de Lajeado, que não lhe deu suporte suficiente na CPI das Obras, o ex-secretário de Obras e vereador Fabiano Bergmann
(PP) – o popular Medonho –estaria cotado para migrar ao partido Podemos, em uma intermediação que envolveria outra sigla da oposição.

rodrigomartini@grupoahora.net.br
RODRIGO MARTINI

Chefe da Casa Militar da Defesa Civil (DC) do Estado, Luciano Boeira não demonstrou constrangimento ao admitir, nos microfones, que o sistema contratado pelo Estado para monitoramento das cheias “subestimou” a possibilidade de enchente no Vale do Taquari. Ele admitiu as falhas e prometeu verificar as razões. Mas, as informações de bastidores nos levam a crer que a sinceridade de Boeira “pegou mal” em certos setores do estado. Em resumo, alguns agentes simpáticos ao governo estadual queriam que o chefe da DC tivesse optado por “narrativas” em função do período eleitoral. Aliás, essa foi uma postura apresentada por alguns prefeitos (a). Uma postura desnecessária. Afinal, o governo estadual fez muito pelo Vale nos últimos três anos e não tem problema algum reconhecer eventuais falhas, e, a partir disso, buscar formas de aprimorar.
- Prefeitos da Amvat, Amat e Amvarp se reúnem dia 21 de agosto em Marques de Souza, durante a realização da Feira das Orquídeas. E o frágil sistema de monitoramento das enchentes precisa ser a pauta principal. Sem constrangimentos ou “rabo preso” com o Estado.
- A balsa que se chocou com a ponte do Rio Taquari em maio de 2024 segue encalhada entre as margens de Lajedo e Estrela. Para retirá-la, porém, será preciso autorização do Dnit para abrir a eclusa e reduzir em mais de dois metros o nível normal do leito.

A convenção estadual do PL foi realizada na quarta-feira, no Teatro Dante Barone da Assembleia Legislativa. E o partido confirmou as candidaturas a deputado estadual de Luís Benoitt e Ramatis de Oliveira, vereador e suplente de vereador em Lajeado, e também do exsecretário municipal de Lajeado, Bolacha Melo, que concorrerá a deputado federal. Além deles, o partido também confirmou a candidatura de Juliana Cuciolli, de Vespasiano Correa, que concorreu a vereadora em 2024 – conquistou 87 votos – e agora tentará uma vaga na assembleia. Além da nominata de 88
candidatos a deputado estadual e federal – e que prevê dois candidatos à assembleia com domicílio eleitoral em uma mesma cidade do Vale do Taquari, reforço – o PL confirmou a candidatura de Luciano Zucco ao governo do Rio Grande do Sul. Silvana Covatti (PP) será a candidata a vice-governadora, e Marcel Van Hattem (Novo) e Ubiratan Sanderson (PL) completam a chapa como candidatos ao Senado Federal. O PL vai disputar as eleições deste ano no Rio Grande do Sul em coligação com PP, Novo, Republicanos, Podemos, Democrata, e DC.

PREVISÃO DO TEMPO
Rio Taquari chegou ao pico de 24,77 metros entre terça e quartafeira. Cheia acontece no início do novo ciclo do fenômeno e reforça atenção para os próximos meses. Especialistas ponderam que El Niño aumenta o risco de chuva acima da média, mas sozinho não determina a ocorrência de inundações
Aenchente desta semana no Vale do Taquari antecipa o tipo de preocupação prevista para os próximos meses. As chuvas acima do previsto aconteceram neste novo ciclo do El Niño. Especialistas da MetSul Meteorologia classificaram a cheia como a primeira enchente do período 2026/27.
Essa avaliação do instituto aponta para um período de risco hidrológico até o primeiro semestre do próximo ano, com pos-

sibilidade de chuvas persistentes, temporais, cheias sucessivas e enxurradas no Sul.
Ainda assim, a relação exige cautela. O El Niño traz umidade acima da média, mas não provoca enchente de forma isolada. Para uma inundação ser confirmada, há outros fatores combinados. Entre eles estão volume de chuva, repetição de frentes frias, solo saturado, rios elevados e resposta da bacia hidrográfica.
No caso desta semana, a condição anterior dos rios ampliou a atenção. A chuva contínua no
norte gaúcho encontrou cursos d’água acima do normal. Mesmo após a perda de força da instabilidade, a água das cabeceiras continuou descendo para a parte baixa da bacia.
O Painel El Niño 2026-2027, formado por órgãos como Inmet, INPE, ANA, Cemaden, Serviço Geológico do Brasil SGB) e Secretaria Nacional de Defesa Civil, aponta probabilidade superior a 90% de permanência do fenômeno até o início de 2027. A tendência é de intensificação entre a primavera e o verão.

HOJE AMANHÃ DOMINGO, 26
Com mais chuva na próxima semana, Defesa Civil mantém alerta. Ainda assim, não é possível afirmar se terá um repique da cheia
Nos próximos dias, a instabilidade perde força, afirma o meteorologista Daniel Caetano. A previsão indica predomínio de tempo mais estável pelo menos até sábado no Vale do Taquari.
As temperaturas devem ficar entre 10°C e 22°C nesta sexta e no sábado. A trégua ajuda a escoar a água, ainda assim, é preciso manter a atenção, destaca. “Os rios seguem elevados e o solo permanece úmido após o episódio desta semana.”
No domingo, a nebulosidade aumenta e há possibilidade de pancadas de chuva. Os volumes previstos, porém, são baixos, entre quatro e cinco milímetros por dia. A mudança mais significativa aparece na terça-feira, com a formação de nova frente fria. Conforme Caetano, os modelos indicam chuva mais expressiva sobre a região a partir de terça. Os acumulados previstos ficam entre 20 e 30 milímetros no Vale do Taquari. “Não descarto que a situação dos rios ainda permaneça crítica nos próximos dias”, avalia. O volume previsto para terçafeira não indica repetição da cheia desta semana. O ponto de atenção está no cenário anterior à nova
SEGUNDA, 27
TERÇA, 28
QUARTA, 29

chuva. Caso os rios sigam altos e a bacia continue saturada, mesmo volumes moderados podem retardar a queda dos níveis ou provocar novas elevações.
De acordo com Caetano, a confirmação do El Niño não significa repetição automática das enchentes históricas de 2023 e 2024. Órgãos de monitoramento trabalham com tendência climática, e não com previsão exata de impactos por município.
O fenômeno altera a circulação atmosférica e aumenta a chance de chuva acima da média no Sul. Por isso, a primavera e o começo do verão são tratados como períodos de maior atenção.
Pela modelagem da agência norte-americana, o ciclo atual tem potencial de forte a muito forte. A análise aponta para risco maior de eventos em cadeia, quando uma chuva ocorre antes de rios e solos se recuperarem da anterior.
“Esse é o principal ponto para o Vale. A região não depende apenas do volume registrado em Lajeado, Estrela ou Encantado. A resposta do Rio Taquari também é influenciada pela chuva nas áreas altas da bacia, em especial na Serra e nos afluentes”, destaca Caetano.
Após o pico de 24,77 metros do Rio Taquari, municípios mobilizam equipes para retirar lama e entulhos, organizam a volta dos moradores e mantêm monitoramento diante da previsão de chuva
Karine Pinheiro karine@grupoahora.net.br
Colaboração:
VALE DO TAQUARI
Com a redução do nível do Rio Taquari nas últimas horas e o retorno gradual das famílias às residências, o Vale inicia etapa de limpeza e restruturação das cidades. Enquanto prefeituras mobilizam equipes para retirar lama e entulhos das áreas atingidas, a Defesa Civil atualiza o número de pessoas afetadas e monitora a previsão do tempo, fator decisivo
para a segurança da população nos próximos dias.
O Rio Taquari atingiu o pico da cheia por volta de 0h45min de ontem, 23, quando o nível da água alcançou 24,77 metros em Lajeado, apontam os dados do Serviço Geológico do Brasil (SGB). A rápida elevação do manancial, no período da madrugada da quartafeira, levou à retirada preventiva de mais de 350 famílias em nove municípios do Vale.
A partir do recuo do rio, o cenário passou da resposta emergencial para a recuperação das áreas alagadas. Lama, entulhos e resíduos tomaram conta das vias. Prefeituras mobilizaram as equipes para limpeza, recolhimento de materiais descartados e avaliação dos prejuízos provocados pela inundação. O retorno das famílias também entrou no planejamento das Defesas Civis municipais. Até o fechamento desta edição, o nível do Taquari permanecia acima de 20 metros. O número de famílias fora de casa diminuiu para 292. No entanto, municípios como Lajeado, Estrela, Colinas, Taquari, Roca Sales e Encantado mantêm o monitoramento de áreas ribeirinhas. Por outro lado, pessoas afetadas pela força das águas planejam um novo capítulo.

“Vou
começar uma vida nova”
Depois de quase seis décadas na Rua Francisco Oscar Karnal, uma das áreas mais atingidas pelas cheias em Lajeado, Maria Derci dos Santos, 77, prepara a mudança para o novo endereço. A enchente fez com que ela voltasse ao abrigo no Parque do Imigrante. Em meio a este cenário, ela foi contemplada com uma das casas construídas pelo programa Uma Casa por Dia.
“Criei todos os meus filhos ali. Antes tinha enchente, mas não era como hoje”, relata. Após sucessivos episódios de inundação, a mudança representa o encerramento de um ciclo. “Vou começar uma vida nova”, afirma. Entre os planos para a nova residência, espera reunir a família. “Quero fazer uma comida boa para meus netos”, diz.
A casa integra a primeira etapa do programa, que concluiu a construção dez unidades habitacionais no Bairro Floresta. A iniciativa resulta de uma parceria entre a Agil, o Ministério Público, o ecossistema Pro_Move Lajeado e entidades da iniciativa privada e da sociedade civil. Os terrenos foram cedidos pela prefeitura.
Cristiane dos Santos, 53, também vive a mudança como um recomeço. Depois de enfrentar anos de dificuldades, passar pelo aluguel social e diversas inundações, ela comemora a conquista da casa. “Estou muito feliz. Tive uma vida bastante sofrida ali. Agora vou para um lugar confortável e seguro”, afirma.
Conforme a secretária de Desenvolvimento Social, Eliana Heberle, a prefeitura cedeu a área para construção das moradias, enquanto a Agil e o Ministério Público articularam a captação dos recursos. A prioridade foi atender moradores da Rua Francisco Oscar Karnal, área que concentra os primeiros impactos das cheias. A intenção é que as famílias deixem o abrigo no Parque do Imigrante e sigam diretamente para as novas casas. Além de ofe-

aguardam recuo completo da água para avaliação dos danos
recer moradia em local seguro, o presidente da Agil, Tiago Guerra, diz que a proposta busca retirar famílias das áreas de risco permanente. “Queremos que, quando o rio subir, apenas as árvores sejam atingidas pela água, e não mais as famílias”, frisa.
O retorno às residências ocorre de forma gradual. Em Lajeado, a Defesa Civil condiciona a liberação das áreas atingidas à redução da água, limpeza das vias e vistoria dos imóveis. O coordenador Marcelo Maya diz que as famílias que tiveram as casas atingidas precisam aguardar a avaliação da corporação, especialmente diante da previsão de mais chuva nos próximos dias.
O plano é reforçado pelo secretário de Segurança Pública, Paulo Locatelli. “As pessoas só vão retornar após a água baixar completamente, as ruas estarem limpas e a Defesa Civil atestar que as moradias oferecem segurança”, diz.
Segundo ele, a prefeitura deve disponibilizar caminhões para mudança, equipes de apoio e kits de limpeza para auxiliar as famílias na volta para casa. Até
lá, os desabrigados permanecem com atendimento no Parque do Imigrante, onde recebem alimentação, assistência social e acompanhamento em saúde.
“Receio
Nos dois abrigos de Cruzeiro do Sul, chegaram 17 famílias. Com a baixa do rio, o município também iniciou a organização para saídas. Segundo a secretária da Assistência Social, Charlene Quadros, três famílias já voltaram para casa. O plano é proceder com a limpeza das casas que foram atingidas para garantir o retorno durante o dia de hoje.
“Ainda assim, há famílias que estão com receio. Estão com medo de ter um repique, ou que vão ficar ilhadas, e que teriam de voltar nos próximos dias”, diz. Em cima disso, o grupo de servidores trabalha para orientar as pessoas. “Tentamos dar segurança, de que ninguém vai ser esquecido. Se precisar, vamos buscar de novo. Mas precisamos voltar à vida normal”, defende Charlene.
O retorno das famílias também começou em outros municípios. Em Encantado, Roca Sales e Muçum, as defesas civis iniciaram a liberação gradual. Em Estrela, o plano de ação também passa por elaboração. Paralelamente, as prefeituras mantêm equipes nas ruas para retirar lama e entulhos e prestar apoio às famílias que ainda permanecem fora de casa.

• Famílias retiradas inicialmente: mais de 350
• Permanecem fora de casa: 298
• Pico do Rio Taquari (em Lajeado): 24,77 metros
FAMÍLIAS SEGUEM
FORA DE CASA
Lajeado: 168
Estrela: 38
Cruzeiro do Sul: 14
Encantado: 47
Muçum: 4
Roca Sales: 10
Arroio do Meio: 8

Em Lajeado, os trabalhos começaram logo após a redução do nível do Rio Taquari. As equipes atuam na remoção de resíduos, limpeza de ruas e espaços públicos, além da desobstrução de pontos afetados pela inundação. A prioridade é garantir condições de segurança para a retomada gradual da rotina no município.
Em Arroio do Meio, servidores municipais trabalham para restabelecer a normalidade nas áreas atingidas pelos rios Taquari e Forqueta. As frentes de serviço realizam a limpeza das vias, a retirada de materiais deixados pela enchente e a recuperação da infraestrutura urbana, enquanto a administração municipal mantém o monitoramento das áreas mais afetadas.
Em Estrela, quatro equipes se revezam desde a manhã desta quinta-feira na limpeza das ruas. Os trabalhos já foram concluídos na Rua Coronel Brito e no trecho em direção à BR-386. No fim da tarde, as equipes atuavam no Parque Princesa do Vale e na Ponte Baixa, no Bairro Tiradentes. A expectativa da prefeitura é concluir a limpeza das áreas atingidas até esta sexta-feira, 24.


vinibilhar@grupoahora.net.br
VINI BILHAR
OGrupo Medical San participa de dois eventos do setor nas próximas semanas: a feira Full Body, que começou ontem e vai até amanhã, no Centro de Convenções Anhembi, em São Paulo, e o Congrehof, de 30 de julho a 1º de agosto, no CentroSul, em Florianópolis (SC). A empresa terá estande em ambas as programações, com demonstração de equipamentos e atendimento ao público profissional.
Entre os destaques está a linha Tessalon, composta pelos modelos Tessalon, Tessalon Full e Tessalon Pico. A plataforma reúne tecnologias ablativas, não ablativas e de picossegundos, permitindo a combinação de protocolos em um único sistema. Os equipamentos atuam em diferentes camadas da pele, com

aplicações clínicas variadas. Outro destaque é o Sonofrax, indicado para tratamento de ronco e apneia. A tecnologia utiliza laser de
dióxido de carbono para aquecimento controlado dos tecidos, sem necessidade de cirurgia e com retorno imediato às atividades.
Rodada de Negócios em Lajeado busca fomentar conexões e parcerias

Empresas, empreendedores e profissionais terão a oportunidade de ampliar sua rede de contatos na Rodada de Negócios promovida
pelo Tecnovates e pelo Pro_Move Lajeado. O encontro ocorre no dia 4 de agosto, a partir das 9h, na sala Aula +, localizada no primeiro andar
da Biblioteca da Univates. Aberto ao público, o evento tem como objetivo estimular o networking e a geração de novas oportunidades comerciais, reunindo participantes de diferentes áreas em um ambiente voltado à troca de experiências e à formação de parcerias. As vagas são limitadas, e as inscrições devem ser realizadas até o dia 29 de julho. A organização destaca que a proposta é aproximar empresas e profissionais, fortalecendo o ambiente de negócios local e incentivando o desenvolvimento de novas conexões.




Dólar: R$ 5,08 | Ibovespa: 176.723,63
Inadimplência em Lajeado segue em patamar elevado
A inadimplência em Lajeado manteve-se estável no último mês, com 33,5% da população com algum tipo de restrição em crédito, cheque ou protesto. Mesmo com a interrupção da sequência de altas, o índice permanece no maior nível da série histórica acompanhada pela CDL Lajeado desde 2018. Os dados são da CDL Porto Alegre, em parceria com a Equifax | Boa Vista.
No Rio Grande do Sul, o indi-
cador recuou 0,1 ponto percentual, fechando o mês em 37,2%, enquanto no país a taxa gira em torno de 35%. Apesar de inferior à média estadual, o cenário local ainda preocupa.
Segundo a CDL Lajeado, o elevado número de inadimplentes impacta o comércio ao restringir o crédito e reduzir o consumo, exigindo maior rigor na concessão e uso de ferramentas de análise e recuperação.
EXPOAGAS: A 43ª Convenção Gaúcha de Supermercados ocorre de 18 a 20 de agosto, no Centro de Eventos Fiergs, em Porto Alegre. Promovida pela Agas, a feira é um dos principais encontros do setor no país. Neste ano, terá a maior edição da história, com ampliação da área para atender à demanda de expositores.
EXPOINTER: O governo do Estado lançou o Pavilhão da Agricultura Familiar da 49ª Expointer, de 29 de agosto a 6 de setembro. A próxima edição marcará a 27ª participação do segmento no evento. Serão 509 expositores, sendo 497 gaúchos, além de convidados de Minas Gerais e cozinhas regionais.

Etapa de escolha das propostas termina no fim de semana, mas participação ainda é baixa. Número sofre influência da mudança no formato do processo
AConsulta Popular 2026 chega na reta final da etapa da votação. Até o próximo domingo, 26, a comunidade regional escolhe entre quatro projetos nas áreas do meio ambiente, turismo, defesa civil e desenvolvimento rural. Cerca de 1,4 mil pessoas participaram do processo até a noite de ontem. Dos projetos, os dois mais votados serão escolhidos para receber os valores destinados pelo orça-

mento estadual, pouco mais de R$ 2 milhões. O primeiro lugar fica com 55% do recurso, cerca de R$ 1,13 milhão, enquanto o segundo colocado recebe 45% do total, aproximadamente R$ 925 mil. Mesmo assim, a apuração não mobiliza a população apta a votar.
Na atualização mais recente, 1.390 pessoas haviam registrado votos em ambas as plataformas – site e WhatsApp. O número equivale a quase 0,5% dos eleitores do Vale, que totalizam 285.084 pessoas.
Quem organiza e coordena a escolha das propostas é o Conselho de Desenvolvimento do Vale do Taquari (Codevat). A presidente Cintia Agostini atribui o baixo número de votantes pela dificuldade de adaptação da comunidade aos novos formatos. Ela também cita a enchente desta semana como um fator determinante à pequena participação.
“Todas as regiões já sabiam do impacto que teria o uso do Gov.br e o quanto dificultaria a vida das pessoas. Não é um acesso simples para boa parte da população”, explica, ao mesmo tempo que projeta ampliar a mobilização para os próximos processos. No ano passado, foram pouco mais de 8 mil votos, quase 3% do total do eleitorado regional.
Três dos projetos listados para a votação possuem abrangência e implementação regional. Apenas o projeto da agricultura que terá distribuição entre os dez municípios com maior participação proporcional.

- Fortalecimento da Defesa Civil Municipal por meio da aquisição de equipamentos e estrutura para prevenção e resposta a desastres;
- Sabores, Cultura e Natureza: Integração entre cultura, meio ambiente e turismo;
- Promover produções agropecuárias alternativas às cadeias consolidadas, para viabilizar as pequenas propriedades;
- Plano regional para coleta, transporte e destino final dos resíduos sólidos domésticos no Vale do Taquari.
Entre os municípios, o que tem maior participação proporcional até essa quinta-feira, é Coqueiro Baixo. Com 54 votantes entre os 1.353 eleitores aptos, o número alcança 4% do total. Por outro lado, Sério teve apenas quatro pessoas entre os participantes.


e urbanistas da Univates e Ufrgs mapearam cerca de 15 mil casas devastadas pelas cheias de 2023 e 2024, com detalhes sobre vulnerabilidade que persiste em 39 cidades
Uma pesquisa conduzida por arquitetas e urbanistas vinculadas à Univates e à Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs) mapeou cerca de 15 mil habitações atingidas pelas enchentes que devastaram o RS em 2023 e 2024, com detalhes inéditos em um cenário de vulnerabilidade habitacional que persiste até hoje em 39 municípios gaúchos.
O estudo, intitulado “A emergência do habitar no Vale do Taquari: crise climática e direito à moradia no Sul do Brasil”, foi publicado na edição de julho-outubro de 2026 da revista científica “Bitácora Urbano Territorial”, da Universidad Nacional de Colombia, de Bogotá.
A pesquisa é assinada por Bárbara Delazeri e Bruna Ruthner, arquitetas e urbanistas formadas pela Univates e atualmente mestrandas em Planejamento Urbano e Regional pelo Programa de Pós-Graduação em Planejamento Urbano e Regional da Ufrgs, e
por Jamile Weizenmann, doutora em Arquitetura pela mesma universidade e docente do curso de Arquitetura e Urbanismo da Univates.
O trabalho é fruto da segunda etapa da pesquisa “Da Cidade à Moradia: resiliência urbana frente à crise climática”, financiada pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio Grande do Sul (Fapergs) e desenvolvida no âmbito do Escritório Modelo de Arquitetura e Urbanismo (Emau) da Univates.
O ponto de partida do estudo é o cenário habitacional brasileiro, já marcado por desigualdades antes mesmo das enchentes. De acordo com o relatório Déficit Habitacional no Brasil, da Fundação João Pinheiro (2022), citado pelas pesquisadoras, o país acumula um déficit de 6,2 milhões de moradias.
O artigo reconstitui o histórico de eventos climáticos que atingiram o Vale do Taquari, em cidades como Muçum, Encantado, Roca Sales, Colinas, Lajeado e Estrela.
Os números revelam desigualdades regionais. As regiões do Vale do Taquari e Rio Pardo, com 18 municípios mapeados, registraram 1.917 unidades habitacionais totalmente destruídas, o maior número absoluto de destruição total entre todas as regiões analisadas, em um total de 2.872 unidades atingidas ali.
Já a região Metropolitana, apesar de ter registrado o maior volume geral de unidades atingi-
das (6.835, sendo 1.082 destruídas e 1.749 interditadas), apresentou uma proporção menor de destruição completa em relação ao total afetado, o que, segundo as pesquisadoras, se soma à precariedade habitacional que já existia previamente nessa região.
O estudo chama atenção para as chamadas “zonas de arraste”, áreas onde a destruição foi total, identificadas por meio da análise dos ortomosaicos. Esse fenômeno foi observado especificamente no Vale do Taquari, já que em outras regiões atingidas por inundações no Sul do Estado, incluindo a região Metropolitana, grande parte das habitações atingidas não chegou a ser destruída.
Dando conta de compreender e propor uma definição técnica para o que acontece nesse tipo de local, outro grupo de pesquisadores da Univates e de instituições parceiras formalizaram, recentemente, uma nota técnica que conceitua a expressão “zona de arraste”. Dois casos são detalhados no artigo. Em Cruzeiro do Sul, o bairro Passo de Estrela teve o curso do rio alterado pela força da enxurrada, que atravessou a malha urbana e atingiu mais de 500 moradias, destruindo também vias e vegetação e modificando as encostas do rio. Em Arroio do Meio, o bairro Navegantes, teve 181 unidades habitacionais mapeadas, das quais 130 foram classificadas como destruídas, um índice que as autoras descrevem como de alta destruição.

Além dos reparos, município mantém trabalho permanente de monitoramento e manutenção preventivo
DOUTOR RICARDO
ASecretaria Municipal de Obras de Relvado trabalha no restabelecimento das estivas localizadas nas divisas com os municípios de Encantado e Doutor Ricardo.
Ontem, as equipes atuam na recuperação e reconstrução das cabeceiras danificadas pelas fortes chuvas registradas nos últimos dias.
Conforme o secretário de Obras, Onei Giacomolli, os danos foram mais severos na estiva da divisa com Doutor Ricardo.
“Em Doutor Ricardo, a água levou as cabeceiras dos dois lados da estiva, enquanto na divisa com Encantado os danos foram
menores.
O secretário explica que as estivas são passagens molhadas, projetadas como uma solução para garantir a ligação entre os municípios e evitar o isolamento completo das comunidades em períodos de cheias.
Segundo ele, desde a implantação das estruturas após a enchente de 2024, sempre foi informado à população que, em volumes de chuva entre 80 e 100 milímetros, a água pode passar sobre as estivas.
Essa é uma característica prevista no projeto, que prioriza a segurança e permite que, logo após a redução do nível do rio, a passagem seja restabelecida em um ou dois dias.
As estivas são construídas em nível mais baixo porque precisam ser ancoradas na rocha do leito do rio. Isso garante maior resistência à força da correnteza e evita que as estruturas sejam arrastadas durante eventos de chuva intensa.
Além dos reparos realizados após cada cheia, a Secretaria Municipal de Obras mantém um
trabalho permanente de monitoramento e manutenção preventiva.
“Existe uma preocupação constante da Administração Municipal e da Secretaria de Obras em manter essas estruturas em boas condições. Sempre que há previsão ou ocorrência de chuvas intensas, as equipes acompanham a situação. Mesmo em períodos de tempo firme, são realizadas melhorias e manutenções preventivas para garantir que as estivas estejam preparadas para novos eventos climáticos. Os reparos necessários são executados assim que o nível da água baixa e as condições permitem o acesso com segurança”, Giacomolli.
O secretário reforça que a população não deve realizar a travessia quando houver água sobre as estivas. As estruturas possuem réguas de medição que auxiliam no monitoramento do nível do rio e servem como referência para impedir a passagem em situações de risco, preservando a segurança dos usuários.











FUTEBOL AMADOR
DIVULGAÇÃO

Ex-meia de Palmeiras, Juventude e destaque por sete temporadas no futebol chinês defenderá o clube de Teutônia na principal competição regional
Ezequiel Neitzke
ezequiel@grupoahora.net.br
Um dos nomes mais conhecidos do futebol gaúcho nas últimas décadas estará em campo na Copa Certel/Sicredi. O Gaúcho, de Teutônia, confirmou a contratação do meia Ivo, de 39 anos, que disputará pela primeira vez uma competição de futebol amador após encerrar a trajetória no cenário profissional.
Natural de Palmitinho e criado em Teutônia, Ivo retorna às origens para vestir a camisa do clube da cidade onde iniciou a formação. A chegada do atleta representa uma das principais contratações da edição 2026 do Regional, que tem abertura marcada para
o fim de julho, com o Gaúcho enfrentando o Taquariense. No primeiro semestre deste ano, o meia esteve vinculado ao São José, de Porto Alegre, durante a disputa do Campeonato Gaúcho. Antes disso, construiu uma carreira consolidada no futebol brasileiro e internacional, com passagens por clubes como Juventude, Palmeiras, Ponte Preta, Portuguesa e Criciúma. O auge da carreira ocorreu no futebol asiático. Ivo atuou durante sete temporadas na China, principalmente pelo Henan FC, onde se tornou um dos principais jogadores da história recente do clube. Com atuações de destaque, conquistou a identificação da
Ivo atuou durante sete temporadas na China, principalmente pelo Henan FC, onde se tornou um dos principais jogadores da história recente do clube
torcida e ganhou status de ídolo, além de defender outras equipes do país. Também passou pelo Incheon United, da Coreia do Sul. Agora, o desafio será diferente, o meia disputará um campeonato amador, colocando a experiência de quase duas décadas no futebol profissional a serviço do Gaúcho. A expectativa é de que seja o principal articulador da equipe na busca pelo tetracampeonato da Copa Certel/Sicredi.

EZEQUIEL NEITZKE
ezequiel@grupoahora.net.br

Domingo tem cheiro de futebol do interior. Se o tempo colaborar, a Copa Certel/Sicredi começa com a promessa de entregar uma das edições mais equilibradas dos últimos anos. São 19 clubes em busca do título, com elencos de diferentes perfis, investimentos variados e a certeza de que ninguém entra apenas para cumprir tabela.
É claro que existem favoritos. Sempre existem. O atual campeão, Taquariense, inicia a defesa do título com um grupo bastante diferente daquele que levantou a taça. As saídas de Guina, Theylor, Bruninho, Yuri Braga e Cambraia mudam o cenário e abrem espaço para que outras equipes assumam o protagonismo. Tiradentes, Serrano, Brasil e Juventude, de Guaporé, chegam com status de candidatos naturais ao título pelo investimento realizado na montagem dos elencos.
Só que futebol amador nunca se resume ao investimento. Quem acompanha a competição sabe que camisa pesada, folha salarial e elenco estrelado não entram em campo sozinhos. Em torneios longos e equilibrados, a gestão do grupo costuma separar os campeões dos frustrados. Não basta reunir bons jogadores. É preciso convencê-los de que, em alguns domingos, o banco de reservas também faz parte do caminho até a taça.
Os times que entenderem isso largam alguns metros à frente. O atleta que aceitar seu papel sem vaidade pode decidir uma semifinal entrando aos 30 minutos do segundo tempo. Quem colocar o coletivo acima do individual terá vantagem quando a competição afunilar.
SE EXISTE UMA LIÇÃO QUE ESSA COMPETIÇÃO ENSINA ANO APÓS ANO, É A DE QUE FAVORITISMO VALE POUCO QUANDO A BOLA COMEÇA A ROLAR”
No outro extremo aparecem equipes que chegam com menos investimento e menor expectativa. São Luiz, 11 Amigos, Internacional, Nova Berlim, Minuano e Gaúcho, de Progresso, terão uma primeira fase complicada. Em teoria, enfrentam adversários mais fortes e precisarão somar pontos desde o início para não correr riscos.
No aspirante, acredito que Juventude, de Guaporé, Brasil, Serrano e Estudiantes aparecem um passo à frente dos demais.
Mas teoria e Regional nem sempre caminham juntos. Se existe uma lição que essa competição ensina ano após ano é a de que favoritismo vale pouco quando a bola começa a rolar. O maior exemplo veio justamente na última edição. O Poço das Antas era tratado por muitos, inclusive por este colunista, como candidato à eliminação precoce. Terminou a competição com o vice-campeonato. O próprio Taquariense, campeão da edição passada, contrariou praticamente todas as previsões ao chegar à decisão.
Por isso, qualquer exercício de futurologia precisa vir acompanhado de humildade. O futebol adora desmentir quem tenta antecipar o roteiro. Basta uma boa sequência de resultados para mudar completamente o cenário.
No fim das contas, tudo indica que o Regional de 2026 será decidido nos detalhes. Na qualidade técnica, sim, mas também na capacidade de manter o grupo unido quando surgirem as dificuldades. É justamente essa mistura de equilíbrio, rivalidade e imprevisibilidade que transforma a competição em um dos campeonatos mais interessantes do futebol amador gaúcho.
por Luciane Ferreira

O Colégio Presidente Castelo Branco era o único da rede estadual a ter laboratório de informática. A compra dos equipamentos foi viabilizada por meio de campanhas para arrecadação fundos, inclusive com coleta e venda de sucata. A diretora à época, Marisa Bastos, disse que a
inclusão dos alunos à tecnologia servia para mobilizá-los, porque a informática na escola tinha os objetivos educativos e serviria para aprofundar pesquisas. A escola tinha 22 computadores com acesso à internet, software livre Linux e o conjunto de aplicativos OpenOffice.

Estudantes podiam fazer pesquisas e trabalhos, além de aprender a usar os equipamentos
- Dia Internacional do Autocuidado
- Dia Nacional do Suinocultor
O então governador Sinval Guazzelli recebia em seu gabinete o advogado lajeadense Ney Santos Arruda. A intenção era ter um terceiro nome disponível nos quadros da Arena, partido de Guazzelli e Arruda. Embora tivessem passado o dia juntos, das 9h30min às 15h, inclusive com visitação à Base Militar da Aeronáutica, nada teria sido falado à imprensa sobre o convite. Entretanto, fontes do palácio teriam falado sobre o real motivo da visita.


Santo do dia: São Charbel Makhlouf e de Santa Cristina
Dentro do programa de expansão do parque industrial, a Lacesa, do ramo de laticínios, previa construir um reservatório para 200 mil litros de água. A obra

Jornalista



advogado e escritor
Uma das características mais extraordinárias da natureza é sua constante busca pelo equilíbrio. Nada permanece estático. Sempre que um sistema sofre uma perda, mecanismos de compensação entram em ação para preservar sua estabilidade. Esse princípio pode ser observado na física, na biologia, na ecologia e, em muitos aspectos, também na experiência humana.
A natureza não fala com palavras. Ela responde às nossas escolhas, aos nossos excessos e às nossas omissões por meio de processos que corrigem e reorganizam. Cada experiência parece formular uma pergunta silenciosa: o que precisa ser compreendido? O que necessita ser ajustado? O que já não pode permanecer como está? Sua linguagem não é agressiva; ela é precisa. Seu objetivo não é punir, mas conduzir novamente a estabilidade.
Enchentes são recorrentes na história do Vale do Taquari. A região, que leva o nome do nosso principal rio, convive com inundações desde o século XIX. De lá para cá, são inúmeras cheias de pequeno porte, outras de porte médio, algumas grandes e, também, episódios históricos e extremos, casos das enchentes de 1941, 2023 e, sobretudo, 2024.
No caso da inundação ocorrida nesta semana, cujo pico em Lajeado foi na madrugada de ontem, podemos tratá-la como de “porte médio”. Superior às duas registradas em 2025, mas bem distante das marcas históricas mais recentes. Ainda assim, foi o suficiente para tirar mais de 340 famílias de suas casas, fechar ruas, acessos e rodovias. E expôs, mais uma vez, deficiências do nosso sistema de monitoramento – meteorológico e hidrológico –, alerta e prevenção. Muito se falou em evoluções e avanços nos últimos anos. Mas a realidade neste episódio foi bem
diferente. Até a noite de terça-feira, a informação era uma. No meio da madrugada, o caos. De repente, o rio começou a sair do leito e a enchente se consolidou. Diferente das projeções feitas horas antes pela Defesa Civil estadual. Esse é um filme já conhecido pelos municípios. Incertezas, informações desencontradas, divergências nos dados e, no fim, uma corrida contra o tempo das autoridades locais para garantir apoio a todas as famílias afetadas. Não é possível evitar uma inundação. Mas tem como qualificar a resposta aos eventos climáticos extremos. É viável contar com uma projeção mais precisa sobre a quantidade de chuva prevista e o quanto ela impactará nas cabeceiras. Ou seja, há muito chão pela frente para que possamos dormir tranquilos.
A entrevista ontem do chefe da Casa Militar, Luciano Boeira,
pode ser interpretada de diversas formas. Ao mesmo tempo em que ele acerta ao assumir a responsabilidade pela informação equivocada e não terceirizar a culpa, também deixou brecha para questionarmos a eficácia da empresa terceirizada contratada para fazer as previsões e trazer as modelagens que norteiam a atuação da Defesa Civil. Neste contexto, é difícil cobrar agilidade das defesas civis municipais quando a ordem vem de cima. Ao menos, os planos municipais de contingência parecem ter funcionado. Mas o medo e o receio permanecem, ainda mais diante das projeções de que o Super El Niño vai se agravar entre setembro e dezembro.
Teremos novas enchentes, sem dúvidas. Quando e em qual proporção? Não sabemos. Uma coisa é certa: contar com a sorte definitivamente não é uma opção. A prevenção e a resposta precisam de assertividade maior, em todas as esferas.
Essa lógica compensatória aparece em inúmeros fenômenos. Quando uma espécie desaparece de um ecossistema, outras passam a ocupar parte de sua função. Quando um rio encontra um obstáculo, altera seu curso sem deixar de seguir em direção ao mar. O ser humano também está inserido nessa mesma dinâmica. As dificuldades que surgem ao longo da existência nem sempre representam apenas perdas. Pessoas com deficiência visual, por exemplo, muitas vezes apresentam impressionante refinamento da percepção auditiva, tátil ou espacial. A limitação permanece, mas a vida responde criando novos caminhos e despertando novas capacidades.
Uma das características mais extraordinárias da natureza é sua constante busca pelo equilíbrio. Nada permanece estático.”
A adversidade frequentemente desenvolve coragem; a escassez favorece a criatividade; a dor pode ampliar a sensibilidade; o fracasso, quando compreendido, fortalece a humildade e o discernimento. Em diversas ocasiões, é justamente aquilo que parecia retirar algo de nós que acaba revelando forças que desconhecíamos possuir.
Isso não significa romantizar o sofrimento, mas reconhecer a extraordinária capacidade de reorganização da vida. Muitas vezes, a compensação não devolve exatamente o que foi perdido; oferece algo diferente, capaz de cumprir uma função equivalente ou até superior.
Essa perspectiva transforma a pergunta “Por que isso aconteceu comigo?” em outra mais construtiva: “O que esta experiência está desenvolvendo em mim?”
Em tempos de redes sociais e “viralização”, o governador Eduardo Leite assumiu um risco desnecessá-
rio ao tomar o protagonismo para si e garantir, em um vídeo publicado na terça-feira, que o Vale não enfrentaria uma nova inundação. Pois bem, veio a enchente e o chefe do executivo gaúcho apagou a publicação antes de gravar um novo vídeo atualizando o cenário.
E, como se fala por aí, “o print é eterno”. Deu munição de graça para críticos e oposicionistas e o recorte excluído já circula em diversos perfis, principalmente de adversários políticos nas eleições de outubro. E esses não tem como apagar...
Talvez essa seja uma das mais elegantes lições da natureza: ela raramente deixa um vazio definitivo. Sempre que uma porta parece se fechar, outra possibilidade começa silenciosamente a ser construída. A compensação nem sempre ocorre da forma que esperamos, nem no tempo que desejamos, mas a vida demonstra, repetidas vezes, que seu impulso mais profundo não é o caos, e sim a restauração da harmonia. Compreender essa lógica é aprender a confiar menos no acaso e mais na extraordinária inteligência que sustenta a própria natureza.
Sexta-feira, 24 de julho de 2026
Fechamento da edição: 18h MÍN: 11º | MÁX: 21º O tempo fica firme durante boa parte do dia. No amanhecer, pode ocorrer a formação de nevoeiro em alguns pontos do Vale.


Proposta autoriza abatimento de 25% no imposto para proprietários que reformarem o passeio conforme os padrões do município. Objetivo da iniciativa é incentivar soluções que favorecem a circulação de pessoas com deficiência e idosos CALÇADAS EM



Mesmo após dois anos de preparação, com planos de contingência e ações integradas à Defesa Civil, a cheia voltou a surpreender a região. Na madrugada do dia 22, o Rio Taquari ultrapassou a cota de inundação de 19 metros e chegou a
quase 25 metros. Colinas e Estrela registraram os maiores impactos, enquanto Imigrante e Bom Retiro do Sul também sofreram com a enchente. Exatas 70 famílias ficaram desabrigadas na microrregião.
PÁGINAS | 6, 7 e 8
A arrecadação de Fazenda Vilanova triplicou entre 2017 e 2026, passando de R$ 18 milhões para R$ 54 milhões. Segundo o prefeito Amarildo Luiz da Silva, o crescimento é resultado da atração de novos investimentos, favorecida pela localização estratégica às mar-
gens da BR-386 e pelo acesso a rodovias como a Via Láctea. O cenário ganha novo impulso com o Complexo Vilanova e os empreendimentos da Diamond e da Richter, que somam mais de R$ 200 milhões em investimentos no município. PÁGINA | 9

mercado desde que chegamos em Estrela e conhecíamos a antiga proprietária, Ana. Durante bastante tempo ela comentou com o Fernando sobre a possibilidade de vender o negócio. Depois da perda do filho, acabou perdendo um pouco do ânimo para continuar. Foram muitas conversas até que, de uma hora para outra, tudo aconteceu. Em uma semana nós não tínhamos um mercado e, na outra, já estávamos assumindo o negócio. Foi tudo muito rápido.
Como tem sido esse primeiro mês?
Tem sido bastante desafiador. Nós já temos outra empresa, a Pôr do Sol, que atua nas áreas de portaria, zeladoria e limpeza, mas o mercado é um ramo completamente diferente. Encontramos um estoque reduzido e foi preciso fazer um investimento importante logo no início. Aos poucos estamos reorganizando tudo, ampliando o horário de atendimento e percebendo que muitos clientes estão voltando a frequentar o mercado.
Por que decidiram trocar o nome?
Queríamos marcar o início de uma nova fase, mas sem perder a identidade do bairro. Descobrimos que o antigo nome fazia referência ao Alto da Bronze e mantivemos essa ligação. A razão social ficou Minimercado Alto da Bronze, mas escolhemos trabalhar com a marca Mini Mercado da Bronze, que transmite uma imagem mais moderna e continua valorizando a história do bairro.
Como a comunidade recebeu essa mudança?
e a família recebem os clientes no Mini Mercado da Bronze, no bairro Alto da Bronze. O atendimento ocorre de segunda a sábado, das 8h às 12h e das 14h às 19h.
Fomos muito bem recebidos. Divulgamos a novidade nos grupos do bairro e muitas pessoas vieram nos desejar boa sorte. Também percebemos o retorno de clientes que deixaram de frequentar o mercado porque ele fechava mais cedo. Agora atendemos até as 19h durante a semana e também aos sábados, facilitando para quem trabalha durante o dia.
Quais são os planos para os próximos meses?
Queremos ouvir cada vez mais os clientes e oferecer aquilo que eles procuram.
Estamos ampliando a variedade de produtos e, em breve, teremos flores naturais à venda e pão quentinho no fim da tarde. A parceria com a Padaria Horn continua, garantindo produtos que a comunidade já conhece e aprova. Também estamos investindo nas redes sociais para divulgar as novidades e fortalecer o relacionamento com os moradores do bairro.
O que motivou vocês a investir novamente em Estrela?
Estrela foi a cidade que abriu todas as portas para nós. Quando chegamos, muitas oportunidades surgiram aqui, tanto na empresa quanto na vida pessoal. Criamos amizades, construímos nossa história e sentimos que este era o lugar certo para investir mais uma vez. Hoje consideramos
Estrela a nossa cidade e queremos retribuir toda essa acolhida oferecendo um atendimento de qualidade para a comunidade.

Vereador do Progressistas protocolou manifestação no primeiro processo da Comissão de Ética e disse ter recebido, minutos antes da sessão, nova representação assinada por sete parlamentares. Primeiro procedimento começou após representação protocolada por Felipe Diehl na sequência do bateboca durante discussão sobre pedido de CPI
Daniély Schwambach daniely@grupoahora.net.br
Acrise envolvendo o vereador Volnei Leandro Zancanaro (Progressistas) e parte dos parlamentares da Câmara de Vereadores ganhou um novo capítulo na segundafeira, 20. No mesmo dia em que protocolou a defesa referente ao primeiro processo encaminhado à Comissão de Ética, o vereador afirmou ter recebido uma nova representação disciplinar, assinada por sete colegas, minutos antes do início da sessão. O vereador anunciou o recebimento do novo documento durante pronunciamento na tribuna. Segundo ele, ainda não conhecia o conteúdo completo da representação e não sabia se o pedido tratava de cassação, afastamento ou da abertura de outro procedimento disciplinar. Após a sessão, informou que recebeu o material por volta das
18h30min e disse que faria a leitura do documento antes de se manifestar sobre o teor.
Zancanaro relacionou as duas representações às denúncias apresentadas por ele contra a administração municipal e questionou a motivação dos colegas. “Será que essa manobra não é para colocar mais um pedido de cassação? Será que não querem que esse vereador trabalhe? Ou se esqueceram que eu faço 15, 16 horas todos os dias e não tenho medo de trabalhar?”, declarou. O vereador também afirmou que as representações desviam o foco das denúncias envolvendo a Secretaria Municipal de Educação e voltou a citar as investigações conduzidas pela Polícia Federal em Estrela. “Nossa cidade está sendo muito visitada pela Polícia Federal, e eles estão querendo tirar o foco da Prefeitura e colocar o foco aqui na Câmara, em cima de mim”, disse. Ainda negou ter acusado integrantes da administração de desvio de
Fundado em 13 de janeiro de 1966
Treze de Maio, nº 360 - Estrela CEP: 95880-000
CONTATOS comercial@jornalng.net.br FONE: (51) 3712-1250
REDAÇÃO
Reportagem: Daniely Schwambach e Lautenir Junior
Assinam a nova representação Daniel da Silva, Fabiano Hauschild, Júlio César Schorr, Magdiel Turatti, Luís Fernando Kalsing , Tiane Ruschel Cagliari, Felipe Diehl
recursos. “Em nenhum momento falei que estão desviando o nosso dinheiro. O que eu disse é que estão tirando das nossas crianças para pagar propaganda.”
A sequência de conflitos começou após a Operação Ambitus Sidum, quando Zancanaro passou a defender a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar possíveis irregularidades na administração municipal. Para buscar as cinco assinaturas necessárias, apresentou uma pasta com 43 apontamentos relacionados à Secretaria Municipal de Educação.
Durante a sessão em que distribuiu o material, Felipe Diehl (sem partido) afirmou que os documentos não justificavam a abertura da CPI e resumiu a avaliação com a expressão “tosa de porco: muito grito e pouca lã”. Na resposta, Zancanaro chamou o vereador de “analfabeto”, provocando um bate-boca que levou o presidente da Câmara, Élio Jair Kunzler (MDB), a suspender a sessão por cinco minutos.
Após o episódio, Diehl protocolou a primeira representação contra Zancanaro. A Presidência da Câmara encaminhou o documento à Comissão de Ética, notificou o vereador para apresentação de defesa e informou que não se manifesta sobre o mérito enquanto o procedimento permanece em análise.
Com a defesa referente ao primeiro procedimento já protocolada, Zancanaro afirma ter recebido uma segunda representação disciplinar, assinada por sete vereadores. O novo documento ainda não havia sido analisado pelo parlamentar até o encerramento da sessão de segunda-feira.
CIRCULAÇÃO
Colinas
Imigrante
Primeira audiência
ocorre em 28 de julho, às 19h, na Câmara de Vereadores. Encontros quinzenais apresentam as propostas à comunidade antes do envio do projeto ao Legislativo
Acomunidade começa a discutir o novo Plano Diretor de Estrela na próxima terça-feira, 28 de julho. O primeiro de 14 encontros ocorre às 19h, na Câmara de Vereadores, e abre a fase de apresentação pública das propostas que devem orientar a ocupação do solo e o crescimento do município nas próximas décadas.
As reuniões foram propostas pela Secretaria Municipal de Planejamento e Sustentabilidade, com a cedência do plenário e a participação do Legislativo.
O cronograma inicial prevê audiências quinzenais, sempre nas terças-feiras, até 26 de janeiro de 2027. As datas poderão sofrer alterações, inclusive para levar parte dos debates às comunidades do interior.
A revisão tem como base o estudo elaborado pela Universidade do Vale do Taquari, a Univates, por meio de convênio com o governo do Estado. O material técnico já foi entregue ao município e agora passa pela etapa de diálogo com moradores, entidades e setores que podem ser afetados pelas mudanças. Entre os eixos prioritários

estão habitação, áreas de risco, mobilidade urbana e regional, desenvolvimento econômico, região central e expansão urbana. O estudo também aborda zoneamento, parcelamento do solo, índices urbanísticos, regras para novos loteamentos e restrições para edificações em locais vulneráveis.
Uma das principais mudanças em discussão prevê a extinção das antigas áreas de expansão urbana. Com isso, o crescimento deve ser direcionado para regiões consideradas adequadas pelos levantamentos técnicos, com restrições a novas ocupações em locais suscetíveis a enchentes, enxurradas, deslizamentos e zonas de arraste.
Segundo o secretário de Planejamento e Sustentabilidade, Emerson Musskopf, parte das reuniões poderá ser transferida para localidades do interior ao longo dos próximos meses. A intenção é facilitar a presença de agricultores e moradores das regiões potencialmente atingidas pelas novas regras. “Em dois meses, provavelmente mudaremos alguns locais para levar reuniões ao interior. Tudo será amplamente divulgado, inclusive para que a imprensa ajude a informar a comunidade”, afirma.
Algumas audiências também poderão ter caráter
setorizado, com discussões destinadas a segmentos mais afetados pelo processo. Mudanças de local ou data deverão ser comunicadas com antecedência.
Depois dos encontros, as sugestões apresentadas pela comunidade serão avaliadas pelo município e pela equipe técnica. Com os ajustes concluídos, o Executivo prepara a minuta do projeto de lei e encaminha o texto à Câmara de Vereadores.
Ainda não há data definida para a votação. A expectativa inicial aponta que a análise dos parlamentares ocorra entre janeiro e março de 2027.

A intenção é levar o debate para mais perto das pessoas para que todos conheçam as mudanças e possam participar.”
As primeiras reuniões ocorrem em 28 de julho, 11 e 25 de agosto, sempre às 19h, na Câmara de Vereadores.


Fabiano Petter comercial@jornalng.net.br

Em evento realizado pelas agências de Estrela, dia 17, sob o Fundo Social do Sicredi Ouro Branco RS/MG, realizada no Salão da Comunidade da Delfina, em Estrela. Reuniu um número enorme do voluntariado atuante no município, seus coordenadores de núcleo, representantes das entidades
locais contempladas e marcou o início da execução de 50 iniciativas que, nos próximos meses, deverão beneficiar milhares de pessoas. Nesta edição, 60 projetos participaram da seleção, somando cerca de R$ 485 mil em propostas apresentadas. Após a avaliação, 50 iniciativas foram contempladas, com
investimento aproximado de R$ 238 mil. Durante a cerimônia, cada entidade recebeu uma placa simbólica que representa o início da parceria e da execução dos projetos aprovados. A liberação dos recursos está prevista para os próximos dias, enquanto a conclusão das ações deverá ocorrer até o fim de outubro.

O programa Conexão APL desta terça, dia 21, recebeu Vinícius Guzzo diretor da Capsexpress. Com sede em Estrela, a empresa completa 20 anos em 2026 e possui
presença comercial na América Latina e na América do Norte. A empresa trabalha com suplementos alimentares e terceirização. Segundo Guzzo, ao longo de duas décadas
a companhia se adaptou às transformações do mercado, consolidando atuação em um segmento em expansão, impulsionado por tendências como saudabilidade e hiper personalização. O objetivo, conforme o diretor, é posicionar a empresa como parceira estratégica de clientes, oferecendo soluções que contribuam para um estilo de vida mais saudável. A Capsexpress atua de forma integrada, atendendo desde a estrutura de marca até a operação comercial, com funil de vendas estruturado em diferentes plataformas. Além do mercado brasileiro, considerado um dos mais dinâmicos do setor, a empresa amplia presença internacional.

as matérias completas no site: grupoahora.net.br

- A CACIS de Estrela promove hoje, dia 24, a tradicional Reunião-Almoço (RA), como tema “Cenários macroeconômico e geopolítico”, a palestra será do empresário e administrador Joarez José Piccinini, de reconhecida trajetória nos contextos corporativos, um evento sob reservas prévias, a partir das 11h30min na Società Italiana Fiori Dei Piani, em Estrela.
- Finalizados nesta semana, o 1º Summit Empreender e Inovar. Contemplando aqui na região, nos dias 09 de julho, em Teutônia, e no dia 16, em Montenegro, chegando em Minas Gerais no dia 21 de julho, com edição na cidade de Ipatinga. Evento voltado ao público empreendedor, o Summit integra a programação de aniversário de 45 anos da Sicredi Ouro Branco RS/MG.
- O Sebrae RS promoveu, no dia 20, no Parque do Imigrante, a 4ª edição da Feira de Negócios de Alimentos, reunindo fornecedores, compradores e especialistas do setor. Evento gratuito, com objetivo de impulsionar o segmento de alimentos e bebidas, criando um ambiente de conexão entre empresas e profissionais, ampliando parcerias e portfólio de produtos.
- Confira diariamente o quadro OPORTUNIDADES do rádio 102.9 e portal do Grupo A Hora, vagas de empregos disponíveis na região, as seleções estão abertas para todos os níveis de experiência. Acesse o link QR CODE acima.
25 de julho – Dia do Colono e Motorista
27 de julho – Krabbe Imóveis (18 anos)
28 de julho – UNICRED Estrela (26 anos)
30 de julho – Tomasi Logistica (36 anos)
Sua empresa também pode ser mencionada neste espaço, envie a sua data comemorativa!
Parabéns e um cordial abraço a todos.
Dia 24 de julho: 12h: Reunião Almoço CACIS, em Estrela.
Dia 26 de julho: 8h: 3ª Etapa do Circuito do Vales, em Westfalia. 12h: Festa Anual de São Cristovão, em Fazenda Vilanova.
12h: Festa Anual de São Cristovão, em Estrela.
Dia 8 de agosto: 15h: 9º Festival de Inverno ACERVA, em Estrela.
Dia 28 a 30 de agosto:
19h30: 2º Festival Internacional do Folclore, em Imigrante.


Proposta aprovada pela câmara autoriza abatimento de 25% no imposto para proprietários que reformarem o passeio conforme os padrões do município
Daniély Schwambach daniely@grupoahora.net.br
ESTRELA
Uma calçada acessível beneficia quem caminha, melhora a mobilidade urbana e contribui para enfrentar os impactos das chuvas nas cidades. Com esse objetivo, a câmara de vereadores aprovou um projeto de lei que autoriza a concessão de desconto no Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) aos proprietários que reformarem o passeio em frente aos imóveis conforme os padrões estabelecidos pelo município. Agora, a proposta segue para sanção da prefeita Carine Schwingel. A iniciativa incentiva a implantação das chamadas Soluções Baseadas na Natureza (SbN), que combinam acessibilidade, drenagem sustentável e ampliação das áreas permeáveis para reduzir o escoamento da água da chuva. Conforme o projeto, o contribuinte que executar a reforma de acordo com as exigências do município tem direito a desconto anual de 25% sobre o valor do IPTU, após a aplicação dos abatimentos já previstos em lei. O benefício pode ser renovado por até dez exercícios consecutivos ou até que o valor acumulado dos descontos corresponda ao custo
comprovado da obra, prevalecendo o que ocorrer primeiro.
O abatimento incide exclusivamente sobre o IPTU e não alcança taxas de serviços públicos ou outras contribuições lançadas juntamente com o imposto. Para obter o desconto, o proprietário apresenta previamente à Secretaria Municipal de Planejamento e Desenvolvimento Sustentável o projeto da calçada acompanhado do orçamento detalhado da obra. A execução ocorre somente após a aprovação técnica. O projeto também determina que todos os materiais e insumos utilizados na reforma sejam adquiridos de empresas com sede em Estrela. Depois da conclusão da obra, o contribuinte protocola novo requerimento acompanhado de documento de identificação, matrícula atualizada do imóvel, notas fiscais dos materiais e registro fotográfico de todas as etapas da execução. Entre os itens exigidos estão a demolição da estrutura existente, execução do meio-fio, pavimentação com pavers, instalação de piso tátil, construção de rampas acessíveis, adequação das estruturas de drenagem e implantação de jardins de chuva, quando previstos no projeto.
Além de estimular a reforma dos passeios, o projeto busca ampliar a acessibilidade e padronizar as calçadas do município.
Quem pode solicitar?
Proprietários de imóveis que reformarem o passeio conforme os padrões definidos pelo município.
Qual o benefício?
Desconto anual de 25% sobre o valor do IPTU.
Por quanto tempo?
Até dez exercícios consecutivos ou até que o valor dos descontos corresponda ao custo comprovado da obra.
O que é necessário?
Projeto aprovado pela Prefeitura, execução conforme as normas municipais, vistoria técnica e apresentação de notas fiscais dos materiais adquiridos em empresas de Estrela.
Quando o desconto começa?
O projeto prevê aplicação do benefício a partir do exercício de 2027, após sanção do Executivo.
O que a calçada deve ter?
Pavimentação conforme os padrões municipais, piso tátil, rampas de acessibilidade, drenagem adequada e, quando previsto no projeto, jardins de chuva e outras Soluções Baseadas na Natureza (SbN).

Previsão indicava que o Rio Taquari permaneceria abaixo da cota de inundação, mas a elevação superou as estimativas e obrigou municípios a retirarem moradores durante a madrugada
Exatas 70 famílias ficaram desabrigadas pela cheia que contrariou as previsões iniciais do Estado. Ainda durante a madrugada, as Defesas Civis dos municípios organizaram a retirada de moradores das áreas ribeirinhas diante da rápida elevação do Rio Taquari. Entre tantos rostos e histórias nos abrigos de Estrela e Colinas, estão Carla Michele Barcelos Palskuske (41) e Daiane Matto dos Santos (29) primeiras moradoras acolhidas no Centro Comunitário Cristo Rei, em Estrela. Moradoras do bairro Oriental, conseguiram retirar móveis, documentos, eletrodomésticos e os animais de estimação. No abrigo, acompanham a redução do nível do Rio Taquari e aguardam a liberação para retornar para casa. “A gente sabe que fez a coisa certa saindo antes, mas ninguém gosta de ficar longe de casa. Agora é esperar que a água baixe e poder voltar para o nosso cantinho”, afirma Carla.
Daiane destaca o apoio recebido durante a retirada. “Quando vimos, já tinha caminhão, ônibus e muita gente ajudando a tirar os móveis e os bichinhos. Isso deu tranquilidade naquele momento. Agora queremos só voltar para casa e recomeçar.”
Jaqueline Machado (37), moradora do bairro das Indústrias residia durante 20 anos no Marmitt, quando perdeu tudo em 2024. Com o alerta no telefone da Defesa Civil Estadual na manhã da quarta-feira, 22, ela acionou o proprietário da casa alugada e fez mudança a outro imóvel, njo Centro, com medo da cheia. “Eu já tenho esse trauma. Foi um desastre total. Não posso me permitir viver aquilo de novo”, lamenta.
Os relatos e o avanço do rio Taquari trazem um cenário diferente do previsto inicialmente pelo Estado. A estimativa era de que o nível permanecesse abaixo da cota de inundação de 19 metros, mas a elevação foi mais rápida do que o esperado.

Eu já tenho esse trauma. Em 2024 foi um desastre total. Não posso me permitir viver aquilo de novo.”

Em Lajeado, o rio chegou a 24,38 metros, enquanto Estrela passou a considerar a possibilidade de atingir 26 metros, o que levou os municípios a ampliar as ações preventivas.
Em Estrela, a operação foi organizada para o cenário mais crítico. Conforme a Defesa Civil, caso a cota de 26 metros fosse alcançada, 389 residências poderiam ser atingidas, com mais de 1,5 mil pessoas potencialmente afetadas. A atuação envolveu equipes de diferentes secretarias, além de caminhões, ônibus

e máquinas para retirada de moradores e transporte de pertences.
O volume de chuva nas cabeceiras do rio foi um dos fatores que agravaram o cenário. Segundo o Cemaden, Estrela registrou 85,4 milímetros na terça-feira, maior acumulado diário do município em 2026. Apesar disso, a cheia ficou abaixo da projeção mais crítica e, com a redução das águas, as equipes iniciaram a limpeza das áreas atingidas.
No Centro Comunitário Cristo Rei, único abrigo aberto pelo município, permaneciam 38 famílias e 118 pessoas até a tarde de quinta-feira. Enquanto aguardam o retorno para casa, moradores acompanham a redução do nível do rio e a liberação das áreas afetadas.
Em Colinas, oito famílias deixaram as residências de forma preventiva. O abrigo montado no Salão da Comunidade Católica recebeu os móveis retirados
das casas, e apenas uma família precisou permanecer no local por não possuir rede de apoio. Já em Bom Retiro do Sul, conforme a cota alcançada pelo rio, duas famílias precisaram ser retiradas preventivamente das áreas de risco e encaminhadas para a Escola Irmãs Pivatto. Ao todo, 11 pessoas foram acolhidas no local durante o período de maior preocupação com a cheia. Com a melhora das condições, o acolhimento foi encerrado ainda na quinta-feira. Com o fim da fase emergencial, os municípios concentram esforços na recuperação dos danos causados pela cheia. As equipes atuam na remoção de lama, limpeza de vias e avaliação de pontos afetados, como a ERS-129, onde a força da correnteza provocou danos no pavimento. A Defesa Civil mantém o monitoramento do Rio Taquari enquanto ocorre o restabelecimento da rotina das comunidades atingidas.


A Defesa Civil Estadual reconhece que as projeções iniciais não acompanharam a velocidade e a intensidade da resposta do Rio Taquari. O coordenador estadual do órgão, tenente-coronel Boeira, explica que os modelos hidrológicos utilizados subestimaram o comportamento da bacia, principalmente em razão do volume de chuva registrado acima do previsto nas cabeceiras. “Trabalhamos com limiares de até 150 milímetros de chuva, mas o observado foi de cerca de 200 milímetros. Choveu mais do que o esperado”, afirma. Segundo ele, além do acumulado superior ao projetado, o avanço da água ocorreu de forma mais rápida do que os cálculos indicavam. “Nossos modelos hidrológicos referentes às respostas subestimaram as respostas que estão acontecendo agora”, completa.

LUCIANO
Trabalhamos com limiares de até 150 milímetros de chuva, mas o observado foi 200 milímetros. Choveu mais do que o esperado.”

A cheia desta semana também colocou à prova uma das principais obras de reconstrução de Estrela após a enchente de 2024. A água do Rio Taquari voltou a alcançar a área onde está sendo construída a nova Trilha Ecológica, antiga Trilha do Fritz, cobrindo parte da escadaria próxima ao prédio histórico da Polar. O projeto, no entanto, foi desenvolvido justamente
para enfrentar novos eventos climáticos.
Com investimento de aproximadamente R$ 1,3 milhão, a obra é financiada com recursos da Defesa Civil Nacional destinados à reconstrução de áreas afetadas por desastres. A nova estrutura foi planejada a partir de estudos realizados após a enchente histórica, considerando mudanças no terreno, no
comportamento do rio e na estabilidade das margens. Entre as adaptações estão uma passarela formada por módulos independentes, um píer flutuante removível e obras de contenção dos taludes. A proposta é permitir que a área tenha maior capacidade de adaptação às cheias e que eventuais danos sejam mais pontuais e de recuperação mais rápida.



Parte da estrutura recém-reconstruída foi levada pela força da água antes da cura do cimento; Prefeitura estima atraso de até 30 dias e buscará recursos para concluir a recuperação
Lautenir Junior lautenir@grupoahora.net.br
Areconstrução da barragem histórica do Arroio da Seca, no Centro de Imigrante, sofreu um novo revés após as fortes chuvas registradas na última semana. Parte da estrutura que estava sendo recomposta foi danificada pela elevação do nível do arroio, comprometendo um trecho da obra que ainda não havia concluído o processo de cura do cimento.
Os trabalhos haviam sido retomados recentemente e estavam em fase avançada. A expectativa da administração municipal era concluir a recuperação em aproximadamente 15 a 20 dias. Com os novos danos, a estimativa agora é de um atraso entre 20 e 30 dias.
Germano Stevens destaca que a força da água atingiu justamente uma parte da estrutura que havia sido reconstruída poucos dias
antes “Infelizmente, tivemos esse contratempo. A água subiu bastante e acabou levando uma parte da obra que estava sendo executada. Como o cimento ainda não havia curado completamente, esse trecho não resistiu à força da correnteza.”
Apesar do prejuízo, Stevens afirma que o município manterá o cronograma de recuperação assim que as condições permitirem.
Patrimônio histórico
A barragem possui importância para a história de Imigrante. Construída entre 1925 e 1930, ela foi erguida originalmente para abastecer um moinho que funcionava no município. Com o passar das décadas, o local deixou de cumprir apenas sua função econômica e passou a integrar o patrimônio histórico da cidadee é considerada um dos cartõespostais do município.
“Nosso objetivo sempre foi reconstruir exatamente como ela era. Estamos utilizando a mesma técnica construtiva, com pedras de grês, respeitando a história e a identidade desse patrimônio quase centenário.”
A recuperação está sendo feita com recursos de R$ 500 mil repassados pela Defesa Civil Nacional. O projeto foi elaborado para restabelecer a estrutura mantendo sua arquitetura original, preservando o valor histórico da obra.

A água subiu bastante e acabou levando uma parte da obra que estava sendo executada.”
Com os novos danos, o município também deverá abrir diálogo com o Governo Federal para verificar a possibilidade de obter recursos complementares destinados aos reparos provocados pelas chuvas desta semana. Stevens reforça que a recuperação da barragem vai além de uma intervenção de infraestrutura. Conforme ele, trata-se de devolver à comunidade um espaço que faz parte da memória e da identidade de Imigrante. Agora, a continuidade dos trabalhos dependerá da redução do nível do Arroio da Seca e da conclusão da avaliação técnica que será realizada pela equipe de engenharia do município. Somente após esse levantamento será possível definir o cronograma atualizado para a retomada e conclusão da obra.
Complexos industriais, expansão de empresas e novos empreendimentos devem transformar a economia de Fazenda Vilanova. Administração projeta crescimento da indústria, enquanto o novo Distrito Industrial abrirá espaço para cerca de 20 empresas locais
FAZENDA VILANOVA
Um novo ciclo de desenvolvimento econômico é vivido por Fazenda Vilanova. Com mais de R$ 200 milhões em investimentos privados anunciados, o município amplia a participação da indústria na economia. O movimento é liderado pela Diamond, pelo Complexo Vila Nova e pelo empreendimento da Richter, que se somam às empresas já instaladas, como Concretar e Transportadora Santa Rita. O prefeito Amarildo Luis da Silva atribui o momento ao trabalho desenvolvido pela administração nos últimos anos.
“Criamos um ambiente favorável para quem quer investir. Temos uma legislação de incentivo, diálogo com os empreendedores e agilidade nos

A água subiu bastante e acabou levando uma parte da obra que estava sendo executada.”
processos. Hoje os resultados começam a aparecer.” Amarildo afirma que a localização do município é um dos principais diferenciais para a chegada de novos empreendimentos. “A BR-386 e a RS-128 dão acesso a todas as regiões do Estado. Essa logística pesa na decisão de quem pretende investir.” Para Amarildo,
REPRODUÇÃO


a chegada da Diamond, do Complexo Vila Nova e do empreendimento da Richter representa uma mudança no perfil econômico do município. “O setor primário continuará sendo importante, mas a indústria terá cada vez mais participação na arrecadação, na geração de empregos e no desenvolvimento do município.” O crescimento também se reflete nas contas públicas. O orçamento municipal passou de cerca de R$ 18 milhões, em 2017, para uma projeção de R$ 54 milhões em 2026.
Distrito Industrial prioriza empresas locais
Além da atração de novos investimentos, a Prefeitura aposta na expansão das empresas do município. O Distrito Industrial, em fase final de implantação às margens da RS-128, terá 18 lotes e capacidade para receber cerca de 20 empresas. O secretário de Desenvolvimento Econômico, Tiago Lounai, afirma que o
projeto busca fortalecer quem já empreende em Fazenda Vilanova. “Atrair novas empresas é importante, mas também precisamos investir em quem já gera emprego e renda aqui. O
Distrito Industrial foi pensado para dar condições de crescimento aos empreendedores locais.” Amarildo afirma que a administração também prepara a cidade para acompanhar o crescimento econômico.
R$ 54 milhões é o orçamento do município para 2026
R$ 18 milhões era o orçamento municipal em 2017
18 lotes compõem o novo Distrito Industrial Até 20 empresas poderão se instalar no Distrito Industrial
“Estamos ampliando a estrutura de saúde, buscamos uma nova escola de educação infantil, temos um projeto de habitação em andamento e seguimos investindo em infraestrutura. O desenvolvimento precisa ser acompanhado de qualidade de vida.” Em parceria com o Governo do Estado, o município constrói 20 moradias populares. A administração também trabalha para ampliar a oferta de vagas na educação infantil. Embora o Censo de 2022 tenha registrado 4.291 habitantes, o município estima que a população atual esteja entre 5,2 mil e 5,4 mil moradores. Para Amarildo, o ciclo de investimentos ainda está no início. “Estamos em conversa com novos empreendedores. A expectativa é que Fazenda Vilanova continue crescendo nos próximos anos.”


Projeto aprovado institui programação anual voltada à preservação da história da colonização, ao incentivo à pesquisa e à valorização do legado das famílias que contribuíram para a formação do município
Daniély Schwambach daniely@grupoahora.net.br
Ahistória das famílias que ajudaram a construir o município poderá ganhar um espaço permanente de valorização. A Câmara de Vereadores aprovou, na sessão desta segunda-feira, 20, o projeto de lei de autoria de Felipe Diehl (sem partido) que institui a Semana Municipal da Memória dos Pioneiros e da Colonização. A programação passa a integrar o Calendário Oficial de Eventos e ocorrerá, anualmente, na semana que compreende o dia 25 de julho. A iniciativa busca fortalecer o conhecimento sobre as origens do município e incentivar a preservação da memória histórica, reconhecendo a contribuição dos pioneiros, colonizadores, imigrantes e dos diferentes povos que participaram da formação econômica, social, cultural e religiosa da comunidade ao longo das gerações. O texto também incentiva a conservação do patrimônio histórico, material e imaterial, e a transmissão desse legado às novas gerações.
Entre os objetivos da lei estão a preservação de documentos,

fotografias, livros, registros familiares, objetos e relatos orais que ajudam a reconstruir a trajetória das primeiras comunidades. A proposta também estimula pesquisas históricas e genealógicas, além da valorização de igrejas, escolas, cemitérios históricos, edificações e outros espaços que guardam parte da memória da colonização e do desenvolvimento do município. Outro foco da proposta é incentivar a transmissão desse conhecimento entre as gerações. Conforme o projeto, conhecer a história das famílias pioneiras e das comunidades que deram origem à cidade contribui para fortalecer a identidade local e preservar um patrimônio que ultrapassa construções e documentos, alcançando também costumes, tradições e relatos que ajudam a explicar a formação da comunidade.
Durante a Semana Municipal da Memória dos Pioneiros

e da Colonização poderão ocorrer palestras, seminários, exposições, encontros, atividades culturais e educativas, visitas a locais históricos, divulgação de pesquisas, publicações e outras iniciativas voltadas ao resgate da memória local. As ações também poderão contar com a participação de instituições de ensino, entidades culturais, religiosas e comunitárias, pesquisadores, historiadores, genealogistas e organizações da sociedade civil.
A proposta prevê que a programação incentive a participação da comunidade na preservação de acervos familiares, documentos antigos, fotografias e registros históricos, ampliando o acesso da população à história do município e estimulando novas pesquisas sobre a colonização e a formação das comunidades.
Na justificativa apresentada junto ao projeto, Diehl destaca que a escolha da semana em torno do dia 25 de julho possui significado histórico. A data marca o início da imigração alemã no Rio Grande do Sul, em 1824, processo que influenciou diretamente o desenvolvimento da região e do Vale do Taquari.
O vereador lembra que a ocupação da área onde hoje está localizado o município começou cerca de 170 anos atrás, antes mesmo da emancipação políticoadministrativa, conquistada em 1876. Segundo ele, foram essas primeiras famílias que abriram caminhos, desenvolveram a agricultura, impulsionaram o comércio, organizaram comunidades e criaram as bases para o crescimento da cidade. Diehl também ressalta que a proposta ganha um significado especial em 2026, ano em que o município celebra os 150 anos de emancipação.

Equipe do Grupo
A Hora participa da celebração que reúne fiéis, motoristas e famílias há 27 anos em Fazenda Vilanova

Lautenir Junior lautenir@grupoahora.net.br
ACaravana NG estará em Fazenda Vilanova neste domingo, 26 de julho, para acompanhar a 27ª Festa de São Cristóvão, padroeiro dos motoristas e da comunidade

de São Cristóvão. A equipe do Grupo A Hora fará a cobertura da programação, que reúne celebração religiosa, tradição e confraternização e deve atrair moradores do município e visitantes de diversas cidades do Vale do Taquari. Promovida anualmente, a festa preserva uma tradição construída
ao longo de décadas. Organizada por casais festeiros, pela coordenação da capela e pela comunidade, a programação mantém momentos que marcam a celebração desde as primeiras edições, como a missa, a procissão, a bênção dos veículos, o almoço comunitário e a reunião dançante.
A coordenadora da comunidade, Janete Rodrigues, destaca o envolvimento dos voluntários e convida a população a participar. “É uma festa preparada com muito carinho por toda a comunidade. Convidamos as famílias de Fazenda Vilanova e dos municípios vizinhos para viver esse momento de fé, agradecimento e confraternização.”
A programação começa às 9h30, com missa na comunidade. Na sequência, ocorre a procissão e a tradicional bênção dos veículos em frente ao monumento de São Cristóvão, localizado em frente à prefeitura de Fazenda Vilanova. O momento reúne motoristas de carros, caminhões, motocicletas, máquinas agrícolas e outros veículos, que recebem a bênção em homenagem ao santo protetor dos viajantes.
Ao meio-dia, será servido o almoço no CTG Pousada dos Tropeiros. Às 14h, a banda Doce Desejo anima a reunião dançante. Os interessados ainda podem adquirir talões por R$ 60, com direito ao almoço e à participação no sorteio de 23 prêmios. Também haverá venda de cartões de almoço no local por R$ 50 por pessoa, a partir da manhã de domingo.
A Caravana NG leva diversão à comunidade e integra a agenda de ações do projeto pelos municípios da microrregião.


Cooperativa promove programação especial ao longo de 2026 e terá como ponto alto um show nacional no dia 22 de agosto, em Teutônia. Estrutura será preparada para receber cerca de 10 mil pessoas
Os 45 anos da Sicredi Ouro Branco RS/MG serão celebrados com uma programação especial ao longo de 2026. O principal momento das comemorações ocorre no dia 22 de agosto, em Teutônia, com um show nacional da banda Jota Quest, exclusivo para associados da cooperativa.
A estrutura, montada no Pavilhão Multiuso, terá capacidade para receber cerca de 10 mil pessoas.
A celebração faz parte de uma série de ações organizadas ao longo do ano para marcar a trajetória da cooperativa. Segundo a coordenadora de Relacionamento da Sicredi Ouro Branco RS/ MG, Fabiana Zimmer, o objetivo é reconhecer quem construiu a história da instituição.
“A cooperativa completa 45 anos em agosto e entendemos que esse momento precisava ser celebrado ao lado de quem faz
parte dessa trajetória. O show do Jota Quest é uma forma de agradecer aos nossos associados pela confiança e pela parceria ao longo desses anos”, diz.
A programação do aniversário contempla diferentes públicos. Em junho, a cooperativa promoveu um evento voltado ao agronegócio. Neste período, também desenvolve ações destinadas aos associados pessoa jurídica. O encerramento das comemorações será o show nacional em Teutônia.
Antes da apresentação da banda, a Sicredi Ouro Branco promoverá uma programação aberta à comunidade na área da Prefeitura de Teutônia. O espaço contará com atividades de recreação, praça de alimentação, feira de artesanato e ações de relacionamento com os visitantes.
À noite, a programação segue para o Pavilhão Multiuso, onde ocorre o show do Jota Quest. O acesso será exclusivo para associados da cooperativa.
De acordo com Fabiana, a estrutura foi planejada para oferecer conforto e segurança ao público.
“Estamos preparando um grande evento. Pensamos em toda a logística para receber aproximadamente 10 mil pessoas, proporcionando uma experiência organizada, segura e especial para os nossos associados.”
Os ingressos têm valor simbólico de R$ 20 e podem ser adquiridos em uma plataforma exclusiva disponível no site da cooperativa.
Para efetuar a compra, basta acessar o portal, localizar o banner do evento e informar nome e CPF

Segundo Fabiana, o processo foi desenvolvido para facilitar o acesso dos associados.
“A venda é totalmente online, por meio do nosso site. O associado acessa a plataforma exclusiva, informa seus dados e garante o ingresso de forma simples e rápida.”
A coordenadora destaca que o valor do ingresso não representa o custo do espetáculo, mas faz parte da organização do evento. Hoje, a cooperativa reúne mais de 127 mil associados nos estados do Rio Grande do Sul e Minas Gerais. Para Fabiana, a comemoração dos 45 anos reforça a essência do cooperativismo. O show do Jota Quest será promovido no dia 22 de agosto, às 20h, no Pavilhão Multiuso de Teutônia. A programação aberta à comunidade ocorrerá durante a tarde, nas proximidades do Centro Administrativo Municipal.


aepan.ong@gmail.com COM AIRTON
Na metade da década de 1980, Estrela vivia um dos momentos mais significativos de sua trajetória econômica. Um levantamento realizado pela Associação Comercial e Industrial de Estrela (ACIE), com dados consolidados em 31 de dezembro de 1986, permite compreender como o município havia se transformado em um importante polo industrial do Vale do Taquari.
Naquele ano, Estrela possuía 451 estabelecimentos comerciais e industriais, distribuídos entre a sede e os distritos de Arroio da Seca, Corvo, Costão e Delfina. Eram 322 empresas comerciais e 129 indústrias, demonstrando
uma economia diversificada e em franca expansão.
Embora o comércio apresentasse maior número de estabelecimentos, era a indústria que definia o perfil econômico do município. Grandes empresas já se encontravam consolidadas, atraindo trabalhadores, movimentando o comércio local e fortalecendo a arrecadação municipal.
Os dados revelam um município que soube aproveitar sua localização estratégica às margens do Rio Taquari e da BR-386 para desenvolver um parque industrial competitivo, tornando-se uma referência regional.

O levantamento da ACIE permite conhecer como estavam distribuídas as empresas estrelenses em 1986. A concentração econômica permanecia na sede do município, mas os distritos também apresentaram atividade significativa. Na área comercial, a sede reunia 322 estabelecimentos, sendo 114 empresas de maior porte e 208 microempresas. Nos distritos, Arroio da Seca contabilizava 23 empresas comerciais; Corvo, 26; Costão, nove; e Delfina, cinco.
No setor industrial, a sede concentrava 96 das 129 indústrias existentes. Corvo possuía 12 estabelecimentos industriais; Arroio da Seca, dez; Costão, dez microindústrias; e Delfina contava com uma empresa industrial.


Em dezembro de 1986, Estrela possuía 6.646 trabalhadores com carteira assinada. Destes, 1.642 estavam empregados no comércio, enquanto 5.004 trabalhavam na indústria. Em outras palavras, aproximadamente três em cada quatro empregos formais pertenciam ao setor industrial. A sede concentrava a maior parte dessa mão de obra, com 4.294 trabalhadores na indústria e 1.432 no comércio. Arroio da Seca registrava 341 empregos industriais e 67 comerciais. Corvo contabilizava 312 trabalhadores na indústria contra 76 no comércio. Já Costão e Delfina apresentavam números menores, porém equilibrados entre os dois setores.
O relatório econômico elaborado pela ACIE em 1986 também registrava as 60 maiores empresas do município, classificadas conforme o retorno do ICM (Imposto sobre Circulação de Mercadorias), indicador que refletia a importância econômica de cada empreendimento. Entre os destaques figuravam empresas que marcaram profundamente a história industrial de Estrela e de toda a região. A Indústria de Bebidas Antárctica Polar S.A. consolidava-se como uma das maiores empregadoras do município. A Farol S.A. Indústria Gaúcha de Farelos e a Granóleo S.A. demonstravam a força do setor agroindustrial, agregando valor à produção agrícola regional. Esse levantamento permanece como um importante documento histórico. Ele registra um período em que trabalho, empreendedorismo e capacidade produtiva moldaram o desenvolvimento econômico de Estrela, deixando um legado que ainda hoje influencia a identidade e a prosperidade do município.


Grito de entusiasmo no flamenco Cosmético usado como realçador de cílios
"Triticum", em relação ao trigo (?) Santana, cantor de "Escreve Aí"
A geração de pessoas nascidas entre 1981 e 1995
Início de poemas Unidade molecular Neurologista (red.)
Muito (apócope) Queijo de soja "Máximo",
Partido de Lacerda Artigo indefinido (pl.)
"(?) Teológica", obra de Tomás de Aquino
Mascote dos Jogos Olímpicos de 2020
Gênero musical de Amália Rodrigues
Peça que mata vampiros (Lit.)
Produto da cevada usado na cerveja
Posição de Beyoncé, para a música
Utensílio para modelar biscoitos (Cul.)
Observatório Nacional (sigla)
(?) free: grátis (ing.)
Ate; aperte
Capital peruana Título (abrev.)
"Você", em chats Enfeita; adorna
Mastro de bandeiras Obras distribuídas pelo PNLD (BR)
Game (?): fim de jogo, em inglês
Império que conquistou Constantinopla
(?)-pronóbis, planta comestível
Saco de couro para líquidos
Taxa acrescida à poupança (sigla)
Cobertura rústica de casas
Unidade de venda da pipoca
O paciente da cirurgiã bariátrica

ÁRIES: Conversas em família resolverão antigos conflitos. Encontre seu lugar e assuma novos desafios. No amor, vire o jogo e reformule planos de moradia.
TOURO: Encontros do dia terão um caráter transformador. Você poderá formalizar uma parceria ou firmar um acordo comercial, converse sobre detalhes.
GÊMEOS: Será um bom momento para finalizar um projeto e iniciar outro com melhor perspectiva de retorno.
CÂNCER: Se estiver planejando uma viagem, aproveite o período da noite para encontrar boas condições.
LEÃO: Aproveite este momento para conversas importantes com a família. Reencontros trarão revelações e entendimento de experiências passadas.
VIRGEM: Uma nova jornada começará com bons acordos e relações estimulantes. Conversas de hoje poderão mudar sua opinião sobre alguém.
LIBRA: Aproveite uma oportunidade de se associar ou de renegociar um contrato profissional e pense a longo prazo. Sucesso!
ESCORPIÃO: Conexões com estrangeiros, mestres e autoridades estarão aquecidas. Repense objetivos e determine prioridades do orçamento.
SAGITÁRIO: Aproveite o dia para circular, descobrir novidades, surpreender em entrevistas ou reuniões de trabalho e implantar novos conceitos.
CAPRICÓRNIO: Assuntos financeiros pedirão calma nas decisões e visão estratégica, evite repetir erros do passado, pense diferente.
AQUÁRIO: Se puder, tire um tempo só para você. Será bom momento para renovar sua imagem e encerrar processos do passado.
PEIXES: Valerá fazer terapia e atividades que promovam equilíbrio emocional e bem-estar. Portas se abrirão na carreira em breve.
Principal curso fluvial da Itália

Sexta-feira – 24/7
15h30min: Missa na Comunidade São Pedro, na Vovolândia.
19h: Reunião de Ministros da Sagrada Comunhão, no Salão Paroquial.
Sábado – 25/7
15h30min: Missa na Comunidade São Francisco Xavier, em Glória (Lar de Idosos).
17h: Missa na Igreja São José, no Hospital.
18h30min: Missa no Santuário Santo Antônio.
18h30min: Missa na Comunidade Nossa Senhora Auxiliadora, em Auxiliadora.
20h: Missa na Comunidade São João Batista, em São João.
SANDRA ELOISA GOLLMANN
Morreu na quinta-feira, 23, aos 38 anos. Foi cremada no Memorial e Crematório Jardim Montanha dos Vales, em Santa Cruz do Sul.
RUBINO WELTER
Morreu na quinta-feira, 23, aos 95 anos. Foi sepultado no Cemitério Católico do Florestal, em Lajeado.
LUIS CARLOS DA SILVA
Morreu na quinta-feira, 23, aos 49 anos. Será sepultado no Cemitério Municipal de Novo Paraíso, em Estrela.
ANILA IRSEMA WILDNER
Morreu na quinta-feira, 23, aos 76 anos. Foi sepultada no Cemitério Evangélico Sampaio, em Venâncio Aires.
HILARIO SCHNEIDTER
Morreu na quarta-feira, 22, aos 68
Domingo – 26/7
8h30min: Missa no Santuário Santo Antônio.
10h: Missa na Comunidade São Pedro Apóstolo, em Delfina.
10h: Missa na Comunidade Santa Rita de Cássia, em Santa Rita.
19h: Missa no Santuário Santo Antônio.
Terça-feira – 28/7
18h30min: Missa no Santuário Santo Antônio.
Quarta-feira – 29/7
18h30min: Missa na Igreja São José, no Hospital.
Quinta-feira – 30/7
18h30min: Missa no Santuário Santo Antônio.
PARÓQUIA SÃO CRISTÓVÃO
Sexta-feira – 24/7
19h: Peregrinação de São Cristóvão e missa na Comunidade Nossa Senhora de Guadalupe, nos Loteamentos III, IV e V.
Sábado – 25/7
16h: Peregrinação de São Cristóvão e missa no Loteamento Nova Morada.
Domingo – 26/7
8h: Concentração no Parque Princesa do Vale.
8h30min: Procissão motorizada até a Igreja São Cristóvão e bênção dos motoristas e veículos. 10h: Missa em honra a São Cristóvão, seguida de almoço e festa.
anos. Foi sepultado no Cemitério Municipal do Florestal, em Lajeado.
PEDRO VALDELINO SCHWERTNER
Morreu na terça-feira, 21, aos 73 anos. Foi cremado no Memorial e Crematório Jardim Montanha dos Vales, em Santa Cruz do Sul.
DANI ANTÔNIO MALLMANN
Morreu na terça-feira, 21, aos 68 anos. Foi sepultado no Cemitério Católico do Alto da Bronze, em Estrela.
JOSÉ FRANCISCO CORREA
DOS SANTOS MEDEIROS
Morreu na segunda-feira, 20, aos 83 anos. Foi cremado no Memorial e Crematório Jardim Montanha dos Vales, em Santa Cruz do Sul.
ARACI RÖHRIG
Morreu na segunda-feira, 20, aos 84 anos. Foi sepultada no Cemitério Evangélico da Linha São Jacó Alta, em Teutônia.
ILONA LORENZ DRIEMEYER
Morreu na segunda-feira, 20, aos 80 anos. Foi cremada no Memorial e Crematório Jardim Montanha dos Vales, em Santa Cruz do Sul.

Cinco equipes fazem o primeiro jogo na competição neste sábado
ACopa de Inverno de Futebol 7 da Soges prossegue neste sábado, 25, com a disputa da segunda rodada. A programação reúne oito partidas, a partir das 12h30min, e marca a estreia de cinco equipes na competição.
Entre os debutantes, Cevaria e Firma se enfrentam em um confronto que coloca frente a frente duas equipes que iniciam a caminhada no campeonato. Outro duelo de estreantes será entre Brocadores e Ambeve. Já o Renegados faz sua primeira partida diante do Revoada, que busca a segunda vitória consecutiva.
A rodada acontece após um início de competição marcado pelo alto número de gols. Dos oito confrontos disputados na abertura, seis terminaram com vantagem de três ou mais gols para o vencedor.
O principal destaque foi a goleada do Celtic sobre o Knecus VG por 9 a 0, o placar mais elástico da primeira rodada. O Bud FC também largou em alta ao vencer o Tsunami por 6 a 2. O Knecus/Uninter superou o Barcabier por 5 a 2. Outras duas equipes venceram por 4 a 1. O Galácticos bateu o Thundercats, enquanto o Capote derrotou o SPC. O Só Resenha também estreou com vitória ao fazer 4 a 1 sobre o Tricolor. Nos jogos mais equilibrados da rodada inaugural, o Revoada venceu o Demonhos Jr por 2 a 1, enquanto Sombras e Brooklyn United empataram em 2 a 2, único empate da primeira rodada. Com a sequência da competição, as equipes buscam consolidar posições na tabela e manter vivo o objetivo de avançar às fases decisivas.






Município recebe a terceira etapa da temporada neste domingo, com provas para todas as idades e percurso que passa pelo centro da cidade
Ezequiel Neitzke
ezequiel@grupoahora.net.br
Westfália será palco, neste domingo, 26, da terceira etapa do Circuito dos Vales/Lucasa Incorporadora. O evento deve reunir mais de 2,1 mil atletas inscritos e, com a presença de acompanhantes, a expectativa é de um público superior a 4 mil pessoas, número que supera a população estimada do município, de cerca de 3,1 mil
habitantes.
Considerado o maior circuito de corrida de rua do Vale do Taquari e um dos principais do interior do Rio Grande do Sul, o Circuito dos Vales é realizado desde 2015. Em Westfália, os participantes poderão disputar provas de 3, 5 e 10 quilômetros, além de caminhadas de 3 e 5 quilômetros e corridas kids de 500 metros e 1 quilômetro.
A largada e a chegada ocorrerão no Parque de Eventos de Westfália, ao lado da Rua Leopoldo Fiegenbaum. Os percursos apresentam desníveis que variam de 13 metros, na prova de 3 quilômetros, a 65 metros, no trajeto de 10 quilômetros, passando por ruas centrais do município.
Coordenador de Esportes de Westfália, Roger Werkhausen destaca que o evento projeta o município para além da região
e movimenta diferentes setores da economia local. “O Circuito dos Vales representa muito para Westfália. Recebemos corredores e turistas de diversas regiões, o que fortalece o comércio e mostra o potencial do município. É um evento que praticamente dobra a população da cidade durante o domingo”, afirma. Segundo ele, a estrutura urbana e as características do município favorecem a prática da corrida ao longo de todo o ano. O Parque de Eventos, a pista de atletismo e as ruas com baixo fluxo de veículos atraem atletas para treinamentos frequentes, principalmente nos fins de semana. Werkhausen também acredita que sediar uma etapa do circuito contribui para consolidar outras iniciativas esportivas do calendário local, como a Corrida Iluminada, realizada durante a programação de Natal. “Esperamos que essa parceria continue por muitos anos. Westfália é uma cidade acolhedora e tem todas as condições para receber um evento desse porte”, ressalta. Mais informações sobre a prova podem ser obtidas na página do Circuito dos Vales, no Instagram.
