Empréstimo para obras de infraestrutura em Lajeado encontra barreira na câmara de vereadores.
OPINIÃO | FILIPE FALEIRO
Quando o outro vira detalhe
Três fatos distintos ajudam a compreender o conceito de Bauman, de que vivemos uma “cegueira moral”.
SERVIÇO TERCEIRIZADO Governo de Lajeado retoma pregão de R$ 37,8 mi
Sandro Herrmann responde dois processos. No criminal, prisão foi substituída por restrições, multa e serviços comunitários. No cível, Justiça mantém suspensão dos direitos políticos. Defesa prepara recursos.
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Após decisão do Tribunal de Justiça do RS, município volta a analisar contrato para substituir a Arki e preencher mais de 500 postos terceirizados em escolas, unidades de saúde e prédios públicos.
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FRIGORÍFICO DE POÇO DAS ANTAS
área cedida à Languiru
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PACOTE DE OBRAS
Demanda da comunidade do Bom Pastor integra pacote do financiamento de R$ 100 milhões proposto por Lajeado. Ampliação e asfaltamento da rua Hermes Jaeger, que conecta a comunidade ao Conventos, devem utilizar cerca de 12% do total a ser investido. Moradores reclamam das condições irregulares da rua que interliga dois bairros em expansão e vias importantes da cidade.
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Destino de um patrimônio
Ofuturo do frigorífico de suínos de Poço das Antas voltou ao centro do debate regional.
Mais do que uma disputa sobre propriedade, está em jogo o destino de um dos principais ativos industriais do Vale do Taquari, fechado desde 2023 e símbolo da crise da Cooperativa Languiru.
A movimentação do município para reaver a área, amparada na legislação de incentivos e no apoio unânime da câmara de vereadores, abre uma nova frente de discussão. O argumento é de que a cooperativa não cumpriu as contrapartidas previstas para usufruir dos benefícios concedidos. Do outro lado, a Languiru sustenta que o bem lhe pertence e mantém como prioridade a venda da planta para atender ao processo de liquidação e, ao mesmo tempo, permitir que o frigorífico volte a operar.
“Não corri sozinho nenhum momento”
Em um desafio inusitado, Kaico Kayser correu 42 quilômetros em volta da Lagoa Armênia, em Taquari. A corrida foi feita emformadehomenagem à cidade, que completou 177 anos no último sábado. Ele contou com o apoio da equipe Armênia Runners, grupo local, e projeta uma nova experiência no município
Karine Pinheiro karine@grupoahora.net.br
Estado, município e cooperativa precisam construir uma saída que devolva utilidade ao empreendimento”
A Justiça já rejeitou o pedido de leilão judicial apresentado pela cooperativa, demonstrando que a solução está longe de ser simples. Entre interesses públicos, direitos dos credores e questões patrimoniais, o impasse se prolonga enquanto uma estrutura de R$ 169 milhões permanece sem cumprir sua função econômica.
O que não pode ficar em segundo plano é o impacto regional. A paralisação atingiu centenas de produtores integrados, reduziu empregos e enfraqueceu uma cadeia produtiva estratégica. Estado, município e cooperativa precisam construir uma saída que devolva utilidade ao empreendimento. Um patrimônio desse porte não pode continuar sendo lembrado apenas como símbolo de uma crise que ainda espera por uma solução definitiva.
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Gráfica
Como foi a experiência de correr 42 quilômetros ao redor da Lagoa Armênia?
Foi muito especial e emocionante, principalmente porque os corredores da cidade e o grupo Armênia Runners abraçaram o desafio. Não corri sozinho nenhum momento. Isso ajudou muito o lado mental. O apoio das pessoas que correram algumas voltas comigo e de quem esteve incentivando fez toda a diferença. No fim, ficou uma sensação de gratidão e de missão cumprida.
Por que decidiu encarar esse desafio?
A ideia surgiu há algum tempo, quando eu estava em um ciclo de maratona e fiz um treino de 30 quilômetros ao redor da lagoa. Naquele dia percebi que completar uma maratona ali seria algo marcante. A lagoa tem um significado muito especial para os corredores da cidade, pois foi onde nasceu o grupo Armênia Runners, além de ser um dos principais cartões-postais do município. E a maratona, por si só, é uma distância muito simbólica para quem corre. Achei que seria uma forma diferente de homena -
gear a cidade, fazendo algo que eu amo e mostrar que a corrida também pode ser uma forma de celebrar, inspirar e reunir pessoas.
Como foi a preparação para esta corrida?
Para esse desafio, eu montei uma planilha de treinos focada em volume de corrida, já que o objetivo não era fazer tempo. Foram três meses de preparação, com cinco treinos por semana. Além dos cuidados com a alimentação, a hidratação e o descanso para chegar preparado.
Qual a diferença entre correr uma maratona na rua e em círculos?
Acho que a principal diferença é que para correr em círculos é preciso trabalhar mais o aspecto mental. Se passa pelo mesmo lugar dezenas de vezes, então é preciso manter o foco. Mas também no meu caso, por ser um ambiente controlado, fica mais fácil organizar hidratação, alimentação e contar com o apoio.
Como é a sua história com a corrida?
A corrida entrou na minha vida como uma forma de terapia, mas acabou se tornando uma grande paixão. Hoje corro porque gosto de desafiar e de superar os meus limites. Não sou muito fã de provas, prefiro treinar. Também gosto muito de correr na natureza e em lugares mais isolados, porque isso me proporciona uma conexão especial com o meio ambiente e comigo mesmo. Corro há 5 anos, já participei de dezenas de provas curtas, meias-maratonas e agora quatro maratonas completas.
Tem algum novo desafio em vista?
Tenho alguns desafios em planejamento, inclusive envolvendo distâncias maiores. Mas o que está certo para o próximo ano, em abril, quando completo 42 anos, é que quero comemorar correndo 42 quilômetros. A ideia é fazer esse desafio na pista de atletismo da cidade que tem 300 metros. Serão 140 voltas para completar a distância.
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SERVIÇOS EM LAJEADO
Governo retoma análise sobre terceirização
Após decisão judicial, município retoma pregão de R$ 37,8 milhões para mais de 500 postos de trabalho. Parzianello & Cia terá documentação examinada
LAJEADO
Aadministração de Lajeado analisa oos documentos da Parzianello & Cia Ltda para ocupar mais de 500 postos de trabalho terceirizados em escolas, unidades de saúde, cozinhas escolares e prédios públicos. O certame havia sido suspenso por decisão judicial, mas foi liberado pelo Tribunal de Justiça do RS (TJ-RS). Conforme o município, o processo “retoma seu curso normal”. Antes da suspensão, a equipe de contratação daria início à análise da documentação da licitante classificada em 5º lugar. A administração não informou prazo para conclusão dessa etapa ou eventual contratação.
A licitação tem valor estimado de R$ 37,8 milhões e busca substituir o contrato mantido com a Arki Serviços. O edital contempla serviços continuados com dedicação exclusiva de mão de obra para diferentes secretarias municipais. Estão incluídas funções ligadas à limpeza, manutenção, recepção, preparo da alimentação escolar, zeladoria, asseio público e outras atividades de apoio.
Na decisão, foi liberado o andamento da licitação. Assinada pelo desembargador Ricardo Torres Hermann, da 2ª Câmara Cível do TJ-RS, a determinação acolhe os motivos apresentados pelo Executivo de Lajeado. O despacho revogou a liminar que havia interrompido o pregão e autorizou a retomada dos atos da concorrência enquanto o mérito do processo ainda será analisado pelo colegiado. A administração municipal afirma que o contrato atual, com a Arki Serviços, será mantido até a conclusão da licitação, para evitar a interrupção de serviços básicos da administração. Segundo o governo, a transição entre o vínculo atual e aquele a ser firmado com a futura vencedora seguirá as regras previstas no edital.
A disputa judicial
A disputa judicial começou após a desclassificação da empresa C. Romeira & Cia Serviços e Comércio Ltda, segunda colocada no processo licitatório. A empresa alegou que foi excluída por suposta inexequibilidade da proposta sem receber o prazo de 48 horas previsto no edital para comprovar a viabilidade dos valores apresentados.
No recurso ao TJ-RS, o município sustentou que a desclassificação foi correta e necessária para preservar a regularidade do futuro contrato. A principal divergência envolve as alíquotas de PIS e Cofins indicadas na proposta comercial.
Conforme a administração, a empresa apresentou percentuais de 0,020% para PIS e 0,100% para Cofins. Para o município, os
índices eram incompatíveis com o regime tributário da licitante. Pelo histórico da empresa no regime de Lucro Real, as alíquotas efetivas
A paralisação poderia comprometer a transição para a nova empresa e afetar atividades em escolas, unidades de saúde, cozinhas escolares e prédios públicos.
GOVERNO DE LAJEADO
seriam próximas de 1,33% para PIS e 6,10% para Cofins, diz o jurídico do município.
Na avaliação do governo de Lajeado, a diferença poderia tornar a proposta inexequível e gerar risco à execução do contrato. O recurso também sustentou que aceitar correção posterior dos índices poderia violar a isonomia entre os concorrentes, em prática conhecida como “jogo de planilhas”.
Risco aos serviços
Ao analisar o recurso, o desembargador Ricardo Torres Hermann entendeu que, nesta fase, não há elementos suficientes para reconhecer o direito da empresa desclassificada. Para o relator, a divergência técnica sobre as alíquotas tributárias é substancial e exige análise mais aprofundada.
A decisão também considerou que a administração atuou dentro do poder de autotutela ao buscar resguardar a exequibilidade do contrato. O relator destacou que o edital é a lei da licitação e vincula as partes durante o processo. Outro ponto central foi o risco de dano reverso. Conforme o despacho, manter o pregão suspenso poderia gerar prejuízo maior à coletividade, diante da possibilidade de falta de pessoal em serviços considerados essenciais. O município argumentou que a paralisação poderia comprometer a transição para a nova empresa e afetar atividades em escolas, unidades de saúde, cozinhas escolares e prédios públicos.
Empresa terceirizada fica responsável pela gestão de contratos para serviços diversos
Filipe Faleiro filipe@grupoahora.net.br
DIVULGAÇÃO
FINANCIAMENTO DE R$ 100 MILHÕES
Oposição sugere alternativas ao empréstimo. Mas
qual é o propósito?
Ogoverno de Lajeado não encontra ambiente favorável na Câmara de Vereadores para emplacar, em consenso, o projeto de lei que prevê financiamento de aproximadamente R$ 100 milhões para obras estruturantes. Não por menos, a matéria ainda não foi protocolada no Legislativo – a previsão é que isso ocorra em duas semanas – e, com isso, aumentam as incertezas e críticas referentes ao movimento. Paralelo a isso, parlamentares da oposição sugerem alternativas para, em tese, reduzir o valor da volumosa operação de crédito e também para incluir novas demandas à proposta original.
É um tema delicado. O milionário superávit de outrora, tão criticado pela própria oposição ao PP, já não é uma realidade no município polo do Vale do Taquari. Hoje, as receitas e despesas andam pari passu e pari e um novo financiamento se avizinha, sim, como a solução para resolver problemas que já prejudicam a mobilidade urbana dos lajeadenses e, sobrema-
neira, para prevenir problemas óbvios do futuro. Em resumo, é previso investir grana alta e o município não possui recursos livres para tal. Por outro lado, também é preciso avaliar as condições de um novo empréstimo bancário e analisar friamente eventuais alternativas que possam efetivamente custar menos ao cidadão. Diante desse cenário, o eleitor precisa ficar atento. É preciso verificar os reais anseios de quem se posiciona contra a milionária operação de crédito. É preciso analisar se as alternativas apresentadas pela oposição são de fato viáveis e suficientes às demandas da cidade, ou se alguns posicionamentos contrários são fruto da velha e encardida politicagem que só visa boicotar a intenção da prefeita e evitar que o atual governo colha os louros desses importantes investimentos estruturais no futuro. Aliás, essa é uma “dúvida” que sempre transparece em operações semelhantes. Ano após ano. E independentemente de quem está na situação ou na oposição. E não só em Lajeado, claro!
MDB cobra mais empenho por Gabriel Souza
A direção estadual e algumas coordenadorias regionais estão incomodadas com a postura de alguns pré-candidatos e correligionários do MDB no Rio Grande do Sul. Na avaliação dos principais líderes emedebistas, há pouco engajamento e empenho na promoção do vice-governador e pré-candidato a governador Gabriel Souza. E tal fato também tem sido observado no Vale do Taquari...
rodrigomartini@grupoahora.net.br
RODRIGO MARTINI
Ainda sobre o financiamento…
Lajeado paga hoje dois financiamentos firmados em gestões anteriores. O mais antigo foi assinado em 2014, durante a administração do PT e do MDB, e o saldo a ser quitado é de R$ 13,2 milhões até 2034. O mais recente é de 2019, foi firmado pela gestão do PP e do PSDB, o saldo devedor é de R$ 13,5 milhões e com prazo até 2032. Mesmo assim, e isso é necessário salientar, a Secretaria da Fazenda garante: a administração possui gordura para assinar uma nova operação de crédito, sem comprometer o funcionamento e as contas da máquina pública. Mas, nada impede que boas alternativas sejam avaliadas para reduzir o impacto. Ou seja, diminuir o valor estimado de R$ 100 milhões. E, entre as boas sugestões da oposição está o leilão e/ ou permuta de áreas públicas não utilizadas. Ate porque tal patrimônio público aumentará na mesma proporção do progresso que será gerado pelo empréstimo, já que a lei municipal exige a doação de áreas a cada novo loteamento.
- Paulo Pimenta (PT), Maneco Hassen (PT) e a prefeita Carine Schwingel (UB) foram decisivos na confirmação da nova ‘Ponte da Tangará”, em Estrela. O investimento da União será de R$ 5,1 milhões para a estrutura de 69,4 m de comprimento por 8,7 m de largura.
O peregrino de todas as quintas-feiras segue desbravando o Vale do Taquari e apresentando riquezas turísticas e culturais que nem todos percebem ou valorizam. Desta vez, ele peregrinou pelas bandas da Linha Júlio de Castilhos, no interior de Roca Sales. Por lá, fotografou este belo armazém antigo.
- O governo de Estrela assinou na sexta-feira o convênio para revitalizar o prédio da Polar. São R$ 16 milhões do Funrigs para atrair novos negócios e empreendimentos tradicionais da cidade. Uma parceria que vai contar com apoio da Invest RS, que projeta empresas âncoras ao nobre local.
- No Vale do Rio Pardo, especialmente nas cidades próximas ao Vale do Taquari, o MDB está dividido. Muitos emedebistas apoiam o deputado estadual Edivilson Brum, e outros estão próximos de Roberto Lucchese. Em tempo, a convenção estadual do MDB ocorre no dia 15 de agosto.
- Na câmara de Venâncio Aires, os vereadores encaminharam, em cinco meses, 24 Moções de Aplauso; 25 Moções de Apelo; duas Moções de Repúdio; e duas Moções de Apoio. No
mesmo período, cerca de 30 pessoas de diferentes entidades falaram na tribuna entre fevereiro e junho.
- Não percam a conta. O Vale já conta com cinco pré-candidatos a deputado federal. Além de Carlos Ranzi (MDB), também colocaram nome à disposição o ex-deputado Ênio Bacci (PDT), o vereador de Encantado, Daniel Passaia (União Brasil), além de Bolacha (PL) e Francis Bampi (PDT). E a conta é ainda mais imprecisa – e danosa ao Vale – quando tratamos dos pretendentes à Assembleia.
TIRO
IMPASSE EM POÇO DAS ANTAS
Município articula retomada da área do frigorífico da Languiru
Executivo e Legislativo
defendem reversão da área para colocar a planta de suínos em operação; cooperativa mantém posição de vender o ativo
Junior lautenir@grupoahora.net.br
Ointeresse em reaver a área do frigorífico de suínos da Languiru foi formalizado pelo município de Poço das Antas junto ao Governo do Estado.
Segundo o secretário municipal de Administração, Romeu Forneck, desde que a gestão do prefeito Glicério Ivo Junges assumiu em 2025, havia a posição de reaver a área de 25 hectares cedida à Languiru em 2009 para a implantação do frigorífico de suínos, paralisado desde 2023. Nesta semana, o município recebeu apoio da Câmara de Vereadores e levou o pedido ao Governo do Estado.
De acordo com o secretário, em 2023, a gestão da época não se habilitou como credora da cooperativa e acabou ficando fora do plano de restruturação.
Segundo Forneck, quando a área foi cedida não foi respeitada a lei municipal de incentivos, que obrigaria a cooperativa a operar durante 25 anos, para então obter os benefícios concedidos como área de terras, incentivos e isenções tributárias. Ele frisa que foi cedida isenção à Languiru durante os 14 anos de operação. O secretário pontua que os investimentos operados na área foram feitos pelo Estado, por meio do Badesul e do Fundopem, e a área era do município. “A Languiru não cumprindo com a exigência da lei de incentivos de operar durante 25 anos, o direito sobre planta não é deles.” Ele diz, inclusive, que hoje, atualizado, o valor que o município tem investido na área se aproxima a um orçamento anual de Poço das Antas. “O orçamento é de R$ 31 milhões, e o valor atualizado chega a R$ 27 milhões”. Forneck salienta que hoje a cooperativa chega a um montante de dívidas que ultrapassa 20 vezes o tamanho do seu patrimônio. E que não é o correto a Languiru vender a planta para “satisfazer seus credores, sendo que o Estado e a prefeitura têm parte no ativo.” Contudo, ele ressalta
Área cedida pelo município de 25 hectares abriga o frigorífico de suínos, paralisado desde 2023
Não queríamos prejudicar qualquer iniciativa que levasse a planta voltar a funcionar. Mas não tendo solução, precisamos encontrar uma forma de viabilizar.”
que a principal discussão não deve ser sobre a quem pertence a área, mas sim sobre a retomada das atividades do frigorífico. “A reativação da planta impulsionaria toda a cadeia econômica ligada ao setor”, lembra.
Nesta semana, a vereadora Célia Lurdes Koerbes (MDB) apresentou um ofício que foi subscrito por todos os parlamentares. Os vereadores pedem apoio do Estado para viabilizar a destinação do imóvel e que ele seja revertido ao município. O ofício reforça a preocupação com a geração de empregos, a preservação da atividade econômica e o risco de desmanche da estrutura.
Executivo e Legislativo no Estado
Na quarta-feira, 8, o secretário e a vereadora Célia foram a Porto Alegre, junto à Secretaria de Desenvolvimento Econômico do Rio Grande do Sul, e entregaram ao secretário Leandro Evaldt o ofício destinado ao governador Eduardo Leite.
O secretário pontua que a cooperativa tem ciência do desejo do município. Conforme ele, em 2023 o município “fez vistas grossas e não se habilitou como credora. Com a liquidação extrajudicial da cooperativa, o município perdeu o prazo para se habilitar.”
O plano inicial, consoante ao município, é o estudo de potenciais operadores voltarem a operar a planta. “Essa discussão já está bem adiantada junto ao governo do Estado. Eles (Estado) tem ciência que para receber a unidade precisa voltar a funcionar.”
Contudo, Forneck sinaliza que desde janeiro de 2025 o município tratou isso de forma discreta. “Não queríamos prejudicar qualquer iniciativa que levasse a planta voltar a funcionar. Mas não tendo solução, precisamos encontrar uma forma de viabilizar.”
ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO DO CASO HAVIA SIDO EM 8 DE JUNHO
Pedido de leilão negado
Em junho de 2025, a Cooperativa Languiru ingressou com pedido para leilão judicial do frigorífico, avaliado em R$ 169,8 milhões. A medida ocorreu após tentativas frustradas de venda direta da unidade desde o início da crise da cooperativa em 2023. O frigorífico tinha capacidade para abate de cerca de 1,7 mil suínos por dia e estava entre as principais estruturas industriais da cooperativa. A paralisação afetou cerca de 200 produtores integrados da região.
A escritura foi passada para a cooperativa. Não é o município que vai fazer a venda. Mas a busca conjunta é que a planta volte a funcionar.”
O que diz a cooperativa
Paulo Birck, presidente liquidante, diz que primeiro precisa avaliar o teor do ofício apresentado pelos representantes políticos ao Estado. E que a cooperativa busca há três anos uma negociação com o Fundopem e o Badesul. “Tentamos por várias vezes uma intermediação para obtermos uma evolução.”
Mas a posição da cooperativa é clara: fazer a venda do ativo. O presidente reforça que entende a importância para o município da planta voltar a funcionar, mas que essas negociações não são simples. Segundo o presidente, não é momento para polemizar o caso, mas que o bem é da Languiru. “A escritura foi passada para a cooperativa. Não é o município que vai fazer a venda.” Ele conclui frisando que a busca conjunta é que a planta volte a funcionar.
Números
A Justiça julgou improcedente o pedido de leilão por parte da cooperativa à planta. A decisão encerrou, naquele momento, a possibilidade de venda para a quitação de dívidas.
25 hectares é o tamanho da área do frigorífico que o município busca reaver.
R$ 27 milhões é valor atualizado dos investimentos municipais na área, segundo o governo.
R$ 169,8 milhões
foi o valor avaliado o frigorífico, em 2025, no pedido de leilão judicial
1,7 mil suínos ao dia, era a capacidade de abate da unidade nem 2023
POÇO DAS ANTAS
PAULO BIRCK
Lautenir
ARQUIVO
Defesa nega prisão de ex-prefeito de Colinas
Sandro Herrmann teve punição na esfera criminal substituída por restrições de direitos. Caso também envolve ex-assessor jurídico e ex-coordenadora de licitações. Defesa tenta revisão criminal e prepara recursos sobre perda de direitos políticos no processo cível
COLINAS
Ocaso sobre a licitação de combustíveis em 2017 de Colinas teve desdobramentos nas esferas criminal e cível. Na criminal, o processo tem trânsito em julgado, e os três réus foram condenados por fraude ao caráter competitivo da licitação. A última possibilidade de mudança é pela revisão criminal.
Na cível, por improbidade administrativa, a 1ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do RS (TJ-RS) manteve a condenação do ex-prefeito Sandro Ranieri Herrmann, do ex-assessor jurídico André Roberto Mallmann e da ex-coordenadora de licitações Maria Eugênia Lautert. Ainda cabe recurso.
A distinção entre as duas esferas se tornou necessária após a circulação de informações desencontradas sobre o caso, inclusive sobre a eventual prisão dos condenados. Conforme os dados da execução criminal, as penas de detenção impostas aos três foram substituídas por restrições de direitos, como prestação de serviços à comunidade e limitação de fim de semana.
Na esfera cível, o TJ-RS manteve a condenação por improbidade administrativa devido ao pregão para compra de combustíveis para a frota municipal. Pela decisão, foram mantidas a suspensão dos direitos políticos por oito anos, a proibição de contratar com o poder público pelo mesmo período, o ressarcimento aos cofres públicos, o pagamento de multa civil e a perda de eventual função pública após o trânsito em julgado.
O processo teve origem na alteração do edital do pregão. A ver-
Punições substituídas
A defesa respeita as decisões judiciais, mas delas discorda, mantendo a convicção de que os atos praticados tiveram motivação administrativa e logística”
ANDRÉ MALLMANN
EX-ASSESSOR JURÍDICO
são inicial permitia a participação de postos localizados em um raio de até dez quilômetros da sede da prefeitura. Nove dias depois, houve retificação para limitar a distância a cinco quilômetros. Conforme o Ministério Público, a mudança restringiu a concorrência e deixou apenas um posto apto a disputar o fornecimento de gasolina e óleo diesel ao município. A empresa participou sozinha da licitação e foi contratada pelos valores integrais da proposta, sem disputa por lances. A reportagem contatou o ex-prefeito Sandro Herrmann. Ele preferiu não se manifestar. Quanto ao proprietário do posto investigado, ele foi absolvido nas esferas cível e criminal por insuficiência de provas de participação no ajuste da concorrência pública.
Na esfera criminal, os três foram condenados com base no artigo 90 da antiga Lei de Licitações, que tratava da fraude ao caráter competitivo de certames. Sandro Herrmann recebeu pena de três anos, dois meses e três dias de detenção. Conforme o guia de execução definitiva, a pena privativa de liberdade foi substituída por restrições de direitos.
Maria Eugênia Lautert foi condenada a dois anos e quatro meses de detenção. A pena foi substituída por prestação de serviços comunitários e limitação de fim de semana. Conforme a intimação, ela deveria comparecer ao serviço social judiciário para encaminhamento da prestação de serviço comunitário, de forma gratuita, com duração de 850 horas.
As horas deveriam ser cumpridas em razão de sete horas por semana, aos sábados, domingos, feriados ou dias úteis, desde que sem prejudicar a jornada normal de trabalho. Quanto à limitação de fim de semana, a determinação consiste na permanência, aos sábados e domingos, por cinco horas diárias, em casa de albergado ou outro estabelecimento adequado.
André Mallmann também recebeu pena de dois anos e quatro meses de detenção, substituída por restrições de direitos. Segun-
Defesas contestam interpretação
André Mallmann afirma que o caso não envolve acusação de corrupção, recebimento de vantagem indevida, apropriação de valores públicos, propina ou enriquecimento ilícito. Conforme ele, a discussão jurídica sempre esteve limitada ao critério adotado no edital de licitação para aquisição de combustíveis, especialmente em relação à distância do estabelecimento fornecedor, e ao entendimento de que tal critério teria restringido a competitividade do certame.
do manifestação encaminhada por ele, a condenação criminal teve como base o entendimento de que a alteração do critério do edital prejudicou o caráter competitivo da licitação. As mesmas determinações de substituição da pena foram estabelecidas na esfera criminal.
Esse processo transitou em julgado e as defesas ainda tentam a reversão por meio do dispositivo de Revisão Criminal. Com isso, nenhum dos réus iniciou o cumprimento das penas de serviços comunitários e nem apresentação em albergues nos fins de semana.
Decisão cível admite recurso
A decisão mais recente, da esfera cível, manteve o entendimento de que houve improbidade administrativa. O TJ-RS rejeitou alegações de nulidade da sentença, ausência de dolo e inexistência de prejuízo ao erário.
Para os desembargadores, a alteração do edital eliminou a concorrência. O acórdão também afastou a tese de que a mudança buscava economicidade ou organização logística para abastecimento da frota municipal. O prejuízo aos cofres públicos ainda será calculado em liquidação de sentença. A apuração deve comparar os valores pagos pelo município com aqueles que poderiam ter sido obtidos em um ambiente competitivo.
“A defesa respeita as decisões judiciais, mas delas discorda, mantendo a convicção de que os atos praticados tiveram motivação administrativa e logística, considerada a realidade local de Colinas, sua frota, seus equipamentos, a proximidade do posto que historicamente realizava o fornecimento e as dificuldades práticas que poderiam decorrer do abastecimento em estabelecimento situado em outro município ou localidade distante”, afirma Mallmann.
O ex-assessor jurídico também sustenta que o critério de “raio de dez quilômetros”, colocado no edital, é diferente de “distância de dez quilômetros”. Para ele, a redação inicial permitiria a participação de estabelecimentos de outras localidades, o que poderia criar problemas de ordem prática para a administração municipal.
Outro ponto destacado por Mallmann é a absolvição do proprietário do posto investigado. “Esse dado é essencial para a correta compreensão do caso, pois afasta qualquer interpretação de ajuste escuso com fornecedor ou obtenção de vantagem particular”, alega.
O advogado Luciano Rohde, defesa de Sandro Herrmann e de Maria Lautert, afirmou que a matéria está sub judice e que há recurso interposto pelas partes. Segundo ele, “qualquer manifestação neste momento seria prematura para formação de juízo de valor sobre o tema.”
Sobre a esfera criminal, Rohde afirma que não há cumprimento de pena em andamento. “Não existe nenhum cumprimento de pena em andamento. E a decisão criminal será de apenas serviços comunitários e o pagamento de duas multas”, realça. Conforme o advogado, a questão criminal está sujeita a revisão criminal em razão de mudanças introduzidas pela Lei 14.230/2021.
Ex-prefeito, Sandro Herrmann, teve os direitos políticos suspensos. Na esfera criminal, segundo a defesa, não iniciou o cumprimento da prestação de serviços comunitários
Filipe Faleiro filipe@grupoahora.net.br
OLHAR À CIDADE
Ampliação promete resolver demanda histórica no Bom Pastor
Transformar em avenida a ligação entre o bairro com o Conventos surge como necessidade latente da comunidade. Moradores aguardam pelas intervenções há pelo menos vinte anos
LAJEADO
Poder estender as roupas ou abrir as janelas sem que a poeira seja um transtorno. Coisas simples da rotina que os moradores da rua Hermes Jaeger, no bairro Bom Pastor, pouco conseguem fazer devido à condição da via. Além disso, a passagem em direção ao Conventos se tornou um atalho a quem busca fugir do trânsito mais intenso na BR-386. O asfaltamento da rua deve receber um dos maiores investimentos dentro do pacote de R$ 100 milhões projetado pelo governo, cerca de 12% do total financiado. O trecho tem cerca de 1,6 quilômetro de extensão, quase todo de chão batido, o que gera os maiores incômodos aos moradores. Com oito metros de largura, a
Pavimentação deve acabar com um dos principais transtornos para os moradores da região
rua se tornará uma avenida, com duas pistas em cada sentido e 24 metros de largura ao todo.
Chama a atenção o fato de muitas das ruas nas proximidades terem pavimentação, enquanto uma das principais vias entre dois bairros segue sem asfalto e sem calçamento para pedestres. Boa parte das passagens que receberam melhorias foi com a contribuição dos moradores. Por outro lado, há uma preocupação na comunidade sobre o fato da Hermes Jaeger ter a maior parte da área sem construções, e isso inviabilizar o processo.
De acordo com o presidente da associação do bairro Bom Pastor, Gerson Nyland, a situação já foi pior, mas demanda melhorias. “Hoje está melhor do que já esteve, mas nós não podemos abrir uma janela, uma porta, ou colocar uma roupa para secar. Muitas vezes a gente recolhe a
roupa do nosso varal e depois tem que voltar para a máquina porque fica pura poeira.”, relata. O trecho mais crítico está entre as ruas Arthur Fuchs e São Jorge, onde há considerável contingente de residências.
O aumento da demanda na rua potencializa a situação. O representante da comunidade conta que nos horários de pico o trânsito se intensifica. “Nosso bairro está bastante movimentado. De manhã cedo é um fluxo grande, no fim do dia é um vai e vem também.” Ele mantém a expectativa pelo desenvolvimento da região, com novos empreendimentos, o que elevaria a necessidade por melhorias.
Em novembro do ano passado o descontentamento da comunidade avançou para um protesto, quando a rua foi fechada pelos moradores. A poeira foi o principal ponto de críticas, além da demora para providências, uma vez que a expectativa por melhorias vem de pelo menos 25 anos.
“Quem sabe não é só um sonho, quem sabe esse projeto está lá para ser feito, e que se torne realidade para nós”, diz o presidente. Nyland está a frente da associação pelo segundo mandato e reconhece que as cobranças são grandes. “Os moradores do bairro cobram. Por estar à frente da comunidade, temos que colocar a cara a tapa. Nós temos um time na diretoria e sem isso uma comunidade não cresce”, afirma.
Burocracia em andamento
Além da pavimentação, como está previsto o alargamento da via, o município já prepara as condições para poder trabalhar neste sentido. Em 2024 um projeto de lei foi aprovado e autorizou o governo a permutar uma área próximo à Benjamin Constant, destinada à ampliação da Hermes Jaeger, para a abertura da Leopoldo Fernandes e a instalação do
novo Parque de Máquinas. O secretário de Planejamento, Urbanismo e Mobilidade, Alex Schmitt ressalta a intenção de causar o menor impacto possível aos moradores e tentar minimizar a necessidade de desapropriações. “Existe a previsão no plano diretor de um recuo viário”, explica. A ampliação da rua será feito à direita, até a rua Daniela Mendes da Silva, em direção ao bairro Conventos, e à esquerda até a rua Pedro Theobaldo Breidenbach. Sobre a preocupação quanto a uma eventual contrapartida dos moradores, o vice-prefeito Guilherme Cé garante que não haverá ônus. Outro projeto de lei, este do ano passado, prevê que por se tratar de via arterial de ligação entre regiões há isenção da cobrança de contribuição de melhoria. “A lei foi alterada para viabilizar execução de obras de mobilidade importantes”, pontua.
Trecho estendido
Uma parte da Hermes Jaeger foi aberta em 2023, o que aumentou o fluxo para quem segue para o Conventos. No momento, o objetivo foi desafogar o trânsito na principal via do bairro vizinho e criar uma opção aos condutores, ao mesmo tempo que já se falar na possibilidade de pavimentação no local.
O trecho de 400 metros a partir da rua Eugênio Dietrich foi construído com blocos de concreto PAVS. A melhoria ocorreu no formato de pavimentação comunitária, onde os moradores constituem parceria com a administração municipal, para viabilizar as obras.
Bom Pastor aguarda pelas melhorias há mais de 20 anos
FOTOS: JHON WILLIAN TEDESCHI
MATEUS SOUZA Interino
Unianálises projeta abertura de mercados após reconhecimento
Ocredenciamento concedido pelo Ministério da Agricultura e Pecuária ao Unianálises deve ampliar a atuação do laboratório e abrir novas oportunidades de mercado, avaliaram o diretor Rodrigo Moreira César e o coordenador comercial Luciano Schiefferdecker, em entrevista ao programa Conexão Regional, da Rádio A Hora 102.9.
O laboratório, instalado na Univates, foi o único do país a alcançar nota máxima em auditoria do Mapa. O reconhecimento habilita o Unianálises a realizar ensaios laboratoriais para as ações de fiscalização do Mapa, do Sistema Unificado de Atenção à Sanidade Agropecuária e do Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos e Insumos Agropecuários.
Com mais de 120 profissionais, estrutura superior a 3 mil metros quadrados e atendimento a mais de 300 municípios gaúchos, o Unianálises faz análises microbiológicas e físico-químicas de alimentos de origem animal,
como leite, carnes, pescados, ovos e mel.
A certificação reforça a credibilidade do laboratório junto ao setor produtivo e aos órgãos públicos,
além de ampliar as possibilidades de atuação em um mercado estratégico para a segurança alimentar e a competitividade do agronegócio brasileiro.
Cacis lança campanha de Dia dos Pais
Será lançada hoje, às 7h30min, a campanha “Meu Pai, Minha Estrela”, iniciativa da Câmara de Comércio, Indústria, Serviços e Agronegócio (Cacis) para movimentar e incentivar o comércio local em uma das datas mais importantes para o setor.
O café de lançamento, exclusivo para lojistas participantes da iniciativa, será na sede da Cacis, na rua Fernando Abott, 560, Centro de Estrela. Na ocasião, será detalhada a campanha, bem como os prêmios que serão sorteados para consumidores.
Na edição de 2025, segundo a organização, cerca de 45 mil dos 60 mil cupons distribuídos nos 64 estabelecimentos participantes foram preenchidos. Todos os contemplados com os prêmios principais eram moradores de Estrela.
Indicadores
Dólar: R$ 5,14
Ibovespa: 170.653,45
Teutônia sedia primeira
edição do Summit
Empreender e Inovar
Como parte das comemorações de seus 45 anos, a Sicredi Ouro Branco RS/MG promove hoje, em Teutônia, a primeira edição do Summit Empreender e Inovar, um evento exclusivo voltado a empresários, empreendedores e profissionais que buscam ampliar conhecimentos, fortalecer conexões e identificar novas oportunidades para o crescimento de seus negócios.
O Summit foi desenvolvido para estimular a troca de experiências, apresentar tendências de mercado e fomentar diálogos sobre temas estratégicos para o ambiente empresarial atual.
A programação reúne palestras, painéis e pitches de negó-
cios conduzidos por especialistas e lideranças empresariais, abordando assuntos relevantes para o desenvolvimento de negócios, incluindo temas como liderança, desempenho e propósito.
Além do conteúdo técnico, o evento também foi pensado como um espaço para networking, fortalecendo a conexão entre empresários, profissionais e organizações que compartilham o propósito de impulsionar o desenvolvimento econômico e social das regiões onde atuam. As demais edições estão previstas para ocorrer em Montenegro (16 de julho) e Ipatinga/MG (21 de julho).
MATEUS SCHEIBEL
MARQUES DE SOUZA-TRAVESSEIRO
Construtora esclarece paralisação e garante prazo
Empresa afirma que serviços seguiram na fábrica, em Santa Catarina, e garante que cronograma da obra permanece inalterado, com entrega prevista em outubro
Ogoverno de Travesseiro recebeu, na manhã de ontem, representantes da Zanco Construtora para esclarecer o andamento das obras da nova ponte sobre o rio Forqueta, que fará a ligação entre Travesseiro e Marques de Souza.
Participaram da reunião o prefeito Gilmar Southier, o vice-prefeito Arlei Stefani, o secretário de Administração e Finanças, Maicon Wiland Theisen, e direto-
res da empresa responsável pela execução da estrutura.
O encontro foi motivado pela ausência de movimentação no canteiro de obras nas últimas semanas, situação que gerou dúvidas entre moradores da região.
Segundo a sócia-proprietária
e engenheira da Zanco Construtora, Fabiane Bortolanza, os trabalhos não foram paralisados. Conforme explicou, a produção da estrutura da ponte ocorreu na unidade da empresa, em Xaxim (SC), onde foram fabricados os vigotes treliçados, as longarinas
mantém cronograma de entrega da obra para outubro
protendidas e preparada toda a ferragem que será utilizada na construção.
Próxima semana
A engenheira também comentou o incidente envolvendo um maquinário empregado em outra obra da empresa. De acordo com ela, os equipamentos eram locados e já foram substituídos. A previsão é que os novos maquinários cheguem ao canteiro de obras em Travesseiro na próxima semana.
Ainda conforme a empresa, o período sem atividades visíveis no local não comprometeu o cronograma previsto em contrato. Ao final da reunião, o prefeito Gilmar Southier afirmou que os esclarecimentos prestados pela construtora trazem mais segurança à administração e à comunidade.
“Ficamos satisfeitos com as informações apresentadas pela empresa. Esperamos que as condições climáticas contribuam e que, na próxima semana, os equipamentos cheguem ao canteiro para dar continuidade a essa obra tão aguardada pela população”, declarou.
Nova ponte
O prazo de entrega previsto é outubro de 2026. A obra está orçada em R$ 12,6 milhões. Antes da paralisação, havia avançado para a fase de montagem da estrutura e sondagem do leito do rio.
VALE DO TAQUARI
Empresa
FELIPE NEITZKE
MEIO AMBIENTE
Caravana leva diversão e aprendizado ao Irmã Branca
Programa Educação
Ambiental na Escola
leva teatro e oficinas à instituição de ensino
Mais de 200 estudantes da Escola Estadual de Ensino Fundamental Irmã Branca participaram da Caravana Educame. A ação integra o programa Educação Ambiental na Escola, do Grupo
A Hora. Apresentação teatral e oficinas temáticas fizeram parte da programação, nesta quarta-feira, na instituição de ensino. Para a diretora Carla Mafalda Ranzi, a presença da equipe, formada por jornalistas, atores e educadores sociais, representou uma oportunidade especial para estudantes aprenderem de forma diferente, por meio de oficinas, atividades lúdicas e momentos de reflexão sobre meio ambiente. “Vivemos em uma região que conhece de perto os desafios causados pelos eventos climáticos. Por isso, é fundamental que nossas crianças e jovens compreendam a importância de preservar a natureza, utilizar os recursos com responsabilidade e perceber que pequenas atitudes do dia a dia podem fazer uma grande diferença”, destacou Carla. A diretora ainda ressaltou que a escola tem o compromisso de formar cidadãos conscientes, solidários e responsáveis. “Iniciativas como o Educame enriquecem esse trabalho, despertando a curiosidade, o senso crítico e o protagonismo dos nossos alunos na construção de um futuro mais sustentável.”
Reconhecimento
O autor do livro Educação Ambiental na Escola e da cartilha Pelas Trilhas do Meio Ambiente e coordenador do programa Educame, Gilberto Soares, acompanha todas as caravanas. Na escola Irmã Branca, a diretora Carla parabenizou o escritor pelo trabalho. “Sua iniciativa deixa registrada uma importante contribuição ao compartilhar informações e reflexões sobre as mudanças climáticas e seus impactos, despertando a consciência e o cuidado com o nosso planeta.” Carla ainda parabenizo o A Hora pela sensibilidade em valorizar e apoiar iniciativas que acreditam no poder transformador da educação.
Espetáculo
A peça teatral “Educa-me, por quê” prendeu a atenção dos alunos. O personagem “Por Que?” abordou o tema preservação ambiental de forma lúdica e com interação da plateia. No final do espetáculo, o “Por Que?” chamou Nara, a Capivara Leitora. Ela é a mascote do programa de incentivo à leitura (LEIA) do Grupo A Hora. A atividade foi encerrada com fotos das turmas com os dois personagens.
LAJEADO
Personagem “Por Que?”e Nara, a Capivara Leitora animaram as turmas
LUCIANE ESCHBERGER FERREIRA
Programa envolveu alunos de 34 turmas de 19 escolas das redes municipal, estadual e privada de ensino
FORMAÇÃO DE VALORES
Proerd fortalece cultura da
prevenção entre alunos do 5º ano
Programa desenvolvido pela Brigada Militar orienta crianças sobre riscos das drogas, combate à violência, bullying e resolução pacífica de conflitos
Maira Schneider mairaschneider@grupoahora.net.br
LAJEADO
Cerca de 800 estudantes do 5º ano das redes municipal, estadual e privada de ensino de Lajeado participaram, nesta quarta-feira, 8, da formatura do Programa Educacional de Resistência às Drogas e à Violência (Proerd). Ao longo do primeiro semestre, os alunos participaram de 10 encontros conduzidos por policiais militares, com foco na prevenção ao uso de drogas, no combate à violência, no enfrentamento ao bullying e no incentivo à resolução pacífica de conflitos.
Desenvolvido pela Brigada Militar, o programa é voltado prioritariamente a estudantes de 9 a 11 anos, faixa etária considerada estratégica para a formação de valores e de escolhas conscientes.
Em Lajeado, o Proerd é realizado há quase duas décadas e atende, ao longo do ano, aproximadamente 1,5 mil alunos.
Conforme a major Carmine Brescovit, coordenadora e instrutora do programa, o objetivo é fortalecer a parceria entre escola, família e polícia para orientar crianças e adolescentes na construção de uma vida saudável e responsável.
“As atividades estimulam os estudantes a compreender que suas decisões influenciam diretamente o futuro, além de abordar temas como cidadania, respeito aos direitos e deveres, prevenção
ao bullying e estratégias para evitar situações de violência e o contato com drogas. O programa também ensina formas de resistência diante de situações de risco, incentivando os alunos a se afastarem de circunstâncias que possam trazer consequências negativas para eles, suas famílias e a comunidade.”
Redações premiadas
Durante a cerimônia, alunos que se destacaram nas redações produzidas ao longo do curso receberam premiações. Entre eles, o estudante Davi Luis Mayer Schmidt, de 10 anos, da Emef Oscar Koefender, no Bairro das Nações, que conquistou a nota máxima e foi premiado com uma bicicleta. Segundo o estudante, o Proerd ensinou como agir de forma segura e responsável diante de situações difíceis e reforçou a importância da prevenção às drogas. “Quando chamaram meu nome como ganhador da bicicleta, nem acreditei. Pedi para meus colegas me beliscarem, porque parecia um sonho.”
A professora Gabriela Fontana Gabbi afirma que o reconhecimento representa um motivo de orgulho para a escola. “O Proerd contribui para a formação dos estudantes ao trabalhar valores ligados à proteção, à prevenção às drogas e ao fortalecimento de atitudes positivas.”
MAIRA SCHNEIDER
FRANÇA E MARROCOS ABREM AS QUARTAS DE FINAL
Europeus chegam como favoritos após eliminarem o Paraguai, enquanto marroquinos tentam repetir a campanha histórica de 2022 e seguir surpreendendo no Mundial
Pretto caetano@jornalahora.net.br
ACopa do Mundo entra em sua fase decisiva nesta quinta-feira com a abertura das quartas de final. Em Boston, às 17h, França e Marrocos disputam a primeira vaga nas semifinais do torneio em um confronto que coloca frente a frente uma das principais favoritas ao título e uma equipe que pretende chegar à segunda semifinal seguida. Os franceses vem embalados pela campanha consistente desde a fase de grupos. Depois de confirmar o favoritismo na primeira fase e não ter dificuldade nos 16-avos, Les Bleus eliminaram o Paraguai por 1 a 0 nas oitavas de final. Do outro lado, Marrocos tenta
escrever mais um capítulo histórico no futebol do país. A equipe africana superou o Canadá por 3 a 0 nas oitavas e confirmou que a campanha não é fruto do acaso. Organizado defensivamente e eficiente nos contra-ataques, o time busca repetir o feito da Copa de 2022, quando alcançou as semifinais e se tornou a primeira seleção africana a atingir essa fase do Mundial.
FAVORITISMO FRANCÊS
A França entra em campo com maior experiência em jogos decisivos e um elenco recheado de atletas acostumados às principais competições do futebol europeu.
O time tem conseguido equilibrar intensidade ofensiva e segurança defensiva, características que o colocam entre os candidatos ao título desde o início da competição.
O provável time titular tem: Maignan; Koundé, Upamecano, Saliba e Digne; Koné (Tchouaméni) e Rabiot; Dembélé, Olise e Barcola; Mbappé.
Marrocos, por sua vez, aposta na disciplina tática e na velocidade para tentar neutralizar o favoritismo adversário. A seleção africana voltou a demonstrar grande consistência defensiva ao longo da Copa e chega às quartas com confiança.
O time inicial deve ter: Bono; Hakimi, Issa Diop, Riad e Mazraoui; Bouaddi e El Aynaoui; Brahim Diaz, Ounahi e El Khannouss; Soufiane Rahimi (Saibari).
CHAVE DA SEMIFINAL
O vencedor do confronto será o primeiro semifinalista da Copa do Mundo de 2026. Na próxima fase, enfrentará quem avançar do duelo entre Espanha e Bélgica, marcado para sexta-feira.
As quartas de final prosseguem no sábado com os confrontos entre Noruega e Inglaterra e Argentina e Suíça, completando a definição dos quatro classificados à semifinal.
Melhor lateral-direito do mundo nas últimas temporadas, Hakimi é pilar da equipe marroquina
ORQUESTRA DE WESTFÁLIA SE APRESENTA
NA PROGRAMAÇÃO DO CIRCUITO DOS VALES
O Circuito dos Vales 2026 volta a unir esporte e cultura na etapa de Westfália, marcada para o dia 26 de julho. Pouco depois da largada da corrida, a comunidade e os participantes poderão acompanhar uma apresentação gratuita da Orquestra de Westfália, que sobe ao palco às 8h15min, próximo ao ponto de partida da prova. A atração integra o projeto Cultura em Movimento, iniciativa que leva diferentes manifestações artísticas às etapas do Circuito dos Vales ao longo do ano. A apresen-
tação terá cerca de uma hora de duração e busca criar um ambiente de integração e incentivo aos corredores e ao público.
Fundada em 2007, a Orquestra de Westfália se destaca pelo repertório variado, que reúne músicas folclóricas alemãs, italianas e gaúchas, além de clássicos do rock nacional e internacional e trilhas sonoras de filmes. O grupo é formado por músicos com idades entre 11 e 45 anos, o que reforça o caráter comunitário e intergeracional da iniciativa.
Além de valorizar a prática esportiva, a programação busca
fortalecer a identidade cultural da região, e oferece uma experiência que vai além da corrida.
O projeto Cultura em Movimento conta com incentivo da Lei Rouanet, apoio cultural das empresas Girando Sol, Goemil e Charrua, e realização do Ministério da Cultura e Governo Federal.
Fundada em 2007, a Orquestra de Westfália se destaca pelo repertório variado, que reúne músicas folclóricas alemãs, italianas e gaúchas, além de clássicos do rock nacional e internacional
Caetano
DIVULGAÇÃO
Ezequiel Neitzke ezequiel@grupoahora.net.br
Com 7 gols marcados, Mbappé disputa artilharia da Copa
FOTOS DIVULGAÇÃO
por Luciane Ferreira
Hoje é
- Dia do Médico Oncologista
- Dia da Revolução
Constitucionalista de 1932
Santa do dia: Santa Paulina do Coração Agonizante de Jesus
Empresas do Vale eram destaque em Prêmio Gaúcho de Qualidade
Na 11ª edição do Prêmio Qualidade RS, empresas do Vale do Taquari foram destaque. Receberam troféu e
medalhas os representantes da Univale Distribuidora de Bebidas, a unidade Lajeadense do Sesc, a Iccila Indústria, Comér-
Empresa Iccila, de Estrela, recebeu medalha de bronze
Distrito de Fão instalava repetidora de televisão
Distrito de Fão, em Marques de Souza, passou a contar com repetidora de TV. Até então a localidade só tinha acesso a canais do centro do país por antena parabólica.
cio e Construções e a Neugebauer, divisão de chocolates da Florestal à época. Conhecida como “Oscar da Qualidade”,
a distinção era um importante prêmio concedido pelo Programa Gaúcho de Qualidade e Produtividade (PGQP).
Distinção era um prêmio concedido pelo Programa Gaúcho de Qualidade e Produtividade
STR completava 13 anos
na região
O Sindicato dos Trabalhadores Rurais (STR) comemorava 13 anos de fundação. A criação da entidade tinha o propósito de representar todos os agricultores, uma classe que até então “se sentia à margem da sociedade, sem qualquer assistência social”. Em pouco mais de uma década, o Sindicato Rural já disponibilizava, por meio do Funrural, previdência social, atendimento médico e hospitalar, entre outros benefícios.
Miss RS recebe homenagem
A estrelense Ane Elisabeth Horst, eleita Miss Rio Grande do Sul 1976 e Miss Simpatia Nacional, recebeu uma homenagem da câmara de vereadores do município. Depois da solenidade no Legislativo, um jantar foi servido no Restaurante Sajatá.
Em 1976, a jovem Ane Elisabeth Horst foi eleita Miss Rio Grande do Sul 1976 e Miss Simpatia Nacional
FILIPE
FALEIRO
Jornalista colunafaleiro@grupoahora.net.br
Desumanidade como moral preponderante
Um aluno coloca vidro no copo de água da professora, os colegas silenciam. Alguns acham engraçado. Uma mulher é assassinada pelo ex-companheiro e, logo depois, aparecem comentários nas redes sociais questionando a moral da vítima. Na Copa, bets tentam carregar uma ideia de diversão e criam um exército de viciados.
Três assuntos diferentes, mas que traduzem algo sobre essa quadra miserável da história. Em que momento passamos a assistir ao absurdo como se fosse algo corriqueiro? Que tipo de sociedade nosso comportamento ajuda a construir?
Essas duas questões ajudam a aproximar os três temas. O problema atravessa a escola, as redes sociais, a publicidade e a forma como reagimos diante do efeito que nossos atos causam no outro. Quando perdemos a sensibilidade, a empatia, nos afastamos das consequências. Alguém sofre. Alguém perde. Alguém adoece. Alguém morre. Do outro lado, apenas o pensamento individual de que “não tenho nada a ver com isso”.
O sociólogo Zygmunt Bauman ajuda a compreender esse fenôme-
no. Professor nas universidades de Varsóvia e Leeds, definia como cegueira moral "a incapacidade de ver a humanidade no outro e, por consequência, a incapacidade de agir de maneira justa e solidária".
O pensamento parece feito para os dias atuais. Vemos mais, sabemos mais, recebemos mais imagens, alertas e relatos. Ainda assim, há uma dificuldade crescente em reconhecer o outro como alguém que merece cuidado, proteção ou respeito. É como se cada um pudesse assistir à tragédia com a desculpa confortável de quem diz: isso não é comigo.
Silêncio também é violência
Na escola, o silêncio diante do copo com vidro fez parte da agressão à professora. Quem vê e se cala vira cúmplice. Talvez por medo, talvez por deboche, talvez pela covardia comum de não se meter. O resultado é o mesmo. A professora fica sozinha diante de uma brutalidade coletiva.
O mesmo mecanismo aparece quando uma mulher é assassinada e parte da plateia corre para julgar a vítima. “Não era trigo limpo”. “Morreu porque estava envolvi-
ARTIGO
MAURO FALCÃO
Advogado e Escritor
A difícil arte de desaprender: o cativeiro da mente petrificada
Amaior dificuldade na construção do conhecimento não está em aprender algo novo, mas em abandonar aquilo que já acreditamos saber. Desde a infância, somos moldados pelo ambiente, pela cultura, pela família e pela educação. Cada nova informação se apoia sobre as anteriores, formando a estrutura que sustenta nossa visão de mundo.
da”. “Alguma coisa fez”. Frases assim não explicam nada. Servem apenas para retirar humanidade de quem já não pode responder. É uma forma covarde de organizar o mundo. Se a vítima vira suspeita da própria morte, ninguém precisa pensar no assassino. Ninguém precisa olhar para o machismo, para os sinais ignorados, para o silêncio dos vizinhos, para a rede de proteção que chega tarde ou sequer chega. Basta jogar lama sobre o corpo e seguir a vida. Quando uma transmissão esportiva transforma a aposta em narrativa, vende comportamento. A publicidade deixa de ficar no intervalo e entra na cabeça como palpite. Depois, quando alguém perde dinheiro, se endivida, adoece e arrasta a família junto, vem a frase pronta: “problema é dele”. Afastar-se da consequência e jamais rever os próprios comportamentos virou uma espécie de detergente moral.
A desumanidade se torna moral preponderante quando a sociedade encontra justificativa para tudo: para o silêncio, para a crueldade, para o lucro e para a omissão. Quando o outro deixa de ser pessoa, qualquer brutalidade passa a caber no cotidiano.
A formação acadêmica aprofunda esse processo. Especializamo-nos, consolidamos conceitos e construímos uma identidade intelectual e profissional. Com o tempo, aquilo que antes era aprendizado transforma-se em convicção; e a convicção, muitas vezes, em dogma. Passamos então a aceitar apenas os conhecimentos que confirmam nossas certezas. Ideias que exigem substituição, e não mera adição, costumam ser rejeitadas. Afinal, mudar significa recomeçar. E recomeçar pode implicar rever hábitos, interromper rotinas, questionar interesses e até colocar em risco estruturas pessoais, sociais e financeiras cuidadosamente construídas.
Toda crise carrega em si uma convocação para evoluir. Toda ruptura oferece oportunidade de reconstrução”
Assim, sem perceber, estacionamos. Acomodados em verdades antigas, resistimos ao movimento natural da existência: a transformação. Mas a vida possui seus próprios mecanismos de renovação. Surge então o ‘fato compulsório’ — aquilo que chamamos de problema. Não como castigo, mas como uma imposição da própria realidade, destinada a romper as paredes da mente petrificada e abrir espaço para novos horizontes.
Toda crise carrega em si uma convocação para evoluir. Toda ruptura oferece a oportunidade de reconstrução. O sofrimento, muitas vezes, é apenas a linguagem pela qual a vida anuncia que determinadas ideias já não servem ao destino que nos aguarda.
E assim seguimos, entre desapegos e descobertas, substituindo certezas por compreensões mais amplas, em uma jornada infinita de aprendizado. Afinal, evoluir talvez seja justamente isso: permitir que o novo encontre espaço onde o velho já cumpriu sua missão, enquanto caminhamos, passo a passo, ao encontro do Grande Arquiteto.
Quinta-feira, 9 de julho de 2026
Fechamento da edição: 18h
Quinta-feira, 9 de julho de 2026
Dália +100 debate
futuro do leite e destaca inovação no campo
Primeira edição do seminário reuniu produtores, especialistas e lideranças para discutir sucessão familiar, tecnologia e mercado, além de homenagear produtores
Aprimeira edição do Dália +100 reuniu produtores rurais, especialistas, técnicos, lideranças e representantes do cooperativismo para debater os desafios e as perspectivas da cadeia leiteira. Promovido no auditório da sede da Sicredi Região dos Vales, o seminário teve como foco temas como sucessão familiar, inovação, gestão, tecnologia e mercado, reunindo palestrantes de diferentes áreas para discutir caminhos para a atividade.
O presidente do Conselho de
Administração da Cooperativa Dália Alimentos, Gilberto Antônio Piccinini, afirmou que o evento foi concebido com uma visão de longo prazo, inspirada no propósito de projetar os próximos 100 anos da cooperativa. “A iniciativa busca ampliar o acesso ao conhecimento e promover o debate sobre os desafios enfrentados pelos produtores, com destaque para a continuidade das propriedades familiares e a competitividade da produção leiteira. Nós não podemos nos furtar da importância de projetar o futuro”, salienta.
“O expressivo número de produtores associados reúne também o maior contingente de famílias que dependem economicamente dessa atividade. Foi dessa reflexão que nasceu o Dália +100. Embora a cadeia leiteira continue crescendo em volume de produção, também vem registrando redução do número de produtores, especialmente dos pequenos, promovendo sua exclusão da atividade, uma realidade que nos preocupa profundamente”, enfatizou o presidente executivo da Cooperativa Dália Alimentos, Carlos Alberto de Figueiredo Freitas. Piccinini destacou que a cooperativa desenvolve programas voltados ao fortalecimento das famílias associadas e à permanência dos
jovens no campo, além de incentivar investimentos em tecnologia e qualificação. “Embora o número de produtores diminua ano após ano, nós queremos fazer com que aqueles que permanecem na atividade cresçam e garantam o futuro das próximas gerações”, disse. Também avaliou que o setor precisa ampliar sua capacidade de competir no mercado internacional e defendeu condições que favoreçam o crescimento da produção nacional.
Tecnologia e sucessão
O engenheiro agrônomo Diego Langwinski, mestre em Nutrição de Ruminantes e um dos palestrantes do evento, avaliou que a discussão sobre o futuro da atividade leiteira passa pela preparação das propriedades para as próximas gerações. “Ser produtor hoje é ser dono de uma empresa”, ressalta. Segundo ele, sucessão familiar, definição de responsabilidades e gestão profissional são fatores determinantes para a continuidade dos negócios rurais.
“A inovação, a tecnologia e a gestão de dados são as saídas para manter os filhos na atividade. Com a ordenha automática, o produtor
Dezenas de produtores rurais, especialistas, técnicos e lideranças participaram do evento
ganha tempo para olhar o negócio e analisar os dados da propriedade. O consumidor hoje não compra apenas o valor nutricional do leite”, explicou Langwinski. A programação do Dália +100 também contou com espaços para debates entre especialistas, dirigentes da cooperativa e participantes.
Reconhecimento aos produtores
Além das palestras, o evento marcou a apresentação da Cápsula do Tempo da Cooperativa Dália Alimentos, iniciativa que deve-
rá reunir registros da trajetória da instituição e será reaberta a cada dez anos, com o objetivo de documentar diferentes etapas da história da cooperativa ao longo do próximo século.
A programação também incluiu uma cerimônia de reconhecimento a produtores associados com destaque no Programa Vale dos Lácteos e a propriedades que obtiveram os melhores indicadores de qualidade do leite em 2025, considerando critérios como Contagem Padrão em Placas e Contagem de Células Somáticas. Técnicos extensionistas que acompanham essas propriedades também foram homenageados durante o encontro. Os produtores reconhecidos participarão da Agroleite 2026, em Castro (PR), por meio da cooperativa.
Engenheiro agrônomo, Wagner Beskow foi o primeiro palestrante do Dália +100
Matheus Giovanella Laste matheuslaste@grupoahora.net.br
Uma conversa com dois fundadores do Sicredi
Todo dia 2 de julho nos oportuniza recordar histórias que marcaram o nascimento do Sicredi Região dos Vales. E esse momento ganha mais valor ao reencontrar aqueles que estiveram na reunião decisiva e assinaram a ata de fundação.
Admir Lorenzon e Arquilino Pederiva acompanharam as comemorações dos 44 anos da cooperativa. Encontrei os dois na agência do centro de Encantado. Eles foram convidados a celebrar o aniversário e a prestigiar o lançamento da milionária promoção dos 45 anos.
Você ainda lembra aquele 2 de julho de 1982?, perguntei a Pederiva.
“Lembro muito bem. Nós sentados nas cadeirinhas de madeira. Jamais imaginava naquele momento que, 44 anos depois, estaríamos na posição que estamos”.
E qual o sentimento? Até porque vocês assumiram riscos pessoais?
“Passa um filme na cabeça. Ainda hoje comento: se fosse avaliar tudo que você tem para começar uma cooperativa, você faria isso
Dália
diogofedrizzi@grupoahora.net.br
DIOGO FEDRIZZI
hoje? Pegar tudo que você tem e assinar um papel. Se não der certo, você perde tudo. Você faria isso? Nós fizemos. Jogamos tudo e, graças a Deus, deu certo. O Sicredi é uma extensão da nossa casa”, acrescentou Pederiva.
Teve medo, Admir?
“A gente não deve ter muito medo. A gente deve ter respeito, pisar firme para seguir em frente e não te puxar para trás”.
O que mais te marca nessa trajetória?
“Um dos valores que eu guardo e digo sempre são as pessoas.
O pessoal que trabalha aqui, os associados, os diretores. As pessoas são um dos valores mais fortes que o Sicredi tem”. Você não se esquece da história do cheque?
“Não tem como. A gente ouvia lá no começo, quando apareceu o primeiro talão de cheque, um cara olhou assim e disse: ‘O que esses caras aí querem com esse papelzinho verde?’. Esses ouvidos ouviram isso. Mexe bastante. Mas agora é incrível como cresceu. Mais de 90 mil associados”.
Ótima e inspiradora conversa!
+ 100 também no suíno e no frango
Novas edições do evento Dália + 100 estão nos planos da cooperativa de Encantado. Depois de explorar temas que impactam o futuro do leite, em programação que movimentou cerca de 500 pessoas ontem, 8,
no Auditório Sicredi, a ideia é estender o debate para os setores do suíno e do frango. A confirmação partiu do presidente executivo, Carlos Alberto de Figueiredo Freitas (foto) durante manifestação
De volta à Galícia em 2027
Uma comitiva liderada pela Dália Alimentos retornará à Galícia, na Espanha, em 2027. A exemplo do que fez em 2006 e 2010, a missão busca referências galegas na
produção de leite. O robô que faz a ordenha das vacas, já conhecido em nossas propriedades, é um dos exemplos de inovação inspirados nas viagens anteriores.
Passaia também quer Brasília
Depois do professor Francis Bampi (PDT), Encantado tem mais um pré-candidato a deputado federal. O vereador Daniel Passaia (União Brasil), campeão de votos nas eleições municipais, aproveitou o espaço de comunicação de bancadas, na sessão do legislativo de segunda-feira, 6, para anunciar a decisão. E foi além. Já antecipou algumas pautas que pretende levar a Brasília em 2027. Entre elas, a permissão para uma única reeleição ao Congresso e às Assembleias, o voto distrital, a destinação de 100% das emendas impositivas para o Vale do Taquari nos dois primeiros anos de mandato, além de manter 70% da arrecadação dos impostos nos municípios e apenas 10% na capital federal.
Eu pergunto:
Que tal Encantado ter dois pré-candidatos a deputado federal? Chance de sucesso nas urnas?
Daniel Passaia, vereador do União Brasil, e Francis Bampi, exvereador pelo União e agora filiado ao PDT, são os nomes.
. “Saímos mais esperançosos”. A frase é do presidente da Associação dos Municípios do Alto Taquari (Amat), Alvaro Giacobbo (MDB), após conversa com o secretário estadual de Turismo, Raphael Ayub, ontem, 8, em Porto Alegre, sobre a Rota do Pão e Vinho. Giacobbo confirmou em entrevista ao Conexão Regional da Rádio A Hora que nova agenda está marcada para a semana que vem, no Piratini, com o vice-governador Gabriel Souza (MDB). Além dos recursos do Funrigs, há expectativa por investimentos da própria pasta do turismo. A prioridade é viabilizar os R$ 32 milhões para pavimentar os 13 quilômetros entre Muçum e Roca Sales.
. A mobilização da Amat na Secretaria Estadual da Saúde mostra que a pauta do financiamento hospitalar segue entre as maiores urgências da região. Em reunião ontem, 8, os prefeitos reforçaram que o pedido de recomposição do Teto de Média e Alta Complexidade (MAC) para Encantado vai além de números: representa a busca por recursos compatíveis com a demanda enfrentada pelo Hospital Beneficente Santa Terezinha (HBST). A maior preocupação está na manutenção da UTI.
na abertura.
MUDANÇA TÉCNICA
Obra da Rua Coberta muda projeto e mantém prazo para dezembro
Alteração na retirada de postes elétricos, no lugar da fiação subterrânea prevista inicialmente, explica novo cronograma da obra
Matheus Giovanella Laste
mateuslaste@grupoahora.net.br
ENCANTADO
Aobra da Rua do Esporte e Lazer, no trecho da Rua Barão do Rio Branco entre as ruas Júlio de Castilhos e Duque de Caxias, teve uma pequena alteração em seu projeto original. A mudança resultou no cronograma estendido para a conclusão da rua coberta. A previsão inicial apontava o término em outubro, mas a data foi ampliada para dezembro. O trafego de veículos está liberado no local.
Segundo o arquiteto Gilmar Scaravonatti, coordenador da obra pela prefeitura, o projeto previa originalmente a instalação de fiação subterrânea no trecho, mas o custo da solução se mostrou desproporcional ao valor total da obra (R$ 870 mil). A alternativa encontrada foi retirar os postes de alta tensão sem enterrar a fiação, o que exigiu um novo trâmite legal junto à concessionária RGE. “Originalmente, o projeto previa toda a fiação subterrânea, mas o valor ficou muito alto em relação à obra, e optamos por essa alternativa: isso exigiu um novo trâmite legal com a concessionária, mas foi uma escolha consciente e adequada para remediar a situação”, afirmou Scaravonatti.
A primeira etapa da obra, que envolveu fundações, pilares e parte da drenagem, já foi concluída, o que permitiu a liberação do trânsito de veículos no trecho. De acordo com o arquiteto, a decisão de reabrir a via nesse intervalo busca reduzir os impactos sobre a circulação enquanto se aguarda a definição
Embora pareça que a obra está parada, a primeira etapa foi concluída, e as próximas atividades virão após a retirada dos postes”
GILMAR SCARAVONATTI
ARQUITETO
junto à concessionária de energia. “Embora pareça que a obra está parada, a primeira etapa foi concluída, e as próximas atividades virão após a retirada dos postes”, salienta Scaravonatti.
Segunda etapa depende da RGE
A retirada dos postes e do transformador de alta tensão que ainda restam no trecho não depende da prefeitura, mas da concessioná-
ria RGE. Segundo Scaravonatti, a negociação está em fase final. Assim que os equipamentos forem retirados, terá início a montagem da estrutura metálica que sustentará a cobertura do espaço (etapa que exigirá a interdição do trânsito no local novamente).
“Sim, teremos que interromper o trânsito novamente, como foi feito na primeira etapa. O município abriu a circulação agora por entender que não havia necessidade de manter fechado após concluir a fase inicial, mas quando começar a segunda e última etapa, o local será fechado para a execução”, explicou o arquiteto.
Enquanto aguarda a definição do prazo junto à RGE, a empresa responsável pela obra já produz as vigas metálicas e a cobertura em sua sede, em Carlos Barbosa. Após a montagem da estrutura no local, seguem as etapas de calçadas, iluminação e ajardinamento. A prefeitura mantém a previsão de conclusão para o início de dezembro de 2026.
DETALHES DO PROJETO
O projeto prevê a ocupação de uma área total de mais de 1 mil metros quadrados, com cobertura metálica de aproximadamente 60 metros de comprimento por 16 metros de largura na parte central, acrescida de duas coberturas laterais mais baixas, próximas às calçadas. A estrutura será sustentada por pilares em concreto armado.
Arquiteto Gilmar Scaravonatti na obra da rua do Esporte e Lazer
Com o projeto concluído, a expectativa é que o local seja um novo ponto de encontro para diversos eventos de Encantado
MATHEUS GIOVANELLA LASTE
PATRIMÔNIO PÚBLICO
Nova Bréscia promove leilão de bens na próxima segunda-feira
Ao todo, serão colocados à venda 12 lotes com lances iniciais entre R$ 400 e R$ 140 mil, incluindo veículos, máquinas e imóveis
Diogo Daroit Fedrizzi
Ogoverno de Nova Bréscia promove nesta segunda-feira, 13, a partir das 13h, um leilão de bens públicos. O evento ocorrerá no Auditório da Prefeitura e reunirá oportunidades para aquisição de áreas de terras, veículos e máquinas pertencentes ao patrimônio público. Os valores divulgados correspondem ao lance inicial de cada lote. O leilão é uma modalidade de venda pública utilizada por órgãos governamentais para alienar bens considerados inservíveis, ociosos ou que não atendem mais às necessidades da administração. O procedimento é regido por legislação específica e busca garantir transparência, igualdade de participação e a melhor proposta para o poder público.
Durante a sessão, os interessados poderão disputar os lotes por meio de lances, sendo declarado vencedor aquele que apresentar a maior oferta, respeitando as regras previstas no edital. A modalidade é aberta à participação de pessoas físicas e jurídicas que atendam às exigências estabelecidas pela organização.
Além de representar uma oportunidade para quem busca adqui-
SEGURANÇA PÚBLICA
rir imóveis, veículos ou equipamentos por valores competitivos, o leilão também é um instrumento importante de gestão pública.
A venda de bens sem utilização permite que a administração reduza custos com manutenção, libere espaços e converta patrimônios ociosos em recursos que poderão ser destinados a novos investimentos e melhorias para a comunidade.
Com o slogan “Grandes oportunidades para investir no
patrimônio público” e a mensagem “Transparência e responsabilidade com o futuro da nossa cidade”, a Administração Municipal reforça que o processo será conduzido de forma pública, garantindo segurança jurídica aos participantes e ampla divulgação das informações.
Os interessados podem consultar previamente o edital do leilão publicado no site da Prefeitura (novabrescia.rs.gov.br) para conhecer a relação completa dos
. Material de informática/diversos (CPU, monitores, estabilizadores, impressoras, teclados, aspirador de pó, lava jato, telefone, balança) | Lance inicial: R$ 400,00
. Material de demolição que constitui de um prédio de alvenaria (somente a Escola), medindo 141,51 m2. | Lance inicial: R$ 10 mil
. Mercedes Benz 313 CDI Sprinter, placa IMM8313, ano/modelo 2005 / 2005, cor branca | Lance inicial: R$ 50 mil
Pneus de diversos perfis | Lance inicial: R$ 500,00
. Uma área de terras com 13.000m², sem benfeitorias, situada em Linha Jacarezinho | Lance inicial: R$ 140 mil
Uma área de terras, sem benfeitorias, com a superfície de quatro hectares situada em Linha Estefânia | Lance inicial: R$ 100 mil
. Caminhão Mercedes-Benz L 1620, placa IGM5769, ano/modelo 1997/1997 | Lance inicial: R$ 60 mil
Caçamba basculante Kollen | Lance inicial: R$ 4 mil
Automóvel Fiat Siena Attractiv 1.4, placa JAE5J05, ano/modelo 2020/2021 | Lance inicial: R$ 20 mil
bens disponíveis, as condições de participação, formas de pagamento e demais exigências.
Município, Polícia Civil e BM reforçam combate a furtos
Reunião no Gabinete debateu ampliação do videomonitoramento e reforçou a importância de registrar boletins de ocorrência no município
ROCA SALES
O prefeito Jones Wunsch e o vice-prefeito Henrique receberam, na segunda-feira, 6, representantes das forças de segurança no gabinete da prefeitura de Roca Sales. O encontro teve como objetivo alinhar ações para fortalecer
Encontro também tratou da ampliação do sistema de videomonitoramento
a segurança pública no município. Participaram da reunião a delegada Dieli Caumo Stobbe, o tenente Nilson Friedrich, o sargento
Paulo Roberto Andrade, o capitão Guilherme Anderson Caneppele, a inspetora da Polícia Civil Marcele Bortolini e o soldado Patrick Vale Horn.
Um dos principais temas debatidos foi a situação dos furtos e roubos registrados na cidade. Segundo as autoridades presentes, apesar da percepção da comunidade sobre a ocorrência desses crimes, o número de boletins de ocorrência registrados oficialmente ainda é baixo. Os representantes das forças de segurança explicaram que o registro é fundamental para subsidiar o planejamento das ações policiais, direcionar o policiamento e permitir uma atuação mais efetiva no combate à criminalidade. O governo municipal reforçou, durante o encontro, a importância de que a população registre oficialmente toda ocorrência, o que con-
tribui para um diagnóstico mais preciso da realidade do município e fortalece o trabalho integrado entre os órgãos de segurança.
Mais câmeras na cidade
Outro assunto tratado foi o investimento municipal na ampliação do sistema de videomonitoramento. A prefeitura pretende aumentar o número de câmeras instaladas em pontos estratégicos da cidade, medida que deve auxiliar na prevenção de crimes e na identificação de suspeitos. Segundo o governo municipal, o objetivo é manter o trabalho integrado com as forças de segurança, com investimentos e ações voltados a mais tranquilidade e qualidade de vida para os moradores de Roca Sales.
NOVA BRÉSCIA
diogo@grupoahora.net.br
Veículo Sprinter ano 2005 tem lance inicial de R$ 50 mil
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MEMÓRIA VIVA
Projeto resgata legado de pioneiros com placas em ruas
Estruturas com nomes de ruas, fotos e biografias de personalidades da história do município serão instaladas em pontos estratégicos
ROCA SALES
AAssociação Amigos Reconstruindo Roca Sales avança com o projeto “Na Solidariedade Todos Ganham/Placas de Rua”, que vai instalar 32 placas com nomes de ruas, fotos e biografias de personalidades ligadas à história do município.
Segundo o presidente da associação, Eduardo Salgado, o projeto começou a ser desenvolvido há cerca de um ano, em parceria com escolas de Roca Sales por meio da Agência Capp, liderada pelo empresário Henrique Caneppele. Dois alunos de cada uma das três escolas participantes se reuniam uma vez por mês, aos sábados pela manhã, na agência, para ter con-
tato com o mercado de trabalho e colaborar na produção do material das placas.
O conteúdo histórico foi baseado em pesquisas do historiador e escritor João Manuel. “É um trabalho de pesquisa que faço há muitos anos e agora conseguimos viabilizar a divulgação”, comentou. A produção também contou com apoio de Maria Beatriz Rota. A aposentada é filha do primeiro prefeito de Roca Sales, Irineo D’Anúncio Rota, e forneceu a maioria das fotos que estavam preservadas em seu acervo particular. As informações foram organizadas com uso de inteligência artificial pelos próprios estudantes. O projeto teve apoio financeiro do Sicredi e da CIC de Roca Sales, que dividiram o custo total de aproximadamente R$ 10 mil. A Agência Capp colaborou no desenvolvimento do projeto junto às escolas, enquanto a prefeitura de Roca Sales ficará responsável pelos custos de instalação das placas.
Memória e reconstrução
As 32 placas, no tamanho padrão ABNT de 30 por 50 centímetros e fixadas em postes
de três metros, serão instaladas em pontos estratégicos da cidade. Segundo Salgado, o material já está em fase de fabricação.
Para o presidente da associação, o projeto tem relação direta com o processo de reconstrução do município após a enchente. “A reconstrução física, sim, ela é importante, mas é a reconstrução da história, das memórias que tratamos no projeto, e ela também é essencial”, afirma Salgado. Segundo ele, muitos moradores perderam registros e materiais históricos durante o evento, e os visitantes que vierem a Roca Sales no futuro vão saber quem foram as pessoas que começaram essa caminhada.
A associação já planeja dar continuidade à iniciativa em 2027, com a instalação de mais 30 placas. Uma nova seleção de alunos das escolas do município deve ser feita para a próxima etapa. “As escolas são muito importantes. É o futuro da cidade. Temos que pegar essa geração e mostrar como é que se trabalha, para introduzi-los no mercado de trabalho”, comenta Salgado.
A reconstrução física, sim, ela é importante, mas é a reconstrução da história, das memórias que tratamos no projeto, e ela também é essencial”
Participaram da primeira fase do projeto dois alunos de cada uma das seguintes escolas: Ceat Região
ENTREVISTA
HENRIQUE CANEPPELE
“O objetivo é reconstruir a história e salvar nosso acervo”
Proprietário da Agência Capp e integrante da associação, o empresário Henrique Caneppele foi o responsável por mentorar os estudantes e coordenar a criação visual das placas que agora ocuparão as ruas da cidade.
O projeto utilizou inteligência artificial na restauração das imagens. Como foi esse processo técnico?
Muitas fotos foram buscadas em cemitérios e arquivos antigos e estavam rasuradas. Através da inteligência artificial, nós remontamos essas imagens para deixá-las visivelmente melhor apresentáveis. Buscamos registros históricos difíceis de encontrar em pesquisas simples de internet, recorrendo aos acervos de João Manuel e Maria Beatriz, da biblioteca municipal e até da Univates.
Qual o principal objetivo de entregar essas placas para a comunidade?
A intenção é manter viva a cultura de Roca Sales, que acabou sendo devastada pelas enchentes de 2023 e 2024. É uma missão da associação buscar essa cultura, que também é uma forma de reconstruir a cidade. Não queremos apenas a reconstrução física, mas também salvar o nosso acervo histórico, que é fundamental para o povo roca-salense.
Alta, Colégio Scalabriniano São José e Escola Estadual de Educação Básica Padre Fernando.
Matheus Giovanella Laste mateuslaste@grupoahora.net.br
Grupo responsável pelo projeto liderado pela Associação Amigos Reconstruindo Roca Sales
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PAVIMENTAÇÃO RURAL
Município ultrapassa marca de 20 quilômetros de asfalto no interior com novas obras
Programa soma obras nas linhas Azevedo e Chiquinha, parceria com o Estado e intervenção na Lagoa da Garibaldi para ampliar a pavimentação no interior do município
ENCANTADO
Oprograma Asfalto Comunitário, da prefeitura de Encantado, vai chegar aos 22 quilômetros de pavimentação no interior do município. O avanço soma-se aos 18 quilômetros já concluídos e é resultado de duas novas obras em andamento: a pavimentação de 3,1 quilômetros na Linha Azevedo e de 900 metros na Linha Chiquinha. Entre os trechos já pavimenta-
dos pelo programa estão a Linha São Roque, que liga a ERS-332 à comunidade; as linhas São Brás e Divertida; a Linha Azevedo de Palmas em direção à Linha Garibaldi; o trecho do Pedrão, em Jacarezinho, na subida para a Linha São Marcos; a subida para São Luís; a Linha Garibaldi até a divisa com Capitão; e a Linha Argola em direção à Linha Anita. Na Linha Azevedo, cerca de 4 quilômetros já haviam sido pavimentados por meio do Asfalto Comunitário. Os 3,1 quilômetros
Isso foi uma discussão que já vínhamos tendo aqui em Encantado, porque é uma estrada de chão com bastante circulação de produtores e que também nos liga ao município de Capitão.”
que restam ser pavimentados, no entanto, fazem parte do programa Conexões, do governo do Estado, com investimento de R$ 7,5 milhões. Concluída, a obra vai ligar definitivamente Palmas à Linha Garibaldi, rota também usada por turistas que visitam o Cristo Protetor.
Parceria com o Estado
“Isso foi uma discussão que já vínhamos tendo aqui em Encantado, porque é uma estrada de chão com bastante circulação de produtores e que também nos liga ao município de Capitão. Já tínhamos pavimentado quase 4 quilômetros por meio do Asfalto Comunitário, mas essa estrada se confundia muito com nossa necessidade de ter uma rota de fuga das enchentes. Quando surgiu a possibilidade de apresentar o projeto ao Governo do Estado, através do Programa Conexões, conseguimos juntar essas necessidades que tínhamos”, afirmou o prefeito de Encantado, Jonas Calvi.
Segundo o prefeito, o investimento na Linha Azevedo soma R$ 7,5 milhões para 3,1 quilômetros de pavimentação. “Não é uma obra simples, porque é uma estrada de interior, com bastante rocha”, afirma Calvi. Outra frente de obras é a Linha Chiquinha, principal acesso ao Belvedere Encantado. A ordem de início para a pavimentação de 900 metros foi assinada na última sexta-feira, 3. A obra deve ampliar a segurança e o conforto de moradores e turistas que utilizam o trecho para visitar o mirante.
O programa também prevê intervenções na subida da Lagoa da Garibaldi. Na terça-feira, 7, ocorreu uma detonação controlada em um trecho da via, parte das obras de melhoria da estrada e da futura implantação de uma ciclofaixa no local. Com a conclusão das obras nas linhas Azevedo e Chiquinha, o Asfalto Comunitário passa a somar 22 quilômetros de pavimentação no interior de Encantado.
JONAS CALVI PREFEITO DE ENCANTADO
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RUMO AOS 45 ANOS
Sicredi Região dos Vales lança a maior promoção da história
Associados já podem adquirir os cupons para concorrer. Serão sorteados R$ 4,5 milhões em 450 cartões-presente na região
Para celebrar a trajetória de quase 45 anos de história, construída com base na cooperação e parceria com os mais de 90 mil associados, a Sicredi Região dos Vales lançou a Promoção 45 anos. A campanha comemorativa é a maior já realizada pela Cooperativa e distribuirá 450 cartões-presente, totalizando R$ 4,5 milhões em prêmios. A promoção começou na segunda-feira, 6, e segue até 2 de julho de 2027, data em que a Cooperativa completará 45 anos de atuação na região. Os sorteios serão realizados em
RISCO MAPEADO
quatro momentos: outubro e dezembro de 2026, nas assembleias de núcleo que serão realizadas nos meses de março e abril de 2027, além do sorteio final em 02 de julho de 2027. Os cartões terão valores que variam de R$ 5 mil a R$ 20 mil e poderão ser utilizados em diversos estabelecimentos comerciais para a aquisição dos mais variados
tipos de mercadorias, produtos e serviços, estimulando o consumo no comércio local. As 21 agências participantes foram divididas em grupos, conforme o número de associados, e os sorteios acontecerão em cada uma delas, garantindo assim ganhadores em todas as agências que fazem parte do Sicredi Região dos Vales.
Evento de aniversário marcou o lançamento da campanha nas 21 agências da Sicredi
Produtos e negócios rendem cupons
Participam da campanha todos os associados que realizarem
Relvado inicia estudo socioambiental para planejar expansão urbana
Equipes com drones e equipamentos em solo mapeiam o perímetro urbano para embasar normas de ocupação e prevenção de desastres
O governo municipal iniciou um importante estudo socioambiental que irá diagnosticar e avaliar o uso e a ocupação do território urbano. O trabalho abrangerá uma área de 176 hectares, correspondente a todo o perímetro urbano e às áreas passíveis de futura expansão, servindo de base para o planejamento do crescimento de Relvado.
A iniciativa surge da necessidade de estabelecer normas claras para o uso e a ocupação do solo em áreas próximas às Áreas de
Preservação Permanente (APPs), especialmente após os eventos climáticos de 2024 e o mapeamento oficial das áreas de risco realizado pelo Serviço Geológico do Brasil. Segundo a bióloga Josiane Carboni, com o estudo será possível identificar os diferentes níveis de
risco (baixo, moderado e alto) de cada lote urbano, fornecendo informações técnicas para orientar futuras decisões sobre a ocupação dessas áreas com mais segurança.
“O principal objetivo é subsidiar o planejamento urbano e a regularização fundiária, produzin-
os seus negócios com o Sicredi Região dos Vales. Os produtos que fazem parte da promoção são: investimentos como poupança, depósito a prazo, LCA, LCI, fundos e previdência, todas as linhas de crédito, seguros, consórcios, entre outros. Quanto mais negócios, mais cupons o associado receberá para concorrer aos prêmios.
Os critérios de participação estão disponíveis para consulta no site da Cooperativa ou nas 21 agências dos 18 municípios que fazem parte do Sicredi Região dos Vales.
A ação integra a programação especial de aniversário e reforça o compromisso da Cooperativa com o desenvolvimento regional. “Vamos celebrar nossa trajetória, e neste marco dos 45 anos queremos valorizar quem constrói essa história conosco todos os dias. A promoção também reforça nosso papel de impulsionar o desenvolvimento das comunidades onde atuamos”, destaca o presidente do Sicredi Região dos Vales, Ricardo Cé.
O gerente da agência do centro de Encantado, Fábio Pretto, reforça que a ação busca reconhecer quem movimenta seus negócios na cooperativa e, ao mesmo tempo, fortalecer a economia regional, já que os cartões poderão ser utilizados no comércio local para aquisição de produtos e serviços. “É uma promoção voltada ao nosso associado, valorizando todo esse envolvimento do quadro social com o Sicredi e incentivando também o nosso comércio”, salienta.
período, serão desenvolvidas diversas etapas técnicas, além da participação da comunidade por meio de oficinas com os moradores e de uma audiência pública na fase final do processo.
Os trabalhos de campo, com levantamentos topográficos e fotogramétricos, realizados por equipes técnicas, tiveram início no sábado, 4. Os serviços utilizarão equipamentos em solo e drones que sobrevoarão a área de abrangência do estudo.
do informações que auxiliem na elaboração de políticas públicas de ordenamento territorial, prevenção de desastres e definição das áreas sujeitas a inundações e deslizamentos”, aponta. A conclusão do estudo está prevista para ocorrer em até 12 meses. Durante esse
O prefeito Carlos Luiz Fraporti orienta a população para que fique atenta à presença das equipes, que estarão realizando medições em ruas, calçadas e outros pontos estratégicos, além das operações com drones. “Reforçamos que essas atividades não têm caráter de fiscalização, mas fazem parte exclusivamente do levantamento técnico de dados”, diz. Também serão instalados cerca de 16 Pontos de Apoio Básico, integrados à Rede Brasileira de Monitoramento Contínuo do IBGE. Esses marcos, fixados permanentemente em locais estratégicos, servirão como referência para futuros levantamentos topográficos realizados no município, beneficiando moradores e profissionais da área técnica.
DIOGO DAROIT FEDRIZZI
Diogo Daroit Fedrizzi diogo@grupoahora.net.br
RELVADO
Engenheira Júlia Berton, vice-prefeito Adalberto Dalla Vecchia, prefeito Carlos Fraporti, secretário Onei Giacomolli e bióloga Josiane Carboni em reunião sobre o estudo
DIVULGAÇÃO/CARINA MARQUES
365 VEZES NO VALE
Pousada encanta com vista panorâmica acima das nuvens em Santa Clara do Sul
AVila Tekohá está em formação em um dos pontos mais altos da área urbana de Santa Clara do Sul. Atualmente já conta com uma cabana ideal para casais e uma casa completa para grupos com até seis pessoas.
O empreendimento é idealizado por Naide Coca e Fábio Queiroz. A transformação em hospedagem iniciou em 2023 quando o casal comprou a chácara com cerca de dois hectares. Conforme Naide, o que motivou os investimentos foi a vista panorâmica de 360 graus e proximidade do centro santaclarense, apenas um quilômetro em estrada de chão.
No Carnaval de 2025, a Vila Tekohá recebeu os primeiros hóspedes na Casa Oga Sy (Casa da Mãe em tupi-guarani). Com três quartos, tem banheira de hidromassagem e piscina com quiosque como diferenciais. Vale também destacar a decoração especial nos ambientes comuns como a sala e cozinha.
A Cabana Ivoti (Cabana das Flores em tupi-guarani) foi inaugurada neste ano. Tem características românticas. Destaque para a banheira de imersão, o calefator e um deck mirante com vista para várias cidades da região. Além disso, conta com sala e cozinha completa. O quarto do casal fica no mezanino.
A hospedagem não oferece refeições. Em caso de pedidos,
providencia a compra de produtos para o café da manhã. Também tem uma lista de restaurantes e lancherias que atendem com delivery.
Complexo turístico
A palavra Tekohá se origina do guarani e significa “lugar onde se vive”. Reflete o conceito de acolhimento e qualidade que o empreendimento busca oferecer.
As hospedagens já disponíveis constituem um projeto amplo que prevê oito cabanas, além da casa principal. Há ainda previsão de se construir uma piscina de borda infinita, outras áreas destinadas a convivência e um espaço para pequenas confraternizações.
Conforme Naide, a construção do restante da estrutura ocorre de acordo com o aumento da demanda por hospedagens.
Mais informações sobre o destino podem ser encontradas no @ vilatekoha no Instagram ou pelo WhatsApp (51) 99529-1020.