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COMPILADO - EDIÇÃO 26 E 27 DE SETEMBRO

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ANÁLISE, CURADORIA E OPINIÃO DE VALOR Fim de semana, 26 e 27 de setembro de 2026 | Ano 25 - Nº 4190 | R$ 5,00 (dia útil) R$ 9,00 (fim de semana)

IMPACTO ECONÔMICO

FILIPE FALEIRO

Crise no STF alerta setor produtivo Empresários do Vale apontam perda de previsibilidade e preocupação com investimentos PÁ G I N A S | 6 e 7

PENSAR ELEIÇÕES

Semana derradeira A sete dias da eleição, eleitores ainda relatam dificuldade para lembrar os escolhidos em 2022 e desconhecem a sequência dos

seis votos deste pleito. Vale reúne 346,5 mil eleitores e 1.180 seções. Veja a ordem dos votos e o que levar no dia 4. PÁ G I N A S | 10 e 11

Diehl defende melhorias no combate a cheias Candidato à Assembleia Legislativa pelo União Brasil também sustenta a necessidade de investimentos em infraestrutura, valorização do agronegócio e promete fim da EGR. PÁ G I N A | 12


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Fim de semana, 26 e 27 de setembro de 2026

E D I TO R I A L

A B R E A S PA S

A cidadania vai além do voto

E

scolher os futuros deputados, senadores, governador e presidente constitui o momento mais visível da democracia. Mas o papel de cada um vai além disso. O voto é o início. Sem acompanhamento, a autorização concedida nas urnas se transforma em um mandato distante de quem o legitimou. A dificuldade para lembrar os nomes escolhidos nas últimas eleições expõe parte desse afastamento. O eleitor dedica atenção à campanha, compara promessas e toma uma decisão. Depois, nem sempre acompanha projetos, votações, emendas, gastos ou posições assumidas. A fiscalização fica restrita aos órgãos públicos, quando também deveria fazer parte da rotina da sociedade. Conhecer as atribuições de cada cargo é fundamental. Deputados não existem apenas para encaminhar recursos aos municípios. Elaboram leis, analisam orçamentos e fiscalizam os governos.

Quem pede confiança durante a eleição deve prestar contas depois” Essa consciência evita cobranças dirigidas ao cargo errado e permite avaliar os mandatos por critérios objetivos. Presença importa, mas precisa estar acompanhada por trabalho legislativo, coerência, transparência e capacidade de representar os interesses coletivos. Partidos, candidatos e instituições públicas também têm responsabilidade. Precisam apresentar propostas compreensíveis, divulgar resultados e facilitar o acesso às informações. Quem pede confiança durante a eleição deve prestar contas depois. A representação perde força quando o político desaparece após o voto ou quando o cidadão entrega a escolha e deixa de acompanhar os efeitos. Filiado à

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Os artigos e colunas publicados não traduzem necessariamente a opinião do jornal e são de inteira responsabilidade de seus autores. Impressão Zero Hora Gráfica

Diretor Executivo: Adair Weiss Diretor Editorial e de Produtos: Fernando Weiss

“A Gavuti já nasce da busca por exclusividade, então cada peça é naturalmente pessoal” A relação de Augusto Schneider com o design nasceu da curiosidade e do interesse por arquitetura, história, objetos e carros antigos. Foi na universidade, durante a graduação em Design de Produto, que essas referências começaram a ganhar forma e se transformar em criações. Anos depois, essa trajetória deu origem à Gavuti, onde Augusto traduz vivências, referências e a própria percepção estética em móveis e objetos exclusivos

ACERVO PESSOAL

Jéssica R Mallmann

jessicamallmann@grupoahora.net.br

Como começou sua relação com a criação das peças e móveis?

A relação começou na universidade, eu sempre gostei de arquitetura, história, objetos e carros antigos. Quando surgiu o curso de Design de Produto na Univates, ele me capacitou e provocou a materializar objetos e mobiliários.

De onde vêm suas referências/inspirações para criar uma peça?

Meu trabalho é muito intuitivo, mas também vem da minha história, lugares por onde andei, vem da curiosidade de saber como as coisas funcionam (essa parte herdei do meu pai), vem de observar algo e tentar melhorar, deixar mais bonito (essa parte herdei da minha mãe). Então, é algo que carrego desde sempre e que

cada vez mais tento melhorar.

Em que momento você resolveu abrir a Gavuti e o que inspirou o nome?

A ideia da Gavuti surgiu nos primeiros semestres de faculdade. Eu queria ter um escritório/oficina, quando imaginei isso o nome veio na cabeça instantaneamente, a ideia permaneceu durante anos. A Gavuti saiu do papel e se materializou dois anos depois de formado, quando eu já vendia uma quantidade de peças suficientes para viver do design.

O que significa, na prática, dizer que um móvel ou uma peça é feita sob medida para uma pessoa? Na Gavuti, a gente não trabalha com

“sob medida”, a gente trabalha com exclusividade. Nosso cliente já nos procura sabendo o que vai encontrar: o garimpo da melhor matéria-prima, o desenvolvimento de novos processos e um olhar total para a experiência que aquela peça vai gerar. É a soma disso tudo que transforma um projeto em um produto único e exclusivo.

O quanto tu consegue colocar a personalidade do cliente dentro de uma peça?

A Gavuti já nasce da busca por exclusividade, então cada peça é naturalmente pessoal. Quando o cliente traz uma referência explícita, nós não copiamos, nós interpretamos. Se aquele elemento tem verdade e dialoga com a nossa identidade, ele entra no projeto como essência, não como enfeite.


A HORA | 3

Fim de semana, 26 e 27 de setembro de 2026

TIRO rodrigomartini@grupoahora.net.br

RODRIGO MARTINI

- Agentes do PP de Lajeado não querem esperar até 2027 para escolher a nova direção do partido na cidade. Por meio de articulação junto ao diretório estadual, a ideia é antecipar a eleição. Suplente de vereador, Mozart Lopes é cotado à presidência. E o vereador Cascão teria demonstrado interesse. - Um dado importante: reduziu em 55% o número de pessoas levadas ao abrigo do Parque do Imigrante entre a 1ª enchente deste ano (em julho) e a enchente dessa semana. É o primeiro reflexo da indenização e demolição das casas em cotas menores. - O Sindicato dos Taxistas de Lajeado convoca Assembleia Extraordinária para decidir sobre o fechamento da entidade fundada em 28 de agosto de 1978. A razão seria a falta de interessados em assumir a diretoria. O encontro decisivo ocorre na próxima quarta-feira, 30, na sede da entidade.

A política e as bets ELEIÇÕES 2026

Para onde vai a sabedoria (e o voto) dos eleitores mais experientes?

O

Brasil tem mais de 22 milhões de eleitores com direito ao voto facultativo. Ou seja, eles não são obrigados a votar no dia quatro de outubro. O grupo representa 14% do eleitorado nacional. É uma parcela importante e indispensável em eleições acirradas, como foram as disputas em 2018 e em 2022, e que provavelmente se repetirá em 2026. Entre os eleitores dispensados da obrigatoriedade do voto, 76% têm 70 anos ou mais. Já os adolescentes de 16 e 17 anos representam só 9% do grupo, enquanto

15% têm voto o facultativo por serem analfabetos. Não por menos, e durante o lançamento da ação “Teu voto, nosso Vale”, que visa conscientizar o eleitor sobre a importância de apostar em candidatos locais, o diretor da CIC/VT, Nilto Scapin, fez uma provocação à comunidade do Vale do Taquari. O empresário convocou os idosos às urnas. “São votos conscientes, maduros, de quem já viveu muito e vivenciou diferentes momentos sociais e econômicos”, resumiu. E faz sentido. E vejam só. No último plei-

Cobrança pós-eleição Os representantes da Câmara de Indústria, Comércio e Serviços do Vale do Taquari (CIC-VT) já bolaram um modelo para acompanhar a atuação dos eventuais deputados eleitos na região. A ideia é apresentar uma carta inicial de demandas e ações estratégicas de curto, médio e longo prazo aos agentes. E mais do que isso. A proposta do grupo de empresários é manter uma agenda de encontros periódicas e a cada quatro meses para prestações de contas e possíveis realinhamentos de rotas.

to presidencial, por exemplo, quando 20,9 milhões de eleitores com voto facultativo estavam aptos ao voto, 50% compareceu às urnas no primeiro turno e 53% no segundo turno. Em solo gaúcho, a média ficou em 49%. Para alguns, é um número baixo. Para outros, e eu concordo, é muito representativo. E pode aumentar. O fato é que cada voto é importante nessa dura missão de retomarmos representatividade nos parlamentos. Temos bons candidatos. De diferentes partidos e ideologias. Portanto, é todos à luta!

É preciso buscar inspiração no vizinho O Vale do Rio Pardo possui 340 mil eleitores e, na eleição de 2022, elegeu três deputados estaduais e dois deputados federais – além do suplente Airton Artus (PDT). Já o Vale do Taquari, que possui 294 mil eleitores aptos ao voto, não elegeu um só representante à Assembleia do RS e tampouco ao Congresso. Uma dura matemática ao nosso Vale tão pujante e associativo. E motivo de reflexão.

Quase três anos após regulamentar as bets, o presidente e candidato Lula (PT) vai usar o tema para alimentar o capital político às vésperas do primeiro turno da eleição presidencial. O principal adversário do petista tem feito o mesmo. Mas sem a caneta na mão. A jogada política do petista é satisfazer uma população que, de acordo com pesquisas, demoniza as apostas online diante dos preocupantes casos de endividamento, vícios e quadros ainda mais graves de saúde mental. Se a estratégia vai performar ou não, só as próximas pesquisas – ou as urnas – vão mostrar. Afinal, muitos demonizam as bets, sim. Especialmente as mulheres. Mas são milhões de jogadores...

728 mil visitantes no Cristo Protetor Desde maio de 2021, o complexo do Cristo Protetor em Encantado já recebeu 728 mil visitantes e turistas. Só no último feriado de 7 de Setembro foram mais de sete mil pessoas. São números que impressionam e precisam instigar e provocar políticas públicas assertivas e novos investimentos.

Pressa para nova “Ponte da Tangará” A administração municipal de Estrela vai insistir em uma contratação emergencial para agilizar a construção da nova ponte sobre o Arroio Boa Vista, no ponto da antiga “Ponte de Tangará”. O pontilhão de madeira restou parcialmente destruído após a última cheia e não há formas de traves-

sia aos veículos. O governo já conquistou R$ 5,1 milhões junto ao governo federal para construir uma ponte de concreto e duas vias. Mas o processo licitatório corre risco de ser finalizado só em 2027. A decisão administrativa deve ser confirmada até o início da próxima semana.


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Fim de semana, 26 e 27 de setembro de 2026

vinibilhar@grupoahora.net.br

VINI BILHAR

Negócios em Pauta na empresa Com unidades no Vale do Taquari, a Zé Pneus se destaca em serviços de autocenter. A história começou em 1995 e hoje se espalha pelo estado. Cristiano Flor está à frente das unidades da região, e conversou com a gente. Como a Zé Pneus chegou a Lajeado? Cristiano Flor - Era um sonho de voltar a região, depois de 31 anos da Zé Pneus, retornar às origens pois somos de Progresso. A chegada, há 8 anos em Lajeado, foi o início desta história. Como vocês analisam o mercado automotivo na região? Flor - Tem crescido muito em toda a região. Lajeado recebe clientes de todas as cidades, e hoje temos em nosso portfólio o atendimento de todas as marcas disponíveis.

Indicadores

Dólar: R$ 5,18 | Ibovespa: 183.476,86

Sessão de Negócios da Expovale + Construmóbil 2026 abre inscrições

Assista na íntegra o programa

Como têm sido a experiência em Teutônia? Flor - Teutônia é diferente em cultura e negócios. Mas a experiência está ótima. Povo sincero e transparente, e estar engajado na comunidade é fundamental para prosperar os negócios. Quatro anos de grandes oportunidades.

O ano de 2026 deve fechar positivo? Flor - Ano desafiador. Segundo semestre de eleições que mexem muito com o mercado. Olhamos para a região com bons olhos, com novos investimentos em planejamos mais duas lojas no Vale do Taquari.

Dale Carnegie abre inscrições para última turma de 2026 A Dale Carnegie em Lajeado iniciou, no dia 22, a penúltima turma de 2026 do Dale Carnegie Course (DCC). A turma 61 reúne 34 alunos, que participam do programa de desenvolvimento com apoio de líderes e da equipe local. O cronograma prevê ainda a realização da última turma do ano, a de número 62, com início marcado para 11 de novembro, e inscrições já abertas. A instituição celebra a ampliação das atividades ao longo de 2026, com novas turmas em cidades vizinhas por meio de parcerias, como em Estrela, em conjunto com a Cacis.

Agendada para 19 de novembro, a Sessão de Negócios da Expovale + Construmóbil 2026 está com inscrições abertas. Promovida pelo Sebrae, a atividade ocorre a partir das 9h30min, no Auditório do Pavilhão 4 do Parque do Imigrante, com foco na integração entre empresas e geração de oportunidades. Aberta a todos os setores, a dinâmica permite que cada

participante apresente seus produtos e serviços em formato semelhante à troca de cartões, porém com metodologia estruturada. O encontro será organizado em rodadas de apresentação, com agendas definidas previamente a partir das informações das inscrições. Cada empresa terá um minuto para expor seu negócio em diferentes mesas, seguindo sequência planejada.

Sindilojas VT debate acordos da Expovale e Natal As negociações com o sindicato laboral estiveram entre os principais temas da reunião de diretoria do Sindilojas VT, ocorrida nessa quinta-feira, 24. Sob coordenação do presidente Renan José Borelli, foram abordados o acordo para a Expovale + Construmóbil 2026 e o início das tratativas sobre horários especiais de Natal. Também houve preocupação com a possível adoção da escala 5x2 e os desafios de manter o

comércio atrativo. Participaram do encontro representantes do Sesc Lajeado e do Senac Lajeado, que destacaram ações recentes e a parceria com o sindicato, incluindo espaço conjunto na feira em novembro, em Lajeado. A reunião contou ainda com palestra de Geovani Leonhard sobre sucessão familiar, governança e continuidade dos negócios, com foco na preparação de gerações e na organização empresarial.


Fim de semana, 26 e 27 de setembro de 2026

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Fim de semana, 26 e 27 de setembro de 2026

IMPACTO ECONÔMICO

Crise no STF amplia incertezas e chega ao ambiente de negócios Instituições do Vale apontam insegurança jurídica, alta de juros e no custo do crédito, e menos investimentos entre os efeitos de um cenário institucional marcado por disputas internas na Corte Karine Pinheiro

karine@grupoahora.net.br

Colaboração Filipe Faleiro

VALE DO TAQUARI

A

crise interna do Supremo Tribunal Federal (STF) deixou o campo jurídico e político

e passou a integrar o debate sobre ambiente de negócios. No Vale do Taquari, representantes de entidades empresariais apontam preocupação com a insegurança jurídica e com os efeitos de um cenário de incerteza sobre investimentos, crédito, consumo e expansão das empresas. A crise no STF ganhou dimensão em setembro, após divulgação de um relatório da Polícia Federal sobre investigações do Banco Master. O documento reunia mensagens atribuídas ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro e ao ministro Alexandre de Moraes. O ministro André Mendonça, relator de processos relacionados ao caso, retirou o sigilo do material em 1º de setembro.

A partir da divulgação, aumentaram as divergências entre integrantes da Corte sobre a condução das investigações e os procedimentos adotados. O episódio envolveu questionamentos sobre a atuação de Mendonça, manifestações de outros ministros e pedidos para que diferentes casos fossem analisados de forma conjunta. Em 15 de setembro, o STF iniciou julgamento sobre a possibilidade de abertura de investigação contra Moraes. A sessão foi marcada por divergências sobre o rito e sobre a inclusão de questionamentos relacionados a Mendonça. O episódio tem dimensão institucional porque envolve o próprio órgão responsável por

FERNANDA SINDELAR

ANGELO FONTANA

ECONOMISTA

PRESIDENTE DA CIC-VT

Se essas regras mudam no meio do jogo, impactando as atividades, podem trazer insegurança.”

No meio empresarial se sente o temor em investir e até seguir tocando os negócios.”

julgar questões constitucionais e conflitos entre os Poderes. A discussão econômica, contudo, não depende apenas do desfecho dos casos. O ponto central para empresas é a percepção de previsibilidade.

aumento do risco para decisões de médio e longo prazo, projetos podem ser adiados, recursos podem permanecer em caixa e decisões de expansão podem ser reavaliadas. A economista Fernanda Sindelar explica que a relação passa pela previsibilidade necessária para decisões empresariais. O cenário ocorre em um momento no qual o custo do dinheiro permanece elevado. Para empresas que precisam de crédito, a combinação entre juros elevados e maior percepção de risco pode

Cenário de insegurança O impacto econômico de uma crise institucional não ocorre de forma automática e não significa retração imediata da atividade. Quando empresas percebem


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Fim de semana, 26 e 27 de setembro de 2026 DIVULGAÇÃO

ENTREVISTA MARCO MEJIA • advogado

“O caso Master abriu as portas do submundo do STF”

EDUARDO GRAVINA PRESIDENTE DA ACIL

Quando algo poderia demonstrar seriedade se torna um fator para descredibilizar ainda mais o cenário nacional.”

dificultar novos projetos. A economista ressalta que a insegurança jurídica não atua de forma isolada, mas se soma a outras condições que influenciam a decisão empresarial. “Quando uma empresa decide realizar um investimento, o retorno tende a ocorrer no médio e longo prazo. Por isso, quando há maior instabilidade nos negócios, há preferência por aguardar um período mais estável”, explica.

Preocupação nos negócios O presidente da Associação Comercial e Industrial de Lajeado (Acil), Eduardo Gravina, afirma que a instabilidade já é perceptível entre as preocupações do meio empresarial. Para ele, a insegurança jurídica se soma ao cenário político e econômico e pode interferir na disposição para novos investimentos. Para empresas do Vale, o efeito pode aparecer no capital de giro e nos financiamentos, reforça Gravina. Ele avalia que o

A Hora – Qual é o impacto econômico do caso Master e da crise no STF? Marco Mejia – Sem dúvidas existe um abalo econômico terrível, independentemente de qualquer outra questão. O STF é balizador do sistema econômico nacional. As discussões sobre o plano fiscal, as questões macroeconômicas e os grandes temas jurídicos passam por lá. Se esse sistema perde credibilidade, não há segurança jurídica. O caso Master abriu as portas do submundo do STF. A gente imaginava que essas relações existiam, mas agora aparecem contatos, contratos e pessoas próximas aos ministros. AH – E o sistema bancário? A imagem fica abalada? Mejia – Existem bancos sérios, mas o episódio macula todo o setor, sobretudo as instituições menores. Um banco depende de credibilidade e liquidez. Agora aparece uma estrutura em que a capacidade de conseguir contato

imbróglio do Supremo não deve ser analisada de maneira isolada. “A crise do STF é a cereja do bolo. O Brasil, para funcionar, está custando mais de 80% do PIB. Não sobra recurso para investimento algum”, pontua. A percepção é compartilhada pelo presidente da Câmara de Indústria, Comércio e Serviços do Vale do Taquari (CIC-VT), Angelo Fontana. Para ele, existe temor entre empresários quanto à continuidade dos negócios e à realização de investimentos. “No meio empresarial se sente o temor em investir e até seguir tocando os negócios. O cenário está bastante tumultuado”, afirma. Para ele, a previsibilidade das regras influencia a disposição para assumir riscos. “No caso da insegurança, se afugenta o investidor da crença de estar seguro quanto aos projetos e investimentos prosperarem”, diz Fontana. A preocupação não se limita ao Supremo. Ele também relaciona o ambiente institucional à situação fiscal e ao comportamento dos juros.

com ministros parece estar no entorno dos negócios. Isso desperta dúvidas sobre até onde vai a gestão financeira e onde começa a influência. AH – Como a situação interfere na relação dos bancos e das empresas com os tribunais? Mejia – Bancos e empresas precisam defender seus interesses dentro da legalidade. O advogado apresenta memoriais, faz sustentação oral e procura demonstrar os efeitos de determinada decisão. Isso é legítimo. O problema é que agora tudo fica perigoso. Instrumentos normais da advocacia passam a ser vistos como parte de um sistema de pressão ou de influência. Para o advogado é terrível. Nós poderíamos orientar melhor o cliente se existissem balizadores técnicos estáveis. Quando surge a percepção de que as relações pessoais pesam mais do que os argumentos jurídicos, fica difícil explicar o que pode ocorrer em um processo. A empresa perde uma referência necessária para decidir.

Reflexo nos investimentos Gravina entende que a insegurança pode atingir decisões relacionadas à expansão dos negócios. “Empresários têm relatado adiamento de investimentos, não só por essa crise institucional, mas por diversos fatores. Quando algo poderia demonstrar uma certa seriedade acaba se tornando um fator para descredibilizar ainda mais o cenário nacional”, afirma. Entre as decisões afetadas estão a abertura de unidades, ampliação de produção, aquisição de máquinas e financiamentos. “A indústria é o primeiro segmento a ser afetado, mas, por efeito cadeia, acaba respingando nos demais. Menos investimento, menos dinheiro circulando, menos consumo, que significa menos arrecadação para o governo”, avalia o presidente. Fernanda reforça que as decisões das empresas são tomadas com base em regras

Entenda a crise O que aconteceu? A crise ganhou dimensão pública em setembro após a divulgação de um relatório da Polícia Federal com mensagens atribuídas ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro e ao ministro Alexandre de Moraes, no contexto das investigações relacionadas ao Banco Master.

Como o caso chegou ao STF? O ministro André Mendonça, relator de processos relacionados ao caso Master na Corte, retirou o sigilo do relatório em 1º de setembro. A divulgação provocou divergências entre ministros sobre a condução das investigações e sobre os procedimentos que deveriam ser adotados.

O que ocorreu depois? O presidente do STF, Edson Fachin, retirou Moraes da relatoria do inquérito das fake news e preservou os atos praticados até 9 de setembro. Sessões do Plenário foram canceladas em meio ao agravamento das divergências.

contratuais, tributos, legislações trabalhistas, ambientais e regulatórias. “Se essas regras mudam no meio do jogo, impactando as atividades, podem trazer insegurança”, explica. Para ela, a insegurança jurídica pode surgir quando decisões judiciais alteram a interpretação de normas que afetam contratos ou atividades econômicas.

Como a crise pode chegar à economia Insegurança jurídica Empresas tomam decisões com base em contratos, legislação tributária, trabalhista, ambiental e regulatória. Mudanças ou interpretações consideradas imprevisíveis podem elevar o risco percebido e postergar decisões de investimento.

Custo do dinheiro Uma deterioração das expectativas pode aumentar o prêmio de risco exigido pelos investidores. O efeito pode aparecer nas taxas de mercado, no custo de empréstimos e no financiamento das empresas.

Investimentos Projetos de longo prazo dependem de previsibilidade. Quanto maior a percepção de risco, maior pode ser a cautela na abertura de unidades, expansão de produção ou aquisição de máquinas.

Câmbio Mudanças na percepção de risco podem influenciar o fluxo de capital e o câmbio. Para empresas exportadoras e importadoras, os efeitos são diferentes.

Efeito em cadeia Menor investimento pode reduzir a demanda por máquinas, serviços, construção e mão de obra. Já a alta do dólar pode elevar custos de insumos importados e pressionar preços em diferentes etapas da cadeia.


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Fim de semana, 26 e 27 de setembro de 2026

CRESCIMENTO ECONÔMICO

Leilão de áreas públicas mira atração de investimentos FOTOS: LAUTENIR JUNIOR

Terrenos avaliados em R$ 4 milhões serão ofertados a investidores em meio à expansão de empreendimentos comerciais, logísticos e imobiliários no município Lautenir Junior

lautenir@grupoahora.net.br

TEUTÔNIA

Q

uatro áreas públicas de Teutônia serão ofertadas em leilão eletrônico no dia 2 de outubro. Juntos, os imóveis somam mais de 11 mil metros quadrados e têm avaliação superior a R$ 4 milhões. A estratégia da administração é transformar terrenos sem uso pelo poder público em áreas disponíveis para novos empreendimentos. O leilão reúne imóveis em pontos considerados estratégicos pelo município. Um deles, com 3,8 mil metros quadrados, fica na Rua 8 Sul, esquina com a ERS128 (Via Láctea), e tem avaliação de R$ 1,1 milhão. Outro, de 3 mil metros quadrados, está na Avenida 1 Leste, esquina com a Rua 7 Sul, com valor estimado em R$ 1,8 milhão. Os outros dois terrenos têm 2,2 mil e 2,4 mil metros quadrados, avaliados em R$ 517,9 mil e R$ 614,7 mil,

Quatro áreas do Centro Administrativo de Teutônia vão a leilão em 2 de outubro

VALDIR JOSÉ GRIEBELER TURISMO E DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO

Teutônia vive um novo momento, com empresas fazendo investimentos e com uma procura maior por espaços. Se o município tem uma área que não utiliza, faz sentido colocar esse patrimônio em circulação.”

respectivamente. Segundo o secretário de Turismo e Desenvolvimento Econômico, Valdir José Griebeler, a decisão parte da avaliação de que não há vantagem em manter áreas públicas sem utilização. “A ideia é colocar esses terrenos à disposição de quem queira investir. São áreas importantes, bem localizadas e que podem receber atividades comerciais ou industriais”, afirma.

Um dos imóveis possui uma edificação que já abrigou uma empresa de calçados e, posteriormente, uma metalúrgica. Outro terreno, junto à Via Láctea, teve utilização pelo Detran. As demais áreas são terrenos sem ocupação atual. Griebeler afirma que o município também considera o momento econômico local na decisão de colocar os imóveis no mercado. “Teutônia vive um novo momento, com empresas fazendo investimentos e com uma procura maior por espaços. Se o município tem uma área que não utiliza, faz sentido colocar esse patrimônio em circulação”, diz.

Quando ocorre?

As quatro áreas

O leilão eletrônico nº 01/2026 será encerrado em 2 de outubro, às 9h45. Os interessados precisam consultar o edital para verificar as condições de participação e os documentos de cada imóvel.

1 – 3,8 mil m²

contará com 46 docas e pátio de aproximadamente 7 mil metros quadrados. A previsão é de conclusão no fim deste ano. No bairro Languiru, o Centro Comercial Teutônia também amplia a oferta de espaços para empresas. O empreendimento está localizado próximo ao Supermercado Passarela e à Estação Rodoviária e já iniciou a ocupação das unidades. Para Griebeler, os novos projetos alteram a demanda por áreas no município. “Quando chegam investimentos desse tamanho, não é só o empreendimento que muda. Existe uma cadeia de empresas, fornecedores, comércio e serviços que passa a procurar espaço e oportunidades”, explica. O secretário também cita a expansão da construção civil, com novos prédios e salas comerciais. Na avaliação dele, o cenário cria condições para que áreas públicas sem utilização sejam incorporadas ao processo de desenvolvimento.

Rua 8 Sul, esquina com a ERS-128 (Via Láctea). Avaliação de R$ 1,12 milhão. O imóvel já foi utilizado pelo Detran.

2 – 3 mil m²

Avenida 1 Leste, esquina com a Rua 7 Sul. Avaliação de R$ 1,81 milhão. A área possui uma edificação que já abrigou uma empresa de calçados e uma metalúrgica.

3 – 2,2 mil m²

Terreno sem ocupação atual, com avaliação de R$ 517,9 mil.

4 – 2,4 mil m²

Terreno sem ocupação atual, avaliado em R$ 614,7 mil.

Retorno A arrecadação também integra a estratégia. Os quatro imóveis têm valor de avaliação superior a R$ 4 milhões, recursos que, conforme Griebeler, serão destinados a investimentos do município. A administração avalia ainda a possibilidade de realizar novos leilões de áreas públicas. “Existem outras áreas que podem ser avaliadas”, afirma Griebeler.

Novos polos que chegam Entre os projetos citados pelo secretário está o Centro de Distribuição do Grupo Passarela, que recebe investimento de aproximadamente R$ 60 milhões e terá cerca de 13,7 mil metros quadrados. A estrutura

Centro Comercial Teutônia, no Languiru, é um exemplo da chegada de novos investimentos ao município


Fim de semana, 26 e 27 de setembro de 2026

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Fim de semana, 26 e 27 de setembro de 2026

UMA SEMANA PARA ELEIÇÃO

Sequência dos votos confunde o eleitor A uma semana do primeiro turno, população relata dificuldade para lembrar divisão dos seis cargos e também em lembrar quem foram os escolhidos para os parlamentos em 2022. Entenda as funções dos cargos, como se formam as bancadas e o que levar no dia 4 Filipe Faleiro

filipe@grupoahora.net.br

VALE DO TAQUARI

Q

uando tenta recordar em quem votou para deputado estadual, federal e senador nas eleições anteriores, a comerciária Alice Sachetti admite que não lembra. Marlene Dias, 62, apresenta a mesma dificuldade. “Também não sei dizer o que faz um deputado. Não acompanho essas coisas”, diz a aposentada. Valmir Veliato, 49, recorda de forma vaga o candidato a deputado federal e afirma que acompanhou parte da atuação. José Márcio Ferreira, 55, lembra do deputado estadual, mas não consegue identificar o nome escolhido para o Congresso. “Acho que posso ter votado na legenda.” Os relatos dos eleitores nas ruas servem como ponto de partida

COMO O VOTO ELEGE DEPUTADOS MARIA BETÂNIA RHODE CHEFE DO CARTÓRIO DE LAJEADO

Não é permitido usar o celular na hora da votação. Mesmo quem consulta os candidatos no aplicativo precisa passar os números para o papel.” para uma questão presente nas eleições gerais. Muitos cargos e dificuldade em detalhar o que faz cada uma das funções. No próximo domingo, o eleitor escolhe seis representantes, mas nem sempre sabe como cada voto interfere nas leis, nos orçamentos e na fiscalização dos governos. O chefe da 21ª Zona Eleitoral de Estrela, Sandro Saralegui Ferrari, orienta o eleitor a cumprir três preparativos: definir os candidatos, anotar os números em papel e conferir o local de votação. “O eleitor precisa saber em quem vai votar, levar a colinha anotada, ter um documento com foto e saber onde fica a sua seção. Como são muitos candidatos, acredito que teremos muitas filas”, resume. Pela legislação eleitoral, a identificação pode ser feita com

Soma Os votos nos candidatos e na legenda formam a votação do partido ou da federação. Cadeiras O desempenho total determina quantas vagas o grupo conquista. Lista aberta As cadeiras ficam com os candidatos mais votados dentro do partido.

Zona de Lajeado é a maior da região. São mais de 94 mil eleitores e 321 seções. Distribuição das urnas começa no próximo sábado

carteira de identidade, carteira de motorista, passaporte ou outro documento oficial com fotografia. O e-Título também pode substituir o documento físico, desde que apresente a foto do eleitor. A chefe de cartório de Lajeado, Maria Betânia Rhode, reforça que o celular não pode ser levado até a cabine. Por isso, mesmo

quem consulta os candidatos no aplicativo precisa passar os números para o papel. A recomendação ganha importância pela quantidade de cargos. O primeiro voto será para deputado federal, depois estadual. Dois votos para o Senado, em seguida para governador e, por último, para presidente. Os votos ao Senado precisam ser destinados a candidatos diferentes. Se o mesmo número for digitado duas vezes, somente o primeiro voto será considerado válido. O segundo será anulado automaticamente.

Conferência das urnas

Após todos os testes, cartório de Estrela lacrou e separou para onde vão os aparelhos

Os cartórios concluem a preparação das urnas eletrônicas. As oito zonas eleitorais do Vale do Taquari e uma do Rio Pardo (Venâncio Aires) reúnem 346,5 mil eleitores em 39 municípios. São 1.180 seções de votação. Na 29ª Zona Eleitoral, com sede em Lajeado, foram preparadas 321 urnas para as seções e outras 100 em caso de problemas técnicos e que sejam necessárias substituições. Os equipamentos receberam os

sistemas, os dados dos eleitores e a relação dos candidatos antes dos testes e da lacração. “Cada eleitor apto no fechamento do cadastro terá os dados carregados na urna da seção em que vai votar”, explica o técnico judiciário Júlio César Cirolini. Segundo ele, as informações passam pela conferência de mais de uma pessoa para reduzir o risco de erros. Na véspera da eleição, as urnas serão distribuídas por 12 roteiros aos oito municípios atendidos pelo cartório. A instalação ocorre no domingo. Em Estrela, as 135 urnas estão lacradas, identificadas conforme os locais de votação e organizadas para a retirada. A zona eleitoral reúne 40,7 mil eleitores de Estrela, Bom Retiro do Sul, Colinas e Fazenda Vilanova. Outras 25 urnas ficam disponíveis para contingência. Na região de Encantado, 520 mesários trabalham em 130 seções. A chefe do cartório, Luciana Gheno, considera que a quantidade de cargos pode ampliar o tempo diante da urna. “O que o eleitor não pode esquecer é a colinha. O ideal é vir de casa pronto para agilizar a


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ORDEM NA URNA Deputado federal Quatro números Deputado estadual Cinco números Senador, primeira escolha Três números Senador, segunda escolha Três números e candidato diferente do primeiro Governador Dois números Presidente Dois números

ANTES DE VOTAR Documento Levar documento oficial com foto. O título eleitoral não é obrigatório. Colinha Anotar em papel os números dos seis candidatos. O celular não pode ser usado na cabine. Local Conferir o município, o local e a seção eleitoral antes de sair de casa. Horário A votação ocorre das 8h às 17h. Quem estiver na fila no horário de encerramento poderá votar. Dúvidas WhatsApp do TRE-RS: (51) 2312-2015, com atendimento automatizado durante 24 horas.

votação”, reforça. A 125ª Zona Eleitoral, com sede em Teutônia, convocou 500 mesários. Desses, 460 participaram dos treinamentos, adesão de 92%. O chefe do cartório, Décio Röwer, observa que, nos municípios menores, as equipes costumam permanecer juntas durante várias eleições. “Os mesários conhecem os eleitores e também criam vínculos de amizade entre eles. Muitos permanecem por bastante tempo, em especial os presidentes das mesas.”

O que cada representante faz Deputados estaduais elaboram as leis estaduais, analisam o orçamento do RS e fiscalizam as ações do governador, dos secretários e a aplicação do dinheiro público. Também podem apresentar emendas ao orçamento e participar de comissões de investigação. Deputados federais votam leis nacionais, fiscalizam o Executivo, pedem alterações no orçamento da União e propostas de mudança na Constituição. Também direcionam emendas para obras,

SANDRO FERRARI CHEFE DO CARTÓRIO DE ESTRELA

O eleitor precisa saber em quem vai votar, levar a colinha anotada, ter um documento com foto e saber onde fica a sua seção. serviços e programas nos estados e municípios. Valmir Veliato espera que essa atuação alcance áreas próximas da vida da população. “A saúde é importante para nós. Trabalho no hospital. O deputado precisa buscar recursos e projetos para ajudar no atendimento da população”, cobra. O eleitor José Márcio Ferreira considera que a escolha precisa observar essa capacidade de representação. “Um deputado representa o Estado ou a região. O importante é votar em quem conheça e esteja próximo da região.”

Voto proporcional em lista A eleição para deputado estadual e federal não funciona como a disputa para governador, presidente ou senador. Para os cargos executivos e para o Senado, vencem os candidatos mais votados. Para os deputados, vigora o sistema proporcional de lista aberta. Nesse modelo, os votos dados aos candidatos e à legenda ajudam a formar o total do partido ou da federação. Esse resultado define quantas cadeiras cada grupo conquista. Depois, as vagas são ocupadas pelos candidatos mais votados dentro da própria lista, desde que cumpram as exigências mínimas da legislação. Isso significa que a votação de um candidato também ajuda os demais da mesma legenda. O eleitor pode votar diretamente em um nome ou apenas no partido. O voto de legenda entra no cálculo das vagas, embora não determine qual candidato ocupará a cadeira. O sistema também não reserva uma vaga para cada região. Todo o RS forma uma única

PELA REGIÃO 21ª Zona, Estrela 40.761 eleitores | 135 seções 29ª Zona, Lajeado 94.403 eleitores | 321 seções 56ª Zona, Taquari e Tabaí 23.446 eleitores | 82 seções 67ª Zona, Encantado 35.076 eleitores | 130 seções 93ª Zona, Venâncio Aires 62.824 eleitores | 206 seções 104ª Zona, Arroio do Meio 28.030 eleitores | 102 seções

circunscrição na eleição para deputado. Portanto, não existe uma cadeira garantida ao Vale do Taquari. Neste ano, 542 candidaturas disputam as 55 vagas da Assembleia Legislativa, média próxima de dez por cadeira. Para a Câmara dos Deputados, são 458 candidaturas para as 31 posições destinadas ao RS, quase 15 concorrentes por vaga.

Duas escolhas para oito anos Já no Senado, o parlamentar também participa da elaboração das leis nacionais, mas tem atribuições exclusivas. Entre elas estão analisar indicações para tribunais superiores e outros

125ª Zona, Teutônia 39.204 eleitores | 125 seções 145ª Zona, Arvorezinha 22.833 eleitores | 79 seções

TOTAL REGIONAL 39 municípios

346.577 eleitores

1.180 seções

órgãos, autorizar determinadas operações financeiras e julgar autoridades em processos de responsabilidade. Cada estado tem três senadores. O mandato dura oito anos, mas a renovação não ocorre de uma só vez. Em uma eleição, cada estado escolhe um senador. Quatro anos depois, elege dois. Em 2026, serão renovados dois terços do Senado. Por isso, o eleitor gaúcho terá dois votos para o cargo. Os dois candidatos mais votados assumem as cadeiras, acompanhados dos suplentes. A renovação parcial permite que o Senado mantenha parte de seus integrantes a cada eleição. Enquanto 54 das 81 cadeiras serão disputadas neste ano, os 27 senadores eleitos em 2022 permanecem até 2031.


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ENTREVISTA

“Temos que saber nos “Bato muito na tecla comunicar com quem que nossos sistemas de entende como funciona o rio” alerta e monitoramento FABIANO DIEHL • Candidato a deputado estadual

Estreante em eleições, o candidato a deputado estadual Fabiano Diehl (União Brasil) se apresenta como “homem do tempo” e tem como bandeira principal as melhorias no combate e prevenção contra catástrofes climáticas RODRIGO GALLAS

Jhon Willian Tedeschi

jhontedeschi@grupoahora.net.br

VALE DO TAQUARI

A

vanços no monitoramento climático contra catástrofes, um novo modelo de concessões rodoviárias com o fim da Empresa Gaúcha de Rodovias (EGR), políticas de crédito para fortalecer o agronegócio e investimentos em infraestrutura logística. São as pautas que defende o candidato a deputado estadual Fabiano Diehl (União Brasil). Diehl participou da sabatina no projeto “Pensar Eleições – Desperta Vale do Taquari”, dentro do programa Conexão Regional, na Rádio A Hora 102.9, nessa sexta-feira, 25. A série de entre-

vistas apresenta os concorrentes vinculados à região para cadeiras na Câmara dos Deputados e Assembleia Legislativa. Entre as iniciativas prioritárias do candidato estão melhorar os sistemas de alerta para enchentes, trabalhar pela dragagem do Rio Taquari e indenizar todas as famílias que perderam suas casas nas enchentes. Ele cita que são mais de 2,2 mil famílias que ainda não receberam indenizações ou casas, e moram em contêineres ou são beneficiadas pelo aluguel social. Nesse sentido, Diehl entende que são necessárias formas mais efetivas de se comunicar com a população. Para o desenvolvimento da região, o candidato defende maior acesso ao crédito para o produtor

Com forte atuação nas redes sociais, Diehl tem como pauta principal a resiliência climática

rural. Além disso, ele menciona o estímulo às agroindústrias como um fator que pode fazer o agricultor permanecer no campo. Outro dos temas que desafiam a sociedade, de acordo com Diehl, é o fortalecimento da mão de obra. Ele propõe que jovens e pessoas com mais de 60 anos sejam preparados ao mercado de trabalho, assim como pessoas atendidas por programas sociais. Sobre infraestrutura, ele reforça que a representatividade oferta à região uma ferramenta de cobrança mais próxima do centro das decisões, e que as obras de logística podem demorar mais que o projetado, caso não haja uma fiscalização mais forte.

não funcionam”

A Hora: Qual o seu posicionamento sobre o atual modelo de concessão e o debate em cima dessa pauta? Fabiano Diehl: Quero deixar claro: eleito deputado estadual, minha primeira ação na Assembleia Legislativa será extinguir a EGR. É uma empresa pública que cobra pedágio e não entrega obras. Acredito que essa modelagem de pedágio do estado está falida. Teríamos que estar com o projeto pronto das duplicações. E hoje não temos dinheiro da EGR nem para consertar a ponte sobre o Rio Guaporé (na ERS-129, entre Encantado e Muçum). Pode ter pedágio, mas em uma modelagem que entregue serviço à comunidade, ao motorista. E se tiver pedágio, que eles dividam regiões, não municípios e comunidades. AH: O que fazer para ajudar a solucionar o impasse da falta de mão de obra? Diehl: Hoje nós vivemos com uma das menores taxas de desemprego da história do Brasil, com 5,3%. Então, milagre não existe. Temos que buscar onde está essa mão de obra. Na minha opinião, são quatro eixos que precisamos trabalhar. Um é o projeto do primeiro emprego, trazer essa meninada de 14 anos para o mercado de trabalho. Outro público é da chamada melhor idade, com mais de 60 anos. Muita gente se aposentou mas ainda está em condições de trabalhar, então temos que incentivar essas pessoas a voltar ao mercado. O terceiro eixo é o público do Bolsa Família, identificar nesse grupo quem realmente tem condições e qualificá-los. O quarto ponto é um problema de saúde pública. Quantas pessoas não estão afastadas do mercado de trabalho ou trabalhando com dificuldades,

e não produzem o o que poderiam? AH: No que é possível contribuir para que o agronegócio se mantenha forte no Vale? Diehl: Passamos por uma crise muito grande, principalmente na questão da proteína animal, que afetou várias cooperativas da região. O caminho é incentivar que esses produtores tenham o mínimo de condições para permanecer no campo. Te diria que metade disso é o crédito. Se não tivermos uma política pública de crédito para que eles possam ficar no interior de forma produtiva, teremos uma debandada muito grande. Também vejo a necessidade de fomentar a criação de pequenos polos de agroindústrias. AH: Como a resiliência climática e a preparação para catástrofes entram no teu planejamento? Diehl: Bato muito na tecla que nossos sistemas de alerta e monitoramento não funcionam. Precisamos muito desse investimento. Também, toda vez que chove forte, nossa população ainda tem muito medo. Temos que saber como nos comunicar com a dona Maria e o seu João, visitar as comunidades e falar com as pessoas ribeirinhas, com quem entende como funciona o rio. A tecnologia é importante, mas precisamos fazer uma mescla.

A tecnologia é importante, mas precisamos fazer uma mescla.”


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Fim de semana, 26 e 27 de setembro de 2026 GABRIEL SANTOS

NOVO PRAZO

EGR avalia danos causados pela cheia na ponte da ERS-129 Enchente danificou andaimes e trouxe detritos ao canteiro da obra. Novo cronograma será definido após inspeção técnica Matheus Giovanella Laste matheuslaste@grupoahora.net.br

REGIÃO ALTA

A

Empresa Gaúcha de Rodovias (EGR) executou nesse sextafeira, 25, uma uma avaliação técnica na ponte sobre o Rio Guaporé, no km 82 da ERS-

129, entre Encantado e Muçum, para verificar se a enchente desta semana causou danos ao pilar que está em recuperação. Segundo o presidente da EGR, Luiz Fernando Vanacôr, as equipes só conseguiram acessar o canteiro de obras na tarde de quinta-feira, 24, quando o nível do rio permitiu a aproximação. No local, foram constatados danos principalmente nos andaimes, além do acúmulo de galhos, troncos e outros detritos trazidos pela correnteza, que atingiram a estrutura provisória da obra. Durante a sexta-feira, os trabalhadores fizeram a limpeza da área e a reorganização do

PREFEITURA MUNICIPAL DE ARROIO DO MEIO

AVISO DE LICITAÇÃO CHAMAMENTO PÚBLICO Nº 003/2026: Comunicamos aos interessados, que realizará procedimento de PRÉ-QUALIFICAÇÃO DE PRODUTOS DE MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO, ELÉTRICA, HIDRÁULICA E FERRAMENTAS. O edital está disponível no site: www.arroiodomeiors.com.br, no menu link Licitações. Maiores informações podem ser obtidas junto ao Setor de Licitações da Prefeitura de Arroio do Meio (RS), pelo e-mail: licitacao@arroiodomeiors.com.br. Arroio do Meio, 26 de setembro de 2026. Sidnei Eckert - Prefeito Municipal

PREFEITURA MUNICIPAL DE ARROIO DO MEIO

AVISO DE LICITAÇÃO PREGÃO ELETRÔNICO Nº 049/2026: Registro de preços para aquisição de kits de saúde bucal. ABERTURA: 09.10.2026. HORÁRIO: 08 horas. PREGÃO ELETRÔNICO Nº 050/2026: Aquisição de equipamentos de convalescença. ABERTURA: 13.10.2026. HORÁRIO: 08 horas. Os editais estão disponíveis no site: www.arroiodomeiors.com.br, no menu link Licitações. Maiores informações podem ser obtidas junto ao Setor de Licitações da Prefeitura de Arroio do Meio (RS), pelo e-mail: licitacao@arroiodomeiors.com.br. Arroio do Meio, 26 de setembro de 2026. Sidnei Eckert - Prefeito Municipal

canteiro para que os engenheiros pudessem concluir a inspeção e definir um novo cronograma dos serviços. Até o momento, não há confirmação de danos estruturais no pilar em construção. A recuperação da ponte é executada pelo Consórcio CGJB Rio Guaporé, formado pela Construtora Giovanella e pela JB Participações Societárias, com investimento de R$ 4,9 milhões. Os trabalhos começaram em 12 de agosto e já haviam atingido cerca de 50% de execução, com o escoramento concluído e parte da concretagem realizada. A ponte foi totalmente interditada em 24 de julho, após a identificação de uma grave rachadura e do comprometimento estrutural de um dos pilares. O tráfego para veículos leves foi liberado em 3 de setembro, enquanto a recuperação definitiva da estrutura segue em andamento. A previsão inicial apontava conclusão até 30 de

Previsão de conclusão do restauro era para 30 de setembro. Após os impactos, uma nova data será definida. AMARILDO BALDASSO PREFEITO DE MUÇUM

Precisamos que a conclusão siga como prioridade e que a EGR apresente uma previsão atualizada assim que tiver condições de fazê-lo”. setembro, mas o prazo será revisado em razão dos impactos provocados pela cheia. Para o prefeito de Muçum, Amarildo Baldasso, a liberação da ponte para pedestres e veículos leves foi um avanço importante

para a rotina da comunidade. “Agora, nossa expectativa é pela conclusão da obra e pela liberação também para os veículos pesados, fundamentais para o transporte da produção e para as empresas de Muçum”, afirma. O prefeito reconhece que as condições do tempo afetaram o andamento da obra, mas defende que a conclusão siga como prioridade. “Estamos cientes, especialmente diante das chuvas e a elevação do rio, que isso interferiu no andamento da obra. Ainda assim, precisamos que a conclusão siga como prioridade e que a EGR apresente uma previsão atualizada assim que tiver condições de fazê-lo. Vamos continuar acompanhando os trabalhos e cobrando agilidade no ritmo da obra”, conclui.


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SUCESSÃO FAMILIAR

ACI-E promove evento sobre longevidade dos negócios FOTOS DIVULGAÇÃO

Quinta edição do “Feitas para Durar” reúne empresários e especialista em governança para discutir sucessão e longevidade dos negócios. Matheus Giovanella Laste mateuslaste@grupoahora.net.br

Alexandre Heineck, da Docile

Magda Geyer Ehlers, psicóloga e fundadora do Instituto Sucessor

Marina Fontana, da Helena Fontana Doces e Salgados

operacional e econômica. Em seguida, Magda mediará um painel com os empresários Alexandre Heineck, da Docile, e Marina Fontana, da Helena Fontana Doces e Salgados, que compartilharão experiências sobre a trajetória de suas empresas. Ao final do painel, será servido um coffee break voltado ao networking.

Segundo a integrante da AJEV e do grupo de trabalho do evento, Luana Sfoglia, a iniciativa busca discutir além da longevidade cronológica das marcas. “Não estamos falando apenas de tempo. Falamos de pessoas, de relacionamento, de capacidade de se adaptar, de tomar decisões e, principalmente, de construir um

negócio que faça sentido também para quem vem depois”, afirma. Para ela, durar envolve a capacidade de adaptação e a construção de um negócio com propósito para as próximas gerações. A empreendedora destaca ainda a preocupação em reunir painelistas com diferentes perfis para abordar a sucessão de forma prática. “Temos uma preocupação muito grande em trazer diferentes realidades para essa conversa, desde empresas pequenas e médias até grandes empresas que já passaram por diferentes gerações”, explica. Conforme Luana, a sucessão familiar exige preparação contínua e inclusão. “Ela não acontece de um dia para o outro. Precisa de tempo, diálogo, inclusão e pertencimento. A ideia é provocar conversas e trazer para a realidade de quem está empreendendo hoje a pergunta: o que uma empresa realmente precisa para ser feita para durar?”, reflete.

ENCANTADO

A

Associação Comercial e Industrial de Encantado (ACI-E), por meio do Núcleo da Associação de Jovens Empreendedores do Vale (Ajev), promove no dia 8 de outubro a quinta edição do evento Feitas para Durar. O encontro ocorre a partir das 19h, no auditório da Sede Sicredi Região dos

Vales (3º andar), em Encantado, e aborda a sucessão familiar e a sustentabilidade dos negócios ao longo das gerações. A programação será dividida em dois momentos. A abertura terá uma palestra com a fundadora do Instituto Sucessor, Magda Geyer Ehlers, sobre governança, família empresária e sustentabilidade

Ingressos Os ingressos para o primeiro lote estão disponíveis a R$ 40,00 para associados da ACI-E (com opção de inclusão na mensalidade) e R$ 60,00 para não associados até dia 27/09. As aquisições podem ser feitas diretamente pelo link de inscrição do evento disponível nas redes sociais da ACI-E.


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BUSCA POR SEGURADORAS

Renovação de seguro para motos mais que dobra FILIPE FALEIRO

Participação passa de 18% para 37% em um ano. Para 59% dos clientes, preço mais acessível seria o principal estímulo à contratação Filipe Faleiro

filipe@grupoahora.net.br

PAÍS

A

s renovações de seguros para motocicletas passaram de 18% para 37% das cotações em 12 meses. No mesmo período, a participação dos novos contratos recuou de 82% para 63%. Os dados integram o novo Mapa de Seguros da Serasa. O movimento também aparece entre os automóveis. As renovações avançaram de 47% para 53%, enquanto as cotações destinadas a novos contratos diminuíram de 53% para 47%.

Estados do Sul correspondem a 8,7% dos seguros contratados por motociclistas no país

Gerente executivo de Seguros da Serasa, Rodolfo Brandão relaciona o resultado ao amadurecimento do mercado entre os motociclistas. “Depois de um período de forte entrada de novos consumidores, as renovações passaram a ocupar mais espaço. Isso pode indicar que parte desse público está

incorporando a proteção à rotina de cuidados com o veículo.”

Crescimento mais gradual As motocicletas também aumentaram a participação no conjunto das cotações

de seguros para veículos. O percentual passou de 41% para 44% em um ano. Segundo Brandão, o resultado indica a continuidade da procura por proteção para veículos de duas rodas, mas em um ritmo inferior ao observado na etapa inicial da expansão. Os perfis de quem procura seguro para carros e motocicletas apresentam diferenças de idade, estado civil e renda. Entre as cotações para automóveis, os homens representam 60,8%. Nesse grupo, 62,8% são casados. A faixa etária com maior participação está entre 36 e 45 anos, com 28,5%. Nas motocicletas, os homens correspondem a 63,4% das cotações, mas o público solteiro predomina. Consumidores entre 26 e 45 anos concentram 53,8% da procura.

Participação da Região Sul O Sudeste permanece como principal mercado para seguros de automóveis, mas perdeu participação. A região passou de 67,4% para 58% das cotações em um ano.

Números da pesquisa Motocicletas Renovações: De 18% para 37% Contratos novos: De 82% para 63% Perfil 63,4% são homens 53,8% têm entre 26 e 45 anos Solteiros são maioria Automóveis Renovações: De 47% para 53% Contratos novos: De 53% para 47% Perfil 60,8% são homens Entre eles, 62,8% são casados A faixa de 36 a 45 anos concentra 28,5%

Entre as motocicletas, o Nordeste ocupa a primeira posição, com 44,8%. No levantamento referente a agosto, proprietários da Região Sul responderam por 9,4% das cotações de seguro para carros e por 8,7% das consultas relacionadas às motos.


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BR-386

GABRIEL SANTOS

Construção de viaduto depende de autorização da ANTT Administração projeta início da construção em 2030, mas ViaSul afirma que a interconexão ainda está em análise na revisão quinquenal da concessão

Gabriel Santos

gabriel@grupoahora.net.br

MARQUES DE SOUZA

A

construção do novo viaduto no quilômetro 326 da BR-386, em Marques de Souza, segue como uma das principais reivindicações

do município e voltou ao centro das discussões após a enchente desta semana. Na segunda-feira, 21, entre 100 e 120 milímetros de chuva alagaram a via lateral que contorna o viaduto e a ponte sobre o Arroio Tigrinho, deixando a cidade cerca de 12 horas sem seu principal acesso. O bloqueio obrigou motoristas a percorrer quilômetros adicionais para realizar o retorno pela própria rodovia. O acesso é utilizado diariamente por aproximadamente 3 mil veículos e também atende moradores de Travesseiro, Nova Bréscia e Coqueiro Baixo. Segundo o prefeito Fábio Mertz, a construção do novo viaduto é o maior entrave logístico de Marques de Souza. Conforme ele, existe uma tratativa com a CCR ViaSul para que a obra seja executada a partir de 2030, dentro do próximo pacote de investimen-

Bloqueio no começo da semana obrigou motoristas a percorrerem quilômetros adicionais para fazer o retorno pela própria rodovia

tos previsto entre 2030 e 2033. “Estamos tratando desta obra há muito tempo”, disse. O projeto foi aprovado em audiência pública promovida pela ANTT, em novembro de 2025, na Univates, em Lajeado, e tem orçamento estimado em R$ 100 milhões.

Estamos tratando desta obra há muito tempo” FÁBIO MERTZ

Análise da obra Em nota, a ViaSul, empresa da Motiva, informou que o pedido de implantação da interconexão no quilômetro 326 foi incluído na proposta de Revisão Quinquenal do contrato de concessão e aprovada em audiência pública. A concessionária destaca, po-

PREFEITO DE MARQUES DE SOUZA

rém, que o processo ainda está em tramitação junto à ANTT e que a intervenção não foi formalmente incorporada ao contrato. Por isso, segundo a empresa, ainda não há definição sobre cronograma para elaboração dos projetos nem para o início das obras.


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Jardim Botânico sedia Festival da Primavera neste sábado Evento gratuito começa às 14h e terá apresentações musicais, oficina de biodança e atividades para a comunidade

Programação se estende ao longo da tarde em um dos principais destinos turísticos da cidade

LAJEADO

O

Jardim Botânico de Lajeado recebe neste sábado, 26, o Festival da Primavera. A programação começa às 14h e é promovida pela prefeitura, por meio da Secretaria do Meio Ambiente, Saneamento, Sustentabilidade e Bem-Estar Animal. O evento é gratuito e aberto à comunidade. Entre as atrações estão apresentações da Banda da Escola Municipal de Ensino Fundamental Francisco Oscar Karnal e da Orquestra Sinodal Conventos, além de uma oficina de biodan-

ça. Também haverá estandes e exposições voltados à educação ambiental, saúde, cultura, segurança e meio ambiente. A programação inclui exposição de abelhas nativas, ações do

Programa Lixo Certo, animais taxidermizados da Patram, orientações de saúde e testes rápidos. O público também poderá participar de atividades da Biblioteca Pública, sobre trânsito e o Pacto Lajea-

do pela Paz, partidas de xadrez e ações de adoção de animais. O Corpo de Bombeiros Militar de Lajeado, a Unidade Parceiros Voluntários e o grupo Manos da Pesca também participam do evento. A primeira apresentação ocorre às 14h30min, seguida pela Orquestra Sinodal Conventos, às 15h15min. A oficina de biodança está prevista para as 16h30min. A coordenadora do JBL, Karla Puntel, destaca que o evento é um momento especial para celebrar a natureza, a chegada da primavera e a cultura. “O Festival de Primavera foi pensado para celebrar a chegada da nova estação e, ao mesmo tempo, valorizar o Jardim Botânico como um espaço de

convivência, lazer e contato com a natureza. A programação reúne atividades para toda a comunidade, incentivando as pessoas a conhecerem e aproveitarem o espaço”, pontua.

Orientações Os participantes podem levar alimentos, cadeiras e chimarrão. Não haverá comercialização de alimentos no local. A entrada de animais domésticos e bolas esportivas não será permitida. Em caso de chuva, o evento será cancelado. A decisão será tomada pela organização no sábado e divulgada nas redes sociais da administração municipal e da Secretaria do Meio Ambiente. O Festival também marca os 31 anos do Jardim Botânico de Lajeado, completados em 18 de setembro. Com 32 hectares, o espaço conta com trilhas, coleções botânicas e áreas sensoriais. No local funciona ainda o Horto Florestal, que produz cerca de 20 mil mudas de árvores e plantas por ano para ações de reflorestamento e recuperação de áreas degradadas.


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Rodeio artístico reúne 48 duplas DIVULGAÇÃO

Terceira edição do evento promovido pelo CTG Bento Gonçalves ocorre neste fim de semana e reúne entidades de nove municípios Ezequiel Neitzke ezequiel@grupoahora.net.br

LAJEADO

O Rodeio busca reunir diferentes gerações do movimento tradicionalista em um fim de semana de competição e integração

município de Lajeado recebe neste fim de semana o 3º Rodeio Artístico do CTG Bento Gonçalves, evento que integra o calendário da 24ª Região Tradicionalista (24ª RT). A programação reúne representantes de diferentes municípios em disputas de

Danças Gaúchas de Salão e Danças Tradicionais, em categorias que vão da Pré-Mirim à Veterana. As atividades começam no sábado, 26, no Bairro Jardim do Cedro, na sede do CTG Bento Gonçalves, com as competições de Danças Gaúchas de Salão. As apresentações iniciam às 8h, com intervalo para almoço ao meio-dia e retomada às 13h. Ao todo, são 48 duplas inscritas. A categoria Mirim concentra 14 duplas, mesmo número da Adulta. A Juvenil terá 11 duplas, a Veterana cinco e a Pré-Mirim quatro. Entre as entidades participantes estão representantes de Teutônia, Encantado, Arroio do Meio, Lajeado, Cruzeiro do Sul, Vera Cruz, Santa Cruz do Sul, Venâncio Aires, Rio Pardo e Campinas do Sul. Na categoria Pré-Mirim, participam o CTG Rincão das Coxilhas, de Teutônia; GAN Anita Garibaldi e CTG Giuseppe Garibaldi, de Encantado; CTG Querência do Arroio do Meio; e CTG Tropilha Farrapa, de Lajeado. A categoria Mirim conta com CTG Rincão das Coxilhas, CTG Pagos de São Rafael, CTG Candeeiro da Amizade, CTG Tropilha Farrapa, CTG Giuseppe Garibaldi, CTG Tropeiros da Amizade, CTG Querência do Arroio do Meio, além do CTG Erva

Mate, GF Essência da Tradição e DTG Piazito da Tradição, de Venâncio Aires. Na Juvenil, estão confirmados CTG Candeeiro da Amizade, CTG Lanceiros de Santa Cruz, CTG Tropeiros da Amizade, CTG Giuseppe Garibaldi, CTG Rincão das Coxilhas, CTG Rodeio da Saudade, CTG Erva Mate e GF Essência da Tradição. A Adulta terá CTG Tropilha Farrapa, DTG Piazito da Tradição, CTG Rodeio da Querência, GAN Anita Garibaldi e CTG Giuseppe Garibaldi. Já a Veterana reúne o CTG Querência do Arroio do Meio e o CTG Lanceiros de Santa Cruz.

Danças Tradicionais No domingo, 27, a programação será transferida para a Associação de Moradores do Bairro Jardim do Cedro. A abertura oficial ocorre às 9h, seguida das apresentações de Danças Tradicionais. O intervalo para almoço será ao meio-dia, com retorno das atividades às 13h. A programação também conta com serviço de copa e cozinha para participantes e público. No sábado, o almoço será servido na sede do CTG Bento Gonçalves, com massa com molho, maionese e dois pedaços de galeto, pelo valor de R$ 25. As reservas podem ser feitas com Carine pelo WhatsApp (51) 99749-5366.


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RISCO À SAÚDE

Município registra sete ocorrências de escorpiões desde o ano passado Todos os registros foram identificados no Centro. Vigilância Ambiental orienta população sobre prevenção e cuidados para evitar acidentes Cicero Copello

redacao@grupoahora.net.br

LAJEADO

A

Vigilância Ambiental de Lajeado acompanha registros de escorpiões no município e reforça orientações para prevenir acidentes. Entre maio de 2025 e setembro de 2026, foram identificadas sete ocorrências, todas no Centro. Até o momento, não houve registro de pessoas picadas. Os animais encontrados foram identificados como escorpião -amarelo (Tityus serrulatus). Em 2025, houve dois registros. Um

deles ocorreu em uma boca de lobo na rua Pinheiro Machado, enquanto o outro foi localizado no banheiro de um estabelecimento comercial. Neste ano, foram identificados outros cinco exemplares no mesmo estabelecimento, sendo três em julho e dois em setembro. Após as ocorrências, as equipes fizeram visitas no entorno dos locais onde os animais foram encontrados e orientam moradores e responsáveis por imóveis sobre prevenção e manejo ambiental. Também são feitas buscas no período noturno, quando os escorpiões apresentam maior atividade, com uso de lanternas ultravioleta e equipamentos específicos. A Vigilância Ambiental não utiliza inseticidas como estratégia de controle. Conforme orientação do Ministério da Saúde, a prioridade é a captura dos animais, além do manejo ambiental e da prevenção. Segundo o município, os pro-

Equipes fizeram visitas no entorno dos locais onde os animais foram encontrados

dutos químicos não têm eficácia comprovada para o controle dos escorpiões e podem desalojá-los dos esconderijos, aumentando o risco de acidentes. A orientação é manter pátios e depósitos organizados, retirar entulhos e materiais sem uso, manter o lixo em recipientes fechados

e vedar frestas e aberturas. Roupas, toalhas e calçados devem ser examinados e sacudidos antes do uso. Camas e berços devem ficar afastados das paredes. Ao trabalhar no jardim ou manusear pedras, madeira e entulhos, é recomendado utilizar calçados fechados e luvas.

Ao encontrar um escorpião, a orientação é não tentar capturá-lo. A ocorrência pode ser comunicada à Vigilância Ambiental pelo telefone (51) 3982-1216. Em caso de picada, o local deve ser lavado com água e sabão e a pessoa precisa procurar atendimento médico imediatamente.


A HORA | 25

Fim de semana, 26 e 27 de setembro de 2026

Lisi Costa

Leila Franz

Lente Social

Formação concluída em Portugal

Empresários na Itália Os empresários Jaqueline Kerber e Géferson Locatelli participaram, entre terça e sexta-feira desta semana, da Marmo+Mac, na cidade de Verona, na Itália. Eles foram a convite do fornecedor de máquinas Rexfort, de Bento Gonçalves, que os inscreveu, e foram aprovados pela organização da feira como buyers brasileiros. É a maior feira internacional do setor e ocorre anualmente, com o objetivo de buscar tendências, tecnologias e novos materiais para agregar ao portfólio e ter acesso ao que há de mais moderno no mundo.

Caroline e Martin Hahn na papelaria Itoya de 12 andares

Jaqueline e Géferson

Gabriela na certificação

A coach e mentora Gabriela Jacinto Fell concluiu a formação internacional em Liderança e Gestão de Projetos com IA pela LAIOB-ISCTE. A formação ocorreu de 6 a 17 de setembro, em Lisboa, Portugal. Gabriela ainda foi escolhida oradora da turma pela direção da faculdade. O treinamento complementa o seu trabalho trazendo ferramentas ágeis, o papel do líder e com o uso consciente e estratégico da IA para gerar resultados nas equipes e organizações.

Grupo de brasileiros que integraram a visitação

Conhecimento e inovação no Japão Quem também está circulando pelo mundo em busca de conhecimento e inovação são os empresários Martin e Carolina Hahn. Pai e filha estão participando de uma Missão Empresarial no Japão, a Digital Explorer Expedition organizada pelo Sindilojas de Porto Alegre. O grupo conta com 27 pessoas, entre gaúchos e paulistas, com cinco dias de imersão. Entre as atividades, os integrantes participarão de visitas técnicas e dias de experiências a players selecionados dentro do pilar de inovação, tecnologia, tradição e entretenimento.


26 | A HORA PALAVRAS CRUZADAS DIRETAS

www.coquetel.com.br

© Revistas COQUETEL Insipidez (fig.)

Sons emitidos pelo porco e pelo javali

Ave mais Estilo de rápida do pintura de mundo unhas

Fim de semana, 26 e 27 de setembro de 2026

O terceiro planeta Olaf do Sistema Solar Scholz a partir Substância que do Sol entorpece; droga

Erva-mate

Publicações Legais

Premiar (?) Marino, país Exibo; ostento Pessoa de mesmo nome que outra (bras.)

Identifica, controla e armazena dados nos celulares

Sufixo que indica inflamação (Gram.) (?) Cooper, cantor de heavy metal dos EUA

Contração comum em atletas

(?) das Rocas, reserva biológica Rebuliço Oliver Dench, ator britânico

Desviar a atenção; distrair

(?) é: expressão de concordância

Atividades esportivas

Deus do Sol (Mit.) Sequencial

O princípio do prazer, segundo Freud

Titânio (símbolo)

O Amazonas, pela sua extensão (bras.)

Líquido utilizado em nebulizações

"(?) Censura", programa de TV Lacônica

50, em romanos Amplo, em inglês Penhoar

Imediatamente; agora mesmo

Temperatura muito baixa (fig.)

Francês (abrev.) Feitio Poema grego

BANCO

(?)-vivant: indivíduo bemhumorado

Afeto profundo; devoção Interjeição típica do Rio Grande do Sul

Homem, em inglês

3/bon — man — ode. 5/alice — broad. 9/narcótico. 11/francesinha.

Grande ousadia Município do RJ dito como a Cidade do Aço, devido à CSN

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Solução G I T C F R A N C E S I N HA L A U R E A R S A N L N X A R A R C C H I P A L I C E C Ã I B R A A T O L O D E N T R E T ER P O I S I D I D M E S S IN T E TI C A R A Ã I I O A D E S P O R T O S L O B E I I G E O L R A R R O J O F O R MA I I A M O R O N N A M A D B A H V O L T A R E D ON D A 23/09 - 22/10

Virgem: Negociações avançam, mas investimentos exigem atenção. Organize recursos e pense no futuro.

23/10 - 21/11

23/07 - 22/08

Leão: Resolva pendências financeiras com diálogo e clareza. Franqueza e receptividade favorecerão acordos.

22/11 - 21/12

21/06 - 22/07

Câncer: Amplie horizontes com viagens e novos contatos. Conversas familiares trarão proximidade e leveza.

Sagitário: Amigos e grupos movimentam o dia. Troque ideias, forme alianças e depois aproveite o descanso.

22/12 - 19/01

21/05 - 20/06

Gêmeos: Mostre seus talentos e aproveite apoios para projetos. Estratégia ajudará na carreira e no amor.

Escorpião: Encerre pendências. Amor, criatividade e momentos tranquilos ajudarão a renovar.

Capricórnio: Decisões profissionais ganham força. Resolva pendências e esclareça mal-entendidos.

20/01 - 18/02

20/04 - 20/05

Touro: Organize pendências e divida responsabilidades. Amigos e mudanças de ambiente trarão leveza.

Libra: Novos objetivos ganham forma. Resolva tarefas, reveja gastos e fortaleça vínculos e contatos.

Aquário: Viagens, cursos e novos contatos podem abrir caminhos. Organize o orçamento antes de avançar.

19/02 - 20/03

21/03 a 19/04

Áries: Desacelere e fortaleça-se. Relações ficarão mais claras, com novos encontros e oportunidades surgindo.

23/08 - 22/09

HORÓSCOPO

Peixes: Conversas sobre dinheiro e intimidade pedem sinceridade. Evite impulsos e mantenhja a calma.

(51) 3710-4200


A HORA | 27

Fim de semana, 26 e 27 de setembro de 2026

Publicações Legais

(51) 3710-4200

Agradecimento de um ano de falecimento

Gilberto Bruno Bauer †26/09/2025 Com saudade, mas com o coração grato a Deus pelo tempo que tivemos juntos, nós, esposa Ivani, filhos Ana, Liane e Samuel, genros Jairo e Maicol, nora Solange e netos Alisson, Gustavo, Letícia, Bernardo e Arthur, agradecemos de coração a todos os amigos e irmãos em Cristo do Senhor Gilberto, que sempre nos ampararam com orações, palavras e carinho durante este ano difícil.Nosso agradecimento especial ao Pastor Erno e à querida comunidade da Igreja Evangélica Luterana de Conventos, que esteve conosco na despedida e continua nos acolhendo com tanto amor. Com gratidão, Família de Gilberto Bruno Bauer


28 | A HORA

Fim de semana, 26 e 27 de setembro de 2026

MARCOS FRANK

ARTIGO

UMAS & OUTRAS CARLOS MARTINI Administrador

E

CIRCULANDO POR AÍ

u não tenho nada contra candidatos ditos “forâneos” que buscam colher uns votos por aqui, em função de meritórias contribuições efetivamente realizadas, sejam de pequeno, médio ou grande envergadura. De uma forma ou de outra, em maior ou menor escala, voltaram seus olhos também para o Vale do Taquari e tem seus méritos a serem reconhecidos. Administradores públicos sabem quem agiu botando uma mão na roda ou acrescentando um tijolo a mais na construção, às vezes até de forma bastante discreta, para a consolidação de importantes iniciativas que vão desde uma retroescavadeira para ampliar serviços urbanos e rurais, passando por relevantes recursos destinados para pavimentações de estradas, hospitais e saúde pública em geral, equipamentos destinados à segurança pública e bombeiros em particular, melhorias em estruturas de ensino, ou em benefício de determinadas corporações, chegando a participações nas decisões para rápidas recuperações de infraestruturas

seriamente prejudicadas e atingindo até novas e ainda mais relevantes para o futuro, tipo a Ponte dos Vales. Que esses colham o justo fruto de seu trabalho.

SEU VOTO VALE: VOTE VALE! Mas, porém, todavia, contudo e sobretudo, é preciso reconhecer que a região precisa voltar a ter uma sólida representatividade própria nos ambientes políticos e decisórios dos legislativos estadual e federal, além dos executivos. E muitos bons candidatos também existem por aqui mesmo, nos mais diferentes rincões e segmentos político-partidários. De um jeito ou de outro o sol nasce para todos: Voto Vale, Vote Vale!

NA ÚLTIMA HORA Não sei vocês, mas eu não deixo para escolher meus candidatos aos 44 minutos do segundo tempo, sujeito a influência de algum eventual factoide criado ou narra-

tiva surgida de última hora. Há meses já defini em quem votar para presidente, governador, dois senadores, deputado federal e estadual. Eventuais turbulências, bem comum de surgirem nessas épocas de reta final, não me afetam muito. Confesso que dá uma certa dorzinha no peito ao ter que descartar alguns na hora “H”, no caso de clicar na urna os números para deputados estaduais e federais, mas tem que selecionar apenas um. Ossos do ofício! Tomara que outros eleitores escolham alguns que tive que descartar e que esses também se elejam, mesmo que na condição de suplentes, que já é um bom caminho andado.

NO PRIVADO Em respeito aos leitores e ao próprio meio de comunicação é claro que não vou citar nenhum nome nesse espaço. No privado até vai e sem dar umas de “influencer” de ocasião, coisa tão comum hoje em dia, muitas vezes até bem remunerada. Cada cidadão é soberano em seu livre arbítrio, que faça bom uso dele.

DE METÁFORAS E METAM FORAS Todo bom filme ou romance escrevinhado, por mais sério ou divertido que seja, incluiu em seu enredo uma ou várias boas metáforas mais ou menos explícitas e inclusive usando o recurso da semiótica (confiram no Google...). Nada de novo nisso, a metodologia vem de tempos bíblicos e as

modernas ferramentas seguem aprimorando o antigo processo de entalhar símbolos e caracteres em ferro, pedra bruta ou barro seco. Uma dessas metáforas pode voltar à memória no atual momento “jurídico-planaltino” e suas correlações intra-muros com outros poderes constituídos,

refletida no filme Um Estranho no Ninho, produzido por volta de mil novecentos e lá me esqueço. Não sei vocês, mas eu tenho a “leve” impressão que o dito cujo Poder (Real) Estabelecido vai tratar de trucidar determinados mensageiros estranhos no ninho para deletar suas mensagens.

SAIDEIRA LIVRE PENSAR Vassoura nova varre melhor, mas só depois de aprender onde tem que limpar”. (Autoria incerta)

CINE BRASIL APRESENTA Estado Democrático de Direito (duplo com) Quem Ganhar, Leva?

Nôna pro nôno: - Se tu tivesse que escolher alguém prá ficar numa ilha deserta, quem tu escolheria? - Você! - Ai que lindo, só nós dois juntos! - Peraí, mas eu teria que ficar também???

Médico Neurocirurgião

O absurdo nosso de cada dia

S

e Franz Kafka tivesse nascido no Brasil, seu livro mais famoso “A Metamorfose”não seria uma tragédia existencial, seria apenas uma terça-feira comum. Imagine a cena: Gregor Samsa acorda certa manhã, após sonhos intranquilos, e percebe que seu corpo se transformou em um inseto monstruoso. Desesperado, ele olha para o relógio e lembra que precisa bater ponto às oito. Ele tenta ligar para o chefe, mas a ligação cai. Arrasta-se até o ponto de ônibus, onde o motorista finge não vê-lo e passa direto. Quando finalmente consegue pegar um transporte clandestino, descobre que o aplicativo do banco bloqueou sua conta por “atividade suspeita”. Para resolver há apenas uma solução, ele precisa ir até a agência física levar uma cópia autenticada do seu RG , mas como fazer isso sendo uma barata gigante? O Teatro do Absurdo europeu precisou de duas guerras mundiais para entender que a existência humana não faz sentido. O Brasil não teve guerras, mas não podemos dizer que nos tenha faltado sofrimento. Albert Camus escreveu sobre o famoso mito de Sisifo, o homem condenado pelos deuses a empurrar uma pedra até o topo de uma montanha, apenas para vê-la rolar de volta, repetindo o processo infinitamente. Camus via nisso o auge da futilidade e da falta de sentido da existência humana, mas o que será que ele diria se precisasse pegar o metrô na Linha Vermelha de São Paulo às seis da tarde, ficar na fila no INSS para provar que está vivo ou atualizar um aplicativo do governo que exibe a temida mensagem: “Erro inesperado. Tente novamente mais tarde”. O Sísifo brasileiro empurra a pedra sorrindo, porque sabe que se deixar a pedra cair, a conta com certeza cairá também para ele. Ainda falando de Camus, em seu livro O Estrangeiro, o personagem Meursault é condenado à morte não exatamente pelo crime que cometeu, mas porque não chorou no enterro da mãe. No Brasil, o absurdo opera na lógica inversa. Nós rimos no enterro, fazemos piada com a tragédia e criamos memes na velocidade da luz enquanto o país, metaforicamente ou literalmente, afunda. A indiferença inquietante de Meursault diante do mundo, pareceria quase amadorismo perto do cidadão que escuta o rádio do carro falando de desvios de bilhões no INSS enquanto observa se não será assaltado por motoqueiros e desvia do olhar do pedinte miserável. Ele pensa quase distraído, ao menos parou de chover. Samuel Beckett nos deu “Esperando Godot”, uma peça inteira sobre dois homens que esperam por alguém que nunca chega. No cenário nacional, Godot é a promessa de que chegará um presidente salvador e então o imposto vai baixar, a corrupção vai estancar e a desigualdade social se extinguirá. Nós somos os protagonistas de Beckett, mas com uma diferença crucial: em vez de lamentarmos o vazio da espera na beira de uma estrada deserta, nós arrastamos uma caixa de som, acendemos o carvão e fazemos um churrasco na calçada enquanto esperamos. Os clássicos da literatura precisavam criar cenários distópicos e baratas gigantes para chocar o leitor. O Brasil desbancou a literatura porque transformou o absurdo em instituição pacificada. Aqui, o surreal não está nos livros; está na ata da reunião de condomínio, na sentença, no protocolo de atendimento do telemarketing e no motorista que fura o sinal para não ser morto por fazer um movimento imprudente. Kafka, Camus e Beckett tentaram nos avisar sobre o colapso do sentido. Nós brasileiros apenas olhamos para eles, entregamos uma senha de atendimento amassada e dissemos: “O sistema tá fora do ar, patrão. Volte amanhã”.


A HORA | 29

Fim de semana, 26 e 27 de setembro de 2026

ÚLTIMO ATO

VINICIUS SCHUBERT

LAJEADENSE ENCERRA PARTICIPAÇÃO NA DIVISÃO DE ACESSO

Com apenas cinco pontos em 14 partidas, Alviazul disputa o último jogo da temporada contra a Apafut antes de iniciar o planejamento para a Terceira Divisão Caetano Pretto caetano@grupoahora.net.br

A

fase classificatória da Divisão de Acesso termina neste fim de semana com a disputa da 15ª e última rodada. Rebaixado com antecedência à terceira divisão estadual, o Lajeadense fecha a campanha contra a Apafut, fora de casa, em Caxias do Sul. O confronto ocorre no domingo, 27, às 15h, no campo do Sesi. A equipe foi rebaixada com duas rodadas de antecedência. Com apenas 5 pontos em 14 jogos disputados, chega à última rodada tentando pelo menos melhorar a pífia campanha. Diante da Apafut, que briga pela

classificação, Serginho Almeida deve rodar o time. Não conta com Vini Locatelli, suspenso. Para seu lugar, Júlio César deve voltar a ser opção. Não está descartado o uso de atletas que pouco atuaram na competição. O jogo será o último do clube em 2026. Depois, a preocupação já passa a ser a eleição do Conselho de Administração, ao fim do ano, e a consequente preparação para a terceira divisão de 2027. A 15ª rodada apontará os últimos classificados e a outra equipe que será rebaixada. Passo Fundo, Veranópolis, União Frederiquense e Esportivo já estão classificados. Brasil de Farroupilha, com 23 pontos, e

Santa Cruz, com 22, têm situação cômoda pela classificação. As últimas duas vagas são disputadas entre Brasil de Pelotas e Apafut, ambos com 21 pontos, e Aimoré, o primeiro time fora da zona de classificação, com 20. Pelotas, Guarani, Gaúcho e Bagé não tem mais o que fazer na competição. Não possuem condições de chegar na zona de classificação e também não podem ser rebaixados. Mais abaixo, o Dense já tem o futuro definido e jogará a terceirona em 2027. O outro rebaixado sai do confronto entre Gramadense x Glória, em Vacaria. Quem vencer se salva e empate rebaixa o Gramadense.

Lajeadense chega na última rodada com apenas uma vitória em 14 partidas


FOCO RADICAL

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Fim de semana, 26 e 27 de setembro de 2026

SETEMBRO AMARELO

CORRIDA VIRA SÍMBOLO DE UM NOVO COMEÇO Recuperada de um período de depressão, Ana Paula Purper encontrou nas corridas de rua uma forma de cuidar de si e superar desafios ARQUIVO PESSOAL

Ezequiel Neitzke ezequiel@grupoahora.net.br

LAJEADO

M

ais do que uma prova de corrida, o domingo será marcado por histórias de superação em Lajeado. A quarta etapa do Circuito dos Vales/Lucasa Construtora reúne mais de 2 mil atletas a partir das 8h, na Avenida Piraí. Entre eles, estará Ana Paula Purper, 32 anos. Para a assistente administrativa, percorrer alguns quilômetros representa muito mais do que completar um trajeto, é uma forma de celebrar uma nova fase da vida. Ana começou a correr em dezembro de 2025, depois de um período em que percebeu a necessidade de cuidar mais de si. Até então, mantinha uma rotina mais sedentária e buscava uma atividade que ajudasse a desacelerar a mente e sair da rotina. “Foi um período em que percebi que precisava cuidar mais de mim e buscar ajuda profissional. Comecei meu acompanhamento e, dentro desse processo, também fui procurando atividades que pudessem contribuir para eu me sentir melhor. A corrida acabou entrando nesse caminho”, relata.

Ana começou a correr em dezembro de 2025, depois de um período em que percebeu a necessidade de cuidar mais de si

Serão disputadas provas de corrida de 3, 5 e 10 quilômetros, além de caminhadas de 3 e 5 quilômetros. As provas kids, com percursos de 200 metros, 500 metros e 1 quilômetro, começam às 9h15min

O primeiro contato com uma prova ocorreu quase por acaso. Um vídeo nas redes sociais mostrava uma mulher contando que corria para desacelerar a mente. Ana decidiu experimentar e se inscreveu na Rústica de Natal, em Lajeado, em dezembro do ano passado. Eram apenas três quilômetros, mas a distância pareceu muito maior naquele momento. “Eu não tinha preparação nenhuma. Não

sabia muito bem o que estava fazendo. Foram os primeiros 33 minutos mais longos da minha vida. Teve muito suor, falta de ar, vontade de desistir e aqueles pensamentos de ‘o que eu estou fazendo aqui?’. Mas eu consegui terminar”, lembra. A chegada marcou uma mudança. Ao cruzar a linha final, veio a percepção de que era capaz de superar um desafio que, durante a prova, parecia grande demais. “Quando eu cruzei a linha de chegada, pensei: ‘eu consegui’. Pode parecer simples, eram só três quilômetros, mas para mim aquilo significou muito. Eu tinha passado boa parte da prova pensando que não ia conseguir e consegui.” A partir daquele momento, a corrida passou a fazer parte da rotina. Ana não busca tempos ou posições. Caminha durante as provas, respeita o próprio ritmo e encara cada participação como um desafio pessoal. “Eu não corro para ser rápida. Eu corro para aliviar”, resume.


A HORA | 31

Fim de semana, 26 e 27 de setembro de 2026

ANA PAULA PURPER

CORREDORA

Ninguém fica julgando quem está correndo mais rápido ou mais devagar. As pessoas incentivam, apoiam e comemoram umas pelas outras. Para quem está começando, isso faz muita diferença.”

Largadas ocorrem a partir das 8h, na avenida Piraí, no São Cristóvão

Um passo de cada vez A história de Ana ganha ainda mais significado durante o Setembro Amarelo, período dedicado à conscientização e à prevenção do suicídio e à valorização da saúde mental. Ela faz questão, porém, de destacar que a corrida não substitui o acompanhamento profissional. “A corrida entrou como parte de um processo maior de cuidado comigo mesma, que também envolveu acompanhamento profissional. Ela não substitui tratamento, mas se tornou uma atividade que me faz muito bem”, afirma. Depois da primeira prova, ela passou a acompanhar o Circuito dos Vales e decidiu participar de todas as etapas de 2026.

O ambiente encontrado nas corridas também contribuiu para que permanecesse no esporte. “Ninguém fica julgando quem está correndo mais rápido ou mais devagar. As pessoas incentivam, apoiam e comemoram umas pelas outras. Para quem está começando, isso faz muita diferença”, pontua. A mudança também ultrapassou os limites das pistas. Ana conta que passou a valorizar pequenas conquistas e a enxergar o próprio corpo de outra maneira. Hoje, cada linha de chegada representa uma vitória pessoal. “Quando eu vejo uma distância e penso ‘será que eu consigo?’, eu gosto de ir lá e descobrir. Talvez eu caminhe, talvez demore mais do que outras pessoas, mas eu vou tentando até chegar.” E há ainda um motivo especial

para continuar. O filho, de apenas três anos, começou a demonstrar interesse pelas corridas ao acompanhar a mãe. “Eu comecei a ser um estímulo para ele, e isso, para mim, foi uma das maiores vitórias que a corrida me trouxe.”

No domingo... Enquanto histórias como a de Ana se misturam entre os participantes, Lajeado se prepara para receber a quarta etapa do Circuito dos Vales/Lucasa Construtora. A largada ocorre às 8h deste domingo, 27, na Avenida Piraí, entre a sede administrativa do Sicredi Integração RS/MG e a Unimed VTRP. Serão disputadas provas de corrida de 3, 5 e 10 quilômetros, além de caminhadas de 3 e 5

quilômetros. As provas kids, com percursos de 200 metros, 500 metros e 1 quilômetro, começam às 9h15min. A entrega dos kits iniciou nessa sexta-feira, 25, e segue neste sábado, 26, das 9h às 15h, na Pedó Imóveis, na Rua Pedro Albino Müller, 400, no bairro Americano. No domingo, a entrega dos kits começa às 6h e termina às 7h15min. O aquecimento está previsto para as 7h30min, seguido pela abertura dos pelotões, às 7h45min. A largada das corridas ocorre às 8h e a caminhada, às 8h05min. Para Ana, independentemente da distância ou do ritmo, o principal é dar o primeiro passo. “Não precisa começar correndo 5 ou 10 quilômetros. Pode ser uma caminhada, uma pedalada ou qualquer atividade que faça

sentido para você. Não precisa ser rápido, não precisa ser perfeito. Às vezes, o mais importante é simplesmente começar e continuar.” A quinta e última etapa do Circuito dos Vales está marcada para 22 de novembro.

SOBRE A A ETAPA ETAPA SOBRE

2 MIL inscritos

AV. PIRAÍ

largada a partir das 8h


32 | A HORA

Fim de semana, 26 e 27 de setembro de 2026

COPA CERTEL/SICREDI

ÚLTIMA RODADA DEFINE CRUZAMENTOS DAS OITAVAS VISI AGÊNCIA

Disputas por classificação e mando de campo movimentam a rodada deste domingo nas categorias Principal e Aspirante

O QUE ESTÁ EM JOGO PRINCIPAL • Taquariense: vitória ou empate garantem a classificação. Se perder, precisa que dois dos quatro concorrentes – Cruzeiro, Minuano, Canabarrense e 11 Amigos não vençam.

Ezequiel Neitzke ezequiel@grupoahora.net.br

A

fase classificatória das categorias Principal e Aspirante da Copa Certel/Sicredi chega ao fim neste domingo, 27. A rodada será decisiva para definir os últimos classificados às oitavas de final e os cruzamentos da próxima fase. Além das vagas, algumas equipes ainda buscam terminar entre os oito primeiros para conquistar o direito de decidir a eliminatória em casa. Na categoria Principal, Gaúcho de Progresso, Boavistense, Poço das Antas, Estudiantes, Juventude de Westfália e Internacional disputam três vagas entre os oito melhores. A situação mais delicada é a do Boavistense. Sétimo colocado, com nove pontos, o time precisa torcer por derrotas de Poço das Antas e Estudiantes para manter a posição.

PRINCIPAL A rodada coloca seis equipes diretamente na briga pela classificação. Taquariense e Cruzeiro chegam em situação mais confortável e dependem de seus próprios resultados para avançar. O Taquariense, com quatro pontos e 140 pontos na disciplina, garante a classificação com vitória ou empate. Em caso de derrota, precisa torcer para que pelo menos dois dos quatro times que estão atrás na tabela não vençam. O Cruzeiro também soma quatro pontos, mas tem 190

• Cruzeiro: vitória ou empate classificam. Em caso de derrota, precisa que dois entre Minuano, Canabarrense e 11 Amigos não vençam. • Nova Berlim: de folga, depende de derrota do Minuano e empate entre Canabarrense e 11 Amigos.

pontos na disciplina. Vitória ou empate garantem a vaga. Se perder, precisa que dois dos três concorrentes que estão atrás não conquistem a vitória. Com três pontos, o Nova Berlim já completou os seis jogos e não entra em campo nesta rodada. A equipe se classifica se o Minuano perder e houver empate entre Canabarrense e 11 Amigos. O Minuano, também com três pontos, depende apenas de uma vitória para avançar. O empate mantém a equipe na disputa, mas exige uma combinação de resultados: empate entre Canabarrense e 11 Amigos, derrota do Taquariense e redução da diferença de 40 pontos na disciplina. O Canabarrense, com dois pontos, precisa vencer para se classificar. Empate ou derrota elimina a equipe. Já o 11 Amigos, com um ponto,

necessita vencer e torcer pela derrota do Minuano. Qualquer outro resultado elimina o clube.

ASPIRANTE Na categoria Aspirante, quatro equipes disputam duas vagas. 11 Amigos e Canabarrense somam quatro pontos, enquanto o Minuano tem três e o Gaúcho de Progresso, um. O Nova Berlim é o único eliminado. Com apenas um ponto, o time está de folga na rodada.

VETERANO Entre os veteranos, a rodada pode definir todos os classificados para as quartas de final. Para isso, o Picada Flor precisa vencer o 5 de Junho, enquanto o Projeto Guarani necessita superar o Concórdia.

Última rodada vai definir todos os cruzamentos eliminatórios da categoria principal e aspirante

• Minuano: vitória classifica. Empate exige combinação de resultados: empate entre Canabarrense e 11 Amigos, derrota do Taquariense e redução da diferença na disciplina. • Canabarrense: precisa vencer. Empate ou derrota eliminam. • 11 Amigos: precisa vencer e torcer pela derrota do Minuano. Empate ou derrota eliminam. ASPIRANTE 11 Amigos e Canabarrense, com quatro pontos, Minuano, com três, e Gaúcho de Progresso, com um, disputam duas vagas. Nova Berlim está eliminado.

A HORA TRANSMITE O Grupo A Hora acompanha a rodada com a transmissão de Estudiantes x Gaúcho de Teutônia. A partida começa às 14h e terá cobertura no YouTube do A Hora Esportes e na Rádio A Hora.


A HORA | 33

Fim de semana, 26 e 27 de setembro de 2026

ULTRAMARATONA

GILBERTO FERREIRA VIVE EMOÇÃO ÀS VÉSPERAS DA SPARTATHLON ARQUIVO PESSOAL

Atleta de Lajeado está na Grécia para disputar os 246 quilômetros entre Atenas e Esparta neste sábado Ezequiel Neitzke

ezequiel@grupoahora.net.br

O

Gilberto Ferreira está na Grécia para disputar neste sábado, 26, a Spartathlon, uma das provas de ultradistância mais desafiadoras do mundo

sonho construído há mais de um ano está a poucas horas de começar. O ultramaratonista de Lajeado, Gilberto Ferreira, está na Grécia para disputar neste sábado, 26, a Spartathlon, uma das provas de ultradistância mais desafiadoras do mundo. Serão 246 quilômetros entre Atenas e Esparta, com limite de 36 horas e pontos de corte ao longo do percurso. A chegada ao país, no dia 22, foi marcada pela emoção. Depois de meses de preparação, treinos de centenas de quilômetros e planejamento, Ferreira finalmente se viu diante do cenário que até então conhecia por vídeos e relatos. “É a realização de um sonho. Vir para um país totalmente diferente, que a gente nunca sonhava em estar aqui. É curtir cada momento, cada minuto, porque é uma sensação indescritível”, relata. A atmosfera da Spartathlon também já toma conta dos atletas. Competidores de diferentes países começam a se encontrar e compartilhar a ansiedade pela lar-

gada. Entre eles estão os brasileiros que participam da competição. “Só de estar aqui com os brasileiros já é gratificante demais.”

CORPO DESCANSADO Depois de meses de preparação intensa, Ferreira chega à Grécia na reta final do planejamento. Antes da Spartathlon, participou de uma prova de 24 horas em Toledo e do Desafio Gaúcho. O volume foi intensificado para a competição, mas as últimas duas semanas foram destinadas à recuperação. “Chegamos no final agora descansados. Nas últimas duas semanas, descansamos para chegar bem aqui e fazer uma boa prova.” Na Grécia, os treinos foram reduzidos a pequenas rodagens. A alimentação também exige atenção, já que a cultura gastronômica é diferente da brasileira. O atleta procura manter uma dieta próxima do que está acostumado e reforça a hidratação e a suplementação.

ESTRATÉGIA DEFINIDA Boa parte da estratégia está nas mãos do treinador Juliano Santiago, que acompanhará Ferreira durante a prova em um carro de apoio. Ritmo, alimentação, suplementação e os momentos para acelerar ou diminuir a velocidade já foram estudados. “Ele tem tudo

anotado em papel e vai passando as coordenadas para mim. Ele vai cuidar do meu ritmo, da distância que a gente está, quando posso aumentar um pouco a velocidade e quando é hora de diminuir.” A orientação também é não pensar nos 246 quilômetros de uma só vez. “A gente não pode pensar nos 246 quilômetros antes de concluir o primeiro, segundo e os 100 quilômetros. A gente vai calculando quilômetro por quilômetro.” O principal ponto de preocupação está entre os quilômetros 120 e 130, quando o percurso entra em uma região de montanha. O trecho deixa o asfalto, passa por trilhas e apresenta muita altimetria. Além do desgaste acumulado, a temperatura pode cair para 3ºC ou 4ºC durante a noite. “Ali é bem puxado. É muita altimetria, sobe muito, sai do asfalto e entra para trilhas. A temperatura começa a baixar. Isso preocupa bastante.”

MITOLOGIA GREGA A Spartathlon busca recriar o trajeto atribuído ao soldado grego Fidípedes, que teria percorrido a distância entre as duas cidades para pedir reforços antes da Batalha de Maratona. A chegada ocorre aos pés da estátua do Rei Leônidas, em Esparta. Para Ferreira, completar o percurso e tocar a estátua representa a concretização de um dos principais objetivos da carreira. “É uma prova que todos os ultramaratonistas almejam, é um sonho de todo ultra”, resume.


34 | A HORA

Fim de semana, 26 e 27 de setembro de 2026

por Luciane Ferreira

Visitas técnicas buscavam soluções para área rural A administração municipal de Encantado promovia visitas técnicas para aperfeiçoar as práticas na agricultura e pecuária locais.

Duas viagens, uma a Concórdia (SC) e outra a Não-Me-Toque, tiveram a finalidade de conhecer métodos de tratamento de dejetos

suínos. A intenção era criar uma estação de tratamento em Linha Argola (Encantado), que beneficiasse 20 suinocultores.

Grupo visitou propriedades em Concórdia e NãoMe-Toque

Passeata pela longevidade saudável Com balões brancos nas mãos, grupos de terceira idade participavam de uma caminhada pela longevidade saudável em Lajeado. Amor, carinho, respeito, valorização, dignidade e saúde eram os pedidos feitos por meio de cartazes. A ação foi organizada pelo Projeto Conviver, da Secretaria de Assistência Social, e integrava a programação do Mês do Idoso. Programação integrava ações pelo mês do idoso

Sábado é Dia Nacional dos Surdos

Santo do dia: São Cosme São Damião

Políticos anunciavam obras na Rota do Sol Autoridades locais e estaduais participaram da assinatura do contrato para início das obras na Rota do Sol, estrada de ligação entre Estrela e Teutônia. O trecho de 14,7 quilômetros deveria ser entregue em um prazo de 360 dias, conforme o edital de concorrência vencido pela construtora Camargo Correa.

Sistema moderno tinha alcance de até dois quilômetros

Cosuel apresentava equipamento contra incêndio

A Cooperativa dos Suinocultores de Encantado (Cosuel) apresentava a convidados especiais o novo sistema contra incêndio.


A HORA | 35

Fim de semana, 26 e 27 de setembro de 2026

HENRIQUE PEDERSINI

ROGÉRIO WINK

ARTIGO

Jornalista

Empreendedor e comunicador, apresentador do programa “O Meu Negócio”, da Rádio A Hora 102.9

Empresários entenderam. Hora da verdade Já os políticos… JHON WILLIAN TEDESCHI

H

É

capaz de não completar um time de futebol o número de prefeitos e vereadores do Vale que apoiam candidatos locais na disputa pelas 55 cadeiras da Assembleia Legislativa e 31 da Câmara dos Deputados, na eleição da próxima semana. Amarrados por emendas parlamentares ou nas conjuras políticas, gestores municipais e integrantes das câmaras defen-

dem candidaturas desconhecidas e que a representatividade é quase nula em relação aos nossos projetos. Coube à sociedade civil organizada entrar em campo e convocar o eleitor para aderir ao voto local. Nesta semana, a Câmara da Indústria e Comércio (CIC-VT) apresentou a campanha “Seu Voto, Nosso Vale”. O empresário, como de costume, foi mais sensato que o indivi-

dualista pensamento da maioria dos agentes públicos, que se entregaram em troca de recursos tão míseros perante o que produz a nossa região. Voz nos grandes debates. Os líderes associativos entenderam qual é o passo decisivo. Aos prefeitos e vereadores que viram as costas aos projetos de representação locais, pouco adiantará lamentar aos microfones a partir de janeiro.

Rotativo e educação na pauta Os projetos de financiamento dos R$ 100 milhões avançaram, mas engana-se quem imagina que a gaveta das polêmicas está vazia na câmara de Lajeado. E outubro chega com duas audiências públicas intensas no Legislativo. Um dos encontros trata da nova licitação sobre o estacionamento

rotativo. Associações, comunidade, vereadores, governo local e até a Stacione participarão do amplo debate sobre: valores, penalizações, formas de cobrança da tarifa, outorga e locais de área azul. Ainda em outubro, e também polêmica, ocorre a audiência referente ao pedido para cumprir

a lei federal e equiparar o plano de carreira dos monitores da educação com os professores da rede municipal. O pedido é que a prefeita, além dos secretários da Educação e Fazenda, detalhem os impactos previstos em R$ 27 milhões aos cofres públicos.

Bastidor da campanha eleitoral Por mais que não surpreenda, vale o registro. Alguns candidatos do Vale ficaram surpresos com a estrutura disponibilizada por algumas campanhas locais. E esperavam o que de diferente? É fato que todos têm o direito de concorrer, mas

habilitar-se para deputado estadual e federal não é lá a mais simples brincadeira! Os números finais de alguns postulantes vão exemplificar isso ainda em 4 de outubro. Neste contexto, teve quem olhou para as seguintes pautas: infraestru-

tura, turismo, indústria e comércio, resiliência e tremeu na base. “Não estou pronto para falar sobre isso”. Teve ainda quem alegou falta de agenda e abriu mão de apresentar suas propostas ao vivo e com a chance de ser confrontado.

á alguns anos, em uma viagem pela Europa, cheguei a uma cidade da Suíça num domingo à tarde. Depois de deixar as malas no hotel, saímos para caminhar e procurar um lugar para tomar uma boa cerveja. Era perto das três da tarde quando entramos em um pub. A casa estava cheia e barulhenta . Muita gente reunida, copos nas mesas e os olhos voltados para várias telas de televisão. Brasileiro que sou, pensei na hora: só pode ter jogo importante. Domingo à tarde, cerveja, casa cheia e gente olhando para a televisão. Para mim, a conta fechava: futebol. Fui me aproximando e constatei que não tinha bola rolando. Nas telas estava uma sessão do Parlamento suíço. O assunto era o orçamento público do próximo ano e decisões que teriam impacto na economia e, naturalmente, na vida e no bolso dos cidadãos. E o ambiente era quente. As pessoas acompanhavam, comentavam, concordavam, discordavam. Parecia torcida. Só que o que estava em jogo não eram três pontos na tabela. Era o dinheiro público. Nunca esqueci daquela cena. Não porque acredito que precisamos transformar cada sessão do Congresso brasileiro em programa obrigatório de domingo à Democracia tarde. Também não acho é justamente que vamos trocar tão cedo conviver com futebol por debate de orçamento dentro dos bares. escolhas e visões Mas aquela experiêndiferentes. Nas cia me fez pensar sobre uma coisa muito simples: podemos elevar a quanto conhecemos sobre qualidade dessas aquilo que o poder público escolhas” faz com o dinheiro que sai do nosso bolso? Agora, em outubro, chegou novamente a hora da verdade. O eleitor brasileiro vai às urnas escolher presidente, governador, senadores, deputados federais e estaduais. São funções diferentes, com responsabilidades diferentes, mas todas com capacidade de interferir diretamente na nossa vida. É fácil reclamar do imposto, da estrada, da segurança, da saúde, da educação, dos juros, da burocracia ou da qualidade dos serviços públicos que são entregues à população. Mais difícil é dedicar algum tempo para entender quem decide sobre tudo isso, quais são as responsabilidades de cada cargo em disputa. Antes de escolher, vale fazer algumas perguntas simples. O que esse candidato efetivamente propõe? O que cabe ao cargo que ele pretende ocupar? De onde sairão os recursos para aquilo que promete? Quais resultados já entregou? E, principalmente: aquilo que está sendo prometido é possível de ser realizado? Não precisamos concordar uns com os outros. Democracia é justamente conviver com escolhas e visões diferentes. Mas podemos elevar a qualidade dessas escolhas. Naquele dia, uma coisa me deixou curioso. Perguntei aos suíços por que uma sessão do Parlamento acontecia justamente num domingo à tarde. A resposta: porque era um dos melhores momentos para a população acompanhar. A maioria das pessoas não estava trabalhando e poderia assistir aos debates e entender o que estava sendo decidido. Talvez nunca vejamos um pub brasileiro lotado num domingo à tarde para assistir a uma discussão sobre orçamento e destino do dinheiro público. No dia 4 de outubro, o dono do jogo entra em campo. É o eleitor. A hora da verdade está aí.


Fim de semana, 26 e 27 de setembro de 2026 MÍN: 15º | MÁX: 31º

Fechamento da edição: 18h

O tempo permanece firme em grande parte do dia. No decorrer do período, a nebulosidade aumenta com a aproximação de instabilidades sobre o RS e não se descarta alguma pancada de chuva.

Corrida para cuidar da mente

ARQUIVO/FOCO RADICAL

CIRCUITO DOS VALES / LUCASA

Mais de dois mil inscritos participam da quarta etapa, neste domingo, em Lajeado. Com largada na avenida Piraí, a corrida reforça a importância da atividade física, do convívio e do cuidado com a saúde mental, em sintonia com o Setembro Amarelo PÁGINAS | 30 e 31

GABRIEL SANTOS

Após água baixar, EGR avalia danos em obra da 129 Reconstrução de pilares pode sofrer atrasos Equipes conseguiram acessar o canteiro de obras somente na tarde dessa quinta-feira, 24. No local, foram constatados danos principalmente nos andaimes, além do acúmulo de galhos, tron-

cos e outros detritos trazidos pela correnteza, que atingiram a estrutura provisória da obra. Ponte entre Muçum e Encantado opera no formato pare-siga desde o início do mês. PÁ G I N A | 14

FRASE DA EDIÇÃO

‘‘

Teutônia vive um novo momento, com empresas fazendo investimentos e com uma procura maior por espaços. Faz sentido colocar patrimônio sem uso em circulação.” Valdir José Griebeler, secretário de Turismo e Desenvolvimento Econômico de Teutônia

OPINIÃO | RODRIGO MARTINI

Em busca de votos dos mais experientes Pessoas com 70 anos ou mais representam 76% dos eleitores facultativos e desafio é atrair este público às urnas.

OPINIÃO | VINI BILHAR

Trajetória de 31 anos no mercado Responsável pelas unidades da Zé Pneus na região avalia expansão da empresa e momento do setor automotivo.


A HORA | 26 SETEMBRO DE 2026

Nem todo resultado alterado é doença Valores fora da referência podem ter diferentes explicações e não devem ser interpretados de forma isolada. Sintomas, histórico de saúde, medicamentos, alimentação, hidratação e outros exames ajudam a compreender o que os números indicam


Mais do que cuidar, fortalecer caminhos para independência Apae Lajeado atua há quase 55 anos na defesa de direitos e busca ampliar as possibilidades de participação de pessoas com deficiência na educação, na comunidade e no mercado de trabalho O Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência, celebrado em 21 de setembro, chama atenção para uma pauta que vai além da acessibilidade: o direito ao exercício pleno da cidadania e ao acesso a direitos e oportunidades. A discussão ganha dimensão diante do número de cidadãos que vivem com alguma deficiência. No estado, eram cerca de 771 mil habitantes com 2 anos ou mais nessa condição em 2022, o equivalente a 7,2% da população nessa faixa etária, segundo o IBGE. Em Lajeado, a Apae atua há quase 55 anos nesta frente. Diretora da instituição, Ana Paula Rech afirma que o trabalho desenvolvido com mais de 522 pessoas atendidas tem como base a autonomia, a dignidade e a qualidade de vida, respeitando as particularidades. “Deficiência é permanente, mas, com estímulos, adaptações e um trabalho especializado, é possível desenvolver habilidades e ampliar as possibilidades de cada pessoa. O atendimento terapêutico adequado, o olhar individualizado

NÚMERO DE ATENDIMENTOS Escola de Educação Especial:

138

alunos

Clínica de Saúde:

334

pessoas com deficiência em atendimento Grupo de Convivência:

50 2

cidadãos atendidos

PAULO CARDOSO

Quero que meu filho tenha os mesmos direitos que qualquer pessoa e possa realizar seus sonhos e objetivos. Estarei ao lado dele, apoiando cada escolha” Dienifer Vasconcelos mãe do Heitor

e uma escolarização adaptada fazem diferença nesse processo”, afirma. O cuidado pode começar ainda nos primeiros meses de vida, com o atendimento de bebês na clínica, e acompanhar diferentes fases do desenvolvimento. Na outra ponta, estão os grupos de convivência formados por jovens e adultos fora da idade de escolarização obrigatória. A instituição atende pessoas com deficiência intelectual, múltipla e com transtorno do espectro autista, com ações que envolvem educação, reabilitação, convivência e garantia de direitos

Individualidade O cuidado parte de uma premissa simples: cada pessoa tem seu próprio jeito de se desenvolver, aprender e construir. Por isso, comparar trajetórias pode deixar de lado características, necessidades e ritmos que são únicos. Esse olhar aparece no acompanhamento próximo dos professores, nas atividades adaptadas e nos estímulos que ajudam os cidadão a lidar com diferentes situações da vida em comunidade. “A proposta é ampliar possibilidades e enfrentar barreiras que ainda limitam a participação social”, destaca.

Heitor Vasconcelos, oito anos, frequenta a Apae Lajeado desde o primeiro mês de vida

Deficiência é permanente, mas, com estímulos, adaptações e um trabalho especializado, é possível desenvolver habilidades e ampliar as possibilidades de cada pessoa” Ana Paula Rech diretora

Desde o primeiro mês Aos oito anos, Heitor Vasconcelos cresce cercado de estímulos, cuidado e novas experiências na Apae. O

diagnóstico de síndrome de Down veio ainda na segunda ecografia durante a gestação e, desde o primeiro mês de vida, ele recebe acompanhamento na instituição. Para a mãe, Dienifer Vasconcelos, o acompanhamento antecipado foi essencial para o desenvolvimento do filho. A partir de 2023, Heitor começou as aulas da educação regular e vem avançando no processo de aprendizagem e na convivência com outras crianças. Fora da sala de aula, ele gosta de festas de aniversário e ir a parques. Dienifer conta que, muitas vezes, encontra ambientes acolhedores, onde crianças e adultos demonstram carinho e naturalidade em relação com o filho. Mas nem todas as experiências são assim. A mãe relata que o estudante já foi alvo de discriminação, mostrando que, além das barreiras físicas, ainda existem obstáculos relacionados à forma como a sociedade enxerga a deficiência. Os números ajudam a

dimensionar essa realidade. Entre janeiro e agosto de 2026, o Portal de Dados da Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos registrou mais de 100 mil denúncias de violações contra pessoas com deficiência, que resultaram em quase 700 mil casos no período. Para o futuro de Heitor, Dienifer deseja que as oportunidades não sejam limitadas pelo diagnóstico. “Quero que meu filho tenha os mesmos direitos que qualquer pessoa e possa realizar seus sonhos e objetivos. Estarei ao lado dele, apoiando cada escolha”, afirma.

Luta que continua A ampliação de políticas públicas e a criação de mecanismos de proteção de direitos contribuíram para reduzir barreiras e ampliar oportunidades. O Estatuto da Pessoa com Deficiência, por exemplo, consolidou direitos relacionados à igualdade, à acessibilidade e à participação social. Para Ana Paula, porém, os avanços não significam que a luta chegou ao fim. A defesa de direitos precisa acompanhar as mudanças da sociedade e, sobretudo, criar condições para que as pessoas possam ocupar diferentes espaços. “A inclusão não termina na estrutura. Ela passa pela maneira como as pessoas são recebidas, tratadas e reconhecidas no cotidiano”, conclui.


ENVATO

Liberação miofascial é uma técnica utilizada para reduzir tensões e favorecer a mobilidade muscular

a administrar o desgaste acumulado e a manter o rendimento ao longo da temporada.

Sinais de atenção

Recovery esportivo não é exclusividade de atletas profissionais Estratégias como a liberação miofascial e a compressão pneumática podem auxiliar na recuperação após o exercício, com abordagens definidas conforme a modalidade, a intensidade e os objetivos de cada pessoa

O

treino impõe ao organismo uma sequência de estímulos que não se encerra ao deixar a academia, a pista ou o campo. Nas horas seguintes, entram em ação processos fisiológicos ligados à reparação muscular, à reposição energética e à adapta-

ção ao esforço. Para auxiliar nesse processo, o recovery esportivo reúne estratégias e técnicas que ajudam o corpo a lidar com os efeitos do exercício. A fisioterapeuta Maria Eduarda Müller (CREFITO 392831-F) explica que, mais do que proporcionar uma sensação momentânea de alívio, a abordagem deve integrar uma estratégia individualizada. Considerando fatores de risco, rotina de treinos, características da modalidade e objetivos de quem se exercita. “O mais importante é entender que o recovery não é apenas ‘relaxar o músculo’ ou tratar uma dor pontual”, afirma a especialista. Na fisioterapia, diferentes recursos podem ser utilizados conforme as características e necessidades de cada paciente. Entre eles estão as botas de compressão pneumática, o ultrassom

e os lasers terapêuticos, além de técnicas de liberação miofascial manual ou instrumental.

Para quem é indicado O recovery não deve ser encarado como recurso exclusivo de atletas. Ele pode integrar a rotina de qualquer pessoa que pratique exercício físico. Segundo a especialista, para amadores essas estratégias podem contribuir para uma experiência mais confortável, favorecer a mobilidade e aprimorar a qualidade dos movimentos. Entre atletas profissionais, a estratégia ganha relevância diante da frequência de treinos, competições e do curto intervalo entre uma atividade e outra. Nesse contexto, o cuidado após o exercício integra a preparação, ajudando

Os alertas podem aparecer de diferentes formas: fadiga que persiste além do esperado, redução da mobilidade, lesões recorrentes, queda no rendimento ou dores musculares e articulares que não desaparecem ou passam a acontecer com frequência. Segundo Maria Eduarda, a dor persistente muitas vezes surge apenas em uma etapa mais avançada desse processo. Antes dela, o organismo pode apresentar outros indícios de que algo não está bem, que nem sempre são percebidos ou recebem a devida atenção. A observação merece ainda mais cuidado quando essas manifestações continuam mesmo diante de uma rotina adequada, com períodos de descanso, progressão gradual das cargas, sono de qualidade, alimentação e hidratação compatíveis com o nível de atividade. “O ponto central é distinguir o desconforto esperado após o exercício de uma manifestação que merece investigação. Nem sempre insistir na atividade representa avanço. Em determinadas situações, respeitar o intervalo necessário para que o organismo se adapte ao esforço também faz parte da evolução”, ressalta.

Papel da equipe Para fisioterapeuta, o cuidado com quem pratica esporte também passa pela atuação integrada de diferentes profissionais. A organização da carga de treinamento, a alimentação, o descanso e as estratégias de recovery fazem

Abordagem deve integrar uma estratégia individualizada. Considerando fatores de risco, rotina de treinos, características da modalidade e objetivos de quem se exercita” Maria Eduarda Müller fisioterapeuta

parte de um mesmo processo e não devem ser analisados de maneira isolada. “O trabalho em conjunto entre profissionais faz toda a diferença: o educador físico na organização e acompanhamento dos treinos, o nutricionista com o plano alimentar e o fisioterapeuta na prevenção, recuperação e cuidado com o movimento”, explica. A integração permite olhar para diferentes aspectos envolvidos na prática esportiva, em vez de concentrar a atenção em uma única queixa ou etapa do processo. “Nós, profissionais da área da saúde, buscamos cada vez mais trabalhar em conjunto, porque é essa visão global que permite cuidar da pessoa como um todo e não apenas de uma parte do processo. No final, o objetivo é o mesmo: que ela consiga treinar, evoluir e praticar o esporte com saúde, qualidade de vida e por muito mais tempo”, conclui.

3


Resultado alterado nem sempre representa o diagnóstico Valores fora da referência podem ter diferentes explicações e precisam ser analisados em conjunto com sintomas, histórico e outros resultados antes de indicar uma enfermidade

R

eceber um exame e encontrar um número acima ou abaixo do valor de referência costuma provocar uma reação quase automática: procurar na internet o que aquilo significa. Dependendo da busca, porém, uma alteração laboratorial pode rapidamente deixar de ser um dado a ser investigado e se transformar, aos olhos do paciente, em um diagnóstico. Foi o que aconteceu com uma mulher atendida no laboratório Biosofia, segundo relato da biomédica e proprietária Raquel Birck. Na ocasião, a cidadã recebeu um resultado de sódio elevado e passou a temer que estivesse com câncer. Antes de conversar com um profissional, recorreu à internet em busca de uma explicação. De acordo com a especialista, outros elementos da história, como baixa ingestão de água, febre e um quadro viral recente, ajudavam a explicar a alteração.

4

A avaliação médica apontou a necessidade de hidratação, e não a doença que havia preocupado a paciente. O episódio ilustra um cenário cada vez mais comum: o acesso aos próprios resultados se tornou rápido, mas isso não significa que sua interpretação seja simples. Um laudo reúne informações que precisam ser analisadas dentro do contexto de cada pessoa. “Resultado pode ajudar a investigar uma suspeita, acompanhar uma condição ou avaliar a resposta a um tratamento, mas não deve ser confundido automaticamente com um diagnóstico”, ressalta.

Não é sinônimo de doença Os valores de referência permitem comparar determinado resultado com parâmetros estabelecidos para aquele exame. Estar acima ou abaixo dessa faixa, porém, não significa, isoladamente, que exista uma doença. Da mesma forma, um resultado dentro do intervalo esperado não garante, sozinho, que tudo esteja bem. A interpretação depende de uma série de fatores. Idade, sexo, histórico de saúde, medicamentos, sintomas, alimentação, hidratação, atividade física e condições recentes podem interferir na leitura de determinados marcadores. O significado de uma alteração também varia conforme

Em números 2,53 bilhões de exames em um ano

10%

foi o crescimento no volume de exames laboratoriais realizados no Brasil em 2024, em relação ao ano anterior.

2,53 bilhões

de exames foram realizados no país ao longo de 2024.

1,34 bilhão foram realizados pelo SUS.

1,19 bilhão foram realizados na saúde suplementar.

Fonte: Associação Brasileira de Medicina Diagnóstica

o exame e a razão pela qual ele foi solicitado. Raquel chama atenção para esse aspecto ao explicar que uma alteração pode ter diferentes interpretações conforme o conjunto de informações disponível. Uma alteração nos níveis de glicose, por exemplo, pode estar relacionada à alimentação, ao período de

Histórico, sintomas e outros dados ajudam a compreender o que aquele resultado realmente significa

jejum ou a outras condições e, isoladamente, não permite estabelecer uma causa específica. A biomédica cita a hemoglobina glicada e, em situações específicas, o teste de tolerância à glicose como parte de uma avaliação mais ampla. “Um exame responde a uma pergunta específica, e não substitui a avaliação do paciente como um todo”, salienta.

Quando é preciso repetir Receber a indicação de repetir um teste também pode causar

estranhamento. Diante de um resultado fora do esperado, é comum imaginar que houve erro na coleta ou que a alteração confirma alguma doença. Na prática, a decisão de repetir ou complementar a investigação depende do que foi encontrado e do contexto clínico. Um resultado inesperado pode levar à solicitação de uma nova coleta, de outro marcador ou de um exame diferente. “Isso não significa necessariamente que o primeiro teste tenha falhado. Ele pode ter cumprido justamente sua função ao apontar que havia algo que merecia uma análise mais detalhada”, salienta.


FOTOS: PAULO CARDOSO

O que pode influenciar um resultado?

Um exame responde a uma pergunta específica, e não substitui a avaliação do paciente como um todo.” Raquel Birck biomédica

Os exames também não fornecem todos o mesmo tipo de informação. Alguns refletem uma condição naquele momento; outros permitem avaliar alterações acumuladas ao longo de determinado período. Há ainda situações em que diferentes marcadores precisam ser analisados em conjunto para que o resultado faça sentido.

Quantidade de requisições Em 2024, o Brasil realizou mais de 2,53 bilhões de exames laboratoriais, alta de 10% em relação aos 2,3 bilhões registrados no ano anterior, segundo a Associação Brasileira de Medicina Diagnóstica. Do total, 1,34 bilhão foram realizados pelo SUS e 1,19

bilhão pela saúde suplementar. O avanço no volume de exames também reforça uma questão importante: ter mais resultados disponíveis não significa, necessariamente, ter mais respostas. A utilidade de um exame depende da pergunta que se pretende responder e de como aquele dado será interpretado. Raquel afirma que, em sua avaliação profissional, “não é o quanto mais, melhor”. Para ela, a escolha deve considerar o perfil de cada pessoa, seu histórico e aquilo que realmente precisa ser acompanhado. Mais testes também significam mais resultados para interpretar. Quanto maior o número de exames realizados, maior a possibilidade de aparecer alguma alteração que exija investigação adicional, mesmo quando ela não

• Jejum • Hidratação • Medicamentos • Alimentação • Atividade física • Infecções recentes • Histórico de saúde

representa uma doença relevante. “O chamado check-up não deveria ser encarado como uma lista fixa de exames válida para todo mundo. A necessidade de investigação depende de características individuais, fatores de risco, sintomas e do objetivo da avaliação”, reforça.

Antes da coleta Outro aspecto frequentemente esquecido é que as condições

anteriores à coleta podem interferir em determinados resultados. O jejum é um exemplo. A biomédica alerta para situações em que a pessoa permanece muitas horas sem comer ou deixa de ingerir água durante o período que antecede o procedimento. Segundo ela, essas condições podem interferir em determinados resultados. Não existe, porém, uma única orientação válida para todos os testes e pacientes. Pessoas com diabetes, idosos e enfermos que utilizam determinados medicamentos podem receber orientações específicas. Por isso, a preparação não deve ser definida com base em experiências anteriores ou em informações encontradas na internet. O ideal é seguir as instruções fornecidas pelo serviço de saúde ou pelo profissional responsável pela solicitação.

Valores de referência ajudam a orientar a leitura dos exames, mas não funcionam como uma fronteira absoluta entre saúde e doença

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Ana Paula Dexheimer - CRN2 4544

Especialista em Nutrição Funcional | Terapeuta Ayurveda

Seu intestino está realmente saudável?

V

ocê já ouviu alguém dizer que uma pessoa está “enfezada” quando está muito irritada ou mal-humorada? A palavra é antiga e, em seu sentido original, está relacionada a fezes. Ao longo do tempo, passou também a ser usada popularmente para descrever alguém zangado, irritado, de mau humor. Curiosamente, hoje a ciência nos mostra que a aproximação entre intestino e humor não é tão absurda quanto poderia parecer. Isso não significa que constipação seja a causa do mau humor ou que tratar o intestino resolva problemas emocionais. A relação é muito mais complexa. Mas sabemos que intestino e cérebro mantêm uma comunicação permanente e bidirecional, o chamado eixo intestino-cérebro. E essa é apenas uma das razões pelas quais olhar para o intestino somente pela pergunta “você evacua todos os dias?” é insuficiente. Existe um ecossistema dentro de você. O intestino abriga um verdadeiro ecossistema formado por trilhões de microrganismos. Esse conjunto, chamado microbiota intestinal, interage com nossa alimentação, sistema imunológico, metabolismo e

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sistema nervoso. E aqui está uma curiosidade importante: quando você come, não alimenta apenas o seu corpo. Alimenta também suas bactérias. Parte das fibras presentes em vegetais, frutas, leguminosas, sementes e cereais integrais chega ao intestino e pode ser fermentada pela microbiota. Nesse processo são produzidas substâncias como os ácidos graxos de cadeia curta. Entre eles está o butirato, importante fonte de energia

para as células do cólon e relacionado à manutenção da barreira intestinal. Por isso, para o intestino, variedade importa. Seu intestino precisa ser permeável. Muito se fala atualmente em “intestino permeável”, quase sempre como se qualquer permeabilidade fosse uma doença. Não é assim. A barreira intestinal precisa ser seletivamente permeável para que nutrientes sejam absorvidos. Ao mesmo tempo,

deve controlar a passagem de microrganismos e outras substâncias presentes no interior do intestino. Quando os mecanismos que regulam essa barreira estão comprometidos, pode ocorrer aumento da permeabilidade intestinal, fenômeno estudado em diferentes condições gastrointestinais, metabólicas e inflamatórias. Mas gases, cansaço ou distensão abdominal isoladamente não permitem diagnosticar “intestino permeável”. É preciso avaliar o contexto. Seu intestino funciona. Mas funciona bem? Evacuar todos os dias não significa necessariamente que tudo esteja perfeito. Na prática clínica, observo aspecto e consistência das fezes, esforço ou urgência para evacuar, sensação de esvaziamento incompleto, gases excessivos, distensão abdominal, azia, refluxo, dor, digestão difícil e desconfortos depois das refeições. Também investigo sono, energia, estresse, comportamento alimentar, medicamentos e variedade da alimentação. Isso porque o intestino não trabalha isoladamente. A estrada entre intestino e cérebro tem duas mãos. O eixo intestino-cérebro envolve vias nervosas — entre elas o nervo vago —, sistema imunológico, hormônios e metabólitos produzidos pela microbiota. Nós conhecemos bem uma direção dessa conversa: ansiedade pode provocar diarreia; estresse pode alterar o ritmo intestinal; uma situação de medo pode causar o famoso “frio na barriga”.

Hoje sabemos que a comunicação acontece também no sentido contrário: o ambiente intestinal participa dos sinais que chegam ao sistema nervoso. Isso não significa reduzir ansiedade, depressão ou alterações de humor ao intestino. São condições multifatoriais. Significa reconhecer que cérebro e intestino fazem parte de uma rede fisiológica interligada. Talvez a nossa antiga palavra “enfezado” seja, portanto, uma maneira curiosa de começar uma conversa muito atual sobre saúde. E o Ayurveda já colocava a digestão no centro. Esse conhecimento moderno cria um diálogo interessante com o Ayurveda, sistema tradicional de saúde que há milhares de anos atribui grande importância à capacidade digestiva. Um de seus conceitos fundamentais é o Agni, relacionado à capacidade de digerir e transformar aquilo que recebemos. Não significa dizer que o Ayurveda descrevia microbiota, permeabilidade intestinal ou nervo vago nos termos da ciência atual. São conhecimentos construídos em contextos diferentes. Mas existe uma aproximação que considero extremamente atual: não basta perguntar o que você come. É preciso observar como você digere e como seu organismo responde ao que come. Antes de procurar um alimento milagroso ou simplesmente acrescentar um probiótico, olhe para o conjunto. Um intestino saudável depende de um ecossistema bem alimentado, diversidade alimentar, boa capacidade digestiva e uma barreira intestinal preservada.


Como funciona o toxicológico da primeira habilitação MATEUS SCHEIBEL /DIVULGAÇÃO

Exigência para candidatos às categorias A e B está em vigor no RS desde o início de setembro e inclui diferentes substâncias

Um olhar sobre nosso maior patrimônio

A

ntes de entrar no carro, se acomodar no banco, ajustar os retrovisores, ligar o veículo e assumir o volante, há uma etapa que acontece em uma sala de coleta. Para quem busca a primeira habilitação nas categorias A e B, o exame toxicológico passou a fazer parte do processo. A exigência está em vigor desde 1º de setembro, conforme previsto pela Lei nº 15.153/2025, que alterou o Código de Trânsito Brasileiro. A regra, que já se aplicava às categorias C, D e E, agora também alcança quem busca a Carteira Nacional de Habilitação para conduzir carros e motocicletas. Diferentemente dos exames convencionais de sangue ou urina, o toxicológico utiliza, preferencialmente, uma amostra de cabelo ou, quando não há material suficiente no couro cabeludo, de pelos corporais. Conforme explica a gerente do Laboratório Univates, Aline Blankenheimer, a escolha

da amostra está relacionada à capacidade de identificar determinados agentes em um período mínimo de 90 dias. “As substâncias vão se incorporando à queratina. É a partir dessa amostra que fazemos a análise. Esse período de detecção aumenta a precisão da rastreabilidade, porque o Detran exige que o exame seja capaz de identificar o uso em um período mínimo de três meses.” O material coletado precisa ter, cerca de três centímetros de comprimento. Em situações específicas, como no caso de pessoas sem cabelo ou pelos em razão de alguma condição de saúde, também existe a possibilidade de análise de unhas. “Nesse caso, são necessários procedimentos específicos e documentação médica que justifique a utilização desse material”, cita. A análise contempla diferentes classes de substâncias, entre elas anfetaminas, metanfetaminas, benzodiazepínicos, canabinoides, cocaína e derivados, opiáceos, opioides e hipnóticos. Algumas também podem estar presentes em medicamentos de uso controlado ou sob prescrição médica. Por isso, quem utiliza algum fármaco que possa ser identificado no exame deve apresentar a prescrição ou a documentação médica no momento da coleta.

Marta Santin

coordenadora do Laboratório Univates

Aline Blankenheimer gerente do Laboratório Univates

Segundo a coordenadora do Laboratório de Análises Clínicas da Univates, Marta Santin, a documentação é encaminhada junto com a amostra para contextualizar a presença da substância. “É para comprovar que está relacionada a um tratamento prescrito”, explica. A coleta pode ser realizada nas três unidades do Laboratório Univates em Lajeado: na Benjamin Constant, junto à entrada de visitantes do Hospital Bruno Born; no prédio 16 da Univates; e no posto de coleta do bairro Conventos.

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FÁBIO KUHN

Paraíso abre temporada com novidades às margens do rio Taquari

NOVIDADE GASTRONÔMICA O Paraíso Santo Antônio já atendia o público no restaurante com tábuas, lanches e picolés. A partir de novembro incorpora ao cardápio os almoços ao meio-dia de domingo sob reserva. O cardápio terá saladas, pratos quentes e churrasco de rês, carne suína e salsichão, com direito a sobremesa no final. Também está previsto o café colonial nas tardes de domingo sob reserva. A ideia é ter a mesa posta com várias delícias caseiras como pães, tortas, pasteis, salame, queijo, torresmo e outras delícias.

PERNOITE PARA TODOS OS GOSTOS O Camping Paraíso Santo Antônio é um dos espaços de veraneio mais completos do Vale do Taquari. Para a temporada 2026/2027 que começa nesse fim de semana, ganha novidades na gastronomia e novos espaços para aproveitar às margens do rio Taquari. O destino está localizado na Linha Santo Antônio, com trecho de apenas 500 metros de estrada de chão. Tem um deck de frente ao manancial que acabou se tornando o grande cartão-postal. Outros espaços como o lago construído nesse ano se incorporam aos cenários ideais para fotografia. Há uma escadaria e trilhas que levam até o rio, onde é possível contemplação e pescaria. O banho fica sob responsabilidade do visitante. Mais uma novidade é a rampa para carros, permitindo o acesso de embarcações na água. Na área de camping, destaque para as churrasqueiras e mesas bem estruturadas e espalhadas na sombra das árvores. A entrada para passar o dia no local custa apenas R$ 18,0. No mês de outubro, o atendimento será de sexta a domingo. A partir de novembro, o camping fecha apenas nas segundas-feiras. 8

Interessados em acampar no Paraíso Santo Antônio encontram uma estrutura sofisticada com área para barracas, duas cozinhas compartilhadas e banheiros com chuveiro quente. O destino também conta com apoio de água e luz para motorhomes. Entre as opções de hospedagem estão as cabanas climatizadas com duas camas para abrigar até quatro pessoas. Há opção de hospedagem com e sem banheiro. Outras pousadas diferentes foram improvisadas em silos metálicos e são ideais para duas pessoas. Aproveitando de um belo cenário de frente ao rio, um quiosque pode ser alugado para eventos e também possui quartos para passar a noite. Esse espaço foi reformulado nos últimos anos e garante conforto para os hóspedes. Os valores de acampamento e das hospedagens podem ser conferidos pelo WhatsApp 51 99551-4676 ou pelo Instagram @ campingparaisosantoantonio.


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COMPILADO - EDIÇÃO 26 E 27 DE SETEMBRO by Jornal A Hora - Issuu