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COMPILADO - EDIÇÃO 18 DE SETEMBRO

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ANÁLISE, CURADORIA E OPINIÃO DE VALOR Sexta-feira, 18 de setembro de 2026 | Ano 25 - Nº 4184 | R$ 5,00 (dia útil) R$ 9,00 (fim de semana)

OPINIÃO

BOLSA FAMÍLIA

Reajuste divide opiniões às vésperas de eleição

RODRIGO MARTINI

Lajeado com 120 mil moradores em 2055? VINI BILHAR

Dália Alimentos capacita equipes em Santa Maria

Aumento representa quase R$ 1 milhão a mais por mês no Vale. Analistas questionam momento O programa federal repassa R$ 6,48 milhões para a região. Com o reajuste de 15% anunciado pelo governo federal, benefícios em 38 cidades impactam em quase R$ 1 milhão ao mês. Dados de agosto mostram que o programa atende 9,7 mil famílias e 26,3 mil beneficiários.

MATEUS SOUZA

Não só de política vivem os candidatos

Lajeado, Taquari e Estrela concentram 47,5% do dinheiro distribuído. Economistas e empresários reconhecem necessidade da política social, mas questionam medida às vésperas da eleição presidencial. Setor produtivo defende que o Bolsa Família seja um auxílio transitório.

PÁ G I N A | 6

Região amplia acesso à moradia

FELIPE NEITZKE

N E S TA E D I Ç ÃO | N G

Colinas, Bom Retiro do Sul e Fazenda Vilanova têm projetos habitacionais em diferentes etapas. Ao todo, são 103 casas, com entregas previstas entre setembro e dezembro. As iniciativas atendem a famílias afetadas pelas enchentes e moradores em situação de vulnerabilidade social.

MAIS 100 CASAS

ALÍVIO TÍMIDO

ELEIÇÕES 2026

Selic cai, mas crédito alto ainda limita economia

Cartórios eleitorais iniciam carregamento das urnas

Quinto corte consecutivo na taxa básica de juros é visto como positivo por líderes

empresariais. No entanto, patamar elevado requer cautela nos investimentos.

PÁ G I N A | 5

Preparativos começam hoje na 67ª Zona Eleitoral, com sede em Encantado. Nas de-

mais unidades sediadas na região, trabalhos ocorrem a partir da próxima segunda-feira.

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E D I TO R I A L

A B R E A S PA S

Proteção social e autonomia

O

Bolsa Família é necessário em um país marcado pela desigualdade. Protege famílias sem renda suficiente, reduz a fome e garante condições mínimas de sobrevivência. Reconhecer essa importância, porém, não significa aceitar que o benefício se torne destino permanente de milhões de brasileiros. São 19,3 milhões de famílias atendidas no país e mais de 26 mil no Vale. O alcance revela a capacidade de proteção do Estado, mas também expõe a dificuldade de gerar renda, qualificar trabalhadores e criar oportunidades. Há casos em que o amparo precisa ser contínuo. Pessoas incapazes de trabalhar e famílias responsáveis pelo cuidado de crianças ou integrantes com deficiência exigem atenção permanente. Para quem pode ingressar no mercado, contudo, a dependência prolongada não deve ser o objetivo da política pública.

O êxito do programa também deve ser medido pela quantidade de famílias que recuperam renda e deixam de necessitar do benefício.” A transferência de renda precisa vir acompanhada de formação profissional, creches, educação, transporte, saúde e apoio à formalização. Regras de transição também são importantes para que a conquista de um emprego não provoque a perda imediata do benefício. Sem essas condições, novas famílias podem entrar no programa enquanto poucas conseguem sair. O auxílio combate a necessidade imediata, mas não substitui políticas capazes de gerar desenvolvimento e autonomia. O sucesso do Bolsa Família não deve ser medido apenas pelo número de beneficiários, mas também pela capacidade de ajudar famílias a recuperar renda. Amparar quem precisa é dever do Estado. Criar condições para que esse amparo deixe de ser necessário é o verdadeiro desafio. Filiado à

Fundado em 1º de julho de 2002 Vale do Taquari - Lajeado - RS

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Os artigos e colunas publicados não traduzem necessariamente a opinião do jornal e são de inteira responsabilidade de seus autores. Impressão Zero Hora Gráfica

Diretor Executivo: Adair Weiss Diretor Editorial e de Produtos: Fernando Weiss

“Todas as pessoas apreciam música, indiferente do momento que vivem” ACERVO PESSOAL

Tássia Beatriz Scherer tem 12 anos e faz parte da Orquestra Municipal Jovem de Arroio do Meio. Ela se destaca como intérprete no grupo, ao cantar músicas também em inglês, além de ser tecladista Jhon Willian Tedeschi

jhontedeschi@grupoahora.net.br

Primeiro, gostaria que contasse um pouco da tua trajetória.

Aos sete anos comecei as aulas de teclado com o professor Cristiano (Leonhardt, maestro da orquestra de Arroio do Meio) e também no coral com o professor Ermilo (Berté, regente do coral do município). As aulas de coral eram no turno oposto, na escola Arlindo Back, em Forqueta, enquanto as aulas de teclado aconteciam na Casa de Cultura. Fazíamos apresentações durante o ano, mas a principal era o Recital de Natal. E aos 10 anos também comecei a tocar teclado durante os cultos, na Igreja de Pedra, em Arroio do Meio.

Como a música surge na sua vida?

Na verdade, a música sempre esteve comigo. Eu gostava de cantar no coral e comecei a ver a música com outros olhos na igreja. Eu sempre estava cantando, quando vi já estava no grupo de canto e aos 11 anos fiz uma pausa nas aulas de teclado. Foi o momento onde percebi que precisava me aperfeiçoar.

Quais foram os maiores estímulos para despertar esse gosto?

Uma coisa sempre foi levando a outra. Sempre tive muito apoio dos meus pais, amigos e professores.

Há quanto tempo faz parte da orquestra e como

chegaste até ela?

Comecei em março deste ano. O professor Cristiano já tinha feito convite para participar da orquestra, mas me sentia insegura, porque não estava fazendo aulas. Então este ano recomecei as aulas particulares e perguntei para ele se eu poderia ingressar no grupo. E ele prontamente aceitou. No começo foi desafiador para mim, pois todos estavam mais adiantados, mas me dediquei cada vez mais e agora estou no mesmo ritmo.

O quanto mudou a sua vida e sua rotina a partir da música?

Na verdade, este ano a minha rotina está uma bagunça e a da minha mãe mais ainda (risos). A rotina mudou muito, ficou mais pesada, mas evoluí mais do que eu imaginava. Meu pai também me apoia bastante, está

sempre na retaguarda e cuida do meu irmão, quando ele não vai acompanhar os ensaios.

Tens algum sonho ligado à música?

Tenho planos de estudar e também trabalhar com a música. Meu sonho é ter um piano de corda em casa.

Como você percebe o impacto da música sobre as pessoas? Eu sinto um impacto positivo. Todas as pessoas apreciam música, independente do momento que elas estão vivendo. Músicas sentimentais, alegres, festivas. Quem não gosta? Sempre quando me apresento as pessoas demonstram satisfação, e isso me deixa muito motivada e feliz para continuar me esforçando.


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POPULAÇÃO

Lajeado recebe cinco novos moradores por dia. E deverá RODRIGO MARTINI crescer até 2055 rodrigomartini@grupoahora.net.br

TIRO - O brasileiro já foi às ruas em função de polêmicas muito inferiores aos fatos verificados recentemente em âmbito nacional, e que envolve diferentes partidos, poderes, candidatos e ideologias. A impressão é que parte da população nacional está anestesiada. - A carreira política inicia na pré-campanha, passa a campanha e chega ao mandato. São três fases que demandam lisura e honestidade por parte de quem se aventura na vida pública. E se falhar em uma dessas… - Circula nas redes vídeo do candidato a governador Marcelo Maranata (PSDB) durante painel com empresários ligados à Sulpetro. O tucano disse ter recebido proposta de pagamento das suas contas de campanha para faltar ao debate da RBS. No fim da tarde, a assessoria dele enviou nota para repudiar o “vazamento não autorizado do vídeo” e citar que foi uma fala em “tom de desabafo”

A duas semanas da eleição, Lula aumenta o Bolsa Família

A

população lajeadense cresceu 24% na última década. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE), Lajeado passou de 78.486 para 96.879 habitantes entre 2015 e 2025. Um crescimento acumulado de 23,4%. São 18.393 novos moradores em 10 anos. Uma média de 1.839 por ano, 153 por mês, e, por fim, o cálculo médio representa o curioso número de cinco novos lajeadenses por dia. Uma média que deve se manter entre 2025 e 2030.

Os números foram compilados e estudados pela própria administração municipal durante o estudo que balizou o novo edital e contrato para serviço de recolhimento de lixo. Com as informações, o governo tenta antecipar alguns problemas que já se desenham um tanto óbvio diante do crescente e expressivo crescimento populacional. E, além de balizar de forma mais assertiva as políticas públicas do futuro, o estudo também trouxe outros dados curiosos sobre as curvas migratórias

no município. A tendência de crescimento persiste até 2055, quando a projeção populacional aponta para um pico histórico de 120.712 habitantes. Por fim, e ainda de acordo com a análise do governo de Lajeado, só a partir de 2056 a principal cidade do Vale do Taquari deverá experimentar, pela primeira vez neste milênio, um “saldo anual migratório negativo”. Isso se não surgirem fatos novos para acelerar ou mesmo protelar essa complexa e nem sempre desejada guinada...

PP E PL

Articulações políticas ao ar livre (e sem tensão) No fim da manhã de ontem, um encontro chamou atenção na esquina da avenida Benjamin Constant com a rua Tiradentes, no Centro da cidade. Em uma mesa de um conceituado bar/café da cidade, o publicitário Márcio Aléssio, marido da prefeita de Lajeado Gláucia Schumacher e também ligado ao PP da cidade, e o empresário e presidente municipal do PL, Luís Mörschbächer. O assunto era particular, óbvio. Mas posso afirmar que não tratavam sobre novas secretarias ao PL, um assunto restrito aos vereadores do partido. Aliás, é bom ressaltar a transparência do encontro. Os últimos meses foram tensos entre as siglas e nada melhor do que conversar ao ar livre para

Repetindo o ex-adversário Jair Bolsonaro (PL), que aumentou em 50% o Bolsa Família em junho de 2022 – passou de R$ 400 para R$ 600 –, o presidente Lula (PT) anunciou ontem reajuste no principal programa social da União. Desta vez, o aumento é menor – é 15%. Entretanto, também é menor a distância entre o aumento – que vai causar impacto de R$ 22 bilhões no próximo ano e R$ 5,8 bilhões ainda em 2026 – e o dia de ir às urnas. E eu só espero que

tal decisão, anunciada com pompas a 17 dias das eleições, preserve a tal da “igualdade de oportunidades entre candidatos”.

OBRAS EM LAJEADO

Câmara vota financiamento de R$ 60 mi na terça-feira A câmara de Lajeado aprovou na semana passada um dos projetos que autorizam operações de crédito por parte do Executivo. A matéria já aprovada prevê financiamento de R$ 40 milhões. Já a segunda proposta autoriza outro empréstimo de R$ 60 milhões,

totalizando o incremento de R$ 100 milhões no orçamento municipal para os próximos anos. O segundo projeto precisa ser votado até a próxima terça-feira. A tendência é a aprovação. E outra vez com três votos contrários do MDB.

Pressa para a liberação

distensionar rusgas partidárias e mitigar ruídos em tempos de eleições gerais e projeções a 2028.

A câmara de Estrela realiza sessão extraordinária na manhã de hoje para votar o projeto de lei que solicita autorização para o município contratar operação de crédito de R$ 150 milhões. A proposta poderia ter sido votada na sessão ordinária de segunda-feira, mas uma barulheira entre vereadores

fez com que o presidente retirasse a matéria da pauta. Hoje, a aprovação está praticamente assegurada pelo Executivo, que tem pressa em solicitar o recurso. “Há um limite de valor a ser liberado. Quem entra antes, leva. Quem demora, pode perder”, resume a prefeita Carine Schwingel.


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TAXA BÁSICA DE JUROS

Selic a 13,75% mantém crédito caro e impõe cautela Lideranças regionais e especialista destacam queda, mas cenário limita força na retomada da economia Vini Bilhar

vini@grupoahora.net.br

PAÍS

A

redução da taxa básica de juros para 13,75% ao ano, anunciada pelo Banco Central do Brasil, representa um alívio moderado para a economia, mas ainda mantém o crédito em patamar elevado, com reflexos diretos sobre empresas e consumidores do Vale do Taquari. Embora seja o quinto corte consecutivo, a Selic segue em nível considerado restritivo, o que limita uma retomada mais consistente da atividade econômica. Mesmo assim, o movimento já começa a gerar sinais pontuais de

GILMAR BORSCHEID

ELONI SALVI

EDUARDO GRAVINA

DIRETOR DA GIRANDO SOL

ECONOMISTA

PRESIDENTE DA ACIL

Muitos [projetos] estavam represados pelo alto custo do capital, e agora começamos a ver uma movimentação, ainda que gradual.”

Indústria, comércio e serviços ainda enfrentam dificuldades para acessar financiamento mais barato.”

reação. Para o diretor da Girando Sol, Gilmar Borscheid, a redução é um passo importante para destravar investimentos. “A Selic mais baixa permite que projetos voltem a ser analisados. Muitos estavam represados pelo alto custo do capital, e agora começamos a ver uma movimentação, ainda que gradual”, afirma. Na prática, no entanto, o im-

pacto imediato segue limitado. O economista Eloni Salvi avalia que o custo do crédito continua elevado, especialmente para pequenas e médias empresas, predominantes na economia regional. “Indústria, comércio e serviços ainda enfrentam dificuldades para acessar financiamento mais barato, o que freia expansão, investimentos e até a recomposição de estoques”, ex-

O patamar [da taxa] ainda é elevado para se falar em retomada mais forte dos investimentos.” plica. No campo, o cenário também preocupa, sobretudo em um período de preparação para o plantio e necessidade de capital de giro.

Ciclo de cortes ainda é insuficiente A expectativa é de que a trajetória de queda dos juros contribua

para um ambiente mais favorável no médio prazo. Com o tempo, o crédito tende a ficar mais acessível, estimulando o consumo e impulsionando o varejo, um dos principais motores da economia local. Contudo, esse efeito ocorre com defasagem e depende da continuidade do ciclo de cortes. Para o presidente da Associação Comercial e Industrial de Lajeado, Eduardo Gravina, a redução traz algum fôlego, principalmente para quem já possui financiamentos em andamento. Ainda assim, ele alerta para a necessidade de cautela. “O patamar ainda é elevado para se falar em retomada mais forte dos investimentos. Há um caminho a ser percorrido até termos um ambiente mais favorável”, destaca. Outro ponto de atenção está no comportamento das famílias. Com juros ainda altos, o endividamento segue pressionando o orçamento e reduzindo o consumo. Em uma região marcada pelo empreendedorismo e pela presença de negócios familiares, o cenário exige maior rigor na gestão financeira e planejamento de longo prazo. Salvi também chama atenção para o descolamento entre a Selic e as taxas finais ao consumidor. “Hoje, os juros ao consumidor giram em torno de 60% ao ano. No cartão de crédito, ultrapassam 400%, completamente desvinculados da Selic. É um risco enorme para as famílias”, alerta.


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BOLSA FAMÍLIA

Aumento representa quase R$ 1 milhão a mais no Vale DADOS POR CIDADE MUNICÍPIO

VALOR MENSAL BENEFICIÁRIOS

Anta Gorda Arroio do Meio Arvorezinha Bom Retido do Sul Boqueirão do Leão Canudos do Vale Capitão Colinas Coqueiro Baixo Cruzeiro do Sul Dois Lajeados Doutor Ricardo Encantado Estrela Fazenda Vilanova Forquetinha Ilópolis Imigrante Lajeado Marques de Souza Mato Leitão Muçum Nova Bréscia Paverama Poço das Antas Pouso Novo Progresso Putinga Relvado Roca Sales Santa Clara do Sul Sério Tabaí Taquari Teutônia Travesseiro Vespasiano Corrêa Westfália

R$ 20,3 mil 96 R$ 140,4 mil 537 R$ 251,9 mil 1.073 R$ 296,6 mil 1.153 R$ 338,8 mil 1.278 R$ 34,2 mil 156 R$ 16,5 mil 87 R$ 26,5 mil 118 R$ 10 mil 43 R$ 196,7 mil 811 R$ 19,9 mil 84 R$ 17,2 mil 82 R$ 417,3 mil 1.715 R$ 787,2 mil 3.036 R$ 134,5 mil 550 R$ 11,8 mil 53 R$ 31,7 mil 189 R$ 14,9 mil 70 R$ 1,1 milhão 4.975 R$ 27,5 mil 130 R$ 92,2 mil 394 R$ 53,8 mil 227 R$ 30,9 mil 140 R$ 192,2 mil 791 R$ 8,9 mil 53 R$ 23,2 mil 110 R$ 138,7 mil 559 R$ 39,1 mil 174 R$ 20,9 mil 85 R$ 242,7 mil 978 R$ 15,9 mil 88 R$ 27,1 mil 119 R$ 164 mil 699 R$ 1,1 milhão 4.148 R$ 327,2 mil 1.455 R$ 4,1 mil 23 R$ 6,2 mil 18 R$ 7,2 mil 34

Venâncio Aires

R$ 1,8 milhão 7.527

*MUNICÍPIO INTEGRA O COREDE DO VALE DO RIO PARDO E NÃO INTEGRA O SOMATÓRIO DO VALE DO TAQUARI.

PERFIL DOS BENEFICIÁRIOS

26.331 NO VALE 12.864 MULHERES 5.702 CRIANÇAS (menores de 7 anos)

PAÍS

Famílias atendidas 19,3 milhões Pessoas beneficiadas Mais de 49 milhões Novo piso R$ 691

Reajuste do governo federal alcança 26,3 mil pessoas nos 38 municípios da região. Anúncio feito a 17 dias do primeiro turno divide opiniões sobre necessidade e uso eleitoral

VALE EM NÚMEROS Repasses por mês R$ 6,478 milhões

Com o reajuste R$ 7,452 milhões

Acréscimo mensal estimado R$ 974,3 mil

Em 12 meses R$ 11,691 milhões

OBS: ESTIMATIVA BASEADA NA APLICAÇÃO LINEAR DO REAJUSTE DE 15,04% SOBRE A FOLHA DE AGOSTO.

Famílias beneficiadas 9.754

Pessoas 26.331

Crianças (até 7 anos) 5.702

Mulheres 12.864

MAIORES CONTINGENTES DO VALE Lajeado

Mantida a mesma base de beneficiários, o valor mensal no Vale passa para cerca de R$ 7,4 milhões Filipe Faleiro

filipe@grupoahora.net.br

VALE DO TAQUARI

O

reajuste de 15,04% anunciado pelo governo federal para o Bolsa Família pode acrescentar R$ 974,3 mil por mês ao volume repassado aos municípios do Vale do Taquari. A estimativa considera a aplicação linear do aumento sobre a folha de agosto, quando os 38 municípios receberam R$ 6,48 milhões. Mantida a mesma base de beneficiários, o valor mensal passa para cerca de R$ 7,4 milhões a partir de outubro. Em 12 meses, o acréscimo alcança R$ 11,7 milhões. Conforme dados do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, o programa alcança 9.754 famílias e 26.331 pessoas na região. Deste total, são 5,7 mil crianças com menos de sete anos e 12,8 mil mulheres. O presidente Lula apresentou o reajuste ontem, a 17 dias do primeiro turno das eleições. O valor mínimo por família sobe de R$ 600 para R$ 691. A média nacional passa de R$ 675 para R$ 777. Os primeiros pagamentos com os novos valores começam em 19 de outubro. Pelos cálculos do Ministério da Fazenda, o impacto seria de R$ 5,8 bilhões nas contas públicas ainda em 2026 e de R$ 22,7 bilhões em 2027. A justificativa é recompor a inflação acumulada desde a reformulação do programa, em 2023. O Bolsa Família atende 19,3 milhões de famílias no país.

Três cidades concentram repasses Lajeado tem o maior contingente regional. São 1.822 famílias, 4.975 beneficiários e R$ 1,17 milhão transferidos em agosto. Taquari aparece na sequência, com 1.615 famílias, 4.148 pessoas e R$ 1,1 milhão. Em terceiro está Estrela. O município soma 1.173 famílias, 3.036 beneficiários e R$ 787,2 mil. Juntos, os três municípios concentram 46,2% das pessoas atendidas e 47,5% do dinheiro distribuído entre as 38 cidades do Vale.

Necessidade e momento político Economista, doutora em Desenvolvimento Regional e presidente do Conselho de Desenvolvimento do Vale do Taquari (Codevat), Cintia Agostini, diferencia a necessidade de proteger a renda das famílias do momento escolhido para o anúncio. “O programa precisa ser uma complementação. Ele nunca foi e não deve ser a renda principal das pessoas. Ao mesmo tempo, temos famílias endividadas, renda achatada e inflação. O aumento precisa ser analisado com cuidado diante da relação entre o processo eleitoral e as condições econômicas da sociedade”, pondera. O economista e consultor Eloni Salvi também considera justificável uma correção depois de quatro anos sem mudança no piso, mas questiona o calendário. “O valor estava estável desde 2022 e,

devido à inflação, seria aceitável um reajuste. No entanto, dado o momento em que isto está sendo anunciado, é uma medida oportunista e com viés eleitoral.”

Visão empresarial Entre os representantes dos setores produtivos, a preocupação está no impacto fiscal. Para o presidente da Câmara da Indústria, Comércio e Serviços (CICVT), Angelo Fontana, o anúncio é interpretado como uso político da estrutura pública. “É uma reação eleitoreira. O governo gasta mais do que arrecada, amplia o problema das contas públicas e essa conta depois chega à população e às empresas”, afirma. Fontana relaciona o aumento das despesas públicas às dificuldades enfrentadas pelo setor produtivo, como juros elevados, inadimplência, endividamento das famílias e retração do consumo.

Superar a dependência O presidente da Associação Comercial e Industrial de Lajeado (Acil), Eduardo Gravina, reconhece a necessidade do programa para famílias sem condições de obter renda, mas defende mecanismos capazes de estimular a saída gradual do benefício. “Não se prega o fim do Bolsa Família. Há pessoas que precisam, dependem do programa e talvez até devessem receber mais. Mas precisamos de mecanismos para que as pessoas tenham evolução social.

1.822 famílias 4.975 beneficiários R$ 1,172 milhão

Taquari

1.615 famílias 4.148 beneficiários R$ 1,1 milhão

Estrela

1.173 famílias 3.036 beneficiários R$ 787,2 mil

Encantado

630 famílias 1.715 beneficiários R$ 417,3 mil

Teutônia

520 famílias 1.455 beneficiários R$ 327,2 mil

Boqueirão do Leão 491 famílias 1.278 beneficiários R$ 338,8 mil

Venâncio Aires

Repasses em agosto R$ 1,871 milhão Acréscimo mensal estimado R$ 281,4 mil Famílias 2.847 Beneficiários 7.527 *MUNICÍPIO INTEGRA O COREDE DO VALE DO RIO PARDO E NÃO INTEGRA O SOMATÓRIO DO VALE DO TAQUARI.

Sempre que houver condição de ingresso no mercado de trabalho, o benefício deve ser transitório e não permanente”, sustenta. Para Gravina, a proximidade das eleições reforça a percepção de uso político. “Não estava programado e não estava previsto. Diante do momento e das pesquisas, fica a impressão de uma medida eleitoral. Isso ocorreu com governos anteriores e volta a acontecer agora.”


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NEGÓCIOS E GESTÃO

Cultura e tecnologia preparam empresas

“Crescer 11,5 vezes em três anos, aumentando apenas 10% a folha, é algo que só a tecnologia pode permitir”, afirma Tallis Gomes, cofundador do G4 Educação

Conselho 360 relaciona processos, gestão de dados e formação de equipes à capacidade de avançar em meio aos desafios do mercado Filipe Faleiro

filipe@grupoahora.net.br

VALE DO TAQUARI

C

orrigir desvios antes que se tornem rotina, definir papéis, ouvir a equipe, organizar informações, automatizar processos e estabelecer prioridades. Essas práticas orientaram o Conselho 360, que reuniu mais de 700 pessoas ontem, no Teatro da Univates. Idealizado pelo médico emergencista e empresário Gabriel Klecius, o encontro surgiu da formação em gestão buscada por ele fora do Rio Grande do Sul. “A ideia foi fazer com que as pessoas que moram aqui, que empreendem e são lideranças, tenham acesso a conversas para as quais, às vezes, teriam de ir a São Paulo.” A programação aproximou experiências do esporte, do mercado imobiliário, das vendas e da gestão de pessoas. Maria Cândida, Darlan Wilsmann, Jeferson Gralha, Rodrigo Lasmar e Tallis Gomes apresentaram experiências e conhecimentos.

Singu e cofundador do G4 Educação, Tallis Gomes levou ao evento a experiência de criar empresas de tecnologia e ampliar operações. Para ele, a inteligência artificial precisa deixar o uso individual e integrar o sistema da organização. Entre dezembro de 2022 e dezembro de 2025, segundo Gomes, o G4 multiplicou por 11,5 a geração de caixa, enquanto a folha de pagamento cresceu 10%. “Não estou falando de lucro líquido. Estou falando do que sobra para os acionistas. É algo que só a tecnologia pode permitir.” Usar Claude ou ChatGPT em tarefas isoladas, afirma, não significa incorporar inteligência artificial ao negócio. O primeiro passo é mapear como a empresa funciona, dos sócios aos setores operacionais. Gomes chama esse processo de ontologia da companhia.

O levantamento identifica tarefas repetitivas e previsíveis que podem ser entregues a agentes de IA. Entre os exemplos estão a emissão de notas fiscais, a extração de informações recebidas pelo WhatsApp e a classificação de potenciais clientes antes do contato do vendedor. “A companhia melhora a margem, cresce mais rápido e consegue escalar o negócio sem elevar os custos na mesma proporção.”

Cultura, pessoas e dados Professora da Fundação Dom Cabral e do Insper, Maria Cândida atua com cultura e desenvolvimento de equipes em empresas nacionais e multinacionais. Para ela, os valores aparecem nas

IA para ganhar escala Fundador da Easy Taxi, da

Maria Cândida, professora da Fundação Dom Cabral e do Insper

contratações, promoções, cobranças e condutas toleradas pela liderança. “Cultura não é uma preocupação da equipe. É o ar que a gente respira”, resume. A ausência de resposta aos primeiros desvios transforma comportamentos individuais em práticas aceitas. “Não dá para deixar para depois, porque o matinho vira matagal.” O cliente serve como indicador. Perda de compradores, queda nas vendas e aumento das reclamações mostram que a empresa precisa revisar processos. Gestora de marketing da Girando Sol, Verônica Dadalt relaciona a cultura interna ao posicionamento da marca. Para ela, o consumidor reconhece quando o discurso corresponde ao que a empresa entrega. A construção da reputação também exige ouvir clientes, consumidores e a comunidade. “Todo mundo se torna advogado da marca. O sucesso depende muito mais do que as pessoas comentam da empresa do que do que falamos dentro da equipe.”

Conquistar talentos Proprietário da Gralha Imóveis, Jeferson Gralha relaciona o crescimento à capacidade de organizar equipes comerciais e tomar decisões com base em dados. “Teremos que conquistar as pessoas para que elas queiram trabalhar conosco”, afirma. Gralha resume a liderança em três movimentos: servir, desenvolver e reconhecer o mérito. Também defende indicadores para avaliar pessoas, vendas e investimentos. Sem informações organizadas, as decisões permanecem baseadas em percepções.

Do esporte à gestão Papéis claros fortalecem as decisões Médico da Seleção Brasileira desde 2001, Rodrigo Lasmar aproxima a gestão no futebol do

cotidiano das empresas. Nos dois ambientes, as equipes reúnem pessoas com perfis, experiências e capacidades diferentes. “Precisamos entender como maximizar as capacidades de cada um e transformar isso em uma equipe para que o resultado venha”, sustenta. Para Lasmar, cada integrante deve conhecer o próprio papel e estar preparado para agir diante das dificuldades. Na seleção ou nos negócios, Lasmar destaca o papel de unir conhecimentos. “Ter uma equipe multidisciplinar, capaz de avaliar talentos, entregas e performance. Antes de uma decisão, cada profissional apresenta sua avaliação. Depois da escolha, todo o grupo precisa assumir a mesma direção.” Em cima disso, processos, critérios estáveis, coerência e discrição ajudam a construir confiança. “O líder organiza o trabalho, mas não precisa ocupar o lugar de protagonista.”

Escolha o lado Empresários e profissionais não podem esperar que uma solução externa reorganize o negócio ou resolva os rumos da carreira. É o que afirma Darlan Wilsmann. Palestrante, administrador e escritor, levou ao debate conceitos de responsabilidade e disciplina. “Nunca podemos terceirizar o que é crucial para nós e para o nosso negócio”, afirma. Wilsmann considera que a liderança precisa ultrapassar o discurso inspirador. Cabe ao gestor orientar, participar da execução e mostrar à equipe o caminho escolhido.

“Não vivemos mais a era do equilíbrio. Vivemos a era do foco”, diz Darlan Wilsmann, administrador, escritor e palestrante


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vinibilhar@grupoahora.net.br

VINI BILHAR

Dália capacita equipes e certifica vendedores em Santa Maria

Indicadores

Dólar: R$ 5,13 | Ibovespa: 185.992,03

Passarela promove mateadas e atrações culturais

A

Dália Alimentos realizou o 3º encontro da Academia Dália de Vendas, em Santa Maria, reunindo 38 representantes das filiais de Ijuí e Arroio do Meio. Ao final da programação, 34 participantes receberam certificados de conclusão. O evento contou com apoio do Sistema Ocergs/Sescoop. Durante o encontro, lideranças da cooperativa abordaram temas como história da empresa, posicionamento

de marca e técnicas de vendas. O vice-presidente executivo, Igor Estevan Weingartner, destacou que a iniciativa busca fortalecer o sentimento de pertencimento e qualificar as equipes comerciais. Na área prática, foram trabalhados aspectos como postura profissional, organização da rotina e planejamento de visitas a clientes. A orientação é de que o vendedor atue também como consultor de negócios, reforçando a

confiança com o mercado e valorizando a marca Dália nos pontos de venda. Para o gestor da filial de Ijuí, Cássio Rafael Bamberg, a capacitação contribui para alinhar conhecimentos e elevar o desempenho das equipes. Segundo ele, o mercado exige preparo constante, e iniciativas como a academia fortalecem a competitividade e o engajamento dos profissionais.

Cacis de Estrela promove visita técnica à Vinícola Larentis A Cacis Estrela realiza, no dia 25 de setembro, uma visita técnica à Vinícola Larentis, no Vale dos Vinhedos. O objetivo é proporcionar uma imersão no universo vitivinícola, com foco no processo produtivo, na gestão e nas oportunidades do setor. A atividade inclui visita aos vinhedos, tour guiado pela estrutura

da vinícola, degustação de vinhos e jantar especial. A saída ocorre às 15h, em frente à sede da entidade, com transporte incluso. O retorno está previsto após a programação na Serra Gaúcha. Segundo a organização, a iniciativa busca ir além do turismo tradicional, promovendo integração e conhecimento sobre uma

das atividades mais representativas da economia do Estado, com crescente projeção nacional e internacional. As vagas são limitadas e o investimento é de R$ 300 por pessoa, com prioridade para associados. Inscrições e informações podem ser obtidas pelos canais oficiais da entidade.

O Passarela Supermercados realiza uma programação especial em Lajeado e Teutônia para marcar o Mês da Tradição. Com o tema “Somos Gaúchos de Coração”, a iniciativa reúne eventos gratuitos que buscam valorizar a cultura riograndense e aproximar a comunidade regional. A agenda iniciou ontem com a tradicional Mateada Passarela, que segue até sábado, 19, sempre das 17h às 20h. O espaço será voltado à convivência entre clientes e famílias, incentivando o hábito do chimarrão e a hospitalidade típica do Estado. A programação inclui ainda apresentações musicais com gaiteiros nativistas. Os shows ocorrem simultaneamente nas

duas cidades na sexta-feira , 18, das 18h às 19h30min, e no sábado 19, das 17h30min às 19h30min, reforçando o clima de celebração da Semana Farroupilha. Segundo o diretor-presidente do grupo, Alexandre Simioni, a ação reforça o compromisso da rede com a identidade cultural e o relacionamento com a comunidade. “Abrir nossas lojas para esses momentos é uma forma de valorizar a tradição e agradecer a confiança dos clientes”, destaca. Em Teutônia, o sábado terá ainda apresentação do CTG Rincão das Coxilhas, das 17h às 18h, com danças típicas. Todas as atividades são abertas ao público e ocorrem nas lojas da rede. FOTOS DIVULGAÇÃO


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FEIRÃO DE OPORTUNIDADES

Evento do Senac reforça olhar sobre mercado de trabalho PAULO CARDOSO

Oferta de cerca de 200 vagas de emprego e ações para desenvolver candidatos atraem interesse de empresas e profissionais. Cronograma termina hoje com mais possibilidades de formação Jhon Willian Tedeschi

jhontedeschi@grupoahora.net.br Colaboração:

Paulo Cardoso

LAJEADO

O Cerca de 200 vagas de emprego foram disponibilizadas ao longo do Feirão de Empregos

20ª Feirão de Oportunidades do Senac Lajeado encerra hoje com avaliação positiva dos atendimentos nas diversas atividades ofertadas ao longo da semana. A programação ainda tem oficinas voltadas ao preparo dos candidatos para busca de empregos.

Serão dois momentos com formações específicas para quem procura colocação no mercado de trabalho, com orientações para elaborar currículos e como se comportar em entrevistas, a exemplo do que ocorreu na quarta-feira, 16, durante a Feira de Empregos. Hoje ainda ocorre uma capacitação na área de segurança digital. Todos os eventos do “Acelere seu Futuro” ocorrem na sede do Senac, no bairro Americano, com participação gratuita e aberta à comunidade. Para a diretora da entidade, Etiene Azambuja, promover o feirão vai ao encontro dos principais objetivos do Senac. “A missão do Senac é educar pessoas para o trabalho, nos setores do comércio de bens, serviços e turismo, e tem como propósito transformar a vida dessas pessoas e das empresas através de uma formação de excelência.” Etiene faz um balanço do principal momento da semana, que foi a oferta de vagas de trabalho ao longo da quarta. “Ficamos muito

PROGRAMAÇÃO DO “ACELERE SEU FUTURO” Hoje, 18 Senac Lajeado, na avenida Senador Alberto Pasqualini, 421, bairro Americano 14h – Prepare-se para Entrevistas 15h – Dicas para Elaboração de Currículos 16h – Dicas de Segurança Digital

felizes pelo resultado, com a boa participação de candidatos e as empresas saindo com contatos e entrevistas agendadas. Devemos fechar a semana com 1,5 mil pessoas atendidas nesta edição”, diz. Ao todo, 19 empresas participaram dos processos seletivos. Proporcionar essa ponte entre candidatos e as vagas disponíveis é outro aspecto destacado pela gestora como impacto do evento. “Por isso a importância de conectar os profissionais, que estão se desenvolvendo, buscando diferenciais e se qualificando, e as empresas, que tem a necessidade de contratação. E a Feira de Oportunidades vem para fazer a articulação, esse casamento entre as necessidades e as expectativas”, acrescenta.


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ENDIVIDAMENTO

VALE DO TAQUARI

Consignado compromete renda e preocupa empresas JOÉDSON ALVES - AGÊNCIA BRASIL/DIVULGAÇÃO

Presidente do STR Lajeado, Lauro Baum, alerta para os efeitos do endividamento sobre a vida financeira dos trabalhadores e defende maior educação financeira para lidar com crédito, juros e consumo

Relatos de trabalhadores com múltiplos empréstimos acendem alerta sobre parcelas que se estendem por anos e reduzem o salário disponível

O

aumento da contratação de empréstimos consignados começa a chamar a atenção dentro das empresas. No STR Lajeado, o presidente Lauro Baum menciona que, entre os 500 funcionários, foram identificados 269 contratos. Segundo ele, há casos de trabalhadores com até nove operações simultâneas e parcela significativa da renda comprometida. “O salário praticamente desaparece antes mesmo de chegar ao trabalhador. Tivemos um funcionário que terminou o mês com apenas R$ 20 disponíveis após os descontos”, comenta. Para Baum, a facilidade de acesso ao crédito pode favorecer decisões tomadas por impulso. Segundo ele, o dinheiro pode ser liberado em poucas horas, sem a necessidade de recorrer a terceiros. “Não preciso pedir para ninguém. Com meu celular, eu faço isso”, afirma. Outro ponto de atenção, na avaliação do dirigente, é a dificuldade de parte dos trabalhadores em compreender o custo total das operações, especialmente quando as parcelas parecem pequenas individualmente. Ele cita o caso de um trabalhador que contratou R$ 20 mil em crédito e terá de pagar aproximadamente R$ 96 mil ao longo de oito anos. A parcela de R$ 1 mil é descontada mensalmente do salário. “Depois de alguns meses, o trabalhador pode nem lembrar onde aplicou o dinheiro, mas a dívida continua consumindo parte da renda”, afirma. A preocupação das empresas, segundo o presidente, não se limita ao orçamento doméstico. Ele afirma que há casos em que o comprometimento da renda influencia a permanência do trabalhador no emprego. O problema, porém, não necessariamente termina com o desligamento. O dirigente destaca que deixar a empresa não elimina a obrigação financeira assumida. “O trabalhador continua responsável pela dívida e pode enfrentar consequências financeiras caso deixe de cumprir os pagamentos”, ressalta. Baum também defende que a contratação de crédito seja precedida por uma avaliação

LAURO BAUM PRESIDENTE DO STR LAJEADO

Tivemos um funcionário que terminou o mês com apenas R$ 20 disponíveis após os descontos.” sobre a necessidade da compra e a capacidade de pagamento. A preocupação ganha força em períodos de maior consumo, como o fim do ano, quando promoções e parcelamentos podem estimular novas despesas. “Não se deixe levar pelo que acontece ao seu redor. Pare e pense se você realmente precisa daquilo. Avalie se é o melhor momento financeiro para você. Porque a compra é instantânea, mas uma decisão tomada em um único momento pode comprometer a renda por um longo período”, reforça. Diante desse cenário, o STR Lajeado prepara uma atividade de educação financeira para cerca de 90 profissionais que ocupam funções de liderança. O encontro está previsto para 20 de novembro e terá os empréstimos consignados e as apostas online entre os temas abordados. A intenção, é preparar chefes de loja, fiscais de caixa e outros responsáveis por equipes para tratar do assunto com os trabalhadores sem interferir diretamente nas decisões financeiras individuais. Para o presidente, compreender juros, prazos e o custo das operações é uma habilidade necessária em diferentes faixas etárias. “Eu não preciso gostar de matemática, mas preciso entender o básico para tomar decisões melhores na vida”, afirma.


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Calendário na região

Zonas eleitorais da região iniciam preparação das urnas Procedimento inclui geração de mídias, carga dos sistemas, testes e lacração dos equipamentos que serão utilizados em outubro

ARQUIVO A HORA

Karine Pinheiro

karine@grupoahora.net.br

VALE DO TAQUARI

A

s zonas eleitorais que atendem o Vale do Taquari iniciam, a partir desta semana, a preparação das urnas eletrônicas para as eleições de outubro. A 67ª Zona Eleitoral, com sede em Encantado, começa o procedimento nesta sexta-feira, 18. A 21ª e a 29ª Zonas iniciam na segunda-feira, 21, enquanto a 125ª Zona dá início aos

Trabalhos iniciam segunda-feira no Cartório Eleitoral de Lajeado

trabalhos na terça-feira, 22. A preparação ocorre em cada cartório eleitoral, conforme o cronograma definido pela Justiça Eleitoral. O procedimento inclui a geração das mídias, a carga dos sistemas e dos dados necessários para a votação, além da verifi-

cação dos equipamentos, testes operacionais e lacração das urnas. Em Estrela, a atividade será executada ao longo da próxima semana. Conforme o chefe de cartório da 21ª Zona Eleitoral, Sandro Ferrari, a programação prevê a geração das mídias na

segunda-feira. A etapa tem início e término previstos para o mesmo dia. Na sequência, começa a preparação das urnas, com previsão de conclusão até quinta-feira à tarde. “Nós planejamos a execução desta atividade ao longo da semana inteira”, explica Ferrari. Segundo o chefe de cartório, a preparação das urnas pode se estender até sexta-feira, caso necessário. Após os procedimentos, os equipamentos são lacrados. A carga faz parte das medidas de segurança, controle e transparência da Justiça Eleitoral. Durante a preparação, os equipamentos passam por testes e conferências previstos nas normas do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O processo também pode ser acompanhado por entidades fiscalizadoras habilitadas, conforme as regras eleitorais. A Justiça Eleitoral gaúcha realiza a preparação em todas as zonas eleitorais do Estado. O cronograma estadual prevê a conclusão da carga das urnas até 28 de setembro. Após essa etapa, os equipamentos permanecem sob responsabilidade da Justiça Eleitoral até o encaminhamento aos locais de votação.

67ª Zona Eleitoral – Encantado Início: hoje 21ª Zona Eleitoral – Estrela Início: segunda-feira 29ª Zona Eleitoral – Lajeado Início: segunda-feira 125ª Zona Eleitoral – Teutônia Início: terça-feira 56ª Zona Eleitoral – Taquari Início: segunda-feira 93ª Zona Eleitoral – Venâncio Aires Início: segunda-feira 104ª Zona Eleitoral – Arroio do Meio Início: segunda-feira 145ª Zona Eleitoral – Arvorezinha Início: terça-feira

Como funciona • Carga Sistemas e dados da eleição são inseridos nas urnas. • Testes Equipamentos e informações passam por conferência. • Lacração Após a verificação, as urnas são lacradas e ficam prontas para a votação. • Distribuição Os equipamentos são encaminhados aos locais de votação.


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Publicações Legais

(51) 3710-4200

Clínica Experts S.A.

Relatório da Administração Em cumprimento às disposições legais e estatutárias, vimos apresentar a V. Sas., o Balanço Patrimonial e CNPJ nº 35.826.286/0001-43 NIRE 43300078957 demais Demonstrações Financeiras relativo ao exercício social encerrado em 31.12.2025. As notas explicativas da administração são parte integrante das demonstrações contábeis. Balanços patrimoniais em 31 de dezembro de 2025 e 2024 (Em reais) ATIVO

31/12/2025 31/12/2024 PASSIVO E PATRIM. LIQ. 31/12/2025 31/12/2024 (não auditado)

(não auditado)

Demonstrações do resultado para os exercícios findos em 31 de dezembro de 2025 e 2024 (Em reais) 31/12/2025 31/12/2024

Passivo circulante Fornecedores .................. 377.388 167.620 (não auditado) 3.432.258 18.796 Financiamentos e Receita operacional líquida . 6.659.242 2.568.367 290.000 290.000 Custo dos serviços 300.521 9.386 empréstimos ................... Obrigações sociais .......... 556.463 264.939 prestados ........................ (428.610) (1.077.287) 485.806 185.509 Lucro bruto .................... 6.230.632 2.871 2.871 Obrigações tributárias ..... 1.491.080 495.529 17.467 Despesas operacionais 1.480 - Adiantamento de clientes 925.535 Despesas operacionais ... (7.431.499) (2.708.346) 3.737.130 31.053 Total passivo circulante 2.205.186 Passivo não circulante Resultado antes do Financiamentos e resultado financeiro ..... (1.200.867) (1.217.266) empréstimos ................... 15.000 45.000 Receitas financeiras ........ Ativo não circulante 119.127 19.082 15.000 45.000 Imobilizado ...................... 368.810 72.659 Total passivo não circulante Resultado antes do Investimentos .................. 1.007 825 Patrimônio líquido imposto de renda e da Capital social ................... 5.725.000 725.000 Total ativo não circulante ............... 369.817 73.484 Prejuízos acumulados ..... (3.838.239) (1.590.998) contribuição social ...... (1.081.740) (1.198.184) Total patrimônio líquido 1.886.761 (865.998) Imposto de renda e contribuição social Total do passivo e (494.081) 104.537 corrente ......................... (1.165.501) Total do ativo ................. 4.106.947 104.537 patrimônio líquido ........ 4.106.947 Imposto de renda e Demonstrações das mutações do patrimônio líquido para os exercícios findos em contribuição social 31 de dezembro de 2025 e 2024 (Em reais) diferido ........................... Resultado do exercício . (2.247.241) (1.692.265) Capital Lucros/prejuízos social acumulados Total Saldos em 31 de dezembro de 2023 (não auditado) ......... 725.000 285.419 1.010.419 Tiago de Oliveira Mario - Presidente Distribuição de lucros ............................................................. (184.152) (184.152) CPF: 023.523.330-75 Resultado do exercício ........................................................... (1.692.265) (1.692.265) LENZ CONTABILIDADE S/S Saldos em 31 de dezembro de 2024 (não auditado) ......... 725.000 (1.590.998) (865.998) Tiago Roberto Lenz - Contador Aumento de capital social....................................................... 5.000.000 5.000.000 CPF: 822.441.970-34 Resultado do exercício ........................................................... (2.247.241) (2.247.241) CRC: RS-100.765/O-5 Saldos em 31 de dezembro de 2025 ................................... 5.725.000 (3.838.239) 1.886.761 Ativo circulante Caixa e equivalentes de caixa .......................... Adiantamentos................. Tributos e contribuições a compensar ................... Despesas antecipadas .... Total ativo circulante .....

Extrato das Notas Explicativas - Clínica Experts S.A. (Exercício findo em 31/12/2025) Contexto Operacional: A Clínica Experts S.A., sediada em Lajeado (RS), atua no desenvolvimento, licenciamento e comercialização de software próprio no modelo Software as a Service (SaaS) voltado à gestão integrada de clínicas e consultórios. Durante o exercício de 2025, a companhia foi transformada de sociedade empresária limitada para sociedade por ações (S.A.). Práticas Contábeis e Critérios de Avaliação: As demonstrações contábeis foram elaboradas de acordo com as práticas contábeis aplicáveis a pequenas e médias empresas (CPC PME / NBC TG 1000) e a legislação societária brasileira. Foi adotado o custo histórico como base de mensuração, com exceção das aplicações financeiras que são avaliadas pelo valor justo. As receitas de prestação de serviços são reconhecidas de forma linear ao longo do período contratual. Os ativos e passivos financeiros são majoritariamente mensurados ao custo amortizado. Depreciação: A depreciação do ativo imobilizado é calculada pelo método linear, baseada na vida útil estimada de cada item. A vida útil média aplicada é de 10 anos para máquinas, equipamentos, móveis e instalações, e de 5 anos para veículos e equipamentos de informática e comunicação. Garantias sobre Bens: A Companhia não possui bens do ativo imobilizado dados em garantia de empréstimos e financiamentos na data-base de 31 de dezembro de 2025. Taxas e Vencimentos das Obrigações de Longo Prazo: A Companhia possui financiamentos bancários (incluindo subvenção via PRONAMPE) com encargos anuais médios de 6,17% a.a. e vencimento em 15/06/2027. Há também um contrato de mútuo firmado com sócio, sem remuneração por encargos financeiros, a ser liquidado em parcelas mensais com vencimento final em 31/12/2026. O saldo total registrado no passivo não circulante (longo prazo) é de R$ 15.000, com vencimento programado para 2027. Composição do Capital Social: Em 31 de dezembro de 2025, o capital social da Companhia é de R$ 5.725.000,00, representado por 5.725.000 ações ordinárias nominativas, sem valor nominal. No exercício, houve um aumento de capital no valor de R$ 5.000.000,00 mediante a emissão de 120.835 ações ordinárias nominativas, passando de R$ 725.000 (setecentos e vinte e cinco mil reais) para R$ 5.725.000 (cinco milhões, setecentos e vinte e cinco mil reais). Ajustes de Exercícios Anteriores: Ocorreu o registro de um ajuste de exercícios anteriores com impacto negativo de R$ 34.111 no resultado do exercício de 2025, demonstrado na linha de Outras receitas (despesas) operacionais. Eventos Subsequentes Relevantes: O documento referenciado não reporta a ocorrência de eventos subsequentes relevantes nas notas explicativas.


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Sexta-feira, 18 de setembro de 2026

RECURSOS AO ESPORTE DO VALE

LEI DE INCENTIVO APROVA OITO PROJETOS DA REGIÃO

Iniciativas de Teutônia, Lajeado e Taquari somam mais de R$ 1,3 milhão e poderão buscar patrocínios por meio da dedução de ICMS

DIVULGAÇÃO

Ezequiel Neitzke

ezequiel@grupoahora.net.br

O

Diário Oficial do Estado publicou a relação dos projetos contemplados no edital 01/2026 da Lei de Incentivo ao Esporte (LIE). Entre os 95 projetos que tiveram a documentação aprovada estão oito iniciativas de municípios do Vale do Taquari, que juntas representam mais de R$ 1,3 milhão em recursos autorizados para captação. A LIE permite que empresas direcionem parte do ICMS devido para o patrocínio de projetos esportivos aprovados pelo Estado. Após a autorização, as entida-

Associação Desportiva e Cultural dos Vales – Adesva foi contemplado com o projeto “Um Salto para o Futuro”

des responsáveis podem buscar empresas interessadas em apoiar as ações. Os projetos contemplados terão prazo de um ano para executar as atividades, a contar do início da execução. Entre as iniciativas regionais está o Corredores de Teutônia 2026, da Fundação Agrícola

O REGIONAL MAIS PARELHO DAS ÚLTIMAS DÉCADAS

Teutônia, com R$ 249.992,76 autorizados. Também de Teutônia, a Associação Mão de Pedra teve dois projetos contemplados: Ginga Teutônia – Ano II, no valor de R$ 199.296,60, e Jiu-Jitsu para Todos: Inclusão e Cidadania, com R$ 93.172,60. A Associação Teutoniense de

Futsal também foi contemplada com o projeto Semeando o Futuro do Futsal 2026/2027, que poderá captar R$ 146 mil. Já a Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) de Teutônia teve aprovado o +Paradesporto Apae Teutônia, com R$ 91.679,40. Em Lajeado, o Motoclube Lajeado Vencedor – 2026, do Motoclube Lajeado Offroad, recebeu autorização para captar R$ 163.550. Já a Associação Desportiva e Cultural dos Vales poderá buscar R$ 200 mil para o projeto Um Salto para o Futuro. O município de Taquari também aparece na lista com o projeto Capoeira para Crescer – Capoeira Inclusiva Apae Taquari, da Associação Raízes da Capoeira, contemplado com R$ 193.560. Ao todo, os 95 projetos aprovados no edital 01/2026 representam R$ 18,8 milhões em recursos autorizados para captação. A aprovação da documentação, no entanto, não significa liberação automática dos valores: as entidades ainda precisam captar os recursos junto às empresas interessadas em patrocinar as iniciativas.

EZEQUIEL NEITZKE ezequiel@grupoahora.net.br

Acompanho a Copa Certel/Sicredi há mais de duas décadas e, desde 2014, faço parte da cobertura direta da competição. Nesse período, vi campanhas dominantes, decisões históricas e zebras que ficaram na memória. Mas o que a Série A de 2026 apresenta é diferente. Não lembro de um Regional tão equilibrado. A duas rodadas do fim da fase classificatória, nenhuma das 19 equipes da categoria Principal está matematicamente eliminada. Do líder Brasil ao último colocado, todos ainda têm motivos para acreditar na classificação. O mais impressionante é que nem mesmo a rodada deste domingo será suficiente para definir todos os classificados. A matemática empurra a decisão para 27 de setembro, quando a última rodada promete transformar cada campo em palco de uma decisão. É justamente aí que está a grandeza desta edição. Não há espaço para acomodação, muito menos para entrar em campo pensando apenas no adversário. Cada ponto, gol, cartão e resultado pode alterar completamente o cenário. Para o torcedor, é o melhor dos mundos. Para os clubes, tensão máxima. E para quem acompanha o Regional há tantos anos, fica a sensação de estar diante de uma edição especial. O dia 27 de setembro ainda não chegou, mas já tem lugar reservado na história do futebol amador do Vale do Taquari.

DIVULGAÇÃO

Em Santa Emília, Venâncio Aires, a pequena Helena, de quase dois anos, ficou o jogo todo ao lado do campo apoiando o avô e técnico do Boavistente, Airton Radavelli

ZULLY ABELLA/VISI AGÊNCIA/DIVULGAÇÃO

A fotógrafa Zully Abella registrou a invasão do Bilu, um cão caramelo, duas vezes, durante a partida entre Gaúcho, de Progresso, e Cruzeiro, de Cruzeiro do Sul. Nas duas vezes, o maqueiro Fabrício Barbieri, com todo o cuidado, o retirou do campo


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Sexta-feira, 18 de setembro de 2026

por Luciane Ferreira

Escola celebrava 100 anos de fundação A Escola Municipal de Ensino Fundamental Pedro Jorge Schmidt celebrava o centenário de fundação em setembro de

2006. Uma extensa programação marcou os 100 anos da instituição localizada na Linha Delfina, em Estrela. Apresentações artísticas

e pronunciamentos de autoridades, como o então prefeito Celso Brönstrup, fizeram parte das comemorações.

Apresentações artísticas marcaram as comemorações do centenário

Pioneirismo no ensino à distância Em parceria com duas instituições de ensino superior, o município de Bom Retido do Sul abria 200 vagas para o curso de pedagogia. A primeira turma contabilizou 102 inscritos. A redução de tempo de deslocamento até uma universidade era apontada como um fator positivo.

Lajeado:

problemas de cidade em crescimento

As autoridades locais identificavam um grande problema em Lajeado: precariedade das redes de esgoto fluvial e cloacal. À época, os técnicos estavam preocupados

Tubulação inacabada e despejo de efluentes eram problemas a serem resolvidos

com o despejo perto do Moinho Estrela e outro às margens da rodovia Presidente Kennedy (atual BR-386). Naquele ponto havia suspeita de resíduos químicos.

Estrela ganharia agência do Banrisul O governo do Estado abria concorrência para construção da sede do Banrisul, em Estrela. O prédio ficaria na esquina das ruas Tiradentes e Venâncio Aires, “pouco abaixo do prédio da antiga estação rodoviária”.

Hoje é - Dia dos Símbolos Nacionais - Dia Nacional da Televisão no Brasil


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Sexta-feira, 18 de setembro de 2026

MATEUS SOUZA

RODRIGO CURY

ARTIGO

Jornalista

O “lado A” e o “lado B” dos candidatos

Especialista em Inovação

Nunca fomos tão inteligentes. E você nisso tudo?

N

T

em sido interessante acompanhar as entrevistas com os candidatos a deputado federal e estadual aqui da região. Em diferentes momentos, eles circularam pelos ambientes do A Hora nas últimas semanas. Seja no estúdio de rádio, seja no nosso espaço para gravação de podcasts, ou mesmo na recepção. É uma oportunidade para conhecer não apenas as propostas, os planos e o que pensam os candidatos sobre diferentes temas de interesse regional. Mas também quem são essas pessoas, suas trajetórias, suas preferências. Ouvir histórias curiosas de cada um, como foi a infância e como chegaram à política. Se são gremistas, colorados ou alviazuis (torcedores do Lajeadense), se preferem churrasco ou carreteiro, qual o livro favorito, entre outras curiosidades. Esse espaço para humanização dos candidatos também é uma ferramenta importante para o eleitor decidir (ou não) o seu voto no dia 4 de outubro. Sem dúvidas o aspecto político e a convergência de ideias pesa mais, mas essa proximidade também auxilia.

Por vezes, o candidato também é vizinho, conhecido da família, um ex-colega de trabalho ou um amigo dos tempos de escola. São 19 nomes vinculados à região. Ou seja, não faltam opções, da esquerda à direita, ligados a diferentes partidos políticos. Nossa região tem, sim, potencial (e votos) para eleger pelo menos um, dois, até três candidatos. No passado, com população menor, já foi possível essa conquista. Por que não acreditar que, em 2026, também possamos melhorar nossa representação?

ALIÁS Ao acompanhar reportagens de veículos de comunicação de

outras regiões gaúchas, também percebo a preocupação destes com a representação política, ao privilegiarem candidatos identificados com as demandas locais. A cobertura regional é um dos grandes baratos do jornalismo do interior, e em período eleitoral, não tem como ser diferente. No A Hora, fortalecer a região está dentro da nossa política editorial. Ter representantes na Assembleia Legislativa e no Congresso facilita essa construção. Um deputado vai resolver todos os nossos problemas? Não. Mas ajuda a nossa região a ter voz. A ser mais ouvida nas esferas estadual e federal. É uma ponte importante entre a população e a autoridade máxima.

Onde acompanhar as entrevistas SABATINAS – Na Rádio A Hora 102,9, entrevistas com duração de 25 minutos. Repercussão no site grupoahora.net.br, no Instagram @grupoahoraoficial e na edição impressa do Jornal A Hora.

QUIZ COM OS CANDIDATOS – No Instagram @grupoahoraoficial. Já foram gravadas entrevistas com todos os candidatos locais. Consiste em dez perguntas, conduzidas pela colega Karine Pinheiro.

CAFÉ COM MARTINI – Entrevistas mais leves e descontraídas com os candidatos, conduzidas por Rodrigo Martini. Conversas completas estão disponíveis no canal A Hora TV, no YouTube. No instagram @ radioahoracortes, são veiculados pequenos trechos das conversas.

unca fomos tão inteligentes em termos de capacidade disponível — biológica, coletiva e artificial. Vivemos uma oportunidade sem precedentes de aprender mais, projetar melhores soluções e contornar dificuldades que antes impediam muitas ideias de saírem do papel. As tecnologias que estão ao nosso alcance hoje, literalmente na palma da mão, permitem que nos tornemos “super-humanos”. Mas os diferentes tipos de inteligência não servem para nada sem uma ação. E você nisso tudo? Essa pergunta tem se tornado especialmente importante à medida que a inteligência artificial avança. No último dia 3 de setembro, a OpenAI lançou oficialmente o seu novo modelo de IA: GPT-6 Astra, que, diferente de seus antecessores, funciona como um agente altamente autônomo com capacidades revolucionárias para realizar atividades complexas. Antes de mais nada, vale separar dois conceitos frequentemente confundidos: inteligência e pensamento. Inteligência é a capacidade de aprender, compreender contextos, resolver problemas — um potencial que existe mesmo quando não está em uso. Já o pensamento é a ação, o processo de colocar essa capacidade em prática: planejar, interpretar, julgar, imaginar, decidir, priorizar. Pensar é uma habilidade — não uma consequência automática da inteligência. O que muda radicalmente nesse momento é que o pensamento humano deixou de ser exclusivamente biológico. A inteligência artificial pode amplificar as nossas capacidades e habilidades — entender isso é o primeiro passo. A criatividade para propor novas soluções, quando apoiada por IA, deixa de depender apenas do repertório individual e passa a se alimentar de ecossistemas inteiros de conhecimento. E muitas daquelas tarefas árduas que fazem parte da etapa de validação de uma nova ideia — realizar pesquisas, simular cenários, sintetizar informações complexas, descobrir inconsistências, identificar padrões — hoje podem ser feitas em minutos, de forma simples, sem precisar ser um profissional de tecnologia. Existem, sim, algumas armadilhas. E a primeira delas começa na origem: a matéria-prima da IA são os dados. Mas dados não têm vida própria, eles são selecionados, tratados e interpretados por alguém, ou por um comando que respeita um conjunto de regras validadas por alguém. A IA responde rápido e convence rápido. Mas velocidade sem pensamento crítico pode ser o caminho mais curto para repetir os mesmos erros, agora com a “autoridade” de quem cita um monte de números e gráficos bonitos. À medida que a adoção da IA se intensifica, ela também molda decisões, repertórios e formas de pensar. Já não faz sentido perguntar onde termina o humano e começa a máquina. Ideias estão nascendo nesse contexto híbrido e as novas soluções serão, cada vez mais, criadas em colaboração com essa nova inteligência. Depois de muitas conversas com líderes e empreendedores sobre inteligência artificial, cheguei a uma conclusão: a vantagem competitiva não está na IA. A tecnologia está cada vez mais acessível a todos. O diferencial está em quem consegue usá-la para amplificar criatividade, pensamento crítico, capacidade de execução e, principalmente, gerar valor. E você nisso tudo?

A IA responde rápido e convence rápido. Mas velocidade sem pensamento crítico pode ser o caminho mais curto para repetir os mesmos erros.”


Sexta-feira, 18 de setembro de 2026 Fechamento da edição: 18h

MÍN: 9º | MÁX: 26º

O tempo segue firme no Vale, e o sol aparece intercalado por períodos de maior nebulosidade.


Reconstrução chega ao interior DANIÉLY SCHWAMBACH

Avulso: R$ 5,90

51 3712.1250

51 98650.5460

Estrela • Teutônia • Bom Retiro do Sul • Fazenda Vilanova • Colinas • Imigrante

PÁ G I N A S | 8 e 9

Sexta-feira, 18 de setembro de 2026 Ano 60 | Edição nº 3137 Fundado em 13 de Janeiro de 1966

Habitação a mais de 100 famílias até o fim do ano

POLÍTICA

Câmara vota hoje financiamento de R$ 150 milhões DANIÉLY SCHWAMBACH

KARINE PINHEIRO

Sessão extraordinária foi convocada quatro dias após projeto sair da pauta. Operações de crédito tem objetivo de refinanciar contratos anteriores e investir em infraestrutura. PÁ G I N A S | 2 e 3

CARAVANA NG

Festa aumenta vínculos e fortalece tradição DANIÉLY SCHWAMBACH

Projetos habitacionais em Colinas, Bom Retiro do Sul e Fazenda Vilanova somam 103 casas e atendem famílias atingidas pelas enchentes e moradores em situação de vulnerabilidade social Os projetos habitacionais avançam em três municípios da microrregião e seguem diferentes frentes de atendimento. Em Colinas, 17 famílias atingidas pela enchente de 2023 recebem as chaves das novas moradias no Loteamento Pôr do Sol. Em Bom Retiro do Sul, 66 casas estão em fase de acabamento e devem ser entregues em setembro a

moradores que perderam suas residências ou tiveram os imóveis condenados após a cheia de 2024. Já em Fazenda Vilanova, 20 unidades do projeto Casa Sua são destinadas a famílias em situação de vulnerabilidade. Juntos, os projetos representam 103 novas moradias e investimentos públicos e privados na habitação.

PÁ G I N A S | 6 e 7

Celebração anual reuniu 550 pessoas na comunidade católica, em evento com almoço, distribuição de brindes, baile e brincadeiras conduzidas pela equipe do Nova Geração. PÁ G I N A S | 10 e 11


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Sexta-feira, 18 de setembro de 2026

LEGISLATIVO

CAFEZINHO “Eu gosto de fazer o bem. Enquanto Deus me der força, vou continuar”

Crédito de R$ 150 milhões se aproxima de nova votação Após retirada de pauta, vereadores tiveram três dias para analisar a proposta que combina refinanciamento de dívidas e novos investimentos. Presidente Elio Kunzler pretende recolocar o projeto no plenário em sessão extraordinária

Estrelense de coração, como gosta de se definir, Gelci Thomas nasceu em Bom Retiro do Sul e chegou a Estrela aos 13 anos, onde construiu a vida. Hoje, aos 70, parte dessa história passa pelo Hospital Estrela, da Rede de Saúde Divina Providência. Há 17 anos nas Voluntárias, ela coordena o grupo que transforma tempo, habilidade e doações em cuidado com quem precisa. Daniély Schwambach daniely@grupoahora.net.br

Como começou tua história com as Voluntárias? Gelci - Foi por meio de uma amiga. A mãe dela, Terezinha Sfoglia, já fazia parte do grupo e me convidou. Ela foi minha madrinha, porque sempre havia alguém que te apresentava a esse trabalho. Vim uma tarde e nunca mais saí. Já são 17 anos. Mas ajudar sempre fez parte da minha vida. Se sabia de alguém que precisava de alguma coisa, levava para casa, separava e procurava uma forma de ajudar. Meu marido sempre me apoiou nisso. E como chegou à coordenação? Gelci - A coordenadora era Lore Ruchel. Ela tinha um carinho enorme por todas as voluntárias, mas nós conversávamos muito e ela sempre dizia que, quando não estivesse mais aqui, eu deveria assumir. Eu pensava: “Meu Deus, o que vou fazer?”. Quando ela faleceu, acabei assumindo e já faz mais de dez anos. Mas aqui somos uma equipe. Cada uma tem sua habilidade e todas se ajudam. Como esse trabalho chega aos pacientes? Gelci - Ajudamos principal-

mente os pacientes atendidos pelo SUS. A Assistência Social nos avisa quando identifica alguma necessidade e organizamos roupas, travesseiros, enxovais e outros itens. Também visitamos os quartos, principalmente quando tem uma criança internada ou uma mãe que ganhou bebê. Muitas vezes, além da doação, a pessoa precisa de atenção e de alguém para conversar. O trabalho também acontece fora do hospital? Gelci - Sim. Quase todas fazem alguma coisa em casa. Eu costuro, faço crochê e artesanato. Aproveitamos o que recebemos. Calças jeans viram tapetes, sacos de ração viram sacolas e tecidos ganham novas utilidades. Cada uma contribui com aquilo que sabe fazer.

Daniély Schwambach daniely@grupoahora.net.br

ESTRELA

Q

uatro dias depois de sair da pauta em meio a um dos debates mais acalorados do Legislativo neste ano, o projeto que autoriza até R$ 150 milhões em operações de crédito volta ao plenário nesta sexta-feira, 18. A câmara de Vereadores de Estrela antecipa a análise, antes prevista para segunda-feira, 21, e convoca sessão extraordinária para as 11h de hoje. A proposta reúne duas frentes. Parte da autorização pode ser usada para substituir ou refinanciar financiamentos

já contratados por condições consideradas mais vantajosas. Outra parcela abre espaço para novos investimentos, sobretudo em infraestrutura e mobilidade. O Projeto de Lei nº 92-02/2026 estabelece um teto global de R$ 150 milhões para uma ou mais operações junto à Caixa Econômica Federal. Isso não significa contratação imediata ou obrigatória de todo o montante. Cada operação depende das condições da linha de crédito, capacidade de pagamento e análises técnicas, jurídicas, fiscais e financeiras. A justificativa encaminhada pelo Executivo informa que o conjunto dos financiamentos atuais possui R$ 72,79 milhões ainda a amortizar. A prefeita Carine Schwingel (MDB) afirma que cerca de R$ 58 milhões estão entre os contratos que o governo pretende avaliar para refinanciamento

Quatro dias após adiamento A primeira tentativa de votação ocorreu na segunda-feira, 14. Durante a sessão, Eder Follmann (Progressistas) e Volnei Leandro Zancanaro (Progressistas) cobraram informações adicionais sobre custos das operações atuais,

Qual tua parte preferida como voluntária? Gelci - Gosto de estar com as gurias, mas minha parte preferida são as visitas aos quartos. Gosto de conversar com os pacientes e conhecer as pessoas. Muitas estão debilitadas e ficam felizes quando alguém chega para conversar. Para mim, esse trabalho vai muito além de fazer uma doação. E o que te motiva a continuar depois de 17 anos? Gelci - Gosto de fazer o bem, não só aqui. Tenho outras três amigas e também ajudamos com alimentos, roupas, fraldas e o que for necessário. Se não temos, vamos atrás ou compramos. Meu marido também ajuda, inclusive buscando doações. Já pensei em dar espaço para outras pessoas, mas adoro o que faço. Enquanto eu puder e Deus me der força, vou continuar.

juros, prazos, impacto futuro das parcelas e investimentos que podem receber os recursos. O projeto saiu da pauta e não foi votado naquela noite. Os dois afirmaram não ser contrários ao refinanciamento ou às obras, mas defenderam mais detalhes antes da autorização. Follmann classificou a aprovação naquele momento como um possível “cheque em branco”, enquanto Zancanaro sustentou que precisava de documentação suficiente para justificar o voto. Do outro lado, vereadores favoráveis à proposta argumentaram que o texto tem caráter autorizativo e que as condições de cada operação só ficam definidas no momento da contratação. Daniel da Silva (MDB) também lembrou que o assunto já havia passado pelas comissões com representantes técnicos do Executivo. Depois do aumento do tom das manifestações, o presidente Elio Jair Kunzler (MDB) suspendeu os trabalhos por cerca de cinco minutos, consultou a assessoria jurídica e retirou a matéria da pauta. Ao explicar a decisão, Kunzler disse que o intervalo daria aos vereadores mais tempo para “analisar melhor, esmiuçar mais o projeto”. A previsão inicial era de retorno na segunda-feira,

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Sexta-feira, 18 de setembro de 2026

DANIÉLY SCHWAMBACH

21. Após reunião das comissões nesta quinta-feira, 17, a Câmara antecipou a análise para hoje. A pauta também inclui o Pedido de Vistas nº 02/2026, de Zancanaro e Follmann.

Refinanciamento concentra primeira etapa A reorganização dos financiamentos aparece como um dos principais argumentos do Executivo para a autorização. Conforme números apresentados por Carine, os contratos atuais exigem cerca de R$ 26 milhões do caixa municipal em 2027. Se parte das operações for substituída nas condições buscadas pela prefeitura, a projeção reduz esse desembolso para até R$ 9 milhões no próximo ano. A administração menciona taxa próxima a 8% e quatro anos de carência nas tratativas. Essas condições, porém, não estão garantidas no texto em análise. O projeto determina que juros,

encargos, prazo de amortização e carência dependem das condições definidas pelo agente financeiro no momento da contratação. Além da possível reestruturação das dívidas, a autorização permite financiar pavimentação, drenagem, infraestrutura viária, mobilidade, acessibilidade, ciclovias, máquinas, equipamentos, estudos e projetos. A prefeitura trabalha com cerca de 20 projetos. Entre os primeiros apresentados estão intervenções nas estradas da Boa Vista, Fridolino Wietholter e João Pedro Mallmann, Rua Albino Horn e a criação de um anel viário interno. Os R$ 150 milhões, entretanto, ainda não estão divididos entre essas obras. A definição depende das operações que o município busca estruturar e das linhas de financiamento disponíveis. Com a antecipação, os vereadores decidem hoje se autorizam o Executivo a avançar na estruturação das operações. Mesmo em caso de aprovação, o valor não entra de forma automática no caixa municipal.

Após sair da pauta no dia 14, proposta que autoriza até R$ 150 milhões em operações de crédito deve retornar ao plenário na segunda-feira, 21.

RESUMO DA NOTÍCIA O projeto que autoriza até

R$ 150 milhões

em operações de crédito deve voltar ao plenário de Estrela hoje, após ser retirado da pauta. A proposta prevê refinanciamento de contratos atuais e novos investimentos em infraestrutura e mobilidade. Vereadores pediram mais informações sobre juros, prazos, impacto financeiro e aplicação dos recursos.

O QUE CHEGA À VOTAÇÃO Até R$ 150 milhões – limite global da autorização.

R$ 72,79 milhões – saldo a amortizar em todas as operações atuais. Cerca de R$ 58 milhões – contratos que o Executivo pretende avaliar para refinanciamento.

R$ 26 milhões –

pagamentos projetados para 2027 sem a reestruturação.

Até R$ 9 milhões – projeção do governo caso o refinanciamento avance. Hoje, às 11h – horário da sessão extraordinária.


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Sexta-feira, 18 de setembro de 2026

VISÃO

Fabiano Petter

EMPRESARIAL

Veja as matérias completas no site:

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SINTONIA - A Rhodoss Implementos Rodoviários participou da ExpoPostos 2026 em São Paulo, entre os dias 8 e 10 de setembro, marcando sua estreia em uma das principais feiras do setor de combustíveis, conveniência e serviços do país. Com sede em Estrela, a empresa atua na fabricação de semirreboques, bitrens e rodotrens, utilizando aço inox, carbono e alumínio. - O Colégio Martin Luther sediou o 44º Encontro Nacional de Conjuntos Instrumentais da Rede Sinodal de Educação (Encore). Entre instrumentos, ensaios, apresentações e momentos de convivência, estudantes de diferentes instituições da Rede Sinodal de Educação transformarama a programação em uma grande celebração da música. Ocorreu ainda o 44º Encontro Nacional, que teve como sede o Instituto Rio Branco, no município de São Leopoldo. - O ciclo de reuniões dos Núcleos Regionais Cooperativos da Certaja Energia terá início na próxima terça-feira, 22. Neste ano, os encontros terão uma atração especial: o espetáculo teatral “Entre o fio e a folha”, do Grupo Ueba – Produtos Notáveis, de Caxias do Sul.

Núcleo da CIC Teutônia faz visita técnica a empresas de Encantado

O

Núcleo de Mulheres Empreendedoras da CIC Teutônia promoveu, no último dia 9, visita técnica que reuniu as

nucleadas em uma programação com passagens por Di Hellen Cosméticos e Divine Chocolates, duas empresas localizadas em Encantado. Além das visitas, a

própria viagem proporcionou momentos de integração entre as nucleadas. A convivência ao longo do dia abriu espaço para conversas, troca de experiências e maior aproximação entre as participantes, fortalecendo os vínculos do grupo. A programação reuniu, assim, dois objetivos do Núcleo de Mulheres Empreendedoras: ampliar conhecimentos a partir do contato com outras realidades empresariais e criar oportunidades para que as integrantes se conheçam, compartilhem vivências e construam novas conexões.

- O Inflexão Summit 2026 ocorreu nessa quarta-feira, 16, no Teatro da Univates, em Lajeado. Sucedendo o tradicional Seminário Sincovat, o Inflexão Summit teve como objetivo levar reflexões e apresentar caminhos práticos para quem quer acompanhar as rápidas transformações do mercado. A programação abordou temas como saúde mental, inteligência artificial e reforma tributária. O evento foi uma realização do Sincovat, Sescon VT e Academia de Ciências Contábeis do Rio Grande do Sul. - Os associados da Certel Cooperativa passam a contar com a possibilidade de contratar o Plantão Médico Virtual 24h da Unimed VTRP, uma alternativa de atendimento médico remoto, com contratação simplificada e valores acessíveis.

AGENDA Neste sábado, 20h30min: Festa/Show, Poesia e Companhia - Soges, Estrela

Empreendedoras se reúnem em momento de conexões e networking em Bom Retiro do Sul O Núcleo da Mulher da Associação Comercial, Industrial e Agropastoril de Bom Retiro do Sul (Aciab) promoveu neste mês o seu primeiro encontro, batizado de Núcleo Conecta. Ao todo, 38 empreendedoras participaram da atividade na Forneria Pizzaria. O evento contou com palestras, rodadas de negócios e muito networking, gerando novas conexões entre as empresas e fortalecendo negócios locais.

Dia 24 de setembro: 12h: Almoço Empresarial CIC, em Teutônia. Dia 27 de setembro: 8h: 4º Etapa Circuito dos Vales, em Lajeado. Dia 2 de outubro: 12h: Reunião-Almoço Cacis, em Estrela. Dia 3 de outubro: 19h: Jantar Baile de Kerb na Lenz, em Estrela. Dia 8 de outubro: 12h: Almoço Empresarial CIC, em Teutônia. Dia 10 a 12 de outubro: 8h: 1º Festival Balonismo, em Estrela.

ANIVERSARIANTES da semana 18 de setembro – Estudio Odontológico Dra Teraine Forster (3 anos) 19 de setembro – RM Estruturas (9 anos) 20 de setembro – Jairo Maquinas (3 anos) Sua empresa também pode ser mencionada neste espaço. Envie a sua data comemorativa! Parabéns e um cordial abraço a todos.


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Sexta-feira, 18 de setembro de 2026

Cerca de 600 mesários iniciam preparativos às eleições de outubro na microrregião DANIÉLY SCHWAMBACH

Capacitação da 21ª Zona Eleitoral começou nesta semana, no Fórum de Estrela, e segue por Bom Retiro do Sul, Fazenda Vilanova e Colinas

SANDRO FERRARI CHEFE DO CARTÓRIO ELEITORAL

Sem o mesário não é feita a eleição. É uma maneira de a comunidade agradecer esse trabalho”

Daniély Schwambach daniely@grupoahora.net.br

ESTRELA

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preparação para as Eleições Gerais de 2026 entrou em uma nova etapa nessa segunda-feira, 14, com o início do treinamento dos mesários da 21ª Zona Eleitoral. A primeira capacitação ocorreu à tarde, no Fórum de Estrela, e integra uma agenda que mobiliza cerca de 600 pessoas entre Estrela, Bom Retiro do Sul, Fazenda Vilanova e Colinas. Somente em Estrela, cerca de 400 pessoas foram convocadas para atuar nas seções eleitorais. O treinamento segue ao longo da semana e termina na próxima segunda-feira. Conforme o chefe do Cartório Eleitoral, Sandro Ferrari, participam mesários, auxiliares e administradores de prédio. “São pessoas que exercem um trabalho essencial para a comunidade. Temos mesários que já desempenham essa função há vários anos e muitos trabalham voluntariamente”, destaca. Durante a capacitação, os participantes recebem orientações sobre funcionamento da urna eletrônica, montagem da seção, acessibilidade, documentos exigidos dos eleitores, biometria, abertura e encerramento da votação e divulgação dos resultados. Ferrari explica que uma das dúvidas recorrentes aparece justamente no fechamento dos trabalhos. Depois das 17h, o presidente da mesa precisa seguir procedimentos e códigos específicos na urna antes da

entrega dos documentos e equipamentos. Para o eleitor, a orientação é verificar com antecedência o local e a seção de votação, inclusive pelo aplicativo e-Título. Mesmo quem não possui biometria poderá votar, desde que esteja com a situação eleitoral regular e apresente documento com foto.

Mulheres são maioria Entre os convocados, um perfil chama atenção. Segundo Ferrari, as mulheres representam a maioria dos mesários observados na região, tendência que também aparece em outras zonas eleitorais do Estado. “É uma satisfação ver que a eleição é conduzida

por muitas mulheres. Temos também um grande número de voluntárias”, afirma. Uma delas é Fabiani Maria Zart Ferreira, 54 anos, de Estrela. Presidente da mesa da seção 67, no Colégio Santo Antônio, ela acumula três décadas de participação nas eleições. A trajetória começou quando ainda era solteira. Na época, o marido trabalhava no Fórum e a convidou para participar. Fabiani iniciou como secretária de mesa, passou por diferentes locais de votação e, depois de uma interrupção, voltou a ser chamada. “São 30 anos como mesária e eu particularmente gosto. Gosto de atender a população”, conta. Na seção onde trabalha, a presença de idosos exige atenção

Treinamento dos mesários da 21ª Zona Eleitoral começou nessa segunda-feira à tarde, no Fórum de Estrela. Cerca de 600 pessoas serão capacitadas nos quatro municípios atendidos pelo cartório

especial. “A gente tem que ter muita paciência e aguardar o tempo deles. Enquanto mesários, temos uma responsabilidade muito grande desde o preparo até o atendimento no domingo.”

Mesário Cidadão estreia neste ano Além do treinamento, a eleição deste ano terá uma novidade em

Estrela. O Cartório Eleitoral e a Câmara de Comércio, Indústria, Serviços e Agronegócio de Estrela (Cacis) criaram o programa Mesário Cidadão, com participação de estabelecimentos locais. A iniciativa busca reconhecer o trabalho desempenhado no domingo da eleição e também contribuir para reduzir ausências entre os convocados. Cada mesário recebe R$ 65 de auxílioalimentação, mas a parceria acrescenta descontos, preços especiais e facilidades de entrega. “Sem o mesário não é feita a eleição. É uma maneira de a comunidade agradecer e valorizar esse trabalho”, afirma Ferrari. Entre os participantes está o Restaurante Pertutti, com desconto de 30%. O QuieroCafé preparou prato feito por R$ 28,90, com salada e café como cortesia. O Restaurante Blumen oferece 10% de desconto, enquanto a Padaria Bruxel terá buffet livre por R$ 40. O Restaurante Camuqueira fará tele-entrega gratuita de marmitas diretamente nas seções eleitorais. Já o Planeta Hambúrguer, com atendimento a partir das 18h, oferecerá 20% de desconto para mesários em pagamentos via Pix.


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HABITAÇÃO E IGUALDADE SOCIAL

Três cidades e o recomeço a mais de 100 famílias Colinas, Bom Retiro do Sul e Fazenda Vilanova avançam na construção de moradias para quem foi atingido pelas enchentes Lautenir Junior

lautenir@grupoahora.net.br

Karine Pinheiro

karine@grupoahora.net.br

MICRORREGIÃO

N

ovas moradias começam a mudar a realidade de famílias em Colinas, Bom Retiro do Sul e Fazenda Vilanova. Os três municípios avançam em projetos habitacionais que somam 103 casas, entre iniciativas voltadas à reconstrução após as enchentes e ações para famílias em situação de vulnerabilidade. Em comum, os projetos ampliam o acesso à moradia e representam novos endereços para moradores das três cidades. Em Colinas, 17 famílias recebem nesta semana as chaves das casas construídas

UCIANE SCHARDONG BENEFICIADA EM COLINAS

Quando veio o sim, fiquei feliz. Comecei a empacotar o que tinha em casa e comprar móveis. Agora vou ter minha casa de boneca”

pelo programa Minha Casa, Minha Vida, no Loteamento Pôr do Sol. A entrega representa o encerramento de uma espera que, para alguns moradores, começou ainda após a enchente de setembro de 2023. Entre os beneficiados está Luciane Schardong, que perdeu a residência na Linha Santo Antônio e precisou deixar o município. Depois da enchente, ela se mudou para Estrela. A dificuldade

para encontrar imóveis disponíveis para aluguel em Colinas tornou o retorno ainda mais distante. A espera pela nova moradia se estendeu por quase três anos, entre os trâmites do projeto e a execução das obras. A confirmação de que seria contemplada chegou em julho. Desde então, Luciane começou a organizar a mudança e a comprar alguns móveis para a nova casa. “Quando veio o sim, fiquei feliz. Comecei a empacotar o que tinha em casa e comprar móveis. Agora vou ter minha casa de boneca”, conta. A nova residência também permite que Luciane retome a vida no município onde morava antes da enchente. Os pais dela também foram contemplados e receberam uma unidade ao lado da filha. A proximidade é vista como uma forma de manter a família reunida e facilitar o apoio entre eles. As 17 casas possuem cerca de 44 metros quadrados, distribuídos entre dois dormitórios, banheiro, sala de estar, cozinha e lavanderia. As obras começaram em maio de 2025 e foram concluídas em LAUTENIR JUNIOR

Colinas Famílias recebem novas moradias no Loteamento Pôr do Sol, construído após os impactos das enchentes

março deste ano. A execução ficou a cargo da Artem Construtora e Incorporadora. Além de representar o retorno de famílias que precisaram deixar Colinas, a entrega encerra uma etapa de reconstrução e inicia o período de acompanhamento dos imóveis. A empresa permanece responsável pela garantia das unidades e por eventuais problemas relacionados a vícios construtivos. Para a diretora Bruna Arnholdt, o projeto carrega uma dimensão que vai além da execução das obras. A reconstrução habitacional ocorre em uma

JOICE HUVE HOSS GREGORIUS SECRETÁRIA DE HABITAÇÃO E DESENVOLVIMENTO SOCIAL DE BOM RETIRO DO SUL

Bom Retiro do Sul Casas do Loteamento Jardim Esperança estão na fase final de acabamento, com entrega prevista para o dia 29

As casas estão na fase de acabamento. A proposta é entregar as unidades prontas para que as famílias possam entrar e ter as condições básicas de uma moradia.”

região diretamente afetada pelos eventos climáticos e envolve famílias que tiveram suas rotinas alteradas pela perda da moradia. “As obras de reconstrução, antes de ser um trabalho efetivo e parte do planejamento estratégico, são uma missão. Executar obras com esse peso social, sobretudo na nossa região, traz uma responsabilidade ainda maior”, afirma.

Novo loteamento prepara 66 casas Em Bom Retiro do Sul, a reconstrução habitacional avança em uma escala maior. O município projeta para setembro a entrega das 66 casas do Loteamento Jardim Esperança, destinado a famílias que perderam suas moradias ou tiveram os imóveis condenados após a enchente de 2024. As unidades estão na fase final de acabamento e foram projetadas para serem entregues prontas para a ocupação. Cada casa possui dois quartos, banheiro, sala, cozinha e uma pequena área de serviço externa. As famílias também receberão os imóveis mobiliados, com camas, roupas de cama, sofá, mesa, cadeiras, geladeira e utensílios domésticos. A construção é custeada pela ONG União BR, enquanto o


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KARINE PINHEIRO

Vinte famílias devem receber novas casas até o fim do ano Em Fazenda Vilanova, 20 famílias devem receber novas moradias até o fim de dezembro por meio do projeto Casa Sua, do governo do Estado. As unidades ficam na rua São Paulo e atendem famílias em situação de vulnerabilidade. Parte das casas já está pronta, enquanto outras passam pela etapa final, com pintura e acabamentos. O Estado destinou R$ 1,6 milhão para o projeto. O município soma cerca de R$ 1 milhão entre a aquisição e doação do terreno, terraplanagem, construção e infraestrutura básica. A área foi adquirida pela prefeitura em 2013. As casas têm cerca de 44 metros quadrados, com dois quartos, sala, cozinha e área de serviço. Cada unidade ocupa um terreno de aproximadamente 200 metros quadrados. A escolha das famílias ocorre

por meio do Conselho Municipal de Assistência Social e do Cras, conforme critérios sociais. Entre as prioridades estão famílias com idosos, pessoas com deficiência e mães ou pais solteiros. Segundo o prefeito Amarildo Luis da Silva, a iniciativa atende uma demanda habitacional que já existia antes das enchentes e aumentou após os eventos climáticos de 2023 e 2024. “É um projeto que atende famílias que precisam de uma moradia e que, muitas vezes, não teriam condições de adquirir uma casa. O município fez a sua parte desde a preparação do terreno até a infraestrutura.” A pavimentação das vias e a construção das calçadas estão previstas para a etapa seguinte. A prefeitura aguarda a conclusão dos serviços mais pesados nas casas para evitar danos à

AMARILDO LUIS DA SILVA PREFEITO DE FAZENDA VILANOVA

É um projeto que atende famílias que precisam de uma moradia e que, muitas vezes, não teriam condições de adquirir uma casa”. pavimentação com o trânsito de caminhões. Paralelamente, o município avança na regularização fundiária. Conforme a prefeitura, mais de 70% dos lotes já estão regularizados, enquanto processos iniciados entre 2013 e 2016 estão em fase de conclusão. LAUTENIR JUNIOR

governo do Estado participou da preparação do terreno por meio da terraplanagem. O município estima ter investido cerca de R$ 3 milhões, considerando a doação da área, pavimentação, ajardinamento e infraestrutura, incluindo a instalação de fossas. A seleção dos beneficiários levou em conta uma série de critérios sociais. A pontuação considerou as condições da antiga moradia, o grau de destruição ou condenação do imóvel e a localização em área de risco, além da composição familiar, presença de idosos, pessoas com deficiência e crianças, famílias chefiadas

por mulheres, inscrição no CadÚnico e situação socioeconômica. Segundo a secretária de Habitação e Desenvolvimento Social, Joice Huve Hoss Gregorius, o objetivo é entregar as unidades com as condições básicas para que as famílias possam iniciar uma nova etapa. “As casas estão na fase de acabamento. A proposta é entregar as unidades prontas para que as famílias possam entrar e ter as condições básicas de uma moradia.” A previsão é que a entrega das chaves ocorra em 29 de setembro, às 11h.

Fazenda Vilanova Novas unidades habitacionais são construídas na rua São Paulo. Governo projeta entrega ainda neste ano


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RECONSTRUÇÃO RURAL

Arroio do Ouro mapeia resíduos das enchentes Levantamento iniciado em maio identificou 47 pontos em 24 propriedades e uma área amostrada de 700 hectares. Resultados serão apresentados à comunidade e ao Ministério Público no dia 23 de setembro, antes da definição dos próximos encaminhamentos Daniély Schwambach daniely@grupoahora.net.br

ESTRELA

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ais de dois anos depois das enchentes que transformaram a paisagem de Arroio do Ouro, parte do que a água deixou para trás começa a ganhar dimensão em números. O levantamento iniciado em maio identificou 153 mil metros cúbicos de resíduos em uma área de 700 hectares, espalhados

por propriedades da localidade. Agora, com o mapa concluído, o desafio passa a ser definir como esses materiais poderão sair do campo. Ao todo, 24 propriedades foram mapeadas e 47 pontos de coleta identificados. O volume representa uma média aproximada de 218 metros cúbicos por hectare. A maior parte corresponde a madeira e destroços de construções, mas também há móveis, materiais considerados perigosos e outros

resíduos que exigem destinação específica. Os resultados serão apresentados aos moradores no

salão da comunidade católica no dia 23 de setembro, em uma reunião que também deve contar com representantes do Ministério

Público. A devolutiva encerra uma primeira etapa do trabalho e abre caminho para a discussão sobre retirada, logística e destinação.


A HORA | 9

Sexta-feira, 18 de setembro de 2026 DANIÉLY SCHWAMBACH

Próxima etapa A reunião de 23 de setembro deve apresentar à comunidade os números consolidados, os pontos identificados e o material que será encaminhado ao Ministério Público. O encontro também marca uma mudança de fase. Até aqui, a pergunta principal era onde estavam os resíduos e qual a dimensão aproximada do problema. Com 47 pontos registrados, essa resposta começa a aparecer.

Moradores começaram em maio a registrar pelo aplicativo MapeiaResíduos os materiais deixados pelas enchentes. Quatro meses depois, o levantamento aponta 153 mil metros cúbicos distribuídos em 47 pontos de Arroio do Ouro.

Coordenador do Plano Recupera Rural RS, Ernestino Guarino afirma que o próximo movimento será justamente levar o levantamento a quem participou da construção dos dados. “O próximo passo é ter essa devolutiva com a comunidade de Arroio do Ouro agora no final do mês e apresentar para o Ministério Público tudo o que foi mapeado. Nossa expectativa é boa, eles nos acompanharam desde o início desse projeto. Agora é aguardar os próximos encaminhamentos”, destaca.

Do treinamento ao mapa O trabalho começou em maio, quando moradores participaram de uma formação para aprender a utilizar o aplicativo MapeiaResíduos. A ferramenta permite registrar pelo celular fotografias, localização por GPS, tipo de material e dimensões aproximadas dos resíduos encontrados dentro de cada propriedade. A iniciativa integra o Plano Recupera Rural RS e reúne a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Emater/RS-Ascar, Universidade Federal de Pelotas (UFPel), Ministério Público do Rio Grande do Sul e Prefeitura de Estrela. Desde o início, a proposta teve como base a participação dos próprios moradores. Em vez de depender apenas de equipes técnicas percorrendo toda a área, cada proprietário ajudou a construir o banco de dados a partir

O próximo passo será transformar o mapa construído pelos moradores em planejamento para retirada e recuperação ambiental. Para Arroio do Ouro, isso significa avançar de uma etapa de identificação para outra mais complexa, que envolve destinação, logística e recursos. Depois de meses registrando o que permaneceu nas propriedades, a comunidade aguarda agora o que virá depois do mapa.

da realidade encontrada dentro do imóvel. Essa metodologia exigiu atenção especial em Arroio do Ouro. Parte expressiva dos moradores é formada por pessoas mais velhas, muitas delas com pouca familiaridade com aplicativos e ferramentas digitais. Guarino explica que o processo foi adaptado para garantir a participação. “A comunidade tem muitos moradores de mais idade, então a gente deu bastante apoio nessa questão de usar o telefone. Eles receberam um guia, nós sempre estivemos abertos às dúvidas do pessoal e fomos acompanhando durante todo o processo.” No treinamento, caixas distribuídas nas proximidades da igreja serviram como simulação. Os moradores fotografaram, preencheram os dados e testaram o sistema antes de iniciar os registros nas próprias terras. O aplicativo também pode ser utilizado sem internet durante o preenchimento. As informações ficam armazenadas no aparelho e são enviadas ao banco de dados quando o telefone volta a ter conexão.

Participação foi decisiva Para Guarino, o resultado alcançado só foi possível porque os moradores assumiram o levantamento como parte do processo de reconstrução. “Se

não fosse pela participação da comunidade, a gente não teria chegado a esse resultado. Cada um fez o mapeamento dentro da própria propriedade e isso foi fundamental para construir esse levantamento.” A metodologia segue o conceito de ciência cidadã, no qual a população participa diretamente da produção das informações que depois servem de base para decisões técnicas e políticas públicas. Em maio, educadores ambientais ligados ao projeto já apontavam que a retirada dos entulhos permanecia entre as principais demandas das famílias atingidas. Antes de pensar em uma operação de limpeza, porém, era necessário identificar onde estavam os materiais, qual o volume aproximado e a composição dos resíduos. Quatro meses depois, o levantamento oferece essa primeira fotografia.

Peso ainda é estimativa O volume total chegou a 153 mil metros cúbicos. Uma conversão direta para toneladas, entretanto, não pode ser feita de forma exata nesta etapa porque o peso varia conforme o tipo de material. Uma estimativa preliminar trabalha com algo em torno de 35 mil toneladas na área analisada. O número pode mudar de forma significativa conforme a composição dos resíduos. Se houvesse predominância exclusiva de determinados tipos de madeira e destroços de construção, por exemplo, a massa poderia alcançar valores superiores. Por isso, a quantidade em toneladas só poderá ser dimensionada com maior precisão durante a remoção, quando os materiais forem separados e pesados.

Destinos diferentes O mapeamento também mostrou que a próxima etapa não poderá tratar todos os resíduos da mesma forma. Madeira e parte dos destroços de construção aparecem entre os materiais que podem ter uma solução diferente de móveis, resíduos perigosos e itens inadequados para determinadas formas de destinação. A expectativa preliminar é de que parte da madeira e dos restos de construção possam ser enterradas, caso esta solução seja considerada tecnicamente adequada. Já outros materiais precisarão de coleta específica e destinação compatível. Essa separação será determinante para calcular equipamentos, transporte, mão de obra e custos de uma futura operação.


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Sexta-feira, 18 de setembro de 2026

Festa reúne gerações e reforça laços em Colinas Cerca de 550 almoços marcaram o encontro anual da comunidade católica. Entre reencontros, brincadeiras da Caravana Conexão NG e baile com o Musical Star 3, programação reforçou relações construídas ao longo de anos Daniély Schwambach daniely@grupoahora.net.br

COLINAS

M

ais do que uma data no calendário, a festa anual da comunidade católica é um dos momentos em que vizinhos, famílias e amigos voltam a se encontrar no mesmo espaço. No domingo, 13, cerca de 550 almoços foram servidos em uma programação que reuniu tradição, trabalho voluntário e convivência entre diferentes gerações. Para quem ajuda todos os anos, o evento também

representa uma forma de manter a comunidade viva. Famílias se envolvem na venda das rifas, na organização, no almoço e nas demais atividades. Quem mora perto se reencontra. Quem já não participa da rotina da igreja volta naquele dia. E quem cresceu acompanhando a festa leva filhos e netos para repetir um costume antigo. A programação começou com missa e seguiu com almoço, sorteio, brincadeiras e baile. Neste ano, a Caravana Conexão NG também integrou a tarde, com dinâmicas para casais, homens, mulheres e crianças, além da distribuição de brindes oferecidos pelos patrocinadores. Entre as atividades estiveram a dança das bolinhas na testa e a dança da cadeira. Dois aniversariantes do dia também foram chamados e ganharam presentes. Tesoureira da comunidade há nove anos, Cristiane Lutz conhece bem essa rotina. O envolvimento começou há cerca de 25 anos, quando passou a conviver com a família do marido, já ligada às atividades da igreja. “Essa tradição vem mais da família do

meu marido. Quando comecei a namorar com ele, isso já fazia parte da vida deles. A gente acabou começando a se envolver e praticamente a vida inteira está dentro da comunidade, ajudando sempre de alguma forma”, conta. Para ela, depois de tantos anos ajudando, até sentar durante uma festa sem precisar trabalhar soa estranho. “A gente está tão acostumado a ajudar que parece estranho estar ali só como participante.”

Reencontro A força da festa aparece justamente nesse envolvimento. Não é apenas a programação que se repete de um ano para o outro, mas o compromisso das famílias em manter o espaço ativo e preservar uma tradição que já atravessa gerações. A rifa continua sendo uma das formas de mobilização. Cada número vendido dá direito a um cartão de almoço e participa do sorteio de prêmios. Mais do que arrecadar recursos, a dinâmica também envolve quem faz parte da comunidade na preparação da festa.

Neste ano, a organização ocorreu em um momento diferente. Desde a morte do antigo presidente, vítima de um acidente com trator, a função segue sem um novo responsável. Cristiane e o marido assumiram parte das tarefas para garantir a continuidade das atividades.

Caravana movimenta a tarde A presença da Caravana Conexão NG ampliou a integração entre os participantes. As brincadeiras envolveram diferentes idades e ajudaram a manter o salão movimentado depois do almoço. A ação contou com apoio de Cresol, Certel Cooperativa, Nutritec Nutrição Animal, Ótica Lauro e Conceito Materiais de Construção, responsáveis pelos brindes distribuídos durante a programação. Depois das dinâmicas e do sorteio, o Musical Star 3 assumiu a animação e conduziu o baile durante o restante da tarde. Mais do que manter uma programação anual, o encontro ajuda a preservar vínculos que fazem a comunidade continuar existindo.


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Sexta-feira, 18 de setembro de 2026

Fotos: DANIÉLY SCHWAMBACH


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Sexta-feira, 18 de setembro de 2026

SEMANA FARROUPILHA

Vidal transforma tradição gaúcha em experiência de aprendizagem FOTOS DANIÉLY SCHWAMBACH

Projeto História de Galpão leva costumes, memória e referências da cultura Guarani para dentro da escola. Acampamento Farroupilha mobiliza estudantes, professores e famílias em atividades construídas ao longo de setembro Daniély Schwambach daniely@grupoahora.net.br

ESTRELA

A

ntes dos piquetes ocuparem o ginásio, houve pesquisa, produção em sala de aula, cavalgada, oficinas e tarefas que aproximaram os estudantes de elementos que ajudam a formar a identidade do Rio Grande do Sul. Na Escola Estadual Vidal de Negreiros, a Semana Farroupilha deixou de ser apenas uma comemoração no calendário e passou a servir como instrumento de aprendizagem. O trabalho integra o projeto História de Galpão, desenvolvido desde 2009. Neste ano, as atividades partiram do tema dos festejos farroupilhas, com foco nos 400 anos das Missões Jesuíticas e na influência da cultura Guarani. Sepé Tiaraju, vocabulário, vestimentas, alimentação e brincadeiras tradicionais entraram nas tarefas propostas às turmas. O cronograma inclui produções como estátua em papel, estandartes, ponchos, chimarrão em argila, maquetes das Missões e jogos de peteca. A professora Gabriela Martins Junqueira explica que o projeto cresceu aos poucos. As primeiras ações envolviam oficinas de chimarrão e nó de lenço. Depois vieram tosquia de ovelhas, ferrageamento de cavalos, apresentações de CTGs, música, declamação, cavalgada e, a cada dois anos, o Acampamento Farroupilha. “O objetivo principal é vivenciar e experimentar essa cultura. Nem todo mundo vai a um CTG ou conhece alguém que participa. Aqui na escola eles conseguem conhecer a história, os costumes e as tradições”, afirma.

Entre os mais de 400 alunos envolvidos nas atividades da Semana Farroupilha, Kauê Andy Luiz da Rosa, 17, Eduarda Koch Wendt, 17, e Laura Gregory, 18, todos do terceiro ano, participaram da organização dos piquetes e dos trabalhos desenvolvidos ao longo do projeto.

Professora Gabriela Martins Junqueira

Escola vira galpão Na quarta-feira, 16, os alunos montaram os galpões no ginásio e receberam a Chama Crioula levada até a escola após a nona Cavalgada Estudantil. O cronograma previa ainda a exposição das produções feitas pelas turmas. Na quinta-feira, 17, o espaço virou cenário do Acampamento Farroupilha. Cada grupo assumiu um piquete e participou de atividades como estátua viva, apresentações artísticas, jogo da peteca e “cevador às cegas”. Também houve apresentação de gaita e carreteiro servido aos estudantes. As famílias também ajudaram na construção dos espaços, com

peças antigas, rodas de carreta, pelegos, panelas e outros objetos levados de casa. Para Gabriela, essa participação ajuda a aproximar o conteúdo da vida dos estudantes. “Tem gente que mora na zona urbana e não tem contato com a lida do campo. Então a gente traz um pouco disso para dentro da escola.” Nesta sexta-feira, 18, a programação segue com novas apresentações, roda de chimarrão e o encerramento dos piquetes. Depois, os galpões começam a ser desmontados. Mais do que reproduzir símbolos, o projeto tenta fazer com que os estudantes entendam de onde eles vêm, como foram incorporados à cultura regional e porque permanecem presentes até hoje.


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Sexta-feira, 18 de setembro de 2026

Uma vida de coragem DE

Airton Engster

MEMÓRIAS

aepan.ong@gmail.com

Prisca Becker Uma história de vida e superação Em setembro de 1969, o Jornal Nova Geração noticiou um grave acidente ocorrido em Estrela. Um Fusca, dirigido pelo professor Mário Becker, foi atingido por um caminhão F-600 que ficou desgovernado. O automóvel foi destruído pelo fogo e Prisca Becker, então com apenas 25 anos, sofreu graves queimaduras. Aquele acidente mudou para sempre a vida da jovem estrelense. Prisca Becker nasceu em 26 de novembro de 1943 e passou parte da infância na Linha Wink, ao lado dos pais, Leopoldo Becker e Verônica Skrzypczak. Em 1956, aos 13 anos, a família mudou-se para o bairro Cristo Rei. Aos 21

Mesmo carregando para sempre as marcas daquele acidente, Prisca Becker dedicou muitos anos de sua vida aos cuidados dos pais. Mais tarde, encontrou nos sobrinhos, familiares e vizinhos uma importante rede de apoio, que esteve presente em sua caminhada. Mantinha sua casa e seu jardim cuidados e preservava sua independência, realizando as atividades do cotidiano e procurando viver da melhor maneira possível.

Prisca faleceu em 5 de janeiro de 2026, aos 82 anos

anos, foi morar com uma irmã em Porto Alegre, onde permaneceu durante cinco anos, retornando a Estrela pouco antes do acidente de 1969.

Sua trajetória permanece como uma história de coragem, resistência e amor. Uma vida que começou marcada por uma tragédia, atravessou momentos de profunda dificuldade e encontrou forças para continuar. Fica o exemplo de uma mulher que aprendeu a conviver com as adversidades, reconstruir sua autoestima e seguir vivendo. Uma história que nos ensina que amar e ser amado também é uma forma de continuar vivendo. Fotos que ilustram a história de vida e familiar de Prisca Becker, gentilmente cedidas por Fabiane Becker.

Aprendendo a recomeçar Vieram meses de curativos, tratamentos e cirurgias reparatórias. Ao longo desse processo, foram 25 anestesias gerais. Aquela jovem, a quem haviam dado poucas chances de continuar viva, contrariou todas as previsões e começou, pouco a pouco, a reconstruir sua vida. Durante muito tempo, Prisca não teve contato com espelhos. Os médicos procuravam protegê-la do impacto provocado pelas graves queimaduras e pelas mudanças em sua aparência. Até que, certo dia,

viu seu reflexo no vidro de uma janela e começou a perceber a nova realidade que teria de enfrentar. Foram anos de adaptação. Durante cerca de cinco anos, evitou frequentar o Centro de Estrela e aparecer em público. Aos poucos, porém, recuperou a confiança e retomou sua vida. Depois da morte do irmão, em 1985, encontrou forças para superar definitivamente parte das inseguranças e seguir em frente.


14 | A HORA PALAVRAS CRUZADAS DIRETAS

www.coquetel.com.br Patrimônio Imaterial de São Paulo (Cul.) Princípios da Inércia e da Ação e Reação Medidas judiciais Ofensa à religião

Sexta-feira, 18 de setembro de 2026

© Revistas COQUETEL

Antiga instituição prisional para menores Tipo de Consistência ideal pilha do molho branco

Data especialmente divertida Cada para folha do calendário crianças

Programação das paróquias

Animal de minifazendas Organizador das Olimpíadas (sigla) Fernão (?), bandeirante paulista

Tetracampeão mundial de boxe

Beneficiário do voto de cabresto (Hist.) Forma sargentos Multidão (pop.)

Conquistou Afrodite com sua beleza (Mit. grega) Rio que corta Berna (Suíça)

Lado favorável de uma questão

O modo de agir do adolescente Único

"(?) ao Burguês", poema modernista Loja (?), plataforma de venda da Amazon

Toca o berrante para conduzir o gado Recorte que dá aderência ao pneu

Vitamina (?) e cama: conselho ao gripado

Rogério (?), treinador Acessório de cabelo

Restrição do diabético Comic-(?), feira "geek"

Antiga mensagem naval de socorro

Hidrocarboneto que compõe solventes Reginaldo Rossi: o Rei do Brega

Pecado, em inglês

3/sin. 6/adônis — on-line. 7/ciclano. 15/virado à paulista. V A E L I M I N A R E S H E R E S I A S C D I A S E V PO P O CO R O N E L S D A D O N I S E S A A A R A R I S CO F P P R O O R R BO I A D E I R O S U L C O D O CE I L U C E N I C I C L A NO L O G A S I R S I N T R A C I O N A C A R R O S S E L

BeiijiNNhhooss Gi

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Solução

Os livros dos irmãos mais queridos do Brasil!

DA

@editorapixel

23/09 - 22/10 23/10 - 21/11

Virgem: Família ajuda a organizar despesas e moradia. Negocie responsabilidades e prepare-se para um novo ciclo.

22/11 - 21/12

23/07 - 22/08

Leão: Documentos e conversas ajudam nos planos. Diplomacia melhora relações e finanças entram em fase positiva.

Sagitário: Amigos ajudam projetos criativos, enquanto amor e filhos exigem mais compromisso.

22/12 - 19/01

21/06 - 22/07

Câncer: Trabalho e decisões avançam. Reorganize a rotina, cuide da saúde e consolide planos de longo prazo.

Escorpião: Trabalho e finanças entram nos eixos. Renegocie valores, organize contas e renove sua imagem.

Capricórnio: Reavalie amizades e priorize relações alinhadas. Descanse e avance em projetos.

20/01 - 18/02

21/05 - 20/06

Gêmeos: Conversas fortalecem parcerias e projetos. Amigos apoiam ideias e o amor ganha mais segurança.

Libra: Acerte documentos, avance projetos com parceiros e tome decisões sobre o futuro.

Aquário: Cursos, viagens e publicações ganham força com apoio da sua rede.

19/02 - 20/03

21/03 a 19/04 20/04 - 20/05

Touro: Acertos financeiros organizam a rotina. Resolva pendências, cuide do corpo e evite cobranças excessivas.

23/08 - 22/09

HORÓSCOPO Áries: Diálogo favorece viagens, estudos e projetos. Organize documentos e fortaleça a confiança no amor.

IGREJA EVANGÉLICA

Sábado, 19 15h – Celebração do Batismo, no Santuário. 15h30min – Missa Sagrada Família, em Porongos. 17h – Missa São José, no Hospital. 17h – Missa São José Operário, no Bairro Imigrantes. 18h30min – Missa Santo Antônio, no Santuário.

Sexta-feira, 18 15h15min – Culto na Vovolândia. 19h30min – Lelut.

Domingo, 20 8h30min – Missa Santo Antônio, no Santuário. 8h30min – Missa São Tiago Apóstolo, em São Jacó. 8h30min – Missa São Luiz Gonzaga com Bodas, em São Luís. 10h – Missa São Francisco Xavier com Primeira Eucaristia, em Glória. 10h – Missa São Pedro Canísio com Primeira Eucaristia, em Arroio do Ouro. 19h – Missa Santo Antônio, no Santuário.

Domingo, 20 8h15min – Culto na Creche Colmeia. 9h45min – Culto na Comunidade São Lucas. 19h – Culto em Estrela com Santa Ceia.

Terça-feira, 22 18h30min – Missa Santo Antônio, no Santuário.

(?) natural, combustível econômico de veículos Puxa com cabo Novela infantil que foi sucesso no SBT

BANCO

PARÓQUIA SANTO ANTÔNIO

Peixes: Negociações trazem segurança. Defina valores e responsabilidades e mire metas maiores no trabalho.

Quarta-feira, 23 18h30min – Missa São José, no Hospital. Quinta-feira, 24 18h30min – Missa Santo Antônio, no Santuário.

Sábado, 19 8h15min – Ensino Confirmatório na Comunidade São Lucas, de Linha Wink. 9h30min – Ensino Confirmatório em Novo Paraíso.

10h30min – Missa Nossa Senhora do Rosário, em Linha Lenz, pelos 60 anos de Vida Religiosa da irmã Amália. 18h – Missa na Matriz São Cristóvão. Domingo, 20 8h30min – Missa na Matriz São Cristóvão. 10h – Missa São Vito, em Novo Paraíso, com Primeira Eucaristia. Segunda-feira, 21 19h30min – Tríduo em honra a São Miguel e Missa São Miguel, em Linha Geraldo Baixo.

Terça-feira, 22 14h30min – Oase nos bairros. 18h – Ensino Confirmatório do 1º Ano.

Terça-feira, 22 8h30min – Encontro dos padres e pastores do Vale do Taquari, na Paróquia São Cristóvão. 19h30min – Escola Bíblica na Matriz São Cristóvão, com padre Neimar Schuster.

Quarta-feira, 23 14h30min – Grupo de Idosos da Comunidade São Lucas, de Linha Wink. 18h – Ensino Confirmatório do 2º Ano.

Quarta-feira, 23 17h – Missa nas Irmãs Franciscanas, em Novo Paraíso. 19h30min – Missa do Tríduo de São Miguel, em Linha Geraldo Baixo.

Sexta-feira, 25 14h – Grupo de Diaconia em Estrela.

Quinta-feira, 24 16h – Missa da Saúde Nossa Senhora Aparecida, no Bairro das Indústrias. 19h30min – Missa Nossa Senhora da Imaculada Conceição, no Bairro Pinheiros.

PARÓQUIA SÃO CRISTÓVÃO Sábado, 19

Falecimentos Heidi Asela Hoffmann, aos 91 anos. O sepultamento ocorre nesta sexta-feira, 18, às 8h30min, no Cemitério Católico de Linha Terezinha, em Venâncio Aires. Inês Teresinha Ely, aos 80 anos. Foi sepultada no Cemitério Católico São José de São Rafael, em Cruzeiro do Sul. Danilo Ermindo Blank, aos 70 anos. Os atos fúnebres ocorreram com traslado ao Memorial e Crematório Ecumênico Jardim Montanha dos Vales, em Santa Cruz do Sul. Adailton Pereira da Silva, aos 64 anos. Foi sepultado no Cemitério Municipal de Canabarro, em Teutônia. João Baptista de Quadros, aos 85 anos. Foi sepultado no Cemitério Cruz das Almas, em Bom Retiro do Sul.

Enir Terezinha Figueiredo Cortes, aos 73 anos. Foi sepultada no Cemitério Católico Santo Antônio, em Santa Cruz do Sul.

Osmar Fernando Ehlers, aos 96 anos. Os atos fúnebres ocorreram no Memorial e Crematório Jardim Montanha dos Vales, em Santa Cruz do Sul.

Raymundo Nonato dos Santos Neves, aos 68 anos. Os atos fúnebres ocorreram no Memorial e Crematório Jardim Montanha dos Vales, em Santa Cruz do Sul.

Milton Plantholt, aos 72 anos. Foi sepultado no Cemitério Evangélico do Bairro Alesgut, em Teutônia.

Juarez Maciel Herrmann, aos 39 anos. Foi sepultado no Cemitério Católico de Nova Santa Cruz, em Santa Clara do Sul. Luziane Maria Lopes Gravina, aos 73 anos. Os atos fúnebres ocorreram no Memorial e Crematório Jardim Montanha dos Vales, em Santa Cruz do Sul. Antônio Roque, aos 68 anos. Foi sepultado no Cemitério Municipal de Roca Sales.

Érico Perotti, aos 91 anos. Foi sepultado no Cemitério Católico da Hidráulica, em Lajeado. Maria Gleci Lerner, aos 78 anos. Foi sepultada no Cemitério Católico de Posses, em Teutônia. Nelson Machado da Luz, aos 69 anos. Os atos fúnebres ocorreram no Memorial e Crematório Jardim Montanha dos Vales, em Santa Cruz do Sul. Ambrosio Berteli, aos 83 anos. Os atos fúnebres ocorreram no Memorial e Crematório Jardim Montanha dos Vales, em Santa Cruz do Sul. Lucia Gorette Mendes Amaro Lagemann, aos 68 anos. Foi sepultada no Cemitério Evangélico de Linha Harmonia Alta, em Teutônia.


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Sexta-feira, 18 de setembro de 2026

Artes-marciais

Jiu-jitsu de Estrela conquista títulos e medalhas em Porto Alegre Dojo Marcão Borba e Haubert Team tiveram atletas em diferentes competições realizadas na capital gaúcha Ezequiel Neitzke ezequiel@grupoahora.net.br

O

jiu-jitsu de Estrela teve um fim de semana de destaque em Porto Alegre. Atletas do Dojo Marcão Borba e da Haubert Team participaram de competições realizadas na capital e retornaram ao município com títulos, cinturão e medalhas. Os resultados foram obtidos em eventos distintos, que reuniram competidores de diferentes níveis técnicos. Pelo Dojo Marcão Borba, Marcão Borba e Guilherme Takahama venceram no SFC Championships, realizado no ginásio da Protásio Alves. Os dois participaram de lutas casadas e garantiram vitórias em confrontos de alto nível. Marcão reencontrou um adversário que já havia enfrentado anteriormente. Na primeira luta entre os dois, havia conseguido a finalização em apenas 32 segundos. Desta vez, o combate foi mais equilibrado e terminou com vitória do estrelense no Gold Score, sistema de desempate utilizado na competição. Guilherme Takahama também conquistou a vitória em sua luta. O atleta superou o adversário por meio de uma finalização americana de pé e ficou com o título do confronto. O resultado ampliou a sequência positiva do Dojo Marcão Borba. No dia 6 de setembro, Marcão e Guilherme já haviam conquistado títulos em suas respectivas categorias em outra competição. Uma semana depois, voltaram aos tatames e repetiram o desempenho. “Estamos super satisfeitos. Foram duas lutas eletrizantes

Marcão e Takahama se destacaram duas semanas em competições

e, acima de tudo, conseguimos representar bem nossa escola”, destaca Marcão. A Haubert Team também teve um fim de semana movimentado na capital. A equipe participou da 9ª etapa da Copa Prime, realizada na Meca Sports, e do SFC 2, no Sesc. Na Copa Prime, seis atletas representaram a academia e todos terminaram no pódio. Robertta Brandão conquistou o ouro na faixa branca infantojuvenil. Lucas Oliveira, Benício, Israel Vieira e Enzo Cordolino ficaram com a prata em suas respectivas categorias, enquanto Leonardo Vettorelo conquistou o bronze. O desempenho terminou com seis medalhas — uma de ouro, quatro de prata e uma de bronze — e aproveitamento de 100% entre os atletas inscritos. No SFC 2, três atletas da equipe participaram de lutas casadas.

Diogo Schossler disputou o cinturão dos faixas-pretas e levou o confronto ao Gold Score após empate no tempo regulamentar, mas acabou derrotado no desempate. Vitor Marques teve um desafio diante de um adversário de graduação superior. Mesmo sendo faixa azul, enfrentou um faixa-roxa e venceu por finalização para conquistar o cinturão do evento. Entony Montana, faixa-roxa, também enfrentou um adversário de graduação superior, um faixa -marrom. O combate foi decidido no Gold Score, com vitória do atleta da Haubert Team. Com os resultados, as duas academias estrelenses encerraram a passagem por Porto Alegre com conquistas em diferentes formatos de competição. O desempenho reforça a presença do município no cenário regional do jiu-jítsu e a evolução dos atletas nas disputas ao longo da temporada.


Sexta-feira, 18 de setembro de 2026 Fechamento da edição: 18h

FUTEBOL

COPA SOGES RECOMEÇA COM ABERTURA DA 2ª FASE DIVULGAÇÃO

Segunda etapa da competição inicia neste sábado, com cinco partidas em cada campo e confronto entre campeões do Torneio de Inverno Ezequiel Neitzke ezequiel@grupoahora.net.br

D Campeão da Ouro do Torneio de Férias, Capote está de folga na rodada

epois de definir os campeões do Torneio de Inverno, a Soges retoma a disputa da Copa neste sábado, 19, com o início da segunda fase. A rodada começa às 12h30min e reúne partidas das duas divisões da competição. A partir desta etapa, as equipes passam a disputar dentro das séries Ouro e Prata, conforme a divisão. Em cada grupo, os quatro melhores colocados avançam às semifinais. A mudança aumenta a importância de cada resultado na sequência do

campeonato. Um dos destaques da rodada será o confronto entre Firma FC e Sombras, pela 2ª Divisão Ouro. Os dois chegam embalados por títulos conquistados justamente no último fim de semana. O Firma foi campeão da Série Prata, enquanto o Sombras levantou a taça da Bronze no Torneio de Inverno. As finais da Taça de Inverno ocorreram no sábado, 12, e terminaram com Sombras, Firma e Capote como campeões. As decisões foram marcadas por muitos gols e terminaram com os vencedores dando a volta olímpica. Na Série Bronze, o Sombras derrotou o Brooklyn United por 5 a 2. Pela Prata, o Firma venceu o Tsunami por 4 a 2. Já na Série Ouro, o Capote superou o Bud FC pelo mesmo placar de 5 a 2. A competição também premiou os destaques individuais. Rubiel Sulzbach, do Bud FC, terminou como artilheiro da Ouro. Na Prata, o goleador foi Mathias Raul Fensterseifer, dos Galácticos FC. Leonardo Amaral Trindade Flores, do Brooklyn United, foi o principal marcador da Bronze. Entre as defesas, o Capote FC foi o destaque da Série Ouro. Na Prata, o prêmio ficou com a ST Ambeve, enquanto o Brooklyn United teve a melhor defesa da Bronze.


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COMPILADO - EDIÇÃO 18 DE SETEMBRO by Jornal A Hora - Issuu