
Rota de resiliência após a queda da ponte sobre o Rio Forqueta espera há décadas por obra de pavimentação. Com mais de 80% de execução, ERS-129 ainda depende da remoção de três postes da rede elétrica, serviço que pode levar até 120 dias.



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Rota de resiliência após a queda da ponte sobre o Rio Forqueta espera há décadas por obra de pavimentação. Com mais de 80% de execução, ERS-129 ainda depende da remoção de três postes da rede elétrica, serviço que pode levar até 120 dias.



Três postes no meio da pista da ERS-129 formam uma imagem difícil de aceitar. A obra avança, supera 80% de execução, mobiliza R$ 55,9 milhões e atende a uma demanda aguardada há décadas por comunidades de Roca Sales e Colinas. Ainda assim, a reta final do asfaltamento fica condicionada à remoção de estruturas da rede elétrica, em um procedimento que pode levar até 120 dias. O caso chama atenção pelo absurdo visual, mas o problema é maior. Depois da inundação de maio de 2024 e da queda da ponte sobre o Rio Forqueta, entre Arroio do Meio e Lajeado, a região entendeu de forma dura a importância de rotas alternativas. A ERS-129 passou a cumprir papel estratégi-
“Três postes não
podem definir
o ritmo de
uma
obra esperada há décadas e essencial à resiliência regional.”
co entre as regiões alta e baixa do Vale, no transporte da produção, no deslocamento de moradores e na resposta a situações de emergência.
Por isso, o impasse dos postes precisa ser tratado com prioridade. Contratos, responsabilidades legais e segurança técnica devem ser respeitados. Ao mesmo tempo, nenhum protocolo pode servir de justificativa para atrasar uma obra essencial à resiliência climática regional. Estado, construtora e concessionária de energia precisam alinhar responsabilidades e reduzir ao máximo o prazo de remoção.
A população conviveu por tempo demais com poeira, lama, improviso e isolamento. Uma rodovia quase pronta não pode permanecer refém de uma pendência operacional entre empresas e poder público. Três postes não podem definir o ritmo de uma obra esperada há décadas e essencial à resiliência regional.

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responsabilidade de seus autores. Impressão Zero Hora Gráfica
Apósenfrentaradepressão, perdasprovocadaspelas enchenteseproblemas de saúde,Vanessa Daniela Maciel, 39, encontrou no grupodeaventurasManos da Pesca de Arroio do Meioumnovopropósito. Ela relata como as trilhas, o contato com a natureza e o acolhimento dos integrantestransformaram sua vida
Gabriel Santos gabriel@grupoahora.net.br
Como você conheceu o grupo Manos da Pesca e o que despertou o interesse em participar?
Conheci o grupo Manos da Pesca por meio de uma amiga muito especial, a Indiamara Thaís Kich. Ela me falou sobre o grupo e sobre as atividades que realizavam. A partir dali comecei a acompanhar tudo pelo Instagram e foi como se uma porta de libertação tivesse se aberto diante dos meus olhos. A curiosidade só aumentou e surgiu a oportunidade de participar da trilha das Oito Cachoeiras, em São Francisco de Paula, ao lado dela. Minha primeira aventura foi em fevereiro de 2025. Eu estava cheia de medos e recebi muitas críticas. Muitas pessoas próximas diziam que aquilo era loucura e perda de tempo. Mas preferi acreditar na minha capacidade. Sempre ouvi minha amiga dizer que eu era mais forte do que imaginava e, naquele momento, comecei a acreditar em mim. Foi uma experiência maravilhosa.
Em que momento da sua vida o grupo apareceu? O que você estava vivendo naquela época?
Conheci o grupo em um período muito difícil da minha vida. Eu enfrentava uma depressão, vivia muitas dúvidas e ainda tentava me reencontrar depois de perder

praticamente tudo nas enchentes. Minha vida estava um verdadeiro turbilhão. Na mesma época também recebi o diagnóstico de um problema degenerativo na coluna. Além disso, convivo desde os 23 anos com hipertensão, sou asmática desde o nascimento e também sofro com bursite e epicondilite lateral, problemas que me causam dores constantes e contribuíam para uma tristeza profunda.
Na sua percepção, o que mudou depois que começou a participar das atividades do grupo?
Depois da minha primeira participação, comecei a enxergar o mundo e a vida de uma forma muito mais leve e clara. Quando concluí a trilha das Oito Cachoeiras, que é bastante desafiadora, percebi que era capaz de ir muito além do que imaginava. Descobri que tudo dependia de mim. Naquele momento recebi abraços e ouvi palavras que mudaram minha forma de enxergar a vida. Uma frase do João, o nosso querido JP, ficou marcada para sempre: “Quando te vi eu duvidei que conseguiria,
mas escolhi confiar na tua coragem.” Essas palavras mudaram completamente a maneira como passei a me ver. Hoje sou uma mulher renovada na fé, na vida e nas minhas escolhas. O grupo me transformou com muita leveza e tirou de mim dores que eu acreditava serem incuráveis. Vieram novas aventuras, novas amizades e experiências inesquecíveis, como a Ferrovia do Trigo, a Ferro-Vinho, o Jardim das Deusas, o Morro Grande, em Rolante, entre tantos outros lugares.
De que forma o contato com a natureza ajudou na recuperação?
Sem dúvida. Hoje a natureza, as trilhas e os acampamentos são o meu lugar preferido. Mesmo com barro, perrengues e longe do conforto de casa, é onde encontro pessoas incríveis e, principalmente, onde me sinto mais próxima de Deus. As atividades me fortaleceram fisicamente, mas principalmente emocionalmente. Elas me deram coragem para enfrentar meus medos e minhas dores. Aprendi que somos capazes de muito mais do que imaginamos e que nossas limitações podem ser uma força, e não um motivo para desistir.
Houve algum momento ou alguma experiência dentro do grupo que marcou a sua vida?
O momento que jamais vai sair da minha memória foi a conclusão da Ferrovia do Trigo. Ali tive a certeza de que posso chegar onde quiser, sem precisar provar nada para ninguém. Naquele dia compreendi que sou capaz e que, da mesma forma que meus parceiros de trilha confiaram em mim, eu também precisava aprender a confiar em mim mesma.
Qual foi a importância da amizade e do acolhimento dos integrantes do grupo?
O acolhimento foi fundamental. Mais do que participar de trilhas, encontrei pessoas que acreditaram em mim quando eu mesma já não conseguia acreditar. Cada abraço, cada palavra de incentivo e cada desafio superado ao lado deles ajudaram a reconstruir minha autoestima. Hoje digo com convicção que permitir-se viver novas experiências é transformador. Sempre com responsabilidade e cuidado, vale a pena libertar o espírito aventureiro e enfrentar os próprios medos. Hoje sou feliz sendo mãe da Evelyn, avó da Olívia e trilheira do Manos da Pesca.

Empresa deve iniciar em até seis meses a implementação a partir da assinatura do termo de cedência do espaço às margens da rodovia. Investimento está projetado em R$ 45 milhões
ADiamond recebeu a autorização para iniciar os trabalhos para implementar o novo complexo logístico da empresa. O termo da cedência da área pelo município de Fazenda Vilanova ocorreu nessa terça-feira, 14. Com o aval da administração pública, a construtora terá até seis

meses para começar a obra.
A entrega definitiva da estrutura está prevista para daqui seis anos, dividida em três etapas. “Estamos organizados para que isso inicie no final do ano, até o início do ano que vem”, explica o diretor Gustavo Schmidt.
A primeira etapa prevê a ida de
parte das operações de ferragem, serralheria, pré-moldados e marmoraria da empresa, e deve ser concluída em até dois anos. No fim do processo, a construtora planeja centralizar a maior parte da operação logística, de produção e estoque em Fazenda Vilanova.
Novo complexo abrigará produção e logística da construtora, além de um espaço para qualificar mão de obra
O município estima a criação de até 100 empregos com a chegada do complexo. O prefeito Amarildo da Silva comemora o investimento de R$ 45 milhões, e destaca a logística e a publicidade que a
rodovia federal oferece. “A vinda da Diamond representa para nós a possibilidade que outros empreendedores olhem para o município.”
A escolha por Fazenda Vilanova vai ao encontro da ideia de crescimento da construtora. Com um olhar para Região Metropolitana e Litoral Norte, Schmidt avalia a localização do município como estratégica para essa expansão. “Hoje temos vários locais em análise”, projeta.
Além disso, a proximidade com as obras na região é mencionada. “Em 15 minutos, estamos em qualquer empreendimento da construtora”, acrescenta, ao citar que são 12 obras em andamento pela Diamond.
O empresário prevê um espaço no complexo para capacitar mão de obra, por entender que existe um gargalo neste sentido. “Vemos que é necessário e vamos estruturar alguma coisa para esse treinamento em construção civil. Hoje temos uma carência e uma necessidade de capacitação”, conclui.

As trágicas enchentes dos últimos três anos mataram mais de 100 moradores do Vale do Taquari, deixaram outros tantos desaparecidos e causaram prejuízos bilionários em prédios públicos, privados e nos mais variados negócios e empreendimentos. Mesmo assim, eventuais omissões estatais, governamentais e sociais não foram tratadas como crime e, até o
momento, não se ouve falar em culpados ou culpabilidade
A bem da verdade, é até compreensível diante do ineditismo de tudo aquilo que nos acometeu em setembro de 2023 e maio de 2024. Mas, não é verdade afirmar que ninguém esperava por uma tragédia semelhante. Afinal, estudos e pesquisas historicamente foram deixadas de lado e, com isso, as retóricas do “caso fortuito” ou da “força maior”

rodrigomartini@grupoahora.net.br
RODRIGO MARTINI
serviram para aliviar ou eximir responsabilidades. Entretanto, e isso precisa ficar claro aos gestores, empreendedores, líderes e toda sociedade civil organizada, os avanços da previsibilidade científica, aliados aos fenômenos duramente experimentados em 2023 e 2024, inviabilizam a repetição dos álibis de outrora. Em resumo, a omissão não será perdoada no futuro. E é bom deixar isso claro!


A Concessionária RGE precisa desburocratizar certas decisões para melhorar a imagem no Vale do Taquari. São diversos exemplos que, com boa vontade e bom senso, podem valorizar a empresa que tanto trabalhou para reestabelecer a energia elétrica e melhorar a segurança do abastecimento após as trágicas enchentes. E vamos aos casos. Na ERS129, entre Roca Sales e Colinas, o
- Leitores ficaram com dúvidas acerca do artigo principal de ontem. Para esclarecer, então, reescrevo que Lajeado possui 328 vendedores ambulantes cadastrados (incluindo MEIs e alvarás) e só quatro fiscais de postura que verificam os pontos escolhidos para o polêmico comércio.
- O governo federal anunciou novas regras às bets. A principal é que toda propaganda deve trazer alertas sobre riscos das apostas, a exemplo dos avisos em publicidade de cigarros. Uma “firulinha” típica e inútil de quem não tem poder (ou coragem) de proibir toda e qualquer propaganda.
- A relação entre os dois pré-candidatos do PL a deputado estadual no Vale só piora. Moradores de Lajeado, Luís Benoitt e Ramatis de Oliveira não conversam. E Benoitt já bloqueou o colega de partido das redes sociais. Em tempo, e por ora, nenhum deles admite abrir mão da pré-candidatura.
- Atual prefeito de Encantado, Jonas Calvi (PSD) não esconde o desejo de concorrer nas eleições gerais de 2030. E há quem defenda a candidatura dele para deputado federal. Para isso, sugerem uma construção coletiva e suprapartidária ao longo dos próximos quatro anos.-
- Prefeito reeleito de Imigrante, Germano Stevens é também o coordenador regional do MDB. E ele não esconde a preferência pelo pré-candidato a deputado estadual Roberto Lucchese (MDB). Aliás, há quem diga que, em caso de vitória de Lucchese nas urnas, ele poderá renunciar ao cargo de gestor municipal em 2027 para assessorar o colega de partido na Assembleia Legislativa.

governo estadual enfim garantiu recursos à pavimentação. Um sonho antigo. No entanto, três postes seguem em meio ao traçado da rodovia estadual e a imagem, claro, virou piada nas redes sociais. Tudo porque a RGE aguarda o pagamento de algo em torno de R$ 35 mil para realocar os equipamentos, e fala em prazo de 120 dias para concluir a operação. Da mesma forma, a popula-
ção local aguarda pela realocação de um poste em meio à ciclovia da mesma ERS-129, em Estrela, e de outro poste no trevo de acesso à Nova Bréscia, na ERS-332, em Encantado. Ora, com todo respeito que a RGE merece por tudo que fez nos últimos anos, e mesmo que a concessionária não seja a culpada por alguns desses problemas, é preciso salientar: são desgastes desnecessários.
Vereador licenciado em Capão da Canoa e atual Diretor-Presidente da Fundação Gaúcha do Trabalho e Ação Social (FGTAS/RS), Cristian Machado visitou Estrela nessa terça-feira para estreitar ações com o Executivo. E, entre as possíveis novidades, ambos pretendem iniciar, em 2027, novos cursos de capacitação profissional, com destaque ao setor da logística (Motoristas e Operador de Carga). Na companhia de outros agentes públicos e privados, Cristian e a prefeita Carine Schwingel (União Brasil) ainda debateram formas de fomentar a economia criativa (artesões), e, também, as feiras de MEIs, que devem crescer com a conclusão das obras de reforma no Complexo da Polar. Em tempo, o município possui hoje 200 vagas de emprego em aberto.

ROTA DOS CAPITÉIS
Imigrante já colhe os frutos da ligação turística com a Serra

Lançada em maio de 2025, a Rota dos Capitéis é o primeiro roteiro turístico pronto que conecta as regiões do Vale do Taquari e da Serra Gaúcha. Por ora, são 10 mu nicípios conectados por um trajeto de caminhada e ciclismo (também pode ser apreciado de carro, moto, van e afins) que engloba 33 rotas circulares e 468 construções religiosas (252 capitéis, 175 capelas, 23 grutas, 16 igrejas e duas ermidas) mapeadas ao longo de 1.100 km. É um produto turístico único no país. E, entre as cidades contempladas, a nossa simpática Imigrante, com o maior cactário da América Latina e o imponente Convento São Boaventura. Pois bem, e passados 14 meses da aber-

tura da rota, o governo municipal prepara um novo ponto turístico com verba garantida pela organização do roteiro, por meio de um convênio entre o governo estadual e o Consórcio Intermunicipal de Desenvolvimento Sustentável da Serra Gaúcha (Cisga). Trata-se de um mirante na Linha Boa Vista 37. E o investimento inicial será de R$ 100 mil. Em tempo, há diversos capitéis no trecho entre Santa Tereza, Muçum e Roca Sales, onde o Vale do Taquari projeta a Rota do Pão e Vinho. Só falta a pavimentação!

Obra de R$ 55,9 milhões supera 80% de execução. Obstáculos da rede elétrica seguem no meio da pista em cerca de 1,5 km e serviço de remoção pode levar até 120 dias
Uma barreira inusitada trava a reta final de uma das obras mais esperadas pela comunidade, em especial dos municípios de Colinas e Roca Sales. Três postes de energia no meio da pista da ERS-129 contrastam com as máquinas e equipes que trabalham na obra. O assunto ganha repercussão pela imagem: o asfalto chega, a pista toma forma, mas os postes permanecem no caminho. Ainda assim, o asfaltamento avança. Conforme o Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem (Daer), alcança 80% de execução e atende a uma demanda esperada há décadas. Essa situação ocorre em uma rodovia que ganhou relevância depois da tragédia de maio de 2024, quando caiu a ponte sobre o Rio Forqueta, entre Arroio do

Meio e Lajeado. Com acessos tradicionais bloqueados, a ERS129 virou rota alternativa entre as regiões alta e baixa do Vale.
Embora o contrato tenha vigência até março de 2027, a previsão atual é de que os serviços sejam concluídos até o fim de 2026, em razão do ritmo de execução. A obra é financiada com R$
55,9 milhões do Fundo do Plano Rio Grande (Funrigs). O contrato contempla cerca de 6,1 quilômetros de pavimentação entre Roca Sales e Colinas, no trecho conhecido como Fazenda Lohmann, e 21 quilômetros de novo asfalto entre Colinas e Estrela, passando por São José e Costão. A execução é da Traçado Engenharia.
Investimento
R$ 55,9 milhões, com recursos do Funrigs
Execução Traçado Engenharia.
Trecho total 27 quilômetros
Pavimentação inédita
Cerca de 6,1
quilômetros entre Roca Sales e Colinas (Fazenda Lohmann).
Reabilitação asfáltica 21 quilômetros entre Colinas e Estrela, passando por São José e Costão.
Andamento
Mais de 80% de execução, conforme o Daer.
Previsão
Contrato vai até março de 2027, mas o Daer projeta conclusão dos serviços até o fim de 2026.
pavimentação. Conforme o prefeito de Roca Sales, Jones Wünsch, o Mazinho, o reforço da rede elétrica foi importante para o município, em especial após as enchentes, quando a cidade ficou quase um mês sem luz.
Origem
A RGE fez reforço da rede elétrica antes do avanço da pavimentação.
Segundo o prefeito Jones Wünsch, o traçado usado pela concessionária era antigo.
Primeiro cálculo
Mais de 60 postes poderiam precisar de remoção.
Situação atual
Com a readequação do projeto da rodovia, restam três postes a serem deslocados.
Custo estimado
Entre R$ 10 mil e R$ 12 mil por poste.
Prazo
A RGE informa prazo de até 120 dias após definição sobre a forma de execução.
Efeito no cronograma
Daer e prefeitura afirmam que a pendência não compromete a entrega da obra.
“Não vai travar por causa disso”
A presença dos postes no meio da pista envolve estruturas instaladas pela RGE antes do avanço da
“Esse reforço de rede chega até a subestação na entrada de Roca Sales. No caso de dar algum problema, essa subestação alimenta outros municípios e também recebe energia de outros municípios. Foi um investimento importante”, afirma.
O problema, segundo o prefeito, ocorreu porque a rede teria seguido um traçado antigo da ERS-129. Com o projeto atual, parte da rede acabou dentro da área de pista. Em um primeiro levantamento, seriam 60 postes para serem removidos. Com readequações no projeto da rodovia, o número caiu para três.
“No primeiro projeto, os postes a serem removidos passavam da marca de 60. Justamente esse foi um dos motivos do atraso do início da obra. Depois, quando recebi a informação de que só teriam três postes, comemorei bastante”, relembra Mazinho. Por se tratar de obra do Estado, o município está impedido de investir na retirada dos postes. Segundo ele, a situação envolve a construtora e a concessionária de energia.
A remoção teria o custo estimado em R$ 10 mil por unidade. “O município em si não tem o que fazer. A gente não tem legalidade para ir lá e pagar a remoção dos postes. São duas empresas que negociam entre si. Tenho certeza, não vai travar por causa disso”, realça.
Entrega dos recursos ocorreu ontem na região e reforça iniciativas comunitárias desenvolvidas por instituições locais

Mais de R$ 2 milhões são destinados a projetos de entidades da região por meio do Fundo Social da Sicredi Ouro Branco RS/ MG. A entrega dos recursos ocorreu nessa terça-feira, 14, em diferentes municípios da área de atuação da cooperativa, reunindo instituições beneficiadas pela iniciativa que, desde 2018, já apoiou mais de 1,2 mil projetos.
Criado para apoiar e fortalecer entidades que atuam pelo desenvolvimento das comunidades, o Fundo Social destina recursos financeiros para projetos em diferentes áreas, ampliando o impacto social nas localidades onde a cooperativa está presente.
Segundo o presidente da Sicredi Ouro Branco, Neori Ernani Abel, o programa se tornou um importante instrumento de apoio às instituições que desenvolvem trabalhos voltados às necessidades da população.
“Essas instituições apoiam pessoas que estão vinculadas a elas por alguma causa. E, por meio do trabalho voluntário, promovem melhorias que geram qualidade de vida. O Fundo Social é uma forma de reconhecer e fortalecer essas iniciativas que fazem a diferença nas comunidades.”
Desde a implantação do programa, a Sicredi Ouro Branco RS/MG já destinou mais de R$ 7 milhões por meio do Fundo Social. Neste ano, a cooperativa repassou R$ 2 milhões para 394 entidades participantes. Para Abel, o crescimento do programa está relacionado à participação dos associados e ao modelo cooperativista.
“O trabalho voluntário depende muito dessas parcerias”
Entre as entidades
Quanto maior a participação dos associados, maior também é a capacidade da cooperativa de retornar recursos para ações que impactam positivamente a comunidade.”
beneficiadas está o Corpo de Bombeiros Voluntários de Teutônia, contemplado com aproximadamente R$ 13 mil O recurso será utilizado para a aquisição de equipamentos destinados ao atendimento de ocorrências, incluindo materiais para resgate veicular, combate a incêndios e ferramentas utilizadas pelos voluntários.
A subcomandante da corporação, Érica Ferreira, destaca que o apoio do Fundo Social contribui para melhorar a estrutura de atendimento. “Esses recursos são muito importantes para nós, porque possibilitam a aquisição de equipamentos que fazem parte da rotina dos bombeiros. Temos materiais que precisam ser renovados constantemente para garantir segurança aos nossos voluntários e um atendimento cada vez melhor à comunidade.”
Segundo ela, as parcerias com instituições e empresas são fundamentais para fortalecer o trabalho desenvolvido. “O trabalho voluntário depende muito dessas parcerias. São elas que ajudam a fortalecer a estrutura, permitindo que possamos estar preparados para atender a população quando ela precisa.”


R$ 2 milhões
Valor destinado pelo Fundo Social da Sicredi Ouro Branco RS/MG neste ano Mais de R$ 7 milhões
Total já repassado pela cooperativa desde a criação do programa, em 2018
Projetos de entidades contemplados na edição de 2026
Neori reforça a importância dos movimentos sociais no Vale do Taquari. Segundo ele, os recursos destinados pela cooperativa só chegam a quem precisa por meio do trabalho dos voluntários. “São pessoas que poderiam canalizar seu tempo para tantas outras atividades, até mesmo remuneradas, mas decidem se doar ao próximo. Esse é um dos pilares do cooperativismo, inclusive”, diz. O presidente afirma que as inscrições para o programa foram encerradas em abril deste ano e que, a cada
edição, o Fundo Social supera recordes de projetos inscritos. “Ano passado tivemos pouco mais de 320 projetos contemplados. Neste ano, são mais de 390. Também aumentamos em cerca de R$ 400 mil o valor destinado”, conta.
Segundo Abel, o crescimento é resultado da maior movimentação financeira nas agências da cooperativa. “Esse é o objetivo de uma cooperativa: que todos possamos crescer juntos e fortalecer a sociedade onde atuamos.”
Entrega dos recursos do Fundo Social em Teutônia ocorreu no auditório da sede administrativa da Sicredi Ouro Branco, no bairro Languiru

Medida faz parte de um conjunto de intervenções que visam reduzir o risco de acidentes em uma das principais avenidas da cidade
Cicero Copello centraldejornalismo@grupoahora.net.br
LAJEADO
Ogoverno de Lajeado vai transformar em definitivos os bloqueios provisórios implantados em cruzamentos da avenida Benjamin Constant, principalmente na região dos bairros Moinhos D’Água e Bom Pastor. A medida faz parte de um conjunto de intervenções voltadas à redução de acidentes em uma das vias com maior fluxo de
veículos do município.
Segundo o secretário de Planejamento, Urbanismo e Mobilidade (Seplan), Alex Schmitt, a licitação para a execução das obras foi aberta e prevê o fechamento permanente dos canteiros centrais, além da construção de retornos em locais previamente definidos. A expectativa é concluir o processo licitatório até o fim deste ano.
A proposta busca eliminar conversões à esquerda, obrigando os motoristas a utilizarem retornos para acessar os bairros. “Teremos equipamentos como controladores de velocidade e está em andamento a licitação para o fechamento definitivo desses canteiros, onde hoje há sinalização provisória, além da construção de retornos”, diz. Esse fator promete contribuir para a redução de acidentes, aliado ao controle de velocidade.
O secretário destacou ainda que a definição das intervenções foi baseada em levantamentos téc-
nicos sobre a acidentalidade na avenida. Atualmente, apesar dos bloqueios provisórios, alguns motoristas removem cones e cavaletes para voltar a utilizar os cruzamentos, prática considerada irregular e que aumenta o risco de novos acidentes.
Desde o início do ano, Lajeado registrou mais de 250 acidentes de trânsito com danos materiais e com feridos. Grande parte deles na avenida Benjamim Constant, especialmente no trecho entre os bairros Montanha e Conventos, mas a região entre o Moinhos D’Água e Bom Pastor, o risco de acidente graves é maior. O aclive e o declive da pista, e a velocidade dos veículos, despertam preocupação.
A discussão sobre a segurança na Benjamin Constant ganhou ainda mais força após o acidente

registrado no dia 20 de julho do ano passado, no cruzamento com a rua 25 de Fevereiro, entre os bairros Bom Pastor e Moinhos D’Água. A colisão entre uma motocicleta Honda Titan e um Toyota Corolla resultou na morte de dois jovens, que estavam na moto.
O motorista do carro, de 19 anos, que não possuía Carteira Nacional de Habilitação (CNH),
Proposta busca eliminar conversões à esquerda, obrigando os motoristas a utilizarem retornos para acessar os bairros
cortou a preferencial e houve a colisão entre moto e carro. Ele foi preso em flagrante pela Brigada Militar.


vinibilhar@grupoahora.net.br
VINI BILHAR

ARede Faleiro completa 29 anos consolidada como referência em combustíveis, atendimento e relacionamento com o cliente. Fundada com a proposta de ir além do abastecimento, a empresa construiu uma trajetória baseada em qualidade, confiança e proximidade com o público.
Ao longo de quase três décadas, o crescimento foi marcado por investimentos, modernização e ampliação de serviços, sem abrir mão de
valores como honestidade, respeito e responsabilidade. O resultado é uma marca reconhecida pela credibilidade e pela conexão com milhares de clientes.
Para marcar a data, a rede lançou o App Faleiro, que reúne promoções exclusivas, com descontos no abastecimento, na loja de conveniência e em serviços como troca de óleo. A iniciativa busca fortalecer ainda mais o relacionamento com os consumidores.

Outro destaque é a expansão das operações. Ainda neste ano, a empresa inaugura sua quarta unidade, em Arroio do Meio, às margens da ERS-130, ampliando a presença regional, que já inclui Lajeado e Estrela, além de Canoas.
A Rede Faleiro reforça que seguirá investindo em inovação e melhorias, mantendo o compromisso de oferecer qualidade, segurança e uma experiência diferenciada aos clientes.


CONEXÃO
APL
Authoria Gourmet aposta em expansão e novos produtos

O programa Conexão APL desta semana recebeu o empresário Maurício Gerhardt, da Authoria Gourmet, marca reconhecida como pioneira no lançamento da salada de batatas. Inspirado em receitas caseiras da culinária alemã, o produto ganhou espaço nos principais mercados, mantendo o sabor tradicional que remete às
refeições em família.
Com 10 anos de atuação, a empresa busca avançar na escala produtiva, um dos principais desafios do negócio. Atualmente, a salada de batatas é comercializada em embalagens de 350 gramas e 750 gramas, nos sabores tradicional e mostarda.
A estratégia de crescimento inclui a ampliação do portfólio. A partir de agosto, a marca ingressa no segmento de sobremesas, com o lançamento de pudins nos sabores tradicional e doce de leite, mantendo o foco em praticidade e porções adequadas ao consumo.
Entre os entraves para expansão estão a dificuldade de acesso a equipamentos específicos e o alto custo de investimento, fatores que limitam a entrada em novos mercados. Nesse contexto, a conexão com o APL busca ampliar o acesso a informações e linhas de financiamento, além de fortalecer o ambiente de cooperação entre as empresas.
A Câmara de Comércio, Indústria, Serviços e Agronegócio (Cacis) de Estrela lançou a campanha “Meu Pai, Minha Estrela”, em alusão ao Dia dos Pais. A promoção segue até 9 de agosto e vai sortear dez prêmios entre os consumidores participantes.
O lançamento ocorreu no auditório da entidade, com a presença do presidente Rodrigo Tomasi, diretoria, imprensa, patrocinadores e cerca de 70 empresas associadas que integram o pacote de campanhas.
A iniciativa faz parte do calendário 2025/26, que reúne datas estratégicas para estimular o comércio local.
A ação é a quinta do ciclo anual, iniciado com o Natal Estrela. Já foram realizadas campanhas como “Páscoa Fantástica”, “Mãe Sempre Presente” e “Amor Perfeito”. Após o Dia dos Pais,

ainda está prevista a campanha alusiva ao Dia das Crianças por parte da entidade.
Segundo Tomasi, o resultado positivo das ações está ligado à união entre empresários, apoiadores e consumidores, reforçando o papel do associativismo no fortalecimento da economia local.


Cerca de 710 voluntários dos oito municípios já estão confirmados para atuar em 321 seções
AJustiça Eleitoral deve divulgar nesta semana a convocação dos mesários que atuarão nas eleições de 2026. Na 29ª Zona Eleitoral, que reúne Lajeado, Cruzeiro do Sul, Santa Clara do Sul, Progresso, Marques de Souza, Forquetinha, Sério e Canudos do Vale, cerca de 1,4 mil pessoas serão chamadas para trabalhar em 321 seções eleitorais distribuídas em 147 locais de votação. A região soma atualmente 94.407 eleitores aptos a votar, sendo 64.303 em Lajeado. Do total de mesários previstos, 710 já são voluntários, número considerado positivo pela chefe do Cartório Eleitoral de Lajeado, Maria Bethânia Rohde.
“São números que nos deixam muito satisfeitos, porque é muito bom poder trabalhar com voluntários. Ainda temos vagas disponíveis para quem quiser se voluntariar e manifestar essa vontade junto ao cartório”, destaca. Os convocados passarão por treinamento on-line antes do pleito. A eleição deste ano terá seis votos: presidente da Repúbli-

MARIA BETHÂNIA ROHDE CHEFE DA 29ª ZONA ELEITORAL
São números que nos deixam muito satisfeitos, porque é muito bom poder trabalhar com voluntários.”
ca, governador, dois senadores, deputado federal e deputado estadual, o que deve tornar o processo mais demorado.
“É uma eleição grande, porque são seis votos. Tanto os eleitores quanto as pessoas que vão trabalhar precisarão ter muita cautela e paciência para mantermos a calma”, afirma Maria Bethânia.
A Justiça Eleitoral orienta que os eleitores levem anotados os números dos candidatos para agilizar a votação. Cada seção poderá receber até 400 eleitores.
Voluntariado como cidadania
Entre os mesários voluntários está a auditora fiscal Jane Elisa Wagner, 67 anos, que atua há cerca de 40 anos na função. Para ela, participar das eleições é uma forma de contribuir com a democracia.
“Gosto de interagir com as pessoas, tenho facilidade de me aproximar, de me fazer entender e socializar. Colocar-se no lugar do outro e demonstrar credibilidade são pontos importantes”, relata.
A jornalista Clarissa Jaeger, 44 anos, também participa como voluntária desde 2002. Ela conta que começou inspirada pelo pai, que atuava como mesário, e permaneceu pela vontade de colaborar.
“Estar disponível para um processo tão importante e ajudar os eleitores é o que me motiva. Gosto de pensar que estou fazendo a minha parte”, afirma.
Para ela, a experiência reforça o papel de cada cidadão na construção da democracia. “Poder ajudar as pessoas a exercerem esse direito me dá muito orgulho. É uma pequena contribuição individual, mas que faz parte de algo muito grande.”
Eleitores que estiverem fora do domicílio eleitoral poderão solicitar a transferência temporária do local de votação entre 20 de julho e 20 de agosto, desde que o município de destino tenha mais de 100 mil eleitores.
A Justiça Eleitoral também reforça a importância de conferir a situação do título. Pendências podem gerar restrições, como impedimento para assumir cargos públicos. As movimentações cadastrais voltam após o segundo turno das eleições.

Em vinte anos, instituição passou de 159 para 770 estudantes. Atende também cidades vizinhas

Com um projeto de expansão em andamento, o Colégio Sinodal Conventos vive um momento de crescimento sustentado pela tradição e pela inovação. Desde que o diretor Rui Griesang assumiu a gestão, em 2006, a instituição passou de 159 para 770 estudantes, atraindo famílias de diferentes bairros de Lajeado e de municípios vizinhos, como Santa Clara do Sul, Marques de Souza e Sério. Escola comunitária de origem cristã, o Sinodal Conventos tem como filosofia formar cidadãos comprometidos com o próximo, consigo mesmos e com a sociedade. A gestão vai além das questões pedagógicas e envolve o relacionamento diário com famílias, comunidade e equipe escolar. Integrada à comunidade local, a instituição compartilha espaços e fortalece vínculos por meio de atividades conjuntas. Segundo o diretor, ingressar na Rede Sinodal de Educação impulsionou o desenvolvimento da escola. A exemplo, a participação em encontros de professores, diretores e estudantes ampliou a troca
Como Chefe - por Paulo Camargo
Assumir um cargo de liderança - ou já estar nessa posição - exige deixar para trás sentimentos como insegurança e insuficiência. No lugar deles, entram método, disciplina, processos bem definidos, dedicação e a paixão por transformar ideias em resultados. Neste livro, Paulo Camargo compartilha, com autenticidade e empatia, sua visão sobre como exercer uma liderança presente, desenvolver pessoas e alcançar resultados consistentes. Com uma trajetória consolidada à frente de grandes empresas, entre elas a presidência da operadora do McDonald’s no Brasil, o executivo reúne experiências e aprendizados sobre os desafios da liderança no cenário atual.

ENTREVISTA RUI GRIESANG – diretor do Colégio Sinodal Conventos
Wink - Qual a origem da família Griesang?
Rui - Eu sou natural do interior de Nova Petrópolis, de uma localidade chamada Fazenda Pirajá. Lá a gente viveu boa parte da nossa vida, meus avós eram agricultores e meu pai era caminhoneiro. Em Nova Petrópolis se produzia tudo o que tem por aqui: aipim, milho, batatas… e tinha a criação de gado, galinhas e porcos. A subsistência estava garantida, mas não se tinha muito dinheiro. Então, por causa dos seis filhos, meu pai teve que buscar emprego como caminhoneiro/motorista. No interior tinha uma escolinha pequena, que atendia até a 4ª série. Na medida que meus irmãos mais velhos atingiam a idade, tivemos que nos mudar para o centro da cidade para buscar uma escola para os seis filhos. Esse foi o motivo maior que nos fez sair do interior.
É interessante essa visão das famílias de origem alemãs, como os pais e avós trabalhavam a ideia de que, mesmo na dificuldade, os filhos deveriam estudar. Com certeza. Tínhamos o exemplo do pai e da mãe que estudaram somente até a 4ª ou 5ª série, pois não tinha mais escola para seguir adiante. Meus pais não queriam que os filhos seguissem o mesmo caminho e a educação era a solução, e ainda é até hoje. A gente passou a morar no centro para justamente ter acesso à educação. Inicialmente, era uma escola estadual, depois fomos para uma escola Cenecista e, a partir do oitavo ano, comecei a estudar em Ivoti, em um colégio interno.
der a tocar o instrumento.
É muito complexo o violino?
O violino exige muita dedicação, assim como outros instrumentos também. Mas sempre lembro do meu professor que dizia que o violino é o rei dos instrumentos.
Como um instrumento que exige dedicação foi importante para te desenvolver e auxiliar nas atividades como gestor de uma escola?
Naquela época a gente não pensava em ser diretor em uma escola. Vim para Conventos para lecionar alemão, português e música. Foram essas matérias que inicialmente lecionei. O primeiro sinal de que conseguiria uma vaga na escola, foi pela língua alemã. Naquela época também tinha educação moral e cívica.
Em algum momento tu te imaginavas que viraria diretor de uma escola?
Quando a gente veio para cá, não. Mas a necessidade do local fez com que a gente ficasse por mais tempo. A uma certa altura, o ex-diretor estava se aposentando e a comunidade buscou alguém que pudesse substituí-lo. Como eu tinha uma relação bem forte por causa da relação com a música, e por ter sido regente de coral, foi sugerido meu nome. Obviamente que naquela época a situação era bem complexa. Quando eu assumi a escola já era da rede Sinodal.
de experiências e oportunizou eventos como festivais de orquestras, que reúnem centenas de jovens. Entre os diferenciais da escola estão o ensino da língua alemã, tradição mantida há décadas, e a disciplina de Liderança, Empreendedorismo e Marketing, inserida no Ensino Médio para aproximar os estudantes do universo dos negócios e inspirar
novos projetos de vida. Atenta às transformações da educação, a instituição investe em tecnologia, com chromebooks, salas modernizadas e uso controlado de celulares. Paralelamente, projeta um novo prédio com auditório, biblioteca, sala dos professores e espaços de convivência, ampliando a capacidade para cerca de 900 alunos nos próximos anos.
Meu avô, além de ser agricultor, ele tocava violino e era regente da localidade dos corais. Sempre senti uma atração muito grande pelo violino, mas procurar alguém que pudesse ensinar era difícil, tinha somente no colégio de Ivoti. Então fui para lá e tive a oportunidade de apren-




Concorrentes da noite de ontem mostraram talento de desenvoltura
Luciane Eschberger Ferreira luciane@grupoahora.net.br
LAJEADO
Aquarta noite de apresentações do festival Pratas da Casa contou com a participação de três cantoras, duas da categoria kids e uma na juvenil. Os shows ocorreram no Espaço Cultural Wilson Dewes, em Lajeado, nesta quarta-feira.
Alice Sartori, 10 anos, concorre pela categoria kids, até 10 anos. Ela escolheu para seu repertório um clássico da Música Popular Brasileira (MPB), Aquarela, de Toquinho. Também apresentou canções de Sandy e Júnior, lembrando grandes da dupla. E ainda cantou Take me Home Country Roads (John Denver).
Manuela Horst Lanius, 11 anos, também concorre pela categoria kids. Na noite de quarta-feira, entre as canções que apresentou estavam Thousand Years e Splish Splash, Manuela iniciou na música fazendo aulas de musicalização infantil aos três anos de idade. Aos 5 anos, trocou a TALENTOS
musicalização por aulas de canto, que faz até hoje. O Pratas da Casa é o primeiro festival que participa. A adolescente Lívia Dewes Fernandes, 14 escolheu para seu show as canções Agora só Falta Você (Rita Lee e Luis Sérgio Carlini), Velha Roupa Colorida (Belchior), Nem que Seja por um Dia (Carlos Omar, Nilton Jr e Cristiano Quevedo) e O Jeito é Cantar (Pirisca Grecco). Lívia trilha o caminho da música desde os 5 anos, como intérprete solista vocal. Ela se destaca pela disciplina, carisma e comprometimento com a música. A jovem também participa de eventos tradicionalistas e rodeios artísticos.
O Pratas da Casa tem o patrocínio de Carlota Beauty, GL Ar Condicionado Automotivo, Comef – Comercial Elétrica Florestal, Instituto Mix de Profissões, Sorrifácil, CFC Victória, Imobiliária Viver Bem, Fliper Natação, 99 Óticas, Universo das Festas e Colégio Sinodal Conventos. O apoio cultural é do Arruda Advogados e da Impressione. Os apoiadores são: NaBaia Studio, Escola de Música Josélia Jantsch Ferla, Alfa – Estúdio de Conteúdo e Estratégia, Tecnosom e Luisa Huber Fotografia. A realização do Pratas da Casa é do Grupo A Hora.
“Vi a igreja se mover”, relata padre de Encantado após terremoto na
País foi atingido por terremotos de magnitude
7,2 e 7,5 na escala Richter. Equipes de resgate buscam cerca de 30 mil desaparecidos, enquanto o número de mortos se aproxima de 5 mil
Paulo Cardoso centraldejornalismo@grupoahora.net.br
MUNDO
O padre Heitor Castoldi, natural de Encantado, celebrava uma missa em Valência, cidade localizada há cerca de duas horas de Caracas, quando um terremoto de magnitude 7,5 atingiu a Venezuela. A intensidade do tremor foi suficiente para balançar o templo e interromper a cerimônia.
“Eu estava celebrando a missa quando tudo começou. Foi a primeira vez que vivi um terremoto. Vi a igreja inteira tremendo, uma cena que nunca imaginei presen-
ciar. Ver o templo se movendo foi assustador”, relata o sacerdote. Segundo Castoldi, a reação dos fiéis foi imediata. Algumas pessoas deixaram o templo em busca de um local seguro, enquanto outras permaneceram na igreja. “A maioria procurou um lugar para se proteger. Algumas pessoas saíram do templo, mas outras ficaram diante do Santíssimo Sacramento rezando.”
Superados os primeiros minutos de tensão, Castoldi afirma que a confiança na engenharia das construções locais trouxe tranquilidade. Segundo ele, a maioria dos edifícios de Valência possui siste-

Cerca de 2,4 mil socorristas internacionais permanecem na Venezuela
mas antissísmicos, o que reduziu o risco de colapsos estruturais.
“No começo, o susto foi muito grande, mas depois lembrei que os prédios daqui são preparados para terremotos. Apenas a catedral teve uma das torres danificada e precisará ser reconstruída”, comenta.
Mesmo após o tremor, a celebração foi concluída. “Quando a situação se estabilizou, reunimos novamente as pessoas. Era o momento do Pai Nosso e decidimos seguir com a oração”, recorda.
Nas horas seguintes, o padre conversou com moradores da comunidade. Segundo ele, a maioria relatou pequenos danos materiais. Enquanto Valência contabiliza menores perdas, outras regiões atingidas pelo terremoto enfrentam um cenário de destruição. Segundo o presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez, o número de mortos chegou a 4,5 mil até essa segunda-feira, 13.
As equipes brasileiras que realizaram missão humanitária no país desembarcaram na sexta-feira, 10, no Brasil. Os grupos atuaram no resgate de 14 sobreviventes, segundo Armin Braun, diretor do Centro Nacional de Gerenciamento de Riscos e Desastres (Cenad) do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional.
NEURIDES MARIN GROSSELLI, 82, faleceu na terça-feira, 14. O sepultamento ocorreu no Cemitério Santo Antônio, em Guaporé.
MÁRIO CESAR DA SILVA (PIÁ DA DOCE), 72, faleceu na segundafeira, 13. O sepultamento ocorreu no Cemitério São Pedro, em Encantado.
ISELDA TERESINHA,13, faleceu na segunda-feira, 13. O sepultamento ocorreu no Cemitério Católico de Linha Primavera, em Cruzeiro do Sul.


(51) 3710-4200




ÁRIES: Atividades intelectuais e estudos estarão favorecidos e seu desempenho deve ser excelente em tarefas que dependam da sua energia mental.
TOURO: Aposte em suas ideias engenhosas e tire proveito do seu talento nato para administrar o que ganha e gasta.
GÊMEOS: Em matéria de grana, a sorte vai soprar em sua direção, mas será mais forte à noite e você pode ter uma intuição certeira para ganhar dinheiro.
CÂNCER: Sol e Urano prometem um período alegre e movimentado na vida social e novas amizades podem começar.
LEÃO: À noite, não pense duas vezes para se guiar pelos seus instintos e tomar iniciativas, ainda mais no romance e na paquera.
VIRGEM: Não pense duas vezes para se guiar pelos seus instintos e tomar iniciativas, ainda mais no romance e na paquera.
LIBRA: Quem planeja uma viagem pode ir arrumando a mala porque tudo deve sair do jeitinho que espera.
ESCORPIÃO: O momento é de transformações e terá que desapegar de algumas coisas, mas não tenha medo de fazer escolhas definitivas.
SAGITÁRIO: A Lua promete um período muito estimulante para você se aliar à quem tenha interesses em comum e não vai faltar apoio alheio.
CAPRICÓRNIO: Agora, as vibes mais positivas chegam à noite, quando o Sol forma aspecto topzera com Urano, que segue no seu paraíso.
AQUÁRIO: Grana deve entrar na conta e os planos de diversão para o fds decolam – pode combinar com seus queridos.
PEIXES: O cenário também tá on para se dedicar às atividades de que mais gosta e explorar seu tremendo potencial criativo.
www.coquetel.com.br
(?) íntimo: o juízo da própria consciência
Fluxo ordenado de elétrons em um material condutor, como o fio de cobre (Fís.) Olivier Toni, maestro
Faixa (?), critério de classificação de filmes
Letra do logotipo do Facebook
Os ângulos que medem 90 (Mat.)
A tarefa realizada em troca de pagamento
Abelha, em inglês
Exame indicado por cardiologistas
Infraestrutura que dá apoio às leis penais "Velocidade" de um trecho musical
Enviou o robô Curiosity a Marte
Série de conferências internacionais sobre assuntos diversos Característica sutil
Reduzir a pó Devido, em inglês
Clube de futebol londrino
Ricky Tavares, ator brasileiro
Imaginei
Aeronave capaz de pousar em topos de arranhacéus Formato de cantoneiras
Decifrar Cada camada de tinta na pintura da parede
Fécula comestível
Não acertou [questão de prova]
Localização da hélice no navio
Coq au (?), prato da culinária francesa
Pequeno presente delicado
(?) de Açúcar atração carioca
Língua do (?), brincadeira infantil
Escola Superior de Guerra (sigla)
Arnaldo Antunes, cantor de "Paradeiro"


Indica muitos risos, em "internetês"
Estrutura funcional da célula eucariótica
"(?) que melhora", adesivo de carros
Classe (?): a elite sócioeconômica
(?) Ford, categoria do automobilismo para pilotos novatos









Conforme ocorrência registrada na Delegacia de Polícia Pronto Atendimento (DPPA), trata-se de Ronildo Pereira Xavier, 43 anos. Ele foi localizado depois que o volume de água no local baixou, na manhã de sexta-feira. O homem segurava a carteira de trabalho em uma das mãos.
Segundo a ocorrência policial, o homem residia em Gravataí e saiu da cidade na quinta-feira à tarde, rumo a Lajeado, onde reside o filho e a ex-companheira. A principal hipótese é que Ronildo tenha sido vítima de afogamento ou sofrido um mal súbito e se afogado. O corpo não apresentava sinais de violência. O caso será investigado pela Polícia Civil (PC).
Desleixado (pej.) Lago na Ásia Central
Realizei Antônio Fagundes, ator Dirigem-se Desgostoso
Divisão de piscinas olímpicas Que já perdeu a validade (contrato)
Grande sapo da fauna brasileira
3/aru — bee — due — ted — vin. 6/caduco.


IVANUSA SOSMEIER, 44, morreu na sexta-feira, 14. O sepultamento ocorrerá neste sábado, 15, às 10:30, no Cemitério Católico de Canabarro, em Teutônia.
ELDA FACHINI, 86, morreu na sexta-feira, 14. O sepultamento ocorreu no Cemitério Católico de Capitão. Elda deixa os filhos Marli, Marlene e Nestor, nora, genros, netos e demais familiares.
OTERNO UEBEL, 88, morreu na sexta-feira, 14. Os atos fúnebres ocorreram no Memorial e Crematório Jardim Montanha dos Vales, em Santa Cruz do Sul.
ALCIDES LAMPUGNANI, 69, morreu na quinta-feira, 13. O sepultamento ocorreu no Cemitério Municipal de Montauri. Alcides deixa os filhos Genilce, Edimar, Silvia, Edinei e Fernanda; genros, noras e netos.





Atacante ex-Grêmio chega a Lajeado para ser a referência do Alviazul na campanha rumo à Série A do Gauchão
caetano@grupoahora.net.br
OLajeadense tem um centroavante de renome nacional para a disputa da Divisão de Acesso. O Alviazul anunciou ontem a contratação do experiente Júnior Viçosa, de 36 anos. O atacante ganhou notoriedade quando jogou no Grêmio, entre 2010 e 2011. Na ocasião, ficou conhecido como “Homem Gre-Nal”. Foram três clássicos disputados e três gols marcados.
Após o Grêmio, o atacante rodou por clubes pelo Brasil. Atuou por Sport, Goiás, Atlético-GO, América-MG, Vitória, Brasil de Pelotas e pelo FC Chiasso, da Suíça. Desde 2022 estava no ASA, de Alagoas. Na atual temporada, disputou 10 jogos e marcou um gol. No total da carreira, marcou cerca de 200 gols.
No Lajeadense, Viçosa chega para ser o principal jogador do time comandado por Serginho Almeida. O primeiro compromisso do Alviazul está previsto para o fim de semana dos dias 1º ou 2 de agosto, na Arena Alviazul, diante do Pelotas.

Aos 36 anos, Júnior Viçosa chega para ser a referência do Lajeadense na Divisão de Acesso
O Lajeadense segue fortalecendo o elenco para a disputa da Divisão de Acesso e fez outros anúncios nos últimos dias. Railson Vieira chega para reforçar a meta alviazul. Goleiro de 32 anos, revelado nas categorias de base do Guarani, conquistou o título da Série A3 do Paulistão de 2025 pelo
Sertãozinho. Com passagens por URT-MG, Afogados-PE, ASA de Arapiraca, Velo Clube e Olímpia-SP, traz experiência e segurança para o sistema defensivo.
Cadinho está de volta. Um dos grandes destaques do Lajeadense na última Divisão de Acesso, retorna para vestir a camisa alviazul após marcar sua passagem pela velocidade, poder de decisão e identificação
com o clube. Guilherme Queiroz reforça o meio-campo. Volante de 20 anos, formado nas categorias de base do Criciúma, chega após passagem pelo Batel-PR. Pedro Zuffo, goleiro de 20 anos, natural de Lajeado, segue no clube desde 2024. Jovem atleta que conhece o dia a dia do Alviazul, dá sequência ao seu desenvolvimento e amplia as opções para a meta da equipe.

Seleção espanhola derrota a França por 2 a 0 e garante vaga na decisão. Ingleses e argentinos revivem uma das maiores rivalidades do futebol em busca do outro lugar na final
Caetano Pretto caetano@jornalahora.net.br
Agrande favorita ao título ficou pelo caminho e a Espanha é a primeira finalista da Copa do Mundo de 2026. Em um jogo perfeito, os espanhóis derrotaram os franceses por 2 a 0 na tarde de ontem e agora aguardam pelo vencedor da outra semifinal. Inglaterra e Argentina duelam hoje, às 16h, pela outra vaga à final. A primeira semifinal colocou frente a frente as duas principais seleções europeias e que chegavam ao enfrentamento após duelos importantes por outras competições. Mais uma vez, a Espanha levou a melhor. O 2 a 0 foi construído em gols de Oyarzabal, de pênalti, aos 22 minutos do primeiro tempo, e Pedro Porro, aos 13 da segunda etapa. Dono de um ataque estelar com Mbappé, Dembélé, Olise e Doué, o time francês esteve muito abaixo e foi dominado pela cadência espanhola. A eliminação coloca fim à sequência de finais da

França depois do título de 2018 e do vice-campeonato de 2022. Maior campeã da Eurocopa, com quatro títulos, a Espanha avança para a segunda final de Copa do Mundo de sua história. Na outra ocasião, conquistou o título sobre a Holanda, em 2010.
Um dos confrontos mais emblemáticos da história do futebol mundial ganha um novo capítulo nesta quarta-feira. Inglaterra e Argentina disputam uma vaga na final da Copa do Mundo em
duelo marcado não apenas pelo peso esportivo, mas também por uma rivalidade que ultrapassa as quatro linhas e carrega décadas de história.
A seleção inglesa chega embalada após eliminar a Noruega nas quartas de final por 2 a 1, mantendo a campanha consistente que a colocou entre as quatro melhores equipes do torneio. Do outro lado, a Argentina confirmou o favoritismo ao vencer a Suíça por 3 a 1, mantendo vivo o sonho de conquistar mais um título mundial.
O confronto reúne duas das seleções mais tradicionais do futebol e revive um dos maiores clássicos entre países. A rivalidade ganhou proporções históricas
Espanha desbancou a favorita França em vitória por 2 a 0 na tarde de ontem
após a Guerra das Malvinas, em 1982, e foi potencializada quatro anos depois, na Copa do Mundo do México.
Naquela ocasião, as equipes protagonizaram uma das partidas mais famosas da história do futebol. A Argentina venceu por 2 a 1 nas quartas de final, impulsionada por dois gols inesquecíveis de Diego Maradona, marcando primeiro com a polêmica “Mão de Deus” e, poucos minutos depois, anotando aquele que seria eleito o “Gol do Século”, após arrancada desde o meio-campo.
A semifinal também pode

representar mais um momento marcante na trajetória de Lionel Messi. Aos 39 anos, o camisa 10 argentino segue sendo o principal nome da equipe e disputa sua última Copa do Mundo.
Além de ser a referência técnica da equipe comandada por Lionel Scaloni, Messi busca se isolar na artilharia da Copa, dividida com Mbappé, ambos com oito gols. O craque também é o maior goleador na história dos Mundiais, com 21 gols.
O provável time da Argentina para a final tem: Emiliano Martínez; Molina, Romero, Lisandro Martínez e Tagliafico; Paredes, Enzo Fernández, De Paul e Mac Allister; Lionel Messi e Julián Álvarez.
A Inglaterra aposta na intensidade, na força física e na qualidade de seu meio-campo, aliando organização tática ao talento individual de seus principais jogadores.
O provável time titular da Inglaterra tem: Pickford; O’Reilly, Guéhi, Stones e Konsa; Anderson, Rice e Bellingham; Gordon, Saka e Kane.
O vencedor de Inglaterra e Argentina enfrenta a Espanha na grande final da Copa do Mundo, no domingo, às 16h. O perdedor do duelo joga contra a França no sábado, às 18h, na partida que vale o terceiro lugar.

por Luciane Ferreira

O Programa Saúde da Família (PSF) tinha a intenção de levar o atendimento às pessoas e promover a prevenção. Em vez de o paciente ir até o posto, a equipe visitava as famílias. O Vale do Taquari contava com 400 servidores para atender 188 mil pessoas.
As equipes promoviam ações de prevenção e controle de doenças crônicas. O PSF evoluiu a partir do Programa de Agentes Comunitários de Saúde (PACS) e depois para Estratégia de Saúde da Família (ESF), deixando ser visto apenas como um programa temporário para se tornar uma política pública contínua do Sistema Único de Saúde.
Inverno com temperatura de 31º
Há duas décadas, em pleno inverno, a temperatura em Lajeado chegou a 31,6ºC. O calor teria sido ocasionado por uma massa de ar seco e quente vinda do norte da Argentina. A previsão de frio típico inverno era apenas nos últimos dias do mês de julho. Enquanto isso, as sorveterias mantinham o movimento.



Integrantes do Círculo de Pais e Mestres da Escola Estadual Vidal de Negreiros solicitaram a liberação de Cr$ 453 mil para reformas na instituição. O expediente foi entregue ao então secretário estadual de Desenvolvimento Regional, Otávio Germano.
A Vidal de Negreiros foi fundada em 1920. A partir de 1980 passou a funcionar na atual sede, na rua Júlio de Castilhos, 1204, no bairro Cristo Rei. O prédio, construído em 1950, era anteriormente o ginásio dos Irmãos Maristas.
Verba melhoraria sistema elétrico e melhorias em salas de aula
A agência dos Correios e Telégrafos de Lajeado havia adquirido um telex. Por meio do aparelho, seria possível se comunicar com todas as capitais brasileiras dentro de dois minutos. A novidade foi apresentada pela então agente dos Correios, Maria Helena de Souza, durante reunião de diretoria da Associação Comercial e Industrial de Lajeado (Acil). O sistema de comunicação por Telex era uma antiga reivindicação da Acil.
O telex era uma rede global de comunicação de textos que funcionava como o “WhatsApp” das décadas de 1950 a 1980. Os aparelhos pareciam uma mistura de máquina de escrever e impressora, conectadas por linhas telefônicas. Elas garantiam a entrega instantânea das mensagens e geravam comprovantes impressos ou em fitas perfuradas.
ARTIGO

EVANIA SCHNEIDER
reitora da Univates e integrante das diretorias do Comung e da Abruc
ARTIGO

CARLOS CYRNE
Professor do PPGSAS da Univates
As universidades comunitárias ocupam uma posição singular no sistema de educação superior brasileiro. Constituídas pela mobilização da própria sociedade, consolidaramse como instituições que articulam ensino, pesquisa, extensão, inovação, prestação de serviços e desenvolvimento regional a partir de uma lógica distinta da experimentada pelos modelos público estatal e privado. Sua trajetória demonstra que investir na formação de pessoas, na produção de conhecimento e na capacidade de responder às demandas dos territórios significa fortalecer, simultaneamente, o desenvolvimento econômico, social e cultural das comunidades.
No RS, onde esse modelo adquiriu especial relevância, os últimos anos marcaram um momento muito importante para o reconhecimento institucional das universidades comunitárias. Entre o final de 2023 e o início de 2026, uma série de avanços nas relações com o Estado brasileiro e com o Governo do Estado consolidou um processo construído ao longo de décadas de diálogo, cooperação e demonstração de resultados. Assim, compreende-se que esse período ressaltou o papel estratégico dessas instituições como agentes públicos não estatais comprometidos com o interesse coletivo.
clusivamente nos grandes centros urbanos, as universidades comunitárias participaram decisivamente da interiorização da educação superior brasileira. Levaram ensino, pesquisa, inovação e extensão para regiões onde, muitas vezes, o acesso à universidade era inexistente. Formaram gerações de profissionais que permaneceram em seus municípios, fortaleceram cadeias produtivas, impulsionaram serviços públicos, criaram empresas, desenvolveram tecnologias e produziram conhecimento diretamente conectado às vocações regionais.
As conquistas não decorreram da reivindicação de privilégios, pelo contrário, são uma consequência do reconhecimento de uma realidade construída historicamente”
As conquistas não decorreram da reivindicação de privilégios, pelo contrário, são consequência do reconhecimento de uma realidade construída historicamente: as universidades comunitárias prestam serviços públicos importantes em seus territórios, geram conhecimento, promovem inovação, qualificam profissionais e atuam diretamente na solução de desafios que afetam suas regiões.
Conexão com o território
Uma característica histórica das universidades comunitárias é a sua capacidade de identificar demandas locais e transformá-las em soluções concretas. Seja na formação de profissionais, na pesquisa aplicada, na inovação tecnológica ou na extensão universitária, as Comunitárias são instituições em permanente interação com empresas, organizações sociais, prefeituras, cooperativas, hospitais, escolas e governos. Não produzem conhecimento isoladamente, produzem conhecimento comprometido com a transformação da realidade local. É justamente essa inserção territorial que diferencia o modelo em atuação há décadas. Ao contrário de uma visão concentrada ex-
Recentemente, o Comung também completou 30 anos e a Abruc, 31 anos de criação, muito embora as Instituições que representam estejam quase todas com mais de 50 anos de atividades. Naturalmente, o reconhecimento jurídico e político não encerra essa trajetória. Ao contrário, inaugura uma nova etapa, de mais trabalho e mais ação em prol das comunidades. As universidades comunitárias precisarão continuar demonstrando, com resultados, que a confiança nelas depositada produz benefícios concretos para a população. Isso significa ampliar a inclusão educacional, fortalecer a pesquisa científica, intensificar a inovação, aprofundar a internacionalização, contribuir para a reconstrução dos territórios afetados pelas mudanças climáticas e formar profissionais capazes de responder aos desafios de uma sociedade em constante transformação.
Chegamos a esse novo momento fortalecidas pelas conquistas legais e, principalmente, pela legitimidade construída junto às comunidades que lhe deram origem, coroando uma história que demonstra que o desenvolvimento regional constrói-se por meio da educação, da ciência, da inovação e do compromisso permanente com as pessoas. As conquistas recentes representam, portanto, uma escolha estratégica feita pelo Estado brasileiro e pelo Rio Grande do Sul de investir em um modelo universitário que nasceu da própria sociedade, que conhece as necessidades de seus territórios e que, ao longo de décadas, provou ser uma das formas mais sólidas e duradouras de promover desenvolvimento, reduzir desigualdades e construir um futuro mais próspero para todos.
Ao ler o texto publicado recentemente pelo conselheiro Fernando
Röhsig: “Entropia corporativa: o inimigo silencioso que os conselhos precisam combater”, lembrei do primeiro livro de Edgar Morin que li, A cabeça bem-feita. Daí vieram outras obras, leituras retomadas, sublinhadas, nem sempre fáceis. Para dialogar com a coluna do Fernando, volto especialmente a O Método I – A natureza da natureza, e ao capítulo 2, “A organização”. A lembrança ajuda a colocar uma pergunta no debate: quando falamos em entropia nas organizações, estamos tratando apenas de uma desordem a ser eliminada ou de um processo mais complexo, no qual ordem e desordem se tensionam e podem produzir novas formas de organização?
A coluna do Fernando acerta ao chamar a atenção para a tendência de desgaste das organizações, algo que quem participa de conselhos, diretorias, cooperativas ou empresas familiares reconhece com facilidade. Processos que antes ajudavam passam a atrapalhar, controles se multiplicam, decisões ficam mais lentas e a cultura começa a repetir “sempre foi assim” como se fosse argumento suficiente. Em algum momento, a organização ainda funciona e preserva aparência de normalidade, mas perde a capacidade de aprender.
O ponto que proponho acrescentar é que, em Morin, a neguentropia não pode ser entendida apenas como restauração da ordem, pois, se for assim, corremos o risco de imaginar que governar bem é organizar tudo, controlar tudo e reduzir ao mínimo qualquer ruído. Essa tentação é compreensível, mas expressa uma leitura limitada da vida organizacional. Para Morin, a organização nasce da relação entre ordem, desordem, interações e reorganização, o que significa que os sistemas vivos não permanecem vivos porque eliminam toda perturbação, mas porque são abertos, trocam energia, informação e sentido com o ambiente e transformam desordens em novas possibilidades. Essa compreensão tem consequências práticas para a governança. Existem desordens destrutivas, como falta de informação confiável, ausência de sucessão, decisões personalistas, burocracia excessiva e incapacidade de ler o ambiente. No entanto, também existe uma ordem que adoece, especialmente quando a organização se torna tão bem controlada que já não escuta, tão protegida por seus indicadores que confunde estabilidade com saúde, tão fiel aos seus processos que deixa de perceber a realidade que mudou. Conselhos precisam combater a entropia, mas talvez precisem compreender que nem todo conflito é falha, nem toda divergência é ameaça e nem toda resistência é atraso. Reclamações de clientes, associados ou usuários podem ser incômodas, mas também podem constituir informação qualificada sobre algo que a rotina e os indicadores ainda não revelam.
Talvez a melhor governança não seja aquela que promete eliminar a incerteza, mas aquela que mantém a organização aberta”
A pergunta central, portanto, não deveria ser apenas como restaurar a ordem, mas que tipo de ordem estamos produzindo: uma ordem que favorece aprendizagem, confiança e responsabilidade ou uma ordem que apenas preserva cargos, ritos, relatórios e certezas convenientes? No cooperativismo, essa reflexão é ainda mais sensível, pois identidade, participação, democracia e compromisso com a comunidade podem ser forças neguentrópicas, desde que permaneçam vivas e não sejam reduzidas a slogans. A tradição pode sustentar a inovação, desde que não sirva de desculpa para o imobilismo, assim como a inovação pode renovar a tradição, desde que não destrua aquilo que dá sentido à organização.
Talvez a melhor governança não seja aquela que promete eliminar a incerteza, mas aquela que mantém a organização aberta, capaz de aprender com seus erros, escutar sinais fracos e reorganizar-se sem perder sua identidade. Combater a entropia é necessário, mas, com Morin, eu diria que o desafio é maior: não basta arrumar a casa; é preciso garantir que ela continue habitável, viva, aberta ao diálogo e capaz de produzir novos sentidos sem esquecer de quem é. Sigamos.
Quarta-feira, 15 de julho de 2026
Fechamento da edição: 18h
9º | MÁX: 25º O tempo permanece firme e o sol continua aparecendo entre algumas nuvens na região.


Quarta-feira, 15 de julho de 2026


O projeto CRAS em Sua Casa fortalece o atendimento social por meio de visitas domiciliares a pessoas acamadas ou com dificuldade de locomoção.
A iniciativa busca levar acolhimento, bem-estar e momentos de convivência com conversas, música e cantoria, promovendo mais qualidade de vida aos participantes.
As visitas são acompanhadas pelo orientador social Glauco Rodrigues e pela coordenadora Rejani Althaus, que destacam o impacto da ação no fortalecimento dos vínculos e no estímulo ao convívio social e
emocional. Segundo eles, o projeto oferece atenção e carinho a quem enfrenta limitações para participar das atividades presenciais do Centro de Referência de Assistência Social (CRAS).
A iniciativa também conquista o reconhecimento dos beneficiados. Aos 96 anos, Elony Scheuermann afirma que aguarda com alegria cada visita. “Adoro quando eles vêm, é um momento que me alegra e faz meu dia mais feliz.”
Cliri Hübner, de 90 anos, também destaca a importância do projeto. “Essas visitas me fazem sentir querida e lembrada. Adoro as músicas e a conversa, é um presente para nós”, relata.

Atividade reuniu alunos da Escola Carlos Gomes em circuito educativo com orientações sobre regras, sinalização e comportamento seguro nas vias
MARQUES DE SOUZA
Os alunos do 1º ao 5º ano da Escola Municipal de Ensino Fundamental Carlos Gomes participaram da Escolinha de Trânsito, promovida pelo 2º Batalhão Rodoviário da Brigada Militar, de Santa Cruz do Sul. A atividade contou com a coordenação do soldado Soares, apoio do
sargento Carlos Diovane Veber e da coordenadora do Departamento de Trânsito, Daniela Wiland. Em um ambiente lúdico e educativo, as crianças percorreram circuitos que simulam situações do dia a dia, com faixas de pedestres, cruzamentos, semáforos, lombadas e placas de sinalização. Durante as atividades, receberam orientações sobre a importância do respeito às normas de trânsito e do comportamento seguro como pedestres, ciclistas e passageiros. Segundo o soldado Soares, o objetivo é formar cidadãos mais conscientes desde a infância.
Ele destaca que aprender a respeitar as regras de trânsito ainda na escola contribui para a construção de uma cultura de
responsabilidade e prevenção. A coordenadora do Departamento de Trânsito, Daniela Wiland, afirma que iniciativas como essa fortalecem a educação preventiva e ajudam a ampliar a conscientização sobre segurança viária. Conforme ela, o conhecimento adquirido pelos alunos também chega às famílias, tornando as crianças agentes multiplicadores de boas práticas. O sargento Carlos Diovane Veber explica que a participação do 2º Batalhão Rodoviário ocorreu a convite da direção da escola e reforça que a proposta busca incentivar atitudes seguras no trânsito e estimular os estudantes a cobrar comportamentos responsáveis de familiares e demais condutores.
Reconhecimento estadual destaca o atendimento humanizado voltado a gestantes, mães, recémnascidos e suas famílias
CRUZEIRO DO SUL
A Estratégia Saúde da Família (ESF) 1, da Secretaria Municipal da Saúde e Saneamento conquistou a Certificação do Ciclo 2025 da Rede Bem Cuidar RS, concedida pela Secretaria Estadual da Saúde às equipes que se destacam pela qualificação da Atenção Primária. O município recebeu o certificado “Equipe de Saúde da Família Amiga da Mãe, Parceria e Criança”, reconhecimento
destinado às equipes que desenvolvem ações voltadas ao atendimento humanizado de gestantes, mães, recém-nascidos e seus parceiros.
Para alcançar a certificação, a ESF 1 comprovou iniciativas como o incentivo ao pré-natal com participação ativa do parceiro, o acompanhamento qualificado no pós-parto e no desenvolvimento infantil, além do apoio ao planejamento sexual, reprodutivo e à parentalidade.
A cerimônia de entrega ocorreu na Assembleia Legislativa, em Porto Alegre. Representaram Cruzeiro do Sul a gestora da Rede Bem Cuidar da ESF 1, Sabrina Feldmann, e a agente comunitária de saúde Mirtes Siebeneichler, que receberam a certificação das mãos da secretária estadual da Saúde, Arita Bergmann.

A certificação reforça o compromisso da equipe da ESF 1, da Administração Municipal e da comunidade com a oferta de uma saúde pública mais
acolhedora, humanizada e de qualidade, fortalecendo o cuidado integral às famílias desde a gestação até os primeiros anos de vida da criança.
A certificação reforça o compromisso da equipe da ESF 1, da Administração Municipal e da comunidade com a oferta de uma saúde pública mais acolhedora
Simulado de mesa prepara professores e funcionários para situações de risco e antecede treinamento prático com os alunos
CRUZEIRO DO SUL
A Escola Estadual de Ensino Fundamental Itaipava Ramos, na comunidade de São Miguel, realizou um simulado de mesa para capacitar professores e funcionários diante de situações de emergência, como incêndios e vendavais. A atividade integra a elaboração do plano de contingência da instituição e antecede um simulado prático de evacuação, que será realizado com os estudantes em data a ser definida.
A ação foi conduzida pela Defesa Civil Municipal e teve como foco orientar a equipe
escolar sobre os procedimentos que devem ser adotados em cenários de risco. Conforme o coordenador da Defesa Civil, Rodrigo Borges, a capacitação busca preparar os educadores para agir de forma rápida e organizada, com prioridade para a segurança de toda a comunidade escolar.
A diretora Maria Eloisa Schossler de Freitas ressaltou que a iniciativa reforça o compromisso da escola com a proteção de alunos e colaboradores. Ela também destacou que a Itaipava Ramos é a primeira escola de Cruzeiro do Sul a desenvolver esse trabalho em parceria com a Defesa Civil do Estado.
Com a conclusão desta etapa, a intenção é ampliar o projeto para as escolas da rede municipal, disseminando a cultura da prevenção e fortalecendo a preparação das comunidades escolares para enfrentar situações de emergência.

Obra de R$ 1,77 milhão vai pavimentar o trecho entre a BR-386 e a sede do Grêmio Esportivo, com prazo de execução de 12 meses
MARQUES DE SOUZA
Apavimentação asfáltica começou na comunidade de Picada May e marca a concretização de uma demanda aguardada pelos moradores. A obra contempla 7 mil metros quadrados e recebe investimento de R$ 1,77 milhão, por meio do Programa Pavimenta, com contrapartida da Administração Municipal.
O trecho beneficiado liga a faixa de domínio da BR-386 até a sede do Grêmio Esportivo. A previsão é de que os trabalhos sejam concluídos em até 12 meses.
Para o prefeito Fábio Mertz, a

obra amplia a infraestrutura do município e leva melhorias diretas à comunidade. Conforme ele, a pavimentação reduz a poeira, valoriza os imóveis e garante mais qualidade de vida aos moradores.
Morador de Picada May desde 1989, Nirberto Fucks comemora o início da obra. Ele lembra que conviveu por décadas com a poeira provocada pelo intenso trânsito de veículos ligados à produção de frangos e leite. “Agora vai ficar ótimo. Teremos mais conforto e segurança para todos”, destaca.
Interessados podem preencher formulário online e integrar banco de dados do município
CRUZEIRO DO SUL
A Defesa Civil mantém abertas as inscrições para interessados em atuar como voluntários em situações de emergência. Criado em setembro de 2025, o cadastro busca ampliar a capacidade de resposta do município diante de ocorrências que exijam mobilização e apoio à população. Quem tiver interesse deve preencher um formulário on-line com informações pessoais e sobre o perfil de atuação. A partir dos dados, a Defesa Civil Municipal forma um banco de voluntários, que podem ser acionados conforme as necessidades de cada situação.

O formulário de inscrição está disponível on-line. Segundo o coordenador municipal da Defesa Civil, Rodrigo Borges, a iniciativa fortalece a estrutura de apoio do órgão. O objetivo é contar com pessoas disponíveis para auxiliar em momentos críticos e ampliar a capacidade de resposta frente a
situações de risco e emergência. A mobilização de voluntários integra as ações de preparação do município e permite que a Defesa Civil identifique, com antecedência, pessoas aptas a contribuir quando houver necessidade.
Interessados devem buscar o cadastro no site cruzeiro.rs.gov.br.




Nova ligação com Fontoura Xavier deve ampliar as alternativas de acesso à BR-386 e beneficiar moradores e empresas da região
PROGRESSO
As obras da ponte sobre o Rio Fão, na Barra do Dudulha, divisa com Fontoura Xavier, avançam com a montagem do tablado que servirá de base para a concretagem da estrutura. O prefeito de Progresso, Paulo Gilberto Schmitt, e o secretário municipal da Agricultura, Rogério Vittorazzi, acompanharam os trabalhos na sexta-feira, 10.
A nova ligação é aguardada por
comunidades do interior e deve criar outra alternativa de acesso à BR-386. Entre as localidades beneficiadas estão Campo Branco, Cabeceira de Tocas, Tocas e Três Lagoas.
“Sabemos da ansiedade das comunidades para que a obra fique pronta, especialmente as empresas e moradores de Campo Branco, Cabeceira de Tocas, Tocas e Três Lagoas, que terão uma nova alternativa de acesso à BR-386”, afirma Schmitt.
A construção da ponte fica a cargo da administração municipal de Fontoura Xavier. Em Progresso, o município concluiu a reconstrução da Estrada Luiz Dell’Osbel, em um trecho de 3.820 metros entre Três Lagoas e a Barra do Dudulha. O investimento chegou a R$ 1,6 milhão.
Com a conclusão da ponte, a expectativa é facilitar o deslocamento entre as comunidades, ampliar as rotas até a rodovia federal e favorecer o transporte da produção e a atividade econômica local.
Parcela beneficia 245 funcionários e injeta mais de R$ 403 mil na economia local
PROGRESSO
A prefeitura de Progresso realizou nesta sexta-feira, 10, o pagamento antecipado de 40% do 13º salário dos servidores municipais. O depósito, feito sem descontos, contempla 245 funcionários públicos e representa um repasse
de R$ 403 mil.
A antecipação reforça a política da administração municipal de manter a valorização dos servidores e a pontualidade nos pagamentos, além de contribuir para o aquecimento da economia local com a circulação de recursos no comércio e nos serviços.
O prefeito Paulo Gilberto Schmitt destacou que a medida reconhece o trabalho desenvolvido pelos servidores e oferece mais tranquilidade financeira às famílias. Segundo ele, a antecipação do benefício também permite
melhor planejamento das despesas e fortalece a economia do município.
Com a iniciativa, a administração municipal reafirma o compromisso com a responsabilidade na gestão dos recursos públicos e com a valorização dos profissionais que garantem o funcionamento dos serviços prestados à comunidade.
A medida reconhece o trabalho desenvolvido pelos servidores e oferece mais tranquilidade financeira às famílias



Ezequiel Neitzke ezequiel@grupoahora.net.br
CANUDOS DO VALE
Fundado em 2014, o EC Nova Berlim prepara o retorno à Série A do Campeonato Regional da Aslivata com uma estratégia que contrasta com o alto investimento feito por alguns adversários. Em Canudos do Vale, a aposta está nos jogadores da casa, no conhecimento do futebol regional e na força da comunidade. O primeiro desafio ocorre em 2 de agosto, contra o Tiradentes, apontado como um dos candidatos ao título. Um dos responsáveis pela montagem da equipe é Ademir Sauthier, o “Pimbet”. Integrante da comissão técnica, ele participa da análise e escolha dos atletas. Conforme o dirigente, entre 60% e 70% do elenco terá ligação com Canudos do Vale e municípios próximos.
A decisão passa pela realidade financeira do clube, mas também pela confiança nos jogadores da região. Nomes como Pitol, Jô, Dioma, Dioguinho, Taffarel e o zagueiro Luiz Carlos Kurz aparecem entre as apostas do Nova Berlim. A estratégia ocorre em uma temporada na qual o dirigente projeta um dos campeonatos mais fortes dos últimos anos. A presença de atletas com passagem
recente pelo futebol profissional elevou o patamar das equipes e, na avaliação de Pimbet, aproximou a competição de divisões estaduais.
O desafio do Nova Berlim aumenta diante da realidade de Canudos do Vale. Com pouco mais de 2 mil habitantes, o município terá duas equipes no Regional e enfrentará clubes de cidades com populações e estruturas superiores.
Para Pimbet, a manutenção do futebol passa pelo envolvimento dos moradores. Além do apoio financeiro, voluntários ajudam nos trabalhos durante a semana e na organização das rodadas em casa. “O recurso é mais escasso, mas sempre tem o pessoal do clube e da comunidade.”
O Nova Berlim também firmou parceria com o Canarinho, tradicional rival nas competições municipais. Enquanto o Berlim concentra esforços na montagem da equipe titular, o Canarinho assumiu a organização do quadro de aspirantes.
Dentro de uma realidade financeira diferente, o Nova Berlim traça o primeiro objetivo: avançar de fase. A lembrança de campanhas anteriores, como a eliminação nas quartas de final diante do Taquariense, reforça a confiança de que o clube pode competir.

Após retornar ao Regional Aslivata em 2025 com parceria, clube disputa a competição deste ano com estrutura independente e Robledo Carissimi no comando técnico da equipe principal
Ezequiel Neitzke ezequiel@grupoahora.net.br
PROGRESSO
O Gaúcho chega ao Regional Aslivata 2026 com um projeto renovado e a meta clara de avançar à fase eliminatória. Depois de disputar a competição no ano passado em parceria com uma equipe de Alvorada, o clube optou por seguir com estrutura própria, investiu na montagem do elenco e terá uma novidade importante na comissão técnica: o diretor Robledo Carissimi assume o comando da equipe principal. Segundo ele, o planejamento começou logo após o encerramento da última edição do campeonato. “A expectativa é boa. Assim que terminou o Regional já fomos procurar atletas, assistir jogos e conhecer jogadores. O time está praticamente fechado e agora a ansiedade é para a bola rolar.” Em 2025, o Gaúcho recorreu a uma parceria para viabilizar a participação no campeonato. Apesar de considerar a experiência positiva, a diretoria decidiu
retomar um modelo totalmente conduzido pelo clube.
A montagem do grupo envolveu meses de observação. Integrantes da diretoria percorreram competições da região para identificar atletas que pudessem reforçar o elenco. “Assistimos muitos jogos. Se pudéssemos inscrever 50 jogadores, teríamos nomes para isso. Colocamos gente para observar partidas e conseguimos trazer peças importantes. Agora precisamos fazer tudo isso encaixar dentro de campo”, afirma.
Entre os reforços estão os campeões pelo Juventude de Guaporé Elias, Ericlis e Tibola, além do ex-profissional Rogerinho, revelado pelo Cerâmica e com passagem pelo Juventude.
Robledo também destaca outros nomes do grupo, como V9, Felipe Duarte e atletas vindos da Região Metropolitana.
Estreia contra um favorito
O Gaúcho abre a competição
fora de casa, diante do Juventude de Guaporé, em um dos confrontos mais difíceis da primeira fase. Na sequência, encara outro tradicional adversário, o Canabarrense. “A gente sabe da qualidade desses times. Nosso grupo vai ter que ser aguerrido do primeiro ao último minuto, jogar futebol e competir em todos os lances.”
Mesmo em um grupo que reúne campeões regionais, o objetivo permanece o mesmo. “Nosso primeiro objetivo é a classificação. Depois, no mata-mata, é outro campeonato. Primeiro precisamos conquistar essa vaga.”
Novo desafio à beira do campo
Além de participar da organização do clube, Robledo viverá uma experiência inédita no Regional Aslivata. Depois de comandar a equipe aspirante em 2025, ele será o treinador do time principal. O novo comandante afirma que encara a responsabilidade como a realização de um objetivo construído ao longo de muitos anos no futebol. “Esperei a vida inteira por esse momento. Sempre fui dedicado ao esporte e agora chegou minha hora. Quero aproveitar essa oportunidade e fazer um grande trabalho com o Gaúcho.”
