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grupoahora.net.br

ANÁLISE, CURADORIA E OPINIÃO DE VALOR

Quinta-feira, 30 de abril de 2026 | Ano 23 - Nº 4086 | R$ 5,00 (dia útil) R$ 9,00 (fim de semana)

GRANDES INVESTIMENTOS

Lajeado busca financiamento para obras

Valor projetado para pacote de intervenções em mobilidade urbana chega a R$ 100 milhões

PÁGINA | 7

OPINIÃO | RODRIGO MARTINI

Do superávit à realidade atual das finanças

Para solucionar gargalos da mobilidade, Lajeado precisará buscar dinheiro emprestado. Debate será levado à câmara.

Homenagem às vítimas aos pés do Cristo Protetor

Ato ontem contou com a presença de Eduardo Leite. Governador deu início à programação estadual que marca dois anos das enchentes de 2024. Também anunciou obra de nova ponte na ERS433, entre Encantado e Relvado, com investimento de R$ 7,5 milhões.

NESTA EDIÇÃO | RA

OPINIÃO VINI BILHAR

Mobilização em benefício do esporte

OPINIÃO MATEUS SOUZA

Serra de Pouso Novo e a espera pela duplicação

Atrasos prolongam espera de famílias

FELIPE NEITZKE
FÁBIO KUHN

Espera que se prolonga

Quase dois anos após a enchente de maio de 2024, Cruzeiro do Sul ainda convive com um cenário que mistura promessas, entraves e lentidão. O déficit habitacional estimado em 1,5 mil moradias não é apenas um número. Ele se materializa na rotina de famílias que seguem em módulos provisórios, vivendo uma transitoriedade que já perdeu o sentido de “temporária”.

Os movimentos recentes da administração, como a antecipação da terraplanagem no loteamento Monte Belo, indicam esforço local para destravar soluções. No entanto, esbarram na dependência de programas estaduais e na morosidade de contratos que não avançam no ritmo

A reconstrução pós-desastre exige coordenação, agilidade e compromisso efetivo entre os entes públicos e executores”

exigido pela urgência social. O caso do loteamento São Gabriel é emblemático. Anunciado com expectativa e recursos definidos, permanece paralisado diante de impasses financeiros e burocráticos.

Enquanto isso, histórias como a de Iracema e Lauren expõem o custo humano dessa demora. Não se trata apenas de reconstruir casas, mas de restabelecer dignidade, segurança e estabilidade emocional. Cada mês de espera aprofunda a sensação de abandono e incerteza.

A reconstrução pós-desastre exige coordenação, agilidade e compromisso efetivo entre os entes públicos e executores. Sem isso, a resposta perde credibilidade e amplia o desgaste social. É hora de entregas concretas, e não apenas de anúncios. Porque, para quem perdeu tudo, o tempo já passou do limite.

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eletrônicos:

Os artigos e colunas publicados não traduzem necessariamente a opinião do jornal e são de inteira responsabilidade de seus autores. Impressão Zero Hora Gráfica

“O prêmio fez eu me reconhecer como empreendedora”

ElisandraVieira, de Lajeado,conquistouem marçooprimeirolugarno PrêmioElasTransformam, nasetapasmunicipale estadual,quereconhece empreendedorascom impactosocialrelevante. Elisandra é ex-detenta, eduranteesseperíodo, aprendeucrochêepassou aproduzirbonecosdotipo amigurumi,atividadeque jáfoiaprincipalfontede rendaehojeseguecomo complementofinanceiro

Eloisa Silva eloisa@grupoahora.net.br

Como foi conquistar o primeiro lugar na premiação?

Na etapa municipal, eu já ficaria feliz com o segundo lugar, porque ajudaria a comprar materiais. Quando ganhei, demorei para acreditar. Nem sabia que havia etapa estadual. Em Porto Alegre, achei que não teria chance, mas já valia pela visibilidade. Quando anunciaram meu nome, fiquei paralisada. Foi muito importante, tanto pelo prêmio quanto pelo reconhecimento. Essa experiência mudou minha visão. Hoje me reconheço como empreendedora.

Você imaginava chegar a esse reconhecimento?

Não. Esse reconhecimento faz a gente acreditar que vale a pena persistir. Mesmo com dificuldades, é importante não desistir, mudar o olhar sobre as coisas e apostar nas pessoas.

Como surgiu o contato com o crochê e o amigurumi?

Comecei no presídio feminino de Santa Cruz, onde aprendi os primeiros pontos. Depois, no presídio de Lajeado, conheci o amigurumi. Quando fiz minha primeira peça, percebi que era capaz. O crochê me ajudou muito, principalmente no psicológico, e me trazia alegria ao ver o retorno das pessoas.

Hoje esse trabalho é sua principal fonte de renda?

Hoje não mais, mas já foi. Quando saí do sistema prisional, era a minha única fonte financeira. Era com esse dinheiro que pagava o aluguel, o supermercado, então era a única fonte que me mantinha, e com ajuda de outras pessoas também. Atualmente trabalho com carteira assinada.

Mas o crochê ainda continua bem vivo na minha vida. É o meu complemento de renda. Acho que sem ele eu não ia conseguir. Me faz muito bem produzir, eu gosto e espero fazer ainda por muito tempo.

Você produz sozinha ou tem ajuda?

Produzo tudo sozinha, tanto os ami-

gurumis quanto os crochês. Com a maior divulgação do meu trabalho, os pedidos aumentaram e já considero ter ajuda para evitar prazos longos. Mesmo quando indico outros profissionais por causa da demanda, muitos clientes preferem esperar para receber peças feitas por mim, o que é muito gratificante.

Como conhecer o seu trabalho?

Pelo Instagram (@elisandra_cristina_vieira), onde há um link para contato e encomendas. Trabalho com peças personalizadas e prezo pela qualidade. Acredito que o crochê e o amigurumi nos ensinam lições valiosas que se assemelham à nossa própria existência. Eles mostram que podemos recomeçar sempre que necessário: desmanchar, refazer e persistir até que os pontos se encaixem perfeitamente.

Filiado à
Fundado em 1º de julho de 2002
Vale do Taquari - Lajeado - RS
Diretor Executivo: Adair Weiss
Diretor Editorial e de Produtos: Fernando Weiss
Contatos
da Central de Jornalismo: Felipe Neitzke
ARQUIVO PESSOAL

Omunicípio prepara a próxima etapa do projeto Sinal Verde, iniciativa voltada a melhorar a fluidez e a segurança no trânsito em corredores de maior movimento. Depois da sincronização dos semáforos entre a Avenida Benjamin Constant e a Senador Alberto Pasqualini, no sentido BR-386 ao Centro, o município concentra esforços no trecho entre o acesso da rodovia federal e a Univates, no bairro São Cristóvão.

O secretário de Planejamento, Mobilidade e Urbanismo, Alex Schmitt, afirma que a proposta busca resolver gargalos sem depender de grandes alargamentos viários. “Não vamos sair por aí demolindo prédios para alargar avenidas. Precisamos trabalhar com inteligência para dar mais segurança e comodidade para quem se desloca pela cidade”, destaca.

Na primeira fase, a sincronização permitiu que motoristas percorressem o trecho entre a BR-386 e a região da Sede Campestre da Acil, próximo à beira do rio, em pouco mais de três minutos, mantendo velocidade próxima de 45 quilômetros por hora. Conforme Schmitt, esse limite é considerado adequado por equilibrar fluidez e segurança para pedestres.

A base do sistema está no controle remoto dos semáforos. Hoje, a prefeitura consegue ajustar os tempos diretamente da Secretaria de Planejamento e, em casos de necessidade, por equipe de plantão. Durante as obras na ERS-130, por exemplo, o sistema foi usado para alterar o tempo de abertura no trecho da Ponte de Ferro, conforme o acúmulo de veículos.

Alterações no São Cristóvão

A nova etapa envolve obras civis e mudanças mais visíveis para os motoristas. O ponto central está no cruzamento da Pasqualini com a Avenida Piraí, hoje considerado um dos principais gargalos do São

Na semana passada, retirada de redes de energia abriu caminho para continuidade do projeto

Município prepara avanço à próxima etapa

na Pasqualini

Projeto prevê alterações no trecho entre a BR-386 e a Univates, com retirada de postes, novos retornos, ajustes em semáforos e conversões livres à direita

Cristóvão.

Pelo projeto, quem desce pela Pasqualini e deseja acessar a Piraí não poderá mais converter à esquerda no cruzamento atual. O motorista deverá entrar à direita na Miguel Tostes, seguir até a rua Minas Gerais, acessar a Washington Luiz, parar no semáforo próximo à Panvel, retornar pela Pasqualini e então entrar livremente na Piraí.

Segundo Schmitt, apesar de parecer um trajeto maior, o tempo estimado é menor do que a espera atual no semáforo. “A volta pela quadra leva cerca de 15 segundos a menos do que ficar parado no sinal

como ocorre hoje”, afirma. A conversão livre à direita também deve reduzir o acúmulo de veículos na Piraí. O fluxo de quem segue em direção ao Centro será separado de quem pretende cruzar ou acessar outros bairros. A expectativa é transformar o atual cruzamento de múltiplos conflitos em uma operação mais simples, com dois tempos semafóricos.

Prazos

Para viabilizar as mudanças, a prefeitura precisa concluir intervenções na estrutura da avenida.

A RGE já instalou novos postes na lateral da via e transferiu a rede de energia. Agora, empresas de telefonia e internet têm prazo para remanejar seus cabos. Depois disso, os postes do canteiro central serão retirados.

Não vamos sair por aí demolindo prédios para alargar avenidas. Precisamos trabalhar com inteligência para dar mais segurança e comodidade para quem se desloca pela cidade.”

Com a remoção, o município poderá reduzir parte do canteiro e abrir espaço para os novos movimentos de trânsito. Também estão previstos capeamentos nas ruas Minas Gerais e José Inácio Teixeira, nos fundos do Imec, que servirão como pontos de retorno. O contrato para esses serviços já foi assinado e a ordem de início deve ser emitida nos próximos dias.

Ainda será instalado um pórtico semafórico na altura da rua Ceará, próximo ao Sesi. Os equipamentos já foram adquiridos. Depois da parte física, será feita a sinalização com placas, pintura e nova sincronização semafórica.

LAJEADO
Fabiano Lautenschläger

INFRAESTRUTURA EM LAJEADO

Financiamento pode garantir melhorias na mobilidade urbana

rodrigomartini@grupoahora.net.br

Ogoverno de Lajeado já não possui mais o discutível superávit financeiro de outrora – aquele que sempre era duramente criticado pela oposição. O montante em tempos de “vacas gordas” se deu muito em função da pandemia, quando muitos serviços pararam e isso gerou economia, e das trágicas enchentes, que resultaram na injeção de dezenas de milhões de reais nos cofres da principal cidade do Vale do Taquari por parte dos governos estadual e federal. Em suma, a realidade hoje é outra e as receitas e despesas andam pari

passu. Diante do quadro, e também dos investimentos próprios já previstos na construção de seis creches e postos de saúde, o município não tem saída e precisa buscar dinheiro emprestado para investir em obras estruturantes. Para isso, porém, será previso o aval dos vereadores, claro, e a prefeita Gláucia Schumacher (PP) também pretende levar o debate para outras esferas e ouvir a opinião, por exemplo, do Fórum das Entidades. A situação é complexa. É preciso escolher entre se endividar com responsabilidade ou manter por mais alguns anos os crônicos problemas

PEDÁGIOS NO RS

de mobilidade urbana. E, entre as principais obras previstas, o Executivo projeta ligações entre bairros, com destaque ao novo viaduto na BR-386 entre os bairros Alto do Parque e Hidráulica, a pavimentação da Rua Hermes Jaeger até a Av. Benjamin Constant, além de melhorias na Av. Alberto Pasqualini em direção à Ponte de Ferro e a ampliação da Rua Pedro Theobaldo Breidenbach, a principal artéria viária do bairro Conventos. Além, claro, de possíveis – ou prováveis –sugestões dos agentes públicos e privados que serão chamados ao debate.

Governo Federal busca, com razão, aliviar

problemas do Free Flow

A inadimplência é mínima e a imensa maioria dos motoristas já se adaptaram às facilidades e comodidades do chamado free flow, que nada mais é do que a cobrança automática e sem cancelas do pedágio, e cujo pagamento pode ser feito de forma imediata com o tag ou posteriormente por meio de aplicativo, site e afins. A bem da verdade, não há muito mistério na ferramenta já utilizada mundo

afora. Mas, e esse é o ponto desse tópico, ainda há milhares de motoristas que desconhecem o sistema e o número de multas é representativo. Diante disso, e por se tratar de uma “novidade” em solo brasileiro, o governo federal decidiu suspender mais de três milhões de multas e pontos na CNH gerados contra quem passou pelos pórticos e não quitou o valor da tarifa dentro do prazo

– no RS, o prazo é de 30 dias. E mais. Concedeu 200 dias para que esses mesmos motoristas procurem as respectivas concessionárias para quitar o valor não pago do pedágio. É uma decisão inteligente. Alivia o peso do problema, e não gera injustiça com quem paga em dia o pedágio. Entretanto, a leniência federal vai precisar de limites. Afinal, o free flow não será uma eterna “novidade”...

TERCEIRIZADOS EM LAJEADO

Empresa Arki também participou da recente licitação

O governo de Lajeado deu mais um passo na contratação da nova empresa responsável pela disponibilização de mão de obra terceirizada. São mais de 500 cargos diversos às repartições públicas e a empresa mais próxima de vencer a concorrência pública é a APL Apoio Logístico Ltda, com sede em Porto Alegre e experiência em outras prefeituras e, também, órgãos do Estado, como a Empresa Gaúcha de Rodovias (EGR), por exemplo. A proposta de preços já foi aceita pela administração lajeadense e o processo

está na fase da habilitação. E uma curiosidade. A empresa Arki, envolvida até o pescoço na Operação Lamaçal em função do contrato atual firmado na gestão passada, também participou da licitação. E, entre as 15 participantes, ela ficou na 14ª posição.

QUEM CALA

CONSENTE?

Corsan/Aegea precisa

ocupar “espaço de fala” e melhorar a comunicação

“Quem cala consente” é um ditado popular que, vire e mexe, cai como uma luva em determinados debates. Em resumo, a expressão significa que o silêncio diante de uma situação crítica é interpretado como aceitação, concordância ou anuência. E o silêncio da Corsan/Aegea frente às duras críticas e ameaças de rompimento de contratos no Vale do Taquari sugere, sim, que a concessionária não se opõe publicamente aos argumentos

apresentados por gestores, vereadores e usuários do sistema de abastecimento de água e tratamento de esgoto. No entanto, é claro que a direção da Corsan/ Aegea não concorda e deve ter lá seus argumentos. O problema está em não se comunicar com as comunidades que pagam a conta, gerando insegurança aos gestores municipais que já assinaram o aditivo de contrato e, sobremaneira, aos gestores que ainda não assinaram.

O peregrino de todas as quintasfeiras andou peregrinando lá pelas bandas de Nova Bréscia. Por lá, conheceu a Cascata Albatroz, na localidade de Linha Pinheiros.

- Os eleitores mais atentos ficaram surpresos com o comportamento dos vereadores de situação e oposição de Estrela. Na sessão plenária desta semana, o assunto que virou notícia nacional (a operação da Polícia Federal) sequer foi citado durante o encontro parlamentar. Curioso, não?

- Em Teutônia, a vereadora Neide Schwarz (PSDB) sugere criação do Fundo Municipal de Proteção e Bem-Estar Animal (FUMPBA) para captar recursos para expansão, implantação e aprimoramento das ações, programas e projetos voltados à proteção e bem-estar dos animais, bem como o implemento do controle populacional e de medidas de prevenção de zoonoses e demais moléstias.

- Já em Lajeado, a câmara aprovou, o governo silenciou e o próprio Legislativo promulgou a lei que autoriza e institui diretrizes para implantação de espaços adaptados, multisenssoriais com brinquedos inclusivos em parques, praças e áreas públicas. A proposta é de autoria das vereadoras Ana da Apana e Lisandra Quinot, ambas do PP.

Reestimativa aponta para queda de 3,3% na arrecadação do ICMS

Nova projeção da Secretaria da Fazenda do RS indica R$ 360 milhões a menos em retorno com o imposto para os municípios gaúchos. No Vale, montante total pode cair de R$ 501,9 milhões para R$ 485,5 milhões

Municípios da região devem arrecadar menos com o ICMS do que o previsto no início do ano. Levantamento divulgado pela Federação das Associações de Municípios do RS (Famurs) aponta que o retorno com o imposto será menor do que a projetado a partir das leis orçamentárias anuais, o que afeta diretamente o retorno aos cofres das administrações.

A reestimativa indica uma queda de R$ 360 milhões no montante estadual a ser distribuído, o equivalente a uma redução de 3,3% em relação ao cálculo inicial. No Vale, no somatório dos 38 municípios, o valor pode passar de

R$ 501,9 milhões para R$ 485,5 milhões. Em Lajeado, maior cidade do Vale, a queda pode ser de mais de R$ 2 milhões.

De acordo com a Famurs, a nova previsão da Secretaria da Fazenda do RS indica um montante de R$ 10,6 bilhões no total de repasses aos municípios gaúchos, descontados os 20% do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb).

“Continuamos monitorando os repasses do ICMS, acompanhando possíveis novas revisões ao longo do exercício”, cita nota

da entidade, por meio da Área de Receitas Estaduais.

Menor participação

O rateio do ICMS em 2026, divulgado no fim do ano passado pela Receita Estadual, já havia apontado uma menor participação dos municípios do Vale. Das 38 cidades, 24 projetavam uma arrecadação menor do que no comparativo com 2025. Pelo levantamento divulgado pela Receita na ocasião, destaques regionais ficaram por conta de Tabaí, Doutor Ricardo, Vespasiano Corrêa, Pouso Novo e Taquari, as cinco cidades com maior variação na participação do bolo do ICMS.

Por outro lado, das 24 cidades com diminuição na participação, chamou atenção os números de quatro cidades do Vale que estavam entre as 20 do RS com pior variação no comparativo com 2025.

O ICMS repassado representa, em média, 20% do total das receitas para as prefeituras, consistindo um importante recurso para os municípios.

Critérios estabelecidos

O cálculo da participação municipal no ICMS segue critérios estabelecidos em lei e é definido pelo Índice de Participação dos Municípios (IPM). O indicador considera fatores como valor adicionado fiscal, área cultivada, população e outros parâmetros econômicos. Desde 2024, os

repasses têm sido feitos conforme os novos critérios de distribuição.

VALE DO TAQUARI
Lajeado deve arrecadar R$ 77,1 milhões com o imposto em 2026, segundo nova projeção
FELIPE NEITZKE
Mateus Souza mateus@grupoahora.net.br

PÓS-CHEIA

Moradias atrasam e aumentam angústia de famílias atingidas

Com déficit de 1,5 mil casas, município cobra agilidade e enfrenta entraves burocráticos para tirar projetos do papel

CRUZEIRO DO SUL

Com um déficit habitacional estimado em cerca de 1,5 mil moradias, Cruzeiro do Sul enfrenta uma corrida contra o tempo para garantir habitação definitiva às famílias atingidas pela enchente de maio de 2024. Entre promessas, obras paralisadas e entraves burocráticos, a realidade ainda é de espera para centenas de moradores.

A situação foi reforçada pelo prefeito Cesar Leandro Marmitt, o Dingola, que nos últimos dias anunciou a antecipação da terraplanagem em um terreno no loteamento Monte Belo na Vila Rosa. A área está destinada à construção de 35 moradias prometidas pelo governo do Estado. “Estamos agilizando os processos da forma que podemos. Temos muitos projetos prometidos, mas a entrega disso está muito devagar”, afirmou. Outro ponto crítico é o loteamento São Gabriel, onde está prevista a construção de 97 casas definitivas. O projeto foi anunciado em abril do ano passado, durante visita do

governador Eduardo Leite, mas as obras seguem paralisadas. A responsabilidade é da Matt Construtora, vencedora da licitação em junho de 2024, no valor de R$ 7,4 milhões.

Pelo contrato, a empresa deve executar desde a elaboração dos projetos, nivelamento do terreno e implantação de infraestrutura, até iluminação, sinalização, construção de praça e entrega das moradias. No entanto, a obra foi interrompida ainda no ano passado. Na última semana, uma reunião entre a secretaria estadual de Habilitação e a construtora buscou definir os próximos passos, mas a empresa solicitou um aditivo financeiro para dar continuidade aos trabalhos.

Tempo de espera

Enquanto os projetos não avançam, famílias seguem em situação provisória, que já se prolonga por quase dois anos. É o caso de Iracema Terezinha da Silva, 69 anos, que perdeu sua casa na Vila Zwirtes, completamente destruída pela enchente. Após passar cinco meses no abrigo municipal montado no ginásio Orlando Eckert, ela vive há quase dois anos em um módulo temporário no bairro XV de São Gabriel. “Ficamos apreensivos. Achamos que ficaríamos aqui por um tempo provisório, mas parece definitivo”, relata. Iracema aguarda encaminhamento pelo programa de compra assistida e, segundo a Caixa Econômica Federal, foi recentemente contemplada com um imóvel em

Projetos anunciados

500 casas – Governo Federal 215 casas – Governo do Estado (projeto Novo Passo, em Estrela)

50 casas – Bairro Cascata

35 casas – Bairro Vila Rosa

97 casas – Loteamento

São Gabriel

Enchente de 2024 – Impacto habitacional

1.046 moradias destruídas

580 moradias consideradas inabitáveis

Lajeado.

A incerteza também atinge moradores mais jovens, como Lauren D’Ávila, 29 anos, que igualmente aguarda a definição de uma moradia definitiva.

Rede

Polo compra sede de antigo mercado Languiru ECONOMIA

Gabriel Santos gabriel@grupoahora.net.br

O prédio do antigo mercado da Cooperativa Languiru, fechado desde outubro de 2023, ganhará nova ocupação nos próximos meses. A Rede Polo concluiu a negociação para a compra do imóvel, localizado na rua Dr. João Carlos Machado, em área que ocupa grande parte da quadra até a rua Gustavo Winands. Os valores da transação não foram divulgados.

A expectativa é de que o novo supermercado seja inaugurado entre setembro e outubro, após a realização de adequações estruturais, reformas internas e mudança completa da identidade visual do espaço. O imóvel foi adquirido pela Languiru em 2015, quando pertencia ao Sindicato dos Trabalhadores Rurais. O fechamento do mercado, juntamente com o agrocenter, ocorreu em 25 de outubro de 2023, como parte das medidas adotadas no plano de recuperação da cooperativa.

A Rede Polo, que agora assume o espaço, já possui mercados no Vale do Taquari. Atualmente, conta com unidades em Lajeado, localizadas na BR-386 e na rua Osvaldo Aranha além de atuação em Venâncio Aires. Em todo o Rio Grande do Sul, a rede soma nove lojas e mantém mais de mil colaboradores.

Gabriel Santos gabriel@grupoahora.net.br
GABRIEL SANTOS
ARROIO DO MEIO
Unidade passará por reformas e deve ser inaugurada entre setembro e outubro
Para agilizar processos, governo municipal antecipou a terraplanagem no loteamento Monte Belo

Com caixa limitado, governo recorre a financiamento para viabilizar obras

Diante de arrecadação abaixo do previsto no primeiro trimestre, prefeita Gláucia Schumacher defende crédito como alternativa para sustentar investimentos de grande porte e o crescimento do município. Proposta deve ser apresentada em maio

LAJEADO

Ogoverno de Lajeado passou a tratar o financiamento como instrumento central para sustentar investimentos em infraestrutura diante de cenário de frustração de receitas e aumento de incertezas fiscais. Segundo a prefeita Gláucia Schumacher, os números do primeiro trimestre indicam que a situação fiscal é complexa. A tendência, de acordo com a gestora, é de pressão sobre o caixa ao longo do ano. Nesse contexto, a administração estrutura um pacote de intervenções viárias estimado em aproximadamente R$ 100 milhões. A avaliação é de que, sem acesso a crédito, os projetos não são executáveis no curto prazo.

“A cada trimestre, sento com o secretário da Fazenda e a equipe técnica para analisar ponto a ponto do orçamento. Criou-se uma fantasia de superávit, mas tivemos, neste primeiro trimestre, uma diferença de 1,23% entre o previsto e o arrecadado. Há uma percepção de sobra que não se confirma na prática”, afirma.

Criou-se uma fantasia de superávit. Mas tivemos, neste primeiro trimestre, uma diferença de 1,23% entre o previsto e o arrecadado”

Alto investimento

O conjunto inclui intervenções em eixos estratégicos de mobilidade urbana, como a requalificação da avenida Senador Alberto Pasqualini, no bairro Universitário, em direção à ponte de ferro, estimada em R$ 6 milhões, a obra na rua Hermes Jaeger, no bairro Bom Pastor, com previsão de R$ 14 milhões. Além disso, a administração municipal projeta a duplicação da avenida Benjamin Constant, que envolve custos adicionais com indenizações. Também estão previstos a conclusão da rua Theobaldo Breidenbach e a abertura de novas vias

estruturantes, incluindo um corredor paralelo à Carlos Spohr Filho, nas proximidades do bairro Florestal.

A decisão, embora impopular, é tratada como necessária.

A prefeita argumenta que a ausência de investimentos pode comprometer o desenvolvimento da cidade nos próximos anos. “Ninguém gosta de pegar financiamento, mas precisamos agir agora, porque temos perspectiva de crescimento e precisamos abrir caminhos para isso”, afirma.

Obras previstas no pacote

Requalificação da avenida

Senador Alberto Pasqualini

Valor estimado: R$ 6 milhões

Recuperação da via em direção à Ponte de Ferro, no bairro Universitário

Intervenções na rua Hermes Jaeger

Valor estimado: R$ 14 milhões

Asfaltamento da via localizada no bairro Bom Pastor

Duplicação da avenida

Benjamin Constant

Valor estimado: em avaliação

Medida deve incluir custos adicionais com indenizações

Conclusão da rua Pedro

Theobaldo Breidenbach

Valor estimado: em avaliação Área em expansão urbana

Abertura de vias paralelas à rua Carlos Spohr Filho

Valor estimado: em avaliação Área em expansão urbana

Proposta de financiamento ainda está em fase de estruturação e deve ser apresentada em maio

Apresentação em maio

A proposta de financiamento ainda está em fase de estruturação e deve ser apresentada, junto do detalhamento técnico e financeiro, durante o mês de maio. A implementação depende de aprovação do Legislativo e do diálogo com a sociedade. O governo pretende demonstrar capacidade de pagamento e vinculação dos recursos a projetos específicos.

Gláucia acrescenta que parte das obras em andamento conta com transferências federais, que exigem contrapartidas locais, o que amplia a necessidade de fontes adicionais de financiamento e conclui mencionando que apesar da priorização da infraestrutura, não há redirecionamento de recursos de áreas como Saúde e Educação.

da via

Na rua Hermes Jaeger, moradores aguardam pelo asfaltamento
GLÁUCIA SCHUMACHER PREFEITA DE LAJEADO
Paulo Cardoso paulo@grupoahora.net.br
FOTOS: MAIRA SCHNEIDER

vinibilhar@grupoahora.net.br

Docile lança “Torcida da Gentileza”

ADocile apresentou a “Torcida da Gentileza”, nova etapa da campanha “Gentileza Muda o Jogo”, em evento no Museu do Futebol, em São Paulo. A iniciativa propõe incentivar uma torcida mais respeitosa e positiva em um momento de forte mobilização dos brasileiros em torno do esporte.

Símbolo da ação, a “Pulseira da Sorte” representa a proposta de transformar experiências coletivas por meio da gentileza.

A skatista Rayssa Leal lidera o movimento como capitã, ao lado da jornalista Fernanda Gentil, do músico Lucas Lima e da bicampeã olímpica de voleibol Jaqueline Carvalho.

O lançamento reuniu convidados, imprensa e parceiros em uma programação imersiva, com visita guiada, experiências interativas e apresentação do filme e do hino da campanha. Executivos da empresa destacaram a trajetória da marca e o papel estratégico da iniciativa.

A campanha passa a contar com

ações digitais e presenciais em todo o país, além de engajamento social, com indicação de entidades para futuras ativações. A proposta reforça o posicionamento da Docile ao conectar marca, cultura e convivência positiva.

Presidente da Certel segue à frente da Fecoergs

A Fecoergs promoveu Assembleia Geral Ordinária na sede da Certel, em Lajeado, reunindo mais de 40 representantes de 25 cooperativas. O encontro apresentou os resultados de 2025 e destacou

avanços institucionais e operacionais do setor.

O presidente Erineo José Hennemann ressaltou temas como a aprovação da lei das telecomunicações para cooperativas, projetos

de geração sustentável, avanços no Sandbox Tarifário junto à Aneel e iniciativas de qualificação e planejamento estratégico. Também foram mencionadas missões internacionais e a continuidade do programa Energia Forte no Campo.

No período, foram conectados 7.287 novos estabelecimentos rurais, totalizando 328.993 propriedades atendidas por mais de 66 mil quilômetros de redes elétricas. O sistema reúne 2.935 colaboradores.

Durante a assembleia, houve eleição da diretoria para o período 2026/2028, com recondução de Hennemann à presidência, além da definição dos conselhos de administração e fiscal.

Indicadores

Dólar:

Acil debate inovação e crescimento com foco em startups

A Acil promove, no dia 5 de maio, mais uma reunião-almoço (RA) com foco em inovação e crescimento empresarial. O encontro ocorre a partir das 11h30min, no salão de eventos da entidade, em Lajeado, e terá como palestrante o empreendedor Tiago de Oliveira Mário. CEO e fundador da Clínica Experts, Mário vai abordar o que empresas tradicionais podem aprender com startups para crescer de forma mais ágil e sustentável. A proposta é apresentar estratégias práticas, insights de mercado e experiências voltadas à aceleração de resultados em ambientes competitivos.

Criada em Lajeado, a Clínica Experts atua em 12 países com uma plataforma que integra ferramentas de gestão para clínicas e consultórios. O sistema reúne automação de processos, uso de inteligência artificial e soluções voltadas a profissionais da área da saúde. Aberta ao público, a RA recebe inscrições até as 12h do dia 4 de maio, pelo site da entidade. O investimento é de R$ 80 para associados e R$ 110 para não associados.

JBS investe R$ 3 milhões em granja de perus

Nova estrutura na propriedade da família Hamester, em Nova Westfália, amplia capacidade de alojamento para 116 mil aves

Osetor avícola do Vale, com predominância na criação de frangos e galinhas poedeiras, ganha importante expansão na área de perus. Investimento de R$ 3 milhões por parte da JBS/Seara na propriedade da família Hamester, em Nova Westfália, no interior de Fazenda Vilanova, proporciona dois novos aviários e a duplicação da capacidade produtiva, agora capaz de alojar 116 mil aves. O novo empreendimento contempla a construção de uma segunda granja com dois aviários de 103 metros de comprimento por 14 metros de largura cada. Juntas, as unidades terão capacidade para alojar 58 mil aves na fase de criação, onde permanecem no local por cerca de um mês. Após esse período, os perus são transferidos para os criadores terminadores, fase em

que os animais são engordados para o abate.

Com a conclusão da obra, a família Hamester passa a operar sob a denominação Granjas Hamester, somando quatro aviários e capacidade total para 116 mil aves.

A estrutura gera quatro empregos diretos, incluindo os familiares envolvidos na atividade. A expectativa é de que o primeiro alojamento ocorra dia 11 de maio.

A primeira unidade foi implantada há cinco anos em área vizinha, com as mesmas dimensões da nova estrutura. O negócio é conduzido por Ricardo Bruno Hamester, de 68 anos, e pelos filhos Márcio Augusto Hamester, 40, e Carlos Henrique Hamester, 37, que reside na propriedade há seis anos, enquanto o pai e o irmão se deslocam diariamente de Teutônia para o trabalho.

Segundo Carlos, a ideia inicial era investir em aviários de frango, mas a falta de vagas levou a família a buscar alternativas. O contato com a atividade surgiu após

conhecer uma granja de perus em Barão e estabelecer parceria com a integradora JBS/Seara. “Devido ao sucesso do primeiro núcleo, a empresa integradora nos autorizou a adquirir uma nova área e construir este novo.”

O município de Fazenda Vilanova apoiou o investimento por meio da lei de incentivo aos investidores da produção primária. Nas duas etapas, o município atuou com serviços de terraplenagem, remoção de material, colocação de saibro, nivelamento do terreno e auxílio técnico em licenciamentos e processos burocráticos. Somente na nova obra, foram cerca de 45 dias de trabalho de máquinas da Secretaria Municipal de Agricultura e Meio Ambiente

O prefeito Amarildo Luis da Silva ressalta a importância do investimento para o município. “Parabenizamos a família pela coragem de investir e acreditar que a agricultura, bem planejada, dá certo e pode ser fonte de renda e emprego”.

Novo espaço conta com dois aviários para aves em fase inicial
DIVULGAÇÃO

Caravana leva educação ambiental ao Parque Princesa do Vale

Mais de 300 estudantes de quatro escolas municipais participaram da programação

Luciane Eschberger Ferreira luciane@grupoahora.net.br

Achegada de ônibus escolares, na manhã fria de ontem, anunciava que o Parque Princesa do Vale logo se transformaria em um grande palco cheio de vida e energia. Mais de 300 estudantes dos anos iniciais de quatro escolas municipais participaram da Caravana Educame, do programa Educação Ambiental na Escola – iniciativa do Grupo A Hora. As crianças também conheceram a

Nara, a capivara leitora. Ela é a mascote do LEIA (Ler, Entender, Interpretar e Aprender), projeto de incentivo à leitura, também do A Hora.

Na abertura da programação, o secretário de Educação de Estrela, Paulo Sehn, falou aos estudantes sobre importância da leitura e da função do jornal impresso como fonte de conhecimento e também como auxiliar para uma boa escrita.

Gilberto Soares, idealizador tanto do Educame quanto do Leia, apresentou a equipe de trabalho e destacou aos estudantes o quanto é importante o cuidado com a água e a preservação do planeta. Ele ainda destacou que a curiosidade leva ao conhecimento. Perguntar “por que?” é uma maneira de saber mais, mas a reposta não pode ser “porque sim”. Logo em seguida, Soares e as crianças, em coro, chamaram o personagem “Por Que?” Ele entrou em cena e atraiu a atenção dos alunos das escolas municipais José Bonifácio, Arnaldo José Diel, Ruth Markus Huber e Pinheiros.

Com muita animação e ludicidade, o “Por Que?” abordou sobre os cuidados com a água, a importância de separar os resíduos sólidos e a necessidade de cuidar do meio ambiente. E ensinou: “Conhecer, cuidar e preservar. Reduzir, reciclar, reutilizar.” Depois da apresentação teatral, representantes de cada uma das escolas receberam uma placa de “Embaixada do Meio Ambiente” e amiga do Educame. A programação se encerrou após as turmas de cada escola fazerem fotos com o “Por Que?” e a Nara, a capivara.

Professoras receberam a placa dando o título às escolas de “Embaixada do Meio Ambiente”
Personagem atraiu a atenção de mais de 300 estudantes
FOTOS: LUCIANE ESCHBERGER FERREIRA

Dois anos após catástrofe, município avança em projetos habitacionais

Compra Assistida já beneficiou 190 famílias. Outras 100 permanecem com o aluguel social. Construção de casas começa a tomar forma em diferentes bairros

LAJEADO

Aadministração municipal busca avançar em projetos voltados à população atingida pelas cheias, Dois anos após a cheia histórica que atingiu o Vale do Taquari, o governo mantém atenção permanente à questão habitacional.

Centenas de imóveis foram destruídos ou tiveram suas estruturas comprometidas, evidenciando a necessidade de ampliar investimentos para garantir moradias seguras e evitar o retorno de famílias a áreas de risco.

O programa Compra Assistida do Governo Federal já beneficiou 190 famílias, que passaram a residir em novas moradias. Além disso, cerca de 400 unidades habitacionais estão em construção no município, por meio de diferentes programas, destinadas tanto às famílias afetadas pelas cheias quanto àquelas que já aguardavam solução habitacional definitiva.

Paralelamente, o município mantém o programa de aluguel social para atender famílias que ainda não dispõem de moradia própria, com investimento de R$ 12,8 milhões em recursos próprios. No período mais crítico, cerca de 900 famílias foram atendidas; atualmente, aproximadamente 100 seguem beneficiadas.

Vindos de outras cidades

Outro indicador reforça a confiança no potencial econômico de Lajeado. Mais de 360 famílias de outros municípios optaram por adquirir imóveis por meio do Compra Assistida. Além disso, a cidade segue criando postos de trabalho e recebendo novas empresas. Somente no ano passado, foram mais de mil novas vagas formais.

“A cidade se recupera com base na resiliência e no trabalho, que sempre foram marca registrada. Novas empresas chegando, postos de trabalho sendo criados. Nos últimos dez anos, a população de Lajeado cresceu cerca de 20%, comprovando que as pessoas confiam no potencial de Lajeado. Tudo isso nos alegra e motiva a seguirmos trabalhando por moradia digna, desenvolvimento econômico e social”, salienta a prefeita Gláucia Schumacher.

No Santo Antônio, Residencial Novo Horizonte chega a 50% de conclusão

Programas habitacionais em andamento

Programa Minha Casa, Minha Vida – Residencial Novo Horizonte (124 casas): 50,58% de avanço físico, com obras em andamento e previsão de entrega em janeiro de 2027.

No Jardim do Cedro, casas serão entregues em janeiro de 2027

Programa Minha Casa, Minha Vida Calamidade – Residencial Vida Nova (102 casas): 64,47% de avanço físico, com obras em andamento e previsão de entrega em janeiro de 2027.

Uma Casa por Dia – Agil e Ministério Público (10 casas): obra concluída, em fase de seleção dos beneficiados.

Defesa Civil da União (56 casas): loteamento concluído e etapa de aquisição dos terrenos em andamento, para início das obras.

Programa A Casa é Sua –Governo do RS (30 casas): obras em andamento, com 7 unidades em execução.

Programa Minha Casa, Minha Vida (Portaria MCID 704) –Condomínio Residencial São Bento (71 apartamentos): em fase inicial de construção, no bairro São Bento.

FOTOS: DIVULGAÇÃO

Produto que suaviza rugas e olheiras

CRUZADAS

Atuei; procedi Conversa fiada (gíria)

Pão de ló e sericaia

Proteção da cabeça do soldado medieval (?) Reich: o Estado de Hitler (Hist.)

Indicativo ligado ao PIB de um país (?) caseiro: trata desidratações (?) de Macacu, cidade fluminense

151, em algarimos romanos

Tecido fino e transparente, de seda

Semente de (?): é usada em dietas

Programa de renegociação de dívidas

"(?) o Mesmo Céu", drama (Cin.)

(?)-luz, medida de distâncias cósmicas

Limite (abrev.) (?) taxativo, conceito jurídico

O exercício que fortalece os pulmões

Salman Rushdie, escritor britânico Árvore cultivada nas ruas cariocas

Unidade de massa de átomos e moléculas

Joan (?), piloto campeão da MotoGP

Rede de internet Deusa celta Calculei Certo ônibus articulado

Fatos investigados pela polícia

Repete (número musical)

Aveia, em inglês

BANCO

A vitamina chamada ácido fólico

A 1ª fase da dialética hegeliana (Filos.) (?) X: o Papa da Eucaristia (Catol.)

"American (?)", franquia de filmes

O popular geladinho ou chupchup

3/oat — tor. 4/chia — dana — tese.

HORÓSCOPO

ÁRIES: As comunicações estarão aceleradas e trarão novidades imperdíveis.

TOURO: Apresente uma proposta, negocie um contrato ou firme uma transação comercial que já estava em andamento.

GÊMEOS: Renove os looks e a imagem, aceite um convite para se divertir e se prepare para uma grande conquista.

CÂNCER: O dia pedirá equilíbrio entre a ambição e o bom senso. Prometa só o que conseguir entregar, o crescimento virá no tempo certo.

LEÃO: Planos de viagem ou de estudo poderão esbarrar em um obstáculo passageiro, reavalie prazos e custos sem perder a fé e o otimismo.

VIRGEM: Uma conversa íntima trará alívio em um assunto que pesava há tempos. Carreira e amor poderão caminhar juntos nesta fase.

Solução

LIBRA: Ouça antes de responder e não precipite decisões sem todos os dados na mesa.

ESCORPIÃO: Rotina e saúde pedirão ações práticas. Marque uma consulta, faça atividade física ou mude a alimentação.

SAGITÁRIO: Solte a criatividade e brilhe nos encontros e interações de hoje.

CAPRICÓRNIO: Casa e família pedirão carinho, um pouco mais de tolerância e decisões práticas.

AQUÁRIO: Espere por aprovações, aumento de prestígio e muito brilho nas reuniões e eventos de trabalho.

PEIXES: Revise um orçamento, negocie um valor ou firme um acordo que trará autonomia.

ULTRAMARATONA

GILBERTO FERREIRA ALCANÇA 2º LUGAR NAS 24 HORAS DE TOLEDO

Atleta do Vale do Taquari soma 205 km em condições adversas e projeta próximos desafios, com foco em competição na Grécia

Caetano Pretto caetano@jornalahora.net.br

Oultramaratonista

Gilberto Ferreira, 52, voltou a se destacar em uma das provas mais exigentes do calendário nacional. Pela terceira vez consecutiva, ele participou das 24 Horas de Toledo, no Paraná, e garantiu o segundo lugar geral ao percorrer 205 quilômetros em um cenário considerado dos mais duros dos últimos anos.

Ao longo do desafio, os atletas enfrentaram um sábado de calor intenso e uma noite com tempo instável. “Durante o dia, bastante quente. À noite ficou nublado e ainda choveu um pouco. Deu uma refrescada, mas a dificuldade foi grande”, explica. Segundo ele, as condições climáticas impactaram diretamente no desempenho dos competidores, com marcas inferiores às registradas em edições anteriores.

A dimensão do esforço ajuda a entender a complexidade da prova. “Não é uma maratona, são cinco, quase seis maratonas seguidas, praticamente sem parar”, destaca. A resistência física e mental é colocada à prova em um formato que exige constância por 24 horas ininterruptas.

O nível técnico também elevou o grau de dificuldade. Gilberto competiu ao lado dos principais nomes da ultramaratona no país. “Tinha os melhores do Brasil. O top brasileiro, que tem recorde de 265 km, fez 180 km dessa vez. Isso mostra o quanto a prova estava pesada”, compara.

Apesar de não atingir integralmente a meta pessoal, o resultado foi celebrado como uma grande conquista. “Segundo lugar geral é muito importante para nós aqui do Vale. Conseguimos representar bem a região”, afirma. O evento reuniu cerca de 4 mil

atletas, distribuídos entre provas individuais de 24 horas, 12 horas, 100 km e disputas em equipes, consolidando-se como uma das maiores ultramaratonas do Brasil. Agora, o foco do atleta se volta para os próximos desafios. “É se preparar para o Desafio Gaúcho

Pela terceira vez consecutiva, ele participou das 24 Horas de Toledo, no Paraná, e garantiu o segundo lugar geral ao percorrer 205 quilômetros

e pensar na meta maior, que é a Grécia. Em setembro estaremos lá”, projeta, já mirando novos desafios pela frente.

OS PEQUENOS HÉRCULES DO ESPORTE

Estou lendo um livro intitulado “Os doze trabalhos de Hércules”, de autoria compartilhada entre Clóvis de Barros Filho e Joel Jota. Não sei quanto a vocês, mas sempre que leio algo, minha cabeça insiste em relacionar o assunto com o que normalmente estudo e trabalho no dia a dia. No meu caso, a formação de atletas é tema recorrente. Resolvi compartilhar aqui algumas reflexões que fiz a partir desta leitura. Me acompanhem.

No esporte de base, onde o placar ainda não define destinos e o treino vale mais que o resultado, formar atletas é, antes de tudo, formar gente. Da mesma forma, o livro não traz Hércules como um mito já formado, um herói ou um deus. A história começa com ele jovem, com a força despontando com seu talento, mas imaturo e inexperiente para a vida e cheio de desafios surgindo no seu caminho. É nesse ponto que a reflexão encontra eco direto nas quadras, campos e pistas das categorias formativas.

No livro, cada trabalho de Hércules representa um desafio que exige mais do que força: pede estratégia, resiliência e inteligência emocional. Hércules não vence apenas porque é forte — ele vence porque aprende a lidar com o inesperado, com o fracasso parcial e com a necessidade de persistir mesmo quando a tarefa parece impossível.

E não é exatamente isso que se espera de um jovem atleta em formação?

Nas categorias de base, o “leão de Neméia” pode ser aquele adversário fisicamente mais desenvolvido. A “hidra de Lerna” aparece nas múltiplas dificuldades: técnica, tática, psicológica, social. Cortar uma cabeça — melhorar um fundamento — muitas vezes revela outras fragilidades. E está tudo bem. Faz parte do processo.

AO OLHAR PARA HÉRCULES, NÃO VEMOS APENAS UM HERÓI MITOLÓGICO, MAS UM SÍMBOLO DE JORNADA”

O erro, tão temido por quem olha apenas o resultado final, é na verdade o material bruto do aprendizado. Hércules não nasceu pronto: se construiu ao longo das provas. Da mesma forma, o jovem atleta precisa entender que cada treino mal executado, cada jogo perdido, cada decisão equivocada em quadra é parte do seu próprio percurso de formação.

Aqui entra um papel fundamental de treinadores e educadores: ajudar o atleta a enxergar sentido nos seus “trabalhos”. Sem sentido, o esforço vira peso. Com sentido, vira propósito.

Não se trata de romantizar dificuldades, mas de contextualizá-las. A base não é o lugar da perfeição — é o lugar da construção, a qual exige tempo, paciência e, principalmente, a capacidade de lidar com processos que não trazem recompensa imediata.

Ao olhar para Hércules, não vemos apenas um herói mitológico, mas um símbolo de jornada. E talvez seja esse o maior ensinamento para o esporte formativo: o verdadeiro resultado não está no troféu do fim de semana, mas na trajetória que forma atletas mais conscientes, resilientes e preparados para desafios que vão muito além do jogo. Porque, no fim, todo jovem atleta está vivendo seus próprios doze trabalhos — e o papel do esporte é ajudá-lo a sair deles mais forte do que quando entrou.

Escola de Bela Vista tomava forma

Arroio do Meio iniciava as obras de construção de uma escola municipal no bairro Bela Vista. A previsão era de que a escola seria inaugurada no segundo semestre de 1976. Ainda hoje, a Escola Municipal de Ensino Fundamental Bela Vista funciona no bairro. A localidade fica numa área

mais alta do município, o que garante uma vista de parte do Centro da cidade. Ainda, o nome do bairro também tem relação com a Fruki Bebidas. Em 1924, Emílio Kirst fundou uma pequena fábrica artesanal de bebidas na localidade. Nos anos 1930, a indústria começou a produzir bebidas

Calçamento em Lajeado

Diversas ruas da cidade recebiam calçamento e rede de esgoto. A Secretaria de Obras trabalhava especialmente nas ruas Germano Berner, Mathias Rockenbach e Carlos Fett Filho. Estava previsto também o calçamento da Avenida Alberto Pasqualini até as imediações da atual Escola Érico Veríssimo.

Não foi possível identificar o local exato em que a fotografia foi tirada. Consta na descrição que se trata da rua Carlos Fett Filho. É possível que, naquela época, outra rua fosse nomeada Carlos Fett Filho e depois a nomenclatura passou para a atual via, no Centro.

com a marca Bella Vista. Mais de cem anos depois, a pequena fábrica se transformou na Fruki Bebidas, que tem a bisneta de Emílio Kirst à frente da gestão, Aline Eggers Bagatini. Hoje, a Fruki inclusive mantém a marca Bella Vista para as cervejas da companhia.

Mosaico de Encantado era

destaque

O chamado Painel do Imigrante, de Encantado, completava 35 anos em 2006. Inaugurado em 1971, faz parte do conjunto arquitetônico da Igreja Matriz São Pedro.

A obra representa a chegada dos imigrantes italianos e sua colonização de Encantado. No centenário de colonização da cidade, em 1982, foi colocada a inscrição “Ano 1882”, como marco da data.

O painel foi elaborado com retalhos de cerâmica e era uma obra do artista Hildo Paulo Muller, com ajuda de Elígio Pozza e Manuel Varela. Há 20 anos, Pozza ainda era vivo, com 86 anos, e lembrava da montagem do painel. A obra levou dois meses para ficar pronta, já que os azulejos eram quebrados um a um para formar o mosaico.

Hoje é - Dia do Ferroviário - Dia Internacional do Jazz
Santo do dia: São Pio V

MATEUS SOUZA

Tempo demais para esperar

Educação como prioridade: escolha

ou urgência?

ODia da Educação, celebrado em 28 de abril, é um convite à reflexão. Mas, mais do que isso, é um chamado para identificar que lugar a educação ocupa nas nossas escolhas de hoje como sociedade. Prevista na Constituição de 1988 como direito de todos e dever do Estado e da família, ela existe para promover o desenvolvimento pleno das pessoas, preparar para a cidadania e qualificar para o trabalho. Resta saber se, na prática, esse compromisso tem sido tratado como prioridade.

Aconclusão das obras de recuperação da BR-386, na serra de Pouso Novo, representa um alívio para motoristas que utilizam o trecho com recorrência, um dos mais perigosos da malha rodoviária gaúcha. Mas também representa, possivelmente, a última grande intervenção na rodovia nesta década, ao menos no perímetro do Vale do Taquari. Para quem não se lembra, em outubro passado, representantes da ViaSul atualizaram o cronograma de duplicação da 386 em reunião com empresários na Acil, em Lajeado. A informação de que o trecho de Marques de Souza até Fontoura Xavier – que passa também por Pouso Novo – será duplicado somente a partir de 2031 pegou de surpresa líderes regionais. Afinal, contratualmente, o início dos trabalhos estava previsto para este ano, com prazo de três anos de execução. Comemoramos, com moderação, a entrega dos 20,3 quilômetros entre Marques e Lajeado e a ampliação dos 5,1 quilômetros entre Lajeado e Estrela. Sim, uma celebração discreta, pois pareciam obras “intermináveis”, com paralisações e sucessivos atrasos nos cronogramas – sejam eles compreensíveis ou não. Agora, temos um vácuo de cinco anos até o provável início da duplicação no trecho mais complexo da BR.

Claro, tudo isso pode mudar com a inclusão de novas obras na concessão, como uma nova ponte entre Lajeado e Estrela, ou a elevada no perímetro estrelense para interligar os bairros Pinheiros e Imigrantes. Mas sabemos como esses processos são burocráticos, pois também dependem de aval da ANTT.

Já esperamos tempo demais para soluções definitivas ao trecho da Serra de Pouso Novo. Ok, o trecho destruído foi recuperado e isso já é uma ótima notícia, mas sabemos que os riscos permanecem. Seja de acidentes ou até de novos eventos climáticos. Mais cinco anos de espera? É temerário.

ALIÁS

A gestão privada da BR-386 iniciou em 2019. No ano seguinte, foi retomada a cobrança de pedágio na rodovia – que havia sido interrompida em 2013 com o fim da antiga concessão – e, em 2021, teve início a primeira grande obra prevista no contrato de concessão, a duplicação entre Marques de Souza e Lajeado.

Se nos primeiros anos, a comunidade regional se impressionou com o ritmo das obras e o bom diálogo com a ViaSul, o sentimento mudou com o passar do tempo. É verdade que a mudança de terceirizada, em 2023, e as catástrofes climáticas de 2023 e 2024 impactaram diretamente nos trabalhos. Mas aquele otimismo inicial ficou pelo caminho. Fica aqui a torcida para que

agentes públicos e privados e líderes de entidades tenham êxito no diálogo com ANTT e a concessionária. Precisamos dessa obra na 386 para logo. E de outras intervenções também.

287 e o Bloco 2

Se na 386 há o desafio para garantir a antecipação das obras previstas em contrato, na RSC287, parte do trecho que passa pelo Vale do Taquari já conta com pista duplicada. Desde Tabaí até as imediações do acesso a Taquari, a rodovia está ampliada. A tendência é de que os trabalhos avancem este ano também em direção a Bom Retiro do Sul e Vila Mariante.

Por outro lado, outra concessão segue despertando dúvidas na região: a do bloco 2 das rodovias estaduais. Mesmo com forte oposição de políticos e de segmentos da sociedade – sobretudo por conta dos pedágios –, o governador Eduardo Leite mantém a promessa de fazer o leilão em junho. Resta saber o impacto do período eleitoral nas pretensões do atual chefe do Executivo gaúcho.

É difícil imaginar avanços econômicos, sociais e culturais sem uma base educacional sólida. É na escola que se formam cidadãos críticos, profissionais preparados e comunidades mais justas. Esse caminho começa cedo, na educação infantil, passa pelo ensino fundamental e médio e se fortalece na educação profissional, que aproxima o conhecimento da realidade e das demandas do mundo do trabalho.

Nossas iniciativas educacionais têm alcançado milhões de gaúchos, abrindo caminhos, ampliando oportunidades e promovendo inclusão social”

Em um momento em que o país se aproxima de novas eleições, cabe uma pergunta direta: a educação está, de fato, no centro dos debates? Planejar o futuro exige discutir investimento, qualidade e acesso em todas as etapas do ensino. O avanço do novo Plano Nacional de Educação, já aprovado pelo Senado e em fase de sanção, aponta diretrizes importantes para a próxima década - da erradicação do analfabetismo à ampliação da formação profissional -, mas sua efetividade depende de prioridade real e compromisso contínuo. Nesse cenário, o Sistema Fecomércio-RS, por meio do Sesc e do Senac, acompanha de perto essas discussões e contribui com propostas que conectam a educação às transformações do mercado e à valorização do ensino profissional. Dentre elas, estão a inauguração da Escola Sesc São Judas, local que oferece educação completa e inclusiva e a oferta de novos cursos pelo Senac, como o Técnico em IA, iniciativa alinhada às demandas que vemos não como futuras, mas como presentes.

Já vemos resultados concretos desse esforço. Nossas iniciativas educacionais têm alcançado milhões de gaúchos, abrindo caminhos, ampliando oportunidades e promovendo inclusão social. É esse movimento que ajuda a consolidar uma sociedade mais preparada, em que a educação ocupa o lugar estratégico que precisa ter no presente e, sobretudo, no planejamento do futuro do país. Afinal, como avançar como nação sem colocar a educação entre as prioridades?

GABRIEL SANTOS

Quinta-feira, 30 de abril de 2026

Fechamento da edição: 18h

9º | MÁX: 26º As condições do tempo pouco mudam, e o Vale terá mais um dia com tempo firme e ensolarado.

Ato no Cristo homenageia vítimas das enchentes

FÁBIO KUHN

REGIÃO

ALTA | |

Quinta-feira, 30 de abril de 2026

Governador deu início à programação estadual que marca dois anos da maior tragédia climática do RS. Em Encantado, anunciou obra de nova ponte na ERS-433

Ponte interditada será demolida

REGIÃO ALTA

Ogovernador Eduardo

Leite esteve em Encantado para dois atos que marcaram o início da programação estadual “Plano Rio Grande: dois anos de recomeço, o caminho da resiliência”. O município foi palco da assinatura da ordem de início para a construção de uma nova ponte na ERS-433, principal ligação com Relvado, e de uma cerimônia em memória das vítimas das enchentes que devastaram o Rio Grande do Sul em maio de 2024.

O primeiro ato ocorreu ontem, 29, na prefeitura o governador assinou a ordem de início das obras de construção da nova ponte na rodovia ERS-433, no trecho entre Relvado e Encantado. A estrutura, que será erguida sobre o arroio Jacaré, terá 67 metros de extensão e receberá investimento de R$ 7,45 milhões provenientes do governo do Estado.

A obra será executada pelo Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem (Daer), vinculado à Secretaria de Logística e Transportes (Selt). A construção representa mais uma etapa do esforço de reconstrução da infraestrutura rodoviária do Estado após os estragos causados pelas enchentes históricas do ano passado.

A ponte que liga Relvado e Encantado, sobre o Arroio Jacaré, na ERS-433, será demolida para a reconstrução de uma nova passagem, restabelecendo a mobilidade e a segurança no trecho. Com o canteiro de obras sendo estruturado, a demolição terá início na próxima semana e deverá se estender por aproximadamente 10 dias. Após a conclusão desta etapa, terá início a construção da nova ponte, com previsão de sete meses para finalização. A nova estrutura será construída no mesmo local da atual, com 67 metros de extensão, 12 metros de largura e 14 metros de altura. O projeto prevê dois passeios laterais de dois metros e aumento da capacidade de carga, que passará de 24 para 45 toneladas. O investimento total é de R$ 7,5 milhões.

Ato marca os 2 anos da maior tragédia climática do RS, que vitimou centenas de pessoas

Memória e emoção

Na sequência o governador conduziu um ato alusivo ao Dia Estadual em Memória das Vítimas das Enchentes de 2024, instituído por lei sancionada pelo próprio governador em 2025. A cerimônia foi realizada aos pés do monumento do Cristo Protetor e reuniu secretários de Estado e lideranças regionais.

O evento contou com apresentações culturais e uma projeção especial sobre a estrutura do Cristo Protetor. O monumento, que se tornou um dos pontos mais reconhecidos do Vale do Taquari, serviu de tela para imagens que buscaram preservar a memória do desastre e

homenagear as vítimas. Segundo Leite, o governo e o povo gaúcho têm se mostrado fortes e resilientes para reconstruir um Estado, mais preparado para enfrentar eventos climáticos. Lembrou que a Defesa Civil conta com uma equipe técnica reforçada, quatro vezes maior do que em 2024.

“Todos sentimos uma dor imensa pelas perdas de familiares que tivemos. Isso não se consegue restabelecer. Como governador foi um enorme desafio pela quantidade de municípios afetados. Lideramos um projeto de reconstrução. A gente não olha para trás para viver a dor mas para buscar a inspiração para transformar em força de superação”

Já o prefeito Jonas Calvi, em discurso emocionado, recordou alguns dos momentos mais difíceis do período. “Mas encontramos nas pessoas a força para passar por esses momentos. Conseguimos nos restabelecer muito rápido pela união e ajuda que tivemos de muita gente”. Houve também o relato de duas moradoras atingidas pelas enchentes em Encantado: Sueli Candido e Beatriz Previatti. Elas relataram sobre as perdas materiais e o recomeço após a tragédia climática.

Nove dias de resiliência

Os atos em Encantado marcaram o pontapé inicial de uma programação que se estenderá até 7 de maio, passando por diversos municípios severamente afetados pelas cheias de 2024. A iniciativa reúne ações voltadas para relembrar os impactos do desastre, conscientizar a população sobre prevenção e mostrar o avanço da reconstrução no Estado. O governo estadual também enxerga a data como uma oportunidade de reflexão sobre as mudanças climáticas e a necessidade de preparação (tanto do poder público quanto da sociedade) para enfrentar eventos meteorológicos extremos cada vez mais frequentes.

Matheus Giovanella Laste matheus@grupoahora.net.br
Diogo

Destino turístico coloca Encantado no Top of Mind

Acidade de Encantado está entre as marcas mais lembradas do tradicional prêmio

Top of Mind 2026, da Revista Amanhã, na categoria Destino Turístico Gaúcho. A divulgação ocorreu nesta semana, em evento em Porto Alegre.

A Terra do Cristo Protetor aparece em quinto lugar com 5,8% da preferência das 1,2 mil pessoas pesquisadas, de sete

regiões do Estado. Encantado fica atrás das consagradas Gramado (53%), Canela (12,1%), Cambará do Sul (9,8%) e Bento Gonçalves (6,4%), e à frente de São Miguel das Missões (2%) e Nova Petrópolis (1,8%). Um resultado surpreendente e expressivo que desafia cada vez mais Encantado e o Vale do Taquari a aproveitar o momento. Está comprovado que tem muita gente “nos olhando”.

diogofedrizzi@grupoahora.net.br

Expectativa pelo 1º Turis Summit

Encantado recebe no dia 21 de maio o 1º Turis Summit, evento inédito voltado à gestão, inovação e desenvolvimento do turismo regional. A programação vai das 8h às 17h, no Espaço Multiverso, do Boulevard Encantado.

Serão nove painéis com palestrantes que abordarão temas como uso de dados na tomada de decisão, impactos da reforma tributária, gestão estratégica, hospitalidade e cases com experiências de sucesso.

A iniciativa é da Prefeitura de Encantado, com apoio da Associação dos Municípios de Turismo da Região dos Vales (Amturvales), Associação Amigos de Cristo e Conselho Municipal de Turismo (Comtur). Os ingressos estão disponíveis na plataforma LumePass por R$ 80,00, valor que inclui almoço e degustação de produtos das agroindústrias familiares.

Parceria inspiradora

Que privilégio para Encantado ter a parceria do sempre professor Rodrigo Dalla Vechia nos projetos de inovação e educação. Esses dias, no evento de lançamento do Encanta Lab, nova proposta do governo municipal que vai mobilizar os alunos a criarem startups e a pensarem soluções para os problemas da cidade, o Digão, como é conhecido dos amigos encantadenses, atraiu a atenção da garotada com experiências que o levaram a

fundar a startup EVCOMX.

E o empresário estava tão à vontade no ambiente do Centro de Inovação e Tecnologia que chegou a revelar, em tom de brincadeira, o significado da marca EVCOMX.

“Encantado Vai Conquistar O Mundo... sem o X”, contou.

Hoje, a empresa conta com uma equipe de 70 profissionais espalhados pelo Brasil e até no exterior. E a ideia, revelou Dalla Vecchia, é atrair cada vez mais gente do Vale do Taquari ao time. Sem dúvida, inspiração para as novas gerações.

Eu pergunto

Você é a favor do frequente rodízio entre vereadores titulares e suplentes nas Câmaras da região?

. O diretor do Hospital Beneficente Santa Terezinha de Encantado, Márcio Sottana, e a secretária municipal de Saúde, Karoline Crippa, participam de reunião na próxima segunda-feira, 4, com os vereadores. A pauta, segundo o presidente do legislativo, Claudinho Neto (MDB), é o atendimento do Pronto Socorro. Mas certamente, em algum momento do encontro, a preocupante situação da UTI merecerá comentários.

. A partir de amanhã, 1º, a Associação Comercial e Industrial (ACI-E) passa a incorporar de fato as pautas da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL). A entidade de 56 anos fecha as portas nesta quinta-feira, 30.

. Três municípios da região alta foram reconhecidos com o prêmio Alfabetiza Tchê do governo do Estado. O destaque ficou para os trabalhos desenvolvidos nas escolas EMEF Madre Assunta, de Nova Bréscia, EMEF Olavo Bilac, de Doutor Ricardo, e Instituto Estadual Felipe Romano Ros, de Arvorezinha. Os resultados referem-se às avaliações do último ano e apresentaram números expressivos nos índices de alfabetização. Por meio do Alfabetiza Tchê, o governo do Estado foca na alfabetização de todas as crianças até o final do 2º ano do Ensino Fundamental.

. Em Encantado, a Câmara de Vereadores aprovou o patrocínio de R$ 80 mil para a Associação Comercial e Industrial (ACI-E) aplicar na Suinofest 2026. A festa, que volta a ser realizada anualmente, ocorre nos dias 6, 7, 13, 14, 20 e 21 de junho no Parque João Batista Marchese. O formato desta edição será diferente, com foco no salão gastronômico e no comércio de produtos da região.

. Ainda no legislativo encantadense, foi aprovada a continuidade do programa Aluguel Social até o final do ano. E o vereador Diego Pretto (PP) propôs a criação de duas comissões especiais: uma para debater água e esgoto e outra o novo plano diretor.

. A Associação Amigos Reconstruindo Roca Sales deu mais um importante passo no projeto de revitalização da área conhecida como "Feijão Queimado", localizada próxima à nova ponte da Avenida General Daltro Filho. Recentemente, professores e arquitetos da Universidade de Navarra, da Espanha, visitaram o local. A aproximação com os espanhóis se deu pela Univates. A ideia é mobilizar os estudantes de Arquitetura para desenvolver um projeto de parque no local que foi destruído pelas históricas enchentes e, por consequência, hoje está desabitado.

DIVULGAÇÃO AAC
PAULA LORENA/DIVULGAÇÃO AAC

PROFESSORA MARGARETE ATRAI A ATENÇÃO DOS ALUNOS COM JOGOS E BRINCADEIRAS

Encantado Aprende Mais reforça alfabetização com método lúdico nas escolas

Iniciativa proposta pela Secretaria de Educação e Inovação integra atividades dinâmicas e reforço pedagógico para desenvolver leitura, escrita e matemática

ENCANTADO

Arede municipal de Encantado encontrou no programa Encantado Aprende Mais uma resposta direta aos impactos da pandemia na alfabetização. Criado em 2022, o projeto nasceu após avaliações diagnósticas apontarem defasagens significativas, especialmente entre alunos do pré ao 3º ano.

A coordenadora pedagógica da EMEF Porto Quinze, Maristela Cardoso Rizzi, explica que o cenário exigiu ação rápida e articulada. Segundo ela, o longo período sem aulas presenciais comprometeu o desenvolvimento cognitivo das crianças. “Eles precisavam do contato direto com o professor para a construção da alfabetização, e isso não aconteceu”, relata. A partir disso, a Secretaria de Educação estruturou uma proposta própria, focada em reforço de língua portuguesa e matemática, com atividades diferenciadas.

O programa funciona no contraturno das horas-atividade dos professores titulares. Nesse período, educadores específicos do projeto entram em sala com propostas lúdicas. “Não podem ser

ATIVIDADES CORPORAIS E CANTIGAS DE RODA SÃO ATIVIDADES COORDENADAS PELA PROFESSORA DANIELA

atividades como no dia a dia. Precisam ser dinâmicas e atrativas”, destaca Maristela. O planejamento é conjunto: professor titular e professor do projeto alinham dificuldades e traçam estratégias.

Atividades

Na prática, o resultado aparece em sala. A professora Margarete Amaral, que atua com turmas do pré ao 3º ano na EMEF Érico Veríssimo, aposta no brincar como ferramenta central. “A maioria é com jogos e brincadeiras. É assim que o aluno aprende e supera dificuldades”, afirma. Entre as atividades, estão contação de histórias, APRESENTADO

Eles chegam perguntando qual letrinha vamos trabalhar. Isso mostra o interesse”

MARGARETE AMARAL, PROFESSORA

OUTROS PROGRAMAS

Além do Encantado Aprende Mais, a rede municipal também integra iniciativas estaduais e federais. O Alfabetiza Tchê faz parte do Compromisso Nacional Criança Alfabetizada (CNCA). A coordenadora pedagógica do Centro Municipal de Educação Encantado, Nilviane Rosalem de Conto, explica que o foco está na formação continuada de professores e no acompanhamento por avaliações. “Queremos os alunos alfabetizados já no primeiro ano”, afirma. Segundo ela, os resultados orientam o planejamento pedagógico. “As professoras analisam as habilidades e reorganizam o trabalho", diz.

Já o LEEI (Leitura e Escrita na Educação Infantil) atua na base do processo. A diretora da EMEI Lajeadinho, Thais Daltoé, salienta que o programa investe na formação docente. “Trabalhamos oralidade, leitura e escrita de forma adequada à idade”, afirma. Segundo ela, o foco está em desenvolver habilidades iniciais, essenciais para a alfabetização futura. A professora da EMEF Érico Veríssimo, Daniela Santos destaca que o objetivo é criar um ambiente rico em linguagem. “A aprendizagem acontece por meio de vivências, brincadeiras e experiências”, explica. Cantigas de roda, contação de histórias e atividades corporais são exemplos.

criação de narrativas e jogos de associação.

Um exemplo simples mostra o método.

Ao trabalhar a letra “A”, Margarete cria histórias e propõe quebra-cabeças com imagens, como a de uma abelha. A ideia é que a criança associe som, imagem e letra. “Eles chegam perguntando qual letrinha vamos trabalhar. Isso mostra o interesse”, conta. Já nos anos iniciais, o foco avança para a formação de sílabas e palavras, sempre com jogos. Nos anos seguintes, surgem produções textuais. Um dos projetos resultou até na criação de um livro sobre o município, com textos produzidos pelos alunos.

A professora Juliana Canton, da

EMEF Mundo Encantado, reforça o caráter complementar do programa. Segundo ela, o Encantado Aprende Mais amplia o trabalho já feito em sala. “Ele vem fortalecer a leitura, a escrita e o raciocínio matemático”, explica. As atividades seguem o conteúdo trabalhado pelo professor titular, mas com abordagem mais flexível. Os exemplos são variados. Jogos para reforçar multiplicação, dramatização de fábulas e criação de paródias a partir de músicas trabalhadas em aula fazem parte da rotina. “É uma continuidade do trabalho, mas de forma diferente”, diz Juliana. Para ela, o diferencial está na parceria entre professores. “Não estamos sozinhos. É um processo conjunto.” Os alunos também percebem essa diferença. Segundo Juliana, eles aguardam pelas aulas do projeto justamente pelo caráter mais dinâmico. E os resultados começam a aparecer. “A melhora na leitura, na compreensão e na resolução de problemas matemáticos nas avaliações externas indica que o projeto está dando certo”, conta.

Diogo Daroit Fedrizzi diogo@grupoahora.net.br
ESPAÇO DO CANTINHO DA LEITURA É AMBIENTE IMPORTANTE PARA A ALFABETIZAÇÃO DAS CRIANÇAS

Muçum limpa área de risco e prepara terreno para parque memorial

Rua Taquari, uma das mais atingidas pelas enchentes, recebe limpeza do Estado. Construção do parque ecológico e transferência do cemitério vêm na sequência

Alimpeza da área da rua Taquari teve início nessa semana. O local, que chegou a abrigar mais de 25 residências, um prédio e o cemitério municipal, foi um dos pontos mais atingidos pelas enchentes registradas no município em 2023 e 2024. Após avaliações técnicas, a região foi classificada como área de risco extremo, condição que impede definitivamente a retomada de ocupações habitacionais no trecho.

A limpeza está sendo executada pelo governo do Estado. Concluída essa etapa, o município dará início à implantação do Parque Memorial Ecológico da Rua Taquari, projeto desenvolvido pela empresa Embya e viabilizado com recursos da secretaria de Desenvolvimento Urbano (Sedur). A proposta prevê a transformação do espaço em um ambiente que integra memória, cultura, ecologia e lazer. O secretário municipal de Planejamento e Habitação, Wagner Capitânio, explicou que a limpeza e a implantação do parque são etapas distintas. “O parque é uma obra posterior, agora focamos apenas na limpeza, que é muito importante, inclusive por questões sanitárias. A gente precisa manter esse

local limpo, assim como toda a cidade”, afirmou. A expectativa é de que a limpeza da rua Taquari e arredores seja concluída até o fim de maio.

Transferência

exige planejamento

Um dos processos mais delicados envolve a transferência dos restos mortais sepultados no cemitério municipal, localizado na área afetada. O prefeito Amarildo Baldasso antecipou que, nos próximos dias, será iniciada a construção do novo cemitério em uma região segura. “Com o tempo, poderemos fazer a remoção dos entes queridos do antigo local. Esse processo permite que a área do antigo cemitério seja transformada

em um espaço de memória, de respeito e de reflexão. É uma forma de olhar para o futuro, com responsabilidade, sem esquecer da nossa história”, declarou. O secretário detalhou os passos necessários para a remoção. Além da complexidade técnica, o processo envolve uma dimensão sentimental que exige cautela. Será preciso convocar as famílias, levantar a preferência de cada uma quanto ao destino dos entes queridos e ainda elaborar um novo mapeamento do local. “Infelizmente, perdemos algumas capelas e não sabemos o posicionamento correto entre elas. Então vamos precisar montar esse mapa do cemitério, convocar as famílias e entender suas escolhas. É um trabalho que vai demorar um bom tempo, mas, com

A rua Taquari acabou se tornando um marco muito emblemático da tragédia que vivemos. O início dessa limpeza representa um passo importante para a comunidade, para o meio ambiente e para o avanço do município”

calma e com muita serenidade, conseguiremos concluir”, disse.

Parque com quase 30 mil m²

O projeto do Parque Memorial Ecológico prevê quase 5 mil m² de áreas reflorestadas, mais de 19 mil m² de área permeável (equivalente a 70% do total), 8,5 mil m² de área impermeável e 390 m² de área edificada. A iniciativa tem como objetivo tornar-se referência nacional em reocupação sustentável de áreas de risco extremo, integrando o processo de reorganização urbanística de Muçum, que vem orientando sua expansão para regiões mais elevadas e seguras.

O espaço contará com infraestrutura voltada ao

Famílias serão reassentadas no loteamento Renascer

As famílias que residiam na rua Taquari estão sendo contempladas pelo programa habitacional do município. De acordo com Capitânio, praticamente todas receberão uma residência no loteamento Renascer, cujas obras de construção das casas estão em andamento. A previsão é que as entregas ocorram em aproximadamente seis meses.

convívio e ao lazer, incluindo churrasqueiras, memorial histórico, área para eventos, estacionamento, playground infantil e quadras esportivas. Também está prevista a melhoria do acesso à prainha local, resgatando a relação da comunidade com o rio de forma segura. Entre as soluções técnicas adotadas estão biovaletas, jardins de chuva e trincheiras de infiltração, que contribuem para a drenagem urbana e a redução de alagamentos.

Questionado sobre a participação da comunidade no planejamento do parque, o secretário Capitânio informou que membros da sociedade civil já foram convocados para reuniões de levantamento de sugestões. “Esse processo já foi feito. Hoje o parque está praticamente com o projeto fechado, só aguardando a liberação para o início da obra”, concluiu.

MUÇUM
Matheus Giovanella Laste matheuslaste@grupoahora.net.br
AMARILDO BALDASSO PREFEITO
Trabalhos de limpeza na rua Taquari devem ser finalizados em maio, projeta governo municipal
Estão previstos ambientes de memória em homenagem às vítimas, além de mirantes, pontos de contemplação, centro comunitário e quadras esportivas
SANDRO PEREIRA DA SILVA

Paróquia São Pedro celebra 130 anos de acolhimento em Encantado

História iniciada com imigrantes italianos segue viva com ações de integração, turismo religioso e acolhida a estrangeiros

ENCANTADO

No dia 28 de abril de 2026, a Paróquia São Pedro de Encantado completou 130 anos de história, uma trajetória que começou com imigrantes italianos, atravessou gerações e hoje abraça pessoas de dezenas de nacionalidades. Tudo começou décadas antes da fundação oficial. Em 1875, chegaram os primeiros italianos à região, vindos do Vêneto. Trouxeram na bagagem a fé, imagens religiosas e o hábito de construir capitéis.

A primeira capela dedicada a São Pedro foi autorizada em 1888, mas foi somente em 1896 que a paróquia ganhou forma: o missionário scalabriniano Pe. Domenico Vicentini desembarcou em Encantado em 20 de abril daquele ano com uma missão definida pelo próprio Bispo de Porto Alegre; fundar uma paróquia para atender toda a região de colonização italiana, que incluía localidades como Muçum, Arvorezinha, Anta Gorda e Veranópolis.

Em 1904, Dom João Batista Scalabrini, fundador da Congregação, visitou pessoalmente Encantado por nove dias, realizou mais de duas mil crismas e abençoou solenemente a nova e maior igreja. O nome de Scalabrini está gravado na história da paróquia e ganhou nova homenagem em 2024, com a consagração de uma moderna capela de vidro em seu nome, dentro do Complexo do Cristo Protetor.

Uma missão que se renova

A história da paróquia não parou no século passado. Com o fim da imigração italiana, os scalabrinianos foram gradualmente repassando paróquias vizinhas à diocese. Mas um novo capítulo começou a partir de 2013, com a chegada dos primeiros imigrantes haitianos após o terremoto que devastou o país.

O Padre Genoir Pieta, atual capelão do Cristo Protetor e administrador paroquial, viveu de perto esse momento. “Nossa congregação existe justamente para atender os migrantes. Com o tempo, a imigração italiana cessou e passamos a atender seus descendentes. Por isso, fomos deixando para a diocese as paróquias do entorno não havia

mais sentido em continuarmos aqui sem migrantes verdadeiros”, explica. Mas a partir de 2013, com a chegada dos haitianos, a situação mudou.

O padre lembra que foi pessoalmente receber o primeiro grupo. “Fui com um grupo de leigos scalabrinianos recebê-los. Esse time entendeu que havia uma missão a cumprir. Foram eles que acolheram, acompanharam e reavivaram o carisma de Scalabrini, atualizado pela chegada dos imigrantes”, reforça Hoje, haitianos, venezuelanos, colombianos e africanos fazem parte do cotidiano da região. A paróquia mantém dois cursos semanais gratuitos de português para estrangeiros, com cerca de 60 inscritos no total.

“Celebrando 130 anos, queremos reavivar este carisma: acolher, proteger, integrar e favorecer a comunhão de raças e

culturas, dentro da perspectiva cristã que esteve desde o começo em Encantado”, afirma o padre.

A Paróquia São Pedro formou um bispo, dezenas de sacerdotes e inúmeras lideranças leigas.

Um marco do turismo

A igreja Matriz São Pedro também é um ponto que reforça o momento turístico alcançado na cidade. Visitantes e turistas param com frequência no local para conhecer e registrar a beleza da estrutura. O prédio passou por reformas e melhorias no entorno da matriz, com apoio do governo municipal, além de conservar uma réplica do Santo Sudário, aspecto bastante buscado por quem a visita.

A paróquia também é inseparável do maior símbolo recente da cidade. Em 6 de abril de 2025, o Complexo do Cristo Protetor de Encantado foi inaugurado solenemente,

Nossa congregação existe justamente para atender os migrantes. Com o tempo, a imigração italiana cessou e passamos a atender seus descendentes.”

GENOIR PIETA ATUAL CAPELÃO DO CRISTO PROTETOR E ADMINISTRADOR PAROQUIAL

atualmente a maior estátua de Cristo no mundo. Desde o início das visitações, em 2021, mais de 600 mil pessoas de 78 nacionalidades passaram pelo local, cuja capelania está sob responsabilidade dos padres scalabrinianos.

Padre Genoir Pieta, atual capelão do Cristo Protetor e administrador paroquial em frente a Igreja São Pedro
Matheus Giovanella Laste matheuslaste@grupoahora.net.br
PADRE
MATHEUS GIOVANELLA LASTE

Noite Cultural e desafios marcam gincana vencida pela equipe Spears

Tema “Viagem no Tempo” guiou provas e apresentações das quatro equipes participantes

A equipe Spears foi a grande campeã da 12ª Gincana do Ceat Região Alta. O resultado foi anunciado após dois dias de intensa programação, marcados por desafios, integração e espírito de equipe.

A edição deste ano teve como tema “Viagem no Tempo”. A abertura ocorreu no dia 23 de abril, com atividades que envolveram diferentes áreas do conhecimento. As equipes participaram de provas criativas e das tradicionais “rapidinhas”, que deram ritmo à disputa.

Um dos momentos centrais foi a Noite Cultural. O evento ocorreu no Auditório do Sicredi Região dos Vales, em Encantado. As equipes Spears, Madonns, The Jacksons e Matrix apresentaram produções artísticas desenvolvidas ao longo da gincana.

Entre os destaques, estiveram

vídeos produzidos nas pré-tarefas, como a recriação da abertura do desenho iCarly. Também ganharam espaço apresentações inspiradas no filme “Meninas Malvadas”, com foco na interpretação e na criatividade. O encerramento da noite foi marcado pela dança das décadas. As equipes apresentaram coreografias temáticas, com figurinos e trilhas que representaram diferentes períodos históricos. A atividade reforçou o trabalho em grupo e o envolvimento dos participantes. Conforme a organização, ao longo da gincana, as equipes demonstraram dedicação e superação, com destaque para a união entre os estudantes e a valorização da cultura, da criatividade e do aprendizado coletivo. A conquista da equipe Spears coroou uma trajetória consistente e cheia de energia.

Produções desenvolvidas ao longo da gincana foram apresentadas no Auditório Sicredi

O hábito da leitura

O 41º episódio do programa Segredo da Infância, da Rádio A Hora, foi ao ar direto do estúdio de Encantado e tratou do tema “Tempo de ler: o hábito que transforma”. Os convidados foram professores e alunos da EMEF Mundo Encantado, escola que atende 385 estudantes do pré ao 9º ano, com uma equipe de 48 profissionais. A produção tem o patrocínio do Espaço Flores.Ser, de Encantado.

A mediação foi conduzida pela facilitadora de processos de inovação Ana Fausta Borghetti, que abriu a conversa destacando o papel atemporal da leitura. “Ler nunca deveria sair de moda, pois é uma ferramenta que amplia possibilidades e auxilia em diferentes aspectos da vida”, disse. Ana Fausta também ressaltou a importância de resgatar práticas como o contato com livros físicos, jornais e revistas, valorizando estratégias pedagógicas que tornem esse momento significativo.

A partir desse contexto, a professora Luciana Cossul explicou como surgiu o projeto dentro da escola. Ela relatou que, no início do ano letivo de 2026, os docentes foram desafiados a criar propostas inovadoras. Foi então que surgiu a ideia de resgatar o hábito da leitura, mas com uma abordagem diferente. “Não queríamos um projeto tradicional”, afirmou. A iniciativa ganhou adesão coletiva e passou a envolver todas as turmas, com encontros semanais dedicados à leitura e à imaginação.

O professor Rhuan Felipe Betânia complementou destacando dois conceitos centrais: conexão e hábito. Ele explicou que, após o período de isolamento na pandemia, a escola busca reconstruir vínculos e rotinas. Para isso, pequenas ações fazem diferença. “Pouquinho a pouquinho, cria hábito”, disse. O projeto, segundo ele, funciona como uma pausa no cotidiano digital, oferecendo um “break time” para que os alunos redescubram outras formas de interação com o conhecimento.

Luciana detalhou a dinâmica das atividades. Cada turma recebe semanalmente uma caixa surpresa com diferentes materiais. O conteúdo varia entre jornais, gibis, revistas, livros em inglês e obras literárias diversas, sempre respeitando a faixa etária. A proposta é despertar curiosidade. “Eles não sabem o que vão receber”, explicou. A partir daí, os professores desenvolvem atividades complementares, adaptadas a cada nível de aprendizagem. Os relatos das alunas mostraram o impacto da proposta. Valentina Kohl de Faria contou que teve contato com um livro de histórias em quadrinhos em inglês. Ela destacou o interesse despertado pelo formato e pela linguagem

Patrocínio:

Realização:

acessível. Já Luiza de Freitas Bagnara relatou que se envolveu com uma revista científica, a Ciência Hoje, aprofundandose em temas como o fator RH do sangue e seus impactos na gravidez.

Entre as alunas mais novas, Heloisa da Costa Schena e Anita Golin Daltoe compartilharam a leitura de “O Reizinho Mandão”. As duas chamaram a atenção ao recontar a história com riqueza de detalhes.

Para Ana Fausta, esse tipo de experiência amplia horizontes. Ela observou que assuntos que poderiam passar despercebidos em sala ganham novo significado quando surgem de forma espontânea. “Isso contribui para formar cidadãos mais críticos e informados”, salientou.

Ana Fausta, Luiza, Valentina, professores Luciana e Rhuan, Anita e Heloísa

Vem aí a segunda edição do Desafio do Morro Gaúcho 365 VEZES NO VALE

O365 vezes no vale e o grupo Manos da Pesca te convidam para conhecer um dos mirantes mais famosos do Rio Grande do Sul. No dia 30 de maio, ocorre a segunda edição do Desafio do Morro Gaúcho, uma aventura com direito a trilha até o ponto natural de Arroio do Meio.

O desafio consiste em uma caminhada de 12 quilômetros do Mirante Pôr do Sol até o topo do Morro Gaúcho, local conhecido por ser uma antiga pedreira no passado. O trajeto ocorre por meio da mata na denominada “Trilha do Velho”.

Se trata de um trecho íngreme e que exige certo esforço físico. No cume, os participantes poderão aproveitar um tempo para tirar fotos e lanchar antes do retorno até o ponto de início da caminhada. O evento total deve ter cerca de cinco horas.

A organização estuda junto do Mirante Pôr do Sol oferecer almoço à parte para interessados.

As vagas são limitadas para 60 pessoas. Não há cobrança de inscrição, apenas a doação de um quilo de ração que será destinada a Associação de Proteção aos Animais Arroiomeenses (Apaam).

O objetivo do Desafio do Morro Gaúcho é apresentar uma das paisagens panorâmicas mais belas do Vale do Taquari, local desco-

nhecido por muitos moradores da região, além de evidenciar o potencial turístico e fortalecer o ecoturismo.

Cronograma

do 2° Desafio do Morro Gaúcho

6h30 – Abertura do evento

7h – Início da trilha

9h30 – Chegada ao pico do Morro Gaúcho

9h30 às 10h – Fotos da turma, café e descanso

10h – Início do retorno

12h – Chegada aos veículos / encerramento

Mais informações nas páginas @365_vezes_no_vale e @manos_ dapesca ou pelo WhatsApp 51 99539-1046.

É um dos principais pontos turísticos do Vale do Taquari, conhecido pela vista panorâmica privilegiada da região. Do alto dos 559 metros, é possível observar várias cidades do Vale cortadas pelo rio Taquari.

O mirante se destaca ainda pelos amanheceres com mar de nuvens e pelos pores do sol marcantes. Outra característica marcante são as marcas ainda presentes da época da pedreira como o lago criado após a escavação de pedras e até ruínas de construções de décadas atrás.

Desafio do Morro Gaúcho ocorre no dia 30 de maio com a organização do 365 vezes no vale e Manos da Pesca
Sobre o Morro Gaúcho
Percurso de 12 quilômetros passará pela conhecida Trilha do Velho

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